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Prova Itame - 2020 - Prefeitura de Edéia - GO - Auditor da Receita Municipal


ID
3956602
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder à questão 

TABACARIA
Fernando Pessoa
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
[...]

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
[...]

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
(Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)


Qual é o tema principal do texto?

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

    Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo [...].

    ➥ O poema apresenta uma reflexão sobre aquilo que o eu-lírico sonhou, sobre tudo que ele planejou (esse é o tema do texto, parte principal).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • "Tenho em mim todos os sonhos do mundo"

    O texto fala sobre sonhos não "realizados" e sobre as frustrações do eu-lirico.


ID
3956605
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder à questão 

TABACARIA
Fernando Pessoa
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
[...]

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
[...]

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
(Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)


Em conformidade com o texto, os milhões de quartos espalhados pelo mundo, metaforicamente, representam

Alternativas
Comentários
  • das Janelas do meu quarto,

    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?),

    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,

    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,

    B as diversas pessoas que vivem distantes por todo o mundo.

  • Gab: B

  • qual o erro da C)?

  • Caramba! Que banca lixo!!!! Questão imunda e covarde.


ID
3956608
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder à questão 

TABACARIA
Fernando Pessoa
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
[...]

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
[...]

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
(Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)


Considerando o contexto, na quinta estrofe, o eu lírico predominantemente,

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: C

    5ª estrofe: Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa, Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, E quando havia gente era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Génio? Neste momento [...].

    ➥ O eu-lírico explica o seu fracasso de vida atribuindo ao fato de nunca ter estabelecido objetivos para si mesmo.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • A questão é de interpretação e compreensão textual e teremos que indicar qual questão informa o que nos passa melhor como informação o eu lírico na estrofe.

    Estrofe representa um conjunto de versos, que por sua vez, correspondem a uma linha do texto poético.

    Eu lírico é um termo usado dentro da literatura para designar o pensamento geral daquele que está narrando um poema.

    a) agradece as oportunidades que foram oferecidas a ele e que mudaram a sua vida.

    Incorreta. Não, na verdade ele até diz que não o serviu de nada a aprendizagem "Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada./ A aprendizagem que me deram,/Desci dela pela janela das traseiras da casa,/ Fui até ao campo com grandes propósitos.

    b) descreve todos os seus pensamentos positivos mostrando que se tornou o que sonhava ser.

    Incorreta. Na verdade ele diz que sonha mais que fez. "O mundo é para quem nasce para o conquistar/

    E não para quem sonha que pode conquistá-lo,/ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.

    c) explica o seu fracasso de vida atribuindo ao fato de nunca ter estabelecido objetivos para si mesmo.

    Correta. Sim, é explicado pelo eu lírico que ele sonhou com muitas coisas e realizou poucas por não ter corrido atrás dos objetivos. "O mundo é para quem nasce para o conquistar/

    E não para quem sonha que pode conquistá-lo,/ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.

    d) relata a sua marcante história de vida, lutas, sonhos, suas aspirações altas e conquistas realizadas.

    Incorreta. Relata uma vida que não conquistou e sim sonhou. "Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez."

    GABARITO C

  • A estrofe inicia dizendo que o Eu lírico falhou em tudo:

    Falhei em tudo.

    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.

    Depois ele afirma que:

    O mundo é para quem nasce para o conquistar

    E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.

    Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.

    C explica o seu fracasso de vida atribuindo ao fato de nunca ter estabelecido objetivos para si mesmo.

  • deu trabalho lembrar o que era estrofe kkk


ID
3956611
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder à questão 

TABACARIA
Fernando Pessoa
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
[...]

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
[...]

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
(Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)


De acordo com o contexto, para os versos: “O mundo é para quem nasce para o conquistar” / “E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão”, a melhor interpretação é:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

    “O mundo é para quem nasce para o conquistar” / “E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão”.

    ➥ Podemos interpretar o trecho da seguinte forma: o eu poético subestima quem sonha como ele (não dá o devido valor ou apreço) e aprecia quem faz. Para ele, é melhor ter bons propósitos e praticá-los (as pessoas já nascem com isso).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • A questão é de interpretação textual e quer que indiquemos por meio das alternativas o que a frase abaixo informa.

    “O mundo é para quem nasce para o conquistar” / “E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão”,

    a) O eu poético subestima quem sonha como ele e aprecia quem faz. Para ele, é melhor ter bons propósitos e praticá-los;

    Correta. Ao dizer que "o mundo é para quem nasce para conquistar" está apreciando quem faz e ao dizer: "não para quem sonha que pode conquistá-lo" está subestimando quem sonha. Portanto gabarito da questão.

    b) O eu poético sobrestima os sonhadores e valoriza os corajosos. Para ele, é essencial ter inspiração e boas práticas;

    Incorreta. O eu poético não sobrestima (gostar, adorar, ter apreço) aqueles que sonham, muito pelo contrário ele subestimava-os.

    c) O eu lírico reverencia quem sonha como ele e deprecia quem realiza. Para ele, é importante planejar as ações;

    Incorreta. O eu lírico não reverencia quem sonha é o contrário disso, ele reverencia quem faz.

    d) O eu lírico preza os sonhadores e supervaloriza os sonhos e as conquistas intrêmulas dos indivíduos que têm razão.

    Incorreta. O eu lírico despreza os sonhadores e não preza.

    GABARITO A

  • CUIDADO!!!

    Não seja afobado!

    Esse tipo de questão é daquelas que nos vence pelo cansaço ao fazer uma leitura apressada.

    Subestimar = não dar o devido valor ou apreço

    Sobrestimar = ter um apreço exagerado.


ID
3956614
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder à questão 

TABACARIA
Fernando Pessoa
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
[...]

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
[...]

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
(Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)


Considerando os aspectos de coesão e coerência, marque a alternativa em que as substituições, respectivamente, estejam em conformidade com os elementos destacados nos versos:
“Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.” / “Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,” / “Ainda que não more nela...”

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

    “Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.” / “Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,” / “Ainda que não more nela...”

    ➥ QUE (pronome relativo; retoma o substantivo "filosofias"; equivale a "as quais");

    ➥ MAS (conjunção coordenativa adversativa; outras com essa mesma classificação: não obstante, porém, só que, contudo, senão (=mas sim), todavia, entretanto, no entanto, ainda assim);

    ➥ TALVEZ (advérbio de dúvida; equivale a "acaso, quiçá, porventura");

    ➥ AINDA QUE (conjunção subordinativa adverbial concessiva; outras com essa mesma classificação: embora, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • A questão quer que marquemos a alternativa em que as substituições estejam em conformidade com os elementos destacados nos versos “Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.” / “Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,” / “Ainda que não more nela...”. Vejamos:

     

    "que" nesse caso é pronome relativo e equivale a "as quais", já que retoma o substantivo "filosofias".

    "QUE" pronome relativo equivale a O(A) (S) QUAL (IS) Ex.: O livro que eu li é ruim. (que = O QUAL)

    "QUE" conjunção integrante equivale a ISSO / ESSE (A) Ex.: Estou certo de que você passará nas provas. (= Estou certo DISSO)

    "mas" é conjunção coordenativa adversativa com valor semântico de oposição, contraste, adversidade, ressalva e equivale a "porém, entretanto, todavia, contudo, no entanto, não obstante, inobstante, senão (= mas sim)...".

    "talvez" é advérbio de dúvida e é sinônimo de "quem sabe, quiçá, porventura, possivelmente, provavelmente, acaso, decerto".

    "ainda que" é conjunção subordinativa adverbial concessiva com valor semântico de concessão, contraste, consentimento, licença, quebra de expectativa, e pode substituída por "embora, se bem que, mesmo que, nem que, mesmo quando, posto que, apesar de que, conquanto, malgrado, não obstante, inobstante..."

    A) as quais / Porém / quiçá / Mesmo que.

    Certo! Explicado acima.

    B) em que / Entretanto / sem dúvida / assim que.

     Errado: o certo é "que" e não "em que". "Assim que" é conjunção subordinativa temporal.

    C) nas quais / Mais / provavelmente / Posto que.

    Errado: o certo é substituir por "as quais" e não por "nas quais". O certo é usar a conjunção "mas" e não o advérbio "mais". "Posto que" pode ser conjunção subordinativa causal ou concessiva.

    D) quais / Todavia / possivelmente / Á medida que.

    Errado: o certo é substituir por "as quais" e não por "quais". "À medida que" é conjunção subordinativa proporcional.

    Gabarito: Letra A

  • Importante:

    i) filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.”

    ( As) Filosofias as quais

    II)/ “Mas sou,

    São adversativos:

    mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante. 

    III) e talvez serei sempre, o da mansarda,”

    talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é certo, se é que.

    IV) / “Ainda que não more nela...”

    São concessivos: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto

  • Vamos resolver a questão de forma resumida:

    ✅ "Nenhum Kant escreveu as filosofias" = as quais; (so aí já sei que o gabarito é a alternativa "A". Sigamos em frente!!!

    ✅ Mas = Conjunção adversativa = porém;

    ✅ Talvez = advérbio que expressa DÚVIDA; Logo não pode ser "sem dúvida". = quiçá (dúvida);

    ✅ Ainda que = conjunção concessiva = mesmo que.

    GABARITO: A

    "DESISTIR NUNCA; RETROCEDER JAMAIS. FOCO NO OBJETIVO SEMPRE."

  • Assertiva A

    as quais / Porém / quiçá / Mesmo que.

  • Quiçá, voltando a aparecer nos concursos.

  • LEMBREI DO PROF SIDNEY QUIÇA O MELHOR DAS AMERICAS


ID
3956617
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder à questão 

TABACARIA
Fernando Pessoa
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
[...]

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
[...]

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
(Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)


Nos versos: “Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? “/ “Ser o que penso?” /Mas penso ser tanta coisa!”, o emprego insistente do ponto de interrogação e do ponto de exclamação criam um efeito de sentido. Nesse contexto, esses pontos foram usados para

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

    ✓ “Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? “/ “Ser o que penso?” /Mas penso ser tanta coisa!

    ➥ O eu-lírico se questiona sobre várias coisas (interrogações "?") e também ressalta um valor subjetivo/pessoal (através do uso de exclamações "!").

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • podia ser qualquer uma alternativa
  • Eu vejo subjetividade nas alternativas isso sim!

  • Faltam adjetivos para descrever tamanha subjetividade.

  • Em geral, quando há essa sinalização, existe uma tentativa de interação com o leitor. Mas, só que não.

  • Que banca mais "infame"!

  • Questão bem subjetiva, não?

    Então vou marcar aquela que EU mais gostei, só para não sair dessa levada de subjetividade!

  • O relativismo no texto dependente da perspectiva subjetiva do pragmatismo possível de ser aplicado. daí nota-se o caráter subjetivo.
  • Pessoal, eu posso até estar errado, mas numa discussão, por exemplo, quando o emissor faz uma pergunta de ordem direta, isto expressa o sentimento dele.

    1) Quem você pensa que eu sou? - raiva;

    2) Será que as coisas devem ser assim mesmo? - expectativa, ansiedade;

    3) Que isso, meu irmão? Surpresa, admiração

    Por este motivo, acho a alternativa (D) a mais correta.

    Erros, por favor, me corrijam

    INSTAGRAN

    @simplificandoquestoescombizus (Jefferson Lima)

  • Isso é um absurdo.

    Gostaria que o examinador explicasse o que seria exatamente "enfatizar a subjetividade do eu lírico" e o que isso tem a ver com o trecho. Aposto que faria qualquer especialista em Fernando Pessoa se contorcer de constrangimento.


ID
3956620
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder à questão 

TABACARIA
Fernando Pessoa
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
[...]

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
[...]

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
(Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)


Em “Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é...” Por que a palavra ninguém é acentuada?

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: B

    ➥ NINGUÉM - NIN-GUÉM → última sílaba tônica; trata-se de uma oxítona terminada em -em (ens).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Dica

    Acentuam-se as oxítonas terminadas em -a(s), -e(s), -o(s), -em e -ens.

    "Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar" Js 1:9

  • A questão quer saber por que a palavra ninguém é acentuada. Vejamos:

    nin-guém é uma oxítona terminada em "em", por isso deve ser acentuada.

    Oxítona: a sílaba tônica é a última. Acentuam-se as oxítonas terminadas em A, E, O (S), mesmo quando seguidas de LO(S), LA(S); e as terminadas em EM, ENS (com duas ou mais sílabas).

     . 

    A) A palavra é acentuada por se tratar de uma proparoxítona.

    Errado. Não é proparoxítona, mas, sim, oxítona.

    Proparoxítonas são palavras que têm a antepenúltima sílaba como sílaba tônica. TODAS as palavras proparoxítonas são acentuadas graficamente, segundo as regras de acentuação.

