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Prova CESPE - 2014 - TJ-SE - Analista Judiciário - Economia


ID
1209328
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação aos efeitos preço, renda e substituição para os diferentes tipos de bens, julgue os itens que se seguem.

Considere uma função utilidade U(X,Y) pelos bens X e Y dada por U(X,Y) = X0,5 + Y. Nesse caso, o efeito renda é nulo para o bem X.

Alternativas
Comentários
  • Os bens são bens substitutos: U(x,y) = x^(0,5) + y

    Nesse caso, o efeito renda é zero e o efeito substituição é total.

    Se os bens fossem complementares, efeito renda é total e o efeito substuição seria zero.

  • É uma função de substitutos perfeitos (ax + b), logo o efeito renda é nulo para o bem X, já que o bem Y é seu substituto perfeito.

    Acredito que a questão tentou confundir o candidato com a Cobb-Douglas, que é um função produto, e não, soma.

  • Sem querer ser chato, mas o pessoal de Direito coopera de forma muito mais clara e colaborativa. Terríveis as explicações.
    Tudo bem, entendo que uma vez que se trata da bens substitutos, o efeito da renda é nulo, já que o consumidor apenas troca um bem pelo outro.
    Pq chegou a conclusão que se trata de bens substitutos?

  • Função Utilidade para bens substitutos perfeitos: U(X,Y) = X+Y

    O coeficiente em X indica que esta é uma função do tipo Cobb-Douglas e representa o grau de importância ou preferência relativa entre o bem X e o bem Y.

  • O efeito preço é dividido entre efeito substituição e efeito renda: efeito substituição - variação na demanda devido à variação da taxa à qual os dois bens são trocados, o foco, neste caso, é nos preços relativos; efeito renda – variação na demanda pelo aumento do poder aquisitivo.
    A função de utilidade objeto de análise é de produtos substitutos, devido ao formato da equação apresentada, U(X,Y) = X 0,5 + Y. Para este tipo de produto, o efeito substituição é total e o efeito renda é nulo. Conforme Hal R.Varian, quando inclinamos a reta orçamentária (mudamos o preço relativo), a cesta de demanda salta do eixo vertical para o horizontal. Não há mais o que deslocar! A variação deve-se por inteiro ao efeito substituição. 


    Gabarito: Certo.
  • Complementando as explicações dos colegas, trago um link que pode ajudar em outras questões:

     

    Função para substitutos perfeitos            U(X, Y) = aX + bY

    Função para complementares perfeitos   U(X, Y) = min{aX, bY}

    https://foradeaula.wordpress.com/2015/10/18/capitulo-4-utilidade/

  • Para quem não tem acesso a resposta, Gaba: Certo

     

    É uma função de substitutos perfeitos (ax + b), logo o efeito renda é nulo para o bem X, já que o bem Y é seu substituto perfeito.

     

     

    Os bens são bens substitutos: U(x,y) = x^(0,5) + y

    Nesse caso, o efeito renda é zero e o efeito substituição é total.

    Se os bens fossem complementares, efeito renda é total e o efeito substuição seria zero.

     

    Função para substitutos perfeitos            U(X, Y) = aX + bY

    Função para complementares perfeitos   U(X, Y) = min{aX, bY}

    https://foradeaula.wordpress.com/2015/10/18/capitulo-4-utilidade/

     

     

  • Algo que não estão dizendo aqui é que essa é uma preferência quase-linear, na forma U(x1,x2) = f(x1) + b*x2.

    Em preferências quase-lineares como essa o sentido de deslocamento da curva de indiferença é paralelo para cima/baixo em relação ao eixo do bem x1. Então a nova curva de indiferença vai tocar a nova reta orçamentária no ponto verticalmente e paralelamente deslocado para cima ou para baixo daquele ponto obtido a partir do efeito substituição. Isso torna perceptível que o efeito renda é nulo, enquanto o efeito substituição prevalece.


ID
1209331
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação aos efeitos preço, renda e substituição para os diferentes tipos de bens, julgue os itens que se seguem.

O efeito preço dos bens inferiores é negativo, sendo a demanda por esses bens negativamente inclinada.

Alternativas
Comentários
  • Eu não entendi muito bem..ora, EFEITO PREÇO (OU EFEITO TOTAL) não é a soma do Efeito Renda + Efeito Substituição? Sei que para os bens inferiores, o EFEITO RENDA (e não efeito preço) é negativo.

    Afss...fiquei confuso!

  • Também não concordo com o gabarito...

    O efeito preço (soma dos efeito renda e substituição) de bens inferiores pode ser negativo ou positivo. 

    Ora... bens inferiores têm o efeito RENDA negativo. Assim, se o preço de um bem aumenta, a renda dessa pessoa, por consequência, se reduz. Se a renda reduz, o efeito renda negativo faz a demanda desse bem aumentar (é isso mesmo). 

    Assim, dado um aumento no preço, no caso de um bem inferior, se o efeito renda superar o efeito substituição, teremos um efeito preço positivo. Esses bens são conhecidos como bens de Giffen e têm a curva de demanda positivamente inclinada.

    Alguém por favor, me explica isso...

  • Também acho que deveria ter ficado claro que é referente ao efeito renda.

  • Bens inferiores tem a curva de demanda positivamente inclinada. Os bens normais tem a curva de demanda negativamente inclinada. No entanto, a questão pergunta em relação ao preço x demanda. Nesse caso, realmente ela é positivamente inclinada, por exemplo, se o preço desce, a demanda pelo produto também desce - sobra recurso para compra de outros bens (normais). Questão ambígua na minha opinião.

  • De todos os comentários, o mais inútil é o mais pontuado. Engraçado isso...

  • "sendo a demanda por esses bens negativamente inclinada." Isto significa que a RENDA aumentou... e o bem citado como inferior, logicamente tem sua demanda diminuída, tornando seu preço negativo. 

  • O efeito preço é o efeito renda somado com o efeito substituição.

    No caso dos bens inferiores, o efeito renda é negativo e suplanta o efeito substituição. Assim, para os bens inferiores, o efeito preço é negativo, o que torna correta a primeira parte da assertiva.

    A segunda parte da assertiva também é correta, pois a demanda por bens inferiores é negativamente inclinada. Lembre-se que todo bem de Giffen é inferior, mas nem todo bem inferior é um bem de Giffen.

    GABARITO: CERTO

    FONTE: Profs Heber Carvalho e Jetro Coutinho

  • Essa questão deveria ser anulada, pois no único caso em que o efeito renda negativo é maior que o efeito substituição, tornando o efeito total negativo, é no caso de bem de Giffen (que é um tipo de bem inferior). Porém, a curva de demanda de um bem de Giffen é positivamente inclinada (maior preço, maior quantidade consumida).

  • Certo

    de maneira bem simples, quanto aos bens inferiores, quando há um aumento da renda consequentemente diminui o consumo e quando há uma baixa da renda aumenta o consumo, isso gera um deslocamento sobre a curva de demanda e sua reta é negativamente inclinada.

    O bem inferior que possui reta positivamente inclinada é o de Giffen. Informem-se mais a respeito deste. 

    Bons estudos

  • A primeira parte da questão, o efeito preço dos bens inferiores é negativo, está correta, visto que este efeito é sempre negativo, tanto para bens normais quanto para bens inferiores.

    A segunda parte da questão, sendo a demanda por esses bens negativamente inclinada, faz alusão à regra geral da curva de demanda (se aumentar o preço, reduz a quantidade demandada) negativamente inclinada, a exceção a essa regra é o caso dos bens de Giffen.

    Gabarito: Correto.

  • Levando em consideração outras questões CESPE em que a banca da a acertiva como errada quando afirma apenas a regra geral havendo uma exceção, deveria ser anulada ou mudado para "Errado o gabarito".

    Bem Inferior (regra geral) possui a curva de Demanda Negativa, ou seja, quanto maior o preço menor o consumo. Porém, os Bens de Giffen possuem curva de demanda positiva, pois o Efeito Renda é maior que o Efeito Substituição, assim quando reduz a renda do consumidor o aumento no consumo do bem inferior (Giffen) é maior do que o efeito substituição o qual gera redução no consumo.

    Portanto, a demanda por bens inferiores nem sempre é negativamente inclinada.

  • Acredito que devemos analisar esta questão assim como fazemos com as questões de direito da Cespe.

    Observe que o enunciado nos trouxe o caso geral do bem inferior, sem expressões fortes como “sempre”, “nunca”, etc.
    Assim sendo, credito que a questão esteja CORRETA.


    Quando falamos do efeito preço (ou total) dos bens inferiores, temos duas situações possíveis:

     

    REGRA GERAL
    Efeito preço negativo: situação em que preço e quantidade demandada são negativamente relacionados (demanda negativamente inclinada).
    Ocorre na maioria dos casos, e representa a situação em que o efeito substituição vence o efeito renda.

     

    EXCEÇÃO - GIFFEN
    Efeito preço positivo: situação em que preço e quantidade demandada são positivamente relacionados (demanda positivamente inclinada). Ocorre na minoria dos casos, e representa a situação em que o efeito renda vence o efeito substituição.

    Representa o caso particular do bem de Giffen.


     

  • Dividir a questão em partes fica mais fácil de compreender:

    O efeito preço dos bens inferiores é negativo.

    Explicação: O efeito substituição será SEMPRE negativo, para os bens inferiores o efeito renda será sempre negativo também. Sendo assim, o efeito preço será negativo pois: efeito preço = efeito renda + efeito substituição.

     A demanda por esses bens negativamente inclinada.

    Explicação: Os bens de Giffen são EXCEÇÕES. A Cespe cobrou a REGRA, pois mesmo os bens inferiores podem ter demanda negativa uma vez que nem todo bem inferior será bem de Giffen.

  • Um bem inferior é o bem que possui queda na sua demanda, quando a renda do consumidor aumenta. Repare que o critério para definir um bem inferior é a renda (e não preço).

              A lei geral da demanda nos diz que preço e quantidade demandada variam de forma inversa. Isso significa que a curva de demanda dos bens são negativamente inclinadas. A única exceção à lei da demanda é o bem de Giffen.

              Vale lembrar que todo bem de Giffen é um bem inferior, mas nem todo bem inferior é um bem de Giffen.

               Como nem todo bem inferior é um bem de Giffen, isso significa que a curva de demanda para bens inferiores é negativamente inclinada, assim como diz a lei da demanda. Agora, caso estejamos tratando de um caso bem específico, o bem de Giffen, aí neste caso, e só neste, teremos curva de demanda positivamente inclinada.

              Como a questão não especificou que está tratando de um bem de Giffen, segue o caso geral: bens inferiores possuem demanda negativamente inclinada.

       Por fim, o efeito preço (ES + ER) dos bens inferiores é negativo. Lembre do quadro abaixo: 

  • Certa.

    Resolvi assim...

    Se o bem é inferior a pessoa compra por necessidade - geralmente por ter uma renda baixa.

    Pensando assim, se o preço do bem inferior aumenta, a pessoa vai querer substituir por outro mais barato, portanto, a demanda é negativa nesse caso...

    Então, a questão cobrou a regra para bens inferiores .

    No entanto, existem os bens de Giffen, que são tão inferiores que não podem ser substituídos... O bem de Giffen é o único bem inferior que com a alta de preço continua a ser positivamente demandado, seria a exceção...

    Qualquer erro avisem que corrijo...

  • ATENÇÃO PESSOAL: MUITOS COMENTÁRIOS EQUIVOCADOS (INCLUSIVE DE PROFESSORES!)

    O efeito preço dos bens inferiores é negativo (CERTO), sendo a demanda por esses bens negativamente inclinada (CERTO).

    GABARITO = verdadeiro

    Explicação:

    Efeito preço = efeito total = efeito substituição + efeito renda

    Efeito substituição = sempre negativo (pois o aumento do preço de A diminui sua demanda relativa)

    Efeito renda = depende do tipo de bem

    Efeito preço = depende do tipo de bem, pois depende do efeito renda (vide acima)

    BENS NORMAIS COMPLEMENTARES

    Variação dos preços = +1

    Efeito substituição = 0 (não há bens substitutos)

    Efeito renda = -0,5 (demanda cai com o aumento de preço)

    Efeito total = -0,5 (ou seja, a quantidade demandada diminui com o aumento de preços)

    Curva de demanda: negativamente inclinada

    BENS NORMAIS SUBSTITUTOS PERFEITOS

    Variação dos preços = +1

    Efeito substituição = -1 (demanda relativa cai com o aumento de preço)

    Efeito renda = 0

    Efeito total = -1 (ou seja, a quantidade demandada diminui com o aumento de preços)

    Curva de demanda: negativamente inclinada

    BENS NORMAIS SUBSTITUTOS

    Variação dos preços = +1

    Efeito substituição = -1 (demanda relativa cai com o aumento de preço)

    Efeito renda = -0,5 (demanda cai com o aumento de preço)

    Efeito total = -1,5 (ou seja, a quantidade demandada diminui com o aumento de preços)

    Curva de demanda: negativamente inclinada

    BENS INFERIORES

    Variação dos preços = +1

    Efeito substituição = -1 (demanda relativa cai com o aumento de preço)

    Efeito renda = +0,5 (demanda aumenta com o aumento de preço)

    Efeito total = -0,5 (ou seja, a quantidade demandada diminui com o aumento de preços)

    Curva de demanda: negativamente inclinada

    BENS INFERIORES GIFFEN

    Variação dos preços = +1

    Efeito substituição = -1 (demanda relativa cai com o aumento de preço)

    Efeito renda = +2 (demanda aumenta com o aumento de preço)

    Efeito total = +1 (ou seja, a quantidade demandada AUMENTA com o aumento de preços)

    Curva de demanda: POSITIVAMENTE inclinada

    Bons estudos!


ID
1209334
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue os próximos itens, relativos às curvas de custo de curto e longo prazos.

Nas economias ou deseconomias de escala, a curva de custo médio de longo prazo é formada pelos pontos de mínimo das curvas de custo médio de curto prazo.

Alternativas
Comentários
  • No longo prazo, a curva de custo médio se aproxima da curva de custo variável médio, visto que o aumento da quantidade produzida diminui o custo fixo médio.


    CMe = CFMe + CVMe

  • A curva de custo médio de curto prazo só será necessariamente tangente a curva de custo médio de longo prazo quando os rendimentos de escala forem constantes.

  • A curva de Custo Médio de LP é a envolvente inferior das curvas de Custo Médio de CP.

    Ela só será tangente à curva de CmeCP, como disse o colega Vinicius, quando os rendimentos de escala forem constantes.


    Gabarito: ERRADO

  • Se é médio, qualquer coisa que é média é formada por uma média entre menores e maiores. caso contrário o nome não seria média, seria mínimo. Não precisa nem estudar economia ou saber como faz pra saber que esta errado.

  • efinições importantes:
    Curto prazo – pelo menos um fator fixo.
    Longo Prazo – todos os fatores variáveis.
    Economia de Escala – A produção aumenta e o custo médio diminui, rendimentos crescentes de escala.
    Deseconomia de Escala - A produção aumenta e o custo médio também aumenta, rendimentos decrescentes de escala.
    A curva de Custo Médio de Longo Prazo (CMeLP) é a envoltória inferior das curvas de Custo Médio de Curto Prazo ( CMeCP), não necessariamente nos pontos de mínimo das curvas de Curto Prazo. No ponto de mínimo da curva de CMeLP coincide com o o ponto de mínimo da curva de CMeCP chamado de ponto ótimo da produção, entretanto o examinador deixou claro que o questionamento está incluindo toda a curva de custo médio não só o ponto de mínimo da curva de CMeLP.


    Gabarito: Errado.
  • efinições importantes:
    Curto prazo – pelo menos um fator fixo.
    Longo Prazo – todos os fatores variáveis.
    Economia de Escala – A produção aumenta e o custo médio diminui, rendimentos crescentes de escala.
    Deseconomia de Escala - A produção aumenta e o custo médio também aumenta, rendimentos decrescentes de escala.
    A curva de Custo Médio de Longo Prazo (CMeLP) é a envoltória inferior das curvas de Custo Médio de Curto Prazo ( CMeCP), não necessariamente nos pontos de mínimo das curvas de Curto Prazo. No ponto de mínimo da curva de CMeLP coincide com o o ponto de mínimo da curva de CMeCP chamado de ponto ótimo da produção, entretanto o examinador deixou claro que o questionamento está incluindo toda a curva de custo médio não só o ponto de mínimo da curva de CMeLP.


    Gabarito: Errado.
  • CMeLP tangencia as várias de CMEcp, mas não necessariamente no ponto de mínimo destas. 

  • é formada pelos pontos de mínimo das curvas de custo médio de curto prazo.

    Na verdade, somente para o caso de economias constantes de escalas temos o ponto de mín da curva de curto prazo ser igual ao ponto de mín da curva de longo prazo.

  • curva de custo medio (longo prazo)

    Economia de escala = apenas a curva de CME-CURTO PRAZO irá tangenciar

    Deseconomias de escala = apenas a curva de CME- LONGO PRAZO irá tangenciar

  • Só faz sentido falarmos em economias ou deseconomias de escala no longo prazo. Além disso, é necessário lembrarmos que a curva de custo médio de longo prazo será a envolvente inferior das curvas de custo médio de curto prazo, mas ela não toca seus pontos de mínimo. Olhe só o gráfico abaixo: 

    A CmeLP é a curva laranja e, no gráfico acima, temos três curvas de custo médio de Curto Prazo: CmeCP1, CmeCP2 e CmeCP3. Mas repare que a CMeLP NÃO TOCA CmeCP1 e CmeCP3 no ponto de mínimo. No caso da CmeCP1, a CmeLP toca nela antes do ponto de mínimo. No caso da CmeCP3, a CMeLP toca nela depois do ponto de mínimo.

              Apenas em CmeCP2 é que a CMeLP toca no ponto de mínimo. Portanto, a CmeLP é a envoltória inferior das curvas de custo médio de curto prazo, mas não toca, necessariamente, seus pontos de mínimo. 

    Resposta: E

  • Jetro Coutinho e Paulo Ferreira | Direção Concursos

    26/08/2020 às 12:51

    Só faz sentido falarmos em economias ou deseconomias de escala no longo prazo. Além disso, é necessário lembrarmos que a curva de custo médio de longo prazo será a envolvente inferior das curvas de custo médio de curto prazo, mas ela não toca seus pontos de mínimo. Olhe só o gráfico abaixo: 

    A CmeLP é a curva laranja e, no gráfico acima, temos três curvas de custo médio de Curto Prazo: CmeCP1, CmeCP2 e CmeCP3. Mas repare que a CMeLP NÃO TOCA CmeCP1 e CmeCP3 no ponto de mínimo. No caso da CmeCP1, a CmeLP toca nela antes do ponto de mínimo. No caso da CmeCP3, a CMeLP toca nela depois do ponto de mínimo.

              Apenas em CmeCP2 é que a CMeLP toca no ponto de mínimo. Portanto, a CmeLP é a envoltória inferior das curvas de custo médio de curto prazo, mas não toca, necessariamente, seus pontos de mínimo. 

    Resposta: E


ID
1209337
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue os próximos itens, relativos às curvas de custo de curto e longo prazos.

No curto prazo, a lei dos retornos marginais decrescentes começa a vigorar a partir do ponto em que o custo marginal seja igual ao custo variável médio.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito errado

    No curto prazo, a lei dos retornos marginais decrescentes começa a vigorar a partir do ponto DA PRODUÇÃO TOTAL DECLINA A PARTIR DA CURVA DE PRODUÇÃO MARGINAL.

    Em suma: 

    Também conhecida por lei das proporções variáveis ou lei da produtividade marginal decrescente, a lei dos rendimentos decrescentes pode ser entendida da seguinte maneira: aumentando-se a quantidade de um fator variável, permanecendo fixa a quantidade dos demais fatores, a produção, a princípio, crescerá a taxas crescentes; a seguir, após certa quantidade utilizada do fator variável, passará a crescer a taxas decrescentes; continuando o aumento da utilização do fator variável, a produção decrescerá. Um exemplo, é o aumento do número de trabalhadores em uma certa extensão de terra. Numa primeira fase a produção aumenta, mas logo se chega a um estado de nenhum aumento na produção, devido ao excesso de trabalhadores em relação à extensão de terra que não aumentou


  • Acredito que o erro da questão está na palavra a partir
    Isso porque, no ponto de tangência entre o custo marginal e o custo variável o retorno marginal é constantes e não decrescente como afirma a questão. 

  • Na verdade, não. A lei dos retornos marginais decrescentes começa a vigorar a partir do momento em que o Custo Marginal deixa de ser decrescente e passa a ser crescente



    Prof: Heber e Jetro

  • O certo seria:

    No curto prazo, a lei dos retornos marginais decrescentes começa a vigorar a partir do ponto em que o custo marginal seja maior que o custo variável médio.

  • A Lei dos Rendimentos Decrescentes postula que a quantidade de produto crescerá à medida que aumentamos a quantidade do fator variável, no entanto o produto aumenta a taxa decrescente, ou seja, o produto marginal de um fator diminui quando utilizamos mais desse fator, logo a curva de o produto marginal decresce. Como a Curva de Produto Marginal é o inverso da Curva de Custo Marginal, consequentemente o ponto que vigora a lei dos rendimentos decrescentes é a partir do ponto que o custo Marginal é crescente e não acima do ponto de custo variável médio que se localiza após o início do ponto do custo marginal crescente, conforme gráfico abaixo.

    Gabarito: Errado.
  • No curto prazo quando o custo marginal for igual ao custo total médio, ai sim ter os rendimentos decrescentes.


    Custo variavel médio estamos falando de LONGO PRAZO.


  • Ponto mínino da curva de custo marginal = Ponto da curva de produção a partir do qual aumenta em taxas descrescentes.

    Ponto onde o custo marginal é igual ao custo variável médio = Ponto onde a produção total é máxima ou a produção marginal é nula. 

  • Eu interpretei que fosse verdadeiro, pois a partir desse ponto que comeca a sobrar valor para abater os custos fixos, pois nesse ponto já é interessante permanecer produzindo, pois conseguimos zerar os custos variaveis, e os prejuizos tendem a decrescer.

  • Gabarito: Errado.

    Teremos retornos marginais decrescentes quando estivermos no ponto de mínimo da curva do custo marginal, e não quando este for igual ao custo variável médio

    Material do Estrategia.

  • Começa antes disso!

              A lei dos rendimentos marginais decrescentes começa a vigorar quando o custo marginal passa a crescer.

              E só depois de ter crescido um “bocado” é que o custo marginal se iguala ao custo médio.

              Olhe só:

    Note que o Cmg começa a subir quando a produção é de 4 unidades, mas ele só vai se igualar ao custo variável médio quando Y = 7.

    Resposta: E

  • https://cdn.tecconcursos.com.br/discussoes/00377189/883dd601-c73a-4c55-8901-089135335dd7.jpeg

    https://s3-sa-east-1.amazonaws.com/figuras.tecconcursos.com.br/92caced4-24fd-430c-a2c7-b0ecc9e59b25

    A lei dos rendimentos decrescentes começa a vigorar quando o rendimento começa a decrescer com o aumento da qtd, o que coincide com o ponto que o custo marginal da produção passa a aumentar (ponto C da figura acima) e não apenas a partir do custo variável médio como afirma a questão. 

    Gabarito: Errado.

    Excelentes estudos !!!

  • Começa antes disso!

              A lei dos rendimentos marginais decrescentes começa a vigorar quando o custo marginal passa a crescer.

              E só depois de ter crescido um “bocado” é que o custo marginal se iguala ao custo médio.

              Olhe só:

    Note que o Cmg começa a subir quando a produção é de 4 unidades, mas ele só vai se igualar ao custo variável médio quando Y = 7.

    Resposta: E


ID
1209340
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca das teorias cardinal e ordinal da utilidade, das curvas de ndiferença e da escolha ótima, julgue os itens seguintes.

Considere um consumidor com função utilidade dada por U(X1, X2) = 2X1 + X2. Nesse caso, a escolha ótima do consumidor pelo bem X1 se dará no ponto em que a taxa marginal de substituição for tangente a sua reta orçamentária.

Alternativas
Comentários
  • No ponto em que corta.

  • O equilíbrio do consumidor ocorre no ponto em que a restrição orçamentária é igual à tangente em um ponto da curva de indiferença. A curva de indiferença dada pelo problema é uma reta cuja função é representada por: U(x, y) = x + y (possui Tms constante em toda a curva). Portanto, a curva de indiferença coincidirá com a reta de restrição orçamentária R=X1Px1+X2Px2 pois possuem a mesma inclinação. Logo, a escolha ótima do consumidor pelo bem X1 se dará em qualquer ponto (infinitos pontos) da curva de utilidade. 

    Questão ERRADA

  • ERRADO

    O ótimo do consumidor ocorre quando a CURVA DE INDIFERENÇA tangencia a reta orçamentária.

