SóProvas



Prova WE DO Serviços - 2020 - Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC - Procurador Jurídico


ID
5121334
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: O juiz dirigiu-se __ sala de audiências e pôs-se ___ falar __ todas as pessoas que estavam presentes.

Alternativas
Comentários
  • O juiz dirigiu-se À sala de audiências e pôs-se A falar A todas as pessoas que estavam presentes.

    → O verbo dirigir rege preposição A e a palavra sala aceita o artigo A, portanto houve a contração resultando em à.

    → Não se emprega acento grave diante de verbos.

    → Não se usa acento grave diante de pronomes indefinidos.

    à - a - a

    GABARITO. E

  • Galera, há oito semanas, comecei utilizar os MAPAS MENTAIS PARA CARREIRAS POLICIAIS, e o resultado está sendo imediato e absurdo, pois nosso cérebro tem mais facilidade em associar padrões, figuras e cores.

    Estou mais organizado e compreendendo grandes quantidades de informações;

    Retendo pelo menos 85% de tudo que estudo;

    E realmente aumentou minha capacidade de memorização e concentração;

     

    Obs.: Alguns mapas mentais estão gratuitos o que já permite entender essa metodologia.

    Mapas mentais no link da bio do instagram: @veia.policial

    “FAÇA DIFERENTE”

    SEREMOS APROVADOS EM 2021!


ID
5121337
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português

A abreviatura consiste em representar, de forma reduzida, certas palavras ou expressões. Geralmente, ela termina com um ponto final abreviativo, que é o sinal que indica a redução da palavra. Com o avanço das comunicações e com o uso da internet, o ritmo em que acontecem as modificações na vida cotidiana, em relação a tudo, é bem acelerado e, consequentemente, essas alterações refletem na comunicação, pois surge uma necessidade da língua de acompanhar esse dinamismo todo. E, a partir daí, as abreviaturas foram construídas. Elas aparecem em chats, e-mails, mensagens, bilhetes.(https://www.infoescola.com/portugues/abreviaturas/) Analisando as abreviaturas abaixo, indique a alternativa


INCORRETA:

Alternativas

ID
5121340
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Analise as sentenças abaixo quanto ao uso da vírgula, assinalando C para Certo e E para Errado.

(__) O conhecimento das leis, meus amigos é fundamental para o progresso do país.

(__) Marcelino, o oficial de justiça, esteve aqui ontem.

(__) Chegando de viagem procurarei pelo promotor.

(__) São Lourenço 05 de abril de 2020.

(__) Ela prefere estudar direito penal e eu, administrativo.

A sequência correta de cima para baixo é:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B

    (E) O conhecimento das leis, meus amigos é fundamental para o progresso do país.

    O conhecimento das leis, meus amigos, é fundamental para o progresso do país. - Isolar vocativo

    _______________________

    (C) Marcelino, o oficial de justiça, esteve aqui ontem. - Isolar o aposto explicativo

    _______________________

    (E) Chegando de viagem procurarei pelo promotor.

    Chegando de viagem, procurarei pelo promotor. - Oração adverbial subordinada temporal reduzida de gerúndio deslocada.

    _______________________

    (E) São Lourenço 05 de abril de 2020. Advérbio de tempo e lugar justapostos. Se faz uso da vírgula para separar tempo e localidade nas datas.

    São Lourenço, 05 de abril de 2020

    _______________________

    (C) Ela prefere estudar direito penal e eu, administrativo. - A vírgula marca a elipse do verbo, subentende-se a forma verbal prefiro.

    _______________________

  • GABARITO - B

    ( E ) O conhecimento das leis, meus amigos () é fundamental para o progresso do país.

    O vocativo sempre é acompanhado de vírgulas.

    ex: Maria, vamos sair hoje ?

    Vamos sair Hoje, Maria ?

    Vamos, Maria, sair hoje?

    ___________________________________________________

    (C) Marcelino, o oficial de justiça, esteve aqui ontem.

    Usamos vírgulas diante de aposto. ( explicativo )

    __________________________________________________

    (E) Chegando de viagem (, ) procurarei pelo promotor.

    Oração reduzida de gerúndio = caso de vírgulas

    __________________________________________________

    (E) São Lourenço 05 de abril de 2020.

    Usamos vírgulas nas datas para separar o nome da localidade.

    ex: São Paulo, 27 de Setembro de 2021

    ________________________________________________

    ( C) Ela prefere estudar direito penal e eu, administrativo.

    Usamos vírgulas ante a omissão de termos.(Geralmente verbos )

    ex: Do lado, grandes amigos.

    ( Havia )


ID
5121343
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A Lei de Execuções Penais em seu artigo 122 dispõe: "Art. 122. Os condenados que cumprem pena em regime semi-aberto poderão obter autorização para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, nos seguintes casos:

I - visita à família;

II - freqüência a curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo da Execução;

III - participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social".

Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Comentários
  • Convenhamos, a palavra família é determinada.

    Família do condenado, e não qualquer família. Lendo todo o artigo, percebe-se o sentido.

    Visita à família do condenado!!

    O verbo visitar não exige preposição.

    No entanto, o substantivo visita exige preposição. (regência nominal)

    visite o Museu do amanhã / A visita ao Museu do amanhã

    Visitei a Casa França-Brasil / A visita à Casa França-Brasil

  • CUIDADO

    A questão está grosseiramente incorreta. O comentário do colega Rene Andrade apenas coaduna com o entendimento incorreto da banca.

    "Art. 122. Os condenados que cumprem pena em regime semi-aberto poderão obter autorização para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, nos seguintes casos:

    I - visita à família;

    II - freqüência a curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo da Execução;

    III - participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social".

    A questão nos solicita as correções necessárias frente ao (nem tão) novo acordo ortográfico, mas erra grosseiramente ao propor a supressão da crase em "visita à família".

    A construção a ser considerada, simplificada, é:

    "Os condenados poderão obter autorização para saída no caso de visita à família"

    Importante que percebamos dois pontos. Em primeiro lugar, o acordo ortográfico em questão, que alterou precipuamente regras de uso de hífen e acentuação, em nada alterou as regras pertinentes ao uso de crase, de modo que a banca aqui não cobra adequação à nova ortografia, mas apenas uma "correção" que julgou, diga-se erroneamente, aplicável. Em segundo lugar, tal "correção" é desnecessária, impropria e incorreta. Como vimos na construção simplificada exposta acima, estamos diante do substantivo "visita", que, na acepção empregada, exige o uso da preposição e, por motivos de definição, da crase.

    Não é dificultoso percebermos a necessidade de utilização do artigo definido ante o termo família, visto este não possuir caráter demasiado genérico.

    Os condenados poderão obter autorização para saída no caso de visita à família/ ao medico/ ao padre"

    Gabarito da banca na alternativa C

    Gabarito correto na alternativa A

  • cadê o gabarito comentado? aff

  • Famoso caso do: quem errou, acertou!

  • Bem - não gosta de ninguém.

    Mal - Não gosta de vogal, mas gosta da consonantal. EX: Malfada.

    GAB. C

  • Galera, há oito semanas, comecei utilizar os MAPAS MENTAIS PARA CARREIRAS POLICIAIS, e o resultado está sendo imediato e absurdo, pois nosso cérebro tem mais facilidade em associar padrões, figuras e cores.

    Estou mais organizado e compreendendo grandes quantidades de informações;

    Retendo pelo menos 85% de tudo que estudo;

    E realmente aumentou minha capacidade de memorização e concentração;

     

    Obs.: Alguns mapas mentais estão gratuitos o que já permite entender essa metodologia.

    Mapas mentais no link da bio do instagram: @veia.policial

    “FAÇA DIFERENTE”

    SEREMOS APROVADOS EM 2021!

  • Que louco!!

  • olha o nome da banca: WE DO SERVIÇOS

    kkkkkk

  • Fazer visita ao paciente; portanto, visita à.

  • Bancas pequenas são cheias de erros.

  • foi qc que errou a alternativa ou banca?

  • Eu Errei, mas acertei então... kkkkkkk

  • Se você errou, parabéns! você está correto

ID
5121346
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O artigo 2º da Lei n.º 8.666/93 dispõe: Art. 2o As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões e locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.

Assinale a alternativa correta em que o uso de sinônimos não altera o sentido do texto das palavras em destaque.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra A:

    Acessões: Direito Ação ou efeito de aceder, de consentir; anuência: acessão às cláusulas do contrato.

    Autorizações: Ação ou resultado de autorizar; conceder permissão para que alguém faça alguma coisa; concessão.

    Antevertidas: Adiantar-se a, preceder.

  • meu deus.... permissão igual autorização.
  • Nunca marcarei como correta.


ID
5121349
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português

Com relação ao uso do hífen assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

ID
5121352
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Observe as sentenças:

I - Art. 22. São modalidades de licitação: I - concorrência; II - tomada de preços; III - convite; IV - concurso; V - leilão.

II - Art. 1.333. A convenção que constitui o condomínio edilício deve ser subscrita pelos titulares de, no mínimo, dois terços das frações ideais e torna-se, desde logo, obrigatória para os titulares de direito sobre as unidades, ou para quantos sobre elas tenham posse ou detenção.

Com relação as palavras em destaque, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Comentários
  • Qual o erro da B?
  • Til por acaso é acento?
  • Qual o erro da B?

  • Questão mau elaborada!

  • NA LETRA B "IO" NÃO SÃO VOGAIS. "O" É VOGAL E "I" É SEMIVOGAL

  • Til, não é acento! e sim um som nasal.

  • marquei B antes de ler as outras. Essa parada da semivogal foi sacanagem. Mas não tem como bater o pé né. Tem que ler tudo antes de marcar...
  • tô vendo muitos comentários nos quais muitos estão confundindo til, acento etc... O acento tônico está relacionado com a intensidade dos fonemas, e o acento gráfico, como o agudo e o circunflexo, marca a sílaba tônica. então de fato til não é considerado acento gráfico, mas em algumas palavras a sílaba que contém esse sinal gráfico pode ser tônica- a mais forte.
  • O que esperar de uma banca chamada "WE DO Serviços"? Aff...

  • Til não é parente ?

  • Leilão = Oxitona.

    Condomínio = Paroxitona c/ditongo crescente (Entretanto, ditongo é junção de SEMI VOGAL c/ vogal ou Vogal c/semi)

    Licitação = Oxitona.

    Edilício = Proparoxitona

    • VOGAIS - são os sons vocálicos mais fortes que dão base para a existência da sílaba. Analisando as palavras a seguir, percebemos que a vogal em destaque possui maior sonoridade na sílaba do que os demais fonemas que a compõem:
    • glória - mãe - viu

    • SEMIVOGAIS - As vogais u são chamadas de semivogais quando acompanham outra vogal e, portanto, são assilábicas. Veja como o som dessas semivogais é menos sonoro quando acompanhadas de uma vogal:
    • pai - quarto

    • De posse desses conceitos, podemos, agora, tratar do assunto que é foco deste texto, o DITONGO. Trata-se do encontro vocálico de uma vogal e uma semivogal ou de uma semivogal e uma vogal em uma mesma sílaba. De acordo com essa posição da vogal na sílaba, o ditongo pode ser classificado em:

    • a) Ditongo decrescente: ocorre quando a vogal vem antes da semivogal.
    •  Exemplos:
    • deu
    • viu
    • b) Ditongo crescenteocorre quando a semivogal vem antes da vogal.
    • Exemplos: co-lé-gio / sé-rie

    Fonte:

  • Assertiva correta: "C"

    Licitação = é uma oxítona com acento tônico na última sílaba com ditongo nasal decrescente ão.

    ATENÇÃO!

    Não confunda acento tônico com acento gráfico!

    Acento tônico: presente em todas as palavras que possuem mais de uma sílaba. Está relacionado ao som/pronúncia (fonética). É a sílaba que soa mais forte. Podendo ser indicado por acento gráfico ou não.

    Acento gráfico: marca, na grafia, a sílaba tônica e é usado de acordo com as regras de acentuação.

  • Bom dia! Rebeca Araujo está respondendo alguns comentários, dizendo que Condomínio termina com um Hiato, isso não é verdade, são 4 sílabas: CON-DO-MÍ-NIO (no português de Portugal considera-se 5 sílabas). Dito isso:

    AO MEU VER, não há erro na letra B, por ser uma Paroxítona terminada em Ditongo.

    Outra coisa é o que já foi dito por muitos colegas: Til não é acento, porém como a colega Lais A. colocou "tônico e gráfico são diferentes".

    Questão maldosa, por ser muito sutil essa questão de "vogal e semivogal", ao ler uma assertiva, que fala "vogais oi juntas" é muito difícil lembrar disso e querendo ou não, são duas vogais, mas uma assume papel de semi...

    Pra cima!

  • fiquei extremamente confusa com essa questão, pois a letra B não estaria correta também???

  • A alternativa B está correta. Questão passível de anulação;

    **Macete do vizinho**

    Quando a palavra termina com 2 sons vocálicos crescentes e você tem dúvida sobre se é junto ou separado na divisão silábica, basta observar a sílaba anterior (o vizinho) e verificar se tem acento. Se tiver acento, então é junto, se não, é separado.

    Exemplo:

    Economia = e.co.no.mi.a (separado - hiato)

    Alegria = a.le.gri.a (separado - hiato)

    História = his.tó.ria (tem acento, então o ria é junto - caso de ditongo)

    Horário = ho-rá-rio (junto)

    Fonte: Flávia Rita.

  • SOBRE O ITEM B

    O Erro do item está ao dizer "ditongo na junção das vogais io"

    Não se trata de duas vogais, e sim de uma SEMI VOGAL e uma VOGAL, consecutivamente.

    Dava pra usar o raciocínio da separação de sílabas. NÃO EXISTEM DUAS VOGAIS NA MESMA SÍLABA.

  • Licitação

    A tônica não seria no ''TÁ'' ? li ci TÁ ção

    Não seria uma paroxitona terminada em vogal?

    Como a entonação pode ser no ão ?


ID
5121355
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Levando-se em consideração os tipos de apostos existente: assinale a alternativaque classifica corretamente cada um deles nas sentenças:

I - __________=Seu recurso, protocolado tempestivamente no dia de hoje, deve ser julgado procedente.

II - __________=Nosso escritório possui três princípios fundamentais: respeito, honestidade e ética.

III - ___________=Gosto do manual de Direito Administrativo do autor Marcus Vinicius Bittencourt.

III - ___________ = Ambas são excelentes alunas, uma no Direito Civíl e a outra no Penal.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: D

    I - Explicativo =Seu recurso, protocolado tempestivamente no dia de hoje, deve ser julgado procedente.

    II - Enumerativo =Nosso escritório possui três princípios fundamentais: respeito, honestidade e ética.

    III - Especificativo=Gosto do manual de Direito Administrativo do autor Marcus Vinicius Bittencourt.

    III - Distributivo = Ambas são excelentes alunas, uma no Direito Civíl e a outra no Penal.

  • Para quem ficou em dúvida entre as alternativas A e D:

    Aposto explicativo: serve para explicar ou esclarecer um termo da oração. Na frase, aparece destacado por vírgulas, parênteses ou travessões.

    Exemplos: 

    • Pelé, o rei do futebol, fez mais de mil gols.
    • Maria, a melhor aluna da turma, passou de ano com notas altíssimas

    Aposto especificativo: serve para especificar ou individualizar um termo genérico da oração. Na frase, não se encontra destacado por sinais de pontuação, estando ligado diretamente ao termo que especifica ou através de uma preposição.

    Exemplo:

    • Fui à cidade do Rio de Janeiro.
    • A rua Nossa Senhora de Copacabana é a próxima.
  • Explicativo (está entre vírgulas) Seu recurso, protocolado tempestivamente no dia de hoje, deve ser julgado procedente.

    Enumerativo (presença de numeral) Nosso escritório possui três princípios fundamentais: respeito, honestidade e ética.

    Especificativo (sem as vírgulas) Gosto do manual de Direito Administrativo do autor Marcus Vinicius Bittencourt.

    Distributivo (o referencial é a palavra "alunas") Ambas são excelentes alunas, uma no Direito Civíl e a outra no Penal.

  • GABARITO - D

    I - ( EXPLICATIVO )

    =Seu recurso, protocolado tempestivamente no dia de hoje, deve ser julgado procedente.

    O Aposto explicativo retoma o termo anterior para explicá-lo.

    ______________________________________________________

    II -( ENUMERATIVO ) =Nosso escritório possui três princípios fundamentais: respeito, honestidade e ética.

    DICA:

    Segundo F. Pestana, é possível inserir expressões explicativas, como isto é, ou seja, a saber, por exemplo

    Nosso escritório possui três princípios fundamentais ( A saber )....

    _________________________________________________________

    III - ( ESPECIFICATIVO )=Gosto do manual de Direito Administrativo do autor Marcus Vinicius Bittencourt.

    Dica: Em alguns casos, o aposto especificativo aparece sem pontuação.

    " o aposto especificativo não vem separado por pontuação alguma e é um termo que tem o mesmo valor semântico da palavra especificada anterior".

    ___________________________________________________________

    III - ( DISTRIBUTIVO ) = Ambas são excelentes alunas, uma no Direito Civíl e a outra no Penal.

    DICA: normalmente os apostos vêm retomando dois ou três termos anteriores

    EX: Tenho dois filhos: um baixinho, outro altinho.

    _________________________________________

    BONS ESTUDOS!


