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Prova INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Bibliotecário


ID
3768322
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Considere os sentidos expressos no trecho “Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: ‘‘Gostarias de gato se fosses eu?” e assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: E

    O narrador considera que a lição que ensina é insignificante, por isso ele a denomina como “sabedoria de bolso”.

    ➥ INCORRETO. A sabedoria de bolso é aquela que usamos no dia a dia, que levamos a qualquer lugar que vamos. Não tem nenhuma relação com algo sem insignificância.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • As alternativas de A a D praticamente apresentam a mesma ideia, de modo que considerar uma delas como incorreta eliminaria as demais.

  • Ao meu ver, o trecho sabedoria de bolso significa que a pessoa deve levar consigo, deve estar de posse dessa sabedoria, afinal só levamos algo no bolso utensílios que nos são úteis e prontos para uso.

  • puts, errei pois esqueci da "incorreta".. MAIS ATENÇÃOOOOOO

  • Que texto mais legal!

  • Hahaha, eu já tinha descartado a E, mas aí li o enunciado outra vez e notei que a questão queria a alternativa incorreta.
  • A questão é sobre interpretação textual e compressão. Queremos a alternativa incorreta sobre o que se afirma do texto.

    a) O narrador ressalta a importância de se praticar a empatia, considerando a realidade de cada um.

    Correta. Primeiro devemos saber que empatia no dicionário é "se colocar no lugar do outro, tentar sentir o que a outra pessoa sente". Quando o rato questiona Alice se ela gostaria de gatos se ela um fosse rato é uma forma de de ressaltar a importância da empatia.

    "Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"

    b) É apresentada a ideia de que, antes de defenderem o ponto de vista de alguém, as pessoas devem se colocar no lugar de quem tenha uma visão diferente da sua.

    Correta. Envolve o que falamos sobre a empatia na alternativa anterior.

    c) A menção ao discurso do rato permite que o leitor concretize a ideia de empatia, sugerida pelo texto, favorecendo a compreensão da lição de vida ensinada pelo narrador.

    Correta. As outras alternativas anteriores respondem essa com eficiência.

    d) A menção ao discurso do rato permite que o leitor concretize a ideia de empatia, sugerida pelo texto, favorecendo a compreensão da lição de vida ensinada pelo narrador.

    Correta. Quando o rato pede para que ela se coloque no lugar dele que é mais fraco que o gato.

    e) O narrador considera que a lição que ensina é insignificante, por isso ele a denomina como “sabedoria de bolso”.

    Incorreta. A expressão "de bolso" é algo que devemos carregar conosco sempre e por isso o narrado pronuncia dessa forma, pela sua importância e não por ser insignificante como afirma a alternativa.

    GABARITO E

  • Ótimo texto. Dá até gosto de resolver interpretação assim.

    "Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]"

  • Aff, cansado de errar questões por não ver o diabo do IN...........

  • Belo texto...

    GAB E...

  • po...rrr...a , ja nao sei mais o que faço, já perdi as contas e quantas eu errei por causa dessa mer... de marcar a INCORRETA.

  • "Um daqueles textos que dá prazer em ler".

  • O cara que comentou a questão cag@u para a concordância.

  • A leitura chega a fluir com bons textos como esse.

  • Que texto, meus amigos!

  • GAB. E

    Entendo que a expressão "sabedoria de bolso" são ensinamentos que Alice deve levar consigo pro resto da vida. Portanto, são ensinamentos significantes pra ela.

  • Que texto, meus caros, que texto.

  • Que texto encantador!

  • ''Sabedoria de bolso'' pois deves carregar sempre contigo, em teus bolsos!

  • No início achei um texto bobo...mas foi chegando ao final e, realmente, é uma lição interessante!

    ''se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

    trecho a ser levado pra vida!

  • Sabedoria de bolso é o dito popular que se refere aos conhecimentos ou expressões que de tão relevantes devem ser levadas "no bolso" e usadas no dia a dia de cada pessoa, por mais simples e óbvio que seja.


ID
3768325
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Sobre os conectivos em destaque no excerto que segue, assinale a alternativa correta.

“Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.”

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: C

    “Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.”

    ➥ Primeiro, temos o "pois" entre pontuação (=Pois entre pontuação é conclusão, conjunção coordenativa conclusiva); logo após, temos o "pois" sendo usado antes do verbo, nesse caso, ele é uma conjunção coordenativa explicativa.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • gabarito letra C

    resumeX da conjunção pois

    ➡ antes do verbo: EXPLICATIVO e a oração, por sua vez, será uma oração coordenada sindética explicativa. Esse POIS é equivalente a PORQUE.

    ➡ depois do verbo: CONCLUSIVO e a oração, por sua vez, será uma oração coordenada sindética conclusiva. Esse POIS é equivalente a ENTÃO ou a PORTANTO.

    bons estudos

    insta ➡ https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • Assertiva C

    A primeira ocorrência estabelece uma relação de conclusão; a segunda, de explicação.

  • MACETE:

    ''PAVE PDVC''

    PAVE => Pois Antes do Verbo Explicação.

    ''Aprende isso a teu modo, pois te dou(...)''

    __________________

    PDVC => Pois Depois do Verbo Concusão.

    “Aprende, pois, logo de saída para a grande vida(...)''

  • "POIS" DEPOIS CONCLUI

    "POIS" ANTES EXPLICA

  • Não é que seja 100% eficiente , mas em quase todas as questões desse tipo vc se sai sabendo disto:

    (,Pois ,) =conclusivo

    (,pois )= explicativo.

  • Letra C

    POIS entre vírgulas = Conclusivo

    POIS depois de uma vírgula = Explicativo.

    Fonte: Prof: Elias Santana, Gran Cursos. Erros? Mandem msg!!

  • ,pois, - conclusivo

    ,pois - explicativo

  • Complementando :" Pois "

    Antes do verbo : explicativo

    Apos o verbo : conclusivo.

  • Duas dicas:

    1) Conjunção "pois" depois de verbo e entre vírgulas. Conclusiva;

    2) Conjunção "pois" depois de verbo no imperativo. Explicativa;

    Ex.1) Não terá aula hoje; vamos, pois, revisar as matérias para a prova. Conclusiva (conjunção "pois" entre verbos e depois do verbo ir (vamos);

    Ex.2) Pegue estas dicas, pois elas serão uteis para a tua prova. Explicativa (observe que o verbo "pegar" está no imperativo)

  • Só lembrar que em uma redação a conclusão vem sempre depois da introdução e do desenvolvimento... ou seja, o "pois" depois do verbo é conclusão... antes do verbo é explicação.
  • No meu aplicativo , não aparece o texto completo Isso está acontecendo em várias questões
  • GABARITO: LETRA C

    ACRESCENTANDO:

    Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência. São elas: logo, pois (depois do verbo)portanto, por conseguinte, por isso, assim. Por exemplo:

    Marta estava bem preparada para o teste, portanto não ficou nervosa.

    Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela contida. São elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. Por exemplo:

    Não demore, que o filme já vai começar.

    FONTE: WWW.SÓPORTUGUÊS.COM.BR

  • A questão é sobre a classificação que se encontra a conjunção "pois".

    “Aprende, pois, logo de saída para a grande vida... Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas..."

    De saída já podemos dizer que o "pois" tem valor de coordenação conclusivo ou explicativo como regra.

     Antes do verbo: explicativo e a oração será uma oração coordenada sindética explicativa. Esse "pois" é equivalente ao porque.

    Depois do verbo: conclusivo e a oração será uma oração coordenada sindética conclusiva. Esse "pois" é equivalente a então ou a

    portanto.

    Sabendo a diferença, podemos analisar cada assertiva. Vejamos:

    a) Ambos têm função explicativa.

    Incorreta. O primeiro "pois" tem sua ordem original no final da oração para fazer um desfecho, ela está sendo isolada por dupla vírgula, porque foi deslocada, logo é conclusiva.

    b) A primeira ocorrência estabelece uma relação de causa; a segunda, de consequência

    Incorreta. As orações de causa e consequência são subordinadas e o "pois" é coordenado.

    c) A primeira ocorrência estabelece uma relação de conclusão; a segunda, de explicação.

    Correta. Como mencionei na alternativa "a" o pois entre as vírgulas é pelo deslocamento que ocorreu e por isso isola entre as vírgulas quando for conclusivo e quando for explicativo, deixa-o somente com uma vírgula antes.

    d) A primeira ocorrência estabelece uma relação de explicação; a segunda, de conclusão

    Incorreta. Está invertida a ordem.

    e) Ambos tem função conclusiva.

    Incorreta. Pelas outras explicações vimos que não são ambas conclusivas.

    GABARITO: C

  • 1,2,3 matemática é mais fácil que português.

  • Bizu:

    Pois

    CD - conclusivo depois do verbo (estará entre vírgulas);

    PAVE - Pois antes do verbo é explicativo.

    Espero que ajude!

    #juntossomosmaisfortes

    instagran: @daniifarina

    dicas de estudo

  • Bizu:

    Pois

    CD - conclusivo depois do verbo (estará entre vírgulas);

    PAVE - Pois antes do verbo é explicativo.

    Espero que ajude!

    #juntossomosmaisfortes

    instagran: @daniifarina

    dicas de estudo

  • Bizu:

    Pois

    CD - conclusivo depois do verbo (estará entre vírgulas);

    PAVE - Pois antes do verbo é explicativo.

    Espero que ajude!

    #juntossomosmaisfortes

    instagran: @daniifarina

    dicas de estudo

  • GABARITO: C

    PAVE PDVC

    PAVE: Pois Antes do Verbo Explicação

    Ex: Não esperem por mim, pois estou trabalhando.

    PDVC: Pois Depois do Verbo Conclusão.

    Ex: Eu e minha família vamos mudar de cidade, terei, pois, de sair do colégio.

    Dica da colega Simone PC-SP ✨

  • Mesmo se não souber ou esquecer a regrinha do pois antes/depois do verbo, dá pra ter uma noção da resposta pelo sentido do ''pois'' no contexto, por isso, nunca deixem de ir ao texto e ler com atenção o trecho que deverá ser analisado.

  • Pra não errar mais:

    O "pois", se pós-verbo e deslocado, terá função conclusiva;

    Aprende, pois, logo (...)

    Senão, ele vai estabelecer função ou de explicação, ou de causa (Em qualquer enunciado que seja, não vai aparecer essas duas funções juntas para serem marcadas. Sempre será uma delas. Ai é sucesso!).

    Aprende isso a teu modo, pois (explicação ou causa) te dou (...)

    Força e honra!!

  • Gabarito: alternativa C.

    A conjunção "Pois" pode ter as seguintes funções:

    Causal (início da oração): Cansei, pois treinei pesado.

    Explicativo (início da oração): Choveu, pois está tudo molhado.

    Conclusivo: (deslocado, depois do verbo): Estudou muito, passou, pois, bem rápido.

    Bons estudos.

  • ,POIS, = PORTANTO > CONCLUSIVO

    ,POIS = PORQUE > EXPLICATIVO

    FIM.

    #NAOAOFIMDAESTABILIDADE

  • Conjunção conclusiva - depois do verbo

    Conjunção explicativa - antes do verbo.

  • P.A.V.E

    POIS ANTES DE VERBO EXPLICA

  • POIS ENTRE VÍGULAS SEMPRE É CONCLUSIVA

    POIS APÓS A VÍRGULA É EXPLICATIVA

  • PAVE

    POIS ANTES DO VERBO EXPLICA e

    PDVC

    POIS DEPOIS DO VERBO CONCLUI

  • Primeiro se explica, depois tu conclui.

  • Examinador não pode ver uma armadilha no texto que já quer logo por na prova.

  • Pois, depois do verbo= Conclui

    Pois, antes do verbo= Explica

  • Aprende isso a teu modo, pois... O imperador explica.

    -Cale a boca, pois estou falando.

    -Haí! Que grosso! : p


ID
3768328
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa em que a classificação da figura de linguagem presente no trecho dado esteja INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • zero comentário de professor , estamos sós !

  • ✅ Gabarito: E

    "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole.

    ➥ A Hipérbole é uma ideia que denota exagero, exemplos: – Se eu não passar na prova, vou dar um tiro na cabeça; – O carro voava pela rodovia; – Já falei mil vezes para você calar a boca!

    ➥ A frase em questão não possui nenhum exagero, não possui hipérbole.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • gabarito letra E

    A ) “[...] pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.” = metáfora.➡ certo: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. Na metáfora ocorre uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.

    B ) “Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.” = comparação. ➡ certo: Comparação ou símile: ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por nexos comparativos explícitos, como tal qual, assim como, que nem e etc. A principal diferenciação entre a comparação e a metáfora é a presença dos nexos comparativos (grifados em vermelho)

    C ) “Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos [...]” = ironia. ➡ certo, vide alternativa A, 15 anos não é uma idade avançada.

    D ) “Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior [...]” = antítese.➡ certo Antítese: é o emprego de palavras ou expressões de significados opostos.

    E ) "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole. ➡ errado: Hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática que não se apresenta na frase proposta pela banca, um exemplo de hipérbole seria: Estou morrendo de sede! / Não vejo você há séculos!

    bons estudos

    insta ➡ https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • gostaria de comentários de professores!!!

  • Em palavras breves, as figuras de linguagem são recursos expressivos utilizados com objetivo de gerar efeitos no discurso. Dentro do extenso grupo em que se arrolam esses recursos, existem quatro subdivisões: figura de palavra, figura de construção, figura de sintaxe e figura de som.

    a) “[...] pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.” = metáfora.

    Correto. Há metáfora, que consiste na transferência de um termo para uma esfera de significação que não é sua, em virtude de uma comparação implícita. Ela se assenta na relação de similaridade e transporta o nome de um objeto a outro. Ex.: "Incêndio — leão ruivo, ensanguentado" (Castro Alves)

    No caso em apreço "chaves" é metáfora para alguma coisa que expande os horizontes intelectuais, que permite novas percepções.

    b) “Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.” = comparação.

    Correto. Semelhante à metáfora, esta figura de linguagem estabelece comparação entre elementos. Usualmente apresentará conectivos para este fim, a exemplo de “como”, “tal como”, “qual”, etc. Exs.:

    “Por ali ficou feito gato sem dono.” (Monteiro Lobato)

    “Vêm a granel como carga incômoda...” (Monteiro Lobato)

    Comparou-se a charada com os ossos.

    c) “Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos [...]” = ironia.

    Correto. É a figura pela qual se diz o contrário do que se intenciona. Ex.:

    “Nunca se afizera ao regime novo — essa indecência de negro igual a branco.” (Monteiro Lobato)

    d) “Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior [...]” = antítese.

    Correto. É a contraposição de uma palavra ou frase a outra de significação oposta. Ex.:

    "Amigos e inimigos estão, amiúde, em posições trocadas." (Rui Barbosa).

    Acima, opõem-se "melhor" e "pior";

    e) "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole.

    Incorreto. Há elipse, isto é, supressão de um termo facilmente reconhecido pelo contexto. Note que se ocultou o sujeito "eu" da forma verbal "estou". Em tempo, cita-se que a hipérbole consiste no exagero intencional cujo objetivo é deformar a realidade: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo Bilac)

    Letra E

  • A letra B ressalta mais uma proporção que uma comparação, a questão da hipérbole pode ser discutível dentro de um contexto.

  • O que me pegou no erro foi considerar a B ALITERAÇÃO, pois se trata também de uma aliteração, que é a repetição sons de consoantes iguais ou semelhantes:

    -Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.

    Contudo, é possível que haja diferentes figuras de linguagem na mesma oração. Não seria incorreto a alternativa B, portanto, erro meu.

  • METÁFORA: É a figura de palavra que transporta o significado de uma palavra para outra devido à relação de semelhança entre os significados.

    COMPARAÇÃO: Parecida com a metáfora, mas ocorre quando dois elementos em comparação estão separados por uma partícula comparativa, um conectivo.

    IRONIA: É figura de linguagem que apresenta uma palavra ou expressão com sentido aposto ao usual

    ANTÍTESE: É a figura de construção que confronta palavras de sentido contrário. Não simultaneidade.

    HIPÉRBOLE: É figura de linguagem que tem a função de causar exagero.

  • Quanto à letra B, ao meu ver, a comparação está destacada em: “Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.”.

    Temos comparação quando esta ocorre de forma explícita, com conjunções comparativas (tão entranhada em ti mesma como os teus ossos) enquanto a metáfora ocorre de modo implícito.

  • GABARITO: E

    Hipérbole: Expressa uma ideia exagerada ou intensificada de algo ou alguém, por exemplo: "Estou morrendo de sede".

  • GAB E

    HIPÉRBOLE DA IDEIA DE EXAGERO

  • Antítese: oposição entre duas palavras ou pensamentos. 

    Ex: Não há no mundo riqueza sem miséria. 

    Hipérbole: exagero na mensagem. 

    Ex: Repetir um milhão de vezes

  • e) "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole.

    Seria hipérbole se realmente houvesse exagero. Uma pessoa pode dizer estar muito cansada sem que isso seja exagero.

    Se a frase fosse reescrita como "estou morrendo de cansaço", aí sim seria hipérbole.

  • Podemos distinguir os seguintes tipos textuais:

    É de salientar que um único texto pode apresentar passagens de várias tipologias textuais.

  •  Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

  • d) “Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior [...]” = antítese.

