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Prova FUNCAB - 2013 - IF-RR - Psicólogo


ID
1091878
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

A partir da argumentação desenvolvida ao longo do texto, o autor pretende persuadir o leitor a concluir que:

Alternativas
Comentários

  •  Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional. ataraxia

  • Não entendi se os erros nas assertivas são da banca ou do pessoal do QC. Enfim, a resposta encontra-se no 1º parágrafo do texto:

    "O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogis, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esses fenômenos em suas respectivas áreas".

    Resposta, letra A.

  • Por que a letra D está errada?

  • Amigos, faltou o QC colocar o RESTO DO TEXTO e a resposta está lá...


    AQUI VAI:

    "Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o
    ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a
    “melhor idade”, como dizem muitos aposentados,
    esses discursos não contribuem para uma resposta
    definitiva para o estudo científico. Afinal, o conceito de
    velhice não é um fenômeno puramente biológico,
    mas também fruto de uma construção social e
    psicoemocional.

    ............................................................................ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .......
    MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia: março de 2013, p. 72-3.

  • Não concordo com o gabarito e pelo que vi nas estatísticas uma boa parte dos colegas marcaram letra D, assim como eu.

    Vamos lá: 

    A) Velhice não é apenas fenômeno biológico, mas também construção social e psicoemocional, o que dificulta o seu conhecimento.

    No texto temos a seguinte redação: ...Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também FRUTO de uma construção social e psicoemocional.

    Quando afirma-se que algo é fruto, significado que é consequência de outra coisa, ou seja, o conceito de velhice é consequência de uma construção social e psicoemocional, não significa que seja a construção social e psicoemocional.

    Em contrapartida, a letra D traz o seguinte:

    d) há, historicamente, muito preconceito contra os idosos, o que culmina (cuminar=atingir o ponto mais elevado; chegar ao exremo) com Salazar, que converteu a perseguição a eles em bandeira política.

    Na minha opinião essa alternativa estaria correta, pois conforme o parágrafo segundo, essa percepção preconceituosa foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política.

    Bom, entendi dessa forma, se alguém souber me explicar o erro da letra D ficarei agradecida!

    Sucesso :)

  • Pelo que entendi, o erro da letra D é que dá o sentido de que o preconceito terminou quando Salazar fez o que fez. E que após isso não haveria mais. Mas não havia como não marcar A uma vez que era cópia fiel ao texto.

  • A letra D estar errada, porque foge do contexto. Em nenhum momento o autor quis dizer o que esta assertiva propõe. 

  • Discordo do colega Stanley, pois o autor não só quis dizer o que a letra D discreve, como ele disse: no segundo parágrafo, na segunda e terceira linha.

     Porém a resposta não é a letra D, no meu ponto de vista, porque ao longo de todo o texto o autor pretende persuadir o leitor que existe uma construção social por traz do assunto, dependendo , inclusive, se fazemos parte da cultura ocidental e oriental, que tratam o assunto de forma diversa.

    Abraços a todos.

  • Acredito que o erro da letra D está em afirmar que sempre houve preconceito (há, historicamente, muito preconceito contra idosos), sendo que o texto também mostra o contrário (Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência.) Também errei a questão, mas por falta de atenção, pois realmente há a resposta da letra A no texto.
  • Acredito que a D esteja errada por generalizar que ha muito preconceito na historia. Historicamente e na cultura oriental o idoso e visto como sabio, essa ideia de peso morto e mais nova e foi levada ao extremo por Salazar, mas do texto nao se infere necessariamente que ha, historicamente, muito preconceito mas sim que houve em um ponto da historia e que ainda ha hoje em dia, como pode ser percebido nesse trecho:

    No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade.

    A cultura ocidental e considerada relativamente nova no ponto de vista historico.

    *meu teclado nao tem acento, desculpem


ID
1091881
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Com a proposição: “[...] esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico [...]” (§ 5), o autor sustenta um ponto de vista que o enunciado seguinte, introduzido por “Afinal”. Pode-se, assim, dizer que ele pretende:

Alternativas
Comentários
  • Não pode ser concluir já que a ideia que o Afinal passa é de justificar o que foi dito anteriormente.

  • Pensei assim AFINAL seria um tipo de finalidade, ou seja objetivo de justificar.

  • muito bom esse texto, por tanto a correta e letra B

  • afinal ==> pois ==> visto que ==> justificativa.


ID
1091884
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Em “[...] o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.” (§ 5), o substantivo FRUTO expressa uma relação de causalidade que pode ser igualmente traduzida por:

Alternativas
Comentários
  • “[...] o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.”


    e) “[...] o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também reflexo de uma construção social e psicoemocional.” (correta)
  • Quando se diz em fruto, se refere de algo advindo de outra coisa. Reflexo traz o mesmo pensamento.

  • Pra acertar a questão pensei em FRUTO como uma CONSEQUÊNCIA. Assim como o REFLEXO.


ID
1091887
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Há evidente equívoco na indicação do segmento de texto a que faz referência o pronome destacado em:

Alternativas
Comentários
  • Poxa, eu não entendi, alguém poderia me explicar porque é a D a resposta correta...? Muitos deles não está se referindo a idosos...?

  • Também fiquei no mesmo questionamento. DELES concorda com o que então se não é com idosos?

  • Será que já saiu o gab definitivo dessa prova?

    Não vejo erro algum na letra D, marquei por exclusão a letra A, pois é a única que pode suscitar alguma dúvida.

  • Faz sim referência aos idosos que ele conheceu em Roma...

  • NÃO SÃO TODOS OS IDOSOS, APENAS OS QUE ELE CONHECEU EM ROMA

  • Para mim essa questão não apresente nenhum resposta. Deveria ter sido anulada.

  • Bom, primeiro o QC tem que colocar todo o texto, pois estão faltando 2 parágrafos. Também discordo do gabarito porque a letra D está correta.

    "Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou
    Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram."

    Ou seja, o pronome DELES está empregado corretamente. Acabei de ver aqui que não houve alteração no gabarito não.


  • Questão muito mal elaborada e não para por aí já encontrei outras bem piores iremos sofrer com o português na prova da PRF. Mas a única justificativa que eu consegui achar foi que "Muitos deles" refere-se a Muitos dos idosos e não "os idosos" tendo uma contração da preposição de com o artigo os. Eu também marquei letra A, pois, de fato, gera dúvida. Enfim, pelo menos não fui a única. Força galera!

  • Questão muito mal elaborada e não para por aí já encontrei outras bem piores iremos sofrer com o português na prova da PRF. Mas a única justificativa que eu consegui achar foi que "Muitos deles" refere-se a Muitos dos idosos e não "os idosos" tendo uma contração da preposição de com o artigo os. Eu também marquei letra A, pois, de fato, gera dúvida. Enfim, pelo menos não fui a única. Força galera!

  • Amigos, acredito que o erro da letra D está no fato de que "ELES" não se refere apenas a "OS IDOSOS", mais sim a "OS IDOSOS QUE ELE [SÊNECA] CONHECEU EM ROMA".

    Ou seja, não é a qualquer IDOSO que Sêneca estava se referindo, mas sim aos IDOSOS QUE ELE CONHECEU EM ROMA!

    TEXTO:

    "Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico
    sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era

    o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e
    Epicuro construíram uma concepção mitológica da
    figura do velho. Os idosos que ele conheceu em
    Roma
    muitas vezes não eram tão felizes como
    descreviam os gregos. Muitos deles, observou
    Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não
    eram.
    "


    ;o)

  • Amigos, acredito que o erro da letra D está no fato de que "ELES" não se refere apenas a "OS IDOSOS", mais sim a "OS IDOSOS QUE ELE [SÊNECA] CONHECEU EM ROMA".

    Ou seja, não é a qualquer IDOSO que Sêneca estava se referindo, mas sim aos IDOSOS QUE ELE CONHECEU EM ROMA!

    TEXTO:

    "Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico
    sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era

    o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e
    Epicuro construíram uma concepção mitológica da
    figura do velho. Os idosos que ele conheceu em
    Roma
    muitas vezes não eram tão felizes como
    descreviam os gregos. Muitos deles, observou
    Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não
    eram.
    "

    ;o)

  • Acertei a questão porque fui pela seguinte ideia:

    Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos, Muitos deles, observou Sêneca...

    Sabemos que se trata de um pronome que retoma um termo anteriormente citado no texto, portanto utiliza-se o pronome ESSE e seus derivados (essa, esses, desses), então a redação correta seria:

    Muitos desses (idosos),observou Sêneca....

    Desses= De+esses.


  • eu também não entendi o porque do gabarito "D"

  • Sinceramente, ainda não entendi o gabarito!

  • A resposta da alternativa "d" me parece equivocada: Esse "dELES" se refere aos idosos de Roma, mencionado na frase anterior.

  • Questão de péssimo entendimento. Ao meu ponto de vista deveria ser anulada. Não há justificativas plausíveis em nenhuma das alternativas. Examinador foi infeliz nesta questão.

  • Respondi "B" e vocês ? 

  • Resp. D

    Muitos deles se refere aos filósofos clássicos e não aos idosos


  • Bem,

    Eu pensei na letrar "a" e gostaria de justificar e abrir discussão:
    Na alternativa "a" se refere a esse fenômeno, que vem sendo tratado desde o primeiro período, que seria toda problemática biologia e psicossocial que envolve os idosos. veja:
    A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.
    Se fosse para considerar certa esta questão começaria, ao menos, por "percepções biossociais dos processos de mudança do corpo".

  • Discordo totalmente que muitos deles se refira aos filósofos. Se refere a idosos pq eles é que pareciam 

  • Eu jurava que a resposta seria a letra A. Não consigo enxergar erro algum na letra D. DELES está sim, na minha humilde opinião referindo-se aos idosos.

  • a questão diz "equivoco" ou seja ela quer a questão errada


  • Ainda não entendi o gabarito? Alguém pode explicar?


  • Questão muito mal formulada... pq se está se referindo aos idosos que conheceu em Roma ou somente aos idosos dá no mesmo...

    êhhh... funcab... quem estiver se preparando pro concurso da PRF assim como eu pode esperar uma prova no mínimo "sebosinha"...

  • muitos deles refere-se a" os gregos" letra D, e nao a muitos deles.

  • Eu marquei a letra A porque pensei que o pronome indicativo "esse" no singular não pode concordar com "os processos de mudança do corpo" no plural. Se sentindo confuso e frustrado com esse gabarito. 

  • Esta questao tinha de ser anulada pois não dá para dizer que a letra A não é o gabarito. se a D é, pelo mesmo motivo a A também é.

  • "Esse Fenômeno"...se refere aos Estudos. 

    O gabrito está errado, banca fraca!! Tipo de prova na qual a sorte vale tanto quanto os outros fatores.

  • Pessoal, sinceramente acho que deveria ser cancelada por não ter resposta, eu não sei em qual norma de português que a banca se embasou, porque não tem como ser a letra D, é só ele ler a frase : ..Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes (quem não era feliz, os idosos)como descreviam os gregos. Muitos deles, (quem seriam eles, os idosos), observou Sêneca, pareciam tranquilos (quem parecia tranquilo, os idosos).


    pesquisei e não tem como estar certa, mas fazer o que.


    alem de aprender o conteúdo temos que aprender a adivinhar, alguém sabe um bom autor.

    bons estudos.

  • Boa noite pessoal, após verificar a justificativa da Banca no indeferimento do recurso sobre a questão, realmente é a letra D, conforme abaixo:

    Em: “Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos” (§ 4), o pronome “eles” não faz referência a “os

    idosos”, mas a “os idosos que ele conheceu em Roma” – isto é, não a “os idosos” em geral, mas a

    determinados idosos (a oração adjetiva “que ele conheceu em Roma” é restritiva). Não há qualquer

    equívoco no que diz respeito à determinação do segmento textual a que se referem os demais pronomes

    destacados na questão. Questão Indeferida.

    Comentários: No texto, "os idosos" está restringindo que somente os idosos conhecidos em Roma. Porém na alternativa D, "os idosos" está em geral, ou seja todos.

    É isso ai pessoal.





ID
1091890
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Há falta de correspondência entre o sentido do verbo, no contexto em que está empregado, e o do sinônimo proposto para substituí-lo em:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra: c

    Justificativa: de acordo com o contexto o verbo "questionam" foi empregado no sentido de fazer uma pergunta, nesse caso poderia ser utilizado os seguintes sinônimos: demandam, indagam, interpelam, interrogam, e não "contestam" que tem sentido de fazer objeção à algo. 

  • trata-se das ideias dos filósofos, e não dos idosos,e até eu errei a  questão!

  • questionar = tirar dúvida

    contestar = não concordar

  • - dissentir: discordar, divergir

    - suscitar: provocar, originar

    - Advir: sobrevir, suceder

  • Segundo o dicionário HOUAISS, CONTESTAR é uma forma de colocar em dúvida, questionar a validade de algo, portanto, não entendo um falta de correspondência na letra "C". O mesmo dicionário classifica QUESTIONAR como uma forma de contestar a validade de algo. Contudo, os dois verbos dão sentido completo à frase.

