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Questões de Funções morfossintáticas da palavra ATÉ


ID
1146622
Banca
FATEC
Órgão
FATEC
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O labirinto dos manuais

Há alguns meses, troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções! Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.

- Manual só confunde - disse didaticamente. - Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!

Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” - um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?

Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!

Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo!

Analise as afirmações sobre trechos do texto e assinale a correta.

Alternativas
Comentários
  • Labirinto de instruções - o autor não ficou confuso tanto que,  na linha 11 "Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava..." Ou seja ficou preso como se estivesse em um labirinto.


ID
1244620
Banca
MPE-SC
Órgão
MPE-SC
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Analise o enunciado da Questão abaixo e assinale se ele é Certo ou Errado.

O sentido da preposição “até” é igual nas duas frases a seguir.

a) Não conseguimos saber até que ponto essas evidências são suficientes para formular a acusação.
b) Há evidências nos documentos anexados ao processo de que até um alto funcionário do Ministério dos Transportes está envolvido na fraude.

Alternativas
Comentários
  • 1. As palavras recebem uma dada descrição/classificação em função da área de estudo em que são consideradas.

    Quando diz advérbio de inclusão, está a recorrer a uma classificação morfológica (advérbio) e a uma classificação semântica (de inclusão). Podemos a isto acrescentar uma função pragmática.

    2. Acresce que os advérbios não obedecem a critérios distribucionais, semânticos ou morfológicos regulares.

    A gramática tradicional inclui até nos exemplos de advérbios de inclusão. Cunha e Cintra classificam-no como uma palavra denotativa.1

    Do ponto de vista sintá(c)tico, verifica-se que até pode afe(c)tar o sujeito:

    a) «Até o Zé gostou do espe(c)táculo.»

    ou pode afe(c)tar o grupo verbal:

    b) «O Zé até gostou do espe(c)táculo.» 2

    Do ponto de vista da pragmática (ou seja, basicamente, atendendo às relações entre o discurso e o contexto situacional em que ele se produz), até marca uma implicatura: «o Zé é difícil de contentar»/«O Zé é muito exigente».

    A implicatura é desencadeada pela assunção que o falante faz sobre aquilo que o ouvinte sabe ou pode aceitar sem se opor.

    3. Atendamos às frases que a consulente apresenta:

    c) «O Filipe e até o João vão chegar tarde.»

    Até afe(c)ta um constituinte do sujeito.

    d) «O Filipe e o João até vão chegar tarde.»

    Até afe(c)ta o grupo verbal.

    A interpretação que a consulente faz de d), para confrontação com c), é um pouco forçada.

    Recorramos à noção de implicatura e, portanto, ao conhecimento compartilhado que locutor e alocutário têm do Filipe e do João: até marca que a a(c)ção de chegar tarde não era esperada mas que um qualquer fa(c)tor extraordinário faz com que essa a(c)ção venha a ocorrer; em c) é só a João que a inflexão da expe(c)tativa se aplica; em d) a inflexão da expe(c)tativa aplica-se ao Filipe e ao João.

    1 CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley 1984 – Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições Sá da Costa:

  • Palavras e Locuções Denotativas

    São palavras que, embora, em alguns aspectos (ser invariável, por exemplo), assemelhem-se a advérbios, não possuem, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, classificação especial. Do ponto de vista sintático, são expletivas, isto é, não assumem nenhuma função; do ponto de vista morfológico, são invariáveis (muitas delas vindas de outras classes gramaticais); do ponto de vista semântico, são inegavelmente importantes no contexto em que se encontram (daí seu nome). Classificam-se em função da ideia que expressam:

    Adiçãoainda, além disso, etc. 

    Por exemplo:

    Comeu tudo e ainda repetiu.

     

    Afastamentoembora 

    Por exemplo:

    Foi embora daqui.

     

    Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente 

    Por exemplo:

    Ainda bem que passei de ano

     

    Aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de, etc.

    Por exemplo:

    Ela quase revelou o segredo.

     

    Designação: eis 

    Por exemplo:

    Eis nosso carro novo.

     

    Exclusãoapesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas, etc.

    Por exemplo:

    Não me descontou sequer um real.

     

    Explicação: isto é, por exemplo, a saber, etc. 

    Por exemplo:

    Li vários livros, a saber, os clássicos.

     

    Inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive, etc. 

    Por exemplo:

    Eu também vou viajar.

     

    Limitação: só, somente, unicamente, apenas, etc.

    Por exemplo:

    Só ele veio à festa.

     

    Realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque, etc. 

    Por exemplo:

    E você lá sabe essa questão?
    O que não diria essa senhora se soubesse que já fui famoso.

     

    Retificaçãoaliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc.

    Por exemplo:

    Somos três, ou melhor, quatro.

     

    Situação: então, mas, se, agora, afinal, etc. 

    Mas quem foi que fez isso?

    FONTE - www.soportugues.com.br

  • a)           saber até que ponto    =        LOCUÇÃO ADJETIVA TEMPORAL

     

    b)         nos documentos anexados ao processo de que até um alto funcionário    =      INCLUSÃO

  • Resposta: Errado

    a) Não conseguimos saber até(=limite) que ponto essas evidências são suficientes para formular a acusação.

    b) Há evidências nos documentos anexados ao processo de que até(=inclusive) um alto funcionário do Ministério dos Transportes está envolvido na fraude.

    logo, sentidos diferentes.


ID
1259101
Banca
FUNCEFET
Órgão
CBM-RJ
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

“Hoje é até difícil imaginar (ou lembrar) como era a nossa vida antes da internet e da agilidade do envio de mensagens pela rede. O fato é que, no mundo empresarial, a ferramenta não só facilitou a comunicação entre as pessoas como também trouxe alguns problemas. Por um lado, expôs a dificuldade que muita gente tem ao empregar a língua na variante culta, apropriada para a comunicação formal, e, por outro, criou embaraços que beiram o universo da etiqueta: nem sempre as pessoas sabem ao certo como fazer um pedido, como dar uma ordem, como finalizar uma mensagem etc.” (Thaís Nicoletti. O e-mail no mundo corporativo. Folha de São Paulo. 06/01/2014.)

Assinale a interpretação correta para o valor semântico de “até” (1.1):

Alternativas
Comentários
  • O correto não seria?

    Letra D) Intensificação para o ADVÉRBIO "difícil" (se difícil caracteriza o verbo "imaginar")


ID
1313518
Banca
CETRO
Órgão
Prefeitura de São Paulo - SP
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

     A Câmara preparou um generosíssimo pacote de vantagens para empresas que têm pendências com a Receita. Os obséquios estão na MP 627, que agora tramita no Senado. Caso as benesses sejam aprovadas cabe ao governo vetá-las? 44

     Um fato da vida moderna que nem sempre recebe a devida apreciação é o poder do fisco para promover e reprimir comportamentos. Gostamos de imaginar que é a lei que cumpre esse papel, mas impostos tendem a ser muito mais eficazes.

     Enquanto normas penais atuam, exclusivamente, pelo lado negativo - elas estabelecem uma sanção para a conduta que queremos coibir, que só será imposta se o delinquente for pego -, taxas agem tanto no plano das barreiras quanto no dos incentivos e se aplicam automaticamente a quase todos os contribuintes.

     A correlação entre a carga fiscal que incide sobre um produto e seu nível de consumo pela sociedade é conhecida desde sempre. Em inglês existe até a sugestiva expressão “sin tax” (imposto sobre o pecado) para designar os tributos diferenciados que recaem sobre atividades tidas como “indesejadas”, a exemplo do consumo de tabaco e álcool e o jogo.

     Se há algo que parlamentares e autoridades econômicas não podem negligenciar, portanto, são os aspectos psicológicos da legislação fiscal. Nesse quesito, a MP 627 é desastrosa.

     Anistias fiscais até fazem sentido em condições específicas, como a retomada depois de megacrises ou quando o Estado fica totalmente sem caixa. Mas, mesmo aí, precisam ser utilizadas com extrema parcimônia. Uma vez por século soa como uma frequência razoável.

     Quando elas são concedidas duas vezes por década, como tem acontecido no Brasil, o poder público está basicamente dizendo aos empresários que vale a pena sonegar e esperar o próximo perdão. É uma mensagem que, dada a eficácia dos impostos para moldar comportamentos, eles captam com extrema facilidade.

             SCHWARTZMAN, H. Crime tributário. Folha de S.Paulo, 15 abr. 2014, p. A2. Texto com adaptações.

Analise as seguintes afirmações sobre o texto.

I. A expressão “até” (4º parágrafo) reforça o reconhecimento da correlação citada pelo autor no período anterior.

II. A expressão “até” (6º parágrafo) reforça o julgamento que o autor faz da MP 627 no parágrafo anterior.

III. A flexão de grau do adjetivo “generoso”, no 1º parágrafo, deixa implícito um julgamento do autor do texto a respeito do tema tratado.

É correto o que se afirma em

Alternativas
Comentários
  • explícito não?

  • Alternativa C

     

     

    I Refoça termo anterior.

    II O paragrafo 6º é uma oposição do anterior.

    III Ele não expoe sua opniao do porquê generoso.

  • Pensei que estivesse explícito.

