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Prova VUNESP - 2019 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Professor II - História


ID
3957067
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    Faz alguns anos que um grupo de amigos se reúne comigo para ler poesia. Numa dessas reuniões nos deparamos com esta afirmação de Gandhi: “Eu nunca acreditei que a sobrevivência fosse um valor último. A vida, para ser bela, deve estar cercada de vontade, de bondade e de liberdade. Essas são coisas pelas quais vale a pena morrer”. Essas palavras provocaram um silêncio meditativo, até que um dos membros do grupo, que se chama Canoeiros, sugeriu que fizéssemos um exercício espiritual. Um joguinho de “faz de conta”. “Vamos fazer de conta que sabemos que temos apenas um ano a mais de vida. Como é que viveremos sabendo que o tempo é curto?”

    A consciência da morte nos dá uma maravilhosa lucidez. D. Juan, o bruxo do livro de Carlos Castañeda, Viagem a Ixtlan, advertia seu discípulo: “Essa bem pode ser a sua última batalha sobre a terra”. Sim, bem pode ser. Somente os tolos pensam de outra forma. E se ela pode ser a última batalha, que seja uma batalha que valha a pena. E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas ptolas e mesquinhas que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta: “O que é o essencial?”. Um conhecido meu, ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, começou uma vida nova. As etiquetas sociais não mais faziam sentido. Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática – fazer, fazer, fazer. Não havia mais nada a fazer. Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado.

    O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

(Rubem Alves. Variações sobre o prazer: Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2011. Adaptado)

Uma afirmação condizente com o ponto de vista expresso no texto é:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: C

    ✓ SEGUNDO O TEXTO: [...] Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado. O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

    ➥ OU SEJA, o texto expressa a ideia de que o indivíduo deve avaliar as suas prioridades, de modo a dedicar-se ao que de fato lhe é importante e lhe dá satisfação.

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Assertiva C

    A reflexão acerca da finitude da vida permite que o indivíduo avalie suas prioridades, de modo a dedicar-se ao que de fato lhe é importante e lhe dá satisfação.

    E se ela pode ser a última batalha, que seja uma batalha que valha a pena. E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas ptolas e mesquinhas que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta: “O que é o essencial?”. Um conhecido meu, ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, começou uma vida nova. As etiquetas sociais não mais faziam sentido. Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática – fazer, fazer, fazer

  • O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.


ID
3957070
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    Faz alguns anos que um grupo de amigos se reúne comigo para ler poesia. Numa dessas reuniões nos deparamos com esta afirmação de Gandhi: “Eu nunca acreditei que a sobrevivência fosse um valor último. A vida, para ser bela, deve estar cercada de vontade, de bondade e de liberdade. Essas são coisas pelas quais vale a pena morrer”. Essas palavras provocaram um silêncio meditativo, até que um dos membros do grupo, que se chama Canoeiros, sugeriu que fizéssemos um exercício espiritual. Um joguinho de “faz de conta”. “Vamos fazer de conta que sabemos que temos apenas um ano a mais de vida. Como é que viveremos sabendo que o tempo é curto?”

    A consciência da morte nos dá uma maravilhosa lucidez. D. Juan, o bruxo do livro de Carlos Castañeda, Viagem a Ixtlan, advertia seu discípulo: “Essa bem pode ser a sua última batalha sobre a terra”. Sim, bem pode ser. Somente os tolos pensam de outra forma. E se ela pode ser a última batalha, que seja uma batalha que valha a pena. E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas ptolas e mesquinhas que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta: “O que é o essencial?”. Um conhecido meu, ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, começou uma vida nova. As etiquetas sociais não mais faziam sentido. Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática – fazer, fazer, fazer. Não havia mais nada a fazer. Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado.

    O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

(Rubem Alves. Variações sobre o prazer: Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2011. Adaptado)

Apresentam sentidos opostos na construção da argumentação as seguintes expressões do 2° parágrafo:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: B

    [...] E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas tolas e mesquinhas que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta: “O que é o essencial?”. Um conhecido meu, ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, começou uma vida nova. As etiquetas sociais não mais faziam sentido. Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática – fazer, fazer, fazer. Não havia mais nada a fazer. Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado [...].

    ➥ As expressões em destaque possuem significados opostos. Marcam algo, respectivamente, negativo e positivo. 

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Assertiva B

    coisas tolas e mesquinhas; deleite da vida.

  • Totalmente opostos: ..... ¨libertarmos¨ .....de coisas tolas e mesquinhas

    ..... ¨entregar inteiramente¨ ao deleite da vida

    se não analisarmos o texto não há como saber.

  • Ótimo texto !!


ID
3957073
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    Faz alguns anos que um grupo de amigos se reúne comigo para ler poesia. Numa dessas reuniões nos deparamos com esta afirmação de Gandhi: “Eu nunca acreditei que a sobrevivência fosse um valor último. A vida, para ser bela, deve estar cercada de vontade, de bondade e de liberdade. Essas são coisas pelas quais vale a pena morrer”. Essas palavras provocaram um silêncio meditativo, até que um dos membros do grupo, que se chama Canoeiros, sugeriu que fizéssemos um exercício espiritual. Um joguinho de “faz de conta”. “Vamos fazer de conta que sabemos que temos apenas um ano a mais de vida. Como é que viveremos sabendo que o tempo é curto?”

    A consciência da morte nos dá uma maravilhosa lucidez. D. Juan, o bruxo do livro de Carlos Castañeda, Viagem a Ixtlan, advertia seu discípulo: “Essa bem pode ser a sua última batalha sobre a terra”. Sim, bem pode ser. Somente os tolos pensam de outra forma. E se ela pode ser a última batalha, que seja uma batalha que valha a pena. E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas ptolas e mesquinhas que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta: “O que é o essencial?”. Um conhecido meu, ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, começou uma vida nova. As etiquetas sociais não mais faziam sentido. Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática – fazer, fazer, fazer. Não havia mais nada a fazer. Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado.

    O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

(Rubem Alves. Variações sobre o prazer: Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2011. Adaptado)

No trecho “ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado”, o termo “que” tem função pronominal, por remeter a expressões nominais, assim como ocorre em:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

    ✓ Passou a receber somente as pessoas que desejava receber... (2° parágrafo).

    ➥ Temos, em destaque, um PRONOME RELATIVO. Ele retoma o substantivo "pessoas"; equivale a "as quais" e dá início a uma oração subordinada adjetiva restritiva (sem pontuação). 

    ☛ EXPLICATIVA (=ENTRE PONTUAÇÃO);

    ☛ RESTRITIVA (=SEM PONTUAÇÃO).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Assertiva D

    Passou a receber somente as pessoas que desejava receber... (2° parágrafo)

  • GABARITO>>>>> D

    “ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado”

    Temos um pronome relativo que retoma o termo TEXTOS ANTIGOS, são eles: QUE, QUEM, AS QUAIS, OS QUAIS, CUJO, QUANTO.

    D) Passou a receber somente as pessoas que desejava receber... (2° parágrafo).

    Passou a receber somente as pessoas as quais....

  • Português sempre é a disciplina que tenho mais dificuldade, aff.

  • ler os textos antigos OS QUAIS o haviam alimentado.

    Passou a receber somente as pessoas AS QUAIS desejava receber

    Pronome relativo QUE, podendo ser trocado por O QUAL e flexões.

    GABARITO LETRA D

  • FUNÇÕES MORFOSSINTÁTICAS DA PALAVRA “QUE”

    • PRONOME INTERROGATIVO: presente em frases interrogativas.

    Ex. O que você quer me contar?

    • CONJUNÇÃO INTEGRANTE: pode ser substituído por “ISSO” (lembrar Isso → I de Integrante) e excluir o resto.

    Ex. Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.

    Um rapaz procurou sócrates e disse-lhe isso.

    • PRONOME RELATIVO: pode ser substituído por “o qual/os quais/a qual/ as quais

    Ex. Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo.

    Sócrates ergueu os olhos do livro o qual estava lendo

    GABARITO LETRA D

  • No trecho “ver os cenários que ( os quais) pronome relativo ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que (os quais) pronome relativo o haviam alimentado”, o termo “que” tem função pronominal, por remeter a expressões nominais, assim como ocorre em:

    Eu nunca acreditei que a sobrevivência fosse um valor último. (1° parágrafo) Acreditei nisso. Oração subordinada substantiva objetiva indireta. Exerce a função de conjunção integrante.

    Um conhecido meu, ao saber que tinha um câncer no cérebro [...], começou uma vida nova. (2° parágrafo) Ao saber isso. Também é uma conjunção integrante.

    Passou a receber somente as pessoas que ( As quais) desejava receber... (2° parágrafo) Pronome relativo.

  • Já dizia Boris Casoy:" isso é uma vergonha!"


ID
3957076
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    Faz alguns anos que um grupo de amigos se reúne comigo para ler poesia. Numa dessas reuniões nos deparamos com esta afirmação de Gandhi: “Eu nunca acreditei que a sobrevivência fosse um valor último. A vida, para ser bela, deve estar cercada de vontade, de bondade e de liberdade. Essas são coisas pelas quais vale a pena morrer”. Essas palavras provocaram um silêncio meditativo, até que um dos membros do grupo, que se chama Canoeiros, sugeriu que fizéssemos um exercício espiritual. Um joguinho de “faz de conta”. “Vamos fazer de conta que sabemos que temos apenas um ano a mais de vida. Como é que viveremos sabendo que o tempo é curto?”

    A consciência da morte nos dá uma maravilhosa lucidez. D. Juan, o bruxo do livro de Carlos Castañeda, Viagem a Ixtlan, advertia seu discípulo: “Essa bem pode ser a sua última batalha sobre a terra”. Sim, bem pode ser. Somente os tolos pensam de outra forma. E se ela pode ser a última batalha, que seja uma batalha que valha a pena. E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas ptolas e mesquinhas que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta: “O que é o essencial?”. Um conhecido meu, ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, começou uma vida nova. As etiquetas sociais não mais faziam sentido. Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática – fazer, fazer, fazer. Não havia mais nada a fazer. Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado.

    O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

(Rubem Alves. Variações sobre o prazer: Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2011. Adaptado)

No que se refere à concordância da norma-padrão da língua, um trecho do texto está corretamente reescrito em:

Alternativas
Comentários
  • ✅ Gabarito: D

     a) Um grupo de amigos e eu se reúnem há alguns anos para ler poesia → INCORRETO. O correto é NOS REUNIMOS. A concordância é feita na 1ª pessoa do plural como o sujeito composto (um grupo de amigos e eu). 
     b) Vontade, bondade e liberdade são tudo o que devem cercar a vida para ser bela → INCORRETO. O correto é DEVE. Concorda com o pronome demonstrativo "o/aquilo"; ele é retomado pelo pronome relativo "que".
     c) Sabemos que nos é dado, com a consciência da morte, uma maravilhosa lucidez → INCORRETO. O correto é DADA. O termo concorda com "uma maravilhosa lucidez".
     d) Somente aos tolos é facultado pensar de outra forma → CORRETO.
     e) Nas etiquetas sociais não se viam mais sentido → INCORRETO. O correto é VIA. Trata-se de um sujeito indeterminado (3ª pessoa do singular + índice de indeterminação do sujeito).

    ➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Assertiva d

    Somente aos tolos é facultado pensar de outra forma.

  • Questão do capiroto!

  • Como na alternativa "e" o índice de indeterminação do sujeito "se" se liga a um verbo transitivo direto (ver) ?

  • Acredito que a D seja a correta, pois a frase apresenta um sujeito oracional, ou seja, há um verbo dentro do sujeito, e quando isso ocorre o verbo deve estar no singular.

  • Na letra E O "SE VIAM" não é VTD + particula SE = pronome apassivador ?

    não teria que estar no singular para concordar com a palavra sentido ?

    Fiquei com muita dúvida nisso.

  • Como que o vtd + a particula SE e indice de indeterminador do sujeito?? VTD + SE não e apassivador?

  • nos é dada..... lucidez

  • agora to confusa.... como assim vtd+ se é indice de indeterminação do sujeito?

  • A) Um grupo de amigos e eu se reúnem há alguns anos para ler poesia.

    -NOS REUNIMOS

    B) Vontade, bondade e liberdade são tudo o que devem cercar a vida para ser bela.

    -DEVE

    C) Sabemos que nos é dado, com a consciência da morte, uma maravilhosa lucidez.

    -DADA

    E) Nas etiquetas sociais não se viam mais sentido.

    -VIA

    NESSE TIPO DE QUESTÃO, DEVEMOS SEMPRE PERGUNTAR AO VERBO!


ID
3957079
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    Faz alguns anos que um grupo de amigos se reúne comigo para ler poesia. Numa dessas reuniões nos deparamos com esta afirmação de Gandhi: “Eu nunca acreditei que a sobrevivência fosse um valor último. A vida, para ser bela, deve estar cercada de vontade, de bondade e de liberdade. Essas são coisas pelas quais vale a pena morrer”. Essas palavras provocaram um silêncio meditativo, até que um dos membros do grupo, que se chama Canoeiros, sugeriu que fizéssemos um exercício espiritual. Um joguinho de “faz de conta”. “Vamos fazer de conta que sabemos que temos apenas um ano a mais de vida. Como é que viveremos sabendo que o tempo é curto?”

    A consciência da morte nos dá uma maravilhosa lucidez. D. Juan, o bruxo do livro de Carlos Castañeda, Viagem a Ixtlan, advertia seu discípulo: “Essa bem pode ser a sua última batalha sobre a terra”. Sim, bem pode ser. Somente os tolos pensam de outra forma. E se ela pode ser a última batalha, que seja uma batalha que valha a pena. E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas ptolas e mesquinhas que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta: “O que é o essencial?”. Um conhecido meu, ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, começou uma vida nova. As etiquetas sociais não mais faziam sentido. Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática – fazer, fazer, fazer. Não havia mais nada a fazer. Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado.

    O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

(Rubem Alves. Variações sobre o prazer: Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2011. Adaptado)

Acerca da linguagem empregada no texto, é correto afirmar:

Alternativas
Comentários
  • Assertiva E

    Os conectivos destacados em “é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca” estabelecem, respectivamente, relações de instrumento e finalidade.

  • a) Incorreta, colocação pronominal equivocada: verbo principal no particípio, o pronome oblíquo virá depois do auxiliar, a regra do: "atrás ido/ado nada será metido"

    Correto seria: tem-se reunido.

    .

    b) Incorreta, não se usa crase antes de palavra no masculino "um"

    Correto seria: Essas palavras levaram-nos a um silêncio meditativo

    .

    c) Incorreta, no trecho os dois-pontos inicia uma enumeração/ explicação, o que mudaria o sentido ao ser substituída pela vírgula;

    .

    d)Incorreta, mudaria o sentido substituir mesquinha( significando avarento(a)) por auspiciosas ( significando: bondade, generosidade)

    .

    e) GABARITO DA QUESTÃO

  • Os conectivos destacados em “é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca” estabelecem, respectivamente, relações de instrumento e finalidade.

    Para mim o com dá uma ideia de modo e não instrumento.

    Viver a vida sabiamente ou de modo sábio.

  • Em Resumo:

    A) Antes de ido, nada será metido; Antes de ado, nada será colocado;

    B) na frente de numeral masculino, crase é pepino;

    C) Contudo, (entretanto, contudo, todavia são conjunções adversativas, mudaria sim o sentido da frase;

    D) mesquinha (avarento); auspiciosas ( bondade e generosidade);

    E) GABARITO DA QUESTÃO.

    É preciso ter disciplina pois haverá dias que não estaremos motivados.

  • entendo que a expressão COM SABEDORIA estabelece sentido de modo e não de instrumento.

  • Então ta ,ne... Não tem como discutir com a banca

  • Minha análise referente as alternativas foram essas:

    a) um grupo de amigos se reúne comigo // um grupo de amigos tem reunido-se comigo.

    Até na hora de pronunciar ficam sem pé nem cabeça.

    b) Essas palavras provocaram um silêncio meditativo. // Essas palavras levaram-nos à um silêncio meditativo”.

    Não tem crase diante de um pronome indefinido.

    c)Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado”, o sentido mantém-se inalterado com a substituição dos dois-pontos pela vírgula acompanhada de contudo.

    Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida, contudo ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado”, o sentido mantém-se inalterado com a substituição dos dois-pontos pela vírgula acompanhada de contudo.

    Muda o sentido totalmente.

    d) Palavra mesquinha (avarenta) tem um significado que a maioria conhece, mais Auspiciosa é o mesmo que: esperançosa, oportuna, promissora, propícia, próspera, vantajosa.

    Não faz sentido também.

    e)“é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca” estabelecem, respectivamente, relações de instrumento e finalidade.

    A palavra com é o instrumento entre "viver a vida e sabedoria" e finalidade é "a própria vida" pois ela é quem deve ser vivida com sabedoria.

    Agora que começamos não podemos parar!

  • ALTERNATIVA E

    Mas acho que "COM" seria relação de MODO não instrumento.

  • Não entendi esse gabarito. Estou c/ a mesma dúvida dos colegas q tb comentaram. Ao meu ver, o "com" expressa relação de modo. Se tiver algum colega q possa nos ajudar, agradeço.

    GABARITO LETRA : E

    BOM ESTUDO A TODOS.

  • Poderia ser um exercicio apenas de COLOCAÇÃO PRONOMIAL

  • GAB. E)

    Os conectivos destacados em “é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca” estabelecem, respectivamente, relações de instrumento e finalidade.

  • a) um grupo de amigos se reúne comigo // um grupo de amigos tem reunido-se comigo. Proibido ênclise com verbos no particípio.

    b) Essas palavras provocaram um silêncio meditativo. // Essas palavras levaram-nos à um silêncio meditativo”.

    Não tem crase diante de um pronome indefinido.

    c) Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida, contudo ver os cenários que ele amavaouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado”, o sentido mantém-se inalterado com a substituição dos dois-pontos pela vírgula acompanhada de contudo.

    Contudo é uma conjunção coordenada adversativa, trás ideia de ressalva, contraste, muda o sentido do texto.

    D) Palavra mesquinha (avarenta) tem um significado que a maioria conhece, mais Auspiciosa é o mesmo que: esperançosa, oportuna, promissora, propícia, próspera, vantajosa.

    E) GABARITO

  • super concordo com a idéia de que a preposição com, assume respectivamente o sentido de modo na oração. kkk bancas organizadoras são terríveis!
  • DISCORDO.

    “é preciso viver a vida com sabedoria....

    Tem sentido de modo de viver (Advérbio de modo), e não de instrumento.

  • O examinador fumou da boa hein!

  • uma ideia sobre colocação pronominal... PARTICIPIO puxa PROCLISE, ou seja, lembra de PP. E o que sobra, Gerundio e infinitivo, é ENCLISE. Decora 1 mata 2

  • com sabedoria = sabiamente.

    é modo e não instrumento.

  • e) Os conectivos destacados em “é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca” estabelecem, respectivamente, relações de instrumento e finalidade. CORRETA

     

    Realmente, o termo "com" expressa ideia de INSTRUMENTO. Note que a sabedoria é o instrumento com o qual é preciso viver a vida.

    Claro que pode gerar um certa dúvida com a ideia de MODO.

    Um dos problemas da língua portuguesa é o fato de que os próprios gramáticos divergem muitas vezes.

     

    Além disso, o termo "com" expressa ideia de FINALIDADE. Trata-se de uma conjunção subordinativa adverbial final.

    Força, Guerreiros e Guerreiras!!!

  • A questão esta mal classificada! Está listada em todas as categorias!! Bagunçado o negócio hein?
  • Faz muito mais sentido ser de modo e não de instrumento.

  • Depois de IDO nada será metido.

    Depois de ADO nada será colocado.

    Créditos: Islaine


ID
3957082
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Um dos desafios pedagógicos em direção à escola pública de qualidade é a interação família-escola, especialmente quando entra em pauta o fracasso escolar. De acordo com a discussão de Castro e Regattieri (2009), assinale a alternativa cuja postura poderia ser considerada acertada por parte da escola.

