SóProvas


ID
3148600
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Arujá - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                     Jogar-se à vida


      Uma velha amiga minha de São Paulo – nem tão velha assim, e muito bonita – me diz que seu filho, de 39 anos, mora com ela. Não é que “ainda” more com ela. Ele apenas mora, desde o dia em que nasceu, e não há indícios de que esteja planejando se emancipar e morar sozinho. A mãe, a essa altura, já desistiu de fazê-lo desconfiar de que ela, sim, gostaria de espaço e privacidade para viver sua própria vida.

      Ao ouvir isso, levei um susto. Aos 39 anos, eu já tinha saído não só da casa de meus pais como de dois casamentos, e morado em dez endereços de quatro cidades em dois continentes. Era só no que os garotos da minha geração pensavam – jogar-se à vida, longe da saia materna ou da mesada paterna. Supunha-se que, enquanto se morasse com a família, estava-se dispensado de ser adulto.

      Um desses endereços, em 1967, foi o Solar da Fossa, um casarão colonial em Botafogo, perto do túnel Novo. Nele tinham ido parar rapazes e moças de fora e de dentro do Rio, todos em busca de liberdade para criar, trabalhar, namorar ou não fazer nada, enfim, viver. Ali, um dos moradores, Caetano Veloso, compôs “Alegria, Alegria”; outro, Paulinho da Viola, “Sinal Fechado”. Grupos como o Momento 4 e o Sá, Rodrix & Guarabyra se formaram em seus quartos.

      Três de nossas lindas vizinhas estrelaram nas páginas de revistas: Betty Faria, Ítala Nandi e Tania Scher. Paulo Leminsky escrevia seu romance “Catatau”. O pessoal do Teatro Jovem, que estava revolucionando o teatro brasileiro, morava lá, assim como metade do elenco da peça “Roda Viva”, em ensaio no outro lado do túnel. Os namoros eram a mil. Até o autor francês Jean Genet, de passagem pelo Solar, viveu ali uma aventura amorosa.

      Se aquela turma morasse com a mãe, nada disso teria acontecido.

                                                               (Ruy Castro. Folha de S.Paulo. Adaptado)

Mantendo o sentido original do texto, o trecho do segundo parágrafo “Ao ouvir isso, levei um susto. Aos 39 anos, eu já tinha saído não só da casa de meus pais como de dois casamentos...” pode ser reescrito da seguinte forma:

Alternativas
Comentários
  • Ao ouvir isso, levei um susto. Aos 39 anos, eu já tinha saído não só da casa de meus pais como de dois casamentos.

    Ao ouvir isso é uma oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo que quando desenvolvida fica:Quando ouvi isso.

    GABARITO.D

  • GABARITO: LETRA D

    ? ?Ao ouvir isso, levei um susto. Aos 39 anos, eu já tinha saído não só da casa de meus pais como de dois casamentos...?

    ? Temos uma oração subordinada adverbial temporal reduzida do infinitivo, ela denota um valor temporal, pode ser perfeitamente desenvolvida com o uso da conjunção subordinativa temporal "quando".

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Assertiva D]

    Quando ouvi isso, levei um susto, uma vez que eu já tinha saído, aos 39 anos, não só da casa de meus pais como de dois casamentos...

  • AO + Infinitivo.

    Temporais = introduzem ideia relacionadas com a noção de tempo da ação com a qual se relaciona

    quando, enquanto, logo que, mal(= logo que), sempre que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, ao mesmo tempo que, toda vez que, desde, tão logo, mal.

    Quando chegamos em casa, encontramos tudo destruído pelos dogs