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ID
5344897
Banca
AOCP
Órgão
MPE-RS
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

COMO DEFINIR OBJETIVOS QUANDO NÃO SABEMOS O QUE QUEREMOS

Pilar Jericó - 11 MAI 2021


    Somos estimulados a sonhar, a buscar objetivos e a nos orientar em direção ao que desejamos. Às vezes, o problema é que não sabemos o que queremos. É o que tenho observado em muitas pessoas, até em mim mesma. A dúvida aparece quando terminamos uma etapa, como concluir alguns estudos ou finalizar um trabalho. Também surge quando estamos cansados de uma determinada situação, quando temos de nos reinventar devido às circunstâncias ou quando nos deparamos com um fracasso ou um contratempo. [...] Um pequeno exercício de reflexão pode nos ajudar a recuperar sonhos e a definir objetivos que nos animem. Vejamos algumas dicas práticas.

    Primeiro, não devemos confundir nossos sonhos com fantasias. Um sonho é um projeto que nos anima, como estudar algo novo, comprar um carro ou ter um filho. Pode ser mais ou menos ambicioso, mas nos impulsiona a nos esforçar para conseguir realizá-lo. Já uma fantasia é algo que vive em nossa mente, que gostamos de imaginar, mas que, no fundo, sabemos que nunca vamos dedicar muita energia para alcançá-lo. [...] Dar a volta ao mundo, viver nas ilhas paradisíacas do Pacífico ou se tornar diretor de cinema em Hollywood poderiam ser alguns exemplos. Aprender a diferenciar os sonhos das fantasias nos faz ser honestos conosco mesmos e nos alivia da pressão de conseguir estas últimas, das quais, insistimos, não necessitamos. 

    [...] Quando não sabemos o que queremos ou não temos um sonho claro, podemos fazer várias coisas. Por um lado, podemos recuperar sonhos do passado como forma de inspiração. A adolescência é uma época muito frutífera de ideias. Valeria a pena lembrar do que gostávamos ou o que nos animava. O objetivo não é realizar os sonhos ao pé da letra. Talvez tenham ficado um pouco desatualizados ou, simplesmente, sejam impossíveis de alcançar, como se queríamos ser astronautas e agora temos 40 anos. Os velhos sonhos atuam como faróis, não são cartas de navegação, daí a importância de recuperá-los. Retomando o exemplo anterior do astronauta, obtemos informações sobre nós mesmos. Com esse exercício simples, lembramos que gostávamos de aventuras ou de estudar as estrelas. Dessa forma, podemos nos matricular em um curso de astronomia, comprar um telescópio ou acessar os recursos da NASA para conhecer mais a respeito. E você, o que gostava de fazer quando era mais jovem? O que pode extrair daquilo? 

    Outra forma de nos orientarmos é pensar naquilo que não queremos. Talvez este exercício não seja tão atraente quanto imaginar a si mesmo no futuro, mas é um passo válido. O que eu quero parar de fazer? Pode ser no âmbito pessoal ou profissional, como evitar me irritar por alguma coisa, não continuar neste trabalho ou manter uma amizade.

    Quando estamos em uma dúvida profunda sobre o que fazer ou quais são nossos sonhos, temos outra opção: refletir sobre com quem gostaríamos de parecer, mesmo que seja um personagem de ficção. Mais uma vez, isso funciona como farol, mas volta a nos dar pistas sobre nós mesmos. Com este exercício, podemos tirar conclusões que nos ajudem a aterrissar na realidade e a definir objetivos concretos.

Adaptado de: https://brasil.elpais.com/estilo/2021-05-11/como-definir-objetivos-quando-nao-sabemos-o-que-queremos.html. Acesso em: 14 mai. 2021.

A respeito das seguintes expressões destacadas, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA D

    Em “Os velhos sonhos atuam como faróis, não são cartas de navegação, daí a importância de recuperá-los.”, a expressão em destaque atua como uma conjunção consecutiva.

