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Prova CETAP - 2019 - Prefeitura de Ananindeua - PA - Técnico Municipal - Administração Básica


ID
2979424
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Todas as afirmações são fiéis ao texto, com exceção de:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior. ===> Ou seja, o autor enxerga que o ECA está desatualizado.

    Força, guerreiros(as)!!

  • esse gabarito esta confuso

  • GABARITO: D

    Todas as afirmações são fiéis ao texto, com exceção de:

    (A)Há escolas preferindo expurgar temas a debatê-los. ( Certo )

    (B)Religiosos e professores têm visão mais realista dos jovens. ( certo )

    (C)O autor se preocupa com a recepção dos pais sobre seus livros.( certo )

    (D)O Estatuto da Criança e do Adolescente está atualizado com a postura dos jovens no cotidiano.( Errado , Gabarito)

    • Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente.

ID
2979427
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

A expressão idiomática não está explicada devidamente em:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

    E dei o serviço. Quase cai duro. (Vejo como a similaridade de "admitir que estava errado").

    Força, guerreiros(as)!!

  • (A) Quase caí duro - (Expressão de perplexidade). ( Correto )

    (B)Quebrou a cara - (Cometeu grave erro de avaliação). ( Correto )

    (C)E dei o serviço - (Empregou quem não tinha competência moral). (Errado )

    • nesse caso haveria extrapolação. pois não tem como aferir se a pessoa tinha o não competência moral pela simples leitura da frase.

    (D)Fundo do poço - (Chegar ao limite de uma fase negativa). ( Correto )


ID
2979430
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

O adjetivo não corresponde à locução adjetiva em:

Alternativas
Comentários
  • A resposta é B. O motivo: "do tema" e "termal" não têm relação.

  • GABARITO: LETRA B

    Ousadia do tema - Ousadia termal. (TERMAL ===> Que se relaciona com o calor; quente), observamos que não tem nada relacionado à ousadia do TEMA.

    Força, guerreiros(as)!!

  • Letra B

    Ousadia temática

    Termal tem a ver com temperatura quente calor -águas termais.

  • fiquei em dúvida na A)

  • GABARITO: B

    Tema: substantivo masculino; proposição, assunto que se quer desenvolver ou provar; texto que serve de base a um sermão; trecho dado pelo professor a um aluno para retroversão ou para servir de assunto a exercício escolar; aquilo sobre que se conversa ou se discorre; assunto, objeto.

    Termal: adjetivo de dois gêneros; quente; relativo a termas."estância t."; diz-se da água mineral cuja temperatura normal é superior a 25ºC.

    Ousadia: substantivo feminino; qualidade ou característica de ousado; arrojo, coragem.

    Fonte: Google (adaptado).

    "Não pare até que tenha terminado aquilo que começou". - Baltasar Gracián.

    Bons estudos!

  • Nas definições gramáticais locução adjetiva é uma expressão representada por mais de uma palavra que tem valor adjetivo.

    O lance é partir da ideia de que não se altere o valor semântico do adjetivo.

    A) Hora da verdade - Hora verdadeira.

    Fonte; Paschoalin & Spadoto.

    Sucesso, bons estudos, não desista!

  • Pegadinha


ID
2979433
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Sobre o excerto: "Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado.”, é inadequado afirmar:

Alternativas
Comentários
  • A contração de “de+o” não é possível, pois "o livro" é sujeito da segunda oração e sujeito NUNCA pode ser preposicionado.

     

    a) O sujeito da primeira oração é desinencial "(EU) comente sobre ...";

    c) O sujeito da segunda oração é “o livro”, sendo "livro" o núcleo do sujeito e "o" um adjunto adnominal;

    d) “pesado” é predicativo do sujeito que qualifica o termo "livro", que exerce função de núcleo do sujeito;

     

    Quem escolheu a busca não pode recusar a travessia - Guimarães Rosa

    ------------------- 

    Gabarito: B

  • GABARITO: LETRA B

    ===> regra primordial do sujeito: NÃO PODE SER PREPOSICIONADO

    "Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado.”

    "Comentei sobre o meu medo do e o livro ser pesado.” ===> notamos, então, que a substituição ocasionou erro, deixando o sujeito preposicionado.

    Força, guerreiros(as)!!

  • "Comentei sobre o meu medo"

    Observe que a desinência do verbo comentar indica a 1° pessoa do singular(EU) - EU COMENTEI.

    R= sujeito elíptico,oculto ou desinencial.

    Vingadores, avante!

  • Além disso quem tem medo tem medo DE alguma coisa, errei pensando que seria complemento nominal de medo, mas atente para a segunda oração "...o livro ser pesado" o sujeito não pode ser preposicionado, portanto tem que ser o e não do.

  • Para simplificar a análise troque a posição dos elementos: "Comentei sobre o meu medo de ser pesado o livro ”, e não "Comentei sobre o meu medo do ser pesado livro ”

  • Sobre a Alternativa: A

    O sujeito da primeira oração é desinencial. ( CERTO )

     excerto: "EU Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado.”

    1. Sujeito desinencial, implícito, subentendido ou oculto
    2. Sujeito desinencial é aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser identificado pela desinência do verbo.

ID
2979436
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Há emprego de antônimo em:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: Letra C

    atual:moderno/ contemporâneo

    provecto: adiantando/ progresso

    A Questão pediu antônimo (forma ou seja escrita é diferente e seu significado também é diferente ou seja o contrário. exemplo: MAL X bem

  • Quem diabos sabe o que é provecto?

    Atual: Presente

    Provecto: adiantado

  • Com certeza eu sei o que é PROVECTO..

    Obviamente rsrsrsrsr

  • Nunca que teórico é sinônimo de especulação.

  • se ñ fosse a net pra me dizer o q é provecto...

  • A MELHOR IDEIA ´WE IR POR ELIMINAÇÃO.

  • especulação sinônimo de teórico? KKKKKK

ID
2979439
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Walcyr Carrasco afirma no texto que suas obras não tematizam sobre:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos.  ===> Ou seja, não fala de sexualidade.

    Força, guerreiros(as)!!

  •  Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade.

  • não trata de sexualidade, mas trata de HIV quase eu erro, por causa do HIV ,mas transmitido pela seringa que a criança fala.

  • TOOP DEMAIS...

  • GABARITO: LETRA A

    ... muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora....

     Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade.

  • Excelente textão!


ID
2979442
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Ao redigir um texto, autores empregam elipses para evitar repetições. Este recurso foi empregado com a palavra________ em: “Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, (...)”. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    “Entre meus muitos livros, tenho um LIVRO que aborda a questão do crack, (...)”

    ===> temos aqui uma Zeugma, omissão de um termo expresso anteriormente (livro).

    Força, guerreiros(as)!!

  • GABARITO: LETRA D

    “Entre meus muitos livros, tenho um LIVRO que aborda a questão do crack, (...)”

    ===> temos aqui uma Zeugma, omissão de um termo expresso anteriormente (livro).

  • GABARITO: LETRA D

    zeugma caracteriza-se pela omissão de termos da oração sem que se prejudique o entendimento da mesma, dado que essa omissão ocorre num termo que já foi mencionado anteriormente. Através do contexto e dos restantes elementos gramaticais da oração, fica claramente subentendida a repetição do termo previamente referido.

    Sendo uma figura de linguagem, o zeugma é um recurso utilizado na linguagem oral e escrita que aumenta a expressividade da mensagem. A utilização do zeugma possibilita a não repetição, criando um discurso mais dinâmico.

    Exemplos de zeugma:

    -Eu estudei a obra de Machado de Assis; Mariana, de Jorge Amado.

    -Eu gosto de MPB; minha mãe, de música sertaneja.

    -Na primeira gaveta há folhas; na segunda, cadernos.

    FONTE: WWW.NORMACULTA.COM.BR


ID
2979445
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Analise o emprego do termo “porque” e indique a alternativa com uso adequado à norma.

Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.”

Alternativas
Comentários
  • alguém conseguiu encontrar alternativa correta para a questão?

  • A questão pediu para analisarmos onde o emprego dos porquês está aplicado adequadamente. Sendo a alternativa correta a letra B.

    Por quê- usado no final de frases interrogativas.

  • nenhuma alternativa me convenceu de uma resposta pois na letra b que é o gabarito(dado) deveria ser por quê

  • Também não vejo resposta correta. O uso do "porquê" deve ser antecipado por um artigo, e o uso do "por quê" se dá quando é possível substitui-lo por "por qual motivo" NO FINAL DA FRASE, sendo assim, a letra B está errada também, pois deveria ser "isso você quer saber, por quê?".

  • A questão está escrita de forma incorreta, busquei o PDF da prova oficial e vi que nela consta "por quê" e não "porquê" na alternativa B.

  • GABARITO: LETRA B

    ===> QC a questão está incorreta, de acordo com a original:

    b) Isso você quer saber, POR QUÊ?

    ===> equivalente a "por qual motivo", escrito no final de frase, perto de pontuação.

    Força, guerreiros(as)!!

  • O CERTO SERIA POR QUÊ? PARA SER JUNTO PORQUÊ NECESSITARIA DE UM ARTIGO ANTES COMO (O PORQUÊ)

  • Gabarito ''B''.

    Porque (junto) – usado para frases afirmativas (explicativas ou causais);

    Por que (separado) – em frases interrogativas ou quando pode ser substituído por “pelo qual” e suas variações;

    Por quê (separado e com acento) – no final de frase interrogativa.

    Porquê (junto e com acento) – quando for uma palavra substantivada.

    Estudar é o caminho para o sucesso.

  • GABARITO B

    RESUMO

    PORQUE - Já que, visto que, uma vez que

    PORQUÊ - substantivo, o motivo, a razão.

    POR QUÊ - seguido de pontuação.

    POR QUE - por que motivo/razão, pelos quais, pela qual

    bons estudos

  • Gabarito: B

    Por que → pergunta (por que você estuda?)

    Porque → resposta (estudo porque quero passar!)

    Por quê → fim de frase (vocês estudam por quê?)

    Porquê → substantivo (Eu sei o porquê da sua dedicação)

  • GABARITO::::::::b)

  • A questão é sobre o uso dos porquês e quer que assinalemos a alternativa em que o uso do "porque" está adequado à norma. Vejamos:

    A) Porque crianças se viciam em crack?

    Errado. O certo seria "POR QUE" = "por qual razão / motivo".

     .

    B) Isso você quer saber, por quê?

    Certo. "POR QUÊ" = "por qual razão / motivo" antes do ponto de interrogação.

     .

    C) O porque jamais revelarei.

    Errado. O certo seria "PORQUÊ" = substantivo com significado de "motivo / razão".

     .

    D) Já sei, porquê você é viciado, menino.

    Errado. O certo seria "PORQUE" = "pois", conjunção coordenativa explicativa

     .

    Uso dos porquês

    Por que: equivale a “por qual razão/motivo” ou “pelo qual” (e variações). Ex.: Por que você não resolve mais questões? / A rua por que passamos estava cheia de buracos.

    Por quê: vem antes de um ponto (final, interrogativo, exclamação) e continua com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”. É utilizado em perguntas no fim das frases Ex.: Vocês não se inscreveram por quê?

    Porque: conjunção com valor de “pois”, “uma vez que”... É utilizado em respostas. Ex.: Não fiz a prova porque não me senti preparada.

    Porquê: substantivo com significado de “motivo”, “razão”. Vem acompanhado de determinante: artigo, pronome, adjetivo ou numeral. Ex.: Gostaria de saber o porquê dessa resposta.

     .

    Gabarito: Letra B


ID
2979448
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Identifique a alternativa com paronímia:

Alternativas
Comentários
  • Letra C. Palavras que se "parecem" na grafia e na escrita.
  • Como assim!

    Grafia não é a mesma coisa de escrita?

  • Parônimos são palavras que possuem semelhanças no som e na grafia, porém se constituem de significados diferentes.

  • GABARITO: LETRA C

    ===> palavras parônimas são aquelas parecidas na escrita e no modo de falar, porém têm significados diferentes:

    descrição (detalhar algo) /discrição (ser discreto, sigiloso).

    Força, guerreiros(as)!!

  • PARONÍMIA;SEMELHANÇA DE NOMES.

    descrição - discrição.

  • Homônimos: são palavras que possuem a mesma pronúncia (às vezes, a mesma escrita) e significados distintos.

    ·     Homógrafas: são palavras iguais na grafia e diferentes na pronúncia

    ·     Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e diferentes na grafia

    ·     Perfeitas: são palavras iguais na grafia e iguais na pronúncia

    Parônimas são muito parecidas na pronúncia e na escrita, entretanto, possuem significados diferentes.

  • PARÔnimos=PAREcidas na pronuncia e na grafia!!

  • Parônimos são palavras que apresentam som e grafia parecidos, talkey pessoal?

    "Não pare até que tenha terminado aquilo que começou". - Baltasar Gracián.

    Bons estudos!

  • GB C

    PMGOO

  • GB C

    PMGOO

  • A) ANTONIMO ( PALAVRAS APOSTAS)

    B) SINONIMO

    C) PARONIMO ( GRAFIA E PRONUNCIA QUASE IGUALA)

    D) SINONIMO

  • GABARITO: LETRA C

    Parônimos ou palavras parônimas são palavras que são escritas de forma parecida e são pronunciadas de forma parecida, mas que apresentam significados diferentes. As relações de paronímia são estudadas pela semântica.

