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Prova SEAP - 2018 - TJ-MG - Estágio - Serviço Social


ID
3954040
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto a seguir e marque a alternativa CORRETA.


    A seleção francesa foi apontada como favorita para a Copa de 2018, porém o técnico precisou fazer alguns ajuste até a estreia, porque os atacantes e os laterais desse time precisavam treinar mais um pouco.

No fragmento acima foram usadas e destacadas, respectivamente, as seguintes conjunções: 

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

     A seleção francesa foi apontada como favorita para a Copa de 2018, porém o técnico precisou fazer alguns ajuste até a estreia, porque os atacantes e os laterais desse time precisavam treinar mais um pouco.

    ➥ PORÉM (CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADVERSATIVA); PORQUE (CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL). 

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • A questão é sobre conjunções e quer saber a classificação das conjunções nas frases abaixo. Vejamos:

    "A seleção francesa foi apontada como favorita para a Copa de 2018, porém o técnico precisou fazer alguns ajuste até a estreia, porque os atacantes e os laterais desse time precisavam treinar mais um pouco."

     .

    "Porém" é conjunção coordenativa adversativa.

    Conjunções coordenativas adversativas: têm valor semântico de oposição, contraste, adversidade, ressalva...

    São elas: mas, porém, entretanto, todavia, contudo, no entanto, não obstante, inobstante, senão (= mas sim)...

    Ex.: Não estudou muito, porém passou nas provas.

    "Porque" nesse caso é conjunção subordinativa causal.

    Conjunções subordinativas causais: têm valor semântico de causa, motivo, razão...

    São elas: porque, porquanto, como, uma vez que, visto que, já que, posto que, por isso que, na medida em que...

    Ex.: Porque você está estudando bastante, suas chances de passar em concurso são enormes.

     .

    Conjunções coordenativas são as que ligam termos ou orações de mesmo valor. As conjunções coordenativas podem ser: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.

    Conjunções subordinativas são as que tornam orações dependentes, isto é, subordinam uma oração à outra. Com exceção das conjunções integrantes (que introduzem orações substantivas), essas conjunções introduzem orações adverbiais e exprimem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição, conformidade, consequência, fim, tempo e proporção).

     .

    A) aditiva e adversativa.

    Conjunções coordenativas aditivas: têm valor semântico de adição, soma, acréscimo...

    São elas: e, nem (e não), não só... mas também, mas ainda, como também, ademais, outrossim...

    Ex.: Estudaram muito e passaram no concurso.

     .

    B) alternativa e conclusiva.

    Conjunções coordenativas alternativas: têm valor semântico de alternância, escolha ou exclusão.

    São elas: ou... ou, ora... ora, já.. já, seja... seja, quer... quer, não... nem...

    Ex.: Ora estudava, ora trabalhava.

    Conjunções coordenativas conclusivas: têm valor semântico de conclusão, fechamento, finalização...

    São elas: logo, portanto, por isso, por conseguinte, pois (depois do verbo), então, assim, destarte, dessarte...

    Ex.: Estudamos muito, portanto passaremos no concurso.

     .

    C) consecutiva e conformativa.

    Conjunções subordinativas consecutivas: têm valor semântico de consequência, resultado, produto...

    São elas: que (precedido de tão, tal, tanto, tamanho), sem que, de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que...

    Ex.: Estudou tanto que passou na prova.

    Conjunções subordinativas conformativas: têm valor semântico de conformidade, consonância, igualdade, concordância...

    São elas: conforme, como, segundo, consoante...

    Ex.: Tudo saiu conforme combinamos.

     .

    D) adversativa e causal.

    Certo. Explicado acima!

     .

    Gabarito: Letra D

  • Assertiva D

    adversativa e causal.


ID
3954043
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

No texto: “Quase 3 milhões de empresas já aderiram ao novo sistema tributário, por isso nove estados ainda resistem às novas regras, porém oneram os empreendimentos” há um problema, predominantemente, de:

Alternativas
Comentários
  • Quase 3 milhões de empresas já aderiram ao novo sistema tributário, por isso nove estados ainda resistem às novas regras, porém oneram os empreendimentos”

    Os termos estão causando incoerência ao fragmento do texto.

    Gabarito letra A!

  • mas o problema nao seria a incoerencia textual, no lugar de coerencia ?


ID
3954049
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia abaixo um fragmento da canção “Samba do Arnesto”, de Adoniran Barbosa.


“O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás

Nós fumos não encontremos ninguém

Nós voltermos com uma baita de uma reiva

Da outra vez nós num vai mais

Nóis não semos tatu!”


Nessa canção existe uma predominância de linguagem:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: B

    ✓ “[...] Da outra vez nós num vai mais  Nóis não semos tatu!” 

    ➥ Temosa predominância de uma linguagem informal, do dia dia. 

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!


ID
3954052
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia os fragmentos de textos a seguir.


‘’Tornamo-nos personagens de uma estória inventada, “atores” de teatro. “Não é incrível que um ator, por uma simples ficção, um sonho apaixonado, amolde tanto sua alma à imaginação, que todo se lhe transforme o semblante, por completo o rosto lhe empalideça, lágrimas vertam dos seus olhos, suas palavras tremam e, inteiro seu organismo se acomode à essa mera ficção?’’

‘’Tornamo-nos personagens de uma estória inventada, “atores” de teatro. “Não é incrível que um ator, por uma simples ficção, um sonho apaixonado, amolde de tanto sua alma à imaginação, que todo se lhe altere o semblante, por completo o rosto lhe empalideça, lágrimas vertam dos seus olhos, suas palavras tremam e, inteiro seu organismo se acomode à essa mera ficção?”

Fonte: <http://www.rubemalves.com.br/cronicasfolha.htm>.


As palavras destacadas neles são um caso de:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

    ✓ ALTERE/TRANSFORME.

    ➥ Os termos são sinônimos (possuem significado semelhante). 

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!


ID
3954055
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Todo artista é um fingidor. Todo leitor tem de ser um fingidor. Fingir, brincar de fazer de contas, tratar as coisas que são como se não fossem e as coisas que não são como se fossem! É dessa loucura que surgem as mais belas criações da arte e da ciência. Por isso, eu me daria por feliz se a educação fizesse apenas isso: introduzir os alunos no mundo mágico do pensamento tal como ele acontece na literatura. Quem experimentou a magia do pensamento uma única vez não se esquece jamais.

(Rubem Alves)


Esse é um trecho em que o autor do texto demonstra

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

    ✓ SEGUNDO O TEXTO: [...] Por isso, eu me daria por feliz se a educação fizesse apenas isso: introduzir os alunos no mundo mágico do pensamento tal como ele acontece na literatura. Quem experimentou a magia do pensamento uma única vez não se esquece jamais.

    ➥ Ou seja, o autor, Rubens Alves, possui convicção em relação ao poder do pensamento.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!


ID
3954058
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Quanto ao uso da vírgula, a frase correta é:

Alternativas
Comentários
  • Erros:

    B) Após "Segundo o ministro" a virgula é obrigatória.

    C) Falta uma vírgula após "junho de 2018".

    D) O termo "fechado em 15 de maio" deveria ser isolado por vírgulas.

  • Se o sujeito da D for "O último dado fechado em 15 de maio", sem vírgula (sem sentido explicativo), a oração se manterá correta, porém com semântica diferente.

    Gabarito duvidoso?

    O que acham?

  • Questão "a" também está incorreta, visto que devia ser incluída uma vírgula após disse que


ID
3954061
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Marque a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: B

    ❌ a palavra seção tem o significado de doação (relaciona-se com o verbo ceder). Exemplo: A seção de móveis velhos ajudou aquele orfanato.

    ➥ INCORRETO. CESSÃO É QUE É CEDER. Seção (parte, divisão, departamento) / Sessão (reunião de pessoas para um determinado fim) / Cessão (doação, ato de ceder).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

     

  • Dica para não errar mais:

    Cessão = CEder.

