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Prova INSTITUTO AOCP - 2018 - SES-PE - Analista em Saúde - Sanitarista


ID
3232288
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Sobre o texto, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    ? Segundo o texto: Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável.

    ? Isto é, segundo o texto, tudo que é visto como absoluto não condiz com um pensamento razoável, logo, a felicidade deve ser relativa.

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • d-

    Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta

    Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável

  • Questão elaborada pelo próprio demônio.


ID
3232291
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Sobre a estruturação do texto, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Correta letra C

    O fato da autora colocar que “A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas" já faz com que o leitor descarte a opção de materialidade da felicidade, isto é, a ideia de poder comprá-la, obtê-la ou pegá-la.Não é algo que está ao nosso alcance tão facilmente.

    Foi com esse raciocínio que eu acertei a questão.

    Bons estudos.

  • Fiquei em duvida entre a letra C e D, porém acabei marcando a letra D, supondo que ao invés do ponto final haveria a possibilidade de ser uma vírgula no lugar. Também estaria correto pôr uma vírgula no lugar do ponto final?

  • Que texto insuportável

  • A resposta está no trecho: ''Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa.''

  • Esse texto é complicado demais .


ID
3232294
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Com relação ao excerto “Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado.”, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    A) A colocação pronominal do pronome oblíquo átono ?me? está adequada. ? incorreto, está inadequada, o correto é: parece-me (não se pode começar uma oração com o pronome, exceto se a pontuação for usada numa intercalação de termo).

    B) A colocação pronominal está adequada em todas as ocorrências de pronome oblíquo átono. ? incorreto, conforme a letra "a".

    C) O termo ?publicitária? se refere ao substantivo ?felicidade? e exerce função de predicativo do sujeito. ? incorreto felicidade publicitária (adjetivo com função de adjunto adnominal).

    D) A expressão ?das mercadorias? caracteriza o substantivo ?felicidade?, sendo, portanto, um adjetivo. ? é uma locução adjetiva.

    E) Tanto ?publicitária? quanto ?das mercadorias? são termos que delimitam o significado do substantivo ?felicidade?, exercendo, portanto, função de adjuntos adnominais. ? correto, ambos termos são adjuntos adnominais.

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • POR QUE ADJUNTOS ADNOMINAIS??

    "LONGE DA FELICIDADE (SUBSTANTIVO ABSTRATO. OBS: SE FOSSE SUBSTANTIVO CONCRETO, SERIA, AUTOMATICAMENTE, UM ADJUNTO ADNOMINAL) DAS MERCADORIAS."

    EM SE TRATANDO DE SUBSTANTIVO ABSTRATO, DEVE-SE VERIFICAR SE ESTÁ NA VOZ ATIVA OU PASSIVA. ASSIM, TEREMOS: A FELICIDADE DAS MERCADORIAS ESTÁ LONGE. SE ESTIVESSE NA VOZ PASSIVA, SERIA UM COMPLEMENTO NOMINAL.

  • Adjunto Adnominal, liga-se:

    Complemento Nominal, liga-se:

  • Complemento:

    Dicas rápidas...

    A)

    1º O pronome não inicia período

    2º Não pode ser usado seguido de pausa.

    ex: Me falaram que vc era linda.

    Não tardou a apresentar a justificativa, que embora não convincente, comoveu-o de forma contundente.

    B) O caso mais chamativo é o da assertiva A)

    C)

    Guarde para prova:

    Termos que na morfologia exercem a função de adjetivo são na sintaxe = adjuntos adnominais

    além desses , "Lhes" quando utilizado com valor possessivo (Tocou-lhe (Os seus) os cabelos)

    D)

    O termo " locução" representa mais de uma palavra. É importante salientar que uma locução adjetiva é um adjunto adnominal. Na maioria dos casos é possível fazer esta substituição:

    Audição de voz = Vocal.

    E) .O adjunto adnominal somente se liga a substantivos (Concretos ou Abstratos) diversamente dos Complementos Nominais que se ligam a adjetivos, advérbios e substantivos abstratos.

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • a & b - virgula chuta a proclise

    c- predicativo exige verbo de ligacao

    d- "mercadorias" nao é adjetivo

    e- ok

  • Se das mercadorias é um adjunto adnominal, como ele não é adjetivo?

    Não fez sentido isso..

  • Pronome "me" está correto porque a vírgula está intercalada.

  • Galera, a explicaçao do Matheus Oliveira é bem mais completa.

  • Galera essa banca interpreta que pronomes oblíquos átonos depois de pontuação, independente se é intercalação ou não, esta errado. Não leve isso para a CESPE flw.

  • Bizu: toda vez que for um substantivo abstrato e tiver relação de posse com o elemento em questão, é adjunto admnominal

  • A questão exige conhecimento em colocação dos pronomes oblíquos, morfologia e sintaxe. Vejamos:

    “Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado.”

    a) Incorreta.

    A colocação do pronome oblíquo átono “me” está correta ao meu ver, entretanto, para a referida banca examinadora o pronome oblíquo, mesmo com a intercalação da dupla vírgula, deve ficar em ênclise. Essa construção é perfeita para a gramática brasileira, não havendo necessidade de lançar o pronome para frente do verbo. porque dupla vírgula é somente uma ponte e não um obstáculo. Esse entendimento é trazido pelo ilustre Rocha Lima e também pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

    b) Incorreta.

    A primeira já explicada na assertiva anterior (me), a segunda está correta, como não há nada pedindo a próclise, optou-se por colocar o pronome em ênclise. O uso do "lhe" foi feito por causa do verbo que é transitivo indireto, quando isso ocorre, o pronome usado para substituir o complemento verbal é o "lhe". Quem devolve, devolve A alguém, ou seja, existe uma preposição entre o verbo e o complemento, por isso, é transitivo indireto.

    c) Incorreta.

    O termo “publicitária” se refere ao substantivo “felicidade” e exerce função de adjunto adnominal, porque o predicativo é uma qualidade temporária, ou seja, uma característica atribuída. Por outro lado, o adjunto é uma qualidade permanente.

    Ex: João nervoso com o que aconteceu foi embora (predicativo do sujeito)

    Ex: João nervoso estava aqui (adjunto adnominal).

    O primeiro exemplo João ficou nervoso com uma situação, já no segundo exemplo nos mostra que João é uma pessoa permanentemente nervosa.

    d) Incorreta.

    A expressão “das mercadorias” caracteriza o substantivo “felicidade”, sendo, portanto, uma locução adjetiva. Devemos ter em mente que uma locução adjetiva não é um adjetivo em si, porque pode ser formada por palavras que nem é adjetivo, justamente o que ocorre, pois temos a junção de + a= da preposição + artigo e do substantivo mercadorias.

    e) Correta.

    Tanto “publicitária” quanto “das mercadorias” são termos que delimitam o significado do substantivo “felicidade”, exercendo, portanto, função de adjuntos adnominais. Ambos os termos atribuem uma característica aos seus respectivos substantivos.

    Obs: eu não concordo com o posicionamento da banca em não aceitar o pronome em posição de próclise após a dupla vírgula, pois sigo o que os grandes gramáticos e a ABL abordam, pois a dupla vírgula é uma ponte e não um obstáculo, entretanto, acertem a questão com o posicionamento que ela aceita.

    Referência bibliográfica: ROCHA LIMA, C. H. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. 49ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011

    Gabarito da banca: E


ID
3232297
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Com relação ao excerto “Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.”, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • a) Uma vez que os antônimos são palavras que, em um determinado contexto, têm significados opostos, a palavra “injustamente” não poderia ser considerada um antônimo da palavra “justamente” no excerto em questão. CORRETA

    “Justamente(DEVIDO AO FATO, POR CAUSA DISSO) porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas...

    Como vimos não tem sentido de algo justo ou justiça...

  • Sobre a letra E:

     

    e) O termo “capturado” está sendo utilizado em seu sentido figurado, isto é, significando “apreendido”. Está no sentido de "Aprisionar alguém após sua busca; Tomar a posse de algo."

    Apreender tem sentido de "Que foi mentalmente assimilado; Que foi preso ou restituído."

     

    Gabarito A

     

    De nada. Não desistam!

  • a-

    Justamente = precisamente. nao a ver com justica

  • Parece uma bruxaria! Na maioria das vezes que vou reler as assertivas, tenho a impressão que são outras em ralação à primeira leitura kkkk.


ID
3232300
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Sobre a concordância verbal e nominal, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    A) Em ?A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas.?, a concordância está inadequada, pois o adjetivo ?complexas? deveria concordar com o substantivo mais próximo ?prática?. ? incorreto, a concordância está correta e feita com ambos termos (ideia; prática).

    B) Em ?A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas.?, o adjetivo ?complexas? pode estar tanto no plural quanto no singular, concordando com o substantivo mais próximo. ? correto, a concordância pode ser feita com os dois termos ou com o mais próximo (concordância atrativa, fica no singular).

    C) Em ?Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade [...]?, o verbo ?haver? deveria estar no plural, concordando com o termo ?coisas? ? incorreto, verbo "haver" com sentido de "existir" (fica no singular não deve ser flexionado).

    D) Em ?Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade [...]?, o verbo ?haver? está no singular porque o sujeito ?coisas? também está no singular. ? incorreto, está no singular pois é impessoal.

    E) Se, em ?Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade [...]?, o verbo ?haver? fosse substituído pelo verbo ?existir?, este permaneceria no singular, visto que ambos são verbos impessoais. ? incorreto, o verbo "existir" é pessoal e concordaria com o sujeito posposto (coisas), existem coisas.

    ? Planejamento Completo nos estudos grátis: http://3f1c129.contato.site/plangestaoestudost2

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • b-

    Adjetivo posposto aos substantivos:- concorda com o substantivo mais próximo ou todos . Ex:

    A indústria oferece localização e atendimento perfeito.

    A indústria oferece atendimento e localização perfeita.

    A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.

    A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.

    https://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint59.php

  • Letra A – ERRADA – O adjetivo “complexas” pode concordar com o substantivo mais próximo como também pode concordar no plural no gênero dos substantivos ou no masculino se os substantivos tiverem distintos gêneros.

    Letra B – CERTA

    Letra C – ERRADA – O verbo “haver”, no sentido de “existir”, é impessoal, o que força sua flexão na 3ª pessoa do singular.

    Letra D – ERRADA – O termo “coisas” atua não como sujeito, mas sim como objeto direto. O verbo “haver”, no sentido de “existir”, é impessoal.

    Letra E – ERRADA – Se substituíssemos o verbo “haver” por “existir”, este deveria ser flexionado no plural “Existem”, para concordar com o núcleo do sujeito “coisas”.

    Resposta: B

  • Complemento..

    Possibilidades..

    Ideia e prática complexa.

    Ideia e prática complexas

    Mercado e feira paralela

    Mercado e feira paralelos

    Feira e mercado paralelo

    Feira e mercado paralelos.

