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Prova FMP Concursos - 2012 - PROCEMPA - Analista de Logística


ID
1330015
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

No primeiro período, a autora usa a expressão que dá título ao texto:

Alternativas
Comentários
  • Denotação

    Uma palavra é usada no sentido denotativo quando apresenta seu significado original, independentemente do contexto frásico em que aparece.

    Conotação

    Uma palavra é usada no sentido conotativo quando apresenta diferentes significados,

    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive.


ID
1330018
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

No terceiro e quarto parágrafos, a autora :

Alternativas

ID
1330021
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Considere a passagem abaixo e responda à questão. 

 
Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos.

Se o nexo que introduz o período fosse substituído por CASO:

Alternativas
Comentários
  • CASO as tijoladas do destino FOSSEM mais a regra do que a exceção,


ID
1330024
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Considere o parágrafo abaixo e escolha a alternativa incorreta. 

 
     De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.)

Alternativas
Comentários
  • Na alternativa "A", a palavra dúvida não tem terminação em ditongo crescente tornando apenas uma proparoxítonas ( Não sendo eventual, aparente ou acidental).


ID
1330027
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Se o segmento - Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam – fosse passado para voz passiva analítica, a reescrita resultante e adequada seria:

Alternativas
Comentários
  • c-

    entendendo o periodo,o sofrimento acentua enquanto traços de personalidade sao acentuados. tb deve-se observar o tempo verbal do periodo: presente do modo indicativo.

  • É similar a um fórum em que mensagens eletrônicas organizadas em tópicos são trocadas por meio

    de um sítio da web.

    Gabarito:

    Correto


ID
1330033
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Considere as propostas de modificação do período abaixo: 

 
Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam. 

I) Há de haver aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já havia.
II) Hão de existir aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já deveriam existir.
III) Hão de haver aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já deveriam haver.
IV) Haverá aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentuará traços de personalidade que já existiram. 

Quais estão de acordo com a norma culta
?

Alternativas
Comentários
  • HAVER - no sentido de “existir” e de “ocorrer”, bem como na indicação de tempo decorrido (Há dois anos...), que o verbo “haver” permanece invariável

    I) Há de haver aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já havia
    CORRETO-haver no sentido de existir = impessoal / há verbo auxiliar = acompanha o verbo principal = impessoal
    II) Hão de existir aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já deveriam existir. 
    CORRETOverbo haver acompanha verbo principal existir
    III) Hão de haver aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já deveriam haver
    ERRADO-haver no sentido de existir = impessoal / hão verbo auxiliar = acompanha o verbo principal = deveria ficar impessoal
    IV) Haverá aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentuará traços de personalidade que já existiram. 
    CERTOhaver no sentido de existir = impessoal 

ID
1330036
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Considere as palavras em maiúscula na passagem abaixo. 

 
Cair dO cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção nA paisagem é O que faz O passeio valer A pena
 
Dos segmentos em maiúscula, somente um não pertence à mesma classe gramatical dos demais. Assinale a alternativa que apresenta um segmento que tenha a mesma classe gramatical desse segmento que é diferente.

Alternativas
Comentários
  • Do meu ponto de vista essa questão caberia recurso. Caso esteja errada, peço que alguém me encaminhe por mensagem.

    O segmento que se diferencia dos demais é o O de "...O que faz..." tem função de AQUILO, ou seja, pronome demonstrativo.

    A questão diz: "Assinale a alternativa que apresenta um segmento que tenha a mesma classe gramatical desse segmento que é diferente.", sendo assim o ESSA da letra B é pronome demonstrativo.

     

  • O segmento que diferencia, na minha opinião é o "o passeio", em que "o" é um artigo... O restante é preposição e pronome.

  • Perfeita colocação. De fato, achei a alternativa estranha, justamente por falar de preço público (regime de direito privado). Valeu o esclarecimento.


ID
1330039
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Todas as pessoas caem do cavalo___________ isso faz parte de viver. Mas ____________ temos que cair do cavalo? Dizem que _________________ com isso nós aprendemos a viver.

Alternativas
Comentários
  • O 1º Porque é de explicação, o 2º pelo qual motivo, 3º explicação de novo.

  • Primeiro: Troca por Pois, visto que, uma vez que

    Segundo: Início de pergunta

    Terceiro: Causal, explicação

  • Todas as pessoas caem do cavalo (Porque) (pois) (justificativa) isso faz parte de viver. Mas por que (razão pela qual) temos que cair do cavalo? Dizem que (porque) (justificativa) com isso nós aprendemos a viver.

     

     

  • d-

    porque -> resposta.

    por que -> questao.

    por quê -> questao no final de oração.

    porquê -> "o porquê"

  • GABARITO D


    RESUMO

    PORQUE - Já que, visto que, uma vez que

    PORQUÊ - substantivo, o motivo, a razão.

    POR QUÊ - seguido de pontuação.

    POR QUE - por que motivo/razão, pelos quais, pela qual


    bons estudos


ID
1330048
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Qual a alternativa que tem a frase que semanticamente é diferente das demais?

Alternativas
Comentários
  • Alternativa B.


    As pessoas distraídas caminham até o primeiro tombo.

    O "distraídas", acompanhando o substantivo "pessoas", exerce a função de adjunto adnominal (= característica).


    Nas demais frases, exerce a função de predicativo do sujeito.


  • Nas alternativas a, c, d e e, a palavra distraída  exerce a função de predicativo do sujeito, que dá o sentido de que as pessoas caminham distraídas.