    Exemplos de parônimos:

    Absorver/absolver

    -Tentaremos absorver toda esta água com esponjas. (sorver)

    -Após confissão, o padre absolveu todos os fiéis de seus pecados. (inocentar)

    Aferir/auferir

    Realizaremos uma prova para aferir seus conhecimentos. (avaliar, cotejar)

    O empresário consegue sempre auferir lucros em seus investimentos. (obter)

    FONTE: WWW.NORMACULTA.COM.BR

  • Assertiva C

    descrição - discrição.

  • Parônimo: flagrante/ fragrante.


ID
2979451
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Leia a frase seguinte:

"-Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali.”

A outra possibilidade correta de concordância verbal seria: 

Alternativas
Comentários
  • "BOA PARTE das alunas SAI daqui no fim da tarde e VAI se prostituir, logo ali.”

    "Boa parte das ALUNAS SAEM daqui no fim da tarde e VÃO se prostituir, logo ali.”

     

    Quem escolheu a busca não pode recusar a travessia - Guimarães Rosa

    ------------------- 

    Gabarito: A

  • Esse é um caso de concordância com coletivos ou partitivos especificados: o verbo concorda com o núcleo do sujeito (parte) ou com o adjunto adnominal (das alunas).

  • GABARITO: LETRA A

    "-Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali.”

    ===> temos um “coletivo partitivo” o termo no plural (alunas) em associação com o núcleo do sujeito no singular que expressa quantidade (parte).

    Quando isso ocorre, a concordância pode ser feita tanto com o núcleo do sujeito e, então, ficará no singular quanto com o substantivo após o núcleo e, portanto, ficará no plural.

    ===> "-Boa parte das alunas SAEM daqui no fim da tarde e VÃO se prostituir, logo ali.”

    Força, guerreiros(as)!!

  • GAB.: A

    COLETIVO PARTITIVO

    O VERBO CONCORDA COM O NÚCLEO DO SUJEITO OU COM O TERMO ESPECIFICATIVO 

    "BOA PARTE DAS ALUNAS SAI DAQUI NO FIM DA TARDE E VAI SE PROSTITUIR, LOGO ALI." 

    PARTE--> NÚCLEO DO SUJEITO   OBS.: NÃO PODE SER PROCEDIDO DE PREPOSIÇÃO 

    DAS ALUNAS--> TERMO ESPECIFICATIVO 

  • Baaaa, essa é a típica questão que o cara que não estudou e o cara que se arrebentou de estudar vão acertar! f0da isso!

  • QUE FRASE PESADA KKKKK, O EXAMINADOR TÁ QUE TÁ KKKK

     

     

    VEJAMOS:

    A regra geral de concordância verbal é que o verbo deve concordar com o sujeito, em número (singular/plural) e pessoa (1a. , 2ª. ou 3ª. pessoa). Mas, como o uso da língua é muito amplo, existem algumas regras específicas.  Esse é o caso da concordância em orações em que há expressões partitivas, como “a maioria”, “a minoria”, “grande parte de”, “mais da metade”.

     

    Seguem exemplos de como podem ser conjugados os verbos:

     

    A maior parte dos colaboradores aderiu à greve. (singular)

    Mais da metade dos funcionários não compareceram à reunião (plural)

    Na primeira oração, o verbo está no singular; na segunda, está no plural. Vale ressaltar que ambas as frases estão corretas.

    A explicação para a ocorrência do verbo no singular ou no plural nesses casos é a seguinte: quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (“a maior parte”, “mais da metade”)  acompanhada de um especificador no plural (“dos colaboradores”, “dos funcionários”), o verbo pode ser conjugado das duas formas.

    :

    A menor parte dos participantes não gostou/gostaram do curso.

    Boa parte dos integrantes concorda/concordam com a política do grupo.

    Menos da metade dos monitores lembra/lembram daquela aluna.

    Mas há uma sutil diferença de sentido:

    a)    conjugar o verbo no singular, dá ênfase à noção de conjunto, de grupo (foco na expressão “a menor parte”, “boa parte”, “menos da metade”).

    b)    conjugar no plural, enfatizam-se aqueles que formam o grupo ( “participantes”, “integrantes”, “monitores”), ainda que esta seja a forma incomum de redigir esse tipo de oração.

    Como recomendação, dê preferência ao uso do verbo no singular quando redigir orações com expressões partitivas, por ser a mais usual. Mas saiba que tanto a versão no singular quanto no plural são aceitas gramaticalmente

  • GABARITO: Letra A

    Como temos expressão partitiva seguida de determinante: “boa parte das alunas”, podemos concordar com “parte” ou com “alunas”: "Boa parte das alunas saem daqui no fim da tarde e vão se prostituir, logo ali.”


ID
2979454
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Não analisa corretamente o fragmento:

"- O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim..."

Alternativas
Comentários
  • LEMBRANDO QUE A QUESTÃO QUER A ALTERNATIVA ERRADA!!!

    a) "O senhor está mentindo." dá uma ideia de continuidade, já "O senhor mente." dá uma ideia que não começou, nem terminou, que está acontecendo.

    b) A gente faz assim para quê? Para esterilizar uma seringa, ou seja, "para" é uma preposição que inicia um adjunto adverbial de finalidade do verbo "fazer".

    c) "A gente" se refere a terceira pessoa do plural, mas se conjuga com a terceira pessoa do singular. "Nós" se refere a terceira pessoa do plural e se conjuga na terceira pessoa do plural também.

    d) A gente faz como? Assim, assim, ou seja, "assim" é um advérbio que inicia um adjunto adverbial de modo do verbo "fazer".

  • Que doidera! Agora que eu fui entender o que significa esse "mente" da alternativa a.

  • que diabo de banca é essa!!!!!

  • Que P é essa???

  • O erro da letra D é caracterizar o "assim" como conjunção, quando na verdade se trata de um advérbio de modo.

  • Entendi foi nada. Expliquem melhor.

  • que pergunta mal formulada!!!

    quem nasceu primeiro o ovo ou a

    galinha???

    R) PAVÃO MISTERIOSO -_-

  • kkkkkkkkkkkk pavão misterioso!!!

  • Como assim a alternativa Correta "C" está errada?
  • Ao meu ver a alternativa A também tá errada, pelo seguinte motivo:

    Quando se fala "está mentindo" quer dizer que naquele momento ele está contando uma mentira.

    Já quando se fala "mente" quer dizer que ele é um mentiroso

  • Cara, essa CETAP me dá nos nervos, perdi a conta de quantas questões dessa banca com gabarito ambíguo já fiz. Com duas alternativas igualmente erradas ou duas igualmente certas. Os fatores sorte e chute nessa banca pesam, hein. Tomar no orifício cavernoso esses examinadores não querem não?

  • Muito mal formulada! sds VUNESP!

  • assim e uma conjuncao conclusiva, a pegadinha dessa questao esta no enunciado,pois eles pedem a que nao se analisa corretamente.

    GABARITO: D

  • Vamos pedir pra Arthur responder rsrs era pra ter como marcar as pessoas aqui no Q. Concursos

  • fiquei procurando de onde veio o "mente" da alternaiva A........... no mínimo malfeita essa questão. sinceramente.

  • Só não acho que a "D" está errada.

  • O cara aplicador estava chapado quando fez essa questão gente.

  • Acho que o examinador estava fazendo uso de alguma substância psicotrópica para elaborar uma questão dessa, só acho.

  • A questão quer a opção errada. O erro do gabarito é:

    D - A repetição da conjunção em “assim, assim” conota o detalhamento do processo de esterilização.

    sentido conotativo = algo figurado/metafórico

    sentido denotativo = originário ou sentido primário

  • questão mal feita! Devia ser anulada.
  • Nos faz assim! Ta certo CETAP lkkkkkkkkkk

  • Não consegui nem entender o comando dessa questão kkkk... banca fuleira!

  • Conota: sentido figurado.

    Denota: sentido real da coisa, como no dicionário.

    Pensei que fosse esse o erro da questão!?

  • Questão mal elaborada.

  • Essa banca vai dar trabalho na seap kkk

  • Pelo amor de DEUS! kkk que diabo é isso?

  • Assim = advérbio de modo


ID
2979457
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

A análise da função sintática do pronome está inadequada em:

Alternativas
Comentários
  • " ... eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa."]

                                      SUJ.                           VTD

     

    Quem escolheu a busca não pode recusar a travessia - Guimarães Rosa

    ------------------- 

    Gabarito: C

  • GABARITO: LETRA C

    "(...) ninguém naquela sala usasse a tal seringa (...)” / ninguém = adjunto adverbial.

    ===> perguntando ao verbo: quem usasse? NINGUÉM (encontramos o nosso SUJEITO) ===> classe gramatical (pronome indefinido).

    Força, guerreiros(as)!!

  • ninguém naquela sala usasse 

    -quem usa?

    R= Ninguém usa.

    Ninguém atua como sujeito simples do verbo usar.

    -A frase nominal "Naquela sala" atua como adjunto adverbial de lugar.

    Vingadores, avante!

  • Alguém me explica a B, pois pensei que fosse objeto indireto.:(

  • Alguém conseguiu entender a letra D ?

  • A)Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. Adj adnominal é um termo acessório de uma oração se você tirar a palavra meu não perde o sentido, portanto é adj. adnominal.

    B) pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas. O verbo pedir nessa frase e bitransitivo (VTD E VTI) quem pede pede alguma coisa a alguém. Como o "que" nessa frase é pronome relativo e está fazendo referencia a alunos e "aos alunos" é obj. indireto, logo o que funciona como objeto indireto. O sujeito dessa oração esta oculto Eu pedi. Além do que quem envia envia alguma coisa a alguém e o me se refere a mim (enviassem a mim) com há preposição o objeto é indireto.

    D) Isso me deu noção de limites. Da mesma forma da justificativa anterior o verbo dar nessa frase é bitransitivo, quem da da alguma coisa a alguém. Isso deu noção de limites a quem? a mim (me). Portanto o pronome oblíquo funciona como objeto indireto. Não pode ser sujeito porque o sujeito dessa oração é Isso. O que me deu noção de limites? isso


ID
2979460
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

A noção da preposição está incorreta em:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    “(...) entrevista com adolescentes” (semelhança).

    ===> correto seria: COMPANHIA, entrevista na companhia de adolescentes.

    Força, guerreiros(as)!!

  • Alternativa C

    Entrevista com adolescentes (companhia e não semelhança )

  • Gab: C

    Companhia e não semelhança.

  • A LETRA C NÃO TRÁS IDEIA DE SEMELHANÇA

    #PMBA2019

    FORÇA GUERREIROS

  • que prova foi essa?!

  • foi em são paulo?  não seria a preposição A ? não é vai a são paulo?  não é foi A algum lugar?

  • Discordo

    Como lidar com isso?” (modo).

    a preposição é o "com" e não tem sentido pelo simples motivo de ser uma preposição relacional exigida pelo verbo!!!

    o COMO é advérbio de MODO e não uma PREPOSIÇÃO!!!

  • " Foi em São Paulo" não traz a ideia de viajem, e sim de que algo ocorreu em São Paulo, se tira essa conclusão ao ler o texto, por isso é que a alternativa A não é item errado.

    No texto está:

    Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real.

    Ou seja:

    Foi em São Paulo que descobri a real. (ideia de luga)

  • O Arthur está em todas, parabéns e muito sucesso!!!

     


ID
2979463
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Leia o excerto seguinte e responda à questão a seguir.

“Um dia perguntei para uma freira se não se chocava com o tema.”


O “se”, neste excerto, é:

Alternativas
Comentários
  • Gab.B

  • A frase tem dois `SEs`. A questão deveria especifica a qual deles está se referindo...

  • GABARITO: LETRA B

    ===> pois bem, não sabemos qual "se" a questão quer (a banca foi sagaz), porém somente uma função é encontrada nas alternativas:

    “Um dia perguntei para uma freira se não se chocava com o tema.”

    ===> primeiro "se" ---> conjunção integrante: perguntei ISSO => se não se chocava com o tema.

    ===> segundo "se" ---> parte integrante do verbo: CHOCAR-SE (dessa forma, chegamos à nossa resposta, que só pode ser conjunção integrante).

    Força, guerreiros(as)!!

  • Esses concurseiros estão muito mal acostumados. Apesar de não especificar qual 'se', nas alternativas só há a correlação correta com um deles, na letra B, conjunção integrante com relação ao primeiro 'se'. O segundo 'se', NO MÁXIMO, poderia ficar uma dúvida entre pronome reflexivo e parte integrante do verbo pronominal, sendo a segunda opção a correta, mas não existe nenhuma alternativa com qualquer dessas opções. Se eu pegasse esse recurso, eu teria indeferido, pessoal tem preguiça de pensar, eu hein. Fiz essa prova com maior esmero pra fechar e vêm uns preguiçosos anular questão fácil. :x

  • A mina ainda vem defender a banca, putzzz. Vacilo da banca e azar de quem estudou por causa de uma falta de atenção em sublinhar o SE teve que anular. Erro formal, monique matias

  • gab.B


ID
2979466
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Leia o excerto seguinte e responda à questão a seguir.

“Um dia perguntei para uma freira se não se chocava com o tema.”


Quanto à predicação, o verbo “chocar” é:

Alternativas
Comentários
  • Socorrooooo!!
  • O verbo chocar é intransitivo

    EX.: Um dia eu perguntei a freira se ela não se chocou.

