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Prova IDECAN - 2017 - Prefeitura de Tenente Ananias - RN - Professor - Pedagogia


ID
3332191
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

Supondo que o título do texto fosse uma pergunta (“O que está por detrás dos saques no Espírito Santo?”), qual das passagens a seguir revela a causa mais provável da ocorrência dos saques no Espírito Santo, de acordo com o texto?

Alternativas
Comentários
  • A pergunta quer saber o que está por DETRÁS dos saques, ou seja, implícito, qual a essência. Se quisesse saber o que motiva explicitamente, aí sim o correto seria a letra B.

    Motivo explícito:

    B) “Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por ‘senso de oportunidade’, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento.” (2º§)

    O que está por DETRÁS, implícito:

    C) “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. (...). Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade.” (6º§)


ID
3332194
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

Releia os fragmentos a seguir.


I. Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por ‘senso de oportunidade’, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer ‘precisaria’ dos bens que estava furtando.” (2º§)

II. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência.” (10º§)


Em relação às estratégias argumentativas utilizadas pelo autor para fundamentar seu ponto de vista, constata-se que as passagens em destaque apresentam, respectivamente,

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    I. ?Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por ?senso de oportunidade?, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer ?precisaria? dos bens que estava furtando.? ? temos um argumento de autoridade, uma autoridade pode ser uma pessoa ou, até mesmo, uma instituição. Desde que goze de prestígio social, tal recurso é muito relevante na argumentação, no caso, o autor usou de uma falta dos especialistas em segurança pública.

    II. ?É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência.? (10º§) ? temos um argumento por comprovação, consiste em apresentam de informações através de dados, estatísticas, percentuais, exemplificações.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 


ID
3332197
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

A respeito de fatos, opiniões podem ser formuladas. Assinale a alternativa que apresenta uma opinião.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ? ??Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade?, sintetiza o professor Alvarenga.? (10º§)

    ? O advérbio de afirmação "certamente" indica uma opinião, uma mensagem subjetiva; algo que se refere a uma marca pessoal do autor.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Advérbio de modo terminado em MENTE = Manifestação de opinião


ID
3332200
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

No excerto “‘A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso’, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.” (4º§), a fala do coronel Rui César Melo constitui uma forma de

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ? ??A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso?, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

    ? Temos um discurso direto, uma fala transcrita de modo fiel, não há nenhum alteração referente à fala original; Intertextualidade explícita: os leitores identificam a intertextualidade de forma rápida por elementos e relação direta estabelecida com o texto fonte. Não exige que haja dedução ou algum conhecimento prévio para compreensão.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • TEMOS UM DISCURSO DIRETO OU TRANSCRIÇÃO DIRETA DA FALA DO CORONEL.

  • Mas a fala dele intertextualiza com o quê ?

  • c

  • Intertextualidade explícita: é o tipo de referência feito de maneira direta. É mais facilmente percebida, pois comumente aponta ou marca a fonte original com a qual se dialoga no texto. 

     Intertextualidade implícita: a referência não é feita de maneira direta. Portanto, fica mais difícil saber a fonte original e entender que há uma referência sendo feita. Para isso, é preciso conhecer a fonte original e reconhecer por conta própria a relação existente.

  • Intertextualidade com o que mesmo??? Se a intertextualidade é EXPLÍCITA, não está tão explícito assim, ninguém sabe com o que é, se duvidar nem o autor sabe.


ID
3332203
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

Das alternativas a seguir, apenas uma apresenta linguagem predominantemente denotativa. Assinale-a.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    ? Queremos uma linguagem denotativa, real (=dos dicionários); a conotativa é uma linguagem irreal, figurada, dos contos de fadas.

    A) ?Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável?, destaca. (8º§) ? expressão usada em sua linguagem figurada, refere-se a uma base.

    B) ?... o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização.? (13º§) ? verbo usado em seu sentido figurado, ele marca o sentido de uma estratégia construída em uma base mais rígida.

    C) ?A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques.? (1º§) ? expressão usada em seu sentido figurado, marca a ideia de uma desordem social.

    D) ?Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por ?senso de oportunidade?...? (2º§) ? temos uma linguagem real, uma linguagem denotativa.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • a) sociedade saudável

    b) endurecer com os policiais

    c) convulsão social, onda de saques.

    d) Correta - predomina a denotação.

  • D - DE DEUS( NAO MENTE)

    C - DO CÃO ( MENTE)


ID
3332206
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

Observe os fragmentos a seguir.


I.Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno...” (1º§)

II. “‘Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece.’” (9º§)

III.Desta forma, essas entidades tornariam ‘reféns’ o comando da PM e o governo do estado.’” (15º§)


Todos os termos grifados constituem exemplos da figura de linguagem conhecida como

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    I. ?Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno...? (1º§)

    II. ??Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece.?? (9º§)

    III. ?Desta forma, essas entidades tornariam ?reféns? o comando da PM e o governo do estado.?? (15º§)

    ? Ambos termos em desataque se referem à figura de linguagem chamada "metonímia" (=substituição do todo pela parte ou vice-versa; um exemplo em "Gazeta do Povo" ? utilizou-se o todo para se referir às pessoas que trabalham na empresa jornalística).

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Metonímia: é uma figura de palavras;

    - E a substituição de um nome por outro, em virtude de existir entre eles algum relacionamento. Tal substituição pode acontecer dos seguintes modos:

    1- Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (= Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis). 