    Na alternativa "b",

    As pessoas distraídas  - Sujeito, onde "as pessoas" é o núcleo deste Sujeito e "distraídas" um adjunto adnominal. Isso dá sentido de que somente as pessoas distraídas é que caminham até...



  • b-

    Nao é qualquer pessoa, mas as distraidas. As outras opções colocam pessoas em geral.


ID
1330051
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Qual a alternativa que está incorreta quanto ao uso do acento grave que assinala a crase e quanto aos aspectos de regência?

Alternativas
Comentários
  • Porquê?

  • Na minha opinião a alternativa (D) também está errada, pois o verbo assistir no sentido de ajudar (caso da alternativa) é transitivo direto e não rege preposição, motivo pelo qual a alternativa (D) também estaria errada. Se alguém discordar de mim, por favor, mande msg.


ID
1330057
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Considere as afirmativas abaixo. 

 
I) No período De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. há uma oração que está na função de complemento nominal.
II) No segmento Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos há uma oração que está na função de adjunto adverbial de tempo.
III) No segmento e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois a última oração tem como termo antecedente um pronome demonstrativo.
IV) No segmento Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: há três orações reduzidas, e duas delas exemplificam uma situação de paralelismo sintático. 
 
Quais estão corretas?

Alternativas
Comentários
  • tudo correto.

    No item 2, é considerado preciso dizer que uma oração tem função de adjunto adverbial quando for subordinada adverbial. No caso especficado, é adverbial temporal


ID
1330090
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com relação aos subsídios e aos vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos municipais, analise as assertivas abaixo. 

 
I - Por estar sujeito ao regime de ordem pública, condicionante da liberdade de associação sindical, poderá ser reduzido o salário dos servidores mediante convenção ou acordo coletivo, na forma do artigo 7º, inc. VI, da Constituição da República Federativa do Brasil.
II - A remuneração e o subsídio dos servidores municipais, excluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
III – Os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. 
 
Marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra C

    I - ERRADO: A remuneração do servidor público só pode ser alterada por lei, e não por acordo coletivo:
    Art. 37 X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices

    II - ERRADO: Não está de acordo com o art. 37 XI, para não copiar este inciso imenso, prefiro esquematizá-lo:
       - Município
    Limite: Subsídio do Prefeito
       - Estados e DF
    Limite Executivo: Subsídio do GOV
    Limite Legislativo: Subsídio dos Deputados
    Limite Judiciário: Subsidio dos Ministros do STF = 90,25% Para Desembargadores do TJ, Promotores, Procuradores e Defensores
       - União
    Limite: Subsídio dos ministros do STF (Fixado por lei de iniciativa do STF)

    III - CERTO: Art. 37 XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores.

    Bons estudos

  • Acrescentando ao item I:

    Súmula 679

    A fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode ser objeto de convenção coletiva.


ID
1330093
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra A

    A) CERTO: Sendo a norma de greve de servidor público um direito garantido pela Constituição, não se pode deixar o servidor público de usufruí-la em virtude de ausência de norma reguladora, por causa disso, o STF determinou que se aplicasse a Lei de greve da iniciativa privada até que seja feita a referida lei específica no Congresso Nacional, cabe ressaltar que ela não é aplicada na íntegra, sendo vedada a sua aplicação para determinadas áreas do serviço público, como a segurança.
    http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=75355

    B) Art. 37 I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;

    C) Os atos devem ser públicos, mas não se pode expor a gestão em que foi feita a obra em virtude do princípio da impessoalidade.
    Art. 37 § 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

    D) Art. 37 IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;

    E) Art. 37 XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados NEM acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores

    bons estudos

  • Para mim, não pode ser a letra A porque não fala expressamente que a analogia seria para "servidor público". Além do mais, que eu soubesse, o direito de associação não precisaria de regulamentação legal, pela literalidade do art. 5:


    "XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar"


    Nenhum comentário até agora abordou este ponto. Minha dúvida continua. Se alguém puder ajudar aí...

  • Novidade pra mim a necessidade de lei para se exercer o direito de associação, já que o dispositivo constitucional diz que "é plena a liberdade de associação....."


  • gente, não se trata de associação genérica, mas de associação sindical

  • e para professores, é possível já que em tese cargo de professor não se trata de necessidade de excepcional interesse, mas sim de necessidade sempre constante, eu acho ???? há julgado??


ID
1330096
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito Constitucional

Com relação à vedação de adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos servidores abrangidos pelo regime previdenciário estabelecido no artigo 40 da Constituição da República Federativa do Brasil, analise as assertivas abaixo. 

 
I - Os portadores de deficiência podem ter critérios específicos, definidos em Decreto Legislativo, mediante referendo do Prefeito.
II - Os servidores que exerçam atividades de risco podem ter critérios específicos, definidos em lei complementar.
III - Os servidores cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física podem ter critérios específicos, definidos em Portaria promulgada pelo Prefeito. 
 
Marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra B

    todas as hipóteses se encontram no Art. 40

    Art. 40 § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores:

    I portadores de deficiência; 

    II que exerçam atividades de risco;

    III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física

    Observem que não pode ser via Decreto Legislativo, mediante referendo do Prefeito e por Portaria promulgada pelo Prefeito.

    Sobre o tema, é importante destacar a Súmula Vinculante 33, que teve a sua publicação bastante recente pelo STF:

    Súmula Vinculante 33

    Aplicam-se ao servidor público, no que couber, as regras do regime geral da previdência social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, § 4º, inciso III da Constituição Federal, até a edição de lei complementar específica.


    bons Estudos!