  • eu vi contemplar como inclusão e não apreciação..


  • Significado de Questionar

    v.t. Interpelar: questionar uma autoridade.
    Disputar sobre, controverter: questionavam a imortalidade da alma.
    Contestar em juízo, demandar: questionar o direito de alguém.

    fonte: http://www.dicio.com.br/questionar/

    Sinônimo de questionar

    Fazer perguntas:

    demandarindagarinquiririnterpelarinterrogarperguntar.

    Fazer objeção a algo:

    2 contestarcontraditarcontradizercontrariarcontroverter,debaterdesmentirimpugnarnegarobjetaropor-serebater,refutar.

    Dizer como resposta:

    redarguirreplicarresponderretorquir.

    Entrar em discussão com alguém:

    altercarargumentarbrigarcontenderdebaterdiscutirdisputar.


    fonte:http://www.sinonimos.com.br/questionar/


    Significado de Questionar

    v. t.
    1. fazer uma pergunta: questionar alguém sobre algo
    2. discutir, contestar: questionar uma decisão

    fonte: http://www.lexico.pt/questionar/


    A questão deveria ser anulada.



ID
1091896
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Altera-se o sentido fundamental de “[...]Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar [...]” (§ 3) com a seguinte reescrita da primeira oração:

Alternativas
Comentários
  • CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CONCESSIVAS
    Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que, malgrado, suposto, por mais que, conquanto, posto que, por muito que..

    Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado.Traz em si uma idéia de “apesar de”.

    CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CAUSAIS
    Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, pois, que, porquanto, como (= porque), 


  • Entendo que a alternativa B está sim correta.


    "Apesar de" equivale a "conquanto".


    O que acham?

  • Sim Aristócrates, a letra b está correta. Também já cometi este equívoco, e o que pediu foi a letra que ALTERA o sentido da frase, e não a que concorda. 

  • visto que = porque (refere-se a uma explicação)

  • Visto que: conjunção causal.

    Se bem que, Conquanto, Posto que, Por muito que: conjunções concessivas. 

  • NÃO PRESTEI ATENÇÃO NO ENUNCIADO E MARQUEI (B).QUE BOBEIRA NÉ!

  • Cometi o mesmo erro haha

  • ola pessoal  .. a resposta letra (e) blz....

  • Errei pelos mesmos motivos que o pessoal acima - desatenção... 

  • Essa pegou srsrs errei


  • Apesar de é uma conjunção CONCESSIVA, assim como: embora, conquanto, malgrado, ainda que, posto que...

    Todas elas estão relacionadas a ideia "mais fraca" do período. Já que CONCESSÃO é sinônimo de EXCEÇÃO.

    Visto que é uma conjunção CAUSAL, logo percebe-se que a 1ª oração NÃO pode ser "causa" da segunda.

  • estava sim, fácil... pois só faltou atenção.



ID
1091899
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

No período: “[...] Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.” (§ 3) a preposição POR introduz a mesma circunstância que em:

Alternativas
Comentários
  • PREPOSIÇÃO "POR"


    Designativa de várias relações; modo: por força; causa: por doença; meio: por terra ou por água; tempo: por um ano, etc.




  • Letra B

    b) perder o emprego por incompetência.

  • Para facilitar basta inverter a ordem das orações do enunciado: 


    [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada Por ser um conhecimento nobre e difícil.


    Assim, percebemos mais facilmente que a letra B está CORRETA

  • A dica é que o "POR" está no sentido de "DEVIDO", por isso é substituir as palavras que encontramos a resposta correta.

  • Eu fiz uma relação de causa-consequência.  

  • GABARITO: alternativa B

    a preposição POR pode ser substituída por DEVIDO A, sem alteração do sentido, somente na alternativa B

  • Dá para ser resolvida utilizando-se da ideia causa-consequência.

    "ACONTECE que ela era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada, DEVIDO (POR CAUSA DE) ser um conhecimento nobre e difícil"

    PERDER O EMPREGO=Consequência

    INCOMPETÊNCIA=Causa

    até mais!

    ;)

  •  perder o emprego por incompetência

    a palavra ''por'' esta com sentido de ''devido'' 

    a frase ficaria assim: perder o emprego devido incompetência.

  • É a única com sentido de causa , motivo

  • tente substituir por visto que, por causa de.

  • a) finalidade - substitui-se po PARA

    b) CORRETO.  causal , subsiui-se por : POR CAUSA

    c) meio - instrumento :  

    d) temporal . DURANTE

    e) lugar . POR ONDE

     

  • Batalhar por conseguir um lugar ao sol ( ideia de fim, faz isso para obter isso);

    Perder o emprego por incompetência ( causa, consequencia);

    Corresponder-se com os amigos poe e-mail ( meio);

    Ausentar-se por algumas semanas ( tempo);

    Relarcear os olhos por toda a sala ( modo como );


ID
1091908
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Dentre as alternativas de concordância verbal propostas, a gramática do português-padrão acolhe apenas a seguinte:

Alternativas
Comentários
  • a) “[...] o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas [...]” (§ 1) / discordavam.

    Quem discordava? O senso comum. Logo, não há como por o verbo discordar no plural.

    b) “[...] Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto [...]” (§ 2) / debate.

    Quando os núcleos do sujeito estiverem coordenados assindeticamente ou ligados por “e” o verbo concordará com os dois núcleos. Por isso item errado.

    c) “[...] Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos [...]” (§ 4) / descrevia.

    Os gregos descreviam quem? Os idosos. Por isso, não há como passar o verbo descrever para o singular. 

    e) “[...] esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico [...]” (§ 5) / contribui.

    "Esses discursos" é o sujeito da oração, ou seja, o verbo deverá concordar com ele. Quem não contribui para uma resposta definitiva? Esses discursos.


    Resposta letra D.




  • Acertei por eliminação, mas sintaticamente, alguém poderia comentar a letra d)?

  • discordava remete ao senso comun e não principais culturas . Eu errei por falta de atencao. letra D GABARITO


  • “[...] A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar [...]” (§ 4) / conseguirem.


    O que decorria de seu cansaço e desanimo? A aparente tranquilidade (SUJEITO)

    Pode ir para o plural, pois o referente pode ser Nós, como não esta especificado pode se referir que A aparente tranquilidade de seu cansaço ocorreu por não conseguirem mais lutar. Mais ou menos quando generalizamos e incluímos outras pessoas ao nosso status. 

    Eu estava tão linda e feliz e não conseguimos "pegar" ninguém. (Apesar dos meus esforços, minha turma não conseguiu ficar com ninguém, ou seja, generalizei meu status pra outras pessoas)


    OBS: Entendi assim pra decifrar a questão, visto que não cabe em nenhuma outra regra de concordância.

  • a) o senso comum ... DISCORDAVA. [ = ELE DISCORDAVA e não ELE DISCORDAVAM]

    b) Atletas e artistas ... DEBATEM [ = ELES DEBATEM e não ELES DEBATE]

    c) DESCREVIAM os gregos [ = ELES (os gregos) DESCREVIAM  e não ELES (os gregos) DESCREVIA]

    d) CERTO -> [os idosos] não conseguir mais lutar... OU [os idosos] não conseguirem mais lutar...

    e) esses discursos não CONTRIBUEM [= ELES NÃO CONTRIBUEM e não ELES NÃO CONTRIBUI]


    Só acrescentando, em relação a letra D, a gramática NORMATIVA nos diz que o INFINITIVO assume a forma FLEXIONADA quando tem sujeito claramente expresso. Ex.:

    "Mas o curioso é TU não PERCEBERES que não houve nunca "ilusão" alguma."

    "Vila Nova lembrou que o melhor era IREM TODOS logo falar ao Bom Jesus."

    (Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha, página  502)


    Ou seja, como o SUJEITO "OS IDOSOS" está expresso na frase, a gramática normativa permite que escrevamos "CONSEGUIR" ou "CONSEGUIREM"

    ;o)

  • Bom, fiz a seguinte análise da letra D.
    "...por não conseguir mais lutar..." é uma Oração Subordinada Causal Reduzida de Infinitivo.
    "conseguir" é Infinitivo Pessoal, o qual necessita enfatizar o agente da ação por motivo de clareza ou para evitar ambiguidade.
    O sujeito da forma verbal "conseguir" encontra-se no período anterior que é "os idosos".
    Logo, o correto é "...por não (eles) conseguirem mais lutar...".

    Outros exemplos:
    É importante (eu) estudar.

    É importante (tu) estudares.

    É importante (ele/você) estudar.

    É importante (nós) estudarmos.

    É importante (vós) estudardes.

    É importante (eles/vocês) estudarem.

    Peço correção, se estiver errado.
    Bons estudos!


    Foco+Força+Dedicação= sucesso


  • Comentário bem lúcido da colega Marcelle. 

  • BANCA CABULOSA!! COLOCA O PARÁGRAFO, MAS NÃO FAZ INFERÊNCIA REAL AO TEXTO. DIFERE DA FCC.

  • Banca lixo... Todas as questões dela são mal elaboradas!!

  • Errei acreditando na concordância atrativa da letra A


  • Típica questão que a informação está no texto e não na alternativa... Claro que dá para ir por eliminação, mas a confirmação está em uma frase anterior não mencionada no item!

    Força para o pessoal que vai fazer o Adm. da PRF, poucas vagas para os estados. Engraçado que aqui no DF inauguraram uma bela de uma sede, pensei que seriam mais vagas imediatas! =/

  • A regra não seria: Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo pode ficar no plural ou no singular?

  • Essa questão, na minha humilde opinião, é passível de anulação, pois a alternativa "b" também pode ser considerada como certa. Pois, o verbo debate poderia ficar no singular que no caso a concordância ocorreria com o o avanço da idade com medo e desgosto. Logo, permaneceria gramaticalmente correta. 

  • A b está errada, pois concordar com o avanço da idade não faz sentido, sendo que não se trata de um termo partitivo para que se concorde com ele.

  • Galera, acredito que a questão pede uma exceção da concordância.

    A letra "D" possui palavras sinônimas como núcleo, logo, o verbo vai para o plural concordando com os dois ou vai para o singular concordando com o mais próximo.  

  • "gregos é o sujeito do verbo "descrever, portanto se ele esta pós posto, porque não a facultatividade do verbo?

    NAO INTENDI!


ID
1091911
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Ao se reescrever a oração adjetiva destacada em“Os idosos QUE ELE CONHECEU EM ROMA muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos [...]” (§ 4) cometeu-se um erro de regência nominal em:

Alternativas
Comentários
  • Letra E " Os idosos que ele pediu colaboração em Roma".

    Correto " Os idosos de que ele pediu colaboração em Roma".

                                                  ele pediu colaboração dos idosos (de que) em Roma

    O PRONOME RELATIVO "QUE " EXERCE FUNÇÃO DE COMPLEMENTO NOMINAL E EXIGE A PREPOSIÇÃO "DE".

  • quem pede colaboração, pede á alguem não??

  • Quem colabora, colabora com alguma coisa. Sendo bem simples.

  • pediu colaboração a quem? - aos idosos

    Logo, exige a preposição a. Ficando assim:

    Os idosos a quem (que) ele pediu colaboração em Roma.

  • É só fazer pergunta ao verbo. Pediu colaboração a quem!? (Aos idosos).

    Deveria ter uma preposição (a) junto com Os

  • A oração correta seria:

    Os idosos para que ele pediu colaboração em Roma.

    Pois quem pede colaboração - pede para alguma coisa.

  • Esses erros são para deixar a questão mais embaraçada?? As questões dessa banca já são emblemáticas e ainda temos que separar palavras juntas, e ainda temos que considerar/desconsiderar itens que se repetem.. Vida de concurseiro não é fácil 

  • d) nos quais ele encontrou apoio em Roma
    d) nos quais ele encontrou apoio em Roma
    A questão acima foi copiada e colada pelo site, que nem sequer se deu ao trabalho de fazer uma revisão.

    d) nos quais ele encontrou apoio em Roma

    e) que ele pediu colaboração em Roma

    Como a questão está no PDF baixado da prova.


    Agora me digam: como acertar nesse caso em que a opção correta não foi colocada a nossa disposição???



  • O texto da alternativa e) é:

    e) que ele pediu colaboração em Roma

  • O pronome relativo "que" não admite preposição "a"

  • escolham um deles:colaboração com,em,para;com...em,em...para.

    http://www.uninove.br/PDFs/Serie%20Palavra%20Final/Regencia%20nominal%20e%20verbal.pdf


  • Quem PEDE, pede algo A alguém.

    Logo, a frase deveria ficar, como mencionado acima: 

    Aos idosos que ele pediu colaboração em Roma

    como era: 
    Os idosos QUE ELE CONHECEU EM ROMA 

  • Tenho um método para resolver essas questões que a funcab adora cobrar:

    a) Quem tem contato tem contato com alguém

    b) Quem mostra interesse mostra interesse por alguma coisa

    c) Quem tem conhecimento tem conhecimento de alguma coisa

    d) quem encontra apoio encontra apoio em alguma coisa

    e) quem pede colaboração pede colaboração de alguma coisa.


