SóProvas



Prova UEPA - 2012 - PM-PA - 2º Tenente - Cirurgião Dentista - Odontopediatria


ID
1651354
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

Atentando-se para aspectos da construção do texto, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Retórica:  É uma palavra com origem no termo grego rhetorike, que significa a arte de falar bem, de se comunicar de forma clara e conseguir transmitir ideias com convicção. Comunicando-se com eloquência...

  • Retórica tb significa interrogações sem necessidade de uma resposta.

    Segundo o dicionário Houaiss, Retórica significa:

    "Arte de bem falar; argumentação ou comunicação clara; eloquência.[Por Extensão] Interrogação feita sem a necessidade de uma resposta: pergunta retórica."


ID
1651357
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

O segmento inteiramente denotativo é:

Alternativas

ID
1651360
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

Na frase "Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes", a expressão destacada refere-se tanto a habilidades de raciocínio como a:

Alternativas

ID
1651363
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

Mesmo provocando esquecimentos, como, por exemplo, não lembrar onde se põe a carteira, envelhecer não é tão ruim. O argumento que defende tal ideia é: 

Alternativas
Comentários
  • Comentário irretocável. Apenas para atualizá-lo, houve uma modificação no CP relativo ao limite da pena:

    Limite das penas

            Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 (quarenta) anos.

  • Felipe este limite de pena não se aplica para o CPM que continua sendo de 30 anos. Cuidado.


ID
1651366
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

Ao empregar a palavra “manjadíssimo”, o autor provoca no texto um efeito de sentido:

Alternativas
Comentários
  • Chega a ser maldade um texto desse tamanho para achar uma palavra. Tem que bricar de "onde está o Wally" durante a prova.

  • Achei que o sentido da palavra era redundante.


ID
1651369
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

Da leitura do texto, é correto afirmar que o melhor presente que vem com a velhice é o/a:

Alternativas

ID
1651372
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

Conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. A outra mudança, paralela a esta, é:

Alternativas

ID
1651375
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

Na frase: "Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias", o termo destacado expressa ideia:

Alternativas
Comentários
  • Estabelece um relação de contradição, oposição.

  • contrária e opositiva são sinônimos...

  • Poderia ser anulada por conta dos sinonimos nas assertivas. 

  • "Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias"

    mas = conjunção adversativa

  • contrário é oposição!! que examinador medonho! 

  • ai dentu kkk

  • O POBRE NÃO TEM UM DIA DE PAZ

  • Gabarito: A ; D. Ambas estão corretas.

    Adversativas: Expressam uma oposição(opositiva), um contraste(contrária), uma compensação em relação ao que se declara na oração coordenada anterior. Algumas conjunções: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto.

  • A e D estão corretas, pois ambas representam sinônimos.


ID
1651378
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

Inteligentes, calmos e felizes são características do/da:

Alternativas

ID
1651381
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Como a idade faz nosso cérebro florescer 

      A ciência conseguiu identificar a base neurológica da sabedoria. A partir da meia-idade as pessoas podem até esquecer nomes, mas tornam-se – acredite – mais inteligentes. A partir de um certo momento da vida, que, para a maioria de nós, começa depois do aniversário de 40 anos, a grande questão neurológica se resume a uma pergunta: aonde diabos foram parar todos os nomes que eu esqueço? No início, desaparece o nome de uma atriz famosa. Depois, some o nome dos filmes que ela fez. Mais adiante, você não consegue achar no mar de neurônios o nome do famoso marido dela, muito menos o do outro ator, manjadíssimo, com quem ela contracenou em seu trabalho mais célebre. A débâcle ocorre no almoço de domingo em que você se percebe, diante da cara divertida de seus filhos, tentando explicar: “Aquele filme, com aquela atriz australiana, casada com aquele outro ator...”.

      Essa, você já sabe – ou vai descobrir dentro de algumas décadas –, é a parte chata de um cérebro que bateu na meia-idade. Ela vem junto com muitas piadas e uma dose elevada de ansiedade em relação ao futuro. O que você não sabe, mas vai descobrir nas próximas páginas, é que existe outro lado, inteiramente positivo, das transformações cerebrais trazidas pelo tempo. “Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes”, diz a americana Barbara Strauch, autora de O melhor cérebro da sua vida. O livro reúne argumentos que fazem a ideia de envelhecer – sobretudo do ponto de vista intelectual – bem menos assustadora do que costuma ser.

      Aos 56 anos, estava cansada de passar pela vergonha de encontrar um conhecido, lembrar o que haviam comido na última vez em que jantaram juntos, mas não ter a mínima ideia de como se chamava o cidadão. Queria entender por que se pegava parada em frente a um armário sem saber o que tinha ido buscar. Barbara não entendia como o mesmo cérebro que lhe causava lapsos de memória tão evidentes decidira, nos últimos tempos, presenteá-la com habilidades de raciocínio igualmente surpreendentes. Ela sentia que, simplesmente, “sabia das coisas”, mas, ao mesmo tempo, se exasperava com a quantidade imensa de nomes e referências que pareciam estar sumindo na neblina da memória. Como pode ser?

