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Prova NUCEPE - 2016 - Prefeitura de Teresina - PI - Professor - Português


ID
1899280
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                 Educação para a cidadania

      Quando pensamos em educação é consenso interpretá-la como fonte para uma formação que permite trânsito na sociedade do conhecimento. Quase sempre a imagem socialmente construída diz respeito a um conjunto de atividades que habilita o indivíduo para perceber e desvendar os códigos das diferentes linguagens proporcionando interpretação crítica para o avanço da ciência, das artes e da tecnologia. No espelho acadêmico-científico atual, fortemente marcado pela competitividade expressa nos ranqueamentos internacionais, a imagem que aparece não evidencia nuanças de consensos sobre educação como fator ético de construção da cidadania.

      Dominar os códigos e ter a capacidade de refletir sobre o mundo são requisitos instrumentais indispensáveis para estar incluído na sociedade do conhecimento, ou seja, para adquirir status de cidadão no mundo moderno; mas os processos de ensino-aprendizagem mostram dificuldade para assumir seu papel formador enquanto fomento ao debate, oportunidade de vivência e produção de consensos no que diz respeito à construção de uma convivência cidadã sem exclusão.

      O obstáculo, talvez, resida na discussão sobre os valores que hoje dão contornos para a pluralidade e diversidade cultural, etnorracial, sexual, religiosa, socioeconômica e política, em nosso país.

      Libertos de uma educação eivada por um pensamento dominante – que disseminava seu conteúdo de forma instrumental através de disciplinas centradas em uma moral ou uma forma de civismo –, ainda é difícil trabalhar práticas e conteúdos que tratem da educação para a formação de cidadãos, como vêm fazendo, por exemplo, a União Europeia, mais particularmente países com os quais temos muita proximidade, como Portugal e Espanha.

      Como o ano de 2013 foi eleito como o Ano Europeu dos Cidadãos, publicou-se um relatório (EACEA, 2012) sobre a forma como vem sendo ministrada a disciplina “Educação para a cidadania” nos diferentes países do bloco.

(Extraído do Texto Educação para a cidadania, de José Luís Bizelli. In: Desafios Contemporâneos da Educação, (ORGS.): Célia Maria David, Hilda Maria Gonçalves da Silva, Ricardo Ribeiro, Sebastião de Souza Lemes. Editora: Cultura Acadêmica. 2015)

Pela leitura do texto, pode-se entender que o autor condena um tipo de educação

Alternativas
Comentários
  • Essa deu para fazer por eliminação.

    Vamos na fé.

  • A resposta está aqui:

    "O obstáculo, talvez, resida na discussão sobre os valores que hoje dão contornos para a pluralidade e diversidade cultural, etnorracial, sexual, religiosa, socioeconômica e política, em nosso país.

          Libertos de uma educação eivada por um pensamento dominante – que disseminava seu conteúdo de forma instrumental através de disciplinas centradas em uma moral ou uma forma de civismo –, ainda é difícil trabalhar práticas e conteúdos que tratem da educação para a formação de cidadãos, como vêm fazendo, por exemplo, a União Europeia, mais particularmente países com os quais temos muita proximidade, como Portugal e Espanha."

  • libertos - sentido de dizer que o  pensamento dominante tornava educação presa! 

    Libertos de uma educação eivada por um pensamento dominante – que disseminava seu conteúdo de forma instrumental através de disciplinas centradas em uma moral ou uma forma de civismo


ID
1899283
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                 Educação para a cidadania

      Quando pensamos em educação é consenso interpretá-la como fonte para uma formação que permite trânsito na sociedade do conhecimento. Quase sempre a imagem socialmente construída diz respeito a um conjunto de atividades que habilita o indivíduo para perceber e desvendar os códigos das diferentes linguagens proporcionando interpretação crítica para o avanço da ciência, das artes e da tecnologia. No espelho acadêmico-científico atual, fortemente marcado pela competitividade expressa nos ranqueamentos internacionais, a imagem que aparece não evidencia nuanças de consensos sobre educação como fator ético de construção da cidadania.

      Dominar os códigos e ter a capacidade de refletir sobre o mundo são requisitos instrumentais indispensáveis para estar incluído na sociedade do conhecimento, ou seja, para adquirir status de cidadão no mundo moderno; mas os processos de ensino-aprendizagem mostram dificuldade para assumir seu papel formador enquanto fomento ao debate, oportunidade de vivência e produção de consensos no que diz respeito à construção de uma convivência cidadã sem exclusão.

      O obstáculo, talvez, resida na discussão sobre os valores que hoje dão contornos para a pluralidade e diversidade cultural, etnorracial, sexual, religiosa, socioeconômica e política, em nosso país.

      Libertos de uma educação eivada por um pensamento dominante – que disseminava seu conteúdo de forma instrumental através de disciplinas centradas em uma moral ou uma forma de civismo –, ainda é difícil trabalhar práticas e conteúdos que tratem da educação para a formação de cidadãos, como vêm fazendo, por exemplo, a União Europeia, mais particularmente países com os quais temos muita proximidade, como Portugal e Espanha.

      Como o ano de 2013 foi eleito como o Ano Europeu dos Cidadãos, publicou-se um relatório (EACEA, 2012) sobre a forma como vem sendo ministrada a disciplina “Educação para a cidadania” nos diferentes países do bloco.

(Extraído do Texto Educação para a cidadania, de José Luís Bizelli. In: Desafios Contemporâneos da Educação, (ORGS.): Célia Maria David, Hilda Maria Gonçalves da Silva, Ricardo Ribeiro, Sebastião de Souza Lemes. Editora: Cultura Acadêmica. 2015)

Pode-se inferir da leitura do texto que o autor defende uma educação que seja

Alternativas
Comentários
  •  A imagem que aparece não evidencia nuanças de consensos sobre educação como fator ético de construção da cidadania.

    letra A


ID
1899286
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                 Educação para a cidadania

      Quando pensamos em educação é consenso interpretá-la como fonte para uma formação que permite trânsito na sociedade do conhecimento. Quase sempre a imagem socialmente construída diz respeito a um conjunto de atividades que habilita o indivíduo para perceber e desvendar os códigos das diferentes linguagens proporcionando interpretação crítica para o avanço da ciência, das artes e da tecnologia. No espelho acadêmico-científico atual, fortemente marcado pela competitividade expressa nos ranqueamentos internacionais, a imagem que aparece não evidencia nuanças de consensos sobre educação como fator ético de construção da cidadania.

      Dominar os códigos e ter a capacidade de refletir sobre o mundo são requisitos instrumentais indispensáveis para estar incluído na sociedade do conhecimento, ou seja, para adquirir status de cidadão no mundo moderno; mas os processos de ensino-aprendizagem mostram dificuldade para assumir seu papel formador enquanto fomento ao debate, oportunidade de vivência e produção de consensos no que diz respeito à construção de uma convivência cidadã sem exclusão.

      O obstáculo, talvez, resida na discussão sobre os valores que hoje dão contornos para a pluralidade e diversidade cultural, etnorracial, sexual, religiosa, socioeconômica e política, em nosso país.

      Libertos de uma educação eivada por um pensamento dominante – que disseminava seu conteúdo de forma instrumental através de disciplinas centradas em uma moral ou uma forma de civismo –, ainda é difícil trabalhar práticas e conteúdos que tratem da educação para a formação de cidadãos, como vêm fazendo, por exemplo, a União Europeia, mais particularmente países com os quais temos muita proximidade, como Portugal e Espanha.

      Como o ano de 2013 foi eleito como o Ano Europeu dos Cidadãos, publicou-se um relatório (EACEA, 2012) sobre a forma como vem sendo ministrada a disciplina “Educação para a cidadania” nos diferentes países do bloco.

(Extraído do Texto Educação para a cidadania, de José Luís Bizelli. In: Desafios Contemporâneos da Educação, (ORGS.): Célia Maria David, Hilda Maria Gonçalves da Silva, Ricardo Ribeiro, Sebastião de Souza Lemes. Editora: Cultura Acadêmica. 2015)

Ainda com relação ao texto, pode-se inferir que estão corretas as proposições:

‒ É instigante pensar que uma escola possa servir de laboratório para a construção de uma convivência cidadã sem exclusão.

‒ Embora seja difícil trabalhar práticas e conteúdos sobre cidadania, a escola deve fomentar o debate e oportunizar diferentes vivências para educação cidadã.

‒ Na escola, a imagem que aparece evidencia nuanças de consensos sobre educação como fator ético de construção da cidadania.

‒ A escola permite vivências possíveis através dos equipamentos urbanos — localizar-se, transportar-se, comprar, vender, produzir, brincar, enfim, habitar.

Estão CORRETAS apenas:

Alternativas

ID
1899289
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Os Parâmetros Curriculares Nacionais propõem o texto como unidade básica do trabalho com o ensino de Língua Portuguesa e os gêneros não se desvinculam dos textos. Sobre esse propósito é possível afirmar:

‒ Não é possível construir um texto (oral ou escrito) sem que se realize um gênero textual.

‒ O domínio dos gêneros pode contribuir para uma participação social mais ampla, com vistas a um exercício mais pleno da cidadania.

‒ A escola deve, prioritariamente, se ocupar dos gêneros primários, já que os secundários podem ser mais facilmente aprendidos noutras esferas mais cotidianas.

‒ Quando se domina um gênero textual, domina-se uma forma linguística e não uma forma de realizar objetivos específicos em situações sociocomunicativas.

Das proposições pode-se afirmar que estão corretas apenas:

Alternativas
Comentários
  • Tipologia Textual é um termo que deve ser usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição. Em geral, os tipos textuais abrangem as categorias narração, argumentação, exposição, descrição e injunção.

    Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas) 

    Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam características sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica.

  • MUITO CUIDADO COM ESSES COMENTÁRIOS CONFUSOS E ATÉ MESMO ERRADOS.


    TIPOS TEXTUAIS:


    1 - NARRATIVO

    2 - DESCRITIVO

    3 - DISSERTATIVO (QUE PODE SER = EXPOSITIVO OU ARGUMENTATIVO)

    4 - INJUNTIVO


    VLW QUERIDOS!

  • tipos textuais são estáveis e apenas 5 gêneros estão relacionados as situações comunicativas do cotidiano, além de existir os gêneros do discurso.

ID
1899292
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Segundo o Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional), analfabeto funcional é aquele que, mesmo sabendo ler e escrever frases simples, não possui as habilidades necessárias para satisfazer as demandas do seu dia a dia e se desenvolver pessoal e profissionalmente. De acordo com as teorias de compreensão como atividade inferencial, compreender o texto é, essencialmente, uma atividade de relacionar conhecimentos, experiências e ações em um movimento interativo e negociado. Concebendo a compreensão como processo, a leitura realiza-se a partir de diferentes horizontes. Nesse sentido, é correto afirmar que o processo inferencial está:

Alternativas
Comentários
  • Questão parece díficil pois a redação não é muito boa. Perguntando da seguinte forma fica mais fácil de entender: "É possível fazer uma conclusão ou uma dedução do texto a partir de":...viu, ficou mais facil achar a resposta.

     

    Torna-se óbvio que só podemos deduzir um texto quando lemos o máximo de seu argumento. 

     

    Gabarito letra A

  • Muito bom dimas. Ajudou bastante. valeu amigão...


ID
1899295
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A coerência e a coesão são mecanismo da textualidade que se estabelecem no texto a partir da:

Alternativas
Comentários
  • A coerência faz conectividade  da não contradição de sentido do texto, já a coesão é o mecanismo de empregar conectores a um texto.

  • GABARITO A

     

    coerência ou conectividade conceitual é a relação que se estabelece entre as partes de um texto, criando uma unidade de sentido.

    coesão, ou conectividade sequencial, é a ligação, o nexo que se estabelece entre as partes de um texto, mesmo que não seja aparente.

  • Gabarito: A

    A coesão "amarra" o texto enquanto coerência faz referência ao sentido do texto.

  • kkkk pode anular KOCK, 2016, TODOS ESSES SÃO FATORES QUE TORNAM O TEXTO COERENTE, QUESTÃO MAL FÓRMULADA
  • Letra "A" pq coerência e coesão e um mecanismo que serve para ligar uma palavra com as outras


ID
1899313
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Considerando a classificação de gênero primário e gênero secundário (Bakhtin, 1979), assinale a alternativa contendo exemplos desses dois gêneros, respectivamente.

Alternativas
Comentários
  • GÊNEROS PRIMÁRIOS: São aqueles que utilizamos em nossa atividade cotiada (dialogo de carta, bilhete, receita etc).

    GÊNEROS SECUNDÁRIOS: Surgem nas condições de um convívio cultural mais complexo (esferas publicas (tese, monografia, resenha etc).

  • enunciado confuso, ele está pedindo um texto primário seguindo de um secundário.

ID
1899316
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Ainda sobre gênero, é correto afirmar que uma característica predominante nos gêneros textuais é a

Alternativas
Comentários
  • Gab. C

     

    "Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos. Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas, com características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de linguagem que circulam em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero textual tem seu estilo próprio, podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais através de suas características."

     

    FONTE: http://www.portuguesxconcursos.com.br/p/tipologia-textual-tipos-generos.html

  • A sua definição tendencia a marcar a letra A, "variadas formas de linguagem" "identificado e diferenciado dos demais através de suas características"

     

    Ainda sem compreender por que não é a letra A. :T

  • Corbusiana, as variadas formas de linguagem são características dos gêneros textuais. Porém, a função sociocomunicativa é predominante.


ID
1899319
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                        A OVELHA NEGRA

      Havia um país onde todos eram ladrões.

      À noite, cada habitante saía, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado e encontrava a sua casa arrombada.

      E assim todos viviam em paz e sem prejuízo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que se chegava ao último que roubava o primeiro. O comércio naquele país só era praticado como trapaça, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associação de delinquentes vivendo à custa dos súditos, e os súditos por sua vez só se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem tropeços, e não havia nem ricos nem pobres.

      Ora, não se sabe como, ocorre que no país apareceu um homem honesto. À noite, em vez de sair com o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances. Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.

      Essa situação durou algum tempo: depois foi preciso fazê-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, não era essa uma boa razão para não deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte.

      Diante desses argumentos, o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo a água passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada. 

      Em menos de uma semana o homem honesto ficou sem um tostão, sem o que comer, com a casa vazia. Mas até aí tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, não roubava ninguém; assim sempre havia alguém que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto devia ter roubado. O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a não querer mais roubar. E, além disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim iam ficando pobres.

      Enquanto isso, os que tinham se tornado ricos pegaram o costume, eles também, de ir de noite até a ponte, para ver a água que passava embaixo. Isso aumentou a confusão, pois muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres.

      Ora, os ricos perceberam que, indo de noite até a ponte, mais tarde ficariam pobres. E pensaram: “Paguemos aos pobres para ir roubar para nós”. Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladrões e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

      Havia ricos tão ricos que não precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem a ser ricos. Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Então pagaram aos mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim instituíram a polícia e constituíram as prisões.

      Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais de roubar ou de ser roubado, mas só de ricos ou de pobres; e, no entanto, todos continuavam a ser pobres.

      Honesto só tinha havido aquele sujeito, e morrera logo, de fome.

(ÍTALO CALVINO. In: Um general na biblioteca. Companhia das Letras, São Paulo, 2001)

O fato responsável pela mudança de situação em torno da qual se estabelece o conflito é

Alternativas
Comentários
  • o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo a água passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada


ID
1899322
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                        A OVELHA NEGRA

      Havia um país onde todos eram ladrões.