Alternativas
Comentários
  • Não é produtivo exigir que um aluno com dificuldades de aprendizagem cumpra o mesmo plano de trabalho escolar dos que não têm dificuldades, não se deve exigir das famílias mais vulneráveis aquilo que elas não têm para dar.

  • As condições próprias de cada família para essa interação têm de ser consideradas quando a escola estipula suas exigências quanto ao acompanhamento dos alunos pelos pais.

  • Essa questão exige conhecimentos sobre o tema “relação entre escola e família", com base na abordagem presente na obra “Interação escola-família: subsídios para práticas escolares", de autoria de Jane Castro e Marilza Regattieri.

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    De acordo com Castro e Regattieri (2009), o insucesso escolar deveria suscitar a análise de causas dos problemas que interferiram na aprendizagem, avaliando o peso das condições escolares, familiares e individuais do aluno. No entanto, o que se constata é que, em vez disso, o comportamento mais comum diante do fracasso escolar é a atribuição de culpas, que geralmente provoca o afastamento mútuo.

    Além disso, as autoras defendem que:

    [...] a assimetria de poder entre profissionais da educação e familiares costuma pesar a favor dos educadores, principalmente quando temos, de um lado, os detentores de um saber técnico e, de outro, sujeitos de uma cultura iletrada. Novamente, se essas diferenças são convertidas em desigualdade, a distância entre alguns tipos de famílias e as escolas que seus filhos frequentam se amplia. Podemos dizer que usar a assimetria de poder para transferir da escola para o aluno e sua família o peso do fracasso transforma pais, mães, professores, diretores e alunos em antagonistas, afastando estes últimos da garantia de seus direitos educacionais. É uma armadilha completa.

    Em suma, escola e família deverão trabalhar de forma conjunta e integrada visando promover a educação de suas crianças. Contudo, deve haver por parte da escola um trabalho de diagnóstico para identificar o perfil e as possíveis limitações de cada família; possibilitando, dessa forma, que a escola possa orientar (com base na realidade identificada) os pais quanto a sua participação no processo educativo de seus filhos.

    Um dos exemplos de interação entre escola e família é a conversa sobre desempenho dos alunos. Essas conversas, em geral, deverão ser realizadas entre professores e pais, para que sejam consideradas as variáveis de cada caso e que se possa traçar as melhores estratégias para a manutenção de um bom desempenho ou para a correção das dificuldades em caso de desempenho insatisfatório.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Com base nas ideias dos autores acima expostas, a única alternativa correta a respeito da postura da escola é a que consta na letra “D": “As condições próprias de cada família para essa interação têm de ser consideradas quando a escola estipula suas exigências quanto ao acompanhamento dos alunos pelos pais". Vale dizer, embora seja necessária a participação dos pais no acompanhamento de seus filhos, a escola deverá fazer a verificação das possibilidades que cada família possui para efetuar tal interação.


    Analisemos as demais alternativas.


    A) A responsabilidade pelo fracasso escolar se deve à distância ou ao desinteresse dos pais, exigindo que a escola os conscientize nesse sentido e cobre uma participação efetiva de compromisso educativo.

    Errada! Para os autores explorados na questão, o fracasso escolar deveria ser visto como uma espécie de “termômetro" para que sejam identificados os fatores causadores do insucesso. Tais fatores podem ser de diferentes espécies; portanto, não há que se culpar os pais pelo desempenho insatisfatório dos filhos.


    B) A escola deve valorizar os professores como representantes do saber, evitando que as falas dos pais, frequentemente de cultura iletrada, interfiram na realidade do aluno e desestimule o fazer pedagógico.

    Errada! A defesa dos autores é no sentido de buscar meios adequados para promover a aproximação entre escola e família, para que haja um entendimento mútuo, ou seja, para que a escola saiba das limitações da atuação da família em cada caso e a família saiba o papel da escola na educação de seus filhos. Portanto, é incorreto afirmar que a escola deve evitar a interferência dos pais na realidade do aluno.


    C) É preciso superar o estigma do fracasso escolar, o que acontece quando a escola nivela as exigências de acompanhamento dos pais, independentemente dos diferentes níveis de aprendizagem dos alunos.

    Errada! O fracasso escolar deve ser combatido a partir da análise das possíveis variáveis causadoras do problema, que podem estar relacionadas às condições familiares, escolares e individuais do aluno. Portanto, não basta nivelar as exigências de acompanhamento dos pais, bem como é errado afirmar que não devem ser considerados os níveis de aprendizagem dos alunos.


    E) É importante que as conversas sobre desempenho dos alunos estejam devidamente colocadas nas reuniões coletivas semestrais, quando os limites e possibilidades de cada aluno são partilhados junto ao grupo de pais.

    Errada! Embora a promoção de reuniões que tratem sobre o desempenho dos alunos seja importante, essa interação deverá ocorrer entre escola e família e não em reuniões coletivas semestrais ou partilhados em grupo de pais.



    Gabarito do professor: Letra D.

ID
3957085
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Ao mesmo tempo em que se intensificam as trocas de longa distância, pelo uso das tecnologias de transporte e principalmente de comunicação atuais, também testemunhamos o resgate de iniciativas locais, o que Naisbitt denomina “paradoxo global”. Tendo esse contexto de globalização como cenário, Dowbor (2007) propõe algumas possibilidades e exigências para a prática educativa. De acordo com o autor, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • A educação não pode se limitar a construir para cada aluno um tipo de estoque básico de conhecimentos. As pessoas que convivem num território têm de passar a conhecer os problemas comuns, as alternativas, os potenciais. A escola passa, assim, a ser uma articuladora entre necessidades do desenvolvimento e os conhecimentos correspondentes. Não se trata de uma diferenciação discriminatória, do tipo "escola para pobres", trata-se de uma educação mais emancipadora na medida em que assegura à nova geração os instrumentos de intervenção sobre a realidade que é sua.

  • Essa questão exige conhecimentos sobre “prática educativa no contexto da globalização e da realidade local". Precisamos identificar a alternativa correta conforme a visão expressa no artigo “Educação e apropriação da realidade local", de autoria de Ladislau Dowbor.


    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    A primeira parte dos subsídios necessários para a resolução dessa questão está no próprio comando. Vejamos.

    Ao mesmo tempo em que se intensificam as trocas de longa distância, pelo uso das tecnologias de transporte e principalmente de comunicação atuais, também testemunhamos o resgate de iniciativas locais, o que Naisbitt denomina “paradoxo global".


    Esse trecho traduz uma tentativa de articulação entre o global e o local. Há de se considerar a necessidade de integração ao mundo globalizado ao mesmo tempo que não se pode deixar de considerar as especificidades locais de intervenção na realidade.


    Além disso, sobre as possibilidades e exigências para a prática educativa, o autor defende que “a educação não pode se limitar a constituir para cada aluno um tipo de estoque básico de conhecimentos". As pessoas que convivem num território têm de passar a conhecer os problemas comuns, as alternativas, os potenciais. A escola passa assim a ser uma articuladora entre as necessidades do desenvolvimento local, e os conhecimentos correspondentes. Não se trata de uma diferenciação discriminadora, do tipo “escola pobre para pobres": trata-se de uma educação mais emancipadora na medida em que assegura à nova geração os instrumentos de intervenção sobre a realidade que é a sua.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Diante do exposto, devemos concluir que a única alternativa que propõe possibilidades e exigências para a prática educativa, na visão do autor cobrado na questão, é a letra “E": “o potencial emancipador da educação está na formação articulada que permite compreender as necessidades comuns e as possibilidades locais de intervenção". Em outras palavras, uma educação emancipadora deve proporcionar a compreensão das necessidades de um mundo global, bem como das possibilidades de intervenção local com vistas à transformação da realidade.


    Analisemos as demais alternativas.


    A) a escola deve priorizar o desenvolvimento individual de seus alunos, de modo que construam um estoque básico de conhecimentos.

    Errada! O entendimento do autor é exatamente o contrário: “A educação não pode se limitar a constituir para cada aluno um tipo de estoque básico de conhecimentos".


    B) a educação para o futuro deve resguardar as especificidades locais diante do avanço da globalização, rejeitando-a como impeditivo do desenvolvimento do país.

    Errada! O autor defende a ideia de que está ocorrendo um resgate das especificidades locais ao mesmo tempo que se intensifica a globalização. Portanto, a alternativa está errada ao referir-se às especificidades locais como impeditivo do desenvolvimento do país.


    C) a escola de qualidade assegura a superação das limitações locais, na medida em que tem como temas exclusivos aspectos macrossociais e globais da atualidade.

    Errada! Não há o que se falar em superação das limitações locais, afinal – na visão do autor – está havendo um resgate das iniciativas locais. Sendo assim, também não se pode afirmar que a escola tem como temas exclusivos aspectos macrossociais e globais.


    D) o estudante deve ser formado como cidadão do mundo para se emancipar, assumindo o estágio avançado da globalização e superando o paradoxo de Naisbitt.

    Errada! Para se emancipar, o estudante precisa compreender as necessidades do mundo atual globalizado e as especificidades locais. A partir da integração dessas duas visões tem-se o chamado “paradoxo de Naisbitt". Portanto, a alternativa está errada ao falar em superação do paradoxo de Naisbitt.


    Gabarito do professor: Letra E.

ID
3957088
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Em uma reunião de trabalho coletivo pedagógico semanal, no início do semestre, a professora de Geografia propôs um projeto para o 7° ano a respeito do Cerrado Brasileiro. Após a reunião, ficou acertado que os estudantes, organizados em grupos, deveriam produzir ao final do estudo um texto informativo, com as caracterizações desse bioma e a representação gráfica de seus índices de desmatamento e espécies ameaçadas de extinção. Cada grupo também deveria montar um painel com o tema A riqueza das texturas do cerrado: penas, peles e pelos de animais. Os painéis seriam expostos no pátio principal da escola até o término do semestre letivo. Com base nessa proposta, é correto afirmar que se trata de uma atividade

Alternativas
Comentários
  • Interdisciplinar, porque articula conhecimentos de várias disciplinas como Geografia, Língua Portuguesa, Matemática e Artes.

    Língua Portuguesa: texto informativo;

    Matemática: representação gráfica de seus índices de desmatamento e espécies ameaçadas de extinção;

    Artes: montar um painel com o tema A riqueza das texturas do cerrado: penas, peles e pelos de animais

  • O termo extra-escolar foi escrito de uma forma indevida, pois no atual acordo ortográfico o termo extra passou a ser separado da segunda palavra por hífen, somente, nos casos em que o segundo termo iniciar por "a" ou "h". Ex: extra-abdominal ou extra-histórico.

    No caso o segundo elemento ao iniciar com a consoante "s" ou "r" é necessário dobrar a consoante e não usar o hífen. Ex: extrasseco. extrarregulamentar.

    Todas as outras palavras com extra será juntas. Ex: Extraescolar, extracelular, extraoficial, extrajudicial...

    Quanto a resposta da questão sem dúvida alguma é a letra B.

  • Essa questão exige conhecimentos sobre “Interdisciplinaridade" e “Transdisciplinaridade". Devemos identificar a alternativa correta com base na proposta pedagógica apresentada no comando.

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Primeiramente é importante compreendermos a base dos conceitos de “Interdisciplinaridade" e “Transdisciplinaridade". Vejamos.


    A Interdisciplinaridade pode ser entendida como a integração entre duas ou mais disciplinas ou áreas do conhecimento para um fim comum. É uma abordagem metodológica que integra conceitos, teorias e fórmulas na tentativa de compreender o objeto de estudo como um fenômeno sistêmico.

    A Transdisciplinaridade visa romper as fronteiras entre uma disciplina e outra, ela busca a compreensão dos fenômenos e a aquisição de conhecimentos de maneira holística (ampla e abrangente) e contextualizada. O conhecimento adquire uma característica transversal, pois ele atravessa todas as disciplinas de alguma forma.

    Em resumo, uma das principais diferenças entre os termos Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade é que o primeiro aproveita o conhecimento de diferentes disciplinas (em separado) para analisar um fenômeno e chegar a alguma conclusão. Já o segundo pretende trabalhar com o conhecimento de forma mais livre, mesmo que isso represente deixar um pouco de lado a clássica divisão de disciplinas. Vale dizer, a transdisciplinaridade trabalha um conteúdo que pode passar ao mesmo tempo pela compreensão de mais de uma disciplina, já a interdisciplinaridade comunica conhecimentos entre disciplinas, porém “cada uma no seu quadrado".


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Com base no exposto, a única alternativa que traduz corretamente a proposta pedagógica expressa na questão é a letra “B": “interdisciplinar, porque articula conhecimentos de várias disciplinas como Geografia, Língua Portuguesa, Matemática e Artes". Por outras palavras, em um mesmo trabalho escolar foram envolvidos conteúdos específicos de diferentes disciplinas, vale dizer, não se trata de conteúdo transversal, pois se o fosse caracterizaria a transdisciplinaridade.


    Vejamos os erros das demais alternativas.


    A) disciplinar, pois tem como conteúdo de base a matéria Geografia, independentemente dos subprodutos gerados.

    Errada! Não se trata de trabalho com uma matéria base, mas sim da articulação de mais de uma disciplina.


    C) interdisciplinar, porque trata de conteúdos extra-escolares a partir da ação conjunta do corpo docente.

    Errada! Embora a proposta apresentada na questão seja realmente interdisciplinar, não o é pelo motivo expresso na alternativa, ou seja, não é porque trata de conteúdos extraescolares, mas sim devido a uma articulação entre disciplinas.


    D) transdisciplinar, porque os conteúdos temáticos tratados não são parte do currículo nacional comum.

    Errada! Não se trata de uma prática transdisciplinar, pois trabalha com conteúdos específicos de diferentes disciplinas.


    E) transdisciplinar, porque tem a ética como seu eixo, conferindo ao conteúdo temático um caráter de contextualização.

    Errada! Embora o tema “ética" possa ser considerado uma manifestação da transdisciplinaridade, este não está presente na proposta de atividade expressa na questão.



    Gabarito do professor: Letra B.

ID
3957091
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Assinale a alternativa que corresponde ao conceito de avaliação mediadora discutido por Hoffmann (1994).

Alternativas
Comentários
  • AVALIAÇÃO MEDIADORA= DIÁLOGO E REFLEXÃO

  • Essa questão que exige identifiquemos a alternativa que expressa corretamente o conceito de “Avaliação Mediadora", a partir da visão de Jussara Hoffmann.

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Segundo Jussara Hoffmann (1991), o paradigma de avaliação que se opõe ao paradigma sentencioso, classificatório é o da "avaliação mediadora".

    O que pretendo introduzir neste texto é a perspectiva da ação avaliativa como uma das mediações pela qual se encorajaria a reorganização do saber. Ação, movimento, provocação, na tentativa de reciprocidade intelectual entre os elementos da ação educativa. Professor e aluno buscando coordenar seus pontos de vista, trocando ideias, reorganizando-as.

    Tal paradigma pretende opor-se ao modelo do "transmitir-verificar-registrar" e evoluir no sentido de uma ação avaliativa reflexiva e desafiadora do educador em termos de contribuir, elucidar, favorecer a troca de ideias (diálogo) entre e com seus alunos, num movimento de superação do saber transmitido (objetivo) a uma produção de saber enriquecido, construído a partir da compreensão dos fenômenos estudados.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Diante do exposto, a única alternativa que corresponde ao conceito de avaliação mediadora de Hoffmann é a letra “A": “A avaliação exige do professor uma relação de troca de conhecimentos com o aluno, em que ambos refletem sobre a produção e a compreensão dos objetos de conhecimento orientadas à superação e ao enriquecimento do saber". Em outras palavras, a avaliação mediadora se estabelece a partir do diálogo e da reflexão conjunta de professor e aluno com vistas a superação das dificuldades e enriquecimento do saber.

    Analisemos cada uma das demais alternativas.


    B) A avaliação tem como propósito verificar o acompanhamento dos alunos em relação aos conteúdos para comparar os sujeitos e quantificar indicadores que servem de base para intervenções na prática de sala de aula.

    Errada! A avaliação mediadora não possui o propósito de comparar sujeitos e quantificar indicadores, mas sim, o de promover uma relação de troca de conhecimentos entre professor e aluno com vistas à superação e ao enriquecimento do saber.


    C) A avaliação valoriza a classificação dos estudantes como modo de mediação da escola com a sociedade, incorporando princípios de regulação da vida econômica e política.

    Errada! A avaliação mediadora não valoriza a classificação de estudantes e nem incorpora princípios de regulação, mas sim, a promoção de uma relação de troca de conhecimentos entre professor e aluno com vistas à superação e ao enriquecimento do saber.


    D) A exigência na avaliação assegura o caminho para a qualidade na escola, escapando das armadilhas de um modelo permissivo de baixa reprovação e falta de compromisso com a democratização do saber.

    Errada! A avaliação mediadora visa a reorganização do saber por meio de uma relação de reciprocidade entre professor e aluno. Por isso, não se pode afirmar que elevar o nível de exigência assegurará o caminho para a qualidade na escola, pois o que realmente promoverá a qualidade será o estabelecimento de uma relação de troca de conhecimentos entre educador e educando.


    E) A avaliação bem planejada estipula um ideal de resposta esperada e de nível de conhecimento, assegurando a objetividade do professor e a consequente justiça pedagógica ao aluno.

    Errada! A avaliação mediadora não se constrói a partir um ideal de resposta padrão pelo aluno, mas sim, por meio da construção do conhecimento sustentado pelo diálogo e pela reflexão conjunta do professor e do aluno. Desse modo, parte-se da objetividade dos conteúdos para a subjetividade da compreensão construída na interação educador-educando.



    Gabarito do professor: Letra A.

ID
3957094
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

“[...] apanhar os objetos de estudo nas suas relações internas significa verificar como a ação humana entra na definição de uma coisa, isto é, ver nas relações entre as coisas os significados sociais que lhes são dados e a que necessidades sociais e humanas está vinculado o objeto de conhecimento” (Libâneo, 2013). Esse trecho corrobora com o entendimento de que método de ensino deve

Alternativas
Comentários
  • Os métodos de ensino dependem dos objetivos que se formulam tendo em vista o conhecimento e a transformação da realidade.

  • Essa questão exige conhecimentos sobre “método de ensino". Devemos encontrar, entre as alternativas, a que expressa corretamente o entendimento de José Carlos Libâneo, em sua obra “Didática".

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Para Libâneo, os métodos de ensino não se reduzem a quaisquer medidas, procedimentos e técnicas. Eles decorrem de uma concepção de sociedade, da natureza da atividade prática humana no mundo, do processo de conhecimento e, particularmente, da compreensão da prática educativa numa determinada sociedade.

    A prática educativa, por meio do processo de transmissão e assimilação ativa de conhecimentos e habilidades, deve ter em vista a preparação de crianças e jovens para uma compreensão mais ampla da realidade social, para que essas crianças e jovens se tornem agentes ativos de transformação dessa realidade.

    O método de ensino implica ver o objeto de estudo nas suas propriedades e nas suas relações com outros objetos e fenômenos e sob vários ângulos, especialmente na sua implicação com a prática social, uma vez que a apropriação de conhecimentos tem a sua razão de ser na sua ligação com necessidades da vida humana e com a transformação da realidade social.

    Em suma, pode-se dizer que os métodos de ensino são as ações do professor pelas quais se organizam as atividades de ensino e dos alunos, para atingir objetivos do trabalho docente em relação a um conteúdo específico, com vistas à compreensão e à transformação da realidade social.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Diante do exposto, a única alternativa que está relacionada ao método de ensino, conforme a visão do professor Libâneo, é a letra B": “levar em conta que a apropriação de conhecimentos tem seu sentido dado em sua ligação com necessidades humanas e a transformação da realidade social". Vale dizer, essa afirmação foi retirada pela banca praticamente da literalidade do pensamento escrito pelo autor na sua obra “Didática".


    Analisemos cada uma das demais alternativas.


