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Prova CRS - PMMG - 2015 - PM-MG - Soldado - Músico


ID
1785565
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Quanto às notas características marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
1785568
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas

ID
1785571
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Marque a alternativa CORRETA com relação aos graus das escalas.

Alternativas

ID
1785574
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Marque a alternativa CORRETA. Nas escalas diatônicas, os semitons são encontrados:

Alternativas

ID
1785577
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
1785580
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Quanto a escalas cromáticas, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
1785583
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Sobre a constituição das escalas cromáticas, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
1785586
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Sobre a construção da escala cromática de Dó Maior, marque a alternativa CORRETA, avalie as assertivas abaixo.

I - Usa-se Ré sustenido tanto na ascendente quanto na descendente por ser sensível de Mi bemol maior (relativo do tom da dominante).

II - Usa-se Mi bemol na descendente por ser o III grau de Dó menor (tom homônimo).

III - Usa-se o Si bemol tanto na ascendente quanto na descendente, pois, pertence a Fá Maior (tom da subdominante).

IV - Na escala cromática de Dó Maior, usa-se o Lá sustenido apenas na ascendente, pois na descendente se usa o Si bemol.

São CORRETAS as assertivas:

Alternativas

ID
1785589
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Marque a alternativa CORRETA. A região central é formada pelas regiões; grave, media e aguda. Onde se inicia e termina a região central?

Alternativas

ID
1785592
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Sobre acordes marque “V” para as afirmativas verdadeiras e “F” para as falsas, e em seguida, marque alternativa que contém a sequência de respostas CORRETA, na ordem de cima para baixo.

( ) Quando o acorde se encontra na posição primitiva o baixo recebe o nome de fundamental.

( ) O acorde em posição primitiva as notas aparecem em 3.ª superpostas.

( ) Os acordes têm três estados; fundamental, dissonante e invertido.

( ) Os acordes de quatro sons têm três inversões.

( ) Um acorde na segunda inversão a 5ª será o baixo.

Segue abaixo:

Alternativas

ID
1785598
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

De acordo com a biografia de Bohumil Med (Teoria da Música 4ª edição), marque a alternativa CORRETA sobre compasso.

Alternativas
Comentários
  • Gab: B

    a) é a soma do número das figuras indicadas pelo denominador reduzindo-as a uma só ou ao menor número possível de figuras.

    c) é a divisão de um trecho musical em séries regulares de tempos.

    d) compasso composto é aquele que tem como unidade de tempo uma figura composta(pontuada). Apresenta como característica principal uma subdivisão ternária dos seus tempos.

    Ref. Bohumil Med (Teoria da Música 4ª edição)

     


ID
1785601
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Em se tratando de acentos métricos e síncopes, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Gab: B

    a) Acento métrico é constituído pelas acentuações fortes e fracas dos tempos dos compassos.

    c) Ritmo é a alternância de diferentes durações. Os valores expressam essas durações com relativa precisão.

    d) Acento é a modulação da voz que expressa o sentido do discurso musical ou recitação. É uma intensidade maior atribuída a determinada nota de um desenho, frase ou período musical.

     

    Bohumil Med (Teoria da Música 4ª edição)

     

     


ID
1785604
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

De acordo com a bibliografia de Bohumil Med, Teoria da Música 3ª edição, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

ID
1785607
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Sobre ponto de aumento e ponto de diminuição, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
1785613
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

De acordo com a teoria aplicada na bibliografia, Teoria da música, 4ª edição de Bohumil Med, sobre a série harmônica, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
1785616
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Em se tratando de apojatura marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
1785619
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

De acordo com a bibliografia de Bohumil Med ( Teoria de Música, 4ª edição), o ornamento em música são notas ou grupos de notas acrescentadas a uma melodia. Baseando-se nessa premissa, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
1785622
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Música

Quiálteras são grupos de notas empregados com maior e menor valor do que normalmente representa. Com base nesta afirmativa, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • no Edge não funciona?

  • no Edge não funciona?

  • no Edge não funciona?

  • A) Quiáltera aumentativa tanto aumenta o número das notas quanto o espaço de tempo.

     

    ERRADA

     

    R: Irá aumentar o número de notas. Para tocar mais notas no mesmo espaço de tempo, elas devem ser mais rápidas que as notas normais.

     

    B) As quiálteras somente podem ser formadas por valores positivos uma vez que acrescentam o número de notas.

     

    ERRADA

     

    R: As quiálteras podem ser formadas por valores positivos e negativos.

     

    C) Quiáltera diminutiva diminui o espaço de tempo e o número de notas.

     

    ERRADA

     

    R: Irá diminuir o número de notas. Para tocar menos notas no mesmo espaço de tempo, elas devem ser mais lentas que as notas normais.

     

    D) Quiálteras são grupos de valores que aparecem modificando a proporção estabelecida pela subdivisão de valores.

    CORRETA

    R: As quiálteras são grupos de valores que aparecem modificando a proporção estabelecida pela subdivisão de valores. 

  • o cara falou em 2013 e tu em 2020 perguntando KKK não sabe nem se o cara ta vivo KKK


ID
1785625
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Cinco pessoas, entre elas Cláudia e Paulo, vão formar uma fila. Sabendo-se que Cláudia e Paulo não podem se assentar juntos, quantas são as possibilidades de as cinco pessoas se assentarem juntas nessa fila?

Alternativas
Comentários
  • GABARITO D

    Fiz assim, primeiramente calculei todas as possibilidades o que daria 5! = 120 possibilidades, logo em seguida calculei as possibilidades de Cláudia e Paulo se sentarem juntos, o que deu 4!x2! = 48, logo em seguida subtrai todas as possibilidades 120-48 = 72.

     

  • Só adicionando algo ao que o Leonardo Assis escreveu. Você descobre as possibilidades deles sentarem juntos tratando-os como um só o que resultaria em P4 e não P5 (que é todas as possibilidades) e após isso mutiplicando o resultado 24 por P2, já que entre ambos também pode haver troca, finalmente achando o 48 que vc subtrairá do total 120
  • Usei o PFC.

    _x_x_x_x_

    # elas não podem sentar juntas, logo serão intercaladas

    4x1x3x1x2 = 24 possibilidades

    Mas essas pessoas que sentam intercaladas, podem permutar entre si

    24 x 3 = 72, (já que há 3 espaços onde não estão Cláudio e Paulo)

    72 possibilidades

    LETRA E

    APMBB


ID
1785634
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Marque a alternativa que contém os resultados possíveis para a inequação.

                              x  +  3            > 0
                        64 x - 84 - 12x²

Alternativas
Comentários
  • A inequação seria: 

    (x+3)/(-12x²+64x-84) > 0? 

