SóProvas



Questões de A Consciência e os Limites do Conhecimento


ID
899536
Banca
INEP
Órgão
ENEM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Filosofia
Assuntos

O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto).
FRAGA, P. Ninguém é inocente. Folha de S. Paulo. 4 out. 2009 (adaptado).

O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral constitui uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são

Alternativas
Comentários
  • A discussão sobre a diferença entre ética e moral é uma das grandes temáticas da discussão filosófica sobre o assunto. Não sabemos pelo texto qual distinção é adotada pelo autor, mas podemos aplicar aquelas que sabemos e assim, verificar se serve como corpo teórico para resolução da questão. O texto leva a entender que ética e moral são a mesma coisa, o que o torna confuso. Assim,  é preciso perceber que o autor direciona seu olhar para o problema de que as normas ético-morais são construções humanas, e se feitas pelos homens, esses devem cumpri-las. Todavia, na resposta, é exigido novamente um certo conhecimento sobre a diferença entre ética e moral. Muito resumidamente, vamos aqui eleger que ética seria a discussão filosófica sobre ações humanas particulares numa perspectiva universalizante e que moral seria uma discussão filosófico-histórico-social dos costumes de um povo num determinado período de tempo. Considerando esse elementos, podemos dizer que
     
    A alternativa (a) está errada pois nada há no texto que identifique uma relação da ética com religião (o que não foi historicamente impossível), ainda porque a noção de utopia do texto diz respeito à mentalidade dos brasileiros, exclusivamente.
     
    A alternativa (b) está errada. Em um primeiro momento, podemos pensar que está correta, sobretudo porque nos atemos às ideias de “parâmentros idealizados” e “não cumprimento das obrigações”. E de fato estaria correta se fosse somente sobre a maior parte do texto em si, todavia o início do texto traz uma advertência: trata-se de problema entre ética e moral. Encontra-se nas respostas a linha teórica da questão, que está implícita no texto subsequente: a ética é criação do homem de um modo idealizado ou mental e a moral são as ações particulares.
     
    A alternativa (c) está errada, porque se fossem tão amplas a ponto de serem impossíveis de se executar, na Escandinávia não haveria quem assim se comporta, pois é afirmado no texto que nossos ideais éticos e morais dariam como resultado o comportamento das pessoas de lá, logo que temos os ideais de comportamento deles.
     
    A alternativa (d) está correta, pois a lei é criada pelo homem (para si e para os outros). Se o homem a fez, ele deve segui-la. Isso lembra em certa medida o imperativo categórico kantiano, “age de tal forma que a tua máxima se torne o mais universal possível”- só que aqui as máximas são criadas pelos homens, e nãoa priori.
     
    A alternativa (e) está errada, pois  o autor da questão compara brasileiros e noruegueses, uns não praticam suas leis, outros praticam. O elemento em comum está nas leis, que para ambos teriam sido criadas por seus povos e esses devem segui-las. Se um povo pode, o outro também deve poder. Assim, não haveria sentido em falar aqui em que somente aqueles que se dedicam teriam condições para cumprir a lei. Essa parece ser a lógica do texto. 
  • A questão é péssima; a alternativa "D" não constitui a especificidade das normas morais, e pode referir-se igualmente, ou até mais, às normas jurídicas.

  • Realmente!

  • resposta D poderia facilmente ser confundida com o conceito de Etica

  • é evidente, grande confusão; entre o conceito de ética e moral .

  • Temática clássica das aulas de Filosofia ética no Ensino médio, conceito de Ética e Moral: (Ações e comportamentos).

  • Com relação à reflexão proposta pela questão, primeiramente, temos de saber reconhecer o que é moral a partir do conceito constituído (criado) pela filosofia. Observe que nas últimas avaliações feitas pelo ENEM, os conceitos de moral e ética transitam por todas as questões que tratam dos problemas políticos e sociais comportamentais.

    Vejamos a diferença entre moral e ética:

    Em tese, moral diz respeito ao conjunto de valores, práticas, normas e regras aceitas por um corpo social. Já a ética, diz respeito a ação individual ou coletiva acerca dos padrões morais. Sendo assim, a ética é uma ação critica junto à moral.

    Referente à questão, quando destaca que “o distanciamento entre ‘reconhecer’ e ‘cumprir’ efetivamente o que é moral constitui uma ambiguidade inerente ao humano…”, verificamos que mesmo toda uma estrutura de valores comportamentais constituída, ainda há uma “nuvem de fumaça” quando os indivíduos ou grupos sociais questionam ou se questionam dadas as circunstâncias. Parte- se da reflexão de que todos nós somos responsáveis, então, pela organização e manutenção dos padrões morais. Nesta perspectiva, a alternativa D é a mais adequada a este contexto.

