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Prova FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Engenheiro de Segurança de Barragens JR


ID
2661859
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                              Do moderno ao pós-moderno

                                                               Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00


      A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.

      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.

      Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.

      O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.

      Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.

      A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.

      Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.

      Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.

      A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.

(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/do-moderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)

São vários os interdiscursos que “dialogam” no artigo de opinião de Frei Betto, como fonte de evidências para sua argumentação. Abaixo se apontaram alguns deles, com uma exemplificação. Assinale a opção em que NÃO haja correspondência entre a nomeação e a exemplificação:

Alternativas
Comentários
  • Gab. Letra C. 

  • "Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo."

    O trecho não se refere a religiosidade e sim ao processo de conheceimento.

  • LETRA C

    Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.”

    Nesse fragmento não fala nada de religião. Está falando de como se dá o processo do conhecimento e ainda cita exemplos, portanto é a resposta errada.

  • A letra C remete mais a uma questão filosófica em referências ao saber, autoconhecimento e realidade.


ID
2661862
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                              Do moderno ao pós-moderno

                                                               Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00


      A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.

      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.

      Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.

      O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.

      Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.

      A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.

      Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.

      Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.

      A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.

(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/do-moderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)

Anteponha V (verdadeiro) ou F (falso) às asserções, levando em consideração a argumentação do articulista:


( ) Para o autor, a crença no racionalismo, base da reflexão que sustentava a contraposição a dogmas e possibilitava a liberdade, hoje foi suplantada pela incerteza de uns, e pela alienação de outros.

( ) Segundo o autor, na contemporaneidade, o caráter de imediatismo e individualismo da nossa sociedade é fruto do sincretismo religioso do povo brasileiro e da falta de conhecimento da história do Brasil.

( ) A globalização, que se constitui como fenômeno inescapável, apresenta tanto aspectos positivos quanto negativos: no âmbito dos avanços tecnológicos, ao mesmo tempo aproxima e isola pessoas; no econômico, promove grande circulação monetária para uns e desigualdades gritantes, para outros povos.

( ) Em decorrência do apagamento de fronteiras culturais e econômicas, notam-se interferências nos preceitos morais dos diversos grupos sociais, sobretudo dos países “colonizados”.

( ) Para Frei Betto, o ceticismo e o hedonismo consumista, marcantes no mundo pós-moderno, construíram uma nova postura ética, uma nova utopia que rejeita o “politicamente incorreto”.


A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

Alternativas
Comentários
  • Resposta correta: Letra D

  • Gostaria de uma explicação para essa questão, tentei responder de acordo com a interpretação do texto e não tive sucesso. 

  • No dia da prova eu errei essa questão e ainda hoje tive dificuldade para acertar. Acredito que as duas últimas alternativas estão corretas.

  • A letra D esta errada por causa  da expressao: “que rejeita o "politicamente incorreto” o certo seria que aceita o politicamente incorreto.

    TRECHO: Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.”

  • Frei Betto já é aquele cara que fala, fala, fala e acaba não dizendo muita coisa, e a FUMARC ainda vem inventar moda nas questões. pqp.

  • ( F )Para Frei Betto, o ceticismo e o hedonismo consumista, marcantes no mundo pós-moderno, construíram uma nova postura ética, uma nova utopia que rejeita o “politicamente incorreto”.


    O texto fala sobre ética aqui:

     "Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos."


    Logo... o hedonismo , ceticismo e consumismo eh abordado em outro parágrafo que ele fala de costumes... e também em momento nenhum o texto cita comportamento politicamente correto.

  • Pra responder essa questão eu me recusei ficar voltando no texto muitas vezes. Fui "o que eu considero que é certeza?" Analisei que a primeira seria V(eu tive certeza) e analisei que a última deveria ser F( eu tbm tive certeza).Com isso eliminei as outras....

    Obs: Eu não sou nerd, guardo inúmeras reprovações...

  • Meu entendimento da questão:

    ( V) Para o autor, a crença no racionalismo, base da reflexão que sustentava a contraposição a dogmas e possibilitava a liberdade, hoje foi suplantada pela incerteza de uns, e pela alienação de outros. R: Isso resume o texto (a ideia central) no trecho "morte da modernidade merece missa de sétimo dia? " (...) Somos invadidos pela incerteza,"

    (F) Segundo o autor, na contemporaneidade, o caráter de imediatismo e individualismo da nossa sociedade é fruto do sincretismo religioso do povo brasileiro e da falta de conhecimento da história do Brasil. R:(totalmente sem sentido)

    (V ) A globalização, que se constitui como fenômeno inescapável, apresenta tanto aspectos positivos quanto negativos: no âmbito dos avanços tecnológicos, ao mesmo tempo aproxima e isola pessoas; no econômico, promove grande circulação monetária para uns e desigualdades gritantes, para outros povos. R: Verdadeiro possível verificar no trecho "A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização."

    ( V) Em decorrência do apagamento de fronteiras culturais e econômicas, notam-se interferências nos preceitos morais dos diversos grupos sociais, sobretudo dos países “colonizados”. R: Possível encontrar no trecho: "Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte."

    ( F ) Para Frei Betto, o ceticismo e o hedonismo consumista, marcantes no mundo pós-moderno, construíram uma nova postura ética, uma nova utopia que rejeita o “politicamente incorreto”. R: trecho "(...) Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais"


ID
2661874
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                              Do moderno ao pós-moderno

                                                               Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00


      A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.

      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.

      Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.

      O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.

      Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.

      A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.

      Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.

      Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.

      A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.

(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/do-moderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)

“A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.”


São figuras de linguagem identificáveis no fragmento acima, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • São exemplos de Antítese:

    A sina dos médicos é conviver com a doença e a saúde.

    Ele estava entre a vida e a morte.

    A vida é mesmo assim, um dia a gente ri e no outro a gente chora.

    Alegrias e tristezas são constantes da vida.

    A educação é luz sobre trevas.

    O soldado contava suas derrotas e vitórias.

    O amor e o ódio são sentimentos bem próximos.

    Uma linha tênue separava a verdade da mentira.

  • Ironia é a figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra ou expressão de forma que ela tenha um sentido diferente do habitual e produza um humor sutil. Frequentemente, esse jogo é feito utilizando-se uma palavra quando na verdade se quer dizer o oposto dela, mas vale lembrar que nem só de oposições se constroem as ironias. Às vezes, o sentido real do que se diz não é exatamente o oposto, mas é diferente, e isso basta para tornar a sentença irônica.

    Fale mais alto, lá da esquina ainda não dá para ouvir.

     

    Metáfora é uma figura de linguagem. É um recurso semântico, Quer dizer que é um meio utilizado por quem escreve, ou por quem fala, para melhorar a expressividade de um texto literário. Quando é empregada em uma frase, faz com que esta se torne mais eloquente para os que a leem e a ouvem. Pode ser entendida como um artifício linguístico capaz de promover uma transferência de significado de um vocábulo para outro, através de comparação não claramente explícita.

    Esse problema é só a ponta do iceberg.

     

    Perífrase é uma figura de linguagem que também é chamada de antonomásia e circunlóquio. Consiste na substituição de um termo ou expressão curta por uma expressão mais longa que serve para transmitir a mesma ideia. Siginifica "falar em círculo". 

    Que bela imagem aérea do Velho Chico. (Rio São Francisco)

     

    Antítese é a figura de estilo que usa palavras ou expressões com sentidos opostos, que contrastam entre si. Ocorre quando há a aproximação destes termos contrários. Esta aproximação dá ênfase à frase e assegura maior expressividade à mensagem a ser transmitida.

    O mundo inteiro acordar e a gente dormir, dormir…

    OBS.: A Antítese utiliza palavras que são opostas quanto ao sentido, mas que apesar de serem contrárias, reforçam a mensagem que se deseja passar.

    O Paradoxo também utiliza a oposição entre dois termos contraditórios, mas estes referem-se a uma mesma ideia ou pensamento.

    “Estou cego e vejo./Arranco os olhos e vejo.” (Carlos Drummond de Andrade) 

     

    Hipérbato ou Inversão é uma figura de construção ou sintaxe caracterizada pela troca na sequência normal dos termos da oração. Neste caso, ocorre uma inversão ocasionando uma mudança, onde a ordem direta destes termos é alterada.

    HipérbatoSão como cristais suas lágrimas. Batia acelerado meu coração.

    Ordem direta: Suas lágrimas são como cristais. Meu coração batia acelerado.

     

    Hipérbole é a expressão do exagero. É figura de linguagem classificada como figura de pensamento. E por isto mesmo, constitui recurso estilístico capaz de aumentar a expressividade do texto. "... emergência funesta no pós-guerra.”

     

    Fonte: https://www.figurasdelinguagem.com

  • METÁFORA - "A morte da modernidade" (a palavra "morte" foi usada subentendendo a palavra "fim")

     

    IRONIA - "merece missa de sétimo dia?" (o tom jocoso deixa claro o sentido de ironia)

     

    PERÍFRASE - "Os pais da Modernidade" (utilizando uma expressão que celebrizou o grupo de quem se fala)

     

                                 gabarito: A

  • É importante enfatizar a diferença entre a Antonomásia e a Perífrase.

     

    ANTONOMÁSIA: É a substituição de um nome próprio por uma qualidade ou característica que o distinga. É o mesmo que apelido, alcunha, congnome.

    Ex: Beigo do Gordo - Gordo = Jô Soares.

     

    PERÍFRASE: Se refere a outros seres que não são pessoas.

    Ex: A cidade luz é linda. - Cidade luz = Paris.

     

    Fonte: Português Esquematizado - Agnaldo Martinho.

     

    "...do Senhor vem a vitória..."

  • Antítese é usada em situações onde há conflito de ideias ou opiniões.Logo, não foram evidenciadas no trecho em questão tal situação, portanto alternativa correta é a A.

  • Antítese > consiste na aproximação de palavras com sentidos contrários.

    Ironia> consiste em falar o contrário do que está escrito. 

    Metáfora> comparação implícita, geralmente sem conector. Associação por semelhança.

    Perífrase> Substituição de um termo por outro equivalente. 

  • Figuras de pensamento (antítese, paradoxo, eufemismo, ironia, hipérbole, personificação, apóstrofe, gradação). 

     

    Antítese: Emprego de palavras ou expressões de sentido oposto. Ex.:  Era cedo para alguns e tarde para outros. Não és bom, nem és mau: és triste e humano (Olavo Bilac).

     

    Observação: a antítese tem um aprofundamento chamado de paradoxo ou oxímoro. Enquanto a antítese ocorre por haver a aproximação de opostos, como nos dois exemplos anteriores, o paradoxo é um mesmo elemento com características opostas, contraditórias. Um exemplo emblemático é o seguinte poema de Luiz Vaz de Camões, 

     

    Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente;

    é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. 
     

  • O PESSOAL poderia colocar a explicação da questão e não a matéria toda.

    Estamos com dúvidas em determinado ponto, mas isto não significa que não conhecemos a matéria!

  • Perífrase é tipo um apelido

    Cidade Maravilhosa - RJ

    Rei do Reggae - Bob M.

    Terra da Garoa - SP

    Rei do Pop ...

  • PERÍFRASE: os pais da modernidade

    Metáfora:  A morte da modernidade

    Ironia: Missa de sétimo dia?

  • Figuras de linguagem 

      

    METÁFORA: Comparação implícita 

    SÍMILE: Comparação explícita 

    ANTÍTESE: oposição lógica 

    PARADOXO: oposição não lógica 

    HIPÉRBOLE: exagero 

    EUFEMISMO: suavização 

    ELIPSE: Omissão de um termo subentendido 

    ZEUGMA: omissão de um termo já dito. 

    POLISSÍNDETO: Vários conectivos 

    ASSÍNDETO: Nenhum conectivo 

    ALITERAÇÃO: Repetição de consoantes 

    ASSONÂNCIA: Repetição de vogais 

    PLEONASMO: reforçar uma ideia, repetição 

    IRONIA: sarcasmo, consiste em dizer-se o contrário do que se quer 

    GRADAÇÃO: ascensão 

    ONOMATOPEIA: é uma figura de linguagem que significa o emprego de uma palavra ou conjunto de palavras que sugerem algum ruido 

    METONÍMIA: substituição do autor pela obra 

    CATACRESE: ausência de termos especifica, pé da mesa 

    SINESTESIA: mistura de sentidos 

    PROSOPOPEIA: personificação de coisas 

    PARONOMÉSIA: trocadilho 

    APÓSTROFE: vocativo 

    SILEPSE: concordância com a ideia 

    PERÍFRASE: caracterizar por fatos 

    ANÁFORA: repetição 

    ANACOLUTO: interrupção  

    HIPÉRBATO: inversão, ordem indireta da frase 


ID
2661880
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                              Do moderno ao pós-moderno

                                                               Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00


      A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.

      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.

      Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.

      O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.

      Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.

      A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.

      Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.

      Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.

      A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.

(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/do-moderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)

Foram indicadas corretamente as ideias representadas pelos conectivos destacados, EXCETO em:

Alternativas
Comentários
  • Sobre a letra a)

    As orações subordinadas adverbiais concessivas indicam concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à quebra de expectativa

    Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA. Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locuções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que.

     

    Sobre a letra B (Gabarito)

    Orações Subordinadas Adverbiais Condicionais: exprimem condição, hipótese:

    Principais conjunções: se, caso, contanto que…

    Se fizesse ginástica, emagreceria. Você será aprovado, desde que estude.

  • sem que : locução conjuntiva concessiva.

  • Banca chata dos inf*

  • a) ainda assim ( concessiva)

    b) concessiva

    c) como ( conformidade)

    d) mais que (comparação)

  • Cuidado!!!
    1) Não confunda como conformativo com comparativo. Na comparação é preciso haver
    pelo menos dois seres sendo comparados, o que já não ocorre na conformidade. É por
    isso que, em “O lutador luta como o mestre.”, o como é necessariamente comparativo.

    PESTANA

  • Conjunções

    1) CAUSAIS > na medida que, já que, visto que, PORQUANTO..

    2) CONSECUTIVAS> tão, tal, tanto, tamanho..que, de modo que..

    3) CONDICIONAIS> Se, caso, desde que, a menos que..

    4) CONCESSIVAS> Conquanto, malgrado, posto que..

    5) COMPARATIVOS> igual a, tal qual, tanto quanto..

    6) CONFORMATIVOS> como, conforme, segundo, de acordo, com consoante.

    7) TEMPORAIS> Enquanto, ao mesmo tempo em que, logo que, assim que, desde que, quando, mal..

    8) PROPORCIONAIS> À medida que, à proporção que, quanto mais..mais, quanto mais..menos, quanto menos..mais..

    9) MODAIS (DEPENDE DO SENTIDO)

    10) FINAIS> A fim de, para que....

