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Prova IDECAN - 2016 - Prefeitura de Damianópolis - GO - Técnico de Enfermagem


ID
3340846
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

Sobre o texto “Sou todo ouvidos”, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ? baseia-se em fatos comuns do cotidiano, porém vistos de outro ângulo.

    ? O autor relata fatos cotidianos e explana sobre alumas observações realizadas, há marcas subjetivas e inclusive há a opinião do autor.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 


ID
3340849
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele.” (1º§). O trecho sublinhado trata-se de uma

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    ? ?Estabeleci com o Bruno ? o vira-lata mais cordial da Serra ? algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele.? (1º§).

    ? Temos um aposto explicativo, ele traz uma informação explicativa acerca de um termo mencionado anteriormente, no caso, acerca de "Bruno".

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Bruno: O vira-latas mais cordial da serra.

  • Aposto explicativo!


ID
3340852
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

Quanto ao significado das palavras destacadas, assinale a alternativa que, de acordo com o contexto, está INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    ? Queremos uma alternativa que tenha marcado um par de palavras que não possua o mesmo significado:

    ?... salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã...? (3º§) / cautelosas.

    ? Incorreto, o adjetivo em destaque significa o contrário de "cautelosas", significa algo ou alguém que é descuidado, sem cautela.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 


ID
3340855
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

De acordo com o contexto empregado, assinale a alternativa cujo termo sublinhado retoma o referente corretamente indicado.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ? Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento ? toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: ?Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano??

    ? Pronome oblíquo átono "a" referindo-se ao termo "Dama do Celular"; escutei alguém, quem? A Dama do celular.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 


ID
3340858
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

“A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual.” (2º§) Quanto ao sujeito do verbo ouvir, é correto afirmar que

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  • GABARITO: LETRA C

    ? ?A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual.? (2º§) 

    ? Quem ouve? Não se sabe; sujeito indeterminado (=terceira pessoa do singular + índice de indeterminação do sujeito "se").

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • posso estar engando mas o verbo é Transitivo Direto: quem OUVE ouve algo ou alguma coisa.

    VTD+SE= Partícula apassivadora, em todo caso o sujeito seria paciente.

    Alguém me esclareça.

  • Cuidado!

    Não podemos tratar os tópicos da língua portuguesa como regras absolutas.

    Dentro de análise sintática o primeiro termo a ser identificado é o sujeito e logo após os complementos..

    quem ouve, ouve algo...

    o algo a ser ouvido = a discussão habitual

    Quem esta ouvindo ?

    Não tenho como determinar..

    O verbo também pode aparecer com verbos na 3ª pessoa do singular mais o pronome ‘se’.

    São exemplos: Trabalhase de dia, descansase à noite.”

    Vive-se bem aqui

    Não temos como determinar quem trabalha ou descasa.

    Não concordo com o Gabarito!

  • AFFFFFFFFFFFFFFFFF.. Temos mesmo que adivinhar !!

    "Aluga-se casa" - Esse é um exemplo comum quando ensinam sobre partícula apassivadora. Nele não dá pra determinar quem aluga e mesmo assim "casa" é o sujeito da oração. Porque nessa questão é diferente?????

    Então não faria sentindo existir o "se" como índice de indeterminação do sujeito o.O

  • V.I + se ---- indice de indeterminação do Sujeito

  • Na frase: "Os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs" que se encontra logo após a frase não estaria identificado o sujeito da frase não?

    Porque quando a afirmativa C) afirmou "pelo contexto" e retornei ao texto para analisar.

  • Amigos, esta questão está redondamente enganada, não desvalorizem seus estudos, não se distorçam pra justificar algo que não existe!

    Ouve-se(VTD + PA) a discussão habitual (sujeito paciente).

    Transpondo-se para a voz passiva analítica teremos: A discussão habitual é ouvida a dez metros da janela...

  • questão com duplo sentido, VERBO OUVE IGUAL A OUVIR, VERBO HOUVE IGUAL EXITIR, o verbo OUVE-SE, com o sentido de ouvir, mais a particula apassivadora SE seria um verbo transitivo direto e o objeto direto da oração se tranformaria, nesse caso, sujeito simples da oração

    OUVE-SE A DISCUÇÃO HABITUAL

    A DISCUÇÃO HABITUAL OUVE (escuta)

    portanto para mim a alternativa correta seria a A apresenta apenas um núcleo ligado ao verbo.

  • Pelo que eu estudei, para que se tenha índice de indeterminação do sujeito quando aplicada a partícula SE, será necessário que o verbo, conjugado em terceira pessoa do singular, seja VTI, VI ou VL. Pesquisei e confirmei que o verbo “ouvir”, no sentido empregado em questão, tem a função sintática de VTD. Mas, se analisarmos, o “ouve-se” e o próprio contexto nos dão uma indeterminação quanto ao sujeito, realmente. A lição que fica é: Português, quanto mais estudamos, menos entendemos.
  • Questão redondamente enganada!

  • Erradíssima!!!

    Gabarito letra A

    O SE e partícula apassivadora, logo "discussão habitual" é o sujeito. como possui apenas um núcleo, gabarito letra A de Aluno(a) dedicado(a), sua hora está chegando!

  • Verbo Ouvir transitivo direto não há como ser ser indeterminado no sentido empregado no texto mas a banca Idecan dita suas próprias regras.

  • Discordo do gabarito, questão de fácil modificação do gabarito, alternativa correta seria a A, essas bancas ficam querendo inventar moda, VTD+ SE(PA)= A SUJEITO PACIENTE.
  • Cuidado, pessoal!!!

    A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual

    Aqui, temos duas orações. Contudo, a questão pede a transitividade do verbo ouvir. Temos um verbo na terceira pessoa do singular. Ouvir é VTD é seu complemento é "a discussão habitual" Quem ouve? não consigo determinar, logo temos um sujeito indeterminado.

  • CUIDADO!

    Alguns colegas estão apenas justificando o gabarito erroneamente.

    1º) O verbo ouvir é VTD e portanto não cabe Índice de Indeterminação do Sujeito aqui.