      À noite, cada habitante saía, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado e encontrava a sua casa arrombada.

      E assim todos viviam em paz e sem prejuízo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que se chegava ao último que roubava o primeiro. O comércio naquele país só era praticado como trapaça, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associação de delinquentes vivendo à custa dos súditos, e os súditos por sua vez só se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem tropeços, e não havia nem ricos nem pobres.

      Ora, não se sabe como, ocorre que no país apareceu um homem honesto. À noite, em vez de sair com o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances. Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.

      Essa situação durou algum tempo: depois foi preciso fazê-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, não era essa uma boa razão para não deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte.

      Diante desses argumentos, o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo a água passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada. 

      Em menos de uma semana o homem honesto ficou sem um tostão, sem o que comer, com a casa vazia. Mas até aí tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, não roubava ninguém; assim sempre havia alguém que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto devia ter roubado. O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a não querer mais roubar. E, além disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim iam ficando pobres.

      Enquanto isso, os que tinham se tornado ricos pegaram o costume, eles também, de ir de noite até a ponte, para ver a água que passava embaixo. Isso aumentou a confusão, pois muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres.

      Ora, os ricos perceberam que, indo de noite até a ponte, mais tarde ficariam pobres. E pensaram: “Paguemos aos pobres para ir roubar para nós”. Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladrões e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

      Havia ricos tão ricos que não precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem a ser ricos. Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Então pagaram aos mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim instituíram a polícia e constituíram as prisões.

      Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais de roubar ou de ser roubado, mas só de ricos ou de pobres; e, no entanto, todos continuavam a ser pobres.

      Honesto só tinha havido aquele sujeito, e morrera logo, de fome.

(ÍTALO CALVINO. In: Um general na biblioteca. Companhia das Letras, São Paulo, 2001)

O título do texto “Ovelha Negra” refere-se ao “homem honesto”, isso caracteriza uma

Alternativas
Comentários
  • ironia

  • Ironia (figura de pensamento): conhecida também como "antífrase"; é a alteração do sentido próprio de uma palavra ou de uma expressão para o sentido oposto, isto é, a ironia ocorre quando a palavra ou a sentença exprime normalmente o contrário daquilo que queremos dar a entender com ela. O emprego da ironia, em muitas situações, pode revelar sarcasmo, zombaria, chacota, escárnio. Observe:

    > Bela coisa você fez, meu filho - conseguiu tirar nota baixa em todos os exames!

    Fonte: Bezerra, Rodrigo - Nova Gramática da Língua Pontuguesa.

  • Ironia: dizer algo quando na verdade quer dizer o contrário. 

  • Eu pensei que fosse antítese, mas ao ler o texto depois está mais para ironia.

  • A) ironia:  dizer o contrário do que se pretende. Ex.: Você foi sutil como um elefante.

     

    B) catacrese: expressão do sentido figurado por não haver outra expressão própria. Ex.: Sentou-se no braço da poltrona para descansar.

     

    C) prosopopeia (ou personificação): ações humanas a seres não humanos. Ex.: O vento beija meus cabelos.

     

    D) eufemismo: diminui o impacto de uma expressão ruim. Ex.: Ele é desprovido de beleza.

     

    E) antítese: representa o antônimo. Ex.: Durante o dia as pessoas trabalhavam, já à noite dormiam.

     

  • Que texto sensacional :) Ele ia me prejudicar na prova kkk

  • Texto genial viu kkk, parei uns minutinhos para ler ele com calma

  • Geralmente não leio os textos das questões (calma que na prova eu leio kkk), mas esse texto me prendeu, e quando eu percebeci já tinha lido tudo. Sensacional!

  • Geralmente quando to fazendo questão, não leio os textos, mas como vi os comentários aqui falando muito bem desse, fui ler e realmente: maravilhoso! :)

  • GABARITO: LETRA  A

    TEXTO FANTÁSTICO!

    Ironia:
    Consiste em declarar o oposto do que realmente se pensa ou do que é, com tom de deboche, normalmente.
    -Ela é ótima pessoa, afinal vive judiando das crianças.
    -Que motorista excelente você, quase me atropelou.
    -Professor, olha como meu boletim está excelente, só há uma nota acima da média.
    OBS: As aspas muitas vezes marcam uma ironia: Quando a “linda” funcionária entrava na empresa, começavam os risos sarcásticos.

    FONTE: A gramática para concursos públicos / Fernando Pestana. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2015.


ID
1899325
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                        A OVELHA NEGRA

      Havia um país onde todos eram ladrões.

      À noite, cada habitante saía, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado e encontrava a sua casa arrombada.

      E assim todos viviam em paz e sem prejuízo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que se chegava ao último que roubava o primeiro. O comércio naquele país só era praticado como trapaça, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associação de delinquentes vivendo à custa dos súditos, e os súditos por sua vez só se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem tropeços, e não havia nem ricos nem pobres.

      Ora, não se sabe como, ocorre que no país apareceu um homem honesto. À noite, em vez de sair com o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances. Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.

      Essa situação durou algum tempo: depois foi preciso fazê-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, não era essa uma boa razão para não deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte.

      Diante desses argumentos, o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo a água passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada. 

      Em menos de uma semana o homem honesto ficou sem um tostão, sem o que comer, com a casa vazia. Mas até aí tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, não roubava ninguém; assim sempre havia alguém que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto devia ter roubado. O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a não querer mais roubar. E, além disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim iam ficando pobres.

      Enquanto isso, os que tinham se tornado ricos pegaram o costume, eles também, de ir de noite até a ponte, para ver a água que passava embaixo. Isso aumentou a confusão, pois muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres.

      Ora, os ricos perceberam que, indo de noite até a ponte, mais tarde ficariam pobres. E pensaram: “Paguemos aos pobres para ir roubar para nós”. Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladrões e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

      Havia ricos tão ricos que não precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem a ser ricos. Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Então pagaram aos mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim instituíram a polícia e constituíram as prisões.

      Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais de roubar ou de ser roubado, mas só de ricos ou de pobres; e, no entanto, todos continuavam a ser pobres.

      Honesto só tinha havido aquele sujeito, e morrera logo, de fome.

(ÍTALO CALVINO. In: Um general na biblioteca. Companhia das Letras, São Paulo, 2001)

No texto, as referências onde ocorrem os fatos são feitas de modo vago, não se dando nome ao país nem às personagens, daí se justifica o grande emprego de

Alternativas
Comentários
  • Esse é um exemplo de questão que é possível responder sem precisar ler o texto.

    Vamos na fé

  • O texto foi apenas para assustar o candidato

  • Questão não precisa do texto para ser respondida, PORÉM O TEXTO É BEM INTERESSANTE!

  • Gabarito: A - Pronomes indefinidos.
  • GABARITO: LETRA  A

    Pronomes indefinidos:
    Pronomes indefinidos recebem essa nomenclatura porque esvaziam semanticamente o referente, ou seja, indicam uma quantidade incerta ou uma identidade imprecisa. Isso quer dizer que não estabelecem uma significação específica na sentença em que operam.

    Quando você recebe a informação de que “alguém andou falando mal de você”, a intenção de quem emprega esse tipo de frase é ocultar quem foi o “boca mole” que andou falando da sua pessoa. Para essa finalidade, há os pronomes indefinidos.

    FONTE: Português sistematizado / Pablo Jamilk. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2019.
     

  • Pronomes indefinidos são aqueles que fazem referência, de forma vaga, à 3.ª pessoa do discurso. É o que verificamos nos exemplos:

    • Alguém pode explicar o que aconteceu?
    • Todos ficaram felizes com a tua chegada.
    • Qualquer um serve.

    Há pronomes indefinidos variáveis e invariáveis.

    algum, alguns, alguma, algumas alguém nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas ninguém todo, todos, toda, todas tudo outro, outros, outra, outras outrem muito, muitos, muita, muitas nada pouco, poucos, pouca, poucas cada certo, certos, certa, certas algo vário, vários, vária, várias tanto, tantos, tanta, tantas quanto, quantos, quanta, quantas qualquer, quaisquer

    https://www.todamateria.com.br/pronomes-indefinidos/


ID
1899328
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                        A OVELHA NEGRA

      Havia um país onde todos eram ladrões.

      À noite, cada habitante saía, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado e encontrava a sua casa arrombada.

      E assim todos viviam em paz e sem prejuízo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que se chegava ao último que roubava o primeiro. O comércio naquele país só era praticado como trapaça, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associação de delinquentes vivendo à custa dos súditos, e os súditos por sua vez só se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem tropeços, e não havia nem ricos nem pobres.

      Ora, não se sabe como, ocorre que no país apareceu um homem honesto. À noite, em vez de sair com o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances. Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.

      Essa situação durou algum tempo: depois foi preciso fazê-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, não era essa uma boa razão para não deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte.

      Diante desses argumentos, o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo a água passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada. 

      Em menos de uma semana o homem honesto ficou sem um tostão, sem o que comer, com a casa vazia. Mas até aí tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, não roubava ninguém; assim sempre havia alguém que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto devia ter roubado. O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a não querer mais roubar. E, além disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim iam ficando pobres.

      Enquanto isso, os que tinham se tornado ricos pegaram o costume, eles também, de ir de noite até a ponte, para ver a água que passava embaixo. Isso aumentou a confusão, pois muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres.

      Ora, os ricos perceberam que, indo de noite até a ponte, mais tarde ficariam pobres. E pensaram: “Paguemos aos pobres para ir roubar para nós”. Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladrões e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

      Havia ricos tão ricos que não precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem a ser ricos. Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Então pagaram aos mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim instituíram a polícia e constituíram as prisões.

      Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais de roubar ou de ser roubado, mas só de ricos ou de pobres; e, no entanto, todos continuavam a ser pobres.

      Honesto só tinha havido aquele sujeito, e morrera logo, de fome.

(ÍTALO CALVINO. In: Um general na biblioteca. Companhia das Letras, São Paulo, 2001)

Assinale a alternativa onde a palavra em negrito está empregada como pronome substantivo indefinido

Alternativas
Comentários
  • Pronome substantivos são aqueles que podem substituir um nome. Pronomes adjetivos são aqueles que somente acompanham o nome.
    a) UM país (acompanha país)
    c) UM vizinho (acompanha vizinho)
    d) UM tostão (acompanha tostão)
    e) UM homem (acompanha homem)
    Todos esses acima são pronomes adjetivos, pois nao substituem o nome, mas sim o acompanham, são apenas adjuntos adnominais. O único que é pronome substantivo é o que consta na alternativa B. "UM roubava o outro". Nesse caso, "um' é sujeito do verbo roubar. 

  • A questão já começa errada pelo enunciado: "Assinale a alternativa onde a palavra". Onde se refere a lugar...Prova para professor de português hein...

  • A palavra UM pode ser artigo, numeral ou pronome indefinido. Para ser classificada como pronome indefinido, geralmente vem substituindo um substantivo, além de vir empregado juntamente com o pronome indefinido OUTRO. Ex.: Um gosta de futebol, outro de vôlei.

  • Errei de bobeira.

     

  • GABARITO LETRA B.

  • “Havia um país onde todos eram ladrões”. 


    “... pois um roubava o outro”.  (acertei sem querer eu acho, deduzi que era a unica questão diferente pois tinha um verbo depois do pronome)..


    “... ia roubar a casa de um vizinho”. 


    “... ficou sem um tostão”. 


    “...apareceu um homem honesto”. 



ID
1899331
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                        A OVELHA NEGRA

      Havia um país onde todos eram ladrões.

      À noite, cada habitante saía, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado e encontrava a sua casa arrombada.

      E assim todos viviam em paz e sem prejuízo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que se chegava ao último que roubava o primeiro. O comércio naquele país só era praticado como trapaça, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associação de delinquentes vivendo à custa dos súditos, e os súditos por sua vez só se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem tropeços, e não havia nem ricos nem pobres.

      Ora, não se sabe como, ocorre que no país apareceu um homem honesto. À noite, em vez de sair com o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances. Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.

      Essa situação durou algum tempo: depois foi preciso fazê-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, não era essa uma boa razão para não deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte.

      Diante desses argumentos, o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo a água passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada. 

      Em menos de uma semana o homem honesto ficou sem um tostão, sem o que comer, com a casa vazia. Mas até aí tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, não roubava ninguém; assim sempre havia alguém que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto devia ter roubado. O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a não querer mais roubar. E, além disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim iam ficando pobres.

      Enquanto isso, os que tinham se tornado ricos pegaram o costume, eles também, de ir de noite até a ponte, para ver a água que passava embaixo. Isso aumentou a confusão, pois muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres.

      Ora, os ricos perceberam que, indo de noite até a ponte, mais tarde ficariam pobres. E pensaram: “Paguemos aos pobres para ir roubar para nós”. Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladrões e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

      Havia ricos tão ricos que não precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem a ser ricos. Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Então pagaram aos mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim instituíram a polícia e constituíram as prisões.

      Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais de roubar ou de ser roubado, mas só de ricos ou de pobres; e, no entanto, todos continuavam a ser pobres.

      Honesto só tinha havido aquele sujeito, e morrera logo, de fome.

(ÍTALO CALVINO. In: Um general na biblioteca. Companhia das Letras, São Paulo, 2001)

Em: “Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais em roubar ou ser roubado”. A função sintática do termo destacado é

Alternativas
Comentários
  • poucos anos depois do episódio do homem honesto => adjunto adverbial de tempo.

    [Gab. B]

    bons estudos! 

  • Gab B

    Muitas pessoas marcaram E, mas se liguem no pronome "dessa". “Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais em roubar ou ser roubado”, ele remete a um trecho anterior do texto, não relacionando a frase em negrito como aposto explicativo.

    Escrevi aqui porque também fiquei na dúvida!

    Avante...

     

  • b)adjunto adverbial de tempo.  Tem funcao de adverbio de tempo por designar a ideia de tempo passado. Para ser aposto, necessita estar explicando um substantivo expresso na oração. 

  • A BANCA RESTRIGIU A FRASE DEPOIS DA VÍRGULA: (...), JÁ  "MUITOS...". OU SEJA, ELA FEZ ISSO DE PROPÓSITO PARA SER OBSERVADO PELO CANDIDATO. INTERESSANTE. LOGO, LETRA B. CASO MARCASSE TODO A FRASE, SERIA A LETRA "E".

  • Gab. B! O termo "já" (que não está em destaque) é um advérbio de tempo, seguido pelo seu adjunto adverbial de tempo que arremata ao respectivo advérbio.

    Se o termo em destaque fosse todo o conteúdo entre vírgulas, teríamos um aposto explicativo.

  • Resposta: B

     

    Em: “Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais em roubar ou ser roubado”. A função sintática do termo destacado é :

     

    a) adjunto adverbial de lugar. Incorreta, pois poucos anos depois indica tempo decorrido e não lugar.   

     

    b) adjunto adverbial de tempo. Correta

     

    c) adjunto adnominal. Incorreta, pois adjunto adnominal é o termo que determina ou modifica um substantivo. Perceba que o termo em destaque não está se relacionando com um substantivo.

     

    d) complemento nominal. Incorreta, pois complemento nominal é o termo preposicionado que completa o sentido do substantivo, adjetivo ou advérbio. A oração em destaque não está exercendo esta função.  