    Correto. É a contraposição de uma palavra ou frase a outra de significação oposta. Ex.:

    "Amigos e inimigos estão, amiúde, em posições trocadas." (Rui Barbosa).

    Acima, opõem-se "melhor" e "pior";

    e) "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole.

    Incorreto. Há elipse, isto é, supressão de um termo facilmente reconhecido pelo contexto. Note que se ocultou o sujeito "eu" da forma verbal "estou". Em tempo, cita-se que a hipérbole consiste no exagero intencional cujo objetivo é deformar a realidade: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo Bilac)

    Letra E

    Fonte QC

    ALGUÉM ENTENDE?

  • Fui direto na A; MILHARES, pra mim hipérbole.

    Nem li o resto...dammm

  • Hipérbole: É o exagero proposital de uma ideia, com objetivo expressivo: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!"

    Ex: Ela chorou rios de lágrimas.

    Ex: Estou morrendo de fome.

  • Listinha de memorização.

    Metáfora: comparação implícita

    Símile ou Comparação: comparação explícita

    Antítese: oposição lógica

    Paradoxo: oposição não lógica

    Hipérbole: exagero.

    Eufemismo: suavização.

    Elipse: omissão de um termo subentendido.

    Zeugma: omissão de um termo já dito.

    Polissíndeto: Vários conectivos.

    Assindeto: Nenhum conectivo.

    Aliteração: Repetição de consoantes.

    Assonância: Repetição de vogais.

    Pleonasmo enfático: reforça a ideia.

    Ironia: sarcasmo.

    Gradação: Ascensão

    Onomatopeia: palavras que surge de ruído.

    Hipérbato: inversão; ordem indireta da frase.

    Metonímia: substituição do autor pela obra.

    Catacrese: ausência de termos específicos. "pé da mesa".

    Sinestesia: mistura dos sentidos.

    Prosopopeia: personificação das coisas.

    Paranomésia: trocadilho.

    Apóstrofe: vocativo.

    Silepse: concordância com ideia.

    Anáfora: repetição - retorno.

    Pleonasmo: repetição com redundância.

  • A) CORRETA. Metáfora é designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança: chaves entre milhares que abrem as portas da realidade

    B) CORRETA. Comparação é uma comparação direta: como os teus ossos

    C) CORRETA. Ironia é a figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender: idade avançada de 15 anos

    D) CORRETA. Antítese é a figura pela qual se opõem, numa mesma frase, duas palavras ou dois pensamentos de sentido contrário: Para melhor ou pior

    E) INCORRETA. Hipérbole é um exagero de expressão. Não há exagero no trecho, mas sim uma supressão do termo "eu", o que caracteriza uma elipse. Gabarito Letra E.

    Fonte: estratégia.

  • No caso da alternativa B, a comparação está no trecho a seguir:

    ''Tão entranhada em ti mesma como os teus ossos''. (compara com os ossos)

  • "Estou cansada de estar aqui sozinha!"

    "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!"

    Qual a função do tão?

  • AMOR E ODIO ANDAM JUNTOS

  • HIPÉRBOLE (OU NÃO...):

    ESSAS QUESTÕES DE PORTUGUÊS ME MATAM!

    JÁ ERREI ESSA QUESTÃO UM MILHÃO DE VEZES!

  • A “[...] pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.” = metáfora. CERTO 

    • Metáfora é designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança: chaves entre milhares que abrem as portas da realidade 

    “Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.” = comparação. CERTO 

    • Comparação é uma comparação direta: como os teus ossos 

    C “Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos [...]” = ironia. CERTO 

    • Ironia é a figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender: idade avançada de 15 anos 

    D “Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior [...]” = antítese. CERTO 

    • Antítese é a figura pela qual se opõem, numa mesma frase, duas palavras ou dois pensamentos de sentido contrário: Para melhor ou pior 

    E" Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole. ERRADO 

    • Hipérbole é um exagero de expressão. Não há exagero no trecho, mas sim uma supressão do termo "eu", o que caracteriza uma elipse.   

  • METÁFORA = COMPARAÇÃO SEM NEXO

    COMPARAÇÃO = COMPARAÇÃO COM NEXOS

    HIPERBOLE = EXAGERO

    EUFEMISMO = SUAVIZAR

    PROSOSOPEIA = PERSONIFICAÇÃO

    METONÍMIA = SUBSTITUIÇÃO

    IRONIA = CONTRÁRIO

    PARADOXO = IDEIAS CONTRÁRIAS

    ANTÍTESE = PALAVRAS CONTRÁRIAS

  • Letra B com duplo sentido:

    no início e fim da frase temos ideia de proporção

    já entre vírgulas a ideia de comparação.

    Porém a alternativa E não resta dúvida que é a incorreta.

  • QUESTÃO PARA REVISAR DEPOIS


ID
3768331
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa que analisa corretamente a função sintática de “Dinah” no trecho “Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?”.

Alternativas
Comentários
  • "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

    Vocativo trata-se de uma interpelação que indica com quem se fala. É o termo que indica quem é o interlocutor(a pessoa que está sendo chamada, interpelada) da sentença.

    GABARITO. B

  • ✅ Gabarito: B

    “Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?”.

    ➥ Temos um vocativo, o correto era ter mais uma vírgula para isolar o termo. O vocativo é o termo que põe em evidência algum ser a quem se dirige; indica a invocação de alguém ou algo; vem sempre separado por vírgula; pode se deslocar pela oração. Muito encontrado em textos injuntivos, em que o locutor do texto se dirige diretamente ao interlocutor.

    ➥ O sujeito do verbo "falar" é oculto, desinencial, elíptico, refere-se à 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo (=fala tu).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Logo a vírgula antes do vocativo seria obrigatória !!! só para complementar mesmo !

    "Fala a verdade ,Dinah, já comeste um morcego?"

    GAB: B

    vocativo é o termo que tem a função de chamar, invocar ou interpelar dentro da oração. Não possui relação sintática com outros termos da oração, não pertencendo, portanto, nem ao sujeito, nem ao predicado; porém, relaciona-se com a segunda pessoa do discurso. Pode ser antecedido ou não por interjeição de apelo (Ei! Olá! etc.).

    Vejamos alguns exemplos:

    Não diga isso dentro de uma igreja, Amanda!

    Na vida, meu querido, não se pode ter tudo.

  • Assertiva b

    Fala a verdade Dinah, Vocativo para quem o discurso é dirigido.

  • Leiamos o trecho:

    "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

    A banca solicita análise do termo "Dinah". De imediato se registra: o termo não exerce função sintática, afirmação opositora àquilo que a banca insinua no enunciado. Trata-se de um vocativo, ou seja, uma unidade à parte que não se veicula a termo algum da estrutura, mas diz respeito a quem está fora do discurso. Em boa hora, cita-se que a pontuação carece de ajuste, isto é, de uma vírgula logo após "verdade" a fim de se isolar corretamente o vocativo:

    "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?"

    a) Sujeito que pratica a ação de falar.

    Incorreto. O sujeito, não manifesto mas reconhecível, é o pronome "tu";

    b) Vocativo para quem o discurso é dirigido.

    Correto. Vide detalhamento acima;

    c) Sujeito que pratica a ação de comer.

    Incorreto. O sujeito é "tu";

    d) Palavra que complementa o sentido do verbo “falar”, completando seu sentido.

    Incorreto. Ambos os verbos possuem seus complementos: "a verdade", complemento de "falar", e "um morcego", complemento de "comer";

    e) Palavra que complementa o sentido do nome “verdade”.

    Incorreto. Por se um vocativo, não completa nem diz respeito à palavra alguma do discurso.

    Letra B

  • Sem meia volta!

    O vocativo pode ser resumido como um chamado..lembre -se da sua mãe chamando...

    Menino, vem cá!

    Outro Ponto muito cobrado:

    Em que posição estiver o vocativo ele deverá estar acompanhado de vírgulas!

    Menino, vem cá !

    Vem cá ,menino!

    Vem, menino, cá!

  •  "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

    Trata-se de um vocativo, porém é importante destacar que o vocativo deveria possui uma vírgula antes. O correto seria:

     "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?"

    GABARITO: LETRA B

  • Vocativo = função sintática exercida pelo elemento da oração no qual é dirigido uma pergunta, um pedido, uma súplica.

    Ex.1) Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego? A pergunta é dirigida à Dinah (o vocativo deveria vir entre vírgulas segundo regras de pontuação).

    Ex.2) "Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! " (Castro Alves). Os termos em destaque se classificam em vocativos. O autor da frase está suplicando ao Senhor Deus.

  • Como não ví a vírgula ,julguei ser incorreta a letra B.

  • O osso é que apreendemos que o vocativo vem SEMPRE isolado por vírgula. Mas, tratando-se da AOCP, é bom SEMPRE ter cuidado.
  • Cadê. .a virgula pra isolar...? Aí fica difícil. ..

  • Errei pq o vocativo é isaoldo por vírgula, obrigatoriamente. Logo, apesar de perceber q se tratava de tal termo a incorreção de pontuação me levou a ver cabelo em ovo, questão passível de anulação.

  • faltou a vírgula. Questão medonha.
  • errei por causa da falta de vírgula

  • E conhecereis a banca, e a banca vos aprovará. Concurseiro 8:32.

  • GABARITO: LETRA B

    ACRESCENTANDO:

    Vocativo é um termo que não possui relação sintática com outro termo da oração.

    Não pertence, portanto, nem ao sujeito nem ao predicado. É o termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético.

    Por seu caráter, geralmente se relaciona à segunda pessoa do discurso. Veja os exemplos:

    Não fale tão alto, Rita!

                            Vocativo

    Senhor presidente, queremos nossos direitos!

     Vocativo

    A vida, minha amada, é feita de escolhas.

                  Vocativo

    Nessas orações, os termos destacados são vocativos: indicam e nomeiam o interlocutor a que se está dirigindo a palavra.

    Obs.: o vocativo pode vir antecedido por interjeições de apelo, tais como ó, olá, eh!, etc.

    Por Exemplo:

    Ó Cristo, iluminai-me em minhas decisões.

    Olá professora, a senhora está muito elegante hoje!

    Eh! Gente, temos que estudar mais.

    FONTE: WWW.SÓPORTUGUÊS.COM.BR

  • O vocativo "Dinah" deveria estar entre vírgulas.

  • È por gente como a Dinah que o munda està desse jeito!!! $CoronaVairus!

  • Aí tu olha, vê que é um vocativo, mas por falta da vírgula pensa que é uma questão mega hiper alta de complexidade. Faz alta analise sintática do periodo e no final só consegue perceber que a única complexidade que faltou, foi a do examinador colocar a vírgula mesmo..

  • Vocês são muito novinhos...aprendam a jogar do jeito da banca. Umas 10 questões do mesmo jeito dessa e pertencendo a banca.

  • Kkkkkk óbvio que é vocativo. Não tem vírgula pq o discurso é informal

  • Genteeeeee, cadê a vígula do vocativo?

  • cade a vírgula?

  • Vocativo deslocado

  • Letra C -> VOCATIVO

    O vocativo serve para se dirigir à segunda pessoa do discurso (chamar alguém)

    Porém este termo sintático deve SEMPRE ser ISOLADO entre vírgulas e este erro do examinador confundiu lamentavelmente muitos candidatos.

    Diante disso, qual lição podemos levar para a prova?

    Apesar da pontuação usada pelo examinador do Instituto AOCP estar inadequada, é possível resolver eliminando as outras alternativas.

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  • LETRA B

  • LETRA B (CORRETA)

    Vocativo:

    *É um termo (acessório e independente) da oração;

    *É um termo que invoca/chama algo ou alguém no discurso;

    *É um termo para quem se dirige algo no discurso;

    *Coloca algo ou alguém em evidência;

    *Vem separado por vírgula ou travessão (A Banca IAOCP omitiu a vírgula);

    *Pode se deslocar na oração;

    Fala a verdade Dináh, (VOCATIVO <-) já comestes um morcego?

    O foco da questão é saber qual a função sintática da palavra (DINÁH), logo:

    LETRA A: O sujeito (DINÁH) pratica a ação de FALAR?

    Nesse caso, DINÁH não é um sujeito, pois faz parte do VOCATIVO. Assim, o termo DINÁH não pode praticar "ação" de falar.

    LETRA C: O sujeito (DINÁH) pratica a ação de COMER?

    DINÁH não é um sujeito, pois faz parte do VOCATIVO. Logo, quem pratica a ação de COMER é o sujeito oculto (TU).

    LETRA D/E: DINÁH completa o sentido do verbo FALAR e do nome VERDADE?

    Não! VERDADE completa o sentindo do verbo FALAR. (E virce-versa)

  • o vocativo deveria está isolado por virgulas?

    achei confusa a questão.

  • gab : B

    -----------------

    obs: alguém "comeu" a virgula

  • Até onde eu saiba, vocativo deve vir isolado por vírgulas.

  • Até onde eu saiba, vocativo deve vir isolado por vírgulas.

  • pessoal que errou é o seguinte

    marquem a menos errada e segue o baile

    quem estudou um pouquinho percebe que nenhuma das outras alternativas fazem sentido

  • Gabarito comentado.

    Leiamos o trecho:

    "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

    A banca solicita análise do termo "Dinah". De imediato se registra: o termo não exerce função sintática, afirmação opositora àquilo que a banca insinua no enunciado. Trata-se de um vocativo, ou seja, uma unidade à parte que não se veicula a termo algum da estrutura, mas diz respeito a quem está fora do discurso. Em boa hora, cita-se que a pontuação carece de ajuste, isto é, de uma vírgula logo após "verdade" a fim de se isolar corretamente o vocativo:

    "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?"

    a) Sujeito que pratica a ação de falar.

    Incorreto. O sujeito, não manifesto mas reconhecível, é o pronome "tu";

    b) Vocativo para quem o discurso é dirigido.

    Correto. Vide detalhamento acima;

    c) Sujeito que pratica a ação de comer.

    Incorreto. O sujeito é "tu";

    d) Palavra que complementa o sentido do verbo “falar”, completando seu sentido.

    Incorreto. Ambos os verbos possuem seus complementos: "a verdade", complemento de "falar", e "um morcego", complemento de "comer";

    e) Palavra que complementa o sentido do nome “verdade”.

    Incorreto. Por se um vocativo, não completa nem diz respeito à palavra alguma do discurso.

    Letra B

  • Dinah deveria estar entre vírgulas, hein...
  • Acertei a questão eliminando as outras alternativas que, visivelmente, estavam erradas. No entanto, ao analisarmos o texto, podemos ver o narrador, na 1º pessoa, interrogando Dinah. Concluí que esta é a pessoa para quem o discurso está sendo dirigido, e o nome da mesma está sendo evidenciado.

    Foi desse jeito que eu interpretei a questão. Qualquer erro é só falar.

  • Quase não marquei a certa porque o vocativo não foi isolado...

  • Cada banca deveria lançar sua própria gramática, já que acham que o português é terra de ninguém. O candidato estuda se prepara para no final a banca usar de erros com a intenção de medir a mediunidade do candidato.

  • ITEP-RN

    PEFOCE

    PCPB

    Vamos a luta!

  • Aí vc marca a vocativo e a banca vem e alega que tinha que ter vírgulas kkkkkkkkkkk...tem que ir na menos errada, mas é complicado defender determinados gabaritos, pois, com isso, eles podem fazer o que bem entenderem!

  • Gabarito: B

    A FALA ESTÁ NA ORDEM DIRETA, A VÍRGULA FOI EMPREGADA CORRETAMENTE,

    SE O NOME (Dinah) ESTIVESSE NO COMEÇO SERIA OBRIGATÓRIO A VÍRGULA DO VOCATIVO.

    VEJAMOS!

    Dinah, Fala a verdade, já comeste um morcego?”.

    “Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?”.

    > VIBRA Dinah!

    > Dinah, VIBRA!

  • Questão muito má formulada ! E, nitidamente, da margem ao erro pro candidato que está bem preparado.

  • Questão mal formulada

  • Instituto AOCP como sempre cheia de polemica.

    Resposta - B

    Na forma como foi escrito falta virgula para isolar, mas poderia ser escrito na forma direta: "Dinah, fala a verdade, já comeste um morcego?"

  • No início até achei que podeira ser um vocativo, mas como não achei a vírgula, acreditei que jamais poderia se tratar de vocativo.

  • Acertei essa bagaça!!

    Gabarito: B

    PMPI, vai que cole!

  • nao tinha que ter uma virgula antes??????


ID
3768334
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa em que a utilização do sinal de pontuação esteja INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    A vírgula deve ser usada com a conjunção e para separar orações coordenadas com sujeitos distintos, não é o casa do emprego na questão em apresso.

    GABARITO. A

  • ✅ Gabarito: A

    Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    Ligando orações com sujeitos diferentes, alguns gramáticos, como William R. Cereja e Bechara, dizem que a vírgula é facultativa: “Muitos policiais estão envolvidos em corrupção(,) e os políticos não deixam para menos.”

    ➥ Na frase em questão, a vírgula está sendo usada antes da conjunção coordenativa "e" separando orações com o mesmo sujeito (=sujeito elíptico "nós")= Uso incorreto.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • gabarito letra A

    (Nós) Praticamos uma ação trivial e (nós) temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.