      É provável que essa mesma pergunta já tenha passado pela cabeça de muitos que chegaram aos 40 anos rumo às fronteiras da meia-idade, um período cada vez mais dilatado em que podemos passar um tempo enorme de nossa existência. Com o aumento da expectativa de vida, a fase intermediária da vida, entre os 40 e os 68 anos, tornou-se uma espécie de apogeu. Nesses anos é possível aliar o vigor reminiscente da juventude à sabedoria da velhice que se insinua – desde que se saiba identificar, e abraçar, as mudanças que acometem o cérebro maduro. Ele já não é o mesmo que costumava ser. Mas as mudanças o transformaram num instrumento melhor. “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

      Os pesquisadores também descobriram que, conforme envelhecemos, mudamos o padrão de ativação cerebral. Isso significa que acionamos áreas diferentes das usadas anteriormente para fazer as mesmas tarefas. A região frontal do cérebro, encarregada da racionalidade, passa a concentrar a maior parte das atividades. A área posterior da cabeça, onde estão algumas das estruturas ligadas a nossas respostas emocionais, é acionada com menos frequência. Outra mudança significativa: para realizar a mesma tarefa de adultos jovens (de até 30 anos), os mais velhos usam mais áreas do cérebro. Em vez de usar regiões de apenas uma metade do cérebro, passam a usar as duas. Os cientistas ainda não estão certos sobre o que essas mudanças representam. Há duas possibilidades. A primeira, menos agradável, é que o cérebro esteja ficando velho a ponto de não reconhecer mais as áreas encarregadas de cada atividade. A segunda hipótese é mais reconfortante: o cérebro pode, sim, estar ficando velho. Mas, ao redirecionar funções para áreas diferentes e para mais regiões, dá mostras de que é capaz de se adaptar e manter seu bom funcionamento.

      É irresistível pensar que, talvez, a superativação do cérebro, representada pelo uso simultâneo de várias áreas, possa estar por trás das melhoras de raciocínio relatadas por quem está na meia-idade – e comprovadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram que um sistema muito especial do cérebro, formado por circuitos localizados em camadas profundas do órgão, está constantemente ativado nos adultos de meia-idade. O sistema, chamado de modo-padrão, é usado nos momentos de reflexão, quando pensamos sobre o que aconteceu recentemente, fazemos balanços e traçamos planos para nós mesmos. Os pesquisadores concluíram que os adultos simplesmente não conseguem desligar o modo-padrão, algo que os jovens fazem quando estão envolvidos em uma tarefa. Os adultos, mesmo quando estão concentrados, continuam o bate-papo interno com eles mesmos.

      Estar em constante reflexão pode nos tornar distraídos, mas também pode ajudar a ter boas ideias. Isso explicaria por que adultos de meia-idade têm o raciocínio afiado, embora não lembrem onde puseram a carteira.

      A equipe da psicóloga Mara Mather, da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou imagens tristes e repulsivas a voluntários maduros e a jovens. Concluiu que nos mais velhos a área do cérebro responsável pelas emoções reagia menos às figuras negativas. Concluiu que era um sistema de proteção. O cérebro parecia escolher dar menos atenção ao lado ruim da vida. Há nisso mais inteligência e sabedoria do que um cérebro jovem talvez seja capaz de perceber.  


(Texto adaptado. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ 0,,EMI245598-15257,00-COMO+A+IDADE+FAZ+NOSSO+CEREBRO+ FLORESCER.html. Acessado em 05/07/2012)

O que permite à equipe da psicóloga Mara Mather concluir que, nos mais velhos, existe um sistema de proteção é o fato do cérebro:

Alternativas

ID
1651384
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

 Acerca da hierarquia e disciplina policial militar é correto afirmar que:


 I. A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar, crescendo a autoridade e responsabilidade com a elevação do grau hierárquico.

II. A disciplina na Policial-Militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura da Polícia Militar, por postos ou graduações.

III. Dentro de um mesmo posto ou graduação, a ordenação faz-se pela antiguidade nestes, sendo o respeito à hierarquia consubstanciado no espírito de acatamento à sequência da autoridade.

IV. Hierarquia é a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o organismo Policial-Militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo.


De acordo com as afirmativas acima a alternativa correta é:

Alternativas
Comentários
  •    § 1º Hierarquia é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, na estrutura do Corpo de Bombeiros, por postos e graduações. Dentro de um mesmo posto ou graduação, a ordenação faz-se pela antigüidade no posto ou graduação, sendo o respeito à hierarquia consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência da autoridade.

       § 2º Disciplina é a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o organismo de bombeiro-militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo.

       § 3º A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias pelos bombeiros-militares em atividade ou na inatividade.

  • I. A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar, crescendo a autoridade e responsabilidade com a elevação do grau hierárquico. 

    CORRETÍSSIMO, aí entra o verdadeiro conceito estabelecido no parágrafo 3º

    II. A disciplina na Policial-Militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura da Polícia Militar, por postos ou graduações. 

    ERRADOWN, a maldade nessa questão foi grande porque eles trocaram o conceito de HIERARQUIA com o de DISCIPLINA

    Disciplina = Disciplina é a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o organismo de bombeiro-militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico

    III. Dentro de um mesmo posto ou graduação, a ordenação faz-se pela antiguidade nestes, sendo o respeito à hierarquia consubstanciado no espírito de acatamento à sequência da autoridade. 

    CORRETO, tem nem o que comentar, o conceito tá aí na cara. TOPZERA!

    ''...a ordenação faz-se pela antigüidade no posto ou graduação, sendo o respeito à hierarquia consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência da autoridade.''

    IV. Hierarquia é a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o organismo Policial-Militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo.

    Mais uma vez houve uma extrema maldade, trocaram o conceito de DISCIPLINA pelo de HIERARQUIA 

    Hierarquia = Hierarquia é a ordenação da autoridadeem níveis diferentes, na estrutura do Corpo de Bombeiros, por postos e graduações.

  • I. A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar, crescendo a autoridade e responsabilidade com a elevação do grau hierárquico. 

    CORRETÍSSIMO, aí entra o verdadeiro conceito estabelecido no parágrafo 3º

    II. A disciplina na Policial-Militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura da Polícia Militar, por postos ou graduações. 