    Ex.: A mulher chocou-se. Eu me choquei. O homem se chocou.

    Observa-se que o verbo não necessita de um complemento para obter todo o sentido, logo é intransitivo.

    OBS: Para saber se um verbo é intransitivo, basta construir uma frase semelhante a esta e observar se o próprio verbo em si traz todo o sentido ou não.

    Por exemplo: o verbo preferir é V.T.D.I logo, se eu construir a seguinte frase: Eu preferi. Preferiu o quê? A mulher preferiu, o quê?

    Denota-se que o verbo precisa de um complemento para dar o sentido completo, ele sozinho (sem complemento) não é capaz de trazer sentido a frase.

  • Gerúndio: chocando
    Particípio passado: chocado
    Infinitivo: chocar

    Tipo de verbo: regular
    Transitividade: transitivo, intransitivo, transitivo, pronominal e intransitivo
    Separação silábica: cho-car

  • Verbo chocar tem sentido completo. O complemento indica circunstância.

    Gabarito:A

  • Pensei que o verbo ''chocar'' era verbo transitivo indireito, por causa da preposição ''com'' logo em seguida.

  • NO CONTEXTO APRESENTADO, o verbo "chocar" é transitivo INDIRETO. O engraçado que quem fala que é intransitivo não dá nem um pio sobre o que vem adiante (com o tema), os senhores poderiam me dizer de onde vem a preposição "com"? No aguardo. Parem de forçar a barra pra concordar com gabarito errado.

  • Ravi Pin, acredito que o gabarito esteja correto. Ela não se chocou no sentido de esbarrar/colidir, ela ficou chocada com o assunto.

    "Um dia perguntei para uma freira se não se chocava com o tema."

    Na minha opinião o verbo é intransitivo

    e "com o tema" é Adj. Adv. de assunto.

    Mas vou aguardar comentários de professores.

  • CHOCAR

    1. ~ (se) COM algo (estar em oposição; ser oposto a)

    _ O seu comportamento choca-se com as suas promessas.

    2. ~ (se) COM, CONTRA, EM algo (bater, colidir; ir de encontro a)

    _ O caminhão chocou-se com (contraem) um carro.

    Mas no contexto da questão, é Intransitivo!!!

    Gabarito A.

  • Ravi Pin, vê se tu concorda com meu pio.

    'Chocada' no contexto da questão está com sentido de 'abismada', 'impactada', 'estarrecida'.

    Você tem que se prender à semântica nas questões de regência, pois é o sentido do verbo que vai te dizer se ele foi usado com transitividade ou só com alguma circunstância.

    Exemplo, quantas vezes você já viu uma reportagem aterradora na TV e alguém perto de você falou 'Tô chocada, cara!', no sentido de 'Estou abismada/impactada.' Precisa de algum complemento pra você entender que essa pessoa ficou estarrecida? Não. Mas, pra facilitar o entendimento de quem não estava ali presente, a pessoa quando for falar sobre o ocorrido com outra pessoa pode circunstanciar a situação dizendo 'Cara, fiquei chocada com uma notícia que vi hoje.', nesse caso, ela só deu uma circunstância pra melhorar o entendimento do ouvinte, porém, o verbo em si continua sem necessidade de complementação pra ter sentido, 'com uma notícia' é mero adjunto adverbial, pra situar o ouvinte/leitor.

    Na assertiva "Um dia perguntei para uma freira se não se chocava com o tema", o autor apenas circunstanciou pro leitor o assunto/tema que a freira se chocava (ou não), logo 'com o tema' é tão somente um adjunto adverbial de assunto.

    Se o verbo estivesse com transitividade indireta, exigindo a preposição 'com', ele teria outro sentido, o sentido de 'chocar-se contra alguma coisa', 'esbarrar em algo/alguém', e, perceba que, de forma alguma esse sentido poderia ser usado na fala do autor, pois a freira não 'esbarrou/trombou' com o assunto, como se tivesse havido uma colisão entre eles, entende a semântica envolvida?

    Em questões de regência você tem que ver o sentido que se depreende no trecho, pois, a depender dele, a transitividade muda drasticamente. E, no caso dessa questão, o sentido nos diz que esse verbo não poderia estar sendo empregado com transitividade de forma alguma, visto que esse 'com' foi usado apenas para circunstanciar/situar.

    Repito, não se prenda ao verbo em si,mas ao seu sentido no contexto, só assim você consegue diferenciar uma preposição, exigida pela regência, de uma mera circunstância dada pelo autor.

    Espero ter ajudado. Abraços.

  • NÃO NECESSITA DE COMPLEMENTO POR SER INTRANSITIVO

    #PMBA2019

    FORÇA GUERREIROS

  • Verbo Intransitivo.

    Gab. A

     

    #CFOPM-BA 2019

    "Quando você arrumar briga no carnaval de Salvador, em 2020, eu estarei lá"

  • "Quando você estiver tomando um chocolate quente em PARIS, em 2020, eu estarei lá"

    ri ri ri ri

  • O verbo Chocar, no sentido de assustar, é VI pessoal.

    Porém, quando empregado é no sentido de "bater em algo" é VTI, regendo preposição com. (Imaginem vocês andando de boa na rua e, de repente, "dão de cara" com algo.)

    Ex.:

    O carro chocou-se com o poste. (VTI)

    O homem ficou chocado com os resultados obtidos. (VI)

    Gab.: A

  • Gostei muito Munique da sua explicação.

  • Essa questão me deixou chocado !

    E se fosse uma galinha?

    A galinha chocou o ovo.

    Não seria VTD?

    O enunciado nn deixou muito claro a que se referia.

  • O verbo é intransitivo e seguido de um adjunto adverbial. Os verbos intransitivos não demandam complementos verbais; entretanto, podem ser seguidos de adjunto, conforme o foi o verbo em tela.

    Letra A

  • Ótimo comentário da @Annalise Keating!

  • GABARITO ERRADO Verbete Atualizado   Verbete Original chocar A  A  A  A chocar1 (cho.car) v. 1. Ir de encontro; mover-se até chegar aonde está algo (objeto, corpo) e tocá-lo com força, atingi-lo com alguma energia ou violência, ger. produzindo ruído, ou algum estrago ou abalo físico, ou dor etc. [tr. + com, em : O trem descarrilou e chocou no muro: O menino chocou -se com a árvore: Dois aviões chocaram-se durante a exibição] 2. Provocar ou ter choque, abalo moral; causar ou sentir grande surpresa, ou impressão forte e inesparada, ger. de desconforto ou desagrado [td. ] [tr. + com ] 3. Restr. Causar ou sentir forte insatisfação, esp. reprovação, repulsa, aversão ou desconforto moral; ESCANDALIZAR(-SE); MELINDAR(-SE); OFENDER(-SE) [td. : algumas cenas chocaram a plateia] [tr. + com : A plateia chocou -se com algumas cenas da peça.A regência tr. é menos empregada do que a loc. ficar chocado com.] 4. Restr. Comover(-se) profunda e intensamente; causar ou sentir dor, tristeza misturados ou não a algum tipo de revolta [td. : A notícia do desastre chocou a todos] [tr. + com : O país chocou -se com as imagens do acidente.A regência tr. é pouco frequente, sendo mais comum, neste sentido, o uso da expr. ficar chocado com .] 5. Fig. Entrar em conflito, em contradição; ser incompatível [tr. + com : A proposta de lei choca -se com os princípios da democracia] [F.: choqu(e) + -ar 2. Hom./Par.: choco (fl.), choco (sm. e a.); choca(s) (fl.), choca(s) (sf.[pl.] e fem.[pl.] de choco); choque(s) (fl.), choque(s) (sm.[pl.]).] chocar2 (cho.car) 1. Cobrir (ovos) aquecendo-os com o corpo, para desenvolver-lhes o germe, até que o filhote de ave esteja pronto para nascer. [td. : A galinha está chocando os ovos] [int. : As galinhas estão chocando] 2. P.ext. Manter (ovo) aquecido artificialmente, para garantir o desenvolvimento do embrião até o nascimento (diz-se esp. de incubadora). [td. ] 3. Fig. Conceber e preparar longamente ou em segredo (plano, projeto etc.); maquinar ou preparar secretamente [td. : Ficou chocando a ideia de abrir um negócio.] 4. Bras. Fig. Esperar longamente, ger. sem sair do lugar ou sem fazer mais nada. [int. : Fiquei chocando na fila.] 5. Estragar-se, deteriorar-se, fermentar, esp. devido ao calor (diz-se de alimentos prontos para consumo) [int. : A geladeira quebrou e as comidas e bebidas ficaram chocando, no calor.] 6. Restr. Perder o gás, a efervescência (diz-se de bebida, esp. cerveja) [int. : A cerveja chocou.] 7. Pop. Chegar (o ovo) ao final do desenvolvimento do embrião, quando se quebra para o nascimento do filhote de ave [int. ] 8. Bras. N.E. Pop. Provocar ou sentir medo; fazer fugir ou fugir (de perigo ou ameaça); ACOVARDAR(-SE); AMEDRONTAR(-SE); INTIMIDAR(-SE) [td. : Suas ameaças não chocaram ninguém] [int. : O menino, assustado, chocou.] 9. Olhar para (algo ou alguém) como se o possuísse, ou com grande satisfação, prazer, cobiça [td. : Parou diante da vitrine, chocando a blusa e a calça.] [F.: choc(o) + -ar2. Par./Hom.: ver chocar1.]
  • Deus, sou eu de novo!


ID
2979469
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Identifique a alternativa em que o verbo, quando pronominal, muda de regência para transitivo indireto:

Alternativas
Comentários
  • ESQUECER e LEMBRAR

     

    VTD quando aparecem SEM pronome ex: “(...) esquecendo A própria infância (...)”

    VTI quando aparecem COM pronome ex: “(...) ME esquecendo DA própria infância (...)”

     

    ATENÇÃO: Quando o complemento for um verbo infinitivo, deve-se usar a forma pronominal.

     

    Quem escolheu a busca não pode recusar a travessia - Guimarães Rosa

    ------------------- 

    Gabarito: B

  • esquecer algo, esquecer-se de algo

    lembrar algo, lembrar-se de algo

  • GABARITO: LETRA B

    “(... )esquecendo a própria infância (...)” OU ===> quem esquece, esquece alguma coisa (temos um verbo transitivo direto, complemento sem preposição)

    “(... )esquecendo-SE DA própria infância (...)” ===> quem se esquece, esquece-se DE alguma coisa (temos um verbo transitivo indireto, sendo PRONOMINAL, complemento COM preposição "de+a=da")

    Força, guerreiros(as)!!

  • Edital verticalizado grátis: www.blog.organizeconcursos.com.br

  • Esquecendo-se da...

    Gabarito:B

  • quem esquece esquece algo VTD sem preposição,

    E QUANDO PRONOMINAL PRECISA DE PREPOSIÇÃO "DE" ,logo vira um VTI

    esquecer-se de algo

  • GABARITO B

    Verbo ESQUECER e LEMBRAR:

    Esquece-SE DE algo. [VTI] ou

    Esquece algo. [VTD]

    Lembra-SE DE algo. [VTI] ou

    Lembra algo. [VTD]

    bons estudos

  • LEMBRAR/ ESQUECER e RECORDAR 

    ex:

    Lembrei- me que= é verbo pronominal pois tem a presença do  pronome, logo VTI.

    Lembrei que= se retirar o "me" torna- se VTD.

     

  • Esquecer/Lembrar quando forem pronominais, serão VTI GABARITO B DE BOLA
  • Não seria a letra D pois já é O.I, e a questão pede quando MUDA para O.I, certo?

  • Questão básica de regência! Decorem:

    Verbos que dependem do pronome:

    Os verbos LEMBRAR e ESQUECER na sua forma pronominal são V.T.I., logo, exigem a preposição DE. Já quando estão na sua forma não pronominal, ou seja, não estão acompanhados com os pronomes (me, te, se, nos, vos) não exigem preposição.

    ESQUECER/LEMBRAR -> SEM pronome/ SEM preposição -> V.T.D.

    ESQUECER/LEMBRAR -> COM pronome/ COM preposição -> V.T.I.

    Bons estudos!

  • quem esquece esquece algo VTD sem preposição,

    E QUANDO PRONOMINAL PRECISA DE PREPOSIÇÃO "DE" ,logo vira um VTI

    esquecer-se de algo

  • São chamados de verbos pronominais os verbos que são conjugados juntamente com um pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, se). ... Assim, a conjugação pronominal ocorre quando o pronome oblíquo está relacionado com o pronome reto ou sujeito equivalente. Pode ser reflexiva ou recíproca.


ID
2979472
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

A alternativa em que a oração subordinada é sujeito:

Alternativas
Comentários
  •                                                                      "É POSSÍVEL /  REUTILIZAR UMA SERINGA?"

                                                                        Oração Principal   O.S. Substantiva Subjetiva

     

     

    Quem escolheu a busca não pode recusar a travessia - Guimarães Rosa

    ------------------- 

    Gabarito: A

  • Existem algumas formas de se achar o sujeito em oração su subjetiva. São elas: a) Verbos unipessoais (acontecer, constar, convir, importar, parecer, urgir, suceder) na oração principal. Exemplo: Urge que você volte aos estudos. Consta que você foi aprovada. b) Verbo de ligação + predicativo do sujeito. Exemplo: É necessário que eles façam o trabalho. É certo que você virá à reunião? c) Verbo transitivo direto na voz passiva sintética, na 3ª pessoa do singular (com o pronome “se” na função de partícula apassivadora). Exemplos: Sabe-se que João não ama Maria. Espera-se que você compareça à reunião. d) Verbo transitivo direto na voz passiva analítica. (verbo ser + particípio). Exemplos: Foi provado que ele era inocente.
  •  Oração.S. Substantiva Subjetiva (pode ser substituída por ISSO = SUJ.)