    Sessão = Reunião

    Seção= Parte.

    Cessão = ceder

  • cessão= ato de ceder

    sessão= reunião

    seção/secção= divisão, corte


ID
3954064
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Sobre os verbos preferir e perdoar, assinale a frase CORRETA de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

     a) Prefiro café do que chá → INCORRETO. Quem prefere, prefere alguma coisa a outra e não "do que". CORREÇÃO= prefiro café a chá.
     b) Sempre preferimos viajar do que ficar na capital → INCORRETO. Quem prefere, prefere alguma coisa a outra e não "do que". CORREÇÃO= preferimos viajar a ficar na capital.
     c) Fernando perdoou o seu irmão → INCORRETO. Se o complemento verbal do verbo PERDOAR for uma pessoa, ele será TRANSITIVO INDIRETO (irá pedir um complemento verbal iniciado pela preposição "a", um objeto indireto). CORREÇÃO= perdoou ao seu irmão. 
     d) Nunca perdoaremos sua dívida → CORRETO. Se o complemento verbal do verbo PERDOAR for uma coisa, ele será TRANSITIVO DIRETO (irá pedir um complemento verbal que não seja iniciado por preposição, um objeto direto). 

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • GABARITO - D

    Preferir - Preferir algo a algo.

    ex: Prefiro doce a salgado.

    Pagar / perdoar / Agradecer >

    Pessoa = VTI (A)

    Paguei ao meu pai.

    Agradeci ao meu tio.

    perdoei ao meu devedor.

    Coisa = VTD.


ID
3954067
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Marque o enunciado no qual o uso da crase está INCORRETO.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: B

    ❌ Ontem, fui à uma festa. 

    ➥ INCORRETO. Crase usada incorretamente antes do artigo indefinido UMA. Somente a preposição "a" deve ser usada, correção= fui a uma festa.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

     

  • eu SEMPRE me confundo com a crase quando há ''ÀQUELES''


ID
3954070
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia os enunciados a seguir e marque a afirmação CORRETA.


I - Este ambiente está tão limpo ultimamente!

II- Seu nome está limpo na praça.

III - Os donos da fazenda soltaram os cachorros para que eles pudessem vigiar a casa.

IV - Eles soltaram os cachorros quando perceberam que foram enganados!

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

    Sentido Conotativo (conotação): quando a palavra é empregada no sentido figurado, irreal, dos contos de fadas.

    Sentido Denotativo (denotação): quando a palavra é empregada no sentido real. Dica: Denotativo = Dicionário.

    I - Este ambiente está tão limpo ultimamente! → SENTIDO DENOTATIVO (REAL).

    II- Seu nome está limpo na praça → SENTIDO CONOTATIVO (IRREAL). Marca a ideia de que ele não possui dívidas, não possui pendências.

    III - Os donos da fazenda soltaram os cachorros para que eles pudessem vigiar a casa → SENTIDO DENOTATIVO (REAL).

    IV - Eles soltaram os cachorros quando perceberam que foram enganados! → SENTIDO CONOTATIVO (IRREAL). A expressão em destaque marca a ideia de que ficaram bravos, revoltados. 

    ➥ RESPOSTA= I e III ESTÃO NO SENTIDO DENOTATIVO.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!


ID
3954073
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Sobre classes de palavras NÃO podemos afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: C

    ❌ adjetivo – palavras que dão características aos numerais. Tais características podem ser boas ou ruins. 

    ➥ INCORRETO. Os adjetivos caracterizam SUBSTANTIVOS e não numerais, exemplo: menina feia (negativo); menina linda (positivo). 

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

     

  • GAB ( C )

    A relação do adjetivo é com o substantivo.


ID
3954076
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

No que diz respeito ao uso do superlativo, marque a opção INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

    ❌ O domador do circo parecia muito cruel com os leões. O domador do circo parecia cruelzissímo com os leões.

    ➥ INCORRETO. O grau absoluto sintético do adjetivo CRUEL é crudelíssimo.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

     

  • Graças a questões assim eu tenho que ficar lendo uma lista, todo dia, de adjetivos superlativos absolutos sintéticos, não se aprende nada, pura decoreba mano.

  • Só com muita leitura pra acertar sem decorar

  • Grau superlativo - absoluto sintético = adjetivo+ terminações íssimo -ílimo-érrimo e o correto é crudelíssimo.

  • Eu acertei essa por conta do erro no acento da útilma alternativa.


ID
3954079
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Há somente uma alternativa INCORRETA a seguir. Marque-a.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: B

    ❌ Quando existe um termo com o qual o verbo concorda, teremos uma oração sem sujeito.

    ➥ INCORRETO. Em uma oração sem sujeito, não há nenhum termo com o qual o verbo concorde; trata-se de um verbo IMPESSOAL. 

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

     

  • A oração é sem sujeito quando:

    I) Verbo haver no sentido de existir

    Ou verbo fazer no sentido de existir.

    II) verbos que indicam fenômenos temporais.

    Ex: Faz frio em Guaramiranga.


ID
3954082
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O MITO DA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

* BO MATHIASEN


    O que é preciso ser feito para diminuir a violência nos centros urbanos do país? A solução passa pela ação do Estado em retomar os espaços que hoje estão negligenciados e que, por isso, são ocupados por poderes paralelos, a fim de devolver a cidadania às pessoas que vivem sem a proteção da lei, como reféns do crime organizado. A relação entre violência, crime organizado e tráfico de drogas é um tema complexo e, como tal, não permite soluções simplistas, por vezes até oportunistas, que costumam aparecer principalmente nos períodos de extrema violência, quando a população se sente mais fragilizada.

    Uma dessas propostas é o mito de que legalização das drogas acabaria com o crime organizado. Não se pode negar que o crime organizado tem como uma de suas sustentações financeiras o tráfico e a venda de drogas ilícitas. Parte considerável dos recursos do crime tem relação direta ou indireta com elas. Do ponto de vista "empresarial", o crime organizado irá sempre procurar as oportunidades mais rentáveis. Sequestro, tráfico de armas e de pessoas, jogo ilícito, falsificação de medicamentos, contrabando, pedofilia, extorsão, lavagem de dinheiro - todos eles financiam o crime organizado, que também engloba o comércio de drogas, mas que não pode ser colocado como consequência dele.

    Se, nos anos 1920 e início dos anos 1930, a principal atividade econômica do crime organizado nos EUA estava baseada no contrabando de álcool, proibido pela Lei Seca, com a legalização dessa substância, o crime organizado não deixou de existir - apenas mudou de ramo. O debate sobre a legalização tira o foco de questões mais importantes.

    Uma delas é o entendimento de que a repressão ao tráfico seja focada prioritariamente no crime organizado, nos grandes traficantes e nos financiadores do tráfico, limitando, de forma efetiva, o acesso às drogas ilegais. Nesse sentido, não adianta apenas prender os pequenos traficantes, peças facilmente substituíveis na engrenagem do crime organizado. É preciso identificar e tirar de suas posições de comando os verdadeiros líderes dessa engrenagem.

    Da mesma forma, encarcerar usuários que não têm relação direta com o crime organizado não é a solução mais adequada. Quem usa drogas precisa de acesso à saúde e à assistência social, não de sanção criminal. Há uma tendência em alguns países de descriminalizar o consumo, ou seja, tirar a pena de prisão para usuários de drogas e pequenos traficantes, aplicando-lhes sanções alternativas. Essa tendência não afronta as convenções internacionais sobre o controle de drogas, que contam com a adesão universal dos países-membros das Nações Unidas. As convenções apontam quais são as substâncias que são ilegais, mas sua forma de aplicação é questão de decisão soberana de cada país.

    Se a legalização das drogas não traria vantagens em termos de redução do poder do crime organizado, por outro lado, poderia ter consequências negativas incalculáveis, principalmente em termos de saúde pública. Por isso, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas.

