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Prova NUCEPE - 2019 - Prefeitura de Teresina - PI - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa


ID
3017596
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1


                                  Os detalhes no dia a dia


      EUGENIO MUSSAK

      DATA: 15/11/2018

      O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava. É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.

      Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.

      [...]

      O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.

Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19. 

Quanto à organização, à finalidade e ao conteúdo do texto, assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    → O texto é argumentativo, apresenta estratégias linguístico-discursivas visando à adesão do interlocutor à tese defendida.

    → O autor utiliza de inúmeros recursos para nos fazer aderir ao seu pensamento, mostrando que não percebemos todos os elementos, que o nosso cérebro é programado antecipadamente.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Gab. E

    Só um complemento para o comentário do Arthur:

    .texto injuntivo ou institucional.: é pautado na explicação e do método para concretização de uma ação. Ex.: receitas, bulas, manuais...

    .texto informativo.: é aquele com informação sobre um determinada assunto, cujo o principal objetivo é transmitir a informação de forma mais clara para que não haja duplas interpretações. Resumindo, é uma produção textual objetiva.

    é isso,

    ~ O melhor psicólogo do centroavante é a rede do adversário!~

    Galvão Bueno, o mestre da narração das promo no Guanabara.


ID
3017599
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1


                                  Os detalhes no dia a dia


      EUGENIO MUSSAK

      DATA: 15/11/2018

      O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava. É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.

      Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.

      [...]

      O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.

Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19. 

Considerando as relações lógico-discursivas estabelecidas no texto, é CORRETO afirmar que o articulista

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    → usa comparações → compara o detalhe (O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério) , citações (Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”.) e exemplos → de sua própria vida (um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada) para fundamentar seu ponto de vista.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Oi!

    Gabarito: A

    Bons estudos!

    -As pessoas costumam dizer que a motivação não dura sempre. Bem, nem o efeito do banho, por isso recomenda-se diariamente. – Zig Ziglar


ID
3017602
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1


                                  Os detalhes no dia a dia


      EUGENIO MUSSAK

      DATA: 15/11/2018

      O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava. É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.

      Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.

      [...]

      O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.

Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19. 

Pode-se afirmar a respeito da linguagem do texto que

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    → foram empregados os verbos no presente para os posicionamentos, marcando, assim, um fato atual

    → observa-se esse recurso em várias partes do texto:  detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores/  O Olhar humano é capaz...

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Complementando:

    A- o autor não se marca no texto, porque utiliza a terceira pessoa do singular. -> ERRADA (Basta ler o seguinte trecho: "A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.")

  • Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano

    fica claro que foram empregados os verbos no presente para os posicionamentos.

  • sempre focar nos tempos e modos verbais nesse tipo de questão!

  • Na C há extrapolação do que está disposto no texto

    “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis.

    Utiliza-se a ironia como forma de reforçar o argumento.

    Deus é fiel!

  • Letra D, incorreta

     O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio:

    Nota-se que na segmentação de idéias não há presença de conjunções, dando continuidade lógica para as idéias.

    Deus é fiel

  • Não concordo com o gabarito.

    A alternativa B dá a impressão de que todo trecho em que há posicionamento, há verbo no presente. No entanto, o trecho "Valeu o significado." não tem o verbo no presente e expressa posicionamento.

    Alguém entendeu assim?

  • O que são operadores argumentativos de simultaneidade?

  • Demorei 15 min pra acertar essa questao kkk vale a pena nao.

  • Texto top!


ID
3017605
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1


                                  Os detalhes no dia a dia


      EUGENIO MUSSAK

      DATA: 15/11/2018

      O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava. É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.

      Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.

      [...]

      O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.

Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19. 

No trecho “Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance...”, há um exemplo de discurso

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    → Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. 

    → temos um discurso indireto, sendo que a fala do interlocutor é incorporada à do narrador;

    → o indireto livre marca uma mistura de discurso direto com o indireto: A esposa infeliz com o chicote na mão aguardava-o em casa. Por que chegou tarde? Onde estava? Apressou-se me respondê-la, mas já era tarde, o coro comeu.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Direto: é a fala do personagem. Ex.: - me dá o papel ai.

    Indireto: é contado por alguém o que foi dito por outrem. Ex.: ele falou que vai passar no concurso

    Indireto livre: não se sabe se aquilo que se diz é a fala de alguém ou do próprio narrador, uma espécie de amálgama.

    #PartiuPosse!

  • Gabarito''C''.

     “Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance...”, 

    No discurso indireto, o narrador da história interfere na fala do personagem preferindo suas palavras. Aqui não encontramos as próprias palavras da personagem.

    Características do Discurso Indireto

    O discurso é narrado em terceira pessoa.

    Algumas vezes são utilizados os verbos de elocução, por exemplo: falar, responder, perguntar, indagar, declarar, exclamar. Contudo não há utilização do travessão, pois geralmente as orações são subordinadas, ou seja, dependem de outras orações, o que pode ser marcado através da conjunção “que” (verbo + que).

    Estudar é o caminho para o sucesso.

  • A banca NUCEPE deixa a interpretação por conta do concurseiro rs

  • gb c

    pmgooo

  • gb c

    pmgooo

  • GAB: LETRA C

  • Música do Roberto: "Detalhes tão pequenos de nós dois

    São coisas muito grandes pra esquecer"

    Texto: Detalhes tão pequenos de nós dois, são coisas muito grandes pra esquecer.

    Ele fez um disrcurso direto sim, no entanto, não usou as aspas, por isso marquei que era indireto. Achei mal elaborada.

  • gab c

    No discurso direto, o narrador dá uma pausa na sua narração e passa a citar fielmente a fala do personagem.

    ex: O réu afirmou: "Sou inocente!"

    No discurso indireto, o narrador da história interfere na fala do personagem preferindo suas palavras

    ex: O réu afirmou que era inocente.

    No discurso indireto livre há uma fusão dos tipos de discurso (direto e indireto), ou seja, há intervenções do narrador bem como da fala dos personagens.

    Espontâneo ou planejado que atrai a atenção dos meios de comunicação

    permite assegurar o segredo das correspondências.

  • Indireto , pois apresenta o verbo dicendi CANTAR.

    Indireto Livre, falta o verbo dicendi.

  • Indireto , pois apresenta o verbo dicendi CANTAR.

    Indireto Livre, falta o verbo dicendi.

  • Indireto , pois apresenta o verbo dicendi CANTAR.

    Indireto Livre, falta o verbo dicendi.


ID
3017608
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1


                                  Os detalhes no dia a dia


      EUGENIO MUSSAK

      DATA: 15/11/2018

      O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava. É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.

      Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.

      [...]

      O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.

Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19. 

Em “A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos.”, a função sintática do termo destacado é

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    “A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos.”

    → temos, em destaque, um aposto explicativo, responsável por trazer uma informação adicional acerca da esposa Lu.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Aposto explicativo, que traz informações sobre o sujeito.
  • GABARITO: "E".

    Complementando, o aposto pode ser:

    a) Explicativo: A Ecologia, ciência que investiga as relações dos seres vivos entre si e com o meio em que vivem, adquiriu grande destaque no mundo atual.

    b) Enumerativo: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho, ação.

    c) Resumidor ou Recapitulativo: Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo isso está na base de um país melhor.

    d) Comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida.

    e) Distributivo: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este na prosa.

    f) Aposto de Oração: Ela correu durante uma hora, sinal de preparo físico.

    https://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint22.php

  • APOSTO EXPLICATIVO

    Previsão para luta: dor

  • A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos.”

    Complementando e facilitando a resposta, o termo está separado por vírgulas.

    "A Lu alimenta nossa relação com pequenos mimos.”

    Aposto: minha esposa e especialista em detalhes (explicando algo)

  • Complementando, o aposto pode ser:

    a) Explicativo: A Ecologia, ciência que investiga as relações dos seres vivos entre si e com o meio em que vivem, adquiriu grande destaque no mundo atual.

    b) Enumerativo: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho, ação.

    c) Resumidor ou Recapitulativo: Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo isso está na base de um país melhor.

    d) Comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida.

    e) Distributivo: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este na prosa.

    f) Aposto de Oração: Ela correu durante uma hora, sinal de preparo físico.


ID
3017611
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 2

                                        Vista cansada


      [...]

      Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver.

      [...]. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

      Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

      Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

      Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Adaptação do texto de Otto Lara Resende. “Folha de S. Paulo”, edição de 23/02/1992. 

A crônica lida classifica-se como

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    → lendo o segundo parágrafo já achamos a nossa resposta:

    Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

    → ele nos convida a enxergar de uma maneira diferente aquilo que vivemos diariamente, fazendo assim que reflitamos.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Gabarito''A''.

    A crônica reflexiva é aquela cujo autor projeta sua interioridade sobre a realidade que está a sua volta, interpretando-a e registrando-a através de conjecturas, inferências e associações de idéias.

    Estudar é o caminho para o sucesso.

  • Um apanhado sobre os tipos de crônicas:

    Crônica descritiva

    Ocorre quando uma crônica explora a caracterização de seres animados e inanimados em um espaço vivo como uma pintura, precisa como uma fotografia ou dinâmica como um filme publicado.

    Crônica narrativa

    Baseia-se em uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Texto lírico (poético, mesmo em prosa). Comprometido com fatos cotidianos ("banais", comuns).

    Crônica dissertativa

    Opinião explícita, com argumentos mais "sentimentalistas" do que "racionais" (por exemplo, ao invés de se escrever "segundo o IBGE a mortalidade infantil aumenta no Brasil", escreve-se "vejo mais uma vez esses pequenos seres não alimentarem sequer o corpo"). Exposto tanto na 1ª pessoa do singular quanto na do plural.

    Crônica narrativo-descritiva

    É quando uma crônica explora a caracterização de seres, descrevendo-os. E, ao mesmo tempo mostra fatos cotidianos ("banais", comuns) no qual pode ser narrado em 1ª ou na 3ª pessoa do singular. Ela é baseada em acontecimentos diários.

    Crônica humorística

    Deve ter algo que chame a atenção do leitor assim como um pouco de humor. É sempre bom ter poucos personagens e apresentar tempo e espaços reduzidos. A linguagem é próxima do informal. Visão irônica ou cômica de fatos apresentados.

    Crônica lírica

    Apresenta uma linguagem poética e metafórica. Nela, predominam: emoções, os sentimentos (paixão, nostalgia e saudades ), traduzidos numa atitude poética.

    Crônica poética

    Apresenta versos poéticos em forma de crônica, expressando sentimentos e reações de um determinado assunto.

    Crônica jornalística

    Apresentação de notícias ou fatos baseados no cotidiano. Pode ser policial, desportiva, etc...

    Crônica histórica

    Baseada em fatos reais, ou fatos históricos.

    Crônica Reflexiva

    Reflexões filosóficas sobre vários assuntos. Apresenta uma reflexão de alcance mais geral a partir de um fato particular.

    Crônica-ensaio [ensaística]

    O cronista, ironicamente, tece uma crítica ao que acontece nas relações sociais e de poder. Emprego de linguagem literária permeada, muitas vezes, de sarcasmo e humor, com intenção explícita de criticar o contexto cultural e correntes de pensamento da sociedade. Seu caráter argumentativo lembra o ensaio.