    “É possível reutilizar uma seringa?”

    É possível reutiliza Isso. o que? Uma Seringa (Sujeito)

  • Lógica para resolver:

    1º saber que as orações subordinadas podem ser substantivas (Conjunção) ou adjetivas(Pronomes relativos)

    As substantivas dividem-se em : objetivas diretas, subjetivas(Nosso caso), completivas nominais..

    2º direito ao ponto:

    a subjetiva pode ser identificada se vc não encontra o sujeito antes do que. ou antes do isso...

    pois estamos procurando uma subjetiva!

    (Não vou classificar todas para não ser muito extenso)

    vejamos ( Recomendo começar de baixo para cima para brincadeira ficar mais divertida!)

    A) “É possível reutilizar uma seringa?”

    o que é possível? ora bolas, reutilizar uma seringa!

    B) “A gente quer mostrar como realmente acontece.”

    A gente quer mostrar/ isso...

    C) “A diretora me revelou outras coisas de arrepiar.”

    A diretora me revelou/ isso..

    D)“Achava que seria um fracasso absoluto, (...)”.

    (Eu) Achava / isso que.....

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • NEM PRECISAVA IR NO TEXTO, BASTA ENCONTRAR UM VERBO DE LIGAÇÃO

    #PMBA2019

    FORÇA GUERREIROS

  • "isso" é possível.

  • É possível reutilizar uma seringa?

    O QUE é possível? Reutilizar uma seringa

    núcleo do sujeito: REUTILIZAR

    Sujeito oracional: Reutilizar uma seringa

    O NÚCLEO DO SUJEITO ORACIONAL É SEMPRE UM VERBO NA 3°PESSOA DO SINGULAR.

    Qualquer erro, já sabem né? PIRIRIN PIRIRIN LIGUEM PARA MIM.

  • Questão complicada

  • Na oração "É possível reutilizar uma seringa?" está na forma reduzida?

  • A questão pede para identificar uma oração subordinada que exerça o papel de sujeito, ou seja, uma oração subordinada substantiva subjetiva.

    Uma pequeno complemento:

    Orações subordinadas são aquelas que exercem uma função sintática em relação à oração principal, e que elas têm valor de , e advérbios. E, justamente por isso são classificadas como orações subordinadas substantivas, orações subordinadas adjetivas e orações subordinadas adverbiais.

    --> As orações subordinadas substantivas têm valor de substantivo e exercem a função sintática de sujeito (nosso caso), objeto direto, objeto indireto...

    Subjetiva: são orações que exercem a função de sujeito em relação à oração principal.

    Ex: Consta que as faturas do cartão de crédito já foram pagas.

    Fonte: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/oracoes-subordinadas

  • A)

    Oração subordinada é quando o sujeito ao invés de está no começo da frase, está no final...

    Oração: (é possível reutilizar )

    Sujeito: uma? ( seringa)


ID
2979475
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Leia o excerto seguinte:

“(...) porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não podem saber.”

Não substitui “segundo” sem alteração semântica:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    Porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não podem saber

    ===> a questão pede uma conjunção que NÃO substituí:

    ===> temos, em destaque, uma conjunção subordinativa conformativa, podendo ser substituída por: CONFORME, CONSOANTE, COMO; a conjunção QUANDO é subordinativa TEMPORAL, logo não substituí de forma adequada.

    Força, guerreiros(As)!!

  • Gabarito: D

    Traduzindo.....

    A alternativa pede uma conjunção que não seja conformativa.O "quando" é temporal.

  • quando = temporal

    gab. D

  • que ódio rapaz falta de atenção demais

ID
2979478
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

Em: “Eu só não entendo “só" é invariável, o que não ocorre em:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    “Eu não entendo" ===> advérbio, equivalente a somente, sendo invariável.

    A) Os pais______ não observam a realidade da vida. (alerta) ===> advérbio de modo, sendo invariável, pois advérbio é uma classe gramatical invariável.

    B) As freiras_________ , sem auxílio familiar, nada podem fazer pela menina, (só) ===> adjetivo, equivalente a sozinhas: as freiras SÓS (SOZINHAS) ===> variou, temos a nossa resposta.

    C) O escritor não escreve sobre sexo________com receio de represálias, (só) ===> SOMENTE = SÓ (invariável); SOMENTE com receio de represálias o escritor não escreve sobre sexo.

    D) Não venham achar que as crianças são________ingênuas. (bastante) ===> advérbio, modificando o adjetivo "ingênuas", logo sendo uma palavra invariável.

    Força, guerreiros(as)!!

  • Que redação ridícula
  • Os pais alerta não observam... aata, ta "serto"

  • quem não viu incorreto, dá oi?

  • Gab: B

    > Quando "só" tiver sentido de "sozinho" será variável;

    > As freiras sós (sozinhas) , sem auxílio familiar, nada podem fazer pela menina, (só)

  • Os pais alertA? Na minha opinião ficou ambíguo, já que "alerta" pode ser entendido como adjetivo de "pais".
  • As palavras Alerta, em anexo, menos, a sós : são invariáveis .

  • Aquele "alerta" não seria adjetivo? u.u'

  • Por mais que não soe bem na fala em algumas frases: a palavra alerta é invariável; não existe alertas nem alerto ou alertos. Com certeza você já sabe que também não existe "menas" , pois pronto, acontece a mesma coisa aqui!

    Casos especiais de concordância nominal:

    Conhecimento necessário

    Adjetivo= variável

    Advérbio= invariável

    "A sós" é uma expressão e é invariável

    com sentido de somente é advérbio (invariável)

    com sentido de sozinho é adjetivo (variável)

    Gabarito:B

  • As bancas estão substituindo questões por redações confusas...

  • Na verdade alerta aqui é adverbio porque está dizendo o modo de como os pais observam. Então os pais não observam alertamente a realidade da vida ou podemos dizer que a realidade da vida não é observada, alertamente, pelos pais . Lembrar que advérbio sempre se refere a um adjeitivo ou verbo ou outro advérbio. Portanto aqui "alerta" se refere ao modo de observar e por isso se refere a expressão "não observo" composta de um adverbio e um verbo implicando na invariação da palavra alerta. Cabe tambem dizer que vai depender do contexto pelo fato de que alerta pode estar no plural em alguns casos.

    https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/eles-estao-alertas-ou-alerta-alertando-sobre-as-diferencas.htm

  • Essa questão deveria ser anulada, pois na letra A "alerta" é variável, já que funciona como adjetivo. Se estiver errado, peço desculpas.


ID
2979481
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Hora da verdade.

            Criança sabe ou não de sexo? Com que idade? Não estou falando do que seria ideal, em termos educacionais, teóricos etc, etc. Mas do real. Informações sobre sexo variam i muito entre as classes sociais e locais de moradia. Escrevo livros infantojuvenis. Em certa época, muitos autores amigos achavam importante falar de sexo em seus livros. Eu não. Pelo simples fato, comentei com uma escritora amiga minha, que as crianças saberiam mais sobre sexo do que eu. Já soube de casos absurdos. Uma escola adotou um livro de um amigo para leitura paradidática. Em certa página, o casal de adolescentes descobria o sexo. Alguns pais fizeram escândalo. A solução da escola foi arrancar a página específica e queimar! Muitos adultos pensam, esquecendo a própria infância, que a criança é um anjinho ingênuo e intocável, a quem as informações jamais devem ser oferecidas, Nossa, quanta bobagem! Entre meus muitos livros, tenho um que aborda a questão do crack, Vida de Droga. A personagem é uma adolescente que se vicia. Escrevi a partir de entrevistas com adolescentes. Achava que seria um : fracasso absoluto, devido à ousadia do tema. Para minha surpresa, logo após o lançamento, fui chamado para dar muitas palestras em escolas religiosas. Um dia perguntei para uma : freira se não se chocava com o tema. 

            - A gente quer mostrar como realmente acontece. O fundo do poço! Para evitar o vício - disse ela.

            Achei interessante. Mas foi em um colégio público, na periferia de São Paulo, que descobri a real. Dei uma palestra e,  em seguida, assisti à dramatização de meu livro, feita pelos  próprios alunos. Para minha surpresa, havia cachimbos em cena ; e uma descrição do uso de crack absolutamente completa! No intervalo, falei com a diretora e com os professores. Comentei sobre o meu medo de o livro ser pesado. A diretora apontou a janela.

             - Está vendo aquela esquina? Atravessando a rua?

            Concordei.

            - Boa parte das alunas sai daqui no fim da tarde e vai se prostituir, logo ali. 

            Eu todo cheio de dedos. A diretora me revelou outras coisas de arrepiar

            - Pegamos uma aluna com seis garotos. Chamamos a família. Mas...como lidar com isso?

            Eu já quebrei a cara em palestra. Tenho outro livro, A corrente da vida, que fala sobre a contaminação do HIV entre jovens. Fui a uma cidade próxima a São Paulo. Terminada a palestra em que falo sobre os riscos-nessas ocasiões, sou bem professoral-, pedi aos alunos que me enviassem perguntas escritas e anônimas, para que cada um se sentisse a vontade para perguntar o que quisesse. Lá pelas tantas veio: “É possível reutilizar uma seringa?” 

            Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. Respondi: 

            - Nunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

            Sinceramente, eu só queria que ninguém naquela sala usasse a tal seringa... Um garoto de no máximo 11 anos ergue a mão. 

            - O senhor está mentindo. Para esterilizar uma seringa, a gente faz assim, assim.... 

            E dei o serviço. Quase cai duro.

            Meus livros abordam temas atuais, mas não em torno da sexualidade. Vi amigos despencar nas vendas porque pais reclamam de situações que, segundo dizem, os filhos não' podem saber. Na televisão e em todo meio de comunicação, a mesma pressão. Até na propaganda. Proíbem-se anúncios e comerciais para crianças, para não criar desejos que redundem em frustrações se o pai não puder comprar. Fui um menino pobre, tive muitos desejos que meus pais não puderam satisfazer. Isso me deu noção de limites. Não um sofrimento atroz, a não ser por um cavalo branco, que eu desejava ter no quintal. Foram anos de brigas como Papai Noel, que nunca trazia o tal cavalo.

            Eu vejo argumentos de educadores e penso onde é que eles estão, num país em que adolescentes têm seu primeiro filho aos 12,13 anos? E onde o problema já é evitar o segundo? Onde as drogas correm solto nas praias, escolas? Vamos continuar fingindo que nada disso existe ....Que a criança é um anjinho de procissão? 

            Penso que está na hora de rever o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rever situações que satisfazem aos adultos aos teóricos, mas não resolvem as questões básicas. Penso que aulas de educação sexual, com valores, jamais poderiam ser abolidas, porque ou a criança já sabe ou vai saber de um jeito pior.

            Eu só não entendo como os teóricos de educação e tantos pais podem ser tão inocentes - enquanto para crianças e adolescentes basta abrir a internet e fazer o diabo. 

Walcyr Carrasco é jornalista, autor de livros peças teatrais e novelas de televisão. Época, 26/01/2018.

"Nunca se pode reutilizar uma seringa (...)”, o pronome está em próclise:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    "Nunca se pode reutilizar uma seringa (...)”, o pronome está em próclise:

     Olhei para aqueles rostinhos, entre 10 e 12 anos. E me senti no papel de moralizar. RespondiNunca se pode reutilizar uma seringa, porque há risco de contaminação.

    ===> advérbio de negação é fator atrativo do pronome, logo deve ocorrer a próclise, além disso, temos um advérbio que modifica o verbo "respondei."

    Força, guerreiros(as)!!

  • Arthur, não seria advérbio com valor temporal?

    À luz do (DT), nunca e jamais devem ser classificados como advérbios de predicado com valor temporal, à semelhança de recentemente, que ocorre num exemplo apresentado no verbete respeitante a essa classe de advérbios: «[...] Os rapazes chegaram recentemente. — Valor temporal»

    Conforme se pode ler nesse verbete, o advérbio de predicado é um «[a]dvérbio com diferentes valores semânticos [...], que ocorre internamente ao grupo verbal, quer com função de complemento oblíquo, quer como modificador do grupo verbal (e, mais raramente, como predicativo do sujeito), podendo ser afectado pela negação [...] ou por estruturas interrogativas [...].»

    Dado que a estes advérbios se podem associar diferentes valores semânticos, é possível identificar um subgrupo caracterizado por possuir valor temporal — é o caso do já mencionado recentemente, ao qual cabe aqui juntar sempre, nunca e jamais.

    Assinale-se igualmente que a classificação de nunca e jamais como advérbios com valor temporal encontra paralelo em manuais e gramáticas de português anteriores ao aparecimento do DT, salvaguardadas certas diferenças terminológicas. Por exemplo, Paul Teyssier, no Manual de Língua Portuguesa (Portugal- Brasil) (Coimbra, Coimbra Editora, 1989, pág. 328) assinala a oposição entre sempre, por um lado, e nunca e jamais, por outro, mas inclui estes três advérbios nos advérbios de tempo. Também Celso Cunha e Lindley Cintra, na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1984, pág. 539), integram nunca e jamais nos advérbios de tempo, uma das várias "espécies" de advérbios que esses gramáticos distinguem, seguindo a e a (NGP 1967). Mais recentemente, João Costa e Ana Costa, em O que é um Advérbio (Lisboa, Edições Colibri, 2001, pág. 56), listam nunca e jamais entre os advérbios de tempo.

