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Prova UFTM - 2018 - UFTM - Médico/ Área: Preceptoria


ID
5350918
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

A leitura do texto permite inferir que:

Alternativas
Comentários
  • É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade.

    Gab. A

  • Assertiva A

    a verdadeira inclusão da pessoa surda, na escola regular, ainda não acontece de fato L26:L30


ID
5350921
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

O texto organiza-se a partir de um tipo predominantemente:

Alternativas
Comentários
  • O texto argumentativo é construído a partir de um parágrafo inicial, curto, que apresenta a ideia, mas sem deixa-la clara. A partir de então, o autor deve passar a desenvolver as suas ideias, fazendo uso de argumentos verdadeiros, fundamentados e convincentes, podendo ainda fazer uso de exemplos claros.

    GAB C

  • ✱TIPOS DE TEXTOS

       ➥NARRATIVO → Um texto narrativo tem por objetivo contar o enredo que envolve tempo, espaço, personagem e ação. O texto narrativo possui desenvolvimento, clímax e desfecho.

       ➥DESCRITIVO → A característica principal do texto descritivo é "descrever" algo ou alguém detalhadamente, de forma que o leitor consiga criar um imagem mental do que é descrito. São utilizados adjetivos, verbos de ligação, metáforas e comparações.

       ➥DISSERTATIVO

    • Argumentativo → Um texto dissertativo-argumentativo possui como marca principal o desenvolvimento e defesa de uma tese.

    Gab. C

  • Uma marca muito forte em textos argumentativos são fundamentações com citações de autoridade e propostas com soluções (o que mais aparece no texto).

  • "É importante ressaltar" = Argumentativo

  • Tipologia textual:

    Narração: Ações, personagens, sequência de fatos em ordem cronológica, clímax.

    Ex: charges, novelas, contos.

    Dissertativo expositivo: Discutir um tema sem a defesa de tese, apenas expões a ideia. Marcado pela linguagem universal e impessoal.

    Dissertativo argumentativa: Defesa de tese, quer convencer o leitor de algo. Linguagem impessoal, universal e uso da 3ª pessoa.

    Injunção: Dão instruções

    Ex: Receitas de bolo

    Descrição: Caracterização pormenorizada

  • Fui pela defesa de tese .

  • Quando o texto possui referência de autoridades, reforça muito uma ideia, além de conter palavras ou conjunções assim: "É evidente", "É preciso", "é imprescindível", "portanto", "entretanto"..........

    Tem tudo para ser argumentativo. Ademais, temos a tese que pode ser identificada no início.

    seguindo a linha: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.


ID
5350924
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

Quanto à linguagem, o texto é, predominantemente:

Alternativas
Comentários
  • A linguagem formal, também chamada de "culta" está pautada no uso correto das normas gramaticais bem como na boa pronúncia das palavras.

    Já a linguagem informal ou coloquial representa a linguagem cotidiana, ou seja, trata-se de uma linguagem espontânea, regionalista e despreocupada com as normas gramaticais.

    Conotação: Sentido Figurado

    Denotação: Sentido literal, real.

    Sabendo disso, só nos resta o item B

    Pois o texto fala da realidade numa linguagem bem formal, sem erros gramaticais atendendo à norma culta.

    GAB B

  • A questão é sobre denotação e conotação e quer saber, em relação ao texto, qual o tipo de linguagem predominante. Vejamos:

     .

    A linguagem formal (linguagem culta) é a que segue as regras gramaticais, a que emprega corretamente as palavras e sua pronúncia. É usada, por exemplo, em artigos, palestras, entrevistas de emprego, concursos públicos, reuniões de trabalho...

    A linguagem informal (linguagem coloquial) não apresenta restrições quanto ao uso de coloquialismos, gírias e expressões da oralidade. Se caracteriza pela despreocupação das normas, que muitas vezes apresenta erros em relação à gramática. É usada, por exemplo, em conversas do dia a dia, mensagens de celular, redes sociais...

     .

    Linguagem figurada ou conotação: sentido simbólico das palavras, não literal.

    Linguagem literal ou denotação: sentido literal, básico, usual, real.

    Denotativa = De verdade

    Conotativa = Conto de fadas

     .

    A) conotativo, com tendência a um nível de maior informalidade.

    Errado. O texto apresenta uma linguagem predominantemente denotativa (real) e tende a ser mais formal. Não há que se falar, nesse caso, em conotação e nem em informalidade.

     .

    B) denotativo, com tendência a um nível de maior formalidade.

    Certo. O texto é uma notícia sobre o Enem e apresenta uma linguagem predominantemente denotativa (real), além de tender a ser mais formal (culto).

     .

    C) denotativo, com tendência a um nível de menor formalidade.

    Errado. O texto apresenta uma linguagem predominantemente denotativa (real) e tende a ser mais formal. Não há que se falar, nesse caso, em menor formalidade.

     .

    D) conotativo, com tendência a um nível de menor informalidade.

    Errado. O texto apresenta uma linguagem predominantemente denotativa (real) e tende a ser mais formal. Não há que se falar, nesse caso, em conotação e nem em informalidade.

     .

    Gabarito: Letra B

  • Excelente texto! Bem técnico...

    Caracteriza-se pela linguagem formal e denotativa.


ID
5350927
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

O elemento linguístico "isso", destacado no excerto “‘E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais’, afirma”, refere-se a algo que:

Alternativas
Comentários
  • Isto é usado quando o que está a ser demonstrado está perto da pessoa que fala, bem como no tempo presente em relação à pessoa que fala.

    Ex: Esta caneta é minha.

    Isso é usado quando o que está a ser demonstrado está longe da pessoa que fala e perto da pessoa a quem se fala ou no tempo passado em relação à pessoa que fala.

    Ex: Isso foi explicado na aula passada.

    Também existe o pronome demonstrativo aquilo que é usado quando o que está a ser demonstrado está longe da pessoa que fala e da pessoa a quem se fala. Também se usa para referir um passado muito distante.

    Ex: Aquilo foi muito bom.

    __________________________________________

    "E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção:"

    Isso está retomando um fragmento textual no período anterior.

    GAB C

  • Já foi enunciado em um período anterior.

  • E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais’, afirma”.

    →ISSO é exceção.

    →ISSO " o quê? ═ Ter um intérprete de Libras para cada aluno surdo

    →Ter um intérprete de Libras para cada aluno surdo é exceção.

    Obs: ISSO é um termo anafórico, ou seja, utilizado para resgatar algo anteriormente citado no texto.

    Gab.C

  • Gab. C

     "E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais"

  • A questão é sobre coesão textual e quer saber a que o elemento linguístico "isso" refere-se em “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais’, afirma”. Vejamos:

     .

    Anáfora: retoma algo que já foi dito. Ex.: Português e Direito Constitucional: essas são as matérias mais cobradas em concurso.

    Catáfora: apresenta algo que ainda não foi dito. Ex.: Eu pretendo fazer isto: resolver mais questões.

     .

    A) já foi enunciado no mesmo período.

    Errado. "Isso" refere-se a algo que já foi enunciado no período anterior e não no mesmo período.

     .

    B) ainda será enunciado no período posterior.

    Errado. "Isso" refere-se a algo que já foi enunciado no período anterior e não a algo que ainda será enunciado no período posterior.

     .

    C) já foi enunciado em um período anterior.

    Certo. "Isso" refere-se a algo que já foi enunciado no período anterior. Temos aqui um caso de anáfora. Em "mas ISSO é exceção", "isso" retoma o que foi dito no período anterior: "que na escola em Mauá tem um intérprete de Libras para cada aluno surdo".

     .

    D) ainda será enunciado no mesmo período.

    Errado. "Isso" refere-se a algo que já foi enunciado no período anterior e não a algo que ainda será enunciado no mesmo período.

     .

    Gabarito: Letra C 

  • Gabarito: C

    ANafórico = ANtes

    Exemplo: Isso

    CATÁfora = CATA lá na frente.

    Exemplo: Esta

    Bons estudos!

  • ISSO = PASSADO

    ISTO = FUTURO

  • C) já foi enunciado em um período anterior.