    Um outro ponto é: o ótimo do consumidor ocorre no ponto onde a INCLINAÇÃO da curva de indiferença (TMgS) se iguala à INCLINAÇÃO da reta orçamentária. A assertiva mistura as duas possibilidades.

    Profs. Heber Carvalho e Jetro Coutinho

    Obs.: A taxa marginal de substituição (TMgS) determina a inclinação da curva de indiferença, sendo decrescente ao longo da curva de indiferença.

  • Os bens são substitutos perfeitos. Nesse caso a escolha ótima daria no "canto". Além disso, para ocorrer a escolha ótima nas curvas bem comportadas a curva de indiferença deve tangenciar a reta orçamentária mais alta possível, e não a taxa marginal de substituição como menciona a questão.

  • A função de utilidade apresentada, U(X1;X2)= aX1+ bX2 (a=2; b=1), é de bens substitutos perfeitos (a taxa marginal de substituição é constante), neste caso existem três escolhas ótimas possíveis:

    1)      Se p2>p1, a inclinação da reta orçamentária será mais plana do que a curva de indiferença. Nesse caso, a cesta ótima será aquela em que o consumidor gastar todo o seu dinheiro no bem 1.

    2)      Se p1>p2, o consumidor comprará apenas o bem 2

    3)      Se p1=p2, haverá todo um segmento de escolhas ótimas, neste caso todas as quantidades dos bens 1 e 2 que satisfizerem a restrição orçamentária serão uma escolha ótima.

    Gabarito: Errado.

  • é só lembrar o seguinte:

    a TMS pode tangenciar a reta orçamentária em vários pontos, dependendo da sua inclinação. A palavra-chave é "A ESCOLHA ÓTIMA"!

     

    bons estudos!

  • Para curvas bem comportadas, o equilíbrio do consumidor se dá quando a inclinação da curva de indiferença (a TMS) for igual à inclinação da reta orçamentária. Essa situação acontece no ponto A do gráfico abaixo: 


ID
1209343
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca das teorias cardinal e ordinal da utilidade, das curvas de indiferença e da escolha ótima, julgue os itens seguintes.

De acordo com a teoria ordinal, as funções utilidade U e V representariam as mesmas preferências se V = 4U3 + 10.

Alternativas
Comentários
  • A teoria ordinal visa APENAS ordenas as preferências, não importando o quanto uma preferência é maior ou menor que a outra.  

    Gabarito: CERTO

    Prof: Heber Carvalho

  • A teoria ordinal visa APENAS ordenar as preferências, não importando o quanto uma preferência é maior ou menor do que a outra. Pela equação apresentada, da mesma forma que V = 4U3 + 10, isolando o U na equação, temos U = V V -10. Ou seja, elas se equivalem, pois não queremos saber quanto cada uma é maior ou menor, visto que os aspectos algébricos (soma, multiplicação, etc) e os números (no caso dessa função utilidade, 4x U ou +10)

  • A função de utilidade ordinal coloca as cestas de mercado em ordem de preferência, mas não indica o quanto uma cesta é preferível à outra. Já a função de utilidade cardinal quantifica, pois descreve o quanto uma cesta de mercado é preferível à outra.

    Uma função, como a indicada pela questão, resulta em uma curva de preferência com diversos valores de U e V – diversas cestas. Para obtermos outro nível de preferência, mais ou menos preferível, é crucial a determinação de nova função.


    Gabarito: Correto.

  • Correto!

    Note que a função de utilidade V engloba a função de utilidade U.

              Isso implica que a taxa marginal de substituição entre os bens é a mesma nas duas funções, ou seja, as preferências são as mesmas.

  • O comentário do Rodrigo está equivocado. Não é porque se trata de uma igualdade entre as equações que, necessariamente, não haverá alteração na preferência. As alterações na função interferem sim na preferência, porém, as alterações realizadas são transformações monotônicas:

    - Elevar a função “U” à terceira potência (uma potência ímpar, portanto);

    - Multiplicar a função “U” por 4;

    - Somar 10 à função “U”.

    Qualquer que seja a função “U”, as transformações monotônicas promovidas pela função “V” preservarão a mesma ordenação das cestas original.


ID
1209346
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com base nas teorias de bem-estar, julgue os itens subsequentes.

A fronteira de possibilidades de utilidade corresponde ao conjunto de níveis de utilidade associados a alocações eficientes de Pareto.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito certo


    Fronteira de possibilidade de produção -  Ilustra o nível máximo de utilidade (ou bem-estar) que pode ser alcançado por um indivíduo (ou um grupo) sendo dados os níveis de bem-estar alcançados pelos restantes indivíduos (ou outro grupo).

    O “ótimo de Pareto” ocorrerá, quando existe uma situação (A) onde ao se sair dela, para que “um ganhe”, pelo menos “um perde”,

    necessariamente. Desta forma, uma situação econômica é ótima no sentido de Pareto se não for possível melhorar a situação de um agente, sem degradar a situação de qualquer outro agente econômico. 





  • Segundo Pindyck & Rubinfeld, a fronteira de possibilidade da utilidade mostra os níveis de satisfação que duas pessoas alcançam quando realizam trocas até chegar a um resultado eficiente sobre a curva de contrato. Os pontos E e F correspondem aos pontos sobre a curva de contrato e são eficientes, nesse caso, uma pessoa não pode amentar seu nível de satisfação sem que haja uma diminuição no nível de satisfação da outra, eficiente de Pareto. O ponto H é ineficiente, porque qualquer troca no interior da área sombreada beneficiará uma ou ambas as pessoas envolvidas.

    Gabarito: Correto.
  • Perfeito! Isso cai bem pouco em concursos, mas o conceito é exatamente esse.

    Assim como a fronteira de possibilidades de produção mostra as combinações eficientes no sentido produtivo, a fronteira de possibilidades de utilidade mostra todas as alocações eficientes no sentido de Pareto para o consumidor.

    Resposta: C


ID
1209349
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com base nas teorias de bem-estar, julgue os itens subsequentes.

Em uma economia de trocas, a distribuição de renda independe das dotações iniciais dos agentes.

Alternativas
Comentários
  • Errado.


    Numa economia de trocas, a distribuição de rendas depende das dotações iniciais, mas também dos preços de mercado, uma vez que a renda é o valor de mercado das dotações iniciais. Numa economia de trocas, a distribuição de renda vai depender somente das dotações iniciais dos agentes.

  • A alocação da dotação inicial é a alocação com a qual os consumidores iniciam as trocas, ela consiste na quantidade de cada bem que os consumidores trazem ao mercado. Logo, em uma economia de troca, a distribuição de renda depende das dotações iniciais, pois a dotação inicial determina a quantidade total disponível de bens.

    Gabarito: Errado.


  • Como é Khiel? 

    Você disse que: "Numa economia de trocas, a distribuição de rendas depende das dotações iniciais, mas também dos preços de mercado, uma vez que a renda é o valor de mercado das dotações iniciais. Numa economia de trocas, a distribuição de renda vai depender somente das dotações iniciais dos agentes."

    Como pode uma mesma coisa depender de dotações iniciais e de preços de mercado e ao mesmo tempo depender somente de dotações iniciais?

    Não entendi seu comentário!!!

  • os preços de mercado é que vão estabelecer as dotações iniciais

  • Autor: Michelle Moutinho , Mestre em Economia Aplicada (UFV) e Analista do Poder Executivo (ES)

    A alocação da dotação inicial é a alocação com a qual os consumidores iniciam as trocas, ela consiste na quantidade de cada bem que os consumidores trazem ao mercado. Logo, em uma economia de troca, a distribuição de renda depende das dotações iniciais, pois a dotação inicial determina a quantidade total disponível de bens.

    Gabarito: Errado.

  • A dotação inicial é fundamental!            

    Repare no nosso exemplo da aula:

    Se as dotações iniciais dos agentes estão no ponto A, é possível que as trocas levem ao ponto D ou ao ponto C. Para ir ao ponto D, Rafael teria que ser um bom negociador, mas é fato que Júlia é indiferente entre os pontos A e D, mas a situação de Rafael melhoraria muito.

    Indo para os pontos B e C, a partir do ponto A, a situação de ambos melhoraria. Agora: se considerarmos que a dotação inicial é a do ponto D, ali já temos um equilíbrio ótimo. Então, é certo que não iremos até o ponto C.

    Outro detalhe importante: se a dotação inicial for a de máxima concentração, por exemplo O1 ou O2, não sairemos dali porque para o agente que tem tudo, não é vantajoso se desviar daquele equilíbrio.

    Resposta: E


ID
1209352
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com base nas teorias de bem-estar, julgue os itens subsequentes.

Em uma economia com apenas um tipo de bem, a alocação em que cada indivíduo dessa economia recebe de um planejador central o mesmo número de unidades do bem é eficiente no sentido de Pareto, mesmo que as preferências dos indivíduos pelo bem sejam diferentes.

Alternativas
Comentários
  • Para que seja eficiente no sentido de Pareto, se faz necessário que a situação de um indivíduo piore e a do outro melhore!

    ERRADA

  • ERRADO 


    O ótimo de Pareto requer eficiência na distribuição dos bens. Se as preferências dos indivíduos são distintas, posso retirar o produto x da pessoa B e dar para A pois B não requer tantos produtos X. Não estaria violando o ótimo de Pareto, já que B não se sente prejudicado em perder X pois não gosta tanto de X.

    Ótimo de Pareto: Ponto em que não se pode melhorar a utilidade ("bem estar") de alguém sem prejudicar outro agente econômico. 


  • Se as preferências dos indivíduos são diferentes, então a escolha ótima de cada indivíduo também será diferente. Logo, a distribuição igualitária da quantidade do bem não é eficiente de Pareto, haja vista que pode aumentar a utilidade de um agente, sem degradar a utilidade de qualquer outro agente.

    Gabarito: Errado.

  • Cespe em Economia é complicado...

    Vc pensa: é, poder ser que um bem seja um mal (ou totalmente indiferente ao consumidor)... Por outro essa economia tem apenas um bem... 

  • Errado!

    Se eu adoro livros e não gosto de filmes e se para você é o contrário, uma alocação que dê metade dos livros para você e outra metade para mim - e o mesmo ocorrendo com os filmes – não será eficiente no sentido de Pareto.

    Isso porque nossas preferências são completamente diferentes.

    Neste caso, se você me der livros em troca de filmes, ambos teremos nossa utilidade aumentada.

    E se é possível fazer trocas vantajosas para nós dois é porque a alocação inicial não é Pareto ótima!

    Resposta: E

  • A economia tem apenas 1 bem mas pode ser que esse bem não seja interessante para um consumidor (seja um mal), portanto prefere ficar com menos dele ou até com nada. (Destaca-se: mesmo que as preferencias sejam bem diferentes) Gab: Errado.

  • O indivíduo não pode escolher a sua própria cesta, e o bem em questão pode ser considerado um mal.

    Gabarito errado


ID
1209355
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Em uma economia, a tecnologia de uma empresa monopolista para produção de determinado bem é descrita pela função custo total CT = 10 + 20q + q2 , em que q é a quantidade produzida do bem. A demanda de mercado por esse mesmo bem é dada por q = 200 – p, em que q é a quantidade demandada do bem e p, o seu preço de mercado.

Com base nessa situação hipotética, julgue o item que se segue.

Caso uma segunda firma entre nesse mercado com a mesma tecnologia, o preço de equilíbrio do bem, em concorrência perfeita, será de 110 unidades monetárias.

Alternativas
Comentários
  • na concorrência perfeita: custo marginal = receita marginal

    Para encontrár-mos o custo marginal temos que derivar o custo total em função da quantidade produzida (q), vejamos:

    Custo total= 10 +20q+q^2 , derivando fica: Custo marginal=20+2q

    Para encontrar-mos a receita marginal temos q derivar a receita total. Lembrando que receita total é o preço multiplicado pela quantidade produzida. A fórmula do preço está invertida, temos que encontrá-la em função do preço. vejamos:

     q=200-p     logo,  p=200-q

    Receita total = q * p

    Receita total = q * (200-q)

    Receita total = 200q - q^2,  derivando fica:Receita marginal: 200-2q

    Assim temos:

    Custo marginal = Receita marginal

    20+2q=200-2q

    4q=180

    q=45   substituindo em qualquer das formulas temos:

    Custo marginal= 20 +2q = 20 +2*45 = 20+90=110. ou ainda:

    Receita marginal= 200-2q= 200-2*45 = 200-90 = 110

    Espero ter ajudado.


  • correto

    p = 110,00

    q = 200 - P 

    q = 200-110 = 90,00

    Qual o custo de produzir 90 unidades a 110 reais?

    20q+q² = 20*90+90² = 9900,00


    Qual o valor da venda?

    Q * P = 90 * 110 = 9900,00


  • Gente, alguém poderia explicar? Como a questão falou em concorrência perfeita, eu fiz Cmg=P. assim, ficou 20 + 2q = p  ~> 20 + 2q =200-q. grata

  • Thaty está correta, esse seria o procedimento correto, mas eu fiz cmg=rmg e acabei acertando, mas pensando melhor, em concorrencia perfeita tinha que ser cmg=p, essa cespe....

  • Seria P=CMg, não entendo como está correta. Este é o gabarito definitivo?

  • A condição de maximização do lucro no mercado monopolista é a igualdade entre receita marginal e custo marginal. Assim:

    Se o custo total é igual a:

    CT = 10 + 20q + q2

    O custo marginal é a derivada do custo total em relação à quantidade:

    CMg = ∂CT/∂q

    Cmg = 20 +2q

    Como a receita total pode ser descrita como:

     RT = Q*P

    E, sabendo-se que:

    q = 200 – p

    p = 200-q

    RT= (200 – q)*q

    RT = 200q – q2

    Então, a receita marginal é a derivada da receita.

    Rmg = ∂RT/∂q

    Rmg = 200 – 2q

     Rmg = Cmg

    200 – 2q = 20 +2q

    4q = 180

    q = 45

    Se q = 45, então p = 200 - 45 = 155

    Caso uma segunda firma entre nesse mercado com a mesma tecnologia, ela produzirá a mesma quantidade do monopolista, q = 45.

    Portanto, o total produzido será de 90, 45 + 45. De posse da quantidade total produzida, basta substituirmos essa quantidade na curva de demanda para encontrarmos os preços, assim:

    p = 200 - q

    p = 200 - 90

    p = 110.

    Gabarito: Correto.


  • Atenção , não pode usar a função q = 200-p pois é função de demanda do monopolio. Tem que usar o Cmg e a Rmg  mesmo

  • Mercado MONOPOLISTA:

    CMg = d(CT)/dq = 20+2*qe

    qe = quantidade ofertada por cada empresa que compõe o mercado

    Qe = quantidade ofertada pelo mercado

    Sabe-se que RMg = P e que, no equilíbrio, CMg = RMg. Assim, tem-se

    CMg = P

    20+2*qe = P

    20+2*Qe = P

    Sabe-se que Qd = 200 – P. No equilíbrio, Qe = Qd; logo:

    20+2*Qe = 200-Qd

    3Qd = 180

    Qd = Qe = 60

    P = 200-Qd = 140

    -----------------------------------

    Mercado DUOPOLISTA:

    CMg = d(CT)/dq = 20+2*qe

    qe = quantidade ofertada por cada empresa que compõe o mercado

    Qe = quantidade ofertada pelo mercado

    Sabe-se que RMg = P e que, no equilíbrio, CMg = RMg. Assim, tem-se

    CMg = P

    20+2*qe = P

    Aqui vem o "pulo do gato", já que, agora, Qe=2*qe:

    20+Qe = P

    Sabe-se que Qd = 200 – P. No equilíbrio, Qe = Qd; logo:

    20+Qe = 200-Qd

    2Qd = 180

    Qd = Qe = 90

    P = 200-Qd = 110

  • Custos:

    Ct = 10 + 20q + q^2

    Cmg = 20 + 2q

    Receitas:

    q = 200 – p

    p = 200 – q

    Rt = 200q – q^2

    Rmg = 200 – 2q

    Equilíbrio no monopólio:

    Cmg = Rmg

    20 + 2q = 200 – 2q

    4q = 180

    q = 45

    p = 155

    Cmg = 110

    Markup = p / Cmg = 155/110 = 1,40 = 40%

    Modificação do custo marginal (2 empresas):

    Cmg = 20 + 2q

    2q = Cmg – 20

    q = 0,5Cmg – 10 (oferta do monopolista: 1 empresa)

    Divisão do mercado em 2 empresas: q/2

    q/2 = 0,5Cmg – 10

    q = Cmg – 20 (oferta de 2 empresas)

    Cmg = 20 + q (custo marginal do duopólio)

    Equilíbrio no duopólio:

    Cmg = P

    20 + q = 200 – q

    2q = 180

    q = 90

    p = 110

    GABARITO: certo

    Bons estudos!


ID
1209358
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Em uma economia, a tecnologia de uma empresa monopolista para produção de determinado bem é descrita pela função custo total CT = 10 + 20q + q2 , em que q é a quantidade produzida do bem. A demanda de mercado por esse mesmo bem é dada por q = 200 – p, em que q é a quantidade demandada do bem e p, o seu preço de mercado.

Com base nessa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.

O markup da firma monopolista é de 45 unidades monetárias.

Alternativas
Comentários
  • MKD= (PV-CTV) /100

    110-10+20q+q²

    mkd= 0,2 ou 20%

  • MKp = P / CMg = 1,45 ou 45%

    ==================== Vou tentar explicar por aqui já que não consegui copiar e colar a resolução que fiz à mão:

    No caso, preciso achar o P em questão , bem como o CMg.

    (1) Para achar P:

    q = 200 - p  ==> -p = q - 200 (-) ==> p = 200 - q

    (2) Cálculo da RMg

    RT = p x q ==>  RT = ( 200 - q) x q  ==>  RT =  200q - q^2  

    RMg = 200 - 2q  (a RMg é achada derivando a RT)

    (3) Cálculo do CMg

    CT = 10 + 20q + q^2

    CMg = 20 + 2q  (o CM é achado quando da derivação do CT)

    (4) Agora, iguala RMg = CMg

    200 -2 q = 20 + 2q  ==>  200 - 20 = 2q + 2q  ==> 180 = 4q  ==> q = 180 / 4  ==>  q = 45 (proooonto, até que enfim achamos o valor de q ; agora, vamos usar esse resultado para achar 'p' no passo (1):

    p = 200 - q  ==> p = 200 - 45  ==> p = 155

    (5) depois de efetuado os cálculos acima, temos condições de usar a fórmula do Mark Up: 

    MKp = P / CMg  ==> MKp = 155 / 20 + 2q  ==>  MKp = 155/20 + 2(45)  ==>  MKp = 155/110 ==> MKp = 1,45

    Ou seja, o Mark Up dessa firma monopolista é de 45%, que é exatamente a proporção do preço que está acima do custo marginal. OU SEJA, O ERRO DA QUESTÃO FOI AFIRMAR O MARK UP EM UNIDADES MONETÁRIAS E NÃO EM TERMOS PERCENTUAIS QUE É O REAL SIGNIFICADO DO MARK UP.



  • Na verdade, Melkzedec, 155/110 não é 1,45 e sim 1,409... 

    O que dever ser feito na questão é igualar Rmg a Cmg como você fez e encontrar a quantidade de equilíbrio de 45 unidades.

    Depois acha-se que o preço de equilibrio de venda é P=155 e Cmg=110 (também como você fez).
    Assim temos:
    MKD= P/Cmg = 155/110= 1,41 ou MARKUP de 41%.
  • Primeiramente, precisamos achar o Cmg (custo marginal)

    CT = 10 + 20q + q^2 derivamos o custo total para obtermos o custo marginal, então:

    CMg = 20 + 2q

    No caso, preciso achar o P em questão , bem como o CMg.

    Após encontramos o custo marginal, iremos achar o preço, então:

    q = 200 – p

    p = 200 - q

    Também é imprescindível calcularmos a RMg, então:

    RT = p x q

    RT = ( 200 - q) x q

    RT = 200q - q^ 2; a receita marginal é a derivada da Receita Total

    RMg = 200 - 2q

    Como a estrutura de mercado é monopolista, logo RMg = CMg

    200 -2 q = 20 + 2q

    200 - 20 = 2q + 2q

    180 = 4q

    q = 180 / 4

    q = 45

    Se q = 45, então p é:

    p = 200 - q

    p = 200 – 45

    p = 155

    Finalmente, calculamos o mark-up do monopolista, portanto, temos:

    markup = P/CMg

    markup = 155 / 20 + 2q, como q = 45, logo:

    markup = 155/[20 + 2(45)]

    markup = 155/110

    markup = 1,40

    O mark up é usado para indicar quanto do preço do produto está acima do seu custo, então o preço está 40% a mais que o custo.

    Gabarito: Errado

  • é 45 um, se fosse em porcentagem deveria ser dito que se queria em porcentagem, cespe e vc, um caso de ódio profundo!!!!!

  • Custos:

    Ct = 10 + 20q + q^2

    Cmg = 20 + 2q

    Receitas:

    q = 200 – p

    p = 200 – q

    Rt = 200q – q^2

    Rmg = 200 – 2q

    Equilíbrio:

    Cmg = Rmg

    20 + 2q = 200 – 2q

    4q = 180

    q = 45

    p = 155

    Cmg = 110

    Markup = p / Cmg = 155/110 = 1,40 = 40%

    GABARITO: errado

    Bons estudos!


ID
1209361
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca das diferentes estruturas de mercado e da indústria, dos seus impactos sobre preços, das estratégias de atuação e das formas para determinação do nível de concorrência, julgue os itens seguintes.

Os gastos com propaganda de firmas estabelecidas em determinado mercado podem representar barreiras à entrada de novos competidores, na medida em que esse investimento impõe custo irrecuperável para a atuação das empresas entrantes.

Alternativas
Comentários
  • Boa sua explicação hein,Victor Hugo...ela e nada é a mesma coisa...

  • Perfect.....trata-se de custos afundados, na qual, para que aja competitividade é necessário ter e a empresa possui a "imperiosa" necessidade de investir, contudo, o valor dispensado não será recuperado (na visão da economia). Na visão da contabilidade seria investimentos (ativo). O mesmo vale para marcas, etc..."é intangível", não há liquidez.

  • Caraca!! Esse Victor Hugo é fera!

  • CERTO

    Devido aos excelentes comentários, não há muito o que acrescentar aqui. De acordo com os profs Heber Carvalho  e Jetro Coutinho:

    "Custos irrecuperáveis (o CESPE também chama de custos afundados) são aqueles que já foram feitos e não há como ter recuperação do investimento. Não devem ser levados em consideração para tomada de decisão, mas podem representar barreiras a entrada."

  • Victor Hugo depois da aula já estou preparado para a prova ...obrigado o grande sábio Victor Hugo 

  • O QC deveria contratar o Victor Hugo para fazer os comentários de economia!! 
    Sanou totalmente minhas dúvidas.

  • kkkkkkkkkkkkk

    A zueira nunca tem fim!!!!!!!!!!

  • Os custos irrecuperáveis são custos que não podem ser recuperados, esses gastos são irreversíveis, como os gastos com propaganda. Estes custos podem representar barreiras à entrada de novos competidores, visto que implicam em altos custos para a atuação das empresas entrantes.

    Gabarito: Correto.

  • queria ter conhecido esse Victor Hugo.  rsrs

  • Custos irrecuperáveis são custos que, depois de feitos, não há como recuperar. Quando um mercado tem gastos muito alto com propaganda, isso pode significar uma barreira a entrada. Isto porque uma firma que queira entrar no mercado (firma entrante), se quiser competir adequadamente com as firmas já estabelecidas, precisará neste gasto, ou terá dificuldade em se estabelecer.

    Se ela não puder arcar com este gasto, isso será uma barreira à entrada.

  • Jetro Coutinho e Paulo Ferreira | Direção Concursos

    09/12/2019 às 17:17

    Custos irrecuperáveis são custos que, depois de feitos, não há como recuperar. Quando um mercado tem gastos muito alto com propaganda, isso pode significar uma barreira a entrada. Isto porque uma firma que queira entrar no mercado (firma entrante), se quiser competir adequadamente com as firmas já estabelecidas, precisará neste gasto, ou terá dificuldade em se estabelecer.

    Se ela não puder arcar com este gasto, isso será uma barreira à entrada.


ID
1209364
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca das diferentes estruturas de mercado e da indústria, dos seus impactos sobre preços, das estratégias de atuação e das formas para determinação do nível de concorrência, julgue os itens seguintes.

Uma firma que concede descontos para seus clientes em função do volume de bens por eles adquiridos realiza uma discriminação de preços de terceiro grau.

Alternativas
Comentários
  • A discriminação de preços de 1° grau (ou perfeita) consiste na venda de cada unidade de produto ao preço máximo que o consumidor está disposto a pagar por essa unidade (o seu preço de reserva).

    A discriminação de preços de 2° grau consiste na venda de cada conjunto (ou lote) de unidades a um preço específico. Assim, o preço depende do número de unidades adquiridas.

