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Prova FUNCAB - 2013 - IF-RR - Jornalista


ID
1091878
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

A partir da argumentação desenvolvida ao longo do texto, o autor pretende persuadir o leitor a concluir que:

Alternativas
Comentários

  •  Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional. ataraxia

  • Não entendi se os erros nas assertivas são da banca ou do pessoal do QC. Enfim, a resposta encontra-se no 1º parágrafo do texto:

    "O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogis, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esses fenômenos em suas respectivas áreas".

    Resposta, letra A.

  • Por que a letra D está errada?

  • Amigos, faltou o QC colocar o RESTO DO TEXTO e a resposta está lá...


    AQUI VAI:

    "Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o
    ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a
    “melhor idade”, como dizem muitos aposentados,
    esses discursos não contribuem para uma resposta
    definitiva para o estudo científico. Afinal, o conceito de
    velhice não é um fenômeno puramente biológico,
    mas também fruto de uma construção social e
    psicoemocional.

    ............................................................................ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .......
    MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia: março de 2013, p. 72-3.

  • Não concordo com o gabarito e pelo que vi nas estatísticas uma boa parte dos colegas marcaram letra D, assim como eu.

    Vamos lá: 

    A) Velhice não é apenas fenômeno biológico, mas também construção social e psicoemocional, o que dificulta o seu conhecimento.

    No texto temos a seguinte redação: ...Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também FRUTO de uma construção social e psicoemocional.

    Quando afirma-se que algo é fruto, significado que é consequência de outra coisa, ou seja, o conceito de velhice é consequência de uma construção social e psicoemocional, não significa que seja a construção social e psicoemocional.

    Em contrapartida, a letra D traz o seguinte:

    d) há, historicamente, muito preconceito contra os idosos, o que culmina (cuminar=atingir o ponto mais elevado; chegar ao exremo) com Salazar, que converteu a perseguição a eles em bandeira política.

    Na minha opinião essa alternativa estaria correta, pois conforme o parágrafo segundo, essa percepção preconceituosa foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política.

    Bom, entendi dessa forma, se alguém souber me explicar o erro da letra D ficarei agradecida!

    Sucesso :)

  • Pelo que entendi, o erro da letra D é que dá o sentido de que o preconceito terminou quando Salazar fez o que fez. E que após isso não haveria mais. Mas não havia como não marcar A uma vez que era cópia fiel ao texto.

  • A letra D estar errada, porque foge do contexto. Em nenhum momento o autor quis dizer o que esta assertiva propõe. 

  • Discordo do colega Stanley, pois o autor não só quis dizer o que a letra D discreve, como ele disse: no segundo parágrafo, na segunda e terceira linha.

     Porém a resposta não é a letra D, no meu ponto de vista, porque ao longo de todo o texto o autor pretende persuadir o leitor que existe uma construção social por traz do assunto, dependendo , inclusive, se fazemos parte da cultura ocidental e oriental, que tratam o assunto de forma diversa.

    Abraços a todos.

  • Acredito que o erro da letra D está em afirmar que sempre houve preconceito (há, historicamente, muito preconceito contra idosos), sendo que o texto também mostra o contrário (Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência.) Também errei a questão, mas por falta de atenção, pois realmente há a resposta da letra A no texto.
  • Acredito que a D esteja errada por generalizar que ha muito preconceito na historia. Historicamente e na cultura oriental o idoso e visto como sabio, essa ideia de peso morto e mais nova e foi levada ao extremo por Salazar, mas do texto nao se infere necessariamente que ha, historicamente, muito preconceito mas sim que houve em um ponto da historia e que ainda ha hoje em dia, como pode ser percebido nesse trecho:

    No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade.

    A cultura ocidental e considerada relativamente nova no ponto de vista historico.

    *meu teclado nao tem acento, desculpem


ID
1091881
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Com a proposição: “[...] esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico [...]” (§ 5), o autor sustenta um ponto de vista que o enunciado seguinte, introduzido por “Afinal”. Pode-se, assim, dizer que ele pretende:

Alternativas
Comentários
  • Não pode ser concluir já que a ideia que o Afinal passa é de justificar o que foi dito anteriormente.

  • Pensei assim AFINAL seria um tipo de finalidade, ou seja objetivo de justificar.

  • muito bom esse texto, por tanto a correta e letra B

  • afinal ==> pois ==> visto que ==> justificativa.


ID
1091884
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Em “[...] o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.” (§ 5), o substantivo FRUTO expressa uma relação de causalidade que pode ser igualmente traduzida por:

Alternativas
Comentários
  • “[...] o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.”


    e) “[...] o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também reflexo de uma construção social e psicoemocional.” (correta)
  • Quando se diz em fruto, se refere de algo advindo de outra coisa. Reflexo traz o mesmo pensamento.

  • Pra acertar a questão pensei em FRUTO como uma CONSEQUÊNCIA. Assim como o REFLEXO.


ID
1091887
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Há evidente equívoco na indicação do segmento de texto a que faz referência o pronome destacado em:

Alternativas
Comentários
  • Poxa, eu não entendi, alguém poderia me explicar porque é a D a resposta correta...? Muitos deles não está se referindo a idosos...?

  • Também fiquei no mesmo questionamento. DELES concorda com o que então se não é com idosos?

  • Será que já saiu o gab definitivo dessa prova?

    Não vejo erro algum na letra D, marquei por exclusão a letra A, pois é a única que pode suscitar alguma dúvida.

  • Faz sim referência aos idosos que ele conheceu em Roma...

  • NÃO SÃO TODOS OS IDOSOS, APENAS OS QUE ELE CONHECEU EM ROMA

  • Para mim essa questão não apresente nenhum resposta. Deveria ter sido anulada.

  • Bom, primeiro o QC tem que colocar todo o texto, pois estão faltando 2 parágrafos. Também discordo do gabarito porque a letra D está correta.

    "Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou
    Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram."

    Ou seja, o pronome DELES está empregado corretamente. Acabei de ver aqui que não houve alteração no gabarito não.


  • Questão muito mal elaborada e não para por aí já encontrei outras bem piores iremos sofrer com o português na prova da PRF. Mas a única justificativa que eu consegui achar foi que "Muitos deles" refere-se a Muitos dos idosos e não "os idosos" tendo uma contração da preposição de com o artigo os. Eu também marquei letra A, pois, de fato, gera dúvida. Enfim, pelo menos não fui a única. Força galera!

  • Questão muito mal elaborada e não para por aí já encontrei outras bem piores iremos sofrer com o português na prova da PRF. Mas a única justificativa que eu consegui achar foi que "Muitos deles" refere-se a Muitos dos idosos e não "os idosos" tendo uma contração da preposição de com o artigo os. Eu também marquei letra A, pois, de fato, gera dúvida. Enfim, pelo menos não fui a única. Força galera!

  • Amigos, acredito que o erro da letra D está no fato de que "ELES" não se refere apenas a "OS IDOSOS", mais sim a "OS IDOSOS QUE ELE [SÊNECA] CONHECEU EM ROMA".

    Ou seja, não é a qualquer IDOSO que Sêneca estava se referindo, mas sim aos IDOSOS QUE ELE CONHECEU EM ROMA!

    TEXTO:

    "Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico
    sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era

    o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e
    Epicuro construíram uma concepção mitológica da
    figura do velho. Os idosos que ele conheceu em
    Roma
    muitas vezes não eram tão felizes como
    descreviam os gregos. Muitos deles, observou
    Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não
    eram.
    "


    ;o)

  • Amigos, acredito que o erro da letra D está no fato de que "ELES" não se refere apenas a "OS IDOSOS", mais sim a "OS IDOSOS QUE ELE [SÊNECA] CONHECEU EM ROMA".

    Ou seja, não é a qualquer IDOSO que Sêneca estava se referindo, mas sim aos IDOSOS QUE ELE CONHECEU EM ROMA!

    TEXTO:

    "Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico
    sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era

    o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e
    Epicuro construíram uma concepção mitológica da
    figura do velho. Os idosos que ele conheceu em
    Roma
    muitas vezes não eram tão felizes como
    descreviam os gregos. Muitos deles, observou
    Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não
    eram.
    "

    ;o)

  • Acertei a questão porque fui pela seguinte ideia:

    Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos, Muitos deles, observou Sêneca...

    Sabemos que se trata de um pronome que retoma um termo anteriormente citado no texto, portanto utiliza-se o pronome ESSE e seus derivados (essa, esses, desses), então a redação correta seria:

    Muitos desses (idosos),observou Sêneca....

    Desses= De+esses.


  • eu também não entendi o porque do gabarito "D"

  • Sinceramente, ainda não entendi o gabarito!

  • A resposta da alternativa "d" me parece equivocada: Esse "dELES" se refere aos idosos de Roma, mencionado na frase anterior.

  • Questão de péssimo entendimento. Ao meu ponto de vista deveria ser anulada. Não há justificativas plausíveis em nenhuma das alternativas. Examinador foi infeliz nesta questão.

  • Respondi "B" e vocês ? 

  • Resp. D

    Muitos deles se refere aos filósofos clássicos e não aos idosos


  • Bem,

    Eu pensei na letrar "a" e gostaria de justificar e abrir discussão:
    Na alternativa "a" se refere a esse fenômeno, que vem sendo tratado desde o primeiro período, que seria toda problemática biologia e psicossocial que envolve os idosos. veja:
    A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.
    Se fosse para considerar certa esta questão começaria, ao menos, por "percepções biossociais dos processos de mudança do corpo".

  • Discordo totalmente que muitos deles se refira aos filósofos. Se refere a idosos pq eles é que pareciam 

  • Eu jurava que a resposta seria a letra A. Não consigo enxergar erro algum na letra D. DELES está sim, na minha humilde opinião referindo-se aos idosos.

  • a questão diz "equivoco" ou seja ela quer a questão errada


  • Ainda não entendi o gabarito? Alguém pode explicar?


  • Questão muito mal formulada... pq se está se referindo aos idosos que conheceu em Roma ou somente aos idosos dá no mesmo...

    êhhh... funcab... quem estiver se preparando pro concurso da PRF assim como eu pode esperar uma prova no mínimo "sebosinha"...

  • muitos deles refere-se a" os gregos" letra D, e nao a muitos deles.

  • Eu marquei a letra A porque pensei que o pronome indicativo "esse" no singular não pode concordar com "os processos de mudança do corpo" no plural. Se sentindo confuso e frustrado com esse gabarito. 

  • Esta questao tinha de ser anulada pois não dá para dizer que a letra A não é o gabarito. se a D é, pelo mesmo motivo a A também é.

  • "Esse Fenômeno"...se refere aos Estudos. 

    O gabrito está errado, banca fraca!! Tipo de prova na qual a sorte vale tanto quanto os outros fatores.

  • Pessoal, sinceramente acho que deveria ser cancelada por não ter resposta, eu não sei em qual norma de português que a banca se embasou, porque não tem como ser a letra D, é só ele ler a frase : ..Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes (quem não era feliz, os idosos)como descreviam os gregos. Muitos deles, (quem seriam eles, os idosos), observou Sêneca, pareciam tranquilos (quem parecia tranquilo, os idosos).


    pesquisei e não tem como estar certa, mas fazer o que.


    alem de aprender o conteúdo temos que aprender a adivinhar, alguém sabe um bom autor.

    bons estudos.

  • Boa noite pessoal, após verificar a justificativa da Banca no indeferimento do recurso sobre a questão, realmente é a letra D, conforme abaixo:

    Em: “Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos” (§ 4), o pronome “eles” não faz referência a “os

    idosos”, mas a “os idosos que ele conheceu em Roma” – isto é, não a “os idosos” em geral, mas a

    determinados idosos (a oração adjetiva “que ele conheceu em Roma” é restritiva). Não há qualquer

    equívoco no que diz respeito à determinação do segmento textual a que se referem os demais pronomes

    destacados na questão. Questão Indeferida.

    Comentários: No texto, "os idosos" está restringindo que somente os idosos conhecidos em Roma. Porém na alternativa D, "os idosos" está em geral, ou seja todos.

    É isso ai pessoal.





ID
1091890
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Há falta de correspondência entre o sentido do verbo, no contexto em que está empregado, e o do sinônimo proposto para substituí-lo em:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra: c

    Justificativa: de acordo com o contexto o verbo "questionam" foi empregado no sentido de fazer uma pergunta, nesse caso poderia ser utilizado os seguintes sinônimos: demandam, indagam, interpelam, interrogam, e não "contestam" que tem sentido de fazer objeção à algo. 

  • trata-se das ideias dos filósofos, e não dos idosos,e até eu errei a  questão!

  • questionar = tirar dúvida

    contestar = não concordar

  • - dissentir: discordar, divergir

    - suscitar: provocar, originar

    - Advir: sobrevir, suceder

  • Segundo o dicionário HOUAISS, CONTESTAR é uma forma de colocar em dúvida, questionar a validade de algo, portanto, não entendo um falta de correspondência na letra "C". O mesmo dicionário classifica QUESTIONAR como uma forma de contestar a validade de algo. Contudo, os dois verbos dão sentido completo à frase.

  • eu vi contemplar como inclusão e não apreciação..


  • Significado de Questionar

    v.t. Interpelar: questionar uma autoridade.
    Disputar sobre, controverter: questionavam a imortalidade da alma.
    Contestar em juízo, demandar: questionar o direito de alguém.

    fonte: http://www.dicio.com.br/questionar/

    Sinônimo de questionar

    Fazer perguntas:

    demandarindagarinquiririnterpelarinterrogarperguntar.

    Fazer objeção a algo:

    2 contestarcontraditarcontradizercontrariarcontroverter,debaterdesmentirimpugnarnegarobjetaropor-serebater,refutar.

    Dizer como resposta:

    redarguirreplicarresponderretorquir.

    Entrar em discussão com alguém:

    altercarargumentarbrigarcontenderdebaterdiscutirdisputar.


    fonte:http://www.sinonimos.com.br/questionar/


    Significado de Questionar

    v. t.
    1. fazer uma pergunta: questionar alguém sobre algo
    2. discutir, contestar: questionar uma decisão

    fonte: http://www.lexico.pt/questionar/


    A questão deveria ser anulada.



ID
1091896
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Altera-se o sentido fundamental de “[...]Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar [...]” (§ 3) com a seguinte reescrita da primeira oração:

Alternativas
Comentários
  • CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CONCESSIVAS
    Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que, malgrado, suposto, por mais que, conquanto, posto que, por muito que..

    Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado.Traz em si uma idéia de “apesar de”.

    CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS CAUSAIS
    Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, pois, que, porquanto, como (= porque), 


  • Entendo que a alternativa B está sim correta.


    "Apesar de" equivale a "conquanto".


    O que acham?

  • Sim Aristócrates, a letra b está correta. Também já cometi este equívoco, e o que pediu foi a letra que ALTERA o sentido da frase, e não a que concorda. 

  • visto que = porque (refere-se a uma explicação)

  • Visto que: conjunção causal.

    Se bem que, Conquanto, Posto que, Por muito que: conjunções concessivas. 