ID
5121358
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Não revelou ______ cometeu o crime. _______ você insiste em não recorrer? Não fui a audiência _______ não tenho procuração. Você não recorreu? __________?

Alternativas
Comentários
  • Gab: E

    por que → pergunta

    porque → resposta

    o porquê → substantivo precedido de artigo equivale por qual motivo, razão

    por quê → final de frase

  • A questão é sobre o uso dos porquês e quer que completemos as lacunas com a alternativa correta. Vejamos:

     .

    Não revelou ______ cometeu o crime. 

    POR QUE = “por qual razão/motivo”

    Por que: equivale a “por qual razão/motivo” ou “pelo qual” (e variações). Ex.: Por que você não resolve mais questões? / A rua por que passamos estava cheia de buracos.

     .

    _______ você insiste em não recorrer? 

    POR QUE = “por qual razão/motivo”

     .

    Não fui a audiência _______ não tenho procuração. 

    PORQUE = uma vez que, já que

    Porque: conjunção com valor de “pois”, “uma vez que”... É utilizado em respostas. Ex.: Não fiz a prova porque não me senti preparada. 

     .

    Você não recorreu? __________?

    POR QUÊ = “por qual razão/motivo” antes do ponto de interrogação.

    Por quê: vem antes de um ponto (final, interrogativo, exclamação) e continua com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”. É utilizado em perguntas no fim das frases Ex.: Vocês não se inscreveram por quê?

     .

    Para complementar:

    Porquê: substantivo com significado de “motivo”, “razão”. Vem acompanhado de determinante: artigo, pronome, adjetivo ou numeral. Ex.: Gostaria de saber o porquê dessa resposta.

     .

    Gabarito: Letra E

  • A pegadinha da questão é ter o uso diferente em duas perguntas

  • Acrescento:

    Por que = Por qual motivo

    Não revelou ( Por qual motivo ) cometeu o crime.

    ( Por qual motivo ) você insiste em não recorrer?

    Não fui a audiência ( Porque ) não tenho procuração.

    Porque - explicativo ou , dependendo do caso , causal.

    Você não recorreu?( Por quê ) ?

    antes do ponto de interrogação.

  • AVANTE PM-PR!!!


ID
5121361
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

À primeira vista, o decreto pode parecer bem claro. Qual figura de linguagem está presente na frase acima?

Alternativas
Comentários
  • Na dúvida, marque Metáfora. Gabarito letra D.

  • Gab - D

    * Catacrese: é uma figura de linguagem que ocorre quando, na falta de um termo específico para designar um conceito, utiliza-se outro por empréstimo a partir de alguma semelhança de sentido. Exemplos: braços de poltrona; dentes do serrote; nariz do avião; pescoço de garrafa.

    * Personificação: é utilizada para atribuir sensações, sentimentos, comportamentos, características e/ou qualidades essencialmente humanas (seres animados) aos objetos inanimados ou seres irracionais. Exemplo: O dia acordou feliz.

    * Eufemismo: é uma figura de linguagem, ou de pensamento, caracterizada por suavizar a informação de um enunciado. Portanto, é usado, principalmente, em contextos formais ou nas situações em que o enunciador pretende ser agradável, preocupado em não ofender interlocutores ou ouvintes. Exemplo da notícia de morte: “Ele morreu.” O indivíduo "partiu", ou que "deixou esse mundo".

    * Metáfora: é uma figura de linguagem que produz sentidos figurados por meio de comparações. Exemplo: Meu coração é um balde despejado.

  • Penso que poderia ser sinestesia (em razão do bem claro), mas não tenho certeza.


ID
5121364
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

No que diz respeito à Estrutura Administrativa da Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste/SC, assinale a alternativa verdadeira:

Alternativas

ID
5121367
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Regimento Interno
Assuntos

No tocante às atribuições da Câmara Municipal, é incorreto afirmar que tal órgão deve:

Alternativas

ID
5121370
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Regimento Interno
Assuntos

Hugo, vereador da cidade de São Lourenço do Oeste/SC, deseja produzir um estudo com o objetivo de realizar aprimoramentos no Regimento Interno da Câmara Municipal. Para tal finalidade, o referido membro do Poder Legislativo local procura você, perguntando-lhe sobre as atribuições do Presidente da Câmara, condição essa que ele sempre almejou, porém, até o presente momento, não conseguiu obter. Por ocasião da consulta, você informa, de maneira correta, que o Presidente é o representante legal da Câmara nas suas relações externas, cabendo-lhe as funções legislativas, administrativas e diretivas das atividades internas, competindo-lhe privativamente:

Alternativas

ID
5121373
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Jarbas, após a sua aprovação em concurso público realizado em São Lourenço do Oeste/SC, decide consultar o procurador jurídico municipal, a fim de sanar as suas dúvidas acerca do que dispõe o Estatuto dos Servidores Municipais. Na condição de procurador, você informa a Jarbas, corretamente, que:

Alternativas

ID
5121376
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Todos os vereadores de São Lourenço do Oeste/SC sabem que compete ao Município, privativamente, legislar sobre assuntos de interesse local. Marina, vereadora da cidade, no entanto, deseja saber quais são, especificamente, as matérias de competência privativa do Município, à luz do art. 11 da Lei Orgânica Municipal. Ao receber o seu parecer relativo ao tema, Marina obterá a informação correta de que compete ao Município, privativamente:

Alternativas
Comentários
  • LOM

    * III - à Administração Municipal:

    * a) criar, organizar e extinguir distritos, observada a legislação estadual;

    * e) organizar  e prestar, diretamente, ou sob o regime de concessão ou permissão, os serviços públicos locais, inclusive o de transporte coletivo que tem caráter essencial;

    * VII - ao Meio Ambiente:

    * f) exigir, para a instalação de obra ou atividade, pública ou privada, potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade, garantida a realização de audiências públicas;

    [...]

    * l) registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território;

    * XV - aos Transportes e Vias Públicas:

    * a) planejar, gerenciar e fiscalizar o serviço de transporte público coletivo, que tem caráter essencial, e o trânsito, bem como dota-los da infraestrutura necessária ao seu funcionamento, respeitadas as diretrizes da legislação federal e do desenvolvimento urbano;


ID
5121379
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

No que concerne às atribuições da Assessoria Jurídica no âmbito do Município é incorreto afirmar que compete ao referido setor:

Alternativas

ID
5121382
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Considerando as disposições legais acerca da modalidade de licitação denominada pregão, assinale a alternativa falsa:

Alternativas
Comentários
  • INCORRETA : B

    O CERTO É FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS, E NÃO FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR - FAT.

    => A Lei federal nº 10.520/2002, que institui a modalidade de licitação denominada Pregão no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios e definiu a estrutura do procedimento, delegou ao regulamento de cada ente fed

    => "A habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificação técnica e econômico-financeira;... sendo dispensável a apresentação dos documentos que já constem do Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – Sicaf e sistemas semelhantes mantidos por Estados, Distrito Federal ou Municípios, assegurado aos demais licitantes o direito de acesso aos dados nele constantes” (art. 4º, incisos XXIII e XIV).

    Disponível em:http://www.pregao.sp.gov.br/perguntas/PergMostra.asp?par=56

  • Art. 4º, XII, da Lei federal nº 10.520/2002. A habilitação fa-se-á com a verificação de que o licitante está em situaão regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigencias do edital quando à habilitação jurídica e qualificações tecnicas e econômico-financeira.

  • INCORRETA LETRA B

    LEI DO PREGÃO/PREGÃO ELETRÔNICO

    Art. 4º A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as seguintes regras:

    XIII - a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira;

    FONTE: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm

  • GAB. B

    Fonte. 10.520

    A- CORRETA Art.2º § 2º

    B- A habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira; INCORRETA

    Art. 4º (...)

    XIII - a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS...

    C- CORRETA Art. 4º inc. XVIII

    D- CORRETA Art. 4º inc. VI

    E- CORRETA Art. 3º inc. I

    A cada dia produtivo, um degrau subido. HCCB

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa INCORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca do conteúdo da Lei 10.520/02. Vejamos:

    A. CERTO.

    Art. 2º, §2º. Será facultado, nos termos de regulamentos próprios da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a participação de bolsas de mercadorias no apoio técnico e operacional aos órgãos e entidades promotores da modalidade de pregão, utilizando-se de recursos de tecnologia da informação.

    § 3º As bolsas a que se referem o § 2o deverão estar organizadas sob a forma de sociedades civis sem fins lucrativos e com a participação plural de corretoras que operem sistemas eletrônicos unificados de pregões.

    B. ERRADO.

    Art. 4º. A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as seguintes regras:

    XIII - a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira.

    C. CERTO.

    Art. 4º. A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as seguintes regras:

    XVIII - declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar contra-razões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos.

    D. CERTO.

    Art. 4º. A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as seguintes regras:

    VI - no dia, hora e local designados, será realizada sessão pública para recebimento das propostas, devendo o interessado, ou seu representante, identificar-se e, se for o caso, comprovar a existência dos necessários poderes para formulação de propostas e para a prática de todos os demais atos inerentes ao certame.

    E. CERTO.

    Art. 3º. A fase preparatória do pregão observará o seguinte:

    I - a autoridade competente justificará a necessidade de contratação e definirá o objeto do certame, as exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento.

    GABARITO: ALTERNATIVA B.


ID
5121385
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Em observância ao disposto na Lei nº 8.666/93, pode-se afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    Lei nº 8.666/93:

    A) ERRADO Art. 13.  Para os fins desta Lei, consideram-se serviços técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a: § 1  Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação, os contratos para a prestação de serviços técnicos profissionais especializados deverão, preferencialmente, ser celebrados mediante a realização de concurso, com estipulação prévia de prêmio ou remuneração

    B) ERRADO Art. 13. § 3  A empresa de prestação de serviços técnicos especializados que apresente relação de integrantes de seu corpo técnico em procedimento licitatório ou como elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade de licitação, ficará obrigada a garantir que os referidos integrantes realizem pessoal e diretamente os serviços objeto do contrato

    C) ERRADO Art. 17.  A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:

    I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos:

    D) ERRADO Art. 15. § 4  A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que deles poderão advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios, respeitada a legislação relativa às licitações, sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições.

    E) CERTO Art. 11.  As obras e serviços destinados aos mesmos fins terão projetos padronizados por tipos, categorias ou classes, exceto quando o projeto-padrão não atender às condições peculiares do local ou às exigências específicas do empreendimento.

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a opção CORRETA.

    A. ERRADO.

    Art. 13, Lei 8.666/93. § 1º Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação, os contratos para a prestação de serviços técnicos profissionais especializados deverão, preferencialmente, ser celebrados mediante a realização de concurso, com estipulação prévia de prêmio ou remuneração.

    Está contratação pode vir a ocorrer por diferentes formas.

    Através de inexigibilidade de licitação: neste caso, além de ser um serviço técnico, deverá apresentar natureza singular e deverá ser prestado por empresa de notória especialização (art. 25, II e § 1º, da Lei 8.666/93).

    Modalidade concurso: modalidade de licitação preferencial, mas não obrigatória (art. 13, § 1º c/c art. 22. § 4º).

    Por fim, através de outras modalidades: é possível também que sejam adotadas as modalidades concorrência, tomada de preços ou convite, desde que observados os limites de valores.

    B. ERRADO.

    Art. 13, Lei 8.666/93. § 3º A empresa de prestação de serviços técnicos especializados que apresente relação de integrantes de seu corpo técnico em procedimento licitatório ou como elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade de licitação, ficará obrigada a garantir que os referidos integrantes realizem pessoal e diretamente os serviços objeto do contrato.

    Ou seja, caso determinada empresa seja contratada por inexigibilidade por ter, em seu corpo técnico, certo doutor renomado na área do objeto do contrato, este doutor deverá obrigatoriamente participar diretamente da prestação do serviço.

    C. ERRADO.

    Art. 17, Lei 8.666/93. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:

    I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos:

    A modalidade de licitação para alienação de imóveis é a concorrência, existindo exceções:

    Quando o bem for originário de procedimento judicial ou de dação em pagamento, será possível alienar o bem imóvel por intermédio das modalidades concorrência ou leilão (conforme art. 19, Lei 8.666/93).

    Além disso, as alíneas do art. 17, I, tratam da licitação dispensada para alienação de bens imóveis.

    D. ERRADO.

    Art. 15, Lei 8.666/93. § 4º A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que deles poderão advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios, respeitada a legislação relativa às licitações, (...).

    E. CERTO.

    Art. 11, Lei 8.666/93. As obras e serviços destinados aos mesmos fins terão projetos padronizados por tipos, categorias ou classes, exceto quando o projeto-padrão não atender às condições peculiares do local ou às exigências específicas do empreendimento.

    ALTERNATIVA E.

  • Detalhe em relação ao item c)

    A expressão “entidades paraestatais”,

     hoje, na prática, as regras sobre alienação de bens de empresas estatais constam na Lei 13.303/2016, de tal forma que as determinações da Lei 8.666/1993 sobre a alienação de bens das empresas estatais foram tacitamente revogadas, mas

    podem ser cobradas em provas literais

    ▪ Podemos resumir da seguinte forma as condições para alienar bens imóveis:

    ▪ para a administração direta, autárquica e fundacional:

    ▪ interesse público devidamente justificado;

    ▪ avaliação;

    ▪ autorização legislativa;

    ▪ licitação na modalidade concorrência (regra).

    ▪ para as empresas estatais (entidades paraestatais)

    ▪ interesse público devidamente justificado;

    ▪ avaliação;

    ▪ licitação na modalidade concorrência (regra)

    Herbert Almeida

  • GABARITO LETRA E

    a) preferencialmente e não obrigatoriamente

    b) obrigatoriamente e não preferencialmente

    c) móveis não

    d) não é só porque registrou preços que é obrigada a contratar

    e) CORRETA, artigo 11


ID
5121388
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

No que diz respeito ao exercício do cargo de vereador, a Lei Orgânica Municipal de São Lourenço do Oeste dispõe que:

Alternativas
Comentários
  • LOM

    DOS VEREADORES

    [...]

    Art. 28. Será vedado ao Vereador:

    I - desde a expedição do diploma:

    * a) firmar ou manter contrato com o Município, com suas autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista ou com suas empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público, salvo quando o contrato obedecer às cláusulas uniformes;

    b) aceitar  cargo,  emprego ou função, no âmbito  da Administração  Pública  Direta  ou  Indireta  Municipal,  salvo mediante  aprovação  em concurso público e observado o  disposto no art. 20 desta Lei Orgânica;

    II - desde a posse:

    * a) ocupar cargo, função ou emprego, na administração pública direta ou indireta do Município, de que seja exonerável ad nutum, salvo cargo de Secretário Municipal ou cargo equivalente na estrutura administrativa municipal; (Revogada pela Emenda n° 17/2019)

    b) exercer  outro cargo eletivo federal, estadual  ou municipal;

    c) ser  proprietário,  controlador  ou  diretor  de empresa  que  goze  de favor decorrente de contrato  com  pessoa jurídica de direito público do Município, ou nela exercer função remunerada, salvo em casos onde houver licitação pública;

    d) patrocinar  causa junto ao Município, em que  seja interessada  qualquer das entidades a que se refere à alínea "a" do inciso I.

    Art. 29. Perderá o mandato o Vereador:

    I - que infringir  qualquer    das  proibições estabelecidas no artigo anterior;

    II - cujo  procedimento  for declarado incompatível  com decoro parlamentar ou atentatório às instituições vigentes;

    III - que  utilizar-se do mandato para a prática de atos de corrupção ou de improbilidade administrativa;

    IV - que  deixar  de  comparecer,  em  cada  sessão legislativa  anual, à  terça  parte das  sessões  ordinárias  da Câmara,  salvo  doença comprovada, licença ou  missão  autorizada pela edilidade;

    V - que fixar residência fora do Município;

    VI - que  perder  ou  tiver  suspensos  os  direitos políticos.

    Art. 30. O Vereador poderá licenciar-se:

    I - por motivo de doença comprovada;

    II - em missões temporárias, aperfeiçoamento técnico ou cultural, para frequentar cursos que traduzam interesses ao Município;

    *III - para tratar, sem remuneração, de interesse particular desde que o afastamento não ultrapasse a 120 (cento e vinte) dias por ano, o que será permitido em até 02 (dois) períodos ao ano.

    [...]


ID
5121391
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Quanto ao Processo legislativo Municipal, pode-se afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • LOM

    Art. 36. A iniciativa das Leis Complementares e Ordinárias caberá a qualquer vereador, Comissão Permanente da Câmara, ao Prefeito ou aos cidadãos, que a exercerão sob forma de moção articulada, subscrita, no mínimo, por 5% (cinco por cento) do total do número de eleitores do Município.

    Parágrafo único. No caso de projeto de lei iniciado por moção articulada por cidadãos do Município é assegurada a defesa do mesmo, em plenário por um dos proponentes, na sessão em que o projeto de lei for levado à discussão. 

    Link: http://www.saolourenco.sc.gov.br/simbolos/leiorganica.pdf


ID
5121394
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

São acontecimentos relevantes do Brasil, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • Catedral de Notre Dame fica na França.