  • resumo:

    A alternativa (a) está errada pois nada há no texto que identifique uma relação da ética com religião (o que não foi historicamente impossível), ainda porque a noção de utopia do texto diz respeito à mentalidade dos brasileiros, exclusivamente.

     

    A alternativa (b) está errada. Em um primeiro momento, podemos pensar que está correta, sobretudo porque nos atemos às ideias de “parâmetros idealizados” e “não cumprimento das obrigações”. E de fato estaria correta se fosse somente sobre a maior parte do texto em si, todavia o início do texto traz uma advertência: trata-se de problema entre ética e moral. Encontra-se nas respostas a linha teórica da questão, que está implícita no texto subsequente: a ética é criação do homem de um modo idealizado ou mental e a moral são as ações particulares.

     

    A alternativa (c) está errada, porque se fossem tão amplas a ponto de serem impossíveis de se executar, na Escandinávia não haveria quem assim se comporta, pois é afirmado no texto que nossos ideais éticos e morais dariam como resultado o comportamento das pessoas de lá, logo que temos os ideais de comportamento deles.

     

    A alternativa (d) está correta, pois a lei é criada pelo homem (para si e para os outros). Se o homem a fez, ele deve segui-la. Isso lembra em certa medida o imperativo categórico kantiano, “age de tal forma que a tua máxima se torne o mais universal possível”- só que aqui as máximas são criadas pelos homens, e nãoa priori.

     

    A alternativa (e) está errada, pois o autor da questão compara brasileiros e noruegueses, uns não praticam suas leis, outros praticam. O elemento em comum está nas leis, que para ambos teriam sido criadas por seus povos e esses devem segui-las. Se um povo pode, o outro também deve poder. Assim, não haveria sentido em falar aqui em que somente aqueles que se dedicam teriam condições para cumprir a lei. Essa parece ser a lógica do texto. 

  • Letra D

    Estar sendo abordado o grande paradoxo existente na sociedade brasileira, o fato de todos saberem o que é certo e errado e ainda assim, por vezes, optarem por agir de forma errada. Um outro aspecto importante, e que de certa forma explica o porque desse paradoxo, é que as leis vigentes sao sempre criadas pelos homens e estes tendem a nao fazer o correto.

  • Alternativa "A" está incorreta. A ética é uma reflexão; as normas decorrentes da vontade divina referem-se à moral religiosa.

    Alternativa "B" está incorreta. A ética é o campo da ação, pensar sobre o sentido das regras é ter como horizonte a obrigação de cumprir o que deve ser feito.

    Alternativa "C" está incorreta (vaga). Essa alternativa não está necessariamente errada, mas a seguinte expressa o que está no texto de apoio.

    Alternativa "D" está correta. Essa alternativa explica o que são normas morais e expressa a ideia de que os brasileiros aprovam regras éticas, ou seja, eles as concedem a si mesmos.

    Alternativa "E" está incorreta. A ética e a moral vão além das regras jurídicas.

    Gabarito: D

  • O terraplanismo da Ciência Política brasileira é a ideia de que o atraso do país decorre da corrupção.

    Esse tipo de pauta moral serve a certos interesses e escamoteia graves problemas sociais, a exemplo da inaceitável desigualdade (de gênero, de cor, de estrato social e de tantas outras) que impera no país.


ID
899611
Banca
INEP
Órgão
ENEM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Filosofia
Assuntos

Um volume imenso de pesquisas tem sido produzido para tentar avaliar os efeitos dos programas de televisão. A maioria desses estudos diz respeito às crianças — o que é bastante compreensível pela quantidade de tempo que elas passam em frente ao aparelho e pelas possíveis implicações desse comportamento para a socialização. Dois dos tópicos mais pesquisados são o impacto da televisão no âmbito do crime e da violência e a natureza das notícias exibidas na televisão.
GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.