    Espero que ajude!

  • Agora lasco... cada um deu uma regência diferente... Algum prof de portugues para ajudar??

  • ...a quem ele pediu colaboração em Roma.   pedir algo (OD) a alguém (OI).

  • O verbo pedia a preposição a 

  • Banca sem criatividade. O CESPE, apesar de tudo, sabe formular questões.

  • Concordo com a colega Emanuela. 


    O certo é "a quem ele pediu colaboração em Roma", pois quem "pede", pede algo a alguém. 


    Ao contrário do que foi dito, o pronome relativo "que" admite a preposição "a". 


    Veja: "As pessoas a que recorri atenderam-me bem". 


    Com preposição dissílaba,  não se usa o pronome "que", deve-se substituir por "qual" e variações. 


    "Os assuntos sobre que falei são difíceis" (errado).


    "Os assuntos sobre os quais falei são difíceis" (certo). 


    Bons estudos. 


  • ele pediu colaboração a quem? "Os idosos a quem ele pediu colaboracao..."

  • Que questão pessimamente formulada!


ID
1091914
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

A forma simples da locução verbal destacada em“[...] ainda hoje não CONSEGUEM OBTER consenso [...]” (§ 1) encontra-se flexionada com ERRO no seguinte contexto:

Alternativas
Comentários
  • d) obterem (errado) = obtiverem (certo).

  • D) se um dia obterem consenso = Se um dia ObTIVEREM consenso: (mesma flexão do verbo "TER")

  • Marreta (MNEMÔNICO):

    ter = tiver (futuro);

    por = puser (futuro)

    ver = vir (futuro; sentido de olhar)

    vir = vier = futuro; sentido de "vem de algum lugar).

    funciona pra palavras que contenham tais estruturas!

    Bons estudos!

  • Terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo do verbo OBTER = OBTIVEREM.

    Obs.: para facilitar a conjugação do futuro do subjuntivo é só colocar a a palava QUANDO antes:

    QUANDO ELES OBTIVEREM.

  • Gabarito: letra D


    O certo seria: se um dia [eles] OBTIVESSEM consenso


    ;O)

  • Daiana, houve equívoco na hora de conjugar o verbo OBTER, como segue abaixo:

    Pretérito imperfeito do Subjuntivo

    se eu obtivesse
    se tu obtivesses
    se ele obtivesse
    se nós obtivéssemos
    se vós obtivésseis
    se eles obtivessem


    Disponível em http://www.conjugacao-de-verbos.com/verbo/obter.php
  • A Daiana passou uma informação errada e um monte de gente colocou como útil, temos que tomar cuidado...

  • O "x" da questão é identificar o verbo primitivo(ter) e conjugá-lo nos respectivos tempos e modos. Naturalmente "obterem" não vai ser encontrado nessa lista.

  • O infinitivo pessoal jamais aceita anteposição de conjunções; ele admite, no máximo, a presença de preposições ou locuções prepositivas. Quando os verbos são regulares as flexões do infinitivo pessoal são idênticas ao futuro do subjuntivo, a diferença é que o futuro do subjuntivo exige anteposição de conjunções, geralmente "se" e "quando".

    O verbo obter é irregular.

    Quando os verbos são irregulares, o infinitivo pessoal é totalmente distinto do futuro do subjuntivo.

    Infinitivo Pessoal
    por obter eu
    por obteres tu
    por obter ele
    por obtermos nós
    por obterdes vós
    por OBTEREM eles

     

    Futuro do Subjuntivo
    se/quando eu obtiver
    se/quando tu obtiveres
    se/quando ele obtiver
    se/quando nós obtivermos
    se/quando vós obtiverdes
    se/quando eles OBTIVEREM


    SE UM DIA OBTEREM (3a pessoa do plural - infinitivo pessoal) CONSENSO. 

    ERRADO, INFINITIVO PESSOAL NÃO ADMITE ANTEPOSIÇÃO DE "SE" OU "QUANDO"
     

    SE UM DIA OBTIVEREM (3a pessoa do plural - futuro do subjuntivo) CONSENSO.

    CERTO - FUTURO DO SUBJUNTIVO EXIGE "SE" OU "QUANDO"


    No caso a LETRA D está errada com o verbo "obter" flexionado no infinitivo pessoal, o certo seria ele estar flexionado no futuro do subjuntivo.



    REFERÊNCIA:
    BEZERRA, Rodrigo. Nova Gramática da Língua Portuguesa para Concursos. 5a edição - página 288.

  • Obrigada Cidinha pela dica do site de conjugar verbos!

  • obterem (errado) = obtivessem (certo).

  • Lider : Ter

    Se eles obtiverem

  • De tão simples, deu medo.

  • Se eles tiverem. ......... Se eles obtiverem. 
    O mesmo ocorre com demais verbos que derivam do verbo ter, tais quais:
    Deter (detiver, detiverem);
    Conter (contiver, contiverem);
    E os pronominais:
    Abster-se (abstiver-se, abstiverem-se);
    Ater-se (ativer-se; ativerem-se).
  • O correto seria se eles obtiverem. 

  • D) Se um dia obtiverem consenso. 


ID
1091917
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Há erro evidente, segundo as normas de pontuação em vigor, na substituição do ponto usado no texto pelo sinal proposto entre colchetes na seguinte alternativa:

Alternativas
Comentários
  • letra c

    c) “[...] Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia [ , ] por ser [...]” (§ 3)

  • Gabarito: letra C

    O certo, na letra C, seria colocar um PONTO E VÍRGULA em vez de vírgula "para separar partes de um período, das quais uma pelo menos esteja subdividida por vírgula" (Conceito retirado da Nova gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha, página 667)


    Ficaria certo assim:


    "Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia; [PONTO E VÍRGULA] por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada."


    ;o)

  • Olá, se alguém puder responder, porque a letra "D" está correta?
    Obrigado.

  • O erro deve estar na separação feita na letra C, pois a vírgula iria separar orações distintas e nesse caso o recomendado seria o ponto. 

  • Na alternativa "D" o sinal de dois pontos poderia ser utilizado para demonstrar que está por vir uma complementação de "Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos.".

  • isso não é uma banca é uma loteria!!!!!!!!!!!!!

  • marquei letra E porque achei mais apropriada a virgula ao inves de ponto e virgula.

  • A letra A está correta por que seriam formadas orações coordenadas assindéticas, certo?


ID
1091920
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Grafam-se, respectivamente, com “ss” e com “ç” – como os sufixos dos substantivos destacados em “[...] gerou diversas DISCUSSÕES éticas sobre as PERCEPÇÕES biossociais [...]” (§ 1) – os sufixos de:

Alternativas
Comentários
  • Cessão é a de transferência de direitos e obrigações;

    Extinção é a anulação do cargo.

    C.

  • Apenas como complemento...

    cessão: Grafam-se com "ss" palavras derivadas de verbos com "ced" no radical -> ceder - cessão;
    extinção: Grafam-se com "ç" palavras finalizadas com sufixos "aça", "aço", "iça", "uço", "ança", "ença" e "ção"

    Letra C
    Bons estudos! :)

  • a) conten_Ç_ão (de gastos) – remi _SS_ ão (da pena).b) conce_SS_ão (de privilégios) – ascen_S_ão (ao poder).c) ce_SS_ ão (de direitos) – extin_Ç_ão (do cargo).d) apreen_S_ão (da carteira) – reten_Ç_ão (do veículo).e) mo_Ç_ão (de apoio) – admi_SS_ão (de funcionário).


  • "Remição da pena". Não seria assim?

  • **Para quem estuda para concursos na área de direito, grafar remição ou remissão é sempre motivo para pegadinhas das bancas...

    Encontrei um texto e vídeo elucidativo sobre isto, mas ao final o autor diz que em se tratando de PENA, a depender do CONTEXTO, poderá ser com Ç ou com S; 

    No caso dessa questão, como não há contexto, fica complicado saber qual o sentido exigido, mas sabendo-se da existência das 2 formas de grafia e encontrando-se outra alternativa verdadeira, nos leva ao gabarito....

    Segue:

    REMIÇÃO: resgate; requisição. (Ex: Remição (resgate) de bens);

    REMISSÃO: perdão. (Ex: Remissão dos pecados; Remissão de crédito tributário);

    Bons estudos!


    Link do texto/vídeo: http://www.migalhas.com.br/Gramatigalhas/10,MI33482,11049-Remicao+ou+Remissao+da+pena

  • CESSÃO.

    EXTINÇÃO.


ID
1091923
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com relação ao regime disciplinar dos servidores públicos federais, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • resposta letra d

    d) O servidor que foi condenado à demissão, após ultrapassados os cento e vinte dias do processo administrativo, não pode pedir a anulação porque o julgamento, fora do prazo legal, não implica nulidade do processo.

  • Erro na letra A

    O servidor, já aposentado, não pode ser punido em razão de infração administrativa praticada na ativa e cuja penalidade prevista seja a de demissão.

    O servidor aposentado e for descoberto algo errado feito quando na ativa poderá ser cassada a aposentadoria.


  • Resposta correta: D

    "O servidor que foi condenado à demissão, após ultrapassados os cento e vinte dias do processo administrativo, não pode pedir a anulação porque o julgamento, fora do prazo legal, não implica nulidade do processo"

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm

  • 8112/90

    "Art. 169. Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra comissão para instauração de novo processo.

      § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo."

  • Com relação ao regime disciplinar dos servidores públicos federais, assinale a opção correta.

    a) O servidor, já aposentado, não pode ser punido em razão de infração administrativa praticada na ativa e cuja penalidade prevista seja a de demissão. 
    ERRADA: Art. 134: Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado, na atividade, falta punível com a demissão.
    b) Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo não está obrigada a designar um servidor como defensor dativo.
    ERRADA:- Lei 8.112, Art. 164, § 2º: Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.
    c) No âmbito do processo administrativo, a autoridade superior não pode aplicar pena mais gravosa do que a imposta pela autoridade inferior.
    ERRADA: - Lei 8.112, Art. 168: Parágrafo único: Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.
    d) O servidor que foi condenado à demissão, após ultrapassados os cento e vinte dias do processo administrativo, não pode pedir a anulação porque o julgamento, fora do prazo legal, não implica nulidade do processo.  
    CERTA: - Lei 8.112, Art. 152: O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem. - Lei 8.112, Art. 169, § 1º : O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo.
    e) Havendo regular apuração criminal, não deve ser aplicada a legislação penal para o cômputo da prescrição no processo administrativo. 
    ERRADA: - Lei 8.112, Art 142, § 2o: Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.Bons estudos:

  • Pessoal eu errei optando pela letra "c", pois achei que condizia com o parágrafo que diz que "Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção." Alguém pode me explicar aonde me equivoquei? 


  • Gabarito: letra D!


    a) O servidor, já aposentado, não pode ser punido em razão de infração administrativa praticada na ativa e cuja penalidade prevista seja a de demissão. Neste caso, o servidor terá a aposentadoria cassada caso seja condenado.
     b) Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo não está obrigada a designar um servidor como defensor dativo.    Artigo 164 §2 Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.

    d) O servidor que foi condenado à demissão, após ultrapassados os cento e vinte dias do processo administrativo, não pode pedir a anulação porque o julgamento, fora do prazo legal, não implica nulidade do processo.  Correta! Art. 169  § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo."
    e) Havendo regular apuração criminal, não deve ser aplicada a legislação penal para o cômputo da prescrição no processo administrativo.  Artigo 142- § 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.

  • Por força da Súmula Vinculante nº05 do STF, essa questão deveria ser anulada, uma vez que, a referida súmula, reza que, a falta de defesa técnica em um PAD não fere o devido processo legal, logo, qualquer administração está desobrigada de fornecer advogado dativo, tornando correta as afirmativas: b) e d).

  • Cesar, não tem julgamento de uma autoridade inferior e depois revisão por autoridade superior. Tanto é que na Revisão o julgamento é feito pela mesma autoridade que aplicou a sanção (art. 181) e vc for no art. 141, cabe a cada autoridade a aplicação de uma sanção!
    talvez vc está confundindo aplicação de sanção com direito de petição (art. 104)

  • Anderson Amaral

    O defensor dativo é pq o indiciado é revel( ele não compareceu p/ se defender),

     e não por falta de defesa técnica( advogado).

    Além do mais, a lei diz que o defensor dativo pode ser qq pessoa de nível de escolaridade igual ou superior,

    ou ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível (  não diz que é advogado).

    O acusado não pode ser julgado e processado sem o devido processo legal (o contraditório e a ampla defesa).

    A súmula é usada para qdo o indiciado se defende sem constituir advogado; Não é esse o caso em questão.

    (art 164, §2º, lei 8.112)

  • "Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. O direito de requerer prescreve: I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho; II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei. 

