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ID
3191818
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-RO
Ano
2019
Provas
Disciplina
Administração Geral
Assuntos

Em determinada instituição pública, uma servidora negra assumiu a chefia temporária de uma equipe de dez pessoas, em razão de afastamento para capacitação da chefia titular. Preterido para essa posição, um servidor mais antigo deu início a um processo de desmerecimento da servidora, desqualificando-a tanto como profissional quanto em relação à cor de sua pele, com questionamentos acerca da competência dela e até mesmo com desprezo diante do fato de ela estar ocupando aquele cargo — atitudes que claramente caracterizavam assédio moral. Apesar dos méritos da servidora e da escolha que havia partido do chefe titular por força exclusiva de competência, as atitudes do servidor contaminaram outros colegas da equipe, que também mudaram o comportamento em relação à chefia temporária: tornaram-se menos solícitos e pouco simpáticos com ela, isolando-a na nova função. Na volta do chefe titular, a chefe temporária não reportou a ele os acontecimentos, por medo de mais isolamento e ampliação do desconforto. O chefe titular percebeu um estremecimento nas relações da equipe e ficou na dúvida acerca de qual atitude tomar, embora a instituição apontasse em seus valores o respeito e a ética entre os servidores.

Tendo como referência essa situação hipotética, assinale a opção que configura boa prática de gestão de pessoas por parte da chefia titular acerca dos procedimentos necessários para a apuração do assédio moral sofrido pela servidora.

Alternativas
Comentários
  • A questão em análise nos exige um senso crítico sobre a gestão de conflitos e, principalmente, sobre código de conduta ou de ética profissional. Para respondermos a essa questão, não existe um determinante que conceitue a situação e marcarmos diretamente a resposta. Precisaremos analisar todas as alternativas.

    Pela leitura do enunciado, percebemos que existe uma severa situação de assédio moral, discriminação e preconceito, tanto pelo chefe substituto quanto pela equipe que se deixou levar por esse sentimento e foi convalescente com a postura do substituto.

    Sendo assim, vamos às análises das alternativas:

    Letra “A" - O chefe titular, ao retornar para o serviço, pode e deve conversar com a servidora e orientá-la a reportar os acontecimentos do período em que esteve à frente da chefia da equipe para que seja instaurado um processo administrativo e se verifique a situação e as claras infrações cometidas pelos empregados. Portanto, essa alternativa está correta.

    Letra “B" -  O chefe titular não pode se eximir de tomar alguma atitude, muito menos de ignorar o clima de desconforto e seguir todos os procedimentos da rotina de trabalho.

    Letra “C" – Não é uma boa prática de gestão de pessoas fazer acareações e expor situações sensíveis e delicadas como essa. A averiguação dos fatos deve seguir um processo restrito e ético.

    Letra “D" – Segundo as boas práticas de gestão de pessoas, o chefe titular não deveria tentar investigar o que está acontecendo por meio de confraternizações. Ele deve conversar com a chefe substituta e receber um posicionamento da situação.

    Letra “E" – Caso a chefe substituta não tome atitude e deixe ficar como está, o chefe titular, ao saber do ocorrido, deve reportar a situação à área responsável por averiguar casos de quebra do código de conduta ou de ética e, até mesmo, de crimes. Portanto, essa alternativa também está correta.

    Em face dessa breve análise, podemos perceber que a questão apresenta duas alternativas corretas. Sendo assim, a questão realmente deveria ser anulada.

    GABARITO DO PROFESSOR: “ANULAR". 
  • "Por haver mais de uma opção correta, prejudicou-se o julgamento objetivo da questão." Cebraspe

  • Expondo aqui o comentário do professor do QC:

    A questão em análise nos exige um senso crítico sobre a gestão de conflitos e, principalmente, sobre código de conduta ou de ética profissional. Para respondermos a essa questão, não existe um determinante que conceitue a situação e marcarmos diretamente a resposta. Precisaremos analisar todas as alternativas.

    Pela leitura do enunciado, percebemos que existe uma severa situação de assédio moral, discriminação e preconceito, tanto pelo chefe substituto quanto pela equipe que se deixou levar por esse sentimento e foi convalescente com a postura do substituto.

    Sendo assim, vamos às análises das alternativas:

    Letra “A" - O chefe titular, ao retornar para o serviço, pode e deve conversar com a servidora e orientá-la a reportar os acontecimentos do período em que esteve à frente da chefia da equipe para que seja instaurado um processo administrativo e se verifique a situação e as claras infrações cometidas pelos empregados. Portanto, essa alternativa está correta.

    Letra “B" - O chefe titular não pode se eximir de tomar alguma atitude, muito menos de ignorar o clima de desconforto e seguir todos os procedimentos da rotina de trabalho.

    Letra “C" – Não é uma boa prática de gestão de pessoas fazer acareações e expor situações sensíveis e delicadas como essa. A averiguação dos fatos deve seguir um processo restrito e ético.

    Letra “D" – Segundo as boas práticas de gestão de pessoas, o chefe titular não deveria tentar investigar o que está acontecendo por meio de confraternizações. Ele deve conversar com a chefe substituta e receber um posicionamento da situação.

    Letra “E" – Caso a chefe substituta não tome atitude e deixe ficar como está, o chefe titular, ao saber do ocorrido, deve reportar a situação à área responsável por averiguar casos de quebra do código de conduta ou de ética e, até mesmo, de crimes. Portanto, essa alternativa também está correta.

    Em face dessa breve análise, podemos perceber que a questão apresenta duas alternativas corretas. Sendo assim, a questão realmente deveria ser anulada.

    GABARITO DO PROFESSOR: “ANULAR".