    Será que alguém pode me dizer por que ficou como implícito??

  • Acredito que "implícito" tenha uma posição mais similar a uma ironia, e a ironia, é um pensamento ímplicito sobre algo.


ID
1392862
Banca
VUNESP
Órgão
SEJUS-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

“Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação

João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros, grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos em comum: tabuleiros e peças de xadrez.

O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.

“Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada, pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate, instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.

O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória não é o mais importante.

“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido ao bom comportamento”.

Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade, já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma atitude”.

Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.

“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.

(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-liberta-estrategia- -concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Acesso em: 18.08.2012. Adaptado)

No trecho – ... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar. – o termo em destaque expressa relação de

Alternativas
Comentários
  •     VIDE  Q488668 Q732957

     

     

    ATÉ MESMO       =      INCLUSÃO

     

     

    Q559339

     

    é até o contrário"     =    Intensidade.

     

     

     

     

    Palavras e Locuções Denotativas

    São palavras que, embora, em alguns aspectos (ser invariável, por exemplo), assemelhem-se a advérbios, não possuem, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, classificação especial. Do ponto de vista sintático, são expletivas, isto é, não assumem nenhuma função; do ponto de vista morfológico, são invariáveis (muitas delas vindas de outras classes gramaticais); do ponto de vista semântico, são inegavelmente importantes no contexto em que se encontram (daí seu nome). Classificam-se em função da ideia que expressam:

    Adição: ainda, além disso, etc. 

    Por exemplo:

    Comeu tudo e ainda repetiu.

     

    Afastamento: embora 

    Por exemplo:

    Foi embora daqui.

     

    Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente 

    Por exemplo:

    Ainda bem que passei de ano

     

    Aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de, etc.

    Por exemplo:

    Ela quase revelou o segredo.

     

    Designação: eis 

    Por exemplo:

    Eis nosso carro novo.

     

    Exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas, etc.

    Por exemplo:

    Não me descontou sequer um real.

     

    Explicação: isto é, por exemplo, a saber, etc. 

    Por exemplo:

    Li vários livros, a saber, os clássicos.

     

    Inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive, etc. 

    Por exemplo:

    Eu também vou viajar.

     

    Limitação: só, somente, unicamente, apenas, etc.

    Por exemplo:

    Só ele veio à festa.

     

    Realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque, etc. 

    Por exemplo:

    E você lá sabe essa questão?
    O que não diria essa senhora se soubesse que já fui famoso.

     

    Retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc.

    Por exemplo:

    Somos três, ou melhor, quatro.

     

    Situação: então, mas, se, agora, afinal, etc. 

    Mas quem foi que fez isso?

  • Nossa, tive certeza de que esse "até" denotaria tempo, não inclusão...

  • Assertiva B

    inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo de falar..


ID
1430431
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFC
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                        Os melhores pais não têm filhos

                                                                                                           Isabel Clemente

      Depois que você se tornar pai ou mãe, ouvirá muitos pitacos na forma de criar seu filho. Você receberá algumas recomendações interessantes, da saída da maternidade até a porta da escola. Provavelmente começou a aprender, ainda na gravidez, a lidar com comentários desnecessários, mas prepare-se porque o fuxo de sugestões não solicitadas tende a piorar. E você descobrirá que existem muitas pessoas capazes de criar um filho melhor do que você. A maior diferença entre você e essas pessoas é que algumas não têm filhos, mas sabem julgar como ninguém.

      Você descobrirá uma categoria humana nascida pronta diretamente do forno de micro-ondas. Nunca foi criança. Está sempre com a cabeça quente. Não suporta a ideia de dividir um ambiente com um bebê de colo. O mundo é dos adultos, concebido por e para eles. As crianças devem se adaptar enquanto estão passando por essa fase insuportavelmente barulhenta e sem-noção da vida. Felizmente, essa fase dura pouco.

      O humor deles funciona para censurar você. Na rua, no mercado, no hotel, na escola e até no ambiente de trabalho, você será patrulhado por gente assim. Talvez você tenha a sorte grande de ter uma vizinha talhada para ser uma ótima mãe teórica dos filhos dos outros. Ela sabe que birra de criança é resultado da sua incompetência. Tem na ponta da língua o diagnóstico para o moleque que chora e bate o pé: é mimado. Mas talvez não te diga isso. Só para os outros.

      Quanto mais distante do alvo a ser criticado, mais à vontade essa pessoa fica. Parece conhecer seu filho melhor do que você mas, no fundo, não gosta de criança. Desobediência é falta de pulso nos pais. Falatório alto é falta de pulso dos pais. Para gente que age assim, pai é pai, mãe é mãe. Criança não tem voz nem vez. O melhor é mantê-la sob rédea curta até que cresça. Para essas pessoas, toda criança é um tirano em potencial e não merece respeito. Os filhos dela jamais dariam chiliques.

      Cuidado porque, sob influência dessa blitz, é capaz de você mostrar sua pior versão, mais irritada do que o normal, mais explosiva do que gostaria, só para dar uma resposta à sociedade dos educadores teóricos.

      Talvez alguns desses conselheiros não-requisitados tenham filhos, o que dará a eles o verniz de falar como quem sabe o que está dizendo. São os donos da verdade. Possuem fórmulas testadas e aprovadas por seu modo de vida. Os filhos deles nunca fizeram nada de errado, tiraram fralda e chupeta na idade certa, porque o método deles foi e ainda é o melhor, além de se aplicar a qualquer um sob quaisquer circunstâncias, você é que não enxerga isso. Desconfie.

       Homens costumam ser as principais vítimas dessas pessoas porque todo mundo sabe que pais nunca fazem nada certo mesmo. Propõem brincadeiras idiotas e nunca enxergam o risco que os filhos correm. Os algozes da vida alheia falam com a empáfia de quem só tem a dizer, e nada a trocar com você. Podem até saber o que é ter filho, mas jamais saberão o que é ser você, estar na sua pele e ter a sua vida.

       Palavras desafinadas apenas machucam nossos ouvidos que, em sua defesa, fecham as portas da nossa compreensão. Para chegar ao coração, as palavras precisam ser leves e ligeiramente adocicadas. As carregadas de fiel ou desdém descem para o fígado, a fim de serem metabolizadas e transformadas em algo melhor. Conselho, pra ter efeito, deve vir embrulhado em empatia, e não vir rolando desembalado e grosseiro do alto de uma escadaria. Ignore opinião de quem se diz melhor do que você.

                                                      Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-   clem...                                                                         noticia/2013/10/bos-melhores-paisb-nao-tem-filhos.html

Em “...da saída da maternidade até a porta da escola.", o termo destacado

Alternativas
Comentários
  • até é uma preposição, indicando movimento (relação tempo e espaço)

    Gabarito: D

  • Tempo: em qualquer idade da criança: recém-nascida, em idade pré-escolar.

    Espaço: em qualquer lugar que esteja: na maternidade, no parquinho, na porta da escola.

    Lista de preposições mais usuais:

    a ante após até

    com conforme contra consoante
    de desde durante

    em exceto entre
    mediante
    para perante por
    salvo sem segundo sob sobre
    trás

  • GABARITO: D

    Preposição: A, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, perante, sem, sob, sobre, trás.

    ATÉ é uma preposição que indica movimento, no caso, no tempo e no espaço.

  • "Você receberá algumas recomendações interessantes, da saída da maternidade até a porta da escola."

    Vejamos que existe uma evolução temporal, indicada implicitamente pelo crescimento da criança, ademais, temos uma transposição espacial de lugares (maternidade/escola).

    Gabarito letra D!

  • D

    é uma preposição que indica movimento, no caso, no tempo e no espaço


ID
1516768
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                              Restos do carnaval

       Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Atéque viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate.Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
    No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
    E as máscaras? Eu tinha medo mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados,pois, era essencial para mim. 
    Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma das minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice. 
    Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha eo nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira. 
    Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma. 
    Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - à ideia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! Não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.
    Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa. 
    Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e aindasem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vidainfantil - fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava. 
    Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se,minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
    Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa. 

                       (Lispector, Clarice. Felicidade clandestina: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998)

Considerando o sentido que estabelece a palavra “até” nos segmentos a seguir, relacione a coluna da direita com a da esquerda e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

(1) Inclusão
(2) Limite de tempo
(3) Limite de espaço

( ) “Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.” (3º§)
( ) “Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade.” (7º§)
( ) “Até que viesse o outro ano.” (1º§)
( ) “Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor...” (10º§)

Alternativas

ID
1516816
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                              Restos do carnaval

       Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Atéque viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate.Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
    No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
    E as máscaras? Eu tinha medo mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados,pois, era essencial para mim. 
    Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma das minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice. 
    Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha eo nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira. 
    Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma. 
    Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - à ideia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! Não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.
    Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa. 
    Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e aindasem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vidainfantil - fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava. 
    Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se,minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
    Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa. 

                       (Lispector, Clarice. Felicidade clandestina: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998)

Considerando o sentido que estabelece a palavra “até” nos segmentos a seguir, relacione a coluna da direita com a da esquerda e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

(1) Inclusão
(2) Limite de tempo
(3) Limite de espaço

( ) “Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.” (3º§)
( ) “Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade.” (7º§)
( ) “Até que viesse o outro ano.” (1º§)
( ) “Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor...” (10º§)

Alternativas
Comentários
  • Questão dada: Só substituir o até por inclusive e as duas primeiras têm sentido de inclusão, após tempo e espaço.

