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Prova FADESP - 2021 - Câmara de Marabá - PA - Advogado


ID
5330818
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Considerando os temas no Microsoft Office Word 2019 versão para área de trabalho, julgue verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir.

I. Para acessar os temas disponíveis, selecione a aba Design e o botão Temas. Ao passar o mouse sobre um tema é possível ver como será a aparência no documento. Deve-se clicar no tema para selecioná-lo.
II. Para alterar as cores de um tema, selecione a aba Tema e o botão Cores. Ao passar o mouse sobre uma cor é possível ver como será a aparência no documento. Deve-se selecionar um esquema de cores.
III. Para alterar a fonte de um tema, selecione a aba Tema e o botão Fontes. Ao passar o mouse sobre uma fonte é possível ver como será a aparência no documento. Deve-se selecionar uma fonte para aplicá-la ao tema.

A sequência correta é

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: E

    I. (CORRETO) Para acessar os temas disponíveis, selecione a aba Design e o botão Temas. Ao passar o mouse sobre um tema é possível ver como será a aparência no documento. Deve-se clicar no tema para selecioná-lo.

    II. Para alterar as cores de um tema, selecione a aba Tema e o botão Cores. Ao passar o mouse sobre uma cor é possível ver como será a aparência no documento. Deve-se selecionar um esquema de cores.

    não existe a aba "tema"

    III. Para alterar a fonte de um tema, selecione a aba Tema e o botão Fontes. Ao passar o mouse sobre uma fonte é possível ver como será a aparência no documento. Deve-se selecionar uma fonte para aplicá-la ao tema.

    não existe a aba "tema"

  • Não existe aba Tema, a aba em que o botão Tema está localizado é a aba Design assim como explicitado no primeiro enunciado.


ID
5330827
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Considerando os tipos de invasões que um sistema computacional pode sofrer, julgue verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir.

I. Um Adware é um malware que se passa por um software legítimo ou vem integrado em um, abrindo pontos de segurança vulneráveis para outros tipos de invasores.
II. O Spyware é projetado para espionar usuários, salvar senhas, informações de cartões de crédito, padrões de comportamento on-line e outros dados pessoais, enviando essas informações a quem está espionando.
III. O Ransomware é utilizado para sequestrar arquivos, criptografa-os e pode chantagear as vítimas em troca de algum benefício para liberar a chave de descriptografia.

A sequência correta é

Alternativas
Comentários
  • I - Falsa.

    Adware é um software não desejado projetado para jogar anúncios na sua tela." O Adware gera receita para o desenvolvedor exibindo automaticamente anúncios online na interface do usuário do software ou em uma tela que surge na frente do usuário durante o processo de instalação.

    II - Correta

    III - Correta

  • Gab.: C

    ( F ) I. Um Adware (Trojan Horse) é um malware que se passa por um software legítimo ou vem integrado em um, abrindo pontos de segurança vulneráveis para outros tipos de invasores.

    Descrição correta de Adware: Esse malware, cujo nome é derivado da expressão “Advertising Software“, é projetado para mostrar anúncios de sites e produtos na tela do usuário, geralmente de maneira indesejada.

    ( V ) II. O Spyware é projetado para espionar usuários, salvar senhas, informações de cartões de crédito, padrões de comportamento on-line e outros dados pessoais, enviando essas informações a quem está espionando.

    ( V ) III. O Ransomware é utilizado para sequestrar arquivos, criptografa-os e pode chantagear as vítimas em troca de algum benefício para liberar a chave de descriptografia.

  • I - FALSO

    O Adware se refere à categoria de malware que exibe propaganda indesejada usando métodos invasivos e as vezes perigosos. Seu nome é uma contração das palavras advertisement (publicidade) e malware. Também pode ser usado para fins maliciosos, quando as propagandas apresentadas são direcionadas, de acordo com a navegacao do usuario e sem que este saiba que tal monitoramento está sendo feito.

    II - VERDADEIRO

    Spywares (programa espião, envia dados a terceiros e monitora as informações da vítima) --> temos que o spyware está disposto a pegar a maior quantidade de usuários desatentos para aplicar suas ações maliciosas.

    III - VERDADEIRO

    Ransomware (pega seus dados, e cobra "resgate" para o usuário)

    Ransomware é um tipo de malware que restringe o acesso ao sistema ou certos arquivos e cobra um valor de “resgate” para que o acesso possa ser restabelecido. --> "Ranço de quem pede resgate". = RANSONWARE

  • Gabarito C ✔️

    Cartilha CERT

    Adware: projetado especificamente para apresentar propagandas. Pode ser usado para fins legítimos, quando incorporado a programas e serviços, como forma de patrocínio ou retorno financeiro para quem desenvolve programas livres ou presta serviços gratuitos. Também pode ´ ser usado para fins maliciosos, quando as propagandas apresentadas são direcionadas, de acordo com a navegação do usuário e sem que este saiba que tal monitoramento esta sendo feito.

    Nunca desista dos seus sonhos !

  • Galera, há algumas semanas, comecei utilizar os MAPAS MENTAIS PARA CARREIRAS POLICIAIS, e o resultado está sendo imediato, pois nosso cérebro tem mais facilidade em associar padrões, figuras e cores.

    Estou mais organizado e compreendendo grandes quantidades de informações;

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    E realmente aumentou minha capacidade de memorização e concentração;

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    “FAÇA DIFERENTE”

    SEREMOS APROVADOS!


