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Prova INSTITUTO AOCP - 2014 - UFSM - Médico - Clínica Médica


ID
3970324
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

De acordo com o texto,

Alternativas
Comentários
  • Alternativa B

      A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.


ID
3970327
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

“[...] O excesso que pauta a ideia...”. “E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação...”


Os termos destacados nos excertos acima

Alternativas
Comentários
  • “[...] O excesso que pauta a ideia...”. “E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação...”

    D) são, no primeiro caso, um pronome relativo que retoma o termo antecedente e, no segundo, uma conjunção integrante que liga duas orações.

    → O primeiro que é um pronome relativo e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva (sem vírgula).

    → O segundo que é uma conjunção subordinativa integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

    GABARITO. D

  • "O excesso O QUAL pauta a ideia..." Vejam que o QUE retoma o nome anterior e pode ser substituído pelo termo em destaque. Logo, é pronome relativo.

    "E abro um parêntese importante aqui para dizer ISSO". Se eu consigo fazer essa construção, substituindo o que pelo termo destacado dentro de orações, temos uma ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA e o QUE será uma conjunção integrante.

    Bons Estudos!


ID
3970330
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

Em “Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável”, podemos afirmar que

Alternativas
Comentários
  • “Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável”

    → Temos uma oração subordinada adverbial temporal anteposta à principal, deveria haver vírgula por causa da inversão sintática.

    O correto é: “Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho, passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável”

    GABARITO. A

  • GABARITO. A

    Nas temporais (Desde que (...) - sempre que deslocadas (geralmente na frente) --> Virgula OBRIGATÓRIA

    Quando na sua devida ordem (no final ) SUJEITO+VERBO+COMPLEMENTO --> Virgula facultativa.

  • Conseguimos chegar ao gabarito introduzindo uma noção de tempo...

    A partir do momento em que .... os sacos de piposcas

    Quando ..... os sacos de pipocas

  • A questão exige que o candidato tenha conhecimento em vírgula e na semântica das orações subordinadas adverbiais. Vejamos:

    A vírgula separa as orações subordinadas adverbiais quando antepostas à oração principal, para marcar o deslocamento ou quebra da ordem natural da estrutura frasal, que pressupõe o principal antes do secundário: Quando a palestra acabou, todos se levantaram.

    "Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável”

    a) a oração destacada tem valor temporal e deveria apresentar uma vírgula após o termo “tamanho”, por apresentar-se em posição antecipada.

    Correta. As orações subordinadas adverbiais tem valor de advérbio e quando de longa extensão antecipada (mais de 2 palavras) devem ser acentuadas. Notem que o termo inteiro antes da vírgula acusa um tempo que algo aconteceu e que deveria está no final, pois essa é a ordem original dos adjuntos adverbiais.. Assim podemos dizer que é uma oração subordinada temporal e por isso deve vir separada por vírgula.

    b) a oração destacada tem valor condicional e deveria apresentar uma vírgula após o termo “tamanho”, por apresentar-se em posição antecipada.

    Incorreta. O erro está em dizer que é uma condicional. Vejam exemplo de uma oração que exprime condição:Se todos concordarem, ficaremos em casa e tomaremos chimarrão.

    c) a oração destacada tem valor adversativo e contrasta com a ideia proposta na oração subsequente.

    Incorreta. As orações adversativas são coordenadas e não subordinadas, logo não se pode dizer que é adversativa, até porque as orações expostas não são independentes. Exemplo de coordenada adversativa: almocei, mas estou com fome.

    d) a oração destacada tem valor final, pois apresenta um propósito em relação à oração subsequente.

    Incorreta. O erro foi dizer que a oração é final, já que não apresenta finalidade. Vejam exemplo dessa oração:A fim de conquistá-la(,) comprou um buquê de rosas.

    e) a oração destacada tem valor concessivo e indica uma contrariedade em relação à oração subsequente, devendo apresentar vírgula após o termo “tamanho” por estar em posição antecipada.

    Incorreta. O erro foi afirmar que é uma concessiva, já que não expressa concessão. Vejam exemplo de concessiva:

    Embora seja fácil aprender Português, sempre tenho dúvidas. 

    GABARITO: A

  • O "desde que" pode ser CAUSAL, CONDICIONAL e TEMPORAL

    tempo = Desaprovou o comportamento do filho DESDE QUE soube do ocorrido.

    condição = Tudo o que quiser, DESDE QUE estude e passe de ano.

