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Prova FCC - 2009 - TJ-AP - Analista Judiciário - Estatística


ID
139999
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Os doutores do pessimismo

Não é preciso ser um grande gênio para constatar que
vivemos num mundo bárbaro, que o ser humano é capaz das
maiores atrocidades, que a vida é feita de competição, inveja,
egoísmo e crueldade. Ninguém precisa ter vivido num campo de
prisioneiros na Sibéria nem ter sido moleque em região violenta
de uma grande cidade para saber disso. Mas virou moda, entre
muitos intelectuais e jornalistas, anunciar uma espécie de "visão
trágica" do mundo, como se se tratasse da mais surpreendente
novidade.

Com certeza há nisso uma reação saudável contra o
excesso de otimismo. Nada mais correto do que denunciar o
horror. O que me parece estranho é que, mais que denunciar o
horror, esses pensadores trágicos e jornalistas sombrios gostam
de destruir as esperanças. O reconhecimento do Mal, a
percepção de que ninguém é "bonzinho" e de que a realidade é
uma coisa dura e feia vão-se transformando em algo próximo do
fascínio. E, com diferentes níveis de elaboração e de cortesia
pessoal, esses autores tendem a fazer do fascínio uma
estratégia de choque.

Quanto mais chocarem o pensamento corrente (que
considera ruim bombardear crianças e bom defender a
Amazônia, por exemplo) mais ganharão em originalidade, leitura
e cartas de protesto. Parece existir uma competição nas
páginas dos jornais e na Internet para ver quem conseguirá ser
o mais "durão", o mais "realista", o mais desencantado. Será
chamado de ingênuo ou nostálgico todo aquele que quiser algo
melhor do que o mundo em que vive. Então, aquilo que deveria
ser ponto de partida se torna ponto de chegada: o horror e a
crueldade fazem parte da paisagem. Melhor assim, quem sabe:
"nós, pelo menos, tiramos disso a satisfação de não sermos
ingênuos". Você está esperançoso com a vitória de Obama?
Ouço um risinho: "que otário". Você quer que se preservem as
reservas indígenas da Amazônia? Mais um risinho: os militares
brasileiros entendem mais do problema do que você, que pensa
ser bonzinho mas é tão malvado como nós. "Pois o ser humano
é mau, desgraçado e infeliz desde que foi expulso do Paraíso.
Você não sabe disso?"

O que sei é que algumas pessoas foram expulsas do
Paraíso para morar numa mansão em Beverly Hills e outras
para morar em Darfur (*).

(Adaptado de Marcelo Coelho, Folha de S. Paulo, 21/01/2009)

(*) Beverly Hills = rica cidade da Califórnia; Darfur = região
pobre e conflituosa do Sudão.

Uma nova e correta redação da frase:

Alternativas
Comentários
  • Correta a C, ir de encontro é sinônimo de se chocar ( um carro foi de encontro ao outro), diferente de ir ao encontro, que quer dizer juntar-se (ela foi ao encontro da namorada)

ID
140002
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Os doutores do pessimismo

Não é preciso ser um grande gênio para constatar que
vivemos num mundo bárbaro, que o ser humano é capaz das
maiores atrocidades, que a vida é feita de competição, inveja,
egoísmo e crueldade. Ninguém precisa ter vivido num campo de
prisioneiros na Sibéria nem ter sido moleque em região violenta
de uma grande cidade para saber disso. Mas virou moda, entre
muitos intelectuais e jornalistas, anunciar uma espécie de "visão
trágica" do mundo, como se se tratasse da mais surpreendente
novidade.

Com certeza há nisso uma reação saudável contra o
excesso de otimismo. Nada mais correto do que denunciar o
horror. O que me parece estranho é que, mais que denunciar o
horror, esses pensadores trágicos e jornalistas sombrios gostam
de destruir as esperanças. O reconhecimento do Mal, a
percepção de que ninguém é "bonzinho" e de que a realidade é
uma coisa dura e feia vão-se transformando em algo próximo do
fascínio. E, com diferentes níveis de elaboração e de cortesia
pessoal, esses autores tendem a fazer do fascínio uma
estratégia de choque.

Quanto mais chocarem o pensamento corrente (que
considera ruim bombardear crianças e bom defender a
Amazônia, por exemplo) mais ganharão em originalidade, leitura
e cartas de protesto. Parece existir uma competição nas
páginas dos jornais e na Internet para ver quem conseguirá ser
o mais "durão", o mais "realista", o mais desencantado. Será
chamado de ingênuo ou nostálgico todo aquele que quiser algo
melhor do que o mundo em que vive. Então, aquilo que deveria
ser ponto de partida se torna ponto de chegada: o horror e a
crueldade fazem parte da paisagem. Melhor assim, quem sabe:
"nós, pelo menos, tiramos disso a satisfação de não sermos
ingênuos". Você está esperançoso com a vitória de Obama?
Ouço um risinho: "que otário". Você quer que se preservem as
reservas indígenas da Amazônia? Mais um risinho: os militares
brasileiros entendem mais do problema do que você, que pensa
ser bonzinho mas é tão malvado como nós. "Pois o ser humano
é mau, desgraçado e infeliz desde que foi expulso do Paraíso.
Você não sabe disso?"