O texto indica que existe uma significativa produção científica sobre os impactos socioculturais da televisão na vida do ser humano. E as crianças, em particular, são as mais vulneráveis a essas influências, porque

Alternativas
Comentários
  • As transformações dos meios de comunicação, desde o surgimento da escrita, ou senão antes, sempre foram objetos de temor. Parece que o novo assusta aos costumes pré-estabelecidos. Além de destaque de que tradição é um fator de fixação de um determinado tipo de cultura, temos também que corretamente observar, como cabe ao filósofo da cultura, que efeitos pode realmente causar tais inovações, sobretudo nas crianças. Ora, as crianças são ainda os adultos não formados e assim são a esperança de imortalidade de cada grupo social. Vemos isso também na “República” de Platão, na qual o filósofo coloca como um dos pontos centrais da discussão o tipo de educação a ser recebida pelas crianças e, assim por diante, a toda população. O texto acima ajuda a corroborar essa hipótese e ainda assinala um elemento novo na análise dessa nova conjuntura: a mudança de comportamento social das crianças, sobretudo daquelas que passam longo tempo assistindo televisão. Ora, se as crianças ficam mais em casa sentadas ou deitadas assistindo calmamente por horas programas televisivos isso significa que ela deixar de estar horas de contato com outras crianças e adultos, contato que constitui elemento fundamental de socialização do ser humano.  Sendo assim, podemos dizer que
    A alternativa (a) está errada, porque não só as crianças codificam coisas que assistem na televisão, os adultos inclusive.
    A alternativa (b) está errada porque diz o contrário do texto, que com a televisão aumenta a interatividade entre as crianças.
    A alternativa (c) está correta porque o contato social faz ter ligações com diversas opiniões, enquanto que ao assistir televisão, pode-se correr o risco de se ter uma única opinião devido à carência de contato social.
    A alternativa (d) está errada porque não se pode falar em tolerância e respeito sem alguma forma de interação social, até então dada no texto.
    A alternativa (e) está errada porque nem sempre se tem o controle sobre o que uma criança assiste na televisão.
  • Eu sempre digo, todo tema de redação que já caiu na prova eles dão pistas nas provas de humanas e linguagens, reparem que a questão traz uma ideia de manipulação comportamental, como o tema de reda do ano passado, atrelada ainda aos efeitos que os programas direcionados as crianças mudam o seu comportamento. Além disso, a redação que trouxe essa ideia central foi a Publicidade infantil em questão no Brasil, onde os textos base falavam a mesma ideia dessa questão. Atenção concorrente, pegue essa dica e se atente.

  • Estranho que pra questão da ideologia de gênero eles não adotam essa visão...

  • Não acho que é bem assim Matheus. São 90 questões, em que TODAS trazem citações, textos interpretativos... é muito difícil não relacionar pelo menos um desses textos com o tema da redação e, se tratando de ENEM, que sempre traz uma questão social, aí que é impossível mesmo kkk. Esse tipo de referência existe mais em vestibulares, principalmente os para medicina mesmo. Quem é de Salvador sabe bem que a EBMSP gosta de fazer isso.

  • Letra C

    As crianças sem duvida, sao mais vulneráveis aos programas de televisão, pois ainda nao possuem maturidade para diferenciar o que é bom e o que é ruim, o que é real e o que é fictício. Nesse sentido, podem acabar criando uma visão distorcida do mundo, das pessoas, atrapalhando ou retardando sua socialização.

  • Veja a vídeo aula do professor Guilherme de química, ele explica melhor essa relação questão antiga x tema redação. Não é besteira, o enem é uma prova inteligente. Eles sempre repetem em todas as provas as mesmas temáticas


ID
949483
Banca
INEP
Órgão
ENEM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Filosofia
Assuntos

A política foi,  inicialmente,  a arte de  impedir as  pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem.
VALÉRY, P. Cadernos. Apud BENEVIDES, M.V. M. A  cidadania ativa.SâoPaulo:Ática,  1996.

Nessa definição, o autor entende que a história da política está dividida em dois momentos principais: um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente, e um segundo, caracterizado por uma democracia incompleta. Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história política?