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • GABARITO: LETRA B

    A) Em “A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas.”, a concordância está inadequada, pois o adjetivo “complexas” deveria concordar com o substantivo mais próximo “prática”. → incorreto, a concordância está correta e feita com ambos termos (ideia; prática).

    B) Em “A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas.”, o adjetivo “complexas” pode estar tanto no plural quanto no singular, concordando com o substantivo mais próximo. → correto, a concordância pode ser feita com os dois termos ou com o mais próximo (concordância atrativa, fica no singular).

    C) Em “Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade [...]”, o verbo “haver” deveria estar no plural, concordando com o termo “coisas” → incorreto, verbo "haver" com sentido de "existir" (fica no singular não deve ser flexionado).

    D) Em “Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade [...]”, o verbo “haver” está no singular porque o sujeito “coisas” também está no singular. → incorreto, está no singular pois é impessoal.

    E) Se, em “Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade [...]”, o verbo “haver” fosse substituído pelo verbo “existir”, este permaneceria no singular, visto que ambos são verbos impessoais. → incorreto, o verbo "existir" é pessoal e concordaria com o sujeito posposto (coisas), existem coisas.


ID
3232303
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Sobre o uso dos mecanismos de coesão textual e as relações de sentido estabelecidas no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • “Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata [...]”, fosse reescrito como “Ainda que ninguém possa ser feliz plenamente, sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata”, a relação de sentido estabelecida passaria de adversidade para concessão.

    O conectivo MAS introduz uma oração coordenada adversativa.

    O conectivo AINDA QUE introduz uma oração subordinada adverbial concessiva anteposta à oração principal(vírgula obrigatória).

    Análise coerente.

    GABARITO. D

  • qual o erro da letra c ???

    O termo onde deve empregar-se quando se está perante a referência a lugares. Exemplo: «A universidade onde estudei é muito boa.» No entanto, pode ser substituído por em que ou na qual: «A universidade em que estudei é muito boa»; «A universidade na qual estudei é muito boa.» Nestes casos, a escolha deve recair sobre a melhor sonoridade. Ou seja, utiliza-se sempre onde para se referir a lugares, mas pode substituir-se por em que ou no qual, permanecendo a frase correta do ponto de vista gramatical e semântico.

  • A letra C, "onde" poderia ser substituído por " na qual" e não "no qual"

  • O quanto ao erro da letra C: entendo que está associado em distinguir entre:

    processo estático (em que/na qual/no qual);

    processo de destino (a que/para que/à qual); e

    processo de origem (de/por que).

    No caso "(...) onde ele foi lançado." algo é lançado a algum destino, um processo de movimento. Sendo assim, entendi que poderia ser substituído por a que ou para que. Entretanto, não poderia por substituir por "no qual" por não termos um processo estático explicito pelo verbo lançar.

  • a-

    "porque" e "mas" têm relação de sentido diferentes

    b-Em “Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro.”, o termo em destaque é um artigo - errado- pronome oblíquo átono na 3° perssoa feminino.

    c- a ordem da ingenuidade na qual

    d- ok

  • O erro da C é que tem de ser na qual e não no qual, gabarito D.

  • “Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata [...]”, fosse reescrito como “Ainda que ninguém possa ser feliz plenamente, sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata”, a relação de sentido estabelecida passaria de adversidade para concessão.

    O conectivo MAS introduz uma oração coordenada adversativa.

    O conectivo AINDA QUE introduz uma oração subordinada adverbial concessiva anteposta à oração principal(vírgula obrigatória).

    Análise coerente.

    GABARITO. D


ID
3232306
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Com relação ao excerto “Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro.”, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    A) ?Desejamos? é a forma do verbo ?desejar? flexionada na terceira pessoa do plural do subjuntivo. ? incorreto, 1ª pessoa do plural do presente do indicativo (nós desejamos).

    B) ?Deseja? é uma forma nominal do verbo ?desejar?. ? incorreto, é uma forma verbal, terceira pessoa do singular do presente do indicativo (ele/ela deseja).

    C) Tanto ?desejamos? quanto ?deseja? são formas do verbo ?desejar? flexionadas na terceira pessoa do presente do indicativo. ? incorreto, "desejamos" marca a 1ª pessoa do plural e não a terceira.

    D) Em ?[...] de quem deseja o bem ao outro.?, o verbo desejar é transitivo direto. ? incorreto, o verbo está sendo usado como transitivo direto e indireto (desejar algo a alguém).

    E) Em ?[...] de quem deseja o bem ao outro.?, o verbo desejar é transitivo direto e indireto ao mesmo tempo.

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Letra E.

    Deseja ( o que?) bem (a quem) ao outro.

    PM/BA 2020

  • Fui direto na alternativa D, e esqueci de olhar para o objeto indireto logo em seguida... :(

  • Complemento...

    A)

    O indicativo expressa certeza : é o que desejamos àqueles que amamos.

    Perceba que é esse o sentido expresso.

    B) Formas nominais dos verbos são:

    Infinitivo ("R")

    Gerúndio (Ndo)

    Particípio (Ado/ Ido)

    C)

    Para saber se é subjuntivo realize a conjugação com o "se" ou "que" à frente ...

    que ele deseja

    se ele deseja...

    Subjuntivo!

    D) Quem deseja, deseja algo (Od) A alguém (OI)

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • a- “Desejamos” é a forma do verbo “desejar” flexionada na terceira pessoa do plural do modo indicativo.

    B- desejo é uma forma nominal do verbo “desejar”.

    C- Tanto “desejam” quanto “deseja” são formas do verbo “desejar” flexionadas na terceira pessoa do presente do indicativo.

    D- Em “[...] de quem deseja o bem ao outro.”, o verbo desejar é transitivo indireto.

    E-ok

  • Erro da assertiva C é que "desejamos" está na 1ª pessoa do plural (nós).

  • Aos apressados sempre olhem pro complemento do verbo totaaalmente, pois ele pode ser BITRANSITIVO!!

  • Gabarito letra "e". O verbo "desejar" é transitivo direto e indireto - VTDI (também conhecido como verbo bitransitivo). 

    De quem deseja o bem ao outro.

    Transitivo → precisa de complemento - porque quem deseja, deseja algo (objeto direto - sem preposição) a alguém (objeto indireto - precisa de preposição).

    o bem → objeto direto, porque não tem preposição.

    ao outro → objeto indireto - "ao" é a junção da preposição "a" + artigo "o" - se tem preposição, é objeto indireto.

  • GABARITO: LETRA E

    A) “Desejamos” é a forma do verbo “desejar” flexionada na terceira pessoa do plural do subjuntivo. → incorreto, 1ª pessoa do plural do presente do indicativo (nós desejamos).

    B) “Deseja” é uma forma nominal do verbo “desejar”. → incorreto, é uma forma verbal, terceira pessoa do singular do presente do indicativo (ele/ela deseja).

    C) Tanto “desejamos” quanto “deseja” são formas do verbo “desejar” flexionadas na terceira pessoa do presente do indicativo. → incorreto, "desejamos" marca a 1ª pessoa do plural e não a terceira.

    D) Em “[...] de quem deseja o bem ao outro.”, o verbo desejar é transitivo direto. → incorreto, o verbo está sendo usado como transitivo direto e indireto (desejar algo a alguém).

    E) Em “[...] de quem deseja o bem ao outro.”, o verbo desejar é transitivo direto e indireto ao mesmo tempo.

  • Em “[...] de quem deseja o bem ao outro.”, o verbo desejar é transitivo direto e indireto ao mesmo tempo.

    O verbo desejar no sentido de desejar algo , alguma coisa para si mesmo ele é transitivo direto.

    O verbo desejar no sentido de desejar alguém ou alguma coisa de alguém é Transitivo indireto. justificando a frase da questão "D" : Em “[...] de quem deseja o bem ao outro.”, o verbo desejar é transitivo direto.<- aqui, errado, já que o contexto da frase é um desejo por alguém portanto VTI.

    VTI<-BI->VTD

  • GABARITO:E

    deseja o bem ao outro

    deseja algo... a alguém !

  • deseja o que? o bem; VTD

    a quem? ao outro ( esse A é a preposição ligada ao artigo de "outro") VTDI

  • Quem deseja, deseja ALGO a alguém...


ID
3232309
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Assinale a alternativa em que a palavra em destaque está classificada corretamente.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    A) ?[...] devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado.? (preposição). ? correto, (a, ante, até, após, com, contra, de, desde...).

    B) ?[...] aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz.? (pronome pessoal). ? é um pronome demonstrativo.

    C) ?[...] ela é busca bem prática que conduz a vida.? (substantivo). ? é um advérbio.

    D) ?Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica [...]? (conjunção). ? temos uma preposição.

    E) ?sua aula me deixou feliz. Eu também fiquei feliz.? (conjunção). ? palavra denotativa de inclusão.

    ? Planejamento Completo nos estudos grátis: http://3f1c129.contato.site/plangestaoestudost2

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Contra = Preposição essencial

    Aquele = Pronome

    Bem = Advérbio

    Sobre = Preposição

    Também = Conjunção

    Gabarito letra A

  • A letra E está errada? Qual motivo?

  • CONTRA=> PREPOSIÇÃO

    AVANTE GUERREIROS.

    GABARITO= A

  • A) Contra > preposição

    E)Também > conjunção Aditiva ou de inclusão

    Não teria duas respostas? Qual o erro da E)

  • Letra E também está correta.

    Conjunções aditivas são conjunções coordenativas que expressam adição.

    As conjunções coordenativas aditivas ligam duas orações em que a segunda oração expressa um acréscimo da ideia iniciada na primeira oração.

    As principais conjunções aditivas são a conjunção e, usada para indicar uma adição com sentido positivo, e a conjunção nem, usada para indicar uma adição com sentido negativo. Além dessas duas, existem outras locuções conjuntivas aditivas.

    Lista de conjunções aditivas (e locuções conjuntivas): e; nem; também; bem como; não só...mas também

  • Gabarito letra A, mas deveria ser anulada porque a letra E também está correta.
  • A- (preposição).

    B-pronome demonstrativo

    C-adverbio

    D-prep

    E-adverbio

  • Gab: A e E

    (A) contra- Preposição

    (E) Também- Conjunção Coordenativa Aditiva

  • O também só é conjunção no sentido aditivo se vier acompanhado da palavra "como" antes, algo do tipo, me corrijam se eu estiver errado, "Ela não fazia só lanche como também suco"

  • Na verdade "também" só seria conjunção se estivesse ligando duas orações em sentido de adição. Nesse caso creio que se trata de advérbio.

  • GABARITO LETRA 'A'

    A “[...] devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado.” (preposição).

    B “[...] aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz.” (pronome pessoal). pronome demonstrativo.

