SóProvas


ID
5396278
Banca
FGV
Órgão
TCE-AM
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto 3

“Nenhum ser humano é uma ilha… por isso não perguntem por quem os sinos dobram. Eles dobram por cada um, por cada uma, por toda a humanidade. Se grandes são as trevas que se abatem sobre nossos espíritos, maiores ainda são as nossas ânsias por luz. (…) As tragédias dão-nos a dimensão da inumanidade de que somos capazes. Mas também deixam vir à tona o verdadeiramente humano que habita em nós, para além das diferenças de raça, de ideologia e de religião. E esse humano em nós faz com que juntos choremos, juntos nos enxuguemos as lágrimas, juntos oremos, juntos busquemos a justiça, juntos construamos a paz e juntos renunciemos à vingança.“ 

Leonardo Boff

“Nenhum ser humano é uma ilha… por isso não perguntem por quem os sinos dobram. Eles dobram por cada um, por cada uma, por toda a humanidade.”
A marca característica do discurso moderno nesse segmento do texto 3 é:

Alternativas
Comentários
  • c@ralho, queria muito saber a relação entre "característica do discurso moderno" com de “cada um” e “cada uma”;

  • acertei, mas, que questão é essa meu?!
  • Usar "elu" nas redações da FGV deve ganhar uns pontinhos extra por ser moderninho, kkk

  • Acredito que poderiam ter entrado com recurso nessa questão. Afinal "cada um" e "cada uma", já estão ultrapassados, agora temos " cada umE" "cada umX" kkkk

  • Essa banca me faz deitar em posição fetal e chorar. Sério mesmo.

  • amigue

  • a língua portuguesa vem do latim, onde o pronome masculino foi adotado como comum de gênero. Essa historia de luta de gênero pra inventar português é bla,bla, bla

  • FORM WHOM THE BELL TOLLS!

  • Peça comentário.

  • essa é nivel o que? supremo kkkk Gab. C)

  • C

    Nenhum ser humano é uma ilha… por isso não perguntem por quem os sinos dobram. Eles dobram por cada um, por cada uma, por toda a humanidade.”

     

    A marca característica do discurso moderno nesse segmento do texto é a indicação separada de “cada um” e “cada uma”, seguindo o esquema de “senhoras e senhores”, “brasileiros e brasileiras”, como se fosse necessário ou aconselhável essa dupla indicação.

    No segmento analisado, bastaria o emprego de “cada um” para que os leitores entendessem que os termos “ser humano” e “toda a humanidade” fazem referência aos dois gêneros, aos homens e às mulheres.

     

    As outras quatro opções não são características do discurso moderno.

    (A) a presença da intertextualidade;

    (B) a metaforização com um acidente geográfico;

    (D) a utilização de vocábulos desusados como “dobrar”;

    (E) o emprego de reticências no meio da frase. 

  • tendi foi nada, cada umE em...........

  • fiquei pensando: por quem os sinos dobram ?

    por que diacho um sino dobraria ???????? então pesquisei:

    “A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. É com essa citação, tirada de um poema de John Donne, poeta inglês do século 17, que Ernest Hemingway marcou o começo de uma de suas obras mais importantes.

    A linguagem dos sinos, como aprendi em várias passagens por cidades históricas repletas de igrejas, é cheia de nunces. Um sino pode tocar para marcar o horário de uma missa. Mas também pode fazê-lo para avisar de uma emergência, como um incêndio, chamar para um dia de procissões, avisar de um nascimento ou relatar uma morte. Nos repiques dos sinos há informações que hoje poucos conhecem. Quando os sinos começam uma canção fúnebre é possível saber se quem morreu era homem ou mulher e até a hora que será o velório.