O que sei é que algumas pessoas foram expulsas do
Paraíso para morar numa mansão em Beverly Hills e outras
para morar em Darfur (*).

(Adaptado de Marcelo Coelho, Folha de S. Paulo, 21/01/2009)

(*) Beverly Hills = rica cidade da Califórnia; Darfur = região
pobre e conflituosa do Sudão.

A frase em que há incorreção quanto à concordância verbal é:

Alternativas
Comentários
  • O sujeito concorda com o verbo, então:Todo aquele CONCORDA.Alternativa - c
  • Deslocando o sujeito para o início da oração temos: Todo aquele que esteja interessado em promover sua marca de originalidade COSTUMA chocar os pensamentos correntes.Pergunte ao verbo ("o que" ou "quem) para descobrir o sujeito.Pergunte : O Senhor verbo "costumar" quem costuma?Resposta do verbo: Todo aqueleSe todo aquele é singular, então o verbo vai para o singular e vice-versa.
  •  Eu não encontrei incorreção alguma nas alternativas.

    De qualquer forma, há ambiguidade na letra C:

    Sentido 1 - Quem costuma chocar são os "pensamentos correntes", eles causam espanto a "todo aquele ...". Neste caso, a frase estaria correta.

    Sentido 2 - "Todo aquele..." choca, incuba, desenvolve "pensamentos correntes".

     

    Questão nula, a meu ver.

  • Rosennyldo, acho que você confundiu o enunciado. De fato não há incorreções nas outras porque o enunciado pede a alternativa em que "há incorreção".
  • Olá pessoal!!
    Resposta: letra "C" de Cavalo!
    Os sujeitos eu os marcarei de amarelo... Os verbos que mantêm concordância com eles eu os marcarei de verde.
    a) Não espantarão as atrocidades do nosso mundo a quem já conhece as crueldades de que um homem é capaz. Certinha! 
    b) Nenhum de nós se obrigará a viver num campo de prisioneiros da Sibéria para poder avaliar quão bárbaro é este nosso mundo. Certinha! 
    c) Costumam chocar os pensamentos correntes todo aquele que esteja interessado em promover sua marca de originalidade. Errada! Costuma, no singular, para concordar com o núcleo do sujeito, aquele.
    d) Assiste-se a tantos tristes espetáculos neste mundo que muitos passam a difundir uma visão inteiramente desesperançada de tudo. Certinha! 
    e) Interessou ao autor explorar os drásticos contrastes que há entre os que moram em Beverly Hills e os que vivem em Darfur. Certinha! 
    Abração, gente!
  • John,

    Você é perfeito !!!!
    Bons estudos e muito obrigada
  • A letra "d" está certa por quê? Alguém pode ajudar? Trata-se de sujeito indeterminado e, por isso, concorda com 3ª pessoa?

  • Alexandre Lobo, isso mesmo. o sujeito tem que ser indeterminado porque "assistir", nesse caso, é verbo transitivo indireto, porque quem assiste, assiste A alguma coisa. Logo, pra haver indeterminação, concorda-se no singular.

  • Todo aquele que esteja interessado COSTUMA chocar....


ID
140005
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Os doutores do pessimismo

Não é preciso ser um grande gênio para constatar que
vivemos num mundo bárbaro, que o ser humano é capaz das
maiores atrocidades, que a vida é feita de competição, inveja,
egoísmo e crueldade. Ninguém precisa ter vivido num campo de
prisioneiros na Sibéria nem ter sido moleque em região violenta
de uma grande cidade para saber disso. Mas virou moda, entre
muitos intelectuais e jornalistas, anunciar uma espécie de "visão
trágica" do mundo, como se se tratasse da mais surpreendente
novidade.

Com certeza há nisso uma reação saudável contra o
excesso de otimismo. Nada mais correto do que denunciar o
horror. O que me parece estranho é que, mais que denunciar o
horror, esses pensadores trágicos e jornalistas sombrios gostam
de destruir as esperanças. O reconhecimento do Mal, a
percepção de que ninguém é "bonzinho" e de que a realidade é
uma coisa dura e feia vão-se transformando em algo próximo do
fascínio. E, com diferentes níveis de elaboração e de cortesia
pessoal, esses autores tendem a fazer do fascínio uma
estratégia de choque.

Quanto mais chocarem o pensamento corrente (que
considera ruim bombardear crianças e bom defender a
Amazônia, por exemplo) mais ganharão em originalidade, leitura
e cartas de protesto. Parece existir uma competição nas
páginas dos jornais e na Internet para ver quem conseguirá ser
o mais "durão", o mais "realista", o mais desencantado. Será
chamado de ingênuo ou nostálgico todo aquele que quiser algo
melhor do que o mundo em que vive. Então, aquilo que deveria
ser ponto de partida se torna ponto de chegada: o horror e a
crueldade fazem parte da paisagem. Melhor assim, quem sabe:
"nós, pelo menos, tiramos disso a satisfação de não sermos
ingênuos". Você está esperançoso com a vitória de Obama?
Ouço um risinho: "que otário". Você quer que se preservem as
reservas indígenas da Amazônia? Mais um risinho: os militares
brasileiros entendem mais do problema do que você, que pensa
ser bonzinho mas é tão malvado como nós. "Pois o ser humano
é mau, desgraçado e infeliz desde que foi expulso do Paraíso.
Você não sabe disso?"