  • GAB: B

    Diferenças CUIDADO!!
    Condicionais: sem que ( = se não)
    Concessivas: sem que ( = embora não)
    Consecutivas: Sem que 

     

    PESTANA, Fernando. A Gramática para Concursos Públicos.


ID
2661883
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                              Do moderno ao pós-moderno

                                                               Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00


      A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.

      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.

      Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.

      O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.

      Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.

      A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.

      Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.

      Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.

      A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.

(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/do-moderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)

Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.


I. Os termos destacados – “um rapaz de São Paulo”, “Bilhões de dólares” e “o padrão do mais forte” – desempenham mesma função sintática nas orações em que se encontram.

II. O sujeito da 1ª oração do excerto, cujo elemento predicador é o verbo “ingressar”, é indeterminado.

III. O termo “às redes de computadores”, preposicionado, completa verbo, portanto é objeto indireto deste.

IV. “As políticas e morais são afrouxadas” seria a voz ativa correspondente à oração sublinhada.


Estão CORRETAS as afirmações contidas apenas em:

Alternativas
Comentários
  • CORRETO! I. Os termos destacados – “um rapaz de São Paulo”, “Bilhões de dólares” e “o padrão do mais forte” – desempenham mesma função sintática nas orações em que se encontram.

    COMENTÁRIO:  

    1ª) SÃO SUJEITOS SIMPLES (SINTAGMA NOMINAL).
     

    ERRADO! II. O sujeito da 1ª oração do excerto, cujo elemento predicador é o verbo “ingressar”, é indeterminado.

    COMENTÁRIO:  

    1ª) PRESTE ATENÇÃO! AQUI O EXAMINADOR FEZ UMA PEGADINHA BEM MASSA. ELE DISTANCIO O COMPLEMENTO PARA DIFICULTAR A RESPOSTA. BLZ, TUDO BEM ATE AQUI.
    2ª) LOGO, O ERRO SERIA DIZER QUE O SUJEITO É INDETERMINADO, MAS NA VERDADE ELE É SUJEITO OCULTO

    [...] (Nós) Ingressamos na era da globalização. [...]

     

    ERRADO! III. O termo “às redes de computadores”, preposicionado, completa verbo, portanto é objeto indireto deste.
    COMENTÁRIO:  
    1ª) VTDI

     

    CORRETO! IV. “As políticas e morais são afrouxadas” seria a voz ativa correspondente à oração sublinhada.
    COMENTÁRIO:  
    1ª) BONITO!

  • Não consigo entender como a IV está correta...
  • Espero novo comentário esclarecendo o Item IV.

     

    Parece-me, à primeira vista, que o examinador simplesmente transformou uma oração voz passiva sintética em uma oração voz passiva analítica.

  • Eu achei que fosse “As políticas e morais foram afrouxadas”   :/

  • A alternativa IV é uma voz passiva. Podemos observar a presença do verbo Ser + particípio.

  • Para quem não entendeu o porquê da alternativa IV estar errada e a questão ter sido anulada pela banca:

    Em primeiro lugar, para poder ser passado da voz passiva para a voz ativa, o verbo precisa ser transitivo e o verbo da frase é de ligação: As políticas e morais são afrouxadas;

    Em segundo lugar, para ser possível transformarmos uma frase da voz passiva analítica para a voz ativa é preciso que o verbo tenha objeto direto (VTD ou VTDI), pois o sujeito da voz passiva é o objeto direto da voz ativa e o agente da passiva é o sujeito na voz ativa.

    As políticas e morais são afrouxadas.

    (sujeito) (VL) (predicativo do sujeito)

    Assim, a alternativa IV está errada porque a frase não possui voz ativa.

    Mais exemplos em https://www.migalhas.com.br/coluna/gramatigalhas/80436/voz-passiva-quando-e-possivel

  • Pessoal, a IV está errada, pois se trata de uma VOZ PASSIVA ANALÍTICA! e não voz ativa

    Sujeito paciente + va + vp + agente da passiva (omitido)

    As políticas e morais são afrouxadas por alguém (agente da passiva omitido)


ID
2661886
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                              Do moderno ao pós-moderno

                                                               Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00


      A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.

      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.

      Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.

      O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.

      Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.

      A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.

      Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.

      Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.

      A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.

(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/do-moderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)

“A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.”


O item lexical destacado:

Alternativas
Comentários
  • No português, os principais processos para formar palavras novas são dois: derivaçãocomposição.

    DERIVAÇÃO: é a formação de palavras a partir da anexação de afixos à palavra primitiva. O processo de derivação pode ser prefixal, sufixal, parassintético, regressivo e impróprio.

    Derivação Prefixal: faz-se pela anexação de prefixo à palavra primitiva. Exemplos: desfazer, refazer.
    Derivação Sufixal: faz-se pela anexação de sufixo à palavra primitiva. Exemplos: alegremente, carinhoso.
    Derivação Parassintética: faz-se pela anexação simultânea de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Atenção: só acontece quando os dois morfemas (prefixo e sufixo) se unem ao radical simultaneamente. Exemplos: desalmado, entristecer.
    Derivação Regressiva: faz-se pela redução da palavra primitiva, produz os substantivos deverbais, esses são substantivos derivados a partir de verbos. Exemplos: trabalho (trabalhar), choro (chorar).
    Derivação Imprópria: forma-se quando uma palavra muda de classe gramatical sem que a forma da primitiva seja alterada.
    Exemplos: O infeliz faltou ao serviço hoje. (adjetivo torna-se substantivo). Não aceito um não como resposta. (advérbio torna-se substantivo, o artigo um substantiva o advérbio).
     

    COMPOSIÇÃO: forma palavras através da junção de dois ou mais radicais (bases). Exemplos: guarda-roupa, pombo-correio.
    Há dois tipos de composição: aglutinação e justaposição.

    Composição por Aglutinação: ocorre quando um dos radicais, ao se unirem, sofre alterações. Exemplos: planalto (plano + alto), embora (em + boa + hora).
    Composição por Justaposição: ocorre quando os radicais, ao se unirem, não sofrem alterações. Exemplos: pé-de-galinha, passatempo, cachorro-quente, girassol.

    Outros processos 
    Hibridismo: ocorre quando os elementos que formam a palavra são de idiomas diferentes. Exemplos: automóvel (auto= grego, móvel= latim), televisão (tele= grego, visão=latim).
    Onomatopeia: acontece nas palavras que simbolizam a reprodução de determinados sons. Exemplos: tique-taque, zunzum. 
    Redução ou Abreviação: esse processo se manifesta quando uma palavra é muito longa, pois forma novas palavras a partir da redução ou abreviação de palavras já existentes. Exemplos: pornô (pornográfico), moto (motocicleta), pneu (pneumático).
    Neologismo: É a criação de novas palavras para atender às necessidades dos falantes em contextos específicos.                                                    Exemplo: Beltrano, não vai dar, deu zebra. (algo não deu certo). (Neologismo semântico - palavra já existe, mas ganha novo significado). Deletar (eliminar) (Neologismo Lexical - cria nova palavra, com novo conceito). A operação-desmonte é uma invenção política mentirosa (Neologismo sintático: resultados da organização de um novo vocábulo. Supõem a combinatória de elementos já existentes na língua como a derivação ou a composição.). 

     

    Fonte: https://www.infoescola.com/linguistica/neologismo/

  • Composição: união de duas ou mais palavras.

    Girassol, Passatempo.

     

    Derivação: palavra primitiva + palavra derivada

    Prefixo/Sufixo.

    Incolor, Lealdade

  • GABARITO: B

  • Letra ~> B

    Dentre os tipos de FORMAÇÃO DE PALAVRAS, temos:

    1 - DERIVAÇÃO(gênero):
    Formação de uma nova palavra Mediante o acréscimo de termos  à palavra já existente;      ~>   1      RADICAL;

    Prefixação(espécie): É adicionado um prefixo ao radical; INfeliz;
    Sufixação(espécie): É adicionado um sufixo ao radical;   felizMENTE​
    Prefix. e Sufixação(espécie): É colocado sufixo e prefixo, concomitantemente; Tirando um deles a palavra continua fazendo sentido; INfelizMENTE
    Parassintética(espécie): É colocado sufixo e prefixo, concomitantemente; Tirando um deles a palavra não faz sentido; ENtardeCER​
    Regressiva(espécie): Ao mudar uma letra da palavra a classe também é modificada; Criticar(verbo);  Crítico(subs.)
    Imprópria(espécie): Quando a modificação da classe esta na semântica;  Pesquei uma piranha(subs.);   Muleque piranha(adj.);

     

    2 -  COMPOSIÇÃO(gênero):
    Formação de uma nova palavra, unindo palavras que já existem;                        ~>   2      RADICAIS;

    Justaposição(espécie): As duas palavras unidas não perdem letras nem fonemas, exemplos: guarda-chuva; girassol; globocolonização.
    Aglutinação(espécie): Das palavras unidas são suprimido(s) letra(s) ou fonema(s), exemplos:   planalto: plano+alto;
    planície: plano+superfície; 

  • ALTERNATIVA B)

     

    A) A alternativa não diz qual é o tipo de derivação, e a palavra "globocolonização" é uma composição por justaposição

    C) A derivação regressiva ocorre quando há uma redução da palavra derivante. Ex: abalar (palavra derivante) - abalo (palavra derivada)

    D) A derivação imprópria, também chamada de conversão, acontece pela mudança de classe gramatical da palavra. Ou seja, a formação de uma nova palavra é obtida pela mudança da função gramatical (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) na frase. Ex: Joana tem um andar muito determinado. (substantivo) / Essa tarde podemos andar no parque. (verbo)

     

    Fonte:

    https://portugues.uol.com.br/gramatica/derivacao.html

    https://www.todamateria.com.br/derivacao-impropria/

    https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf6.php

  • Gabarito B

    globocolonização= globo + colonização, ou seja  uma composição por justaposição , pois não perderam fonemas.

    bons estudos.

  • b) é formado por composição, pois contém duas bases.

     

    GLOBO + COLONIZAÇÃO = GLOBOCOLONIZAÇÃO = COMPOSIÇÃO POR JUSTAPOSIÇÃO

  • É formado por composição, pois contém duas bases.

     globo-coloniza-ção= composição sempre tem mais de um radical e nesse caso mostra 2 radicais.

  • COMPOSIÇÃO> PALAVRA FORMADA A PARTIR DA ASSOCIAÇÃO DE DOIS OU MAIS RADICAIS. (EM+BOA+HORA> EMBORA. )

    - POR JUSTAPOSIÇÃO: NÃO HÁ PERDA DE FONEMAS.

    - POR AGLUTINAÇÃO: HÁ PERDA DE FONEMAS.

     

    DERIVAÇÃO> PALAVRA FORMADA A PARTIR DO ACRÉSCIMO DE AFIXOS : SUFIXOS E PREFIXOS. (desonesto)

    - PREFIXAL> ACRESCÍMO PREFIXO. - SUFIXAL> ACRESCÍMO DE SUFIXO. - PARASSINTÉTICA: ACRESCÍMO SIMULTÂNEO DE SUFIXOS E PREFIXOS. - REGRESSIVA: FORMA SUBSTANTIVOS ABSTRATOS A APRTIR DA REDUÇÃO DE UM VERBO. - IMPRÓPRIA: A PALAVRA NÃO SOFRE ALTERAÇÃO APENAS A SUA CLASSE MUDA.

  • b) é formado por composição, pois contém duas bases.

  • Note que há duas raízes presentes na palavra "globocolonização". Temos a soma de "globo" e "colonização", o que configura o processo de composição por justaposição.

  • Para responder esta questão, exige-se conhecimento em formação de palavras. O candidato deve assinalar a assertiva que indica o processo de formação da palavra "globocolonização" Vejamos:

    a) Incorreta.

    Não há derivação na união de duas palavras, mas sim de afixo mais outra palavra.

    b) Correta.

    Quando duas palavras se unem para formação de outra, é o que se chama de processo de composição.

    Globo + colonização= globocolonização.

    c) Incorreta.

    Não há derivação na união de duas palavras, mas sim de afixo mais outra palavra. A derivação regressiva não há nem a união de afixos, mas a perda de elementos.

    Ex: beijar⇢ beijo (perda do R)

    d) Incorreta.

    Não há derivação na união de duas palavras, mas sim de afixo mais outra palavra. A derivação imprópria nem há o acréscimo de afixo, mas sim de uma mudança de classe de uma palavra para outra classe.

    Ex: O saber é de grande importância (substantivo)

    O verbo "saber" está com valor substantivo, pois está antecedido pelo artigo "o".

    Gabarito do monitor: B


ID
2661898
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                  Razões da pós-modernidade

Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014 - 21h06]


      Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma lógica cultural” do capitalismo tardio, filho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso, pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pós-guerra. É que ocorre nesse período um profundo desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc.

      Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que, rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura: morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?

      Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...

      Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura contemporânea. Para ele, “o pós-moderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela incredulidade face ao metadiscurso filosófico – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto, via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...

      A frustração é enorme, porque o iluminismo afirmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pós-modernidade. A ciência prometia dar segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade.

      O mesmo filósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de “império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.

      A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o definitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

      A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.

      Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do sonho que gera o “signomercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.

      Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos. Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão, que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande filme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo magistral intérprete foi Peter Sellers.

      Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista / racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.

      A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual. Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.

      A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar criticamente os descaminhos da pós-modernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade-8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em 21/01/18

Atente para a indicação de recursos estilísticos utilizados pelo autor do texto II:


I – “A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões...”. → Metonímia

II – “Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.” → Comparação

III – “A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo.” → Metáfora

IV – “O tema é controverso, pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pós-guerra.” → Hipérbato


Verifica-se que foram corretamente indicadas as figuras de linguagem presentes em:

Alternativas
Comentários
  • Hipérbato ou Inversão é uma figura de construção ou sintaxe caracterizada pela troca na sequência normal dos termos da oração. Neste caso, ocorre uma inversão ocasionando uma mudança, onde a ordem direta destes termos é alterada.

    HipérbatoSão como cristais suas lágrimas. Batia acelerado meu coração.

    Ordem direta: Suas lágrimas são como cristais. Meu coração batia acelerado.

     

    E Hipérbole (outra figura de linguagem), o que é?

    Hipérbole é a expressão do exagero. É figura de linguagem classificada como figura de pensamento. E por isto mesmo, constitui recurso estilístico capaz de aumentar a expressividade do texto. "... emergência funesta no pós-guerra.”

     

     

     

     

  • Metonímia?

  • Comparação? Quem puder indicar para comentário, agradeço.

  • Camila Menezes, o termo destacado é o que torna a indicação da figura de linguagem Comparação.

    II – “Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.” → Comparação

  • Não consegui enxergar metonímia na letra a.