ID
5330830
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Considerando que a célula A1 esteja exibindo o número "12000,9789", a fórmula usada para arredondar esse número para um número inteiro para cima é

Alternativas
Comentários
  • =ARRED(A1;1)

    ( núm;núm_dígitos)

  • Função =ARRED(), lembra que números negativos ele adentra as casas antes da vírgula e positivos depois da vírgula.

  • A) ERRADA. =ARRED(A1;-1) = 12000

    B) ERRADA. =ARREDONDAR.PARA.CIMA(A1) função com erro, faltou o número de dígitos.

    C) CERTA. =ARRED(A1;1) = 12001

    D) ERRADA. =ARRED(A1;-2) = 12000

    E) ERRADA. =ARREDONDAR(A1;-1) não existe ARREDONDAR. O certo é ARRED.


ID
5330833
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

TAR é a abreviação de Tape ARchive e ZIP é um formato que suporta compactação de dados sem perdas. Sobre compactação de arquivos, julgue verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir.

I. Um arquivo ZIP pode conter um ou mais arquivos ou diretórios compactados.
II. TAR e ZIP são arquivos de compactação.
III. É possível compactar um arquivo TAR utilizando o formato ZIP.

A sequência correta é

Alternativas
Comentários
  • Gab D

    TAR ou tar, é um formato de arquivamento de arquivos. Apesar do nome "tar" ser derivado de "tape archive", o seu uso não se restringe a fitas magnéticas. Ele se tornou largamente usado para armazenar vários arquivos em um único, preservando informações como datas e permissões. 

    Fonte :Wikipédia

  • --> o tar, por si só, apenas agrupa arquivos

    --> enquanto o zip também aplica compactação

    --> então se vc faz o tar de 100 arquivos de 50kb, de regra vc terá um arquivo de 5000kb [não há compactação!]

    --> o zip já veio com a ideia de aumentar espaços em disco, através da compactação de arquivos. Então o lance é vc criar um arquivo usando o TAR (que vai colocar tudo junto e agrupado) e depois compactá-lo usando o ZIP ou GZIP, formando o famoso arquivo .tar.gz ("gz" é "gzip"), bastante utilizado no linux!

    Fonte: itsfoss.com/tar-vs-zip-vs-gz/


ID
5330836
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

A respeito dos compactadores e descompactadores de arquivos, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Assertiva E

    o WinRAR e o WinAce são exemplos de programas usados no ambiente Windows para compactar e descompactar arquivos

  • Gab E

    Sobre a alternativa D:

    WinZip é um dos mais populares programas de compactação utilizados pelos usuários da plataforma Windows. Ele é um software proprietário desenvolvido pela WinZip Computing, Inc (desde 1990), com a finalidade de compactar  para o formato .zip (reduzindo o tamanho dos mesmos). Também faz a descompactação de vários outros formatos, além do zip.

    Fonte://pt.m.wikipedia.org/wiki/Attrib

  • GAB-E

    o WinRAR e o WinAce são exemplos de programas usados no ambiente Windows para compactar e descompactar arquivos.

    ESTUDE, ENQUANTO SUA COLEGA DIZ QUE SEMPRE GOSTOU DE VOCÊ.


ID
5330839
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Considere as seguintes afirmativas sobre o Sistema Operacional Windows:

I. Um atalho é um arquivo com extensão LNK que aponta para outro arquivo, uma pasta ou qualquer outro recurso acessível pelo Windows. Contudo, mesmo na sua versão mais atual, chamada de Windows 10, o Windows não permite a criação de atalhos para websites.
II. O programa utilitário Limpeza de Disco vasculha as unidades do computador à procura de arquivos que possam ser apagados pelo usuário a fim de liberar mais espaço nesses discos.
III. Diferentemente do aplicativo WordPad, o Bloco de Notas é um programa classificado como processador de texto por possuir recursos de formatação avançados e alguns efeitos extras, como a possibilidade de inserção de imagens e tabelas ao documento.

Considerando-se V para verdadeiro e F para falso, o julgamento correto das afirmativas e

Alternativas
Comentários
  • D) I – F, II – V, III – F.

  • Não da pra pôr imagens no Bloco de Notas

  • word - formatação ampla

    word pad - formatação simplificada

    bloco de notas - não ha formatação.

  • GABARITO - D

    I. Um atalho é um arquivo com extensão LNK que aponta para outro arquivo, uma pasta ou qualquer outro recurso acessível pelo Windows. Contudo, mesmo na sua versão mais atual, chamada de Windows 10, o Windows não permite a criação de atalhos para websites. ❌ 

    É possível criar atalhos para endereços na WEB.

    1) Clique com o botão direito do mouse na área de trabalho, selecione Novo > Atalho:

    2) Na janela que se abre, insira o URL da página em Digite o local do item (ex: ) e clique em Avançar:

    3) Nomeie o seu atalho em Digite um nome para o atalho (ex: CCM) e clique em Concluir.

    _____________________________________________________________

    II. O programa utilitário Limpeza de Disco vasculha as unidades do computador à procura de arquivos que possam ser apagados pelo usuário a fim de liberar mais espaço nesses discos. ✅ 

    DESFRAGMENTADOR DE DISCO: Reorganiza (separa/desfragmenta) a estrutura dos dados.

    LIMPEZA DE DISCO: Libera espaço na unidade, limpando arquivos desnecessários.

    RESTAURAÇÃO DO SISTEMA: Restaura as configurações antigas do Windows.