    C “[...] ela é busca bem prática que conduz a vida.” (substantivo). advérbio

    D “Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica [...]” (conjunção). preposição

    E “sua aula me deixou feliz. Eu também fiquei feliz.” (conjunção). advérbio

    obs.: a letra 'E' não está correta também como tem comentários, no caso analisado ela representa advérbio, e não conjunção.

    Sobre o TAMBÉM:

    Pode ser advérbio, conjunção e interjeição.

    advérbio

    Além disso; da mesma forma; indica o que se pode incluir: ela comeu todo o almoço e também tomou um café.

    Por outro lado; designa o oposto: alguns preferem filmes de terror, mas, também, há aqueles que prefiram comédias.

    Igualmente; em que há comparação, equivalência ou semelhança: ele também é cantor como você.

    Na verdade; expressão de destaque, ênfase ou realce: aquela mentira também foi terrível.

    conjunção

    E, nem, não; liga termos e/ou orações de mesma função: assinou a confissão, também, se não assinasse, seria preso.

    Mas, porém; além de unir termos ou orações de mesma função, acrescenta uma informação oposta: ela não cantou na semana passada, também, nesta semana, cantou durante horas seguidas.

    interjeição

    [Informal] Denota ou expressa estranheza; que demonstra desprazer: o filme já tinha acabado! Também, não o queríamos assistir.

    Etimologia (origem da palavra também). Forma Contraída de tão bem.

  • A“[...] devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado.” (preposição).

    Contra, neste caso, é preposição.

    Preposição: palavra invariável que une dois termos, subordinando um ao outro.

    B “[...] aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz.” (pronome pessoal).

    Aquele, neste caso, é pronome demonstrativo.

    Pronome: palavra variável em gênero, número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso ou situando-o no espaço e no tempo.

    Pronome demonstrativo: indicam, no espaço ou no tempo, a posição de um ser em relação às pessoas do discurso. São eles: este(a) (s), esse(a) (s), aquele(a) (s), isto, isso, aquilo.

    C “[...] ela é busca bem prática que conduz a vida.” (substantivo).

    Bem, neste caso, é advérbio.

    Advérbio: palavra invariável que indica circunstâncias. Modifica um adjetivo, um verbo ou outro advérbio.

    D “Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica [...]” (conjunção).

    Sobre, neste caso, é preposição.

    Preposição: palavra invariável que une dois termos, subordinando um ao outro.

    E “sua aula me deixou feliz. Eu também fiquei feliz.” (conjunção).

    Também, neste caso, é advérbio.

    Advérbio: palavra invariável que indica circunstâncias. Modifica um adjetivo, um verbo ou outro advérbio.

    Gabarito: Letra A

  • GABARITO: LETRA A

    A) “[...] devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado.” (preposição). → correto, (a, ante, até, após, com, contra, de, desde...).

    B) “[...] aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz.” (pronome pessoal). → é um pronome demonstrativo.

    C) “[...] ela é busca bem prática que conduz a vida.” (substantivo). → é um advérbio.

    D) “Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica [...]” (conjunção). → temos uma preposição.

    E) “sua aula me deixou feliz. Eu também fiquei feliz.” (conjunção). → palavra denotativa de inclusão.

  • A“[...] devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado.” (preposição).

    Contra, neste caso, é preposição.

    Preposição: palavra invariável que une dois termos, subordinando um ao outro.

    B “[...] aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz.” (pronome pessoal).

    Aquele, neste caso, é pronome demonstrativo.

    Pronome: palavra variável em gênero, número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso ou situando-o no espaço e no tempo.

    Pronome demonstrativo: indicam, no espaço ou no tempo, a posição de um ser em relação às pessoas do discurso. São eles: este(a) (s), esse(a) (s), aquele(a) (s), isto, isso, aquilo.

    C “[...] ela é busca bem prática que conduz a vida.” (substantivo).

    Bem, neste caso, é advérbio.

    Advérbio: palavra invariável que indica circunstâncias. Modifica um adjetivo, um verbo ou outro advérbio.

    D “Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica [...]” (conjunção).

    Sobre, neste caso, é preposição.

    Preposição: palavra invariável que une dois termos, subordinando um ao outro.

    E “sua aula me deixou feliz. Eu também fiquei feliz.” (conjunção).

    Também, neste caso, é advérbio.

    Advérbio: palavra invariável que indica circunstâncias. Modifica um adjetivo, um verbo ou outro advérbio.

    Gabarito: Letra A

  • Incrível como as questões da AOCP sempre possuem 2 alternativas corretas kkkkkkkkk. VAI NA FÉ !!!!

  • “[...] devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado.” (preposição).

    são tipos de preposição: a, ante, após, com, contra


ID
3232312
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Assinale a alternativa em que a palavra em destaque NÃO pode ser substituída por aquela entre parênteses sem que isso resulte em mudança de significado.

Alternativas

ID
3232315
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INFELICIDADES CONTEMPORÂNEAS


Marcia Tiburi – 31 de maio de 2017

    Faz tempo que ando pensando na felicidade como categoria ética. Longe da felicidade publicitária, da felicidade das mercadorias, me parece necessário manter esse conceito em cena devolvendo-lhe ao campo da análise crítica contra a ordem da ingenuidade onde ele foi lançado. Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio quando muita gente tenta transformá-la em uma bobagem, uma caretice, um assunto do passado.
    A felicidade é assunto do campo da ética. Em Aristóteles ela representa o máximo da virtude. Feliz acima de tudo é quem pratica a filosofia, mas na vida em geral, aquele que vive uma vida justa já pode ser feliz. Uma vida justa é uma vida boa, vivida com dignidade. Aquele que alcança um meio termo entre extremos e faltas sempre falsos, sempre destrutivos, sempre irreais, é alguém que pode se dizer feliz. A felicidade não é inalcançável, ela é busca bem prática que conduz a vida.
     Hoje, depois de uma aula sobre o tema, uma aula crítica e analítica, daquelas que revoltam os ressentidos e fortalecem os corajosos, uma pessoa que se anunciou tendo mais de 80 anos, me abraçou e me disse, “sua aula me deixou feliz”. Eu também fiquei feliz.

***

     Fico pensando no que o termo felicidade pode ainda nos dizer, quando, por meio de uma deturpação conceitual, localizamos a felicidade nas mercadorias, quando a confundimos com fantasias e propagandas.
   A felicidade sempre foi uma ideia e uma prática complexas. Sua complexidade remete a uma instabilidade inevitável. Em nossos dias, as pessoas falam muito da felicidade porque a desejam. E se a desejam é porque, de algum modo, podemos dizer que sonham com ela. Mas não podem pegá-la, comprá-la, obtê-la simplesmente e justamente porque ela não é uma coisa. Por isso, a ideia de felicidade não combina com a ideia de mercadoria. Como ideia, a felicidade é aberta e produz aberturas. Ela não cabe nas coisas, nem nas mais ricas, nem nas mais bonitas. Porque quando a felicidade está, ela é como a morte, as coisas, assim como a vida, já não estão.
    Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade, mas sempre o fazem como um ideal ou um simulacro. Ninguém pode ser feliz plenamente, mas sempre pode buscar ser feliz em uma medida muito abstrata que, no entanto, nos conecta à outras utopias. Não é sem sabedoria que, em vez de pensarmos em uma única felicidade, começamos há muito tempo a pensar em felicidades no plural. Se não se pode ser feliz no todo, que se seja em lugares, em setores da vida. Que se realize a felicidade relativa, contra uma felicidade absoluta. Abaixo os absolutos, diz todo pensamento razoável  .  
  Felicidades mil é o que desejamos àqueles que amamos. É um voto, apenas, um voto de fé que em tudo se confunde com a postura ética de quem deseja o bem ao outro. Felicidade, lembremos os filósofos antigos, era o sumo bem, o bem maior, o Bem com letra maiúscula. Uma coisa para inspirar, para fazer suportar as dores e sofrimentos da vida comum. [...].

Adaptado de: (https://revistacult.uol.com.br/home/marcia-tiburi-infelicidades-contemporaneas/).

Sobre o uso de vírgulas no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A virgula deve ser usada para separar orações coordenadas adversativas, explicativas ou conclusivas e também quando vierem intercaladas no meio do no período(caso da questão).

    GABARITO. C

  • Em “Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio [...]”, o uso da vírgula se justifica porque se trata de um período composto por duas orações coordenadas, sendo uma delas explicativa.

    SUBORDINADAS

  • Qual é o erro da D, alguém poderia me explicar?

    Para mim é um adjunto adverbial deslocado, de até 3 palavras. ou seja, vírgula opcional.

  • A.adv deslocado:

    curto: até 2 palavras -- virgula facultativa

    longo: 3 ou mais palavras --- virgula obrigatória

  • A)

    Uma das utilizações das vírgulas é para separar orações que estão antepostas as orações principais.

    Quem mandou flores, ninguém ficou sabendo.

    falar da felicidade se torna um desafio Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas.

    “Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio

    No caso em questão temos que ter noção de que no período composto por subordinação há uma relação de dependência entre os períodos , leia-se: Há um sentido de incompletude perceba:

    É necessário que vc venha.. se eu digo : - É necessário . A pergunta que se faz é : - o quê? Logo, observamos uma relação de dependência entre as orações. seguem a mesma lógica:

    falar da felicidade se torna um desafio.. Pq? porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas...

    falar da felicidade se torna um desafio Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas

    b)

    Termos em enumeração, mesma função sintática. Não existe esta discricionariedade.

    c) Virgulas antes de conjunções não são facultativas.

    d) Segundo a ABL= a partir de 3 ou mais palavras o adjunto adverbial não é de curta duração.

    e) Não é uma pontuação obrigatória.

    Sucesso, Bons estudos, Nãodisista!

  • que questao estranha

    alternativa C esta certa , mas aternativa D tambem esta....

  • A- sao uma oracao subordinada e uma principal

    B- em enumracao, nao se omitem virgulas

    C- isola uma locucao conjuntiva adversativa.correto

    D- a vírgula nao é opcional para adjunto adverbial de grande extensao no inicio da oracao

  • Letra D tbm está correta. É opcional quando temos um adjunto adverbial de até 3 palavras...

  • Assertiva C

    Em “Há, no entanto, coisas que nos lembram ou nos iludem da ideia de felicidade [...]”, a vírgula é de uso obrigatório, pois isola uma conjunção adversativa.

  • *Quando o adjunto adverbial é deslocado - a vírgula é facultativa. Ocorre a inversão sintática. * Só é obrigatória para evitar ambiguidade.
  • “Justamente porque o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas, falar da felicidade se torna um desafio [...]”

    O período não seria composto por coordenação visto que as orações são sintaticamente independentes?

    "falar da felicidade se torna um desafio"

    porque

    "o tema da felicidade foi capturado na ordem das produções discursivas"

    Se estiver equivocado, por favor comentem!