     

    e) aposto explicativo. Incorreta, pois aposto é o termo que se une ao substantivo ou pronome substantivo esclarecendo-lhe o sentido. Geralmente vem separado por virgulas ou dois pontos. O termo em negrito não tem relação com substantivo ou pronome substantivo, por isso que, esta opção está errada.

  • "já(advérbio) poucos anos depois do episódio do homem honesto"

  • Não se falava mais em roubar ou ser roubado poucos anos depois do episódio do homem honesto.


ID
1899334
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                        A OVELHA NEGRA

      Havia um país onde todos eram ladrões.

      À noite, cada habitante saía, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado e encontrava a sua casa arrombada.

      E assim todos viviam em paz e sem prejuízo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que se chegava ao último que roubava o primeiro. O comércio naquele país só era praticado como trapaça, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associação de delinquentes vivendo à custa dos súditos, e os súditos por sua vez só se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem tropeços, e não havia nem ricos nem pobres.

      Ora, não se sabe como, ocorre que no país apareceu um homem honesto. À noite, em vez de sair com o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances. Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.

      Essa situação durou algum tempo: depois foi preciso fazê-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, não era essa uma boa razão para não deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte.

      Diante desses argumentos, o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo a água passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada. 

      Em menos de uma semana o homem honesto ficou sem um tostão, sem o que comer, com a casa vazia. Mas até aí tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, não roubava ninguém; assim sempre havia alguém que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto devia ter roubado. O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a não querer mais roubar. E, além disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim iam ficando pobres.

      Enquanto isso, os que tinham se tornado ricos pegaram o costume, eles também, de ir de noite até a ponte, para ver a água que passava embaixo. Isso aumentou a confusão, pois muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres.

      Ora, os ricos perceberam que, indo de noite até a ponte, mais tarde ficariam pobres. E pensaram: “Paguemos aos pobres para ir roubar para nós”. Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladrões e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

      Havia ricos tão ricos que não precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem a ser ricos. Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Então pagaram aos mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim instituíram a polícia e constituíram as prisões.

      Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais de roubar ou de ser roubado, mas só de ricos ou de pobres; e, no entanto, todos continuavam a ser pobres.

      Honesto só tinha havido aquele sujeito, e morrera logo, de fome.

(ÍTALO CALVINO. In: Um general na biblioteca. Companhia das Letras, São Paulo, 2001)

Em:

Um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que chegava ao último que roubava o primeiro.” Essa sucessão de ideias ou fatos que sempre retornam à ideia ou fato inicial, caracteriza-se como

Alternativas
Comentários
  • "chegava ao último que roubava o primeiro"    "O"

  • Gabarito: D

     

    Em: “Um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que chegava ao último que roubava o primeiro.” Essa sucessão de ideias ou fatos que sempre retornam à ideia ou fato inicial, caracteriza-se como:

     

    a) reciprocidade. Incorreta, pois recíproco é aquilo que se faz como devolução, compensação ou restituição. Exemplo: “Em reciprocidade à sua colaboração, vamos entregar-lhe um presente surpresa”.

     

    b) concomitância. Incorreta, pois concomitante significa fato de algo se produzir ou se apresentar ao mesmo tempo que outra coisa.

     

    c) sequencialidade. Incorreta, pois significa caráter do que é sequencial, consecutividade.

     

    d) círculo vicioso. Correta, pois círculo vicioso é uma sucessão, geralmente ininterrupta e infinita, de acontecimentos e consequências que sempre resulta numa situação que parece sem saída e sempre desfavorável, principalmente para quem se vê capturado por esse tipo de relação. No enunciado da questão se percebermos o termo "retornam à ideia ou fato inicial" fica subentendido a figura de um O (círculo) vicioso.

     

    e) simultaneidade. Incorreta, pois significa a existência, ao mesmo tempo, de duas ou mais ações, coisas ou fatos.


ID
1899337
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em:

“Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários. ” Os termos em destaque classificam-se, respectivamente, como

Alternativas
Comentários
  • GABARITO E

    As frases estão na voz passiva, mas os destaques são, como dito na questão, os núcleos dos sujeitos.

    As orções na forma direta seriam:

    Contratos foram feitos

    Salários foram estalecidos.

    Trata-se de pegadinha comum em concurso que tentam confundir com objeto direto. O "se", no caso, não é índice de indeterminação do sujeito, mas sim partícula apassivadora.

  • -Fizeram-se os contratos. Verbo fazer VTD+ SE= sujeito passivo, ou paciente. O verbo concorda com seu sujeito paciente.

    -Estabeleceram-se os salários. Estabelecer VTD+SE= sujeito passivo. 

    Resposta: alternativa E

  • Gabarito: letra " e "

    Os verbos estão na voz passiva sintética (V.T.D + SE).

    Transformando os verbos para a voz passiva analítica ficarão : Verbos (SER / ESTAR) + PARTICÍPIO. O Objeto direto transforma-se em Sujeito Paciente.

    Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários.

    Os contratos foram feitos, os salários foram estabelecidos.

     

  • Como saber se o ''se'' é partícula apassivadora ou se ele é índice de indeterminação so sujeito?

    Vejamos:

     

    Partícula Apassivadora: acompanha V.T.D. e serve para indicar que a frase está na voz passiva sintética. Para comprovar, pode-se colocar a frase na voz passiva sintética:

     

    Fazem-se unhas (analítica: Unhas são feitas)

    Alugam-se casas (analítica: Casas são alugadas)

     

    Índice de indeterminação do sujeito: vem acompanhado de V.T.I., Verbo de Ligação, Verbo Intransitivo e V.T.D em caso de O.D. preposicionado. Serve para dizer que o sujeito é indeterminado. A voz é ativa, por isso não é possível transportar para a voz analítica:

     

    Necessita-se de voluntários para a UPA.

    Neste lugar se é tratado como animal.

     

     

  • Fizeram-se os contratos.  OBS. O que Fizeram? "Os Contratos", logo será sujeito e "Contrato" o Núcleo do Sujeito.

    Estabeleceram-se os salários  OBS. O que estabeleceram? Os Salários, portanto Salários será o Núcleo do Sujeito.

     

    Gabarito: E

  • Para o pronome "se" ser índice de indeterminação do sujeito é necessário que seja acompanhado de:

    verbo intransitivo;

    verbo transitivo indireto;

    verbo de ligação;

    ...e esse verbo deve obrigatoriamente estar na 3ª pessoa do singular.

     

    Como no caso ambos os verbos estão na 3ª pessoa do plural, então o pronome "se" não é índice de ind. do suj., e sim um pronome apassivador (partícula apassivadora), donde podemos concluir que a frase está na VOZ PASSIVA SINTÉTICA.

     

    A estrutura da voz passiva sintética é:

    Verbo + SE (pron. apassivador) + sujeito paciente

     

    A alternativa correta então seria a letra EContratos salários são núcleos do sujeito paciente.

  • Duas formas para analisar os termos de orações nessa forma:

    1. Verificar a ordem em que a oração estar, facilita muito na hora de analisar os elementos.

    Se a oração não estiver na ordem S V C (sujeito, verbo e complemento), organize-a.

    Sendo assim, ficaria:

    "Fizeram-se os contratos" | Os contratos foram feitos.

    "Estabeleceram-se os salários" | Os salários foram estabelecidos.

    2. Outra forma, seria verificar se a partícula SE é uma P.A. (Partícula apassivadora) ou P.I.S. (Índice de indeterminação do sujeito).

    Uma P.A. pode estar na forma analítica(locução verbal) ou na forma sintática(se). Se for possível a transformação da forma sintática para analítica, a partícula é uma P.A., implicando que o sujeito será determinado e virá posteriormente.

    Se a trasnformação não for possível, a partícula SE será P.I.S., ou seja, sujeito indeterminado. DICA: o verbo nunca flexiona numericamente.

  • Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários. ” Os termos em destaque classificam-se, respectivamente, como

     FIZERAM>>>>> Verbo na 3ª. pessoa do plural, logo já não pode ser indeterminado. QUEM FAZ, FAZ ALGUMA COIDA. VTD. Nesse caso o OBJETO DIRETO FUNCIONA COMO SUJEITO PACIENTE.  A mesma regra segue para o outro verbo.

  • Temos que passar para a voz ativa

  • Na voz passiva sintética, o sujeito agente é indeterminado só existe o sujeito paciente.

    GABARITO. E


ID
1899340
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em: “Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres...” No período, a oração em negrito é subordinada  

Alternativas
Comentários
  • Condicionais:
    Contanto que, desde que, SE, caso, a menos que, somente se, apenas se.

  • uma condição. Para não ser pobre, precisa roubar

  • “Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres...” No período, a oração em negrito é subordinada ADVERBIAL CONDICIONAL =)

  • adverbial condicional uma condição para a realização da oração principal. iniciada pelas seguintes conjunções e locuções condicionais: se, salvo se, desde que, exceto se, caso, desde, contando que, sem que, a menos que, uma vez que, sempre que, a não ser que,…

  • Condicionais:
    Contanto . desde que,  se, caso, a menos que, somente se, apenas se, que


ID
1899343
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em:

“Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam. ” O período acima é

Alternativas
Comentários
  • Resposta correta letra D.

    Fonte: PESTANA, Fernando. A gramática para concursos públicos.1 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. p.565.

     

    Uma oração não é nada mais que uma frase verbal; seu núcleo é um verbo (ou uma locução verbal).

    Período é uma frase que possui uma ou mais orações. Há dois tipos, o simples e o composto. Composto: Constituído de mais de uma oração; pode ser formado por coordenação, subordinação ou coordenação e subordinação.  No caso da coordenação, as orações estão simplesmente uma ao lado da outra (coordenadas), com uma estrutura sintática completa, de modo que uma oração não depende da outra. As orações coordenadas podem ser separadas por vírgula, ponto e vírgula, dois pontos ou travessão.

     

    Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam. ” -> três verbos, três orações, perído composto; independentes - coordenadas.

  • Passível de anulação. O período contém das orações coordenadas assindéticas, portanto a questão de duas alternativas corretas.

  • A letra B estaria errada se dissesse que contém SOMENTE duas orações coordenadas assindéticas,mas da forma como está redigida não há erro algum. 

  • A letra "B" não está correta, pois faltou o examinador citar a última oração que é sindética. Portanto, como são três orações a questão "D" está correta. 

     

  • ao meu ver essa questão tem duas respostas corretas, na letra B ele não diz que tem SOMENTE duas orações. Ele não disse nenhuma inverdade. Realmente contém duas orações coordenadas assindéticas (e também uma sindética).

  • concordo Jaqueline Passos

  • O povo gosta de procurar pena em ovo

  • Concordo com a maioria dos colegas. A letra B também está correta, haja vista que, de fato, há duas orações coordenadas assindéticas. 

    A meu ver, claramente passível de anulação.

  • letra b correta

     

  • A ''B'' tbm está correta!

  • Com um detalhe esse E tem valor de conjunção adersativo....'Mas não subiam"....

    Será que viajei?

  • Sem sombra de dúvidas, há duas alternativas corretas. Faltou uma palavra restritiva na alternativa b, como somente ou apenas.

  • PASSÍVEL DE ANULAÇÃO. 

    O PERÍODO POSSUI DUAS ASSINDÉTICAS E UMA SINDÉTICA.

  • O item B esta incorreto pois na frase:

    Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam. ” 

    oração principal, portanto ela por si só é apenas uma oração, nao há o que se falar em cordenação ou subordinação.

    Oração cordenada assindética.

    Oração cordenada sindética.

     

  • oração principal de uma frase é a parte que contém a informação principal e aquela que se liga a qualquer oração subordinada, ou seja, é completada por umaoração subordinadaOração principal é aquela que não tem sentido sem o complemento (oração subordinada).

     

    Não há o que se falar em oração principal entre orações coordenadas entre si. A letra B também está correta!

  • oracao coordenada

    oracão subrodinada assindetica e outra sindetica.

  • “Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam. 

    Os ladrões vinham, (os ladrões) viam a luz acessa e (os ladrões) não subiam

    Há 2 orações coordenadas sem síndeto e uma com!!

     

    Está certíssima.

  • Essa banca não é o CESPE. Portanto, não considerem alternativa incompleta. 

    O período TODO acima não contém duas orações coordenadas assindéticas, e sim 2 assindéticas e 1 sindética.

     

    Se houver erro, avisem por favor! =)

  • Pessoal, até onde eu sei a B está incorreta sim.


    A oração principal não é coordenada nem subordinada. É simplesmente oração principal.

  • Coordenativas - ligam orações independentes.

  • A questão pede para analisarmos O PERÍODO (COMPLETO). Portanto, em “Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.”, temos 3 orações: A primeira é coordenada assindética (Vinham os ladrões). A segunda é coordenada assindética (viam a luz acesa). A terceira é coordenada sindética aditiva(e não subiam). 

    A simples, oração absoluta.

    Errado.

    Período simples possui uma só oração (oração absoluta) 

    Ex.: Os alunos conversavam sobre o concurso. 

    B composto por coordenação, contendo duas orações coordenadas assindéticas.

    Errado. O período (COMPLETO) é composto por coordenação, contendo duas orações coordenadas assindéticas e uma oração coordenada sindética aditiva.

    C composto por três orações coordenadas sindéticas.

    Errado. São duas orações coordenadas assindéticas e uma oração coordenada sindética aditiva.

    D composto por coordenação, contendo três orações.

    Certo. São duas orações coordenadas assindéticas e uma oração coordenada sindética aditiva.

    Oração coordenada assindética: ligada às outras sem conjunção. No lugar da conjunção aparece vírgula, ponto e vírgula ou dois pontos. 

    Ex.: Ela almoçou tranquila, pegou o carro, foi fazer a prova. 

    Oração coordenada sindética aditiva: tem valor semântico de adição, soma, acréscimo. É ligada às outras por meio das seguintes conjunções: e, nem (e não), não só... mas também, mas ainda, como também, ademais, outrossim...  

    Ex.: Estudaram muito e passaram no concurso. 

    E composto por coordenação e subordinação.

    Um período composto por coordenação é constituído por orações coordenadas. Uma oração chama-se coordenada quando não funciona como termo de outra e nem tem outra que funcione como termo dela. Cada oração tem todos os termos necessários para estar completa. São sintaticamente independentes entre si. 

    Ex.: Estudaram muito e passaram no concurso. (período composto por coordenação) 

     

    Um período composto por subordinação é constituído por orações subordinadas. As orações subordinadas são sintaticamente dependentes. Contêm oração principal, com uma ou mais orações subordinadas associadas a ela, que funcionam como termo de outra oração. Podem ser: adjetivas, substantivas e adverbiais. 

    Gabarito: Letra D

  • A) O período não é composto por uma oração simples. Sendo assim ela não é absoluta. - ERRADA

    B) Poderia até estar correta se não fosse o fato de que o período possui 3 orações. - ERRADA

    C) A primeira e segunda orações não possuem síndeto, sendo assim, não são sindéticas. - ERRADA

    D) É um período composto por subordinação e possui três orações. A maneira de se identificar as orações é procurando os verbos que estão presentes no período. Como existem três verbos e nenhum deles forma locução verbal o período possui três orações. - CERTA

    E) Não existe subordinação, pois nenhuma oração exerce função sintática sobre a outra. - ERRADA

  • É a MAIS correta! Pq a Letra B está incompleta!

    Gab: Letra D.