    Certo. "Isso" refere-se a algo que já foi enunciado no período anterior. Temos aqui um caso de anáfora. Em "mas ISSO é exceção", "isso" retoma o que foi dito no período anterior: "que na escola em Mauá tem um intérprete de Libras para cada aluno surdo".

  • os períodos mudam quando se colocam um ponto ?


ID
5350930
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

A palavra “que”, em “o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos”, exerce a mesma função que no trecho:

Alternativas
Comentários
  • Se o que pode ser trocado por Isto, será conjunção integrante.

    Se o que pode ser trocado por O qual, a qual, será pronome relativo.

    “o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 acompanhou a importância que (a qual) a prova passou a dar aos alunos surdos”

    O que a prova passou a dar aos alunos surdos ? Importância

    A importância, nesse contexto, é o sujeito da oração. Ora, se o que está retomando o sujeito, ele só pode ser sujeito.

    “Existem especialistas que (os quais) defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos”.

    Quem defende a importância das escolas bilíngues ? Especialistas

    GAB D

  • Antes de nos debruçarmos sobre a questão, considere duas informações sobre a partícula "que":

    → Só terá função sintática quando for pronome relativo. Como é da natureza intrínseca do pronome, resgata termos anteriormente expressos e pode ser trocada por "a(s) qual(is)", "o(s) qual(is)". Nesses casos, poderá desempenhar as seguintes funções: sujeito, objeto direto, objeto indireto, agente da passiva, complemento nominal, predicativo e adjunto adverbial;

    → Se for conjunção integrante, não resgatará termo algum e introduzirá segmentos oracionais, precisamente orações subordinadas substantivas. 

    Leiamos o fragmento:

    “O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos.”

    A partícula "que" pode ser classificada, no caso em tela, quanto à função morfológica e sintática: morfologicamente é um pronome relativo; sintaticamente, objeto direto.

    Inspecionemos as alternativas:

    a) “Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas”.

    Incorreto. A partícula é uma conjunção subordinativa integrante e não exerce função sintática alguma;

    b) “O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais”.

    Incorreto. A partícula é uma conjunção subordinativa integrante e não exerce função sintática alguma;

    c) “É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência”.

    Incorreto. A partícula é uma conjunção subordinativa integrante e não exerce função sintática alguma;

    d) “Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos”.

    Correto. O "que" é um pronome relativo (como o do enunciado) cuja função sintática desempenhada se classifica em sujeito simples.

    Letra D

  • A questão é sobre a palavra "que" e quer saber em qual das alternativas o "que" exerce a mesma função que no trecho “o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos”. Vejamos:

     .

    • Em "...acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos", "que" é PRONOME RELATIVO, retoma "a importância", equivale a "a qual" e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva (sem vírgula).

     .

    Conjunção integrante: introduz oração subordinada substantiva. É mero conectivo oracional e não exerce nenhuma função sintática. As conjunções integrantes são representadas pelas conjunções "QUE" e "SE”. A oração pode ser trocada por "isso, nisso, disso". Ex.: Necessito de que me ajude. (= Necessito disso).

    Pronome relativo: introduz oração subordinada adjetiva. Exerce função sintática de sujeito, obj. direto, obj. indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito ou aposto. A palavra pode ser trocada por "o qual, a qual, os quais, as quais". São pronomes relativos: que, quem, onde, o qual (a qual, os quais, as quais), quanto (quanta, quantos, quantas) e cujo (cuja, cujos, cujas). Ex.: O livro que li era péssimo. (que = o qual)

     .

    "QUE" pronome relativo equivale a O(A) (S) QUAL (IS) Ex.: O livro que eu li é ruim. (que = O QUAL)

    "QUE" conjunção integrante equivale a ISSO / ESSE (A) Ex.: Estou certo de que você passará nas provas. (= Estou certo DISSO)

     .

    A) “Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas”.

    Errado. "Que", nesse caso é conjunção integrante e equivale a "ISSO" (Everton reforça ISSO = "que, apesar de a legislação proibir, há escolas...").

     .

    B) “O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais”.

    Errado. "Que", nesse caso é conjunção integrante e equivale a "ISSO" (...explica ISSO = "que a formação desses profissionais...").

     .

    C) “É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência”.

    Errado. "Que", nesse caso é conjunção integrante e equivale a "ISSO" (É importante ressaltar ISSO = "que incluir vai muito além de aceitar a...").

     .

    D) “Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos”.

    Certo. Aqui o "que" também é pronome relativo. Nesse caso, o "que" retoma "especialistas", equivale a "os quais" e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva (sem vírgula).

     .

    Gabarito: Letra D 

  • Gabarito na alternativa D

    Solicita-se tão somente construção na qual o termo "que" possua idêntica função à do termo encontrado abaixo:

    “O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos”

    O enunciado fala genericamente em "função", de modo que devemos tomar o termo em sentido amplo. O termo é pronome relativo que na construção introduz oração subordinada adjetiva restritiva.

    A) “Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas”.

    Incorreto. O termo é conjunção integrante, sem função sintática e introduzindo oração subordinada substantiva objetiva direta.

    B) “O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais”.

    Incorreto. O termo é conjunção integrante, sem função sintática e introduzindo oração subordinada substantiva objetiva direta.

    C) “É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência”.

    Incorreto. O termo é conjunção integrante, sem função sintática e introduzindo oração subordinada substantiva objetiva direta.

    D) “Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos”.

    Correto. O termo é pronome relativo, na construção introduzindo oração subordinada adjetiva restritiva.

  • GABARITO - D

    Cara, faz uma troca rápida:

    Sendo o " que " permutável por " isso" = conjunção integrante.

    Substituindo o " que" por " qual (ais ) " = Pronome relativo.

    Bons estudos!

  • Dica para chutar: as alternativas A, B e C possuem verbos antes do "QUE", a alternativa "D" não possui verbo antes de "QUE", como "importância", do enunciado também não é verbo.

ID
5350933
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

Releia o fragmento “há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete”. A forma verbal destacada nesse trecho encontra-se no:

Alternativas
Comentários
  • Presente do indicativo:

    eu cobro

    tu cobras

    ele cobra

    nós cobramos

    vós cobrais

    eles cobram

    E se desenvolve habitualmente, porque eles Cobram, eles negam, etc!

    GAB D

  • Futuro do Pretérito do Indicativo

    eu cobraria

    tu cobrarias

    ele cobraria

    nós cobraríamos

    vós cobraríeis

    eles cobrariam

    Futuro do subjuntivo

    quando eu cobrar

    quando tu cobrares

    quando ele cobrar

    quando nós cobrarmos

    quando vós cobrardes

    quando eles cobrarem

    Pretérito Imperfeito do Indicativo

    eu cobrava

    tu cobravas

    ele cobrava

    nós cobravámos

    vós cobráveis

    eles cobravam

    Presente do Indicativo

    eu cobro

    tu cobras

    ele cobra

    nós cobramos

    vós cobrais

    eles cobram

  • A questão é sobre verbos e quer saber saber qual o tempo e modo verbal do verbo destacado em “há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete”. Vejamos:

     .

    Verbo: palavra variável que exprime ação, estado, fato ou fenômeno. O verbo é palavra indispensável na organização do período. Dentre as classes de palavras, o verbo é a mais rica em flexões. Com efeito, o verbo reveste diferentes formas para indicar a pessoa do discurso, o número, o tempo, o modo e a voz. Ao conjunto ordenado de flexões ou formas de um verbo dá-se o nome de conjugação. São três os tempos verbais: presente, pretérito (= passado) e futuro. Os modos do verbo são três: indicativo, subjuntivo e imperativo. São formas nominais do verbo: infinitivo, gerúndio e particípio

     .

    A) Futuro do pretérito do indicativo, exprimindo um processo hipotético de realização possível.

    Errado. Futuro do pretérito do indicativo: eu cobraria, tu cobrarias, ele cobraria, nós cobraríamos, vós cobraríeis, eles cobrariam.

    Futuro do pretérito do indicativo: refere-se a algo que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação no passado e expressa incerteza, surpresa ou indignação. Ex.: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.

     .