  • Gabarito: D)


ID
5121397
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
História e Geografia de Estados e Municípios
Assuntos

O município de São Lourenço do Oeste foi criado em 21 de junho de 1958, através da Lei Estadual n° 348, desmembrando-se do município de Chapecó. A emancipação do município ocorreu no dia 26 de julho de 1958. Sobre a colonização do município é CORRETO afirmar:

Alternativas

ID
5121403
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

Um caso que comoveu a população brasileira e repercute até hoje é de uma jovem que planejou o assassinato dos pais em outubro de 2002, o casal foi mortos a pauladas enquanto dormiam. O crime foi cometido por dois irmãos. A filha do casal foi condenada por ter sido considerada mentora da ação. Como ficou popularmente conhecido o caso:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    O Caso Richthofen foi o homicídio, a consequente investigação e o julgamento das mortes de Manfred Albert von Richthofen e Marísia von Richthofen, casal assassinado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos a mando da filha Suzane von Richthofen.

  • O casal Manfred e Marisia foi morto a pauladas a mando da filha. A investigação do caso levou à prisão dos dois irmãos que ficaram conhecidos como os irmãos Cravinhos. A jovem, namorada de um deles, foi acusada de ser mandante do crime. 
    Suzane e Daniel namoravam desde agosto de 1999, mas o relacionamento não era aprovado pela família. Com a proibição do namoro, Suzane, Daniel e Cristian (irmão de Daniel) planejaram o latrocínio para que pudessem dividir a herança de Suzane. 
    O aluno para responder esta questão precisa ter acesso a jornais e telejornais e estar atualizado em conhecimentos gerais. 
    A) INCORRETA - Este caso está relacionado a morte da menina Isabela Nardoni que foi jogada do sexto andar de um Edifício em São Paulo aos cinco anos de idade. Os culpados por homicídio doloso qualificado foram o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Ana Carolina Jatobá. 
    B) INCORRETA – Este caso está relacionado ao desaparecimento e a morte da modelo Eliza Samudio. Segundo as testemunhas do caso, ela havia sido morta por estrangulamento e seu corpo havia sido enterrado sob uma camada de concreto. O corpo não foi encontrado. Varias pessoas foram envolvidas e julgadas, sendo o mais popular deles o goleiro Bruno Fernandes. 
    C) CORRETA - Suzane Richthofen abriu os portões concedendo a acesso a sua residência aos irmãos Cravinhos para que eles pudessem colocar em prática o plano de latrocínio contra seus pais. O objetivo do crime seria ter acesso à herança e dividir com os assassinos Daniel e Cristian. Daniel a época era namorado de Suzane. 
    D) INCORRETA – Este caso se refere a morte da Juíza Patrícia Acioli que foi morta por milicianos ao chegar em sua casa no bairro de Piratininga no município de Niterói. Os milicianos que a mataram pertenciam ao grupo que estava sendo julgado por ela. 
    E) INCORRETA - Este caso refere-se ao sequestro em cárcere privado seguido por feminicídio de Eloá Cristina de 15 anos. O caso aconteceu em São Paulo, quando o ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves invadiu a casa de Eloá. O sequestro durou mais de cem horas e terminou com a invasão da polícia e com Lindemberg atirando em Eloá que morreu logo depois e Nayara que tomou um tiro no rosto. 

    Gabarito do Professor: Letra C.

ID
5121409
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Quanto ao processo de reforma da Constituição Federal, julgue as assertivas a seguir, apontando aquela que for verdadeira.

Alternativas
Comentários
  • Mutação constitucional é alteração da interpretação do texto. O texto permanece o mesmo, muda-se o sentindo.

  • Mutação constitucional é alteração da interpretação do texto. O texto permanece o mesmo, muda-se o sentindo.

  • MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL não é alteração formal da CF, tendo em vista que o texto constitucional permanece intacto, sendo alterado apenas a interpretação!

  • A) Lei Magna de 1988, dada a sua rigidez, exige um processo mais trabalhoso para a sua reforma, do que decorre o princípio da supremacia da constituição (CORRETO)

    B) No sistema brasileiro, as possibilidades de alteração formal decorrentes do poder derivado são a emenda, a revisão e a mutação constitucional; (ERRADO)

    Mutação Constitucional é alteração INFORMAL da constituição. A transformação não está no texto em si, mas na interpretação daquela regra enunciada, logo, o texto permanece inalterado.

    C) A emenda, a reforma e a mutação constitucional, por serem possibilidades de alteração formal, devem obedecer às regras do poder constituinte originário; (ERRADO)

    D) A aprovação das emendas constitucionais é feita em sessão bicameral, com discussão e votação conjunta; (ERRADO)

    A discussão e votação será em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada quando obtiver, em ambos, o mínimo de 3/5 dos votos dos membros de cada uma delas.

    E) Pelo princípio da simetria, o procedimento de emenda constitucional é de reprodução facultativa nas constituições estaduais. (ERRADO)

  • a) A Lei Magna de 1988, dada a sua rigidez, exige um processo mais trabalhoso para a sua reforma, do que decorre o princípio da supremacia da constituição. (CORRETA)

    fundamento: Em razão da CF/88 ser classificada como RÍGIDA, seu processo de alteração é mais dificultoso (2 casas, 2 turnos, 3/5 dos membros), tratando-se, assim, do "princípio da Supremacia da Constituição". Já lei infraconstitucional, o processo para criação/alteração é mais simplificado (2 casas, 1 turno; se for lei complementar: maioria absoluta; lei ordinária: maioria relativa)

    b) No sistema brasileiro, as possibilidades de alteração formal decorrentes do poder derivado são a emenda, a revisão e a mutação constitucional.

    fundamento: Não abarca a "Mutação Constitucional", uma vez que esta se trata de uma MUDANÇA INFORMAL da constituição, isto é, altera-se o "sentido" tão somente, mas NÃO o texto formal.

    c) A emenda, a reforma e a mutação constitucional, por serem possibilidades de alteração formal, devem obedecer às regras do poder constituinte originário.

    fundamento: Conforme exposto, ALTERAÇÃO FORMAL da CF/88 só se dá por EMENDA ou REVISÃO, mas não por "Mutação constitucional", visto que esta não altera o texto, mas apenas o sentido da Constituição.

    d) A aprovação das emendas constitucionais é feita em sessão bicameral, com discussão e votação conjunta.

    fundamento: Aprovação de Emenda Constitucional- 2 casas do Congresso (em separado), 2 turnos, por 3/5 dos votos. Aprovação de Revisão Constitucional- sessão unicameral (aqui sim uniu as duas casas do congresso- Câmara + Senado- sem fazer distinção entre os votos), por maioria absoluta dos votos e apenas 1 TURNO.

    e) Pelo princípio da simetria, o procedimento de emenda constitucional é de reprodução facultativa nas constituições estaduais.

    fundamento: No que tange ao "Princípio da Simetria", é de reprodução OBRIGATÓRIA o procedimento de emenda às respectivas constituições estaduais (2 casas, 2 turnos, por 3/5 dos membros). Lembrando que NÃO SE ADMITE proposta de emenda à Constituição Federal por "iniciativa popular" por se tratar de um rol taxativo. Todavia, é autorizado proposta de emendas às Constituições Estaduais por INICIATIVA POPULAR, uma vez que amplia a competência constante na Carta Federal.

  • "O princípio da supremacia da Constituição garante o reconhecimento do texto constitucional como norma hierarquicamente superior sobre todas as demais normas jurídicas. Sendo assim, toda interpretação jurídica deve iniciar-se pela Constituição, pois constitui o fundamento de validade de todo o ordenamento jurídico" (Prof. Nelma Fontana - Estratégia).

    Logo, salvo melhor juízo, o princípio da Supremacia da Constituição, nada tem a ver com o procedimento de alteração de seu texto, pois do contrário, não haveria Constituições flexíveis (cujo rito de alteração se dá no mesmo processo das lei infraconstitucionais).

    Sendo assim, na minha visão, não há alternativa correta.

  • Na mutação constitucional não muda-se o texto, mas apenas a sua interpretação. Dessa maneira, por não alterar o texto, é considerada como uma alteração informal.

  • Mutação constitucional é sinônimo de poder constituinte difuso e consiste num processo informal de alteração da constituição efetivado pelos vários órgãos responsáveis pela interpretação da constituição, não só pela Suprema Corte.
  • O poder constituinte divide-se em originário ou derivado.

    O poder constituinte originário é a possibilidade de criação da Constituição Federal. O poder constituinte derivado pode ser reformador (reforma da constituição - formal: emenda à constituição e revisão ou informal: mutação constitucional) ou decorrente (possibilidade de criação das constituições estaduais).

  • a Mutação Constitucional é o processo de alteração informal da constituição. O texto permanece o mesmo, mas o seu sentido interpretativo é modificado devido ao contexto mutacional do decorrer do tempo.

  • A) Certa. As Emendas Constitucionais alteram a Constituição e necessitam de processo mais rigoroso de aprovação (dois turnos, três quintos em cada Casa do Congresso Nacional)

    B) Errada. A mutação constitucional (poder constituinte difuso) não é procedimento de alteração formal da CF, e sim alteração informal, uma vez que o texto constitucional é mantido em sua integridade, alterando apenas o significado/entendimento aplicado pelos Tribunais Superiores.

    C) Errada. De novo, A mutação constitucional (poder constituinte difuso) não é procedimento de alteração formal da CF, e sim alteração informal.

    D) Errada. A aprovação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é feita por três quintos dos parlamentares, após dois turnos de discussão, em cada casa do congresso.

    E) Errada. O STF já entendeu que as Constituições Estaduais devem respeitar o quórum de 3/5 para aprovação de suas Emendas Constitucionais (STF, ADI 486).

  • COMPLEMENTANDO SOBRE A MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL:

    E M E N T A: "HABEAS CORPUS" - PRISÃO CIVIL - DEPOSITÁRIO JUDICIAL - REVOGAÇÃO DA SÚMULA 619/STF - A QUESTÃO DA INFIDELIDADE DEPOSITÁRIA - CONVENÇÃO AMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (ARTIGO 7º, n. 7) - NATUREZA CONSTITUCIONAL OU CARÁTER DE SUPRALEGALIDADE DOS TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS? - PEDIDO DEFERIDO. ILEGITIMIDADE JURÍDICA DA DECRETAÇÃO DA PRISÃO CIVIL DO DEPOSITÁRIO INFIEL, AINDA QUE SE CUIDE DE DEPOSITÁRIO JUDICIAL. - Não mais subsiste, no sistema normativo brasileiro, a prisão civil por infidelidade depositária, independentemente da modalidade de depósito, trate-se de depósito voluntário (convencional) ou cuide-se de depósito necessário, como o é o depósito judicial. Precedentes. Revogação da Súmula 619/STF. TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS: AS SUAS RELAÇÕES COM O DIREITO INTERNO BRASILEIRO E A QUESTÃO DE SUA POSIÇÃO HIERÁRQUICA. - A Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art. 7º, n. 7). Caráter subordinante dos tratados internacionais em matéria de direitos humanos e o sistema de proteção dos direitos básicos da pessoa humana. - Relações entre o direito interno brasileiro e as convenções internacionais de direitos humanos (CF, art. 5º e §§ 2º e 3º). Precedentes. - Posição hierárquica dos tratados internacionais de direitos humanos no ordenamento positivo interno do Brasil: natureza constitucional ou caráter de supralegalidade? - Entendimento do Relator, Min. CELSO DE MELLO, que atribui hierarquia constitucional às convenções internacionais em matéria de direitos humanos. A INTERPRETAÇÃO JUDICIAL COMO INSTRUMENTO DE MUTAÇÃO INFORMAL DA CONSTITUIÇÃO. - A questão dos processos informais de mutação constitucional e o papel do Poder Judiciário: a interpretação judicial como instrumento juridicamente idôneo de mudança informal da Constituição. A legitimidade da adequação, mediante interpretação do Poder Judiciário, da própria Constituição da República, se e quando imperioso compatibilizá-la, mediante exegese atualizadora, com as novas exigências, necessidades e transformações resultantes dos processos sociais, econômicos e políticos que caracterizam, em seus múltiplos e complexos aspectos, a sociedade contemporânea. HERMENÊUTICA E DIREITOS HUMANOS: A NORMA MAIS FAVORÁVEL COMO CRITÉRIO QUE DEVE REGER A INTERPRETAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. - (...)

    (HC 96772, Relator(a): CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 09/06/2009, DJe-157 DIVULG 20-08-2009 PUBLIC 21-08-2009 EMENT VOL-02370-04 PP-00811 RTJ VOL-00218-01 PP-00327 RT v. 98, n. 889, 2009, p. 173-183) (grifos acrescidos)

  • Li a alternativa a e não achei que era correta, li as outras e só vi merrda, aí so podia ser a a.

  • Poder constituinte derivado

    Reformador

    Alterar a constituição através de emendas constitucionais

    Revisor

    Revisar a constituição após decorridos 5 anos de sua promulgação

    Decorrente

    Capacidade de auto-organização concedida aos estados-membros para a criação de suas próprias constituições estaduais

    Mutação constitucional

    Procedimento informal de alteração da constituição

    O texto constitucional não sofre alterações

    Ocorre uma alteração no modo de interpretação da norma constitucional

  • Poder Constituinte é aquele ao qual incumbe criar ou elaborar uma Constituição, alterar ou reformar uma Constituição e complementar uma Constituição. Assim, temos o Poder Constituinte Originário (criar), Poder Constituinte Derivado-Reformador (alterar), Poder Constituinte Decorrente (complementar).

                O Poder Constituinte Originário visa produzir uma Constituição. Tem como características ser inicial, autônomo, ilimitado, incondicionado, permanente.     O Poder Constituinte Derivado de reforma é limitado e condicionado pelo originário. Para a doutrina majoritária, a reforma é um gênero, de onde se apresentam duas espécies: a Revisão (reforma geral ou global) e as Emendas (reformas pontuais). O Poder Constituinte Derivado Decorrente, por sua vez, representa a possibilidade que os Estados-Membros têm de se auto-organizarem por meio de suas respectivas Constituições estaduais.

                A questão versa especificamente sobre o Poder Constituinte Derivado de Reforma. Passemos, assim, à análise das assertivas.

    a) CORRETO – O Princípio da Supremacia Constitucional não possui um conjunto de regras próprias, apenas determina que deve existir primazia da norma constitucional, qualquer que seja ela. Divide-se doutrinariamente a supremacia constitucional em duas espécies: supremacia MATERIAL e supremacia FORMAL.

                A supremacia material vincula-se à importância do conteúdo tratado pelas normas constitucionais, é vista de um viés sociológico e sociopolítico. A supremacia formal relaciona-se à rigidez da Constituição, com previsão de um modo especial para a revisão constitucional.

    Sobre o tema, é interessante mencionar José Afonso da Silva, em seu Curso de Direito Constitucional positivo, 38ª edição, Editora Malheiros, p. 47:

    “ A rigidez constitucional decorre da maior dificuldade para sua modificação do que para a alteração das demais normas jurídicas da ordenação estatal. Da rigidez emana, como primordial consequência, o princípio da supremacia da constituição que, no dizer de Pinto Ferreira, é reputado como uma pedra angular, em que assenta o edifício do moderno direito político. Significa que a Constituição se coloca no vértice do sistema jurídico do país, a que confere validade, e que todos os poderes estatais são legítimos na medida em que ela os reconheça e na proporção por ela distribuídos. É, enfim, a lei suprema do Estado, pois é nela que se encontram a própria estruturação deste e a organização de seus órgãos; é nela que se acham as normas fundamentais de Estado, e só nisso se notará sua superioridade em relação às demais normas jurídicas.”

    b) ERRADO – Como vimos, a reforma é um gênero, de onde se apresentam duas espécies: a Revisão (reforma geral ou global) e as Emendas (reformas pontuais). Estas são as espécies de alteração formal. A mutação constitucional, por sua vez, se trata de uma alteração informal, já que modifica o sentido do texto maior sem afetar-lhe a letra.

    c) ERRADO – Vide assertiva B. Apenas vale acrescentar que o Poder Constituinte Originário visa produzir uma Constituição e tem como características ser inicial, autônomo, ilimitado, incondicionado, permanente. O Poder Constituinte Derivado de reforma é limitado e condicionado pelo originário.

    d) ERRADO – O artigo 60, §2º, CF/88 estipula que a proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

    e) ERRADO – Conforme se extrai do julgado na ADI 486, de relatoria do Min. Celso de Mello, julgado em 03-04-1997, DJ de 10-11-2006, o processo de reforma da Constituição estadual deve ter necessária observância dos requisitos estabelecidos na CF (art. 60, § 1º a § 5º). No caso concreto, concluiu-se pela impossibilidade constitucional de o Estado-membro, em divergência com o modelo inscrito na Lei Fundamental da República, condicionar a reforma da Constituição estadual à aprovação da respectiva proposta por 4/5 da totalidade dos membros integrantes da assembleia legislativa.

                Além disso, podemos mencionar os julgamentos da ADI 1.594, de relatoria do Min. Eros Grau, j. 4-6-2008, P, DJE de 22-8-2008, bem como ADI 291 rel. min. Joaquim Barbosa, j. 7-4-2010, P, DJE de 10-9-2010, quando restou consignado que a Constituição do Brasil, ao conferir aos Estados-membros a capacidade de auto-organização e de autogoverno – art. 25, caput –, impõe a obrigatória observância de vários princípios, entre os quais o pertinente ao processo legislativo.

     

    GABARITO DO PROFESSOR: LETRA A

     

     

  • Gabarito: A

    O exemplo clássico de mutação no Direito Constitucional envolve a expressão "casa", prevista no artigo , inciso , da  de 1988, que possui o seguinte texto: "a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial".