  • NÃO PRESTEI ATENÇÃO NO ENUNCIADO E MARQUEI (B).QUE BOBEIRA NÉ!

  • Cometi o mesmo erro haha

  • ola pessoal  .. a resposta letra (e) blz....

  • Errei pelos mesmos motivos que o pessoal acima - desatenção... 

  • Essa pegou srsrs errei


  • Apesar de é uma conjunção CONCESSIVA, assim como: embora, conquanto, malgrado, ainda que, posto que...

    Todas elas estão relacionadas a ideia "mais fraca" do período. Já que CONCESSÃO é sinônimo de EXCEÇÃO.

    Visto que é uma conjunção CAUSAL, logo percebe-se que a 1ª oração NÃO pode ser "causa" da segunda.

  • estava sim, fácil... pois só faltou atenção.



ID
1091899
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

No período: “[...] Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.” (§ 3) a preposição POR introduz a mesma circunstância que em:

Alternativas
Comentários
  • PREPOSIÇÃO "POR"


    Designativa de várias relações; modo: por força; causa: por doença; meio: por terra ou por água; tempo: por um ano, etc.




  • Letra B

    b) perder o emprego por incompetência.

  • Para facilitar basta inverter a ordem das orações do enunciado: 


    [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada Por ser um conhecimento nobre e difícil.


    Assim, percebemos mais facilmente que a letra B está CORRETA

  • A dica é que o "POR" está no sentido de "DEVIDO", por isso é substituir as palavras que encontramos a resposta correta.

  • Eu fiz uma relação de causa-consequência.  

  • GABARITO: alternativa B

    a preposição POR pode ser substituída por DEVIDO A, sem alteração do sentido, somente na alternativa B

  • Dá para ser resolvida utilizando-se da ideia causa-consequência.

    "ACONTECE que ela era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada, DEVIDO (POR CAUSA DE) ser um conhecimento nobre e difícil"

    PERDER O EMPREGO=Consequência

    INCOMPETÊNCIA=Causa

    até mais!

    ;)

  •  perder o emprego por incompetência

    a palavra ''por'' esta com sentido de ''devido'' 

    a frase ficaria assim: perder o emprego devido incompetência.

  • É a única com sentido de causa , motivo

  • tente substituir por visto que, por causa de.

  • a) finalidade - substitui-se po PARA

    b) CORRETO.  causal , subsiui-se por : POR CAUSA

    c) meio - instrumento :  

    d) temporal . DURANTE

    e) lugar . POR ONDE

     

  • Batalhar por conseguir um lugar ao sol ( ideia de fim, faz isso para obter isso);

    Perder o emprego por incompetência ( causa, consequencia);

    Corresponder-se com os amigos poe e-mail ( meio);

    Ausentar-se por algumas semanas ( tempo);

    Relarcear os olhos por toda a sala ( modo como );


ID
1091908
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Dentre as alternativas de concordância verbal propostas, a gramática do português-padrão acolhe apenas a seguinte:

Alternativas
Comentários
  • a) “[...] o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas [...]” (§ 1) / discordavam.

    Quem discordava? O senso comum. Logo, não há como por o verbo discordar no plural.

    b) “[...] Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto [...]” (§ 2) / debate.

    Quando os núcleos do sujeito estiverem coordenados assindeticamente ou ligados por “e” o verbo concordará com os dois núcleos. Por isso item errado.

    c) “[...] Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos [...]” (§ 4) / descrevia.

    Os gregos descreviam quem? Os idosos. Por isso, não há como passar o verbo descrever para o singular. 

    e) “[...] esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico [...]” (§ 5) / contribui.

    "Esses discursos" é o sujeito da oração, ou seja, o verbo deverá concordar com ele. Quem não contribui para uma resposta definitiva? Esses discursos.


    Resposta letra D.




  • Acertei por eliminação, mas sintaticamente, alguém poderia comentar a letra d)?

  • discordava remete ao senso comun e não principais culturas . Eu errei por falta de atencao. letra D GABARITO


  • “[...] A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar [...]” (§ 4) / conseguirem.


    O que decorria de seu cansaço e desanimo? A aparente tranquilidade (SUJEITO)

    Pode ir para o plural, pois o referente pode ser Nós, como não esta especificado pode se referir que A aparente tranquilidade de seu cansaço ocorreu por não conseguirem mais lutar. Mais ou menos quando generalizamos e incluímos outras pessoas ao nosso status. 

    Eu estava tão linda e feliz e não conseguimos "pegar" ninguém. (Apesar dos meus esforços, minha turma não conseguiu ficar com ninguém, ou seja, generalizei meu status pra outras pessoas)


    OBS: Entendi assim pra decifrar a questão, visto que não cabe em nenhuma outra regra de concordância.

  • a) o senso comum ... DISCORDAVA. [ = ELE DISCORDAVA e não ELE DISCORDAVAM]

    b) Atletas e artistas ... DEBATEM [ = ELES DEBATEM e não ELES DEBATE]

    c) DESCREVIAM os gregos [ = ELES (os gregos) DESCREVIAM  e não ELES (os gregos) DESCREVIA]

    d) CERTO -> [os idosos] não conseguir mais lutar... OU [os idosos] não conseguirem mais lutar...

    e) esses discursos não CONTRIBUEM [= ELES NÃO CONTRIBUEM e não ELES NÃO CONTRIBUI]


    Só acrescentando, em relação a letra D, a gramática NORMATIVA nos diz que o INFINITIVO assume a forma FLEXIONADA quando tem sujeito claramente expresso. Ex.:

    "Mas o curioso é TU não PERCEBERES que não houve nunca "ilusão" alguma."

    "Vila Nova lembrou que o melhor era IREM TODOS logo falar ao Bom Jesus."

    (Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha, página  502)


    Ou seja, como o SUJEITO "OS IDOSOS" está expresso na frase, a gramática normativa permite que escrevamos "CONSEGUIR" ou "CONSEGUIREM"

    ;o)

  • Bom, fiz a seguinte análise da letra D.
    "...por não conseguir mais lutar..." é uma Oração Subordinada Causal Reduzida de Infinitivo.
    "conseguir" é Infinitivo Pessoal, o qual necessita enfatizar o agente da ação por motivo de clareza ou para evitar ambiguidade.
    O sujeito da forma verbal "conseguir" encontra-se no período anterior que é "os idosos".
    Logo, o correto é "...por não (eles) conseguirem mais lutar...".

    Outros exemplos:
    É importante (eu) estudar.

    É importante (tu) estudares.

    É importante (ele/você) estudar.

    É importante (nós) estudarmos.

    É importante (vós) estudardes.

    É importante (eles/vocês) estudarem.

    Peço correção, se estiver errado.
    Bons estudos!


    Foco+Força+Dedicação= sucesso


  • Comentário bem lúcido da colega Marcelle. 

  • BANCA CABULOSA!! COLOCA O PARÁGRAFO, MAS NÃO FAZ INFERÊNCIA REAL AO TEXTO. DIFERE DA FCC.

  • Banca lixo... Todas as questões dela são mal elaboradas!!

  • Errei acreditando na concordância atrativa da letra A


  • Típica questão que a informação está no texto e não na alternativa... Claro que dá para ir por eliminação, mas a confirmação está em uma frase anterior não mencionada no item!

    Força para o pessoal que vai fazer o Adm. da PRF, poucas vagas para os estados. Engraçado que aqui no DF inauguraram uma bela de uma sede, pensei que seriam mais vagas imediatas! =/

  • A regra não seria: Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo pode ficar no plural ou no singular?

  • Essa questão, na minha humilde opinião, é passível de anulação, pois a alternativa "b" também pode ser considerada como certa. Pois, o verbo debate poderia ficar no singular que no caso a concordância ocorreria com o o avanço da idade com medo e desgosto. Logo, permaneceria gramaticalmente correta. 

  • A b está errada, pois concordar com o avanço da idade não faz sentido, sendo que não se trata de um termo partitivo para que se concorde com ele.

  • Galera, acredito que a questão pede uma exceção da concordância.

    A letra "D" possui palavras sinônimas como núcleo, logo, o verbo vai para o plural concordando com os dois ou vai para o singular concordando com o mais próximo.  

  • "gregos é o sujeito do verbo "descrever, portanto se ele esta pós posto, porque não a facultatividade do verbo?

    NAO INTENDI!


ID
1091911
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Ao se reescrever a oração adjetiva destacada em“Os idosos QUE ELE CONHECEU EM ROMA muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos [...]” (§ 4) cometeu-se um erro de regência nominal em:

Alternativas
Comentários
  • Letra E " Os idosos que ele pediu colaboração em Roma".

    Correto " Os idosos de que ele pediu colaboração em Roma".

                                                  ele pediu colaboração dos idosos (de que) em Roma

    O PRONOME RELATIVO "QUE " EXERCE FUNÇÃO DE COMPLEMENTO NOMINAL E EXIGE A PREPOSIÇÃO "DE".

  • quem pede colaboração, pede á alguem não??

  • Quem colabora, colabora com alguma coisa. Sendo bem simples.

  • pediu colaboração a quem? - aos idosos

    Logo, exige a preposição a. Ficando assim:

    Os idosos a quem (que) ele pediu colaboração em Roma.

  • É só fazer pergunta ao verbo. Pediu colaboração a quem!? (Aos idosos).

    Deveria ter uma preposição (a) junto com Os

  • A oração correta seria:

    Os idosos para que ele pediu colaboração em Roma.

    Pois quem pede colaboração - pede para alguma coisa.

  • Esses erros são para deixar a questão mais embaraçada?? As questões dessa banca já são emblemáticas e ainda temos que separar palavras juntas, e ainda temos que considerar/desconsiderar itens que se repetem.. Vida de concurseiro não é fácil 

  • d) nos quais ele encontrou apoio em Roma
    d) nos quais ele encontrou apoio em Roma
    A questão acima foi copiada e colada pelo site, que nem sequer se deu ao trabalho de fazer uma revisão.

    d) nos quais ele encontrou apoio em Roma

    e) que ele pediu colaboração em Roma

    Como a questão está no PDF baixado da prova.


    Agora me digam: como acertar nesse caso em que a opção correta não foi colocada a nossa disposição???



  • O texto da alternativa e) é:

    e) que ele pediu colaboração em Roma

  • O pronome relativo "que" não admite preposição "a"

  • escolham um deles:colaboração com,em,para;com...em,em...para.

    http://www.uninove.br/PDFs/Serie%20Palavra%20Final/Regencia%20nominal%20e%20verbal.pdf


  • Quem PEDE, pede algo A alguém.

    Logo, a frase deveria ficar, como mencionado acima: 

    Aos idosos que ele pediu colaboração em Roma

    como era: 
    Os idosos QUE ELE CONHECEU EM ROMA 

  • Tenho um método para resolver essas questões que a funcab adora cobrar:

    a) Quem tem contato tem contato com alguém

    b) Quem mostra interesse mostra interesse por alguma coisa

    c) Quem tem conhecimento tem conhecimento de alguma coisa

    d) quem encontra apoio encontra apoio em alguma coisa

    e) quem pede colaboração pede colaboração de alguma coisa.


    Espero que ajude!

  • Agora lasco... cada um deu uma regência diferente... Algum prof de portugues para ajudar??

  • ...a quem ele pediu colaboração em Roma.   pedir algo (OD) a alguém (OI).

  • O verbo pedia a preposição a 

  • Banca sem criatividade. O CESPE, apesar de tudo, sabe formular questões.

  • Concordo com a colega Emanuela. 


    O certo é "a quem ele pediu colaboração em Roma", pois quem "pede", pede algo a alguém. 


    Ao contrário do que foi dito, o pronome relativo "que" admite a preposição "a". 


    Veja: "As pessoas a que recorri atenderam-me bem". 


    Com preposição dissílaba,  não se usa o pronome "que", deve-se substituir por "qual" e variações. 


    "Os assuntos sobre que falei são difíceis" (errado).


    "Os assuntos sobre os quais falei são difíceis" (certo). 


    Bons estudos. 


  • ele pediu colaboração a quem? "Os idosos a quem ele pediu colaboracao..."

  • Que questão pessimamente formulada!


ID
1091914
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

A forma simples da locução verbal destacada em“[...] ainda hoje não CONSEGUEM OBTER consenso [...]” (§ 1) encontra-se flexionada com ERRO no seguinte contexto:

Alternativas
Comentários
  • d) obterem (errado) = obtiverem (certo).

  • D) se um dia obterem consenso = Se um dia ObTIVEREM consenso: (mesma flexão do verbo "TER")

  • Marreta (MNEMÔNICO):

    ter = tiver (futuro);

    por = puser (futuro)

    ver = vir (futuro; sentido de olhar)

    vir = vier = futuro; sentido de "vem de algum lugar).

    funciona pra palavras que contenham tais estruturas!

    Bons estudos!

  • Terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo do verbo OBTER = OBTIVEREM.

    Obs.: para facilitar a conjugação do futuro do subjuntivo é só colocar a a palava QUANDO antes:

    QUANDO ELES OBTIVEREM.

  • Gabarito: letra D


    O certo seria: se um dia [eles] OBTIVESSEM consenso


    ;O)

  • Daiana, houve equívoco na hora de conjugar o verbo OBTER, como segue abaixo:

    Pretérito imperfeito do Subjuntivo

    se eu obtivesse
    se tu obtivesses
    se ele obtivesse
    se nós obtivéssemos
    se vós obtivésseis
    se eles obtivessem


    Disponível em http://www.conjugacao-de-verbos.com/verbo/obter.php
  • A Daiana passou uma informação errada e um monte de gente colocou como útil, temos que tomar cuidado...

  • O "x" da questão é identificar o verbo primitivo(ter) e conjugá-lo nos respectivos tempos e modos. Naturalmente "obterem" não vai ser encontrado nessa lista.

  • O infinitivo pessoal jamais aceita anteposição de conjunções; ele admite, no máximo, a presença de preposições ou locuções prepositivas. Quando os verbos são regulares as flexões do infinitivo pessoal são idênticas ao futuro do subjuntivo, a diferença é que o futuro do subjuntivo exige anteposição de conjunções, geralmente "se" e "quando".

    O verbo obter é irregular.

    Quando os verbos são irregulares, o infinitivo pessoal é totalmente distinto do futuro do subjuntivo.

    Infinitivo Pessoal
    por obter eu
    por obteres tu
    por obter ele
    por obtermos nós
    por obterdes vós
    por OBTEREM eles

     

    Futuro do Subjuntivo
    se/quando eu obtiver
    se/quando tu obtiveres
    se/quando ele obtiver
    se/quando nós obtivermos
    se/quando vós obtiverdes
    se/quando eles OBTIVEREM


    SE UM DIA OBTEREM (3a pessoa do plural - infinitivo pessoal) CONSENSO. 

    ERRADO, INFINITIVO PESSOAL NÃO ADMITE ANTEPOSIÇÃO DE "SE" OU "QUANDO"
     

    SE UM DIA OBTIVEREM (3a pessoa do plural - futuro do subjuntivo) CONSENSO.