O que sei é que algumas pessoas foram expulsas do
Paraíso para morar numa mansão em Beverly Hills e outras
para morar em Darfur (*).

(Adaptado de Marcelo Coelho, Folha de S. Paulo, 21/01/2009)

(*) Beverly Hills = rica cidade da Califórnia; Darfur = região
pobre e conflituosa do Sudão.

Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

Alternativas
Comentários
  • Corrigindo as frases:a) Otário é você, que confia EM QUE Obama faça um governo competente, DE QUE não há ainda qualquer indício.b) Prefira-se morar em Beverly Hills A morar em Darfur; a esta região falta tudo o que ÀQUELA não falta.c) Esses doutores, CUJO pessimismo todos conhecem, estão sempre aplicados À difusão fascinada dos horrores.d) É como se a barbárie e a crueldade, às quais esses doutores assistem com indiferença, fossem fenômenos cujo horror devesse ser naturalizado. (CORRETA).e) O autor está convicto DE QUE tais doutores representam um radical pessimismo, DO QUAL parecem orgulhar-se de ostentar.
  • GABARITO: D

    Veja o gabarito (D) e depois veja as demais corrigidas:
    É como se a barbárie e a crueldade, às quais esses doutores assistem com indiferença, fossem fenômenos cujo horror devesse ser naturalizado. – o verbo assistir no sentido de ver rege com a preposição A.

    A: Otário é você, que confia em que Obama faça um governo competente, de que não há ainda qualquer indício. – quem confia, confia em; o cujo vem entre dois nomes, deveria ser: “... um governo competente de que não há ainda qualquer indício” (esta preposição de antes do pronome relativo é exigida pelo substantivo indício).

    B: Prefira-se morar em Beverly Hills a morar em Darfur; a esta região falta tudo o que naquela não falta. – o verbo preferir é VTDI e se constrói com a preposição A; não falta algo em algum lugar; percebeu?


    Muitos constroem erradamente a regência deste verbo assim: "Prefiro muito mais Português do que Matemática". A pessoa que fala assim, só prefere mesmo, mas não entende muita coisa de português, não (kkkkkkkkkkkkk...).

    Ex.: Prefiro Língua Portuguesa a Matemática. (Agora sim! Quem prefere, prefere alguém ou alguma coisa A alguém ou alguma coisa) Bem, este verbo é VTDI. Mas poderia ser só VTD: Prefiro Português.

    C: Esses doutores, cujo pessimismo todos conhecem, estão sempre aplicados à difusão fascinada dos horrores. – a preposição antes do cujo é dispensada, pois o verbo conhecer é VTD, não exige preposição alguma; o adjetivo aplicado rege com a preposição A.

    E: O autor está convicto de que tais doutores representam um radical pessimismo, que parecem orgulhar-se de ostentar. – quem está convicto, está convicto de; não há cujo, pois este vem entre dois nomes e não há preposição, pois não é exigida por nenhum termo depois do pronome relativo.

ID
140008
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Os doutores do pessimismo

Não é preciso ser um grande gênio para constatar que
vivemos num mundo bárbaro, que o ser humano é capaz das
maiores atrocidades, que a vida é feita de competição, inveja,
egoísmo e crueldade. Ninguém precisa ter vivido num campo de
prisioneiros na Sibéria nem ter sido moleque em região violenta
de uma grande cidade para saber disso. Mas virou moda, entre
muitos intelectuais e jornalistas, anunciar uma espécie de "visão
trágica" do mundo, como se se tratasse da mais surpreendente
novidade.

Com certeza há nisso uma reação saudável contra o
excesso de otimismo. Nada mais correto do que denunciar o
horror. O que me parece estranho é que, mais que denunciar o
horror, esses pensadores trágicos e jornalistas sombrios gostam
de destruir as esperanças. O reconhecimento do Mal, a
percepção de que ninguém é "bonzinho" e de que a realidade é
uma coisa dura e feia vão-se transformando em algo próximo do
fascínio. E, com diferentes níveis de elaboração e de cortesia
pessoal, esses autores tendem a fazer do fascínio uma
estratégia de choque.

Quanto mais chocarem o pensamento corrente (que
considera ruim bombardear crianças e bom defender a
Amazônia, por exemplo) mais ganharão em originalidade, leitura
e cartas de protesto. Parece existir uma competição nas
páginas dos jornais e na Internet para ver quem conseguirá ser
o mais "durão", o mais "realista", o mais desencantado. Será
chamado de ingênuo ou nostálgico todo aquele que quiser algo
melhor do que o mundo em que vive. Então, aquilo que deveria
ser ponto de partida se torna ponto de chegada: o horror e a
crueldade fazem parte da paisagem. Melhor assim, quem sabe:
"nós, pelo menos, tiramos disso a satisfação de não sermos
ingênuos". Você está esperançoso com a vitória de Obama?
Ouço um risinho: "que otário". Você quer que se preservem as
reservas indígenas da Amazônia? Mais um risinho: os militares
brasileiros entendem mais do problema do que você, que pensa
ser bonzinho mas é tão malvado como nós. "Pois o ser humano
é mau, desgraçado e infeliz desde que foi expulso do Paraíso.
Você não sabe disso?"

