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Prova INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Agrônomo


ID
3768322
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Considere os sentidos expressos no trecho “Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: ‘‘Gostarias de gato se fosses eu?” e assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: E

    O narrador considera que a lição que ensina é insignificante, por isso ele a denomina como “sabedoria de bolso”.

    ➥ INCORRETO. A sabedoria de bolso é aquela que usamos no dia a dia, que levamos a qualquer lugar que vamos. Não tem nenhuma relação com algo sem insignificância.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • As alternativas de A a D praticamente apresentam a mesma ideia, de modo que considerar uma delas como incorreta eliminaria as demais.

  • Ao meu ver, o trecho sabedoria de bolso significa que a pessoa deve levar consigo, deve estar de posse dessa sabedoria, afinal só levamos algo no bolso utensílios que nos são úteis e prontos para uso.

  • puts, errei pois esqueci da "incorreta".. MAIS ATENÇÃOOOOOO

  • Que texto mais legal!

  • Hahaha, eu já tinha descartado a E, mas aí li o enunciado outra vez e notei que a questão queria a alternativa incorreta.
  • A questão é sobre interpretação textual e compressão. Queremos a alternativa incorreta sobre o que se afirma do texto.

    a) O narrador ressalta a importância de se praticar a empatia, considerando a realidade de cada um.

    Correta. Primeiro devemos saber que empatia no dicionário é "se colocar no lugar do outro, tentar sentir o que a outra pessoa sente". Quando o rato questiona Alice se ela gostaria de gatos se ela um fosse rato é uma forma de de ressaltar a importância da empatia.

    "Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"

    b) É apresentada a ideia de que, antes de defenderem o ponto de vista de alguém, as pessoas devem se colocar no lugar de quem tenha uma visão diferente da sua.

    Correta. Envolve o que falamos sobre a empatia na alternativa anterior.

    c) A menção ao discurso do rato permite que o leitor concretize a ideia de empatia, sugerida pelo texto, favorecendo a compreensão da lição de vida ensinada pelo narrador.

    Correta. As outras alternativas anteriores respondem essa com eficiência.

    d) A menção ao discurso do rato permite que o leitor concretize a ideia de empatia, sugerida pelo texto, favorecendo a compreensão da lição de vida ensinada pelo narrador.

    Correta. Quando o rato pede para que ela se coloque no lugar dele que é mais fraco que o gato.

    e) O narrador considera que a lição que ensina é insignificante, por isso ele a denomina como “sabedoria de bolso”.

    Incorreta. A expressão "de bolso" é algo que devemos carregar conosco sempre e por isso o narrado pronuncia dessa forma, pela sua importância e não por ser insignificante como afirma a alternativa.

    GABARITO E

  • Ótimo texto. Dá até gosto de resolver interpretação assim.

    "Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]"

  • Aff, cansado de errar questões por não ver o diabo do IN...........

  • Belo texto...

    GAB E...

  • po...rrr...a , ja nao sei mais o que faço, já perdi as contas e quantas eu errei por causa dessa mer... de marcar a INCORRETA.

  • "Um daqueles textos que dá prazer em ler".

  • O cara que comentou a questão cag@u para a concordância.

  • A leitura chega a fluir com bons textos como esse.

  • Que texto, meus amigos!

  • GAB. E

    Entendo que a expressão "sabedoria de bolso" são ensinamentos que Alice deve levar consigo pro resto da vida. Portanto, são ensinamentos significantes pra ela.

  • Que texto, meus caros, que texto.

  • Que texto encantador!

  • ''Sabedoria de bolso'' pois deves carregar sempre contigo, em teus bolsos!

  • No início achei um texto bobo...mas foi chegando ao final e, realmente, é uma lição interessante!

    ''se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

    trecho a ser levado pra vida!

  • Sabedoria de bolso é o dito popular que se refere aos conhecimentos ou expressões que de tão relevantes devem ser levadas "no bolso" e usadas no dia a dia de cada pessoa, por mais simples e óbvio que seja.


ID
3768325
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Sobre os conectivos em destaque no excerto que segue, assinale a alternativa correta.

“Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.”

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: C

    “Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.”

    ➥ Primeiro, temos o "pois" entre pontuação (=Pois entre pontuação é conclusão, conjunção coordenativa conclusiva); logo após, temos o "pois" sendo usado antes do verbo, nesse caso, ele é uma conjunção coordenativa explicativa.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • gabarito letra C

    resumeX da conjunção pois

    ➡ antes do verbo: EXPLICATIVO e a oração, por sua vez, será uma oração coordenada sindética explicativa. Esse POIS é equivalente a PORQUE.

    ➡ depois do verbo: CONCLUSIVO e a oração, por sua vez, será uma oração coordenada sindética conclusiva. Esse POIS é equivalente a ENTÃO ou a PORTANTO.

    bons estudos

    insta ➡ https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • Assertiva C

    A primeira ocorrência estabelece uma relação de conclusão; a segunda, de explicação.

  • MACETE:

    ''PAVE PDVC''

    PAVE => Pois Antes do Verbo Explicação.

    ''Aprende isso a teu modo, pois te dou(...)''

    __________________

    PDVC => Pois Depois do Verbo Concusão.

    “Aprende, pois, logo de saída para a grande vida(...)''

  • "POIS" DEPOIS CONCLUI

    "POIS" ANTES EXPLICA

  • Não é que seja 100% eficiente , mas em quase todas as questões desse tipo vc se sai sabendo disto:

    (,Pois ,) =conclusivo

    (,pois )= explicativo.

  • Letra C

    POIS entre vírgulas = Conclusivo

    POIS depois de uma vírgula = Explicativo.

    Fonte: Prof: Elias Santana, Gran Cursos. Erros? Mandem msg!!

  • ,pois, - conclusivo

    ,pois - explicativo

  • Complementando :" Pois "

    Antes do verbo : explicativo

    Apos o verbo : conclusivo.

  • Duas dicas:

    1) Conjunção "pois" depois de verbo e entre vírgulas. Conclusiva;

    2) Conjunção "pois" depois de verbo no imperativo. Explicativa;

    Ex.1) Não terá aula hoje; vamos, pois, revisar as matérias para a prova. Conclusiva (conjunção "pois" entre verbos e depois do verbo ir (vamos);

    Ex.2) Pegue estas dicas, pois elas serão uteis para a tua prova. Explicativa (observe que o verbo "pegar" está no imperativo)

  • Só lembrar que em uma redação a conclusão vem sempre depois da introdução e do desenvolvimento... ou seja, o "pois" depois do verbo é conclusão... antes do verbo é explicação.
  • No meu aplicativo , não aparece o texto completo Isso está acontecendo em várias questões
  • GABARITO: LETRA C

    ACRESCENTANDO:

    Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência. São elas: logo, pois (depois do verbo)portanto, por conseguinte, por isso, assim. Por exemplo:

    Marta estava bem preparada para o teste, portanto não ficou nervosa.

    Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela contida. São elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. Por exemplo:

    Não demore, que o filme já vai começar.

    FONTE: WWW.SÓPORTUGUÊS.COM.BR

  • A questão é sobre a classificação que se encontra a conjunção "pois".

    “Aprende, pois, logo de saída para a grande vida... Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas..."

    De saída já podemos dizer que o "pois" tem valor de coordenação conclusivo ou explicativo como regra.

     Antes do verbo: explicativo e a oração será uma oração coordenada sindética explicativa. Esse "pois" é equivalente ao porque.

    Depois do verbo: conclusivo e a oração será uma oração coordenada sindética conclusiva. Esse "pois" é equivalente a então ou a

    portanto.

    Sabendo a diferença, podemos analisar cada assertiva. Vejamos:

    a) Ambos têm função explicativa.

    Incorreta. O primeiro "pois" tem sua ordem original no final da oração para fazer um desfecho, ela está sendo isolada por dupla vírgula, porque foi deslocada, logo é conclusiva.

    b) A primeira ocorrência estabelece uma relação de causa; a segunda, de consequência

    Incorreta. As orações de causa e consequência são subordinadas e o "pois" é coordenado.

    c) A primeira ocorrência estabelece uma relação de conclusão; a segunda, de explicação.

    Correta. Como mencionei na alternativa "a" o pois entre as vírgulas é pelo deslocamento que ocorreu e por isso isola entre as vírgulas quando for conclusivo e quando for explicativo, deixa-o somente com uma vírgula antes.

    d) A primeira ocorrência estabelece uma relação de explicação; a segunda, de conclusão

    Incorreta. Está invertida a ordem.

    e) Ambos tem função conclusiva.

    Incorreta. Pelas outras explicações vimos que não são ambas conclusivas.

    GABARITO: C

  • 1,2,3 matemática é mais fácil que português.

  • Bizu:

    Pois

    CD - conclusivo depois do verbo (estará entre vírgulas);

    PAVE - Pois antes do verbo é explicativo.

    Espero que ajude!

    #juntossomosmaisfortes

    instagran: @daniifarina

    dicas de estudo

  • Bizu:

    Pois

    CD - conclusivo depois do verbo (estará entre vírgulas);

    PAVE - Pois antes do verbo é explicativo.

    Espero que ajude!

    #juntossomosmaisfortes

    instagran: @daniifarina

    dicas de estudo

  • Bizu:

    Pois

    CD - conclusivo depois do verbo (estará entre vírgulas);

    PAVE - Pois antes do verbo é explicativo.

    Espero que ajude!

    #juntossomosmaisfortes

    instagran: @daniifarina

    dicas de estudo

  • GABARITO: C

    PAVE PDVC

    PAVE: Pois Antes do Verbo Explicação

    Ex: Não esperem por mim, pois estou trabalhando.

    PDVC: Pois Depois do Verbo Conclusão.

    Ex: Eu e minha família vamos mudar de cidade, terei, pois, de sair do colégio.

    Dica da colega Simone PC-SP ✨

  • Mesmo se não souber ou esquecer a regrinha do pois antes/depois do verbo, dá pra ter uma noção da resposta pelo sentido do ''pois'' no contexto, por isso, nunca deixem de ir ao texto e ler com atenção o trecho que deverá ser analisado.

  • Pra não errar mais:

    O "pois", se pós-verbo e deslocado, terá função conclusiva;

    Aprende, pois, logo (...)

    Senão, ele vai estabelecer função ou de explicação, ou de causa (Em qualquer enunciado que seja, não vai aparecer essas duas funções juntas para serem marcadas. Sempre será uma delas. Ai é sucesso!).

    Aprende isso a teu modo, pois (explicação ou causa) te dou (...)

    Força e honra!!

  • Gabarito: alternativa C.

    A conjunção "Pois" pode ter as seguintes funções:

    Causal (início da oração): Cansei, pois treinei pesado.

    Explicativo (início da oração): Choveu, pois está tudo molhado.

    Conclusivo: (deslocado, depois do verbo): Estudou muito, passou, pois, bem rápido.

    Bons estudos.

  • ,POIS, = PORTANTO > CONCLUSIVO

    ,POIS = PORQUE > EXPLICATIVO

    FIM.

    #NAOAOFIMDAESTABILIDADE

  • Conjunção conclusiva - depois do verbo

    Conjunção explicativa - antes do verbo.

  • P.A.V.E

    POIS ANTES DE VERBO EXPLICA

  • POIS ENTRE VÍGULAS SEMPRE É CONCLUSIVA

    POIS APÓS A VÍRGULA É EXPLICATIVA

  • PAVE

    POIS ANTES DO VERBO EXPLICA e

    PDVC

    POIS DEPOIS DO VERBO CONCLUI

  • Primeiro se explica, depois tu conclui.

  • Examinador não pode ver uma armadilha no texto que já quer logo por na prova.

  • Pois, depois do verbo= Conclui

    Pois, antes do verbo= Explica

  • Aprende isso a teu modo, pois... O imperador explica.

    -Cale a boca, pois estou falando.

    -Haí! Que grosso! : p


ID
3768328
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa em que a classificação da figura de linguagem presente no trecho dado esteja INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • zero comentário de professor , estamos sós !

  • ✅ Gabarito: E

    "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole.

    ➥ A Hipérbole é uma ideia que denota exagero, exemplos: – Se eu não passar na prova, vou dar um tiro na cabeça; – O carro voava pela rodovia; – Já falei mil vezes para você calar a boca!

    ➥ A frase em questão não possui nenhum exagero, não possui hipérbole.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • gabarito letra E

    A ) “[...] pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.” = metáfora.➡ certo: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. Na metáfora ocorre uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.

    B ) “Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.” = comparação. ➡ certo: Comparação ou símile: ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por nexos comparativos explícitos, como tal qual, assim como, que nem e etc. A principal diferenciação entre a comparação e a metáfora é a presença dos nexos comparativos (grifados em vermelho)

    C ) “Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos [...]” = ironia. ➡ certo, vide alternativa A, 15 anos não é uma idade avançada.

    D ) “Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior [...]” = antítese.➡ certo Antítese: é o emprego de palavras ou expressões de significados opostos.

    E ) "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole. ➡ errado: Hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática que não se apresenta na frase proposta pela banca, um exemplo de hipérbole seria: Estou morrendo de sede! / Não vejo você há séculos!

    bons estudos

    insta ➡ https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • gostaria de comentários de professores!!!

  • Em palavras breves, as figuras de linguagem são recursos expressivos utilizados com objetivo de gerar efeitos no discurso. Dentro do extenso grupo em que se arrolam esses recursos, existem quatro subdivisões: figura de palavra, figura de construção, figura de sintaxe e figura de som.

    a) “[...] pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.” = metáfora.

    Correto. Há metáfora, que consiste na transferência de um termo para uma esfera de significação que não é sua, em virtude de uma comparação implícita. Ela se assenta na relação de similaridade e transporta o nome de um objeto a outro. Ex.: "Incêndio — leão ruivo, ensanguentado" (Castro Alves)

    No caso em apreço "chaves" é metáfora para alguma coisa que expande os horizontes intelectuais, que permite novas percepções.

    b) “Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.” = comparação.

    Correto. Semelhante à metáfora, esta figura de linguagem estabelece comparação entre elementos. Usualmente apresentará conectivos para este fim, a exemplo de “como”, “tal como”, “qual”, etc. Exs.:

    “Por ali ficou feito gato sem dono.” (Monteiro Lobato)

    “Vêm a granel como carga incômoda...” (Monteiro Lobato)

    Comparou-se a charada com os ossos.

    c) “Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos [...]” = ironia.

    Correto. É a figura pela qual se diz o contrário do que se intenciona. Ex.:

    “Nunca se afizera ao regime novo — essa indecência de negro igual a branco.” (Monteiro Lobato)

    d) “Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior [...]” = antítese.

    Correto. É a contraposição de uma palavra ou frase a outra de significação oposta. Ex.:

    "Amigos e inimigos estão, amiúde, em posições trocadas." (Rui Barbosa).

    Acima, opõem-se "melhor" e "pior";

    e) "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole.

    Incorreto. Há elipse, isto é, supressão de um termo facilmente reconhecido pelo contexto. Note que se ocultou o sujeito "eu" da forma verbal "estou". Em tempo, cita-se que a hipérbole consiste no exagero intencional cujo objetivo é deformar a realidade: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo Bilac)

    Letra E

  • A letra B ressalta mais uma proporção que uma comparação, a questão da hipérbole pode ser discutível dentro de um contexto.

  • O que me pegou no erro foi considerar a B ALITERAÇÃO, pois se trata também de uma aliteração, que é a repetição sons de consoantes iguais ou semelhantes:

    -Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.

    Contudo, é possível que haja diferentes figuras de linguagem na mesma oração. Não seria incorreto a alternativa B, portanto, erro meu.

  • METÁFORA: É a figura de palavra que transporta o significado de uma palavra para outra devido à relação de semelhança entre os significados.

    COMPARAÇÃO: Parecida com a metáfora, mas ocorre quando dois elementos em comparação estão separados por uma partícula comparativa, um conectivo.

    IRONIA: É figura de linguagem que apresenta uma palavra ou expressão com sentido aposto ao usual

    ANTÍTESE: É a figura de construção que confronta palavras de sentido contrário. Não simultaneidade.

    HIPÉRBOLE: É figura de linguagem que tem a função de causar exagero.

  • Quanto à letra B, ao meu ver, a comparação está destacada em: “Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.”.

    Temos comparação quando esta ocorre de forma explícita, com conjunções comparativas (tão entranhada em ti mesma como os teus ossos) enquanto a metáfora ocorre de modo implícito.

  • GABARITO: E

    Hipérbole: Expressa uma ideia exagerada ou intensificada de algo ou alguém, por exemplo: "Estou morrendo de sede".

  • GAB E

    HIPÉRBOLE DA IDEIA DE EXAGERO

  • Antítese: oposição entre duas palavras ou pensamentos. 

    Ex: Não há no mundo riqueza sem miséria. 

    Hipérbole: exagero na mensagem. 

    Ex: Repetir um milhão de vezes

  • e) "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole.

    Seria hipérbole se realmente houvesse exagero. Uma pessoa pode dizer estar muito cansada sem que isso seja exagero.