  • Metonímia

    substantivo feminino

    ESTL LING RET

    figura de retórica que consiste no uso de uma palavra fora do seu contexto semântico normal, por ter uma significação que tenha relação objetiva, de contiguidade, material ou conceitual, com o conteúdo ou o referente ocasionalmente pensado.

    relação metonímica de tipo qualitativo (causa, efeito, esfera etc.): matéria por objeto: ouro por 'dinheiro'; pessoa por coisa; autor por obra: adora Portinari por 'a obra de Portinari'; divindade: esfera de suas funções; proprietário por propriedade: vamos hoje ao Venâncio por 'ao restaurante do Venâncio'; morador por morada; continente pelo conteúdo: bebeu uma garrafa de aguardentepor 'a aguardente de uma garrafa'; consequência pela causa: respeite os meus cabelos brancospor 'a minha velhice'; a qualidade pelo qualificado: praticar a caridade por 'atos de caridade' etc.

     

    https://www.google.com.br/search?q=significado+de+meton%C3%ADmia&oq=significado+de+meto&aqs=chrome.2.69i57j0l5.7694j1j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

  • Um exemplo bem fácil para o HIPÉRBATO (inversão sintática dos termos da oração)

    Ex: De barata, Maria tem medo.

     

     

    "... do Senhor vem a vitória..."

  • A única coisa que vi na letra A foi um jogo humorístico de palavras, possivelmente entendido como "ironia" ou "metalinguagem", mas jamais "metonímia".

  • A metonímia consiste, basicamente, em uma substituição. Desta forma, é preciso identificar qual termo faz o papel de substituto.

    Não vi metonímia explicita na letra "a", por isso posso errar feio, mas essa foi minha análise (forçada):

    Lendo a frase: A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões... É possível verificar que  a cultura tem muitas razões para produzir sua autocrítica, mas a cultura não pode se autocriticar. Penso eu que, no caso, o termo cultura foi utilizado no lugar de estudiosos, historiadores, cientistas ou termo correlato, assim, utilizando-se a matéria para referir ao pesquisador.

    Aos colegas mais graduados, por favor, nos esclareça.

  • Diego, a metonímia está em: "A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões...”. 

    Pensa assim: cultura pode ter razão de alguma coisa? Não, é um substantivo abstrato. Quem pode ter razão? Apenas pessoas, seres humanos. Nesse caso, a "cultura moderna" está substituindo as pessoas que atualmente fazem parte dessa cultura, saca?

     

  • HIPÉRBATO = MESTRE YODA

  • Vamos por eliminação. O item IV não apresenta expressões de hiperbato. Pronto, matamos a questão!

  • Só acertei por causa do híberbato, mas pensem comigo:

    “A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo.”

    Não está mais para Sinestesia do que para metafóra?

  • METÁFORA : Comparação implíca, geralmente sem conector. Associação por semelhança. Ex: Ela é uma porta. Ela tem língua afiada.

    COMPARAÇÃO: Feita por meio de conector. Pode ou não ser metáfora. Nem sempre é de igualdade. 

    METONÍMIA : Substituição de um termo por outro relacionado. 

    HIPERBATO : INVERSÃOD A ORDEM SINTÁTICA DA FRASE.

    HIPÉRBOLE: EXAGERO. Ex: Falar mil vezes a mesma coisa.

  • Concurseiro2 2, sinestesia esta mais voltada pra cheiro ou olfato 

  • Comparação? Quem puder indicar para comentário, agradeço.

     

    COMO

  • 1) Símile ou comparação- Consiste numa comparação explícita, com a presença do elemento comparativo: como, tal qual, igual a, feito, que nem (coloquial), etc., entre duas palavras ou expressões.

    Ela é bela como uma flor.

    Você é forte como um touro. 

    2) Metáfora- Consiste numa comparação implícita, numa relação de similaridade, entre duas palavras ou expressões. Ela é uma flor.  Você é um touro.

    3) Antítese- Quando uma ideia se opõe a outra, sem impedi-la nem torná-la absurda. As ideias em si podem ser diametralmente opostas e até excludentes.

    Você me foi infiel; mas eu não, fui sempre fiel.

    4) Paradoxo- É a antítese extremada, em que duas ideias que se excluem são apresentadas como ocorrendo ao mesmo tempo e no mesmo contexto, o que gera uma contradição (não  necessariamente real).

    Amor é ferida que dói e não se sente. 

    5) Eufemismo- Volteio semântico que visa a suavizar uma expressão indelicada, forte ou inadequada em determinada situação. 

    Ele não está mais entre nós. (= morreu)

    Obs.: Não confunda o eufemismo com o disfemismo, expressão grosseira ou desagradavelmente direta, em vez de outra, indireta ou neutra.

    Ele bateu as botas. (= morreu)

    6) Hipérbole-  Consiste no exagero ao se afirmar alguma coisa, com intuito emocional(ou mera ênfase).

    Subi mais de mil e oitocentas colinas.

    7) Ironia- Figura de linguagem na qual aquilo que se diz não corresponde exatamente ao que se quer dizer, com intuito jocoso, cômico ou crítico.

    Chegou cedo, hem! (para alguém atrasado)

    8) Gradação- As ideias se apresentam segundo uma ordem crescente ou decrescente.

    Estava pobre, quebrado, miserável.

    9) Prosopopeia- Quando um ser inanimado é representado como um animal ou quando um ser inanimado ou um animal é representado como um ser humano (prosopopeia). Também pode ser chamada de animismo ou antropomorfização.

    O vento rugia.

    10) Sinestesia- Consiste na associação de palavras referentes a dois sentidos distintos: audição e visão, visão e tato, tato e paladar, paladar e olfato, etc. 

    Sentiu um toque doce.

    11) Metonímia- Consiste no emprego de uma palavra no lugar de outra, havendo entre ambas uma relação de contiguidade.  Há vários tipos de metonímia; eis os principais:

    . parte no lugar do todo (Ele tem duzentas cabeças de gado na fazenda.);

    . o conteúdo no lugar do continente e vice-versa (Passe-me a farofa. Aceito um copo.);

    . o autor no lugar da obra (Devolva o Neruda que você me tomou.);

    . causa no lugar do efeito e vice-versa (O Sol faz mal.);

    . o sinal no lugar da coisa significada (balança no lugar de Justiça);

    . o concreto no lugar do abstrato (Jorge é um bom garfo.); etc.

    . o lugar de origem no lugar do produto (Quero degustar um porto.); etc.

    12) Catacrese - Metáfora desgastada pelo uso frequente. 

    O céu da boca.

  • PQP. Metonímia aonde ???? Esse aí fumou uma pedra pesadíssima!!!!!!!!!!!

  • GAB: A

  • 1) Símile ou comparação- Consiste numa comparação explícita, com a presença do elemento comparativo: como, tal qual, igual a, feito, que nem (coloquial), etc., entre duas palavras ou expressões.

    Ela é bela como uma flor.

    Você é forte como um touro. 

    2) Metáfora- Consiste numa comparação implícita, numa relação de similaridade, entre duas palavras ou expressões. Ela é uma flor. Você é um touro.

    3) Antítese- Quando uma ideia se opõe a outra, sem impedi-la nem torná-la absurda. As ideias em si podem ser diametralmente opostas e até excludentes.

    Você me foi infiel; mas eu não, fui sempre fiel.

    4) Paradoxo- É a antítese extremada, em que duas ideias que se excluem são apresentadas como ocorrendo ao mesmo tempo e no mesmo contexto, o que gera uma contradição (não necessariamente real).

    Amor é ferida que dói e não se sente. 

    5) Eufemismo- Volteio semântico que visa a suavizar uma expressão indelicada, forte ou inadequada em determinada situação. 

    Ele não está mais entre nós. (= morreu)

    Obs.: Não confunda o eufemismo com o disfemismo, expressão grosseira ou desagradavelmente direta, em vez de outra, indireta ou neutra.

    Ele bateu as botas. (= morreu)

    6) Hipérbole-  Consiste no exagero ao se afirmar alguma coisa, com intuito emocional(ou mera ênfase).

    Subi mais de mil e oitocentas colinas.

    7) Ironia- Figura de linguagem na qual aquilo que se diz não corresponde exatamente ao que se quer dizer, com intuito jocoso, cômico ou crítico.

    Chegou cedo, hem! (para alguém atrasado)

    8) Gradação- As ideias se apresentam segundo uma ordem crescente ou decrescente.

    Estava pobre, quebrado, miserável.

    9) Prosopopeia- Quando um ser inanimado é representado como um animal ou quando um ser inanimado ou um animal é representado como um ser humano (prosopopeia). Também pode ser chamada de animismo ou antropomorfização.

    O vento rugia.

    10) Sinestesia- Consiste na associação de palavras referentes a dois sentidos distintos: audição e visão, visão e tato, tato e paladar, paladar e olfato, etc. 

    Sentiu um toque doce.

    11) Metonímia- Consiste no emprego de uma palavra no lugar de outra, havendo entre ambas uma relação de contiguidade. Há vários tipos de metonímia; eis os principais:

    . parte no lugar do todo (Ele tem duzentas cabeças de gado na fazenda.);

    . o conteúdo no lugar do continente e vice-versa (Passe-me a farofa. Aceito um copo.);

    . o autor no lugar da obra (Devolva o Neruda que você me tomou.);

    . causa no lugar do efeito e vice-versa (O Sol faz mal.);

    . o sinal no lugar da coisa significada (balança no lugar de Justiça);

    . o concreto no lugar do abstrato (Jorge é um bom garfo.); etc.

    . o lugar de origem no lugar do produto (Quero degustar um porto.); etc.

    12) Catacrese - Metáfora desgastada pelo uso frequente. 

    O céu da boca.

  • HIPERBALO > EXAGERO 

    HIPERBATO > INVERSÃO DA ORDEM SINTÁTICA. 

    METÁFORA> COMPARAÇÃO IMPLÍCITA. Usar palavra ou expressão na frase que não tem sentido literal 

    COMPARAÇÃO> FEITA POR MEIO DE CONECTOR.  

    METONÍMIA> SUBSTITUIÇÃO DE UM TERMO POR OUTRO RELACIONADO. 

    Antítese: é colocar dois termos opostos em uma frase mas que no final tem um sentido (quando não tem é paradoxo). 

    Ironia: Dizer o oposto da realidade com o intuito de zombar. 

    Perífrase: substituir ser por suas caracteristicas. 


ID
2661901
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                  Razões da pós-modernidade

Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014 - 21h06]


      Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma lógica cultural” do capitalismo tardio, filho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso, pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pós-guerra. É que ocorre nesse período um profundo desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc.

      Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que, rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura: morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?

      Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...

      Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura contemporânea. Para ele, “o pós-moderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela incredulidade face ao metadiscurso filosófico – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto, via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...

      A frustração é enorme, porque o iluminismo afirmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pós-modernidade. A ciência prometia dar segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade.

      O mesmo filósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de “império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.

      A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o definitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

      A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.

      Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do sonho que gera o “signomercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.

      Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos. Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão, que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande filme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo magistral intérprete foi Peter Sellers.

      Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista / racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.

      A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual. Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.

      A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar criticamente os descaminhos da pós-modernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade-8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em 21/01/18

Com relação ao emprego dos pronomes destacados, nos contextos em que se encontram, assinale a afirmativa INCORRETA:

Alternativas
Comentários
  • O pronome possessivo suas tem como referente  o homem moderno acorrentado (o Prometeu)

     

  •  

     gabarito ?

  • Gabarito: B

    ...suas frustrações e angústias referem-se ao homem moderno acorrentado, e não a coisas.

  • Gabarito Letra B para os não assinantes;

     

    a) correta, o pronome relativo onde retoma lugar, nesse caso templo das compras. Lembrando que quando quisermos substituir o onde pelo "que" será preciso colocar a preposição em (em que, na qual, no qual).

     

    b) Errada - (Gabarito). O pronome possessivo retoma homem e não coisas. É só fazer a pergunta: Compensar frustrações e angustias de quem? Resposta das coisas? Não, pois coisas não têm frustrações. 

     

    c) Certo, o pronome relativo que retoma o pronome demonstrativo o, é facilmente identificado quando trocamos por aquilo. 

     

    d) Certa, quando o autor escreve restou-nos ele se inclui. 

  • O pronome relativo "onde" aparece apenas no período composto, para substituir um termo da oração principal numa oração subordinada.

    Por essa razão, em um período como "Onde você nasceu?", por exemplo, não é possível pensar em pronome relativo: o período é simples, e nesse caso, "onde" é advérbio interrogativo.

    Na língua culta, escrita ou falada, "onde" deve ser limitado aos casos em que há indicação de lugar físico, espacial. Quando não houver essa indicação, deve-se preferir o uso de em queno qual (e suas flexões na qual, nos quais, nas quais) e nos casos da ideia de causa / efeito ou de conclusão.

    Por Exemplo:

    Quero uma cidade tranquila, onde possa passar alguns dias em paz.
    Vivemos uma época muito difícil, em que (na qual) a violência gratuita impera.

     

    https://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint39.php

  • "Tão quanto" é consecutiva, e não comparativa como tu disse. Cuidado!


ID
2661904
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                  Razões da pós-modernidade

Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014 - 21h06]


      Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma lógica cultural” do capitalismo tardio, filho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso, pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pós-guerra. É que ocorre nesse período um profundo desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc.

      Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que, rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura: morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?

      Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...

      Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura contemporânea. Para ele, “o pós-moderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela incredulidade face ao metadiscurso filosófico – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto, via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...

      A frustração é enorme, porque o iluminismo afirmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pós-modernidade. A ciência prometia dar segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade.

      O mesmo filósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de “império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.

      A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o definitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

      A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.

      Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do sonho que gera o “signomercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.

      Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos. Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão, que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande filme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo magistral intérprete foi Peter Sellers.

      Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista / racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.

      A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual. Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.

      A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar criticamente os descaminhos da pós-modernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade-8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em 21/01/18

Sobre o emprego de aspas, atente para a informação a seguir:


Empregam-se as aspas no início e no final de uma citação textual. Ex.: Disse, em frase lapidar o grande Rui: “A Pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação.”

Colocamos, também, entre aspas palavras ou expressões que desejamos destacar. Ex.: Sim, ele foi o cantor da raça, o patriota, o humanista... Mas não esqueçamos de considerá-lo pela face mais verdadeira, o ‘homem’ sofredor, amante, revoltado...” (Fábio de Melo)

Entre aspas ficam os títulos de obras artísticas ou científicas. Ex.: “Os Lusíadas” cantam as glórias de Portugal. (...)

Finalmente, entre aspas colocamos as palavras ou expressões estrangeiras, arcaicas, de gíria, etc. Ex.: Os animais tinham indiscutível “pedigree”. (...)