  • GABA LETRA A,

    VIAJISTICA.

  • Crônica descritiva

    Ocorre quando uma crônica explora a caracterização de seres animados e inanimados em um espaço vivo como uma pintura, precisa como uma fotografia ou dinâmica como um filme publicado.

    Crônica narrativa

    Baseia-se em uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Texto lírico (poético, mesmo em prosa). Comprometido com fatos cotidianos ("banais", comuns).

    Crônica dissertativa

    Opinião explícita, com argumentos mais "sentimentalistas" do que "racionais" (por exemplo, ao invés de se escrever "segundo o IBGE a mortalidade infantil aumenta no Brasil", escreve-se "vejo mais uma vez esses pequenos seres não alimentarem sequer o corpo"). Exposto tanto na 1ª pessoa do singular quanto na do plural.

    Crônica narrativo-descritiva

    É quando uma crônica explora a caracterização de seres, descrevendo-os. E, ao mesmo tempo mostra fatos cotidianos ("banais", comuns) no qual pode ser narrado em 1ª ou na 3ª pessoa do singular. Ela é baseada em acontecimentos diários.

    Crônica humorística

    Deve ter algo que chame a atenção do leitor assim como um pouco de humor. É sempre bom ter poucos personagens e apresentar tempo e espaços reduzidos. A linguagem é próxima do informal. Visão irônica ou cômica de fatos apresentados.

    Crônica lírica

    Apresenta uma linguagem poética e metafórica. Nela, predominam: emoções, os sentimentos (paixão, nostalgia e saudades ), traduzidos numa atitude poética.

    Crônica poética

    Apresenta versos poéticos em forma de crônica, expressando sentimentos e reações de um determinado assunto.

    Crônica jornalística

    Apresentação de notícias ou fatos baseados no cotidiano. Pode ser policial, desportiva, etc...

    Crônica histórica

    Baseada em fatos reais, ou fatos históricos.

    Crônica Reflexiva

    Reflexões filosóficas sobre vários assuntos. Apresenta uma reflexão de alcance mais geral a partir de um fato particular.

    Crônica-ensaio [ensaística]

    O cronista, ironicamente, tece uma crítica ao que acontece nas relações sociais e de poder. Emprego de linguagem literária permeada, muitas vezes, de sarcasmo e humor, com intenção explícita de criticar o contexto cultural e correntes de pensamento da sociedade. Seu caráter argumentativo lembra o ensaio.


ID
3017614
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 2

                                        Vista cansada


      [...]

      Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver.

      [...]. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

      Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

      Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

      Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Adaptação do texto de Otto Lara Resende. “Folha de S. Paulo”, edição de 23/02/1992. 

O uso do ponto de interrogação no penúltimo parágrafo reforça

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    →  Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

    → queremos saber as características do porteiro que faleceu... mas não há como saber, pois ele, na verdade, não era notado → a indiferença marcada pelo olhar mecanizado diante de situações cotidianas (a rotina fez que não se conhece o porteiro, pois vivemos em um mundo mecanizado).

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • CORRETA, D

    Para entender, necessário ler o parágrafo todo.

  • A questão não é subjetiva. Tem que ler o texto e entender o que se pede.

  • Complementando:

    A questão depende de uma interpretação do contexto.

     Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer...

     Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. 

    essas construções ajudam a chegar ao gabarito.

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!


ID
3017617
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 2

                                        Vista cansada


      [...]

      Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver.

      [...]. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

      Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

      Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

      Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Adaptação do texto de Otto Lara Resende. “Folha de S. Paulo”, edição de 23/02/1992. 

Analise os trechos.


I- Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.

II- O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

III- Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.


Quanto às figuras de linguagem presentes nos trechos, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    → I- Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. → temos uma antítese (ideias contrárias) → ver/sem ver (observamos que são ideias de campos opostos, que se contrariam);

    → II- O campo visual da nossa rotina é como um vazio → temos o "como" → conjunção subordinativa comparativa denunciando a comparação entre o campo visual da nossa rotina com um vazio;

    → III- Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer. → temos uma ideia irônica, o termo "descortesia" está em seu sentido oposto do que geralmente traz, como alguém é descortês por morrer?

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • GABARITO: E

    Antítese: figura de linguagem, a qual expressa ideias opostas.

    Comparação: também chamada de "símile", é muito parecida com a metáfora, porém a partícula de comparação, no caso o "como", aparece de forma explícita.

    Ironia: figura que consiste em dizer justamente o contrário do que se pretende expressar, com o intuito de produzir um efeito satírico, de crítica, ou apenas para promover o humor.

    "Não pare até que tenha terminado aquilo que começou". - Baltasar Gracián.

    Bons estudos!

  • comparação ou símile

    #PartiuPosse!

  • Este item 1 ' Estar parecendo mais com Paradoxo ' do que ' Antítese '

  • Os comentários do Lúcio Weber são top's (ironia) rs

  • Gab: E

    A figura de linguagem da assertiva I é paradoxo, mas se a banca disse antítese é antítese.

    ANTÍTESE caracteriza-se pela associação de palavras ou ideias em oposição.

    Ex.1: O bem e o mal vivem dentro de nós.

    Ex.2: Tenho certeza de que tenho muitas dúvidas.

    PARADOXO Caracteriza-se pela contradição entre as imagens associadas.

    Ex. 1: Diante da miséria social, os cidadãos veem não vendo.

    (QConcurso)

  • III- Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

    aonde está a ironia nessa frase?

    não seria eufemismo ?

    suavizar uma ideia, pois pelo que se entende no item III é que o porteiro morreu.

  • Coisa boa demais, quando voce acessa os comentarios e percebe que entre eles nao existe nenhum do Lúcio Weber.
  • Também discordo que a última seja ironia. Tá mais pra eufenismo.

  • Pelo próprio sentido do texto a pessoa percebe que o eu-lírico ironiza o fato do porteiro ter morrido. Pense bem, como alguém além de morrer ainda é descortês? Irônico, né?

  • III nao é eufemismo???
  • Também achei que fosse eufemismo a última.

  • como sempre essa banca so posta o gabarito que ela acha melhor.

  • Também não concordo com o gabarito.

  • impossível não errar com a banca de feira de domingo

  • Fui de cara na letra A! kkkkkk não deu...

  • a banca foi maliciosa ao colocar FALECEU induzindo ao erro,fazendo a pessoa achar q se trata de eufemismo

ID
3017620
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 2

                                        Vista cansada


      [...]

      Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver.

      [...]. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

      Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

      Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

      Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Adaptação do texto de Otto Lara Resende. “Folha de S. Paulo”, edição de 23/02/1992. 

A partir do trecho “Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.”, infere-se que

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    → vivemos cotidianamente sem notar as coisas mínimas da vida, os pequenos acontecimentos, as pequenas alegrias, não vivemos mais os momentos, tudo virou uma ROTINA, as crianças estão ilesas pois tudo é novo, até se tornar rotina.

    → as crianças ainda não apresentam o desgaste do olhar provocado pela rotina.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻


ID
3017623
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 2

                                        Vista cansada


      [...]

      Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver.

      [...]. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

      Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

      Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

      Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Adaptação do texto de Otto Lara Resende. “Folha de S. Paulo”, edição de 23/02/1992. 

Em “Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.”, a palavra destacada é um exemplo de superlativo absoluto sintético, assim como em

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    A) O porteiro era o mais competente dos funcionários. → grau superlativo de superioridade (O MELHOR).

    B) O novo porteiro é tão querido quanto o anterior. → comparativo de igualdade;

    C) Era um porteiro mais pontual do que atencioso. → grau comparativo de superioridade → mais DO QUE.

    D) Reconhecer o porteiro era mínimo a se fazer. → superlativo sintético → acréscimo de um sufixo → os adjetivos bom, mau/ruim, grande e pequeno apresentam as seguintes formas no grau superlativo absoluto sintético, respectivamente: ótimo/boníssimo, péssimo/malíssimo, máximo/grandíssimo, mínimo/pequeníssimo.

    E) O porteiro era extremamente eficiente. → aqui temos um grau absoluto analítico, representado por um advérbio de intensidade "extremamente".

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • LETRA D.

    O grau superlativo absoluto sintético é expresso através de uma só palavra, formada pelo adjetivo + sufixo:

    -íssimo;

    -imo;

    -ílimo;

    -érrimo.

  • A)   O porteiro era o mais competente dos funcionários. Errado. Superlativo relativo.

    B)   O novo porteiro é tão querido quanto o anterior. Errado. Adjetivo de igualdade.

    C)  Era um porteiro mais pontual do que atencioso. Errado. Adjetivo de superioridade.

    D)  Reconhecer o porteiro era o mínimo a se fazer. Certo. Superlativo absoluto sintético.

    E)   O porteiro era extremamente eficiente. Errado. Superlativo absoluto analítico.

  • O grau superlativo absoluto sintético é expresso através de uma só palavra, formada pelo adjetivo no grau normal mais um sufixo:

     

    -íssimo;

    -imo;

    -ílimo;

    -érrimo.

  • Mas a palavra mínimo não está como adjetivo. Ela está acompanhada de um artigo, portanto, foi substantivada. Estou errado?

  • 1. Superlativo RELATIVO: em relação aos demais

    2. Superlativo ABSOLUTO: não se compara a nenhum outro

    - ABSOLUTO sintético: uma só palavra (adjetivo + sufixo íssimo, rimo, etc.)

    exemplo: elegant(e) + íssimo = elegantíssimo

    - ABSOLUTO analítico: ajuda de um advérbio de intensidade (muito, excessivamente, extraordinariamente, etc.)

    exemplo: muito elegante / extraordinariamente elegante

    Fonte: Rocha Lima, Gramática Normativa

  • Comparativo de igualdade: A receita dela é tão saborosa quanto a sua.

    Comparativo de superioridade: A receita dela é mais saborosa do que a sua.

    Comparativo de inferioridade: A receita dela é menos saborosa do que a sua.

    Superlativo relativo de superioridade: É o mais responsável dos filhos. (Relativo a um grupo)

    Superlativo relativo de inferioridade: É o menos responsável dos filhos. (Relativo a um grupo)

    Superlativo absoluto analítico: Ele é muito responsável. (Absoluto)

    Superlativo absoluto sintético: Ele é responsabilíssimo. (Absoluto)

    (bizu de algum colega do Q concurso)

  • Arthur, você me ajudou muito. Obrigado!
  • Gab D

    a)O porteiro era o mais competente dos funcionários. Superlativo relativo de superioridade

    b)O novo porteiro é tão querido quanto o anterior. Comparativo de igualdade

    c)Era um porteiro mais pontual do que atencioso. Comparativo de superioridade

    e)O porteiro era extremamente eficiente. Superlativo absoluto analítico.