  • Gaba: A

    Adjunto Adverbial deslocado de longa extensão (+ de 3 palavras).

    Bons estudos!!

  • Poxa.... pensei q fosse condicional

ID
3970333
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

“A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso.”

O termo destacado no excerto acima se refere

Alternativas
Comentários
  • GAB: E - Para responder a questão é necessário voltar a releitura do texto:

    Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso

    Ressaltando que o termo "disso" possui a função anáfora (retomada de algo citado ANTERIORMENTE)

  • Não foi preciso voltar ao Texto Luana, mas é sempre bom por segurança...Foco PCRJ tbm...

  • custa nada indicar ao menos o parágrafo né AOCP...


ID
3970336
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

Em “...costumam dar ênfase demais a si mesmas...”, o termo destacado

Alternativas
Comentários
  • Pronomes oblíquos Átonos: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes

    Pronomes oblíquos Tônicos: mim, comigo / ti, contigo / si, consigo / nós / conosco / vós / convosco / eles / elas

    Reflexivo: dão a si mesmas

  • Pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos de preposição e exercem função sintática de complemento.

  • Os pronomes reflexivos são utilizados para representar quando uma ação reflete sobre o próprio sujeito.

  • Eles se abraçaram : recíproco. Eu abraço ele e ele me abraça.

    Costumam dar ênfase a si mesmas: reflexivo. Dão a si mesmas.

    Espero ter ajudado, bons estudos.

  • Pronomes reflexivos Se, si, consigo: 

    Se, si, consigo são pronomes reflexivos ou recíprocos, portanto só poderão ser usados na voz reflexiva ou na voz reflexiva reciproca. 

    Exemplos:

    • Quem não se cuida, acaba ficando doente. 
    • Quem só pensa em si, acaba ficando sozinho. 
    • Gilberto trouxe consigo os três irmãos.

    Pronomes oblíquos átonos:

    São os chamados átonos os pronomes oblíquos que não são precedidos de preposição possui acentuação tônica fraca.

    1° me, nos 

    2° te, vos 

    3° se, o, a, lhe, se, os, as, lhes

    Eles podem exercer diversas funções sintáticas nas orações. São elas:

    - O "lhe" é sempre objeto indireto 

    - O "se" "me", "nos", "te", "vos" podem ser objeto diretoindireto

    - O "o", "a", "os", "as" são sempre objeto direito.

    - O me, te, lhe, nos, vos, lhes, podem ser adjunto adnominal ou complemento nominal

  • SE A AÇÃO REFLETIR AO PRÓPRIO SUJEITO PRONOME REFLEXIVO

  • Os átonos são pronomes que nunca são precedidos por preposição. Já os pronomes tônicos são sempre precedidos por preposição.

    “...costumam dar ênfase demais a si mesmas..."

    Melhor do que tentar decorar todos igual a um mongolaum


ID
3970339
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

Assinale a alternativa correta quanto à acentuação dos pares.

Alternativas
Comentários
  • Na D ambas são acentuadas por serem hiato cujas sílabas tônicas possuem o "i" sozinho ou acompanhado de "s".

  • ALTERNATIVA D)

    __________________________

    A) Princípio - principiante

    B) Urgência - urgente

    C) Democrático - democracia

    E) Responsável - responsabilidade

  • A questão em tela versa sobre acentuação gráfica e quer saber qual alternativa traz palavras que são acentuadas pela mesma regra. Vejamos os conceitos e regras de acentuação:

    Na língua portuguesa, a sílaba tônica pode aparecer em três diferentes posições; consequentemente, as palavras podem receber três classificações quanto a esse aspecto:

    → Oxítonas são aquelas cuja sílaba tônica é a última: você, café, jiló…

    ▪Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s), e(s). o(s) e em (ens) e nos ditongos abertos éi(s). éu(s), ói(s): 

    → Paroxítonas são aquelas cuja sílaba tônica é a penúltima: gente, âmbar, éter…

    ▪São as palavras mais numerosas da língua e justamente por isso as que recebem menos acentos. São acentuadas as que terminam em: i, is, us, um, l, n, r, x, ps, ã, ãs, ão, ãos, , ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de s: águas, árduo, pônei…

      Proparoxítonas - são aquelas cuja sílaba tônica é a antepenúltima: lágrima, trânsito…

    ▪São todas acentuadas.

    → Quanto às de apenas uma sílaba, os chamados monossílabos: má, pó, fé…

    ▪São acentuados os terminados em: a, as, e, es, o, os.