    CERTO - FUTURO DO SUBJUNTIVO EXIGE "SE" OU "QUANDO"


    No caso a LETRA D está errada com o verbo "obter" flexionado no infinitivo pessoal, o certo seria ele estar flexionado no futuro do subjuntivo.



    REFERÊNCIA:
    BEZERRA, Rodrigo. Nova Gramática da Língua Portuguesa para Concursos. 5a edição - página 288.

  • Obrigada Cidinha pela dica do site de conjugar verbos!

  • obterem (errado) = obtivessem (certo).

  • Lider : Ter

    Se eles obtiverem

  • De tão simples, deu medo.

  • Se eles tiverem. ......... Se eles obtiverem. 
    O mesmo ocorre com demais verbos que derivam do verbo ter, tais quais:
    Deter (detiver, detiverem);
    Conter (contiver, contiverem);
    E os pronominais:
    Abster-se (abstiver-se, abstiverem-se);
    Ater-se (ativer-se; ativerem-se).
  • O correto seria se eles obtiverem. 

  • D) Se um dia obtiverem consenso. 


ID
1091917
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Há erro evidente, segundo as normas de pontuação em vigor, na substituição do ponto usado no texto pelo sinal proposto entre colchetes na seguinte alternativa:

Alternativas
Comentários
  • letra c

    c) “[...] Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia [ , ] por ser [...]” (§ 3)

  • Gabarito: letra C

    O certo, na letra C, seria colocar um PONTO E VÍRGULA em vez de vírgula "para separar partes de um período, das quais uma pelo menos esteja subdividida por vírgula" (Conceito retirado da Nova gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha, página 667)


    Ficaria certo assim:


    "Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia; [PONTO E VÍRGULA] por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada."


    ;o)

  • Olá, se alguém puder responder, porque a letra "D" está correta?
    Obrigado.

  • O erro deve estar na separação feita na letra C, pois a vírgula iria separar orações distintas e nesse caso o recomendado seria o ponto. 

  • Na alternativa "D" o sinal de dois pontos poderia ser utilizado para demonstrar que está por vir uma complementação de "Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos.".

  • isso não é uma banca é uma loteria!!!!!!!!!!!!!

  • marquei letra E porque achei mais apropriada a virgula ao inves de ponto e virgula.

  • A letra A está correta por que seriam formadas orações coordenadas assindéticas, certo?


ID
1091920
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Grafam-se, respectivamente, com “ss” e com “ç” – como os sufixos dos substantivos destacados em “[...] gerou diversas DISCUSSÕES éticas sobre as PERCEPÇÕES biossociais [...]” (§ 1) – os sufixos de:

Alternativas
Comentários
  • Cessão é a de transferência de direitos e obrigações;

    Extinção é a anulação do cargo.

    C.

  • Apenas como complemento...

    cessão: Grafam-se com "ss" palavras derivadas de verbos com "ced" no radical -> ceder - cessão;
    extinção: Grafam-se com "ç" palavras finalizadas com sufixos "aça", "aço", "iça", "uço", "ança", "ença" e "ção"

    Letra C
    Bons estudos! :)

  • a) conten_Ç_ão (de gastos) – remi _SS_ ão (da pena).b) conce_SS_ão (de privilégios) – ascen_S_ão (ao poder).c) ce_SS_ ão (de direitos) – extin_Ç_ão (do cargo).d) apreen_S_ão (da carteira) – reten_Ç_ão (do veículo).e) mo_Ç_ão (de apoio) – admi_SS_ão (de funcionário).


  • "Remição da pena". Não seria assim?

  • **Para quem estuda para concursos na área de direito, grafar remição ou remissão é sempre motivo para pegadinhas das bancas...

    Encontrei um texto e vídeo elucidativo sobre isto, mas ao final o autor diz que em se tratando de PENA, a depender do CONTEXTO, poderá ser com Ç ou com S; 

    No caso dessa questão, como não há contexto, fica complicado saber qual o sentido exigido, mas sabendo-se da existência das 2 formas de grafia e encontrando-se outra alternativa verdadeira, nos leva ao gabarito....

    Segue:

    REMIÇÃO: resgate; requisição. (Ex: Remição (resgate) de bens);

    REMISSÃO: perdão. (Ex: Remissão dos pecados; Remissão de crédito tributário);

    Bons estudos!


    Link do texto/vídeo: http://www.migalhas.com.br/Gramatigalhas/10,MI33482,11049-Remicao+ou+Remissao+da+pena

  • CESSÃO.

    EXTINÇÃO.


ID
1091923
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com relação ao regime disciplinar dos servidores públicos federais, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • resposta letra d

    d) O servidor que foi condenado à demissão, após ultrapassados os cento e vinte dias do processo administrativo, não pode pedir a anulação porque o julgamento, fora do prazo legal, não implica nulidade do processo.

  • Erro na letra A

    O servidor, já aposentado, não pode ser punido em razão de infração administrativa praticada na ativa e cuja penalidade prevista seja a de demissão.

    O servidor aposentado e for descoberto algo errado feito quando na ativa poderá ser cassada a aposentadoria.


  • Resposta correta: D

    "O servidor que foi condenado à demissão, após ultrapassados os cento e vinte dias do processo administrativo, não pode pedir a anulação porque o julgamento, fora do prazo legal, não implica nulidade do processo"

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm

  • 8112/90

    "Art. 169. Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra comissão para instauração de novo processo.

      § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo."

  • Com relação ao regime disciplinar dos servidores públicos federais, assinale a opção correta.

    a) O servidor, já aposentado, não pode ser punido em razão de infração administrativa praticada na ativa e cuja penalidade prevista seja a de demissão. 
    ERRADA: Art. 134: Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado, na atividade, falta punível com a demissão.
    b) Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo não está obrigada a designar um servidor como defensor dativo.
    ERRADA:- Lei 8.112, Art. 164, § 2º: Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.
    c) No âmbito do processo administrativo, a autoridade superior não pode aplicar pena mais gravosa do que a imposta pela autoridade inferior.
    ERRADA: - Lei 8.112, Art. 168: Parágrafo único: Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.
    d) O servidor que foi condenado à demissão, após ultrapassados os cento e vinte dias do processo administrativo, não pode pedir a anulação porque o julgamento, fora do prazo legal, não implica nulidade do processo.  
    CERTA: - Lei 8.112, Art. 152: O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem. - Lei 8.112, Art. 169, § 1º : O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo.
    e) Havendo regular apuração criminal, não deve ser aplicada a legislação penal para o cômputo da prescrição no processo administrativo. 
    ERRADA: - Lei 8.112, Art 142, § 2o: Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.Bons estudos:

  • Pessoal eu errei optando pela letra "c", pois achei que condizia com o parágrafo que diz que "Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção." Alguém pode me explicar aonde me equivoquei? 


  • Gabarito: letra D!


    a) O servidor, já aposentado, não pode ser punido em razão de infração administrativa praticada na ativa e cuja penalidade prevista seja a de demissão. Neste caso, o servidor terá a aposentadoria cassada caso seja condenado.
     b) Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo não está obrigada a designar um servidor como defensor dativo.    Artigo 164 §2 Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.

    d) O servidor que foi condenado à demissão, após ultrapassados os cento e vinte dias do processo administrativo, não pode pedir a anulação porque o julgamento, fora do prazo legal, não implica nulidade do processo.  Correta! Art. 169  § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo."
    e) Havendo regular apuração criminal, não deve ser aplicada a legislação penal para o cômputo da prescrição no processo administrativo.  Artigo 142- § 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.

  • Por força da Súmula Vinculante nº05 do STF, essa questão deveria ser anulada, uma vez que, a referida súmula, reza que, a falta de defesa técnica em um PAD não fere o devido processo legal, logo, qualquer administração está desobrigada de fornecer advogado dativo, tornando correta as afirmativas: b) e d).

  • Cesar, não tem julgamento de uma autoridade inferior e depois revisão por autoridade superior. Tanto é que na Revisão o julgamento é feito pela mesma autoridade que aplicou a sanção (art. 181) e vc for no art. 141, cabe a cada autoridade a aplicação de uma sanção!
    talvez vc está confundindo aplicação de sanção com direito de petição (art. 104)

  • Anderson Amaral

    O defensor dativo é pq o indiciado é revel( ele não compareceu p/ se defender),

     e não por falta de defesa técnica( advogado).

    Além do mais, a lei diz que o defensor dativo pode ser qq pessoa de nível de escolaridade igual ou superior,

    ou ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível (  não diz que é advogado).

    O acusado não pode ser julgado e processado sem o devido processo legal (o contraditório e a ampla defesa).

    A súmula é usada para qdo o indiciado se defende sem constituir advogado; Não é esse o caso em questão.

    (art 164, §2º, lei 8.112)

  • "Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. O direito de requerer prescreve: I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho; II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei. 

    No direito de petição, o prazo são de 5 anos...Alguém saberia esclarecer o assunto

    Abç


ID
1091929
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Acerca dos atos administrativos relacionados a concursos públicos, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: letra C

    8.112/90:

    Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos,podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

    O concurso da PRF administrativa vai ser feito por essa banquinha, quero nem ver a lambança.

    Bons Estudos!

  • Comentando a letra A: Não existe direito adquirido para servidores públicos estatutários devido a mudança do RJU

    E as divergências remuneratórias, que no caso são trabalhistas, são dirimidas no Tribunal de Justiça, e não no TRF ou no TRT

    Letra B: A contagem do tempo de serviço de servidor celetista é assegurado a este

    Letra E: Só por lei pode haver exames psicotécnicos em cargo público

  • CF/88. "Artigo 37 - III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;"

    Portanto, correta a letra "C".

  •  Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

      § 1o O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação.

    Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm

  • Lei 8.112/90

    Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

    §1º O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial e em jornal de grande circulação.

    §2º Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado.

  • CF/88 - Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;


  • Eita que esta letra C parece confusa. Um adendo à letra E: Na verdade "o exame psicotécnico pode fazer parte da etapa de um concurso, desde que a lei reguladora da carreira preveja a utilização deste exame como etapa do processo seletivo. Além disso, devem ser adotados critérios objetivos na avaliação do candidato de modo que lhe sejam asseguradas as possibilidades de interposição de recurso administrativo". 

    Súmula 686: Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.


    RE-AgR 559069
    RE-AgR - AG.REG.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO

    CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXAME PSICOTÉCNICO. NECESSIDADE DE LEI. PRECEDENTES. 1. É irrelevante para o desate da questão o objeto da investidura, quando em debate a violação direta do art. 37, I, da Constituição Federal. 2. A exigência de exame psicotécnico prevista apenas em edital importa em ofensa constitucional. Precedentes. 3. A CLT carece dos critérios objetivos para ser tida como lei formal a regular exame psicotécnico. Precedentes. 4. Agravo regimental improvido.

    AI-AgR 660840
    AI-AgR - AG.REG.NO AGRAVO DE INSTRUMENTO

    EMENTA: CONSTITUCIONAL. EXAME PSICOTÉCNICO. ILEGITIMIDADE. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - Questão dirimida com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - É ilegítimo o exame psicotécnico realizado com base em critérios subjetivos ou sem a possibilidade de exercício do direito a recurso administrativo. IV - Agravo regimental improvido.

    Fonte: http://www.estudodeadministrativo.com.br/noticia-2010abr19-exame-psicotecnico-em-concurso-publico.php


  • A)ERRADA!  Não há direito adquirido do servidor público estatutário à inalterabilidade do regime jurídico pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual modificação introduzida por ato legislativo superveniente preserve o montante global da remuneração, e, em consequência, não provoque decesso de caráter pecuniário. (STF)


  • a. “Não há direito adquirido do servidor público estatutário à  inalterabilidade do regime jurídico pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual modificação introduzida por ato legislativo superveniente preserve o montante global da remuneração e, em conseqüência, não provoque decesso de caráter pecuniário. Em tal situação, e por se achar assegurada a percepção do quantum nominal até então percebido pelo servidor público, não se revela oponível ao Estado, por incabível, a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Precedentes.”(RE 247.013-AgR/SC, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO)

    b.“ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TEMPO DE SERVIÇO REGIDO PELA CLT. APROVEITAMENTO PARA FINS DE VANTAGENS. POSSIBILIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS MORATÓRIOS. CUSTAS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. 1. Assentado na jurisprudência o entendimento de que ‘o veto ao § 4º do artigo 243da Lei n. 8.112/90 não tem base jurídica para desconstituir direito de exceletista à contagem do tempo pretérito para fim de anuênio, na forma prevista no artigo 67 do novo Regime Jurídico Único, visto que o artigo 100 do texto legal remanescente dispõe que é contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal’ (Rec. Ext. n. 209899-0/RN - Rel. Ministro Maurício Correa – STF)... A decisão continua, assegurando vários direitos ao servidor público exceletista em relação à contagem de tempo de serviço pretérito.

    c)CF/88 - Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;

    d)  Mesma do item anterior.


  • e) O exame psicotécnico, como condição para ingresso no serviço público, decorre de lei, não pode ser dispensado, sob pena de ofensa a Constituição, art. 37, I, da CRFB/88. Não obstante ser legal a exigência desse exame, não pode a Administração, sob argumento de sigilo, posto que norteada pelos princípios da legalidade, moralidade e, mormente, publicidade, negar ao candidato o conhecimento da decisão que o reprovou no citado exame, devidamente fundamentado porque, agindo desta forma, a Administração estaria enveredando nos caminhos nebulosos da ilegalidade. Portanto, o que é ilegal é o sigilo da decisão, de que, pelo menos o candidato de ser cientificado a fim de que lhe seja assegurado o direito de recurso, para que lhe permita exercer o contraditório e a ampla defesa. E ainda tem mais: o profissional de psicologia deve manter o sigilo sobre a decisão, atendendo à ética de sua profissão, em relação a terceiros, mas não em relação ao candidato a quem deve ser exibida a decisão aprovatória ou reprovatória. Na mesma linha de argumentação, as conclusões que reprova o candidato não podem ser desmotivadas e, quanto ao perfil profissiográfico, cabalmente há que ser demonstrado o porquê do candidato ser considerado inapto no teste psicotécnico ou seja, o exame tem de apurar características de personalidade incompatíveis com o cargo público. 

    ( Fonte; http://joelvieira2012.blogspot.com.br/2012/04/os-mais-polemicos-requisitos.html)


  • Pessoal, fiquei com uma dúvida. Essa palavra, "absolutamente", será que está mesmo correta? 

  • O que é um servidor exceletista? É um servidor regido sob o regime jurídico do excel? kkkkkk

    Resposta: Letra C.

  • exceletista = ex - celetista, acho que houve erro de digitação.

    Também fiquei na dúvida do "absolutamente"

  • Nessa questão o concurseiro tem que pelo menos se tocar de que ou a alternativa correta é a letra C ou D, visto que uma contraria a outra, eliminando-se as demais, mesmo sem conhecimentos destas.