    Voltando ao DT, é de assinalar que nunca e jamais não são advérbios de negação, como se esclarece em nota ao verbete correspondente à entrada Advérbio de negação (secção B 3.1. Classe Aberta de Palavras):

    Os advérbios nunca e jamais, apesar de serem palavras negativas, não são advérbios de negação, uma vez que, em frases como "Eu não estive lá nunca", "nunca" não é a palavra responsável pelo valor afirmativo ou negativo da frase. Comportam-se, assim, como palavras que, excepto em posição pré-verbal, precisam de co-ocorrer com um advérbio de negação.

    FONTE: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-classificacao-das-palavras-nunca-e-jamais-dicionario-terminologico-portugal/28917

  • O Advérbio é uma classe atrativa para o uso obrigatório de PRÓCLISE. Nunca=Advérbio denotando uma circunstância temporal.

  • Gab: Errado, O Advérbio Nunca é fator atratitvo de próclise.
  • Corroborando o comentário da colega abaixo...

    Ela quis dizer que a expressão "NUNCA" é fator atrativo de próclise... assim como não, jamais...

    A frase ficou ambígua, denotando que "advérbio nunca será fator atrativo de próclise"! PELO MENOS PRA MIM FICOU AMBIGUO... faço a correção pensando em vocês companheiros...

    Abraços...

  • Gab: A

    São fatores atrativos de próclise:

    > Advérbios;

    > Conjunções integrantes;

    > Palavras negativas;

  • esse enunciado de merda, todo mundo sabe que NUNCA é atrativo, eu heim

  • VAMOS LÁ, VOU TENTAR EXPLICAR ISSO.

     

    Nunca  "se" pode reutilizar uma seringa

     

     

     

    De acordo com Fernando Pestana e outros renomados  gramáticos da nossa tão linda "LÍNGUA PORTUGUESA" falam o seguinte:

     

    Quando temos uma palavra com sentido NEGATIVO mais um PRONOME e uma LOCUÇÃO VERBAL COM O VERBO PRINCIPAL NO INFINITIVO o PRONOME tanto pode ficar ANTES DA LOCUÇÃO VERBAL "PRÓCLISE" COMO DEPOIS DELA "ÊNCLISE". CABE TAMBÉM UMA TERCEIRA HIPÓTESE, DE ACORDO COM "EVANILDO BECHARA, O PRONOME TAMBÉM PODE FICAR DEPOIS DO VERBO AUXILIAR.

     

    EXEMPLO NA QUESTÃO 

     

    1°- Nunca "se" pode reutilizar uma seringa.

     

    2° - Nunca  pode reutilizar-se uma seringa

     

    3° - Nunca pode-se reutilizar uma seringa

     

     

    Qualquer erro, avise-me. Obrigado pela oportunidade.

     

    #ATÉPASSAR.

  • concurseiro alfa, nunca é um adverbio, atrativo de próclise. Logo o pronome perde a possibilidade de ficar no meio da locução

  • "FÁBIO NUNES"  mesmo com palavra atrativa, de acordo com alguns gramáticos, cabe sim essa possibilidade. Veja: 

    Prof. Fernando Pestana

     

     Quando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou um gerúndio:

     

    a) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar (com hífen), antes do principal (sem hífen) ou depois do verbo principal (com hífen)

     

    Ex.: Devo-lhe/Devo lhe esclarecer o ocorrido ou Devo esclarecer-lhe o ocorrido. / Estavam-me/Estavam me chamando pelo rádio ou Estavam chamando-me pelo rádio.

     

    Obs.: O hífen que liga o verbo auxiliar ao POA é facultativo.

     

    b) Havendo palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

     

    Ex.: Não posso esclarecer-lhe o ocorrido ou Não lhe posso esclarecer mais nada. / Estavam chamando-me ou Não me estavam chamando.

     

    Obs.: Os casos facultativos 3 e 4 permitem 3 co locações pronominais com as locuções verbais:

     

    EX-  Ele te vai xingar muito ou Ele vai(-)te xingar muito ou Ele vai xingar-te muito.

     

    Os gramáticos Domingos Paschoal Cegalla e José Carlos de Azere do dizem ser possível a colocação do pronome entre os verbos da locução verbal, mesmo com palavra atrativa antes:

     

    Ex.: Não me estavam chamando ou Não estavam me chamando ou Não estavam chamando-me.

     

    Última OBS.: Por motivo de eufonia, e limina-se o 's' final dos verbos na 1ª pessoa do plural seguidos do pronome 'nos': Inscrevemos + nos no curso =

    Inscrevemo-nos no curso; Conservamos + nos jovens = Conservamo-nos jovens

  • caramba errei duas vezes, B

  • Dica da Prof do AlfaCon - verbo no infinitivo pode tudo!

    logo a frase poderia ser reescrita de varias formas:

    Nunca se pode reutilizar uma seringa - próclise c verbo auxiliar

    Nunca pode-se reutilizar uma seringa - ênclise c verbo auxiliar

    Nunca pode se reutilizar uma seringa - próclise c verbo principal

    Nunca pode reutilizar-se uma seringa - ênclise c verbo principal

  • Fui poie eliminação, PRONOME NUNCA INICIA ORAÇÃO

  • Advérbios modificam verbos, adjetivos ou outros advérbios. No caso, está modificando um verbo.

    .

    Como se sabe, advérbio atrai o pronome.

    .

    Ex.:

    "Sempre me disseram (...)" [advérbio de tempo]

    "Hoje lhe contaram (...)" [advérbio de tempo]

    "Aqui se estuda (...)" [advérbio de lugar]

    Mas atenção! Se houver pausa, não se usa próclise. Ex.: "Aqui, estuda-se (...)"

    ----------

    "Nunca se pode reutilizar uma seringa (...)” [advérbio de negação]. Acredito que seja de negação pelo contexto.

  • O ADVERBIO CONCORDA COM VERBO ADVERBIO E ADJETIVO

    NESSE CASO O ADVERBIO CONCORDA COM O VERBO!! ENTAO ELE ATRAI O PRONOME PARA A PRÓCLISE!

    E NUNCA É ADVERBIO DE NEGAÇÃO PESSOAL ELE NAO É PRONOME COISA NENHUMA

  • a)pelo verbo estar modificado diretamente pelo advérbio. gabarito

    b)pela oração ser iniciada por pronome indefinido. Nunca não é indefinido, tem relação de tempo e sentido definitivo; indefinido é algum, alguém, ninguém, fulano, cada, certo(a), qualquer, vários, tudo, nada.

    c)pela oração ser subordinada e iniciada por pronome. Nunca é advérbio.

     Nunca se pode reutilizar uma seringa (oração principal), porque há risco de contaminação(oração subordinada causal).

    d)pela oração ser exclamativa iniciada por pronome.Não tem "!"

  • a) Pelo verbo estar modificado diretamente pelo advérbio.

    "Nunca se pode reutilizar uma seringa (...)”. (advérbio de negação.)

    A próclise será de rigor - Quando antes do verbo houver, na oração, palavras que possam atrair o pronome átono. Tais palavras são principalmente: as de sentido negativo, os pronomes relativos, as conjunções subordinativas, certos advérbios, os pronomes indefinidos, a palavra só, no sentido de apenas, somente, e as conjunções coordenativas alternativas.

  • PPMG/2022. A vitória está chegando!!


ID
2979484
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Apliquei R$ 20.000,00 a Juros Compostos de 3% ao mês. Qual será meu montante ao final de 10 meses?


Dados (1,03)¹º = 1,34.

Alternativas
Comentários
  • Essa foi mamão com açúcar!!!

    M=c(1+i)^n

    M = 20.000 X 1,34 = 26.800,00

     

    Mole, mole!!!

  • ESSA BANCA E OTIMA

  • M = C*F^t

    M = montante

    C = capital

    Fator = 100% + i%, no caso do exercício é 100%+3% = 103, agora você volta duas casas. 1,03.

    M = 20.000*1,03^10

    M = 20.000*1,34

    Vou ensinar para vocês um Bizú que aprendi, o zero não gosta das virgulas então ele empurra ela. rsrsr

    M = 20.000*1,34

    M = 200*134

    Agora vamos usar o principio do quebra quebra. Você quebra a conta para facilitar a sua vida, pois sabemos que nas provas de concurso não se usa calculadora e essas contas são bem chatinhas na mão, contudo com o quebra quebra vocês não vão ter dificuldades...

    Quem é 200*134

    200*100= 20.000

    +

    200*30= 6.000

    +

    200*4 = 800

    Agora é só somar tudo 20.000+6.000+800 = 26.800

    Espero ter ajudado

    Qualquer erro avise

    Força concurseiros

    Até aprovação....

    Fonte: Aulas do matemática pra passar

  • 20,000 * 1,34 = 26,800

  • Dados da questão:


    C = 20.000,00

    i = 3% a.m. = 0,03

    n = 10 meses


    Usando a fórmula para montante na capitalização composta, teremos:

    M = C*(1 + i)^n

    M = 20.000*(1 + 0,03)^10

    M = 20.000*(1,03)^10

    Sabendo que (1,03)¹º = 1,34

    M = 20.000*1,34

    M = 26.800,00


    Gabarito do professor: Letra “B".
  • Fez jus ao termo '' de cara pro gol '' kkk

  • GAB B

     

    C = 20.000

    i = 3% a.m. → 0,03

    M = ?

    T = 10 meses

     

    M = 20.000 x (1 + 0,03) ¹º → Lembrando que a questão deu essa informação = 1,34

    M = 20.000 x 1,34

    M = 26.800,00


    Importante para essa questão é fixar a fórmula na capitalização composta mesmo que a questão facilite:

    M = C x (1 + i) ^n

  • "Dados (1,03)¹º = 1,34"

    20.000 * 134/100 (dividindo por 100 para retirar as virgulas)

    M: R$26,800

    GAB B


ID
2979487
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Comprei um terreno em 20 prestações mensais calculadas em Progressão Aritmética: (1º mês = R$ 500,00), (2° mês = R$ 550,00), (3° mês R$ = 600,00)...

Qual será o valor da vigésima prestação?

Alternativas
Comentários
  • Termo geral de uma P.A: an = a1 + (n-1).r Sendo que a1 = 500, n = 20, r = 50

    a20 = 500 + (20-1).50

    a20 = 500 + 19.50

    a20 = 500 + 950

    a20 = 1.450

  • LETRA D

    A1 = 500

    R = 50 (R é a razão, a cada mês há um aumento de 50 reais)

    A20 = A1 + 19 . R (20 - 1 = 19, qualquer termo é o A1 + 1 a menos do termo)

    A20 = 500 + 19 . 50

    A20 = 500 + 950

    A20 = 1.450

  • FÓMULA DO TERMO GERAL

    AN=A1+(N-1).R

    20=500+(20-1).50

    20=500+19.50

    20=500+950

    20=1.450

  • An = a1 + (n-1) . r

    a20 = 500 + 19 . 50

    a20= 1.450 (D)

  • (500, 550, 600, ...)

    A1 = 500

    R = 50

    A20: ?

     Para descobrir o valor de A20, utilizaremos a fórmula do termo geral:

     An= A1 + n ( n - 1 ). r

    Sendo assim: 

    A20 = 500 + (20-1) . 50

    A20 = 500 + 19 . 50

    A20 = 500 + 950

    A20 = 1450

    GABARITO: LETRA D


ID
2979490
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Comprei um terreno em 20 prestações mensais calculadas em Progressão Aritmética: (1º mês = R$ 500,00), (2° mês = R$ 550,00), (3° mês R$ = 600,00)...

Qual é o valor total do terreno?

Alternativas
Comentários
  • Termo geral de uma P.A: an = a1 + (n-1).r Sendo que a1 = 500, n = 20, r = 50

    a20 = 500 + (20-1).50

    a20 = 500 + 19.50

    a20 = 500 + 950

    a20 = 1.450

    Soma dos termos de uma P.A: Sn = (a1+an).n/2

    S20 = (a1+a20).20/2

    S20 = (500+1450).20/2

    S20 = 1950.10

    S20 = 19.500

  • (500, 550, 600, ...)

    A1 = 500

    R = 50

    Para encontrar a soma dos 20 termos, precisaremos da seguinte fórmula: ( A1 + An) . n / 2, na qual, o termo An representa o último termo, que ainda precisamos descobrir. Para descobrir o valor de An, utilizaremos a fórmula do termo geral: An= A1 + n ( n - 1 ). r

    Sendo assim: A20 = 500 + (20-1) . 50

    A20 = 500 + 19 . 50

    A20 = 500 + 950

    A20 = 1450

    Em seguida, colocaremos na fórmula da soma dos termos: Sn = (500 + 1450) . 20 / 2

    Sn = 1950 . 20 / 2

    Sn = 39000 / 2

    Sn = 19500

    GABARITO: LETRA A

  • (A)

    Outra forma de resolver essa progressão é fazer no braço

    500

    550

    600

    650

    700

    750

    800

    850

    900

    950

    1000

    1050

    1100

    1150

    1200

    1250

    1300

    1350

    1400

    1450

    ---------------

    R$19.500,00

  • Já sabemos que o valor da prestação é de 1450,00 reais por mês...

