SóProvas


ID
898570
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Petrobras
Ano
2012
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Uma instituição financeira negociou um empréstimo a ser pago em 15 prestações mensais e sucessivas, sendo a primeira paga um mês após a tomada do empréstimo.

As 5 primeiras prestações são de R$ 1.000,00, cada uma, e as 10 últimas são de R$ 2.000,00, cada uma. O regime é o de capitalização composta com taxa de juros de 2% ao mês.

O valor desse empréstimo foi, em reais, aproximadamente, de

Dado: (1,02) -5 = 0,90 e (1,02) -10 = 0,81

Alternativas
Comentários
  • Pessoal,

    Achei a resposta do fórum concurseiros.

    A questão pede o cálculo do valor atual (A¹ + A²), na data (ZERO). Para isso, temos de transportar todos os valores para esta data, porém, o examinador tentou dificultar um pouquinho as coisas, não informando, diretamente, os fatores de atualização de uma série de pagamentos iguais (a nossa tabela II). Daí, teremos de construí-los. Então, primeiramente, vamos elaborar este fator da tabela II para, daí, resolver a questão. Vejamos :-

    Precisamos do fator para a(5)¬(2%) e a(10)¬(2%). Porém, o examinador nos forneceu o fator invertido da tabela 1 (o expoente negativo indica isso). De fato, precisamos de conhecer quanto vale (1+i)^n, mas, para isso, temos de fazer o seguinte :-

    a) 1 / (1,02)^5 = 1 / 0,9 = 1,1111 

    b) 1 / (1,02)^10 = 1 / 0,81 = 1,2345

    A partir daqui, já podemos construir nosso fator da tabela II. Assim :-

    a¬i (5%) = (1,02)^5 - 1 / (1,02)^5 * 0,02 = 5 

    a¬i (10%) = (1,02)^10 - 1 / (1,02)^10 * 0,02 = 9,5

    Agora, com os fatores em mãos, já podemos calcular o Valor Atual (A) das parcelas iguais. Atente-se ao sentido das "flechinhas" acima, para melhor visualização do que faremos :-

    A = 2.000 * a(10)¬2% = 2.000 * 9,5 = 19.000

    (atenção aqui !! :- acabamos de transportar 10 parcelas de 2.000 para a data focal 5. Agora, resta-nos trazê-las para a data ZERO. Daí, 

    A¹ = 19.000 * 0,9 = 17.100

    Agora, vamos trabalhar as 5 parcelas de 1.000. Daí,

    A² = 1.000 * a(5)¬2% = 1.000 * 5 = 5.000

    A¹ + A² = 17.100 + 5.000

    A¹ + A² = 22.100 (letra " D ")

    PS: Se fosse eu na prova pularia. Rsrs
  • Não entendi nada. Falou grego.
  • Até agora nao tive nenhuma aula decente sobre esse tema!!!
  • Nessa questão, termos que trabalhar com uma série de pagamentos, onde teremos que encontrar a tabela do valor atual da série de pagamentos.

                                       

    Letra D.

  • Galera, há um erro, na verdade dois erros, nos dados que a banca disponibilizou para o cálculo: 1º : (1,02) -5 = 0,90 ta errado o valor é 0,91 e (1,02) -10 = 0,81 na verdade é 0,82. Por isso, que o valor presente das 5 primeiras prestação de 1.000 é 5.000. Mas como temos que utilizar as informações disponibilizadas pela banca, esquecem a lógica e segue a fórmula.

    A ideia é trazer todas as parcelas para o valor presente para saber o valor do empréstimo tomado. Como estamos falando em prestações, não podemos simplesmente fazer 1.000/1/0,9 (fórmula do VPL), porque, estaríamos trazendo apenas a quinta parcela para o valor presenta. Desta forma, quando há prestações e quer saber o VP de todas as prestações. deve-se utilizar a fórmula do fluxo de caixa modelo padrão. 

    Pv = PMT * (1 – (1 + i) ^-n) / i

    Neste caso, aplica-se a fórmula para as 5 primeiras prestações de 1000 e para as 10 de 2000. Porém, quando trazemos as 10 prestações de 2000 para o valor presente, na verdade, estamos trazendo-as para o período 5, não para o período inicial, visto que essas prestações de 2000 iniciam ao final das primeiras prestações. Mas, e agora? é muito fácil. Basta utilizar esse valor encontrado com as 10 prestações de 2000 como fv, e descapitalizá-lo (traze-lo a valor presente). 