    A) separar-se em método objetivo, para ciências naturais e exatas; e método subjetivo, para ciências humanas e artes, sujeitas às respectivas significações sociais.

    Errada! Não há essa limitação formal do método de ensino. Os métodos de ensino não se reduzem a quaisquer medidas, procedimentos e técnicas. Eles decorrem de uma concepção de sociedade, da natureza da atividade prática humana no mundo, do processo de conhecimento e, particularmente, da compreensão da prática educativa numa determinada sociedade.


    C) ser problematizado como conceito didático em desuso, pois desconsidera o protagonismo do estudante em seu processo de aprendizagem.

    Errada! O método de ensino não pode ser considerado como conceito em desuso, pelo contrário. Nesse sentido, ele auxilia na preparação de crianças e jovens para uma compreensão mais ampla da realidade social, para que essas crianças e jovens se tornem agentes ativos de transformação dessa realidade. Vale dizer, o método de ensino não desconsidera o protagonismo do estudante no processo de aprendizagem.


    D) ser fundamentalmente um conjunto de procedimentos, técnicas e medidas para o ensino-aprendizagem de um conteúdo.

    Errada! O método de ensino não se reduz a quaisquer medidas, procedimentos e técnicas. Na verdade, eles decorrem de uma concepção de sociedade, da natureza da atividade prática humana no mundo, do processo de conhecimento e, particularmente, da compreensão da prática educativa numa determinada sociedade.


    E) evitar a proposição de objetivos, pois limitam as possibilidades de significação social do processo pedagógico.

    Errada! O estabelecimento de objetivos é que direciona o processo de aprendizagem, vinculando-o com as necessidades humanas e a transformação da realidade social, isto é, dando significação social ao processo pedagógico.



    Gabarito do professor: Letra B.
  • Letra-B

    levar em conta que a apropriação de conhecimentos tem seu sentido dado em sua ligação com necessidades humanas e a transformação da realidade social.


ID
3957097
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Considere o trecho a seguir: “Caracterizam-se pela forma de abordar um determinado tema ou conhecimento, permitindo uma aproximação da identidade e das experiências dos alunos, e um vínculo dos conteúdos escolares entre si e com os conhecimentos e saberes produzidos no contexto social e cultural, assim como com problemas que dele emergem. Dessa forma, eles ultrapassam os limites das áreas e conteúdos curriculares tradicionalmente trabalhados pela escola, uma vez que implicam o desenvolvimento de atividades práticas, de estratégias de pesquisa, de busca e uso de diferentes fontes de informação, de sua ordenação, análise, interpretação e representação” (Moura, 2010). Essa descrição corresponde à proposta pedagógica

Alternativas
Comentários
  • Projetos

  • Acho esse tipo de questão meio perigosa, uma vez que também há a possibilidade de inserir tal conceito em um determinado autor. No caso, associei a Freire. "social e cultural/experiências dos alunos"

    Alguém concorda?

  • Letra C

    A pedagogia de projetos vem de uma concepção progressivista de aprendizagem quando se fala em investigação, pesquisa, ação o professor é apenas um auxiliar da aprendizagem.

  • Essa questão exige conhecimentos sobre “concepções pedagógicas". Devemos identificar a alternativa que está sendo contemplada no texto apresentado no comando.

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Essa questão utiliza como referência o artigo “Pedagogia de projetos: construções para uma educação transformadora", de Daniela Moura.

    Para a autora, os projetos de trabalho traduzem uma visão diferente do que seja conhecimento e currículo e representam uma outra maneira de organizar o trabalho na escola. Nessa perspectiva, vejamos:

    Caracterizam-se pela forma de abordar um determinado tema ou conhecimento, permitindo uma aproximação da identidade e das experiências dos alunos, e um vínculo dos conteúdos escolares entre si e com os conhecimentos e saberes produzidos no contexto social e cultural, assim como com problemas que dele emergem.  Dessa forma, eles ultrapassam os limites das áreas e conteúdos curriculares tradicionalmente trabalhados pela escola, uma vez que implicam o desenvolvimento de atividades práticas, de estratégias de pesquisa, de busca e uso de diferentes fontes de informação, de sua ordenação, análise, interpretação e representação.

    Portanto, os projetos de trabalho implicam atividades individuais, de grupos/equipes e de turma(s), da escola, tendo em vista os diferentes conteúdos trabalhados (atitudinais, procedimentos, conceituais), as necessidades e interesses dos alunos.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    A partir do exposto, fica claro que a única alternativa que corresponde à proposta pedagógica citada no comando é a letra “C": “de projetos".

    Com efeito, os termos apresentados nas demais alternativas (neo-tradicional, freireana, holística e montessoriana) representam concepções pedagógicas, porém não estão contempladas no contexto da questão.


    Gabarito do professor: Letra C.
  • Quando o texto fala:

    "implicam o desenvolvimento de atividades práticas, de estratégias de pesquisa, de busca e uso de diferentes fontes de informação, de sua ordenação, análise, interpretação e representação"

    já conseguimos associar com Pedagogia de Projetos.


ID
3957100
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

A respeito do papel da escola pública, Pimenta (1990) entende que ela deve

Alternativas
Comentários
  • problematizar junto aos estudantes como o conhecimento serve a uma estrutura historicamente colocada de dominação e privilégio.

  • Essa questão exige conhecimentos sobre o "papel da escola pública". Devemos identificar a alternativa que está de acordo com a visão de Selma Pimenta (1990), no artigo “A construção do projeto pedagógico na escola de 1.º grau".

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Para resolvermos a questão vejamos as palavras de Pimenta:

    Há que se repensar [...] a própria organização, expansão e funcionamento da Escola Pública. Uma escola que trabalhe o conhecimento de forma a superar a divisão da sociedade em classes, bem como a dualidade escola acadêmica para a elite/escola profissionalizante para o pobre. Entretanto, deve ser uma escola de 1.º e 2.º graus com a finalidade precípua de trabalhar o conhecimento, na perspectiva de socializá-lo, ou seja, de que todos os alunos tenham acesso e possibilidade efetiva de ter o domínio do conhecimento - o conhecimento que dê condições de entender, compreender, fazer a leitura das condições de dominação existentes no mundo historicamente situado [...]


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Com base no exposto, a única alternativa que relata corretamente o papel/finalidade da escola pública, considerando o pensamento da autora, é a letra “E": “problematizar junto aos estudantes como o conhecimento serve a uma estrutura historicamente colocada de dominação e privilégio". Em outras palavras, a escola deve esclarecer que o conhecimento não deve servir para um mero ajustamento do educando à sociedade, mas sim, deve favorecer a compreensão da realidade para que seja possível operar a sua transformação.


    Vamos analisar as demais alternativas.


    A) democratizar seu acesso pelo alinhamento liberal às necessidades do mercado de trabalho, possibilitando ao aluno superar barreiras socioeconômicas.

    Errada! Na visão da autora, a escola não deve servir para que o aluno se ajuste à sociedade (alinhamento liberal às necessidades do mercado de trabalho), mas sim, à compreensão da realidade para que seja possível a sua transformação.


    B) priorizar os estudantes cujo esforço se materializa no sucesso escolar, elevando o nível dos indicadores de ensino por suas performances.

    Errada! O papel da escola pública não é mostrar números (nível dos indicadores de ensino por suas performances), mas sim, transmitir conhecimentos que permitam a compreensão da realidade.


    C) compreender a desigualdade natural de talentos, promovendo uma cultura escolar de democracia meritocrática.

    Errada! Para a autora, a escola pública deverá atuar de forma democrática, de modo que, independentemente dos talentos naturais o indivíduo consiga compreender a realidade e posicionar-se acerca dela.


    D) relativizar a discussão sobre qualidade do ensino, enquanto o Brasil não atinge níveis elevados de acesso da população à escola pública.

    Errada! A escola pública deverá demonstrar os problemas sociais aos alunos ao invés de relativizar discussões como a qualidade do ensino. A ideia da autora é: apresentar as problemáticas sociais para que o educando tenha consciência da realidade, de modo que ele possa atuar com vistas à sua transformação.



    Gabarito do professor: Letra E.

ID
3957103
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

A respeito do Atendimento Educacional Especializado (AEE), é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • C

    é parte do projeto político pedagógico da escola, sendo preferencialmente ofertado na unidade escolar comum aos alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou superdotação e altas habilidades

  • Essa questão exige que identifiquemos a alternativa correta sobre o tema “Atendimento Educacional Especializado (AEE)".

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Nos termos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:

    Art. 4.º, III - Atendimento Educacional Especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino.

    Art. 58, § 2.º - O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.

    Para resolver a questão, também é importante que apresentemos uma definição de Projeto Político-Pedagógico (PPP), que é o plano global da escola, podendo ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. Nesse sentido, o Atendimento Educacional Especializado deverá ser parte integrante do PPP.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Considerando a "síntese do conteúdo cobrado" acima exposta, a única alternativa correta a respeito do Atendimento Educacional Especializado é a letra “C": “é parte do projeto político pedagógico da escola, sendo preferencialmente ofertado na unidade escolar comum aos alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou superdotação e altas habilidades".


    Analisemos as demais alternativas.

    A) corresponde a um sistema de ensino paralelo à oferta regular, que normatiza o funcionamento das escolas especializadas na educação e no atendimento de crianças com necessidades especiais.

    Errada! O Atendimento Educacional Especializado não pertence a um sistema paralelo. Nesse sentido, não há o que se falar em sistema paralelo que normatiza o funcionamento das escolas especializadas na educação e no atendimento de crianças com necessidades especiais, afinal, o AEE será ofertado preferencialmente na rede regular de ensino.


    B) se trata da oferta pública e aberta a todos os estudantes que apresentam dificuldade em sua performance acadêmica, inclusive aqueles já egressos do sistema regular de ensino.

    Errada! Nos termos da LDB, o AEE será gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino. Portanto, não se trata de uma oferta pública e aberta a todos os estudantes que apresentem dificuldade em sua performance acadêmica.


    D) é voltado para estudantes com limitações severas de aprendizado, cuja inserção em sala de aula comum prejudica seu funcionamento regular e a oferta de uma educação de qualidade a todos.

    Errada! O AEE destina-se aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, sendo sua oferta preferencialmente na rede regular de ensino. No entanto, os casos em que não for possível a integração nas classes comuns de ensino regular, o atendimento será feito em classes, escolas ou serviços especializados.


    E) tem caráter complementar à formação regular do aluno visando a sua autonomia e ao desenvolvimento, sendo, portanto, de oferta facultativa para os sistemas de ensino, conforme estabelecido pela Política Nacional de Educação Especial.

    Errada! Não se trata de uma oferta complementar à formação do aluno, mas sim, um apoio especializado. Além disso, a oferta é obrigatória por parte dos sistemas de ensino, conforme previsto pela Política Nacional de Educação Especial.



    Gabarito do professor: Letra C. 

ID
3957106
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Em uma atividade em dupla no 6° ano do ensino fundamental, houve conflito entre alunos de um mesmo grupo. Diego afirmava que Joana queria colar a resposta que ele havia produzido e que tinha medo de ser punido, enquanto a menina observava que o colega tinha de deixá-la consultar o material, pois havia participado na fase de troca de ideias, enquanto o colega anotava. Valendo-se do referencial reflexivo de Telma Vinha (1999) a respeito do desenvolvimento moral das crianças, é correto afirmar que, no caso,

Alternativas
Comentários
  • Essa questão exige conhecimentos sobre o “desenvolvimento moral das crianças" conforme o artigo “O educador e a moralidade infantil numa perspectiva construtivista", de autoria de Telma Vinha. Devemos identificar a alternativa que, com base na história narrada, se adequa corretamente ao pensamento da autora.

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Telma Vinha, seguindo a linha construtivista de Piaget, mostra que o que vai fazer diferença entre uma moral autônoma – quando uma pessoa governa a si mesma, é responsável pelos seus atos – e uma moral heterônoma – quando a pessoa é governada pelos outros, é uma pessoa que justifica o que ela faz, justifica o que ela sente em nome do outro, do terceiro. “Eu penso assim porque durante minha vida inteira me ensinaram a agir assim".

    A respeito do conflito, entende-se que este é natural e faz parte do processo de desenvolvimento moral da criança. Nesse sentido, a autora esclarece a importância da mediação do professor. Vejamos:

    As crianças estão convivendo e, de repente acontece uma briga. Se o professor finge que não vê, ele está passando uma mensagem de que, nessa escola, a agressão é permitida. Ao contrário, se a briga é encerrada por um adulto e os dois são colocados de castigo, a mensagem é de que os adultos têm mais autoridade, e quando vocês tiverem um problema têm de procurar um adulto. O melhor seria interferir para revalidar a regra e deixar claro: “aqui nesta escola, as pessoas não devem se agredir. Vamos ver o que está acontecendo e uma maneira de resolver isso sem agressão".

    Em nenhum momento afirma-se que o professor não deve intervir, mas a intervenção deve ser adequada, construtiva. O educador deve atuar como interlocutor ou mediador do problema (da discussão) para que as crianças possam construir suas próprias conclusões.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Diante do exposto, a única alternativa que está de acordo com o pensamento da autora sobre desenvolvimento moral da criança é a letra “A": “a postura de Diego indica uma relação heterônoma com a regra escolar que proíbe a cola, pois a aplica indiscriminadamente à situação de trabalho em grupo, revelando pouca reflexão própria sobre a regra". Vale dizer, a fase de desenvolvimento moral da heteronomia revela que a criança não obtém êxito na compreensão da finalidade da regra, findando por aplicá-la indiscriminadamente, mesmo em uma situação que não seja adequada (como é o caso de Diego).


    Analisemos as demais alternativas.


    B) a reação de Joana à crítica do colega é típica da fase de desenvolvimento moral da heteronomia, uma vez que a menina busca a resposta pronta elaborada por Diego em detrimento da reflexão própria.

    Errada! Não podemos considerar, com base no contexto da questão, que Joana está na fase da heteronomia. Na verdade, embora não tenha redigido o texto, Joana participou da construção da discussão que levou à produção do trabalho.


    C) ambas as crianças, pela faixa etária em que se encontram, devem ser consideradas autônomas, o que significa que a situação conflituosa deve ser resolvida por elas sem suporte docente.

    Errada! A atitude de Diego é típica da fase de desenvolvimento moral da heteronomia e não da autonomia. Portanto, a alternativa erra ao afirmar que ambas as crianças devem ser consideradas autônomas (fase do desenvolvimento moral da autonomia).


    D) a proposta da atividade é inadequada, porque desconsidera a autonomia das crianças na escolha de realizarem a atividade de modo individual ou em parceria, impondo um procedimento pedagógico.

    Errada! O trabalho em grupo pode ser um instrumento pedagógico de estimulação ao desenvolvimento da autonomia, visto que a criança é colocada em situação de construção coletiva, da qual ela é parte necessária para a realização da atividade.


    E) o conflito tornou-se um obstáculo para a formação ética e o desenvolvimento moral dos alunos, por acentuar as diferenças, criar animosidade e distanciar os agentes de uma convivência harmoniosa.

    Errada! É natural que o conflito esteja presente no desenvolvimento da criança. Contudo, o adulto possui o papel de mediar de modo a mostrar uma resolução adequada e construtiva, devendo atuar como interlocutor ou mediador do problema, para que as crianças possam chegar a uma conclusão.



    Gabarito do professor: Letra A.
  • Item A de aprovado!


ID
3957109
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

De acordo com Zabala (1998), é correto afirmar, a respeito da relação entre a aprendizagem e a função social do ensino:

Alternativas
Comentários
  • Essa questão exige que identifiquemos a alternativa correta acerca da “relação entre aprendizagem e função social do ensino", de acordo com a obra “A prática educativa: como ensinar", de autoria de Antoni Zabala.


    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Segundo Zabala (1998), quando a função social que se atribui ao ensino é a formação integral da pessoa, e a concepção sobre os processos de ensino/aprendizagem é construtivista e de atenção à diversidade, podemos ver que os resultados do modelo teórico não podem ser tão uniformes como no modelo tradicional.

    A resposta é muito mais complexa e obriga a interpretar as características das diferentes variáveis de maneira muito mais flexível. Não existe uma única resposta. Uma vez que a importância relativa dos diferentes objetivos e conteúdos, as características evolutivas e diferenciais dos alunos e o próprio estilo dos professores podem variar, a forma de ensino não pode se limitar a um único modelo.

    Assim, pois, a busca do “modelo único", do “método ideal" que substitui o modelo único tradicional não tem nenhum sentido. A resposta não pode se reduzir a simples determinações gerais. É preciso introduzir, em cada momento, as ações que se adaptem às novas necessidades formativas que surgem constantemente, fugindo dos estereótipos ou dos apriorismos. O objetivo não pode ser a busca da “fórmula magistral", mas a melhora da prática.

    Cabe citar também aquilo que o autor chama de currículo oculto. Este conceito está relacionado às aprendizagens que se realizam na escola, mas que nunca apareceram de forma explícita nos planos de ensino.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Com base no exposto, a única alternativa que expressa corretamente a relação entre aprendizagem e função social do ensino na visão de Zabala é a letra “E": “formar integralmente o estudante exige tratar diferentes tipos de capacidades e conteúdos, considerando ainda que as necessidades formativas variam constantemente". Vale dizer, a formação integral do estudante, para Zabala, considera diferentes capacidades e conteúdos, os quais são dinâmicos, pois variam a depender das necessidades dos educandos.


    Analisemos as demais alternativas.


    A) conteúdo é um conceito estreito e bem delimitado, que corresponde às contribuições de disciplinas e matérias para o desenvolvimento dos alunos.

    Errada! Para Zabala, o conteúdo não é um conceito estreito e bem delimitado, na verdade ele é variável.


    B) denomina-se currículo oculto aqueles conteúdos que ficam dispersos em um modelo integral de formação, pela falta de delimitação dos conteúdos.

    Errada! Currículo oculto está relacionado àquelas aprendizagens que se realizam na escola, mas que nunca apareceram de forma explícita nos planos de ensino.


    C) a fórmula magistral é resultado de uma concepção de ensino-aprendizagem amadurecida pela experiência, que pode ser replicada ante a diversidade de situações e alunos.

    Errada! A busca do “modelo único", do “método ideal" que substitui o modelo único tradicional não tem nenhum sentido, o ensino não pode se assemelhar a uma “receita de bolo". O objetivo não pode ser a busca da “fórmula magistral", mas sim, a melhora da prática.


    D) o método ideal surge para substituir o defasado modelo tradicional de ensino, superando as barreiras anteriores pela proposição universal de base científica.

    Errada! Na mesma perspectiva da alternativa anterior, reforço, a busca do “modelo único", do “método ideal" que substitui o modelo único tradicional não tem nenhum sentido, o ensino não pode se assemelhar a uma “receita de bolo".



    Gabarito do professor: Letra E.
  • formar integralmente o estudante exige tratar diferentes tipos de capacidades e conteúdos, considerando ainda que as necessidades formativas variam constantemente.


ID
3957112
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

De acordo com o artigo 212 da Constituição Federal Brasileira, de 1988, a União deve aplicar, anualmente, nunca menos de dezoito por cento, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos.

Devem ser usados para as necessidades do ensino __________, _________ o montante destinado aos programas ___________ de alimentação e assistência à __________ .


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas com os termos a respeito desses recursos públicos destinados ao ensino.

Alternativas
Comentários
  • D) obrigatório ... excluindo ... suplementares ... saúde

  • GABARITO D

    Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

    § 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, receita do governo que a transferir.

    § 2º Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste artigo, serão considerados os sistemas de ensino federal, estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. 213.

    § 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere a universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos do plano nacional de educação.         

    § 4º Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários. --> Portanto, nessa receita resultante de impostos NÃO está incluída a aplicação em programas suplementares.

    § 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da lei.         

    § 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição social do salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao número de alunos matriculados na educação básica nas respectivas redes públicas de ensino.         

    Bons estudos!