     . 

    B) A palavra é acentuada por ser uma oxítona terminada “em”.

    Certo.

     . 

    C) A palavra é acentuada por ser uma dissílaba terminada em ditongo.

    Errado. Não é dissílaba terminada em ditongo, mas, sim, oxítona.

    Dissílaba: palavras compostas por duas sílabas. Exemplos: Livro (li-vro)

    Ditongo: é o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba.

     . 

    D) A palavra é acentuada por ser uma paroxítona e, portanto, todas recebem acento gráfico.

    Errado. Não é paroxítona, mas, sim, oxítona.

    Paroxítona: a sílaba tônica é a penúltima. Acentuam-se as paroxítonas terminadas em l, n, r, x, i(s), u(s), ps, ã(s), ão(s), ei(s), en, om, ons, um, uns, ditongo (crescente ou decrescente), seguido ou não de "s".

     . 

    Gabarito: Letra B

  • Tome cuidado:

    Não acentuamos as paroxítonas terminadas em ens.

  • A famosa regra da oxítona terminada com:

    a (s) e (s) o (s) em éns

  • Eu utilizo o mnemônico "paletó".

    Acentuam-se as oxítonas terminadas em -a(s), -e(s), -o(s), -em e -ens.

  • Acentuam-se as oxítonas terminadas em: a(s), e(s), o(s), em e ens.

  • Oxítona é uma palavra que tem a última sílaba como sílaba tônica, ou seja, a sua última sílaba é aquela que é pronunciada com mais força. As restantes sílabas da palavra são átonas, sendo pronunciadas com menor intensidade.

  • GABARITO: LETRA B

    A questão pergunta a razão da palavra NINGUÉM ser acentuada.

    Ninguém é terminada em EM e é acentuada por ser uma OXÍTONA!

    Oxítonas: Última sílaba tônica.

    Paroxítonas: Penúltima sílaba tônica.

    Proparoxítonas: Antepenúltima sílaba tônica.

    Monossílabos ↳ Acentuam-se monossílabos tônicos terminados em "A, E, O com ou sem S".

    Oxítonas ↳ Acentuam-se as oxítonas terminadas em "A, E, EM, ENS e DITONGO".

    Paroxítonas ↳ Acentuam-se as paroxítonas terminadas em " L, I(s), N, US, PS, Ã, R, UM, UNS, ON, X, ÃO e DITONGO".

    Proparoxítonas ↳ Todas as paroxítonas são acentuadas.

    Hiatos

    Acentuam-se o "I e o U", quando são a segunda vogal tônica de hiato, quando essas letras aparecem sozinhas (ou seguidas de s) numa sílaba.

    Obs:

    Se junto ao I e U vier qualquer outra letra (na mesma sílaba), não haverá acento.

    Se o I for seguido de nh, não haverá acento.

    Também não haverá acento se a vogal se repetir, como, por exemplo, em xiita.

    MEUS RESUMOS DE AULAS ASSISTIDAS.


ID
3956623
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Qual é a Figura de Linguagem predominante nos versos de Carlos Queiroz Telles?


Que tarde!
Além do calor e da prova.
aquela minissaia
sentada bem ao meu lado!
Assim não há memória
que resista...

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

    Que tarde! Além do calor e da prova aquela minissaia sentada bem ao meu lado! Assim não há memória que resista...

    ➥ A expressão em destaque denota a presença da figura de linguagem denominada metonímia (trocar o todo pela parte ou vice-versa). Usou-se o termo "minissaia" (parte) para se referir a uma mulher (todo).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Em palavras breves, as figuras de linguagem são recursos expressivos utilizados com objetivo de gerar efeitos no discurso. Dentro do extenso grupo em que se arrolam esses recursos, existem quatro subdivisões: figura de palavra, figura de construção, figura de sintaxe e figura de som.

    "Que tarde! Além do calor e da prova, aquela minissaia sentada bem ao meu lado! Assim não há memória que resista..."

    Da leitura do fragmento textual, observa-se que a palavra "minissaia" fora utilizada para referir-se a uma mulher. Essa característica de empregar uma palavra por outra, a designar uma coisa com o nome de outra diz respeito à metonímia. Há emprego desta figura de linguagem quando se troca obra pelo autor (ler Machado de Assis), conteúdo pelo continente (beber um copo de cachaça), parte pelo todo (comprar uma cabeça de gado), etc.

    a) Perífrase.

    Incorreto. Define-se a perífrase como o uso de palavras para referir-se a alguma coisa por sua característica. Exs.: Cidade da Luz (Paris), Rei das Selvas (Leão), Planeta Água (Terra), etc. Quando diz respeito a pessoas, dá-se o nome de antonomásia. Exs.: Poeta dos Escravos (Castro Alves), A Redentora (Princesa Isabel), etc.;

    b) Gradação.

    Incorreto. É a disposição das ideias em ordem crescente ou decrescente. Ex.:

    “Ó não guardes, que a madura idade

    te converte essa flor, essa beleza,

    em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.” (Gregório de Matos)

    c) Hipérbole.

    Incorreto. É a figura do exagero, do excesso. Servem-se dela para deformar a realidade. Exs.:

    “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo Bilac)

    “Os autos voam pela via central, e cruzam-se pedestres em todas as direções.” (Monteiro Lobato)

    d) Metonímia.

    Correto. Vide detalhamento acima.

    Letra D

  • Direto: Na metonímia fazemos uma troca ou substituição de palavras.

    Ex: Vou comer um mcdonald´s

    Ela comeu três pratos de feijoada.

    Ele leu Machado de Assis.

    Na metonímia vc troca o autor pela obra...a obra pelo conteúdo...

  • Metonímia acontece quando ocorre a substituição de um nome pelo outro em virtude de haver uma associação de significado.

    Aquela minissaia sentada bem no meu lado! -> aquela garota sentada bem no meu lado!

    Assim não há memória que resista -> assim não há pessoa que resista

    Gabarito D

  • LETRA - D

    Metonímia

    Substituição de um termo por outro, desde que haja uma relação entre eles.

  • trocou o produto pelo conteúdo

  • GABARITO: LETRA D

    ACRESCENTANDO:

    Aliteração ⇝ Repetição de consoantes.

    Anacoluto ⇝ É a mudança repentina na estrutura da frase.

    Anáfora ⇝ Repetição de palavras em vários períodos ou orações.

    Antítese ⇝ Ideias contrárias. Aproximação sentidos opostos, com a função expressiva de

    enfatizar contrastes, diferenças.

    Antonomásia ⇝ Consiste em designar uma pessoa ou lugar por um atributo pelo qual é

    conhecido.

    Apóstrofe ⇝ Consiste no uso do vocativo com função emotiva.

    Assíndeto ⇝ A omissão de conectivos, sendo o contrário do polissíndeto.

    Assonância ⇝ Repetição de encontro vocálicos.

    Catacrese ⇝ Desdobramento da Metáfora. Emprega um termo figurado como nome de certo

    objeto, pela ausência de termo específico.

    Comparação ⇝ Compara duas ou mais coisas.

    Conotação ⇝ Sentido figurado.

    Denotação ⇝ Sentido de dicionário.

    Elipse ⇝ Omissão.

    Eufemismo ⇝ Emprego de uma expressão mais leve.

    Gradação/ Clímax ⇝ Sequência de ideias. Crescentes ou decrescente.

    Hipérbato ⇝ Inversão sintática.

    Hipérbole ⇝ Exagero em uma ideia/sentença.

    Ironia ⇝ Afirmação ao contrário.

    Lítotes ⇝ Consiste em dizer algo por meio de sua negação.

    Metáfora ⇝ Palavras usadas não em seu sentido original, mas no sentido figurado.

    Metonímia ⇝ Substituição por aproximação.

    Neologismo ⇝ Criação de novas palavras.

    Onomatopeias ⇝ Representação gráfica de ruídos ou sons.

    Paradoxo ⇝ Elementos que se fundem e ao mesmo tempo se excluem.

    Paralelismo ⇝ Repetição de palavras ou estruturas sintáticas que se correspondem quanto ao

    sentido.

    Paronomásia ⇝ Palavras com sons parecidos.

    Perífrase ou circunlóquio ⇝ Substituição de uma ou mais palavras por outra expressão.

    Personificação/ Prosopopeia ⇝ Atribuição de sentimentos e ações próprias dos seres

    humanos a seres irracionais.

    Pleonasmo ⇝ Reforço de ideia.

    Polissíndeto ⇝ O uso repetido de conectivos.

    Silepse ⇝ Concordância da ideia e não do termo utilizado na frase e possui alguns tipos. Pode

    discordar em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e pessoa (sujeito na

    terceira pessoa e o verbo na primeira pessoa do plural.

    Símile ⇝ É semelhante à metáfora usada para demonstrar qualidades ou ações de elementos.

    Aproximação por semelhança.

    Sinédoque ⇝ Substituição do todo pela parte.

    Sinestesia ⇝ Quando há expressão de sensações percebidas por diferentes sentidos. Uma sensação visual que evoca um som, uma sensação auditiva que evoca uma sensação tátil, uma sensação olfativa que evoca um sabor, etc.

    Zeugma ⇝ Omissão de uma palavra que já foi usada antes.

    FONTE: RITA SILVA


ID
3956626
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Marque a alternativa em que a concordância verbal está correta, considerando o contexto das frases.

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: A

    A) O professor com o aluno montou o brinquedo → CORRETO. Temos um sujeito simples; concordância realizada corretamente no singular. Vale ressaltar que o termo "com o aluno" é um adjunto adverbial de companhia. Na verdade, é como se houvesse uma inversão da ordem, na ordem direta: "O pai montou o brinquedo com o filho."

    B) O governador e seus secretários traçou planos para o novo ano → INCORRETO. O correto é TRAÇARAM. Trata-se de um sujeito composto (formado por dois núcleos); a concordância deve ser realizada no plural.

    C) Tanto a mãe quanto o pai ficara surpresos com a notícia → INCORRETO. O correto é FICARAM. Trata-se de um sujeito composto (formado por dois núcleos); a concordância deve ser realizada no plural.

    D) Novelas, filmes, boas conversas, nada o tiraram da concentração → INCORRETO. O correto é TIROU. A concordância deve ser realizada no singular; concorda com o aposto resumitivo NADA.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • A

    - Em (a), está correto: “O professor com o aluno MONTOU o brinquedo” sujeito ligado pela preposição “com” o singular é mais adequado. (Bechara diz ser possível pluralizar o quesito, outros gramáticos só admitem o plural se a expressão adverbial de companhia “com o aluno” estivesse entre vírgulas);

    - Em (b), está errada: “O governador E seus secretários traçou planos para o novo ano” sujeitos ligados pela conjunção aditiva “e” o plural é obrigatório;

    - Em (c), está errada: “TANTO a mãe QUANTO o pai ficara surpresos com a notícia”, com conectores correlatos “tanto...quanto...” o plural é obrigatório;

    - Em (d), está errada: “Novelas, filmes, boas conversas, NADA o tiraram da concentração” com aposto resumitivo, o verbo concorda com ele.

  • Sem entrar em pormenores, a concordância verbal diz respeito à correta flexão do verbo a fim de concordar com o sujeito. Esporadicamente, no entanto, foge-se à regra geral e faz-se a concordância de modo distinto, conforme se verá a seguir.

    a) O professor com o aluno montou o brinquedo.

    Correto, mas com observações a serem feitas. Se dois núcleos estiverem ligados pela preposição "com", a concordância flutua: pode-se dar no singular ou no plural — preferencialmente neste, tendo em vista que o "com" equivale ao conectivo aditivo "e", consoante lição de Rocha Lima em Gramática Normativa da Língua Portuguesa, p.482. O mesmo gramático discorre que o uso do singular é raríssimo e a ele se recorre quando o segundo sujeito é posto em plano muito inferior

    Por seu turno, outro gramático de vulto, Evanildo Bechara, em Lições de Português Pela Análise Sintática, p.96, chancela o ponto de vista acima e alerta que o emprego do plural ou singular é livre, mas não indiferente e, na preferência pelo singular, costuma-se isolar por vírgulas o valor secundário do adjunto adverbial de companhia — a que Rocha Lima chama de sujeito. Vide exemplo:

    "El-rei, com a corte e toda nobreza, estava fora da cidade..." (Alexandre Herculano)

    b) O governador e seus secretários traçou planos para o novo ano.

    Incorreto. Há dois núcleos (governador e secretários). Deve o verbo flexionar-se no plural. Correção: "O governador e seus secretários traçaram (...)";

    c) Tanto a mãe quanto o pai ficara surpresos com a notícia.

