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Questões de Flexão verbal de número (singular, plural)


ID
2629
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 apóiam-se no texto
apresentado abaixo.

Rios caudalosos e lagos deslumbrantes, cachoeiras e
corredeiras, cavernas, grutas e paredões. Onças, jacarés, tamanduás,
capivaras, cervos, pintados e tucunarés, emas e
tuiuiús. As maravilhas da geologia, fauna e flora do Brasil Central
reunidas em três ecossistemas únicos no mundo - Pantanal,
Cerrado e Floresta Amazônica
?, poderiam ser uma abundante
fonte de receitas turísticas. Mas não são, e os Estados da
região agradecem.
Para preservar seus delicados santuários ecológicos, o
Centro-Oeste mantém rigorosas políticas de controle do turismo,
com roteiros demarcados e visitação limitada. Assim é feito
em Bonito, município situado na Serra da Bodoquena, cujas
belezas naturais despertaram os fazendeiros para as oportunidades
do turismo.

(Adaptado de O Estado de S. Paulo, Novo mapa do Brasil,
H16, 20 de novembro de 2005)

O verbo flexionado corretamente está grifado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) requereramb) vieramc) dispuseram-sed) sobrevierame) obtiveram
  • (A), o verbo “requerer” corretamente flexionado no pretérito perfeito do indicativo é “requereram”.
    (B), o verbo “vir” corretamente flexionado no futuro do presente do indicativo é “virão”.
    (C), o verbo “dispor” (derivado de “pôr”) corretamente flexionado no pretérito perfeito do indicativo é “dispuseram”.
    (D) é a correta, pois “sobrevieram” é derivado do verbo “vir” (vieram).
    (E), o verbo “obter” (derivado do verbo “ter”) corretamente flexionado no pretérito perfeito do indicativo é “obtiveram”
    Bons estudos

  • Como a FCC gosta da conjugação do verbo VIR, PÔR, TER E VER  e seus derivados! Não podemos ir para a prova sem saber isso =)

  • A) Requereram, pretérito perfeito do indicativo.

    B) Virão, do futuro do presente do indicativo.

    C) Dispuseram, pretérito perfeito do indicativo. "Dispor" deriva de "pôr". Assim, lembre de "puseram"

    D) Sobrevieram, pretérito perfeito do indicativo. "Sobrevir" deriva de "vir". Assim, lembre de "vieram"

    E) Obtiveram, pretérito perfeito do indicativo. "Obter" deriva de "ter". Assim, lembre de "tiveram"

  • Em 2006 eu teria passado em um concurso rs


ID
3700
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

Estão inteiramente corretas a forma e a flexão dos verbos na frase:

Alternativas
Comentários
  • * A boa ficção não INSTITUI fantasias gratuitas; ela aprende o real por meio da mais fecunda imaginação.

    * b) Embora muitos DIVIRJAM, não há por que não admitir que um romance policial reuna vários atributos estéticos.

    * c) Embora não sejam propriamente ficções, os bons documentários PROPICIAM a abertura de novos horizontes do real.

    * d) Se achamos que a vida dos afegãos não tem nada A VER com a nossa, o autor lembra que a história de Amir conflue para a de muita gente.

    * e) Muitos autores entremeiam realidade e imaginação em suas narrativas para proverem a ficção dos mais estimulantes atrativos.
  • Alternativa D - No verbo CONFLUIR não existe a conjugação CONFLUE. O correto é conflui.

ID
3712
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

O verbo indicado entre parênteses deverá adotar obrigatoriamente uma forma do plural para preencher de modo adequado a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Ao meu ver a questão C também estaria correta:

    Impõem-se nas ficções como na vida.
  • A rigor, fora engano meu, também seria possível usar o singular na frase da alternativa E. Isto porque o sujeito composto da oração ("um romance policial e uma novela de Dostoiévski") está pós-posto.
  • O sujeito do verbo impor é "um fundo universal de humanidade"
  • QUE EU SAIBA NAO É OBRIGATÓRIO O USO DO PLURAL NA ALTERNATIVA "E" POIS O SUJEITO COMPOSTO VEM DEPOIS DO VERBO, E NESSES CASOS  TORNA-SE OPCIONAL O USO DO PLURAL.
    FIQUEI EM DÚVIDA POIS AS ALTERNATIVAS  A, B E C ESTAO FORA, ACABEI OPTANDO PELA  ALTERNATIVA  D MAS ACHO QUE TB NAO CABE O PLURAL, LOGO PRA MIM  A QUESTAO É DUVIDOSA, SEM UMA RESPOSTA 100% CORRETA.
  • Analisando as questões:
    a) ...... (persistir), a par de tão distintas particularidades dos grupos étnicos, a singularidade dos traços humanos comuns a todas as criaturas.

    Verbo no singular = A singularidade (...) persisti
                                         Suj.                  vb.

    b) Não ...... (caber) apenas aos documentaristas assumir todos os compromissos com a complexidade do real.

    Verbo no singular = Sujeito Oracional=

    Cabe aos documentaristas / assumir
      VTI             OI                    Isto (sujeito Oracional de Cabe)

    c) Acima de todas as diferenças culturais, ......-se (impor), nas ficções como na vida, um fundo universal de humanidade.

    Verbo no Singular = Impor-se Um fundo universal (ordem indireta)
    Ordem direta = Um fundo Universal (..) impõe-se
                                         
    d) Ler romances e assistir a filmes são atividades prazerosas a que se ...... (dever) entregar todo aquele que cultive seu processo de formação.
    Verbo no Singular
    Colocando na Ordem direta = Todo aquele deve entregar ...
                                                     Sujeito    Verb.

    e) ......-se (ler) com a mesma deferência, na família do autor, um romance policial e uma novela de Dostoiévski.

    Verbo pode ir para o Plural ou Singular, pois sujeito pósposto ao verbo é facultado concorda com o primeiro ou com os dois sujeitos:

    Ordem Indireta da Oração:  Leu -se Um romance e Uma Novela.

    Assim: Essa questão pode ser anulada. Por não ter a resposta que adotar obrigatoriamente uma forma do plural.

    Espero Ter ajudo abs.

  • Acho que essa questão é uma daquelas estilo "a alternativa mais correta". Já que nenhuma das outras alternativas aceita a forma plural. Por outro lado o enunciado diz "O verbo indicado entre parênteses deverá adotar obrigatoriamente". Sendo assim concordo com Rafael Fernandes, a questão pode ser anulada pois não exige obrigatoriamente a forma plural.
  • Na verdade a questão nos trás 2 numerais com o sujeito 



    Um romance e UMA novela ora, um mais um são 2 caracterizando sujeito composto
  • Me indigna muito essa questão. Não há alternativa correta. A letra E admite singular ou plural do verbo ler.


ID
4018
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 16 a 20 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Em todo o mundo, há 175 milhões de pessoas vivendo e
trabalhando fora do país em que nasceram. A maior parte desse
contingente é de imigrantes de países pobres em busca de
melhores empregos no Primeiro Mundo. Outro êxodo, mais
discreto mas igualmente intenso, percorre um caminho diferente.
É formado por cidadãos do mundo próspero que vão viver
em outros países. Emprego e qualidade de vida estão no topo
dessa migração.
Uma semelhança entre os dois fluxos é a de que ambos
se dirigem sobretudo aos países ricos. O número de americanos
que vivem fora dos Estados Unidos cresceu; a cada ano
aumenta o número de franceses que moram no exterior; Inglaterra
e Alemanha, que nas últimas décadas foram inundadas
por levas de imigrantes, bateram recentemente o recorde histórico
em emigração. Desde a II Guerra não se viam tantos
alemães de mudança para o exterior. No ano passado, a
quantidade foi equivalente à que saía do país no fim do século
XIX
? época das grandes migrações, quando 44 milhões de
pessoas fugiram da pobreza na Europa, em busca de oportunidades
no Novo Mundo.
Um dos tipos que caracteriza os novos migrantes, que
saem de países ricos, é o de profissionais que encontram no
exterior oportunidade de investir na carreira, se possível
conciliando trabalho com qualidade de vida. A globalização da
economia é o principal catalisador dessa tendência.

(Adaptado de José Eduardo Barella, Veja, 14 de setembro de
2005, p. 100)

A forma verbal que pode ser empregada também no plural, permanecendo a frase correta, está grifada em:

Alternativas
Comentários
  • alguém pode me dizer pq é a letra E a correta?

  • Gabarito letra E.

    Um dos tipos que caracteriza os novos migrantes ...OU

     

    Um dos tipos que caracterizam os novos migrantes ...

    Vejam que a concordância poderia ser com "Um dos que" OU  com "tipos"

  • Eu acredito q a letra B tb esteja correta, vejamos:

    SÃO FORMADOS por cidadãos do mundo póospero....a parte grifada foi pro plural e o restante da frase se manteve correta no singular.

    Alguém poderia me fazer enxergar o erro dessa alternativa???

  • só passar da voz ativa para passiva veja que cabe o plural na duvida vc deve ter mais de uma maneira de responder aa questão.

    os novos migrantes são caracterizados por um dos tipos.
  • Acredito que seja mais ou menos assim, temos que ver se a expressão grifada quando colocada no plural, vai continuar concordando com o sujeito da frase. Vejamos:

    •  a) A maior parte desse contingente é de imigrantes...
    • Como o sujeito MAIOR PARTE continua no singular, o verbo não pode ir para o plural.
    •  b) É formado por cidadãos do mundo próspero...
    • Como o sujeito MUNDO PRÓSPERO continua no singular, o verbo não pode ir para o plural.
    •  c) ... a cada ano aumenta o número de franceses...
    • Como o sujeito NÚMERO DE FRANCESES continua no singular, o verbo não pode ir para o plural.
    •  d) ... à que saía do país no fim do século XIX...
    • Como À refere-se a QUANTIDADE e esta continua no singular, o verbo não pode ir para o plural.
    •  e) Um dos tipos que caracteriza os novos migrantes...
    • Este caso é diferente pois o verbo pode variar com UM (CARACTERIZA) ou com TIPOS (CARACTERIZAM), sendo está a resposta.
  • LETRA B = Incorreta

    Temos que voltar no texto para identificar que o sujeito de "É formado por cidadão do mundo próspero" é "Outro êxodo", contido na frase anterior.


    Abraço a todos!
  • Esta questao deveria ter sido anulada pois existem duas alternativas corretas letras A e E, Nao podemos esquecer  que o verbo ser admite esse tipo de concordancia especial tanto pode concordar com o sujeito singular como com o predicativo plural ou vice-verca no entando e mais comum fazer a concordancia com o sujeito plural ou predicativo plural.
  • Qual o erro da A?


ID
4021
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 16 a 20 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Em todo o mundo, há 175 milhões de pessoas vivendo e
trabalhando fora do país em que nasceram. A maior parte desse
contingente é de imigrantes de países pobres em busca de
melhores empregos no Primeiro Mundo. Outro êxodo, mais
discreto mas igualmente intenso, percorre um caminho diferente.
É formado por cidadãos do mundo próspero que vão viver
em outros países. Emprego e qualidade de vida estão no topo
dessa migração.
Uma semelhança entre os dois fluxos é a de que ambos
se dirigem sobretudo aos países ricos. O número de americanos
que vivem fora dos Estados Unidos cresceu; a cada ano
aumenta o número de franceses que moram no exterior; Inglaterra
e Alemanha, que nas últimas décadas foram inundadas
por levas de imigrantes, bateram recentemente o recorde histórico
em emigração. Desde a II Guerra não se viam tantos
alemães de mudança para o exterior. No ano passado, a
quantidade foi equivalente à que saía do país no fim do século
XIX
? época das grandes migrações, quando 44 milhões de
pessoas fugiram da pobreza na Europa, em busca de oportunidades
no Novo Mundo.
Um dos tipos que caracteriza os novos migrantes, que
saem de países ricos, é o de profissionais que encontram no
exterior oportunidade de investir na carreira, se possível
conciliando trabalho com qualidade de vida. A globalização da
economia é o principal catalisador dessa tendência.

(Adaptado de José Eduardo Barella, Veja, 14 de setembro de
2005, p. 100)

Considere as formas verbais que aparecem no texto saem e saía. A mesma relação existente entre ambas, quanto à flexão, está no par

Alternativas
Comentários
  • Gabarito  letra B.

    saem = presente do indicativo

    saía = pretérito imperfeito indicativo

    Logo, a mesma relação existente entre ambas, quanto à flexão, está no par estão e estava.

  •  Um exemplo:  Eles saem -Presente do Indicativo (ação que ocorre no presente ,agora)                                                                          
     
    Ele saía -Pretérito Imperfeito do Indicativo (ação interrompida ele saía no passado e nao sai mais )

    Eles estão aqui -Presente do Indicativo

    Ele estava aqui -Pretérito Imperfeito do Indicativo (ação interrompida ele estava e não está mais)
  • Alguém pode me dizer o tempo e o modo das formas verbais fogem e fugiu da letra "C"?
  • Fogem - 3a pessoa do plural do presente do indicativo
    Fugiu - 3a pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo
  • A)“vão” (presente do indicativo) e “foi” (pretérito perfeito do indicativo). 
    B) “estão” e “estava” encontram-se respectivamente nos tempos presente do indicativo e pretérito imperfeito do indicativo, respectivamente. 
    C) “fogem” (presente do indicativo) e “fugiu” (pretérito perfeito do indicativo).  
    D) “dirigem” (presente do indicativo) e “dirigira” (pretérito mais-que-perfeito do indicativo).  
    E) “trabalham” (presente do indicativo) e “trabalharia” (futuro do pretérito do indicativo.
    Letra B
    Bons estudos
     

ID
4192
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto
seguinte.

Falamos o idioma de Cabral?

Se é que Cabral gritou alguma coisa quando avistou o
monte Pascoal, certamente não foi "terra ã vishta", assim, com
o "a" abafado e o "s" chiado que associamos ao sotaque
português. No século XVI, nossos primos lusos não engoliam
vogais nem chiavam nas consoantes - essas modas surgiram
no século XVII. Cabral teria berrado um "a" bem aberto e dito
"vista" com o "s" sibilante igual ao dos paulistas de hoje. Na
verdade, nós, brasileiros, mantivemos sons que viraram arcaísmos
empoeirados para os portugueses.
Mas, se há semelhanças entre a língua do Brasil de hoje
e o português antigo, há ainda mais diferenças. Boa parte delas
é devida ao tráfico de escravos, que trouxe ao Brasil um número
imenso de negros que não falavam português. "Já no século
XVI, a maioria da população da Bahia era africana", diz Rosa
Virgínia Matos, lingüista da Universidade Federal da Bahia.
"Toda essa gente aprendeu a língua de ouvido, sem escola",
afirma. Na ausência da educação formal, a mistura de idiomas
torna-se comum e traços de um impregnam o outro. "Assim os
negros deixaram marcas definitivas", diz Rosa.
Também no século XVI, começaram a surgir diferenças
regionais no português do Brasil. Num pólo estavam as áreas
costeiras, onde os índios foram dizimados e se multiplicaram os
escravos africanos. No outro, o interior, persistiam as raízes
indígenas. À mistura dessas influências vieram se somar as
imigrações, que geraram diferentes sotaques.
Mas o grande momento de constituição de uma língua
"brasileira" foi o século XVIII, quando se explorou ouro em
Minas Gerais. "Lá surgiu a primeira célula do português brasileiro",
diz Marlos Pessoa, da Universidade Federal de Pernambuco.
A riqueza atraiu gente de toda parte - portugueses,
bandeirantes paulistas, escravos que saíam de moinhos de
cana e nordestinos. Ali, a língua começou a uniformizar-se e a
exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas
comerciais que a exploração do ouro criou.

(Super Interessante. Almanaque de férias 2003. São
Paulo, Abril, 2003, pp. 50-51)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • Fiquei um tempão em duvida entre a C e a D. Ai me dei conta que na letra C havia um tempo composto onde o verbo principal é o impessoal haver. Portanto o verbo auxiliar acompanha o principaal ficando no singular.
  • Letra D - correta. Fazer a pergunta. O que é que cabe? Resposta: as iniciativas. Diante disso, o verbo concorda com o sujeito - cabem.
  • A) Quem teria recorrido? o comandante, logo, fica no singular.
    B) O verbo importar, aqui, está com sentido impessoal, logo não irá variar.
    C) O verbo haver significando existir é impessoal e passa a impessoalidade para o verbo auxiliar. Logo o verbo ter ficará no singular.
    D) O que não cabe à educação? as iniciativas. Logo, não cabem à educaçao as iniciativas. Verbo vai para o PLURAL.
    E) O que importa? o fluxo. Portanto, o verbo ficará no singular.


ID
4204
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto
seguinte.

Falamos o idioma de Cabral?

Se é que Cabral gritou alguma coisa quando avistou o
monte Pascoal, certamente não foi "terra ã vishta", assim, com
o "a" abafado e o "s" chiado que associamos ao sotaque
português. No século XVI, nossos primos lusos não engoliam
vogais nem chiavam nas consoantes - essas modas surgiram
no século XVII. Cabral teria berrado um "a" bem aberto e dito
"vista" com o "s" sibilante igual ao dos paulistas de hoje. Na
verdade, nós, brasileiros, mantivemos sons que viraram arcaísmos
empoeirados para os portugueses.
Mas, se há semelhanças entre a língua do Brasil de hoje
e o português antigo, há ainda mais diferenças. Boa parte delas
é devida ao tráfico de escravos, que trouxe ao Brasil um número
imenso de negros que não falavam português. "Já no século
XVI, a maioria da população da Bahia era africana", diz Rosa
Virgínia Matos, lingüista da Universidade Federal da Bahia.
"Toda essa gente aprendeu a língua de ouvido, sem escola",
afirma. Na ausência da educação formal, a mistura de idiomas
torna-se comum e traços de um impregnam o outro. "Assim os
negros deixaram marcas definitivas", diz Rosa.
Também no século XVI, começaram a surgir diferenças
regionais no português do Brasil. Num pólo estavam as áreas
costeiras, onde os índios foram dizimados e se multiplicaram os
escravos africanos. No outro, o interior, persistiam as raízes
indígenas. À mistura dessas influências vieram se somar as
imigrações, que geraram diferentes sotaques.
Mas o grande momento de constituição de uma língua
"brasileira" foi o século XVIII, quando se explorou ouro em
Minas Gerais. "Lá surgiu a primeira célula do português brasileiro",
diz Marlos Pessoa, da Universidade Federal de Pernambuco.
A riqueza atraiu gente de toda parte - portugueses,
bandeirantes paulistas, escravos que saíam de moinhos de
cana e nordestinos. Ali, a língua começou a uniformizar-se e a
exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas
comerciais que a exploração do ouro criou.

(Super Interessante. Almanaque de férias 2003. São
Paulo, Abril, 2003, pp. 50-51)

Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • VERBO CONVIR
    se eu conviesse
    se tu conviesses
    se ele conviesse
    se nós conviéssemos
    se vós conviésseis
    se eles conviessem

  • Não é verdade que os portugueses do século XV engulissem as vogais ou chiassem nas consoantes - ENGULISSEM? NÃO SERIA ENGOLISSEM?
    Imperfeito do Subjuntivo
    se eu engolisse
    se tu engolisses
    se ele engolisse
    se nós engolíssemos
    se vós engolísseis
    se eles engolissem
  • Alguém pode explicar por que a alternativa D está errada?
  • Vinícius, 

    o erro da questão está na forma verbal REVER, quando o correto é REVIR ( Futuro do subjuntivo).
    • a) engulissem --> correto:  engolissem (verbo engolir)
    • b)  trazerem --> correto:  trouxerem (erro crasso)
    • c) convisse --> correto:  conviesse (verbo convir conjuga de acordo com o "vir". Ex: "se ele viesse para o Brasil, iriámos ao aeroporto", e não "se ele visse..."
    • d) rever --> correto:  revir (verbo rever conjuga de acordo com o "ver". Ex: "se ele vir o sinal de trânsito, parará", e não "se ele ver o sinal de trânsito..."
    • e) correto: Foram-se somando ao português do Brasil, ao longo dos séculos, os traços que advieram das línguas dos que para cá emigraram. O verbo advir conjuga conforme o "vir", então o (ad)vieram está perfeito.
  • Uma pequena observação: Quantas vezes perdemos tempo lendo um texto de prova quando as perguntas nem dependem dele? Minutos preciosos que poderiam ser dedicados a uma questão mais difícil. Um professor já me recomendou tentar fazer as questões antes de ler. Boa sorte a todos!

ID
4663
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

Ensino que ensine

Jogar com as ambigüidades, cultivar o improviso, juntar
o que se pretende irreconciliável e dividir o que se supõe
unitário, usar falta de método como método, tratar enigmas
como soluções e o inesperado como caminho
? são traços da
cultura do povo brasileiro. Estratégias de sobrevivência? Por
que não também manancial de grandes feitos, tanto na prática
como no pensamento? A orientação de nosso ensino costuma
ser o oposto dessa fecundidade indisciplinada: dogmas
confundidos com idéias, informações sobrepostas a
capacitações, insistência em métodos "corretos" e em respostas
"certas", ditadura da falta de imaginação. Nega-se voz aos
talentos, difusos e frustrados, da nação. Essa contradição
nunca foi tema do nosso debate nacional.

Entre nós, educação é assunto para economistas e
engenheiros, não para educadores, como se o alvo fosse
construir escolas, não construir pessoas. Preconizo revolução
na orientação do ensino brasileiro. Nada tem a ver com falta de
rigor ou com modismo pedagógico. E exige professorado
formado, equipado e remunerado para cumprir essa tarefa
libertadora.

Em matemática, por exemplo, em vez de enfoque nas
soluções únicas, atenção para as formulações alternativas, as
soluções múltiplas ou inexistentes e a descoberta de problemas,
tão importante quanto o encontro de soluções. Em leitura e
escrita, análise de textos com a preocupação de aprofundar,
não de suprimir possibilidades de interpretação; defesa, crítica e
revisão de idéias; obrigação de escrever todos os dias,
formulando e reformulando sem fim. Em ciência, o despertar
para a dialética entre explicações e experimentos e para os
mistérios da relação entre os nexos de causa e efeito e sua
representação matemática. Em história, e em todas as
disciplinas, as transformações analisadas de pontos de vista
contrastantes.

Isso é educação. O resto é perda de tempo. (...) Quem
lutará para que a educação no Brasil se eduque?

(Roberto Mangabeira Unger, Folha de S. Paulo, 09/01/2007)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Uma forte inspiração ESTÁ...

    b) Uma proposta PODE convencer...

    c) O despertar ABRE um caminho...

    D!!! OS SEGMENTOS HÃO DE CONCORRER...

    e)Qualquer tipo de resposta não DEVE constar...
  • Discordo que a D esteja correta, por favor me corrijam:

    * a) ESTÁ (estar) nos traços da cultura brasileira, que são também estratégias de sobrevivência, uma forte inspiração para um ensino que ensine.

    * b) São muitas as pessoas a quem PODE (poder) convencer uma proposta ampla, honesta e revolucionária para o nosso ensino.

    * c) O despertar para a dialética e para as relações contrastantes ABREM (abrir) um caminho mais conseqüente para a reflexão e para a prática.

    * d) Para uma revolução no ensino, como a aqui preconizada, HAVERÃO (haver) de concorrer os segmentos mais vivos da sociedade brasileira.
    obs: «Os homens haverão de encontrar a paz.»
    «Os homens hão de encontrar a paz.»
    Pergunto: qual é a diferença de significado entre uma frase e outra?
    Quando empregar uma ou a outra?

    * e) Não DEVE (dever) constar, entre as possibilidades de interpretação de um texto, qualquer tipo de resposta estereotipada.
  • Julius, do jeito que você escreveu tá com sentido de existir e não de ter.

    Hão de concorrer = terão de concorrer.

    Corrijam-me, por favor.

  • A) ...... (estar) nos traços da cultura brasileira, que são também estratégias de sobrevivência, uma forte inspiração para um ensino que ensine.

    CUIDADO: Sujeito não pode ser “nos traços”, por ser termo preposicionado

    B) São muitas as pessoas a quem ...... (poder) convencer uma proposta ampla, honesta e revolucionária para o nosso ensino.

    O que pode convencer??? uma proposta(SINGULAR)

    C)O despertar para a dialética e para as relações contrastantes ...... (abrir) um caminho mais conseqüente para a reflexão e para a prática.

    O DESPERTAR ABRIRÁ (SINGULAR)

    D) para uma revolução no ensino, como a aqui preconizada, ...... (haver) de concorrer os segmentos mais vivos da sociedade brasileira.

    QUEM HAVERÁ (TERÁ) DE CONCORRER?? os segmentos mais vivos da sociedade brasileira (PLURAL)

    E)Não ...... (dever) constar, entre as possibilidades de interpretação de um texto, qualquer tipo de resposta estereotipada.

    O QUE NÃO DEVE CONSTATAR?? qualquer tipo (SINGULAR)


ID
4840
Banca
CESGRANRIO
Órgão
TCE-RO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

É preciso voltar a gostar do Brasil


Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.


BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)

Na construção de uma das opções abaixo foi empregada uma forma verbal que segue o mesmo tipo de uso do verbo haver em "Houve muitos esforços meritórios para superar esse impasse." (l. 20-21). Indique-a.

Alternativas
Comentários
  • Alternativa correta - CEmprega-se o verbo HAVER como impessoal – isto é, sempre na 3ª pessoa do singular – quando tem o sentido de existir. Este é um dos casos de "oração sem sujeito". Exatamente por isso o verbo haver fica neutro, impessoal, pois ele não tem um sujeito com quem concordar. Os substantivos que complementam o verbo haver são considerados seu objeto direto. Assim, para atender aos preceitos da língua culta, é preciso observar a forma no singular quando o verbo haver está conjugado nos tempos pretéritos ou futuros (no presente dificilmente se cometeria um engano: ninguém diria * hão outros casos). Da mesma forma que ‘haver’, o verbo FAZER conserva-se na 3ª pessoa de singular quando indica TEMPO TRANSCORRIDO ou FENÔMENO METEOROLÓGICO. Estando o verbo fazer na função de verbo impessoal (sem sujeito), deve também assumir a forma impessoal o verbo auxiliar que porventura o acompanhar: * Faz dois dias que não chove. [Não caia no erro comum de dizer *Fazem dois dias] * Quando saí da cidade, fazia 40 graus à sombra. * Vai fazer cinco anos que eles estão noivos. * Poderá fazer três anos sem que ele saia do sanatório. * Dizem que faz 10 meses estão se preparando para o concurso. * Em julho fez uns dias de verão.
  • Alguém pode explicar por que a letra B não é impessoal também?
  • Brasileiro cocurseiro. V erbos que indicam fenomenos  da natureza  geralmente são impessoais, mas na letra B o choveram não indica  fenomeno da naureza. Tanto que se vc colocar o sujeito no singular o  verbo também ficara no singular, "choveu elogio ao chefe"

  • Neste caso a letra B seria correta pois o verbo não esta indicando fenômeno da natureza.

  • A. O antropólogo já havia observado a atitude dos grupos sociais. (já tinha observado- verbo pessoal)

    há uma locução verbal, mas o verbo principal é "observar" que é pessoal, assim o verbo auxiliar (haver) ira se flexionar de acordo com o verbo principal se tornando pessoal.

    DIFERE

    HAVER NAS LOCUÇÕES VERBAIS COMO VERBO PRINCIPAL

    Quando o verbo haver no sentido de existir faz parte de uma locução verbal, ele transfere sua impessoalidade ao verbo auxiliar dessa locução, que permanece, por isso, no singular:

    Deve haver outras técnicas para melhorar o cultivo.

    Pelas informações recebidas, está novamente havendo discussões clandestinas

    . Está havendo coisas de arrepiar os cabelos. Não sei se chegou a haver sessões no Senado naquele período. 

    B. Na época da publicação choveram elogios aos livros. (o verbo se flexiona ao sujeito)

    ORDEM DIRETA: Elogios aos livros choveram na época da publicação.

    c. VERBO FAZER IMPESSOAL- Da mesma forma que haver, fazer conserva-se na 3ª pessoa do singular quando indica tempo transcorrido ou fenômeno meteorológico.

    Estando o verbo fazer na função de verbo impessoal (sem sujeito), deve também assumir a forma impessoal o verbo auxiliar que porventura o acompanhar:

    Faz dois dias que não chove.

    Dizem que faz 10 meses estão se preparando para o concurso.

    Quando saí da cidade, fazia 40 graus à sombra.

    Em julho fez uns dias de verão.

    Vai fazer cinco anos que eles estão noivos.

    Poderá fazer três anos sem que ele saia do sanatório.  

    FONTE:NÃO TROPECE NA LÍNGUA nº 046 3ª Edição por Maria Tereza de Queiroz Piacentini *  * * Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros “Só Vírgula”, “Só Palavras Compostas” e “Língua Brasil – Crase, Pronomes & Curiosidades” www.linguabrasil.com.br-

    resposta: LETRA C.


ID
9442
Banca
ESAF
Órgão
MRE
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Indique a frase em que o verbo sublinhado está flexionado incorretamente.

Alternativas
Comentários
  • o correto da letra "a" seria intreviram ?
  • O certo na letra "a" seria INTERVIERAM
  • O verbo INTERVIR é derivado do verbo VIR e deve ser conjugado como tal.
    Basta fazer a substituição na frase.
    Vc falaria "As tropas viram" ou "As tropas vieram" ?
    O correto seria vieram (pq nesse caso, apesar de ter coerência, o "viram" muda o sentido da frase pq aí seria do verbo ver)
    Então será INTERVIERAM.

    Esta é a técnica do verbo paradigma e dá pra fazer isso com vários outros verbos: por/interpor - calar/intercalar - fazer/refazer etc...
  • Dicas de Português:

    SACIP - todos os verbos que formam o SACIP se conjugam como o verbo VIR

    Sobrevir

    Advir

    Convir

    Intervir

    Provir

    Conjugação do verbo VIR no pretérito perfeito do indicativo: eu vim, tu vieste, ele veio, nós viemos, vós viestes, eles vieram

    Portanto, eu intervim, tu intervieste, ele interveio, nós interviemos, vós interviestes, eles intervieram.

    a) As tropas aliadas intervieram com violência para deter o conflito.

     

  • Comentário válido sobre a alternativa E, fiquei um pouco com o pé atrás em relação a esse "provejo":

    Provejo é a conjugação do verbo PROVER, na primeira pessoa do presente do indicativo.

    Vale destacar a diferença entre PROVER e PROVIR.

    PROVER = providenciar

    PROVIR = ser proveniente, consequência ou descendente de

    Logo o sentido usado na alternativa E é o de prover, " EU sempre provejo (providencio) .. "


ID
11413
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas no contexto da seguinte frase:

Alternativas
Comentários

  • Não é pedido no enunciado a alternativa que apresenta TODAS as formas verbais corretamente flexionadas?

    Não me parece que os verbos da letra C estão todos corretos?

    Concordam?
  • O sujeito é oracional (cultivar tantos sonhos), portanto, cabe verbo no singular:
    cultivar tantos sonhos aprouve aos adolescentes.
    letra c) correta
  • Letra b- Quando nós conviermos.
  • A) Entretivermos
    B) Conviermos
    C) Certo
    D) Proviessem
    E) Contradisseram
  • Em: "Se as ficções não nos provissem de tantas imagens e informações..."

    O correto é provessem, de prover.
    Nâo confundir o verbo prover com provir (que seria proviessem).

    Provir = ser proveniente de, proceder, originar-se

    Prover = abastecer(-se) do que for necessário, providenciar, dispor

    O que as ficções fazem é nos abastecer (prover) de imagens e informações.
    Imagens e informações originam-se ou provêm (de provir) das ficções.

    É preciso tomar cuidado porque o verbo "prover" foge da regra de seguir "ver".

    O pretérito perf. do subjuntivo é: provesse, provesses...
    Não segue a regra do ver: visse, visses...

    A mesma coisa acontece no fut. do subj: Prover, proveres, prover...
    Não segue a regra do ver: vir, vires...


    Fonte: Dic. Houaiss
  • letra a) Se não nos entretermos.  O "nos" é pronome que indica a conjugação "nós", e olhando a conjugação do verbo, o verbo "entretermos", está no Infinitivo Pessoal. OK!

    Já o verbo "dizem", está na conjugação "eles dizem", no Presente. Algumas pessoas dizem, eles dizem. OK, certo!

    E o verbo "preencherá", está conjugado "ele preencherá". Contudo, o restante da frase diz: "nosso tempo ocioso". Então, aqui a frase deveria ser: "com que preenchermos nosso tempo ocioso" (voltando para o infinito pessoal).

    letra b) Quando finalmente convirmos em que os sonhos são estimulantes ... (Está na conjugação nós do Infinitivo Pessoal: "por convirmos nós").

    a eles (aos sonhos) recorreremos para combater nosso ... (Está no Futuro do Presente).

    Porém, no Infinitivo Pessoal: a eles (aos sonhos) recorrermos para combater nosso ...

    O mais razoável, seria que as duas frases estivessem no Futuro do Presente e, desse modo, estaria certa a alternativa:

    Quando finalmente conviremos em que os sonhos são estimulantes ..., a eles recorreremos para combater nosso ... pragmatismo.

    Letra C) Já que aos adolescentes de ontem aprouve cultivar tantos sonhos, (Está na conjugação "ele aprouve", no Pretérito Perfeito)

    --> os adolescentes de ontem (eles): a conjugação é "eles aprouveram". (Pretérito Perfeito)

    por que os (adolescentes) de hoje terão abdicado do direito ...? (eles terão - Futuro do Presente)

    Deveria ser tempo presente: "por que os de hoje...". 

    Portanto, a frase correta seria: "por que os de HOJE TÊM abdicado do direito ... (tempo Presente).

     

     

     

     

     

  • Letra D: Se as ficções não nos provissem de tantas imagens e informações, ("provissem" não existe!).

    No Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: se as ficções não nos fornecessem   --> conjugação: se eles fornecessem ---> se elas (ficções) fornecessem

    No Pret. Imperf. do Subjuntivo: se as ficções não nos  PROVIESSEM  ----> Conjugação: se eles proviessem.

     

    Segunda Frase: ..., teríamos mais tempo para criar nossas próprias fantasias. (nós teríamos - é Futuro do Pretérito).

    No Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: (se nós tivéssemos).

    Vamos conferir: "se as ficções não nos proviessem (fornecessem) tantas imagens e informações, tivéssemos (ou, teríamos) mais tempo para criar nossas próprias fantasias."

    Ficou esquisito o "tivéssemos", portanto, só o "provissem" (que não existe! Está errado), o verbo "teríamos" está correto no tempo e modo de conjugação.

     

    Letra E: As sucessivas gerações já muito se contradizeram ... (os termos sucessivas gerações querem indicar passado, e um passado que aconteceu, então, é Pretérito Perfeito).

    O termo "contradizeram" não existe na conjugação do verbo contradizer!

    O Pretérito Perfeito de Contradizer: (as gerações ---> elescontradisseram).

    Então, o CORRETO seria: As sucessivas gerações já muito se contradisseram ...

    Agora, vamos para a segunda frase:

    "ao passo que a DE HOJE parece ter renunciado a todos eles. (está correto, está no tempo Presente).

    Enfim, para esta alternativa estar correta, as frases deveriam estar assim:

    As sucessivas gerações já muito se contradisseram, por força da diversidade de seus sonhos, ao passo que a de hoje parece ter renunciado a todos eles.

     

  • Na minha opniao o correto é:

    a- entretivéssemos

    b- conviermos

    d-provêssemos

    e- contradisseram

  • gAB c

    Sempre q vc se deparar com problemas deste tipo, transforma a frase. Use verbos q vc domina.


ID
11419
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Necessário fazer a pergunta para o verbo - Que é que não restrinja? Resposta as imposições. O que correto é: PARA QUE NÃO SE RESTRINJAM.
  • RESPOSTA LETRA A
    Para que não RESTRINJAM (restringir) o sonho de um jovem, as imposições do mercado de trabalho devem ter sua importância relativizada.

    Possibilidade de resposta das alternativas, com os núcleos do sujeito em destaque:

    Letra B:
    Seria essencial que nunca FALTE (faltar) aos adolescentes, mesmo em nossos dias pragmáticos, a liberdade inclusa nos sonhos.
    Letra C:

    Entre as duas hipóteses que EXAMINOU (examinar), considera o autor que o elemento comum é redução da capacidade de sonhar.
    Letra D:
    Não se DELEGA (delegar) às escolas a missão exclusiva de preparar os jovens para sua inserção no mercado de trabalho.
    Letra E:
    É pena que FALTE (faltar) aos jovens a referência dos sonhos que seus pais já tenham alimentado em sua época de adolescentes.
  • Corretaa) Para que não ...... (restringir) o sonho de um jovem, as imposições do mercado de trabalho devem ter sua importância relativizada.
    O  trecho escrito na forma direta:
    as imposiçõesdo mercado de trabalho devem ter sua importância relativizadapara que não  RESTRINJAM (restringir) o sonho de um jovem.
    b) Seria essencial que nunca ...... (faltar) aos adolescentes, mesmo em nossos dias pragmáticos, a liberdade inclusa nos sonhos.
    O  trecho escrito na forma direta:
    Seria essencial que nunca FALTASSE (faltar) a liberdade inclusa nos sonhosaos adolescentes, mesmo em nossos dias pragmáticos.
    c) Entre as duas hipóteses que ...... (examinar), considera o autor que o elemento comum é redução da capacidade de sonhar.
    O  trecho escrito na forma direta:
    o autor  EXAMINOU (examinar) duas hipóteses, entre as quais ele considera que o elemento comum é redução da capacidade de sonhar.
     
    d) Não se ...... (delegar) às escolas a missão exclusiva de preparar os jovens para sua inserção no mercado de trabalho.
    O  trecho escrito na forma direta:
    a missão (...) (de preparar os jovens para sua inserção no mercado de trabalho) Não se DELEGA (delegar) às escolas .

    e) É pena que ...... (faltar) aos jovens a referência dos sonhos que seus pais já tenham alimentado em sua época de adolescentes.
    O  trecho escrito na forma direta:
    É pena que aos jovens  FALTE (faltar) a referência dos sonhos que seus pais já tenham alimentado em sua época de adolescentes.
     