    2- Inventor pelo invento; Edson ilumina o mundo. (=As lâmpadas iluminam o mundo). 

    3- Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes do cruz. (= Não te afastes da religião). 

    4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso Havana (=Fumei um saboroso charuto). 

    5- Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. (= Sócrates tomou veneno).

    6- Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu trabalho. (= Moro no campo e como o alimento que produzo).

    7- Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo. (=Bebeu todo o liquido que estava no cálice).

    8- Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones foram atrás dos jogadores. (= Os repórteres foram atrás dos jogadores).

    9- Parte pelo todo; Várias pernas passavam apressadamente.(=Várias pessoas passavam apressadamente).

    10- Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem nesse mundo.(=Os homens pensam e sofrem nesse mundo).

    11- Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por seus direitos. (= As mulheres foram chamadas, não apenas uma mulher). 

    12 - Marca pelo produto: Minha filha adora Danone. (= Minha filha adora o iogurte que é da marca Danone). 

    13- Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. (= Alguns astronautas foram à Lua). 

    14- Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado).

     Saiba que: Sinédoque se relaciona com o conceito de extensão (como nos exemplos 9, 10 e 11, acima), enquanto que a metonímia abrange apenas os casos de analogia ou de relação. Não há necessidade, atualmente, de se fazer distinção entre ambas as figuras.

  • Gabarito: D

    ▸Metonímia é o emprego de um termo no lugar de outro, havendo entre ambos estreita relação de sentido.

    “Eu leio Drummond.” (trocou o livro pelo autor)

    “Thomas Edison iluminou o mundo.” (trocou a invenção pelo inventor)

    “Ele tem ótima cabeça.” (trocou o abstrato pelo con­creto)

  • Tatua as figuras de linguagem: PERÍFRASE e METONÍMIA

    IDECAN gosta muito!

    SIGAM: @meto_doconcurseiro

    SONHE,LUTE,CONQUISTE!


ID
3332209
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

Mesmo em um conhecido e respeitado site de notícias, é possível encontrar textos com desvios gramaticais que contrariam a norma culta escrita da língua portuguesa. Assinale a alternativa em que ambas as passagens desrespeitam regras prescritas pela gramática normativa.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    I. ?Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo.? (8º§) ? "obedecer a alguma coisa" (=verbo transitivo indireto, é um verbo que rege a preposição "a" + artigo definido "a" que acompanha o termo "determinada norma"= crase ? à determinada norma).

    II. ?Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle...? (10º§) ? o correto seria o uso de "por que" (=equivalendo a "por qual motivo").

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ID
3332212
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

Considerando as construções morfológicas e sintáticas empregadas no texto, analise as assertivas a seguir.


I.Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política.” (6º§) De acordo com a norma culta escrita da língua, o termo em que poderia ser substituído pelo onde, sem prejuízo de sentido.

II. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos...” (6º§) O primeiro se é parte integrante do verbo e o segundo se é conjunção condicional.

III. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.” (11º§) A fim de tornar inequívoca essa passagem texto, poder-se-ia substituir “adesão da greve” por “adesão à greve”.

IV. Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais...” (3º§) Se as perífrases verbais for ver e vai ver forem substituídas, cada uma por um único verbo, teríamos: “Se você vir os vídeos, verá...”

V. Em “... os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.”, (1º§) há outra possibilidade de concordância entre o substantivo e os adjetivos que o determinam: “o aspecto ético e o político”.


Estão corretas apenas as afirmativas

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    I. ?Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política.? (6º§) De acordo com a norma culta escrita da língua, o termo em que poderia ser substituído pelo onde, sem prejuízo de sentido ? incorreto, "onde" retoma lugar e o que está sendo retomado é um termo com valor temporal (=um momento).

    II. ?Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos...? (6º§) O primeiro se é parte integrante do verbo e o segundo se é conjunção condicional ? incorreto, o primeiro é um pronome reflexivo, o sujeito efetua a ação de perguntar e sofre a mesma e o segundo "se" é uma conjunção integrante, ele equivale a "isso" e dá início a uma oração subordinada substantiva objetiva direta com função sintática de objeto direto.

    III. ?Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.? (11º§) A fim de tornar inequívoca essa passagem texto, poder-se-ia substituir ?adesão da greve? por ?adesão à greve?.

    IV. ?Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ?não-criminosos? habituais...? (3º§) Se as perífrases verbais for ver e vai ver forem substituídas, cada uma por um único verbo, teríamos: ?Se você vir os vídeos, verá...?

    V. Em ?... os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.?, (1º§) há outra possibilidade de concordância entre o substantivo e os adjetivos que o determinam: ?o aspecto ético e o político?.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • o futuro do subjuntivo do verbo ver é vir !!! Muita atenção com isso

  • ESSA BANCA BOTA PRA GERAR VIU KKKK

  • gab D.

  • PRONOME REFLEXIVO NA PRIMEIRA ASSERTIVA

    Diogo França


ID
3332215
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

Em “O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões.” (5º§), o valor da oração destacada é o mesmo encontrado em:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ? ?O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões.? (5º§) ? temos a conjunção coordenativa adversativa "no entanto" dando início a uma oração coordenada adversativa, é isso que queremos:

    A) ?Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer ?precisaria? dos bens que estava furtando.? (2º§) ? temos a conjunção coordenativa conclusiva "portanto" dando início a uma oração coordenada conclusiva.

    B) ??O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou...?? (14º§) ? temos a conjunção subordinativa final "para que" dando início a uma oração subordinada adverbial final.

