SóProvas


ID
1151455
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Colégio Pedro II
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Prezados Senhores,


Desde maio de 2000, o filósofo Olavo de Carvalho tem escrito semanalmente artigos para o jornal O Globo e para a revista Época, nos quais tem abordado, de forma cristalina e muitas vezes contundente, sempre com impressionantes inteligência e erudição, temas fundamentais para o homem moderno, e principalmente pontos cruciais da história e da política nacional e internacional. Olavo tem sido um dos poucos se não o único intelectual brasileiro a analisar os problemas e a história do pensamento nacional por um ângulo que não seja o esquerdista, normalmente unilateral e engessado pelos dogmas marxistas. Se seu texto só tivesse essa única qualidade, já mereceria nosso louvor, ou no mínimo nossa atenção. Mas Olavo tem sido uma “vox clamantis in deserto”. Em vez de encetar diálogos honestos e dignos, como convêm a todo intelectual digno do nome, seus artigos tem sido solenemente ignorados pela intelligentsia esquerdista, por motivos que podemos detectar, mas que não vêm ao caso agora. E, para nossa surpresa, justamente a revista Época, que vinha possibilitando a um número expressivo de leitores a oportunidade de ler os excelentes textos de O. de Carvalho, parece ter decidido impor-lhe o mesmo silêncio com que nossa intelligentsia tem “reagido” aos seus textos, vetando-lhe o artigo que seria publicado na edição de 03/11. Não podemos aceitar que uma revista prestigiosa como a Época, que vinha demonstrando ser imparcial e aberta às diversas tendências e enfoques de análise jornalística e intelectual, venha perpetrar tal censura (essa é a palavra) a um de seus mais importantes articulistas. Ressalte-se o fato de que na Época (e também em O Globo) os textos de Olavo saem (ou saíam?) sempre na sessão “Opinião”, o que exime a revista de qualquer responsabilidade ou compromisso com as ideias do articulista. Ainda assim seu último texto foi proibido. O que (ou quem) levou Época a tal decisão? Reconhecemos que os editores (e os donos) de um veículo de imprensa devem ter autonomia para decidir o que publicar, mas nos causa espécie o fato de um articulista acima da média ser sumariamente censurado, sobretudo nesse país em que a palavra “censura” se tornou um verdadeiro anátema, principalmente nos meios esquerdistas. Manifesto aqui o meu repúdio à censura imposta por Época ao filósofo Olavo de Carvalho, na esperança de que não percamos o privilégio e a oportunidade de ler, nessa conceituada revista, os textos de um dos maiores intelectuais que o Brasil já teve. Pois não será outro o requisito que diferencia um veículo de imprensa dos demais se não a imparcialidade.



Marcos Grillo/RJ
mgrillo@vento.com.br
Adaptado de http://www.olavodecarvalho.org/textos/


“E, para nossa surpresa, justamente a revista Época, que vinha possibilitando a um número expressivo de leitores”, o termo destacado

Alternativas
Comentários
  • Sempre que puder substituir QUE por O QUAL, A QUAL, OS QUAIS E AS QUAIS Vai ser PRONOME RELATIVO

  • Complementando o que Marcia disse, não poderia ser letra B pois não há um verbo ao qual este "QUE" se corresponda, de fato, ele faz referência ao sujeito anteriormente mencionado. Portanto não é objeto mas sim sujeito.

  • Tirando o QUE da expressão ficaria assim:

    A revista Época vinha possibilitando.

    Nesta situação, o QUE retoma o termo antecedente (revista época) consequentemente tem valor de sujeito na oração que o introduz.

  • “E, para nossa surpresa, justamente a revista Época, que (a qual) vinha possibilitando a um número expressivo de leitores”, o termo destacado . pronome relativo

     

    E, para nossa surpresa, justamente a revista Época, que vinha possibilitando a um número expressivo de leitores a oportunidade de ler os excelentes textos de O. de Carvalho, ...

    A revista Época vinha possibilitando a oportunidade de ler os excelentes textos .. a um número expressivo de leitores. (sujeito)

     

    O pronome relativo que refere-se ao termo antecedente “Revista ÉPOCA”(o pronome relativo se refere a termo que o antecede, no entanto a sua função será na frase em que se encontra)

      a) é uma  partícula    expletiva. (Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirada da frase, sem prejuízo algum para o sentido. Nesse caso, a palavra que não exerce função sintática; como o próprio nome indica, é usada apenas para dar realce.)

      b) é um    pronome    relativo      que   atua  como objeto       indireto      do     verbo da oração a qual pertence.

      c) é uma  conjunção  integrante  com  valor de     sujeito. (Existem em orações substantivas, ou seja, quando der para substituir por “isso”)

      d) é um    pronome    relativo      que   atua  como sujeito       da     oração       que introduz.

      e) é uma  conjunção  integrante  que   introduz     uma  oração      de     valor adjetivo.

    ·         PRON. RELATIVO (substitui por o qual, a qual e variações) – oração adjetivas

    ·         CONJ. INTEGRANTE (substitui por isso) – oração substantivas.

    letra D

  • Pessoal lembrando que se for retirar o pronome relativo "QUE" da frase, devemos obrigatoriamente eliminar a vírgula também, pois não se separa sujeito do verbo com vírgula.

    Gab: D