  • É verificado que é jurisprudência daquele Tribunal que é possível a eliminação de candidato baseado em exame psicotécnico desde que sejam atendidos três requisitos: “previsão em lei, previsão no edital, com a devida publicidade dos critérios objetivos fixados e, por fim, possibilidade de recurso”(RMS 43416 / AC, rel. Min. Humberto Martins, julgado 18/02/2014). São vários julgados e todos bem recentes, como os do AgRg no REsp 1404261 / DF, rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado 11/02/2014 e AgRg no AREsp 385611 / DF, rel. Min. Eliana Calmon, julgado 21/11/2013

  • Colocou purpurina na alternativa, mas não alterou o entendimento. Gabarito letra C.

  • Errei por má interpretação. Há uma ambiguidade na alternativa C:

    "O prazo de prorrogação de validade do concurso público só poderá ser concedido por outro absolutamente igual ao originalmente previsto."

    Outro prazo ou outro concurso?


ID
1091932
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A responsabilização do servidor público pode se dar no âmbito civil, penal e administrativo. Em relação à referida responsabilização, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: letra C

    8.112/90:

    Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada nocaso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.

    Se o fato não existiu ou se não fui eu o autor, nada de responsabilidade administrativa.

    Bons Estudos!

  • Art. 145, Lei 8112/90:

    Da sindicância poderá resultar:
    I - Arquivamento do processo;
    II - Aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias;
    III - Instauração de processo disciplinar.Bons Estudos!

     

  • macete:

    "O servidor é Gente FINA"

    FI: Fato Inexistente

    NA: Negativa de Autoria  

    "Art. 126 da 8.112: A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. "


ID
1091935
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

o aposentado por invalidez ao serviço público, quando, por junta médica oficial, forem declarados insubsistentes os motivos da aposentadoria, denomina-se:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: letra E

    8.112/90:

    Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)

      I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)

    Bons Estudos!

  • Readaptação é, nos termos do art. 24 da Lei 8.112/90, a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

    A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens. Obs. - Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade.

    Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:

    - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;

    II - reintegração do anterior ocupante.

    Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30.

    Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. 

    Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção:
    I - de ofício, no interesse da Administração;
    II - a pedido, a critério da Administração;
    III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:


  • Eu consegui memorizar esse tipo de provimento assim: O servidor ficou doente, teve depressão e ficou impossibilitado de trabalhar, foi então aposentado por invalidez. Depois de muito tratamento ele REVERTEU  a doença e melhorou, por estar melhor pode voltar a trabalhar. É um caso de reversão.


    Abraços

  • Eu APROVEITO o disponível

    Eu REINTEGRO o demitido

    Eu READAPTO o incapacitado

    Eu REVERTO o aposentado

    Eu RECONDUZO o inabilitado e o ocupante do cargo doreintegrado


  • É só lembrar do reVersão. V de VÉIO.

  • Retorno do Velho!!!!

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca dos agentes públicos, em especial acerca da Lei 8.112/1990. Vejamos:

    Art. 8º, Lei 8.112/90. São formas de provimento de cargo público:

    I - nomeação;

    II - promoção;

    V - readaptação;

    VI - reversão;

    VII - aproveitamento;

    VIII - reintegração;

    IX - recondução.

    MACETE:

    Eu aproveito o disponível.

    Eu reintegro o servidor que sofreu demissão (Demissão de servidor estável invalidada por sentença judicial.

    Eu readapto o incapacitado.

    Eu reverto o aposentado.

    Eu reconduzo a inabilitado e o ocupante do cargo do reintegrado.

    Dito isso:

    A. ERRADO. Readaptação.

    Art. 24, Lei 8.112/90. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

    §1º Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.

    §2º A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. 

    B. ERRADO. Reintegração.

    Art. 28, Lei 8.112/90. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

    C. ERRADO. Recondução.

    Art. 29, Lei 8.112/90. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:

    I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;

    II - reintegração do anterior ocupante.

    Dito isso:

    D. ERRADO. Remoção.

    Art. 36, Lei 8.112/90. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.

    Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção:                

    I - de ofício, no interesse da Administração;

    II - a pedido, a critério da Administração

    III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:               

    E. CERTO. Reversão.

    Art. 25, Lei 8.112/90. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:

    I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria.

    II - no interesse da administração, desde que: 

    a) tenha solicitado a reversão; 

    b) a aposentadoria tenha sido voluntária; 

    c) estável quando na atividade; 

    d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação;     

    e) haja cargo vago.  

    GABARITO: ALTERNATIVA E.


ID
1091941
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No Linux, para executar um comando em segundo plano, deve ser informado no final do comando o caractere:

Alternativas
Comentários
  • Opção CORRETA, letra "B".

    Seja como usuário "comum" ou como "root" (com "superpoderes"), podemos executar processos em segundo plano (background, para usufruir melhor do sistema multi-tarefas e deixar o prompt livre para outras atividades.
    Nisso, os comandos/combinações para manipular processos em segundo plano, são:

    • rfg coloca o processo em primeiro plano (foreground).
    • bg coloca o processo em segundo plano (background).
    • jobs lista os processos correndo em segundo plano, ou apenas pausados/parados.
    • & o caractere "E comercial" colocado ao final de um comando, faz com que o mesmo rode em segundo plano desde o início.
    • Ctrl+c mata o processo atual ativo.
    • Ctrl+z pausa/para o processo atual ativo.

    Portanto basta adicionar o & (e-comercial) no final do comando para que o programa seja executado em segundo plano (background).Por exemplo:

    gedit /etc/apt/sources.list &

    ou

    firefox &

  • Letra B.

    / é opção, ? é curinga de pesquisa ou acompanhado de barra, ajuda. > é direcionador de saída de comando.

  • Opção CORRETA, letra "B".

    Seja como usuário "comum" ou como "root" (com "superpoderes"), podemos executar processos em segundo plano (background, para usufruir melhor do sistema multi-tarefas e deixar o prompt livre para outras atividades.
    Nisso, os comandos/combinações para manipular processos em segundo plano, são:

    • rfg coloca o processo em primeiro plano (foreground).
    • bg coloca o processo em segundo plano (background).
    • jobs lista os processos correndo em segundo plano, ou apenas pausados/parados.
    • & o caractere "E comercial" colocado ao final de um comando, faz com que o mesmo rode em segundo plano desde o início.
    • Ctrl+c mata o processo atual ativo.
    • Ctrl+z pausa/para o processo atual ativo.

    Portanto basta adicionar o & (e-comercial) no final do comando para que o programa seja executado em segundo plano (background).Por exemplo:

    gedit /etc/apt/sources.list &

    ou

    firefox &


  • Essas de linux são sempre pra fazer a diferença.

  • Autor: Fernando Nishimura , Professor de Informática - QC

    Letra B.

    &    => executar um comando em segundo plano

    /     => opção

    ?    => curinga de pesquisa ou acompanhado de barra, ajuda.

    >    => direcionador de saída de comando.

  • Existem várias maneiras para enviar um comando para segundo plano, porém, a mais simples é colocando um & (E comercial) ao final do comando. Por exemplo:

    Outra maneira para enviar processos para segundo plano é pressionando “CTRL” + “Z” para que a tarefa seja parada momentaneamente. Em seguida, digite “bg”. Assim a tarefa será continuada, porém em segundo plano.

    Fonte: <https://www.todoespacoonline.com/w/2015/08/primeiro-e-segundo-plano-no-shell-do-linux-jobs-fg-e-bg/#:~:text=Enviando%20um%20comando%20para%20segundo%20plano&text=Outra%20maneira%20para%20enviar%20processos,continuada%2C%20por%C3%A9m%20em%20segundo%20plano.>. Acesso em 07 de fevereiro de 2021.


ID
1091944
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No BrOffice Calc, a tecla END move o foco da célula selecionada para a última:

Alternativas
Comentários
  • END

    Move para a célula no canto inferior direito da janela, quando SCROLL LOCK estiver ligado.

    Também selecciona o último comando de menu se um menu, ou sub menu visível.

    CTRL+END move para a última célula numa folha de cálculo, na linha utilizada mais inferior da coluna mais à direita. Se o cursor estiver na barra de fórmulas, CTRL+END move o cursor para o fim do texto.

    CTRL+SHIFT+END expande a selecção de células até à última célula utilizada na folha de cálculo (canto inferior direito). Se o cursor estiver na barra de fórmulas, CTRL+SHIFT+END selecciona todo o texto na barra de fórmulas, desde a ; posição do cursor até ao fim do texto—não afectando a altura da barra de fórmulas.

    Gab: E


ID
1091950
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Ao pressionar simultaneamente as teclas CTRL e F no Internet Explorer 8:

Alternativas
Comentários
  • a) Localizar nesta página

    CTRL+F


  • Letra A

    a página corrente é encerrada = Ctrl+W ou Ctrl+F4

    a página corrente é recarregada = F5

    é aberta uma nova aba = Ctrl+T

    é aberto um link = Ctrl+L


  • Atalho para localizar algo na página CTRL+F

  • Letra A, lembrem-se de F do inglês "find" (procurar/localizar)

  • Vale lembrar que localizar pode ser também CTRL+L  dependendo do programa. Bons estudos!

  • Letra A

    a página corrente é encerrada = Ctrl+W ou Ctrl+F4

    a página corrente é recarregada = F5

    é aberta uma nova aba = Ctrl+T

    é aberto um link = Ctrl+L

    Ctrl+L é Localizar nos aplicativos do Microsoft Office.

  • Não apenas no IE, mas tb no Chrome


  • No Chrome tb

  • ctrl + f , ctrl + g ou f3

  • CTRL + F(found = localizar). 

    Na dúvida, pense na tradução do Inglês. 

  • A questão aborda conhecimentos acerca do uso dos atalhos e suas funções no Internet Explorer 8, mais especificamente quanto à função do atalho CTRL + F. 

     

    A) Correta – O atalho CTRL + F acionará o recurso “Localizar”, utilizado para localizar palavras dentro de uma página.  

    B) Incorreta – Para encerrar a guia atual, basta utilizar o atalho CTRL + W. 

    C) Incorreta – Para recarregar uma página, basta pressionar a tecla F5. 

    D) Incorreta – Para abrir um link, basta dar um clique com o botão esquerdo do mouse sobre o link.  

     

    Gabarito – Alternativa A.  


ID
1091953
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Na Caixa de Entrada de um aplicativo de Correio Eletrônico, é exibida a lista de mensagens recebidas. Considerando a configuração-padrão, são exibidas diversas informações referentes à mensagem, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Somente será exibido o conteúdo do anexo, quando este for aberto.

  • Porém há email em que é possível vizualizar arquivos anexados...

  • Discordo do gabarito, pois existe a versão atualizada do microsoft outlook, onde você pode visualizar o anexo no painel de leitura.

  • Temos que prestar atenção que está dizendo o CONTEÚDO do anexo e não se a msg tem anexo ou o título do anexo. 

  • Ou eu to ficando louco, ou cego, mas eu não consigo ver o tamanho.

  • Acho que você PODE ter a informação que a mensagem recebida contém sim um anexo, mas não o CONTEÚDO do  arquivo anexado. Nesse caso, a resposta é a letra B.

  • Letra B.

    Observem com atenção o enunciado.

    Não está falando sobre a caixa de entrada em si, mas da lista de mensagens recebidas. A lista de mensagens recebidas mostra informações como a data de recebimento, o remetente, o assunto, o tamanho (sim, inclusive, porque está na configuração padrão).

    Confira na imagem https://www.facebook.com/informaticaconcursos/photos/a.424915927524632.118138.294637473885812/874255942590626/?type=1&theater


  • O CONTEÚDO (tipo de arquivo) você só saberá quando abrir o corpo do email. Aí lá terá a informação de que tipo de arquivo se trata (exe, pdf, docx, odt, jpeg...)

  • Somo dois Deomar! Nunca vi isso de tamanho!

  • FUNCAB só gosta de questões polêmicas... É OSSO!


ID
1091956
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Na localização de textos no BrOffice Calc é possível utilizar caracteres coringas. O caractere coringa, que representa nenhuma ou mais ocorrências do caractere anterior, é representado por:

Alternativas
Comentários
  • Opção CORRETA, letra "E". (asterisco = " * ")

    Na verdade o uso dos chamados "caracteres curinga" não é uma peculiaridade do BRoffice Calc. Eles são freqüentemente usados no lugar de um ou mais caracteres quando se não sabe qual é o caracter real ou não quer digitar o nome inteiro do arquivo. O uso desses caracteres é comum a vários programas e aplicativos e foi bem difundido com o Windows Explorer e suas ferramentas de pesquisas.

    Vejamos os principais:
    Asterisco (" * ")
    Usado para substituir zero ou mais caracteres. Se você está procurando por um arquivo que sabe começar com cruz mas não consegue lembrar-se do resto do nome, digite o seguinte: cruz* Assim a caixa de diálogo da Busca vai localizar todos os arquivos de qualquer tipo que comece com cruz (cruzeiro.txt, cruzada.doc, cruza.jpg). Para refinar sua pesquisa para um único tipo de arquivo, digite: cruz*.txt. Neste caso, a caixa de diálogo vai retornar apenas os arquivos no formato .txt que começam com cruz.

    Ponto de interrogação (" ? ")
     Usa-se o ponto de interrogação como um substituto de um único caracter em um nome. Por exemplo: se você digitar cruz?.doc, a busca vai localizar o arquivo cruza.doc e cruz1.doc, mas não cruzeiro.doc.


  • resposta E

    Exemplos:

    1. O caractere coringa que representa um único caractere é o ponto (.).
    2. O caractere coringa que representa zero ou mais ocorrências do caractere anterior é o asterisco. Por exemplo: "123*" localiza "12" "123" e "1233".
    3. A combinação de caracteres coringa utilizada para procurar por nenhuma ou mais ocorrências de determinado caractere é um ponto e um asterisco (.*).
    4. O caractere coringa que representa o fim de um parágrafo é o cifrão ($).
    5.  A combinação de caracteres coringa que representa o início de um parágrafo é um circunflexo e um ponto (^.).
    6. O coringa para um caractere de tabulação é \t.
    7. Fonte: https://help.libreoffice.org/Writer/Using_Wildcards_in_Text_Searches/pt-BR


ID
1091959
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Suponha que você necessite enviar um arquivo criado no BrOffice Writer com extensão ODT para alguém que possua somente Microsoft Word. Nesse caso, para salvar esse documento como extensão DOC, deve-se utilizar a função:

Alternativas
Comentários
  • Menu arquivo> salvar como> dê nome para o arquivo> em tipo só alterar para doc.

  • Não pode converter?

  • Word abre arquivo .ODT, não é necessário salvar o arquivo em .DOC.

    O que tornaria a alternativa C correta. Isso para hoje.

    Precisa ver se na época era necessário


ID
1091962
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No sistema operacional Windows, qual a ferramenta que possui uma função correspondente ao comando kill do Linux?

Alternativas
Comentários
  • Se você perceber que um processo está reduzindo o desempenho do computador, por usar uma porcentagem alta dos recursos da unidade de processamento central (CPU) ou uma grande quantidade de memória RAM, você poderá usar o Gerenciador de Tarefas para finalizar esse processo. Contudo, tente fechar os programas abertos para ver se o processo é encerrado antes de usar o Gerenciador de Tarefas para finalizá-lo.

