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Prova AOCP - 2018 - Prefeitura de Belém - PA - Terapeuta ocupacional


ID
3291730
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Sobre o texto, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra C

    Letra C - Klee quebrou a regra da separação entre forma e discurso, colocando em pé de igualdade a imagem e o texto. - Afirmação CORRETA conforme o trecho: "... o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo ...

  • Que texto horroroso é esse??

  • Gabarito C

    "É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos." 

    texto chato p crl..

  • Tem que fumar muita maconha pra tentar entender esse texto horroroso!!!

  • 31 minutos pra resolver essa desgraça!

  • admito que comemorei por acertar, mas esse texto... enfadonho.

  • 20 min lendo essa chatice pra ainda errar a questão!

  • Esse texto é um por*e

  • Esse texto é um por*e

  • Parece que o autor deu cabeçada no teclado e depois usou o corretor automático, daí surgiu a obra. Esse tipo de questão não teste conhecimento de ninguém...


ID
3291733
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Qual alternativa expressa corretamente a função do pronome “se”, presente em “Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença.”?

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ? ?Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença.?

    ? Quem faz? Quem fala? Está indefinido, pronome oblíquo "se" com índice de indeterminação do sujeito, 3ª pessoa do singular + "se".

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Os verbos estão funcionando como instransitivos, o que faz com que o pronome SE funcione como Índice de Indeterminação do Sujeito.


ID
3291736
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Em relação ao excerto “É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto [...]”, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    ? ?É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto [...]?

    ? Ambos termos são conjunções coordenativas alternativas, valor de alternância (=ação ou resultado de alternar).

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Gab E. "ou" (...) "ou" - conjunção coordenadas alternativas.

  • questão que deveria ser anulada,pois há dois gabaritos.

    ....... o texto é regrado pela imagem ....> o termo regrado é adjetivo da expressão o texto, assim o termo

    pela imagem ( preposição +artigo+substantivo) seria complemento nominal .

    o mesmo pensamento uso ; .......a imagem é regrada pelo texto ., pois segue a mesma linha de raciocínio.

  • GENTE, EU NÃO ENTENDI QUAL O ERRO DA ALTERNATIVA C.

    SE ALGUÉM PUDER ME AJUDAR EU AGRADEÇO.

  • GABARITO C/E

  • O erro da letra C Maria Natalice é que os termos em destaque são agentes da passiva!

  • Para facilitar só cortar oque etá entre ( >>>>) gabarito. E

  • Obrigada Ewerton!!!!!!!!!!!!

  • Alguém poderia me dizer se na letra C, os termos são considerados predicativos do sujeito, uma vez que estão após o verbo de ligação?

    Desde já, grato.

  • Assertiva E

    Em todas as suas ocorrências, o termo “ou” é uma conjunção alternativa.

    É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto 

  • Igor, o que tem ali é uma locução verbal (ser + particípio) seguida de agente da passiva.

  • DUVIDA NA C?

    ESTRUTURA: SUJEITO PACIENTE + VOZ PASSIVA ANALÍTICA + AGENTE DA PASSIVA

  • achei o primeiro OU com sentido de adição se consideramos a frase inteira

    É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação -> não há alternância

  • tao obvio que dar medo de errar. hahaha.... Pm e Pc - Para lava eu


ID
3291739
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Em relação ao excerto “É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas [...]”, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • si-mul--neas ----> (4 sílabas)

    Não entendi o motivo da letra E estar errada...

  • GABARITO: LETRA B

    ? Em ?sucessivo?, o som /s/ é realizado de três formas diferentes: por ?s?, por ?c? por ?ss? (=ambos termos propostos pela questão apresentam o som de -s);

    ? A palavra ?simultâneas? possui quatro sílabas (=si-mul-tâ-ne-as ? foi considerada uma proparoxítona eventual/acidental pela banca, 5 sílabas).

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Acredito que a letra E está errada porque são 5 sílabas: si-mul-tâ-nE-As

    hiato E-A separa as sílabas

  • A)O termo “esvel” recebe acento porque a última sílaba é a mais forte.

    PENÚLTIMA É MAIS FORTE E TERMINADA EM L

    B)GABARITO

    C)Em “raramente”, as duas ocorrências de “r” representam o mesmo som.

    RR e R respectivamente

    D)A palavra “essa” apresenta a mesma quantidade de letras e de sons.

    A palavra essa tem menos letra, porque só UM S tem som.

    E)A palavra “simultâneas” possui quatro sílabas.

    SI-MUL-TA-NE-AS

  • depende da banca simultâneas está certo com 4 sílaba
  • A letra E poderia ser considerada correta também!

    Palavra terminada com 2 sons vocálicos (neas)

    Quando crescente, E menor que A, se a sílaba anterior tem acento, deve permanecer junto.

    SI - MUL - TÂ-(acento) - NEAS

  • A letra E poderia ser considerada correta tbm!

  • Eu até marquei a B, mas ainda fiquei com dúvida: S entre vogais não tem som de z? Então, substituir os SS da palavra apenas por S, não ficaria o mesmo som. Alguém pode responder?

  • Pode anular essa questão! Letra E está correta!

  • Simutâneas pode ser considerada como um proparoxítona aparente, temos que ter cuidado.

    Gabarito: letra B

  • LETRA B INCOMPLETA -----> FALTOU SOM DE Z

    LETRA E INCOMPLETA ----> SI - MUL - TÂ - NEAS ou SI - MUL - TÂ - NE - AS

    Resta-nos advinhar qual o examinador considerou correta....

  • A letra E pode está correta tbm

  • NA QUESTÃOESTÁ DIZENDO QUE O SOM É REALIZADO DE TRÊS FORMAS DIFERENTES. MAS NÃO É O MESMO SOM GRAFADO DE FORMAS DIFERENTES?


ID
3291742
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Assinale a alternativa em que o termo em destaque pode ser substituído por aquele entre parênteses sem que isso resulte em mudança de significado.

Alternativas
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  • GABARITO: LETRA E

    ? ?O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.? (diferente).

    ? O adjetivo em destaque significa diferente, desigual, díspar, distinto, dessemelhante, troca proposta está plenamente correta.

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 


ID
3291745
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Em relação ao excerto “[...] não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.”, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ? O termo ?colagem? é formado a partir do verbo ?colar?, em um processo de derivação sufixal.

    ? Verbo "colar" + acréscimo de um sufixo (=vem após a palavra), derivação sufixal.

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  • Retira o R do verbo COLAR, fica COLA e acrescenta o SUFIXO, ficando COLAGEM.

  • GABARITO A

    A)O termo “colagem” é formado a partir do verbo “colar”, em um processo de derivação sufixal.CORRETO

    CRESCEU PARA FRENTE É SUFIXAL.

    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    B)O termo “cruzamento” é formado a partir de um processo de composição, em que se unem as palavras “cruzar” e “mento”.ERRADO

    O ERRO É DIZER QUE É FORMADO POR COMPOSIÇÃO, QUANDO NA VERDADE O CERTO É POR DERIVAÇÃO SUFIXAL.

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------C)“Semelhança” é uma palavra primitiva, isto é, não deriva de nenhuma outra.ERRADO

    DERIVA SIM. É UMA DERIVAÇÃO SUFIXAL.

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    D)Em “completamente”, há um processo de derivação sufixal, em que um advérbio é formado a partir de um adjetivo na forma masculina.

    Foi formado de uma palavra FEMININA.

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    E)O termo “num” é resultado da junção da preposição “no” ao artigo “um”ERRADO

    EM+UM

  • SEMELHANTE -> SEMELHANÇA, DERIVAÇÃO SUFIXAL

  • Por que a letra A nãó é derivação regressiva? O substantivo colagem é derivado do verbo colar

  • Por que a letra A nãó é derivação regressiva? O substantivo colagem é derivado do verbo colar

  • Alguém sabe dizer o erro da alternativa d)?

    "Completamente" deriva de "completo" ou de "completar"?

  • a) O termo “colagem” é formado a partir do verbo “colar”, em um processo de derivação sufixal.

    b) O termo “cruzamento” é formado a partir de um processo de composição, em que se unem as palavras “cruzar” e “mento”. --> Unir as palavras seria justaposição, nesse caso a palavra deveria ser CRUZARmento e não Cruzamento.

    c) “Semelhança” é uma palavra primitiva, isto é, não deriva de nenhuma outra. --> Semelhante

    d) Em “completamente”, há um processo de derivação sufixal, em que um advérbio é formado a partir de um adjetivo na forma masculina. --> Feminina (COMPLETA)

    e) O termo “num” é resultado da junção da preposição “no” ao artigo “um”. --> Em + um

  • Na minha visão, "semelhança" é primitiva sim, e "semelhante" deriva dela. Alguém pode me explicar porque não é assim?

    quanto a letra "a", interpretei que "colagem" é derivada do substantivo "cola", e não do verbo "colar". também não vi nenhuma regra quanto a isso.


ID
3291748
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Em “É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação [...]”, o termo em destaque pertence à classe dos(as)

Alternativas
Comentários
  • “É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação [...]”

    O termo em destaque é um pronome indefinido variável que passa um sentido impreciso, vago ou genérico.

    GABARITO. C

  • GABARITO: LETRA C

    ? ?É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação [...]?