    2º) Passando o trecho para a voz passiva analítica, tem-se o seguinte:

    (a) discussão habitual é ouvida.

    Nessa análise temos: "discussão habitual" como sujeito paciente e o verbo "ser" + particípio.

    3º) O que faz o gabarito ser a alternativa C é que a IDECAN considera o sujeito como sendo o Agente da Passiva (que é quem pratica a ação).

    -

    O gabarito deveria ser a alternativa A visto que o termo "discussão" é o único núcleo ligado ao verbo enquanto "habitual" é apenas um adjetivo.

    Obs.: o fato de a frase não possuir agente da passiva não faz com que ela deixe de ter sujeito. Ele está lá, a banca apenas não considera assim.

  • O sujeito aqui é paciente ...

ID
3340861
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã...” (3º§). O termo sublinhado expressa a ideia de

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ? ?Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã...? (3º§)

    ? Temos uma conjunção coordenativa adversativa, o termo que poderá substituir é essencial para que acertemos a questão:

    A) compensação e pode ser substituído por ?todavia? ? correto, a conjunção "todavia" possui a mesma classificação de "entretanto".

    B) explicação, dessa forma pode ser substituído por ?assim? ? incorreto, não temos valor de explicação e sim de adversidade.

    C) contraste, tanto que pode ser substituído por ?portanto? ? incorreto, a conjunção coordenativa "portanto" é conclusiva e altera o sentido da frase original.

    D) acréscimo, por isso pode ser substituído por ?mas também? ? incorreto, não temos valor de acréscimo de ideias e sim de adversidade.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Não há nada sublinhado.


ID
3340864
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito.” (5º§) No trecho em evidência, o uso do duplo travessão se justifica por:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    ? ?Nem sempre ? e por isso felizmente ? costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito.? (5º§) 

    ? Os travessões estão isolando um elemento informativo de caráter subjetivo, ele expressa uma opinião do autor, um comentário adicional.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • GABARITO - B

    Também pode ser utilizado para separar expressões ou frases intercaladas

    Os travessões também são utilizados substituindo as vírgulas para intercalar trechos em que se pretende dar ênfase.

    Os Estados Unidos e a China – os maiores poluidores do planeta – não são signatários dos principais tratados .

    Os Estados Unidos e a China , os maiores poluidores do planeta ,  não são signatários dos principais tratados .

    Bons estudos!


ID
3340867
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

Em “Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra.” (3º§), os dois-pontos foram utilizados para anunciar:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ? ?Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra.? (3º§)

    ? Os dois-pontos dão início a um aposto explicativo, ele tem a função de explicar quem é essa "gente simples".

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Gente, eu acho que esta questão podia ser anulada. A letra C também não seria uma resposta certa? Alguém poderia me explicar.

  • Gab A.

    Um aposto que não deixa de ser uma enumeração.

  • O oposto e um termo acessório que permite ampliar, explicar desenvolver ou resumir a ideia contida em um termo que exerça qualquer função sintática:

     Ontem, segunda feira, passei o dia mal-humorado.

    "Segunda-feira" é aposto do adjunto adverbial de tempo "ontem", O aposto e sintaticamente equivalente ao termo que se relaciona porque poderia substituí-lo: 

     Segunda-feira passei o dia mal-humorado.

    O aposto pode ser classificado, de acordo com seu valor na oração, em:

    a) explicativo: A linguística, ciência das línguas humanas, permite-nos interpretar melhor nossa relação com o mundo.

    b) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas coisas: amor, arte, ação. ✔

    c) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho, tudo forma o carnaval.

    d) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida.

    ✨ Geralmente, a pausa entre um termo e outro vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois pontos, parênteses ou travessão.

  • PUUTZ!

  • pois taiiiiiii

  • misericoooordiaaa

  • Pagar inscrição para fazer uma prova dessa banca é jogar dinheiro fora kkkk

  • De fato é um aposto, porém enumerativo. Ela poderia dar A ou D de Gabarito que estaria correto

  • QC português é uma disciplina básica, e a IDECAN não é qualquer banca, vcs deveriam SIM ter professores respondendo essas questões. Infelizmente vcs não tem essa consideração,


ID
3340870
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

Assinale a alternativa cuja função sintática do trecho sublinhado se DIFERENCIA das demais.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    A) ?A paz não reina naquele apartamento.? (2º§) ? temos um adjunto adverbial de lugar.

    B) ?Resmungam qualquer censura, fazem cara fei/a e depois retornam à calçada.? (5º§) ? temos um objeto direto, quem faz, faz alguma coisa (=cara fei/a).

    C) ?Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno,...? (5º§) ? temos um adjunto adverbial de lugar.

    D) ?Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs.? (2º§) ? temos um adjunto adverbial de tempo.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 


ID
3340873
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                    Sou todo ouvidos


      Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e, principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.

      O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som, exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV, à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.

      No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã – queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.

      Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”

      Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação passada.

      Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito mais fácil de se ouvir.

(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)

Os seguintes nomes “Profeta Simpatia”, “Dama do Celular” e “Casal Assustado das Oito” demonstram que o autor

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ? Observa-se que em ambos casos usados pelo autor demonstram atitudes particulares, atitudes constatadas através de uma observação bastante objetiva feita pelo autor.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 


ID
3340876
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

“Na entrada de uma festa, três convidados posicionaram-se em fila para informar qual o tipo preferido de bebida, dentre refrigerante, suco ou cerveja. Sabe-se que o que bebe suco sempre diz a verdade; o que bebe refrigerante às vezes diz a verdade; e, o que bebe cerveja, sempre mente. O convidado que está à frente na fila diz: ‘o convidado que bebe suco está no meio’. O que está no meio diz: ‘eu bebo refrigerante’. O que está atrás diz: ‘o convidado imediatamente à minha frente bebe cerveja’. Logo, o convidado que está à frente bebe ___________; o que está no meio bebe ___________; e o que está atrás bebe ___________.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C

    Suco = V

    Refrigerante = V/F

    Cerveja = F

    Coloque o que cada um falou, montando na ordem:

    1º O convidado que está à frente na fila diz: ‘o convidado que bebe suco está no meio’.