ID
1330099
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Observe a seguintes afirmativas. 

 
I – A lei especificará os cargos e funções cujos ocupantes, ao assumi-los e ao deixá-los, devem declarar os bens que compõem seu patrimônio, podendo estender esta exigência aos detentores de funções diretivas e empregos na administração indireta.
II – A lei estabelecerá os casos de contratação de pessoal por tempo indeterminado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.
III – A lei reservará percentual de cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. 
 
Estão corretas

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C - CF/88.Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;

    VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;


  •  A lei especificará os cargos e funções cujos ocupantes, ao assumi-los e ao deixá-los, devem declarar os bens que compõem seu patrimônio, podendo estender esta exigência aos detentores de funções diretivas e empregos na administração indireta??

    Achava que todos que assumiam ou deixavam cargos efetivos, por concurso, teria que apresentar a declaração dos bens que compõem o seu patrimônio. Pela questão só são alguns cargos que a Lei exigi essa declaração? NÃO ENTENDI.


ID
1330102
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Analisando o artigo 6º da Lei Orgânica do Município de Porto Alegre, temos o objetivo de promoção de vida digna aos seus habitantes e o dever de administração com base em determinados compromissos fundamentais. Analise as alternativas abaixo e assinale a INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Art. 6°: Compromissos fundamentais:

    I - transparência pública de seus atos;

    II - moralidade administrativa;

    III - participação popular nas decisões;

    IV - descentralização político-administrativo;

    V - prestação integrada dos serviços públicos.

  • Ainda, prestação INTEGRADA é diferente de prestação INTEGRAL!


ID
1330105
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

De acordo com o artigo 37 da Constituição da República Federativa do Brasil, analise as afirmações abaixo e assinale a INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra B

    A) Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte

    B) ERRADO: Eles devem seguir o regime de contratação por licitação
    XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações

    C) Art. 37 I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei

    D) Art. 37 § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando especialmente
    II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII

    Art. 5 LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem

    E) Certo conforme o Caput do Art. 37.

    Bons estudos


ID
1330108
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Analise as afirmações a seguir tendo por base a Lei Orgânica Municipal de Porto Alegre. 

 
I - Os cargos em comissão terão número e remuneração certos e serão organizados em carreira.
II - Integram a administração indireta as autarquias, as sociedades de economia mista, as empresas públicas e as fundações instituídas e mantidas pelo Município.
III- As fundações públicas ou de direito público são equiparadas às autarquias, regendo-se por todas as normas a estas aplicáveis. 
 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Comentários
  • I) Art. 19 - Parágrafo único – Os cargos em comissão terão número e remuneração certos, e NÃO serão organizados em carreira.

     

    II) Art. 20, caput – Integram a administração indireta as autarquias, as sociedades de economia mista, as empresas públicas e as fundações instituídas e mantidas pelo Município.

     

    III) Art. 20, Parágrafo único – As fundações públicas ou de direito público são equiparadas às autarquias, regendo-se por todas as normas a estas aplicáveis.

  • Os cargos em comissão não serão organizados em carreira.


ID
1330111
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Com fundamento na Lei Orgânica do Município de Porto Alegre, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • RESOSTA - LETRA D

    a) CERTO - Art. 5º - São símbolos do Município de Porto Alegre o brasão, a bandeira e outros estabelecidos em lei.

    b) CERTO - Art. 8º, IV - Licenciar para funcionamento os estabelecimento comerciais, industriais, de serviços e similarers, mediante expedição e alvará de localização.

    c) CERTO - Art. 9º, XII - Ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horários, para atendimento ao público, de estabelecimentos bancários, industriais, comerciais e similares, observadas as normas federais e estaduais pertinentes.

    d) ERRADO - Art 2º, § único - É vedada a delegação de atribuições entre os Poderes

    e) CERTO - Art. 8º, VI - Organizar o quadro e estabelecer o regime único para seus servidores.

  • Como a questão pediu "com fundamento na Lei Orgânica" a alternativa a ser assinalada é a "D". Entretanto,a súmula 19 do STJ de 1990, torna inaplicável o artigo 9º, XII da referida Lei que fundamenta a alternativa "C", conforme segue:

     

    Súmula 19 - A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da competência da União.

     

    Assim sendo, caso a questão não trouxesse a expressão "com fundamento na Lei Orgânica" a alternativa "C" também poderia ser assinalada como incorreta.


ID
1330114
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Trabalho
Assuntos

Conforme termos da CLT, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Apesar de ter acertado a questão fiquei em dúvida quanto ao item "D". Qual seria o erro naquela opção?

  • A alternativa "D", ao nosso ver, encontra-se errada, pois os contratos a termo transformar-se-ão em contratos por prazo indeterminado quando houver MAIS DE UMA prorrogação, isto é, uma única prorrogação é admitida pelo artigo 451, da CLT.

  • Gabarito C - Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

    Art. 58 - A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite. § 2o O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução.

    Art. 136 - A época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do empregador.

    Art. 443 - O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado.

    Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. § 2º - Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado.

    Art. 451 - O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.

  • Ficar garimpando questões que não estão desatualizadas é o fim da picada.

    QC devia ser eficiente nesse aspecto, não ficar esperando os usuários informar que a questão está desatualizada.


