SóProvas


ID
2962288
Banca
IBADE
Órgão
SEE -PB
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     O amor romântico prega coisas mentirosas, diz psicanalista


Hamurabi Dias

      O amor. Um dia ele chega para todo mundo, acredite você leitor (leitora ), ou não. Na contemporaneidade, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro “O Amor Líquido”, transforma a célebre frase marxista - “tudo que é sólido se desmancha no ar” - em ponto de partida para debater a fragilidade dos laços humanos e lançar o conceito de “líquido mundo moderno”. Em síntese, o autor traz uma reflexão crítica de como esse mundo “fluido", uma das principais características dos compostos líquidos, fragilizou os relacionamentos humanos. O sociólogo observa que o amor tornou-se, na sociedade moderna, como um passeio no shopping Center - ícone do capitalismo - e como tal deve ser consumido instantaneamente e usado uma só vez, sem preconceito. É o que considera a sociedade consumista do amor. Pois bem, é nesta linha fluida, sem preconceito e destarte liberal, com frases como “Ter parceiro único pode se tornar coisa do passado” e “Variar é bom, todo mundo gosta”, que a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, crítica do que considera “amor romântico”, lança os dois volumes do "O Livro do Amor”.

      “O Livro do Amor” é um estudo que começa desde a pré-história, seguindo por todos os períodos da humanidade, até chegar à atualidade. “Descobri coisas muito interessantes, como que o amor é uma construção social, e que em cada época ele se apresenta de uma forma”, avalia. No século XX, o livro é dividido em três partes. Para a psicanalista o que mudou o amor na contemporaneidade foram duas invenções: o automóvel e o telefone. “Pela primeira vez na história as pessoas puderam marcar encontro pelo telefone, mesmo com os moralistas defendendo que era uma indecência a voz do homem entrar pelo ouvido da mulher”, lembrou. Regina Navarro Lins acredita que muito dos nossos comportamentos atuais têm origem em períodos históricos passados, como o “amor romântico", surgido lá... no século XII. “Eu aponto também as tendências de como o amor está se transformando. A repressão diminuiu, ainda bem. O sexo é da natureza, é desejável, mas a nossa cultura judaico-cristã sempre viu o sexo com maus olhos. Nos últimos dois mil anos foi visto como algo abominável, a repressão sexual foi horrorosa”, apontou.

      Sobre o tão alardeado amor romântico, Lins inicia sua critica observando o caráter sub-humano que foi atribuído à mulher ao longo dos anos. “A mulher foi considerada incompetente e burra. O cavalheirismo é uma ideia péssima para as mulheres. Gentileza é outra coisa. O cavalheirismo implica sempre em o homem tratar a mulher como se ela fosse incompetente. Não tem sentido, se observarmos como a mulher foi considerada no passado, até hoje pessoas defenderem a ideia de que a mulher não pode puxar uma cadeira", comparou a psicanalista.

      Regina Navarro defende também que o amor romântico é baseado na idealização do outro, a invenção de uma pessoa, atribuindo a ela características que não tem. “Depois passa a vida 'azucrinando' o outro para mudar o jeito de ser, para se enquadrar naquilo que se imaginou. Esse tipo de amor prega coisas mentirosas, como de que não existe desejo por mais ninguém, de que os amados vão se completar e nada mais vai faltar, que um terá todas as suas necessidades completadas pelo outro. É um amor prejudicial, o que critico é o que ele propõe. As pessoas só vão viver bem em um relacionamento se houver a liberdade de ir e vir”, observou.

Disponível em:<http://www.bomdiafeira.com.br/noticias/palcocultural/9534/0+amor+rom%C3%A2ntico+prega+coisas+mentirosas,+diz+psicanalista&gt;. Acesso em: 23 de outubro de 2017. (Adaptado).

"Não tem sentido, se observarmos como a mulher foi considerada no passado, até hoje pessoas defenderem a ideia de que a mulher não pode puxar uma cadeira.”

A respeito do trecho acima, quanto aos aspectos gramatical, sintático e semântico, analise as afirmativas a seguir.

I. A forma verbal FOI CONSIDERADA está na voz passiva.

II. A oração "de que a mulher não pode puxar uma cadeira” completa o sentido de um elemento nominal.

III. O segmento NO PASSADO funciona como locução adjetiva.


Está correto apenas o que se afirma em:

Alternativas
Comentários
  • I. se observarmos como a mulher foi considerada no passado

    Foi é verbo de ligação.

    Considerada não e uma ação que o substantivo (mulher sofre) mas e um atributo do substantivo mulher.

    --> Ou seja, estamos diante de um falso particípio !!

  • Gostaria da explicação do professor uma a uma. Fiquei com dúvidas nas três questões, principalmente na II.