    2º O que está no meio diz: ‘eu bebo refrigerante’.

    3º O que está atrás diz: ‘o convidado imediatamente à minha frente bebe cerveja’

    Faça também uma espécie de seta apontando para cima. A ponta da seta simboliza quem está mais à frente:

    ^

    .. R

    ..

    ..

    .. C

    ..

    ..

    .. S

    Meu resultado final ficou assim:

    1º O convidado que está à frente na fila diz: ‘o convidado que bebe suco está no meio’. = R

    2º O que está no meio diz: ‘eu bebo refrigerante’. = C

    3º O que está atrás diz: ‘o convidado imediatamente à minha frente bebe cerveja’ = S

  • Gabarito C.

    Em questão de verdades e mentiras, primeiro devemos achar a contradição.

    Dados da questão:

    Suco = sempre diz a verdade

    Refrigerante = às vezes diz a verdade

    Cerveja = sempre mente

    O convidado que está à frente na fila diz: ‘o convidado que bebe suco está no meio’.

    O que está no meio diz: ‘eu bebo refrigerante’.

    O que está atrás diz: ‘o convidado imediatamente à minha frente bebe cerveja’.

    A contradição está nas duas proposições grifadas, pois se o que está na frente diz que quem está no meio bebe suco e o que está no meio diz que bebe refrigerante, quem diz somente a verdade não pode ser nenhum dos dois. Então esses dois só podem beber cerveja ou refrigerante. Então já sabemos que quem está por último na fila bebe suco(eliminamos A e B). Sabendo que o último diz sempre a verdade, então quando ele diz que quem está em sua frente bebe cerveja, ele diz a verdade, sobrando o refrigerante para o primeiro da fila.

    Então:

    1º da fila = bebe refrigerante.

    do meio = bebe cerveja.

    fim da fila = bebe suco.

  • Procurar a resposta pelas alternativas.

    Afirmar que o 1º bebe suco produz contradição, pois seria verdade que o 2º também bebe suco.

    Afirmar que o 2º bebe suco produz contradição, pois seria verdade que o 2º bebe refrigerante.

    Afirmar que o 3º bebe suco e 1º bebe cerveja produz contradição, pois seria mentira a afirmação do 3º "o convidado imediatamente à minha frente bebe cerveja".

  • os comentários se alongam muito pra dizer o óbvio, não precisa disso tudo pra acertar a questão:

    o primeiro da fila se refere ao que bebe suco, portanto NÃO pode ser o verdadeiro, pois, se o fosse, ele diria simplesmente que É ELE QUEM TOMA SUCO, portanto o verdadeiro é o do meio ou o último; o do meio, por sua vez, diz que toma refri, conclui-se com isso que ele não pode ser o verdadeiro, pois se o fosse, ele diria que toma suco, portanto o verdadeiro é o último da fila. Assim sendo, é verdade que o mentiroso é o do meio, pois o verdadeiro diz que o do meio toma cerveja, assim só sobra o primeiro lugar da fila para o oscilante. Pronto, resolvida a questão.

    ______________

    Vão por mim, se o objetivo é resolver um problema desse em tempo de prova, vcs não vão querer pegar o caminho mais longo como nos comentários dos colegas. O Kelvin Santana tá querendo que vc responda até pelas alternativas, PUTZ GRILA!! kkkkkkkkkkkkk véi, pra que isso.


ID
3340879
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Uma comissão de torcedores deve ser formada por dois torcedores de cada um dos times A, B e C, totalizando seis membros, e candidataram-se de cada time, respectivamente, cinco, quatro e seis torcedores. Dessa forma, o número de maneiras distintas para a formação dessa comissão é:

Alternativas
Comentários
  • Para começar o raciocínio, é necessário primeiramente descobrir o total de combinações possíveis de torcedores dos respectivos times que podem fazer parte da comissão. Sendo assim:

    Time A

    Total de torcedores: 5

    C (5,2) = 5x4/2x1 => C= 10

    Total de combinações possíveis: 10

    Time B

    Total de torcedores: 4

    C(4,2) = 4x3/2x1 => C = 6

    Total de combinações possíveis: 6

    Time C

    Total de torcedores: 6

    C(6,2)= 6x5/2x1 => 15

    Total de combinações possíveis: 15

    Feitos os devidos cálculos, resta agora multiplicar as combinações achadas em cada um dos times.

    A X B X C = 10 X 6 X 15 = 900.

    GABARITO LETRA B

  • Ordem importa? Não!!! Então, combinação.

    Nessa questão entra aquele conceito de multiplicação de combinações, logo:

    Time A: 5 pessoas

    Time B: 4 pessoas

    Time C: 6 pessoas

    Cada uma formada por 2 pessoas de cada time:

    C(5,2) x C(4,2) x C(6,2) = ?

    10 x 6 x 15 = 900


ID
3340885
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Um órgão público organizou um treinamento para seus servidores, oportunidade na qual realizou duas pesquisas: a primeira, acerca de suas percepções sobre qualidade de vida no trabalho; a segunda, acerca de suas intenções de prosseguimento nos estudos em níveis de pós-graduação lato ou stricto sensu. Sabe-se que 46 servidores responderam à pesquisa acerca de suas percepções sobre qualidade de vida no trabalho e 37 responderam às duas pesquisas. Assim, considerando que estiveram presentes no treinamento 58 servidores e que apenas 5 não responderam a qualquer das pesquisas, então o número de servidores que respondeu à pesquisa sobre suas intenções de prosseguimento nos estudos é:

Alternativas
Comentários
  • Gab B

    Total de participantes= 58

    Pesquisa 1 (46) total

    Pesquisa 2 ( ?) total

    ambas pesquisas (37)

    Não responderam nenhuma pesquisa= 5

    para resolver descontamos da pesquisa 1 a intersecção de ambas (46-37=9) ou seja, 9 responderam apenas à pesquisa 1

    Agora já temos

    Pesquisa 1 somente=9

    pesquisa 2 somente= x

    ambas pesquisas= 37

    não responderam= 5

    total=58

    9+ x + 37+5=58

    51 + x = 58

    x= 58-51

    x=7

    Portanto somente na pesquisa 2 temos 7, e se somarmos 7 + 37 de ambas pesquisas, teremos o total da pesquisa 2, que é 44, Gab B

  • 46 + x -37 +5 = 58

    x = 44

  • parem de usar x, ele só me confunde, tem outro jeito sem usar x?