    A discriminação de preços de 3° grau consiste em cobrar preços diferentes a grupos diferentes de consumidores.

    Identificando grupos de consumidores com elasticidades preço da procura diferentes, a empresa procurará cobrar-lhes preços diferentes (preços mais elevados aos consumidores com procura menos elástica).

    Fonte: Wikipédia

  • >> Há três tipos de Discriminação de Preços: (1) Discriminação de Primeiro Grau; (2) Discriminação de Segundo Grau; (3) Discriminação de Terceiro Grau; 
    >> No caso em tela, trata-se da Discriminação de Segundo Grau: "ocorre quando o monopolista cobra um preço diferente, conforme a quantidade comprada por cada consumidor". É o conhecido caso em que o vendedor vende com desconto de acordo com a quantidade comprada. 
    >> Na Discriminação de Terceiro Grau ocorre quando o monopolista cobra preços diferentes de pessoas diferentes, independentemente das quantidades consumidas por essas pessoas.

    Fonte: Curso de Economia Completa para o BACEN do prof. Heber Carvalho.

  • ERRADO

    Em síntese, Discriminação de preços com base em quantidade de bens adquiridos é uma discriminação de preços de segundo grau, e não de terceiro grau, como afirma a questão.

  • Gab : E     

     ---->   Corresponde a discriminação de segundo grau.


    Q279660  [img src="http://www.questoesdeconcursos.com.br/images/icon-printer.png" alt="Imprimir">    Prova: CESPE - 2012 - ANAC - Analista Administrativo - Área 3

    Disciplina: Microeconomia | Assuntos: Estrutura de mercado

    A respeito da determinação de preços e das quantidades de equilíbrio, conforme o tipo de estrutura de mercado, julgue os itens subsequentes.


    A discriminação de preços corresponde à venda de diferentes quantidades do produto por preços diferentes, ocorrendo discriminação de preços de primeiro grau quando o monopolista cobra preços diferentes dos consumidores de acordo com a quantidade de produto comprada.  

    Gab: Errado

    ----> Corresponde a discriminação de preço de segundo grau


     Q279661  [img src="http://www.questoesdeconcursos.com.br/images/icon-printer.png" alt="Imprimir">    Prova: CESPE - 2012 - ANAC - Analista Administrativo - Área 3

    Disciplina: Microeconomia

    A respeito da determinação de preços e das quantidades de equilíbrio, conforme o tipo de estrutura de mercado, julgue os itens subsequentes.


    O fato de o monopolista definir o preço de seu produto diferenciando-o para cada grupo de consumidores em mercados diferenciados, de acordo com a elasticidade-preço de cada um, configura a denominada discriminação de preços de segundo grau.

    • Gab:Errado

    • ----> Corresponde a discriminação de preço de terceiro grau




  • Pra gravar:

    1º grau - é a discriminação perfeita de preços em que o monopolista captuta todo e excedente do mercado (eficiente no sentido de Pareto);

    2º grau - o preço pago vai depender da quantidade que se compra;

    3º grau - é a discriminação de "mercados", ou seja, identifica a função de demanda de cada mercado (o mercado com o preço mais alto precisa ter menor elasticidade de demanda e, analogamente, o preço deve ser menor para um mercado com demanda + elástica).

  • Errado!

    A discriminação de preços citada pela questão é a de segundo grau (leve 3, pague 2).

    A discriminação de preços de terceiro grau é aquela que busca dividir os consumidores em dois ou mais grupos com elasticidades-preço da demanda distintas. É o caso de companhias aéreas que ofertam passagens executivas e de primeira classe, por exemplo.

  • Jetro Coutinho e Paulo Ferreira | Direção Concursos

    09/12/2019 às 17:18

    Errado!

    A discriminação de preços citada pela questão é a de segundo grau (leve 3, pague 2).

    A discriminação de preços de terceiro grau é aquela que busca dividir os consumidores em dois ou mais grupos com elasticidades-preço da demanda distintas. É o caso de companhias aéreas que ofertam passagens executivas e de primeira classe, por exemplo.


ID
1209367
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca das diferentes estruturas de mercado e da indústria, dos seus impactos sobre preços, das estratégias de atuação e das formas para determinação do nível de concorrência, julgue os itens seguintes.

De acordo com o modelo de duopólio de Bertrand, as firmas fixam seus preços de forma simultânea, sendo o preço de equilíbrio superior ao verificado no modelo de duopólio de Stackelberg, segundo o qual a firma líder fixa seu preço antes da firma seguidora.

Alternativas
Comentários
  • Errado

    ODuopólio é uma falha de mercado e tipo específico de oligopólio em que apenas dois produtores existem em um mercado. Esta definição é geralmente usada apenas quando duas empresas têm o controle dominante do mercado. No campo da organização industrial, normalmente se estuda o duopólio como se este fosse um oligopólio devido à sua simplicidade conceitual.

    O duopólio pode ou não direcionar as empresas a um acordo ou conluio e um abuso de posição dominante ou de uma situação de competição. A existência de um duopólio pode contrariar as leis antitruste. Um duopólio também pode direcionar as empresas a rumarem a cartelização (acordo tácito de manutenção de duopólio). Neste caso o duopólio torna-se mais complicado de ser gerido do que um monopólio natural.


    Modelo de duopólio de Bertrand

    Entre duas empresas, sendo que cada uma assumirá que a sua concorrente não mudará seus preços em resposta à queda da quantidade produzida. Quando ambos usam esta estratégia, eles chegam a um equilíbrio de Nash.

    • Quando as firmas são idênticas (mesma função custo) o equilíbrio de Bertrand será o equilíbrio competitivo onde, o preço é igual ao custo marginal. 

    Modelo de duopólio de Stackelberg

    • Neste modelo vamos considerar duas firmas.

    • Vamos assumir que a firma 1seja a líder e a firma 2 seja seguidora.

    • Nesse tipo de conjuntura a seguidora toma sua decisão quanto ao seu nível de produto (quantidade) dado o nível de produto da firma líder.

    • Não há simultaneidade (estratégia seqüencial) nas escolhas do nível de produto das firmas. 


    Erro: "preço de equilíbrio superior ao verificado no modelo de duopólio de Stackelberg"

    Fontes: 

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Duopólio

    www.uern.br/professor/arquivo_baixar.asp?arq_id=2854

  • Simplificando!

    O duopólio de Bertrand é eficiente economicamente e que o duopólio de Stackelberg não é. Isso já é suficiente para concluir que o preço de Bertrand é MENOR do que o modelo de duopólio de Stackelberg.


    Prof: Jetro e Heber

  • Gab: E.
    No Modelo de BERTRAND (concorrência via preço) se uma firma baixar o preço ela capturará os consumidores da outra firma, assim a outra tenderá a baixar o preço também. Essa guerra de preços continuará até o ponto em que as firmas estiverem igualando o Preço ao seu custo marginal (Cmg), e isso representará o equilíbrio no duopólio de bertrand.
    No modelo de STACKELBERG (liderança  de quantidade) uma empresa denominada "líder" do mercado toma as decisões de produção na frente da outra, depois as firmas seguidoras tomam decisões baseadas na decisão da "líder", e isso se torna ineficiente economicamente aumentando, assim, os preços dos produtos.
    Assim, no Modelo de BERTRAND o preço é menor do que o verificado no modelo de STACKELBERG.

  • Antes de partimos para a análise da questão, precisamos conhecer algumas definições importantes, trazidas pelo livro de Microeconomia do Pindyck.

    O modelo de Stackelberg: modelo de oligopólio no qual uma empresa determina seu nível de produção antes que as outras façam.

    O modelo de Bertrand: modelo de oligopólio no qual as empresas produzem mercadorias homogêneas, cada uma delas considera fixo o preço de suas concorrentes e todas decidem simultaneamente qual preço será cobrado. Nesse modelo o equilíbrio é igual ao mercado competitivo, onde o preço se iguala ao custo marginal.

    Sendo assim, a primeira parte da questão está correta, de acordo com o modelo de duopólio de Bertrand. As firmas fixam seus preços de forma simultânea, no entanto, a segunda parte invalida a questão, já que o preço de equilíbrio, no modelo de duopólio de Bertrnad, será INFERIOR ao verificado no modelo de duopólio de Stackelberg.

    Gabarito: Errado.


  • Errado!

              No modelo de Stackelberg, de fato há uma firma líder que toma decisão previamente, mas a variável de decisão é a quantidade produzida.

              No modelo de Bertrand é diferente: a variável de decisão é o preço.

              Isso muda totalmente o resultado, já que a firma sempre terá o incentivo a baixar o preço para tenatar obter para si toda a demanda. No entanto, esse incentivo leva-as a uma guerra de preços e a reduzirem seu preço até o custo marginal.

              O Modelo de Bertrand é o único entre os modelos mais conhecidos de oligopólio em que o equilíbrio leva a preço igual a custo marginal. Ou seja, Bertrand é aquele em que se verifica preço de equilíbrio mais baixo.

    Resposta: E

  • Errado!

              No modelo de Stackelberg, de fato há uma firma líder que toma decisão previamente, mas a variável de decisão é a quantidade produzida.

              No modelo de Bertrand é diferente: a variável de decisão é o preço.

              Isso muda totalmente o resultado, já que a firma sempre terá o incentivo a baixar o preço para tenatar obter para si toda a demanda. No entanto, esse incentivo leva-as a uma guerra de preços e a reduzirem seu preço até o custo marginal.

              O Modelo de Bertrand é o único entre os modelos mais conhecidos de oligopólio em que o equilíbrio leva a preço igual a custo marginal. Ou seja, Bertrand é aquele em que se verifica preço de equilíbrio mais baixo.

    Resposta: E


ID
1209370
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca das diferentes estruturas de mercado e da indústria, dos seus impactos sobre preços, das estratégias de atuação e das formas para determinação do nível de concorrência, julgue os itens seguintes.

As razões de concentração, exemplos de medidas de concentração de mercado parciais, não utilizam os dados de todas as empresas em operação na indústria analisada.

Alternativas
Comentários
  • Correto



    As razões de concentração, exemplos de medidas de concentração de mercado parciais, não utilizam os dados de todas as empresas em operação na indústria analisada.

  • ÍNDICE DE CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA 
    >> Uma medida comumente utilizada para verificar o grau de concentração econômica no mercado cujo objetivo é calcular o valor do faturamento das quatro maiores empresas de cada ramo de atividade sobre o total faturado no ramo respectivo. 
    >> Em termos percentuais, quanto mais próximos de 100%, significa que o setor tem alto grau de concentração (as quatro maiores respondem com a quase totalidade do faturamento); quanto mais próximo de 0%, menor o grau de concentração (e, portanto, maior o grau de concorrência) do setor.

    Fonte: Vasconcellos, M. A. Sandoval de
  • Certo


    Medidas da Concentração de Mercado

    São úteis para indicar preliminarmente os setores em que se espera que o poder de mercado seja significativo. No entanto, alta concentração não garante que o poder de mercado será exercido.

    As Medidas da Concentração de Mercado são calculadas através da função da participação de algumas ou de todas as firmas no mercado.

    Parciais: não usam dados da totalidade das empresas do mercado.

        Ex: Razão de Concentração: CRn (Concentration Ratio)

    Sumárias: requerem dados de todas as empresas do mercado.

        Ex: Índice de Hirschman-Herfindahl: HHI

    Fonte: http://www.economia.esalq.usp.br/intranet/uploadfiles/4614.pdf

  • Caraca! Esse Victor Hugo arrebenta mesmo!! Parabéns!!


ID
1209373
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Em relação aos agregados macroeconômicos, a seus relacionamentos e ao sistema de contas nacionais, julgue os itens subsecutivos.

No sistema de contas nacionais trimestrais do Brasil, calculadas pelo IBGE, são determinadas duas séries de números-índices, uma com base no ano anterior e uma encadeada com referência em 2000.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C

    Contas Nacionais Trimestrais

    Apresenta os valores correntes e os índices de volume (1995=100) trimestralmente para o Produto Interno Bruto a preços de mercado, impostos sobre produtos, valor adicionado a preços básicos, consumo pessoal, consumo do governo, formação bruta de capital fixo, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços. São calculadas duas séries de números-índices: a com base no ano anterior e a encadeada com referência em 2000 (1995 = 100). A série encadeada é ajustada sazonalmente pelo X12-ARIMA possibilitando o cálculo das taxas de variação em relação ao trimestre imediatamente anterior.

    No IBGE, a pesquisa foi iniciada em 1988 e reestruturada a partir de 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual.

    Em 2007, continuando a compatibilidade com o Sistema anual, as Contas Nacionais Trimestrais também foram reformuladas, passando para a referência 2000.

    As ponderações anuais são obtidas a partir deste novo sistema de contas.

    Periodicidade: Trimestral

    Abrangência geográfica: Brasil

    fonte : http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/defaultcnt.shtm


ID
1209376
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Em relação aos agregados macroeconômicos, a seus relacionamentos e ao sistema de contas nacionais, julgue os itens subsecutivos.

O PIB expresso a preços correntes aumenta ao longo do tempo, basicamente, devido à elevação na produção dos bens como um todo e ao aumento dos preços dos bens produzidos.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C 

    produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados  ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a atividade econômica de uma região.

    Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo de intermediário . Isso é feito com o intuito de evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB.


  • CORRETO

    O valor do Produto Interno Bruto pode ser denominado real ou nominal. Nominal se refere ao valor a preços correntes, ou seja, quando não é descontada a inflação. A variação do PIB nominal não permite uma análise do que de fato se alterou, podendo os preços dos bens ou a quantidade produzida. Por isso, que nessas análises se utiliza o conceito de PIB Real, quando a inflação é descontada, a variação do PIB real representa a alteração da quantidade de bens e serviços produzidos na economia.

    http://academiaeconomica.com/2008/08/o-que-pib.html
  • PIB em moeda corrente é o mesmo que PIB nominal, que é a soma das quantidadaes de produtos finais produzidos multiplicada por seu preço atual. 

    Ele aumenta ao longo do tempo porque:

    A produção da maioria dos bens aumenta ao longo do tempo.

    O preço da maiori dos bens também aumenta ao longo do tempo.

  • Ué, e nos períodos de deflação? Nesses momentos, o PIB nominal reduz-se, ou não?

  • O PIB a preços correntes é o PIB que chamamos de PIB nominal.

           O PIB nominal tende a aumentar ao longo do tempo devido à combinação de dois fatores: o crescimento real da produção e a elevação do nível de preços na economia.

              Ainda que possa haver anos de recessão (queda real da produção), é razoável supor que a produção tende a crescer ao longo do tempo.

              Com os preços, esta tendência é ainda mais forte.

            No Brasil em 2015, por exemplo, ainda que o PIB tenha caído em termos reais, a inflação esteve na casa dos 10%, o que gerou uma elevação do PIB em termos nominais.

              Assim, para que o PIB a preços correntes caísse, precisaria haver uma combinação entre deflação (inflação negativa, isto é, diminuição dos preços) e recessão.

    Resposta: C

  • Não entendo essa questão. Ela menciona que o PIB expresso a preços correntes (nominal) aumenta ao longo do tempo, basicamente devido à elevação na produção E preços. Como assim? O PIB nominal poderia aumentar somente com o aumento do preços e não necessariamente com a elevação da produção.

  • Gab. C

    Leonardo Fiuza, a palavra "basicamente" está emprega no mesmo sentido de "essencialmente" / "fundamentalmente" / "normalmente".

    E isso está correto, pois, basicamente, o aumento do PIB nominal é representado por aumento dos preços (inflação) e do produto, ou seja, PIB nominal = Δp*Δq


ID
1209379
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Em relação aos agregados macroeconômicos, a seus relacionamentos e ao sistema de contas nacionais, julgue os itens subsecutivos.

Para a mensuração do PIB, utilizam-se as seguintes abordagens: despesa, renda e produção, sendo a depreciação um componente utilizado no cálculo do produto na abordagem da despesa.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E 

    PIB: índice importante para medir o crescimento econômico de um país.

    Definição
    PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os serviços e bens produzidos num período (mês, semestre, ano) numa determinada região (país, estado, cidade, continente). O PIB é expresso em valores monetários (no caso do brasil em Reais). Ele é um importante indicador da atividade econômica de uma região, representando o crescimento ecônomico. Vale dizer que no cálculo do PIB não são considerados os insumos de produção (matérias-primas, mão-de-obra, impostos e energia).

    Cálculo do PIB 

    A Fórmula para o cálculo do PIB de uma região é a seguinte: PIB = C+I+G+X-M. Onde, C (consumo privado), I (investimentos totais feitos na região), G (gastos dos governos), X (exportações) e M (importações).

    PIB per capita 

    O PIB per capita (por pessoa), também conhecido como renda per capita, é obtido ao pegarmos o PIB de uma região, dividindo-o pelo número de habitantes desta região. 

    O PIB per Capita brasileiro em 2013 ficou em R$ 24.065

    PIB brasileiro 

    O PIB do Brasil no ano de  2013, em valores correntes, atingiu R$ 4,84 trilhões ou US$ 2,07 trilhões (crescimento de 2,3 % sobre o ano de 2012). O setor que mais colaborou para o crescimento do PIB em 2013 foi o agropecuário, com elevação de 7%.

    Já no 4º trimestre de 2013, o PIB brasileiro apresentou crescimento de 0,9%. 


  • (i) Pela ótica da produção, o PIB corresponde à soma dos valores agregados líquidos, ou seja, o valor da produção dos bens e serviços descontados os insumos utilizados para determinado fim, dos setores primário, secundário e terciário da economia, mais os impostos indiretos, mais a depreciação do capital, menos os subsídios governamentais.

    (ii) Pela ótica da renda, o PIB é calculado a partir das remunerações pagas dentro do território econômico de um país, sob a forma de salários, juros, aluguéis e lucros distribuídos; somam-se a isso os lucros não distribuídos, os impostos indiretos e a depreciação do capital e, finalmente, subtraem-se os subsídios.

    (iii) Pela ótica do dispêndio, resulta da soma dos gastos em consumo das unidades familiares e do governo, mais as variações de estoques, menos as importações de mercadorias e serviços e mais as exportações. Sob essa ótica, o PIB é também denominado Despesa Interna Bruta.


    A depreciação é um componente abordado na ótica da produção.


    Fonte: Academiaeconomica.com

  • Gabarito ERRADO

    Complementando o comentário do colega Pedro Humberto, retirando outras informações do mesmo site ( http://academiaeconomica.com/2008/08/o-que-pib.html ). o  valor do PIB quando é considerado pela ótica do dispêndio (despesa) é representado como tradicionalmente vemos: PIB = C + I + G + (X – M)

    Onde 

    C = consumo das famílias, 

    I = investimento das empresas (a soma formação bruta de capital fixo (FBKF) e a variação dos estoques) 

    G = gasto do governo, 

    X = exportação

    M = importação.


    A depreciação (desgaste ou da obsolescência dos ativos imobilizados, como por exemplo máquinas, veículos, móveis, imóveis ou instalações) é computado na renda e na produção, e não na despesa (C + I + G + X - M).

  • Gabarito E 

    É possível calcular o PIB de duas maneiras. Uma delas é pela soma das riquezas produzidas dentro do país, incluindo nesse cálculo empresas nacionais e estrangeiras localizadas em território nacional. Nesse cálculo entram os resultados da indústria (que respondem por 30% do total), serviços (65%) e agropecuária (5%). Entra no cálculo apenas o produto final vendido, ou seja, um carro e não o aço e ferro da produção. Evita-se, assim, a contagem dupla de certas produções.

    Outra maneira de medir o índice é pela ótica da demanda, ou seja, de quem compra essas riquezas. Nesse caso, são considerados o consumo das famílias (60%), o consumo do governo (20%), os investimentos do governo e de empresas privadas (18%) e a soma das exportações e das importações (2%). Esses dois cálculos devem sempre chegar ao mesmo resultado.

    No Brasil, o cálculo do PIB é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), instituição federal subordinada ao Ministério do Planejamento, desde 1990. Antes disso, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) era responsável pela medição.

     Fonte http://blogs.estadao.com.br/descomplicador/2012/11/30/o-que-e-pib-e-como-e-calculado-2/

    DEPRECIAÇÂO

    No Brasil, em termos contabeis , o cálculo da depreciação deverá obedecer aos critérios determinados pelo governo, através da Secretaria da Receita Federal, art. 305 do RIR/99, que estipula o prazo de 10 anos para depreciarmos as máquinas, 5 anos para veículos, 10 anos para móveis e 25 anos para os imóveis. A depreciação não é obrigatória para as entidades, mas aquelas que auferem lucros farão uso como redutor "artificial" dos seus resultados a oferecer à tributação. As entidades sem fins lucrativos não têm razão para usar essa técnica.

    Entretanto, no cálculo da depreciação, o administrador  poderá estabelecer fórmulas mais adequadas à realidade de sua empresa (gerencialmente a depreciação passaria a ter influência da administração), desde que não fira o Regulamento do Imposto de Renda/RIR, que estabelece percentuais máximos (ou períodos mínimos de tempo). Assim, um veiculo, por exemplo, embora tenha uma vida útil econômica teórica  de cinco anos, não precisa ser depreciado nesse período, pois a sua vida útil efetiva será bem maior do que isso, principalmente se os resultados da empresa não forem sempre de lucros para serem "poupados" para esta finalidade.

  • Somente complementando Fernando Cornélius. NÃO há depreciação na renda somente na PRODUÇÃO.

  • O investimento (FBKF + VAR Estoques) é um componente da ótica do dispêndio (= C + G + I + X - M).

    Como o próprio nome diz, a FBKF (Formação Bruta de Capital Fixo) não desconta a depreciação (é bruta!). Sendo, portanto, essa, integrante do produto na ótica do dispêndio como afirma o comando da questão. 

    Sendo assim, o gabarito é CERTO. 

  • Amigos, a questão é mais fácil do que parece, não se deixem induzir pelo erro. O pulo do gato diz respeito ao seguinte - SEMPRE que se calcular o produto interno BRUTO estará se incluindo no cálculo, também, a depreciação, em qualquer ótica. A medida de produto que excluir a depreciação se chama produto interno LÍQUIDO. Isto é:

    PIB - depreciação = PIL 

  • Na ótica da despesa, o PIB pode ser medido pela seguinte equação:

    Y =C + I + G + X – M

    C = Consumo

    I = Investimento

    G = Gasto do governo

    X = Exportação

    M = Importação

    Nesse caso, o PIB calculado é o PIB a preço de mercado – PIBpm

    Já na ótica da renda, o PIB calculado é o PIB a custo de fatores, que representa a remuneração dos fatores de produção na economia, temos então:

    PIBcf = salários + aluguéis + juros + lucros + depreciação

    Sendo assim, podemos reescrever a assertiva da seguinte forma: para a mensuração do PIB, utilizam-se as seguintes abordagens: despesa, renda e produção, sendo a depreciação um componente utilizado no cálculo do produto na abordagem da RENDA.

    Gabarito: Errado.


  • Meu Deus! Cada um fala uma coisa...aqui a discução é sobre produção, a professora afirma q é sobre a renda. E aí?

  • Para a mensuração do PIB, utilizam-se as seguintes abordagens: despesa, renda e produção, sendo a depreciação um componente utilizado no cálculo do produto na abordagem da despesa.

    FALSO - o cálculo que leva em consideração a depreciação é o do PIL, e não o do PIB como afirma a questão.


ID
1209382
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Em relação aos agregados macroeconômicos, a seus relacionamentos e ao sistema de contas nacionais, julgue os itens subsecutivos.

Sob a ótica das contas nacionais, a compra de uma casa ou de um carro é tratada como investimento, pois tais bens fornecem serviços por um longo tempo.

Alternativas
Comentários
  • Em sentido estrito, em economia, investimento significa a aplicação de capital em meios que levam ao crescimento da capacidade produtiva (instalações, máquinas, meios de transporte) ou seja, em bens de capital.

    Para simplificar com dois exemplos:

    Ao comprar um carro zero,. você esta fazendo um investimento, porque gira toda a cadeia produtiva, como a compra de peças, pintura, montagem e outros serviços indiretos; por outro lado, ao comprar um carro usado nada mais é do que fazer troca no cartório / detran.

    No segundo exemplo é a da casa, que segue a mesma linha de entendimento do exemplo acima. Ao fazer uma casa desde o terreno esta girando a economia e com isso temos o investimento; ao passo que ao comprar uma casa pronta só geramos uma escritura no cartório e regularizamos na prefeitura.

  • Gabarito E


    Investimento é a aplicação  de algum tipo de recurso (dinheiro ou títulos) com a expectativa de receber algum retorno futuro superior ao aplicado compensando, inclusive, a perda de uso desse recurso durante o período de aplicação (juros ou lucros, em geral, alongo prazo).