    C) ??Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece.?? (9º§) ? temos a conjunção coordenativa adversativa "mas" dando início a uma oração coordenada adversativa, temos a nossa resposta.

    D) ?Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ?não-criminosos? habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram...? (3º§) ? temos a conjunção subordinativa condicional "se" dando início a uma oração subordinada adverbial condicional.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • GABARITO - C

    A) Conclusiva

    B) Final

    C) adversidade

    D) Condicional

    Bons estudos!


ID
3332218
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                     Da repressão à ética: o que está por detrás

                          dos saques no Espírito Santo


      Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo, apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um peso decisivo neste contexto.

      Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.

      “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.

      “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.

      Valores e política

      O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.

      “Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”, analisa Alvarenga.

      O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.

      “Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.

      O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.

      Dimensões

      Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais, em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor Alvarenga.

      No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB), mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.

      “No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.

      Movimento de policiais gera divergência

      Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.

      “Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.

      O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta realidade”, opina. (ANÍBAL, Felippe.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de fev 2017. Adaptado.)

O termo que comumente pode se comportar como um elemento coesivo anafórico, ao retomar informações já expressas no texto. Nesse caso, trata-se de um pronome relativo, que pode desempenhar diferentes funções sintáticas. Considerando as alternativas a seguir, aponte aquela cujo que destacado exerce função sintática distinta dos demais.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    A) ?A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer.? (4º§) ? pronome relativo "que" retomando "80% da segurança" e exercendo a função sintática de objeto direto da locução verbal "pode exercer" (=pode exercer alguma coisa ? 80% da segurança ? que).

    B) ?Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável...? (8º§) ? pronome relativo "que" retomando "uma sociedade", pode ser substituído por "a qual" e exerce a função sintática de sujeito do verbo "tem".

    C) ?... os saques envolvem ?não-criminosos? habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram...? (3º§) ? pronome relativo "que" retomando "não-criminosos habituais", pode ser substituído por "os quais" e exerce a função sintática de sujeito do verbo "cometem".

    D) ?Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização.? (13º§) ? pronome relativo "que" retomando "polícias militares", pode ser substituído por "os quais" e exerce a função sintática de sujeito do verbo "participavam".

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Arthur Carvalho, não seria Objeto indireto ?

    Verbo corresponder = corresponde a alguma coisa = a 80% da segurança ?

    Desculpe qualquer equívoco.

  • Assertiva A

    A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer.” (4º§)

  • é triste a vida do estudante

  • A vida do Concurseiro(a) não tá fácil. mas vamos pra cima !!!!

  • Questão bonita.

    Uma dica que eu dou para esse tipo de questão é substituir o termo qual o pronome relativo está retomando e analisar a oração isoladamente. Como assim?

    Veja:

    "A prevenção policial corresponde a 80% da segurança QUE o Estado pode exercer".

    Vamos analisar somente após o "que". Note, em primeiro lugar, o fato de o "que" estar retomando a palavra segurança, e a coloque dentro da frase no lugar do pronome relativo:

    Segurança (que) o Estado pode exercer. Para ficar mais fácil, coloque-a na ordem direta:

    O Estado pode exercer segurança. VTD = Objeto Direto!

    Fica muito mais fácil, não!?

    Bons estudos.

  • a unica ha nao ter, um verbo ao lado do que!


ID
3332221
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Leonardo e Lívia são atualmente noivos e cada um deles consome a mesma marca de shampoo em frascos do mesmo tamanho, sendo que Leonardo consome um quarto do volume contido no frasco no período de 34 dias e Lívia consome três quintos do volume contido no frasco no mesmo período de tempo. Após o casamento eles pretendem continuar a usar o mesmo shampoo, porém comprarão apenas um frasco que será usado por ambos. Quantos dias eles levarão para consumir o volume de shampoo contido em um único frasco?

Alternativas
Comentários
  • Leo = 1/4

    Lívia = 3/5

    1/4 + 3/5 = 17/20

    17/20 = 34 dias

    Logo cada fração 1/20 representa 2 (34 / 17 = 2)

    faltam 3/20 = 6 dias

    34 + 6 = 40

    (me avisem se tiver algum erro)

    bons estudos!

  • Leo = 1k/4

    Liv = 3k/5

    1k/4 + 3k/5 = 17k/20

    17k/20 = 34

    17k = 20.34

    k = 680/17

    k = 40

  • Leo = 1/4

    Lívia = 3/5

    1/4 + 3/5 = 17/20

    17/20 = 34 dias ( 34 divide por 17 = 2 e multiplica por 20 que dá 40)

    gab) 40


ID
3332224
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Um supermercado dispõe para venda de 4 marcas diferentes de água mineral de 1,5 litro, ambas nas versões com ou sem gás. O número de maneiras que um cliente desse supermercado pode comprar 3 garrafas de água mineral sendo que pelo menos uma delas seja com gás e uma seja sem gás é:

Alternativas
Comentários
  • Se queremos comprar 3 garrafas, sendo que obrigatoriamente 1 deve ser sem gás, 1 com gás e a terceira tanto faz, temos apenas 2 possibilidades gerais: gás e gás e sem gás ou gás e sem gás e sem gás.

    Se existem 4 marcas e cada uma delas tem as 2 opções de água,e então temos 4 opções para cada tipo de água:

    4x4x4 = 64, para cada possibilidade geral. Como são 2, então 2 x 64 = 128.