  • Também fiquei com dúvida na II.

  • https://youtu.be/_EEcR_cYRi4

  • também fiquei com duvida,mas acho que deve ser um complemento nominal,pois o pronome relativo " de que" se relaciona com o substantivo anteposto "ideia"

  • A meu ver, a "I" está certíssima. A mulher sofreu a ação de ser considerada por alguém (o agente da passiva só não está explícito, e não há nada de errado nisso). Não precisa necessariamente ser uma ação física.

    Depois de verbo "ser" ou em locuções verbais não há falsos particípios, mas, sim, PARTICÍPIOS mais do que verdadeiros rss.

    FALSOS PARTICÍPIOS HÁ NESSES EXEMPLOS:

    -Há sempre uma porta aberta;

    -Recolhi um cão perdido;

    -É homem viajado.

  • "Não tem sentido, se observarmos como a mulher foi considerada no passado, até hoje pessoas defenderem a ideia de que a mulher não pode puxar uma cadeira.”

    II. A oração "de que a mulher não pode puxar uma cadeira” completa o sentido de um elemento nominal. CORRETO !

    COMPLEMENTA IDEIA .

    DEFENDEM A IDEIA DE QUE?

    DE QUE A MULHER NÃO PODE PUXAR UMA CADEIRA ...

  • GABARITO: C

  • Esse gabarito comeu mosca: "A forma verbal FOI CONSIDERADA está na voz passiva." Aqui temos sim um exemplo de voz passiva, visto que a mulher é o sujeito paciente (recebe a ação).

  • Cadê o tuts?

  • O gabarito está errado!

    Prova:

    http://ibade.org.br/Cms_Data/Contents/SistemaConcursoIBADE/Media/SEDUCPB2017/provas_gabarito/P02/T.PDF

    Gabarito:

    http://www.ibade.org.br/Cms_Data/Contents/SistemaConcursoIBADE/Media/SEDUCPB2017/provas_gabarito/gabarito/Gabarito-da-Prova-Objetiva-IBADE-Republicado.pdf

    QC deu letra C, mas o gabarito é letra E (I e II).

    Copiado (e adaptado) do colega Hendy Lima, na Q907507 (duplicata desta questão).

  • Deus me ajude na próxima prova da IBADE.

  • Um pouco sobre como entendi a II como correta:

    "Não tem sentido, se observarmos como a mulher foi considerada no passado, até hoje pessoas defenderem a ideia de que a mulher não pode puxar uma cadeira.”

    Pessoas defenderem o quê? R= a ideia.

    Qual ideia? R= de que a mulher não pode puxar uma cadeira. (complemento)

    II. A oração "de que a mulher não pode puxar uma cadeira” completa o sentido de um elemento nominal.

    O elemento nominal: ideia.

  • Na realidade, o gabarito que a BANCA ( LIXO ) colocou foi igual o do QC, entretanto a banca está errada. Olhem a explicação do professor Alexandre >> Q987377

  • Essa banca está enganada as afirmativas são I e II ( letra E)

  • Vamos pedir comentário do professor!

  • Na alternativa ll ,

    idéia de que ? "de que a mulher não pode puxar uma cadeira "

    se complementa um nome é complemento nominal .

    se fosse um verbo seria complemento verbal .

    simples assim !

  • Foi considerada = ser + particípio flexionado no feminino

    Com certeza é voz passiva!

  • É triste ver como buscamos nos contorcer pra se adequar a bancas que não sabem elaborar questões. Até entendo a explicação de pessoas como o Arthur e o Anderson, mas o próprio professor do QC já explicou que a I está correta, e o Fernando Pestana também assim a considera. Mas é isso, estamos a mercê de examinadores que muitas vezes nem sabem o que estão fazendo

  • O gabarito correto é I e II. Notifiquem o erro ao site do QC clicando na bandeira!

  • A alternativa II é a correta GABARITO:C

  • Temos duas questões iguais com gabaritos diferentes

    https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/71f3701c-6d

    Q987377

    Nessa questão diz que está correta apenas a opção 2.

    E tem comentário do professor.

  • GAB. LETRA E.

    Acertei por eliminação, mas não sei porque o item III está errada. Alguém poderia explica-lo?

  • Banca fraca...

    Questão mal formulada....

  • Carreiras_ policiais, está errada pq a locução "No passado" está se referindo ao verbo "considerada". portanto, trata-se de locução adverbial.
  • I. A forma verbal FOI CONSIDERADA está na voz passiva. CORRETA

    Podemos notar que o sujeito paciente (mulher) sofre a ação de ser considerada.