     

ID
12493
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

A eterna juventude

Conforme a lenda, haveria em algum lugar a Fonte da
Juventude, cujas águas garantiriam pleno rejuvenescimento a
quem delas bebesse. A tal fonte nunca foi encontrada, mas os
homens estão dando um jeito de promover a expansão dos
anos de "juventude" para limites jamais vistos. A adolescência
começa mais cedo - veja-se o comportamento de "mocinhos" e
"mocinhas" de dez ou onze anos - e promete não terminar
nunca. Num comercial de TV, uma vovó fala com desenvoltura
a gíria de um surfista. As academias e as clínicas de cirurgia
plástica nunca fizeram tanto sucesso. Muitos velhos fazem
questão de se proclamar jovens, e uma tintura de cabelo é
indicada aos homens encanecidos como um meio de fazer
voltar a "cor natural".
Esse obsessivo culto da juventude não se explica por
uma razão única, mas tem nas leis do mercado um sólido
esteio. Tornou-se um produto rentável, que se multiplica
incalculavelmente e vai da moda à indústria química, dos
hábitos de consumo à cultura de entretenimento, dos salões de
beleza à lipoaspiração, das editoras às farmácias. Resulta daí
uma espécie de código comportamental, uma ética subliminar,
um jeito novo de viver. O mercado, sempre oportunista, torna-se
extraordinariamente amplo, quando os consumidores das mais
diferentes idades são abrangidos pelo denominador comum do
"ser jovem". A juventude não é mais uma fase da vida: é um
tempo que se imagina poder prolongar indefinidamente.
São várias as conseqüências dessa idolatria: a
decantada "experiência dos mais velhos" vai para o baú de
inutilidades, os que se recusam a aderir ao padrão triunfante da
mocidade são estigmatizados e excluídos, a velhice se torna
sinônimo de improdutividade e objeto de caricatura. Prefere-se
a máscara grotesca do botox às rugas que os anos trouxeram, o
motociclista sessentão se faz passar por jovem, metido no
capacete espetacular e na roupa de couro com tachas de metal.
É natural que se tenha medo de envelhecer, de adoecer,
de definhar, de morrer. Mas não é natural que reajamos à lei da
natureza com tamanha carga de artifícios. Diziam os antigos
gregos que uma forma sábia de vida está na permanente preparação
para a morte, pois só assim se valoriza de fato o presente
que se vive. Pode-se perguntar se, vivendo nesta ilusão da
eterna juventude, os homens não estão se esquecendo de
experimentar a plenitude própria de cada momento de sua
existência, a dinâmica natural de sua vida interior.

(Bráulio Canuto)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) O SUJEITO É: as evidências do tempo inexorável. PORTANTO O VERBO DEVE CONCORDAR COM O SUJEITO NO PLURAL.
    b) O SUJEITO DO VERBO TER É: esse culto. PORTANTO DEVE CONCORDAR COM O SINGULAR.
    c) O SUJEITO É ORACIONAL: que os efeitos desse culto sejam rapidamente eliminados. PORTANTO DEVE PERMANECER NO SINGULAR
    d) O SUJEITO É: a ilusão dessa suposta juventude eterna. SINGULAR
    e) O SUJEITO DO VERBO PROPOR É: que esqueçam. SUJEITO ORACIONAL. SINGULAR.

  • O sujeito da alternativa A é "o adulto de hoje"... que é usado no singular apesar de indicar plural, uso este aceito pela norma culta. Não sabia que neste caso o verbo concorda no plural... e mais estranho ainda é que o pronome que antecede o verbo a ser completado está no singular!
  • Em relação a letra a: por que AS EVIDÊNCIAS do tempo inexorável não o DEMOVEM desse culto obstinado. Por isso, deve ficar o verbo no plural.O pronome olíquo "o" antes do verbo demover faz referência ao adulto, que está no singular. É por isso que o pronome oblíquo também está no singular.Além disso, o adulto de hoje não dá ideia de plural, mas sim de singular, seja pelo artigo no singular que o está determinando (o), seja pela flexão singular do substantivo (adulto).
  • Essa questão carece de explicações mais claras e precisas!
  • Vamos lá:

    Significado de Demover

    v.t. Fazer renunciar a uma pretensão; dissuadir.

    Classe gramatical de demover: Verbo transitivo direto e indireto
    O quê ou quem que não demove (VTDI)? - O adulto de hoje (OD).
    De quê ou de quem? desse culto obstinado.

    Na ordem direta: Por que as evidências do tempo inexorável não DEMOVEM o adulto de hoje desse culto obstinado?

    Por isso o verbo tem que ir para o plural, pois concorda com o sujeito.

     


ID
13498
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao
texto seguinte.

A família na Copa do Mundo

A rotina de uma família costuma ser duramente atingida
numa Copa do Mundo de futebol. O homem da casa passa a ter
novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputaa
com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente
para o vazio de uma janela ou de um espelho. E se, coisa rara,
nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão
interminável de jogos, as bandeiras, os rojões e os alaridos da
vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pátria
está em jogo nos gramados estrangeiros.
É preciso também reconhecer que são muito distintas as
atuações dos membros da família, nessa época de gols. Cabe
aos homens personificar em grau máximo as paixões
envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória, recolher o
drama de uma derrota, exaltar a glória máxima da conquista da
Copa, amargar em luto a tragédia de perdê-la. Quando
solidárias, as mulheres resignam-se a espelhar, com
intensidade muito menor, essas alegrias ou dores dos homens.
Entre as crianças menores, a modificação de comportamento é
mínima, ou nenhuma: continuam a se interessar por seus
próprios jogos e brinquedos. Já os meninos e as meninas
maiores tendem a reproduzir, respectivamente, algo da atuação
do pai ou da mãe.
Claro, está-se falando aqui de uma "família brasileira
padrão", seja lá o que isso signifique. O que indiscutivelmente
ocorre é que, sobretudo nos centros urbanos, uma Copa do
Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. Algumas
pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição, à
alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas, às
tensas expectativas, às súbitas mudanças de humor coletivo
? e
disseminam pela casa uma insatisfação, um rancor, uma
vingança que afetam o companheiro, a companheira ou os
filhos. Como toda exaltação de paixões, uma Copa do Mundo
pode abrir feridas que demoram a fechar. Sim, costumam
cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem, por
força dos diferentes papéis que os familiares desempenham
durante os jogos. Cicatrizam, volta a rotina, retornam os papéis
tradicionais
? até que chegue uma outra Copa.
(Itamar Rodrigo de Valença)

Estão corretamente flexionadas as formas verbais da frase:

Alternativas
Comentários
  • b)não é dispor e sim "quem não se dispuser".
    c)não é detessem e sim detivessem, pois o verbo deter deriva-se do verbo ter.
    d)não é retêem e sim retêm, pois devariva-se do verbo ter.
    e)não é detenhem e sim detenham
  • "Querido ou podido"  nunca usaria essa expressao pensado que estaria errada...preciso estudar mais...

  • As outras são de boa... mas essa letra A ..QUERIDO OU PODIDO....kkkkkkk querendo ou não FCC, você me deixou FODIDO...:( : ( 


ID
25090
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TSE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1   Distraídos com a discussão sobre os índices de
     crescimento, deixamos de perceber que desenvolvimento é o
     processo contínuo pelo qual uma sociedade aprende a
4   administrar realidades cada vez mais complexas.
    Quando dizemos que os suíços ou suecos são
    desenvolvidos, o que temos em mente não é apenas que eles
são mais ricos que nós. O que está subentendido é que
    também sabem gerir melhor os trens e as escolas primárias, as
    florestas e os hospitais, as universidades e as penitenciárias,
10 os museus e os tribunais. Em outras palavras, ser
    desenvolvido é uma totalidade.
    No Brasil temos ilhas de excelência: o Departamento
13 do Tesouro, a EMBRAPA, o Itamaraty, entre outras. Mas
    estão afogadas em oceano de incompetência, em certos pontos
    com profundidades abissais. As demandas de exigência
16 crescente de uma sociedade dinâmica são atendidas pelas
    ilhas de eficiência, mas logo se atolam nos gargalos da
    inépcia. Rubens Ricupero.

Folha de S.Paulo, 26/11/2006, p. B2 (com adaptações).

Em relação ao texto acima, julgue os itens que se seguem.

I O emprego da primeira pessoa do plural em "deixamos" (l.2), "dizemos" (l.5), "nós" (l.7) e "temos" (l.12) indica a inclusão do autor e do leitor na informação.
II A substituição de "pelo qual" (l.3) por cuja mantém a correção gramatical do período.
III A expressão "Em outras palavras" (l.10) pode, sem prejuízo para a informação do texto, ser substituída por qualquer uma das seguintes: Isto é, Ou seja, Ou melhor, Com efeito.
IV A expressão "se atolam" (l.17) refere-se a "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" (l.15-16).

A quantidade de itens certos é igual a

Alternativas
Comentários
  • Só o item II está incorreto.
    * O pronome cujo deve ter um ANTECEDENTE e um CONSEQUENTE, ambos substantivos e um diferente do outro.
    * Deve concordar em gênero, número com o substantivo CONSEQUENTE.
    * Não admite artigo após si.
    Gramática do Renato Aquino.
  • Assertiva correta "C".
    Apenas o item II está incorreto conforme comentários acima.
  • Expressões de confirmação:
    COM EFEITO, efectivamente, na verdade, de facto, sem dúvida, de certo, deste modo, na verdade, ora, aliás, sendo assim, veja-se, assim, OU SEJA, OU MELHOR...


    http://www.prof2000.pt/users/dani/coesao/coesaofrasicaexp.htm
  • No item III, eu entendi que a expressão OU MELHOR dava idéia de contrário, por exemplo " Isto é desta forma, ou melhor, daquela".....
    Alguém poderia me esclarecer isso??
  • No primeiro item, o uso da primeira pessoa do plural pelo autor, na minha opnião, não inclui obrigatoriamente o interlocutor. Quando ele diz "nós" entendo que está se referindo a ele mesmo e a seus compatriotas brasileiros, não necessariamente ao leitor.

  • II A substituição de "pelo qual" (l.3) por cuja mantém a correção gramatical do período. 
    III A expressão "Em outras palavras" (l.10) pode, sem prejuízo para a informação do texto, ser substituída por qualquer uma das seguintes: Isto é, Ou seja, Ou melhor, Com efeito. 
    IV A expressão "se atolam" (l.17) refere-se a "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" (l.15-16). 
     

  • O que é isso : 

     d)  4. UnB/CESPE - TSE Caderno 19-ÉPSILON Cargo 19: Técnico Judiciário - Área: Administrativa - 3 -

    Esta na alternativa "D" mas acredito que foge totalmente do contexto . o.O

  • Gabarito: C

    Pensei que o item IV referia-se às "ilhas de eficiência"...

  • não tem questões do tipo certo e errado ?

  • Que texto bacana!

  • Acredito que caberia recurso, visto que, na assertiva IV, o sujeito é '' AS demandas de exigencia crescente...''

  • Alternativa C.

    Vamos explicar essa questão:

    I O emprego da primeira pessoa do plural em "deixamos" (l.2), "dizemos" (l.5), "nós" (l.7) e "temos" (l.12) indica a inclusão do autor e do leitor na informação.

    R: Todos os verbos apresentados estão conjulgados na Terceira Pessoa do Plural do Presente do Indicativo. Logo, se referem a todos que fazem parte do discuro (Nós: eu [escritor], tu [leitor], ele [terceira pessoa qualquer]). Logo, está correto.

    II A substituição de "pelo qual" (l.3) por cuja mantém a correção gramatical do período.

    R: "pelo qual" é uma empressão formada por uma preposição (por) + pronome relativo (qual) = "pelo qual". Veja bem, essa expressão pronominal é usado em referência a pessoas ou coisas, enquanto "cuja(s)" ou "cujo(s)" é também um pronome relativo, mas que dá ideia de posse entre substantivos (um possuídor e um possuído), ideia que não encontramos nesse fragmento de texto. Por isso mesmo este item está errado.

    III A expressão "Em outras palavras" (l.10) pode, sem prejuízo para a informação do texto, ser substituída por qualquer uma das seguintes: Isto é, Ou seja, Ou melhor, Com efeito.

    R: "Em outras palavras" dá ideia de reexplicação, de conceito igual através de outros termos e palavras, isto é, uma forma mais explicado para que o raciciocínio seja alcançado. Então, este item está correto.

    IV A expressão "se atolam" (l.17) refere-se a "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" (l.15-16).

    R: Ao ler o fragmento do texto você percebe que "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" é o sujeito das duas orações. "Se atolam", quem se atolam? As demandas de exigência... Item correto.

  • Acredito que caberia recurso, pois não pode se afirmar que o leitor faz parte no uso da 1a pessoa do plural. Imagine que seja um sueco ou um suíço lendo a matéria da Folha de SP.


ID
26764
Banca
FCC
Órgão
TRE-SE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

O futuro da humanidade

          Tudo indica que há um aquecimento progressivo do planeta
e que esse fenômeno é causado pelo homem. Nossos
filhos e netos já conhecerão seus efeitos devastadores: a
subida do nível do mar ameaçará nossas costas, e o desequilíbrio
climático comprometerá os recursos básicos - em
muitos lugares, faltará água e faltará comida.
          Os humanos (sobretudo na modernidade) prosperaram
num projeto de exploração e domínio da natureza cujo custo é
hoje cobrado. Para corrigir esse projeto, atenuar suas conseqüências
e sobreviver, deveríamos agir coletivamente. Ora,
acontece que nossa espécie parece incapaz de ações coletivas.
À primeira vista, isso é paradoxal.
          Progressivamente, ao longo dos séculos, chegamos a
perceber qualquer homem como semelhante, por diferente de
nós que ele seja. Infelizmente, reconhecer a espécie como
grupo ao qual pertencemos (sentir solidariedade com todos os
humanos) não implica que sejamos capazes de uma ação
coletiva. Na base de nossa cultura está a idéia de que nosso
destino individual é mais importante do que o destino dos
grupos dos quais fazemos parte. Nosso individualismo, aliás, é
a condição de nossa solidariedade: os outros são nossos
semelhantes porque conseguimos enxergá-los como indivíduos,
deixando de lado as diferenças entre os grupos aos quais cada
um pertence. Provavelmente, trata-se de uma conseqüência do
fundo cristão da cultura ocidental moderna: somos todos
irmãos, mas a salvação (que é o que importa) decide-se um por
um. Em suma: agir contra o interesse do indivíduo, mesmo que
para o interesse do grupo, não é do nosso feitio.
          Resumo: hoje, nossa espécie precisa agir coletivamente,
mas a própria cultura que, até agora, sustentou seu caminho
torna esse tipo de ação difícil ou impossível.
          Mas não sou totalmente pessimista. Talvez nosso
impasse atual seja a ocasião de uma renovação. Talvez
saibamos inventar uma cultura que permita a ação coletiva da
comunidade dos humanos que habitam o planeta Terra.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 8/02/07)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Nesse tipo de questão basta localizar o sujeito da oração, aí fica fácil ver se o verbo vai para o plural ou não. Colocando as orações em ordem direta:

    a)O LEGADO das nossas maiores conquistas talvez não se TRANSMITA aos nossos filhos e netos.

    b)EXPANDIR as ações coletivas em nome do bem comum CABE a nós ('cabe-nos') como grupos humanos.

    c) O PROVÁVEL COMPROMETIMENTO dos nossos recursos básicos não se DEVE apenas aos fatores climáticos em si mesmos.

    d) O ATUAL MODELO de desenvolvimento não APRESENTA quaisquer alternativas ao destino dos grupos de que timidamente participamos.

    e)Caso AS TAREFAS COLETIVAS não FOSSEM da competência de cada um, não teríamos razões para esperança.

    Lembrando que o sujeito nunca é precedido de preposição, portanto "aos nossos filhos e netos", "aos fatores climáticos", "dos grupos" etc., não podem funcionar como sujeito.

  • Não se ...... (dever) apenas aos fatores climáticos, em si mesmos, o provável comprometimento dos nossos recursos básicos.

    AQUI O SUJEITO NÃO É FATORES CLIMÁTICOS?
  • só complementando... eu escreveria a alternativa E assim:

    e)Caso AS TAREFAS COLETIVAS não FOSSEM da competência de cada um, não teríamos razões para esperança.
  • No item "c" o sujeito é O PROVÁVEL COMPROMETIMENTO...

    AOS FATORES CLIMÁTICOS não pode ser o sujeito pq tem preposição - a(prep.) + os(art.)

ID
27043
Banca
FCC
Órgão
TRE-SE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

O debate sobre a preservação do planeta e sua exploração
tem se tornado cada vez mais acirrado e confuso. Cientistas
que pregam a seriedade do aquecimento global são acusados
de alarmismo. Por outro lado, os que afirmam que não há
provas conclusivas para de fato defender a tese de que a Terra
está aquecendo devido à emissão de gases poluentes são
acusados de serem vendidos às indústrias ou ao menos
tendenciosos em suas conclusões.
Manchetes dizem que a década de 1990 foi a mais quente
do século (foi), que o ciclo do El Niño, que marca o aquecimento
das águas do Pacífico perto do Peru, está desregulado
(está), que as calotas polares estão descongelando a taxas
muito altas (estão), que os níveis de poluição em países de rápida
industrialização, como a China e a Índia, estão se tornando
intoleráveis (estão), que o desmatamento acelerado das grandes
florestas, incluindo as nossas, provocará instabilidades climáticas
por todo o planeta (provocará), enfim, notícias que causam
medo, talvez até pânico. Fica difícil saber em que acreditar,
especialmente porque construir uma nova conscientização global
de preservação do planeta pode exigir mudanças custosas
em informar e educar a população, em monitorar indústrias e
plantações, em controlar os esgotos, o lixo, as emissões dos
carros, caminhões, navios, aviões.
O que fazer? Existem três possibilidades. Uma é deixar
para lá essa história de tomar conta do planeta e nos
preocuparmos só quando o problema for realmente óbvio e
irremediável. Péssima escolha. Outra é tentar filtrar do mundo
de informações que recebemos as que de fato são confiáveis e
não tendenciosas. Essa possibilidade é meio difícil pois, a
menos que sejamos especialistas no assunto, não saberemos,
de início, em quem acreditar. A terceira, que me parece a mais
sábia, é usar o bom senso.
Talvez uma analogia entre a Terra e a nossa casa seja
útil. Começamos com a casa limpa, abastecida, e com o
número ideal de pessoas para que todos possam viver com
conforto. O número de pessoas cresce, o espaço aperta, a
demanda por água e alimentos aumenta. Um número maior de
pessoas implica aumento de consumo de energia e maior
produção de lixo. A solução é impor algumas regras, reduzir o
lixo e o consumo de energia. Caso contrário, a casa original
rapidamente não daria conta da demanda crescente dos seus
habitantes.
A Terra é bem maior do que uma casa, mas também é
finita. A atmosfera, os oceanos e o solo reciclam eficientemente
a poluição e o lixo que criamos. Mas todo sistema finito tem um
limite. Não há dúvida de que, se não mudarmos o modo como
usamos e abusamos do planeta, chegaremos a esse limite.
Infelizmente, a ciência ainda não pode prever exatamente
quando isso vai ocorrer. Mas ela, juntamente com o bom senso,
afirma que é mera questão de tempo.

(Adaptado de Marcelo Gleiser. Folha de S. Paulo, Mais!, 30 de
abril de 2006, p. 9)

O verbo corretamente flexionado está grifado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Propuseram-se;
    b) correto
    c) Previram;
    d) Advieram;
    e) Ativeram-se.
  • Questão muito parecida caiu na prova FCC/TRE-CE 2002 Técnico Judiciário (Área Administrativa, de Transportes, etc). Questão 13. Formas verbais: “proporam-se”, “advieram”, “ateram-se”.
    Questão muito parecida caiu na prova FCC/TRT 15ª Região 2005 Técnico de Transportes. Questão 19. Formas verbais: “propuserem”, “advieram”, “ateu-se”, “satisfazeram”.

  • (A) Propuseram (derivado do verbo “pôr”)
    (B) correta.
    (C) Previram (derivado do verbo “ver”)
    (D) Advieram (derivado do verbo“vir”)
    (E) Ativeram (derivado do verbo “ter”)
    Bons estudos


ID
27718
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Transpetro
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A INTERNET NÃO É RINGUE

          Você já discutiu relação por e-mail? Não discuta.
     O correio eletrônico é uma arma de destruição de massa
     (cerebral) em caso de conflito. Quer discutir? Quer
     quebrar o pau, dizer tudo o que sente, mandar ver, detonar a
 5  outra parte? Faça isso a sós, em ambiente fechado. [...]
          Brigar por e-mail é muito perigoso. Existe pelo
     menos um par de boas razões para isso. A primeira é que
     você não está na frente da pessoa. Ela não é "humana" a
     distância, ela é a soma de todos os defeitos. A segunda
 10 razão é que você mesmo também perde a dimensão de
     sua própria humanidade. Pelo e-mail as emoções ficam
     no freezer e a cabeça, no microondas. Ao vivo, um olhar
     ou um sorriso fazem toda a diferença. No e-mail todo
     mundo localiza "risos", mas ninguém descreve "choro".
15        Eu sei disso, porque cometi esse erro. Várias
     vezes. Nunca mais cometerei, espero. [...] Um tiroteio
     de mensagens escritas tende à catástrofe. Quando você
     fala na cara, as palavras ficam no ar e na memória e uma
     hora acabam sumindo de ambos. "Eu não me lembro de ter
20  dito isso" é um bom argumento para esfriar as tensões.
     Palavras escritas ficam. Podem ser relidas muitas vezes.
          Ao vivo, você agüenta berros [...]. Responde no
     mesmo tom rasteiro. E segue em frente. Por e-mail, cada
     frase ofensiva tende a ser encarada como um desafio para
25 que a outra parte escolha a arma mais poderosa destinada
     ao ponto mais fraco do "adversário". Essa resposta letal
     gera uma contra-resposta capaz de abalar os alicerces
     do edifício, o que exigirá uma contra-contra-resposta
     surpreendente e devastadora. Assim funciona o ser
30  humano, seja com mensagens, seja com bombas nucleares.
          Ao vivo, um pode sentir a fraqueza do outro e eventualmente
     ter o nobre gesto de poupar aquelas trilhas
     de sofrimento e rancor. Ao vivo, o coração comanda. Por
     e-mail é o cérebro que dá as cartas. [...]
35       E tem o fator fermentação. Você recebe um e-mail
     hostil. Passa horas intermináveis imaginando qual será a
     terrível, destrutiva resposta que vai dar. Seu cérebro ferve
     com os verbos contundentes e adjetivos cruéis que serão
     usados no reply. Aí você escreve, e reescreve, e reescreve
40 de novo, e a cada nova versão seu texto está mais
     colérico, e horas se passam de refinamento bélico do
     texto até que você decida apertar o botão do Juízo Final,
     no caso o Enviar. Começam então as dolorosas horas de
     espera pela resposta à sua artilharia pesada. É uma
45 angústia saber que você agora é o alvo, imaginar que
     armas serão usadas. E dependendo do estado de deterioração
     das relações, você poderá enlouquecer a ponto
     de imaginar a resposta que vai dar à mensagem que
     ainda nem chegou.
50      É por isso que eu aconselho, especialmente aos
     mais jovens: se for para mandar mensagens de amizade,
     se é para elogiar, se é para declarar amor, use e abuse
     dos meios digitais. E-mail, messenger, chat, scraps, o
     que aparecer. Mas se for para brigar, brigue pessoalmente.
55  A não ser, claro, que você queira que o rompimento seja
     definitivo. Aí é só abrir uma nova mensagem e deixar o
     veneno seguir o cursor.

     MARQUEZI, Dagomir, Revista Info Exame, jan. 2006. (adaptado)

Complete o período com a oração que apresenta o verbo conjugado de acordo com a norma culta.

Fica mais difícil brigar, se você...

Alternativas
Comentários
  • a) vir - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.

    b) compuser - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.

    c) der - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.

    d) dispuser - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.

    e) crer - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.


ID
27955
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Prefeitura de Manaus - AM
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

SABIÁ GANHA STATUS DE AVE NACIONAL

          O sabiá sempre foi o pássaro escolhido por poetas
     e compositores brasileiros para representar o país.
     Já ganhou versos de alguns dos maiores artistas nacionais:
     de Gonçalves Dias, em sua "Canção do exílio", a
5   Tom Jobim e Chico Buarque, em "Sabiá", passando por
     Luiz Gonzaga, na canção também chamada "Sabiá".
     Tamanho currículo capacitou o passarinho de peito
     alaranjado a ser considerado a ave nacional do Brasil,
     desbancando uma concorrente de peso: a ararajuba,
10 com suas vistosas penas verdes e amarelas.
          Um decreto assinado pelo Presidente da República
     confirmou que o Dia da Ave é 5 de outubro e informou que
     "o centro de interesse para as festividades desse dia será
     o sabiá, como símbolo representativo da fauna ornitológica
15  brasileira e considerado popularmente Ave Nacional do
     Brasil."
          - A ave nacional de um país não pode ser escolhida
     em razão da cor da bandeira - afirma o ornitólogo
     Johan Dalgas Frisch, presidente da ONG Associação de
20  Preservação da Vida Selvagem e um dos maiores cabos
     eleitorais do passarinho. - Ela representa o folclore, a
     música, a poesia, a alma do povo. E não existe qualquer
     música com ararajuba, poesia alguma.
     Dalgas Frisch lembra ainda que, se a ararajuba
25  fosse indicada ave nacional, correria o risco de ser
     extinta:
          - Uma ararajuba vale hoje cerca de US$ 5 mil
     entre os traficantes de animais. Se fosse ave nacional,
     passaria a valer uns US$ 50 mil. Acabaria sendo extinta
30  e não representaria o espírito poético e folclórico da
     nação.
          O Brasil, com 1.667 espécies de aves, era um dos
     poucos países a não ter ave nacional. A águia de cabeça
     branca, nos Estados Unidos, simboliza a união de todos
35  os estados. Já o robim, na Grã-Bretanha, foi escolhido
     por ter inspirado William Shakespeare. Na Argentina, a
     ave nacional é o hornero (joão-de-barro), que representa
     o gaúcho dos pampas.
          A campanha de Frisch para que o sabiá se tornasse
40  ave nacional tem mais de 35 anos. Remonta ao tempo
     em que o então presidente Costa e Silva assinou um
     decreto criando o Dia da Ave.
          - Foram anos de luta, mas ganhamos a batalha e
     ainda salvamos a ararajuba - comemora.

          O Globo, 23 nov. 2002 (com adaptações)

Como estava fazendo muito calor, Pedro ___________ comprar um ventilador. Ele ___________ para comprá-lo logo que o seu chefe _____________ . As formas verbais que completam adequada e respectivamente o trecho acima são:

Alternativas
Comentários
  • Os três primeiros no pretérito imperfeito do indicativo: "Eu estava", "Eu pretendia", "Eu sairia". E o último no pretérito imperfeito do subjuntivo: "Se ele permitisse".
  • Gab. E) pretendia - sairia - permitisse.


ID
37717
Banca
FCC
Órgão
TJ-PA
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.

Liberdade minha, liberdade tua
     Uma professora do meu tempo de ensino médio, a propósito de qualquer ato de indisciplina ocorrido em suas aulas, invocava a sabedoria da frase “A liberdade de um termina onde começa a do outro". Servia-se dessa velha máxima para nos lembrar limites de comportamento. Com o passar do tempo, esqueci-me de muita coisa da História que ela nos ensinava, mas jamais dessa frase, que naquela época me soava, ao mesmo tempo, justa e antipática. Adolescentes não costumam prezar limites, e a ideia de que a nossa (isto é, a minha...) liberdade termina em algum lugar me parecia inaceitável. Mas eu também me dava conta de que poderia invocar a mesma frase para defender aguerridamente o meu espaço, quando ameaçado pelo outro, e isso a tornava bastante justa... Por vezes invocamos a universalidade de um princípio por razões inteiramente egoístas.

    Confesso que continuo achando a frase algo perturbadora, provavelmente pelo pressuposto que ela encerra: o de que os espaços da liberdade individual estejam distribuídos e demarcados de forma inteiramente justa. Para dizer sem meias palavras: desconfio do postulado de que todos sejamos igualmente livres, ou de que todos dispomos dos mesmos meios para defender nossa liberdade. Ele parece traduzir muito mais a aspiração de um ideal do que as efetivas práticas sociais. O egoísmo do adolescente é um mal dessa idade ou, no fundo, subsiste como um atributo de todas?

     Acredito que uma das lutas mais ingentes da civilização humana é a que se desenvolve, permanentemente, contra os impulsos do egoísmo humano. A lei da sobrevivência na selva - lei do instinto mais primitivo - tem voz forte e procura resistir aos dispositivos sociais que buscam controlá-la. Naquelas aulas de História, nossa professora, para controlar a energia desbordante dos jovens alunos, demarcava seu espaço de educadora e combatia a expansão do nosso território anárquico. Estava ministrando-nos na prática, ao lembrar os limites da liberdade, uma aula sobre o mais crucial desafio da civilização.

                                                                                                                          (Valdeci Aguirra, inédito)




O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Qual a flexão do verbo na letra "E"?
  • a) a invocação costuma seguir.b) não é de hábito entre eles.c) correta.d) cabe invocá-la nas aulas.e) se impõe aos homens um desafio. (um desafio é imposto aos homens).
  • a) ERRADA. O sujeito está invertido. O que COSTUMA SEGUIR é "a invocação das sábias palavras". O núcleo do sujeito no singular. O verbo também fica assim.

    b) ERRADA. O sujeito oracional "respeitar os limetes da liberdade individual" também pede o verbo no singular.

    c) CORRETA

    d) ERRADA. Nas aulas em que cabia invocá-las... .

    e) ERRADA. ... se impõe.

     

  • a) Costumava seguir os nossos atos de indisciplina a invocação das sábias palavras daquela velha frase.

    b) Entre os adolescentes não é de hábito respeitar os limites da liberdade individual.

    c) A ninguém da classe deixavam de tocar, naquela época, seus alertas contra o nosso anarquismo.

    d) Nas aulas em que cabia invocá-las, a professora repetia as palavras daquele velho ditado.

    e) Um desafio que aos homens sempre se impôs, em razão dos seus impulsos egoístas, está em respeitar o espaço alheio.

  • d) Nas aulas em que ...... (caber) invocá-las, a professora repetia as palavras daquele velho ditado.

    cabiam invocar as palavras.

    acho que a letra D também cabe como resposta.
  • Olá pessoal!!
    Resposta: letra "C" de Caminhão!
    Na verdade, a letra D não cabe como resposta, porque há um fenômeno que os loucos gramáticos chamam de "Sujeito oracional"... Quando o sujeito de um verbo é uma oração o chamamos de sujeito oracional
    Nas aulas em que ...... (caber) invocá-las, a professora repetia as palavras daquele velho ditado. O que cabe?! Invocá-las!!
    Existe uma regra mais ou menos assim: "Quando o sujeito é oracional, o verbo fica OBRIGATORIAMENTE na 3ª pessoa do SINGULAR".
    Outras alternativas não são a resposta pelo mesmo motivo da letra "D".... Vou colocar as alternativas e os respectivos sujeitos dos verbos em destaque:
    B- Sujeito: Respeitar
    D- Sujeito: Invocá-las
    E- Sujeito: Respeitar
    Forte abraço, gente.
  • C) (GABARITO) Frase ordem direta : Deixam, naquela época, de toca seus alertas contra o nosso anarquismo a ninguém.

    Quem Deixam de tocar seus alertas  ? R: Alguém não especificado na oração, portanto Sujeito Indeterminado, ficando o verbo na 3ª pessoa do plural.

    .


    Explicação do porquê não é a D)

    D) Nas aulas em que cabe  (o que cabe ???)     R: invocá-las, a professora repetia as palavras daquele velho ditado. (Sujeito oracional, o verbo sempre ficará na 3ª pessoa do singular)


ID
70861
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O sucesso da democracia nas sociedades industriais
trouxe inegáveis benefícios a amplos setores antes excluídos da
tomada de decisões; contudo, provocou também a perda de
identidades grupais que tinham sido essenciais nos séculos
anteriores. A consciência de pertencer a determinada comunidade
camponesa, ou família tradicional e poderosa, ou confraria,
ou cidade, ficou esmagada pelo conceito de cidadania que
homogeneíza todos os indivíduos. Novos recortes surgiram -
partido político, condição econômica, seita religiosa etc. - mas
tão maleáveis e mutáveis que não substituíram todas as funções
sociais e psicológicas do velho sentimento grupal. O futebol
inseriu-se exatamente nessa brecha aberta pela industrialização
ao destruir os paradigmas anteriores.

O antropólogo inglês Desmond Morris vai mais adiante e
propõe que se veja no mundo do futebol um mundo de tribos.
Sem dúvida o sentimento tribal é muito forte, acompanha o
indivíduo por toda vida e mesmo além dela. É o que mostra no
Brasil a prática de alguns serem sepultados em caixão com o
símbolo do clube na tampa. [...] A atuação do torcedor no rito do
futebol não é em essência muito diferente da atitude das populações
tribais que, por meio de pinturas corporais, cantos e
gritos, participam no rito das danças guerreiras.

Não é descabido, portanto, falar em tribo no futebol,
porém não parece a melhor opção. Tribo é grupo étnico com
certo caráter territorial, o que não se aplica ao futebol, cujos
torcedores são de diferentes origens e estão espalhados por
vários locais. Tribo é sociedade sem Estado, e o futebol moderno
desenvolve-se obviamente nos quadros de Estados nacionais.
Talvez seja preferível falar em clã. Deixando de lado o debate
técnico sobre tal conceito, tomemos uma definição mínima:
clã é um grupo que acredita descender de um ancestral comum,
mais mítico que histórico, contudo vivo na memória coletiva.
Ainda que todo clube de futebol tenha origem concreta e mais
ou menos bem documentada, com o tempo ela tende a ganhar
ares de lenda, que prevalece no conhecimento do torcedor
comum sobre os dados históricos. É nessa lenda, enriquecida
por feitos esportivos igualmente transformados em lenda, que
todos os membros do clã orgulhosamente se reconhecem. [...]
O clã tem base territorial, mas quando precisa mudar de espaço
(jogar em outro estádio) não se descaracteriza. Em qualquer
lugar, os membros do clã se reconhecem, dizia o grande sociólogo
e antropólogo Marcel Mauss, pelo nome, brasão e totem.

(Hilário Franco Júnior. A dança dos deuses. São Paulo:
Companhia das Letras, 2007, p. 213-215)

Deixando de lado o debate técnico sobre tal conceito, tomemos uma definição mínima ... (3º parágrafo) O verbo cuja flexão é idêntica à do grifado acima está também grifado na frase:

Alternativas
Comentários
  • Verbos Tomar / esperar - desinência de primeira conjugação "AR"Imperativo-o-espera Túespere vocêesperemos nósesperai vósesperem vocês
  • Verbos terminados em er e ir quando vão para o subjuntivo mudam para a, por exemplo saber : que eu saiba, portanto os verbos saber, pretender, querer e reconhecer estão todos conjugados no presente do indicativo. os verbos tomar e esperar quando vão para o subjentivo mudam para e. que nos esperemos e que nós tomemos. Como o nós no imperativo é retirado do presente do subjuntivo, a opção a está no mesmo modo do enunciado da questão.
  • Tomar e Esperar: verbos da primeira conjugação, primeira pessoa do plural. Que nós tomemos; que nós esperemos.Saber, pretender, querer e reconhecer: verbos da segunda conjugação, primeira pessoa do plural. Que nós saibamos; que nós pretendamos; que nós queiramos; que nós reconheçamos.
  • a) Esperemos, todos, que nossos valorosos jogadores se consagrem campeões nesta temporada. b) SAIBAMOS agora que a decisão final do campeonato se transformará em uma grande festa. c) PRETENDAMOS, nós, torcedores, visitar as dependências do clube ainda antes das reformas. d) QUEIRAMOS que alguns dos troféus conquistados pelo clube fiquem expostos ao público. e) RECONHEÇAMOS, embora constrangidos, que os
  • A questão pede um verbo que esteja no imperativo afirmativo.
  • Como a maioria das pessoas do imperativo afirmativo , tirando TU E VOS,  é formada pelo presente do subjuntivo vale lembrar uma regrinha :

    Verbos da primeira conjugacao ex: AMAR conjuga da 1 pessoa do singular do indicativo AMO tira o O e coloca E AME :
    Que eu ame
    Que tu ames
    Que ele ame
    Que nos amemos
    Que vos ameis
    Que eles amem

    Verbos da segunda e terceira conjugacao  tira o O e coloca A BATO E PARTO  passa ser que BATA E PARTA:

    QUE EU BATA E PARTA
    QUE TU BATAS E PARTAS
    QUE ELE BATA E PARTAS
    QUE NOS BATAMOS E PARTAMOS
    QUE VOS BATAIS E PARTAIS
    QUE ELES BATAM E PARTAM

    Espero que tenha ajudado nesta questao pois confunde sempre a 1 pessoa do plural
    :
  • Gabarito letra a).

     

    Dica para o Subjuntivo: (MAIORIA DOS VERBOS)

     

     

    Verbos terminados em "ar" = terminação passa a ser "e". Ex: colocar -> coloque (Subjuntivo).

     

    Verbos terminados em "ir" e "er" = terminação passa ser "a" = Ex: usufruir -> usufrua (Subjuntivo). fazer -> faça (Subjuntivo).

     

    Tomar -> Tome (Link: http://www.conjuga-me.net/verbo-tomar)

     

    Portanto, o verbo "tomar" está no presente do subjuntivo e deve-se procurar nas alternativas qual verbo está nesse mesmo tempo e modo.

     

     

    ANALISANDO AS ALTERNATIVAS

     

     

    a) Esperar -> SUBJUNTIVO = Espere (GABARITO) {Link: http://www.conjuga-me.net/verbo-esperar}

     

    b) Saber -> SUBJUNTIVO = Saiba

     

    c) Pretender -> SUBJUNTIVO = Pretenda

     

    d) Querer -> SUBJUNTIVO = Queira

     

    e) Reconhecer -> SUBJUNTIVO = Reconheça

     

     

     

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ID
72181
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Duas linguagens

Na minha juventude, tive um grande amigo que era estudante
de Direito. Ele questionava muito sua vocação para os
estudos jurídicos, pois também alimentava enorme interesse
por literatura, sobretudo pela poesia, e não achava compatíveis
a linguagem de um código penal e a freqüentada pelos poetas.
Apesar de reconhecer essa diferença, eu o animava, sem muita
convicção, lembrando-lhe que grandes escritores tinham formação
jurídica, e esta não lhes travava o talento literário.