  • Simples de resolver

    ------ ----- ------

    você tem 3 opções de compra, logo obrigatoriamente 1 com gás 1 sem gás, e a terceira tanto faz

    logo temos que na primeira coluna temos 4 possibilidades com gás, na segunda 4 possibilidades sem gás, e na terceira temos 8 possibilidades

    logo 4*4*8 = 128

  • São 4 marcas, porém 8 possibilidades.

  • C/GAS = 4

    S/GAS= 4

    COM OU SEM GAS= 8

    4.4.8=128


ID
3332230
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Murilo tem três contas bancárias sendo uma em cada banco. Atualmente os saldos dessas três contas representam uma progressão geométrica de razão 4 e, juntas, totalizam R$ 4.997,00. A diferença entre os saldos das contas com maior e menor saldo é igual a

Alternativas
Comentários
  • Houve um erro na digitação da questão. O correto seria as 3 contas totalizarem R$ 4.977,00 e não R$ 4.997,00. Até mesmo pra poder bater o gabarito na Letra D.

    ↪ Resolução:

    São três contas que formam uma P.G. de razão 4, então tomando como base a primeira conta bancária, a segunda será 4 vezes maior que a primeira e a terceira será 4 vezes maior que a segunda, ou seja, 16 vezes maior que a primeira. Teremos:

    P.G. (C1 , C2 , C3 )

    P.G. (C1 , 4xC1 , 16xC1)

    A soma das três contas totaliza R$ 4.977,00, então fazemos:

    C1 + C2 + C3 = 4977

    C1 + 4xC1 + 16xC1 = 4977

    21xC1 = 4977

    C1 = 4977/21

    C1 = 237,00

    A questão quer a diferença entre a maior conta e a menor conta.

    • Maior conta: 16xC1

    • Menos conta: C1

    • Diferença: 16xC1 - C1 = 15xC1

    Como o valor de C1 é R$ 237,00, então:

    15xC1 = 15x237 = R$ 3.555,00

    Gabarito: Letra D

    Para mais resoluções como essa, acesse Professor em Casa no YouTube =D


ID
3332233
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Um automóvel desenvolveu uma velocidade média de 20 m/s ao percorrer uma viagem cuja duração foi de 1 hora e 30 minutos. Se o consumo médio de combustível desse automóvel é de 12 km/litro, então quantos litros de combustível foram consumidos nessa viagem?

Alternativas
Comentários
  • A cada 1 segundo o automóvel anda 20 metros. Assim, primeiro é preciso verificar quanto ele andará em 1 hora e 30 minutos.

    Convertendo 1 hora e 30 minutos em segundos, temos 5.400 segundos. Para saber quanto o automóvel andou nesse tempo, resolve-se por regra de três:

    1 segundo ----------------- 20 metros

    5.400 segundos ---------- X

    x= 108.000 metros

    Como 1 Km é igual a 1000 metros, 108.000 metros será igual a 108 Km.

    Considerando ainda que o automóvel gasta 1 litro a cada 12 Km, também é possível resolver mais uma vez por regra de três para saber quanto será gasto em 108 Km:

    12 Km -------------- 1 Litro

    108 Km ------------- X

    X = 9 Litros (alternativa A).

  • Só mesmo sendo bibliotecário para ter tempo e fazer determinados cálculos.


ID
3332236
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Observe a sequência numérica a seguir:

5 ; 10 ; 19 ; 36 ; 69 ; ...

A soma do sexto e sétimo termos dessa sequência é igual a:

Alternativas
Comentários
  • Multiplica por 2 e diminui em sequência:

    5x2=10 -0 = 10

    10x2=20 -1 = 19

    19x2=38 -2 = 36

    36x2=72 -3= 69

    69x2=138-4= 134

    134x2=268-5= 263

    5, 10, 19, 36, 69, 134, 263

    134 + 263 = 397 ( como os últimos algarismos das respostas são diferentes, somei apenas os dois últimos números 4+3 = 7 e já marquei a resposta )

  • 05+05 = 10 - 0 = 10

    10+10 = 20 - 1 = 19

    19+19 = 38 - 2 = 36

    36+36 = 72 - 3 = 69

    69+69 = 138 -4 =134

    134+134=268-5 =263

    263 + 134 = 397


ID
3332239
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Numa pesquisa realizada com um grupo de 200 pessoas sobre qual aparelho: ventilador, climatizador e ar-condicionado possuem em suas residências constatou-se que:


80 possuem ventilador;

60 possuem climatizador;

50 possuem ar-condicionado;

30 possuem ventilador e climatizador;

24 possuem ventilador e ar-condicionado;

20 possuem climatizador e ar-condicionado; e,

8 possuem os três tipos de aparelhos.


Quantas pessoas desse grupo possuem pelo menos um dos tipos de aparelho?

Alternativas
Comentários
  • Fazendo o digrama ficará assim:

    Subtraia de dentro pra fora. intercessão de VC = 30-8=22; CA=20-8=12; VA=24-8=16.

    Vent. 80-22-8-16= 34

    Clim. 60-22-8-12=18

    Ar. 50-16-8-12=14

    Agora soma todos que tem pelo menos um desses aparelhos:

    34+18+14+22+16+12+8= 124 pessoas.

    GABARITO B

  • Some todos os que escolheram apenas 1 tipo: 190

    Some todos os que escolheram 2 tipos: 74

    PASSO 1: Subtraia os que escolheram 1 tipo e 2 tipos.

