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ID
5444338
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PM-AL
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

   A sociedade que não proporciona liberdade — direito do homem que reconhece a ele o poder de escolha nos diversos campos da vida social — aos seus membros, a rigor, não se justifica. A liberdade, ainda que não absoluta, é meta e essência da sociedade.
   São extremos: de um lado, a utópica sociedade perfeita, ou seja, essencialmente democrática, liberal e sem injustiças econômicas, educacionais, de saúde, culturais etc. Nela, a liberdade é absoluta. Do outro lado, a sociedade imperfeita, desigual, não democrática, injusta, repleta dos mais graves vícios econômicos, de educação, de saúde, culturais etc. Nesta, a liberdade é inexistente.
   Entre os extremos está a sociedade real, a de fato, a verdadeira ou efetiva, aquela na qual os problemas econômicos, educacionais, de saúde, culturais etc. existem em infinitos níveis intermediários.
   As três sociedades — perfeita, imperfeita e real — “existem”, cada qual com a sua estabilidade interna de convivência, de forma que os seus membros experimentam relações entre si com a liberdade possível. Quanto mais imperfeita é a sociedade, menos liberdade os indivíduos possuem e maior é a tendência de convivência impossível. Na outra ponta, quanto mais a sociedade está próxima da perfeição, mais próximos da liberdade absoluta estão os indivíduos. Há a convivência ótima.
   A sociedade real, por seu turno, pode ter maior ou menor segurança pública. Numa sociedade real, a maior segurança pública possível é aquela compatível com o equilíbrio dinâmico social, ou seja, adequada à convivência social estável. Não mais e não menos que isso. Logo, para se ter segurança pública, há que se buscar constantemente alcançar e preservar o equilíbrio na sociedade real pela permanente perseguição à ordem pública.

  D’Aquino Filocre. Revisita à ordem pública. In: Revista de Informação Legislativa, Brasília, out.–
dez./2009. Internet: <senado.leg.br> (com adaptações).

A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item.


No terceiro período do segundo parágrafo, a expressão “não democrática” poderia ser corretamente substituída por ademocrática, sem prejuízo dos sentidos originais do texto.

Alternativas
Comentários
  • Prefixo de origem grega:

    a-, an-: Afastamento, privação, negação, insuficiência, carência. Exemplos: anônimo, amoral, ateu, afônico.

    https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf7.php

  • CERTO. Ademocrática- em que está ausente o conceito de democracia.

  • GAB CERTO.

    ESSE A INICIAL SIGNIFICA NEGAÇÃO

  • O ''A'' representa o Não (NEGAÇÃO).

    Lembrar do Típico (Crime) e Atípico (Não crime) do Direito Penal por exemplo.

  • "A" - antes tem o valor de NÃO

  • Prefixo de negação.

  • Gabarito : Certo.

  • CORRETO!!

    NÃO PRECISA NEM VOLTAR AO TEXTO

    PREFIXOS COMO: A, IN, DES...

    GRAÇA ; DESGR4ÇA

    OBEDIENTE : DESOBEDIENTE

    TOLERÁVEL ; INTOLERÁVEL

    CONVENIENTE; INCOVENIENTE

  • Moral = aquilo que é ético

    Amoral = aquilo NÃO ético

    A,AN tem valor de negação, afastamento, privação...