SóProvas


ID
2535892
Banca
FUNCERN
Órgão
IF-RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em muitas concepções tradicionais de leitura e de escrita que são veiculadas na escola, essas práticas são relacionadas a uma concepção de linguagem ingênua, segundo a qual haveria uma relação transparente e unívoca entre pensamento e linguagem. Como decorrência, vemos que a instituição escolar se torna o espaço para que sejam reproduzidos os usos linguísticos autorizados com a palavra escrita e, por isso mesmo, autoritários. Nesse sentido, resta ao aluno leitor/produtor de textos ocupar o lugar que lhe é destinado institucionalmente, sem que lhe seja permitido reconhecer a historicidade constitutiva da linguagem e (re)construir a sua própria história de leitura e escrita.


Pensando nessas questões, acredito ser fundamental a inclusão da historicidade em qualquer análise sobre a linguagem. Considero que esse cruzamento entre instituições que se encarregam de atribuir significados à escrita e à leitura permite que se visualizem algumas das contradições entre diferentes concepções que orientam as abordagens de ensino em sala de aula.

Fonte: MATENCIO, M. L. M. Leitura, produção de textos e a escola: reflexões sobre o processo de letramento. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1994. p. 66.

Pensando nessas questões, acredito ser fundamental a inclusão da historicidade em qualquer análise sobre a linguagem. Considero que (1) esse cruzamento entre instituições que (2) se encarregam de atribuir significados à escrita e à leitura permite que (3) se visualizem algumas das contradições entre diferentes concepções que (4) orientam as abordagens de ensino em sala de aula.


O elemento linguístico em destaque foi usado, em

Alternativas
Comentários
  • Letra D Gabarito

    (1) Conjunção integrante e o Verbo Considerar é um verbo transitivo direito, logo exige o objeto direto.

  • LETRA D

     

    Algumas funções do que:

     

    conjunção coordenativa aditiva: liga orações e tem valor próximo da conjunção “e”.

    Exemplo: Diz que diz, mas não faz nada!



     conjunção coordenativa explicativa: valor próximo de “pois”.

    Exemplo: Devemos nos amar, que o ódio consome e destrói a alma.

     

     

     conjunção subordinativa integrante: introduz oração subordinada substantiva.

    Exemplo: Ficou claro que você não vai mais discutir o mesmo assunto. /



     conjunção subordinativa causal: valor próximo de “porque”.

    Exemplo: Corram, que o tornado está próximo da nossa cidade!

     

     

    conjunção subordinativa temporal: valor próximo de “desde que”.

    Exemplo: Cinco anos passaram que dali fomos embora.



     conjunção subordinativa concessiva: valor próximo de “embora”, “ainda que”
    Exemplo: Que não gostem de nosso companheirismo, continuaremos unidos!

     


     conjunção subordinativa consecutiva: exprime conseqüência.

    Exemplo: Tanto pediu que foi atendido.

     

    http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/as-funcoes-morfossintaticas-particula-que.htm

  • To me achando porque acertei umas questão onde o cargo é Professor - Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, hahaah, mais a realidade é outra vamos que vamos, segue o baile, proxima!!!

  • Até acertei a questão, mas ainda não consegui perceber o "que" 4, introduzindo uma oração com função de adjunto adnominal. Alguém para explicar?

  • Diferentes concepções é o sujeito,  que pronome relativo , e  orientam a abordagem de ensino em sala de aula caracteriza ou determina o sujeito , ou seja diferentes concepções , por isso é adjunto adnominal

  • Polly, também não tinha conseguido perceber o 'Que 4' introduzinho uma oração com função de Adj. Adn. Então, fui estudar o assunto.

     

    Adj. Adn. é o termo de valor adjetivo que serve para especificar ou delimitar o significado de um substantivo, qualquer que seja a função deste.
     

    Adj. Adn. pode vir expresso por adjetivo, locução adjetiva, artigo, pronome adjetivo, numeral e por ORAÇÃO ADJETIVA.

     

    QUESTÃO - "...diferentes concepções que (4) orientam as abordagens de ensino em sala de aula". - ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA RESTRITIVA DESENVOLVIDA (TODA ORAÇÃO SUBORD. ADJETIVA É ADJUNTO ADNOMINAL ORACIONAL).

     

    (Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo - 7ª edição. Celso Cunha e Lindley Cintra)

  • Quando o Pronome Relativo (que) aparece, geralmente a oração a que ele está inserido, desempenha a função sintática de Adjunto Adnominal. Por isso o QUE (4) desempenha função sintática de Adj.Adn

  • D) (1) Conjunção subordinativa integrante, introduzindo uma oração que exerce função sintática de objeto direto; e, em (4), como pronome relativo, introduzindo uma oração que exerce função sintática de adjunto adnominal.

     

    A questão não pede a função sintativa do pronome relativo "que" no (4), mas sim  a função da oração, que são classificadas assim:

    Substantivas: Sujeito, Objeto direto, Objeto Indireto, Complemento Nominal, Aposto, Verbo de Ligação..

    Adjetivas: ADJUNTO ADNOMINAL (somente)

    Adverbiais: Tempo, lugar, finalidade, causa, consequência ...