ID
1330117
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Trabalho
Assuntos

Quanto à alteração, suspensão, interrupção e rescisão do contrato, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • a) em regra, alteração do contrato individual só será lícita se for benéfica ao empregado (art. 468, cabeça, da CLT).

    b) é lícita a transferência no caso de extinção do estabelecimento (art. 469, § 2º, da CLT).

    c) o falecimento de cônjuge gera apenas dois dias de licença (art. 473, I, da CLT).

    d) a aposentadoria por invalidez suspende o contrato de trabalho (art. 475, "caput", da CLT)

    e) o pagamento atrasado das verbas resilitórias gera multa em desfavor do empregador (art. 477, § 8º, da CLT).

  • a) sempre é lícito... (casca de banana), pois só será lícito de for cumulativo o consentimento + não trazer prejuízos ao empregado.


ID
1330276
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças EXAURIDAS pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. 

 
    Na passagem acima, o termo em maiúscula pode ser substituído sem que qualquer outra mudança seja feita na frase e sem que haja alteração de sentido por:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito D - adj. Esgotado; que se esgotou, se exauriu; que se desgastou: o líquido foi exaurido; estava sem forças, completamente exaurido. Exausto; que está repleto de cansaço, de fatiga: professor exaurido. (Etm. Part. de exaurir)

  • mas era a menos incompleta


ID
1330285
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

O funcionamento do e-mail é possível com dois tipos de Servidores o POP (Post Office Protocol) e o SMTP (Simple Mail Transfer Protocol). Com base no conhecimento sobre aplicativos e procedimentos associados à Internet, escolha a alternativa que preenche corretamente as lacunas a seguir.
O envio de um e-mail é feito com o servidor __________ do __________ que localiza a conta e valida o envio da mensagem. Em seguida, o servidor __________ se comunica com o servidor __________ do __________ e valida a conta de recebimento da mensagem. Caso haja erros no endereço do destinatário ou na conexão entre os servidores, o e-mail é automaticamente devolvido ao destinatário.

Alternativas

ID
1330291
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Todo mundo sabe que as normas da ABNT aterrorizam milhares de universitários no Brasil inteiro, principalmente os calouros. Os Estilos Rápidos do Word 2007 representam um recurso que permite que você formate os textos de forma complexa, como fonte, tamanho da fonte, cor da fonte, parágrafo, espaçamento entre linhas entre outras coisas, apenas com um único clique. Assinale a alternativa que apresenta a ordem de passos CORRETA para criar novos estilos ou alterar os estilos existentes em um conjunto de Estilos Rápidos:

Alternativas
Comentários
  • Apenas me parece equivocado quando se refere a guia como "página inicial", uma vez que no word 2007 a guia é denominda de "ínicio". O resto ok. Resposta: A


ID
1330294
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Um professor de informática pediu para que seu aluno alterasse todo o texto que produziu da seguinte forma: texto justificado, em itálico, em negrito e com espaçamento em 1,5 entre as linhas. Imediatamente, o aluno disse que já havia formatado todo o texto através do uso das teclas de atalho do teclado. Assinale a alternativa que contem os comandos CORRETOS utilizados por esse ágil aluno:

Alternativas
Comentários
  • Embora eu tenha acertado a questão acho que esse professor exorbitou na ferramenta de ensino e compreensão do aluno. Esse professor não poderia dizer qual editor de texto? É Word ou BrOffice?  


    Gabarito A.

  • Questão presente

    Letra A

  • A Vanessa tem razão, porque Ctrl+5 no Writer é diferente de Ctrl+5 no Word.

    No Word Ctrl+5 aplica espaçamento entre linhas 1,5 linhas. No Writer Ctrl+5 aplica o estilo de parágrafo Titulo 5.

    Se o edital enumera apenas Microsoft Office Word, está tudo OK com a questão. Mas se enumerar Editores de Textos, aí vai dar problema :)


ID
1330297
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No Microsoft Office 2007, quando se quer comparar revisões entre dois documentos, deve-se abrir ambos os documentos que se deseja comparar e na guia Exibir, clicar em Exibir Lado a Lado. Feito isso, a tela será dividida em duas, sendo que um documento será exibido do lado direito da tela e o outro documento será exibido do lado esquerdo da tela. Assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE o que o usuário precisa fazer para comandar os dois documentos concomitantemente, de forma que, ao acionar a barra de rolagem, os dois documentos rolem juntos.

Alternativas
Comentários
  • Não há a guia "exibir". O que o word 2007 apresenta é a guia "exibição". O resto do procedimento está ok. 

    Resposta: A


ID
1330300
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

A respeito das versões 32 bits e 64 bits do sistema operacional Windows, analise se as afirmações abaixo são verdadeiras ou falsas e marque a alternativa correta.
I. A versão 64 bits do sistema operacional Windows manipula quantidades maiores de memória RAM que a versão 32 bits.
II. A versão 64 bits deve ser considerada apenas se a arquitetura do processador for baseada em processadores de 32 bits ou mais.
III. Muitos aplicativos construídos, considerando a versão 32 bits do Windows, podem ser executados na versão 64 bits do Windows.

Alternativas
Comentários
  • Posso executar programas de 32 bits em um computador de 64 bits?

    A maioria dos programas feitos para a versão de 32 bits do Windows funciona com uma versão de 64 bits do Windows. Os programas antivírus são uma notável exceção a isso.

    Os drivers de dispositivos feitos para a versão de 32 bits do Windows não funcionam em computadores com uma versão de 64 bits do Windows. Se você estiver tentando instalar uma impressora ou outro dispositivo que somente tenha drivers de 32 bits disponíveis, ela não funcionará corretamente em uma versão de 64 bits do Windows. Para saber como verificar se há drivers, consulte Atualizar um driver de hardware que não está funcionando adequadamente ou visite o site do fabricante do dispositivo. Você também pode obter informações sobre drivers visitando o site do Windows 7 Upgrade Advisor.