    ______________________________________________________________

    III. Diferentemente do aplicativo WordPad, o Bloco de Notas é um programa classificado como processador de texto por possuir recursos de formatação avançados e alguns efeitos extras, como a possibilidade de inserção de imagens e tabelas ao documento.❌ 

    Os dois são nativos do Windows, o bloco de notas não tem recursos avançados.

    -----------------------------------------------------

    BONS ESTUDOS!


ID
5330842
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Arquitetura de Computadores
Assuntos

A parte de um sistema operacional que fornece acesso eficiente e conveniente aos dispositivos de armazenamento de dados é o(a)

Alternativas
Comentários
  • gabarito: D

    O sistema de arquivos é um conjunto usado em todos os HDs, SSDs e chips de memória flash. Caso os componentes não tenham o sistema, os dados armazenados não poderão ser localizados e muito menos lidos em computadores e celulares com  ou 

    a) errada, Gerenciamento (ou gestão) de memória é um complexo campo da  e são constantemente desenvolvidas várias técnicas para torná-la mais eficiente. Em sua forma mais simples, está relacionado em duas tarefas essenciais:

    • Alocação: Quando o programa requisita um bloco de , o gerenciador o disponibiliza para a alocação;
    • Reciclagem: Quando um bloco de memória foi alocado, mas os dados não foram requisitados por um determinado número de ciclos ou não há nenhum tipo de referência a este bloco pelo programa, esse bloco é liberado e pode ser reutilizado para outra requisição.

  • Os Sistemas de arquivos são padrões ou regras para acesso à leitura, escrita e gravação de informações em mídias de armazenamento. Existem diversos tipos sendo os mais comuns para família do Windows: FAT, FAT32 e NTFS e para GNU/LInux e derivados: EXT, EXT2, EXT3, EXT4 etc.

    Nenhum usuário consegue acessar ou gravar uma informação numa mídia de armazenamento se não for "formatado" numa tabela de sistemas de aquivos.

    Gabarito Letra D

    Bons Estudos!

  • A = Alocar e Realocar, Memória Virtual, ETC.

    B = Algo que o SO utiliza para controlar as várias informações durante a execução de um PROGRAMA.

    C = Lhufas

    D = Garantir o USO ADEQUADO do processador = Leia como escalonamento

    GAB E.


ID
5330845
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Considerando o sistema operacional GNU/Linux, julgue verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:

I. É um sistema operacional Unix-like, multitarefa, multiusuário e de código aberto.
II. EXT é um sistema de arquivos desenvolvido especificamente para sistemas GNU/Linux.
III. Usa o comando attrib +s +h <nomearquivo> para tornar um arquivo oculto.

A sequência correta das afirmativas é

Alternativas
Comentários
  • E) I-V; II- V; III-F.

  • Gab E

    Errei essa :(

    attrib + h

    H : Atributo de arquivo oculto

    S : Atributo de arquivo do sistema

    Fonte https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Attrib

  • Bastaria saber que a I e a II estavam certa que dava para saber o gabarito..

  • Advogado técnico em informática


ID
5330848
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Meio Ambiente
Assuntos

Os ciclos biogeoquímicos são caracterizados pelo movimento cíclico, no qual os elementos químicos são extraídos do local de origem, utilizados pelos seres vivos e em seguida são devolvidos ao meio ambiente. O elemento químico nitrogênio é um dos principais constituintes dos organismos vivos. Sobre a absorção deste elemento é correto afirmar que os

Alternativas

ID
5330851
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Meio Ambiente
Assuntos

A poluição térmica é um dos problemas ambientais que apresentam impactos extremamente nocivos ao meio ambiente, é uma poluição silenciosa e invisível que afeta o meio aquático ou atmosférico aumentando ou diminuindo as suas temperaturas. O despejo de água quente no ambiente aquático tem como consequência

Alternativas
Comentários
  • Resposta: alternativa d

    Quanto maior a temperatura da água, menor a diluição/concentração de gases, como o oxigênio.

  • Só deixando mais claro o comentário do Rhuan.

    Quanto mais quente a água (temperatura subindo) menor vai ser a quantidade de gases na água. Por isso que a letra B e E estão erradas, porque falam em adicionar gás.


ID
5330854
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Ambiental
Assuntos

Desde 1981, de acordo com a Lei Federal 6.938/81, o Licenciamento Ambiental tornou-se obrigatório em todo o território nacional e as atividades efetivas ou potencialmente poluidoras não podem funcionar sem o devido licenciamento(FIRJAN, 2004). Sobre o licenciamento ambiental é correto afirmar que é um

Alternativas
Comentários
  • Lei Federal 6.938/81

    Art 9º - São instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente:

    IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;

  • Gab C

    Art 9º - São instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente:

    I - o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental;

    II - o zoneamento ambiental;               

    III - a avaliação de impactos ambientais;

    IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;

    V - os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a criação ou absorção de tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade ambiental;

    VI - a criação de reservas e estações ecológicas, áreas de proteção ambiental e as de relevante interesse ecológico, pelo Poder Público Federal, Estadual e Municipal;

    VI - a criação de espaços territoriais especialmente protegidos pelo Poder Público federal, estadual e municipal, tais como áreas de proteção ambiental, de relevante interesse ecológico e reservas extrativistas;                    

     VII - o sistema nacional de informações sobre o meio ambiente;

    VIII - o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental;

    IX - as penalidades disciplinares ou compensatórias ao não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção da degradação ambiental.