  • Gab D

    A) O porteiro era o mais competente dos funcionários. (grau superlativo relativo de superioridade)

    B) O novo porteiro é tão querido quanto o anterior. (grau comparativo de igualdade)

    C) Era um porteiro mais pontual do que atencioso. (grau comparativo de superioridade)

    D) Reconhecer o porteiro era o mínimo a se fazer. (grau superlativo absoluto sintético)

    E) O porteiro era extremamente eficiente. (grau superlativo absoluto analítico)

    Obs.: de acordo com o comentário do Arthur Carvalho: Os adjetivos bom, mau/ruim, grande e pequeno apresentam as seguintes formas no grau superlativo absoluto sintético, respectivamente: ótimo/boníssimo, péssimo/malíssimo, máximo/grandíssimo, mínimo/pequeníssimo.

  • Pra matar a questão:

    Pense rápido, agilize, e deixe tempo pra o que demande mais complexidade!! Sabendo o fundamento básico, você pode avançar sem se preocupar muito.

    Grau superlativo Absoluto = Independente de qualquer outra pessoa, é uma máxima qualificando alguém sem comparar ou relacionar com nenhum outro ser.

    Subdivide-se em: sintético, quando não é intensificado por um advérbio; analítico, quando é intensificado.

    a)ERRADA, existe uma comparação

    b)ERRADA, comparação

    c)ERRADA, Comparação

    d)CORRETA, MÁXIMA a respeito de uma única pessoa, sem relação com nenhuma outra.

    e)ERRADA, não tem comparação, porém, a presença do advérbio configura o adjetivo como absoluto analítico.

    Rapidamente ficamos entre duas alternativas, a última pode ser excluída facilmente pela presença do advérbio.

  • O porteiro era o mais competente dos funcionários. - Superlativo relativo analítico (intensificação quanto aos demais seres)

    O novo porteiro é tão querido quanto o anterior. - Comparativo de igualdade (comparação entre dois seres).

    Era um porteiro mais pontual do que atencioso. - Comparativo de superioridade.

    Reconhecer o porteiro era o mínimo a se fazer. - Superlativo Absoluto sintético.

    O porteiro era extremamente eficiente. - Superlativo Absoluto analítico


ID
3017626
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 3

                            O apanhador de desperdícios


Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato

de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.

BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa. Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74. 

TEXTO 2 

Vista cansada 

[...] 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. [...]. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. 
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer. 
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos. 
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença. 
Adaptação do texto de Otto Lara Resende. “Folha de S. Paulo”, edição de 23/02/1992.  

 
Na crônica “Vista cansada” (Texto 2), o autor afirma que “O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê.” Identifique os versos que confirmam essa afirmação.  

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    →  “O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê.” 

    → de acordo com o texto, o que ninguém vê? as coisas rotineiras que passam despercebidas aos olhos → Dou respeito às coisas desimportantes / e aos seres desimportantes (ninguém vê isso).

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • O texto 2 está lá na ilha do Lost

  • Crlh que TEXTO!

  • @Yara Luane. Mas n precisa necessariamente ler o texto, vá direito p pergunta
  • A questão é de interpretação textual e exige uma leitura atenta, porém não muito complexa, do texto.

    Ao dizer que “o poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê”, o autor passa a ideia de que aquilo que passa despercebido, sobretudo em uma visão mais aprofundada e intensa, pelas outras pessoas é enxergado pelo poeta. Ou seja, a beleza poética ou o significado emocional e figurado de questões cotidianamente ignoradas são percebidas e apreciadas pelos poetas.

    Desse modo, a alternativa que melhor corresponde a essa ideia é a letra E, “dou respeito às coisas desimportantes / e aos seres desimportantes”, uma vez que aborda justamente essa capacidade de percepção daquilo que geralmente passa despercebido, de fato vendo pela primeira vez o que ninguém vê. As outras alternativas abordam questões outras apresentadas pelo autor, mas não fazem relação direta com a frase proposta inicialmente pelo enunciado.

    GABARITO: LETRA E


ID
3017629
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 3

                            O apanhador de desperdícios


Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato

de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.

BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa. Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74. 

No texto, a composição poética é marcada por

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    → dualidades entre a percepção do eu lírico e da sociedade. → o eu lírico perce as coisas de modo simples e consegue enxergar além da aparência, à medida que a sociedade vive pela e com a tecnologia.

    → observa-se aqui uma dualidade: Porque eu não sou da informática:/eu sou da invencionática.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Não concordo com o Gab !

  • Resolvi lendo o texto várias vezes e focando na palavra-chave das alternativas.
  • Dualismo: Duas substâncias ou duas realidades opostas


ID
3017632
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 3

                            O apanhador de desperdícios


Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato

de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.

BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa. Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74. 

Os versos “Não gosto das palavras / fatigadas de informar” fazem referência a uma linguagem presente principalmente em

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    Não gosto das palavras / fatigadas de informar” → cansadas de informar (a reportagem tem como objetivo informar aos leitores algo, dessa forma, temos a nossa resposta).

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Achei muito nada a ver essa questão, pois diz "faz referência". Não deu pra saber extamente se ele queria uma referencia de tipo textual, de gênero, estilo.

  • Gabarito''E''.

    Os versos “Não gosto das palavras / fatigadas de informar” fazem referência a uma linguagem presente principalmente em. => Reportagem é um gênero textual jornalístico com características próprias e que tem por objetivo transmitir informações para os receptores.

    Estudar é o caminho para o sucesso.

  • Como eu odeio texto poético em provas de concurso, pqp !

  • Não consegui entender o comando da questão, ou melhor, pode-se perceber dois comandos quais são eles: Referência à função de linguagem que predomina em um gênero textual ou ao gênero propriamente dito.

  • questões um pouco confusa, mas depois de ler os comentários, acabei entendendo.

  • O professor de português Sérgio Rosa respondeu essa questão e deu como gabarito letra A.

  • No verso tem mais de uma palavra , se eu olhar o verbo pode até ser a letra E (Informar), mas ele coloca 2 versos. Assim fica complicado. Nunca vi palavra fatigada, mas já vi palavras que informam. Acho que a letra A seria melhor. E quem escreve reportagens tem que gostar das palavras.

  • O comendo da questão não está claro!. Ao analisar o verso, pensei que estivesse fazendo referência ao uso de figuras de linguagem. Tipo, "palavras fatigadas", ou seja, fatiga refere-se a cansaço, que é consequência de um trabalho ou de uma atividade exaustiva, logo comum em obras literárias. Errei =/

  • Nada a ver, ao meu ver tem mais a ver com o texto romântico!

  • Forçou a barra...

  • Nossa!!! questão ridícula. temos que adivinhar o que o examinador está pensando. Infelizmente muitas provas de concurso é uma bagunça, a banca coloca o que ela quer.

  • me poupe!

  • Questão muito dúbia! Caberia recurso, pois não explicitou se queria em relação à palavra ou ao estilo...

  • QUESTÃO SEM SENTIDO...


ID
3017635
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 3

                            O apanhador de desperdícios


Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato

de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.

BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa. Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74. 

A palavra destacada em “Tenho abundância de ser feliz por isso” é formada pelo mesmo processo que em

Alternativas
Comentários
  • Sufixos são elementos (isoladamente insignificativos) que, acrescentados a um radical, formam nova palavra.

    Abundância: -ância (sufixo que forma nome de ação).

    Nascença: -ença (sufixo que forma nome de ação).

    Gabarito: C.

  • Resolvi pela sequencia dos Processos de Formação das Palavras:

    Abundar > Abundar - r = Abunda (Regressão) > Abunda + ância = Abundância (Derivação Sufixal);

    Ou seja, o processo de formação da palavra Abundância passa por 1 Regressão e 1 Derivação Sufixal. Vejamos as assertivas:

    A) Silêncios: Silêncio + s = Silêncios (Derivação Sufixal)

    B) Desimportantes: Importar - r = Importa (Regressão) > Importa + ante = Importante (Derivação Sufixal) > Des+importante = Desimportante (Derivação Prefixal)

    C) Nascença: Nascer - r = Nasce (Regressão) > Nasce + ença= Nascença (Derivação Sufixal)

    D) Desperdícios: Perder - r = Perde (Regressão) > Des + Perd + ícios = Desperdícios (Derivação Parassintética)

    E) Informática: In + formar = Informar (Derivação Prefixal) > Informar - r = Informa (Regressão) > Informa + ática = Informática (Derivação Sufixal)

    O único caso em que há 1 Regressão e 1 Derivação Sufixal é a letra C. Gabarito: C

  • GABARITO: C

    Radical: é o elemento básico e significativo das palavras.

    Afixos: são elementos secundários que se agregam a um radical para formar palavras derivadas. Quando são colocados antes do radical, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando são colocados depois do radical, recebem o nome de sufixos.

    Derivação prefixal: ocorre quando há o acréscimo de um prefixo ao radical.

    Derivação sufixal: ocorre quando há o acréscimo de um sufixo ao radical.

    Derivação prefixal e sufixal: ocorre quando há o acréscimo simultâneo de um sufixo e um prefixo ao radical.

    Derivação parassintética: ocorre quando há o acréscimo simultâneo de um sufixo e um prefixo ao radical, porém a palavra não existe se for formada só com o sufixo ou o prefixo. Ex.: em (prefixo) + pobre (radical) + cer (sufixo).

    Derivação regressiva: ocorre quando há a eliminação de sufixos ou desinências. Na maioria das vezes, são substantivos formados a partir de verbos.

    Derivação imprópria: ocorre quando há mudança na classe gramatical.

    "Não pare até que tenha terminado aquilo que começou." - Baltasar Gracián.

    -Tu não pode desistir. 

  • Pessoal, que tal sermos mais objetivos nos nossos comentários e explanações? Abundar. Abundância- derivação sufixal. Vide a letra C. nascer. Nascença- derivação sufixal. Gabarito letra c). Desperdiçar. Desperdício- derivação regressiva ou deverbal. Formou um substantivo com ideia de ação.

  • Cadê os professores de Português? Era para ter um comentário em vídeo em cada questão............