    Se a frase fosse reescrita como "estou morrendo de cansaço", aí sim seria hipérbole.

  • Podemos distinguir os seguintes tipos textuais:

    É de salientar que um único texto pode apresentar passagens de várias tipologias textuais.

  •  Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

  • d) “Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior [...]” = antítese.

    Correto. É a contraposição de uma palavra ou frase a outra de significação oposta. Ex.:

    "Amigos e inimigos estão, amiúde, em posições trocadas." (Rui Barbosa).

    Acima, opõem-se "melhor" e "pior";

    e) "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole.

    Incorreto. Há elipse, isto é, supressão de um termo facilmente reconhecido pelo contexto. Note que se ocultou o sujeito "eu" da forma verbal "estou". Em tempo, cita-se que a hipérbole consiste no exagero intencional cujo objetivo é deformar a realidade: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo Bilac)

    Letra E

    Fonte QC

    ALGUÉM ENTENDE?

  • Fui direto na A; MILHARES, pra mim hipérbole.

    Nem li o resto...dammm

  • Hipérbole: É o exagero proposital de uma ideia, com objetivo expressivo: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!"

    Ex: Ela chorou rios de lágrimas.

    Ex: Estou morrendo de fome.

  • Listinha de memorização.

    Metáfora: comparação implícita

    Símile ou Comparação: comparação explícita

    Antítese: oposição lógica

    Paradoxo: oposição não lógica

    Hipérbole: exagero.

    Eufemismo: suavização.

    Elipse: omissão de um termo subentendido.

    Zeugma: omissão de um termo já dito.

    Polissíndeto: Vários conectivos.

    Assindeto: Nenhum conectivo.

    Aliteração: Repetição de consoantes.

    Assonância: Repetição de vogais.

    Pleonasmo enfático: reforça a ideia.

    Ironia: sarcasmo.

    Gradação: Ascensão

    Onomatopeia: palavras que surge de ruído.

    Hipérbato: inversão; ordem indireta da frase.

    Metonímia: substituição do autor pela obra.

    Catacrese: ausência de termos específicos. "pé da mesa".

    Sinestesia: mistura dos sentidos.

    Prosopopeia: personificação das coisas.

    Paranomésia: trocadilho.

    Apóstrofe: vocativo.

    Silepse: concordância com ideia.

    Anáfora: repetição - retorno.

    Pleonasmo: repetição com redundância.

  • A) CORRETA. Metáfora é designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança: chaves entre milhares que abrem as portas da realidade

    B) CORRETA. Comparação é uma comparação direta: como os teus ossos

    C) CORRETA. Ironia é a figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender: idade avançada de 15 anos

    D) CORRETA. Antítese é a figura pela qual se opõem, numa mesma frase, duas palavras ou dois pensamentos de sentido contrário: Para melhor ou pior

    E) INCORRETA. Hipérbole é um exagero de expressão. Não há exagero no trecho, mas sim uma supressão do termo "eu", o que caracteriza uma elipse. Gabarito Letra E.

    Fonte: estratégia.

  • No caso da alternativa B, a comparação está no trecho a seguir:

    ''Tão entranhada em ti mesma como os teus ossos''. (compara com os ossos)

  • "Estou cansada de estar aqui sozinha!"

    "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!"

    Qual a função do tão?

  • AMOR E ODIO ANDAM JUNTOS

  • HIPÉRBOLE (OU NÃO...):

    ESSAS QUESTÕES DE PORTUGUÊS ME MATAM!

    JÁ ERREI ESSA QUESTÃO UM MILHÃO DE VEZES!

  • A “[...] pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.” = metáfora. CERTO 

    • Metáfora é designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança: chaves entre milhares que abrem as portas da realidade 

    “Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás.” = comparação. CERTO 

    • Comparação é uma comparação direta: como os teus ossos 

    C “Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos [...]” = ironia. CERTO 

    • Ironia é a figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender: idade avançada de 15 anos 

    D “Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior [...]” = antítese. CERTO 

    • Antítese é a figura pela qual se opõem, numa mesma frase, duas palavras ou dois pensamentos de sentido contrário: Para melhor ou pior 

    E" Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" = hipérbole. ERRADO 

    • Hipérbole é um exagero de expressão. Não há exagero no trecho, mas sim uma supressão do termo "eu", o que caracteriza uma elipse.   

  • METÁFORA = COMPARAÇÃO SEM NEXO

    COMPARAÇÃO = COMPARAÇÃO COM NEXOS

    HIPERBOLE = EXAGERO

    EUFEMISMO = SUAVIZAR

    PROSOSOPEIA = PERSONIFICAÇÃO

    METONÍMIA = SUBSTITUIÇÃO

    IRONIA = CONTRÁRIO

    PARADOXO = IDEIAS CONTRÁRIAS

    ANTÍTESE = PALAVRAS CONTRÁRIAS

  • Letra B com duplo sentido:

    no início e fim da frase temos ideia de proporção

    já entre vírgulas a ideia de comparação.

    Porém a alternativa E não resta dúvida que é a incorreta.

  • QUESTÃO PARA REVISAR DEPOIS


ID
3768331
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa que analisa corretamente a função sintática de “Dinah” no trecho “Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?”.

Alternativas
Comentários
  • "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

    Vocativo trata-se de uma interpelação que indica com quem se fala. É o termo que indica quem é o interlocutor(a pessoa que está sendo chamada, interpelada) da sentença.

    GABARITO. B

  • ✅ Gabarito: B

    “Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?”.

    ➥ Temos um vocativo, o correto era ter mais uma vírgula para isolar o termo. O vocativo é o termo que põe em evidência algum ser a quem se dirige; indica a invocação de alguém ou algo; vem sempre separado por vírgula; pode se deslocar pela oração. Muito encontrado em textos injuntivos, em que o locutor do texto se dirige diretamente ao interlocutor.

    ➥ O sujeito do verbo "falar" é oculto, desinencial, elíptico, refere-se à 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo (=fala tu).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Logo a vírgula antes do vocativo seria obrigatória !!! só para complementar mesmo !

    "Fala a verdade ,Dinah, já comeste um morcego?"

    GAB: B

    vocativo é o termo que tem a função de chamar, invocar ou interpelar dentro da oração. Não possui relação sintática com outros termos da oração, não pertencendo, portanto, nem ao sujeito, nem ao predicado; porém, relaciona-se com a segunda pessoa do discurso. Pode ser antecedido ou não por interjeição de apelo (Ei! Olá! etc.).

    Vejamos alguns exemplos:

    Não diga isso dentro de uma igreja, Amanda!

    Na vida, meu querido, não se pode ter tudo.

  • Assertiva b

    Fala a verdade Dinah, Vocativo para quem o discurso é dirigido.

  • Leiamos o trecho:

    "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

    A banca solicita análise do termo "Dinah". De imediato se registra: o termo não exerce função sintática, afirmação opositora àquilo que a banca insinua no enunciado. Trata-se de um vocativo, ou seja, uma unidade à parte que não se veicula a termo algum da estrutura, mas diz respeito a quem está fora do discurso. Em boa hora, cita-se que a pontuação carece de ajuste, isto é, de uma vírgula logo após "verdade" a fim de se isolar corretamente o vocativo:

    "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?"

    a) Sujeito que pratica a ação de falar.

    Incorreto. O sujeito, não manifesto mas reconhecível, é o pronome "tu";

    b) Vocativo para quem o discurso é dirigido.

    Correto. Vide detalhamento acima;

    c) Sujeito que pratica a ação de comer.

    Incorreto. O sujeito é "tu";

    d) Palavra que complementa o sentido do verbo “falar”, completando seu sentido.

    Incorreto. Ambos os verbos possuem seus complementos: "a verdade", complemento de "falar", e "um morcego", complemento de "comer";

    e) Palavra que complementa o sentido do nome “verdade”.

    Incorreto. Por se um vocativo, não completa nem diz respeito à palavra alguma do discurso.

    Letra B

  • Sem meia volta!

    O vocativo pode ser resumido como um chamado..lembre -se da sua mãe chamando...

    Menino, vem cá!

    Outro Ponto muito cobrado:

    Em que posição estiver o vocativo ele deverá estar acompanhado de vírgulas!

    Menino, vem cá !

    Vem cá ,menino!

    Vem, menino, cá!

  •  "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

    Trata-se de um vocativo, porém é importante destacar que o vocativo deveria possui uma vírgula antes. O correto seria:

     "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?"

    GABARITO: LETRA B

  • Vocativo = função sintática exercida pelo elemento da oração no qual é dirigido uma pergunta, um pedido, uma súplica.

    Ex.1) Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego? A pergunta é dirigida à Dinah (o vocativo deveria vir entre vírgulas segundo regras de pontuação).

    Ex.2) "Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! " (Castro Alves). Os termos em destaque se classificam em vocativos. O autor da frase está suplicando ao Senhor Deus.

  • Como não ví a vírgula ,julguei ser incorreta a letra B.

  • O osso é que apreendemos que o vocativo vem SEMPRE isolado por vírgula. Mas, tratando-se da AOCP, é bom SEMPRE ter cuidado.
  • Cadê. .a virgula pra isolar...? Aí fica difícil. ..

  • Errei pq o vocativo é isaoldo por vírgula, obrigatoriamente. Logo, apesar de perceber q se tratava de tal termo a incorreção de pontuação me levou a ver cabelo em ovo, questão passível de anulação.

  • faltou a vírgula. Questão medonha.
  • errei por causa da falta de vírgula

  • E conhecereis a banca, e a banca vos aprovará. Concurseiro 8:32.

  • GABARITO: LETRA B

    ACRESCENTANDO:

    Vocativo é um termo que não possui relação sintática com outro termo da oração.

    Não pertence, portanto, nem ao sujeito nem ao predicado. É o termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético.

    Por seu caráter, geralmente se relaciona à segunda pessoa do discurso. Veja os exemplos:

    Não fale tão alto, Rita!

                            Vocativo

    Senhor presidente, queremos nossos direitos!

     Vocativo

    A vida, minha amada, é feita de escolhas.

                  Vocativo

    Nessas orações, os termos destacados são vocativos: indicam e nomeiam o interlocutor a que se está dirigindo a palavra.

    Obs.: o vocativo pode vir antecedido por interjeições de apelo, tais como ó, olá, eh!, etc.

    Por Exemplo:

    Ó Cristo, iluminai-me em minhas decisões.

    Olá professora, a senhora está muito elegante hoje!

    Eh! Gente, temos que estudar mais.

    FONTE: WWW.SÓPORTUGUÊS.COM.BR

  • O vocativo "Dinah" deveria estar entre vírgulas.

  • È por gente como a Dinah que o munda està desse jeito!!! $CoronaVairus!

  • Aí tu olha, vê que é um vocativo, mas por falta da vírgula pensa que é uma questão mega hiper alta de complexidade. Faz alta analise sintática do periodo e no final só consegue perceber que a única complexidade que faltou, foi a do examinador colocar a vírgula mesmo..

  • Vocês são muito novinhos...aprendam a jogar do jeito da banca. Umas 10 questões do mesmo jeito dessa e pertencendo a banca.

  • Kkkkkk óbvio que é vocativo. Não tem vírgula pq o discurso é informal

  • Genteeeeee, cadê a vígula do vocativo?

  • cade a vírgula?

  • Vocativo deslocado

  • Letra C -> VOCATIVO

    O vocativo serve para se dirigir à segunda pessoa do discurso (chamar alguém)

    Porém este termo sintático deve SEMPRE ser ISOLADO entre vírgulas e este erro do examinador confundiu lamentavelmente muitos candidatos.

    Diante disso, qual lição podemos levar para a prova?

    Apesar da pontuação usada pelo examinador do Instituto AOCP estar inadequada, é possível resolver eliminando as outras alternativas.

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  • LETRA B

  • LETRA B (CORRETA)

    Vocativo:

    *É um termo (acessório e independente) da oração;

    *É um termo que invoca/chama algo ou alguém no discurso;

    *É um termo para quem se dirige algo no discurso;

    *Coloca algo ou alguém em evidência;

    *Vem separado por vírgula ou travessão (A Banca IAOCP omitiu a vírgula);

    *Pode se deslocar na oração;

    Fala a verdade Dináh, (VOCATIVO <-) já comestes um morcego?

    O foco da questão é saber qual a função sintática da palavra (DINÁH), logo:

    LETRA A: O sujeito (DINÁH) pratica a ação de FALAR?

    Nesse caso, DINÁH não é um sujeito, pois faz parte do VOCATIVO. Assim, o termo DINÁH não pode praticar "ação" de falar.

    LETRA C: O sujeito (DINÁH) pratica a ação de COMER?

    DINÁH não é um sujeito, pois faz parte do VOCATIVO. Logo, quem pratica a ação de COMER é o sujeito oculto (TU).

    LETRA D/E: DINÁH completa o sentido do verbo FALAR e do nome VERDADE?

    Não! VERDADE completa o sentindo do verbo FALAR. (E virce-versa)

  • o vocativo deveria está isolado por virgulas?

    achei confusa a questão.

  • gab : B

    -----------------

    obs: alguém "comeu" a virgula

  • Até onde eu saiba, vocativo deve vir isolado por vírgulas.

  • Até onde eu saiba, vocativo deve vir isolado por vírgulas.

  • pessoal que errou é o seguinte

    marquem a menos errada e segue o baile

    quem estudou um pouquinho percebe que nenhuma das outras alternativas fazem sentido

  • Gabarito comentado.

    Leiamos o trecho:

    "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

    A banca solicita análise do termo "Dinah". De imediato se registra: o termo não exerce função sintática, afirmação opositora àquilo que a banca insinua no enunciado. Trata-se de um vocativo, ou seja, uma unidade à parte que não se veicula a termo algum da estrutura, mas diz respeito a quem está fora do discurso. Em boa hora, cita-se que a pontuação carece de ajuste, isto é, de uma vírgula logo após "verdade" a fim de se isolar corretamente o vocativo:

    "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?"

    a) Sujeito que pratica a ação de falar.

    Incorreto. O sujeito, não manifesto mas reconhecível, é o pronome "tu";

    b) Vocativo para quem o discurso é dirigido.

    Correto. Vide detalhamento acima;

    c) Sujeito que pratica a ação de comer.

    Incorreto. O sujeito é "tu";

    d) Palavra que complementa o sentido do verbo “falar”, completando seu sentido.

    Incorreto. Ambos os verbos possuem seus complementos: "a verdade", complemento de "falar", e "um morcego", complemento de "comer";

    e) Palavra que complementa o sentido do nome “verdade”.

    Incorreto. Por se um vocativo, não completa nem diz respeito à palavra alguma do discurso.

    Letra B

  • Dinah deveria estar entre vírgulas, hein...
  • Acertei a questão eliminando as outras alternativas que, visivelmente, estavam erradas. No entanto, ao analisarmos o texto, podemos ver o narrador, na 1º pessoa, interrogando Dinah. Concluí que esta é a pessoa para quem o discurso está sendo dirigido, e o nome da mesma está sendo evidenciado.

    Foi desse jeito que eu interpretei a questão. Qualquer erro é só falar.

  • Quase não marquei a certa porque o vocativo não foi isolado...

  • Cada banca deveria lançar sua própria gramática, já que acham que o português é terra de ninguém. O candidato estuda se prepara para no final a banca usar de erros com a intenção de medir a mediunidade do candidato.

  • ITEP-RN

    PEFOCE

    PCPB

    Vamos a luta!

  • Aí vc marca a vocativo e a banca vem e alega que tinha que ter vírgulas kkkkkkkkkkk...tem que ir na menos errada, mas é complicado defender determinados gabaritos, pois, com isso, eles podem fazer o que bem entenderem!

  • Gabarito: B

    A FALA ESTÁ NA ORDEM DIRETA, A VÍRGULA FOI EMPREGADA CORRETAMENTE,

    SE O NOME (Dinah) ESTIVESSE NO COMEÇO SERIA OBRIGATÓRIO A VÍRGULA DO VOCATIVO.

    VEJAMOS!

    Dinah, Fala a verdade, já comeste um morcego?”.

    “Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?”.

    > VIBRA Dinah!

    > Dinah, VIBRA!

  • Questão muito má formulada ! E, nitidamente, da margem ao erro pro candidato que está bem preparado.

  • Questão mal formulada

  • Instituto AOCP como sempre cheia de polemica.

    Resposta - B

    Na forma como foi escrito falta virgula para isolar, mas poderia ser escrito na forma direta: "Dinah, fala a verdade, já comeste um morcego?"

  • No início até achei que podeira ser um vocativo, mas como não achei a vírgula, acreditei que jamais poderia se tratar de vocativo.

  • Acertei essa bagaça!!

    Gabarito: B

    PMPI, vai que cole!

  • nao tinha que ter uma virgula antes??????


ID
3768334
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa em que a utilização do sinal de pontuação esteja INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    A vírgula deve ser usada com a conjunção e para separar orações coordenadas com sujeitos distintos, não é o casa do emprego na questão em apresso.