    Além disso, os países que caminham em direção a descriminalizar o uso, evitando a pena de prisão a usuários, investem maciçamente em prevenção, assistência social e ampliação do acesso ao tratamento. Nesse sentido, o debate relacionado às políticas sobre drogas não deve ser pautado somente sob a ótica da Justiça e da segurança, mas deve também incluir a perspectiva da saúde, da educação, da assistência social e, em um sentido mais amplo, da construção da cidadania.

    E, nesse caso, fala-se principalmente da cidadania das pessoas que vivem em regiões nas quais não há a presença permanente do Estado. São pessoas que não se sentem amparadas pela lei e que ficam à mercê de lideranças paralelas efêmeras e muitas vezes imprevisíveis e tiranas. Em vez de simplesmente propor a legalização de substâncias ilícitas (e prejudiciais à saúde), é preciso concentrar esforços para reocupar essas áreas e libertar as pessoas que vivem sob o domínio do crime organizado.

*BO MATHIASEN, dinamarquês, é mestre em ciência política e economia pela Universidade de Copenhague e especialista em desenvolvimento econômico pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o exposto no texto, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
3954085
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O MITO DA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

* BO MATHIASEN


    O que é preciso ser feito para diminuir a violência nos centros urbanos do país? A solução passa pela ação do Estado em retomar os espaços que hoje estão negligenciados e que, por isso, são ocupados por poderes paralelos, a fim de devolver a cidadania às pessoas que vivem sem a proteção da lei, como reféns do crime organizado. A relação entre violência, crime organizado e tráfico de drogas é um tema complexo e, como tal, não permite soluções simplistas, por vezes até oportunistas, que costumam aparecer principalmente nos períodos de extrema violência, quando a população se sente mais fragilizada.

    Uma dessas propostas é o mito de que legalização das drogas acabaria com o crime organizado. Não se pode negar que o crime organizado tem como uma de suas sustentações financeiras o tráfico e a venda de drogas ilícitas. Parte considerável dos recursos do crime tem relação direta ou indireta com elas. Do ponto de vista "empresarial", o crime organizado irá sempre procurar as oportunidades mais rentáveis. Sequestro, tráfico de armas e de pessoas, jogo ilícito, falsificação de medicamentos, contrabando, pedofilia, extorsão, lavagem de dinheiro - todos eles financiam o crime organizado, que também engloba o comércio de drogas, mas que não pode ser colocado como consequência dele.

    Se, nos anos 1920 e início dos anos 1930, a principal atividade econômica do crime organizado nos EUA estava baseada no contrabando de álcool, proibido pela Lei Seca, com a legalização dessa substância, o crime organizado não deixou de existir - apenas mudou de ramo. O debate sobre a legalização tira o foco de questões mais importantes.

    Uma delas é o entendimento de que a repressão ao tráfico seja focada prioritariamente no crime organizado, nos grandes traficantes e nos financiadores do tráfico, limitando, de forma efetiva, o acesso às drogas ilegais. Nesse sentido, não adianta apenas prender os pequenos traficantes, peças facilmente substituíveis na engrenagem do crime organizado. É preciso identificar e tirar de suas posições de comando os verdadeiros líderes dessa engrenagem.

    Da mesma forma, encarcerar usuários que não têm relação direta com o crime organizado não é a solução mais adequada. Quem usa drogas precisa de acesso à saúde e à assistência social, não de sanção criminal. Há uma tendência em alguns países de descriminalizar o consumo, ou seja, tirar a pena de prisão para usuários de drogas e pequenos traficantes, aplicando-lhes sanções alternativas. Essa tendência não afronta as convenções internacionais sobre o controle de drogas, que contam com a adesão universal dos países-membros das Nações Unidas. As convenções apontam quais são as substâncias que são ilegais, mas sua forma de aplicação é questão de decisão soberana de cada país.

    Se a legalização das drogas não traria vantagens em termos de redução do poder do crime organizado, por outro lado, poderia ter consequências negativas incalculáveis, principalmente em termos de saúde pública. Por isso, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas.

    Além disso, os países que caminham em direção a descriminalizar o uso, evitando a pena de prisão a usuários, investem maciçamente em prevenção, assistência social e ampliação do acesso ao tratamento. Nesse sentido, o debate relacionado às políticas sobre drogas não deve ser pautado somente sob a ótica da Justiça e da segurança, mas deve também incluir a perspectiva da saúde, da educação, da assistência social e, em um sentido mais amplo, da construção da cidadania.

    E, nesse caso, fala-se principalmente da cidadania das pessoas que vivem em regiões nas quais não há a presença permanente do Estado. São pessoas que não se sentem amparadas pela lei e que ficam à mercê de lideranças paralelas efêmeras e muitas vezes imprevisíveis e tiranas. Em vez de simplesmente propor a legalização de substâncias ilícitas (e prejudiciais à saúde), é preciso concentrar esforços para reocupar essas áreas e libertar as pessoas que vivem sob o domínio do crime organizado.

*BO MATHIASEN, dinamarquês, é mestre em ciência política e economia pela Universidade de Copenhague e especialista em desenvolvimento econômico pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Em ... “Se, nos anos 1920 e início dos anos 1930, a principal atividade econômica do crime organizado nos EUA estava baseada no contrabando de álcool, proibido pela Lei Seca, com a legalização dessa substância, o crime organizado não deixou de existir - apenas mudou de ramo”...;


O termo destacado indica uma relação de:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: B

    Se, nos anos 1920 e início dos anos 1930, a principal atividade econômica do crime organizado nos EUA estava baseada no contrabando de álcool, proibido pela Lei Seca, com a legalização dessa substância, o crime organizado não deixou de existir - apenas mudou de ramo”...

    ➥ Temos, em destaque, uma conjunção subordinativa condicional. Dá início a uma oração subordinada adverbial condicional; ela expressa valor semântico de HIPÓTESE/POSSIBILIDADE/CONJECTURA/CONDIÇÃO. 

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Condicionais: SE, CASO, CONTANTO QUE, A MENOS QUE, SEM QUE, SALVO SE, DESDE QUE.

    EX: O estudante reprovará por faltas, a menos que apresente uma justificação válida para as ausências das aulas.

    Causais: PORQUE, UMA VEZ QUE, SENDO QUE, VISTO QUE, COMO, JÁ QUE, DESDE QUE, POIS.

    EX: Temos de fazer um exame, uma vez que já estamos no fim do semestre

    Consecutivas: QUE (PRECEDIDO DE TAL, TÃO, TANTO, TAMANHO), SEM QUE, DE MODO QUE, DE FORMA QUE, DE MANEIRA QUE.

    Ex: O deputado gritou tanto na campanha eleitoral que ficou rouco.


ID
3954088
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O MITO DA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

* BO MATHIASEN


    O que é preciso ser feito para diminuir a violência nos centros urbanos do país? A solução passa pela ação do Estado em retomar os espaços que hoje estão negligenciados e que, por isso, são ocupados por poderes paralelos, a fim de devolver a cidadania às pessoas que vivem sem a proteção da lei, como reféns do crime organizado. A relação entre violência, crime organizado e tráfico de drogas é um tema complexo e, como tal, não permite soluções simplistas, por vezes até oportunistas, que costumam aparecer principalmente nos períodos de extrema violência, quando a população se sente mais fragilizada.

    Uma dessas propostas é o mito de que legalização das drogas acabaria com o crime organizado. Não se pode negar que o crime organizado tem como uma de suas sustentações financeiras o tráfico e a venda de drogas ilícitas. Parte considerável dos recursos do crime tem relação direta ou indireta com elas. Do ponto de vista "empresarial", o crime organizado irá sempre procurar as oportunidades mais rentáveis. Sequestro, tráfico de armas e de pessoas, jogo ilícito, falsificação de medicamentos, contrabando, pedofilia, extorsão, lavagem de dinheiro - todos eles financiam o crime organizado, que também engloba o comércio de drogas, mas que não pode ser colocado como consequência dele.