  • Essa questão exige conhecimentos sobre “recursos públicos destinados ao ensino", conforme previsão da Constituição Federal de 1988 (CF/88). Devemos identificar a alternativa em que conste as palavras que completam corretamente as lacunas.

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    O caput e os parágrafos 3.º e 4.º do art. 212 da CF/88 preveem os seguintes termos:

    Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

    [...]

    § 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere a universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos do plano nacional de educação.

    § 4º Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Com base nos dispositivos expostos, a única alternativa que preenche corretamente as lacunas é a letra “D": “obrigatório - excluindo - suplementares - saúde".

    Explicando. Perceba que os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde serão financiados com contribuições sociais e outros recursos orçamentários, mas não com receita resultante de impostos. Em outras palavras, os recursos resultantes de impostos devem ser usados para as necessidades do ensino obrigatório, excluído o montante destinado aos programas suplementares de alimentação e assistência à saúde.


    Gabarito do professor:Letra D.

ID
3957115
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal n° 8.069/1990) é o principal instrumento legislativo acerca dos direitos da criança e do adolescente. De acordo com suas regulamentações, é acertado dizer que

Alternativas
Comentários
  • GABARITO LETRA D.

    Art. 245. Deixar o médico, professor ou responsável por estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente:

    Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.

  • Essa questão exige que identifiquemos a alternativa correta de acordo com os termos da Lei n. 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Para resolver essa questão é necessário conhecer alguns dos dispositivos do ECA. Vejamos.

    DIREITO À EDUCAÇÃO SEM USO DE VIOLÊNCIA

    Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.

    OBRIGAÇÃO DOS PAIS

    Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.

    [...]

    Art. 129. São medidas aplicáveis aos pais ou responsável:

    [...]

    V - obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua frequência e aproveitamento escolar.

    COMPETÊNCIA PARA O AFASTAMENTO DA CRIANÇA OU ADOLESCENTE DO CONVÍVIO FAMILIAR

    Art. 101 [...]

    § 2 o Sem prejuízo da tomada de medidas emergenciais para proteção de vítimas de violência ou abuso sexual [...], o afastamento da criança ou adolescente do convívio familiar é de competência exclusiva da autoridade judiciária e importará na deflagração, a pedido do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse, de procedimento judicial contencioso, no qual se garanta aos pais ou ao responsável legal o exercício do contraditório e da ampla defesa.

    § 3 o Crianças e adolescentes somente poderão ser encaminhados às instituições que executam programas de acolhimento institucional, governamentais ou não, por meio de uma Guia de Acolhimento, expedida pela autoridade judiciária [...]

    SANÇÃO POR OMISSÃO SOBRE MAUS-TRATOS À CRIANÇA E ADOLESCENTE

    Art. 245. Deixar o médico, professor ou responsável por estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente:

    Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    A partir da análise dos dispositivos expostos acima, concluímos que a única alternativa correta quanto aos termos do ECA é a letra “D": “é infração passível de multa o fato de o professor ou o responsável pelo estabelecimento de ensino fundamental deixar de comunicar à autoridade competente, diante da suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente". Vale dizer, conforme constatamos no art. 245 do Estatuto.


    Analisemos as demais alternativas.


    A) punições e castigos físicos estão legalmente banidos do espaço escolar, devendo-se estabelecer preferência por formas de coerção psicológica para desencorajar comportamentos indesejáveis, reconduzindo o estudante para a convivência regular com seus pares.

    Errada! A coerção psicológica é considera prática de maus-tratos (tratamento cruel ou degradante), conforme podemos extrair do art. 18-A: “A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção".


    B) a família tem autonomia quanto ao modelo de educação por ela praticado, com plena liberdade assegurada pelo estatuto sobre os mecanismos usados para a formação de atitudes e valores de seus filhos, convergente a princípios de diversas origens culturais, tradicionais ou religiosas.

    Errada! Não é correto considerar que a família dispõe de plena liberdade sobre os mecanismos utilizados para educação de suas crianças e adolescentes. Embora esse seja um direito da família, ele não é absoluto (pleno), pois não será possível empregar, por exemplo, formas de disciplinar fazendo uso de violência (conforme podemos observar no art. 18-A).


    C) a frequência ao sistema de ensino é obrigatória, implicando em prejuízo às famílias que não asseguram o comparecimento regular de seus filhos à escola, exceção dada àquelas que declaram junto à autoridade competente sua opção pela modalidade do ensino domiciliar.

    Errada! O ECA prevê, na verdade, a obrigação de matricular os filhos ou pupilos na rede regular de ensino. Então, a princípio, não há uma obrigatoriedade expressa no ECA quanto ao acompanhamento da frequência dos filhos à escola (embora, na prática, isso seja desejável). Entretanto, em certas circunstâncias, caracteriza-se como uma medida aplicável aos pais ou responsáveis, a de acompanhar a frequência e aproveitamento de seus filhos na escola, conforme consta no art. 129, V do ECA.


    E) é de responsabilidade do Conselho Tutelar a decisão pelo acolhimento institucional de crianças que sofram maus-tratos por parte das famílias, dispensando-se assim a participação morosa do sistema judiciário na tomada de providências.

    Errada! A competência para realizar o afastamento da criança ou adolescente do convívio familiar, inclusive para acolhimento institucional, é de competência exclusiva da autoridade judiciária, conforme podemos perceber no art. 101, §§ 2.º e 3.º.



    Gabarito do professor: Letra D.
  •  Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso:

    I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família;

    II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;

    III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação;

    IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado;

    V - advertência.

    Parágrafo único. As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo de outras providências legais.

  •  B a família não tem autonomia quanto ao modelo de educação por ela praticado, com plena liberdade assegurada pelo estatuto sobre os mecanismos usados para a formação de atitudes e valores de seus filhos, convergente a princípios de diversas origens culturais, tradicionais ou religiosas.

    Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.  Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:

    I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;

    II - opinião e expressão;

    III - crença e culto religioso;

    IV - brincar, praticar esportes e divertir-se;

    V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;

    VI - participar da vida política, na forma da lei;

    VII - buscar refúgio, auxílio e orientação.

     Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.

     Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

     Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.

    Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se:

    I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em:

    a) sofrimento físico; ou

    b) lesão;

    II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que:

    a) humilhe; ou

    b) ameace gravemente; ou

    c) ridicularize.


ID
3957118
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

O ensino fundamental no Brasil atende a mais de 27 milhões de crianças, de acordo com o Censo Escolar de 2017, o que equivale à matrícula de 98% da população entre 6 e 14 anos. Todavia, a conquista da universalização vem acompanhada do reconhecimento de que boa parcela do alunado não sai com a devida proficiência em conteúdos centrais de português e matemática. Os esforços de superação desse cenário passam, inclusive, por dispositivos legais. O artigo 5° da Resolução CNE/CEB 07/2010 (Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental) traz um desses princípios para uma educação não apenas universal, mas de qualidade, como consta na alternativa:

Alternativas
Comentários
  • Resolução N° 7 14/12/10

    Art. 5°III a equidade alude à importância de tratar de forma diferenciada o que se apresenta desigual no ponto de partida, com vistas a obter desenvolvimento de aprendizagens equiparáveis, assegurando a todos a igualdade de direito à educação.

  • Essa questão exige conhecimentos sobre a Resolução n. 07/2010 do Conselho Nacional de Educação (CNE), aprovada pela sua Câmara de Educação Básica (CEB), que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 anos.

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    São dispositivos da Resolução n. 07/2010 - CNE/CEB necessários para resolvermos a questão:

    Art. 5.º [...]

    § 2º - A educação de qualidade, como um direito fundamental, é, antes de tudo, relevante, pertinente e equitativa.

    [...]

    III - A equidade alude à importância de tratar de forma diferenciada o que se apresenta como desigual no ponto de partida, com vistas a obter desenvolvimento e aprendizagens equiparáveis, assegurando a todos a igualdade de direito à educação.

    [...]

    Art. 9.º - O currículo do Ensino Fundamental é entendido, nesta Resolução, como constituído pelas experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas relações sociais, buscando articular vivências e saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente acumulados e contribuindo para construir as identidades dos estudantes.

    [...]

    Art. 19 - Ciclos, séries e outras formas de organização a que se refere a Lei nº 9.394/96 serão compreendidos como tempos e espaços interdependentes e articulados entre si, ao longo dos 9 (nove) anos de duração do Ensino Fundamental.

    [...]

    Art. 32 - A avaliação dos alunos, a ser realizada pelos professores e pela escola como parte integrante da proposta curricular e da implementação do currículo, é redimensionadora da ação pedagógica e deve:

    III – fazer prevalecer os aspectos qualitativos da aprendizagem do aluno sobre os quantitativos, bem como os resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais, tal como determina a alínea “a" do inciso V do art. 24 da Lei nº 9.394/96.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Com base nos dispositivos expostos, concluímos que a única alternativa que contempla corretamente um dos princípios para uma educação de qualidade, nos termos da Resolução n. 07/2010 - CNE/CEB, é a letra “C": “a importância de tratar de modo diferenciado o que é desigual no ponto de partida, assegurando, pela equidade, desenvolvimento e aprendizagens a todos". Perceba que a banca trouxe quase que a transcrição literal do art. 5.º, § 2.º, III da Resolução 07/2010 - CNE/CEB.


    Analisemos as demais alternativas.


    A) o direito a uma educação igualitária, que trate pedagogicamente todos os alunos do mesmo modo, pois essa uniformização é a base da escolarização democrática.

    Errada! A Resolução faz referência a uma educação equitativa, a qual prevê a tratamento diferenciado aos que se encontram em situação desigual no ponto de partida, para que eles possam ter garantidos o desenvolvimento e a aprendizagem.


    B) o fim gradual obrigatório da seriação nos anos finais do fundamental em direção à constituição de ciclos bianuais, ampliando o tempo e as condições de formação dos estudantes para atingir as metas pedagógicas.

    Errada! Não há essa regra na Resolução. O que ela estabelece, em seu artigo 19, é que os ciclos, séries e outras formas de organização a que se refere a LDB serão compreendidos como tempos e espaços interdependentes e articulados entre si, ao longo dos 9 anos de duração do Ensino Fundamental. Portanto, não há o que se falar em fim gradual obrigatório da seriação nos anos finais do ensino fundamental para ampliação do tempo e das condições de formação dos estudantes.


    D) a delimitação clara e precisa do currículo nacional, pois a fixação dos conteúdos evita o desperdício de esforços com temas locais sob o pretexto da diversificação curricular, promotores de desigualdade.

    Errada! Não ocorre uma delimitação tão rígida do currículo nacional como afirma a questão. Além disso, os temas locais são trabalhados em meio ao contexto das experiências escolares, permeadas pelas relações sociais e articulados com as vivências e saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente acumulados, de modo que não são considerados desperdício de esforços.


    E) a prevalência dos aspectos quantitativos da aprendizagem sobre os qualitativos, de modo a promover uma cultura de alta performance e resultados na educação pública.

    Errada! O que deve prevalecer são os aspectos qualitativos da aprendizagem sobre os quantitativos, bem como os resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais, tal como determina a LDB, de modo permitir a implementação do currículo e o redimensionamento da ação pedagógica. (Art. 32, III da Resolução).




    Gabarito do professor: Letra C.
  • EQUIDADE

  • Remete ao princípio da Isonomia, mais especificamente a igualdade material: Tratar os iguais com a igualdade e os desiguais com desigualdade na medida de suas desigualdades.


ID
3957121
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Um professor de Ciências propôs como atividade para as turmas de 8° ano a checagem da veracidade de notícias relacionadas ao aquecimento global que circulam nas redes sociais, mapeando conteúdos que se configuram como fake news (notícias falsas). Os estudantes devem levantar um conjunto de notícias a serem conferidas, estabelecendo procedimentos metodológicos para prová-las verdadeiras ou falsas, e redigir uma notícia baseada em fundamentos científicos como alternativa a uma das fake news identificadas no semestre. Após o término dessa atividade, foi combinado junto ao grêmio estudantil um debate a respeito das ameaças representadas às sociedades democráticas pelas fake news

Avalie a atividade descrita no texto de acordo com o que é expresso pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • É uma proposta consistente, mas que pode ser expandida como projeto transdisciplinar, pois trabalha temas transversais, como ética, meio ambiente, democracia e permite a contribuição de diversas disciplinas.

  • Essa questão exige que identifiquemos a alternativa correta acerca da adequação da atividade descrita no comando em relação à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Devemos nos basear na atividade relatada na questão. Vejamos.

    Um professor de Ciências propôs como atividade para as turmas de 8° ano a checagem da veracidade de notícias relacionadas ao aquecimento global que circulam nas redes sociais, mapeando conteúdos que se configuram como fake news (notícias falsas). Os estudantes devem levantar um conjunto de notícias a serem conferidas, estabelecendo procedimentos metodológicos para prová-las verdadeiras ou falsas, e redigir uma notícia baseada em fundamentos científicos como alternativa a uma das fake news identificadas no semestre. Após o término dessa atividade, foi combinado junto ao grêmio estudantil um debate a respeito das ameaças representadas às sociedades democráticas pelas fake news.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Com base na atividade acima descrita e sua relação com a BNCC (que contempla a transdisciplinaridade), podemos concluir que a única alternativa correta é a letra “B": “É uma proposta consistente, mas que pode ser expandida como projeto transdisciplinar, pois trabalha temas transversais, como ética, meio ambiente, democracia e permite a contribuição de diversas disciplinas". Vale dizer, a trasndisciplinaridade está prevista na BNCC; e a atividade descrita no comando da questão apresenta essa característica, visto que possibilita trabalhar com temas transversais.


    Analisemos as demais alternativas.


    A) Tem um interessante potencial pedagógico, porém não deve ser incorporada ao eixo curricular da escola, por depender de tarefas que estão fora do controle do corpo docente.

    Errada! A temática abordada na atividade tem potencial para ser executada por diversas disciplinas, pois envolve temas transversais. Portanto, poderá ser incorporada ao eixo curricular da escola e conduzida pelos professores das disciplinas que forem trabalhadas.


    C) É contributiva à formação do estudante do ensino fundamental II, devendo ser submetida à aprovação de comissões governamentais responsáveis pela normalização dos conteúdos escolares.

    Errada! Trata-se de uma atividade transdisciplinar possível de ser aplicada pela escola, não precisando da aprovação de comissões governamentais.


    D) Para ser adotada pela escola, ela deve ser coordenada pelo professor de língua portuguesa, que tem a primazia sobre as atividades que envolvam produção escrita e interpretação de texto.

    Errada! Trata-se de uma atividade transdisciplinar, em que cada professor cuidará o assunto sob o ponto de vista de sua disciplina, visando contribuir com o trabalho. Portanto, não necessariamente deverá ser coordenada polo professor de língua portuguesa.


    E)) É uma alternativa pedagógica criativa e abrangente, mas se afasta da BNCC pela tendência de valorizar o universo digital, visando gerar o interesse do estudante ao invés de promover uma efetiva motivação acadêmica.

    Errada! Por ser uma atividade com potencial transdisciplinar, ela está contemplada na BNCC. Além disso, por meio do trabalho realizado por cada disciplina sobre os temas, ocorrerá sim uma efetiva motivação acadêmica.




    Gabarito do professor: Letra B.
  • Bolsonaro Vendo isso O_O.


ID
3957124
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Um professor de Ciências propôs como atividade para as turmas de 8° ano a checagem da veracidade de notícias relacionadas ao aquecimento global que circulam nas redes sociais, mapeando conteúdos que se configuram como fake news (notícias falsas). Os estudantes devem levantar um conjunto de notícias a serem conferidas, estabelecendo procedimentos metodológicos para prová-las verdadeiras ou falsas, e redigir uma notícia baseada em fundamentos científicos como alternativa a uma das fake news identificadas no semestre. Após o término dessa atividade, foi combinado junto ao grêmio estudantil um debate a respeito das ameaças representadas às sociedades democráticas pelas fake news

Com relação à atividade descrita, para que seja consistente em relação à BNCC, o professor de Ciências deve apresentar a seguinte justificativa:

Alternativas
Comentários
  • "Todo esse quadro impõe à escola desafios ao cumprimento do seu papel em relação à formação das novas gerações. É importante que a instituição escolar preserve seu compromisso de estimular a reflexão e a análise aprofundada e contribua para o desenvolvimento, no estudante, de uma atitude crítica em relação ao conteúdo e à multiplicidade de ofertas midiáticas e digitais. Contudo, também é imprescindível que a escola compreenda e incorpore mais as novas linguagens e seus modos de funcionamento, desvendando possibilidades de comunicação (e também de manipulação), e que eduque para usos mais democráticos das tecnologias e para uma participação mais consciente na cultura digital. Ao aproveitar o potencial de comunicação do universo digital, a escola pode instituir novos modos de promover a aprendizagem, a interação e o compartilhamento de significados entre professores e estudantes." (BNCC, página 59)

  • Essa questão exige que identifiquemos, entre as alternativas, a que expressa corretamente a justificativa que relaciona a atividade apresentada no comando com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

     

    SINTETIZANDO O CONTEÚDO COBRADO:

    Vejamos um trecho da BNCC sobre o objeto de cobrança da questão:

    Os jovens têm se engajado cada vez mais como protagonistas da cultura digital, envolvendo-se diretamente em novas formas de interação multimidiática e multimodal e de atuação social em rede, que se realizam de modo cada vez mais ágil. Por sua vez, essa cultura também apresenta forte apelo emocional e induz ao imediatismo de respostas e à efemeridade das informações, privilegiando análises superficiais e o uso de imagens e formas de expressão mais sintéticas, diferentes dos modos de dizer e argumentar característicos da vida escolar.


    RESOLVENDO A QUESTÃO:

    Com base no trecho acima exposto, podemos concluir que a única alternativa que justifica a relação entre a atividade proposta no comando e a BNCC é a letra “A": “Porque evidencia o imediatismo, a efemeridade e a superficialidade das informações típicos da cultura digital, promovendo uma atitude crítica em relação ao conteúdo e à multiplicidade de ofertas midiáticas". Em outras palavras, a comunicação realizada na cultura digital é menos apegada a formalidades científicas, elas são mais imediatistas e menos preocupadas com a profundidade das informações. Portanto, diante dessas características, o aluno deve adotar uma visão crítica para que saiba separar as informações comprovadas das que são fake news.


    Analisemos as demais alternativas.


    B) Porque se opõe aos conteúdos escolares tradicionais, abrindo espaço para os saberes produzidos na vida social, mais úteis do que aqueles oriundos de teorias acadêmicas.

    Errada! Não há a referida oposição aos conteúdos escolares, pois a atividade possui um caráter transdisciplinar. Além disso, é no mínimo questionável afirmar que os conteúdos produzidos na vida social são mais úteis que os oriundos das teorias acadêmicas.


    C) Porque independe dos conhecimentos historicamente construídos, privilegiando o enfrentamento de uma realidade social sujeita a intensas mudanças.

    Errada! A atividade proposta relaciona elementos da cultura digital (notícias nas redes sociais) e do currículo escolar. Portanto, a alternativa erra ao afirmar que independe dos conhecimentos historicamente construídos, pois tal conteúdo é trabalhado no currículo da escola.


    D) Porque compreende o valor da cultura digital enquanto favorecedora e divulgadora do pensamento crítico e científico, marcadamente democratizado pelas redes sociais.

    Errada! A cultura digital (por meio das redes sociais) não é o instrumento adequado para divulgar o pensamento crítico e científico. Em regra, os meios para tal divulgação são os espaços acadêmicos, como: congressos, seminários, simpósios, revistas, artigos, livros etc.


    E) Porque incorpora o uso das tecnologias em sala de aula, enfatizando a importância dos saberes em linguagem de programação e informática para o êxito profissional e pessoal dos estudantes.

    Errada! Embora o uso das tecnologias em sala de aula seja importantíssimo na sociedade atual, não podemos afirmar que os saberes em linguagem de programação e informática são essenciais para o êxito profissional e pessoal dos estudantes. Essa seria uma visão muito tecnicista e limitadora.