    Num sentido amplo,o termo aplica-se tanto à compra de máquinas, equipamentos e imóveis para instalação de unidades produtivas como à compra de títulos financeiros (letras de câmbio, ações). Nesses termos, investimento é toda aplicação de dinheiro com expectativa de lucro.

    Em sentido estrito,em economia, investimento significa a aplicação de capital em meios que  levam ao crescimento da capacidade produtiva (instalações, máquinas, meios de transporte) ou seja, em bens de capital.


  • Cuidado, galera. Acho que não é bem isso. Para a Economia, compra de carro (ou casa) é consumo, e não investimento, independentemente se é novo ou usado. Se for novo, é consumo; se for usado, é apenas troca de bens entre as famílias. Além disso, investimento não se confunde com aplicação financeira, tanto que, quando há aumento da taxa de juros, eles tem efeitos contrários: há diminuição de investimento e aumento de aplicação financeira. Logo, investimento é somente gastos com equipamentos, infraestrutura, máquinas; ou seja, algo que gere mais riquezas, mais produção, por meio dos bens de capital. Por isso, o que há de se aproveitar, na minha opinião, dos comentários abaixo, é apenas o trecho:

    Em sentido estrito, em economia, investimento significa a aplicação de capital em meios que levam ao crescimento da capacidade produtiva (instalações, máquinas, meios de transporte) ou seja, em bens de capital.

  • FALSO. Em Economia, investimento é o acréscimo do estoque físico de capital (e o capital é o conjunto de bens de que dispõem as empresas para produzir). Ou seja, a compra de uma casa ou de um carro não é considerado investimento por  não haver aumento de produção na economia.

  • Carro novo ou usado? Casa nova ou velha? Não sabemos!

    Gabarito: ERRADO.

     

  • Errado!

              A compra de uma casa ou de um carro é tratada como consumo.

              A compra de uma máquina ou de um equipamento é que seria tratada como investimento.

    Resposta: E

  • CASA(imóvel) = INVESTIMENTO = ENTRA EM FBKF (formação bruta de capital fixo)

    CARRO, Nao

    Fonte: Celso Natalle, Preparação Turbo TCDF

  • Errado

    Quando as pessoas compram um imóvel isso é um investimento de capital fixo, mas o carro não faz parte desse investimento.

    O principal autor da macroeconomia quem falou nem adianta discutir com esse pessoal

  • esse professor é fraquíssimo, nao entende nada de economia

  • Jetro Coutinho e Paulo Ferreira | Direção Concursos

    10/12/2019 às 11:17

    Errado!

              A compra de uma casa ou de um carro é tratada como consumo.

              A compra de uma máquina ou de um equipamento é que seria tratada como investimento.

    Resposta: E


ID
1209385
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue os itens a seguir, com relação aos fundamentos macroeconômicos.

A adoção, pelo governo, de orçamento equilibrado em determinado ano constitui impedimento à ocorrência de déficit orçamentário ao fim do mesmo ano, em razão de o déficit ser uma variável de estoque.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E 

    Um orçamento equilibrado simplesmente se refere a um orçamento em que as despesas não ultrapassem as receitas.

    Um orçamento equilibrado com sucesso demonstra uma medida da saúde fiscal, mostrando um nível de gastos que permanece em sintonia com os custos.

    A vantagem principal de desenvolvimento de um orçamento equilibrado é que se trata de um método para manter os gastos de produção, para além dos meios de uma entidade. Isso ajuda a evitar déficits, que ocorrem quando as despesas excedam as receitas. No caso de um orçamento equilibrado para formalizar um órgão do governo, que restringe os gastos que os legisladores podem autorizar. Isto pode ser um desenvolvimento positivo ou negativo, dependendo das circunstâncias. Por um lado, ele pode reduzir gastos desnecessários. Por outro lado, isso pode evitar gastos útil de ser feito. Ou, para permitir aumento da despesa, uma exigência orçamento equilibrado pode levar a aumentos de impostos para aumentar a receita para combinar com as despesas.

  • ERRADO!


    Deficit é variável de fluxo, depende do tempo.


    Enquanto dívida que é variável de estoque, pois não depende do tempo.

  • Errado

    O déficit público corresponde ao resultado negativo do Governo, apurado durante certo período de tempo; em outras palavras, trata-se do excesso dos gastos governamentais (gastos correntes e gastos de capital) sobre as receitas. O déficit público é considerado uma variável econômica do tipo “fluxo”, pois é mensurado ao longo de certo período de tempo, normalmente durante um ano.


  • E

    Déficit é variável fluxo.

    Dívida é variável estoque (acúmulo de déficits ao longo do tempo)

    #missãoAPF

  • DÉFICIT = um período = Variável Fluxo. Ex: resultado negativo do confronto das receitas arrecadas e despesas pagas no ano de 2014, ou seja, de 01/01/2014 a 31/12/2014. 

    DÍVIDA = um momento = Variável Estoque. Ex: endividamento público em 31/12/2014, ou seja, quanto que devemos este dia juntando todos os déficits já tidos. 

  • A adoção, pelo governo, de orçamento equilibrado em determinado ano constitui impedimento à ocorrência de déficit orçamentário ao fim do mesmo ano (NÃO - não há impedimento de se adotar um orçamento equilibrado e haver déficit no final do ano financeiro, o equilíbrio diz respeito a previsão de receita e a fixação de despesa e não a eventuais déficits financeiros, que podem acontecer por motivos diversos e acontecendo o governo pode utilizar de várias ferramentas: ARO, empréstimos, limitação de empenho, etc), em razão de o déficit ser uma variável de estoque.(NÃO - o deficit é variável fluxo)

  • Olá Pessoal

    Gabarito Errado.

    Para contribuição, deixo registro:

    Primeiro há de se anotar que a Teoria do Orçamento Equilibrado é fruto do Keynesianismo, que em uma de suas teses propõe: DÉFICITS OU SUPERÁVITS PODEM SER USADOS PARA MINIMIZAR A DISTORÇÃO DE INCENTIVOS CAUSADOS PELOS SISTEMA DE IMPOSTOS, nessa linha anota-se:

    "Os economistas keynesianos discordam de quaisquer regras de política fiscal que incluam o orçamento equilibrado, pois eles acreditam que essas regras dificultam o importante papel estabilizador da política fiscal, um papel que às vezes requer déficits orçamentários.*"

    *Sustentação retirada do livro de Macroeconomia (GOES & GADELHA, 2019)

    Bons Estudos.

  • Tudo errado!

    Primeiro porque orçar é diferente de executar. O orçamento é apenas uma previsão do que será gasto.

    Pode-se elaborar um orçamento equilibrado (com receitas iguais às despesas), mas ter uma execução que faça com que as despesas sejam maiores que as receitas.

    Um outro erro da questão é que a dívida é que é uma variável estoque. O déficit é uma variável fluxo.

    De qualquer forma, o fato de o déficit ser uma variável de fluxo é sua natureza e isso, por si só, não determina se haverá déficit ou superávit orçamentário, já que orçamento é só uma previsão.

     

    Resposta: E


ID
1209388
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue os itens a seguir, com relação aos fundamentos macroeconômicos.

A curva de Phillips é uma forma alternativa de representar e analisar a curva de oferta agregada.

Alternativas
Comentários
  • CERTO

    A curva de Phillips é derivada diretamente do modelo de oferta e demanda agregada. Ela mostra as combinações de inflação (aumento de preços) e desemprego que surgem no curto prazo à medida que deslocamentos na curva de demanda agregada movem a economia ao longo da curva de oferta agregada de curto prazo. 


    Por exemplo, suponha uma curva DA negativamente inclinada e uma curva de OA positivamente inclinada (curto prazo). Um aumento da demanda agregada deslocará DA para a direita e para cima, aumentando a produção e os preços (inflação). Maior produção significa maior emprego e, portanto, uma taxa de desemprego menor. Assim, vemos que os deslocamentos da demanda agregada pressionam a inflação e o desemprego em direções opostas, exatamente como nos mostra a curva de Phillips.


    Fonte: profs Heber Carvalho e Jetro Coutinho (estratégia)

  • A curva de oferta agregada é positivamente inclinada e confronta inflação e renda. Renda é, consequentemente, emprego. Logo, essa curva confronta inflação e emprego. Assim, se invertemos essa curva, teremos a curva de Phillips, que é negativamente inclinada. Esta curva confronta a inflação com o desemprego. Ou seja, apenas inverte-se a inclinação da curva e uma de suas variáveis: emprego/desemprego. Por isso, a curva de Phillips é, na verdade, outra forma de representar a curva de OA.

  • Correto!

    A oferta agregada relaciona nível de preços com o produto da economia.

    A curva de Phillips relaciona o nível de preços (inflação) com o desemprego.

    É razoável supor, no entanto, que quanto maior o produto, menor o desemprego e vice-versa.

    Como um baixo desemprego está relacionado a um alto nível de produto (se produzimos mais, empregamos mais recursos e, portanto, o desemprego é menor), pode-se afirmar que a curva de Phillips é uma forma alternativa de representar a curva de oferta agregada da economia.

    Resposta: C


ID
1209391
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue os próximos itens, relativos ao balanço de pagamentos brasileiro, de acordo com os critérios estabelecidos no Manual de Balanço de Pagamentos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para o registro dos ativos externos detidos por residentes no Brasil sob a forma de investimento direto, é previsto o investimento direto no exterior; para a representação da conta de passivo do grupo investimento direto, é previsto o investimento direto no Brasil.

Alternativas
Comentários
  • Exatamente a definição do site do Banco Central do Brasil, conforme podemos observar abaixo:

    Investimento direto no exterior - registra os ativos externos detidos por residentes no Brasil sob a forma de investimento direto. Está dividido em duas modalidades:

    Participação no capital

    Considera as saídas de recursos em moeda ou bens relativos à aquisição/subscrição/aumento total ou parcial do capital social de empresas não-residentes. Os ingressos referem-se ao retorno derivados da alienação total ou parcial do capital social de empresas não-residentes e dos ganhos de capital relativos a essa alienação.

    Empréstimos intercompanhias

    Compreende os empréstimos concedidos pelas matrizes, sediadas no país, a suas subsidiárias ou filiais estabelecidas no exterior. Registra, também, a concessão de créditos pelas subsidiárias ou filiais no exterior a suas matrizes no Brasil (investimento cruzado). O investimento cruzado é uma conta retificadora do ativo de investimento direto pois trata-se de item de natureza passiva classificado no interior de grupo de natureza ativa. São considerados os empréstimos diretos e a colocação de títulos, sem distinção de prazo. Os empréstimos efetuados entre bancos ligados não são considerados empréstimos intercompanhias.

    Investimentos diretos no Brasil - representa a conta de passivo do grupo investimento direto. É igualmente dividido em dois grupos:

    Participação no capital

    Compreende os ingressos de recursos em bens, moeda e as conversões de obrigações externas em investimento estrangeiro direto, incluindo os valores destinados ao programa de privatizações, relacionados com a aquisição/subscrição/aumento total ou parcial do capital social de empresas residentes. As contrapartidas das conversões são alocadas nos itens correspondentes, amortização, renda de investimento direto (juros) e serviços. Nas saídas estão registradas a alienação total ou parcial do capital social de empresas residentes e a realização de ganhos de capital.

    Empréstimos intercompanhias

    Compreende os créditos concedidos pelas matrizes, sediadas no exterior, a suas subsidiárias ou filiais, estabelecidas no país. Registra, também, a concessão de créditos pelas subsidiárias ou filiais no país a suas matrizes no exterior (investimento cruzado). Nesse caso, o investimento cruzado é conta retificadora do passivo de investimento direto, pois trata-se de conta de natureza ativa classificada no grupo de natureza passiva. São considerados os empréstimos diretos ou colocação de títulos, sem distinção de prazo. As amortizações de empréstimos intercompanhias no grupo investimento direto no Brasil incluem o principal de empréstimos convertidos em investimento estrangeiro direto. Os empréstimos efetuados entre bancos ligados não são considerados empréstimos intercompanhias.

    Gabarito: Correto.


  • Pelo fato de ser um Capital (k) transitório, seja para o curto ou longo prazo, deve-se registra-lo no ativo como entrada de Capital e no passivo, contrapartida para uma eventual saída do recurso...

  • RESOLUÇÃO:

              Perfeito!

              Quando um residente daqui obtém um ativo externo, registra-se um investimento direto no exterior.

              Quando um estrangeiro obtém um ativo aqui, tem-se um investimento direto no Brasil.

              E este último movimento, de fato, representa um passivo para o Brasil porque é um recurso de não residentes alocado aqui (ou seja, este recurso poderá voltar para o estrangeiro, o que faz com que o Brasil tenha a obrigação de honrar a volta do recurso, daí o passivo).

  •   Perfeito!

       Quando um residente daqui obtém um ativo externo, registra-se um investimento direto no exterior.

       Do contrário, tem-se um investimento direto no Brasil.

       E este último movimento, de fato, representa um passivo para o Brasil porque é um recurso de não residentes alocado aqui.

    Resposta: C


ID
1209394
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue os próximos itens, relativos ao balanço de pagamentos brasileiro, de acordo com os critérios estabelecidos no Manual de Balanço de Pagamentos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A conta capital é a conta em que são registradas as transferências de capital relacionadas com patrimônio de migrantes e a aquisição ou alienação de bens não financeiros não produzidos, tais como cessão de patentes e marcas.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C

    CTRL C / CTRL V

    Conta capital - registra as transferências de capital relacionadas com patrimônio de migrantes e a aquisição/alienação de bens não financeiros não produzidos, tais como cessão de patentes e marcas.

    fonte:http://www.bcb.gov.br/pec/sdds/port/balpagam_p.htm

  • Essa conta capital surgiu na Metodologia Nova (diferença entre a Metodologia Nova e a Metodologia Velha)

  • Questão desatualizada. 

    Segundo o BPM6, adotado pelo Brasil em 2015, patentes, copyrights e atividades de pesquisa, antes registradas na conta capital, agora estão na conta de serviços das Transações Correntes.

     

  • Correta até a publicação do BPM6. Agora é registradas nas contas de transações correntes.

    Pesquisa e desenvolvimento: a negociação de patentes, copyrights e processos industriais, desenvolvidos em atividades de pesquisa, são registradas nessa nova conta de serviços. O BPM5 recomendava sua classificação como ativos não financeiros não produzidos, anteriormente registrados na conta de capital. Pelo BPM6 essas transações serão compiladas nas transações correntes.

    Disponível em: http://www.bcb.gov.br/ftp/infecon/nm2bpm6p.pdf

  • Balanço de pagamentos

    a) Transações correntes

    b) Conta financeira

    c) Conta capital 

       c.1) Ativos não financeiros não produzidos: aquisição e cessão destes ativos. Acho que é mais fácil compreender a definição pelo claro entendimento do que é um ativo financeiro. Os ativos financeiros são "todas as dívidas financeiras, ações ou outras participações em sociedades mais barras de ouro detidas por autoridades monetárias como um ativo de reserva". Tudo que não for financeiro E que não advenha do processo produtivo será espécie do gênero "ativo não financeiro não produzido". É o caso de RECURSOS NATURAIS, CONTRATOS, ARRENDAMENTO MERCANTIL, PATRIMÔNIO DE MARCA.

       c.2) Transferências de capital: recebimentos e pagamentos decorrentes de transferências de capital. 

  • RESOLUÇÃO:

              Perfeito!

              Note que a cessão de uma marca ou patente, por exemplo, não envolve um bem produzido e, ao mesmo tempo, não é um bem financeiro (não é um título, por exemplo), por isso, ela é contabilizada na Conta Capital.

  • Perfeito!

    Aliás, é curioso que o examinador tenha usado uma definição exatamente igual àquela do Manual de Macroeconomia da USP.

    Essas são as transferências unilaterais de capital.

       Note que a cessão de uma marca ou patente, por exemplo, não envolve um bem produzido e, ao mesmo tempo, não é um bem financeiro (não é um título, por exemplo).

    Resposta: C

  • GAB: CERTO em 2014

    GAB: ERRADO com o advento do BPM6

    Complementando!

    Fonte: Prof. Celso Natale

    Esta questão foi considerada correta em 2014. Contudo, com a adoção do BPM6, o Balanço de Pagamentos brasileiro deixou de contabilizar as transferências de patrimônio de migrantes, por não haver mudança de titularidade desses bens. 

    ===

    PRA  AJUDAR:

    Q1030385 - Q983504 - Q995120 - Q874401 - Q903943 - Q893331 - Q876090 - Q937496 - Q877811 - Q930277 - Q47146 - Q14151 - Q9282 - Q77237 - Q12334 - Q12335 - Q347628 - Q412877 - Q392822 - Q428039 - Q56637 - Q448378 - Q481579 - Q547812 - Q599056 - Q565322  


ID
1209397
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com base na teoria keynesiana, julgue os itens subsequentes.

Entre os motivos para que as pessoas retenham moeda, citam-se a transação, ou seja, a necessidade de efetuar pagamentos; a precaução, decorrente da incerteza do valor monetário dos ativos; e a especulação, ocasionada pela possibilidade de eventos inesperados.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E

    De acordo com a teoria da preferência pela liquidez, de Keynes, a moeda é uma forma que passa segurança para os agentes para que consigam enfrentar o futuro, quanto este é incerto.

    A preferência pela liquidez determina a quantidade de moeda que o público deseja reter de acordo com o valor da taxa de juros: “Isto implica que, se a taxa de juros fosse menor, isto é se a recompensa da renúncia à liquidez se reduzisse, o montante agregado de moeda que o público desejaria conservar excederia a oferta disponível e que, se a taxa de juros se elevasse, haveria um excedente de moeda que ninguém estaria disposto a reter.

    Existem 4 motivos que levam a um agente demandar moeda :

    1) Motivo transação: esse esta ligado as despesas, como alugueis, contas etc... São gastos rotineiros, que tem grande previsibilidade são planejados sem maiores riscos.

    2) Motivo Precaução: quando o agente retêm alguma quantidade de moeda afim de se prevenir de algum gasto inesperado, como por exemplo uma multa, um gasto com medicamentos de uma doença inesperada.

    3) Motivo Especulação: está relacionado na incerteza sobre a taxa de juros futura. Por exemplo, agentes que agem de modo a tentar influenciar na taxa de remuneração, fato que é muito comum no mercado de capitais onde as pessoas tentam baixar o preço de uma ação em quanto um outro grupo faz o inverso, tentar valorizar suas ações.

    4) Motivo Financeiro: referisse a um gasto menos rotineiro, porém planejado, como por exemplo, a compra de bens de capital em uma indústria.

    No caso da questão os conceitos foram trocados.


  • Só para ser um pouco mais objetivo que o nosso colega abaixo

    O Cespe trocou a definição de ESPECULAÇÂO com PRECAUÇÂO

  • A questão traz corretamente os três motivos (transação, precaução e a especulação), mas troca as definições de precaução e especulação.

              Precaução seria ocasionada pela possibilidade de eventos inesperados (já que os indivíduos têm incerteza em relação ao futuro e guardam moeda para se precaver de infortúnios).

              Já a especulação seria decorrente da incerteza do valor monetário (que é o que faz um indivíduo optar por manter seu ativo moeda em uma aplicação financeira, por exemplo)

    Resposta: E

  • Entre os motivos para que as pessoas retenham moeda, citam-se a transação, ou seja, a necessidade de efetuar pagamentos; a especulação , decorrente da incerteza do valor monetário dos ativos; e a precaução, ocasionada pela possibilidade de eventos inesperados.

    Inversão dos conceitos

    GAB.ERRADO


ID
1209400
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com base na teoria keynesiana, julgue os itens subsequentes.

Em situação de recessão ou estagnação econômica, a tentativa de uma sociedade de poupar mais pode implicar, no curto prazo, um nível menor de poupança e um montante de produto inalterado, o que configura o chamado paradoxo da poupança.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E,

    O Paradoxo da Poupança é um princípio, proposto pela primeira vez por Jonh Maynard Keynes, segundo o qual a tentativa de uma determinada sociedade para aumentar a poupança pode resultar na redução do montante que efectivamente é poupado. Por exemplo, numa situação de recessão ou de estagnação econômica, se a população aumentar a sua taxa de poupança, isso irá contribuir para o agravamento da retração do consumo, da produção e do emprego e, consequentemente da poupança.

  • O erro encontra-se em: "....a tentativa de uma sociedade de poupar mais pode implicar, no curto prazo, um nível....."  O correto seria longo prazo. Exemplo real: Japão.

    Corrijam-me se estiver errado.

  • Eu acredito que o erro está em "e um montante de produto inalterado", pois, como o colega Marcos comentou, a produção retrai, logo, o montante do produto também cai, levando a um quadro de montante de produto alterado e não inalterado, como citado no item.

  • De acordo com Tiago Tavares no livro "Moeda, Poupanças e confusão econômica", "Esta teoria tem em consideração um período de relativo curto-prazo e especifica um caso particular de procura de poupança – moeda ou liquidez".


    Assim sendo, na minha opinião, o erro esta no montante de produto inalterado....me corrijam se eu estiver equivocado

    "O deslocamento da procura das famílias de bens de consumo para bens de capital, representa um aumento da poupança desejada mas não causará nenhum paradoxo da poupança. Mas o deslocamento da procura de bens de consumo para a detenção de meios de liquidez, representa um aumento da procura de poupança desejada que causará um decréscimo do produto nacional"

  • Raphael, acho que você está errado. O erro não está em "curto prazo", mas sim em "inalterado", pois o produto é alterado (para baixo). Mesmo porque, uma poupança pode até gerar malefícios em tempos de crise no curso prazo, mas no longo prazo ela pode voltar a ter seus efeitos normais, uma vez que esse tempo pode ser o necessário para a economia se alavancar. O Paradoxo de Poupança tem basicamente dois efeitos:

    1º: Quanto mais poupar, mais seu nível de poupança é reduzido. Para visualizar, pense numa crise com alta inflação; se você poupar, perderá dinheiro, pois a subida de preços o corroerá. 

    2º: Há maior retração do PIB, pois, segundo o próprio Keynes, em tempos de crise, deve-se gastar para alavancar a Economia. Se você poupa, há retração da Economia.

    Esses artigos confirmam o que eu estou falando:

    "Diz este paradoxo que, se todas as pessoas quiserem aumentar a sua poupança, no final, a poupança diminui. As pessoas poupam uma percentagem do seu rendimento, 14% no caso português, 24MM€. Se, por exemplo, todas as pessoas quiserem aumentar a poupança para 20% do seu rendimento, os keynesianos defendem que. por causa do multiplicador, a PIB vai diminuir de tal forma que 20% do PIB contraído vai ser menor que 24MM€." http://economicofinanceiro.blogspot.com.br/2013/05/o-paradoxo-da-poupanca.html

    "Enquanto as pessoas tentam poupar mais, o que ocorre é um declínio na produção e uma poupança sem mudanças. Isto é particularmente relevante em situações de recessão ou estagnação econômica, em que a tentativa da população de poupar ou a imposição de medidas contracionistas leva não a um aumento da taxa de poupança mas a uma agravamento da retração do consumo, da produção e do emprego e, consequentemente, da própria poupança". http://eaeconomiaestupida.blogspot.com.br/2013/03/aparte-o-paradoxo-da-poupanca.html 


  • Conforme Geraldo Goes, Macroeconomia para concursos e exame da Anpec, vol. II, "o paradoxo da poupança (ou paradoxo da parcimônia) caracteriza-se por uma situação provocada pela tentativa das pessoas de poupar mais, o que pode levar tanto ao DECLÍNIO do PRODUTO quanto à AUSÊNCIA de alterações na POUPANÇA".

    Acredito que o erro está apenas na troca de poupança por produto e vice-versa, assim, o correto seria:

    Em situação de recessão ou estagnação econômica, a tentativa de uma sociedade de poupar mais pode implicar, no curto prazo, um nível menor de PRODUTO e um montante de POUPANÇA inalterado, o que configura o chamado paradoxo da poupança.

    Espero ter contribuído. Bons estudos.

  • Concordo com o colega André. Segue explicação detalhada, olhem a partir da página 19, onde é abordada o paradoxo da poupança. http://pt.slideshare.net/xleosx/economia-aula-7-a-macroeconomia-keynesiana

  •         O paradoxo da poupança (ou paradoxo da parcimônia) é uma situação em que os consumidores poupam mais, mas isso reduz a renda, fazendo com que a poupança diminua.

              Veja, então, que, no fim das contas, a poupança permanece inalterada, mas o nível de produto (renda) diminuiu (vimos na aula sobre contas nacionais que renda = produto). Dessa forma, o nível de produto é sim alterado, diferente do que afirma a questão)

    Resposta: E


ID
1209403
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que diz respeito aos agregados monetários, julgue o item abaixo.

Atualmente, os economistas definem a oferta de moeda (M1) como a soma da moeda em poder do público com os depósitos à vista nos bancos.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C 

    Oferta de moedas 

    A oferta de moedas e controlada pelo Banco Central atraves de MEIOS DE PAGAMENTO da economia 

    Meios de pagamento = Papel moeda +deposito a vista no sistema bancário.

