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ID
1110817
Banca
FEPESE
Órgão
IPREV
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O papel da língua portuguesa na carreira do advogado

Giulianna Louise Christofoli

Assim que nascemos, já temos o nosso primeiro contato com a língua portuguesa. Entramos na escola e o Português nos acompanha desde o primeiro dia de aula até a formatura. Alguns se apaixonam por ele; muitos, não querem nem sua amizade. Ocorre que, aqueles que no passado não deixaram o Português entrar nas suas vidas, hoje se arrependem e perdem muito por isso. Sabemos que a língua portuguesa é meio fundamental de comunicação. Necessitamos dela o tempo inteiro. Falar, todos nós sabemos. Agora, falar corretamente…
Sem perceber, as pessoas que não têm intimidade com o Português perdem muitas oportunidades na vida. Não só na vida profssional, mas na vida social e pessoal. Até quando vamos querer esconder a ideia de que saber falar corretamente é e sempre será essencial? Se aceitássemos essa ideia e buscássemos uma amizade com a língua portuguesa, veríamos que as nossas chances na vida seriam bem maiores. Hoje, a pessoa que sabe falar bem destaca-se. E se passa como diferente, num país em que falar e escrever bem deveria ser comum. Pois bem, agora que sabemos o quão fundamental é se comunicar bem, imaginemos a sua importância na esfera jurídica.
Primeiramente, vamos tratar dos concursos públicos, febre que vem aumentando nos dias atuais. Os examinadores já se deram conta do papel do Português na esfera pública e não existe um concurso sequer que não caia a matéria mais temida pelos concursados. A exigência da língua portuguesa é obrigação que deveria vir presente em todas as provas profissionalizantes, para seleção de pessoal. Posso inclusive dizer que a Língua Portuguesa talvez seja a única matéria essencial para todas as áreas profssionais, tanto humanas como exatas, podendo ser considerada como a única que utilizamos a vida inteira, o tempo inteiro. Vai dizer que não é importante?
Agora refitam sobre a carreira do advogado. Os advogados, profissionais que deveriam merecer extremo respeito, por buscarem fazer “jus à justiça”, sofrem grandes preconceitos. Digo-lhes o motivo: o bendito Português. O advogado que não tiver o conhecimento da sua própria língua fca prejudicado na carreira e dá maiores chances para os concorrentes. É muito claro que se não combinarmos advocacia com a língua portuguesa, o advogado não saberá se comunicar oralmente, não saberá interpretar a lei da melhor forma e, principalmente, não saberá elaborar peças, atividade fundamental da advocacia. Quantas vezes nos deparamos com peças mal elaboradas, sustentações orais incoerentes e interpretações sem sentido? Até mesmo a comunicação com outros profissionais do Direito deve observar as formalidades do Português. Esses pequenos detalhes resultam em pontos negativos e a culpa é inteirinha do nosso amigo tão falado.
(…)
Devemos dar mais importância ao Português, um camarada que está do nosso lado desde o momento em que nascemos e que vai nos acompanhar ao longo da nossa trajetória. Reflitam. Parem de fugir do Português e comecem a correr atrás dele antes que seja tarde.

Fonte: , acesso em 20.10.2013.


Analise o emprego dos tempos e modos verbais no primeiro parágrafo do texto e identifque abaixo as afrmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).

( ) Há quatorze verbos conjugados no modo imperativo.

( ) Há mais de quatro verbos usados no infnitivo pessoal.

( ) Há três verbos usados no pretérito perfeito que correspondem à mesma pessoa do pre- sente do indicativo e possuem a mesma grafa e pronúncia.

( ) O verbo “ser” no texto está conjugado na terceira pessoa do singular do modo subjuntivo.

( ) O modo indicativo traz ao texto referência a fatos verossímeis ou tidos como tal e é esse o modo predominante no parágrafo em análise.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Comentários
  • (F) Há quatorze verbos conjugados no modo imperativo. (ordem, desejo, pedido)

    (F) Há mais de quatro verbos usados no infnitivo pessoal. Tem somente três verbos no infinitivo pessoal. Veja abaixo:

    (F) Há três verbos usados no pretérito perfeito que correspondem à mesma pessoa do presente do indicativo e possuem a mesma grafia e pronúncia. 

    (F) O verbo “ser” no texto está conjugado na terceira pessoa do singular do modo subjuntivo. (que ele/ela seja)

    (V) O modo indicativo traz ao texto referência a fatos verossímeis ou tidos como tal e é esse o modo predominante no parágrafo em análise. 

     

    Primeiramente, o infinitivo pessoal é igual ao futuro do subjuntivo. Cuidado! Não confunda um com o outro!

    Infititivo pessoal: vem normalmente antecedido de preposição ou locução prepositiva.

    Forma-se a partir do infinitivo pessoal + desinências números pessoais:

    es (2a p. sing),

    - mos (1a p. pl),

    - des (2a p.pl),

    - em (3a p.pl).

    Exemplo: Amar - Amares - Amar - Amarmos - Amardes - Amarem

    Exemplo: Vender - Venderes - Vender - Vendermos - Venderdes - Venderem

    Exemplo: Partir - Partires - Partir - Partirmos - Partirdes - Partirem

     

    Futuro do subjuntivo: vem normalmente antecedido do pronome interrogativo "quem" (equivalendo a "aquele que") ou de conjunção ou locução conjuntiva.

     

    Primeiro parágrafo do texto: 

    Assim que nascemos, já temos o nosso primeiro contato com a língua portuguesa. Entramos na escola e o Português nos acompanha desde o primeiro dia de aula até a formatura. Alguns se apaixonam por ele; muitos, não querem nem sua amizade. Ocorre que, aqueles que no passado não deixaram o Português entrar nas suas vidas, hoje se arrependem e perdem muito por isso. Sabemos que a língua portuguesa é meio fundamental de comunicação. Necessitamos dela o tempo inteiro. Falar, todos nós sabemos. Agora, falar corretamente…

     

     

     

     

     

    Fonte: Fernando Pestana, Gramática para Concursos Públicos, 3a ed.