ANDRÉ, Hildebrando A. Gramática Ilustrada. 4. ed. São Paulo: Moderna, 1990. p. 34-35.


Analise as seguintes afirmativas, identificando-as com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas:


( ) Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc. → Aspas destacando itens de forma irônica.

( ) O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”. → Aspas indicando citação textual.

( ) É o que Campbell chama do sonho que gera o “signo-mercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais. → Aspas destacando uso de estrangeirismo.

( ) Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras... → Aspas deixam entrever ênfase ou menção irônica ao termo destacado.

( ) A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. → Aspas indicando expressão citada de outra fonte.


A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

Alternativas
Comentários
  • No segundo item nota-se claramente que as aspas indicam citação. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”. Isso já elimina duas alternativas.

    Como não encontrei ironia no primeiro item a sequência começaria com: F (primeiro item) V (do segundo item), ou seja, letra C gabarito.

     

  • Aspas: isolar qualquer parte do texto que não pertença ao autor que o escreve. ÊNFASE - IRÔNIA

    As aspas isolam expressões linguísticas diferentes do padrão do texto,

    Principais usos: irônia, ênfase, gíria, citação, fala de personagem, arcaísmo, neologismo, estrangeirismo, linguagem figurada, coloquialismo, ditado popular.

    fonte: Aulas Flávia Rita.

  • Gabarito Letra C para os não assinantes.

     

    A) ERRADO-  não tem ironia nenhuma (identificando isso, você já eliminava duas alternativas: A/B)

     

    B) CERTO - como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”. → Aspas indicando citação textual. Nem precisa de comentários. Já matava a questão aqui, pois a letra A/B já estavam eliminadas, e a única opção que tinha como alternativa F V era a letra "C". 

     

    c) ERRADO - signo-mercadoria” → Aspas destacando uso de estrangeirismo. Nem precisa de comentários, a banca foi boazinha aqui.

     

    d) certa, sem comentários

     

    Na sequência ficaria F - V - F- V- V


ID
2661907
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                  Razões da pós-modernidade

Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014 - 21h06]


      Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma lógica cultural” do capitalismo tardio, filho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso, pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pós-guerra. É que ocorre nesse período um profundo desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc.

      Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que, rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura: morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?

      Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...

      Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura contemporânea. Para ele, “o pós-moderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela incredulidade face ao metadiscurso filosófico – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto, via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...

      A frustração é enorme, porque o iluminismo afirmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pós-modernidade. A ciência prometia dar segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade.

      O mesmo filósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de “império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.

      A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o definitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

      A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.

      Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do sonho que gera o “signomercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.

      Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos. Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão, que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande filme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo magistral intérprete foi Peter Sellers.

      Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista / racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.

      A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual. Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.

      A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar criticamente os descaminhos da pós-modernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade-8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em 21/01/18

Observe atentamente cada par de frases correlacionadas. A segunda apresenta uma alteração / transformação da primeira num aspecto indicado entre colchetes.


Assinale a opção em que a transformação gerou uma construção incorreta do ponto de vista da norma padrão:

Alternativas
Comentários
  • Um erro muito comum, observado principalmente na comunicação oral, é a flexão do verbo “haver”. Esse verbo, no sentido de “ocorrer” ou “existir”, é impessoal. Isso significa que permanece na terceira pessoa do singular, pois não tem sujeito. Portanto, é errônea a flexão do verbo no plural.

  • construção incorreta

    construção incorreta

    construção incorreta

    construção incorreta

    construção incorreta

    construção incorreta

    construção incorreta

    ATENÇÃO GABRIEL SEU ANIMAL !

  • O verbo HAVER no sentido de EOA (existir, ocorrer, acontecer) será impessoal e não se flexionará. É interessante também ressaltar que se o verbo haver estiver em uma construção de locução verbal, e ele for o verbo principal, transmitirá sua impessoalidade para o verbo auxiliar.

     

    Exemplo:  Poderia haver muitas situações conflitantes;

     

    Bons estudos

  • Verbo haver no sentido de EXISTIR IMPESSOAL. 

  • Verbo haver no sentido de EXISTIR IMPESSOAL. 

  • ESTOU NA MESMA SITUAÇÃO QUE VC GABRIEL KKKKK

  • Existem = Há

  • Claro que a letra D é a incorreta. Mas na A não seria "Acendam-se" ?

  • Na letra D, temos o verbo HAVER empregado no sentido de EXISTIR, OCORRER, ACONTECER.

    Nessa situação, o verbo HAVER é impessoal, não possui sujeito e não pode ser empregado no plural.

    O correto, portanto, seria: Havia, sem dúvidas, graves crises culturais que desembocavam em crises de modernidade.

    Resposta: D


ID
2661910
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                  Razões da pós-modernidade

Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014 - 21h06]


      Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma lógica cultural” do capitalismo tardio, filho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso, pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pós-guerra. É que ocorre nesse período um profundo desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc.

      Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que, rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura: morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?

      Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...

      Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura contemporânea. Para ele, “o pós-moderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela incredulidade face ao metadiscurso filosófico – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto, via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...

      A frustração é enorme, porque o iluminismo afirmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pós-modernidade. A ciência prometia dar segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade.

      O mesmo filósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de “império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.

      A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o definitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

      A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.

      Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do sonho que gera o “signomercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.

      Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos. Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão, que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande filme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo magistral intérprete foi Peter Sellers.

      Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista / racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.

      A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual. Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.

      A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar criticamente os descaminhos da pós-modernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade-8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em 21/01/18

Atente para a semântica introduzida pelos conectivos (palavras ou locuções) destacados e assinale a afirmação INCORRETA:

Alternativas
Comentários
  • ERRADO. a) Está com valor conformativo "O mundo está sem ordem e valores, conforme disse Dostoievski..."

     

    Como com valor comparativo equivale a "quanto"

    - Ninguém o conheçe tão bem como eu.

     

    (Fonte: A gramática para concursos públicos 3ª Ed. Pg. 902)

  • Tanto a “A” quanto a “D” estão erradas.

     

    a) “O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: ‘Se Deus não existe, tudo é permitido’”. → Ideia de comparação.

    Oração principal: “O mundo está sem ordem e valores”;

    Oração subordinada: “como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido””

     

    Conjunção como:

    Causal------------------- = --------------Já que*

    Comparativa------------ = --------------igual a

    Consecutiva------------- = --------------Conforme

    * quando a oração adverbial estiver antecipada

    Na alternativa a conjunção “comoestá no sentido de conforme, não de igualdade.

    Alternativa errada.

     

    d) “Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.” → Ideia de proporcionalidade.

     

    Na medida em que ------------- => -------------- Causal

    À medida que ------------------- => -------------- Proporcional

    Essa alternativa está ERRADA, pois a conjunção é causal.

  •  

    O que mais me surpreendeu nem foi a banca ter errado, foi a maioria ter marcado a alternativa "A".

    Ps.: sei que tá errada tb.

    Algo de errado não está certo...

     

    Que questão fumada do careleo. Tinha que ser da FUMARC. 

    Deveria ser anulada, já que "na medida em que" é casual.

    E "à médida que" é proporcional.

     

     

    "Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma "patranha", VISTO QUE/ PORQUE/ UMA VEZ QUE/ HAJA VISTA QUE/ JÁ QUE disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade."

     

    Segue o baile ~

  • A) como disse Dostoievski, conforme disse... ( ideia de conformidade), não há comparação.

    o examinador queria que marcasse a mais errada

  • Gostaria que as pessoas que estão comentando que a alternativa D está errada apresentassem uma referência confiável que corrobore a alegação. A alternativa me parece certinha e na gramática do professor Pasquale não existe base pra dizer o contrário.

    Vamos lembrar que esse tipo de posição juntamente com este tipo de comentário NÃO PODE SE BASEAR EM ACHISMO SOMENTE. A fim de contribuir realmente citem as fontas pra que possamos consultar ou desenvolvam uma argumentação consistente.

     

     

  • Oi, querido Emerson R.

    Eu fui uma dessas pessoas que você citou aí. E, olha, meu comentário não é baseado em achismo.

    Não citei fontes pq né, é um conhecimento que tenho e carrego comigo.

    Porém, é fonte confiável que você quer? Tome uma!

     

     

    À medida que / Na medida em que


    A locução conjuntiva à medida que indica proporção e equivale a "à proporção que, ao passo que".

    Por outro lado, na medida em que indica causa e equivale a "visto que, já que, tendo em vista que".


    – À medida que o líder russo crescia no palco político, o mundo ia se habituando à sua
    personalidade descomunal.
    – Do ponto de vista político, este ato é desastrado, na medida em que exprime um conflito
    entre o Estado e a Igreja.
     

    A gramática para concursos públicos - Fernando Pestana, p. 175.

     

    Continuo afirmando, AGORA COM FONTE, que a questão deveria ser anulada (já que a "D" está errada)!

    Satisfeito? :D

    Bons estudos.

  • "NA MEDIDA EM QUE:

    Segundo o Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, essa é uma “adulteração moderna” da locução anterior, à medida que (com o sentido de “à proporção que”). Ela vem sendo usadas pelos principais meios de comunicação, mas nem sempre tem o seu significado claro. Muitas vezes exprime:

    – proporcionalidade (pode ser substituída por “à medida que” ou “à proporção que”)

    Ex: O ministro afirmou que as taxas de juros irão baixar na medida em que os preços também caírem. (A dica é preferir a forma “à medida que”, mais consolidada na língua portuguesa).

    – causalidade (pode ser substituída por “porque” ou “porquanto”)

    Ex: Do ponto de vista político, o ato é desastrado, na medida em que exprime um conflito entre Estado e Igreja. (Se você pode usar a palavra “porque”, para que complicar?)

    – condição ou hipótese (pode ser substituída por “se”)

    Ex: A convivência entre os grupos étnicos rivais só será possível, na medida em que todos eles se respeitarem. (Nesse caso, prefira colocar apenas “se”. É mais simples e mais direto e, o melhor, mais correto, segundo a norma culta).

    Atenção: Outros estudiosos aceitam o uso dessa locução conjuntiva apenas quando ela tem sentido causal e significa “uma vez que”.

    Ex: Na medida em que não chegou a um acordo, foi despedido.

    Lembre-se:

    – À medida que significa “à proporção que”, “conforme”.

    – À medida em que NÃO EXISTE!

    – Na medida em que corresponde a “tendo em vista que”, “já que”, “uma vez que”."

     

    https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/duvidas-portugues/8220-a-medida-que-8221-ou-8220-na-medida-em-que-8221/

     

    A questão é controversa, mas não é anulável.  O valor semântico contextual é de proporcionalidade. Na gramática do Celso Cunha também não diz nada sobre isso.

  • "A questão é controversa, mas não é anulável."

    Hm, é controversa, porém não anulável... hmmm...

    Aham, Cláudia, senta lá KKK

     

     

  • "Examinador desgraçado", você está de parabéns pela maneira madura de absorver críticas aos seus comentários. 

  • NA MEDIDA EM QUE - CAUSAL

    À MEDIDA QUE - PROPORCIONAL

    NA MEDIDA QUE - NÃO EXISTE

    À MEDIDA QUE - NÃO EXISTE

    TRECHO RETIRADO DO LIVRO DO PESTANA:

    "...Preciso dizer pela milésima vez que na medida que e à medida em que não existem na
    língua culta? Cuidado! Só existe à medida que (proporcional) e na medida em que
    (causal)! Não erre na prova!"

  • Essa questão está errada, "na medida em que" é ideia de causa, a expressão que denota proporcionalidade é "`à medida que". A letra "a" também está errada porque o sentido de "como" na expressão é de conformidade. Logo, a questão deveria ser anulada.

  •  conforme disse.ideia de conformidade, não há comparação!

  • Como disse Dostoievski: ideia de Conformidade.

  • Gabarito da Banca letra A

     

    Mas entendo que a a questão deveria ser anulada, pois, há duas alternativas erradas (A/D).Fui ao site da Fumarc ver se o gabarito tinha sido anulado e para minha surpresa não foi. A banca manteve no gabarito oficial a alternativa A como certa. Não é a primeira vez que vejo erros nas questões da Fumarc. Chato isso, porque prejudica o concurseiro que estuda e privilegia o aventureiro. A banca erra e não admite... Mas em fim, bola para frente.  

     

      À medida que   ≠     na medida em que.      As duas expressões são corretas, mas têm significados diferentes.

     

    À medida que tem o sentido de à proporção que.

    ex: À medida que a renda diminui, o brasileiro reduz gastos em lazer e cultura.

     

    Na medida em que indica ideia de causa, significa uma vez quevisto quetendo em vista.

    ex: Para ele, preservar essas áreas, além de aumentar a qualidade de vida, traz mais renda para a população, na medida em que melhora a qualidade dos empregos e das moradias.

     

    Aos amigos que estão dizendo que não estão vendo erro na alternativa D e concordam com a banca, vai um conselho: estude um pouco mais e para aqueles que pediram vão algumas referências confiáveis (nada mais nada menos que o MANUAL DE COMUNICAÇÃO DO SENADO FEDERAL, dentre outros)

     

    FONTES: https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/redacao-e-estilo/estilo/a-medida-na-medida-em-que

     

    https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/a-medida-que-ou-na-medida-que.htm

     

     

  • Não sei se não estou errada mas..

    na medida em que é CAUSA = na medida em que estudou foi aprovada.

    à medida que é PROPORÇÃO = à medida que você estuda mais você aprende.

    Logo a assertiva D também estaria errada. Não?

    Alguém saberia explicar?

  • Mari, neste caso, "na medida em que" indica ação simultânea (acontece ao mesmo tempo). Logo, a assertiva está correta (é uma proporção).

  • Essas bancas que fazem isso, erros grosseiros e feios, mereciam que nenhum concurseiro se candidatasse em seus concursos como forma de combate ao desrespeito às regras gramaticais.

  • Tradicionalmente, em provas de concursos públicos, a locução conjuntiva "na medida em que" é cobrada como causal. 

    Existem itens do CESPE, FCC, FGV.

    Como eu disse no início, em provas, só vi os examinadores considerarem o "na medida em que" com valor causal. 

    No trecho desta prova, vejo o valor proporcional, ou seja, o conectivo na medida em que corresponde à locução conjuntiva  "a medida que"

    Agora, você me pergunta: o que a gramática diz sobre "na medida em que"?

    Resposta: é uma locução conjuntiva desprezada pelos gramáticos tradicionais. Contudo, ela é utilizada no português moderno. 

    À medida que: locução conjuntiva proporcional.

    Exemplo:

    Os brasileiros perdem o medo da gripe suína à medida que o inverno termina.

     

    Na medida em que: locução conjuntiva rejeitada por alguns gramáticos; todavia cobrada em provas de concursos públicos como uma locução com o valor semântico causal. 