    #GRATOPELAMINHAVAGA


ID
1700002
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Considere a frase abaixo e as assertivas I, II e III.
E por que a ópera é a única forma de música erudita que ainda desenvolve de modo significativo novas audiências, apesar de que, no último século ou por volta disso, o fluxo de novas obras, que uma vez foi seu sangue vital, secou até se reduzir a um
débil gotejar?
I. O segmento apesar de que introduz ideia naturalmente compatível com a expressa na primeira parte do enunciado, de modo que a expectativa criada na porção inicial se harmoniza com o que vem a seguir na frase.
II. A palavra até, que usualmente sinaliza o ápice de uma ação, tem esse sentido prejudicado em virtude de vir associada à ideia expressa por débil.
III. Se uma vírgula fosse introduzida antes da palavra ou, não haveria prejuízo para a correção original. É correto o que se afirma APENAS em

Alternativas
Comentários
  • GAB - ERRADO- RESPOSTA CERTA - LETRA E.

    I.  Apesar de que é um conector concessivo. É uma EXCEÇÃO. Introduz informação em sentido oposto ao anterior.
    II. A palavra até(expressão não associada a "débil"), que usualmente sinaliza o ápice de uma ação, tem esse sentido prejudicado em virtude de vir associada à ideia expressa por débil(errada). 

    O sentido usual da palavra "até" tal como afirma o examinador não está prejudicado. O fato de uma expressão pejorativa ou negativa vir depois deste vocábulo não faz com que a ideia de ápice da ação seja desfeita

    III. Se uma vírgula fosse introduzida antes da palavra ou, não haveria prejuízo para a correção original(correta, termo intercalado). 
  • Este gabarito está errado, o certo é a letra E. O até não fica prejudicado com a palavra Débil, pelo contrário, demonstra o ápice da redução das novas obras, conforme o escrito na frase.

  • acredito que "até" não está contido no elemento mais importante da pergunta. Notem que faz parte de uma informação concessiva, o que prejudica uma interpretação de sentido de ápice do termo. 

  • I) errada, a alternativa trás uma conjunção que indica uma oposição  do que foi dito inicialmente.

    II) errada, pois o "ATÉ " na frase está mensurando ideia de limite. III) correta
  • Apesar de que, tem caráter opositivo passa a ideia de concessão.

  • III. Se uma vírgula fosse introduzida antes da palavra ou, não haveria prejuízo para a correção original

  • Considerej a II como correra e errei a questão por entender que em razão do "até" limitar o auge das obras, e no texto o referido vocábulo está limitando não o auge, mas sim a decadência das obras, considerei quw o sentido inicialmente citado restara prejudicado.

    Questão difícil.


ID
1936141
Banca
Marinha
Órgão
EFOMM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                  O Médico e o monstro

                                                                                     Paulo  Mendes Campos

      Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis, ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a enfermeira lhe passa.

      O avental na verdade é uma camisa de homem adulto a bater-lhe pelos joelhos; os bigodes foram pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca, que atende pelo nome de Rosinha; os instrumentos para exame e cirurgia saem duma caixinha de brinquedos.

      Ela, seis anos e meio; o doutor tem cinco. Enquanto trabalham, a enfermeira presta informações:

      - Esta menina é boba mesmo, não gosta de injeção, nem de vitamina, mas a irmãzinha dela adora.

      O médico segura o microscópio, focaliza-o dentro da boca de Rosinha, pede uma colher, manda a paciente dizer aaá. Rosinha diz aaá pelos lábios da enfermeira. O médico apanha o pincenê, que escorreu de seu nariz, rabisca uma receita, enquanto a enfermeira continua:

      - O senhor pode dar injeção que eu faço ela tomar de qualquer jeito, porque é claro que se ela não quiser, NE, vai ficar muito magrinha que até o vento carrega.

      O médico, no entanto, prefere enrolar uma gaze em torno do pescoço da boneca, diagnosticando:

      - Mordida de leão.

      - Mordida de leão, pergunta, desapontada, a enfermeira, para logo aceitar este faz de conta dentro do outro faz de conta; eu já disse tanto, meu Deus, para essa garota não ir na floresta brincar com Chapeuzinho Vermelho...

      Novos clientes desfilam pela clínica: uma baiana de acarajé, um urso muito resfriado, porque só gostava de neve, um cachorro atropelado por lotação, outras bonecas de vários tamanhos, um papai Noel, uma bola de borracha e até mesmo o pai e a mãe do médico e da enfermeira.

      De repente, o médico diz que está com sede e corre para a cozinha, apertando o pincenê contra o rosto. A mãe se aproveita disso para dar um beijo violento no seu amor de filho e também para preparar-lhe um copázio de vitaminas: tomate, cenoura, maçã, banana, limão, laranja e aveia. O famoso pediatra, com um esgar colérico, recusa a formidável droga.

      - Tem de tomar, senão quem acaba no médico é você mesmo, doutor.

      Ele implora em vão por uma bebida mais inócua. O copo é levado com energia aos seus lábios, a beberagem é provada com uma careta. Em seguida, propõe um trato:

      - Só se você depois me der um sorvete.

      A terrível mistura é sorvida com dificuldade e repugnância, seus olhos se alteram nas órbitas, um engasgo devolve o restinho. A operação durou um quarto de hora. A mãe recolhe o copo vazio com a alegria da vitória e aplica no menino uma palmadinha carinhosa, revidada com a ameaça dum chute. Já estamos a essa altura, como não podia deixar de ser, presenciado a metamorfose do médico em monstro.

      Ao passar zunindo pela sala, o pincenê e o avental são atirados sobre o tapete com um gesto desabrido. Do antigo médico resta um lindo bigode azul. De máscara preta e espada, Mr. Hyde penetra no quarto, onde a doce enfermeira continua a brincar, e desfaz com uma espadeirada todo o consultório: microscópio, estetoscópio, remédios, seringa, termômetro, tesoura, gaze, esparadrapo, bonecas, tudo se derrama pelo chão. A enfermeira dá um grito de horror e começa a chorar nervosamente. O monstro, exultante, espeta-lhe a espada na barriga e brada:

      - Eu sou o Demônio do Deserto!

      Ainda sob o efeito das vitaminas, preso na solidão escura do mal, desatento a qualquer autoridade materna ou paterna, com o diabo no corpo, o monstro vai espalhando o terror a seu redor: é a televisão ligada ao máximo, é o divã massacrado sob os seus pés, é um cometa indo tinir no ouvido da cozinheira, um vaso quebrado, uma cortina que se despenca, um grito, um uivo, um rugido animal, é o doce derramado, a torneira inundando o banheiro, a revista nova dilacerada, é, enfim, o flagelo à solta no sexto andar dum apartamento carioca.

      Subitamente, o monstro se acalma. Suado e ofegante, senta-se sobre os joelhos do pai, pedindo com doçura que conte uma história ou lhe compre um carneirinho de verdade.

      E a paz e a ternura de novo abrem suas asas num lar ameaçado pelas forças do mal.

OBS.: O texto foi adaptado às regras no Novo Acordo Ortográfico. 

Algumas palavras ou expressões escapam de uma classificação mais precisa e são chamadas, por isso, de denotativas. O único exemplo que foge a essa classificação encontra-se sublinhado na opção:

Alternativas
Comentários
  • LETRA B!

    ATÉ o vento carrega.... o "até" se relaciona com o substantivo VENTO, o que seria uma PALAVRA DENOTATIVA DE INCLUSÃO (sem classe gramatical).

    Não entendi o porquê desse gabarito ser "D"...

  • ele quer,na minha opinião,aquela que não se encaixa nas palavras denotativas

  • Só - adjetivo ou advérbio

    Ainda - CONJUNCAO ou preposição

  • Quê?!!

  • a) Palavras denotativas de inclusão: até, inclusive, mesmo, até mesmo, também.

    Exemplo:

    Todos ficaram impressionados com o resultado das vendas, inclusive o proprietário da loja.

    b) Palavras denotativas de exclusão: apenas, senão, salvo, só, somente.

    Exemplo:

    Dos alunos que fizeram a prova, apenas os que estudaram muito conseguiram bons resultados.

    c) Palavras denotativas de designação: eis.

    Exemplo:

    Eis o prefeito eleito!

    d) Palavras denotativas de realce: cá, lá, só, é que.

    Exemplo:

    Ele é que não deve ser bobo de recusar a proposta do novo emprego.

    e) Palavras denotativas de retificação: aliás, ou melhor, ou antes, isto é, melhor dizendo.

    Exemplo:

    Eu sabia, melhor dizendo, tinha quase certeza de que alcançaríamos a meta de vendas.

    f) Palavras denotativas de situação: afinal, agora, então, mas, e aí.