    No direito de petição, o prazo são de 5 anos...Alguém saberia esclarecer o assunto

    Abç


ID
1091929
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Acerca dos atos administrativos relacionados a concursos públicos, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: letra C

    8.112/90:

    Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos,podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

    O concurso da PRF administrativa vai ser feito por essa banquinha, quero nem ver a lambança.

    Bons Estudos!

  • Comentando a letra A: Não existe direito adquirido para servidores públicos estatutários devido a mudança do RJU

    E as divergências remuneratórias, que no caso são trabalhistas, são dirimidas no Tribunal de Justiça, e não no TRF ou no TRT

    Letra B: A contagem do tempo de serviço de servidor celetista é assegurado a este

    Letra E: Só por lei pode haver exames psicotécnicos em cargo público

  • CF/88. "Artigo 37 - III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;"

    Portanto, correta a letra "C".

  •  Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

      § 1o O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação.

    Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm

  • Lei 8.112/90

    Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

    §1º O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial e em jornal de grande circulação.

    §2º Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado.

  • CF/88 - Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;


  • Eita que esta letra C parece confusa. Um adendo à letra E: Na verdade "o exame psicotécnico pode fazer parte da etapa de um concurso, desde que a lei reguladora da carreira preveja a utilização deste exame como etapa do processo seletivo. Além disso, devem ser adotados critérios objetivos na avaliação do candidato de modo que lhe sejam asseguradas as possibilidades de interposição de recurso administrativo". 

    Súmula 686: Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.


    RE-AgR 559069
    RE-AgR - AG.REG.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO

    CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXAME PSICOTÉCNICO. NECESSIDADE DE LEI. PRECEDENTES. 1. É irrelevante para o desate da questão o objeto da investidura, quando em debate a violação direta do art. 37, I, da Constituição Federal. 2. A exigência de exame psicotécnico prevista apenas em edital importa em ofensa constitucional. Precedentes. 3. A CLT carece dos critérios objetivos para ser tida como lei formal a regular exame psicotécnico. Precedentes. 4. Agravo regimental improvido.

    AI-AgR 660840
    AI-AgR - AG.REG.NO AGRAVO DE INSTRUMENTO

    EMENTA: CONSTITUCIONAL. EXAME PSICOTÉCNICO. ILEGITIMIDADE. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - Questão dirimida com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - É ilegítimo o exame psicotécnico realizado com base em critérios subjetivos ou sem a possibilidade de exercício do direito a recurso administrativo. IV - Agravo regimental improvido.

    Fonte: http://www.estudodeadministrativo.com.br/noticia-2010abr19-exame-psicotecnico-em-concurso-publico.php


  • A)ERRADA!  Não há direito adquirido do servidor público estatutário à inalterabilidade do regime jurídico pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual modificação introduzida por ato legislativo superveniente preserve o montante global da remuneração, e, em consequência, não provoque decesso de caráter pecuniário. (STF)


  • a. “Não há direito adquirido do servidor público estatutário à  inalterabilidade do regime jurídico pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual modificação introduzida por ato legislativo superveniente preserve o montante global da remuneração e, em conseqüência, não provoque decesso de caráter pecuniário. Em tal situação, e por se achar assegurada a percepção do quantum nominal até então percebido pelo servidor público, não se revela oponível ao Estado, por incabível, a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Precedentes.”(RE 247.013-AgR/SC, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO)

    b.“ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TEMPO DE SERVIÇO REGIDO PELA CLT. APROVEITAMENTO PARA FINS DE VANTAGENS. POSSIBILIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS MORATÓRIOS. CUSTAS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. 1. Assentado na jurisprudência o entendimento de que ‘o veto ao § 4º do artigo 243da Lei n. 8.112/90 não tem base jurídica para desconstituir direito de exceletista à contagem do tempo pretérito para fim de anuênio, na forma prevista no artigo 67 do novo Regime Jurídico Único, visto que o artigo 100 do texto legal remanescente dispõe que é contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal’ (Rec. Ext. n. 209899-0/RN - Rel. Ministro Maurício Correa – STF)... A decisão continua, assegurando vários direitos ao servidor público exceletista em relação à contagem de tempo de serviço pretérito.

    c)CF/88 - Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;

    d)  Mesma do item anterior.


  • e) O exame psicotécnico, como condição para ingresso no serviço público, decorre de lei, não pode ser dispensado, sob pena de ofensa a Constituição, art. 37, I, da CRFB/88. Não obstante ser legal a exigência desse exame, não pode a Administração, sob argumento de sigilo, posto que norteada pelos princípios da legalidade, moralidade e, mormente, publicidade, negar ao candidato o conhecimento da decisão que o reprovou no citado exame, devidamente fundamentado porque, agindo desta forma, a Administração estaria enveredando nos caminhos nebulosos da ilegalidade. Portanto, o que é ilegal é o sigilo da decisão, de que, pelo menos o candidato de ser cientificado a fim de que lhe seja assegurado o direito de recurso, para que lhe permita exercer o contraditório e a ampla defesa. E ainda tem mais: o profissional de psicologia deve manter o sigilo sobre a decisão, atendendo à ética de sua profissão, em relação a terceiros, mas não em relação ao candidato a quem deve ser exibida a decisão aprovatória ou reprovatória. Na mesma linha de argumentação, as conclusões que reprova o candidato não podem ser desmotivadas e, quanto ao perfil profissiográfico, cabalmente há que ser demonstrado o porquê do candidato ser considerado inapto no teste psicotécnico ou seja, o exame tem de apurar características de personalidade incompatíveis com o cargo público. 

    ( Fonte; http://joelvieira2012.blogspot.com.br/2012/04/os-mais-polemicos-requisitos.html)


  • Pessoal, fiquei com uma dúvida. Essa palavra, "absolutamente", será que está mesmo correta? 

  • O que é um servidor exceletista? É um servidor regido sob o regime jurídico do excel? kkkkkk

    Resposta: Letra C.

  • exceletista = ex - celetista, acho que houve erro de digitação.

    Também fiquei na dúvida do "absolutamente"

  • Nessa questão o concurseiro tem que pelo menos se tocar de que ou a alternativa correta é a letra C ou D, visto que uma contraria a outra, eliminando-se as demais, mesmo sem conhecimentos destas.

  • É verificado que é jurisprudência daquele Tribunal que é possível a eliminação de candidato baseado em exame psicotécnico desde que sejam atendidos três requisitos: “previsão em lei, previsão no edital, com a devida publicidade dos critérios objetivos fixados e, por fim, possibilidade de recurso”(RMS 43416 / AC, rel. Min. Humberto Martins, julgado 18/02/2014). São vários julgados e todos bem recentes, como os do AgRg no REsp 1404261 / DF, rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado 11/02/2014 e AgRg no AREsp 385611 / DF, rel. Min. Eliana Calmon, julgado 21/11/2013

  • Colocou purpurina na alternativa, mas não alterou o entendimento. Gabarito letra C.

  • Errei por má interpretação. Há uma ambiguidade na alternativa C:

    "O prazo de prorrogação de validade do concurso público só poderá ser concedido por outro absolutamente igual ao originalmente previsto."

    Outro prazo ou outro concurso?


ID
1091932
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A responsabilização do servidor público pode se dar no âmbito civil, penal e administrativo. Em relação à referida responsabilização, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: letra C

    8.112/90:

    Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada nocaso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.

    Se o fato não existiu ou se não fui eu o autor, nada de responsabilidade administrativa.

    Bons Estudos!

  • Art. 145, Lei 8112/90:

    Da sindicância poderá resultar:
    I - Arquivamento do processo;
    II - Aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias;
    III - Instauração de processo disciplinar.Bons Estudos!

     

  • macete:

    "O servidor é Gente FINA"

    FI: Fato Inexistente

    NA: Negativa de Autoria  

    "Art. 126 da 8.112: A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. "


ID
1091935
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

o aposentado por invalidez ao serviço público, quando, por junta médica oficial, forem declarados insubsistentes os motivos da aposentadoria, denomina-se:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: letra E

    8.112/90:

    Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)

      I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)

    Bons Estudos!

  • Readaptação é, nos termos do art. 24 da Lei 8.112/90, a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

    A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens. Obs. - Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade.

    Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:

    - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;

    II - reintegração do anterior ocupante.

    Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30.

    Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. 

    Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção:
    I - de ofício, no interesse da Administração;
    II - a pedido, a critério da Administração;
    III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:


  • Eu consegui memorizar esse tipo de provimento assim: O servidor ficou doente, teve depressão e ficou impossibilitado de trabalhar, foi então aposentado por invalidez. Depois de muito tratamento ele REVERTEU  a doença e melhorou, por estar melhor pode voltar a trabalhar. É um caso de reversão.


    Abraços

  • Eu APROVEITO o disponível

    Eu REINTEGRO o demitido

    Eu READAPTO o incapacitado

    Eu REVERTO o aposentado

    Eu RECONDUZO o inabilitado e o ocupante do cargo doreintegrado


  • É só lembrar do reVersão. V de VÉIO.

  • Retorno do Velho!!!!

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca dos agentes públicos, em especial acerca da Lei 8.112/1990. Vejamos:

    Art. 8º, Lei 8.112/90. São formas de provimento de cargo público:

    I - nomeação;

    II - promoção;

    V - readaptação;

    VI - reversão;

    VII - aproveitamento;

    VIII - reintegração;

    IX - recondução.

    MACETE:

    Eu aproveito o disponível.

    Eu reintegro o servidor que sofreu demissão (Demissão de servidor estável invalidada por sentença judicial.

    Eu readapto o incapacitado.

    Eu reverto o aposentado.

    Eu reconduzo a inabilitado e o ocupante do cargo do reintegrado.

    Dito isso:

    A. ERRADO. Readaptação.

    Art. 24, Lei 8.112/90. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

    §1º Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.

    §2º A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. 

    B. ERRADO. Reintegração.

    Art. 28, Lei 8.112/90. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

    C. ERRADO. Recondução.

    Art. 29, Lei 8.112/90. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:

    I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;

    II - reintegração do anterior ocupante.

    Dito isso:

    D. ERRADO. Remoção.

    Art. 36, Lei 8.112/90. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.

    Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção:                

    I - de ofício, no interesse da Administração;

    II - a pedido, a critério da Administração

    III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:               

    E. CERTO. Reversão.

    Art. 25, Lei 8.112/90. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:

    I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria.

    II - no interesse da administração, desde que: 

    a) tenha solicitado a reversão; 

    b) a aposentadoria tenha sido voluntária; 

    c) estável quando na atividade; 

    d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação;     

    e) haja cargo vago.  

    GABARITO: ALTERNATIVA E.


ID
1091941
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No Linux, para executar um comando em segundo plano, deve ser informado no final do comando o caractere:

Alternativas
Comentários
  • Opção CORRETA, letra "B".

    Seja como usuário "comum" ou como "root" (com "superpoderes"), podemos executar processos em segundo plano (background, para usufruir melhor do sistema multi-tarefas e deixar o prompt livre para outras atividades.
    Nisso, os comandos/combinações para manipular processos em segundo plano, são:

    • rfg coloca o processo em primeiro plano (foreground).
    • bg coloca o processo em segundo plano (background).
    • jobs lista os processos correndo em segundo plano, ou apenas pausados/parados.
    • & o caractere "E comercial" colocado ao final de um comando, faz com que o mesmo rode em segundo plano desde o início.
    • Ctrl+c mata o processo atual ativo.
    • Ctrl+z pausa/para o processo atual ativo.

    Portanto basta adicionar o & (e-comercial) no final do comando para que o programa seja executado em segundo plano (background).Por exemplo:

    gedit /etc/apt/sources.list &

    ou

    firefox &

  • Letra B.

    / é opção, ? é curinga de pesquisa ou acompanhado de barra, ajuda. > é direcionador de saída de comando.

  • Opção CORRETA, letra "B".

    Seja como usuário "comum" ou como "root" (com "superpoderes"), podemos executar processos em segundo plano (background, para usufruir melhor do sistema multi-tarefas e deixar o prompt livre para outras atividades.
    Nisso, os comandos/combinações para manipular processos em segundo plano, são:

    • rfg coloca o processo em primeiro plano (foreground).
    • bg coloca o processo em segundo plano (background).
    • jobs lista os processos correndo em segundo plano, ou apenas pausados/parados.
    • & o caractere "E comercial" colocado ao final de um comando, faz com que o mesmo rode em segundo plano desde o início.
    • Ctrl+c mata o processo atual ativo.
    • Ctrl+z pausa/para o processo atual ativo.

    Portanto basta adicionar o & (e-comercial) no final do comando para que o programa seja executado em segundo plano (background).Por exemplo:

    gedit /etc/apt/sources.list &

    ou

    firefox &


  • Essas de linux são sempre pra fazer a diferença.

  • Autor: Fernando Nishimura , Professor de Informática - QC

    Letra B.

    &    => executar um comando em segundo plano

    /     => opção

    ?    => curinga de pesquisa ou acompanhado de barra, ajuda.

    >    => direcionador de saída de comando.