    Se for: 

    Para se ter um resultado maior que zero,o numerador e o denominador devem ser positivos ou 

    o numerador e o denominador devem ser negativos 

    x+3=0 => x=-3 

    -12x²+64x-84 > 0 ==> -3x²+16x-21 > 0 

    (-3x²+16x-21)=0 

    -1.(3x²-16x+21)=0 

    -1=0 não serve 

    3x²-16x+21=0 

    (3x-7).(x-3)=0 

    3x-7=0 => 3x=7 => x=7/3 

    x-3=0 => x=3 

    Sinal de ''a'' diferente do sinal do trinômio 

    Logo,a função é positiva em 7/3 < x < 3 

    intersecção: 

    ]7/3,3[ int [-3,∞[ = ]7/3,3[ 

    Denominador diferente de zero: 

    -12x²+64x-84 ≠ 0 

    raízes ---> 7/3 e 3 

    x ≠ 7/3 e x ≠ 3 

    Logo,o intervalo é ]7/3,3[ 

    intervalo negativo: 

    x < 7/3 e x > 3 

    ]-∞,7/3[ int ]-∞,-3[ = [-∞,-3[ 

    ]3,∞[ int [-∞,-3[ = vazio 

    Logo,os resultados possíveis são x < -3 e x ≠ 7/3 ou 7/3 < x < 3 

    S={x ∈ R/ x < -3 ou 7/3 < x < 3}


ID
1785637
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Marque a alternativa CORRETA.

Sejam os polinômios P(x) = x – 2 + kx² e Q(x) = kx³ + 2x² - 3 + 2x. Qual deverá ser o valor de k para que:

3 P(1) - 4 Q(2) = 1
4 P(3) + 3 Q (1)

Alternativas

ID
1785640
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Direitos Humanos
Assuntos

O Direito de Representação e o processo de responsabilização nos casos de abuso de autoridade estão regulados na Lei nº 4898/65. Com fundamento na referida lei, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • (C)

    Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:

    d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada;

  • responsabilidade administrativa civil e penal 

  • Lei 8498/65. Art. 5. § 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial, civil ou militar, de qualquer categoria, poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória, de não poder o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa, por prazo de um a cinco anos. B
     

    Art. 2º O direito de representação será exercido por meio de petição:

    a) dirigida à autoridade superior que tiver competência legal para aplicar, à autoridade civil ou militar culpada, a respectiva sanção;

    b) dirigida ao órgão do Ministério Público que tiver competência para iniciar processo-crime contra a autoridade culpada.

    Parágrafo único. A representação será feita em duas vias e conterá a exposição do fato constitutivo do abuso de autoridade, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado e o rol de testemunhas, no máximo de três, se as houver. D

  • A - ( ERRADA) As esferas são INDEPENDENTES, mas caso em julgado e ABSOLVIDO na Penal será ABSOLVIDO EM TODAS OUTRAS ESFERAS

    B - (ERRADA)  Art 6. § 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial, civil ou militar, de qualquer categoria, poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória(Revogada), de não poder o acusado EXERCER FUNÇÃO POLICIAL, CIVIL OU MILITAR no município da culpa, por prazo de um a cinco anos.

    C- (CORRETA) ART 4. d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada;

    D-  (ERRADA) Parágrafo único. A representação será feita em duas vias e conterá a exposição do fato constitutivo do abuso de autoridade, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado e o rol de testemunhas,NO MÁXIMO DE TRÊS , SE AS HOUVER.

  • Assertiva a)

     

    O abuso de autoridade condicionará o seu autor à condenação penal e civil. (ERRADO)

     

    Art. 6º O abuso de autoridade sujeitará o seu autor à sanção administrativa civil e penal

     

    Assertiva b)

     

    No caso de abuso cometido por policial civil ou militar, poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória, de não poder o acusado exercer funções na comarca da condenação, pelo prazo de cinco anos. (ERRADO)

     

    5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial, civil ou militar, de qualquer categoria, poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória, de não poder o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa, por prazo de um a cinco anos.

     

    OBS : RETIFICANDO O COMENTARIO DO COLEGA "Lucas Fausto", O ERRO DA ASSERTIVA ESTÁ EM "COMARCA DA CONDENAÇÃO".

     

     

     

    Assertiva c)

     

    Constitui abuso de autoridade deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada. (GABARITO)

     

    Art. 4º Constitui também abuso de autoridade:

     

    d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada;

     

     

    Assertiva d)

     

    A representação exercida por meio de petição será dirigida ao órgão do Ministério Público em duas vias e conterá a exposição do fato constitutivo e declaratório do abuso de autoridade e o rol de três testemunhas. (ERRADO)

     

    Parágrafo único. A representação será feita em duas vias e conterá a exposição do fato constitutivo do abuso de autoridade, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado e o rol de testemunhas, no máximo de três, se as houver.

     

     

     

     

     

    "A NOITE É MAIS SOMBRIA UM POUCO ANTES DO AMANHECER"

  • RUMO AO OFICIALATO PMMG

  • vem pmmg 2019

  • pmmg 2019 !!!

  • libera o concurso porra!

  • Questão nível rumo a casa do rakai

  • PMMG 2021


ID
1785643
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Direitos Humanos
Assuntos

De acordo com a Lei nº 9455, de 07/04/97, que define os crimes de tortura, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • (A)

    § 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.

  • GAB A

     

    Os crime IMPRESCRITIVIES previstos na CF são:

     

    Art. 5

    XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;

    XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;

     

    SEJA FORTE !!!

  • A prática de Terrorismo,Tortura,Tráfico ilicito de entorpecentes e crimes hediondos constitui crime INAFIANÇÁVEL  e  ISUSCETÍVEL DE GRAÇA OU ANISTIA

  • A) A condenação ao crime de tortura acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. (CORRETA)

     

     B) O crime de tortura é imprescritível e insuscetível de graça ou anistia. (ERRADA)

    § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

     

     C) Aumenta-se a pena para o crime de tortura de um sexto até um terço se o crime é cometido contra o agente público. (ERRADA)

    § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:

    I - se o crime é cometido por agente público;

     

     D)O condenado por crime de tortura iniciará o cumprimento da pena em regime semiaberto. (ERRADA)

    § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.

  • Assertiva a)

     

    A condenação ao crime de tortura acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. (gabarito)

     

    art 1°, § 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.

     

     

    Assertiva b)

     

    O crime de tortura é imprescritível e insuscetível de graça ou anistia. (errado)

     

    Art 1°, § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

     

     

     Assertiva c)

     

    Aumenta-se a pena para o crime de tortura de um sexto até um terço se o crime é cometido contra o agente público. (errado)

     

    § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:

     

    I - se o crime é cometido por agente público;

     

     

    Assertiva d)

     

    O condenado por crime de tortura iniciará o cumprimento da pena em regime semiaberto. (errado)

     

    Art 1°, § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.

     

    Art 1°, § 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.