  • Gente eu fiz assim:

    Total 58

    PQVT: 46

    INTERCECCAO:37

    NENHUM:5

    46-37= 9

    Somei 9 com o 5 que era o nenhum : ficou 14 daí subtrai 58-14= 44.

  • total 58-5=53

    46-37=9

    53-9=44

    alternativa b-44

  • Quase que eu não consigo achar a resposta, a banca foi bem mala nesta questão. kskk


ID
3340888
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Um estagiário, desenvolvendo suas atividades durante cinco dias por semana e seis horas por dia, completa certa tarefa em oito semanas. Entretanto, se desenvolvesse suas atividades com eficiência 20% maior, em igual número de dias por semana, porém, durante apenas quatro horas por dia, o número de semanas que gastaria para completar essa mesma tarefa seria:

Alternativas
Comentários
  • não consegui resolver

  • Em 8 semanas ele executa 100% do trabalho, se ele aumentar em 20% a eficiência com que trabalha, de 100 vai para 120%.

    Regra de 3 inversamente proporcional, pois quanto mais horas, menos semanas, quanto maior a eficiência, menos semanas também.

    Dias ------ Eficiência em %--------Horas-------- Semanas

    5 --------------------100 ----------------------- 6 --------------------8

    5 --------------------120 ------------------------ 4 ------------------- X

    8x = 4/6 * 120/100 * 5/5

    8x = 2400/3000

    2400x = 24000

    x = 10

    GAB C

  • Chatinha a questão, mas tem que ser criativo. Fiz por meio de regra 3 composta.

    1 Estagiário, 5 dias por semana, 6 horas por dia, 8 semanas = CT ( conclui "Certa Tarefa")

    Observe que a questão diz que há um aumento de eficiência por parte do estagiário. Porcentualmente falando, 1 é = 100%, como temos 1 estagiário, logo temos 100% de eficiência do estagiário. Se há um aumento de eficiência no trabalho desenvolvido por este, então podemos colocar que há, agora, 1,2 (ou, 120%) de trabalho eficiente desenvolvido pelo estagiário. Logo:

    1,2 Estagiário, 5 dias por semana, 6 horas por dia, 8 semanas = CT (conclui "Certa Tarefa")

    Agora, basta calcularmos:

    1.5.6.8.CT(corta) = 1,2.5.6.8.CT(corta)

    O resultado dará 10 após o calculo.

  • O resultado de alguém deu 6,4?

  • Dias ------ Eficiência em %--------Horas-------- Semanas

    5 --------------------100 ----------------------- 6 --------------------|8|

    5 --------------------120 ----------------------- 4 --------------------|X|

    (CORTA OS 5)--(I)-------------------------(D)

    X = 8 * 6 * 100 (SIMPLIFICA )

    _______________________

    ......4 * 6 * 20 (FATORA OS 12O QUE DÁ 6*20)

    X= 2\1 * 1\1 * 5\1 = 10


ID
3340891
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

A soma dos dez primeiros termos de uma progressão aritmética é 90. Sabendo-se que o 15º termo é 28 e que a soma de todos os seus termos é 306, então o número de termos dessa progressão é:

Alternativas
Comentários
  • Por gentileza se alguém souber a resolução e puder compartilhar. Obg! :D

  • Gab. A

    O segredo é reduzir o número de incógnitas para ser possível resolver por sistemas:

    1° Eq:

    Sn= [(a1 + an) *n] /2

    90 = [(a1 + a10) *10] /2

    2° Eq:

    306 = [(a1 + an) *n] /2

    3° Eq:

    an = a1 + (n-1)*r

    28 = a1+ 14*r

    a1 = 28-14*r

    Voltando a 1°:

    90 = [(a1 + a10) *10] /2

    a10= a1 + (10-1)*r

    a10 = a1 + 9r

    90= [(a1 + a1 + 9r)*10]/2

    2a1 = 18 - 9*r

    substituindo 3 em 1:

    2 (28- 14r) = 18 - 9*r

    r= 2

    substituindo em 3:

    a1 = 28-14*r

    a1= 0

    Voltando a 2°:

    306 = [(a1 + an) *n] /2

    306= 0+ n*an/2

    an= a1 + (n-1)*r

    an= (n-1) *2 = 2n - 2

    306= [n * (2n - 2)] /2

    2n^2 -2n - 612= 0

    n1= -17

    n2= 18

    Portanto, o numero total de termos só pode ser positivo.

    Letra A = 18.

  • Vai pela resposta que se resolve mais rápido.

    a1+a2+a3+a4......a10 = 90

    fórmuala

    Sn=(a1+an)*n/2

    resolvendo de a1 ate a10, temos que a1+a10=18

    a10 = a1+9r, logo

    a1+9r + a1 = 18

    2a1+9r=18

    ai temos no enunciado que a15=28, e

    a1+14r = 28 pra resolver utilizei um recurso pra achar um 2a1 que é multiplicar por 2

    2a1+28r=56

    2a1 + 9r + 19r = 56 ---> temos que 2a1+9r = 18 então substituimos

    18+19r=56 chegamos a r=2

    a1=0 ai vamos testando 15 termos = deu 210, logo era mais pra cima, fiz com 18 termos e achei a resposta 306

    acho mais pratico que ficar fazendo um monte de equação , já que na hora da prova não temos muito tempo.