    ➡ a oração tem o mesmo sujeito, logo é incorreto separá-la por vírgulas

    bons estudos

    insta ➡ https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • Assertiva A

    Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

  • Por se tratar de pontuação, embora essas questões envolvam sobretudo o uso ou não da vírgula, deve-se levar em conta outros sinais: de exclamação, de interrogação, ponto final, dois-pontos, etc. Inspecionemos item a item:

    a) “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    Correto. A despeito de haver o mesmo sujeito em ambas as orações, existe possibilidade de inserir vírgula antes da conjunção "e" quando se intenciona realizar ênfase. Não há que se mencionar erro nesta estrutura, uma vez que o escritor, levando em conta questões estilísticas pessoais, pode, sim, usar a vírgula antes do "e", ainda que este una estruturas com idêntico sujeito. O caso é discorrido em "Só Vírgulas — Método Fácil em Vinte Lições", cuja autora, Maria Tereza de Queiroz Piacentini, arrola alguns exemplos:

    I - Disse-lhe mil desaforos, e mais teria dito caso ele não saísse correndo;

    II - Cometemos equívocos com nós mesmos, e jogamos fora boa parte de nossa energia vital (...);

    III - Comecei a fazer uma prece para os soldados judeus sendo mortos naquele momento, e também para os soldados egípcios.

    b) “A realidade, Maria, é louca.”

    Correto. O termo "Maria" é um vocativo e deve ser isolado por vírgulas, visto que se encontra no meio da estrutura;

    c) “A corrida terminou! Mas quem ganhou?”

    Correto. Os sinais de exclamação e interrogação foram corretamente utilizados. O primeiro para indicar admiração; o segundo, pergunta direta;

    d) “[…] eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.”

    Correto. Os dois-pontos introduzem um esclarecimento. "Alice no País das Maravilhas" esclarece que livro será recebido;

    e) “Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.”

    Correto. Os dois-pontos devem ser usados após palavra que indicam notas, informações importantes, observações (escuta). Quanto à vírgula, também há correção em seu uso, visto que a oração anterior a ela desempenha o papel de oração subordinada adverbial condicional deslocada, ou seja, um adjunto adverbial deslocado e, por isso, separa-se por vírgula.

    Gabarito da banca: Letra A.

    Gabarito do monitor: Questão nula, por não apresentar adequada opção de resposta.

  • Vamos analisar os itens...

    Desde já ,na opinião deste humilde estudante , o gabarito está certo. isso porque nas exceções das exceções vc pensa em motivo de ênfase.

    A) até podemos usar vírgulas antes do "e" (aqui não é o caso) quando os sujeitos são distintos.

    Maria lava , e Joana passa.

    B) onde tiver vocativo haverá vírgulas.

    Maria, faça a lição de casa.

    faça , maria , a lição de casa.

    faça a lição de casa, Maria.

    c) “A corrida terminou! Mas quem ganhou?”

    Usamos exclamações para expressar sentimentos como a admiração e interrogação para preguntas interrogativas diretas ou indiretas.

    d)

    Usamos dois pontos para introduzir discursos.

    E) “Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.”

    Usamos dois pontos para introduzir discursos..

    E vírgulas para orações deslocadas nesse caso, condicional

  • Vírgula antes da conjunção "e" só será observada nos seguintes casos:

    Na questão em destaque, o "e" está introduzindo uma oração aditiva, o uso da vírgula não se faz adequado.

    Gabarito letra A!

  • Uma conjunção aditiva JAMAIS será precedida de vírgula. O aluno precisa ler toda a oração e entender o sentido da mesma. Se a segunda oração estivesse exprimindo um sentido de adversidade, a conjunção viria precedida de vírgula e não é isto o que acontece na oração apresentada na afirmativa (a).

    Gabarito: A

  • Falta de consenso dos gramáticos não deveria ser abordada em questões de concursos. Mas nesse caso nem foi isso.

    Realmente não sei o que se passa pela cabeça do examinador de bancas assim...

  • MOMENTO, EM REGRA, PARA UTILIZAR A VÍRGULA ANTES DO "E":

    a) "E" com sentido adversativo.

    Ex: João estava com calor, e (mas) usava casaco.

    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    b) "E" quando houver sujeitos diferentes

    Ex: Maria gosta de vinho, e Marcos gosta de cerveja.

    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    c) "E" para polissíndeto

    Ex: Thales caiu, e levantou, e seguiu em frente.

    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    NA QUESTÃO O SUJEITO É O MESMO E NÃO HÁ QUE UTILIZAR VÍRGULAS.

    letra A!!

  • *Apreço!

  • Letra A.

    'Praticamos' e 'Temos' têm o mesmo sujeito (elíptico - nós). Destarte, a vírgula está equivocada.

  • COMENTÁRIO DO MONITOR Q CONCURSOS DIZ QUE DEVERIA SER NULA A QUESTÃO, DEVIDO A 'A' TB ESTÁ CERTA:

    "a) “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    Correto. A despeito de haver o mesmo sujeito em ambas as orações, existe possibilidade de inserir vírgula antes da conjunção "e" quando se intenciona realizar ênfase. Não há que se mencionar erro nesta estrutura, uma vez que o escritor, levando em conta questões estilísticas pessoais, pode, sim, usar a vírgula antes do "e", ainda que este una estruturas com idêntico sujeito. O caso é discorrido em "Só Vírgulas — Método Fácil em Vinte Lições", cuja autora, Maria Tereza de Queiroz Piacentini, arrola alguns exemplos:

    I - Disse-lhe mil desaforos, e mais teria dito caso ele não saísse correndo;

    II - Cometemos equívocos com nós mesmos, e jogamos fora boa parte de nossa energia vital (...);

    III - Comecei a fazer uma prece para os soldados judeus sendo mortos naquele momento, e também para os soldados egípcios".

  • GABARITO: A

    Quando usar a vírgula:

    1) Separar o aposto (termo explicativo):

    Recife, a Veneza brasileira, se desenvolveu muito nos últimos anos.

    2) Isolar vocativo (termo que chama a atenção):

    Marcos, estamos a sua espera!

    3) Isolar expressões que indicam circunstâncias variadas como tempo, lugar, modo, companhia, entre outras (adjuntos adverbiais invertidos ou intercalados na oração):

    Todos, em meio à festa, se puseram a fazer brindes aos convidados.

    4) Antes dos conectivos mas, porém, contudo, pois, logo:

    Faça suas escolhas, mas seja responsável por elas.

    5) Isolar termos explicativos tais como isto é, a saber, por exemplo, digo, a meu ver, ou melhor, as quais servem para retificar, continuar ou concluir o que se está dizendo:

    O amor, isto é, o maior dos sentimentos deve reger nossas atitudes.

    6) Separar termos coordenados (uma lista, por exemplo):

    Amor, fortuna, ciência. Apenas isso não traz felicidade.

    Quando NÃO usar a vírgula:

    1) Para separar sujeito e predicado:

    O tapete persa (sujeito, ser de quem se diz alguma coisa) nos serviu de cama durante muitos anos (predicado, tudo o que se diz do sujeito).

    2) Entre verbo e complemento:

    O presidente mudou (verbo) os planos de viagem (complemento do verbo).

  • Em regra, em orações sindéticas aditivas com sujeitos idênticos NÃO SE EMPREGA VÍRGULA (por não haver necessidade).

    Contudo, há casos em que, por razões estilísticas, autores fazem o uso da vírgula nessas condições.

    Como a questão é de múltipla escolha, você pode chegar ao gabarito A por exclusão, já que tem bancas que seguem justamente a regra geral (pelo visto a IBFC é uma delas).

    Fonte: Prof. Claiton Natal (Gran Cursos).

    Recomendo esse vídeo aqui para maiores esclarecimentos: https://www.youtube.com/watch?v=OdagJm8YTZo

    É um vídeo curtinho do Prof. Claiton explicando exatamente esse caso da letra A. Há bancas que que têm um posicionamento diferente desse da IBFC... É bom saber.

    GABARITO A.

  • Leiam o comentário do professor! Questão passível de anulação!

  • Obs: Entendi que a priori não se usa vírgula para separar o mesmo sujeito, porém há uma exceção: em caso de situações estilísticas, para dar ênfase, é aceito. (A questão não está considerando a exceção, mas sim a regra).

    a) - “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

  • Esse é o tipo de questão é pra acabar com a cabeça do aluno, afinal se é facultativo esta correto, mas o examinador diz que ta errada...

  • A alternativa B é mais plausível.

    JÁ VI QUESTÕES E GRAMÁTICAS DIZENDO QUE A VÍRGULA É FACULTATIVA QUANDO TIVER O MESMO REFERENTE.

    "Quem aqui vai tacar fogo nos livros, principalmente os de gramática, quando passar em um grande concurso?".

    Euuuuuu.

  • Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.

    ⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇

    [nós] Praticamos uma ação trivial, e [nós] temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.

    Oração Coordenada Assindética.

    Oração Coordenada Sindética.

    MESMO SUJEITO [nós]

    Nas orações aditivas com o mesmo sujeito não se admite vírgulas, todavia pode-se utiliza-lá como recurso estilístico com a finalidade de realçar o síndeto.

    Jurisprudência de banca: 1. Para o Instituto AOCP é incorreta a colocação de vírgula nas aditivas com o mesmo sujeito. 2. Para o CESPE não é errado a colocação de vírgula nas aditivas com o mesmo sujeito por poder da estilística.

  • Passível de anulação mesmo.

  • Letra A -> “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    O uso da vírgula está correto! Esse é um caso de vírgula facultativa, pois o sujeito da oração é o mesmo. Veja:

    Praticamos uma ação trivial (,) e temos a presunção[...] mesmo sujeito/ vírgula facultativa

    Praticamos uma ação trivial, e eles têm a presunção[...] sujeitos diferentes/ vírgula obrigatória

    Letra B -> “A realidade, Maria, é louca.” -> A palavra "Maria" é um vocativo, por isso deve ser isolado por vírgulas.

    Letra C -> “A corrida terminou! Mas quem ganhou?” -> O autor quis, através do ponto de exclamação, dar uma ênfase ao término da corrida e depois disso ele faz uma pergunta finalizando corretamente com o ponto de interrogação. A frase está perfeita!

    Letra D -> “[…] eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.” -> Está correto uso dos dois pontos antes de iniciar um aposto.

    Letra E -> “Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.” -> Vírgula isolando uma oração subordinada adverbial condicional (Corretíssimo)

    Não há alternativa incorreta. Diante disso, qual lição podemos levar para a prova?

    O Instituto AOCP não reconhece como correta a função facultativa da vírgula antes de conjunção aditiva.

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  • e eu pesando que na letra B, Maria era sujeita "é louca"

  • a virgula na corrente questão encontra-se correta. pois, é o mesmo sujeito. Caso o sujeito fosse diferente, teriamos a virgula facultativa. Portanto, questao correta letra A

  • GAB: A

    Quando pode haver vírgula antes do E? Q1017664 Q1218810 Q950897 Q933255

    1º Quando forem sujeitos diferentes (A vírgula é FACULTATIVA diante da conjunção “e”, quando esta une duas orações de sujeitos diferentes.)

    ex: Maria passa, e joana lava. (certo)

    ex: Maria passa e joana lava. (certo)

    ex: Maria passa, e lava (errado)

    2º Quando o e for equivalente a uma conjunção adversativa.

    ex: Maria faltou, e tirou nota boa na prova.

    Persevere!

  • Somente há vírgula após a letra "e" quando houver SUJEITOS DIFERENTES!

  • Não li o texto fui direto nas alternativas e marquei a B que, estava errada, dai fui no texto e vi que se trata de um vocativo

  • Nas orações Coordenada sindéticas ADITIVAS, com o mesmo sujeito, não há necessidade de colocar a vírgula, ou seja, ela é facultativa. Todavia, pode-se usar a vírgula como RECURSO ESTILÍSTICO, com a finalidade de dar ênfase à conjunção E

  • “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    O E FUNCIONA COMO ADITIVA, MAS NESSE CASO, ASSIM COMO JÁ VI EM QUESTÕES CESPE-UNB, NÃO FUNCIONARIA COMO ADVERSATIVA ?

  • Sobre a opção "D", será que não poderíamos considerá-la também como errada, já que faltou as aspas na citação do livro "Alice no Pais das Maravilhas" ?

  • Sem lógica, a Cespe cobra de um jeito e aocp cobra de outro.

  • na forma aditiva não é facultativa essa parada ??????

    tudo certo... vamos com calma.

  • QUEM PRATICAMOS? NÓS

    QUEM TEMOS?NÓS

    MESMO SUJEITO PARA OS VERBOS, OU SEJA , NÃO SE PODE SEPARAR POR VÍRGULAS!

    LETRA A INCORRETA!

  • errei de novo pensando que é facultativa aquela (,)

  • Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    1- (oração) NÓS Praticamos uma ação trivial, 2 - (oração) e NÓS temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências

    Temos aqui dois sujeitos ocultos ( nós), em regra não se usa vírgula em sujeitos iguais em orações diferentes. Entretanto, fica facultada o uso da vírgula quando se usa sujeitos diferentes em orações.

    Quem pratica uma ação trivial ( sujeito - Nós)

    Quem tem a presunção de esperar de grandes consequências ( sujeito - Nós)

    Assertiva: A

    São meus resumos, espero, que agreguem conhecimentos junto com os futuros servidores públicos.

  • NAO SE SEPARAM POR VIRGULA: SUJEITO VERBO E COMPLEMENTO VERBAL.

  • CUIDADOOOOOO!

    .

    O instituto ACOP considera caso de não colocarmos a vírgula, quando tivermos o mesmo sujeitos. Nas maiorias das outras bancas, considera-se caso facultativo.

  • Alguém poderia me tirar uma dúvida?

    Na alternativa A

    A

    “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    A conjunção E não tem um valor adversativo? Pois se realizamos uma ação trivial logo NÃO esperamos grandes consequências da mesma.

  • NÃO SEPARA-SE POR VÍRGULA CUJO O SUJEITO É IGUAL TANTO NO PRIMEIRO PERÍODO QUANTO NO SEGUNDO!


ID
3768337
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Sobre a formação e a função da palavra em destaque no trecho “A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável.”, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”.
( ) A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias.
( ) O sufixo -ez indica origem, significando aquele que vem de um local solitário, tal como ocorre em “francês”.

Alternativas
Comentários
  • Solidão é um substantivo e nao adjetivo

  • Quando quiser diferenciar substantivo de adjetivo é so colocar a palavra TANTO ou TANTA na frente, se fizer sentido será substantivo.

  • Lembrem-se: Nomear uma qualidade = substantivar uma qualidade. Nome = substantivo. À primeira vista, discordei do gabarito, achando que a primeira afirmativa era falsa. Analisando-o cuidadosamente, verifiquei que nomear uma qualidade é justamente atribuir à qualidade uma função substantiva.

    Polido = polidez

    Insensato = insensatez

    Pequeno = pequenez

  • A segunda está errada? Por que?

  • Em se tratando de afixos (prefixos e sufixos), está-se falando de morfologia, em especial do processo de formação de palavras.

    (V) O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”. 

    Verdadeiro. De acordo com Celso Pedro Luft em Grande Manual de Ortografia, provêm os sufixos "-ez" e "-eza" do latim "-itie" e "-itia". Esses sufixos, "-ez" e "-eza", acoplam-se a adjetivos;

    (F) A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias. 

    Falso. O vocábulo solidão, no lugar de caracterizar, denomina. É, pois, substantivo abstrato, e não adjetivo, conforme se registrou;

    (F) O sufixo -ez indica origem, significando aquele que vem de um local solitário, tal como ocorre em “francês”.

    Falso. Leia o detalhamento presente no primeiro item.

    Letra C

  • A minha discordância é com relação à parte "a partir do adjetivo 'sozinho'"
  • A criação da palavra "Sozinhez" não é inadequada, pois, conforme o processo de formação das palavras, dependendo do contexto da frase pode-se criar palavras,  esse fenômeno se chama Neologismo.

  • solidão não é adjetivo Aline.
  • solidão não é um adjetivo, mas a criação do vocábulo é sim errada já que sozinho é um adjetivo que indica solidão de alguém ou a realização de um ato sozinho, de um estado de abandono, dentre outros.
  • Qual a necessidade dessa questão?!

  • polidez não é um adjetivo?

  • Gabarito (C)

    Segue o comentário do monitor Sr. Shelking

    Em se tratando de afixos (prefixos e sufixos), está-se falando de morfologia, em especial do processo de formação de palavras.

    (V) O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”. 

    Verdadeiro. De acordo com Celso Pedro Luft em Grande Manual de Ortografia, provêm os sufixos "-ez" e "-eza" do latim "-itie" e "-itia". Esses sufixos, "-ez" e "-eza", acoplam-se a adjetivos;

    (F) A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias. 

    Falso. O vocábulo solidão, no lugar de caracterizar, denomina. É, pois, substantivo abstrato, e não adjetivo, conforme se registrou;

    (F) O sufixo -ez indica origem, significando aquele que vem de um local solitário, tal como ocorre em “francês”.

    Falso. Leia o detalhamento presente no primeiro item.

  • acertei, mas desgosto de questões assim, o nível de pedantismo é desalentador.

  • kkkkkkk, é brincadeira!