     

     

     

     

     

    "A NOITE É MAIS SOMBRIA UM POUCO ANTES DO AMANHECER"

  • RUMO AO OFICIALATO

  • Nossa, dei mole de ler muito rapido e marquei a opção errada.

  • Alô PMMG, estou chegando!

  • a) A condenação ao crime de tortura acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.

     

     

    LEI Nº 9.455, DE 7 DE ABRIL DE 1997.

     

     

    a) 1º. § 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.

     

     

    b) 1º. § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

     

     

    c) 1º .§ 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:

    I - se o crime é cometido por agente público;

    II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos;

    III - se o crime é cometido mediante seqüestro.

     

     

    d) 1º . § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.

  • CUIDADO >>>>>O crime de tortura imprópria {OMISSÂO} INICIA NO SEMIABERTO

    § 2º - Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos.

    Trata-se de omissão em face à prática de condutas descritas como crime de tortura, quando o agente tinha o dever de evitar ou apurar a ocorrência. Perceba que o sujeito que incorrer em tal tipificação não pratica efetivamente a tortura, mas de forma omissiva, permite que outro a realize. A tortura imprópria é crime próprio, pois só poderá ser praticada por aquele que estiver na posição de garante, o que tinha o dever de evitar o crime, no mais das vezes será um funcionário público. Lembre-se que de maneira diversa o crime de tortura é crime comum, ou seja, pode ser praticado por qualquer pessoa. A tortura imprópria admite a prática apenas na modalidade dolosa, não sendo possível tortura imprópria culposa.

    TORTURA -iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.RECLUSÂO tortura imprópria {OMISSÂO} INICIA NO SEMIABERTO PENA DE DETENÇÂO

     1 (um) a 4 (quatro) anos.

  • A pena prevista é de detenção, ao contrário das demais formas de tortura que preveem a possibilidade de cumprimento da pena em regime fechado. Cabe salientar que a tortura imprópria não é equiparada ao crime hediondo, o que caracteriza exceção às demais espécies de tortura.

    TORTURA IMPROPRIA -OMISSÃO -INICIA NO REGIME SEMIABERTO

  • A= ACERTATIVA

    B= O CRIME DE TOUTURA É IMPRESCRITIVEL (INAFIANSAVEL) E INSUSETIVEL DE GRAÇA E ANESTIA;

    C=AUMENTA-SE A PENA DE UM SEXTO A UM TERÇO SE O CRIME E COMETIDO CONTAR (POR) FUNCIONARIO PUBLICO;

    D= A TORTURA TEM POR REGRA INICIAR O CUMPRIMENTO DA PENA EM REGOME FECHADO ,O SEMIABERTO E A EXCEÇAO DA TORTURA IMPROPRIA (QUANDO O AGENTE AGE DE MANEIRA OMISSIVA, ELE SE OMITE DA CONDUTA QUANDO TINHA O DEVE DE APURÁ-LAS OU EVITALÁ-LAS).

    TORTURA= RECLUSAO DE DOIS A OITO ANOS

    TORTURA QUE RESULTE EM LESOES CORPORAIS DE NATUREZA GRAVE OU GRAVISSIMA= RECLUSAO DE QUATRO A DEZ ANOS

    TORTURA QUE RESULTE EM MORTE=RECLUSAO DE OITO A DEZESEIS ANOS

    TORTURA OMISSIVA OU IMPROPRIA=DETENCAO DE UM A QUATRO ANOS UNICA PENA DE DETENCAO NA TORTURA TAMBEM A UNICA QUE PODE INICIAR O CUMPRIMENTO DA PENA EM REGIME SEMIABERTO.

  • Assertiva a) esta correta.

    A pegadinha da letra C foi muito boa. Aumenta-se a pena para o crime de tortura de um sexto até um terço se o crime é cometido contra (é por) o agente público. (errado)

  • a) correta

    b) inafiançável, insuscetível de graça ou anistia

    c) se é cometido POR agente público

    d) tortura comissiva inicia regime fechado (reclusão)

    tortura omissiva inicia regime semiaberto/ ou aberto (detenção)

    #PMMINAS


ID
1785646
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Direitos Humanos
Assuntos

De acordo com a lei nº 9807, de 13/07/99, que estabelece normas para os programas especiais de proteção a vítimas e a testemunhas ameaçadas, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • (D)

    Art. 11. A proteção oferecida pelo programa terá a duração máxima de dois anos.

    Parágrafo único. Em circunstâncias excepcionais, perdurando os motivos que autorizam a admissão, a permanência poderá ser prorrogada.


  • letra A (incorreta):

     

    Art. 1º As medidas de proteção requeridas por vítimas ou por testemunhas de crimes que estejam coagidas ou expostas a grave ameaça em razão de colaborarem com a investigação ou processo criminal serão prestadas pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal, no âmbito das respectivas competências, na forma de programas especiais organizados com base nas disposições desta Lei.

     

    Em nenhum momento a lei cita o Município.

     

    Letra B (incorreta):

     

    art. 13 (...) Parágrafo único. A concessão do perdão judicial levará em conta a personalidade do beneficiado e a natureza, circunstâncias, gravidade e repercussão social do fato criminoso.

     

    Letra C (incorreta):

     

    Art. 14. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime, na localização da vítima com vida e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um a dois terços.

  • Alô PMMG, estou chegando!

  • As medidas de proteção requeridas por vítimas ou por testemunhas de crimes que estejam coagidas ou expostas a grave ameaça serão prestadas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.

    A proteção sera prestada pelo DEU,distrito federal,estados e união.

    O município não esta incluído como prestador.

    Art. 1  As medidas de proteção requeridas por vítimas ou por testemunhas de crimes que estejam coagidas ou expostas a grave ameaça em razão de colaborarem com a investigação ou processo criminal serão prestadas pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal, no âmbito das respectivas competências, na forma de programas especiais organizados com base nas disposições desta Lei.

  • A concessão do perdão judicial levará em conta a periculosidade do beneficiado, a gravidade e natureza do crime e a repercussão social do criminoso.

    Art. 13. Poderá o juiz, de ofício ou a requerimento das partes, conceder o perdão judicial e a conseqüente extinção da punibilidade ao acusado que, sendo primário, tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e o processo criminal, desde que dessa colaboração tenha resultado:

    I - a identificação dos demais co-autores ou partícipes da ação criminosa;

    II - a localização da vítima com a sua integridade física preservada;

    III - a recuperação total ou parcial do produto do crime.

    Parágrafo único. A concessão do perdão judicial levará em conta a personalidade do beneficiado e a natureza, circunstâncias, gravidade e repercussão social do fato criminoso.

  • O acusado que colaborar voluntariamente com o Ministério Público e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um sexto a um terço.

    Delação premiada

    Art. 14. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime, na localização da vítima com vida e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um a dois terços.

    1/3 a 2/3

  • Em circunstâncias excepcionais, perdurando os motivos que autorizam a admissão, a permanência na proteção oferecida pelo programa poderá ser prorrogada.