    Domingos Paschoal Cegalla, em Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa, assinala: “A locução conjuntiva ‘na medida em que’ é uma adulteração moderna da locução vernácula ‘à medida que’ (= à proporção que)”.

    Prof. Claiton Natal.


ID
2661913
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                  Razões da pós-modernidade

Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014 - 21h06]


      Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma lógica cultural” do capitalismo tardio, filho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso, pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pós-guerra. É que ocorre nesse período um profundo desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc.

      Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que, rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura: morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?

      Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...

      Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura contemporânea. Para ele, “o pós-moderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela incredulidade face ao metadiscurso filosófico – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto, via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...

      A frustração é enorme, porque o iluminismo afirmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pós-modernidade. A ciência prometia dar segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade.

      O mesmo filósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de “império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.

      A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o definitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

      A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.

      Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do sonho que gera o “signomercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.

      Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos. Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão, que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande filme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo magistral intérprete foi Peter Sellers.

      Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista / racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.

      A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual. Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.

      A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar criticamente os descaminhos da pós-modernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade-8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em 21/01/18

Atente para o emprego dos pronomes pessoais oblíquos e a análise apresentada, na sequência. Assinale a opção que traz afirmação INCORRETA:

Alternativas
Comentários
  • A assertiva A) é facilmente identificada como errada, pois utiliza pronome pessoal reto como complemento de verbo (proibido na norma culta), e a assertiva B) também é fácil. Já a C) e D) são mais complexas.

     

     

    C) (CORRETA) A ciência prometia dar segurança ao homem, mas lhe deu mais desgraças e não lhe tranquilizou a existência.

     

    1)     dar (VTDI)            mais desgraças (OD)            lhe (OI)

     

    2)    O segundo "lhe" complementa o substantivo abstrato "existência" e possui preposição implícita (...existência dele). Como o substantivo "existência" nesse caso tem natureza passiva, o pronome é um Adjunto Adnominal. Se tivesse natureza ativa, nesse caso, seria um Complemento Nominal.

     

     

    D) (CORRETA) A argumentação do professor Sanches nos faz sair da zona de conforto do individualismo e nos deixa refletir sobre a existência.

     

    Os pronomes destacados, de fato, possuem função sintática de sujeito do infinivo dos verbos "sair" e "refletir", pois estão ligados aos verbos causativos "fazer" e "deixar". Outro exemplo de verbo causativo seria "mandar".

  • Pronome reto está na linha de sucessão do sujeito; e não como resposta verbal.

  • Ué? Achei que pronome obliquo nunca poderia ter função de sujeito

  • Como regra geral, os pronomes retos são sujeitos e os oblíquos, complementos. 

     

    Como exceção temos os verbos causativos (mandar, fazer, deixar) e os sensitivos (ver, ouvir, sentir). 

     

    Quando o pronome oblíquo estiver se referindo a um desses verbos, esse terá papel de sujeito.

     

    Ex: Eu mandei o menino sair da sala. > Eu o mandei sair da sala. 

     

    Quem "mandei"? Eu. Sujeito do verbo mandar.

    Quem "saiu"? O menino = "o". Sujeito do verbo sair.

     

    Então, nesse caso, o pronome oblíquo "o" é sujeito. 

  • Parabéns pra essa questão difícil que eu errei. A que eu tinha mais certeza que estava certa era a que estava errada. GABARITO - LETRA A

  • Pessoal, depois de analisar uma por uma , e ficar indo e voltando na análise (quase 15 min rsrs), essa questão foi muito fácil , atentem pela letra A.
     

     Enquanto nos deleitamos com essa esquizofrenia consumista, nós não enxergaremos ela e não a combateremos. → Emprego correto: ambos os pronomes pessoais complementam verbos transitivos – “enxergar” e “combater”, respectivamente.

     

     

    Desde quando o "a" é  pronome pessoal?? -> Já mata a questão em 5 segundos!!

     

     

     

  • Os pronomes pessoais do caso reto são aqueles que têm a função de sujeito ou de predicativo do sujeito: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas.

    No cotidiano, os pronomes pessoais do caso reto costumam ser usados como complemento verbal (Penteei ela hoje). Mas a língua culta não aceita essa forma, afinal essa é a função dos pronomes pessoais do caso oblíquo (Penteei-a hoje).

     

    "Enquanto nos deleitamos com essa esquizofrenia consumista, nós não a enxergaremos e não a combateremos."

  • Pronomes do caso reto substituem sujeito enquanto os oblíquos substituem complementos.

  • Erik Silva, salvo engano o "a" é sim pronome pessoal. Pessoal oblíquo: "me, te, se, lhe, o, a, nos, vos".

  • A) Errada ...nós não enxergaremos ela e não a combateremos Correta: ..nós não a enxergaremos e não a combateremos

    Advérbio de negação é atrativo de próclise.

  • Para responder esta questão, exige conhecimento sobre emprego dos pronomes oblíquos. O candidato deve indicar a resposta incorreta. Vejamos:

    Os pronomes oblíquos que assumem papel de complemento: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. Nas terminações de verbos que apresentarem as terminações -r, -s ou -z, os pronomes o, os, a, as assumirão as formas -lo, -la, -los, -las: ex: Vê-la para mim é bom.

    O pronome "lhe" aparece para substituir pronome preposicionado (adjunto adnominal, complemento verbal indireto e complemento nominal). Ex: Deu-lhe bolo (deu bolo a ele)

    Após breve explicação, iremos analisar cada assertiva. Analisemos:

    a) Incorreta.

    "Enquanto nos deleitamos com essa esquizofrenia consumista, nós não enxergaremos ela e não a combateremos.

    O pronome "ela" não deve ser usado como complemento, mas como sujeito. No caso em tela, o correto seria usar "a" antes do verbo, pois a palavra negativa "não" atrai o pronome para trás do verbo (não a enxergaremos...).

    b) Correta.

    Para mim, falar sobre pós-modernidade é difícil. Para eu discutir esse tema, terei de ler muito sobre ele.

    Não se usa o "mim" entre a preposição "para" e o verbo no infinitivo. As suas colocações estão corretas, porque o primeiro

    é complemento nominal do adjetivo "difícil" ( falar sobre pós-modernidade é difícil para mim.). O segundo pronome destacado funciona como sujeito do verbo "discutir".

    c) Correta.

    A ciência prometia dar segurança ao homem, mas lhe deu mais desgraças e não lhe tranquilizou a existência. 

    Na primeira ocorrência, o pronome "lhe" complementa o verbo "deu", pois quem dá, dá algo a alguém (deu a ele mais desgraças). O pronome lhe "sempre substitui um termo preposicionado. No segundo caso, o pronome "lhe" funciona como adjunto adnominal, pois foi posto para representar um termo possessivo igualmente o que faz o adjunto adnominal (tranquilizou a existência dele)

    d) Correta.

    A argumentação do professor Sanches nos faz sair da zona de conforto do individualismo e nos deixa refletir sobre a existência. 

    Ambos os pronomes são sujeitos dos verbos "faz" e "deixa". Faz quem sair da zona...? Nos. Deixa quem refletir sobre...? Nos.

    Gabarito do monitor: D


ID
2661916
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                  Razões da pós-modernidade

Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014 - 21h06]


      Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma lógica cultural” do capitalismo tardio, filho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso, pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pós-guerra. É que ocorre nesse período um profundo desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc.

      Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que, rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura: morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?

      Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...

      Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura contemporânea. Para ele, “o pós-moderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela incredulidade face ao metadiscurso filosófico – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto, via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...

      A frustração é enorme, porque o iluminismo afirmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pós-modernidade. A ciência prometia dar segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade.

      O mesmo filósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de “império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.

      A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o definitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

      A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.

      Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do sonho que gera o “signomercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.

      Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos. Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão, que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande filme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo magistral intérprete foi Peter Sellers.

      Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista / racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.

      A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual. Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.

      A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar criticamente os descaminhos da pós-modernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade-8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em 21/01/18

Crase significa fusão de dois fonemas “a”, em circunstância marcada por uma exigência verbal ou nominal; é, portanto, fenômeno tanto fonológico quanto morfossintático. Sabe-se que há situações de crase obrigatória, outras em que o acento grave é considerado facultativo e, finalmente, casos em que sua presença é proibida.


Atente para as asserções sobre excertos do texto. A seguir, assinale a opção que traz a afirmativa CORRETA:

Alternativas
Comentários
  • Por que a letra "c" esta errada? Sobre nao seria preposica , entao nao tem crase !!!

    Com excecao da preposicao até que vem seguida de crase... nao entendi ... alguém pode tirar minha dúvida?? 

  • Caroline, respondendo à sua pergunta. O uso da preposição até é facultativo, sendo que a alternativa em questão (acertiva C) traz como uso obrigatório. Por este motivo a alternativa encontra-se errada. 

    Maiores detalhes em: https://www.recantodasletras.com.br/gramatica/2590670

  • OS 10 MANDAMENTOS DA CRASE    

     

    01) Diante de pronome -> crase passa fome;

    02) Diante de masculino -> crase é pepino;

    03) Diante de ação -> crase é marcação;

    04) Palavras repetidas -> crases proibidas;

    05) Diante de numeral -> crase faz mal;

    06) Quando houver hora -> crase sem demora;

    07) Palavra determinada -> crase liberada;

    08) Vou a, volto da -> crase há; vou a volto de -> crase para quê?

    09) "A" no singular, palavra no plural -> crase nem a pau;

    10) Palavra indefinida -> crase tá perdida

     

     

    "...do Senhor vem a vitória..."

  • Resposta letra D

  • A alternativa "C" está errada porque a crase depois de "até" é facultativa e não obrigatória.

  • Na letra B, a crase seria facultativa, então o erro está em dizer que deveria.

  • Letra A

    Crase Proibida (ESSE - Pronome Masculino) - Crase Proibida (FACE a FACE - Palavras repetidas não leva crase) ERRADA

    Letra B

    Crase Proibida (ESSE - Pronome Masculino) - Crase Facultativa (ESSA - Pronome demonstrativo feminino) ERRADA

    Letra C

    Crase Proibida (Sobre a incerteza) Ex: Sobre alguma coisa / sobre algo. Troca-se incerteza por uma palavra feminina: Sobre o amor e não sobre ao amor. - Crase Facultativa (Até à) ERRADA

    Letra D

    Crase Facultativa (à sua) Pronome feminino CORRETO

     

  • Crase

    CASOS PROIBIDOS:

    Antes de palavras masculinas em geral.

    Depois de preposição (exceto até).

    Antes de numeral (exceto horas).

    Entre palavras repetidas.

    Antess de nome próprio completo.

    Antes de palavra plural quando o "a" está no singular.

    Antes de um argio indefinido (um, uns, uma, umas)

    Em sujeito

    Em objeto direto.

    Antes de pronome pessoal (eu, tu, ele, ela, mim, ti, si)

    Antes de pronomes de tratamento

    Antes de dona + nome próprio

    Antes de Pronomes INDEFINIDOS 

    Antes de pronomes demonstrativos NÃO iniciados por "a"

    Antes de VERBO. 

    CASOS ESPECIAIS:

    Os pronomes SNEHORA, SENHORITA, MESMA, OUTRA, E PRÓPRIA ADMITEM CRASE.

    Antes de CASA, TERRA E DISTÂNCIA : Admitem crase apenas se houver determinante especificador. 

    Antes de topônimos = nome de lugar > FEMININOS (DA) ADMITEM CRASE

    MASCULINOS (DO) NÃO ADMITEM CRASE

    NEUTROS (DE) SÓ ADMITEM CRASE SE HOUVER ESPECIFICADOR 

    Nas expressões A QUAL/AS QUAIS

    Antes de "que/de"

    CASOS FACULTATIVOS

    1) Antes de pronomes possessivos femininos no singular, que não subentendam palavras.

    2) Depois da preposição até

    3) Antes de nome próprio sem sobrenome e sem especificador, 

  • Gabarito letra D

     

     a) A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face à face com esse “mal-estar” do homem ocidental. ERRADO

    não se usa crase diante de palavras repetidas

     

    b)“ A pós-modernidade talvez seja uma reação à essa grave situação.ERRADO

    não se usa crase diante de pronomes demonstrativos.

     

    c)  que chegam até hoje, vagando até à incerteza”. ERRADO

    Aqui a crase é facultativa e não obrigatória. 

     

     d)" A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global” segundo Jameson”. → Crase facultativa. O autor poderia ter optado por não colocar crase antes do pronome possessivo: “... muitas razões, devido a suaprolongada irracionalidade”. 

    Certo - Diante de palavra possessiva FEMININA no SINGULAR a crase é facultativa. Atenção no SINGULAR. Se houver a preposição a diante de um pronome possessivo plural, o uso do acento indicador de crase só ocorrerá se houver as; caso o a aparecerá no singular, haverá somente a preposição: a ou às.

  • Gab: D

     

    Dica que peguei aqui no QC mesmo(esqueci a autoria): 

     

    Crase facultativa:

    ATÉ SUA MARIA sabe.

     

    Até

    Sua - pronome possessivo feminino;

    Maria - nomes próprios femininos.

  • Crase diante de pronome possessivo se liga! Pois será facultativo !

  • Gab D

    Casos Proibidos de Crase:

    --> Antes de verbo

    --> Antes de Palavras no Plural

    --> Antes de palavras masculinas

    --> Antes de Pronomes

    --> Antes de objeto direto ( Não pede preposição)

    --> Entre palavras repetidas

    Casos Facultativos:

    --> Antes de nomes próprios femininos.

    --> Antes de pronome possessivo feminino

    --> Após preposição até


ID
2661922
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Se os termos da Progressão Geométrica (a, b, c) são lados de um triângulo retângulo, então é CORRETO afirmar que a razão dessa Progressão Geométrica é um número

Alternativas
Comentários
  • GAB A

  • Porque é irracional? Como demonstra ?

  • ex: catetos: 3 e 4 tal que a e b e hipotenusa 5 tal que c, a razão entre esses números só pode ser um número irracional. mas acredito que seja lá qual valor dos catetos e da hipotenusa for, a razão muda entre os números então essa questão deveria ser anulada.

  • Em uma progressão geometrica temos que

    q = razão

    a = b/q

    b =b

    c = b*q

    Em pitagoras tempos

    c² = a² + b²

    (bq)² = (b/q)² + b²

    b²q² = b²/q² + b² (divide todos por b²)

    q² = 1/q² + 1 (tira o mmc e faz os devidos calculos chegando a)

    q^4 = 1 + q² (q² = y ---> equação biquadrada)

    y² = 1 + y

    y²-y-1=0

    delta = 5

    raiz(delta) = raiz(5)

    y' = (1+raiz(5))/2

    y'' = (1-raiz(5))/2 (descarta vai dar negativo!!!)

    como temos q² = y

    q = +/- RAIZ ((1+raiz(5))/2) (Descarta a parcela negativa.

    sobra q = Raiz ((1+raiz(5))/2) isso ai é um número irracional!