    ? Temos um pronome indefinido substantivo, está substituindo o substantivo "modo", traz um sentido, um sentido impreciso (=de outro modo).

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  • pronome indefinido variável OUTRO, OUTROS, OUTRAS.


ID
3291751
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Sobre a colocação pronominal no excerto “Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença.”, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença.

    O pronome oblíquo átono está em ênclise, pois o período não pode ser iniciado por pronome oblíquo átono.

    GABARITO. D

  • GABARITO: LETRA D

    ? ?Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença.?

    ? não se pode começar frase com pronome oblíquo átono, logo, a ênclise é a única possibilidade correto.

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  • A questão quer que o candidato saiba sobre as regras da ênclise, assunto abordado em colocação pronominal. Vejamos:

    a) Incorreta.

    O uso da ênclise é obrigatório quando se inicia a oração.

    b) Incorreta.

    Nas duas ocorrências são obrigatórias o uso da ênclise, pois inicia a oração dos verbos "faz" e "fala".

    c) Incorreta.

    O primeiro pronome oblíquo também inicia a oração, por isso, deve ser colocado em forma de ênclise.

    d) Correta.

    Ambos os usos são obrigatórios por iniciarem orações os pronomes oblíquos.

    e) Incorreta.

    Pelos motivos apresentados nas outras alternativas é incorreto.

    GABARITO: D

  • GAB: D

    “Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença.”

    A ênclise é obrigatória nas duas ocorrências de pronome átono.

  • GABARITO: LETRA D

    ► O pronome oblíquo átono pode ocupar três posições em relação ao verbo com o qual se relaciona: a ênclise (depois do verbo); a próclise (antes do verbo); e a mesóclise (dentro do verbo). Por ser uma partícula átona, não inicia oração e, entre os verbos de uma locução, liga-se a um deles por hífen.

    PRONOMES ATÓNOS: - me, nos, te, vos, se, o(s), a(s), lhe(s);

    PRÓCLISE

    Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo. Isso acontece quando a oração contém palavras que atraem o pronome:

    1. Palavras que expressam negação tais como “não, ninguém, nunca”:

    Não o quero aqui. / Nunca o vi assim.

    2. Pronomes relativos (que, quem, quando...), indefinidos (alguém, ninguém, tudo…) e demonstrativos (este, esse, isto…):

    Foi ela que o fez. / Alguns lhes deram maus conselhos. / Isso me lembra algo.

    3. Advérbios ou locuções adverbiais:

    Ontem me disseram que havia greve hoje. / Às vezes nos deixa falando sozinhos.

    4. Palavras que expressam desejo e também orações exclamativas:

    Oxalá me dês a boa notícia. / Deus nos dê forças.

    5. Conjunções subordinativas:

    Embora se sentisse melhor, saiu. / Conforme lhe disse, hoje vou sair mais cedo.

    6. Palavras interrogativas no início das orações:

    Quando te deram a notícia? / Quem te presenteou?

    MESÓCLISE

    Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo. Isso acontece com verbos do futuro do presente ou do futuro do pretérito, a não ser que haja palavras que atraiam a próclise:

    Orgulhar-me-ei dos meus alunos. (verbo orgulhar no futuro do presente: orgulharei);

    Orgulhar-me-ia dos meus alunos. (verbo orgulhar no futuro do pretérito: orgulharia).

    ÊNCLISE

    Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo. Isso acontece quando a oração contém palavras que atraem esse tipo de colocação pronominal:

    1. Verbos no imperativo afirmativo:

    Depois de terminar, chamem-nos. / Para começar, joguem-lhes a bola!

    2. Verbos no infinitivo impessoal:

    Gostaria de pentear-te a minha maneira. / O seu maior sonho é casar-se.

    3. Verbos no início das orações:

    Fiz-lhe a pessoa mais feliz do mundo. / Surpreendi-me com o café da manhã.

    TODA MATÉRIA.

  • Não se inicia frase com pronome obliquo! te amo,... te quero,... te peço,... (forma Errada)!

    Por isso é obrigatória a ênclise, ou seja, pronome obliquo após o verbo.

  • A vírgula faz a ênclise ser obrigatória nos dois casos.

  • Ênclise OBRIGATÓRIA no início de frase


ID
3291754
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Sobre os recursos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A) Em “Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica [...] e referência linguística [...]”, os termos em destaque retomam a expressão “século quinze”.

    Errado, retoma apenas século quinze.

    B) Em “De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir.”, os termos em destaque se relacionam às expressões “representação plástica” e “referência linguística” mencionadas anteriormente.

    Correto.

    C) “Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas.”, o sujeito do verbo em destaque é “elementos”, que está oculto.

    Errado, o sujeito do verbo estão está oculto e retoma barcos, casas e gente.

    D) Em “Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha.”, o termo em destaque se refere à expressão “representação”.

    Errado, está retomando a palavra pintura.

    E)Em “Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha.”, o termo em destaque se refere à expressão “representação”.

    Errado, está retomando novamente a palavra pintura.

    GABARITO. B

  • GABARITO: LETRA B

    ? Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir.

    ? O termo "dois sistemas" refere-se às expressões ?representação plástica? e ?referência linguística? mencionadas anteriormente.

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ID
3291757
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      KLEE, KANDINSKI, MAGRITTE

                                                                                                             Michel Foucault


      Dois princípios reinaram, eu creio, sobre a pintura ocidental, do século quinze até o século vinte. O primeiro afirma a separação entre representação plástica (que implica a semelhança) e referência linguística (que a exclui). Faz-se ver pela semelhança, fala-se através da diferença. De modo que os dois sistemas não podem se cruzar ou fundir. É preciso que haja, de um modo ou de outro, subordinação: ou o texto é regrado pela imagem (como nesses quadros em que são representados um livro, uma inscrição, uma letra, o nome de um personagem), ou a imagem é regrada pelo texto (como nos livros em que o desenho vem completar, como se ele seguisse apenas um caminho mais curto, o que as palavras estão encarregadas de representar). É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem, e o percurso sucessivo, pelas palavras, de suas formas simultâneas; e acontece ao quadro ser dominado por um texto, do qual ele efetua, plasticamente, todas as significações. Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte: o essencial é que o signo verbal e a representação visual não são jamais dados de uma vez só. Sempre uma ordem os hierarquiza, indo da forma ao discurso ou do discurso à forma. É esse princípio cuja soberania foi abolida por Klee, ao colocar em destaque, num espaço incerto, reversível, flutuante (ao mesmo tempo tela e folha, toalha e volume, quadriculado do caderno e cadastro da terra, história e mapa), a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos. Barcos, casas, gente, são ao mesmo tempo formas reconhecíveis e elementos de escrita. Estão postos, avançam por caminhos ou canais que são também linhas para serem lidas. As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra, como se estivessem perdidas em meio às coisas, palavras que lhe indicam o caminho a seguir, que lhe dão nome à paisagem que está sendo percorrida. E no ponto de junção dessas figuras e desses signos, a flecha que retorna tão frequentemente (a flecha, signo que traz consigo uma semelhança de origem, como se fosse uma onomatopeia gráfica, e figura que formula uma ordem), a flecha indica em que direção o barco está se deslocando, mostra que se trata de um sol se pondo, prescreve a direção que o olhar deve seguir, ou antes a linha segundo a qual é preciso deslocar imaginariamente a figura aqui colocada de um modo provisório e um pouco arbitrário. Não se trata absolutamente aí de um desses caligramas que jogam com o rodízio da subordinação do signo à forma (nuvem das letras e das palavras tomando a figura daquilo de que falam), depois da forma ao signo (figura se anatomizando em elementos alfabéticos): não se trata também dessas colagens ou reproduções que captam a forma recortada das letras em fragmentos de objetos; mas do cruzamento num mesmo tecido do sistema da representação por semelhança e da referência pelos signos. O que supõe que eles se encontrem num espaço completamente diverso do do quadro.

      O segundo princípio que durante muito tempo regeu a pintura coloca a equivalência entre o fato da semelhança e a afirmação de um laço representativo. Basta que uma figura pareça com uma coisa (ou com qualquer outra figura), para que se insira no jogo da pintura um enunciado evidente, banal, mil vezes repetido e entretanto quase sempre silencioso (ele é como um murmúrio infinito, obsidiante, que envolve o silêncio das figuras, o investe, se apodera dele, obriga-o a sair de si próprio, e torna a despejá-lo finalmente no domínio das coisas que se pode nomear): “O que vocês estão vendo, é isto”. Pouco importa, ainda aqui, o sentido em que está colocada a relação de representação, se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha. [...]


Adaptado de: FOU-CAULT. M. Klee, Kandinski, Magritte.In: FOUCAULT. M. Isto não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988. Disponível em: https://ayrtonbe-calle.files.wordpress.com/2015/07/foucault-m-isto-nc3a3o-c3a-9-um-cachimbo.pdf.

Sobre as relações de sentido estabelecidas no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A) Em “É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem [...]”, o termo em destaque sinaliza uma relação de conclusão entre as orações.

    Errado, o pois é uma conjunção explicativa.

    B) Em “É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem [...]”, o termo em destaque sinaliza uma relação de explicação entre as orações.

    Correto, o pois é uma conjunção coordenativa explicativa que sinaliza uma explicação entre orações.