  • Alguém poderia explicar o porquê da letra "d" estar incorreta? Não estou questionando a alternativa "c", foi a que marquei, mas fiquei com dúvida na "d" por considerar o termo separado por vírgula como adjunto adverbial anteposto de pequena extensão.

    Pelo que estudei, a própria gramática diverge o que seria "pequena extensão", uns dizem que seria até duas palavras, outros dizem que não tem um número certo definido.

  • Vamos pedir comentário do professor para nos ajudar!

  • Peróla Nery, a virgula é facultativa quando o adjunto adverbial estiver no inicio da frase.

    minha duvida mesmo foi letra A.

    As duas orações são coordenada, e a segunda é explicativa, eu entendi assim.

    Marquei a letra C, pois estava mais explicita..rsrs.. Mas fiquei com essa dúvida

  • Errei porque achei que no entanto seria loc conjuntiva, achei que era pegadinha da banca, acontece rs

  • Por que que a C está correta ? sendo que "no entanto" possui 2 palavras, ou seja, virgula facultativa. Não entendi o gabarito


ID
3232318
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Saúde Pública
Assuntos

Sua atuação tem como um dos objetivos fixar diretrizes sobre as regiões de saúde, distrito sanitário, integração de territórios, referência e contrarreferência e demais aspectos vinculados à integração das ações e serviços de saúde entre os entes federados. O enunciado se refere

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    ? Segundo a Lei 8080/90:

    ? Art. 14-A. As Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite são reconhecidas como foros de negociação e pactuação entre gestores, quanto aos aspectos operacionais do Sistema Único de Saúde (SUS). 

    Parágrafo único. A atuação das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite terá por objetivo: (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).

    I - decidir sobre os aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão compartilhada do SUS, em conformidade com a definição da política consubstanciada em planos de saúde, aprovados pelos conselhos de saúde; (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).

    II - definir diretrizes, de âmbito nacional, regional e intermunicipal, a respeito da organização das redes de ações e serviços de saúde, principalmente no tocante à sua governança institucional e à integração das ações e serviços dos entes federados;    (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).

    III - fixar diretrizes sobre as regiões de saúde, distrito sanitário, integração de territórios, referência e contrarreferência e demais aspectos vinculados à integração das ações e serviços de saúde entre os entes federados. (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).

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ID
3232321
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Saúde Pública
Assuntos

A autoridade de saúde que receber a notificação compulsória de um óbito por Dengue deverá informar às demais esferas de gestão do SUS em até

Alternativas
Comentários
  • GABARITO LETRA A, 24h.

    FUNDAMENTO

    Dengue- casos - notificação semanal

    Dengue - óbitos- notificação imediata

    FONTE: PORTARIA 204/2016- LISTA DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA


ID
3232324
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Saúde Pública
Assuntos

A solução do problema fundamental do SUS consiste em restabelecer a coerência entre a situação de saúde de tripla carga de doenças, com predominância relativa forte de condições crônicas, e o sistema de atenção à saúde, por meio da implantação de Redes de Atenção em Saúde, que tem como característica

Alternativas
Comentários
  • As redes de atenção à saúde são organizações poliárquicas de conjuntos de serviços de saúde vinculados entre si por uma missão única, por objetivos comuns e por ação cooperativa e interdependente, que permitem ofertar atenção contínua e integral a determinada população, coordenada pela atenção primária à saúde - prestada no tempo certo, no lugar certo, por custo certo, com a qualidade certa e de forma humanizada - e com responsabilidades sanitária e econômica por essa população.

  • As redes são Poliárquicas

  • POLIÁRQUICAS


ID
3232327
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Saúde Pública
Assuntos

Um dos fundamentos das Redes de Atenção em Saúde (RAS) aponta que, para sua organização racional, alguns serviços de saúde devem ser ofertados de forma dispersa, por exemplo os serviços de atenção primária, enquanto serviços mais especializados, como um serviço de neurocirurgia, devem ser concentrados. Tal fundamento baseia-se no princípio de

Alternativas
Comentários
  • GAB.: B

    "Os serviços de saúde, como outras formas de produção, podem ser implementados em configurações mais concentradas ou mais dispersas, ou em arranjos híbridos que combinem elementos de concentração e dispersão. Os serviços que devem ser dispersos são aqueles que não se beneficiam de economias de escala – menores custos unitários em unidades maiores -, como os serviços de atenção primária à saúde. Os serviços que devem ser concentrados são aqueles que se beneficiam de economias de escala e de economias de escopo – menores custos unitários quando se ofertam numa mesma unidade uma variedade de serviços -, como os serviços hospitalares. Esses serviços são aqueles que ofertam intervenções que são altamente especializadas e custosas e que requerem equipes de profissionais com habilidades distintas e com menor oferta no mercado. "

    Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/revisao_bibliografica_redes.pdf

  • 3. FUNDAMENTOS DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE

    Para assegurar resolutividade na rede de atenção, alguns fundamentos precisam ser considerados:

    3.1 Economia de Escala, Qualidade, Suficiência, Acesso e Disponibilidade de Recursos Economia de escala, qualidade e acesso são a lógica fundamental na organização da rede de atenção à saúde. 

    A Economia de Escala - ocorre quando os custos médios de longo prazo diminuem, à medida que aumenta o volume das atividades e os custos fixos se distribuem por um maior número dessas atividades, sendo o longo prazo, um período de tempo suficiente para que todos os insumos sejam variáveis. Desta forma, a concentração de serviços em determinado local racionaliza custos e otimiza resultados, quando os insumos tecnológicos ou humanos relativos a estes serviços inviabilizem sua instalação em cada município isoladamente.


ID
3232330
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Sanitário
Assuntos

De acordo com o Decreto n° 7.508/11, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    ? Conforme Decreto 7508/2011:

    ? Art. 33. O acordo de colaboração entre os entes federativos para a organização da rede interfederativa de atenção à saúde será firmado por meio de Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde.

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  • O decreto 7.508/11, descreve:

     Contrato Organizativo da ação de pública da saúde - Acordo de colaboração firmado entrre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e hieraquizada, com definição de responsabilidades, indicadores e metas de ssaúde, critérios de avaliação de desepenhos, recursos financeiros que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua execução e demais elementos necessários à implemntação integrada das ações e serviços de saúde.

  • GABARITO: LETRA D

    Art. 2º Para efeito deste Decreto, considera-se:

    I - Região de Saúde - espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde;

    II - Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde - acordo de colaboração firmado entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e hierarquizada, com definição de responsabilidades, indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de desempenho, recursos financeiros que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua execução e demais elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de saúde;

    III - Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS;

    IV - Comissões Intergestores - instâncias de pactuação consensual entre os entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS;

    V - Mapa da Saúde - descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-se a capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema;

    VI - Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde;

    VII - Serviços Especiais de Acesso Aberto - serviços de saúde específicos para o atendimento da pessoa que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita de atendimento especial; e

    VIII - Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica - documento que estabelece: critérios para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; as posologias recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação dos resultados terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do SUS.

    DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011.


ID
3232333
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Esse nível de prevenção em saúde consiste na detecção de indivíduos em risco de sobretratamento (over medicalisation) para os proteger de novas intervenções médicas inapropriadas e sugerir-lhes alternativas eticamente aceitáveis. O enunciado se refere à prevenção

Alternativas
Comentários
  • GABARITO letra E, prevenção quaternária.

    FUNDAMENTO:

    PREVENÇÃO QUATERNÁRIA -Foi proposta no contexto clássico dos três níveis de prevenção de Leavell & Clark como um quarto e último tipo de prevenção, não relacionada ao risco de doenças e sim ao risco de adoecimento iatrogênico, ao excessivo intervencionismo diagnóstico e terapêutico e à medicalização.

    COMPLEMENTO:

    PREVENÇÃO PRIMÁRIA - medidas destinadas ao período que antecede a ocorrência da doença. Inclui a proteção da saúde e a proteção específica.

    PREVENÇÃO SECUNDÁRIA - medidas para impedir a evolução de doenças já existentes e, em consequência, suas complicações. Engloba o diagnóstico e o tratamento precoces.

    PREVENÇÃO TERCIÁRIA - engloba ações voltadas à reabilitação do indivíduo após a cura ou o controle da doença. Limitação de incapacidades e reabilitação.

    FONTE:

    https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/pab/1/unidades_conteudos/unidade02/p_03.htm


ID
3232336
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Sanitário
Assuntos

Considerando-se a alta infectividade e contagiosidade da doença, todo caso suspeito de sarampo deve ser comunicado por telefone à Secretaria Municipal de Saúde dentro das primeiras 24 horas após o atendimento do paciente e também à Secretaria Estadual de Saúde por telefone, fax ou e-mail, para acompanhamento junto ao município. Além disso, a notificação deve ser registrada no  

Alternativas
Comentários
  • SISTEMA DE INFORMAÇÃO SOBRE MORTALIDADE - SIM Reúne os dados relativos aos óbitos ocorridos no país. O instrumento de coleta de dados é a Declaração de Óbito (DO).

    SISTEMA DE INFORMAÇÃO SOBRE NASCIDOS VIVOS - SINASC Seu objetivo principal é de dar informações sobre as características dos nascidos vivos. O instrumento de coleta de dados é a Declaração de Nascido Vivo (DN). É um sistema em que as informações são coletas pelo município. Por meio dele, podem-se saber a quantidade de crianças que nascem por ano, por região,e as características ligadas à saúde da mãe e dos recém-nascidos.

    SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÕES - SINAN É o SIS mais importante para a vigilância epidemiológica. Foi desenvolvido entre 1990 e 1993. É um sistema informatizado de base de dados, gerenciado pelo Ministério da Saúde. É alimentado, principalmente, pela notificação e pela investigação de casos suspeitos ou confirmados de doenças e agravos que constam na lista nacional de doenças de notificação compulsória, mas é facultado a estados e municípios incluírem outros problemas de saúde importantes em sua região.

    SISTEMA NACIONAL DE REGULAÇÃO - SISREG Trata-se de um sistema web, crido para gerenciar todo o complexo regulatório, através de módulos, por meio dos quais se podem ofertar e solicitar, pela rede básica, consultas, exames e procedimentos de média e alta complexidade e regular leitos hospitalares, com o objetivo de organizar e controlar o fluxo de acesso aos servições de saúde, otimizar a utilização dos recursos assistenciais e humanizar o atendimento. É uma ferramenta fornecida pelo Ministério da Saúde de forma gratuita, cuja utilização não é compulsória e pode auxiliar a regular o acesso.

    SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE DA ATENÇÃO BÁSICA - SIAB Dispõe de informações de cada cidadão e toda informação deverá conter o Cartão Nacional de Saúde (CNS) do paciente, unificar e integrar todos os sistemas


ID
3232339
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Sanitário
Assuntos

O Comitê de Implementação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (CIPNSP), conforme o que consta na Portaria GM/MS nº 529, de 01 de abril de 2013, é composto por alguns dos representantes, titular e suplentes dos seguintes órgãos e entidades, EXCETO

Alternativas
Comentários
  • Resposta: E

    De acordo com o Art. 8º da Portaria GM/MS nº 529/2013

    Art. 8º O CIPNSP instituições é composto por representantes, titular e suplentes, dos seguintes órgãos e entidades:

    I - do Ministério da Saúde:

    II - um da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ);

    III - um da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA);

    IV - um da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS);

    V - um do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS);

    VI - um do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS);

    VII - um do Conselho Federal de Medicina (CFM);

    VIII - um do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN);

    IX - um do Conselho Federal de Odontologia (CFO);

    X - um do Conselho Federal de Farmácia (CFF);

    XI - um da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS); e

    XII - três de Instituições Superiores de Ensino e Pesquisa com notório saber no tema Segurança do Paciente

  • Art. 8º O CIPNSP instituições é composto por representantes, titular e suplentes, dos seguintes órgãos e entidades: I - do Ministério da Saúde: a) um da Secretaria-Executiva (SE/MS); b) um da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS); c) um da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS); d) um da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS); e e) um da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE/MS); II - um da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ); III - um da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA); IV - um da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); V - um do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); VI - um do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS); VII - um do Conselho Federal de Medicina (CFM); VIII - um do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN); IX - um do Conselho Federal de Odontologia (CFO); X - um do Conselho Federal de Farmácia (CFF); XI - um da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS); e XII - três de Instituições Superiores de Ensino e Pesquisa com notório saber no tema Segurança do Paciente.

ID
3232342
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Sanitário
Assuntos

Dentre os programas e projetos prioritários destacados no Plano Estadual de Saúde 2016 a 2019, do Estado de Pernambuco, aquele que tem como objetivo reduzir a mortalidade materna e infantil é o Programa

Alternativas

ID
3232345
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

No que se refere ao disposto no Estatuto dos Funcionários Públicos do Estado de Pernambuco (Lei Estadual nº 6.123/1968), o ato que completa a investidura em cargo público e órgão colegiado é o/a

Alternativas
Comentários
  • Art. 22 - Posse é o ato que completa a investidura em cargo público e órgão colegiado.

    Parágrafo Único -Não haverá posse nos casos de promoção e reintegração.

  • ALTERNATIVA A

    SOBRE A POSSE:

    Art. 22. Posse é o ato que completa a investidura em cargo público e órgão colegiado.

    Parágrafo único. Não haverá posse nos casos de promoção e reintegração.

    Art. 26. É facultada a posse por procuração, quando o nomeado estiver ausente do Estado e, em casos especiais, a juízo da autoridade competente;

    Art. 27. A autoridade que der posse, verificará, sob pena de responsabilidade, se foram satisfeitas as condições legais para a investidura.

    Art. 28. A posse verificar-se-á no prazo de trinta dias, a contar da data de publicação do ato de provimento, no órgão oficial.

    Parágrafo único. A requerimento do interessado, o prazo poderá ser prorrogado até sessenta dias.


ID
3232348
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Assinale a alternativa que apresenta os princípios norteadores da Política Nacional de Humanização – HumanizaSus.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO LETRA A.

    FUNDAMENTO:

    Os princípios são: transversalidade, indissociabilidade entre atenção e gestão e protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos.

    As DIRETRIZES SÃO: acolhimento, gestão participativa e co-gestão, ambiência, clínica ampliada, valorização do trabalhador e defesa dos direitos dos usuários.

    Na maioria das outras alternativas, há associação com as diretrizes.

    FONTE: CARTILHA PNH. POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO

  • Princípios norteadores da Política de Humanização

    1. Valorização da dimensão subjetiva e social em todas as práticas de atenção e gestão, fortalecendo/estimulando processos integradores e promotores de compromissos/responsabilização.

    2. Estímulo a processos comprometidos com a produção de saúde e com a produção de sujeitos.

    3. Fortalecimento de trabalho em equipe multiprofissional, estimulando a transdisciplinaridade e a grupalidade.

    4. Atuação em rede com alta conectividade, de modo cooperativo e solidário, em conformidade com as diretrizes do SUS.

    5. Utilização da informação, da comunicação, da educação permanente e dos espaços da gestão na construção de autonomia e protagonismo de sujeitos e coletivos.

  • A) Princípio

    As outras são objetivos.

  • Obrigada


ID
3232351
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Em relação à Lei n° 8.142/1990, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Letra B

    § 2° O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.

    Lei 8.142/90

  • -> Para receberem os recursos transferidos pela União, os municípios, os estados e o Distrito Federal deverão contar com:

    - fundo de saúde;

    - conselho de saúde, com composição paritária;

    - plano de saúde;

    - relatórios de gestão que possibilitem controlar os recursos repassados;

    - contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento;

    - comissão de elaboração do plano de carreira, cargos e salários, para cuja implementação há um prazo previsto de 2 anos.

  • é tao bom quando você sabe da matéria e pega umas questões dessa tao grande acha logo o erro e só lê as outras pro ego não subir kkk

  • Art. 1° O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas:

    ⦁ I - a Conferência de Saúde; e

    ⦁ II - o Conselho de Saúde.

    § 1° A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde.

    § 2° O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.

    § 3° O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) terão representação no Conselho Nacional de Saúde.

    § 4° A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências será paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos.

    § 5° As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua organização e normas de funcionamento definidas em regimento próprio, aprovadas pelo respectivo conselho.

    LETRA--B

  • POR QUE A ALTERNATIVA E ESTÁ INCORRETA??? :-(

  • Art. 1° O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a , contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas:

    I - a Conferência de Saúde; e

    II - o Conselho de Saúde.

    § 1° A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde.

    § 2° O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.

    § 3° O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) terão representação no Conselho Nacional de Saúde.


ID
3232354
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

A Portaria n° 204, de 17 de fevereiro de 2016, define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. Referente a essa portaria, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A) Notificação compulsória negativa: comunicação semanal realizada pelo responsável pelo estabelecimento de saúde à autoridade de saúde, informando que na semana epidemiológica não foi identificado nenhuma doença, agravo ou evento de saúde pública constante da Lista de Notificação Compulsória

    B) Notificação compulsória imediata (NCI): notificação compulsória realizada em até 24 (vinte e quatro) horas, a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública, pelo meio de comunicação mais rápido disponível.

    C) A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de notificação compulsória à autoridade de saúde competente também será realizada pelos responsáveis por estabelecimentos públicos ou privados educacionais, de cuidado coletivo, além de serviços de hemoterapia, unidades laboratoriais e instituições de pesquisa.

    D) Agravo: qualquer dano à integridade física ou mental do indivíduo, provocado por circunstâncias nocivas, tais como acidentes, intoxicações por substâncias químicas, abuso de drogas ou lesões decorrentes de violências interpessoais, como agressões e maus tratos, e lesão autoprovocada;


ID
3232357
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Uma mãe levou a sua filha de 2 meses de idade até a Unidade de Saúde para vacinação. Chegando lá, foi a enfermeira solicitou a carteirinha de vacinação e verificou que, ao nascer, a criança apresentou 2.500 kg. De acordo com o Calendário Nacional de Imunização, assinale a alternativa que apresenta as vacinas que essa criança irá receber com 2 meses de idade.

Alternativas
Comentários
  • Essa questão é de 2018, e ainda em 2020, continua igual. 2 meses: penta, vip, rota e pneumo. O “ peguilha” aí é em relação ao peso da criança quando nasceu e a BCG. Para tentar confundir o candidato. Só que a BCG só é contra- indicada em menores de 2 kg


ID
3232360
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Saúde Pública
Assuntos

De acordo com os tipos de estudos epidemiológicos, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Gab B

  • A) Os estudos transversais medem a prevalência da doença e, por essa razão, são frequentemente chamados de estudos de prevalência ou seccional. Em um estudo transversal, as medidas de exposição e efeito (doença) são realizadas ao mesmo tempo (simultânea).

    B) Os estudos ecológicos (ou de correlação) são úteis para gerar hipóteses. Em um estudo ecológico, as unidades de análise são grupos de pessoas ao invés de indivíduos. (GABARITO)

    C) nos estudos de coorte, primeiramente, identifica-se a população de estudo e classificam-se os participantes em expostos e não expostos a um determinado fator de interesse; depois, os indivíduos dos dois grupos são acompanhados para verificar a incidência da doença/condição relacionada à saúde entre expostos e não expostos. Estudo longitudinal, prospectivo e observacional no qual um grupo de pessoas é acompanhada por determinado tempo. Os desfechos são comparados a partir da exploração ou não de uma intervenção ou outro fator de interesse para análise posterior de incidência da doença. O risco relativo é estimado de forma indireta.

    D) Descrição do estado de saúde de uma comunidade a partir de dados rotineiramente coletados (dados secundários) ou coletados diretamente através de questionários específcos (dados primários)

    E) Os estudos experimentais ou de intervenção têm por objetivo tentar mudar uma variável em um ou mais grupos de pessoas. Os efeitos de uma intervenção são medidos através da comparação do desfecho nos grupos experimental e controle. 


ID
3232363
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Sistemas de Informação
Assuntos

Referente aos Sistemas de Informação em saúde, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.

1. SIA/SUS.

2. SIM.

3. SINASC.

4. SINAN.

5. SIAB.

6. SIH/SUS.


( ) Realiza análise estatística, epidemiológica e demográfica sobre mortalidade e a construção de vários indicadores como a mortalidade materna e infantil.

( ) Captura de dados sobre a produção da assistência ambulatorial dos estabelecimentos de saúde da rede SUS.

( ) Notificação e investigação de casos de doenças e agravos incluídos na lista nacional de doenças de notificação compulsória e de outros agravos.

( ) Comporta informações epidemiológicas referentes aos nascimentos informados ocorridos nos domicílios e hospitais, sendo sua principal fonte de coleta de dados a declaração de nascidos vivos.

( ) Processa informações que possibilitam o pagamento dos estabelecimentos hospitalares por meio dos dados registrados na Autorização de Internação Hospitalar.

( ) Fornece informações sobre situação de saúde, cadastros de família, condições de moradia, saneamento, produção e composição das equipes de saúde da família.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO A

  • SIM – Mortalidade.

    SAI- Assistência ambulatorial.

    SINAN- Doenças e agravos.

    SINASC- Nascidos vivos.

    SIH/SUS- Pagamento  hospitalares.

    SIAB -Atenção Básica/ saúde da família.


ID
3232366
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Sobre a Emenda Constitucional n° 29, que foi promulgada em 2000, preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.