    Exemplo:

    Mas como é mesmo o nome dela?

    fONTE: portugues.com.br/gramatica/palavras-denotativas.html


ID
2712514
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TRT - 1ª REGIÃO (RJ)
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                          Texto I


                    Os medos que o poder transforma em

                        mercadoria política e comercial

                                                                                    Zygmunt Bauman


      O medo faz parte da condição humana. Poderíamos até conseguir eliminar uma por uma a maioria das ameaças que geram medo (era justamente para isto que servia, segundo Freud, a civilização como uma organização das coisas humanas: para limitar ou para eliminar totalmente as ameaças devidas à casualidade da Natureza, à fraqueza física e à inimizade do próximo): mas, pelo menos até agora, as nossas capacidades estão bem longe de apagar a “mãe de todos os medos”, o “medo dos medos”, aquele medo ancestral que decorre da consciência da nossa mortalidade e da impossibilidade de fugir da morte.

      Embora hoje vivamos imersos em uma “cultura do medo”, a nossa consciência de que a morte é inevitável é o principal motivo pelo qual existe a cultura, primeira fonte e motor de cada e toda cultura. Pode-se até conceber a cultura como esforço constante, perenemente incompleto e, em princípio, interminável para tornar vivível uma vida mortal. Ou pode-se dar mais um passo: é a nossa consciência de ser mortais e, portanto, o nosso perene medo de morrer que nos tornam humanos e que tornam humano o nosso modo de ser-no-mundo.

      A cultura é o sedimento da tentativa incessante de tornar possível viver com a consciência da mortalidade. E se, por puro acaso, nos tornássemos imortais, como às vezes (estupidamente) sonhamos, a cultura pararia de repente [...].

      Foi precisamente a consciência de ter que morrer, da inevitável brevidade do tempo, da possibilidade de que os projetos fiquem incompletos que impulsionou os homens a agir e a imaginação humana a alçar voo. Foi essa consciência que tornou necessária a criação cultural e que transformou os seres humanos em criaturas culturais. Desde o seu início e ao longo de toda a sua longa história, o motor da cultura foi a necessidade de preencher o abismo que separa o transitório do eterno, o finito do infinito, a vida mortal da imortal; o impulso para construir uma ponte para passar de um lado para outro do precipício; o instinto de permitir que nós, mortais, tenhamos incidência sobre a eternidade, deixando nela um sinal imortal da nossa passagem, embora fugaz.

      Tudo isso, naturalmente, não significa que as fontes do medo, o lugar que ele ocupa na existência e o ponto focal das reações que ele evoca sejam imutáveis. Ao contrário, todo tipo de sociedade e toda época histórica têm os seus próprios medos, específicos desse tempo e dessa sociedade. Se é incauto divertir-se com a possibilidade de um mundo alternativo “sem medo”, em vez disso, descrever com precisão os traços distintivos do medo na nossa época e na nossa sociedade é condição indispensável para a clareza dos fins e para o realismo das propostas. [...]

(Adaptado de http://www.ihu.unisinos.br/563878-os-medos-que-o -poder-transforma-em-mercadoria-politica-e-comercial-artigo-dezygmunt-bauman - Acesso em 26/03/2018)

Assinale a alternativa em que o termo “até” apresenta o mesmo valor semântico que recebe na frase “Pode-se até conceber a cultura como esforço constante, perenemente incompleto e, em princípio, interminável para tornar vivível uma vida mortal. Ou pode-se dar mais um passo [...]”.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito : Letra B

     

    Você pode até (inclusive) tentar, mas não conseguirá se esconder.

     

    Na frase acima, a palavra até tem ideia de inclusão, funcionando como advérbio e podendo ser substituída por inclusive.

     

     

    Quando indica limite ou espaço ou quantidade, a palavra até é uma preposição. Exemplificando: «podemos caminhar até aqui»; «o espetáculo dura até amanhã»; «estamos a pensar ir até ao Gerês»; «o pavilhão alberga até 3000 pessoas».

     

     

    Se existir uma ideia de inclusão – «puseram tudo em cima da mesa, até o computador» –, está-se perante um advérbio.

     

    Fonte : https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/ate-preposicao-e-adverbio/34095

  • "Até" foi utilizado com o sentido de INCLUSÃO, podendo ser substituído por "inclusive".

     

    "Pode-se até (inclusive) conceber a cultura como esforço constante, perenemente incompleto e, em princípio, interminável para tornar vivível uma vida mortal. Ou pode-se dar mais um passo [...]”.

     

    Você pode até (inclusive) tentar, mas não conseguirá se esconder.

  • A construção "até mesmo" também denota inclusão. Se preferir, baster fazer a inserção da palavra "mesmo" e perceber que frase continua fazendo sentido:

     

     “Pode-se até [mesmo] conceber a cultura..."

     

    Realizando o mesmo processo nas alternativas:

     

     

    a) É melhor escondê-lo, pelo menos até [mesmo] conseguirmos um local seguro.

    Incorreto. Carece de sentido.

     

     

    b) Você pode até [mesmo] tentar, mas não conseguirá se esconder.

    Correto. Há sentido.

     

     

    c) Chorei até [mesmo] ficar cansado.

    Incorreto. Carece de sentido.

     

     

    d) Você pode andar até [mesmo] aqui ou pode chegar mais longe.

    Incorreto. Carece de sentido.

     

     

     e) O produto custa até [mesmo] quatro vezes mais que seu genérico.

    Incorreto. Carece de sentido.

     

    Letra B

  • até = Dessa forma

     

     a)

    É melhor escondê-lo, pelo menos  DESSA FORMAconseguirmos um local seguro. OI?

     b)

    Você pode DESSA FORMA tentar, mas não conseguirá se esconder.

     c)

    Chorei DESSA FORMA ficar cansado. OI?

     d)

    Você pode andar DESSA FORMA aqui ou pode chegar mais longe. WATHS?

     e)

    O produto custa DESSA FORMA quatro vezes mais que seu genérico. PROSPERA 

  • b-

    Nas demais opcoes, o "ate" indica distancia ou tempo percorridos. Na resposta, tem conotação negativa, sendo equivalente a "ate mesmo"

  • ATÉ..

    1. Indica limite espacial ou temporal
    2. Indica lugar de destino
    3. Indica inclusão; sem excepção de.

  • Funções morfossintáticas da palavra “até”

    I) PREPOSIÇÃO → inicia termos que expressam limites (de tempo, de espaço...) 

    II) ADVÉRBIO → relaciona-se ao verbo, acrescentando-lhe circunstância de inclusão. É sinônimo de termos como também, inclusive, mesmo, no máximo...

    III) PALAVRA DENOTATIVA DE INCLUSÃO → não pertence a classe gramatical alguma, portanto não exerce função sintática. Apresenta apenas sentido de inclusão, sendo sinônima dos termos também, mesmo e inclusive.

  • Tem ideia de "até mesmo". Já mata a questão.


    Força e hora, amigos. Nossa hora está chegado. Você crê?

  • O até no caso pedido funciona como um "realce". Ou seja, sua retirada da frase não prejudica o entendimento. Para achar a afirmativa correta, é só retirar o até das frases e optar por aquela que continua fazendo sentido.

  • Para facilitar na questão, troca-se o "Até" pelo "Inclusive". A alternativa que se tornar coesa, será a certa.

  • Em “Pode-se até conceber”, temos um sentido de inclusão enfática: você pode fazer tudo, pode inclusive conceber... O mesmo sentido encontramos em “pode até tentar”. Nas demais alternativas, temos a clássica ideia de limite.

    Gabarito letra B.

    Fonte: Prof. Felipe Luccas

  • Fui pela lógica do ATE + VERBO NO INFITIVO + VIRGULA....KKKK E DEU CERTO

  • Meu Jesus! Eu acertei isso depois de fazer todo um malabarismo. Não via a hora de correr nos comentários e descobrir a melhor forma de resolver isso.

  • Eu vi que cabia um on"até MESMO", depois foi só colocar "mesmo" em todas as alternativas e pronto.

  • Cara, eu acertei em um segundo; li a 1ª, li a 2ª e já a marquei, sem precisar continuar lendo as outras opções, mas quer saber? Eu não sou um gênio, não tenho capacidade superiores à média. O segredo? A LEITURA; leia, leia, leia muito. As pessoas bem mais sucedidas, nesse sentido, são as q leem muito. Qual a diferença entre um fracassado e um cara realizado? A leitura. Qual é a característica dominante da ralé? A falta de leitura. LEIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!


ID
3055735
Banca
CONSULPAM
Órgão
Prefeitura de Resende - RJ
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                 Você “trabalha em equipe” e é “workaholic”? Pare de usar 

                                                 palavras batidas.

      Um termo desgastado dito na entrevista de emprego ou em uma reunião pode revelar dados sobre uma pessoa. Alguns, dizem os especialistas, produzem o efeito contrário ao que se deseja e denotam, no mínimo, imaturidade. "Você pode ser percebido como alguém sem conteúdo que, assim como um adolescente, está preocupado em pertencer a um grupo e ser aceito por ele, em vez de contribuir com o sucesso da empresa", afirmou o consultor Silvio Celestino, sócio fundador da Alliance Coaching.

      Sem perceber, até o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê. Por isso, antes de ir a campo, conheça as principais frases e termos e entenda por que você deve fugir deles.