Outro dia reencontrei-o, depois de muitos anos. É juiz de
direito numa grande comarca, e parece satisfeito com a profissão.
Hesitei em lhe perguntar sobre o gosto pela poesia, e ele,
parecendo adivinhar, confessou que havia publicado alguns livros
de poemas - "inteiramente despretensiosos", frisou. Ficou de
me mandar um exemplar do último, que havia lançado
recentemente.

Hoje mesmo recebi o livro, trazido em casa por um amigo
comum. Os poemas são muito bons; têm uma secura de estilo
que favorece a expressão depurada de finos sentimentos.
Busquei entrever naqueles versos algum traço bacharelesco,
alguma coisa que lembrasse a linguagem processual. Nada.
Não resisti e telefonei ao meu amigo, perguntando-lhe como
conseguiu elidir tão completamente sua formação e sua vida
profissional, freqüentando um gênero literário que costuma
impelir ao registro confessional. Sua resposta:

? Meu caro, a objetividade que tenho de ter para julgar
os outros comunica-se com a objetividade com que busco tratar
minhas paixões. Ser poeta é afinar palavra justas e precisos
sentimentos. Justeza e justiça podem ser irmãs.

E eu que nunca tinha pensado nisso...

(Ariovaldo Cerqueira, inédito)

Todas as formas verbais estão corretamente empregadas e flexionadas na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Não há nada que IMPILA mais ao registro confessional da linguagem do que uma vocação poética essencialmente lírica. b) O juiz disse ao amigo que lhe conviEra freqüentar as duas linguagens, a poética e a jurídica. c) Constatou que nos poemas não se vislumbrava qualquer marca que adviesse da formação profissional do amigo. PERFEITA d) O juiz lembrou ao amigo que o ofício de poeta não destituI de objetividade o ofício de julgar. e) Nem bem se detIVera na leitura dos poemas do amigo e já percebera que se tratava de uma linguagem muito depurada.
  • Comentários (fonte: Henrique Nuco, Português FCC, editora Ferreira)

    a) Não há nada que impela mais ao registro confessional da linguagem do que uma vocação poética essencialmente lírica. ERRADO. O presente do subjuntivo do verbo "impelir" é: que eu impila, tu impilas, ele impila, nós impilamos, vós impilais, eles impilam. CORREÇÃO: não há nada que IMPILA mais ao registro confessional da linguagem que uma vocação poética essecialmente lírica. 

    b) O juiz disse ao amigo que lhe convira freqüentar as duas linguagens, a poética e a jurídica. ERRADO. O verbo "convir" conjuga-se como "vir". Assim: viera>conviera. CORREÇÃO:  O juiz disse ao amigo que lhe CONVIERA...

    c) Constatou que nos poemas não se vislumbrava qualquer marca que adviesse da formação profissional do amigo. CERTO. Todas as formas verbais estão corretas: constatou (pretérito perfeito do indicativo do verbo "constatar"), vislumbrava (pretérito imperfeito do indicativo de "vislumbrar"), adviesse (pretérito imperfeito do subjuntivo de "advir", que se conjuga como "vir" > VIESSE = ADVIESSE. 



  • (A)  Impila
    (B)  Conviera
    (C) Correta.
    (D)  Destitui
    (E)  Detivera
    Bons estudos


ID
72187
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Duas linguagens

Na minha juventude, tive um grande amigo que era estudante
de Direito. Ele questionava muito sua vocação para os
estudos jurídicos, pois também alimentava enorme interesse
por literatura, sobretudo pela poesia, e não achava compatíveis
a linguagem de um código penal e a freqüentada pelos poetas.
Apesar de reconhecer essa diferença, eu o animava, sem muita
convicção, lembrando-lhe que grandes escritores tinham formação
jurídica, e esta não lhes travava o talento literário.

Outro dia reencontrei-o, depois de muitos anos. É juiz de
direito numa grande comarca, e parece satisfeito com a profissão.
Hesitei em lhe perguntar sobre o gosto pela poesia, e ele,
parecendo adivinhar, confessou que havia publicado alguns livros
de poemas - "inteiramente despretensiosos", frisou. Ficou de
me mandar um exemplar do último, que havia lançado
recentemente.

Hoje mesmo recebi o livro, trazido em casa por um amigo
comum. Os poemas são muito bons; têm uma secura de estilo
que favorece a expressão depurada de finos sentimentos.
Busquei entrever naqueles versos algum traço bacharelesco,
alguma coisa que lembrasse a linguagem processual. Nada.
Não resisti e telefonei ao meu amigo, perguntando-lhe como
conseguiu elidir tão completamente sua formação e sua vida
profissional, freqüentando um gênero literário que costuma
impelir ao registro confessional. Sua resposta:

? Meu caro, a objetividade que tenho de ter para julgar
os outros comunica-se com a objetividade com que busco tratar
minhas paixões. Ser poeta é afinar palavra justas e precisos
sentimentos. Justeza e justiça podem ser irmãs.

E eu que nunca tinha pensado nisso...

(Ariovaldo Cerqueira, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA "D"

    d) Mais que tudo me AGRADAM, naquele livro, os recursos formais que intensificavam o lirismo. Os recursos formais me agradam.


    Nas demais alternativas, o verbo entre parenteses deverá permanecer no singular:

    a) Entre as várias qualidades de seus poemas destaca-se, acima de todas, a virtude da contenção.

    b) Como não de surpreender, em seus poemas, a precisão dos recursos estilísticos?

    c) Aos poetas confessionais costuma apresentar-se o risco de excessos emotivos.

    e) As duas práticas a que faz referência o texto não são, de fato, inconciliáveis.

ID
72694
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

As crônicas de Rubem Braga



Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam
contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,
observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem
límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma
crônica de Rubem Braga. Os chamados "assuntos menores",
que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista
uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um
passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma
empregada doméstica esperando alguém num portão de
subúrbio ? tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais
importante que a escandalosa manchete do dia. É o que
costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de
humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual
costumamos passar desatentos.



Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como
profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um
dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a
um gênero considerado "menor": a crônica sempre esteve longe
de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do
teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de
dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos
de "páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas
recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de
jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:
resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,
são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram
escritas ou publicadas.



Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo
impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes
de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,
naquele evento organizado por uma grande empresa, a que
comparecera apenas por força de contrato profissional.
Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar
distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já
estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que
os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era



evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,
talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento
(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,
povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas
observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se
nos dissesse: "Não me perguntem mais nada, estou cansado,
tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,
meninos."



E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho
Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do
que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,
meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.



(Manuel Régio Assunção)

Estão corretos o emprego e a forma dos tempos verbais na seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • VERBO CONVIR:

    eu convim
    tu convieste
    ele conveio
    nós conviemos
    vós conviestes
    eles convieram
  • Devem ter digitado errado "valer-se" na hora de passar a prova, só pode ser!
  • Estão corretos o emprego e a forma dos tempos verbais na seguinte frase: Não conveio a Rubem Braga aceitar a suposta fatalidade de ser um gênero "menor", pois decidiu valerse da crônica como veículo de alta expressão literária. Alternativa correta letra "C".
  • a) O leitor que vir... Que vier! Verbo no futuro do subjuntivo.

    b) O grande cronista falava do que lhe prouver... Lhe provera! Verbo no pretérito mais que perfeito do Indicativo.

    c) Verbo convir, já foi conjugado pelo colega acima.

    d) Desafortunado o leitor que não reter... Retem. Verbo no presente do Indicativo.

    e) eu tenho dúvida nessa letra... O verbo advir, poderia ser empregado no futuro do pretérito do indicativo? Adviria...

    Quem puder ajudar?

    Força gente, chegaremos lá!

    Todos temos adversidades, por isso mesmo não podemos desistir!

  • A. O leitor que vir vier a percorrer crônicas do velho Braga estará sabendo atestar o valor de permanência dessas páginas.

    VIR

    Futuro do Subjuntivo

    B. O grande cronista falava do que lhe aprouver aprouvia, confiante na riqueza da matéria oculta de cada cena, de cada fragmento da vida cotidiana com que se depare.

    APROUVER (Aprazer) - VER

    Pretérito Imperfeito do Indicativo

    C. Não conveio a Rubem Braga aceitar a suposta fatalidade de ser um gênero "menor", pois decidiu valer-se da crônica como veículo de alta expressão literária.

    CONVIR - VIR

    Pretérito Perfeito do Indicativo

    D. Desafortunado o leitor que não reter retiver das crônicas de Rubem Braga as lições de poesia e de estilo, que o escritor soubesse ministrar a cada texto.

    RETER - TER

    Futuro do Subjuntivo

    E. Da obra de Rubem Braga advira adviera um prestígio que o gênero da crônica jamais gozara anteriormente, considerada que fosse como simples leitura de entretenimento.

    ADVIR - VIR

    Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo


ID
72889
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A tribo que mais cresce entre nós

A nova tribo dos micreiros* cresceu tanto que talvez já não
seja apenas mais uma tribo, mas uma nação, embora a
linguagem fechada e o fanatismo com que se dedicam ao seu
objeto de culto sejam quase de uma seita. São adoradores que
têm com o computador uma relação semelhante à do homem
primitivo com o totem e o fogo. Passam horas sentados, com o
olhar fixo num espaço luminoso de algumas polegadas,
trocando não só o dia pela noite, como o mundo pela realidade
virtual.

Sua linguagem lembra a dos funkeiros** em quantidade de
importações vocabulares adulteradas, porém é mais ágil e rica,
talvez a mais rápida das tribos urbanas modernas. Dança quem
não souber o que é BBS, modem, interface, configuração,
acessar e assim por diante. Alguns termos são neologismos e,
outros, recriações semânticas de velhos significados, como
janela, sistema, ícone, maximizar.
No começo da informatização das redações de jornal,
houve um divertido mal-entendido quando uma jovem repórter
disse pela primeira vez: "Eu abortei!". Ela acabava de rejeitar
não um filho, mas uma matéria. Hoje, ninguém mais associa
essa palavra ao ato pecaminoso. Aborta-se tão impune e
freqüentemente quanto se acessa.
Nada mais tem forma e sim "formatação". Foi-se o tempo
em que "fazer um programa" era uma aventura amorosa. O
"vírus" que apavora os micreiros não é o HIV, mas uma
intromissão indevida no "sistema", outra palavra cujo sentido
atual nada tem a ver com os significados anteriores. A geração
de 68 lutou para derrubar o sistema; hoje o sistema cai a toda
hora.

Alguns velhos homens de letras olham com preconceito
essa tribo, como se ela fosse composta apenas de jovens, e
ainda por cima iletrados. É um engano, porque há entre os
micreiros respeitáveis senhoras e brilhantes intelectuais. Falar
mal do computador é tão inútil e reacionário quanto foi quebrar
máquinas no começo da primeira Revolução Industrial. Ele veio
para ficar, como se diz, e seu sucesso é avassalador. Basta ver
o entusiasmo das adesões.

(Zuenir Ventura, Crônicas de um fim de século)

* micreiros = usuários de microcomputador.
** funkeiros = criadores ou entusiastas da música funk.

Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase:

Alternativas
Comentários
  • ERRADA a) Quem se deter por muito tempo diante de um monitor, envolver-se-á de tal modo com o mundo virtual que o sobreporá ao mundo real. Quem se detiver ..Futuro do Conjuntivo .ERRADA b) Os jovens se entreteram tanto com o computador que nem se deram conta das horas que já haviam transcorrido. Os jovens se entretiveram - Pret. Perfeito ERRADA c) Dizendo que não quer que ninguém se imisque em sua vida, o jovem tranca-se no quarto, para acessar a Internet e se pôr a navegar. Verbo pronominal = imiscuir-se (misturar, intrometer-se)CORRETA d) Sobreveio-lhe uma forte irritação, mas conteve-se e abriu a porta com calma, pedindo ao jovem que cessasse a navegação. e) Os prejuízos que advirem do uso abusivo do computador não serão compensados pelas eventuais vantagens de que o usuário se beneficiou. Futuro do Conjuntivo - advierem
  • a) Quem se detIVEer por muito tempo diante de um monitor, envolver-se-á de tal modo com o mundo virtual que o sobreporá ao mundo real. b) Os jovens se entretIVeram tanto com o computador que nem se deram conta das horas que já haviam transcorrido. c) Dizendo que não quer que ninguém se imisque em sua vida, o jovem tranca-se no quarto, para acessar À Internet e se pôr a navegar. d) Sobreveio-lhe uma forte irritação, mas conteve-se e abriu a porta com calma, pedindo ao jovem que cessasse a navegação. CORRETA e) Os prejuízos que adviErem do uso abusivo do computador não serão compensados pelas eventuais vantagens de que o usuário se beneficiou.
  • COMENTANDO OS ERROS LETRA POR LETRA.

    A)   Quem se deter por muito tempo diante de um monitor, envolver-se-á de tal modo com o mundo virtual que o sobreporá ao mundo real.
     O verbo deter é derivado do verbo ter, por isso se conjuga da mesma forma.
     tiver – detiver
     
    B)   Os jovens se entreteram tanto com o computador que nem se deram conta das horas que já haviam transcorrido.
     O verbo entreter é derivado do ter e se conjuga do mesmo modo.
    Tiveram - entretiveram
    O verbo haver está corretamente conjugado, pois não é impessoal e, por isso, pode ser conjugado no plural.
     
    C)  Dizendo que não quer que ninguém se imisque em sua vida, o jovem tranca-se no quarto, para acessar a Internet e se pôr a navegar.
     Verbo imiscuir, cujo significado é intrometer (muito pouco usado) - que ninguém se imiscua (sempre com c, nunca com q no final)
     
    D)   Sobreveio-lhe uma forte irritação, mas conteve-se e abriu a porta com calma, pedindo ao jovem que cessasse a navegação.
     Alternativa correta. O verbo sobrevir conjuga-se como o verbo vir e o verbo conter conjuga-se como o verbo ter.
     
    E)   Os prejuízos que advirem do uso abusivo do computador não serão compensados pelas eventuais vantagens de que o usuário se beneficiou.
     Verbo advir conjuga-se como o verbo vir. Vierem - advierem
  • GABARITO: D

    A) detiver

    B) entretiveram

    C) imiscua

    D) CORRETA

    E) advierem


ID
74266
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leis para indigentes morais

Acaba de chegar a Massachussets um grupo de
adolescentes sudaneses que viajaram diretamente da Idade da
Pedra, ou quase, para a América do século XXI. São cinco mil
refugiados, que estão sendo distribuídos pelos EUA. Para
muitos, a viagem de avião é a primeira experiência em um
transporte motorizado.

Qual será o maior estranhamento para esses
jovens? A neve e a calefação? Os celulares? A Internet? (...)
O susto virá da quantidade de leis formais
detalhadas e explícitas que regram a vida americana, enquanto
a vida da tribo era regrada por poucas normas quase sempre
implícitas - ou seja, pela confiança de todos numa moral
comum tácita.

Nossas leis tornam-se cada vez mais detalhadas,
pois há a idéia de que um código exaustivo garantiria o
funcionamento de uma comunidade justa. De fato, essa
proliferação revela a angústia de uma cultura insegura de suas
opções morais. Por sermos indigentes morais, compilamos uma
casuística da qual esperamos que diga exatamente o que fazer
em cada circunstância. O dito legalismo da sociedade
americana, tão freqüentemente denunciado, é apenas o sinal
dessa indigência.

A tentativa de animar uma comunidade por uma
lengalenga de leis testemunha a fraqueza do vínculo social. Não
podemos confiar numa inspiração moral compartilhada, por isso
inventamos regras para ter, ao menos, muitas obrigações
comuns.

(Contardo Calligaris, Terra de ninguém. S. Paulo: Publifolha,
2004, pp. 66/68)

Todas as formas verbais estão adequadamente flexionadas na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Os jovens que proviram (provieram) do Sudão assustar-se-ão com a quantidade de casuísmos a que deverão se submeter em sua nova experiência de vida.

    b) Por vezes, uma comparação da nossa cultura com a de outros povos restitue-nos  (restitui-nos) o desejo de uma sociedade em que nada obstrui o caminho natural da justiça.

    c) Se viajar de avião já constitui, para essa leva de jovens, uma experiência assombrosa, imagine-se o assombro deles quando haverem (houverem) de entrar em contato com nossas leis.

    d) Em suas tribos, os jovens sudaneses entretiam-se (entretinham-se) com as práticas da vida concreta, sem a preocupação de atentarem para intermináveis códigos de leis casuísticas.

    e) Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentido do que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de uma progressiva indigência moral.
     

  • Resposta correta letra "E"

    a) Os jovens que proviram do Sudão assustar-se-ão com a quantidade de casuísmos a que deverão se submeter em sua nova experiência de vida.

    b) Por vezes, uma comparação da nossa cultura com a de outros povos restitue-nos o desejo de uma sociedade em que nada obstrui o caminho natural da justiça.

    c) Se viajar de avião já constitui, para essa leva de jovens, uma experiência assombrosa, imagine-se o assombro deles quando haverem de entrar em contato com nossas leis.

    d) Em suas tribos, os jovens sudaneses entretiam-se com as práticas da vida concreta, sem a preocupação de atentarem para intermináveis códigos de leis casuísticas.

    e) Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentido do que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de uma progressiva indigência moral.
  • c) Na prática, pode-se dizer que reaver é conjugado como haver, mas só existe nas formas em que o verbo haver apresenta “v”. Observe com atenção o pretérito  perfeito  do  indicativo:  reouve,  reouveste,  reouve,  reouvemos, reouvestes, reouveram.

    Por isso, cuidado: 

    Eles reouveram a joia desaparecida.  (Não use reaveram).

  • A - Provieram

    B - Restitui

    C -

    D - Entretiveram

    E - Correta

  • Completando o comentário do Otávio, a letra C deveria ser houverem.

  • Comentário da letra E) É fácil notar que a FCC simplesmente ama as correlações verbais. No caso do "Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentido do que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de uma progressiva indigência moral.", temos a seguinte combinação:

    Futuro do Pretérito do Indicativo (DEVER)

    eu deveria
    tu deverias
    ele deveria
    nós deveríamos
    vós deveríeis
    eles deveriam

    ***

    Pretérito Imperfeito do Subjuntivo (REAVER)

    se eu o reouvesse
    se tu o reouvesses
    se ele o reouvesse
    se nós o reouvéssemos
    se vós o reouvésseis
    se eles o reouvessem

    ***

    Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo

    eu adviera
    tu advieras
    ele adviera
    nós adviéramos
    vós adviéreis
    eles advieram


ID
74434
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crimes hediondos

É correta a disposição do Ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, de aperfeiçoar a Lei de Crimes Hediondos, de
modo a permitir que condenados com base nesse diploma
tenham direito à progressão da pena, isto é, ao abrandamento
das condições de encarceramento.

Mais do que um instrumento efetivo para combater a
criminalidade, a referida Lei, de 1990, foi uma tentativa até certo
ponto açodada do Legislativo de dar uma resposta aos justos
anseios da população por mais segurança. O problema é que
essa legislação, que pode ser resumida como o endurecimento
das penas e do regime de prisão para certos crimes, não
apenas é pouco eficaz para conter a violência criminosa como
ainda gera uma série de efeitos colaterais contraproducentes.
Para começar, ela cria distorções na proporcionalidade entre
delitos e penas. (...)

No mais, a Lei, ao manter por mais tempo o condenado
nos presídios, contribui para a superpopulação das cadeias. Ela
também tira das autoridades carcerárias um instrumento de
controle do detento, que é a possibilidade de recompensá-lo
com a redução da pena por bom comportamento.
Defender uma revisão na Lei de Crimes Hediondos não
significa de modo algum ser leniente com a criminalidade, que
precisa ser combatida com energia pelo poder público. O
melhor remédio contra a violência é justamente a virtual certeza
de que todos os que cometerem crimes serão punidos. E isso,
infelizmente, não existe no Brasil, onde ainda se faz necessário
avançar na formação de uma polícia moderna e eficaz, que
elucide delitos e capture seus perpetradores. É esse o caminho
a seguir, ao lado de medidas de prevenção.

(Adaptado de Folha de S. Paulo, 12 de agosto de 2004, A2)

O verbo flexionado de forma INCORRETA está grifado na frase:

Alternativas
Comentários
  • Atenção ao verbo REQUERER, ele não se conjuga da mesma forma que o verbo QUERER.Verbo Querer / Pret Perf Indicativoeu quistu quisesteele quisnós quisemosvós quisestesELES QUISERAMVerbo Requerer / Pret Perf Indicativoeu requeiritu requeresteele requereunós requeremosvós requerestesELES REQUERERAM
  • requerereu requeri (digitei errado, acrescentei um i)
  • O Verbo REQUERER não é conjugado da mesma maneira que o verbo QUERER, ou seja:Eles quiseramEles requereram
  • Para não mais errarmos...

    A forma REQUISERAM  NÃO EXISTE!!!
  • UMA DAS ACERTIVAS ESTÁ DESATUALIZADA SEGUNDO O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO (C)
    DEEM NÃO DEVE MAIS SER ACENTUADA.

ID
74818
Banca
FCC
Órgão
TRT - 21ª Região (RN)
Ano
2003
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Urbanização abala a saúde de moradores do interior da
Amazônia

Mesmo que aumente o conforto, as conseqüências
do ingresso na vida moderna - com alimentos prontos,
televisão, telefone e máquina de lavar roupa - não são nada
boas para a saúde. Hilton Pereira da Silva, médico e
antropólogo do Museu Nacional, encontrou uma taxa elevada
de hipertensão arterial na população de três comunidades rurais
do Pará que gradativamente deixaram o extrativismo (*) e
começaram a usar bens de consumo tipicamente urbanos.
Aracampina, a maior comunidade estudada,

localizada na ilha de Ituqui, às margens do rio Amazonas, tem
cerca de 600 habitantes. Eram 460 há sete anos, quando Hilton
Silva chegou lá pela primeira vez e notou que a vida mudava
rapidamente - conseqüência da proximidade com Santarém, a
quatro horas de barco. "Quando ocorre a transição para o estilo
de vida moderno e urbano, a primeira mudança é a dieta", diz
ele. "Aumenta o consumo de sal, de enlatados e de comida
industrializada, cheia de aditivos químicos."

Nas primeiras vezes em que esteve lá, o
pesquisador notou que os caboclos pescavam intensamente.
Completavam a alimentação com farinha de mandioca, frutas,
feijão e milho. "Hoje, os caboclos deixaram o extrativismo,
trabalham na pesca industrial, para as madeireiras ou em
fazendas e compram carne em conserva, açúcar, café e
biscoitos", relata. "As mudanças na dieta estão causando uma
mudança gradual na fisiologia do organismo, que leva à
hipertensão."

Ainda não há água encanada em Aracampina, mas
os caboclos agora têm luz elétrica, graças ao gerador a diesel,
fogão a gás, televisão ligada a bateria de carro e telefone que
funciona por meio de rádio. Em conseqüência, houve uma
redução da atividade física que ajuda a equilibrar a pressão
arterial. "Por terem acesso a fogão a gás, não buscam mais
lenha na mata", exemplifica Hilton Silva. "E já usam fralda
descartável, que também reduz o trabalho das mulheres". Mas
surgem outras fontes de estresse, como a necessidade de
ganhar mais dinheiro para comprar comida, relógios, bicicletas e
aparelhos de som.

(Pesquisa. São Paulo: Fapesp, abril 2003.)

(*) extrativismo = atividade que consiste em extrair da natureza
quaisquer produtos que possam ser cultivados para fins
comerciais ou industriais.

Estão corretamente flexionadas as formas verbais da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Os caboclos de fato obtiveram algumas melhorias, mas nem todas as novidades lhes convieram. ok; correta b) O pesquisador deteve-se em alguns dados e percebeu que do progresso advieram, também, alguns prejuízos. c) Conclui-se, da leitura do texto, que a alimentação mais natural constitui um fator de saúde. d) Se o progresso não interviesse na vida de Aracampina, os moradores não fariam novos projetos de vida. e) Quando os habitantes de Aracampina se propuseram a aceitar as novidades, ninguém conteve seu ingênuo entusiasmo.
  • a) OK
    b) O pesquisador deteve em alguns dados e percebeu que do progresso advieram, também, alguns prejuízos.
    c) Conclui-se, da leitura do texto, que a alimentação mais natural constitui um fator de saúde.
    d) Se o progresso não interviesse na vida de Aracampina, os moradores não fariam novos projetos de vida.
    e) Quando os habitantes de Aracampina se propuseram a aceitar as novidades, ninguém conteve seu ingênuo entusiasmo.
  • OBTIVERAM = PRETÉRITO PERFEITO 

    CONVIERAM = PRETÉRITO PERFEITO 

     

    * O pretérito perfeito consiste num processo verbal que exprime um fato passado não habitual; ao passo que o imperfeito exprime um fato habitual, rotineiro. A título de ilustração, analisemos:

    Sempre que a encontrava revivia os bons tempos. (pretérito imperfeito)
    Sempre que a encontrei revivi os bons tempos. (pretérito perfeito)

     

    LOGO, ALTERNATIVA CORRETA 

    LETRA A

     

    BONS ESTUDOS 

  • GABARITO: A

     

     

    INDICATIVO:

    Presente: eu amo, eu vejo, eu sinto.

     

    Pretérito Perfeito: eu amei, eu vi, eu senti.

    Pretérito Imperfeito: eu amava.

    Mais-que-perfeito: eu amara.

    Futuro do Presente: eu amarei.

    Futuro do Pretérito: eu amaria.

    Pretérito Perfeito e Mais-que-perfeito: Se é composto é Tenho e Tinha.

     

    Já no futuro do Presente e Pretérito: é Terei e Teria.

     

     

     

    SUBJUNTIVO:

    Presente do Subjuntivo Conjugue com a conjunção "que" : Que eu ame, que eu veja, que eu sinta E,

    com a conjunção "se": é Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Se eu amasse, se eu visse, se eu sentisse.

    Futuro do Subjuntivo Conjugue com a conjunção "quando" Quando eu amar, quando eu vir, quando eu sentir.

     

    Pretérito Perfeito: Tenha amado

    Mais que perfeito: Tivesse amado

    Futuro Composto: Tiver amado.

    ____________________________

    https://www.youtube.com/watch?v=5B_sF53zJ0w


ID
75625
Banca
FCC
Órgão
TRT - 19ª Região (AL)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Fim de feira

Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as
barracas, começam a chegar os que querem pagar pouco pelo
que restou nas bancadas, ou mesmo nada, pelo que ameaça
estragar. Chegam com suas sacolas cheias de esperança.
Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está pelo
chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve amarelas,
a metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os
fregueses compradores. Há uns que se aventuram até mesmo
nas cercanias da barraca de pescados, onde pode haver
alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, ou uma ponta de
cação obviamente desprezada.

Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas:
oferecem-lhes o que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
refugos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados.
Agem para salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio
mesmo do comércio. Parecem temer que a fome seja debelada
sem que alguém pague por isso. E não admitem ser acusados
de egoístas: somos comerciantes, não assistentes sociais,
alegam.

Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da
limpeza e os funcionários da prefeitura varrem e lavam tudo,
entre risos e gritos. O trânsito é liberado, os carros atravancam
a rua e, não fosse o persistente cheiro de peixe, a ninguém
ocorreria que ali houve uma feira, freqüentada por tão diversas
espécies de seres humanos.

(Joel Rubinato, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • LETRA (E) - ERRADASujeito oracional:Não cabe aos leitores, por força do texto, criticar o lucro razoável de alguns feirantes, mas sim, a inaceitável piedade de outrosAOS LEITORES = objeto indireto *tem preposição, logo não pode ser sujeitoO Sujeito é toda a oração seguinte... "por força do texto, criticar o lucro razoável de alguns feirantes, mas sim, a inaceitável piedade de outros"REGRA - Quando o sujeito é oracional a frase o verbo sempre fica na 3ª pessoal do plural masculino
  • Eu acho que se trata de uma 'silepse' e a opção 'D' correta,Silepse de númeroÉ o tipo de silepse em que ocorre discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural). O caso mais comum de silepse de número ê o do substantivo singular que, por se referir a uma idéia plural, leva os verbos e / ou adjetivos para o plural.“Esta gente está furiosa e com medo; por conseqüência, capazes de tudo.” (Garrett)A palavra “gente" pertence ao gênero feminino e, gramaticalmente, é singular; mas como contém uma idéia plural ( = aquelas pessoas) o adjetivo ”capazes" passa a concordar com essa idéia plural, e não com a palavra singular "gente" .“Corria gente de todos os lados, e gritavam.” (Mário Barreto)Aqui também a idéia plural de “gente” prevalece sobre o ato de a palavra ser singular. O verbo, concordando no plural, expressa isso.
  • LETRA D:

    Os penosos detalhes da coleta, a que o narrador deu ênfase em seu texto, deixam de sensibilizar a pouca gente.

    Termo preposicionado não é sujeito!


ID
77710
Banca
FCC
Órgão
TRT - 18ª Região (GO)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Viagem para fora

Há não tanto tempo assim, uma viagem de ônibus,
sobretudo quando noturna, era a oportunidade para um passageiro
ficar com o nariz na janela e, mesmo vendo pouco, ou
nada, entreter-se com algumas luzes, talvez a lua, e certamente
com os próprios pensamentos. A escuridão e o silêncio no
interior do ônibus propiciavam um pequeno devaneio, a memória
de alguma cena longínqua, uma reflexão qualquer.

Nos dias de hoje as pessoas não parecem dispostas a
esse exercício mínimo de solidão. Não sei se a temem: sei que
há dispositivos de toda espécie para não deixar um passageiro
entregar-se ao curso das idéias e da imaginação pessoal. Há
sempre um filme passando nos três ou quatro monitores de TV,
estrategicamente dispostos no corredor. Em geral, é um filme
ritmado pelo som de tiros, gritos, explosões. É também bastante
possível que seu vizinho de poltrona prefira não assistir ao filme
e deixar-se embalar pela música altíssima de seu fone de
ouvido, que você também ouvirá, traduzida num chiado
interminável, com direito a batidas mecânicas de algum sucesso
pop. Inevitável, também, acompanhar a variedade dos toques
personalizados dos celulares, que vão do latido de um cachorro
à versão eletrônica de uma abertura sinfônica de Mozart. Claro
que você também se inteirará dos detalhes da vida doméstica
de muita gente: a senhora da frente pergunta pelo cardápio do
jantar que a espera, enquanto o senhor logo atrás de você
lamenta não ter incluído certos dados em seu último relatório.
Quando o ônibus chega, enfim, ao destino, você desce tomado
por um inexplicável cansaço.

Acho interessantes todas as conquistas da tecnologia da
mídia moderna, mas prefiro desfrutar de uma a cada vez, e em
momentos que eu escolho. Mas parece que a maioria das pessoas
entrega-se gozosa e voluptuosamente a uma sobrecarga
de estímulos áudio-visuais, evitando o rumo dos mudos pensamentos
e das imagens internas, sem luz. Ninguém mais gosta
de ficar, por um tempo mínimo que seja, metido no seu canto,
entretido consigo mesmo? Por que se deleitam todos com tantas
engenhocas eletrônicas, numa viagem que poderia propiciar
o prazer de uma pequena incursão íntima? Fica a impressão de
que a vida interior das pessoas vem-se reduzindo na mesma
proporção em que se expandem os recursos eletrônicos.

(Thiago Solito da Cruz, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • O verbo deve concordar com o sujeito no singular.b) Toda essa parafernália eletrônica deve agradar aos passageiros.
  • O verbo tem que está da mesma forma, que o sujeito ou seja no singular.alternativa que segue esta linha de raciocinio é a letra B.
  • Este tipo de questão é muito comum na FCC, para facilitar na resolução você deve colocar a frase na ordem direta e ficar atento nos verbos impessoais e nos sujeitos oracionais (exige verbo na 3ª pessoa do singular). Nesta questão a banca não trouxe nenhuma dessas "pegadinhas" e passando para orderm direta (sujeito + verbo + complemento) já conseguiríamos resolvê-la.Verbos impessoais geralmente cobrados neste tipo de questão (exigem 3ª pessoa do singular):Haver = sentido de existir (note que nesta questão este verbo não tem este sentido)Fazer = sentido de tempo decorridoSer = hora, data e distânciaFenômenos da natureza (mais raro de ser cobrado)
  • Gabarito B

     

    a) Não costumam registrar-se, na conversa usual entre os passageiros, quaisquer reclamações contra a rotina barulhenta da viagem.
    b) Deve agradar aos ruidosos passageiros toda essa parafernália eletrônica, que os dispensa de refletir sobre si mesmos.
    c) Momentos de solidão e contemplação hão de perturbar os que se entregam gostosamente aos estímulos eletrônicos.
    d) Já quase não se veem, numa viagem de ônibus, passageiros ensimesmados, olhando vagamente pela janela.
    e) Não convêm a muita gente esses momentos únicos de reflexão, que uma viagem de ônibus podia propiciar.

    Bons estudos! Tudo é possível!


ID
80740
Banca
FCC
Órgão
TRE-AM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando
alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante
com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio
XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos
guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como
bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos
os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.
Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio
Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos
no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os
brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a
Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à
classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a
visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo
preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.
Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder
(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja
será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para
o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum
interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,
aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto
Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que
são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem
olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a
estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual
da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de
denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça
ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno
do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento
do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão
quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas
e dos que têm praticado todas as formas de consciência e
crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.
Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe
Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:
"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"
(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Tudo o que advir como poder da Igreja tem correspondência com o plano simbólico e espiritual. (ADVIER)b) O poder civil e a esfera religiosa nem sempre conviram quanto à busca de um sereno estabelecimento de acordos. (CONVIERAM)c) Ao longo da História, nações e igrejas muitas vezes se absteram de buscar a convergência de seus interesses.(ABSTIVERAM)d) A pergunta de Stalin proveu de sua convicção quanto ao que torna de fato competitivo um país beligerante. (PROVEIO)e) Ciente da fragilidade militar da Igreja, o ditador não se conteve e interveio na História com a famosa frase. (ALTERNATIVA CORRETA)
  • Na alternativa (A), deve ser “advier”, pois o verbo é derivado de vier. Portanto tudo que VIER, tudo que ADVIER... Errada a alternativa.

    Na letra (B), deve ser “convieram”, pois é derivado de VIR. Errada.

    Na letra (C) deve ser “abstiveram”, porque é derivado de TER. Eles TIVERAM, eles ABSTIVERAM... Errada.

    Na letra (D), deve ser “proveio”, pois é derivada de “vir”. Ele VEIO, ELE PROVEIO. Errada.

  • GABARITO: E

    Olá pessoal,

    A): “Tudo o que advém...” (presente do indicativo do verbo advir, derivado do verbo vir).

    B): “...nem sempre convieram...” (pretérito perfeito do indicativo do verbo convir, derivado do verbo vir).

    C): “...muitas vezes se abstiveram...” (pretérito perfeito do indicativo do verbo abster, derivado do verbo ter).

    D): “...proveio de sua convicção...” (pretérito perfeito do indicativo do verbo provir, derivado do verbo vir).

    E): as formas “conteve” e “interveio”, ambas conjugadas no pretérito perfeito do indicativo, estão corretamente flexionadas, pois derivam, respectivamente, dos verbos ter e vir.

    Espero ter ajudado. Bons estudos!!!!
  • A letra D está errada não é porque conjuga-se "proveio", visto que a forma verbal "proveu", que se encontra no pretérito perfeito do indicativo está completamente correta, basta consultar "www.conjuga-me.net", sendo que o erro da assertiva D não reside no fato de que a conjugação está errada, já que proveu é correto, mas sim, no fato de que o verbo aí utilizado não poderia ser "prover", que tem o significado de abastecer, e a oração em questão pede um outro verbo com outro significado, como por exemplo, "advir", que completando a oração seria "adveio", que significa sobrevir, suceder. O erro da questão, então, não está na conjugação de prover, que está correta, mas na errônea utilização desse verbo nessa oração.

    Bons estudos!!

    Deus nos abençõe!!
  • Cometi um equívoco na questão e vou corrigi-lo. A assertiva D pede o verbo "provir" e não o verbo "prover". Logo, estaria correto o verbo provir (sentido de advir) na 3.ª pessoa do singular que ficaria "proveio". Confundi os verbos prover e provir que são distintos.

    Bons estudos!!

    Que Deus nos instrua e nos ensine!!


ID
80758
Banca
FCC
Órgão
TRE-AM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A leitura dos clássicos

Os clássicos são livros que exercem uma influência
particular quando se impõem como inesquecíveis e também
quando se ocultam nas dobras da memória, preservando-se no
inconsciente.

Por isso, deveria existir um tempo na vida adulta dedicado
a revisitar as leituras mais importantes da juventude. Se os
livros permaneceram os mesmos (mas também eles mudam, à
luz de uma perspectiva histórica diferente), nós com certeza
mudamos, e o encontro é um acontecimento totalmente novo.
Portanto, usar o verbo ler ou o verbo reler não tem muita
importância. De fato, poderíamos dizer: toda releitura de um
clássico é uma leitura de descoberta, como a primeira.

(Ítalo Calvino, "Por que ler os clássicos")

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Para fazer a concordância em casos que há "verbo+se", sem sujeito, temos que localizar o objeto direto da oração e fazer a concordância com este. Nesses casos o "se" se chama partícula apassivadora do sujeito.
  • DICA: Quando o "quem" figurar como núcleo do sujeito, a forma verbal deverá está flexionado a 3ª P.S.
  • Percebam as preposições implícitas (VTI):

    a) ......-se (atribuir) aos clássicos a propriedade de nos encantar em qualquer tempo ou idade que os busquemos.

    b) ......-se (distinguir) os clássicos pelo fato de conservarem o mesmo poder de revelação ao longo do tempo.

    c) ......-nos (impressionar) nos clássicos o sentido de uma perenidade que não implica cristalização.

    d) ......-se (queixar) dos clássicos apenas quem os lê com a desatenção ou o desamor das tarefas obri- gatórias.

    e) ......-nos (confortar) nos clássicos a companhia dos mais altos valores humanos que põem à nossa disposição.
  • a) atribui-se ( verbo) aos clássicos a propriedade  (sujeito) de nos encantar em qualquer tempo ou idade que os busquemos. (A propriedade é atribuída aos clássicos).
    b) distinguem-se (verbo) os clássicos (sujeito) pelo fato de conservarem o mesmo poder de revelação ao longo do tempo. (Os clássicos são distinguidos). 
    c) impressiona-nos (verbo) nos clássicos o sentido (sujeito) de uma perenidade que não implica cristalização. (O sentido nos impressiona).
    d) queixa-se (verbo) dos clássicos apenas quem (sujeito) os lê com a desatenção ou o desamor das tarefas obri- gatórias. (Quem os lê queixa deles).
    e) conforta-nos (verbo) nos clássicos a companhia (sujeito) dos mais altos valores humanos que põem à nossa disposição. (A companhia nos conforta).