    Gabarito dado como D.


ID
1330303
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No sistema operacional Windows, o estado de economia de energia que armazena seu trabalho e as configurações na memória permite que o computador reinicie rapidamente a operação de energia plena (geralmente após vários segundos). Quando você desejar continuar o trabalho chama-se

Alternativas

ID
1330306
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

A ferramenta do Windows que permite reduzir o número de arquivos desnecessários no disco rígido para liberar espaço em disco e ajudar a tornar mais rápida a execução do computador, através da remoção de arquivos temporários, de alguns arquivos do sistema entre outros arquivos que não são mais necessários, é denominada

Alternativas
Comentários
  • Letra C.

    Otimizador de Disco (Windows 8) é o novo nome para o antigo Desfragmentador de Disco (Windows 7), e procuram organizar as informações gravadas em disco para reduzir o tempo de acesso aos dados.

  • A Limpeza de Disco é uma ferramenta que permite limpar (apagar) os arquivos temporários do computador como forma de obter mais espaço livre. No Windows 7, além de poder esvaziar a lixeira e apagar os arquivos temporários de navegação da internet, existe a opção de apagar as miniaturas que são criadas quando arquivos de imagem são visualizados no Windows Explorer no modo de miniaturas (ícones grandes).


ID
1330462
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

- Quando calculamos o custo de inventário, dividimos o custo em três categorias básicas. Baseado nesta afirmativa, correlacione as colunas:

(I) Custo de manutenção de estoque
(II) Custo de aquisição ou compra
(III) Custo de falta de estoque.

( ) Ocorre quando deixamos de produzir e/ou vender por falta de estoque.
( ) Custo referente aos processo de compra
( ) Está associado ao custo necessário para manter certa quantidade em estoque.

Agora, assinale a alternativa que representa a sequência correta.

Alternativas

ID
1330465
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

A formação do preço do serviço de transporte está baseada na estrutura de custo que se divide basicamente entre custo fixo e custo variável. Como custo variável para efeito de transporte consideram-se:

I) Salário e encargos do motorista.
II) Gastos com manutenção do veículo.
III) Gastos com a reposição de pneus.
IV) Gastos com licenciamento do veículo.

Assinale a assertiva correta.

Alternativas
Comentários
  • Somente as sentenças II e III estão corretas.

    II) Gastos com manutenção do veículo.

    III) Gastos com a reposição de pneus.


ID
1330468
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

A análise de transporte tem como objetivo definir as combinações mais adequadas de veículos, tempos e distância para entrega de produtos. Com base nesta premissa, é correto afirmar que o analista deve questionar:

I) Como as entregas devem ser agrupadas para definir a rota e qual a melhor sequência de entrega aos clientes?
II) Qual o segmento de atuação do cliente?
III) Que rotas devem ser destinadas a que tipos de veículos e qual o melhor tipo de veículo para atender a diferentes tipos de clientes?
IV) Qual o prazo de pagamento do frete?
V) Como as restrições de tempo de entrega serão impostas pelos clientes?

Assinale a assertiva correta.

Alternativas

ID
1330471
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Sobre o Warehouse Management System – WMS, assinale V para as assertivas verdadeiras ou F, para as falsas.

(   ) É um sistema que contempla as varias áreas de uma empresa, desde o chão de fabrica até a alta direção, permitindo um maior controle de todo o processo produtivo disponibilizando elementos que podem facilitar a tomada de decisão.

(   ) Pode ser definido como todas as atividades de negócios e processos que usam computador e sistemas de informação.

(   ) Promove a otimização do processo de armazenagem através do gerenciamento eficiente de informações e recursos permitindo à instituição tirar o máximo proveito desta atividade.

(   ) É um sistema de gestão que melhora a operacionalidade da armazenagem.

(   ) Utiliza as informações para executar as funções básicas do processo de armazenagem.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

Alternativas
Comentários
  • Os sistemas WMS são softwares utilizados na área de armazenagem da empresa. Eles controlam as operações básicas do estoque de um centro de distribuição como a entrada, estocagem, reabastecimento e movimentação de saída de de pedidos.


    Nesse contexto, as duas primeiras opções da questão estão incorretas.



    GABARITO: Letra A.


ID
1330474
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Sobre o Transportation Management System – TMS, assinale V para as assertivas verdadeiras ou F para as falsas.

(   ) Redução nos custos de transportes, melhoria do nível de serviço e a utilização dos recursos de transportes.

(   ) É um sistema que contempla as várias áreas de uma empresa, desde o chão de fabrica até a alta direção, permitindo um maior controle de todo o processo produtivo e disponibilizando elementos que podem facilitar a tomada de decisão.

(   ) Melhoria na composição de cargas (consolidação), rotas, menor tempo necessário para planejar a distribuição e a montagem de cargas.

(   ) Disponibilidade de dados acurados dos custos de frete mostrado de várias formas, como por exemplos por cliente ou por produto.

(   ) Acompanhamento da evolução dos custos com transportes.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

Alternativas

ID
1330477
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

A medição do nível de serviço é uma importante ferramenta de gestão do sistema logístico. Com base nesta afirmativa, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Questão mal feita, mas escrita, pouco clara, desconexa, em resumo: vergonhosa.