  • Existem várias maneiras para enviar um comando para segundo plano, porém, a mais simples é colocando um & (E comercial) ao final do comando. Por exemplo:

    Outra maneira para enviar processos para segundo plano é pressionando “CTRL” + “Z” para que a tarefa seja parada momentaneamente. Em seguida, digite “bg”. Assim a tarefa será continuada, porém em segundo plano.

    Fonte: <https://www.todoespacoonline.com/w/2015/08/primeiro-e-segundo-plano-no-shell-do-linux-jobs-fg-e-bg/#:~:text=Enviando%20um%20comando%20para%20segundo%20plano&text=Outra%20maneira%20para%20enviar%20processos,continuada%2C%20por%C3%A9m%20em%20segundo%20plano.>. Acesso em 07 de fevereiro de 2021.


ID
1091944
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No BrOffice Calc, a tecla END move o foco da célula selecionada para a última:

Alternativas
Comentários
  • END

    Move para a célula no canto inferior direito da janela, quando SCROLL LOCK estiver ligado.

    Também selecciona o último comando de menu se um menu, ou sub menu visível.

    CTRL+END move para a última célula numa folha de cálculo, na linha utilizada mais inferior da coluna mais à direita. Se o cursor estiver na barra de fórmulas, CTRL+END move o cursor para o fim do texto.

    CTRL+SHIFT+END expande a selecção de células até à última célula utilizada na folha de cálculo (canto inferior direito). Se o cursor estiver na barra de fórmulas, CTRL+SHIFT+END selecciona todo o texto na barra de fórmulas, desde a ; posição do cursor até ao fim do texto—não afectando a altura da barra de fórmulas.

    Gab: E


ID
1091950
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Ao pressionar simultaneamente as teclas CTRL e F no Internet Explorer 8:

Alternativas
Comentários
  • a) Localizar nesta página

    CTRL+F


  • Letra A

    a página corrente é encerrada = Ctrl+W ou Ctrl+F4

    a página corrente é recarregada = F5

    é aberta uma nova aba = Ctrl+T

    é aberto um link = Ctrl+L


  • Atalho para localizar algo na página CTRL+F

  • Letra A, lembrem-se de F do inglês "find" (procurar/localizar)

  • Vale lembrar que localizar pode ser também CTRL+L  dependendo do programa. Bons estudos!

  • Letra A

    a página corrente é encerrada = Ctrl+W ou Ctrl+F4

    a página corrente é recarregada = F5

    é aberta uma nova aba = Ctrl+T

    é aberto um link = Ctrl+L

    Ctrl+L é Localizar nos aplicativos do Microsoft Office.

  • Não apenas no IE, mas tb no Chrome


  • No Chrome tb

  • ctrl + f , ctrl + g ou f3

  • CTRL + F(found = localizar). 

    Na dúvida, pense na tradução do Inglês. 

  • A questão aborda conhecimentos acerca do uso dos atalhos e suas funções no Internet Explorer 8, mais especificamente quanto à função do atalho CTRL + F. 

     

    A) Correta – O atalho CTRL + F acionará o recurso “Localizar”, utilizado para localizar palavras dentro de uma página.  

    B) Incorreta – Para encerrar a guia atual, basta utilizar o atalho CTRL + W. 

    C) Incorreta – Para recarregar uma página, basta pressionar a tecla F5. 

    D) Incorreta – Para abrir um link, basta dar um clique com o botão esquerdo do mouse sobre o link.  

     

    Gabarito – Alternativa A.  


ID
1091953
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Na Caixa de Entrada de um aplicativo de Correio Eletrônico, é exibida a lista de mensagens recebidas. Considerando a configuração-padrão, são exibidas diversas informações referentes à mensagem, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Somente será exibido o conteúdo do anexo, quando este for aberto.

  • Porém há email em que é possível vizualizar arquivos anexados...

  • Discordo do gabarito, pois existe a versão atualizada do microsoft outlook, onde você pode visualizar o anexo no painel de leitura.

  • Temos que prestar atenção que está dizendo o CONTEÚDO do anexo e não se a msg tem anexo ou o título do anexo. 

  • Ou eu to ficando louco, ou cego, mas eu não consigo ver o tamanho.

  • Acho que você PODE ter a informação que a mensagem recebida contém sim um anexo, mas não o CONTEÚDO do  arquivo anexado. Nesse caso, a resposta é a letra B.

  • Letra B.

    Observem com atenção o enunciado.

    Não está falando sobre a caixa de entrada em si, mas da lista de mensagens recebidas. A lista de mensagens recebidas mostra informações como a data de recebimento, o remetente, o assunto, o tamanho (sim, inclusive, porque está na configuração padrão).

    Confira na imagem https://www.facebook.com/informaticaconcursos/photos/a.424915927524632.118138.294637473885812/874255942590626/?type=1&theater


  • O CONTEÚDO (tipo de arquivo) você só saberá quando abrir o corpo do email. Aí lá terá a informação de que tipo de arquivo se trata (exe, pdf, docx, odt, jpeg...)

  • Somo dois Deomar! Nunca vi isso de tamanho!

  • FUNCAB só gosta de questões polêmicas... É OSSO!


ID
1091956
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Na localização de textos no BrOffice Calc é possível utilizar caracteres coringas. O caractere coringa, que representa nenhuma ou mais ocorrências do caractere anterior, é representado por:

Alternativas
Comentários
  • Opção CORRETA, letra "E". (asterisco = " * ")

    Na verdade o uso dos chamados "caracteres curinga" não é uma peculiaridade do BRoffice Calc. Eles são freqüentemente usados no lugar de um ou mais caracteres quando se não sabe qual é o caracter real ou não quer digitar o nome inteiro do arquivo. O uso desses caracteres é comum a vários programas e aplicativos e foi bem difundido com o Windows Explorer e suas ferramentas de pesquisas.

    Vejamos os principais:
    Asterisco (" * ")
    Usado para substituir zero ou mais caracteres. Se você está procurando por um arquivo que sabe começar com cruz mas não consegue lembrar-se do resto do nome, digite o seguinte: cruz* Assim a caixa de diálogo da Busca vai localizar todos os arquivos de qualquer tipo que comece com cruz (cruzeiro.txt, cruzada.doc, cruza.jpg). Para refinar sua pesquisa para um único tipo de arquivo, digite: cruz*.txt. Neste caso, a caixa de diálogo vai retornar apenas os arquivos no formato .txt que começam com cruz.

    Ponto de interrogação (" ? ")
     Usa-se o ponto de interrogação como um substituto de um único caracter em um nome. Por exemplo: se você digitar cruz?.doc, a busca vai localizar o arquivo cruza.doc e cruz1.doc, mas não cruzeiro.doc.


  • resposta E

    Exemplos:

    1. O caractere coringa que representa um único caractere é o ponto (.).
    2. O caractere coringa que representa zero ou mais ocorrências do caractere anterior é o asterisco. Por exemplo: "123*" localiza "12" "123" e "1233".
    3. A combinação de caracteres coringa utilizada para procurar por nenhuma ou mais ocorrências de determinado caractere é um ponto e um asterisco (.*).
    4. O caractere coringa que representa o fim de um parágrafo é o cifrão ($).
    5.  A combinação de caracteres coringa que representa o início de um parágrafo é um circunflexo e um ponto (^.).
    6. O coringa para um caractere de tabulação é \t.
    7. Fonte: https://help.libreoffice.org/Writer/Using_Wildcards_in_Text_Searches/pt-BR


ID
1091959
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Suponha que você necessite enviar um arquivo criado no BrOffice Writer com extensão ODT para alguém que possua somente Microsoft Word. Nesse caso, para salvar esse documento como extensão DOC, deve-se utilizar a função:

Alternativas
Comentários
  • Menu arquivo> salvar como> dê nome para o arquivo> em tipo só alterar para doc.

  • Não pode converter?

  • Word abre arquivo .ODT, não é necessário salvar o arquivo em .DOC.

    O que tornaria a alternativa C correta. Isso para hoje.

    Precisa ver se na época era necessário


ID
1091962
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No sistema operacional Windows, qual a ferramenta que possui uma função correspondente ao comando kill do Linux?

Alternativas
Comentários
  • Se você perceber que um processo está reduzindo o desempenho do computador, por usar uma porcentagem alta dos recursos da unidade de processamento central (CPU) ou uma grande quantidade de memória RAM, você poderá usar o Gerenciador de Tarefas para finalizar esse processo. Contudo, tente fechar os programas abertos para ver se o processo é encerrado antes de usar o Gerenciador de Tarefas para finalizá-lo.

    Aviso

    • Cuidado ao finalizar processos. Se você finalizar um processo associado a um programa aberto (um processador de texto, por exemplo), o programa também fechará e você perderá os dados que não tenham sido salvos. Se você finalizar um processo associado a um serviço do sistema, talvez parte do sistema não funcione corretamente.

    1. Para abrir o Gerenciador de Tarefas, clique com o botão direito do mouse na barra de tarefas e clique em Iniciar Gerenciador de Tarefas.

    2. Clique na guia Processos para ver uma lista de todos os processos que estão em execução na sua conta de usuário e uma descrição de cada processo. Para exibir todos os processos em execução no computador, clique em Mostrar processos de todos os usuários. Se você for solicitado a informar uma senha de administrador ou sua confirmação, digite a senha ou forneça a confirmação.

    3. Clique em um processo e em Finalizar Processos

    4. Observações

    • Para ver se algum serviço está sendo executado em um determinado processo (como svchost.exe), clique com o botão direito do mouse em um processo e clique em Ir para Serviço(s). Qualquer serviço associado ao processo será realçado na guia Serviços. Caso você não veja nenhum serviço realçado, o processo não tem nenhum serviço associado a ele.

    • Para exibir mais informações sobre qualquer processo que esteja sendo executado no Gerenciador de Tarefas, clique com o botão direito do mouse no processo e clique em Propriedades. Na caixa de diálogo Propriedades, você pode visualizar informações sobre o processo, como local e tamanho. Clique na guia Detalhes para exibir informações detalhadas sobre o processo.

    • http://windows.microsoft.com/pt-br/windows/end-process#1TC=windows-7


  • O comando kill é usado para enviar um sinal para um processo ou para matá-lo (encerrar sua execução). Geralmente usa-se: kill -SINAL PID. Sendo que PID é o número que identifica o processo (Process ID). 

    O Gerenciador de Tarefas mostra a você os programas, os processos e os serviços que estão sendo executados no computador. Você pode usá-lo para monitorar o desempenho do computador ou fechar um programa que não está respondendo.

    Dica

    • Outra opção para abrir o Gerenciador de Tarefas é pressionar CTRL+SHIFT+ESC.


  • O comando kill é usado para enviar um sinal para um processo ou para encerrar sua execução. Um processo aqui seria um programa sendo executado. Assim, podemos dizer que o comando kill do Linux equivale ao gerenciador de tarefas do Windows, pois este mostra os processos e serviços que estão sendo executados no computador.

    Resposta letra C.

  • Nossa resposta é a letra "c" - Gerenciador de tarefas, visto que, o comando "kill" do Linux tem a função de interromper, "matar" um processo, mesma função do gerenciador de tarefas no Windows.

    Sinais de processos - Linux

    Os sinais são meios usados para que os processos possam se comunicar e para que o sistema possa interferir em seu funcionamento. Por exemplo, se o usuário executar o comando kill para interromper um processo, isso será feito por meio de um sinal.

    Quando um processo recebe um determinado sinal e conta com instruções sobre o que fazer com ele, tal ação é colocada em prática. Se não houver instruções pré-programadas, o próprio Linux pode executar a ação de acordo com suas rotinas.

    Entre os sinais existentes, tem-se os seguintes exemplos:

    STOP - esse sinal tem a função de interromper a execução de um processo e só reativá-lo após o recebimento do sinal CONT;
    CONT - esse sinal tem a função de instruir a execução de um processo após este ter sido interrompido;
    SEGV - esse sinal informa erros de endereços de memória;
    TERM - esse sinal tem a função de terminar completamente o processo, ou seja, este deixa de existir após a finalização;
    ILL - esse sinal informa erros de instrução ilegal, por exemplo, quando ocorre divisão por zero;
    KILL - esse sinal tem a função de "matar" um processo e é usado em momentos de criticidade.

    O kill também é um comando que o usuário pode usar para enviar qualquer sinal, porém, se ele for usado de maneira isolada, ou seja, sem o parâmetro de um sinal, o kill por padrão executa o sinal TERM.


ID
1101556
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Há evidente equívoco na indicação do sentido em que está empregada no texto a preposição SOBRE em:

Alternativas
Comentários
  • a) “[...] sobre as contribuições da velhice para a sociedade [...]” (§ 1) / em cima de. (errada)


    "...o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade." 


    "...o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas relativas às contribuições da velhice para a sociedade." 

  • A letra "a" é a resposta. Acredito que "emcima" era para ser "em cima", o que mesmo assim deixa a questão incorreta, pois "sobre" seria relativo a "a respeito de" e não no sentido de "por cima".

  • Só para incrementar os estudos.