ID
2661925
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

A sequência numérica representada por (x+1, 2x, x2 -5) é uma Progressão Aritmética e seus termos expressam as medidas dos lados de um triângulo. Nessas condições, é CORRETO afirmar que o perímetro desse triângulo, em unidades de comprimento, é igual a

Alternativas
Comentários
  • Letra D

     

    (x+1, 2x, x² -5) é uma P.A.

     

    Logo a diferença entre os termos consecutivos é constante (razão da P.A.).

     

    2x - (x+1) = (x² - 5) - 2x

    -x²+3x+4=0

     

    a=-1, b=3, c=4

    Delta = b²-4.a.c = 3²-4.(-1).4 = 25

    sqrt(Delta) = 5

    x' = (-3+5)/-2 = -1 (não convém, se não teríamos lado do triângulo com medida negativa)

    x'' = (-3-5)/-2 = 4

     

    Logo, as medidas do triângulo são:

    x+1 = 5

    2x = 8

    x²-5 = 11

     

    Portanto, o perímetro é 5+8+11 = 24 u.c.

  • Muito bom, Felipe A !!!

  • Soma o 1 termo com o 3 termo e subtraido por 2 e é igual a o 2termo , faz rrgra de 3 e acha o X aí acha os lados do triângulo soma e acha a resposta 

  • em uma PA sabemos que a soma do a1(primeiro numero) com o ultimo (neste caso a3) dividido por 2 e igual ao numero do meio (neste caso a2)  

    ((a1+a3)/2)=a2

    substituindo pelos algarismos fornecidos 

    a1=x+1

    a2=2x

    a3=x^2-5

    (x+1+x^2-5)/2=2x

    x^2+x-4=4x

    x^2-3x-4=0

    através de baskara x=4

    aonde nossa PA, seria 5,8 e11 aonde a soma é 24 letra D

     

     


ID
2661931
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Os números inteiros x, y e z são tais que


x – 2y = 2z – 1; z + x = y - 2 e 2x + y + 3z = 1.


Nessas condições. é CORRETO afirmar que

Alternativas
Comentários
  • GAB C

     

    x - 2y - 2z = -1 ; x - y + z = -2 ; 2x + y + 3z = 1

    a primeira equação menos a segunda equação é = -y -3z = 1 então  y = -1 -3z

    pega a segunda equação: x - ( -1 -3z) +z = -2 então x + 1 + 3z + z = -2 então x = -4z -3

    pega a terceira equação: 2 ( -4z -3 ) + ( -1 -3z) + 3z = 1 então z = -1

    x = -4 (-1) -3 = 1

    y = -1 -3 (-1) = 2

  • número 1positivo (+1). O oposto ou simétrico desse número é o um negativo (-1).


ID
2661934
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Os sucessivos termos da sequência: (47, 42, 37, 33, 29, 26, x, y, z, w) são obtidos através de uma lei de formação. Obedecendo a essa lei, é CORRETO afirmar que o valor de (x + y +z + w) é igual a:

Alternativas
Comentários
  • Letra A

    Nota-se que de dois em dois números a diferença vai sendo reduzida. 

    47-42 = 42-37 = 5

     

    37-33 = 33-29 = 4

     

    29-26 = 26 - x = 3, logo, x = 23

     

    y-z = x-y = 2, logo, 23-y=2, temos y = 21. Como y-z = 2, então, z = 19.

     

    z-w = z-y = 1, logo, w = 18

     

    Portanto, x+y+z+w = 81.

     

     

     

  • Questão que pode ser mal interpretada, muito cuidado ao resolver questões desse modelo!

    Nota se que de: 47-42=5     42-37=5

                            37-33=4    33-29=4

                              29-26=3    Seguindo à lógica 26-3= 23

                               23-2=21        21-2=19

                                 19-1=18

    Logo teremos o valor de: x, y, z, w  

    Respectivamente são 23, 21, 19, 18

    SOMANDO ESSES VALORES OBTIDOS

    23+21+19+18= 81

    Logo teremos o gabarito a alternativa A

                              

  • Questão interessante e simples ótima para desenvolver o raciocinio lógico

    (47, 42, 37, 33, 29, 26, x, y, z, w) 

          -5,  -5, -4, -4, -3, -3, -2, -2, -1

                                   23 +21 +19 +18 =81

  • 23+21+19+18 =81

    A razão muda a cada dois termos, ou seja, começa com -5 passa para -4 depois -3 e depois -2 logo em seguida -1.


ID
2661940
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Analise os seguintes argumentos:


I. Se estudasse todo o conteúdo, então seria aprovado em Estatística.

Fui reprovado em Estatística. Concluímos que não estudei todo o conteúdo.

II. Todo estudante gosta de Geometria. Nenhum atleta é estudante. Concluímos que ninguém que goste de Geometria é atleta.

III.Toda estrela possui luz própria. Nenhum planeta do sistema solar possui luz própria. Concluímos que nenhuma estrela é um planeta.


Considerando os argumentos I, II e III, é CORRETO afirmar que

Alternativas
Comentários
  • gabarito B

     

  • LETRA B

     

    I)  VÁLIDO

    P= Se estudasse todo o conteúdo

    Q= aprovado em Estatística.

    Se estudasse todo o conteúdo, então seria aprovado em Estatística. 

     P-> Q     V -> V  (V)

    Fui reprovado em Estatística. Concluímos que não estudei todo o conteúdo. 

    ~Q -> P   F -> F (V)

     

    *Esquema com diagrama para os argumentos II e III: https://imgur.com/WgVApaY

    II) INVÁLIDO 

    III) VÁLIDO

  • Gente nessas horas temos que ver pelo tempo, prestando a atenção nas opções vi a II que se repetia então fiz logo a II eliminado logo ela cheguei na resposta, ganha bastante tempo, respondi 

  • Gabarito Letra B

    I. Se estudasse todo o conteúdo, então seria aprovado em Estatística. Fui reprovado em Estatística. Concluímos que não estudei todo o conteúdo. CERTO

     

    P é condição suficiente para Q. 

    Q é condição necessária para P.

     

    Logo se conclui que  se consigo o P que é estudar todo o conteúdo consequentemente conseguirei o Q,  Para mim conseguir o P preciso primeiro atingir a meta em Q. mas como eu não consegui ser aprovado em todas as matérias, conclui que não estudei todo o conteúdo.

     

    II. Todo estudante gosta de Geometria. Nenhum atleta é estudante. Concluímos que ninguém que goste de Geometria é atleta.ERRADA.

     

    Todo estudante está dentro da matéria geometria.

    Nenhum atleta é estudante

     mas como todo estudante está contigo em geometria isso não me garante que o atleta que não é estudante está em geometria, pois pode haver atletas que está contigo em geometria que não é estudante.

     

    III.Toda estrela possui luz própria. Nenhum planeta do sistema solar possui luz própria. Concluímos que nenhuma estrela é um planeta.CERTO

     

    Todas as estrelas estão contidas  no conjunto maior que é luz própria.

    nenhum planeta possui luz propria, 

    Observe que está correto, pois nenhuma estrela pode ser um planeta, já que ela está contigo no grupo de luz própria e nenhum planeta possui luz.

                        

  • Questão deveria ser anulada por falta de opção correta. A III também está incorreta. Veja bem:

    É enunciado que nenhum planeta do SISTEMA SOLAR possui luz própria, mas não é dito que apenas existem planetas do sistema solar. Logo não é necessariamente correto afirmar que nenhuma estrela é um planeta. Mas seria correto que nenhuma estrela é um planeta do sistema solar.

  • Acertei por falta de opção melhor, mas a III está incorreta!

  • é uma casquinha com VÁLIDO vs VERDADEIRA?

    Alguém ajuda. 

    Parece que a II E III estão FALSAS no entanto são VÁLIDAS ainda assim?

  • Usem a técnica da CONLUSÃO FALSA. 

    1 : Consegui fechar o argumento sem contradição ? ARGUMENTO SERÁ INVALIDO. 

    2 : Não conseguiu fechar o argumento, por alguma contradição ou duviosidade ? ARGUMENTO SERÁ VALIDO.

     

    Obs : Nas premissas você sempre vai buscar a forma VERDADEIRA DELAS. Caso tenha alguma incorreção, avisem-me. 

  • Eu fui pelo seguinte raciocinio 

    Para verificarmos se uma conclusão (de uma questão) é uma conclusão válida para o argumento, isto é, é uma conclusão que torna o argumento válido.

    Fazer-se os seguintes passo:

    1. Assumimos que a conclusão é falsa

    2. Tentamos deixar todas as premissas verdadeiras

    3. Se conseguirmos deixar todas as premissas verdadeiras quando a conclusão é falsa, o argumento é invalido, ou seja, a conclusão dada no item NÃO pode ser obtida a partir das premissas.

    4. Se não conseguirmos deixar todas as premissas verdadeiras quando a conclusão era falsa, isto nos indica que sempre que as premissas forem verdadeiras a conclusão também será verdade, ou seja, a conclusão decorre automaticamente das premissas. O argumento é válido, ou melhor, a conclusão pode mesmo ser obtida daquelas premissas.

     

    Tentem fazer seguindo esses passos, não tem erro !

  • A primeira você utiliza a questão de assumir a conclusão falsa.

    As duas ultimas é muito mais fácil usar diagramas lógicos para concluir a questão.

  • Sobre a I:

    Se estudasse todo o conteúdo, então seria aprovado em Estatística.

    Assumindo P → Q:

    P: Estudou todo conteúdo

    Q: Foi aprovado em Estatística

    Temos como equivalentes:

    ~P v Q (NE Y MA)

    ou

    ~Q → ~P (VOLTA NEGANDO)

    Concluímos que não estudei todo o conteúdo


ID
2661946
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Um terreno com uma área total equivalente a 1.296 m2 foi dividido em três lotes. Se a área do primeiro lote corresponde a 4/5 da área do segundo lote e a área do terceiro lote é igual à soma das outras áreas, então é CORRETO afirmar que a área do maior dos três lotes, em metros quadrados, corresponde a:

Alternativas
Comentários
  • Letra C

     

    Área total = 1296 m²

    chame de x a área do segundo lote, já que a do primeiro lote está sendo "trabalhada" em cima daquele.

     

    primeiro lote = (4/5)x

    segundo lote = x

    terceiro lote= 1º lote + 2º lote = (4/5)x + x

     

    logo, 

    (4/5)x + x + (4/5)x + x = 1296

    4x +5x+ 4x+ 5x = 6480

    18x = 6480

    x = 360

     

    sendo assim, 

    primeiro lote = (4/5). 360 = 288 m²

    segundo lote = x = 360 m²

    terceiro lote= 1º lote + 2º lote = (4/5)x + x = 648 m², que é o maior dos lotes.

  • A + b + c = 1296

    a = 4/5 b

    mas c = a + b,

    entao a + b + c é o mesmo que c (que é a+b) + c, ou seja: c + c = 1296

    logo: 2c = 1296

    c = 648!

    nao precisa de mais calculo, pois nenhum lote sera maior q c!

  • Resolvi de um jeito mais simples:

    Primeiro lote → 4/5

    Segundo lote → 5/5

    Terceiro → 9/5 (soma dos dois anteriores)

    Somando todos = 18/5. Ou seja, temos 18 partes no total. Sabemos que a área é 1.296m². Divida a área pelo número de partes pra ver quanto vale cada uma.

    1.296 / 18 = 72.

     

    Agora, basta multiplicar esse valor pelo número de partes que cada lote contém.

    Primeiro lote → 4/5 (4 x 72 = 288m²)

    Segundo lote → 5/5 (5 x 72 = 360m²)

    Terceiro → 9/5 (9 x 72 = 648m²)

     

    O maior lote é o terceiro, então letra c) 648.

     


ID
2661949
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Inglês
Assuntos

READ THE FOLLOWING TEXT AND CHOOSE THE OPTION WHICH BEST COMPLETES EACH QUESTION ACCORDING TO IT:


                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

What does the word they in “Or are they easing our workload? “(paragraph 1) refer to?

Alternativas
Comentários
  • C) The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs?

    A batalha entre homens e máquinas vem de séculos. Elas irão tomar nossos empregos? 

     


ID
2661952
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Inglês
Assuntos

READ THE FOLLOWING TEXT AND CHOOSE THE OPTION WHICH BEST COMPLETES EACH QUESTION ACCORDING TO IT:


                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

The word therefore in “therefore creating new demand and new jobs” (paragraph 2) conveys an idea of

Alternativas
Comentários
  • Therefore (adverb):  for that reason; consequently.

  • (A)

    Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs.

    Tradução-->A conclusão deles é que, em vez de destruir empregos, a tecnologia tem sido uma “grande máquina de criação de empregos”. Descobertas de Deloitte, como aumento do quadro de funcionários dos bares desde a década de 1950 ou aumento do número de cabeleireiros neste século, sugerem aos autores que a tecnologia aumentou o poder de compra, criando, portanto, nova demanda e novos empregos.

    Therefore--> so, thus, accordingly, between this and that.


ID
2661955
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Inglês
Assuntos

READ THE FOLLOWING TEXT AND CHOOSE THE OPTION WHICH BEST COMPLETES EACH QUESTION ACCORDING TO IT:


                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

What has the study pointed out in relation to technological change?

Alternativas
Comentários
  • Gab C

     

    O estudo apontou que o debate geralmente enfatiza os aspectos da destruição de empregos da mudança tecnológica em vez de seus aspectos criativos.

     

    Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.


ID
2661958
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Inglês
Assuntos

READ THE FOLLOWING TEXT AND CHOOSE THE OPTION WHICH BEST COMPLETES EACH QUESTION ACCORDING TO IT:


                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

What is the relation between machines and human labor, according to the authors of the study?

Alternativas
Comentários
  • Gab D

     

     

    As máquinas tendem a assumir tarefas mais monótonas e árduas.

     

    “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 


ID
2661961
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
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Disciplina
Inglês
Assuntos

READ THE FOLLOWING TEXT AND CHOOSE THE OPTION WHICH BEST COMPLETES EACH QUESTION ACCORDING TO IT:


                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

When it comes to job losses, what is the authors’ conclusion?

Alternativas
Comentários
  • Gab D

     

    Quando se trata de perdas de emprego, a conclusão dos autores é que a tecnologia é responsável pela perda de empregos em algumas áreas.

     

     According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to.


ID
2661964
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
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Disciplina
Inglês
Assuntos

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                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

What has been changing in the role of labor because of technological progress?

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C

     

    A dúvida aqui fica entre as alternativas C e D.