Alternativas
Comentários
  • Para um interpretação clara da questão, o candidato deve ter uma breve noção da nossa da história do pensamento político, aqui sobretudo entre o antigo e o moderno. O pensamento antigo, que se refere aos gregos inicialmente, possui a característica de entender a política como aquilo que há de comum para todos, no interesse da cidade ou pólis, cidade em grego, daí mesmo deriva o termo política. A política moderna passou por uma grande transformação, segundo a Filósofa Hannah Arendt, pois o privado (aquilo que diz respeito à sobrevivência dos indivíduos) passa a assumir importância social (coletiva) e assim torna-se objeto da política. Podemos, então dizer que a política antiga cuida dos interesses coletivos enquanto coletivos, somente; a política moderna, dos interesses sociais, tanto privados como públicos.  (aconselhamos a leitura de “A condição humana”, de H. Arendt).
    Assim, compreendemos melhor o texto acima na questão: a arte de  impedir as  pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito”, ou seja, da vida privada e do próprio sustento – a política antiga. Já a política moderna seria a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem”, pois seria a experiência da união entre assuntos públicos e privados, partindo do princípio de que nem todos podem decidir sobre o público porque esse não lhes diz respeito ou que eles tenham interesse sobre o público; o público é então mascarado de social – privado elevado ao estatuto de público.
    Dessa forma, para o autor do texto da questão, a política antiga é excludente porque não permite que assuntos privados sejam tratados como questões de Estado, e a política moderna é incompleta porque não capacita de fato seus cidadãos para o exercício da vida pública e a camuflaria pelo social.
    Desse modo, podemos ver que o ponto comum entre as duas formas de política para o autor do texto:
    Não pode ser a alternativa (a) a correta, pois em nenhum dos casos, houve distribuição do poder, devido ao que ele entende por política antiga.
    Não pode ser a alternativa (b) a correta, pois a política moderna não impede a participação popular, mas vai além, a coíbe a participar, ainda que de um modo equivocado, ou como o texto diz, incompleto.
    A alternativa (c) como correta, pois tanto na política antiga como na moderna, poucos governam. Na primeira, somente aqueles que têm tempo para não se preocuparem com a própria subsistência; na segunda, somente aqueles que tem capacidade para decidir e esses conduzem o povo para política transformando o público em social.
    Não pode ser a alternativa (d) como correta, exceto se não houvesse um comentário do autor da questão (não do texto). Caso esse não existisse tal comentário, poderíamos inferir do texto propriamente dito.
    Não pode ser a alternativa (e) como correta, pois embora a sistematização seja um elemento comum às formas de política e governo derivadas, não é isso que o texto indicado no corpo da questão indica e muito menos – atenção! – o comentário feito pelo autor da questão, que certa forma, modifica a compreensão do texto em si. 
  • Em seu texto P. Valery trata de dois momentos da política. O primeiro demonstra o impedimento da participação das pessoas comuns na tomada de decisões como na monarquia, por exemplo, em que a política era monopolizada nas mãos do rei. Já no segundo, há um crescimento da participação dos indivíduos, mas estes não têm acesso aos assuntos que lhes dizem respeito. Essa característica se dá devido ao tradicional controle de uma minoria na esfera de decisão.

  • Letra C

    ...A arte de impedir as pessoas de se ocuparem com o que lhe diz respeito...

    ...Um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente...

    ...Um segundo, caracterizado por uma democracia incompleta...

  • Letra C

    A questão aborda no trecho a ser interpretado, dois momentos da politica:

    1.Marcado pelo autoritarismo excludente: impedir as pessoas de tratares dos seus interesses.

    2.Caracterizado por uma democracia incompleta: incentivo para as pessoas decidirem sobre o que não compreendem.

    Diante disso, foi possível verificar a resposta:

    Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história politica?

    => O controle das decisões é feito por uma minoria.


ID
1723738
Banca
VUNESP
Órgão
PM-SP
Ano
2015
Provas
Disciplina
Filosofia
Assuntos

“Agora, pois, que meu espírito está livre de todos os cuidados, e que consegui um repouso assegurado numa pacífica solidão, aplicar-me-ei seriamente e com liberdade em destruir em geral todas as minhas antigas opiniões. Ora, não será necessário, para alcançar esse desígnio, provar que todas elas são falsas, o que talvez nunca levasse a cabo; mas, uma vez que a razão já me persuade de que não devo menos cuidadosamente impedir-me de dar crédito às coisas que não são inteiramente certas e indubitáveis, do que às que nos parecem manifestamente ser falsas, o menor motivo de dúvida que eu nelas encontrar bastará para me levar a rejeitar todas. E, para isso, não é necessário que examine cada uma em particular, o que seria um trabalho infinito; mas, visto que a ruína dos alicerces carrega necessariamente consigo todo o resto do edifício, dedicar-me-ei inicialmente aos princípios sobre os quais todas as minhas antigas opiniões estavam apoiadas. Tudo o que recebi, até presentemente, como o mais verdadeiro e seguro, aprendi-o dos sentidos ou pelos sentidos: ora, experimentei algumas vezes que esses sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez."