    C)Em “As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra [...] palavras que lhe indicam o caminho a seguir [...]”, o termo em destaque sinaliza uma relação de oposição entre as porções de texto.

    Errado, o E é uma conjunção aditiva, que está ligando orações.

    D)Em “Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte [...]”, o termo em destaque poderia ser substituído por “portanto”, sem causar qualquer alteração de sentido.

    Errado, o mas é uma conjunção adversativa e o portanto conclusiva, logo haveria alteração de sentido.

    E) Em “[...] se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha.”, o termo em destaque sinaliza uma relação de adição entre as orações.

    Errado,o OU é uma conjunção alternativa ,ou seja, expressa alternância e não adição.

    GABARITO. E

  • GABARITO: LETRA B

    A) Em ?É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem [...]?, o termo em destaque sinaliza uma relação de conclusão entre as orações ? incorreto, temos um "pois" antes do verbo, logo, é explicativo; será conclusivo quando vier entre vírgulas, depois do verbo ou no fim de frase.

    B) Em ?É verdade, só muito raramente essa subordinação permanece estável: pois acontece ao texto de o livro ser apenas um comentário da imagem [...]?, o termo em destaque sinaliza uma relação de explicação entre as orações ? correto, conjunção coordenativa explicativa.

    C) Em ?As árvores das florestas desfilam sobre pautas musicais. E o olhar encontra [...] palavras que lhe indicam o caminho a seguir [...]?, o termo em destaque sinaliza uma relação de oposição entre as porções de texto ? incorreto, temos uma conjunção coordenativa aditiva, sentido de adição e não oposição.

    D) Em ?Mas pouco importa o sentido da subordinação ou a maneira pela qual ela se prolonga, multiplica e inverte [...]?, o termo em destaque poderia ser substituído por ?portanto?, sem causar qualquer alteração de sentido ? incorreto, "mas" é uma conjunção coordenativa adversativa, "portanto" é conclusiva.

    E) Em ?[...] se a pintura é remetida ao visível que a envolve ou se ela cria, sozinha, um invisível que se lhe assemelha.?, o termo em destaque sinaliza uma relação de adição entre as orações ? incorreto, temos uma conjunção coordenativa alternativa, expressa alternância e não adição.

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • pois + verbo= explicação

    verbo+ pois= conclusão


ID
3291760
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
História e Geografia de Estados e Municípios
Assuntos

Mobilidade urbana é a condição que permite o deslocamento das pessoas em uma cidade. No dicionário, mobilidade significa “facilidade para se mover”. A ideia é tornar esse movimento fluido e prático. Ônibus, metrô, outros transportes coletivos e carros fazem parte das soluções de mobilidade e têm o intuito de deixar a vida das pessoas mais fácil. Sobre a mobilidade urbana do município de Belém, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Questão Absurda ! Tal tipo de questão privilegia aqueles que moram em Belém e, por tal razão, fere o principio da impessoalidade.

  • CF/88

    Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:

    XI - trânsito e transporte;

  • Rafael, nem eu que moro em Belém sabia disso. A questão é ridícula pra qualquer pessoa!
  • pronto agora tem que saber das ruas de bélem! palhaçada essa questão!

  • Fanfarão

  • atualidade é, em sua maioria, loteria!


ID
3291763
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais

Em 2018, fez 200 anos de nascimento de Karl Marx, o mais ilustre teórico socialista, que influenciou vários outros teóricos e é atualmente uma das figuras centrais em debates políticos, autor de diversas obras como

Alternativas
Comentários
  • (a) O Capital”, na qual trata de fazer uma extensa análise da sociedade capitalista.


ID
3291766
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

“União Europeia fecha acordo para conter fluxo de imigrantes. Para desafogar Itália e Grécia, outros países abrirão centros de acolhida e trâmite de refúgio.” Sobre a crise migratória mundial, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Rumo a PPDF!


ID
3291769
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Geografia
Assuntos

“A estiagem prolongada colocou 821 municípios em situação de emergência” “Excesso de chuva preocupa produtores do PR e CO”

As manchetes expostas retratam a diversidade climática do Brasil. Sobre os climas do Brasil, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Letra D. Zona intertropical, entre os trópicos de capricornio e câncer.

  • GABA. D

    Sobre a letra C: O Brasil sofre as variações de cinco massas de ar diferentes: a massa Equatorial continental (mEc), Equatorial atlântica (mEa), Tropical continental (mTc), Tropical atlântica (mTa) e a Polar atlântica (mPa).

    Durante o verão, as quatro primeiras massas supracitadas vão compor a totalidade da influência climática. Dentre elas, apenas a mTc é completamente seca, isso porque as outras massas de ar vêm de ambientes úmidos (a floresta amazônica e os oceanos). Em razão dessa configuração, o verão no Brasil acaba herdando as características dessas massas, quais sejam: elevada umidade e altas temperaturas, tornando o clima quente e chuvoso durante esse período.

    Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/massas-ar-no-brasil.htm


ID
3291772
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

“Vale anuncia acordo sobre desastre ambiental da barragem da Samarco”.


A notícia, veiculada em 2018, faz referência ao desastre ambiental gerado pelo rompimento da barragem de Fundão em um distrito de Mariana-MG. Esse acidente ocorreu na bacia hidrográfica do rio

Alternativas
Comentários
  • GABA. D

    O rompimento da barragem de Fundão é considerado o desastre industrial que causou o maior impacto ambiental da história brasileira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de metros cúbicos. A lama chegou ao rio Doce , cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, muitos dos quais abastecem sua população com a água do rio.


ID
3291775
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

A Constituição, em sentido formal, é o documento escrito e solene que positiva as normas jurídicas superiores da comunidade do Estado, elaboradas por um processo constituinte específico. A Constituição da República Federativa do Brasil, vigente desde 1988, pode ser classificada como

Alternativas
Comentários
  • Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988classifica-se como promulgada, formal, analítica, dogmática, eclética, (pragmática), dirigente, normativa (ou tendente a sê-la), rígida e escrita codificada.

  • Rígida Exige, para a sua alteração, um processo legislativo mais árduo, mais solene, mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais Esse modelo garante o princípio da supremacia formal da Constituição, ou seja, permite o controle de constitucionalidade das leis.

    Dirigente(Programática) Tem como finalidade estabelecer fins, programas e diretrizes para atuação do Estado É caracterizada por ser analítica e possuir normas programáticas Típica no atual Estado Social (Welfare State)

  • P²ED³RA FORMAL

    ———–

    Promulgada

    Principiológica

    Escrita

    Dogmática

    Democrática

    Dirigente

    Rígida

    Analítica

    Formal

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a opção correta. Vejamos cada uma das alternativas:

    A. flexível e programática. ERRADO.

    Constituições flexíveis, classificação quanto à estabilidade, são aquelas que não exigem procedimento especial de modificação, observando-se, para tanto, o mesmo rito de modificação das leis infraconstitucionais. As normas de uma Constituição Flexível reduzem-se a normas legais, não possuindo nenhuma supremacia sobre as demais. A CF de 1988 é uma constituição RÍGIDA.

    Constituições programáticas, classificação quanto à função (ou estrutura), aquelas que além de estruturarem e delimitarem o poder do Estado, inscrevem um plano de evolução política, ou seja, fixam diretrizes a serem seguidas. Costumam apresentar um texto extenso, repleto de normas programáticas, com metas, planos e diretrizes a serem seguidos pelos Poderes Públicos. Exemplo: Constituição Brasileira de 1988.

    B. rígida e programática. CERTO.

    Constituições rígidas, classificadas quanto à estabilidade, são aquelas adotadas pela maioria dos Estados modernos, é espécie própria das constituições escritas, sendo aquelas que exigem, para sua alteração, processo mais solene do que o de modificação das leis infraconstitucionais. Há nelas exigências formais especiais, como prazos mais dilatados, quórum qualificado, debates mais amplos, podendo conter cláusulas pétreas. Exemplos: todas as Constituições brasileiras, exceto a do Império.

    Constituições programáticas – explicação acima.

    C. flexível e promulgada. ERRADO.

    Constituições flexíveis – explicação acima.

    Constituições promulgadas, classificadas quanto à origem, são aquelas fruto do trabalho de uma Assembleia Nacional Constituinte, eleita diretamente pelo povo, expressam a ideia de que todo governo deve se apoiar no consentimento dos governados e traduzir a vontade popular. Surgiram como resultado da afirmação vitoriosa do princípio democrático, resultante do enfraquecimento da monarquia e ascendência da democracia. Exemplos: Constituições brasileiras de 1891, 1934, 1946 e 1988.

    D. rígida e não-escrita. ERRADO.

    Constituições rígidas – explicação acima.

    Constituições não-escritas, classificadas quanto à forma, são aquelas cujas normas se originam, principalmente, dos precedentes judiciais, das tradições, dos costumes, das convenções constitucionais e, até mesmo, por instrumentos escritos, mas dispersos, inclusive no tempo. Exemplo: Constituição da Inglaterra.

    E. flexível e outorgada. ERRADO.

    Constituições flexíveis – explicação acima.

    Constituições outorgadas, classificadas quanto à origem, são aquelas impostas, de modo unilateral, pelo governante, sendo que em sua elaboração não há participação de representantes eleitos pelo povo. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824, 1937, 1967 e 1969. A CF de 1988, por sua vez, é PROMULGADA.