    Que polidez é uma qualidade tudo bem, mas dizer que sozinhez também é força a barra! Quer dizer que insensatez é qualidade também?!

    Quer me f* me beija p*!

  • Na frase, " sozinhez"  exerce função de substantivo. 

    O sufixo -ez  forma substantivo abstrato derivado de adjetivo (mudo - mudez; surdo - surdez)

     

    A I  está certa pois o adjetivo ( sozinho) foi nomeado (sozinhez) ou seja, virou um substantivo.

  • Nos dicionários polidez é um substantivo e polido um adjetivo, por isso achei que todas estavam erradas

  • Gente, como assim a segunda ta errada? ainda nao entendi pq tá errada

  • A questão não fala que "sozinhez" é um adjetivo. A questão diz que o sufixo "ez" nomeia (torna um substantivo) uma qualidade (o adjetivo sozinho). Assim como o adjetivo polido se torna um nome (polidez) por meio do sufixo "ez"

  • Pessoal, quanto a segunda estar errada Existe uma diferença entre solidão e estar sozinho O "sozinho" pode ter alguém, mas prefere não estar com ela no momento, enquanto a "solidão", é não ter esse alguém
  • Afirmação 1 -> (VERDADEIRA) O sufixo "EZ" realmente indica qualidade. em minhas humildes palavras, o sufixo "ez" tem o poder de converter adjetivos em substantivos abstratos. Veja

    Polido(adjetivo) -> polidez(substantivo abstrato)

    Sensato(adjetivo) -> sensatez(substantivo abstrato)

    Pequeno(adjetivo) -> pequenez(substantivo abstrato)

    Afirmação 2 -> (FALSA) Veja:

    "A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias."

    MALDADE! A assertiva estaria totalmente correta, mas a pegadinha foi sutil e derrotou o candidato desatento.

    SOLIDÃO NÃO É ADJETIVO.

    Afirmação 3 -> (FALSA) O sufixo que indica origem(assim como "francês", "burguês", "polonês") é o "ÊS" (COM S)

    Logo "EZ" (COM Z) = QUALIDADE | ÊS (COM S) = ORIGEM.

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  • (V) O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”. 

    CERTA. Esses sufixos, "-ez" e "-eza", acoplam-se a adjetivos, nomeando qualidades.

    Ex: Rígido (adjetivo) + ez (sufixo) = rigidez (qualidade)

    (F) A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias. 

    Falso. Solidão não é adjetivo, mas substantivo. Solitária é adjetivo, característica de quem cultiva a solidão.

    (F) O sufixo -ez indica origem, significando aquele que vem de um local solitário, tal como ocorre em “francês”.

    Não indica origem, mas qualidade.

  • Tente colocar a palavra “TANTO” ou “TANTA” antes da palavra que você tem dúvida se é ou não substantivo. Caso a expressão tenha SENTIDO, a palavra será substantivo.

    Ex.:

    TANTO caderno – Ficou com sentido, logo é substantivo.

    TANTO bom – Ficou sem sentido, não é substantivo.

  • esse conteúdo não esta previsto no edital da pc-pa então não estudem isso

  • Afirmação I

    Verdadeira. Os sufixos "-es" e "-eza", segundo a gramática normativa, tendem a se associar a adjetivos. Logo, destinam-se, de fato, a nomear uma qualidade.

    Afirmação II

    Falsa. "Solidão" é substantivo, não adjetivo.

    Afirmação III

    Falsa. Pela mesma justificação da afirmação I.

    Logo, o gabarito é a alternativa C.

  • 5 questões dessa num prova eu tomo no peidante

  • Gente por caridade o termo: sozinhez não está representando um adjetivo não ! Observemos que tem um artigo antes dele logo a palavra é um substantivo!

    Adjetivo é a palavra que acompanha o substantivo, dando qualidade a seres, caracterizando-os

    Esse questão merecia recurso pois a alternativa correta é a letra E, visto que todas as alternativas estão erradas !

  • Que texto!

  • Tendi foi é poh.aaaa nenhuma kkkkkkkkkkkk

  • polidez é substantivo, entendi foi nada

  • Dica para chutar nessa banca que, quase sempre, da certo:

    Para cada assertiva, veja se tem mais V ou mais F entre as opções, ou seja:

    A) F – F – V.

    B) V – V – F.

    C) VFF.

    D) V – V – V.

    E) F – FF.

    Resposta; V - F - F = alternativa C

  • Errei a questão, mas o texto é muito massa!!!

  • Afirmar que "sozinhez" é um adjetivo é triste demais.... meu senhor do céu.

    É claramente uma palavra substantivada, um substantivo que era um adjetivo mas que, por opção semântica do autor do texto, transformou-se em subs.

  • "O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”

    Sim, realmente, o sufixo "ez" pode dar origem a substantivos (polido - polidez), porém, a palavra "polidez" existe! Já a palavra "sozinhez" não existe na norma culta, obviamente!

    Nem todos os adjetivos poderão, acrescidos de "ez", formar substantivos.

    Não consigo ver como essa alternativa poderia ser considerada correta.

  • Essa questão dá pra usar a técnica da probabilidade:

    Primeira Opção 3 V

    Segunda Opção 3 F

    Terceira Opção 3 F

    A) F – F – V.

    B) V – V – F.

    C) V – F – F.

    D) V – V – V.

    E) F – F – F.

    GAB / V-F-F


ID
3768340
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa em que o acento grave indicativo de crase seja mantido ao substituir a palavra em destaque, no trecho: “Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

    “Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”.

    A) Indivíduos → SEM CRASE. Temos um substantivo masculino (=acontece a alguém= aos indivíduos OU a indivíduos).

    B) Seres → SEM CRASE. Temos um substantivo masculino (=acontece a alguém= aos seres OU a seres).

    C) Indivíduo → SEM CRASE. Temos um substantivo masculino (=acontece a alguém= ao indivíduo OU a indivíduo).

    D) Criaturas → AQUI OCORRE CRASE. Acontece a alguém, preposição "a" + artigo definido "as" que acompanha o substantivo feminino "criaturas"= às criaturas.

    E) Sujeitos → SEM CRASE. Temos um substantivo masculino (=acontece a alguém= aos sujeitos OU a sujeitos).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Assertiva D

    Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”.

    -.> Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às Criaturas. que comem bolo.”.

  • Diante de masculino, crase é pepino.

  • Galera , de forma resumida:

    1) na maioria das questões de crase vc se sai trocando a palavra feminina pela masculina..se aparecer "ao" = crase.

    Aquilo que acontece às criaturas.

    Aquilo que acontece aos homens

    2) não se usa crase diante de palavra masculina.

    Bons estudos!

  • A + as pessoas = Às pessoas

    Observem que a fusão da preposição "A" mais o artigo definido feminino "as" produz o "Às". O examinador pede a alternativa que, substituída, na oração, mantenha o sinal indicativo de crase. Vamos analisar cada uma das alternativas apresentadas:

    (a) Indivíduos. Substituindo na oração apresentada teremos "Aos indivíduos ". Sem crase;

    (b) Seres. Substituindo na oração apresentada teremos "Aos seres ". Sem crase;

    (c) Indivíduo. Substituindo na oração apresentada teremos "Ao indivíduo ". Sem crase;

    (d) Criaturas. Substituindo na oração apresentada teremos "Às criaruras". Com crase;

    (e) Sujeitos. Substituindo na oração apresentada teremos "Aos sujeitos". Sem crase

    GABARITO: D

    "DESISTIR NUNCA; RETROCEDER JAMAIS. FOCO NO OBJETIVO SEMPRE."

  • A questão é sobre crase e quer saber em qual alternativa será mantido o acento indicativo de crase caso substituamos "pessoas", no trecho “Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”, pelas alternativas abaixo.

     . 

    A) Indivíduos.

    Errado. Não haverá crase nesse caso, pois "indivíduos" é palavra masculina (os indivíduos).

    "[...] isso o que acontece... AOS indivíduos que comem bolo." (acontece a quem? + os indivíduos)

     . 

    B) Seres.

    Errado. Não haverá crase nesse caso, pois "seres" é palavra masculina (os seres).

    "[...] isso o que acontece... AOS seres que comem bolo." (acontece a quem? + os seres)

     . 

    C) Indivíduo.

    Errado. Não haverá crase nesse caso, pois "indivíduo" é palavra masculina (o indivíduo).

    "[...] isso o que acontece... AO indivíduo que come bolo." (acontece a quem? + o indivíduo)

     . 

    D) Criaturas.

    Certo. Haverá crase nesse caso, pois "criaturas" é palavra feminina (as criaturas) e, dessa forma, haverá a fusão da preposição "a", de "acontece", com o artigo feminino plural "as", de criaturas.

    "[...] isso o que acontece... ÀS criaturas que comem bolo." (acontece a quem? + as criaturas)

     . 

    E) Sujeitos.

    Errado. Não haverá crase nesse caso, pois "sujeitos" é palavra masculina (os sujeitos).

    "[...] isso o que acontece... AOS sujeitos que comem bolo." (acontece a quem? + os sujeitos)

     . 

    Para complementar:

     . 

    CRASE ocorre mediante a fusão da preposição "a" com:

    a) o artigo feminino "a" ou "as"

    Ex.: Fui à faculdade. (Fui A + A faculdade) 

    b) o “a” dos pronomes demonstrativos “aquele (s), aquela (s), aquilo"

    Ex.: Você compareceu àquele cursinho? (Compareceu A + Aquele cursinho)

    c) o “a” dos pronomes relativos “a qual / as quais”

    Ex.: A aluna à qual me referi passou em primeiro lugar. (Quem se refere, refere-se A alguma coisa, A alguém + A qual)

    d) o pronome demonstrativo “a / as” (= aquela, aquelas)

    Ex.: Esta gramática é semelhante à que me deste. (Semelhante A + A que me deste)

     . 

    Referência: CEGALLA, Domingos Pascoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, 48.ª edição, São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

     . 

    Gabarito: Letra D

  • GABARITO: LETRA D

    ACRESCENTANDO:

    1) Diante de pronome, crase passa fome!

    2) Diante de masculino, crase é pepino!

    3) Diante de ação, crase é marcação!

    4) Palavras repetidas: crases proibidas!

    5) Diante de numeral, crase faz mal!

    6) Quando houver hora, crase sem demora!

    FONTE: QC

  • GABARITO: D

    Cinco dicas simples sobre o uso da crase

    1. A crase deve ser empregada apenas diante de palavras femininas:

    As amigas foram à confraternização de final de ano da empresa.

    2. Lembre-se de utilizar a crase em expressões que indiquem hora:

    Às três horas começaremos a estudar.

    3. Antes de locuções adverbiais femininas que expressam ideia de tempo, lugar e modo:

    Às vezes chegamos mais cedo à escola.

    4. A crase, na maioria das vezes, não ocorre antes de palavra masculina: 

    O pagamento das dívidas foi feito a prazo.

    5. Casos em que a crase é opcional:

    → Antes dos pronomes possessivos femininos minha, tua, nossa etc.:

    Eu devo satisfações à minha mãe ou Eu devo satisfações a minha mãe.

    → Antes de substantivos femininos próprios:

    Carlos fez um pedido à Mariana.

    → Depois da palavra até: Se depois da preposição até houver uma palavra feminina que admita artigo, a crase será opcional:

    Os amigos foram até à praça General Osório.

  • Resposta D

    Crase só no feminino.

  • Não ocorre crase:

    Antes de substantivos masculinos:

  • Não se usa crase em palavra masculina.

    Dessa forma, as questões A,C e E já estão fora !

  • GABARITO: D

    ÚNICA PALAVRA FEMININA É CRIATURA - (AS) CRIATURAS

  • Sem muita conversa...

    Apenas a letra D é feminino.

  • Em regra, não devemos usar o acento grave antes de palavras masculinas.

    A - aos Indivíduos. 

    B - aos Seres. 

    C - ao Indivíduo. 

    D - às Criaturas. GABARITO

    E - aos Sujeitos. 

  • Errei pq pensei "é isso msm? ta muito facil"

  • Casos PROIBIDOS do uso da Crase.

    →  Antes de palavra masculina. Ex: Viajou a serviço.

    →  Antes de verbo. Ex: Começou a redigir;

    →  A (singular) + palavra no plural. Ex: Presto favores a pessoas dignas.

    →  Antes de artigo indefinido (uma, um, uns, umas). Ex: Ofereceu o prêmio a uma funcionária dedicada.

    →  Entre palavras repetidas. Ex: Ela sangrava gota a gota.

    →  Entre pronomes (eu, tu, ele, ela, nós, vós, mim, comigo, contigo...) Ex: Referiam-se a você, a ela e a mim. 

  • mano, esse Arthur deveria dar aulas de português, ele está em todas. kkkkkkkkk sucesso, irmão.

  • se for levar ao pé da letra não existe "criatoros"

    logo fica: criaturas.

  • Gabarito comentado Português com Edson

    https://www.youtube.com/watch?v=X0MsuME9Hn0

  • Às

    Não concorda com

    Indivíduos

    Seres , indivíduo e sujeitos

  • Minha contribuição.

    -Diante de pronome, crase passa fome.

    -Diante de masculino, crase é pepino.

    -Diante de ação, crase é marcação.

    -Vou à, volto da = crase há; vou a, volto de = crase pra quê?

    -“A” no singular + palavra no plural = crase nem a p@u.

    -Com pronome de tratamento = crase é um tormento.

    -Adverbial, feminina e locução = manda crase, meu irmão.

    -A + aquele = crase nele.

    -Palavras repetidas = crases proibidas.

    -Palavra determinada = crase liberada.

    -Se for “à moda de” = crase vai vencer!

    -Diante de pronome pessoal = crase faz mal!

    -Com hora exata = crase é mamata!

    -Trocando “a” por “ao” = crase nada mal!

    -Trocando “a” por “o” = crase se lascou!

    Essas regras ajudam, contudo não resolvem todo o problema! Não seja preguiçoso e estude todos os casos particularmente.

    Fonte: Jamilk

    Abraço!!!


ID
3768343
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

A oração em destaque, em “Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.”, estabelece com as demais uma relação de

Alternativas
Comentários
  •  “Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.”

    Ainda que é uma locução subordinativa adverbial concessiva, introduz uma oração concessiva que expressa um fato contrario à oração principal sem impedir que venha a ocorrer.

    GABARITO. C

  • ✅ Gabarito: C

    Ainda que seja mentira.

    ➥ Temos a conjunção subordinativa concessiva "ainda" que dando início a uma oração subordinada adverbial concessiva. As conjunções subordinativas concessivas introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • gabarito letra C

    Concessivas:

    ➡ exprimem contrariedade, ressalva, oposição a uma ideia sem invalidá-la.

    ➡ QUASE SEMPRE, depois de uma conjunção concessiva vem um verbo no subjuntivo. (há divergência entre os gramáticos)

    ➡ algumas conjunções concessivas:

    Embora 

    se bem que

    MALGRADO 

    posto que

    conquanto 

    nem que

    ainda que/quando 

    apesar de que

    mesmo que

    por (mais, menos, melhor, pior, maior, menor, muito) que

    não obstante + verbo no subjuntivo

    bons estudos

    insta ➡ https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • Assertiva C

    . Ainda que = concessão.

  •  Ainda que concessão.

  • GABARITO B) concessão

    Não importa qual seja a resposta / ainda que seja mentira.

    O importante é dar ou inventar uma resposta / ainda que seja mentira.

    ainda que embora, conquanto, ainda que, mesmo que, se bem que concessão e posto a uma ideia de oposição, expressam contraste indicam um fato contrario ao referido na oração principal e são as conjunções que indicam uma oração em que se admite um fato contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la:

  • GABARITO: LETRA C

    Concessivasintroduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc. Por exemplo:

    Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.

    Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem.

    FONTE: WWW.SÓPORTUGUÊS.COM.BR

  • A questão versa sobre o valor semântico que expressa a oração em destaque.

    “Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.”

    A dúvida que se pode gerar é entre ser de concessão ou de oposição, visto que ambas podem expressar sentido de contraste. Assim podemos eliminar as alternativas "a", "d" e "e".

    Percebam que a oração em destaque não é independente, ou seja, precisa de uma outra para ter um eventual sentido. Imagina dizer assim: "ainda que seja mentira", oras, ninguém vai saber o que você está dizendo, fica vago. Portanto, assim sabemos que é uma oração subordinada e eliminamos a alternativa "b", pois quando enuncia oposição é certo que está fazendo referência a coordenada adversativa. Se ainda restou alguma dúvida, observem que o verbo "seja" está empregado no modo subjuntivo, o que é característica marcante das concessivas. 

    Gabarito do monitor: C

  • GABARITO: C

    Concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc. Por exemplo:

    Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.

    Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem.

  • Invertendo a posição da frase temos: ''Ainda que seja mentira, o importante é dar ou inventar uma resposta''. Se caso pairar a dúvida, substitua por ''embora'', se fizer sentido tem-se uma Oração Subordinada Adverbial Concessiva--> aquela que nos passa a ideia de expectativa de que o fato não deve se realizar, mas se realiza mesmo assim.

  • Orações subordinadas concessivas têm o verbo no subjuntivo (CS) "Embora ela fizesse"

    Orações coordenadas adversativas tem o verbo no indicativo "Mas ela fez"

  • Concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc. verbos sempre no subjuntivo.