    Incorreto, mas com observações a serem feitas. Se o sujeito é constituído com a presença de uma fórmula correlativa (a exemplo de "tanto...quanto", "assim...como", "tanto...como", "não só...mas também”, etc.), deve preferir-se o verbo no plural. Vide exemplos literários:

    I - "Assim Saul como Davi, debaixo do saial, eram homens de tão grandes espíritos, como logo mostraram suas obras." (Antônio Vieira)

    II - "Não só a nação, mas também o príncipe, estariam pobres." (Alexandre Herculano)

    Conquanto excepcional, o singular não é prática viciosa e está ancorado no cânone literário brasileiro:

    III - "(...) tanto uma, como a outra, suplicava-lhe que esperasse até passar a maior correnteza." (José de Alencar)

    No caso em apreço, contudo, o predicativo do sujeito (surpresos) está no plural, de modo que o verbo também deverá se achar no plural. Correção: “Tanto a mãe quanto o pai ficaram surpresos com a notícia”.

    d) Novelas, filmes, boas conversas, nada tiraram da concentração.

    Incorreto. Se vários sujeitos são resumidos por um aposto resumidor, dá-se a concordância com este último. Correção: "Novelas, filmes, boas conversas, nada o tirava da concentração".

    Letra A

  • Não tem nada de errado no comentário do Artur Carvalho, essa "SYd B." não sabe de nada, fica tentando bagunçar, e se o cara errar faz parte, pois só não erra quem não faz, portanto se você não erra é porque você não faz ou não tem coragem de fazer! Resumindo, isso se chama "inveja".

  • Ainda não entendi o motivo desse complô contra o Arthur que existe aqui, sinceramente.

  • Favor, veja comigo essa joça!

    A) O professor com o aluno montou o brinquedo.

    Na concordância com o "com" eu posso pôr no plural caso queria valorizar o primeiro agente.

    Cesar com o pintor terminaram a pintura

    Cesar com o pintor terminou a pintura

    Ver ref: Spadoto, 320.

    ________________________________________________________

    B) O governador e seus secretários traçou planos para o novo ano.

    Sujeito composto antes do verbo (em regra ) plural.

    O governador e seus secretários traçaram.

    ______________________________________________________

    C) Tanto a mãe quanto o pai ficara surpresos com a notícia.

    Tanto a mãe quanto o pai ficaram surpresos

    ____________________________________________________

    D) Novelas, filmes, boas conversas, nada o tiraram da concentração.

    Na concordância com o aposto resumidor o verbo fica no singular.

    DICA: Geralmente vc o encontra resumido por tudo, nada, ninguém..

    O céu , a terra e o mar Tudo conspirou ao seu favor.

    O homem , a mulher, a criança Ninguém parou para ajudá-lo.

    ________________________________________________________

    Bons estudos!

  • Não teria que estar entre vírgulas para o verbo ficar no singular?

    O professor, com o aluno, montou o brinquedo.

  • Para ficar mais fácil, tentem imaginar a seguinte situação: Há um professor, o qual está na companhia de um aluno. O aluno observa o professor montando o brinquedo.

    "O professor com o aluno montou o brinquedo."

    Nessas questões de concordância, além das regras, ajuda demais quando montamos o cenário e checamos pra ver se faz algum sentido. Ajuda demais. Com a prática a gente chega lá.

  • Creio que cabe recurso, pois em vias de regras quando o "com" não vem separado por virgulo ele tem o sentido de aditivo, logo o verbo vai para o plural.

    Se o "com" vier separado por virgulas ele passa a ter o sentido de companhia, consequentemente o verbo fica no singular.

  • Assertiva A

    O professor com o aluno montou o brinquedo.

  • Analizando a sintaxe!

    O professor com o aluno  montou  o brinquedo.

    (adj.adn) (sujeito) (prep.) (obj. indi) (verbo) (Obj. direto)

    Quando observamos assim por partes, e fazemos pergunta ao verbo, percebemos que fica mais fácil identificar, 'quem' concorda com 'quem' .

    Neste caso o verbo no singunlar porque concorda com professor.

  • Assertiva A

    O professor com o aluno montou o brinquedo.

    Pode tanto o verbo ficar no singular combinando com o elemento destacado "pai", ou com ambos os núcleos no plural, mas ficaria no obrigatoriamente no plural se fosse: O professor "E O" aluno montaram o brinquedo.

    E por isso tb que a letra b está errada!

    Ex

    • O pai com o filho brincaram na praça.

    • O prefeito com o secretário traçaram os planos para o próximo semestre.

    Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a ideia é enfatizar o primeiro elemento.

    • O pai com o filho brincou na praça

    • O prefeito com o secretário traçou os planos para o próximo semestre.

  • COMENTÁRIO DO PROFESSOR

    Sem entrar em pormenores, a concordância verbal diz respeito à correta flexão do verbo a fim de concordar com o sujeito. Esporadicamente, no entanto, foge-se à regra geral e faz-se a concordância de modo distinto, conforme se verá a seguir.

    a) O professor com o aluno montou o brinquedo.

    Correto, mas com observações a serem feitas. Se dois núcleos estiverem ligados pela preposição "com", a concordância flutua: pode-se dar no singular ou no plural — preferencialmente neste, tendo em vista que o "com" equivale ao conectivo aditivo "e", consoante lição de Rocha Lima em Gramática Normativa da Língua Portuguesa, p.482. O mesmo gramático discorre que o uso do singular é raríssimo e a ele se recorre quando o segundo sujeito é posto em plano muito inferior

    Por seu turno, outro gramático de vulto, Evanildo Bechara, em Lições de Português Pela Análise Sintática, p.96, chancela o ponto de vista acima e alerta que o emprego do plural ou singular é livre, mas não indiferente e, na preferência pelo singular, costuma-se isolar por vírgulas o valor secundário do adjunto adverbial de companhia — a que Rocha Lima chama de sujeito. Vide exemplo:

    "El-rei, com a corte e toda nobrezaestava fora da cidade..." (Alexandre Herculano)

    b) O governador e seus secretários traçou planos para o novo ano.

    Incorreto. Há dois núcleos (governador e secretários). Deve o verbo flexionar-se no plural. Correção: "O governador e seus secretários traçaram (...)";

    c) Tanto a mãe quanto o pai ficara surpresos com a notícia.

    Incorreto, mas com observações a serem feitas. Se o sujeito é constituído com a presença de uma fórmula correlativa (a exemplo de "tanto...quanto", "assim...como", "tanto...como", "não só...mas também”, etc.), deve preferir-se o verbo no plural. Vide exemplos literários:

    I - "Assim Saul como Davi, debaixo do saial, eram homens de tão grandes espíritos, como logo mostraram suas obras." (Antônio Vieira)

    II - "Não só a nação, mas também o príncipe, estariam pobres." (Alexandre Herculano)

    Conquanto excepcional, o singular não é prática viciosa e está ancorado no cânone literário brasileiro:

    III - "(...) tanto uma, como a outra, suplicava-lhe que esperasse até passar a maior correnteza." (José de Alencar)

    No caso em apreço, contudo, o predicativo do sujeito (surpresos) está no plural, de modo que o verbo também deverá se achar no plural. Correção: “Tanto a mãe quanto o pai ficaram surpresos com a notícia”.

    d) Novelas, filmes, boas conversas, nada tiraram da concentração.

    Incorreto. Se vários sujeitos são resumidos por um aposto resumidor, dá-se a concordância com este último. Correção: "Novelas, filmes, boas conversas, nada o tirava da concentração".

    Letra A


ID
3956629
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em Pra mim ir no supermercado. O nível de linguagem, é considerada:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: C

    ✓ Pra mim ir no supermercado

    ➥ Temos a presença de linguagem vulgar ou coloquial.Trata-se daquela que é usada de forma espontânea e fluente pelas pessoas. Abreviou-se a preposição "para" e uso "no" no lugar de "ao", frase conforme a norma culta: para mim ir ao supermercado.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Mim não conjunga Verbo.

    usa-se "Eu" nesses casos.

  • A questão é sobre tipos de linguagem e quer saber o nível de linguagem utilizada em "Pra mim ir no supermercado". Vejamos:

    A regência do verbo "ir" na frase acima está incorreta, pois "quem vai, vai A algum lugar e não 'em' algum lugar". Logo, de acordo com a linguagem culta o certo seria: "Pra mim ir AO supermercado".

    A) Gíria.

    A gíria é um estilo associado à linguagem coloquial/popular como meio de expressão cotidiana. Ela está relacionada ao cotidiano de certos grupos sociais. as palavras ou expressões provenientes das gírias são utilizadas durante um tempo por um certo grupo de usuários e depois são substituídas por outras por outros usuários de outras gerações.

    B) Culta.

    A linguagem formal (linguagem culta) é a que segue as regras gramaticais, a que emprega corretamente as palavras e sua pronúncia. É usada, por exemplo, em palestras, entrevistas de emprego, concursos públicos, reuniões de trabalho...

    C) Vulgar.

    A linguagem vulgar é exatamente oposta à linguagem culta/formal. Nessa linguagem as estruturas gramaticais não seguem regras ou normas de funcionamento.

    D) Regional.

    A linguagem regional refere-se aos falares locais, variações na fala que ocorrem de acordo com o local geográfico onde os falantes estão ou são naturais.

    Gabarito: Letra C

  • do jeito que esta no contexto é linguagem dos "Mano" !!! o certo, o culto é: para eu ir ao supermercado!!!

  • DEPOIS DA PREPOSIÇÃO "PARA", USA-SE: "EU"

    PARA EU IR...

  • tia Teresa já dizia no primário "mim índio não conjuga verbo"
  • Para eu ir ao supermercado.

    No original, temos uma redução informal da conjunção "para"; "mim" é pronome oblíquo tônico e só aparece seguido de preposição: "Trás isso pra mim"; Ir no supermercado implica que a pessoa vai montada no supermercado. Ela quer ir AO supermercado.

    Qualquer coisa, apontem se há algum equívoco.

    OBS: Achei que fosse um regionalismo, porque aqui no Nordeste essa forma informal é exatamente a maneira com a qual falamos na linguagem falada aqui.

  • VULGAR,BAIXA,RASTAQUERA,RASTEIRA,BÁRBARA,ESDRÚXULA.......

  • Muitos comentários falando que "Para mim ir" está correto. NÃO ESTÁ.

    Frequentemente as pessoas têm dúvidas em relação a essa frase. Mas com uma breve explicação fica mais fácil de compreender.

    O 'para eu' e 'para mim' existem na Língua Portuguesa, porém devem ser usados em contextos diferentes.

    Quando utilizar 'para eu': Deve ser usado quando for o sujeito da oração e quando possui um verbo no infinitivo (ar-, er e ir).

    Ex: É para eu ir ao supermercado?

    É para eu comer agora?

  • Entre preposição e verbo no infinitivo usa-se pronome reto (eu).

  • Mim não conjuga verbo. Logo, correto seria: "Para eu ir ao supermercado."


ID
3956632
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Não definido

Dos 250 alunos que concluíram o curso de línguas de uma escola, 142 concluiu o curso de inglês e 125 o de espanhol. Somente 12 deles não concluíram nenhuma dessas duas línguas. Sobre esses alunos, é correto o que se afirma em:

Alternativas

ID
3956635
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Dois advogados deverão analisar 45 processos, e resolveram dividir essa quantidade em partes inversamente proporcional ao respectivo tempo de trabalho de ambos na empresa. Se o primeiro que trabalha na empresa há 28 anos analisar 25 dos processos. Quantos anos de trabalho o segundo tem na empresa?

Alternativas
Comentários
  • Gabarito(D)

    Temos um total de 45 processos. Se 25 já foram analisados pelo advogado que tem 28 anos de serviço, sobrarão para o segundo advogado 45 - 25 = 20 processos.

    Agora basta fazer uma regra de três INVERSA, como dito pelo enunciado. INVERSAMENTE PROPORCIONAL quer dizer que uma grandeza aumenta e a outra diminui, por isso faz-se necessário inverter uma das grandezas antes de resolver.

    28 ------------------- 25

    x ---------------------- 20

    28/x = 20/25 (simplifica 20 e 25 por 5)

    28/x = 4/5 (simplifica 4 e 28 por 4)

    7/x = 1/5

    x = 7 * 5

    x = 35 anos

  • 1° ADVOGADO: X (trabalha há mais tempo na empresa)

    2° ADVOGADO: Y

    45 processos no total: X + Y = 45

    Tx = 28 anos;

    Ty = ?