    B) Futuro do subjuntivo, indicando um processo futuro possível em relação a outro fato futuro.

    Errado. Futuro do subjuntivo: quando eu cobrar, quando tu cobrares, quando ele cobrar, quando nós cobrarmos, quando vós cobrardes, quando eles cobrarem.

    Futuro do subjuntivo: indica uma ação que ainda não aconteceu no futuro, mas que possivelmente poderá acontecer. Geralmente vem acompanhado por "quando". Ex.: Quando você quiser, estudaremos juntos.

     .

    C) Pretérito imperfeito do indicativo, transmitindo uma ideia de continuidade, de não conclusão.

    Errado. Pretérito imperfeito do indicativo: eu cobrava, tu cobravas, ele cobrava, nós cobrávamos, vós cobráveis, eles cobravam.

    Pretérito imperfeito do indicativo: refere-se a um fato inacabado ocorrido no passado, transmitindo, portanto, uma ideia de continuidade. Ex.: Ainda era noite, quando me levantei.

     .

    D) Presente do indicativo, exprimindo um processo verbal que se desenvolve habitualmente.

    Certo. Presente do indicativo: eu cobro, tu cobras, ele cobra, nós cobramos, vós cobrais, eles cobram.

    Presente do indicativo: a ação da qual se está falando ocorre no instante da fala e essa ação provavelmente ou certamente está acontecendo ou acontecerá, ou seja, ela tem possibilidades reais de acontecer. Ex.: Eu resolvo questões todos os dias.

     .

    Gabarito: Letra D  

  • PRESENTE INDICATIVO: índica um fato que ocorre no momento em que se fala = hábito, presente futuro próximo

    GAB. LETRA "E"


ID
5350936
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

A expressão “versão”, no trecho “pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes”, pode ser substituída sem prejuízo semântico por:

Alternativas
Comentários
  • A questão é sobre sinônimos e quer saber por qual das palavras abaixo podemos substituir a expressão “versão”, no trecho “pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes”. Vejamos:

     .

    A) alternativa.

    Certo. "Versão" pode ser substituído por "alternativa": "...há a alternativa em vídeo para os candidatos que não são ouvintes".

    Alternativa: opção, escolha entre duas ou mais possibilidades.

     .

    B) explicação.

    Errado.

    Explicação: ação de explicar ou fazer entender algo; esclarecimento.

     .

    C) esclarecimento.

    Errado.

    Esclarecimento: ação ou resultado de esclarecer. Aquilo que explica, elucida, torna claro; elucidação, explicação.

     .

    D) cópia.

    Errado.

    Cópia: reprodução textual do que está escrito em outro lugar; transcrição de um texto original.

     .

    Referência: AULETE, Caldas. Dicionário Aulete Digital, acessado em 10 de agosto de 2021.

     .

    Gabarito: Letra A

  • “versão”, no trecho “pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes”

    “versão”, no trecho “pela primeira vez, há a alternativa(opção de escolha) em vídeo para os candidatos que não são ouvintes”


ID
5350939
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

Releia o trecho a seguir: “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”. O tempo verbal do verbo em destaque indica:

Alternativas
Comentários
  • “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”.

    Ou seja, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo caso isso fosse uma preocupação de todos desde a infância. (Um evento dependendo de outro)

    GAB B

  • GAB: B

    Deixaria = futuro do pretérito do indicativo:

    refere-se a um fato que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação passada. É utilizado também para indicar uma ação que é consequente de outra, encontrando-se condicionada. Expressa ainda incerteza, surpresa e indignação.

  • Verbo conjugado no Futuro do Pretérito - terminação - RIA : Designar uma hipótese.

  • Conjunção SE = condicional.

  • Futuro do Pretérito - terminação - RIA : Designar uma hipótese ...... porem ainda é indicativo mas esta quase entrando no subjuntivo

  • GABARITO - B

    RIA - FUTURO DO PRETÉRITO

    REI - FUTURO DO PRESENTE


ID
5350942
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

Observe o enunciado a seguir, em que se encontra repetido o elemento “você”, em destaque.


“Eu conheço você há anos e posso garantir a você que não vou impedir você de contar sua versão dos fatos.”


Se esse enunciado fosse reescrito, substituindo-se os termos destacados por pronomes oblíquos átonos, de maneira adequada à norma padrão, obteríamos como resultado o enunciado:

Alternativas
Comentários
  • Inspecionemos o trecho, com destaque àquilo que precisa ser substituído:

    “Eu conheço você há anos e posso garantir a você que não vou impedir você de contar sua versão dos fatos.”

    1º pronome "você" = é objeto direto do verbo "conhecer". Assim, precisa ser substituído pelo pronome "o";

    2º pronome "você" = é objeto indireto do verbo "garantir", de modo que pode ser trocado pelo pronome oblíquo "lhe". Existem três colocações pronominais para ele: proclítico ao verbo auxiliar (lhe posso garantir), enclítico ao auxiliar, com uso do hífen (posso-lhe garantir) ou enclítico ao principal (posso garantir-lhe);

    3º pronome "você" = é objeto direto da locução "vou impedir", portanto pode ser trocado pelo pronome "o".

    "Sua versão dos fatos" = é objeto direto do verbo "contar", de modo que pode ser trocado pelo pronome "la", já que o núcleo (versão) é substantivo feminino.

    Reescrevendo a frase:

    "Eu o conheço há anos e posso garantir-lhe que não vou impedi-lo de contá-la."

    Letra A

  • Gab. A

    A) Eu o conheço há anos e posso garantir-lhe que não vou impedi-lo de contá-la.

    B) Eu o conheço há anos e posso garantir-lhe que não vou impedi-lo de contar-nos.

    C) Eu lhe conheço há anos e posso garantir-lhe que não vou lhe impedir de contá-la.

    D) Eu conheço-o há anos e posso lhe garantir que não vou o impedir de no-la contar.

  • Gabarito na alternativa A

    Solicita-se escorreita substituição dos pronominais de tratamento destacados por formas oblíquas na passagem abaixo:

    “Eu conheço você há anos e posso garantir a você que não vou impedir você de contar sua versão dos fatos.”

    ---

    “Eu conheço-o há anos..." ou “Eu o conheço há anos..."

    O primeiro pronome é objeto direto da forma verbal "conhecer", corretamente substituído pelo oblíquo átono "o". A forma verbal possui sujeito expresso anteposto, facultando a colocação pronominal, que pode ser proclítica ou enclítica.

    "...e lhe posso garantir...", "...e posso-lhe garantir..." ou "...e posso garantir-lhe..."

    O segundo pronome é objeto indireto da locução verbal "posso garantir", corretamente substituído pela forma oblíqua átona "lhe". Não havendo termo atrativo ou fator de colocação, o pronominal pode ficar proclítico ao auxiliar, enclítico ao auxiliar ou enclítico ao principal.

    "...que não vou impedi-lo..." ou "...que não o vou impedir..."

    O terceiro pronome é objeto direto da locução "vou impedir", corretamente substituído pelo oblíquo átono "o". A locução é antecedida de termo negativo, de modo que duas são as possibilidades de colocação pronominal: próclise ao auxiliar ou ênclise ao principal. A colocação enclítica ao auxiliar não é possível devido ao termo atrativo.

    "...de contá-la."

    A banca ainda substitui a ultima passagem da construção, com função de objeto direto, por forma pronominal, fazendo-o corretamente pelo oblíquo "o" em ênclise a forma verbal infinitiva.

  • Assertiva A

    Eu o conheço há anos e posso garantir-lhe que não vou impedi-lo de contá-la

  • Acrescento:

    Substituem objetos diretos:

    Lo (S) , La (S) - Verbos terminados em R, S, Z

    No (S) , Na (S) - Verbos terminados em som nasal

    O (S) , A (S)

    Substituem objetos indiretos:

    Lhe(S)

  • alguém poderia me explicar a colocação pronominal dessa questão por gentileza, pois marquei letra A, e não entendi o gabarito

ID
5350945
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos, tanto que, pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

    “Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo”, afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

    O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

    O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

    Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete. “E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

    É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade. “O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

    Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

    Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações. ”

    Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos, em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares. “A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo. “O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

    Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro “As imagens do outro sobre a cultura surda”. Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino e enfatiza que só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.