    Sabendo os conceitos, iremos analisar cada alternativa. Inspecionemos:

    a) Princípio – principiânte.

    Incorreta. A primeira tem acento por ser uma paroxítona terminada em ditongo "io" a segunda não recebe acento, pois não acentuam as paroxítonas terminadas em "e".

    b) Urgência – urgênte.

    Incorreta. A primeira tem acento por ser uma paroxítona terminada em ditongo "ia"

    c) Democrático – democrácia.

    Incorreta. A primeira recebe acento por ser proparoxítona e a segunda não recebe acento, pois não acentuam as paroxítonas terminadas em "a".

    d) Egoísmo – egoísta.

    Correta. Ambas são acentuadas por serem hiatos "i" seguidas de "s" na sílaba.

    E-GO-ÍS-MO/ E-GO-ÍS-TA

    e) Responsável – responsábilidade.

    Incorreta. A primeira recebe acento por ser uma paroxítona terminada em "L" e a segunda não recebe acento, pois não acentuam as paroxítonas terminadas em "e".

    Referência bibliográfica.

    CIPRO NETO, Pasquale e INFANTE, Ulisses. Gramática da língua portuguesa. São Paulo: Scipione, 2008. (Novo Acordo Ortográfico) 

    GABARITO: D

  • Egoísmo e egoísta são acentuadas, já que apresentam o hiato.

  • Errei por falta de atenção , marquei a alternativa c , não li o enunciado direito .

  • Egoísmo – egoísta.


ID
3970342
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

“Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista...” No período acima, a oração destacada

Alternativas
Comentários
  • “Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista...”

    Temos em destaque uma oração subordinada adjetiva explicativa (entre vírgulas) introduzida pelo pronome relativo que ,as orações subordinadas adjetivas funcionam como adjuntos adnominais oracionais da oração principal.

    GABARITO. E

  • Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida...

    que foi publicado em 2012 não é essencial, é acessória, poderia ser retirada do texto.

  • Oração subordinada adjetiva funciona como um adjetivo, dando uma característica a um termo contido na oração principal.

    Essa oração sempre vem introduzida por pronome relativo, o qual retoma um termo contido na oração principal, qualificando-o [QUE, O QUAL, CUJO, ONDE QUEM].

    As orações subordinadas adjetivas podem ser restritivas (introduzidas sem vírgula) ou explicativas (introduzidas com vírgula).

    SERIA UM COMENTÁRIO INDIVIDUAL, MAS O QC NÃO RESOLVE O MEU PROBLEMA COM AS ANOTAÇÕES PARTICULARES, APESAR DE EU JÁ TER REALIZADO DIVERSAS RECLAMAÇÕES. QUEM SABE AGORA NÃO RESOLVE NÉ?


ID
3970345
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

Em “Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas...”, a vírgula foi utilizada

Alternativas
Comentários
  • Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas...”

    Temos um adjunto adverbial de lugar deslocado da ordem direta, vírgula facultativa por ser de pequeno corpo (para a maioria dos gramáticos).

    GABARITO. D

  • A questão em tela é sobre o assunto vírgula e quer que indiquemos qual o motivo da vírgula ter sido utilizada. Vejamos:

    Em “Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas...”, a vírgula foi utilizada

    O termo que está separado por vírgula circunstancia uma ideia de lugar. Em qual lugar que é chegada a hora de e desfazer de brinquedos e roupas...? Lá em casa. O termo está no começo da frase, quando na verdade deveria está no final da oração. Chamamos o termo de adjunto adverbial de lugar.

    Diante dessa pequena explicação, podemos analisar cada alternativa a fim de encontramos a resposta correta.

    a) para separar adjunto adverbial de tempo deslocado.

    Incorreta. O termo indica lugar e não tempo.

    Exemplo de adjunto adverbial de tempo: há,nesta fria noite, a estreia de um filme.  

    b) para separar aposto explicativo.

    Incorreta. O termo não é aposto, pois aposto é um termo que explica outro. Ex: Júlia, a melhor aluna da turma, passou de ano com notas altíssimas.

    c) para separar adjunto adverbial de modo deslocado.

    Incorreta. Não é adjunto adverbial de modo.

    Exemplo de adjunto adverbial de modo: saiu sem destino, às pressas. 

    d) para separar adjunto adverbial de lugar deslocado.