    X - a instituição do Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, a ser divulgado anualmente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA;                   

    XI - a garantia da prestação de informações relativas ao Meio Ambiente, obrigando-se o Poder Público a produzí-las, quando inexistentes;                        

     XII - o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras e/ou utilizadoras dos recursos ambientais.                  

    XIII - instrumentos econômicos, como concessão florestal, servidão ambiental, seguro ambiental e outros.    

  • A questão exige conhecimento acerca da Lei n. 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente - PNMA) e pede ao candidato que assinale o item correto, no tocante à classificação do licenciamento ambiental.

    Para responder a questão, necessário conhecimento do art. 9º, IV, da Lei n. 6.938/81, que preceitua:

    Art. 9º - São Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente: IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;

    Portanto, o licenciamento ambiental é um instrumento da PNMA, de modo que somente o item "C" encontra-se correto.

    Gabarito: C


ID
5330857
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

O artigo 225 da Constituição Federal de 1988 dispõe que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondose ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. A fim de assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público

I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio cultural do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de qualquer material cultural público;
III - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;
IV - promover a educação ambiental na educação básica e a conscientização individual para a preservação do meio ambiente.

Estão corretos somente os itens

Alternativas
Comentários
  • incumbe ao Poder Público:

    I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;

    II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;   

    III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;      

    IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;        

    V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

    VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

    VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a opção CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca do artigo 225 da Constituição Federal. Vejamos:

    Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

    § 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

    I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;

    II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;

    III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;

    IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; 

    V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

    VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

    VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

    Desta forma:

    I. CERTO. Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas.

    Conforme art. 225, §1º, I, CF.

    II. ERRADO. Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio cultural (genético) do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de qualquer material cultural público (de material genético).

    Conforme art. 225, §1º, II, CF.

    III. CERTO. Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente.

    Conforme art. 225, §1º, V, CF.

    IV. ERRADO. Promover a educação ambiental na educação básica (em todos os níveis de ensino) e a conscientização individual (pública) para a preservação do meio ambiente.

    Conforme art. 225, §1º, VI, CF.

    Desta forma:

    D. CERTO. I e III.

    GABARITO: ALTERNATIVA D.

  • GABARITO D: I e III

    I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;

    II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio cultural do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de qualquer material cultural público; => patrimônio genético

    III - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

    IV - promover a educação ambiental na educação básica e a conscientização individual para a preservação do meio ambiente. => em todos os níveis de ensino e conscientização pública.

  •  II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio cultural do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de qualquer material cultural público;

    Art. 225, 1º, II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;         

    IV - promover a educação ambiental na educação básica e a conscientização individual para a preservação do meio ambiente.

    VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

    Bons estudos!

  • GABARITO: D

    Art. 225, § 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

    I - CERTO: I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; 

    II - ERRADO: II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;

    III - CERTO: V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; 

    IV - ERRADO: VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

  • gab d

    II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;  

    (Brasil é o maior detentor de patrimônio genético ambiental)

    VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

  • Vamos analisar as alternativas, considerando o disposto na Constituição da República Federativa do Brasil.
    Observe os seguintes incisos do §1º do art. 225:

    "I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;
    II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;
    [...]
    V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;
    VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
    [...]"

    Como apenas as alternativas I e III estão corretas, a resposta da questão é a alternativa D.

    Gabarito: a resposta é a LETRA D.



  • the devil is in details


ID
5330860
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Meio Ambiente
Assuntos

A poluição sonora destaca-se como um dos problemas que afeta diretamente a qualidade ambiental e a qualidade de vida do ser humano e se faz presente principalmente em ambientes urbanos. Sobre a poluição sonora, é correto afirmar que ela se manifesta através do

Alternativas
Comentários
  • Errou, mas hoje você é o professor de RLM do Estratégia, hauhauhsausah!

  • Questão que precisa de boa definição de conceitos

    Primeiro que som não causa poluição sonora. O que causa poluição é o ruído. Desta forma já manda fora a letra B e D.

    Letra A é errada porque não é até 45 db. A OMS fala que acima de 50db vc começa a ter um desconforto.

    Letra C é errada porque o que desloca em formato de onda é o som.

    Então ficou como a mais certa, a letra E.

  • Gab: E

    Poluição sonora é o excesso de ruídos que afeta a saúde física e mental da população. Qualquer som que ultrapasse os 50 decibéis, já pode ser considerado nocivo para a saúde.

    Fonte:


ID
5330863
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Sobre a aquisição da nacionalidade na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, considera-se brasileiro

Alternativas
Comentários
  • Art. 12. CF. São brasileiros:

    I - natos:

    a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;

    b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;

    c) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente, ou venham a residir na República Federativa do Brasil antes da maioridade e, alcançada esta, optem, em qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira ;

    II - naturalizados:

    a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;

    b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira .§ 1º - Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro nato, salvo os casos previstos nesta .

    § 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta . (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

  • GABARITO LETRA-D.

    SEM MISTIFICAÇÃO!!!!

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a opção CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca dos Direitos da Nacionalidade. Vejamos:

    A nacionalidade é um vínculo jurídico-político entre o Estado e o indivíduo através do qual este se torna componente do povo. Esta nacionalidade pode ser primária ou secundária.

    Quando primária, estamos diante dos brasileiros natos, que segundo a CF são os seguintes:

    Art. 12, CF. São brasileiros:

    I - natos:

    a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país (Jus soli);

    b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil (Jus sanguinis + critério funcional);

    c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira (Jus sanguinis + opção ou + critério residencial).