    Art. 11. A proteção oferecida pelo programa terá a duração máxima de dois anos.

    Parágrafo único. Em circunstâncias excepcionais, perdurando os motivos que autorizam a admissão, a permanência poderá ser prorrogada.

  • Pra mim, A e D estão corretas.

    Qual o motivo de erro da alternativa A?

    B e C tratam de delação premiada, logo não condizem com o que se pede

    Entretanto, tanto A quanto D me parecem corretas e condizentes ao comando da questão

  • Rafael o senhor está equivocado!!! Letra está ERRADA SIM. Pois fala de MUNICIPIOS. LEIA E RELEIA A LEI

  • GAB D


ID
1785652
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                                Corda sensível

pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...
Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.
Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.
No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar.
Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!
Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.
A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.
Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele.
– Virgem Maria! – vozeava a criada.
– Isto é o diabo! – roncava o coronel.
Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.
A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:
– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!
O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:
– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.

PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993.
Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014.

Acerca da identificação da personagem protagonista da história, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Alternativa C

    Conforme ide ntificamos logo no inicio do texto

    Pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo.

  • Protagonista é geralmente quem move os acontecimentos da história.
  • protagonista : pequena maria . proncipal da história

  • Texto dessa banca, é muito sem sentido, só Deus na causa de muitas coisas...

  • Cara tem que usar muita droga pra escrever um texto desse.

  • Horrível... AFF


ID
1785658
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                                Corda sensível

pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...
Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.
Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.
No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar.
Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!
Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.
A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.
Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele.
– Virgem Maria! – vozeava a criada.
– Isto é o diabo! – roncava o coronel.
Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.
A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:
– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!
O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:
– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.

PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993.
Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014.

Sobre a consequência dos ratos terem danificado a farda do coronel é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • GAB: A) Ocorreu um sentimento de ódio que foi confirmado pela quantidade de ratoeiras espalhadas pela casa.

     

    "No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar."

  • vem pmmg 2019

  • Questão que não precisa-se nem de ler o textão.


ID
1785667
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                                Corda sensível

pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...
Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.
Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.
No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar.
Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!
Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.
A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.
Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele.
– Virgem Maria! – vozeava a criada.
– Isto é o diabo! – roncava o coronel.
Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.
A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:
– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!
O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:
– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.

PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993.
Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014.

Quanto ao emprego de pronomes, marque a alternativa CORRETA cujo pronome empregado é o pronome relativo.

Alternativas
Comentários
  • resposta letra D

    que usado para introduzir oração adjetiva.

     

    soldado da pmmg aqui vamos nós!

     

  • O "que" substitui bicho cinzento.

     

    Os pronomes relativos são os seguintes:

    Variáveis

    O qual, a qual
    Os quais, as quais
    Cujo, cuja
    Cujos, cujas
    Quanto, quanta
    Quantos, quantas

     

     

  • Letra D 

    Pronomes invariaveis 

    Qem, Que, Onde

  • Pronome relativo é uma classe de pronomes que substituem um termo da oração anterior e estabelece relação entre duas orações.

    Nós conhecemos o professor. O professormorreu.
    Nós conhecemos o professor que morreu.

    Variáveis

    O qual, a qual  Os quais, as quais

    Cujo, cuja Cujos, cujas 

    Quanto, quanta  Quantos, quantas

    Invariáveis 

    Que (quando equivale a o qual e flexões)

    Quem (quando equivale a o qual e flexões)

    Onde (quando equivale a no qual e flexões)

  • Quando há pronomes relativos e a aparição do "QUE", casso esse possa ser substituído por "O/A QUAL", esse 'QUE' terão a função de Pronome Relativo e não de Conjunção Integrante. Sempre que o QUE, juntamente com a frase puder ser substituído por “ISSO”, estaremos diante de uma Conjunção Integrante.

    Ex: Havia era um bicho cinzento (...) fenômeno raro, 'O QUAL' provocou uma gritaria hilariante.


ID
1785670
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                                Corda sensível

pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...
Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.
Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.
No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar.
Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!
Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.
A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.
Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele.
– Virgem Maria! – vozeava a criada.
– Isto é o diabo! – roncava o coronel.
Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.
A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:
– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!
O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:
– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.

PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993.
Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014.

Quanto ao uso dos pronomes, marque a alternativa CORRETA em que o pronome indefinido tem significação positiva.

Alternativas
Comentários
  • realmente, "algumas coisas são dificeis de intender", nao intendi essa questao :/

  • A palavra algumas se refere, de modo genérico, a um certo número de coisas. Podemos constatar isso por se tratar de um pronome indefinido, ou seja, não define o número exato.

  • Nobres, 

     

    Quanto ao uso dos pronomes, marque a alternativa CORRETA em que o pronome indefinido tem significação positiva.

     

     a)Algumas coisas são difíceis de entender. GABARITO.

     

     b)Afinal, não modificaremos coisa alguma ...

     

     c)Sei que você não precisa de coisa alguma.

     

     d)Em hipótese alguma deixarei de preparar-me para o concurso.

     

    É "simples"...

     

    Quando colocado antesposto ao substantivo, o pronome indefinido "algumas" tem valor positivo, pois, passa a sugerir, ainda que indefinidademente, que existe algo. No caso, fica claro que existe algo, existe "algumas coisas", "algumas coisas difíceis de entender".

     

    Ao contrário seria se a sentença fosse, por exemplo, "Coisa alguma é difícil de entender". Percebam que neste caso, o pronome indefinido está posposto ao substantivo, indicando que não há absolutamente nada que seja difícil de ser entendido. A significação, neste caso, é negativa. Tal raciocínio pode ser utilizados nas demais alternativas, conforme se percebe.

     

    Smj,

     

    Avante!

  • Buguei nessa questão :(

  • Fui substituindo os termos por "nenhuma" (caráter negativo). A única alternativa que não se encaixou foi a alternativa "A". Vejamos:

    A) Algumas coisas são difíceis de entender. (gabarito)

    B) Afinal, não modificaremos coisa nenhuma

    C) Sei que você não precisa de coisa nenhuma.

    D) Em nenhuma hipótese deixarei de preparar-me para o concurso.

    Obs: não sou gramático (muito pelo contrário), porém foi essa forma que encontrei para resolver a questão. Foco na missão!

  • Gabarito: A

    Questão que complica mais na compreensão do que efetivamente na resolução.

    Percebam que o enunciado pede o único termo com caráter positivo (ou, ao menos, não negativo).

    Analisando as alternativas, após identificarmos todos os pronomes indefinidos, chega-se à conclusão de que a única que obedece aos parâmetros é a alternativa A. Vejamos:

    b) Afinal, não modificaremos coisa alguma.

    Pronome indefinido -> Alguma

    Pode ser substituído por "nenhuma" -> Não modificaremos coisa nenhuma.

    c) Sei que você não precisa de coisa alguma.