    Essa linguagem, cheia de mensagens cifradas, leva a pergunta óbvia, assim que os sinos de uma igreja começam um cântico fúnebre: por quem os sinos dobram? Ou, em outras palavras, quem morreu? O poema de John Donne, ao mostrar a conexão entre tudo que existe, deixa claro que quem morreu foi você.

    fonte :360meridianos

  • "Nenhum ser humano é uma ilha… por isso não perguntem por quem os sinos dobram. Eles dobram por cada um, por cada uma, por toda a humanidade.” A marca característica do discurso moderno nesse segmento do texto 3 é:

    Bom, na minha interpretação da questão o que o enunciado quer quando se refere a "discurso moderno" nada mais seria do que uma "atualização" do ditado, dando, inclusive, uma resposta a pergunta: "por quem os sinos dobram", que também é o título do livros de Ernest Hemingway, então ele atualiza dizendo: "Eles dobram por cada um, por cada uma, por toda a humanidade.” é como se ele respondesse a pergunta do Autor do livro, dando assim um desfecho a tal indagação, que acabou se tornando um jargão popular em alguns contextos sociais. Por exemplo, seria a mesma coisa que responder cientificamente a pergunta feita por Renato Russo na musica "pais e filho", o trecho que ele canta: "Por que que o céu é azul" e nós respondessemos utilizando dados científicos "o porquê" do céu ser azul, dessa mesma forma estaríamos conferindo uma modernização do trecho da música..

  • FGV gosta de tira onda

  • Oi!

    Gabarito: C

    Bons estudos!

    -Você nunca sai perdendo quando ganha CONHECIMENTO!

  • Pra mim também há presença de intertextualidade implícita.

  • Sobre a questão!

    " Sexismo Gramatical"

    "Uma mudança gramatical com o objetivo de eliminar marcas sexistas da língua seria, por exemplo, a não utilização do gênero gramatical masculino para a referência a homens e mulheres (masculino genérico), e uma mudança ainda mais radical seria a criação de um outro gênero gramatical para pessoas que não se identificam nem com o masculino nem com o feminino".

    Fonte: Guilherme Ribeiro Colaço Mäder / Cristine Gorski Severo.

  • Questão ridícula da FGV. Isso para a norma culta seria considerado redundância, pois o masculino na língua portuguesa é gênero neutro. No máximo, deveria ser considerado linguagem coloquial.

    Pra mim, questão passível de anulação, mas como a FGV não anula nada, talvez a Justiça o faria.

  • A questão é uma questão de interpretação textual. Para responder, é necessário mobilizar conhecimentos sobre diferentes tópicos como intertextualidade, figuras de linguagem e pontuação. O enunciado solicita a identificação da marca do discurso moderno no trecho destacado.

    A) a presença da intertextualidade;
    Incorreto. Embora a intertextualidade esteja presente na primeira parte do trecho, esse recurso não é símbolo de modernidade, já que esse é um artifício utilizado de forma recorrente em outros períodos históricos. A intertextualidade, isto é, o diálogo com outros textos literários aparece no texto de Boff por meio da menção ao poema de John Donne ("Nenhum homem é uma ilha isolada") e ao livro de Ernest Hemingway ("Por quem os sinos dobram"). Esse último título, inclusive, é uma referência ao poema de John Donne.

    B) a metaforização com um acidente geográfico; 
    Incorreto. A metáfora também é um recurso literário antigo e, portanto, não seria representante de um discurso moderno. Há metáforas, por exemplo, no texto bíblico.  

    C) a indicação separada de “cada um" e “cada uma";
    Correto. Se pensarmos que, durante muito tempo, o gênero masculino era o eleito para representar a coletividade, demarcar o gênero feminino equivaleria a ver a representação das mulheres na sociedade. A discussão sobre a linguagem neutra de gênero, por exemplo, é um tópico cada vez mais presente socialmente.

    D) a utilização de vocábulos desusados como “dobrar";
    Incorreto. O verbo "dobrar" não caiu em desuso, porque é utilizado socialmente e, além disso, a sua utilização não representa uma marca do discurso moderno.

    E) o emprego de reticências no meio da frase.
    Incorreto. O emprego de reticências não é uma característica do discurso moderno. É possível localizar o uso de reticências em diferentes textos românticos, naturalistas e parnasianos. Um exemplo é o poema "O navio negreiro" de Castro Alves: "'Stamos em pleno mar... Do firmamento / Os astros saltam como espumas de ouro...". As reticências são empregadas em pontos diferentes da frase.

    Por exclusão, a resposta que corresponde a um recurso moderno é a indicação de gênero na letra C.