    Neste caso, a palavra "casa" é interpretada não apenas como "residência", mas também compreende o local de trabalho, norma construída a partir da interpretação usualmente feita pelos nossos aplicadores do Direito no Brasil.

    Fonte: Site jusBrasil.

  • Vale lembrar:

    Reforma Constitucional:

    • processo formal
    • altera texto da norma
    • é o caso de emenda constitucional
    • é o caso de revisão constitucional após decorridos 5 anos de sua promulgação

    Mutação Constitucional:

    • é poder constituinte difuso
    • processo informal
    • não altera o texto da norma, somente o sentido
    • realizado pelo judiciário (STF)
  • MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL - Altera o sentido no texto constitucional

    INTERPRETAÇÃO CONFORME - Altera o sentido no texto infraconstitucional

    REFORMA - Alteração Formal do texto consitucional.

  • GABARITO A

    Nossa Constituição é classificada como RÍGIDA, pois exige um processo bem mais dificultoso para alteração de seu texto do que as leis ordinárias.

  • Pelo princípio da simetria, o procedimento de emenda constitucional é de reprodução facultativa nas constituições estaduais. FALSA PORQUE

    O STF já entendeu que as Constituições Estaduais devem respeitar o quórum de 3/5 para aprovação de suas Emendas Constitucionais (STF, ADI 486).

  • ARTIGO 60, § 2º da CF==="A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros".

  • QUANTO À RIGIDEZ OU ESTABILIDADE

    Constituição rígida: possui um processo de alteração mais rigoroso que o destinado às outras leis. Ex: CF-1988.

    De acordo com Alexandre de Moraes, Sousa Neto e Sarmento, a Constituição Federal de 1988 (CF/88) seria superrígida.

    Este não é o entendimento que prevalece.

  • PODER CONSTITUINTE DIFUSO (MUTAÇAO CONSTITUCIONAL)

    Caracteriza-se pelo poder atribuído aos agentes políticos de adequação da CF de forma inespecífica, ou seja, a adaptação do texto constitucional, sem alterações, as evoluções decorrentes da sociedade.


ID
5121412
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Os princípios constitucionais que regem a ordem econômica e financeira são de suma importância para garantir a dignidade humana num Estado promotor do trabalho e da livre iniciativa. Nesse sentido, pode-se afirmar, à luz do texto constitucional, que:

Alternativas
Comentários
  • A questão exige conhecimento acerca da ordem econômica e financeira e pede ao candidato que assinale o item correto. Vejamos:

    a) É assegurado o tratamento favorecido para as empresas de pequeno e médio porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País;

    Errado. O tratamento favorecido se dá somente para as empresas de pequeno porte, nos termos do art. 170, IX, CF: Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.   

    b) É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, sendo vedada previsão legal que o restrinja;

    Errado. Via de regra, não é preciso de autorização de órgãos públicos, todavia, há casos em que a lei exige, conforme preceito do art. 170, parágrafo único, CF: Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.  

    c) A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros;

    Correto e, portanto, gabarito da questão. Trata-se de cópia literal do art. 172, CF: Art. 172. A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros.

    d) Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor privado e indicativo para o setor público;

    Errado. A banca inverteu a ordem: é determinante para o setor público e indicativo para o setor privado, nos termos do art. 174, caput, CF: Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.  

    e) A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, ao incremento da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

    Errado. A Lei reprimirá a eliminação da concorrência e não o seu incremento, nos termos do art. 173, § 4º, CF: § 4º - lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

    Gabarito: C

  • GABARITO - LETRA C

    Todas as respostas estão na CF/88:

    ALTERNATIVA A - INCORRETA

    Art. 170.

    IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. 

    ALTERNATIVA B - INCORRETA

    Art. 170

    Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.

    ALTERNATIVA C - CORRETA

    Art. 172. A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros.

    ALTERNATIVA D - INCORRETA

    Art. 174. Como agente normativo e regulador  da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.

    ALTERNATIVA E - INCORRETA

    Art. 173

    § 4º A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

  • 1) Enunciado da questão

    Exige-se conhecimento acerca dos princípios gerais da atividade econômica na Constituição Federal.

    2) Base constitucional (Constituição Federal de 1988)

    Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

    IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País

    Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.

     Art. 172. A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros.

    Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.

    § 4º A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

    Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.    

    3) Exame das assertivas e identificação da resposta

    A. ERRADA. Consoante art. 170, IX, da Constituição Federal, é assegurado tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte (não de médio porte) constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País

    B. ERRADA. À luz do art. 170, parágrafo único, da Lei Maior, é assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.

    C. CERTA. A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros, conforme art. 172 da CF/88.

    D. ERRADA. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado, consoante art. 174 da Constituição Federal.

    E. ERRADA. A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros, nos termos do art. 173, §4º, da CF/88.

    Resposta: Letra C.

  • LETRA C

    a) É assegurado o tratamento favorecido para as empresas de pequeno e médio porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País;

    Errado. O tratamento favorecido se dá somente para as empresas de pequeno porte, nos termos do art. 170, IX, CF: Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.  

    b) É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, sendo vedada previsão legal que o restrinja;

    Errado. Via de regra, não é preciso de autorização de órgãos públicos, todavia, há casos em que a lei exige, conforme preceito do art. 170, parágrafo único, CF: Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.  

    c) A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros;

    Art. 172. A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros.

    d) Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor privado e indicativo para o setor público;

    Errado. A banca inverteu a ordem: é determinante para o setor público e indicativo para o setor privado, nos termos do art. 174, caput, CF: Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.  

    e) A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, ao incremento da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

    Errado. A Lei reprimirá a eliminação da concorrência e não o seu incremento, nos termos do art. 173, § 4º, CF: § 4º - lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

  • Pegadinha na letra a)

    É assegurado o tratamento favorecido para as empresas de pequeno e médio porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País

    (ERRADO )

    IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. 

    Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TC-DF Prova: CESPE / CEBRASPE - 2021 - TC-DF - Procurador

    Considerando a legislação e o entendimento jurisprudencial acerca de direito financeiro e econômico, julgue o item a seguir.

    A ordem econômica constitucional brasileira submete-se ao princípio do tratamento favorecido às empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede ou filiais no país, independentemente do local de sua administração.

    ( ERRADO )


ID
5121415
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Acerca das sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional, pode-se afirmar, corretamente, que:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    LEI Nº 8.429:

    A) ERRADO Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente

    B) ERRADO Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário

    C) ERRADO Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:

    I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança

    D) CERTO Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:

    II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.

    E) ERRADO Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário

  • A questão exige conhecimento acerca da Lei n. 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa - LIA) e pede ao candidato que assinale o item correto. Vejamos:

    a) A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser submetidas a apreciaçao ministerial;

    Errado. Fica arquivado no serviço pessoal competente, nos termos do art. 13, caput, LIA: Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente.

    b) Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;

    Errado. Trata-se de ato de improbidade administrativa, contudo, na modalidade que causa lesão ao erário, nos termos do art. 10, VI, LIA: Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário (...), e notadamente: VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;

    c) As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa podem ser propostas até três anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança;

    Errado. O prazo prescricional é de até 05 anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança, nos termos do art. 23, I, LIA: Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança;

    d) As ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas na Lei de Improbidade podem ser propostas dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego;

    Correto e, portanto, gabarito da questão. Inteligência do art. 23, II, LIA: Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.

    e) Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito, permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente.

    Errado. Trata-se de ato de improbidade administrativa, porém, na modalidade que causa lesão ao erário, nos termos do art. 10, XII, LIA: Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário (...), e notadamente: XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;

    Gabarito: D

  • Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.

    e) Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito, permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente.

  • Examinemos cada afirmativa:

    a) Errado:

    Na realidade, a teor do art. 13 da Lei 8.429/92, a declaração de bens e valores deve ser objeto de arquivamento no serviço de pessoal competente, e não submetida a uma "apreciação ministerial", tal como sustentado pela Banca. Confira-se:

    "Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente."

    b) Errado:

    Em rigor, a hipótese é de ato de improbidade causador de lesão ao erário, consoante art. 10, VI, da Lei 8.429/92:

    "Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

    (...)

    VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;"

    c) Errado:

    O prazo prescricional, aqui referida, na verdade, é de cinco anos, na forma do art. 23, I, da Lei 8.429/92, litteris:

    "Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:

    I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança;"

    d) Certo:

    Cuida-se de afirmativa plenamente de acordo com o teor do art. 23, II, da Lei 8.429/92, como abaixo se percebe de sua leitura:

    "Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:

    (...)

    II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego."

    e) Errado:

    Na realidade, a hipótese aqui versada é de ato de improbidade causador de lesão ao erário, consoante art. 10, XII, da Lei 8.429/92:

    "Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

    (...)

    XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;"


    Gabarito do professor: D

  • Questão desatualizada!!! Quem puder notificar o erro também seria legal!!!

  • Com as alterações promovidas pela Lei 14230/2021:

    Art. 23. A ação para a aplicação das sanções previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, contados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência.      

    I - ;        

    II -         

    III - .        


ID
5121418
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

No que concerne ao modelo de controle de constitucionalidade adotado em nosso país, está correto o que se afirma na alternativa:

Alternativas
Comentários
  • a) O presidente pode, através do veto jurídico, é uma hipótese de controle preventivo pelo executivo.

    b) Certo. Controle preventivo. (antes da lei entrar em vigor)

    c) A CF/88 não admite a inconstitucionalidade superveniente. Dispositivos pré-constitucionais, se incompatíveis são simplesmente revogadas ou não recepcionadas.

    d) No controle difuso, em regra, o efeito é inter partes. Excepcionalmente, erga omnes.

    e) No controle concentrado, o efeito é ex tunc.

  • A teoria da inconstitucionalidade superveniente pode ter dois sentidos.

    • O primeiro, clássico, se relaciona com o fato de uma norma já existente no momento da edição de nova constituição ser posteriormente declarada inconstitucional. Com base na teoria da nulidade, o STF não adota a teoria nesse seu sentido. O Supremo entende que a norma que já existia com a edição de uma nova constituição ou é com ela compatível e assim recepcionada ou não é com ela compatível e, desta forma, não é recepcionada.

    • De outro lado, doutrina mais moderna entende que há que se entender a inconstitucionalidade superveniente sobre outro ângulo. Segundo ela, esse tipo de inconstitucionalidade ocorre quando uma norma que inicialmente era compatível com a nova ordem constitucional instaurada, em razão de mudanças ocorridas na sociedade, vem , por esse motivo, se tornar inconstitucional.

    A diferença entre elas é que no entendimento clássico, a norma já seria inconstitucional desde o surgimento da nova constituição, vindo a ser declarada inconstitucional somente supervenientemente, enquanto que para a doutrina contemporânea tal fenômeno se relaciona com as mudanças que ocorrem na sociedade, que levam a uma nova interpretação da constituição, e consequentemente da legislação infraconstitucional em face desta, que pode fazer com que leis incialmente constitucionais se tornem, de forma superveniente, inconstitucionais. Desta forma, e com base no entendimento mais moderno sobre tal teoria, foi que o STF decidiu, na ADI 3937, sobre a inconstitucionalidade superveniente da lei sobre amianto

  • Questão mal redigida. A alternativa b faz pressupor que o controle de constitucionalidade preventivo somente pode ocorrer após a aprovação da lei, o que é uma inverdade, uma vez que o projeto de lei já é passível de controle preventivo, ainda que por parte do poder legislativo (CCJ).

  •  

    A- o Presidente da República pode realizar o controle de constitucionalidade através do veto no momento de controle preventivo.

    B-Após a sua aprovação, mesmo antes de sua sanção, a lei pode ser objeto de controle constitucional

    C- A CF não admite inconstitucionalidade superveniente.

    D-No controle difuso, o interessado deve arguir a inconstitucionalidade da lei, postulando aplicação de efeito inter partes;

    E-No controle pela via concentrada, são atribuídos efeitos ex tunc.

  • Questão foge à técnica constitucional.

    O gabarito B possui redação equivocada, haja vista que "antes da sanção" não existe lei propriamente dita, mas tão somente projeto de lei.

    Desta forma, na fase do processo legislativo trazido pela redação da alternativa, é possível tão somente a realização de controle de constitucionalidade do PROJETO DE LEI (preventivo).

    Passível de anulação.

  • GABARITO: Letra B

    Com relação à assertiva C, é necessário apontar que a assertiva não está errada por indicar que "A inconstitucionalidade superveniente se dá com a constatação de não-recepção da norma pela Constituição de 1988;", pois assim estaria limitando a aplicação do referido instituto apenas a essa hipótese.

    É necessário apontar que a INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE tem duas vertentes:

    1- Lei "A" constitucional, formal e materialmente, no momento de sua elaboração (perante o parâmetro de sua época - CF). Posteriormente, advém nova Constituição que altera a matéria jurídica, levando a respectiva "Lei A" à inconstitucionalidade material. Nessa hipótese não é possível que essa norma seja declarada inconstitucional, mas irá operar o fenômeno da NÃO-RECEPÇÃO, ou revogação (expressão atécnica utilizada pelo STF).

    Por ventura, caso essa lei seja apenas formalmente inconstitucional perante o novo parâmetro, ela poderá ser RECEPCIONADA, porém com uma nova roupagem. Ex. Código Tributário Nacional.

    2- A INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE também é entendida como mudança do entendimento acerca de determinado tema legal, em razão da mudança na sociedade, alteração de perspectiva. A lei torna-se inconstitucional com o passar do tempo e as mudanças ocorridas dentro da sociedade.

    >> Essa hipótese é possível, e é exemplificada pelo caso da LEI do amianto.

    DESCULPEM-ME PELO TEXTO GIGANTE, MAS TENTEi ESMIUÇAR BEM O TEMA.

  • a)        Errada. O Chefe do Poder Executivo Federal pode sim realizar o controle político de constitucionalidade seja preventivo, quando faz uso do veto presidencial, seja repressivo, quando orienta os membros do poder executivo a não seguirem uma norma por a considerar inconstitucional.

    b)       Correto. O PR pode realizar o controle constitucional por meio do veto presidencial

    c)        Errado, não se fala de inconstitucionalidade ou constitucionalidade de normas pré-constitucionais, mas sim de recepcionamento ou não recepcionamento pela nova constituição.

    d)       Errado. No controle difuso de constitucionalidade, a inconstitucionalidade é a causa de pedir e não o pedido principal e os efeitos, via de regra, são intra partes.

    e)       Errada. Os efeitos das decisões no controle concentrado de constitucionalidade são ex tunc, isso significa que retroagem até a data que a norma teve efeito. A única excepcionalidade dessa regra é no caso da ocorrência da modulação dos efeitos da decisão, feita pelo plenário ou pelo órgão especial

  • redação péssima da B

  • GABARITO B.

    ALTERNATIVA A) O controle pode ser:

    PREVENTIVO: O Presidente da República pode vetar projeto de lei quando entendê-lo inconstitucional (veto jurídico) ou contrário ao interesse público (veto político) (art. 66, §1º, CP).

    REPRESSIVO: há dois posicionamentos.

    > 1º Posicionamento: como o art. 103, CF, ampliou o rol de legitmados para propor ADI não se justificaria o controle repressivo pelo PR, o qual pode impugnar ato/lei por ação cabível.

    > 2º Posicionamento: O Poder Executivo pode tão somente determinar aos seus órgãos subordinados que deixem de aplicar administrativamente as leis ou atos com força de lei que considere inconstitucionais (STF, ADI 221, 1993).

    .

    ALTERNATIVA B) O controle repressivo impede que uma norma inconstitucional entre no ordenamento jurídico.

    OBS.: atos normativos 'in fieri', ainda em fase de formação, não ensejam controle concentrado o qual supõe a existência de espécies normativas definitivas, perfeitas e acabadas (STF, ADI 466). Ou seja, normas que ainda não estão vigentes não podem ser objeto de ADI, mas podem ser objeto de controle preventivo(ex.: veto do executivo).

    .

    ALTERNATIVA C) A inconstitucionalidade superveniente ocorre quando a norma nasce constitucional, mas, em virtude de novo parâmetro, se torna inconstitucional. Em regra, o STF não adota essa teoria porque o juízo de constitucionalidade pressupõe que a lei/ato deve ser analisado de acordo com a constituição atual (princípio da contemporaneidade).

    .

    ALTERNATIVA D) Os efeitos da decisão no controle difuso serão apenas entre as partes. ATENÇÃO: teoria da abstrativização do controle difuso: se o Plenário do STF decidir a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo, ainda que em controle difuso, essa decisão terá os mesmos efeitos do controle concentrado, ou seja, eficácia erga omnes e vinculante (STF, ADI 3406, 2017).

    .

    ALTERNATIVA E) As decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF em ADI e ADC produzem eficácia contra todos e efeito vinculantes. Tais efeitos não vinculam, contudo, o próprio STF (STF, Rcl 4.374, 2013). No Brasil prevalece a tese de que a lei inconstitucional é um ato NULO (STF, ADI 2.158). Portanto, os efeitos da declaração de inconstitucionalidade em controle concentrado são EX TUNC.

  • o controle preventivo de constitucionalidade é aquele que incide ainda na fase legislativa, isto é, durante a produção/elaboração da norma. É realizado durante o processo legislativo, com o objetivo de evitar ofensa à Constituição.