    190-74 = 116

    PASSO 2: some o resultado com os que escolheram 3 tipos:

    116 + 08 = 124

    GABARITO B.


ID
3332245
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Fábio efetuou a leitura de um livro em 4 semanas de seguinte forma:


1ª semana: leu um quarto das páginas do livro;

• 2ª semana: leu 27 páginas;

3ª semana: leu dois terços das páginas restantes; e,

• 4ª semana: leu 23 páginas.


A soma dos algarismos do número de páginas desse livro é igual a:

Alternativas

ID
3332248
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Três irmãos Pedro, Rogério e Sérgio possuem hobbies diferentes: culinária, leitura e cinema, não necessariamente nessa ordem. Sabe-se que:


Sérgio é cinéfilo;

Pedro é o irmão do meio; e,

o irmão que gosta de leitura é o mais novo.


Sobre esses irmãos é correto a firmar que

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: letra B.

    Nome -------------------------------------- Hobbie

    SÉRGIO (irmão mais velho) ----------- Cinéfilo (portanto, não é culinária nem leitura)

    PEDRO (irmão do meio) ---------------- Culinária (já que este é o irmão do meio)

    ROGÉRIO (irmão mais novo)---------- Leitura (é o hobbie que resta diante das info's repassadas pela questão)

  • Se eu soubesse o que é cinéfilo..

  • ---------culinaria-------leitura-----cinefilo

    pedro------| v |------------| x |--------| x |

    sergio-----| x |------------| x |--------| v |

    rogerio---| x |-------------| v |--------| x |

  • GAB AOS NÃO ASSINANTES: ALT. B

ID
3332251
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

Parte do chamado “Custo Brasil”, expressão cunhada por economistas, é proveniente da cobrança de impostos feita em território brasileiro. Assim, observe a seguir as características da incidência do imposto definido pela Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996 (Lei Kandir).


Art. 2º O imposto incide sobre:

I. operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;

II. prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores;

III. prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza;

IV. fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios;

V. fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços, de competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual.


Qual é o imposto referido nas informações anteriores?

Alternativas
Comentários
  • Gabarito D

    O art. 2º da Lei Complementar n. 87/96 enumera, ainda, outras operações e prestações de serviços sujeitas ao recolhimento do ICMS, tais como:

    a) fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;

    b) geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza;

    c) fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios STJ

    d) fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços, de competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual;

    e) sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto STF, qualquer que seja a sua finalidade STF.

    f) sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior;

    g) sobre a entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações interestaduais, cabendo o imposto ao Estado onde estiver localizado o adquirente.


ID
3332254
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

“Imposto é uma quantia em dinheiro paga para o Estado brasileiro e aos estados e municípios por pessoas físicas e jurídicas. É um tributo que serve para custear parte das despesas de administração e dos investimentos do governo em obras de infraestrutura (estradas, portos, aeroportos, etc.) e serviços essenciais à população, como saúde, segurança e educação.”

(Disponível em: www.brasil.gov.br.)


São considerados impostos federais, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C

    Impostos federais - Reconhecidos por siglas, os principais deles são; IRPJ, ITR, Cide, Cofins, CSLL, FGTS, INSS, PIS/Pasep.

    IPVA é estadual.


ID
3332257
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

Os estados são fundamentais na organização do mundo atual. Suas atuações são determinantes nos caminhos que a humanidade toma e irá tomar, como em relação à economia, à política, à qualidade vida, ao meio ambiente e à paz mundial. Por outro lado, as nações, muitas vezes, são os principais motivos dos conflitos existentes no planeta. Qual alternativa expressa corretamente a diferença entre Estado e Nação?

Alternativas

ID
3332260
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

“É uma instituição cultural inaugurada em 20 de julho de 1897 e sediada no Rio de Janeiro, cujo objetivo é o cultivo da língua e da literatura nacionais. Compõe-se de 40 membros efetivos e perpétuos e 20 sócios correspondentes estrangeiros.” No cenário cultural brasileiro, o enunciado remete a qual instituição?

Alternativas

ID
3332263
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

“A Previdência registra rombo crescente: gastos saltaram de 0,3% do PIB, em 1997, para projetados 2,7%, em 2017. Em 2016, o déficit do INSS chega aos R$ 149,2 bilhões (2,3% do PIB) e em 2017 está estimado em R$ 181,2 bilhões. Os brasileiros estão vivendo mais, a população tende a ter mais idosos, e os jovens, que sustentam o regime, diminuirão.”

(Disponível em: oglobo.globo.com. Acesso em: 27/02/2017.)


Diante disso, o governo brasileiro tenta implantar uma reforma na previdência social do país. Sobre as propostas do governo nessa reestruturação, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) Serão necessários, no mínimo, 25 anos de contribuição e 65 anos de idade para pedir aposentadoria por tempo de serviço.

( ) As mulheres aposentarão somente após 60 anos de idade, enquanto os homens, 65 anos.

( ) O benefício integral será dado somente ao contribuinte que tiver realizado 40 anos ou mais de contribuição.

( ) Haverá uma regra de transição em que homens com 50 anos ou mais e mulheres com 45 anos ou mais poderão se aposentar pela regra antiga, “pagando pedágio”.


A sequência está correta em

Alternativas

ID
3332266
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

“A guerra da Síria, que começou como um levante pacífico contra o presidente Bashar al-Assad, se converteu em um conflito brutal e sangrento que não apenas afeta a população local, mas arrasta potências regionais e internacionais. A ONU estima que a guerra tenha deixado cerca de 400 mil mortos e provocado um êxodo de mais de 4,5 milhões de pessoas do país.”