    Quando secundária, estamos diante dos brasileiros naturalizados, que segundo a CF são os seguintes:

    II - naturalizados:

    a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral (naturalização ordinária);

    b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira (naturalização extraordinária).

    Desta forma:

    A. ERRADO.

    Conforme art. 12, I, a, CF, trata-se de estrangeiro, não brasileiro nato.

    B. ERRADO.

    Conforme art. 12, II, a, CF, trata-se de brasileiro naturalizado, não nato.

    C. ERRADO.

    Conforme art. 12, II, b, CF, dependeria de quinze anos de residência ininterrupta para adquirir a nacionalidade brasileira.

    D. CERTO.

    Conforme art. 12, I, c, CF.

    E. ERRADO.

    Conforme art. 12, II, b, CF, dependeria de quinze anos de residência ininterrupta para adquirir a nacionalidade brasileira.

    GABARITO: ALTERNATIVA D.

  • CUIDADO COM O COMENTÁRIO DA COLEGA! NÃO SÃO 30 ANOS E SIM 15 ANOS !

    "os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. "

  • GABARITO D

  • A

    nato, aquele que nasceu na República Federativa do Brasil de pais estrangeiros que estejam a serviço de seu país. Se os pais estão a serviço do país deles, a criança não é brasileira nata

    B

    nato, aquele que, originário de país de língua portuguesa, adquiriu a nacionalidade brasileira após residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. É naturalizado

    C

    naturalizado, aquele que, originário de Noruega, adquiriu a nacionalidade brasileira após residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. Originário de país que não tem o idioma português como oficial precisa de 15 anos de residência ininterrupta e sem condenação penal.

    D

    nato, aquele que nascido no estrangeiro de pai brasileiro foi registrado em repartição brasileira competente. CORRETO.

    E

    naturalizado, aquele que, originário da Argentina, adquiriu a nacionalidade brasileira após residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. Mesma coisa da letra C.

  • GABARITO: D

    Art. 12. São brasileiros:

    a) ERRADO: I - natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;

    b) ERRADO: II - naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;

    c) ERRADO: II - naturalizados: b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.

    d) CERTO: I - natos: c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;

    e) ERRADO: II - naturalizados: b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.

  • *Países Originários de Língua Portuguesa - 1 ano de residência Ininterrupta + Idoneidade Moral;

    *Países de Qualquer nacionalidade -  há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal;

    *Quase nacionalidade - residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros

  • Olá, pessoal!

    A questão em tela cobra do candidato conhecimento da letra seca da Constituição no que se refere ao direito de nacionalidade. Vejamos as alternativas a fim de apontar a que se encontra correta:

    a) ERRADA: segundo o art. 12, inciso I, al[inea a), aquele que nascer de pais estrangeiros que estejam a serviço de seu país não são brasileiros natos;

    b) ERRADA: art. 12, inciso II, alínea a),são considerados naturalizados e não natos;

    c) ERRADA: art. 12, inciso II, alínea b) tem que residir no Brasil "há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.";

    e) ERRADA: art. 12. inciso II, alínea b), com base no mesmo dito acima, deve residir no Brasil "há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.";

    GABARITO LETRA D) conforme art. 12, inciso I, alínea c). 

    "c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;"
  • TEM MUITA GENTE DESISTINDO. PERMANEÇA!

  • PRINCIPAIS PAÍSES DE LINGUA PORTUGUESA: PORTUGAL, MOÇAMBIQUE, ANGOLA, CABO VERDE, GUINÉ E GUINÉ-BISSAU.

  • a) ERRADA: segundo o art. 12, inciso I, al[inea a), aquele que nascer de pais estrangeiros que estejam a serviço de seu país não são brasileiros natos;

    b) ERRADA: art. 12, inciso II, alínea a),são considerados naturalizados e não natos;

    c) ERRADA: art. 12, inciso II, alínea b) tem que residir no Brasil "há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.";

    e) ERRADA: art. 12. inciso II, alínea b), com base no mesmo dito acima, deve residir no Brasil "há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.";

    GABARITO LETRA D) conforme art. 12, inciso I, alínea c). I - natos: c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;

    "c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;"

  • Vejamos cada uma das alternativas:

    - letra ‘a’: incorreta. “São brasileiros: I – natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país” – art. 12, I, ‘a’, CF/88;

    - letras ‘b’, ‘c’ e ‘e’: incorretas. “São brasileiros: II – naturalizados: os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral” – art. 12, II, ‘a’, CF/88. Não há, na legislação brasileira, exigência de requisitos diferenciados aos originários da Noruega ou da Argentina – mas, tão somente, aos originários de países de língua portuguesa, em que o prazo de residência de 4 anos estabelecido pela Lei de Migração (Lei nº 13.445/17) é reduzido para 1 ano. 

    - letra ‘d’: correta, nos termos do art. 12, I, ‘c’ – 1ª parte, CF/88. Vejamos: “São brasileiros: I – natos: c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente (...)”. É, portanto, o nosso gabarito.


ID
5330866
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Sobre os direitos políticos na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Art. § 1º, CF. O alistamento eleitoral e o voto são:

    I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

    II - facultativos para:

    a) os analfabetos;

    b) os maiores de setenta anos;

    c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

    Art. 14, § 3º, CF. São condições de elegibilidade, na forma da lei:

    I - a nacionalidade brasileira;

    II - o pleno exercício dos direitos políticos;

    III - o alistamento eleitoral;

    IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;

    V - a filiação partidária;     

    VI - a idade mínima de:

    a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;

    b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;

    c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;

    d) dezoito anos para Vereador.

