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ID
5339458
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como informar as crianças em momentos de crise?

Maria Carolina Cristianini*


    1§ Enfrentar crises não é novidade para quem vive na Terra. Entre guerras, períodos de recessão e tragédias naturais e humanas, de tempos em tempos as crises surgem. É necessário muita sobriedade nesses momentos. E, então, são os adultos que, efetivamente, assumem o papel de lidar com a situação e resolvê-la – conforme a possibilidade de atuação de cada um. Mas há outra questão. O mundo não é formado somente pelos maiores de idade.

    2§ É a partir disso que convido a uma reflexão: como os adultos ao seu redor, ou você mesmo, têm explicado a crise atual – e os seus mais diversos sentidos –, causada pela pandemia de Covid 19, a crianças e adolescentes? Posso afirmar, com a segurança de uma trajetória que passa de 12 anos nesta área, que o jornalismo infantojuvenil é, sim, o melhor amigo de pais, mães, tios, tias, professores e professoras neste momento.

    3§ Levar os fatos para os jovens, apurados com as mesmas técnicas usadas no jornalismo profissional “para adultos”, tem, sim, os mais diversos benefícios quando se está diante de algo que presenciamos pela primeira vez, como o novo coronavírus. Alguns desses impactos positivos: usa linguagem adequada para este público, garantindo o seu entendimento e o contexto do que está acontecendo; acalma diante da ansiedade que algo desconhecido naturalmente traz; e abre a oportunidade para que a criança ou o adolescente se sinta inserido na situação como parte integrante e ativa da sociedade, sem estar à margem do noticiário.

    4§ O jornalismo infantojuvenil pode transformar uma geração, a partir da informação de qualidade e do incentivo ao desenvolvimento do senso crítico e à construção de uma cidadania ativa, em qualquer idade.


* Editora-chefe do jornal Joca, voltado para crianças e jovens. Folha de S. Paulo, Tendências/Debates, 21 fev. 2021, p. A3. Adaptado. 

“Concordância é o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam, nas suas flexões, com as palavras de que dependem.”


CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Companha Editora Nacional, 2010, p. 438.


A esse respeito, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.


I. Na estrutura frasal “É necessário muita sobriedade nesses momentos.” (1§), realizou-se corretamente a concordância nominal e ela se justifica

PORQUE

II. o predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular em locuções como “é necessário”, embora o sujeito seja substantivo feminino.


Sobre essas asserções, é correto afirmar que 

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: B

    "O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular nas estereotipadas locuções é bom, é necessário, é preciso, etc., embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural:"

    • [...] "É necessário muita fé."

    Havendo determinação do sujeito, ou sendo preciso realçar o predicativo, efetua-se a concordância normalmente:

    • É necessária a tua presença aqui. [= indispensável]

    FONTE: Cegalla

  • Expressões: 'É bom', 'É necessário', 'É preciso', 'É proibido' e assemelhados é variável se ,somente

    se o sujeito estiver DETERMINADO por artigo ou pronome.