    Se, nos anos 1920 e início dos anos 1930, a principal atividade econômica do crime organizado nos EUA estava baseada no contrabando de álcool, proibido pela Lei Seca, com a legalização dessa substância, o crime organizado não deixou de existir - apenas mudou de ramo. O debate sobre a legalização tira o foco de questões mais importantes.

    Uma delas é o entendimento de que a repressão ao tráfico seja focada prioritariamente no crime organizado, nos grandes traficantes e nos financiadores do tráfico, limitando, de forma efetiva, o acesso às drogas ilegais. Nesse sentido, não adianta apenas prender os pequenos traficantes, peças facilmente substituíveis na engrenagem do crime organizado. É preciso identificar e tirar de suas posições de comando os verdadeiros líderes dessa engrenagem.

    Da mesma forma, encarcerar usuários que não têm relação direta com o crime organizado não é a solução mais adequada. Quem usa drogas precisa de acesso à saúde e à assistência social, não de sanção criminal. Há uma tendência em alguns países de descriminalizar o consumo, ou seja, tirar a pena de prisão para usuários de drogas e pequenos traficantes, aplicando-lhes sanções alternativas. Essa tendência não afronta as convenções internacionais sobre o controle de drogas, que contam com a adesão universal dos países-membros das Nações Unidas. As convenções apontam quais são as substâncias que são ilegais, mas sua forma de aplicação é questão de decisão soberana de cada país.

    Se a legalização das drogas não traria vantagens em termos de redução do poder do crime organizado, por outro lado, poderia ter consequências negativas incalculáveis, principalmente em termos de saúde pública. Por isso, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas.

    Além disso, os países que caminham em direção a descriminalizar o uso, evitando a pena de prisão a usuários, investem maciçamente em prevenção, assistência social e ampliação do acesso ao tratamento. Nesse sentido, o debate relacionado às políticas sobre drogas não deve ser pautado somente sob a ótica da Justiça e da segurança, mas deve também incluir a perspectiva da saúde, da educação, da assistência social e, em um sentido mais amplo, da construção da cidadania.

    E, nesse caso, fala-se principalmente da cidadania das pessoas que vivem em regiões nas quais não há a presença permanente do Estado. São pessoas que não se sentem amparadas pela lei e que ficam à mercê de lideranças paralelas efêmeras e muitas vezes imprevisíveis e tiranas. Em vez de simplesmente propor a legalização de substâncias ilícitas (e prejudiciais à saúde), é preciso concentrar esforços para reocupar essas áreas e libertar as pessoas que vivem sob o domínio do crime organizado.

*BO MATHIASEN, dinamarquês, é mestre em ciência política e economia pela Universidade de Copenhague e especialista em desenvolvimento econômico pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Leia o enunciado a seguir.


“Por isso, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas.”


A única alternativa a seguir que não pode substituir o trecho destacado acima, a fim de manter o seu sentido original é

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

     “Por isso, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas.” → TEMOS, EM DESTAQUE, UMA CONJUNÇÃO COORDENATIVA CONCLUSIVA. QUEREMOS UMA ALTERNATIVA QUE NÃO APRESENTE ESSE MESMO VALOR SEMÂNTICO:

     a) Embora, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas → NOSSA RESPOSTA. Temos, em destaque, uma conjunção subordinativa concessiva. O valor semântico não é de conclusão e sim de concessão. 
     b) Por conseguinte, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas → TEMOS, EM DESTAQUE, UMA CONJUNÇÃO COORDENATIVA CONCLUSIVA.
     c) Portanto, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas → TEMOS, EM DESTAQUE, UMA CONJUNÇÃO COORDENATIVA CONCLUSIVA.
     d) Assim, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas → TEMOS, EM DESTAQUE, UMA CONJUNÇÃO COORDENATIVA CONCLUSIVA.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!


ID
3954091
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O MITO DA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

* BO MATHIASEN


    O que é preciso ser feito para diminuir a violência nos centros urbanos do país? A solução passa pela ação do Estado em retomar os espaços que hoje estão negligenciados e que, por isso, são ocupados por poderes paralelos, a fim de devolver a cidadania às pessoas que vivem sem a proteção da lei, como reféns do crime organizado. A relação entre violência, crime organizado e tráfico de drogas é um tema complexo e, como tal, não permite soluções simplistas, por vezes até oportunistas, que costumam aparecer principalmente nos períodos de extrema violência, quando a população se sente mais fragilizada.

    Uma dessas propostas é o mito de que legalização das drogas acabaria com o crime organizado. Não se pode negar que o crime organizado tem como uma de suas sustentações financeiras o tráfico e a venda de drogas ilícitas. Parte considerável dos recursos do crime tem relação direta ou indireta com elas. Do ponto de vista "empresarial", o crime organizado irá sempre procurar as oportunidades mais rentáveis. Sequestro, tráfico de armas e de pessoas, jogo ilícito, falsificação de medicamentos, contrabando, pedofilia, extorsão, lavagem de dinheiro - todos eles financiam o crime organizado, que também engloba o comércio de drogas, mas que não pode ser colocado como consequência dele.

    Se, nos anos 1920 e início dos anos 1930, a principal atividade econômica do crime organizado nos EUA estava baseada no contrabando de álcool, proibido pela Lei Seca, com a legalização dessa substância, o crime organizado não deixou de existir - apenas mudou de ramo. O debate sobre a legalização tira o foco de questões mais importantes.

    Uma delas é o entendimento de que a repressão ao tráfico seja focada prioritariamente no crime organizado, nos grandes traficantes e nos financiadores do tráfico, limitando, de forma efetiva, o acesso às drogas ilegais. Nesse sentido, não adianta apenas prender os pequenos traficantes, peças facilmente substituíveis na engrenagem do crime organizado. É preciso identificar e tirar de suas posições de comando os verdadeiros líderes dessa engrenagem.

    Da mesma forma, encarcerar usuários que não têm relação direta com o crime organizado não é a solução mais adequada. Quem usa drogas precisa de acesso à saúde e à assistência social, não de sanção criminal. Há uma tendência em alguns países de descriminalizar o consumo, ou seja, tirar a pena de prisão para usuários de drogas e pequenos traficantes, aplicando-lhes sanções alternativas. Essa tendência não afronta as convenções internacionais sobre o controle de drogas, que contam com a adesão universal dos países-membros das Nações Unidas. As convenções apontam quais são as substâncias que são ilegais, mas sua forma de aplicação é questão de decisão soberana de cada país.

    Se a legalização das drogas não traria vantagens em termos de redução do poder do crime organizado, por outro lado, poderia ter consequências negativas incalculáveis, principalmente em termos de saúde pública. Por isso, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas.

    Além disso, os países que caminham em direção a descriminalizar o uso, evitando a pena de prisão a usuários, investem maciçamente em prevenção, assistência social e ampliação do acesso ao tratamento. Nesse sentido, o debate relacionado às políticas sobre drogas não deve ser pautado somente sob a ótica da Justiça e da segurança, mas deve também incluir a perspectiva da saúde, da educação, da assistência social e, em um sentido mais amplo, da construção da cidadania.

    E, nesse caso, fala-se principalmente da cidadania das pessoas que vivem em regiões nas quais não há a presença permanente do Estado. São pessoas que não se sentem amparadas pela lei e que ficam à mercê de lideranças paralelas efêmeras e muitas vezes imprevisíveis e tiranas. Em vez de simplesmente propor a legalização de substâncias ilícitas (e prejudiciais à saúde), é preciso concentrar esforços para reocupar essas áreas e libertar as pessoas que vivem sob o domínio do crime organizado.

*BO MATHIASEN, dinamarquês, é mestre em ciência política e economia pela Universidade de Copenhague e especialista em desenvolvimento econômico pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Leia os trechos a seguir.