ID
3340894
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

A área de um triângulo ABC cujos vértices representam os pontos A(k, 4), B(k, 1) e C(1, k) em um plano cartesiano, sem unidade de medida especificada, é 3. Dessa forma, o valor de k, tal que k ∈ ℝ, é:

Alternativas

ID
3340897
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

A negação da proposição composta “Patrícia gosta de comida italiana e seu prato predileto é lasanha” é:

Alternativas
Comentários
  • Negação do ''E'', nega as duas e troca pelo ''OU''

  • Gente do céu, não se nega uma proposição usando o mesmo conectivo, se liga! Sabendo disso já dá pra eliminar metade das alternativas.

  • Nega tudo e troca o conectivo ''e'' pelo ''ou''

  • Patrícia NÃO gosta de comida italiana OU seu prato predileto NÃO é lasanha

    • 1º Troca o "e" pelo "ou" ;
    • 2º Coloca o "não" na frente do verbo.
  • Nega DUAS VEZES e troca E pelo OU

  • GABARITO LETRA C

  • nega nega nega

    ex: p ^ q = ~p v ~q

    obs: ou é equivalente ao e, ou seja, nega nega nega tbm.

    ex.: p v q = ~p ^ ~q


ID
3340900
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Considere verdadeiras as proposições que formam o seguinte argumento:


p1: Bruno joga basquete se e somente se não trabalhar aos finais de semana;

p2: Paulo joga futsal se Bruno também jogar;

p3: Ou Paulo joga futsal ou Bruno não joga basquete; e,

p4: Bruno trabalha aos finais de semana.


Logo, pode-se concluir que:

Alternativas
Comentários
  • Considerando P4 como Verdadeira e considerando as demais como verdade:

    P1: F<-->F = V

    P2: F<--->F=V

    P3 :F ou... ou V= V

    Resposta: LETRA C( PAULO E BRUNO N JOGAM FUTSAL)

  • Galera, p quem está começando, desconsidere o comentário desse cara, tal de Guilherme, logo abaixo de mim, ele não sabe. Ele indicou a 2ª proposição como sendo uma bicondicional, na verdade é uma condicional invertida

  • GABARITO: C

    ( F ) BRUNO JOGA BASQUETE NÃO TRABALHAR AOS FINAIS DE SEMANA ( F )

    ( F ) BRUNO JOGA FUTSAL  → PAULO JOGA FUTSAL ( F ) ( A ORDEM FOI ALTERADA )

    ( F ) PAULO JOGA FUTSAL VV BRUNO NÃO JOGA BASQUETE ( V )

    BRUNO TRABALHA AOS FINAIS DE SEMANA ( V )

    C) Nem Paulo, nem Bruno jogam futsal.

    ( F ) BRUNO JOGA FUTSAL  → PAULO JOGA FUTSAL ( F )

  • boa questão. foi complexa.

  • começamos pelo final levando em contas que todas devem ter valor verdadeiro de acordo com seu conectivo

    p4 bruno trabalha no final de semana - LEVANDO EM CONTA QUE É VERDADE, VOLTAMOS PARA O INICIO

    e e somente para ser verdadeiro SE FOR OS DOIS F,F OU V,V

    • p1: Bruno joga basquete F se e somente se não trabalhar F ( ELE TRABALHA) aos finais de semana;

    • p2: Paulo joga F futsal se Bruno F ( ele n jogou) também jogar;

    SE ENTÃO PARA SER VERDADEIRO NÃO PODE SER V-F

    • p3: Ou Paulo joga futsal F ou Bruno não joga basquete v; e,

    ou,ou para ser verdadeiro somente um dois tem que ser verdade

    • p4: Bruno trabalha aos finais de semana. V

    sabemos que bruno trabalha no final de semana, não joga basquete

    nem bruno nem paulo joga futsal


ID
3340903
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Em uma urna existem 40 bolas numeradas de 1 a 40. Retirando-se aleatoriamente uma bola, a probabilidade de que contenha um número ímpar ou múltiplo de 5 é:

Alternativas
Comentários
  • Questão simples:

    ímpares de 1 a 40: 1,3,5,7,9,11,13,15,17,19,21,23,25,27,29,31,33,35,37,39 (total de 20 números)

    Múltiplos de 5 (de 1 a 40): 5,10,15,20,25,30,35,40 (total de 8 números)

    logo a probabilidade é soma ("conectivo ou") 20/40 + 8/40 = 28/40

    Porém precisamos excluir os eventos repetidos, onde o número é ímpar e múltiplo de 5 ao mesmo tempo: 5,15,25,35 = 4/40

    Logo a probabilidade vai ser: 20/40 + 8/40 - 4/40 = 24/40 = 3/5

    Gabarito letra A!

  • Meu rabiscado

    http://sketchtoy.com/69126458


ID
3340906
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

“Além de votar diretamente em um candidato a deputado ou vereador, o eleitor tem a opção de votar no partido de sua preferência sem indicar um candidato específico, basta apenas digitar os dois primeiros números do partido e confirmar.” Esse tipo de voto é denominado:

Alternativas

ID
3340909
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

Um tema envolvendo a educação brasileira está sendo amplamente discutido nas redes sociais e nos meios de comunicação de massa nos últimos meses. Fundamentado no Projeto de Lei nº 6.840/2013, o assunto em debate é:

Alternativas

ID
3340912
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
História e Geografia de Estados e Municípios
Assuntos

Na atual dinâmica econômica e ambiental da região Centro-Oeste, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • O Estado de Goiás possui uma economia onde destacamos a forte presença da agropecuária que contribui com 10,4% no  (PIB) do Estado Goiano (IMB/SEGPLAN, 2017). A participação do Estado de Goiás no PIB nacional é de 2,9%, de acordo com dados de 2014 do , ficando atrás de Estados como o , São Paulo e . Entretanto, dentro da , o Estado de Goiás é a segunda maior economia, ficando atrás do  que detém 36,4% de participação no PIB da região enquanto o Estado de Goiás detém 30,4% da participação.

    O Estado de Goiás é um dos maiores produtores de  e soja do Brasil. Outros cultivos importantes são: algodão, , café,  e alho.

    O ERRO DA QUESTÃO esta em dizer que a AGROPECUÁRIA é um setor SECUNDÁRIO, sendo que, é um setor PRIMÁRIO.