    GABARITO. A

  • ✅ Gabarito: A

    Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    Ligando orações com sujeitos diferentes, alguns gramáticos, como William R. Cereja e Bechara, dizem que a vírgula é facultativa: “Muitos policiais estão envolvidos em corrupção(,) e os políticos não deixam para menos.”

    ➥ Na frase em questão, a vírgula está sendo usada antes da conjunção coordenativa "e" separando orações com o mesmo sujeito (=sujeito elíptico "nós")= Uso incorreto.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • gabarito letra A

    (Nós) Praticamos uma ação trivial e (nós) temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.

    ➡ a oração tem o mesmo sujeito, logo é incorreto separá-la por vírgulas

    bons estudos

    insta ➡ https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • Assertiva A

    Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

  • Por se tratar de pontuação, embora essas questões envolvam sobretudo o uso ou não da vírgula, deve-se levar em conta outros sinais: de exclamação, de interrogação, ponto final, dois-pontos, etc. Inspecionemos item a item:

    a) “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    Correto. A despeito de haver o mesmo sujeito em ambas as orações, existe possibilidade de inserir vírgula antes da conjunção "e" quando se intenciona realizar ênfase. Não há que se mencionar erro nesta estrutura, uma vez que o escritor, levando em conta questões estilísticas pessoais, pode, sim, usar a vírgula antes do "e", ainda que este una estruturas com idêntico sujeito. O caso é discorrido em "Só Vírgulas — Método Fácil em Vinte Lições", cuja autora, Maria Tereza de Queiroz Piacentini, arrola alguns exemplos:

    I - Disse-lhe mil desaforos, e mais teria dito caso ele não saísse correndo;

    II - Cometemos equívocos com nós mesmos, e jogamos fora boa parte de nossa energia vital (...);

    III - Comecei a fazer uma prece para os soldados judeus sendo mortos naquele momento, e também para os soldados egípcios.

    b) “A realidade, Maria, é louca.”

    Correto. O termo "Maria" é um vocativo e deve ser isolado por vírgulas, visto que se encontra no meio da estrutura;

    c) “A corrida terminou! Mas quem ganhou?”

    Correto. Os sinais de exclamação e interrogação foram corretamente utilizados. O primeiro para indicar admiração; o segundo, pergunta direta;

    d) “[…] eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.”

    Correto. Os dois-pontos introduzem um esclarecimento. "Alice no País das Maravilhas" esclarece que livro será recebido;

    e) “Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.”

    Correto. Os dois-pontos devem ser usados após palavra que indicam notas, informações importantes, observações (escuta). Quanto à vírgula, também há correção em seu uso, visto que a oração anterior a ela desempenha o papel de oração subordinada adverbial condicional deslocada, ou seja, um adjunto adverbial deslocado e, por isso, separa-se por vírgula.

    Gabarito da banca: Letra A.

    Gabarito do monitor: Questão nula, por não apresentar adequada opção de resposta.

  • Vamos analisar os itens...

    Desde já ,na opinião deste humilde estudante , o gabarito está certo. isso porque nas exceções das exceções vc pensa em motivo de ênfase.

    A) até podemos usar vírgulas antes do "e" (aqui não é o caso) quando os sujeitos são distintos.

    Maria lava , e Joana passa.

    B) onde tiver vocativo haverá vírgulas.

    Maria, faça a lição de casa.

    faça , maria , a lição de casa.

    faça a lição de casa, Maria.

    c) “A corrida terminou! Mas quem ganhou?”

    Usamos exclamações para expressar sentimentos como a admiração e interrogação para preguntas interrogativas diretas ou indiretas.

    d)

    Usamos dois pontos para introduzir discursos.

    E) “Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.”

    Usamos dois pontos para introduzir discursos..

    E vírgulas para orações deslocadas nesse caso, condicional

  • Vírgula antes da conjunção "e" só será observada nos seguintes casos:

    Na questão em destaque, o "e" está introduzindo uma oração aditiva, o uso da vírgula não se faz adequado.

    Gabarito letra A!

  • Uma conjunção aditiva JAMAIS será precedida de vírgula. O aluno precisa ler toda a oração e entender o sentido da mesma. Se a segunda oração estivesse exprimindo um sentido de adversidade, a conjunção viria precedida de vírgula e não é isto o que acontece na oração apresentada na afirmativa (a).

    Gabarito: A

  • Falta de consenso dos gramáticos não deveria ser abordada em questões de concursos. Mas nesse caso nem foi isso.

    Realmente não sei o que se passa pela cabeça do examinador de bancas assim...

  • MOMENTO, EM REGRA, PARA UTILIZAR A VÍRGULA ANTES DO "E":

    a) "E" com sentido adversativo.

    Ex: João estava com calor, e (mas) usava casaco.

    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    b) "E" quando houver sujeitos diferentes

    Ex: Maria gosta de vinho, e Marcos gosta de cerveja.

    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    c) "E" para polissíndeto

    Ex: Thales caiu, e levantou, e seguiu em frente.

    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    NA QUESTÃO O SUJEITO É O MESMO E NÃO HÁ QUE UTILIZAR VÍRGULAS.

    letra A!!

  • *Apreço!

  • Letra A.

    'Praticamos' e 'Temos' têm o mesmo sujeito (elíptico - nós). Destarte, a vírgula está equivocada.

  • COMENTÁRIO DO MONITOR Q CONCURSOS DIZ QUE DEVERIA SER NULA A QUESTÃO, DEVIDO A 'A' TB ESTÁ CERTA:

    "a) “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    Correto. A despeito de haver o mesmo sujeito em ambas as orações, existe possibilidade de inserir vírgula antes da conjunção "e" quando se intenciona realizar ênfase. Não há que se mencionar erro nesta estrutura, uma vez que o escritor, levando em conta questões estilísticas pessoais, pode, sim, usar a vírgula antes do "e", ainda que este una estruturas com idêntico sujeito. O caso é discorrido em "Só Vírgulas — Método Fácil em Vinte Lições", cuja autora, Maria Tereza de Queiroz Piacentini, arrola alguns exemplos:

    I - Disse-lhe mil desaforos, e mais teria dito caso ele não saísse correndo;

    II - Cometemos equívocos com nós mesmos, e jogamos fora boa parte de nossa energia vital (...);

    III - Comecei a fazer uma prece para os soldados judeus sendo mortos naquele momento, e também para os soldados egípcios".

  • GABARITO: A

    Quando usar a vírgula:

    1) Separar o aposto (termo explicativo):

    Recife, a Veneza brasileira, se desenvolveu muito nos últimos anos.

    2) Isolar vocativo (termo que chama a atenção):

    Marcos, estamos a sua espera!

    3) Isolar expressões que indicam circunstâncias variadas como tempo, lugar, modo, companhia, entre outras (adjuntos adverbiais invertidos ou intercalados na oração):

    Todos, em meio à festa, se puseram a fazer brindes aos convidados.

    4) Antes dos conectivos mas, porém, contudo, pois, logo:

    Faça suas escolhas, mas seja responsável por elas.

    5) Isolar termos explicativos tais como isto é, a saber, por exemplo, digo, a meu ver, ou melhor, as quais servem para retificar, continuar ou concluir o que se está dizendo:

    O amor, isto é, o maior dos sentimentos deve reger nossas atitudes.

    6) Separar termos coordenados (uma lista, por exemplo):

    Amor, fortuna, ciência. Apenas isso não traz felicidade.

    Quando NÃO usar a vírgula:

    1) Para separar sujeito e predicado:

    O tapete persa (sujeito, ser de quem se diz alguma coisa) nos serviu de cama durante muitos anos (predicado, tudo o que se diz do sujeito).

    2) Entre verbo e complemento:

    O presidente mudou (verbo) os planos de viagem (complemento do verbo).

  • Em regra, em orações sindéticas aditivas com sujeitos idênticos NÃO SE EMPREGA VÍRGULA (por não haver necessidade).

    Contudo, há casos em que, por razões estilísticas, autores fazem o uso da vírgula nessas condições.

    Como a questão é de múltipla escolha, você pode chegar ao gabarito A por exclusão, já que tem bancas que seguem justamente a regra geral (pelo visto a IBFC é uma delas).

    Fonte: Prof. Claiton Natal (Gran Cursos).

    Recomendo esse vídeo aqui para maiores esclarecimentos: https://www.youtube.com/watch?v=OdagJm8YTZo

    É um vídeo curtinho do Prof. Claiton explicando exatamente esse caso da letra A. Há bancas que que têm um posicionamento diferente desse da IBFC... É bom saber.

    GABARITO A.

  • Leiam o comentário do professor! Questão passível de anulação!

  • Obs: Entendi que a priori não se usa vírgula para separar o mesmo sujeito, porém há uma exceção: em caso de situações estilísticas, para dar ênfase, é aceito. (A questão não está considerando a exceção, mas sim a regra).

    a) - “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

  • Esse é o tipo de questão é pra acabar com a cabeça do aluno, afinal se é facultativo esta correto, mas o examinador diz que ta errada...

  • A alternativa B é mais plausível.

    JÁ VI QUESTÕES E GRAMÁTICAS DIZENDO QUE A VÍRGULA É FACULTATIVA QUANDO TIVER O MESMO REFERENTE.

    "Quem aqui vai tacar fogo nos livros, principalmente os de gramática, quando passar em um grande concurso?".

    Euuuuuu.

  • Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.

    ⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇⬇

    [nós] Praticamos uma ação trivial, e [nós] temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.

    Oração Coordenada Assindética.

    Oração Coordenada Sindética.

    MESMO SUJEITO [nós]

    Nas orações aditivas com o mesmo sujeito não se admite vírgulas, todavia pode-se utiliza-lá como recurso estilístico com a finalidade de realçar o síndeto.

    Jurisprudência de banca: 1. Para o Instituto AOCP é incorreta a colocação de vírgula nas aditivas com o mesmo sujeito. 2. Para o CESPE não é errado a colocação de vírgula nas aditivas com o mesmo sujeito por poder da estilística.

  • Passível de anulação mesmo.

  • Letra A -> “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    O uso da vírgula está correto! Esse é um caso de vírgula facultativa, pois o sujeito da oração é o mesmo. Veja:

    Praticamos uma ação trivial (,) e temos a presunção[...] mesmo sujeito/ vírgula facultativa

    Praticamos uma ação trivial, e eles têm a presunção[...] sujeitos diferentes/ vírgula obrigatória

    Letra B -> “A realidade, Maria, é louca.” -> A palavra "Maria" é um vocativo, por isso deve ser isolado por vírgulas.

    Letra C -> “A corrida terminou! Mas quem ganhou?” -> O autor quis, através do ponto de exclamação, dar uma ênfase ao término da corrida e depois disso ele faz uma pergunta finalizando corretamente com o ponto de interrogação. A frase está perfeita!

    Letra D -> “[…] eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.” -> Está correto uso dos dois pontos antes de iniciar um aposto.

    Letra E -> “Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.” -> Vírgula isolando uma oração subordinada adverbial condicional (Corretíssimo)

    Não há alternativa incorreta. Diante disso, qual lição podemos levar para a prova?

    O Instituto AOCP não reconhece como correta a função facultativa da vírgula antes de conjunção aditiva.

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  • e eu pesando que na letra B, Maria era sujeita "é louca"

  • a virgula na corrente questão encontra-se correta. pois, é o mesmo sujeito. Caso o sujeito fosse diferente, teriamos a virgula facultativa. Portanto, questao correta letra A

  • GAB: A

    Quando pode haver vírgula antes do E? Q1017664 Q1218810 Q950897 Q933255

    1º Quando forem sujeitos diferentes (A vírgula é FACULTATIVA diante da conjunção “e”, quando esta une duas orações de sujeitos diferentes.)

    ex: Maria passa, e joana lava. (certo)

    ex: Maria passa e joana lava. (certo)

    ex: Maria passa, e lava (errado)

    2º Quando o e for equivalente a uma conjunção adversativa.

    ex: Maria faltou, e tirou nota boa na prova.

    Persevere!

  • Somente há vírgula após a letra "e" quando houver SUJEITOS DIFERENTES!

  • Não li o texto fui direto nas alternativas e marquei a B que, estava errada, dai fui no texto e vi que se trata de um vocativo

  • Nas orações Coordenada sindéticas ADITIVAS, com o mesmo sujeito, não há necessidade de colocar a vírgula, ou seja, ela é facultativa. Todavia, pode-se usar a vírgula como RECURSO ESTILÍSTICO, com a finalidade de dar ênfase à conjunção E

  • “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    O E FUNCIONA COMO ADITIVA, MAS NESSE CASO, ASSIM COMO JÁ VI EM QUESTÕES CESPE-UNB, NÃO FUNCIONARIA COMO ADVERSATIVA ?

  • Sobre a opção "D", será que não poderíamos considerá-la também como errada, já que faltou as aspas na citação do livro "Alice no Pais das Maravilhas" ?

  • Sem lógica, a Cespe cobra de um jeito e aocp cobra de outro.

  • na forma aditiva não é facultativa essa parada ??????

    tudo certo... vamos com calma.

  • QUEM PRATICAMOS? NÓS

    QUEM TEMOS?NÓS

    MESMO SUJEITO PARA OS VERBOS, OU SEJA , NÃO SE PODE SEPARAR POR VÍRGULAS!

    LETRA A INCORRETA!

  • errei de novo pensando que é facultativa aquela (,)

  • Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    1- (oração) NÓS Praticamos uma ação trivial, 2 - (oração) e NÓS temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências

    Temos aqui dois sujeitos ocultos ( nós), em regra não se usa vírgula em sujeitos iguais em orações diferentes. Entretanto, fica facultada o uso da vírgula quando se usa sujeitos diferentes em orações.

    Quem pratica uma ação trivial ( sujeito - Nós)

    Quem tem a presunção de esperar de grandes consequências ( sujeito - Nós)

    Assertiva: A

    São meus resumos, espero, que agreguem conhecimentos junto com os futuros servidores públicos.

  • NAO SE SEPARAM POR VIRGULA: SUJEITO VERBO E COMPLEMENTO VERBAL.

  • CUIDADOOOOOO!

    .

    O instituto ACOP considera caso de não colocarmos a vírgula, quando tivermos o mesmo sujeitos. Nas maiorias das outras bancas, considera-se caso facultativo.

  • Alguém poderia me tirar uma dúvida?

    Na alternativa A

    A

    “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.”

    A conjunção E não tem um valor adversativo? Pois se realizamos uma ação trivial logo NÃO esperamos grandes consequências da mesma.

  • NÃO SEPARA-SE POR VÍRGULA CUJO O SUJEITO É IGUAL TANTO NO PRIMEIRO PERÍODO QUANTO NO SEGUNDO!


ID
3768337
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Sobre a formação e a função da palavra em destaque no trecho “A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável.”, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”.
( ) A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias.
( ) O sufixo -ez indica origem, significando aquele que vem de um local solitário, tal como ocorre em “francês”.

Alternativas
Comentários
  • Solidão é um substantivo e nao adjetivo

  • Quando quiser diferenciar substantivo de adjetivo é so colocar a palavra TANTO ou TANTA na frente, se fizer sentido será substantivo.

  • Lembrem-se: Nomear uma qualidade = substantivar uma qualidade. Nome = substantivo. À primeira vista, discordei do gabarito, achando que a primeira afirmativa era falsa. Analisando-o cuidadosamente, verifiquei que nomear uma qualidade é justamente atribuir à qualidade uma função substantiva.

    Polido = polidez

    Insensato = insensatez

    Pequeno = pequenez

  • A segunda está errada? Por que?

  • Em se tratando de afixos (prefixos e sufixos), está-se falando de morfologia, em especial do processo de formação de palavras.

    (V) O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”. 

    Verdadeiro. De acordo com Celso Pedro Luft em Grande Manual de Ortografia, provêm os sufixos "-ez" e "-eza" do latim "-itie" e "-itia". Esses sufixos, "-ez" e "-eza", acoplam-se a adjetivos;

    (F) A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias. 

    Falso. O vocábulo solidão, no lugar de caracterizar, denomina. É, pois, substantivo abstrato, e não adjetivo, conforme se registrou;

    (F) O sufixo -ez indica origem, significando aquele que vem de um local solitário, tal como ocorre em “francês”.

    Falso. Leia o detalhamento presente no primeiro item.

    Letra C

  • A minha discordância é com relação à parte "a partir do adjetivo 'sozinho'"
  • A criação da palavra "Sozinhez" não é inadequada, pois, conforme o processo de formação das palavras, dependendo do contexto da frase pode-se criar palavras,  esse fenômeno se chama Neologismo.

  • solidão não é adjetivo Aline.
  • solidão não é um adjetivo, mas a criação do vocábulo é sim errada já que sozinho é um adjetivo que indica solidão de alguém ou a realização de um ato sozinho, de um estado de abandono, dentre outros.
  • Qual a necessidade dessa questão?!

  • polidez não é um adjetivo?

  • Gabarito (C)

    Segue o comentário do monitor Sr. Shelking

    Em se tratando de afixos (prefixos e sufixos), está-se falando de morfologia, em especial do processo de formação de palavras.