(Disponível em: www.bbc.com.)


A guerra da Síria preocupa os especialistas devido à sua grande complexidade geopolítica que, além de tudo, envolve potências historicamente rivais. Sobre a posição dessas potências na guerra, analise as afirmativas a seguir.

I. EUA e União Europeia apoiam os rebeldes contra o governo de Bashar al-Assad.

II. Rússia e China apoiam os rebeldes contra o governo ditatorial de Bashar al-Assad.

III. EUA e União Europeia são aliados declarados ao governo de Bashar al-Assad.

IV. Rússia e China são aliados declarados ao governo de Bashar al-Assad.


Estão corretas apenas as afirmativas

Alternativas

ID
3332269
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
História
Assuntos

“Por causa da ditadura, a música brasileira estava muito nacionalista, ou seja, muito voltada para cantar as maravilhas da nação e lembrar o quanto o povo brasileiro é sortudo por viver aqui. Ele foi contra isso. O grupo tentou deixar a linguagem da Música Popular Brasileira (MPB) mais leve, mais jovem. Para isso, passaram a usar guitarras elétricas nos arranjos musicais. Mas, ao mesmo tempo que queriam deixar tudo mais leve, eles usavam palavras e sons de origem erudita, sons inovadores, trazidos pelos maestros Rogério Duprat, Júlio Medaglia e Damiano Cozzela.

Quando tudo isso foi misturado: os sons populares, a música pop, as várias inovações musicais e as cores usadas nas roupas pelos cantores, não só a música brasileira ficou mais moderna, mas também a própria cultura nacional! Saindo da Bossa Nova, esse movimento musical renovou completamente as letras das músicas. Algumas chegaram a ser consideradas verdadeiras poesias, e tudo isso sem deixar de refletir sobre a situação do País. Havia muita liberdade no tema das composições, com espaço para falar sobre as tradições e as novidades do Brasil.”

(Disponível em: www.ebc.com.br.)


A propósito de qual movimento musical brasileiro trata o enunciado?

Alternativas
Comentários
  • O Tropicalismo caracterizado como um movimento libertário e revolucionário, buscava se afastar um pouco do intelectualismo da Bossa Nova a fim de aproximar a música brasileira dos aspectos da cultura popular, do samba, do pop, do rock, da psicodelia.

  • GABARITO: A


ID
3332272
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

“Na última sexta-feira, um juiz federal de primeira instância decretou a prisão de policiais legislativos sob acusação de que faziam varreduras em gabinetes e residências de senadores para retirar grampos supostamente legais, atrapalhando investigações da Operação Lava Jato.

O episódio despertou a ira de Calheiros, que chamou o magistrado de ‘juizeco’, sob argumento de que apenas o Supremo Tribunal Federal poderia ter ordenado as prisões e as apreensões de material dentro do Senado. Isso porque os policiais legislativos estão subordinados aos senadores, que têm foro privilegiado.

Calheiros também chamou o ministro da Justiça de ‘chefete de polícia’. As declarações geraram forte reação de Carmen Lúcia, que se disse ofendida, e uma tentativa frustrada de Temer de reunir os chefes de Poder para uma reconciliação na quarta.

Uma decisão do ministro do STF Teori Zavascki na quinta-feira suspendeu a operação contra a polícia legislativa e remeteu o caso para o tribunal.”

(Disponível em: www.bbc.com. Reportagem de 28/10/2016.)


Sobre o texto jornalístico anterior é correto afirmar somente que:

Alternativas

ID
3332275
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

“A diversidade é um fenômeno universal e se manifesta em todos os reinos da natureza. A espécie humana não apenas se encontra imersa num mundo repleto de diversidade, como ela própria, embora sendo única, é extremamente diversa, física e culturalmente falando. Compreender tal fenômeno tem sido a tarefa da Antropologia, desde que surgiu na segunda metade do século XIX. O reconhecimento desta diversidade é um aspecto fundante da experiência humana e se encontram registros nas suas manifestações mais remotas, aquelas que se perdem na origem dos tempos, seus mitos. Presentes entre os mais diferentes grupos humanos, tais registros dão um bom testemunho da sua importância.”

(Disponível em: www.paulinas.org.br.)

Assinale a única imagem que representa diretamente a diversidade religiosa.

Alternativas
Comentários
  • Primeira imagem: diversidade de gênero

    Segunda: diversidade de raças

    Terceira: diversidade religiosa

    Quarta: diversidade de opiniões

    Letra C


ID
3332278
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

“O ______________________ (como os Estados Unidos, o Brasil, a Suíça, a Alemanha e outros) é um estado soberano constituído de estados-membros dotados, não de soberania, mas apenas de autonomia, os quais têm poder constituinte próprio, decorrente do poder constituinte originário.”

(Disponível em: www.srbarros.com.br.)


Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.

Alternativas
Comentários
  • RUMO A PC-CE- ITEM B


ID
3346231
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Celso Vasconcellos entende a avaliação como um processo abrangente da existência humana, que implica uma reflexão crítica sobre a prática, no sentido de captar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar uma tomada de decisão sobre o que fazer para superar os obstáculos. Considerando a modalidade somativa de avaliação, assinale a alternativa que indica corretamente um de seus propósitos.