    Art, 14, § 4º, CF. São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

    Art. 14, § 8º, CF. O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:

    I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;

    II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 14, § 1º O alistamento eleitoral e o voto são: II - facultativos para: a) os analfabetos;

    b) CERTO: Art. 14, § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: I - a nacionalidade brasileira; II - o pleno exercício dos direitos políticos; III - o alistamento eleitoral; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária; VI - a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador.

    c) ERRADO: Art. 14, § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

    d) ERRADO: Art. 14, § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

    e) ERRADO: Art. 14, § 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca dos direitos políticos. Vejamos:

    A. ERRADO.

    Art. 14, CF. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

    § 1º O alistamento eleitoral e o voto são:

    I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

    II - facultativos para:

    a) os analfabetos.

    b) os maiores de setenta anos;

    c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

    B. CERTO.

    Art. 14, CF. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

    § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:

    I - a nacionalidade brasileira;

    II - o pleno exercício dos direitos políticos;

    III - o alistamento eleitoral;

    IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;

    V - a filiação partidária;        

    VI - a idade mínima de:

    a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;

    b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;

    c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;

    d) dezoito anos para Vereador.

    C. ERRADO.

    Art. 14, CF. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

    § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

    D. ERRADO.

    Art. 14, CF. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

    § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

    E. ERRADO.

    Art. 14, CF. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

    § 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:

    II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

    GABARITO: ALTERNATIVA B.

  • GABARITO B

  • Gabarito: B

    § 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.

    § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:

    I - a nacionalidade brasileira;

    II - o pleno exercício dos direitos políticos;

    III - o alistamento eleitoral;

    IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;

    V - a filiação partidária; Regulamento

    VI - a idade mínima de:

    • a) 35 anos P/ Presidente e Vice-Presidente e Senador;
    • b) 30 anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do DF;
    • c) 21 anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
    • d) 18 anos para Vereador.

    (Juiz de paz é um magistrado, frequentemente sem formação jurídica, que exerce diversas funções judiciais consideradas, em cada lugar e época, como "menores" (pequenas causas ou demandas, casamentos etc.))

    Todo inalistável é inelegível, mas nem todo inelegível é inalistável! (Cardoso Neto)

    Inalistável:

    • Estrangeiro;
    • Constrito.

    Inelegível:

    Absoluta:

    • Estrangeiro;
    • Constrito;
    • Analfabeto.

    Relativa:

    • Da reeleição;
    • Outros Cargos
    • Em Ricochete/Reflexo.
  • Disque aprovação:35302118

  • Vale lembrar:

    Analfabeto não pode ser votado (inelegível), mas pode votar (seu voto é facultativo).

  • gab b!

    Alistamento eleitoral: (alistáveis) votar.!

    Elegível: candidato

    § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

    Condições para ser candidato:

    § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:

    I - a nacionalidade brasileira;

    II - o pleno exercício dos direitos políticos;

    III - o alistamento eleitoral;

    IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;

    V - a filiação partidária;        

    VI - a idade mínima que ja colocaram.

  • A)  ERRADA. O voto dos analfabetos é facultativo

    B)  CORRETA. Trata-se da literalidade do § 3º do artigo 14 da Constituição

    C)  ERRADO. Não existe limite máximo de idade para a ocupação de cargos eletivos.

    D) ERRADO. Não existe limite máximo de idade para a ocupação de cargos eletivos.

    E)  ERRADO. Militar alistável, com mais de 10 anos de serviço será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

    (@gabariteconstitucional)

  • MILITAR

    -- De 10 anos: Afasta

    + de 10 anos : Agrega

    #não se esqueça de Deus qdo tudo começar a dar certo !!!

  • Olá, pessoal,

    A questão em tela cobra do candidato conhecimento sobre os direitos políticos na Constituição.

    Vejamos as alternativas:

    a) para os analfabetos é facultativo. Art. 14, § 1º, inciso II, alínea a). ERRADA;

    c) somente são inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. Art. 14, § 4º.ERRADA;

    d) como a alternativa acima, somente são inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. ERRADA;

    e) o militar com mais de dez anos de serviço será agregado pela autoridade superior e, se eleito, no ato da diplomação, passará automaticamente para inatividade,  independente de serem oficiais. Art. 14,  § 8º, inciso II. ERRADA;



    GABARITO LETRA B) conforme art. 14, § 3º e incisos.

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  • TEM MUITA GENTE DESISTINDO. PERMANEÇA!

  • GABARITO: B

    b) CERTO: Art. 14, § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: I - a nacionalidade brasileira; II - o pleno exercício dos direitos políticos; III - o alistamento eleitoral; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária; VI - a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador.

  • SEFAZ-PA


ID
5330869
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Sobre a emenda à Constituição prevista na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

    II - do Presidente da República;

    III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

    § 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.

    § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

    § 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.

    § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:

    I - a forma federativa de Estado;

    II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

    III - a separação dos Poderes;

    IV - os direitos e garantias individuais.

    § 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

    b) CERTO: Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

    c) ERRADO: Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

    d) ERRADO: Art. 60, § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

    e) ERRADO: Art. 60, § 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

  • Se eu não estiver enganado, esse inciso é o único que fala em maioria relativa em toda a Constituição.

    GAB B

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca das emendas à Constituição. Vejamos:

    A. ERRADO.

    Art. 60, CF. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.