    (V) O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”. 

    Verdadeiro. De acordo com Celso Pedro Luft em Grande Manual de Ortografia, provêm os sufixos "-ez" e "-eza" do latim "-itie" e "-itia". Esses sufixos, "-ez" e "-eza", acoplam-se a adjetivos;

    (F) A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias. 

    Falso. O vocábulo solidão, no lugar de caracterizar, denomina. É, pois, substantivo abstrato, e não adjetivo, conforme se registrou;

    (F) O sufixo -ez indica origem, significando aquele que vem de um local solitário, tal como ocorre em “francês”.

    Falso. Leia o detalhamento presente no primeiro item.

  • acertei, mas desgosto de questões assim, o nível de pedantismo é desalentador.

  • kkkkkkk, é brincadeira!

    Que polidez é uma qualidade tudo bem, mas dizer que sozinhez também é força a barra! Quer dizer que insensatez é qualidade também?!

    Quer me f* me beija p*!

  • Na frase, " sozinhez"  exerce função de substantivo. 

    O sufixo -ez  forma substantivo abstrato derivado de adjetivo (mudo - mudez; surdo - surdez)

     

    A I  está certa pois o adjetivo ( sozinho) foi nomeado (sozinhez) ou seja, virou um substantivo.

  • Nos dicionários polidez é um substantivo e polido um adjetivo, por isso achei que todas estavam erradas

  • Gente, como assim a segunda ta errada? ainda nao entendi pq tá errada

  • A questão não fala que "sozinhez" é um adjetivo. A questão diz que o sufixo "ez" nomeia (torna um substantivo) uma qualidade (o adjetivo sozinho). Assim como o adjetivo polido se torna um nome (polidez) por meio do sufixo "ez"

  • Pessoal, quanto a segunda estar errada Existe uma diferença entre solidão e estar sozinho O "sozinho" pode ter alguém, mas prefere não estar com ela no momento, enquanto a "solidão", é não ter esse alguém
  • Afirmação 1 -> (VERDADEIRA) O sufixo "EZ" realmente indica qualidade. em minhas humildes palavras, o sufixo "ez" tem o poder de converter adjetivos em substantivos abstratos. Veja

    Polido(adjetivo) -> polidez(substantivo abstrato)

    Sensato(adjetivo) -> sensatez(substantivo abstrato)

    Pequeno(adjetivo) -> pequenez(substantivo abstrato)

    Afirmação 2 -> (FALSA) Veja:

    "A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias."

    MALDADE! A assertiva estaria totalmente correta, mas a pegadinha foi sutil e derrotou o candidato desatento.

    SOLIDÃO NÃO É ADJETIVO.

    Afirmação 3 -> (FALSA) O sufixo que indica origem(assim como "francês", "burguês", "polonês") é o "ÊS" (COM S)

    Logo "EZ" (COM Z) = QUALIDADE | ÊS (COM S) = ORIGEM.

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  • (V) O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”. 

    CERTA. Esses sufixos, "-ez" e "-eza", acoplam-se a adjetivos, nomeando qualidades.

    Ex: Rígido (adjetivo) + ez (sufixo) = rigidez (qualidade)

    (F) A criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar pessoas solitárias. 

    Falso. Solidão não é adjetivo, mas substantivo. Solitária é adjetivo, característica de quem cultiva a solidão.

    (F) O sufixo -ez indica origem, significando aquele que vem de um local solitário, tal como ocorre em “francês”.

    Não indica origem, mas qualidade.

  • Tente colocar a palavra “TANTO” ou “TANTA” antes da palavra que você tem dúvida se é ou não substantivo. Caso a expressão tenha SENTIDO, a palavra será substantivo.

    Ex.:

    TANTO caderno – Ficou com sentido, logo é substantivo.

    TANTO bom – Ficou sem sentido, não é substantivo.

  • esse conteúdo não esta previsto no edital da pc-pa então não estudem isso

  • Afirmação I

    Verdadeira. Os sufixos "-es" e "-eza", segundo a gramática normativa, tendem a se associar a adjetivos. Logo, destinam-se, de fato, a nomear uma qualidade.

    Afirmação II

    Falsa. "Solidão" é substantivo, não adjetivo.

    Afirmação III

    Falsa. Pela mesma justificação da afirmação I.

    Logo, o gabarito é a alternativa C.

  • 5 questões dessa num prova eu tomo no peidante

  • Gente por caridade o termo: sozinhez não está representando um adjetivo não ! Observemos que tem um artigo antes dele logo a palavra é um substantivo!

    Adjetivo é a palavra que acompanha o substantivo, dando qualidade a seres, caracterizando-os

    Esse questão merecia recurso pois a alternativa correta é a letra E, visto que todas as alternativas estão erradas !

  • Que texto!

  • Tendi foi é poh.aaaa nenhuma kkkkkkkkkkkk

  • polidez é substantivo, entendi foi nada

  • Dica para chutar nessa banca que, quase sempre, da certo:

    Para cada assertiva, veja se tem mais V ou mais F entre as opções, ou seja:

    A) F – F – V.

    B) V – V – F.

    C) VFF.

    D) V – V – V.

    E) F – FF.

    Resposta; V - F - F = alternativa C

  • Errei a questão, mas o texto é muito massa!!!

  • Afirmar que "sozinhez" é um adjetivo é triste demais.... meu senhor do céu.

    É claramente uma palavra substantivada, um substantivo que era um adjetivo mas que, por opção semântica do autor do texto, transformou-se em subs.

  • "O sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como ocorre em “polidez”

    Sim, realmente, o sufixo "ez" pode dar origem a substantivos (polido - polidez), porém, a palavra "polidez" existe! Já a palavra "sozinhez" não existe na norma culta, obviamente!

    Nem todos os adjetivos poderão, acrescidos de "ez", formar substantivos.

    Não consigo ver como essa alternativa poderia ser considerada correta.

  • Essa questão dá pra usar a técnica da probabilidade:

    Primeira Opção 3 V

    Segunda Opção 3 F

    Terceira Opção 3 F

    A) F – F – V.

    B) V – V – F.

    C) V – F – F.

    D) V – V – V.

    E) F – F – F.

    GAB / V-F-F


ID
3768340
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa em que o acento grave indicativo de crase seja mantido ao substituir a palavra em destaque, no trecho: “Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

    “Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”.

    A) Indivíduos → SEM CRASE. Temos um substantivo masculino (=acontece a alguém= aos indivíduos OU a indivíduos).

    B) Seres → SEM CRASE. Temos um substantivo masculino (=acontece a alguém= aos seres OU a seres).

    C) Indivíduo → SEM CRASE. Temos um substantivo masculino (=acontece a alguém= ao indivíduo OU a indivíduo).

    D) Criaturas → AQUI OCORRE CRASE. Acontece a alguém, preposição "a" + artigo definido "as" que acompanha o substantivo feminino "criaturas"= às criaturas.

    E) Sujeitos → SEM CRASE. Temos um substantivo masculino (=acontece a alguém= aos sujeitos OU a sujeitos).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Assertiva D

    Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”.

    -.> Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às Criaturas. que comem bolo.”.

  • Diante de masculino, crase é pepino.

  • Galera , de forma resumida:

    1) na maioria das questões de crase vc se sai trocando a palavra feminina pela masculina..se aparecer "ao" = crase.

    Aquilo que acontece às criaturas.

    Aquilo que acontece aos homens

    2) não se usa crase diante de palavra masculina.

    Bons estudos!

  • A + as pessoas = Às pessoas

    Observem que a fusão da preposição "A" mais o artigo definido feminino "as" produz o "Às". O examinador pede a alternativa que, substituída, na oração, mantenha o sinal indicativo de crase. Vamos analisar cada uma das alternativas apresentadas:

    (a) Indivíduos. Substituindo na oração apresentada teremos "Aos indivíduos ". Sem crase;

    (b) Seres. Substituindo na oração apresentada teremos "Aos seres ". Sem crase;

    (c) Indivíduo. Substituindo na oração apresentada teremos "Ao indivíduo ". Sem crase;

    (d) Criaturas. Substituindo na oração apresentada teremos "Às criaruras". Com crase;

    (e) Sujeitos. Substituindo na oração apresentada teremos "Aos sujeitos". Sem crase

    GABARITO: D

    "DESISTIR NUNCA; RETROCEDER JAMAIS. FOCO NO OBJETIVO SEMPRE."

  • A questão é sobre crase e quer saber em qual alternativa será mantido o acento indicativo de crase caso substituamos "pessoas", no trecho “Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”, pelas alternativas abaixo.

     . 

    A) Indivíduos.

    Errado. Não haverá crase nesse caso, pois "indivíduos" é palavra masculina (os indivíduos).

    "[...] isso o que acontece... AOS indivíduos que comem bolo." (acontece a quem? + os indivíduos)

     . 

    B) Seres.

    Errado. Não haverá crase nesse caso, pois "seres" é palavra masculina (os seres).

    "[...] isso o que acontece... AOS seres que comem bolo." (acontece a quem? + os seres)

     . 

    C) Indivíduo.

    Errado. Não haverá crase nesse caso, pois "indivíduo" é palavra masculina (o indivíduo).

    "[...] isso o que acontece... AO indivíduo que come bolo." (acontece a quem? + o indivíduo)

     . 

    D) Criaturas.

    Certo. Haverá crase nesse caso, pois "criaturas" é palavra feminina (as criaturas) e, dessa forma, haverá a fusão da preposição "a", de "acontece", com o artigo feminino plural "as", de criaturas.

    "[...] isso o que acontece... ÀS criaturas que comem bolo." (acontece a quem? + as criaturas)

     . 

    E) Sujeitos.

    Errado. Não haverá crase nesse caso, pois "sujeitos" é palavra masculina (os sujeitos).

    "[...] isso o que acontece... AOS sujeitos que comem bolo." (acontece a quem? + os sujeitos)

     . 

    Para complementar:

     . 

    CRASE ocorre mediante a fusão da preposição "a" com:

    a) o artigo feminino "a" ou "as"

    Ex.: Fui à faculdade. (Fui A + A faculdade) 

    b) o “a” dos pronomes demonstrativos “aquele (s), aquela (s), aquilo"

    Ex.: Você compareceu àquele cursinho? (Compareceu A + Aquele cursinho)

    c) o “a” dos pronomes relativos “a qual / as quais”

    Ex.: A aluna à qual me referi passou em primeiro lugar. (Quem se refere, refere-se A alguma coisa, A alguém + A qual)

    d) o pronome demonstrativo “a / as” (= aquela, aquelas)

    Ex.: Esta gramática é semelhante à que me deste. (Semelhante A + A que me deste)

     . 

    Referência: CEGALLA, Domingos Pascoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, 48.ª edição, São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

     . 

    Gabarito: Letra D

  • GABARITO: LETRA D

    ACRESCENTANDO:

    1) Diante de pronome, crase passa fome!

    2) Diante de masculino, crase é pepino!

    3) Diante de ação, crase é marcação!

    4) Palavras repetidas: crases proibidas!

    5) Diante de numeral, crase faz mal!

    6) Quando houver hora, crase sem demora!

    FONTE: QC

  • GABARITO: D

    Cinco dicas simples sobre o uso da crase

    1. A crase deve ser empregada apenas diante de palavras femininas:

    As amigas foram à confraternização de final de ano da empresa.

    2. Lembre-se de utilizar a crase em expressões que indiquem hora:

    Às três horas começaremos a estudar.

    3. Antes de locuções adverbiais femininas que expressam ideia de tempo, lugar e modo:

    Às vezes chegamos mais cedo à escola.

    4. A crase, na maioria das vezes, não ocorre antes de palavra masculina: 

    O pagamento das dívidas foi feito a prazo.

    5. Casos em que a crase é opcional:

    → Antes dos pronomes possessivos femininos minha, tua, nossa etc.:

    Eu devo satisfações à minha mãe ou Eu devo satisfações a minha mãe.

    → Antes de substantivos femininos próprios:

    Carlos fez um pedido à Mariana.

    → Depois da palavra até: Se depois da preposição até houver uma palavra feminina que admita artigo, a crase será opcional:

    Os amigos foram até à praça General Osório.

  • Resposta D

    Crase só no feminino.

  • Não ocorre crase:

    Antes de substantivos masculinos:

  • Não se usa crase em palavra masculina.

    Dessa forma, as questões A,C e E já estão fora !

  • GABARITO: D

    ÚNICA PALAVRA FEMININA É CRIATURA - (AS) CRIATURAS

  • Sem muita conversa...

    Apenas a letra D é feminino.

  • Em regra, não devemos usar o acento grave antes de palavras masculinas.

    A - aos Indivíduos. 

    B - aos Seres. 

    C - ao Indivíduo. 

    D - às Criaturas. GABARITO

    E - aos Sujeitos. 

  • Errei pq pensei "é isso msm? ta muito facil"

  • Casos PROIBIDOS do uso da Crase.

    →  Antes de palavra masculina. Ex: Viajou a serviço.

    →  Antes de verbo. Ex: Começou a redigir;

    →  A (singular) + palavra no plural. Ex: Presto favores a pessoas dignas.

    →  Antes de artigo indefinido (uma, um, uns, umas). Ex: Ofereceu o prêmio a uma funcionária dedicada.

    →  Entre palavras repetidas. Ex: Ela sangrava gota a gota.

    →  Entre pronomes (eu, tu, ele, ela, nós, vós, mim, comigo, contigo...) Ex: Referiam-se a você, a ela e a mim. 

  • mano, esse Arthur deveria dar aulas de português, ele está em todas. kkkkkkkkk sucesso, irmão.

  • se for levar ao pé da letra não existe "criatoros"

    logo fica: criaturas.

  • Gabarito comentado Português com Edson

    https://www.youtube.com/watch?v=X0MsuME9Hn0

  • Às

    Não concorda com

    Indivíduos

    Seres , indivíduo e sujeitos

  • Minha contribuição.

    -Diante de pronome, crase passa fome.

    -Diante de masculino, crase é pepino.

    -Diante de ação, crase é marcação.

    -Vou à, volto da = crase há; vou a, volto de = crase pra quê?

    -“A” no singular + palavra no plural = crase nem a p@u.

    -Com pronome de tratamento = crase é um tormento.

    -Adverbial, feminina e locução = manda crase, meu irmão.

    -A + aquele = crase nele.

    -Palavras repetidas = crases proibidas.

    -Palavra determinada = crase liberada.

    -Se for “à moda de” = crase vai vencer!

    -Diante de pronome pessoal = crase faz mal!

    -Com hora exata = crase é mamata!

    -Trocando “a” por “ao” = crase nada mal!

    -Trocando “a” por “o” = crase se lascou!

    Essas regras ajudam, contudo não resolvem todo o problema! Não seja preguiçoso e estude todos os casos particularmente.

    Fonte: Jamilk

    Abraço!!!


ID
3768343
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

A oração em destaque, em “Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.”, estabelece com as demais uma relação de

Alternativas
Comentários
  •  “Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.”

    Ainda que é uma locução subordinativa adverbial concessiva, introduz uma oração concessiva que expressa um fato contrario à oração principal sem impedir que venha a ocorrer.

    GABARITO. C

  • ✅ Gabarito: C

    Ainda que seja mentira.

    ➥ Temos a conjunção subordinativa concessiva "ainda" que dando início a uma oração subordinada adverbial concessiva. As conjunções subordinativas concessivas introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • gabarito letra C

    Concessivas:

    ➡ exprimem contrariedade, ressalva, oposição a uma ideia sem invalidá-la.

    ➡ QUASE SEMPRE, depois de uma conjunção concessiva vem um verbo no subjuntivo. (há divergência entre os gramáticos)

    ➡ algumas conjunções concessivas:

    Embora 

    se bem que

    MALGRADO 

    posto que

    conquanto 

    nem que

    ainda que/quando 

    apesar de que

    mesmo que

    por (mais, menos, melhor, pior, maior, menor, muito) que

    não obstante + verbo no subjuntivo

    bons estudos

    insta ➡ https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • Assertiva C

    . Ainda que = concessão.

  •  Ainda que concessão.

  • GABARITO B) concessão

    Não importa qual seja a resposta / ainda que seja mentira.

    O importante é dar ou inventar uma resposta / ainda que seja mentira.

    ainda que embora, conquanto, ainda que, mesmo que, se bem que concessão e posto a uma ideia de oposição, expressam contraste indicam um fato contrario ao referido na oração principal e são as conjunções que indicam uma oração em que se admite um fato contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la:

  • GABARITO: LETRA C

    Concessivasintroduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc. Por exemplo:

    Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.

    Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem.

    FONTE: WWW.SÓPORTUGUÊS.COM.BR

  • A questão versa sobre o valor semântico que expressa a oração em destaque.

    “Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.”

    A dúvida que se pode gerar é entre ser de concessão ou de oposição, visto que ambas podem expressar sentido de contraste. Assim podemos eliminar as alternativas "a", "d" e "e".