      1 - Sou perfeccionista

      A expressão não diz nada. "O entrevistador quer conhecer o candidato. E, ao responder dessa maneira, perde-se a grande chance de falar sobre si", disse Marcelo de Lucca, sócio da consultoria KPMG. Em vez de reduzir a possibilidade a uma palavra, por que não falar que se aprimora continuamente citando, por exemplo, quantos e quais livros lê por ano ou cursos que faz por conta própria? "A pessoa que se descreve uma perfeccionista geralmente não tem uma visão mais clara de si mesma. E não reconhecer os erros é também não reconhecer as virtudes", afirmou Marco Zanini, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (Ebape/FGV).

       2 - Quero muito trabalhar aqui

      A empresa não precisa de pessoas que queiram trabalhar nela, mas que queiram que ela ganhe, disse Silvio Celestino. Ou seja, além de querer trabalhar, o mais importante é demonstrar interesse em contribuir com o sucesso da companhia.

      3 - Gosto de trabalhar em equipe

      Isso não prova que os demais gostam de trabalhar com você, segundo Celestino. Seja mais claro e afirme que você é capaz de liderar pessoas ou sabe lidar com conflitos e busca soluções harmoniosas.

      4 - Sou workaholic e faço tudo bem-feito

      Para Celestino, afirmar que é workaholic pode demonstrar falta de equilíbrio. Melhor especificar que, sempre que necessário ou demandado pelo gestor, você tem responsabilidade para entregar as tarefas no prazo e nas especificações. "Oriento os meus alunos a serem mais humildes, a não se vangloriar - sendo jovens, principalmente, porque eles ainda não têm experiência para apresentar. É preferível ser verdadeiro, colocar o que quer fazer, valorizar as aptidões e como deseja contribuir no desenvolvimento da empresa", disse o professor Zanini.

      5 - Eu me dou bem com todo mundo

  Com que tipo e com quantas pessoas você já trabalhou? Diga que, independentemente das características de cada indivíduo, você busca respeitar as diferenças e focar na competência do indivíduo, relevando características problemáticas, afirmou Celestino.

      Em reuniões

      6 - Com certeza

      Evite esse termo para afirmar algo que é considerado óbvio e evidente, mas que nem sempre é assim. "Afirme que tem a mesma opinião ou que observou as mesmas evidências que o interlocutor", disse Celestino.

      7 - Tenho limitação de budget

      Para Lucca, o profissional que justifica uma situação com esse argumento se coloca como vítima, quando deveria ser o protagonista. É preferível dizer que, apesar da limitação, verá o que consegue fazer para que a ação aconteça. "É uma maneira de se mostrar disposto a realizar", disse Lucca.

      8 - Tal área não fez o que deveria

         Essa é a típica frase em que o sujeito joga a responsabilidade no outro e não diz o que pode fazer para mudar a situação. E isso é péssimo para a imagem do profissional, segundo Lucca.

      9 - Cada um tem a sua verdade

      Essa é uma expressão perigosa. O que existem são fatos e documentos. “Diferentes são as opiniões, não a verdade”BGTT, disse Celestino.

      10 - Accountability, empowerment e outros

      Evite o uso de expressões estrangeiras quando há uma em português perfeitamente compreensível. Não use o inglês para demonstrar sofisticação ou esnobar pessoas. Saiba adequar sua linguagem ao público. "Muitas vezes, o termo é usual dentro da cultura da empresa. Mas quem é de fora não é obrigado a saber", afirmou Lucca.

      11 - Sairei porque tenho novos desafios

      Eis uma frase desgastada e vazia. Todo mundo se despede da empresa ou do mercado dessa forma, segundo Lucca. Mencione uma razão mais concreta ou algo que traga mais valor.

      (PEREIRA, Inês. Portal UOL Economia. 23/08/2018.) 

Assinale a alternativa em que a substituição do termo em realce não mantém as características semânticas empregadas em “Sem perceber, até o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê.”

Alternativas
Comentários
  • não entendi...alguém pode auxiliar?

  • O QC inseriu o gabarito errado. Consultei no site da banca e o gabarito correto é B - "Apenas".

    Para quem vai ler esse comentário após a correção do gabarito da questão, entenda que o gabarito considerado correto, aqui no site, era "C".

    Resposta da banca aos recursos apresentados:

    Não procedem as alegações do recorrente.

    A questão demanda conhecimento acerca do emprego dos advérbios de inclusão "até", "mesmo", "inclusive" e "ainda", restando fora, na frase proposta na questão, apenas o advérbio de exclusão "apenas", pelo que se configura o erro, constante somente no item C. Ratifica-se o gabarito.

    INDEFERIDO

  • Sabrina Mallmann

    É simples: o QCONCURSOS publicou o gabarito de forma errada. O gabarito a ser marcado é a letra B (apenas).

    Todas as demais alternativas (inclusive, mesmo, ainda) indicam o sentido de INCLUSÃO.

    A ideia contida em "apenas" é de RESTRIÇÃO (apenas = equivale a SOMENTE)

    Como a banca pedia a alternativa que NÃO manteria o mesmo sentido (de inclusão, no caso), o gabarito é letra B.

    valewwwww

    IG mark.oficial2

  • Notifiquem o erro ao QConcursos.

  • Pessoal, eis o retorno do site:

    Prezado assinante,

    Sua notificação sobre a questão  foi devidamente avaliada por nossa equipe. Olá, a questão notificada encontra-se de acordo com o gabarito disponibilizada pela Banca. https://www.consulpam.com.br/index.php?menu=concursos&acao=ver&id=183

    Agradecemos a sua colaboração.

    Atenciosamente,

    Equipe QC

    Assim, não tem erro no gabarito, segundo o site.

  • Pessoal, eis o retorno do site:

    Prezado assinante,

    Sua notificação sobre a questão  foi devidamente avaliada por nossa equipe. Olá, a questão notificada encontra-se de acordo com o gabarito disponibilizada pela Banca. https://www.consulpam.com.br/index.php?menu=concursos&acao=ver&id=183

    Agradecemos a sua colaboração.

    Atenciosamente,

    Equipe QC

    Assim, não tem erro no gabarito, segundo o site. Acho mais fácil pedir comentário do professor.

  • Pedir comentário do professor não adianta, você vai tomar posse e não terá o comentário. Há questões com mais de 300 solicitações de comentário e nenhuma resposta!

  • GABARITO: C

  • Gabarito letra C

    Prestem atenção ao que se pedi no enunciado !!!

    A palavra "até" está no sentido de inclusão.

    O mesmo que: mesmo, inclusive e ainda.

    Sem perceber, mesmo o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê.”

    Sem perceber, inclusive o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê.”

    Sem perceber, ainda o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê.”

    Mas como a questão pedi a alternativa, que não estivesse no sentido de inclusão:

    Sem perceber, apenas o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê.”

    "apenas" está no sentido de restrição, ou seja somente este profissional.

  • Estou pasma, essa questão, tão polêmica... tantos dizendo que o Qconcursos lançou o gabarito errado, foram até investigar o gabarito oficial na banca... e tudo por falta de leitura, assim como nosso colega expôs... Exterminador do "CESPE"...

    .

    .

    .Assinale a alternativa em que a substituição do termo em realce não mantém as características semânticas empregadas em [...]

    sendo assim a LETRA C está corretissima...

  • Derrapei

  • Não entendi nada dessa questão kk
  • leiam o enunciado !

    Assinale a alternativa em que a substituição do termo em realce NÃO mantém as características semânticas empregadas em “Sem perceber, até o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê.”

  • A única opção que está dando ideia de exclusão é o “apenas”, caso fosse empregado mudaria todo o sentido. Sem perceber, até o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê. Tentando colocar todas as outras o sentido fica o mesmo, mas trocando pelo “apenas” fica como se “somente” aquele profissional mais preparado pode escorregar.

  • Gente a questão pede o que não mantém,

    GAB C

  • Sem perceber, até o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê.”

    Sem perceber ( inclusive) o profissional mais preparado pode escorregar em um clichê.”

    Não esqueça;

    'Quando indica limite ou espaço ou quantidade, a palavra até é uma preposição'

    'o espetáculo dura até amanhã»;'

    'Se existir uma ideia de inclusão – «puseram tudo em cima da mesa, até o computador» –, está-se perante um advérbio.'

  • C

    Apenas


ID
3112657
Banca
FCC
Órgão
SANASA Campinas
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

      Diversos países estão propondo alternativas para enfrentar o problema da poluição oceânica, mas, até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. A organização holandesa The Ocean Cleanup resolveu dar um passo à frente e assumir a missão de combater a poluição oceânica nos próximos anos.

      A organização desenvolveu uma tecnologia para erradicar os plásticos que poluem os mares do planeta e pretende começar a limpar o Great Pacific Garbage Patch (a maior coleção de detritos marinhos do mundo), no Oceano Pacífico Norte, utilizando seu sistema de limpeza recentemente redesenhado.

     Em resumo, a ideia principal do projeto é deixar as correntes oceânicas fazer todo o trabalho. Uma rede de telas em forma de “U” coletaria o plástico flutuante até um ponto central. O plástico concentrado poderia, então, ser extraído e enviado à costa marítima para fins de reciclagem.