    Correta. Como vimos na explicação, é de fato um adjunto adverbial de lugar.

    e) para separar adjunto adnominal deslocado.

    Incorreta.  O termo em destaque é um adjunto adverbial de tempo e não adnominal já que tem a função diretamente ligada ao verbo. Os adjuntos adnominais acompanham substantivo.

    Ex: O poeta inovador enviou dois longos trabalhos

    GABARITO: D

  • AOCP é uma banca que cobra adjunto adverbial deslocado de curta extensão como obrigatório o uso da vírgula.

  • [GABARITO: LETRA D]

    Vírgula – indica uma pequena pausa na sentença.

    Não se emprega vírgula entre:

    • Sujeito e verbo.

    • Verbo e objeto (na ordem direta ou inversa da sentença).

    OBS: Cabe lembrar que, num sujeito composto, o último dos termos coordenados não se separa por vírgula do verbo.

    As aves, as flores, os homens renascem na primavera.

    Para facilitar a memorização dos casos de emprego da vírgula, lembre-se de que:

    A vírgula é: DEEEIS

    Desloca | Enumera | Explica |Enfatiza | Isola | Separa

    #Emprego da vírgula

    a) separar termos que possuem mesma função sintática no período quando não vierem ligados pelas conjunções E, OU e NEM:

    Li GoetheNietzsche, Montesquieu, Rousseau e Merleau-Ponty.

    OBS: Quando ocorre polissíndeto, ou seja, quando as conjunções e, ou e nem vêm repetidas numa enumeração, também se separa por vírgula os elementos coordenados.

    Adoro lírios, e rosas, gerânios, e hortênsias, e jasmins.

    OBS: O assíndeto caracteriza-se pela omissão da conjunção entre o penúltimo e o último termo de uma enumeração, caso em que o emprego da vírgula será obrigatório.

    João coleciona livros antigos, selosfigurinhas, botões.

    b) isolar o vocativo:

    - Força, guerreiro!

    c) isolar o aposto explicativo:

    - José de Alencar, o autor de Lucíola, foi um romancista brasileiro.

    OBS: Quando o aposto for enumerativo, podem ser usados os dois pontos.

    Comprei duas frutas que adoro: [abacaxi e uva].

    d) mobilidade sintática:

    - TemerosoAmadeu não ficou no salão.

    e) separar expressões explicativas, continuativa, conclusiva, enfática, conjunções e conectivos:

    - Isto é, ou seja, por exemplo, além disso, pois, porém, mas, no entanto, assim, etc.

    f) separar os nomes dos locais de datas:

    - Cascavel, 10 de março de 2012.

    g) isolar orações adjetivas explicativas:

    - O Brasil, que busca uma equidade social, ainda sofre com a desigualdade.

    h) separar termos enumerativos:

    - O palestrante falou sobre fome, tristeza, desemprego e depressão.

    i) omitir um termo:

    - Pedro estudava pela manhã; Mariana, à tarde.

    j) separar algumas orações coordenadas:

    - Júlio usou suas estratégias, mas não venceu o desafio.

    k) separar os predicativos de valor explicativo antepostos:

    Maria, cheia de emoção, aceitou o pedido do noivo.

    l) separar o adjunto adverbial deslocado de sua posição habitual:

    Na manhã daquele dia, João saiu sem dar explicação.

    João saiu sem dar explicação na manhã daquele dia.

    m) separar orações coordenadas sindéticas ou assindéticas:

    Depois do susto, as pessoas nem falavam, nem sorriam.

    Os pensamentos vêmvão, retornamsomem de vez.

    n) separar orações subordinadas adverbiais deslocadas:

    Ex.: Quando era menino, gostava de ouvir histórias.

    o) separar as orações intercaladas:

    — Bom dia, disse o menino, ao ver sua madrinha.

    OBS: Nesse caso, a pontuação mais frequente é o travessão.

    p) separar os membros paralelos de um dito proverbial.

    Dia de muito, véspera de pouco.

    RESUMO TIRADO AULAS DO QC E PROFº PABLO JAMILK.


ID
3970348
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

Em “Estão mais propensas a terem o foco desviado.”, a oração destacada exerce função de

Alternativas
Comentários
  •  “Estão mais propensas a terem o foco desviado.”

    Temos um adjetivo que pede complemento por meio de preposição, temos um complemento nominal.

    GABARITO. A

  • Para identificar um Complemento Nominal:

    1º Sempre preposicionado 2º Faz referência a substantivos abstratos, adjetivos ou advérbios;

    3º Paciente

  • Complemento Nominal de "propensas".