... Não se pode negar que o crime organizado tem como uma de suas sustentações financeiras o tráfico e a venda de drogas ilícitas. Parte considerável dos recursos do crime tem relação direta ou indireta com elas.

... O debate sobre a legalização tira o foco de questões mais importantes. Uma delas é o entendimento de que a repressão ao tráfico seja focada prioritariamente...

... E, nesse caso, fala-se principalmente da cidadania das pessoas que vivem em regiões nas quais não há a presença permanente do Estado. São pessoas que não se sentem amparadas pela lei e que ficam à mercê de lideranças paralelas efêmeras...


Todas as palavras grifadas nos fragmentos anteriores estabelecem mecanismos de:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: C

    São elementos que mantém a coesão textual. 

    ➥ Coesão textual são os mecanismos linguísticos que permitem uma conexão lógico-semântica entre as partes de um texto. A ligação e harmonia que possibilitam a amarração de ideias dentro de um texto é feita com o uso de conjunções, preposições, advérbios ou locuções adverbiais

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • antonímia

    substantivo feminino

    1. 1.
    2. LINGÜÍSTICA•SEMT
    3. relação de sentido que opõe dois termos (prefixos, palavras, locuções, frases) contrários, seja numa gradação, p.ex.: grande / pequenojovem / velho, seja numa reciprocidade, p.ex.: comprar / vender, perguntar / responder, ou numa complementaridade, p.ex.: ele não é casado / ele é solteiro.
    4. 2.
    5. qualidade das palavras antônimas.


ID
3954094
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O MITO DA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

* BO MATHIASEN


    O que é preciso ser feito para diminuir a violência nos centros urbanos do país? A solução passa pela ação do Estado em retomar os espaços que hoje estão negligenciados e que, por isso, são ocupados por poderes paralelos, a fim de devolver a cidadania às pessoas que vivem sem a proteção da lei, como reféns do crime organizado. A relação entre violência, crime organizado e tráfico de drogas é um tema complexo e, como tal, não permite soluções simplistas, por vezes até oportunistas, que costumam aparecer principalmente nos períodos de extrema violência, quando a população se sente mais fragilizada.

    Uma dessas propostas é o mito de que legalização das drogas acabaria com o crime organizado. Não se pode negar que o crime organizado tem como uma de suas sustentações financeiras o tráfico e a venda de drogas ilícitas. Parte considerável dos recursos do crime tem relação direta ou indireta com elas. Do ponto de vista "empresarial", o crime organizado irá sempre procurar as oportunidades mais rentáveis. Sequestro, tráfico de armas e de pessoas, jogo ilícito, falsificação de medicamentos, contrabando, pedofilia, extorsão, lavagem de dinheiro - todos eles financiam o crime organizado, que também engloba o comércio de drogas, mas que não pode ser colocado como consequência dele.

    Se, nos anos 1920 e início dos anos 1930, a principal atividade econômica do crime organizado nos EUA estava baseada no contrabando de álcool, proibido pela Lei Seca, com a legalização dessa substância, o crime organizado não deixou de existir - apenas mudou de ramo. O debate sobre a legalização tira o foco de questões mais importantes.

    Uma delas é o entendimento de que a repressão ao tráfico seja focada prioritariamente no crime organizado, nos grandes traficantes e nos financiadores do tráfico, limitando, de forma efetiva, o acesso às drogas ilegais. Nesse sentido, não adianta apenas prender os pequenos traficantes, peças facilmente substituíveis na engrenagem do crime organizado. É preciso identificar e tirar de suas posições de comando os verdadeiros líderes dessa engrenagem.

    Da mesma forma, encarcerar usuários que não têm relação direta com o crime organizado não é a solução mais adequada. Quem usa drogas precisa de acesso à saúde e à assistência social, não de sanção criminal. Há uma tendência em alguns países de descriminalizar o consumo, ou seja, tirar a pena de prisão para usuários de drogas e pequenos traficantes, aplicando-lhes sanções alternativas. Essa tendência não afronta as convenções internacionais sobre o controle de drogas, que contam com a adesão universal dos países-membros das Nações Unidas. As convenções apontam quais são as substâncias que são ilegais, mas sua forma de aplicação é questão de decisão soberana de cada país.

    Se a legalização das drogas não traria vantagens em termos de redução do poder do crime organizado, por outro lado, poderia ter consequências negativas incalculáveis, principalmente em termos de saúde pública. Por isso, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas.

    Além disso, os países que caminham em direção a descriminalizar o uso, evitando a pena de prisão a usuários, investem maciçamente em prevenção, assistência social e ampliação do acesso ao tratamento. Nesse sentido, o debate relacionado às políticas sobre drogas não deve ser pautado somente sob a ótica da Justiça e da segurança, mas deve também incluir a perspectiva da saúde, da educação, da assistência social e, em um sentido mais amplo, da construção da cidadania.

    E, nesse caso, fala-se principalmente da cidadania das pessoas que vivem em regiões nas quais não há a presença permanente do Estado. São pessoas que não se sentem amparadas pela lei e que ficam à mercê de lideranças paralelas efêmeras e muitas vezes imprevisíveis e tiranas. Em vez de simplesmente propor a legalização de substâncias ilícitas (e prejudiciais à saúde), é preciso concentrar esforços para reocupar essas áreas e libertar as pessoas que vivem sob o domínio do crime organizado.

*BO MATHIASEN, dinamarquês, é mestre em ciência política e economia pela Universidade de Copenhague e especialista em desenvolvimento econômico pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Em relação à macroestrutura textual, o texto de Bo Mathiasen é:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: B

    Temos um texto com predominância argumentativa; o autor expõe a sua tese e procura defendê-la com os mais diversos argumentos, tendo como intuito convencer o leitor.

    DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA: Este tipo de texto é caracterizado por esclarecer um assunto de maneira atemporal com o objetivo de explicá-lo de maneira clara, sem intenção de convencer o leitor ou criar debate.

    DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA: Este tipo de texto – muito frequente nas provas de concursos! – apresenta posicionamentos pessoais e exposição de ideias apresentadas de forma lógica. Com razoável grau de objetividade, clareza, respeito pelo registro formal da língua e coerência, seu intuito é a defesa de um ponto de vista que convença o interlocutor (leitor ou ouvinte).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Pessoal Bom dia/boa tarde/boa noite!!!

    Quem Puder seguir a minha página no instagram. Tenho ótimas dicas de estudos!

    Instagram: @pier_teodoro


ID
3954607
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Assuntos

Sobre o PAI-PJ (Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário), marque a opção correta:

Alternativas
Comentários
  • Filtro arretado do QC, rsrs.

  • A questão exigiu conhecimentos sobre o PAI-PJ (Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário). O Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental (PAI-PJ) realiza acompanhamento do portador de sofrimento mental que cometeu algum crime.

     

     

    Gabarito do Professor: B

     

    Vamos analisar os demais itens.

     

    a) Trata-se de programa destinado a disseminar a metodologia APAC. ERRADO – O Programa visa trabalhar no acompanhamento dos processos judiciais com indicativos de incidente de insanidade mental, ou já sentenciados com medida de segurança, bem como outros tipos de processo, onde a autoridade judicial julgue importante a inclusão do réu/sentenciado na metodologia do PAI-PJ, auxiliando o Juiz na aplicação e execução da sentença e na promoção da inserção social do sentenciado.

    Já a metodologia APAC opera como entidade parceira dos Poderes Judiciário e Executivo, respectivamente na execução penal e na administração do cumprimento das penas privativas de liberdade nos regimes fechado, semiaberto e aberto.

     

    c) Deve ser realizado nas penitenciárias de segurança máxima, por estar nessas unidades prisionais o seu público total efetivo. ERRADO – A "intervenção" do PAI-PJ junto aos pacientes infratores é determinada por juízes das varas criminais, que, auxiliados por equipe multidisciplinar do programa, podem definir qual a melhor medida judicial a ser aplicada, com a intenção de conjugar tratamento, responsabilidade e inserção social.