    ERRADOWN, a maldade nessa questão foi grande porque eles trocaram o conceito de HIERARQUIA com o de DISCIPLINA

    Disciplina = Disciplina é a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o organismo de bombeiro-militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico

    III. Dentro de um mesmo posto ou graduação, a ordenação faz-se pela antiguidade nestes, sendo o respeito à hierarquia consubstanciado no espírito de acatamento à sequência da autoridade. 

    CORRETO, tem nem o que comentar, o conceito tá aí na cara. TOPZERA!

    ''...a ordenação faz-se pela antigüidade no posto ou graduação, sendo o respeito à hierarquia consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência da autoridade.''

    IV. Hierarquia é a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o organismo Policial-Militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo.

    Mais uma vez houve uma extrema maldade, trocaram o conceito de DISCIPLINA pelo de HIERARQUIA 

    Hierarquia = Hierarquia é a ordenação da autoridadeem níveis diferentes, na estrutura do Corpo de Bombeiros, por postos e graduações.

  • Muito boa a elaboração das alternativas

  • A questão versa sobre a Lei Estadual nº 5.251/85 (Estatuto da Polícia Militar do Pará). Nesse contexto, a questão pede a alternativa correta, sendo a letra A. O item II traz o conceito de hierarquia e não de disciplina. O item IV traz o conceito de disciplina e não de hierarquia. O examinador trocou os conceitos.

    Gabarito: A

  • ART. 13 - A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar, crescendo a autoridade e responsabilidade com a elevação do grau hierárquico

    II. A hierarquia policial-militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura da Polícia Militar, por postos ou graduações. Dentro de um mesmo posto ou graduação, a ordenação faz-se pela antiguidade nestes, sendo o respeito à hierarquia consubstanciado no espírito de acatamento à sequência da autoridade.

    foi o exato conceito de hierarquia

    conceito de disciplina

    É a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o organismo Policial Militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo.

    "NADA É TÃO DEFÍCIL QUE NÃO SE POSSA SER DIVIDIDO EM PARTES MENORES"

  • QCONCURSOS BORA COMETA AS QUESTÕES


ID
1651387
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Sobre a precedência entre Policiais Militares é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • LEI 7.289/84

    Art 16 § 1º A antigüidade em cada posto ou graduação à contada a partir da data da assinatura do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão, salvo quando estiver taxativamente fixada outra data.

  • LEI 5251 ESTATUTO PM PA

    ART.16 § 1° - A antiguidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data da assinatura do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão, salvo quando estiver taxativamente

    fixada a outra data.

  • Vamos aos comentários! todos são dispositivos da lei n. 5. 251/85:

    A) a precedência entre Policiais Militares da ativa, do mesmo grau hierárquico, é assegurada pela antiguidade no posto ou graduação, não havendo exceção em nenhum caso. ERRADA

    JUSTIFICATIVA: Art. 16 - A precedência entre Policiais-Militares da ativa, do mesmo grau hierárquico, é assegurada pela antiguidade no posto ou graduação, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em Lei ou Regulamento.

    B) a antiguidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data da assinatura do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão, salvo quando estiver taxativamente fixada a outra data. CORRETA

    JUSTIFICATIVA: Art. 16, § 1º - A antiguidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data da assinatura do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão, salvo quando estiver taxativamente fixada a outra data. 

    C) entre os alunos de um mesmo órgão de formação de Policiais Militares, a precedência será de acordo com o estabelecido pelo comando da unidade, por meio de portaria ou ofício circular ou ainda fixação de aviso em quadro mural. ERRADA

    JUSTIFICATIVA: Art. 16, § 2º - No caso de ser igual a antiguidade, referida no parágrafo anterior, é ela estabelecida:

    (...)

    c) entre os alunos de um mesmo órgão de formação de Policiais-Militares, de acordo com o Regulamento do respectivo órgão, se não estiverem especificamente enquadrados nas letras "a" e "b";

    D) em igualdade de posto ou graduação, os Policiais Militares da inatividade sempre terão precedência sobre os da ativa, desde que fardados. ERRADA

    JUSTIFICATIVA: Art. 16, § 3º - Em igualdade de posto ou graduação, os Policiais Militares em atividade, têm precedência sobre os da inatividade.

    E) nos casos de nomeação coletiva, a hierarquia será definida em Boletim Geral da Corporação, assinado pelo comando da Polícia Militar da região onde foi realizada a nomeação. ERRADA

    JUSTIFICATIVA: não há previsão expressa na lei n. 5. 251/85.


ID
1651390
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

O conjunto de deveres e responsabilidades inerentes ao Policial-Militar em serviço ativo, cujo provimento se faz por ato de nomeação, de designação ou determinação expressa de autoridade competente é a/o:

Alternativas
Comentários
  • Cargo público é o lugar instituído na organização do serviço público, com denominação própria, atribuições e responsabilidades específicas e estipêndio correspondente, para ser provido e execido por um titular, na forma estabelecida em lei.

    Função é a atribuição ou o conjunto de atribuições que a Administração confere a cada categoria profissional ou comete individualmente a dereminados servidores para a execução de serviços eventuais.

  • Lei 5251/85

    ART. 21 - Cargo de Policial-Militar é um conjunto de deveres e responsabilidades inerentes ao Policial-Militar em serviço ativo. 