    O controle de constitucionalidade passa a ser considerado repressivo após a conclusão do processo legislativo. Exige-se: promulgação, edição e publicação do ato. No entanto, admite-se excepcionalmente a publicação superveniente caso esta ocorra antes do julgamento da causa.

    Fonte: Trino.

  • O Controle de Constitucionalidade visa a garantir a supremacia e a defesa das normas constitucionais, sendo compreendido como a verificação de compatibilidade (ou adequação) de leis ou atos normativos em relação a uma Constituição, no que tange ao preenchimento de requisitos formais e materiais que as leis ou atos normativos devem necessariamente observar.

                Segundo Bernardo Gonçalves Fernandes, podemos estabelecer, pelo menos em regra, os pressupostos do clássico controle de constitucionalidade:

    1) Existência de uma Constituição formal e rígida;

    2) O entendimento da Constituição como uma norma jurídica fundamental;

    3) A existência de, pelo menos, um órgão dotado de competência para a realização da atividade de controle;

    4) Uma sanção para a conduta (positiva ou negativa) realizada contra (em desconformidade) a Constituição.

                Passemos à análise das assertivas, onde poderemos aprofundar o tema.

    a) ERRADO – Inicialmente, é interessante explicar que, quanto ao momento do controle, ele pode ser preventivo; e repressivo ou sucessivo.

    O controle preventivo efetiva-se antes do aperfeiçoamento do ato normativo. Podemos mencionar como exemplo de aplicação do controle preventivo de constitucionalidade, no nosso sistema constitucional, as atividades de controle dos projetos e proposições exercidas pelas Comissões de Constituição e Justiça das Casas do Congresso e o veto pelo Presidente da República com fundamento na inconstitucionalidade do projeto (CF, art. 66, § 1º).

                Logo, diferentemente do que afirma a questão, o Presidente da República realiza controle de constitucionalidade preventivo.

    b) CORRETO – Embora o controle preventivo não seja regra em nosso ordenamento jurídico (já que, em regra, ele é feito repressivamente pelo Poder Judiciário), ele ocorre em alguns casos. Entre eles, podemos citar o controle preventivo realizado pelas Comissões de Constituição e Justiça.

                Interessante se faz aqui a menção do RTJ 136/25-26, Rel. Min. CELSO DE MELLO, em que restou consignado que o direito constitucional positivo brasileiro, ao longo de sua evolução histórica, jamais autorizou - como a nova Constituição promulgada em 1988 também não o admite - o sistema de controle jurisdicional preventivo de constitucionalidade, em abstrato. Atos normativos in fieri, ainda em fase de formação, com tramitação procedimental não concluída, não ensejam e nem dão margem ao controle concentrado ou em tese de constitucionalidade, que supõe a existência de espécies normativas definitivas, perfeitas e acabadas.

                Assim, temos que espécies normativas inacabadas não podem ser objeto de controle jurisdicional, mas podem ser objeto de controle político preventivo, exercido tanto pelo Poder Legislativo (pela CCJ, por exemplo), quanto pelo Poder Executivo (veto presidencial).

    c) ERRADO – A inconstitucionalidade superveniente ocorre, segundo Bernardo Gonçalves Fernandes, quando existem leis ou atos normativos vigorando e em consonância sob a base de uma Constituição que posteriormente é revogada por uma nova Constituição que não mais se coaduna com essas leis ou atos normativos ou, ainda, quando o texto constitucional é alterado por meio de emenda constitucional.

                Assim, ela nasce constitucional e se torna inconstitucional. Na concepção da doutrina majoritária e da jurisprudência do STF, trata-se de não recepção do direito anterior com a nova normatividade constitucional.

    d) ERRADO - O Controle Difuso de Constitucionalidade ocorre num caso concreto, via exceção e de modo incidental. Nesse sentido, existindo controvérsia sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de uma norma jurídica (seja federal, estadual, distrital ou municipal, anterior ou não a atual Constituição), que envolva um caso concreto (entre autor e réu), o juiz então decidirá, sobre a constitucionalidade ou não da norma e, com isso, enfrentada essa questão incidental, ele decidirá a questão principal do caso.

    A inconstitucionalidade em sede de controle difuso-concreto tem como pano de fundo um caso concreto, destarte, os efeitos da decisão são, em regra, inter partes e retroativos (ex tunc).

    É interessante mencionar que existem duas principais exceções: 1) modulação dos efeitos. Ex: RE 197917; 2) (ainda não pacificada) Decisão com efeito erga omnes sem a necessidade de atuação do Senado. Ex: Reclamação 4335 (tese da abstrativização do controle difuso.

    e) ERRADO – Sem dúvida, os efeitos do controle concentrado são, em regra, ex tunc e erga omnes. Há um vício de origem na lei, uma vez que ela já nasce inconstitucional. Todavia, existem algumas exceções quanto aos efeitos ex tunc e erga omnes, alocados, especialmente no artigo 27 da Lei nº 9868/99.

     

    GABARITO DO PROFESSOR: LETRA B

  • A) ERRADA. O Presidente da República pode realizar controle constitucional de momento:

    I)Preventivo (quando ainda é projeto de lei): através do veto do projeto de lei que acredite ser inconstitucional (veto jurídico)

    ll)Posterior ( após lei aprovada): Em que poderá determinar que seus subordinados deixem de cumprir lei que o Poder Executivo acredita ser inconstitucional. (debate polêmico)

    B) CORRETA. A lei pode ser objeto de controle de constitucionalidade em dois momentos.

    a) Prévio ou preventivo: quando ainda é projeto de lei.

    b) Posterior ou Repressivo: após ser aprovada,

    C) ERRADA. O Brasil, em regra, não admite a teoria da Inconstitucionalidade Superveniente. Ou ela é compatível e será recepcionada

    Ou ela é incompatível e será revogada

    D)ERRADA. No controle difuso (de competência para todos juízes e tribunais) a decisão afeta apenas as relações inter partes do processo.

    No controle concentrado, no qual há a declaração de inconstitucionalidade, a decisão possui efeitos para todos (erga omnes)

    E)ERRADA. O efeito, em regra, é EX TUNC e ERGA OMNES, visto que alcança aqueles prejudicados pela inconstitucionalidade da lei que estava vigente.

  • Antes da sanção não tem LEI, a hipótese albergada pela alternativa deve-se referir a PROJETO DE LEI.

  • Complementos:

    Via de regra:

    Concentrado - Erga Omnes

    Ex- Tunc

    Difuso - Intrapartes

  • O Controle de Constitucionalidade visa a garantir a supremacia e a defesa das normas constitucionais, sendo compreendido como a verificação de compatibilidade (ou adequação) de leis ou atos normativos em relação a uma Constituição, no que tange ao preenchimento de requisitos formais e materiais que as leis ou atos normativos devem necessariamente observar.

                Pode-se mencionar como principais matrizes ou sistemas de controle: 1) Matriz americana (1803); 2) Matriz austríaca (1920); 3) Matriz francesa (1958). Tais matrizes influenciaram o desenvolvimento de diversos modelos ou sistemas de controle de constitucionalidade, os quais se aplicarão em cada país, dadas as suas especificidades.

               

    I – Político – Classificação quanto à natureza do órgão de controle. O controle político advém da matriz francesa, e ocorre quando é realizado por um órgão político. No Brasil, temos a ocorrência do controle político realizado pelo Poder Legislativo e pelo Poder Executivo, que ocorrem excepcionalmente, já que a regra é o controle judicial.

    II – Jurisdicional – Classificação quanto à natureza do órgão de controle. É aquele realizado por órgão do Poder Judiciário, tendo suas bases na matriz norte-americana e austríaca. É adotado como regra no Brasil.

    III – Misto - Classificação quanto à natureza do órgão de controle.  Neste sistema coexistem o controle judicial e o político, ambos como regra geral do sistema. Ocorre na Suíça, onde nas leis federais realiza-se um controle político e nas leis cantonais realiza-se um controle jurisdicional.

    IV – Preventivo – Classificação quanto ao momento de exercício do controle. Neste tipo, o controle realiza-se antes do aperfeiçoamento do ato normativo, no decorrer do caminho de produção normativa. Embora não seja regra, ocorre no Brasil, como por exemplo, na atividade do Poder Legislativo (Nas Comissões de Constituição e Justiça), pelo Poder Executivo (veto presidencial) e Poder Judiciário (mandado de segurança impetrado por parlamentar invocando desrespeito ao devido processo legislativo).

    V – Repressivo – Classificação quanto ao momento do exercício do controle. Realizado quando já existe lei ou ato normativo. É a regra no Brasil.

    QConcursos.

  • -Formas de controle de constitucionalidade:

    A)Quanto ao momento: preventivo ou repressivo.

    Marco: data da publicação da lei ou do ato normativo, quando o processo legislativo é definitivamente concluído.

    -Controle preventivo: leis ou atos normativos em formação. Regra: exercido pelas comissões de constituição e justiça.

    -O chefe do Poder Executivo pode exercer o controle, de forma preventiva, opondo o veto jurídico a projeto de lei considerado inconstitucional.

    -Judiciário, excepcionalmente, caso de impetração de MS por parlamentar quando violadas as regras do processo legislativo. No caso de perda do mandato pelo parlamentar, o MS deve ser EXTINTO por ausência superveniente de legitimidade.

    -Somente são admitidas como parâmetro normas referentes ao processo legislativo previsto na CF, não podendo ser invocadas para tal fim as constantes apenas de regimento internos.

    -Controle repressivo: objeto são leis e atos normativos já promulgados, editados e publicados.

    -Principal protagonista desse controle é o Poder Judiciário.

    -Controle concentrado: STF.

    -Tribunais de Justiça; Qualquer juiz ou tribunal.

    -O CN (Congresso Nacional) pode sustar atos do PR que exorbitem os limites de delegação legislativa ou do poder regulamentar. Essa competência não pode ser estendida a outras esferas da federação.

    -Pode rejeitar MP’s

    -Tribunal de contas pode apreciar a constitucionalidade de leis ou atos do Poder Público no exercício de suas atribuições.

    -Chefe do Poder Executivo pode negar cumprimento a leis e atos normativos considerados inconstitucionais. 

    Fonte: Novelino


ID
5121421
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

São impostos diretos:

Alternativas
Comentários
  • GAB: A

    Os tributos diretos são os impostos que o governo recebe sobre os bens e a renda dos cidadãos trabalhadores. Ou seja, são os tributos perante o patrimônio, salário, aluguel, entre outros. Ele é chamado de direto, pois a forma de arrecadação é tirada diretamente dos recursos financeiros/despesas da pessoa

    EX: IPVA, IPTU e IRPF;

  • Gabarito: A

    • Impostos diretos são aqueles que oneram diretamente a pessoa definida como sujeito passivo, assim, não há a transferência oficial do seu encargo econômico para outrem. Ex: ITR; IPTU; IPVA; IR (a pessoa que obtém a renda é que teoricamente sofre o respectivo ônus).

    • Impostos indiretos são aqueles que oneram pessoa diferente da definida como sujeito passivo, ou seja, permitem a transferência do seu encargo econômico. Ex: ICMS (o comerciante é a pessoa nomeada contribuinte. Entretanto, repassa para o consumidor o ônus econômico, logo, ao pagar o preço da mercadoria, este paga também o valor do imposto que naquele preço se acha embutido).
    • Nos tributos indiretos surgem as figuras do contribuinte de direito e do contribuinte de fato: a) Contribuinte de direito: é a aquele que integra o polo passivo da relação jurídico-tributária, é a pessoa que praticou o fato gerador. b) Contribuinte de fato: é a pessoa que paga realmente o imposto considerando que o contribuinte de direito transferiu para ele este encargo.

    Segundo Ricardo Alexandre, a classificação dos Tributos em diretos ou indiretos se dá "quanto à possibilidade de repercussão do encargo econômico-financeiro": são indiretos os tributos que, em virtude de sua configuração jurídica, permitem translação do seu encargo econômico-financeiro para uma pessoa diferente daquela definida em lei como sujeito passivo.

    São diretos os tributos que não permitem tal translação, de forma que a pessoa definida em lei como sujeito passivo é a mesma que sofre o impacto econômico-financeiro do tributo.

    Fonte: Direito Tributário/Ricardo Alexandre - 11ª edição.

  • o ITD é direto né?

  • Quanto à possibilidade de Transferência do encargo financeiro, o imposto se classifica em:

    a)      Indireto: são tributos em que o custo financeiro do tributo é transferido para um terceiro (consumidor). Quando o contribuinte de direito é um (que recolhe os valores para o Governo), mas os encargos do tributo são suportados por outra pessoa (o contribuinte de fato). Ex: ICMS.

    b)     Direto: em que o custo financeiro do tributo não pode ser transferido a um terceiro. Ex: IPVA.

  • Os tributos que implicam carga tributária a ser suportada pelo contribuinte de direito, assim entendido aquele que por lei é colocado no polo passivo da relação jurídico-tributária enquanto devedor, são denominados tributos diretos. Já os tributos que incidem em determinados negócios jurídicos consubstanciados na venda de mercadorias e serviços e que compõem o valor total da operação, inclusive sendo destacados nos documentos fiscais respectivos, tendo o seu custo, desse modo, repassado ao adquirente ou consumidor, que, por isso, é considerado contribuinte de fato, são denominados tributos indiretos.

    (Livro Leandro Paulsen)

  • É só pensar no imposto que é retirado diretamente do seu bolso......IPVA,IR,IPTU.

  • A questão aborda a classificação dos tributos a partir da repercussão econômica: diretos e indiretos.

     

    Para resolução da questão, é necessário entender se os encargos dos tributos são ou não transferíveis para terceiros.

     

    Em outras palavras, quando houver contribuinte de fato e contribuinte de direito, o tributo é indireto. Por outro lado, se o contribuinte do tributo for, ao mesmo tempo, de fato e de direito, o tributo é direto.

     

    A alternativa (A) está correta conforme arts. 155, III; 156, I e 153, III da CF/88.

    A alternativa (B) está incorreta nos moldes dos arts.  195, I, “b" e 153, III da CF/88.

    A alternativa (C) está incorreta nos moldes dos arts. 195, I, “b" e 155, I da CF/88.

    A alternativa (D) está incorreta nos moldes dos arts. 155, II; 153, III e 156, I da CF/88.

    A alternativa (E) está incorreta nos moldes dos arts. 155, II; 155, I e 155, III da CF/88.

     

    Isto posto, o gabarito do professor é a letra A



ID
5121424
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

O regime jurídico dos contratos administrativos instituído pela Lei n. 8.666/93 confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    Lei n. 8.666/93:

    A) ERRADO Art. 58.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respeitados os direitos do contratado;

    B) CERTO Art. 58.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a

    V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.

    C) ERRADO Art. 58.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.

    D) ERRADO Art. 58.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;

    E) ERRADO Art. 58.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a opção CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca da Lei 8.666/93. Vejamos:

    A. ERRADO.

    Art. 58, Lei 8.666/93. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respeitados os direitos do contratado.

    B. CERTO.

    Art. 58, Lei 8.666/93. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.

    C. ERRADO.

    Art. 58, Lei 8.666/93. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.

    D. ERRADO.

    Art. 58, Lei 8.666/93. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste.

    Não há na lei a expressão: ou pela execução a descontento.

    E. ERRADO.

    Art. 58, Lei 8.666/93. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste.

    Não há na lei a expressão: ou pela execução por forma não prevista.

    GABARITO: ALTERNATIVA B.

  • Eis os comentários acerca de cada uma das opções:

    a) Errado:

    Na verdade, a possibilidade de modificação unilateral dos contratos administrativos, embora possa ocorrer para melhor adequação às finalidades de interesse público, pressupõe que sejam respeitados os direitos do contratado, como se vê da norma do art. 58, I, da Lei 8.666/93:

    "Art. 58.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respeitados os direitos do contratado;"

    b) Certo:

    A presente opção está respaldada na regra do art. 58, V, da Lei 8.666/93:

    "Art. 58 (...)
    V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo."

    Logo, sem equívocos a serem apontados.

    c) Errado:

    Na forma do dispositivo legal acima colacionado, a ocupação de bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato opera-se é meramente provisória, e não definitiva, tal como aduzido pela Banca no presente item.

    d) Errado:

    Inexiste base normativa a legitimar a aplicação de sanções ao contratado, por conta de "execução a descontento", tal como aqui referido pela Banca. Neste ponto, confira-se a norma do art. 58, IV, da Lei 8.666/93:

    "Art. 58 (...)
    IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;"

    e) Errado:

    Novamente, a lei não fala na possibilidade de impor sanções em razão de "execução por forma não prevista", na esteira da norma acima indicada.


    Gabarito do professor: B

  • GABARITO - B

    Complemento:

    Cláusulas Exorbitantes

    – iscalizar os contratos

    A – plicar sanções (motivadamente pela inexecução total ou parcial do ajuste)

    R – escindir unilateralmente

    A – lterar (para melhorar adequação às finalidades de interesse público, respeitos os direitos do contratado)

    O – cupar bens (nos casos de serviços essenciais – bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato)


ID
5121427
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Administração Pública
Assuntos

A Administração Pública introversa possui como características:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: E

    Ao classificar as atividades da Administração Pública quanto à natureza dos interesses, Diogo de Figueiredo Moreira Neto fala em administração extroversa e em administração introversa.