    A principal função dos meios de pagamento e permitir  ao  Banco Central  ter o controle da moeda.

  • Exatamente:

    M1 = PMPP + DV

    Em que:

    PMPP é o papel moeda em poder do público

    DV é o depósito á vista.

    CERTA!!!

  • O M1 é o principal agregado do Sistema Monetário e é a "soma do dinheiro que está com o público + o dinheiro que as pessoas tem para sua disponibilidade imediata em suas contas bancárias (moeda escritural)".
    Para ser M1, o ativo deve possuir as seguintes características:

    I. ter Liquidez Absoluta

    II. Não render juros

  • Questão bem simples. M1 = PMPP + DV, onde PMPP é o Papel-Moeda em Poder do Público e DV são os depósitos à vista. Desta forma, a questão está correta. Vale a pena relembrar os demais agregados monetários: 

  • Gab. C

    Complementando:

    M1 = Papel-Moeda em Poder do Público (PP) + Depósitos a Vista (DV)

    M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições depositárias

    M3 = M2 + quotas de fundo de renda fixa + operações compromissadas registradas no Selic

    M4 = M3 + Títulos Públicos de alta liquidez 

    Fonte: Manual de Macroeconomia (USP); p. 65


ID
1209406
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue o item seguinte, relativo ao modelo IS-LM e aos efeitos da política monetária e fiscal.

De acordo com uma abordagem Hicks-Hansen, a política monetária será inócua no que se refere à alteração dos níveis de produto, caso os investimentos sejam perfeitamente inelásticos à taxa de juros.

Alternativas
Comentários
  • investimentos sejam perfeitamente inelásticos à taxa de juros = CURVA IS VERTICAL


    bons estudos!

  • Quanto maior a elasticidade do investimento, mais elástica, em relação à taxa de juros, mais horizontal será a curva IS, isto é, menor sua inclinação. Uma pequena variação na taxa de juros induzirá uma grande variação no investimento. Opostamente, o investimento pouco sensível à taxa de juros, inelástico, já que variações no investimento irão requerer grandes variações na taxa de juros, IS vertical.

    Sabemos que a política monetária é tanto mais eficaz quanto maior for a elasticidade da demanda por investimento em relação aos juros, menos inclinada for a curva IS, consequentemente, a política monetária será ineficaz, já que os investimentos são perfeitamente inelásticos à taxa de juros, a curva IS é vertical.

    Gabarito: Correto.
  • Como a IS é vertical e o equilíbrio se dá no ponto de encontro entre a IS e LM, o produto não se alterará com o deslocamento da LM, pois a renda (produto) (eixo X) continuará igual.

  • Abordagem de Hicks-Hansen é apenas um outro nome para o modelo IS-LM.

              Já a questão trata daquela situação em que a IS é vertical e, portanto, deslocamentos da LM não afetam o produto:

    Isso é bem intuitivo, caro aluno: a política monetária age sobre a demanda por bens e serviços de forma indireta, afetando a taxa de juros, para que esta afete o investimento.

              Mas se o investimento não reage a variações nos juros (IS 100% vertical), então a política monetária é inócua.

    Resposta: C


ID
1209409
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue os itens seguintes, relativos ao modelo IS-LM e aos efeitos da política monetária e fiscal.

A curva LM descreve o equilíbrio nos mercados monetários e nos mercados de bens e serviços.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Errado 

    Curva LM : Equilibro nos Mercados Monetários 

    Curva  IS : Equilíbrio no mercado de bens e serviços 

  • A curva IS é que trata do equilíbro nos mercados de bens e serviços. A curva LM (Liquidity = Money) trata do equilíbrio no mercado de moeda ==> equilíbrio no mercado monetário ==> demanda é igual oferta de moeda ==> Curva LM

  • Errado!

              A curva LM descreve o equilíbrio no mercado MONETÁRIO.

              O equilíbrio no mercado de bens e serviços é descrito pela curva IS.

    Resposta: E

  • Gab. E

    REESCRITA CORRETA: A curva IS-LM descreve o equilíbrio nos mercados monetários e nos mercados de bens e serviços.

    A análise IS-LM procura sintetizar, em um só esquema gráfico, muitas situações da política econômica, por meio de duas curvas: a curva IS e a curva LM. O esquema IS-LM resume os pontos de equilíbrio conjunto do lado monetário e do lado real da economia, entre a taxa de juros e o nível de renda nacional.

    Fonte: Economia Micro e Macro, de Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos; 4º Ed.


ID
1209412
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue os itens seguintes, relativos ao modelo IS-LM e aos efeitos da política monetária e fiscal.

A inclinação negativa da curva de demanda agregada pode ser explicada pelos seguintes fatores: taxa de juros, taxa de câmbio e riqueza.

Alternativas
Comentários
  • CERTO

    A demanda agregada tem relação inversa com o nível de preços; Os seguintes efeitos explicam essa relação: 

    Efeito Pigou = quando aumenta o nível de preços a riqueza em forma monetária diminui de valor em termos reais,diminuindo em conseqüência a demanda agregada, e vice-versa; 

    Efeito taxa de juros = um aumento no nível de preços diminui o valor real da oferta de moeda da economia,resultando em queda na demanda agregada, e vice-versa;

    Efeito taxa de câmbio = um aumento de preços, ao elevar os juros internos, atrai capitais estrangeiros, que por sua vez faz valorizar a moeda nacional em relação às estrangeiras, diminuindo as exportações líquidas, e vice-versa.


    CESPE - Economista - MDS 2006 

    Questao 91. A inclinação negativa da curva de demanda agregada explica-se, em parte, pela existência do Efeito Riqueza de Pigou, de acordo com o qual, uma redução no nível de preços aumenta a riqueza real, incentivando, assim, o consumo dos bens e serviços.

    CERTO


    Q29018 Prova: CESPE - 2003 - Instituto Rio Branco - Diplomata

    A curva de demanda agregada é negativamente inclinada porque uma queda no nível de preços reduz as taxas de juros e deprecia a moeda nacional contribuindo, assim, para aumentar as exportações líquidas.

    CERTO


  • Correto!

    Estes são os três fatores que determinam a inclinação negativa da curva de demanda agregada:

    - Efeito riqueza de Pigou;

    - Efeito da taxa de juros de Keynes e;

    - O efeito da taxa de câmbio de Mundell-Fleming.

    O efeito riqueza atua sobre o consumo: com preços mais baixos, a renda real dos indivíduos sobe, o que eleva o consumo.

    O efeito da taxa de juros atua predominantemente sobre os investimentos. Quanto menor a taxa de juros, maior tende a ser o volume de investimentos.

    Por fim, no efeito da taxa de câmbio, um aumento dos preços locais faz com que diminuam as exportações líquidas, o que reduz a demanda agregada.

    Resposta: C


ID
1209415
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Julgue os itens seguintes, relativos ao modelo IS-LM e aos efeitos da política monetária e fiscal.

Nos modelos clássicos de economia, a política fiscal é capaz de influenciar a poupança e o investimento do país no curto prazo, porém não tem efeitos sobre o crescimento econômico de longo prazo.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E 

    E curto Prazo 


  • Segundo o Manual de Macroeconomia da USP, o aumento dos gastos públicos provoca uma elevação na taxa de juros, devido a uma maior pressão sobre os recursos existentes pela ampliação da demanda. Este aumento nas taxas de juros provoca tanto uma redução no investimento privado no montante ∆I, pois se necessita de uma maior produtividade marginal do capital, como uma elevação na poupança de ∆S, ou seja, uma queda no consumo de mesma magnitude, uma vez que o consumo presente ficou relativamente mais caro em relação ao consumo futuro.

    Percebemos, portanto, que o aumento do gasto público, apesar de pressionar inicialmente a demanda, não levou a um aumento de renda (produto), pois não afetou nem as condições tecnológicas nem a dotação de fatores de produção. Ou seja, apenas provocou uma alteração na composição da demanda, elevando a participação dos gastos públicos em detrimento do gasto privado (redução do investimento e do consumo). Esse fenômeno é conhecido como crowding out, ou efeito deslocamento.

    Assim notamos que a política fiscal transforma a estrutura da demanda agregada (como o investimento), no curto e no longo prazo.

    Gabarito: Errado.


  • Errado. A questão pergunta sobre o efeito da política fiscal no caso clássico. De acordo com o Manual de Prof. da USP (Manual de Macroeconomia Básico e Intermediário, 2014, p. 206), no caso clássico a política fiscal é totalmente ineficaz. Nesse caso, a curva LM é vertical, de forma que um aumento do gasto público apenas aumenta os juros de r1 para r2, e com juros mais altos os investimentos diminuem (daí o efeito crowding out). Então eu entendo que a explicação deveria dizer que a  a política fiscal é totalmente ineficaz, no curto ou no longo prazo, para uma análise da curva IS LM no caso clássico.  Corrijam-me se eu estiver errada, por favor!

  • Concordo com você Thaise

  • Modelo Classico-politica monetária

  • Comentários equivocados, s.m.j..

    A assertiva não trata do "caso" clássico, e sim do "modelo" clássico.

    "Nos modelos clássicos de economia, a política fiscal é capaz de influenciar a poupança e o investimento do país no curto prazo, porém não tem efeitos sobre o crescimento econômico de longo prazo"

    A assertiva está errada pois nos modelos clássicos, de origem liberal, políticas fiscais não possuem eficácia no que tange à alteração do produto (y), pois políticas fiscais estimulam a demanda, enquanto que para os clássicos o que importa é a oferta (Lei de Say). Para esses últimos, o produto é estável e qualquer oscilação tende a fazer o produto retornar ao seu ponto de equilíbrio, seja no curto ou no longo prazo. Impera o pleno emprego sempre e os agentes são racionais.

    Isso tudo ocorre principalmente pela visão utópica de que os preços e salários na economia são flexíveis (os clássicos não levam em consideração a existência de leis e contratos, apenas as leis naturais de demanda e oferta, o famoso laissez faire de Adam Smith - Mão invisível).

    Enfim, é uma corrente válida para análise de casos extremos, partindo da máxima coeteris paribus, a partir da qual é possível se determinar como seria uma economia despida de amarras legais e contratuais.

    Gabarito: Errado.

    Bons estudos!


ID
1209418
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação aos organismos internacionais, julgue o item abaixo.

O G-20 foi estabelecido em 2009, em consequência da crise financeira internacional iniciada no mercado imobiliário norte-americano, com o objetivo de reunir os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento sistemicamente mais importantes, para cooperação em temas econômicos e financeiros.

Alternativas
Comentários
  • G20 (abreviatura para Grupo dos 20) é um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras dadécada de 1990.1 Visa favorecer a negociação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado, levando em conta o peso econômico crescente de alguns países, que,juntos, representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio mundial (incluindo o comércio intra-UE) e dois terços dapopulação mundial. O peso econômico e a representatividade do G-20 conferem-lhe significativa influência sobre a gestão dosistema financeiro e da economia global2 3

    O G-20 estuda, analisa e promove a discussão entre os países mais ricos e os emergentes sobre questões políticas relacionadas com a promoção da estabilidade financeira internacional e encaminha as questões que estão além das responsabilidades individuais de qualquer organização.

    Com o crescimento da importância do G-20 a partir da reunião de 2008, em Washington, e diante da crise econômica mundial, os líderes participantes anunciaram, em 25 de setembro de 2009, que o G-20 seria o novo conselho internacional permanente de cooperação econômica, eclipsando o G8, constituído pelas sete economias mais industrializadas no mundo e a Rússia.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/G20

  • apenas para adicionar ao comentário do colega, há o G20 financeiro (criado em 1999 diante das crises do fim da década de 1990) e o G20 comercial (criado em 2003, para defender o ponto de vista dos países em desenvolvimento durante a rodada Doha da OMC)

  • Errado, pois o G20 (nesse caso, o financeiro) foi criado em 1999

    De acordo com o site oficial do G20, ele foi iniciado em 1999 e, em 2008, no contexto da crise financeira internacional, teve sua Primeira Cúpula de Líderes. Em 2009, foi alçado à categoria de "primeiro fórum para a cooperação econômica internacional". 

    O G20 não é uma organização internacional, mas, sim, um foro de Chefes de Estado e Governo. A presidência do G20 é rotativa e anual, e cada país que preside o G20 deve cuidar dos preparativos da conferência durante sua presidência. 

    Os países representados pelo G20 são responsáveis por 90% do PIB mundial.são eles: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, República da Coreia, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia. 

     

    Fontes: http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/?option=com_content&view=article&id=118:g20&catid=49&lang=pt-br&Itemid=593

    http://www.g20.org/English/aboutg20/AboutG20/201511/t20151127_1609.html

     


ID
1209421
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A respeito do mercado de trabalho e do nível de atividade econômica, julgue

O aumento real das taxas salariais acima da produtividade do trabalho, em decorrência de pressões sindicais, é um exemplo de inflação de custos.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C 

    Inflação de custos é a que sobrevém quando os custos de produção ficam mais altos. Se os preços do petróleo sobem nas bolsas de Londres e Nova York, aumentam os custos de produção e de transporte de tudo o que leva derivados de petróleo. Em seguida, esse aumento de custos vai para o preço final.

    Complementando :

    INFLAÇÃO DE CUSTOS:aumento dos preços de um produto devido ao aumento de seus custos de produção. Pode ser de dois tipos:

    • Induzida:quando resultado aumento da demanda por um fator de produção escasso. Exemplo: o 'boom' da informática aumenta os salários dos especialistas nessa área.
    • Autônoma:se resultar da pressão de grupos oligopolizados ou de monopólios (sindicatos, multinacionais, estatais etc.). Exemplo: as empresas de energia elétrica (monopólio estatal) em São Paulo aumentaram seus preços, entre abril de 83 e abril de 84, em 227%contra 189% para o INPC, 186% para a ORTN e 188% para o dólar, todas as percentagens se referindo ao mesmo período (128).

  • Completando o comentário acima

    CONCEITO

    O fenômeno da inflação não é pacífico na teoria econômica no que diz respeito à sua conceituação. Em geral, o mesmo é definido como o aumento continuado, permanente e generalizado dos níveis de preços em uma economia.

    INFLAÇÃO DE DEMANDA

    Ocorre quando a demanda agregada supera a oferta agregada por bens e serviços. Para que ocorra, é necessário pressupor que a capacidade ociosa da economia está próxima ao nível de pleno emprego dos fatores de produção.

    Sua causa podem ser as mais diversas:

    a) Aumento dos gastos governamentais;
    b) Excesso de moeda;
    c) Excesso de crédito;
    d) Choque de demanda (euforia).

    INFLAÇÃO DE CUSTO (OU DE OFERTA)

    Ocorre quando o custo de produção é repassado aos preços ao consumidor. Dependem de um mercado concentrado, assim, quanto maior a concentração do mercado (menor concorrência), mais os empresários possuem o poder de repassar o aumento dos custos para os preços finais.

    A inflação de custo pode ser causada, ainda, pelo choque de oferta. Quando fenômenos inesperados afetam a produção (como a quebra de uma safra causada por fenômenos naturais).

    INFLAÇÃO ESTRUTURAL

    Ocorrem pela elevação dos custos de produção, porém, ao contrário da inflação de custo é causada pela configuração da infraestrutura existente no local (estradas, transporte, energia e etc), que afetam os custos dos processos de produção, distribuição e fornecimento.

    INFLAÇÃO INERCIAL

    Causada pelo efeito psicológico dos agentes, quando acreditam na elevação dos níveis de preço e agem de tal modo que a inflação de fato se concretize. Em outras palavras, está relacionada às expectativas dos agentes e sua memória inflacionária. Presente em economias com preços indexados.

    INFLAÇÃO REPRIMIDA

    Os preços não sobem ou sobem pouco devido às medidas governamentais de contenção como tabelamento, racionamento e etc.


  • Ao aumentar os salários, as famílias consumirão mais, enquanto a oferta permanecerá inalterada pois não houve o acompanhamento do aumento da produtividade, logo, o aumento da demanda das familias pressionará os preços para cima.

    É o que ocorre no Brasil atualmente, as pessoas querem aumentos de salários sem a contrapartida do aumento da produção, e isso gera inflação de custos, ou seja, os custos das empresas aumentam, e os produtores repassam esses custos ao consumidor final via preços.
  • Se o salário real aumenta mais do que a produtividade, isso significa que o custo (salário) está aumentando mais que a produção. Neste caso, com custos maiores, a empresa faz é elevar o preço do produto que vende.

    Nessa situação, teremos inflação de custos e representamos por um deslocamento para cima e para a esquerda da curva de oferta:

    Resposta: C


ID
1209424
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A respeito do mercado de trabalho e do nível de atividade econômica, julgue

Tanto no âmbito da macroeconomia neoclássica quanto no da macroeconomia keynesiana, admite-se uma relação estável de curto prazo entre o nível de emprego ( N ) e o produto real (Y): Y = f(N) , em que f(N) seja crescente e côncava.

Alternativas
Comentários
  • A duas correntes de pensamento, tanto a macroeconomia clássica quanto a macroeconomia Keynesiana, admitem que se o emprego aumenta, a produção aumenta a taxa decrescente, imprimindo, portanto, o formatado da curva da função crescente e côncava. A inclinação da função é positiva, mas ela diminui à medida que avançamos pela curva.

    Gabarito: Certo.


ID
1209427
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A respeito do mercado de trabalho e do nível de atividade econômica, julgue

De acordo com a teoria dos salários de eficiência, as firmas operam de forma mais eficiente se pagarem salários abaixo do nível de equilíbrio.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E

    Uma empresa pode ganhar muito ao manter o salário acima do nível de mercado. É o que defende a teoria econômica dos salários de eficiência. Os argumentos são válidos ainda que haja trabalhadores no mercado dispostos a ganhar  menos

  • Gabarito E 

    Apenas complementando o comentário do colega.

    A teoria dos salários de eficiência, também chamada de hipótese de salário eficiência, sugere que a produtividade do trabalhador tem uma relação positiva com o pagamento. Em outras palavras, se você pagar um trabalhador mais, ele vai trabalhar mais e produzir mais saída do que se pagou o salário ditadas pela oferta e demanda. A teoria dos salários de eficiência serve para racionalizar por determinado negócio optar por pagar aos trabalhadores mais do que precisam para preencher posições.

  • o erro da questão .> 

     pagarem salários ABAIXO do nível de equilíbrio.

  •  


ID
1209430
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à evolução das contas públicas do Brasil a partir da década de 80 do século XX, julgue os itens a seguir.

No período de 2003 a 2006, verificou-se, em paralelo ao elevado crescimento médio da economia brasileira, uma expansão da dívida líquida do setor público resultante de constantes déficits em transações correntes, que elevaram o endividamento externo do país.

Alternativas
Comentários
  • Item errado!

    A economia brasileira passou, entre 2003 e 2008, por um período de expansão que 

    contrastou com a estagnação das duas últimas décadas. Essa trajetória de crescimento, ao passo 

    que se deu em paralelo a uma mudança nos fluxos de comércio do país (em que as exportações 

    se apresentaram em expansão), fomentou interpretações que colocariam a demanda externa 

    como o motor do crescimento recente.


    http://www.ipea.gov.br/code2011/chamada2011/pdf/area4/area4-artigo8.pdf



ID
1209433
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à evolução das contas públicas do Brasil a partir da década de 80 do século XX, julgue os itens a seguir.

A década de 80 do século XX é conhecida como o período do milagre econômico brasileiro, em que foram registradas elevadas taxas de crescimento da economia e redução da dívida pública do país.

Alternativas
Comentários
  • O período conhecido como milagre econômico foi o início da década de 70, onde o Brasil, por meio de financiamento externo, atingiu um dos patamares de crescimento mais elevado de sua história: PIB a 10%a.a. (se não me engano), dentre outros fatores. Já a década de 80 foi chamada de década perdida, em face da elevada dívida externa proveniente de outrora e gigantesca inflação. Um dos principais fatores que levou o país a sair de um cenário tão positivo para um tão negativo em poucos anos foi a Crise do Petróleo, que consiste no embargo e subida dos preços do petróleo pelos países árabes, o que prejudicou a produção dos países ocidentais e prejudicou consideravelmente nossa Economia.

  • Errado

    O choque dos preços do petróleo entre 1973-1974 inaugurou uma longa fase de dificuldades para a economia brasileira, expressas no prolongado quadro de restrição externa. As relações de troca do Brasil com o resto do mundo, que haviam atingiram o seu ponto máximo em 1977, começaram a despencar isso não ocorreu em função apenas da elevação do preço do petróleo, como se costuma noticiar, mas principalmente porque os países centrais conseguiram impor o aumento dos preços de seus produtos numa proporção muito superior ao dos produtos exportados pela periferia.

    Além disso, a partir de 1980 forçaram para baixo os preços das commodities que o Brasil exportava, que caíram 26% de 1980 a 19824. Demonstrando assim que o problema não estava principalmente no petróleo, o fato é que excluindo esse produto nossas exportações caíram 31% de 1977 a 19825. Dessa forma vários problemas agravaram não só as relações sócio-econômicas do Brasil perante o mundo mas também as políticas adotadas para a nação.


  • Aumento da dívida pública, e não, redução da dívida pública.

  • "A década de 80 do século XX é conhecida como o período do milagre econômico brasileiro"... aí você para de ler a questão, marca Errado, e segue em frente.

  • RESOLUÇÃO:

    Quem dera, pessoal! Quem dera!

    O Milagre Econômico vai de 1968 a 1973, embora tenhamos crescido bem até 1979.

    Imagine só se tivéssemos crescido nos anos 1980 tanto quanto crescemos no período do Milagre! Seríamos

    uma potência!

    Mas não! Bem longe disso!

    A década de 1980 entrou para a história como década perdida, exatamente porque o crescimento médio foi

    baixo e a dívida pública, sobretudo a externa, explodiu!

    Resposta: C

  • Década perdida


ID
1209436
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à evolução das contas públicas do Brasil a partir da década de 80 do século XX, julgue os itens a seguir.

O início dos anos 90 do século XX foi marcado pela abertura da economia brasileira e pelo processo de privatização de empresas estatais, processos realizados com o objetivo de combater a inflação por meio da redução do déficit público.

Alternativas
Comentários
  • Item correto.


    Com o controle de preços efetivados em governos anteriores à 1990, por exemplo, congelamento de preços no governo Sarney, via plano cruzado, defasou os preços públicos cobrados pelas empresas estatais, gerando assim déficits no setor e forçando o financiamento dessas pelo governo em si.
    Dessa forma, as empresas estatais foram visadas pelos governos dos anos 90 para subtrair o peso destas na conta final de gastos, alterando o foco estatal da produção de bens e serviços diretamente à população para a área de regulação econômica de tais setores.

  • RESOLUÇÃO:

    Certo!

    O governo Collor (o governo seguinte, de Itamar Franco, deu sequência a isso) foi marcado pela abertura da

    economia brasileira e pelo início do processo de privatizações.

    Um dos objetivos deste processo era exatamente o combate à inflação, que, aliás, era o principal desafio da

    política econômica da época.

    Com as privatizações, pretendia-se reduzir o déficit e a dívida pública, o que contribuiria no combate ao

    processo inflacionário.

    Além disso, a abertura da economia brasileira faria com que a indústria nacional operasse com custos mais

    baixos devido ao aumento da competição e da maior capacidade de importação.

    Resposta: C


ID
1209439
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à evolução das contas públicas do Brasil a partir da década de 80 do século XX, julgue os itens a seguir.

A estabilização da inflação verificada após a implantação do Plano Real, em 1994, foi seguida de resultados fiscais negativos, dada a redução dos efeitos da emissão de moeda como forma de financiamento do setor público.

Alternativas
Comentários
  • Item correto.


    Reduziu-se a emissão monetária como forma de controle inflacionário no plano Real.

  • Correto. Curvas IS-LM. Com a emissão de moedas, ocorre elevação da renda e para conter a inflação, o governo eleva a taxa de juros onerando a carga tributaria para desacelerar o consumo.

  • A emissão de moeda para sanar o déficit fiscal (senhoriagem) foi reduzida no Plano Real, pois visava-se conter a inflação. Isso fez com que déficits fiscais aparecessem.

     

    Resposta: CERTO.

  • Apesar de ser uma questão fácil, entendo que a assertiva não é totalmente verdadeira.

    A estabilização da inflação verificada após a implantação do Plano Real, em 1994, foi seguida de resultados fiscais negativos, dada a redução dos efeitos da emissão de moeda como forma de financiamento do setor público.

    Eu entendo que os resultados fiscais negativos, pós estabilização de 1994, não são decorrência da redução de emissão de moeda, e sim em razão (principalmente) da apreciação cambial (o que gerou déficit no saldo da Balança Comercial). Ambos os motivos contribuíram para os resultados negativos, mas o principal é o último. Logo, se trata de uma típica questão que pode complicar quem estudou demais. Nessas horas, o ideal é ser um "bom fazedor de provas" e não procurar "pelo em ovo".