    É um conjunto de deveres e responsabilidades inerentes ao Policial Militar em serviço ativo, especificado nos Quadros de Organização ou previsto, caracterizado ou definido como tal em outras disposições legais

    função policial militar

    É o exercício das atribuições inerentes ao cargo Policial Militar, exercidas por oficiais e praças da Polícia Militar, com a finalidade de preservar, manter e estabelecer a ordem pública e segurança interna, através das várias ações policiais ou militares, em todo o território do Estado

  • SÓ EU QUE ACHEI QUE JÁ ERA MAIS UMA QUESTÃO REPETIDA DO QC E JÁ FUI MARCANDO A MESMA ALTERNATIVA "E" DA OUTRA QUESTÃO ? kkkkk


ID
1651393
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

O exercício das atribuições inerentes aos cargos Policial-Militar, exercida por oficiais e praça da Polícia Militar, com a finalidade de preservar, manter e estabelecer a ordem pública e segurança interna, através das várias ações policiais ou militares, em todo o território do Estado é a/o:

Alternativas
Comentários
  • Cargo público é o lugar instituído na organização do serviço público, com denominação própria, atribuições e responsabilidades específicas e estipêndio correspondente, para ser provido e execido por um titular, na forma estabelecida em lei.

    Função é a atribuição ou o conjunto de atribuições que a Administração confere a cada categoria profissional ou comete individualmente a dereminados servidores para a execução de serviços eventuais.

    Hely Lopes Meirelles, Direito Administrativo Brasileiro

    Na minha opinião, a resposta seria a Letra D, tendo em vista que, conforme questão: " preservar, manter e estabelecer a ordem pública e segurança interna, através das várias ações policiais ou militares" são funções próprias da PM. Quem puder ajudar :)

     

  • lei nº5.251.

    Art. 24. Função Policial Militar é o exercício das atribuições inerentes aos cargos Policial-Militar, exercida por oficiais e praça da Polícia Militar, com a finalidade de preservar, manter e estabelecer a ordem pública e segurança interna, através das várias ações policiais ou militares, em todo o território do Estado.

    Gab.: letra E.

  • Art. 23 - O cargo de Policial Militar é considerado vago a partir de sua criação ou desde o momento em que o Policial Militar, exonerado, dispensado ou que tenha recebido determinação expressa de autoridade competente, o deixe e até que outro Policial Militar tome posse, de acordo com a norma de provimento prevista no parágrafo único do artigo 22.


ID
1651396
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

São manifestações essenciais do valor Policial-Militar:  

I. O sentimento de servir, em seu horário de trabalho, à comunidade local, desde que não ponha em rico a própria vida.

II. O civismo e o culto das tradições históricas.

III. A fé na missão elevada da Polícia Militar.

IV. O espírito de corpo, orgulho do Policial-Militar pela Organização onde serve.

V. O amor à profissão Policial-Militar e o entusiasmo com que é exercida.


De acordo com as afirmativas acima a alternativa correta é:


Alternativas
Comentários
  • São manifestações essenciais do valor Policial-Militar:

    ->Sentimento de servir a sociedade, vontade de cumprir o dever

    -> Civismo e respeito às tradições históricas

    -> Fé na elevada missão da PM

    -> Orgulho do PM pela instituição

    -> Amor a profissão, e o entusiasmo com que é exercida a atividade

    -> Aprimoramento técnico e profissional.

  • Do Valor Policial-Militar

    Art. 29 - São manifestações essenciais do valor Policial-Militar:

    I- o sentimento de servir à comunidade estadual, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever Policial-Militar e pelo integral devotamento à manutenção da ordem pública, mesmo com o risco da própria vida; [I]

    II- o civismo e o culto das tradições históricas; [II]

    III- a fé na missão elevada da Polícia Militar; [III]

    IV- o espírito de corpo, orgulho do Policial Militar pela Organização onde serve; [III]

    V- o amor à profissão Policial-Militar e o entusiasmo com que é exercida;[IV]

    VI- o aprimoramento técnico-profissional.

    [Gab. Letra D]

  • alguém notou que faltou a sentença IV??

  • alguém notou que faltou a sentença IV??


ID
1651399
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

O sentimento do dever, o pundonor Policial-Militar e o decoro da classe impõem, a cada um dos integrantes da Polícia Militar, conduta moral e profissional, irrepreensíveis, com observância dos seguintes preceitos da ética Policial-Militar:  


I. Amar a verdade e a responsabilidade como fundamentos da dignidade pessoal.

II. Exercer, com autoridade, eficiência e probidade as funções que lhe couberem em decorrência do cargo.

III. Respeitar a dignidade da pessoa humana;

IV. Zelar pelo preparo moral, intelectual e físico, próprio e dos subordinados, tendo em vista o cumprimento da missão comum.

V. Empregar todas as suas energias em benefício do serviço.


De acordo com as afirmativas acima a alternativa correta é: 


Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

    Lei 5.251, de 31 de julho de 1985

    Art. 30 - O sentimento do dever, o pundonor Policial-Militar e o decoro da classe impõem, a cada um dos integrantes da Polícia Militar, conduta moral e profissional, irrepreensíveis, com observância dos seguintes preceitos da ética Policial-Militar:

    I - amar a verdade e a responsabilidade como fundamentos da dignidade pessoal;

    II - exercer, com autoridade, eficiência e probidade as funções que lhe couberem em decorrência do cargo;

    III - respeitar a dignidade da pessoa humana;

    (...)

    VII - zelar pelo preparo moral, intelectual e físico, próprio e dos subordinados, tendo em vista o cumprimento da missão comum;

    (...)

    IX - empregar todas as suas energias em benefício do serviço;

  • PM PA 2021 TAMO JUNTOOOO

  • BORA PMPA!

  • PMPB 2022!