    Gabarito do professor: Letra A.
  • Gabarito Letra A

    Porque evidencia o imediatismo, a efemeridade e a superficialidade das informações típicos da cultura digital, promovendo uma atitude crítica em relação ao conteúdo e à multiplicidade de ofertas midiáticas.


ID
4123825
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Consideramos que a escola e, em particular o ensino de História, tem um papel fundamental nesse processo. É ela, em última instância, o lócus privilegiado para o exercício e formação da cidadania, que se traduz, também, no conhecimento e na valorização dos elementos que compõem o nosso patrimônio cultural.

[Ricardo Oriá. Memória e ensino de história. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula, 1998].



Segundo o fragmento citado, é correto afirmar que a escola e o ensino de História, 

Alternativas

ID
4123828
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

A história não emerge como um dado ou um acidente que tudo explica: ela é a correlação de forças, de enfrentamentos e da batalha para a produção de sentidos e significados, que são constantemente reinterpretados por diferentes grupos sociais e suas demandas – o que, consequentemente, suscita outras questões e discussões.

(BRASIL, Ministério da Educação. BNCC – Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História)


De acordo com a BNCC, é correto afirmar que, para o ensino de história,

Alternativas
Comentários
  • Letra C . evidenciar o caráter de disputa de narrativas e sentidos, a partir de diferentes lugares e contextos, que devem ser valorizados pelos docentes em seu cotidiano escolar. Para a História todas as visões de mundo devem ser estudadas , entendidas .


ID
4123831
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Ao utilizar-se do filme no processo de ensino, ainda acredito que todo o esforço do professor de humanidades deve ser no sentido de mostrar à maneira do conhecimento histórico – o filme também é produzido, também ele irradia um processo de pluralização de sentidos ou de verdades – e, da mesma forma que na História, o filme é uma construção imaginativa que necessita ser pensada e trabalhada interminavelmente.

[Elias Thomé Saliba. Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo das imagens. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula, 1998]


A partir do excerto, é correto afirmar que

Alternativas

ID
4123834
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

Para se pensar o ensino de História, é fundamental considerar a utilização de diferentes fontes e tipos de documento (escritos, iconográficos, materiais, imateriais) capazes de facilitar a compreensão da relação tempo e espaço e das relações sociais que os geraram. Os registros e vestígios das mais diversas naturezas (mobiliário, instrumentos de trabalho, música etc.) deixados pelos indivíduos carregam em si mesmos a experiência humana, as formas específicas de produção, consumo e circulação, tanto de objetos quanto de saberes.


(BRASIL, Ministério da Educação. BNCC – Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História)


De acordo com a BNCC, é correto afirmar que o ensino de História

Alternativas
Comentários
  • É um tipo de questão que não tem como o examinador inventar modas basta ler o Inicio do documento para conhece-lo e depois a sua área específica. Letra B


ID
4123837
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

O mesmo acontece na construção da obra, isto é, toda obra pressupõe um sistema compreensível para todos, sustentado na convencionalidade de um sistema de comunicação (língua, traços, formas, gestos...) comum a uma dada comunidade. O enunciado remete a obra à sua história e é inseparável do autor, porque expressa a individualidade de quem fala, o seu estilo e a sua construção composicional.

[Antonia Terra. História e dialogismo. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula, 1998]


A partir do excerto, é correto afirmar que toda obra pressupõe e

Alternativas

ID
4123840
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

O livro didático realiza uma transposição do saber acadêmico para o saber escolar no processo de explicitação curricular. Nesse processo, ele cria padrões linguísticos e formas de comunicação específicas ao elaborar textos com vocabulário próprio, ordenando capítulos e conceitos, selecionando ilustrações, fazendo resumos etc.

[Circe Bittencourt. Livro didático entre textos e imagens. Em Circe Bittencourt (org).O saber histórico na sala de aula, 1998]


O excerto sugere que o livro didático para o ensino de História é

Alternativas

ID
4123843
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

O professor de História pode ensinar o aluno a adquirir as ferramentas de trabalho necessárias; o saber fazer bem, lançar os germes do histórico. Ele é o responsável por ensinar o aluno a captar e a valorizar a diversidade dos pontos de vista. Ao professor cabe ensinar o aluno a levantar problemas e a reintegrá-los num conjunto mais vasto de outros problemas, procurando transformar, em cada aula de História, temas em problemáticas.

[Maria Auxiliadora Schmidt. A formação do professor de História e o cotidiano da sala de aula. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula, 1998].


De acordo com o excerto, é correto afirmar que

Alternativas

ID
4123846
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

(...) Os currículos são responsáveis, em grande parte, pela formação e pelo conceito de História de todos os cidadãos alfabetizados, estabelecendo em cooperação com a mídia, a existência de um discurso histórico dominante, que formará a consciência e a memória coletiva da sociedade.

[Katia Abud. Currículos de História e Políticas públicas: os programas de História do Brasil na escola secundária. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula, 1998]



O excerto faz menção ao currículo entendido como um

Alternativas

ID
4123849
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Pedagogia
Assuntos

A comparação em história faz ver melhor o Outro. Se o tema for, por exemplo, pintura corporal, a comparação entre pinturas de povos indígenas originários e de populações urbanas pode ser bastante esclarecedora quanto ao funcionamento das diferentes sociedades. Indagações sobre, por exemplo, as origens das tintas utilizadas, os instrumentos para a realização da pintura e o tempo de duração dos desenhos no corpo esclarecem sobre os deslocamentos necessários para a obtenção de tinta, as classificações sociais sugeridas pelos desenhos ou, ainda, a natureza da comunicação contida no desenho corporal.

(BRASIL. Ministério da Educação. BNCC – Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História)


De acordo com a BNCC, é correto afirmar que, por meio da pintura corporal,

Alternativas
Comentários
  • Questão totalmente tirada do documento. Basta uma leitura e já resolveria a questão. Se a aprovação é seu objetivo estude com carinho. Letra C

  • e outras linguagens.


ID
4123852
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

É muito recentemente que historiadores brasileiros têm se debruçado sobre a revisão e a reescrita de toda história, isto é, dos acontecimentos no processo histórico e das versões historiográficas sobre esse processo.

[Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História, 2001]


A partir do artigo, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • A obra da qual foi retirada a afirmativa apresentada na questão,“ De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil", de Eduardo França Paiva, tem como objetivo analisar o conceito de mestiçagem segundo diferentes propostas da historiografia. A questão, no entanto,  não está focada na problemática da miscigenação em si mas naquela da historiografia: como ela vem sendo tratada pelos historiadores brasileiros. Como estes são, ou não, abertos às transformações da forma de entender, interpretar e construir o discurso da História. 

    Para responder corretamente à questão é necessário conhecimento acerca de Teoria de História, no que tange às novas questões e propostas da Historiografia no Brasil, desde o início do século XX. Para tal são importantes autores como Gilberto Freire, Sérgio Buarque de Hollanda, Ronaldo Vainfas, Manolo Florentino, Gladys Sabina Ribeiro, Rodrigo Bentes Monteiro entre outros. 
    Acerca do tema, uma das alternativas apresenta uma proposição correta. 

    A) INCORRETA- Em primeiro lugar é preciso clarificar em que contexto é usado o termo “historiadores revisionistas", o que não está claro. Em seguida, a proposta de historiadores que trabalham com novas questões propostas pela Historiografia não é de “desvirtuar" narrativas abrangentes sobre temas clássicos mas, de valorizar e aprofundar tais projetos. 

    B) INCORRETA- Embora possam ser considerados “conservadores", historiadores brasileiros não devem ser entendidos como pretendendo impor uma “visão única" e “totalizante". Basta citar as obras de Gilberto Freire e Sérgio Buarque de Hollanda. 

    C) INCORRETA- A alternativa descreve exatamente o que a novas propostas historiográficas pretendem evitar! Principalmente no que se refere à “histórias totalizantes". Para entender tal ideia a enunciação de projetos de historiografia já nos indicam o caminho: história social das ideias, história cultural, micro história, entre outras . 

    D) CORRETA-A alternativa enuncia os desafios da historiografia contemporânea: dar voz a quem nunca a teve em contextos complexos, diversos e multifacetados. 

    E) INCORRETA-A alternativa contradiz o que está expresso no pequeno trecho transcrito na entrada da questão. 

    Gabarito do Professor: Letra D.

ID
4123855
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

Por outro lado, bastante diferente é o quadro que se apresenta na produção de material didático e paradidático: é raro o texto didático que não faça referência ao tema e são muito expressivos, em termos quantitativos, os títulos de textos paradidáticos que tomam como referência o evento mineiro de 1788-89. Como poderíamos explicar tamanho distanciamento entre, de um lado, o imaginário nacional e o complexo editorial ligado ao ensino, no plano dos quais ainda se produzem muitos livros e opúsculos sobre o tema e, de outro, a produção acadêmica, com tão reduzidos índices?

[João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino da história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História, 2001]


O excerto deve ser compreendido

Alternativas
Comentários
  • O texto de apoio aborda trecho historiográfico sobre a discrepância entre a grande quantidade de materiais didáticos que abordam a Inconfidência Mineira e a baixa produção acadêmica sobre o mesmo tema. O enunciado busca alternativa que interprete corretamente as ideias do texto. 

    A) Incoerente com o texto que afirma que a produção acadêmica sobre o tema é pequena mas ressalta a grande presença em material didático.

    B) O texto não coloca a produção acadêmica em posição de superioridade em relação a didática. 

    C) A própria referência a grande produção didática sobre o tema demonstra que a Inconfidência Mineira não pode ser considerada como acontecimento menor.  

    D) A ideia da disputa de narrativas ressalta que a História Escolar não é uma mera simplificação da História Acadêmica contando com sua própria produção e saberes específicos. No caso em questão o tema Inconfidência Mineira é de grande importância para a História Escolar e a formação da identidade brasileira devido a forma como é demonstrada  com ênfase no desejo emancipatório em relação a Portugal e cujas pesquisas historiográficas demonstram não ser tão presente e cristalino assim no desenrolar dos acontecimentos. Alternativa correta. 

    E) Cada modalidade de saber ocupa o seu espaço não se tratando de uma questão de escolha entre Historiografia e História Escolar.
     



    Gabarito do professor: D.

ID
4123858
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

É inegável que a riqueza de abordagens presentes na literatura europeia e norte-americana, especializada no estudo da cartografia histórica, muito tem contribuído para esse despertar. Entretanto, imputar-lhe total responsabilidade pelo fascínio que mapas e cartas antigas têm exercido sobre uma fração significativa dos estudiosos das ciências humanas, para ficarmos apenas neste campo do saber cientifico, equivaleria a desprezar a força de variáveis sócio-políticas e culturais no processo de valorização deste objeto de análise que, em muitos casos, também nos apresenta como uma fonte de pesquisa histórica extremamente fértil.

[Maria Eliza Linhares Borges. Cartografia, poder e imaginário: cartográfica portuguesa e terras de além-mar. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História, 2001]


De acordo com o excerto, a cartografia histórica é

Alternativas
Comentários
  • A cartografia é, ao que tudo indicam estudos, mais antiga do que a escrita. Comunidades da chamada pré-história eram ágrafas mas, capazes de elaborar mapas. Mapas esses que, às vezes, podiam significar a diferença entre viver e morrer, na medida em que apontavam perigos e locais de água, caça e coleta. É interessante a observação de viajantes por lugares remotos e geograficamente distantes da “civilização" que, quando perguntam sobre direção e caminhos, normalmente são informados a partir de desenhos feitos no chão, complementados com pedrinhas e varetas. Ou seja, mapas! 

    Daí pode-se inferir que a proposição clássica de que “uma imagem vale mais do que mil palavras" tem na cartografia um exemplo fundamental e antiquíssimo. E, a cartografia histórica “analisa o surgimento e a dinâmica da atual configuração dos territórios, por meio de suas representações espaciais ao longo do tempo. [..] Ela permite aos pesquisadores conhecer no tempo, a constituição do espaço geográfico e histórico de uma determinada sociedade" (Laboratório de Geoprocessamento da UFC, Copyright © 2014, Labocart). 

    O trecho apresentado na entrada da questão é um pouco confuso. Mas, o que pretende é destacar a importância da cartografia com elemento constitutivo do trabalho com História. E, uma das alternativas destaca uma ideia correta acerca do trecho 

    A) INCORRETA- A ideia de “neutralidade" da história ou da cartografia é falsa. Não há produção científica neutra, na medida em que o ator da ciência é o ser humano, inserido em um contexto histórico específico. 

    B) INCORRETA- a afirmativa pode ser considerada correta em sua primeira parte. Porém, torna-se falsa quando afirma que a cartografia visa “tentar impor uma narrativa desprovida de contexto." Ao contrário, a cartografia está inserida em determinado contexto  sendo por ele influenciada.

    C) CORRETA - De fato, a linguagem da cartografia deve ser valorizada e ampliada porquanto ser produzida em contextos problematizados por historiadores. Essa deve ser a função fundamental da cartografia histórica. 

    D) INCORRETA - A cartografia histórica tem especificidade e não é apenas um “ auxiliar" da História. 

    E) INCORRETA- A afirmativa não só é, em parte, contraditória em relação ao que é apresentado no trecho, como também a cartografia não é elemento apenas de “contraposição à história tradicional" .
    Gabarito do Professor: Letra C.

ID
4123861
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Leia a pergunta feita à historiadora Natalie Zemon Davis.


   Seu livro O retorno de Martin Guerre, de 1983, gerou muitos debates, e ao lado de Montaillou, de Le Roy Ladurie, e O queijo e os vermes, de C. Ginzburg, tem sido elogiado como pertencente à tradição pós-modernista em historiografia.


(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, As muitas faces da história – Nove entrevistas, 2000)



As obras citadas fazem parte da chamada

Alternativas
Comentários
  • Para responder corretamente à questão é necessário conhecimento acerca de Teoria de História, no que tange às novas questões e propostas da Historiografia desde o início do século XX. Para tal são importantes autores como Marc Bloch ,Eric Hobsbawn, Carlo Gisnburg, Pierre Nora, Jacques Le Goff entre outros, incluso brasileiros como Sérgio Buarque de Hollanda e Gilberto Freire.

    As novas propostas da historiografia visam “ fugir" das propostas totalizantes. A ideia é dar voz a quem nunca teve voz. Ou seja, entender, analisar, estudar e construir história a partir de outros ângulos, além daquele  dos fatos e dos heróis consagrados. A entrada da questão apresenta três obras, de três historiadores diferentes e, demanda que seja indicada, entre as alternativas, aquela que aponta a visão historiográfica que as norteia. A resposta é direta e ter conhecimento específico dos autores citados é fundamental . A bibliografia acerca do tema é vasta e não é de dífícil acesso. Vale começar com A Nova História de Jacques Duby e outros.

    A) INCORRETA-A história das estruturas trabalha com arcabouços políticos, sociais e econômicos adequados à história de longa duração, o que não é apresentado nas obras destacadas.

      B) INCORRETA- A ego-história trata da história do próprio autor, vista através dos mesmos métodos que são utilizados para analisar e entender a história de outros. Não é o que as obras citadas apresentam. 

    C) INCORRETA- História de eventos é fundamentalmente factual, o que é feito, por exemplo, pelos positivistas 

    D) INCORRETA- A história quantitativa é baseada em dados matemáticos e estatísticos, o que não acontece nas obras citadas. 

    E) CORRETA- A micro-história supõe a possibilidade de uma visão acerca  da complexidade do processo histórico a partir da história de uma personagem, um momento ou um evento específico. Isso é demonstrado na obra “ícone" da micro história “ O queijo e os vermes" de Carlo Ginsburg. 

    Gabarito do Professor: Letra E.
  • Ninguém nem ousou comentar essa desgraça

  • questão mal elaborada pra reprovar o candidato

  • Quem conhece a obra Queijo e os Vermes sabe que é famosa por ser um dos pioneiros a introduzir a micro-história no campo historiográfico de uma maneira inovadora.

    Sabendo disso já dá para matar a questão.

    Gabarito E


ID
4123864
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

Leia um excerto da entrevista com o historiador Carlo Ginzburg.


Devo dizer inicialmente que o considero muito mais interessante do que seus seguidores. O que é especialmente desinteressante neles é que tomam as suas metáforas como explicações, o que é um absurdo. É inegável que ele descobriu novos tópicos, novas áreas do conhecimento e teve também algumas ideias interessantes, como, por exemplo, a ideia da microfísica do poder.

(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, As muitas faces da história – Nove entrevistas, 2000. Adaptado)



O historiador italiano avalia a obra de

Alternativas
Comentários
  • O texto de apoio aborda trecho de entrevista onde importante historiador comenta sua percepção sobre a obra de um importante intelectual. Ao enfatizar as boas ideias do referido filósofo deixa uma pista sobre sua identidade ao comentar uma de suas mais famosas ideias que deu origem a um de seus mais importantes trabalhos. O enunciado questiona qual o autor da obra a que se refere Ginzburg. 

    A) Importante cientista social fundador do pensamento comunista científico não foi contemporâneo do autor citado no texto.

    B) Ilustre historiador francês, foi também um importante editor e tem seu nome relacionado a corrente chamada de Nova História francesa.

    C) Importante pensador francês, que possui grande contribuição em diversas áreas como na filosofia e ciência política.

    D) Foucault foi importante pensador francês com extensa contribuição no campo da filosofia que se destacou pela grande variedade de temas como os estudos sobre o poder no cotidiano objeto de "Microfísica do poder" além de contribuições em estudos sobre a história da psiquiatria, sexualidade e relações humanas. Alternativa correta.

    E) Filósofo, crítico e escritor francês Sartre ficou conhecido como representante do existencialismo. 


     





    Gabarito do professor: D.


ID
4123867
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

[...] o absolutismo inglês foi derrubado em meados do século XVII [...] o absolutismo prussiano sobreviveu até um período avançado do século XIX [...]

(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista, 1998)


Perry Anderson faz referência a esses processos para

Alternativas
Comentários
  • O Absolutismo foi um sistema de ordem política e social que predominou na Europa durante os séculos XVI e XIX. Este sistema defendia que os monarcas deveriam ter o poder absoluto sobre todas as instâncias do Estado: política, econômica e religiosa. A sociedade obedecia à ordem estamental. A relação entre o Rei e os súditos era de fidelidade e lealdade, segundo a qual os súditos prestavam obediência e respeito ao monarca. Com relação à ordem religiosa, os reis indicavam nobres para altos cargos da hierarquia eclesiástica. Na economia, as diretrizes do sistema estavam baseadas no mercantilismo. Seu objetivo principal era o acúmulo de riquezas simbolizadas em metais preciosos. Para atingir este objetivo, os monarcas absolutistas privilegiaram a classe burguesa incentivando a exploração marítima para a busca de metais preciosos e ampliação de comércio externo até com o que viesse de fora do seu território. 
    O absolutismo inglês destacou-se com o Rei Henrique VIII que fundou a Igreja Anglicana e retomou as terras que foram doadas à Igreja Católica instaurando a situação na qual o poder do rei era maior do que o do parlamento. A Rainha Elisabeth I fortaleceu o mercantilismo inglês e consolidou o poder da marinha inglesa. Agiu em consonância com o Parlamento e garantiu a participação de grupos emergentes, como a burguesia comercial. O absolutismo na Inglaterra começou em 1485 e terminou em 1688, quando Guilherme de Orange jurou o Bill of Rights e instaurou a monarquia parlamentarista. 
    A servidão feudal sobre os camponeses foi intensificada, na Prússia, como uma tentativa da nobreza proprietária de terras para fortalecer o seu poder. Frederico Guilherme, aliado aos proprietários de terra com a política servil, favoreceu o fortalecimento do exército, a burocratização estatal; o que facilitou a centralização do poder de Estado da Dinastia dos Hohenzollern. O monarca Frederico Guilherme investiu na estrutura agrícola, estimulou o desenvolvimento comercial e a criação de companhias comerciais. A política absolutista prussiana se tornou o país uma potência econômica e militar, com desenvolvimento artístico e cultural além de estabelecidos os fundamentos de um desenvolvimento comercial e manufatureiro. O crescimento da Prússia criou as condições necessárias para que a unificação alemã ocorresse no século XIX.