    Aviso

    • Cuidado ao finalizar processos. Se você finalizar um processo associado a um programa aberto (um processador de texto, por exemplo), o programa também fechará e você perderá os dados que não tenham sido salvos. Se você finalizar um processo associado a um serviço do sistema, talvez parte do sistema não funcione corretamente.

    1. Para abrir o Gerenciador de Tarefas, clique com o botão direito do mouse na barra de tarefas e clique em Iniciar Gerenciador de Tarefas.

    2. Clique na guia Processos para ver uma lista de todos os processos que estão em execução na sua conta de usuário e uma descrição de cada processo. Para exibir todos os processos em execução no computador, clique em Mostrar processos de todos os usuários. Se você for solicitado a informar uma senha de administrador ou sua confirmação, digite a senha ou forneça a confirmação.

    3. Clique em um processo e em Finalizar Processos

    4. Observações

    • Para ver se algum serviço está sendo executado em um determinado processo (como svchost.exe), clique com o botão direito do mouse em um processo e clique em Ir para Serviço(s). Qualquer serviço associado ao processo será realçado na guia Serviços. Caso você não veja nenhum serviço realçado, o processo não tem nenhum serviço associado a ele.

    • Para exibir mais informações sobre qualquer processo que esteja sendo executado no Gerenciador de Tarefas, clique com o botão direito do mouse no processo e clique em Propriedades. Na caixa de diálogo Propriedades, você pode visualizar informações sobre o processo, como local e tamanho. Clique na guia Detalhes para exibir informações detalhadas sobre o processo.

    • http://windows.microsoft.com/pt-br/windows/end-process#1TC=windows-7


  • O comando kill é usado para enviar um sinal para um processo ou para matá-lo (encerrar sua execução). Geralmente usa-se: kill -SINAL PID. Sendo que PID é o número que identifica o processo (Process ID). 

    O Gerenciador de Tarefas mostra a você os programas, os processos e os serviços que estão sendo executados no computador. Você pode usá-lo para monitorar o desempenho do computador ou fechar um programa que não está respondendo.

    Dica

    • Outra opção para abrir o Gerenciador de Tarefas é pressionar CTRL+SHIFT+ESC.


  • O comando kill é usado para enviar um sinal para um processo ou para encerrar sua execução. Um processo aqui seria um programa sendo executado. Assim, podemos dizer que o comando kill do Linux equivale ao gerenciador de tarefas do Windows, pois este mostra os processos e serviços que estão sendo executados no computador.

    Resposta letra C.

  • Nossa resposta é a letra "c" - Gerenciador de tarefas, visto que, o comando "kill" do Linux tem a função de interromper, "matar" um processo, mesma função do gerenciador de tarefas no Windows.

    Sinais de processos - Linux

    Os sinais são meios usados para que os processos possam se comunicar e para que o sistema possa interferir em seu funcionamento. Por exemplo, se o usuário executar o comando kill para interromper um processo, isso será feito por meio de um sinal.

    Quando um processo recebe um determinado sinal e conta com instruções sobre o que fazer com ele, tal ação é colocada em prática. Se não houver instruções pré-programadas, o próprio Linux pode executar a ação de acordo com suas rotinas.

    Entre os sinais existentes, tem-se os seguintes exemplos:

    STOP - esse sinal tem a função de interromper a execução de um processo e só reativá-lo após o recebimento do sinal CONT;
    CONT - esse sinal tem a função de instruir a execução de um processo após este ter sido interrompido;
    SEGV - esse sinal informa erros de endereços de memória;
    TERM - esse sinal tem a função de terminar completamente o processo, ou seja, este deixa de existir após a finalização;
    ILL - esse sinal informa erros de instrução ilegal, por exemplo, quando ocorre divisão por zero;
    KILL - esse sinal tem a função de "matar" um processo e é usado em momentos de criticidade.

    O kill também é um comando que o usuário pode usar para enviar qualquer sinal, porém, se ele for usado de maneira isolada, ou seja, sem o parâmetro de um sinal, o kill por padrão executa o sinal TERM.


ID
1091968
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

O que é o Behaviorismo?

Alternativas
Comentários
  • Behaviorismo, também conhecido como comportamentalismo, é uma área da psicologia, que tem  o comportamento como objeto de estudo.
    O behaviorismo surgiu como oposição ao funcionalismo e estrutualismo, e é uma das três principais correntes da psicologia, juntamente com a psicologia da forma (Gestalt) e psicologia analítica (psicanálise).
    Esta palavra tem origem no termo behavior, que em inglês significa comportamento ou conduta.
    Fonte: http://www.significados.com.br/behaviorismo/

  • O behaviorismo influenciou as teorias matemáticas da comunicação e se baseava na crença de que os estímulos eram gerados por impulsos, o receptor agiria de acordo com a mensagem do emissor, em uma acao claramente observável. 

  • Mas também não poderia ser a letra D? Já que a teoria se baseia nos estímulos automáticos sem levar em consideração os outros contextos nos quais o receptor é submetido.


ID
1091971
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

Qual opção NÃO representa uma característica do Paradigma Culturológico?

Alternativas
Comentários
  • O Paradigma Culturológico é um desdobramento da Teoria Crítica e foca particularmente na influência entre a audiência e os produtos da indústria cultural, estudando os contextos socioculturais do homem. Os teóricos, sendo o principal Edgard Morin, defendiam que o receptor não ocupava uma condição de passividade, onde era submetido e manipulado pelos meios de comunicação e não tinha o “poder” de ir contra a nenhuma dessas influências. Há forte influência da antropologia e o desdobramento em Estudos da Recepção. Logo, jamais seria correto afirmar o "determinismo-tecnológico" ou a "não preocupação com os efeitos ideológicos".


ID
1091974
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Comunicação Social
Assuntos

Qual opção melhor define a Comunicação Pública?

Alternativas
Comentários
  • Segundo Jorge Duarte:

    - A comunicação governamental diz respeito aos fluxos de informação e padrões de relacionamento envolvendo os gestores e a ação do Estado e a sociedade. Estado, nesse caso, é compreendido como o conjunto das instituições ligadas ao Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo empresas públicas, institutos, agências reguladoras, área militar e não deve ser confundido com governo. A gestão administrativa e política do aparato do Estado é responsabilidade do governo. Este é apenas o gestor transitório daquele. Os agentes são a elite política e todos os integrantes das instituições públicas, representantes eleitos, agentes públicos nomeados e funcionários de carreira. 

    -  A comunicação política trata do discurso e ação de governos, partidos e seus agentes na conquista da opinião pública em relação a idéias ou atividades que tenham a ver com poder político, relacionado ou não a eleições. 


    A comunicação pública diz respeito à interação e ao fluxo de informação relacionados a temas de interesse coletivo. O campo da comunicação pública inclui tudo que diga respeito ao aparato estatal, às ações governamentais, partidos políticos, terceiro setor e, em certas circunstâncias, às ações privadas. A existência de recursos públicos ou interesse público caracteriza a necessidade de atendimento às exigências da comunicação pública. 

    http://www.jforni.jor.br/forni/files/ComP%C3%BAblicaJDuartevf.pdf


  • Comunicação Pública é a ciruculação de informação de interesse coletivo. 


ID
1091977
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

A opinião pública é o resultado da discussão dos públicos a respeito de questões coletivas, e possui como característica:

Alternativas
Comentários
  • Professor Cândido Teobaldo de Souza Andrade - Opinião Pública:  

    não é uma opinião unânime;
    não é, necessariamente, a opinião da maioria;
    normalmente é diferente da opinião de qualquer elemento do público;
    é uma opinião composta, formada das diversas opiniões existentes no público;
    está em contínuo processo de formação das diversas opiniões existentes no público;
    está em contínuo processo de formação e em direção a um consenso completo, sem nunca alcançá-lo.


ID
1091980
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

De acordo com o Código de Ética do Jornalista, o mesmo não pode:

Alternativas
Comentários
  • Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros
    Capítulo II - Da conduta profissional do jornalista
    Art. 6º É dever do jornalista:
    I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
    II - divulgar os fatos e as informações de interesse público;
    III - lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;
    IV - defender o livre exercício da profissão;
    V - valorizar, honrar e dignificar a profissão;
    VI - não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha;
    VII - combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercidas com o objetivo de controlar a informação;
    VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;
    IX - respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas;
    X - defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;
    XI - defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos, dos negros e das minorias;
    XII - respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria;
    XIII - denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;
    XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

    Art. 7º O jornalista não pode:
    I - aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou passivamente para a precarização das condições de trabalho;
    II - submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;
    III - impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;
    IV - expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;
    V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
    VI - realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;
    VII - permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas;
    VIII - assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos de cuja produção não tenha participado;
    IX - valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.

  • Essa questão foi de lascar.kkkkk


ID
1091983
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Comunicação Social
Assuntos

A maioria dos jornais brasileiros divide os gêneros jornalísticos em quatro grandes grupos: informativo; opinativo; utilitário e ilustrativo. Qual das opções é um exemplo de gênero jornalístico utilitário?

Alternativas
Comentários
  • Gêneros informativos: Nota, notícia, reportagem, entrevista, título e chamada. Gêneros opinativos: Editorial, comentário, artigo, resenha ou crítica, coluna, carta, crônica. Gêneros utilitários ou prestadores de serviços: roteiro, obituário, indicadores, campanhas, “ombudsman”, educacional. Gêneros ilustrativos ou visuais: gráficos, tabelas, quadros, demonstrativos, ilustrações, caricatura e fotografia. Propaganda: Comercial, institucional e legal. Entretenimento: Passatempos, jogos, história em quadrinhos, folhetins, palavras cruzadas, contos, poesia, entre outros. Fonte: http://www.infoescola.com/jornalismo/generos-jornalisticos/

  • letra c

    Gêneros informativos: Nota, notícia, reportagem, entrevista, título e chamada.

    Gêneros opinativos: Editorial, comentário, artigo, resenha ou crítica, coluna, carta, crônica.

    Gêneros utilitários ou prestadores de serviços: roteiro, obituário, indicadores, campanhas, “ombudsman”, educacional.

    Gêneros ilustrativos ou visuais: gráficos, tabelas, quadros, demonstrativos, ilustrações, caricatura e fotografia. Propaganda: Comercial, institucional e legal.

    Entretenimento: Passatempos, jogos, história em quadrinhos, folhetins, palavras cruzadas, contos, poesia, entre outros.


ID
1091986
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

A história da imprensa no Brasil tem seu início em 1808 com a chegada da família real portuguesa, sendo até então proibida toda e qualquer atividade de imprensa. Em qual estado brasileiro nasceu, oficialmente, a imprensa brasileira?

Alternativas
Comentários
  • Dom João VI inaugurou a imprensa e fez circular a Gazeta do Rio de Janeiro em 10 de setembro de 1808, que passou a constituir o acervo da imprensa nacional depois de 14 anos de circulação.  (Obras jornalísticas - uma síntese) 

  • Gelei nessa, rs

    Há de considerar:

    DIÁRIO DE PERNAMBUCO

     

    Jornal pernambucano diário fundado como folha de anúncios a 7 de novembro de 1825, em Recife. É hoje o mais antigo jornal em circulação na América Latina.

    Fonte: FGV


ID
1091989
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

Algumas teorias têm marcado os estudos da comunicação organizacional. A partir de 1970 as abordagens teóricas centraram-se na Teoria Moderna, na Teoria Naturalista e naTeoria Crítica. Julgue as afirmações a seguir.

I. A teoria moderna busca revelar a organização a partir de uma ‘verdade’ que está fora dela, na medida que a realidade organizacional é fruto da construção social. A comunicação é parte integrante da organização, condição necessária desta.

II. A teoria crítica, a mais recente das teorias, enfatiza os aspectos ideológicos da comunicação. A organização é vista como o locus do conflito de classes, a realidade organizacional como um ‘instrumento de dominação e opressão’ e a comunicação, como um mecanismo de mascaramento das realidades materiais da organização.

III. A teoria naturalista tem os seus objetivos voltados para a medição e controle. A organização é tida como uma realidade objetiva e a comunicação é uma ferramenta que viabiliza o cumprimento dos objetivos e metas organizacionais.

Está(ão) correta(s) somente:

Alternativas
Comentários
  • Resposta: B.

    "A partir de 1970 as abordagens teóricas centraram-se na Teoria Moderna ou Empírica, na Teoria Naturalista e na Teoria Crítica.

    A teoria moderna ou empírica tem os seus objetivos voltados para a medição e controle. A ênfase está no empirismo quantitativo. A organização é tida como uma realidade objetiva, que pode ser ‘medida’. A preocupação está na eficácia da comunicação nas organizações sob a ótica da direção (Redding). A organização é tida como uma máquina, seus objetivos e fins estão voltados para o cumprimento das metas propostas. E a comunicação é uma ferramenta que viabiliza o cumprimento dos objetivos e metas organizacionais. A comunicação, portanto nessa perspectiva se caracteriza como um modelo linear e mecânico, como uma engrenagem de uma máquina.

    A teoria naturalista: nessa abordagem são encontrados estudos de casos desenvolvidos por Redding (Universidade de Purdue), as teorias ‘retóricas’ da comunicação organizacional (Bormann, 1983; Tompkinns e Cheney, 1985) e a teoria cultural de Pacanowsky e O’Donnell-Turjillo, 1982,1983.

    Essa teoria busca revelar a organização a partir de uma ’verdade’ que está fora dela, na medida que a realidade organizacional é fruto da construção social, isto é, vai sendo construída historicamente. A organização assemelha-se a um organismo, é orgânica, vista como ideográfica, representada através de imagens e percebida como um entre permeável em relação ao ser entorno. É, portanto também uma entidade cultural específica, concebida como uma comunidade única de linguagem e de outras formas de ação simbólica. A comunicação é parte integrante da organização, no sentido de que a comunicação faz a organização, isto é, é a condição necessária da organização.

    A teoria crítica é mais recente. Alguns de seus pressupostos teóricos podem ser encontrados no materialismo dialético. A organização é vista sempre como uma arena de conflitos: um campo de batalha – o locus do conflito de classes. E a realidade organizacional é o reflexo desses ‘embates’, sendo considerada como um ‘instrumento de dominação e opressão’. A comunicação assim, assume um papel de mecanismo de mascaramento das realidades materiais da organização. Enfatiza os aspectos ideológicos da comunicação, admitindo-a como causa de uma falsa consciência entre dirigentes e trabalhadores."

    Perspectivas Teóricas da Comunicação organizacional
    Profa. Dra. Cleusa Maria Andrade Scroferneker
    http://www.eca.usp.br/associa/alaic/boletin11/cleusa.htm



ID
1091992
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

De acordo com o art. 222 § 2º da Constituição Federal do Brasil de 1988, a responsabilidade editorial e as atividades de seleção e direção da programação veiculada, em qualquer meio de comunicação, são:

Alternativas
Comentários
  • § 2º A responsabilidade editorial e as atividades de seleção e direção da programação veiculada são privativas de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, em qualquer meio de comunicação social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36, de 2002)


ID
1091995
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

A alta direção de uma organização precisa acreditar no poder da comunicação interna, pois é através dela que a empresa poderá transmitir a sua imagem ao seu público externo. Para que haja eficiência na comunicação interna, é de fundamental importância:

Alternativas

ID
1091998
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Comunicação Social
Assuntos

Constitui um extrato da realidade que merece ser informado pela sua relevância social, possuindo como principais características: veracidade; objetividade; clareza; brevidade; generalidade e atualidade. Esse conceito define qual gênero jornalístico?