     

     

    d) Criado em 2016 pelo Governo de Minas Gerais em parceria com o TJMG, foca na ressocialização do preso. ERRADO – O programa foi criado pela Resolução Conjunta nº 25 de 2001, do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, no ano de 2001, com foco na necessidade de se promover o acompanhamento dos acusados sob suspeita de sofrimento mental e o tratamento dos pacientes judiciários submetidos a medida de segurança, garantindo a efetividade das sentenças judiciais.

     

     

    Logo, gabarito correto, alternativa B.


ID
3954610
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Assuntos

Os estados e o Distrito Federal poderão criar varas especializadas e exclusivas da infância e da juventude, cabendo ao Poder Judiciário estabelecer sua proporcionalidade por número de habitantes, dotá-las de infraestrutura e dispor sobre o atendimento, inclusive em plantões. A Justiça da Infância e da Juventude é competente para, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Por eliminação voce conseguiria acertar essa questão tranquilamente.

  • ECA

    Art. 148. A Justiça da Infância e da Juventude é competente para:

    I - conhecer de representações promovidas pelo Ministério Público, para apuração de ato infracional atribuído a adolescente, aplicando as medidas cabíveis; (alternativa D)

    III - conhecer de pedidos de adoção e seus incidentes; (alternativa B)

    VII - conhecer de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar, aplicando as medidas cabíveis. (alternativa C)

  • A questão exige conhecimento acerca da Lei 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e pede ao candidato que assinale o item incorreto, no tocante à competência da Justiça da Infância e da Juventude. Vejamos:

    a) Conhecer de ações de divórcio e inventário.

    Errado e, portanto, gabarito da questão. A Justiça da Infância e da Juventude não é competente para analisar as ações de divórcio e inventário, via de regra esta competência é atribuída à Vara da Família e Sucessões, mas, tudo depende da organização do Tribunal de Justiça do Estado.

    b) Conhecer de pedidos de adoção e seus incidentes.

    Correto, nos termos do art. 148, III, ECA: Art. 148. A Justiça da Infância e da Juventude é competente para: III - conhecer de pedidos de adoção e seus incidentes;

    c) Conhecer de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar, aplicando as medidas cabíveis.

    Correto, nos termos do art. 148, VII, ECA: Art. 148. A Justiça da Infância e da Juventude é competente para: VII - conhecer de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar, aplicando as medidas cabíveis.

    d) Conhecer de representações promovidas pelo Ministério Público, para apuração de ato infracional atribuído a adolescente, aplicando as medidas cabíveis.

    Correto, nos termos do art. 148, I, ECA: Art. 148. A Justiça da Infância e da Juventude é competente para: I - conhecer de representações promovidas pelo Ministério Público, para apuração de ato infracional atribuído a adolescente, aplicando as medidas cabíveis;

    Gabarito: A

  • Criei o seguinte macete para não errar questões como essa: A JUSTIÇA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE É COMPETENTE PARA: CONHECER 5X p/ CONCEDER e APLICAR

    CONHECER -  conhecer de representações promovidas pelo MP, para apuração de ato infracional atribuído a adolescente, aplicando as medidas cabíveis;

    CONHECER - conhecer de pedidos de adoção e seus incidentes

    CONHECER - conhecer de ações civis fundadas em interesses individuais, difusos ou coletivos afetos à criança e ao adolescente

    CONHECER - conhecer de ações decorrentes de irregularidades em entidades de atendimento, aplicando as medidas cabíveis;

    CONHECER - conhecer de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar, aplicando as medidas cabíveis

    CONCEDER - conceder remissão, como forma de suspensão ou extinção do processo

    APLICAR - aplicar penalidades administrativas nos casos de infrações contra norma de proteção à criança ou adolescente.


ID
3954613
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

Somente poderão exercer a profissão de Assistente Social:

Alternativas
Comentários
  • A Lei nº 8.662, de 7 de junho de 1993, dispõe sobre a profissão de assistente social, explana e normatiza o exercício profissional.

    “Art. 2º” - Somente poderão exercer a profissão de Assistente Social:

    I - Os possuidores de diploma em curso de graduação em Serviço Social, oficialmente reconhecido, expedido por estabelecimento de ensino superior existente no País, devidamente registrado no órgão competente;

    II - os possuidores de diploma de curso superior em Serviço Social, em nível de graduação ou equivalente, expedido por estabelecimento de ensino sediado em países estrangeiros, conveniado ou não com o governo brasileiro, desde que devidamente revalidado e registrado em órgão competente no Brasil;

    III - os agentes sociais, qualquer que seja sua denominação com funções nos vários órgãos públicos, segundo o disposto no art. 14 e seu parágrafo único da Lei nº 1.889, de 13 de junho de 1953.

    Ao analisar as alternativas, temos:

    A, B e D – Incorretas.

    C – Correta. Os possuidores de diploma em curso de graduação em Serviço Social, oficialmente reconhecido, expedido por estabelecimento de ensino superior existente no País, devidamente registrado no órgão competente.

    Gabarito: C


ID
3954616
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

É vedado ao Assistente Social:

Alternativas
Comentários
  • Art. 4º É vedado ao/à assistente social:

    g- substituir profissional que tenha sido exonerado/a por defender os princípios da ética profissional, enquanto perdurar o motivo da exoneração, demissão ou transferência;

  • Na prática a teoria é outra.

  • A questão requer conhecimento da Resolução CFESS nº 273 de 1993, que institui o Código de Ética profissional. Nesse documento encontramos os princípios, deveres, direitos e vedações que orientam o trabalho do/a assistente social.

    Vamos analisar as alternativas:

    A – Correta. Substituir profissional que tenha sido exonerado por defender os princípios da ética profissional, enquanto perdurar o motivo da exoneração, demissão ou transferência. De acordo com o “Art. 4º”, alínea g, do Código de Ética profissional de 1993, a alternativa constitui uma vedação ao assistente social.

    B – Incorreta. Desempenhar suas atividades profissionais, com eficiência e responsabilidade, observando a legislação em vigor. De acordo com o “Art. 3º”, alínea a, do Código de Ética profissional de 1993, a alternativa constitui um dever do/a assistente social.

    C – Incorreta. Abster-se, no exercício da profissão, de práticas que caracterizem a censura, o cerceamento da liberdade, o policiamento dos comportamentos, denunciando sua ocorrência aos órgãos competentes. De acordo com o “Art. 3º”, alínea c, do Código de Ética profissional de 1993, a alternativa constitui um dever do/a assistente social.

    D – Incorreta. Participar de programas de socorro à população em situação de calamidade pública, no atendimento e defesa de seus interesses e necessidades. De acordo com o “Art. 3º”, alínea d, do Código de Ética profissional de 1993, a alternativa constitui um dever do/a assistente social.

    Gabarito: A


ID
3954619
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Assuntos

Sobre a adoção de criança e adolescente, segundo o ECA (Lei Federal 8.069/90), marque a opção ERRADA:

Alternativas

ID
3954622
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Assuntos

O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Marque a opção CORRETA:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa A -ERRADA: Art. 133. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos:

    I - reconhecida idoneidade moral;

    II - idade superior a vinte e um anos;

    III - residir no município.

    Alternativa B - CORRETA: Art. 139. O processo para a escolha dos membros do Conselho Tutelar será estabelecido em lei municipal e realizado sob a responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, e a fiscalização do Ministério Público.

    Alternativa C - ERRADA: Art. 139, § 2  A posse dos conselheiros tutelares ocorrerá no dia 10 de janeiro do ano subsequente ao processo de escolha.

    Alternativa E - ERRADA: Art. 140. São impedidos de servir no mesmo Conselho marido e mulher, ascendentes e descendentes, sogro e genro ou nora, irmãos, cunhados, durante o cunhadio, tio e sobrinho, padrasto ou madrasta e enteado.