    Pronome indefinido -> Alguma

    Pode ser substituído por "nenhuma" -> Não precisa de coisa nenhuma.

    d) Em hipótese alguma deixarei de preparar-me para o concurso.

    Pronome indefinido -> Alguma

    Pode ser substituído por "nenhuma" -> Em hipótese nenhuma.

    Por fim, vamos à resposta correta:

    a) Algumas coisas são difíceis de entender.

    Pronome indefinido -> Algumas

    Não pode ser substituído por nenhuma! Pelo contrário, traz a ideia de que pelo menos algumas coisas (viés positivo, +1 de coisa, de existência de itens) são de difícil compreensão.

  • e, nunca sabemos de tudo

  • a) Algumas (pode trocar por 'certas') coisas são difíceis de entender.

    'Certas' possui caráter positivo nesse contexto.


ID
1785673
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                                Corda sensível

pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...
Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.
Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.
No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar.
Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!
Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.
A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.
Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele.
– Virgem Maria! – vozeava a criada.
– Isto é o diabo! – roncava o coronel.
Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.
A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:
– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!
O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:
– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.

PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993.
Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014.

Quanto aos termos da oração, marque a alternativa CORRETA em que o emprego de vírgulas registra o uso de um aposto.

Alternativas
Comentários
  • não concordo com o gabarito.

    Tanto "B" quanto "C", ao meu ver, são apostos. Conforme o site sóportuguês, aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou especificá-lo melhor. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou travessão.


     b) Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciçasde grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro (...).

              É possível a substituição por "...poisavam as dragonas de grande gala (...)"


    c) Em um amanhecer de abrilsofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras(...).

              É possível a substituição por "Em um amanhecer sofrivelmente belo (...)"




    Caso eu esteja cometendo algum equívoco, por favor me corrija. Obrigado.
    Humildade sempre. Bons estudos!

  • também fiquei com a mesma dúvida do colega Flávio.

  • Na dúvida, podemos tentar marcar a "mais correta".

    Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou ESPECIFICÁ-LO MELHOR. O aposto é sintaticamente equivalente ao termo a que se relaciona porque poderia SUBSTITUÍ-LO.

    Temos que, na alternativa C, o termo sofrivelmente belo não exatamente especifica o amanhecer de abril, e nem poderia substituí-lo, mas apenas enfatiza a sua beleza. Poderia ser aposto se fosse assim: "Em um amanhecer de abril, mês em que se comemora o dia do índio, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras(...)" ou "Em um amanhecer de abril, o mais belo mês do ano, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras(...)".

    Enquanto na alternativa B, o termo de grande gala especifica as dragonas maciças.

    O aposto pode ser classificado em:

    a) Explicativo: A Ecologia, ciência que investiga as relações dos seres vivos entre si e com o meio em que vivem, adquiriu grande destaque no mundo atual.

    b) Enumerativo: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho, ação.

    c) Resumidor ou Recapitulativo: Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo isso está na base de um país melhor.

    d) Comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida.

    e) Distributivo: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este na prosa.

    f) Aposto de Oração: Ela correu durante uma hora, sinal de preparo físico.

    g) Especificativo: tipo de aposto que se diferencia de todos os outros, porque não aparece demarcado por nenhum sinal de pontuação. Ex: A poetisa Cecília Meireles pertenceu ao Modernismo.

  • Ao meu ver e nos ditames da gramática, a letra C) é um aposto explicativo. Note: as palavras "sofrivelmente belo" está explicando o que é um "amanhecer de abril". Sentaria recurso nessa de cara feia!

  • Tbm fiquei com o mesmo pensamento que o colega flavio.

  • caso de anulação. Vamos pedir explicação dos professores


ID
1785679
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                                Corda sensível

pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...
Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.
Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.
No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar.
Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!
Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.
A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.
Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele.
– Virgem Maria! – vozeava a criada.
– Isto é o diabo! – roncava o coronel.
Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.
A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:
– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!
O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:
– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.

PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993.
Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014.

Sobre os tempos e modos verbais, marque a alternativa CORRETA, cuja palavra sublinhada refere-se ao emprego de um verbo no modo indicativo.

Alternativas
Comentários
  • acertei, mas foi na sorte, alguém pode me explicar por que nas primeiras opções não é verbo no indicativo, principalmente na letra C, pois aparentemente indica certeza

  • Não sou tão bom em português, se eu estiver errado me corrijam.

    a) O furto, tem valor de substantivo, o artigo "O" substantiva a palavra furto.

    b) Valor substantivo

    c) Furto é substantivo.

    d) Alternativa correta: Eu furto

  • Renato, eu também não sou muito bom em português, mas fiz essa questão da seguinte forma.

    A letra "C" o verbo se encontra na palavra "é" que indica um verbo de ligação. Furto está com a função de sujeito. Como ele também é o núcleo do sujeito pode ser visto como um "substantivo". O restante da frase é predicativo.

    Na letra "A" a palavra "furto" também é o núcleo do sujeito, logo, tem valor de substantivo. É só perguntar para o verbo "O que ocorreu?". A resposta é "O furto", logo, furto é o sujeito.

    Na letra "B" creio que temos uma locução adjetiva, pois "do furto" complementa "acusados" que é o núcleo do sujeito.

    E a alternativa correta seria a letra "D". Nesta alternativa consegui conjugar a palavra "furto". "Hoje, só furtei carinho e beijos". "Hoje, só furtamos carinhos e beijos". Nas outras alternativas você não consegue conjugar a palavra "furto", pois ela não tem função de verbo. Questão simples em que você só precisa saber o que é verbo e sujeito.



  • Na letra D se refe a ação presente acontecida recente hoje sendo portanto modo indicativo

     

  • Letra a) "o furto": o artigo está substantivando.

    Letra b) "do furto": do é a contratação da preposição (de) + o artigo (o). Substantiva como a letra a.

    letra c) "Furto": é o sujeito da ação.

    Letra d) é só fazer a conjugação e descobrirá que é verbo.

  • MODO

    • Indicativo = certeza
    • Subjuntivo = incerteza
    • Imperativo = ordem OU pedido
  • examinador apaixonado


ID
1785682
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                                Corda sensível

pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...
Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.
Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.
No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar.
Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!
Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.
A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.
Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele.
– Virgem Maria! – vozeava a criada.
– Isto é o diabo! – roncava o coronel.
Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.
A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:
– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!
O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:
– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.

PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993.
Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014.

Leia o extrato a seguir e responda qual é a figura de linguagem correspondente.

Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada."

Alternativas
Comentários
  • Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada."

    Comentário: Conjunção comparativa: "Ela saia, como se fosse ...". No caso da omissão do termo comparativo, poderíamos subentender uma metáfora.

    Ex. do período composto em questão, em espécie metafórica.

    "(Ela) Saia, parecendo um anão no meio enormes .."

  • Gabarito : Letra D. 

  • d) Comparação.