                                  (Texto adaptado. Disponível em: https://futuroexponencial.com

Considere as seguintes passagens do texto:


... até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. (1° parágrafo)

... coletaria o plástico flutuante até um ponto central. (3° parágrafo)


Nos dois contextos, o vocábulo “até” estabelece relação de

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ... até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. (1° parágrafo)

    ... coletaria o plástico flutuante até um ponto central. (3° parágrafo)

    ? ambos termos perpassam uma ideia de limitação, até aquele momento (limite, até aquele ponto); coletaria até qual lugar, qual o limite (um ponto central).

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  • Assertiva A

     até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. (1° parágrafo)

    coletaria o plástico flutuante até um ponto central. (3° parágrafo)

    Expressa sentido de limite.

  • VALOR NOCIONAL DAS PREPOSIÇÕES = TEMPO OU LUGAR OU NOÇÃO

    A - Noção: (causa) / (instrumento) / (modo) / (modo/conformidade) / (modo, e não tempo) / (limite = até) / (preço) / (finalidade, antes de infinitivo) / (tipo) / (meio) / (matéria) / (distância) / (medida)

    Até - Noção (limite)

    Com - Noção: (causa) / (companhia) / (concessão) / (instrumento) / (meio) / (matéria) / Ninguém a trata com carinho. (modo) / (condição) / (referência) / (medida) / (conteúdo) / (tipo) / (qualidade)

    De - Noção: (assunto) / (modo) / (instrumento) / (meio) / (= por; causa) / (consequência) / (limite) / (conteúdo) / (tipo) / (matéria) / (constatação) / (semelhança) / (qualidade) / (preço) / (posse) / (finalidade) / (origem/lugar) / (dimensão) / (agente – agente da passiva) / (partição)

    Desde - Noção: (gradação) / (enumeração)

    Em - Noção:(tipo/qualidade) / (finalidade) / (semelhança) / (assunto/referência) / (meio) / (preço) / (instrumento) / (sucessão) / (alteração) / (distribuição) / (estado).

    Entre - Noção: (alternativa) / (reciprocidade) / (quantidade) / (lugar/companhia)

    Para - Noção: . (= a ponto de; consequência) / (finalidade) / (proporção) / (opinião) / (delimitação) / (possibilidade) / (adequação/tipo) / (destino/favor/proveito)

    Por - Noção: (meio) / (modo) / (finalidade) / (causa) / (conformidade) / (= a favor de; favor) / (medida) / (preço) / (quantidade) /(substituição) / (compensação) / (opinião) /(agente; agente da passiva) / (relação aritmética).

    Sob - Noção: (modo) / (meio/modo) / (causa) / (sujeição) / (designação/modo)

    Sobre - Noção: (assunto) / (comparação) / (referência) / (causa) / (sucessão/acumulação) / (oposição/direção)

    VALOR NOCIONAL DAS PREPOSIÇÕES = TEMPO OU LUGAR

    Após - Tempo. Lugar

    VALOR NOCIONAL DAS PREPOSIÇÕES = LUGAR OU NOÇÃO

    Ante - Noção (causa)

    Contra - Noção: (direção) / (oposição/objeção) / (oposição) / (proporção/escala) / (comparação) / (tipo)

    VALOR NOCIONAL DAS PREPOSIÇÕES = SÓ LUGAR

    Perante - Lugar

    VALOR NOCIONAL DAS PREPOSIÇÕES = SÓ NOÇÃO

    Sem - Noção: (ausência, privação) / (concessão) / (condição) / (modo)

    ________________________

    FONTE

    Pestana, Fernando. A gramática para concursos públicos – 1. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013 - p. 614 A 620


ID
3113857
Banca
FCC
Órgão
SANASA Campinas
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

      Diversos países estão propondo alternativas para enfrentar o problema da poluição oceânica, mas, até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. A organização holandesa The Ocean Cleanup resolveu dar um passo à frente e assumir a missão de combater a poluição oceânica nos próximos anos.

      A organização desenvolveu uma tecnologia para erradicar os plásticos que poluem os mares do planeta e pretende começar a limpar o Great Pacific Garbage Patch (a maior coleção de detritos marinhos do mundo), no Oceano Pacífico Norte, utilizando seu sistema de limpeza recentemente redesenhado.

      Em resumo, a ideia principal do projeto é deixar as correntes oceânicas fazer todo o trabalho. Uma rede de telas em forma de “U” coletaria o plástico flutuante até um ponto central. O plástico concentrado poderia, então, ser extraído e enviado à costa marítima para fins de reciclagem.

                                        (Texto adaptado. Disponível em: https://futuroexponencial.com

Considere as seguintes passagens do texto:


... até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. (1° parágrafo)

... coletaria o plástico flutuante até um ponto central. (3° parágrafo)


Nos dois contextos, o vocábulo “até” estabelece relação de

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ... até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. (1° parágrafo)

    ... coletaria o plástico flutuante até um ponto central. (3° parágrafo)

    ? ambos termos perpassam uma ideia de limitação, até aquele momento (limite, até aquele ponto); coletaria até qual lugar, qual o limite (um ponto central).

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! Hoje você acha cansativo, mas mais tarde receberá a recompensa por todo esse tempo que passou estudando.


ID
3114067
Banca
FCC
Órgão
SANASA Campinas
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

      Diversos países estão propondo alternativas para enfrentar o problema da poluição oceânica, mas, até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretasA organização holandesa The Ocean Cleanup resolveu dar um passo à frente e assumir a missão de combater a poluição oceânica nos próximos anos.

      A organização desenvolveu uma tecnologia para erradicar os plásticos que poluem os mares do planeta e pretende começar a limpar o Great Pacific Garbage Patch (a maior coleção de detritos marinhos do mundo), no Oceano Pacífico Norte, utilizando seu sistema de limpeza recentemente redesenhado.

      Em resumo, a ideia principal do projeto é deixar as correntes oceânicas fazer todo o trabalho. Uma rede de telas em forma de “U” coletaria o plástico flutuante até um ponto central. O plástico concentrado poderia, então, ser extraído e enviado à costa marítima para fins de reciclagem.

                             (Texto adaptado. Disponível em: https://futuroexponencial.com

Considere as seguintes passagens do texto:


... até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. (1° parágrafo)

... coletaria o plástico flutuante até um ponto central. (3° parágrafo)


Nos dois contextos, o vocábulo “até” estabelece relação de

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ... até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. (1° parágrafo)

    ... coletaria o plástico flutuante até um ponto central. (3° parágrafo)

    ? ambos termos perpassam uma ideia de limitação, até aquele momento (limite, até aquele ponto); coletaria até qual lugar, qual o limite (um ponto central).

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! Hoje você acha cansativo, mas mais tarde receberá a recompensa por todo esse tempo que passou estudando.


ID
3114277
Banca
FCC
Órgão
SANASA Campinas
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

      Diversos países estão propondo alternativas para enfrentar o problema da poluição oceânica, mas, até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. A organização holandesa The Ocean Cleanup resolveu dar um passo à frente e assumir a missão de combater a poluição oceânica nos próximos anos.

      A organização desenvolveu uma tecnologia para erradicar os plásticos que poluem os mares do planeta e pretende começar a limpar o Great Pacific Garbage Patch (a maior coleção de detritos marinhos do mundo), no Oceano Pacífico Norte, utilizando seu sistema de limpeza recentemente redesenhado.

      Em resumo, a ideia principal do projeto é deixar as correntes oceânicas fazer todo o trabalho. Uma rede de telas em forma de “U” coletaria o plástico flutuante até um ponto central. O plástico concentrado poderia, então, ser extraído e enviado à costa marítima para fins de reciclagem.

                            (Texto adaptado. Disponível em: https://futuroexponencial.com

Considere as seguintes passagens do texto:


... até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. (1° parágrafo)

... coletaria o plástico flutuante até um ponto central. (3° parágrafo)


Nos dois contextos, o vocábulo “até” estabelece relação de

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ... até o momento, não tomaram quaisquer medidas concretas. (1° parágrafo)

    ... coletaria o plástico flutuante até um ponto central. (3° parágrafo)

    ? ambos termos perpassam uma ideia de limitação, até aquele momento (limite, até aquele ponto); coletaria até qual lugar, qual o limite (um ponto central).

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! Hoje você acha cansativo, mas mais tarde receberá a recompensa por todo esse tempo que passou estudando.

  • Fiz pela exclusão, não poderia ser causa, instrumento. Apesar de achar que a primeira dava uma noção de tempo, a segunda não dava nenhuma. A primeira não passava noção de lugar. Dava um pouco de noção de limite mas muito mais de tempo.

    Mas tempo não poderia ser por causa da segunda, só sobrou limite.

    Gabarito A

  • Esta questão requer conhecimento acerca do valor semântico do vocábulo até.


    ALTERNATIVA (A) CORRETA – O vocábulo até é uma preposição que indica um limite temporal ou espacial. É limite porque marca o fim de uma extensão (temporal ou espacial).


    Na 1ª frase, marca o limite de uma duração temporal e, na 2ª frase, marca um limite espacial, ou seja, de lugar.



