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ID
2380936
Banca
COPESE - UFT
Órgão
UFT
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leio o texto a seguir e responda a questão.

Texto I

Transporte é apenas parte das soluções para mobilidade urbana 

  Pensar em soluções para mobilidade urbana não pode se resumir a criar ou expandir sistemas de transporte, mas sim integrar um conjunto de ações que passam também pelo uso e ocupação racional do solo, sobre como as cidades são ocupadas.
   A afirmação é de Paulo Resende, coordenador do núcleo de infraestrutura da Fundação Dom Cabral. Além disso, Resende defende a revisão do papel do setor público como provedor de soluções em mobilidade, a criação de agências metropolitanas com mandato supramunicipal e um arcabouço jurídico e social que garanta a continuidade dos projetos estruturantes.
  Suas recomendações têm como base a constatação de que hoje as grandes e médias cidades em todo o mundo vivem uma escolha entre o caos e a prosperidade.
  "O gestor público ainda insiste no mito de que a redução dos congestionamentos é o objetivo de todas as políticas de mobilidade, mas Los Angeles, por exemplo, tem 400 km diários de congestionamento", exemplifica.
   Para ele, a diferença entre a cidade norte-americana e São Paulo ou Bangalore, na Índia, é que lá trata-se de uma opção. "Lá, assim como em outras grandes cidades do mundo, há alternativas para quem quiser optar por não usar o transporte individual. No Brasil não há."
  Quando se fala em um uso racional do espaço, o principal efeito sobre uma mobilidade mais eficiente é a redução dos deslocamentos. Moradias longe dos destinos, sejam eles o trabalho ou escola, obrigam as pessoas a atravessarem diariamente grandes distâncias.
  Desenvolvimento regional é parte dessa política. É por isso que o especialista defende também ações de âmbito metropolitano. "Municipalizar a questão da mobilidade só transfere o caos para as periferias".
  Resende lembra que não são só os mais pobres que vivem longe do centro. Há um movimento forte da classe alta para condomínios e cidades da região metropolitana. Nesse aspecto, criar vias só beneficia o carro.
  "Não adianta apenas focar em obras sem transporte de massa, a integração entre os sistemas e a redução dos deslocamentos. Respostas urgentes, como mais vias, são de soluções de engenharia, não de inteligência."
  E Resende vai além: para ele, o metrô é onde o rico anda com o pobre em qualquer grande cidade do mundo, que também tem processos de suburbanização de várias classes sociais, mas o Brasil é o único país onde as cidades ainda insistem na segregação. "Quem é favorecido por esse sistema", questiona. 
  Segundo Resende, São Paulo tem 170 km2 de vias e 445 km2 de carros. Simplesmente não cabe. Ainda de acordo com o especialista, a cidade perde R$ 80 bilhões por ano com os congestionamentos, já descontados o que é considerado um congestionamento natural numa cidade como essa.
  "A falta de soluções para a mobilidade leva as pessoas ao carro, o que retroalimenta o caos", conclui.

Fonte: Dimalice Nunes. Diálogos Capitais. Disponível em: <http:// http://www.cartacapital.com.br/dialogos-capitais/transporte-e-apenas-parte-dassolucoes-para-mobilidade-urbana>. Acesso em: 26 jan. 2017. (Texto adaptado).


Analise as afirmativas a seguir em relação aos aspectos gramaticais do texto.

I. Na frase, “Suas recomendações têm como base a constatação” (3.º parágrafo), há sujeito composto.
II. Na frase, “Suas recomendações têm como base a constatação” (3.º parágrafo), o verbo „ter‟ está conjugado na 3.ª pessoa do plural, pois concorda com “suas recomendações”.
III. Na frase, “Há um movimento forte da classe alta para condomínios e cidades da região metropolitana” (8.º parágrafo), não há sujeito (oração sem sujeito), pois se emprega o verbo “haver” no sentido de existir.
IV. Na frase, “A falta de soluções para a mobilidade leva as pessoas ao carro” (12.º parágrafo), o sujeito da oração é “a mobilidade”.

Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Alternativa correta: B. 


    I. ERRADA: Sujeito simples "recomendações";

    II. CORRETO;

    III. CORRETO;

    IV. ERRADO: O sujeito é "a falta de soluções". 

  • Sempre identificar o verbo e perguntar: O QUe / QUEM?

    IV. leva  O que ? "A falta de soluções".

     

    Sempre tomar cuidado para não confundir com objeto direto e indireto, isso vem após a identificação do sujeito.

     

    I. Tem o que? 'Suas recomendações'.

     

    Correto: II e III

     

     

     

  • Sabendo que a assertiva 1 está incorreta, já chegamos à resposta.

    E veja porque a assertiva 1 está incorreta:

    1 - Na frase, “Suas recomendações têm como base a constatação” (3.º parágrafo), há sujeito composto.
    Errado! Sujeito composto é o que tem 2 ou mais núcleos. O núcleo é o substantivo ou a palavra que é empregada no sentido de substantivo.
    Achando o sujeito, basta-nos acharmos quantos substantivos ou palavras com essa função nós temos.
    Como achamos o sujeito? Achando o verbo e perguntando a ele Que ou Quem.

    - O que tem como base a constatação? Suas recomendações!
    Suas recomendações é o sujeito. E Quantos substantivos temos aí? Um(recomendações). O "suas" é pronome(possessivo).

    Ou seja, é sujeito SIMPLES(um só núcleo) e não composto

  • Caro Bruno,

     

    Acrescentando um informação ao seu comentário, na frase: Suas recomendações têm como base a constatação, o termo suas na análise sintática funciona como adjunto adnominal, ou seja, um pronome adjetivo (possessivo) que acompanha e modifica o nome.

  • gabarito Letra B

     

    Sabendo que a alternativa I está errada já mata a questão.

    I. Na frase, “Suas recomendações têm como base a constatação” (3.º parágrafo), há sujeito composto.

    Sujeito Simples.

    sujeito:Suas recomendações

    verbo de ligação: têm

    complemento do sujeito por causa do verbo de ligação: como base a constatação”

     

     

    Sujeito simples

    Regra geral:
    O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.



    Ex.: Nós vamos ao cinema.
    O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para concordar com o sujeito (nós).

    Sujeito composto

    Regra geral
    O verbo vai para o plural.

    Ex.: João e Maria foram passear no bosque

    O verbo concoda com João e Maria.