O que sei é que algumas pessoas foram expulsas do
Paraíso para morar numa mansão em Beverly Hills e outras
para morar em Darfur (*).

(Adaptado de Marcelo Coelho, Folha de S. Paulo, 21/01/2009)

(*) Beverly Hills = rica cidade da Califórnia; Darfur = região
pobre e conflituosa do Sudão.

Transpondo-se para a voz passiva a construção dada, chega-se à forma verbal indicada entre parênteses em:

Alternativas
Comentários
  • Que nós vivemos num mundo bárbaro seja contatado.nós vivemos = presente do indicativoseja = presente do subjuntivo
  • Duvidas nessa questão:Parace-me que a alternativa E seria a mais indicada:VA -> Ouço um risinho(...)VP -> Um risinho foi ouvido(...)
  • Para a alternativa C ser correta os tempos têm que ser os mesmos:Ouço = tenho ouvidoPresente do indicativo = presente do indicativo.
  • a) correta -
    Para constatar que vivemos num mundo bárbaro.
    É uma reduzida de infinitivo. Desdobrando fica:
    Para que se constate que vivemos num mundo bárbaro.
    Ao transpor para voz passiva, deve-se manter o verbo ser no mesmo tempo
    do verbo principal da voz ativa desdobrada ou não desdobrada.
    Constate é presente do subjuntivo do verbo contatar, assim o verbo ser
    no mesmo tempo fica: que eu seja. A voz passiva será:
    Para que seja constatado que vivemos num mundo bárbaro.
    b)  for chocado. Verbo ser no mesmo tempo do principal da voza ativa. Futuro do subjuntivo.
    c) ser defendida ou seja defendida. idem assertiva "a".
    d) ser anunciada ou seja anunciada.
    e) é ouvido. Verbo ser no mesmo tempo do verbo ouvir da voz ativa.
  • questão repetida

  • Marquei a alternativa E...mas depois percebi o erro.....OUÇO está no PRESENTE do INDICATIVO...e o verbo FOI no pretérito perfeito do indicativo...o CORRETO seria:



    Um risinho É ouvido.
  • Olá pessoal!!
    Antes de começar: 

    Ex.: "O cachorro feriu o homem" ..... Passando para a voz passiva: "O homem foi ferido pelo cachorro"
    1º passo: a voz passiva sempre terá um verbo a mais que a ativa.      .......... foi ferido
    2º passo: um dos verbos da voz passiva apresentará o mesmo tempo e modo do verbo da voz ativa.       .......... foi 
    3º passo: entender que o sujeito paciente é o que sofre a ação e o agente.      .......... o homem, pois foi quem se feriu.
    4º passo: entender que o agente da passiva é quem agiu.        .......... o cachorro, pois foi quem feriu o homem.

    Agora vamos à questão!
    Resposta: letra "A" de Abestado!
    Colocarei as alternativas e as respectivas respostas dentro dos parênteses: 
    a) para constatar que vivemos num mundo bárbaro (...) (seja constatado)
    b) Quanto mais chocarem o pensamento corrente (...) (seja chocando)
    c) bom defender a Amazônia (...) (seja defendida)
    d) virou moda anunciar uma espécie de visão trágica (...) (ser anunciada)
    e) Ouço um risinho (...) (é ouvido)
  • Jonh....

    Parabens ....muito obrigada
    beijos
    e otimos estudos

ID
140011
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Entre ações e acionistas

Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar
lições sobre a atualidade - ele, que morreu há mais de cem
anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo
cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,
sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.
Melancolicamente, isso também significa que a história da
humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de
desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.
Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os
homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em
associações empresariais, mas cada um dos acionistas não
cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo
alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de
contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de
agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal
que nos põe em marcha na direção de um objetivo
supostamente coletivo.
Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração
machadiana - mas ela não deixa de ser instigante, obrigandonos
a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes
promovemos agrupamentos e colaborações. É como se
Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto
desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão
verdadeira de cada ato.
Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor
pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema
econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A
crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,
com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem
ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo
acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor
torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.

(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)

Depreende-se da leitura do texto que o autor, ao analisar a contribuição de Machado de Assis, conclui que é boa lição

Alternativas
Comentários
  • Conforme o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa:

    MÓVEL
    (latim mobilis, -e)
    adj. 2 gén.
    adj. 2 gén.
    1. Que pode ser movido ou mudado. = móbil, movível ? fixo, imóvel
    2. Fig. Instável, variável. ? constante
    s. m.
    3. Objecto!Objeto de mobília.
    4. Aquilo que é a origem de alguma coisa. = causa, móbil, motivo, motor, razão
    5. Fito, intento.
    6. Qualquer corpo disparado por uma arma. = projéctil
  • que viagem

  • A observação é ferina, pelo alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de

    contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de agrupamento e colaboração .Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração machadiana - mas ela não deixa de ser instigante, obrigando-nos a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes promovemos agrupamentos e colaborações

    Resultado, C.