     

    Comparação - Consiste em pôr em confronto pessoas ou coisas, a fim de lhes destacar semelhanças, características, traços comuns, visando a um efeito expressivo. Na comparação os dois termos vêm expressos e unidos por nexos comparativos (como, tal, qual, assim como...).

     

    Exemplo: Eles não têm ideal: são como folhas levadas pelo vento. 

     

    FONTE: CEGALLA.

     

     

  •  Metáfora consiste em retirar uma palavra de seu contexto convencional (denotativo) e transportá-la para um novo campo de significação (conotativa), por meio de uma comparação implícita, de uma similaridade existente entre as duas.Pode ser entendida como um artifício linguístico capaz de promover uma transferência de significado de um vocábulo para outro, através de comparação não claramente explícita.

    Exemplo:Aquela moça é uma “gata”. –  A metáfora ocorre porque implicitamente a moça é comparada a uma gata. Quer dizer que é encantadora, bonita, etc.

     

    Metonímia: consiste em empregar um termo no lugar de outro, havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido. 

    exemplos :Gosto de ler Machado de Assis= Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis.

    Moro no campo e como do meu trabalho. = Moro no campo e como o alimento que produzo.

    Perífrase:Trata-se de uma expressão que designa um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou. 

     Exemplo: A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua atraindo visitantes do mundo todo.

    Comparação: Acontece quando é estabelecida entre palavras ou expressões uma relação comparativa explícita, marcada pela presença de termos  “como, assim como, tal como, igual a, que nem”, entre muitos outros. A comparação também pode ser feita a partir de verbos, como “parecer” e “assemelhar-se”.

    Exemplos: 

    Essa garotinha é linda como uma princesa.

    A família está reunida que nem na noite de Natal.

     

  • Na comparação os dois termos vêm expressos e unidos por nexos comparativos (como, tal, qual, assim como...)


    Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada."

  • FIGURAS DE PALAVRAS (TROPOS)

    a) Comparação: feito de forma explicita, com conectivos de comparação (com tal, tal qual, igual)

                   Ex: Eu sou Oficial tal como você / Você é como uma flor

    b) Metáfora: nasce de comparações entre seres, por meio da analogia, sem conectivos.

                   Ex: Aquela mulher é uma rosa

  • FIGURAS DE CONSTRUÇÃO

    Elipse – Omissão de termo... “Somos” – “Nós”.

    Zeugma – Omissão de termo que já apareceu.

    Pleonasmo – Repetição de uma ideia.

    Inversão ou Hipérbato – Alteração da ordem...

    Silepse – Concordância com o que está implícito.

    Polissíndeto – Repetição de conectivos.

    Anacoluto – Termo solto na frase.

    Anáfora – Repetição de uma mesma palavra.

    FIGURAS DE PENSAMENTO

    Antítese – palavras contrárias. (vida e morte).

    Ironia – Sentido oposto ao real.

    Hipérbole – Exagero... (Morto de fome).

    Eufemismo – Suavizar

    Prosopopeia ou Personificação – característica humanas a seres inanimados.

    Gradação ou Clímax - progressão ascendente (Clímax) Decrescente (anticlímax). Hierarquia de termos.

    Apóstrofe – Vocativo

    Paradoxo – Oposição de Ideias. "Se você quiser me prender, vai ter que saber me soltar"

    Alegoria – Conjunto de Metáforas

    FIGURAS DE PALAVRAS

    Polissíndeto – repetição do mesmo conector.

    Catacrese – Ausência de termos específico. Ex.: Pé da mesa, Braço do Sofá.

    Metáfora: Comparação sem o “como”

    Comparação ou Símile: Comparação com o “como”.

    Perífrase: Substituição de um termo por outro equivalente. Rainha dos Baixinhos (Xuxa)

    Metonímia: Substituição do autor pela obra. A parte pelo todo. “A sala aplaudiu o professor.”

    Sinestesia: Mistura de sentidos. “Perfume doce” (Olfato + paladar)

    FIGURAS DE SOM

    Aliteração: Repetição de sons consonantais.

    Assonância: repetição de sons vocálicos.

    Paronomásia: Repetição de palavras com sons parecidos.

    Cacofonia: Som desagradável – “Vou-me Já.”.

    Onomatopeia: Sons de animais, ruídos ou coisas.

  • FIGURAS DE CONSTRUÇÃO

    Elipse – Omissão de termo... “Somos” – “Nós”.

    Zeugma – Omissão de termo que já apareceu.

    Pleonasmo – Repetição de uma ideia.

    Inversão ou Hipérbato – Alteração da ordem...

    Silepse – Concordância com o que está implícito.

    Polissíndeto – Repetição de conectivos.

    Anacoluto – Termo solto na frase.

    Anáfora – Repetição de uma mesma palavra.

    FIGURAS DE PENSAMENTO

    Antítese – palavras contrárias. (vida e morte).

    Ironia – Sentido oposto ao real.

    Hipérbole – Exagero... (Morto de fome).

    Eufemismo – Suavizar

    Prosopopeia ou Personificação – característica humanas a seres inanimados.

    Gradação ou Clímax - progressão ascendente (Clímax) Decrescente (anticlímax). Hierarquia de termos.

    Apóstrofe – Vocativo

    Paradoxo – Oposição de Ideias. "Se você quiser me prender, vai ter que saber me soltar"

    Alegoria – Conjunto de Metáforas

    FIGURAS DE PALAVRAS

    Polissíndeto – repetição do mesmo conector.

    Catacrese – Ausência de termos específico. Ex.: Pé da mesa, Braço do Sofá.

    Metáfora: Comparação sem o “como”

    Comparação ou Símile: Comparação com o “como”.

    Perífrase: Substituição de um termo por outro equivalente. Rainha dos Baixinhos (Xuxa)

    Metonímia: Substituição do autor pela obra. A parte pelo todo. “A sala aplaudiu o professor.”

    Sinestesia: Mistura de sentidos. “Perfume doce” (Olfato + paladar)

    FIGURAS DE SOM

    Aliteração: Repetição de sons consonantais.

    Assonância: repetição de sons vocálicos.

    Paronomásia: Repetição de palavras com sons parecidos.

    Cacofonia: Som desagradável – “Vou-me Já.”.

    Onomatopeia: Sons de animais, ruídos ou coisas.

  • FIGURAS DE CONSTRUÇÃO

    Elipse – Omissão de termo... “Somos” – “Nós”.

    Zeugma – Omissão de termo que já apareceu.

    Pleonasmo – Repetição de uma ideia.

    Inversão ou Hipérbato – Alteração da ordem...

    Silepse – Concordância com o que está implícito.

    Polissíndeto – Repetição de conectivos.

    Anacoluto – Termo solto na frase.

    Anáfora – Repetição de uma mesma palavra.

    FIGURAS DE PENSAMENTO

    Antítese – palavras contrárias. (vida e morte).