    O que a banca queria ouvir é CERTO, e esse é o gabarito.

    Bons estudos.


ID
1209442
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à evolução das contas públicas do Brasil a partir da década de 80 do século XX, julgue os itens a seguir.

A relação entre a dívida pública e o PIB permaneceu constante após a desvalorização do Real no início de 1999, o que permitiu que o governo brasileiro assinasse com o FMI um acordo no qual se comprometia a reduzir as metas de superávit primário para alavancar o crescimento da economia.

Alternativas
Comentários
  • Item errado.

    Não sei se meu pensamento está certo, mas o governo assinaria um acordo para reduzir o DÉFICIT PRIMÁRIO e não o superávit.

  • "...reduzir as metas de  superávit primário para alavancar o crescimento..."

    Esse é o local do erro, pois o superávit primário está intimamente ligado ao resultado da economia como um todo de forma diretamente proporcional, ou seja, quanto maior for o superávit primário maior será esperado o resultado da economia.

    Bons Estudos!

  • Errado. O superavit primário aquece a economia, atraindo investimentos reforçando a formação bruta de capital fixo(FBKF)

  • Com a desvalorização do real, a relação divida publica/PIB não se mantem constante, e o acordo com o FMI exigiu um aumento das metas de superávit primário.

  • RESOLUÇÃO:

    É o contrário! A desvalorização do real em janeiro de 99 fez com que a dívida líquida do setor público desse

    um salto de mais de 5 pontos percentuais em relação ao PIB.

    Este movimento se deu basicamente devido ao aumento da dívida externa porque o Brasil possuía ainda uma

    considerável uma dívida em dólares e a desvalorização do real fez com que sua dívida externa (expressa em

    dólares) aumentasse em reais.

    Então, o acordo com o FMI se deu devido ao desequilíbrio externo e à escassez de reservas por que passava

    a economia brasileira.

    Em contrapartida, o Brasil assumiu o compromisso de aumentar seu superávit primário justamente para não

    permitir que a relação dívida/PIB aumentasse demais.

    Resposta: E


ID
1209445
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne às funções dos governos e às diversas formas de intervenção do Estado na atividade econômica, julgue os itens que se seguem.

A função estabilizadora do Estado é desempenhada por meio da regulação, cujo objetivo é zelar pelos interesses dos usuários e pela eficiência na prestação de serviços públicos.

Alternativas
Comentários
  • ERRADO. A banca fez uma bagunça com os conceitos. 

    A regulação é um dos papéis do Estado, que os exerce por meio das agências reguladoras (ANAC, ANATEL, ANTAQ, ANVISA, ANS, ANEEL e assim por diante). É um Estado mais ausente na economia, pois passa atividades à iniciativa privada. Ele descentraliza para que haja mais eficiência na prestação de serviços públicos, mas precisa ficar de olho (regulando).

    A função estabilizadora do Estado é manter a estabilidade econômica, com um alto nível de emprego e preços estáveis. Para isso, o governo utiliza instrumentos de política macroeconômica (políticas fiscal e monetária), visando à manutenção de níveis adequados de emprego,renda, inflação, taxa de câmbio, contas externas, endividamento público, etc. 

    Fonte:Estratégia (Heber Carvalho e Jetro Coutinho)


    Só para complementar os estudos com um breve resumo sobre as funções do governo:

    O governo possui 3 funções: 

    - Função Alocativa (Bens e Serviços puros) 

    - Função Estabilizadora (busca ajustar o nível geral de preços e de empregos no mercado); 

    - Função Distributiva (realiza ajustes na distribuição de renda com o objetivo de torná-la mais adequada socialmente, se apresentando por meio da cobrança de impostos e concessão de subsídios, principalmente.). 

    Alguns autores defendem uma quarta função, que aí sim seria a reguladora, mas não é amplamente aceita. 

    Bons estudos.

  • 3 funções:

    reguladora - regula

    estabilizadora - estabiliza - (ex. inflação, balança comercial - política fiscal, etc

    alocativa - alocação de bens e serviços


  • São 4 Funções:

    Distributiva
    Alocativa
    Reguladora 

    Estabilizadora

  • TEORIAS DAS FINANÇAS PÚBLICAS:

    Funções do governo: um governo possui funções alocativas, distributivas e estabilizadoras.

    FUNÇÃO ALOCATIVA:: relaciona-se à alocação de recursos por parte do governo a fim de oferecer bens públicos (ex. rodovias, segurança), bens semi-públicos ou meritórios (ex. educação e saúde), desenvolvimento (ex. construção de usinas), etc.;

    FUNÇÃO DISTRIBUTIVA: é a redistribuição de rendas realizada através das transferências, dos impostos e dos subsídios governamentais. Um bom exemplo é a destinação de parte dos recursos provenientes de tributação ao serviço público de saúde, serviço o qual é mais utilizado por indivíduos de menor renda.

    FUNÇÃO ESTABILIZADORA: é a aplicação das diversas políticas econômicas a fim de promover o emprego, o desenvolvimento e a estabilidade, diante da incapacidade do mercado em assegurar o atingimento de tais objetivos. trata-se de intervenção direta do Estado na economia. Diferentemente, no papel de regulador do mercado, desempenha intervenção indireta.

    O erro da questão está em misturar a função estabilizadora com o papel que desempenha enquanto regulador.

    Resumindo: função estabilizadora não é sinônimo de regulação!


  • A função estabilizadora visa garantir o máximo de empregos dos fatores de produção, crescimento economico, estabilidaded doe preços. É desempenhada por meio de politicas monetárias (controle da quantidade de moeda que circula que economia - que impacta na inflação) e politicas fiscais ( relacionadas a tributação, gastos)

  • Errado!

    A regulação não se confunde com a função estabilizadora.

    A função estabilizadora é aquela que busca equilíbrio macroeconômico (leia-se alto nível de emprego e inflação controlada) aliada a crescimento sustentável da economia.

     

    Resposta: E


ID
1209448
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne às funções dos governos e às diversas formas de intervenção do Estado na atividade econômica, julgue os itens que se seguem.

A partir dos anos 90 do século XX, as parcerias público-privadas surgiram como uma alternativa de financiamento de projetos de infraestrutura para diversos países cuja capacidade de atuação estava reduzida por restrições fiscais e pelos limites impostos a políticas inflacionárias.

Alternativas
Comentários
  • Justamente o que ocorre no Brasil em 2015.


    O governo, por estar limitado financeiramente (restrições fiscais), lança o projeto de  parcerias público-privadas nas áreas de infra estrutura a fim de que sejam realizados investimentos no Brasil com o objetivo de aumentar a Renda e atrair capital estrangeiro.


    Quando o governo aumenta os juros ocorre os seguintes efeitos:

    1. O dinheiro é retirado da economia, diminuindo os investimentos e consequentemente a renda.

    2. A diminuição da renda reduz a pressão inflacionária pois ocorre uma diminuição do consumo.

    3. Como o governo está endividado, no momento que aumenta o juros, aumenta também a dívida Brasileira.

    4. O governo estando endividado não pode investir em infra estrutura por isso chama o capital privado.


    Ou seja, em economia tudo é interligado.


    O Brasil está passando por um período de Estagflação -> Não cresce e ainda tem uma inflação alta.



    Y = Renda.


    PIB = Y 

    PIB = C + I + G + X - M


    Fé em DEUS! Vamos chegar lá!

  • Para quem não entende os comentários,como eu, sem o gabarito e não tem acesso a resposta.

    Gaba: CERTO

     

    Justamente o que ocorre no Brasil em 2015.

     

    O governo, por estar limitado financeiramente (restrições fiscais), lança o projeto de  parcerias público-privadas nas áreas de infra estrutura a fim de que sejam realizados investimentos no Brasil com o objetivo de aumentar a Renda e atrair capital estrangeiro.

     

    Quando o governo aumenta os juros ocorre os seguintes efeitos:

    1. O dinheiro é retirado da economia, diminuindo os investimentos e consequentemente a renda.

    2. A diminuição da renda reduz a pressão inflacionária pois ocorre uma diminuição do consumo.

    3. Como o governo está endividado, no momento que aumenta o juros, aumenta também a dívida Brasileira.

    4. O governo estando endividado não pode investir em infra estrutura por isso chama o capital privado.

     

    Ou seja, em economia tudo é interligado.

     

    O Brasil está passando por um período de Estagflação -> Não cresce e ainda tem uma inflação alta.

     

     

    Y = Renda.

     

    PIB = Y 

    PIB = C + I + G + X - M


ID
1209451
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne às funções dos governos e às diversas formas de intervenção do Estado na atividade econômica, julgue os itens que se seguem.

Falhas de mercado são situações em que o mercado competitivo não é capaz de, isoladamente, alcançar a eficiência econômica, o que justifica a intervenção do Estado para alocar bens e serviços de forma mais eficiente.

Alternativas
Comentários
  • CERTO

    As falhas de mercado estão intrinsecamente ligadas à função Alocativa. Elas acontecem quando o mercado, por alguma razão não é capaz de funcionar adequadamente. Essas falhas impedem que ocorra o ótimo de pareto, quer dizer, afastam os mercados da eficiência econômica.

    Um exemplo disso é quando alguma empresa produz um determinado bem emitindo poluição no meio ambiente. Nesse caso, cabe ao governo atuar no sentido de regular o mercado para que a empresa geradora de tal falha seja responsabilizada, como aumentando os impostos, aplicando multas, etc.


    Bons estudos.

  • Bela afirmação!

    É isto mesmo: as falhas de mercado impedem que o mercado consiga atingir um equilíbrio eficiente.

    Isso justifica a intervenção estatal. E quando o Estado atua neste sentido, está agindo por meio de sua função alocativa.

     

    Resposta: C

  • Certo

    Falhas de Mercado são a causa de ineficiência dos mercados. Em outras palavras: na presença de falhaso mercado não consegue, sem ajuda, atingir uma situação ótima, na qual a sociedade obtém o maior nível de bem-estar possível.

    As falhas podem assumir diversos tipos, dos quais são destaques nas provas: bens públicos, externalidades (positivas e negativas) e informações assimétricas (com destaque para o risco moral e a seleção adversa).

    Fonte: Celso Natale (Estratégia Concursos)


ID
1209454
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne às funções dos governos e às diversas formas de intervenção do Estado na atividade econômica, julgue os itens que se seguem.

A educação e a saúde são consideradas bens públicos, sujeitos ao princípio da não exclusão, de forma que, além do Estado, somente instituições sem fins lucrativos podem fornecer esses serviços no Brasil.

Alternativas
Comentários
  • Errado

    Saúda e educação são bens misto, tanto a iniciativa pública quanto a iniciativa privada podem fornecer esses serviços.

    Um exemplo de bem público é a defesa nacional.

  • Para complementar o comentário do colega, também são chamados de bens semi-públicos ou meritórios. São uma classificação intermediária entre bens públicos e bens de mercado; e podem ser produzidos tanto pelo setor privado quanto pelo público. Nos exemplos da questão, podemos ter escolas particulares ou públicas, assim como podemos ter hospitais privados ou que atendem pelo SUS.

  • A educação e a saúde são consideradas bens públicos, sujeitos ao princípio da não exclusão, de forma que, além do Estado, somente instituições sem fins lucrativos podem fornecer esses serviços no Brasil.

    Saúde e educação são considerados bens semi-públicos, pois apesar de serem fornecidos em parte pelo ente público podem ser fornecidos pela iniciativa privada, justamente porque são rivais e excludentes.

  • Tudo errado!

    Educação e saúde não são bens públicos exatamente porque são excludentes.

    É perfeitamente possível impedir um aluno que não pagou por isso de assistir uma aula ou ingressar numa escola. Também é perfeitamente possível não atender um paciente que não está pagando.

    E isso propicia que tais mercados sejam lucrativos, de modo que é claro que instituições com fins lucrativos também possam fornecer esses serviços no Brasil. É o caso dos hospitais particulares e das escolas e faculdades privadas.

     

    Resposta: E


ID
1209457
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne às funções dos governos e às diversas formas de intervenção do Estado na atividade econômica, julgue os itens que se seguem.

No caso da ocorrência do monopólio natural, em que há uma única empresa produtora de um bem público, o Estado pode tanto responsabilizar-se diretamente pela produção do bem quanto exercer o controle de preços por meio de regulação.

Alternativas
Comentários
  • A questão está bem autoexplicativa, mas só para elucidar: em um cenário de monopólio natural de empresas privadas, o Estado, no geral, tem duas alternativas.

    Produzir o bem oferecido: aqui o Estado será o próprio concorrente da iniciativa privada. Ele pode fazer isso, por exemplo, através de Concessões e Permissões, ou até mesmo por meio da função alocativa realizada pela Administração Direta. 

    Exercer o controle de preços: aqui o Estado colocará barreiras ao domínio monopólio em prol da população, estipulando tarifas e preços para garantir o acesso das pessoas ao bem e também o lucro justo ao empresário. Isso pode ser feito através das Agências Reguladoras e Conselho Administrativo de Defesa Econômico (CADE).

  • O monopólio natural ocorre quando o custo fixo é um valor extremamente alto em relação aos custos variáveis de forma que se existirem muitas empresas dividindo o mercado a atividade se torna inviável.

    Um exemplo clássico de monopólio natural é o das concessionárias de energia. Além delas têm as companhias telefônicas, de abastecimento  e saneamento básico.


    Fé em DEUS! Vamos chegar lá!

  • Para quem não entende os comentários,como eu, sem o gabarito e não tem acesso a resposta.

    Gaba: CERTO

     

     

    Em um cenário de monopólio natural de empresas privadas, o Estado, no geral, tem duas alternativas.

    Produzir o bem oferecido: aqui o Estado será o próprio concorrente da iniciativa privada. Ele pode fazer isso, por exemplo, através de Concessões e Permissões, ou até mesmo por meio da função alocativa realizada pela Administração Direta. 

    Exercer o controle de preços: aqui o Estado colocará barreiras ao domínio monopólio em prol da população, estipulando tarifas e preços para garantir o acesso das pessoas ao bem e também o lucro justo ao empresário. Isso pode ser feito através das Agências Reguladoras e Conselho Administrativo de Defesa Econômico (CADE).

     

    Um exemplo de monopólio natural é o das concessionárias de energia. Além delas têm as companhias telefônicas, de abastecimento  e saneamento básico.

  • Perfeito!

    Lembre-se daquelas assertivas sobre titularidade do serviço público.

    Fornecimento de energia elétrica e saneamento são bons exemplos de monopólios naturais.

    E note que temos esses serviços fornecidos no Brasil tanto por empresas públicas quanto por privadas.

    Mas como são de responsabilidade pelo Estado, se a iniciativa privada atuar aqui, deve ter seus preços controlados pelo Estado regulador.

     

    Resposta: C


ID
1209460
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne às funções dos governos e às diversas formas de intervenção do Estado na atividade econômica, julgue os itens que se seguem.

A função distributiva do Estado visa promover uma distribuição de renda mais equitativa entre os cidadãos, podendo ser realizada por meio de transferências diretas, cobrança de impostos e concessão de subsídios.

Alternativas
Comentários
  • Bolsa Família descreve perfeitamente essa Função.

  • Atualmente, o que não faltam são exemplos de função distributiva.

    Auxílio periculosidade para motoboy, auxílio-reclusão; cogita-se até o auxílio-"prostituta". Quem dar mais?

  • Olá amigos do QC, na função distributiva o governo busca a melhoria da distribuição de renda. Os mecanismos de mercado privilegiam a eficiência, o que não garante que a sociedade está disposta a aceitar essa distribuição de renda. Nesse caso a correção da desigualdade na repartição da renda deve ser efetuada mediante  intervenção do governo. Um dos processos mais utilizados consiste em utilizar os tributos e os gastos do governo para tal finalidade. De um lado aumentando a progressividade dos tributos (quem ganha mais, paga mais) e de outros aumentando os gastos governamentais com transferências que beneficiem direta ou indiretamente (mediante manutenção de serviços gratuitos: saúde, educação, ou transferência de renda direta tais como o programa bolsa família).

    site do professor Gilmar

    grande abraço


  • Para quem não entende os comentários,como eu, sem o gabarito e não tem acesso a resposta.

    Gaba: CERTO

     

    A função distributiva o governo busca a melhoria da distribuição de renda. Os mecanismos de mercado privilegiam a eficiência, o que não garante que a sociedade está disposta a aceitar essa distribuição de renda. Nesse caso a correção da desigualdade na repartição da renda deve ser efetuada mediante  intervenção do governo. Um dos processos mais utilizados consiste em utilizar os tributos e os gastos do governo para tal finalidade. De um lado aumentando a progressividade dos tributos (quem ganha mais, paga mais) e de outros aumentando os gastos governamentais com transferências que beneficiem direta ou indiretamente (mediante manutenção de serviços gratuitos: saúde, educação, ou transferência de renda direta tais como o programa bolsa família).

     

  • Perfeito!

    Esses são instrumentos de distribuição de renda, ou seja, de função distributiva.

    E esta função é exatamente aquela por meio da qual o Estado visa promover uma distribuição de renda mais próxima do que a sociedade deseja.

     

    Resposta: C


ID
1209463
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere à dinâmica da dívida pública e às formas de se apurar o resultado fiscal do governo, julgue os próximos itens.

O esforço fiscal do setor público é representado pelo resultado primário do governo, dado que esse método exclui do resultado nominal a parcela referente aos juros nominais incidentes sobre a dívida líquida.

Alternativas
Comentários
  • Correto
    Receita - Despesas = (Orçamento fiscal, orçamento primário)

    que deve ser:

    - Equilibrado

    - Superavitário

    ________________________________________

    O que é Deficit operacional? (D.O.)

    Receita - Despesas - Juros da dívida passada... ai entra o 

    N ecessidade
    F financiamento
    S etor 
    P úblico


    Em 1994  FHC, ex presidente do Brasil, acordou com o FMI em troca de mais crédito que o Brasil teria o seu orçamento fiscal/primário sempre superavitário e o seu lucro pagaria os juros da dívida passada.

  • Resultado Primário = Receitas - Despesas. Logo, não são contados os juros nem a atualização monetária; em outras palavras, não são contados os juros nominais, que são os juros que incluem a atualização monetária.

    Resultado Operacional = Receitas - Despesas - Juros Reais. Ou seja, é contabilizado na operação a subtração dos juros reais, que são aqueles juros que não incluem a atualização monetária.

    Resultado Nominal = Receitas - Despesas - Juros Nominais. Esse resultado é o mais completo, pois ele contabiliza tudo que entra e tudo que sai (despesas, juros e atualização monetária).

  • Sinval Batista o que você falou vai de encontro com o que diz a questão.

    A questão afirma que exclui (subtrai) do resultado nominal os juros nominais, ou seja: Resultado Primário = NFSP nominal - Juros nominais.

    O que está CORRETO.

    Resultado Nominal = Receitas - Despesas (não considera as correções monetárias, ou seja, os efeitos da inflação).

    Resultado Operacional = NFSP nominal - atualização monetária incidente sobre a dívida líquida.

    Houve uma confusão entre Resultado Primário e Resultado Nominal.
  • O esforço fiscal do setor público é representado pelo resultado primário do governo, dado que esse método exclui do resultado nominal a parcela referente aos juros nominais incidentes sobre a dívida líquida.

     

    A questão está mal redigida. Quando se faz menção aos juros nominais, há que se dizer que eles incidem sobre a dívida bruta e não sobre a dívida líquida, pois dívida bruta + juros indicidentes sobre esta = dívida líquida.

     

    Errei a questão por isso e, ao meu ver, acredito que caberia recurso.

  • Está certo. É importante você ter em mente isso: como o resultado primário exclui o valor dos juros nominais, ele reflete melhor o esforço fiscal do setor público.

    Isso porque o valor pago em juros não está sob o controle do governo, simplesmente porque ele deriva da incidência de uma determinada taxa de juros sobre o estoque da dívida.

    O que importa em termos de esforço fiscal é o quanto o governo conseguiu economizar para pagar estes juros e conter a alta do endividamento.

     

    Resposta: C

  • A Iara Batista está certa, o comentário do Silval trocou o Resultado Nominal e o Primário.


ID
1209466
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia

No que se refere à dinâmica da dívida pública e às formas de se apurar o resultado fiscal do governo, julgue os próximos itens.

Em cenários de elevada inflação, o resultado nominal é mais indicado que o resultado operacional para fins de análise da evolução da relação entre a dívida pública e o PIB.

Alternativas
Comentários
  • Vamos definir os resultados: 

    • Resultado Nominal = Receitas totais – Despesas totais

    • Resultado Primário = Receitas não financeiras – Despesas não financeiras

    • Resultado Operacional = Resultado Primário + pagamento de juros reais



  • Em época de alta inflação é preferível calcular o resultado operacional pq o resultado nominal leva em consideração os juros nominais enquanto o operacional leva em consideração apenas os juros reais.

    Os juros nominais são compostos pelos juros reais, variação cambial e inflação (atualização monetária)
    Com isso, em época de elevada inflação, o governo consegue ter uma melhor visão da relação entre a dívida e o PIB realizando o resultado operacional que desconsidera a inflação.
  • Para quem não entende os comentários,como eu, sem o gabarito e não tem acesso a resposta.

    Gaba: ERRADO

     

    Resultado Nominal = Receitas totais – Despesas totais

  • É o contrário!

    É justamente em virtude do período hiperinflacionário que tivemos no Brasil, que surgiu o conceito operacional do resultado fiscal.

    Isso porque se a inflação está muito alta, o resultado nominal fica “poluído” pela correção monetária, de forma que o resultado operacional é mais indicado para a análise do endividamento, já que ele exclui a correção monetária da dívida.

    Resposta: E


ID
1209469
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere à dinâmica da dívida pública e às formas de se apurar o resultado fiscal do governo, julgue os próximos itens.

A dívida líquida do setor público é o conceito mais amplo de dívida, em relação aos demais, por englobar os resultados tanto dos governos federal, estadual e municipal quanto da previdência social, das empresas estatais e das reservas líquidas internacionais.

Alternativas
Comentários
  • A dívida líquida do setor público corresponde à diferença entre passivos e ativos acumulados pelas três esferas de governo, incluindo Banco Central (BC), e pelas empresas estatais, de modo que é possível manter estabilizado o endividamento com crescimento de passivos e ativos simultaneamente.

  • Para quem não entende os comentários,como eu, sem o gabarito e não tem acesso a resposta.

    Gaba: CERTO

     

    A dívida líquida do setor público corresponde à diferença entre passivos e ativos acumulados pelas três esferas de governo, incluindo Banco Central (BC), e pelas empresas estatais, de modo que é possível manter estabilizado o endividamento com crescimento de passivos e ativos simultaneamente.

     

  • Perfeito!

    A principal comparação se dá entre setor público e governo geral.

    Isso porque o termo “governo geral” abrange os governos das três esferas mais o INSS, enquanto que o termo “setor público” adiciona ainda as empresas estatais e o Banco Central.

     

    Resposta: C


ID
1209472
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere à dinâmica da dívida pública e às formas de se apurar o resultado fiscal do governo, julgue os próximos itens.

Um país em que se observem constantes déficits fiscais superiores ao crescimento do PIB tende a apresentar, na ausência de emissão de moeda, trajetória crescente da relação dívida pública/PIB.

Alternativas
Comentários
  • Déficit fiscal significa gastar mais que receber. O PIB é a produção de riquezas do país. Então, vejamos: se eu gasto mais que eu recebo, eu terei dívida; mas se eu tenho muita riqueza, eu posso utilizar dessa riqueza para pagar a dívida. Entretanto, se eu gasto mais que recebo, e ainda produzo menos riqueza do que essa dívida que contraí, como vou pagá-la? Não tem jeito. Uma forma de captar recursos para pagá-la é emitir moeda (que trás consequências negativas, como inflação e desvalorização da moeda). Se o governo também não faz isso, como diz a questão, a dívida que ele contraiu aumentará cada vez mais, pois, além de ele não ter como pagar, incidirão juros sobre ela e, assim, a haverá uma trajetória crescente na relação dívida/PIB. Isso é o que acontece atualmente (2014) no Brasil: PIB baixo, endividamento público alto e, consequentemente, recessão técnica na Economia. 

  • Para quem não entende os comentários,como eu, sem o gabarito e não tem acesso a resposta.

    Gaba: CERTO

     

    Déficit fiscal significa gastar mais que receber. O PIB é a produção de riquezas do país. Então, vejamos: se eu gasto mais que eu recebo, eu terei dívida; mas se eu tenho muita riqueza, eu posso utilizar dessa riqueza para pagar a dívida. Entretanto, se eu gasto mais que recebo, e ainda produzo menos riqueza do que essa dívida que contraí, como vou pagá-la? Não tem jeito. Uma forma de captar recursos para pagá-la é emitir moeda (que trás consequências negativas, como inflação e desvalorização da moeda). Se o governo também não faz isso, como diz a questão, a dívida que ele contraiu aumentará cada vez mais, pois, além de ele não ter como pagar, incidirão juros sobre ela e, assim, haverá uma trajetória crescente na relação dívida/PIB.