    Gabarito: Alternativa B.

    Fonte: Novelino, Marcelo. Curso de direito constitucional. 13.ed. rev., ampl. e atual. Salvador: Ed. JusPodivm, 2018.

  • Quanto à estabilidade, sabemos que nossa Constituição é rígida, uma vez que o processo de feitura de emendas constitucionais é muito mais complexo e rigoroso do que o processo legislativo estruturado para a confecção da legislação infraconstitucional. Nesse sentido, as opções das letras ‘a’, ‘c’ e ‘e’ já poderiam ser descartadas. No mais, quanto à forma, nosso texto é escrito, o que inviabiliza a letra ‘d’ como resposta. Vamos marcar, portanto, a letra ‘b’. Além de a nossa Constituição de 1988 ser rígida, ela possui em seu texto normas programáticas (o que a torna uma Constituição dirigente quanto à finalidade).

  • A Constituição Federal de 88 é a Pasárgada por que Manuel Bandeira sonhava acordado.

  • ALGO A MAIS...

    QUANTO À FINALIDADE:

    CONSTITUIÇÕES-DIRIGENTES (PROGRAMÁTICAS): Traçam diretrizes para a ação estatal, prevendo normas programáticas.


ID
3291778
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

O Prefeito de um município qualquer decidi editar um decreto (ato administrativo) cujo teor proíba que os munícipes andem calçados de chinelos pelas vias públicas. Esse decreto irá ferir qual princípio constitucional da Administração Pública?

Alternativas
Comentários
  • Segundo o Art. 37 da Administração Pública, existe os princípios da

    LEGALIDADE = Refere-se ao respeito a lei, sublegal.

    IMPESSOALIDADE= Refere-se ao tratamento igualitário visando uma isonomia

    MORALIDADE= Refere-se a honestidade e ética

    PUBLICIDADE= Refere-se a divulgação, exceções: segurança do estado, investigação policial, intimidade e honra

    EFICIÊNCIA= Refere-se ao período probatório, com mais crulidade e menos burocracia

    Resposta letra C = LEGALIDADE

  • Os decretos não podem criar, modificar ou mesmo extinguir direitos. Eles possuem efeito apenas regulamentar e de execução. Sendo assim, podem detalhar leis, mas não podem ir de encontro à legislação existente ou ir além dela.

  • "Decidi".

    Minha nossa.

  • Parei de ler no "decidi".

  • Os decretos não podem criar, modificar ou mesmo extinguir direitos.

  • medo dessa banca....

  • corroborando..

    Os decretos são classificados como atos normativos secundários, leia-se; Não estão previstos dentre as espécies legislativas do art.59 da C.R.F.B/88 , Portanto não podem inovar no ordenamento jurídico.

    Adoutrina cita dois exemplos interessantes:

    Caso 1: foi declarado inconstitucional o decreto do Prefeito de Aparecida do Norte/SP proibindo o uso de minissaia nas ruas do município.

    Caso 2: antes de ser uma imposição prevista no Código Brasileiro de Trânsito, foi considerada nula a obrigatoriedade do uso de cinto de segurança determinada por decreto municipal do Prefeito de São Paulo.

    Nas duas situações, deveres e obrigações foram criados mediante ato administrativo desatendendo à norma do art. 5º, II, da Constituição Federal. Convém ressaltar o sentido da legalidade para os particulares: proibições e deveres só podem ser criados por lei.

    MAZZA, Alexandre. Manual de Direito Administrativo, 2ª edição. São Paulo. Editora Saraiva, 2012.

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • Se fosse questão de português, marcaria como errada!

    kk

  • kkkkkkkkkkkkk, Rindo até o dedo do lula crescer! Gente do Ceú.

    Decreto não modifica, nem cria, APENAS regulamenta.

  • BUGUEIIII....

  • A questão em tela versa sobre a disciplina de Direito Administrativo e os princípios da Administração Pública.

    O princípio da legalidade no que tange à Administração Pública traduz a ideia de que a Administração Pública só pode fazer o que está determinado pela lei, sendo que esta autoriza e delimita a atuação dos agentes públicos.

    O princípio da celeridade diz respeito ao fato de a Administração Pública dever agir de modo célere, mas mantendo a eficiência dos serviços públicos.

    O princípio do contraditório está diretamente ligado ao da ampla defesa, traduzindo-se na ideia de que o administrado deve ter acesso integral ao processo, participando ativamente neste. Tal princípio guarda relação direta com o direito de defesa e a bilateralidade das partes no processo.

    O princípio da irretroatividade diz respeito á ideia de que, como regra, as leis não irão retroagir de modo a garantir a segurança jurídica e uma proteção aos administrados.

    O princípio da transparência está ligado à ideia de que os atos praticados pela Administração Pública devem estar, de forma acessível e clara, à disposição da sociedade, sendo que esta deve participar ativamente nos rumos do Estado.

    Analisando as alternativas

    Considerando as explicações acima, conclui-se que, se o Prefeito de um município qualquer decidir editar um decreto cujo teor proíba que os munícipes andem calçados de chinelos pelas vias públicas, tratar-se-á de um decreto ilegal o qual fere o princípio da legalidade, por ter sido editada uma norma (decreto) a qual não possui respaldo legal e cria uma situação nova não prevista em lei.

    Gabarito: letra "c".

  • legalidade

    de a acordo com A Constituição Federal em seu artigo 5 inciso II

    ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei

    o decreto é expedido para a fiel execução da lei, pelo chefe do poder executivo, sendo assim, não existe no ordenamento jurídico brasileiro nenhum tipo de vedação para andar calçado ou descalço, portanto, moral da história que prefeito doi do

  • legalidade

    de a acordo com A Constituição Federal em seu artigo 5 inciso II

    ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei

    o decreto é expedido para a fiel execução da lei, pelo chefe do poder executivo, sendo assim, não existe no ordenamento jurídico brasileiro nenhum tipo de vedação para andar calçado ou descalço, portanto, moral da história que prefeito doi do

  • Os decretos editados pela Chefia do Executivo devem se ater, como regra geral, apenas a minudenciar o conteúdo das leis, na esteira do que preceitua o art. 84, IV, da CRFB, isto é, devem tão somente esclarecer, complementar as previsões legais, em ordem a seu adequado cumprimento.

    Excepcionalmente, e somente nos casos tratados no art. 84, VI, CRFB, admite-se a figura dos regulamentos autônomos, que retiram fundamento de validade diretamente da Constituição, sendo tais hipóteses de: i) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; e ii) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.

    No exemplo da presente questão, é evidente que inexiste lei que proíba as pessoas de andarem calçadas de chinelos pelas vias públicas. Mesmo que houvesse, tratar-se-ia de lei flagrantemente inconstitucional, por violar o princípio do devido processo legal, em sua feição material, do qual se retiram os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.

    Assim sendo, na ausência de lei que proíba um dado comportamento, não pode o decreto inovar a ordem jurídica, sob pena de malferir o princípio da legalidade.

    Refira-se que o caso em exame seria passível de controle legislativo externo, na forma do art. 49, V, da CRFB, que permite ao Parlamento sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa.

    Logo, a única opção correta encontra-se na letra C.


    Gabarito do professor: C

  • "decidi" massa

  • Se tem questão, tem história kkkk, algum prefeito já fez isso?

  • Os decretos não podem criar, modificar ou mesmo extinguir direitos.

  • Segundo o Art. 37 da Administração Pública, existe os princípios da

    LEGALIDADE = Refere-se ao respeito a lei, sublegal.

    IMPESSOALIDADE= Refere-se ao tratamento igualitário visando uma isonomia

    MORALIDADE= Refere-se a honestidade e ética

    PUBLICIDADE= Refere-se a divulgação, exceções: segurança do estado, investigação policial, intimidade e honra

    EFICIÊNCIA= Refere-se ao período probatório, com mais crulidade e menos burocracia

    Resposta letra C = LEGALIDADE

  • "decidi" Com "i" e complicado. PPDF


ID
3291781
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Ato administrativo é a declaração de vontade do Poder Público anunciando a decisão adotada como requisito legitimador da sua futura atuação. Dentre os atributos dos atos administrativos, tem-se:

Alternativas
Comentários
  • Letra E

    Nem precisa saber sobre atuação, etc, como narra no enunciado. Pois, a "letra e" é a única que possui atributos.

    -> Atributos do ato:

    PATI -> Presunção de Legitimidade/Veracidade, Autoexecutoriedade, Tipicidade e Imperatividade

    Presente em todos os atos -> Presunção de Legitimidade/Veracidade e Tipicidade (Consoantes)

    "Melhor professor, o fracasso é" - Yoda

  • GABARITO: E

    Mnemônico: PAI

    Atributos ou características dos Atos Administrativos (adotadas por Carvalho Filho)

    = Presunção de legitimidade.

    = Auto-executoriedade

    = Imperatividade.

    Além do PAI, para os atributos não se esqueça da Coercibilidade Tipicidade (Maria Silvia de Pietro) que também são cobrados em concursos…

  • GABARITO (D)

    AUTOEXECUTORIEDADE

               São os que podem ser materialmente implementados pela administração, diretamente, inclusive com o uso da força, sem a necessidade que a administração obtenha autorização judicial prévia. Isso não afasta a apreciação judicial do ato; apenas dispensa que a Administração dependa de autorização prévia.

