SóProvas


ID
5618335
Banca
VUNESP
Órgão
PM-SP
Ano
2022
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    A verdadeira história do Papai Noel

        O Papai Noel que conhecemos hoje, gordo e bonachão, barba branca, vestes vermelhas, é produto de um imemorial sincretismo1 de lendas pagãs e cristãs, a tal ponto que é impossível identificar uma fonte única para o mito. Sabe-se, porém, que sua aparência foi fixada e difundida para o mundo na segunda metade do século 19 por um famoso ilustrador e cartunista americano, Thomas Nast. Nas gravuras de Nast, o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar, algo que nossos tempos antitabagistas já não permitem ao bom velhinho.

        O sucesso da representação pictórica feita por Nast não significa que ele possa reivindicar qualquer naco2 da paternidade da lenda, mas apenas que seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.

        Antes de prevalecer a imagem atual, um fator de unificação desses personagens era a referência mais ou menos direta, quase sempre distorcida por crenças locais, a São Nicolau, personagem historicamente nebuloso que viveu entre os séculos 3 e 4 da era cristã e que gozou da fama de ser, além de milagreiro, especialmente generoso com os pobres e as crianças. É impreciso o momento em que o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. Nascia assim o personagem do Père Noël (como o velhinho é chamado na França) ou Pai Natal (em Portugal) – o Brasil, como se vê, optou por uma tradução pela metade.

(Sérgio Rodrigues. Em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)

1 sincretismo: combinação

2 naco: parte, pedaço

Releia a passagem do 2º parágrafo: ... seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.

Os travessões e a exclamação entre parênteses empregados no texto têm a função de sinalizar ao leitor, correta e respectivamente,

Alternativas
Comentários
  • Alternativa B

  • O que está entre os travessões explica o termo anterior " seu Santa Claus ", além de trazer surpresa.

  • Gabarito na alternativa B

    Solicita-se indicação dos sentidos pretendidos pelo uso de travessões e da exclamação na passagem:

    "... seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas."

    B) explicação e surpresa.

    Os travessões destacam e isolam termo de valor apositivo explicativo em relação ao substantivo próprio imediatamente anterior; o sinal de exclamação entre parênteses é forma de o autor demonstrar que ficou surpreso diante da informação sobre a presença de chifres de bode na figura do Papai Noel, é espécie de comentário pessoal intercalado ao texto.

  • GAB-B

    explicação e surpresa.

    travessão é um sinal de pontuação representado por um traço na horizontal (–) maior que o hífen e que tem como finalidade indicar o discurso direto ou enfatizar trechos intercalados de textos, substituindo o papel da vírgula.

    ponto de exclamação é usado na escrita para indicar diversos tipos de entonação exclamativa, como alegria, dor, entusiasmo, raiva, surpresa, entre outras ocorrências. Os pontos de exclamação indicam diferentes tons exclamativos.

    CONFIA, PODEM MARCAR SEM MEDO!!!

  • Gab b!!

    Regas para o uso do travessão:

    Aposto: com 1 ou 2 travessões:

    1 travessão:

    Muitos não gostam de Xuxa - A rainha dos baixinhos.

    2 travessões:

    Xuxa - a rainha dos baixinhos - esta sumida.

    Oração subordinada adjetiva explicativa:

    O aluno - que era chato - voltou.

    Substituir dois pontos:

    Assim eram os dias - muito trabalho, pouco tempo.

    Em oração subordinada substantiva apositiva:

    Eu tenho uma escolha - que ele renuncie!

    Em narração

    • - onde você mora ? - perguntou João (usar dois travessões, um para iniciar e outro para voltar o narrador)
    • - Vamos embora! - disse Ana! E partiram por ai

    Em diálogo sem aparecer o autor. (nesses casos, usar somente um travessão e ir pulando linha)

    • - Onde você mora?
    • - Moro em São Paulo

    ênfase:

    Para passar é necessário estudar muito - muito mesmo!

    VÍRGULA JUNTO COM O TRAVESSÃO:

    Usar a vírgula normalmente caso (excluindo a parte isolada pelo travessão) ela se faça necessária! ex:

    Estudei gramática - matéria chave da prova - , mas não adiantou! (repare que aqui a vírgula é obrigatória devido a anteceder a conjunção adversativa ''mas''.