ID
82264
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Duas linguagens

Na minha juventude, tive um grande amigo que era estudante
de Direito. Ele questionava muito sua vocação para os
estudos jurídicos, pois também alimentava enorme interesse
por literatura, sobretudo pela poesia, e não achava compatíveis
a linguagem de um código penal e a freqüentada pelos poetas.
Apesar de reconhecer essa diferença, eu o animava, sem muita
convicção, lembrando-lhe que grandes escritores tinham formação
jurídica, e esta não lhes travava o talento literário.

Outro dia reencontrei-o, depois de muitos anos. É juiz de
direito numa grande comarca, e parece satisfeito com a profissão.
Hesitei em lhe perguntar sobre o gosto pela poesia, e ele,
parecendo adivinhar, confessou que havia publicado alguns livros
de poemas - "inteiramente despretensiosos", frisou. Ficou de
me mandar um exemplar do último, que havia lançado
recentemente.

Hoje mesmo recebi o livro, trazido em casa por um amigo
comum. Os poemas são muito bons; têm uma secura de estilo
que favorece a expressão depurada de finos sentimentos.
Busquei entrever naqueles versos algum traço bacharelesco,
alguma coisa que lembrasse a linguagem processual. Nada.
Não resisti e telefonei ao meu amigo, perguntando-lhe como
conseguiu elidir tão completamente sua formação e sua vida
profissional, freqüentando um gênero literário que costuma
impelir ao registro confessional. Sua resposta:

? Meu caro, a objetividade que tenho de ter para julgar
os outros comunica-se com a objetividade com que busco tratar
minhas paixões. Ser poeta é afinar palavra justas e precisos
sentimentos. Justeza e justiça podem ser irmãs.
E eu que nunca tinha pensado nisso...

(Ariovaldo Cerqueira, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • O verbo flexiona-se em corformidade com o sujeito:a) A virtude da contenção destaca-se, acima de todas, entre as várias qualidades de seus poemas.b) A precisão dos recursos estilísticos, haverá de surpreender em seus poemas, como não?c) O risco de excessos emotivos costuma apresentar-se aos poetas confessionais.d) Os recursos formais que intensificavam o lirismo, AGRADAM mais que tudo, naquele livro.e) O texto faz referência às duas práticas que não são, de fato, inconciliáveis.
  • Comentários (fonte: Henrique Nuno, Português FCC, editora Ferreira):

    d) Mais que tudo me ...... (agradar), naquele livro, os recursos formais que intensificavam o lirismo. CERTO. O Sujeito de "agradar" é "os recursos formais", por isso o verbo deve ir para o plural (= os recursos formais agradavam-me)

    a) Entre as várias qualidades de seus poemas ...... (destacar-se), acima de todas, a virtude da contenção. ERRADO. O verbo deve ficar no singular, uma vez que deve concordar com o núcleo do sujeito paciente "a virtude da contenção" - notemos que o verbo está na voz passiva sintética - (a virtude da contenção destacava-se (...) = a virtude da contenção era destacada).

     b) Como não ...... (haver) de surpreender, em seus poemas, a precisão dos recursos estilísticos? ERRADO. O núcleo do sujeito de "haver de surpreender" está no singular, por conseguinte a locução verbal fica no singular (= a precisão dos recursos estilísticos há de surpreender)

    c) Aos poetas confessionais ...... (costumar) apresentar-se o risco de excessos emotivos. ERRADO. Como o núcleo do sujeito de "costumar apresentar-se" está no singular, a locução verbal deve ficar no singular (=o risco de excessos emotivos costuma apresentar-se aos poetas confessionais.).

    e) As duas práticas a que ...... (fazer) referência o texto não são, de fato, inconciliáveis. ERRADO. O verbo "fazer" concorda com o sujeito "o texto", expressão no singular (= o texto faz referência a que)




ID
89836
Banca
FCC
Órgão
TRE-AL
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Nova infância?

Até onde posso avaliar, parece que já não existem mais
crianças como as de antigamente - o que equivale a dizer que
talvez seja preciso redefinir o que vem a ser infância. Quem
viveu no tempo em que a rua era o espaço natural de todos os
jogos e brincadeiras, palco das conversas e das piadas, cenário
da vida coletiva, lamentará o quanto as crianças de hoje vivem
reclusas nas casas e nos apartamentos. Seja por questão de
segurança (medo da rua), seja pela avalanche das novidades
tecnológicas e dos brinquedos eletrônicos, o sedentarismo
infantil é um fenômeno que se alastra por toda parte.
Trata-se de uma anomalia cruel: as crianças, seres
naturalmente carregados de energia e vitalidade, estão vivendo
longas horas diárias de concentração solitária e de imobilidade.
Diante das telas e dos monitores, satisfazem-se com o movimento
virtual, com a investigação a distância, com a experiência
imaginária. O prazer do convívio vem sendo perigosamente
substituído pelo sentimento de autossuficiência. Que tipo de
sociedade estamos constituindo?

(Herculano Menezes, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • O verbo HAVER sem o sentido de existir pode flexionar-se para o plural. LETRA A - CorretaB- HAVERÁ - crianças (sentido de existir, não se flexiona)C- VERIFICA - tamanha incongruênciaD - RESERVA - todo prazer
  • a) crianças hão de se dar a conhecer (haver concorda com crianças e não está no sentido de existir).b) jamais haverá crianças como as de hoje (haver no sentido de existir).c) tamanha incongruência se verifica.d) prazer se reserva às crianças.e) cabe aos pais e professores (cabe a eles).
  • Na letra "C" o correto não é VERIFICARÁ? 
    c) Até quando se ...... (verificar), em relação às nossas crianças, tamanha incongruência nos valores e nas expectativas educacionais?
  • A) Hão de se conhecer, em algum dia do futuro, crianças semelhantes às de tempos passados?

    Perceba que o verbo haver não está no sentido de existir (logo, pode ir para o plural) e ele concorda com crianças, que está no plural.

    Esse é o gabarito!

    B) Crianças como as de hoje, ao que se sabe, jamais haverá, tão absortas e imobilizadas em seus afazeres.

    Já esse verbo haver está sim no sentido de existir. Inclusive pode substituir a palavra por "jamais existirão".

    C) Até quando se verifica, em relação às nossas crianças, tamanha incongruência nos valores e nas expectativas educacionais?

    O complemento do verbo verificar é tamanha incongruência, que está no singular, portanto o verbo também permanece no singular.

    D) Quase todo prazer que hoje às crianças se reserva por longas horas diárias, está associado à tecnologia.

    Para encontrar o sujeito do verbo "reservar-se" faça a pergunta: o que se reserva? A resposta é "quase todo o prazer". Aí você pode até buscar o complemento, perguntando: quase todo o prazer se reserva a quem/quê? A resposta: "às crianças". Logo, o verbo reservar-se é transitivo indireto e o seu sujeito está no singular. Sendo assim, ele permanece no singular.

    E) Cabe aos pais e professores, sobretudo, proporcionar às crianças espaço e tempo para as necessárias atividades físicas. Noções de Informática.

    Aqui é a mesma coisa, só que com o verbo caber. "o que cabe?" A resposta é: proporcionar espaço e tempo... Logo, já se sabe que o verbo deve permanecer no singular.

    Foi dessa forma que raciocinei. Se houver algo errado, por favor, avisem-me.


ID
93349
Banca
FCC
Órgão
TRF - 1ª REGIÃO
Ano
2001
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Um sonho de simplicidade

Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz
da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um
sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a
tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos
cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem
falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque,
por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no
bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?

Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata,
tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim,
a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoço.

Mas, para instaurar uma vida mais simples e sábia, seria
preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio
de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de
dizer coisas, dizer coisas... Seria preciso fazer algo de sólido e
de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de
útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma
sossegada e limpa.

Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho
assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento!
Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, de um
número... Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de
nada, precisamos apenas viver - sem nome, nem número,
fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o
ribeirão.

(Rubem Braga, 200 crônicas escolhidas

Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase:

Alternativas
Comentários
  • O comentário da Luciana está correto, mas com umaressalva: na alternativa E o verbo fica RETIVÉSSEMOS, com acento agudo.
  • A forma mais fácil de resolver este tipo de questão é trocar as formas derivadas dos verbos Ter, Vir e Pôr, pela própria conjugação desses verbos.Veja como facilita na resolução:a) Se todos se detessem mais do que um instante, um sonho seria mais que um sonho.deter deriva do verbo ter, então quando retiramos o "de" obtemos a forma: tessem, claramente errada, o correto seria tivessemb) Como nunca te conviu sonhar, deduzo que sejas feliz.convir deriva do verbo vir, então quando retiramos o "con" obtemos a forma:viu, e o correto seria veio (preste atenção que o verbo é vir e não ver)c) O cronista provê de sonhos sua vida, ainda que sejam fugazes.prover (abastecer, suprir) deriva de ver, entao quando retiramos o "pro" obtemos a forma vê, que está correta!d) De onde proviram as gravatas, que se ostentam tão vaidosamente?Provir (ter procedência) deriva de vir, então quando retiramos o "pro" obtemos a forma viram, e o correto seria vieram.e) Ah, se retêssemos por mais tempo os sonhos que valham a pena sonhar...reter deriva de ter, então quando retiramos o "re" obtemos a forma têssemos, claramente errada, o correto seria tivéssemos.A FCC cobra muito sobre os derivados dos verbos ter, vir e pôr, mas utilizando esta regrinha você gabarita qualquer uma.
  • ótimo comentário do amigo ...com certeza ajudará muita gente.. como me ajudou...valeu amigo....

    Comentado por Carlos Eduardo Predebon há aproximadamente 1 ano.
  • a) F - Se todos se detivessem mais do que um instante, um sonho seria mais que um sonho.
    b) F - Como nunca te conveio sonhar, deduzo que sejas feliz.
    c) Correto
    d)F - De onde proveram as gravatas, que se ostentam tão vaidosamente?
    e)F - Ah, se retivessemos por mais tempo os sonhos que valham a pena sonhar...

  • Eu corrigi da seguinte forma:

     De onde 
    provêm as gravatas, que se ostentam tão vaidosamente?
  • c) O cronista provê de sonhos sua vida, ainda que sejam fugazes.

  • a) ERRADO. Se todos se detessem (detivessem) mais do que um instante, um sonho seria mais que um sonho.

    Deter é conjugado igual ao ver ter.

    b) ERRADO. Como nunca te conviu (conveio) sonhar, deduzo que sejas feliz.

    Convir é conjugado igual ao verbo vir.
     

    c) GABARITO. O cronista provê de sonhos sua vida, ainda que sejam fugazes.

    – O verbo prover é frequentemente confundido com o verbo provir. Prover indica, principalmente, o ato de providenciar ou fornecer o que é necessário; Já provir indica, principalmente, o ato de ser proveniente de, consequência de ou descendente de.

    – Tome cuidado, pois o verbo prover tem conjugação toda regular (tipo o verbo comer). Entretanto, Ele só é conjugado irregularmente igual ao verbo ver, apenas, no tempo presente do indicativo e o tempo presente do subjuntivo (e claro o modo imperativo). 
     

    d) ERRADO. De onde proviram (provieram) as gravatas, que se ostentam tão vaidosamente?

    Provir é conjugado igualmente ao verbo vir. E significa ter origem de.
    – Não confunda com prover que significa fornecer o que é necessário.
     

    e) ERRADO. Ah, se retêssemos (retivéssemos) por mais tempo os sonhos que valham a pena sonhar...

    Reter é conjugado igualmente ao verbo ter.

  • A. Se todos se detessem detivessem mais do que um instante, um sonho seria mais que um sonho.

    Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

    B. Como nunca te conviu conveio sonhar, deduzo que sejas feliz.

    CONVIR - VIR

    Pretérito Perfeito do Indicativo

    C. O cronista provê de sonhos sua vida, ainda que sejam fugazes.

    PROVER (Abastecer) - VER

    Presente do Indicativo

    D. De onde proviram provieram as gravatas, que se ostentam tão vaidosamente?

    PROVIR (Proceceder) - VIR

    Pretérito Perfeito do Indicativo

    E. Ah, se retêssemos retivéssemos por mais tempo os sonhos que valham a pena sonhar...

    RETER - TER

    Pretérito Imperfeito do Subjuntivo


ID
93568
Banca
FCC
Órgão
DNOCS
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não
solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem
não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que
nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais
sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da
propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da
liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis,
a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a
apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A
esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus
Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo
de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e
outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e
ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição
privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para
o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando
a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da
correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam
com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O
assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,
quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme
diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita
gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se
interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos
em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que
passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a
temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do
que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de
uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase
a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope
elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de
correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da
privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade
trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem
não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz
destinatário.

(Walnice Nogueira Galvão, O tapete afegão)

É preciso corrigir uma forma verbal flexionada na frase:

Alternativas
Comentários
  • A forma mais fácil de resolver este tipo de questão é trocar as formas derivadas dos verbos Ter, Vir e Pôr, pela própria conjugação desses verbos.a) interveio Intervir deriva do verbo vir = ele veio, forma corretab) contiver conter deriva do verbo ter = que ele tiver, forma correta c) disponhamos dispor deriva do verbo pôr = que nós ponhamosd) provierAtenção para as formas provir e prover!prover (abastecer, suprir) deriva de ver, entao quando retiramos o "pro" obtemos as formas do verbo ver!Provir (ter procedência) deriva de vir, então quando retiramos o "pro" obtemos as formas do verbo vir! Na alternativa o uso foi no sentido de ter procedência e seu uso foi correto:vir = se ela viere) precaveio precaver deriva do verbo ver = ele viu, portanto alternativa incorreta!!A FCC cobra muito sobre os derivados dos verbos ter, vir e pôr, mas utilizando esta regrinha você gabarita qualquer uma.
  • O colega Carlos Eduardo comentou muito bem sobre os verbos da questão, mas em relação ao verbo "precaver", o correto na alternativa E não é "precaviu" como foi explicado pelo colega.O correto é: Ele se precaveu e instalou em seu computador um poderoso antivírus, para evitar que algum e-mail o contaminasse.
  • A alternativa (E) apresenta a forma verbal “precaveio”, que não existe. A forma correta é “precaveu”. Observe-se a conjugação: eu me precavi, tu te precaveste, ele se PRECAVEU, nós nos precavemos, vós vos precavestes e eles se precaveram. O verbo PRECAVER, no caso da alternativa (E), é pronominal, isto é, deve ser conjugado com pronome oblíquo átono.Fonte: Professor Menegotto
  • questão interessante,comentário do camarada lá embaixo,perfeito...quem não prestar atenção nisso,dança.
  • (A)“interveio”
    (B)“contiver”
    (C)“disponhamos” e “munamos”

    (D)“provier”
    (E)"precaveu"
    . Por ser um dos verbos defectivo, não existe a forma "precaveio".
    Bons estudos

  • Precaveio, NÃO é derivado de Ver e nem de Vir

    precaveu

  • Alguém poderia me explica a letra C, não encontrei o Presente do Subjuntivo desse verbo(munir), pelo que pesquisei não existe.

  • PROVIU=ORIGINAR -SE DE ALGUM LUCAR.

    PROVER= ABASTICER .

  • LETRA E

     A), o verbo "interveio" é derivado de "vir", cuja conjugação no pretérito perfeito é "veio".

     

    (B), o verbo "contiver" é derivado de "ter", cuja conjugação no futuro do subjuntivo é "tiver".


    (C), os verbos "disponhamos" e "munamos" estão corretamente flexionados, pois são o presente do subjuntivo dos verbos "dispor" e "munir", respectivamente.


    (D), o verbo "provier" é derivado de "vir", cuja conjugação no futuro do subjuntivo é "vier". Assim, também está correta a flexão.


    (E) está errada, pois não existe a forma "precaveio". O verbo "precaver" é defectivo e não é conjugado nas três primeiras pessoas do singular e na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, mas no pretérito perfeito do indicativo passa a ter conjugação regular. 
    Assim, a conjugação ideal seria: precaveu.

  • fiquei com dúvida na letra C. Dispor segue a conjugação de por. no subjuntivo fica "caso nós pusermos" ou seja, deveria ficar na letra C "caso nós dispusermos"
  • O verbo precaver é um verbo defectivo, não apresentando conjugações em todos os tempos e pessoas. Não é conjugado nem no presente do subjuntivo nem no imperativo negativo. No presente do indicativo é conjugado apenas no nós e no vós. No imperativo afirmativo é conjugado apenas no vós.

  • O verbo precaver não é derivado de ver e é um verbo defectivo tendo apenas no presente do indicativo a primeira pessoa do plural e a segunda do plural, não tem presente do subj, assim como não há imperativo negativo, já no imp. afirmativo só há a segunda pessoa do plural. Ademais, nos demais tempos, precaver segue o modelo do verbo vender para a conjugação.


ID
95107
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Limites das cotas

As regras anunciadas pela UnB (Universidade de
Brasília) para seu programa de cotas raciais para negros e
pardos dão bem a medida da inconsistência desse sistema. Os
candidatos que pretendem beneficiar-se das cotas serão
fotografados "para evitar fraudes".

Uma comissão formada por membros de movimentos
ligados à questão da igualdade racial e por "especialistas no
tema" decidirá se o candidato possui a cor adequada para
usufruir da prerrogativa.

Para além do fato de que soa algo sinistra a criação de
comissões encarregadas de avaliar a "pureza racial" de alguém,
faz-se oportuno lembrar que, pelo menos para a ciência, o
conceito de raça não é aplicável a seres humanos. Os recentes
avanços no campo da genômica, por exemplo, já bastaram para
mostrar que pode haver mais diferenças genéticas entre dois
indivíduos brancos do que entre um branco e um negro. (...)

Esta Folha se opõe à política de cotas por entender que
nenhuma forma de discriminação, nem mesmo a chamada
discriminação positiva, pode ser a melhor resposta para o grave
problema do racismo. A filosofia por trás das cotas é a de que
se pode reparar uma injustiça através de outra, manobra que
raramente dá certo. (...)

(Folha de S. Paulo. 22/03/2004, p. A-2)

Estão corretos o emprego e a flexão de todos os verbos na frase:

Alternativas
Comentários
  • Corrigindo:a) O conselho houve por bem estribar-se no critério racial para prencher as vagas na sua universidade.b) Não se sabe se diminui ou não, drasticamente, o número de negros e pardos que permanecerão alijados do sistema universitário.Alijado: lançado fora; retirado, afastado.c) Quem se opuser à política de cotas haverá de imaginar alguma outra saída, que tanto favoreça os negros e os pardos como também os brancos pobres.d) Aqueles que sempre retiveram as vagas não haverão de concordar com o novo sistema, pelo qual o critério racial se sobrepõe ao do mérito.;)
  • complementando a brilhante explicaçao do colega embaixo

     

    o certo é PREENCHER,e nao PRENCHER como está na letra A.


ID
103126
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Petrobras
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção em que os verbos estão flexionados corretamente, de acordo com a norma culta da língua.

Alternativas
Comentários
  • a) Quando eu vir o carteiro, pedirei a ele para entrar em contato. (CORRETA) b) Quando ele COMPUSER uma canção, certamente será uma surpresa. c) Irei à cerimônia de casamento somente quando ele VIER comigo. d) Quando ele se DISPUSER a aceitar o convite, ficarei eternamente grato. e) Vou completar a remessa quando ele INTERVIER na arrumação.
  • Dica!Toda prova da FCC cobra verbos irregulares! TODA MESMO!Vamos estudá-los!
  • Paulo, essa questão é da Cesgranrio e não FCC.
  • A) Quando eu VIR o carteiro, pedirei a ele para entrar em contato. (verbo VER flexionado no no futuro do subjuntivo)

    B) Quando ele COMPOR uma canção, certamente será uma surpresa. (verbo COMPOR no infinitivo)

    C) Irei à cerimônia de casamento somente se ele VIR comigo. (verbo VIR no infinitivo)

    D) Se ele se DISPOR a aceitar o convite, ficarei eternamente grato. (verbo DISPOR no infinitivo)

    E) Vou completar a remessa se ele INTERVIR na arrumação. (verbo INTERVIR no infinitivo)

    Obs.: Quando o verbo estiver no infinitivo, quer dizer que ele estará em sua forma original, ou seja, sem conjugação, não flexionado, NEUTRO.

    Entendendo esse macete, conseguimos resolver várias questões com verbos.

    Bons estudos!


ID
116731
Banca
FCC
Órgão
TRE-AC
Ano
2003
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O caso Amina Lawal

A absolvição da nigeriana Amina Lawal, que havia sido condenada à morte por apedrejamento pela acusação de adultério, representa uma vitória dos direitos humanos e da comunidade internacional. Ela está longe, entretanto, de significar
uma melhora da situação das mulheres no país. Na verdade, a "solução" encontrada pelos juízes da corte islâmica de apelações que reviu o caso manteve as aparências. Lawal foi absolvida devido a "erros de procedimento" nos dois julgamentos anteriores. Em nenhum momento o "crime" (sexo fora do casamento, ou "zina", na lei islâmica) ou a crueldade da pena foram postos em questão. A sentença, porém, aliviou a pressão internacional sobre o governo nigeriano.
O caso Lawal é, para os padrões democráticos ocidentais, um verdadeiro escândalo. Amina Lawal, 31, foi sentenciada em primeira instância, em março de 2002, no Estado de Katsina, no norte da Nigéria. Segundo a Anistia Internacional, a prova usada contra ela foi o fato de ter engravidado sem ser casada. Curiosamente, o homem que ela afirmava ser o pai da criança apenas negou que tivesse mantido relações sexuais com Amina e nem foi a juízo. Pelos cânones da escola Maliki de interpretação da "sharia", a lei muçulmana, que é a corrente dominante no norte da Nigéria, a gravidez é prova bastante da culpabilidade da ré. A condenação de Amina fora confirmada em segunda instância em agosto de 2002.
A absolvição representa um alívio para o governo do presidente Olusegun Obasanjo (cristão). Se o apedrejamento fosse confirmado pela corte islâmica e ascendesse a um tribunal laico, uma eventual liberação de Lawal - vista por observadores como certa - poderia desencadear uma guerra civil entre os muçulmanos do norte do país e os cristãos do sul. Se o pior desfecho foi evitado com a absolvição, a questão dos direitos humanos está longe de equacionada. No
mesmo dia em que Lawal era libertada, a imprensa nigeriana noticiava a condenação ao apedrejamento de um acusado de sodomia.

(Folha de S.Paulo. Editorial. 27/09/2003)

Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase:

Alternativas
Comentários
  • Corrigindo:a) Caso não se detivessem nas questões formais, os responsáveis pelo julgamento de Amina não teriam satisfeito as expectativas internacionais.b) Toda mulher que mantiver uma relação amorosa fora do casamento será submetida ao rigor da lei islâmica.c) As leis nigeriana provêem da tradição islâmica, e jamais se abstiveram de observar os rígidos postulados desta.d) Se a Anistia e outros órgãos internacionais não interviessem no caso de Amina, não haveria o que contivesse o ânimo punitivo do tribunal nigeriano.:)
  • Acrescento ainda o erro da letra "C". O correto é "PROVÊM", pois o verbo que está sendo usado é o verbo PROVIR (e não o verbo prover), o qual acompanha a conjugação do verbo "VIR".

    PROVÉM = 3ª p. singular do verbo PROVIR: “O produto provém da Argentina.”
    PROVÊM = 3ª p. plural do verbo PROVIR: “Os produtos provêm da Argentina.”
    PROVÊEM = 3ª p. plural do verbo PROVER ( = abastecer): “Os armazéns se provêem do necessário” (Segundo o novo acordo, será proveem).
  • (A) Caso não se detivessem nas questões formais, os responsáveis pelo julgamento de Amina não teriam satisfeito as expectativas internacionais.
    (B) Toda mulher que mantiver uma relação amorosa fora do casamento será submissa ao rigor da lei islâmica.
    (C) As leis nigerianas provêm da tradição islâmica, e jamais se abstiveram de observar os rígidos postulados desta.
    (D) Se a Anistia e outros órgãos internacionais não interviessem no caso de Amina, não havia o que contivesse o ânimo punitivo do tribunal nigeriano.
    (E) Não se propusessem os formadores de opinião pública a intervir no caso de Amina, é quase certo que a ela se imporia a pena de morte por apedrejamento
    .
    Gabarito: E
    Bons estudos

  • A) Errado. Detessem , derivado do verbo ''ter '' , então a conjunção correta é detivessem ; Particípio do verbo ''satisfazer '' não é ''Satisfazido'' , mas sim ''Satisfeito' '

    B) Errado. Manter , derivado do verbo ''ter'' no Futuro do Subjuntivo será '' TIVER'' , ou seja , '' Mantiver''

    C) Errado . Não se acentuam palavras com entonação de duas letras . Absteram , derivado do verbo ''ter'' então será '' Abstiveram''

    D) Errado . Intervissem é derivado do verbo ''ter'' , então a conjugação correta é ''interviessem''

    E) Correto


ID
116899
Banca
FCC
Órgão
TRF - 1ª REGIÃO
Ano
2001
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Cuidado, isso vicia

Quem precisava de uma desculpa definitiva para fugir da malhação pode continuar sentadão no sofá. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) demonstra que, a exemplo do que ocorre com drogas como o álcool e a cocaína, algumas pessoas podem tornar-se dependentes de exercícios físicos. Ao se doparem, os viciados em drogas geralmente
experimentam um bem-estar, porque elas estimulam, no sistema nervoso, a liberação da dopamina, um neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. A privação da substância, depois, produz sintomas que levam a pessoa a reiniciar o processo, num ciclo de dependência. Os exercícios físicos podem resultar em algo semelhante. Sua prática acarreta a liberação da endorfina, outro neurotransmissor, com propriedades analgésicas e entorpecentes. É como se os exercícios físicos estimulassem a liberação de drogas do
próprio organismo.
Às vezes, a ginástica funciona como uma válvula de escape para a ansiedade, e nesses casos o prazer obtido pode gerar dependência. Na década de 80, estudiosos americanos demonstraram que, após as corridas, alguns maratonistas sentiam euforia intensa, que os induzia a correr com mais
intensidade e freqüência. Em princípio, isso seria o que se pode considerar um vício positivo, já que o organismo se torna cada vez mais forte e saudável com a prática de exercícios. Mas existem dois problemas. Primeiro, a síndrome da abstinência: quando não tem tempo para correr, a pessoa fica irritada e ansiosa. Depois, há as complicações, físicas ou no relacionamento social, decorrentes da obsessão pela academia. Atletas compulsivos chegam a praticar exercícios mais de uma vez ao dia, mesmo sob condições adversas, como chuva, frio ou calor intenso. E alguns se exercitam até quando lesionados.


(Revista VEJA, edição 1713, 15/08/2001)

Estão corretas as duas formas verbais sublinhadas na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Se não nos convierem os exercícios intensos, abdiquemos deles.

    b) Quando uma experiência conter CONTIVER um risco, é preciso que a evitemos.

    c) Há pessoas que não se detém DETÊM nem mesmo diante do que fatalmente lhes trará malefícios.

    d) Para que não soframos com o excesso de ginástica, é preciso que nos instruemos INSTRUAMOS acerca dos riscos que representam.

    e) Quando havermos HOUVERMOS de colher os frutos da nossa imprudência, arrepender-nos-emos.
     

  • Se não nos convierem os exercícios intensos, abdiquemos deles. Correta

    Quando uma experiência conter (CONTIVER) um risco, é preciso que a evitemos.

    Há pessoas que não se detém (DETÊM) nem mesmo diante do que fatalmente lhes trará malefícios.

    Para que não soframos com o excesso de ginástica, é preciso que nos instruemos (INSTRUAMOS) acerca dos riscos que representam.

    Quando havermos (HOUVERMOS) de colher os frutos da nossa imprudência, arrepender-nos-emos.

     


ID
117853
Banca
FCC
Órgão
TRE-CE
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A idéia de que o povo é bom e que deve, por conseguinte, ser o titular da soberania política, provém, sem dúvida, de Rousseau. Mas o pensamento do grande filósofo sobre esse ponto era muito mais complexo e profundo do que podem supor alguns de seus ingênuos seguidores.
Do fato de que o homem é sempre bom, e que a sociedade o corrompe, não se seguia logicamente, no pensamento de Rousseau, a conclusão de que as deliberações do povo fossem sempre boas. "Cada um procura o seu bem, mas nem sempre o enxerga. O povo nunca é corrompido, mas é freqüentemente enganado, e é então que ele parece querer o mal" - advertia o filósofo.
É aí que se insere a sua famosa distinção entre vontade geral e vontade de todos. Aquela "só diz respeito ao interesse comum; a outra, ao interesse privado, sendo apenas a soma de vontades particulares". Para Rousseau, nada garantiria que a vontade geral predominasse sempre sobre as vontades particulares. Ao contrário, ele tinha mesmo da vida em sociedade uma visão essencialmente pessimista. Sustentava que os povos são virtuosos apenas na sua infância e juventude. Depois, corrompem-se irremediavelmente.
Não há, pois, maior contra-senso interpretativo do que afirmar que o princípio da soberania absoluta do povo tem origem em Rousseau. Na verdade, ele, que sempre foi um moralista, preocupado antes de tudo com a reforma dos costumes, descria completamente de qualquer remédio jurídico para os males da humanidade.



(Fábio Konder Comparato)

Estão corretos o emprego e a forma do verbo sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) São grandes os esforços que o complexo pensamento de Rousseau sempre requereu de seus intérpretes.
    CORRETO. O verbo se encontra no pretérito perfeito do indicativo:

    eu requeri
    tu requereste
    ele requereu
    nós requeremos
    vós requerestes
    eles requereram

    b) Advêm de Rousseau as principais formulações sobre a soberania política do povo.

    Presente do Indicativo
    eu advenho
    tu advéns
    ele advém
    nós advimos
    vós advindes
    eles advêm

    c) A teoria de Rousseau ainda hoje contribui para a análise das relações entre o homem e a natureza. Presente do Indicativo
    eu contribuo
    tu contribuis
    ele contribui
    nós contribuímos
    vós contribuís  
  • d) Os ingênuos seguidores de Rousseau não se detiveram na complexidade de seu pensamento. Pretérito Perfeito do Indicativo
    eu detive
    tu detiveste
    ele deteve
    nós detivemos
    vós detivestes
    eles detiveram
              e) Em seu tempo, Rousseau interveio radicalmente na formação do pensamento democrático.

     

    Pretérito Perfeito do Indicativo
    eu intervim
    tu intervieste
    ele interveio
    nós interviemos
    vós interviestes
    eles intervieram
  • DICA:

    INTERVIR NÃO É DERIVADO DO VERBO VIR: Logo: ele viu, mas não interveio.


ID
117856
Banca
FCC
Órgão
TRE-CE
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A idéia de que o povo é bom e que deve, por conseguinte, ser o titular da soberania política, provém, sem dúvida, de Rousseau. Mas o pensamento do grande filósofo sobre esse ponto era muito mais complexo e profundo do que podem supor alguns de seus ingênuos seguidores.
Do fato de que o homem é sempre bom, e que a sociedade o corrompe, não se seguia logicamente, no pensamento de Rousseau, a conclusão de que as deliberações do povo fossem sempre boas. "Cada um procura o seu bem, mas nem sempre o enxerga. O povo nunca é corrompido, mas é freqüentemente enganado, e é então que ele parece querer o mal" - advertia o filósofo.
É aí que se insere a sua famosa distinção entre vontade geral e vontade de todos. Aquela "só diz respeito ao interesse comum; a outra, ao interesse privado, sendo apenas a soma de vontades particulares". Para Rousseau, nada garantiria que a vontade geral predominasse sempre sobre as vontades particulares. Ao contrário, ele tinha mesmo da vida em sociedade uma visão essencialmente pessimista. Sustentava que os povos são virtuosos apenas na sua infância e juventude. Depois, corrompem-se irremediavelmente.
Não há, pois, maior contra-senso interpretativo do que afirmar que o princípio da soberania absoluta do povo tem origem em Rousseau. Na verdade, ele, que sempre foi um moralista, preocupado antes de tudo com a reforma dos costumes, descria completamente de qualquer remédio jurídico para os males da humanidade.



(Fábio Konder Comparato)

Para completar corretamente a lacuna da frase, o verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural em:

Alternativas
Comentários
  • a resposta é a letra D.

    o moralismo e o desejo  ------- ESTIMULAM

    nestas questões de verbo, a atenção tem que ser redobrada, pois geralmente o verbo nao se relaciona com a palavra mais próxima.
  • Sujeito composto anteposto + conjunção aditiva = Verbo no plural


ID
118792
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O andar do bêbado

Nadar contra a corrente da intuição é uma tarefa difícil.
Como se sabe, a mente humana foi construída para identificar
uma causa definida para cada acontecimento, podendo por isso
ter bastante dificuldade em aceitar a influência de fatores
aleatórios (*) ou não diretamente relacionáveis a um fenômeno.
Portanto, o primeiro passo em nossa investigação sobre o papel
do acaso em nossas vida é percebermos que o êxito ou o
fracasso podem não surgir de uma grande habilidade ou grande
incompetência, e sim, como escreveu o economista Armen
Alchian, de "circunstâncias fortuitas". Os processos aleatórios
são fundamentais na natureza, e onipresentes em nossa vida
cotidiana; ainda assim, a maioria das pessoas não os
compreende nem pensa muito a seu respeito.
O título deste livro - O andar do bêbado - vem de uma
analogia que descreve o movimento aleatório, como os trajetos
seguidos por moléculas ao flutuarem no espaço, chocando-se
incessantemente com suas moléculas irmãs. Isso pode servir
como uma metáfora para a nossa vida, nosso caminho da
faculdade para a carreira profissional, da vida de solteiro para a
familiar, do primeiro ao último buraco de um campo de golfe. A
surpresa é que também podemos empregar as ferramentas
usadas na compreensão do andar do bêbado para entendermos
os acontecimentos da nossa vida diária.
O objetivo deste livro é ilustrar o papel do acaso no
mundo que nos cerca e mostrar de que modo podemos
reconhecer sua atuação nas questões humanas. Espero que
depois desta viagem pelo mundo da aleatoriedade, você, leitor,
comece a ver a vida por um ângulo diferente, menos
determinista, com uma compreensão mais profunda dos
fenômenos cotidianos.

(*) aleatório: que depende das circunstâncias, do acaso;
fortuito, contingente. (Houaiss)

(Do prólogo de Leonar Mlodinow para seu livro O andar do
bêbado)

Estão corretamente flexionadas as formas verbais da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Temos a impressão de que um bêbado, andando na rua, somente executará os movimentos que lhe APROUVER. b) As teorias do acaso não GRANJEIAM muitos adeptos numa época em que imperam os determinismos de todo tipo.c) Pode-se considerar aleatório todo fenômeno ou comportamento que não PROVIER, aparentemente, de um padrão já definido.d) Os exemplos que o leitor se PROPUSER a acompanhar no livro convencê-lo-ão do importante papel do acaso em nossa vida.e) Se não conviesse aos físicos estudar a aleatoriedade, esta ficaria adstrita ao campo das crendices e superstições.Alternativa - e
  • Questão clássica de correlação verbal.

    Se não conviesse aos físicos estudar a aleatoriedade, esta ficaria adstrita ao campo das crendices e superstições.

          (Pret. Imperf. Subj)                                                                  (Fut. Pret. Ind)

     

  • Errei a questão, por que, achei que não seria possível conjugar os físicos com estudar, achei que seria aos físicos estudarem...

ID
120496
Banca
FCC
Órgão
SERGAS
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Quando auxiliar já é fazer

Há muita senhora que se refere a sua empregada
doméstica como "minha auxiliar". Evita a secura da palavra
"empregada" por lhe parecer pejorativa ou politicamente
incorreta. As mais sofisticadas chegam a se valer de "minha
assistente" ou, ainda, "minha secretária" ? em que ganham, por
tabela, o status de executiva ou diretora de departamento. Mas
fiquemos com "auxiliar", e pensemos: auxiliar exatamente em
qual tarefa? Pois são muitos os casos em que a dona de casa
não faz absolutamente nada, a não ser administrar aquilo em
que sua "auxiliar" está de fato se empenhando: preparando o
almoço, lavando e guardando a louça, limpando a casa, lavando
e passando a roupa de toda a família etc.

É muito comum a situação de alguém pegar no batente,
fazer todo o serviço pesado e ser identificado como "auxiliar", ou
"estagiário", ou "assistente", quando não tachado de "provisório"
ou "experimental". Não se trata de uma implicância com certas
palavras; trata-se de reconhecer a condição injusta de quem faz
o essencial como se cuidasse apenas do acessório. Lembro-me
de que, no meu segundo ano de escola, a professora adoeceu
no meio ano. Durante todo o segundo semestre foi substituída
por uma jovem, que era identificada como "a substituta". "Você
está gostando da substituta?". "Será que a substituta vai dar
muita lição?". Ela dava aulas tão bem ou melhor do que a
primeira professora, mas não era reconhecida como mestra:
estava condenada a ser "a substituta".

Tais situações nos fazem pensar no reconhecimento que
deixa de ser prestado a quem mais fez por merecer. Quando o
freguês satisfeito elogia o proprietário de um restaurante pela
ótima refeição, não estará se esquecendo de alguém? Valeume,
a propósito, a lição de um amigo, quando, depois de um
almoço num restaurante, comentei: "Boa cozinha!". Ao que ele
retrucou: "Bom cozinheiro!". E será que esse cozinheiro tinha
um bom "auxiliar"?