    Caso a questão não pedisse valor por progressão, poderíamos multiplicar 1450 vezes os 20 meses, mas calculando por progressão como a questão pede, o valor de 1450,00 em 20 meses dá um total de 19.500,00.

    Resposta: letra (A)


ID
2979493
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Em uma confraternização, estão reunidos 100 profissionais da saúde: 40 médicos, 20 dentistas e 40 enfermeiros. Será sorteada uma viagem entre eles. Qual a probabilidade do ganhador ser médico ou dentista?

Alternativas
Comentários
  • p = 40 / 100 = 2 / 5

    p= 20 / 100 = 1 / 5

    2 / 5 + 1 / 5 = 3 / 5

    3 / 5 * 100 = 60

    letra c

  • 40/100 + 20/99 = 60%

  • eu fiz 40/100+20/100 = 60/100 = 60%

    GAB C

  • SOMA O TOTAL DE PROFISSIONAIS E DIVIDE PELA SOMA DOS MÉDICOS E DENTISTAS.

    TOTAL = 100

    M = 40

    D = 20

    60/100 = 60 %

  • 100 profissionais

    40 médicos

    20 dentistas

    40 enfermeiros

    Médicos ou dentista (-)

    P= 40-20+40=

    P=20+40=

    P=60% -》0,6%

  • Só pegar e fazer 60 dividido por 100.Já que só querem médicos e dentistas ...Logo 60 dividido pelo total.


ID
2979496
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Em uma escola, trabalham 20 professores, entre os quais três serão escolhidos para participar de um Encontro Pedagógico. De quantas maneiras esta escolha pode ser feita?

Alternativas
Comentários
  • C = 20! / 3! (20-3)! = 1140

  • Pessoal álbum pode explicar essa? Pra mim era a A. Vlw

  • Fiz assim,

    20 professores, sendo 3 escolhidos.

    Quantas maneiras a escolha pode ser feita?

    Combinação entre 20 e 3.

    C 20,3= 20x19x18/3! = 20x19x18/3x2x1 = 1440

    A escolha pode ser feita de 1.440 maneiras.

  • ordem NÃO importa = combinaçÃO.

  • Como eu consigo perceber no enunciado quando a ordem importa e quando a ordem não importa?

  • No caso de grupos, tente interpretar tipo: um trio com Ana, Maria e Rosa é diferente de um trio com Rosa, Ana e Maria? Dá na mesma, então a ordem não importa (manda a ver na combinação).

  • Combinação:

    C 20,3 = 20! / 3! (20 - 3)!

    20,19,18, 17!

    3! (17)! corta esses iguais

    20.19.18 = 6.840

    3.2.1 = 6

    6840/6= 1.140 (GAB: C)

  • Em uma escola, trabalham 20 professores, entre os quais três serão escolhidos para participar de um Encontro Pedagógico.

    Como saber se a ordem não importa:

    Se questione se a ordem torna uma disposição diferente da outra, um grupo diferente do outro.

    E um grupo de Ana, Amanda e Paula para uma reunião, é a mesma coisa que um grupo de Amanda, Ana e Paula.

    .

    O que não ocorre por exemplo na questão Q589449:

    Em um campeonato de futebol amador de pontos corridos, do qual participam 10 times, cada um desses times joga duas vezes com cada adversário, o que totaliza exatas 18 partidas para cada. Considerando-se que o time vencedor do campeonato venceu 13 partidas e empatou 5, é correto afirmar que a quantidade de maneiras possíveis para que esses resultados ocorram dentro do campeonato é

    .

    Ora, se entre 18 partidas, houve 13 vitórias e 5 empates e queremos saber de quantas formas possíveis (=formas diferentes) esses resultados ocorreram, então a ordem importa!

    1) Vitória - derrota - derrota - derrota - vitória etc...

    2) Derrota - vitória - derrota - vitória - vitória etc...

    3) Vitória - vitória - derrota - derrota - vitória etc...

    .

    Resolução:

    Permutar os 18 jogos, com repetição de 13 e de 5.

  • Questão de COMBINAÇÃO SIMPLES

  • Me ajuda a diferenciar Aranjo de Combinação:

    A ordem importa? Aham = Aranjo.

    Aham é uma expressão usada para afirmar ou confirmar um fato.

    A ordem importa? Não CombinaÇÃO.

    Gab. C


ID
2979499
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Maria, José e João têm a mesma idade. Somando suas idades com as de Carla (14), Tereza (15) e Joaquim (16), encontramos 81.

Qual é a moda nesse rol de idade?

Alternativas
Comentários
  • Alguém pode explicar?

  • sim, no caso em tela Maria, josé e joão tem a mesma idade, ou seja será numeros iguais, Carla tem 14, tereza tem 15 e joaquim de 16 ou seja, somando os 3 da 45 anos. A questão fala que a soma de todas as idades dá 81, já sabemos a soma das idades de Carla, tereza e de joaquim = 45, agora pra sabermos quanto os outros 3 têm fazemos 81-35=36, logo, a soma das idades de Maria, José e João é de 36, agora dividimos por 3, pois todos têm idades iguais, logo cada um tem 12 anos. Moda é o elemento que mais se repete. 12-12-12-14-15-16, logo a resposta será 12, espero ter sido claro, estou começando agora !

  • Letra D

    Simplificando...

    1º passo: Soma as idades de Carla, Tereza e Joaquim:

    14+15+16 = 45

    2º passo: Pega o total de idades e diminui ao resultado da soma

    81-45 = 36

    3º passo: divide o resultado por 3 (Maria, José e João)

    36/3 = 12

    Como sabemos, a moda é o valor que mais aparece, então, como existem 3 pessoas com a mesma idade (Maria, José e João), esta será a moda.

  • RESPOSTA D

    14 + 15 + 16 + X + X + X = 81

    X = 12

    {12, 12, 12, 14, 15, 16} = MODA = 12

    #sefaz.al2019 #ufal2019 

  • 3x+14+15+16 = 81

    3x+45 = 81

    3x = 81-45

    3x= 36

    x = 36/3

    x = 12

  • GABA d)

    X+X+X+14+15+16 = 81

    3X+45 = 81

    3x= 36

    x = 12

    OBS: Geralmente a alternativa correta está entre as últimas (ou d ou e), para que o candidato

    faça o teste de uma a uma e se canse. rsrs. Dica: Inicie sempre da alternativa e) para a a)

    (12 x 3)+14+15+16 = 81

  • C+T+J=45

    M+J+J=(81-45)/3=12

    12M+12J+12J+14C+15T+16J=81

    Mo= 12 ->Maior repetição de números.

  • Gabarito D

    x + x + x + 13 + 14 + 15 = 81

    3x + 45 = 81

    3x = 36

    x = 12

    Mo = {12, 12, 12, 14, 15, 16}

  • gabarito D

    81 - 45 (soma das idades) = 36 /3 Maria, José e João =12 (a moda é o numero que mais se repete)

  • No conjunto contém seis piás. Três deles possuem a mesma idade. A soma do conjunto é oitenta e um. A soma da idade de Carla, Tereza e Joaquim é quarenta e cinco. Logo, 81-45 = 36. Como a idade daquela galera é igual, é possível dividir por 3, ou seja, 36/3 = 12.

    [12, 12, 12, 14, 15, 16]

    Mo = 12.

  • #PMMINAS


ID
2979502
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Maria, José e João têm a mesma idade. Somando suas idades com as de Carla (14), Tereza (15) e Joaquim (16), encontramos 81.

Qual é a mediana desse rol de idade?

Alternativas
Comentários
  • As idades de Maria, José e João = i

    i + i + i + 14 + 15 + 16 = 81

    3i = 81 - 45

    i = 36/3

    i = 12

    Para encontrar a mediana, colocaremos os valores em ordem crescente:

    12, 12, 12, 14, 15, 16

    Como a sequência tem uma quantidade de números par, utilizaremos os valores centrais, somando-os e dividindo-os por 2:

    Meidana = 12 + 14 / 2

    M= 26/2

    M= 13

  • DS Amaro é fera!

  • Mediana é diferente de média que também é diferente de moda!

    Gabarito:A


ID
2979508
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

O preço de custo de uma ferramenta é R$160,00. Ela foi vendida por R$ 240,00. Qual a taxa porcentual do lucro sobre o custo?

Alternativas
Comentários
  • 240-160=80 Daí 160_____100 80______x X=8000/160 X=50%
  • Fiz com Regra de Três Simples

    Preço antes= R$160

    Preço depois= R$240

    Vamos levar em consideração que R$160 é 100%, e se aumentarmos o preço para R$240 teremos x% (ainda não sabemos) de lucro.

    Agora é só montar, multiplicar cruzado e tirar a diferença de valores:

    R$160-------100%

    R$240-------x%

    160x = 24000

    x= 24000/160

    x= 150

    150% - 100% = 50%

    Gabarito letra (A)

  • Gabarito Letra A.

    50%.

  • Preço original R$160,00

    Ela foi vendida por R$ 240,00.

    Lucro: R$ 240,00 - R$ 160,00 = R$ 80,00

    R$ 160,00 ----------- 100%

    R$ 80,00 ----------- ?

    100 x 80 / 160 =

    50 %

  • O produto teve um aumento da METADE do VALOR DE CUSTO que são 80,00 Logo: 50% de LUCRO. Se fosse um aumento do DOBRO DO VALOR DE CUSTO, seriam 100% de LUCRO

  • 240 - 160 = 80

    160 ----- 100 

    80 ----- x 

    x = 8000 / 160 

    X=50%

  • Regra de três simples.

    160 ----100%

    240 ----- X

    X = 150 % - 100% = 50 %

    O segredo do sucesso é nunca desistir !!!

  • da pra resolver sem nem fazer calculo rsrs,metade de 16 é 8...portanto 16+8=24

  • V=240 C=160 L=x.160

    V=C+L

    240=160+x.160

    240-160=x.160

    80=x.160

    80/160=x

    0,5=x

    50%=x


ID
2979511
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Em dois dias, dois homens, trabalhando 6 horas por dias, gramaram 360m² de um terreno. Quantos m² 3 homens, com a mesma capacidade de trabalho, conseguirão gramar, se trabalhassem 8 horas por dia durante 4 dias?

Alternativas
Comentários
  • Tudo é diretamente proporcional. Então:

    360/x = 2/13 × 6/8 × 2/4

    Simplifica aqui e ali...

    X= 1440 metros quadrados.

    GAB. C

  • MACETE, NUNCA MAIS ERREI:

    2 DIAS 2 HORAS 6 H/D 360 M²

    4 DIAS 3 HORAS 8 H/D X

    SIMPLES, 360 M² É O PRODUTO

    ENTÃO VOCÊ VAI MULTIPLICAR A LINHA DE CIMA COM "X" DEBAIXO

    E MULTIPLICAR A LINHA DEBAIXO COM O PRODUTO DE CIMA, ASSIM:

    2 . 2 . 6 . "X" : 24X

    4 . 3 . 8 . 360: 34560

    FEITO ISSO É SÓ DIVIDIR:

    34560/24: 1440 M²

  • Com 2 operários produziu 360m2 ou seja, cada operário produz 90m2 por dia por hora produz 15m2. 2 dias x 2 op x 6 hrs x 15 produção/H

    2.2.6.15=360m2

    então.. 4 dias x 3 op x 8 hrs x 15 produção/h

    4.3.8.15=1440m2

    R= letra C

  • Montando a tabela com as grandezas

    homens horas m²

    2 6 360

    3 8 x

    360/ x = 2/3 . 6/8 (Multiplicando essas duas frações e mantendo 360/x) 12/24

    Multiplicando cruzado

    360/x X 12/24

    12x= 360.24

    12x= 8640

    8640/12 = 720

    Como é em m² multipliquei por 2

    720,2 = 1440m²

    Letra C


ID
2979520
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Um funcionário de uma empresa precisou ir a uma reunião, porém não poderia desligar o seu computador, pois assim que finalizasse a reunião, retomaria suas atividades. Ele está usando o Windows 8 (configuração padrão e em português). Por segurança, ele bloqueou a tela do Sistema utilizando a seguinte tecla de atalho:

Alternativas
Comentários
  • Letra A

  • Win + L (Locker = bloqueio, trancar)

    alternativa A

  • lembrar em... LOCK não BLOCK... winkey + L.

  • Resposta: Alternativa A

    Tecla WINDOWS + B = Deixa ativo o primeiro aplicativo da barra de sistema;

    Tecla WINDOWS + D = Minimizar ou maximiza todas as janela;

    Tecla WINDOWS + F = Abre a ferramenta de pesquisa do Windows.

  • Letra A

    winkey + L = Bloquear.

  • Lembrei de bloqueio, tranca em inglês: win + Lock

  • BONUS MODE ON 

    0

    Suspender é um estado de economia de energia que permite que o computador reinicie rapidamente a operação de energia plena (geralmente após vários segundos) quando você desejar continuar o trabalho. Colocar o computador no estado de suspensão é como pausar um DVD player — o computador imediatamente para o que estiver fazendo e fica pronto para reiniciar quando você desejar continuar o trabalho.