  • abundância [-ância] (derivação sufixal - sufixo que forma nome de ação)

    a) silêncios [derivação regressiva: silenciar -> silêncio]

    b) desimportantes [-des] (derivação prefixal)

    c) nascença [-ença] (derivação sufixal - sufixo que forma nome de ação)

    d) desperdício (derivação regressiva: desperdiçar -> desperdício)

    e) informática (derivação aglutinação: informação + automática)

    # Teoria:

    Sufixos que formam estado ou ação ou resultado dela:

    -ada - caminhada

    *-ança/-ença , -ância/-ência (Por João da Cruz e Souza: http://www.usp.br/gmhp/publ/LacA1.pdf)

    -ança - mudança

    -ença - doença, nascença

    -ância - observância, abundância

    -ência - aparência, permanência

    -ez(a) - sensatez, beleza

    -ismo - civismo

    -mento - casamento

    -ção - emoção

    -são - compreensão

    -dão - solidão

    -tude - amplitude

    -ura - formatura

    Sufixos que formam nomes de agente:

    -ário(a) - secretário

    -eiro(a) - ferreiro

    -ista - manobrista

    -or - lutador

    -nte - feirante

    -aria - churrascaria

    -ário - herbanário

    -eiro - açucareiro

    -il - covil

    -or - corredor

    -tério - cemitério

    -tório - dormitório

    Sufixos que formam nomes indicadores de abundância, aglomeração, coleção:

    -aço - ricaço

    -ada - papelada

    -agem - folhagem

    -al - capinzal

    -ame - gentame

    -ario(a) - casario, infantaria

    -edo - arvoredo

    -eria - correria

    -io - mulherio

    -ume - negrume

    Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência:

    -ite - bronquite, hepatite (inflamação)

    -oma - mioma, epitelioma, carcinoma (tumores)

    -ato, eto, ito - sulfato, cloreto, sulfito (sais)

    -ina - cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais)

    -ol - fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto)

    -ite - amotite (fósseis)

    -ito - granito (pedra)

    -ema - morfema, fonema, semema, semantema (ciência linguística)

    -io - sódio, potássio, selênio (corpos simples)

    Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas filosóficas, sistemas políticos:

    -ismo: budismo, kantismo, comunismo

    Fontes: 

    1. https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf8.php

    2. https://www.researchgate.net/publication/286929957_Um_estudo_da_nominalizacao_no_Portugues_do_Brasil_com_base_em_unidades_lexicais_neologicas_A_study_of_the_nominalization_in_Brazilian_Portuguese_based_on_neological_lexical_units

    3. http://www.usp.br/gmhp/publ/LacA1.pdf

    4. https://www.seduc.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/37/2011/12/Folder_-_pronto.pdf

  • Observei que nesta questão nao tem o comentário do Arthur Carvalho!

  • eu senti que era a letra D........mas não foi

  • Se soubre interpretar o que o comando da questão pede acerta! eu errei, porem, por não entender oq a questão pedia.

    muitos irão pensar, como eu, que é uma questão morfologica, quandon na verdade ele pede a formação de classe.

    GB: C

  • Abundância = derivação sufixal

    Nascença = derivação sufixal

    #PMMINAS


ID
3017638
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 3

                            O apanhador de desperdícios


Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato

de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.

BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa. Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74. 

Em “Tenho em mim um atraso de nascença”, percebe-se que o eu lírico

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    → Tenho em mim um atraso de nascença./ Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos./ Tenho abundância de ser feliz por isso./ Meu quintal é maior do que o mundo./ Sou um apanhador de desperdícios: Amo os restos como as boas moscas.

    → o atraso ao qual ele se refere é as coisas simples em contraponto aos avanços tecnológicos → valoriza coisas simples, como insetos, passarinhos, restos, em detrimento dos avanços tecnológicos, representados por aviões, mísseis, informática.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Olá!

    Gabarito: A

    Bons estudos!

    -Estude como se a prova fosse amanhã.

  • A questão é de interpretação textual e exige uma leitura atenta, porém não muito complexa, do texto.

    Ao falar que tem a si como um “atraso de nascença”, o eu lírico, ou seja, aquele que expressa/ enuncia o poema, “resume” toda a ideia transmitida por ele no texto, fazendo, assim, referência a como ele se considera um deslocado/ não estima questões de avanços tecnológicos e a alta velocidade de alguns modos de vida, valorizando as coisas simples e da natureza.

    Desse modo, a alternativa que melhor corresponde à ideia passada pelo texto é a letra A. Todas as outras alternativas extrapolam o que é apresentado pelo texto, apresentando conclusões e/ou suposições indevidas.

    GABARITO: LETRA A


ID
3017641
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 3

                            O apanhador de desperdícios


Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato

de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.

BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa. Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74. 

No verso “Sou um apanhador de desperdícios”, o sufixo dor acrescenta ao vocábulo a ideia de

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    →  “Sou um apanhador de desperdícios”

    → é o mesmo que dizer: sou um pescaDOR (agente); aquele que pesca;

    → apanhaDOR (aquele que apanha, é o agente).

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Não quero ser concorrente do Arthur.. kkkkkkkkkkkk

  • Arthur R. Carvalho seus comentários são realmente bons e construtivos para todo mundo. Obrigado por isso

  • qm e?

  • Realmente o Artur, é muito fera em português kkk.

  • Arthur tira onda :)

  • Arthur, quando eu crescer quero ser como tu kkkk

  • Realmente, o Artur é muito fera no português!!

    cuidado com a virgula @Emanoelsousa ;D

  • c -agente

  • Não vejo a hora de deixar de ser um cara que só apanha nos concursos

    Apanha= agente= eu kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Esse Arthur é professor! mlk é fera !

  • fiquei entre AÇÃO e AGENTE e errei, o sentido é muito próximo. Estão dizendo que o MARIA-VAI-COM-AS-BANCAS (Arthur) é fera, mas tudo que ele faz é seguir o gabarito da banca, se ele errou ou não a questão, meus caros, isso vocês nunca vão saber, se são inocentes o suficiente pra acreditar que ele acerta todas as questões para as quais traz comentários, então muito longe da verdade. O que ele faz é resolver, acertar ou errar e depois, obedientemente, redigir um comentário confirmando o gabarito da banca, sem importar a sua própria resposta ou opinião. A isso se chama ESTUDAR em conformidade.

  • Povo idolatrando o Arthur kkkk bora estudar BISONHOS
  • Questão muito boa!!!

    Sobre a dúvida em relação a ser agente ou ação...

    Por qual motivo não é ação?

    Veja, no período, não é possível observar que o sujeito está praticando a ação, ele não está apanhando, ele não apanhou e nem vai apanhar, mas ele é o responsável por executar a ação. Para ser mais claro, ele é o agente, é ele quem apanha...

    Pensando dessa maneira, abrindo a mente, chega-se ao gabarito com facilidade.

  • Errei 2 vezes essa questão por não me atentar ao especificador UM que substativa a palavra tornado-a um Agente

    GB: C

  • professor do podium disse que a correta é letra 'D" qualidedade.

  • professor do podium disse que a correta é letra 'D" qualidedade.

  • UM apanhador.

    o artigo UM o transforma em substantivo.

    #PMMINAS


ID
3017644
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 4

“Redes sociais reduzem noção de vergonha, diálogo e empatia”, diz psicoterapeuta americano

Renata Moura

Da BBC Brasil em Londres


      [...]

      As redes sociais evocam diferentes aspectos psicológicos do usuário e podem causar o chamado "efeito desinibição online". 

      Na visão de Balick [psicoterapeuta, palestrante e autor americano], isso significa que, na internet, as pessoas ficam mais encorajadas a agir de forma antissocial, comportamento que muitas vezes evitariam se estivessem cara a cara com o outro.

      O freio que impede a adoção de certas posturas "na vida real" muitas vezes não funciona no ambiente virtual justamente por causa desse "efeito", diz ele.

      "Esse freio vem da nossa capacidade crítica, ou do que os psicólogos chamam de funcionamento executivo. A função executiva pode ser contornada ou evitada online de diversas formas". A principal que ele cita é o efeito de desinibição online.

      [...]

      Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo, acentuando a polarização entre os usuários.

      "As redes sociais certamente não são desprovidas de empatia, mas em uma escala cultural de massa, elas parecem estar mais inclinadas ao bairrismo e isso acaba reduzindo, em vez de ampliar, o diálogo através de divisões ideológicas".

      Essas divisões, observa ele, são cada vez mais aparentes através das redes e ampliadas por elas. Isso ocorre "porque é fácil tomar partido sem se envolver na nuance de um argumento".

      "O mundo se divide em bom e mau e a nuance se perde. Em encontros cara a cara isso é mais difícil de manter porque o diálogo atenua o pensamento polarizado simplista ao permitir que vejamos a humanidade no outro", diz.

      Isso não significa, porém, que seja impossível encorajar mais pensamentos empáticos nesse meio e os desenvolvedores desses sites teriam papel importante nesse sentido.

      [...]

      "Eu acho que há a possibilidade de integrar essas mudanças a plataformas que já existem. Tome como exemplo o botão de curtir do Facebook. Por anos ele foi a única opção, mas agora há variações que expressam surpresa, raiva, tristeza etc. É uma pequena mudança, mas ela admite outra camada de complexidade", diz Balick.

      Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?".

      [...]

      "Como temos visto, as redes sociais têm sido um pouco boas demais em isolar pessoas em seus próprios círculos e alimentá-las com notícias (reais e falsas) para reforçar suas posições", diz. "Mas concessões, compreensão e empatia são cruciais em diversas sociedades e nós precisamos educar nossas tecnologias rapidamente para lidar com isso", conclui.

Adaptação do texto disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-42197265 Acesso em: 15.05.19. 

Qual o tema da reportagem?

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    → A reportagem apresenta as consequências negativas das redes sociais, o chamado "efeito desinibição online" é apenas uma dessas consequências, mas o tema gera em outras, de um modo geral e não especifica somente uma.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Qual o problema com a letra D?

  • HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHA desanimador.

  • O texto aborda mais sobre o tema das redes sociais e os efeitos dela do que os impactos negativos.

  • complicado!

  • o meu entendimento foi sim sobre efeito negativo mas relacionado a relacionamentos....errei..

  •  "Na visão de Balick [psicoterapeuta, palestrante e autor americano], isso significa que, na internet, as pessoas ficam mais encorajadas a agir de forma antissocial, comportamento que muitas vezes evitariam se estivessem cara a cara com o outro."

    Nesse contexto, fica claro os malefícios da rede social na vida do usuário.

  • Quando perguntarem sobre o TEMA podem ir direto ao título.

    "Redes sociais reduzem noção de vergonha, diálogo e empatia(é um ponto de vista negativo) ”, diz psicoterapeuta americano"

    Gabarito B: As consequências negativas das redes sociais.

    Talvez, o que falta ao candidato é calma.

  • Meu pai chora escondido no banheiro por questões desse tipo que eu erro.

  • Na dúvida fui direto ao tema do texto.

  • A LETRA B É MUITO ABRANGENTE. AS CONSEQUENCIAS NEGATIVAS DAS REDES SOCAIS SÃO MUITAS. CERTAMENTE SE USAR CRITERIOS ASSIM PARA OUTRAS QUESTÕES, ACARRETARA ERROS. O TEXTO É BEM ESPECIFICO EM UM MALEFICIO DAS REDES SOCIAIS, A DESINIBIÇÃO. NÃO VI O TEXTO TRATAR DE OUTRO EFEITO NEGATIVO DAS REDES SOCIAIS

  • Segura na mão de Deus e vai

    PMPI


ID
3017647
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 4

“Redes sociais reduzem noção de vergonha, diálogo e empatia”, diz psicoterapeuta americano

Renata Moura

Da BBC Brasil em Londres


      [...]

      As redes sociais evocam diferentes aspectos psicológicos do usuário e podem causar o chamado "efeito desinibição online". 

      Na visão de Balick [psicoterapeuta, palestrante e autor americano], isso significa que, na internet, as pessoas ficam mais encorajadas a agir de forma antissocial, comportamento que muitas vezes evitariam se estivessem cara a cara com o outro.

      O freio que impede a adoção de certas posturas "na vida real" muitas vezes não funciona no ambiente virtual justamente por causa desse "efeito", diz ele.