    II. A oração "de que a mulher não pode puxar uma cadeira” completa o sentido de um elemento nominal. CORRETA

    "...defenderem a ideia de que a mulher não pode puxar uma cadeira.” Qual ideia? "de que a mulher não pode puxar uma cadeira”. Claro Complemento Nominal

    III. O segmento NO PASSADO funciona como locução adjetiva. ERRADA.

    No passado dá ideia de tempo, atuando sobre um verbo, sendo um Adjunto Adverbial.

    Gab.: E

  • GABARITO E

    III - IDEIA DE TEMPO (ADVÉRBIO)

  • Eu apliquei aquele macete (ser + particípio = voz passiva), mas não deu certo. O verbo IR tem a mesma conjugação do verbo ser no PRETÉRITO PERFEITO, confuso. Mas a hora de errar é agora.

  • Não toh defendendo banca, pois também marquei D, mas tem banca que infelizmente acaba considerando a forma passiva como ativa. Vejam a explicação nesse vídeo abaixo:

    (1:28:00)

  • GABARITO: E

    Tentando elaborar uma resposta mais completa:

    I. A forma verbal FOI CONSIDERADA está na voz passiva.

    CERTO. Precisamos saber quatro informações:

    1º - Verificar quem é o sujeito paciente (que recebe a ação do verbo)

    "de que a mulher não pode puxar uma cadeira"

    2º - Verificar se existe locução verbal

    "de que a mulher não pode puxar uma cadeira"

    Com as duas informações acima já seria possível acertar definir o sentido, mas a depender questão, seria preciso também:

    3º - Verificar se existe termo preposicionado.

    O termo da frase que pratica a ação vem geralmente regido da preposição "por" e eventualmente da preposição "de". É importante saber disso caso a banca peça para identificar o agente da passiva.

    II. A oração "de que a mulher não pode puxar uma cadeira” completa o sentido de um elemento nominal.

    CERTO. Nesse caso, o termo integrante da oração está sendo utilizado para completar o sentido do elemento nominal (substantivo) ideia. Além do mais, isso é reforçado pelo próprio item I, pois a forma verbal precisa estar no sentido passivo para "completar", pois se sentido ativo, ele estaria caracterizando ou determinando o substantivo.

    "III. O segmento NO PASSADO funciona como locução adjetiva."

    Errado. Adjunto Adverbial, pois está completando o sentido do verbo “considerado”. 

  • Quem consegue mudar a I para a voz ativa?
  • Justificativas:

    I) Correta. Temos as seguintes construções de voz passiva:

    a) sintética: verbo na terceira pessoa do singular + SE;

    b) analítica: verbo auxiliar (ser ou estar) mais verbo principal no particípio

    A mulher "sofreu a ação de ser considerada". Logo, juntando o sentido e a construção, pode-se afirmar que a oração está em voz passiva.

    II) Correta. Completa o substantivo abstrato ideia. Temos um caso de substantivo abstrato com termo preposicionado. Se o trecho após "ideia" for retirado, o período fica sem sentido. Logo, trata-se de um complemento nominal.

    III) Errada. O segmento "no passado" se refere a uma locução verbal e dá circunstância de tempo. Logo, isso é um advérbio/locução adverbial

  • Em 06/07/20 às 17:05, você respondeu a opção D. Você errou!

    Em 11/03/20 às 20:12, você respondeu a opção E. Você acertou!

    :)

  • QUESTÃO Q987377 IDENTICA COM VÍDEO COMENTÁRIO DO PROFESSOR

    https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/71f3701c-6d

  • A assertiva I não é voz passiva, "é" está como verbo de ligação, não forma voz passiva.

  • "Como consideraram a mulher no passado.", voz ativa. "Como a mulher foi considerada no passado", voz passiva.

  • a mulher sofre a ação, logo esta na voz passiva e NO PASSADO é locução adverbial

  • GABARITO ERRADO! VEJAM EMILY CECÍLIA abaixo

  • gab e

    foi considerada= voz passiva analítica

    até hoje pessoas defenderem a ideia de que a mulher não pode puxar uma cadeira.= oração subordinada completiva nominal

    NO PASSADO= funciona como agente da passiva, e não como locução adjetiva

  • I -----> ""FOI" = VERBO SER "CONSIDERADA" ADA IDO, SÃO TODOS PARTICÍPIOS"" NOTA-SE CLARO AQUI UMA LOUCUÇÃO VERBAL PELA PRESENÇA DE UM PARTICÍPIO MAIS O VERBO SER! DIANTE DISSO TEMOS SIM UMA VOZ PASSIVA CHAMADA ANALÍTICA.... ABRAÇO, BONS ESTUDOS, SOMOS TODOS APRENDIZES!!!! JORGEAN VILLA, BY ALEXANDRE SOARES