     

    \

    IMPERATIVIDADE

       A imperatividade decorre do poder extroverso do Estado em criar obrigações ou impor restrições aos administrados.

               Não é um atributo presente em todos os atos, mas somente naqueles que implicam obrigações ou restrições, como os impostos, atos punitivos, os praticados no exercício do poder de polícia etc.

  • GAB: E

    FALOU EM ATRIBUTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS LEMBRA DA QUERIDA ''PATI'' E VAI SER FELIZ

    PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE

    AUTOEXECUTORIEDADE

    TIPICIDADE

    IMPERATIVIDADE

  • A questão exige do candidato conhecimento sobre atos administrativo, pedindo ao candidato que assinale a alternativa que demonstra quais atributos dos atos administrativos.

    Vejamos as alternativas:

    a) presunção de voluntariedade e atipicidade.

    Errado. Os atributos que existem são os da presunção de legitimidade e tipicidade. O primeiro significa que até prova em contrária, os atos são válidos para o Direito. O segundo, quer dizer que para cada ato administrativo, há um ato definido em lei.

    b) tipicidade e inafastabilidade.

    Errado. Inafastabilidade não é um requisito.

    c) presunção de veracidade e celeridade.

    Errado. Celeridade não é um requisito.

    d) imperatividade e atipicidade.

    Errado. Conforme explicação na letra "a", atipicidade não é um atributo.

    e) autoexecutoriedade e imperatividade.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. Autoexecutoriedade: é a possibilidade de executar materialmente o ato administrativo, independentemente de ordem judicial e a Imperatividade ou coercibilidade é a possibilidade da Administração Pública criar unilateralmente obrigações aos particulares, mesmo sem sua anuência.

    Gabarito: E

  • resumex bem simples

    atributos do ato administrativo

    PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE - os atos administrativos presumem-se legítimos e editado de acordo com a lei. A consequência dessa presunção é a inversão do ônus da prova, uma vez que cabe ao particular a prova de que o ato foi editado sem observância das formalidades legais

    IMPERATIVIDADE: É o poder do Estado em impor coercitivamente aos particulares sua vontade. Decorre do PODER EXTROVERSO, O qual se configura na possibilidade do Estado constituir, unilateralmente, obrigações para terceiros, extravasando seus próprios limites, tendo como principal característica a possibilidade de impor seus atos independentemente da concordância do particular.

    Autoexecutoriedade- A Administração Pública pode impor suas decisões, independentemente de provimento judicial.

    - A Autoexecutoriedade traz uma peculiaridade, que é a sua conceituação a partir da junção de duas outras características dos atos, que é a Exigibilidade + Executoriedade:

    · Exigibilidade: meios indiretos de coerção.

    Exemplo: Só consegue obter licenciamento, carro que não tenha multas pendentes.

    · Executoriedade: meios diretos de coerção.

    Exemplo: apreensão de mercadorias.

    Tipicidade

    - Por tipicidade entende que a atuação da Administração Pública somente se dá nos termos do tipo legal, como decorrência do anteriormente mencionado Princípio da Legalidade.

    ESPERO TER AJUDADO!

    Avante!!!

  • ATRIBUTOS: P-A-T-I

    presunção de legalidade e legitimidade

    autoexecutoriedade

    tipicidade

    imperatividade


ID
3291784
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Segundo o art. 37, § 6º, da Constituição Federal: “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. De acordo com essa norma, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Gab (A)

    a) perfeito! perceba que é necessário que o servidor esteja no exercício da função pública.

    b) é necessário que esteja no exercício de função pública.

    O Órgão público não tem nada a ver com o que seus servidores públicos ou altas autoridades da República fazem ou deixam de fazer fora do horário de trabalho, desde que seus comportamentos de índole estritamente privados não afetem ou tenham repercussão negativa onde estejam lotados. Por outro lado, comportamentos da vida privada não podem extrapolar o âmbito da sua vida pessoal, imiscuindo-se com as atribuições do seu cargo no qual se encontra investido.

    (Fonte Consultor jurídico)>

    C) Responsabilidade do servidor= Subjetiva

    Responsabilidade da administração= Objetiva

    D) Tanto em ato ilícito quanto lícito desde que no exercício da função pública.

    E) O próprio enunciado nos responde que não, rs, Não deixe o inimigo agir.

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • Letra A

    O Estado responderá objetivamente pelos atos dos seus agentes na atribuição de suas funções.

    Depois, o Estado cobrará dos seus agentes através de ação regressiva, respondendo o agente subjetivamente.

    OBS:

    Agente de fato -> O Estado responde -> Erro ou excepcionalidade da Adm Pública

    Usurpador de função -> O Estado não responde -> Crime

    "Que a Força esteja com você!" - Yoda

  • Teoria da culpa administrativa: leva em conta a falta do serviço, e não a culpa subjetiva do agente administrativo. Para que incorra a responsabilidade, faz-se necessário que a vítima sofra um dano e comprove a falta do serviço. Exige, também, uma culpa especial da Administração, que é denominada culpa administrativa. A falta de serviço se caracteriza pela sua inexistência, pelo seu mau funcionamento ou retardamento. Incorrendo qualquer dessas hipóteses, a culpa administrativa é presumida.

    Teoria do risco administrativo: baseia-se no risco que o Estado causa a seus administrados. A Administração tem obrigação de indenizar a vítima pelo ato danoso e injusto que lhe foi causado, não sendo necessário à vítima provar culpa dos agentes ou falta de serviço. Para que surja a responsabilidade, mister se faz que a vítima comprove que sofreu um dano e que ele é injusto. Porém, se comprovado pelo Poder Público que a vítima teve culpa, a indenização será amenizada ou excluída.

    Culpa exclusiva da vítima: O Estado não poderá ser responsabilizado.

    Culpa concorrente da vítima: Não haverá exclusão da responsabilidade do Estado, mas atenuação.

  • O ato do agente é imputado ao órgão a que ele pertence, mais precisamente à entidade.

    Por ex: atuação de um PRF é imputada à União, a quem caberá responder pelos danos causados decorrentes dessa atuação, assegurado o direito de regresso em face do servidor.

  • B) se o dano foi causado pelo agente público fora do exercício de sua função, o Estado igualmente responderá por ele.

    Para que o Estado seja responsabilizado objetiva pelos atos de seus agentes (teoria do órgão, imputação volitiva e princípio da impessoalidade), o agente deverá estar em exercício da função ou se valendo dela.

    C) o servidor público causador do ato ilícito passível de reparação responde objetivamente por sua conduta lesiva.

    O servidor irá responder em ação regressiva, após a condenação do Estado transitar em julgado e desde que o Estado demonstre que o servidor tenha agido com dolo ou culpa, logo a responsabilidade civil do servido público será do tipo subjetiva.

    D) o direito de regresso do Estado é assegurado contra o responsável pela lesão nos casos unicamente de ato ilícito doloso.

    Responsabilidade subjetiva do servidor, devendo o Estado, em ação de regresso, demonstrar DOLO ou CULPA do servidor para a prática do resultado danoso.

    E) as pessoas de direito privado não respondem objetivamente por eventuais danos enquanto prestam serviços públicos.

    As pessoas jurídicas de direito privado responderão OBJETIVAMENTE se estiverem presentado serviços públicos. Ex: Delegatárias de Serviço Público (concessão ou permissão).

  • A questão em tela versa sobre a disciplina de Direito Administrativo e o assunto inerente à Responsabilidade Civil do Estado.

    Analisando as alternativas

    Letra a) Esta alternativa está correta e é o gabarito em tela. De acordo com a Responsabilidade Civil Objetiva do Estado, a qual é tida como regra em nosso ordenamento jurídico, o Estado responderá pelo dano causado pelo agente público, quando este estiver exercendo a sua função oficial prevista em lei ou se valendo de tal função.

    Letra b) Esta alternativa está incorreta, pois, como explanado na alternativa "a", para que o Estado responda pelo dano causado pelo agente público, deve este estar no exercício de sua função ou se valendo dela.

    Letra c) Esta alternativa está incorreta, pois o agente público causador do dano responde de forma subjetiva por este, devendo ser comprovado o dolo ou a culpa do agente o qual gerou o dano. Ressalta-se que as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão de forma objetiva pelo dano causado por seus agentes públicos, independentemente de o dano ser lícito ou ilícito.

    Letra d) Esta alternativa está incorreta, pois o direito de regresso segue a Responsabilidade Civil Subjetiva, sendo assegurado contra o responsável pela lesão nos casos de dolo ou culpa. Nesse sentido, cabe destacar que a ação de regresso se trata da possiblidade na qual a pessoa jurídica pode ajuizar contra o agente público pertencente a esta e causador do dano os ressarcimentos feitos por tal pessoa jurídica.

    Letra e) Esta alternativa está incorreta, pois tanto as pessoas jurídicas de direito público quanto as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público responderão, via de regra, de forma objetiva pelos danos causados por seus agentes públicos.

    Gabarito: letra "a".