    ALTERNATIVA (B) INCORRETA – A preposição até não estabelece uma relação de instrumento. Geralmente, seria a preposição com. Por exemplo:



    “Cortei o pão com a faca". Veja que a preposição com estabelece um valor semântico de instrumento, pois “a faca" é o instrumento o qual se utilizou para cortar o pão.



    ALTERNATIVA (C) INCORRETA – O enunciado pede que a preposição até estabeleça a mesma relação nos dois contextos. Vimos que, em cada contexto, a preposição até estabelece um valor semântico diferente. Tempo é só na primeira frase.



    ALTERNATIVA (D) INCORRETA - O enunciado pede que a preposição até estabeleça a mesma relação nos dois contextos. Vimos que, em cada contexto, a preposição até estabelece um valor semântico diferente. Lugar é só na segunda frase.




    ALTERNATIVA (E) INCORRETA – A preposição até não estabelece uma relação de causa.


    Uma preposição que estabeleceria uma relação causal é a preposição de. Por exemplo:

    “Morreu de frio". A causa da morte foi o frio, e a preposição de estabeleceu essa relação.



    GABARITO DA PROFESSORA: ALTERNATIVA (A).

  • Também fui por exclusão.

  • LETRA A

    ALTERNATIVA (A) CORRETA – O vocábulo até é uma preposição que indica um limite temporal ou espacial. É limite porque marca o fim de uma extensão (temporal ou espacial).

    Na 1ª frase, marca o limite de uma duração temporal e, na 2ª frase, marca um limite espacial, ou seja, de lugar.

    ALTERNATIVA (B) INCORRETA – A preposição até não estabelece uma relação de instrumento. Geralmente, seria a preposição com. Por exemplo:

    “Cortei o pão com a faca". Veja que a preposição com estabelece um valor semântico de instrumento, pois “a faca" é o instrumento o qual se utilizou para cortar o pão.

    ALTERNATIVA (C) INCORRETA – O enunciado pede que a preposição até estabeleça a mesma relação nos dois contextos. Vimos que, em cada contexto, a preposição até estabelece um valor semântico diferente. Tempo é só na primeira frase.

    ALTERNATIVA (D) INCORRETA - O enunciado pede que a preposição até estabeleça a mesma relação nos dois contextos. Vimos que, em cada contexto, a preposição até estabelece um valor semântico diferente. Lugar é só na segunda frase.

    ALTERNATIVA (E) INCORRETA – A preposição até não estabelece uma relação de causa.

    Uma preposição que estabeleceria uma relação causal é a preposição de. Por exemplo:

    “Morreu de frio". A causa da morte foi o frio, e a preposição de estabeleceu essa relação.

  • A

    limite.


ID
3159439
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara de Campo Limpo Paulista - SP
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder a questão.


O gosto na era do algoritmo

      Às segundas-feiras pela manhã, os usuários do Spotify (serviço de transferência de dados via internet que dá acesso a músicas e outros conteúdos de artistas) recebem uma lista personalizada de músicas que lhes permite descobrir novidades. O sistema se baseia em um algoritmo cuja evolução e usos aplicados ao consumo cultural são infinitos. De fato, plataformas de transmissão de dados cinematográficos, como a Netflix, começam a desenhar suas séries de sucesso rastreando os dados gerados por todos os movimentos dos usuários para analisar o que os satisfaz. O algoritmo constrói assim um universo cultural adequado e complacente com o gosto do consumidor, que pode avançar até chegar sempre a lugares reconhecíveis.

     O algoritmo, sustentam seus críticos, nos torna chatos, previsíveis, e empobrece nossa curiosidade por explorar o acervo cultural. Ramón Sangüesa, coordenador do Data Transparency Lab (Laboratório de Transparência de Dados), consegue ver vantagens, mas também riscos. “Esses sistemas se baseiam no passado para predizer o futuro. A primeira dificuldade é conseguir a massa crítica para que tenhamos mais dados e as projeções sejam melhores. Mas sempre se corre o risco de ficar em uma mesma área de recomendação. No consumo cultural, o perigo está na uniformização do gosto, o que chamamos de filtro bolha. E assim vão sendo criados comportamentos padronizados”, afirma.

      A questão, no entanto, é se os limites impostos na aprendizagem pelos sistemas fechados de computação são equiparáveis aos erros e possíveis idiotices que cometemos durante anos formando nosso próprio gosto. O escritor Eloy Fernández Porta não vê grande diferença. Segundo ele, antes do Spotify e fora dele o gosto já vinha determinado por critérios de acesso, aceitação, atualidade e distinção. “Sempre vivemos a música em um algoritmo, o que acontece é que em vez de chamá-lo de matemática o chamamos de espontaneidade. O algoritmo do Spotify não me parece menos confiável do que a fórmula caótica que cada ouvinte inventou. Nem menos humano: quando fazemos analogias erradas ou nos empenhamos em recomendar o primeiro disco de Vincent Gallo, nossas sinapses estão dando os mesmos maus passos”, afirma.

(Daniel Verdú. https://brasil.elpais.com/brasil/. 09.07.2016. Adaptado)

Considere a seguinte passagem do primeiro parágrafo:

O algoritmo constrói assim um universo cultural adequado e complacente com o gosto do consumidor, que pode avançar até chegar sempre a lugares reconhecíveis.

O vocábulo destacado expressa noção de

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    ? O algoritmo constrói assim um universo cultural adequado e complacente com o gosto do consumidor, que pode avançar até chegar sempre a lugares reconhecíveis.

    ? Observa-se que é colocada uma limitação do ponto em que pode avançar através do uso da preposição "até".

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Gabarito E

    "O algoritmo constrói assim um universo cultural adequado e complacente com o gosto do consumidor, que pode avançar até chegar sempre a lugares reconhecíveis."

    O adverbio "até" está limitando o consumidor a lugares reconhecíveis graças ao algorítimo.

  • O comentário do amigo Welder só peca em um ponto: O até empregado na questão não é ADVÉRBIO, e sim PREPOSIÇÃO.

  • Famoso "LEQ" limite, espaço, quantidade
  • É tipo. 1° Estudei, 2° paguei o Qconcurso, 3° revisei (até) passar no concurso. Passar foi o limite que foi colocado por mim.
  • limite.


ID
3161194
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara de Serrana - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder à questão.

Por que temos filhos?

    A pergunta do título comporta vários níveis de resposta. No plano biológico, a reprodução é um imperativo, fazendo parte de várias das definições de vida. Mas a biologia é só parte da história. A paternidade também encerra dimensões culturais, econômicas e emocionais.
    Inspirado em “Anti-Pluralism”, de William Galston, arrisco algumas reflexões sobre a matéria.
    Até o começo do século 19, filhos eram um ativo econômico. Ajudavam desde cedo com o trabalho doméstico, colaborando para o bem-estar da família, e ainda faziam as vezes de plano de aposentadoria para os pais.
    Hoje, contudo, crianças ficaram caras. E, para piorar, elas demoram muito até começar a trazer contribuições econômicas. Como observa Galston, no espaço de dois séculos, a criação de filhos deixou de ser um bem privado para tornar-se um bem público.
    Embora a paternidade possa trazer recompensas emocionais, do ponto de vista estritamente econômico, ela favorece a sociedade como um todo, enquanto a maior parte dos custos recai sobre os genitores.
    E por que crianças beneficiam a sociedade? A crer na análise de economistas como Julian Simon, riqueza são pessoas. Quanto mais gente, melhor, já que são indivíduos que têm ideias (além de consumir produtos) e são as novas ideias que vêm assegurando o brutal aumento de produtividade a que assistimos nos últimos 200 anos.
    E isso nos coloca diante de um dos grandes dilemas dos tempos modernos. Para assegurar a sustentabilidade da exploração dos recursos naturais do planeta, precisaríamos estabilizar ou até reduzir a população. Só que fazê-lo é uma espécie de suicídio econômico, já que ficaria muito difícil manter taxas positivas de crescimento, sem as quais instituições como previdência e até democracia representativa podem entrar em colapso.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 18.11.2018. Adaptado)

O termo “até”, em destaque nas frases: “... instituições como previdência e até democracia representativa podem entrar em colapso.” / “Até o começo do século 19, filhos eram um ativo econômico.” expressa circunstância de

Alternativas
Comentários
  • Gabarito A

    “... instituições como previdência e até democracia representativa podem entrar em colapso.” / “Até o começo do século 19, filhos eram um ativo econômico.”

    (i) Veja que o até está incluindo a democracia está incluída entra as instituições. (inclusão)

    (ii) "Até" representa (tempo). "filhos eram um ativo econômico" até ... o começo do século. (Tempo)

  • GABARITO: LETRA A

    ? ?... instituições como previdência e até democracia representativa podem entrar em colapso.? ? temos uma palavra denotativa de inclusão, a qual equivale a "inclusive".

    ? ?Até o começo do século 19, filhos eram um ativo econômico.? ? indica uma delimitação temporal, até aquele tempo (começo do século 19).

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Assertiva A

    inclusão e de tempo, respectivamente.

  • Essa questão requer conhecimento acerca das classes gramaticais e o valor morfossintático do conectivo até.