    VP = FV / 1/(1+1)^-n 

    Depois, soma-se os valor encontrado pela fórmula do fluxo de caixa das 5 primeiras prestações com o valor do VPL encontrado. Assim, num passe de mágica rsrs, teremos o o valor inicial do empréstimo.

    Deu para entender galera?

    Abraço!

    Domingão é o dia!!! Deus abençoe à todos nós!!!

     


  • Vou tentar ajudar desde o início para quem não entendeu o que é valor presente (mas simplificando), mas é importante entender bem o conceito dos juros compostos e valor presente líquido, cuja explicação não tem como fazer aqui. Não basta decorar as fórmulas.

    Para entender o Valor Presente é preciso entender os juros compostos. Sabemos que um Capital de 1.000 investido a juros compostos de 2% ao mês por um período de 5 meses resulta num montante (capital investido + juros) de 1.104,08. Ou seja: 1.000*(1,02*1,02*1,02*1,02*1,02). Isso nos leva a fórmula dos juros compostos que é M = C*(1+i)n, onde i é a taxa e o n é igual ao número de períodos. Assim a taxa é multiplicada por ela mesma por tantas vezes quanto for o número de períodos. Isso se chama capitalização a juros compostos.

    Quando calculamos o valor presente estamos fazendo o processo inverso, portanto descapitalizando um montante para chegar ao capital investido.

    Assim se trouxermos 1.104,08, a valor presente (ou seja, descapitalizando) pelo mesmo período de 5 meses e mesma taxa de juros de 2% temos: 1,104,08 * (1/1,02/1,02/1,02/1,02/1,02) = 1.000 ou, pela fórmula C=M*(1+i)-n. Observem que, como estamos fazendo o processo inverso, invertemos a fórmula ao colocarmos o expoente negativo.

    Como não temos calculadora para fazer todo o cálculo acima, a banca é obrigada a nos dar o fator de multiplicação, por isso o problema nos diz que o fator para 5 períodos é de 0,9 que equivale a (1+i)-5 e, para 10 períodos, é de 0,81 que equivale a (1+i)-10. Apenas para fins didáticos, observe que estamos descapitalizando, se estivéssemos capitalizando, as mesma taxas seriam 1,1041 para 5 períodos e 1,2190 para 10 períodos).

    Se o problema não tivesse prestações bastaria trazer os valores dos montantes a valor presente para saber qual o Capital investido. Nesse caso temos que usar a fórmula com PMT (prestações) e trazer cada uma delas a valor presente. Vamos começar pelas 5 prestações de 1.000 reais.

    VP = PMT [1 - (1+i)-n] / i

    O problema nos diz que (1+i)-5 = 0,9. Então vamos substituir esse valor na fórmula e o PMT por 1.000. Fica assim:

    1.000 [1 - (0,90)] / 0,02 = 1.000 * 0,1 / 0,02 = 5.000

    Agora utilizaremos a mesma fórmula para a prestação de 2.000, mas substituindo pelo fator para 10 períodos que é de 0,81.

    2.000 [1 - (0,81)] / 0,02 = 2.000 * 0,19 / 0,02 = 19.000

    Observe que, neste último cálculo, trouxemos o valor das prestações ao período 5, que é onde inicia o pagamento das prestações de R$ 2.000. Mas este não é o valor presente visto que está no mês 5, então temos que trazer os 19.000 a valor presente. Assim utilizamos agora a fórmula do valor presente (sem prestação) que é mesma dos juros compostos (descapitalizando):

    C=M*(1+i)- n = como sabemos que (1+i)- 5 é igual  a 0,9, temos que:

    19.000 x 0,9 = 17.100

    Para finalizar basta somarmos o valor obtido com o valor anterior: 5.000 + 17.100 = 22.100.

    R: Letra D.

  • Flávio, não entendi essa fórmula: VP = PMT [1 - (1+i)-n] / i

    alguém poderia explicar? 

     

    obrigada

  • Flávio Bruna, você deu aula completa! Melhor explicação. Parabéns e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito obrigado.


  • a formula da daniela é que está certa

     

    A = N x a

     

    a = [ ( 1 + i )n  -  1 ]  /  [  i  x ( 1 + i )n ]

     

    que é usado em pagamento de dívidas parceladas

     

    sendo o "a" chamado de "fator de valor presente (A) de uma serie uniforme de pagamentos (N)"

     

    nao pode usar C ou M ou Montante nesses casos

     

     

     

     

     

     

  • A explicação do Flávio é excelente, o desumano é ter que decorar tantas fórmulas.

    No passo a passo dá p/ entender, mas se não sabe a fórmula não adianta nada : /