(TENENTE, Luiza. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/ redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml. Acesso em 11 de maio de 2017. Adaptado)

As figuras de linguagem são recursos da língua que conferem expressividade aos enunciados. Nesse sentido, observe as frases a seguir.


I. Esta questão é apenas a ponta do iceberg.

II. Aquele candidato ficou rico por meios ilícitos.

III. Tomamos vinte garrafas de cerveja durante a festa.

IV. O ônibus leva uma eternidade para chegar.


As figuras de linguagem utilizadas em cada frase são, respectivamente:

Alternativas
Comentários
  • Metáfora = uso de outras palavras para exemplificar aquilo que se quer dizer, designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança

    Eufemismo = Palavra, locução ou acepção mais agradável, de que se lança mão para suavizar ou minimizar o peso conotador de outra palavra.

    Metonímia é a substituição de uma palavra por outra, quando entre ambas existe uma relação de proximidade de sentidos que permite essa troca.

    Hipérbole é quando se usa do exagero na comunicação.

    ___________________________________________

    I. Esta questão é apenas a ponta do iceberg..(Metáfora)

    II. Aquele candidato ficou rico por meios ilícitos. (Aqui tenta se usar um modo mais suave pra dizer que ele ficou rico fazendo coisa errada.) - Eufemismo

    III. Tomamos vinte garrafas de cerveja durante a festa. (Eles não tomaram 'a garrafa', mas sim o que estava na garrafa, que foi a cerveja) - Metonímia

    IV. O ônibus leva uma eternidade para chegar. (Aqui há um exagero, igual "chorar rios de lágrimas", ninguém demora uma eternidade esperando um ônibus) - Hipérbole

    GAB B

  • Metáfora é uma figura de linguagem que produz sentidos figurados por meio de comparações. Ex: o amor é fogo que arde sem se ver.

    Esta questão é apenas a ponta do iceberg.

    Eufemismo é uma figura de linguagem que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão. Ex.; Comer capim pela raiz.

    Aquele candidato ficou rico por meio ilícitos.

    Metonímia é uma figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra fora do seu contexto semântico normal, dada a sua contiguidade material ou conceitual com outra palavra. Ex.; O estádio aplaudiu o jogador.

    Tomamos vinte garrafas de cerveja durante a festa.

    Hipérbole ou auxese é a figura de linguagem que "consiste na ênfase resultante do exagero deliberado, quer no sentido negativo, quer no positivo". Ex.; Eu estou congelando de frio!

    O ônibus leva uma eternidade para chegar.

  • A questão precisa que se saiba quais figuras de linguagem compõem nosso idioma e suas funções. Devemos analisar oração por oração para encontrar a alternativa que encopasse corretamente:

    Primeira oração: “Esta questão é apenas a ponta do iceberg.” – A figura de linguagem nessa oração estabelece uma relação de equiparação entre “questão” e “ponta do iceberg”. Como não leva uma conjunção que auxilie na ligação entre as duas ideias, nessa oração temos uma metáfora.

    Segunda oração: “Aquele candidato ficou rico por meios ilícitos.” – A figura de linguagem nesse caso se encontra no final da oração, no qual “por meios ilícitos” está suavizando uma ideia que poderia se expressa de forma mais enfática, como por exemplo “Aquele candidato ficou rico roubando.”. Portanto, a figura de linguagem é o eufemismo, que usamos ao aliviar sentidos muito fortes.

    Terceira oração: “Tomamos vinte garrafas de cerveja durante a festa.” – Aqui, podemos notar que a figura de linguagem acontece em “Tomamos vinte garrafas”. É impossível beber garrafas de cervejas; o que o texto quer expressar é que o sujeito (nós) bebeu o conteúdo das garrafas. Metonímia é o mecanismo que podemos utilizar para expressar a parte de um todo, substituindo o sentido literal de um termo por outra palavra relacionada, conservando o sentido original.

    Quarta oração: “O ônibus leva uma eternidade para chegar.” – Nesse caso, podemos observar que a figura de linguagem acontece em “uma eternidade para chegar”. Não é provável que o ônibus da oração tenha de fato demorado tanto tempo. O mecanismo semântico para expressar exageros é a hipérbole. Usamos quando queremos enfatizar algo e por isso aumentamos a proporção do que está sendo dito.

    Logo, a única opção que corresponde às análises corretas das orações é a alternativa B.

    Gabarito: Alternativa B

  • Complemento : Metáfora é uma figura de linguagem que produz sentidos figurados por meio de comparações ,porém a conjunção é implícita. 

    Ex : Aquele menino é um touro .

  • Gabarito na alternativa B

    Solicita-se indicação das figuras de linguagem presentes nas passagens abaixo:

    I. Esta questão é apenas a ponta do iceberg.

    Utiliza-se uma metáfora para comparar implicitamente a relevância da questão frente ao todo com a ponta do iceberg, parte visível normalmente muito pequena em relação ao restante submerso.

    II. Aquele candidato ficou rico por meios ilícitos.

    Utiliza-se um eufemismo, evitando termos como "crime" e utilizando forma mais agradável como "meio ilícito".

    III. Tomamos vinte garrafas de cerveja durante a festa.

    Utiliza-se metonímia ao indicar a quantidade de cerveja por meio do termo "garrafa", substituindo-se a parte pelo todo.

    IV. O ônibus leva uma eternidade para chegar.

    Utiliza-se uma hipérbole, intensificando deliberadamente a informação para fins enfáticos.

  • Assertiva B

    Metáfora; eufemismo; metonímia; hipérbole

    I. Esta questão é apenas a ponta do iceberg.

    II. Aquele candidato ficou rico por meios ilícitos.

    III. Tomamos vinte garrafas de cerveja durante a festa.

    IV. O ônibus leva uma eternidade para chegar.


ID
5350948
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Considerando o disposto na Lei n. 11.091/05, julgue os itens a seguir em V (verdadeiro) e F (falso):


I - ( ) O Plano de Carreira está estruturado em 5 (cinco) níveis de classificação, com 4 (quatro) níveis de capacitação cada, conforme Anexo I-C desta Lei.

II - ( ) O desenvolvimento do servidor na carreira dar-se-á, exclusivamente, pela mudança de nível de capacitação e de padrão de vencimento mediante, respectivamente, Progressão por Capacitação Profissional ou Progressão por Mérito Profissional.

III - ( ) Progressão por Capacitação Profissional é a mudança de nível de capacitação, no mesmo cargo e nível de classificação, decorrente da obtenção pelo servidor de certificação em Programa de capacitação, compatível com o cargo ocupado, o ambiente organizacional e a carga horária mínima exigida, respeitado o interstício de 18 (dezoito) meses, nos termos da tabela constante do Anexo III desta Lei.

IV - ( ) O servidor que fizer jus à Progressão por Capacitação Profissional será posicionado no nível de capacitação subsequente, no mesmo nível de classificação, em padrão de vencimento na mesma posição relativa a que ocupava anteriormente, mantida a distância entre o padrão que ocupava e o padrão inicial do novo nível de capacitação.

V - ( ) A aquisição de título em área de conhecimento com relação direta ao ambiente organizacional de atuação do servidor ensejará maior percentual na fixação do Incentivo à Qualificação do que em área de conhecimento com relação indireta.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Comentários
  • Estou com dúvida no item IV desta questão, a respeito do vencimento. Alguém pode me explicar?

  • Conforme a Lei 11.091/2005

    Art. 6º O Plano de Carreira está estruturado em 5 (cinco) níveis de classificação, com 4 (quatro) níveis de capacitação cada, conforme Anexo I-C desta Lei.

    Art. 10. O desenvolvimento do servidor na carreira dar-se-á, exclusivamente, pela mudança de nível de capacitação e de padrão de vencimento mediante, respectivamente,Progressão por Capacitação Profissional ou Progressão por Mérito Profissional.