      "Esse freio vem da nossa capacidade crítica, ou do que os psicólogos chamam de funcionamento executivo. A função executiva pode ser contornada ou evitada online de diversas formas". A principal que ele cita é o efeito de desinibição online.

      [...]

      Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo, acentuando a polarização entre os usuários.

      "As redes sociais certamente não são desprovidas de empatia, mas em uma escala cultural de massa, elas parecem estar mais inclinadas ao bairrismo e isso acaba reduzindo, em vez de ampliar, o diálogo através de divisões ideológicas".

      Essas divisões, observa ele, são cada vez mais aparentes através das redes e ampliadas por elas. Isso ocorre "porque é fácil tomar partido sem se envolver na nuance de um argumento".

      "O mundo se divide em bom e mau e a nuance se perde. Em encontros cara a cara isso é mais difícil de manter porque o diálogo atenua o pensamento polarizado simplista ao permitir que vejamos a humanidade no outro", diz.

      Isso não significa, porém, que seja impossível encorajar mais pensamentos empáticos nesse meio e os desenvolvedores desses sites teriam papel importante nesse sentido.

      [...]

      "Eu acho que há a possibilidade de integrar essas mudanças a plataformas que já existem. Tome como exemplo o botão de curtir do Facebook. Por anos ele foi a única opção, mas agora há variações que expressam surpresa, raiva, tristeza etc. É uma pequena mudança, mas ela admite outra camada de complexidade", diz Balick.

      Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?".

      [...]

      "Como temos visto, as redes sociais têm sido um pouco boas demais em isolar pessoas em seus próprios círculos e alimentá-las com notícias (reais e falsas) para reforçar suas posições", diz. "Mas concessões, compreensão e empatia são cruciais em diversas sociedades e nós precisamos educar nossas tecnologias rapidamente para lidar com isso", conclui.

Adaptação do texto disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-42197265 Acesso em: 15.05.19. 

De acordo com o texto, as pessoas ficam mais encorajadas a agir de forma antissocial na internet porque

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    → O freio que impede a adoção de certas posturas "na vida real" muitas vezes não funciona no ambiente virtual justamente por causa desse "efeito", diz ele. "Esse freio vem da nossa capacidade crítica, ou do que os psicólogos chamam de funcionamento executivo. A função executiva pode ser contornada ou evitada online de diversas formas". A principal que ele cita é o efeito de desinibição online.

    → as redes sociais as levam a ignorar os sistemas de autocrítica, dando a elas uma sensação de impunidade. → fica-se "livre" em uma rede social.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Achei que a palavra autocrático forçou muito.


ID
3017650
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 4

“Redes sociais reduzem noção de vergonha, diálogo e empatia”, diz psicoterapeuta americano

Renata Moura

Da BBC Brasil em Londres


      [...]

      As redes sociais evocam diferentes aspectos psicológicos do usuário e podem causar o chamado "efeito desinibição online". 

      Na visão de Balick [psicoterapeuta, palestrante e autor americano], isso significa que, na internet, as pessoas ficam mais encorajadas a agir de forma antissocial, comportamento que muitas vezes evitariam se estivessem cara a cara com o outro.

      O freio que impede a adoção de certas posturas "na vida real" muitas vezes não funciona no ambiente virtual justamente por causa desse "efeito", diz ele.

      "Esse freio vem da nossa capacidade crítica, ou do que os psicólogos chamam de funcionamento executivo. A função executiva pode ser contornada ou evitada online de diversas formas". A principal que ele cita é o efeito de desinibição online.

      [...]

      Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo, acentuando a polarização entre os usuários.

      "As redes sociais certamente não são desprovidas de empatia, mas em uma escala cultural de massa, elas parecem estar mais inclinadas ao bairrismo e isso acaba reduzindo, em vez de ampliar, o diálogo através de divisões ideológicas".

      Essas divisões, observa ele, são cada vez mais aparentes através das redes e ampliadas por elas. Isso ocorre "porque é fácil tomar partido sem se envolver na nuance de um argumento".

      "O mundo se divide em bom e mau e a nuance se perde. Em encontros cara a cara isso é mais difícil de manter porque o diálogo atenua o pensamento polarizado simplista ao permitir que vejamos a humanidade no outro", diz.

      Isso não significa, porém, que seja impossível encorajar mais pensamentos empáticos nesse meio e os desenvolvedores desses sites teriam papel importante nesse sentido.

      [...]

      "Eu acho que há a possibilidade de integrar essas mudanças a plataformas que já existem. Tome como exemplo o botão de curtir do Facebook. Por anos ele foi a única opção, mas agora há variações que expressam surpresa, raiva, tristeza etc. É uma pequena mudança, mas ela admite outra camada de complexidade", diz Balick.

      Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?".

      [...]

      "Como temos visto, as redes sociais têm sido um pouco boas demais em isolar pessoas em seus próprios círculos e alimentá-las com notícias (reais e falsas) para reforçar suas posições", diz. "Mas concessões, compreensão e empatia são cruciais em diversas sociedades e nós precisamos educar nossas tecnologias rapidamente para lidar com isso", conclui.

Adaptação do texto disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-42197265 Acesso em: 15.05.19. 

Em “Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo...”, há uma relação de

Alternativas
Comentários
  • Resolvi assim:

    causa: por+ verbo no infinitivo

    Consequência: por isso

    Aplicando na frase: Por ter ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, por isso as redes tendem a reduzir a empatia e o diálogo...

  • GABARITO: LETRA D

    → fazendo o joguinho: O FATO DE (CAUSA)FAZ QUE (CONSEQUÊNCIA):

    Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo...

    → O FATO DE (VERMELHO) → FAZ QUE (AZUL) → causa/consequência.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻


ID
3017653
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 4

“Redes sociais reduzem noção de vergonha, diálogo e empatia”, diz psicoterapeuta americano

Renata Moura

Da BBC Brasil em Londres


      [...]

      As redes sociais evocam diferentes aspectos psicológicos do usuário e podem causar o chamado "efeito desinibição online". 

      Na visão de Balick [psicoterapeuta, palestrante e autor americano], isso significa que, na internet, as pessoas ficam mais encorajadas a agir de forma antissocial, comportamento que muitas vezes evitariam se estivessem cara a cara com o outro.

      O freio que impede a adoção de certas posturas "na vida real" muitas vezes não funciona no ambiente virtual justamente por causa desse "efeito", diz ele.

      "Esse freio vem da nossa capacidade crítica, ou do que os psicólogos chamam de funcionamento executivo. A função executiva pode ser contornada ou evitada online de diversas formas". A principal que ele cita é o efeito de desinibição online.

      [...]

      Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo, acentuando a polarização entre os usuários.

      "As redes sociais certamente não são desprovidas de empatia, mas em uma escala cultural de massa, elas parecem estar mais inclinadas ao bairrismo e isso acaba reduzindo, em vez de ampliar, o diálogo através de divisões ideológicas".

      Essas divisões, observa ele, são cada vez mais aparentes através das redes e ampliadas por elas. Isso ocorre "porque é fácil tomar partido sem se envolver na nuance de um argumento".

      "O mundo se divide em bom e mau e a nuance se perde. Em encontros cara a cara isso é mais difícil de manter porque o diálogo atenua o pensamento polarizado simplista ao permitir que vejamos a humanidade no outro", diz.

      Isso não significa, porém, que seja impossível encorajar mais pensamentos empáticos nesse meio e os desenvolvedores desses sites teriam papel importante nesse sentido.

      [...]

      "Eu acho que há a possibilidade de integrar essas mudanças a plataformas que já existem. Tome como exemplo o botão de curtir do Facebook. Por anos ele foi a única opção, mas agora há variações que expressam surpresa, raiva, tristeza etc. É uma pequena mudança, mas ela admite outra camada de complexidade", diz Balick.

      Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?".

      [...]

      "Como temos visto, as redes sociais têm sido um pouco boas demais em isolar pessoas em seus próprios círculos e alimentá-las com notícias (reais e falsas) para reforçar suas posições", diz. "Mas concessões, compreensão e empatia são cruciais em diversas sociedades e nós precisamos educar nossas tecnologias rapidamente para lidar com isso", conclui.

Adaptação do texto disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-42197265 Acesso em: 15.05.19. 

Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?".


De acordo com o processo de formação dos tempos verbais, as formas destacadas, apesar de serem o mesmo verbo, são flexionadas de modo diferentes porque

Alternativas
Comentários
  • Gab. C

    Para entender melhor, é necessário analisar a conjugação do verbo ser, o qual é um verbo irregular.

  • Presente do indicativo>>>> presente do subjuntivo e imperativo

    Pretérito perfeito>>>> mais-que-perfeito, imperfeito do subjuntivo, futuro do subjuntivo

    Infinitivo impessoal>>>> pretérito imperfeito do indicativo, futuro do presente do indicativo e futuro do pretérito do indicativo

     

    #Partiuposse!​

  • A) as formas “seria” e “fosse”, embora passem pelo mesmo processo de formação e derivem do mesmo tempo verbal localizam os fatos em momentos diferentes do futuro. O verbo fosse está localizado no passado.

    B) a forma verbal “seria” (futuro do pretérito) indica uma sugestão, uma hipótese e a forma “fosse” (pretérito imperfeito do subjuntivo) marca uma causa do fato apresentado. "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário". Não possui valor de causa, haja vista que não possui uma consequência válida..

    C) Gabarito.

    D) O verbo “ser” é irregular e, apesar de derivarem do mesmo tempo verbal, as formas “seria” e “fosse” se flexionam alterando o radical e as desinências."Seria" não altera o radical.

    E) a forma “seria” conjuga-se no futuro do pretérito igual à forma verbal “queria” (querer) e “fosse” no pretérito imperfeito do subjuntivo como “visse” (ver). A forma verbal correta do verbo "querer" no futuro do pretérito é (eu) quereria.

  • Complementando os colegas:

    A) O tempo verbal é diverso sendo que seria= futuro do pretérito e fosse =Imperfeito do subjuntivo.

    B) Futuro do pretérito=  um fato que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação passada. 

    Pretérito Imperfeito do subjuntivo= acontecimentos condicionados a outros

    C) “seria” (futuro do pretérito) deriva do infinitivo impessoal “ser” e “fosse” (pretérito imperfeito do subjuntivo) deriva do tema da 2ª pessoa do pretérito perfeito (tu foste).

    Realmente a conjugação do verbo ser no futuro do pretérito (ria) e se tu fosse (Imperfeito do subjuntivo)

    para conjugar essa forma verbal (subjuntivo) ponha que ou se exemplo: se eu amasse..

    D Não estão no mesmo tempo verbal...

    Verbos irregulares são aqueles que apresentam alteração em seu radical durante a conjugação( P. & Spadoto)

    E) No futuro do pretérito querer= eu quereria

    Visse= Pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo ver.

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • A) Errada. As formas verbais mostradas não são pertencentes ao mesmo tempo.

    B) Errada. Um dos valores semânticos do futuro do pretérito é o de indicar sugestões e hipóteses. O pretérito imperfeito do subjuntivo indica possibilidade, condicionamento de um fato a outro.