    Ironia – Sentido oposto ao real.

    Hipérbole – Exagero... (Morto de fome).

    Eufemismo – Suavizar

    Prosopopeia ou Personificação – característica humanas a seres inanimados.

    Gradação ou Clímax - progressão ascendente (Clímax) Decrescente (anticlímax). Hierarquia de termos.

    Apóstrofe – Vocativo

    Paradoxo – Oposição de Ideias. "Se você quiser me prender, vai ter que saber me soltar"

    Alegoria – Conjunto de Metáforas

    FIGURAS DE PALAVRAS

    Polissíndeto – repetição do mesmo conector.

    Catacrese – Ausência de termos específico. Ex.: Pé da mesa, Braço do Sofá.

    Metáfora: Comparação sem o “como”

    Comparação ou Símile: Comparação com o “como”.

    Perífrase: Substituição de um termo por outro equivalente. Rainha dos Baixinhos (Xuxa)

    Metonímia: Substituição do autor pela obra. A parte pelo todo. “A sala aplaudiu o professor.”

    Sinestesia: Mistura de sentidos. “Perfume doce” (Olfato + paladar)

    FIGURAS DE SOM

    Aliteração: Repetição de sons consonantais.

    Assonância: repetição de sons vocálicos.

    Paronomásia: Repetição de palavras com sons parecidos.

    Cacofonia: Som desagradável – “Vou-me Já.”.

    Onomatopeia: Sons de animais, ruídos ou coisas.

  • Como = Comparação

    Segue o BIZU e corre pro abraço!!!

  • Gabarito D

    Senhores, não é a primeira vez que observamos que a banca, cobra exaustivamente figuras de, de palavras. Dessa maneira, podemos destacar o uso da palavra COMO.

    Sendo portanto, a figura de palavra comparação

    Outros exemplos: Assim como, tal como...

  • A Comparação - essa figura consiste em considerar um conjunto de objetos para procurar suas semelhanças e diferenças. Uma comparação completa compreende quatro elementos: • o termo real • o termo figurado • o conector • o ponto de comparação Assim, na frase Heitor é forte como um touro, Heitor é o termo real, touro é o termo figurado, como é o conector e forte é o ponto de comparação.

    Metáfora - é uma espécie de comparação abreviada em que o conector não aparece expresso: Heitor é um touro, com os mesmos elementos da comparação. A metáfora aproxima duas realidades distintas. Trata-se da substituição de um termo “normal” por um outro pertencente a um campo semântico diferente, mas com semelhanças possíveis. A metáfora pode apresentar elementos implícitos e, algumas vezes, pode assumir a forma de uma perífrase: A pérola das Antilhas (=Haiti)


ID
1967272
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Marque a alternativa CORRETA. Quantos são os números de 10 dígitos formados pelos algarismos 0 e 1, que são múltiplos de 11?  

Alternativas
Comentários
  • 1.abc.def.ghi 


    soma'=1+b+d+f+h 

    soma''=a+c+e+g+i 

    divida a soma'por 11 

    divida a soma''por 11 


    **O resto das duas operações tem que ser 

    igual, como é 0 ou 1, basta verificar se 

    as somas são iguais.... 



    1+b+d+f+h=a+c+e+g+i 

    11111=11111==>1 



    10111=10111 

    1*4!/3! * 5!/4!=20 


    10011=10011 

    1*4!/2!2! * 5!/2!3!=60 


    10001=10001 

    1*4!/3! * 5!/2!3!=40 


    10000=10000 

    1*4!/4! * 5!/4!=5 


    soma=1+20+60+40+5=126 


    São 126 números


ID
1967275
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Marque a alternativa CORRETA.


Efetuando a soma 0,89 dam³ + 1023 m³, obtem-se: 

Alternativas

ID
1967293
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                   Corda sensível

Um fardão de coronel estava enfiado sobre o espaldar da cadeira de balanço, e a pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...


Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.


Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.

No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar. 


Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!


Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.


A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.

Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele. 


– Virgem Maria! – vozeava a criada.

– Isto é o diabo! – roncava o coronel.


Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.


A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:

– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!


O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:


– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.  


PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993. Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014  

De acordo com o texto é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • E o que sabe tudo sobre o enredo e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos intimos. Narra em 3 pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece misturada com pensamentos dos persornagens. Onisciente. Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele.​ nao se fabe se e o autor ou personagem.

  • NARRADOR EM TERCEIRA PESSOA

    Narrador onisciente: É aquele que sabe de tudo. Há vários tipos de narrador onisciente, mas podemos dizer que são chamados assim porque conhecem todos os aspectos da história e de seus personagens. Pode por exemplo descrever sentimentos e pensamentos das personagens, assim como pode descrever coisas que acontecem em dois locais ao mesmo tempo.

    Narrador onisciente neutro: Relata os fatos e descreve as personagens, mas não influencia o leitor com observações ou opiniões a respeito das personagens. Fala somente dos fatos indispensáveis para a boa compreensão da narrativa.

    Narrador onisciente seletivo: Narra os fatos sempre com a preocupação de relatar opiniões, pensamentos e impressões de uma ou mais personagens, influenciando assim o leitor a se posicionar a favor ou contra eles.

  • Gabarito D

    Já vi várias vezes a banca cobrando questões sobre narrador, inclusive narrador unisciente. Desse modo vamos ao conceito de narrador onisciente.

    Narrador Oniciente:

    • Pode ser chamado de narrador onipresente.
    • Apresenta caracteristicas de conhecer as emoções dos personagens, assim como sentimentos.
    • Geralmente apresenta narrativa na terceira pessoa


ID
1967299
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                   Corda sensível

Um fardão de coronel estava enfiado sobre o espaldar da cadeira de balanço, e a pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...


Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.


Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.

No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar. 


Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!


Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.


A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.

Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele. 


– Virgem Maria! – vozeava a criada.

– Isto é o diabo! – roncava o coronel.


Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.


A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:

– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!


O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:


– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.  


PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993. Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014  

Nas assertivas abaixo, marque “V” se for verdadeira ou “F” se for falsa e, em seguida, marque a alternativa que contém a sequência de respostas CORRETA, na ordem de cima para baixo:  


( ) A manteiga do pão que sujou as abas da cadeira utilizada para depositar farda atraiu os ratos.


( ) Estão presentes na história 02 crianças e 02 adultos.


( ) Estão presentes na história 03 crianças e 03 adultos.


( ) A expressão “salvo conduto” foi utilizada no texto para retratar a liberação da ratazana mãe dos filhotes do interior da ratoeira.  

Alternativas
Comentários
  • ( V ) A manteiga do pão que sujou as abas da cadeira utilizada para depositar farda atraiu os ratos.

    Aqui nenhum problema, basta ler o final do 2º parágrafo.

    "O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas."



    ( F ) Estão presentes na história 02 crianças e 02 adultos.