    § 1º Progressão por Capacitação Profissional é a mudança de nível de capacitação, no mesmo cargo e nível de classificação, decorrente da obtenção pelo servidor de certificação em Programa de capacitação, compatível com o cargo ocupado, o ambiente organizacional e a carga horária mínima exigida, respeitado o interstício de 18 (dezoito)meses, nos termos da tabela constante do Anexo III desta Lei.

    § 3º O servidor que fizer jus à Progressão por Capacitação Profissional será posicionado no nível de capacitação subsequente, no mesmo nível de classificação, em padrão de vencimento na mesma posição relativa a que ocupava anteriormente, mantida a distância entre o padrão que ocupava e o padrão inicial do novo nível de capacitação.

    Art. 12. O Incentivo à Qualificação terá por base percentual calculado sobre o padrão de vencimento percebido pelo servidor, na forma do Anexo IV desta Lei, observados osseguintes parâmetros:

    I - a aquisição de título em área de conhecimento com relação direta ao ambiente organizacional de atuação do servidor ensejará maior percentual na fixação do Incentivo à Qualificação do que em área de conhecimento com relação indireta;

    Gab. B

  • @Valéria

    O que muda o padrão de vencimento é a progressão por mérito profissional, no caso da progressão por capacitação (pedida na questão) o que altera é apenas o nível de capacitação, permanecendo igual o padrão de vencimento, por isso a questão está correta.

    Art 10 § 3º O servidor que fizer jus à Progressão por Capacitação Profissional será posicionado no nível de capacitação subsequente (sendo assim, esse muda), no mesmo nível de classificação, em padrão de vencimento na mesma posição relativa a que ocupava anteriormente (esse permanece igual), mantida a distância entre o padrão que ocupava e o padrão inicial do novo nível de capacitação.

  • Gabarito: B

  • Julguemos cada proposição, uma a uma, tendo em vista as disposições da Lei 11.091/05, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino:

    I- VERDADEIRO:

    Cuida-se de afirmativa alinhada ao teor do art. 6º do aludido diploma legal, in verbis:

    "Art. 6º O Plano de Carreira está estruturado em 5 (cinco) níveis de classificação, com 4 (quatro) níveis de capacitação cada, conforme Anexo I-C desta Lei."

    II- VERDADEIRO:

    Novamente, o caso é de afirmativa afinada com o texto da lei, como se vê de seu art. 10:

    "Art. 10. O desenvolvimento do servidor na carreira dar-se-á, exclusivamente, pela mudança de nível de capacitação e de padrão de vencimento mediante, respectivamente, Progressão por Capacitação Profissional ou Progressão por Mérito Profissional."

    III- VERDADEIRO:

    Outra vez, trata-se de assertiva escorreita, uma vez que em linha com a norma do art. 10, §1º, que abaixo transcrevo:

    "Art. 10 (...)
    § 1º Progressão por Capacitação Profissional é a mudança de nível de capacitação, no mesmo cargo e nível de classificação, decorrente da obtenção pelo servidor de certificação em Programa de capacitação, compatível com o cargo ocupado, o ambiente organizacional e a carga horária mínima exigida, respeitado o interstício de 18 (dezoito) meses, nos termos da tabela constante do Anexo III desta Lei."

    IV- VERDADEIRO:

    Cuida-se de afirmativa que tem apoio direto no teor do art. 10, §3º, litteris:

    "Art. 10 (...)
    § 3º O servidor que fizer jus à Progressão por Capacitação Profissional será posicionado no nível de capacitação subseqüente, no mesmo nível de classificação, em padrão de vencimento na mesma posição relativa a que ocupava anteriormente, mantida a distância entre o padrão que ocupava e o padrão inicial do novo nível de capacitação."

    Logo, sem equívocos a serem aqui apontados.

    V- VERDADEIRO:

    Por fim, e uma vez mais, a Banca apresentou assertiva em perfeita conformidade à norma de regência, qual seja, o art. 12, I, que a seguir reproduzo:

    "Art. 12. O Incentivo à Qualificação terá por base percentual calculado sobre o padrão de vencimento percebido pelo servidor, na forma do Anexo IV desta Lei, observados os seguintes parâmetros:

    I - a aquisição de título em área de conhecimento com relação direta ao ambiente organizacional de atuação do servidor ensejará maior percentual na fixação do Incentivo à Qualificação do que em área de conhecimento com relação indireta; e"

    Do acima exposto, todas as afirmativas são verdadeiras, razão pela qual a sequência correta fica sendo: V – V – V – V – V


    Gabarito do professor: B


ID
5350951
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

As alternativas abaixo são corretas, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • A remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei complementar, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices.

    Lei ESPECÍFICA, e não complementar!

    GAB C

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa INCORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca da Administração Pública. Vejamos:

    A. CERTO.

    Art. 37, CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.

    B. CERTO.

    Art. 37, CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão.

    C. ERRADO.

    Art. 37, CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices.

    D. CERTO.

    Art. 37, CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei.

    GABARITO: ALTERNATIVA C.

  • C. ERRADO.

    Art. 37, CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices.


ID
5350954
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Ética na Administração Pública
Assuntos

Em atenção ao Decreto n. 1.171/94, que trata sobre o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, considere as seguintes afirmativas:


I - tratar cuidadosamente os usuários dos serviços, aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com o público;

II - ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos;

III - ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema;

IV - participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a melhoria do serviço público;

V - cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Comentários
  • Letra B

    A afirmação IV tem um erro. O correto seria: participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de  suas funções, tendo por escopo a realização do bem comum.

    Caí bonito nessa. kkk

    Marquei letra D

  • Fui nessa também...rsrs
  • Ausência injustificada...

  • Essa pegou todo mundo

  • Também marquei D...

  • São esses erros que fazem a gente prestar atenção nos detalhes e agora todo mundo sabe o final desse artigo.
  • Caí direitinho. Errei.

  • ORRA MEU!

  • Fui seco na D. Toma distraído.

  • Errei também!

    participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a realização do bem comum

  • cai nessa


ID
5350957
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Considerando o disposto na Lei n. 8.112/90, julgue os itens a seguir em V (verdadeiro) e F (falso):


I - ( ) Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.

II - ( ) As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais deverão prover parte de seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.

III - ( ) Também haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.

IV - ( ) O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Comentários
  • Vamos aos Erros:

    •As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais deverão prover parte de seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.

    O correto é PODERÃO

    Também haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação

    Art. 13 parag. 4°

    haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.

    GAB B

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca do conteúdo da Lei 8.112/90. Vejamos:

    I- (V)

    Art. 3º, Lei 8.112/90. Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.

    II- (F)

    Art. 5º, § 3º, Lei 8.112/90. As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei. 

    III- (F)

    Art. 13, §4º, Lei 8.112/90. Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.

    IV- (V)

    Art. 16. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor.

    Desta forma, a sequência CORRETA é:

    B. CERTO. V-F-F-V.

    GABARITO: ALTERNATIVA B.


ID
5350960
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Lei n. 8.112/90 – Relacione a explicação à forma de provimento equivalente:


I - nomeação;

II - promoção;

III - readaptação;

IV - reversão;

V - reintegração;

VI - recondução.


A - É a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

B - Depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade.

C - Retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado. 

D - Reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

E - Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus regulamentos. 

F - É o retorno à atividade de servidor aposentado.


Está CORRETO:

Alternativas
Comentários
  • Eu:

    Aproveito o Disponível

    Reintegro o Demitido

    Reverto o Aposentado

    Reconduzo o Inabilitado

    Readapto o Incapacitado

    Nomeio o Aprovado

    Sabendo disso:

    A - É a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.(Readaptação)

    B - Depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. (Nomeação)

    C - Retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado.(Recondução)

    D - Reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.(Reintegração)

    E - Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus regulamentos.(Promoção)

    F - É o retorno à atividade de servidor aposentado.(Reversão)

    GAB B

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca do conteúdo da Lei 8.112/90. Vejamos:

    I. Nomeação - B.

    Art. 10, Lei 8.112/90. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade.

    II. Promoção - E.

    Art. 10, parágrafo único, Lei 8.112/90. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, mediante promoção, serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus regulamentos.