(René Descartes, Meditações metafísicas. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011)


Nesse texto, René Descartes submete à crítica o conhecimento derivado dos sentidos e com isso justifica a assim chamada “dúvida metódica". Esta última consiste em

Alternativas
Comentários
  •  No texto, Descartes explica que a “dúvida metódica" consiste em impedir-se “de dar crédito às coisas que não são inteiramente certas e indubitáveis". Assim, diante da menor dúvida sobre algum fato ou ideia, cabe ao indivíduo rejeitá-lo.

     A resposta correta é a letra D.
  • "mas, uma vez que a razão já me persuade de que não devo menos cuidadosamente impedir-me de dar crédito às coisas que não são inteiramente certas e indubitáveis, do que às que nos parecem manifestamente ser falsas, o menor motivo de dúvida que eu nelas encontrar bastará para me levar a rejeitar todas."


    gabarito letra D

  • "REJEITAR COMO FALSO" >>>>>> Seria o mesmo que "ACEITAR COMO VERDADEIRO", correto???

    Alguém pode esclarecer, pois se for isso estaria errada essa alternativa!

  • (TEXTO)''o menor motivo de dúvida que eu nelas encontrar bastará para me levar a rejeitar todas''

    René Descartes é o responsável pela duvida metódica cartesiana, que seria '' duvidar de tudo que restar a menor duvida, até encontrar algo indubitável''. Sendo a nossa própria duvida algo indubitável, pois, ao duvidarmos; o ser humano duvida ( = duvida existe), sendo essa sinônimo de um ser pensante e se o ser é pensante , significa dizer que ele existe; então '' ''penso logo existo''

    LETRA D kkk

    APMBB

  •  " Uma vez que a razão já me persuade de que não devo menos cuidadosamente impedir-me de dar crédito às coisas que não são inteiramente certas e indubitáveis"

    Acredito que essa parte do texto reflete a resposta D.

    APMBB

  • O método de Descartes é o método da dúvida: a dúvida metódica ou dúvida cartesiana. Para a razão bem funcionar, é necessário limpar o terreno da mente de todo preconceito, é preciso, num primeiro momento duvidar de tudo, principalmente o que já se tem estabelecido como verdade absoluta. A partir de então, devem-se buscar verdades elementares, verdades que se bastem a si, e não precisem de outras verdades precedentes. Pois, duvidando de tudo, aquilo que conseguir se estabelecer como verdade depois disso, ter necessariamente que ser uma verdade absoluta. O que se quer com esse método é a garantia de idéias claras e distintas

    Fonte: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/filosofia/o-metodo-cartesiano.htm

  • Alternativa correta: d

    O propósito de René Descartes em suas Meditações Metafísicas é o de fundar novos procedimentos que assegurem a validade dos conhecimentos adquiridos, questão essencial para o século XVII, período de grandes transformações na cultura ocidental e surgimento do método científico. Para tanto, esse filósofo elaborará um método inspirado na matemática, pois é esta, entre todas as formas de conhecimento, que demonstra um grau de clareza que torna suas conclusões isentas de dúvidas. No referido trecho, Descartes expõe a parte negativa de seu método: recusar todas as certeza obtidas anteriormente por meio do procedimento da “dúvida radical” ou “dúvida hiperbólica”, que consiste em tomar como falso tudo aquilo que apresente a menor possibilidade de dúvida, buscando com isso encontrar uma certeza indubitável. Trajeto que culminará no cogito “Penso, logo existo”.

  • Pura interpretação, a letra certa soa muito estranha mas basta ver o trecho:

    ''o menor motivo de dúvida que eu nelas encontrar bastará para me levar a rejeitar todas.''

    GAB D

    APMBB


ID
2612548
Banca
FCC
Órgão
SEDU-ES
Ano
2016
Provas
Disciplina
Filosofia
Assuntos

“[...] dizem respeito a valores, sentimentos, intenções, decisões e ações referidas ao bem e ao mal, ao desejo de felicidade e ao exercício da liberdade; são constitutivos de nossa existência intersubjetiva, isto é, de nossas relações com outros sujeitos morais”. O que é dito aqui por Chauí, corresponde às ideias de

Alternativas
Comentários
  • Nossos sentimentos e nossas ações exprimem nosso senso moral . Quantas vezes, levados por algum impulso incontrolável ou por alguma emoção forte (medo, orgulho, ambição, vaidade, covardia), fazemos alguma coisa de que, depois, sentimos vergonha, remorso, culpa. Gostaríamos de voltar atrás no tempo e agir de modo diferente. Esses sentimentos também exprimem nosso senso moral.