  • Vejamos cada opção:

    a) Certo:

    De fato, à luz do art. 37, §6º, da CRFB, está correto dizer que o Estado deve ser responsabilizado pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, ou seja, quando no exercício de função pública, vierem a causar a terceiros.

    b) Errado:

    Tratando-se de danos causados por agente público fora do exercício de suas funções, em atividade particular, não haverá dever de indenizar atribuível ao Estado, porquanto ausente estará a condição legal que exige que o agente atue nessa qualidade.

    c) Errado:

    Na realidade, a responsabilidade do servidor é subjetiva, uma vez que depende da presença de dolo ou culpa.

    d) Errado:

    Como expresso na norma constitucional, o direito de regresso pode ser exercido tanto nos casos de condutas dolosas quanto na hipótese de danos causados por comportamento meramente culposo.

    e) Errado:

    Pelo contrário, em se tratando de pessoas de direito privado prestadoras de serviços públicos, a regra da Constituição é clara ao abarcá-las pelo princípio da responsabilidade civil objetiva do Estado.


    Gabarito do professor: A

  • Previsão constitucional da responsabilidade civil do estado 

    Art 37.§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

    Responsabilidade civil do estado 

    Responsabilidade objetiva

    •Independe de dolo ou culpa, bastando que fique configurado o nexo causal daquela atividade com o objetivo atingido.

    Responsabilidade civil do servidor público 

    Responsabilidade subjetiva

    •O dever de indenizar se dará quando o causador de determinado ato ilícito atingir este resultado em razão do dolo ou da culpa em sua conduta

    Ação regressiva

    Responsabilidade subjetiva

    Responsabilidade objetiva (adotada)

    Conduta + nexo causal + dano 

    Responsabilidade subjetiva 

    Conduta + nexo causal + dano + dolo ou culpa

    Excludentes de responsabilidade civil do estado 

    •Culpa exclusiva da vítima 

    A ocorrência do evento danoso decorreu somente por parte da vítima

    Caso fortuito ou força maior 

    Situações imprevisíveis e inevitáveis

    Atenuantes de responsabilidade civil do estado

    •Culpa recíproca ou concorrente 

    O particular e o estado contribui para a ocorrência do evento danoso

    Teorias sobre a responsabilidade civil do estado 

    Teoria do risco administrativo (adotada em regra)

    Responsabilidade objetiva 

    •Admite excludentes e atenuantes de responsabilidade civil do estado 

    Teoria do risco integral 

    Responsabilidade objetiva 

    •Não admite excludentes e atenuantes de responsabilidade civil do estado 

    •Aplicada em danos de acidentes nucleares, danos ambientais e atentado terrorista a bordo de aeronave de matrícula brasileira.

    Teoria da culpa administrativa 

    Responsabilidade subjetiva 

    •Omissão estatal (danos decorrentes de omissão do Estado

    •Ocorre quando o estado é omisso quanto ao seu dever legal

    Omissão genérica - Subjetiva

    Omissão específica - Objetiva

    Evolução histórica da responsabilidade civil do estado 

    1 -Teoria da irresponsabilidade estatal

    2 -Teoria da responsabilidade civilista

    3 - Teoria da culpa do serviço

    4 - Teoria da responsabilidade civil objetiva (posição atual)

    Responsabilidade civil do estado por atos praticado por multidões

    Regra

    Não responde

    Exceção

    Responde quando o estado não adota as providências necessárias para evitar o confronto.

    Responsabilidade civil do estado por atos nucleares 

    Responsabilidade objetiva

    Responsabilidade civil do estado por atos legislativos 

    Regra

    Não responde

    Exceção

    Lei declarada inconstitucional

    •Lei de efeitos concretos

    •Omissões legislativas

    Responsabilidade civil do estado por atos judiciais 

    Regra

    Não responde

    Exceção

    Erro judiciário

    •Prisão além do tempo fixado na sentença 

    •Juiz agir com dolo ou fraude

    •Falta objetiva injustificada na prestação jurisdicional

    Pessoas jurídicas de direito privado:

    Prestadora de serviço público 

    Objetiva 

    Exploradora de atividade econômica 

    Subjetiva


ID
3291787
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Assinale a alternativa correta de acordo com a Lei nº 7.502/1990 (Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Belém).

Alternativas
Comentários
  • Art. 70 - A gratificação por produtividade será concedida ao funcionário que, no

    desempenho de suas atribuições, contribuir para o aprimoramento e incremento do serviço

    público, e em especial das atividades de arrecadação e fiscalização de tributos e outras

    rendas.

  • a) O funcionário terá direito, como prêmio de assiduidade e comportamento, à licença de oitenta dias (sessenta dias) em cada período de oito anos (três anos) de exercício ininterrupto em que não haja sofrido qualquer penalidade criminal. (Art. 111)

    b) a critério da administração, poderá ser concedida ao funcionário estável licença para trato de assuntos particulares, pelo prazo de até dois anos consecutivos, com remuneração parcial a ser definida no interesse da Administração (sem remuneração). (Art. 115)

    c) Ao funcionário público, é permitido (proibido) requerer ou promover a concessão de privilégios, garantias e juros ou outros favores semelhantes, federais, estaduais ou municipais, incluso (exceto) o de intervenção própria (Art. 145 XV)

    d) CORRETA (Art. 70)

    e) a responsabilidade administrativa não exime o funcionário da responsabilidade civil que no caso couber, e o pagamento de qualquer indenização não o exime de pena disciplinar em que incorrer, embora o exima da responsabilidade criminal. (não exime da responsabilidade criminal também). (Art. 147 parágrafo 1°)


ID
3291793
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Considerando o aplicativo de escritório LibreOffice Writer Versão 6, instalação padrão em português, assinale a alternativa que apresenta a tecla de atalho utilizada para formatar um texto selecionado como Sublinhado Duplo.

(Obs.: o caractere “+” foi utilizado apenas para interpretação).

Alternativas
Comentários
  • Gabarito A

    CTRL+Shift+Up ⇢ Para o início da tabela

    CTRL+B ⇢ Negrito

    CTRL+D ⇢Sublinhado Duplo

  • Ctrl + U --> sublinhar (underline)

    Ctrl + Shift + U --> sublinhar duplo

  • Ctrl + D = SUBLINHADO DUPLO

    Ctrl + U = SUBLINHADO SIMPLES

    Ctrl + Shift + U  = pelo menos aqui no meu LibreOffice não fez nada.

    GABARITO A

  • QUE QUESTÃO MALDOSA!! ¬¬

  • SUBLINHADO Duplo > Ctrl + D

  • CTRL + D = SUBLINHADO DUPLO

  • Questões assim provam que só quem passa é o que mais decora. Infelizmente.

  • Evitem associar atalhos do Writer com palavras portuguesas, eles têm como referência o inglês (assim como o Windows)

    Ctrl + D = Double Underline.

    Ctrl + B = Bold

  • Para fim de complementação:

    CTRL + M: Formatação padrão

    CTRL + Q: Sair do sistema

    CTRL + L: Formata o parágrafo para alinhar à esquerda

    CTRL + E: Formata o parágrafo para alinhar ao centro

    CTRL + R: Formata o parágrafo para alinhar à direita

    CTRL + J: Justificado

    CTRL + D: Sublinhado duplo

    CTRL + U: Sublinhado

    CTRL + S: salvar um documento através do editor de texto Writer do pacote BrOffice, via teclas de atalho.

    CTRL + Shift + S: (SALVAR COMO)

    CTRL + O: abrir um novo documento.

    CTRL + SHIFT+ B: Subscrito (MENU, FORMATAR, CARACTERE)

    CTRL + SHIFT + B: aplicar negrito. (MENU, FORMATAR, CARACTERE)

    CTRL + A: seleciona todo o texto.

    CTRL + ALT + N: inserir uma anotação nesse texto

    CTRL + N: Essa tecla de atalho é usado no sistema LibreOffice para abertura de um novo arquivo.

    CTRL + SHIFT + V: Colar especial.

    CTRL + SHIFT + O: É a tecla de atalho para visualizar a impressão de um documento.

  • RESPOSTA: A

    Ctrl + D => SUBLINHADO DUPLO

    Ctrl + Shift + U => NÃO TEM FUNÇÃO ESSA SEQUENCIA (Obs. A banca tentou te confundir aqui pois Ctrl + U é sublinhado simples)

    Ctrl + B => NEGRITO

    Ctrl + Alt + B => NÃO TEM FUNÇÃO ESSA SEQUENCIA

    Alt + Shift + seta para baixo => SELECIONA TODO TEXTO DE ONDE TIVER SEU CURSOR PARA CIMA.

  • Ctrl + D = SUBLINHADO DUPLO

    Ctrl + U = SUBLINHADO SIMPLES

    Ctrl + Shift + U = pelo menos aqui no meu LibreOffice não fez nada.

    CTRL + M: Formatação padrão

    CTRL + Q: Sair do sistema

    CTRL + L: Formata o parágrafo para alinhar à esquerda

    CTRL + E: Formata o parágrafo para alinhar ao centro

    CTRL + R: Formata o parágrafo para alinhar à direita

    CTRL + J: Justificado

    CTRL + D: Sublinhado duplo

    CTRL + U: Sublinhado

    CTRL + S: salvar um documento através do editor de texto Writer do pacote BrOffice, via teclas de atalho.