    • A administração pública introversa é a atividade administrativa interna que incide dentro do núcleo estatal, não atingindo diretamente os cidadãos. Portanto, tem por característica a relação dos próprios entes políticos e dos entes políticos com os seus órgãos (compreende a gestão de pessoal, de bens e de serviços internos dos entes públicos). A administração introversa é instrumental e, dessa forma, é atividade-meio que atende interesses públicos secundários.

    • A administração pública extroversa ou externa é caracterizada pela satisfação dos interesses públicos primários, da atividade-fim. Ou seja, refere-se às atividades típicas do Estado prestadas para os particulares em geral e pautadas pelos princípios da Supremacia do interesse público sobre o privado e da Indisponibilidade dos interesses públicos. Incide para fora do núcleo estatal, é a relação Administração x Administrados (o exercício da polícia, a prestação de serviços públicos, o ordenamento social, o ordenamento econômico e a prestação de fomento público).

    Fonte: Curso de Direito Administrativo / Diogo de Figueiredo Moreira Neto / 16ª edição.

    Questão do mesmo assunto:

    (CESPE/CEBRASPE - 2007 - TJ-TO - Juiz) Enquanto a administração pública extroversa é finalística, dado que ela é atribuída especificamente a cada ente político, obedecendo a uma partilha constitucional de competências, a administração pública introversa é instrumental, visto que é atribuída genericamente a todos os entes, para que possam atingir aqueles objetivos.

  • Para resolvermos essa questão, precisamos entender o que é Administração Pública extroversa e Administração Pública introversa.

    Administração Pública extroversa: Se caracteriza pela relação entre a Administração Pública e pelos administrados sendo guiada pelos princípios da supremacia do interesse público sobre o privado e pelo princípio da Indisponibilidade, pela Administração, dos interesses dos administrados.

    Administração Pública introversa: Se caracteriza pela relação entre os Entes políticos, entre os órgãos, e entre os Entes políticos e os órgãos. Ou seja, é uma relação interna.

    A partir dessa explanação, podemos responder cada alternativa separadamente.

    A) INCORRETA. A alternativa no caso torna-se errada pelo fato de abordar a supremacia do interesse público sobre o privado. No caso da Administração Pública introversa, estaria se dando para analises internas aos Entes Políticos.

    B) INCORRETA. A indisponibilidade, pela Administração, dos interesses dos administrados está ligada a Administração Pública extroversa.

    C) INCORRETA. A supremacia do interesse público sobre o privado está ligada a Administração Pública extroversa.

    D) INCORRETA. A indisponibilidade, pela Administração, dos interesses dos administrado está ligada a Administração Pública extroversa.

    E) CORRETA. De fato como apresentado na explanação inicial da Administração Pública Introversa.


    Gabarito do Professor: Letra E.
  • GAB: E

    A Administração Pública introversa é formada pelas relações existentes entre os Entes Políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e entre esses e os órgãos da Administração Direta ou entre os órgãos entre si.

    Fonte: JUSBRASIL

  • GABARITO: LETRA E

    COMENTÁRIO DO PROFESSOR PARA QUEM NÃO TEM ACESSO.

    Para resolvermos essa questão, precisamos entender o que é Administração Pública extroversa e Administração Pública introversa.

    Administração Pública extroversa: Se caracteriza pela relação entre a Administração Pública e pelos administrados sendo guiada pelos princípios da supremacia do interesse público sobre o privado e pelo princípio da Indisponibilidade, pela Administração, dos interesses dos administrados.

    Administração Pública introversa: Se caracteriza pela relação entre os Entes políticos, entre os órgãos, e entre os Entes políticos e os órgãos. Ou seja, é uma relação interna.

    A partir dessa explanação, podemos responder cada alternativa separadamente.

    A) INCORRETA. A alternativa no caso torna-se errada pelo fato de abordar a supremacia do interesse público sobre o privado. No caso da Administração Pública introversa, estaria se dando para analises internas aos Entes Políticos.

    B) INCORRETA. A indisponibilidade, pela Administração, dos interesses dos administrados está ligada a Administração Pública extroversa.

    C) INCORRETA. A supremacia do interesse público sobre o privado está ligada a Administração Pública extroversa.

    D) INCORRETA. A indisponibilidade, pela Administração, dos interesses dos administrado está ligada a Administração Pública extroversa.

    E) CORRETA. De fato como apresentado na explanação inicial da Administração Pública Introversa.

    FONTE: José Manoel Farias, Analista - Administrador na Fundação Hemocentro-DF, MBA em Gestão Empresarial-FGV., de Administração Geral, Administração Pública, Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)


ID
5121430
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

O Direito Administrativo possui fontes que estabelecem as bases jurídicas que norteiam a atuação dos agentes e entes públicos em sua relação com os cidadãos. Com base em tal premissa é correto afirmar que são fontes subsidiárias de Direito Administrativo:

Alternativas
Comentários
  • A questão exige conhecimento acerca das fontes do Direito Administrativo e pede ao candidato que assinale o item correto, marcando as fontes subsidiárias do Direito Administrativo. Vejamos:

    a) A Constituição, as leis e a jurisprudência;

    Errado. A Constituição e as leis são fontes primárias do Direito Administrativo. Nesse sentido: "No Direito Administrativo, somente a lei constitui fonte primária na medida em que as demais fontes (secundárias) estão a ela subordinadas. Doutrina, jurisprudência e costumes são fontes secundárias"

    b) A lei, a doutrina e os costumes;

    Errado. A lei é fonte primária do Direito Administrativo.

    c) A lei, a jurisprudência e a doutrina;

    Errado. A lei é fonte primária do Direito Administrativo.

    d) A lei, a jurisprudência e os costumes;

    Errado. A lei é fonte primária do Direito Administrativo.

    e) A jurisprudência, a doutrina e os costumes.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. A jurisprudência, a doutrina e os costumes são fontes secundárias.

    Gabarito: E

    Fonte: MAZZA, Alexandre. Manual de Direito Administrativo. 5ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.

  • Fonte primária é a lei.

    Fonte subsidiária é o resto (jurisprudência, costumes, doutrina, etc)

    Gab E

  • Gab.: E

    BIZU: LEI DO JUCO

    FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO

    • LEI – Fonte primária e principal do Direito Administrativo. Vai desde a CF até os demais atos normativos expedidos como, por exemplo, decretos, resoluções e regimentos. Assim, a lei como fonte do Direito Administrativo é a lei em seu sentido amplo, ou seja, a lei feita pelo Parlamento e também atos normativos expedidos pela Administração.
    • DOUTRINA – São teses de doutrinadores que influenciam nas decisões administrativas, como no próprio Direito Administrativo.
    • JURISPRUDÊNCIA – É a reiteração de julgamentos no mesmo sentido. A jurisprudência não é seguimento obrigatório. Trata-se, apenas, de orientação aos demais órgãos do Poder Judiciário e da Administração. Entretanto, se o STF editar súmula vinculante, esta, por determinação da CF, art. 103-A, será obrigatória para toda a Administração Pública, direta e indireta, de todos os níveis da Federação e para todo o Poder Judiciário.
    • COSTUMES – São condutas reiteradas praticadas pelos agentes públicos com consciência de obrigatoriedade.

    OBSERVAÇÃO: A lei é a fonte primária do Direito Administrativo. Todas as demais fontes citadas são secundárias, acessórias.

    (Cespe/Capes/Analista em Ciência e Tecnologia/Júnior/2012) O costume não pode ser considerado fonte do Direito Administrativo, haja vista o princípio da legalidade ser um dos princípios da Administração Pública. ERRADO

    (Cespe/TRT/10ª Região/2013) Em decorrência do princípio da legalidade, a lei é a mais importante de todas as fontes do Direito Administrativo. CERTO

    Fonte: Direito Administrativo Objetivo – Teoria e Questões. 2ª Edição (revista e atualizada).

  • A lei, em sentido amplo, é a única fonte principal do direito administrativo, sendo que as demais, quais sejam, a doutrina, jurisprudência, costumes e princípios gerais do direito são fontes secundárias.

  • ✅Letra E.

    Fontes formais do Direito administrativo = São institutos criados para aplicar direito a cada caso concreto. Dividem-se em:

    Diretas/ Imediatas/ Organizadas/ Primárias = São as leis em sentido amplo.

    Indiretas/ Mediatas/ Inorganizadas/ Secundárias = Temos a JURISPRUNDÊNCIA, COSTUMES, DOUTRINA.

    Fonte: Prof: Leonardo Torres. BONS ESTUDOS E BORA PRA CIMA!!!

  • GABARITO: E

    Lei sempre em primeiro lugar pessoal. Ademais:

    > Fontes principais: Lei e Súmulas Vinculantes.

    > Fontes secundárias: Jurisprudência, súmulas, doutrina e costumes.

    Não pare até que tenha terminado aquilo que começou. - Baltasar Gracián.

    -Tu não podes desistir.

  • prestem atenção no enunciado da questão: fonte subsidiária do direito administrativo.

  • PENSAMENTO QUE TEMOS QUE TER NESSA QUESTÃO:

    -->Fonte Primária é somente a LEI.

    Obs: Lembre-se que Medida Provisória também é lei, logo será fonte primária

    -->Todo resto será fonte secundária(TODO RESTO).

    --------------------------------------------------------------------

    Instagram : @thiagoborges0101 

    ¨Uma mente que se expande jamais voltará ao seu tamanho original¨

  • O enunciado da questão demandou a indicação apenas de fontes subsidiárias do Direito Administrativo. Firmada esta premissa, é de se notar que as opções A, B, C e D incluírem a(s) lei(s) dentre  as fontes apontadas. Ocorre que a lei é, por excelência, fonte primária de tal ramo do Direito, o que torna equivocadas as aludidas alternativas.

    Neste sentido, confira-se a doutrina de Matheus Carvalho:

    "A lei é a fonte primordial do Direito Administrativo brasileiro, em razão da rigidez que o ordenamento jurídico no Brasil estabelece em relação ao princípio da legalidade nesse ramo jurídico.
    (...)
    Saliente-se que a lei é o único veículo habilitado para criar diretamente deveres e proibições, obrigações de fazer ou não fazer no Direito Administrativo, ensejando inovação no ordenamento jurídico, estando os demais atos normativos sujeitos a seus termos. Somente a lei, amplamente considerada, pode criar originariamente normas jurídicas, sendo por isso, para parte da doutrina, a única fonte direta do Direito Administrativo."

    Assim sendo, conclui-se como correta, tão somente, a letra E, que apontou a jurisprudência, a doutrina e os costumes.

    Em relação à jurisprudência, convém ressalvar que, ao menos as Súmula Vinculantes, editadas pelo STF sob a técnica do art. 103-A da CRFB, podem ser tidas como fontes principais ou diretas, uma vez que veiculam genuínas normas a serem cumpridas pela Administração e pelos particulares em geral. Em regra, todavia, a jurisprudência deve ser vista como fonte secundária do Direito Administrativo.

    Feito o registro acima, pode-se aceitar como correta, de fato, a letra E.


    Gabarito do professor: E

    Referências Bibliográficas:

    CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. 4ª ed. Salvador: JusPodivm, 2017, p. 41.

  • GABARITO: E

    São quatro as principais fontes, lei, jurisprudência, doutrina e costumes.

    Como fonte primária, principal, tem-se a lei, em seu sentido genérico (latu sensu), que inclui, além da Constituição Federal, as leis ordinárias, complementares, delegadas, medidas provisórias, atos normativos com força de lei, e alguns decretos-lei ainda vigente no país, entre outros. Em geral, é ela abstrata e impessoal.

    As demais fontes são secundárias.

    Fonte: https://douglascr.jusbrasil.com.br/artigos/134537408/fontes-do-direito-administrativo

  • SÃO QUATRO AS PRINCIPAIS FONTES:

    1. LEI
    2. JURISPRUDÊNCIA
    3. DOUTRINA
    4. COSTUMES

    FONTE PRIMÁRIA> LEIS E SÚMULAS VEICULANTES

    FONTE SEGUNDARIA >JURISPRUDÊNCIA,SÚMULAS,DOUTRINA, E COSTUMES.

  • Ao lembrar que a lei em sentido amplo - Constituição, leis infraconstitucionais e atos normativos infralegais - são fontes primárias do Direito Administrativo, já é possível eliminar as alternativas.

    Em consequência, as demais - doutrina, jurisprudência e costumes - serão fontes subsidiárias

    Fonte: Gustavo Scatolino e João Trindade, Manual de Direito Administrativo. Juspodivm.

  • A fonte subsidiária, também é denominada de fonte material.

  • Vale lembrar que, quando se fala em "lei" em Direito Administrativo, ela é considerada em seu sentido amplo, o que abrange também a Constituição, embora alguns autores mencionem a constituição como fonte de forma isolada.

  • Fala sério, errei pq respondi a D. Desse jeito, os órgãos terão mais sortudos que capacitados para os cargos.

  • FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO

    • LEI – Fonte primária e principal do Direito Administrativo.
    • DOUTRINA – São teses de doutrinadores que influenciam nas decisões administrativas, como no próprio Direito Administrativo.
    • JURISPRUDÊNCIA – É a reiteração de julgamentos no mesmo sentido. A jurisprudência não é seguimento obrigatório. Trata-se, apenas, de orientação aos demais órgãos do Poder Judiciário e da Administração. Entretanto, se o Supremo Tribunal Federal editar súmula vinculante será obrigatória para toda a Administração Pública.
    • COSTUMES – São condutas reiteradas praticadas pelos agentes públicos com consciência de obrigatoriedade.

    OBSERVAÇÃO: A lei é a fonte primária do Direito Administrativo. Todas as demais fontes citadas são secundárias, acessórias, subsidiárias.

  • LETRA E).

    Apenas para fins de complementação, são fontes do Direito Administrativo:

    PRIMÁRIA:

    -Lei.

    SECUNDÁRIAS:

    -Jurisprudência;

    -Doutrina;

    -Costumes;

    -Princípios gerais do Direito; e

    -Tratados Internacionais

  • Gab. E

    Fontes do Direito Administrativo

    Doutrina:

    ·        Ensinamentos Jurídicos

    ·        Sem força cogente

    Jurisprudência 

    ·         Entendimento dos tribunais

    ·        Não tem força cogente fora do processo(regra)

    Fontes diretas – Escritas

    Primárias/primordiais

    ·        Lei – Amplo

    ·        Súmulas vinculantes

    ·        Decisões “erga omnes”

    Força cogente

    Secundárias

    ·        Doutrina;

    ·        Jurisprudência;

    Não força cogente

    Fontes indiretas - Não escritas

    ·        Costumes – influenciam as demais fontes

    Fonte: Thalliusmorais

  • GABARITO: E

    Lei sempre em primeiro lugar pessoal. Ademais:

    Fontes principais: Lei e Súmulas Vinculantes.

    > Fontes secundárias: Jurisprudência, súmulas, doutrina e costumes.

  • FONTES PRIMÁRIAS:

    → LEI Em SENTIDO AMPLO

    FONTE SECUNDÁRIA :

    JURISPRUDÊNCIA

    DOUTRINA

    COSTUMES

    PRINCÍPIOS GERAIS


ID
5121433
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A alienação de bens imóveis pertencentes a órgão público do Estado pode ser feita por meio de:

Alternativas
Comentários
  • Art. 17.  A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:

    I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos [...]

  • GAB C

    Importante adendo sobre bens móveis e imóveis na licitação.

    1º) Concorrência: Obrigatória para bens Imóveis; concessão de direito real de uso; licitações internacionais e valor "alto".

    2º)Leilão: Bens móveis e imóveis

  • Assertiva C

    alienação de bens imóveis pertencentes a órgão público = Licitação, na modalidade concorrência;

  • gaba C

    Art. 17. 

    I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos [...]

    pertencelemos!

  • ·        Alienação de bens móveis:

    ·        Regra: Leilão

    ·        Exceção: Concorrência, se o bem for avaliado em mais de R$650.000,00.

    ·        Alienação de bens imóveis: Regra:

    ·        Concorrência

    Exceção: Leilão, se o bem for oriundo de dação em pagamento ou processo judicial.

  • Nova lei de licitações

    Modalidades de licitação

    Artigo 6

    Concorrência

    XXXVIII - concorrência: modalidade de licitação para contratação de bens e serviços especiais e de obras e serviços comuns e especiais de engenharia, cujo critério de julgamento poderá ser

    Concurso

    XXXIX - concurso: modalidade de licitação para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, cujo critério de julgamento será o de melhor técnica ou conteúdo artístico, e para concessão de prêmio ou remuneração ao vencedor

    Leilão

    XL - leilão: modalidade de licitação para alienação de bens imóveis ou de bens móveis inservíveis ou legalmente apreendidos a quem oferecer o maior lance

    Pregão

    XLI - pregão: modalidade de licitação obrigatória para aquisição de bens e serviços comuns, cujo critério de julgamento poderá ser o de menor preço ou o de maior desconto

    Diálogo competitivo

    XLII - diálogo competitivo: modalidade de licitação para contratação de obras, serviços e compras em que a Administração Pública realiza diálogos com licitantes previamente selecionados mediante critérios objetivos, com o intuito de desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender às suas necessidades, devendo os licitantes apresentar proposta final após o encerramento dos diálogos

    Art. 28. São modalidades de licitação:

    I - pregão

    II - concorrência

    III - concurso

    IV - leilão

    V - diálogo competitivo

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA.

    Inicialmente importante fazermos menção a nova lei de licitações – Lei 14.133/2021, sancionada em 01/04/2021. Apesar desta sanção, a Lei nº 8.666/93 ainda terá aplicação por mais dois anos.