    II - do Presidente da República;

    III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

    B. CERTO.

    Art. 60, CF. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

    C. ERRADO.

    Art. 60, CF. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

    D. ERRADO.

    Art. 60, CF. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

    E. ERRADO.

    Art. 60, CF. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    § 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

    GABARITO: ALTERNATIVA B.

  • GABARITO B

    Art. 60, CF. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

  • GABARITO - B

    A) a iniciativa legislativa de emenda à Constituição pode ser proposta pelo Presidente da República, por Deputado Federal ou por Senador da República.

    Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

    (....)

    ___________________________________________________

    C) a iniciativa legislativa de emenda à Constituição pode ser proposta por mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria absoluta de seus membros.

    Art. 60, III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

    ____________________________________________________

    D) a proposta de emenda à Constituição será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos alternados em cada uma delas, considerando-se aprovada se obtiver, em pelo menos três das quatro votações, três quintos dos votos dos respectivos membros.

    Art. 60, § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

    __________________________________________________

    E) NÃO PODEM SER ALVO DA MESMA SESSÃO LEGISLATIVA :

    MP´S

    Emendas

    Projetos de lei* salvo maioria absoluta de qualquer uma das casas*.

  • Se a pode ser emendada pela maioria relativa, também pode ser pela maioria absoluta. Semanticamente, a questão possui duas alternativas.

  • A solução da questão exige o conhecimento acerca do poder constituinte derivado e do processo legislativo, o poder constituinte originário é aquele que estabelece uma nova constituição; já o poder constituinte derivado (que pode ser reformador ou decorrente) possibilita a alteração do texto constitucional e que os Estados-membros se auto organizem. Analisemos as alternativas:
    a) ERRADA. A iniciativa pode ser proposta pelo Presidente da República, como também por um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, de acordo com o art. 60, I e II da CF; 
    b) CORRETA. Uma das formas de propostas de emenda à constituição é por mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros, de acordo com o art. 60, III da CF. 
    c) ERRADA. O erro está em dizer que deve se manifestar pela maioria absoluta dos membros, cada uma das assembleias deve se manifestar pela maioria relativa dos membros. 
    d) ERRADA. A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros, consoante o art. 60, §2º da CF. 
    e) ERRADA.  A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa, de acordo com o art. 60, §5º da CF. 
    GABARITO DA PROFESSORA: LETRA B.
  • Letra de lei.

     Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

    II - do Presidente da República;

    III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

  • Art. 60 da CF==="A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

    II - do Presidente da República;

    III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros".

  • Vamos assinalar a letra ‘b’ como nosso gabarito, em conformidade com o disposto no art. 60, III, CF/88. Vamos conferir todos os legitimados que estão aptos a apresentar uma proposta de emenda à Constituição: “A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I – de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; II – do Presidente da República; III – de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros” – art. 60, I, II e III, CF/88. Com base nestes incisos, podemos destacar as alternativas ‘a’ e ‘c’ como incorretas. Quanto às demais, vejamos:

    - letra ‘d’: “A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros” – art. 60, §2º, CF/88;

    - letra ‘e’: “A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa” – art. 60, §5º, CF/88. 

  • Assembléias LegislATIVAS = relATIVAS


ID
5330872
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Sobre as atribuições do Presidente da República, pode-se afirmar que lhe compete

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: C.

    Alternativas A, B e C.

    • Art. 84, CF/88. Compete privativamente ao Presidente da República:
    • [...]
    • IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio; (alternativa A)
    • X - decretar e executar a intervenção federal; (alternativa B)
    • [...]
    • XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União; (alternativa C).

    Alternativa D.

    • Art. 52, CF/88. Compete privativamente ao Senado Federal:
    • [...]
    • IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; (alternativa D)

    Alternativa E.

    • Art. 73, CF/88. [...]
    • § 2º Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos:
    • I - um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e merecimento;
    • II - dois terços pelo Congresso Nacional. (alternativa E)
  • GABARITO: C

    a) ERRADO: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;

    b) ERRADO: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: X - decretar e executar a intervenção federal;

    c) CERTO: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União;

    d) ERRADO: Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

    e) ERRADO: Art. 73, § 2º Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos: II - dois terços pelo Congresso Nacional.

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca das atribuições do Presidente da República. Vejamos:

    A. ERRADO.

    Art. 84, CF. Compete privativamente ao Presidente da República:

    IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio.

    B. ERRADO.

    Art. 84, CF. Compete privativamente ao Presidente da República:

    X - decretar e executar a intervenção federal.

    C. CERTO.

    Art. 84, CF. Compete privativamente ao Presidente da República:

    XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União.

    D. ERRADO.

    Art. 52, CF. Compete privativamente ao Senado Federal:

    IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

    E. ERRADO.

    Art. 73, CF. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 96.

    § 2º Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos:

    I - um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e merecimento;

    II - dois terços pelo Congresso Nacional.

    GABARITO: ALTERNATIVA C.