    C) Correta.

    D) Errada. Ser e fosse não estão no mesmo tempo verbal

    E) Errada. Incorreto. As conjugações não são iguais.

  • Primeira vez que vi uma questão com 76% de erro, infelizmente eu tô nessa porcentagem kkkkkk

  • Tempos primitivos e derivados: formação dos tempos verbais Os tempos verbais simples são formados a partir de três tempos verbais: o presente do indicativo, o pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal. Esses três tempos são chamados de primitivos, por corresponderem a tempos verbais já existentes no latim. Os restantes tempos verbais, criados a partir destes, são chamados de tempos derivados. Os tempos verbais derivados do pretérito perfeito do indicativo são: o pretérito mais-que-perfeito do indicativo; o pretérito imperfeito do subjuntivo; o futuro do subjuntivo. Fonte: https://www.conjugacao.com.br/tempos-primitivos-e-derivados-formacao-dos-tempos-verbais/
  • O é verbo é impessoal?

  • Só vi para qual cargo era a questão depois que eu errei. Pra professor de português esperasse um nível a mais mesmo, normal o percentual de erro ser alto.


ID
3017656
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 4

“Redes sociais reduzem noção de vergonha, diálogo e empatia”, diz psicoterapeuta americano

Renata Moura

Da BBC Brasil em Londres


      [...]

      As redes sociais evocam diferentes aspectos psicológicos do usuário e podem causar o chamado "efeito desinibição online". 

      Na visão de Balick [psicoterapeuta, palestrante e autor americano], isso significa que, na internet, as pessoas ficam mais encorajadas a agir de forma antissocial, comportamento que muitas vezes evitariam se estivessem cara a cara com o outro.

      O freio que impede a adoção de certas posturas "na vida real" muitas vezes não funciona no ambiente virtual justamente por causa desse "efeito", diz ele.

      "Esse freio vem da nossa capacidade crítica, ou do que os psicólogos chamam de funcionamento executivo. A função executiva pode ser contornada ou evitada online de diversas formas". A principal que ele cita é o efeito de desinibição online.

      [...]

      Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo, acentuando a polarização entre os usuários.

      "As redes sociais certamente não são desprovidas de empatia, mas em uma escala cultural de massa, elas parecem estar mais inclinadas ao bairrismo e isso acaba reduzindo, em vez de ampliar, o diálogo através de divisões ideológicas".

      Essas divisões, observa ele, são cada vez mais aparentes através das redes e ampliadas por elas. Isso ocorre "porque é fácil tomar partido sem se envolver na nuance de um argumento".

      "O mundo se divide em bom e mau e a nuance se perde. Em encontros cara a cara isso é mais difícil de manter porque o diálogo atenua o pensamento polarizado simplista ao permitir que vejamos a humanidade no outro", diz.

      Isso não significa, porém, que seja impossível encorajar mais pensamentos empáticos nesse meio e os desenvolvedores desses sites teriam papel importante nesse sentido.

      [...]

      "Eu acho que há a possibilidade de integrar essas mudanças a plataformas que já existem. Tome como exemplo o botão de curtir do Facebook. Por anos ele foi a única opção, mas agora há variações que expressam surpresa, raiva, tristeza etc. É uma pequena mudança, mas ela admite outra camada de complexidade", diz Balick.

      Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?".

      [...]

      "Como temos visto, as redes sociais têm sido um pouco boas demais em isolar pessoas em seus próprios círculos e alimentá-las com notícias (reais e falsas) para reforçar suas posições", diz. "Mas concessões, compreensão e empatia são cruciais em diversas sociedades e nós precisamos educar nossas tecnologias rapidamente para lidar com isso", conclui.

Adaptação do texto disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-42197265 Acesso em: 15.05.19. 

Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?".


Se o período for reescrito trocando-se “seria” (futuro do pretérito) por “será” (futuro do presente) a forma verbal “fosse” assumirá, por correlação de modos e tempos, a flexão

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    → FRASE ORIGINAL → Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?"

    → MUDANDO A FRASE → Outra adaptação possível, exemplifica ele, SERÁ quando "um valor político" FOR consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?" → temos o "será" na terceira pessoa do singular do futuro do presente do indicativo (fato futuro) → quando ele FOR → configurando o futuro do subjuntivo.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Arthur sendo Arthur kkkk tmj man

  • pretérito imperfeito do subjuntivo (-sse) se relaciona com futuro do préterio do indicativo (-ria/-rie) assim como futuro do subjuntivo (-r) se relaciona com futuro do presente do indicativo

  • Futuro do presente faz correlação com o presente do subjuntivo, futuro do subjuntivo ou futuro composto do subjuntivo.

    #Partiuposse!​

  • CORRELAÇÕES DA FCC:

    C1==> SE VOCÊ ESTUDAR ,PASSA NA PROVA

    C2==> SE EU FOSSE VOCÊ ESTUDARIA MAIS .

  • Correlações verbais

    A seguir, veja alguns casos em que os tempos verbais são concordantes: 

    presente do indicativo + presente do subjuntivo: Exijo que você faça o dever. 

    presente do indicativo + pretérito perfeito composto do subjuntivo: Espero que ele tenha feito o dever. 

    pretérito perfeito do indicativo + pretérito imperfeito do subjuntivo: Exigi que ele fizesse o dever. 

    pretérito imperfeito do indicativo + mais-que-perfeito composto do subjuntivo: Queria que ele tivesse feito o dever. 

    futuro do pretérito + pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo: Gostaria que ele tivesse feito o dever. 

    futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: Quando você fizer o dever, dormirei. 

    futuro do subjuntivo + futuro do presente composto do indicativo: Quando você fizer o dever, já terei dormido.

  • Dica: Questões de tempos verbais você mata pelo "ouvido".

  • kkkkkkk ardil, malícia e sensualidade...essa é a famosa questão prostituída


ID
3017677
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 7

                                      Medo da Eternidade


      Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

      Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

      Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

      – Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.

      [...]

      Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. [...]

      Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

      – E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.

      – Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

      – Acabou-se o docinho. E agora?

       – Agora mastigue para sempre.

      Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

      Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

      Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

      – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

      – Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

      Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

      Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Adaptação de Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 289-291.  

De acordo com o texto, a menina teve medo da eternidade porque

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    → Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito

    com esse trecho conseguimos responder a questão.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Gabarito: B

       – Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.

       [...]

        – Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

     [...]

       Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

  • Entendi a resposta analisando o começo do parágrafo:

    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

    Assustei-me, não saberia dizer por quê.

    b) não conseguia compreender como algo duraria a vida inteira.

    Não conseguiu compreender, "não saberia dizer por quê" se assustou/teve medo.

  • Por exclusão, a única que faz sentido é a B.
  • Gab. B

    #CFOPM-BA 2019

    "Quando você arrumar briga no carnaval de Salvador, em 2020, eu estarei lá"

  • E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.


ID
3017680
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 7

                                      Medo da Eternidade


      Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

      Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

      Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

      – Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.

      [...]

      Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. [...]

      Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

      – E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.

      – Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

      – Acabou-se o docinho. E agora?

       – Agora mastigue para sempre.

      Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

      Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

      Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

      – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

      – Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

      Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

      Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Adaptação de Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 289-291.  

A narradora caracteriza seu contato com a eternidade aflitivo e dramático porque

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  • GABARITO: LETRA C

    → recorrendo ao texto para achar nossa resposta:

    → E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito/ Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim. → deu um jeito de se livrar do chiclete, pois ele representava a eternidade.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • "(...) só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

    Até que não suportei mais..."

    GABARITO C ela não soube lidar com o peso da eternidade e procurou se livrar da situação.

  •  Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. 


ID
3017683
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 7

                                      Medo da Eternidade


      Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

      Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

      Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

      – Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.

      [...]

      Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. [...]

      Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

      – E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.

      – Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

      – Acabou-se o docinho. E agora?

       – Agora mastigue para sempre.

      Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

      Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

      Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

      – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

      – Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

      Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

      Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Adaptação de Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 289-291.  

A partir dos trechos “...a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer.” e “...aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada.”, percebe-se, ao longo do texto, que

Alternativas
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  • GABARITO: LETRA D

    → Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

    → a imagem do chiclete é desconstruída: passa de uma coisa cor-de-rosa e docinha para algo sem gosto e acinzentado.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Texto top...


ID
3017686
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 7

                                      Medo da Eternidade


      Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

      Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

      Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

      – Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.

      [...]

      Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. [...]

      Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

      – E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.

      – Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

      – Acabou-se o docinho. E agora?

       – Agora mastigue para sempre.

      Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

      Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

      Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

      – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

      – Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

      Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

      Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Adaptação de Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 289-291.  

As formas verbais destacadas a seguir classificam-se, quanto à transitividade, respectivamente como


Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou [...] Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    → Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou [...] Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre.

    → respectivamente: "juntou" (quem junta, junta alguma coisa → complemento sem preposição → verbo transitivo direto); quem sai, sai (verbo intransitivo, não é necessário um complemento, o termo "de casa" é um advérbio de lugar); quem pode acreditar, pode acreditar EM algo (verbo transitivo indireto → pede preposição "em" → acredita EM algo → no (em+o =no) milagre).

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Esse Arthur passa o dia inteiro respondendo perguntas de português hahahahha Nunca vi nada igual. O cara está em todas.

  • Chegar, Ir, Vir, Sair, Voltar, Subir e todos os verbos de movimento são intransitivos, não exigem complementos (Chegamos! Cheguei! Fui!). Esses verbos, geralmente, apresentam um adjunto adverbial. Quando o adjunto adverbial for de lugar, usa-se a preposição [a], [para] e não [em]: Chegamos ao teatro (e não: no). Gab. A

    Fonte: Site recanto das letras

  • juntou algo, saiu, e acredita em algo

    #Partiuposse!​

  • Quando o complemento do verbo estiver expressando lugar, tempo, meio, modo, companhia, assunto ou causa, teremos um VI (verbo intransitivo) e o complemento exercerá a função sintática de adjunto adverbial, vejamos:

    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola (lugar) me explicou [...] Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre.

    Qualquer erro, só sinalizar. Bons estudos :D

  • Gab, A

    A malicia da banca foi grifar o podia acreditar e induzir o candidato à não perceber nenhuma preposição entre eles e associar com transitivo direto, e achar que o no milagre se encaixasse como a parte indireta do VTDI.

  • Esse Arthur comenta todas deste informatica, RL, juridica....

  • Sair é um verbo Intransitivo.

    Sabendo disso, mata-se a questão tranquilamente.

    Gab.: A

  • Sair é um verbo Intransitivo.

  • "Quem sai, sai." Verbo intransitivo.


ID
3017689
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 7

                                      Medo da Eternidade


      Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

      Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

      Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

      – Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.

      [...]

      Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. [...]

      Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

      – E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.

      – Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

      – Acabou-se o docinho. E agora?

       – Agora mastigue para sempre.

      Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

      Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

      Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

      – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

      – Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

      Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

      Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Adaptação de Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 289-291.  

Transpondo a frase “... parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas.” para a voz ativa, obtém-se a construção

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    → “... parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas POR ALGUÉM (o agente da passiva está indeterminado).