    Hibernação é um estado de economia de energia projetado principalmente para laptops. Enquanto a suspensão coloca seu trabalho e as configurações na memória e usa uma pequena quantidade de energia, a hibernação coloca no disco rígido os documentos e programas abertos e desliga o computador. De todos os estados de economia de energia usados pelo Windows, a hibernação é a que consome menos energia. Em um laptop, use a hibernação quando não for utilizar o laptop por um longo período de tempo e se você não tiver oportunidade de carregar a bateria durante esse tempo.

  • WINDOWS+D minimiza ou restaura todas as janelas

    WINDOWS+E abre o windows explore

    WINDOWS+F abre o pesquisar para arquivos

    WINDOWS+R mostra a janela executar

    WINDOWS+L TRANCA A TELA

    WINDOWS+U abre o gerenciador de utilitários

  • Gab A

    Win + L (lock) = Bloquear

    Obs.: No Windows 10, o comando Win + F abre o Hub de comentários.

    Atalho para a ferramenta de pesquisa: Win + S (search)

  • GAB A,

    faço isso todo dia no trabalho. kk


ID
2979523
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

5 TB (Terra bytes) equivalem a:

Alternativas
Comentários
  • Letra D

    KB: 1024 byte

    MB: 1024 kb

    GB: 1024 mb

    TB: 1024 gb

  • 1GB = 1024 Mb

    5x 1024 = 5120

    gabarito E

  • Gabarito"B''.

    O que é um Terabyte: Terabyte (lê-se terabaite) é o nome que caracteriza a unidade de medida utilizada para armazenamento de dados na área da informática, equivalente a 1.024 Gigabytes. Ele é representado pela sigla 1TB1.024 Gb x 5=  5120 GB .

    Estudar é o caminho para o sucesso.

  • GABARITO D

    1GB = 1.024 MB

    5 x 1.024 = 5120

  • Grandezas da Informática

     

    Na informática, existem tabelas de grandezas utilizadas para definir limites de armazenagem, tamanho de arquivos, etc. A tabela padrão da informática, que é mais abordada em provas, é tema que deve ser de conhecimento de todos e se encontra a seguir:

    Bit (menor unidade da informática)

     

    Byte (composto de 8 bits)

    KB - Kilobyte (composto de 1024 Bytes)

    MB - Megabyte (composto de 1024 Kilobytes)

    GB - Gigabyte (composto de 1024 Megabytes)

    TB - Terabyte (composto de 1024 Gigabytes)

    PB - Petabyte (composto de 1024 Terabytes)

    EB - Exabyte (composto de 1024 Petabytes)

    ZB - Zettabyte (composto de 1024 Exabytes)


     

  • Lembre-se da ordem: cama gato KMGT

  • 1 TB (TERA BYTE) = 1024 GB   

    5x1024

  • Eu como erro esse tipo de questão eu peguei as dicas de vcs.

    Repassando : Terabyte- Gigabyte- Megabyte- Kilobyte- Byte

    diminuindo as unidades= multiplica por 1024

    aumenta as unidades= divide por 1024

    logo----> 5 x 1024 = 5120 Gigabyte

  • bB Kd Meu GaTo PEZYm

    bit

    Byte

    Kilobyte

    Megabyte

    Gigabyte

    Terabyte

    Petabyte

    Exabyte

    Zettabyte

    Yottabyte

  • GABARITO D

    1GB = 1.024 MB

    5 x 1.024 = 5120

  • Por que não 5000 GB? porque 1 Tera= 1024 giga. Isso mesmo. Logo 5x1024= 5120 gigas. (;

  • Terabyte é classificação decimal, logo 1000GB=TB.... Se a questão fizesse referência a classificação binária, se chamaria tebibyte, aí sim seria 1024GB=TIB

  • Essa tava fácil.

  • Ordem crescente da capacidade

    BKMGTP

  • ARREDONDA PRA FACILITAR:

    1 TB ---->>>> 1000 GIGAS

    1 GB ------>>> 1000 MEGA

    1 MG ------>>> 1000 KILOBYTES

    1 KB ------->>> 1000 BYTES

    1 BYTES ------ 8 BITS

    BEBE KD MEU GATO

    SUCESSO......

  • fiz o cálculo arredondado e errei a questão


ID
2979526
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Maria está utilizando o Microsoft Word 2010, versão em Português, e gostaria de fazer uma revisão ortográfica de todo o texto digitado. Nesse caso, assinale a alternativa que apresenta corretamente a tecla de atalho que deve ser utilizada:

Alternativas
Comentários
  • Letra C

    Escolhe o comando Ortografia (guia Revisão).

  • GAB.: C

    WORD - Teclas de função:

    F1 --> Abre a Ajuda ou o Microsoft Office Online.

    F2 --> Move texto ou elementos gráficos.

    F4 --> Repete a última ação.

    F5 --> Escolhe o comando Ir para (guia Página Inicial).

    F6 --> Vai para o próximo painel ou quadro.

    F7 --> Escolhe o comando Ortografia (guia Revisão).

    F8 --> Estende uma seleção.

    F9 --> Atualiza os campos selecionados.

    F10 --> Mostra KeyTips.

    F11 --> Vai para o próximo campo.

    F12 --> Escolhe o comando Salvar como.

    HAIL!

  • Você corrigem quem pinta o 7!

  • Felipe, muito bom kkkkk "Você corrige quem pinta o 7" kkkkkk Jamais vou me esquecer F7

  • Valeu pela dica Felipe kkkkkkk

  • achei que F5 era atualização e acabei ficando entre F7 e F10 e chutei F7... go ahead!

  • F7: Revisão X Shift + F7: sinônimos (ignorem o +, kkkk)
  • Guia Revisão

    Ortográfica e Gramatica (F7), 

    GAB = C

  • WORD 2010

    F7 de Deus PARA REVISÃO ORTOGRÁFICA.

    GABARITO: LETRA C


ID
2979529
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

"MUDANÇAS NA ROUANET NÃO VÃO DESCENTRALIZAR A CULTURA (...)”. (Fonte: Revista Época. Acesso em: 27Abril, 2019). Sobre o assunto mencionado na manchete da reportagem, apenas não se pode afirmar:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C

    A Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991), conhecida também por Lei Rouanet, é uma Lei que viabiliza a cultura em todo o Brasil.

    Ela permite que o artista ou interessado (chamado proponente) encaminhe projetos ao Ministério da Cultura para serem analisados e avaliados.

    Esse projeto conterá todo o planejamento, justificativas, orçamentos e documentação. Tudo deve ser apresentado conforme as Leis e Instruções Normativas específicas. Esse é justamente o nosso serviço: elaborar seu projeto nos moldes requisitados pela lei.

    Havendo a aprovação, empresas e pessoas físicas que quiserem investir no projeto, terão abatimento dos valores em seu Imposto de Renda.


ID
2979532
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

“Conhecido por PrEp, sigla de Profilaxia Pré-Exposiçâo, consiste no uso diário, por pessoas não infectadas, de um comprimido azul-claro como o Viagra, chamado Truvada. (...) Estudos mostram que sua eficácia na prevenção ao HIV pode chegar a 99%. (...) O medicamento é composto por duas substâncias antirretrovirais - entricitabina e fumarato de tenofovir desoproxila - que têm a capacidade de bloquear o ciclo de multiplicação do HIV no organismo, impedindo a infecção. Entretanto, a droga é inútil na prevenção de outras doenças sexualmente transmissíveis.”. (Fonte: Revista Época. Acesso em: 27Abril, 2019). Sobre o assunto noticiado, analise as afirmações seguintes e marque a alternativa correta:

I- Não se pode garantir que o uso da PrEp esteja diretamente ligado á queda do uso de camisinha no Brasil, mas a certeza da eficiência do remédio contra o HIV é, sem dúvida, um estímulo para o abandono do preservativo.

II- Estudos publicados em países estrangeiros acompanhou um grupo de homo e bissexuais que usavam a PrEp durante seis meses. Na maioria dos casos, a camisinha se tornou um acessório dispensável na rotina sexual dos pacientes.

III- O sexo sem proteção, infelizmente, ainda é uma prática comum entre os brasileiros - sobretudo os mais jovens. Pesquisa feita (...) indicou que 52% da população nunca ou raramente usava preservativo. 

Alternativas

ID
2979535
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

"Ator dos palcos e das telas, o futuro presidente da Ucrânia, (...), caiu no gosto popular ao interpretar, em um famoso seriado de televisão, um professor de História que chega à presidência por acaso, depois que um inflamado discurso contra a corrupção viraliza na internet ao ser publicado por seus alunos nas redes sociais. Eleito na votação do último domingo, (...) deu ao seu partido político o mesmo nome do programa que o fez famoso: “Servo do Povo". (Fonte: Revista Época. Acesso: 27Abril, 2019). Como se chama o presidente eleito?

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA: D

     

    Volodymyr Oleksandrovych Zelenski é um político, roteirista, ator e diretor ucraniano, presidente eleito da Ucrânia. Zelenski tornou-se popular no seu país por interpretar a personagem principal de uma série de televisão. (Wikipédia)

     

     a) Vladimir Putin. - Presidente da Russia

     b) Recep Tayyip Erdogan. - Presidente da Turquia

     c) Maurício Macri. - Presidente da Argentina

  • Gabarito D

    Eleito com 73% dos votos no mês passado e inexperiente na política, o humorista Volodymyr Zelensky, de 41 anos, assumiu a presidência da Ucrânia nesta segunda-feira (20) ...

    fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/05/20/na-posse-novo-presidente-da-ucrania-dissolve-parlamento-e-antecipa-eleicoes.ghtml

  • Como se trata de um ucraniano só pelo nome você já mata a questão.

    Volodymyr Zelenskiy. - B

  • essa daí é por eliminação fácil
  • O político a que a questão se refere é o humorista Volodymyr Zelensky, de 41 anos, que assumiu a presidência da Ucrânia em maio de 2019. Sem ter ocupado qualquer cargo público eletivo anterior, Volodymyr foi eleito com 73% dos votos, em abril de 2019.

    Para complementar a nossa correção, veremos a seguir quem são os outros políticos citados:

    a) Vladimir Putin. - Presidente da Russia

    b) Recep Tayyip Erdogan. - Presidente da Turquia

    c) Maurício Macri. - Presidente da Argentina

    Resposta: D


ID
2979538
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

“Apesar de redução, Brasil é país que mais derrubou florestas tropicais em 2018, diz pesquisa”. (Fonte: O Liberal. Acesso: 27Abril, 2019). Sobre a notícia apresentada, marque a única alternativa errada:

Alternativas
Comentários
  • A) O Brasil é o país que mais destruiu florestas tropicais no ano passado, embora o desflorestamento tenha aumentado apenas 10 por cento em comparação com 2017, mostram dados de uma rede independente de monitoramento da floresta. (ERRADO)

    O correto seria: O Brasil é o país que mais destruiu florestas tropicais no ano passado, embora o desflorestamento tenha caído 70 por cento em comparação com 2017, mostram dados de uma rede independente de monitoramento da floresta.

    B) Certo

    C) Certo

    D) Certo

    Fonte: https://extra.globo.com/noticias/mundo/apesar-de-reducao-brasil-pais-que-mais-derrubou-florestas-tropicais-em-2018-diz-pesquisa-23626109.html

    A questão pede a única alternativa errada. Logo, gabarito letra A.


ID
2979541
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

“Ao menos 15 pessoas morrem em ação contra terroristas no Sri Lanka. Três homens-bomba detonaram os explosivos, matando seis crianças e três mulheres. Ao menos 15 pessoas morreram na madrugada deste sábado durante uma operação das forças de segurança do Sri Lanka contra um esconderijo de terroristas ligados aos atentados____________ contra igrejas e hotéis de luxo, deixando ao menos 253 mortos. Do total de mortos na ofensiva (...), seis eram crianças. As autoridades de segurança receberam um alerta sobre a existência de um esconderijo na cidade de Sammanthurai de militantes ligados aos atentados (... ) na cidade de Kalmunai, no leste do país. Quando as forças de segurança chegaram ao local, começou um tiroteio que durou cerca de uma hora.” (Fonte: O Liberal. Acesso em: 27Abril, 2019). Marque a alternativa que complete corretamente a reportagem transcrita:

Alternativas
Comentários
  • B Páscoa

  • (27Abril, 2019)


ID
2979544
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

A questão deve ser respondida de acordo com a Lei n.° 2.177, de 07 de dezembro de 2005, (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Ananindeua), e suas alterações.

O servidor estável perderá o cargo quando houver a necessidade de redução de pessoal, em cumprimento ao limite, de despesa estabelecido em lei complementar federal. Sobre o assunto, analise os itens seguintes e marque a alternativa correta:

I- A perda do cargo nos termos descritos no comando da questão dar-se-á na forma da lei complementar federal.

II- O servidor que perder o cargo na forma descrita no comando da questão fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço.

III- O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado.

Alternativas
Comentários
  • Art 31. O servidor estável só perderá o cargo: 

    I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 

    II – mediante processo administrativo disciplinar, assegurada a ampla defesa; 

    III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho assegurada ampla defesa; 

    IV – quando houver a necessidade de redução de pessoal, em cumprimento ao limite de despesa estabelecido em lei complementar federal. 

    § 1º A perda do cargo nos termos do inciso IV dar-se-á na forma da lei complementar federal. 