ID
1651402
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

É um ato administrativo e tem como finalidade básica a seleção dos Policiais Militares para o exercício de funções pertinentes ao grau hierárquico superior. O conceito acima se refere:

Alternativas
Comentários
  • ART 62 § 2° - A promoção é um ato administrativo e tem como finalidade básica a seleção dos Policiais-Militares para o exercício de funções pertinentes ao grau hierárquico superior. 


ID
1651405
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Sobre o Comando e a subordinação é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Lei 6.833/06 Art. 8º Comando é a soma de autoridade, deveres e responsabilidade que o policial militar é investido legalmente, quando conduz homens ou dirige uma Organização Policial Militar. O Comando é vinculado ao grau hierárquico e constitui prerrogativa impessoal, na qual se define e se caracteriza como chefe. 

  • Seria ótimo se fosse esse o nível de questão cobrado pela IADES na prova PMpa21.


ID
1651408
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

São considerados direitos dos Policiais Militares, nas condições ou nas limitações impostas na legislação ou regulamentação específica:

 

I. A estabilidade, quando praça com 10 (dez) ou mais anos de tempo de efetivo serviço.

II. O uso das designações hierárquicas.

III. A ocupação de cargos e funções de qualquer natureza, desde que indicados pela autoridade, independente do posto ou graduação que ocupe.

IV. A promoção.

V. As férias, os afastamentos temporários de serviço e as licenças.


De acordo com as afirmativas acima a alternativa correta é:  


Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

    Lei 5.251, de 31 de julho de 1985

    Art. 52 - São direitos dos Policiais Militares:

    (...)

    IV - nas condições ou nas limitações impostas na legislação ou regulamentação específica:

    a) a estabilidade, quando praça com 10 (dez) ou mais anos de tempo de efetivo serviço; (assertiva I)

    b) o uso das designações hierárquicas; (assertiva II)

    c) a ocupação de cargos e funções correspondentes ao posto e de atribuições correspondentes à graduação; (assertiva III)

    (...)

    n) a promoção; (assertiva IV)

    o) as férias, os afastamentos temporários de serviço e as licenças; (assertiva V)

  •  A ocupação de cargos e funções de qualquer natureza, desde que indicados pela autoridade, independente do posto ou graduação que ocupe. qualquer natureza errado .

  • UEPA poderia ser um pouco mais malvada


ID
1651411
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Os uniformes da Polícia Militar com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos dos Policiais Militares e representam o símbolo da autoridade Policial-Militar, com as prerrogativas a ela inerentes. Em razão disto, é proibido ao Policial-Militar o uso dos uniformes:  


I. Em manifestação de caráter político-partidária.

II. Quando sair de serviço ou ao deslocar-se para a unidade onde serve, uma vez que isto pressupõe risco em potencial para sua vida.

III. No estrangeiro, quando em atividade não relacionada com a missão do Policial-Militar, salvo quando expressamente determinado ou autorizado.

IV. Na inatividade, salvo para comparecer às solenidade Policiais-Militares e militares, cerimônia cívico-comemorativas das grandes datas nacionais ou a atos sociais solenes, quando devidamente autorizado.


De acordo com as afirmativas acima a alternativa correta é:  


Alternativas
Comentários
  • Lei 5251/ 85 . Art. 85 - O uso dos uniformes com seus distintivos, insígnias e emblemas, bem como os modelos, descrições, composição e peças acessórias, são estabelecidas em legislação específica da Polícia Militar do Pará.

    § 1° - É proibido ao Policial-Militar o uso dos uniformes:

    a) - Em manifestação de caráter político-partidária;

    b) - No estrangeiro, quando em atividade não relacionada com a missão do Policial-Militar, salvo quando expressamente determinado ou autorizado;

    c) - Na inatividade, salvo para comparecer às solenidade Policiais-Militares e militares, cerimônia cívico comemorativas das grandes datas nacionais ou a atos sociais solenes, quando devidamente autorizado.

    § 2° - Os Policiais Militares na inatividade, cuja conduta passa ser considerada como ofensiva à dignidade da classe, poderão ser definitivamente proibidos de usar uniformes por decisão do Comandante Geral da Polícia Militar. 

  • Achei mal elaborada...

  • tomara que venha assim na prova ksksksks

  • Questão mal elaborada!


ID
1651414
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

O Windows XP apresenta uma série de funcionalidades. Entre elas estão a utilização de teclas de atalho que agiliza a execução de algumas tarefas. O uso da tecla ALT seguida da tecla F4 realiza a seguinte tarefa:

Alternativas
Comentários
  • Letra B. Se está em um programa, fecha o programa. Se está em uma caixa de diálogo, fecha a caixa de diálogo. E se estiver na tela do Windows XP, desliga o computador depois de confirmar a ação.

  • ALT+F4: fecha o item ativo ou encerra o programa ativo.

  • No desktop (área de trabalho) ao apertar as teclas de atalho "Alt+F4" ele abre as opções de desligar o computador.

    Agora não é suficiente para desligar o computador é preciso fazer o procedimento final. Acredito que a banca foi equivocada. Porque tem outras opções fora desligar o computador quando se aperta ALT+F4 na área de trabalho.


ID
1651417
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No Windows, o recurso que possui a função de organizar o conteúdo do disco e possibilitar trabalhar com os arquivos fazendo, por exemplo, cópia, exclusão e transferência de um arquivo entre pastas é:

Alternativas
Comentários
  • Letra E. Windows Explorer, atalho Win+E, que atualmente chama-se Explorador de Arquivos.

  • GAB: E

    Windows Explorer - atalho Win+E

  • Eu não acredito que caí. Obrigado pressa!
  • No Windows 10, se chama explorador de arquivos


ID
1651426
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Sobre a Internet é correto afirmar que:


 I. A Internet 3G é uma tecnologia que permite acesso à Internet através de um modem conectado a uma porta USB (Universal Serial Bus) de um computador ou notebook. Sua velocidade pode variar de acordo com a tecnologia oferecida pela operadora de telefonia de Celular.