    III. Readaptação - A.   

    Art. 24, Lei 8.112/90. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

    IV. Reversão - F.

    Art. 25, Lei 8.112/90. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:

    V. Reintegração - D.

    Art. 28, Lei 8.112/90. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

    VI. Recondução - C.

    Art. 29, Lei 8.112/90. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:

    I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;

    II - reintegração do anterior ocupante.

    MACETE:

    Eu aproveito o disponível.

    Eu reintegro o servidor que sofreu demissão (Demissão de servidor estável invalidada por sentença judicial.

    Eu readapto o incapacitado.

    Eu reverto o aposentado.

    Eu reconduzo a inabilitado e o ocupante do cargo do reintegrado.

    Dito isso, está CORRETO:

    B. CERTO. I – B, II – E, III – A, IV – F, V – D e VI – C

    GABARITO: ALTERNATIVA B.

  • ReaDaptaçãoRetorno do Deficiente

    ReVersãoRetorno do Velho

    ReINtegraçãoRetorno do INjustiçado

    ReCONdução: Retorno do CONcurseiro ao cargo antigo

    obs: Recondução é aquele concurseiro estabilizado que continua estudando e recebe a inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo.

    Bons estudos!

  • diagramação horrível

ID
5350963
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

De acordo com a Lei n. 8.112/90 estão corretas, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Art. 5 parágrafo 2° da lei 8112/90

    Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.

    GAB C

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa INCORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca do conteúdo da Lei 8.112/90.

    A. CERTO.

    Art. 7º, Lei 8.112/90. A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.

    B. CERTO.

    Art. 13, Lei 8.112/90. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei.

    C. ERRADO.

    Art. 5º, Lei 8.112/90. São requisitos básicos para investidura em cargo público:

    § 2º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.

    D. CERTO.

    Art. 4º, Lei 8.112/90. É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei.

    GABARITO: ALTERNATIVA C.

  • gostei das pergunta

  • A questão exige do candidato conhecimentos sobre a Lei Federal nº. 8.112/1990.

    A questão em tela exige do candidato conhecimentos de letra de lei, infelizmente são questões que não tem como compreender sem uma boa leitura da Lei federal nº. 8.112/1990. Como o conteúdo aqui cobrado exige conhecimento de diversos pontos da lei, vamos a análise das afirmações para explicação do conteúdo exigido, lembrando que a resposta que responde corretamento o anunciado da questão é aquela que contém uma informação inverídica.

    A) ERRADA -  a alternativa está em conformidade com o que prevê o art. 7º da Lei 8.112/1990. 
                                                                       
                                                       Art. 7º  A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.

    B) ERRADA - o contido na alternativa é a transcrição literal do caput do art. 13 da Lei Federal nº. 8.112/1990, que assim trata o tema:

    Art. 13.  A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei.

    C) CORRETA -  esta alternativa está incorreta. Mas muito cuidado, é um pequeno detalhe que a deixa errada e se não tiver muita atenção a chance de não perceber é grande. A lei determina que o percentual será de ATÉ 20%, enquanto a afirmativa traz o percentual fixo de 20%.

    Art. 5o  São requisitos básicos para investidura em cargo público:
    (...)
    § 2o  Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.


    D) ERRADA - o art. 4º da Lei federal nº. 8.112/1990, disciplina o tema trazendo exatamente essa previsão.
    Art. 4º  É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei.

    GABARITO: Letra C

ID
5350966
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Lei n. 8.112/90: No que se refere às penalidades impostas ao Servidor Público Federal, preencha as lacunas abaixo com a opção correta.


_____________________: Incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;

_____________________: Recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado;

_____________________: Recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente;

_____________________: Inassiduidade habitual.


A ordem CORRETA é:

Alternativas
Comentários
  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca do conteúdo da Lei 8.112/90.

    Demissão.

    Art. 132, Lei 8.112/90. A demissão será aplicada nos seguintes casos:

    V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição.

    Advertência.

    Art. 117, Lei 8.112/90. Ao servidor é proibido:

    XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.

    Art. 129, Lei 8.112/90. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.  

    Suspensão.

    Art. 130, Lei 8.112/90. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias.

    § 1º Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

    Demissão.

    Art. 132, Lei 8.112/90. A demissão será aplicada nos seguintes casos:

    III - inassiduidade habitual.

    Desta forma, a ordem CORRETA é:

    C. CERTO. Demissão, Advertência, Suspensão, Demissão.

    GABARITO: ALTERNATIVA C.

  • Sjsjwjwjwj


ID
5350969
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Considerando o disposto na Lei n. 8.112/90, julgue os itens a seguir em V (verdadeiro) e F (falso):


( ) Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

( ) Aplica-se pena de demissão no caso de acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas.

( ) As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar.

( ) Ao servidor que participa de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário, é aplicada a pena de suspensão.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Comentários
  • Vamos ao item errado:

    Ao servidor que participa de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário, é aplicada a pena de suspensão.

    Pena de DEMISSÃO.

    Vide lei 8112/90

    ART 117 parágrafo X

    GAB D

    Quem plantou chorando vai colher sorrindo.

    Mantém!

  • Lei 8.112.

    ( ) Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. (VERDADEIRO)

    Art. 130.  A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias.

    § 1o  Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

    ( ) Aplica-se pena de demissão no caso de acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas. (VERDADEIRO)

    Art. 132.  A demissão será aplicada nos seguintes casos:

    I - crime contra a administração pública;

    II - abandono de cargo;

    III - inassiduidade habitual;

    IV - improbidade administrativa;

    V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;

    VI - insubordinação grave em serviço;

    VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;

    VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;

    IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;

    X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;

    XI - corrupção;

    XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;

    XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

    ( ) As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar. (VERDADEIRO)

    Art. 131.  As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar.

    ( ) Ao servidor que participa de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário, é aplicada a pena de suspensão. (FALSO) - PENA DE DEMISSÃO!!!

    Art. 132.  A demissão será aplicada nos seguintes casos:

    XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

    ART. 117. X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; 

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca do conteúdo da Lei 8.112/90.

    (V) - Art. 130, Lei 8.112/90. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias.

    § 1º Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

    (V) - Art. 132, Lei 8.112/90. A demissão será aplicada nos seguintes casos:

    XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas.

    Art. 37, CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:

    a) a de dois cargos de professor;

    b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;

    c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. 

    Exemplos de acumulações permitidas constitucionalmente:

    Dois cargos de professor (Ex: professor da USP e da UNICAMP);

    Um cargo de professor e outro de técnico científico (Ex: professor da Faculdade de Medicina da UFPR e médico do Hospital de Clínicas);

    Dois cargos ou empregos privados de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas (Ex. Psicólogo da UFPR e Psicólogo na Prefeitura de Curitiba);

    Um cargo de juiz e outro de professor;

    Um cargo de membro do Ministério Público e outro de professor;

    Um cargo público com o exercício de mandato eletivo de vereador;

    Um cargo de militar com outro cargo ou emprego privativo de profissionais de saúde, com profissão regulamentada.

    (V) - Art. 131, Lei 8.112/90. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar.

    (F) - Art. 132, Lei 8.112/90. A demissão será aplicada nos seguintes casos:

    XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

    Art. 117, Lei 8.112/90. Ao servidor é proibido:

    X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.

    A sequência CORRETA é:

    D. CERTO. V-V-V-F.

    GABARITO: ALTERNATIVA D.


ID
5350972
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com fundamento na Lei n.º 8.112/90, julgue os itens a seguir em V (verdadeiro) e F (falso):


I - Verificada em processo disciplinar acumulação proibida e provada a boa-fé, o servidor optará por um dos cargos.

II - Provada a má-fé, o servidor perderá o cargo que exercia há mais tempo e não restituirá o que tiver percebido indevidamente.

III - A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo.

IV - Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Comentários
  • Erro da ll

    Provada a má-fé, o servidor perderá o cargo que exercia há mais tempo e não restituirá o que tiver percebido indevidamente.

    A lei 8112/90 no seu artigo 133 parágrafo 1 está fundamentado que:

    ARTIGO EM VIGÊNCIA: art. 133, § 6 da Lei 8.112/90: “Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-féaplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados.”

