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ID
1314022
Banca
FCC
Órgão
METRÔ-SP
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: Leia o texto abaixo para responder à questão.

    O criador da mais conhecida e celebrada canção sertaneja, Tristeza do Jeca (1918), não era, como se poderia esperar, um sofredor habitante do campo, mas o dentista, escrivão de polícia e dono de loja Angelino Oliveira. Gravada por “caipiras” e “sertanejos”, nos “bons tempos do cururu autêntico”, assim como nos “tempos modernos da música ‘americanizada’ dos rodeios”, Tristeza do Jeca é o grande exemplo da notável, embora pouco conhecida, fluidez que marca a transição entre os meios rural e urbano, pelo menos em termos de música brasileira.

    Num tempo em que homem só cantava em tom maior e voz grave, o Jeca surge humilde e sem vergonha alguma da sua “falta de masculinidade”, choroso, melancólico, lamentando não poder voltar ao passado e, assim, “cada toada representa uma saudade”. O Jeca de Oliveira não se interessa pelo meio rural da miséria, das catástrofes naturais, mas pelo íntimo e sentimental, e foi nesse seu tom que a música, caipira ou sertaneja, ganhou forma.

    “A canção popular conserva profunda nostalgia da roça. Moderna, sofisticada e citadina, essa música foi e é igualmente roceira, matuta, acanhada, rústica e sem trato com a área urbana, de tal forma que, em todas essas composições, haja sempre a voz exemplar do migrante, a qual se faz ouvir para registrar uma situação de desenraizamento, de dependência e falta”, analisa a cientista política Heloísa Starling.

    Acrescenta o antropólogo Allan de Paula Oliveira: “foi entre 1902 e 1960 que a música sertaneja surgiu como um campo específico no interior da MPB. Mas, se num período inicial, até 1930, ‘sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzidas no interior do país, tendo como referência o Nordeste, a partir dos anos de 1930, 'sertanejo' passou a significar o caipira do Centro-Sul. E, pouco mais tarde, de São Paulo. Assim, se Jararaca e Ratinho, ícones da passagem do
sertanejo nordestino para o ‘caipira’, trabalhavam no Rio, as duplas dos anos 1940, como Tonico e Tinoco, trabalhariam em São Paulo”.


                                                                          (Adaptado de: HAAG, Carlos. “Saudades do Jeca no século XXI”. In: Revista Fapesp, outubro de 2009, p. 80-5.)

Substituindo-se o segmento grifado pelo que está entre parênteses, o verbo que se mantém corretamente no singular, sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, está em:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra E

    Nas alternativas de A a E, a palavra trocada era sintaticamente um sujeito, logo alteraria o verbo, visto que o verbo concorda com seu respectivo sujeito.

    As toadas representam
    Os antropólogos acrescentam
    As canções conservam
    Os homens cantavam


    Na alternativa E, o que ocorreu foi a troca do objeto, o que não acarretou a mudança do verbo.

    espero ter ajudado
    Bons estudos

  • 'sertanejo' passou a significar os caipiras do Centro-Sul

  • GABARITO ''E''

    NADA MAIS É DO QUE A TROCA DO OBJETO DIRETO... NOTE QUE 'SERTANEJO' É O SUJEITO...


  • Gab. E

    Sertanejo passou a significar... O que passou a significar...O sertanejo, não os caipiras do centro-sul, por isso, fica no singular.

    Todas as outras devem acompanhar o substantivo e passar para o plural obrigatoriamente.

    ..cada toada representa uma saudade... (todas as toadas) = todas as todas representam...

    Acrescenta o antropólogo Allan de Paula Oliveira... (os antropólogos)... = Aqui é só um antropólogo chamado Allan...

    A canção popular conserva profunda nostalgia da roça. (As canções populares) = As canções populares conservam...

    Num tempo em que homem só cantava em tom maior e voz grave... (quase todos os homens) = os homens cantavam...

    Yes, we can!

  • O que passou a significar 'sertanejo'?

    Os caipiras do centro sul. (É isso que devo pensar?)