II. A World Wide Web (WEB ou WWW) é um protocolo usado para a transmissão de dados, como por exemplo, páginas HTML do computador para a Internet.

III. ADSL é uma tecnologia que permite o acesso à internet em alta velocidade, muito mais rápido do que a conexão por modem convencional, utilizando sistema de cabos para telefonia já instalados.


De acordo com as afirmativas acima a alternativa correta é:

Alternativas
Comentários
  • Letra C. O protocolo usado para transmissão de dados como as páginas HTML é o protocolo HTTP.

  • WWW não é um protocolo e sim o HTTP.

  • Além disso, essa definição para ADSL "muito mais rápido do que a conexão por modem convencional" está correta?

  • RESPOSTA CORRETA: c. I e III

  • Não entendi.

  • WWW = Serviço

    HTTP = Protocolo


ID
1651429
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Sobre o Outlook Express é correto afirmar que:


I. O Outlook Express é um aplicativo que permite gerenciar uma ou mais contas de e-mail.

II. Quando uma mensagem é enviada pelo Outlook Express, esta fica armazenada na caixa de saída.

III. O Outlook Express permite a criação de uma agenda de contatos, porém não é possível fazer a classificação dos mesmos em grupos.


De acordo com as afirmativas acima a alternativa correta é:  

Alternativas
Comentários
  • Letra A.

    II. A mensagem enviada é armazenada na pasta Itens Enviados. A caixa de saída é para mensagens que foram enviadas pelo usuário, mas ainda não foram enviadas para o servidor de e-mails.

    III. É possível fazer a classificação e organização dos contatos em grupos.


  • A)

    Quando uma mensagem é enviada pelo Outlook Express, esta fica armazenada na caixa de saída. ENVIADOS

    O Outlook Express permite a criação de uma agenda de contatos, porém não é possível fazer a classificação dos mesmos em grupos.

  • GAB A

    I. O Outlook Express é um aplicativo que permite gerenciar uma ou mais contas de e-mail.

    CERTO

    II. Quando uma mensagem é enviada pelo Outlook Express, esta fica armazenada na caixa de saída.

    ERRADO

    FICA EM ITENS ENVIADOS

    III. O Outlook Express permite a criação de uma agenda de contatos, porém não é possível fazer a classificação dos mesmos em grupos.

    ERRADO

    PERMITE A CRIAÇÃO DE AGENTE DE CONTATOS+ PODE SER FEITA A CLASSIFICAÇÃO EM GRUPOS

  • CAIXA DE SÁIDA = AGUARDANDO ENVIO

    ITENS ENVIADOS = JÁ SAIU


ID
1651432
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

O Microsoft Word é um processador de textos onde podemos encontrar diversas ferramentas de edição e formatação de textos. Sobre essas ferramentas é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Espero contribuir com todos através deste comentário.

    A - para inserir número de páginas em um documento, utiliza-se o recurso Indicadores.

    para inserir número de páginas em um documento, utiliza-se o recurso rodapé

    Vá até Inserir, no grupo Cabeçalho e Rodapé, selecione a opção Rodapé.

    Dica: Alguns designs internos de cabeçalho e rodapé incluem números de página.

    B - a cor da fonte de um documento só pode ser modificada se houver uma impressora colorida instalada no computador.

    Independentemente de haver ou não uma impressora instalada no computador, o word poderá modificar, a qualquer momento, a cor da fonte de um documento.

    C - para salvar um documento no word pode-se usar a opção Salvar no menu Arquivo ou usar as teclas de atalho CTRL+N

    Realmente na opção MENU ARQUIVO é possível salvar o documento, mas a telha de atalho para que o documento seja salvo não é o CTRL+N, mas sim CTRL+B. O atalho CTRL+N torna ,o texto selecionado, negrito.

    Por fim, no BrOffice o atalho para salvar um arquivo, é sim, CTRL+N.

    D - uma tabela pode ser convertida em texto através do Recurso Converter tabela em texto.

    Resposta correta. Realmente no Word é possível converter uma tabela em texto.

    GUIA INSERIR ~> GRUPO TABELAS, CLICAR EM TABELA~> LAYOUT ~> GRUPO DADOS ~> CONVERTER EM TEXTOS.

    E - para inserir uma imagem no Word ela deve estar no formato jpeg ou bmp, não sendo aceito outros formatos.

    Qualquer tipo de arquivo gráfico que for aberto em sua versão do QuickTime provavelmente abre no Office. 

    Espero ter ajudado.


ID
1651435
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

. Em relação a buscas realizadas na Internet é correto afirmar que:


I. O BING é uma ferramenta de busca criada pela Microsoft criada para concorrer diretamente com o GOOGLE.

II. Nos navegadores web atuais as buscas podem ser realizadas diretamente pela barra de endereços, que ao receber uma palavra direciona imediatamente a pesquisa para um site de busca

III. No Google, para fazer a busca de uma frase exata, basta colocá-la entre parênteses.


De acordo com as afirmativas acima a alternativa correta é:  

Alternativas
Comentários
  • Letra D.

    I. O Microsoft BING é um site que oferece resultados de buscas na Internet, semelhante ao Google Buscas da empresa Google, e junto com o Yahoo Buscas, completam o trio de sites de pesquisas mais questionados em provas de concursos.

    II. O site de buscas padrão do navegador será acionado, e exibirá os resultados da pesquisa.

    III. A busca exata será com os termos inseridos entre aspas.


  • A busca exata será com os termos inseridos entre aspas.