ID
140014
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Entre ações e acionistas

Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar
lições sobre a atualidade - ele, que morreu há mais de cem
anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo
cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,
sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.
Melancolicamente, isso também significa que a história da
humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de
desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.
Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os
homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em
associações empresariais, mas cada um dos acionistas não
cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo
alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de
contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de
agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal
que nos põe em marcha na direção de um objetivo
supostamente coletivo.
Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração
machadiana - mas ela não deixa de ser instigante, obrigandonos
a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes
promovemos agrupamentos e colaborações. É como se
Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto
desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão
verdadeira de cada ato.
Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor
pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema
econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A
crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,
com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem
ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo
acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor
torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.

(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)

Os dois segmentos destacados constituem, na ordem dada, a relação indicada entre parênteses na seguinte alternativa:

Alternativas
Comentários
  • A observação é ferina, pelo alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de
    agrupamento e colaboração.

    FERINA = feroz, cruel.

  • Para abstrair a resposta me parece que só voltando ao texto mesmo e interpretando-o.
    A observação é ferina porque seu alcance é maior do que supomos.(conseqência e causa)
    Interpretando: o egoísmo humano (fato) é o que move as relações de iniciativas de agrupamento e colaboração. (conseqência)
  • Basta acrescentarmos a palavra DEVIDO e verificar se há relação.

    DEVIDO ao alcance que lhe podemos dar (causa)  a observação é ferina (consequência).

    Bons estudos!!!
  • Por causa do alcance que lhe podemos dar (causa) / a observação é ferina (consequência).

    Pode ser?


  • Gab. A).

    (Devido a / causa) pelo alcance que lhe podemos dar,

    (Faz com que/ consequência) A observação seja ferina.


ID
140017
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Entre ações e acionistas

Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar
lições sobre a atualidade - ele, que morreu há mais de cem
anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo
cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,
sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.
Melancolicamente, isso também significa que a história da
humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de
desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.
Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os
homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em
associações empresariais, mas cada um dos acionistas não
cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo
alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de
contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de
agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal
que nos põe em marcha na direção de um objetivo
supostamente coletivo.
Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração
machadiana - mas ela não deixa de ser instigante, obrigandonos
a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes
promovemos agrupamentos e colaborações. É como se
Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto
desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão
verdadeira de cada ato.
Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor
pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema
econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A
crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,
com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem
ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo
acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor
torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.

(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Comentário de cada alternativa:a) A obra machadiana, com a qual ...... (vir) instruindose os leitores, tem um alcance analítico inexcedível. (OS LEITORES INSTRUINDOSE VIRAM...)b) ...... (ter) impressionado a um sem-número de leitores suas implacáveis interpretações do comportamento humano. (SUAS IMPLACÁVEIS INTERPRETAÇÕES TÊM...)c) Talvez não se ...... (adequar) ao espírito mesmo da obra de Machado os louvores agradecidos que lhe endereçam alguns leitores.(OS LOVOURES AGRADECIDOS QUE LHE ENDERECAM ALGUNS LEITORES, TALVEZ, NÃO SE ADQUAM...)d) Muitos creem que ...... (comportar) cada um de seus pequenos contos incontáveis ensinamentos de vida. CORRETA> (CADA UM DE SEUS PEQUENOS CONTOS COMPORTA INCONTÁVEIS ENSINAMENTO DE VIDA.)e) Entre os contos machadianos que mais se ...... (ler) está, sem dúvida, o intitulado "Missa do galo" ( ENTRE OS CONTOS MACHADIANOS QUE MAIS SE LEÊM...)
  • Item A ERRADO

    obra machadiana, com a qual ...... (vir) instruindose os leitores, tem um alcance analítico inexcedível.

    obra machadiana, com a qual se veem instruindo os leitores, tem um alcance analítico inexcedível.

    Item B ERRADO

    ...... (ter) impressionado a um sem-número de leitores suas implacáveis interpretações do comportamento humano.

    ...têm pressionado a um sem-número de leitores suas implacáveis interpretações do comportamento humano.

    Item C ERRADO

    Talvez não se ...... (adequar) ao espírito mesmo da obra de Machado os louvores agradecidos que lhe endereçam alguns leitores.

    Talvez não se adequem ao espírito mesmo da obra de Machado os louvores agradecidos que lhe endereçam alguns leitores.

    Item D CERTO

    Muitos creem que ...... (comportar) cada um de seus pequenos contos incontáveis ensinamentos de vida.

    Muitos creem que comporta cada um de seus pequenos contos incontáveis ensinamentos de vida.

    Item E ERRADO

    Entre os contos machadianos que mais se ...... (ler) está, sem dúvida, o intitulado "Missa do galo".

    Entre os contos machadianos que mais se leem está, sem dúvida, o intitulado "Missa do galo".


ID
140020
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Entre ações e acionistas

Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar
lições sobre a atualidade - ele, que morreu há mais de cem
anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo
cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,
sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.
Melancolicamente, isso também significa que a história da
humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de
desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.
Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os
homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em
associações empresariais, mas cada um dos acionistas não
cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo
alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de
contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de
agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal
que nos põe em marcha na direção de um objetivo
supostamente coletivo.
Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração
machadiana - mas ela não deixa de ser instigante, obrigandonos
a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes
promovemos agrupamentos e colaborações. É como se
Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto
desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão
verdadeira de cada ato.
Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor
pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema
econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A
crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,
com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem
ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo
acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor
torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.