    Aqui, novamente, não há problema, pois sabemos haver 3 filhos, a mãe, o coronel e a empregada.


    ( F ) Estão presentes na história 03 crianças e 03 adultos.

    Agora sim há o problema! a contagem estaria correta, não fosse o 3º parágrafo desse texto truncado!!

    "A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia."

    Logo, temos um 7º personagem...



    ( V ) A expressão “salvo conduto” foi utilizada no texto para retratar a liberação da ratazana mãe dos filhotes do interior da ratoeira.  

    Tanto é verdade que a rata "galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo". Esse trecho mostra que fora posta em liberdade.





    A dificuldade é para todos.
    Bons estudos!

  • Pequena Maria, Pequeno Manoel, o caçula, a filha do cabo de ordens, a criada (que pode ou não ser adulta), a mãe e o Coronel.


ID
1967305
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                   Corda sensível

Um fardão de coronel estava enfiado sobre o espaldar da cadeira de balanço, e a pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...


Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.


Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.

No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar. 


Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!


Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.


A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.

Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele. 


– Virgem Maria! – vozeava a criada.

– Isto é o diabo! – roncava o coronel.


Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.


A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:

– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!


O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:


– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.  


PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993. Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014  

Marque a alternativa CORRETA que corresponda ao momento da manifestação do sentimento de emoção por parte das personagens:  

Alternativas
Comentários
  • A resposta dessa assertiva enontra-se no 8º parágrafo do texo na seguinte passagem:

    "A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:

    Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!"


ID
1967308
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                   Corda sensível

Um fardão de coronel estava enfiado sobre o espaldar da cadeira de balanço, e a pequena Maria, apertando na mão uma fatia de pão com manteiga, olhava extasiada. A cor azul escura da casimira, sob a claridade noturna que enchia a sala, modelava macieza de veludo e fingia reflexos de roxo. Nas ombreiras do fardão poisavam as dragonas maciças, de grande gala, com o seu chuveiro de torçais de ouro; e na frente o papo se escancarava, deixando ver a tela de croché, com que se costuma proteger as mobílias. A um lado corriam-lhe os oito botões, cada um crescido como um olho-de-boi...


Mas, quando a pequena deu com o empastamento de condecorações que encobria lado a lado o peito ao fardão, não pôde resistir ao chamariz, e pondo um joelho à beira do assento e com os bracinhos estirados agarrando-se aos braços da cadeira, subiu, apesar do balanço. As mangas da farda começaram então um movimento de pêndulo, roçando no tapete os canhões encastoados pelas pesadas divisas de coronel. O amor ao equilíbrio forçou a pequena Maria a ir com a mão ao tope da cadeira, e aí, olha lá manteiga pelas abas.


Acode naquela cabecinha castanha uma ligeira idéia de remorso, e o que há de mais simples é deixar as coisas como estavam. A esse tempo brilhavam no escuro da rua, à altura do peitoril da janela, os olhos da filha do cabo de ordens, que espiava para dentro, pode ser que arrastada pelo cheiro da ceia, cujos tirlintintins se ouvia. Que ótimo desvio! E as duas começaram a conversar-se na janela, como pessoas sisudas; bem entendido, a pequena do cabo de ordens comendo o enfastiado pão com manteiga, a célebre fatia.

No dia seguinte, quando a criada veio sacudir os móveis, caiu das nuvens, coitada! Cada rombo deste tamanho, afora uma porção de relidinhas, na casimira do fardão, de modo que a intertela e os recheios do peitilho estava tudo estripado e esbrugado. Conseqüência: um ódio entranhado aos ratos. Os cantos da casa povoaram-se de ratoeiras. Era um nunca acabar. 


Pois, senhores, roerem a mais linda, a mais garbosa, a mais rica, a mais nobre farda da província?! Ah! se o coronel pudesse estrepar toda a ratagem unânime das nações na ponta de seu gládio!


Em um amanhecer de abril, sofrivelmente belo, a criada, deixando para mais tarde a visita às ratoeiras, aconteceu que ajuntaram-se à pequena Maria o pequeno Manuel e o caçula, e foram despescar, por sua conta e risco, as da despensa. O cabeça do motim, que todos sabem ser a senhora dona Maria, como lhe chama a mãe quando se enfeza, não teve mais o que fazer, e, cercada pelos dois bargados consócios, assentou-se no chão, depondo a ratoeira sobre o pano do vestido que se fazia entre as duas perninhas abertas.


A ratoeira não era mais de que uma cúpula de arame cozida a uma rodelazinha de pinho. Dentro, porém, havia era um bicho cinzento e uma porção de bichinhos vermelhos, da cor dos dedinhos do caçula: fenômeno raro, que provocou uma gritaria hilariante, aliás inconveniente, porque atrás acudiram a criada, a mamãe e até o coronel, a ver o que fazia aquela troça de quenquéns.

Maria estava metendo a mão para abocanhar a bicharada – em tempo de ser mordida! – e o Manuel procurava também se havia outro buraco onde ele pudesse meter a dele. 


– Virgem Maria! – vozeava a criada.

– Isto é o diabo! – roncava o coronel.


Recuaram todas as mãos, e a curiosidade das criancinhas foi achar nos olhos delas o desejado e inviolável refúgio.


A mamãe, porém, encarando o caso, juntou as mãos enternecidamente, e, cobrindo o marido e os três filhinhos com um daqueles olhares que só em mulheres se depara, exclamou cheia de profundo sentimento materno:

– Espera, que é uma ratinha que deu à luz na ratoeira!


O duro militar ficou basbaque. Enquanto a rata puérpera, impunemente, pacatamente, com o salvo-conduto de sua boa estrela de mãe, Saia, como um anão no meio de enormes gigantes de conto de fada, e galgava novamente as prateleiras prenhes de queijo. A ninhada se amontoava no regaço da pequena Maria, - uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula, cujo corpinho nu estava ali acocorado, a alma de criança aberta nuns olhos admirativos, exclamando com jubilosa admiração:


– Uói! - apontando para os ratinhos com o dedinho vermelho.  


PAIVA, Manoel de Oliveira. Corda Sensível. Rio de Janeiro: Graphia, 1993. Disponível em: http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos. Acessado em 30/10/2014  

Marque a alternativa CORRETA que corresponda à comparação entre os ratos recém-nascidos e a criança caçula da família:  

Alternativas
Comentários
  •  ...uma porção de bichinhos vermelhos, da cor das carnes tenras do caçula...

  • Texto do tamanho do mundo, para a resposta estar na penúltima linha.

  • escreve um livro logo desgraça

  • Quem lê um texto desse?

    Só se cair em uma prova mesmo, por que se depender de vender livros com essas histórias, vai passar fome!


ID
1967320
Banca
CRS - PMMG
Órgão
PM-MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Marque a alternativa CORRETA quanto ao emprego da crase:

Alternativas
Comentários
  • que loucura! Armaria!