    X + Y = 45

    X / 1/28 = Y/ 1/Ty = K (constante de proporcionalidade)

    X = (1/28) * K

    Y = (1/Ty) * K

    Como os processos foram divididos em partes inversamente proporcionais ao tempo de trabalho na empresa, e que o advogado X que trabalha há 28 anos na empresa vai analisar 25 processos, teremos:

    X = (1/28) K

    25 = 1/28K; K = 700

    Y = (1 / Ty) * K;

    20 = (1 / Ty) * 700 ; Ty = 700/20; Ty = 35 anos

    GABARITO: D

    " DESISTIR NUNCA; RETROCEDER JAMAIS. FOCO NO OBJETIVO SEMPRE."


ID
3956638
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Uma escola de música oferece cinco cursos de instrumentos musicais. Sabe-se que cada professor dessa escola ministra aulas de exatamente dois instrumentos e que, para cada dois instrumentos, há um único professor que ministra aulas desses dois instrumentos. Então, o número de professores nessa escola é:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito(D)

    O enunciado só está ''enchendo linguiça''. O que deve ser feito é a combinação de 5 instrumentos 2 a 2, pois sabemos que a ordem não importa, ou seja, se eu escolher os instrumentos A e B ou B e A será a mesma coisa.

    C5'2 = 5! / 2! (5-2!)

    5 * 4 * 3! / 2! 3! (corta 3! com 3! e simplifica 2! com 4)

    5 * 2 = 10

    Portanto teremos 10 combinações de dois instrumentos. Se cada professor da aulas exatamente de dois instrumentos, o número de professores também será 10.

  • Macete : Se a ordem não influencia = combinação

    C 5 ,2 / 2 ! = 5 * 4 / 2 * 1 = 10 professores.

  • Quando você se perder na questão, testa a COMBINAÇÃO :D

  • Trata-se de Arranjo.

    Atalho para resolução.

    A (n5 p2) A= 5.4 / 2.1 A= 10

    O atalho consiste em o nº de escolhidos (denominador) manda quantos nºs serão abertos do total (numerador) na fatoração. E ele próprio também deve ser fatorado, divide e terás o resultado, só fazer e assim e correr pro abraço, sem formulas, sem cabelos brancos !

  • LEIA 5X , DEVAGAR,QUE VC ENTENDE SEM CONTA.

  • fala pra voce

    passei por esta questão ontem e fiquei com raiva

    fui trabalhar no outro dia pensando na questão, trabalhei pensando, voltei nela hoje e continuo com raiva , porem com uma intensidade maior

  • Cada curso ministrado ( por um professor apenas ) dos 5 existentes, utiliza-se 2 instrumentos.

    Sendo assim, será uma Combinação de 5 por 2 , pois a ordem não importa - já que pode ser violão e piano OU piano e violão.

    C 5,2 = 5.4 / 2.1 = 10 professores

    Obs: usamos o 2 como referência para a quantidade de algarismos do num. e denom. quando for combinação - Arranjo é outra situação.

  • Violão, Cavaquinho, Piano, Flauta e Tabaquinho , eis os 5 instrumentos.

    VC, VP, VF, VT, CP, CF, CT, PF, PT e FT são todas as combinações possíveis dos instrumentos. São 10 combinações, cada professor ensina uma dessas combinações.

    _______________

    mas eu admito que há ambiguidades no enunciado dessa questão.


ID
3956641
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Ao longo de uma reunião ministerial, da qual participaram o presidente da República e alguns ministros, foram servidos 37 copos com água. Sabe-se que:
todos os participantes da reunião sentaram-se em uma mesa circular;
o primeiro a ser servido foi o presidente e, após ele, sucessivamente, todos os demais o foram, um a um, a partir da esquerda do presidente;
a cada passagem da bandeja com os copos com água, todas as pessoas se serviram, cada qual de apenas um copo;
coube o presidente ser servido do último copo da bandeja.
Considerando que as pessoas podem ter servido mais de um copo com água, o total de participantes dessa reunião ministerial poder ser:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito(B)

    Temos 37 copos de água que foram servidos, sendo que o presidente foi o primeiro e o que ficou com o copo de número 37.

    Testando 18 pessoas na mesa, se o copo de número 37 cair no presidente será a nossa resposta.

    18 / 2 = 9

    Temos 9 pessoas em cada metade de um círculo. O presidente será servido do primeiro copo, depois do copo 19, pois se temos 18 ministros, no 19 começará uma nova rodada.

    Depois, 19 + 18(que é mais uma rodada completa) = 37, então o último copo será do presidente, portanto nosso gabarito é 18.

  • 37 copos - 1 copo do presidente = 36, a partir daí divide por 2 até chegar ao presidente.

    36/2 = 18 pessoas.

    Qualquer erro avisem.

  • 1° e 37 ° -> Presidente

    37/2 = 18 e resto 1, o resto equivale ao 37° entregue ao presidente.

    18 -> número de pessoas presentes.

  • GABARITO: LETRA B

    TOTAL = 37 COPOS

    Supondo que as pessoas repetiram, além do Presidente, vejamos.

    37 - 1 do presidente = 36

    36/2 = 18

  • GAB B

    Pensei assim:

    2 * 18 = 36 + 1 do presidente 37 copos

    Espero ajudar alguém


ID
3956644
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Um carro de corrida leva 3 minutos para percorrer o trajeto da pista. Sendo assim, um carro que passou na velocidade média de 90% da velocidade do primeiro, percorra a mesma pista em:

Alternativas
Comentários
  • 3 minutos  = 180 segundos

    10 → 180 segundos

    9 → x

    Regra de 3 simples, são grandezas inversamente proporcionais, visto que se a velocidade diminuir, como no caso, o tempo aumenta, logo multiplicamos 10 . 180 = 9x

    x = 200 segundos = 3 minutos e 20 segundos

  • 3 minutos = 180 segundos

    180 ------90% do segundo carro

    x---------100% 180 vezes 100= 18.000 vezes 90= 200 ou seja 3 minutos e 20

  • VELOCIDADE E TEMPO SÃO GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS.

    Um carro de corrida percorre uma pista em 3 minutos. Outro carro percorre esta pista com velocidade média igual a 90% da velocidade do primeiro

    V1 = V

    V2 = 90% V

    REGRA DE TRÊS SIMPLES

    VELOCIDADE (V) TEMPO (T)

    V ---‐‐--------------------3 min

    90% V-------------------------X

    Por serem velociade e tempo grandezas inversamente proporcionais, inverteremos a coluna VELOCIDADE, ou seja, 90%V passará a ser o numerador e V o denominador

    90%V / V = 3 / X;

    9 / 10 X = 3;

    3X = 10;

    X = 3,3 minutos

    X = 3 minutos + 0,3 minutos (vamos transformar 0,3 minutos em segundos multiplicando por 60). Logo 0,3 minutos = 0,3 x 60 = 18 segundos

    Portanto X = 3 minutos e 18 segundos que é aproximadamente igual a 3 minutos e 20 segundos

    GABARITO: A

    "DESISTIR NUNCA; RETROCEDER JAMAIS. FOCO NO OBJETIVO SEMPRE."

  • Imaginemos que o 1º corredor faça o trajeto com uma velocidade de 100 metros por minuto ( 100m\M). Assim se o 2º corredor faz 90% da velocidade do primeiro, então sua velocidade será de 90 metros por minuto (90m\M).

    Fazendo a regra das grandezas inversamente proporcionais, teremos

    Velocidade ...............Tempos 100m\M --------- 3minutos

    90m\M ----------- x minutos

    invertendo

    100 ---------- x

    90------------ 3

    x= 100 x 3 \ 90

    x = 300 minutos \ 90

    x= 3 minutos e 20 segundos

  • Imaginemos que o 1º corredor faça o trajeto com uma velocidade de 100 metros por minuto ( 100m\M). Assim se o 2º corredor faz 90% da velocidade do primeiro, então sua velocidade será de 90 metros por minuto (90m\M).

    Fazendo a regra das grandezas inversamente proporcionais, teremos

    Velocidade ...............Tempos

    100m\M --------- 3 minutos

    90m\M ----------- x minutos

    invertendo

    100 ---------- x

    90------------ 3

    x= 100 x 3 \ 90

    x = 300 minutos \ 90

    x= 3 minutos e 20 segundos

  • Velocidade é igual distância sobre o tempo: V = D/t. 3 minutos são 180 segundos.

    V1 = D/180.

    A velocidade do segundo é igual a 90% da do primeiro: V2 = 0.9V1

    0.9V1 = D/t

    A distância é a mesma, logo D = v1x180; D = 0.9v1/t

    corta o v1, t = 180/0.9

    200 segundos que é 3 minutos e 20 segundos


ID
3993163
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

A Lei nº 290/97, institui o Código Tributário Municipal, segundo está lei

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: A

    Art. 3º, CTN: "Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada."


ID
3993166
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

“A atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando o direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção de mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos.” O presente conceito trazido pelo Código Tributário Municipal de Edéia, trata-se de

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B.

    “A atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando o direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção de mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos".

    .

    .

    -> O poder de polícia é a possibilidade de restringir um interesse particular em prol de toda a coletividade, sendo que tal poder pode ser preventivo ou repressivo; sua definição está prevista no Código Tributário Nacional, assim, ao final do text quando indica que este é o conceito do Código Tributário do Município de Edéia, mas uma dica é dada da resposta!

  • →  Poder de Polícia ou Poder de Polícia Administrativa: possibilidade de o poder público aplicar restrições e condições aos particulares no exercício de bens, direitos e atividades.

    ·      Visa a proteção do interesse público.

    ·      Ilícitos de ordem administrativa.

    ·      Como regra é preventiva (evita danos ao interesse público). É repressiva se for descumprida uma determinação.

    ·      Decorre do poder extroverso ou de império – a adm. pública age em pé de desigualdade frente o particular.

    Letra B

  • O conceito de Poder de polícia pode ser visto no art. 78 do CTN

    Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 1966)

    ------------------------------------

    Conceitos apresentados pela doutrina:

    “poder de polícia é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado” Helly L. M

    ------------------------------

    a atividade da Administração Pública, expressa em atos normativos ou concretos, de condicionar, com fundamento em sua supremacia geral e na forma da lei, a liberdade e propriedade dos indivíduos, mediante ação ora fiscalizadora, ora preventiva, ora repressiva, impondo coercitivamente aos particulares um dever de abstenção a fim de conformar lhes os comportamentos aos interesses sociais consagrados no sistema normativo. Bandeira de Mello.

    ----------------------------

    “atividade do Estado consistente em limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do interesse público”.

    Maria Sylvia Zanella Di Pietro

    -----------------------

    “prerrogativa de direito público que, calcada na lei, autoriza a Administração Pública a restringir o uso e o gozo da liberdade e da propriedade em favor do interesse da coletividade". Carvalho Filho.

  • Assertiva B

    O presente conceito trazido pelo Código Tributário Municipal de Edéia, trata-se de Poder de Polícia

  • GABARITO LETRA B

    Poder de policia:

    *Prerrogativa de condicionar e restringir o exercício de atividades privadas.

    > Tudo com vistas a proteger os interesses gerais da coletividade.

    *Em sentido amplo: atividade legislativa e atividades administrativas de condicionamento e restrição.

    *Em sentido estrito: apenas atividades administrativas.

     * Qualquer medida restritiva deve observar o devido processo legal (ampla defesa).

    -------------------------------------------------------

    LEI 5.172

    Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato. Em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado. Ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.

  • GABARITO: letra B

    A questão traz o conceito legal de poder de polícia, estabelecido no art. 78 do CTN:

    Veja a redação:

    Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 1966)

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  • PODER DE POLICIA : limita a liberdade individual em prol do interesse publico

  • GABARITO: LETRA B

    Poder de Polícia: É a atividade da Administração Pública que, limitando ou disciplinando direitos, interesses ou liberdades individuais, regula a prática do ato ou abstenção de fato, em razão do interesse público. É aplicado aos particulares.

    Segmentos

    Policia Administrativa = incide sobre bens, direitos e atividades e é regida pelo Direito Administrativo.

    Policia Judiciária = incide sobre as pessoas e destina-se à responsabilização penal

     LIMITAÇÕES DO PODER DE POLICIA

    Necessidade --> o Poder de policia só deve ser adotado para evitar ameaças reais ou prováveis de perturbações ao interesse público;

    Proporcionalidade --> é a exigência de uma relação entre a limitação ao direito individual e o prejuízo a ser evitado;

    Eficácia --> a medida deve ser adequada para impedir o dano ao interesse público.

    ATRIBUTOS DO PODER DE POLICIA

    Discricionariedade --> Consiste na livre escolha, pela Administração Pública, dos meios adequados para exercer o poder de policia, bem como, na opção quanto ao conteúdo, das normas que cuidam de tal poder.