A emenda obrigou a União a investir em saúde, em 2000, _____ a mais do que havia investido no ano anterior e determinou que, nos anos seguintes, esse valor fosse corrigido pela variação do Produto Interno Bruto (PIB). Os estados ficaram obrigados a aplicar _____ da arrecadação de impostos e os municípios, _____.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: Letra E

    Art 177. Até o exercício financeiro de 2004, os recursos mínimos aplicados nas ações e serviços públicos de saúde serão equivalentes:

    I – no caso da União:" (AC)

    a) no ano 2000, o montante empenhado em ações e serviços públicos de saúde no exercício financeiro de 1999 acrescido de, no mínimo, cinco por cento;" (AC)

    II – no caso dos Estados e do Distrito Federal, doze por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o

    art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios; e" (AC)

    III – no caso dos Municípios e do Distrito Federal, quinze por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e § 3º." (AC)

  • Observe que 5% de valores da União sempre será muito maior que outras porcentagens de outros entes, visto a grande capacidade econômica da União. Então faz sentido os municípios destinarem porcentagens maiores, pois mesmo as porcentagens sendo maiores os valores não serão lá muito grandes comparados a os da União ou estados por exemplo.

    Espero que esse raciocínio ajude alguém.

    Valeu!

  • A resposta está no art. 77 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias)

    Art. 77. Até o exercício financeiro de 2004, os recursos mínimos aplicados nas ações e serviços públicos de saúde serão equivalentes:         

    I - no caso da União:        

    ) no ano 2000, o montante empenhado em ações e serviços públicos de saúde no exercício financeiro de 1999 acrescido de, no mínimo, cinco por cento;        

    ) do ano 2001 ao ano 2004, o valor apurado no ano anterior, corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto - PIB;       

    II - no caso dos Estados e do Distrito Federal, doze por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea , e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios; e       

    III - no caso dos Municípios e do Distrito Federal, quinze por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea e § 3º.      

  • Como diria nossa querida ex-Presidente Dilma Rousseff, "Não é 30% de 25% ou 30% de 30% por tanto é 7% ou 12%". 

  • me recuso a responder essa questão... que banca ordinária!!! Socorro.

  • discunjuro.

  • Gab. E

    Questão para Analista em Saúde/Sanitarista. É trivial um servidor público da área da saúde conhecer os valores das dotações orçamentárias. É dever dos servidores conhecer esses percentuais, especialmente, aqueles que atuam na gestão, fiscalização e controle.

  • O presidente da Tchau com 5 dedos, o governador ceia na mesa com 12 e o prefeito tem filha debutante 15

  • Questãozinha lixo em

  • Isso aqui é melhor que NETFLIX...kkkkkkkkkkkkk

  • Recursos mínimos aplicados nas ações e serviços públicos de saúde:

    União= 5%

    Estado e DF=12%

    Município =15%

  • AGORA TEM Q LER ADCT TBM.


ID
3232369
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Considerando a Lei nº 8080/1990, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ? Conforme a Lei 8080/90:

    ? Art. 36. O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) será ascendente, do nível local até o federal, ouvidos seus órgãos deliberativos, compatibilizando-se as necessidades da política de saúde com a disponibilidade de recursos em planos de saúde dos Municípios, dos Estados, do Distrito Federal e da União.

    § 1º Os planos de saúde serão a base das atividades e programações de cada nível de direção do Sistema Único de Saúde (SUS), e seu financiamento será previsto na respectiva proposta orçamentária.

    § 2º É vedada a transferência de recursos para o financiamento de ações não previstas nos planos de saúde, exceto em situações emergenciais ou de calamidade pública, na área de saúde.

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • → Conforme a Lei 8080/90:

    LETRA A - Art. 8º as ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade CRESCENTE.

     

    LETRA B - Art. 19 A incorporação, a exclusão ou alteração pelo SUS de novos medicamentos, produtos e procedimentos, bem como a constituição ou a alteração de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica, são atribuições do MINISTÉRIO DA SAÚDE, assessorado pela COMISSÃO NACIONAL DE INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS do SUS.

     

    C - CORRETA

     

    LETRA D - Art. 16 - VI A direção NACIONAL do SUS compete:

    Coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica;

     

    LETRA E - DO SUBSISTEMA DE ATENÇÃO INDÍGENA: grave que a população indígena tem os mesmos direitos que a população não indígena, com as devidas adaptações dos serviços em respeito a identidade cultural específica. O SUS, nos demais níveis de atenção, permanece de retaguarda, o financiamento é reservado à União com possibilidade de cooperação dos Estados Municípios e outras instituições. Além disso, assim como em outros grupos, o sistema é descentralizado, hierarquizado, regionalizado e é permitida a participação nos organismos colegiados de formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde, tais como o Conselho Nacional de Saúde e os Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde, quando for o caso.

    VAMOS FOCAR!!

  • INCORRETA A LETRA D, POIS: Art. 16. A direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) compete:

    Parágrafo único. A União poderá executar ações de vigilância epidemiológica e sanitária em circunstâncias especiais, como na ocorrência de agravos inusitados à saúde, que possam escapar do controle da direção ESTADUAL do Sistema Único de Saúde (SUS) ou que representem risco de disseminação NACIONAL.

  • D) Que possam escapar do controle da direção estadual do SUS ou que representem risco de disseminação nacional.


ID
3232372
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

A enfermeira responsável pelo Serviço de Vigilância Epidemiológica do município de Petrolina-PE, ao analisar a distribuição de casos de hanseníase, observou um aumento inesperado e brusco na incidência de casos novos em relação a períodos anteriores. Considerando esse caso, qual é a forma de ocorrência dessa doença?

Alternativas
Comentários
  • Epidemia: ocorrência em uma comunidade ou região de casos de natureza semelhante, claramente excessiva em relação ao esperado. Elevação descontrolada e inesperada dos coeficientes de incidência de determinada doença, ultrapassando os valores esperados.

    Endemia: ocorrência de determinada doença que acomete sistematicamente populações em espaços característicos e determinados, no decorrer de um longo período, e que mantém um incidência relativamente constante.

    Pandemia: epidemia em larga distribuição geográfica, atingindo também mais de um país ou continente.

    Surto: ocorrência de dois ou mais casos epidemiologicamente relacionados em uma região específica.

  • LETRA --D

    Surto: acontece quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica. Para ser considerado surto, o aumento de casos deve ser maior do que o esperado pelas autoridades. Em algumas cidades (), a dengue é tratada como surto (e não como epidemia), pois acontece em regiões específicas (um bairro, por exemplo).

    Epidemia: a epidemia se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões. Uma epidemia a nível municipal acontece quando diversos bairros apresentam uma doença, a epidemia a nível estadual acontece quando diversas cidades têm casos e a epidemia nacional acontece quando há casos em diversas regiões do país. Exemplo: no dia 24 de fevereiro, .

    Pandemia: em uma escala de gravidade, a pandemia é o pior dos cenários. Ela acontece quando uma epidemia se espalha por diversas regiões do planeta. Em 2009, a  quando a OMS começou a registrar casos nos seis continentes do mundo. A aids, apesar de estar diminuindo no mundo, 

    Endemia: a endemia não está relacionada a uma questão quantitativa. Uma doença é classificada como endêmica (típica) de uma região quando acontece com muita frequência no local. As doenças endêmicas podem ser sazonais. A , por exemplo, é considerada uma doença endêmica da região Norte do Brasil.

    Fonte: 

  • Gab D)

    Subentende-se que a doença em questão era Endêmica da região, porém houve um CLARO EXCESSO DE CASOS... configurando-se em EPIDEMIA.


ID
3232375
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

No que diz respeito ao Decreto n° 7.508, de 28 de junho de 2011, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde é o acordo de colaboração firmado entre entes municipais com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e hierarquizada.

( ) São portas de entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde os serviços de atenção primária, atenção de urgência e emergência, atenção especializada e psicossocial.

( ) As regiões de saúde serão instituídas pelo estado, em articulação com os municípios, respeitadas as diretrizes gerais pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra A, FFV.

    A questão busca 'pegar' o candidato pela atenção. Promove pequena alteração na redação do decreto.

    FUNDAMENTO:

    (F)  Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP): acordo de colaboraçãofirmado entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúdena rede regionalizada e hierarquizada, com definição de responsabilidades, indicadores e metas, critérios de avaliação de desempenho, recursos financeiros, forma de controle e fiscalização de sua execução e demais elementos necessários;

    (F) Art.9.São portas de entrada às ações e aos serviços:  na Rede os serviços

     

    ·      De Atenção Primária;

    ·      De Atenção de Urgência e Emergência;

    ·      De Atenção Psicossocial; e 

    ·      Especiais de acesso aberto.

    Examinador sem coração! Huahuahuahua

    FONTE: DECRETO 7.508/2011.

  • Decreto 7508/11

    Art. 2º

    II - Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde – ACORDO DE COLABORAÇÃO firmado entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e hierarquizada.

    III - Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS;

    Seção I

    Das Regiões de Saúde

    Art. 4º As Regiões de Saúde serão instituídas pelo Estado, em articulação com os Municípios, respeitadas as diretrizes gerais pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite a que se refere o inciso I do art. 30.

  • o COAP é uma acordo formado entre os entes federativos

ID
3232378
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

De acordo com os antecedentes históricos de Saúde Pública no Brasil, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Boa questão.

    Gabarito letra C.

    CORREÇÃO DAS DEMAIS ALTERNATIVAS:

    A) e E) Em 1966, houve a criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), como resultado da unificação dos IAPs e SAMDU. Todo trabalhador urbano com carteira assinada era automaticamente contribuinte e beneficiário desse novo sistema e, dessa forma, foi grande o volume de recursos capitalizados. Com o aumento no número de contribuintes/ beneficiários, era impossível ao sistema médico previdenciário atender toda essa população. Assim, consolida-se o componente assistencial, marcado pela compra de serviços assistenciais do setor privado e concretizando o modelo assistencial hospitalocêntrico, curativista e médico-centrado. 

    B) 1923- Houve a criação das Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPS), por meio da Lei Eloy Chaves. Modelo restrito ao âmbito das empresas que possuíam administração própria de seus fundos.  Organizadas pelas empresas e não pelas categorias profissionais. Lei aplicada somente ao operariado urbano (maioria no Congresso era oligarquia rural). Criação de CAP não era automática, dependia da mobilização e organização dos trabalhadores. A primeira CAP foi a dos ferroviários (importância do setor na economia). 

    .Os marítimos entraram em 1933, com os IAP (Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs), os quais substituíram as CAPs

    D) O modelo médico-assistencial não privilegia a prática PREVENTIVA

    FONTE:  UNASUS. Políticas Públicas de Saúde no Brasil: SUS e pactos pela Saúde.

    Denizi Oliveira Reis 

  • b

  • O financiamento dos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs) era realizado com a participação do Estado, empregados e empregadores (contribuição tripartite), sendo os recursos centralizados nas mãos do Estado.