Alternativas
Comentários
  • Géneros jornalísticos são os “modelos de apropriação e de interpretação da realidade usados pelos jornalistas”. Correspondem aos diferentes tipos de textos e abordagens que vemos nos media (notícias, crónicas, reportagens, entrevistas etc).

    Consideram-se géneros jornalísticos as notícias, entrevistas, reportagens, crónicas, editoriais e artigos (de opinião ou análise). No entanto, o género jornalístico não tem fronteiras rígidas. 
    Alguns autores consideram também como géneros jornalísticos as fotoreportagens, as legendas ou até os fait divers, no sentido em que correspondem a tipos de abordagem distintos das anteriores.

    CONCEITOS-CHAVE

    Notícia
    É o mais comum dos géneros jornalísticos. Diz respeito a um texto informativo, relativamente curto, escrito numa linguagem clara, directa e concisa. As notícias devem ser actuais, verídicas e despertar o interesse das pessoas.
    Normalmente, a sua redacção segue uma estrutura fixa (antetítulo, título, superlead, lead e texto).

    Entrevista
    A entrevista só é considerada um género jornalístico autónomo quando é apresentada isoladamente ou quando é parte essencial de uma peça jornalística. Ou seja, não se consideram entrevistas as perguntas feitas pelos jornalistas para recolher informação para notícias e reportagens. 
    As entrevistas justificam-se apenas quando o tema abordado ou o perfil do entrevistado são do interesse dos leitores. Enquanto género jornalístico, a entrevista é redigida em formato de pergunta/resposta.

    Reportagem
    É considerada quase unanimemente o género nobre do jornalismo.
    Tal como nas notícias, o seu principal objectivo é informar, mas neste caso de forma mais exaustiva e profunda, utilizando um estilo narrativo, mais descritivo e humanizado.
    Uma reportagem procura contar uma história e levar os leitores a “viver os acontecimentos”. Para conseguir aproximar os leitores da realidade tratada, a reportagem usa com frequência elementos de outros géneros jornalísticos (entrevista, crónica, opinião etc).

    Crónica
    Os cronistas são pessoas que escrevem com regularidade para um jornal.
    As crónicas contam histórias (verídicas ou não) sobre a realidade e podem versar sobre as mais diversas temáticas (crónicas policiais, sociais, desportivas, locais, de um enviado especial etc).
    Em geral, as crónicas não obedecem a muitas regras: devem ser textos leves, criativos, de leitura fácil e que despertem o interesse do leitor.

    Editorial
    Os editoriais dão a conhecer aos leitores o posicionamento do jornal sobre um determinado assunto da actualidade e são quase sempre escritos por um elemento que faz parte da direcção do jornal (ou por alguém da sua confiança).
    Um editorial deve ser redigido com todo o cuidado pois traduz a posição colectiva do jornal.


    Fonte

    http://nescolas.dn.pt/nescolasv2/index.php?a=kitmedia&p=2_3

  • Na minha singela opinião: a notícia assume um caráter mais dinâmico, quando o objetivo é informar. Visto que a informação por ter, às vezes, a necessidade de ser logo noticiada por sua instantaneidade precisa ser veiculada o mais rápido possível. Caso contrário, perderá o interesse e, hoje com um mundo globalizado e com a alta tecnologia, não se pode perder tempo. Por isso, o Twitter, o Facebook, dentre outras formas de comunicação digital ganham cada vez mais espaço como forma de propagação de notícias com mais rapidez.


ID
1092001
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

Serviço prestado à instituições públicas e privadas, que se concentra no envio frequente de informações jornalísticas dessas organizações, para os veículos de comunicação em geral. Esse é o conceito de:

Alternativas

ID
1092004
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

O que é Release?

Alternativas
Comentários
  • a) Informe sucinto enviado aos veículos de comunicação a respeito de determinado assunto de interesse para o veículo e à sociedade. Sugestão de pautab) Listagem atualizada com nome, editoria, fax, telefone, e-mail de jornalistas. Mailingc) Textos e fotos para subsidiar os jornalistas de redação com informações, normalmente usadas em entrevistas coletivas, individuais ou feiras e eventos. Press-kitd) Ferramenta que a Assessoria usa para organizar as informações que está divulgando. Trata-se de um texto, cuja essência é a informação. Releasee) Levantamento das matérias publicadas nos veículos de comunicação. Organizado a partir da leitura, acompanhamento e seleção das notícias que interessam ao assessorado. Clipping
  • Release – Ferramenta que a Assessoria usa para organizar as 

    informações que está divulgando. Trata-se de um texto, cuja 

    essência é a informação.

    .

  • Alguém pode explicar a diferença entre release e sugestão de pauta?


  • O release é uma sugestão de pauta Melina, ele serve de subsídio para os jornalistas procurarem mais informações para uma matéria posterior. Ele não tem pretensão de ser divulgado na íntegra, embora muitas vezes o seja. Jorge Duarte fala isso no livro Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia. Essa questão está meio estranha na minha opinião, eu por exemplo fiquei na dúvida entre a A e a D.




  • Concordo Viviane.

  • Vi uma justificativa para esta questão em um grupo de estudos. O fato da letra a estar errada, é que o release é de interesse do veículo e não da sociedade, 

  • Eu já acho que se trata de mais uma escorregada da banca, que não percebeu que a alternativa A (que supostamente se refere a uma "sugestão de pauta") também é perfeitamente aceitável como resposta correta.


ID
1092007
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

Qual das opções NÃO representa uma característica da linguagem jornalística?

Alternativas
Comentários
  • O tipo de linguagem predominante no jornalismo é a denotativa. 
    A linguagem conotativa deve ser evitada, atendendo aos princípios de objetividade, clareza e precisão que um texto precisa ter para ser bem compreendido pelo público. 
    Uma dica: sentido denotativo pode ser associado a "dicionário", sentido próprio da palavra. 

    Sentido conotativo é aquele que representa uma ideia secundária ao mesmo tempo que a ideia principal, é o que chamamos também de sentido figurado. 


    Bons estudos!

  • Acertei, mas não entendi essa alternativa E...

    Alguém sabe esclarecer? Grato.


ID
1092010
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Comunicação Social
Assuntos

O gênero jornalístico que aprofunda o assunto e busca uma dimensão mais atemporal e factual da notícia, chama-se:

Alternativas
Comentários
  • "feature" - Em inglês, traço facial. Gênero jornalístico que vai além do caráter factual e imediato da notícia. Aprofunda um assunto e busca uma dimensão mais atemporal. Pode ser um perfil, uma história de interesse humano, uma entrevista.

    Fonte: Manual da Folha

  • Manual da Folha de São Paulo (2018), p 139:

    Formato jornalístico que, como o próprio nome sugere, aborda um aspecto da notícia. É diferente de hardnews, termo do jargão jornalístico usado para designar notícias em sentido estrito. O feature, também chamado de side (por iluminar aspectos em geral laterais), busca uma dimensão atemporal e mais íntima do personagem ou uma peculiaridade do acontecimento. Define-se pela forma, para além do tema. Costuma ter texto especial, algumas vezes fora do padrão do jornal, dispensando, por exemplo, o lide tradicional.


ID
1092013
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Comunicação Social
Assuntos

Com base na regra jornalística, marque a opção que representa corretamente a grafia de siglas em um texto jornalístico.

Alternativas
Comentários
  • Letras a e c estão corretas. Cabe revisão do gabarito.

  • As alternativas A e C estão corretas.  

  • Alguém sabe dizer porque FGTS está errado?

  • A regra diz que somente fica todas as letras maiúsculas, quando a sigla tem até três letras. 

  • Incrível, mas o gabarito divulgado pela banca foi esse mesmo.

  • Depois de procurar mais informações na internet, acredito que a letra "a" e "c" sejam corretas. 

    "Siglas - 

    Quando mencionadas pela primeira vez no texto, deve-se escrever primeiramente a forma por extenso, seguida da sigla entre parênteses, ou separada por hífen. Exemplo: 

    A Universidade Federal do Paraná (UFPR) é a universidade mais antiga do Brasil.
    A Universidade Federal do Paraná – UFPR é a universidade mais antiga do Brasil.


    Já as siglas com quatro letras ou mais devem ser escritas com todas as letras maiúsculas quando cada uma de suas letras ou parte delas é pronunciada separadamente, ou somente com a inicial maiúscula, quando formam uma palavra pronunciável. Exemplo:

    BNDE – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
    Masp – Museu de Arte de São Paulo"

    (http://www.soportugues.com.br/secoes/abrev/abrev9.php)

    Então, 

    Universidade Federal Fluminense (UFF) Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estão certas. 

    Bons estudos!

  • FGTS está errado porque a forma por extenso está em caixa baixa. 


ID
1092016
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

O clipping, ou recorte, é uma ferramenta estratégica da assessoria de imprensa. Sobre o clipping, julgue os itens a seguir:

I. É a seleção de todo o noticiário sobre o cliente ou assunto de seu interesse, veiculado na mídia impressa, eletrônica ou digital.

II. Consiste em identificar, rotineiramente, na impressa, as citações sobre a organização ou temas previamente determinados, organizá-las e encaminhá- las para conhecimento dos interessados.

III. São geralmente colados em folhas padronizadas, acrescidos de informações sobre veículo, data de publicação, algum tipo de classificação e outros dados que sejam importantes.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

Alternativas
Comentários
  • Acertei, mas é o tipo de questão que a gente responde com o maior medão, porque "todo o noticiário" inclui o "Diário de Tiririca da Serra"?, ou os jornais de todo o mundo? 
    Sabemos que, em provas para concursos, uma palavra deliberadamente errada derruba todo o texto...

    Acho que já estou traumatizado dessas pequenas palhaçadas.


ID
1092019
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

Sobre o conceito de Imagem Corporativa analise as afirmativas a seguir:

I. Constitui uma representação mental, fruto das percepções, experiências e atitudes de uma organização junto aos públicos.

II. É a soma das maneiras que uma organização escolhe para identificar-se perante seus públicos.

III. É autorrepresentação de uma organização, consiste em como uma organização, via seu comportamento, comunicação e simbolismo como formas de expressão.

Está(ão) correta(s) somente a(s) alternativa(s):

Alternativas
Comentários
  • Os conceitos das alternativas II e III são referentes à identidade corporativa, não à imagem.

  • De acordo com  G. Torquato, imagem é como a empresa é percebida pelos seus públicos, o que dizem dela, enquanto identidade são seus valores e o que ela realmente é. 

  • Imagem é como a organização é vista, percebida. São as percepções dos stakeholders.

    Identidade é o conjunto de valores. Trata-se da reputação da empresa.


ID
1092022
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

As Agências de Comunicação Corporativa têm foco na concepção de estratégias de relacionamento com os públicos de interesse das organizações para a construção da imagem e o controle da reputação. Constitui-se objeto da prestação dos serviços das Agências de Comunicação:

I. sensibilização de decisores e formadores de opinião: diretores, gestores e investidores/acionistas.

II. a mensuração de resultados.

III. Vetar a solicitação de aprofundamento dos planos de trabalho ou apresentação de qualquer produção intelectual, além do escopo solicitado no briefing antes da contratação dos serviços.

IV. criação de peças, desde o layout até a arte final, cuidando da produção gráfica.

Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s):

Alternativas
Comentários
  • Fonte da questão: "4º C.C.O. - Caderno de Comunicação Organizacional - Por que investir em Comunicação Interna "

    As Agências de Comunicação Corporativa têm foco na concepção de estratégias de relacionamento com os públicos de interesse das organizações para a construção da imagem e o controle da reputa- ção. Baseadas em conceitos de gestão do relacionamento com os stakeholders, apresentam, hoje, especialistas no ambiente interno. 

    Constitui-se objeto da prestação dos serviços das Agências de Comunicação: 

    • Consultoria (diagnóstico da comunicação; planejamento estratégico da comunicação; definição da mensagem institucional); 

    • Assessoria à comunicação do cliente com os seus públicos de interesse (colaboradores, familiares, fornecedores, comunidade etc.); 

    • Sensibilização de decisores e formadores de opinião: diretores, gestores e investidores/acionistas; 

    • Produção de conteúdo (textos e mensagens-chave); 

    • Criação de peças, desde o layout até a arte final, cuidando da produção gráfica; 

    • Mensuração de resultados.

  • Como funciona uma agência de comunicação?

     

    Os clientes procuram uma agência de comunicação por diferentes motivos. Às vezes eles querem criar a identidade da empresa, remodelar a identidade visual, reposicionar a marca no mercado ou fazer planejamento de marketing, por exemplo. As demandas são várias e, para atendê-las, as agências de comunicação se estruturam em departamentos, cada um responsável por uma parte do trabalho.

     

    Conheça os principais departamentos que fazem parte de uma agência de comunicação:

     

    Atendimento
    É o elo de comunicação entre o cliente e a agência. O profissional desse departamento é responsável por fazer propostas e orçamentos, agendar e participar de reuniões, interpretar o briefing e apresentar o que a criação quer transmitir ao cliente.

     

    Criação
    Responsável pela criação de peças para o cliente. Com base no briefing, o profissional busca referências e trabalha com conceitos comuns da área do cliente, elaborando um material gráfico de qualidade e que atenda as expectativas.

     

    Conteúdo
    Responsável pela elaboração e revisão de textos. O profissional troca informações com cliente e realiza pesquisa antes de elaborar o conteúdo para materiais gráficos e digitais.

     

    Programação
    Se a agência também realiza criação de sites, ela conta com um programador na equipe para transformar o layout elaborado pela criação em código. Dependendo do objetivo do cliente, a programação é feita com base em estratégias de Otimização de Sites (SEO).

     

    Financeiro e Recursos Humanos
    As agências são como qualquer outra empresa: precisam controlar o faturamento e gerenciar os funcionários. Entre as responsabilidades do financeiro estão o controle de pagamento dos clientes e de contratos.

    Cada agência tem uma dinâmica própria, por isso esse modelo de organização não é fixo. Mas essa estrutura deve ser respeitada e os pedidos devem ser mandados para o departamento certo, para que haja um melhor fluxo de trabalho dentro da agência e o cliente receba um material de qualidade.

     

    Fonte: https://conceitoideal.com.br/blog/publicidade-e-propaganda/como-funciona-uma-agencia-de-comunicacao.html

  • São bem tênues as linhas que dividem:
    Assessoria de Imprensa / Assessoria de Comunicação / Agência de Publicidade / Agência de Marketing Digital

     

    Aqui, duas boas análises: 
    https://www.webpeak.com.br/blogs/saiba-as-diferencas-entre-assessoria-de-comunicacao-e-imprensa

    https://2dcb.com.br/blog/agencia-de-comunicacao-ou-agencia-de-publicidade-quais-as-diferencas


ID
1092025
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Relações Públicas
Assuntos

É o boletim destinado a diferentes públicos da organização, também utilizado na Comunicação Interna para a emissão de informações corporativas, com periodicidade regular. Qual a denominação correta dada a esse veículo de comunicação?