  • Concessivas 

    Embora, malgrado, conquanto, ainda que, mesmo que, apesar de que, se bem que, nem que, posto que, não obstante, nada obstante 

  • CONCESSIVAS QUEBRAM EXPECTATIVAS BLZ

  • Concessão (concessiva) -> quebra da lógica.

  • As conjunções subordinativas concessivas introduzem uma ideia com sentido contrário ao da oração principal, são elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc...

    Mas toda essa explicação de "sentido contrário" me lembra muito as conjunções coordenativas adversativas, então como diferenciar?

    Conjunções subordinativas concessivas X conjunções coordenativas adversativas

    As orações ligadas por conjunções adversativas, quando deslocadas, a conjunção se mantém no mesmo lugar, Veja:

    Pedro é um excelente aluno, mas não aprendeu a matéria.

    Pedro não aprendeu a matéria, mas é um excelente aluno.

    Já as orações concessivas, quando deslocadas, vão para o início da frase. Veja:

    Pedro é um excelente aluno, embora não tenha aprendido a matéria.

    Embora não tenha aprendido a matéria, Pedro é um excelente aluno.

    Outra forma de identificar uma conjunção concessiva é pela presença do modo subjuntivo. Repare: 

    Pedro é um excelente aluno, mas não aprendeu a matéria. (modo indicativo nas duas orações)

    Pedro é um excelente aluno, embora não tenha aprendido a matéria. (modo subjuntivo na segunda oração)

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  • Não tem jeito,tem que decorar as conjunções tanto subordinadas quanto as coordenadas.

  • Estou APAIXONADA por esse texto! :)

  • Nas adversativas, o argumento mais forte é aquele que acompanha a conjunção.

    ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso.

    A estratégia discursiva é a de indicar uma conclusão e, imediatamente, apresentar um argumento para anulá-la. A conjunção adversativa é usada para coordenação de orações e introduz uma oração coordenada sindética adversativa. Por isso, a ordem das orações não pode ser invertida.

    ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso.

    ex: Embora tenha chovido, o jogo ocorreu normalmente.

    O objetivo da concessiva é fazer uma ressalva, que, no entanto, não irá anular o argumento principal. Perceba que o fato do jogo ter ocorrido é mais importante que o de ter chovido. A conjunção concessiva é utilizada para estabelecer uma relação de subordinação entre orações. A oração terá função sintática de adjunto adverbial, podendo assim ter a ordem invertida sem perder o sentido.

    ex: Embora tenha chovido, o jogo ocorreu normalmente

  • GABARITO LETRA C

    As orações subordinadas adverbiais concessivas indicam concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à quebra de expectativa. 

  • oração subordinadas concessivas (algumas):

    Embora que, ainda que, apesar de, conquanto, mesmo que, por mais que, posto que, se bem que..

    Frase da noite: Plante, mas não se esqueça que: para crescer e florescer é preciso regar todo dia.

    Rumo ao sonho, amigos.

  • Gravem as conjunções...só digo isso rsrsrs!

  • DICA:  Para verificar o sentido, troca-se uma conjunção por outra de valor equivalente

    (...) EMBORA seja mentira.”

    *CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS

    CONCESSIVOS:  

    1. *APESAR DE,
    2. EM QUE PESE.
    3. A DESPEITO DE,
    4. **CONQUANTO,
    5. *EMBORA,
    6. SE BEM QUE,
    7. *AINDA QUE,
    8. NÃO OBSTANTE,

    "Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste."

  • Pessoal, mas tanto as adversativas como as concessivas tem sentido de oposíção. Então, o que há de errado na letra "b" ???????

  • AINDA QUE, MESMO QUE,

    SE BEM QUE, POR MAIS QUE.

    CONQUANTO, POSTO QUE,

    EMBORA, APESAR DE QUE.

    EM QUE PESE, MALGRADO,

    A DESPEITO, NÃO OBSTANTE.

    ERAM OS NEXOS QUE FALTAVAM PARA EU SEGUIR A DIANTE.


ID
3768346
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa que reescreve adequadamente a frase “O importante é que ela conseguiu sair de lá [...]”, preservando-lhe o sentido.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

     “O importante é que ela conseguiu sair de lá [...]”

    ➥ O fato de ela ter saído do lugar é que foi importante (=O fato de ela ter saído de lá é importante).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Assertiva D

    O fato de ela ter saído de lá é importante.

  • A questão é sobre reescrita e para isso é importante ser preciso na semântica. Queremos a alternativa que na nova forma de escrever a frase, permanece o mesmo sentido.

     “O importante é que ela conseguiu sair de lá [...]”

    a) Incorreta.

    "A saída dela foi importante lá."

    Houve mudança da importância, pois não foi importante para lugar nenhum a saída dela na frase original, já aqui adiciona isso.

    b) Incorreta.

    "É importante que ela saia daqui."

    Embora sejam "daqui e "lá" ambos adjuntos adverbiais de lugar, há mudança de espaço na troca.

    c) Incorreta.

    "Importa ela sair dali."

    Mesmo motivo da anterior, houve mudança de espaço.

    d) Correta.

    "O fato de ela ter saído de lá é importante."

    É isso mesmo, se olhar as duas frases vão perceber que a importância está no fato dela sair de lá.

    e) Incorreta.

    "Lá, ela conseguiu sair."

    Mudou tudo, pois precisava dizer que era importante.

    GABARITO: D

  • GABARITO: D

    O que foi importante? Que ela conseguiu sair de lá. Logo, o fato de ela ter saído de lá é que foi importante.

    Não pare até que tenha terminado aquilo que começou. - Baltasar Gracián.

    -Tu não pode desistir.

  • GAB D

    PERCEBAM QUE O VERBO CONSEGUIR ESTÁ NO PRETÉRITO PERFEITO

    ELA CONSEGUIU CONCLUIR A AÇÃO

    ------------O fato de ela ter saído de lá é importante.

  • Amei o texto!

  • Para explicar a resolução de uma forma estruturada, é importante resolver por eliminação:

    A) "A saída dela foi importante lá." -> ERRADO, pois a frase original não quer dizer "EM qual lugar" a saída de Alice foi importante, e sim "DE qual lugar".

    B) É importante que ela saia daqui. -> ERRADO, pois na frase original, a personagem JÁ SAIU(verbo no indicativo) do local.

    C) Importa ela sair dali. -> ERRADO, pois na frase original, a personagem JÁ SAIU(verbo no indicativo) do local.

    D) O fato de ela ter saído de lá é importante. CORRETO, pois a personagem já conseguiu sair e esse fato foi importante (reflete exatamente a ideia principal da frase original)

    E) Lá, ela conseguiu sair. -> ERRADO, faltou falar a importância do fato.

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  • Gabarito: D.

    O importante é que ela conseguiu sair de lá.

    Vamos trocar o que sublinhei por "isto":

    O importante é [isto].

    [Isto] é importante.

    Estamos diante de uma oração subordinada substantiva. Portanto, o fato de ela ter conseguido sair de lá (que atua como sujeito) é (verbo de ligação) importante (predicativo).

    Dessa maneira fica mais "simples" de perceber que as outras alternativas possuem mudanças gritantes de reescrita e sentido.

    Qualquer equívoco, mandem mensagem.

    Bons estudos!

  • GUERREIROS, NÃO FAÇAM COMO EU, LEIA DEVAGAR... FUI LER RÁPIDO E DESATENTO, PERDI A QUESTÃO

  • O IMPORTANTE É QUE ELA CONSEGUIU SAIR DE LÁ

    O FATO DE ELA TER SAIDO DE LÁ É IMPORTATE

    FIQUEM ATENTOS AOS VERBOS NAS ORAÇÕES

    GAB: D

  • Opa, Guerreiros!

    No trecho original há dois tempos verbais (guiem-se por eles, eles irão te ajudar).

    1º "O importante é..." Então o que é importante está no Presente do Indicativo.

    2º "... ela conseguiu sair de lá." Ela já saiu, já foi, já passou. Pretérito Perfeito.

    A) A saída dela foi importante lá.

    O que é importante não foi... É, além disso o trecho original não diz onde é importante. 2 erros.

    B) É importante que ela saia daqui.

    MAS ELA JÁ SAIU!!! E saiu "de lá", não "daqui"

    C) Importa ela sair dali.

    ELA JÁ SAIU. Fora isso, ela saiu "de lá" e não "dali".

    D) O fato de ela ter saído de lá é importante.

    BATEU! Fato concluído, ela já saiu de lá e isso é importante.

    GABARITO

    E) Lá, ela conseguiu sair.

    Bom.. Isso é verdade, mas vem cá... isso não é importante não?


ID
3768349
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

O plural de “lugar-comum” é

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

    “lugar-comum”.

    ➥ Temos uma palavra composta por substantivo + adjetivo= ambos termos devem ser flexionados no plural= lugares-comuns.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Assertiva A

    lugares-comuns.

    Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais

  • Por se tratar de plural de palavra, grosso modo, a questão diz respeito à morfologia. De saída, convém anotar que "lugar-comum" é um substantivo composto por duas palavras de classes distintas, quais sejam: substantivo e adjetivo, respectivamente, ambas integrantes de classes variáveis. Logo, o plural de "lugar-comum" se dá por "lugares-comuns". Veja esquema abaixo para facilitar a resolução de questões análogas a essa:

    Os dois elementos variam:

    I - Quando a palavra for composta por substantivo + substantivo: couve-flor (couves-flores);

    II - Quando a palavra for composta por substantivo + adjetivo: guarda-civil (guardas-civis);

    III - Quando a palavra for composta por adjetivo + substantivo: segunda-feira (segundas-feiras).

    Letra A

  • Para pluralizar os substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen, observe as orientações a seguir:

    a) Quando as duas palavras forem substantivos, pode-se optar por colocar apenas o primeiro elemento ou ambos no plural:

    palavra-chave = palavras-chave ou palavras-chaves

    couve-flor = couves-flor ou couves-flores

    bomba-relógio = bombas-relógio ou bombas-relógios

    peixe-espada = peixes-espada ou peixes-espadas

    b) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:

    substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos

    adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens

    numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

    c) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de:

    verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas

    palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-falantes

    palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

    d) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de:

    substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colônia e águas-de-colônia

    substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e cavalos-vapor

    e) Permanecem invariáveis, quando formados de:

    verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora

    verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

    f) Casos Especiais

    o louva-a-deus e os louva-a-deus

    o bem-te-vi e os bem-te-vis

    o bem-me-quer e os bem-me-queres

    o joão-ninguém e os joões-ninguém.

  • letra A , pois o substantivo e o adjetivo variam para o plural

  • Fixe a regra:

    Substantivo + substantivo = os dois vão ao plural.

    Couves-flores.

    Substantivo + adjetivo =

    Amores -perfeitos.

  • Seria interessante ter certeza da classe gramatical das palavras antes de postar resposta, amigos.

  • LUGARS-COMUNS???? KKKKK

  • GABARITO: A

    Regras dos Substantivos Compostos com Hífen

    1) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro

    Apenas o primeiro elemento passa para o plural. Exemplos: caneta-tinteiro (canetas-tinteiro), salário-família (salários-família), banana-prata (bananas-prata).

    2) Palavras unidas por preposição

    Apenas o primeiro elemento passa para o plural, tal como a regra acima. Exemplos: estrela-do-mar (estrelas-do-mar), mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça), peroba-do-campo (perobas-do-campo).

    3) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo

    Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos: abaixo-assinado (abaixo-assinados), beija-flor (beija-flores), sempre-viva (sempre-vivas).

    4) Palavras repetidas ou onomatopaicas

    Apenas o segundo elemento passa para o plural, tal como a regra acima. Exemplos: pingue-pongue (pingue-pongues), teco-teco (teco-tecos), tique-taque (tique-taques).

    5) Palavra variável + palavra variável

    Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Exemplos: cota-parte (cotas-partes), mão-boba (mãos-bobas), segunda-feira (segundas-feiras).

  • Não sei qual fonte que nossa colega, Bruna, tirou isso, mas em relação ao " segundo substantivo que caracteriza o primeiro", ambos podem variar, como também pode ocorrer de só o primeiro variar e o outro não variar. As duas formas estariam corretas. ok?

    Lembrem-se que substantivos, adjetivos, numerais e pronomes variam, ou seja, se estiver na composição eles podem ir ao plural.

  • Pra responder a questão observem primeiramente cada palavra e sua função.Nesse caso há um substantivo e um adjetivo e as duas palavras variam.

  • Eu ainda fico muito em dúvida sobre quando é substantivo e quando é adjetivo

  • Alternativa A

    Flexionam-se os dois elementos quando o substantivo é formado por:

    # Substantivo + adjetivo:

    Ex: amor-perfeito -> amores-perfeitos

  • Segundo Celso Cunha:

    Geralmente ambos os elementos tomam a forma de plural quando o composto é constituído de dois substantivos, ou de um substantivos e um adjetivo!

    Gramática do português contemporâneo / Celso Cunha& Lindley Cintra. -6.ed. -Rio de Janeiro: Lexikon, 2013.

  • Gab. A substantivo + adjetivo:

    amor-perfeito, amores-perfeitos

    capitão-mor, capitães-mores

    cajá-mirim, cajás-mirins

  • Gabarito A

    Há uma enorme tentação de marcar a letra “b”, pensando na ideia de “tipo de algo”, finalidade. Mas se você observar a composição da palavra, verá que ela é feita de “substantivo” + “adjetivo”. O segundo fica no singular apenas se ele for substantivo. Logo, a única flexão possível é a letra A.

  • Aprendi lá com a Flávia Rita em 2016 e sempre me ajudou, uma regrinha bem geral, que salva na hora do sufoco se for uma questão mais simples como essa, que não vai afundo nas regras:

    O SAN sempre varia. Substantivo, Adjetivo e Numeral.

    Nessa questão, Lugar (substantivo) Comum (adjetivo), portanto os dois variam.

    Resposta letra A, Lugares Comuns.

  • Quem varia, varia, quem não varia, não varia.

  • simplificando a regra geral: as classes variáveis variam, ou seja, vão para o plural, exceto os verbos
  • Então POR QUE SE FALA: OLHOS AZUL-BEBÊ. TAPETES VERDE-ESMERALDA. BLUSAS ROSA-CHOQUE.

    Alguém consegue explicar????????????????????????????

  • Regra Geral: "quem varia varia; quem não varia não varia!"

    Classes gramaticais que variam:

    Substantivo + substantivo (couve-flor/couves-flores)

    Numeral + substantivo (quarta-feira/quartas-feiras)

    Adjetivo + substantivo (baixo-relevo/baixos-relevos)

    Classes gramaticais que não variam:

    Verbo + substantivo (beija-flor/beija-flores)

    Advérbio + adjetivos (alto-falante/alto-falantes)

    Interjeição + substantivo (ave-Maria/ave-Marias)

    EXCEÇÃO STF (Semelhança, Tipo ou Finalidade)

    Se na composição do substantivo o segundo for delimitador do primeiro em uma relação de STF (Semelhança, Tipo ou Finalidade), ambos poderão variar.

    Exemplo: Pombos-correio(s)/ públicos-alvo(s)/ Banhos-Maria(s).

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  • Gabarito A

    Flexionam-se os dois elementos, quando formados de substantivo + adjetivo

    lugar-comum | lugares-comuns

  • PRIMEIRA COISA TEMOS QUE ANALISAR CADA PALABRA. SABE-SE QUE LUGAR É UM SUBSTANTIVO ABSTRATO/ COMUM E QUE “COMUM” É UM ADJETIVO (COMO É O LUGAR?)

    BIZU: O SAN sempre varia. Substantivo, Adjetivo e Numeral.

    Nessa questão, Lugar (substantivo) Comum (adjetivo), portanto os dois variam.

    ASSIM FICARÁ

    LUGARES-COMUNS

  • GABARITO A

    Plural de palavras compostas:

    Regra geral-> SAN (substantivo, adjetivo e numerais) variam

    Ex.: guarda-florestal - guardas-florestais

    Casos especiais

    1)Substantivo + substantivo - sempre que o segundo indicar tipo ou finalidade do primeiro -> flexiona-se, preferencialmente, só o primeiro. Mas o plural pode ser dado em ambos os elementos.

    Ex.: manga-espada - mangas-espada(s)

    2) Composto unido por elemento de ligação -> o plural será dado só no primeiro elemento;

    Ex.: pão de ló - pães de ló

    3) Se o primeiro elemento do composto for invariável, o último será flexionado independentemente da classe;

    Ex.: bem-te-vi - bem-te-vis

    4) palavras imitativas, apenas o último elemento varia

    Ex.: tique-taques - tique-taques

    5) verbos repetidos, podem-se flexionar o primeiro, o segundo ou dois últimos elementos do composto

    Ex.: pulas-pulas/ pulas-pula / pula-pulas

    Professora Flávia Rita

  • ✅Gabarito A✅ Substantivos Compostos formados por palavras VARIÁVEIS quanto ao número ➡️ ambas as palavras devem ir para o plural. As palavras que formam o composto devem, portanto, ser analisadas se, isoladamente, são suscetíveis de ir para o plural. Exemplo: Amor-perfeito ➡️ Amores-prefeitos.
  • No composto lugar-comum temos um substantivo (lugar) e um adjetivo (comum). Substantivo e adjetivo são classes variáveis, portanto os dois vão para o plural: lugares-comuns. Gab: A

  • "O que varia varia, o que não varia não varia."