(Manuel Praxedes de Sá, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • Achou que era a C né? Pois acompanhe comigo: "Cabe à substituta administrar as lições". Tá bonito, né? O verbo "caber" está se referindo a QUEM CABE administrar. Logo, é no singular mesmo.
  • GABARITO D

    a) Não se costuma...

    b) Porque não se admite...

    c) Nas lições que cabe à substituta ministrar...

    d) A pouca gente ocorre agradecer aos cozinheiros que já lhe satisfizeram o paladar.

    e) ...a quem faz por merecê-los.

  •               a) Não se costuma reconhecer em palavras mais diretas a elegância da exatidão. b) Por que não se admite que as aulas de uma professora substituta possam ser excelentes? não se admite ISSO c) Nas lições que caber à substituta ministrar, ela demonstrou toda a sua competência. (SUJEITO ORACIONAL) d) A pouca gente ocorre agradecer aos cozinheiros que já lhe satisfizeram o paladar. O que substitui OS COZINHEIROS (os quais). CORRETA no plural! e) Dificilmente os elogios que se fazem ao proprietário de um restaurante chegam a quem faz por merecê-los.

ID
128353
Banca
FCC
Órgão
TRT - 15ª Região (SP)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Filmes sobre tribunais

Não são poucos os filmes, ou mesmo séries de TV, em
que a personagem principal é uma instituição: um julgamento no
tribunal, com júri popular. É verdade que em muitos desses
filmes há as preliminares das peripécias violentas, da ação
policial, da detenção e do interrogatório de suspeitos, mas o
clímax fica reservado para os ritos de acusação e defesa, tudo
culminando no anúncio da sentença. Que tipo de atração
exercem sobre nós essas tramas dramáticas?

Talvez jamais saibamos qual foi a primeira vez que um
grupo de pessoas reuniu-se para deliberar sobre a punição de
alguém que contrariou alguma norma de convívio; não terá sido
muito depois do tempo das cavernas. O fato mesmo de as
pessoas envolvidas deliberarem em forma ritual deve-se à
crença na apuração de uma verdade e à adoção de paradigmas
de justiça, para absolver ou condenar alguém. A busca e a
consolidação da indiscutibilidade dos fatos, bem como a
consequente aplicação da justiça, não são questões de
somenos: implicam a aceitação de leis claramente
estabelecidas, o rigor no cumprimento dos trâmites processuais,
o equilíbrio na decisão. Ao fim e ao cabo, trata-se de
estabelecer a culpa ou inocência ? valores com os quais nos
debatemos com frequência, quando interrogamos a moralidade
dos nossos atos.

É possível que esteja aí a razão do nosso interesse por
esses filmes ou séries: a arguição do valor e do nível de
gravidade de um ato, sobretudo quando este representa uma
afronta social, repercute em nossa intimidade. Assistindo a um
desses filmes, somos o réu, o promotor, o advogado de defesa,
o juiz, os jurados; dramatizamos, dentro de nós, todos esses
papéis, cabendo-nos encontrar em um deles o ponto de identificação.
Normalmente, o diretor e o roteirista do filme já
decidiram tudo, e buscam deixar bem fixado seu próprio ponto
de vista. O que não impede, é claro, que possamos acionar, por
nossa vez, um julgamento crítico, tanto para estabelecer um
juízo pessoal sobre o caso representado em forma de ficção
como para julgar a qualidade mesma do filme. Destas últimas
instâncias de julgamento não podemos abrir mão.
(Evaristo Munhoz, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá ser flexionado numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Está nas preliminares das peripécias violentas o principal foco de atração para muitos dos espectadores desses filmes.

    b) O fato de tantos apreciarem esses filmes não redundar em conclusões mecânicas que devamos estabelecer sobre o gosto popular.

    c) Aos espectadores mais críticos não deve interessar guiarem-se pelas intenções do diretor e do roteirista.

    d) Não fosse também por outras razões, ficaríamos atentos a esses filmes pela boa elaboração de suas tramas.

    e) A conclusão a que nos leva, nesse texto, as ponderações do autor é a de que esses filmes falam muito sobre nós.

  • A pergunta é: O que nos levam a conclusão do autor?
    Resposta: as ponderações de que esses filmes falam muito sobre nós.

    Grande abraço e bons estudos.
  • Pessoal com relação à letra “e”.
    A conclusão a que nos ...... (levar), nesse texto, as ponderações do autor é a de que esses filmes falam muito sobre nós.
    R: A conclusão a que nos levam, neste texto, as ponderações do autor é a de que esses filmes falam muito sobre nós.
    AMARELO: Oração Principal.
    AZUL: Oração Subordinada Adjetiva (a presença do pronome relativo sempre introduz uma or. Subordinada adjetiva).
    O termo sublinhado é o pronome relativo “que” o qual está se referindo a um termo anterior, isto é, a conclusão, portanto nitidamente temos aqui uma oração subordinada adjetiva, logo para toda a oração subordinada temos uma oração principal, o que não é diferente na frase.
    Oração principal: A conclusão é a de que esses filmes falam muito sobre nós (oração principal).
    Oração subordinada (normal): a que (a conclusão) nos levam, neste texto, as ponderações do autor.
    Oração subordinada (organizada): As ponderações do autor, neste texto, nos levam à conclusão.
    Quem leva, leva A alguma coisa, justamente por isso temos a presença da preposição “a” antes do relativo “que”.
    Justamente por essa razão a letra “e” está corretíssima.
  • Reescevendo letra e para ficar mais fácil de entender:

    A conclusão a que as ponderações do autor nos levam  é a de que esses filmes falam muito sobre nós.


ID
128569
Banca
FCC
Órgão
MPE-SE
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Jornalismo e universo jurídico

É frequente, na grande mídia, a divulgação de informações ligadas a temas jurídicos, muitas vezes essenciais para a conscientização do cidadão a respeito de seus direitos. Para esse gênero de informação alcançar adequadamente o público leitor leigo, não versado nos temas jurídicos, o papel do jornalista se torna indispensável, pois cabe a ele transformar informações originadas de meios especializados em notícia assimilável pelo leitor.
Para que consiga atingir o grande público, ao elaborar uma notícia ou reportagem ligada a temas jurídicos, o jornalista precisa buscar conhecimento complementar. Não se trata de uma tarefa fácil, visto que a compreensão do universo jurídico exige conhecimento especializado. A todo instante veem-se nos meios de comunicação informações sobre fatos complexos relacionados ao mundo da Justiça: reforma processual, controle externo do Judiciário, julgamento de crimes de improbidade administrativa, súmula vinculante, entre tantos outros.
Ao mesmo tempo que se observa na mídia um grande número de matérias atinentes às Cortes de Justiça, às reformas na legislação e aos direitos legais do cidadão, verifica-se o desconhecimento de muitos jornalistas ao lidar com tais temas. O campo jurídico é tão complexo como alguns outros assuntos enfocados em segmentos especializados, como a economia, a informática ou a medicina, campos que também possuem linguagens próprias. Ao embrenhar-se no intrincado mundo jurídico, o jornalista arrisca-se a cometer uma série de incorreções e imprecisões linguísticas e técnicas na forma como as notícias são veiculadas. Uma das razões para esse risco é lembrada por Leão Serva:


Um procedimento essencial ao jornalismo, que necessariamente induz à incompreensão dos fatos que narra, é a redução das notícias a paradigmas que lhes são alheios, mas que permitem um certo nível imediato de compreensão pelo autor ou por aquele que ele supõe ser o seu leitor. Por conta desse procedimento, noticiários confusos aparecerão simplificados para o leitor, reduzindo, consequentemente, sua capacidade real de compreensão da totalidade do significado da notícia.

(Adaptado de Tomás Eon Barreiros e Sergio Paulo França de
Almeida. http://jus2.uol.com.br.doutrina/texto.asp?id=1006)


A flexão dos verbos e a correlação entre seus tempos e modos estão plenamente adequadas em:

Alternativas
Comentários
  • a)vieramb)certo. seria( futuro do preterito)....conviessem, seguissem(imperfeito do subj).c)dispuserd)sobreviere)detiveram
  • Uma dica que peguei de outra pessoa e replico:
    b) Convir (no pretérito imperfeito do Subjuntivo) - Que Eles Conviessem
        Fica mais fácil conjugar o verbo VIR.
    Outra dica válida é o site conjuga-me.net 

ID
134185
Banca
FCC
Órgão
PGE-RJ
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Interesse público e direitos individuais

Hoje em dia, as relações humanas são fugazes, surgem
e desaparecem sem deixar vestígios. O Direito não pode ignorar
essa realidade, sob pena de não cumprir sua função: manter a
ordem jurídica. O grande desafio é compatibilizar a realização
do interesse público com as garantias e os direitos individuais,
que têm o fundamental papel de defender o cidadão contra o
Estado.
Nesse quadro, os avanços tecnológicos acabam representando
uma dificuldade especial. De um lado, as tecnologias
à disposição dos particulares muitas vezes são instrumentos
para desvios de conduta. De outro lado, para coibir ou punir tais
comportamentos, o Estado tem que recorrer a similares tecnologias
que invadem a privacidade dos cidadãos.
A questão é como conciliar as imprescindíveis ferramentas
de investigação à disposição do Estado com o direito à
defesa e ao contraditório, garantias constitucionais. A regra geral
é que o direito à defesa e ao contraditório devem ser
garantidos aos particulares antes que eles sejam afetados por
atos estatais.
Em alguns casos, porém, o oferecimento de oportunidade
de defesa antes da atuação estatal é incompatível com o
interesse público que ela visa tutelar. É o caso, por exemplo, da
apreensão de alimentos contaminados para impedir sua
comercialização. Não teria sentido permitir que o comerciante
continuasse vendendo alimentos contaminados ao público
apenas para que ele pudesse exercer previamente o direito de
defesa; a oportunidade de manifestação prévia representaria
definitivo prejuízo para o interesse público. Daí porque, em
hipóteses excepcionalíssimas, o direito de defesa pode ser
flexibilizado, mas apenas no limite indispensável à preservação
do interesse público e de forma a representar o menor ônus ao
particular.
No caso de escutas telefônicas autorizadas por ordem
judicial para fins investigatórios, é possível afirmar com segurança
que sua realização não é compatível com o exercício
prévio do direito de defesa, pois, do contrário, elas seriam
destituídas de qualquer sentido útil ou prático. Em razão da
natureza específica dessa operação, o direito de defesa deve
ser garantido após o término do período da quebra de sigilo
telefônico.
(Adaptado de Pedro Paulo de Rezende Porto Filho. 10/01/2009.
www.conjur.com.br )

Estão corretos o emprego e a flexão de todas as formas verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) RETIVER no lugar de reter (deriva do verbo ter - logo, se ele TIVER)b) APREENDIDAS no lugar de aprendidas (do verbo aprender)c) CORRETAd) ADVIEREM no lugar de advirem (deriva do verbo vir - logo, VIER)e) SOBREPOR no lugar de sobrepuser

ID
137617
Banca
FCC
Órgão
MPE-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A força das narrativas

Heródoto conta uma pequena história, da qual se pode
aprender muito: "Quando o rei egípcio Psamênito foi vencido e
caiu prisioneiro do rei dos Persas, Câmbises, este resolveu humilhá-
lo. Ordenou que colocassem Psamênito na rua por onde
passaria o triunfo persa e fez com que o prisioneiro visse passar
a filha em vestes de escrava enquanto se dirigia ao poço com
um balde na mão. Enquanto todos os egípcios elevavam prantos
e gritos àquela visão, só Psamênito permaneceu mudo e
imóvel, com os olhos pregados no chão; e quando, pouco depois,
viu o filho conduzido à morte no cortejo, permaneceu
igualmente impassível. Mas quando viu passar entre os prisioneiros
um de seus servos, um homem velho e empobrecido,
golpeou a cabeça com as mãos e mostrou todos os sinais da
mais profunda dor."

A situação fica aberta à nossa interpretação. Por que
teria chorado o rei Psamênito? Algumas respostas: chorou porque
a visão do velho servidor foi a gota d´água que fez transbordar
o cálice, depois de ter assistido ao sofrimento de seus
entes mais caros; chorou porque o velho servidor, testemunha
de sua infância e da existência de seus pais e avós, era um elo
que unia e confirmava a geração real; chorou porque a princesa
poderia tramar nos bastidores a seu favor; o príncipe poderia
articular uma revolta e libertar sua mãe e suas irmãs, mas ao
velho servidor já não restavam forças, sendo portanto inútil e
cruel sua humilhação.

As narrativas mais expressivas não se esgotam em si
mesmas, expandem-se com a força de sementes, por um tempo
indefinido. Por que terá chorado o rei Psamênito?

(Adaptado de Ecléa Bosi, Lembranças de velhos)

O verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Não ...... (correr) dos olhos de Psamênito, diante dos filhos que por ali passaram, sequer uma lágrima de dor.(UMA LÁGRIMA SEQUER CORREU...) b) A Psamênito não ...... (fazer) chorar, apesar de tudo, a passagem dos filhos aprisionados pelos persas.(A PASSAGEM DOS FILHOS...NÃO FEZ...) c) Somente se ...... (dar) a ver as lágrimas de Psamênito quando por ele passou o velho servo.(CORRETA)(AS LÁGRIMAS...DERAM...) d) As lágrimas que ...... (vir) contendo o rei Psamênito só rolaram diante do velho servo humilhado.(DIANTE DO VELHO SERVO, HUMILHADO, VI CONTENDO AS LÁGRIAMAS O REI PSAMÊNITO) e) A Psamênito o que mais o ....... (comover), das pessoas que passavam, foram as dores do velho servo seu. (A PSAMÊNITO O QUE MAIS O COMOVEU...)
  • A questão que gera mais dúvida certamente será a alternativa D.

    d) As lágrimas que ...... (vir) contendo o rei Psamênito só rolaram diante do velho servo humilhado.

    Pois, podem confundir que o verbo VIR concorda com AS LÁGRIMAS e o correto seria O REI PSAMÊNITO.

    O REI PSAMÊNITO VEM CONTENDO AS LÁGRIMAS

     

  • O verbo é  VIR  não  VER. O rei veio contendo as lágrimas...











ID
138370
Banca
FCC
Órgão
PGE-RJ
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Interesse público e direitos individuais
Hoje em dia, as relações humanas são fugazes, surgem
e desaparecem sem deixar vestígios. O Direito não pode ignorar
essa realidade, sob pena de não cumprir sua função: manter a
ordem jurídica. O grande desafio é compatibilizar a realização
do interesse público com as garantias e os direitos individuais,
que têm o fundamental papel de defender o cidadão contra o
Estado.

Nesse quadro, os avanços tecnológicos acabam representando
uma dificuldade especial. De um lado, as tecnologias
à disposição dos particulares muitas vezes são instrumentos
para desvios de conduta. De outro lado, para coibir ou punir tais
comportamentos, o Estado tem que recorrer a similares tecnologias
que invadem a privacidade dos cidadãos.

A questão é como conciliar as imprescindíveis ferramentas
de investigação à disposição do Estado com o direito à
defesa e ao contraditório, garantias constitucionais. A regra geral
é que o direito à defesa e ao contraditório devem ser
garantidos aos particulares antes que eles sejam afetados por
atos estatais.

Em alguns casos, porém, o oferecimento de oportunidade
de defesa antes da atuação estatal é incompatível com o
interesse público que ela visa tutelar. É o caso, por exemplo, da
apreensão de alimentos contaminados para impedir sua
comercialização. Não teria sentido permitir que o comerciante
continuasse vendendo alimentos contaminados ao público
apenas para que ele pudesse exercer previamente o direito de
defesa; a oportunidade de manifestação prévia representaria
definitivo prejuízo para o interesse público. Daí porque, em
hipóteses excepcionalíssimas, o direito de defesa pode ser
flexibilizado, mas apenas no limite indispensável à preservação
do interesse público e de forma a representar o menor ônus ao
particular.
No caso de escutas telefônicas autorizadas por ordem
judicial para fins investigatórios, é possível afirmar com segurança
que sua realização não é compatível com o exercício
prévio do direito de defesa, pois, do contrário, elas seriam
destituídas de qualquer sentido útil ou prático. Em razão da
natureza específica dessa operação, o direito de defesa deve
ser garantido após o término do período da quebra de sigilo
telefônico.

(Adaptado de Pedro Paulo de Rezende Porto Filho. 10/01/2009.
www.conjur.com.br )

Estão corretos o emprego e a flexão de todas as formas verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • LETRA D

     (A)ERRADA, porque deve ser “sobrepor” em lugar de “sobrepuser”: “No caso de um direito individual se sobrepor...”. 

    (B)ERRADA, pois deve ser “retiver”, já que é derivado de “ter” (se ele “tiver” – se ele “retiver”: “Se um cidadão for irresponsável e não reter”. 

    (C)ERRADA, pois a forma do particípio do verbo “apreender” está mal empregada, devendo ser corrigida para “apreendidas”, já que “aprendidas” é do verbo “aprender”, não “apreender”. 

    (E)ERRADA, pois deve ser “advierem”, uma vez que é derivada do verbo “vir” (os efeitos que vierem – os efeitos que advierem).


ID
138403
Banca
FCC
Órgão
PGE-RJ
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Cronistas

Profissão das mais invejáveis, a de cronista. Regularmente,
deve escrever e enviar um pequeno texto para um jornal,
tratando de qualquer coisa com alguma graça, ou com
melancolia, ou com desbragado humor, ou mesmo com solene
poesia. Se não lhe ocorre qualquer assunto, sempre pode discorrer
sobre a falta de assunto. E se uma grande ideia de repente
o assalta, ótimo, ela bem poderá render uma sequência
de três ou quatro crônicas. A imaginação entra em greve? Puxa
uma revista ou jornal e faz uma disfarçada paráfrase da matéria
que um repórter levou tempo para apurar. Ou que tal vingar-se
da amada que o abandonou, colocando-a como protagonista de
uma cena tão imaginária como ridícula?
Não se ganha muito dinheiro, em geral, mas sempre dá
para pagar as pequenas dignidades. E há também quem alimente
a esperança de que o exercício da crônica leve ao do conto,
e este ao romance, de tal forma que, de repente, passe a ser reconhecido
como um escritor de verdade. Esta é a ambição de
um cronista não-convicto: começar a ser considerado um
Escritor.
Mas essa condição de Escritor, vista sob outra
perspectiva, pode não ser tão invejável como a de um cronista:
aquele tem que tratar, em centenas de páginas, dos grandes
dramas humanos, das aflições intensas de um ou mais indivíduos,
das paixões profundas, dos amplos painéis sociais etc.
E aí ele não consegue mais ver sentido em escrever trinta
linhas sobre, por exemplo, o prazer que é abrir numa manhã a
janela e ver passar na calçada a beleza distraída de uma moça
apressada, que vira a esquina e desaparece para sempre.
Talvez para não perder a oportunidade de registrar o encanto
do efêmero, talvez por preguiça, há cronistas, como Rubem
Braga, que jamais deixam de ser tão-somente cronistas. "Tãosomente",
aliás, não se aplica, em absoluto, a esse admirável
Escritor de crônicas. Quem as conhece não recusará ao velho
Braga esse E maiúsculo, que o identifica como um dos maiores
autores da nossa literatura.

(Eleutério Damásio, cronista inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá ser flexionado numa forma do singular para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) O grande mérito de Rubem Braga, pelo qual se consagram seus livros de crônicas, está sobretudo no apuro e na poesia de sua linguagem.

    b) Não obstante poderiam faltar à crônica as ambições de um romance, ela atrai o interesse de inúmeros leitores.

    c) Por que razão não se reconhecem no grande cronista de jornal os mesmos méritos de outros escritores?

    d) O fato de que costumam interessar a um cronista os aspectos triviais da vida cotidiana em nada diminui o valor das crônicas.

    e) Não assiste aos leitores ou aos críticos literários o direito de alimentar preconceitos em relação a qualquer gênero.

  • Letra E.

    No caso, assistir remete a "o direito" sendo assim, fica no singular, obrigatoriamente.

ID
140017
Banca
FCC
Órgão
TJ-AP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Entre ações e acionistas

Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar
lições sobre a atualidade - ele, que morreu há mais de cem
anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo
cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,
sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.
Melancolicamente, isso também significa que a história da
humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de
desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.
Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os
homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em
associações empresariais, mas cada um dos acionistas não
cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo
alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de
contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de
agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal
que nos põe em marcha na direção de um objetivo
supostamente coletivo.
Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração
machadiana - mas ela não deixa de ser instigante, obrigandonos
a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes
promovemos agrupamentos e colaborações. É como se
Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto
desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão
verdadeira de cada ato.
Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor
pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema
econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A
crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,
com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem
ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo
acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor
torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.

(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Comentário de cada alternativa:a) A obra machadiana, com a qual ...... (vir) instruindose os leitores, tem um alcance analítico inexcedível. (OS LEITORES INSTRUINDOSE VIRAM...)b) ...... (ter) impressionado a um sem-número de leitores suas implacáveis interpretações do comportamento humano. (SUAS IMPLACÁVEIS INTERPRETAÇÕES TÊM...)c) Talvez não se ...... (adequar) ao espírito mesmo da obra de Machado os louvores agradecidos que lhe endereçam alguns leitores.(OS LOVOURES AGRADECIDOS QUE LHE ENDERECAM ALGUNS LEITORES, TALVEZ, NÃO SE ADQUAM...)d) Muitos creem que ...... (comportar) cada um de seus pequenos contos incontáveis ensinamentos de vida. CORRETA> (CADA UM DE SEUS PEQUENOS CONTOS COMPORTA INCONTÁVEIS ENSINAMENTO DE VIDA.)e) Entre os contos machadianos que mais se ...... (ler) está, sem dúvida, o intitulado "Missa do galo" ( ENTRE OS CONTOS MACHADIANOS QUE MAIS SE LEÊM...)
  • Item A ERRADO

    obra machadiana, com a qual ...... (vir) instruindose os leitores, tem um alcance analítico inexcedível.

    obra machadiana, com a qual se veem instruindo os leitores, tem um alcance analítico inexcedível.

    Item B ERRADO

    ...... (ter) impressionado a um sem-número de leitores suas implacáveis interpretações do comportamento humano.

    ...têm pressionado a um sem-número de leitores suas implacáveis interpretações do comportamento humano.

    Item C ERRADO

    Talvez não se ...... (adequar) ao espírito mesmo da obra de Machado os louvores agradecidos que lhe endereçam alguns leitores.

    Talvez não se adequem ao espírito mesmo da obra de Machado os louvores agradecidos que lhe endereçam alguns leitores.

    Item D CERTO

    Muitos creem que ...... (comportar) cada um de seus pequenos contos incontáveis ensinamentos de vida.

    Muitos creem que comporta cada um de seus pequenos contos incontáveis ensinamentos de vida.

    Item E ERRADO

    Entre os contos machadianos que mais se ...... (ler) está, sem dúvida, o intitulado "Missa do galo".

    Entre os contos machadianos que mais se leem está, sem dúvida, o intitulado "Missa do galo".


ID
142606
Banca
FCC
Órgão
TRT - 7ª Região (CE)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Pelas ruas de Gênova, lá vamos nós

Durante os protestos contra o G-8 (grupo que abrange os sete países mais ricos do mundo mais a Rússia), reunido em Gênova, a imprensa europeia entrevistou políticos da esquerda oficial e veteranos de 1968. Vários aproveitaram a oportunidade para lamentar, nesses novos manifestantes, a falta de "verdadeiros"
projetos de sociedade. "São carentes de propostas políticas, crescerão", disse Mario Capanna, que foi líder do movimento estudantil de Milão em 68. Engraçado: sob a direção de Capanna, o movimento, na época, foi declaradamente stalinista.
Se essa for a "proposta política" que falta, melhor que os "carentes" não cresçam mesmo.
Prefiro evitar as nostalgias e reconhecer que aos manifestantes de Gênova não falta nada. Ao contrário, graças à sua diversidade confusa ou mesmo atrapalhada, talvez eles representem, da melhor maneira possível, o estado de espírito de muitos que estão, hoje, social e politicamente insatisfeitos.
De fato, parece-me que poderia manifestar-me com cada um dos componentes dessa massa contestaria. Os grupos diversos e, às vezes, opostos levaram pelas ruas de Gênova diferentes fragmentos de meus humores reformistas ou revoltados.
Olhe só. O resto de minhas esperanças socialistas desfila com a esquerda clássica italiana, em versão social-democrata. Identifico-me com os ecologistas puros e duros, mais preocupados com o planeta do que com as mazelas dos homens. Posso ter um coração caritativo, animado por paixões missionárias contra a fome e as doenças do mundo. E sobra-me uma raiva que deve valer a dos mais radicais movimentos anarquistas, de pedras na mão.

(Adaptado de Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Quanto ao emprego das formas verbais e ao tratamento pessoal, está plenamente correta a frase:

Alternativas
Comentários
  • b) Ide, juntai-vos àquele grupo de manifestantes e depois dizei-me o que achastes.
    c) Queremos que Vossas Senhorias se juntem àquele grupo de manifestantes e depois digam-nos o que acharam.
    d) Queremos que Suas Excelências se juntem àquele grupo de manifestantes e depois digam-nos o que acharam.
    e) Senhores, vão juntar-se àquele grupo de manifestantes e depois digam-nos o que acharam.

  • Comentário objetivo:

    No IMPERATIVO AFIRMATIVO, as 2as pessoas (singular e plural) buscam a conjugação do presente do indicativo e tiram a letra "s" do final.

    Isso está correto na alternativa A.

    Vai, junta-te àquele grupo de manifestantes e depois dize-me o que achaste.

    VAIS (Presente do Indicativo)  ->  VAI (Imperativo Afirmativo)
    JUNTAS (Presnte do Indicativo)  ->  JUNTA (Imperativo Afirmativo)
    DIZES (Presnte do Indicativo)  ->  DIZE (Imperativo Afirmativo)

  • Por que não pode ser a "e"? Alguém pode explicar?
  • O erro na letra e está na conjugação do verbo ir no modo imperativo.
    O correto seria: "Senhores,
    ide  juntar-vos àquele grupo de manifestantes e depois dizei-nos o que acharam".
  • Essa questão é covardia.

  • Lembrem-se: pronome de tratamento exige verbo na terceira pessoa.


ID
143671
Banca
FIP
Órgão
Câmara Municipal de São José dos Campos - SP
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a alternativa com a correta conjugação do verbo HAVER no tempo presente do modo indicativo:

Alternativas
Comentários
  • Letra B
    Eu    hei
    Tu    hás
    Ele   há
    Nós   havemos ≈ hemos
    Vós    haveis ≈ heis
    Eles   hão
  • havemos = Paroxítona terminada em Os. não acentua.

    "hávemos " muda totalmente o significado da palavra.


ID
148120
Banca
FCC
Órgão
TRT - 16ª REGIÃO (MA)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O país é o mesmo. O dia, mês e ano também. Brasil,
28 de abril de 2009. No Rio Grande do Sul, o índice de chuvas
está 96% abaixo do que seria normal neste período. A taxa de
umidade despencou para menos de 20%, enquanto o saudável
é praticamente o dobro. Tudo é seca e insolação. Brasil, 28 de
abril de 2009. No Piauí os moradores enfrentam as piores
cheias dos últimos 25 anos. Chove sem parar. Cidades estão
ilhadas. Cerca de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas.

"O tempo anda louco", eis a frase leiga e padrão que
mais se fala e mais se ouve nas queixas em relação às radicais
discrepâncias climáticas. Vale para o Norte e Nordeste do país,
vale para a região Sul também. A mais nova e polêmica
explicação para tais fenômenos é uma revolucionária teoria
sobre as chuvas, chamada "bomba biótica", e pode mudar os
conceitos da meteorologia tradicional.

Olhemos, agora, por exemplo, não para a loucura do
tempo em um único país, mas sim para a "loucura a dois". Por
que chove tanto em algumas regiões distantes da costa, como
no interior da Amazônia, enquanto países como a Austrália se
transformam em deserto? Dois cientistas russos sustentam,
embasados na metodologia da bomba biótica, que as florestas
são responsáveis pela criação dos ventos e a distribuição da
chuva ao redor do planeta - como uma espécie de coração que
bombeia a umidade. Esse modelo questiona a meteorologia
convencional, que explica a movimentação do ar sobretudo pela
diferença de temperatura entre os oceanos e a terra. Ao falarem
de chuva aqui e de seca acolá, eles acabam falando de um dos
mais atuais e globalizados temas: a devastação das matas.

Para o biogeoquímico Donato Nobre, do Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia e principal proponente da
linha da bomba biótica no Brasil, somente ela é que explica com
clareza a contradição entre a seca e a aridez que estão
minguando as lavouras na região Sul e as chuvas intensas que
transbordam o Norte e o Nordeste.

De acordo, porém, com o professor americano David
Adams, da Universidade do Estado do Amazonas, os físicos
russos estão supervalorizando a força da bomba biótica.

(Adaptado de Maíra Magro. Istoé, 6/5/2009, p. 98-99)

Olhemos, agora, por exemplo... (3º parágrafo)

O verbo flexionado de forma idêntica à do grifado acima está também grifado na frase:

Alternativas
Comentários
  • Olhemos:  1ª pessoa do plural do presente do Subjuntivo.

  • REspota letra 'd'. Olhemos = verbo no subjuntivo ~ Façamos = verbo no subjuntivo

    Para a 1ª conjugação:

    Verbo Presente Indicativo - Desinencia "O" = Verbo no Subjuntivo + Desinencia "E"

    Ex: Olhar.

    Eu Olh - O (Pres. Ind) ..................Eu Olh - E (Pres. Subj)

    Para a 2ª e 3ª conjugação:

    Verbo Presente Indicativo - Desinencia "O" = Verbo no Subjuntivo + Desinencia "A"

    Ex: Fazer.

    Eu Faç - O (Pres. Ind.)...............Eu Faç - A (Pres. Subj)

  • Eu creio que o verbo grifado esteja no imperativo afirmativo. Ele não transmite desejo ou possibilidade (que é característica do subjuntivo), mas sim ordem ou pedido: "Olhemos não para a loucura em um único país, mas para a 'loucura a dois'". O autor pede ao leitor que, junto com ele, olhe para uma loucura ao invés da outra.

    E na alternativa "d": "Façamos nossa parte...". Aqui o autor pede ao leitor que, junto com ele, faça cada qual a sua parte.

    O que não muda absolutamente nada da resposta, visto que o imperativo afirmativo é derivado do subjuntivo. Mas é sempre importante captar o sentido real das frases.

    Bons estudos a todos! :-)
  • Concordo com o comentário do colega raphael, a questão está inferindo estar no modo imperativo. 

    eu matei a questão dessa forma

    Façamos nós!

    Olhemos nós!


ID
148264
Banca
FCC
Órgão
TRT - 16ª REGIÃO (MA)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O país é o mesmo. O dia, mês e ano também. Brasil,
28 de abril de 2009. No Rio Grande do Sul, o índice de chuvas
está 96% abaixo do que seria normal neste período. A taxa de
umidade despencou para menos de 20%, enquanto o saudável
é praticamente o dobro. Tudo é seca e insolação. Brasil, 28 de
abril de 2009. No Piauí os moradores enfrentam as piores
cheias dos últimos 25 anos. Chove sem parar. Cidades estão
ilhadas. Cerca de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas.

"O tempo anda louco", eis a frase leiga e padrão que
mais se fala e mais se ouve nas queixas em relação às radicais
discrepâncias climáticas. Vale para o Norte e Nordeste do país,
vale para a região Sul também. A mais nova e polêmica
explicação para tais fenômenos é uma revolucionária teoria
sobre as chuvas, chamada "bomba biótica", e pode mudar os
conceitos da meteorologia tradicional.

Olhemos, agora, por exemplo, não para a loucura do
tempo em um único país, mas sim para a "loucura a dois". Por
que chove tanto em algumas regiões distantes da costa, como
no interior da Amazônia, enquanto países como a Austrália se
transformam em deserto? Dois cientistas russos sustentam,
embasados na metodologia da bomba biótica, que as florestas
são responsáveis pela criação dos ventos e a distribuição da
chuva ao redor do planeta - como uma espécie de coração que
bombeia a umidade. Esse modelo questiona a meteorologia
convencional, que explica a movimentação do ar sobretudo pela
diferença de temperatura entre os oceanos e a terra. Ao falarem
de chuva aqui e de seca acolá, eles acabam falando de um dos
mais atuais e globalizados temas: a devastação das matas.

Para o biogeoquímico Donato Nobre, do Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia e principal proponente da
linha da bomba biótica no Brasil, somente ela é que explica com
clareza a contradição entre a seca e a aridez que estão
minguando as lavouras na região Sul e as chuvas intensas que
transbordam o Norte e o Nordeste.

De acordo, porém, com o professor americano David
Adams, da Universidade do Estado do Amazonas, os físicos
russos estão supervalorizando a força da bomba biótica.

(Adaptado de Maíra Magro. Istoé, 6/5/2009, p. 98-99)

Olhemos, agora, por exemplo... (3º parágrafo)

O verbo flexionado de forma idêntica à do grifado acima está também grifado na frase:

Alternativas
Comentários
  • OLHEMOS = 1ª pessoa do plural, imperativo afirmativo (formado a partir do presente do subjuntivo)a) observamos = 1ªp.p. presente do indicativob) chegamos = 1ªp.p. presente do indicativoc) vemos = 1ªp.p. presente do indicativod) devemos = 1ªp.p. presente do indicativoe) façamos = 1ªp.p. imperativo afirmativo
  • VERBO - OLHEMOS (IMPERATIVO AFIRMATIVO DO PLURAL).
    GABARITO E. e) Façamos nossa parte, agindo como cidadãos conscientes da necessária preservação das florestas. (IMPERATIVO AFIRMATIVO)

  • O verbo “olhemos” encontra-se “e”, que não é a vogal temática, pois esse verbo no infinitivo mostra a vogal temática “a”: mostrar.
    Assim, esse verbo estará no presente do subjuntivo ou no imperativo afirmativo, pois se encontra na primeira pessoa do plural e sabemos que nesta pessoa as duas formas são iguais e não possuem a vogal temática.
    Apesar de ser apenas uma frase, percebemos em “olhemos” uma motivação à realização de algo. Isso cabe ao imperativo.
    Assim, o único verbo que se enquadra nisso é “façamos”. Note que seu infinitivo é “fazer”. Sua vogal temática “e” também não aparece na construção “façamos”, por isso podemos entender como imperativo, haja vista produzir o mesmo emprego do verbo “olhemos”.
    Veja que os outros verbos sublinhados estão no presente do indicativo, pois conservam a vogal temática do infinitivo (observar“observamos”
    chegar“chegamos”, ver“vemos”, dever“devemos”). Por tudo isso, a Alternativa correta é a (E).
    Fonte: Prof. Décio Terror
    Bons estudos

  • e-

    imperativo é um modo verbal comumente para generos orais. é usado para instrucoes e comandos, assim como conselhos e convites. 


ID
159499
Banca
FCC
Órgão
TRE-SP
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Na primeira metade do século XIX, as ferrovias surgiam
como o meio quase mágico que permitiria transpor enormes
distâncias com rapidez e grande capacidade de carga, atravessando
qualquer tipo de terreno. No Brasil, onde a era ferroviária
se iniciou em 1854, algumas vozes apontaram o
descompasso que tenderia a se verificar entre as modestas
dimensões da economia nacional e os grandes investimentos
requeridos para as construções ferroviárias. Mas pontos de
vista como esse foram vencidos pela fascinação exercida pelo
trem de ferro e pela fé em seu poder de transformar a realidade.

De um ponto de vista econômico, não seria propriamente
incorreto dizer que a experiência ferroviária no Brasil não
passou de um relativo fracasso - que se traduziria, hoje, no
predomínio das rodovias, ao contrário do ocorrido em outros
países de grandes dimensões. De acordo com supostas
explicações, o triunfo das rodovias no Brasil teria sido obtido
graças a um complô que envolveria governos e grandes
empresas petrolíferas e automobilísticas. Mas a verdade é que,
além de outras deficiências estruturais, o setor ferroviário nacional
nunca chegou a formar uma autêntica rede cobrindo todo
o território. Como a economia dependia da agroexportação, o
problema consistia simplesmente em ligar as regiões produtoras
aos portos marítimos.
A partir dos anos 30, quando se colocou o desafio da
efetiva integração econômica do país como parte do processo
de expansão do mercado interno, os transportes rodoviários 
mais ágeis, necessitando de uma infra-estrutura muito menor
que a das vias férreas - demonstraram uma flexibilidade que o
trem não tinha como acompanhar. Isso não significa que as
ferrovias não tenham desempenhado um importante papel
econômico no país. Elas foram fundamentais no período dominado
pela agroexportação e continuaram a ser importantes
também no contexto da industrialização acelerada.

Mas as estradas de ferro não podem ser analisadas
apenas mediante critérios estritamente econômicos. No Brasil,
as ferrovias criaram novas cidades, como Porto Velho, e revitalizaram
antigas. Representaram uma experiência indelével, freqüentemente
dramática, para os trabalhadores mobilizados nas
construções. Objeto de fascínio, elas impuseram um novo ritmo
de vida, marcado pelos horários dos trens, e reorganizaram
espaços urbanos, nos quais as estações se destacavam como
"catedrais" da ciência e da técnica.

(Adaptado de Paulo Roberto Cimó Queiroz, Folha [Sinapse],
p. 20-22, 22 de fevereiro de 2005)

O verbo corretamente flexionado está na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) sastisfizeram
    b)intervieram
    c)correta
    d)provieram
    e)reveram

    "Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo de plantamos"

  • a) Em sua época, as ferrovias não SATISFIZERAM plenamente as necessidades de transporte no Brasil.

    b) Altos custos de construção e de manutenção das ferrovias INTERVIERAM como agravantes para seu abandono no País.

    c) CORRETA

    d) Empresas interessadas no desenvolvimento dos transportes PROVIERAM recursos para a construção de rodovias.

    e) Vários investidores REVIRAM seus projetos para a área de transporte, direcionando-os para outros setores da economia.

  • A alternativa C está certa mesmo. Entretanto, não teria desrespeitado à próclise, já que o advérbio "Ultimamente" seria atrativo para a partícula "se"?

  • A letra D fica com mais sentido, seu usado o verbo PROVER, cuja conjugação seria PROVERAM. Regra especial.

     

    Comentários?