(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)

Está coerente, clara e correta a redação da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Já fazem (FAZ) mais de cem anos que Machado de Assis passa-nos lições que, longe de envelhecerem, ainda assim parecem atuais.

    b) Não se deve culpar a Machado por amiudados exageros nas análises que tão implacável quanto ponderadamente exerce sobre nosso caráter.

    c) Os leitores que vão de encontro às (AO ENCONTRO DAS) ideias machadianas só o fazem por que (PORQUE) identificam-se (SE IDENTIFICAM) quase de modo acrítico com as mesmas.

    d) Ao invés (EM VEZ DE) de condenar-se Machado pelo pessimismo de seu pensamento faria melhor quem o louvasse pelo discernimento do mundo real. 
    A expressão “em vez de” pode ser empregada em múltiplas circunstâncias, desde que seus significados sejam mantidos. Já “ao invés de” poderá ser aplicada somente quando há termos que indicam oposição na frase, significando “ao inverso de”. Ex:  A\professora, ao invés de diminuir a nota do aluno, aumentou-a (a expressão “em vez de” poderia ser substituída por “ao invés de”, pois temos termos contrários “diminuir” e “aumentou”).
    Fonte: Sabrina Vilarinho

    Equipe Brasil Escola

    e) O saldo das análises que faz Machado do nosso comportamento não é alentador para a alma, mas instiga nosso pensamento crítico OK!

  • O erro da "b" é de regência:
    Não se deve culpar a Machado.
    Não se deve culpar algo ou alguem.

ID
229279
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Considere um conjunto de dados determinando uma curva de frequência de uma distribuição estatística unimodal. Verificando que se trata de uma curva assimétrica à esquerda pode-se afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Sendo a distribuição simétrica, a média e a moda coincidem; sendo a distribuição
    assimétrica à esquerda ou negativa, a média é menor que a moda; e sendo
    assimétrica à direita ou positiva, a média é maior que a moda.

ID
229282
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Uma variável aleatória X tem média igual a 10 e desvio padrão igual a 2. Pelo teorema de Tchebyshev, se 0 < k < 10 a probabilidade mínima de que X pertença ao intervalo (10?k, 10+k) é igual a

Alternativas
Comentários
  • Teorema de Tcheb:

    Probabilidade Máxima = 1 / k2
    Probabilidade Mínima = 1 - (Prob Máx)


    K = D / desvio padrão ( D = intervalo superior  - média,  na curva normal)

    Prob Máxima: fora do intervalo
    Prob Mínima: dentro do intervalo


    Resolução:

    K= D/dp
    K= ](10+D) - 10] / 2
    K= D/2


    Prob Máx= 1/k2
    Prob Máx= 1 / (D/2)2  = 1 - 4D-2


    Prob Mín = 1 - Prob Máx
    Prob Mín = 1 -




  • k* vezes sigma = erro = k
    2k* = k
    logo k* = k / 2
    prob minima = 1 - 1 / (k* ^2) = letra B
    OBSERVACAO: A banca errou em chamar o erro de k. Por isso, eu diferenciei k* de k na resolucao da questao. Ninguem sabe se o k da resposta é referente ao erro k, ou se é o k de Tchebyshev. Tem que ser deste. Essa ambiguidade sucitaria a anulacao da questao.


ID
229285
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Em uma população de tamanho infinito, é realizada uma pesquisa com 400 pessoas escolhidas aleatoriamente apurando-se que 10% têm preferência por uma marca de televisor W. Deseja-se obter um intervalo de confiança de 95% de confiança para esta proporção. Se a distribuição amostral da frequência relativa das pessoas que preferem o televisor W é normal e utilizando-se a informação da distribuição normal padrão (Z) que a probabilidade P(|Z|?1,96) = 95%, tem-se que o intervalo de confiança de 95% para a proporção é

Alternativas
Comentários
  • Comentário objetivo:

    DADOS
    n = 400
    p = 10% = 0,1
    α = 95%
    P (|Z|   1,96) = 95%

    ENCONTRANDO O VALOR DE z
    Como o enunciado no forneceu que α = 95% e sabemos também que P (|Z|   1,96) = 95%, temos que z = 1,96.

    CALCULANDO O INTERVALO DE CONFIANÇA
    O intervalo de confiança para a proporção é calculado pela seguinte fórmula:

    ICPROPORÇÃO = p ±        (p (1-p) / n)
    ICPROPORÇÃO = 0,1 ± 1,96  0,1 (0,1 (0,9) / 400)
    ICPROPORÇÃO = 0,1 ± 1,96  (0,09 / 400)
    ICPROPORÇÃO = 0,1 ± 1,96 (0,3 / 20)
    ICPROPORÇÃO = 0,1 ± 1,96 (0,015)
    ICPROPORÇÃO = 0,1 ± 0,0294
    ICPROPORÇÃO = [0,0706; 0,1294] (GABARITO C)

ID
229288
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

O desvio padrão populacional da duração de vida de um aparelho é igual 120 horas. O tamanho da população, com uma distribuição considerada normal, é igual a 145. Seleciona-se uma amostra aleatória de tamanho igual a 64 e encontra-se uma duração média para o aparelho de 1.000 horas. Sabendo-se que na distribuição normal padrão (Z) a probabilidade P(Z ? 2) = 2,25%, tem-se que o intervalo de confiança de 95,5% para a média ? da população é

Alternativas
Comentários
  • usar correção de continuidade de Bonferroni: (N - n) / (N - 1)

  • Gabarito: E.