  • Oração 1 “Vinham os ladrões” – apresenta a forma verbal “vinham” e é ligada à próxima oração por coordenação, sem o uso de conjunções, ou seja, é uma coordenada assindética.

    Oração 2 “viam a luz acesa” – apresenta a forma verbal “viam” e é ligada a duas outras orações, à primeira (antecessora) por coordenação assindética e à segunda (sucessora) por coordenação aditiva.

    Oração 3 “e não subiam” – apresenta a forma verbal “subiam” e é ligada à oração anterior por coordenação, fazendo uso da conjunção aditiva “e”. 

    GAB. D

  • A questão tem dois gabaritos, acertei, mas é a realidade.


ID
1899346
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em:

“Ocorre que no país apareceu um homem honesto. “ A oração em destaque é subordinada

Alternativas
Comentários
  • Primeiro, verificar se é possível substituir a 2a oração por "isso".

    Assim, Ocorre isso.

    Fazendo uma troca rápida. Isso ocorre.

    Logo é sujeito.

  • - "que no país apareceu um homem honesto" é o sujeito oracional, logo, a oração é subordinada substantiva subjetiva.

    - o verbo ocorrer é intransitivo

  • Detalhando a explicação do Alexandre Gomes

    Gabarito letra C.
     

    MACETE PARA NÃO ERRAR MAIS OR. SUB. SUBJETIVA

    Ela tem função de sujeito da oração principal.

    ““Ocorre /// que no país apareceu um homem honesto. “.” ---> Ocorre / ISSO 

    BIZU: Passa o pronome "ISSO" para o início da frase e refaço a pergunta. Se o ISSO funcionar como SUJEITO, será Or. Sub. Subjetiva.

    ISSO /// Ocorre ---> O que ocorre? ISSO (Sujeito)

     

    Foi assim que aprendi e nunca deu errado. 

    Espero que tenha ajudado.

     

    "O sofrimento é passageiro; desistir é para sempre!"

  • Ocorre(VI) isso(Suj.)

     

    Gabarito: C

  • c)substantiva subjetiva.  

    Na ordem normal fica fácil de visualizar: 

    Um homem honesto apareceu no país ocorre 

  • C

     

    OCORRE ISSO (sujeito)

  • Qual MACETE para não confundir a SUBJETIVA com a OBEJETIVA DIRETA?

  • ANDRÉ COSMO, a direta NECESSARIAMENTE apresenta um VTD ou VTDI enquanto na subjetivas - aconselho que dê uma olha que são 5 casos- existe uma situação em que haverá um VTD na terceira pessoa do singular + se (partícula apassivadora ) + que/se


    Essa é a maneira de diferenciar

  • Ocorre que no país apareceu um homem honesto.

    Ocorre isso. Isso ocorre. subjetiva

  • é só olhar para o verbo, se o verbo for intransitivo, como existir, acontecer e ocorrer e depois vem a conjunção integrante a oração é subordinada substantiva subjetiva.

ID
1899349
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em:

“... depois foi preciso fazê-lo compreender que...” A função sintática do termo em destaque em relação ao verbo compreender é

Alternativas
Comentários
  •  fazê-lo = verbo causativo e sensitivo.

  • FAZÊ-LO 

    "LO" > determina o sujeito > sujeito oculto > identificado pela desinência verbal > TU > de quem se fala na oração.

    Conjugação do verbo fazer na 2ª pessoa do presente do indicativo.

    Logo a função sintática é de sujeito.

  • Gabarito: letra " a "

     

    "... depois foi preciso fazer-lo compreender que..."

     

    Fica : "...depois foi preciso fazer ele compreender que..."

     

    Quem compreende algo?

     

    R: ele

     

  • Achando o complemento do verbo -> Quem faz, faz algo , no caso compreender é OD.

    Achando o sujeito ~> Vão fazer quem compreender ? fazer ele compreender ou fazê-lo.( Sujeito)

     

     

  • pegadinha. o pronome obliquo átono -lo é objeto direto em relação ao verbo fazer, mas a questao questiona seu uso em relacao ao verbo compreender. Logo, basta analisar quem pratica o ato de compreender, o que remete ao agente contido em -lo, categorizando-o como sujeito

  • depois foi preciso fazê-lo compreender que

     

    Verbo fazer 

    Lo= o = ele    OBS. Colocação Pronominal

    Quem fazer? ELE, logo será sujeito.

     

    Gabarito:A

  • depois foi preciso fazê-lo compreender que...” A função sintática do termo em destaque em relação ao verbo compreender é  

    QUEM FAZ ALGO, FAZ ALGO A ALGÚEM OU PARA ALGUÉM. Logo VTDI. Para este verbo ele é Objeto indireto para o outro SUJEITO

  • MANDAR/DEIXAR/FAZER/VER/OUVIR/SENTIR + Pronome Oblíquo átono (me, te, o(s), a(s), lhe(s), nos vos) + Verbo no Infinitivo

    Neste caso: Pronome Oblíquo átono --> sempre sujeito do verbo posterior


ID
1899352
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O verbo haver NÃO É impessoal em:

Alternativas
Comentários
  • Resposta: Letra d)

    Em todas as outras alternativas é possível substituir o verbo "haver" pelo "existir". 

    Já na letra d), além de ficar sem sentido essa substituição (afinal de contas, a expressão "nada a fazer" não é passível de existência como um país, como uma pessoa), fica evidente que o sujeito da oração é "nada a fazer".

    O que não tinha? Nada a fazer.

  • Emprega-se o verbo haver como impessoal – isto é, sempre na 3ª pessoa do singular – quando tem o sentido de existir. Este é um dos casos de “oração sem sujeito”. Exatamente por isso o verbo haver fica neutro, impessoal, pois ele não tem um sujeito com quem concordar. Os substantivos que complementam o verbo haver são considerados seu objeto direto.

     

     

    Fonte: Língua Brasil

  • Alguém pode explicar melhor essa questão??

  • Luciana, é basicamente o que "A Concurseira" disse.
    O verbo Haver quando tem sentido de: Existir, Acontecer, ocorrer, realizar-se; são Impessoais. Portanto, a alternativa que não tem o Haver como  verbo impessoal é a alternativa D.

    Fonte: Português começando do Zero, Com Rodrigo Bezerra.

  • Acho que pode substituir a letra "d" por existir sem alterar a semântica, mas só parecerá diferente porque a gente geralmente não fala assim.

  • ao ler todas as frases substituído por existir, se percebe que na letra D não encaixa existir...assim eu encontrei a resposta...isso ajuda como macete ...

  • Eu troco por TINHA..se funcionar : VERBO HAVER NÃO É IMPESSOAL.

     

    GABARITO ''D''

  • Verbo haver no sentido de existir é impessoal.

    Gabarito "D"

  • Essa técnica de substituir por "existir" não funciona se compararmos essa questão com a Q633414 :


    “Não havia nada que pudesse fazer para o ajudar.” (primeiro parágrafo). Essa frase inicia-se por uma oração desprovida de sujeito, e o verbo em destaque é denominado de impessoal.


    Praticamente a mesma oração que a alternativa D : “... não havia nada a fazer”. 


    E agora José?


  •  Alternativa D

    Cuidado Pessoal, na pergunta diz assim “NÃO É impessoal”, tirando as duas negações o NÃO E O IM e você vai ver que a questão que o verbo haver que são PESSOAL.

    Agora é só lembra da regra que deixa o verbo HAVER impessoal, que é quando ele tem sentido de EXISTIR/ OU INDICANDO TEMPO DECORRIDO.

    Temos que a única expressão que não tem esse sentido do verbo haver é na Alternativa D, deixando-o pessoal 

  • Hum... deveria ser anulada, até porque como comentou a Sara Augusta na questão citada (Q633414), é confirmado no enunciado da questão que o verbo aparece como impessoal:

    “Não havia nada que pudesse fazer para o ajudar.” (primeiro parágrafo). Essa frase inicia-se por uma oração desprovida de sujeito, e o verbo em destaque é denominado de impessoal. Também é impessoal o verbo da frase:"

    E agora José não... e agora um professor do QC para comentar essa joça, já que no quesito disciplinas não ligadas ao Direito, o site está deixando muito a desejar...

  • A leitura que se deve fazer é a seguinte: o verbo haver é imperssoal sempre, ele foi criado para ser imperssoal. no entanto exitem uma possibilidades dele vim a ser pessoal que é quando ele torna-se auxiliar e nao principal. isso ocorrem em duas situações: 1 o verbo haver vem antes de participio, 2 o verbo haver vinher antes de infinitivo preposicionado.

    Res: D

    justificativa: o verbo haver vem antes de infinitivo preposicionado.

    sobre o fato de se trocar por existiré o seguinte: isso foi uma maneira didatica que os professores encontraram, mas ele não é o argumento correto, pois não dar certo em todos os casos, mas na maioria da certo. o que vocês precisam mentalizar é que o haver foi feito para ser imperssoal sempre, no entanto se ele vinher precedido de participio ou infinitivo preposicionado ai nesses casos ele sai do seu papel de principal e passa a ser auxiliar podendo ser flexicionado normalmente. " aprender pequeno é melhor não apredender"

  • Verbo HAVER no sentido de ocorrer, fazer, existir, realizar-se e acontecer, são impessoais. Na alternativa D o verbo HAVER tem sentido de TER.

  • kkkkkkkk povo ta conjugando certinho o verbo "vir"


ID
1899355
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em:

“... O problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. ” A classificação sintática da oração em destaque é subordinada

Alternativas
Comentários
  • Fácil Fácil,

     

    1º - Perceba de cara o verbo de ligação ser(flexionado no passado "era"). 

    2º - Note a estrutura, O problema(sujeito) era(verbo de ligação)  que seu comportamento criava uma grande confusão.(Predicado)

    3º - Toda vez que tivermos o verbo de ligação "ser" nessa estrutura, estaremos diante de uma oração SUBSTANTIVA PREDICATIVA

     

    GABARITO A

  • Quando a oração principal iniciar pelo verbo SER, a Oração Subordina Substantiva será SUBJETIVA.
    Quando a oração principal TERMINAR pelo verbo SER, a Oração Subordinada Substantiva será PREDICATIVA. 

  • Se a frase fosse: O problema era que seu comportamento criava uma confusão. Seria substantiva subjetiva?

  • Ordem direta = Sujeito, Verbo, Predicado.

     

    Análise Macro

    Sujeito = O problema

    Verbo = era

    Predicado = que seu comportamento criava uma grande confusão

     

    Análise Micro

    Era = transitividade = Verbo de ligação, função de ligar o sujeito ao seu predicado.

    predicado = que seu comportamento... = ISSO

    Oração Subordinada Substantiva PREDICATIVA - Funciona como o predicativo do sujeito.

     

  • Se tem VL é substantiva predicativa.

  • OSSP - Oração Subordinada Substantiva Predicativa

    Quando exerce a função de predicativo do sujeito em relação à oração principal.
    Vem sempre ao lado de um verbo de ligação da oração principal. (Português Esquematizado - Agnaldo Martino)

    O problema era (Verbo de ligação) que seu comportamento criava uma grande confusão. (Podemos troca isso tudo por ISSO, (ENTÃO ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA) E PREDICATIVA PORQUE ESTA LIGADA A UM VERBO DE LIGAÇÃO) ”

     

  • Dica > Quando ocorrer V.L + QUE E ELES ESTIVEREM JUNTOS, SEMPRE SERÁ O.S.S.PREDICATIVA

  • V.L+ conjunção integrante = OSS predicativa


ID
1899358
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em:

“ O governo era uma associação de delinquentes...” A função sintática da expressão em destaque é  

Alternativas
Comentários
  • Toda vez que nos apresentarem uma estrutra dessas (sujeito - verbo DE LIGAÇÃO "SER" - Predicado) estaremos diante de um predicativo do sujeito.

     

    GABARITO LETRA D

  • Quase marquei objeto direto.

  • verbo de ligação + qualidade/adjetivo/qualificador de sujeito ==

    predicativo do sujeito

  • O governo  | era |      uma associação |   de delinquentes

    Sujeito         VL       Predicado do sujeito      PO

     

    Gabarito: D

  • GABARITO D

     

     

    bizu: na maioria das vezes quando você encontrar um verbo de ligação, pode procurar o predicativo do sujeito que ele está por perto! 

     

    Verbo de ligação (ser) está dando qualidade ao SUJEITO. Logo, PREDICATIVO DO SUJEITO.

     

    Bizu: Verbo de ligação = SECAPPFT

     

    Ser

    Estar

    Continuar

    Andar

    Parecer

    Permanecer

    Ficar

    Tornar-se

  • GABARITO: LETRA D

    ACRESCENTANDO:

    Predicativo do sujeito:

    É o termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Todo predicado construído com verbo de ligação necessita de predicativo do sujeito. Pode ser representado por:

    a) Adjetivo ou locução adjetiva:

    Por Exemplo:

    O seu telefonema foi especial. (especial = adjetivo)
    Este bolo está sem sabor. (sem sabor = locução adjetiva)

    b) Substantivo ou palavra substantivada:

    Por Exemplo:

    Esta figura parece um peixe. (peixe = substantivo)
    Amar é um eterno recomeçar. (recomeçar  = verbo substantivado)

    c) Pronome Substantivo:

    Por exemplo:

    Meu boletim não é esse. (esse = pronome substantivo)

    d) Numeral:

    Por exemplo:

    Nós somos dez ao todo. (dez = numeral)

    FONTE: https://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint13_2.php

  • para ser adj. adnonimal a coisa faz à ação pelo que eu entendi.
  • O governo era uma associação de delinquentes.

    1 ache o verbo = era [ Verbo de Ligação]

    2 ache o sujeito = O Governo

    3 Suj + Verbo = O governo era ...[ o que]?

    Uma associação de delinquentes

    Predicativo do sujeito (Delinquentes )qualifica o sujeito [o governo} fora dele.


ID
1899361
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em:

“Ele deixava que lhe roubassem tudo... “ Os termos destacados exercem, na oração, a função sintática, respectivamente, de

Alternativas
Comentários
  • Gabarito - letra (A)
     o pronome LHE atua como objeto indireto.
    O verbo ROUBAR é VTD. 

  • A questão é passível de anulação. O verbo roubar é transitodo direto. O pronome "lhe" tem sentido de posse que poderia ser substituído pelo pronome possessivo "dele". " Ele deixava que lhe roubassem tudo dele"

  • Quem rouba, rouba algo (tudo) de alguém (lhe) - V.T.D.I

  • O lhe só pode exercer função de objeto indireto.

  • “Ele deixava / que lhe roubassem tudo... 

    (oração 1)    /  (oração 2)

     

    Oração 1 (oração principal)--> Quem deixa que lhe roubassem tudo? Ele ( sujeito determinado simples)

                         Quem deixa, deixa algo ou alguma coisa--> VTD , deixa o que? que lhe roubassem tudo ( objeto direto)

    Oração 2 ( oração subordinada substantiva objetiva direta) --->   Quem rouba, rouba algo de alguem --> tudo ( objeto direto) ; lhe (objeto indireto)

  • Ainda não entendi porque o "LHE" é objeto indireto. O objeto indireto não pede uma preposição no começo?

  • “Ele deixava / que lhe roubassem tudo... 

    (oração 1)    /  (oração 2)

    NO CASO QUEM SERIA O SUJEITO DA 2ª ORAÇÃO? ALGUEM PODE AJUDAR?

    o 'que' nao poderia ser já que é conjunção integrante, certo?