    Denomina-se como Setor Primário os segmentos da economia que produzem matérias primas, como a agricultura, a pecuária, a pesca e o extrativismo mineral.

    Setor Secundário inclui os setores da economia que transformam produtos, como indústrias e construção. Este setor geralmente pega os produtos provindos do  e os transformam, ao ponto de servirem para serem usados para outros negócios, exportados ou para serem consumidos por consumidores domésticos. 

    O Setor Terciário envolve as provisões de serviços tanto para outros negócios como para consumidores finais.

  • O maior rebanho bovino é no Mato Grosso.

  • erro na alternativa "A"

    e na alternativa "d"

    sendo a questão de 2016, 

    a partir de 2018 o maior produtor de gado no Brasil e no Mato grosso com cerca de 30 milhões de cabeça, seguido por Goiás e Mato grosso do sul

  • a) ITEM INCORRETO, sendo o gabarito da questão. A agropecuária está vinculada ao setor primário – e não aos setores secundário (indústrias) e terciário (serviços).

    b) ITEM CORRETO.

    c) ITEM CORRETO.

    d) ITEM CORRETO, mas à época da questão, em 2016. Atualmente, o item estaria errado, tendo em vista que a partir de 2018 o Mato Grosso se tornou o maior produtor nacional de gado bovino. Em 2020, o rebanho bovino nacional cresceu 1,5%, chegando a 218,2 milhões de cabeças, maior efetivo desde 2016. O Centro-Oeste respondeu por 34,6% do total (75,4 milhões). A maior alta foi na região Norte: 5,5%, ou mais 2,7 milhões de cabeças, somando 52,4 milhões. Mato Grosso segue líder, com 32,7 milhões de cabeças e alta de 2,3% ante 2019. Entre os municípios, São Félix do Xingú (PA), manteve a liderança com 2,4 milhões de cabeças e alta de 5,4%, no ano.

     Gabarito: A

  • Mato Grosso continuou com o maior rebanho de bovinos no Brasil, com 32,7 milhões de cabeças e alta de 2,3% ante 2019. Já Goiás teve alta de 3,5% e fechou o ano de 2020 com 23,6 milhões de cabeças de gado. Em terceiro lugar aparece o Pará, com 22,3 milhões de cabeças, crescimento de 6,3%.29 de set. de 2021

  • Setor Primário os segmentos da economia que produzem matérias primas, como a agricultura, a pecuária, a pesca e o extrativismo mineral.

    Setor Secundário inclui os setores da economia que transformam produtos, como indústrias e construção. Este setor geralmente pega os produtos provindos do  e os transformam, ao ponto de servirem para serem usados para outros negócios, exportados ou para serem consumidos por consumidores domésticos. 

    Setor Terciário envolve as provisões de serviços tanto para outros negócios como para consumidores finais.


ID
3340915
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

Segundo dados do censo de 2010 houve um significativo aumento da população que se autodeclara indígena no país. Isso pode ser resultado de vários fatores, EXCETO:

Alternativas

ID
3340918
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
História
Assuntos

“Noventa milhões em ação,

Pra frente Brasil,

Do meu coração...”


O trecho da música mencionado anteriormente tomou conta das rádios, da televisão e das ruas do país quando:

Alternativas
Comentários
  • Que palhaçada essa questão.

  • Não extraiu conhecimento algum. Deveriam se envergonhar de uma questão desse nível!

  • Fui pela lógica de que o brasileiro só se manifestava com força pelo futebol, política nunca.

  • Pessoal, naquela época da Ditadura Militar, não seria possível que 90 milhões de pessoas fossem às ruas em protesto, como foi citado nas outras alternativas. Além do mais, não poderia se passar em rádio ou televisão, devido a censura. No governo de Médici, ele instalou o UFANISMO, que era um tipo de sentimento de patriotismo acima de tudo. Ou seja, por mais que as pessoas estivessem passando fome e que a crise econômica estivesse acontecendo, foi instruído ao povo o patriotismo, acima dos problemas sociais. Por tal motivo, nota-se a doutrinação de músicas em rádios, programas de TV e etc, torcendo pela vitória do Brasil.


ID
3340921
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
História e Geografia de Estados e Municípios
Assuntos

Ao longo da história até os dias atuais, muitas cidades se especializaram em determinadas funções, dando-lhes características particulares, enquanto outras são multifuncionais. A respeito da cidade de Trindade (GO), que tem seu nome reconhecido em todo o país, é correto afirmar que possui finalidade:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra A)

    Trindade é um dos municípios goianos mais conhecidos em razão do turismo, principalmente por causa da tradição religiosa da , peregrinação em torno da figura do , iniciada popularmente desde a segunda metade do século XIX. A importância cultural e histórica da devoção, impulsionada pelo medalhão que torna ícone a coroação da  pela  é consolidada, através da história da cidade, pela construção da , erguida em estilo , e do . A religiosidade popular, próxima de um modelo colonial, passou por um processo lento de , mas mantém o conservadorismo da romaria, sobretudo durante a . O evento, de frequência anual, se estende por dez dias e finaliza-se no primeiro domingo do mês de julho e é considerada a maior festividade religiosa do  e a segunda maior do país. Na edição de 2019, a romaria contou com a participação de aproximadamente 3,2 milhões de pessoas.

  • Gabarito: Letra A.

    Trindade é considerada a capital religiosa do Estado de Goiás.

    É tradição dizer que o município de Trindade – Goiás nasceu a partir do encontro entre a fé e a devoção. Característica muito particular do município, a crença no Divino Pai Eterno fez com que se estruturasse na região o que se conhece hoje como a Capital da Fé dos goianos. 

    Trindade fazia parte do Distrito de Santa Cruz, criado em 1776. O território abrangia o Sul de Goiás. 

    Em 1810, o alferes Joaquim Gomes da Silva instalou a sede de sua fazenda naquele distrito, onde surgiu o povoado de Campininha das Flores. Acredita-se que por volta de 1830 o casal mineiro de agricultores Constantino Xavier e Ana Rosa tenham se mudado para uma região próxima onde existia um córrego de água salobra e barro escuro em suas margens. Foi no Córrego do Barro Preto, cerca de dez anos depois, que toda história de fé se iniciou. Como conta a tradição, os agricultores encontraram um medalhão com a imagem da Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. A partir daí, famílias de amigos e vizinhos começaram a se reunir para rezar o terço em louvor ao Divino Pai Eterno. 