    Percebam que a oração em destaque não é independente, ou seja, precisa de uma outra para ter um eventual sentido. Imagina dizer assim: "ainda que seja mentira", oras, ninguém vai saber o que você está dizendo, fica vago. Portanto, assim sabemos que é uma oração subordinada e eliminamos a alternativa "b", pois quando enuncia oposição é certo que está fazendo referência a coordenada adversativa. Se ainda restou alguma dúvida, observem que o verbo "seja" está empregado no modo subjuntivo, o que é característica marcante das concessivas. 

    Gabarito do monitor: C

  • GABARITO: C

    Concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc. Por exemplo:

    Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.

    Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem.

  • Invertendo a posição da frase temos: ''Ainda que seja mentira, o importante é dar ou inventar uma resposta''. Se caso pairar a dúvida, substitua por ''embora'', se fizer sentido tem-se uma Oração Subordinada Adverbial Concessiva--> aquela que nos passa a ideia de expectativa de que o fato não deve se realizar, mas se realiza mesmo assim.

  • Orações subordinadas concessivas têm o verbo no subjuntivo (CS) "Embora ela fizesse"

    Orações coordenadas adversativas tem o verbo no indicativo "Mas ela fez"

  • Concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc. verbos sempre no subjuntivo.

  • Concessivas 

    Embora, malgrado, conquanto, ainda que, mesmo que, apesar de que, se bem que, nem que, posto que, não obstante, nada obstante 

  • CONCESSIVAS QUEBRAM EXPECTATIVAS BLZ

  • Concessão (concessiva) -> quebra da lógica.

  • As conjunções subordinativas concessivas introduzem uma ideia com sentido contrário ao da oração principal, são elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc...

    Mas toda essa explicação de "sentido contrário" me lembra muito as conjunções coordenativas adversativas, então como diferenciar?

    Conjunções subordinativas concessivas X conjunções coordenativas adversativas

    As orações ligadas por conjunções adversativas, quando deslocadas, a conjunção se mantém no mesmo lugar, Veja:

    Pedro é um excelente aluno, mas não aprendeu a matéria.

    Pedro não aprendeu a matéria, mas é um excelente aluno.

    Já as orações concessivas, quando deslocadas, vão para o início da frase. Veja:

    Pedro é um excelente aluno, embora não tenha aprendido a matéria.

    Embora não tenha aprendido a matéria, Pedro é um excelente aluno.

    Outra forma de identificar uma conjunção concessiva é pela presença do modo subjuntivo. Repare: 

    Pedro é um excelente aluno, mas não aprendeu a matéria. (modo indicativo nas duas orações)

    Pedro é um excelente aluno, embora não tenha aprendido a matéria. (modo subjuntivo na segunda oração)

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  • Não tem jeito,tem que decorar as conjunções tanto subordinadas quanto as coordenadas.

  • Estou APAIXONADA por esse texto! :)

  • Nas adversativas, o argumento mais forte é aquele que acompanha a conjunção.

    ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso.

    A estratégia discursiva é a de indicar uma conclusão e, imediatamente, apresentar um argumento para anulá-la. A conjunção adversativa é usada para coordenação de orações e introduz uma oração coordenada sindética adversativa. Por isso, a ordem das orações não pode ser invertida.

    ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso.

    ex: Embora tenha chovido, o jogo ocorreu normalmente.

    O objetivo da concessiva é fazer uma ressalva, que, no entanto, não irá anular o argumento principal. Perceba que o fato do jogo ter ocorrido é mais importante que o de ter chovido. A conjunção concessiva é utilizada para estabelecer uma relação de subordinação entre orações. A oração terá função sintática de adjunto adverbial, podendo assim ter a ordem invertida sem perder o sentido.

    ex: Embora tenha chovido, o jogo ocorreu normalmente

  • GABARITO LETRA C

    As orações subordinadas adverbiais concessivas indicam concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à quebra de expectativa. 

  • oração subordinadas concessivas (algumas):

    Embora que, ainda que, apesar de, conquanto, mesmo que, por mais que, posto que, se bem que..

    Frase da noite: Plante, mas não se esqueça que: para crescer e florescer é preciso regar todo dia.

    Rumo ao sonho, amigos.

  • Gravem as conjunções...só digo isso rsrsrs!

  • DICA:  Para verificar o sentido, troca-se uma conjunção por outra de valor equivalente

    (...) EMBORA seja mentira.”

    *CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS

    CONCESSIVOS:  

    1. *APESAR DE,
    2. EM QUE PESE.
    3. A DESPEITO DE,
    4. **CONQUANTO,
    5. *EMBORA,
    6. SE BEM QUE,
    7. *AINDA QUE,
    8. NÃO OBSTANTE,

    "Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste."

  • Pessoal, mas tanto as adversativas como as concessivas tem sentido de oposíção. Então, o que há de errado na letra "b" ???????

  • AINDA QUE, MESMO QUE,

    SE BEM QUE, POR MAIS QUE.

    CONQUANTO, POSTO QUE,

    EMBORA, APESAR DE QUE.

    EM QUE PESE, MALGRADO,

    A DESPEITO, NÃO OBSTANTE.

    ERAM OS NEXOS QUE FALTAVAM PARA EU SEGUIR A DIANTE.


ID
3768346
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

Assinale a alternativa que reescreve adequadamente a frase “O importante é que ela conseguiu sair de lá [...]”, preservando-lhe o sentido.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

     “O importante é que ela conseguiu sair de lá [...]”

    ➥ O fato de ela ter saído do lugar é que foi importante (=O fato de ela ter saído de lá é importante).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Assertiva D

    O fato de ela ter saído de lá é importante.

  • A questão é sobre reescrita e para isso é importante ser preciso na semântica. Queremos a alternativa que na nova forma de escrever a frase, permanece o mesmo sentido.

     “O importante é que ela conseguiu sair de lá [...]”

    a) Incorreta.

    "A saída dela foi importante lá."

    Houve mudança da importância, pois não foi importante para lugar nenhum a saída dela na frase original, já aqui adiciona isso.

    b) Incorreta.

    "É importante que ela saia daqui."

    Embora sejam "daqui e "lá" ambos adjuntos adverbiais de lugar, há mudança de espaço na troca.

    c) Incorreta.

    "Importa ela sair dali."

    Mesmo motivo da anterior, houve mudança de espaço.

    d) Correta.

    "O fato de ela ter saído de lá é importante."

    É isso mesmo, se olhar as duas frases vão perceber que a importância está no fato dela sair de lá.

    e) Incorreta.

    "Lá, ela conseguiu sair."

    Mudou tudo, pois precisava dizer que era importante.

    GABARITO: D

  • GABARITO: D

    O que foi importante? Que ela conseguiu sair de lá. Logo, o fato de ela ter saído de lá é que foi importante.

    Não pare até que tenha terminado aquilo que começou. - Baltasar Gracián.

    -Tu não pode desistir.

  • GAB D

    PERCEBAM QUE O VERBO CONSEGUIR ESTÁ NO PRETÉRITO PERFEITO

    ELA CONSEGUIU CONCLUIR A AÇÃO

    ------------O fato de ela ter saído de lá é importante.

  • Amei o texto!

  • Para explicar a resolução de uma forma estruturada, é importante resolver por eliminação:

    A) "A saída dela foi importante lá." -> ERRADO, pois a frase original não quer dizer "EM qual lugar" a saída de Alice foi importante, e sim "DE qual lugar".

    B) É importante que ela saia daqui. -> ERRADO, pois na frase original, a personagem JÁ SAIU(verbo no indicativo) do local.

    C) Importa ela sair dali. -> ERRADO, pois na frase original, a personagem JÁ SAIU(verbo no indicativo) do local.

    D) O fato de ela ter saído de lá é importante. CORRETO, pois a personagem já conseguiu sair e esse fato foi importante (reflete exatamente a ideia principal da frase original)

    E) Lá, ela conseguiu sair. -> ERRADO, faltou falar a importância do fato.

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  • Gabarito: D.

    O importante é que ela conseguiu sair de lá.

    Vamos trocar o que sublinhei por "isto":

    O importante é [isto].

    [Isto] é importante.

    Estamos diante de uma oração subordinada substantiva. Portanto, o fato de ela ter conseguido sair de lá (que atua como sujeito) é (verbo de ligação) importante (predicativo).

    Dessa maneira fica mais "simples" de perceber que as outras alternativas possuem mudanças gritantes de reescrita e sentido.

    Qualquer equívoco, mandem mensagem.

    Bons estudos!

  • GUERREIROS, NÃO FAÇAM COMO EU, LEIA DEVAGAR... FUI LER RÁPIDO E DESATENTO, PERDI A QUESTÃO

  • O IMPORTANTE É QUE ELA CONSEGUIU SAIR DE LÁ

    O FATO DE ELA TER SAIDO DE LÁ É IMPORTATE

    FIQUEM ATENTOS AOS VERBOS NAS ORAÇÕES

    GAB: D

  • Opa, Guerreiros!

    No trecho original há dois tempos verbais (guiem-se por eles, eles irão te ajudar).

    1º "O importante é..." Então o que é importante está no Presente do Indicativo.

    2º "... ela conseguiu sair de lá." Ela já saiu, já foi, já passou. Pretérito Perfeito.

    A) A saída dela foi importante lá.

    O que é importante não foi... É, além disso o trecho original não diz onde é importante. 2 erros.

    B) É importante que ela saia daqui.

    MAS ELA JÁ SAIU!!! E saiu "de lá", não "daqui"

    C) Importa ela sair dali.

    ELA JÁ SAIU. Fora isso, ela saiu "de lá" e não "dali".

    D) O fato de ela ter saído de lá é importante.

    BATEU! Fato concluído, ela já saiu de lá e isso é importante.

    GABARITO

    E) Lá, ela conseguiu sair.

    Bom.. Isso é verdade, mas vem cá... isso não é importante não?


ID
3768349
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
    Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
    Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
    Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
    A realidade, Maria, é louca.
    Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
    Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
    A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
    Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
    Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
    A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
    Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.

O plural de “lugar-comum” é

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

    “lugar-comum”.

    ➥ Temos uma palavra composta por substantivo + adjetivo= ambos termos devem ser flexionados no plural= lugares-comuns.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Assertiva A

    lugares-comuns.

    Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais

  • Por se tratar de plural de palavra, grosso modo, a questão diz respeito à morfologia. De saída, convém anotar que "lugar-comum" é um substantivo composto por duas palavras de classes distintas, quais sejam: substantivo e adjetivo, respectivamente, ambas integrantes de classes variáveis. Logo, o plural de "lugar-comum" se dá por "lugares-comuns". Veja esquema abaixo para facilitar a resolução de questões análogas a essa:

    Os dois elementos variam:

    I - Quando a palavra for composta por substantivo + substantivo: couve-flor (couves-flores);

    II - Quando a palavra for composta por substantivo + adjetivo: guarda-civil (guardas-civis);

    III - Quando a palavra for composta por adjetivo + substantivo: segunda-feira (segundas-feiras).

    Letra A

  • Para pluralizar os substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen, observe as orientações a seguir:

    a) Quando as duas palavras forem substantivos, pode-se optar por colocar apenas o primeiro elemento ou ambos no plural:

    palavra-chave = palavras-chave ou palavras-chaves

    couve-flor = couves-flor ou couves-flores

    bomba-relógio = bombas-relógio ou bombas-relógios

    peixe-espada = peixes-espada ou peixes-espadas

    b) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:

    substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos

    adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens

    numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

    c) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de:

    verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas

    palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-falantes

    palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

    d) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de:

    substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colônia e águas-de-colônia

    substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e cavalos-vapor

    e) Permanecem invariáveis, quando formados de:

    verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora

    verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

    f) Casos Especiais

    o louva-a-deus e os louva-a-deus

    o bem-te-vi e os bem-te-vis

    o bem-me-quer e os bem-me-queres

    o joão-ninguém e os joões-ninguém.

  • letra A , pois o substantivo e o adjetivo variam para o plural

  • Fixe a regra:

    Substantivo + substantivo = os dois vão ao plural.

    Couves-flores.

    Substantivo + adjetivo =

    Amores -perfeitos.

  • Seria interessante ter certeza da classe gramatical das palavras antes de postar resposta, amigos.

  • LUGARS-COMUNS???? KKKKK

  • GABARITO: A

    Regras dos Substantivos Compostos com Hífen

    1) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro

    Apenas o primeiro elemento passa para o plural. Exemplos: caneta-tinteiro (canetas-tinteiro), salário-família (salários-família), banana-prata (bananas-prata).

    2) Palavras unidas por preposição

    Apenas o primeiro elemento passa para o plural, tal como a regra acima. Exemplos: estrela-do-mar (estrelas-do-mar), mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça), peroba-do-campo (perobas-do-campo).

    3) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo

    Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos: abaixo-assinado (abaixo-assinados), beija-flor (beija-flores), sempre-viva (sempre-vivas).

    4) Palavras repetidas ou onomatopaicas

    Apenas o segundo elemento passa para o plural, tal como a regra acima. Exemplos: pingue-pongue (pingue-pongues), teco-teco (teco-tecos), tique-taque (tique-taques).

    5) Palavra variável + palavra variável

    Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Exemplos: cota-parte (cotas-partes), mão-boba (mãos-bobas), segunda-feira (segundas-feiras).

  • Não sei qual fonte que nossa colega, Bruna, tirou isso, mas em relação ao " segundo substantivo que caracteriza o primeiro", ambos podem variar, como também pode ocorrer de só o primeiro variar e o outro não variar. As duas formas estariam corretas. ok?

    Lembrem-se que substantivos, adjetivos, numerais e pronomes variam, ou seja, se estiver na composição eles podem ir ao plural.

  • Pra responder a questão observem primeiramente cada palavra e sua função.Nesse caso há um substantivo e um adjetivo e as duas palavras variam.

  • Eu ainda fico muito em dúvida sobre quando é substantivo e quando é adjetivo

  • Alternativa A

    Flexionam-se os dois elementos quando o substantivo é formado por:

    # Substantivo + adjetivo:

    Ex: amor-perfeito -> amores-perfeitos

  • Segundo Celso Cunha:

    Geralmente ambos os elementos tomam a forma de plural quando o composto é constituído de dois substantivos, ou de um substantivos e um adjetivo!

    Gramática do português contemporâneo / Celso Cunha& Lindley Cintra. -6.ed. -Rio de Janeiro: Lexikon, 2013.

  • Gab. A substantivo + adjetivo:

    amor-perfeito, amores-perfeitos

    capitão-mor, capitães-mores

    cajá-mirim, cajás-mirins

  • Gabarito A

    Há uma enorme tentação de marcar a letra “b”, pensando na ideia de “tipo de algo”, finalidade. Mas se você observar a composição da palavra, verá que ela é feita de “substantivo” + “adjetivo”. O segundo fica no singular apenas se ele for substantivo. Logo, a única flexão possível é a letra A.

  • Aprendi lá com a Flávia Rita em 2016 e sempre me ajudou, uma regrinha bem geral, que salva na hora do sufoco se for uma questão mais simples como essa, que não vai afundo nas regras:

    O SAN sempre varia. Substantivo, Adjetivo e Numeral.

    Nessa questão, Lugar (substantivo) Comum (adjetivo), portanto os dois variam.

    Resposta letra A, Lugares Comuns.

  • Quem varia, varia, quem não varia, não varia.

  • simplificando a regra geral: as classes variáveis variam, ou seja, vão para o plural, exceto os verbos
  • Então POR QUE SE FALA: OLHOS AZUL-BEBÊ. TAPETES VERDE-ESMERALDA. BLUSAS ROSA-CHOQUE.

    Alguém consegue explicar????????????????????????????

  • Regra Geral: "quem varia varia; quem não varia não varia!"

    Classes gramaticais que variam:

    Substantivo + substantivo (couve-flor/couves-flores)

    Numeral + substantivo (quarta-feira/quartas-feiras)

    Adjetivo + substantivo (baixo-relevo/baixos-relevos)

    Classes gramaticais que não variam:

    Verbo + substantivo (beija-flor/beija-flores)

    Advérbio + adjetivos (alto-falante/alto-falantes)

    Interjeição + substantivo (ave-Maria/ave-Marias)

    EXCEÇÃO STF (Semelhança, Tipo ou Finalidade)

    Se na composição do substantivo o segundo for delimitador do primeiro em uma relação de STF (Semelhança, Tipo ou Finalidade), ambos poderão variar.

    Exemplo: Pombos-correio(s)/ públicos-alvo(s)/ Banhos-Maria(s).

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  • Gabarito A

    Flexionam-se os dois elementos, quando formados de substantivo + adjetivo

    lugar-comum | lugares-comuns

  • PRIMEIRA COISA TEMOS QUE ANALISAR CADA PALABRA. SABE-SE QUE LUGAR É UM SUBSTANTIVO ABSTRATO/ COMUM E QUE “COMUM” É UM ADJETIVO (COMO É O LUGAR?)

    BIZU: O SAN sempre varia. Substantivo, Adjetivo e Numeral.

    Nessa questão, Lugar (substantivo) Comum (adjetivo), portanto os dois variam.