    Gabarito da Professora: Letra C.
  • Não me diga...Bom saber.
  • Eu fico rindo que estou fufu kkkkkk

  • pra ser moderno teria que ser "cada ume" kkkkkkkkkk

  • Até os Peaky F*cking blinders estão estudando pra concurso kkkk

  • ESSA É A PÁTRIA EDUCADORA DE PALUFO FREIRE. DURMA COM UMA BABA QU i CE DESSAS!

  • Preparem-se para as próximas provas, amigues.

  • Estou tentando compreender em que uma questão dessas agrega pra quem estuda. Absolutamente nada!

    Nesta questão não há necessidade de saber gramática, ou interpretação de texto, basta ter sorte e chutar certo!

    Triste!

  • Resolvendo as questões da FGV:

    EU NÃO TÔ LOCO!

    "PAH"

    EU NÃO TÔ LOCO!

    "PAH PAH PAH PAH"

    Eterno Alborghetti

  • Por intertextualidade entende-se a criação de um texto a partir de outro existente

    SE o autor está citando frase de outro isso é o que ???

    letra A e C correta como sempre fgv cagando para as regras

    ESTOU ODIANDO ESSE SITE QUE SÓ DA ERRO NA HORA DE POSTAR COMENTÁRIOS, FILTROS ERRADOS, FALTA DE PROFESSOR

    ESTÁ PARECENDO O GOVERNO BRASILEIRO, ABANDONADO.

  • Onde ficou a intertextualidade destacada no início da frase?

  • meu povo, minha pova!

  • Fiz uma outra questão parecida com essa da FGV, o gabarito é pelo fato de “cada um” e “cada uma” ser empregado para tirar o machismo das palavras. O “mimimi” moderno. Em ambos os casos o gabarito foi o mesmo.
  • é cada umE que aparece kkkkkkkkkk

  • Marxismo cultural

  • Nada contra essa tal "luta" que é travada por essa galera aí. Mas acho um absurdo enfiarem militância de direita ou esquerda em concursos. Mostrei essa questão para um professor de port e ele falou que a questão já começa errada pelo fato da distorção de um poema antigo. Ele se irritou, chamou os avaliadores de crianças mimadas e falou que faria o recurso dessa questão com maior prazer. Questão que deveria ter sido anulada.

  • Ca ralho

  • Ótima questão. Muito inteligente. Parabéns, FGV.

  • As questões de interpretação da FGV são únicas, dificilmente se estabelece um padrão. Ela consegue fazer estilos de cobrança de questões jamais vistos. Uma novidade a cada questão.

  • Pior do que ler um péssimo comentário, é perder meu tempo lendo é rindo! ... PAREI. Segue o baile

  • CARA, COMO É SURREAL E DESMOTIVADOR ESTUDAR O PORTUGUÊS DA FGV.

  • kkkkkkkkkkkk essa foi de fudê kkkk

  • Acertei sem nem saber o pq... depois de ler as explicações dos colegas continuo sem entender.

  • Eu consigo até imaginar a prova de português que a FGV vai elaborar para o TCU...

  • Estava em dúvida entre a A e a C, mas percebi que: "por quem os sinos dobram" é título de um livro antigo. Há intertextualidade aqui, mas o comando da questão pede característica do discurso moderno.

  • pra ser aprovado na FGV não precisa estuda,só chuta e ter sorte,eles não respeitam regra nenhuma.
  • ô palhaçada

  • Sem paciência para esse tipo de questão.

  • Por todxs kkkkkk

  • Modernidade; depravação: bacharela, mestra e assim vai

  • kkkkkkkk só acertei porque já vi questão desse tipo, da própria banca. Preparem-se, pois vai ser bem recorrente cair assim e vai derrubar os desavisados!

  • Moderno, cada um, cada uma? Vai colocar em sua discursiva esses termos para ver se não será reprovado!!! Acredito que modernidade esta na intertextualidade. Véi tá difícil hein!!!! Cooperada aí com quem estuda de verdade! tá muito avacalhado!