    Constantino e Ana Rosa perceberam que aquele medalhão não era propriedade deles, era uma graça do Pai Eterno e deveria ser partilhada com todos. Foi assim que por volta de 1848, eles decidiram construir uma pequena capela, coberta de folhas de buriti, para que o público tivesse acesso permanente à relíquia. Era crescente o número de pessoas que vinham de todas as partes, pedindo e agradecendo as graças que o Divino Pai Eterno concedia.

    Fonte: Prefeitura de Trindade (História).

  • ------------- GABARITO (A) -----------

    ((((((((((TRINDADE GO )))))))))))

    A cidade surgiu da devoção ao Pai Eterno. Tudo começou quando o casal de agricultores Constantino e Ana Rosa encontrou o Medalhão de barro com a Imagem da Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. Bento Fleury, historiador, contou que a partir deste encontro, o casal passou a fazer oração e a agregar pessoas. ?Vizinhos, conhecidos, compadres, cidades próximas foram chegando e a romaria foi crescendo como uma mancha de óleo?.

    Com o passar dos anos, a cidade foi crescendo e se desenvolvendo. ?Trindade passou a ter uma vida cultural, com biblioteca, a primeira luz elétrica, a primeira bicicleta, toda a formação de um núcleo de cidade. Em 1910, a cidade passou a ser distrito de Campinas e em 16 de julho de 1920, ela foi emancipada. O primeiro prefeito foi o coronel Anacleto Gonçalves de Almeida, que era uma das lideranças principais de toda essa região. Trindade cresceu e não perdeu a sua característica original, mesmo estando geograficamente agregada à Goiânia, construiu uma vida própria por conta da Romaria?, ressaltou o historiador.

  • A cidade de Trindade é onde está localizado o famoso Santuário de Goiás, dedicado à Santíssima Trindade.

    Os romeiros iam visitar o Divino Pai Eterno na festa, mas não voltavam sem pedir também a bênção do Padre Pelágio. Por causa do seu prestígio na região, o Padre Pelágio contribuiu para a consolidação da Romaria de Trindade como a principal festa católica de Goiás.

    Resposta: A


ID
3340924
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Geografia
Assuntos

“Fenômeno luminoso promovido pela entrada de partículas sólidas vindas do espaço na atmosfera da Terra. Popularmente, são conhecidas como estrelas cadentes.” Esse fenômeno luminoso é provocado por:

Alternativas
Comentários
  • D) é o gabaritonelson

    As chamadas estrelas cadentes são, na verdade, meteoros, isto é, corpos celestes que entram na atmosfera terrestre e incendeiam-se por causa do atrito com o ar.

    fonte

    site brasil escola

  • METEORO DA PAIXÃO!! KK


ID
3340927
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

Relacione adequadamente o tipo de gás de efeito estufa às suas respectivas características.


1. Dióxido de carbono (CO²).

2. Hidrofluorcarboneto (HFC).

3. Metano (CH4).


( ) Gás sintético, formado por átomos de hidrogênio, flúor e carbono.

( ) Gás gerado por atividades como a pecuária, o cultivo de arroz inundado, a queima de combustíveis fósseis e de biomassa, insumos agrícolas e matéria orgânica em decomposição.

( ) É um gás proveniente da queima de combustíveis fósseis, matéria orgânica e desflorestamento.


A sequência está correta em

Alternativas

ID
3340933
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Geografia
Assuntos

Nas últimas décadas do século XX, estudos realizados por meteorologistas e climatologistas de todo o mundo detectaram um significativo aumento da temperatura média global, em torno de 0,6°C, na superfície dos continentes e dos oceanos. Esse aquecimento global pode causar sérias alterações nos climas do planeta. Sobre essas alterações nos climas, analise as afirmativas a seguir.


I. Diminuiu a quantidade de dias quentes, bem como a frequência das ondas de calor.

II. Diminuiu a diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas.

III. Recuaram os glaciares polares e a neve que cobre as montanhas.

IV. A temperatura média global na superfície dos continentes e dos oceanos aumentou e esse aumento foi maior nos continentes do que nos oceanos.


De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), são alterações verdadeiras recorrentes nos climas do planeta as afirmativas

Alternativas
Comentários
  • Sabendo-se que a opção I está errada, fica fácil matar a questão.

    #PMPR_Londrina

  • A opção I está incorreta , a temperatura aumenta e não diminui!

  • O QUE É AQUECIMENTO GLOBAL? aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra decorrente da ação humana

    COMO É CAUSADO? pelo aumento da concentração de 

    GAB. D

  • III. Recuaram os glaciares polares e a neve que cobre as montanhas.

    Alguém poderia explicar esse termo recuar?

  • Tararau , o recuo dos glaciares e da neve nas montanhas é a mesma coisa que a redução dos ''gelos'' por conta do aumento da temperatura no mundo. Tamo junto !

  • Item I – AUMENTOU a quantidade de dias quentes, bem como a frequência das ondas de calor. ITEM INCORRETO.

    Item II – ITEM CORRETO.

    Item III – ITEM CORRETO.

    Item IV – ITEM CORRETO.

    Resposta: D

  • Recuar : diminuir

  • Não entendi pq a (l) está errada

ID
3351688
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

“O Brasil será o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (11), em Brasília (DF). A partir de janeiro do próximo ano, o Ministério da Saúde passa a disponibilizar a vacina contra o HPV para a população masculina de 12 a 13 anos na rotina do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).”

(Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/noticias-svs/25991-meninos-tambem-seraovacinados-contra-hpv. Acesso em: 13/10/2016.)