  • LETRA - A

    Complemento nominal é a informação que completa o sentido de um nome - substantivo, adjetivo ou advérbio contido na oração.

    Exemplos:

    Frituras fazem mal ao fígado. (“ao fígado” completa o sentido do adjetivo “mal”)

    Estamos ansiosos com a sua chegada. (“com a sua chegada” completa o sentido do adjetivo “ansiosos”)

    O complemento nominal pode ser representado por uma oração subordinada substantiva completiva nominal:

    Tenho esperança de que eles compareçam. (“de que eles compareçam” completa o sentido do substantivo “esperança”)

    FONTE: Toda Matéria <https://www.todamateria.com.br/>

  • Trata-se de Complemento Nominal

    Isso Porque "propensas" é um adjetivo que esta sofrendo a ação do adverbio "mais"

    Não se esqueça, se a preposição deriva de um substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio, trata-se de CN

  • Minha contribuição.

    Oração subordinada substantiva completiva nominal: exerce função de complemento nominal.

    Ex.: Eu estou certa do estudo de vocês. (complemento nominal)

    Ex.: Eu estou certa de que vocês estudam. (oração subord. subst. completiva nominal)

    Abraço!!!


ID
3970351
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Crianças que possuem demais Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem, pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

    [...] O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando. E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.

    O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.

    Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

    O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do que a do outro.

    A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.

    Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho - e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.

    Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensinálas nesse ambiente adverso dá mais trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver comprado uma blusa.

    Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber lidar com perdas.

    Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.

    Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html 

“Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas”.


No excerto acima, o termo destacado recebeu acento circunflexo para

Alternativas
Comentários
  • a criança tem, logo, as crianças têm. O verbo "ter" recebe o acento a fim de destacar sua pluralidade.
  • Nos Verbos ter e vir as formas relacionadas à terceira pessoa do plural são acentuadas para se diferenciar da terceira pessoa do singular =)

  • Crianças não valorizam o que têm.

  • Quem não valoriza o que têm? AS CRIANÇAS

    • O verbo está concordando com o sujeito.

    Gabarito E

  • Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos os dias, não valorizam o que têm, perdem

    Crianças não valorizam o que têm, perdem...

  • galera alguém pode me ajudar? se a ordem direta é ( sujeito verbo e complemento ), eles podem está separados por vírgura na ordem indireta? porque na questão o verbo esta concordando com o sujeito crianças , fiquei perdido , alguém pode me ajudar. desde já agradeço.


ID
3970354
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Gustavo comeu 3 pedaços de uma pizza inteira, cada pedaço com 1/6 do total. Sendo assim, quanto dessa pizza Gustavo comeu?

Alternativas
Comentários
  • 3/8 * 1/6 * 8

    24/48

    1/2

  • Cada pedaço = 1/6

    3*1/6 = 3/6 >>> simplifica =1/2.

    Sinceramente nao sei de onde esse povo tirou que a pizza tem 8 pedaços.

  • 3 * 1/6:

    3/6 SIMPLIFICANDO POR 3 fica 1/2

    Ou faz por por número decimal mesmo

    3/6: 0,5

    LOGO, METADE (1/2)

    Ele Comeu 50 % da pizza

    Pizza com 6 pedaços.

    GAB B

  • 1/6 * X = 1

    X = 6

    Logo, a pizza tem no total 6 pedaços. Como Gustavo comeu 3 pedaços, conclui-se que ele comeu a metade.

  • se cada pedaço é 1 de 6, então 3 pedaços são 3, desses 6; ou seja, metade (3/6 ou simplificando, 1/2)

    Gabarito: B.


ID
3970357
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Um aluno fez uma prova simulada com 80 questões. Se ele errou 30% das questões, quantas ele acertou?

Alternativas
Comentários
  • 30% de 80:

    30 x 80: 2400/100 :24

    80-24 :56

  • [GABARITO: LETRA E]

    80*30/100 = 24

    80 - 24 = 56

  • Se ele errou 30%, logo ele acertou 70%.

    70/100 x 80 = 56


ID
3970360
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Em uma escola infantil, quatro crianças estão em volta de uma mesa quadrada fazendo seus desenhos. João desenhou um avião. Há também um que fez uma casa, outro que fez um carro e outro que fez um cachorro. José está sentado à direita de João e Carlos à direita da criança que desenhou a casa. Por sua vez, Paulo, que não desenhou o carro, encontra-se à frente de José. Sendo assim, podemos afirmar que

Alternativas
Comentários
  • http://sketchtoy.com/69326537

  • tem pegar as premissas e desenhar no papel primeiro, depois as conclusões

  • blz... mano vou lembrar na próxima.