  • A questão exige o conhecimento das características do Conselho Tutelar, que é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional e encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente.

    Vamos às alternativas:

    ALTERNATIVA A: INCORRETA. Para se candidatar a conselheiro, a pessoa deve residir no município em que deverá atuar.

    Art. 133, III, ECA: para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos: residir no município.

    ALTERNATIVA B: CORRETA. Art. 139 ECA: o processo para a escolha dos membros do Conselho Tutelar será estabelecido em lei municipal e realizado sob a responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, e a fiscalização do Ministério Público.

    ALTERNATIVA C: INCORRETA. O erro da assertiva está na data da posse: em verdade, ela ocorrerá no dia 10 de janeiro.

    Art. 139, §1º, ECA: a posse dos conselheiros tutelares ocorrerá no dia 10 de janeiro do ano subsequente ao processo de escolha.

    ALTERNATIVA D: INCORRETA. Marido e mulher, bem como ascendentes e ascendentes não poderão servir no mesmo Conselho, pois são impedidos.

    Art. 140 ECA: são impedidos de servir no mesmo Conselho marido e mulher, ascendentes e descendentes, sogro e genro ou nora, irmãos, cunhados, durante o cunhadio, tio e sobrinho, padrasto ou madrasta e enteado.

    GABARITO: B

  • Gabarito;"B"

    ECA, art. 139. O processo para a escolha dos membros do Conselho Tutelar será estabelecido em lei municipal e realizado sob a responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, e a fiscalização do Ministério Público.


ID
3954625
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Assuntos

Leia com atenção:


“É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.”


É correto afirmar que o texto em destaque está:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO A

    art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.

  • GABARITO A

    regra - Família natural

    Exceção - F. Substituta.

    art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.

  • A questão exige conhecimento acerca da Lei 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e pede ao candidato que julgue a sentença a seguir. Vejamos:

    “É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.”

    Para responder a questão, necessário conhecimento do art. 19, caput, ECA, que preceitua:

    Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. 

    Portanto, considerando que a sentença observada é cópia literal do art. 19, caput, ECA, o texto está totalmente correto.

    Gabarito: A


ID
3954628
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Quanto aos agentes da mediação, o sujeito do processo que é uma pessoa selecionada para exercer o munus público de auxiliar as partes a compor a disputa. No exercício dessa importante função, ele deve agir com imparcialidade e ressaltar às partes que ele não defenderá nenhuma delas em detrimento da outra – pois não está ali para julgá-las e sim para auxiliá-las a melhor entender suas perspectivas, interesses e necessidades. Trata-se do(a):

Alternativas
Comentários
  • CPC, ART. 165, § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.

  • Acerca da mediação e da conciliação, umas das principais técnicas alternativas de solução de conflitos, a lei processual estabelece as diferenças entre elas no art. 165, §2º e §3º, nos seguintes termos:


    "Art. 165, §2º. O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. §3ª. O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos".


    Conforme se nota, o sujeito que atua no processo com o intuito de restabelecer a comunicação entre as partes, auxiliando-as a melhor entender suas perspectivas, interesses e necessidades para, a partir daí, poderem chegar a uma solução consensual para o conflito, é o mediador.


    Gabarito do professor: Letra C.
  • Quanto aos agentes da mediação, o sujeito do processo que é uma pessoa selecionada para exercer o munus público de auxiliar as partes a compor a disputa. No exercício dessa importante função, ele deve agir com imparcialidade e ressaltar às partes que ele não defenderá nenhuma delas em detrimento da outra – pois não está ali para julgá-las e sim para auxiliá-las a melhor entender suas perspectivas, interesses e necessidades. Trata-se do(a): Mediador.

    O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos


ID
3954631
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

Um dos maiores desafios que o Assistente Social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano. Enfim, ser um profissional:

Alternativas
Comentários
  • Esta discussão é aclamada pelos clássicos do Serviço Social, com destaque para José Paulo Netto e Marilda Villela Iamamoto. Nos termos da autora, ser propositivo exige acuidade para ultrapassar as práticas meramente burocrática e rotineira, que reduz o trabalho do Assistente Social a mero emprego (...). Uma vez que, é uma ação de um sujeito profissional que tem competência para propor, para negociar com a instituição os seus projetos, para defender o seu campo de trabalho, suas qualificações e funções profissionais. Requer, pois, ir além das rotinas institucionais e buscar apreender o movimento da realidade para detectar tendências e possibilidades nela presentes passíveis de serem impulsionadas pelo profissional.


ID
3954634
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente:

Alternativas
Comentários
  • Resposta letra “D”, comentários das demais assertivas:

    A.  A direção do SUS é descentralizada, com direção única em cada esfera de governo.

    B. O atendimento domiciliar e internação domiciliar são modalidades de assistência prestadas no âmbito no SUS.

    C. Os municípios poderão constituir consórcios e poderá organizar- se em distritos de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para a cobertura total das ações de saúde.


ID
3954637
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

A assistência social aos idosos será prestada, de forma articulada, conforme os princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social, na Política Nacional do Idoso, no Sistema Único de Saúde e demais normas pertinentes. Marque a opção correta:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito - A. Estatuto do Idosos,artigo 35 - No caso de entidades filantrópicas, ou casa-lar, é facultada a cobrança de participação do idoso no custeio da entidade, que não poderá exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso.

    B. Estatuto do Idosos,artigo 34 - Aos idosos, a partir de 65 (sessenta e cinco ) anos, que não possuam meios para prover sua subsistência, nem de tê-la provida por sua família, é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo, nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas.

    C. Estatuto do Idosos,artigo 36 - O acolhimento de idosos em situação de risco social, por adulto ou núcleo familiar, caracteriza dependência econômica, para os efeitos legais.

    D. Estatuto do Idosos,artigo 39 - Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semiurbanos.


ID
3954640
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

Sobre o sigilo profissional do Assistente Social, marque a opção correta:

Alternativas

ID
3954643
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

Pode ser definida como um processo eminentemente privado, isto porque existem formas internacionais públicas, na qual as partes ou interessados buscam o auxílio de um terceiro, neutro ao conflito, ou de um painel de pessoas sem interesse na causa, para, após um devido procedimento, prolatar uma decisão visando encerrar a disputa. Trata-se de um processo, em regra, vinculante, em que ambas as partes são colocadas diante de um árbitro ou um grupo de árbitros:

Alternativas
Comentários
  • Mediação e Conciliação - Judicial e Extrajudicial

     

    Negociação - À extrema esquerda do gráfico, encontra‑se a negociação – definida como uma comunicação voltada à persuasão. Em uma negociação simples e direta, as partes têm, como regra, total controle sobre o processo e seu resultado.

    Mediação - A mediação pode ser definida como uma negociação facilitada ou catalisada por um terceiro.

    Conciliação - A conciliação pode ser definida como um processo autocompositivo breve no qual as partes ou os interessados são auxiliados por um terceiro, neutro ao conflito, ou por um painel de pessoas sem interesse na causa, para assisti‑las, por meio de técnicas adequadas, a chegar a uma solução ou a um acordo.

    Arbitragem – A arbitragem pode ser definida como um processo eminentemente privado – isto porque existem arbitragens internacionais públicas –, nas qual as partes ou interessados buscam o auxílio de um terceiro, neutro ao conflito, ou de um painel de pessoas sem interesse na causa, para, após um devido procedimento, prolatar uma decisão (sentença arbitral) visando encerrar a disputa.

     

    Advogado Robson Carlos.


ID
3954646
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

O cumprimento das medidas socioeducativas, em regime de prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou internação, dependerá de ___________________________, instrumento de previsão, registro e gestão das atividades a serem desenvolvidas com o adolescente:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: D

    SINASE: LEI Nº 12.594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012. 

