SóProvas


ID
1170370
Banca
VUNESP
Órgão
PRODEST-ES
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

          As tecnologias de Big Data chegaram silenciosamente, mudan do a estratégia de muitos negócios. Fatos dignos de ficção científica, como lojas de departamentos capazes de identificar se suas consumidoras estão grávidas a partir do padrão de consumo e serviços de busca mapeando em tempo real o progresso de pandemias, já são notícia velha.
          Empresas e instituições de vários tipos e tamanhos hoje são capazes de coletar dados a partir de várias fontes, combinando-os em sistemas de armazenamento da ordem de petabytes (mil terabytes), e analisá-los em busca de padrões. O resultado são previsões melhores, serviços mais personalizados e mensagens mais bem dirigidas, estimulando decisões mais bem informadas e mais seguras.
          Da mesma forma que os grandes volumes de dados mudam a gestão de corporações, uma nuvem de pequenas informações pessoais, conectadas, começa a provocar uma mudança de costumes. São dados que registram o que uma pessoa sabe a respeito de si própria: o que fez, quem conhece, aonde foi, como dormiu, quanto pesa, como passa o tempo.
          Mensuração e análise são ótimas. Sem elas é quase impossível progredir. Mas é preciso cautela em seu uso. A obsessão por elas, da mesma forma que a procura desesperada por seguidores nas mídias sociais, pode piorar uma situação, deixando seu usuário viciado nas estatísticas que deveriam libertá-lo.
          QI, placares e centímetros de bíceps são métricas observáveis e fáceis de comparar. Mas isso não quer dizer que sejam as melhores ou mesmo as certas. Um funcionário pontual nem sempre é o melhor funcionário, mais conexões não significam mais conhecimento.
          Além do mais, o que é o certo? A preocupação excessiva com as métricas pessoais pode levar à padronização e à robotização de seus usuários, um efeito colateral bastante desagradável. Em situações extremas pode até criar autômatos ou estimular comportamentos doentios, como anorexia ou bulimia.
          De qualquer forma, a ignorância nunca é uma bênção. Os benefícios do autoconhecimento são incomparáveis. Mas para isso é preciso um pouco de trabalho. Não basta apenas coletar os dados, deve-se também refletir sobre eles e planejar novas metas periodicamente, aprendendo a identificar padrões de comportamento nocivos e recorrentes. Nesses termos, a quantificação pessoal só deve fazer bem.

                              (Luli Radfaher, Little data. Disponível em: http: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 20 mar 2014. Adaptado)


Assinale a alternativa em que o trecho destacado expressa a circunstância de modo.

Alternativas
Comentários
  • Modo no qual chegaram silenciosamente. 

    Gab c 

  • a) "... nem sempre..." = Loc. Adverbial indicando FRENQUÊNCIA (o funcionário não chegava sempre pontualmente, mas às vezes)

    b) "...como anorexia ou bulimia." = Loc. Adverbial indicando COMPARAÇÃO. (estimula comportamentos doentios tais como estes: anorexia ou bulimia)

    c) "...silenciosamente..." = Advérbio de MODO (ele chegou de forma silenciosa. Silenciosa foi a forma ou o modo que ele chegou)

    d) "...bastante..." = Advérbio de INTENSIDADE (um efeito colateral bastante=muuuito desagradável)

    e) "...periodicamente" = Advérbio indicando no contexto, ao meu ver, também uma ideia de FREQUÊNCIA (deve-se planejar novas metas com determinada frequência)

    OBS: A classificação ou a ideia expressa pelos advérbios terminados em MENTE (certamente, finalmente, apressadamente, etc) dependem do contexto do período em que estão inseridos. 

    GABARITO: letra C

  • Chegaram silenciosamente. 


  • Só pensar: De que modo eles chegaram? Silenciosos, portanto a resposta é C.

  • c)

    … chegaram silenciosamente, de que modo? silencioso

  • Assertiva C

    chegaram silenciosamente, mudando a estratégia de muitos negócios.

    Modo " silenciosamente"