    Desta forma, nos primeiros 2 anos teremos a aplicação da lei nº 8.666/93, bem como da lei nº 14.133/21. Os órgãos terão a possibilidade de optar em utilizar a lei nº 8.666/93 ou a lei nº 14.133/21, devendo ser justificada a escolha, sendo vedada a combinação das duas leis.

    Nesta questão a lei que a fundamenta ainda é a Lei 8.666/93.

    Art. 22, Lei 8.666/93. São modalidades de licitação:

    I – concorrência – (Art. 22, §1º, Lei 8.666/1993 – Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto);

    II – tomada de preços – (Art. 22, § 2º, Lei 8.666/93 – Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. Dica: Tomada de preços - Terceiro dia);

    III – convite – (Art. 22, §3º, Lei 8.666/93 – Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas);

    IV – concurso – (Art. 22, §4º, Lei 8.666/93 Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 dias);

    V – leilão – (Art. 22, § 5º, Lei 8.666/93 Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação).

    Art. 17, Lei 8.666/93. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:

    I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência (...).

    C. CERTO. Licitação, na modalidade concorrência.

    ALTERNATIVA C.

  • NLLCA:

    leilão: modalidade de licitação para alienação de bens imóveis ou de bens móveis inservíveis ou legalmente apreendidos a quem oferecer o maior lance


ID
5121436
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

No que concerne ao Processo de Execução, julgue as assertivas a seguir, apontando aquela que for verdadeira:

Alternativas
Comentários
  • A) Art. 791 CPC. Se a execução tiver por objeto obrigação de que seja sujeito passivo o proprietário de terreno submetido ao regime do direito de superfície, ou o superficiário, responderá pela dívida, exclusivamente, o direito real do qual é titular o executado, recaindo a penhora ou outros atos de constrição exclusivamente sobre o terreno, no primeiro caso, ou sobre a construção ou a plantação, no segundo caso. CORRETO

    B) Art. 794 CPC. O fiador, quando executado, tem o direito de exigir que primeiro sejam executados os bens do devedor situados na mesma comarca, livres e desembargados, indicando-os pormenorizadamente à penhora.

    C) Art. 814 CPC. Na execução de obrigação de fazer ou de não fazer fundada em título extrajudicial, ao despachar a inicial, o juiz fixará multa por período de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida.

    D) Art. 836, § 1º CPC. Quando não encontrar bens penhoráveis, independentemente de determinação judicial expressa, o oficial de justiça descreverá na certidão os bens que guarnecem a residência ou o estabelecimento do executado, quando este for pessoa jurídica.

    E) Art. 844 CPC. Para presunção absoluta de conhecimento por terceiros, cabe ao exequente providenciar a averbação do arresto ou da penhora no registro competente, mediante apresentação de cópia do auto ou do termo, independentemente de mandado judicial.

  • A. Art. 791. Se a execução tiver por objeto obrigação de que seja sujeito passivo o proprietário de terreno submetido ao regime do direito de superfície, ou o superficiário, responderá pela dívida, exclusivamente, o direito real do qual é titular o executado, recaindo a penhora ou outros atos de constrição exclusivamente sobre o terreno, no primeiro caso, ou sobre a construção ou a plantação, no segundo caso.

    B. Art. 794. O fiador, quando executado, tem o direito de exigir que primeiro sejam executados os bens do devedor situados na mesma comarca, livres e desembargados, indicando-os pormenorizadamente à penhora.

    C. Art. 814. Na execução de obrigação de fazer ou de não fazer fundada em título extrajudicial, ao despachar a inicial, o juiz fixará multa por período de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida.

    D. Art. 836.

    § 1º Quando não encontrar bens penhoráveis, independentemente de determinação judicial expressa, o oficial de justiça descreverá na certidão os bens que guarnecem a residência ou o estabelecimento do executado, quando este for pessoa jurídica.

    E. Art. 844. Para presunção absoluta de conhecimento por terceiros, cabe ao exequente providenciar a averbação do arresto ou da penhora no registro competente, mediante apresentação de cópia do auto ou do termo, independentemente de mandado judicial.

  • CORRETA: A

  • ERRO DA LETRA C:

    Quando a obrigação de fazer ou não fazer for fundada em título judicial, o juiz PODERÁ fixar multa:

    Art. 536. No cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade de obrigação de fazer ou de não fazer, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento, para a efetivação da tutela específica ou a obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente, determinar as medidas necessárias à satisfação do exequente.

    § 1º Para atender ao disposto no caput , o juiz poderá determinar, entre outras medidas, a imposição de multa, a busca e apreensão, a remoção de pessoas e coisas, o desfazimento de obras e o impedimento de atividade nociva, podendo, caso necessário, requisitar o auxílio de força policial.

    Já quando for fundada em título extrajudicial, o juiz DEVERÁ fixar multa:

    Art. 814. Na execução de obrigação de fazer ou de não fazer fundada em título extrajudicial, ao despachar a inicial, o juiz fixará multa por período de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida.


ID
5121439
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

O Código Civil disciplina a confecção do contrato de compra e venda, estabelecendo normas específicas a serem aplicadas aos negócios jurídicos efetuados em tal modalidade. Considerando tal premissa, assinale, dentre as assertivas a seguir, aquela que for verdadeira

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: B

    LETRA A - INCORRETA

    Art. 488. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação, se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.

    LETRA B - CORRETA

    Art. 492. Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os do preço por conta do comprador.

    § 1 Todavia, os casos fortuitos, ocorrentes no ato de contar, marcar ou assinalar coisas, que comumente se recebem, contando, pesando, medindo ou assinalando, e que já tiverem sido postas à disposição do comprador, correrão por conta deste.

    LETRA C - INCORRETA

    Art. 495. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o comprador cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o comprador lhe dê caução de pagar no tempo ajustado.

    LETRA D - INCORRETA

    Art. 500. [...] § 3 Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões, ainda que não conste, de modo expresso, ter sido a venda ad corpus .

    LETRA E - INCORRETA

    Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará sem efeito o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa.

  • Em que pese a resposta ser a LETRA B, não há como considerar a LETRA D como incorreta. O CC afirma que a venda será ad corpus em determinados casos, ainda que não conste de modo expresso nesse sentido. Isso quer dizer que - sendo expressa a menção ou não -, nos casos determinados a venda será ad corpus.

    Examinador preguiçoso dá nisso.

  • Concordo com o colega "Rafael Erthal"

    Se na alternativa estivesse "Apenas nos casos em que conste, de modo expresso, ter sido a venda ad corpus" - Ai sim a alternativa D poderia ter sido considerada como ERRADA

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 488. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação, se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.

    b) CERTO: Art. 492, § 1 Todavia, os casos fortuitos, ocorrentes no ato de contar, marcar ou assinalar coisas, que comumente se recebem, contando, pesando, medindo ou assinalando, e que já tiverem sido postas à disposição do comprador, correrão por conta deste.

    c) ERRADO: Art. 495. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o comprador cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o comprador lhe dê caução de pagar no tempo ajustado.

    d) ERRADO: Art. 500, § 3 Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões, ainda que não conste, de modo expresso, ter sido a venda ad corpus.

    e) ERRADO: Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará sem efeito o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa.

  • A questão exige conhecimento sobre o contrato de compra e venda no Código Civil, o qual está tratado a partir do art. 481.

     

     

    Deve-se assinalar a alternativa correta:

     

     

    A) O art. 488 dispõe que:

     

     

    “Art. 488. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação, se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.

    Parágrafo único. Na falta de acordo, por ter havido diversidade de preço, prevalecerá o termo médio".

     

     

    Portanto, observa-se que a assertiva está incorreta, já que, de acordo com a lei, na verdade, na ausência de fixação de preço ou de forma de determinação, entende-se que as partes se sujeitaram ao peço corrente nas vendas habituais do vendedor e não ao do mercado da região.

     

     

    B) Conforme prevê o art. 492, a regra é que até o momento de entrega da coisa, os riscos ficam por conta do vendedor, embora os riscos do preço corram por conta do comprador. No entanto, o §1º dispõe que os casos fortuitos relacionados ao ato de contar, marcar ou assinalar as coisas correm por conta do comprador:

     

     

    “Art. 492. Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os do preço por conta do comprador.

    § 1º Todavia, os casos fortuitos, ocorrentes no ato de contar, marcar ou assinalar coisas, que comumente se recebem, contando, pesando, medindo ou assinalando, e que já tiverem sido postas à disposição do comprador, correrão por conta deste.

    § 2º Correrão também por conta do comprador os riscos das referidas coisas, se estiver em mora de as receber, quando postas à sua disposição no tempo, lugar e pelo modo ajustados".

     

     

    Logo, a afirmativa está correta.

     

     

    C) A assertiva está incorreta, em contrariedade ao que dispõe o art. 495:

     

     

    “Art. 495. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o comprador cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o comprador lhe dê caução de pagar no tempo ajustado".

     

     

    Ou seja,  não há previsão de 15 dias para sobrestamento da entrega da coisa, portanto ela vale até que o comprador dê caução.

     

     

    D) Sobre a venda de imóvel com estipulação de preço por extensão, o art. 500 assim dispõe:

     

     

    “Art. 500. Se, na venda de um imóvel, se estipular o preço por medida de extensão, ou se determinar a respectiva área, e esta não corresponder, em qualquer dos casos, às dimensões dadas, o comprador terá o direito de exigir o complemento da área, e, não sendo isso possível, o de reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao preço.

    § 1º Presume-se que a referência às dimensões foi simplesmente enunciativa, quando a diferença encontrada não exceder de um vigésimo da área total enunciada, ressalvado ao comprador o direito de provar que, em tais circunstâncias, não teria realizado o negócio.

    § 2º Se em vez de falta houver excesso, e o vendedor provar que tinha motivos para ignorar a medida exata da área vendida, caberá ao comprador, à sua escolha, completar o valor correspondente ao preço ou devolver o excesso.

    § 3º Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões, ainda que não conste, de modo expresso, ter sido a venda ad corpus".

     

     

    Assim, observa-se que a afirmativa está incorreta. Ou seja, mesmo que o contrato não conste expressamente que a venda não tenha sido por extensão, ou seja, que tenha sido uma venda de coisa certa e determinada (ad corpus), não haverá complemento de área nem devolução de excesso.

     

     

    Venda ad mensuram = venda por medida, em que se fixa área determinada e estipula o preço por medida de extensão.

     

     

    Venda ad corpus = venda de uma parcela determinada de terra, com limites e confrontações conhecidos por ambos os contratantes e descritos no contrato.

     

     

    E) O art. 485 dispõe que:

     

     

    “Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará sem efeito o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa".

     

     

    Ou seja, caso o terceiro designado não aceite a incumbência, ficará sem efeito o contrato, a não ser que os contratantes acordem em designar outra pessoa, logo, a assertiva está incorreta.

     

     

    Gabarito do professor: alternativa “B".

  • Se eu não comprar nada o desconto é maior.

  • DA COMPRA E VENDA

    LETRA A- Incorreta-Art. 488. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação, se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.

    Parágrafo único. Na falta de acordo, por ter havido diversidade de preço, prevalecerá o termo médio.

    "Assim, se as partes não convencionarem o preço, valerá o preço tabelado, que por ter relação com a ordem pública não pode ser contrariado (aplicação da função social do contrato). Não havendo convenção ou tabelamento, valerão os preços de costume, decorrentes das vendas habituais.

    LETRA B - CORRETA-Art. 492. Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os do preço por conta do comprador.

    § 1 Todavia, os casos fortuitos, ocorrentes no ato de contar, marcar ou assinalar coisas, que comumente se recebem, contando, pesando, medindo ou assinalando, e que já tiverem sido postas à disposição do comprador, correrão por conta deste.

    "De início, os casos fortuitos (eventos totalmente imprevisíveis) que ocorrerem no ato de contar, marcar ou assinalar coisas, que normalmente se recebem dessa forma (contando, pesando, medindo ou assinalando), e que já tiverem sido colocadas à disposição do comprador, correrão por conta deste (§ 1.º). Em outras palavras, os riscos em situações tais serão por conta daquele que adquire a coisa."

    LETRA C- Incorreta - Art. 495. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o comprador cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o comprador lhe dê caução de pagar no tempo ajustado.

    LETRA D- Incorreta- Art. 500. Se, na venda de um imóvel, se estipular o preço por medida de extensão, ou se determinar a respectiva área, e esta não corresponder, em qualquer dos casos, às dimensões dadas, o comprador terá o direito de exigir o complemento da área, e, não sendo isso possível, o de reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao preço.

    § 3  Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões, ainda que não conste, de modo expresso, ter sido a venda  ad corpus  .

    Na venda ad corpus, onde um imóvel é vendido como corpo certo e determinado, independente das medidas especificadas no instrumento, que são apenas enunciativas. Exemplo típico é o caso de compra e venda de um rancho, interessando mais ao comprador que seja banhado por águas de um rio, onde pretende pescar nos finais de semana, do que a extensão exata do imóvel.

    LETRA E- INCORRETA- Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará sem efeito o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa.

  • Quanto a alternativa D.

    Observem a comparação entre o enunciado do item D e o texto do CC/02:

    Enunciado: Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões, nos casos em que conste, de modo expresso, ter sido a venda ad corpus;

    CC - Art. 500, § 3  Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões, ainda que não conste, de modo expresso, ter sido a venda  ad corpus.

    Resumindo: "ainda que" não conste ter sido venda ad corpus não haverá complemento ou devolução de excesso. Assim, se torna, mais clara que a luz solar que justamente por constar de forma expressa a venda ter sido realizada ad corpus o item está correto.

  • GABARITO: LETRA B

    A) Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação, se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço praticado, em média, no mercado da região onde se pactuou o negócio;

    Art. 488. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação, se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.

    .

    B) Os casos fortuitos, ocorrentes no ato de contar, marcar ou assinalar coisas que comumente se recebem contando, pesando, medindo ou assinalando, e que já tiverem sido postas à disposição do comprador, correrão por conta deste;

    Art. 492, § 1º - Todavia, os casos fortuitos, ocorrentes no ato de contar, marcar ou assinalar coisas, que comumente se recebem, contando, pesando, medindo ou assinalando, e que já tiverem sido postas à disposição do comprador, correrão por conta deste.

    .

    C) Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o comprador cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o comprador lhe dê caução de pagar em até 15 dias após o prazo previamente estipulado;

    Art. 495. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o comprador cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o comprador lhe dê caução de pagar no tempo ajustado.

    .

    D) Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões, nos casos em que conste, de modo expresso, ter sido a venda ad corpus;

    Art. 500, § 3º - Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões, ainda que não conste, de modo expresso, ter sido a venda  ad corpus .

    .

    E) A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, devem os contratantes designarem outra pessoa, no prazo de 15 dias, sob pena de resolução contratual.

    Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará sem efeito o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa.


ID
5121442
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Acerca das diposiçoões concernentes às pessoas jurídicas no Código Civil, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E

    A - Art. 45, Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

    B - Art. 49-A. A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou administradores. 

    Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos.

    C - Art. 50, § 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica.

    D - Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: 

    II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente insignificante;

    E - Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: 

    I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa;

  • Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: 

    I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa;

  • O erro da B é que a autonomia patrimonial é estabelecido pela LEI, e não maioria SIMPLES, art. 49-A, parágrafo único.

  • GABARITO: E

    a) ERRADO: Art. 45, Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

    b) ERRADO: Art. 49-A, Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos.

    c) ERRADO: Art. 50, § 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica.

    d) ERRADO: Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente insignificante;

    e) CERTO: Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa;

  • Errei de novo kkkkkkk

  • Sobre as pessoas jurídicas no Código Civil, deve-se analisar as alternativas e assinalar a que está correta:

     

     

    A) Conforme ensina o art. 45 a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado (aquelas descritas no art. 44) inicia-se com a inscrição do seu ato constitutivo no respectivo registro. O parágrafo único, por sua vez, prevê que decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas quando há defeito no ato constitutivo:

     

     

    “Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.

    Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro".

     

     

    Portanto, a afirmativa está incorreta.

     

     

    B) O art. 49-A inserido recentemente no Código Civil realizou a normatização do princípio da autonomia patrimonial das pessoas jurídicas, segundo o qual o seu patrimônio não deve ser confundido com o patrimônio dos sócios que a compõem. Ele dispõe que:

     

     

    “Art. 49-A.  A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou administradores. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

    Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)".    

     

     

    Assim, nota-se que a afirmativa está incorreta, pois não há previsão de que a autonomia patrimonial apenas se refira à maioria simples dos sócios (parágrafo único).

     

     

    C) Em situações específicas a lei autoriza a quebra da autonomia patrimonial entre os patrimônios dos sócios e da sociedade, ocorrendo a desconsideração da personalidade jurídica, nos termos do art. 50:

     

     

    “Art. 50.  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei nº 13.874, de 2019)

    § 1º  Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

    § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

    I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa; (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

    II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

    III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

    § 3º  O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à extensão das obrigações de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

    § 4º  A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

    § 5º  Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)".

     

     

    Ou seja, desconsidera-se a autonomia patrimonial em casos onde se constata o abuso da personalidade jurídica, o qual se dá por meio do desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial.

     

     

    O parágrafo primeiro ensina o que é desvio de finalidade e a partir de sua leitura observa-se que a assertiva está incorreta. Ademais, a leitura do parágrafo quinto reforça a incorreção da alternativa.