  • a) objeto indireto / objeto direto.  

    Quem rouba, rouba algo de alguem (transitivo direto e indireto). O pronome obliqup átono -lhe é usado quando a regencia do verbo exige preposição, ficando equivalente a "roubaram dele". O sujeito é elíptico (oculto), sendo deduzido pela conjugação do verbo

  • Ele deixava que roubassem tudo (OD) dele (lhe = OI)

  • Questão passível de anulação!!! 

    “Ele deixava que lhe roubassem tudo... “

    O verbo roubar é TRANSITIVO DIRETO!! Exige apenas um tipo de complemento, sendo este objeto direto. 

    O vocábulo "lhe" indica posse... "Ele deixava que roubassem tudo dele". Nesse sentido, exerce função de adjunto adnominal, uma vez que a regra diz:

    "Os pronomes me, te, se, nos, vos, lhe e lhes indicando posse funcionam como adjunto adnominal."

    Já o vocábulo tudo é objeto direto mesmo!!!

  • lhe se refere ao verbo "roubar", roubassem dele (OI) tudo (OD). Por isso não pode ser adjunto adnominal. E os verbos não são fixo a transitividade varia de acordo com a frase. 

  • GABARITO A

     

    “Ele deixava que lhe roubassem tudo..."

     

    LHE como objeto indireto sempre substituirá nome indicativo de PESSOA.

    Onde cabe o pronome LHE, não cabem os pronomes O(s), A(s) e vice-versa.

     

    Quem ROUBA, ROUBA ALGUMA COISA (tudo). Logo, OD.


ID
1899364
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em:

O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos...” As vírgulas aqui são usadas para separar um adjunto adverbial. As vírgulas não foram empregadas adequadamente em:

Alternativas
Comentários
  • A questão nos pede a aletrnativa na qual houve erro no emprego da vírgula, não necessariamente no deslocamento de adjunto adnominal.

     

    A) Como era ponto facultativo, ninguém foi trabalhar. . 

    R: Perfeita, adjunto adverbial "como era.." deslocado para frente, usou a a vírgula corretamente.

     

    B)Todos, na medida do possível, se esforçavam muito

    R: Perfeita, "na medida do possível" é o adjunto adverbia que foi deslocado para o meio da oração, e foi usado corretamente a vírgula. Na ordem direta seria "Todos se esforaçaram muito, na medida do possível.

     

    C) Os homens, tocavam violão, e as mulheres flauta.  

    R: Aqui está o erro, a frase está na ordem direta, e foi incluído vírgulas. O correto seria "Os homens tocavam violão e as mulheres flauta. Além disso temos um erro clássico de separar o sujeito do verbo.

     

    D) Pularam o muro, arrebentaram a porta, roubaram tudo.  

    R: Perfeita, Sem erros. A vírgula foi usada corretamente para separar as orações. 

     

    E) Denise, a mais nova do grupo, foi vencedora. 

    R: Perfeita, a vírgula foi usada para separar um termol explicativo.

  • A letra C está errada porque não se pode separar sujeito do verbo. Neste caso, acredito que o correto seria: "Os homens tocavam violão e as mulheres, flauta." pois, a vírgula também é usada para indicar elipse de um termo, neste caso, do verbo "tocavam". Outro exemplo: "Daniel ficou alegre; eu, triste"

    http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono30.php

  • Não se separa sujeito de verbo!!! 

  • É possível usar a vírgula antes do “e” com sujeitos diferentes 

    João toca piano, e Maria, violão.   Serra usa imagem de Lula, e PT vai entrar na Justiça.

    Ela trazia as compras, e o marido segurava o cachorro. A vírgula antes do e evita uma leitura ambígua.

    relação adversativa -> Chovia, e fazia muito calor.

  • Gab C

    A) Como era ponto facultativo, ninguém foi trabalhar. (Separar Oração Adverbial Causal)

    B) Todos, na medida do possível, se esforçavam muito. (Separar Adjunto Adverbial de Modo)

    C) Os homens, tocavam violão, e as mulheres flauta. (Não pode separar sujeito do verbo por virgula)

    D) Pularam o muro, arrebentaram a porta, roubaram tudo. (Separar Orações Coordenadas Assindéticas)

    E) Denise, a mais nova do grupo, foi vencedora. (Isolar Aposto)

    Bons estudos galerinha!!!

  • Não se separa sujeito do predicado. por isso, letra C esta errada.


ID
1899367
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                              Lembrança

      Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. Era um velho limpo e eu gostava dele por isso. Eu conhecia outros velhos e eles não eram limpos. Além disso, eram chatos. Meu avô não era chato. Ele não incomodava ninguém. Nem os de casa ele incomodava. Ele quase não falava. Não pedia as coisas a ninguém. Nem uma travessa de comida na mesa ele gostava de pedir. Seus gestos eram firmes e suaves e quando ele andava não fazia barulho.

      Ficava no quartinho dos fundos e havia sempre tanta gente e tanto movimento na casa que às vezes até se esqueciam da existência dele. De tarde costumava sair para dar uma volta. Ia só até a praça da matriz que era perto. Estava com setenta anos e dizia que suas pernas estavam ficando fracas. Levava-me sempre com ele. Conversávamos mas não me lembro sobre o que conversávamos. Não era sobre muita coisa. Não era muita coisa a conversa. Mas isso não tinha importância. O que gostávamos era de estar juntos.

      Lembro-me de que uma vez ele apontou para o céu e disse: 'olha'. Eu olhei. Era um bando de pombos e nós ficamos muito tempo olhando. Depois ele voltou-se para mim e sorriu. Mas não disse nada. Outra vez eu corri até o fim da praça e lá de longe olhei para trás. Nessa hora uma faísca riscou o céu. O dia estava escuro e uma ventania agitava as palmeiras. Ele estava sozinho no meio da praça com os braços atrás e a cabeça branca erguida contra o céu. Então eu pensei que meu avô era maior que a tempestade.

      Eu era pequeno, mas sabia que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Sabia que cedo ainda a mulher o abandonara. Sabia que ele tinha visto mais de um filho morrer. Que tinha sido pobre e depois rico e depois pobre de novo. Que durante sua vida uma porção de gente o havia traído e ofendido e logrado. Mas ele nunca falava disso. Nenhuma vez o vi falar disso. Nunca o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi falar mal de alguém. As pessoas diziam que ele era um velho muito distinto.

      Nunca pude esquecer sua morte. Eu o vi, mas na hora não entendi tudo. Eu só vi o sangue. Tinha sangue por toda parte. O lençol estava vermelho. Tinha uma poça no chão. Tinha sangue até na parede. Nunca tinha visto tanto sangue. Nunca pensara que, uma pessoa se cortando, pudesse sair tanto sangue assim. Ele estava na cama e tinha uma faca enterrada no peito. Seu rosto eu não vi. Depois soube que ele tinha cortado os pulsos e aí cortado o pescoço e então enterrado a faca. Não sei como deu tempo dele fazer isso tudo, mas o fato é que ele fez. Tudo isso. Como, eu não sei. Nem por quê.  

      No dia seguinte eu ainda tornei a ver a sua camisa perto da lavanderia e pensei que mesmo que ela fosse lavada milhares de vezes nunca mais poderia ficar branca. Foi o único dia em que não o vi limpo. Se bem que sangue não fosse sujeira. Não era. Era diferente.

                                                (VILELA, Luiz. Tarde da noite. 6. Ed. São Paulo: Ática, 2000.) 

Assinale a alternativa que NÃO se relaciona com o texto.

Alternativas
Comentários
  • "A imagem do avô está sempre relacionada à cor branca.". Essa eu não sei de onde tiraram. Li duas vezes só pra ter certeza que a cor branca só é mencionada na primeira frase do texto e no final e, em momento algum, fica claro que A imagem do avô está sempre relacionada à cor branca. Só deu pra identificar a letra E como resposta pela contradição com a letra D.

  • Correta letra E.

    a) No dia seguinte eu ainda tornei a ver a sua camisa perto da lavanderia e pensei que mesmo que ela fosse lavada milhares de vezes nunca mais poderia ficar branca. Foi o único dia em que não o vi limpo.


ID
1899370
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                              Lembrança

      Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. Era um velho limpo e eu gostava dele por isso. Eu conhecia outros velhos e eles não eram limpos. Além disso, eram chatos. Meu avô não era chato. Ele não incomodava ninguém. Nem os de casa ele incomodava. Ele quase não falava. Não pedia as coisas a ninguém. Nem uma travessa de comida na mesa ele gostava de pedir. Seus gestos eram firmes e suaves e quando ele andava não fazia barulho.

      Ficava no quartinho dos fundos e havia sempre tanta gente e tanto movimento na casa que às vezes até se esqueciam da existência dele. De tarde costumava sair para dar uma volta. Ia só até a praça da matriz que era perto. Estava com setenta anos e dizia que suas pernas estavam ficando fracas. Levava-me sempre com ele. Conversávamos mas não me lembro sobre o que conversávamos. Não era sobre muita coisa. Não era muita coisa a conversa. Mas isso não tinha importância. O que gostávamos era de estar juntos.

      Lembro-me de que uma vez ele apontou para o céu e disse: 'olha'. Eu olhei. Era um bando de pombos e nós ficamos muito tempo olhando. Depois ele voltou-se para mim e sorriu. Mas não disse nada. Outra vez eu corri até o fim da praça e lá de longe olhei para trás. Nessa hora uma faísca riscou o céu. O dia estava escuro e uma ventania agitava as palmeiras. Ele estava sozinho no meio da praça com os braços atrás e a cabeça branca erguida contra o céu. Então eu pensei que meu avô era maior que a tempestade.

      Eu era pequeno, mas sabia que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Sabia que cedo ainda a mulher o abandonara. Sabia que ele tinha visto mais de um filho morrer. Que tinha sido pobre e depois rico e depois pobre de novo. Que durante sua vida uma porção de gente o havia traído e ofendido e logrado. Mas ele nunca falava disso. Nenhuma vez o vi falar disso. Nunca o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi falar mal de alguém. As pessoas diziam que ele era um velho muito distinto.

      Nunca pude esquecer sua morte. Eu o vi, mas na hora não entendi tudo. Eu só vi o sangue. Tinha sangue por toda parte. O lençol estava vermelho. Tinha uma poça no chão. Tinha sangue até na parede. Nunca tinha visto tanto sangue. Nunca pensara que, uma pessoa se cortando, pudesse sair tanto sangue assim. Ele estava na cama e tinha uma faca enterrada no peito. Seu rosto eu não vi. Depois soube que ele tinha cortado os pulsos e aí cortado o pescoço e então enterrado a faca. Não sei como deu tempo dele fazer isso tudo, mas o fato é que ele fez. Tudo isso. Como, eu não sei. Nem por quê.  

      No dia seguinte eu ainda tornei a ver a sua camisa perto da lavanderia e pensei que mesmo que ela fosse lavada milhares de vezes nunca mais poderia ficar branca. Foi o único dia em que não o vi limpo. Se bem que sangue não fosse sujeira. Não era. Era diferente.

                                                (VILELA, Luiz. Tarde da noite. 6. Ed. São Paulo: Ática, 2000.) 

As cores branca e vermelha assumem, no texto, uma simbologia na qual o branco simboliza a limpeza e o vermelho a sujeira, sendo que ao descrever o ambiente sujo de sangue, o autor o faz de forma exagerada, caracterizando uma

Alternativas
Comentários
  • A hipérbole é caracterizada pelo exagero, logo alternativa B.

  • HIPERbole ... lembra algo "grande/maior" por tanto o exagero.

  • Gabarito: B

    (hi.pér.bo.le)

    Figura de linguagem que enfatiza ou exagera a significação linguistica (p. ex.: João morreu de rir).

  • Hipérbole: Figura de linguagem que exagera.

    Ex: Mãe estou morrendo de fome.

    Gabarito (B)

  • Passei em um milhão de concursos....KKKKK  hipérbole

  • Questaozinha besta para o cargo de professor de português.

  • Quando falar em EXAGERO, não tenha medo, é HIPÉRBOLE

  • Leia a seguinte frase:

     

    “Está muito calor. Os jogadores estão morrendo de sede no campo”.

     

    Quando lemos essa afirmação, nunca imaginamos jogadores agonizando de sede num campo de futebol, pois compreendemos que o autor da frase fez uso do exagero para impressionar o interlocutor. Quando engrandecemos ou diminuímos exageradamente a verdade das coisas, estamos utilizando a hipérbole.

    A hipérbole é exatamente oposta ao eufemismo. Enquanto no eufemismo suavizamos uma expressão chocante, na hipérbole expressamos exageradamente uma idéia, a fim de enfatizar essa informação. Essa figura de linguagem é bastante comum não só nos textos escritos, como na comunicação oral.

    Veja os exemplos em textos escritos:

    “Rios te correrão dos olhos, se chorares (...)” (Olavo Bilac)

    “Brota esta lágrima e cai (...)
    Mas é rio mais profundo
    Sem começo e nem fim
    Que atravessando por este mundo
    Passa por dentro de mim”. (Cecília Meireles)

    “Queria querer gritar setecentas mil vezes
    Como são lindos, como são lindos os burgueses” (Caetano Veloso)

    “Pela lente do amor
    Vejo tudo crescer
    Vejo a vida mil vezes melhor”. (Gilberto Gil)

  • GABARITO B

     

     

    FIGURAS DE LINGUAGEM

    METÁFORA: Comparação implícita

    SÍMILE: Comparação explícita

    ANTÍTESE: oposição lógica

    PARADOXO: oposição não lógica

    HIPÉRBOLE: exagero

    EUFEMISMO: suavização

    ELIPSE: Omissão de um termo subentendido

    ZEUGMA: omissão de um termo já dito.

    POLISSÍNDETO: Vários conectivos

    ASSÍNDETO: Nenhum conectivo

    ALITERAÇÃO: Repetição de consoantes

    ASSONÂNCIA: Repetição de vogais

    PLEONASMO ENFÁTICO: reforçar a ideia

    IRONIA: sarcasmo

    GRADAÇÃO: ascensão

    ONOMATOPÉIA: é uma figura de linguagem que significa o emprego de uma palavra ou conjunto de palavras que sugerem algum ruido: ex.: Cri cri: o som que emite o grilo

    HIPÉRBATO: inversão, ordem indireta da frase

    METONÍMIA: substituição do autor pela obra

    CATACRESE: ausência de termos especifica, pé da mesa

    SINÉDOQUE: subs. do todo pela parte

    SINESTESIA: mistura de sentidos

    PROSOPOPEIA: personificação de coisas

    PARONOMÉSIA: trocadilho

    APÓSTROFE: vocativo

    SILEPSE: concordância com a ideia

    PERÍFRASE: caracterizar por fatos

    ANÁFORA: repetição

    ANACOLUTO: interrupção 


ID
1899373
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                              Lembrança

      Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. Era um velho limpo e eu gostava dele por isso. Eu conhecia outros velhos e eles não eram limpos. Além disso, eram chatos. Meu avô não era chato. Ele não incomodava ninguém. Nem os de casa ele incomodava. Ele quase não falava. Não pedia as coisas a ninguém. Nem uma travessa de comida na mesa ele gostava de pedir. Seus gestos eram firmes e suaves e quando ele andava não fazia barulho.