    O Candidato para responder esta questão precisa ter conhecimento das principais características do que se entende por “absolutismo" e, as especificidades de cada Estado Moderno. Além da obra de Perry Anderson, há uma boa quantidade de publicações, em português, sobre o tema. Particular atenção às publicações de Francisco Falcon e Edmilson Rodrigues 
    A) INCORRETA – Os Estados Absolutistas interviram diretamente na economia e tinham como diretriz econômica o mercantilismo. Um dos grandes objetivos econômicos para a nação mercantil é o acúmulo de riquezas. Parcela da burguesia foi privilegiada pela monarquia com criação de uma moeda única e com o incentivo a ampliação do comércio e a exploração marítima. Não há uma orientação clara para o desenvolvimento industrial , somente manufatureiro e, em alguns Estados. 
    B) CORRETA – O Absolutismo é um sistema político no qual concentra o poder político, religioso, econômico nas mãos do Rei. As experiências absolutistas ocorreram no continente europeu dos séculos XVI e XIX. Os fatores de formação dos Estados e o crescimento da burguesia mercantil favoreceram o surgimento do Estado Absolutista. Mas, cada território terá condições de instituir o absolutismo em tempos diferentes. 
    C) INCORRETA – A sociedade absolutista possuía uma estrutura estamental. O Estado era organizado de e para estamentos, como a nobreza e o clero. Parcela da burguesia foi beneficiada por estar relacionada a questões comerciais que propiciavam o acúmulo de riquezas. As classes populares não possuíam espaço para questionamento a ordem dita como natural e suas reivindicações eram reprimidas. 
    D) INCORRETA - O termo absolutismo se refere a centralidade dos poderes sob a tutela do Rei. Em alguns casos, como na Inglaterra, foi fundada uma nova igreja cujo chefe era o Rei. E outros Estados Modernos o Rei era responsável por “indicar" altos cargos eclesiásticos. O poder político e econômico era centralizado nas mãos do monarca. Reis chegam a fechar assembleias, até mesmo de nobres, em determinados Estados. Na verdade não define as ordens estamentais 
    E) INCORRETA – O poder real na Monarquia Absolutista era de ordem política, econômica e religiosa. O Rei Henrique VIII, na Inglaterra, fundou a Igreja Anglicana; na Monarquia Portuguesa verificou-se a indicação de altos cargos na hierarquia eclesiástica da Igreja católica, por parte do Rei. Mas, o poder dos reis não era ilimitado. O rei tinha que articular com Igreja e com suas bases sociais. Além de ter que obedecer às tradições de seu povo.
    Gabarito do Professor: Letra B.
  • GABARITO B

    Mostrar que o objeto absolutismo europeu não possui uma única temporalidade capaz de abarcá-lo.

    FORÇA E HONRA.


ID
4123870
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

[...] a produção historiográfica sobre o período colonial não conheceu, durante a década de 60, obras particularmente significativas no tocante às abordagens de história da cultura.

[Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998]


Para Laura de Mello e Souza, tal ocorrência pode ter relação com

Alternativas
Comentários
  • A autora Laura de Mello e Souza no artigo, proposto no suporte da questão, fez um balanço historiográfico periodizando os estudos da história da cultural no Brasil. O primeiro período, data de 1907 a 1936, é constituído de ensaios. Os autores que, segundo Laura de Mello e Souza, começaram a discussão foram Capistrano de Abreu, Alcântara Machado, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre. 
    O segundo período, datado de 1945 a 1959, tem como função a delimitação de objeto da história da cultura. Os autores em destaque seriam Fernando de Azevedo, Antônio Candido e Sérgio Buarque de Holanda.
    O terceiro período, datado de 1967 a 1986, é delimitado como uma transição entre as histórias da cultura e das mentalidades. Os autores a destacar a época seriam Maria Beatriz Nizza, Anita Novinsky e Evaldo Cabral de Mello. O último período abordado é a historiografia contemporânea dedicada ao período colonial da década de 1990, na qual a autora acredita que a história da cultura se consolidou enquanto a história das mentalidades.

    Um das alternativas apresenta a razão pela qual, segundo Laura Mello e Souza, a produção historiográfica da década de 1960 não apresentou obras significativas na área de História da Cultura 
    A) INCORRETA – A história da cultura e posteriormente a história das mentalidades está, como aponta a autora Laura de Melo e Souza, diretamente relacionada com conceitos da Antropologia, pois estuda comportamentos e hábitos. Estes conceitos contribuíram essencialmente para obras como Casa Grande Senzala de Gilberto Freyre e Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda. 
    B) INCORRETA - O CNPq e a Capes foram criados, em 1951, com o objetivo de fomentar o aperfeiçoamento e capacitação de recursos humanos no Brasil. Foi através desses subsídios que as universidades brasileiras criaram os programas de pós graduação e conseguiram investir nas Bolsas de Fomentos dos discentes. 
    C) CORRETA - O contexto de um regime antidemocrático caracterizou por si só parte da historiografia brasileira no período da ditadura militar. Foi produzida uma história engajada que tinha como propósito a descoberta das raízes socioeconômicas de nosso atraso, subdesenvolvimento e dependência do imperialismo, sem que história da cultura tivesse especial destaque 
    D) INCORRETA - As Universidades públicas tiveram, entre os anos 60 e 70, uma difusão dos cursos de pós graduação e de uma intensa produção historiográfica brasileira. Uma historiografia militante através de diversas correntes de interpretação marxista. 
    E) INCORRETA - A autora Laura de Mello e Souza aborda, no artigo, a história pelo viés cultural e que culmina em uma história das ideias dos indivíduos, a história das mentalidades. Os documentos oficiais são apenas uma parte das fontes documentais utilizadas pelos historiadores. 
    Gabarito do Professor: Letra C.
  • HISTÓRIA = POLITICA - DIFÍCIL ENTENDER !

  • No Brasil, por conta de eventos políticos e econômicos importantes, a conjuntura histórica acaba influenciando em demasia a historiografia que a partir da década de 60 passa a priorizar muitos estudos sobre história política e econômica, estimulada em grande parte pelo golpe de 1964.

    Os estudos sobre história da cultura passam a ganhar relevância somente após a década de 70.

    Gabarito C


ID
4123873
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Em relação à questão de uma ruptura revolucionária [de 1930], a problemática das relações Estado-sociedade configura-se como eixo de análises a partir da influência interdisciplinar. Destaca-se como fundamental a análise de Francisco Weffort sobre o “Estado de compromisso”.

[Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: história e historiografia. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998]


“Estado de compromisso” pode ser conceituado como

Alternativas
Comentários
  • O estado não representaria nenhum setor da sociedade e faria papel de árbitro das lutas políticas, ou seja, um estado imparcial

  • No chamado “Estado de Compromisso”, Getúlio Vargas incorporou a função de intermediador dos interesses dos vários grupos que atuavam na esfera política. ... Dessa forma, a sensação de que um determinado grupo social organizava a esfera política se enfraquecia, dando lugar a imagem particular de Getúlio Dorneles Vargas.

    GABARITO: C

  • A Revolução de 1930 foi o evento que pôs fim a hegemonia das oligarquias cafeeiras e acabou com o período republicano chamado República Velha. Foi um movimento armado que articulou os estados da Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Sul que colocou o candidato gaúcho Getúlio Vargas no poder. O Estado passa a intervir diretamente na economia de forma ampla, após a posse de Vargas, não somente na indústria do café que havia sido prejudicada em decorrência da Crise de 1929, mas também em todo o setor industrial para que houvesse o desenvolvimento de outras áreas no país, evidenciado pela criação das indústrias de base. A postura intervencionista, afora da economia começa, em 1937, com: a instituição do Estado Novo, a Constituição de 1937, a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda.
    Segundo o historiador Boris Fausto, no livro a Revolução de 1930, “O Estado de compromisso, expressão do reajuste nas relações internas das classes dominantes, corresponde, por outro lado, a uma nova forma do Estado, que se caracteriza pela maior centralização, o intervencionismo ampliado e não restrito apenas à área do café, o estabelecimento de uma certa racionalização no uso de algumas fontes fundamentais de riqueza pelo capitalismo internacional (...). 
    O Estado de Compromisso surgiu em um momento em ,que nenhum dos grupos que participaram da Revolução de 1930, oferecia representatividade o suficiente para ocupar os espaços de poder abertos pela saída das oligarquias regionais dominantes, o que fez com que as funções de governo não tivessem um grupo representativo direto.
    Segundo Francisco Weffort, o Estado centralizou o poder e as decisões para que o desenvolvimento acontecesse e assim incluiu setores sociais que não estavam representados, a isso ele dá o nome de Estado de Compromisso.
    O candidato para responder esta questão precisa ter o conhecimento prévio da Revolução de 1930 e sobre o governo de Getúlio Vargas. O livro “A Revolução de 1930" do historiador Boris Fausto e os artigos da Fundação Getúlio Vargas sobre o período são bastante elucidativos. 
    A) INCORRETA - Não houve nenhum grupo que possuísse representatividade direta para conseguir espaços de poder dominante no governo pós Revolução de 1930. E, as estruturas no campo permanecem quase inalteradas. 
    B) INCORRETA –Após a Revolução de 1930, os grupos sociais que participaram do movimento não possuíam representatividade para ocupar os espaços de poder deixado pelas oligarquias regionais dominantes . Segundo Francisco Wettford, o Estado assumiu a centralidade do poder em prol do desenvolvimento do país. 
    C) CORRETA – Os grupos sociais que participaram da Revolução de 1930 não ofereciam representatividade suficiente para, cada um sozinho, servir de base pra o poder. Gerando assim um vazio de poder, no qual o Estado intervencionista centraliza o poder e os inclui em prol do desenvolvimento do país. 
    D) INCORRETA – As atitudes populares do governo após 1930 ficaram evidentes nas políticas trabalhistas, nas quais houve a criação da Justiça do Trabalho, a instituição do salário mínimo e a instituição da Consolidação das Leis Trabalhistas. Mas não é feita reforma agrária. 
    E) INCORRETA – A Primeira República era dominada pelas oligarquias mais poderosas de cada município e cada estado. A crise deste poder se deu pela Revolução de 1930. Os grupos sociais que participaram da Revolução não possuíam representatividade para ocupar os espaços de poder e o vazio foi preenchido por um governo intervencionista em prol do desenvolvimento, mas sem representação direta clara. No entanto, não é possível dizer que oligarquias tenham sido alijadas do poder de forma radical 

    Gabarito o Professor: Letra C.
  • Estado de compromisso: dá um pouco para cada um, ou seja, o Estado não representa apenas um grupo. Essa ação fortalecia a imagem de Getúlio Vargas.

    • Tenentes: comando dos estados 
    • Oligarquias: mantém um pouco da produção 
    • Industriais: reformas de base para fornecer suprimentos 
    • Trabalhadores: leis trabalhista
  • O estado de compromisso tem a ver com a centralização do estado após a revolução de 30. Iniciativa do estado de por conta própria desenvolver o país, sem uma representividade de algum grupo.

  • O estado de compromisso tem a ver com a centralização do estado após a revolução de 30. Iniciativa do estado de por conta própria desenvolver o país, sem uma representividade de algum grupo.

  • GAB-C

    a condição na qual nenhum dos grupos participantes pode oferecer exclusivamente ao Estado as bases de sua legitimidade.

    SE TEM CERTEZA DO QUE ESCREVE, MOSTRANDO A MENTE BRILHANTE, PELO MENOS COLOQUEM O GABARITO.


ID
4123876
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

A partir dos anos 50, aproximadamente, uma nova concepção revitalizou os estudos sobre a escravidão negra. Há uma renovação do interesse pela escravidão negra nos Estados Unidos, com trabalhos de David Brion Davis, Charles Wagley, Boxer e Genovene, que questionaram as teses Tannebaum, Elkins e, consequentemente, Gilberto Freyre. Argumentaram que o escravismo anglo- -saxônico pouco diferia daquele instituído por povos de outra origem, inexistindo um sistema mais brando que outro e sendo as variações ao longo do tempo menos significativas que os padrões subjacentes de unidade.

[Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado]


Segundo o artigo, a repercussão dessas ideias no Brasil teve como efeito

Alternativas
Comentários
  • O texto de apoio aborda fragmento sobre historiografia da escravidão e demonstra como que estudos que reveem temas clássicos a partir de novas abordagens e fontes podem modificar o que sabemos sobre o tema em questão e produzir novas correntes de interpretação, como no caso sobre a escravidão. O enunciado busca a alternativa correta sobre a influência de novos estudos sobre a escravidão no EUA no Brasil.  
    A) Os estudos norte-americanos sobre o tema possibilitaram o entendimento de novas possibilidades interpretativas no Brasil sendo uma das mais importantes as que abordam as relações entre o sistema escravista e a realidade econômica do período ressaltando que para além de questões políticas, humanitárias e religiosas a escravidão teve papel importante no desenvolvimento do capitalismo brasileiro. Afirmativa correta.  
    B) Não há de fato tal resistência  nas universidades brasileiras sendo a maioria muito bem representada em estudos do tema.

    C) Ambos os temas são bem estudados nos deparamentos de História por todo o Brasil e não estiveram diretamente relacionados a revisão historiográfica norte-americana sobre o tema.

    D) A valorização da pesquisa histórica nacional teve seu momento de popularização com a disseminação de programas de pós graduação em História nas maiores universidades brasileiras a parti da segunda metade da década de 80. 

    E) Vai de encontro ao texto que demonstra exatamente o contrário ao afirmar que não há grandes especificidades na escravidão tanto nos EUA como no Brasil. 





    Gabarito do professor: A.

ID
4123879
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A Constituição Federal, aprovada pela Assembleia Constituinte, em 24 de fevereiro de 1891, cumpriu a promessa de descentralizar uma das palavras de ordem do manifesto republicano de 1870 – “Centralização, desmembramento; descentralização, unidade”.

[Joseph Love, A república brasileira: federalismo e regionalismo (1889-1937). Em: Carlos Guilherme Mota (org). A experiência brasileira. A grande transação, 2000]


Trata-se de exemplo de descentralização, presente na Carta de 1891,

Alternativas
Comentários
  • gabarito letra D

    A constituição de 1891, fortemente descentralizadora dos poderes, dando grande autonomia aos municípios e às antigas províncias, que passaram a ser chamadas de "estados", cujos chefes do Poder Executivo eram os "presidentes de estado". Foi inspirada no modelo federalista estadunidense, permitindo que se organizassem de acordo com seus peculiares interesses, desde que não contradissessem a Constituição. Exemplo: a constituição do estado do Rio Grande do Sul permitia a reeleição do presidente do estado.

    Diferentemente da Imperial a Constituição Republicana de 1891 definiu a propriedade das jazidas minerais para os proprietários do solo. Posteriormente Emenda Constitucional de 1926 limitou o exercício da atividade mineral por estrangeiros.

    bons estudos

  • A Constituição de 1891 foi a primeira constituição republicana e modificou a estrutura política, religiosa e administrativa do país. Suas principais características foram a implementação do sistema republicano presidencialista, o federalismo e o estado laico. Algumas liberdades individuais foram garantidas, como: liberdade de reunião, de culto, de expressão e de direito a propriedade privada. O princípio dos três Poderes foi implementado, sendo retirado o poder moderador. O presidente e o vice seriam eleitos para um mandato de quatro anos com o sufrágio universal masculino. No entanto, com regras excludentes de direito ao voto, como: a patente do cidadão se for militar, ser alfabetizado, dentre outros. 

    Esse movimento começou com o Manifesto Republicano de 1870 escrito principalmente por Quintino Bocaiuva e Saldanha Marinho. O Manifesto foi construído por dissidentes do Partido Liberal que tinham como objetivo o fim da Monarquia e o estabelecimento de uma República com princípios federativos.


    Os autores estabelecem no manifesto que somente uma república federativa pode acabar com a força opressora de um regime centralizador. Haveria então um regime de federação com a independência dos estados, ligados pelo vínculo da mesma nacionalidade, pela necessidade de representação e defesa. Assim seria construída a unidade do Brasil. Por isso, segundo o Manifesto, a fórmula para a consciência nacional sobre a necessidade da República seria: Centralização - desmembramento - descentralização - unidade. Para isso acontecer era vital acabar com a centralidade do poder imperial e , somente a república conseguiria tal feito.
     

    O candidato para responder a questão precisa ter conhecimentos prévios sobre a Proclamação da República e os contextos nos quais ela estava inserida. Mas, é tema clássico. A bibliografia de Ensino Médio a respeito é vasta. A obra clássica que atravessa todas as etapas da História do Brasil de forma generalista é a História Geral da Civilização Brasileira, de vários autores. 

    A)   INCORRETA – Na Carta de 1891 quem tratava de orçamento anual, empréstimos às unidades de federação e regulava os comércios externo e interno era o Congresso Nacional.

    B)    INCORRETA - Os Estados seriam unidades subnacionais que formariam a União. Estariam sob a regência da Constituição Federal e deveriam respeitar todos os princípios constitucionais da União. Não podiam guerrear entre si, extraditarem-se e rejeitar a moeda federal.

    C)   INCORRETA – Os Estados estavam subordinados à União, sendo parte integrante da nação. Não podiam rejeitar a moeda federal e nem estabelecer sua própria política cambial.

    D)   CORRETA - O artigo 17 da Constituição de 1791 se refere às minas e jazidas minerais. Estava previsto que as minas pertenciam aos proprietários do solo e podiam explorá-las. Ou seja, dentro de cada unidade da federação. Com relação às minas e jazidas necessárias à segurança e defesa nacional não podiam ser transferidas a estrangeiros.

    E)    INCORRETA – Os tributos foram divididos entre a União e os Estados, e eles acordariam entre si os impostos que seriam destinados aos Municípios. Os impostos de importação ficariam destinados à União.  

    Gabarito do Professor: Letra D.
  • -CF/1891:inspiração nos EUA, iluminista 

    -Aproximação com os EUA, Federação também: República Federativa do Brasil, Presidencialismo. 

    • Promulgada, rígida, codificada, escrita e sintética. 
    • Separou a igreja do Estado (Estado laico). 
    • FIM DO VOTO CENSITÁRIO E INICIO DO UNIVERSAL (+21, exceto: analfabetos, índio, clero, militares de baixa patente e mulheres, com isso cerca de 80% da população não podia votar. - Voto público e aberto, cabresto). 
    • 3 poderes. 
    • Voto aberto. 
    • Fim do senado vitalício. 

  • Quando fala em jazidas minerais, não está relacionado ao ouro? Achei meio fora da época do enunciado (1891) que já era o café.

  • GABARITO: D

    A Constituição de 1891 enquadrou “o Brasil na tradição liberal norte-americana de organização federativa e do individualismo político e econômico”. Dessa forma, a grande inovação da Constituição de 1891 foi o federalismo.

    Por meio do FEDERALISMO, os estados ganharam para si um enorme poder:

    • os governantes dos estados passaram a ter grande autonomia na administração das questões de governo relacionadas ao seu espaço de jurisdição.
    • o governante dos estados não era mais indicado, como acontecia na monarquia, passando a ser eleito.
    • os estados passaram a deter a “propriedade das minas e das terras devolutas situadas em seus respectivos territórios […]. Podendo legislar, também, sobre qualquer assunto que não lhes for negado, expressa ou politicamente, pelos princípios constitucionais da União”. Assim, os estados garantiam autonomia para formular leis, cobrar impostos e propor diversos tipos de ações.


ID
4123882
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Pode-se afirmar que as características geográficas de várias regiões, com especial incidência no sudeste, dificultaram significativamente a penetração portuguesa no sertão, condicionando a forma de ocupação do território brasílico nos séculos XVI e XVII. [...]