    Entre parênteses o mesmo efeito se dará no bing. 

  • direciona para um site de busca?

  •  No Google, para fazer a busca de uma frase exata, basta colocá-la entre  "aspas"


ID
1651441
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Segurança da Informação
Assuntos

A realização de cópias de segurança dos dados armazenados no computador é um procedimento de rotina em diversas empresas. O Windows possui um utilitário de backup que realiza essa tarefa. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo referente ao backup:  

      Um backup do tipo ____________ realiza cópias somente os arquivos criados ou alterados desde o último backup e registra os arquivos como arquivos copiados. Um backup do tipo ____________realiza cópias de todos os arquivos selecionados sem interferir nas outras rotinas normais de backup e não registra os arquivos que foram copiados.  

A alternativa que apresenta a sequência correta é:  

Alternativas
Comentários
  • GAB.: B

     Um backup do tipo _INCREMENTAL_ realiza cópias somente os arquivos criados ou alterados desde o último backup e REGISTRA os arquivos como arquivos copiados. Um backup do tipo _CÓPIA_ realiza cópias de todos os arquivos selecionados sem interferir nas outras rotinas normais de backup e NÃO registra os arquivos que foram copiados.  

    JÁ CAIU EM PROVA!

         * ARQUIVO MARCADO - Arquivo marcado é sinônimo de “arquivo que já passou por um backup” (e que não precisa passar mais).

     

         * ATRIBUTO MARCADO - significa “arquivo que foi criado ou alterado recentemente” (e que, por isso, tem de ser copiado no próximo backup). LOGO, ATRIBUTO DESMARCADO  é o mesmo que “arquivo que acabou de passar por um backup” (e não precisa mais passar por outro).

     

             RESUMINDO----> “Quando um Backup Normal é realizado, todos os arquivos são copiados e depois disso são marcados (REGISTRADOS), ou seja, eles têm seus atributos de arquivo desmarcados.”

     

     

    DIFERENÇAS DE ALGUNS BECAPES (BACKUP):

               * INCREMENTAL -  Este tipo de backup complementa o backup normal. Quando selecionamos algumas pastas para fazer backup e escolhemos, no programa de backup, a realização de um incremental, nem todos os arquivos selecionados serão copiados. Apenas serão copiados aqueles arquivos criados ou alterados desde o último backup (ou seja, os arquivos que “precisam ser copiados”). ----> OS ARQUIVOS SÃO MARCADOS E OS SEUS ATRIBUTOS DESMARCADOS.

      

             Portanto, se em uma pasta qualquer a ser backupeada existirem 1.000 arquivos, dos quais 300 não foram alterados desde o último backup, na realização de um backup incremental, somente os 700 arquivos desmarcados (ou seja, com o atributo marcado) serão copiados para a fita.

     

             * NORMAL - Os arquivos são MARCADOS quando  realiza a cópia.

     

            * CÓPIA - É mais para casos de emergência, e os arquivos NÃO SÃO MARCADOS (Eis a diferença do becape "Normal"). 

     

            *DIÁRIO - Através da realização de um backup diário, são copiados para a fita apenas os arquivos que foram criados ou alterados numa DATA ESPECÍFICA (normalmente naquela data em que o backup está sendo realizado). Ou seja, no momento da realização do backup, o programa pergunta ao usuário qual a data em que ele quer que o backup seja feito.

     

    FONTE: APOSTILA DO JOÃO ANTÔNIO CARVALHO


ID
1968139
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Com relação ao anestésico local, é correto afirmar que:

Alternativas

ID
1968142
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Sobre o uso de anti-inflamatórios, é correto afirmar que:

Alternativas

ID
1968145
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

O antibiótico que atua inibindo a síntese da parede celular é o:

Alternativas
Comentários
  • inibe a síntese da parede = Penicilina


ID
1968148
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Sobre o posicionamento do filme, durante o exame radiográfico, deve-se obedecer aos seguintes requisitos:

Alternativas

ID
1968151
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Com relação à proteção do paciente a ser submetido à técnica radiográfica, é correto afirmar que:

Alternativas

ID
1968154
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Das extensões ou prolongamentos do seio maxilar, a mais frequente ocorre no sentido:

Alternativas

ID
1968157
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

A deficiência de vitamina C pode levar à seguinte manifestação oral:

Alternativas
Comentários
  • Desnutrição - carência de vitaminas A, C e D.


ID
1968160
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Com relação ao leucodema, é correto afirmar que:

Alternativas

ID
1968163
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Sobre o ceratocisto odontogênico é correto afirmar que:

Alternativas

ID
1968166
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Com relação à osteonecrose, é correto afirmar que:

Alternativas

ID
1968169
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Elementos com forma e tamanhos anormais como os dentes conóides, os microdentes e os macrodentes resultam de distúrbios ocorridos no momento da odontogênese denominado fase de:

Alternativas

ID
1968172
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Considera- se contra indicação para o selamento dental:

Alternativas

ID
1968175
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Considerando as alterações congênitas que acometem o desenvolvimento dental assinale a alternativa correta.

Alternativas

ID
1968178
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

São reminiscências de tecidos epiteliais aprisionados, pequenas e normalmente múltiplas lesões esbranquiçadas que não aumentam de tamanho e podem ser evidenciadas ao longo da rafe palatina mediana de recém-nascidos:

Alternativas
Comentários
  • Cistos de Inclusão

    Os nódulos de Bohn são cistos superficiais contendo queratina e epitélio escamoso estratificado e localizam-se na região vestibular dos rodetes gengivais. Derivam de remanescentes da lâmina dentária.