    GAB D

  • Lucas, caro colega. Você acertou a questão, mas utilizou, smj, dispositivo revogado em 1997 da lei 8.112/90, assim a fundamentação não está correta.

    O correto, ao meu sentir é analisar item por item.

    I O art. 133, determina que: "Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, a autoridade a que se refere o art. 143 notificará o servidor, por intermédio de sua chefia imediata, para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias,..." § 5.º A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo.   Assim, o caput e o §5º do atual art. 133, respondem positivamente tando a alternativa I, quanto a alternativa III da questão. (V)

    II O § 6º do mesmo art. 133, determina que "Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados."

    Assim, errada a assertiva, porque se de má-fé o servidor será demitido, destituído ou cassado de todos os cargos, e não do que exercia a mais tempo. (F)

    III este item já foi respondido quando do item I acima e sua resposta está no §5.º do art. 133, da Lei 8.112/90. (V)

    IV este alternativa é verdadeira, conforme consta do §6.º transcrito no item II acima. (V)

    Portanto resposta item D

  • A questão exigiu conhecimento acerca da Lei 8.112/90 (Estatuto do Servidor Público Federal).

    I- Verdadeiro. Art. 133 da Lei 8.112/90: “Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, a autoridade a que se refere o art. 143 notificará o servidor, por intermédio de sua chefia imediata, para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias, contados da data da ciência e, na hipótese de omissão, adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata, cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases: [...]. § 5 A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo.”       

    II- Falso. O examinador copiou a literalidade do o ANTIGO ART. 133, § 1  da Lei 8.112/90, JÁ REVOGADO:

    O dispositivo que vigora atualmente em relação ao assunto é o art. 133, § 6 da Lei 8.112/90: “Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados.”

    Portanto, ao contrário do alegado na assertiva, o servidor não perderá o cargo que exercia há mais tempo, e sim todos os cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal.

    Ademais, o dispositivo não menciona a necessidade de restituição dos valores percebidos.

    III- Verdadeiro. Literalidade do art. 133, § 5 da Lei 8.112/90: “A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo.”      

    IV- Verdadeiro. Literalidade do art. 133, § 6 da Lei 8.112/90: “Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados.”      

    GABARITO DA MONITORA: “D” (V-F-V-V)

  • A questão exigiu conhecimento acerca da Lei 8.112/90 (Estatuto do Servidor Público Federal).

    I- Verdadeiro. Art. 133 da Lei 8.112/90: “Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, a autoridade a que se refere o art. 143 notificará o servidor, por intermédio de sua chefia imediata, para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias, contados da data da ciência e, na hipótese de omissão, adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata, cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases: [...]. § 5 A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo.”       

    II- Falso. O examinador copiou a literalidade do ANTIGO ART. 133, § 1  da Lei 8.112/90, JÁ REVOGADO.

    O dispositivo que vigora atualmente em relação ao assunto é o art. 133, § 6 da Lei 8.112/90: “Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados.”

    Portanto, ao contrário do alegado na assertiva, o servidor não perderá o cargo que exercia há mais tempo, e sim todos os cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal.

    Ademais, o dispositivo não menciona a necessidade de restituição dos valores percebidos.

    III- Verdadeiro. Literalidade do art. 133, § 5 da Lei 8.112/90: “A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo.”      

    IV- Verdadeiro. Literalidade do art. 133, § 6 da Lei 8.112/90: “Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados.”      

    GABARITO DA MONITORA: “D” (V-F-V-V)

  • Colegas, por favor, tirem uma dúvida: se for comprovada a má-fé e a ilegalidade na acumulação dos cargod, a pessoa perde todos os vínculos ou só o último?

    Nessa última assertiva eu entendi q ele perde todos os vínculos. Achei q estava errado.

  • GAB: V – F – V – V D


ID
5350975
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Considerando as disposições constitucionais acerca da acumulação de cargos, analise as afirmações que seguem e assinale a CORRETA:


I - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.

II - é permitida a acumulação de dois cargos de professor desde que tenha compatibilidade de horários.

III - a Lei Maior não autoriza a acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou científico ainda que tenha compatibilidade de horários.

IV - é admitida a acumulação de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, mesmo que os horários sejam incompatíveis.

Alternativas
Comentários
  • ART. 37 da CF/88

    XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:

    a) a de dois cargos de professor;

    b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico,

    c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.

    GAB A

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA, após a análise de quatro itens. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca da acumulação de cargos e funções dos agentes públicos. Vejamos:

    Art. 37, CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:

    a) a de dois cargos de professor;

    b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;

    c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. 

    Exemplos de acumulações permitidas constitucionalmente:

    Dois cargos de professor (Ex: professor da USP e da UNICAMP);

    Um cargo de professor e outro de técnico científico (Ex: professor da Faculdade de Medicina da UFPR e médico do Hospital de Clínicas);

    Dois cargos ou empregos privados de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas (Ex. Psicólogo da UFPR e Psicólogo na Prefeitura de Curitiba);

    Um cargo de juiz e outro de professor;

    Um cargo de membro do Ministério Público e outro de professor;

    Um cargo público com o exercício de mandato eletivo de vereador;

    Um cargo de militar com outro cargo ou emprego privativo de profissionais de saúde, com profissão regulamentada.

    Assim:

    I – CERTO. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.

    Conforme art. 37, XVI, CF.

    II – CERTO. É permitida a acumulação de dois cargos de professor desde que tenha compatibilidade de horários.

    Conforme art. 37, XVI, a, CF.

    III – ERRADO. A Lei Maior não autoriza a acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou científico ainda que tenha compatibilidade de horários.

    Conforme art. 37, XVI, b, CF.

    IV – ERRADO.  É admitida a acumulação de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, mesmo que os horários sejam incompatíveis.

    Conforme art. 37, XVI, c, CF.

    Desta forma:

    A. CERTO. III e IV incorretas.

    GABARITO: ALTERNATIVA A.

  • PARA QUEM ESTUDA PARA ADVOCACIA PÚBLICA

    AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE DO ESTADO: TESE FAVORÁVEL À FAZENDA PÚBLICA

    São indevidos danos materiais a trabalhador que, mesmo por imposição da empregadora (empresa pública), pede exoneração de cargo público de professor, quando a cumulação de cargos é lícita. Isso porque o trabalhador poderia, antes de solicitar a sua exoneração, valer-se de outros meios (inclusive judiciais) de resguardar o seu direito de manter o cargo de professor. No entanto, ao optar pela providência imediata de abrir mão do cargo público, o reclamante assumiu o risco de sua conduta, não remanescendo à empresa pública qualquer responsabilidade sobre esse ato (Informativo TST nº 226).  

  • I - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.

    Ao contrário do gabarito fornecido, acredito que essa assertiva está errada. A incorreção está na ausência da vírgula após a palavra “exceto”, pois com essa redação é permitida a acumulação remunerada de cargos públicos desde que haja compatibilidade de horários e seja observado o teto remuneratório, o que não está em consonância com a Constituição Federal. Por exemplo, de acordo com a assertiva da questão é permitida a acumulação de dois cargos de técnico, desde que haja compatibilidade de horários e seja observado o teto remuneratório.

    ART. 37 da CF/88

    XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, (faltou essa vírgula e essa supressão alterou o sentido da frase) quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:

    Entendemos que o gabarito correto da questão deveria ser a letra “B”.

  • A presente questão versa acerca da cumulação de cargos públicos, devendo o candidato ter conhecimento do art. 37, XVI, da Constituição Federal. Vejamos:

     

    De acordo com o artigo 37, Inciso XVI, da Constituição Federal de 1988: é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, salvo, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:


    a) a de dois cargos de professor;

    b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;

    c) a de dois cargos privativos de médico;

    d) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.

     

    Passemos a analisar cada uma das alternativas:

     

    I – CORRETA – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.

     

    A afirmativa “I” constitui mera reprodução do teor do inciso XVI do art. 37 da CF/88, razão por que está correta.

     

    II – CORRETA – é permitida a acumulação de dois cargos de professor desde que tenha compatibilidade de horários.