    ASSIM FICARÁ

    LUGARES-COMUNS

  • GABARITO A

    Plural de palavras compostas:

    Regra geral-> SAN (substantivo, adjetivo e numerais) variam

    Ex.: guarda-florestal - guardas-florestais

    Casos especiais

    1)Substantivo + substantivo - sempre que o segundo indicar tipo ou finalidade do primeiro -> flexiona-se, preferencialmente, só o primeiro. Mas o plural pode ser dado em ambos os elementos.

    Ex.: manga-espada - mangas-espada(s)

    2) Composto unido por elemento de ligação -> o plural será dado só no primeiro elemento;

    Ex.: pão de ló - pães de ló

    3) Se o primeiro elemento do composto for invariável, o último será flexionado independentemente da classe;

    Ex.: bem-te-vi - bem-te-vis

    4) palavras imitativas, apenas o último elemento varia

    Ex.: tique-taques - tique-taques

    5) verbos repetidos, podem-se flexionar o primeiro, o segundo ou dois últimos elementos do composto

    Ex.: pulas-pulas/ pulas-pula / pula-pulas

    Professora Flávia Rita

  • ✅Gabarito A✅ Substantivos Compostos formados por palavras VARIÁVEIS quanto ao número ➡️ ambas as palavras devem ir para o plural. As palavras que formam o composto devem, portanto, ser analisadas se, isoladamente, são suscetíveis de ir para o plural. Exemplo: Amor-perfeito ➡️ Amores-prefeitos.
  • No composto lugar-comum temos um substantivo (lugar) e um adjetivo (comum). Substantivo e adjetivo são classes variáveis, portanto os dois vão para o plural: lugares-comuns. Gab: A

  • "O que varia varia, o que não varia não varia."

  • essa banca gosta desses assunto chato: plural de palavra composta, formação de palavra..

    sinto-me na 6° série..

  • SUBSTANTIVO

    COMPOSTO

    1)     Substantivo + substantivo que especifica o primeiro: apenas o primeiro elemento passa para o plural. Ex.: caneta-tinteiro (canetas-tinteiro), salário-família (salários-família), banana-prata (bananas-prata);

     

    2)     Palavras unidas por preposição: apenas o primeiro elemento passa para o plural, = acima. Ex.: estrela-do-mar (estrelas-do-mar), mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça), peroba-do-campo (perobas-do-campo);

     

    3)     Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo: apenas o segundo elemento passa para o plural. Ex.: abaixo-assinado (abaixo-assinados), beija-flor (beija-flores), sempre-viva (sempre-vivas);

     

    4)     Palavras repetidas ou onomatopaicas: apenas o segundo elemento passa para o plural, = acima. Ex.: pingue-pongue (pingue-pongues), teco-teco (teco-tecos), tique-taque (tique-taques);

     

    5)     Palavra variável + palavra variável: os dois elementos passam para o plural. São palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Ex.: cota-parte (cotas-partes), mão-boba (mãos-bobas), segunda-feira (segundas-feiras)

  • Plural de substantivo composto

    subst + subst= primeira ou ambas

    verbo + substantivo= segunda

    adjetivo + subst (vice-versa) = ambas [CASO DA QUESTÃO]

    palavras repetidas= segunda

  • PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS

    VARIAM OS DOIS ELEMENTOS

    a) SUBSTANTIVO + SUBSTANTIVO. 

    b) SUBSTANTIVO + ADJETIVO.

    c) ADJETIVO + SUBSTANTIVO. 

    d) NUMERAL + SUBSTANTIVO. 

    VARIA O PRIMEIRO ELEMENTO

    a) SUBSTANTIVO + PREPOSIÇÃO + SUBSTANTIVO. 

    b) Se o substantivo composto formado por DOIS substantivos, desempenhando o SE- GUNDO papel de ADJETIVO. 

    VARIA O SEGUNDO ELEMENTO

    a) palavras repetidas. 

    b) VERBO + SUBSTANTIVO. 

    c) PALAVRA INVARIÁVEL + PALAVRA VARIÁVEL. 

    d) NÃO forem ligados por hífen, formando uma só palavra. 

    e) REDUÇÃO + SUBSTANTIVO. 

    INVARIÁVEIS OS DOIS ELEMENTOS

    a) VERBO + ADVÉRBIO. 

    b) VERBO + SUBSTANTIVO PLURAL. 

  • 1º Caso: quando as duas palavras que compõem o substantivo composto forem de algumas daquelas seis classes gramaticais que variamambas podem ser escritas no plural.

     Couve-flor = couves-flores (subs. + subs.)

     Primeira-dama = primeiras-damas (numeral subs.)

     Bom-dia = bons-dias (adjetivo subs.)

     2º Caso: substantivos compostos em que existem palavras das classes consideradas invariáveis, somente a primeira vai para o plural:

     Água-de-colônia = Águas-de-colônia (preposição "de" é invariável)

     3º Caso:  No caso de compostos em que o segundo elemento indica finalidade, forma ou semelhança do primeiro, há a possibilidade de flexionar apenas o primeiro elemento ou ambos.

     

    decreto-lei – decretos-lei / decretos-leis

    manga-rosa – mangas-rosa / mangas-rosas

    pombo-correio – pombos-correio / pombos-correios...

     

     4º Caso: quando a primeira palavra for invariável ou for um verbo somente a segunda vai para o plural:

     Ex-aluno = ex-alunos

    Guarda-roupas

     Vice-diretor = vice-diretores

    Beija-flor = beija-flores

     5º Caso: Palavras repetidas e onomatopaicas: só a segunda palavra recebe o “s”.

     Pisca-pisca = pisca-piscas

     Corre-corre = corre-corres

    Reco-reco = reco-recos

    Obs.: Palavra onomatopaica é aquela que indica o som de alguma coisa. Ex.: o pato faz "reco-reco", o grilo faz "cri-cri"...

     Exceção: se ambas forem verbos, (como pisca-pisca), podem ser escritaS da forma indicada acima (pisca-piscas) ou assim: piscas-piscas. Corre-corre, corres-corres.

     6º e último caso (amém): significados opostos não se alteram:

     O perde-ganha = os perde-ganha

     O vai-vem = os vai-vem

     O leva-e-traz = os leva-e-traz

    O via-volta; = os vai-volta


ID
3768352
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Considere como verdadeira a seguinte sentença: “Carlos escreve poemas e ensina Gramática”. A negação dessa sentença, por definição, será dada por

Alternativas
Comentários
  • A negação do E é só trocar pelo conectivo OU e negar as duas proposições.

    “Carlos escreve poemas e ensina Gramática”

    Fica: “Carlos não escreve poemas ou não ensina Gramática”

    GABARITO. A

  • Letra A. Quando for negação do conectivo E nega tudo e troca pelo conectivo OU.
  • Assertiva A

    Carlos não escreve poemas ou não ensina Gramática”.

    A e B

    Neg ~A Ou ~B

  • I) Negação do conectivo "e"= troca pelo "ou" e nega tudo!

    II) Negação do conectivo "ou " = troca pelo "e" e nega tudo!

    Bons estudos!

  • Nhega nhega nhega a negação do E é OU a negação do ou é E

  • troca por não e troca os conectivos

  • NEGAÇÂO:

    “Carlos escreve poemas e ensina Gramática”. 

    A e B ( sempre troca o E pelo OU e nega as duas )

  • GABARITO: A

    Trata-se das leis de Morgan. Vejamos:

     

    1. PRIMEIRA LEI DE MORGAN: negação do ‘e’.

     

    Representação operacional: ~ ( P ^ Q) = (~P) v (~Q)

    Para fazermos a negação do ‘e’, basta trocarmos o ‘e’ pelo ‘ou’ e negar ambas proposições.

    Proposição ‘P’: Ana voltou.

    Proposição ‘Q’: Foi ao cinema.

    Operador: P ^ Q = Ana voltou e foi ao cinema.

    Para negar tal operação fazemos:

    Negação: Ana não voltou ou não foi ao cinema. = ~P v ~Q

     

    2. SEGUNDA LEI DE MORGAN: negação do ‘ou’.

     

    Representação operacional: ~ (P v Q) = (~P) ^ (~Q)

    Para fazermos a negação do ‘ou’, basta trocarmos o ‘ou’ pelo ‘e’ e negarmos ambas sentenças.

                    Me caso ou compro sorvete.

    Negação: Não me caso e não compro sorvete.

     

    RESUMINDO: Para negarmos ‘e’ e ‘ou’, basta negarmos ambas as proposições e trocarmos o ‘e’ pelo ‘ou’ ou o ‘ou’ pelo ‘e’.

    Bons estudos! (:

  • leis de morgan

    ******Negação do conectivo "e"= troca pelo "ou" e nega tudo!

    ****** Negação do conectivo "ou " = troca pelo "e" e nega tudo!

  • Olá pessoal,

     

    Vejam o vídeo com a resolução dessa questão no link abaixo

    https://youtu.be/iTde-xgInsw

     

    Professor Ivan Chagas

    www.gurudamatematica.com.br

  • NEGA , NEGA , NEGA

  • TO CHEGANDO PARÁ

  • E SERIO QUE ESSES TROCADILHOS CAEM EM PROVAS DE CONCURSO.

  • NEGAÇÃO

    TODO --> ALGUM + NÃO

    ALGUM --> NENHUM

    NENHUM --> ALGUM

    EQUIVALÊNCIA

    TODO --> NENHUM + NÃO

    ALGUM - NÃO EXISTE

    NENHUM --> TODO + NÃO

  • Olá pessoal,

     

    Vejam o vídeo com a resolução dessa questão no link abaixo

    https://youtu.be/iTde-xgInsw

     

    Professor Ivan Chagas

    www.gurudamatematica.com.br

  • para negar a conjunção nega tudo e troca o E pelo OU

  • GAB. A

    “Carlos não escreve poemas ou não ensina Gramática”.

  • ~P U ~Q

    Carlos não escreve poemas ou não ensina Gramática

    Gab: A

  • Pega o Macetão aí: https://m.youtube.com/watch?v=UfFBnkdJZtE
  • NUNCA DESISTA DE SEUS OBJETIVOS.

  • Troca o "E" por "OU" e nega tudo

  • Vou passar na PCPA, e vc, se estiver pegado, tbm!!! Amém!!!

  • dá até medo de marcar uma dessas


ID
3768355
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Três amigos decidiram viajar em um final de semana. Após procurarem em várias agências por uma pousada, encontraram um pacote de viagem para três pessoas, com o custo total de R$ 800,00. No momento de pagar e adquirir esse pacote de viagem, analisando a quantia de dinheiro disponível por todos naquele momento, verificaram que Carlos possuía R$ 250,00, Fernanda possuía R$ 100,00 a menos que Luís e Luís possuía 7/5 da quantia de Carlos. Dessa forma, somando a quantia que os três amigos possuíam, e não havendo a possibilidade de arrecadar mais dinheiro, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • C + F + L = 800 

    C= 250 

    F = L - 100

    L = 7/5 de 250 = L = 350 

    ENTÃO , "F" = 350 - 100 => F = 250

    TOTAL DA 850

     

    ANALISANDO AS ALTERNATIVAS, GAB: C

  • Questãozinha gostosinha de fazer.

  • Carlos + Fernanda + Luis

    7/5 de 250 = 250%5 x 7 = 350

    350-100= 250

    Carlos tem 250.

    Somando tudo =850.

    Bons estudos!

  • Pacote de 800 para 3 amigos.

    Então:

    800/3

    Carlos 250

    Fernanda 100 a menos que Luís

    Luís 7/5 de Carlos (250), logo:

    250/5= 50x7= 350

    Dessa forma:

    Luis possui 350

    Fernanda possui 350-100= 250

    Concluindo aqui:

    350+250+250= 850-800= 50.

    Letra C

  • Olá pessoal,

     

    Vejam o vídeo com a resolução dessa questão no link abaixo

    https://youtu.be/f4CIkOHtT_k

     

    Professor Ivan Chagas

    www.gurudamatematica.com.br

  • Custo total: 800

    Carlos: 250

    Luís: 250/5 = 50x7 = 350

    Fernanda: 350-100 = 250 

    Soma: 250+350+250= 850

    850-800= 50

    Gabarito: Letra C

  • http://sketchtoy.com/70289046


ID
3768358
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Em um evento, compareceram 130 homens e 208 mulheres. A taxa percentual que representa a quantidade de homens em relação ao total de mulheres é igual a

Alternativas
Comentários
  • 130 / 208 = 0,625 *100 = 62,5%

     

    GAB.D

  • Gabarito(D)

    Quando a questão fala que quer ''uma coisa em relação a outra'' ela quer que façamos uma divisão.

    Homens = 130

    Mulheres = 208

    Homens em relação às mulheres:

    H / M = 130 / 208 = 0,625 ou 62,5%

  • 130/208 *100 = 62,5 %

  • 208 ---- 100%

    130 ---- X

    208x -- 13000

    X= 13000/208

    X= 62,5

  • 1º Divide: 208/ 130

    2º Pegue o resultado e multiplique por 100.

    0,625 x 100=  62,5

  • Metade de 208 é 104 logo descartamos As alternativas C E A a B está falando em mais de 100% o que significa que podemos exclui-la pois o numero de homens é menor do que o n de mulheres. sobrando apenas a alternativa D

  • Olá pessoal,

     

    Vejam o vídeo com a resolução dessa questão no link abaixo

    https://youtu.be/lbxfUP2ErLE

     

    Professor Ivan Chagas

    www.gurudamatematica.com.br

  • homens: 130

    mulheres: 208

    130 / 208= 0,625

    0,625 x 100= 62,5

    Gabarito: Letra D

  • SIMPLES, SÓ FAZER REGRA DE 3

    T= 338 = 100%

    H= 130

    M= 208

    208M - 100

    130H - X

    208x = 13000

    13000/208 = 62,5%

  • Foco na Missão Guerreiros, que aprovação é certa!

  • Minha contribuição.

    Em um evento, compareceram 130 homens e 208 mulheres. A taxa percentual que representa a quantidade de homens em relação ao total de mulheres é igual a:

    H/M = 130/208 = 65/104

    104_____100%

    65______x

    104x = 6500

    x = 6500/104

    x = 62,5

    Abraço!!!


ID
3768364
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Afirmar que “Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite” é equivalente a afirmar, por definição de equivalência de proposições compostas, que

Alternativas
Comentários
  • Leis distributivas:

    Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite

    A: Clara trabalha de manhã

    B: Clara trabalha à tarde

    C: à noite

    A ^ (B v C) = (A ^ B) v (A ^C) = “Clara trabalha de manhã e à tarde ou Clara trabalha de manhã e à noite”.

    Outra lei distributiva (não para essa questão):

    A v (B ^ C) = (A v B) ^ ( A v C)

  • ☆ Gabarito E

    Apenas foi utilizada a propriedade DISTRIBUTIVA dos conectivos ^ (e) e do conectivo v (ou). [Conjunção e Disjunção,respectivamente]

    DISTRIBUTIVA:

    Ex: P^(Q v R) = (P^Q) v (P^R)

    Pv(Q ^ R) = (PvQ) ^ (PvR)

    Comutatividade:

    P v Q = Q v P

    P ^ Q = Q ^ P

    OBS:Não vale para a condicional (p -> q)

    Dando nome às proposições simples:

    P:Clara trabalha de manhã

    Q:Clara trabalha à tarde

    R:Clara trabalha à noite.

    "Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite"

    P ^ (Q v R) =

    Aplicando a distributiva:

    (P ^ Q) v (P ^ R)

  • Distributiva ( Conjunção e Disjunção)

    A^(BvC) = (A^B) v (A^C)

    O sinal de fora vai para dentro e o de dentro para fora.

    Grave essa dica.

    Ainda, poderia mexer as conjunções dentro, pois o "OU" e "E", são os únicos que permitem. Ex.: (C^A) v (B^A).

    Olá, estou corrigindo redações para concurso, para mais informações envie email para fuvio10@outlook.com ou chame aqui! Experiência comprovada, por meio de provas corrigidas por bancas.

  • Pode-se Resolver a questão utilizando a Lei de Morgan !!!

    Onde realiza-se a troca do conectivo, desta forma.

    1° Lei: Conectivo "e" troca-se pelo conectivo "ou"

    2° Lei: Conectivo "ou" troca-se pelo Conectivo "e"

    No exercício em questão há a necessidade de realizar somente a segunda Lei.

  • Confesso que isso ficou incoerente com o que aprendi nas aulas, pois o professor ensinou que sempre que substituímos o 'e' pelo 'ou' e vice-versa, devemos negar as proposições. Pelo menos assim ficou subentendido, já que na aula de equivalências ele não falou sobre tais equivalências, somente sobre outras. Acabei errando a questão por isso. Mais alguém?

  • É a distributiva, é como se fosse uma função.