  • Gabarito letra C.

    http://www.conjuga-me.net/verbo-satisfazer

    http://www.conjuga-me.net/verbo-intervir

    http://www.conjuga-me.net/verbo-propor

    http://www.conjuga-me.net/verbo-prover

    http://www.conjuga-me.net/verbo-rever

  • Caro Bruno Nobre:

    PROVER ou PROVIR
    Prover = abastecer, fornecer:
    Ele deve prover o seu armazém.
    Provir = vir de, originar-se:
    Isto pode provir do espaço sideral.

    Na alternativa D o verbo usado é o prover.

    As empresas PROVERAM ...

  • A letra C é a única correta no que diz respeito à flexão verbal, mas ela precisa ter a colocação pronominal corrigida. A frase deveria ser reescrita como próclise: " Ultimamente se propuseram novos investimentos..."

  • A letra C é a única correta no que diz respeito à flexão verbal, mas ela precisa ter a colocação pronominal corrigida. A frase deveria ser reescrita como próclise: " Ultimamente se propuseram novos investimentos..." Errei por isso


ID
160258
Banca
FCC
Órgão
TRF - 1ª REGIÃO
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Orgulho ferido

Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer
sobre o futuro de Cuba acendeu uma polêmica com
pesquisadores latino-americanos. O texto da revista sugeriu que
o país pode mergulhar num caos após a morte do ditador Fidel
Castro, que sofre de câncer, tal como ocorreu nos países do
Leste Europeu após a queda de seus regimes comunistas. E
conclamou os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária
para os cubanos. De quebra, a publicação insinua que há
dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazer
frente a esse quadro.

"O editorial é um desrespeito à soberania de Cuba", diz
Maurício Torres Tovar, coordenador-geral da Alames (Associação
Latino-Americana de Medicina Social). "A atenção do
Estado cubano para com a saúde de sua população é um
exemplo para todos. Cuba tem uma notável vocação solidária,
ajudando, com remédios e serviços de profissionais, diversos
países atingidos por catástrofes", afirmou. Sergio Pastrana, da
Academia de Ciências de Cuba, também protestou: "Temos
condição de decidir se precisamos de ajuda e direito de
escolher a quem pedi-la."

(Revista Pesquisa Fapesp. Outubro 2006, n. 128)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Há muito não se toleram atitudes arrogantes como a do editorial da revista britânica.

    b) É natural que firam o orgulho do povo cubano as exortações publicadas na revista britânica.

    c) Os pesquisadores não hão de se ofender, caso os termos do editorial da revista fossem menos prepotentes.

    d) Foi precisa a argumentação de que se valeram os pesquisadores latino-americanos em sua réplica ao editorial.

    e) Aos países ricos não compete tomar decisões que afetem a soberania dos países em desenvolvimento.

    • Basta colocarmos em ordem a frase! (Sujeito + Predicado + Complemento)!
    • a) Há muito não se toleram atitudes arrogantes como a do editorial da revista britânica.
    • Errada!
    •  b) É natural que firam o orgulho do povo cubano as exortações publicadas na revista britânica.
    • Errada!
    •  c) Os pesquisadores não hão de se ofender, caso os termos do editorial da revista fossem menos prepotentes.
    • Errada! (Haver não vai para o plural apenas quando tem o sentido de "existir", o que não é o caso!)
    •  d) Foi precisa a argumentação de que se valerão os pesquisadores latino-americanos em sua réplica ao editorial.
    • Errada!
    •  e) Aos países ricos não compete tomar decisões que afetem a soberania dos países em desenvolvimento.
    • Certa! Aqui o verbo competir é no sentido de "competência", e não de "competição"!
    Abraços!
  • Complementando:

    O verbo HAVER também não vai para o plural quando tem o sentido de ACONTECIMENTO.

    Fonte: Português esquematizado - Agnaldo Martinho
  • A letra E está correta porque existe sujeito oracional.

    Tomar decisões que afetem a soberania dos países em desenvolvimento é o sujeito oracional.
    Lembre-se: Aos países ricos não compete ISSO.
    Portanto o verbo fica no singular, tratando-se de sujeito oracional.

ID
161641
Banca
FCC
Órgão
MPE-RS
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Quando me perguntam

Quando me perguntam por que não aderi a essa história
de "estória", respondo (e não evasivamente) que é simplesmente
porque, para mim, tudo é verdade mesmo. Acredito em tudo.
Acreditar no que se lê é a única justificativa do que está escrito.
Ai do autor que não der essa impressão de verdade! Que é uma
história? É um fato - real ou imaginário - narrado por alguém. O
contador de histórias não é um contador de lorotas. Ou, para
bem frisar a diferença, o contador de histórias não é um contador
de estórias. E depois, por que hei de escrever "estória" se
eu nunca pronunciei a palavra desse modo? Não sou tão analfabeto
assim. Parece incrível que talvez a única sugestão infeliz
do mestre João Ribeiro tenha pegado por isso mesmo ... Também
um dia parece que Eça de Queirós se distraiu e o Conselheiro
Acácio, por vingança, lhe soprou esta frase pomposa:
"Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia."
Tanto bastou para que lhe erguessem um monumento, com a
citada frase perpetuada em bronze! Pobre Eça ...
O mundo é assim.
(Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,
2005, p. 242)


Texto II


Encontra-se registrado no Dicionário Aurélio, p. 839 e 1055,
respectivamente, o seguinte:
estória - s.f. V. história. [Recomenda-se apenas a grafia
história, tanto no sentido de ciência histórica, quanto no de
narrativa de ficção, conto popular, e demais acepções.]
história - S.f. 1. narração metódica dos fatos notáveis ocorridos
na vida dos povos, em particular, e na vida da humanidade, em
geral. 2. Conjunto de conhecimentos adquiridos através da tradição
e/ou por meio de documentos, relativos à evolução, ao
passado da humanidade. 3. Ciência e método que permitem
adquirir e transmitir aqueles conhecimentos. 4. O conjunto das
obras referentes à história. 5. Conjunto de conhecimentos relativos
a esta ciência, ou que têm implicações com ela, ministrados
nas respectivas faculdades. 6. Tratado ou compêndio de história.
7. Exemplar de um desses tratados ou compêndios. 8. Estudo
das origens e processos de uma arte, de uma ciência ou
de um ramo de conhecimento. 9. Narração de acontecimentos,
de ações, em geral cronologicamente dispostos. 10. Narração
de fatos, acontecimentos ou particularidades relativas a um determinado
assunto. 11. Conto, narração, narrativa. 12. Enredo,
trama, fábula. 13. Patranha, lorota, peta, conto. 14. Complicação,
amolação, chateação. 15. Luxo, melindre, dengue, complicação.
16. Relação amorosa, caso, aventura. 17. Coisa, objeto,
negócio, troço.


Texto III


Lê-se no Dicionário Houaiss, p. 1259:

estória - s.f. 1. ant.m.q. HISTÓRIA. 2. (1912) narrativa de
cunho popular e tradicional; história. ETIM. ingl. story (s XIIIXV)
narrativa em prosa ou verso , fictícia ou não, com o objetivo
de divertir e/ou instruir o ouvinte ou o leitor, do anglo-francês
estorie, do fr. ant. estoire e, este, do lat. historia, ae, f. dvg. de
história, adotada pelo conde de Sabugosa com o sentido de
narrativa de ficção, segundo informa J.A.Carvalho em seu livro
Discurso & Narração.

As questões de números 41 a 49 baseiam-se no
Texto I.

A forma verbal que deveria ter sido corretamente empregada no plural está grifada na frase:

Alternativas
Comentários
  • e) Muitos autores divergem quando entra em discussão essas questões sobre emprego de certas palavras.

    Essas questões sobre emprego de certas palavras ENTRAM em discussão.(o sujeito concorda com o verbo)
  • O verbo tem que concordas com o núcleo do sujeito.a) o EMPREGO de algumas palavras não PARECE...b) o POETA e por vezes cronista DISCORDA...c) o USO de determinadas palavras PODE...d) a COMPLEXIDADE PERMITIU...e) essas QUESTÕES ENTRAM em discussão.
  • BREVE REVISÃO GERAL <<----------Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.Ex.: Nós vamos ao cinema.O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para concordar com o sujeito (nós).Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural.Ex.: A multidão de fãs gritou./ A multidão de fãs gritaram. Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria, etc.) – o verbo fica no singular ou vai para o plural.Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão./ A maioria dos alunos foram à excursão. O sujeito é um pronome de tratamento- o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram silêncioO sujeito é o pronome relativo quem- o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome.Ex.: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem derramei o café.O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós, poucos de vós, quais de ..., quantos de ..., etc.- o verbo poderá concordar com o pronome interrogativo ou indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou vós).Ex.: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós me punireis?
  • É por isso que eu digo, a FCC é a mãe da Língua Portuguesa. Esta questão é mera questão de lógica. Procuremos onde deveria estar o tal verbo no plural:Alternativa A: “ O emprego.... não parece ...” Verbo totalmente correto no singular, alternativa errada.Alternativa B:” Mário Quintana discorda” Terceira pessoa do singularíssimo. :)Alternativa C: “ ... o uso...pode dar margem”. Singular óbvio.Alternativa D: “A complexidade....sempre permitiu...” Singular novamente.Alternativa E: “Muitos autores... entram” e não entra, esta é a alternativa correta.
  • É, sobretudo, uma questão de interpretação!

    "A forma verbal que deveria ter sido corretamente empregada no plural está grifada na frase" OU SEJA: Qual das alternativas está incorreta.

  • Questão de mera interpretação de Texto !!!


ID
168010
Banca
FCC
Órgão
METRÔ-SP
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Apoio ao transporte urbano

O BNDES tem um programa de apoio a projetos de
transportes públicos, abrangendo todos os investimentos necessários
à qualificação do espaço urbano no entorno do empreendimento.
O apoio pode se dar visando a forma de operação
específica, sempre com a preocupação de mirar os seguintes
objetivos: a) racionalização econômica, com redução
dos custos totais do sistema; b) privilégio do transporte coletivo
sobre o individual; c) integração tarifária e física, com redução
do ônus e do tempo de deslocamento do usuário; d) acessibilidade
universal, inclusive para os usuários com necessidades
especiais; e) aprimoramento da gestão e da fiscalização do sistema;
f) redução dos níveis de poluição sonora e do ar, do consumo
energético e dos congestionamentos; g) revalorização urbana
do entorno dos projetos.

O BNDES admite um nível de participação em até
100%, no caso de municípios de baixa renda ou de média renda
inferior localizados nas regiões Norte e Nordeste.

(Baseado em informações do site oficial do BNDES)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher  corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) A LISTA de itens que representam os objetivos do BNDES  DIZ  respeito ao apoio aos projetos de transporte urbano. (CORRETA)

    b) Caso não se levem em conta os objetivos do BNDES...

    c) Não faltam a essa relação de objetivos, como é óbvio, os que se apresentam intimamente...

    d) A cada objetivo correspondem, é claro, medidas específicas de gerenciamento...

    e) No caso de ocorrerem quaisquer irregularidades na implementação de um projeto...

  • ( 10 anos depois )

    Essa questão ainda é atual.

    Dica: Passar a frase para o modo "direto" e procurar sujeito e verbo!!


ID
173119
Banca
FCC
Órgão
AL-SP
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O reflorestamento tem o papel de conservar a biodiversidade
da Mata Atlântica e retomar as funções ecológicas que a
tornam tão importante. Mas é possível fazer com que uma floresta
secundária avance para a condição de floresta nativa?
Segundo a diretora de restauração florestal da SOS
Mata Atlântica, as florestas secundárias geralmente não conseguem
atingir as mesmas condições ecológicas que as primárias,
mas têm o seu valor. "Uma floresta estabelecida, ainda que
secundária, absorve água e forma um reservatório natural,
impede o assoreamento dos rios e gera emprego e renda para
quem atua na restauração."
A manutenção de funções ecológicas na floresta secundária
depende de seu desenvolvimento. "Se ela atingir determinado
tamanho, diversidade e microclima adequado, poderá
ter funções semelhantes às da mata nativa", diz ela. Também a
capacidade de absorver carbono é uma das diferenças entre as
duas florestas. A mata secundária sequestra muito mais carbono,
mas isso não a torna melhor do que a primária, ela explica.
O grau de biodiversidade é um dos principais fatores que
diferenciam florestas primárias e secundárias. Esse grau depende
de vários aspectos, especialmente a idade e a existência
de mata nativa nas proximidades. As florestas secundárias são
definitivamente mais vulneráveis do que a primária, principalmente
em relação ao fogo. Na Amazônia, a idade média de uma
floresta secundária é de seis ou sete anos, já que muitas delas
são queimadas mais de uma vez.
A diretora avalia ainda que a perda de espécies na mata
secundária está relacionada ao ambiente mais aberto. Intervenções
como corte de cipó e plantio de espécies que funcionem
como uma barreira podem contribuir para a restauração e a
conservação das florestas.

(Ana Bizzotto. O Estado de S. Paulo, Especial Sustentabilidade,
H6, 30 de janeiro de 2009, com adaptações)

Os verbos grifados estão corretamente flexionados na frase:

Alternativas
Comentários
  • Todos os verbos estão conjugados no Pretérito Perfeito do Indicativo:

    b) dispuseram / prevessem

    c) abstiveram / consideram

    d) estaria / deteve

    e) sobreveio / destruiu

    : )

  • Gabarito letra A.

    O colega abaixo já explicou tudo, entretanto, equivocou-se quanto a "prevessem". O correto é previssem.

    PreVER (conjuga-se igual ao verbo ver) http://www.conjuga-me.net/verbo-prever

     

  • Resposta letra A.

    na alternativa B: dispuseram

    na alternativa C: abstiveram

    na alternativa D: deteve

    na alternativa E: sobreveio
  • a) Após a catástrofe climática que se abateu sobre a região, os responsáveis propuseram a liberação dos recursos necessários para sua reconstrução.(CORRETA)

    b) Em vários países, autoridades se dispuseram a elaborar projetos que previssem a exploração sustentável do meio ambiente.

    c) Os consumidores se abstiveram de comprar produtos de empresas que não consideram a sustentabilidade do planeta.

    d) A constatação de que a vida humana estaria comprometida deteve a exploração descontrolada daquela área de mata nativa.

    e) Com a alteração climática sobreveio o excesso de chuvas que destruiu cidades inteiras com os alagamentos.


  • Pq na letra A não cabe o pretérito-mais-que-perfeito (abstivera)? Alguém sabe me dizer?


ID
186271
Banca
FCC
Órgão
PGE-RJ
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
ao governante perícia estratégica para perceber o que está
aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
contextualizando a informação fragmentada que provém do
mundo complexo e interdependente em que vivemos.

Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
em todos os lugares por governantes e governados.

Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

Os economistas fazem uma distinção entre risco e
incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
e o consumo dos particulares que se contém.

O risco é uma característica da sociedade moderna e o
capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
num não debelado curto-circuito de incerteza.

A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
especificidades.

(Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
de fevereiro de 2009, com adaptações)

Ambos os verbos grifados estão corretamente flexionados na frase:

Alternativas
Comentários
  • LETRA C!

    A) ABATEU / SOBREVEIO

    B)DETEVE

    C)CORRETA

    D)COMPUSERAM

    E)PREVISSEM

  • A) ABATEU ou ABATERA / SOBREVEIO

    B)DETEVE

    C)Correta

    D)COMPUSERAM

    E)PREVISSEM

  •  Alternativa correta: letra c.

    Justificação:

    Ambos os verbos grifados estão corretamente flexionados na frase:

    a) Do impacto da crise que se abateu sobre vários países, sobreviu (sobreveio) o pânico, com a queda no valor de seus investimentos.

    b) Um dos analistas políticos, que se deteu(deteve) na análise dos problemas decorrentes da crise, receia ainda a gravidade de seu desdobramento.

    c) Em vários países governantes se dispuseram a liberar enormes quantias para as empresas refazerem o capital necessário à produção.

    d) Foram vários os fatores que comporam(compuseram) o cenário em que se delineou a atual crise econômica mundial.

    e) Os ventos favoráveis da economia mundial alimentaram a ampla circulação de instrumentos financeiros, sem que se prevessem(previsse) os perigos subjacentes.

     Fiquemos todos sempre com Deus.
    Bons estudos e sucesso a todos.
    Deus habita em nosso coração.

  • Resposta letra C.

    As outras alternativas são tão absurdas que nem merecem comentário.
  • Alguém pode me ajudar? refazerem está em que conjugação?
  • Priscila, veja:

    Infinitivo Pessoal
    eu: refazer
    tu: refazeres
    ele: refazer
    nós: refazermos
    vós: refazerdes
    eles: refazerem
  • Priscila,
    Geralmente utilizo o site para tirar dúvidas.
    http://www.conjuga-me.net/verbo-refazer
  • Não é fazendo propaganda não, mas depois q aprendi verbo em um curso da Flávia Rita que ensina o " caminho das pedras" erro bem menos esse tipo de questão.

  • Gabarito C

    Queria ter feito essa prova ,pena que comecei a estudar bem depois


ID
202219
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-SP
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Imagens da História

O livro Revoluções, organizado por Michel Löwy, de
500 páginas, é um terrível e fascinante painel da história dos
séculos XIX e XX. "As fotos de revoluções revelam ao olhar do
observador uma qualidade mágica ou profética que as torna
sempre atuais, subversivas", escreve o organizador.
Você pode multiplicar por 10 o surrado clichê de que
uma imagem vale por mil palavras, quando o assunto são revoluções
políticas, e o professor Löwy dá razões para tanto: "É
claro que as fotografias não podem substituir o historiador, mas
elas captam o que nenhum texto escrito pode transmitir: certos
rostos, certos gestos, certas situações, certos movimentos. A
fotografia possibilita que se veja, de modo concreto, o que
constituiu o espírito singular de cada revolução". A foto das
usinas Krupp, continua o pesquisador, não acrescenta nada,
mas o senhor Krupp cumprimentando Hitler, em companhia de
outros industriais e banqueiros, é um documento fascinante
sobre a cumplicidade entre capitalistas alemães e nazistas.

(Adaptado de Carlos Haag, PESQUISA Fapesp, no 167)

Todos os verbos estão corretamente flexionados na frase:

Alternativas
Comentários
  • Comentário objetivo:

    Para resolver esse tipo de questão é recomendável que você procure um paradigma ou o verbo original, que derivou o verbo em questão. Assim, vamos às alternativas:

    a) Nenhum comentário que sobrevir SOBREVIER ao impacto causado por esse livro terá força comparável à de suas fotos.

    b) Se sempre retêssemos RETIVESSEMOS dos clichês um mínimo de verdade, acabaríamos por tomá-los como verdades completas.

    c) Se os fotógrafos não intervissem INTERVIESSEM na realidade, documentando cada barbárie, a história humana seria ainda mais violenta.

    d) Industriais e políticos nazistas convieram quanto aos interesses comuns, que se sobrepunham às suas ambições particulares. CORRETA!

    e) O fotógrafo teria intervido INTERVINDO na cena de brutalidade, se pudesse, mas limitou-se a registrá-la. Essa alternativa pode ter deixado muita gente em dúvida. Cabe aqui o comentário inicial quanto a procurar um paradigma ou o verbo original. Nesse caso, intervir deriva do verbo vir. Substituindo um pelo outro, teríamos: "O fotógrafo teria vindo...". Assim, a mesma conjugação deve ser usada com o verbo derivado (intervir).

  • Até posso concordar com a explicação sobre o verbo intervir! Agora não estou concordando com a parte final que diz: Sobrepunham...Na minha concepção para haver uma correlação correta na flexão deveria usar-se a expressão: "Sobrepuzeram"...combinando com a flexão Convieram...
  • Indicativo
    Presente Pretérito perfeito Pretérito imperfeito
    eu sobreponho eu sobrepus eu sobrepunha
    tu sobrepões tu sobrepuseste tu sobrepunhas
    ele/ela sobrepõe ele/ela sobrepôs ele/ela sobrepunha
    nós sobrepomos nós sobrepusemos nós sobrepúnhamos
    vós sobrepondes vós sobrepusestes vós sobrepúnheis
    eles/elas sobrepõem eles/elas sobrepuseram eles/elas sobrepunham
     
  • Atenção para a conjugação do verbo convir no pretérito perfeito:

    Pretérito Perfeito
      eu  convim tu  convieste ele  conveio nós  conviemos vós  conviestes eles  convieram
    Fonte: Dicionário Aurélio

ID
202411
Banca
FEPESE
Órgão
SEFAZ-SC
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto 2

Os incentivos existem em três tipos de sabores básicos: econômico, social e moral. É muito comum que um único esquema de incentivos inclua as três varieda­des. Tomemos a campanha antitabagista dos últimos anos. O acréscimo da "taxa do pecado" de $ 3 em cada maço é um forte incentivo econômico contra a compra de cigarros. A proibição do fumo em restaurantes e bares é um poderoso incentivo social. E a afirmação do governo americano de que os terroristas angariam fundos com a venda de cigarros no mercado negro atua como um incentivo moral bastante estridente.

LEVITT, Steven D., DUBNER, Stephen J. Freakonomics. O lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta. Tradução Regina Lyra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, p. 23.

Na oração, incluída no Texto 2,

"Tomemos a campanha antitabagista dos últimos anos",

o verbo tomar está conjugado:

Alternativas
Comentários
  •  

    Alternativa C

    Imperativo Afirmativo do verbo tomar

    toma tu - 2ª p.s.

    tome ele - 3ª p.s.

    tomemos nós - 1ª p.p.

    tomai vós - 2ª p.p.

    tomem eles - 3ª p.p.

  • Dica:

    Vale ressaltar o processo de formação do Imperativo Afirmativo e do Imperativo Negativo:

    IMPERATIVO AFIRMATIVO:

    Presente do Subjuntivo
    Exemplo: Não fales aquilo que não sabes (2a Pessoa do Singular do Presente do Subjuntivo)
    Exemplo: Não dance a múscia se a acha chata
    (3a Pessoa do Singular do Presente do Subjuntivo)

    IMPERATIVO NEGATIVO:

    2a Pessoa (Singular e Plural): Presente do Indicativo sem o 's' final
    Demais: Presente do Subjuntivo

    Exemplo: Fala aquilo que sabes (2a Pessoa do Singular do Presente do indicativo menos o 's' final -> FALAS - 'S' = FALA)
    Exemplo: Dance a música se a acha legal
    (3a Pessoa do Singular do Presente do Subjuntivo)

  • Pessoal,
    Segue o quadradinho da super drica!
    Espero que ajude e que eu não tenha dificultado na hora de tentar explicar!
    é super bacana!



    Quadro mudança das vogais dos verbos
    As vogais mudam

    INFINITIVO                        SUBJUNTIVO
    A ------------------------------------E                             (verbo amar – que eu ame)
    E/I ----------------------------------A                             (verbo perder – que eu perca)





     
    MACETE DO QUADRADINHO – PROF. DRICA
     
    Imperativo Afirmativo Imperativo Negativo
     
    Eu                  -------
    Tu                   = (-s)
    Ele                   ‡
    Nós                  ‡   
    Vós               = (-s)
    Eles                 ‡
     
     
    =(-s) permanece a vogal e se retira o S
    ‡ (muda a vogal)
     
    Eu             --------
    Tu                   ‡
    Ele                  ‡
    Nós                 ‡
    Vós                 ‡
    Eles                ‡
     
     
     ‡ (todas as vogais diferentes)
             SUBJUNTIVO
     
     
     
    Imperativo Afirmativo -  AMAR Imperativo Negativo - AMAR
     
    AMA TU
    AME ELE
    AMEMOS NÓS
    AMAI VÓS
    AMEM ELES
     
     
     
     
    NÃO AMES TU
    NÃO AME ELE
    NÃO AMEMOS NÓS
    NÃO AMEIS VÓS
    NÃO AMEM ELE
     

ID
207934
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A literatura é necessária à política quando ela dá voz
àquilo que não tem voz, quando dá um nome àquilo que ainda
não tem um nome, e especialmente àquilo que a linguagem política
exclui ou tenta excluir. Refiro-me, pois, aos aspectos, situações,
linguagens tanto do mundo exterior como do mundo
interior; às tendências reprimidas no indivíduo e na sociedade.
A literatura é como um ouvido que pode escutar além daquela
linguagem que a política entende; é como um olho que pode ver
além da escala cromática que a política percebe. Ao escritor,
precisamente por causa do individualismo solitário do seu trabalho,
pode acontecer explorar regiões que ninguém explorou
antes, dentro ou fora de si; fazer descobertas que cedo ou tarde
resultarão em campos essenciais para a consciência coletiva.
Essa ainda é uma utilidade muito indireta, não intencional,
casual. O escritor segue o seu caminho, e o acaso ou as
determinações sociais e psicológicas levam-no a descobrir alguma
coisa que pode se tornar importante também para a ação
política e social.
Mas há também, acredito eu, outro tipo de influência,
não sei se mais direta, mas decerto mais intencional por parte
da literatura, isto é, a capacidade de impor modelos de linguagem,
de visão, de imaginação, de trabalho mental, de correlação
dos fatos, em suma, a criação (e por criação entendo
organização e escolha) daquele gênero de valores modelares
que são a um tempo estéticos e éticos, essenciais em todo
projeto de ação, especialmente na vida política.
Se outrora a literatura era vista como espelho do mundo,
ou como uma expressão direta dos sentimentos, agora nós não
conseguimos mais esquecer que os livros são feitos de palavras,
de signos, de procedimentos de construção; não podemos
esquecer que o que os livros comunicam por vezes permanece
inconsciente para o próprio autor, que em todo livro há uma
parte que é do autor e uma parte que é obra anônima e coletiva.
(Adaptado de Ítalo Calvino, Assunto encerrado)

Ainda que os termos sublinhados se flexionem no plural, todas as formas verbais permanecerão as mesmas em:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa correta: letra a.

    Justificação:

    A alternativa a está correta. Comparemos a oração antes e depois das flexões dos termos sublinhados:

    Mesmo que haja eventual hesitação, não apraz a muito escritor renunciar ao que lhe traz a solidão mais fecunda(antes das flexões)

    Mesmo que haja eventuais hesitações, não apraz a muitos escritores renunciar ao que lhes traz a solidão mais fecunda(depois das flexões)

    Percebamos que, mesmo havendo a flexão do substantivo hesitação, para concordar com o adjetivo eventual, o verbo haver, expresso na forma da palavra haja, permaneceu invariável. O verbo haver, no sentido de existir, não varia. Por outro lado, com a flexão do substantivo escritor, para concordar com o pronome adjetivo muito, tanto os verbos apraz, renunciar e traz permaneceram inalterados.


    Fiquemos todos sempre com Deus.
    Bons estudos e sucesso a todos.
    Deus habita em nosso coração.

     

  • O verbo HAVER no sentido de existir NÃO FLEXIONA. Ou seja, fica sempre no singular!
  • Um ajuste na justificativa da letra a:
    Renunciar ao que lhe traz a solidão fecunda, não apraz a muitos escritores.
     

  • Alternativa correta: letra "A".

    Conforme explicitado pelos colegas o verbo HAVER, conforme disposto no texto, é impessoal, portanto, deve ser mantido no singular.

    Quanto ao verbo APRAZER, trata-se de verbo defectivo, ou seja, aquele que não contém conjulgação completa. No caso, só se usa na 3ª pessoa do singular.

    Cabe ainda destacar que deriva do verbo aprazer a forma APROUVER, a qual é manifestada em diversos documentos jurídicos no brocardo: "como melhor lhe aprouver". Significa: causar prazer, agradar.

    Conjulgação de Aprazer: (só existe a 3ª pessoa do singular)

    INDICATIVO
    presente: apraz
    pretérito imperfeito: aprazia
    pretério perfeito: aprouve
    pretérito mais-que-perfeito: aprouvera
    futuro do presente: aprazerá
    futuro do pretérito: aprazeria
    SUBJUNTIVO
    pretérito imperfeito: aprouvesse
    futuro: aprouver
  • Alternativa correta: letra "a"

    a) "Mesmo que haja eventual hesitação, não apraz a muito escrito renunciar ao que lhe traz a solidão mais fecunda." 

    HAVER no sentido de "existir" não admite variação. Logo, "Mesmo que haja eventual hesitação", no plural fica "Mesmo que haja eventuais hesitações".

    Já o "não apraz a muito escritor renunciar ao que lhe traz a solidão mais fecunda.",  nós pegamos o sujeito oracional (renunciar ao que lhe traz a solidão mais fecunda), transformamos em ISSO e colocamos na ordem direta: "ISSO não apraz a muito escritor." Dessa forma, transformar ou não "muito escritor" em "muitos escritores" não exerce influência alguma para um plural na forma verbal. Vejam: "ISSO não apraz a muitos escritores."

    O que estudar: sujeito oracional e concordância. Caem muito nas provas da FCC. 

    Aquele abraço. 


ID
219571
Banca
FCC
Órgão
BAHIAGÁS
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento
global e suas consequências se tornou onipresente entre
governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram
salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao
patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas,
estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário
pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo
elas, ou se tomam providências radicais para cortar as
emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade
humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de
uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta
espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se
desmanchando na esteira de uma série de escândalos.
Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação
aos relatórios emitidos pelo IPCC não passam de especulação
sem base científica. Pior que isso: os cientistas que conduzem
esses estudos manipularam dados para amparar suas
conclusões.

A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início
do ano quando se descobriu um erro grosseiro numa das
pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em
2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem
desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O
derretimento traria consequências devastadoras para bilhões de
pessoas na Ásia, que dependem da água produzida pelo degelo
nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC
reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento
científico e foi elaborada com base em uma especulação. O
mais espantoso é que tal previsão tenha sido tratada como
verdade incontestável por três anos, desde a publicação do
documento.

Os relatórios do IPCC são elaborados por 3000
cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor
conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos
climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior,
transformar suas conclusões em dogmas.

(Okky de Souza. Veja, 24 de fevereiro de 2010, pp. 94-95,
com adaptações)

Ambos os verbos estão corretamente flexionados na frase:

Alternativas
Comentários
  • A) Ninguém previu com segurança as consequências que o derretimento de geleiras poderia trazer para diversas populações.

    B) O descrédito sofrido pelo mais recente relatório sobreveio da descoberta de ter havido manipulação dos dados nele apresentados.

    C) As informações que compuseram o relatório sobre Mudanças climáticas contiam erros só descobertos de depois de algum tempo.

    D) Os relatórios sobre o aquecimento global, sem que se quisesse, trouxeram conclusões pessimistas sobre a vida do planeta.

    E) Correta.

  • A- Verbo é PREVER - significa: Ver antes - conjuga-se pelo verbo VER. Ex:  Ele viu/Ele previu. Diferentemente do verbo PROVER - significa: abastecer, suprir, fornecer - conjuga-se no presente do indicativo e presente do subjuntivo pelo verbo VER, nos demais tempos pelo verbo VENDER. Já o verbo PROVIR - significa: ter origem - conjuga-se pelo verbo VIR.

    B- Verbo SOBREVIR - conjuga-se pelo verbo VIR. Ele veio/Ele sobreveio.

    C- Verbo Compor - conjuga-se pelo verbo PÔR. Eles puseram/Eles compuseram.

    D- Verbo QUERER- verbo irregular.

    Perfeito do Indicativo
    eu quis
    tu quiseste
    ele quis
    nós quisemos
    vós quisestes
    eles quiseram

    E - O verbo Fazer está no Infinitivo - forma nominal que só posiciona o tempo do fato m combinação com outro verbo exposto no contexto. Observe que vem precedido de preposição: por fazerem. O fato de vir procedido de preposição nos auxlia a fazer  distinção entre o infinitivo pessoal e o futuro do subjuntivo que possui terminações idênticas. Se o verbo for precedido de preposição estará no  INFINITIVO; se precedido de CONJUNÇÃO estará no FUTURO DO SUBJUNTIVO.

  • A) errada - Ninguém (previu) com segurança (prever-Pretérito Perfeito do Indicativo- previ, previste, previu, previmos, previstes, previram)

                       As consequências (...) (poderiam trazer) para as diversas populações. ( Futuro do Pretérito do Indicativo - poderia, poderias , poderia, poderíamos, poderíeis,   poderiam)

    B) errada - O descrédito sofrido (...) (sobreveio) (sobrevir-Pretérito Perfeito do Indicativo-conjuga-se igual ao verbo vir - sobrevim,sobrevieste, sobreveio, sobreviemos, sobreviestes, sobrevieram)

    C) errada-As informações que (compuseram) o relatório ( compor - deriva do verbo pôr- Pretérito Perfeito do Indicativo - compus, compuseste, compôs, compusemos, compusestes, compuseram)

                      As informações que (continham) erros só descobertos depois de algum tempo. (Pretérito Imperfeito do Indicativo - deriva do verbo ter - continha, continhas, continha, contínhamos, contínheis, continham)

    D) errada - Os relatórios (...), sem (querer) (verbo no infinitivo), (trouxeram) (Pretérito Perfeito do Indicativo - trouxe, trouxeste, trouxe,trouxemos, trouxestes, trouxeram) conclusões pessimistas.

    E) correta

  • Comentário objetivo:

    a) Ninguém preveu PREVIU com segurança as consequências que o derretimento de geleiras poderia trazer para diversas populações.

    b) O descrédito sofrido pelo mais recente relatório sobreviu
    SOBREVEIO da descoberta de ter havido manipulação dos dados nele apresentados.

    c) As informações que comporam
    COMPUSERAM o relatório sobre Mudanças Climáticas contiam CONTINHAM erros só descobertos depois de algum tempo.

    d) Os relatórios sobre o aquecimento global, sem que se queresse
    QUISESSE, troxeram TROUXERAM conclusões pessimistas sobre a vida no planeta.

    e) Alguns cientistas de todo o mundo tiveram sua reputação abalada por fazerem previsões aleatórias, sem base científica.   
    PERFEITO! 
     

  • Fico resolvendo questões pelo celular, e ninguém em minha volta entende quando eu vibro kkkkk (quando acerto), acham que estou vendo um jogo de futebol.

ID
241576
Banca
FCC
Órgão
MPE-RS
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Voluntário

O velho gaúcho foi ajudar, no posto mais próximo do
hotel em que se hospedara, o serviço de assistência aos
desabrigados pelo temporal. Ninguém lhe dá a idade que tem,
ao vê-lo caminhar desempenado, botar colchão na cabeça,
carregar dois meninos ao mesmo tempo, inclinar-se até o
ladrilho, reassumir a postura erecta sem estalo nas juntas. Só
que não se apressa e, quando um mais afobado desanda a
correr pelo pátio ou a gritar ordens, aconselha por baixo da
bigodeira branca:
? Eh lá, não te apures que é lançante.
E se o outro não entende:
? Devagar pelas pedras, amigo!
Está sempre recomendando calma e jeito; bota a mão no
ombro do voluntário insofrido e diz-lhe, olhos nos olhos:
? Não guasqueies sem precisão nem grites sem ocasião,
homem!
O outro, surpreso, ia queimar-se, mas o rosto claro e
amical do velho o desarma. Ainda assim, pergunta:
? Mas por quê?
? Porque senão te abombachas no banhado, chê!
Como tem prática de campo e prática de cidade, prática
de enchente, de seca, de incêndio, de rodeio, de eleição, de
repressão a contrabando e prática de guerra (autobiografia
oral), propõe, de saída, a divisão dos serviços em setores bem
caracterizados:
? Pois não sabes que tropa grande se corta em mais de
um lote pra que vá mais ligeiro?
Ajuda mesmo, em vez de atrapalhar, e procura impedir
que outros atrapalhem, o que às vezes aumenta um pouco a
atrapalhação, mas tudo se resolve com bom humor. Vendo o
rapazinho imberbe que queria tomar a si o caso de uma família
inteira, que perdera tudo, afasta-o de leve, explicando:
? Isto não é cancha pra cavalo de tiro curto.
Nomeia o rapazinho seu ajudante-de-ordens, e daí a
pouco a família sente que, depois de tudo perder, achara uma
coisa nova: proteção e confiança.
Anima a uns e outros, não quer ver ninguém triste
demais da conta. Suspende no ar o garotinho que não fala nem
chora, porque ficou idiotizado de terror, puxa-lhe o queixo, dálhe
uma pancadinha no traseiro, e diz-lhe:
? Estás que nem carancho em tronqueira, piazito! Toma
lá este regalo.
O regalo é um reloginho de pulso, de carregação, que
ele saca do bolso da calça como se fosse mágico - e é capaz
de tirar outros, se aparecerem mais garotos infelizes.
[...]
(Carlos Drummond de Andrade. Prosa seleta. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, vol. único, 2003, p.570-571)

... no posto mais próximo do hotel em que se hospedara ...

O emprego da forma verbal grifada acima indica

Alternativas
Comentários
  • Pretérito Mais-que-Perfeito
    eu: hospedara
    tu: hospedaras
    ele: hospedara
    nós: hospedáramos
    vós: hospedáreis
    eles: hospedaram

    Ex.: À tarde visitou José, de manhã, visitara Maria.

    Resp. letra C : ação passada, anterior a outra, também no passado.

  • O Verbo hospedara está empregado no Pretérito mais-que-perfeito deste modo cabe lembrar que emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a outro também no passado (o passado do passado, algo que aconteceu antes de outro fato também passado).

    O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas 'simples' e 'composta', sendo que a primeira costuma aparecer em discursos mais formais e a segunda, na fala coloquial.

    • Exemplos de usos do pretérito mais-que-perfeito simples:
      • Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera.
      • "Levava comigo um retrato de Maria Cora; alcançara-o dela mesma… com uma pequena dedicatória cerimoniosa." (Machado de Assis, Relíquias de Casa)
      • Morava.. no arraial de São Gonçalo da Ponte, cuja ponte o rio levara, deixando dela somente os pilares de alvenaria." (Gustavo Barroso, O Sertão e o Mundo)
      • Te dou meu coração, quisera dar o mundo
    • Exemplos de usos do pretérito mais-que-perfeito composto:
      • Quando eu cheguei, ela já tinha saído.
      • Tinha chovido muito naquela noite.

ID
247087
Banca
FCC
Órgão
TRT - 12ª Região (SC)
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A frase em que se apresenta adequado e uniforme o tratamento pessoal e verbal é:

Alternativas
Comentários
  • o verbo vir no presente do indicativo na 1° pessoa do plural é nos vimos que é igual ao ver no pretérito perfeito do indicativo nós vimos , questão maliciosa. o pronome de tratamento deve ser tratado com 3° pessoa ( ele, ela , você)

  • Presente do Indicativo
    eu: venho
    tu: vens
    ele: vem
    nós: vimos
    vós: vindes
    eles: vêm
  • Alguém, por gentileza, conseguiria me explicar o motivo da certa ser a alternativa E???????
  • Suelem,

    os pronomes de tratamento são pronomes de terceira pessoa, portanto tudo que se referir a eles deverá estar na terceira pessoa.