    CTRL + Shift + S: (SALVAR COMO)

    CTRL + O: abrir um novo documento.

    CTRL + SHIFT+ B: Subscrito (MENU, FORMATAR, CARACTERE)

    CTRL + SHIFT + B: aplicar negrito. (MENU, FORMATAR, CARACTERE)

    CTRL + A: seleciona todo o texto.

    CTRL + ALT + N: inserir uma anotação nesse texto

    CTRL + N: Essa tecla de atalho é usado no sistema LibreOffice para abertura de um novo arquivo.

    CTRL + SHIFT + V: Colar especial.

    CTRL + SHIFT + O: É a tecla de atalho para visualizar a impressão de um documento.

  • Ctrl+ D

    Wirter: Sublinhado duplo.

    Word: Caixa de diálogo Fonte

    Excel: Crtl+D, Copia e cola o conteúdo da célula de cima.

  • CTRL + U: Um sublinhado

    CTRL + D: Dois sublinhados

  • CTRL+D = Sublinhado Duplo


ID
3291796
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Assinale a alternativa que apresenta a mídia de armazenamento gravável que pode armazenar mais de 4Gb de dados.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C

    Como padrão, os DVDs possuem a capacidade de armazenar 4,7 GB de dados (capacidade nominal).

  • Creio que essa questão possui 2 respostas, porque o BLUERAY também armazena mais de 4 GB e é uma midia de armazenamento gravável.

  • BluRay pode sim ser gravável e regravável, porém a letra 'B' (BluRay) está incorreta porque, da forma como foi posta, faz menção apenas aos discos pré-gravados de fábrica, como BluRays de filmes e jogos comprados em lojas, por exemplo.

    Como a questão pede uma mídia de armazenamento gravável com capacidade acima de 4 GB, a alternativa estaria correta se estivesse da seguinte forma: BluRay-R.

    Exatamente por esse motivo que a letra 'C' (DVD-R) está correta. Se essa alternativa estivesse grafada apenas como ‘DVD' estaria incorreta.

    A nível de curiosidade, a versão regravável do BluRay é chamada de BluRay-RE.

    GABARITO: 'C'

  • Gabarito C

    DVD - R

    Foco, força e fé!

  • GABARITO: LETRA C

    Como padrão, os DVDs possuem a capacidade de armazenar 4,7 GB de dados (capacidade nominal), enquanto que um CD armazena, em média, 700 MB (cerca de 14,6 % da capacidade de um DVD). Os chamados DVDs dual-layer (de dupla camada) podem armazenar até 8,5 GB.

  • HDCD : High Definition Compatible Digital

  • Assertiva 2 corretas

    BluRay

    C

    DVD+R

  • PASSAR EM CONCURSO NÃO BASTA ESTUDAR, TEM QUE AGUENTAR AS BURRICES DOS "EXAMINADORES" DAS BANCAS. NÓS CONCURSEIROS SABEMOS MAIS COISAS QUE ELES!

  • BluRay armazena 50GB, mas para o examinador 50 é MENOR que 4. Parabéns.

  • Comentário do Diogo Santos sobre a questão.

    "BluRay pode sim ser gravável e regravável, porém a letra 'B' (BluRay) está incorreta porque, da forma como foi posta, faz menção apenas aos discos pré-gravados de fábrica, como BluRays de filmes e jogos comprados em lojas, por exemplo.

    Como a questão pede uma mídia de armazenamento gravável com capacidade acima de 4 GB, a alternativa estaria correta se estivesse da seguinte forma: BluRay-R.

    Exatamente por esse motivo que a letra 'C' (DVD-R) está correta. Se essa alternativa estivesse grafada apenas como ‘DVD' estaria incorreta.

    A nível de curiosidade, a versão regravável do BluRay é chamada de BluRay-RE.

    GABARITO: 'C'"

  • Pegadinha.

    Não está pedindo quantidade maior que 4GB e sim qual o dispositivo que é GRAVÁVEL.

    Portanto, apesar de sabermos que o Blue Ray tem maior capacidade que o CD e o DVD, ele não é o gabarito porque não é uma opção gravável.

    Estaria certo se tivesse a opção BluRay-RE e não BluRay apenas.

    Por isso, a única opção GRAVÁVEL é a DVD+R.

    DVD-R, só pode ser gravável apenas uma vez 

    DVD-RW pode ser gravável e regravável, você usa mais de uma vez.

    HDCD - High Definition Compatible Digital é um processo proprietário de codificação e decodificação de áudio NÃO TEM NADA A VER COM DISPOSITIVO GRAVÁVEL

    Bluetooth é um protocolo de comunicação, NADA A VER!

  • R - Read

    W - Writer

    DL - Dual-Layer

  • para ser regravável compreende também o gravável... como regravar sem que seja gravado antes??? tudo bem que há a diferença entre RW e R, mas pqp!!!

  • B) memórias óticas / mídias óticas – usam raio laser para ler e gravar os dados na mídia e permitem armazenar qualquer tipo de dados, não apenas músicas ou filmes.

     ·  CD (máximo de 700 MB – megabytes).

     Há três tipos de CDs:

    - CD-ROM: permite apenas a leitura de dados e já vem gravado de fábrica.

    - CD-R: também conhecido como CD gravável, permite a leitura e gravação de dados pelo usuário. Não permite gravar por cima de dados já gravados nele, por isso diz-se que só permite gravar uma única vez. Pode ser feita a multisessão, ou seja, várias gravações em um mesmo disco, enquanto houver espaço não gravado.

     - CD-RW: também conhecido como CD regravável, permite leitura, gravação e formatação do disco.

     ----------

    ·   DVD: originalmente usado para filmes, também comporta qualquer tipo de dados.

    Capacidade máxima de 4,7 GB (gigabytes) em camada simples, que é o formato padrão, ou ainda de 8,5 GB em camada dupla ou dual layer (DL).

     Há 4 (quatro) tipos de DVDs:

     − DVD-ROM: permite apenas a leitura dos dados e já vem gravado de fábrica.

     −DVD±R: é o disco gravável, que permite gravar os dados apenas uma vez no disco, não permitindo apagar os dados gravados (permite multisessão).

     − DVD±RW: é o disco regravável, que permite gravar, apagar e regravar os dados em um mesmo disco.

     - DVD-RAM: possuem trilhas concêntricas, como como os HDs. Tal característica permite que os dados sejam gravador aleatoriamente, por isso a sigla RAM (Ramdom Access Method – método de acesso aleatório). Para apagar um único arquivo, não é necessário formatar todo o disco, como ocorre nos tipos anteriores, pois o DVD-RAM permite apagar arquivos individualmente.

     ---------

    ·  Blu-Ray: é um disco voltado para áudios e vídeos de alta resolução (High Definition – HD, em inglês).

     Tem capacidade de 25 GB em camada simples ou 50 GB em dual layer.

     Permite armazenar os dados dos vídeos sem a necessidade de compressão, permitindo maior qualidade da imagem (diferentemente do DVD).

     Os principais tipos de Blu-Ray são:

     - Blu-Ray-Rom: Gravado de fábrica. Permite apenas leitura.

     - Blu-Ray-R: Gravável. Permite leitura e gravação, assim como no DVD-R.

     - Blu-Ray-RE: regravável. Permite leitura, gravação e formação do disco (apagar todos os dados).

     

    Fonte: resumo meu, PDF Gran Cursos.

  • LETRA C

    a) CD-RW: lê, grava, regrava e formata, capacidade: 700 MB

    b) Bluray: apenas leitura

    c) DVD+R: lê e grava, capacidade: 4,7 GB

    d) HDCD - High Definition Compatible Digital

    e) Bluetooth: cria conexão sem fio entre 2 dispositivos

  • CDs podem armazenar 700 MB de dados, DVDs 4.7 GB e 8.5GB (duas camadas) e discos Blu-Ray, podem armazenar 25GB, 50 GB e 100GB.

    Mídias R são as "Rewritable", ou seja, graváveis e podem ser usadas para salvar arquivos apenas uma vez. Já as RW são as Rewritable, o que significa que elas são regraváveis - ou em outras palavras, são capazes de salvar conteúdos infinitas vezes, como faz um pen drive, por exemplo. 

    letra B, está errada pelo o fato do nome ser Bluray, só pode ser isso.


ID
3291799
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Dado o Sistema operacional Microsoft Windows 7, instalação padrão em português, assinale a alternativa que descreve a função da ferramenta de Sistema “Limpeza de Disco”.

Alternativas
Comentários
  • Limpeza de Disco é uma ferramenta nativa do sistema operacional Windows que possibilita apagar todos os arquivos e diretórios desnecessários do computador.


ID
3291802
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Considerando os malwares conhecidos como Cavalos de troia (Trojan), assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E

    Cavalo de troia1, trojan ou trojan-horse, é um programa que, além de executar as funções para as quais foi aparentemente projetado, também executa outras funções, normalmente maliciosas, e sem o conhecimento do usuário.

    Exemplos de trojans são programas que você recebe ou obtém de sites na Internet e que parecem ser apenas cartões virtuais animados, álbuns de fotos, jogos e protetores de tela, entre outros. Estes programas, geralmente, consistem de um único arquivo e necessitam ser explicitamente executados para que sejam instalados no computador.