  • Praticamente todo mundo errou essa. Pesquisando na internet a respeito dessa questão, achei um recurso interposto justificando que o gabarito oficial está errado e de que, o gabarito correto, como a maioria marcou, é o verdadeiro. Segue o recurso:

    A questão teve indicada, em gabarito oficial preliminar, como correta a alternativa D. No entanto, a questão merece ter seu gabarito reformado, em razão de que:

    a) O termo em destaque, “daí”, não pode atuar como conjunção consecutiva por não atender ao requisito de conjunção consecutiva introduzir oração subordinada consecutiva: o termo inicia uma oração de sentido completo, portanto, coordenada;

    b) O termo “daí”, em nenhuma gramática clássica dos estudos gramaticais (Novíssima gramática da língua portuguesa, de Cegalla; Nova gramática do português contemporâneo, de Celso Cunha; é apresentado como conjunção, e, sim, como uma contração da preposição DE com o advérbio AÍ, resultando-se DAÍ;

    c) As conjunções consecutivas são as seguintes: Tal, tão, tamanho, tanto (em uma oração, seguida pelo que em outra oração), De maneira que, de forma que, de sorte que, de modo que.

    d) O termo “daí”, segundo o gramático Evanildo Bechara, em Moderna gramática portuguesa (2011), pode ser considerado um termo capaz de estabelecer “Enlaces adverbiais em grupos de orações”, que podem ser conclusivas ou causais-explicativas. No contexto da frase “Os velhos sonhos atuam como faróis, não são cartas de navegação, daí a importância de recuperá-los”, a expressão em destaque atua como uma expressão adverbial que assume o valor semântico de conclusão, pois poderia ser substituído por “por isso”.

    Por tudo isto, entende-se que a questão não pode ter como resposta a alternativa D.

    A resposta aceitável para a questão encontra-se na alternativa B, pois o termo “também” atua com o valor de adição de afirmação ao período anterior, o que está associado à função da conjunção aditiva. Das demais alternativas apresentam indicações equivocadas:

    A) Em “Às vezes, o problema é que não sabemos o que queremos.”, a expressão em destaque é advérbio de tempo e não de frequência.

    C) Em “Dessa forma, podemos nos matricular em um curso de astronomia […]”, a expressão em destaque funciona como locução conjuntiva coclusiva e não como um advérbio de modo.

    E) Em “Talvez este exercício não seja tão atraente quanto imaginar a si mesmo no futuro […]”, a expressão em destaque é um advérbio de dúvida e não tem caráter interjetivo.

    Necessário, portanto, que o Instituto AOCP reconheça, desde logo, a necessidade de reforma do gabarito, passando de D para B a alternativa correta

  • A questão requer conhecimento acerca das classes gramaticais, especialmente o valor semântico dos advérbios e conjunções.

    Alternativa (A) incorreta - Não existe advérbio de frequência. “Às vezes" é locução adverbial de tempo.

    Alternativa (B) incorreta - É um advérbio de inclusão/adição.

    Alternativa (C) incorreta - É uma locução conjuntiva conclusiva/consecutiva.

    Alternativa (D) correta - “Daí" - contração da preposição de + advérbio . Nesse contexto, indica consequência em relação ao que fora mencionado, portanto conjunção consecutiva.

    Alternativa (E) incorreta - É um advérbio de dúvida.

    Gabarito da Professora: Letra D.

    • e;
    • nem;
    • também;
    • bem como;
    • como também;
    • não só... mas também;
    • não só... como também;
    • não só... mas ainda;
    • não somente… mas também;
    • não somente… como também;
    • não somente… mas ainda;

    mesmo voltando ao texto não da pra ver um erro explicito na letra B.

  • Ou a questão está errada ou tudo que eu aprendi foi uma mentira então.
  • aocp lixo, infelizmente, essa banca tá conseguindo pegar tudo quanto é concurso nesse Brasil. Você estudou feito um condenado e chega numa questão dessa com dúvida (que na verdade não é dúvida, mas sim algo intencionalmente feito pelo elaborador pra você perder tempo de prova analisando a questão...nesse caso, pula e vai pra próxima)

  • Quem marcou a alternativa "B" ta no caminho certo!!

  • Alternativa (D) correta - “Daí" - contração da preposição de + advérbio . Nesse contexto, indica consequência em relação ao que fora mencionado, portanto conjunção consecutiva.

  • Essa questão não era para ser anulada?