ID
1330480
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Calcula-se o indicador “cobertura de estoque” com uma fração, A/B, onde A é o estoque médio, calculado em unidades, e B é

Alternativas
Comentários
  • Cobertura de estoque= estoque médio/ demanda


ID
1330483
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

A programação linear que trata os canais de distribuição como uma malha composta por nós que identificam a produção, os armazéns e os mercados, e arcos que refletem as ligações de transporte, é conhecida como

Alternativas
Comentários
  • A otimização de redes logísticas indica a melhor estratégia de produção/distribuição para sua empresa. Em geral, um projeto de otimização de redes aponta as melhores soluções para as seguintes questões:

    Quantos armazéns devem compor a rede logística?

    • Qual a localização mais adequada para cada armazém?
    • Qual deve ser a capacidade de armazenagem e de movimentação de cada armazém?
    • Qual o mix de produtos de cada centro produtivo?
    • Quais centros produtivos devem atender a cada armazém?
    • Quais produtos acabados devem ser alocados a cada armazém?
    • Quais clientes devem ser atendidos em cada armazém?
    • Quais os ganhos obtidos com a terceirização de serviços logísticos?
    • Qual é a magnitude do ganho com a otimização da rede logística?
    De maneira resumida, para otimizar uma rede logística, é necessário modelar matematicamente a cadeia de suprimento da empresa, seus custos, as regras tributárias, a infra-estrutura disponível e as restrições de atendimento a clientes.


    Bons estudos!


ID
1330486
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Sobre o bloco ou pacote de TI conhecido como TMS, pode-se dizer que

I) é o software de estrutura que viabiliza a integração do SRM, ISCM e CRM.
II) inclui os sistemas de ERP.
III) ao incluir o ERP, o software TMS consegue relacionar-se com “finanças” e “recursos humanos”.

As afirmações verdadeiras são

Alternativas
Comentários
  • Gabarito errado. Um TMS não "inclui" um ERP (conforme afirmado em II), embora possa ser integrado a um.


ID
1330489
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

A ação de se redirecionar o destino de embarques é uma técnica de consolidação de cargas usada para reduzir os custos de frete na expedição de pequenos volumes. Esta ação, no meio logístico, é conhecida como

Alternativas

ID
1330492
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Juran, já na década de 80, mostrou que a qualidade do serviço é o “desempenho que resulta na satisfação do cliente, ou liberação de deficiências, o que evita a insatisfação do cliente”. Mais recentemente, final da década de 90, foram realizados trabalhos com alguns “atributos” relacionados à logística. Um dos mais importantes e mais estudados é a “responsividade” que está relacionada com

Alternativas
Comentários
  • Denomina-se responsividade, o resultado de uma política da empresa capaz de satisfazer os anseios dos clientes de forma precisa, rápida e sem alterações do nível de qualidade do produto e dos serviços.

    Fonte: https://portogente.com.br/portopedia/74584-responsividade

    Gabarito: letra C

  • Se no lugar de responsidade fosse resiliência?


ID
1330495
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Tanto para comprar como para fabricar, pode-se usar o conceito do lote econômico. O que este método não leva em consideração é

Alternativas
Comentários
  • Gabarito A. Segundo DIAS (2010):  A decisão de estocar ou não um determinado item é básica para o volume de estoque em qualquer momento. Ao tomar tal decisão, há dois fatores a considerar:

    1. É econômico estocar o item?

    2. É interessante estocar um item indicado como antieconômico a fim de satisfazer a um cliente e, portanto, melhorar as relações com ele?

    O primeiro fator pode ser analisado matematicamente. Em geral, obviamente não é econômico estocar um item se isso excede o custo de comprá-lo ou produzi-lo de acordo com as necessidades. Também pode ser demonstrado que não é econômico estocar itens quando as necessidades médias dos clientes, ou a média de consumo da produção, tenham um excesso correspondente à metade da quantidade econômica do pedido.

    A questão de saber se devemos estocar um item, embora seja antieconômico fazê-lo, a fim de prestar melhor serviço ao cliente, representa uma decisão mais difícil porque frequentemente é impossível atribuir um exato valor em dinheiro à satisfação do cliente. O problema é que o tempo necessário para comprar e/ou fabricar pode ser maior do que ele deseja esperar. Neste caso, a decisão terá de ser tomada numa base de item por item sobre o custo de fabricação na base de pedido por pedido.

    Quanto deve ser comprado ou produzido de cada vez? Como vimos anteriormente, seção 2.3, dois tipos básicos de custo afetam a decisão sobre o quanto deve ser comprado ou produzido de cada vez. Existem custos que aumentam à medida que a quantidade do material pedido aumenta, porque, em média, considerando consumo uniforme, metade da quantidade pedida estará em estoque. Tais custos são aqueles vinculados à armazenagem dos materiais, incluindo espaço, seguro, juros etc. Existem, também, os custos que diminuem à medida que a quantidade de material pedida aumenta, com a distribuição dos custos fixos por quantidades maiores.


  • Lote Econômico de Compras (LEC) é a quantidade a ser comprada que vai minimizar os custos de estocagem e de aquisição. Para que o LEC seja considerado, ele terá que fazer algumas suposições entre elas: que a demanda e o tempo de entrega são conhecidos e constantes. Ou seja, o LEC parte de um ‘mundo ideal’, ele não considera incertezas (letra a). 


ID
1330498
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Na otimização de uma cadeia de suprimentos pode-se atingir, a partir de uma “função objetivo”, os seguintes resultados:

I) redução do lead time.
II) redução dos níveis de estoque.
III) melhor utilização dos ativos.