     

    A afirmativa “II” constitui mera reprodução do teor do inciso XVI do art. 37 da CF/88, razão por que está correta.

     

    III – ERRADA – a Lei Maior não autoriza a acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou científico ainda que tenha compatibilidade de horários.

     

    O erro da assertiva está no “não”, pois é possível a acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou científico, nos termos do artigo 37, Inciso XVI, alínea “b”, da Constituição Federal de 1988.

     

    IV – ERRADA – é admitida a acumulação de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, mesmo que os horários sejam incompatíveis.

     

    A compatibilidade de horários é requisito indispensável para o reconhecimento da licitude da acumulação de cargos públicos, o que torna a assertiva errada.

     

    Portanto, III e IV estão incorretas.

     




    Gabarito da banca e do professor: A.


ID
5350978
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Para um melhor desempenho do profissional de saúde na atenção básica, é necessário conhecer a situação de saúde da população brasileira. Só assim é possível planejar programas e estratégias que visam aumentar a resolutividade do Sistema Único de Saúde. Quanto aos indicadores de saúde, podemos afirmar:

Alternativas

ID
5350981
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Em relação aos marcos importantes no desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS), marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas

ID
5350984
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

O planejamento é uma ferramenta que tem como finalidade aprimorar os serviços de saúde e auxiliar administrativamente a adequá-los à instituição, aos recursos, aos custos, às necessidades da população e ao momento social (histórico e político), aumentando assim a eficiência das ações e melhorando a qualidade dos serviços oferecidos. Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas

ID
5350987
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Os valores desejáveis de referência lipídica propostos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para a faixa etária de 2 a 19 anos são:

Alternativas

ID
5350990
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Marque a alternativa INCORRETA quanto às características do processo de trabalho das Equipes de Saúde da Família:

Alternativas

ID
5350993
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Marque a alternativa INCORRETA quanto à atenção integral à saúde de crianças, adolescentes e suas famílias em situação de violências:

Alternativas

ID
5350996
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

No Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, artigo 4º, é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Quanto à garantia de prioridade, é INCORRETO afirmar:

Alternativas

ID
5350999
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Sobre a temática de violência contra a mulher, julgue os itens a seguir em V (verdadeiro) e F (falso):


I - É compulsória a notificação de casos de violência contra as mulheres atendidas nos serviços de saúde privados.

II - A privação de direitos sexuais e reprodutivos a mulheres em situação de prisão é considerada uma forma de violência institucional.

III - Enquanto os homens tendem a ser vítimas de uma violência predominantemente praticada no espaço privado, as mulheres sofrem cotidianamente com um fenômeno que se manifesta dentro de seus próprios lares.

IV - A violência doméstica e familiar contra a mulher é qualquer ação ou omissão, baseada ou não no gênero, que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.


A sequência CORRETA é:

Alternativas

ID
5351002
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Assinale a alternativa que cita uma das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, descrita no artigo 7º da Lei n° 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei “Maria da Penha”). 

Alternativas

ID
5351005
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Segundo a CID-10, são critérios diagnósticos para episódio depressivo maior, EXCETO:

Alternativas

ID
5351008
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Analise o caso a seguir: Criança de 03 anos de idade, com dificuldade para evacuar há 02 anos, 01 evacuação por semana em média, fezes endurecidas, ressecadas, eliminadas com esforço, às vezes com raios de sangue, e escape fecal (incontinência fecal retentiva). Tem receio e medo para evacuar e de usar o sanitário. Eliminação de mecônio no segundo dia de vida. Irmão de 05 anos também tem dificuldade para evacuar, com fezes ressecadas. Exame físico: eutrófico, leve distensão abdominal, toque retal com grande quantidade de fezes endurecidas na ampola retal. O diagnóstico mais provável é: 

Alternativas

ID
5351011
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Analise o caso a seguir: Criança de 07 meses de idade com queixas de regurgitações frequentes há 03 meses, em quantidade moderada, logo após as mamadas. O lactente apresentou dois quadros anteriores de “chiado no peito” aos 05 e 06 meses, respectivamente. No último mês, não dorme bem, encontra-se mais irritado, principalmente durante a alimentação. O crescimento do bebê não tem sido favorável nas últimas 06 semanas. Encontra-se em uso de fórmula infantil desde o nascimento. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas
Comentários
  • Exatamente!


ID
5351014
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Sobre a profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis em mulheres adultas e não gestantes vítimas de violência sexual, julgue os itens a seguir em V (verdadeiro) e F (falso):


I - A profilaxia contra sífilis é realizada com penicilina G cristalina, na dose de 2,4 milhões UI, via endovenosa em dose única.

II - A profilaxia contra tricomoníase é realizada com metronidazol, na dose de 2 gramas, via oral em dose única.

III - A profilaxia contra clamídia e cancro mole é realizada com azitromicina, na dose de um grama, via oral, em dose única.

IV - A profilaxia contra gonorreia é realizada com levofloxacino, 500mg, via oral, por 3 dias.


A sequência CORRETA é:

Alternativas

ID
5351017
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Julgue as afirmativas a seguir em V (verdadeiro) e F (falso) e assinale a alternativa correta:


I - A demência de Korsakoff, comumente associada ao alcoolismo, pode ocorrer pela deficiência crônica de niacina.

II - O tratamento medicamentoso da doença de Alzheimer pode incluir inibidores da colinesterase, como a donepezila, a rivastigmina e a memantina.

III - Dentre os antidepressivos tricíclicos, a nortriptilina é a mais indicada no tratamento da pseudodemência depressiva por ter menor ação anticolinérgica.

IV - Tipos (ou variantes) da demência frontotemporal incluem a variante frontal (ou comportamental), afasia primária progressiva e a demência semântica.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Comentários
  • I: F: Niacina (B3): pelagra / Tiamina (B1): korsakoff

    II: V: Donepezila, Galantamina e Rivastigmina: Inibidores da colinesterase / Memantina: Antagonistas do Receptor de NMDA

    III: Correto (resposta polemica a depender da referencia / autor)

    IV: V: Correto.


ID
5351020
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Analise o caso a seguir: Indivíduo masculino, 45 anos, comparece pela primeira vez à consulta médica solicitando atestado de saúde para realização de exercício físico em academia. Está assintomático e ao exame físico é aferida a pressão arterial em membro superior direito com resultado de 140 x 90mmHg. São procedimentos adequados para esse paciente, EXCETO:

Alternativas

ID
5351023
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Sobre o tratamento medicamentoso da Hipertensão Arterial Sistêmica, é CORRETO afirmar:

Alternativas

ID
5351026
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Analise o caso a seguir: Paciente feminino, 79 anos, previamente diagnosticada com HAS crônica é atendida na UBS com queixa de turvação visual e cefaleia de forte intensidade. Ao exame físico, encontra-se com hemiplegia inédita em dimidio direito, pressão arterial de 190 x 130 mmHg. Para essa paciente, é CORRETO afirmar:

Alternativas

ID
5351029
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Em nível de Atenção Básica, a consulta médica para avaliação inicial e acompanhamento da pessoa com Diabetes Mellitus deverá incluir na rotina de exames complementares, EXCETO:

Alternativas

ID
5351032
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Sobre as complicações agudas do Diabetes Mellitus é correto afirmar, EXCETO:

Alternativas

ID
5351035
Banca
UFTM
Órgão
UFTM
Ano
2018
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Analise o caso a seguir: Paciente feminino, 54 anos, tabagista há 30 anos, em uso de um maço de cigarros/dia, há cerca de sete dias interrompeu completamente o tabagismo. Compareceu para atendimento na Unidade Básica de Saúde com diversas queixas e, considerando a suspeita de abstinência à nicotina, são sinais/sintomas principais dessa síndrome, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Porque eu respondi e acertei essa questão ? KKKKKKKKKKKKKKK

  • Acertei "mizera". Já posso me considerar médico?? kkkkk

  • já posso fazer medicina ? :D

  • Resposta correta C

  • Estava estudando pro TJ, como vim parar aqui?

  • Estava lá eu, estudando pro TJ e vim parar aqui como nosso amigo Leo kkkkkk