    Ex: Vossa Senhoria DEVE (e não "deveis") trazer SEUS (e não "vossos") documentos CONSIGO (e não "convosco").

    Vossa Excelência TEM (e não "tendes") que se contentar com SEUS (e não "vossos") assessores.

    Espero tê-la ajudado.
  • Os pronomes de tratamento se referem à 2ª pessoa do discurso, porém sua concordãncia é feita na 3ª pessoa.
  • a) que vos digneis - não pode
    b) 
    se digneis - não pode, além do viemos.
    c) solicitar-
    vos que acolhais - não pode
    d)  solicitar
    -vos e remetais - não pode, além do Vêm
     
  •  Boa questão!

    Vamos lá:

    a) Vimos, por este intermédio, solicitar a Vossa Senhoria que vos digneis a acolher e enviar ao Juiz da 4a Vara os autos do processo em tela.

    Erro - Vos digneis;
    Correto - se digne;


    b) Viemos, por este intermédio, solicitar que Vossa Excelência se digneis a acolher o parecer do processo em tela e enviá-lo ao Juiz da 4a Vara.

    Erro - Se digneis;
    Correto - se digne;


    c) Vimos, por este instrumento, solicitar-vos que acolhais o parecer que dispomos sobre o processo, e encaminhá-lo ao Juiz da 4a Vara.

    Erro - Que acolhais;
    Correto - Que acolha;


    d) Vêm aqui, por este recurso, solicitar-vos os interessados que Vossa Excelência remetais o parecer do processo em tela ao Juiz da 4a Vara.

    Erro - Vários;

    e) Vimos, por este dispositivo, solicitar que Vossa Senhoria acolha e encaminhe ao Juiz da 4a Vara os autos do referido processo.

    CORRETA!

    Verbo vir - Presente do Indicativo - Nós Vimos.
     

  •  Vimos é presente do verbo vir, enquanto viemos é passado do mesmo verbo.

    Presente do Indicativo                                                         Pretérito Perfeito do Indicativo
    Eu venho                                                                                Eu vim
    Nós vimos                                                                             Nós viemos

    Atenção: Vimos também é o passado do verbo ver:
    Presente do Indicativo                                                         Pretérito Perfeito do Indicativo
    Eu vejo                                                                                    Eu vi
    Nós vemos                                                                            Nós vimos
  • Dentre as alternativas a opção E está de acordo com a normal culta mas fere os preceitos do manual de redação oficial, já que, apesar de costumeiro, não se deve iniciar documentos do padrão ofícios com esse tipo de abordagem:

    "– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empregue a forma direta;"

    dizer que é por "este intermédio", "este recurso", "este instrumento", é totalmente óbvio (afinal é o próprio meio de comunicação em), caracteriza-se, então, falta de concisão e economia preconizados pelo manual.
     
    apesar de correto, consiste um absurdo apresentar uma proposição como essa, reproduzindo esse costume horrível no serviço público




     

  • se isso for uma simples prova de português então a alternativa CORRETA é a "E"

    mas ... se for uma prova de REDAÇÃO OFICIAL, pelamordeus!!!
    nunca se poderia começar qualquer documento oficial dessa maneira...
  • Gabarito: E
    O verbo "vimos" está corretamente empregado no presente do indicativo, o pronome "Vossa Senhoria" é o tratamento cerimonioso dirigido a qualquer cidadão ou a ocupante de cargo que não seja de altas autoridades, por isso está correto. Os verbos "acolha" e "encaminhe" estão corretamente empregados na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo.
    Sucesso a todos!!!
  • GABARITO: E, de escola! :)

    Relembrando: o pronome de tratamento exige que os verbos e outros pronomes que se referem a ele estejam na 3ª pessoa do discurso. Só há isso na letra E. Ponto.
  • os pronomes de tratamento são pronomes de terceira pessoa, portanto tudo que se referir a eles deverá estar na terceira pessoa.

    Ex: Vossa Senhoria DEVE (e não "deveis") trazer SEUS (e não "vossos") documentos CONSIGO (e não "convosco").

    Vossa Excelência TEM (e não "tendes") que se contentar com SEUS (e não "vossos") assessores.
     

  • os pronomes de tratamento são pronomes de SEGUNDA pessoa, MAS, PORÉM, TODAVIA, ENTRETANTO, os verbos e demais pronomes deverão estar na terceira pessoa.************************

  • GABARITO E

     

    Lembrem-se, sempre usar sem muita formalidade, sempre na 3ª pessoa. Troque o pronome pessoal por um nome próprio pra conseguir ver como ficará e marque sem medo. ;)


ID
253396
Banca
FCC
Órgão
TRF - 1ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A força da fé

Não importa quais são os rituais, nem mesmo a quem
são dirigidas as orações. Embora não haja consenso científico
sobre o assunto, vários estudos revelam que a prática religiosa
ajuda as pessoas a atingirem níveis mais altos de tranqüilidade.
Provavelmente, há outros mecanismos a serem levados em
conta, além da fé. Mas, em si mesmo, o exercício da
espiritualidade traz atitudes e posturas benéficas, como
mostram depoimentos de líderes religiosos. Todos eles
recomendam meios de chegar ao equilíbrio. Um dos principais
recursos é a meditação.
Recentemente, o Centro de Espiritualidade e da Mente
da Universidade da Pensilvânia divulgou uma pesquisa que
comparou a atividade cerebral durante a meditação de budistas
tibetanos e monges franciscanos. Nos dois grupos, intensificouse
a ação dos neurotransmissores que proporcionam a
sensação de bem-estar e disposição de ânimo. O Centro inclui
a meditação no tratamento de pacientes com doenças graves e
dores crônicas.
Além de levar as pessoas ao exercício da meditação, a
fé estimula-as a se envolverem em projetos comunitários,
reforça a auto-estima, induz ao relaxamento, ajuda a refrear
excessos. São, todos esses, fatores que podem remover
montanhas de remédios antidepressivos.

(Adaptado de Suzane Frutuoso. Revista Época, 15/03/2007)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Qualquer prática religiosa a que se DEDICAM os fiéis costuma inspirar a necessidade de meditação. 
    b) É justo que se ATRIBUA às práticas religiosas o benefício do estreitamento dos laços comunitários.
    c) Não se deve deduzir que BENEFICIAM apenas a quem tem fé os momentos devotados à meditação.
    d) A qualquer um TRAZEM prejuízo as altas dosagens de remédios antidepressivos.
    e) Mesmo que não CUTIVEM determinada fé religiosa, os que se entregam à prática da meditação elevam-se espiritualmente.
  • Fui seca responder e não me atentei que o enunciado pedia " forma singular", tendo em vista que a FCC sempre pede no plural afeeee... errando aqui, acertando na prova!!! :/
  •            Busco sempre colocar em ordem direta as frases,pois a banca,propositalmente,inverte os períodos para nos confundir.
    Aí fica difícil a interpretação...acabei de ver uma questão de "singular" e "plural" ,aparentemente fácil, ser classificada como média!
    Olho
    VIVO galera,não podemos dar mole.

    Bons estudos!

ID
316399
Banca
FCC
Órgão
TRE-RN
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 4 referem-se ao texto abaixo.

                         Rio Grande do Norte: a esquina do continente

Os portugueses tentaram iniciar a colonização em 1535, mas os índios potiguares resistiram e os franceses invadiram. A ocupação portuguesa só se efetivou no final do século, com a fundação do Forte dos Reis Magos e da Vila de Natal. O clima pouco favorável ao cultivo da cana levou a atividade econômica para a pecuária. O Estado tornou-se centro de criação de gado para abastecer os Estados vizinhos e começou a ganhar importância a extração do sal – hoje, o Rio Grande do Norte responde por 95% de todo o sal extraído no país. O petróleo é outra fonte de recursos: é o maior produtor nacional de petróleo em terra e o segundo no mar. Os 410 quilômetros de praias garantem um lugar especial para o turismo na economia estadual.
O litoral oriental compõe o Polo Costa das Dunas − com belas praias, falésias, dunas e o maior cajueiro do mundo –, do qual faz parte a capital, Natal. O Polo Costa Branca, no oeste do Estado, é caracterizado pelo contraste: de um lado, a caatinga; do outro, o mar, com dunas, falésias e quilômetros de praias praticamente desertas. A região é grande produtora de sal, petróleo e frutas; abriga sítios arqueológicos e até um vulcão extinto, o Pico do Cabugi, em Angicos. Mossoró é a segunda cidade mais importante. Além da rica história, é conhecida por suas águas termais, pelo artesanato reunido no mercado São João e pelas salinas.
Caicó, Currais Novos e Açari compõem o chamado Polo do Seridó, dominado pela caatinga e com sítios arqueológicos importantes, serras majestosas e cavernas misteriosas. Em Caicó há vários açudes e formações rochosas naturais que desafiam a imaginação do homem. O turismo de aventura encontra seu espaço no Polo Serrano, cujo clima ameno e geografia formada por montanhas e grutas atraem os adeptos do ecoturismo.
Outro polo atraente é Agreste/Trairi, com sua sucessão de serras, rochas e lajedos nos 13 municípios que compõem a região. Em Santa Cruz, a subida ao Monte Carmelo desvenda toda a beleza do sertão potiguar – em breve, o local vai abrigar um complexo voltado principalmente para o turismo religioso. A vaquejada e o Arraiá do Lampião são as grandes atrações de Tangará, que oferece ainda um belíssimo panorama no Açude do Trairi. (Nordeste. 30/10/2010, Encarte no jornal O Estado de S. Paulo). 

Com a substituição dos segmentos grifados pela expressão entre parênteses ao final da transcrição, o verbo que deverá ser colocado no plural está em:

Alternativas
Comentários
  • Em todas as orações de A até D o núcleo do sujeito, mesmo com as substituições, permanece no singular. A única opção que o núcleo vai para o plural é na letra E. Ficando assim:   ... e começaram a ganhar importância os recursos obtidos com a extração do sal.

    Espero ter ajudado.. 
    Bons estudos
  • Núcleo do sujeito das expressões substitutivas:

    a) região
    b) ocupação
    c)região
    d) turismo
    e) recursos

    Portanto, o único que o verbo deverá ir para o plural é a letra E.
  • Não deixe de ler todas as alternativas :/


ID
325798
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG-TELECOM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a alternativa que apresenta INCORREÇÃO.

Alternativas
Comentários
  • Gostaria de saber por que esta questão está indicada no assunto "Pontuação". Acredito que o erro da letra C esteja relacionado com a flexão verbal de "rever", sendo a flexão correta "revirem", 3ª pessoa / futuro / subjuntivo. Há algum erro na pontuação também?
  • Olá Monica. Concordo, acho que a questão está mal classificada mesmo. 
  • LETRA C - O verbo "rever" é derivado do verbo "ver":

    FUTURO DO SUBJUNTIVO    
                                         
     - VER -                                          - REVER -
    Qdo eu vir                                      Qdo eu revir
    Qdo tu vires                                   Qdo tu revires
    Qdo ele vir                                     Qdo ele revir
    Qdo nós virmos                            Qdo nós revirmos 
    Qdo vós virdes                              Qdo vós revirdes
    Qdo eles virem                              Qdo eles revirem

    corrigindo:  c) Quando revirem as filmagens do evento...
  • Há um erro de PONTUAÇÃO na letra A no quesito uso de vírgula:

    Sem que pesem as opiniões divergentes, as condições de trabalho, naquele local, são não apenas penosas e insalubres, mas sub-humanas.

    Regra: usamos a vírgula para intercalar adjuntos adverbiais.
  • Também marquei a letra A por causa do erro de vírgula. Questão mal formulada.
  • Questão correta, mesmo sendo da FUMARC, dessa vez não contém erros - Gabarito letra (C)
    Quanto ao erro de pontuação indicado pelos colegas, com todo respeito que é devido, entendo que as vírgulas não são obrigatórias, mas sim facultativas, colocando-as dará mais ênfase ao que se quer dizer, no caso de texto, "naquele local".

    Bons estudos!
  • Eu fui na primeira por causa da sequência "são não", mesmo sabendo que era uma pegadinha pra pegar bobo... T_T

    Agora, o verbo na 3ª pessoa do plural "REVEREM" é muito utilizado no dia-a-dia. O real erro, na minha opinião está ai.

  • Em que pesem as opiniões divergentes, as condições de trabalho naquele local são não apenas penosas e insalubres, mas sub-humanas.

    A ausêcia da vírgula na Questão A, entre a locução adverbial é correta, pois a gramatica do Cegala diz que no caso de deslocamente de adverbios e locuções adverbiais ou marcar-se por entre vírgulas ou uso de  nenhuma, isso para os casos de deslocamento das classes quando forem palavras menos estensas, caso trata-se de expressões mais longas, a gramática indica o uso da vírgula para demarcar o deslocamento. 

  • Em A não há desvios gramaticais. A palavra "sub-humanas" está devidamente grafada, pois usa-se hífen diante de h.

     

    em B não há erros gramaticais. A palavra "contracheques" foi devidamente grafada, pois só se usa hífen com o prefixo contra- se ele vier seguido de h ou a.

     

    Resposta correta: Em C, a forma "reverem" está inadequada, pois há conector e, portanto, o correto seria "revirem", condizente
    com o futuro do subjuntivo do verbo rever.

     

    Em D, não há desvios gramaticais, a mesóclise, junto ao verbo realizar, é facultativa.

     

    Em E, não há desvios em relação à norma culta.

  • Quando desconfiar de um modo verbal--> trocar por "fazer"

    Quando reverem as filmagens do evento...

    Quando fazerem as filmagens do evento... (não faz sentido), logo --> Quando fizerem as imagens... (faz mais sentido, tendo como correspondente revirem ao invés de reverem

  • Gabarito C

    O futuro de “rever” é escrito com “i” também é um verbo derivado do verbo “ver”

     

    Correto: Quando revIREM as filmagens do evento, os peritos dar-se-ão conta, seguramente, de que houve uma falha no equipamento.

     

            Passado – Presente – Futuro

    VER    VIMOS                      VIR

     

    VIR     VIEMOS      VIMOS 


ID
326413
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG-TELECOM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A flexão do verbo sublinhado está CORRETA em:

Alternativas
Comentários
  • A -  Os preços se manteram  (MANTIVERAM) nesse patamar durante todo o semestre. B -  Se os professores não reporem (REPUSEREM)as aulas perdidas em decorrência da greve, serão penalizados. C -  Se a autoridade monetária não tivesse intervindo, a situação do câmbio estaria pior. Correta. Lembrando que o particípio e o gerúndio do verbo vir importam na mesma forma . vindo. Esta regra aplica-se aos verbos derivados.Ex: intervir, provir, convir etc. D -  Os dois poderiam viajar somente se reavessem ( REOUVESSEM) os documentos até o final da semana.
  • Só tirando uma dúvida a respeito da correção do João Felipe aqui acima. A letra A realmente está errada mas o correto não seriam MANTIVESSEM?

    Já que manter é derivado de ter e a conjugação desse verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo seriam assim:

    SE EU TIVESSE
    SE EU TIVESSES
    SE ELE TIVESSE
    SE NÓS TIVÉSSEMOS
    SE VÓS TIVÉSSEIS
    SE ELES TIVESSEM

    O que acham?

  • Dica: TER e derivados, com conector, apresentam como base TIVE.


ID
333436
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da
manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam pelos
barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de
cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre
os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia,
impediam que se prolongasse o horário das viagens.
Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-
se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão com
toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça
apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por não poderem
acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente,
com feijão frio, feito de véspera.
De qualquer modo, era esse alimento tido em grande
conta nas expedições, passando por extremamente substancial
e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem
dúvida, da grande abundância de feijão nos povoados, durante
as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao
Cuiabá e a Mato Grosso.


(Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São
Paulo, Brasiliense, 2000, pp.105-6)

O verbo corretamente empregado e flexionado está grifado em:

Alternativas
Comentários
  • Erros das questões

    - Antevissem

    B - Alternativa correta

    C- sortisse. Atenção!!!!!!!!!! Já vi em algumas questões da FCC a colocação do verbo surtir no local do verbo sortir.

    Verbo surtir = Ter por consequência; originar, produzir
    Verbo sortir = Abastecer

    D-  Maldissessem

    E- sobrepuseram
  • questão repetida, identica à Q111253
  • CLARO QUE A QUESTÃO É IGUAL, AS PROVAS DE PORTUGUÊS PARA ANALISTAS (ADM, JUDICIARIO, MEDICINA) SÃO IGUAIS 
  • d - maldigam...

  • SERIA FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO "CASO NÃO SE SURTIRIA..."


ID
333766
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos


A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da
manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam pelos
barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de
cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre
os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia,
impediam que se prolongasse o horário das viagens.
Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-
se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão com
toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça
apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por não poderem
acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente,
com feijão frio, feito de véspera.
De qualquer modo, era esse alimento tido em grande
conta nas expedições, passando por extremamente substancial
e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem
dúvida, da grande abundância de feijão nos povoados, durante
as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao
Cuiabá e a Mato Grosso.
(Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São
Paulo, Brasiliense, 2000, pp.105-6)

O verbo corretamente empregado e flexionado está grifado em:

Alternativas
Comentários
  • A) ANTEVER conjuga-se como o verbo ver: antevisse, antevisses, antevisse, antevíssemos, antevísseis,antevissem;

    B) Tem um pega: 
    O que quer que os compelisse:  O "os" é objeto de compelir então "compelir" se flexiona no singular com em "O menino os compeliu". A impressão que dá é que essa questão está errada e se corrigiria assim:  O que quer que os compelissem;

    C) O verbo SURTIR está erradamente empregado. Surtir tem significado de obter resultado, produzir. O verbo que corretamente se adequaria a frase é suprir. Caso não se suprisse (...);

    D) MALDIZER: conjuga-se como o verbo dizer: maldissesse, maldissesses, maldissesse, maldisséssemos, maldissésseis, maldissessem.

    E) SOBREPOR: conjuga-se como o verbo pôr: sobrepusera, sobrepuseras, sobrepusera, sobrepusêramos, sobrepuséreis, sobrepuseram.

  • c) Caso não se surtisse com os mantimentos necessários para o longo percurso, o viajante corria o risco de literalmente morrer de fome antes de chegar ao destino. (ERRADA)
    Segundo o dicionário Michaelis
    sortir
    (lat sortire) vtd e vpr 1 Abastecer(-se), prover(-se): Sortir a despensa. Precisa você sortir-se de paciência. vtd 2 Variar, alternar, mesclar: Só um gênero de leitura não é recomendável; convém sorti-la um pouco. Conjug, pres indic: surto, surtes, surte; sortimos, sortis, surtem. Pretérito imperfeito: sortia, sortias, sortia; sortíamos, sortíeis, sortiam.
    surtir
    (surto+ir) vtd 1 Dar origem a; ter como resultado; terminar por: O plano surtiu efeito. vti e vint 2 Ter bom ou mau êxito: Ao partido não surtiu a campanha. Surtiu mal a conspirata. vti e vint 3 Emergir, sair, surdir: Das águas mansas do rio surtiu a cabeça de um jacaré. Surtem rolos de fumaça pela chaminé. O vulcão estava em erupção; a lava surtia.

    Obs.: O comentário da colega acima foi muito bem feito, entretanto acredito que o verbo sortir se encaixe melhor segundo o contexto da frase. A banca trocou o verbo sortir por surtir justamente pela semelhança para que o candidato não percebesse na hora da prova.
    Conceito de parônimos: palavras de sentidos diferentes, mas semelhantes na escrita. Ex.: sortir (abastecer) e surtir (originar).

ID
354928
Banca
FADESP
Órgão
Prefeitura de Juruti - PA
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Pronomes de tratamento como “Vossa Excelência”, “Vossa Magnificência”, “Vossa Senhoria”, de uso frequente na redação oficial, exigem que o verbo fique na

Alternativas
Comentários
  • Gab.: A, mas acho que está equivocado.

  • Segundo o próprio texto da redação oficial:

    "Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: "Vossa Senhoria nomeará o substituto"; "Vossa Excelência conhece o assunto".

            Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa: "Vossa Senhoria nomeará seu substituto" (e não "Vossa ... vosso..."

  • Questão um tanto confusa.

  • Nao seria 3ª pessoa do singular?

  • Este gabarito só pode estar errado... não tem como ser letra A.


ID
375784
Banca
CETAP
Órgão
AL-RR
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Jovial

            Só em teoria podemos falar no sentido “verdadeiro” das palavras. Na prática, um vocábulo terá o significado que os falantes de uma determinada época atribuírem a ele- é simples e trágico assim. Vejam o que vem acontecendo com jovial, que significava precisamente “alegre, folgazão, divertido, espirituoso”. Derivado de Júpiter (ou Jovis), (o mesmo Zeus dos gregos), este adjetivo entrou na língua por meio das duas irmãs, a Astrologia e a Astronomia, que eram muito mais próximas na Antiguidade Clássica do que hoje. Os astrônomos romanos só conheciam, além da Terra, os cinco planetas observáveis a olho nu, todos batizados com nomes do panteão divino: Júpiter, Mercúrio, Marte, Vênus e Saturno. Ao que parece, o batismo desses planetas seguiu mais ou menos um critério de comparação de sua aparência e de seu comportamento com as características de cada divindade. Mercúrio ganhou o nome do veloz mensageiro dos deuses por causa da rapidez com que se move; Júpiter recebeu o nome do deus supremo do Olimpo por seu brilho intenso e por sua trajetória peculiar, mais lenta e majestosa que a dos planetas mais próximos. E assim por diante.
            Para os romanos, as pessoas nascidas sob a influência de um planeta deveriam apresentar as características do deus correspondente. Júpiter era visto como uma divindade feliz, exuberante, alegre- daí o adjetivo jovialis, do Latim Tardio, pai de nosso jovial e avô de jovialidade e jovializar. Apreciem, prezados leitores, a clareza do bom Morais, cujo dicionário é de 1813: “Jovial- amigo de rir, e fazer rir”! E o Machado, então? O exemplo que trago, do conto Uma Noite, fala mais que qualquer dicionário: “Isidoro não se podia dizer triste, mas estava longe de ser jovial”.
            Este vocábulo e seus descendentes nada têm a ver com jovem e juventude, que vêm de família completamente diferente; no entanto, a grande semelhança entre os dois radicais (e o desconhecimento da origem mitológica de jovial) está fazendo muita gente usar um pelo outro. Todo santo dia, deparo com artigos que falam de pele jovial, roupa jovial, corte de cabelo mais jovial, onde há uma clara referência a jovem. Evolução? Não acho; a perda de uma diferença na língua sempre será um momento de luto, porque nos empobrece.

                                                                                                                        (MORENO, Claúdio. O Prazer das Palavras. p. 74)


Leia o excerto e assinale a alternativa CORRETA:

“Este vocábulo e seus descendentes nada têm a ver com jovem e juventude, que vêm de família completamente diferente;”.

Alternativas
Comentários
  • Este vocábulo e seus descendentes nada têm a ver com jovem e juventude, que vêm de família completamente diferente;”.

     

    c) As formas verbais estão acentuadas pela pluralização do sujeito.

     

  • Nossa...  são tantos erros de banca que até cansa!
    B e C estão ambas corretas.

  • Elcio Thenorio, a alternativa B está incorreta.

    A palavra família é uma paroxítona terminada em ditongo crescente.

    Analise a divisão silábica: fa-mí-lia.

  • A) Errada - Jovem e juventude são antecedentes do "que" Gab C
  • Letra B está correta por ser a famosa "FALSA PROPAROXÍTONA".

    GABARITO C, com ressalvas ao B

  • tendi foi é nada.

  • NAO SE TRATA DE PLURALIZAÇÃO DO SUJEITO E SIM DO FATO DE SEREM SUJEITOS COMPOSTOS ( ACREDITO EU) mas marquei mesmo assim ( a mais correta)

  • GAB C

    Estes vocábulos e seus descendentes (sujeito) TÊM.


ID
423067
Banca
FCC
Órgão
INFRAERO
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito d.

    A) ERRADA  o verbo deverá flexionar-se no plural, pois entende-se que o sujeito está elíptico, pois o verbo se refere-se "às normas de contratação da consultoria, visto que "elas se disporão de acordo com termo..."

    B) ERRADA - o verbo deverá se flexionar no plural "reformulações de ordem técnica e administrativa impor-se-ão para o ingresso";

    c) ERRADA - o verbo deverá se flexionar no plural "as recentes providências para a contratação de um serviço de consultoria convergirão para o ingresso..";

    D) CERTA - o verbo deverá se flexionar no singular, pois o sujeito é ORACIONAL "Isso cabe aos licitantes vencedores", isso o que? valer-se dos nove meses que têm de prazo para concluir os trabalhos.

    E) ERRADA - o verbo deverá se flexionar no plural  " A orientação é a de que os trabalhos dos consultores contratados se submetessem aos BNDES".


ID
423733
Banca
FCC
Órgão
INFRAERO
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Reorganização da INFRAERO

O presidente da INFRAERO assegurou que não haverá privatização da estatal. O comunicado foi feito durante entrevista sobre a contratação de empresa para estudar a reestruturação da INFRAERO, cuja gestão essa providência permitirá aperfeiçoar. Caberá ao BNDES coordenar os trabalhos dos consultores contratados e submetê-los à apreciação dos conselheiros. ]

“Tudo o que pode ser feito para melhorar a empresa, viabilizando sua entrada no mercado de capitais, já foi aprovado no conselho de administração da INFRAERO", explicou o presidente. E acrescentou: “O trabalho do BNDES vai ajudá-la a se preparar ainda mais para avançar nos mercados nacional e internacional".

O presidente do BNDES também se pronunciou: “O que nós queremos é fortalecer a capacidade de investimento e de desenvolvimento do sistema aeroportuário brasileiro." Segundo ele, isso só poderá ser feito de maneira articulada com a principal empresa de infraestrutura portuária.

A contratação da consultoria está prevista em um termo de cooperação técnica firmado entre o Ministério da Defesa e o BNDES. Será concedido, aos licitantes vencedores, o prazo de nove meses para a conclusão dos estudos.

(Adaptado de matéria divulgada em março/2009 no site www.infraero.gov.br)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • letra d. 

    (A) Quanto às normas de contratação da consultoria, dispuseram-se de acordo com um termo de cooperação técnica já firmado. - Emprego no plural, levando-se em consideração que o sujeito do verbo dispor está implícito e indicado pela expressão antecedente normas de contratação da consultoria, com núcleo no substantivo normas.

    (B) Impuseram-se, para,o ingresso da empresa no mercado de capitais, reformulações de ordem técnica e administrativa, -Emprego de verbo em oração de voz passiva pronominal em concordância com o sujeito reformulações de ordem técnica e administrativa, com núcleo em reformulações, e consequentemente, no plural. 

    (C) Convergiram para o ingresso da INFRAERO no mercado de capitais as recentes providências para a contratação de um serviço de consultoria.  _ Emprego de verbo em plural, de modo a que se providencia sua correta concordância com o sujeito-->  as recentes providências para a contratação de um serviço de consultoria, cujo núcleo está indicado por providências.

    (D) Cabe aos licitantes vencedores valer-se dos nove meses que têm de prazo para concluir os estudos. - Emprego de verbo em singular, considerando-se que seu sujeito está indicado pela oração (SUJEITO ORACIONAL) valer-se dos nove meses.

    Como sabemos, verbos cujos sujeitos são oracionais obrigam-se a permanecer no singular. Esta é a resposta da questão.

    (E) A orientação é a de que se submetam ao BNDES, na condição de órgão coordenador, os trabalhos dos consultores contratados. - Emprego de verbo em plural, numa oração de voz passiva pronominal, cujo sujeito está indicado por os trabalhos dos consultores contratados, com núcleo no substantivo trabalhos.

    Gabarito oficial definitivo

    PROFESSOR DÉCIO SENA DO LIVRO "PROVAS COMENTADAS FCC" -ED 2010


ID
446338
Banca
MPE-MS
Órgão
MPE-MS
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção incorreta quanto à flexão verbal:

Alternativas
Comentários
  • O verbo intervir deriva do verbo vir, que conjugado no Pretérito Perfeito do Indicativo fica assim:

    vim/ vieste/ veio/ viemos/ viestes/ vieram 

    acrescendo o prefixo inter :

    intervieram
  • ACREDITO QUE QUANDO O SUJEITO FOR IDÊNTICO AO DA ORAÇÃO PRINCIPAL, O INFINITIVO PODE, OU NÃO, VARIAR.
    POE ISSO É QUE A ACERTIVA "E" NÃO ESTÁ ERRADA.
    JÁ NA LETRA "A" A CONJUGAÇÃO CORRETA É INTERVIERAM. BASTA CONJUGAR O VERBO VIR PARA CONFIRMAR:
    EU VIM
    TU VIESTE
    ELE VEIO
    NÓS VIEMOS
    VÓS VIESTES
    ELES VIERAM ( E NÃO VIRAM)
    VALEW!

    PORTANTO GABARITO ACERTIVA "A" (ESTA ERRADA)
  • Dicas de Português

    Intervir = "inter-" +  "vir".

    Não é difícil perceber que se trata de uma palavra prefixada, ou seja, nasceu da adição do prefixo "inter-" ao verbo "vir". Assim, resta-nos seguir, passo a passo, a conjugação do verbo "vir". O equívoco mais frequente é seguir a conjugação do verbo "ver" (como ocorreu na letra "a"), que não tem nada a ver com a história.

    Assim, no presente do indicativo, temos o seguinte: eu venho/ eu intervenho, ele vem/ ele intervém, nós vimos/ nós intervimos, eles vêm/ eles intervêm. 

    No passado (pretérito perfeito), temos o seguinte: eu vim/ eu intervim, ele veio/ ele interveio, nós viemos/ nós interviemos, eles vieram/ eles intervieram.

    Para não errar, basta conjugar o verbo "vir", que é a sua base. No modo subjuntivo, encontramos formas como "se eu viesse"/ "se eu interviesse", "quando ele vier"/ "quando ele intervier" etc.

    Resumindo:

    "Intervir" é derivado de "vir"

    O verbo "intervir", como "provir" e "advir", deriva do verbo "vir". Dessa maneira, fica fácil deduzir que se conjuga exatamente como o verbo de origem, mantendo seu comportamento irregular.

    Se dizemos que alguém veio, também devemos dizer que alguém interveio. É simples: basta conjugar primeiro o verbo “vir” (não “ver”) e, em seguida, acrescentar o prefixo “inter-”. Assim: ele veio/ ele interveio; se ele viesse/ se ele interviesse; se ele vier/ se ele

    Tentativa de memorização: INTER vir, PROvir, ADvir  (tá tudo juntinho de "vir", então só pode "vir" do verbo "vir"  e não ver (Não entendeu? então deixa prá Alá!)
  • Alguém mais se habilita a esclarecer a dúvida levantada pelo colega Pedro?

    Quando flexionar o infinitivo?
  • No caso em questão, o infinitivo é impessoal (ou não-flexionado), pois o verbo "participar" refere-se ao mesmo sujeito que o verbo "deslocar".

     O infinitivo será pessoal (ou flexionado), entre outros casos, quando os sujeitos dos verbos forem diferentes.

    Por exemplo:
    Eu vi os convidados chegarem para a festa.

    Sujeito1: eu
    Sujeito2: os convidados

    verbo infinitivo flexionado: chegarem.
  • sobre a letra c:

    Verbo Reaver...

    Pretérito Perfeito do Indicativo:  ele reouve

ID
570037
Banca
FCC
Órgão
BACEN
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                   O segredo da acumulação primitiva neoliberal         

          Numa coluna publicada na Folha de São Paulo, o jornalista Elio Gaspari evocava o drama recente de um navio de crianças escravas errando ao largo da costa do Benin. Ao ler o texto – que era inspirado , o navio tornava-se uma metáfora de toda a África subsaariana: ilha à deriva, mistura de leprosário com campo de extermínio e reserva de mão-de-obra para migrações desesperadas.

           Elio Gaspari propunha um termo para designar esse povo móvel e desesperado: “os cidadãos descartáveis”. “Massas de homens e mulheres são arrancados de seus meios de subsistência e jogados no mercado de trabalho como proletários livres, desprotegidos e sem direitos.” São palavras de Marx, quando ele descreve a “acumulação primitiva”, ou seja, o processo que, no século XVI, criou as condições necessárias ao surgimento do capitalismo.

          Para que ganhássemos nosso mundo moderno, foi necessário, por exemplo, que os servos feudais fossem, à força, expropriados do pedacinho de terra que podiam cultivar para sustentar-se. Massas inteiras se encontraram, assim, paradoxalmente livres da servidão, mas obrigadas a vender seu trabalho para sobreviver

          Quatro ou cinco séculos mais tarde, essa violência não deveria ter acabado? Ao que parece, o século XX pediu uma espécie de segunda rodada, um ajuste: a criação de sujeitos descartáveis globais para um capitalismo enfim global.

          Simples continuação ou repetição? Talvez haja uma diferença – pequena, mas substancial – entre as massas do século XVI e os migrantes da globalização: as primeiras foram arrancadas de seus meios de subsistência, os segundos são expropriados de seu lugar pela violência da fome, por exemplo, mas quase sempre eles recebem em troca um devaneio. O protótipo poderia ser o prospecto que, um século atrás, seduzia os emigrantes europeus: sonhos de posse, de bem-estar e de ascensão social.

          As condições para que o capitalismo invente sua versão neoliberal são subjetivas. A expropriação que torna essa passagem possível é psicológica: necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência, mas de nossa comunidade restrita, familiar e social, para sermos lançados numa procura infinita de status (e, hipoteticamente, de bem-estar) definido pelo acesso a bens e serviços. Arrancados de nós mesmos, deveremos querer ardentemente ser algo além do que somos.

          Depois da liberdade de vender nossa força de trabalho, a “acumulação primitiva” do  neoliberalismo nos oferece a liberdade de mudar e subir na vida, ou seja, de cultivar visões, sonhos e devaneios de aventura e sucesso. E, desde o prospecto do emigrante, a oferta vem se aprimorando. A partir dos anos 60, a televisão forneceu os sonhos para que o campo não só
devesse, mas quisesse, ir para a cidade.

          O requisito para que a máquina neoliberal funcione é mais refinado do que a venda dos mesmos sabonetes ou filmes para todos. Trata-se de alimentar um sonho infinito de perfectibilidade
e, portanto, uma insatisfação radical. Não é pouca coisa: é necessário promover e vender objetos e serviços por eles serem indispensáveis para alcançarmos nossos ideais de status, de bem-estar e de felicidade, mas, ao mesmo tempo, é preciso que toda satisfação conclusiva permaneça impossível.

          Para fomentar o sujeito neoliberal, o que importa não é lhe vender mais uma roupa, uma cortina ou uma lipoaspiração; é alimentar nele sonhos de elegância perfeita, casa perfeita e corpo perfeito. Pois esses sonhos perpetuam o sentimento de nossa inadequação e garantem, assim, que ele seja parte inalterável, definidora, da personalidade contemporânea.

          Melhor deixar como está. No entanto, a coisa não fica bem. Do meu pequeno observatório psicanalítico, parece que o permanente sentimento de inadequação faz do sujeito neoliberal
uma espécie de sonhador descartável, que corre atrás da miragem de sua felicidade como um trem descontrolado, sem condutor, acelerando progressivamente por inércia – até que os
trilhos não agüentem mais.

(Contardo Calligaris, Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2002)


Estão corretamente flexionadas e articuladas as formas verbais da frase:

Alternativas
Comentários
  • letra D é a correta.

    Letra A.  SOBREVIERAM.

    Letra B. CONVIERAM.

    Letra C. SE ALGUM COLEGA PUDER AJUDAR, AGRADEÇO.

  • Complementando:

    a) destitui

    c) extinga; houvesse

    d) adviriam (futuro do pretérito - suponha ser esta a resposta com base no verbo ESTAR que também possui esta conjugação)

    Assim a letra E realmente está certa.

    Aguardo qualquer complemento ou correção.
  • A) Para que não sobreviesse maior violência, seria preciso interferir nesse processo de acumulação, que a tantos destitui das mínimas condições de sobrevivência.

    B) O autor do texto e seu colega Elio Gaspari convieram em que os “cidadãos descartáveis” constituíam (constituem) o efeito vivo do funcionamento da máquina liberal.

    C) Para que se extinga essa expropriação histórica, far-se-ia (faz-se) necessário que houvesse (haja) pleno controle do processo de acumulação.

    D) Os sonhos que adviessem (advierem) da contínua sedução que sobre nós exerce a máquina neoliberal estariam (estarão) condenados à insatisfação.

    E) CORRETA

    Esse é o meu ver sobre a questão. A letra C pediu um estudo à parte, e é por isso que comentar vale a pena demais. Então, vamo comentar aê, galera!
  • Por não terem podido resistir à expropriação de seus pedacinhos de terra, os servos feudais não contiveram um processo que só fez crescer ao longo dos séculos.

    INDICATIVO
      Pretérito perfeito  
        eu contive    
        tu contiveste    
        ele/ela conteve    
        nós contivemos    
        vós contivestes    
        eles/elas contiveram
           
    VERBO: PODER
    Gerúndio: 
    podendo
    Particípio passado: podido
  • A - Sobreviesse - destitui

    B - convieram

    C - faz - se

    D - advierem

    E - gab


ID
612247
Banca
TJ-SC
Órgão
TJ-SC
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas dos períodos a seguir. Não se _______________mais papeis jogados no chão da escola. As crianças agora ___________ com jogos e brincadeiras que lhes ensinam comportamentos de cidadãos.