  • essa banca gosta desses assunto chato: plural de palavra composta, formação de palavra..

    sinto-me na 6° série..

  • SUBSTANTIVO

    COMPOSTO

    1)     Substantivo + substantivo que especifica o primeiro: apenas o primeiro elemento passa para o plural. Ex.: caneta-tinteiro (canetas-tinteiro), salário-família (salários-família), banana-prata (bananas-prata);

     

    2)     Palavras unidas por preposição: apenas o primeiro elemento passa para o plural, = acima. Ex.: estrela-do-mar (estrelas-do-mar), mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça), peroba-do-campo (perobas-do-campo);

     

    3)     Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo: apenas o segundo elemento passa para o plural. Ex.: abaixo-assinado (abaixo-assinados), beija-flor (beija-flores), sempre-viva (sempre-vivas);

     

    4)     Palavras repetidas ou onomatopaicas: apenas o segundo elemento passa para o plural, = acima. Ex.: pingue-pongue (pingue-pongues), teco-teco (teco-tecos), tique-taque (tique-taques);

     

    5)     Palavra variável + palavra variável: os dois elementos passam para o plural. São palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Ex.: cota-parte (cotas-partes), mão-boba (mãos-bobas), segunda-feira (segundas-feiras)

  • Plural de substantivo composto

    subst + subst= primeira ou ambas

    verbo + substantivo= segunda

    adjetivo + subst (vice-versa) = ambas [CASO DA QUESTÃO]

    palavras repetidas= segunda

  • PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS

    VARIAM OS DOIS ELEMENTOS

    a) SUBSTANTIVO + SUBSTANTIVO. 

    b) SUBSTANTIVO + ADJETIVO.

    c) ADJETIVO + SUBSTANTIVO. 

    d) NUMERAL + SUBSTANTIVO. 

    VARIA O PRIMEIRO ELEMENTO

    a) SUBSTANTIVO + PREPOSIÇÃO + SUBSTANTIVO. 

    b) Se o substantivo composto formado por DOIS substantivos, desempenhando o SE- GUNDO papel de ADJETIVO. 

    VARIA O SEGUNDO ELEMENTO

    a) palavras repetidas. 

    b) VERBO + SUBSTANTIVO. 

    c) PALAVRA INVARIÁVEL + PALAVRA VARIÁVEL. 

    d) NÃO forem ligados por hífen, formando uma só palavra. 

    e) REDUÇÃO + SUBSTANTIVO. 

    INVARIÁVEIS OS DOIS ELEMENTOS

    a) VERBO + ADVÉRBIO. 

    b) VERBO + SUBSTANTIVO PLURAL. 

  • 1º Caso: quando as duas palavras que compõem o substantivo composto forem de algumas daquelas seis classes gramaticais que variamambas podem ser escritas no plural.

     Couve-flor = couves-flores (subs. + subs.)

     Primeira-dama = primeiras-damas (numeral subs.)

     Bom-dia = bons-dias (adjetivo subs.)

     2º Caso: substantivos compostos em que existem palavras das classes consideradas invariáveis, somente a primeira vai para o plural:

     Água-de-colônia = Águas-de-colônia (preposição "de" é invariável)

     3º Caso:  No caso de compostos em que o segundo elemento indica finalidade, forma ou semelhança do primeiro, há a possibilidade de flexionar apenas o primeiro elemento ou ambos.

     

    decreto-lei – decretos-lei / decretos-leis

    manga-rosa – mangas-rosa / mangas-rosas

    pombo-correio – pombos-correio / pombos-correios...

     

     4º Caso: quando a primeira palavra for invariável ou for um verbo somente a segunda vai para o plural:

     Ex-aluno = ex-alunos

    Guarda-roupas

     Vice-diretor = vice-diretores

    Beija-flor = beija-flores

     5º Caso: Palavras repetidas e onomatopaicas: só a segunda palavra recebe o “s”.

     Pisca-pisca = pisca-piscas

     Corre-corre = corre-corres

    Reco-reco = reco-recos

    Obs.: Palavra onomatopaica é aquela que indica o som de alguma coisa. Ex.: o pato faz "reco-reco", o grilo faz "cri-cri"...

     Exceção: se ambas forem verbos, (como pisca-pisca), podem ser escritaS da forma indicada acima (pisca-piscas) ou assim: piscas-piscas. Corre-corre, corres-corres.

     6º e último caso (amém): significados opostos não se alteram:

     O perde-ganha = os perde-ganha

     O vai-vem = os vai-vem

     O leva-e-traz = os leva-e-traz

    O via-volta; = os vai-volta


ID
3768352
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Considere como verdadeira a seguinte sentença: “Carlos escreve poemas e ensina Gramática”. A negação dessa sentença, por definição, será dada por

Alternativas
Comentários
  • A negação do E é só trocar pelo conectivo OU e negar as duas proposições.

    “Carlos escreve poemas e ensina Gramática”

    Fica: “Carlos não escreve poemas ou não ensina Gramática”

    GABARITO. A

  • Letra A. Quando for negação do conectivo E nega tudo e troca pelo conectivo OU.
  • Assertiva A

    Carlos não escreve poemas ou não ensina Gramática”.

    A e B

    Neg ~A Ou ~B

  • I) Negação do conectivo "e"= troca pelo "ou" e nega tudo!

    II) Negação do conectivo "ou " = troca pelo "e" e nega tudo!

    Bons estudos!

  • Nhega nhega nhega a negação do E é OU a negação do ou é E

  • troca por não e troca os conectivos

  • NEGAÇÂO:

    “Carlos escreve poemas e ensina Gramática”. 

    A e B ( sempre troca o E pelo OU e nega as duas )

  • GABARITO: A

    Trata-se das leis de Morgan. Vejamos:

     

    1. PRIMEIRA LEI DE MORGAN: negação do ‘e’.

     

    Representação operacional: ~ ( P ^ Q) = (~P) v (~Q)

    Para fazermos a negação do ‘e’, basta trocarmos o ‘e’ pelo ‘ou’ e negar ambas proposições.

    Proposição ‘P’: Ana voltou.

    Proposição ‘Q’: Foi ao cinema.

    Operador: P ^ Q = Ana voltou e foi ao cinema.

    Para negar tal operação fazemos:

    Negação: Ana não voltou ou não foi ao cinema. = ~P v ~Q

     

    2. SEGUNDA LEI DE MORGAN: negação do ‘ou’.

     

    Representação operacional: ~ (P v Q) = (~P) ^ (~Q)

    Para fazermos a negação do ‘ou’, basta trocarmos o ‘ou’ pelo ‘e’ e negarmos ambas sentenças.

                    Me caso ou compro sorvete.

    Negação: Não me caso e não compro sorvete.

     

    RESUMINDO: Para negarmos ‘e’ e ‘ou’, basta negarmos ambas as proposições e trocarmos o ‘e’ pelo ‘ou’ ou o ‘ou’ pelo ‘e’.

    Bons estudos! (:

  • leis de morgan

    ******Negação do conectivo "e"= troca pelo "ou" e nega tudo!

    ****** Negação do conectivo "ou " = troca pelo "e" e nega tudo!

  • Olá pessoal,

     

    Vejam o vídeo com a resolução dessa questão no link abaixo

    https://youtu.be/iTde-xgInsw

     

    Professor Ivan Chagas

    www.gurudamatematica.com.br

  • NEGA , NEGA , NEGA

  • TO CHEGANDO PARÁ

  • E SERIO QUE ESSES TROCADILHOS CAEM EM PROVAS DE CONCURSO.

  • NEGAÇÃO

    TODO --> ALGUM + NÃO

    ALGUM --> NENHUM

    NENHUM --> ALGUM

    EQUIVALÊNCIA

    TODO --> NENHUM + NÃO

    ALGUM - NÃO EXISTE

    NENHUM --> TODO + NÃO

  • Olá pessoal,

     

    Vejam o vídeo com a resolução dessa questão no link abaixo

    https://youtu.be/iTde-xgInsw

     

    Professor Ivan Chagas

    www.gurudamatematica.com.br

  • para negar a conjunção nega tudo e troca o E pelo OU

  • GAB. A

    “Carlos não escreve poemas ou não ensina Gramática”.

  • ~P U ~Q

    Carlos não escreve poemas ou não ensina Gramática

    Gab: A

  • Pega o Macetão aí: https://m.youtube.com/watch?v=UfFBnkdJZtE
  • NUNCA DESISTA DE SEUS OBJETIVOS.

  • Troca o "E" por "OU" e nega tudo

  • Vou passar na PCPA, e vc, se estiver pegado, tbm!!! Amém!!!

  • dá até medo de marcar uma dessas


ID
3768355
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Três amigos decidiram viajar em um final de semana. Após procurarem em várias agências por uma pousada, encontraram um pacote de viagem para três pessoas, com o custo total de R$ 800,00. No momento de pagar e adquirir esse pacote de viagem, analisando a quantia de dinheiro disponível por todos naquele momento, verificaram que Carlos possuía R$ 250,00, Fernanda possuía R$ 100,00 a menos que Luís e Luís possuía 7/5 da quantia de Carlos. Dessa forma, somando a quantia que os três amigos possuíam, e não havendo a possibilidade de arrecadar mais dinheiro, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • C + F + L = 800 

    C= 250 

    F = L - 100

    L = 7/5 de 250 = L = 350 

    ENTÃO , "F" = 350 - 100 => F = 250

    TOTAL DA 850

     

    ANALISANDO AS ALTERNATIVAS, GAB: C

  • Questãozinha gostosinha de fazer.

  • Carlos + Fernanda + Luis

    7/5 de 250 = 250%5 x 7 = 350

    350-100= 250

    Carlos tem 250.

    Somando tudo =850.

    Bons estudos!

  • Pacote de 800 para 3 amigos.

    Então:

    800/3

    Carlos 250

    Fernanda 100 a menos que Luís

    Luís 7/5 de Carlos (250), logo:

    250/5= 50x7= 350

    Dessa forma:

    Luis possui 350

    Fernanda possui 350-100= 250

    Concluindo aqui:

    350+250+250= 850-800= 50.

    Letra C

  • Olá pessoal,

     

    Vejam o vídeo com a resolução dessa questão no link abaixo

    https://youtu.be/f4CIkOHtT_k

     

    Professor Ivan Chagas

    www.gurudamatematica.com.br

  • Custo total: 800

    Carlos: 250

    Luís: 250/5 = 50x7 = 350

    Fernanda: 350-100 = 250 

    Soma: 250+350+250= 850

    850-800= 50

    Gabarito: Letra C

  • http://sketchtoy.com/70289046


ID
3768358
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Em um evento, compareceram 130 homens e 208 mulheres. A taxa percentual que representa a quantidade de homens em relação ao total de mulheres é igual a

Alternativas
Comentários
  • 130 / 208 = 0,625 *100 = 62,5%

     

    GAB.D

  • Gabarito(D)

    Quando a questão fala que quer ''uma coisa em relação a outra'' ela quer que façamos uma divisão.

    Homens = 130

    Mulheres = 208

    Homens em relação às mulheres:

    H / M = 130 / 208 = 0,625 ou 62,5%

  • 130/208 *100 = 62,5 %

  • 208 ---- 100%

    130 ---- X

    208x -- 13000

    X= 13000/208

    X= 62,5

  • 1º Divide: 208/ 130

    2º Pegue o resultado e multiplique por 100.

    0,625 x 100=  62,5

  • Metade de 208 é 104 logo descartamos As alternativas C E A a B está falando em mais de 100% o que significa que podemos exclui-la pois o numero de homens é menor do que o n de mulheres. sobrando apenas a alternativa D

  • Olá pessoal,

     

    Vejam o vídeo com a resolução dessa questão no link abaixo

    https://youtu.be/lbxfUP2ErLE

     

    Professor Ivan Chagas

    www.gurudamatematica.com.br

  • homens: 130

    mulheres: 208

    130 / 208= 0,625

    0,625 x 100= 62,5

    Gabarito: Letra D

  • SIMPLES, SÓ FAZER REGRA DE 3

    T= 338 = 100%

    H= 130

    M= 208

    208M - 100

    130H - X

    208x = 13000

    13000/208 = 62,5%

  • Foco na Missão Guerreiros, que aprovação é certa!

  • Minha contribuição.

    Em um evento, compareceram 130 homens e 208 mulheres. A taxa percentual que representa a quantidade de homens em relação ao total de mulheres é igual a:

    H/M = 130/208 = 65/104

    104_____100%

    65______x

    104x = 6500

    x = 6500/104

    x = 62,5

    Abraço!!!


ID
3768364
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Afirmar que “Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite” é equivalente a afirmar, por definição de equivalência de proposições compostas, que

Alternativas
Comentários
  • Leis distributivas:

    Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite

    A: Clara trabalha de manhã

    B: Clara trabalha à tarde

    C: à noite

    A ^ (B v C) = (A ^ B) v (A ^C) = “Clara trabalha de manhã e à tarde ou Clara trabalha de manhã e à noite”.

    Outra lei distributiva (não para essa questão):

    A v (B ^ C) = (A v B) ^ ( A v C)

  • ☆ Gabarito E

    Apenas foi utilizada a propriedade DISTRIBUTIVA dos conectivos ^ (e) e do conectivo v (ou). [Conjunção e Disjunção,respectivamente]

    DISTRIBUTIVA:

    Ex: P^(Q v R) = (P^Q) v (P^R)

    Pv(Q ^ R) = (PvQ) ^ (PvR)

    Comutatividade:

    P v Q = Q v P

    P ^ Q = Q ^ P

    OBS:Não vale para a condicional (p -> q)

    Dando nome às proposições simples:

    P:Clara trabalha de manhã

    Q:Clara trabalha à tarde

    R:Clara trabalha à noite.

    "Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite"

    P ^ (Q v R) =

    Aplicando a distributiva:

    (P ^ Q) v (P ^ R)

  • Distributiva ( Conjunção e Disjunção)

    A^(BvC) = (A^B) v (A^C)

    O sinal de fora vai para dentro e o de dentro para fora.

    Grave essa dica.

    Ainda, poderia mexer as conjunções dentro, pois o "OU" e "E", são os únicos que permitem. Ex.: (C^A) v (B^A).

    Olá, estou corrigindo redações para concurso, para mais informações envie email para fuvio10@outlook.com ou chame aqui! Experiência comprovada, por meio de provas corrigidas por bancas.

  • Pode-se Resolver a questão utilizando a Lei de Morgan !!!

    Onde realiza-se a troca do conectivo, desta forma.

    1° Lei: Conectivo "e" troca-se pelo conectivo "ou"

    2° Lei: Conectivo "ou" troca-se pelo Conectivo "e"

    No exercício em questão há a necessidade de realizar somente a segunda Lei.

  • Confesso que isso ficou incoerente com o que aprendi nas aulas, pois o professor ensinou que sempre que substituímos o 'e' pelo 'ou' e vice-versa, devemos negar as proposições. Pelo menos assim ficou subentendido, já que na aula de equivalências ele não falou sobre tais equivalências, somente sobre outras. Acabei errando a questão por isso. Mais alguém?

  • É a distributiva, é como se fosse uma função.

    A^B OU A^C

  • Clara trabalha de manhã (p)

    Clara trabalha à tarde (q) ou à noite (r)

    p^ q v r

    Distribuitiva

    (p^ q) v (p^ r)

    Clara trabalha de manhã e de tarde ou Clara trabalha de manhã e à noite

    Gabarito: E

  • Propriedades Distributivas

    P^(QvR) <=> (P^Q) v (P^R)

    Pv(Q^R) <=> (PvQ) ^ (PvR)

     

  • Propriedades Distributivas

    P^(QvR) <=> (P^Q) v (P^R)

    Pv(Q^R) <=> (PvQ) ^ (PvR)

    Alguém pode explicar por que eu abro parenteses na Disjunção P^(QvR), e por que não assim na Conjunção (P^Q)vR

    Existe alguma prioridade entre Conjunção e Disjunção para se colocar parenteses?

  • https://www.youtube.com/watch?v=bToeoELThWM (34 min 08')

    Luis Telles

  • Afirmar que “Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite” é equivalente a afirmar, por definição de equivalência de proposições compostas, que

    Clara trabalha de manhã = p

    clara trabalha a tarde = q

    clara trabalha a noite = r

    temos

    p^( q v r )

    realizando a propriedade distributiva

    (p ^ q) v (p ^ r)

    ou seja

    “Clara trabalha de manhã e à tarde ou Clara trabalha de manhã e à noite”. = (p ^ q) v (p ^ r)

    Letra E

  • Queria agradecer a qualidade excelente nos comentários fornecidos pelos colegas nessa questão. Tenho dificuldade com distributivas quase sempre, mas depois de encontrar esses comentários aqui, ficou bem mais fácil. Obrigado mesmo.

  • O Comentário do EVANDRO VENTURA é sensacional! Não precisa assistir à resolução no youtube, pois o Evandro explicou bem melhor.

  • Quem diria que um dia eu acertaria uma questão dessas...

  • Fiz a tabela verdade da questão e da alternativa c, como deu valores lógicos diferentes eu marquei a que sobrou.