Alternativas
Comentários
  • Letra C

    D) Constatar se os objetivos estabelecidos foram alcançados pelos alunos, fornecendo dados para aperfeiçoar o processo ensino-aprendizagem. Esta é formativa.

  • *****A (DIAGNÓSTICA) Detectar dificuldades específicas de aprendizagem identificando suas causas. *****B (DIAGNÓSTICA) Verificar a presença ou ausência de pré-requisitos para novas aprendizagens. *****C (SOMATIVA) (correta) Classificar os resultados da aprendizagem alcançados pelos alunos, de acordo com níveis de aproveitamento estabelecidos. *****D (FORMATIVA) Constatar se os objetivos estabelecidos foram alcançados pelos alunos, fornecendo dados para aperfeiçoar o processo ensino-aprendizagem.

ID
3346234
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

O currículo, mais do que uma simples enumeração de conteúdos e diretrizes a serem trabalhados em sala de aula pelos professores ao longo das diferentes fases da vida escolar dos estudantes, é uma construção histórica e também cultural que sofre, ao longo do tempo, transformação em suas definições. Considerando as teorias curriculares, analise os pressupostos a seguir.

I. As teorias pós-críticas têm como objetivo principal preparar para aquisição de habilidades intelectuais através de práticas de memorização.

II. As teorias críticas argumentam que não existe uma teoria neutra, já que toda teoria está baseada nas relações de poder. Isso está implícito nas disciplinas e conteúdos que reproduzem a desigualdade social que fazem com que muitos alunos saem da escola antes mesmo de aprender as habilidades das classes dominantes.

III. As teorias tradicionais apresentam o currículo como algo que produz uma relação de gêneros, pois predomina a cultura patriarcal. Essa teoria critica a desvalorização do desenvolvimento cultural e histórico de alguns grupos étnicos e os conceitos da modernidade, como razão e ciência.

Está(ão) correto(s) o(s) pressuposto(s)

Alternativas
Comentários
  • acredito que o I é sobre a teoria tradicional e o III sobre teoria pós crítica.
  • Letra: B. a I trata-se da definição da teoria Tradicional, enquanto a opção trata-se da definição da teoria pós-crítica

  • As teorias pós-críticas têm como objetivo principal preparar para aquisição de habilidades intelectuais através de práticas de memorização. (teorias tradicionais)

    As teorias críticas argumentam que não existe uma teoria neutra, já que toda teoria está baseada nas relações de poder. Isso está implícito nas disciplinas e conteúdos que reproduzem a desigualdade social que fazem com que muitos alunos saem da escola antes mesmo de aprender as habilidades das classes dominantes. (Certíssima)

    As teorias tradicionais apresentam o currículo como algo que produz uma relação de gêneros, pois predomina a cultura patriarcal. Essa teoria critica a desvalorização do desenvolvimento cultural e histórico de alguns grupos étnicos e os conceitos da modernidade, como razão e ciência (teorias pós-críticas).

  • Tradicional: memorização, neutralidade dos saberes, descontextualização.

    Crítico: ideologia, currículo oculto, escola promove mudanças e transformações sociais.

    Pós crítico: novas temática (gênero, raça e etnia), identidade, subjetividade.

    Gabarito: B


ID
3346237
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

De acordo com Sacristán, “planejar é dar tempo para pensar a prática, antes de realizá-la, esquematizando os elementos mais importantes numa sequência de atividades”. A LDBEN, Lei nº. 9394/96, prevê dimensões de planos para a área educacional que se repartem conforme sua abrangência, em: Plano Político-Pedagógico, plano de ensino, plano de aula. Considerando o planejamento de ensino, assinale a premissa correta.

Alternativas
Comentários
  • d)

    Apresenta alguns elementos essenciais, tais como o conhecimento da realidade; dados de identificação; ementa; finalidade; conteúdos factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais; metodologia; atividades discentes; cronograma; recursos; avaliação; e, bibliografia.

  • Por que a B é considera incorreta?

  • a) ppp;

    b) ppp;

    c) plano de aula;

    d) planejamento de ensino. (gabarito)

    #vousernomeado


ID
3346240
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

De acordo com Silva (2006), assim como o planejamento é importante para orientar o trabalho do professor há o aspecto da avaliação que contribui em todo o percurso da ação planificada. De acordo com o exposto pode-se inferir que, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • A avaliação é o ato pelo qual decide-se o que construir e o planejamento subsidia-se a verificação de como está construindo o projeto. - O planejamento é realizado antes.


ID
3346243
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Sobre as teorias da aprendizagem, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Na teoria de Vygotsky, o desenvolvimento é visto como um processo maturacional que ocorre antes da aprendizagem, criando condições para que esta aconteça. É preciso haver um determinado nível de desenvolvimento para que certos tipos de aprendizagem ocorram.

( ) Na teoria comportamentalista ou Behaviorista, a aprendizagem é o desenvolvimento considerado como acúmulo de respostas aprendidas. O desenvolvimento ocorre ao mesmo tempo em que a aprendizagem, ao invés de precedê-la.

( ) Para Vygotsky, a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) é um domínio psicológico em constante transformação. Aquilo que uma criança é capaz de fazer com a ajuda de alguém hoje, ela conseguirá fazer sozinha amanhã.

( ) Para Piaget, as funções mentais superiores são produto do desenvolvimento sócio-histórico da espécie, sendo que a linguagem funciona como mediadora. A mediação é a forma de conceber o percurso de uma pessoa em seu processo de aprendizagem.