    Autoexecutoriedade --> Possibilidade efetiva que a Administração tem de proceder ao exercício imediato de seus atos, sem necessidade de recorrer, previamente, ao Poder Judiciário.

    Coercibilidade --> É a imposição imperativa do ato de policia a seu destinatário, admitindo-se até o emprego da força pública para seu normal cumprimento, quando houver resistência por parte do administrado.

    Atividade Negativa --> Tendo em vista o fato de não pretender uma atuação dos particulares e sim sua abstenção, são lhes impostas obrigações de não fazer.

  • Que sua caminhada seja leve ....

  • Artigo 78 CTN:

    Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 1966)

    Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.

  • O poder de polícia se refere à prerrogativa que a Administração Pública possui de condicionar ou limitar bens, direitos e atividades com fim a resguardar o interesse público. A legislação brasileira descreve esse conceito no art. 78, do CTN:

    “Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos". 



    A) ERRADO. Fiscalização se refere ao ato genérico de fiscalizar

    B) CORRETO. Ver introdução da resposta.

    C) ERRADO. Taxa de Licença é o tributo pago para cobrado quando o Estado, no processo de aprovação de licenças, exerce seu poder de polícia ou quando presta ou coloca à disposição do contribuinte um serviço específico e divisível.

    D) ERRADO. Poder Discricionário, segundo os professores Ricardo Alexandre e João de Deus, refere-se ao poder que a legislação concede à administração, de modo explícito ou implícito, para a prática de atos administrativos com liberdade na escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo dentro dos limites da legalidade.


    GABARITO DO PROFESSOR: ALTERNATIVA “B".


    Fontes:
    ALEXANDRE, Ricardo; DEUS, João de. Direito administrativo. 4ª edição. Rio de Janeiro: Método, 2018.
    DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 30ª. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2017.
  • Gabarito B. Pra quem sentiu dificuldade, a questão usou muito interpretação de texto, pois algumas palavras vieram com significados diferentes dos usuais no Direito Administrativo.

  • PODER DE POLÍCIA

    ➥ Pune externamente. É a faculdade que dispõe a Administração Pública para:

    1} Condicionar;

    2} Restringir o uso;

    3} O gozo de bens, atividades e direitos individuais.

    Obs: Tudo isso em benefício da coletividade ou do próprio Estado.

    ➥ Ou seja, a administração pública pode criar obrigações aos particulares.

    Ele é um PRF!

    • Preventivo
    • Repressivo
    • Fiscalizatório

    [...]

    LIMITAÇÕES ADMINISTRATIVAS

     O poder de polícia reparte-se entre Legislativo e Executivo. O Poder Legislativo, no exercício do poder de polícia que incumbe ao Estado, cria, por lei, as chamadas limitações administrativas ao exercício das liberdades públicas.

    [...]

    ☛ QUESTÕES PRA FIXAR!

    ✓ O exercício do poder de polícia reflete o sentido objetivo da administração pública, o qual se refere à própria atividade administrativa exercida pelo Estado.

    ✓ O poder de polícia autoriza a Administração Pública a condicionar ou restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais em benefício da coletividade.

    ✓ A restrição oriunda do exercício do poder de polícia também encontra restrições, notadamente por parte dos direitos e das garantias individuais.

    ✓ Os poderes‐deveres conferidos à Administração Pública são importantes instrumentos conferidos aos agentes públicos para a defesa do interesse público.

     A limitação administrativa, mesmo que advinda de normas gerais e abstratas, decorre do poder de polícia propriamente dito.

    [...]

    ► CARACTERÍSTICAS:

    • Coercibilidade;
    • Discricionariedade; e
    • Autoexecutoriedade.

    [...]

    POLÍCIA ADMINISTRATIVA

    ➥ Atua sobre atividades privadas, bens ou direitos, visa evitar a prática de infrações administrativas; tem natureza preventiva, entretanto, em alguns casos ela pode ser repressiva.

    ➥ Órgãos Administrativos de caráter mais fiscalizador - incide basicamente sobre atividades dos indivíduos.

    • E,

    POLÍCIA JUDICIÁRIA

    ➥ Atua sobre as pessoas, visa reprimir a infração criminal; tem natureza repressiva, mas, em alguns casos, pode ser preventiva.

    [...]

    ☛ BIZU!

    VÍNCULO GERAL -- Abrange qualquer pessoa - PODER DE POLÍCIA

    VÍNCULO ESPECÍFICO -- Abrange seus servidores e contratados - PODER DISCIPLINAR

    ____________

    Fontes: Questões da CESPE; Colegas do QC; Maria Sylvia Di Pietro.

  • PODER DE POLICIA

    Restringir/limitar/condicionar → Atua sobre (BAD) Bens, Atividades e Direitos dos particulares → Em prol do interesse público/ visando o interesse coletivo.

    Gab. B

  • GABARITO : LETRA B

    Poder de polícia. O interesse de uma coletividade acima do interesse individual. Incide sobre bens, direitos e atividades. Possui executoriedade, discricionariedade e coercibilidade. Atua de forma preventiva, em regra.

  • O Poder de Polícia é um instrumento conferido ao administrador que lhe permite condicionar, restringir, frenar o exercício de atividade, o uso e gozo de bens e direitos pelos particulares, em nome do interesse da coletividade. A atual Constituição Federal e as diversas leis conferem aos cidadãos uma série de direitos, mas o seu exercício deve ser compatível com o bem-estar social, sendo necessário que o uso da liberdade e da propriedade esteja compatível com o bem coletivo, não prejudicando, assim, a persecução do interesse público.

    Destarte, é possível conceituar Poder de Polícia como a atividade da Administração Pública que se expressa por meio de atos normativos ou concretos, com fundamento na supremacia geral, e, na forma da lei, de condicionar a liberdade e a propriedade dos indivíduos mediante ações fiscalizadoras, preventivas e repressivas, impondo aos administrados comportamentos compatíveis com os interesses sociais sedimentados no sistema normativo.

    No que tange a esse conceito, é importante citar que o Código Tributário Nacional, em seu art. 78, também o estabelece, definindo que “Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do poder público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos”.

    Para esse Código, o assunto é relevante, visto que representa fato gerador para a cobrança de uma espécie tributária, a taxa de polícia, autorizada pelo texto constitucional, no art. 145, II, e art. 77 do referido código.

    No entanto, a doutrina alerta que a atuação do Poder de Polícia não representa limitação administrativa ao direito de propriedade e ao direito de liberdade, uma vez que essas restrições integram o desenho do próprio perfil do direito, fazendo parte da definição dessa garantia constitucional e definindo os seus contornos. 

    Fonte doutrinária: Livro de Direito Administrativo - Fernanda Marinele - 12° ed. p.304


ID
3993169
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Segundo o Código Tributário Municipal de Edéia, o lançamento do IPTU - Imposto Predial Territorial Urbano, será

(I) feito por ato da secretaria de finanças.
(II) anual e distinto, um para cada imóvel ou unidade imobiliária independente, ainda que contíguo.
(III) regido pela lei vigente, ainda que posteriormente ela tenha sido modificada ou revogada.

Alternativas

ID
3993172
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Segundo o Código Tributário do Município de Edéia, o prazo para propositura da ação de execução fiscal do crédito tributário prescreve em

Alternativas
Comentários
  • Os códigos tributários municipais geralmente copiam o CTN, pra responder essa questão basta ver o art. 174 do CTN: A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva.


ID
3993175
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

A exclusão do crédito tributário

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

    Art. 175, p.u., CTN: "A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente."

    É norma que está em consonância com o sistema tributário, já que, não obstante a nomenclatura, as obrigações principais e as obrigações acessórias são autônomas entre si, de modo que se uma é extinta, excluída ou suspensa, a outra permanecerá hígida.

    Direito Civil - Regra: Princípio da gravitação jurídica (o acessório segue o principal).

    Direito Tributário - Regra: Autonomia (não há aplicação do princípio da gravitação jurídica).

  • Gabarito letra B, conforme fundamento no CTN citado pelos colegas. Em adendo, o entendimento também se aplica à imunidade prevista na CF. Vejam:

    "(...) 3. A imunidade tributária recíproca (art. 150, VI, a, da Constituição) impede que os entes públicos criem uns para os outros obrigações relacionadas à cobrança de impostos, mas não veda a imposição de obrigações acessórias. Precedentes. (...)".

    ACO 1098. Pleno. Relator Ministro Roberto Barroso. Julgado aos 11/05/2020.

  • Questão pura letra da lei. Uma dica: tomem cuidado com os gatos da vizinhança que entram no seu quintal, eles podem trazer pulgas, eu estou me coçando, ah não era isso... Basicamente a obrigação acessória sempre pode existir independente de isenção, anistia, ou até mesmo do pagamento do tributo. Ou seja, sempre que a questão disser que a obrigação acessória se extingue juntamente com o crédito, caia fora.
  • ART.175, p.u., CTN: "A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente."

    É norma que está em consonância com o sistema tributário, já que, não obstante a nomenclatura, as obrigações principais e as obrigações acessórias são autônomas entre si, de modo que se uma é extinta, excluída ou suspensa, a outra permanecerá hígida.

    Direito Civil - Regra: Princípio da gravitação jurídica (o acessório segue o principal).

    Direito Tributário - Regra: Autonomia (não há aplicação do princípio da gravitação jurídica).

  • A questão objetiva determinar se o candidato conhece o tema: Exclusão do crédito tributário.

     

    Para acertar esse exercício o candidato deve dominar o art. 175 do CTN, em seu parágrafo único:

    Art. 175. Excluem o crédito tributário:

    I - a isenção;

    II - a anistia.

    Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente.

     

    Logo, diante do exposto, o enunciado seria completado corretamente da seguinte maneira:

    A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias (letra B).

    Gabarito do professor: Letra B.


ID
3993178
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

O Código Tributário Municipal prevê restituição total ou parcial do tributo pago indevidamente. Sobre o assunto, podemos afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Não é do cod trib Municipal mas do CTN meu comentário mas ta valendo:

        Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos

        Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição.


ID
3993181
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

No que diz respeito aos tributos municipais estabelecidos pela Lei Orgânica Municipal, assinale a alternativa incorreta:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: C (é a incorreta)

    Questão possível de ser resolvida tendo por base a CF e o CTN:

    a) Correto - Art. 145, §1, CF: "Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte."

    b) Correto - Art. 145, §2, CF: "As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos."

    Obs.: Lembrando que é inconstitucional a BC de taxa que seja totalmente igual à BC de algum imposto - É o que dispõe a Súmula Vinculante 29 do STF: "É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra."

    c) Incorreto - Cada ente federativo tem competência para legislar sobre os tributos de sua competência, estabelecendo hipóteses de incidência e também isenções. O Município pode prever uma isenção de IPTU, por exemplo (como ocorre, em alguns casos, com imóveis tombados). O que a CF veda (art. 151, III) são as denominadas "isenções heterônomas", isto é, quando um ente estabelece isenção de um tributo que não é da sua competência.

    d) Correto - A CF prevê imunidades (limitações constitucionais ao poder de tributar), que são regulamentadas pelo CTN (lei federal materialmente complementar), que disciplina a atividade tributária de todos os entes políticos.


ID
3993184
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Com base nas limitações da competência tributária é vedada à união:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO C

    Art. 151. É vedado à União:

    I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País;

    II - tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos, em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes;

    III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.

    Caros colegas, caso precisem de alguém para ajudá-los na preparação para concursos, faço Planejamento completo de estudos, com metas detalhadas, simulados, revisões e acompanhamento individualizado. Atualmente sou Auditor Fiscal de Tributos do Município de Sobral-Ce (aprovado em 1º lugar na prova objetiva) e fui Auditor de Controle Externo do TCE-PA (aprovado em 1º lugar nas provas objetivas e discursivas). Para mais informações, chama no g-mail (franciscojoseaud@gmail...) ou manda mensagem aqui pelo QC. Forte abraço e fiquem com Deus. OBS: Direto ao ponto, sem técnicas mirabolantes.

    Instagram: @mentoria.concursos

  •   Art. 151. É vedado à União:

    I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município

    Art. 152. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino.

  • GAB C

    ITAME pelotada na cabeça.

    Art. 152. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino.

  • GABARITO C

    LETRA A: ERRADA Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinários compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de cinco anos, contados da celebração da paz.

    Art. 15. Somente a União, nos seguintes casos excepcionais, pode instituir empréstimos compulsórios:

    I - guerra externa, ou sua iminência;

    LETRA B: ERRADA Art. 18. Compete:

    I - à União, instituir, nos Territórios Federais, os impostos atribuídos aos Estados e, se aqueles não forem divididos em Municípios, cumulativamente, os atribuídos a estes;

    LETRA C: CERTA Art. 10. É vedado à União instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional, ou que importe distinção ou preferência em favor de determinado Estado ou Município.