      Ficava no quartinho dos fundos e havia sempre tanta gente e tanto movimento na casa que às vezes até se esqueciam da existência dele. De tarde costumava sair para dar uma volta. Ia só até a praça da matriz que era perto. Estava com setenta anos e dizia que suas pernas estavam ficando fracas. Levava-me sempre com ele. Conversávamos mas não me lembro sobre o que conversávamos. Não era sobre muita coisa. Não era muita coisa a conversa. Mas isso não tinha importância. O que gostávamos era de estar juntos.

      Lembro-me de que uma vez ele apontou para o céu e disse: 'olha'. Eu olhei. Era um bando de pombos e nós ficamos muito tempo olhando. Depois ele voltou-se para mim e sorriu. Mas não disse nada. Outra vez eu corri até o fim da praça e lá de longe olhei para trás. Nessa hora uma faísca riscou o céu. O dia estava escuro e uma ventania agitava as palmeiras. Ele estava sozinho no meio da praça com os braços atrás e a cabeça branca erguida contra o céu. Então eu pensei que meu avô era maior que a tempestade.

      Eu era pequeno, mas sabia que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Sabia que cedo ainda a mulher o abandonara. Sabia que ele tinha visto mais de um filho morrer. Que tinha sido pobre e depois rico e depois pobre de novo. Que durante sua vida uma porção de gente o havia traído e ofendido e logrado. Mas ele nunca falava disso. Nenhuma vez o vi falar disso. Nunca o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi falar mal de alguém. As pessoas diziam que ele era um velho muito distinto.

      Nunca pude esquecer sua morte. Eu o vi, mas na hora não entendi tudo. Eu só vi o sangue. Tinha sangue por toda parte. O lençol estava vermelho. Tinha uma poça no chão. Tinha sangue até na parede. Nunca tinha visto tanto sangue. Nunca pensara que, uma pessoa se cortando, pudesse sair tanto sangue assim. Ele estava na cama e tinha uma faca enterrada no peito. Seu rosto eu não vi. Depois soube que ele tinha cortado os pulsos e aí cortado o pescoço e então enterrado a faca. Não sei como deu tempo dele fazer isso tudo, mas o fato é que ele fez. Tudo isso. Como, eu não sei. Nem por quê.  

      No dia seguinte eu ainda tornei a ver a sua camisa perto da lavanderia e pensei que mesmo que ela fosse lavada milhares de vezes nunca mais poderia ficar branca. Foi o único dia em que não o vi limpo. Se bem que sangue não fosse sujeira. Não era. Era diferente.

                                                (VILELA, Luiz. Tarde da noite. 6. Ed. São Paulo: Ática, 2000.) 

Lembro-me de que ele só usava camisas brancas” A regência do verbo lembrar no período acima é

Alternativas
Comentários
  • Indiquem para comentário. Questão bastante pertinente.

  • dei uma pesquisada rápida e achei isso. 

    "Aproveitando esse aspecto da transitividade, cabe ressaltar acerca de dois pontos relevantes: um deles se refere ao fato de o verbo ser constituído de objeto direto de pessoa e indireto de assunto, ou seja, lembramos alguém (O. D.) de algo (O. I.).

    Gostaria de lembrá-lo de suas obrigações.
                               (O.D)    (O.I.)

    Como também pode ter objeto direto de assunto e indireto de pessoa, ou seja, lembramos algo a alguém.

    Desejamos lembrar-lhes que as reuniões já foram marcadas.
                                  (O. I.)           (O. D.)"

    http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/regencia-verbo-lembrar.htm

    --

    mas eu acho que essa explicação não tira as dúvidas sobre a assertiva acima, pois nos exemplos citados é uma pessoa que lembra a outra(s) de alguma coisa, a gente consegue ver perfeitamento o OD e o OI... mas na assertiva eu n consegui enxergar a mesma estrutura na oração. pois ME diz respeito à própria pessoa que diz a frase. e ela não vai lembrar a ela mesma de que a camisa....

    ela apenas se lembrou.

    também indiquei para comentário ...

  • Pronomes oblíquos (me, te. lhe...) servem como complemento (OI ou OD). o A/O sempre serão OD, e o LHE será OI.

    "Lembro-me de que ele só usava camisas brancas” . ---> "ME" = OD   e  "de que ele só usava camisas brancas"=OI ( tem preposição).

     

     

     

  • Regra :

    Esquecer/lembrar
    Quando não forem pronominais: são usados sem preposição. 
    Quando forem pronominais: são regidos pela preposição “de”.

     

  • Tudo tem um contexto...o verbo lembrar na maoria das vezes é transitivo indireto : Quem lembra, lembra de algo. No entanto, no caso em tela...

     Lembro-me de que ele só usava camisas brancas..

     

    Quem lembra, lembra alguém ( me..."eu") de alguma coisa. Por isso é um verbo transitivo direto e indireto.

     

     

     

    Obs: Essa questão pegou quase todo mundo, inclusive eu.,nunca tinha visto uma pegadinha tão nova e boa.

    GABARITO 'C'

  • Por esse contexto consegui acertar, faz papel bitransitivo. 

    [Gab. C]

    bons estudos!

  • É na verdade,(nesse contexto), TDp(I);  pois é acompanhado de um pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito.

  • Acho que nesse caso o verbo lembrar é pronominal, cujo complemento é iniciado pelo preposição de. Por isso, penso que a regência do verbo seja VTI.

  • Para mim o gabarito ta errado, vejamos:

     

    Esquecer-se e lembrar-se são verbos pronominais, a particula se NÃO tem função sintatica!

     

    Na questão o verbo esta concordando com a primeira pessoa do singular, não podemos dizer "lembrei-se" disso, portanto o SE passa a ser ME e isso causa confusão (inclusive nas bancas kk) portanto o verbo "Lembrei-me" é VTI e o ME não possui função sintatica.

     

     

     

    "Parte integrante do verbo: o pronome faz parte de um verbo pronominal."

    Queixaram-se do excesso de sal na comida. (o verbo é queixar-se)
    Ainda bem que jovem não teve coragem de se suicidar. (o verbo é suicidar-se)

    O mesmo vale para o verbo pronominal "lembrar-se" quem se lembra, se lembra de alguma coisa, portanto VTI.

     

    http://www.infoescola.com/portugues/se-particula-apassivadora-ou-indice-de-indeterminacao-do-sujeito/

     

  • TENHO QUASE CERTEZA QUE E VTI

  • Não entendi .....

  • Pesquisando no link : (http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint16.php) encontrei isso:

     

     Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem ser objeto direto ou indireto. Para determinar sua função sintática, podemos substituir esses pronomes por um substantivo: se o uso da preposição for obrigatório, então se trata de um objeto indireto; caso contrário, de objeto direto.

    Por Exemplo:

     

    Roberto  me viu na escola.(OD)

    Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "Roberto viu o amigo na escola." Veja que a preposição não foi usada. Portanto, "me" é objeto direto.

     

    Observe o próximo exemplo:

    João me telefonou.(OI)

    Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "João telefonou ao amigo". A preposição foi usada. Portanto, "me" é objeto indireto.

     

    A grande duvida é , fazendo a devida substituição,o ME da referida questão  seria um objeto direto preposicionado???

     

  • Nao entendi tambem essa questao ......

  • Vamos indicar para comentário.

  • VAMOS INDICAR PARA COMENTÁRIO. NÃO ADIANTA O ACHISMO COMO A MAIORIA ESTÃO DIGITANDO. O PROFESSORES DO QC ESTÃO AQUI PRA ISSO.

  • Não é um verbo bitransitivo. Quem acertou, acertou errado.

    Quem lembra, lembra algo. 

    Quem se lembra, lembra-se DE algo.

    Não existe outra resposta, ou definição, que possa vir a contradizer isso. 

    O verbo, na situação em que se encontra na oração, é transitivo indireto. Logo, o gabarito correto é "B".

    Bons estudos.

     

     

  • Os verbos: esquecer e lembrar serão por regra transitivos diretos, ou seja exigem complemento sem preposição.

    Lembrar algo ------- esquecer algo

    Essa regra muda apenas quando eles são acompanhados por pronomes (-se, -me,etc) e exigem complemento com preposição "de". São, portanto, transitivos indiretos.

  • Questao bastante pertinente . 

    A resposta e a VTI   VERBO TRANSITIVO INDIRETO ?

  • Conforme a aula da Professora Isabel Vega: "Os verbos esquecer e lembrar podem ser pronominais ou não. Caso sejam usados como esquecer-se ou lembrar-se, serão transitivos indiretos."

  • O verbo Lembra é VTD ou VTI

    vai depender muito do contexto. Já errei questão desse tipo e não erro mais.

    Não obstante, na questão em tela, pede-se, apenas, para avaliar esse verbo de acordo com ESSA oração. Então, ele é, realmente, VTI.

  • Quando o verbo é pronominal (lembrar-se), seu complemento é introduzido pela preposição "de".

    Assim: eu me lembro de, ele se lembra de, nós nos lembramos de etc. O mesmo vale para "esquecer-se".

    trecho retirado de: http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/lembrar-direto-ou-indireto.jhtm

     

    Lembro-me de ... (O pronome oblíquo átono "me" é empregado na forma enclítica)

     

    B) (gabarito) transitivo indireto.

  • PEGOU MUITA GENTE QUE NAO PRETOU ATENÇAO AO COMANDO DA QUESTAO ELE QUER SABER EM RELAÇAO AO PERIODO CITADO E NESSE CASO ELE E VTI GABARITO B

  • Letra B

    Gravem: Verbo lembrar quando vier acompanhado de pronome pessoal (exemplo da questão), será precedido de preposição. Assim, torna-se VTI. 

  • Os verbos esquecer/lembrar são transitivos diretos.

    Ex.: Ela lembrou a data da festa./ Ela esqueceu a data da festa.

    Contudo, quando usados na forma pronominal, são transitivos indiretos.

  • lembrar/ esquecer: regiancia VTD

    lembrar: regiancia VTDI- exige a preposição a.

    lembrar-se/ esquecer-se:regiancia VTI- exige a preposição de.

  • LETRA B. CUIDADO COM O QUE O ERIEL FALOU.

    OBJETO INDIRETO.

    Quem lembra, lembra DE ALGO.

    Se tirar o pronome "me", de lembro-me, ficaria sendo OBJETO DIRETO.

    Não tem nada a ver com o que Eriel falou. NÃO É LETRA C.

  • verbo transitivo direto exige um objeto direto, isto é, exige um completo não preposicionado. Já o verbo transitivo indireto demanda um objeto indireto, o que nos mostra que o seu complemento deve ser antecedido por uma preposição.


ID
1899376
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                              Lembrança

      Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. Era um velho limpo e eu gostava dele por isso. Eu conhecia outros velhos e eles não eram limpos. Além disso, eram chatos. Meu avô não era chato. Ele não incomodava ninguém. Nem os de casa ele incomodava. Ele quase não falava. Não pedia as coisas a ninguém. Nem uma travessa de comida na mesa ele gostava de pedir. Seus gestos eram firmes e suaves e quando ele andava não fazia barulho.

      Ficava no quartinho dos fundos e havia sempre tanta gente e tanto movimento na casa que às vezes até se esqueciam da existência dele. De tarde costumava sair para dar uma volta. Ia só até a praça da matriz que era perto. Estava com setenta anos e dizia que suas pernas estavam ficando fracas. Levava-me sempre com ele. Conversávamos mas não me lembro sobre o que conversávamos. Não era sobre muita coisa. Não era muita coisa a conversa. Mas isso não tinha importância. O que gostávamos era de estar juntos.

      Lembro-me de que uma vez ele apontou para o céu e disse: 'olha'. Eu olhei. Era um bando de pombos e nós ficamos muito tempo olhando. Depois ele voltou-se para mim e sorriu. Mas não disse nada. Outra vez eu corri até o fim da praça e lá de longe olhei para trás. Nessa hora uma faísca riscou o céu. O dia estava escuro e uma ventania agitava as palmeiras. Ele estava sozinho no meio da praça com os braços atrás e a cabeça branca erguida contra o céu. Então eu pensei que meu avô era maior que a tempestade.

      Eu era pequeno, mas sabia que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Sabia que cedo ainda a mulher o abandonara. Sabia que ele tinha visto mais de um filho morrer. Que tinha sido pobre e depois rico e depois pobre de novo. Que durante sua vida uma porção de gente o havia traído e ofendido e logrado. Mas ele nunca falava disso. Nenhuma vez o vi falar disso. Nunca o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi falar mal de alguém. As pessoas diziam que ele era um velho muito distinto.

      Nunca pude esquecer sua morte. Eu o vi, mas na hora não entendi tudo. Eu só vi o sangue. Tinha sangue por toda parte. O lençol estava vermelho. Tinha uma poça no chão. Tinha sangue até na parede. Nunca tinha visto tanto sangue. Nunca pensara que, uma pessoa se cortando, pudesse sair tanto sangue assim. Ele estava na cama e tinha uma faca enterrada no peito. Seu rosto eu não vi. Depois soube que ele tinha cortado os pulsos e aí cortado o pescoço e então enterrado a faca. Não sei como deu tempo dele fazer isso tudo, mas o fato é que ele fez. Tudo isso. Como, eu não sei. Nem por quê.  

      No dia seguinte eu ainda tornei a ver a sua camisa perto da lavanderia e pensei que mesmo que ela fosse lavada milhares de vezes nunca mais poderia ficar branca. Foi o único dia em que não o vi limpo. Se bem que sangue não fosse sujeira. Não era. Era diferente.

                                                (VILELA, Luiz. Tarde da noite. 6. Ed. São Paulo: Ática, 2000.) 

Em:

“O que gostávamos era de estar juntos.” A divisão correta dos elementos formadores da palavra em destaque é

Alternativas
Comentários
  • Gost - Radical

    á -  vogal temática

    va - desinência modo-temporal -

    mos - desinência numero-pessoal - 1º pessoa do plural

     

    Gabarito B

  • Questão mal formulada. 

  • Essa foi só pra piorar as estatisticas hahaha

  • fui dividindo por sílabas. 

  • É o que o Dimas mostrou. A questão pede a divisão em radical, desinência, vogal temática.

    Elementos formadores é diferente de divisão silábica, mas gera realmente uma confusão.

  • gost - Radical

    a - Vogal temática

    va - Desinência modo-temporal

    mos - Desinência número-pessoal

  • Achei que a questão era do tipo, pra não zerar a prova : e não me atentei ao que pedia a banca, formação e estrutura da palavra.

  • Caraca Muleque!!!!!

    Que fora essa questão!!!

    Achei que não pudesse ser a alternativa A mesmo, ainda mais p uma prova de professor de português, mas acho q a questão não está muito clara....

     

    Fazer o q!!!!

    A banca pode tudo, sempre!!

  • Subestimei a questão, sempre com humildade e avate!!!!

    Errando e aprendendo....

  • Questão que, ao ler rapidamente, a pessoa vai logo na letra A, onde se observa a separação silábica correta. No entanto, o que se pede é a "A divisão correta dos elementos formadores da palavra". Logo, temos:

    gost - Radical;

    á- Vogal temática;

    gostá - Tema (radical + vogal temática);

    va - Desinência modo-temporal (DMT); e por fim

    mos - Desinência número-pessoal (DNP).

    Logo, a resposta é a letra B

    Que tenhamos bons estudos!!