ID
2872303
Banca
INEP
Órgão
ENEM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Filosofia
Assuntos

Jamais deixou de haver sangue, martírio e sacrifício, quando o homem sentiu a necessidade de criar em si uma memória; os mais horrendos sacrifícios e penhores, as mais repugnantes mutilações (as castrações, por exemplo), os mais cruéis rituais, tudo isto tem origem naquele instinto que divisou na dor o mais poderoso auxiliar da memória.

NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Cia. das Letras, 1999.


O fragmento evoca uma reflexão sobre a condição humana e a elaboração de um mecanismo distintivo entre homens e animais, marcado pelo(a)

Alternativas
Comentários
  • Nietzsche dedicou suas reflexões a tentar entender os valores que contingenciam a experiência humana. Em "Genealogia da Moral" o filósofo buscou entender como as concepções dos valores de bem e mal construíram limitações às potencialidades humanas. Seu objetivo era superar tais limites a partir de uma alteração da compreensão desses valores para que um novo homem pudesse nascer. O trecho citado, em referência aos suplícios aplicados sobre um corpo e a sua função em relação com a memória, refere-se à consciência da existência. A dor aqui aparece como o "mais poderoso auxiliar da memória", pois marca, a partir da dor sobre o corpo, a certeza da existência. A resposta é letra E.

    Racionalidade científica refere-se ao método moderno que produz e guia o modelo científico que ainda hoje é hegemônico. Determinismo biológico, como a expressão permite compreender, refere-se a uma determinação externa, mas de caráter interno, biológico. A degradação da natureza é resultado da atuação do homem de forma desregulada, não foi tema para Nietzsche enquanto que "domínio da contingência" refere-se ao controle sobre determinada situação dada. Definitivamente não é o caso de uma tortura ou sevícia aplicada para quem a recebe.

    Gabarito: E
  • O ENUNCIADO CONDUZ PARA A ALTERNATIVA E

  • Eu marquei a D pois achei que estava falando sobre o uso da dor para dominar a ação humana através da memória. Domínio da Contingência.

  • Essa questão é difícil. Demorei 5 minutos nela e reli umas 500x pra poder acertar. :~

  • Calma aí Matheus existencialismo é no meio do século 20 e Nietzsche do século 19, claro que muito afrente do seu tempo, mas não era exatamente existencialista, o que você falou é anacronismo.

  • Nietzsche dedicou suas reflexões a tentar entender os valores que contingenciam a experiência humana. Em "Genealogia da Moral" o filósofo buscou entender como as concepções dos valores de bem e mal construíram limitações às potencialidades humanas. Seu objetivo era superar tais limites a partir de uma alteração da compreensão desses valores para que um novo homem pudesse nascer.

    O trecho citado, em referência aos suplícios aplicados sobre um corpo e a sua função em relação com a memória, refere-se à consciência da existência. A dor aqui aparece como o "mais poderoso auxiliar da memória", pois marca, a partir da dor sobre o corpo, a certeza da existência.

  • Letra E

    Segundo Nietzshe a formação do Homem foi marcada pela construção de valores, de uma cultura que ao longo de sua estruturação direcionou-se para um adestramento do animal Homem, ou seja, para Nietzshe o sentido de toda cultura é adestrar o animal de rapina "Homem", reduzi-lo a um animal manso e civilizado, doméstico.

  • Texto nada haver. Só chitei existência porque ele faz uma reflexão da vida;

  • "Jamais deixou de haver sangue, martírio e sacrifício, quando o homem sentiu a necessidade de criar em si uma memória (...)"

    → Nietzsche está se referindo à consciência.

    Gabarito : (E)

    Nível de Dificuldade : Médio

  • Eu fiz eliminações das letras b, c, d, pois estão totalmente sem ligação com o texto de Nietzsche, assim fiquei entre a (racionalismo) e , a letra e (existência), logo, no texto não se fala de ciência , mas sim de memória(consciência)


ID
2872324
Banca
INEP
Órgão
ENEM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Filosofia
Assuntos

Quando analisamos nossos pensamentos ou ideias, por mais complexos e sublimes que sejam, sempre descobrimos que se resolvem em ideias simples que são cópias de uma sensação ou sentimento anterior. Mesmo as ideias que, à primeira vista, parecem mais afastadas dessa origem mostram, a um exame mais atento, ser derivadas dela.

HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973.