Alternativas
Comentários
  • House organ - tem periodicidade predeterminada. 

  • A newsletter também pode ser apontada com veículo de comunicação dirigida para público interno? Sei que o house organ pode...

  • Boletim informativo (newsletter em inglês) é um tipo de distribuição regular a assinantes e que aborda geralmente um determinado assunto. Generalizam-se cada vez mais os boletins informativos distribuídos como mensagem eletrônica que o usuário pode receber via Internet após efetuar um cadastramento em algum site.

    Os Boletins informativos são geralmente enviados por correio electrónico mas também podem ser enviadas por SMS, MMS ou outros tipos de comunicação electrónica.

    Certas empresas os usam para fornecer novidades e informações. Este tipo de comunicação empresarial poderá ser útil para manter todos aqueles que tenham alguma relação com a empresa atualizados. É também encarada como uma forma simples e barata de fazer publicidade, tendo a grande vantagem que se pode considerar 'publicidade solicitada', uma vez que quem a recebe se inscreveu livremente na lista de destinatários que quer receber informações não específicas (não sendo propriamente obrigatório este aspecto) sobre a empresa.

    Fonte: Wikipédia

  • Letra "b"

    a) House Organ
    House organ é a denominação dada ao veículo (jornal ou revista) de uma empresa ou entidade . Ele geralmente é concebido para divulgar os fatos e as realizações da empresa ou entidade e pode assumir diferentes configurações, dependendo do público a que se destina.
    b) Newsletter
    Uma newsletter possibilita um canal direto de comunicação com clientes. A newsletter é ágil, barata e eficaz. A tradução literal da palavra newsletter seria "boletim de novidades".
    A Newsletter é uma comunicação regular e periódica enviada para clientes e clientes potenciais da empresa, oferecendo conteúdo sobre assunto específico juntamente com ofertas de produtos e serviços.
    c) Press-Kit
    Um Press-kit ou Pacote de imprensa é um pacote de Press release com brindes promocionais, uma amostra/réplica do produto ou o próprio produto, fotos de divulgação, credenciais de imprensa e outros itens que facilitem a cobertura jornalística sobre o que se quer divulgar e estimulem os jornalistas a publicar a intenção do assessorado.
    d) Webmarketing
    Web Marketing, é qualquer esforço promocional realizado por meio da Web.
    e) Hotsite
    O hotsite é voltado para destacar uma ação de comunicação e marketing pontual.
    Sua diferenciação está apenas na estratégia de comunicação utilizada para concebê-lo. Usualmente os hotsites possuem tempo de vida útil determinado, isto é, são feitos para serem rápidos e são ligados a uma ação de marketing ou comunicação específica, com duração ligada a esta ação mercadológica, como lançamento de produtos, eventos, novas edições de produtos ou serviços, ações de CRM (Customer Relationship Management), entre outras.

  • Por que não poderia ser o house organ?

  • Acho que a palavra "boletim" tira o house organ da jogada


ID
1092028
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

O que é Mailing List ?

Alternativas

ID
1092031
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

São ferramentas de comunicação interna para empresas, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • O website institucional auxilia na comunicação externa das empresas.

  • Placard

      Vantagens: Simples, fácil gestão e adequado para todo tipo de mensagens. Indicado para informar aspectos legais e ações da empresa.
      Desvantagens: Custo variável (depende se utiliza designers ou placards luminosos por exemplo).


    Intranet

      Vantagens: Adapta-se facilmente a empresas de pequenas, médias e grandes dimensões. Permite a circulação rápida de informação e pode facilitar os processos burocráticos. Uma ferramenta do século XXI.
      Desvantagens: Variam consoante o grau de informatização da empresa.

    E-mail

      Vantagens: É uma ferramenta que pode ser utilizada por empresas de várias dimensões, sobretudo por aquelas que não têm uma Intranet. É um meio rápido e barato de envio de uma newsletter interna ou uma informação flash.
      Desvantagens: É necessário a existência de um programa informático que permita o acesso a toda a empresa.

    Reunião

      Vantagens: É um dos meios mais eficazes para comunicar de forma ativa. É imediato e transmite informação de referência.
      Desvantagens: Excesso de reuniões acaba por provocar desinteresse.



ID
1092034
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

Para publicação de imagens na internet, é recomendada a adequação das imagens para qual resolução?

Alternativas
Comentários
  • A resolução para fotos na internet é de 72 DPI. Mas esta resolução é indicada pelo tamanho físico da imagem e não pelo peso dela. É sempre possível reduzir uma imagem de 300 DPI para 72 mantendo-se o mesmo tamanho, mas o inverso desconfigura a imagem tornando-a embaçada e estourada.

    Cuidado! Copiar sem autorização é plágio e plágio é crime. O conteúdo original está em: http://www.conceitoideal.com.br/Sites/qual-a-resolucao-ideal-para-as-fotos-do-meu-site.html#ixzz3mgUkdYOs

  • Quando as imagens são para a internet o ideal é 72 DPI.     


ID
1092037
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Comunicação Social
Assuntos

Atualmente, são características essenciais do webjornalismo:

Alternativas

ID
1092040
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Comunicação Social
Assuntos

Nas novas conexões entre meios de funções massivas e pós-massivas, propõe-se uma categorização das convergências midiáticas que podem ser encontradas atualmente. Essas convergências são:

Alternativas
Comentários
  • "A convergência das mídias é mais do que apenas uma mudança tecnológica. A convergência altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos. A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento. Lembrem-se disso: a convergência refere-se a um processo, não a um ponto final. Não haverá uma caixa preta que controlará o fluxo midiático para dentro de nossas casas. Graças à proliferação de canais e à portabilidade das novas tecnologias de informática e telecomunicações, estamos entrando numa era em que haverá mídias em todos os lugares. A convergência não é algo que vai acontecer um dia, quando tivermos banda larga suficiente ou quando descobrirmos a configuração correta dos aparelhos. Prontos ou não, já estamos vivendo numa cultura da convergência." (JENKINS, 2009a, p. 43)

    “A convergência, como podemos ver, é tanto um processo corporativo, de cima para baixo, quanto um processo de consumidor, de baixo para cima. A convergência corporativa coexiste com a convergência alternativa.” (JENKINS, 2009a, p. 46). 

    A concepção de convergência das mídias, de Jenkins (2009a), como a confluência dos movimentos corporativo e alternativo, pode ser associada à convivência das mídias com funções massivas e pós-massivas. A noção de funções massivas e pós-massivas é de Lemos e Lévy (2010).

    “Por função massiva compreende-se um fluxo centralizado de informações com o controle editorial do polo de emissão por grandes empresas em processo de competição, financiadas pela publicidade” (LEMOS; LÉVY, 2010, p. 48). 

    Fonte: http://w3.ufsm.br/poscom/wp-content/uploads/2011/08/Mauricio-Dias-Souza-Disserta%C3%A7%C3%A3o-2009.pdf


ID
1092043
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

Analise as afirmações sobre as mídias sociais e seu impacto no jornalismo.

I. Com o surgimento das mídias digitais interativas, instauradas na internet, o jornalismo ganhou outros recursos e novos métodos para os processos de coleta e produção da notícia.

II. A introdução de novos elementos não textuais permite ao leitor explorar a notícia de uma forma pessoal, mas obriga o jornalista a produzi-la segundo um guião de navegação análogo ao que é preparado para outro documento multimídia.

III. A chegada das mídias digitais impossibilitou ao jornalismo o surgimento de novas ferramentas para a produção e a edição jornalística, levando à adaptação de determinadas funções e práticas para o cibermeio.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

Alternativas
Comentários
  • De acordo com Canavilhas (2001, p. 70)

    A introdução de novos elementos não-textuais permite ao leitor explorar a notícia de uma forma pessoal, mas obriga o jornalista a produzila segundo um guião de navegação análogo ao que é preparado para outro documento multimédia. O jornalista passa a ser um produtor de conteúdos multimédia de cariz jornalístico - webjornalista. Por sua vez, o utilizador do serviço não pode seridentificado apenas como leitor, telespectador ou ouvinte já que a webnotícia integra elementos multimédia, exigindo uma “leitura” multilinear.



ID
1092046
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

São direitos do entrevistado, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Segundo Caio Túlio Costa (“O Relógio de Pascal – A Experiência do Primeiro Ombudsman da Imprensa brasileira”.São Paulo: Siciliano, 1991) são direitos dos entrevistados:
    . Você tem o direito de dizer não a um pedido de entrevista.
    . Você tem o direito de escolher um porta-voz ou um advogado da sua preferência.
    . Você tem o direito de escolher a hora e o local para entrevistas aos meios de comunicação.
    . Você tem o direito de requisitar um repórter de sua escolha.
    . Você tem o direito de recusar entrevista a um repórter específico, mesmo que você tenha prometido entrevistas a outros repórteres.
    . Você tem o direito de dizer não a uma entrevista mesmo que você tenha dito anteriormente que daria entrevistas.
    . Você tem o direito de excluir crianças de entrevistas
    . Você tem o direito de não responder questões que julgue inconfortáveis ou inapropriadas.
    . Você tem o direito de saber com antecedência quais direções a história vai tomar.
    . Você tem o direito de pedir para rever suas declarações antes da publicação.
    . Você tem o direito de recusar coletivas de imprensa e falar com cada repórter por vez.
    . Você tem o direito de pedir retratação quando informações imprecisas forem reportadas.
    . Você tem o direito de pedir que fotografias ofensivas sejam omitidas na publicação ou que imagens idem não sejam levadas ao ar.
    . Você tem o direito de dar entrevistas na televisão mostrando apenas a silhueta ou solicitar que sua foto não seja publicada.
    . Você tem o direito de recusar-se a responder perguntas de repórteres durante julgamento.
    . Você tem o direito de processar um jornalista.
    . Você tem o direito de sofrer na privacidade.
    . Você tem o direito a todo momento de ser tratado com dignidade e respeito pelos meios de comunicação.

  • alguem poderia me dizer o que significa exatamente sofrer na privacidade e o que isso tem a ver com o direito do entrevistado? Achei muito estranha essa colocacao. Nao seria melhor dizer que o entrevistado tem direito de manter resgardada a sua privacidade?

  • Apresentar credibilidade nas suas declarações é um dever do entrevistado.

  • "Sofrer na privacidade" deve ser entendido em uma situação concreta. Uma pessoa quer perde um parente em um acidente tem o direito de sofrer e não ter seu sofrimento divulgado. Fora do contexto argumentativo do autor ficou absurdamente sem sentido.

  • que questãop esquisita. LETRA E


  • Se tivessem usado "em" em vez de "na" já teria ficado mais compreensível.


ID
1092049
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Comunicação Social
Assuntos

É uma maneira correta de desenvolver um bom texto jornalístico:

Alternativas
Comentários
  • Marquei a alternativa B como correta (que é o gabarito) entendendo que transformando orações coordenadas em novos períodos deixaremos o texto mais curto e objetivo, especificamente com períodos breves.


ID
1092052
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

Independentemente de suas múltiplas definições, o jornalismo online apresenta algumas características específicas em relação a aspectos que quase sempre existiram nas mais diversas mídias, em diversos graus. Assinale a opção que, segundo alguns autores, representa uma das características mais interessantes do jornalismo online.

Alternativas
Comentários
  • Perene: adj.m e adj.f. O que dura para sempre; aquilo que é eterno; perpétuo. Que se conserva durante muito tempo; perenal. Que não pode ser interrompido; contínuo. Assim é o conteúdo na Internet, lá permanece para quem quiser acessá-lo.

  • Lembrando que "o pra sempre sempre acaba", tá?
    Ou seja, mais dia menos dia, alguma coisa acontecerá e, um por um, tudo o que está na internet deixará de estar :)

     

  • "A característica diferencial do ciberjornalismo em relação a outros tipos de jornalismo, corretamente identificada por Palacios, é a possibilidade de armazenar indefinidamente toda a informação produzida e a tornar acessível imediatamente, a partir de qualquer dispositivo conectado à Internet. Se o jornal de ontem servia para embrulhar peixe e suas notícias, com o tempo, só podiam ser encontradas em arquivos institucionais, hoje toda informação publicada na Internet pode ser considerada, até mesmo contra a vontade de seu autor, perene. Portanto, perenidade parece ser um termo adequado para remeter à disponibilidade cumulativa de material noticioso ou informação de interesse jornalístico no ciberespaço desprovido de limites espaço-temporais" (TRASSEL, p. 9)

    Fonte: Ruptura, continuidade e potencialização no ciberjornalismo: revisitando um texto fundamental de Marcos Palacios, Marcelo Träsel


ID
1092055
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Jornalismo
Assuntos

Título curto usado para destacar determinado tema dentro da matéria sem retirá-lo do corpo principal do texto. Também é usado para dar movimento e leveza à diagramação. Essa ferramenta do texto escrito é o:

Alternativas

ID
1101556
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Há evidente equívoco na indicação do sentido em que está empregada no texto a preposição SOBRE em:

Alternativas
Comentários
  • a) “[...] sobre as contribuições da velhice para a sociedade [...]” (§ 1) / em cima de. (errada)


    "...o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade." 


    "...o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas relativas às contribuições da velhice para a sociedade." 

  • A letra "a" é a resposta. Acredito que "emcima" era para ser "em cima", o que mesmo assim deixa a questão incorreta, pois "sobre" seria relativo a "a respeito de" e não no sentido de "por cima".

  • Só para incrementar os estudos.

     A cerca de / Acerca de / Cerca de / Há cerca de

    1. A cerca de ou cerca de significam “aproximadamente”, “mais ou menos”.

    Estávamos a cerca de dois quarteirões do local do crime.

    2. Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.

    Falei acerca da situação econômica do Brasil.

    3. Há cerca de exprime tempo decorrido, significando “faz aproximadamente”.

    Ele viajou há cerca de duas horas.

    fonte: Minigramática


  • Acrescentando...

    A cerca de, escrito assim, separado, significa “perto de”, “aproximadamente”, “próximo de”:

    a) Brasília fica a cerca de 208 km de Goiânia.
    b) O rapaz foi encontrado a cerca de 10 metros do local.
    c) Vamos, ela está a cerca de dois passos daqui.

    Acerca de tem significado de “a respeito de” ou “sobre”:

    a) Estávamos conversando acerca da viagem.
    b) Ninguém disse nada acerca do que aconteceu com aquela família.
    c) Elas jogam conversas fora acerca de muitas coisas.

    Há cerca de por apresentar o verbo “haver” tem sentido de tempo decorrido, logo, significa “desde aproximadamente”, “faz aproximadamente”:

    a) O curso foi lançado há cerca de dois anos.
    b) Há cerca de duas semanas que não vejo Maria.
    c) Não faço ginástica há cerca de 5 anos.

