SóProvas


ID
236083
Banca
FCC
Órgão
TCE-SP
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                         Pensando nas histórias populares

           Se examinarmos as fábulas populares, verificaremos que  elas representam dois tipos de transformação social, sempre  com final feliz. Num primeiro tipo, existe um príncipe que, por alguma
circunstância, se vê reduzido a guardador de porcos ou  alguma outra condição miserável, para depois reconquistar sua condição real. Num segundo caso, existe um jovem pastor que não possuiu nada desde o nascimento e que, por virtude própria  ou graça do destino, consegue se casar com a princesa e  tornar-se rei.
           Os mesmos esquemas valem para as protagonistas femininas: a donzela nobre é vítima de uma madrasta (Branca  de Neve) ou de irmãs invejosas (Cinderela), até que um príncipe se apaixone por ela e a conduza ao vértice da escala social. Ou  então uma camponesa pobre supera todas as desvantagens da origem e realiza núpcias principescas.
          Poderíamos pensar que as fábulas do segundo tipo são  as que exprimem mais diretamente o desejo popular de uma  reviravolta dos papéis sociais e dos destinos individuais, ao passo  que as do primeiro tipo deixam aparecer tal desejo de forma  mais atenuada, como restauração de uma hipotética ordem  precedente. Mas, pensando bem, os destinos extraordinários do  pastorzinho ou da camponesa representam apenas uma ilusão  miraculosa e consoladora, ao passo que os infortúnios do príncipe
ou da jovem nobre associam a imagem da pobreza com a  ideia de um direito subtraído, de uma justiça a ser reivindicada, isto é, estabelecem no plano da fantasia um ponto que  será fundamental para toda tomada de consciência da época  moderna, da Revolução Francesa em diante.
          No inconsciente coletivo, o príncipe disfarçado de pobre é a prova de que cada pobre é, na realidade, um príncipe que sofreu uma usurpação de poder e por isso deve reconquistar  seu reino.   Quando cavaleiros caídos em desgraça triunfarem sobre seus inimigos, hão de restaurar uma sociedade mais justa, na qual será reconhecida sua verdadeira identidade.

                                                                           (Adaptado de Ítalo Calvino, Por que ler os clássicos)

A forma verbal da voz passiva correspondente exatamente à construção:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa A

    É bastante claro que na voz passiva o sujeito sofre a ação.

    Se ( nós ) examinarmos as fábulas populares   /  Se as fábulas populares forem por nós examinadas.

    1) O objeto direto da voz ativa - fábulas populares - torna-se o ''sujeito paciente'' da voz passiva.

    2) O verbo examinar, antes no futuro do subjuntivo, agora assume a forma de locução verbal - forem examinadas

    3) O sujeito da voz ativa agora é agente da passiva, na voz passiva analítica - Nós.

    Forte abraço. 

  • Dá para matar uma questão dessa só no macete:

    Item A) CORRETA

    Item B) ERRADO. Quando a voz ativa tem UM verbo, na voz passiva terá DOIS verbos. A frase na voz passiva, nessa questão, só tem UM verbo.

    Item C) ERRADO. O desejo popular é o sujeito passivo, portanto o verbo TÊM deveria estar no singular.

    Item D) ERRADO. A construção da voz passiva é de VERBO + PARTICÍPIO. Nessa frase, o verbo representando não está no particípio, e sim no gerúndio.

    Item E) ERRADO. Quando a voz ativa tem DOIS verbos, na voz passiva terá TRÊS verbos. A frase na voz passiva, nessa questão, só tem DOIS verbos.
  • Acho que ficaria assim:

    b) um jovem a conduza é: Seja (ela) conduzida por um jovem.

    c) exprimem o desejo popular é: tem sido expressado o desejo popular.

    d) representam apenas uma ilusão miraculosa é: é apenas representada uma ilusão miraculosa.

    e) deve reconquistar seu reino é: deve ser reconquistado seu reino.
  • Alternativa A correta
    Alem de todas as brilhantes explicações, a alternativa tras a preposição POR.
    Abç
  • Uma frase só poderá ser transformada para a voz passiva, se o verbo expressar ação e existir objeto direto.

    Examinar: verbo expressa ação.
    Examinar o quê? As fábulas populares (OD).
  • Resposta – A

    Na alternativa A, o sujeito “nós” (oculto na voz ativa) assume o
    lugar do agente na voz passiva, aquele que vai examinar as fábulas populares.
     
    O objeto direto “fábulas populares” transformou-se no sujeito-paciente, que
    sofrerá a ação de ser examinada. A forma verbal “examinarmos” (futuro do
    subjuntivo) adquiriu forma nominal de particípio.

    Além disso, o verbo auxiliar(ser) flexionou-se corretamente no mesmo tempo e modo (futuro do
    subjuntivo) do verbo “examinarmos”. A correspondência está perfeita!
  • DICAS:
    1) Geralmente, o agente da voz passiva é introduzido pela preposição POR/PER.
    (isso já elimina c,d,e)
    2) Admitem a voz passiva: VTD e VTDI.
    3) Não admitem a voz passiva: VL, VTI, VI e IMPESSOAIS.
    Abs.

  • a) como "As fábulas populares" é o objeto direto na voz ativa, torna-se-á sujeito na voz passiva. Lembrando-nos ainda de que se o verbo "examinarmos" está no futuro do subjuntivo, o verbo SER (da voz passiva) assumirá o mesmo tempo e o mesmo modo.
    * Se as fábulas populares (sujeito) forem examinadas (verbo ser + particípio) por nós (agente da passiva).
    b) Que "ela" ( sujeito) seja conduzida (verbo ser + particípio) por um jovem, (agente da passiva).
    c) O desejo popular (sujeito) é expresso (verbo ser + particípio).
    d)  Uma ilusão miraculosa (sujeito) é representada ( verbo ser + particípio)
    e)  Seu reino ( sujeito) deve ser reconquistado (verbo ser + particípio).
  • a) ok

    b) é conduzida por um jovem .

    c) têm o desejo popular é expressado

    d)estão apenas uma ilusão miraculosa é representanda

    e) seu reino terá sido reconquistado