Depreende-se deste excerto da obra de Hume que o conhecimento tem a sua gênese na

Alternativas
Comentários
  • David Hume é representante da "Escola Empirista" que considera as nossas percepções como principais fontes para o saber. Tudo o que conhecemos, sabemos e pensamos originam-se de nossas percepções que, por sua vez, operam através dos sentidos. Em nossa consciência construímos os sentidos das coisas a partir dos materiais perceptíveis, ou seja, da empiria. Não pode tratar-se de "convicção inata", pois isto refere-se a algo anterior aos sentidos, assim como a "dimensão apriorística", também anterior, a piori. A "elaboração do intelecto" refere-se ao exercício do pensar, que pode ser de natureza puramente abstrata. Já a realidade transcendental refere-se ao que nos transcende a realidade e os sentidos, está além do que nossa percepção alcança.

    Resposta: letra D
  • Para Hume, as ideias têm origem na experiência vivida, de tal forma que estas não passam de cópias das percepções dos sentidos (aquilo que podemos entender como real). Assim, é a experiência que fornece os componentes necessários à elaboração do pensamento e das percepções do espírito. Uma vez que os sentidos perceberam uma determinada nova experiência, esta passa a fazer parte do acervo de informações geradoras das ideias. Para Hume, então, não existem ideias que não tenham partido da experiência dos sentidos. Há, pois, que se destacar a diferença existente entre a "percepção do espírito" e a "percepção dos sentidos, já que a percepção do espírito não passa de uma cópia da percepção dos sentidos e, por melhor e mais rica em detalhes que possa se apresentar, jamais fará frente em "vigor e vivacidade" àquilo que os sentidos apresentam. Em outras palavras, as imagens e ideias que temos em nossa mente não passam de cópias daquilo que as sensações captaram. 

    Fonte: Leandro Laube* leandro@laube.pro.br

  • David Hume é representante da "Escola Empirista" que considera as nossas percepções como principais fontes para o saber. Tudo o que conhecemos, sabemos e pensamos originam-se de nossas percepções que, por sua vez, operam através dos sentidos. Em nossa consciência construímos os sentidos das coisas a partir dos materiais perceptíveis, ou seja, da empiria. Não pode tratar-se de "convicção inata", pois isto refere-se a algo anterior aos sentidos, assim como a "dimensão apriorística", também anterior, a priori. A "elaboração do intelecto" refere-se ao exercício do pensar, que pode ser de natureza puramente abstrata. Já a realidade transcendental refere-se ao que nos transcende a realidade e os sentidos, está além do que nossa percepção alcança.

    obs: comentário do professor. abçs

  • david hume é impirista e se opoem á razão de Bacon, ele acredita nas experiências vividas, aquele ´´ so acredito vendo´´

  • Gabarito letra D

  • Letra D

    De acordo com Hume, não há nenhum preceito logico ou racional que me faça inferir relações necessárias de causalidade entre fenômenos.

  • "ideias simples que são cópias de uma sensação ou sentimento anterior". Conhecimento PRIORI, objeto - sujeito. É por meio da percepção dos sentidos (experiência) que ocorre a formação das idéias.


ID
5009803
Banca
INEP
Órgão
ENEM
Ano
2021
Provas
Disciplina
Filosofia
Assuntos

    Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o inicio, não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão; e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxilio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano. São Paulo. Unesp, 2003.

Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?

Alternativas
Comentários
  • O britânico David Hume foi um dos mais importantes filósofos conhecidos como Empiristas. Tal pensamento compreende que o homem somente pode conhecer aquilo que ele experiência, que ele vivencia. Os sentidos e a experiência darão o material sobre o qual o pensamento poderá desenvolver-se.Tal pensamento questionava e mantinha certa reserva dos pensamentos exclusivamente abstratos, de inspiração divina ou mesmo que inata à mente.


    Gabarito do Professor: Letra D.
  • Letra D

    David Hume é um filósofo modernista que seguia a corrente empirista, ou seja, defendia que o entendimento humano era apreendido através da experiência sensível. Dessa maneira, a vivencia dos fenômenos ocorreria através das experiências dos indivíduos, como defendido no principio da causalidade.

  • Veja o trecho e compare com as alternativas:

    (Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão; e tampouco nossa razão é capaz de extrair, "sem auxilio da experiência")

  • GABARITO - D

    David Hume foi um filósofo empirista, ou seja, defendia que o conhecimento era adquirido através da experiência.

    Trecho que comprova: ...tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxilio da experiência, qualquer conclusão referente... 

    |

    |

    |___ Neste trecho, Hume quis dizer que a razão não é a que realmente adquire conhecimento, pois ela precisa também da experiência.