As alternativas corretas são:

Alternativas

ID
1330501
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Quando a demanda dos mercados é turbulenta e se deseja atingir muitos consumidores ou usuários, mas ao mesmo tempo, deseja-se que os produtos organizacionais possuam um alto grau de personalização, o sistema de produção mais adequado é

Alternativas

ID
1330504
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

As organizações atacadistas evoluíram, significativamente, a partir da última década do século XX. Diversos são os fatores que influenciaram essa evolução, entre os quais se podem mencionar as expectativas dos consumidores e a disponibilidade do produto em um maior número de localidades físicas. Estas organizações podem ser classificadas em atacadistas de serviço completo e atacadistas de serviço parcial. Quando se combinam os serviços de venda, transporte e cobrança em uma única operação, tem-se um atacadista de serviço parcial chamado de

Alternativas
Comentários
  • De onde eles tiram estas coisas?

  • É o que estou pensando até agora.

     


ID
1330507
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

O processo de consolidação de vários volumes pequenos em outros maiores, de tipos e formatos padronizados, que facilitam a movimentação mecânica ao longo da cadeia de abastecimento se chama de

Alternativas

ID
1330510
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

A falta de alinhamento entre a demanda e o abastecimento gera, muitas vezes, o que se conhece como “demanda fantasma”. Isto ocorre quando

Alternativas
Comentários
  • Esse processo Demanda Fantasma ocorre quando certa empresa percebe que haverá demanda maior que a oferta. Logo, aumenta a quantidade no pedido para ampliar a oferta e atender a demanda. 

    FONTE: www.fat.uerj.br/intranet/disciplinas/.../Capitulo_5%20aula%201.ppt 

ID
1330513
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

No gerenciamento de estoques são usados, com bastante frequência, dois conceitos. São eles:

I) VMI (“Vendor Managed Inventory”); e
II) estoque em consignação.

Sobre estes conceitos pode-se dizer que

Alternativas
Comentários
  • Vendor Managed Inventory (VMI), em português Estoque Administrado (gerenciado) pelo Fornecedor, é um sistema para otimizar o desempenho da cadeia de suprimento, em que o fornecedor se responsabiliza pela gestão dos níveis de estoque nos clientes. O fornecedor tem acesso aos níveis de estoque do cliente e assume, ele próprio, as decisões sobre os reabastecimentos.

    Entende-se por estoque consignado quando o fornecedor estoca seu produto final dentro de seu cliente ou distribuidor e detém a propriedade deste estoque.


    Fonte: http://portalvmi.com.br/site/o-que-e-vendor-managed-inventory-vmi/

  • Estoque em consignação: o forncedor estoca seu material dentro do cliente;

    VMI: o estoque é administrado pelo fornecedor. Ele é responsável pela analise do estoque do cliente. 

     

    Resposta: E

    São diferentes em relação a sua função.


ID
1330516
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Ao se “testar uma hipótese”, em estatística, é necessário construir uma hipótese nula (H0) e uma hipótese alternativa (H1). Sobre elas pode-se afirmar que

I) a hipótese nula (H0) não pode ser provada.
II) a hipótese nula (H0), que normalmente representa a teoria favorita, deve ser objeto da tentativa de rejeição.
III) uma hipótese nula (H0) que sobreviva a testes repetidos sem rejeição é “verdadeira” em sentido limitado, pois pode ser rejeitada no futuro.

As alternativas corretas são:

Alternativas

ID
1330519
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Logística

Sobre os sistemas de custeio de operações pode-se afirmar que

I) o sistema das UEPs é adequado para manufaturas com produção intermitente.
II) o sistema ABC pode ser usado tanto para manufaturas como serviço.
III) a contabilidade fiscal não fornece informações suficientes para determinar custos unitários em empresas que operam (ou fabricam) diferentes produtos organizacionais.

As alternativas corretas são:

Alternativas

ID
1330522
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Deseja-se transportar um produto P de A para B. O preço do produto P é de R$1000,00 e as alternativas de transporte são: rodoviário (R); ferroviário (F) e aeroviário (A). Os custos de transporte (ct) de P são respectivamente: ct(R) = R$300,00; ct(F) = R$100,00; ct(A) = R$500,00. Os tempos de transporte (tt) de P são respectivamente: tt(R) = 3,5 dias; tt(F) = 8 dias e tt(A) = 1 dia. O cliente acerta uma bonificação de 5% sobre o preço do produto P para cada dia de antecipação de entrega em relação ao maior tempo de entrega. Supondo que o fornecedor paga o frete, qual a sequência de melhores alternativas para ele?

Alternativas

ID
1330525
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

O grau de achatamento de uma distribuição em relação a uma distribuição padrão (curva normal) é chamado de

Alternativas
Comentários
  • Boa tarde.


    A resposta é curtose. Segue conceito: 

    CURTOSE Curtose é o grau de achatamento de uma distribuição em relação à curva normal, uma distribuição padrão. A curva normal corresponde a uma distribuição teórica de probabilidade.  

  • http://www.portalaction.com.br/estatistica-basica/26-curtose

     

    https://www.youtube.com/watch?v=wRoQG5FX3Ng


ID
1330528
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Com um conjunto de dados, apresentados na forma de diagrama de dispersão, onde são identificadas duas variáveis (exemplo: renda e produtos vendidos), pode-se utilizar as seguintes ferramentas estatísticas:

I) regressão linear simples.
II) correlação.
III) regressão linear múltipla.