  • Só para complementar o comentário do colega Welder:

    (Quadrix - 2017 - CFO-DF - Técnico Administrativo) O Cavalo de Troia é um malware que, entre outras ações que desencadeia no computador, acessa os arquivos em drives locais e compartilhados e até mesmo age como um servidor.

    CERTO

    Trojan Destrutivo: altera/apaga arquivos e diretórios, formata o disco rígido e pode deixar o computador fora de operação

    Trojan Proxy: instala um servidor de proxy, possibilitando que o computador seja utilizado para navegação anônima e para envio de spam.

  • Gabarito: E

    Trojan ou trojan-horse, é um programa que, além de executar as funções para as quais foi aparentemente projetado, também executa outras funções, normalmente maliciosas, e sem o conhecimento do usuário.

  • O Trojan não se replica automaticamente. É preciso que o arquivo seja preparado como tal para que – após o arquivo ser necessariamente executado – a máquina torne se infectada. Eles trabalham com um modo de infecção que envolve despertar a curiosidade do usuário para que este o execute e comprometa o sistema.

    FONTE: Estratégia Concursos.

  • Exemplos de trojans são programas que você recebe ou obtém de sites na Internet e que parecem ser apenas cartões virtuais animados, álbuns de fotos, jogos e protetores de tela, entre outros. Estes programas, geralmente, consistem de um único arquivo e necessitam ser explicitamente executados para que sejam instalados no computador.

    fonte: cartilha de segurança

  • Assertiva E

    São exemplos de trojans programas que você recebe ou obtém de sites na Internet e que parecem ser apenas cartões virtuais animados, álbuns de fotos, jogos e protetores de tela, entre outros.

  • Há vários tipos de trojans como:

    trojan downloader

    trojan dropper

    trojan spy

    trojan destrutivo

    trojan banker

    trojan DoS

    trojan backdoor

    trojan clicker

    trojan proxy

    E, sim, o trojan precisa ser executado para se instalar no computador.

  • São exemplos de trojans programas que você recebe ou obtém de sites na Internet e que parecem ser apenas cartões virtuais animados, álbuns de fotos, jogos e protetores de tela, entre outros.

    Aqui está a chave para a resposta:

    Trojans parecem ser arquivos legítimos, mas que por trás trazem a destruição e o caos.

  • TROJAN OU CAVALO DE TRÓIA (OUTRAS QUESTÕES/COMENTÁRIOS QUE JÁ VI SOBRE ISSO TAMBÉM):

    Os vírus do tipo cavalo de Tróia, também conhecidos como trojans, podem ser instalados por outros vírus e programas, mas também podem infectar o ambiente por meio de links durante a navegação na Internet ou até mesmo por meio de e-mails falsos (phishing).

    Cavalos de Tróia são exemplos de vírus contidos em programas aparentemente inofensivos e sua ação danosa é mascarada pelas funcionalidades do hospedeiro.


ID
3303418
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

O terapeuta ocupacional, ao utilizar o teste Denver, pressupõe que o teste estará avaliando

Alternativas

ID
3303421
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

A prescrição de uma órtese para dedo em gafanhoto, por parte do terapeuta ocupacional, visa

Alternativas

ID
3303424
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

O sistema amplamente explorado pelos terapeutas ocupacionais na estimulação de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista, que é responsável pelo sentido de equilíbrio e orientação espacial, denomina-se

Alternativas

ID
3303427
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

De acordo com a legislação vigente acerca das brinquedotecas, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Necessitam de um profissional gestor do espaço que tenha a compreensão e a formação inerente ao perfil da clientela e do espaço criado.


ID
3303430
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

O terapeuta ocupacional se utiliza de testes para verificação do desenvolvimento adequado de bebês. O reflexo primitivo, o qual a partir da rotação da cabeça causa a extensão dos membros para o mesmo que rodou a cabeça, é denominado

Alternativas

ID
3303433
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Paciente adulto dependente de álcool foi encaminhado à emergência hospitalar em decorrência de estado confusional breve. Em relato de familiar que acompanha o paciente, é referido que ele está em abstinência há quatro dias. Com base nesses dados, o terapeuta ocupacional pode pressupor que se trata de um quadro de

Alternativas

ID
3303436
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Idoso de 71 anos aparenta estar gradativamente apresentando perdas cognitivas significativas. Encaminhado ao terapeuta ocupacional, este decide aplicar um teste para verificar e rastrear tais perdas. Com base nessas informações, o instrumento mais indicado para tal intervenção seria

Alternativas

ID
3303439
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Metodologia de trabalho em Terapia Ocupacional que aplica técnicas neuroevolutivas no tratamento de distúrbios posturais, de movimento e função, inibindo, assim, reflexos anormais e facilitando movimentos de modo adequado. Assinale a alternativa que apresenta tal método de intervenção.

Alternativas

ID
3303442
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

O terapeuta ocupacional, ao realizar um exame de percussão sobre o nervo para verificar possíveis formigamentos e irritação nervosa, estará aplicando um teste denominado

Alternativas

ID
3303445
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Criança de 09 anos recebe tratamento terapêutico ocupacional em virtude de comportamento observado nos espaços de convivência nos últimos oito meses, estando sempre argumentativo, agressivo e irritável, bem como com índole negativa e, por vezes, vingativa. Com base nessas informações, o terapeuta pressupõe que o quadro diagnóstico da criança seja

Alternativas

ID
3303448
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

O terapeuta ocupacional, ao receber um paciente cujo diagnóstico é Distimia, deverá traçar seu plano de intervenção visando minimizar

Alternativas

ID
3303451
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Tendo em vista que a estimulação cognitiva é um dos caminhos de tratamento da terapia ocupacional em pacientes idosos com demência e/ ou alzheimer, sabe-se que a memória declarativa permite o resgate de informações armazenadas. Assinale a alternativa que apresenta os dois tipos de memória declarativa.

Alternativas
Comentários
  • memória declarativa é a que nos permite expor através de palavras algo que lembramos, mas sempre recorrendo a evocação. Por exemplo, contar para um amigo como foi sua viagem de férias a tanto tempo planejada. A memória declarativa se subdivide em semântica e episódica.

  • E

    Episódica e semântica.


ID
3303454
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Paciente idosa de 67 anos foi encaminhada para Terapia Ocupacional após Acidente Vascular Cerebral. Observa-se, em prontuário, que após exames realizados a área atingida foi a dos gânglios da base. Considerando a afirmação anterior, o programa de tratamento da paciente buscará atender o comprometimento relacionado

Alternativas

ID
3303457
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Em relação às lesões de plexo braquial, assinale a alternativa que apresenta diminuição da funcionalidade na paralisia de Erb-Duchenne.

Alternativas

ID
3303460
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Terapeuta Ocupacional recebe para avaliação paciente adulto de 50 anos diagnosticado com Atrofia de Múltiplos Sistemas. Tendo por conhecimento o quadro diagnóstico, assinale a alternativa que NÃO apresenta sinais e sintomas que demandam intervenção terapêutica.

Alternativas

ID
3303463
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Considerando os tipos de paraplegias, assinale a alternativa que apresenta a paraplegia que acarreta hipertonia muscular.

Alternativas

ID
3303466
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

A capacidade de regular e, concomitantemente, organizar as respostas advindas da estimulação sensorial, de modo graduado ou adaptado, denomina-se

Alternativas

ID
3303469
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Se um paciente apresentar dificuldades na manutenção do equilíbrio e postura, no controle do tônus, no ajuste dos movimentos e na aprendizagem motora, pressupõe-se que o indivíduo possa apresentar, por doença,

Alternativas

ID
3303472
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

No desenvolvimento infantil e cognitivo, a evolução está intimamente ligada à necessidade da interação social, seja com as pessoas, seja com o contexto e ambiente. Essa afirmação refere-se a qual teoria de aprendizagem?

Alternativas

ID
3303475
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Ao utilizar um elastômero na reabilitação manual, o terapeuta ocupacional estará objetivando

Alternativas

ID
3303478
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Dentre os transtornos de personalidade na fase da adolescência, comumente os profissionais se deparam com um caracterizado por comportamento agressivo, autodestrutivo antissocial e com relatos de automutilação. Assinale a alternativa que corresponde aos sinais citados.

Alternativas

ID
3303481
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Ao corrigir a idade do bebê prematuro, o terapeuta ocupacional pode compreender fatores relacionados ao desenvolvimento do bebê como padrões motores e cognitivos. O cálculo para descobrir a idade gestacional corrigida leva em consideração quantas semanas como base?

Alternativas

ID
3303484
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

Sabotador, bode expiatório, porta-voz e líder são papéis desempenhados em terapia nos grupos

Alternativas

ID
3303487
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

O resultado das observações realizadas pelo terapeuta ocupacional no ambiente de trabalho, englobando espaços, maquinários, trabalhadores e demais fatores, que propõem melhorias no sistema de funcionamento, bem como ampliação dos resultados positivos, enquadra-se na

Alternativas
Comentários
  • Resposta: A


ID
3303490
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Belém - PA
Ano
2018
Provas
Disciplina
Terapia Ocupacional
Assuntos

O agrupamento de princípios, normas e deveres adotados por um determinado grupo de profissionais, tal como os de Terapia Ocupacional, define-se por

Alternativas