A sequência está correta em

Alternativas
Comentários
  • Falsa - A teoria abordada é a de Piaget, o cognitivismo. O mesmo distingue aprendizagem e desenvolvimento e que passamos, ao longo do amadurecimento, por quatro etapas. Para ele a aprendizagem ocorre após o desenvolvimento.

    Verdadeira - Vygotsky têm semelhanças com Piaget, isto é, acredita em estágios. Entretanto, concebe a ideia de que é a própria aprendizagem que promove o desenvolvimento das estruturas mentais superiores.

    Verdadeira - ZDP é a zona de desenvolvimento proximal, significa aquilo que o indivíduo já sabe fazer e aquilo que ele pode fazer. Segundo o mesmo, quanto mais rica a interação, mais sofisticado será o desenvolvimento.

    Falsa - É Vygotsky quem acredita que a linguagem é a responsável pela pelo desenvolvimento.


ID
3346246
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Piaget concebeu o desenvolvimento intelectual como processo contínuo de organização e reorganização de uma estrutura, cada nova organização integrando a anterior e a si mesma. São considerados estágios de desenvolvimento propostos por Piaget:

1. Sensório-motor.

2. Pré-operacional.

3. Operações concretas.

4. Operações formais.

Analise as características citadas a seguir e relacione-as com seus respectivos estágios.

( ) A principal característica desse período é a ausência da função semiótica.

( ) A criança já possui uma organização mental integrada, os sistemas de ação reúnem-se em todos integrados.

( ) A criança é capaz de inferir as consequências. Têm início os processos de pensamento hipotético-dedutivos.

( ) A criança desenvolve a capacidade simbólica e este período caracteriza-se pelo egocentrismo.

A sequência está correta em

Alternativas

ID
3346249
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

“O inciso I do Artigo 208 da Constituição Federal determina que o dever do Estado para com a educação será efetivado mediante a garantia de Ensino Fundamental obrigatório e gratuito, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiverem acesso na idade própria. Este mandamento constitucional é reiterado pela LDB. (...) A instituição da Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem sido considerada como instância em que o Brasil procura saldar uma dívida social que tem para com o cidadão que não estudou na idade própria.”

(Diretrizes Curriculares Nacionais, 2013.)

“Com relação ao exposto, quanto aos exames supletivos, a idade mínima para a inscrição e a realização de exames de conclusão do Ensino Fundamental é de ________ anos completos, e para os de conclusão do Ensino Médio é a de ________ anos completos.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.

Alternativas
Comentários
  • LDB Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.

    § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão:

    I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de quinze anos;

    II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos.


ID
3346252
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996) divide a educação em dois níveis: a Educação Básica e o Ensino Superior. Sobre a Educação Básica, analise as afirmativas a seguir.

I. O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá componente curricular obrigatório.

II. A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular e prática obrigatória para o aluno.

III. Os currículos devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.

IV. Os sistemas de ensino têm autonomia para desdobrar o Ensino Fundamental em ciclos, desde que respeitem a carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídos em, no mínimo, 200 dias letivos efetivos.

Estão corretas apenas as afirmativas

Alternativas
Comentários
  • sacanagem, heim? deveria estar escrito "sem exceções" para estar errado. por isso só presto concurso de banca boa...

  • Questao mal formulada porque em regra a educação física é de prática obrigatória para todos salvo exceções.

    IDECAN e IBADE piores bancas, priorizam peguinhas e decorebas

  • Também errei por levar em conta a regra, e não as exceções. É componente curricular obrigatório, mas sua prática é facultada a certos alunos.

    § 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa ao aluno:   

  • É Prática obrigatória sendo facultativa apenas em alguns casos. CABE RECURSO !


ID
3346255
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Um dos eixos norteadores dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs (1997) é o fortalecimento da Educação Básica voltada para a cidadania como uma das formas de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino. Sobre o exposto, assinale a afirmativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • O erro está na letra ''A'' quando fala de tratamento ''dissociado''


ID
3346258
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Tenente Ananias - RN
Ano
2017
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Para substituir o Código de Menores que estava em vigor desde 10 de outubro de 1979, foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990. O Estatuto é avaliado como uma das leis mais evoluídas no âmbito da menoridade. Com relação ao ECA, analise as afirmativas a seguir.

I. São três os princípios básicos que conduzem o Estatuto: princípio da proteção integral; garantia de absoluta prioridade; e, condição de pessoa em desenvolvimento.

II. Crianças e adolescentes podem praticar ações ilícitas ao preceito legal nomeadas atos infracionais; desta forma, recebem tratamentos distintos.

III. No Estatuto considera-se crianças, as pessoas de até quatorze anos de idade incompletos e adolescentes de até dezoito anos de idade, que cometem infrações penais.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Comentários
  • I. São três os princípios básicos que conduzem o Estatuto: princípio da proteção integral; garantia de absoluta prioridade; e, condição de pessoa em desenvolvimento. (CORRETO)

    II. Crianças e adolescentes podem praticar ações ilícitas ao preceito legal nomeadas atos infracionais; desta forma, recebem tratamentos distintos. (CORRETO, criança não rouba, pratica ato infracional ao crime de roubo)

    III. No Estatuto considera-se crianças, as pessoas de até quatorze anos de idade incompletos e adolescentes de até dezoito anos de idade, que cometem infrações penais. ( INCORRETO)

    Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.

    Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade.

    Você pode tudo Naquele que te fortalece. Desistir não é opção de gabarito