As alternativas corretas são:

Alternativas

ID
1330531
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Um gráfico de barras que no eixo vertical exibe o número de valores de dados (ou uma porcentagem) e no eixo horizontal exibe os limites de cada bloco é conhecido como um

Alternativas
Comentários
  • A palavra-chave é LIMITES DE CADA BLOCO = HISTOGRAMA.


ID
1330534
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Em relação à estatística descritiva, pode-se afirmar que

I) a mediana não é afetada pelos valores extremos.
II) a moda é o valor com maior frequência de ocorrência de dados.
III) a média é afetada por todos os itens da amostra.

As afirmações verdadeiras são:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: D

     

    todas as afirmações estão corretas.

  • Redação revogada


ID
1330537
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Considere as afirmativas sobre a pontuação do primeiro parágrafo do texto.

           Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado.

I) A primeira vírgula do texto poderia ser substituída por ponto-e-vírgula.
II) A expressão EM SEGUIDA, no terceiro período da passagem, poderia estar entre vírgulas, sem que qualquer alteração ocorra na passagem.
III) As vírgulas que separam PARANOICOS, HIPOCONDRÍACOS e PRECAVIDOS separam termos da mesma função sintática.
IV) Os dois-pontos, no final do texto, introduzem uma explicação esclarecedora sobre um termo anterior. 


 Quais as afirmativas que estão corretas?

Alternativas

ID
1330540
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                 Cair do cavalo 


    Todo mundo um dia cai do cavalo, alguns literalmente inclusive. Cair do cavalo é perder o equilíbrio e o movimento ao mesmo tempo. É bater com toda a força no chão e em seguida ficar prostrado, incapaz de planejar o próximo movimento. Cair do cavalo dói não apenas pelo impacto em si, mas porque nos arranca do conforto da rotina. Paranoicos, hipocondríacos, precavidos, todo mundo cai do cavalo do mesmo jeito, ou seja, sem aviso prévio. E ninguém consegue evitar a perplexidade e a indignação ao verificar, na própria pele, um dos fatos mais banais da existência: coisas dão errado. 

    Se as tijoladas do destino são mais a regra do que a exceção, deveríamos estar mais preparados para lidar com doenças, separações, mortes, problemas de dinheiro, frustrações em geral – mas o fato é que nunca estamos. Somos comovedoramente ingênuos e distraídos, pelo menos até o primeiro grande tombo.

    De volta à terra firme, quando já não há dúvida de que, enfim, sobrevivemos, cada pessoa elabora o sofrimento da forma que pode e sabe. Alguns naufragam na autopiedade, outros veem suas forças exauridas pelo próprio esforço de enfrentar a tormenta. Muitos sentem a necessidade de extrair sentido do sofrimento, atribuindo algum propósito à experiência e propondo a si mesmos uma espécie de jogo do (des)contente: sofri, mas aprendi. (Foi o caso, por exemplo, de Reynaldo Gianecchini, que em todas as entrevistas depois do fim do tratamento do câncer fez questão de falar sobre o lado transcendente da doença.) Há aqueles, porém, em que o sofrimento apenas acentua traços de personalidade que já existiam: o egoísta torna-se intratável, o tímido recolhe-se ainda mais, o extrovertido abusa da grandiloquência. (Lula, na primeira grande entrevista depois do fim do tratamento, falou da doença com a mesma ênfase barroca que usa para florear todos os assuntos, da economia internacional às derrotas do Corinthians: “Se eu perdesse a voz, estaria morto” ou “Estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim”.) 

    O ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-1592) também caiu do cavalo – concreta e metaforicamente – e essa experiência foi determinante para tudo o que ele viria a produzir depois. A tese é apresentada na deliciosa biografia do filósofo lançada há pouco no Brasil: Como Viver Uma biografia em uma pergunta e vinte tentativas de respostas, da escritora inglesa Sarah Bakewell. O acidente quase fatal, sustenta a autora, ajudou Montaigne a desencanar das preocupações com o futuro e prestar mais atenção no presente e nele mesmo. Seus magníficos Ensaios, escritos nos 20 anos seguintes ao acidente, nada mais são do que a tentativa de ficar alerta às próprias sensações e experiências e buscar a paz de espírito – o “como viver” do título. 

    Para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena. 


                                                                                   LAITANO, Claudia. In: Zero Hora, Porto Alegre, 

                                                                                                                              7 de abril de 2012, p. 2.

Considere as possibilidades de substituição dos segmentos em maiúscula em cada alternativa e assinale aquela em que a substituição não respeita as regras de regência e topologia pronominal.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B


    Pessoal, bem simples com essas regrinhas, vamos lá:

    Terminações:

    1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os pronomes: o, a, os, as não se alteram.

    exs.: Chame-o agora.

     Deixei-a mais tranquila. 

    2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se para lo, la, los, las.

    exs.: (Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.

    (Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa. 

    3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no, na, nos, nas.

    exs.: Chamem-no agora.

     Põe-na sobre a mesa.


    bons estudos

  • Lhe

    “lhe” refere-se a PESSOAS e pode ser usado tanto no gênero feminino, quanto no masculino, contudo, não exerce função de objeto direto e sim de objeto indireto.

    ex.:  Disse-lhe que viria. (disse a você);

     Então, entreguei-lhe o convite. (entreguei a ele).

    o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas = OBJETO DIRETO


ID
1330543
Banca
FMP Concursos
Órgão
PROCEMPA
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a alternativa que apresenta um verbo com a mesma regência que a do verbo que está no título do texto: Cair do cavalo.

Alternativas