O Human Papiloma Virus, ou HPV, é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. Quando não é tratado nas meninas, torna-se a principal causa do desenvolvimento do câncer de

Alternativas
Comentários
  • COLO DO ÚTERO


ID
3351691
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

O tratamento de feridas deve ser individualizado para cada paciente, considerando a etiologia da ferida, a evolução do quadro até então, a existência de comorbidades no paciente, a ocorrência de fatores que impliquem alterações no prognóstico, as características físicas da ferida, a disponibilidade de recursos para tratamento da ferida, a contraindicação. A resposta do tecido às lesões passa por três estágios. Em relação à resposta do tecido às lesões, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Inflamatória ou exsudativa.

2. Proliferativa ou regenerativa.

3. Reparativa ou de maturação.

( ) Última fase da cicatrização, a densidade celular e a vascularização da ferida diminuem, ocorre o alinhamento das fibras a fim de aumentar a resistência do tecido e diminuir a espessura da cicatriz, reduzindo a deformidade.

( ) Caracteriza-se pela formação do tecido de granulação. Nesta fase, o colágeno é o principal componente do tecido conjuntivo.

( ) Corresponde à ativação do sistema de coagulação sanguínea, ocorre a liberação de mediadores, tais como fator de ativação de plaquetas, fator de crescimento, serotonina, adrenalina e fatores do complemento entre outro. Dura cerca de 72 horas.

A sequência está correta em

Alternativas

ID
3351694
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

“Balanço hídrico é a monitorização de líquidos infundidos e eliminados por um cliente num determinado período. O objetivo é de realizar o controle rigoroso sobre as infusões e eliminações para avaliação da evolução clínica do paciente.” É dever do técnico de enfermagem:

Alternativas
Comentários
  • Resposta correta letra D

  • Para não assinantes resposta correta letra D


ID
3351697
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

“Um paciente que sofre de algum problema na coluna, mas não sente muitas dores, poderá fazer uma cirurgia e será escolhida a data em que ele esteja com suas melhores condições de saúde para passar pelo procedimento.” Em relação à classificação dos procedimentos, o exemplo citado anteriormente corresponde à

Alternativas
Comentários
  • CIRURGIA ELETIVA PERMITE PROGRAMAÇÃO E AGENDAMENTO EM DATA OPORTUNA.


ID
3351700
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. São sintomas de depressão, EXCETO:

Alternativas

ID
3351703
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

A dor é um sintoma muito frequente em ginecologia, quase sempre subjetiva e inconstante. É importante identificar a origem, o tipo, a intensidade e em que momento ou situação ocorre. As modificações ou perturbações dos ciclos menstruais podem se caracterizar em diferentes formas. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • HIPERMENORREIA- AUMENTO DO VOLUME SANGUÍNEO.

  • A polimenorreia é o termo utilizado para descrever ciclos menstruais com duração inferior a 21 dias

    Oligomenorreia é a menstruação com frequência anormal, em intervalos de mais de 35 dias;

    hipomenorreia diminuição do fluxo sanguínio.

  • hipermenorreia é o aumento da menstruação. Esse termo ``aumento do volume sanguíneo´´ da uma ideia muito genérica ao meu ver...


ID
3351706
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

O remédio antiviral oseltamivir (de nome comercial Tamiflu) deve ser receitado a todos os pacientes com sintomas de gripe Influenza A (H1N1). Os pacientes devem ser medicados nas primeiras 48 horas do início da doença, sem aguardar resultados de exames laboratoriais ou sinais de agravamento da doença. Visto que o Ministério da Saúde não disponibiliza a solução oral de oseltamivir, a administração deste produto para crianças deve ser feita com a diluição do produto disponível em cápsulas. Em relação aos passos para a administração deste medicamento diluído, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Pegue a(s) cápsula(s) e corte a ponta superior com uma tesoura (a tesoura deve ser lavada antes de ser usada).

( ) Meça 7,5 ml de água fria, filtrada ou fervida, e misture ao pó da cápsula de 75 mg que está dentro do copo.

( ) Com a seringa, aspire a quantidade em ml do líquido de acordo com a prescrição médica.

( ) Não deixe qualquer pó branco não dissolvido no fundo do copo; deve-se diluir e administrar o restante do medicamento.

A sequência está correta em 

Alternativas
Comentários
  • duas alternativas iguais fica dificil


ID
3351709
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

O autoexame das mamas é um procedimento que permite à mulher participar do controle de sua saúde. Recomenda-se que ele deve ser realizado mensalmente, uma semana após a menstruação, período em que as mamas não apresentam edema. O câncer de mama geralmente apresenta-se como um(a):

Alternativas
Comentários
  • O câncer de mama geralmente apresenta-se como um aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosa e bem definida.


ID
3351712
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

O pênis pode ser afetado por todo tipo de doenças: inflamatórias, infecciosas, traumáticas, tumorais, congênitas e hereditárias; gerando alterações estruturais ou funcionais, as quais podem ocasionar dificuldades em suas funções normais de urinar e manter relações sexuais. O prepúcio normal geralmente recobre a glande quando o pênis está flácido e se retrai quando ele está ereto, deixando a glande a mostra. A dificuldade em expor a glande caracteriza a seguinte doença:

Alternativas

ID
3351715
Banca
IDECAN
Órgão
Prefeitura de Damianópolis - GO
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

“Pedro Paulo, 41 anos de idade, chegou ao pronto-socorro com intensa dor abdominal. Sua temperatura era de 38,5°C; ao urinar queixa-se de dor e ardência, secreção abundante de pus pela uretra. Ao ser questionado sobre sua vida sexual, relatou possuir vida sexual ativa, com várias parceiras sem a utilização do preservativo.” Os sintomas apresentados referem-se a:

Alternativas
Comentários
  • gonorréia

  • Gonorréia, agente etiológico Neisseria gonorrhoeae . Assintomática na maioria das vezes . A mulher portadora da cervicite sintomática apresenta corrimento vaginal, dispaurenia ou disúria , podem ocorrer na presença de cervicite mucopurulenta: colo friável e doloroso ao toque , teste do cotonete positivo, sangramento do colo uterino . No homem, os sintomas são disúria, ardência miccional e prurido na uretra e corrimento uretral abundante e purulento.