    Trata-se de uma questão de IC para média amostral. Saliento, como já fiz em outras questões, que com a fórmula, por si só, decorada, não se resolve essa questão. Explico:

    O IC para a média amostral tem o seguinte formato:

    IC = Média amostral ± Zo x σ/√n.

    Note que o examinador deu o tamanho da população e o tamanho da amostra. Então, precisamos realizar uma análise para saber se aplicaremos o fator de correção de população finita (que foi o que o Francisco comentou) ou não.

    Se n/N > 0,05: Utiliza-se o fator de correção da população finita.

    n/N = 64/145 = 0,44. Como 0,44 > 0,05, devemos corrigir o valor do desvio padrão.

    A correção é dada multiplicando o valor do desvio padrão populacional (σ) por √((N-n)/(N-1)). Logo:

    σ x √((N-n)/(N-1)) = 120 x √(145-64)/(145-1) = 120 x √81/√144 = 120 x (9/12)

    σ = 90.

    Agora, podemos proceder ao cálculo do IC:

    IC = Média amostral ± Zo x σ/√n

    IC = 1000 ± 2 x 90/√64

    IC = 1000 ± 22,50

    IC = [977,50; 1022,50].

    Espero ter ajudado.

    Bons estudos!


ID
229303
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Dois processadores tipos A e B são colocados em teste por mil horas. A probabilidade de que um erro de cálculo aconteça em um processador do tipo A é de 3%, do tipo B é 2% e em ambos é de 0,3%. A probabilidade de que nenhum processador tenha apresentado erro é igual a

Alternativas
Comentários
  • Comentário objetivo:

    Para resolver essa questão, temos que trabalhar com o conceito de evento complementar. Assim temos:

    DADOS FORNECIDOS PELA QUESTÃO
    P(A ter erro) = 3%
    P(B ter erro) = 2%
    P(A ter erro e B ter erro) = 0,3%

    APLICANDO A FÓRMULA DO "OU"
    A probabilidade de que algum dos processadores tenha erro é calculada pela fórmula do "OU", da seguinte fórmula:

    P (A ou B) = P(A) + P(B) - P(A e B)
    P (A ter erro ou B ter erro) = P(A ter erro) + P(B ter erro) - P(A ter erro e B ter erro)
    P (A ter erro ou B ter erro) = 3% + 2% - 0,3%
    P (A ter erro ou B ter erro) = 4,7%

    UTILIZANDO O CONCEITO DE EVENTO COMPLEMENTAR
    Como encontramos no passo acima a probabilidade de que algum dos processadores (A ou B) tenha erro, para acharmos a probabilidade de que
    nenhum deles tenha erro devemos aplicar o conceito de evento complementar, da seguinte forma:

    P(A não ter erro e B não ter erro) = 100% - P (A ter erro ou B ter erro)
    P(A não ter erro e B não ter erro) = 100% - 4,7%
    P(A não ter erro e B não ter erro) = 95,3%
    P(A não ter erro e B não ter erro) = 0,953 (GABARITO A)
  • Acho que essa questão não tem resposta:

    P(A não ter erro e B não ter erro)= 100%- [ P(A ter erro) + P(B ter erro) + P(A e B terem erros)]=1-[0,03+0,02+0,003]=0,947

ID
229306
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Dos 8 caminhões de entrega de uma loja de departamento, três emitem excesso de poluentes. Selecionados aleatoriamente, para a inspeção, 4 dos 8 caminhões, a probabilidade dessa amostra incluir exatamente 2 caminhões que emitem excesso de poluentes é

Alternativas
Comentários
  • Dos 8 caminhões 3 emitem excesso de poluentes. Consequentemente os outros 5 não emitem. Se queremos escolher 4 sendo que exatamente 2 emitem excesso, então os outros 2 necessariamente não devem emitir excesso. Sendo assim, nossa escolha dos quatro será da seguinte forma:

    1) escolher 2 dos 3 que emitem excesso; e

    2) escolher 2 dos 5 que não emitem excesso.

    No caso 1) há C(3;2) = 3 maneiras de escolher e no caso 2) há C(5;2) = 10. Assim, há 3*10 = 30 maneiras de escolher os 4 carros, sendo exatos 2 emitentes de excesso.

    Como temos C(8;4) = 70 maneiras de escolher 4 carros quaisquer, então a probabilidade pedida é 30/70 = 3/7.

    Resposta: d.

    Opus Pi.