ID
3232381
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Em relação à Vigilância em Saúde, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • No campo da saúde, a vigilância está relacionada às práticas de atenção e promoção da saúde dos cidadãos e aos mecanismos adotados para prevenção de doenças. Além disso, integra diversas áreas de conhecimento e aborda diferentes temas, tais como política e planejamento, territorialização, epidemiologia, processo saúde-doença, condições de vida e situação de saúde das populações, ambiente e saúde e processo de trabalho. A partir daí, a vigilância se distribui entre: epidemiológica, ambiental, sanitária e saúde do trabalhador. A vigilância epidemiológica reconhece as principais doenças de notificação compulsória e investiga epidemias que ocorrem em territórios específicos. Além disso, age no controle dessas doenças específicas. A vigilância ambiental se dedica às interferências dos ambientes físico, psicológico e social na saúde. As ações neste contexto têm privilegiado, por exemplo, o controle da água de consumo humano, o controle de resíduos e o controle de vetores de transmissão de doenças – especialmente insetos e roedores. As ações de vigilância sanitária dirigem-se, geralmente, ao controle de bens, produtos e serviços que oferecem riscos à saúde da população, como alimentos, produtos de limpeza, cosméticos e medicamentos. Realizam também a fiscalização de serviços de interesse da saúde, como escolas, hospitais, clubes, academias, parques e centros comerciais, e ainda inspecionam os processos produtivos que podem pôr em riscos e causar danos ao trabalhador e ao meio ambiente. Já a área de saúde do trabalhador realiza estudos, ações de prevenção, assistência e vigilância aos agravos à saúde relacionados ao trabalho.

  • No campo da saúde, a vigilância está relacionada às práticas de atenção e promoção da saúde dos cidadãos e aos mecanismos adotados para prevenção de doenças. Além disso, integra diversas áreas de conhecimento e aborda diferentes temas, tais como política e planejamento, territorialização, epidemiologia, processo saúde-doença, condições de vida e situação de saúde das populações, ambiente e saúde e processo de trabalho. A partir daí, a vigilância se distribui entre: epidemiológica, ambiental, sanitária e saúde do trabalhador. A vigilância epidemiológica reconhece as principais doenças de notificação compulsória e investiga epidemias que ocorrem em territórios específicos. Além disso, age no controle dessas doenças específicas. A vigilância ambiental se dedica às interferências dos ambientes físico, psicológico e social na saúde. As ações neste contexto têm privilegiado, por exemplo, o controle da água de consumo humano, o controle de resíduos e o controle de vetores de transmissão de doenças – especialmente insetos e roedores. As ações de vigilância sanitária dirigem-se, geralmente, ao controle de bens, produtos e serviços que oferecem riscos à saúde da população, como alimentos, produtos de limpeza, cosméticos e medicamentos. Realizam também a fiscalização de serviços de interesse da saúde, como escolas, hospitais, clubes, academias, parques e centros comerciais, e ainda inspecionam os processos produtivos que podem pôr em riscos e causar danos ao trabalhador e ao meio ambiente. Já a área de saúde do trabalhador realiza estudos, ações de prevenção, assistência e vigilância aos agravos à saúde relacionados ao trabalho.

  • A ação de Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT) é múltipla e articula o acolhimento de queixas, o atendimento clínico, a análise epidemiológica, a análise das situações de risco, a busca de alternativas sociais e tecnológicas, intervenções regulatórias e processos de apoio social que são identificados e implementados de forma continuada em que a rede constituída confere uma perenidade ao processo.


ID
3232384
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Uma enfermeira foi admitida para trabalhar em uma Unidade de Saúde e o diretor do local cobrou a elaboração de um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) urgentemente. Com base no exposto, como deverão ser classificados os resíduos de serviços de saúde para o Grupo A e C, respectivamente?

Alternativas
Comentários
  • Grupo A – engloba os componentes com possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção.

    Exemplos: placas e lâminas de laboratório, carcaças, peças anatômicas (membros), tecidos, bolsas transfusionais contendo sangue, dentre outras.

    Grupo B – contém substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade.

    Exemplos: medicamentos apreendidos, reagentes de laboratório, resíduos contendo metais pesados, dentre outros.

    Grupo C – quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN,

    Exemplos: serviços de medicina nuclear e radioterapia etc.

    Grupo D – não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares.

    Exemplos: sobras de alimentos e do preparo de alimentos, resíduos das áreas administrativas etc.

    Grupo E – materiais perfuro-cortantes ou escarificantes

    Exemplos: lâminas de barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas e outros similares.


ID
3232387
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Saúde Pública
Assuntos

Em relação às metas nacionais propostas pelo Plano de Ações Estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO LETRA B, reduzir a taxa de mortalidade prematura (<70 anos) em 2% ao ano.

    CORRIGINDO AS DEMAIS:

    a) NÃO É META, é uma AÇÃO.

    Linha de cuidado de DCNT: definir protocolos e diretrizes com base em evidências de custo-efetividade, vinculando os portadores ao cuidador e à equipe de Atenção Básica, garantindo referência e contrarreferência, favorecendo a continuidade do cuidado e a integralidade na atenção

    c) META: Aumentar a cobertura de mamografia entre 50 e 69 anos;

    d) META: Aumentar a cobertura de preventivo em mulheres de 25 a 64 anos;

    e) NÃO É UMA META, é uma AÇÃO do tópico ENVELHECIMENTO ATIVO, presente no eixo promoção da saúde.

    V. Incentivar a ampliação da autonomia e independência para o autocuidado e o uso racional de medicamentos.

    FONTE: PLANO DE AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA O ENFRENTAMENTO DAS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS (DCNT) NO BRASIL 2011- 2022

  • Metas são quantificáveis, ações/objetivos são mais gerais.

  • Lembrando que o controle das DCNT inclui metas que foram alinhadas com  Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil, 2011-2022. São elas:

    Redução da mortalidade prematura (30-69 anos) por DCNT em 2% ao ano. #

    Redução da prevalência de tabagismo em 30% #

    Aumento de mamografia em mulheres de 50-69 anos de idade nos último dois anos para 70% #

    Aumento do Papanicolau em mulheres de 25-64 anos de idade nos últimos três anos para 85%

    Aumento da prevalência da prática de atividade física no tempo livre em 10% #

    Contenção do crescimento da obesidade em Adultos

    Aumento do consumo recomendado de frutas e hortaliças em 10% #

    Redução do consumo abusivo de bebidas alcoólicas em 10%

    # - metas atingidas.

    Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022 / Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2011.


ID
3232390
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Não definido

Uma mulher de 22 anos foi atendida em uma unidade de saúde relatando que foi mordida pelo seu cachorro e que ele não apresentava suspeita de raiva no momento da agressão. Observaram-se ferimentos superficiais, poucos extensos na região de tronco e membros, sendo ausentes em polpas digitais e planta de pés. Com base nesse caso, assinale a alternativa que apresenta o esquema profilático da raiva humana com vacina de cultivo celular.

Alternativas

ID
3232393
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

De acordo com a Portaria n° 3.992, de 28/12/2017, que trata do financiamento e da transferência dos recursos federais para as ações e os serviços públicos de saúde, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A) “Art. 8º Os recursos que compõem cada Bloco de Financiamento poderão ser acrescidos de recursos específicos:

    - pactuados na Comissão Intergestores Tripartite - CIT; e/ou

    II - para atender a situações emergenciais ou de riscos sanitários e epidemiológicos

    B) Parágrafo único. Fica vedada a utilização de recursos financeiros referentes ao Bloco de Custeio para o pagamento de:

    I - servidores inativos;

    C) Art. 3º Os recursos do Fundo Nacional de Saúde, destinados a despesas com ações e serviços públicos de saúde, a serem repassados na modalidade fundo a fundo aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios serão organizados e transferidos na forma dos seguintes blocos de financiamento: 

    I - Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde; e

    II - Bloco de Investimento na Rede de Serviços Públicos de Saúde.

    D) Art.3. § 2º Os recursos que compõem cada Bloco de Financiamento devem ser aplicados em ações e serviços públicos de saúde relacionados ao próprio bloco, devendo ser observados:

    II - o estabelecido no Plano de Saúde e na Programação Anual do Estado, do Distrito Federal e do Município submetidos ao respectivo Conselho de Saúde; [...]

    E) Art. 5º Os recursos financeiros referentes ao Bloco de Custeio serão transferidos aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios em conta corrente única e destinar-se-ão:

    I - à manutenção da prestação das ações e serviços públicos de saúde;

    PORTARIA CITADA NA QUESTÃO (Copy and cola)

  • Questão difícil!

  • CORREÇÃO

    A) Os recursos que compõem cada Bloco de Financiamento poderão ser acrescidos de recursos específicos:

    - pactuados na Comissão Intergestores Tripartite - CIT; e/ou

    II - para atender a situações emergenciais ou de riscos sanitários e epidemiológicos.

    B) Os recursos financeiros referentes ao Bloco de Custeio de que trata o inciso I do caput do art. 3º serão transferidos aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios em conta corrente única e destinar-se-ão:

    I - à manutenção da prestação das ações e serviços públicos de saúde; e

    II - ao funcionamento dos órgãos e estabelecimentos responsáveis pela implementação das ações e serviços públicos de saúde.

    Parágrafo único. Fica vedada a utilização de recursos financeiros referentes ao Bloco de Custeio para o pagamento de:

    I - servidores inativos;

    II - servidores ativos, exceto aqueles contratados exclusivamente para desempenhar funções relacionadas aos serviços previstos no respectivo Plano de Saúde;

    III - gratificação de função de cargos comissionados, exceto aqueles diretamente ligados às funções relacionadas aos serviços previstos no respectivo Plano de Saúde;

    IV - pagamento de assessorias ou consultorias prestadas por servidores públicos pertencentes ao quadro do próprio Município ou do Estado; e

    V - obras de construções novas, bem como de ampliações e adequações de imóveis já existentes, ainda que utilizados para a realização de ações e/ou serviços de saúde.” (NR)

    C) Os recursos do Fundo Nacional de Saúde, destinados a despesas com ações e serviços públicos de saúde, repassados aos Estados, Distrito Federal e Municípios serão transferidos em dois blocos de financiamento: Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde e Bloco de Investimento na Rede de Serviços PÚBLICOS DE SAÚDE e não privados e Filantrópicos de Saúde .

    E) Os recursos financeiros referentes ao Bloco de CUSTEIO (Investimento) na Rede de Serviços de Saúde destinar-se-ão para a manutenção da prestação das ações e serviços públicos de saúde.

  • PORTARIA N 3.992, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2017.

    Altera a Portaria de Consolidação nº 6/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços públicos de saúde do Sistema Único de Saúde.