  • pra resolver essa questão eu so desenhei a mesa e fui colocando cada um no seu lugar de acordo com as informações. achei mais rapido.

  • GAB C

    Resolução

    http://sketchtoy.com/69490283


ID
3970363
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Para acessar um site, uma pessoa precisa digitar uma senha composta por quatro grupos de números. Cada grupo possui quatro números e, a partir do segundo grupo, o grupo segue um padrão em relação ao anterior.


1230 – 2329 – 3418 – XXXX


Qual é o quarto grupo de senha que, colocado no lugar de XXXX, faria a pessoa ter acesso ao site?

Alternativas
Comentários
  • A lógica é somar 1 aos dois primeiros dígitos da Esquerda e subtrair 1 dos dígitos da direita.

    12302329 3418XXXX

    Para formar o segundo grupo:

    12 + 11 = 23

    30 - 11 = 29

    Terceiro grupo:

    23 + 11 = 34

    29 - 11 = 18

    Quarto grupo:

    34 + 11 = 45

    18 - 11 = 07

  • Basta seguir a lógica ! Veja:

    12 23 34 45...

  • 1230

    ao primeiro soma 1, ao segundo também soma 1, ao terceiro diminui 1 e ao último é o número anterior na sequência de 0 a 9

    Seguindo essa lógica, fica: 3 +1 = 4, 4 + 1 = 5, 1 - 1 = 0, o número anterior ao 8 é o 7, então o último número é o 4507

  • uau me senti um genio depois dessa

  • A gente se sente inteligente por fazer uma questão dessas, depois se dá conta que é mais um na multidão ao ver que a questão tem mais de 90% de acerto. Ô mer..kkkk


ID
3970366
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Quando calculamos 15% de 1130, obtemos como resultado

Alternativas
Comentários
  • Basta multiplicar 15*1130 = 16950 anda duas casas com a vírgula para a esquerda => 169,50

  • 15 x 1130 : 16.950/ 100 : 169,5

  • [GABARITO: LETRA D]

    1130* 15 /100 = 169,50


ID
3970369
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

A EBSERH, respeitado o princípio da autonomia universitária, poderá prestar os serviços relacionados às suas competências mediante contrato com as instituições federais de ensino ou instituições congêneres. A este respeito, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.


I. No âmbito destes contratos, os servidores titulares de cargo efetivo ou em comissão em exercício na instituição pública federal de ensino ou instituição congênere que exerçam atividades relacionadas ao objeto da EBSERH poderão ser a ela cedidos para a realização de atividades de assistência à saúde e administrativas.

II. Aos servidores cedidos ficam assegurados os direitos e as vantagens a que façam jus no órgão ou entidade de origem.

III. As instituições públicas federais de ensino e as instituições congêneres, no âmbito e durante a vigência do contrato, ficam autorizadas a ceder à EBSERH, os bens e direitos necessários à sua execução.

IV. Ao término do contrato com a EBSERH, os bens cedidos serão incorporados ao patrimônio da EBSERH.

Alternativas

ID
3970372
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

O Conselho Consultivo é órgão permanente da EBSERH e será presidido

Alternativas

ID
3970375
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Sobre a EBSERH, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

ID
3970378
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

De acordo com o Regimento Interno da EBSERH, o Plano de Cargos Carreiras e Salários, o Plano de Benefícios e o Plano de Cargos em Comissão e Funções Gratificadas, após aprovação pelo Conselho de Administração, serão submetidos à aprovação

Alternativas

ID
3970381
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Compete ao Conselho de Administração, EXCETO

Alternativas

ID
3970384
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Não definido

Considerando o que a Resolução 453/2012 do Conselho Nacional de Saúde dispõe sobre os Conselhos de Saúde, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

ID
3970387
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Sanitário
Assuntos

De acordo com a Lei 8.142/1990, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.


I. O Sistema Único de Saúde (SUS) contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com a Conferência de Saúde e o Conselho de Saúde.

II. A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada dois anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde.

III. O Conselho de Saúde é órgão colegiado, em caráter permanente e deliberativo, composto 50% (cinquenta por cento) por representantes do governo e 50% (cinquenta por cento) por representantes dos usuários dos serviços de saúde.