Além dos condicionamentos de ordem geográfica, fatores de natureza socioeconômica e geopolítica encontram-se na origem da “colonização pontual”, ou seja, a ocupação apenas dos pontos estratégicos da orla costeira.

[Jorge Couto, A gênese do Brasil. Em: Carlos Guilherme Mota (org). A experiência brasileira. Formação: histórias, 2000]


Em relação aos “fatores de natureza socioeconômica e geopolítica”, é correto considerar

Alternativas
Comentários
  • a pequena população em Portugal e a necessidade da produção açucareira se concentrar nas proximidades da faixa marítima.

  • Os portugueses aportam com a esquadra de Pedro Alvares Natal, em 22 de abril de 1500. O Estado Português chegou ao território colonial brasileiro e não avistou metais preciosos e elementos valiosos que pudessem ser lucrativos e propiciasse a acumulação de riquezas. Assim colocou o seu foco para os territórios colônias que estavam consolidados na Ásia com as especiarias e demais produtos orientais. 
    As expedições colonizadoras precisavam de um alto investimento por parte da Coroa, por isso era importante que o território fornecesse metais preciosos ou produtos que fossem do interesse do mercado consumidor europeu. As expedições de exploração foram enviadas para a investigação do território e para a extração de pau brasil que foi confirmado logo após a primeira expedição exploratória, em 1501, por Gaspar de Lemos. As feitorias começaram a ser implementadas, em 1504, e seu objetivo era ocupar o território e funcionar como um entreposto comercial. 
    O entreposto comercial servia para receber as mercadorias extraídas pelos índios e portugueses que estavam no território e facilitar o abastecimento e a recuperação dos navios que chegam de viagem. Portugal detinha o monopólio da exploração do pau - brasil, que era retirado pelos indígenas que eram pagos com mercadorias e pequenas armas. A escravização indígena não aconteceu neste momento. Os portugueses, com a queda dos lucros do comércio com o Oriente, iniciaram investimentos e expedições para expulsar estrangeiros e desenvolver atividades lucrativas no território ultramarino do Atlântico Sul. 
    E, assim, Martim Afonso de Sousa baseado nas experiências bem sucedidas da produção de cana de açúcar na Ilha das Madeira e dos Açores, implementou a cana de açúcar nas Vilas de São Vicente e Pernambuco. Iniciando-se então um período próspero de produção açucareira e de colonização na América portuguesa, mais ou menos a partir de 1530. 

    Uma das alternativas indica razões para que a colonização portuguesa se fixasse no litoral. É considerado tema clássico de História do Brasil . Não há dificuldade de bibliografia 
    A) INCORRETA – Os portugueses realizavam atividades mercantis no continente africano e asiático desde o inicio do século XV. As restrições presentes para interiorizar a colonização estavam presentes no Tratado de Tordesilhas. 

    B) INCORRETA- A costa litorânea da América Portuguesa era constantemente invadida com o objetivo de contrabandear madeira e também com ataques franceses com o fim de ocupar parte do território ultramarino do Atlântico Sul. 

    C) INCORRETA – A elite portuguesa estava focada no comércio com os produtos e especiarias vindas da Ásia, pois estas estavam gerando riquezas. A União entre os tupiniquins e os franceses era prejudicial ao governo português, por que além de querer ocupar parte do território os franceses contrabandeavam pau brasil 

    D) INCORRETA - Portugal, dentro da ótica mercantilista desejava acumular riquezas e, em 1522, quem propiciava este acúmulo era o comércio com os produtos asiáticos e para ocupar os territórios ultramarinos era necessário um alto investimento. 

    E) CORRETA – O território ultramarino do Atlântico Sul possuía uma grande extensão e o contingente populacional de Portugal não era suficiente para cobrir o território. A produção açucareira necessitava estar localizada próximo as faixas marítimas para que houvesse um melhor escoamento da produção. 

    Gabarito do Professor: Letra E.
  • Falou em produção açucareira você lembra do clima quente na orla Brasileira na época colonial, e maritima por uma questão econômica mesmo, mais perto do mar à leste, mais perto de enviar pra Europa. Só nisso já dava pra matar a questão.


ID
4123885
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Documentos do século XVI algumas vezes se referem aos habitantes indígenas como “os brasis”, ou “gente Brasília” e, ocasionalmente no século XVII, o termo “brasileiro” era a eles aplicado [...] os termos “negros da terra” e “índios” eram utilizados com mais frequência do que qualquer outro para designar os indígenas enquanto verdadeiros habitantes da terra.

[Stuart B. Schwartz, “Gente da terra braziliense da nasção”. Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em Carlos Guilherme Mota (org). A experiência brasileira. Formação: histórias, 2000]


O uso dos termos “negros da terra” e “índios” para a designação dos indígenas, segundo Stuart Schwartz, tem relação com

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B

     [...] os termos “negros da terra” e “índios” eram utilizados com mais frequência do que qualquer outro para designar os indígenas enquanto verdadeiros habitantes da terra.

    Bons estudos.

  • Negros da terra era como os portugueses apelidavam os escravos indígenas no Brasil.

    A palavra "preto" aparece no século X e designa uma pessoa de pele escura, mais particularmente originária da África subsariana. A palavra "negro" passa a ser adotada no século XV com a escravização de africanos pelos espanhóis. Por isso, o principal conceito da palavra negro era, por conseguinte, "escravo".

  • O Estado Português tinha por premissa que a escravidão indígena somente poderia ser realizada através de uma guerra justa, na qual o indígena perdesse e, dessa forma, seria autorizada a sua escravização. 
    Porém, os nativos da terra possuíam um conhecimento do espaço que os portugueses não possuíam o que era uma vantagem para não serem capturados. Outro empecilho para a escravização dos indígenas eram os padres jesuítas que entendiam que os indígenas precisavam ser catequizados . Os nativos possuíam alma e torná-los cativos seria um pecado. Esta é uma das razões pela qual Portugal passou a trazer mão de obra negra africana para seguir com o uso de mão de obra cativa ,que era a força motriz de sua unidade produtora. 
    O candidato para responder esta questão precisa ter o conhecimento prévio sobre o período pré colonial e o uso da mão de obra indígena e africana na extração de pau brasil e plantação de cana de açúcar. 

    A) INCORRETA - A capacidade produtiva indígena estava diretamente relacionada com a necessidade de consumo e sustentabilidade da sua aldeia. Não tinha caráter mercantil. 

    B) CORRETA – Os portugueses começaram a utilizar os nativos da América portuguesa, como mão de obra para a extração de pau brasil. Assim, tal como os negros escravizados na África, os habitantes escravizados na América portuguesa eram chamados de negros da terra. Já o termo “índio" foi utilizado por Cristóvão Colombo, por haver acreditado que tinha chegado nas Índias 

    C) INCORRETA - Os índios começaram a ser educados na língua portuguesa após a chegada dos jesuítas, que tinham por objetivo catequizar os nativos da terra e zelar pela Igreja instalada no Atlântico Sul. 

    D) INCORRETA - A educação dada pelos jesuítas aos indígenas tinha por objetivo a sua catequização e à obediência e submissão, por que essa era a vontade de Deus, segundo a sociedade europeia em estamentos típica da época. 

    E) INCORRETA – Os indígenas possuíam a lógica extrativista para o consumo e sustentabilidade da sua aldeia. O consumo com a ótica mercantilista de acúmulo de riquezas era motivo de oposição com relação à função do trabalho produtivo entre portugueses e indígenas. São visões opostas. 


    Gabarito do Professor: Letra B.
  • Nada a ver essa questão, pergunta uma coisa e quer saber outra.. Porém, indo por eliminação chega ao resultado.

  • O índios eram vistos como os verdadeiros habitantes da terra, segundo relata a historiadora, no entanto, é importante destacar também que esses habitantes tinham um status econômico - eram considerados pessoas inferiores, incivilizadas, e jurídico - era proibida a escravidão dos índios haja vista que a Igreja embora enxergam-nos como selvagens, acreditavam que tinham alma, diferentes dos negros africanos.

    Gabarito B

  • "Negros da terra" = Escravos nativos da terra = Status que ocupavam

  • O negro/ indígenas eram vistos como uma mercadoria ou seja de valor econômico para a metrópole. O lucro do comercio de escravos as vezes era maior do que a própria mão de obra.

  • "...Designar os indígenas enquanto verdadeiros habitante da terra."

    Com isso, podemos concluir que eles eram nativos da terra e por serem chamados de "negros da terra" isso nos remete à economia, status.

    Letra B

    APMBB

  • A - incorreta. Os habitantes são indiferenciados e não o território na visão dos português (território este ainda inexplorado)

    B - incorreta. Em nenhum momento no texto cita-se uma ancestralidade

    C - correta. Por alguns elementos contidos no texto, é notável que os europeus se achavam superior aos índios.

    D - incorreta, durante a época medieval essas designações para os índios não eram o destaque.

    E - incorreta. O texto indica que começou a denominação de “índios” por esses não terem status de riqueza

  • kkkkkkkkkkkkkk


ID
4123888
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

[...] não somente a situação dos trabalhadores era desalentadora, como ainda o quadro político se agravou durante a presidência de Costa e Silva, a partir de setembro de 1968. [...] Como o Congresso Nacional garantiu, por votação nominal, a imunidade parlamentar [de um] deputado, protegendo a tribuna da Câmara, onde ele discursara, o presidente Costa e Silva assinou o Ato Institucional no 5, em 13 de dezembro de 1968, no dia seguinte à referida votação.

[Evaldo Vieira, Brasil: do golpe de 1964 à redemocratização. Em: Carlos Guilherme Mota. A experiência brasileira. A grande transação, 2000]


O Ato Institucional nº 5 – o AI-5 –

Alternativas
Comentários
  • gabarito letra C

    piazada vcs tem que lembrar que havia dois grupos no poder: os sorbonne (que eram mais de boa - escola superior de guerra) e os linha dura (que adoravam um espetinho de politico e avessos à democracia)

    costa e silva era um dos linha dura.

    Dentre os 17 atos institucionais, o AI-5 de 13 de dezembro de 1968 foi o de maior relevância, pois ele deu ao presidente plenos poderes para cassar mandatos, demitir juízes e funcionários públicos, ampliou a repressão policial bem como acabou com a garantia individual do habeas corpus

    bons estudos

  • O Ato Institucional nº 5, conhecido usualmente como AI-5, foi um decreto emitido pela Ditadura Militar durante o governo de Costa e Silva no dia 13 de dezembro de 1968. O AI-5 é entendido como o marco que inaugurou o período mais sombrio da ditadura e que concluiu uma transição que instaurou de fato um período ditatorial no Brasil.

    Por meio desse decreto, foi proibida a garantia de habeas corpus em casos de crimes políticos.

    Também decretou o fechamento do Congresso Nacional, pela primeira vez desde 1937 , e autorizava o presidente a decretar estado de sítio por tempo indeterminado, demitir pessoas do serviço público, cassar mandatos, confiscar bens privados e intervir em todos os estados e municípios.

    Por meio do AI-5, a Ditadura Militar iniciou o seu período mais rígido, e a censura aos meios de comunicação e a tortura como prática dos agentes do governo consolidaram-se como ações comuns da Ditadura Militar.

  • estado de sítio é um instrumento burocrático e político em que o chefe de Estado – que, no Brasil, é o(a) Presidente da República– suspende por um período temporário a atuação dos Poderes Legislativo (deputados e senadores) e Judiciário.

  • Os Atos Institucionais foram decretos emitidos pelos Presidentes do período da Ditadura Militar e foram artifícios que os chefes do Executivo federal criaram para legislar. O Ato Institucional número Cinco foi emitido por Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968. O AI-5 marcou o período mais duro da ditadura militar pois as atitudes e medidas escritas no ato institucional suprimiram direitos dos poderes executivos abaixo do governo federal A censura e a repressão, com a institucionalização da tortura, foram instrumentos utilizados pelo Governo Federal, dentre tantas outras. 
    Segundo as historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, no livro Brasil: Uma Biografia, o AI-5, “era uma ferramenta de intimidação pelo medo, não tinha prazo de vigência e seria empregado pela ditadura contra a oposição e a discordância. 
    O candidato para responder à questão deve ter conhecimento prévio sobre as disposições do AI-5 e sobre o período do regime militar em geral. As alternativas apresentam as possíveis prerrogativas dadas ao Executivo Federal pelo AI5. Uma delas é correta 
    A) INCORRETA – O Ato Institucional nº 5 dava a prerrogativa do Presidente da República de cassar o mandato de parlamentares (deputados, senadores e vereadores) que fossem contrários ao Regime Militar. 

    B) INCORRETA – O Ato Institucional nº 5 dava a prerrogativa do Presidente da República de fechar o Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e as Câmaras de Vereadores. 

    C) CORRETA – O Ato Institucional nº 5 dava a prerrogativa do Presidente da República de decretar estado de sítio sem necessitar da aprovação do Legislativo. 

    D) INCORRETA – A propaganda política na televisão e no rádio foi instituída em 15 de julho de 1965 que criou o Código Eleitoral Brasileiro. 

    E) INCORRETA – O Supremo Tribunal Federal teve suas ações limitadas em alguns momentos do Regime Militar. O fim do habeas corpus que dava a garantia dos direitos individuais do cidadão brasileiro. 
    Gabarito do Professor: Letra C.
  • Quem assinou o Ai-5 > Costa e Silva

    Quem acabou com o Ai-5 > Ernesto Geisel

  • -Quem implementou o AI-5? Vira de Costa e "AI" rs (Costa e silva)

    -Quem deu fim ao AI-5 e a dor nas costas? Gelol /Geisel

    -AI-5: 

    • Maior intervenção em estados e municípios. 
    • O presidente podia fechar o congresso. 
    • Cassação de mandatos políticos e direitos políticos por dez anos 
    • Impunha a censura prévia para jornais, revistas, livros, peças de teatro e músicas. 
    • Tortura passou a se fazer parte dos métodos do Governo. 
    • Suspendia o direito de habeas corpus (em casos de crime político, crimes contra a ordem econômica, segurança nacional e economia popular). 
    • Proibia manifestações populares de caráter político; 

ID
4123891
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

Cabe perguntar como o livro didático trata a temática indígena: Qual é a imagem dos índios nos livros didáticos? Como o livro didático transmite informações sobre outras culturas e sobre outros povos

[Luís Donisete Benzi Grupioni, Livros didáticos e fontes de informações sobre as sociedades indígenas no Brasil. Em: Aracy Lopes da Silva & Luís Donisete Benzi Grupioni (org.). A temática indígena na escola. Novos subsídios para professores de 1º e 2º graus, 1995. Adaptado]


Entre outras críticas, o artigo citado aponta que os livros didáticos

Alternativas
Comentários
  •  
    A discussão sobre livros didáticos demonstra claramente que o saber histórico escolar não é meramente uma simplificação do conteúdo acadêmico sendo na realidade um vasto campo de interesses diversos que atuam sobre o que chega aos alunos em sala de aula. O texto de apoio aborda a forma como temática indígena é abordada em livros didáticos. O enunciado busca a alternativa que apresente corretamente um crítica a abordagem da temática indígena em livros didáticos. 

    A) As representações de nativos no momento da chagada dos europeus é marcante pois reforça o esteriótipo do contato ente "civilizados e selvagens" tão repetido no senso comum. 

    B) A herança indígena é marcante em livros didáticos, tendo materiais que reforçam a necessidade de celebração do Dia do Índio assim como a contribuição cultural pela via de nomes de alimentos, animais e cidades. 

    C) Não é comum encontrar em materiais mais recentes esse tipo de afirmação. 

    D) No Brasil atual existem aproximadamente trezentas e cinco etnias. No momento da chegada do colonizador esse número certamente era até maior. Representar os nativos como índios sem ressaltar sua enorme diversidade significa reproduzir o discurso do europeu que levou séculos para identificar diferentes etnias  e mesmo assim tratava todas quase que da mesma forma. Alternativa correta. 

    E) Alternativa sem conexão direta com as ideias do texto de apoio. 




    Gabarito do professor: D.

ID
4123894
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

[...] as relações entre Brasil e Argentina tornaram-se mais profundas com a eleição de Jânio Quadros, que promoveu um encontro com Arturo Frondizi, presidente argentino, na cidade de Uruguaiana, fronteira com a Argentina, onde conversaram sobre problemas comuns e a necessidade de superar, por um esforço conjunto de cooperação, a antiga rivalidade.

O Brasil, nesse momento, adotou a chamada política externa independente numa direção próxima do que Perón denominava “terceira posição”.

(Maria Helena Capelato, O “gigante brasileiro” na América Latina: ser ou não ser latino-americano. Em: Carlos Guilherme Mota org). A experiência brasileira. A grande transação, 2000]


Perón entendia a “terceira posição” como uma ordem

Alternativas
Comentários
  • A História do Brasil é repleta de episódios onde a política externa foi alvo de grande atenção por parte das autoridades da época. O texto de apoio aborda momento em que o presidente brasileiro buscou aproximar relações diplomáticas com seu homólogo argentino durante o período da Guerra Fria. A autora do texto ressalta que naquele momento existiu uma busca por uma chamada política externa independente chamada de terceira posição. O enunciado busca a alternativa correta sobre o que significa o termo "terceira posição".
    A) Esse posicionamento também ficou conhecido na época como "Não Alinhamento" e foi adotado por uma considerável quantidade de nações em desenvolvimento e deu origem até mesmo a uma sequência de encontros diplomáticos iniciada em na Conferência de Bandung na Indonésia em 1961, chamada também de conferências dos não alinhados. Alternativa correta.
    B) O liberalismo político e proposituras capitalistas são em geral adotados nos mesmo modelos políticos não sendo de fato antagônicos em geral.
    C) Planificação econômica é pratica clássica de regimes socialistas e não relacionada a ideia de neutralidade demonstrada no texto. 
    D) A Iugoslávia fazia parte do bloco socialista e não fazia parte do não alinhados. 

    E) A prática da liberdade econômica nos moldes capitalistas por si só não situa uma nação no bloco dos países sobre a influência norte-americana. 

     
    Gabarito do professor: A.

ID
4123897
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

Algumas conclusões podem ser apresentadas; em primeiro lugar, a participação política das mulheres durante as lutas pela independência precisa ser levada em consideração, pois sua presença e comportamento não têm sido suficientemente notados e valorizados.

(Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX. Tramas, telas e textos, 1999)


O excerto está relacionado ao contexto de

Alternativas
Comentários
  • O texto de apoio aborda a pouca expressividade da participação de mulheres no processo de independência no Brasil. O enunciado busca a alternativa que contextualize corretamente a ideia presente no texto. 

    A) Atualmente a corrente de pensamento decolonial defende a produção de ideias e pesquisas sobre a realidade dos antigos espaços coloniais a partir da perspectiva própria incluindo visões e posicionamentos de grupos tradicionalmente excluídos de produzir as próprias narrativas como mulheres, indígenas e quilombolas. Alternativa correta. 
    B) A perspectiva presente no texto é justamente a de combater ideias revisionistas e rever e reorientar quando possível estudos amplamente consolidados a partir de novas perspectivas de grupos minoritários.
    C) A perspectiva adotada no texto é de justamente rever abordagens hegemônicas que tradicionalmente dão pouca voz a narrativas de grupos de menor status social.
    D) Nem uma coisa nem outra. Pesquisa acadêmica na perspectiva adotada não deve simplesmente reforçar ideias consagradas apenas por isso  e tampouco se pautar apenas por aspectos políticos alheios aos objetivos da pesquisa.
    E) São justamente as narrativas clássicas que devem ser revistas a partir da perspectiva adotada no texto. 



    Gabarito do professor: A. 

ID
4123900
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Seria fundamental examinar a diversidade do mapa do feudalismo ocidental que emergiu a partir do século IX. Os historiadores soviéticos Liublinskaya, Gutnova e Udaltsova sugeriam corretamente uma tríplice classificação.

(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 1988. Adaptado)


Faz parte dessa “tríplice classificação”,

Alternativas
Comentários
  • A única resposta que apontou 3 lugares rs...
  • Simples assim Fabrício ^^ !