  • Perfeito!

    O déficit é o quanto a dívida aumenta no período.

    Logo, a relação Dívida/PIB aumentará se o déficit (variação do numerador) seguir crescendo mais do que o PIB (denominador).

    Ou seja, se este déficit superior ao crescimento do PIB não for compensado por emissão de moeda (receita de senhoriagem, que causa inflação), a trajetória da relação dívida/PIB fatalmente será crescente.

     

    Resposta: C


ID
1209475
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia

No que se refere à dinâmica da dívida pública e às formas de se apurar o resultado fiscal do governo, julgue os próximos itens.

As necessidades de financiamento do setor público no Brasil são apuradas pelo Banco Central do Brasil (BCB) por meio do denominado método acima da linha, que permite um acompanhamento preciso das receitas e despesas do governo.

Alternativas
Comentários
  • Errado.

    Os resultados ficais podem ser apurados de duas formas, são elas:

    -''acima da linha'', que corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do setor público.

    -"abaixo da linha", que corresponde à variação da dívida líquida total, interna ou externa.


    Portanto, a questão está errada em restringir que são apuradas pelo método "acima da linha".

  • ERRADO. O BACEN (BCB) utiliza o método abaixo da linha.

    Só para complementar o comentário do colega Danilo com informações retiradas do mesmo site.

    Método ACIMA da linha é feito pelo STN.

    Método ABAIXO da linha é feito pelo BACEN. (Necessidade de Financiamento do Setor Público - NFSP)


    Fonte: http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%204-indicadores%20fiscais.pdf

  • Uma outra questão semelhante cobrada na prova do CADE-2014

    Q370831 Prova: CESPE - 2014 - CADE - Economista

    Disciplina: Não definido

    A economia do setor público é o pilar econômico que permite a compreensão das atividades governamentais, em particular no que se refere às finanças públicas. Em relação a esse assunto, julgue o item que se segue. Nesse sentido, considere que a sigla NFSP, sempre que for utilizada, se refere a Necessidade de Financiamento do Setor Público.

    Resultado primário é o equilíbrio entre as receitas e as despesas totais, o que equivale ao conceito de NFSP. Ao utilizar o método abaixo da linha, o resultado primário representa a variação total da dívida fiscal líquida no período.


  • As NFSP no Brasil são apuradas pelo Banco Central do Brasil (BCB) por meio do denominado método ABAIXO da linha, que permite um acompanhamento preciso das receitas e despesas do governo.

    O STN que mede a NFSP pelo critério acima da linha.
  • Como são apurados os resultados fiscais? Qual a diferença entre os resultados primários “acima da linha” e “abaixo da linha”?

    Os resultados fiscais podem ser apurados de duas formas:  “acima da linha”, que corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do setor público; e “abaixo da linha”, que corresponde à variação da dívida líquida total, interna e externa.

    Em outras palavras, o método “acima da linha” apura o resultado fiscal pela diferença entre fluxos, o que permite melhor acompanhamento da execução orçamentária pelo controle das receitas e despesas.

    Já o segundo método, que parte dos saldos de dívida pública para obter as necessidades de financiamento, permite destacar as fontes de financiamento do setor público. Pelo método “abaixo da linha”, o resultado nominal equivale à variação total da dívida fiscal líquida no período. No caso do resultado primário, corresponde à variação da dívida fiscal líquida, excluídos os encargos financeiros líquidos.

    https://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/FAQs/FAQ%2004-Indicadores%20Fiscais.pdf

  • Não não não!

    Essa nós não podemos errar. Basta decorar quem faz o que!

    O Banco Central apura o resultado fiscal (as NFSP) pelo método ABAIXO da linha, aquele que olha para a variação da dívida líquida do setor público.

    É o Tesouro Nacional que apura as NFSP pelo método acima da linha, que permite um acompanhamento preciso das receitas e despesas do governo.

     

    Resposta: E

  • Dica quente:

    aBAixo -> BACEN -> variação do ESTOQUE


ID
1209478
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

No que se refere à dinâmica da dívida pública e às formas de se apurar o resultado fiscal do governo, julgue os próximos itens.

As despesas públicas são consideradas como déficit no momento em que ocorre o fato gerador, de acordo com o regime de competência, ao passo que os juros da dívida pública são contabilizados pelo regime de caixa, no momento em que são pagos.

Alternativas
Comentários
  • Segundo o prof. Heber Carvalho

    No Brasil, os resultados primários são contabilizados pelo

    regime de caixa. Já as despesas financeiras líquidas (juros

    nominais pagos e recebidos) são apuradas pelo Banco Central pelo

    regime de competência, e com isso as NFSP no conceito nominal,

    formadas pela soma do resultado primário e dos juros nominais (despesas

    financeiras líquidas), são computadas de forma híbrida. Assim, temos o

    seguinte:

     Resultado primário: regime de caixa

     Resultado nominal: regime híbrido (pois os juros são

    contabilizados pelo regime de competência, enquanto as

    receitas e despesas não financeiras são contabilizadas pelo

    regime de caixa).


  • Item ERRADO

    No Brasil, os resultados primários, tanto do Governo Central como do setor público consolidado, são contabilizados pelo regime de caixa. Já as despesas financeiras líquidas são apuradas pelo BCB pelo regime de competência, e com isso as NFSP no conceito nominal, formadas pela soma do resultado primário e  dos juros nominais (despesas financeiras líquidas), são computadas de forma híbrida. 


    fonte:

    http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%204-indicadores%20fiscais.pdf


  • Respondi a questão pensando em AFO. O que é dissonante do entendimento dos colegas aqui em baixo.

    Mas, em AFO, o reconhecimento da despesa no regime patrimonial (contábil) é quando ocorre o fato gerador. Até aí a questão está certa.

    Mas, no regime orçamentário, o reconhecimento da despesa é, durante o exercício, na liquidação, e, no último dia do exercicio (31/12), pelo empenho.

    Em AFO: Em nenhum regime do setor público, a despesa é reconhecida pela regime de caixa.

     

    Resposta: ERRADA.

  • É precisamente o oposto!

    Os juros é que são contabilizados pelo regime de competência.

    Exceto isso, é tudo regime de caixa, ou seja, contabiliza-se no momento em que as receitas são arrecadadas e as despesas são pagas.

     

    Resposta: E


ID
1209481
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o governo arrecada receitas e realiza despesas de modo a cumprir suas funções. A respeito desse assunto, julgue o item abaixo.

A política fiscal pode ser realizada, diretamente, por meio de aumento ou diminuição do gasto público em consumo e investimento ou, indiretamente, por meio da elevação ou redução das alíquotas de impostos.

Alternativas
Comentários
  • CERTO

    Por política fiscal entende-se a atuação do governo no que diz respeito à arrecadação de impostos e aos gastos (G). Lembrando que os gastos agem de forma direta no PIB (= C + I + G + X - M).

    Como os gastos públicos agem de forma direta na demanda agregada (renda) e aarrecadação age de forma indireta, dizemos que a política fiscal via gastos é mais eficaz (intensa) que política fiscal executada via arrecadação de impostos(tributação). 

    Quando a política fiscal é realizada no sentido de aumentar a renda (demanda agregada) da economia, dizemos que ela é expansionista, expansiva, ou ainda, inflacionária (como ela aumenta a demanda agregada, há incentivo para aumento generalizado dos preços). 

    Quando a política é realizada no sentido de reduzir a renda agregada, dizemos que ela é restritiva, contracionista, pró-cíclica ou anti-inflacionária (como ela reduz a demanda agregada, como resposta, os preços tendem a baixar). 

    Heber Carvalho e Jetro Coutinho (Estratégia)

  • Eu marquei errado por causa daquele "e investimentos". Gastos do governo não são só despesas correntes? Investimentos são despesas de capital.. alguém poderia explicar?

  • Perfeito!

              A assertiva resume muito bem o que é política fiscal.

              Trata-se do governo atuando na economia elevando ou reduzindo gastos ou tributação.

              A elevação ou redução dos gastos impacta diretamente na economia porque o governo age demandando bens e serviços nesta economia.

              Pelo lado da tributação, o impacto é indireto porque ao reduzir ou aumentar a tributação, o governo deixa mais ou menos recursos com a população. Mas cabe a esta demandar bens e serviços com este recurso a mais ou a menos.

    Resposta: C

  • PIB = DA = Y = C + I + G + X - M

    C, I, G e X sao diretamente proporcionais. M é inversamente proporcional.

    Como C:

    C = Ca + c.Yd

    Yd = Y - T

    PIB = DA = Y = [(Ca + c(Y - T)]+ I + G + X - M

    T é inversa e indiretamente proporcional ao Produto (ou Renda, ou Demanda agregada). A relaçao indireta deve-se à maior ou menor disponibilidade de renda (Yd). Assim, como menor T, maior Yd. Nesse caso, os agentes podem decidir poupar ou consumir esse excedente de renda.


ID
1209484
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à economia brasileira vigente entre os anos de 1979 e 1985, julgue os itens a seguir.

O ajuste externo efetuado na economia brasileira no período entre os anos de 1981 e 1984 não foi suficiente para o reequilíbrio do balanço de pagamentos, tendo desencadeado a desvalorização da moeda e a demanda de auxílio ao FMI em 1985.

Alternativas
Comentários
  • E

    Em 1985 o Brasil estava com bloqueios para créditos externos.

    "O Brasil é sócio-fundador do Fundo Monetário Internacional, criado em 1944. Em 1958, o país negociou seu primeiro acordo com o FMI, no governo do presidente Juscelino Kubitschek. No ano seguinte, porém, Juscelino se recusou a adotar o ajuste orçamentário proposto pelo Fundo, e rompeu com a instituição. De 1965 a 1972, durante o regime militar foram negociados sucessivos acordos apenas para dar aval a empréstimo junto a bancos privados.

    De 1974-1979, período de crise do petróleo, o Brasil faz diversos empréstimos bancários, com aval do FMI. Em 1982, o país negociou sucessivos programas de ajuste com o FMI. Em 1985, a instituição suspendeu os desembolsos devido ao não cumprimento, pelo Brasil, das metas de desempenho acertadas. Em 1987, depois de longas tentativas de negociação, o Brasil decreta moratória unilateral, suspendendo o pagamento dos juros e do principal da dívida.

    Em 1988, o governo brasileiro faz mais um acordo com o Fundo, no valor de US$ 477 milhões. Em 1992, o governo Collor fecha um acordo de US$ 2 bilhões com o FMI, mas apenas US$ 170 milhões são usados. Novos acordos só seriam negociados a partir de 1998."
    Fonte: Portal EBC (http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2006-01-10/primeiro-acordo-do-brasil-com-fmi-foi-no-governo-jk-que-depois-rompeu-contrato)

    #missãoAPF

  • Alternativa FALSA

    O período mencionado na questão trata do governo de Figueiredo a questão vem certa até ... demanda de auxílio ao FMI em 1985, essa última parte está incorreta como bem exposto pela Fernanda Ferreira.

  • ERRADA - Brasil e FMI suspenderam acordo em 1984, 1987 moratória, retomada apenas em 1998.

    Acordos e relações do Brasil com o FMI, 1944-2011

    http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/RelacBrFMI2012LTC.pdf

    1982 Crise da dívida externa na América Latina; Brasil negocia sucessivos programas de ajuste com o FMI

    1984 Suspensão do acordo por não cumprimento das metas de desempenho: cartas de intenções não cumpridas

    1987 Moratória unilateral dos pagamentos externos sobre juros da dívida comercial; suspensão de créditos do FMI

    1991/1992 - Tentativas não exitosas de acordo emergencial de empréstimo; afastamento político

    1992 Retomada dos contatos entre o Brasil e o FMI, mas inexistência de acordos formais de empréstimo

    1992 Brasil logra acordo com Clube de Paris, renegociando créditos oficiais bilaterais, sem aval do FMI

    1994 Brasil faz acordo com credores privados para a dívida comercial, sem aval do FMI

    1993/1997 - Relacionamento discreto, quase distante, mas sem politização; irrupção da crise do México em dezembro de 1994

    1998 (outubro) -  Entendimentos com o FMI para um programa de ajuste fiscal, como  resultado da crise na Ásia e da moratória russa

    O Brasil contraiu empréstimo do FMI, para enfrentar um problema que diversos outros países enfrentavam: a fuga de capitais de mercados emergentes, que tinha começado com o problema do México, em dezembro de 1994, prolongou-se extensivamente nas crises dos mercados asiáticos de 1997 e assumiu contornos dramáticos com a moratória russa de agosto de 1998. 


  • Não é apenas a questão do pedido de empréstimo ao FMI em 1985 que está errada. Na verdade, o ajuste externo conseguiu reequilibrar o balanço de pagamentos, tendo superávit em transações correntes no ano de 1984. Além disso, não foi o ajuste entre 1981 e 1984 que desencadeou a inflação. Embora a Maxidesvalorização de 1983 tenha funcionado como um choque, alterando o patamar inflacionário, esse já era um problema que vinha se agravando desde o governo Geisel, em especial devido aos choques do Petróleo. 

    Espero ter contribuído! 

  • Tratado do mandato de João Figueiredo, último governo do regime militar, marcado por três fases distintas do comportamento do PIB:


    1979-1981: elevadas taxas de crescimento;


    1981-1983: recessão;


    1984: recuperação, puxada pelas exportações.

  • Segundo Bacha, no livro Macroeconomia Aplicada à Análise da Economia, o saldo do balanço de pagamentos em transações correntes melhorou na década de 80. Em alguns anos, ele chegou a ser positivo (como em 1984, 1988 e 1989). O inverso ocorreu com o saldo da conta de capital e financeira. Até 1985 essa conta teve saldo positivo, invertendo-o de 1986 a 1989.

    Como resultado das dificuldades na obtenção de capitais autônomos na década de 1980, os saldos totais do balanço de pagamentos foram geralmente negativos (exceto em 1981, 1984 e 1985).

    Considerando os dados retirados do autor ora citado, o ajuste externo não foi suficiente para o equilíbrio no balanço de pagamento para os anos de 1981 e 1984, todavia no ano de 1983 o ajuste externo obteve êxito. Então, consideramos a primeira parte da questão, o ajuste externo efetuado na economia brasileira no período entre os anos de 1981 e 1984 não foi suficiente para o reequilíbrio do balanço de pagamentos, verdadeira.

    A segunda parte da questão, tendo desencadeado a desvalorização da moeda e a demanda de auxílio ao FMI em 1985, está errada. Já que o FMI em 1985 suspendeu os empréstimos ao Brasil. No entanto, uma parcela desta segunda parte está correta, tendo desencadeado a desvalorização da moeda, visto que o ajuste externo desencadeou a maxidesvalorização da moeda.


    Gabarito: Errado.

  • RESOLUÇÃO:

    Errado!

    O ajuste externo do início da década foi sim suficiente para retomar o equilíbrio no balanço de pagamentos.

    Não foi necessário um novo auxílio do FMI em 1985.

    Isso porque, já em 1984, o balanço de pagamentos foi superavitário em mais de US$ 7 bilhões, com o saldo

    de transações correntes sendo fechando positivo pela primeira vez na década.

    Resposta: E


ID
1209487
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à economia brasileira vigente entre os anos de 1979 e 1985, julgue os itens a seguir.

A perda de confiança por parte dos agentes desencadeada pelo choque do petróleo e pela elevação das taxas de juros internacionais ocorridos entre os anos de 1970 e 1980 foi fator decisivo para a deterioração da política de gerenciamento de curto prazo da inflação e das contas externas da economia brasileira.

Alternativas
Comentários
  • Alternativa CORRETA

    "No que diz respeito às finanças governamentais, os anos 1980 apresentam o desequilíbrio do setor público por meio da crise do seu padrão de financiamento externo. Essa restrição de crédito internacional originada com o segundo choque do petróleo impactam, duplamente, sobre as finanças públicas. Por um lado, o setor público passa a ampliar a sua renúncia fiscal e o volume dos subsídios a fim de viabilizar, rapidamente, a geração de um superávit comercial para fazer face a transferência de recursos reais. Do outro lado, por ser o principal devedor em moeda estrangeira (nessa época, o setor privado se endividava junto ao setor público e esse buscava crédito internacional), o governo arca com o ônus do pagamento de uma carga de juros em elevação.

    Como consequência da nova conjuntura de insuficiência de financiamento externo pela qual passa o setor público, observa-se o aumento da dívida pública interna, efeito originado da própria rolagem da dívida externa. A expansão da dívida interna está associada à elevação das taxas de juros que pressionam fortemente para a manutenção dos subsídios creditícios e a renúncia fiscal durante o período".

    Amanda Aires - Noções de Microeconomia para a Polícia Federal 2014


  • CORRETA. 

    A política econômica adotada pelos EUA, a partir de 1981, manteve a tônica da luta contra o processo inflacionário iniciado após as crises do petróleo (1973e 1979). A elevação da taxa de juros interna serviu para contrair a oferta monetária e conter a demanda interna. Colateralmente, promoveu a atração de capitais externos, que foram utilizados para a rolagem da dívida interna, para cobrir os déficits na conta de transações correntes e também para reverter a contínua desvalorização do dólar perante o marco alemão e o iene. As repercussões das políticas domésticas adotadas pelos EUA, no período 1981 a 1985, sobre a economia mundial, foram diversas. De um lado, países exportadores de matérias-primas e alimentos verificaram substancial redução em suas receitas externas, tal como ocorreu no Brasil. Do outro lado, se o dólar sobrevalorizado era responsável pelo déficit em transações correntes dos EUA, ele servia, ao mesmo tempo, para absorver o capital excedente nos países superavitários (Japão e Alemanha). 

    Essas altas taxas de juros sufocaram os tomadores de empréstimos, levando ao agravamento do problema do balanço de pagamentos dos países em desenvolvimento, cujos reflexos foram sentidos diretamente sobre a dívida externa, além, é claro, de sustar o fluxo de capitais que financiava aqueles déficits. Paralelamente, a recessão induzida pelos EUA fez com que a crise se espalhasse pelo mundo, diminuindo o fluxo do comércio internacional. A América Latina, cujos países haviam se endividado nos anos anteriores, entrou em grave crise econômica. A deterioração das condições mundiais e a sustentação de fortes taxas de crescimento interno, como no caso do Brasil, em 1980, agravaram os desequilíbrios nas contas externas.

    Livro: Economia brasileira: da colônia ao governo Lula. 


  • O II PND patindo da avaliação de que a crise e os transtornos da economia mundial não eram passageiros e de que as
    condições de financiamento eram favoráveis (taxas de juros ex ante reduzidas e longo prazo para a amortização) o
    II PND propunha uma "fuga para a frente", assumindo os riscos de aumentar provisoriamente os déficits comerciais e a dívida
    externa, mas construindo uma estrutura industrial avançada que permitiria superar conjuntamente a crise e o subdesenvolvimento.
    Em vez de um ajuste econômico recessivo, conforme aconselharia a sabedoria econômica convencional, o II PND propunha uma
    transformação estrutural nos sistemas petroquímicos, energeticos e siderurgicos.

     

    Economia Brasileira, Rego e Marques, 5º edição.

  • RESOLUÇÃO:

    O segundo choque do petróleo fez com que o preço do barril saltasse de US$ 13,60 em 1978 para US$ 35,60

    em 1980, já tendo alcançado a casa dos trinta dólares em 1979. A resposta dos países desenvolvidos para tal

    aumento foi de uma política fortemente contracionista para evitar uma inflação de custos.

    Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa básica de juros mais do que dobrou chegando a 16,4% ao ano contra

    7,9% ao ano que vigorava anteriormente.

    Além de haver um movimento natural do fluxo de capitais para os países desenvolvidos quando os juros

    sobem por lá, a explosão da dívida de vários países latino americanos fez com que a confiança em suas capacidades

    de pagamento se reduzisse.

    Resposta: C


ID
1209490
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à economia brasileira vigente entre os anos de 1979 e 1985, julgue os itens a seguir.

A política macroeconômica adotada nos anos de 1981 e 1982 tinha por objetivo reduzir a necessidade de divisas estrangeiras, utilizando-se o controle da absorção interna.

Alternativas
Comentários
  • Alternativa: CERTA

    "Como consequência da nova conjuntura de insuficiência de financiamento externo pela qual passa o setor público, observa-se o aumento da dívida pública interna, efeito originado da própria rolagem da dívida externa. A expansão da dívida interna está associada à elevação das taxas de juros que pressionam fortemente para a manutenção dos subsídios creditícios e a renúncia fiscal durante o período".

    Amanda Aires - Noções de Microeconomia para a Polícia Federal

  • CORRETA

    A piora da situação cambial levou o governo em 1980 a reverter a política econômica e a adotar uma política ortodoxa, denominada “ajustamento voluntário”, pois ainda não recorreria ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e à renegociação da dívida. O diagnóstico permaneceu sendo o tradicional excesso de demanda interna. As dificuldades crescentes para a renovação dos empréstimos externos, juntamente com seu encarecimento, fizeram com que a política interna se pautasse pela redução da necessidade de divisas, por meio da absorção interna.

    Economia Brasileira Contemporânea. (GREMAUD, VASCONCELLOS E TONETO Jr. 2009, cap. 16). 

  • Em relação ao objetivo de reduzir a absorção interna está correta. Mas o trecho de reduzir as divisas estrangeiras vai de encontro o que afirma GIAMBIAGI (2005. p.110) em Economia Brasileira Contemporânea: 1945-2004.

    "os juros altos atuariam duplamente sobre o BP: reduzindo o déficit em conta corrente, através da redução da absorção interna, e, ao 'empurrarem' as empresas (inclusive as estatais) para o mercado internacional, em busca de juros menores, atrairiam capital estrangeiro para financiar aquele déficit, que, reconhecidamente, não seria eliminado em curto prazo"

    entendo que a assertiva é a ERRADA, pois atrair capital estrangeiro é atrair divisas estrangeiras. 

    Lembrando que o Ajuste Externo se refere a Política Monetária Restritiva.

  • RESOLUÇÃO:

    É isso! Já estamos carecas de saber que o cenário dos anos 1981 e 1982 era muito desfavorável, não é mesmo!

    Por um lado, a política econômica recessiva implementada nos países desenvolvidos geraram queda

    significativa na demanda pelas exportações brasileiras. De outro lado, tal política – com juros altos – fez com que

    a dívida externa brasileira desse um salto, além de dificultar a atração de capitais para o país.

    Assim, dada a escassez de divisas que enfrentávamos, a estratégia adotada foi de frear a demanda interna

    por bens e serviços (controle da absorção interna), no sentido de forçar uma queda nas importações e aumentar

    as exportações para obtermos divisas.

    Resposta: C


ID
1209493
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere às políticas econômicas adotadas na Nova República, julgue os itens que se seguem.

A política econômica adotada pelo Ministro da Fazenda Dílson Funaro durante a Nova República enfatizava o controle dos agregados monetários, o que ia de encontro à política empregada anteriormente, cuja ênfase se dava nas regras de indexação de preços da economia.

Alternativas
Comentários
  • Como sou novo em idade, não tem como lembrar deste nome, o do ministro.

    Ele foi ministro da Fazenda qdo o presidente era o Sarney, de 1985 a 1987. Neste periodo tivemos o plano Cruzado. Plano heterodoxo puro que controlava preços e serviços, controle cambial e combatia a inflação inercial (indexação). Ele não ia de encontro como a questão afirma. 

  • ERRADA

    Nova República ou Sexta República Brasileira é o nome do período da História do Brasil que se seguiu ao fim da ditadura militar. É caracterizado pela ampla democratização política e estabilização econômica. Usualmente, considera-se o seu início em 1985, e segue até os dias atuais.

    Dílson Funaro foi Ministro da Fazenda durante o governo de José Sarney, entre agosto de 1985 e abril de 1987. Durante seu cargo como ministro da Fazenda, foi responsável pela criação de um plano de estabilização financeira, o Plano Cruzado. Também foi o responsável pela assinatura da moratória unilateral da dívida externa em 1987.

    A década de 1980 é caracterizada pelos vários planos econômicos (Cruzado, Bresser, Verão e Collor) que visavam o controle da inflação.

    Plano Cruzado foi um conjunto de medidas econômicas, lançado pelo governo brasileiro em fevereiro de 1986.

    As principais medidas contidas no Plano eram:

    • - congelamento de preços de bens e serviços;
    • - congelamento da Taxa de Câmbio por um ano;
    • - reforma monetária, com alteração da unidade do sistema monetário, que passou a denominar-se cruzado, cujo valor correspondia a mil unidades de cruzeiro;
    • - congelamento dos salários pela média de seu valor dos últimos seis meses e do salário mínimo;
    • - os reajustes salariais passaram a ser realizados por um dispositivo chamado "gatilho salarial" ou "seguro-inflação", que estabelecia o reajuste automático dos salários sempre que a inflação alcançasse 20%.
    O período ditatorial é caracterizado pelo Milagre Econômico e pela Modernização Conservadora.