  • Gost: Radical

    á: Vogal Temática

    Gostá: Tema

    Va: Desinênica Modo-Temporal

    Mos: Desinência Número Pessoal

  • O COMANDA DA QUESTÃO ESTÁ MAL FORMULADA.

  • b-

    Como o colega colocou, o verbo está dividido consoante os elementos que compõe a forma na flexão usada. O radical é gost- porque esta é a forma mais primitiva do verbo; não há forma verbal que difere nesta parte. Caso houvese, o verbo seria irregular. Vogal Temática liga o radical às desinências, indicando a conjugação do verbo

  • Pessoal, isso não é divisão silábica. Lembrem disso!!! 

     

    Bons estudos!!!!

  • Errei, mas não erro mais. Típica questão de leitura rápida.

  • gost(VERBO NO INFINITIVO SEM A TERMINARÇÃO "AR") -(VOGAL TEMÁTICA) - va( DESENIÊNCIA DE MODO-TEMPORAL) -mos (DESINÊNCIAL NÚMERO-PESSOAL)

  • "elementos formadores da palavra" são os morfemas.

  • ALTERNATIVA B

    GOST (radical)

    A (vogal temática)

    VA (desinência modo temporal - pretérito imperfeito do indicativo)

    MOS (desinência número pessoal - 1° pessoa do plural)

  • Não é divisão silábica.

  • É divisão dos formadores da palavra e não divisão silábica.

  • Ele pede a separação dos ELEMENTOS FORMADORES, não a divisão silábica. Veja:

    Elementos Formadores: radical + vogal temática + desinência modo-temporal + desinência número-pessoal

    GOSTÁVAMOS -> gost (radical) + a (vogal temática) + va (d. modo-temporal) + mos (d. número-pessoal).

    gost - a - va - mos

  • ASSERTIVA B

    GOSTÁVAMOS

    GOST - Radical

    Á - VT - Vogal Temática

    VA - DMT (Desinência modo-temporal)

    MOS - DNP (Desinência nº- pessoa)

  • PORTUGUÊS TU ÉS UM F1L*0 DA P&7@

  • enunciado acaba induzido ao erro dos menos avisados (preparados).
  • ele pode a divisão de elementos formadores, não divisão silábica kkk

  • Questão muito boa, aprendi mais uma.

  • Namoral mano KKKK. Ela não pediu a divisão silábica como a maioria pensou de início, mas sim a divisão da estrutura( radical, VT, DMT, DNP..). Mais um grande aprendizado.


ID
1899379
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                              Lembrança

      Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. Era um velho limpo e eu gostava dele por isso. Eu conhecia outros velhos e eles não eram limpos. Além disso, eram chatos. Meu avô não era chato. Ele não incomodava ninguém. Nem os de casa ele incomodava. Ele quase não falava. Não pedia as coisas a ninguém. Nem uma travessa de comida na mesa ele gostava de pedir. Seus gestos eram firmes e suaves e quando ele andava não fazia barulho.

      Ficava no quartinho dos fundos e havia sempre tanta gente e tanto movimento na casa que às vezes até se esqueciam da existência dele. De tarde costumava sair para dar uma volta. Ia só até a praça da matriz que era perto. Estava com setenta anos e dizia que suas pernas estavam ficando fracas. Levava-me sempre com ele. Conversávamos mas não me lembro sobre o que conversávamos. Não era sobre muita coisa. Não era muita coisa a conversa. Mas isso não tinha importância. O que gostávamos era de estar juntos.

      Lembro-me de que uma vez ele apontou para o céu e disse: 'olha'. Eu olhei. Era um bando de pombos e nós ficamos muito tempo olhando. Depois ele voltou-se para mim e sorriu. Mas não disse nada. Outra vez eu corri até o fim da praça e lá de longe olhei para trás. Nessa hora uma faísca riscou o céu. O dia estava escuro e uma ventania agitava as palmeiras. Ele estava sozinho no meio da praça com os braços atrás e a cabeça branca erguida contra o céu. Então eu pensei que meu avô era maior que a tempestade.

      Eu era pequeno, mas sabia que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Sabia que cedo ainda a mulher o abandonara. Sabia que ele tinha visto mais de um filho morrer. Que tinha sido pobre e depois rico e depois pobre de novo. Que durante sua vida uma porção de gente o havia traído e ofendido e logrado. Mas ele nunca falava disso. Nenhuma vez o vi falar disso. Nunca o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi falar mal de alguém. As pessoas diziam que ele era um velho muito distinto.

      Nunca pude esquecer sua morte. Eu o vi, mas na hora não entendi tudo. Eu só vi o sangue. Tinha sangue por toda parte. O lençol estava vermelho. Tinha uma poça no chão. Tinha sangue até na parede. Nunca tinha visto tanto sangue. Nunca pensara que, uma pessoa se cortando, pudesse sair tanto sangue assim. Ele estava na cama e tinha uma faca enterrada no peito. Seu rosto eu não vi. Depois soube que ele tinha cortado os pulsos e aí cortado o pescoço e então enterrado a faca. Não sei como deu tempo dele fazer isso tudo, mas o fato é que ele fez. Tudo isso. Como, eu não sei. Nem por quê.  

      No dia seguinte eu ainda tornei a ver a sua camisa perto da lavanderia e pensei que mesmo que ela fosse lavada milhares de vezes nunca mais poderia ficar branca. Foi o único dia em que não o vi limpo. Se bem que sangue não fosse sujeira. Não era. Era diferente.

                                                (VILELA, Luiz. Tarde da noite. 6. Ed. São Paulo: Ática, 2000.) 

Em: “Ia só até a praça da matriz que era perto.” A função gramatical da palavra em destaque é

Alternativas
Comentários
  • Pronome relativo inicia as orações subordinadas adjetivas e se refere ao termo antecedente. Pode ser substituído sempre por: o qual, a qual, os quais, as quais.

    No caso da questão, o QUE está se referindo à PRAÇA DA MATRIZ, e pode ser substituído por O QUAL.

  • A substituição seria pela " A qual " Victor Ribeiro, pois a praça é Feminino, não? 

  • Por que não é possível trocar esse "QUE" por "JÁ QUE"?

    "Ia só até a praça da matriz JÁ QUE era perto."

    OU

    "Ia só até a praça da matriz A QUAL era perto."

    Em meu ponto de vista poderia ser tanto A QUAL (PRONOME RELATIVO) quanto JÁ QUE (ORAÇÃO SUBORDINATIVA ADVERBIAL)

  •  “Ia só até a praça da matriz que era perto.” 

    sempre que o "que" vier antecedido por um nome será PRONOME RELATIVO

  • GABARITO C

    QUE

    PRONOME RELATIVO: substituído por O QUAL, A QUAL, DO QUAL, DA QUAL ...

    CONJUNÇÃO INTEGRANTE: substituído por ISSO, DISSO, NISSO.

    __________________________________________________________________________

    Ia só até a praça da matriz que era perto.

    SUBSTITUINDO: “Ia só até a praça da matriz A QUAL era perto.

    bons estudos

  • GABARITO: LETRA C

    Pronome relativo é uma classe de pronomes que substituem um termo da oração anterior e estabelecem relação entre duas orações.

    Não conhecemos o alunoO aluno saiu.

    Não conhecemos o aluno que saiu.

    Como se pode perceber, o que, nessa frase está substituindo o termo aluno e está relacionando a segunda oração com a primeira.

    Os pronomes relativos são os seguintes:

    Variáveis

    O qual, a qual

    Os quais, as quais

    Cujo, cuja

    Cujos, cujas

    Quanto, quanta

    Quantos, quantas

    Invariáveis

    Que (quando equivale a o qual e flexões)

    Quem (quando equivale a o qual e flexões)

    Onde (quando equivale a no qual e flexões)

    FONTE: BRASILESCOLA.UOL.COM.BR

  • KKKKKKK REALMENTE FUNCIONA.

    QUANDO APARECER "QUE", TROCA-SE POR "ISSO" PARA CONJ. INTEGRANTE, OU "A QUAL" PARA PRONOME RELATIVO.

    A NUCEPE É MISERAVONA PARA PEDIR QUESTÃO RELACIONADO A ESSA PARTÍCULA "QUE".


ID
1899382
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Aceita um cafezinho

      Ó Estrangeiro, ó peregrino, ó passante de pouca esperança - nada tenho para te dar, também sou pobre e essas terras não são minhas. Mas aceita um cafezinho.

      A poeira é muita, e só Deus sabe aonde vão dar esses caminhos. Um cafezinho, eu sei, não resolve o teu destino; nem faz esquecer tua cicatriz.

      Mas prova.... Bota a trouxa no chão, abanca-te nesta pedra e vai preparando o teu cigarro...

      Um minuto apenas, que a água já está fervendo e as xícaras já tilintam na bandeja. Vai sair bem coado e quentinho.

      Não é nada, não é nada, mas tu vais ver: serão mais alguns quilômetros de boa caminhada... E talvez uma pausa em teu gemido!

      Um minutinho, estrangeiro, que teu café já vem cheirando...

                                                                                                                     (Aníbal Machado) 

A função da linguagem predominante no texto é a

Alternativas
Comentários
  • A linguagem conativa objetiva convencer o outro a tomar uma atitude. É tipicamente comercial (apelativa).

  • Para quem não sabe, a função metalinguistica é quando o texto explica um outro texto ou uma referencia anteriormente citado.

  • Por que não poética ? Alguém sabe ?
  • BEATRIZ, NÃO É POÉTICA PORQUE NÃO TEM A ESTRUTURA DE UMA POESIA, ORGANIZADA COM EFEITOS ARTÍSTICOS, GERALMENTE RIMADA COM APALVRAS. 

                                                                

  • No texto tem traços de :

    Função Poética: o autor preocupou-se mais em como dizer do que com o que dizer.

    Função Emotiva: Ponto de exclamação e reticências é uma característica da função emotiva. Parte do texto é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. Ex:"também sou pobre e essas terras não são minhas."

    Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!).

    Exemplos do Texto de Função conativa ou apelativa:

    "não resolve o teu destino; nem faz esquecer tua cicatriz."

    "Mas prova.... Bota a trouxa no chão, abanca-te nesta pedra e vai preparando o teu cigarro..."

     

    Mas, o que Predomina é a Função conativa(apelativa)

    GAB.C

     

  • Bizu!!!

    *A função conativa ou aplicativa é centralizada no recptor, com a finalidade de obter da pessoa a quem se dirige o texto um comportamento adequado ao que lhe é dito.*

  • ....

    LETRA C - CORRETASegundo o professor Martino Agnaldo ( in Português esquematizado: gramática, interpretação de texto, redação oficial, redação discursiva. 3 Ed. São Paulo: Saraiva, 2014. p.322):

     

     

    Função conativa (ou apelativa)

     

     

     

    O objetivo é influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade.” (Grifamos)

     

     

     

    Segundo o professor Fernando Pestana ( in A gramática para concursos públicos. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2015. P. 1095 ):

     

     

     

    Função Conativa (Apelativa)

     

     

    ·         o receptor é o centro da mensagem, na qual ele é estimulado, provocado, seduzido, amparado etc.;

     

    ·         normalmente o interlocutor é conduzido a adotar uma determinada postura;

     

    ·         é um texto normalmente claro e objetivo que visa à persuasão;

     

    ·         algumas marcas gramaticais: verbos e pronomes de 2ª pessoa (ou 3ª a pessoa – você), vocativos, imperativos, perguntas ao interlocutor etc.;

     

    ·         é a linguagem das músicas e dos poemas românticos, das propagandas e afins.” (Grifamos)

  • ConATIVA - ApelATIVA

  • Conativa porque traz elementos de linguagem imperativa: aceita, prova. Em sentidos de apelo.


ID
1899385
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Aceita um cafezinho

      Ó Estrangeiro, ó peregrino, ó passante de pouca esperança - nada tenho para te dar, também sou pobre e essas terras não são minhas. Mas aceita um cafezinho.

      A poeira é muita, e só Deus sabe aonde vão dar esses caminhos. Um cafezinho, eu sei, não resolve o teu destino; nem faz esquecer tua cicatriz.

      Mas prova.... Bota a trouxa no chão, abanca-te nesta pedra e vai preparando o teu cigarro...

      Um minuto apenas, que a água já está fervendo e as xícaras já tilintam na bandeja. Vai sair bem coado e quentinho.

      Não é nada, não é nada, mas tu vais ver: serão mais alguns quilômetros de boa caminhada... E talvez uma pausa em teu gemido!

      Um minutinho, estrangeiro, que teu café já vem cheirando...

                                                                                                                     (Aníbal Machado) 

Na palavra cafezinho temos os seguintes elementos mórficos

Alternativas
Comentários
  • Café - Radical

    Z - Consoante de ligação

    inho - Sufixo.

     

    gabarito letra B

  • Gabarito - B

     

    Café - é o radical, chamado de forma livre. Por ter a letra É forte, tônica, ela não cai nas suas derivações. Portanto, não há vogal temática nem desinência de genêro.

    inho - é o sufixo.

    Z - letra chamada de consoante de ligação para não ocorrer a junção de vogal com vogal em cafe + inho.

  • Vogal ou consoante de ligação é um fonema colocado no interior de algumas palavras, ou melhor, utilizado entre morfemas com finalidade de facilitar a sua pronúncia. Isso não afeta a significação da palavra. ex: avo-z-inha, flor-z-inha, cafe-t-eira, desenvolv-i-mento

    Acertiva B

    Radical= Café    consoante de ligação= z  Sufixo= inho         Cafe-z-inho

     

  • Para min vogal tematica e consoante de ligação era a mesmas coisa, o que difere uma da outra ???

     

  • 1- A Vogal Temática aparece sempre que o Radical não for uma palavra Atemática;

    2- Uma palavra é Atemática quando ela é Oxítona ou termina com uma Consoante;

    3- Café é uma palavra Oxítona (E palavras Oxítonas terminadas em A(s), E(s), O(s) devem inclusive ser acentuadas)

    4- O Sufixo formador de diminutivo é Inho (Quando o vocábulo termina em S ou Z acrescenta-se INHO, do contrário, acresenta-se Z + INHO, onde Z é uma Consoante de Ligação)

    Logo, CAFE [RADICAL] + Z [CONSOANTE DE LIGAÇÃO] + INHO [SUFIXO DIMINUTIVO]  - e perde a acentuação por se tornar PAROXÍTONA

     

  • b) radical, consoante de ligação e sufixo.  

     

     

     

    Radical, lexema ou semantema - é o elemento portador de significado, comum a um grupo de palavras da mesma família. Exemplo: CAFE-

     

     

    Interfixos - são elementos que se intercalam entre o radical e o sufixo, para facilitar a pronúncia. Vogais ou consoantes de ligação. Exemplo: -Z-

     

     

    Afixos - são elementos que se juntam ao radical, antes (prefixo) e depois (sufixo). Exemplo: -INHO

  • Letra B

  • Raiz ou RADICAL.

    Morfema lexical: Parte que guarda o sentido da palavra.

    Pedreiro

    Pedrada

    Empedrado

    Pedregulho.

    Consoante de ligação:

    Possui a mesma finalidade de uma volgal de ligação, mas se trata de um fonema consonantal.

    GiraSsol

    CafeTeira

    PauLada

    ChaLeira

    Entendemos que S,T e L sao consoantes empregadas para facilitar a pronuncia na formação desses vocabulos do exemplo.

    Pelo acréscimo de um SUFIXO ( após a raiz da palavra ). Chamaremos de derivação SUFIXAL.