    LETRA D: ERRADA  Art. 11. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens de qualquer natureza, em razão da sua procedência ou do seu destino.

    Fonte: CTN

  • Gab: C

    >> No que se refere à União, sabemos que, via de regra, é vedado instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional, conforme preceitua o princípio da uniformidade geográfica. Contudo, devemos lembrar que o legislador constituinte permitiu que haja concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País.

  • C - Princípio da uniformidade geográfica 

    D - Princípio da não discriminação com base na procedência ou destino

  • A questão demanda conhecimentos sobre o tema: Princípios tributários

     

    Abaixo, justificaremos todas as assertivas:

    A) instituir impostos extraordinários, incluindo os empréstimos compulsórios;

    Falso, visto que a Constituição Federal traz essas 2 hipóteses:

    Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:

    I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;

    II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b".

    Art. 154. A União poderá instituir:

    II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.

     

    B) instituir nos territórios federais, os impostos atribuídos aos estados e, se aqueles não forem divididos em municípios;

    Errada, pois incompleta, ferindo o art. 18, I do CTN:

    Art. 18. Compete:

    I - à União, instituir, nos Territórios Federais, os impostos atribuídos aos Estados e, se aqueles não forem divididos em Municípios, cumulativamente, os atribuídos a estes;

     

    C) instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional, ou que importe distinção ou preferência em favor de determinado estado ou município;

    Correta, por repetir a regra constitucional aqui prevista:

    Art. 151. É vedado à União:

    I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País;

     

    D) estabelecer diferença tributária entre bens de qualquer natureza, em razão da sua procedência ou do seu destino.

    Falso, pois é isso é vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, de acordo com a Constituição Federal:

    Art. 152. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino

     

    Gabarito do professor: Letra C.


ID
3993187
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

A competência tributária possui as seguintes características:

Alternativas
Comentários
  • Gab. B

    Todas as características apresentadas na alternativa "B" dizem respeito à competência tributária.

    Nos ensinos de Mazza, "a competência tributária é intransferível, irrenunciável e indelegável (art. 7.º, caput, do CTN), não se confundindo com a capacidade tributária ativa, que é “administrativa e delegável”. No entanto, apesar de irrenunciável e intransferível, o exercício da competência tributária pode ser considerado facultativo, cabendo a cada ente tributante decidir sobre o exercício da competência tributária (art. 8.º do CTN)"

  • GABARITO LETRA B - CORRETA

    Fonte: Luisa Albergaria em gotributário

    "Podemos caracterizar a competência tributaria em seis atributos: indelegabilidade, irrenunciabilidade, incaducabilidade, inalterabilidade, facultatividade de exercício e exclusividade.

    Indelegabilidade: a competência tributária é indelegável, disposição expressa do artigo 7º do CTN (Código Tributário Nacional), um ente político não pode delegar, conferir a outra pessoa de direito público a competência tributária que tenha recebido da Constituição Federal. O poder de tributar é exclusivo do ente político que o recebeu.

    Irrenunciabilidade: o ente político pode não exercer sua competência tributária, mas esta é irrenunciável, quem a possui não pode abrir mão.

    Incaducabilidade: o poder de tributar é um poder-faculdade, o ente político o exerce quando lhe seja mais conveniente e oportuno, o fato de permanecer inerte e não criar o tributo não altera em nada sua competência tributária que permanece a mesma. O não exercício da competência não tem como consequência a perda da mesma.

    Inalterabilidade: entende-se que não pode ter a dimensão ampliada pela própria pessoa política. É improrrogável.

    Facultativa: a pessoa politica é quem decide se vai ou não criar tributo. Podem ainda, utilizar apenas parte de sua competência, criando parcialmente o tributo.

    Exclusividade: caracteriza-se pelo fato de que cada ente político detém sua faixa tributaria privativa. Caso atue fora desta faixa o tributo será inconstitucional"

  • FACULTATIVIDADE=  OS ENTES FEDERATIVOS NÃO ESTÃO OBRIGADOS A INSTITUIR OS TRIBUTOS, CUJA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA LHE FOI ATRIBUÍDA PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

    (cabe ressalva referente à Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige a instituição e efetiva arrecadação de todos os tributos economicamente viáveis de competência constitucional da Federação. Tanto é que será proibida as transferências voluntárias para os entes federados que deixem de arrecadar os impostos de sua competência – art. 11, p.u. Assim, a característica da facultatividade estaria mitigado ou afastado). 

  • Será que a licitação para a contratação dessa banca foi dispensada? Está difícil lidar com os erros gramaticais...

  • Que banca "Inrresponsável"!

  • Magistrado Lenhador, Pensei a mesma coisa, apesar da CF não prever a obrigatoriedade, cabe ressalva da LRF, questão passível de recurso.

  • A questão apresentada necessita de conhecimento quanto a competência tributária possui e suas características e respectivas conceituações. Primeiramente, cumpre observar o art. 7 do CTN: 


    Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.


     § 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.


     2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.

    § 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.


    Tendo em vista o referido artigo, deve-se ter em mente as conceituações aplicáveis: 


    Facultativa: A competência é  exercida mediante a legalidade, conveniência e oportunidade.


    Irrenunciabilidade: A competência tributária é irrenunciável, não podendo o ente  renunciar da que dispõe. 


    Indelegabilidade: Conforme disposto no artigo 7º do CTN, o entede  não pode delegar competência tributária que tenha recebido da Constituição Federal. O poder de tributar é exclusivo do ente determinado. 

    Incaducabilidade: A competência é incaducável, sendo exercido mediante a legalidade, conveniência e oportunidade. A inercia de ente constitui-se de opção negativa a qual não afeta a competência. 


    Inalterabilidade: A dimensão não pode ser ampliada pela própria pessoa política.


    Exclusividade: Tem-se que cada ente detém sua competência tributaria privativa.





    A alternativa A encontra-se incorreta. 


    Primeiramente, cumpre observar o art. 7 do CTN: 


    Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.


     § 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.


     2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.

    § 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.


    Tendo em vista o referido artigo, deve-se ter em mente as conceituações aplicáveis: 


    Facultativa: A competência é  exercida mediante a legalidade, conveniência e oportunidade.


    Irrenunciabilidade: A competência tributária é irrenunciável, não podendo o ente  renunciar da que dispõe. 


    Indelegabilidade: Conforme disposto no artigo 7º do CTN, o entede  não pode delegar competência tributária que tenha recebido da Constituição Federal. O poder de tributar é exclusivo do ente determinado. 

    Incaducabilidade: A competência é incaducável, sendo exercido mediante a legalidade, conveniência e oportunidade. A inercia de ente constitui-se de opção negativa a qual não afeta a competência. 


    Inalterabilidade: A dimensão não pode ser ampliada pela própria pessoa política.


    Exclusividade: Tem-se que cada ente detém sua competência tributaria privativa.


    A alternativa B encontra-se correta.  


    Primeiramente, cumpre observar o art. 7 do CTN: 


    Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.


     § 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.


     2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.

    § 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.


    Tendo em vista o referido artigo, deve-se ter em mente as conceituações aplicáveis: 


    Facultativa: A competência é  exercida mediante a legalidade, conveniência e oportunidade.


    Irrenunciabilidade: A competência tributária é irrenunciável, não podendo o ente  renunciar da que dispõe. 


    Indelegabilidade: Conforme disposto no artigo 7º do CTN, o entede  não pode delegar competência tributária que tenha recebido da Constituição Federal. O poder de tributar é exclusivo do ente determinado. 

    Incaducabilidade: A competência é incaducável, sendo exercido mediante a legalidade, conveniência e oportunidade. A inercia de ente constitui-se de opção negativa a qual não afeta a competência. 


    Inalterabilidade: A dimensão não pode ser ampliada pela própria pessoa política.


    Exclusividade: Tem-se que cada ente detém sua competência tributaria privativa.

     

    A alternativa C encontra-se incorreta. 


    Primeiramente, cumpre observar o art. 7 do CTN: 


    Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.


     § 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.


     2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.

    § 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.


    Tendo em vista o referido artigo, deve-se ter em mente as conceituações aplicáveis: 


    Facultativa: A competência é  exercida mediante a legalidade, conveniência e oportunidade.


    Irrenunciabilidade: A competência tributária é irrenunciável, não podendo o ente  renunciar da que dispõe. 


    Indelegabilidade: Conforme disposto no artigo 7º do CTN, o entede  não pode delegar competência tributária que tenha recebido da Constituição Federal. O poder de tributar é exclusivo do ente determinado. 

    Incaducabilidade: A competência é incaducável, sendo exercido mediante a legalidade, conveniência e oportunidade. A inercia de ente constitui-se de opção negativa a qual não afeta a competência. 


    Inalterabilidade: A dimensão não pode ser ampliada pela própria pessoa política.


    Exclusividade: Tem-se que cada ente detém sua competência tributaria privativa.


    A alternativa D encontra-se incorreta. 


    Primeiramente, cumpre observar o art. 7 do CTN: 


    Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.


     § 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.


     2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.

    § 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.


    Tendo em vista o referido artigo, deve-se ter em mente as conceituações aplicáveis: 


    Facultativa: A competência é  exercida mediante a legalidade, conveniência e oportunidade.


    Irrenunciabilidade: A competência tributária é irrenunciável, não podendo o ente  renunciar da que dispõe. 


    Indelegabilidade: Conforme disposto no artigo 7º do CTN, o entede  não pode delegar competência tributária que tenha recebido da Constituição Federal. O poder de tributar é exclusivo do ente determinado. 

    Incaducabilidade: A competência é incaducável, sendo exercido mediante a legalidade, conveniência e oportunidade. A inercia de ente constitui-se de opção negativa a qual não afeta a competência. 


    Inalterabilidade: A dimensão não pode ser ampliada pela própria pessoa política.


    Exclusividade: Tem-se que cada ente detém sua competência tributaria privativa.


    A alternativa E encontra-se incorreta. 


    Primeiramente, cumpre observar o art. 7 do CTN: 


    Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.


     § 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.


     2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.

    § 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.


    Tendo em vista o referido artigo, deve-se ter em mente as conceituações aplicáveis: 


    Facultativa: A competência é  exercida mediante a legalidade, conveniência e oportunidade.


    Irrenunciabilidade: A competência tributária é irrenunciável, não podendo o ente  renunciar da que dispõe. 


    Indelegabilidade: Conforme disposto no artigo 7º do CTN, o entede  não pode delegar competência tributária que tenha recebido da Constituição Federal. O poder de tributar é exclusivo do ente determinado. 

    Incaducabilidade: A competência é incaducável, sendo exercido mediante a legalidade, conveniência e oportunidade. A inercia de ente constitui-se de opção negativa a qual não afeta a competência. 


    Inalterabilidade: A dimensão não pode ser ampliada pela própria pessoa política.


    Exclusividade: Tem-se que cada ente detém sua competência tributaria privativa.



    Logo, o gabarito do professor é a alternativa B.
  • Um exemplo do exercício da facultatividade é o caso do IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas), que é previsto na CF (art. 153, VI) e é de competência da União, mas que nunca foi instituído por questões políticas.

  • indelegabilidade, irrenunciabilidade, incaducabilidade, inalterabilidade, facultatividade de exercício e exclusividade.


ID
3993190
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Visando a obrigação tributária, são solidariamente obrigadas perante a lei:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO LETRA A - CORRETA

    Fonte: CTN

    Art. 124. São solidariamente obrigadas:

             I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal;

             II - as pessoas expressamente designadas por lei.

           Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem.

  • aSSessoria doeu mas segue o baile

  • Essa banca é da boa, hein? "Obrigação assessoria". Doeu no rim.
  •  Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.

  • Olha o nível de quem nos avalia !!!

  • Sobre obrigação solidária é só lembrar que todos os humanos da casa tem obrigação de me dar ração (interesse comum no bem estar deste gato fofo) e que também os humanos são obrigados legalmente ao meu estar animal. Pronto, nunca mais esquece.
  • obrigação assessoria. Tops heim

  • vcs são é ótimos kkk, eu nem vi o aSSessoria kkk, acertei a questão, mas acho que meus olhos corrigiram a palavra... [o que não deveria ocorrer]

  • A questão demanda conhecimentos sobre o tema: Solidariedade tributária.

     

    Para acertar a questão o candidato precisa se direcionar para o CTN, mais especificamente, para o art. 124, I e II. Nesse dispositivo, temos a indicação de quem é responsável solidário:

    Art. 124. São solidariamente obrigadas:

    I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal;

    II - as pessoas expressamente designadas por lei.