  • RESOLUÇÃO:

    A política econômica adotada pelo Ministra da Fazenda Dílson Funaro nada mais foi do que o Plano Cruzado.

    Ele assumiu no segundo semestre de 1985 e preparou o Plano Cruzado baseado no trabalho de Francisco

    Lopes, com o plano sendo publicado já em fevereiro de 86.

    Tratou-se de um congelamento de preços e salários que vigorou na economia durante maior parte do ano de

    1986 e contou com um sucesso inicial estrondoso.

    O Plano Cruzado era uma proposta de cunho heterodoxo segundo a qual o processo inflacionário brasileiro

    era do tipo inercial.

    Logo, não houve grande controle dos agregados monetários.

    Esta é um inclusive uma das razões apontadas pelos economistas para que o plano tenha “ruído” ainda

    naquele ano: política econômica relativamente “frouxa”, já que não se atribuiu a importância necessária à pressão

    de demanda sobre a inflação.

    Resposta: E


ID
1209496
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere às políticas econômicas adotadas na Nova República, julgue os itens que se seguem.

No Primeiro Plano Cruzado, foram congelados salários e preços, gerando-se distorções nos preços relativos.

Alternativas
Comentários
  • No Primeiro Plano Cruzado não houve congelamento de salário, só de preços, o que tornar a afirmativa ERRADA!!!

    Introduziu o mecanismo do "Gatilho Salarial", que era acionado sempre que a inflação atingisse 20%... 

  • Houve congelamento de preços e reajuste do salário (média dos últimos 6 meses + abono de 8% para demais salários e 16% para o salário mínimo). Ademais, adotou-se a metodologia de gatilho salarial de 20%.

  • Questão totalmente errada, mal-feita.

    Houve, sim, no Plano Cruzado, congelamento de salários. O PC trouxe congelamento de preços, salários e câmbio. O fato de ter havido um reajuste prévio nos salários e de ter sido previsto um mecanismo de gatilho salarial não significa que não houve congelamento de salários. O desalinhamento entre preços e salários ocorreu justamente porque o primeiro foi congelado em valores correntes e o segundo foi congelado após um reajuste. 

    Preços. Os preços foram congelados em valores correntes, ou seja, os valores que estavam sendo praticados no dia anterior ao congelamento. O governo convoca a população a se tornar fiscal do Sarney e ligar para a Sunab (Superintendência Nacional de Abastecimento) para denunciar reajustes ilegais de preços. Todos os estabelecimentos foram obrigados a fixar o telefone de Sunab.

    Tarifas públicas. O governo tentou manter as tarifas públicas congeladas pelo maior tempo possível, pelo menos até as próximas eleições (nov-1986). Com efeito, os reajustes das tarifas públicas só foram autorizados após o PMDB ganhar a maior parte dos governos estaduais nas eleições em 1986.

    Salários. Diferentemente dos preços, os salários não foram congelados em valores correntes. Os salários foram congelados com um reajuste que considerava a média, em termos reais, dos últimos seis meses anteriores ao plano. Os salários só voltariam a ser corrigidos em duas situações: 1) após um ano; 2) se fosse disparado o gatilho salarial. O gatilho salarial implicava que, caso a inflação acumulada chegasse a 20%, os salários seriam corrigidos imediatamente. O objetivo dessa política salarial era angariar o apoio popular. O governo acreditava que o plano só teria sucesso se as pessoas fiscalizassem o congelamento; e elas só fiscalizariam o congelamento se elas acreditassem no plano. A política salarial incluiu ainda um aumento prévio, anterior ao congelamento, de 16% no salário mínimo. É também oferecido um abono (complemento provisório de salário) de 8% aos funcionários públicos.



  • "Os salários ficavam oficialmente congelados, podendo os empresários decidir por aumentos, caso a caso, em negociação." 
    Economia Brasileira Contemporânea, Fábio Giambiagi e André Vilela

  • Para GIAMBIAGI (2005. p.125)

    Para evitar que os trabalhadores acumulassem perdas, foi criado ainda o 'gatilho salarial' , que garantia a correção imediata dos salários sempre que a inflação acumulasse 20% (GIAMBIAGI, Fábio. Economia Brasileira Contemporânea - 1945-2004. Rio de Janeiro. Elsevier. 2005)


ID
1209499
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia

No que se refere às políticas econômicas adotadas na Nova República, julgue os itens que se seguem.

O Plano Bresser foi um plano econômico de caráter heterodoxo em que o diagnóstico da inflação foi realizado com base na questão inercial, desconsiderando-se aspectos relacionados ao ajuste das contas públicas.

Alternativas
Comentários
  • O Plano Bresser veio logo após o fracasso do Cruzado (que falhou na tentativa de controlar a inflação).

    O grande problema da época era o déficit público ( ou seja, o governo gastava mais do que arrecadava, fechando em 7,2% do PIB nos primeiros meses de 1987). O Plano Bresser trouxe um congelamento de preços, alugueis, salários e de referências monetárias.
    Já para diminuir o déficit, medidas como desativar o gatilho salarial, aumentar tributos e adiar obras planejadas foram adotadas.
    Além disso, foram retomadas as negociações com o FMI.

    Logo, a assertiva está incorreta ao afirmar que o Plano Bresser não se importou com o ajuste das contas públicas.

  • ERRADA. Acredito que nenhum plano de estabilização econômica desconsidera aspectos relacionados ao ajuste das contas públicas.

    Quanto ao Plano Bresser, este possuía  elementos heterodoxos e ortodoxos.

    O diagnóstico foi o mesmo do Plano Cruzado: inflação inercial. O Plano Bresser, porém, reconheceu o papel das políticas monetária e fiscal convencionais.

    Sem procurar desindexar a economia, o governo congelou mais uma vez preços e salários, além de adotar políticas monetária e fiscal contracionistas.

     Economia heterodoxa - Todos os tipos de socialismo são considerados heterodoxos, mas nem todas as escolas heterodoxas são socialistas. Um desafio central para a heterodoxia é se auto-definir de forma mais precisa do que simplesmente economia não-neoclássica. Os heterodoxos exaltam o papel das instituições, o Estado, como agente regulador e capaz de promover o crescimento econômico. As medidas relacionadas ao controle da inflação, estão presentes na regulação de preços, salários, contratos e câmbio. O governo pode estimular o crescimento através do aumento dos gastos públicos, que não sejam financiados pelo aumento dos impostos.
    A economia ortodoxa também foi definida metodologicamente como uma obra que exige conformidade com a linguagem tradicional dos modelos matemáticos. 

    As características ortodoxas ficam bem evidentes quando se trata de mecanismo de política econômica. Acreditam que para uma nação crescer é necessário acabar com a inflação e assim possibilitar o crescimento econômico. A inflação deve ser controlada através de políticas fiscais e monetárias contracionistas, o governo deve reduzir os gastos para controlar a demanda global. Tais políticas, todavia, podem trazer conseqüências recessivas, e nem sempre controlar de fato a inflação.


  • O Plano Bresser foi um plano econômico de caráter heterodoxo -  foi ortodoxo também

    O diagnóstico da inflação foi realizado com base na questão inercial - Certo.

    ... desconsiderando-se aspectos relacionados ao ajuste das contas públicas - Errado

  • No plano Bresser pretendia-se reduzir o déficit público através de aumentos de tarifas, eliminação do subsídio do trigo, corte de gastos,e , como posterioermente anunciado, corte de investimentos públicos.

  • O Plano Bresser foi um plano econômico de caráter heterodoxo em que o diagnóstico da inflação foi realizado com base na questão inercial (certo, e tbm ortodoxo contracionista em rel às pol. Monetária e Fiscal), desconsiderando-se aspectos relacionados ao ajuste das contas públicas (errado = foram reajustadas tarifas públ p/ reduzir o déficit público).

  • O ÚNICO plano que foi TOTALMENTE HETERODOXO foi o Plano Cruzado.

     

    Resposta: ERRADO.

  • RESOLUÇÃO:

    O diagnóstico do Plano Bresser era de que a inflação era inercial E de demanda.

    Assim, seria necessário um plano híbrido, com elementos ortodoxos e elementos heterodoxos.

    Pelo lado ortodoxo, a tentativa de contração da demanda agregada ocorreria inclusive através de um política

    fiscal contracionista, com ajuste das contas públicas.

    Resposta: E


ID
1209502
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere às políticas econômicas adotadas na Nova República, julgue os itens que se seguem.

A política econômica da Nova República iniciou-se com o anúncio de medidas de austeridade fiscal e monetária e com a restrição ao crédito oficial e à contratação de novos servidores pela administração pública. A adoção dessas medidas permitiu a queda da taxa de inflação.

Alternativas
Comentários
  • A Nova República veio com o fim da ditadura militar, caracterizada pela democratização política e estabilização econômica nacional.
    Sabendo desse fato histórico, analisemos a questão:

    Ela afirma que foram tomadas medidas de austeridade fiscal e monetária (ou seja, contracionistas), diminuindo o crédito e a contratação de novos servidores - diminuindo o fluxo de dinheiro no mercado, diminuindo a demanda agregada e controlando a inflação.

  • Política econômica da Nova República = Plano cruzado I

    PROPOSTA de política econômica: política fiscal e monetária CONTRACIONISTA

    Política econômica na PRÁTICA: política fiscal e monetária EXPANCIONISTA

  • Nova república???? 

  • CORRETA
    Após 21 anos de regime militar, a Nova República nasce em março de 1985. O novo governo (Sarney) iniciou sua administração anunciando medias de austeridade fiscal e monetária, numa perspectiva claramente ortodoxa.

    Restrição à contratação de novos servidores por meio da instituição do concurso público (CF 88).
    Inicialmente houve queda da taxa da inflação mas depois voltou a subir.
  • N entendi essa questão. Até onde eu saiba, a política econômica da Nova Republica foi "frouxa" (segundo o livro do Giambiagi).

    E, justamente por esse motivo, a inflação disparou.

    Alguém sabe de alguma referência bibliográfica onde eu possa buscar a afirmativa desta questão?

  • Esse gabarito parece estar equivocado. Segundo o livro A Ordem do Progresso, a política do Gradualismo (pré-Plano Cruzado) teve sim medidas de austeridade fiscal e monetária, mas foram insuficientes para debelar a inflação.

    "Além de facilitar as negociações em curso com o FMI, o corte nos gastos públicos e o aperto na política monetária deveriam ser percebidos como o primeiro passo de um governo gastador na direção de um pacto social, algo que não se materializou neste período. 
    (..) 
    O fracasso do gradualismo em produzir sequer a estabilização das taxas mensais de inflação não ameaçavam apenas os ministros da área econômicas, mas também a coalizão política que sustentava o governo."
  • Gabarito oficial: certo

    A meu ver:errado

    Também discordo do gabarito, assim como os colegas. Esses planos heteroxos falharam porque não conseguiam cumprir o que prometiam...

    Tensionavam a controlar gastos, mas na prática eram tantas as exceções que a inflação voltava mais forte. 

     

  • Acho tão estranho pq A república nova é o período pós vargas, e nova república é a era pós ditadura militar. Poderiam inventar nomes mais originais,né?


ID
1209505
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca de aspectos recentes da economia brasileira pós-1994, julgue os itens seguintes.

No período entre 1995 e 2002, os resultados do processo de consolidação bancária no Brasil foram menores que o esperado no que diz respeito à relação entre crédito e produto interno bruto (PIB) e ao custo da intermediação financeira.

Alternativas
Comentários
  • Governo de FHC:

    - O volume de crédito, que cresceu significativamente após a implantação do Plano Real, foi fortemente atingido pela crise asiática de 1997, levando a uma trajetória de queda contínua na participação dos empréstimos do sistema financeiro sobre o PIB. 

    - A adesão do Brasil ao Acordo de Basiléia4 (Resolução BACEN nº 2.099 de 17/08/94) liberou as aplicações dos bancos em títulos públicos federais e limitou as aplicações em crédito. Ocorreram vários mudanças nos parâmetros dessa norma, que culminaram na diminuição do limite que os bancos podiam aplicar em crédito. A principal mudança ocorrida foi a realocação dos recursos das aplicações bancárias, favorecendo ativos de pequena ponderação, ou seja, deslocando recursos da atividade produtiva para o setor público (títulos públicos federais). Essa adesão ao Acordo pode explicar o comportamento do crédito após 1994. Os bancos cresceram, após aquele ano, mas os créditos perderam expressão. A diminuição do limite de crédito afetou principalmente os grandes bancos controlados pelo Governo Federal (Banco do Brasil). 

    FONTE: http://www.ccje.ufes.br/economia/MONOGRAFIAS/20091/ELAINE%20DA%20SILVA%20LACERDA/Elaine%20da%20Silva%20Lacerda%20-%20mono.pdf (pág. 21 e 22)


  • RESOLUÇÃO:

    Correto!

    No governo FHC, o Brasil passou por uma profunda reforma no seu sistema bancário, com fusões, liquidação

    de bancos insolventes e privatização da maioria dos bancos estaduais.

    Também houve facilitação à entrada de bancos estrangeiros no mercado brasileiro para que se aumentasse

    a concorrência no setor.

    No entanto, de fato, os resultados não foram os esperados no que diz respeito à relação entre crédito e PIB

    e ao custo da intermediação financeira.

    Entre 1995 e 2002, por exemplo, não houve aumento na relação entre Operações de Crédito/PIB. Também

    não houve redução do custo da intermediação financeira, o famoso spread.

    Resposta: C


ID
1209508
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca de aspectos recentes da economia brasileira pós-1994, julgue os itens seguintes.

O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER) permitiu a redução do market share dos bancos públicos no setor bancário brasileiro e o crescimento da participação dos bancos estrangeiros, especialmente no período entre 1995 e 2002.

Alternativas
Comentários
  • O PROER foi implantado no período de FHC para recuperar instituições financeiras (Bancos) com problemas de caixa - esses déficits poderiam gerar uma crise no sistema financeiro nacional. Esse programa durou até a promulgação da LRF em 2001.
    Por meio dele, o Bacen financiava os bancos nacionais - viciados em especular com a inflação, logo, com o fim desta, viam chegar ao fim suas atividades de geração.

    Para ter esses recursos, o Bacen recorria a bancos estrangeiros.

  • Alternativa: CERTA


    market share = participação de mercado

    O período mencionado na questão é do governo de FHC, lembrar dessa forma que houve praticamente a extinção dos bancos estaduais e entrada dos bancos estrangeiros no mercado brasileiro.


    quanto ao nome do programa nao sei se constava no edital desta prova de qualquer forma é Cespe sendo Cespe, rsrsrs

    Fácil é desistir
  • RESOLUÇÃO:

    Correto!

    Apenas ao privatizar a maioria dos bancos estaduais, o governo conseguiu reduzir significativamente a

    participação dos bancos públicos no mercado.

    Também houve a facilitação para a entrada de bancos estrangeiros no setor com o intuito de aumentar a

    concorrência, fortalecer o mercado de crédito e, de quebra, atrair capital estrangeiro.

    Resposta: C


ID
1209511
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca de aspectos recentes da economia brasileira pós-1994, julgue os itens seguintes.

Entre os anos de 1995 e 1998, foi adotado pelo BCB o regime de câmbio fixo.

Alternativas
Comentários
  • Errado

    "Após a implantação do Plano Real em julho de 1994 a autoridade monetária alterou por diversas vezes a política cambial brasileira. Nos três primeiros meses do Plano Real utilizou-se o regime de câmbio flutuante. A partir de outubro de 1994 é adotado o regime de câmbio fixo, que em março de 1995 é trocado pelo regime de bandas cambiais. Porém este modelo de regime cambial não se sustentou, devido as grandes perdas de reservas internacionais, ocasionadas pelas crises internacionais do México em 1995, Sudeste Asiático em 1997 e Rússia em 1998. Em razão da insustentabilidade deste regime em janeiro de 1999, o Brasil adotou o regime de câmbio flutuante"
    Fonte: Luciano Rodrigues Lara - (http://www.pet-economia.ufpr.br/banco_de_arquivos/00013_RegimesCambiais.pdf)

    #missãoAPF

  • Cuidado, pois a questão pede somente sobre o período 1995-98, excluindo 1994. Logo devem ser descartados, na análise, os acontecimentos iniciais (câmbio flutuante entre jul-1994 e set-1994 e regime informal de bandas cambiais a partir de out-1994). 

    De qualquer forma, nunca houve, em momento algum durante o Plano Real, câmbio fixo. Houve, sim, um câmbio sendo mantido supervalorizado dentro de um regime de bandas cambiais, o que é diferente tanto de câmbio fixo quanto de câmbio flutuante. O ano de 1995 - e, portanto, o governo FHC - começa já herdando o regime de bandas cambiais.

    Se ainda assim estiverem interessados em entender com mais detalhes a política cambial inicial (de 1994) do Plano Real, sigam lendo:

    Apreciação (jul-1994 a set-1994). A paridade entre o real e o dólar foi anunciada, oficialmente, como valor máximo para a taxa de câmbio, no momento da implantação do Plano Real; dessa forma, o teto para o câmbio seria equivalente a R$1 = US$1. O limite inferior não foi, contudo, oficialmente fixado num primeiro momento. Entre jul-set de 1994, não houve qualquer intervenção no mercado de câmbio e a taxa de câmbio sofreu uma apreciação, caindo para R$0,85/US$1.

    Intervenção (set-1994-). Tendo em vista que as consequências negativas da apreciação da moeda no STC do BP, em set-1994, o BACEN realizou sua 1ª intervenção no mercado de câmbio e anunciou (out-1994), informalmente, que estaria disposto a comprar dólares a uma taxa mínima de R$0,82/US$1 e vender a uma taxa máxima de R$0,86/US$1. Assim, caracterizava-se um sistema informal de bandas cambiais, com um limite superior (1) oficialmente determinado e um limite inferior (0,82) implicitamente assumido (com base no comportamento da autoridade monetária).

         - limite superior: R$1/US$1 (oficial)

         - limite inferior: R$0,82/US$1 (implícito)

    Valorização artificial (out-1994-). O real será artificialmente mantido supervalorizado (entre 0,82 e 1) para evitar o aumento de preços dos produtos importados e manter alta a oferta interna de produtos (via redução das exportações e aumento das importações).


  • RESOLUÇÃO:

    Não caia nessa pegadinha. O Cespe insiste bastante nisso!

    O câmbio não era fixo.

    Entre 1995 e 1998, o Banco Central adotou um regime de minibandas cambiais.

    Neste regime, ficavam fixados “pisos” e “tetos” para a taxa de câmbio e esta poderia flutuar dentro deste

    intervalo.

    Mesmo que as bandas tenham sido sempre próximas, não se pode dizer que o câmbio era fixo.

    A taxa de câmbio sequer chegou a ser fixa em 1994, quando do lançamento do Real.

    Apesar de a paridade inicial ter sido de 1 real para 1 dólar, ficou definido que o câmbio poderia variar para

    baixo nos primeiros meses e de fato isso aconteceu, quando o dólar chegou a valer menos que 90 centavos de real.

    Resposta: E


ID
1209514
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A respeito dos indicadores de desenvolvimento econômico e social observados no Brasil no período entre 2003 e 2010, julgue os itens subsecutivos.

O índice de Gine do Brasil — uma estatística que mede a desigualdade de renda — decresceu no período entre 2003 e 2009 devido, principalmente, aos programas sociais implementados e ao aumento da renda do trabalhador.

Alternativas
Comentários

  • O índice de Gine vai de zero a um. Diz-se que quanto mais próximo de zero melhor. Logo, como a questão diz que decresceu, houve um melhora. Vejamos:

              0----------------------1

            Bom                     Ruim

    Não confundir com o IDH, que quanto mais próximo de um melhor.

              0-----------------------1

           Ruim                       Bom

  • Alternativa: CERTA

    O período mencionado na questão é o do PT , governo LULA, houve melhora na renda dos trabalhadores, principalmente os de menor renda nesse período. Quanto a forma do índice foi bem explicada no comentário do Heitor.


ID
1209517
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A respeito dos indicadores de desenvolvimento econômico e social observados no Brasil no período entre 2003 e 2010, julgue os itens subsecutivos.

De acordo com dados do Censo de 2010, o nível de instrução dos homens é superior aos das mulheres, o que justifica a diferença salarial entre os gêneros.

Alternativas
Comentários
  • Pelo contrário, o índice de escolaridade feminino é superior ao masculino, o que NÃO EXPLICA a diferença salarial entre ambos os sexos.


ID
1209520
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à estrutura orçamentária e à evolução do déficit e da dívida pública brasileira, julgue os itens subsequentes.

O conceito de setor público considerado para efeitos de mensuração do resultado fiscal abrange o setor público não financeiro e o BCB.

Alternativas
Comentários
  • BCB = Banco Central do Brasil.

  • Item certo!!! copiado e colado do FAQ - INdicadores Fiscais do BACEN



    3. Qual a abrangência de setor público para efeitos de cálculo do resultado fiscal?

    O conceito de setor público considerado para efeitos de mensuração do resultado fiscal é o setor público não-financeiro mais o Banco Central do Brasil (BCB).


    fonte: http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%204-indicadores%20fiscais.pdf


  • É isso!

    Olhe só como está lá no Manual de Estatísticas Fiscais do Banco Central:

    “O setor público não-financeiro, base das estatísticas divulgadas, compreende a administração direta e indireta do Governo Federal (inclusive Previdência Social), a administração direta e indireta dos governos regionais (estados e municípios), o Banco Central do Brasil e as empresas estatais não-financeiras das três esferas de governo, exceto as Empresas do Grupo Petrobras e do Grupo Eletrobrás.”

     

    Resposta: C


ID
1209523
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à estrutura orçamentária e à evolução do déficit e da dívida pública brasileira, julgue os itens subsequentes.

No Brasil, o resultado primário do governo federal é contabilizado pelo regime de caixa.

Alternativas
Comentários
  • Item certo!


    No Brasil, os resultados primários, tanto do Governo Central como do setor público consolidado, são contabilizados pelo regime de caixa. Já as despesas financeiras líquidas são apuradas pelo BCB pelo regime de competência.


    Fonte: FAQ - INDICADORES FISCAIS DO BACEN

    http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%204-indicadores%20fiscais.pdf


  • Alternativa: CERTA


    Regime de Caixa --> FINANCEIRO

    Na apuração do resultado do Exercício devem ser consideradas todas as despesas pagas e todas as receitas recebidas no espectivo exercício, independentemente da data da ocorrência de seus fatos geradores.

    Em outras palavras, por esse regime somente entrarão na apuração do resultado as despesas e as receitas que passaram pelo Caixa.


    Regime de Competência --> CONTABILIDADE

    Desse regime decorre o Principio da Competência de Exercícios, e por ele serão consideradas, na apuração do /resultado do Exercício, as despesas incorridas e as receitas realizadas no respectivo exercício, tenham ou não sido pagas ou recebidas.

    De acordo com esse regime, não importa se as despesas ou receitas passaram pelo Caixa (pagas ou recebidas); o que vale é a data da ocorrência dos respectivos fatos geradores.


  • Exatamente!

    É regime de caixa porque a única parte do resultado fiscal que é contabilizada pelo regime de competência é aquela referente aos juros.

    Como o resultado primário exclui os juros do cálculo, então é certo que ele é inteiramente calculado pelo regime de caixa.

     

    Resposta: C


ID
1209526
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação à estrutura orçamentária e à evolução do déficit e da dívida pública brasileira, julgue os itens subsequentes.

O déficit da previdência social não é compreendido no cálculo do superávit primário.

Alternativas
Comentários
  • saldo primário é o resultado das contas públicas excluindo os juros. Esses recursos são usados para o pagamento dos juros e, quando superiores a eles, são usados para a quitação de parte das dívidas. Nesse caso, temos um exemplo de superávit nominal, o que tende a reduzir o montante da dívida pública.

    A previdência está incluida nas contas públicas.


  • Claro que é!

    As receitas e despesas do INSS e dos regimes próprios de previdência são receitas e despesas públicas e não financeiras.

    Logo, o déficit da previdência social é sim compreendido no cálculo do superávit primário, claro.

    Resposta: E

  • As receitas e despesas do INSS e dos regimes próprios de previdência são receitas e despesas públicas e não financeiras.

    Logo, o déficit da previdência social é sim compreendido no cálculo do superávit primário, claro.

    Fonte: Direção Concursos - Jetro Coutinho

  • As receitas e despesas do INSS e dos regimes próprios de previdência são receitas e despesas públicas e não financeiras.

    Logo, o déficit da previdência social é sim compreendido no cálculo do superávit primário, claro.

    Fonte: Direção Concursos - Jetro Coutinho