    A^B OU A^C

  • Clara trabalha de manhã (p)

    Clara trabalha à tarde (q) ou à noite (r)

    p^ q v r

    Distribuitiva

    (p^ q) v (p^ r)

    Clara trabalha de manhã e de tarde ou Clara trabalha de manhã e à noite

    Gabarito: E

  • Propriedades Distributivas

    P^(QvR) <=> (P^Q) v (P^R)

    Pv(Q^R) <=> (PvQ) ^ (PvR)

     

  • Propriedades Distributivas

    P^(QvR) <=> (P^Q) v (P^R)

    Pv(Q^R) <=> (PvQ) ^ (PvR)

    Alguém pode explicar por que eu abro parenteses na Disjunção P^(QvR), e por que não assim na Conjunção (P^Q)vR

    Existe alguma prioridade entre Conjunção e Disjunção para se colocar parenteses?

  • https://www.youtube.com/watch?v=bToeoELThWM (34 min 08')

    Luis Telles

  • Afirmar que “Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite” é equivalente a afirmar, por definição de equivalência de proposições compostas, que

    Clara trabalha de manhã = p

    clara trabalha a tarde = q

    clara trabalha a noite = r

    temos

    p^( q v r )

    realizando a propriedade distributiva

    (p ^ q) v (p ^ r)

    ou seja

    “Clara trabalha de manhã e à tarde ou Clara trabalha de manhã e à noite”. = (p ^ q) v (p ^ r)

    Letra E

  • Queria agradecer a qualidade excelente nos comentários fornecidos pelos colegas nessa questão. Tenho dificuldade com distributivas quase sempre, mas depois de encontrar esses comentários aqui, ficou bem mais fácil. Obrigado mesmo.

  • O Comentário do EVANDRO VENTURA é sensacional! Não precisa assistir à resolução no youtube, pois o Evandro explicou bem melhor.

  • Quem diria que um dia eu acertaria uma questão dessas...

  • Fiz a tabela verdade da questão e da alternativa c, como deu valores lógicos diferentes eu marquei a que sobrou.

    Gabarito: E

  • 1) (P ^ Q) OU R" Clara trabalha de manhã e Clara trabalha à tarde ou à noite.

    reescrevendo de forma distributiva...

    2) (P^Q) V (P V R) Clara trabalha de manha e a tarde OU clara trabalha de manhã e a noite.

  • vivendo e aprendendo não adianta, tem coisa que só fazendo questão pegamos

  • questão um pouco trabalhosa kkk

  • M ^ (T v N) = M^T v M^N

  • Lei Distributiva para equivalência lógica, só funciona com os operadores "^" e "v".

    Primeira questão que vejo sobre isso.


ID
3768367
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Dentre as alternativas seguintes, assinale a correta em relação à Lei Orgânica de Novo Hamburgo.

Alternativas
Comentários
  • não entendi esta questão... não sou formado em direito longe disso mas o pouco entendimento de direito que possuo existe uma hierarquia dentro do Brasil onde a constituição federal é inviolável em relação a leis estaduais e/ou municipais logo se uma lei estadual/municipal for criada que fere a lei federal logo a lei estadual/municipal é anulada então não sei como uma nova lei foi criada para respeitar a federal se já existe uma que determina a mesma.

  • Oi Diego, o que você falou até tem sentido, mas a questão pede a questão correta.

    E a questão não fala de criar um lei contrária. Uma lei Municipal pode muito bem ser criada para complementar aquilo que uma lei Federal ou estadual não contempla.

    Então faz todo o sentido que as leis Municipais respeitem os princípios das constituições do estado e país em que está cidade se encontra, para não haver divergência entre elas.


ID
3768370
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Assinale a alternativa correta sobre as regras das infrações previstas no Código de Posturas de Novo Hamburgo.

Alternativas

ID
3768373
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Acerca das normas do regime estatutário dos servidores públicos de Novo Hamburgo, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Art. 20 - Posse é a aceitação expressa das atribuições,...

    § 2º - A posse poderá dar-se mediante procuração específica.

    Art. 22 - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições de cargo.

    § 1º - É de trinta dias(CMT), improrrogável, o prazo para o servidor entrar em exercício, contados da data de posse, no caso de nomeação, e da data da publicação oficial do ato, nos demais casos.

  • Gabarito "A"

    Lei Municipal n.º 333/00:

    "Art. 23 Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura do respectivo termo pela autoridade competente e pelo servidor empossando.

    § 1º A posse ocorrerá no prazo de dez dias contados da formalização do ato de provimento, prorrogável por igual período, a requerimento prévio do interessado.

    § 2º A posse será obrigatoriamente pessoal."


ID
3768376
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Acerca das normas do regime estatutário dos servidores públicos de Novo Hamburgo, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

ID
3768379
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Analise as assertivas sobre o Plano de Classificação de Cargos e Funções para os servidores municipais e assinale a alternativa que aponta (a)s correta(s).

I. Os cargos em comissão têm como atribuições essenciais a direção, a chefia e o assessoramento de órgãos e unidades administrativas integradas à Administração Municipal, competindo, aos respectivos detentores, dirigir e supervisionar todas as atividades administrativas afetas a esses órgãos e unidades, segundo as diretrizes e determinações exaradas pela autoridade superior competente.
II. Quando o provimento do cargo em comissão se der mediante nomeação de servidor público, o respectivo detentor perceberá tão somente gratificação pecuniária correspondente a cinquenta por cento da remuneração fixada para o cargo em comissão, enquanto perdurar o respectivo exercício, além da remuneração do seu cargo permanente.
III. No provimento de cargos em comissão, pelo menos um quarto dos cargos serão preenchidos por servidores públicos.

Alternativas

ID
3833128
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

O manejo conservacionista do solo tem crescido muito nos últimos anos e, dentre as técnicas utilizadas, o sistema de plantio direto tem sido adotado em grande parte das propriedades. Assinale a alternativa correta sobre os fundamentos do plantio direto.

Alternativas
Comentários
  • Os fundamentos do plantio direto são:

    Eliminação / redução das operações de preparo do solo;

    Uso de herbicidas para o controle de plantas daninhas;

    Formação e manutenção da cobertura morta;

    Rotação de culturas;

    Uso de semeadoras específicas.


ID
3833131
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

A assimilação biológica de nitrogênio é feita principalmente por microrganismos simbiontes, como no caso da soja pelos rizóbios. A enzima responsável pela fixação biológica de nitrogênio presente nesses microrganismos é denominada

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: C

    A) RuBisCo = enzima responsável pela fixação do carbono.

    B) PEPcase = enzima que nas plantas C4, é responsável por converter o CO2 em HCO-3.

    C) Nitrogenase = complexo enzimático responsável por catalisar a reação de fixação do nitrogênico molecular (N2).

    D) Redutase do nitrato = enzima responsável pela redução do nitrato (NO-3) à nitrito (NO-2).

    E) Nitrito redutase = enzima responsável pela conversão do nitrito (NO-2) à amônia (NH3).


ID
3833134
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

A fotossíntese é o processo pelo qual a planta converte energia luminosa em compostos orgânicos. Qual é o produto da fase fotoquímica da fotossíntese?

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

    Pra quem marcou a letra "a" atentar para o fato de que a estão pede o produto da fase fotoquímica, também conhecida por fase luminosa ou fase clara.

    Produtos da fase fotoquímica (luminosa / clara): O2, produzido no centro de evolução de oxigênio do FSII; NADPH, produzido pelo FSI e ATP, produzido pela ATPase.

    Produtos da fase bioquímica (química / escura): É a etapa em que ocorre a fixação do CO2 por meio do ciclo de Calvin (que usa o NADPH e ATP da fase fotoquímica), produzindo glicose.


ID
3833137
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Para o controle de plantas daninhas, o arranquio e a capina manual, a roçada e o cultivo mecanizado se enquadram no método de

Alternativas
Comentários
  • Controle Mecânico de Plantas Daninhas:

     

    Capina Manual

    Capina Mecânica


ID
3833140
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Como método alternativo de controle de lagarta-da-soja, há a utilização de

Alternativas
Comentários
  • Baculovirus anticarsia é um dos exemplos de agente biológico de controle. Trata-se de um vírus capaz de controlar a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatallis), a principal e mais comum praga causadora de desfolha direta da cultura da soja.

    O vírus quando aplicado na cultura da soja, infecta as lagartas que se alimentam das folhas contaminadas, cessando sua atividade danosa em cerca de 4 dias após o consumo, levando a morte dentro de 7 dias. O sintoma mais evidente apresentado pelas lagartas infectadas é a perda de sua cor, adquirindo tonalidades amareladas, além da lentidão na movimentação. Após a morte, a lagarta escurece gradativamente e apodrece, atuando como fonte de recontaminação, pois após alguns dias, o corpo se rompe e grande quantidade do vírus recai sobre as folhas, fazendo com que, muitas vezes, uma só aplicação do vírus seja suficiente para exercer controle durante toda a safra.


ID
3833143
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Para o manejo de irrigação, é possível utilizar equipamentos para a medição do estado da água no solo, principalmente utilizando a tensão. O equipamento responsável pelas medições do estado da água no solo é o

Alternativas
Comentários
  • O tensiômetro indica a tensão, em tempo real, que a água se encontra retida no solo. Desta forma, bastará você fazer a leitura no tensiômetro para determinar a umidade do solo, por meio da curva de retenção. Desta forma, fica fácil você monitorar a umidade e realizar as irrigações no momento e na quantidade certa.

    1.TIPOS DE TENSIÔMETROS

    1.1 DECISÃO

    Determinar o momento de início da irrigação, instalado na metade da profundidade efetiva.

    1.2 CONTROLE

    Para analisar se toda a profundidade efetiva das raízes está sendo umedecida, instalado no limite da profundidade especifica.

    https://www.cpt.com.br/dicas-cursos-cpt/tensiometro-o-que-e-e-para-que-serve-e-como-opera-lo


ID
3833146
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Considerando o tema georreferenciamento, há diversas definições para SIG. O que significa SIG?

Alternativas
Comentários
  • Gab. E

    SIG = Sistemas de Informação Geográfica

    O que é um SIG? SIG é um sistema que processa dados gráficos e não gráficos (alfanuméricos) com ênfase a análises espaciais e modelagens de superfícies.

    Algumas definições:

    "Um conjunto manual ou computacional de procedimentos utilizados para armazenar e manipular dados georeferenciados" (Aronoff, 1989).

    "Conjunto poderoso de ferramentas para coletar, armazenar, recuperar, transformar e visualizar dados sobre o mundo real" (Burrough, 1986).

    "Um sistema de suporte à decisão que integra dados referenciados espacialmente num ambiente de respostas a problemas" (Cowen, 1988).

    "Um banco de dados indexados espacialmente, sobre o qual opera um conjunto de procedimentos para responder a consultas sobre entidades espaciais" (Smith et al., 1987)

  • E o medo do engenheiro não acertar nenhuma questão na prova.rs

    Essa salvou


ID
3833149
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Em alguns experimentos, o pesquisador avalia dois ou mais tipos de tratamentos e deseja verificar se há interação entre estes. Tais experimentos são denominados experimentos

Alternativas
Comentários
  • Um experimento fatorial é tipo de experimento planejado que permite observar os efeitos que vários fatores podem ter sobre uma resposta. Ao conduzir uma experiência, variando os níveis de todos os fatores, ao mesmo tempo, em vez de um de cada vez permite estudar as interações entre os fatores. O Delineamento inteiramente casualizado é considerado o delineamento mais simples dentro da estatistica. No DIC as unidades experimentais são destinadas a cada tratamento de uma forma inteiramente casual (sorteio). Os experimentos formulados com este delineamento são denominados “experimentos inteiramente ao acaso”. Os experimentos instalados de acordo com o DBC são chamados de “experimentos em blocos casualizados”. Os experimentos em blocos levam em consideração os três princípio básicos da experimentação (repetição, casualização e controle local). O Teste de Tukey consiste em comparar todos os possíveis pares de médias e se baseia na diferença mínima significativa (D.M.S.), considerando os percentis do grupo. No cálculo da D.M.S. utiliza-se também a distribuição da amplitude estudentizada, o quadrado médio dos resíduos da ANOVA e o tamanho amostral dos grupos Os métodos de comparação múltipla baseados em análise de agrupamento univariada, têm por objetivo separar as médias de tratamentos que, para esse estudo foram médias de locais, em grupos homogêneos, pela minimização da variação dentro, e maximização entre grupos e um desses procedimentos é o teste de Scott-Knott.

ID
3833152
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Considerando que os bens econômicos podem ser classificados em bens materiais e bens imateriais, assinale a alternativa correta em relação a bens materiais.

Alternativas
Comentários
  • A - Bens finais ( BENS NÃO-DURÁVEIS) são os tipos de bens utilizados por um breve período de tempo, como alimentos, produtos de limpeza, combustíveis, produtos de higiene pessoal etc.

    B - Bens intermediários ( BENS DURÁVEIS) são os bens que podem ser utilizados por um longo período de tempo, como automóveis, televisão, geladeira etc.

    D - Bens de consumo duráveis ( BENS FINAIS ) são aqueles que já passaram por todas as etapas de um processo produtivo e são diretamente consumidos ou usados. São exemplos de bens finais carros, alimentos e televisão.

    E - Bens de consumo não duráveis ( BENS INTERMEDIÁRIOS) são os utilizados no sistema produtivo para a produção de outros bens. São exemplos de bens intermediários os fertilizantes utilizados pelo agricultor para a produção de soja ou a água utilizada para a produção de refrigerantes.


ID
3833155
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

O manejo de pragas da soja é de extrema importância para garantir produtividade. O nível de dano para a tomada de decisão, do controle de lagartas maiores de 1,5cm, durante o período vegetativo da soja, é de

Alternativas
Comentários
  • Com relação ao número de insetos, o NA(nível de ação) recomendado para iniciar o controle é de 20 lagartas grandes (≥ 1,5 cm) por metro de fileira de soja.

    E com relação à desfolha, o NA recomendado para indicar o momento certo para iniciar o controle dos desfolhadores é de 30% de desfolha no período vegetativo ou 15% se a cultura estiver no estágio reprodutivo de desenvolvimento.


ID
3833158
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

As seguintes doenças da soja foram identificadas no Brasil. Suas ocorrências podem variar de esporádicas ou restritas à incidência generalizada nacionalmente. Assinale a alternativa em que estão relacionados corretamente os nomes comuns e seus respectivos agentes para as doenças.

Alternativas

ID
3833161
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Pragas quarentenárias são organismos de importância econômica potencial para a área em perigo, onde ainda não estão presentes, ou, quando presentes, não se encontrem amplamente distribuídas sob controle oficial. No que se refere às medidas utilizadas contra as pragas quarentenárias, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) Controle de trânsito de vegetais e seus produtos a partir de áreas infectadas com a praga.

( ) Dispensa da necessidade de atestados de sanidade vegetal para intercâmbio de vegetais e seus subprodutos, como Certificado Fitossanitário de Origem – CFO ou Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado – CFOC.

( ) Exigência de Permissão de Trânsito de Vegetais, que é o documento fitossanitário emitido para acompanhar o trânsito de partida de plantas, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal, de acordo com as normas de defesa sanitária vegetal e para subsidiar, conforme o caso, a emissão do Certificado Fitossanitário – CF e do Certificado Fitossanitário de Reexportação – CFR, com declaração adicional do Mapa.

( ) Educação fitossanitária, que são ações realizadas por órgãos de defesa fitossanitária para capacitação de produtores, técnicos e população em geral sobre pragas quarentenárias.

Alternativas

ID
3833164
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Assinale a alternativa correta quanto ao manejo integrado de pragas (MIP).

Alternativas

ID
3833167
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. São obrigações do usuário para o uso correto dos agrotóxicos:


( ) utilizar o agrotóxico conforme a recomendação da receita, recomendações do fabricante ou dos órgãos oficiais (é necessário ler o rótulo, a bula e o receituário).

( ) devolver embalagens vazias, no prazo de 3 anos após uso.

( ) armazenar adequadamente os agrotóxicos.

( ) fazer a tríplice lavagem, em embalagens rígidas contendo formulação dispersível ou miscível em água.

Alternativas
Comentários
  • O prazo para a devolução é de um ano após a compra do produto conforme Lei nº 9.974/00

  • Lei 7802, art. 6º, IV, § 4 As embalagens rígidas que contiverem formulações miscíveis ou dispersíveis em água deverão ser submetidas pelo usuário à operação de tríplice lavagem, ou tecnologia equivalente, conforme normas técnicas oriundas dos órgãos competentes e orientação constante de seus rótulos e bulas.


ID
3833170
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Agrário
Assuntos

Qual é a Lei ou decreto que fixa os fundamentos, define os objetivos e as competências institucionais, prevê os recursos e estabelece as ações e instrumentos da política agrícola, relativamente às atividades agropecuárias, agroindustriais e de planejamento das atividades pesqueira e florestal?

Alternativas
Comentários
  • Lei nº 8.171, de 17/01/1991.

    Art. 1° Esta lei fixa os fundamentos, define os objetivos e as competências institucionais, prevê os recursos e estabelece as ações e instrumentos da política agrícola, relativamente às atividades agropecuárias, agroindustriais e de planejamento das atividades pesqueira e florestal.