     

    Logo, o enunciado deve ser completado da seguinte maneira: Visando a obrigação tributária, são solidariamente obrigadas perante a lei as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e as pessoas expressamente designadas por lei.

     

    Gabarito do professor: Letra A.

  • Alguém conferiu se esse erro estava expresso na prova ou se foi erro de quem transcreveu a questão aqui no QC?


ID
3993193
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Firmados na obrigação tributária, o sujeito passivo da obrigação principal é:

Alternativas
Comentários
  • Questão passível de anulação, já que desconsiderou a possibildiade de o responsável também ser sujeito passivo (o qual NÃO possui, necessariamente, relação pessoal e direta com a situação).

  • GABARITO LETRA A - CORRETA

    Fonte: CTN

    Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

           Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:

           I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

           II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.

       

  • Assessoria: Conjunto de especialistas que assessoram tecnicamente um superior hierárquico; assessoramento.

    Fonte: Dicionário Michaelis

  • LETRA D = ERRADA

    CTN

    Art. 124- São solidariamente obrigadas: I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; II - as pessoas expressamente designadas por lei.

  • Redação horrível

  • A questão demanda conhecimentos sobre o tema: Obrigação tributária.

     

    Para acertar a questão o candidato precisa se direcionar para o CTN, mais especificamente, para o art. 121, I. Nesse dispositivo, temos a definição sujeito passivo da obrigação principal:

    Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

    Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:

    I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

    Logo, o enunciado deve ser completado da seguinte maneira: Firmados na obrigação tributária, o sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária, ou seja, o contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

     

    Gabarito do professor: Letra A.

  • Firmados na obrigação tributária, o sujeito passivo da obrigação principal é: a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária, ou seja, o contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

    ______________________________

     CTN

    Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

           Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:

           I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

           II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.

  • "a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto;"

    seria o que?


ID
3993196
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

A modalidade de obrigação que decorre da legislação tributária e que é responsável por escriturar livros, não receber mercadoria desacompanhada dos documentos fiscais e tolerar a fiscalização, classifica-se com:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO A

    CTN. Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.

     § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.

     § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.

     § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.

    Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.

    Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.

    Art. 96. A expressão "legislação tributária" compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.

  • OBSERVAÇÕES SOBRE A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA:

    São elementos da obrigação tributária: o sujeito ativo (arts. 119 e 120, CTN), o sujeito passivo (arts. 121 a 123, CTN), o objeto (art. 113, CTN) e a causa (arts. 114 e 115, CTN).

  • A sujeição ativa é matéria afeta ao polo ativo da relação jurídico​-tributária. Refere​-se, pois, ao lado credor da relação intersubjetiva tributária, representado pelos entes que devem proceder à invasão patrimonial para a retirada compulsória de valores, a título de tributos. Observe o art. 119 do CTN:

    Note o item (adaptado) considerado CORRETO, em prova rea​lizada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), para o cargo de Auditor Fiscal da Prefeitura Municipal de Tauá/CE, em 2008: “A pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o cumprimento da obrigação tributária recebe o nome de ‘sujeito ativo’”.

    Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento.

    As pessoas jurídicas de Direito Público podem ser titulares, por delegação, das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos (parafiscalidade), ou executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária (art. 7º do CTN).

    Posto isso, há dois tipos de sujeitos ativos: o direto e o indireto.

    a) Sujeito ativo direto: são os entes tributantes – União, Estados, Municípios e Distrito Federal (art. 41, I, II, III do Código Civil, Lei n. 10.406/2002) – detentores de competência tributária, ou seja,

    do poder legiferante de instituição de tributo.

    b) Sujeito ativo indireto: são os entes parafiscais – CREA, CRM, CRC, entre outros – detentores de capacidade tributária ativa, ou seja, do poder de arrecadação e fiscalização de tributo.

    Note o item considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de Auditor do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL), em 2008: “Pode ser sujeito ativo o ente competente para instituir tributo, ou outra pessoa jurídica, em razão de delegação”. Note o item considerado INCORRETO, em prova rea​lizada pela FUMARC​-PUC/MG, para o cargo de Gestor Governamental da Seplag​/MG (e outras instituições), em 2008: “O CTN define como sujeito ativo da obrigação a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento. A melhor interpretação para tal dispositivo, consoante a doutrina, é restritiva, impedindo que se considere como sujeito ativo das contribuições de interesse de categorias profissionais os respectivos Conselhos de classe (OAB, CREA, CRM, entre outros)”.

    É importante enaltecer que os entes parafiscais detêm legitimidade para figurar como sujeitos ativos da obrigação tributária, arrecadando e fiscalizando o tributo no âmbito da chamada “capacidade tributária ativa”. Fugindo à regra imposta pelo art. 119 do CTN – de que a cobrança do tributo deve estar restrita à pessoa jurídica de direito público –, o STJ vem entendendo que as entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical (os Serviços Sociais Autônomos) têm capacidade tributária ativa. Observe a ementa:

  • sujeição ativa é matéria afeta ao polo ativo da relação jurídico​-tributária. Refere​-se, pois, ao lado credor da relação intersubjetiva tributária, representado pelos entes que devem proceder à invasão patrimonial para a retirada compulsória de valores, a título de tributos. Observe o art. 119 do CTN:

    Note o item (adaptado) considerado CORRETO, em prova rea​lizada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), para o cargo de Auditor Fiscal da Prefeitura Municipal de Tauá/CE, em 2008: “A pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o cumprimento da obrigação tributária recebe o nome de ‘sujeito ativo’”.

    Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento.

    As pessoas jurídicas de Direito Público podem ser titulares, por delegação, das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos (parafiscalidade), ou executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária (art. 7º do CTN).

    Posto isso, há dois tipos de sujeitos ativos: o direto e o indireto.

    a) Sujeito ativo direto: são os entes tributantes – União, Estados, Municípios e Distrito Federal (art. 41, I, II, III do Código Civil, Lei n. 10.406/2002) – detentores de competência tributária, ou seja,

    do poder legiferante de instituição de tributo.

    b) Sujeito ativo indireto: são os entes parafiscais – CREA, CRM, CRC, entre outros – detentores de capacidade tributária ativa, ou seja, do poder de arrecadação e fiscalização de tributo.

    Note o item considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de Auditor do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL), em 2008: “Pode ser sujeito ativo o ente competente para instituir tributo, ou outra pessoa jurídica, em razão de delegação”. Note o item considerado INCORRETO, em prova rea​lizada pela FUMARC​-PUC/MG, para o cargo de Gestor Governamental da Seplag​/MG (e outras instituições), em 2008: “O CTN define como sujeito ativo da obrigação a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento. A melhor interpretação para tal dispositivo, consoante a doutrina, é restritiva, impedindo que se considere como sujeito ativo das contribuições de interesse de categorias profissionais os respectivos Conselhos de classe (OAB, CREA, CRM, entre outros)”.

    É importante enaltecer que os entes parafiscais detêm legitimidade para figurar como sujeitos ativos da obrigação tributária, arrecadando e fiscalizando o tributo no âmbito da chamada “capacidade tributária ativa”. Fugindo à regra imposta pelo art. 119 do CTN – de que a cobrança do tributo deve estar restrita à pessoa jurídica de direito público –, o STJ vem entendendo que as entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical (os Serviços Sociais Autônomos) têm capacidade tributária ativa. Observe a ementa:

  • Menos é mais CTN. Art. 113

    A) Correta - obrigação acessória; tem por objeto as prestações (fazer algo ou não fazer), positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. (ex: obrigação de fazer algo como obter certificado, comprovante, autenticação, não aceitar sem nota...)

    B) obrigação fiscal; Trata-se das informações que precisam ser demonstradas por lei.

    C) obrigação principal; surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.

    D) obrigação jurídica. Tem como origem a lei, nasce da ocorrência de um fato gerador, estabelecendo uma relação que vincula obrigatoriamente (juridicamente) o credor com o devedor.

  • Essa questão demanda conhecimentos sobre os temas: Obrigação tributária.

     

    Para pontuarmos aqui, temos que entender o que significa a obrigação tributária acessória, cuja definição se encontra no art. 113, §2º do CTN:

    Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.

    § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.

     

    Apenas para complementar, a definição de obrigação tributária principal se encontra no mesmo artigo:

    § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.

     

    Logo, a assertiva é corretamente completada com a letra A, ficando assim: A modalidade de obrigação que decorre da legislação tributária e que é responsável por escriturar livros, não receber mercadoria desacompanhada dos documentos fiscais e tolerar a fiscalização, classifica-se com: obrigação acessória.

     

    Gabarito do Professor: Letra A. 


ID
3993199
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

A atividade administrativa de lançamento da constituição de crédito tributário é:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO LETRA C - CORRETA

    Fonte: CTN

    Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

    Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

  • gab C

    já fundamentado pelos colegas.

    Pegando o gancho do que consta na alternativa "A", pergunto:

    O tributo é uma receita originária ou derivada?

    R: é uma receita derivada.

  • A questão demanda conhecimentos sobre o tema: Lançamento tributário.

     

    Para acertar essa questão, o candidato deve dominar um artigo do CTN, que versa sobre o lançamento tributário. Tal artigo é o art. 142, §1º:

    Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

    Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

     

    Logo, a assertiva é completada da seguinte forma para ficar correta: A atividade administrativa de lançamento da constituição de crédito tributário é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

     

    Gabarito do professor: Letra C.

  • Letra C CTN Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

    Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.


ID
3993202
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, e pode ser concedida em:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO D

      Art. 181. A anistia pode ser concedida:

           I - em caráter geral;

           II - limitadamente:

           a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;

           b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

           c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares;

           d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa.

    Caros colegas, caso precisem de alguém para ajudá-los na preparação para concursos, faço Planejamento completo de estudos, com metas detalhadas, simulados, revisões e acompanhamento individualizado. Atualmente sou Auditor Fiscal de Tributos do Município de Sobral-Ce (aprovado em 1º lugar na prova objetiva) e fui Auditor de Controle Externo do TCE-PA (aprovado em 1º lugar nas provas objetivas e discursivas). Para mais informações, chama no g-mail (franciscojoseaud@gmail...) ou manda mensagem aqui pelo QC. Forte abraço e fiquem com Deus. OBS: Direto ao ponto, sem técnicas mirabolantes.

    Instagram: @mentoria.concursos

  • GABARITO D

    Art. 181 do CTN. A anistia pode ser concedida:

    I - em caráter geral;

    II - limitadamente:

     a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;

     b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

     c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares;

     d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa.

    Vamos aprofundar? Anistia x Isenção x Remissão

    Anistia

    Ocorre antes do lançamento tributário.

    Exclui o crédito tributário.

    Abrange apenas penalidades tributárias.

    Isenção

    Ocorre antes do lançamento tributário.

    Exclui o crédito tributário.

    Abrange apenas tributos.

    Remissão

    Ocorre após o lançamento tributário.

    Extinção do crédito tributário.

    Abrange tanto tributos como multas e juros de mora.

    Fonte: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/prosa-tributaria-isencao-x-remissao-x-anistia/

  • GABARITO LETRA D - CORRETA

    Fonte: CTN

    Art. 181. A anistia pode ser concedida:

    I - em caráter geral;

    II - limitadamente:

     a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;

     b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

     c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares;

     d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa.

  • 181 do CTN. A anistia pode ser concedida:

    I - em caráter geral;

    II - limitadamente:

     a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;

     b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

     c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares;

     d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa.

    Vamos aprofundar? Anistia x Isenção x Remissão

    Anistia

    Ocorre antes do lançamento tributário.

    Exclui o crédito tributário.

    Abrange apenas penalidades tributárias.

    Isenção

    Ocorre antes do lançamento tributário.

    Exclui o crédito tributário.

    Abrange apenas tributos.

    Remissão

    Ocorre após o lançamento tributário.

    Extinção do crédito tributário.

    Abrange tanto tributos como multas e juros de mora.

  • Em caráter geral - lei

    Em caráter individual - despacho

  • A questão apresentada trata de conhecimento acerca de anistia, tal como prevista ao CTN.

     

     

    A alternativa A encontra-se incorreta. Conforme o Art. 181 do CTN. A anistia pode ser concedida:

    I - em caráter geral;

    II - limitadamente:

     a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;

     b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

     c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares;

     d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa.

    A alternativa B encontra-se incorreta. Conforme o Art. 181 do CTN. A anistia pode ser concedida:

    I - em caráter geral;

    II - limitadamente:

     a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;

     b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

     c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares;

     d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa.

     

    A alternativa C encontra-se incorreta. Conforme o Art. 181 do CTN. A anistia pode ser concedida:

    I - em caráter geral;

    II - limitadamente:

     a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;

     b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

     c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares;

     d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa.