     

     

    D) O parágrafo segundo do art. 50 acima colacionado explica o que é confusão patrimonial, a qual se dá, conforme inciso II por meio de transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente insignificante, logo, a afirmativa está incorreta.

     

     

    E) A assertiva está correta, nos termos do inciso I do art. 50 acima transcrito.

     

     

    Gabarito do professor: alternativa “E".

  • Professora deu aula na explicação da questão!

  • errei de novo.


ID
5121445
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Considerando as normas que regem o instituto da prescrição, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Comentários
  • A- Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição.

    B- Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

    C- Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

    D- Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.

    E- Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível.

  • Como não temos questões de Direito civil, da fcc 2020 o jeito é fazer das outras bancas.

  • A) Ela também pode ser tácita.

    B) Os prazos prescricionais não podem ser alterados pelas partes.

    C) Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação de regresso. A prescrição não corre contra os absolutamente incapazes.

    E) Obrigação indivisível.

  • Sobre a alternativa "c" não corre prescrição contra os absolutamente incapazes.

  • Vale lembrar:

    plenamente incapazes  = absolutamente incapaz (logo não corre a prescrição).

  • Informações importantes sobre prescrição e decadência:

    • O juiz pode reconhecer a prescrição e a decadência legal de ofício
    • A decadência legal não pode ser renunciada, somente a convencional
    • Os prazos PRESCRICIONAIS podem ser renunciados, de forma expressa ou tácita. Não se admite a renúncia antecipada da prescrição (art. 191). Ela não pode prejudicar terceiros.
    • A prescrição e a decadência legal podem ser alegadas em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita (arts. 193 e 210). Se a decadência for convencional, também poderá ser alegada em qualquer grau de jurisdição, porém o juiz não pode conhece-la de ofício.
    • Os prazos prescricionais são de ordem pública e, por isso, não podem ser alterados por acordo das partes (art. 192).
    • Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente (Art. 195)
    • A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor (Art. 196)
    • Não corre a prescrição e decadência contra o ABSOLUTAMENTE incapaz
    • A prescrição é interrompida por qualquer ato JUDICIAL que constitua em mora o devedor
    • A interrupção da prescrição somente poderá ocorrer uma vez (princípio da unicidade da prescrição).
    • Em regra, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição. Somente aplicam as regras de que “os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente”; e que, contra o absolutamente incapaz, não corre a prescrição.
    • Os RELATIVAMENTE INCAPAZES e as PESSOAS JURÍDICAS têm ação contra seus assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.
  • GABARITO: D

    a) ERRADO: Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição.

    b) ERRADO: Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

    c) ERRADO:  Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

    d) CERTO: Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.

    e) ERRADO:  Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível.

  • A questão trata do tema prescrição no Código Civil.

     

     

    É importante lembrar, inicialmente, que a nossa legislação civil adotou a tese de que a prescrição é a perda do direito de ação relativo a determinado direito, em outras palavras: "(...) o atual Código Civil adotou a tese da prescrição da pretensão. De acordo com o art. 189 do CC, violado um direito, nasce para o seu titular uma pretensão, que pode ser extinta pela prescrição, nos termos dos seus arts. 205 e 206" (TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil. Volume único. 4ª ed. Método: São Paulo, 2016, p. 312).

     

     

    Pois bem, vejamos as alternativas, a fim de que seja assinalada a que está correta:

     

     

    A) Conforme ensina o art. 195, a renúncia à prescrição pode ser expressa ou tácita, logo, a afirmativa está incorreta:

     

     

    “Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição".

     

     

    B) “Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes", logo, a assertiva está incorreta.

     

     

    C) A assertiva está incorreta, pois, na verdade, são os relativamente incapazes que têm ação contra seus assistentes que derem causa ou não alegarem a prescrição:

     

     

    “Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente".

     

     

    D) Está correta a afirmativa, nos termos do art. 196: “Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor".

     

     

    E) Na verdade, se houver a suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários, ela só aproveita aos demais se a obrigação for indivisível, logo a assertiva está incorreta:

     

     

    “Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível".

     

     

    Gabarito do professor: alternativa “D".


ID
5121448
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

O Estado X, percebendo que um de seus terrenos se encontrava sem uso desde 2012, apesar de sua excelente localização, decide destiná-lo ao uso de órgão público, eis que este outrora se situava em região pouco acessível da cidade e, instalado no novo endereço, poderá melhor atender aos interesses de toda a população. Diante de tal quadro, pode-se afirmar, sobre o referido bem público, que este:

Alternativas
Comentários
  • Os bens dominicais também pode ser chamados de patrimônio disponível.

    E os bens de uso especial podem ser chamados de Patrimônio Administrativo Indisponível.

    Afetado é aquele destinado a uma finalidade pública específica.

    Gab: letra D

  • A Questão A não quer dizer a mesma coisa que a questão D?

  • Ari Camargo, o erro da A é afirmar que "após desafetação", quando na verdade o bem foi afetado.
  • Gab. D

    O art. 99 do CC traz a seguinte classificação para os bens públicos:

    a) Bens de USO COMUM DO POVO: aqueles que, por lei ou em face de sua natureza, são destinados ao uso da coletividade, sem distinção de usuários, limitação de horários e remuneração (ex. ruas, rios navegáveis ou flutuáveis, praias naturais e mar.)

    b) Bens de USO ESPECIAL (indisponível/afetado): utilizados pela Administração (ex. repartições públicas, veículos empregados pela Adm.); utilizados por particular com exclusividade por meio de ato unilateral (ex. autorização e permissão de uso) ou bilateral (ex. concessão de uso); os que possuem restrições ou para qual se exige pagamento.

    c) Bens de USO DOMINICAL (disponível/desafetado): apesar de integrarem patrimônio público, não se encontram afetados para nenhum fim, podendo ser, ainda, alienados a qualquer tempo. (ex. vide a primeira parte do enunciado)

    Veja, a assertiva nos remete ao Gab. D, uma vez que o enunciado narra que o bem público "se encontrava sem uso desde 2012", desafetado/sem destinação pública, portanto, bem dominical e disponível. Depois, ao narrar que "decide destinar ao uso de órgão público", consuma a afetação/com destinação pública, tornando-o bem de uso especial.

    Características dos bens de uso comum e especial: Inalienabilidade; Imprescritibilidade; Impenhorabilidade; Impossibilidade de oneração.

  • Trata-se de questão que aborda a temática da classificação dos bens públicos quanto à sua destinação e disponibilidade.

    Com efeito, de início, o terreno encontrava-se desafetado, uma vez que não possuía qualquer destinação pública. Assim sendo, tratava-se de bem dominical e disponível, uma vez que, observadas as exigências legais, poderia ser objeto de alienação.

    Neste sentido, os artigos 99, III e 101 do Código Civil:

    "Art. 99. São bens públicos:

    (...)

    III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

    (...)

    Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei."

    Prosseguindo, ao ser destinado à utilização de um órgão público, o bem em tela recebeu a devida afetação, passando a ostentar a condição de bem público de uso especial, e, por conseguinte, transpassou à condição de bem indisponível/inalienável, ao menos enquanto conservar tal destinação.

    A propósito, os teores dos artigos 99, II e 100 do mesmo Código:

    "Art. 99. São bens públicos:

    (...)

    II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;"

    (...)

    Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar."

    Firmadas as premissas acima, vejamos as opções, uma a uma:

    a) Errado:

    Na realidade, o bem passou por afetação, e não por desafetação.

    b) Errado:

    Em rigor, era bem dominical e passou por processo de afetação.

    c) Errado:

    Novamente, o bem em tela passou por procedimento de afetação, e não de desafetação.

    d) Certo:

    De fato, o bem, uma vez que desafetado, pertencia ao patrimônio disponível, sendo passível de alienação. Ao ser afetado, transmudou-se ao patrimônio indisponível, ao adentrar na classe de bens de uso especial.

    e) Errado:

    Na realidade, o bem em questão integrava o patrimônio disponível, e não o indisponível.


    Gabarito do professor: D

  • BENS PÚBLICOS

    3 Espécies:

    1 - Bens públicos de uso comum do povo

    •Uso de todos

    •Acesso irrestrito/ilimitado

    •Pode ser de uso gratuito ou retribuído

    •Inalienáveis (não está sujeito a venda)

    •Imprescritíveis (não está sujeito a usucapião)

    •Impenhoráveis (não pode ser utilizado como pagamento de dívida)

    •Exemplos: Praias, lagoas, praças , ruas , avenidas e etc

    2 - Bens públicos de uso especial 

    Uso limitado

    •Acesso restrito/limitado

    •Inalienáveis (não está sujeito a venda)

    •Imprescritíveis (não está sujeito a usucapião)

    •Impenhoráveis (não pode ser utilizado como pagamento de dívida)

    •Onde a administração exerce suas atividades funcionais 

    •São aqueles de uso pelo próprio Poder Público para a prestação de serviços

    •Exemplos: Fórum, prédios das repartições públicas, departamentos e etc 

    3 - Bens púbicos de uso dominicais

    •Disponível

    •Uso particular da administração 

    Alienáveis (está sujeito a venda)

    •Imprescritíveis (não está sujeito a usucapião)

    •Impenhoráveis (não pode ser utilizado como pagamento de dívida)

    •Exemplos: Prédios , terrenos e lotes desativados e etc

    Observação

    •Os bens públicos de uso comum do povo e de uso especial podem ser alienados quando desafetados.

    •Bens públicos não estão sujeito a usucapião.

    •Nenhuma espécie de bens públicos pode sofrer usucapião.

    AFETAÇÃO E DESAFETAÇÃO

    1 - Afetação

    Ocorre quando o bem público possui destinação pública específica

    2 - Desafetação

    Ocorre quando o bem público não possui destinação pública específica

  • Que enunciado confuso

  • PEGADINHA!!!

  • GABARITO: D

    Bens públicos

    1. Bens de uso comum do povo: são bens do Estado, mas destinados ao uso da população. Ex.: praias, ruas, praças etc. As regras para o uso desses bens será determinada na legislação de cada um dos entes proprietários.
    2. Bens de uso especial: são bens, móveis ou imóveis, que se destinam ao uso pelo próprio Poder Público para a prestação de serviços. A população os utiliza na qualidade de usuários daquele serviço. Ex.: hospitais, automóveis públicos, fórum etc. Assim, compete a cada ente definir os critérios de utilização desses bens.
    3. Dominicais: constituem o patrimônio disponível, exercendo o Poder Público os poderes de proprietário como se particular fosse. São bens desafetados, ou seja, não possuem destinação pública.

    Fonte: https://www.direitonet.com.br/resumos/exibir/222/Bens-publicos

  • GABARITO D

    Observe que o terreno passou a ter uma destinação, ou seja, foi devidamente AFETADO. Eliminam-se A, B e C.

    Bens dominicais são bens disponíveis, uma vez que não possuem destinação.

    Bens especiais, por conseguinte, são indisponíveis.

  • GABARITO - D

    O bem, a princípio, estava desafetado = fazia parte do PATRIMÔNIO DISPONÍVEL do Poder Público. Apenas os bens DOMINICAIS guardam esta qualidade, sendo estes entendidos como os bens que, por mais que componham o patrimônio do Poder Público não tem uma destinação e podem ser alienados (daí o termo patrimônio DISPONÍVEL).

    Por outrora, os bens afetados (bens de uso comum e de uso especial), compõem o PATRIMÔNIO INDISPONÍVEL do Poder Público, haja vista que para aliená-los é necessário que o ente realize primeiro a desafetação.

    Obs.: para realizar a afetação de um bem (como ocorreu na questão), o Poder Público não precisa de nenhuma lei específica ou ato administrativo, podendo fazê-lo pelos SIMPLES USO do bem.

  • Analisando as alternativas:

    a) Era dominical e, após desafetação, passou a ser de uso especial;

    O bem dominical já é desafetado. O que houve foi uma AFETAÇÃO, ou seja, destinação pública.

    b) Era de uso especial e, após desafetação, passou a ser bem do Patrimônio Disponível;

    Para ser de uso especial, ele deve ser utilizado com finalidade pública. Além disso, não houve desafetação, como foi dito acima. E depois de ter ganhado uma utilidade pública, ele fica indisponível.

    c) Era dominical e, após desafetação, passou a ser de Domínio Público;

    Como foi dito, não houve desafetação. Ademais, o bem já era de domínio público.

    e) Era bem do Patrimônio Indisponível e, após afetação, passou a ser bem de uso especial.

    Ele era disponível, pois não tinha nenhuma utilidade pública. O bem, quando afetado, em regra fica indisponível.

    Sobrou a letra d) Era bem do Patrimônio Disponível e, após afetação, passou a ser bem do Patrimônio Indisponível;

    Ele era disponível porque não tinha utilidade pública, estava desafetado. Ganhou uma utilidade pública, foi afetado, e, portanto, passou a ser indisponível.


ID
5121451
Banca
WE DO Serviços
Órgão
Câmara Municipal de São Lourenço do Oeste - SC
Ano
2020
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Considerando as disposições do Código de Processo Civil acerca da ação rescisória, assinale a alternativa falsa:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO D - todos os artigos são do CPC

    A) Art. 966. A decisão de mérito [sentença ou decisão interlocutória] transitada em julgado, pode ser rescindida quando (...)

    .

    B) Art. 966, §3º. A ação rescisória pode ter por objeto apenas 1 (um) capítulo da decisão.

    .

    C) Art. 966, §2º. Nas hipóteses previstas nos incisos do caput , será rescindível a decisão transitada em julgado que, embora não seja de mérito, impeça:

    I - nova propositura da demanda;

    Art. 486, §1º. No caso de extinção em razão de litispendência e nos casos dos  incisos I, IV, VI e VII do art. 485, a propositura da nova ação depende da correção do vício que levou à sentença sem resolução do mérito.

    .

    D) Art. 967. Têm legitimidade para propor a ação rescisória:

    III - o Ministério Público:

    a) se não foi ouvido no processo em que lhe era obrigatória a intervenção;

    .

    E) Art. 966, §2º. Nas hipóteses previstas nos incisos do caput , será rescindível a decisão transitada em julgado que, embora não seja de mérito, impeça:

    II - admissibilidade do recurso correspondente.

  • Yes, we do.

  • A ação rescisória é uma ação autônoma de impugnação que busca desconstituir decisões judiciais que tenham gerado coisa julgada material, daí ser considerada uma excepcional hipótese, legalmente prevista, de relativização da coisa julgada.

    A ação rescisória NÃO CABE:

    I)  contra sentença homologatória de transação (cabe ação anulatória – art. 966, §4º);

    II) quando houver vício de citação (caberá querela nullitatis insanabillis);

    III) contra algumas sentenças terminativas (art. 485, incisos II, III, VIII e IX);

    IV) contra ACP ou ação popular cuja sentença julgou improcedente por ausência de provas (a sentença é secundum eventum probationis; significa que a parte poderá ajuizar uma nova demanda).

    Por outro lado, cabe ação rescisória contra decisão interlocutória, nos casos do artigo 356 e 966 do CPC.

    Pressupostos: 1) trânsito em julgado (súm. 514-STF. Admite-se ação rescisória contra sentença transitada em julgado, ainda que contra ela não se tenha esgotado todos os recursos); 2) interesse; 3) legitimidade (art. 967)

    CABE AÇÃO RESCISÓRIA CONTRA DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO QUE NÃO SEJA DE MÉRITO? SIM.

    Art. 966, §2º, do CPC. Nas hipóteses previstas nos incisos do caput, será rescindível a decisão transitada em julgado que, embora não seja de mérito, impeça:

    I - nova propositura da demanda; ou

    II - admissibilidade do recurso correspondente.

  • O Novo CPC consagrou expressamente a possibilidade do ajuizamento da ação rescisória contra decisões interlocutórias de mérito. ... Isso significa que, além das sentenças e dos acórdãos, também as decisões interlocutórias de mérito (desde que transitadas materialmente em julgado) podem ser objeto de rescisão.

    Na vigência do CPC/73, o art. 485 dizia que a ação rescisória era cabível em face de “sentença de mérito”. Não obstante, apesar de não haver previsão expressa na lei, parte da doutrina já reconhecia a existência de decisões interlocutória de mérito, impropriamente chamadas de sentenças parciais. Essas decisões interlocutórias, apesar de não por fim ao procedimento, traziam no seu bojo algumas das situações previstas no art. 269 do CPC/73. Por essa razão, após o seu trânsito em julgado poderiam ser atacadas por ação rescisória. O tema, no entanto, era polêmico. No Novo CPC, a questão foi pacificada. Isso porque, o art. 966 agora fala que a ação rescisória é cabível em face de “decisão de mérito” e o art. 356, por sua vez, prevê expressamente as decisões interlocutórias de mérito. Assim, é perfeitamente cabível a ação rescisória em face destas decisões interlocutórias de mérito. Note-se que o prazo decadencial para a interposição da rescisória será contado do “trânsito em julgado da última decisão proferida no processo” (art. 975)

  • Diz o Art. 966: "A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: [...]".

    Note que se refere a Decisão e não a sentença e como ensina Pedro Lenza, "[...] CPC autoriza que o mérito seja julgado não apenas na sentença, mas também em decisão interlocutória, no caso de julgamento antecipado parcial (art. 356), quando um ou alguns dos pedidos, ou parte deles, tenham ficado incontroversos ou estejam em condições de serem apreciados [...]"