     A cerca de / Acerca de / Cerca de / Há cerca de

    1. A cerca de ou cerca de significam “aproximadamente”, “mais ou menos”.

    Estávamos a cerca de dois quarteirões do local do crime.

    2. Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.

    Falei acerca da situação econômica do Brasil.

    3. Há cerca de exprime tempo decorrido, significando “faz aproximadamente”.

    Ele viajou há cerca de duas horas.

    fonte: Minigramática


  • Acrescentando...

    A cerca de, escrito assim, separado, significa “perto de”, “aproximadamente”, “próximo de”:

    a) Brasília fica a cerca de 208 km de Goiânia.
    b) O rapaz foi encontrado a cerca de 10 metros do local.
    c) Vamos, ela está a cerca de dois passos daqui.

    Acerca de tem significado de “a respeito de” ou “sobre”:

    a) Estávamos conversando acerca da viagem.
    b) Ninguém disse nada acerca do que aconteceu com aquela família.
    c) Elas jogam conversas fora acerca de muitas coisas.

    Há cerca de por apresentar o verbo “haver” tem sentido de tempo decorrido, logo, significa “desde aproximadamente”, “faz aproximadamente”:

    a) O curso foi lançado há cerca de dois anos.
    b) Há cerca de duas semanas que não vejo Maria.
    c) Não faço ginástica há cerca de 5 anos.

    Não confunda o significado de “a cerca de” com “há cerca de”. O primeiro faz relação com a distância e o segundo com o tempo. Assim também, sempre quando houver dúvidas, faça a seguinte averiguação:

    1.Tem relação com distância? Se sim, use a cerca de.
    2.Tem relação com tempo e pode ser substituído por “faz”? Se sim, use há cerca de. Veja: Não chove no Nordeste há cerca de dois meses = Não chove no Nordeste faz aproximadamente dois meses. 

    Rumo à Posse!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

ID
1101568
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Em “Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo [...]” (§ 3), a substituição de A VELHICE (com as mudanças sintáticas necessárias) pela perífrase OS CABELOS BRANCOS configura um exemplo clássico de emprego da seguinte figura:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: b


    Justificativa: metonímia é a figura de palavra que consiste na substituição de um termo por outro, em que a relação entre os elementos que esses termos designam não depende exclusivamente do indivíduo, mas da ligação objetiva que esses elementos mantêm na realidade. Na metonímia, um termo substitui outro não porque a nossa sensibilidade estabeleça uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam (caso da metáfora), mas porque esses elementos têm, de fato, uma relação de dependência. Dizemos que, na metonímia, há uma relação de contiguidade entre sentido de um termo e o sentido do termo que o substitui. Contiguidade significa “proximidade”, “vizinhança”. 


  • METAFORA

    Metáfora: é a palavra ou expressão que produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas. Ela pode dar um duplo sentido a frase. Com a ausência de uma conjunção comparativa.

    Amor é fogo que arde sem se ver.

    Vi sorrir o amor que tu me deste

    METONÍMIA 

    Metonímia ou transnominação  consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. Por exemplo, "Palácio do Planalto " é usado como um metônimo (uma instância de metonímia) para representar a presidência do Brasil, por ser localizado lá o gabinete presidencial.

    PARADOXO

    um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade". A identificação de um paradoxo baseado em conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes, auxiliado significativamente o progresso da ciência, filosofia e matemática.

    ALUSÃO 

    alusão é  caracterizada pelo uso de uma referência ou citação a um fato ou pessoa (real ou fictícia), necessariamente conhecido pelo interlocutor. Faz parte da intertextualidade, só que sua principal diferença está na claridade. É uma comunicação sutil entre os textos, em que se nota apenas uma leve menção de outro texto ou a um componente seu. Na alusão, não se aponta diretamente o fato em questão; apenas o sugere através de características secundárias ou metafóricas.

    HIPÉRBOLE

    Hipérbole ou auxese  incide quando há exagero ou demasia propositada num conceito, expressa de modo a definir de forma dramática aquilo que se ambiciona vocabular, transmitindo uma ideia aumentada do autêntico. Em palavras mais simples, hipérbole é "expressar uma ideia de forma exagerada".

    É habitual na linguagem corrente, como quando se pronuncia: "Já te ressalvei mais de mil ocasiões, para não retrocederes a proferir-me elevado!".


  • Metonímia

    Metonímia ou transnominação é uma figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. Por exemplo, "Palácio do Planalto" é usado como um metônimo (uma instância de metonímia) para representar a presidência do Brasil, por ser localizado lá o gabinete presidencial.

  • Exemplos: a) Metáfora - Aquele home é um leão (se o homem for como um leão - é comparação)

                     b) Metonímia - Comeu um prato 

                     c) Paradoxo -  Eu sou um jovem idoso

                     e) hipérbole - Já disse um milhão de vezes .. (exagero) 

                     

  • Hipérbole: Expressa uma ideia de forma exagerada. Ex.:"Estou morrendo de fome!"

    Paradoxo: É uma figura de pensamento que consiste quando a conotação extrapola o senso comum e a lógica. Ex.: "Eu sou um velho moço."

    Metonímia: Troca um termo por outro dado a relação de semelhança ou possibilidade de associação entre eles.

    Metáfora: Produz sentido figurado por meio de comparações implícitas. Ex.: "Vi sorrir o amor que tu me deste."

  • Não entendi porque  não é metáfora...

  • Metáfora:

    É o emprego de um termo com significado de outro em vista de uma relação de semelhança entre ambos.

    Ex.: Sua boca é um CADEADO.

  • Felipe

    Aa metáfora é a palavra ou expressão que produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas.

    Veja um bom exemplo:

    ...Esse moço é um gato.

    Gato no sentido figurado, ou seja, esse moço é sensual, bonito.

    Espero ter ajudado ;)

  • METONÍMIA - Consiste na substituição de um termo por outro com o qual mantém uma estreita relação de significado ( continente pelo conteúdo, parte pelo todo) 

  • questão 0800...Excelentes comentários acima para quem teve dúvidas!

  • Exemplos de Metonímia:


    1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (= Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis.)

    2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. (= As lâmpadas iluminam o mundo.)

    3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da cruz. (= Não te afastes da religião.)

    4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso havana. (= Fumei um saboroso charuto.)

    5 - Efeito pela causa: Sócrates bebeu a  morte. (= Sócrates tomou veneno.)

    6 - Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu trabalho. (= Moro no campo e como o alimento que produzo.)

    7 - Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo. (= Bebeu todo o líquido que estava no cálice.)

    8 - Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones foram atrás dos jogadores. (= Os repórteres foram atrás dos jogadores.)

    9 - Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressadamente. (= Várias pessoas passavam apressadamente.)

    10 -  Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem nesse mundo. (= Os homens pensam e sofrem nesse mundo.)

    11 -  Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por seus direitos. (= As mulheres foram chamadas, não apenas uma mulher.)

    12 - Marca pelo produto: Minha filha adora danone. (= Minha filha adora o iogurte que é da marca danone.)

    13 - Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. (= Alguns astronautas foram à Lua.)

    14 - Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado.)


  • Bizú: Metafora: analogia conotativa 

             Metonimia: substituição denotativa

  • No gabarito que o site disponibiliza para download, a alternativa correta é a A (metáfora), e ai como faz?

  • Metonímia: figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles.


ID
1101586
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Quanto ao processo administrativo disciplinar, assinale a opção correta

Alternativas
Comentários
  • Letra B

    A prova emprestada é aquela produzida em um determinado processo e usada de empréstimo em outro com o escopo de surtir, em tese, o mesmo efeito probante surtido no processo originário. No entanto, só podendo ser admitida quando, no processo de origem, fora efetivamente observado o contraditório.

  • a) A Comissão de Inquérito não só faz o inquérito, mas temo poder de julgar. - Errado. Quem julga é a autoridade competente. 

    b) No processo administrativo disciplinar, a doutrina e a jurisprudência se posicionam favorável à prova emprestada. CERTO, se a prova for válida, pode ser emprestada.

    c) Na instauração do processo, impede que a autoridade competente venha a optar pelo afastamento do servidor público indiciado.  É possível o afastamento preventivo (até 60 dia, podendo ser prorrogado por igual período), com remuneração.

    d) Durante a apuração da falta do servidor, o mesmo poderá ser colocado em disponibilidade. Errado. O indiciado não pode ser colocado disponibilidade. Deve aguardar o julgamento e demais providências.

    e) O relatório é o último ato da comissão e é de suma importância por ser peça vinculante. Errado. Art. 151 - Fases do PAD (Instauração, Instrução, Defesa, Relatório e Julgamento). Portanto, questão errada, pois a última fase é o Julgamento.


    #foconoobjetivo

  • Apesar de ter sido interessante, vale acrescentar e retificar alguns pontos do comentário do colega Leandro, a fim de não cometermos alguns equívocos na hora da prova:

    a) bem explanado pelo colega, a comissão de inquérito não julga, isto cabe à autoridade competente;

    b) CORRETA;

    c) bem explanado pelo colega;

    d) Neste caso, o instrumento possível para a comissão de inquérito se utilizar é o afastamento mencionado no item "C", o que é bem diferente de disponibilidade, pois, para efeitos financeiros, neste instrumento a remuneração é proporcional ao tempo de serviço, já naquele, é integral;

    e) Diferentemente do que foi colocado pelo colega, o relatório e não o julgamento é efetivamente o último ato da comissão de inquérito, como observamos no item "A", o julgamento cabe à autoridade competente, assim não é este o erro da questão. O erro encontra-se em afirmar que o relatório é peça vinculante, uma vez que até o é em caso específico (em total acordo com as provas dos autos), mas, se a autoridade competente observar que o relatório está em desacordo com as provas dos autos, poderá abrandar, agravar ou isentar o servidor das penalidades, e ainda poderá anular o processo em caso de vícios insanáveis, conforme arts. 168 e 169 da lei 8112/90:

    "Art. 168. O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando contrário às provas dos autos.

    Parágrafo único. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.

    Art. 169. Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra comissão para instauração de novo processo."


    Fé e força. 

  • Concordo com Daniel Santos.

    A autoridade competente não se vincula ao relatório da comissão. Ela tem a discricionariedade no julgamento da falta do servidor.


  • Esclarecendo a letra "E":


    O relatório da comissão do PAD não é vinculante, porque não vincula(obriga) a autoridade competente a meramente reproduzí-lo. Ele possui apenas valor informativo. Vejamos:


    “O relatório da Comissão tem valor meramente opinativo, não é vinculante, jamais ficando a autoridade competente para a decisão final adstrita às conclusões da Comissão Processante”.


    Júnior, José Cretella – Direito Administrativo Brasileiro, Ed. Forense, 1ª Ed., pag. 286

  • ​O STJ tem firme entendimento de que é possível a utilização de provas emprestadas de inquérito policial e processo criminal na instrução de processo disciplinar, desde que assegurado o contraditório e a ampla defesa, diferente do ocorrido nos autos. (AgInt no RMS 45718/RS, Relator(a) Ministro HERMAN BENJAMIN - SEGUNDA TURMA, Data do Julgamento 09/03/2017, Data da Publicação/Fonte DJe 19/04/2017)

     

    O tema ficou cristalizado na súmula 591 do Superior Tribunal de Justiça, em que se afirma que: É permitida a “prova emprestada” no processo administrativo disciplinar, desde que devidamente autorizada pelo juízo competente e respeitados o contraditório e a ampla defesa.


ID
1217824
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Sabe-se que as organizações podem ser consideradas como sistemas orgânicos sempre em transformação. A única maneira de mudar as organizações é:

Alternativas

ID
1217827
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

O levantamento de necessidades de treinamento é a primeira etapa do treinamento de pessoal e pode ser efetuado em três diferentes níveis de análise, entre os quais está a “análise da organização total”. Marque a alternativa que indica corretamente o seu objetivo.

Alternativas

ID
1217830
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Os indicadores de necessidades de treinamento são dois: os indicadores a priori e os indicadores a posteriori .Marque a alternativa que apresenta a correta caracterização dos “indicadores a posteriori ".

Alternativas
Comentários
  •  

     problemas decorrentes de necessidades de treinamento já existentes. ou seja, a posteriori .

                                                            Gab A

  • Os Indicadores a posteriori são problemas que indicam a necessidade “atual” de treinamento.

    Em outras palavras, indicam problemas decorrentes de necessidades de treinamento já existentes.


ID
1217833
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

As entrevistas de seleção podem ser classificadas em quatro tipos, apresentados na Coluna I. Estabeleça as corretas correspondências com suas respectivas definições indicadas na Coluna II.