    Gabarito: E

  • 1) (P ^ Q) OU R" Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite.

    reescrevendo de forma distributiva...

    2) (P^Q) V (P V R) Clara trabalha de manha e a tarde OU clara trabalha de manhã e a noite.

  • vivendo e aprendendo não adianta, tem coisa que só fazendo questão pegamos

  • questão um pouco trabalhosa kkk

  • M ^ (T v N) = M^T v M^N

  • Lei Distributiva para equivalência lógica, só funciona com os operadores "^" e "v".

    Primeira questão que vejo sobre isso.


ID
3768367
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Dentre as alternativas seguintes, assinale a correta em relação à Lei Orgânica de Novo Hamburgo.

Alternativas
Comentários
  • não entendi esta questão... não sou formado em direito longe disso mas o pouco entendimento de direito que possuo existe uma hierarquia dentro do Brasil onde a constituição federal é inviolável em relação a leis estaduais e/ou municipais logo se uma lei estadual/municipal for criada que fere a lei federal logo a lei estadual/municipal é anulada então não sei como uma nova lei foi criada para respeitar a federal se já existe uma que determina a mesma.

  • Oi Diego, o que você falou até tem sentido, mas a questão pede a questão correta.

    E a questão não fala de criar um lei contrária. Uma lei Municipal pode muito bem ser criada para complementar aquilo que uma lei Federal ou estadual não contempla.

    Então faz todo o sentido que as leis Municipais respeitem os princípios das constituições do estado e país em que está cidade se encontra, para não haver divergência entre elas.


ID
3768370
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Assinale a alternativa correta sobre as regras das infrações previstas no Código de Posturas de Novo Hamburgo.

Alternativas

ID
3768373
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Acerca das normas do regime estatutário dos servidores públicos de Novo Hamburgo, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Art. 20 - Posse é a aceitação expressa das atribuições,...

    § 2º - A posse poderá dar-se mediante procuração específica.

    Art. 22 - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições de cargo.

    § 1º - É de trinta dias(CMT), improrrogável, o prazo para o servidor entrar em exercício, contados da data de posse, no caso de nomeação, e da data da publicação oficial do ato, nos demais casos.

  • Gabarito "A"

    Lei Municipal n.º 333/00:

    "Art. 23 Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura do respectivo termo pela autoridade competente e pelo servidor empossando.

    § 1º A posse ocorrerá no prazo de dez dias contados da formalização do ato de provimento, prorrogável por igual período, a requerimento prévio do interessado.

    § 2º A posse será obrigatoriamente pessoal."


ID
3768376
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Acerca das normas do regime estatutário dos servidores públicos de Novo Hamburgo, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

ID
3768379
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Analise as assertivas sobre o Plano de Classificação de Cargos e Funções para os servidores municipais e assinale a alternativa que aponta (a)s correta(s).

I. Os cargos em comissão têm como atribuições essenciais a direção, a chefia e o assessoramento de órgãos e unidades administrativas integradas à Administração Municipal, competindo, aos respectivos detentores, dirigir e supervisionar todas as atividades administrativas afetas a esses órgãos e unidades, segundo as diretrizes e determinações exaradas pela autoridade superior competente.
II. Quando o provimento do cargo em comissão se der mediante nomeação de servidor público, o respectivo detentor perceberá tão somente gratificação pecuniária correspondente a cinquenta por cento da remuneração fixada para o cargo em comissão, enquanto perdurar o respectivo exercício, além da remuneração do seu cargo permanente.
III. No provimento de cargos em comissão, pelo menos um quarto dos cargos serão preenchidos por servidores públicos.

Alternativas

ID
3832858
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

As bibliotecas atualmente conhecidas como especializadas começaram a surgir no início do século XX, acompanhando o desenvolvimento da fase industrial e em resposta ao avanço da área de ciência e tecnologia. No entanto, ocorreu um maior impulso a partir da Segunda Guerra Mundial. Em relação à Biblioteca Especializada, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • "É uma biblioteca tendenciosamente dedicada a um assunto ou grupo de assuntos específicos."

    Gab. C

  • Conforme o portal do CRB1:

    [...]: as bibliotecas conhecidas como especializadas começaram a surgir no início do século XX, acompanhando o desenvolvimento da fase industrial e em resposta ao avanço da área de ciência e tecnologia. No entanto, ocorreu um maior impulso a partir da Segunda Guerra Mundial.

    [...]. Trata-se de uma biblioteca tendencialmente dedicada a um assunto ou grupo de assuntos específicos

    Gab. C

    Fonte: http://crb1.org.br/e-informacao-especializada-temos-biblioteca-especializada/


ID
3832861
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Em Paraty, a Biblioteca Itaxi Mirim, na Costa Verde do Rio, pulsa forte no coração da Aldeia Itaxi. O espaço foi inaugurado no dia 18 de outubro com a bênção do Cacique Miguel, de 120 anos. É uma biblioteca que integra o projeto RNBC criado em 2015, o qual tem mais de 110 bibliotecas espalhadas nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste para a formação de leitores, para a incidência política na área do livro e da leitura e para a democratização do acesso ao livro e à leitura no país. A RNBC refere-se a qual tipo de biblioteca?

Alternativas
Comentários
  • A Biblioteca Comunitária Itaxi Mirim, em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, pulsa forte no coração da Aldeia Itaxi. O espaço que foi inaugurado no dia 18 de outubro com as bênçãos do Cacique Miguel, de 120 anos. Ela é a primeira biblioteca comunitária indígena do estado do Rio e integra a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC).

    Gab. A

    Fonte: https://biblioo.cartacapital.com.br/conheca-a-primeira-biblioteca-comunitaria-indigena-do-estado-do-rio/


ID
3832864
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

A Biblioteca Pública se consolidou principalmente após a Revolução Francesa (1789-1799), que lançou as bases para os objetivos essenciais dessa instituição: satisfazer as necessidades da sociedade nos âmbitos da educação e cultura, com a ideia de organizar, administrar e cuidar da gestão de livros, bem como a figura do profissional bibliotecário que, ao lado do arquivista, tornou-se fundamental para a consolidação institucional de arquivos e bibliotecas. Tais profissionais também foram influenciados pelo momento histórico de desenvolvimento tecnológico e científico do século XVIII. Assim, o que foi criado nesse contexto?

Alternativas
Comentários
  • Conforme Siqueira (2010, p. 58):

    A biblioteca pública se consolidou principalmente após a Revolução Francesa (1789-1799), que lançou as bases para os objetivos essenciais dessa instituição: satisfazer as necessidades da sociedade nos âmbitos da educação e cultura. Nesse contexto, nasceu a Biblioteconomia, disciplina encarregada de organizar, administrar e cuidar da gestão de livros, bem como a figura do profissional bibliotecário; ao lado do arquivista, tornaram-se fundamentais para a consolidação institucional de arquivos e bibliotecas. Tais profissionais, também influenciados pelo momento histórico de desenvolvimento tecnológico e científico do século XVIII, concentraram sua formação em dois aspectos: um técnico (catalogação, classificação, paleografia) e outro voltado à aquisição de cultura geral (história, literatura, ciências). 

    Gab. B

    OBS.: Não diz sobre a Ciência da Informação, mas de acodo com a questão, a resposta está na B.

    SIQUEIRA, Jéssica Câmara. Biblioteconomia, documentação e ciência da informação: história, sociedade, tecnologia e pós-modernidade. Perspectivas em Ciência da Informação, v.15, n.3, p.52-66, set./dez 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pci/v15n3/04.pdf

  • Considerando que a Ciência da Informação não surge no mesmo contexto nem na mesma época da Biblioteconomia, acho que caberia recurso nessa questão.

  • Justamente ..... cabe recurso quanto a C. I

  • A questão cabe recurso. A ciência da informação surge no contexto da pós Segunda Guerra Mundial, ou seja, no século XX.

  • A ciência da informação surge no pós guerra! Questão estranha


ID
3832867
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Considerando o livro Ensaios sobre a economia do sertão de Alagoas; organização de Anderson Moreira Aristides dos Santos; Anderson David Gomes dos Santos; Rafael de Oliveira Rodrigues, Jundiaí: Paco Editorial, 2020., é correto afirmar que a entrada principal na catalogação dessa obra é

Alternativas
Comentários
  • Letra D.

    A entrada principal se dá pelo título porque os três nomes citados não são autores mas sim organizadores da obra.


ID
3832870
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

No MARC21, o campo geral para Notas é

Alternativas
Comentários
  • Conforme o MARC 21:

    240 - Título Uniforme/Original

    260 - Imprenta (Publicação, Distribuição, etc.)

    300 - Descrição Física

    610 - Assunto - Entidade

    500 - Nota Geral

    Gab. E

    Fonte: http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/conteudo.html


ID
3832873
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

De acordo com a Regra 1.4F7 do AACR2, não deverá haver omissão de data. Se nenhuma data for identificada, registre uma data aproximada conforme as seguintes, EXCETO

Alternativas
Comentários
  • Conforme o AACR2:

    1.4F7. Se nenhuma data de publicação, distribuição, etc., de copirraite ou de fabricação, puder ser determinada para um item, forneça uma data aproximada de publicação.

    [1971 ou 1972] um ano ou outro

    [1969?] data provável

    [entre 1906 e 1912] use somente para datas com menos de 20 anos de diferença

    [ca. 1960] data aproximada

    [197-] década certa

    [197?] década provável

    [18-] século certo

    [18?] século provável

    Gab. D, pois é a única que não está entre colchetes [...].


ID
3832876
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Quando o assunto do livro é educação e fotografia de lugares específicos, a CDU correta é

Alternativas
Comentários
  • Questão que aborda o uso da CDU nos processos de classificação. 

    A Classificação Decimal Universal faz uso de sinais que permitem ampliar as possibilidades e classificação, sendo possível combinar assuntos, indicar facetas e outros dados. 

    O segredo desta questão é identificar o sinal utilizado na alterativa e qual relação ele estabelece entre os assuntos educação (370) e fotografia de lugares específicos (778.9). 

    A) INCORRETA. O sinal / Extensão consecutiva liga o primeiro e o último de uma série de números consecutivos e neste caso englobaria todos os assuntos entre os dois números. 

    B) CORRETA. O sinal + Coordenação liga dois números não consecutivos para indicar um assunto para qual não existe número simples. 

    C) INCORRETA. O sinal : Relação simples indica uma relação geral, coordenada e recíproca, entre dois ou mais assuntos. Neste caso específico a notação indicaria “Educação NA fotografia de lugares específicos". 

    D) INCORRETA. O sinal [ ] Subagrupamento pode ser usado como um dispositivo de subagrupamento dentro duma combinação complexa de números de CDU, com o objetivo de esclarecer a relação dos seus componentes. Neste caso não faria sentido estabelecer esta correlação pois ela pode ser indicada pelo sinal de coordenação sem prejuízo do sentido. 

    E) INCORRETA. O auxiliar = é uma auxiliar de língua e não se enquadra no caso apresentado. 

    Gabarito do Professor: Letra B .

     


ID
3832879
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Na CDD, o número para Literatura Israelense é

Alternativas
Comentários
  • Conforme a CDD:

    890 – Outras literaturas

    892 – Literatura afro-asiática semita

    892.4 – Literatura hebraica

    893 – Literatura afro-asiática não semita

    893.4 – Literatura israelense

    Gab. A

    Fonte: http://magisterandre.blogspot.com/2013/02/classificacao-decimal-de-dewey.html

  • Tipo de questão perversa.

  • Muito boa pra avaliar quem chuta melhor, banca tá de parabéns.


ID
3832882
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Quando o título do livro é: “As Brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley. São Paulo: SARAIVA, 1979. Conta a vida lendária do Rei Arthur e seus cavaleiros da Bretanha, a indexação de assuntos correta é

Alternativas
Comentários
  • É cada uma dessas bancas, como você vai saber de que país é aquele livro se o enunciado só trás o título e do que se trata? Caso alguém saiba, ficarei agradecida em saber.

  • Letra C. Literatura Americana.

  • Entãooooooo.... anularam essa questão né? Fui com força na literatura inglesa. Da próxima vez, eu vou com o meu Neuralink e acerto.

  • Faz nenhum sentido esse tipo de questão!

  • Gente?

  • Questão tranquila pra quem trabalha em bibliotecas com vasto acervo de literatura (uma vez que esse livro é clássico) ou conhece o autor. Acertei por saber que o autor era americano, mas se tivesse feito a prova e tivesse errado teria entrado com recurso alegando que a questão ¨exige conhecimento literário sobre nacionalidade de autores, o que não constava no edital¨.

  • SEM NOÇÃO

  • agora faz "sentido" terem posto na bibliografia: ZIMMER B., Marion. As brumas de Avalon. São Paulo: Saraiva, 1979. Vai que querem um profissional que faça feitiçarias para os usuários frequentarem a biblioteca

    :p


ID
3832885
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

No formato MARC, o campo para indexação de assunto geográfico do SIBIX é

Alternativas
Comentários
  • Conforme o MARC 21:

    600 - Assunto- Nome Pessoal

    610 - Assunto - Entidade

    611 - Assunto - Eventos

    630 - Assunto - Título Uniforme

    648 - Assunto -Termo Cronológico

    650 - Assunto Tópico

    651- Assunto - Nome Geográfico

    697 - Assunto - Termo Não Pesquisado e Não Controlado

    Gab. A

    Fonte: http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/conteudo.html

  • Complicado essa decoreba rsrs


ID
3832888
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Novos livros de Literatura Brasileira e Literatura Inglesa, com os maiores autores dentre essas duas literaturas, compuseram o acervo de uma biblioteca universitária do curso de Letras e os alunos foram alertados sobre essa nova aquisição. Sabendo que esse serviço é como a automação de uma função clássica da biblioteca tradicional, porém que consiste em informar ao usuário sobre as novas aquisições, compatíveis com seu interesse de consulta, qual é o nome dado a esse serviço?

Alternativas
Comentários
  • Conforme Almeida (2007, p. 3):

    Dessa maneira, o DSI atuaria como a automação de uma função clássica da biblioteca tradicional, consistindo em informar o usuário sobre as novas aquisições, compatíveis com seus hábitos e interesses de consulta (HOUSMAN, 1973).

    Gab. B

    ALMEIDA, R. L. Da Disseminação Seletiva à Web Syndication: uma proposta para a comunicação científica, VIII ENANCIB – Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, 28 a 31 de outubro de 2007, Salvador. Disponível em: http://repositorios.questoesemrede.uff.br/repositorios/handle/123456789/818


ID
3832891
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

As bibliotecas podem utilizar vários mecanismos para difundir informações, seja na forma verbal, textual, audiovisual ou via internet. Nesse sentido, são mecanismos que se enquadram naquilo que se podem denominar Serviços de Alerta de documentos primários, EXCETO

Alternativas
Comentários
  • Segundo Lessa e Mota (2013, p. 5):

    As bibliotecas podem utilizar vários mecanismos para difundir informações, seja na forma verbal, textual, audiovisual ou via Internet. Tais mecanismos se enquadram naquilo que se pode denominar como Serviços de Alerta. Guinchat e Menou (1994, p. 349-355) destacam algumas formas de difusão de informações de documentos primários, quais sejam: 

    • Consulta Local – acesso restrito e/ou livre acesso;
    • Empréstimo em domicílio;
    • Aquisição permanente (original e em formato reduzido ou eletrônico);
    • Empréstimo entre bibliotecas – bibliotecas de acesso;
    • Circulação de periódicos;
    • Fornecimento de fotocópias;
    • Tradução;
    • Serviços de permuta.

    Já em relação a difusão de documentos secundários, os autores mencionam:

    • Serviços de orientação;
    • Serviços de informação corrente;
    • Listas de aquisição;
    • Boletins de sumários correntes;
    • Boletins bibliográficos ou boletins de resumos podem ser sinaléticos ou analíticos;
    • Índices;
    • Índices de citação (GUINCHAT; MENOU, 1994, p. 349).

    Gab. D

    Fonte: https://portal.febab.org.br/anais/article/viewFile/1396/1397

  • Errei e errarei...


ID
3832894
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

O conceito de Controle Bibliográfico é inerente às atividades das bibliotecas, desde o início dessas instituições. É possível delinear um começo para o controle bibliográfico juntamente com o aumento das coleções e seu controle local efetivado pelos catálogos, instrumentos presentes desde Alexandria, passando pelo refino da ideia com a formulação das bibliografias, e chegando ao Répertoire Bibliographique Universel de Otlet, no final do século XIX. Um dos instrumentos de Controle Bibliográfico

Alternativas
Comentários
  • Letra E.

    "Segundo o modelo de controle bibliográfico proposto pela UNESCO em 1977, biblioteca nacional é aquela que, independentemente de outras funções, tem a responsabilidade de controlar o depósito legal e de produzir a bibliografia nacional. Nessa concepção, a biblioteca nacional desempenharia o papel de agência bibliográfica nacional, desenvolvendo diversas atividades que garantissem o gerenciamento eficaz do controle bibliográfico nacional. Essa agência teria sustentação legal que permitisse a captação da produção bibliográfica do país, de maneira mais completa possível. Isso seria feito através da legislação do depósito legal.