  • GABARITO: Letra D

    Probabilidade = Quero/Total

    Dos 4 que vou selecionar, quero 2 poluentes. Logo preciso de outros 2 não poluentes = C(3,2)*C(5,2) = 3*10= 30

    Total de grupos que pode ser formado = C(8,4) = (8*7*6*5)/(4*3*2*1) = 70

    Probabilidade = 30/70 = 3/7


ID
229309
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

De todas as pessoas que preencheram a declaração do Imposto de Renda em uma comunidade, num determinado ano fiscal, sabe-se que: 10% incluíram deduções que elas sabiam ser ilegais, 5% preencheram a declaração fazendo deduções ilegais por não conhecerem as instruções exatas, enquanto que as demais pessoas a preencheram de forma correta. Sabe-se que 95% das declarações que continham erros propositais e 90% das que continham erros por desconhecimento, foram barradas na malha fina (todas as preenchidas corretamente não foram barradas). Uma declaração é escolhida aleatoriamente dentre as citadas e sabe-se que ela foi barrada na malha fina. A probabilidade da declaração ser de um contribuinte que errou propositalmente é

Alternativas

ID
229312
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Um auditor foi contratado para examinar uma coleção de faturas de vendas das quais 10% contêm erros. Ele selecionou, aleatoriamente e com reposição, uma amostra de 4 faturas. A probabilidade de exatamente duas conterem erro é

Alternativas
Comentários
  • prob de exatamente duas com erro = (4 2)*(0,9^2)*(0,1^2) = 0,0486
    obs: (4 2) = combinacao de 4, 2 a 2

  • Poderia explicar melhor essa questão !?. Ainda não consegui entender !


ID
229321
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Uma variável aleatória X tem distribuição geométrica com média 4. A probabilidade do primeiro sucesso ocorrer no terceiro ensaio é

Alternativas
Comentários
  • media da geometrica = 1 / p = 4, logo p = 1/4 = prob de sucesso
    prob que o sucesso ocorra no terceiro ensaio = prob de haver dois fracassos primeiro nos dois primeiros ensaios e depois um sucesso no terceiro =
    ((3/4) ^ 2)*1/4= 9 / 64

     


ID
229330
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Considere as seguintes afirmações relativas às técnicas de Análise Multivariada:

I. Na análise de correspondência usa-se como medida de similaridade a distância Euclidiana média.
II. O objetivo principal da análise de componentes principais é o de explicar a estrutura de variância e covariância de um vetor aleatório, composto por n variáveis aleatórias, através da construção de combinações lineares das variáveis originais.
III. O escalonamento dimensional é uma técnica matemática apropriada para representar graficamente n elementos num espaço de dimensão menor que o original, tendo-se em consideração a distância ou similaridade que os elementos têm entre si.
IV. Na análise de agrupamentos, uma medida de similaridade que pode ser utilizada é a distância Euclidiana.

Dentre essas afirmações citadas são verdadeiras SOMENTE

Alternativas

ID
229336
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Dentre 60 pessoas escaladas para participar de uma comissão, 40 são do partido A e 20 do partido B. O número de amostras estratificadas de 3 dessas pessoas que se pode formar, no caso de se fazer uma alocação proporcional ao tamanho do partido, é

Alternativas
Comentários
  • Vamos montar Duplas do grp A... e combinar com 1 pessoa do B

    Duplas... pessoass... Ordem não importa, certo? Então é COMBINAÇÃO e não Arranjo.

    40! / (40-2)! . 2!     .   20

    20.39 .20 = 15600

    À disposição,

    SH.
  • (40 2) * (20 1) = 15600

  • GAB C

    Questão maneira que mistura analise combinatória e técnicas de amostragem.

    Primeiramente calcular a porcentagem de cada estrato 40 de 60(40/60) e 20 de 60(20/60), que dá 2/3 e 1/3, respectivamente. Numa amostra de 3 pessoas, portanto, 2 serão do partido A e 1 do partido B. Quantos números distintos de amostra eu posso formar, neste caso? Usaremos a combinação, pq a ordem nao importa. C40,2 "E" C20,1 = 15.600.


ID
257800
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Seja E1 um estimador não tendencioso de um parâmetro E, então E1 é um estimador consistente de E, se e somente se,

Alternativas
Comentários
  • Se E1 representa a população E (amostragem perfeita = não tendenciosa) se nE->infinito, então a variãncia de E1 tende a zero em relação aos parâmetros da população E.

    Gabarito- E
  • falou em consistência, palavras chave:

    infinito, amostra tende ao infinito, amostra grande, etc

  • Gab. E

    Acho que a qc está se referindo à Lei dos Grandes Números. De modo bem leigo (até porque não é minha área) essa lei diz mais ou menos o seguinte:

    Ex: se lanço uma moeda 10 vezes, ela pode sair 8.caras e 2.coroas, fora as outras possibilidades.

    Mas a chance de ser 50/50 (5 caras e 5 coroas) é pequena.

    Segundo a lei, quanto mais eu lanço a moeda, MAIOR a chance de ser 50/50, ou seja, lanço uma moeda milhões de vezes, as chances de ser 50/50 serão maiores.

    E a diferença (entre quantas vezes deu cara e quantas deu coroa) vai ficando menor, tendendo a ser ZERO.

    onde N é o número de vezes que lanço a moeda: N (Lê-se N suficientemente grande tende ao infinito)

    lembra? quanto mais eu lanço, maior a chande de sair um 50/50.

    Tenha em mente o seguinte: "Quanto mais eu lanço menor será a diferença entre f e p"

    onde f = frequência amostral p = frequência populacional

    Qualquer erro me avisa ou responda este comentário. Dependendo reporta ele e já era!