IV. A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências será paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos.

Alternativas

ID
3970390
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

De acordo com a Constituição Federal de 1988, compete ao Sistema Único de Saúde (SUS), EXCETO

Alternativas
Comentários
  • É uma questão de interpretação e descartar as outras alternativas.

    Seção II – Da Saúde

    Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

  • A questão traz a literalidade dos incisos do artigo 200 da CRFB/88, excetuada a alternativa D, gabarito a ser marcado.

  • Gab: D

    A) CORRETA: Art. 200, CRFB/88, II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador;

    B) CORRETA: Art. 200, CRFB/88, VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano;

    C) CORRETA: Art. 200, CRFB/88, VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;

    D) ERRADA: Trata-se da literalidade do inciso I antes da nova redação dada pela EC/2019: Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a: I - cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada; 

    Destaca-se a nova redação do inciso I: Art. 201, I - cobertura dos eventos de incapacidade temporária ou permanente para o trabalho e idade avançada;

    E) CORRETA: Art. 200, CRFB/88, VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

  • Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei:

    I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos;

    II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador;

    III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;

    IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico;

    V - incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico;

    VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano;

    VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;

    VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre o Sistema Único de Saúde. ATENÇÃO: a questão deseja que o candidato assinale a exceção!

    Análise das alternativas:

    Alternativa A – Correta. É o que dispõe o art. 200, CRFB/88: "Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: (...) II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; (...)".

    Alternativa B – Correta. É o que dispõe o art. 200, CRFB/88: "Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: (...) VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano; (...)".

    Alternativa C - Correta. É o que dispõe o art. 200, CRFB/88: "Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: (...) VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; (...)".

    Alternativa D - Incorreta! Considerando que a prova é de 2014, a alternativa é cópia da redação, à época, do art. 201 da Constituição e está errada porque não se trata de competência da saúde, mas da Previdência Social. Art. 201, CRFB/88 (à época da prova): "A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a: I - cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada; (...)". A atual redação do referido inciso é a seguinte: "I - cobertura dos eventos de incapacidade temporária ou permanente para o trabalho e idade avançada;".

    Alternativa E - Correta. É o que dispõe o art. 200, CRFB/88: "Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: (...) VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho".

    Gabarito:

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa D (já que pede a exceção).

  • A "d" se refere a um dos objetivos da previdência social.


ID
3970393
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Sanitário
Assuntos

Conforme a Lei 8.080/1990, as comissões intersetoriais de âmbito nacional são subordinadas

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra C

    Art. 12. Serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional, subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos Ministérios e órgãos competentes e por entidades representativas da sociedade civil.


ID
3970396
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Sanitário
Assuntos

De acordo com o Decreto 7.508/2011, considera-se Rede de Atenção à Saúde

Alternativas
Comentários
  • Art. 2

    VI - Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde;


ID
3970399
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Diabetes mellitus é uma condição clínica comum e potencialmente grave a longo prazo, devido aos efeitos deletérios da hiperglicemia constante. Sobre essa doença, é correto afirmar que

Alternativas

ID
3970402
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Luiz, 50 anos, etilista, hipertenso e tabagista, chegou ao pronto-socorro taquicárdico, sudoreico, com queixa de intensa dor em andar superior do abdôme, de início súbito, com náuseas associadas. Ao exame: PA 107/65mmHg, T 37,9ºC, FR 24ipm, FC 118bpm, MV+bilat sem RA; BCR s/s, Abd: globoso, doloroso em epigastro, defesa voluntária, RHA+, normotimpânico, descompressão brusca duvidosa, equimose periumbilical.

Assinale a alternativa que apresenta a melhor escolha de exames iniciais para o diagnóstico diferencial deste caso.

Alternativas

ID
3970405
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Luiz, 50 anos, etilista, hipertenso e tabagista, chegou ao pronto-socorro taquicárdico, sudoreico, com queixa de intensa dor em andar superior do abdôme, de início súbito, com náuseas associadas. Ao exame: PA 107/65mmHg, T 37,9ºC, FR 24ipm, FC 118bpm, MV+bilat sem RA; BCR s/s, Abd: globoso, doloroso em epigastro, defesa voluntária, RHA+, normotimpânico, descompressão brusca duvidosa, equimose periumbilical.