    O conceito de agência bibliográfica nacional foi proposto para reforçar as ações de controle bibliográfico nacional e foi disseminado no congresso de 1977, quando a UNESCO recomendou que cada país criasse a sua agência bibliográfica nacional, de forma a garantir a sustentação das atividades de controle bibliográfico, reunindo-se estruturalmente todas as ações e processos a ele relacionados."

    CAMPELLO, Bernardete. Introdução ao controle bibliográfico. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 2006. 94 p.

  • Alguém poderia me explicar o erro da letra C, acho que existem duas alternativas corretas nessa questão.

    Considerando que as bibliografias nacionais também podem ser consideradas instrumentos de controle bibliográfico universal. Segundo Campelo "(...) Esse modelo considerou a Bibliografia Nacional como principal instrumento para se alcançar o CBU, e o princípio que o fundamentou foi o de responsabilidade nacional, que significa que cada país deveria registrar e divulgar sua produção editorial". Fragmento retirado do livro "Introdução ao Controle Bibliográfico", página 45-46.

  • Instrumentos de controle bibliográfico:

    Bibliotecas nacionais

    Depósito legal

    Bibliografia nacional

    Padronização da descrição bibliográfica

    Catalogação

    Sistemas de identificação numérica de documentos

    Gab.: E

  • Acredito que o erro da letra C seja mencionar as bibliografias de uma forma geral.


ID
3832897
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Qual, dos seguintes, é o formato de intercâmbio de dados que surgiu em 1967?

Alternativas
Comentários
  • Questão pegadinha. A banca tenta confundir o conceito de MARC21, mas devemos lembrar que na época em que foi criado, o AACR2 também visava intercâmbio e surgiu para unificar as regras de catalogação, portanto, era um formato de intercâmbio.

    Era possível também responder pela data, considerando que o AACR2 surgiu na década de 60...

    Alternativa E.

  • A primeira edição do Código de Catalogação Anglo Americano, foi publicada em 1967.

  • que malandragem meu

  • Em primeiro lugar, formato de intercâmbio de dados, de acordo com o Dicionário de Biblio = "formato padronizado de armazenamento e intercâmbio de informações, que podem ser manipuladas e recuperadas por diversos tipos de programas de computador". AACR2 é um código de catalogação, um conjunto de regras de descrição. Além disso, em 1967 foi publicado o AACR. O AACR2 (2ª edição do AACR) só foi publicado em 1978. Portanto, a questão poderia ter sido anulada.

  • Essa AOCP acho que quem faz as questões é um estagiário (do primeiro semestre) em biblio, porque só jesus na causa viu.....


ID
3832900
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Fontes de Informação Eletrônica que possuem algumas publicações editadas com determinado intervalo e podem ser acessadas em formato digital, permitindo agilidade e disponibilidade mais rápida das publicações, consentindo uma maior interação entre o leitor e o autor. Oferecem diferentes formatos de download e visualização do material, o que facilita o acesso aos documentos eletrônicos, sem imposição de barreiras. O enunciado se refere a qual tipo de fonte de informação?

Alternativas
Comentários
  • Segundo Souza et al., (2013, p. 1):

    Cunha (2001) relata que os periódicos científicos eletrônicos são publicações editadas com um determinado intervalo e pode ser acessado em formato digital. Esse permite, no entanto, agilidade e disponibilidade mais rápida das publicações, consentindo uma maior interação entre o leitor, o periódico e o autor. Assim sendo, os periódicos oferecem diferentes formatos de download e visualização do artigo o que facilita o acesso aos documentos eletrônicos, sem imposição de barreiras.

    Gab. A

    Fonte: https://portal.febab.org.br/anais/article/view/1303


ID
3832903
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

O nome dado a qualquer coleção ou conjunto organizado de periódicos, uma seção da biblioteca, onde estão os jornais e revistas, é

Alternativas
Comentários
  • Letra D.

    hemeroteca 1. Lugar de guarda, custódia e conservação de jornais e outras publicações periódicas. 2. Coleção de publicações periódicas.

    Fonte: CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI, Cordélia Robalinho de Oliveira. Dicionário de biblioteconomia e arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2008. 451 p. 


ID
3832906
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Na Base de Dados do Sistema Alexandria, no modelo booleano, os termos de busca são ligados por alguns conectores. Como exemplo, tem-se

Alternativas
Comentários
  • Letra D.

    Modelo booleano baseia-se no uso dos operadores: e, ou e não.


ID
3832909
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Os dados técnicos extraídos de uma fotografia digital: câmera usada, data de criação da fotografia, formato, tamanho do arquivo e esquema de cor são informações estruturadas que auxiliam na descrição, identificação, gerenciamento, localização, compreensão e preservação de documentos digitais facilitando a interoperabilidade de repositórios. Essa informação inteligível por computador é conhecida como

Alternativas
Comentários
  • Letra B.

    Metadados 1. Informação que descreve a estrutura dos dados e sua relação com outros, p.ex.: uma etiqueta no registro de uma base de dados, que indica o campo que contém o nome do autor. ou dados dados técnicos extraídos de uma fotografia digital.

  • (B)

    Outras da Cespe que ajudam a resolver

    CESPE /METADADOS

    Os metadados descrevem, explicam, localizam e facilitam a recuperação de um recurso informacional, permitindo que esse recurso esteja acessível futuramente.(C)

    Metadado é uma informação a respeito de uma outra informação. Nos arquivos semiestruturados, como xml , existe a tag para descrever determinado elemento.Já em um banco de dados, o nome da coluna é um metadado para descrever determinado valor (C)

    National Information Standards Organization (NISO, 2004) define os metadados como informações estruturadas que descrevem, explicam, localizam e facilitam o processo de recuperar, usar ou gerenciar um recurso informacional.(C)

    Dicionário de dados é um catálogo de todos os elementos que fazem parte de um dado, com seus nomes, estruturas e informações sobre sua utilização.(C)

    Metadados são dados estruturados e codificados de modo a descreverem características de entidades para auxiliarem na identificação, na descoberta e no gerenciamento das entidades descritas.(C)

    Os metadados, comumente definidos como dados sobre dados, são descrições de dados armazenados em banco de dados cuja finalidade principal é documentar e organizar, de forma estruturada, os dados, gerenciando-os de maneira eficiente.(C)

  • GABARITO: B.

    METADADOS ou METAINFORMAÇÃO são dados sobre outros dados. Um item de um metadado pode dizer do que se trata aquele dado. O objetivo é tornar mais fácil a sua organização, classificação e localização.

    Bons estudos.

  • A questão cobra do candidato conhecimentos básicos sobre metadados. 

    No exemplo listado na questão, temos a fotografia digital que é um documento que captura determinada imagem em formato digital em um aparelho.  

    As características identificadas na fotografia são expressas por metadados (Letra B). Metadados são dados sobre dados, podendo eles serem descrições físicas, lógicas, temáticas, temporais, etc. Basicamente, qualquer aspecto de qualquer tipo de documento pode ser descrito em um metadado. 

    Os metadados são utilizados para identificar, organizar, localizar e preservar documentos.  

    Gabarito do Professor: Letra B .


ID
3832912
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

A classificação sistemática conceituada no âmbito da Ciência da Informação como ferramenta de organização intelectual, empregada em portais institucionais e bibliotecas digitais como um novo mecanismo de consulta, ao lado de ferramentas de busca e como um componente de Ontologia, é conhecida como

Alternativas
Comentários
  • Conforme Campos e Gomes (2008, p. 1):

    Taxonomia é, por definição, classificação, sistemática e está sendo conceituadas no âmbito da Ciência da Informação como ferramenta de organização intelectual. É empregada em portais institucionais, bibliotecas digitais como um novo mecanismo de consulta, ao lado de ferramentas de busca. Além destas aplicações, a taxonomia é um dos componentes em Ontologias.

    Gab. B

    CAMPOS, M. L. A.; GOMES, H. E. Taxonomia e classificação: a categorização como príncipio. Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia, v. 3, n. 2, 2008. Disponível em: http://www.enancib.ppgci.ufba.br/artigos/GT2--101.pdf


ID
3832915
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

A rede social Instagram permite que os usuários utilizem “tags” em palavras-chaves para conseguir o maior número de visualização, seguidores e “likes”. Na Biblioteconomia, o nome específico para essa função é

Alternativas
Comentários
  • FOLKSONOMIA: É o resultado da atribuição livre e pessoal de etiquetas (tagging) as informações ou objetos (qualquer coisa com URL), visando à sua recuperação. É o resultado da etiquetagem dos recursos da Web num ambiente social (compartilhado e aberto a outros) pelos próprios usuários da informação visando a sua recuperação. Usa a linguagem da comunidade que o utiliza.


ID
3832918
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

O Serviço de Referência possui alguns processos. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um processo.

Alternativas
Comentários
  • Conforme Grogan (2001, p. 51-54):

    Para fins didáticos, convém, no entanto, traçar toda a sequência lógica das etapas decisórias encadeadas que constituem o processo normal de referência.

    O Problema, a necessidade da informação, a questão inicial, a questão negociada, estratégia de busca, o processo de busca, a resposta e a solução.

    Gab. E

  • a- estratégia da resposta - é a única opção que não é um etapa do SR


ID
3832921
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

O Serviço de Referência COMUT significa

Alternativas
Comentários
  • O Comut permite a obtenção de cópias de documentos técnico-científicos disponíveis nos acervos das principais bibliotecas brasileiras e em serviços de informação internacionais. Podem-se solicitar os seguintes tipos de documentos:

    • periódicos técnico-científicos (artigos)
    • teses e dissertações (na íntegra ou parte)
    • anais de congressos nacionais e internacionais
    • partes de documentos (capítulos de livros), desde que sejam autorizados pela Lei de Direitos Autorais.

    A Gerência do Comut oferece aos seus usuários o serviço de Busca Monitorada. Esse serviço atende às solicitações de material bibliográfico existente no Brasil e no exterior e atende também a usuários estrangeiros. O valor é diferenciado. A busca no Brasil custa 2 (dois) bônus, enquanto a busca no exterior custa 4 (quatro) bônus.

    Para participar do Comut, o usuário deve cadastrar-se no Programa, via Internet, adquirir Bônus COMUT e preencher o formulário de solicitação.

    Gab. B

    Fonte: http://www.ibict.br/informacao-para-a-pesquisa/comut

  • Lembrando que esse serviço é pago e pode ser intermediado por bibliotecas e instituições previamente cadastradas.


ID
3832924
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

O processo de retirar do acervo títulos ou partes da coleção com finalidade específica a fim de obter maior espaço físico para a coleção em uso, mantendo a qualidade do acervo, denomina-se

Alternativas
Comentários
  • Letra C.

    De acordo com Vergueiro, o desbastamento pode incluir as seguinte operações: "às vezes, a retirada total e definitiva da coleção (o descarte); outras, o deslocamento para locais de menor acesso, onde os materiais serão acomodados mais compactamente a fim de que, embora conservados fisicamente, ocupem o menor espaço possível (o remanejamento); em outras ocasiões, ainda, a retirada do material se dá pela necessidade de recuperá-lo fisicamente, para melhor atendimento à demanda (a conservação).Vê-se, portanto, a expressão desbastamento é muito mais ampla que o simples expurgo de materiais (embora, na realidade, chegue a abrangê-lo) [...]."

    VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Polis: APB, 1989. 96 p. 

  • Pra você que, assim como eu, marcou a letra A como alternativa correta

    Lembre-se que DESBASTAMENTO é termo genérico e REMANEJAMENTO é termo específico.

  • Segundo Vergueiro (1989) desbastamento é a rotina de remanejamento de alguns itens do acervo, que não tiveram muitas consultas nos últimos tempos, para um acervo inativo, podendo ou não voltar ao acervo ativo, dependendo da procura pelos usuários.


ID
3832927
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

A Política de Desenvolvimento de Coleções possui serviços específicos, como

Alternativas
Comentários
  • Conforme Vergueiro (1989, p. 17):

    Estudo da comunidade, políticas de seleção, seleção, aquisição, desbastamento e avaliação.

    Gab. C

  • decoreba - EPSSADA

  • decoreba - EPSSADA

  • Questão que aborda conceitos básicos sobre formação e desenvolvimento de coleções. 

    Para garantir uma gestão uniforme e racional de suas atividades, é recomendável que as bibliotecas e unidades de informação baseiem o desenvolvimento de seus processos em políticas que orientem e regulamentem os procedimentos das suas diversas áreas de atuação. 

    Política de Desenvolvimento de Coleções aborda todas as atividades que fomentam o crescimento dinâmico da coleção, seja no âmbito quantitativo ou no qualitativa. 

    Entre os assuntos abordados na política estão a seleção, a aquisição, o descarte, o desbastamento, a avaliação da coleção, estudo dos usuários reais e potenciais, entre outros. 

    A alternativa C é a única que aponta duas atividades ligadas a política de desenvolvimento de coleções. 

    As outras alternativas abordam atividades ou processos de bibliotecas que podem estar ligados a outros tipos de política como política de indexação. 

    Gabarito do Professor: Letra C .


ID
3832930
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Para que uma biblioteca se mantenha padronizada em todos os seus serviços, o que o bibliotecário precisa fazer, caso não esteja mais administrando a biblioteca em questão, é

Alternativas
Comentários
  • Letra D.

    O manual de serviços e procedimentos deverá trazer as rotinas dos serviços realizados pela biblioteca. Dessa forma, a equipe conhecerá não só o que é desenvolvido mas também como quais são os procedimentos e rotinas utilizados, criando-se assim um padrão nos serviços.

  • Fato é que na prática é alternativa E repassar todas as informações para o auxiliar de biblioteca.

    Quando não a funcionários de outros setores


ID
3832933
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

A tipologia das necessidades de informação de pessoas ou grupos pode ser dividida em função como

Alternativas
Comentários
  • Segundo Dias e Pires (2004, p. 10):

    Tipologias das necessidades da informação:

    As necessidades da informação de pessoas ou grupos, segundo Le Coadic (1996), podem ser divididas em função:

    • do conhecimento (valor filosófico ou intrínseco): uma necessidade derivada do desejo de saber (Aristóteles);
    • da ação (valor prático ou instrumental): uma necessidade derivada de necessidades materiais exigidas para realizar atividades humanas, profissionais e pessoais: trabalhar, ir de um lugar a outro, comer, dormir, reproduzir-se.
    • da necessidade humana: é um estado de privação de alguma satisfação básica.
    • dos desejos: são carências por satisfações específicas para atender a essas necessidades mais profundas.
    • das demandas: são desejos por produtos específicos que são respaldados pela habilidade e disposição de de comprá-los; pode ser: negativa, inexistente, latente, declinante, irregular, plena, excessiva e indesejada. Demanda é o que o indivíduo expressa e pede, indicando um uso em potencial.
    • do uso: é definido como o que o indivíduo realmente utiliza em matéria de informação podendo ou não ter sido expresso.

    Gab. B

    DIAS, Maria Matilde Kronka; PIRES, Daniela. Usos e usuários da informação. São Carlos: EdUFSCar, 2004. Disponível em: https://bibliotextos.files.wordpress.com/2012/12/usos-e-usuc3a1rios-da-informac3a7c3a3o.pdf

  • Enunciado poderia ter sido melhor trabalhado.


ID
3832936
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

São leis de aplicação em métodos estatísticos e matemáticos aos livros, artigos e outros meios de comunicação ou abordagem quantitativa de técnicas de gestão de uma unidade de informação. O enunciado refere-se à

Alternativas
Comentários
  • Conforme Dias & Pires (2004, p. 25):

    As leis bibliométricas referem-se a aplicação de métodos estatísticos e matemáticos aos livros, artigos e outros meios de comunicação ou abordagem quantitativa de técnicas de gestão de uma unidade de informação.

    Gab. C

    DIAS, Maria Matilde Kronka; PIRES, Daniela. Usos e usuários da informação. São Carlos: EdUFSCar, 2004. Disponível em: https://bibliotextos.files.wordpress.com/2012/12/usos-e-usuc3a1rios-da-informac3a7c3a3o.pdf


ID
3832939
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Refere-se à generalização das técnicas a partir dos documentos publicados e das citações recebidas pelos documentos, patentes como subsídio da gestão de atividade de pesquisa científica, gestão de centros de informação e o monitoramento tecnológico. O enunciado traz o conceito de

Alternativas
Comentários
  • Conforme Dias e Pires (2004, p. 25):

    A Cientometria refere-se à generalização das técnicas bibliométricas, a partir dos documentos publicados e das citações recebidas pelos documentos, patentes, etc., como subsídio da gestão da atividade de pesquisa científica; da gestão de centros de informação; e ao monitoramento tecnológico.

    Gab. A

    DIAS, Maria Matilde Kronka; PIRES, Daniela. Usos e usuários da informação. São Carlos: EdUFSCar, 2004. Disponível em: https://bibliotextos.files.wordpress.com/2012/12/usos-e-usuc3a1rios-da-informac3a7c3a3o.pdf


ID
3832942
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

A ABNT NBR 10520 trata de

Alternativas
Comentários
  • Letra E.

    NBR 10520 Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação


ID
3832945
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

A ABNT NBR 10525 trata de

Alternativas
Comentários
  • ABNT NBR 10525 --> ISSN

    Gab. E

  • Acrescentando...

    ISBN - ABNT NBR ISO 2108:2006

  • NBR 10525 - Esta Norma especifica as condições para o uso do número padrão internacional para publicação seriada - ISSN.