    → SUJEITO INDETERMINADO NA VOZ ATIVA (TERCEIRA PESSOA DO PLURAL) → parecia que ELES tinham me transportado (temos um sujeito indeterminado, não sabemos quem é, o tempo verbal foi mantido).

    → acerca da colocação pronominal: quando tiver uma construção com o verbo ter/haver + particípio e vier antecedida por palavra atrativa "que", poderá ocorrer a colocação antes do auxiliar ou antes do principal →parecia QUE ME TINHAM TRANSPORTADO/ TINHAM ME TRANSPORTADO.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Só quem tem muita dificuldade em Português curte aqui, eu choro gente... Mas vou melhorar em nome de Jesus!

  • parecia-me ter sido transportada (tem se uma noção de feminino o ser que foi transportado)

    parecia que tinham me transportado (tem se uma noção de masculino o ser que foi transportado)

    Isso é válido? responda-me no msn

  • Não ficou muito claro porque a resposta é a letra D. Esse português estressa.

  • Em 16/09/19 às 09:59, você respondeu a opção A.

    !Você errou!

    Em 17/07/19 às 08:20, você respondeu a opção A.

    !Você errou!

    Um forte abraço hahahaha!!!!

  • Sério, aposto que maioria errou essa pq já está cansada de estudar essa matéria de português..

  • Não consigo entender a questão da voz ativa. "parecia que tinham me transportado" quem tinha sido transportado? Eu. Eu sofri a ação, não efetuei a ação... Logo não é voz ativa.
  • Em 11/10/19 às 11:55, você respondeu a opção A.

    !

    Você errou!

    Em 13/07/19 às 07:51, você respondeu a opção A.

    !

    Você errou!

  • letra D, sem entender.... oh assunto chatinho!

  • Letra A parecia-me que fui (VERBO SER) transportada...”

    Letra B “... parecia-me que era (VERBO SER) transportada...”

    Letra C “... parecia que foram (VERBO IR)me transportando...”

    Letra D“... parecia que tinham (VERBO TER) me transportado...”

    Letra E “... parecia que estavam (VERBO ESTAR) me transportando.

    Manteve-se o verbo e o tempo adequados.

  • é so manter o verbo e mudar a conjugação dele, as outras opções substitui o verbo TER.

  • e a regra da próclise? não tem? o que deveria puxar o pronome me. Não entendi.

  • Desisto

  • CADE A REGRA DE PROCLISE NÃO TEM ?

  • É bem simples: se tem auxiliar na ATIVA ele tem que aparecer na PASSIVA. simples assim

  • É bem simples: se tem auxiliar na ATIVA ele tem que aparecer na PASSIVA. simples assim

  • Como é que a farda vem assim, gente?
  • Estudar por essa banca é complicado. Você acaba de absorver um assunto e vai praticar, quando se depara com a questão, lá estão: vozes verbais, colocação pronominal, tempos verbais.

  • achei que voz passiva estaria no particípio, logo palavras com fim ado, ido não seriam voz ativa.
  • Macete pra passar da voz passiva  para a ativa

    Joga para 3 Pessoa

    Passiva > parecia-me ter sido transportada para o reino

    Ativa >> parecia que ELES tinham me transportado...

    Eles 3°Pessoa do plural, nesse caso.

    Como fica no final:

    Assertiva >> D

    “... parecia que tinham me transportado..


ID
3017692
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 8

                                Explicação da eternidade


devagar, o tempo transforma tudo em tempo.

o ódio transforma-se em tempo, o amor

transforma-se em tempo, a dor transforma-se

em tempo.

os assuntos que julgamos mais profundos,

mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,

transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.

a idade de nada é nada.

a eternidade não existe.

no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.

os instantes do teu sorriso eram eternos.

os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.


          José Luís Peixoto. In: A Casa, a Escuridão. Editora: Livros Quetzal, 2002.  

De acordo com o texto, entende-se que o eu lírico

Alternativas
Comentários
  • d)reconhece que os sentimentos passam, mas os momentos vividos com a pessoa amada são eternos em sua memória.

    os assuntos ...

    transformam-se devagar em tempo.

    os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.

    os instantes do teu sorriso eram eternos.

    os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

  • O ódio, a dor e o amor são os sentimentos que passaram com o tempo, no entanto, os instantes dos teus olhos, teu sorriso e teu corpo no meu eram eternos.

    Por isso, o gabarito é:

    d) reconhece que os sentimentos passam, mas os momentos vividos com a pessoa amada são eternos em sua memória.

  • Quanto tempo será possível, para que eu entenda e compreenda a lingua portguesa? HELLP

     

    os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.

    os instantes do teu sorriso eram eternos.

    os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

    foste eterna até ao fim.

    Letra : D

  • Esse eu lírico sofre viu. Coitado!

  • É estranho, pq ele fala "no entanto, a eternidade existe." Mas logo depois usa o verbo "eram", se era não é mais! Como algo é eterno e não é mais? Bom acertei, mas foi no instinto mesmo e pq estava explícito a ideia de que a ETERNIDADE EXISTE.

  • Que paixão é essa, hein?

  • A questão é de interpretação textual e exige uma leitura muito atenta do texto e das alternativas.

    A letra A diz que o “eu lírico”, ou seja, aquele que expressa/ enuncia o poema, “acredita que, com o passar do tempo, seu amor eterno torna-se algo enfadonho, por isso chega ao fim”. Entretanto, isso extrapola a ideia do texto, que afirma que “o amor transforma-se em tempo”, estando essa afirmativa errada.

    A letra B diz que o eu lírico “sabe que a eternidade não existe, porque todas as coisas estão limitadas às mudanças operadas pelo tempo”. Entretanto, nos versos 10 e 11, o eu lírico faz uma divagação sobre a existência da eternidade, afirmando que ela existe e não existe.

    A letra C diz que o eu lírico “utiliza uma história pessoal para chegar à conclusão de que o tempo muda tudo, mas os assuntos imutáveis permanecem”. Porém, não há o uso de uma história pessoal para a conclusão da transformação do tempo, ele já inicia o texto apresentando essa ideia e não há utilização de vivências pessoais para sustentar essa fala. Além disso, ele afirma que até mesmo “os assuntos que julgamos mais profundos, mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, transformam-se devagar em tempo”.

    A letra D diz que o eu lírico “reconhece que os sentimentos passam, mas os momentos vividos com a pessoa amada são eternos em sua memória”, o que de fato ocorre quando há no poema que os sentimentos se transformam (“o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo”), mas que “os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos. os instantes do teu sorriso eram eternos. os instantes do teu corpo de luz eram eternos. foste eterna até ao fim.”.

    A letra E extrapola demais o que é passado pelo texto, afirmando que o eu lírico “está iludido com a realidade da vida e, partindo de ideias genéricas, deduz que sua concepção de tempo será questionada”. Essa afirmativa traz conclusões com grau de pessoalidade acerca do texto, opinando e extrapolando sobre o que de fato está escrito.

    Desse modo, o gabarito correto é a letra D.

    GABARITO: LETRA D


ID
3017695
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 8

                                Explicação da eternidade


devagar, o tempo transforma tudo em tempo.

o ódio transforma-se em tempo, o amor

transforma-se em tempo, a dor transforma-se

em tempo.

os assuntos que julgamos mais profundos,

mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,

transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.

a idade de nada é nada.

a eternidade não existe.

no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.

os instantes do teu sorriso eram eternos.

os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.


          José Luís Peixoto. In: A Casa, a Escuridão. Editora: Livros Quetzal, 2002.  

O verso que evidencia a quem se dirige o eu lírico é

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    no entanto, a eternidade existe./ os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos/ os instantes do teu sorriso eram eternos./ os instantes do teu corpo de luz eram eternos. /foste eterna até ao fim.

    → ele está se referindo à ETERNIDADE, que ela fosse eterna (a eternidade).

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Eu lírico, eu poético ou sujeito lírico são nomenclaturas utilizadas para indicar a voz que enuncia o poema. O gênero lírico é aquele destinado a expressar sentimento do poeta.

  • Em "FOSTE ETERNA ATÉ FIM", o EU LÍRICO se refere à mulher amada. Anteriormente, ele faz referência ao "OLHOS", "SORRISO" e "CORPO" dela.


ID
3017698
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 8

                                Explicação da eternidade


devagar, o tempo transforma tudo em tempo.

o ódio transforma-se em tempo, o amor

transforma-se em tempo, a dor transforma-se

em tempo.

os assuntos que julgamos mais profundos,

mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,

transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.

a idade de nada é nada.

a eternidade não existe.

no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.

os instantes do teu sorriso eram eternos.

os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.


          José Luís Peixoto. In: A Casa, a Escuridão. Editora: Livros Quetzal, 2002.  

Nos versos, em que há estruturas formadas por “verbo+se”, qual a função da partícula “se”?

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    → o tempo transforma (O TEMPO é o agente)

    → o ódio transforma-se em tempo PELO TEMPO → voz passiva sintética → voz ativa → O tempo transforma o ódio em tempo;

    → o amor transforma-se em tempo PELO TEMPO, → voz passiva sintética → voz ativa → O tempo transforma o amor em tempo.

    → dessa forma o "se" é partícula apassivadora.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Resposta: alternativa d

    "devagar, o tempo transforma tudo em tempo."

    "o ódio transforma-se em tempo [...]" -> se a oração fosse analisada isoladamente, seria pronome reflexivo, mas pela a primeira frase do texto, sabe-se que o que transforma tudo em tempo é o tempo, logo, quem transforma o ódio em tempo não é o ódio e sim o tempo.

    *O mesmo pensamento aplica-se para as demais orações.

  • Para quem ficou na dúvida na alternativa (A)Pronome reflexivo recíproco, vamos lá...

    Primeiramente, não dava para responder pegando apenas um trecho isolado.

    Pegando esse trecho:

    "devagar, o tempo transforma tudo em tempo.

    o ódio transforma-se em tempo, o amor

    transforma-se em tempo, a dor transforma-se

    em tempo"

    Sujeito que pratica a ação é o "tempo" (na cor azul)

    No caso de Pronome Reflexivo/Recíproco, o sujeito agente e paciente tem que ser os mesmos. O sujeito aplica e sofre a ação, que não é o caso.

    Pegando agora esse trecho:

    "o ódio transforma-se em tempo, o amor"

    Quem transforma tudo em tempo? É o próprio tempo (marcado de azul lá em cima, e não o ódio, por isso não pode ser Pronome Reflexivo. Por ser um Verbo Transitivo Direto (VTD), o "se" é uma Partícula Apassivadora (PA)

  • As respostas aqui são um malabarismo mental.

  • verbo transitivo direto
    Dar nova forma a; passar a possuir uma nova forma:
    Circe transformou em porcos os companheiros de Ulisses.
    Alterar o estado de; converter, mudar: transformar a água em vinho
    .Mudar a feição, a natureza de; transfigurar: a estada na montanha transformou-o.

    verbo pronominal
    Aparecer com outro aspecto, aparência; disfarçar-se: a criança transformou-se em batman para a festa da escola.

    Se é um VTD + Partícula SE, só pode ser uma partícula apassivadora !