Coluna I

1. Entrevista padronizada
2. Entrevista padronizada quanto às perguntas ou questões
3. Entrevista diretiva
4. Entrevista não diretiva

Coluna II

( ) Estruturada, fechada ou direta, com roteiro preestabelecido
( ) Não especifica as questões, mas o tipo de resposta desejada
( ) As perguntas são previamente elaboradas, mas permitem resposta livre
( ) Não especifica as questões nem as respostas

A sequência correta é:

Alternativas
Comentários
  • Vejamos:

    (1) Estruturada, fechada ou direta, com roteiro preestabelecido = Entrevista padronizada

    (3) Não especifica as questões, mas o tipo de resposta desejada = Entrevista diretiva

    (2) As perguntas são previamente elaboradas, mas permitem resposta livre = Entrevista padronizada quanto às perguntas ou questões

    (4) Não especifica as questões nem as respostas = Entrevista não diretiva


ID
1217836
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Os testes psicológicos são instrumentos comumente utilizados nos processos de seleção de pessoas e possuem duas importantes características, a saber: validade e precisão. Pode-se definir “validade” como propriedade de:

Alternativas
Comentários
  • VALIDADE

    A validade é considerada um dos mais relevantes aspectos a ser levado em conta para a construção dos testes psicológicos e, segundo Anastasi e Urbina (2000, p. 107), “refere-se àquilo que um teste mede e a quão bem ele faz isso”. Fachel e Camey (2000) complementam dizendo que um teste é válido quando mede o que o pesquisador deseja e pensa que está medindo. Assim, pode-se entender que a validade está relacionada ao que o teste mede e através de que conceito faz isso.

    A verificação das evidências de validade pode ser realizada por meio de conteúdo, critério e construto. A validade de conteúdo envolve um exame do conteúdo do teste para verificar se ele abrange uma amostra representativa do domínio de comportamento a ser medido (ANASTASI; URBINA, 2000; PASQUALI, 2001; VAN KOLCK, 1981). Fachel e Camey (2000, p. 163) consideram que a validade de conteúdo também serve “para determinar se a escolha dos itens é apropriada e relevante”.

    Pasquali (2001) concebe que a validade de critério de um teste refere-se ao grau de eficácia que ele tem em predizer um determinado desempenho de um sujeito. Fachel & Camey (2000) consideram que o teste pode ser um preditor presente ou futuro. Isso quer dizer que se podem distinguir dois tipos de validade de critério: preditiva e concorrente. De acordo com Pasquali (2001), a diferença entre os dois é o tempo que há entre a coleta de informações pelo teste e a coleta de informações sobre o critério. Se for ao mesmo tempo, é validade concorrente. Se os dados de critério forem coletados depois das informações sobre o teste, é validade preditiva.

    Por fim, a validade de construto é considerada por Pasquali (2001) como a forma mais fundamental de validade. Van Kolck (1981) afirma que esse tipo de validade visa pesquisar as qualidades psicológicas que o teste mede. Ela tem sido entendida como o “grau pelo qual o teste mede um construto teórico ou traço para o qual ele foi designado” (FACHEL; CAMEY, 2000, p. 164).


    PRECISÃO (FIDEDIGNIDADE)
    Anastasi e Urbina (2000, p. 84) conceituam a precisão como “consistência dos escores obtidos pelas mesmas pessoas quando elas são examinadas com o mesmo teste em diferentes ocasiões, ou com diferentes conjuntos de itens equivalentes, ou sob outras condições variáveis do exame”. Como afirmam Fachel e Camey (2000, p. 160), a precisão está relacionada ao problema de estabilidade no tempo e ao problema de consistência interna do instrumento. Elas também consideram que “uma escala ou teste é fidedigno se repetidas mensurações são obtidas em condições constantes e dão o mesmo resultado, supondo nenhuma mudança nas características básicas, isto é, na atitude sendo medida”.


    FONTE: http://www.revispsi.uerj.br/v3n2/artigos/artigo2v3n2.html

  • Entendi a intenção da banca ao sugerir que num processo seletivo busca-se prognosticar (prever) o desempenho da pessoa selecionada. Muitos testes psicológicos, no entanto, não tem com objetivo prognosticar, e sim identificar traços ou características (diagnosticar). Por mim poderia ser anulada!


ID
1217839
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Existe uma diferença entre a entrevista de seleção e a entrevista de triagem. Marque a alternativa que caracteriza corretamente a “entrevista de triagem”.

Alternativas

ID
1217842
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

No que diz respeito aos acidentes de trabalho, os trabalhadores podem construir o que Christophe Dejours chama de “ideologia defensiva”. Marque a alternativa que apresenta a correta definição para tal fenômeno.

Alternativas
Comentários
  • Letra D

    O sofrimento e as defesas desempenham importante papel para assegurar a saúde dos trabalhadores. Não obstante as defesas podem constituir uma armadilha, gerando alienação. A alienação se constrói quando essas defesas se transformam em ideologia defensiva (Dejours (1980/1987).

    A ideologia defensiva tem como objetivo mascarar, conter e ocultar uma ansiedade particularmente grave, sendo específica de um grupo social particular. Destina-se a lutar contra um perigo e um risco reais. Ela é coletivamente elaborada e alimentada. Para ser eficaz, a ideologia defensiva deve conseguir a participação de todos os interessados no encobrimento do sofrimento. Aquele que não contribui ou não compartilha do conteúdo é, cedo ou tarde, excluído. Para ser funcional, ela deve ser dotada de certa coerência, o que supõe arranjos relativamente vivos com a realidade. Tão inevitável contra a própria realidade, a ideologia defensiva torna-se obrigatória. Ela substitui os mecanismos de defesa individuais, tornando-os impotentes.

    O autor utiliza o caso de trabalhadores da construção civil franceses que produziram a ideologia defensiva de ignorar o risco, por meio de atitudes viris. Fazem isso justamente para lidar com o sofrimento resultante do trabalho embrutecedor.

    Esta ideologia defensiva também foi identificada entre trabalhadores da construção civil no Brasil (Souza, 2002 e Barros e Mendes, 2003). O perigo gerado por essa ideologia ocorre quando ela deixa de ser defesa e passa a ser o próprio objetivo dos trabalhadores, o que pode ocorrer com as defesas de adaptação e de exploração, surgindo, neste momento, o risco de alienação.

    É possível concluir que, se por um lado as defesas permitem a convivência com o sofrimento, por outro podem levar à alienação das suas verdadeiras causas. Essa alienação serve à ideologia dominante, visto que ela não tem interesse nas mudanças das relações de trabalho e desse modo, explora e usa o paradoxo próprio das defesas para evitar discussões sobre a organização do trabalho e manter os trabalhadores produtivos, desconhecendo as causas de seu sofrimento e fazendo a manutenção de seu emprego.

    Psicodinâmica do Trabalho: teoria, método e pesquisas – Ana Magnólia Mendes.


ID
1217845
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

O Modelo de Valores Competitivos é um instrumento utiliizado para definir os tipos de cultura organizacional. Marque a alternativa que apresenta corretamente seu princípio.

Alternativas

ID
1217848
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Sobre o tema liderança, existem diversas abordagens; no entanto, as mais atuais propõem dois tipos: liderança transformacional e liderança transacional. Marque a alternativa que indica corretamente os objetivos do tipo de liderança transformacional.

Alternativas
Comentários
  • A liderança transformacional é caracterizada pela presença de um líder capaz de transformar o ambiente e mudar a realidade de qualquer lugar por onde passa. Este é um líder capacitado para resolver problemas dos mais simples aos mais complexos, visionário, estrategista e comprometido com o desenvolvimento de seus liderados.


    Fonte: http://www.jrmcoaching.com.br/blog/conceito-de-lideranca-transformacional/
  • letra d

  • Neste tipo de liderança, o gestor se comporta como chefe e não como líder. Suas táticas são pautadas principalmente pela obediência às regras e cumprimento das metas estabelecidas, além de seguir a ideia de recompensa proporcional ao desempenho. Este é um gestor que não se preocupa em compreender as motivações de sua equipe ou em antecipar-se aos problemas, ele apenas segue o fluxo e cumpre demandas.

    Este conceito de liderança define o comportamento do líder ideal: um gestor que estimula a alta performance de seu time, pautando-se em influência, inspiração, exemplo e motivação. Neste caso, os pilares de liderança são fundamentados na confiança, respeito, colaboração e comprometimento.

    O líder transformacional conhece as motivações individuais de seus liderados, compreendendo o perfil de cada um e desenvolvendo suas estratégias de acordo com isso. Ele sabe desfrutar o potencial de sua equipe de maneira plena e manter a sincronia de contratante e contratados, garantindo o alcance de resultados satisfatórios para todos.


ID
1217851
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

O desenvolvimento de competências ocorre por meio da aprendizagem envolvendo a aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes. Marque a alternativa que indica corretamente o meio através do qual é possível promover tal aquisição.

Alternativas

ID
1217854
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

De maneira geral, identificam-se duas abordagens para Qualidade de Vida no Trabalho (QVT): uma de caráter assistencialista e outra chamada de contra-hegemônica. Marque a alternativa que qualifica corretamente a abordagem contra-hegemônica.

Alternativas
Comentários
  • Tipos de abordagem

    Hegemônica - viés mais assistencialista, que busca compensar o desgaste físico e psicológico dos trabalhadores. São paliativas.

    Ex: Ginástica laboral; Massagens; Programas de combate ao sedentarismo; Programas antitabagismo; Yoga; Meditação; Apoio psicossocial; Gerenciamento do Estresse; Coral, Dança, etc

    Contra-hegemônica busca atuar na prevenção e não somente no tratamento. Sua ênfase estaria na identificação das causas do bem-estar e do mal-estar dos trabalhadores no ambiente de trabalho e está muito centrada nos estudos de ergonomia. Produtividade deixa de ser o foco e passa a ser apenas a consequência.


ID
1217857
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Os cuidados abaixo devem ser observados ao se implementar o processo de avaliação de desempenho, EXCETO:

Alternativas

ID
1217860
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Marque a alternativa que indica a correta definição do “efeito de halo ”, relacionado às avaliações de desempenho.

Alternativas
Comentários
  • Efeito halo é a possibilidade de que a avaliação de um item ou indivíduo possa, sob um algum viés, interferir no julgamento sobre outros importantes fatores, contaminando o resultado geral. Por exemplo, nos processos de avaliação de desempenho o efeito halo é a interferência causada devido à simpatia ou antipatia que o avaliador tem pela pessoa que está sendo avaliada.1

    Normalmente o efeito halo é considerado o mais sério e o mais difundido de todos os erros de avaliação.2

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_halo


ID
1217863
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Existem dois meios de recrutamento de pessoas: o interno e o externo, apresentados na Coluna I. Relacione os meios de recrutamento e suas respectivas características, descritas na Coluna II.

Coluna I

1. Recrutamento interno
2. Recrutamento externo

Coluna II

( ) Incide sobre candidatos reais ou potenciais disponíveis emoutras organizações.
( ) Pode envolver programas de desenvolvimento de pessoal.
( ) Ocasiona a importação de novas ideias e abordagens.
( ) Evita despesas e custos.
( ) Desenvolve um sadio espírito de competição entre as pessoas.
( ) Conferências em universidades e escolas fazem parte das técnicas de recrutamento.

A sequência correta é:

Alternativas

ID
1217866
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Em relação ao absenteísmo, pode-se afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Absenteísmo é uma palavra com origem no latim, onde absens significa "estar fora, afastado ou ausente". O absenteísmo consiste no ato de se absterde alguma atividade ou função.

  • Absenteísmo ou ausentismo, segundo Chiavenato (2010) é a frequência e/ou duração do trabalho perdido por culpa da ausência de colaboradore. 0 absenteísmo constitui a soma dos períodos em que os colaboradores se encontram ausentes do trabalho, seja por falta, atraso ou a algum motivo interveniente.

    resumidamente, calcula-se este indice pela fórmula: total pessoas ou horas perdidas / total de pessoas ou horas trabalhadas.

    para calcular o nº de dias parados, é feita a seguinte form.: Nº de pessoas/dias de trabalho perdidos por ausencia no mês / (Nº médio de colabradores x N" de dias de trabalho no mês )

     

     


ID
1217869
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Marque a alternativa que indica a correta definição de rotatividade de pessoal.

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA LETRA (D)

     

    "Rotatividade de pessoal é expressa por meio de uma relação percentual entre as admissões e os desligamentos com relação ao numero médio de participantes da organização"

     

    FONTE: CHIAVENATO, I. Recursos humanos: o capital humano das organizações. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 506p.


ID
1217872
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Sobre a segurança no trabalho, pode-se afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas, educacionais, médicas e psicológicas utilizadas para prevenir acidentes, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer instruindo ou convencendo as pessoas sobre a implantação de práticas preventivas.

    A segurança do trabalho envolve três áreas principais de atividade: prevenção de acidentes; prevenção de incêndios e prevenção de roubos.

     

    Fonte:http://www.petropolis.rj.gov.br/intranet/index.php/servidor/ambientes-de-trabalho/126-ambiente-de-trabalho/98-seguranca-no-trabalho.html


ID
1217875
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

O poder é a capacidade de exercer influência e esta é eficaz quando produz os efeitos pretendidos. Uma influência possui um nível, em função dos efeitos produzidos. Os efeitos variam em intensidade devido a três aspectos: amplitude da influência, significância da influência e período médio da influência.Marque a alternativa que indica a correta definição de “significância da influência”.