    As pérolas de Epstein estão presentes na rafe palatina mediana e devem ser diferenciadas das úlceras traumáticas. Derivam de remanescentes de tecido epitelial incluídos ao longo da rafe mediana do palato durante a etapa de crescimento fetal.

    Os cistos de lâmina dentária localizam-se na crista alveolar do rebordo gengival na região posterior das arcadas. Derivam de remanescentes de tecido de glândulas mucosas encontrados sobre os rodetes gengivais, tanto em vestibular e/ ou lingual, assim como no palato, longe da rafe mediana.

    Não há necessidade de intervenção em nenhum dos casos, porém há que se fazer o diagnóstico diferencial de dentes decíduos ectópicos ou com irrupção precoce.


ID
1968181
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Um dente já presente na boca da criança ao nascimento e um dente que irrompe nos primeiros trinta dias de vida do bebê são respectivamente denominados de:

Alternativas
Comentários
  • natal = nasce

    natalino = primeiros 30


ID
1968184
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Um achado dental anatômico de grande significância clínica para os procedimentos odontopediátricos nos primeiros molares decíduos é o tubérculo molar ou de Zuckerkandl localizado na (o):

Alternativas

ID
1968187
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Acerca das características anatômicas dos dentes decíduos, assinale a alternativa correta a partir da análise das afirmativas abaixo.

I. Os dentes decíduos apresentam acentuada constrição de seu colo anatômico em comparação com os permanentes.

II. Os cornos pulpares dos molares decíduos ficam bem próximos da superfície externa, particularmente o corno disto lingual dos primeiros molares inferiores que apresenta a maior proeminência.

III. As superfícies vestibular e lingual da coroa dos molares decíduos apresentam acentuada convergência de cervical para oclusal.

IV. Os prismas de esmalte na região cervical dos molares decíduos se dirigem de oclusal para cervical acompanhando, praticamente, a direção dos túbulos dentinários.

De acordo com as afirmativas acima, a alternativa correta é:

Alternativas

ID
1968190
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Dentre os fatores pós-natais relacionados a etiologia das maloclusões encontram-se:

Alternativas

ID
1968193
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Os dentes decíduos hígidos são os melhores mantenedores de espaço para viabilizar um correto arranjo oclusal da dentição permanente. Sendo a perda precoce de um dente decíduo fator etiológico de maloclusão, a situação considerada mais crítica é a :

Alternativas

ID
1968196
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

São características clínicas da subluxação em dentes decíduos:

Alternativas

ID
1968199
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Identifique como verdadeiro (V) ou falso (F) as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

( ) Os espaços primatas estão presentes no arco dentário inferior entre incisivos laterais e caninos decíduos e, no arco superior, entre caninos e primeiros molares decíduos.

( ) Os espaços primatas estão presentes no arco dentário superior entre incisivos laterais e caninos decíduos e, no arco inferior, entre caninos e primeiros molares decíduos.

( ) O arco tipo I de Baume é aquele que não possui diastemas entre os dentes anteriores e apresenta maior tendência de apinhamento quando da substituição dos decíduos pelos permanentes.

( ) O arco tipo II de Baume é aquele que apresenta diastemas entre os dentes anteriores e favorece o bom posicionamento dos permanentes correspondentes quando de sua erupção.

( ) A finalidade do espaçamento anterior na dentição decídua é proporcionar uma compensação para o maior diâmetro mésiodistal dos dentes permanentes favorecendo um bom prognóstico para o desenvolvimento da oclusão.

A sequência correta é:

Alternativas

ID
1968202
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Acidentes traumáticos envolvendo incisivos centrais superiores apresentam elevada prevalência em crianças e acometem mais frequentemente os pacientes definidos, segundo a Classificação de Angle, como do tipo:

Alternativas

ID
1968205
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Considerando a característica de grande resiliência e porosidade do osso alveolar em crianças de pouca idade, o evento traumático que ocorre com maior frequência na dentição decídua é:

Alternativas

ID
1968208
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

A Síndrome do Respirador Bucal compromete o desenvolvimento normal do complexo dento maxilo facial. São consideradas alterações físico funcionais características dessa Síndrome:

Alternativas

ID
1968211
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Diante da avulsão do elemento 61 em uma criança colaboradora de três anos de idade, o tratamento indicado é:

Alternativas

ID
1968214
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Sobre a técnica operatória dos selantes resinosos a base de BIS-GMA, marque a alternativa correta.

Alternativas

ID
1968217
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Numa criança, o elemento 75 sofreu grande exposição acidental da polpa que se encontra em inflamação suave enquanto o elemento 85 apresenta extensa lesão de furca e volumoso abcesso. Os procedimentos imediatos a serem adotados são:

Alternativas

ID
1968220
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Para o material obturador ser considerado ideal para o tratamento endodôntico de dentes anteriores decíduos são necessários critérios como possuir propriedades antissépticas, apresentar grau de reabsorção semelhante ao da raiz do dente e não comprometer a estética pela pigmentação dental. Os materiais que se enquadram em tais requisitos são:

Alternativas

ID
1968223
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Para o ajuste favorável da oclusão permanente, algumas considerações sobre a dentição decídua são pertinentes. Dentre estas, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • O que mais ocorre é plano terminal reto

    O plano terminal distal ocorre 4,9%


ID
1968226
Banca
UEPA
Órgão
PM-PA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Odontologia
Assuntos

Em relação às características de normalidade da dentição decídua é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • CARACTERISTICAS DA DENTIÇÃO DECIDUA: - Presença de espaços primatas - Implantação Vertical dos dentes- perpendicular à base óssea - Sobremordida e Sobressaliencia pouco profundas -Ausência de Curva de Spee e Wilson - ATM paralela e próxima ao Plano Oclusal.