SóProvas


ID
3968500
Banca
FUNDEP (Gestão de Concursos)
Órgão
Prefeitura de Itatiaiuçu - MG
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A fantástica arte de ignorar os brinquedos

dos filhos espalhados pela casa


Se você é daqueles pais que conseguem fazer com que seus filhos guardem todos os brinquedos depois de usar e que não espalhem bonecas, playmobils, spiners e afins pela casa, pode parar de ler este texto agora. Você, ser evoluído, não precisa presenciar essa discussão mundana. Agora, se você é daqueles que passa mais tempo implorando para que seus filhos sejam organizados do que vendo eles organizarem de fato alguma coisa, dê cá um abraço!

Já pisou em pecinha de lego? Sonhou que estava dando a coleção de Hot Wheels para o carroceiro? Se deparou com uma legião de bonecas no box do banheiro? Tenho um segredo pra dividir com vocês. Se chama a arte de ignorar brinquedos. É preciso um tanto de meditação, bom humor, muita cabeça erguida — pra ver só o que está a mais de um metro do chão — e, às vezes, um drink. Mas superfunciona!

No começo é difícil, a gente perde a cabeça e acaba guardando tudo num ato desesperado. Respire e volte a contar, na mesma filosofia do AA, há quantos dias você está sem tocar em brinquedos. Repare que, depois de um tempo, você só verá as paradas quando não estiver muito bem (aqueles dias em que a comida fica ruim, ninguém responde suas mensagens e nenhuma roupa fica boa, sabe?). O que recomendo nestes momentos é: não coloque as mãos nos brinquedos. Afaste o que dá delicadamente com os pés, junte tudo num canto, mas não organize. E, de preferência, arrume um programa fora de casa para mudar o visual.

Em pouco tempo você não vai mais ter esse problema, porque não enxergará nem o Hulk gigante ou o pogobol trambolhosamente nostálgico. Quando esse dia chegar, estabeleça trilhas por onde você anda e avise as crianças que, como você não enxerga brinquedos, o que estiver no caminho corre sérios riscos de colisão. Eles têm medo disso. E assim, deixam a passagem livre para que a circulação aconteça sem grandes traumas.

Agora, cá entre nós: é no primeiro “creck” que a mágica acontece. Quando, totalmente sem querer, você quebra o espelhinho da penteadeira da Barbie (não por maldade, mas porque você não vê Barbies) que as crianças começam a guardar os brinquedos. Algumas lágrimas vão rolar e você vai ser chamado de pior mãe ou pai do mundo, mas quem nunca teve que lidar com agressão gratuita que atire o primeiro blog. A vida segue. Os brinquedos (e blogs) também.

BOCK, Lia. A fantástica arte de ignorar os brinquedos dos filhos espalhados pela casa. Blogsfera. UOL. Disponível em:<https://goo.gl/NMrkan> . Acesso em: 17 ago. 2017 (Fragmento adaptado)

Releia o trecho a seguir.


“Você, ser evoluído, não precisa presenciar essa discussão mundana.”


Nesse contexto, a expressão destacada é um:

Alternativas
Comentários
  • Temos uma explicação do termo anterior "voce", característico do aposto.

    Gabarito letra C!

  • Gabarito -C

    “Você, ser evoluído, não precisa presenciar essa discussão mundana.”

    Segundo a gramática, aposto é um termo que retoma ao anterior para resumir, explicar, enumerar, especificar.

    Ser evoluído retoma ao termo anterior para explicá-lo.

    ---------------------------------------------------------------------------

    Spadoto, FTD,275

  • Agora eu entendi porque é aposto este "ser" é um substantivo eu pensei que era um verbo pqp

  • análise sintática requer o reconhecimento de função exercida por palavras ou segmentos maiores no interior de uma estrutura. As possíveis funções são estas:

    → Adjunto adnominal;

    → Adjunto adverbial;

    → Agente da passiva;

    → Aposto;

    → Complemento nominal;

    → Objeto direto;

    → Objeto indireto;

    → Predicado;

    → Predicativo do objeto;

    → Predicativo do sujeito;

    → Sujeito.

    Convém salientar que a função sintática discrepa significativamente da classificação morfológica. Esta última diz respeito à morfologia, ou seja, à classe gramatical a que pertence as palavras, que são dez:

    I - Adjetivo;

    II - Advérbio;

    III - Artigo;

    IV - Conjunção;

    V - Interjeição;

    VI - Numeral;

    VII - Preposição;

    VIII - Pronome;

    IX - Substantivo;

    X - Verbo.

    À exceção das conjunções, interjeições, preposições e verbos, cada palavra integrante dessas classes gramaticais exerce pelo menos uma função sintática na estrutura.

    “Você, ser evoluído, não precisa presenciar essa discussão mundana.”

    O aposto é uma expressão de natureza substantiva ou pronominal que se refere a outra expressão de natureza substantiva ou pronominal para melhor explicá-la ou para servir-lhe de equivalente, resumo ou identificação. O segmento sublinhado acima identifica quem é "você", ou seja, um "ser evoluído".

    a) objeto direto.

    Incorreto. O objeto direto é complemento verbal, ou seja, completa o sentido apenas de verbos. O segmento "ser evoluído" refere-se ao pronome "você";

    b) vocativo.

    Incorreto. O vocativo é termo solto, alheio aos demais. Não se refere a nenhum elemento constituinte da estrutura;

    c) aposto.

    Correto. Vide detalhamento inicial;

    d) predicativo do sujeito.

    Incorreto. O predicativo é a declaração sobre o sujeito. Usualmente, estará ligado ao sujeito por meio de um verbo de ligação, embora possam aparecer verbos intransitivos ou transitivos. Exs.: Estou cansado; O réu foi julgado culpado; Assisti, inquieto, ao parto do meu filho.

    Letra C

  • Hmm, sei não, hein?! Achei muito forçada essa interpretação. O autor discute diretamente com o leitor e conversa diretamente c/ ele. Na minha opinião isso aí é um vocativo.

  • Uma dúvida, eu até colocaria aposto, mas o termo 'ser evoluído' não está dando uma característica ao sujeito, chamando-o de evoluído, uma característica? no caso, adjetificando, uma coisa que o aposto não pode ser... bem confusa essa questão ao meu ver.

  • Se me pedissem pra falar o pior tipo de prova possível, eu sem pensar 2 vezes diria que são as provas de prefeituras da FUNDEP, claramente é um vocativo