  • Eis o comentário da professora

    C) a indicação separada de “cada um" e “cada uma";

    Correto. Se pensarmos que, durante muito tempo, o gênero masculino era o eleito para representar a coletividade, demarcar o gênero feminino equivaleria a ver a representação das mulheres na sociedade. A discussão sobre a linguagem neutra de gênero, por exemplo, é um tópico cada vez mais presente socialmente.

    Agora sinceramente tem sentido ?? Cadê a linguagem neutra .. Eu só vi a separação de generos e uma representação de coletividade (por toda a humanidade)

  • ui que saco

  • Gabarito da professora:

    A) a presença da intertextualidade;

    Incorreto. Embora a intertextualidade esteja presente na primeira parte do trecho, esse recurso não é símbolo de modernidade, já que esse é um artifício utilizado de forma recorrente em outros períodos históricos. A intertextualidade, isto é, o diálogo com outros textos literários aparece no texto de Boff por meio da menção ao poema de John Donne ("Nenhum homem é uma ilha isolada") e ao livro de Ernest Hemingway ("Por quem os sinos dobram"). Esse último título, inclusive, é uma referência ao poema de John Donne.

    B) a metaforização com um acidente geográfico; 

    Incorreto. A metáfora também é um recurso literário antigo e, portanto, não seria representante de um discurso moderno. Há metáforas, por exemplo, no texto bíblico.  

    C) a indicação separada de “cada um" e “cada uma";

    Correto. Se pensarmos que, durante muito tempo, o gênero masculino era o eleito para representar a coletividade, demarcar o gênero feminino equivaleria a ver a representação das mulheres na sociedade. A discussão sobre a linguagem neutra de gênero, por exemplo, é um tópico cada vez mais presente socialmente.

    D) a utilização de vocábulos desusados como “dobrar";

    Incorreto. O verbo "dobrar" não caiu em desuso, porque é utilizado socialmente e, além disso, a sua utilização não representa uma marca do discurso moderno.

    E) o emprego de reticências no meio da frase.

    Incorreto. O emprego de reticências não é uma característica do discurso moderno. É possível localizar o uso de reticências em diferentes textos românticos, naturalistas e parnasianos. Um exemplo é o poema "O navio negreiro" de Castro Alves: "'Stamos em pleno mar... Do firmamento / Os astros saltam como espumas de ouro...". As reticências são empregadas em pontos diferentes da frase.

    Por exclusão, a resposta que corresponde a um recurso moderno é a indicação de gênero na letra C.

  • O dudu, nos comentários acima, está soltando a franga! Eleitor do nove dedos.

  • A turma do "todes " está presente kkkkkkkkkkkkkk

  • Só vim aqui para ver as tretas...kkk... Reacionários não passarão!!!

  • Essa FGV parece que vive num universo paralelo, tem base não...

  • Ahh sim, entendi.... lacração....

  • essa foi pra quebrar os candidates

  • "cada umx migue "

  • Já estão querendo introduzir pronome neutro nos concursos públicos. Mesmo que o assunto da questão não seja pronome neutro em si, mas fizeram referência

  • Que nível! Patético! Inacreditável.

  • eu nao entendi o enunciado kkkk logo , nao achei a resposta

  • É cada um, é cada uma dessa banca ....kkkkkkkk

  • Não creio que elo, a fgv, fez isso hahaha

  • Alguém mais foi na alternativa 'A' devido ao livro 'por quem os sinos dobram' do Ernest Hemingway?

  • Pessoal, fiquem atentos!!!!!!!! Nunca tinha feito uma questão da FGV que cobrasse uma marca linguística atual. Nesse momento, não interessa se vc concorda ou não, o importante é acertar a questão... Vou profetizar: vai cair no TJDFT uma questão que trata de termos neutros, sob a ótica atual (esse do uso do "X" como desinencial, por exemplo).

    Pra cima da FGV!!!

  • Daqui há pouco o "todes" vai chegar com toda a força. Todos e todas já está de boa...e assim por diante a ideologia vai desinformando, ou seja, substituindo a norma culta por ideologias recorrentes.

  • lacrou, amigue.

  • Que questão fdp

    Aos que estão chorando com os pronomes neutros, a língua sempre muda, beijos de luz