Sobre a evolução deste quadro, é INCORRETO afirmar que

Alternativas

ID
3970408
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Pacientes DPOC causam ônus enorme ao sistema de saúde por internações prolongadas, infecções recorrentes e necessidade de oxigenoterapia em casos avançados. Assinale a alternativa que apresenta corretamente as indicações dessa modalidade terapêutica.

Alternativas

ID
3970411
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Felipe, 33 anos, diabético com controle adequado com 30 UI de insulina NPH por dia. Será submetido a hernioplastia eletiva, portanto a melhor conduta para o controle glicêmico perioperatório é

Alternativas

ID
3970414
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Paciente em anticoagulação plena endovenosa por conta de suspeita de tromboembolismo pulmonar apresentou hematêmese maciça. Qual é a conduta correta imediata?

Alternativas

ID
3970417
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Celso , 63 anos, tem diagnóstico prévio de cirrose hepática alcoólica. Acompanha-a no ambulatório de hepatologia e na última consulta queixouse de aumento de volume abdominal recente e dispneia. Foi encaminhado ao PS para avaliação diagnóstica. Sobre este caso, assinale a conduta mais adequada.

Alternativas

ID
3970420
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Os principais fatores desencadeantes de encefalopatia hepática nos cirróticos avançados são, EXCETO

Alternativas

ID
3970423
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Morte encefálica e doação de órgãos ainda são assuntos que causam grandes dúvidas no seu manejo, devido à complexidade psicológica e técnica para constatar e comunicar tais eventos à família. Sobre esse assunto, é correto afirmar que

Alternativas

ID
3970426
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

São indicações de Intubação Orotraqueal, EXCETO

Alternativas

ID
3970429
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Pacientes ambulatorais e hospitalares desenvolvem cada vez mais frequentemente infecções com germes multirresistentes. Nesse cenário, o uso de profilaxia antimicrobiana, que já era controverso, ganha mais argumentos contra promoção de resistência bacteriana, mas há situações clássicas que indicam seu uso. Com referência a esse assunto, assinale a alternativa correta.

Alternativas

ID
3970432
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Na hepatite B, os exames: anti-HBcIgM +, HBsAg + e HBeAg + significam

Alternativas

ID
3970435
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

A síncope é componente importante do sintoma da seguinte patologia:

Alternativas

ID
3970438
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Sílvio, 25 anos, previamente hígido, há 2 dias queixa-se de tosse produtiva, febre e dispneia. Ao exame: PA 123/81mmHg, FC 101bpm, FR20ipm, Sat 95% em AA, MV + com estertores creptantes em ápice D. Qual é o local e a opção terapêutica adequados?

Alternativas

ID
3970441
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Quais são os principais agentes etilógicos de meningite dos adultos?

Alternativas

ID
3970444
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

A presença de nódulos de Heberden e Bouchard caracteriza melhor a presença de quadros de

Alternativas

ID
3970447
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

A asma classificada como intermitente tem indicação de uso de

Alternativas

ID
3970450
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

O uso prolongado de carbamazepina pode levar ao surgimento de

Alternativas

ID
3970456
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Telma, com história de nódulo no seio há 5 anos, queixa-se de idas frequentes ao pronto-socorro por dor lombar e torácica há 6 meses e há 5 dias com confusão, fraqueza muscular, tremores, poliúria e vômitos. São situações compatíveis com o quadro

Alternativas

ID
3970459
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

A dobutamina atua de forma predominante no(s) receptor(es)

Alternativas

ID
3970462
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Isabel, 66 anos, HAS não aderente ao tratamento. Queixa-se de fraqueza frequente, palidez cutânea, dispneia aos moderados esforços. Investigação para doença coronariana veio negativa. Exames: Hb 10,2g/dL; creatinina 1,4mg/dL, glicemia jj: 99mg/dL. Esse quadro é explicado pela provável deficiência de

Alternativas

ID
3970465
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Assinale a alternativa que apresenta corretamente os critérios para síndrome metabólica.

Alternativas

ID
3970468
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Homem, 45 anos, com quadro de febre baixa, mialgia, odinogafia e tosse, tomou por 2 dias nimesulide (anti-inflamatório não esteroidal) 100mg 12/12h. No 3º dia apresentou exantema e prurido generalizado, edema de lábio inferior. Qual é a provável etiologia desse evento?

Alternativas

ID
3970471
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFSM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Medicina
Assuntos

Qual alteração radiográfica ou laboratorial um paciente tabagista inveterado provavelmente vai apresentar?

Alternativas