    Não confunda o significado de “a cerca de” com “há cerca de”. O primeiro faz relação com a distância e o segundo com o tempo. Assim também, sempre quando houver dúvidas, faça a seguinte averiguação:

    1.Tem relação com distância? Se sim, use a cerca de.
    2.Tem relação com tempo e pode ser substituído por “faz”? Se sim, use há cerca de. Veja: Não chove no Nordeste há cerca de dois meses = Não chove no Nordeste faz aproximadamente dois meses. 

    Rumo à Posse!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

ID
1101568
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

        A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

     Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

     Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

     Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

     Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Em “Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo [...]” (§ 3), a substituição de A VELHICE (com as mudanças sintáticas necessárias) pela perífrase OS CABELOS BRANCOS configura um exemplo clássico de emprego da seguinte figura:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: b


    Justificativa: metonímia é a figura de palavra que consiste na substituição de um termo por outro, em que a relação entre os elementos que esses termos designam não depende exclusivamente do indivíduo, mas da ligação objetiva que esses elementos mantêm na realidade. Na metonímia, um termo substitui outro não porque a nossa sensibilidade estabeleça uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam (caso da metáfora), mas porque esses elementos têm, de fato, uma relação de dependência. Dizemos que, na metonímia, há uma relação de contiguidade entre sentido de um termo e o sentido do termo que o substitui. Contiguidade significa “proximidade”, “vizinhança”. 


  • METAFORA

    Metáfora: é a palavra ou expressão que produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas. Ela pode dar um duplo sentido a frase. Com a ausência de uma conjunção comparativa.

    Amor é fogo que arde sem se ver.

    Vi sorrir o amor que tu me deste

    METONÍMIA 

    Metonímia ou transnominação  consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. Por exemplo, "Palácio do Planalto " é usado como um metônimo (uma instância de metonímia) para representar a presidência do Brasil, por ser localizado lá o gabinete presidencial.

    PARADOXO

    um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade". A identificação de um paradoxo baseado em conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes, auxiliado significativamente o progresso da ciência, filosofia e matemática.

    ALUSÃO 

    alusão é  caracterizada pelo uso de uma referência ou citação a um fato ou pessoa (real ou fictícia), necessariamente conhecido pelo interlocutor. Faz parte da intertextualidade, só que sua principal diferença está na claridade. É uma comunicação sutil entre os textos, em que se nota apenas uma leve menção de outro texto ou a um componente seu. Na alusão, não se aponta diretamente o fato em questão; apenas o sugere através de características secundárias ou metafóricas.

    HIPÉRBOLE

    Hipérbole ou auxese  incide quando há exagero ou demasia propositada num conceito, expressa de modo a definir de forma dramática aquilo que se ambiciona vocabular, transmitindo uma ideia aumentada do autêntico. Em palavras mais simples, hipérbole é "expressar uma ideia de forma exagerada".

    É habitual na linguagem corrente, como quando se pronuncia: "Já te ressalvei mais de mil ocasiões, para não retrocederes a proferir-me elevado!".


  • Metonímia

    Metonímia ou transnominação é uma figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. Por exemplo, "Palácio do Planalto" é usado como um metônimo (uma instância de metonímia) para representar a presidência do Brasil, por ser localizado lá o gabinete presidencial.

  • Exemplos: a) Metáfora - Aquele home é um leão (se o homem for como um leão - é comparação)

                     b) Metonímia - Comeu um prato 

                     c) Paradoxo -  Eu sou um jovem idoso

                     e) hipérbole - Já disse um milhão de vezes .. (exagero) 

                     

  • Hipérbole: Expressa uma ideia de forma exagerada. Ex.:"Estou morrendo de fome!"

    Paradoxo: É uma figura de pensamento que consiste quando a conotação extrapola o senso comum e a lógica. Ex.: "Eu sou um velho moço."

    Metonímia: Troca um termo por outro dado a relação de semelhança ou possibilidade de associação entre eles.

    Metáfora: Produz sentido figurado por meio de comparações implícitas. Ex.: "Vi sorrir o amor que tu me deste."

  • Não entendi porque  não é metáfora...

  • Metáfora:

    É o emprego de um termo com significado de outro em vista de uma relação de semelhança entre ambos.

    Ex.: Sua boca é um CADEADO.

  • Felipe

    Aa metáfora é a palavra ou expressão que produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas.

    Veja um bom exemplo:

    ...Esse moço é um gato.

    Gato no sentido figurado, ou seja, esse moço é sensual, bonito.

    Espero ter ajudado ;)

  • METONÍMIA - Consiste na substituição de um termo por outro com o qual mantém uma estreita relação de significado ( continente pelo conteúdo, parte pelo todo) 

  • questão 0800...Excelentes comentários acima para quem teve dúvidas!

  • Exemplos de Metonímia:


    1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (= Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis.)

    2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. (= As lâmpadas iluminam o mundo.)

    3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da cruz. (= Não te afastes da religião.)

    4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso havana. (= Fumei um saboroso charuto.)

    5 - Efeito pela causa: Sócrates bebeu a  morte. (= Sócrates tomou veneno.)

    6 - Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu trabalho. (= Moro no campo e como o alimento que produzo.)

    7 - Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo. (= Bebeu todo o líquido que estava no cálice.)

    8 - Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones foram atrás dos jogadores. (= Os repórteres foram atrás dos jogadores.)

    9 - Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressadamente. (= Várias pessoas passavam apressadamente.)

    10 -  Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem nesse mundo. (= Os homens pensam e sofrem nesse mundo.)

    11 -  Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por seus direitos. (= As mulheres foram chamadas, não apenas uma mulher.)

    12 - Marca pelo produto: Minha filha adora danone. (= Minha filha adora o iogurte que é da marca danone.)

    13 - Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. (= Alguns astronautas foram à Lua.)

    14 - Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado.)


  • Bizú: Metafora: analogia conotativa 

             Metonimia: substituição denotativa

  • No gabarito que o site disponibiliza para download, a alternativa correta é a A (metáfora), e ai como faz?

  • Metonímia: figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles.


ID
1101586
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Quanto ao processo administrativo disciplinar, assinale a opção correta

Alternativas
Comentários
  • Letra B

    A prova emprestada é aquela produzida em um determinado processo e usada de empréstimo em outro com o escopo de surtir, em tese, o mesmo efeito probante surtido no processo originário. No entanto, só podendo ser admitida quando, no processo de origem, fora efetivamente observado o contraditório.

  • a) A Comissão de Inquérito não só faz o inquérito, mas temo poder de julgar. - Errado. Quem julga é a autoridade competente. 

    b) No processo administrativo disciplinar, a doutrina e a jurisprudência se posicionam favorável à prova emprestada. CERTO, se a prova for válida, pode ser emprestada.

    c) Na instauração do processo, impede que a autoridade competente venha a optar pelo afastamento do servidor público indiciado.  É possível o afastamento preventivo (até 60 dia, podendo ser prorrogado por igual período), com remuneração.

    d) Durante a apuração da falta do servidor, o mesmo poderá ser colocado em disponibilidade. Errado. O indiciado não pode ser colocado disponibilidade. Deve aguardar o julgamento e demais providências.

    e) O relatório é o último ato da comissão e é de suma importância por ser peça vinculante. Errado. Art. 151 - Fases do PAD (Instauração, Instrução, Defesa, Relatório e Julgamento). Portanto, questão errada, pois a última fase é o Julgamento.


    #foconoobjetivo

  • Apesar de ter sido interessante, vale acrescentar e retificar alguns pontos do comentário do colega Leandro, a fim de não cometermos alguns equívocos na hora da prova:

    a) bem explanado pelo colega, a comissão de inquérito não julga, isto cabe à autoridade competente;

    b) CORRETA;

    c) bem explanado pelo colega;

    d) Neste caso, o instrumento possível para a comissão de inquérito se utilizar é o afastamento mencionado no item "C", o que é bem diferente de disponibilidade, pois, para efeitos financeiros, neste instrumento a remuneração é proporcional ao tempo de serviço, já naquele, é integral;

    e) Diferentemente do que foi colocado pelo colega, o relatório e não o julgamento é efetivamente o último ato da comissão de inquérito, como observamos no item "A", o julgamento cabe à autoridade competente, assim não é este o erro da questão. O erro encontra-se em afirmar que o relatório é peça vinculante, uma vez que até o é em caso específico (em total acordo com as provas dos autos), mas, se a autoridade competente observar que o relatório está em desacordo com as provas dos autos, poderá abrandar, agravar ou isentar o servidor das penalidades, e ainda poderá anular o processo em caso de vícios insanáveis, conforme arts. 168 e 169 da lei 8112/90:

    "Art. 168. O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando contrário às provas dos autos.

    Parágrafo único. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.

    Art. 169. Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra comissão para instauração de novo processo."


    Fé e força. 

  • Concordo com Daniel Santos.

    A autoridade competente não se vincula ao relatório da comissão. Ela tem a discricionariedade no julgamento da falta do servidor.


  • Esclarecendo a letra "E":


    O relatório da comissão do PAD não é vinculante, porque não vincula(obriga) a autoridade competente a meramente reproduzí-lo. Ele possui apenas valor informativo. Vejamos:


    “O relatório da Comissão tem valor meramente opinativo, não é vinculante, jamais ficando a autoridade competente para a decisão final adstrita às conclusões da Comissão Processante”.


    Júnior, José Cretella – Direito Administrativo Brasileiro, Ed. Forense, 1ª Ed., pag. 286

  • ​O STJ tem firme entendimento de que é possível a utilização de provas emprestadas de inquérito policial e processo criminal na instrução de processo disciplinar, desde que assegurado o contraditório e a ampla defesa, diferente do ocorrido nos autos. (AgInt no RMS 45718/RS, Relator(a) Ministro HERMAN BENJAMIN - SEGUNDA TURMA, Data do Julgamento 09/03/2017, Data da Publicação/Fonte DJe 19/04/2017)

     

    O tema ficou cristalizado na súmula 591 do Superior Tribunal de Justiça, em que se afirma que: É permitida a “prova emprestada” no processo administrativo disciplinar, desde que devidamente autorizada pelo juízo competente e respeitados o contraditório e a ampla defesa.


ID
1249381
Banca
FUNCAB
Órgão
IF-RR
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto abaixo e responda às questões
propostas.

A figura do ancião, desde o início dos relatos
das primeiras civilizações, é muito controversa e
discutida. No mundo ocidental, o senso comum das
principais culturas muitas vezes discordava dos
ensinamentos das filosofias clássicas sobre as
contribuições da velhice para a sociedade. O estudo
das reais condições trazidas pelo avanço da idade
gerou diversas discussões éticas sobre as
percepções biossociais dos processos de mudança
do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e
antropólogos ainda hoje não conseguem obte
consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas
áreas.
Muitas culturas ocidentais descrevem o
estereótipo do jovemcomo corajoso, destemido, forte
e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um
peso morto, um chato em decadência corporal e
mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao
extremo no século XX pelos portugueses durante a
ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a
perseguição aos idosos como bandeira política.
Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço
da idade com medo e desgosto, enquanto
especial istas da saúde questionam se há
deterioração ou mudança adaptativa do corpo
humano.
Nas culturas orientais, assimcomo namaioria
das filosofias clássicas, a velhice é vista de umângulo
positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma
vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que
personifica a figura do homem calmo, austero, e que
muitas vezes é capaz de prever certas situações e
aconselhar, se destaca emrelação ao jovemcheio de
energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos
ilósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos
eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O
ovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo
Sócrates. Apesar de ser desfavorecido
materialmente, Sócrates possuíamuita experiência e
uma sabedoria ímpar que marcou a história do
pensamento. Em A República , Platão retrata uma
discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa
do velho Céfalo, homem importante e respeitável em
Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre
os mais velhos e os jovens que contemplavam os
diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens
muitas vezes eram retratados como inconsequentes
e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não
recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser
um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada
somente para pessoas de idademais avançada.
Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico
sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era
o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e
Epicuro construíram uma concepção mitológica da
figura do velho. Os idosos que ele conheceu em
Roma muitas vezes não eram tão felizes como
descreviam os gregos. Muitos deles, observou
Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não
eram. A aparente tranquilidade decorria de seu
cansaço e desânimo por não conseguirmais lutar por
aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia
enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a
ausência de perturbações frente aos desafios
impostos pela vida.
Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o
ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a
“melhor idade”, como dizem muitos aposentados,
esses discursos não contribuem para uma resposta
definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de
velhice não é um fenômeno puramente biológico,
mas também fruto de uma construção social e
psicoemocional.
MEUCCI, Arthur. Rev.Filosofia : março de 2013, p. 72-3. Filosofia

............................................................................ ...... ....................

Com o emprego de OU SEJA (§ 4), o autor introduz um aposto cujo papel semântico no peródo é:

Alternativas
Comentários
  • "Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida."

    A locução "ou seja", liga duas palavras ou duas frases, explicando-as. Por isso que como introduzem uma informação, costuma-se a isolá-las por vírgulas.


    Resposta letra A.

  • o APOSTO EXPLICATIVO O PROPIO NOME DIZ: EXPLICA O TERMO ANTERIOR.

  • Explicativo! considerando o termo anterior ataraxia.


  • Não buscaram a ataraxia
    enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a
    ausência de perturbações frente aos desafios
    impostos pela vida.

    A expressão "ou seja" leva a uma explicação referente à palavra "ataraxia".

  • Ou seja e isto é são conectivos explicativos e devem vir sempre entre vírgulas.

  • Conjunção explicativa

    isto é, por exemplo, a saber, ou seja...

  • GABARITO: LETRA A

    ACRESCENTANDO:

    Aposto:

    Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou especificá-lo melhor. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou travessão.

    Por Exemplo:

    Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça.

    Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem. Dizemos que o aposto é sintaticamente equivalente ao termo a que se relaciona porque poderia substituí-lo. Veja:

    Segunda-feira passei o dia com dor de cabeça.

    Obs.: após a eliminação de ontem, o substantivo segunda-feira assume a função de adjunto adverbial de tempo.

    Classificação do aposto:

    De acordo com a relação que estabelece com o termo a que se refere, o aposto pode ser classificado em:

    a) Explicativo: A Ecologia, ciência que investiga as relações dos seres vivos entre si e com o meio em que vivem, adquiriu grande destaque no mundo atual.

    b) Enumerativo: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho, ação.

    c) Resumidor ou Recapitulativo: Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo isso está na base de um país melhor.

    d) Comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida.

    e) Distributivo: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este na prosa.

    f) Aposto de Oração: Ela correu durante uma hora, sinal de preparo físico.

    Além desses, há o aposto especificativo, que difere dos demais por não ser marcado por sinais de pontuação (vírgula ou dois-pontos). O aposto especificativo individualiza um substantivo de sentido genérico, prendendo-se a ele diretamente ou por meio de uma preposição, sem que haja pausa na entonação da frase:

    Por Exemplo:

    poeta Manuel Bandeira criou obra de expressão simples e temática profunda.

    rua Augusta está muito longe do rio São Francisco.

    FONTE: WWW.SÓPORTUGUÊS.COM.BR