     

    A alternativa C afirma que deu mais ênfase em prover serviços às pessoas, o que está correto, uma vez que as máquinas estão fazendo mais trabalho "braçal" e liberando as pessoas para a área de serviços.

     

    A alternativa D afirma que se tornou uma fonte de força bruta. De fato as máquinas começaram a fazer a "força bruta", porém a questão pergunta de trabalho usando a palavra "Labor" que se refere ao trabalho humano tornando a alternativa incorreta.

  • (C)

    Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. 

    Tradução-->A conclusão é que, em vez de destruir empregos, a tecnologia tem sido uma “grande máquina de criação de empregos”. Descobertas como aumento do quadro de funcionários dos bares desde a década de 1950 ou aumento do número de cabeleireiros neste século, sugerem aos autores que a tecnologia aumentou o poder de compra, criando, portanto, nova demanda e novos empregos.


ID
2661967
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
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Disciplina
Inglês
Assuntos

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                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

What is one of the consequences of technological progress pointed by the study?

Alternativas
Comentários
  • Gab A

     

     Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs.

     

     

    As descobertas da Deloitte, como a ascensão do pessoal do bar desde a década de 1950, ou o aumento do número de cabeleireiros neste século sugerem aos autores que a tecnologia aumentou o poder de compra, criando novas demandas e novos empregos.

  • Qual é uma das consequências do progresso tecnológico apontada pelo estudo?

    A) Correta - Isso cria uma nova demanda e novos empregos.

    De acordo com o trecho: Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs.

    As descobertas da Deloitte, como a ascensão do pessoal do bar desde a década de 1950, ou o aumento do número de cabeleireiros neste século sugerem aos autores que a tecnologia aumentou o poder de compra, criando novas demandas e novos empregos.

    B) Incorreta - Isso tornou a comida mais cara.

    Não, O progresso tecnológico reduziu os preços de bens essenciais, como alimentos.

    C) Incorreta - Há menos empregos e carreiras.

    Em contradição com a letra A

    D) Incorreta - Não há dinheiro para gastar em lazer.

    Não, pois Os economistas da Deloitte acreditam que o aumento da renda permitiu que os consumidores gastassem mais em serviços pessoais, como cuidados pessoais.

    Gabarito: A


ID
2661970
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
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Disciplina
Inglês
Assuntos

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                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

The use of the modal verb may in “which may explain the big rise in bar staff” (paragraph 6) indicates that

Alternativas
Comentários
  • Gab D

     

    "May" é utilizado para fazer um pedido ou para indicar a probabilidade de algo acontecer ou não (presente e futuro), sendo que é utilizado de maneira formal.

     

    Exemplos:

    May you help me with my homework tomorrow? (Você pode me ajudar com minha lição de casa amanhã?).

    It may rain in the afternoon. (Pode chover à tarde).

     

    Fonte: https://www.infoescola.com/ingles/verbo-modal-may/


ID
2661973
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
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Disciplina
Inglês
Assuntos

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                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

The best word to complete this sentence “_______ the decline in the traditional pub…” (paragraph 6) is

Alternativas
Comentários
  • Gab B

     

    "Despite the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

     

     

    Apesar do declínio no pub tradicional, os dados do censo mostram que o número de pessoas empregadas em bares quadruplicou entre 1951 e 2011 ”, diz o relatório.


ID
2661976
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Inglês
Assuntos

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                 Technology has created more jobs than it has destroyed


      The battle between men and machines goes back centuries. Are they taking our jobs? Or are they easing our workload? A study by economists at the consultancy Deloitte seeks to shed new light on the relationship between jobs and the rise of technology by searching through census data for England and Wales going back to 1871.

      Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. Findings by Deloitte such as rise in bar staff since the 1950s or a surge in the number of hairdressers this century suggest to the authors that technology has increased spending power, therefore creating new demand and new jobs. Their study argues that the debate has been twisted towards the job-destroying effects of technological change, which are more easily observed than its creative aspects.

      Going back over past figures paints a more balanced picture, say authors Ian Stewart and Alex Cole. “The dominant trend is of contracting employment in agriculture and manufacturing being more than balanced by rapid growth in the caring, creative, technology and business services sectors,” they write. “Machines will take on more repetitive and laborious tasks, but they seem no closer to eliminating the need for human labor than at any time in the last 150 years.” 

      According to the study, hard, dangerous and dull jobs have declined. In some sectors, technology has quite clearly cost jobs, but they question whether they are really jobs we would want to hold on to. Technology directly substitutes human muscle power and, in so doing, raises productivity and shrinks employment. “In the UK the first sector to feel this effect on any scale was agriculture,” says the study. 

      The study also found out that ‘caring’ jobs have increased. The report cites a “profound shift”, with labor switching from its historic role, as a source of raw power, to the care, education and provision of services to others.

Technological progress has cut the prices of essentials, such as food, and the price of bigger household items such as TVs and kitchen appliances, notes Stewart. That leaves more money to spend on leisure, and creates new demand and new jobs, which may explain the big rise in bar staff, he adds. “_______ the decline in the traditional pub, census data shows that the number of people employed in bars rose fourfold between 1951 and 2011,” the report says.

      The Deloitte economists believe that rising incomes have allowed consumers to spend more on personal services, such as grooming. That in turn has driven employment of hairdressers. So, while in 1871 there was one hairdresser or barber for every 1,793 citizens of England and Wales; today there is one for every 287 people.

                                  (Adapted from: https://goo.gl/7V5vuw. Access: 02/02/2018.)

By reading this text we can conclude that

Alternativas
Comentários
  • (B)

    in the title we can deduce and in the second paragraph there is this conclusion.

    Título-> Technology has created more jobs than it has destroyed

    Tradução-> A tecnologia criou mais empregos do que destruiu

    "Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”.

    Tradução-->"A conclusão deles é que, em vez de destruir empregos, a tecnologia tem sido uma" grande máquina de criação de empregos ".

  • Lendo este texto podemos concluir que:

    A) Incorreta - Os serviços pessoais não são significativos para os estudos econômicos.

    Não, O relatório cita uma “mudança profunda”, com o trabalho mudando de seu papel histórico, como fonte de energia bruta, para o cuidado, educação e prestação de serviços a terceiros.

    B) Correta - A tecnologia vem mudando a forma como o ser humano se relaciona com o trabalho.

    De acordo com a primeira frase do segundo parágrafo:

    Their conclusion is that, rather than destroying jobs, technology has been a “great job-creating machine”. 

    A conclusão deles é que, em vez de destruir empregos, a tecnologia tem sido uma “grande máquina de criação de empregos”.

    C) Incorreta - A batalha entre homens e máquinas não tem sentido.

    Pelo contrário, o texto diz: A batalha entre homens e máquinas remonta a séculos.

    D) Incorreta - Os chamados “trabalhos de cuidado” tendem a desaparecer no futuro.

    Não, O estudo também descobriu que os empregos de “cuidado” aumentaram.

    Gabarito: B


ID
2690077
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Duas proposições compostas são equivalentes se seus valores lógicos são iguais. Considerando que p e q são proposições lógicas, então é CORRETO afirmar que a proposição (p Ʌ ~ q) é equivalente a:

Alternativas
Comentários
  • (p Ʌ ~ q) => é a negação de (p→ q). Então (p Ʌ ~ q)  é igual a  ~(p → q)​

     

     

  • p → q é equivalente a  ~p V q

    ~(~p V q) é igual a p Ʌ ~q

  • GABARITO: B

    A questão está pedindo a negação de (p Ʌ ~ q). Percebe-se que está pedindo a negação devido ao símbolo ( ~ ) em todas as alternativas!

     

     

    Negação de (p Ʌ ~ q)  poderia ser: ~( ~p V q ). Mas NÃO tem essa alternativa!

    Portanto, a resposta só pode ser o Se...então: ~( p --> q )

     

     

    Exemplo em frase:

    Estudo e não passo

    Se estudo então passo

  • A questão pede: proposição (p Ʌ ~ q) é equivalente a:

    desta forma precisamos resolver as alternativas para solucionar o problema.

    B) ~(p → q) (nesta alternativa temos a negação do condicional) (macete: Copia a 1ª E nega a 2ª)

    resposta: Aplicando o macete temos: (p Ʌ ~ q) CORRETA

  • Por tabela vedade:

    p     q    ~q     p∧~q     p → q     ~(p → q)

    V     V      F                   V                F

    V     F      V                   F                V

    F     V       F         F            V                F

    F     F       V                    V                F

    Resposta: p∧~q é equivalente à ~(p → q). Gabarito: B.

  • ~(P → Q) = P ^ ~Q Copia a 1ª e nega a 2ª.

  • Gab. B

     

     

    REPETE A PRIMEIRA, NEGA A SEGUNDA

               (P Ʌ ~ Q)  ==== ~(P-----> Q)

  • Lei de Demorgan - EQUIVALANTES 

    ~(A--->B) = A ^ ~B

  • Negação do se, então, afirma a primeira e nega a segunda. 

     

    Alternativa B


ID
2690215
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Chama-se neologismo formal ao emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras já existentes, na mesma língua ou não, e de neologismo semântico à atribuição de novos sentidos a palavras já existentes na língua. No trecho a seguir, o autor lançou mão de um neologismo, expediente facultado pela língua portuguesa, com determinada intenção comunicativa.


“Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.”


Com o composto criado, a argumentação do autor se baseia no recurso a uma formação lexical resultante de:

Alternativas
Comentários
  • INTERTEXTUALIDADE:

    1) PARÁFRASE: RESCRITA DE UM TEXTO MANTENDO SEUS SENTIDOS BÁSICOS.

    2) PARÓDIA: REESCRITA DE UM TEXTO ROMPENDO COM SEU SENTIDO BÁSICO.

    3) PASTICHE: COPIAR O ESTILO DO AUTOR. 

    4) CITAÇÃO: ARGUMENTO DE AUTORIDADE, TRANSCRIÇÃO FIEL.

    5) ALUSÃO: TAMBÉM CHAMADA DE CITAÇÃO INDIRETA, OCORRE A REPRODUÇÃO DE TRECHO DE OUTRO TEXTO. AS PALAVRAS SÃO DO AUTOR SECUNDÁRIO E A IDEIA É DO AUTOR PRIMÁRIO.

    6) EPÍGRAFE: É UMA CITAÇÃO ANTES DO ÍNICIO DO TEXTO. \\\\\\\\\\\\

     

    Metalinguagem é a linguagem que descreve sobre ela mesma. Ou seja, ela utiliza o próprio código para explicá-lo.

    Vale lembrar que utilizamos muito a metalinguagem no cotidiano. Quando perguntamos o significado de determinada palavra estamos usando a função metalinguística.

    Além disso, ela é usada no cinema, nas artes visuais, na literatura, na publicidade, etc.

  • GAB: C

  • Complementando o que já foi dito até aqui...

    D - ERRADA

    Estrangeirismo: Palavra ou frase estrangeira incorporada em outra língua. Ex: estressado, mouse (do computador)

    Idiotismo (expressão idiomática): Colocar a carroça na frente dos bois

    Fonte (e demais informações):

    https://dicionario.priberam.org/estrangeirismo

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Express%C3%A3o_idiom%C3%A1tica


ID
2690419
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atente para o fragmento abaixo, a fim de responder a questão abaixo:


“O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causa-nos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.

Com relação ao emprego dos pronomes destacados, assinale a afirmativa INCORRETA:

Alternativas
Comentários
  • Gab: A

    O "Neste" deverá ser utilizado quando introduzir uma ideia nova, ainda não mencionada [1] ou para remeter a um termo imediatamente anterior [2].

    Exemplo [1]: 

    Você conhece estes versos: "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá...?"

    Exemplo [2]:

    Não sei qual o melhor lugar para morar: zona rural ou zona urbana? Acho que esta (última = zona urbana) oferece mais opções de trabalho e estudo.


    Quando falei com Maria, esta ficou extremamente feliz.

     

    ​"Esse" é usado para retomar um termo, uma ideia ou uma oração já mencionados.

    Exemplo:  A Terra gira em torno do Sol. Esse movimento é conhecido como translação.

     

    Fonte: https://www.soportugues.com.br/secoes/FAQresposta.php?id=46

  • NESTE país aqui a impunidade toma conta. (Coisa perto, que está em nossa posse)


    NESSE país a impunidade toma conta. (Coisa longe, que está na posse de outro)


    Eu só sei diferenciar assim, mas a tese do Matheus Marins dá certo também !

  • (N)este - futuro (algo que ainda será explicitado)

    (N)esse - passado (retoma algo que foi mencionado)

  • Somando aos colegas:

    Onde

    donde

    aonde

    o que tem em comum?

    Todos são utilizados para referenciar lugar

    O vocábulo “onde” corresponde a “em algum lugar”, ou seja, indica permanência de algo ou alguém em determinado local físico. troca-se por em que , no qual , relaciona-se com a preposição EM

    Aonde:

    Aonde” também corresponde ao lugar em que algo ou alguém está, no entanto, expressa a ideia de movimento, destino. Quando o objetivo for expressar a ideia de movimento, faz-se necessária a agregação da preposição “a” ao advérbio de lugar “onde”, formando o vocábulo “aonde”.

    Donde>

    O vocábulo “donde” indica “de algum lugar”, “ao lugar que (em que direção). Este último pode ser separado da preposição: “de onde”. O “donde” também possui valor circunstancial de lugar (“aquilo que vem”) e o verbo “vir” exige a preposição “de”, que deve ser adicionada ao advérbio “onde”.

    #Nãodesista!

  • Analisemos letra a letra.

    Letra A - ERRADA - O emprego da forma "neste" está de acordo com a norma culta. O autor, ao usar essa expressão, faz menção ao país em que se encontra.

    Letra B - CERTA - Exato! Note que o termo antecedente "sociedade" não retoma a ideia de lugar físico.

    Letra C - CERTA - Exato! O oblíquo átono "nos" desempenha função de objeto indireto, que poderia ser representado pela forma oblíqua tônica "a nós".

    Letra D - CERTA - De fato! Mantendo a coerência e a coesão textual, concluímos que o oblíquo átono "o" (lo) retoma anaforicamente "país".

  • Tudo questão repetida... :(


ID
2690422
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atente para o fragmento abaixo, a fim de responder a questão abaixo:


“O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causa-nos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.

I – O vocábulo “bandeiras”, plurissignificativo, aqui é utilizado referencialmente e substitui, metonimicamente, o sentido de “ideais”, “frentes ou propostas de luta”.
II – A expressão “transformam-se em gravatas estampadas” assume valor pejorativo, em contraposição ao elemento que o antecedeu na argumentação.
III – O autor endossa e defende a tese dos politicamente incorretos, que apregoam a busca de uma sociedade equilibrada.

