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ID
2599093
Banca
FUNDATEC
Órgão
DPE-SC
Ano
2018
Provas
Disciplina
Administração Pública
Assuntos

Analise as assertivas que seguem:


I. Na década de noventa, o Plano de Reforma do Estado tinha por meta redimensionar importantes segmentos na esfera da Administração Pública. Por exemplo, teve a intenção de diminuir da presença direta do Estado na prestação dos serviços públicos, graças à implantação de privatizações e desestatizações.

II. A administração pública gerencial tem por características o clientelismo, o corporativismo e a ausência de controle institucional.

III. A figura da agência executiva relaciona-se com o modelo de administração pública burocrática.


Quais estão corretas?

Alternativas
Comentários
  • I- CORRETA

    II- Adaptar-se à revisão das formas de atuação do Estado, que são empreendidas nos cenários de cada país; e atender às exigências das democracias de massa contemporâneas. A administração gerencial repousa em  descentralizações política e administrativa, a instituição de formatos organizacionais com poucos níveis hierárquicos, flexibilidade organizacional, controle de resultados, uma administração voltada para o atendimento do cidadão e aberta ao controle social.

    IIIA qualidade de Agência Executiva é um instituto conferido à autarquia ou fundação pública, com a finalidade de promover a implementação de um modelo de administração gerencial, caracterizado por decisões e ações orientadas para resultados, tendo como foco as demandas e necessidades dos administrados, baseadas no planejamento permanente e executadas de forma descentralizada e transparente.

    Fontes:https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/7929/Agencias-executivas-em-prol-da-Administracao-Publica  ; 

  • (II) Clientelismo é uma disfunção da burocracia, e não da adm gerencial. 

    (III) Agência Executiva é uma qualificação dada às autarquias ou fundações públicas, que continuam a exercer atividades de competência exclusiva do Estado, mas com maior autonomia gerencial e financeira. O objetivo é revitalizar essas entidades da administração pública federal, com o propósito de aprimorar a gestão. Ou seja, relaciona-se com modelo gerencial.

  • CLIENTISMO OCORREU NO PATRIMONIALISMO

  • A)

    4.4. Nova República, transição democrática e retrocesso administrativo
    A ditadura cedeu lugar à democracia, com José Sarney assumindo a Presidência da República em face da morte de Tancredo Neves. O Governo Sarney tentou conter os gastos públicos mediante a racionalização das estruturas administrativas e de recursos humanos. Com o retorno da democracia, em 1985, houve descentralização política, com a retomada de poder pelos governadores estaduais, e maior autonomia foi concedida aos Estados e Municípios.
    Passado o regime militar e vigente o regime democrático, “as iniciativas no campo da Administração Pública continuaram mesclando iniciativas burocráticas com medidas de cunho gerencial” (Fernando Peregrino, 2009).
    Um novo projeto de reforma administrativa foi aprovado em 1985, através do Decreto no 91.309/1985. O projeto estava voltado para ações: de Cidadania, guiado por critérios de universalidade e acesso irrestrito; de Democratização, mediante redução dos mecanismos de controle e do formalismo; de Descentralização e desconcentração; de Valorização do servidor e melhorias no serviço público; e de Melhoria nos padrões de desempenho e na utilização de recursos. No entanto, mais uma vez as reformas não foram implementadas, por causa dos problemas de ordem econômico-financeira, aliados à falta de apoio político.
    Em 1986, Sarney extinguiu o Dasp e criou a Sedap – Secretaria de Administração Pública da Presidência da República –, através do Decreto no 93.211/1986, com a responsabilidade de reformar e modernizar a Administração Federal. Suas áreas de ação eram a desburocratização e a preocupação com o cidadão. A Sedap reformulou o plano de reforma para atuar em três linhas: estabelecer nova política de RH; racionalizar a estrutura administrativa; e conter os gastos públicos. No entanto, os problemas políticos relacionados à ingovernabilidade e os econômico-financeiros relacionados aos riscos inflacionários, aliados à crise fiscal, frustraram a reforma e inviabilizaram as melhorias pretendidas

  • Conforme fonte: http://www.adminconcursos.com.br/2014/08/introducao-administracao-publica.html, o clientelismo é uma disfunção da burocracia.

  • Cuidado com comentários errôneos. Clientelismo não tem nada a ver com modelo Burocrático e sim com o Patrimonialismo.

    Fontes:

    https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/viewFile/871/592

    BRESSER PEREIRA. Da administração pública burocrática à gerencial. In: BRES-SER PEREIRA,Luis Carlos; SPINK,Peter (Org.).Reforma do estado e adminis-tração pública gerencial.7ª ed. (4ª reimpressão), Rio de Janeiro: Fundação GetúlioVargas, 2009.

  • Gabarito: A
     

    I. Na década de noventa, o Plano de Reforma do Estado tinha por meta redimensionar importantes segmentos na esfera da Administração Pública. Por exemplo, teve a intenção de diminuir da presença direta do Estado na prestação dos serviços públicos, graças à implantação de privatizações e desestatizações. CORRETA

    II. A administração pública patrimonialista tem por características o clientelismo, o corporativismo e a ausência de controle institucional. 

    III. A figura da agência executiva relaciona-se com o modelo de administração pública gerencial

  • Conforme o seu conceito dar para esclarecer melhor a questão sobre o Clientelismo;

    "O clientelismo era um subsistema de relação política, com uma pessoa recebendo de outra a proteção em troca do apoio político". Sem dúvida ocorreu no Patrimonialismo.

     

  • Agência executiva -> gerencial, o governo quis flexibilizar  a atuação das autarquias/fundações dando-lhes mais autonomia administrativa, desde que cumpram o avençado no contrato de gestão.

  • Privatizações ? Acho que está errado...

  • LETRA A

  • Letra A

    II - A administração pública patrimonialista.

    III - Agência executiva ---> administração pública gerencial