     

    Art. 52. O cumprimento das medidas socioeducativas, em regime de prestação 

    de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou internação, 

    dependerá de Plano Individual de Atendimento (PIA), instrumento de 

    previsão, registro e gestão das atividades a serem desenvolvidas com o 

    adolescente


ID
3954649
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

É dever do Assistente Social nas suas relações com os usuários:

Alternativas
Comentários
  • A questão solicita conhecimento do Código de Ética do/a assistente social. Instituído pela Resolução CFESS nº 273 de 13 março 1993, o Código de Ética profissional traz três campos fundamentais – direitos, deveres e vedações. Ao analisar as alternativas, temos:

    A – Incorreta. Exercer sua autoridade de maneira a limitar ou cercear o direito do usuário de participar e decidir livremente sobre seus interesses. De acordo com o “Art. 6º”, alínea a, do Código de Ética profissional do/a assistente social de 1993, a alternativa constitui uma vedação do/a assistente social nas suas relações com os/as usuários.

    B – Incorreta. Depor como testemunha sobre situação sigilosa do usuário de que tenha conhecimento no exercício profissional, mesmo quando autorizado. De acordo com o “Art. 20º”, alínea a, do Código de Ética profissional do/a assistente social de 1993, a alternativa constitui uma vedação do/a assistente social nas relações do/a assistente social com a justiça.

    C – Correta. Informar à população usuária sobre a utilização de materiais de registro audiovisual e pesquisas a elas referentes e a forma de sistematização dos dados obtidos. De acordo com o “Art. 5º”, alínea e, do Código de Ética profissional do/a assistente social de 1993, a alternativa constitui um dever do/a assistente social nas suas relações com os/as usuários.

    D – Incorreta. Aproveitar-se de situações decorrentes da relação assistente social-usuário, para obter vantagens pessoais ou para terceiros. De acordo com o “Art. 6º”, alínea b, do Código de Ética profissional do/a assistente social de 1993, a alternativa constitui uma vedação do/a assistente social nas suas relações com os/as usuários.

    Gabarito: C


ID
3954652
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Saúde Pública
Assuntos

NÃO é considerado como princípio do SUS:

Alternativas

ID
3954655
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

O assistente social está estudando sobre uma determinada situação social, no que, no decorrer do estudo emite uma opinião fundamentada, a qual se dá por meio de:

Alternativas
Comentários
  • B - PARECER SOCIAL

    Traz esclarecimentos e análises;

    Traz exposição e manifestação sucinta;

    Enfoca de forma objetiva na questão.

    BONS ESTUDOS!

  • Parecer Social: manifestação sucinta; possui caráter conclusivo ou indicativo.


ID
3954658
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Estatuto do Idoso - Lei nº 10.741 de 2003
Assuntos

De acordo com o Estatuto do Idoso, assinale V para Verdadeiro e F para Falso e marque a opção correspondente:


( ) São consideradas idosas as pessoas a partir de 65 anos de idade.

( ) Dentre os idosos, é assegurada prioridade especial aos maiores de oitenta anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos.

( ) A garantia de prioridade compreende, além de atendimento preferencial em repartições públicas e privadas prestadoras de serviços, prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda.

( ) O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência ao de idade mais elevada.


Opções:

Alternativas
Comentários
  • Gab ( D)

    Sabendo a 1ª vc já chega ao gabarito, mas vejamos as outras..

    (❌  ) São consideradas idosas as pessoas a partir de 65 anos de idade.

      Art. 1 É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

    __________________________________________________________________________

    ( ) Dentre os idosos, é assegurada prioridade especial aos maiores de oitenta anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos.

    Art. 3º, § 2º Dentre os idosos, é assegurada prioridade especial aos maiores de oitenta anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos.   

    __________________________________________________________________________________________

    ( ) A garantia de prioridade compreende, além de atendimento preferencial em repartições públicas e privadas prestadoras de serviços, prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda.

    Art. 3º, § 1º, IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda.

    ________________________________________________________________________________

    ( ) O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência ao de idade mais elevada

    Art. 27, Parágrafo único. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência ao de idade mais elevada.

  • Art. 1 É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

    Art. 3 É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

    § 1º A garantia de prioridade compreende:  

    I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população

     IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda.               

    § 2º Dentre os idosos, é assegurada prioridade especial aos maiores de oitenta anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos.   

    Art. 27. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego, é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade, inclusive para concursos, ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir.

    Parágrafo único. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência ao de idade mais elevada.

  • Sabendo a primeira mata a questão. rsrsrs

    Gab- D

  • A questão exige conhecimento acerca da Lei n. 10.741/2003 (Estatuto do Idoso) e pede ao candidato que julgue os itens a seguir. Vejamos:

    (F) São consideradas idosas as pessoas a partir de 65 anos de idade.

    Falso. Na verdade, é considerado idoso toda pessoa que tiver idade igual ou superior a 60 anos, nos termos do art. 1º, do Estatuto do Idoso: Art. 1 É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

    (V) Dentre os idosos, é assegurada prioridade especial aos maiores de oitenta anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos.

    Verdadeiro, nos termos do art. 3º, §2º do Estatuto do Idoso: § 2º Dentre os idosos, é assegurada prioridade especial aos maiores de oitenta anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos.    

    (V) A garantia de prioridade compreende, além de atendimento preferencial em repartições públicas e privadas prestadoras de serviços, prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda.

    Verdadeiro, nos termos do art. 3º, §1º, I e IX do Estatuto do Idoso: § 1º A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população;   IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. 

    (V) O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência ao de idade mais elevada.

    Verdadeiro, nos termos do art. 27, parágrafo único, do Estatuto do Idoso:   Parágrafo único. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência ao de idade mais elevada.

    Portanto, a ordem correta é F – V – V – V.

    Gabarito: D

  • "sempre" eles insistem...

  • De bandeja


ID
3954661
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

Marque a opção que NÃO condiz com a Lei Federal 8.662/93, a qual dispõe sobre a profissão de Assistente Social:

Alternativas
Comentários
  • A Lei Federal 8.662/93, a qual dispõe sobre a profissão de Assistente Social, em seu artigo sétimo, parágrafo 1º,  determina que os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS) são dotados de autonomia administrativa e financeira, sem prejuízo de sua vinculação ao Conselho Federal, nos termos da legislação em vigor.


ID
3954664
Banca
SEAP
Órgão
TJ-MG
Ano
2018
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos. Assinale V para Verdadeiro e F para Falso e marque a opção correspondente. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:


( ) Internação compulsória: aquela realizada a pedido de uma associação filantrópica.

( ) Internação social: aquela determinada pela Justiça.

( ) Internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário.

( ) Internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro.


Opções:

Alternativas
Comentários
  • Gab.: C

    Art. 6º A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos. Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:

    I - internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário; (item III)

    II - internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; (item IV)

    III - internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

    Lei nº 10216 - De 06 de abril de 2001

  • A Lei nº 10216 / 2001 define três modalidades de internação psiquiátrica:

    Internação voluntária

    A pessoa que solicita voluntariamente a própria internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. O término da internação se dá por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico responsável. Uma internação voluntária pode, contudo, se transformar em involuntária e o paciente, então, não poderá sair do estabelecimento sem a prévia autorização.

     Internação involuntária

    É a que ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros. Geralmente, são os familiares que solicitam a internação do paciente, mas é possível que o pedido venha de outras fontes. O pedido tem que ser feito por escrito e aceito pelo médico psiquiatra.

    A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público do estado sobre a internação e os motivos dela. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a cárcere privado.

     Internação compulsória

    Nesse caso não é necessária a autorização familiar. A internação compulsória é sempre determinada pelo juiz competente, depois de pedido formal, feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física. O juiz levará em conta o laudo médico especializado, as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.

    Fontes: Lei 10.216/2001, Ministério da Justiça; Associação Brasileira de Psiquiatria; Cartilha Direito à Saúde Mental, do Ministério Público Federal e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão; governo do estado de São Paulo

  • Não existe internação social