    O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, resolve:

    Art. 1º A Portaria de Consolidação nº 6/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, passa a vigorar com as seguintes alterações:

    “Art. 2º O financiamento das ações e serviços públicos de saúde é de responsabilidade das três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), observado o disposto na Constituição Federal, na Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012, e na Lei Orgânica da Saúde.” (NR)

    “Art. 3º Os recursos do Fundo Nacional de Saúde, destinados a despesas com ações e serviços públicos de saúde, a serem repassados na modalidade fundo a fundo aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios serão organizados e transferidos na forma dos seguintes blocos de financiamento:

    I - Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde; e

    II - Bloco de Investimento na Rede de Serviços Públicos de Saúde.

    § 1º Os recursos que compõem cada Bloco de Financiamento serão transferidos, fundo a fundo, de forma regular e automática, em conta corrente específica e única para cada Bloco, mantidas em instituições financeiras oficiais federais e movimentadas conforme disposto no Decreto nº 7.507, de 27 de junho de 2011.

    § 2º Os recursos que compõem cada Bloco de Financiamento devem ser aplicados em ações e serviços públicos de saúde relacionados ao próprio bloco, devendo ser observados:

     

    I - a vinculação dos recursos, ao final do exercício financeiro, com a finalidade definida em cada Programa de Trabalho do Orçamento Geral da União que deu origem aos repasses realizados;

    II - o estabelecido no Plano de Saúde e na Programação Anual do Estado, do Distrito Federal e do Município submetidos ao respectivo Conselho de Saúde; e

    III - o cumprimento do objeto e dos compromissos pactuados e/ou estabelecidos em atos normativos específicos expedidos pela direção do Sistema Único de Saúde - SUS em sua respectiva esfera de competência.

  • § 3º A vinculação de que trata o inciso I do § 2º é válida até a aplicação integral dos recursos relacionados a cada Programa de Trabalho do Orçamento Geral da União que deu origem ao repasse, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorreu o ingresso no fundo de saúde do Estado, do Distrito Federal ou do Município.

    § 4º Enquanto não forem investidos na sua finalidade, os recursos de que trata este artigo deverão ser automaticamente aplicados em fundos de aplicação financeira de curto prazo, lastreados em títulos da dívida pública federal, com resgates automáticos, observado o disposto no art. 1122.

    § 5º Os rendimentos das aplicações financeiras de que trata o § 4º serão obrigatoriamente aplicados na execução de ações e serviços públicos de saúde relacionados ao respectivo Bloco de Financiamento, estando sujeitos às mesmas finalidades, regras e condições de prestação de contas exigidas para os recursos transferidos.” (NR)

    “Art. 4º O repasse dos recursos de que trata o artigo 3º ao Estado, ao Distrito Federal e ao Município fica condicionado à:

    I - instituição e funcionamento do Conselho de Saúde, com composição paritária, na forma da legislação;

    II - instituição e funcionamento do Fundo de Saúde;

    III - previsão da ação e serviço público de saúde no Plano de Saúde e na Programação Anual, submetidos ao respectivo Conselho de Saúde;

    IV - apresentação do Relatório Anual de Gestão ao respectivo Conselho de Saúde; e

    V - alimentação e atualização regular dos sistemas de informações que compõem a base nacional de informações do SUS, consoante previsto em ato específico do Ministério da Saúde.” (NR)

    “Art. 5º Os recursos financeiros referentes ao Bloco de Custeio de que trata o inciso I do caput do art. 3º serão transferidos aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios em conta corrente única e destinar-se-ão:

    I - à manutenção da prestação das ações e serviços públicos de saúde; e

    II - ao funcionamento dos órgãos e estabelecimentos responsáveis pela implementação das ações e serviços públicos de saúde.

    Parágrafo único. Fica vedada a utilização de recursos financeiros referentes ao Bloco de Custeio para o pagamento de:

    I - servidores inativos;

    II - servidores ativos, exceto aqueles contratados exclusivamente para desempenhar funções relacionadas aos serviços previstos no respectivo Plano de Saúde;

    III - gratificação de função de cargos comissionados, exceto aqueles diretamente ligados às funções relacionadas aos serviços previstos no respectivo Plano de Saúde;

    IV - pagamento de assessorias ou consultorias prestadas por servidores públicos pertencentes ao quadro do próprio Município ou do Estado; e

    V - obras de construções novas, bem como de ampliações e adequações de imóveis já existentes, ainda que utilizados para a realização de ações e/ou serviços de saúde.” (NR)

  • “Art. 6º Os recursos financeiros referentes ao Bloco de Investimento na Rede de Serviços de Saúde de que trata o inciso II do caput do art. 3º serão transferidos em conta corrente única, aplicados conforme definido no ato normativo que lhe deu origem, e destinar-se-ão, exclusivamente, à:

    I - aquisição de equipamentos voltados para a realização de ações e serviços públicos de saúde;

    II - obras de construções novas utilizadas para a realização de ações e serviços públicos de saúde; e

    II - obras de reforma e/ou adequações de imóveis já existentes utilizados para a realização de ações e serviços públicos de saúde.

    Parágrafo único. Fica vedada a utilização de recursos financeiros referentes ao Bloco de Investimento em órgãos e unidades voltados, exclusivamente, à realização de atividades administrativas.” (NR)

    “Art. 7º Os recursos federais provenientes de acordos de empréstimos internacionais serão transferidos conforme definido em seus atos normativos, devendo ser movimentados em conta corrente específica, respeitadas as normas estabelecidas em cada acordo firmado.” (NR)

    “Art. 8º Os recursos que compõem cada Bloco de Financiamento poderão ser acrescidos de recursos específicos:

    I - pactuados na Comissão Intergestores Tripartite - CIT; e/ou

    II - para atender a situações emergenciais ou de riscos sanitários e epidemiológicos.

    Parágrafo único. Os recursos de que trata o caput devem ser aplicados em conformidade com o respectivo ato normativo.” (NR)

    “CAPÍTULO I

    DA OPERACIONALIZAÇÃO DAS TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS FEDERAIS AOS ESTADOS, AO DISTRITO FEDERAL E AOS MUNICÍPIOS, A SEREM REPASSADOS DE FORMA AUTOMÁTICA, SOB A MODALIDADE FUNDO A FUNDO, EM CONTA CORRENTE ÚNICA PARA CADA BLOCO DE FINANCIAMENTO

    Art. 1121. Ficam definidas as orientações para operacionalização das transferências de recursos federais aos Estados, Distrito Federal e Municípios, a serem repassados de forma automática, sob a modalidade fundo a fundo, em conta corrente única para cada Bloco de Financiamento de que trata esta Portaria.” (NR)

    “Art. 1122. As contas correntes únicas dos Blocos de Financiamento para operacionalização das transferências de recursos federais aos Estados, Distrito Federal e Municípios serão abertas pelo Ministério da Saúde, por meio da Diretoria-Executiva do Fundo Nacional de Saúde - FNS/SE/MS, por processo automático, para os Blocos de Financiamento de que trata o art. 3º, exclusivamente, nas seguintes instituições financeiras oficiais federais:

    I - Banco do Brasil S/A; e

    II - Caixa Econômica Federal.


ID
3232396
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Uma técnica de enfermagem, ao realizar a aplicação de um medicamento endovenoso, perfurou-se com a agulha. Relatou que não usava luvas durante o procedimento. Durante o acompanhamento da funcionária, foi solicitado o histórico vacinal do profissional de saúde, sendo observado o registro de apenas 1 dose da vacina da Hepatite B e a sorologia do paciente fonte, que foi AgHBs positivo. Com base nesse caso, qual é a conduta correta para a profilaxia de hepatite B após exposição ocupacional a material biológico?

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra C, imunoglobulina humana contra a hepatite B e 2 doses da vacina hepatite B recombinante.

    FUNDAMENTO:

    SITUAÇÃO VACINAL E SOROLOGIA DO PROFISSIONAL DE SAÚDE EXPOSTO: vacinação incompleta

    HbsAG: REAGENTE

    CONDUTA: IGHAHB + completar vacinação

    O caso da questão é esse.

    No caso de HbsAG não reagente ou HbsAg desconhecido, a conduta seria somente completar a vacinação.

    FONTE: PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO DE RISCO À INFECÇÃO PELO HIV, IST e HEPATITES VIRAIS. MS, 2017.


ID
3232399
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Uma enfermeira foi contratada para trabalhar vinculada a uma equipe de Saúde da Família, na qual pode vivenciar o cadastramento das famílias e o reconhecimento do território para organizar as atividades assistenciais. Independente da realidade apresentada no início de sua atuação na atenção primária, o planejamento deve ser realizado como uma das atividades primordiais, pois pode efetivamente estruturar e otimizar o trabalho com vista qualificada. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta os momentos do Planejamento Estratégico Situacional (PES) propostos por Carlos Matus.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: E

    1° momento explicativo; 2° momento normativo; 3° momento estratégico; 4° momento tático-operacional.

  • COMPLEMENTO:

    Momento explicativo: identificação, seleção/priorização e análise dos problemas; (Como explicar a realidade?);

    Momento normativo: proposição de soluções para enfrentar os problemas; (Momento em que são desenhadas as propostas do plano que apresentam como deve ser a realidade futura, em oposição aos problemas presentes.  (como conceber o plano?) 

    Momento estratégico:construção de viabilidade das soluções propostas (permeia todo o processo) (Como tornar viável o plano?)

    Momento tático-operacional: execução, acompanhamento e avaliação do plano (como agir no cotidiano). Implementação das ações propostas. 

    FONTE: ARQUIVO UFJF - UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. DISCIPLINA- ADMINISTRAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM.


ID
3232402
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Qual é o tipo de coeficiente de morbidade que representa o número de casos presentes (novos + antigos) em uma determinada comunidade em um período de tempo especificado?

Alternativas
Comentários
  • LETRA ---B

    Coeficiente de prevalência. Definição: Mede a prevalência de uma doença em uma população em um determinado período, independente do fato de serem casos novos ou antigos. Numerador: Número de casos existentes(novos + antigos), na área A, período "T". Denominador: População da área A, no meio do período "T"

  • Coeficiente de Incidência: Indica o número de casos novos ocorridos em um certo período de tempo em uma população específica.

     

    Coeficiente de Prevalência: Refere-se ao número de casos presentes (novos e velhos) encontrados em uma população definida em um determinado ponto no tempo.

     

    Coeficiente de Letalidade: é a proporção entre o número de mortes por uma doença e o número total de doentes que sofrem dessa doença, ao longo de um determinado período de tempo. É geralmente expressa em porcentagem.

     

    Coeficiente de Mortalidade: é um índice  que reflete o número de  registradas.

     

    Taxa de mortalidade específica por doenças: é o número de óbitos por doenças transmissíveis, por 100

    mil habitantes, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.


ID
3232405
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-PE
Ano
2018
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Sobre as características das Redes de Atenção à Saúde (RAS), é correto afirmar que

Alternativas