ID
3833173
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Agrário
Assuntos

Assinale a alternativa correta sobre a Lei nº 9.712, de 20 de novembro de 1998.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "E"

    Altera a Lei n 8.171, de 17 de janeiro de 1991, acrescentando-lhe dispositivos referentes à defesa agropecuária.

           O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    Art. 1o A Lei no 8.171, de 17 de janeiro de 1991, em seu Capítulo VII, passa a vigorar com os seguintes artigos: "Art. 27-A. São objetivos da defesa agropecuária assegurar: I – a sanidade das populações vegetais; II – a saúde dos rebanhos animais; III – a idoneidade dos insumos e dos serviços utilizados na agropecuária; IV – a identidade e a segurança higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos agropecuários finais destinados aos consumidores. § 1o Na busca do atingimento dos objetivos referidos no caput, o Poder Público desenvolverá, permanentemente, as seguintes atividades: I – vigilância e defesa sanitária vegetal; II – vigilância e defesa sanitária animal; III – inspeção e classificação de produtos de origem vegetal, seus derivados, subprodutos e resíduos de valor econômico; IV – inspeção e classificação de produtos de origem animal, seus derivados, subprodutos e resíduos de valor econômico (gabarito); V – fiscalização dos insumos e dos serviços usados nas atividades agropecuárias.

           Art. 1 A Lei n 8.171, de 17 de janeiro de 1991, em seu Capítulo VII, passa a vigorar com os seguintes artigos:

    O erro da "D" é o termo "atividades industriais" em vez de "atividades agropecuárias".


ID
3833176
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Para os efeitos da Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, entende-se por

Alternativas
Comentários
  •   I – amostra: porção representativa de um lote de sementes ou de mudas, suficientemente homogênea e corretamente identificada, obtida por método indicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa;

    II- amostra oficial: amostra retirada por fiscal, para fins de análise de fiscalização

    IV- amostrador: pessoa física credenciada pelo Mapa para execução de amostragem

    V- armazenador : pessoa física ou jurídica que armazena sementes para si ou para terceiros


ID
3833179
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Assinale a alternativa correta sobre o Decreto nº 5.153, de 23 de julho de 2004.

Alternativas

ID
3833182
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Agrário
Assuntos

Considerando o Decreto Federal nº 5.741, de 30 de março de 2006, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "B"

     Regulamenta os arts. 27-A, 28-A e 29-A da Lei n 8.171, de 17 de janeiro de 1991, organiza o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, e dá outras providências.

    Sou da área do Direito, contudo, fortuitamente, acebei encontrando essa questão. Para todos um abraço forte e bons estudos.

  • Magistratura GO cobra direito agrário.


ID
3833185
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

O Decreto nº 8.471, de 22 de junho de 2015, altera que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabelecerá normas específicas de defesa agropecuária a serem observadas

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: A

    ______________________________________________________________________________________________

    Decreto nº 8.471, de 22 de junho de 2015 atualiza o decreto nº 5.741/2006 (SUASA)

    Art. 7 O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabelecerá normas específicas de defesa agropecuária a serem observadas:            

            I - na produção rural para a preparação, a manipulação ou a armazenagem doméstica de produtos de origem agropecuária para consumo familiar, que ficará dispensada de registro, inspeção e fiscalização;     (letra A)      

            II - na venda ou no fornecimento a retalho ou a granel de pequenas quantidades de produtos da produção primária, direto ao consumidor final, pelo agricultor familiar ou equivalente e suas organizações ou pelo pequeno produtor rural que os produz; e            

            III - na agroindustrialização realizada pela agricultura familiar ou equivalente e suas organizações, inclusive quanto às condições estruturais e de controle de processo. 

    Bons estudos!


ID
3833188
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Ambiental
Assuntos

Assinale a alternativa correta segundo a Lei Federal nº 7.802, de 11/07/1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: C.

    A (errada) parágrafo 1, art. 6: O fracionamento e a reembalagem de agrotóxicos e afins com o objetivo de comercialização somente poderão ser realizados pela empresa produtora, ou por estabelecimento devidamente credenciado, sob responsabilidade daquela, em locais e condições previamente autorizados pelos órgãos competentes.

    B e E (erradas) parágrafo 2, art. 6 : Os usuários de agrotóxicos, seus componentes e afins deverão efetuar a devolução das embalagens vazias dos produtos aos estabelecimentos comerciais em que foram adquiridos, de acordo com as instruções previstas nas respectivas bulas, no prazo de até um ano, contado da data de compra, ou prazo superior, se autorizado pelo órgão registrante, podendo a devolução ser intermediada por postos ou centros de recolhimento, desde que autorizados e fiscalizados pelo órgão competente.

    C(certa) parágrafo 5, art. 6: As empresas produtoras e comercializadoras de agrotóxicos, seus componentes e afins, são responsáveis pela destinação das embalagens vazias dos produtos por elas fabricados e comercializados, após a devolução pelos usuários, e pela dos produtos apreendidos pela ação fiscalizatória e dos impróprios para utilização ou em desuso, com vistas à sua reutilização, reciclagem ou inutilização, obedecidas as normas e instruções dos órgãos registrantes e sanitário-ambientais competentes.

    D(errada) caput art. 7: Para serem vendidos ou expostos à venda em todo o território nacional, os agrotóxicos e afins são obrigados a exibir rótulos próprios e bulas, redigidos em português (...)

  • GAB. C.

    Art. 6º - § 4 As embalagens rígidas que contiverem formulações miscíveis ou dispersíveis em água deverão ser submetidas pelo usuário à operação de tríplice lavagem, ou tecnologia equivalente, conforme normas técnicas oriundas dos órgãos competentes e orientação constante de seus rótulos e bulas.

  • Art. 6º As embalagens dos agrotóxicos e afins deverão atender, entre outros, aos seguintes requisitos:

    • § 1  O fracionamento e a reembalagem de agrotóxicos e afins com o objetivo de comercialização somente poderão ser realizados pela empresa produtora, ou por estabelecimento devidamente credenciado, sob responsabilidade daquela, em locais e condições previamente autorizados pelos órgãos competentes. (Letra A)
    • § 2  Os usuários de agrotóxicos, seus componentes e afins deverão efetuar a devolução das embalagens vazias dos produtos aos estabelecimentos comerciais em que foram adquiridos, de acordo com as instruções previstas nas respectivas bulas, no prazo de até um ano, contado da data de compra, ou prazo superior, se autorizado pelo órgão registrante, podendo a devolução ser intermediada por postos ou centros de recolhimento, desde que autorizados e fiscalizados pelo órgão competente. (Letra B)
    • § 4  As embalagens rígidas que contiverem formulações miscíveis ou dispersíveis em água deverão ser submetidas pelo usuário à operação de tríplice lavagem, ou tecnologia equivalente, conforme normas técnicas oriundas dos órgãos competentes e orientação constante de seus rótulos e bulas. (Letra C) - Gabarito
    • § 5  As empresas produtoras e comercializadoras de agrotóxicos, seus componentes e afins, são responsáveis pela destinação das embalagens vazias dos produtos por elas fabricados e comercializados, após a devolução pelos usuários, e pela dos produtos apreendidos pela ação fiscalizatória e dos impróprios para utilização ou em desuso, com vistas à sua reutilização, reciclagem ou inutilização, obedecidas as normas e instruções dos órgãos registrantes e sanitário-ambientais competentes. (Letra E)
    • Art. 7  Para serem vendidos ou expostos à venda em todo o território nacional, os agrotóxicos e afins são obrigados a exibir rótulos próprios e bulas, redigidos em português, que contenham, entre outros, os seguintes dados: (Letra D)

ID
3833191
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Para efeitos do Decreto nº 4.074, de 4 de janeiro de 2002, entende-se por

Alternativas
Comentários
  • A) adjuvante - substância ou produto adicionado a agrotóxicos, componentes e afins, para melhorar sua ação, função, durabilidade, estabilidade e detecção ou para facilitar o processo de produção

    ERRADA, de acordo com o decreto = "II - adjuvante - produto utilizado em mistura com produtos formulados para melhorar a sua aplicação;"

    B) antiumectante - produto utilizado em mistura com produtos formulados para melhorar a sua aplicação e absorção.

    ERRADA, nada haver com fitossanitários.

    C) agrotóxico e afins - o organismo vivo, de ocorrência natural ou obtido por manipulação genética, introduzido no ambiente para o controle de uma população ou de atividades biológicas de outro organismo vivo considerado nocivo.

    ERRADA, de acordo com o decreto = "III - agente biológico de controle - o organismo vivo, de ocorrência natural ou obtido por manipulação genética, introduzido no ambiente para o controle de uma população ou de atividades biológicas de outro organismo vivo considerado nocivo;"

    D) ingrediente ativo ou princípio ativo - agente químico, físico ou biológico que confere eficácia aos agrotóxicos e afins.

    CERTA, copia e cola da lei

    E) intervalo de reentrada - intervalo de tempo transcorrido entre a última aplicação e o plantio consecutivo de outra cultura.

    ERRADO, de acordo com o decreto = ""XX - intervalo de reentrada - intervalo de tempo entre a aplicação de agrotóxicos ou afins e a entrada de pessoas na área tratada sem a necessidade de uso de EPI;"


ID
3833194
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

A Lei n° 10.831, de 23 de dezembro de 2003, dispõe sobre a agricultura orgânica e dá outras providências. Assinale a alternativa INCORRETA sobre as finalidades de um sistema de produção orgânico.

Alternativas
Comentários
  • e) Incentivar a integração entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva e de consumo de produtos orgânicos e a exportação da produção e comércio desses produtos em âmbito internacional.

    Os dispositivos legais incentivam a comercialização desses produtos regionalmente.


ID
3833197
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Ambiental
Assuntos

Assinale a alternativa INCORRETA segundo o Decreto nº 5.759, de 17 de abril de 2006, que promulga o texto revisto da Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais no ARTIGO VII, Disposições Relativas à Importação. Com a finalidade de prevenir a introdução e/ou a disseminação de pragas regulamentadas nos seus respectivos territórios, as partes contratantes terão autoridade soberana para regulamentar, em conformidade com os acordos internacionais em vigor, a entrada de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados e, para esse fim, podem

Alternativas
Comentários
  • Artigo VII

    a) prescrever e adotar medidas fitossanitárias com respeito à importação de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, incluindo, por exemplo, inspeção, proibição da importação e tratamento;

    b) proibir a entrada, reter ou exigir tratamento, destruição ou retirada do seu território,de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, bem como de cargas que não estejam em conformidade com as medidas fitossanitárias prescritas ou adotadas nos termos da alínea "a" deste Artigo;

    c) proibir ou restringir o movimento de pragas regulamentadas em seus territórios; e

    d) proibir ou restringir em seus territórios, o movimento de agentes de controle biológico e outros organismos de interesse fitossanitário que sejam considerados benéficos.

  • A questão exige conhecimento acerca do Decreto n. 5.759/2006 (Promulga o texto revisto da Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais - CIVP) e pede ao candidato que assinale o item incorreto, no tocante à importação.

    a) prescrever e adotar medidas fitossanitárias com respeito à importação de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, incluindo, por exemplo, inspeção, proibição da importação e tratamento.

    Correto, nos termos do art. VII, 1, "a", do Decreto n. 5.759/2006:  1 - Com a finalidade de prevenir a introdução e/ou a disseminação de pragas regulamentadas nos seus respectivos territórios, as partes contratantes terão autoridade soberana para regulamentar, de conformidade com os acordos internacionais em vigor, a entrada de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados e, para esse fim, podem: a) prescrever e adotar medidas fitossanitárias com respeito à importação de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, incluindo, por exemplo, inspeção, proibição da importação e tratamento;

    b) proibir a entrada, reter ou exigir tratamento, destruição ou retirada do seu território, de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, bem como de cargas que não estejam em conformidade com as medidas fitossanitárias prescritas ou adotadas nos termos desse Artigo.

    Correto, nos termos do art. VII, 1, "b", do Decreto n. 5.759/2006: b) proibir a entrada, reter ou exigir tratamento, destruição ou retirada do seu território, de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, bem como de cargas que não estejam em conformidade com as medidas fitossanitárias prescritas ou adotadas nos termos da alínea "a" deste Artigo;

    c) proibir ou restringir o movimento de pragas regulamentadas em seus territórios.

    Correto, nos termos do art. VII, 1, "c", do Decreto n. 5.759/2006: c) proibir ou restringir o movimento de pragas regulamentadas em seus territórios; e

    d) proibir ou restringir em seus territórios o movimento de agentes de controle biológico e outros organismos de interesse fitossanitário que sejam considerados benéficos.

    Correto, nos termos do art. VII, 1, "d", do Decreto n. 5.759/2006: d) proibir ou restringir em seus territórios, o movimento de agentes de controle biológico e outros organismos de interesse fitossanitário que sejam considerados benéficos.

    e) proibir a exportação de produtos vegetais para países onde tenha ocorrência confirmada de pragas quarentenárias.

    Errado e, portanto, gabarito da questão. Não consta a proibição no Decreto n. 5.759/2006.

    Gabarito: E

  • Aos Não Assinantes

    Gabarito Letra E

  • ARTIGO VII

    Disposições Relativas à Importação

           1 - Com a finalidade de prevenir a introdução e/ou a disseminação de pragas regulamentadas nos seus respectivos territórios, as partes contratantes terão autoridade soberana para regulamentar, de conformidade com os acordos internacionais em vigor, a entrada de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados e, para esse fim, podem:

           a) prescrever e adotar medidas fitossanitárias com respeito à importação de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, incluindo, por exemplo, inspeção, proibição da importação e tratamento;

           b) proibir a entrada, reter ou exigir tratamento, destruição ou retirada do seu território, de plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, bem como de cargas que não estejam em conformidade com as medidas fitossanitárias prescritas ou adotadas nos termos da alínea "a" deste Artigo;

           c) proibir ou restringir o movimento de pragas regulamentadas em seus territórios; e

           d) proibir ou restringir em seus territórios, o movimento de agentes de controle biológico e outros organismos de interesse fitossanitário que sejam considerados benéficos.


ID
3833200
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Sobre a proteção de cultivares, assinale a alternativa correta.

Alternativas

ID
3833203
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Segundo o Decreto nº 6.268, de 22 de novembro de 2007, são documentos de fiscalização, para efeito desse Decreto, os seguintes, EXCETO

Alternativas

ID
3833206
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Assinale a alternativa correta sobre o Decreto nº 8.446, de 6 de maio de 2015.

Alternativas

ID
3833209
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

O fototropismo é o crescimento direcionado pela luz, principalmente da parte aérea da planta. Qual é o hormônio vegetal responsável pelo fototropismo?

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: A

    As auxinas são hormônios vegetais que controlam os movimentos das plantas em resposta à luz (fototropismo).

    brasilescola.uol.com.br

    Fototropismo é o movimento orientado pela direção da luz. Existe uma curvatura do vegetal em relação à luz, podendo ser em direção ou contrária a ela, dependendo do órgão vegetal e da concentração do hormônio auxina.

    https://www.sobiologia.com.br


ID
3833212
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

A simbiose com microrganismos pode ser muito benéfica para as plantas. As micorrizas são fungos simbiontes que fornecem elementos minerais para as plantas. Qual é o elemento mineral fornecido em maior quantidade pelas micorrizas para as plantas durante a simbiose?

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

    Os fungos micorrízicos arbusculares associam-se mutualisticamente com o sistema radicular de plantas superiores (BARBOSA, 2013). (...) Esses fungos estabelecem simbiose mutualística com raízes de plantas e o micélio extra-radicular explora o solo, adquirindo água e nutrientes com eficiência, notadamente o fósforo (SOUZA et al., 2011). (...) A hifa externa do fungo micorrízico arbuscular quanto ao benefício nutricional da simbiose, pode fornecer 80% do fósforo, 25% do nitrogênio, 10% do potássio, 25% do zinco e 60% do cobre (MARSCHNER & DELL, 1994). 

    https://www.conhecer.org.br/enciclop/2015E/Micorrizas.pdf

    Minhas considerações: isso tem a ver com o fato de o fósforo ser um elemento de pouca mobilidade no solo. Logo, a raiz (com ou sem associação de micorrizas) tem que entrar em contato para absorver esse nutriente, e, quanto maior a área de contato maior a chance de absorver o fósforo presente no solo.

  • A hifa externa do fungo micorrízico arbuscular quanto ao benefício nutricional da simbiose, pode fornecer 80% do fósforo, 25% do nitrogênio, 10% do potássio, 25% do zinco e 60% do cobre (MARSCHNER & DELL, 1994). 


ID
3833215
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Novo Hamburgo - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

A adubação e correção do solo é extremamente importante para disponibilizar concentrações adequadas dos elementos para as plantas. O magnésio é um elemento essencial e se caracteriza por ter a função de

Alternativas
Comentários
  • Dos nutrientes existentes, o magnésio é essencial na fotossíntese, pois participa dos processos metabólicos como a formação de ATP nos cloroplastos, sendo que a quantidade de Mg no átomo central da clorofila chega a ser entre 15 e 20%