     § 2º O servidor que perder o cargo na forma do inciso IV fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço

  • Achei esta questão uma super pegadinha, pois a perda do cargo se dá pela sentença judicial transitada em julgado, mas a questão queria saber apenas do inciso IV e os seus parágrafos. De modo que considerei que por a alternativa "a" estar TÃO óbvia não parecia verdade kkk

    Gabarito: letra A

    OBS: Reduziu o pessoal em CUMPRIMENTO AO LIMITE DE DESPESAS? indenização a um mês de remuneração por ano de serviço!!!

  • Todos os itens estão certos. Vide Cap. II da Lei 2.177/05 -- seç. III, subseç. III: Da Estabilidade, art. 31.

  • A questão fala sobre o inciso IV. E cobra os parágrafos que falam sobre o tal inciso, apenas.

    O servidor estável perderá o cargo quando houver a necessidade de redução de pessoal, em cumprimento ao limite, de despesa estabelecido em lei complementar federal. Sobre o assunto, analise os itens seguintes e marque a alternativa correta:

    § 1º A perda do cargo nos termos do inciso IV dar-se-á na forma da lei complementar federal. 

     § 2º O servidor que perder o cargo na forma do inciso IV fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço

  • pegadinha, pra quem nao lê atentamente o comendo da quest]ao!


ID
2979547
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

A questão deve ser respondida de acordo com a Lei n.° 2.177, de 07 de dezembro de 2005, (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Ananindeua), e suas alterações.

Sobre a jornada de trabalho, apenas não se pode afirmar:

Alternativas
Comentários
  • Devendo ser fixada por decreto e não por lei.

  • Lei atualizada disponível em: http://www.ananindeua.pa.gov.br/public/arquivos/legislacao/Lei_2.17705_atualizada_jan_2019.pdf

    Art. 55 - Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada de acordo com as atribuições pertinentes aos respectivos cargos, de seis horas diária e oito horas diária, respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas. (Alterado pela Lei Complementar nº. 2.515, de 1º de julho de 2011)

    § 1º A jornada mínima dos servidores atenderá à conveniência da Administração e poderá ser diferenciada de acordo com a necessidade de cada setor, devendo ser fixada por decreto (revogado)

    §1º - No caso da jornada de oito horas diária poderá ser adotado o regime de sete horas diária de trabalho sem interrupção. (Alterado pela Lei Complementar nº. 2.515, de 1º de julho de 2011) 

    § 5º Atendendo à conveniência e à necessidade de serviço, poderá ser adotado o sistema de compensação de horários estabelecido por decreto

    Art. 57 - O servidor em jornada de oito horas diária terá direito a um intervalo entre uma hora e duas horas para repouso e alimentação, a critério da Administração.

    §1º - Não excedendo a sete horas diária a jornada de trabalho, o servidor fará jus a um intervalo de quinze minutos.

    §2º - Ao servidor em regime de escala de serviço ou compensação de horário não se aplicam os intervalos assinalados neste artigo. (Alterado pela Lei Complementar nº. 2.515, de 1º de julho de 2011)


ID
2979550
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

A questão deve ser respondida de acordo com a Lei n.° 2.177, de 07 de dezembro de 2005, (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Ananindeua), e suas alterações.

Analise as afirmações seguintes a respeito de função gratificada e marque a alternativa correta:

I- As funções gratificadas não constituem situação permanente.

II- A criação de função gratificada dependerá de dotação orçamentária para atender ás despesas dela decorrentes.

III- Preferencialmente serão designados para o exercício de função gratificada servidores ocupantes de cargo efetivo no Município de Ananindeua.

Alternativas
Comentários
  • Art. 74. Ao servidor investido em função gratificada, com atribuições de chefia, direção ou assessoramento, é devido gratificação pelo seu exercício, a ser acrescida à sua remuneração.

    § 1º Os valores das funções gratificadas e da remuneração de cargos comissionados serão especificados nos decretos que as instituir, para atender a encargos previstos na organização administrativa do Município.

    § 2º Somente serão designados para o exercício de função gratificada servidores ocupantes de cargo efetivo no Município de Ananindeua.

    § 3º A criação de função gratificada dependerá de dotação orçamentária para atender às despesas dela decorrentes.

    § 4º As funções gratificadas não constituem situação permanente. 

  • PREFERENCIALMENTE Ñ > SOMENTE SIM!

    Art. 74, § 2º "SOMENTE serão designados para o exercício de função gratificada servidores ocupantes de cargo efetivo no Município de Ananindeua".


ID
2979553
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

A questão deve ser respondida de acordo com a Lei n.° 2.177, de 07 de dezembro de 2005, (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Ananindeua), e suas alterações.

O auxilio-alimentação não será, exceto:

Alternativas
Comentários
  • Lei atualizada disponível em: http://www.ananindeua.pa.gov.br/public/arquivos/legislacao/Lei_2.17705_atualizada_jan_2019.pdf

    Art. 108-B – O Poder Executivo disporá sobre a concessão mensal do auxílioalimentação por dia de trabalho, aos servidores públicos ativos na Prefeitura Municipal de Ananindeua.

    § 1º A concessão do auxílio-alimentação terá caráter indenizatório.

    § 2º O servidor que acumule cargo ou emprego na forma da Constituição fará jus a percepção de um único auxílio-alimentação, mediante opção.

    § 3º O auxílio-alimentação não será:

    a) incorporado ao vencimento, remuneração, provento ou pensão;

    b) configurado como rendimento tributável e nem sofrerá incidência de contribuição para o Plano de Seguridade Social do servidor público;

    c) caracterizado como salário-utilidade ou prestação salarial in natura. 

  • A concessão do auxílio-alimentação será concedido em CARÁTER INDENIZATÓRIO!

    Gabarito: letra D

  • Não acho a alei atualizada nesse link nem no site da prefeitura

  • https://www.sistemas.pa.gov.br/sisleis/legislacao/1315

    lei Atuaizada

  • não será + exceto = será


ID
2979556
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

A questão deve ser respondida de acordo com a Lei n.° 2.177, de 07 de dezembro de 2005, (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Ananindeua), e suas alterações.

No que tange à Licença Prêmio, apenas não se pode afirmar:

Alternativas
Comentários
  • GAB:

    D) Os períodos de Licença Prêmio já adquiridos, e não gozados pelo servidor que vier a falecer na ativa, não serão convertidos em pecúnia

    obs: SERÁ CONVERTIDO SIM.

  • http://138.186.17.226/publicacoes/leis_e_decretos nesse link vocês encontram as leis atualizadas. Caso não consigam diretamente pelo link, é só entrar no portal da prefeitura, ir em transparência e depois decretos e leis


ID
2979559
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Responda a questão de acordo com a Lei n.°2.176, de 07 de dezembro de 2005, (Dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Prefeitura Municipal de Ananindeua e dá outras providências), e suas alterações. 

O Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações da Prefeitura de Ananindeua deve ser gerido respeitando alguns pressupostos. Sobre eles apenas não se pode afirmar:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa B

    Art. 1º - O Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações da Prefeitura de Ananindeua deverá ser gerido respeitando-se os seguintes pressupostos:

    I - manutenção da autonomia gerencial de cada Órgão no limite da garantia da organicidade exigida pelo poder público municipal;

    II -natureza dinâmica do processo de trabalho que exige competências específicas no cumprimento da atividade fim de cada área, na assimilação permanente de inovações tecnológicas, na produção de novas linguagens de comunicação e no exercício cotidiano de interações sociais;

    III - cumprimento da função social do poder público municipal e a garantia dos direitos de cidadania da população e dos servidores municipais;

    IV -a qualidade dos processos de trabalho no interior de cada órgão, particularmente a interação entre as atividades desempenhadas pelos diversos servidores;

    V - investidura em cargo de provimento efetivo, mediante a aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos;


ID
2979562
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Responda a questão de acordo com a Lei n.°2.176, de 07 de dezembro de 2005, (Dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Prefeitura Municipal de Ananindeua e dá outras providências), e suas alterações. 

Analise as assertivas sobre Reclassificação:

I- Entender-se-á por Reclassificação, a movimentação do servidor de uma classe para outra classe imediatamente superior, desde que conte com o tempo de efetivo exercício no cargo, conforme estabelecido no PCCR.

II- A reclassificação só poderá acontecer mediante promoção por mérito ou através de promoção por antiguidade de acordo com a aplicação do instrumento aprovado pelo Prefeito, para aferir o desempenho funcional do servidor.

III- A reclassificação não implicará em alteração de vencimento, decorrente do posicionamento no nível inicial da classe, objeto da movimentação.

Estão corretas:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa: A

    SEÇÃO IV - RECLASSIFICAÇÃO

    Art. 78 - Entender-se-á por Reclassificação, a movimentação do servidor de uma classe para outra classe imediatamente superior, desde que conte com o tempo de efetivo exercício no cargo, conforme estabelecido neste PCCR.

    Art. 79 - Para que ocorra a Reclassificação da classe I para a seguinte, o servidor deverá estar posicionado no mínimo, em 05 (cinco) níveis imediatamente anteriores ao primeiro nível da classe II.

    Art. 80 -A reclassificação só poderá acontecer mediante promoção por mérito ou através de promoção por antiguidade de acordo com a aplicação do instrumento aprovado pelo Prefeito, para aferir o desempenho funcional do servidor.

    Art. 81 - A reclassificação implicará em alteração de vencimento, decorrente do posicionamento no nível inicial da classe, objeto da movimentação.


ID
2979565
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Responda a questão de acordo com a Lei n.°2.176, de 07 de dezembro de 2005, (Dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Prefeitura Municipal de Ananindeua e dá outras providências), e suas alterações. 

A transferência de um servidor de um ambiente organizacional para outro será gerida pela secretaria municipal, responsável pela gestão de pessoal e precedida de realização de curso de capacitação específico, elaborado no âmbito da atividade, subatividade e área de conhecimento, deste Plano, e depende de aprovação no mesmo com no mínimo de 70% (setenta por cento) de aproveitamento. De acordo com o art. 87, o instituto da transferência não se aplica aos servidores abrangidos por este Plano que estejam em:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa: D

    Art. 86 - A transferência de um servidor de um ambiente organizacional para outro será gerida pela secretaria municipal, responsável pela gestão de pessoal e precedida de realização de curso de capacitação específico, elaborado no âmbito da atividade, subatividade e área de conhecimento, deste Plano, e depende de aprovação no mesmo com no mínimo de 70% (setenta por cento) de aproveitamento.

    Art. 87 - O instituto da transferência, regulado neste Plano, não se aplica aos servidores abrangidos por este Plano que estejam em estágio probatório.


ID
2979568
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Responda a questão de acordo com a Lei n.°2.176, de 07 de dezembro de 2005, (Dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Prefeitura Municipal de Ananindeua e dá outras providências), e suas alterações. 

De acordo com o art. 105, os cargos das carreiras que compõem este Plano serão alocados nos:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa: A

    Art. 105 - Os cargos das carreiras que compõem este Plano serão alocados nos ambientes

    organizacionais, listados abaixo:

    I. Administração;

    II. Assistência Social e Cidadania;

    III. Assuntos jurídicos -Procuradoria;

    IV. Cultura, Esportes e Turismo;

    V. Desenvolvimento Urbano

    VI. Finanças;

    VII. Educação;

    VIII. Meio Ambiente;

    IX. Planejamento e Orçamento;

    X. Serviços e Obras Públicas;

    XI. Saúde.


ID
2979571
Banca
CETAP
Órgão
Prefeitura de Ananindeua - PA
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Responda a questão de acordo com a Lei n.°2.176, de 07 de dezembro de 2005, (Dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Prefeitura Municipal de Ananindeua e dá outras providências), e suas alterações. 

Sobre o desenvolvimento profissional, marque a alternativa errada:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa: C

    SEÇÃO IV - DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

    Art. 145 - O desenvolvimento profissional é o conjunto de procedimentos que buscam proporcionar aos

    servidores a atualização e ampliação de conhecimentos, visando seu desenvolvimento pessoal e a

    melhoria da qualidade do serviço público, contemplando a elevação da escolaridade formal em todos os

    seus níveis, o aperfeiçoamento técnico profissional e a formação para a cidadania.

    Art. 146 - O desenvolvimento profissional em nível de aperfeiçoamento será desenvolvido através de

    cursos, congressos, seminários, encontros, simpósios, palestras, fórum de debates, semanas de estudos

    e outros similares, afins às atribuições desempenhadas, exceto os cursos de graduação e pós-graduação.

    Art. 147 - O desenvolvimento profissional em nível de graduação e pós-graduação terá possibilitado, por

    interesse e conveniência da Administração, a redução de carga horária, na forma da lei que dispõe sobre

    o regime jurídico dos servidores do Município.

    Art. 148 - O afastamento integral do servidor para cursos de mestrado ou doutorado fora do município

    deverá ser autorizado pelo Prefeito Municipal.

    Art. 149 - Lei especial deverá dispor sobre os requisitos, custeio e formas de concessão de bolsas de

    estudo para a realização de cursos de graduação e pós-graduação para os integrantes do quadro de

    servidores detentores de cargo de provimento efetivo na administração direta e docentes do Município.

    Art. 150 - Fica a critério da Secretaria Responsável pela Gestão de Pessoal elaborar o Plano de

    Desenvolvimento para afastamento e participação do Servidor em estágios profissionais, visitas técnicas,

    congressos, seminários, capacitações, complementações de escolaridade e cursos de aperfeiçoamento,

    especialização e pós-graduação.

  • Alternativa incorreta: C

    O servidor graduado ou pós-graduado poderá ter a carga horária reduzida, não o vencimento.

    ( Art. 147)