  • Perry Anderson defende, em seu livro Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, que, para existir um feudalismo clássico o território deveria ter a presença de uma estrutura romana e germana. Desta forma, o feudalismo clássico somente poderia ter ocorrido nas regiões do Reino Franco, porque a estrutura do Império Carolíngio é herdada da estrutura romana. Segundo esta premissa o feudalismo apresentará variantes de acordo com a maior ou menor importância histórica das estruturas romana e germana. 
    Por conseguinte o Feudalismo não será igual em cada região da Europa Ocidental O candidato para responder esta questão precisa ter o conhecimento das estruturas feudais da Europa Ocidental. 
    A) INCORRETA – A Espanha e Portugal não foram tipicamente feudais, em virtude da ocupação do território pelos árabes. Os portugueses e espanhóis tiveram uma grande influência do Império Romano mas nem tanto dos germanos. 

    B) INCORRETA – A desordem política não se origina no Oriente. Os Impérios Bizantino, Otomano e Árabe eram organizados com relação as suas estruturas econômicas, sociais e políticas 

    C) INCORRETA – A França não teve seu território sob o domínio árabe. As relações de servidão não permitiam muitos direitos, pois além de pagar impostos para a utilização da terra , não tinham liberdade de desvincular da relação com o seu senhor feudal.

      D) INCORRETA – Os visigodos se estabeleceram na Península Ibérica e no Norte da África. A tradição romana existia em algumas regiões mas não tão efetiva. 

    E) CORRETA - A Germânia, a Escandinávia e a Inglaterra tiveram um enraizamento feudal lento embora eficaz, com o predomínio dos bárbaros. Mas, antes da chegada dos bárbaros houve enraizamento do governo romano.

    Gabarito do Professor: Letra E.
  • questao tao obvia por a E ser a unica que tem ''3 paises'' que induz ao erro.. coloquei a B me fudi

  • O autor explica que o feudalismo chegou tardiamente ao norte da Europa, uma vez que era naquele lugar onde por muito tempo os povos considerados "bárbaros" viviam. A transição ao feudalismo foi marcada pela mescla da cultura romana e germânica e se deu nos primeiros séculos principalmente na parte da península ibérica e itálica, ou seja, países onde ficam Portugal, Espanha, Itália, França e parte da Alemanha Ocidental.

    Somente a partir do século X em diante que os esforços da Igreja Católica Romana e dos reis católicos (principalmente o francês) chegaram ao norte da Europa, conseguindo-se dominar os povos que lá viviam ( inclusive os Vikings) e estabelecer as relações feudais.

    Gabarito E

  • Creio que a tal "tríplice classificação" se refira mais 1-a França e a Itália (Locais muito feudalizados), 2- Oriente (Império Bizantino) e 3- Inglaterra, Germânia e Escandinávia (locais que o feudalismo ocorreu tardiamente).

    Sendo assim a única alternativa que menciona isso seja a alternativa E.

    Outras alternativas tem erros sutis, tipo a letra C que diz que os servos tinham "amplos direitos" e a letra D que diz que o Oriente não conhecia a "tradição romana", sendo que o império Bizantino é uma extensão do Império romano.

  • As alternativas são bastante sutis.

    A - Ele cita as instituições romanas, afirmando que eram pouco presentes em Portugal e Espanha, o que é falso.

    B - Afirma que na Europa ocidental o feudalismo foi tênue, fraco, algo que não foi marcante, o que é falso.

    C - Servos detinham amplos direito, totalmente falso.

    D - Parte oriental de Roma desconhecia tradições romanas (????), tendenciosa por ser bem sutil, porém, totalmente falso.

    E - certo.

    APMBB

  • Se a Idade Média começou no continente europeu a partir do século V d.C., o Feudalismo só chegou na Inglaterra quando Guilherme, o Conquistador/o Bastardo, invadiu-a em 1066.


ID
4123903
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Nas histórias da colonização, de modo geral, opõe-se o caso de Portugal, com suas feitorias, ao da Espanha, dotada de um verdadeiro império territorial. A oposição, sem dúvida, pode ter existido, mas falta a verdadeira explicação, pois no Brasil foi de fato um império territorial que os portugueses erigiram.

(Marc Ferro, História das colonizações – Das conquistas às independências – século XIII a XX)


A “verdadeira explicação”, para Marc Ferro, consiste em

Alternativas
Comentários
  • No começo eu não entendi nada. No final parecia q tava no começo KKKK

  • Resposta letra A: reconhecer que no Brasil os conquistadores enfrentaram tribos dispersas e, na África negra, os povos do Mali e do Congo, por exemplo, impediram a instalação dos portugueses.

  • acertei,pois fui na menos errada

  • questão confusa kkkk

  • A- reconhecer que no Brasil os conquistadores enfrentaram tribos dispersas e, na África negra, os povos do Mali e do Congo, por exemplo, impediram a instalação dos portugueses.

    Correto, pois Portugal era de longe uma das maiores potências europeias no quesito exploração marítima, Desse modo Portugal encontrava-se com adversidades em continentes que havia exploração, devido os povos nativos daquela região

  • A expansão colonial portuguesa de orientação mercantilista teve por objetivo a acumulação de riquezas para a manutenção da balança comercial superavitária. O foco inicial foi a Rota das Índias Orientais, pois o comércio das especiarias e dos produtos asiáticos gerava mais riquezas no início do século XV. Através da Rota Oriental, outros caminhos e territórios foram estabelecidos. Quando os lucros derivados do comércio asiático começaram a decair, Portugal passou a dedicar seus esforços também em outros territórios que possuíam riscos menores em sua exploração e assim começou o processo de colonização do território ultramarino do Atlântico Sul. 
    A exploração do pau brasil foi a primeira atividade que propiciou lucro mas, o processo de colonização efetivo está relacionado com a introdução da monocultura de exploração da cana de açúcar a partir do segundo quartel do século XVI. 
    Uma das alternativas indica a interpretação do texto de Marc Ferro. 

    A) CORRETA – O território ultramarino do Atlântico Sul, Brasil, possui dimensões continentais e era ocupado por diferentes etnias espalhados pelo espaço. Os Reinos do Mali e do Congo possuíam uma estrutura social, econômica e política forte o suficiente para resistir à pressão dos portugueses. Isso impediu que houvesse a instalação que conseguiram no Brasil. 

    B) INCORRETA - O Estado Português utilizando-se da experiência de produção de cana de açúcar nas Ilhas da Madeira e dos Açores implementou a monocultura de cana de açúcar no território ultramarino do Atlântico Sul. 

    C) INCORRETA – A motivação para a Expansão Marítima Comercial foi chegar às Índias com o objetivo de ter acesso as especiarias e aos produtos asiáticos de forma geral, sem os intermediários do Mediterrâneo. A prioridade da Coroa Portuguesa era acumular riquezas e, no século XV, o que propiciava isso era o comércio oriental. Com a decadência do comércio da Rota das Índias Orientais iniciou-se o processo de colonização do Brasil. 

    D) INCORRETA – De acordo com a perspectiva econômica, Portugal seguia a lógica mercantilista. A motivação da busca por territórios ultramarinos era para o acúmulo de riquezas e metais preciosos. Os portugueses ao chegar ao Atlântico Sul e, por não encontrar metais preciosos, preferiu privilegiar o comércio asiático que era mais lucrativo a época.  

    E) INCORRETA - A exploração colonial portuguesa tem, por fundamento, a lógica mercantilista principal que é a acumulação de riquezas simbolizadas por metais preciosos. Portugal privilegiou o comércio com produtos e especiarias asiáticas em detrimento da colonização da América Portuguesa. Quando começou a crise do comércio oriental, Portugal iniciou a plantação da monocultura da cana de açúcar no Atlântico Sul, já que o açúcar era um produto com alto valor de revenda no mercado internacional. 

    Gabarito do Professor: Letra A.
  • Gabarito A

    B) apreender as características do Estado português desde o século XIV, no qual a decisiva dependência do poder econômico da burguesia o obrigava a fazer investimentos voltados à produção de manufaturas. -> Errado, nessa época, o Estado português não dependia da burguesia, mas era aliada a ela. E a burguesia não obrigava o Estado a investimentos em manufaturas, muito pelo contrário, o Estado usava a burguesia para construir os pilares do seu império colonial, a política de capitanias era basicamente essa: oferecer a iniciativa privada as bases para a construção da civilização, tarefa da qual o Estado português sozinho era incapaz.

    C) perceber a prioridade da Coroa portuguesa oferecida aos seus domínios ultramarinos, que se materializava em transferir a maior parte da população rural do país para tais domínios. -> Errado, a maioria dos portugueses ficavam no seu país, somente alguns desejavam se aventurar e na maioria das vezes eram sempre os burgueses que tinham o objetivo de utilizar o "Brasil" somente para enriquecer-se e depois se mandar.

    D) dimensionar que a construção de um imenso império colonial foi motivada por uma leitura religiosa da realidade e, assim, o que mais interessada aos portugueses era converter os nativos ao cristianismo.-> Errado, o que mais interessava aos portugueses era a exploração de excedentes econômicos. O objetivo principal da colonização era utiliza-la como fonte de riqueza para o desenvolvimento da metrópole.

    E) Compreender a essência da exploração colonial portuguesa, caracterizada pelos investimentos em atividades agroindustriais e com forte aversão às trocas mercantis e à busca de metais preciosos. -> Errado, não existia aversão as trocas mercantis e muito menos a busca de metais preciosos. Pelo contrário, o sistema econômico da época tinha entre suas características o protecionismo ligado ao acúmulo de metais preciosos.

    Fonte: sou graduado em História, portanto a questão traz a tona temas das quais eu já estudei na graduação e nas aulas que leciono, mas se quiser se aprofundar mais em história do Brasil, principalmente esse período, recomendo a leitura dos Livros de Boris Fausto, Caio Prado Junior, Sérgio Buarque de Holanda e Lilia Moritz Schawarcz.

  • Questão muito confusa pois é retirada de um livro especifico da banca. Bem complicada pois cada autor pode retratar a história de acordo com seu ponto de vista.

  • Nunca ouvi fala sobre esse assunto

ID
4123906
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

O traumatismo da viagem é tamanho que, mal desembarcavam no Caribe, os “pretos novos” querem fugir. Os colonos, que compreendem isso, tentam amortecer o choque e aclimatam o escravo antes de botá-lo na oficina. Mas o desespero dos negros é tal que eles preferem se mutilar, se estrangular, do que tentar matar seu dono.

(Marc Ferro, História das colonizações – Das conquistas às independências – século XIII a XX, 1996)


O excerto trata

Alternativas
Comentários
  • Mecanismos de resistência à escravidão = fugir, se mutilar, se estrangular...

  • Um dos temas recorrentes nas pesquisas sobre a etapa de colonização europeia no continente americano é o da Escravidão. Isto acontece porquanto ter sido o sistema de trabalho fundamental na empresa de colonização. E, africanos comerciários nas costas do continente e nativos aqueles que foram escravizados, levando à destruição de civilizações na América e à transmigração forçada de milhões de africanos . 
    O tema é clássico e a bibliografia recente sobre o tema bastante vasta, como os trabalhos de Manolo Florentino, Luis Felipe de Alencastro e Yanê Lopes dos Santos. Durante muito tempo a historiografia tradicional entendeu que a resistência dos africanos era mais frágil por serem eles “ mais dóceis" e “ habituados ao trabalho cativo". 
    Há equívocos na afirmativa , acerca da resistência, do “ hábito do trabalho escravo" e da “docilidade". O trecho transcrito, de fácil compreensão e análise, trata de um destes equívocos , expresso em uma das alternativas. 
    A) INCORRETA- Além de não ser o tema do trecho, o trabalho compulsório tem tendência à baixa produtividade 
    B) INCORRETA - A adaptação dos africanos não era rápida. Ela era resultante de castigos e maus tratos 
    C) CORRETA- o trecho mostra algumas formas de resistência dos africanos escravizados como o suicídio ou a tentativa de matar seus donos. 
    D) INCORRETA- Embora tenha havido uma transição da mão de obra cativa para a livre no Brasil no século XIX, não é o tema do trecho 
    E) INCORRETA- Ao contrário do que é dito, o tráfico de escravos era altamente lucrativo

    Gabarito do Professor: Letra C.
  • GABARITO LETRA C

    Se a pessoa ao terminar de ler não sentir um incômodo, a pessoa não tem sentimentos. E alguns ainda dizem que não existiu escravidão e não existe preconceitos.

  • A escravidão é algo tão ruim que muitos negros se matavam, se multilavam ou lutavam até a morte para salvar os outros, claro que a escravidão começa com negros capturando e vendendo outros negros de tribos diferentes, mas imagina alguém controlar suas vontades, bater em você, te forçar a trabalhar e simplismente te usar como objeto em todos os sentidos, quem estuda um pouco mais a história a fundo se entristesse e sabe que essa é uma divída que nunca será paga.

    Gabarito letra C


ID
4123909
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Os resultados mais duradouros deste despertar histórico se deram no campo da documentação e da técnica histórica. Colecionar relíquias do passado, escritas ou não, se transformou em uma paixão universal. Talvez, em parte, fosse uma tentativa de salvaguardá-la contra os ataques do presente, embora o nacionalismo provavelmente fosse seu mais importante estímulo: em nações até então adormecidas, os historiadores, os lexicógrafos e os colecionadores de canções folclóricas foram muitas vezes os verdadeiros fundadores da consciência nacional.

(Eric Hobsbawm, A era das revoluções – 1789-1848, 1995)


Segundo Eric Hobsbawm, as lutas sociais em parte dos séculos XVIII e XIX

Alternativas
Comentários
  • A- não há como isolar a história

    B- não foram superadas pelo discurso cientifico

    C- não estão superdimensionadas

    D não há ruptura da história com a ciência social

    E- Correta

  • O trecho da obra de Hobsbawm trata essencialmente dos mecanismos de construção do nacionalismo na Europa nos séculos XVIII e XIX. Esta é uma das questões em pauta no livro “ Era das Revoluções". Estas são as revoluções burguesas que constroem o mundo Liberal , que se mantém até a Primeira Guerra Mundial. Este e outros livros de Hobsbawm como “Era do Capital" , “ Era dos Impérios" e “ Era dos Extremos" são considerados basilares para a compreensão do processo histórico do mundo ocidental, desde o século XVIII até o final do século XX. 
    A questão proposta, no entanto, não se refere ao nacionalismo enquanto tal mas às modificações ocorridas no trabalho dos historiadores no momento da “ Era das Revoluções". Portanto, além do conhecimento acerca do período citado é preciso conhecimento de Teoria de História . Sobre o tema, as publicações de Francisco José Calazans Falcon fornecem subsídios importantes : Estudos de teoria de História e Historiografia , em vários volumes.
    Em uma das alternativas está indicado um efeito das lutas sociais da Era das Revoluções no estudo de História. 
    A) INCORRETA- O trabalho com História não pode ser isolado das outras áreas do conhecimento, apesar de poder apresentar algum tipo de postura crítica. 
    B) INCORRETA- As lutas sociais não são “superadas" pelo “alinhamento do discurso científico". 
    C) INCORRETA- O discurso histórico dialoga, ao invés de ser refratário, com o discurso de outras ciências sociais 
    D) INCORRETA- História não rompe com outras ciências sociais 
    E) CORRETA- A Era das revoluções incorpora também uma revolução na maneira de se fazer ciência, trazendo uma maior inserção da História no âmbito das ciências sociais. 

    Gabarito do Professor: Letra E.
  • Analisei a questão de uma forma geral, e achei a resposta em 15 segundo, é só ler a referência: (Eric Hobsbawm, A era das revoluções – 1789-1848, 1995)...A primeira em 1789 foi a Revolução Francesa, queda da bastilha, guilhotina e por ai vai, e depois vem outras como a revolução industrial, e por ai foram várias, quem souber de todas comenta ai haha, vamos crescer juntos em conhecimento.

    Gabarito letra E


ID
4123912
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Essa instabilidade era igualmente evidente para os EUA, protetores do status quo global que a identificavam com o comunismo soviético, ou pelo menos a encaravam como uma vantagem permanente e potencial para o outro lado na grande luta global pela supremacia.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos – O breve século XX – 1914-1991, 1995)


O excerto traz referências ao contexto

Alternativas
Comentários
  • B - da Guerra Fria, na qual as ações e estratégias consideravam o chamado terceiro mundo como elemento central nessa disputa, razão pela qual, uma série de golpes e revoluções, ocorreu em quase todos os países terceiro mundistas.

    Os países de terceiro mundo eram muito influentes para os dois polos mundiais, EUA, URSS, pois eram considerados zonas de influências para propagar a ideologia Capitalista ou Socialista. Isso explica os constantes financiamentos, por meio de baixos juros, e ajuda militar a esses países. Plano Marshall e Comecon(ajuda econômica), Pacto de Varsóvia e Otan (Ajuda militar)

  • O trecho foi retirado da obra de Hobsbawm que trata essencialmente do século XX, a “Era dos Extremos- o breve século XX". Este e outros livros de Hobsbawm como “ Era das Revoluções" “Era do Capital" , e “ Era dos Impérios" são considerados basilares para a compreensão do processo histórico do mundo ocidental, desde o século XVIII até o final do século XX O trecho escolhido não tem uma localização temporal clara, podendo ser associado a vários momentos da história do século XX. 
    É preciso atenção a detalhes específicos, como a citação do “ comunismo soviético" e “luta global pela supremacia" pois são as que dão indicação a que processo histórico do século XX Hobsbawm se refere.
    A) INCORRETA- A disputa neoliberal entre EUA e China caracteriza o momento presente e não há a intermediação clara dos russos. 
    B) CORRETA- O trecho se refere ao processo de Guerra Fria, que leva à interferência tanto de EUA quanto da URSS em questões do chamado Terceiro Mundo, em busca da hegemonia global 
    C) INCORRETA- O Pacto de Moncloa refere-se a acordos econômicos e políticos durante o processo de transição da Espanha para a democracia após a morte de Franco, na década de 1970. Não se refere ao trecho transcrito. 
    D) INCORRETA- O trecho não se refere à América Latina e ela não esteve em sua totalidade alinhada com EUA após a Revolução Cubana de 1959.
    E) INCORRETA- Além do trecho não se referir ao Brasil, a ditadura de 1964 a 1984 aliou-se aos EUA em sua luta contra “ os braços nacionais do comunismo internacional", em franca oposição à URSS e Cuba 

    Gabarito do Professor: Letra B.
  • Com relação as revoluções e golpes no países do terceiro mundo, está relacionado com a Guerra das Coreias e a Guerra do Vietnã, as quais marcaram a Guerra Fria.

  • GABARITO B

    Da Guerra Fria, na qual as ações e estratégias consideravam o chamado terceiro mundo como elemento central nessa disputa, razão pela qual, uma série de golpes e revoluções, ocorreu em quase todos os países terceiro mundistas.

    FORÇA E HORNA.

  • O texto apresentado fala de uma luta global pela supremacia entre duas potências: os Estados Unidos e a União Soviética. Esse conflito que não teve desdobramentos diretos entre os dois países foi o que caracterizou a Guerra Fria, conforme disposto na alternativa B.

    Resposta: B

  • Gabarito: B

    A Guerra Fria gerou um conflito de interesses entre EUA e URSS, que por sua vez resultou em conflitos armados ao redor do mundo e em uma disputa que ocorreu em diversos níveis como a economia, a diplomacia, a tecnologia etc.

    Resumo esquematizado de todo edital PM-SP:

    https://go.hotmart.com/P62569527M

  • GAB-B

    da Guerra Fria, na qual as ações e estratégias consideravam o chamado terceiro mundo como elemento central nessa disputa, razão pela qual, uma série de golpes e revoluções, ocorreu em quase todos os países terceiro mundistas.

    Se nada der certo hoje, batalhe para dar certo amanhã.

    ESTUDEM, ESTUDEM.