  •  As palavras terminadas em vogais tônicas - oxítonas - não apresentam vogal temática, por exemplo: café, sofá, picolé, cajá, etc. Elas representam as formas “atemáticas”. Assim, as vogais temáticas nominais estão presentes somente nos nomes átonos. Ex: pato, vogal temática = o; banana , vogal temática = a

    Importante não confundir a vogal temática com a chamada vogal de ligação. Essa serve para auxiliar a pronúncia de algumas palavras da língua, por exemplo: bananeira.

    Consoante de ligação possuí a mesma função das vogais de ligação:

    CAFE [RADICAL] + Z [CONSOANTE DE LIGAÇÃO] + INHO [SUFIXO DIMINUTIVO]

    Fonte: Site todamateria.com

  • Os nomes terminados em vogais tônicas não apresentam vogais temáticas.

    Exs: Café, Tatu, Caju.

    Por isso o "e" de café não é vogal temática.

  • Radical- parte estática de uma palavra (caf)

    Consoante de ligação- é aquela consoante que serve de ligação de fonética de uma palavra (z).

    Sufixo- parte que é acrescentada ema palavra após o radical ( inho)

  • VOGAL DE LIGAÇÃO NOVA PRA MIM

  •  As palavras terminadas em vogais tônicas - oxítonas - não apresentam vogal temática, por exemplo: café, sofá, picolé, cajá, etc. Elas representam as formas “atemáticas”. Assim, as vogais temáticas nominais estão presentes somente nos nomes átonos.

    Importante não confundir a vogal temática com a chamada vogal de ligação. Essa serve para auxiliar a pronúncia de algumas palavras da língua, por exemplo: bananeira.

    Consoante de ligação possuí a mesma função das vogais de ligação:

    CAFE [RADICAL] Z [CONSOANTE DE LIGAÇÃO] INHO [SUFIXO DIMINUTIVO]

    Fonte: Site todamateria.com


ID
1899388
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Aceita um cafezinho

      Ó Estrangeiro, ó peregrino, ó passante de pouca esperança - nada tenho para te dar, também sou pobre e essas terras não são minhas. Mas aceita um cafezinho.

      A poeira é muita, e só Deus sabe aonde vão dar esses caminhos. Um cafezinho, eu sei, não resolve o teu destino; nem faz esquecer tua cicatriz.

      Mas prova.... Bota a trouxa no chão, abanca-te nesta pedra e vai preparando o teu cigarro...

      Um minuto apenas, que a água já está fervendo e as xícaras já tilintam na bandeja. Vai sair bem coado e quentinho.

      Não é nada, não é nada, mas tu vais ver: serão mais alguns quilômetros de boa caminhada... E talvez uma pausa em teu gemido!

      Um minutinho, estrangeiro, que teu café já vem cheirando...

                                                                                                                     (Aníbal Machado) 

Nas palavras poeira, muita e trouxa, temos, respectivamente:

Alternativas
Comentários
  • Questão passível de anulação. A palavra POEIRA, possui tanto hiato como Ditongo  PO-EI-RA, O-E hiato, EI ditongo.

  • Não é passível de anulação. O fato de ter ditongo não elimina o fato de ter um hiato... Simples!

  • putz.. estou chateado ... eu sei todas as regras.. há 3 meses sem errar uma questao de fonema...dei uma bobeada e errei essas simples questão...
    A palavra "Muita"... minha mente me traiu.apostei em ditongo crescente..

  • Acertei essa só no olhometro kkkk

  • Po - ei - ra ~> hiato

    Mui - ta ~> ditongo decrescente

    Trou - xa ~> ditongo decrescente 

  • É maravilhoso estudar e conseguir aprender.

  • Passivél mesmo de anulação

    Realmente o fato de ter ditongo elemina o fato de ter um

     hiato. Mas também o fato de ter hiato não elimina o fato de ter um ditongo.

  • * ALTERNATIVA CERTA: "e".

    ---

    * JUSTIFICATIVA:

    1º) Po-ei-ra: Possui tanto HIATO [conjunto de 2 vogais (no caso, "o" e "e") em contato, pertencendo cada uma à sílaba diferente] quanto ditongo DEcrescente (no caso, o "ei", sendo o "e" a vogal e o "i" a semivogal).

    2º) Mui-ta: ditongo DEcrescente.

    3º) Trou-xa: ditongo DEcrescente.

    ---

    Bons estudos, pessoal.

  • DUVIDA!

     por que a palvar ''muita'' possui ditongo decrescente e não crescente? não é uma semi vogal com uma vogal?

  • Pessoal, aprendi ontem a Escala de timbre.

    Funciona para definir se a vogal é semivogal ou vogal.  

    Nessa sequencia: a, o, e, (i/u => quem aparece primeiro é a vogal), e por último u com trema. 

    A - O - E - I/U - Ü ==> Sempre nessa ordem, o A é vogal sobre os demais, depois vem o O que é vogal sobre o i ou u, que entre eles é vogal sobre o que aparecer primeiro, e por ultimo ü. 

    Exemplificando o i/u:

    Na palavra MUITO - o U apareceu na frente do I entao o U é vogal e o I semivogal, formando ditongo decrescente.

    Na palavra CAIU - o I aparece na frente do U, entao o I é vogal e o U semivogal

     

     

  • ORDEM:

    A

    E

    O

    U/ I

  • Po - ei - ra = hiato???? Alguém pode explicar isso?? o.O

  • Também não entendi, João Filho. Hiato?

  • Em PO- EI- RA o hiato está entre as vogais "O" e "E".

    Hiato é o encontro de duas vogais em sílabas separadas.

  • João, é hiato devido a sequência de duas vogais separadas pela silaba PO EI RA

    acredito que a confusão fica no EI da palavra, que da a idéia de que seja ditongo. 

  • Na minha humilde opinião todos são são DITONGOS DECRESCENTES.

  • Fiquei sabendo aqui que hiato pode ser formado por duas vogais juntas, numa sílaba distinta.

  • Não seria poei-ra? 

  • e) hiato, ditongo decrescente e ditongo decrescente.  

     

     

    Hiato - É a sequência imediata de vogal + vogal.

    Exemplos: Sde (Sa- ú- de), rainha (ra- i- nha), filosofia (fi- lo- so- fi- a), baiuca (bai- u- ca), poeira  (po-ei-ra).

     

     

    Ditongo - É a sequência vogal + semivogal (Decrescente ↓ ) ou  semivogal + vogal  (Crescente ↑).

    Exemplos: Faixa (V+S),  muita (V+S) ,trouxa (V+S), série (S+V).

  • Questão pessimamente formulada. respectivamente temos: hiato, ditongo decrescente,(po ei ra) ditongo decrescente,(mui ta) ditongo decrescente.(trou xa).

    Nessa formulação fica impossível responder corretamente, visto que, o número de constituinte não é igual ao elencado, sendo assim, impossível elenca los respectivamente.

  • Tem duas alternativas iguais.

  • tiraram essa regra do inferno só pode, sílabas formadas por duas vogais são hiatos.
  • po-ei-ra(PÔ-ÊI-RA)

  • sabe como é o apelido dessa palha assada ? chamasse NUCEPE... PQPPPP,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

    mas infelimente consegui acertar

    GABA-IRRITO; E


ID
1899391
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                  A guerra do Fim do Mundo

      “O homem era alto e tão magro que parecia sempre de perfil. Sua pele era escura, seus ossos proeminentes e seus olhos ardiam como fogo perpétuo. Calçava sandálias de pastor e a túnica azulão que lhe caía sobre o corpo lembrava o hábito desses missionários que, de quando em quando, visitavam os povoados do sertão batizando multidões de crianças e casando os amancebados. Era impossível saber sua idade, sua procedência, sua história, mas algo havia em seu aspecto tranquilo, em seus costumes frugais, em sua imperturbável seriedade que, mesmo antes de dar conselhos, atraía pessoas. ”

(VARGAS LLOSA, Mario. A guerra do fim do mundo. 8 ed. São Paulo: Francisco Alves, 1982.)  

A sequência tipológica predominante no texto é

Alternativas
Comentários
  • Evidentemento é descrição, pois suas qualidades e aparência  físicas são descritas.

     

    Um tijolo a cada dia.

     

    A paz de DEUS esteja convosco.

  • O texto descritivo é caracterizado por descrever algo ou alguém detalhadamente, sendo possível ao leitor criar uma imagem mental do objeto ou ser descrito, de acordo com a descrição efetuada. Descrição essa tanto dos aspectos mais importantes e característicos que generalizam um objeto ou ser, como dos pormenores e detalhes que os diferenciam dos outros.

    Não é, por norma, um tipo de texto autônomo, encontrando-se presente em outros textos, como o texto narrativo. Passagens descritivas ocorrem no meio da narração quando há uma pausa no desenrolar dos acontecimentos para caracterizar pormenorizadamente um objeto, um lugar ou uma pessoa, sendo um recurso útil e importante para capturar a atenção do leitor.

    o Texto também é narrativo, porém a prevalece a DESCRIÇÃO!! Alternativa B

    "Bons Estudos"

  • Gabarito:B.

    Descricao é a modalidade na qual se apontam as características que compõem determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem. Usam-se adjetivos para tal. (Casado concurseiro).

    Bons estudos!

  • O homem era alto e tão magro...

    Ja matou no início (LETRA B)

  • Consiste num texto descritivo onde encontramos a caracterização de pessoas, lugares e objetos. Possui o foco em realidades concretas. Predominância de adjetivos e verbos de estado (verbos de ligação). 

    Ex: O homem era alto e tão magro que parecia sempre de perfil. (caracterização do home, presença do verbo de ligação, realidade concreta - alto e magro, e predominância de adjetivo). 

  • Texto descritivo é caracterizado, por relatar em detalhes características de pessoas, objetos, imagens, cenas, situações, emoções, sentimentos. A descrição é uma pormenorização estática, uma pausa no tempo, geralmente uma interrupção da narração, para apresentação de traços dos seres. Para isso, se utiliza de muitos adjetivos, verbos de ligação que indicam estado e orações e locuções adjetivas para caracterização. 


ID
1899394
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                  A guerra do Fim do Mundo

      “O homem era alto e tão magro que parecia sempre de perfil. Sua pele era escura, seus ossos proeminentes e seus olhos ardiam como fogo perpétuo. Calçava sandálias de pastor e a túnica azulão que lhe caía sobre o corpo lembrava o hábito desses missionários que, de quando em quando, visitavam os povoados do sertão batizando multidões de crianças e casando os amancebados. Era impossível saber sua idade, sua procedência, sua história, mas algo havia em seu aspecto tranquilo, em seus costumes frugais, em sua imperturbável seriedade que, mesmo antes de dar conselhos, atraía pessoas. ”

(VARGAS LLOSA, Mario. A guerra do fim do mundo. 8 ed. São Paulo: Francisco Alves, 1982.)  

Na primeira linha do texto há um período composto por subordinação, em que a oração subordinada é classificada como adverbial

Alternativas
Comentários
  • As orações adverbiais consecutivas exprimem um fato que é consequência, que é efeito do que se declara na oração principal.

     

    Outro exemplo:

    ''O Corinthians é tão ruim de bola que dá dó.''

     

    Reescrevendo a frase para facilitar:

    ''O Corinthians é tão ruim de bola que (em consequência disso) dá dó.''

     

  • perfeito o exemplo do adenilton kkkkkk

    estruturas como tal...que; tão...que; tamanho...que; tanto...que; são conjunções adverbiais consecutivas

  • Questão meio esttranha, pois na primeira linha há dois períodos. O segundo período dá ideia de comparação!

  • Um Bizu Expressões : tão, tal, tamanho (a), tanto + que = normalmente é CONSECUTIVA
  • Oração Subordinada Adverbiais Consecutivas: Indicam consequência da oração principal.

    O homem era alto e tão magro (causa)que parecia sempre de perfil (consequência)

     

  • O homem era alto e tão magro que parecia sempre de perfil. Sua pele era escura, seus ossos proeminentes e seus olhos ardiam como fogo perpétuo. Calçava sandálias de pastor e a túnica azulão que lhe caía sobre o corpo lembrava o hábito desses missionários que, de quando em quando, visitavam os 

     

    Sua pele era escura, seus ossos proeminentes e seus olhos ardiam como fogo

    capitulo_IV.html

    3.2.2.3.2. Oração subordinada adverbial comparativa

    Expressa uma comparação.

    Principais conjunções comparativas: (do) que, tal... qual, tão... como, tanto... quanto, como etc.:

    Voltou a casa como quem vai à prisão.

    A luz é mais veloz do que o som.

    Curiosidade: A oração subordinada adverbial comparativa pode ter um verbo subentendido. Isso acontece quando o verbo da oração principal é o mesmo da oração subordinada:

    A luz é mais veloz do que o som (é veloz).

  • Perfeito comentário Adenilton Nascimento. Refiro-me não apenas ao português, mas também ao Corinthians.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

  • Letra D.

    Oração Subordinada Adverbiais Consecutivas: Indicam consequência da oração principal.

    O homem era alto e tão magro (causa) / que parecia sempre de perfil (consequência)

    substitui a conjunção por de modo que.

  • Gabarito: D

    O que quando ele vem precedido de intensificadores como tão,tanto que, tamanho... dá início a uma consequência.

    EX: tamanho foi o barulho / que ficou irritado.

            Or. principal                Or.sub. adv. consecutiva

  • conjunções consecutivas = tanto ... que, tal... que, tão ...que

  • Outro exemplo seria: O Palmeiras é tão pequeno que não conquistou mundial.
  • O homem era alto e tão magro. [SITUAÇÃO]

    que parecia sempre de perfil. [EFEITO] Consecutivo

  • Marquei "comparativa" porque me atentei ao segundo período e não ao primeiro (que por sua vez, não estava explícito no comando da questão). Então, errei, mas acertei.

  • Tão Que.

  • T + q.. (consecutiva)


ID
1899397
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                  A guerra do Fim do Mundo

      “O homem era alto e tão magro que parecia sempre de perfil. Sua pele era escura, seus ossos proeminentes e seus olhos ardiam como fogo perpétuo. Calçava sandálias de pastor e a túnica azulão que lhe caía sobre o corpo lembrava o hábito desses missionários que, de quando em quando, visitavam os povoados do sertão batizando multidões de crianças e casando os amancebados. Era impossível saber sua idade, sua procedência, sua história, mas algo havia em seu aspecto tranquilo, em seus costumes frugais, em sua imperturbável seriedade que, mesmo antes de dar conselhos, atraía pessoas. ”

(VARGAS LLOSA, Mario. A guerra do fim do mundo. 8 ed. São Paulo: Francisco Alves, 1982.)  

O trecho que traz a caracterização cujo sentido é marcado pela subjetividade é:

Alternativas
Comentários
  • Subjetividade é o que se passa no intimo do individuo. É como ele vê, sente, pensa à respeito sobre algo e que não segue um padrão, pois sofre influências da cultura, educação, religião e experiências adquiridas. 

    Para resumir seria algo idealizado por mim ou você.

    ASSERTIVA : E

     

    Um tijolo a cada dia.

     

    A paz de DEUS esteja convosco.

     

  • pertinente a ou característico de um indivíduo; individual, pessoal, particular - Subjetivo

  • Frugal: Significa uma pessoa que é simples, modesta, prudente e econômico no uso dos recursos disponíveis.