  • Alguém mais viu o em e pensou ser IIS ? Caso alguém possa me ajudar, gratidão.

  • Nao pode ser i.i.s,pois tem sujeito.

  • O em confunde mesmo! Mas fiz assim.

    Fui testando cada alternativa pra saber se estava correta. Com base nos seus conhecimentos consegue excluir e percebe que o 3° se está no plural, foi aí que percebi que ele tinha sujeito,concordando com os assuntos.

    Daí voltei e vi que os outros também tinham sujeito,mas estão no singular porque seu sujeito também está no singular.

    Portanto partícula apassivadora!

  • transformar

    verbo

    transitivo direto e pronominal

    bitransitivo e pronominal

  • eu pensei no verbo pronomial no sentido de transformar-se ter o mesmo sentido de tornar-se no texto...acho que viajei um pouco dessa vez...

  • GABARITO LETRA D

    O ódio é transformado

  • Fiquei meia hora pensando se escolhia PIV ou Reflexivo e a banca escolhe P.A sendo que existe um sujeito. Arthur, amigão, reavalie sua resposta, precisamos dos seus apontamentos rs

  • Se for possível colocar o verbo em ADO/IDO pronome apassivador será

    A dor será TRANSFORMADA em tempo.

  • Analise o Verbo.

  • "devagar, o tempo transforma tudo em tempo.

    o ódio transforma-se em tempo, o amor

    transforma-se em tempo, a dor transforma-se

    em tempo."

    O ódio é transformado em tempo (pelo tempo); o amor é transformado em tempo (pelo tempo); a dor é transformada em tempo (pelo tempo). O ódio, o amor e a dor sofrem a ação pelo tempo, que é o agente.

    Logo, é Pronome Apassivador.

  • Talvez minha análise esteja equivocada e eu acertei por sorte, mas eu acertei essa questão porque observei que o verbo transformar neste contexto é bitransitivo e o "se" está na função de objeto direto, logo sendo voz passiva sintética. Aí passei pra voz passiva analítica: "A dor é transformada em tempo". Resultou em locução verbal, então a dor neste caso é sujeito paciente. Essa mesma frase em voz ativa seria: "O tempo transforma a dor (em tempo)". Por isso tudo o "se" é apassivador do sujeito ativo, o tempo.

  • Não pode ser Pronome Apassivador pois já encontramos de cara um Sujeito. Pronome apassivador só ocorre quando há a presença de um Sujeito Indeterminado e em seguida conseguimos construir um novo Sujeito dentro da oração.
  • Eu aprendi (incorretamente) aqui nos comentários, que quando o SE estiver ligado ao verbo, será parte integrante do verbo.

    Tomem cuidado com alguns comentários.

  • Para matar a charada da questão sem recorrer aos conceitos gramaticais:

    "devagar, o tempo transforma tudo em tempo." Veja que, o tempo é o agente externo responsável por transformar as coisas. A partir daí, analise sem recorrer a complexidade gramatical.

    a)ERRADO, o tempo é o sujeito agente em questão. Gramaticalmente falando: PIV é formado por V. ligação/intransitivo/trans indireto + SE.

    b)ERRADO, a reciprocidade ocorre quando dois ou mais agentes praticam ações uns aos outros, o que em nenhum momento acontece.

    c)ERRADO, é mancha escura da questão que poderia causar dúvida. Parte integrante do verbo ocorre em situações de ações naturais que se manifestam sem a ação de um agente externo. Veja que o agente foi explicitado logo no início do texto - "o tempo". Ademais, será parte integrante do verbo, quando o mesmo só puder ser conjugado com a presença do "SE". Transformar pode ser conjugado sem sua presença. Eu transformo, tu transforma, ele transforma.

    d)CORRETO, tudo FOI transformado pelo tempo. Ademais, a partícula apassivadora é formada por V. transitivo direto/ ou direto e indireto + SE. Quem transforma, transforma algo em alguma coisa.

    e)ERRADO, tirar o SE deixa a questão totalmente incoerente.

  • GAB: D

    ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJ.

    USADO EM SE +

    • VI
    • VTI
    • VL

    Obs.: Verbo no singular.

    EX.: Sonha-se com vidas melhores

    PARTÍCULA APASSIVADORA (PRONOME APASSIVADOR)

    USADO EM SE +

    • VTD
    • VTDI

    Obs.: Verbo pode ir para o plural para concordar com o sujeito.

    EX.: Pouparam-se os tostões.

    Qualquer erro comuniquem.

    Bons Estudos!


ID
3017701
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 8

                                Explicação da eternidade


devagar, o tempo transforma tudo em tempo.

o ódio transforma-se em tempo, o amor

transforma-se em tempo, a dor transforma-se

em tempo.

os assuntos que julgamos mais profundos,

mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,

transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.

a idade de nada é nada.

a eternidade não existe.

no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.

os instantes do teu sorriso eram eternos.

os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.


          José Luís Peixoto. In: A Casa, a Escuridão. Editora: Livros Quetzal, 2002.  

Quanto à acentuação gráfica, é CORRETO afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Im-pos--veis (paroxítona).

    I-mu--veis (paroxítona).

    Ó-dio (paroxítona finalizada em ditongo oral crescente).

    => Alternativa correta: Letra B.

  • Resumo Acentuação e Ortografia

    Monossílabos:

    Terminados em A(s),E(s),O(s) : pá, três, pós;

    Terminadas em Ditongo Aberto: éu, éi, ói: céu, réis, dói;

    Oxítonas:

    Terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s). sofá, café,

    Terminadas em Ditongo Aberto: éu, éi, ói: chapéu, anéis, herói;

    Paroxítonas:

    • Todas, exceto terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s). Ex: fácil, hífen, álbum,

    cadáver, álbuns, tórax, júri, lápis, vírus, bíceps, órfão

    • Terminadas em ditongo (Regra cobradíssima) Ex: Indivíduos, precárias,

    série, história, imóveis, água, distância, primário, indústria, rádio

    • Se tiver Ditongo Aberto: não acentua mais!Ex: boia, jiboia, proteico, heroico

    Proparoxítonas:

    Todas. Sempre. Ex: líquida, pública, episódica, anencéfalo, período.

    Regra do Hiato:

    Acentuam-se o “i” ou “u” tônico sozinho na sílaba (ou com s): baú,

    juízes, balaústre, país, reúnem, saúde, egoísmo. Caso contrário, não acentue: juiz,

    raiz, ruim, cair.

    Não se acentuam também hiatos com vogais repetidas: voo, enjoo, creem, leem, saara,

    xiita, semeemos.

    Exceção1: “i” seguido de NH: rainha, bainha, tainha,

    Exceção2: “i” ou “u” antecedido de ditongo, se a palavra não for oxítona: bocaiuva,

    feiura, sauipe, Piauí, tuiuiú. Decore: Guaíba e Guaíra são acentuados.

    Professor Flipe Lucas- Estratégia concursos.

  • Alguém sabe qual é o erro da E?

  • B- a palavra “imutáveis” é acentuada porque é uma paroxítona terminada em i(s).

    Não seria por ser terminada em ditongo? Como por exemplo: Imóveis, sensíveis, história, releváveis, impossíveis.

  • L, o erro da letra E é que a palavra "Ódio" é acentuada por ser paroxítona terminada com ditongo crescente, e não ditongo aberto, como afirma a assertiva.

    As paroxítonas terminadas em ditongo aberto não são mais acentuadas.

  • A "c" está incorreta pois o acento de "têm" é diferencial, e não por ser monossílabo tônico.

     

  • a) errado: recebe acento por terminar em i(s).

    b)certo : Acentuamos as paroxítonas terminadas em l, n, r, x, i(s), u(s), ps, ã(s), ão(s), um(uns).

    c) errado: é - monossílabo tônico,  têm  - acento diferencial nos verbos ter e vir servem para diferenciar a terceira pessoa do singular da terceira pessoa do plural , quando estiverem conjugadas no presente do indicativo

    d)errado:só- monossilaba tônica , até - uma palavra dissílaba, sendo uma oxítona terminada em e.

    e)errado:paroxítonas terminada em digondo aberto não são mais acentuadas (chapeu, trofeu ...), trata-se de uma paroxítona terminada em ditongo crescente.

  • B- a palavra “imutáveis” é acentuada porque é uma paroxítona terminada em i(s).

    Não seria por ser terminada em ditongo? Como por exemplo: Imóveis, sensíveis, história, releváveis, impossíveis.

  • Gisele Belo, você se equivocou. Chapéu e troféu ainda são acentuadas por serem oxítonas terminadas em ditongo aberto. O que perdeu o acento foi a paroxítona terminada em ditongo aberto.

  • A questão deveria ser anulada.

    A justificativa que fundamenta o acento na palavra "impossíveis" é que ela é uma paroxítona terminada em ditongo...

    IM-POS-SÍ-VEIS

    Obs: A questão afirma que ela é paroxitona terminada em IS, mas esquece que que o IS não está sozinho na sílaba, mas, sim, junto com VE

    IM-POS-SÍ-VEIS----------CORRETO

    IM-POS-SÍ-VE-IS --------ERRADO

  • GABARITO 

    b)  a palavra “imutáveis” é acentuada porque é uma paroxítona terminada em i(s).

  • Quanto a alternativa B, e endossando a dúvida de alguns colegas, não seria paroxítona a palavra "imutáveis" em razão da mesma terminar em ditongo???

  • Sempre muito bom saber a regra de separação silábica.

    a letra B não estaria correta primeiro porque é um ditongo crescente e não se separa ditongo, assim formando o chamado encontro vocálico.

    IMUTÁVEIS= I - MU - TÁ - VEIS, ISTO SERIA UM DITONGO E NÃO UMA SÍLABA ISOLADA.

    UMA REGRINHA DE SEPARAÇÃO DARIA XEQUE NA QUESTÃO E NA DÚVIDA DA GALERA.


ID
3017704
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 8

                                Explicação da eternidade


devagar, o tempo transforma tudo em tempo.

o ódio transforma-se em tempo, o amor

transforma-se em tempo, a dor transforma-se

em tempo.

os assuntos que julgamos mais profundos,

mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,

transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.

a idade de nada é nada.

a eternidade não existe.

no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.

os instantes do teu sorriso eram eternos.

os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.


          José Luís Peixoto. In: A Casa, a Escuridão. Editora: Livros Quetzal, 2002.  

A repetição da expressão “os instantes” na penúltima estrofe

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    → enfatiza que foram diferentes momentos vividos com a pessoa amada:

    os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos./ os instantes do teu sorriso eram eternos./ os instantes do teu corpo de luz eram eternos. → foram diferentes instantes, diferentes momentos; momentos em que ele observou, em diferentes tempos, os olhos, o sorriso, o corpo.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Que questão fofa.

  • Reparei também que para chegarmos à resposta, ele enfatiza ''os instantes'' no plural, ou seja, não foi só um único momento. Se tivesse no singular: o instante dos teus olhos parados sobre mim foi eterno, o instante do teu sorriso foi eterno, o instante do teu corpo de luz foi eterno. Já não poderíamos afirmar o gabarito.