Estão INCORRETAS as assertivas:

Alternativas
Comentários
  • nossos ideais > gravatas estampadas: não vejo valor pejorativo

  • Acredito que o termo "gravatas estampadas" está sim sendo usada de forma pejorativa em relação ao termo "nossos ideais", porquanto seria o mesmo que dissesse : "a pós-modernidade compreende os nossos ideais como algo já antiquário, velho; assim como as gravatas estampadas, ninguém mais deseja usar, pois está fora de moda."

  • Acredito qua acertiva esteja errada não pelo fato de ser pejorativo, mas sim quando fala em contraposição, sendo que eles se completam, e não se contrapõem.

  • Melhor comentário do Fabiano.

    Só para complementar: O vocábulo “bandeiras”, plurissignificativo, aqui é utilizado referencialmente e substitui, metonimicamente, o sentido de “ideais”, “frentes ou propostas de luta”. Não substitui o sentido de “ideais”, “frentes ou propostas de luta”, bandeiras retoma metonimicamente tudo que não é moderno (falado anteriormente)

  • I – O vocábulo “bandeiras”, plurissignificativo, aqui é utilizado referencialmente e substitui, metonimicamente, o sentido de “ideais”, “frentes ou propostas de luta”

    Acredito que não seria metominia (o todo retomado pela parte), mas sim metáfora (comparação sem conector). Daí o erro da alternativa I.

  • GAB: B

  • gravatas estampadas carrega um sentido pejorativo, pela ideia (ideologia neoliberal) de que esse acessório (gravatas estampadas) faze alusão ao consumo classe média/alta, que são os principais a usas tais vestimentas. lembrem-se meus amigos o texto é do Frei Beto, carregado de ideológia socialista, consequentemente anti-capitalista. Conhecer o autor ajuda também

  • Gabarito: B

    O que tem de contraposição nesse trecho???

    ''Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas.''

  • Caraca! essas questões de portugês da Cemig não terminam não?


ID
2690446
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Do moderno ao pós-moderno

Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00

    A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.
    Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.
    Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.
   O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.
    Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.
   A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.
    Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.
    Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.
    A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.

(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/domoderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)


Texto II


Razões da pós-modernidade


Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014 - 21h06]


    Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma lógica cultural” do capitalismo tardio, filho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso,  pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pósguerra. É que ocorre nesse período um profundo desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc.

    Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que, rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura: morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?

    Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...

    Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura contemporânea. Para ele, “o pósmoderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela incredulidade face ao metadiscurso filosófico – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto, via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...

    A frustração é enorme, porque o iluminismo afirmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pós-modernidade. A ciência prometia dar segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade.

    O mesmo filósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de “império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.

    A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o definitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

    A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.

    Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do sonho que gera o “signomercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.

    Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos. Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão, que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande filme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo magistral intérprete foi Peter Sellers.

    Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista / racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.

    A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual. Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.

    A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar criticamente os descaminhos da pós-modernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.


http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em 21/01/18. 

Discutindo uma mesma temática, há, como semelhanças entre os textos I (escrito por um teólogo) e II (escrito por um professor), os seguintes aspectos, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: Letra D

    O recurso a um registro formal, beirando ao hermético, calcado no predomínio do uso denotativo da língua.

    Hermético: Difícil de entender e/ou interpretar; obscuro, ininteligível.

    O texto I não apresenta uma linguam tão formal a esse ponto. Só isso já matava a questão. 

  • Gabarito letra D

     

    A assertiva está errada, pois de acordo com o dicionário hermético é algo de difícil compreensão; que tende a ser obscuro ou pouco claro. E o texto é de fácil compreensão, conseguimos perceber claramente a intenção do autor.

     

    Além disso, a letra D diz que predomina o uso denotativo da linguagem, item incorreto, pois o sentido denotivo é o sentido literal, aquele que encontramos no dicionário, e os textos, muito pelo contrário, trazem várias passagens com sentido conotativo (Sentido figurado). Ex: A morte da modernidade, (...) nossos ideias transformam-se em gravatas estampadas...

  • Dois textos gigantes, haja tempo de sobra na prova... pqp.

  • você fica 2h lendo os dois textos, e erra a questão por não saber o que é hermético!

    hermético: relativo às ciências ocultas

  • Hermético: diz respeito a algo cujo sentido é muitas vezes “fechado", de difícil acesso e até mesmo indecifrável para o leitor receptor que não consegue captar o mínimo que o autor desejou comunicar.

  • Fazer esta questão na prova só se tiver tempo sobrando, senão chuta que Deus ajuda!

  • Mano, que textos horríveis para colocar em uma prova...

    Frei Betto e esse Sanches aí deuzulivre -.-''

  • QC repete a mesma questão 20x...

    Números importam né. Palhaçada!


ID
5610046
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

O índice de vazios de solos granulares tem influência no comportamento tensão deformação e na resistência ao cisalhamento. Com relação a esta afirmação, NÃO é correto afirmar:

Alternativas

ID
5610049
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

A densidade relativa tem sido rotineiramente adotada em especificações de projetos geotécnicos. Está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610052
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Solos não saturados são muito comuns em geotecnia, geralmente sendo mais presentes que os solos saturados. Com relação a este tema, é CORRETO afirmar: 

Alternativas

ID
5610055
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

O peso específico natural do solo é muito importante nos estudos e projetos geotécnicos. Para sua quantificação, os parâmetros geotécnicos necessários são

Alternativas

ID
5610058
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

A curva de distribuição granulométrica é uma ferramenta importante para avaliar o comportamento do solo em termos de resistência, deformação e permeabilidade. NÃO está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610061
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

A forma da curva de distribuição granulométrica pode auxiliar muito o engenheiro na expectativa de comportamento do material. NÃO está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610064
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Os limites de consistência são muito importantes para avaliar o comportamento dos solos finos. NÃO está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610067
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Numa barragem, o uso da condição geostática de tensões pode levar a erros grosseiros na estimativa das tensões vertical e horizontal. NÃO está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610070
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Considerando uma barragem homogênea, com filtro vertical, tapete drenante, assente sobre rocha sã, é CORRETO afirmar:

Alternativas

ID
5610073
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

A rede de fluxo de uma barragem é de extrema importância para o engenheiro geotécnico. Com a rede de fluxo, é possível obter uma série de dados e parâmetros. Com relação a este tema, NÃO está correto o que se afirma:

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA: D

    A) Considera-se como a carga total o N.A (Nível d'agua no reservatório) a montante como a carga total do sistema analisado.

    B) O que define uma rede de fluxo são:

    1- Linhas de Fluxo: Podem ser compreendidas como o caminho em que uma gota d'água iria percolar dentro de um sistema. O espaço entre duas linhas de fluxo é nomeado como Canal de Fluxo. Observa-se que todos os canais de fluxo dentro de uma rede de percolação apresentam a mesma vazão (Q). As linhas aproximadamente perpendiculares as linhas de fluxo são as linhas/superfícies equipotenciais.O espaço entre duas linhas equipotenciais representa uma queda equipotencial.

    C) A característica principal dos canais de fluxo é que todos apresentam a mesma vazão Q.

    D) Pela lei de Darcy, temos que Q = k.i.A onde:

    Q - Vazão

    k - Coeficiente de permeabilidade do meio

    i - Carga hidráulica

    A - Área percolada.

    Lembrando que i = dH/L (Sendo interpretado como a carga que dissipa ao longo da percolação)

    Esta fórmula também pode ser reformulada na seguinte expressão:

    Q = k.h.(Nd/Nf)

    Onde Nd é o número de Canais de Fluxo e Nf é o número de quedas equipotenciais. Ou seja, se a razão (Nd/Nf) for menor então menor será a razão.


ID
5610076
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Para obtenção dos parâmetros de resistência do solo compactado são realizados ensaios triaxiais drenados e não drenados em amostras saturadas. Com relação a esses ensaios, NÃO está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610079
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Ensaios de compactação são de extrema importância para avaliar a umidade ótima e a densidade máxima esperada em campo. Com relação a estes ensaios, NÃO está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610082
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Alguns projetistas optam por projetar o sistema interno de drenagem da barragem com geometria inclinada e/ou suspensa em sua parte central. Com base nesse contexto, é CORRETO afirmar:

Alternativas

ID
5610085
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Os filtros são elementos essenciais para o controle de percolação e estabilidade dos barramentos. Sobre este tema, NÃO está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610088
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

A instrumentação piezométrica compõe o projeto de uma estrutura de barramento hidráulico. Sobre este tema, é CORRETO afirmar:

Alternativas

ID
5610091
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Drenos de alívio são muito importantes em algumas barragens. Sobre este tema, é CORRETO afirmar:

Alternativas

ID
5610094
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

O medidor de vazão é um importante instrumento de controle do barramento. Sobre este tema, NÃO está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610097
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

As inspeções de campo são muito importantes para controle de segurança das barragens. Sobre este tema, NÃO está correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
5610100
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

O parágrafo II do Art. 5o da Lei nº 12.334, de 20 de setembro de 2010 estabelece que “A fiscalização da segurança de barragens caberá, sem prejuízo das ações fiscalizatórias dos órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), à entidade que concedeu ou autorizou o uso do potencial hidráulico, quando se tratar de uso preponderante para fins de geração hidrelétrica”.


No caso de barragens com essa finalidade, ou seja, geração hidrelétrica, é CORRETO dizer que a fiscalização será exercida pela:

Alternativas

ID
5610103
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

A Lei nº 12.334, de 20 de setembro de 2010, no inciso IV do Art. 16, estabelece que “o órgão fiscalizador, no âmbito de suas atribuições legais, é obrigado a articular-se com outros órgãos envolvidos com a implantação e a operação de barragens no âmbito da bacia hidrográfica”. Em relação a essa afirmativa, é CORRETO dizer que

Alternativas

ID
5610106
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Segundo o Bulletin 158 - Dam Surveillance Guide (ICOLD, 2014), uma série de técnicas de instrumentação e monitoramento encontraram novas aplicações em barragens nos últimos anos. Pesquisas foram realizadas em vários países para melhorar, verificar e avaliar parâmetros "novos", novos equipamentos de monitoramento e suas aplicações, a fim de encontrar formas complementares de obter informações sobre o desempenho de barragens.


No contexto da referência apresentada (ICOLD, 2014), o Georadar ou Ground Penetrating Radar (GPR) é citado como um procedimento auxiliar na avaliação do comportamento das barragens. Em relação a essa afirmativa, é CORRETO dizer que

Alternativas

ID
5610109
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Segundo o Bulletin 168 - Recommendations for Operation, Maintenance and Rehabilitation (ICOLD, 2017), barragens com potenciais perdas de vidas decorrentes de possíveis rupturas devem ter Planos de Ação de Emergência (PAE). Em relação a essa recomendação, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

ID
5610112
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

A Resolução Normativa nº 696, de 15 de dezembro de 2015 (ANEEL, 2015), cita que a ANEEL poderá exigir do empreendedor a elaboração do Plano de Ação de Emergência - PAE sempre que considerá-lo necessário, independentemente da classificação da barragem.


Em relação a essa afirmativa, é CORRETO dizer que:

Alternativas

ID
5610115
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geologia
Assuntos

Analise as afirmativas a seguir, à luz da Resolução Normativa nº 696, de 15 de dezembro de 2015 (ANEEL, 2015):


I. A inspeção de segurança regular será realizada pelo empreendedor, mediante constituição de equipe própria, deverá abranger todas as estruturas de barramento do empreendimento e retratar suas condições de segurança, conservação e operação.

II. É de responsabilidade do empreendedor adotar os procedimentos que julgar convenientes para a inspeção de segurança regular, observadas as particularidades, complexidade e características técnicas do empreendimento.

III. A ANEEL poderá demandar realização de inspeção de segurança especial a partir de denúncia fundamentada, de resultado de fiscalização desempenhada em campo ou de recebimento de comunicado de ocorrência feito pelo próprio empreendedor.

IV. A inspeção de segurança especial visa a manter ou restabelecer o nível de segurança da barragem à categoria normal e deverá ser realizada mediante constituição de equipe de consultores ad hoc, substitutivamente à Inspeção de Segurança Regular, apenas quando o nível de segurança do barramento estiver na categoria emergência, ou seja, somente quando as anomalias representem risco de ruptura iminente, exigindo providências para prevenção e mitigação de danos humanos e materiais.


São afirmativas apresentadas na Resolução:

Alternativas

ID
5610154
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Destacaram-se alguns itens lexicais e lhes foram indicados sinônimos apropriados ao valor que assumem no contexto em que se inserem. A correspondência encontra-se INCORRETA na opção:

Alternativas
Comentários
  • Sincretismo : união; junção.


ID
5610166
Banca
FUMARC
Órgão
CEMIG - MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Com relação à acentuação gráfica dos itens destacados, avalie as afirmações e assinale a opção que traz uma asserção INCORRETA:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito na alternativa C

    Solicita-se indicação da assertiva incorreta sobre pontuação:

    A) Assim como os itens “crítica” e “sétimo”, todas as demais que apresentarem tal tonicidade deverão receber acento gráfico. 

    Correta. Os vocábulos apresentados, "crí-ti-ca" e "sé-ti-mo", são proparoxítonos, de sorte que todos os termos que apresentarem igual tonicidade deverão, por regra, receber acento;

    B) Os itens lexicais “ruínas”, “saía” e “país” são acentuados pela mesma razão: a presença de vogal -I ou -U tônica num hiato, seguida ou não de -S.

    Correta. Os vocábulos apresentados, "sa-í-a" (do verbo sair) e "pa-í-s", são acentuados com base no regramento dos hiatos, conforme explana a banca;

    C) Os vocábulos “cristã”, “não”, “são” e “evasão” recebem acento gráfico pela mesma razão: trata-se de oxítonas com vogal nasal no segmento final.

    Incorreta. Guardem consigo: til não é acento gráfico, mas marca de nasalização.

    Embora normalmente o til recaia sobre a sílaba tônica, como pode-se ver nos termos destacados na assertiva, em certos vocábulos a silaba na qual o til está alojado será átona, como é o caso de "órfão".

    Os termos do enunciado possuem acento tônico, mas por não se enquadram em nenhuma regra de acentuação gráfica.

    D) Os vocábulos “Rússia” e “delírio” recebem acento gráfico devido ao encontro vocálico presente em sua última sílaba.

    Correta. Os vocábulos apresentados, "Rus-sia" e "de-lí-rio", são paroxítonas terminadas em ditongo crescente, chamadas de proparoxítonas eventuais ou aparentes pela possibilidade de pronuncia como se findadas em hiato fossem.

  • TIL NÃO É ACENTO GRÁFICO, É UM SINAL GRÁFICO DE NASALIZAÇÃO

  • Alternativa correta: C

    são e não: não são oxítonas e sim, monossílaba.

    Acredito que esta seja a justificativa. Mas caso esteja errado, podem me corrigir