    Um breve resumo das maneiras de adquirir conhecimento:

    • Racionalismo - Quem a adquire conhecimento é a RAZÃO. Defensores dessa tese: René Descartes.
    • Empirismo - A EXPERIÊNCIA é capaz de levar conhecimento ao ser humano. Defensores: David Hume, Bacon, Hobbes, John Locke.
    • Criticismo - A RAZÃO e a EXPERIÊNCIA são responsáveis pelo ganho de conhecimento. Defensores: Kant.

    OBS - Existem mais filósofos defensores de cada tese, eu apenas citei os principais e mais cobrados em provas.

    CAVEIRA!

  • O Empirismo defendido por D. Hume exorta "a vivência dos fenômenos do mundo". Isso é comprovado pela ideia do texto na medida que ela evidencia que não saberíamos se a água nos sufocaria ou se o fogo nos consumiria (queimaria), a não ser que entrássemos em contato com eles. Daí a ideia da experimentação interpretada pelos sentidos.

  • A resposta está no texto:

    "...e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxilio da experiência, qualquer conclusão..."

    Portanto, qual é a origem do conhecimento humano segundo Hume? A vivência dos fenômenos presentes no mundo.

  • Saber que eu errei uma questão dessa me dar uma tristeza do caramba, pois, sei que minha TRI ia despencar.

    "e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxilio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato."

    Ou seja, o conhecimento não é INATO segundo o texto, nos o adquirimos por intermédio das experiências GAB:D

  • David Hume -> empirismo
  • Resumo rápido: Ao analisar o comando, ela a forma de conhecimento para Hume, que é a VIVÊNCIA, o que o difere de Francis Bacon e seu empirismo indutivo, pois para Hume só será capaz de dizer se o sol aparecerá amanhã se ele vivenciar, diferente de Bacon, que a partir de uma quantia de análises seria possível chegar a um resultado. Espero ter ajudado.


ID
5073334
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEED-PR
Ano
2021
Provas
Disciplina
Filosofia
Assuntos

No filme Matrix, de 1999, o protagonista Neo descobre que aquilo que ele pensava ser a realidade é, na verdade, uma sofisticada simulação de computador cujo propósito é aprisionar as mentes dos seres humanos. Após alguns percalços, sob a orientação do personagem Morpheus, Neo é retirado do domínio das máquinas e passa a experienciar o mundo real.

Considerando-se essas informações, é correto afirmar que a referida obra, ao tratar da oposição entre o que é e o que equivocadamente se julga ser a realidade, aborda o dualismo filosófico entre

Alternativas
Comentários
  • Na história da filosofia, a aparência teve dois significados diametralmente opostos: 1) ocultação da realidade; 2) manifestação ou revelação da realidade. No primeiro caso, a aparência vela ou esconde a realidade das coisas

  • O dualismo filosófico exposto em Matrix refere-se ao ser a à aparência. O autor que inspirou os diretores e produtores foi Platão com o Mito da Caverna, no qual as pessoas viviam aprisionadas vendo apenas sombras e acreditavam ser aquilo a realidade, porém a verdade das coisas, para além da aparência, somente seria possível com a libertação das correntes e a saída da caverna, quando então seria possível ir para além das aparências e vislumbrar o ser. É essa a jornada percorrida pelo personagem Neo, em Matrix.

    Gabarito do Professor: Letra E.
  • O dualismo filosófico exposto em Matrix refere-se ao ser a à aparência. O autor que inspirou os diretores e produtores foi Platão com o Mito da Caverna, no qual as pessoas viviam aprisionadas vendo apenas sobras e acreditavam ser aquilo a realidade, porém a verdade das coisas, para além da aparência, somente seria possível com a libertação das correntes e a saída da caverna, quando então seria possível ir para além das aparências e vislumbrar o ser. É essa a jornada percorrida pelo personagem Neo.
    Resposta, letra E.
  • O dualismo filosófico exposto em Matrix refere-se ao ser a à aparência. O autor que inspirou os diretores e produtores foi Platão com o Mito da Caverna, no qual as pessoas viviam aprisionadas vendo apenas sobras e acreditavam ser aquilo a realidade, porém a verdade das coisas, para além da aparência, somente seria possível com a libertação das correntes e a saída da caverna, quando então seria possível ir para além das aparências e vislumbrar o ser. É essa a jornada percorrida pelo personagem Neo.
    Resposta, letra E.
  • Mito da Caverna (PLATÃO).