    Em “... instituições como previdência e até democracia representativa podem entrar em colapso", até é uma palavra denotativa (= focalizador) de inclusão. Pode ser substituída por “inclusive" e “também".

    Já em Até o começo do século 19, filhos eram um ativo econômico", até é preposição compondo uma locução adverbial de tempo. Nesse caso, a palavra até exprime uma circunstância temporal.

    Logo, a alternativa correta é a (A).


    Gabarito da professora: Alternativa A.


ID
3334147
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A internet e os direitos humanos

A tecnologia é um importante meio que possibilita alcançar liberdades básicas.

    Das ruas de Túnis à Praça Tahrir e mais além, os protestos desencadeados em todo o mundo, no ano passado, nasceram na internet e nos vários recursos que permitem interagir com ela. Embora as manifestações tenham frutificado porque milhares de pessoas decidiram participar, talvez nunca tivessem ocorrido sem a possibilidade que a internet oferece de comunicação, organização e divulgação instantânea do que quer que seja em todo e qualquer lugar do mundo.

   Não surpreende, portanto, que os protestos tenham levantado indagações sobre o acesso à internet como direito humano ou civil. A questão é particularmente sensível em países cujos governos impediram seu acesso na tentativa de abafar os protestos. Em junho, citando os levantes no Oriente Médio e no Norte da África, um documento da ONU chegou a declarar que a internet “se tornou um instrumento indispensável para que grande parte dos direitos humanos seja respeitada”. Nos últimos anos, tribunais e parlamentos em países como França e Estônia declararam o acesso à internet um direito humano.

   Mas essa afirmação, apesar da boa intenção, não toca num ponto muito mais abrangente: a tecnologia é um meio que possibilita esses direitos, e não um direito em si. Existe um critério mais elevado para que alguma coisa seja considerada um direito humano. Em sentido amplo, ela deve ser uma daquelas coisas das quais nós, seres humanos, precisamos a fim de poder levar uma vida saudável, dotada de sentido, como uma existência sem tortura ou a liberdade de consciência. É um erro colocar determinada tecnologia nessa categoria, pois ao longo do tempo acabaremos valorizando as coisas erradas. Por exemplo, em certa época, se uma pessoa não tivesse um cavalo, não conseguiria ganhar a vida. Mas o direito fundamental naquele caso era o direito de ganhar a vida, e não o direito de ter um cavalo. Hoje, se tivéssemos o direito de ter um cavalo, não saberíamos onde o colocar.

   A melhor maneira de caracterizar os direitos humanos é identificar as consequências que tentamos garantir em razão deles. Entre elas, as liberdades básicas como a de expressão e a de acesso à informação – e estas não estão necessariamente vinculadas a uma determinada tecnologia em qualquer momento histórico. Na realidade, até o relatório da ONU admitia que a internet é valiosa como meio para alcançar um fim e não um fim em si mesma. E o que dizer da ideia de que o acesso à internet é ou deveria ser um direito civil? O mesmo raciocínio pode ser aplicado – embora eu deva admitir que o argumento de que se trata de um direito civil é mais forte do que afirmar de que se trata de um direito humano. Afinal, os direitos civis são diferentes dos direitos humanos, pois nos são concedidos pela lei, e não são intrínsecos dos seres humanos.

  Embora os EUA nunca tenham decretado que toda pessoa tem “direito” a um telefone, a ideia de “serviço universal” chega perto disso – ou seja, a ideia de que o serviço telefônico (e a eletricidade, e agora a internet de banda larga) deve estar disponível até mesmo nas regiões mais remotas do país. Se aceitarmos essa ideia, chegaremos perto do conceito do acesso à internet como direito civil, pois garantir o acesso é uma medida determinada pelo governo. Mas todos esses argumentos filosóficos não se referem a uma questão mais fundamental: a responsabilidade dos criadores de tecnologia de respaldar os direitos humanos e civis.

   Neste contexto, os engenheiros não só têm a obrigação de conferir a capacidade aos usuários de usar a tecnologia, mas também a obrigação de garantir a segurança dos usuários online. Isso significa, por exemplo, proteger os usuários de riscos específicos como vírus que invadem seus computadores.

  São os engenheiros – e as nossas associações profissionais e organismos reguladores – que criam e mantêm essas novas possibilidades. Enquanto procuramos aprimorar a tecnologia e seu uso na sociedade, devemos ter consciência das nossas responsabilidades civis além da capacidade dos nossos engenheiros.

   Aprimorar a internet é apenas um meio, mas importante, pelo qual é possível aprimorar a condição humana. Isso deve ser feito com a valorização dos direitos civis e humanos que devem ser protegidos – sem pretender que o acesso em si à tecnologia seja um direito.

(Vinton G. Cerf: Membro do Institute of Electrical and Electronics Engineers e vice-presidente do Google. / Tradução de Anna Capovilla. O Estado de S. Paulo, 6 jan. 2012.)

Na realidade, até o relatório da ONU admitia que a internet é valiosa como meio para alcançar um fim e não um fim em si mesma.” (4º§) O termo sublinhado, anteriormente, exerce no período função

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ? ?Na realidade, até o relatório da ONU admitia que a internet é valiosa como meio para alcançar um fim e não um fim em si mesma.? (4º§) 

    ? Temos uma palavra denotativa de inclusão, ela equivale a "inclusive" (=traz uma ideia de soma).

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Gabarito A

    Até (com valor de inclusão) - Traz ideia de adição.

  • Fica claro ao reescrever a frase:

     inclusive o relatório da ONU admitia que a internet é valiosa como meio para alcançar um fim e não um fim em si mesma.

  • Palavra "até":

     preposição 

    - Indica o fim no espaço ou no tempo; que não se ultrapassa. Exemplos 

    A rua ia até ao portão; 

    Ficarei em São Paulo até dezembro.  

    - Limita um tempo posterior. Exemplos.

    Ele pretende trabalhar até 2016.

    - Limita o espaço entre. Exemplos. 

    Siga até aqui; 

    O terreno vai até o lago.

     advérbio 

    - De modo inclusivo. Exemplo.

     Também: vive até debaixo d'água.

    - No limite, no máximo. Exemplo.

    Posso gastar até 600 reais com o presente.


ID
3795406
Banca
UENP Concursos
Órgão
UENP
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Não deu certo: escola sofre linchamento virtual
Com a repercussão negativa da atividade “se nada der certo” dos alunos do terceiro ano do ensino médio, as páginas da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH) nas redes sociais têm recebido diversos comentários ofensivos. Segundo a mãe de uma aluna da instituição que preferiu não se identificar, usuários chegaram a criticar a escola até mesmo em posts com fotografias de crianças do ensino básico acusando-a de “indução subliminar para formar crianças preconceituosas”. A responsável disse ainda estar com “medo até de sair com a filha de uniforme na rua”. O “linchamento” virtual começou na segunda-feira. O alvo da ira: uma atividade em que estudantes se fantasiaram de faxineiros, ambulantes, vendedores e moradores de rua, suas supostas alternativas “se nada der certo”, ou seja, se não passarem no vestibular. Para milhares de usuários, a ação, que aconteceu em 17 de maio e foi divulgada na página do Facebook da instituição, é um desrespeito aos diversos profissionais
(Disponível em: <veja.abril.com.br/educação/não-deu-certo-escola-sofre-linchamento-virtual/>. Acesso em: 8 jul. 2017.)

Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.


I. Em “suas supostas alternativas”, o pronome possessivo “suas” tem como referente o termo “faxineiros”.

II. Em “acusando-a de indução subliminar”, o pronome oblíquo átono “a” retoma o termo “mãe”.

III. Em (...) “se nada der certo”, a conjunção em destaque estabelece uma condição.

IV. Em “A responsável disse ainda estar com medo até de sair com a filha”, a expressão “até” indica inclusão.



Assinale a alternativa correta.

Alternativas

ID
4176991
Banca
CCV-UFC
Órgão
UFC
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Na frase “alguns até entrariam em colapso” (texto 1, linhas 07-08), o termo sublinhado expressa ideia de:

Alternativas

ID
5094874
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Alumínio - SP
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder à questão.


Os conselhos dos ‘superleitores’ para ler mais rápido


     Agatha Christie lia 200 livros por ano, enquanto o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, termina um a cada duas semanas. O ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt lia um livro por dia e até dois ou três, se tinha uma noite mais tranquila. Mas como as pessoas em geral podem conseguir fazer isso? [...]

     A jornalista e “treinadora” literária Glynis Kozma aconselha os leitores a tirarem alguns minutos de cada um dos seus compromissos para ler.

     “Em vez de pensar que o que você precisa é sentar-se e ler durante uma hora, tente utilizar pequenas quantidades de tempo”, diz.


(Hannah Sander. BBC News. Disponível em www.bbc.com/portuguese/

noticias/2016/01/160116_superleitores_hs_cc. 17.01.2016. Adaptado)

No contexto da frase – O ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt lia um livro por dia e até dois ou três, se tinha uma noite mais tranquila. –, a palavra até indica

Alternativas
Comentários
  • Assertiva b

    (..)Theodore Roosevelt lia um livro por dia e até dois ou três, se tinha uma noite mais tranquila. –, a palavra até inclusão

  • B

    inclusão