Alternativas

ID
1217878
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Os papéis organizacionais estão relacionados ao desempenho de função e são definidos explícita ou implicitamente em um determinado contexto organizacional. Marque a alternativa que indica a correta caracterização de “papel explícito”.

Alternativas
Comentários
  • Papéis estabelecidos previamente, seguindo uma diretriz.

    Bons estudos!

  • Como se avalia resultados com antecedência? Se o plano já foi implementado?


ID
1217881
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Sobre o processo de readaptação funcional, pode-se afirmar que:

Alternativas

ID
1217884
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Em relação à saúde mental do trabalhador, partindo de uma perspectiva crítica, pode-se afirmar que:

Alternativas

ID
1217887
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

A Ergonomia da Atividade é um modo de enfocar o trabalho e de produzir conhecimento sobre ele e suas relações, com base em alguns pressupostos apresentados nas alternativas abaixo, EXCETO:

Alternativas

ID
1217890
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Dejours, Carpentier-Roy e Selligmann-Silva são estudiosos do campo do trabalho e afirmam que as pesquisas na área da saúde mental e trabalho devem ser de cunho qualitativo. Marque a alternativa que explica corretamente o que isto quer dizer.

Alternativas
Comentários
  • Nos estudos da área da saúde mental e trabalho, faz-se necessária a apreensão da vivência subjetiva, cuja complexidade não pode ser obtida por meio da análise estatística.

     

    Pesquisas na área da saúde mental e trabalho devem ser de cunho qualitativo.Profissionais de saúde que empregam métodos qualitativos, com a vantagem de que eles já trazem – devido a sua experiência em assistência – as inerentes atitudes clínica e existencial.Isso permitirá que eles realizem ricos levantamentos de dados e façam interpretações de resultados com grande autoridade.

    No contexto da metodologia qualitativa aplicada à saúde, emprega-se a concepção trazida das Ciências Humanas, segundo as quais não se busca estudar o fenômeno em si, mas entender seu significado individual ou coletivo para a vida das pessoas. Torna-se indispensável assim saber o que os fenômenos da doença e da vida em geral representam para elas. O significado tem função estruturante: em torno do que as coisas significam, as pessoas organizarão de certo modo suas vidas, incluindo seus próprios cuidados com a saúde.

    Os educadores Bogdan & Biklen1 pontuam: “[Os pesquisadores qualitativistas] procuram entender o processo pelo qual as pessoas constroem significados e descrevem o que são estes”. Esses autores também tomam significado como idéia-chave. Depreende-se que o pesquisador qualitativista não quer explicar as ocorrências com as pessoas, individual ou coletivamente, listando e mensurando seus comportamentos ou correlacionando quantitativamente eventos de suas vidas. Porém, ele pretende conhecer a fundo suas vivências, e que representações essas pessoas têm dessas experiências de vida.

    Características dos métodos qualitativos:

    -Primeiramente, o interesse do pesquisador volta-se para a busca do significado das coisas, porque este tem um papel organizador nos seres humanos. O que as “coisas” (fenômenos, manifestações, ocorrências, fatos, eventos, vivências, idéias, sentimentos, assuntos) representam, dá molde à vida das pessoas. Num outro nível, os significados que as “coisas” ganham, passam também a ser partilhados culturalmente e assim organizam o grupo social em torno destas representações e simbolismos. N


ID
1217893
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Yve Schwartz, em sua análise da atividade, propõe o conceito de “uso de si”, estabelecendo uma dialética entre o “uso de si pelos outros” e o “uso de si por si mesmo”.
O “uso de si por si mesmo” significa que, diante das pressõesmateriais e sociais, o sujeito:

Alternativas

ID
1217896
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

A Síndrome de Esgotamento Profissional é composta por três elementos centrais.Marque a alternativa que indica corretamente esses elementos.

Alternativas

ID
1217899
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

De acordo com Christophe Dejours, os processos psíquicos mobilizados pelos trabalhadores nos ajustamentos e na criatividade estão ligados a uma forma de inteligência denominada “inteligência prática”. Marque a alternativa que indica a correta definição desse conceito.

Alternativas
Comentários
  • Letra C

    ...os trabalhadores recorrem a um tipo específico de inteligência prática, astuciosa, enraizada no corpo, que é alertada quando um acontecimento irrompe nas situações cotidianas de trabalho. Ou seja, ela é fundamentalmente subversiva e criativa em relação à prescrição e sua subutilização é patogênica (DEJOURS, 1993). Diante das variabilidades encontradas em toda atividade, os sujeitos constroem, então, novas formas de realização do trabalho e inventam diferentes maneiras de articular-se a ele, subvertendo o patrimônio cultural do coletivo de trabalhadores. 

    Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0303-76572012000200013&script=sci_arttext


ID
1217902
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

O Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005) prevê os deveres fundamentais dos psicólogos. Marque a alternativa que indica corretamente um destes deveres.

Alternativas
Comentários
  • SE TODAS AS QUESTOES FOSSEM NESSE NIVEL...rs

  • GABARITO: A

    f) Fornecer, a quem de direito, na prestação de serviços psicoló- gicos, informações concernentes ao trabalho a ser realizado e ao seu objetivo profissional;

  • RESOLUÇÃO CFP Nº 010/05

     

    Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos:

     

    f) Fornecer, a quem de direito, na prestação de serviços psicoló- gicos, informações concernentes ao trabalho a ser realizado e ao seu objetivo profissional;

     

    As outras assertivas (apesar de trazerem texos corretos e em consonância com o referido dispositivo) referem-se às vedações, o que não é o que a questão está pedindo. Vejamos:

     

    Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:

    a) Praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;

     

    b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;

     

    k) Ser perito, avaliador ou parecerista em situações nas quais seus vínculos pessoais ou profissionais, atuais ou anteriores, possam afetar a qualidade do trabalho a ser realizado ou a fidelidade aos resultados da avaliação;

     

    p) Receber, pagar remuneração ou porcentagem por encaminhamento de serviços;

     

    Quem escolheu a busca não pode recusar a travessia - Guimarães Rosa

    -------------------

    Gabarito: A


ID
1217905
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

De acordo com o Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005), o psicólogo poderá intervir na prestação de serviços psicológicos que estejam sendo efetuados por outro profissional, nas condições descritas abaixo, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Art. 7º – O psicólogo poderá intervir na prestação de serviços psicológicos que estejam sendo efetuados por outro profissional, nas seguintes situações:


    a) A pedido do profissional responsável pelo serviço;


    b) Em caso de emergência ou risco ao beneficiário ou usuário do serviço, quando dará imediata ciência ao profissional;


    c) Quando informado expressamente, por qualquer uma das partes, da interrupção voluntária e definitiva do serviço;

     

    d) Quando se tratar de trabalho multiprofissional e a intervenção fizer parte da metodologia adotada.

     

    Quem escolheu a busca não pode recusar a travessia - Guimarães Rosa

    -------------------

    Gabarito: D


ID
1217908
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Christophe Dejours, ao analisar o trabalho de telefonistas, afirma que o sofrimento resulta da organização do trabalho “robotizante”. Marque a alternativa que indica corretamente qual a relação entre sofrimento e trabalho proposta por este autor.

Alternativas

ID
1217911
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Marque a resposta que NÃO está de acordo com o Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005), quando se trata da realização de estudos e pesquisas.

Alternativas
Comentários
  •  e) Os resultados encontrados ao final da pesquisa devem ter um caráter taxativo e conclusivo.

     

    Art. 16 – O psicólogo, na realização de estudos, pesquisas e atividades voltadas para a produção de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias: a) Avaliará os riscos envolvidos, tanto pelos procedimentos, como pela divulgação dos resultados, com o objetivo de proteger as pessoas, grupos, organizações e comunidades envolvidas; b) Garantirá o caráter voluntário da participação dos envolvidos, mediante consentimento livre e esclarecido, salvo nas situações previstas em legislação específica e respeitando os princípios deste Código; c) Garantirá o anonimato das pessoas, grupos ou organizações, salvo interesse manifesto destes; d) Garantirá o acesso das pessoas, grupos ou organizações aos resultados das pesquisas ou estudos, após seu encerramento, sempre que assim o desejarem.


ID
1249381
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto abaixo e responda às questões
propostas.

A figura do ancião, desde o início dos relatos
das primeiras civilizações, é muito controversa e
discutida. No mundo ocidental, o senso comum das
principais culturas muitas vezes discordava dos
ensinamentos das filosofias clássicas sobre as
contribuições da velhice para a sociedade. O estudo
das reais condições trazidas pelo avanço da idade
gerou diversas discussões éticas sobre as
percepções biossociais dos processos de mudança
do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e
antropólogos ainda hoje não conseguem obte
consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas
áreas.
Muitas culturas ocidentais descrevem o
estereótipo do jovemcomo corajoso, destemido, forte
e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um
peso morto, um chato em decadência corporal e
mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao
extremo no século XX pelos portugueses durante a
ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a
perseguição aos idosos como bandeira política.
Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço
da idade com medo e desgosto, enquanto
especial istas da saúde questionam se há
deterioração ou mudança adaptativa do corpo
humano.
Nas culturas orientais, assimcomo namaioria
das filosofias clássicas, a velhice é vista de umângulo
positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma
vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que
personifica a figura do homem calmo, austero, e que
muitas vezes é capaz de prever certas situações e
aconselhar, se destaca emrelação ao jovemcheio de
energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos
ilósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos
eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O
ovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo
Sócrates. Apesar de ser desfavorecido
materialmente, Sócrates possuíamuita experiência e
uma sabedoria ímpar que marcou a história do
pensamento. Em A República , Platão retrata uma
discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa
do velho Céfalo, homem importante e respeitável em
Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre
os mais velhos e os jovens que contemplavam os
diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens
muitas vezes eram retratados como inconsequentes
e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não
recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser
um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada
somente para pessoas de idademais avançada.
Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico
sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era
o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e
Epicuro construíram uma concepção mitológica da
figura do velho. Os idosos que ele conheceu em
Roma muitas vezes não eram tão felizes como
descreviam os gregos. Muitos deles, observou
Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não
eram. A aparente tranquilidade decorria de seu
cansaço e desânimo por não conseguirmais lutar por
aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia
enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a
ausência de perturbações frente aos desafios
impostos pela vida.
Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o
ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a
“melhor idade”, como dizem muitos aposentados,
esses discursos não contribuem para uma resposta
definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de
velhice não é um fenômeno puramente biológico,
mas também fruto de uma construção social e
psicoemocional.
MEUCCI, Arthur. Rev.Filosofia : março de 2013, p. 72-3. Filosofia

............................................................................ ...... ....................

Com o emprego de OU SEJA (§ 4), o autor introduz um aposto cujo papel semântico no peródo é:

Alternativas
Comentários
  • "Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida."

    A locução "ou seja", liga duas palavras ou duas frases, explicando-as. Por isso que como introduzem uma informação, costuma-se a isolá-las por vírgulas.


    Resposta letra A.

  • o APOSTO EXPLICATIVO O PROPIO NOME DIZ: EXPLICA O TERMO ANTERIOR.

  • Explicativo! considerando o termo anterior ataraxia.


  • Não buscaram a ataraxia
    enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a
    ausência de perturbações frente aos desafios
    impostos pela vida.

    A expressão "ou seja" leva a uma explicação referente à palavra "ataraxia".

  • Ou seja e isto é são conectivos explicativos e devem vir sempre entre vírgulas.

  • Conjunção explicativa

    isto é, por exemplo, a saber, ou seja...

  • GABARITO: LETRA A

    ACRESCENTANDO:

    Aposto:

    Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou especificá-lo melhor. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou travessão.

    Por Exemplo:

    Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça.

    Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem. Dizemos que o aposto é sintaticamente equivalente ao termo a que se relaciona porque poderia substituí-lo. Veja:

    Segunda-feira passei o dia com dor de cabeça.

    Obs.: após a eliminação de ontem, o substantivo segunda-feira assume a função de adjunto adverbial de tempo.

    Classificação do aposto:

    De acordo com a relação que estabelece com o termo a que se refere, o aposto pode ser classificado em:

    a) Explicativo: A Ecologia, ciência que investiga as relações dos seres vivos entre si e com o meio em que vivem, adquiriu grande destaque no mundo atual.

    b) Enumerativo: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho, ação.

    c) Resumidor ou Recapitulativo: Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo isso está na base de um país melhor.

    d) Comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida.

    e) Distributivo: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este na prosa.

    f) Aposto de Oração: Ela correu durante uma hora, sinal de preparo físico.

    Além desses, há o aposto especificativo, que difere dos demais por não ser marcado por sinais de pontuação (vírgula ou dois-pontos). O aposto especificativo individualiza um substantivo de sentido genérico, prendendo-se a ele diretamente ou por meio de uma preposição, sem que haja pausa na entonação da frase:

    Por Exemplo:

    poeta Manuel Bandeira criou obra de expressão simples e temática profunda.

    rua Augusta está muito longe do rio São Francisco.

    FONTE: WWW.SÓPORTUGUÊS.COM.BR