Alternativas
Comentários
  • Não se viam mais papeis jogados no chão da escola. (pretérito imperfeito do indicativo)

    As crianças agora se entretêm com jogos e brincadeiras que lhes ensinam comportamentos de cidadãos. ( presente do indicativo)
  • GABARITO: LETRA “E’

    Por eliminação é possível responder com mais segurança à questão:

    Assinale a alternativa que completacorretamente as lacunas dos períodos a seguir. Não se _____VIAM__________mais papeis jogados no chão da escola. As crianças agora ___SE_ENTRETÊM_______ com jogos e brincadeiras que lhes ensinam comportamentos de cidadãos.

    a) via – se entertem
    b) viam – se entreteram
    c) – se enterteem
    d) veria – se entertêm
    e) viam – se entretêm


    Entreter:
    en.tre.ter: (entre2+ter) vtd   1   Demorar (alguém), deter com promessas, esperanças etc. vtd e vpr 2 Divertir(-se) em alguma recreação. vpr 3 Demorar-se ou deter-se em algum lugar. vtd4 Aliviar, mitigar, suavizar. vtd 5 Embalar, iludir. Conjuga-se como ter.

    Fonte: michaelis.
  • e-

    Não se viam mais papeis - papeis nao eram mais vistos. EM voz passiva analitica e sintetica verbo concorda com sujeito. 

    Enterter - no plural é entretêm, assim como conter, que no plural é contêm

  • VIAM, SE ENTRETÊM.

  • Verbo ver é VTD +SE = voz passiva sintética, logo concorda com o sujeito.


ID
612286
Banca
TJ-SC
Órgão
TJ-SC
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a alternativa em que o verbo em negrito está flexionado de modo INCORRETO.

Alternativas
Comentários
  • Para mim a alternativa c também apresenta erro,pois consoante ao novo acordo ortográfico os verbos crer,dar,ler e ver quando em sua forma plural perde o acento circunflexo e dobra a letra E . Corrijam me caso esteja errado

  • A partir de 1 de janeiro de 2013, a grafia correta da língua portuguesa será a prevista no Novo Acordo ...até lá, só se estiver previsto no edital do concurso.
    be careful!
  • felipe, o edital deste concurso prevê a exigência do novo acordo.
  • Letra "E"

    PORCENTAGEM OU FRAÇÃO: Quando o sujeito é formado de expressões que indicam porcentagem ou fração, o verbo concorda com o numeral que acompanha essas expressões:

    Vinte e cinco por cento  constituem a comissão de ética do senado federal. 


    Um quinto do eleitorado não soube usar as urnas eletrônicas.

    Dois terços não quizeram participar

    OBS: Notem que o verbo vai para o plrual  apartir de dois como no primeiro e último exemplo.  

    OBS: Quando a expressão indicadora de porcentagem ou fração vem especificada por um adjunto adnominal, o verbo concorda com o numeral ou com a especificação.
     
    70% do grupo sofrem (ou sofre) dos transtornos de ansiedade. 
              ad. ad..

    Fonte: Gramática Aplicada ao Texto ( Marcos Pacco) 
     

  • Muita gente erra por isso, porque quer responder o que não está sendo perguntado.

    O verbo tem que estar flexionado de modo incorreto, e não acentuado de modo incorreto.
  • exato felipe! a questão versa sobre flexão do verbo. acaba sendo uma pegadinha.. o camarada vem lendo, encontra um erro, como o  de acentuação acima e pimba! marca como errada! nem acaba de ler as outras opções...

    quanto a explicação da colega ana, perfeita! e quanto ocomentário do colega felipe nobre, um alerta! o novo acordo ortográfico já está valendo!!! o prazo de até 31/12/2012 é para o "mercado", para as editoras recolherem e retificarem os livros, revistas, e etc. percebam que as questões estÃO sendo cobradas pela nova reforma. aconteceu que alguns editais já tinham sidos lançados ou estavam em fase de aprovação, estes ficaram pela regra antiga. agora, lembrando que alguns examinadores são doidos, podem colocar respostas do "acordo antigo e novo" na mesma questão, aí valerá o novo, caso contrário, valerá o velho. 

    sds!!! lembrando que


ID
619093
Banca
TJ-SC
Órgão
TJ-SC
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale o período em que o uso do verbo no plural está errado:

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA LETRA C!!!!!
    O verbo tratar é um verbo Transitivo Indireto.. já que trata-se DE alguma coisa....pois bem...se o verbo é T.I. não pode aparecer na voz passiva sintética e consequentemente o pronome SE que aparece logo depois do verbo pode ser uma P.I.S. (Particula Indeterminadora do Sujeito), uma PIV(Parte Integrante do Verbo) ou um pronome reflexivo. Acontece que sempre que o verbo vier acompanhado de SE que funciona como PIS, como é o caso da letra C, deve permanecer no singular.
    Portanto, o correto seria "Nesse caso, trata-se de questões específicas de direito do consumidor".  Para conferir basta tentar passar essa oração para a voz passiva analítica. Não dá, porque o verbo não aceita a forma passiva.
    Bons estudos a todos!!
  • c) Nesse caso, tratam-se de questões específicas de direito do consumidor.

    'Se' é índice de indeterminação do sujeito e não partícula apassivadora devido à presença da preposição 'de'.
  • Sempre que um verbo transitivo indireto aparecer com  "se" ele ficará no singular. No caso o "se" tem a função de índice de indeterminação do sujeito.

    Trata-se de...
  • BOA TARDE!
    COM A DEVIDA VÊNIA, DISCORDO DOS COLEGAS ACIMA. PORQUANTO, O VERBO TRATAR, ACOMPANHADO DO PRONOME SE, QUANDO SEMANTICAMENTE NÃO PUDER TER SUJEITO SE TORNA IMPESSOAL.
    OBSERVE QUE "NINGUÉM PODE TRATAR DAS QUESTÕES ESPECÍFICAS ... ". SENDO ASSIM, O VERBO SE TORNA IMPESSOAL E FICA NO SINGULAR.

    FONTE: GRAMÁTICA PARA CONCURSOS. MARCELO ROSENTHAL.
  • Nesse caso, tratam-se de questões específicas de direito do consumidor.

    Há um problema de concordância na frase. Para saber com quem o verbo estaria concordando, teriamos que observar qual substantivo teria um artigo na frase, ou seja, nenhuma. Não existindo nada com quem o verbo concorde, ele fica no singular. Sabendo que as palavras após não são sujeitos porque apresentam preposições antes.
  • E com relação ao tratam do item d, pq não fica no singular? Se alguém puder me esclarecer, fico grata.

ID
627673
Banca
FCC
Órgão
TCE-SE
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.


                                        A dor como destino

              Outro dia, folheando desavisadamente um livro de Schopenhauer (há autores que jamais devemos frequentar desavisadamente...), deparei-me com este trecho: 

             Trabalho, aflição, esforço e necessidade constituem durante toda vida a sorte da maioria das pessoas. De fato: se todos os desejos, apenas originados, já estivessem resolvidos, o que preencheria então a vida humana? Que se transfira o homem a um país utópico, em que tudo cresça sem ser plantado, em que as aves revoem já assadas, e cada um encontre logo sua bem-amada. Ali os homens morrerão de tédio ou se enforcarão; promoverão guerras, massacres e assassinatos para se proporcionarem mais sofrimento do que o posto pela natureza.
           Será mesmo que sofremos porque precisamos? É da nossa natureza ocupar-nos com nossos desejos insatisfeitos, sem os quais vivemos infelizes pela falta de uma causa para viver? Nosso grande poeta Drummond, um schopenhaueriano empedernido, chegou a escrever: “Estamos para doer, estamos doendo". E outro Andrade, o Mário, garantiu-nos: “A própria dor é uma felicidade". 
           De minha parte modestíssima, ouso dizer: se um dia me sentir absolutamente feliz, tentarei não me matar. Talvez também não conte para ninguém, para que não me matem. De inveja. 


                                                                                                                   (Bráulio Ventura, inédito






O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

    a) A poucos filósofos costuma-se ...... (atribuir) inflexões tão pessimistas como a Schopenhauer.  (ATRIBUIR, pois costuma-se atribuir a poucos filósofos...) 
    b) ...... (costumar) constituir um traço marcante do pensamento de Schopenhauer as sombras de uma implacável negatividade. (GABARITO - COSTUMAM, pois as sombras costumam constituir...)
    c) Às teses desse filósofo pessimista ...... (dever) corresponder, segundo alguns críticos, uma argumentação mais substantiva.    (DEVE, pois uma argumentação mais substantiva deve corresponder...)
    d) Dos nossos desejos insatisfeitos ...... ( restar) sempre, de algum modo, o aprendizado dos nossos limites.   (RESTA, pois o aprendizado resta...)
      e) Mesmo que ...... (poder) haver muitas pedras no caminho, não há por que desistir desta grande viagem.  (POSSA)
  • Letra b) As sombras de uma implacável negatividade costumam constituir um traço marcante do pensamento de Schopenhauer.
  • e) Mesmo que ...... (poder) haver muitas pedras no caminho, não há por que desistir desta grande viagem. (POSSA)
    --> o verbo principal (há) contaminou o verbo auxiliar (poder).


    Como, neste caso, o verbo "haver" é impessoal, ele permanece na 3ª pessoa do singular.

    Observação:
    - Os verbos “haver”, “fazer”, “ir”, quando se apresentam com valor de existirocorrer ou tempo decorrido.

ID
639328
Banca
FCC
Órgão
TRT - 11ª Região (AM e RR)
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 

  Na reunião em que foi eleito diretor-geral da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) da ONU, o ex-ministro brasileiro José Graziano da Silva assegurou − com sua experiência de gestor do programa de combate à fome entre nós −- que esta será sua prioridade: enfrentar esse problema no mundo, para que até 2015 o número de carentes de alimentos no planeta, hoje em torno de 1 bilhão, se reduza à metade. "É o desafio do nosso tempo", disse na ocasião o ex-secretário da ONU, Kofi Anan, lembrando que um dos complicadores dessa questão, "o protecionismo dos ricos" à sua produção de alimentos, só tem aumentado. E isso quando a própria FAO alerta que os preços desses produtos continuarão a subir nos próximos dez anos. E que a produção precisará crescer 70% até 2050, para alimentar os 9,2 bilhões de pessoas que estarão no mundo nessa época. Ele alertou também para os crescentes compra e arrendamento de terras em outros países, por especuladores de fundos de alto risco de países industrializados.

    Tudo acontece num cenário paradoxal. Um relatório da própria FAO assegura que um terço dos alimentos produzidos no mundo, cerca de 1,3 bilhão de toneladas anuais, se perde ou é desperdiçado. Os consumidores ricos desperdiçam 222 milhões de toneladas de frutas e hortaliças − tanto quanto a produção de alimentos na África.

    E assim vamos no mundo dos paradoxos. A produção de alimentos cresce, sobem os preços, "commodities" transformam-se em garantia para investimentos, juntamente com a compra de terras em países mais pobres. Mas não se consegue sair de perto do número terrível de 1 bilhão de famintos no planeta, 40% da humanidade, vivendo abaixo da linha de pobreza. (Trecho com adaptações do artigo de Washington Novaes. O Estado de S. Paulo, A2, Espaço Aberto, 1 de julho de 2011) 
(Trecho com adaptações do artigo de Washington Novaes. O Estado de S. Paulo, A2, Espaço Aberto, 1 de julho de 2011)

O verbo que se mantém corretamente no singular, apesar das alterações propostas entre parênteses para o segmento grifado, está na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) É o desafio do nosso tempo. (os desafios). São os desafios do nosso tempo.

    b) E isso quando a própria FAO   alerta   ... (os especialistas da própria FAO): E isso quando os especialistas da própria FAO alertam...

    c) E que a produção   precisará   crescer 70% até 2050 ... (a produção de alimentos) : E que a produção de alimentos precisará crescer 70% até 2050. (o núcleo do sujeito da oração continua o mesmo: PRODUÇÃO)

    d) Tudo acontece num cenário paradoxal. (Todos os problemas) Todos os problemas acontecem num cenário paradoxal.

    e) Um relatório da própria FAO assegura ... (Os dados de um relatório) : Os dados de um relatório da própria FAO asseguram...

    Bons estudos!
  • a) É (são) os desafios do nosso tempo.  ERRADA 

    b) E isso quando os especialistas da própria FAO alerta (alertam)...     ERRADA

    c) E que a produção de alimentos precisará crescer 70% até 2050 ... CORRETA

    d) Todos os problemas acontece (acontecem) num cenário paradoxal .  ERRADA

    e) Os dados de um relatório da própria FAO assegura (asseguram)... ERRADA
  • Pessoal,
    concordância verbal é a relação do verbo com seu sujeito! Esta relação dita em que pessoa o verbo estará! Por exemplo, plural ou singular.

    A missão é achar o sujeito na frase! Depois de achar o sujeito, precisa identificar o seu núcleo, para ver se é simples (singular ou plural) ou composto.

    a) É o desafio do nosso tempo. (os desafios)
    São os desafios do nosso tempo

    b) E isso quando a própria FAO alerta ... (os especialistas da própria FAO)
    E isso quando os especialistaS da própria FAO alertaM...
    Sujeito simples no plural!

    c) E que a produção precisará crescer 70% até 2050 ... (a produção de alimentos)
    E que a produção de alimentos precisará crescer 70% até 2050
    Veja que continuamos com sujeito simples no singular! Por isso o verbo não se alterou!

    d) Tudo acontece num cenário paradoxal. (Todos os problemas)
    Todos os problemaS aconteceM num cenário paradoxal
    Sujeito simples no plural!

    e) Um relatório da própria FAO assegura ... (Os dados de um relatório)
    Os dadoS de um relatório da própria FAO asseguraM
    Sujeito simples no plural!
  • Basta verificar a modificação do sujeito. O núcleo continua no singular "produção".  A expressão "de alimentos" é apenas um acessório. Nos outros casos, todos os núcleos do sujeito passaram para o plural.
  • O que importa é o núcleo do sujeito... "produção" 

  • a) É o desafio do nosso tempo. (os desafios) QUEM SÃO = OS DESAFIOS

     

    b) E isso quando a própria FAO alerta ... (os especialistas da própria FAO) QUEM ALERTAM = OS ESPECIALISTAS

     

    c) E que a produção precisará crescer 70% até 2050 ... (a produção de alimentos) QUEM CRESCERÁ= A PRODUÇÃO

     

    d) Tudo acontece num cenário paradoxal. (Todos os problemas) QUEM ACONTECE = TODOS OS PROBLEMAS

     

    e) Um relatório da própria FAO assegura ... (Os dados de um relatório)  QUEM ASSEGURA = OS DADOS

  • O verbo sempre concorda com o núcleo do sujeito.

     

    a) incorreta, "São os desafios do nosso tempo." 

     

    b) incorreta, "E isso quando os especialistas da própria FAO alertam"

     

    c) correta, pois, nessa oração, após a substituição, o núcleo do sujeito continua no singular ("E que a produção de alimentos precisará")

     

    d) incorreta, "Todos os problemas acontecem".

     

    e) incorreta, "Os dados de um relatório (...) asseguram.

     

     

    Gabarito: C

  • Basta observar o núcleo do sujeito.

    Na alternativa A ---> desafios (verbo, portanto, no plural)

    Na alternativa B ---> especialistas (verbo, portanto, no plural)

    Na alternativa C ---> produção (verbo, portanto, no singular)

    Na alternativa D ---> todos (verbo, portanto, no plural)

    Na alternativa E ---> dados (verbo, portanto, no plural)


ID
640678
Banca
CONSULPLAN
Órgão
Prefeitura de Poço Redondo - SE
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A fita métrica do amor

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando
fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena
pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente
no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento,
quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de
acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa
reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer
num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção
pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que
parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento
é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao
estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
(Martha Medeiros)

Assinale a afirmativa que apresenta a forma verbal adequada:

Alternativas
Comentários
  • eu ganhei

    tu ganhaste

    ele ganhou

    nós ganhamos





























  • a) Fomos nós que ganhamos. (CORRETA) 

    b) O responsável é eu. ( O responsável sou eu. )

    c) Algum de nós entregaremos o prêmio. ( Algum de nós entregará o prêmio. )

    d) Quem foi os culpados? ( Quem foram os culpados? )

    e) Marta eram as preocupações de sua mãe. ( Marta era as preocupações de sua mãe. )

  • É facultativo: "Fomos nós que (ou quem) ganhamos".

    Complementando:  as expressões "Fomos" e "que" são chamadas de partículas expletivas, que podem ser retiradas da oração, sem que isso traga prejuízo gramatical ou semântico.

    A oração ficaria assim: "Nós ganhamos"

  • BO@ NO:*TE!


    Expletiva – De realce. Diz-se da palavra ou expressão empregada para produzir ênfase, realce. As expressões formadas pelo verbo “ser + que” são expletivas, como é o caso da usual é que: “Nós é que o convencemos a ficar”. A retirada de tal elemento não prejudica o sentido, mas neste caso a ênfase desaparece: “Nós o convencemos a ficar”. As palavras expletivas são também conhecidas como “partículas expletivas”, como é o caso de cá, lá, que, etc.: “Tenho  minhas dúvidas”, “Sabe-se  o que ele foi fazer ali”, “Quase que caí da escada”. Pronomes oblíquos podem ser usados como partículas expletivas, como em “Não me venha com essa lengalenga outra vez”, “Foi-se embora sem avisar”  “Riu-se demais com a piada”. As partículas, palavras e expressões expletivas não exercem qualquer função sintática na oração e têm apenas valor estilístico, expressivo.

    Profº Paulo Hernades.

  • Qual de nós?/ Quais de vois? / Algum de nós?/ Alguns de vóis?

    Pronomes interrogativos ou indefinidos no singular, verbo também no singular.

    Qual de vós deseja um táxi?

    Pronomes interrogativos ou indefinidos no Plural, verbo também no Plural.

    Alguns de vós concluireis/concluirão o curso.

  • a) Fomos nós que ganhamos. (CORRETA) 

    b) O responsável é eu. ( O responsável sou eu. )

    c) Algum de nós entregaremos o prêmio. ( Algum de nós entregará o prêmio. )

    d) Quem foi os culpados? ( Quem foram os culpados? )

    e) Marta eram as preocupações de sua mãe. ( Marta era as preocupações de sua mãe. )

  • Joesley Batista  falando, uai !

     

     

    MACETE: sem decorar os verbos.

     

     

    1   -    Presente, indicativo =   colocar: HOJE   Eu canto, sinto, sou.... NORMALMENTE, GERALMENTE

     

        Indica ideia de regularidade, rotina:  atribui validade permanente a uma afirmação.

     

    REGULARIDADE, NORMALMENTE = HOJE as formas verbais flexionadas no presente do indicativo indicam eventos que se repetem com os passar dos dias, mostrando-os como se tivessem acontecendo no momento da fala, a fim de aproximá-los do leitor.

     


    2  -   Pretérito perfeito, indicativo =     AÇÃO PONTUAL NO PASSADO, colocar:  ONTEM   Eu cantei

     

    Ação pontual no passado, ação momentânea

     

     INDICA PASSADO PONTUAL  que foram totalmente concluídos antes do momento da fala:   teve, foram, aconteceu, vi, veio, fez, esteve

     

     

     

    3  -   Pretérito imperfeito, indicativo =    colocar: NAQUELA ÉPOCA, frequentemente   (VA-IA-INHA) eu cantaVA ,  ERAM

     

    INDICA PASSADO  HABITUAL, indicando uma ocorrência habitual, costumeira, ROTINA NO PASSADO. Regularidade no passado

     

    4  -   Pretérito mais-que-perfeito, indicativo   =    PASSADO DO PASSADO, anterior do outro. Eu cantara  -  terminado com “RA”

     

    DESTAQUE, RELEVÂNCIA INDICA      DUAS AÇÕES NO PASSADO

     

    5  -   Futuro do presente, indicativo =   colocar:  AMANHÃ ...Eu cantarei

     

    PREVISIBILIDADE     CERTOS e PROVÁVEIS. As formas verbais PROVARÁ, SERÁ, DARÁ:    FUTURO CERTO

     

     

    6  -  Futuro do pretérito, indicativo    =      HIPÓTESE,   colocar ATÉ ...RIA eu cantaria  

     

    Incerteza, DÚVIDA, hipótese em relação a um fato passado

     

    ..........

     

    7  -  Presente, subjuntivo =    TALVEZ, INCERTEZA  QUE eu cante

     

    Processos hipotético, ligados ao DESEJO e SUPOSIÇÃO, TRANSMITE  INCERTEZA, DÚVIDA

     

     

    NÃO TEM VOGAL TEMÁTICA

     

     

    8  -  Pretérito imperfeito, subjuntivo  =      CONDIÇÃO = SE  ,  SSE   desinência temporal

     

    Associa ao futuro do pretérito simples ou composto quando são expressos FATOS irreais e HIPOTÉTICOS do passado

     

     

    9  -  Futuro, subjuntivo     =     QUANDO, possibilidade

     

     

     

    QUANDO,  SE

     

    POSSIBILIDADE

     

    Fatos possíveis, mas ainda não concretizados no momento em que se fala ou escreve.


ID
648751
Banca
PaqTcPB
Órgão
Prefeitura de Patos - PB
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

No trecho:

E falou longe: “Eu passei a teu lado, mas ias tão perdido em teu sonho dourado, meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!”

Temos:

I – um dígrafo na ( L1).

II- o verbo ir (L 2) está na 2ª pess.pl. do pretérito perfeito do indicativo.

III – um pronome pessoal reto de 1ª pessoa (L 1).

Está (ão) correta(s) a(s) afirmação(ões):

Alternativas

ID
665710
Banca
FUNCAB
Órgão
MPE-RO
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como encontrar um milagre na Índia

     Doentes e peregrinos buscam a salvação em templos que praticam o exorcismo em Kerala, ao sul da Índia. Garanto: naquela região se operam, de fato, milagres que salvam vidas diariamente.

     Os “milagres" nada têm a ver com os deuses ou demônios.Apenas com homens, responsáveis por uma das mais admiradas experiências sociais já produzidas num país pobre. Como o resto da Índia, Kerala é miserável, sua renda por habitante é de US$ 300 por ano - dez vezes menos do que a brasileira e cem vezes se comparada com a americana.

     Primeiro “milagre" num país de 900 milhões de habitantes com explosivo crescimento populacional: cada mulher tem apenas dois filhos (1,7, para ser mais preciso), uma média semelhante à de um casal de classe média alta em Manhattan, Paris, São Paulo ou Rio de Janeiro. Segundo e mais importante: de cada mil crianças que nascem, apenas 13 morrem antes de completar um ano - um nível de mortalidade infantil semelhante ao dos Estados Unidos e quatro vezes menor que o do Brasil.

     Até pouco tempo atrás, Kerala era mais conhecida por suas praias, onde os turistas “descolados" se deitavam na areia depois do banho, massageados por moradores que aprenderam de seus ancestrais os segredos da massagem ayurvédica, medicina tradicional indiana. Agora, porém, atrai tipos menos transcendentais da Europa e dos Estados Unidos, decididos a entender e difundir a experiência sobre como um lugar miserável consegue indicadores sociais tão bons.

     As pesquisas indicam, em essência, um caminho: graças à vontade política dos governantes locais, em nenhum outro lugar da Índia se investiu tanto na educação das mulheres. Uma ação que enfrentou a rotina da marginalização. Na Índia, por questões culturais, se propagou o infanticídio contra meninas, praticado pelos próprios pais.

     Em Kerala, apenas 5%das garotas estão fora da escola, reduzindo a porcentagens insignificantes o analfabetismo. Elas são mais educadas, entram no mercado de trabalho, frequentam postos de saúde, amamentam os filhos, conhecem noções de higiene, sabem a importância, por exemplo, de ferver a água ou aplicar as vacinas,
planejam voluntariamente o número de filhos.

     Daí se vê o que significou, no Brasil, termos gasto tanto dinheiro na construção de hospitais, em vez de investir mais pesadamente em medicina preventiva.Muitas dessas obras só ajudaram a saúde financeira dos empreiteiros. 

(DIMENSTEIN, Gilberto. Aprendiz do Futuro - Cidadania hoje e amanhã. São Paulo: Ática, 2000, p. 46.)

Assinale a alternativa emque o verbo emdestaque foi corretamente conjugado.

Alternativas
Comentários
  • Resposta: Letra E
     
    a) Se você INTERPUSER (Futuro do subjuntivo)
    b) Ele INTERVEIO (Pretérito perfeito do indicativo)
    c) Se você VIR (Futuro do Subjuntivo)
    d) Quando você VIER (Futuro do subjuntivo)
  • "se você interpuser" é correto em a) Se você INTERPOR um recurso, talvez consiga reverter a situação.

    Correto: e) e) Você só será respeitado se se IMPUSER.

    No português, modo subjuntivo usado com as conjunções "quando", "se", "caso"
  • Olá pessoal!!
    Resposta: "E" de Elefante!
    Derivações dos verbo "por" e "vir"....
    a) "Se você INTERPOR um recurso, talvez consiga reverter a situação." ERRADO! O correto seria "Se você INTERPUSESSE um recurso, talvez consiguisse reverter a situação."
    b) "Ele INTERVIU assim que a situação piorou." ERRADO! O correto seria "Ele INTERVEIO assim que a situação piorou."
    c) "Se você VER que a situação piorou, volte para cá." ERRADO! O correto seria "Se você VIR que a situação piorou, volte para cá."
    d) "Quando você VIM para cá, traga a pasta da diretoria." ERRADO! O correto seria "Quando você VIER para cá, traga a pasta da diretoria."
    Forte abraço, bons estudos e fiquem com Deus!!

  • Caught now in two minds:



    Você só será respeitado se se IMPUSER (correto- modo subjuntivo é usado com conjunções subordinadas condicionais)

    Se você INTERPOR um recurso, talvez consiga reverter a situação. (se você interpusesse)
  • Olá pessoal!!
    Resposta: "E" de Elefante!
    Derivações dos verbo "por" e "vir"....
    a) "Se você INTERPOR um recurso, talvez consiga reverter a situação." ERRADO! O correto seria "Se você INTERPUSESSE um recurso, talvez consiguisse reverter a situação."
    b) "Ele INTERVIU assim que a situação piorou." ERRADO! O correto seria "Ele INTERVEIO assim que a situação piorou."
    c) "Se você VER que a situação piorou, volte para cá." ERRADO! O correto seria "Se você VIR que a situação piorou, volte para cá."
    d) "Quando você VIM para cá, traga a pasta da diretoria." ERRADO! O correto seria "Quando você VIER para cá, traga a pasta da diretoria."
    Forte abraço, bons estudos e fiquem com Deus!!
  • formas corretas:

        a) Se você INTERPuser um recurso, talvez consiga reverter a situação.

        b) Ele INTERVeio assim que a situação piorou.

        c) Se você Vir que a situação piorou, volte para cá.

        d) Quando você Vir para cá, traga a pasta da diretoria.
  • Atenção com verbos que derivam dos verbos "ter, por, ver, vir". Eles devem seguir a mesma conjugação dos verbos que os originaram.
    Alguns exemplos:
    1) TER
    - Eu tive = eu mantive, eu entretive, eu abstive...
    - Eles tiveram = eles mantiveram, eles entretiveram, eles abstiveram...
    2) POR
    - Eu pus = propus, dispus, pressupus...
    - Eles puseram = propuseram, dispuseram, pressupuseram (esse é brabo!)
    -
    Se nós puséssemos = propuséssemos, pressupuséssemos...
    3) VIR
    - eu vim = intervim
    - eles vieram = intervieram
    - ele veio = interveio

    OBS: Sempre que houver quando ou se indicando possibilidade:
    Ver -> Vir; (Quando eu vir seu amigo; quando tu vires meu professor...)
    Vir -> Vier (Quando tu vieres da Bahia; se tu vieres logo...)



    Bons estudos!!!



  • John Carneiro

    A questão que vc comentou na altenativa a
    Você colocou que o correto seria "Se você INTERPUSESSE um recurso, talvez consiguisse reverter a situação."

    Não seria desta forma: Se você interpusesse um recurso, talvez conseguiria reverter a situação.
                                                 

    Interpusesse - Pretérito Imperfeito do subjuntivo + Conseguiria - Futuro do Pretérito do Indicativo.




  • Oi Tarci!!
    Você está certa! Eu errei sim!! Vacilei na correlação verbal! Obrigado por indicar meu equívoco!
    Ótimos estudos!
  • Pessoal,

    Tenho dificuldade nesta correlação de modos verbais. Alguém pode me ajudar?

    Abraços!!!

  • Por quê não poderia ser a alternativa C ? Não concordo com o colega que disse "se você VIR".Nâo tem como usar vir na frase.
    Me corrijam se estiver errada.

    Obrigada!
  • Acho que o colega Wrase se equivou em relação à letra D.
    O certo seria: "Quando vc VIER para cá..."

  • Verbo VER - FUTURO DO SUBJUNTIVO:

    Eu vir
    Tu vires
    Ele (você)  vir
    Nos virmos
    Vós virdes
    Eles  virem
  • essa questão voce pode resolver tendo apenas conhecimento básico de nossa lingua, e com as regras do chutometro, dá pra eliminar as 4 primeiras alternativas
    bons estudos

  • Bom, as estatísticas mostram que metade das pessoas que fizeram a questão errou-a. Sem falar que alguns, antes de responder, olham os comentários para ver a resposta.
  • Entendo que o correto é:

    Se você INTERPUSESSE um recurso, talvez CONSEGUISSE reverter...(como foi sugerido pelo colega em sua primeira colocação) , devido a presença da palavra talvez.

    Observe que ainda que se interponha o recurso, não existe a certeza de conseguir reverter a situação.

    Bons estudos.
  • GABARITO E. a) Se você INTERPOR um recurso, talvez consiga reverter a situação. ERRADO (INTERPUSESSE)
    b) Ele INTERVIU assimque a situação piorou. ERRADO (INTERVEIO)
    c) Se você VER que a situação piorou, volte para cá. ERRADO ( VIR)
    d) Quando você VIM para cá, traga a pasta da diretoria. ERRADO ( VIER)
    e) Você só será respeitado se se IMPUSER. CORRETO
    •  
  • a) Se você INTERPOR  INTERPUSESSE (pret. imp. do sub.) um recurso, talvez consiga reverter a situação.
     b) Ele INTERVIU INTERVEIO (pret. perf.) assim que a situação piorou.
     c) Se você VER (pres. do ind.) que a situação piorou, volte para cá.
     d) Quando você VIM VIER (fut. do sub.) para cá, traga a pasta da diretoria.
     e) Você só será respeitado se se IMPUSER (infinitivo)

    leg.: ERRADO CERTO
  • Fiquei em dúvida quanto a correção da letra a. Penso que seja: Se você INTERPUSER um recurso, talvez consiga reverter a situação.
  • Gisele,

    você esta correta! só agora vi seu comentário e percebi o equívoco.

    Quando houver um tempo verbal no subjuntivo ( no caso da alternativa a - interpusesse), seguido da forma que gera duvida "talvez", "oxalá", o verbo que precede manterá o mesmo tempo verbal da oração anterior.

    Assim, a forma correta da alternativa a: Se você interpusesse um recurso, talvez conseguisse reverter a situação."
    Essa foi a forma que o colega John Carneiro corretamente colocou!

    bons estudos :)
  • Fiquei com a mesma dúvida do Ítalo.
  • Tudo bem que a resposta é a letra "E". Mas...



  • Eu errei porque achei estranho esse se²...mas concordo que a letra b está correta. Português tem dessas, nem tudo que parece ser é!

  • a) interpuser

    b) interveio

    c) vir

    d)vier

    e) Correta

  • a) Se você INTERPOR um recurso, talvez consiga reverter a situação. O "se" indica possibilidade, modo subjuntivo, na 3a pessoa, pretérito imperfeito, fica "se ele/você interpusesse".

    b) Ele INTERVIU assim que a situação piorou. Lembre-se do verbo "vir", de onde vem "intervir". Colocar "ele viu" no verbo faria sentido? Não. O certo é "ele veio".

    c) Se você VER que a situação piorou, volte para cá. Verbo "ver" no modo subjuntivo da 3a pessoa, pretérito imperfeito: "se você vir".

    d) Quando você VIM para cá, traga a pasta da diretoria. Futuro do subjuntivo da 3a pessoa é "se você vier", ou "se você vir".

    e) Você só será respeitado se se IMPUSER. Futuro (será ...) do subjuntivo (se...) da 3a pessoa.


ID
701674
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Banco do Brasil
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O verbo entre parênteses está conjugado de acordo com a norma-padrão em:

Alternativas
Comentários
  • Os verbos falir, brandir e florir são anômalos. Não existem formas nas pessoas e tempos apresentados na questão.
    O verbo precaver tb é anômalo. Só é conjugado nos tempos e pessoas em que o verbo haver apresenta a letra V, seguindo o modelo do verbo vender.
    Presente do Indicativo HAVER                                 Verbo PRECAVER

    hei                                                                              não  há forma
    hás                                                                              "
    há                                                                               "                                                                          
    havemos                                                                    precavemos
    haveis                                                                        precaveis
    hão                                                                            não há forma

    REAVER tb é anômalo.Só é conjugado tb nos tempos e pessoas em que o verbo HAVER apresenta a letra V e segue o modelo do verbo HAVER.
    Correto: nós reouvemos


  • Só fazendo uma pequena correção a colega Andrea:

    Na verdade, esses verbos citados não são Anômalos e sim Defectivos. Verbos anômalos são aqueles irregulares que possuem variações (ou irregularidades) acentuadíssimas, chegando, às vezes, a desaparecer o radical. Ex:. IR - vou, fui, irei....


    De resto, a explicacão foi boa, parabéns Andrea.
  • Concordo com o colega Daniel os verbos citados são defectivos e não anômalos!
     Mas, também é fácil confudir os nomes e é o que mais nos leva a errar nas questões.
  • Uma pequena correção aí em cima
    Verbos com conjugação igual à de Brandir:
    abolir, aturdir, banir, carpir, demolir, colorir. 

    Substituindo o verbo colorir no item B ficaria

    O príncipe colore a sua espada às margens do rio"  ,  logo

    O príncipe brande a sua espada às margens do rio"
  • Para quem ultrapassou o limite de questões:


    Letra E. (Nós reouvemos os objetos roubados na rua.)
  • CORRIGINDO :

    a) Desse jeito, ele fali a loja do pai.

    b) O príncipe brande a sua espada às margens do rio. (brandir)

    c) Os jardins florescem na primavera. (só há na conjugação do verbo florescer, pois florir não apresenta conjugação nessa pessoa e tempo e modo.)

     d) Eu me precavejo dos resfriados com boa alimentação. Sem forma

    e) Nós reouvemos os objetos roubados na rua. (reaver).CORRETA


  • Que a letra E está correta não tenho dúvida, mas não vejo erro também na letra C, nos comentários anteriores disseram que a forma correta seria "florescem", mas essa forma é conjugação do verbo "florescer" e não "florir".

  • Cuidado pessoal, no verbo FALIR, as únicas pessoas que têm a forma no presente do indicativo são o NÓS (falimos) e VÓS (falis). NÃO existe ELE FALI!

  • Floram...respondendo ai em cima

  • Não seria REAvermos na letra e?

  • Cascuda essa!

  • Essa dá pra cair! rs

  • Só acertei graças a uma aula de regência nominal e verbal a muito tempo no YouTube... as provas do BB são fracas não né?

  • Pessoal, cuidado com os comentários. Tem gente comentando errado em alguns pontos. Acabei de assistir à explicação da professora Isabel no vídeo e ela disse que o verbo falir é um verbo defectivo, portanto, somente se conjuga no NÓS E VÓS. Inclusive, excelente explicação dela. O Q Concursos deveria explorar mais essa parte, gravando mais explicações de respostas nas questões.

  • A ) Desse jeito, ele fale a loja do pai. (falir) - Falir é verbo defectivo... Para não confundir com o verbo FALAR. Não é conjugado em todas as pessoas. Não há conjugação para terceira pessoa.

    B)O príncipe branda a sua espada às margens do rio. (brandir) - BRANDE

    C) Os jardins florem na primavera. (florir) - Não é conjugado na terceira pessoa do presente. E se fosse seria FLOREIAM.

    D) Eu me precavejo dos resfriados com boa alimentação. (precaver) - Não é conjugado na primeira pessoa, e se fosse seria PRECAVENHO.

    E) Nós reouvemos os objetos roubados na rua. (reaver). - Ok... Está no pretérito perfeito. Por isso REOUVEMOS.


ID
705136
Banca
UPENET/IAUPE
Órgão
JUCEPE
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 01 para as questões de 01 a 04.

                                                    COMERCIANTE EM CRISE
- Bom-dia, sr. Honório. Como está o dia hoje?
- As coisas podiam estar bem melhores, não fosse essa maldita inflação. - A loja está vazia?
- Não é isso, sr. Zeferino? Vazia, sempre vazia. Os clientes correram. As carteiras ficaram magras, as despesas, cortadas, um aperto geral.
- Mas, e o senhor vai desistir? Depois de tanto tempo no comércio...
- E eu sou homem de desistir? Nunca, mas vou me aperriar um bocado... Já avisei lá em casa, vamos apertar os cintos que “a coisa tá preta”.
- Mas tudo passa, sr. Honório. É como diz aquele ditado: Quem espera, sempre alcança. Virá o tempo da bonança, pode acreditar. Sr. Zeferino ajeitou a calça que já queria arriar de tanta magreza naquele corpo, penteou o bigode de poucos fios pretos e acenou, com um sorriso aberto, cheio de esperança, para o colega comerciante.
Disponível no site: www.cantinhodocomercio.com.br. Acesso em: 14 de fevereiro de 2012. 

A loja está vazia?
- Não é isso, sr. Zeferino? Vazia, sempre vazia. Os clientes correram. As carteiras ficaram magras, as despesas, cortadas, um aperto geral.
- Mas, e o senhor vai desistir? Depois de tanto tempo no comércio
...

Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • A- As prateleiras e os armários estão vazias?( existe dois termos com gênero feminio e masculino, portanto o masculino prevalece e o correto séria VAZIOS)

    B-Permutando-se “os clientes" por “o freguês" e conjugando-se o verbo no presente do indicativo, estaria correto: O freguês corra.( Corra está se refereindo a tu mais freguês encontra-se na 3 pessoa do singular,O FREGUÊS CORRE  seria correto.)

    C- Substituindo-se o termo “carteiras" por “bolsos" e “bolsas", estaria correto: Os bolsos e as bolsas ficaram magras.( Como acontece na letra A, se existe um termo masculino ambos iram concordar com o verbo no masculino OS BOLSOS E AS BOLSAS FICARAM MAGROS)

    D- Permutando-se o termo “despesas" por “gastos" e “compras", o correto seria: os gastos e as compras, cortados. ( Gabarito- letra D perfeita, concordando em gênero )

  • Mas e a c