    A alternativa D encontra-se correta. Conforme o Art. 181 do CTN. A anistia pode ser concedida:

    I - em caráter geral;

    II - limitadamente:

     a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;

     b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

     c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares;

     d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa.

     

    Desta forma, o gabarito do professor é a alternativa D.


ID
3993205
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Sobre a responsabilidade tributária, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO LETRA B - CORRETA

    Fonte: CTN

    Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.

  • CONTRIBUINTE X RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO

  • Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.

    CTN - 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis

     Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

           Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:

           I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

           II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei

  • A questão objetiva determinar se o candidato conhece o tema: Responsabilidade tributária.

     

    Para acertar esse exercício o candidato deve dominar o art. 128 do CTN:

    Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.


    Logo, diante do exposto, o enunciado seria completado corretamente da seguinte maneira:

    Sobre a responsabilidade tributária, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação;

     

    Gabarito do professor: Letra B.

  • Literalidade do Art. 128, CTN

  • CTN Art. 126. A capacidade tributária passiva independe:

         

     I - da capacidade civil das pessoas naturais;

     II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta de seus bens ou negócios;

      III - de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que configure uma unidade econômica ou profissional.


ID
3993208
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta, o conceito refere-se:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO LETRA D - CORRETA

    Fonte: CTN

    Art. 139. O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta.

  • Decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta, o conceito refere-se: O crédito tributário.

  • Como prescreve o art. 139 CTN, o crédito tributário nasce da obrigação principal, ou seja o crédito é a documentação da obrigação.

  • Complementando:

    O crédito tributário, por sua vez, é constituído por meio do lançamento.

    CTN, art. 142.

    Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

  • Decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta, o conceito refere-se:

    A) ao empréstimo compulsório; Tributo exclusivo da UNIÃO, para custear calamidade, guerra ou investimento de urgência nacional e relevante.

    B) a dívida flutuante; É a dívida contraída pela adm pública, temporária e breve. Compreende os Restos a Pagar. (Ps: Dívida Fundada = Deveres por contratos de empréstimos ou financiamentos)

    C) o credito fiscal; É um termo genérico para o direito ou benefício a dedução, abatimento, redução, restituição, reembolso, ressarcimento, compensação, de algum tributo já pago.

    D) - Correto - o crédito tributário = Obrigação Principal, ambos originados pelo Fato Gerador.

  • A questão aborda o tema afeto à obrigação tributária que se divide em principal e acessória. O CTN dispõe sobre a matéria nos artigos 113 e seguintes. A base da interpretação da questão se dá pelo parágrafo 1º do art. 113 do CTN.


    A alternativa A está incorreta porque a espécie tributária do empréstimo compulsório não se conceitua da forma apresentada pela questão e muito menos com o parágrafo 1º do artigo 113 do CTN.


    A alternativa B está incorreta porque o conceito de dívida flutuante não se relaciona com o disposto no parágrafo 1º do artigo 113 do CTN. 


    A alternativa C está incorreta já que não se trata do crédito fiscal nos termos da legislação especialmente o que está previsto no artigo 113 do CTN. 


    A alternativa D está correta já que se relaciona com o parágrafo 1º do artigo 113 do CTN, senão vejamos: “A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente".

    Diante do apresentado, o gabarito do professor é a alternativa D.



ID
3993211
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Extinguem o crédito tributário:

Alternativas
Comentários
  • Art. 156 do CTN: Extinguem o crédito tributário:

     I - o pagamento;

    II - a compensação;

     III - a transação;

    IV - remissão;

    V - a prescrição e a decadência;

    VI - a conversão de depósito em renda;

    VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º;

    VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164;

    IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória;

    X - a decisão judicial passada em julgado.

    XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei.

    --

    GABARITO: Letra B.

  • Os efeitos de cada uma das alternativas sob o crédito tributário:

    A) as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário e administrativo - SUSPENDE

    B) o pagamento - EXTINGUE

    C) a anistia - EXCLUI

    D) a moratória - SUSPENDE

  • Propaganda de Colti nos comentários do Qc, ninguém merece :S Quanto a questão, pura letra da lei, conforme colocado pelos colegas. Mesmo que não se lembre a letra da lei, se mata pela pura e simples lógica.
  • Extinção DO crédito tributário

    "1 RT - 3 PC - 4 D"

     1 RT => Remissão, Transação. 

     3 PC => Pagamento, Pagamento antecipado, Prescrição, Compensação, Conversão em renda, Consignação em pagamento.

     4 D => Decadência, Decisão adm, Decisão jud. passada em julgado, Dação em Pagamento de bens imóveis.

  • A questão apresentada trata de conhecimento acerca da extinção do crédito tributário, tal como previsto ao CTN.

     

     

    A alternativa A encontra-se incorreta. Nos termos do CTN, artigo 156, extinguem o crédito tributário:  o pagamento; a compensação; a transação; remissão; a prescrição e a decadência; a conversão de depósito em renda; o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164; a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; a decisão judicial passada em julgado. a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. 

    A alternativa B encontra-se correta. Nos termos do CTN, artigo 156, extinguem o crédito tributário:  o pagamento; a compensação; a transação; remissão; a prescrição e a decadência; a conversão de depósito em renda; o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164; a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; a decisão judicial passada em julgado. a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. 

    A alternativa C encontra-se incorreta. Nos termos do CTN, artigo 156, extinguem o crédito tributário:  o pagamento; a compensação; a transação; remissão; a prescrição e a decadência; a conversão de depósito em renda; o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164; a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; a decisão judicial passada em julgado. a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. 

    A alternativa D encontra-se incorreta. Nos termos do CTN, artigo 156, extinguem o crédito tributário:  o pagamento; a compensação; a transação; remissão; a prescrição e a decadência; a conversão de depósito em renda; o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164; a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; a decisão judicial passada em julgado. a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. 

     

    Desta forma, o gabarito do professor é a alternativa B.



ID
3993214
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Sobre as Vantagens Pecuniárias estabelecidas no Estatuto dos Servidores Públicos de Edéia, além dos vencimentos poderá ser pago ao servidor

(I) incentivo funcional.
(II) especial de localidade por atividades penosas, insalubres ou perigosas e o adicional noturno, na proporção de até 40% (quarenta por cento) sobre o vencimento.
(III) progressão horizontal.
(IV) adicional de tempo de serviço.

Alternativas

ID
3993217
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos de Edéia, o servidor gozará trinta dias consecutivos de férias por ano, concedidas de acordo com a escala organizada pela chefia imediata. Sobre o assunto, analise as afirmativas abaixo e assinale V se (verdadeiro) e F para (falso)

(__) É proibida a acumulação de férias, salvo por imperiosa necessidade do serviço e pelo máximo de dois períodos, atestada a necessidade pelo chefe imediato do servidor.
(__) Em caso de verdadeira necessidade do serviço ou em se tratando de interesse do servidor, o gozo das férias poderá ser fracionada, desde que o período não seja inferior a 10 (dez) dias consecutivos.
(__) A escala de férias não poderá ser alterada pela autoridade superior.
(__) O servidor poderá converter 1/3 (um terço) das férias em abono pecuniário, desde que o requeira com pelo menos 30 (trinta) dias de antecedência e que haja interesse do Chefe do respectivo Poder.
(__) Perderá o direito de férias o servidor que no período aquisitivo, houver gozado licença-prêmio por assiduidade.

Alternativas

ID
3993220
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Com base na Lei Orgânica Municipal de Edéia, analise as proposições a seguir

(I) os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis somente a brasileiros, desde que estes, preencham os requisitos estabelecidos em lei.
(II) as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.
(III) não é permitido ao servidor público civil participar de associação sindical.
(IV) é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.

Alternativas
Comentários
  • gad d

    i- alguns cargos podem estrangeiros tbm

    ii- ok

    iii-errado, pode sim

    iv-ok

    fonte: CF


ID
3993229
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

Atualmente a Câmara norte-americana e a maioria do partido democrata aprovaram o impeachment do presidente Donald Trump. De acordo com as leis americanas, o processo tem que passar pelas duas casas: Câmara e Senado. Ao analisar esse contexto democrático, percebe-se que a democracia moderna toma como base:

Alternativas
Comentários
  • A democracia moderna toma como base a democracia ateniense apesar de terem conceitos divergentes . Na Grécia Antiga o conceito de cidadania estava relacionado a uma minoria da população. Nessa época, só eram considerados cidadãos os homens com mais de 21 anos, que fossem atenienses e filhos de pais atenienses. Os escravos , por exemplo, não eram considerados cidadãos.
  • O nome democracia significa governo do povo. Os primeiros registros de democracias na história vêm da Idade Antiga e o objetivo é que acontecesse a participação popular, com debates e discussões entre as pessoas para que as decisões do território fossem tomadas pelo Coletivo. É preciso , no entanto, ter clareza que povo deve ser entendido como conjunto de cidadãos e , nem todos teriam direito à cidadania. Na Grécia, as decisões eram levadas às Assembleias para que os cidadãos discutissem política e tomassem as decisões que fossem melhores para a Cidade. O conceito de cidadania foi modificado em relação ao tempo e ao espaço, mas os conceitos de igualdade e liberdade prevaleceram.
    As decisões na democracia moderna são tomadas respeitando os princípios constitucionais de liberdade e igualdade entre os cidadãos. As instituições que decidem os problemas dos territórios são compostas por eleições do povo para ser representado. 
    Para responder esta questão preciso ter conhecimento sobre o que é democracia, quais são as suas origens e as influências diretas na democracia moderna. O tema é clássico entre os conteúdos de História na escola básica. Não há dificuldade de bibliografia de qualidade. Assim , não há grande dificuldade em indicar, entre as alternativas, aquela que aponta a base da democracia moderna.
    A) INCORRETA – O Brasil segue o sistema de democracia representativo. O voto é obrigatório para os cidadãos na faixa etária entre os 18 e 65 anos.
    B) CORRETA – As decisões eram baseadas no conselho que formava as leis (Bulé) e a assembleia que tomava as decisões (Eclésia). A semelhança se dá com a democracia estadunidense é a base da decisão em duas casas do governo na Câmara e no Senado. Em Atenas todos os cidadãos eram iguais perante a lei. Os cidadãos eram homens com mais de 18 anos, nascidos em Atenas e filhos de mães e pais atenienses, o que a fazia uma democracia de uma minoria. A novidade, na antiguidade, é a participação independente de propriedade. 
    C) INCORRETA – A base da democracia estadunidense é ateniense, pois as decisões são tomadas nas duas casas do governo e baseada nos princípios da liberdade e da igualdade, no qual todo o corpo político tem direito à palavra, à igualdade perante a lei e igual participação no exercício do poder. 
    D) INCORRETA – As decisões da democracia romana eram tomadas em assembleias populares. Todos os cidadãos romanos podiam participar delas e votar. Os votos eram contabilizados por grupos que eram diferenciados por propriedades logo, quem possuísse mais propriedade teria um maior poder decisório. 

    Gabarito do Professor: Letra B.

ID
3993232
Banca
Itame
Órgão
Prefeitura de Edéia - GO
Ano
2020
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

A palavra terrorismo têm vários significados ao longo da História. Laqueur, por exemplo, considera que, pelo terrorismo ser um fenômeno histórico, do qual existem inúmeras formas e definições, apenas pode-se dizer dele que é: "[…] o uso da violência por parte de um grupo para fins políticos, normalmente dirigido contra um governo, mas por vezes contra outro grupo étnico, classe, raça, religião ou movimento político. Qualquer tentativa de ser mais específico está voltada ao fracasso, pela simples razão de que não há um, mas muitos terrorismos diferentes" (LAQUEUR, 1999, p. 46). Sobre terrorismo, analise os itens abaixo e escolha a alternativa correta.

I- O Dicionário de Política, que foi organizado por Bobbio, Matteuci e Parquino, traz a abordagem de Bonanate, que discute o terrorismo político como “instrumento ao qual recorrem determinados grupos para derrubar um governo acusado de manter-se por meio de terror” (BONANATE, 1986, p. 242)
II- Embora o terrorismo apresenta-se sob a forma ampliada a uma escala global e promova-se o discurso de que todas as nações estejam sujeitas à "irracionalidade terrorista", determinados países continuam a ter mais probabilidades de sofrer atentados terroristas do que outros, a determinação advém da geopolítica global que se vai construindo.
III- Com a globalização, o terrorismo adquire o contorno da territorialidade, vinculando a identidade daquela região, esse terrorismo é conhecido com “terrorismo transnacional”.

(NYE JR. 2005, p. 229)

Alternativas
Comentários
  • Esse tipo de questão com essas alternativas deveria ser banida dos concursos. Não existe transparência nisso.