  • GABARITO C

  • Aprendendo na prática!hehehe

    05 de agosto-2021

    "O presidente(Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (5/8) que Bruno Bianco será o novo advogado-geral da União"

    https://www.metropoles.com/brasil/politica-brasil/bolsonaro-anuncia-bruno-bianco-como-novo-advogado-geral-da-uniao

  • GABARITO - C

    Acrescentando:

    O PR - Decreta e executa a intervenção federal

    Decreta o estado de defesa e o estado de sítio

    O CN - Autoriza estado de sítio

    O CN - Aprova a estado de defesa

    D) Senado Federal

    E) O PR só é 1 então nomeia 1/3 ;

    O CN São duas casas = escolhem 2/3

    Art. 49, XIII – escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;

  • TCU - TRÊS + CINCO + UM - 9 MINISTROS:

    • 2/3 - ESCOLHIDOS PELO CN (COMP. EXCLUSIVA - DECRETO LEGISLATIVO);
    • 1/3 - ESCOLHIDOS PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
  • Gab C:

    Nomeações envolvendo competência do presidente:

    I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;

    XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei;

    XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União;

    XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União;

    XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;

  • nomeação de A.G.U=  O cargo é de livre nomeação pelo Presidente da Rep.  e goza do status de ministro de Estado.

  • sobre a nomeação da AGU :Obs: Não precisa de aprovação do Senado Federal – sabatina

    Diferentemente do artigo 84 inc. XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal (sabatina), os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores

  • Gabarito: C.

    • Art. 84, CF/88. Compete privativamente ao Presidente da República:
    • [...]
    • IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio; (alternativa A)
    • X - decretar e executar a intervenção federal; (alternativa B)
    • [...]
    • XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União; (alternativa C).

ID
5330875
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Sobre as funções essenciais à justiça na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Art. 128 da CF. O Ministério Público abrange:

    I - o Ministério Público da União, que compreende:

    a) o Ministério Público Federal;

    b) o Ministério Público do Trabalho;

    c) o Ministério Público Militar;

    d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;

    II - os Ministérios Públicos dos Estados.

    Art. 132 da CF. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas.  

    Art. 134, § 2º da CF. Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º 

    Art. 128, § 2º da CF. A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.

  • GABARITO: E

    a) ERRADO: Art. 128. O Ministério Público abrange: I - o Ministério Público da União, que compreende: a) o Ministério Público Federal; b) o Ministério Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios; II - os Ministérios Públicos dos Estados.

    b) ERRADO: Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas.

    c) ERRADO: Art. 134, § 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.

    d) ERRADO: Art. 134, § 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.

    e) CERTO: Art. 128, § 2º A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.

  • GABARITO E

  • Pessoal, só para complementar, acredito que o erro da alternativa A seja a inclusão do Ministério Público Eleitoral.

  • A questão exige conhecimento acerca do Ministério Público e pede ao candidato que assinale o item correto. Vejamos:

    a) o Ministério Público da União é compreendido pelo Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Militar, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, e o Ministério Público Eleitoral.

    Errado. O MPF quem exerce a função do Ministério Público no processo eleitoral, nos termos do art. 72, caput, da LC 75/93:  Art. 72. Compete ao Ministério Público Federal exercer, no que couber, junto à Justiça Eleitoral, as funções do Ministério Público, atuando em todas as fases e instâncias do processo eleitoral. Além disso, o MP também abrange os Ministérios Públicos dos Estados, nos termos do art. 128, II, CF: Art. 128. O Ministério Público abrange: I - o Ministério Público da União, que compreende: a) o Ministério Público Federal; b) o Ministério Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios; II - os Ministérios Públicos dos Estados.

    b) os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal exercem a representação judicial e a consultoria jurídica do Executivo das respectivas unidades federadas, já que o Poder Judiciário estadual tem procuradoria própria.

    Errado. Os Procuradores dos Estados e do DF exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas, nos termos do art. 132, CF: Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas. 

    c) as Defensorias Públicas Estudais têm assegurada autonomia funcional e administrativa, mas a iniciativa de sua proposta orçamentária ainda é competência exclusiva do Procurador-Geral de Justiça.

    Errado. As Defensorias Públicas Estaduais têm competência, sim, de elaborar proposta orçamentária, dentro dos limites estabelecidos legais, nos termos do art. 132, § 2º, CF: § 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.    

    d) as Defensorias Públicas Estudais têm assegurada autonomia funcional e administrativa, mas a iniciativa de sua proposta orçamentária ainda é competência exclusiva do Governador do Estado.

    Errado. As Defensorias Públicas Estaduais têm competência, sim, de elaborar proposta orçamentária, dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, vide item "C".

    e) a destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. Inteligência do art. 128, § 2º, CF: § 2º A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.

    Gabarito: E

  • Sobre a alternativa A:

    Em síntese, o Ministério Público Brasileiro, enquanto instituição essencial à função jurisdicional do estado, se divide em dois grupos, quais sejam, o Ministério Público da União e o Ministério Público dos Estados:

    1. MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO , o qual compreende quatro ramos, o Federal (MPF), Trabalho (MPT), o Militar (MPM) e do DF/Territórios (MPDFT);
    2. MINISTÉRIO PÚBLICO DOS ESTADOS;

    Todavia, o MP Eleitoral NÃO TEM estrutura própria, isto é, NÃO compreende o Ministério Público da União. É composto por membros do MP (Federal e Estadual), e ainda, é o PGR que exerce a função de Procurador Geral Eleitoral perante o TSE.

    Aproveitando o tema, a 2º turma do STF (relator Gilmar Mendes), no RHC 177.243/MG, na data de 29/06/2021, definiu em tal informativo que: "Justiça Eleitoral é competente para processar e julgar crime comum conexo com crime eleitoral, AINDA QUE HAJA O RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO DO DELITO ELEITORAL".

  • Minha contribuição:

    PGR - Sabatina para entrar e para sair!

    Art. 128, § 2º A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.

    § 1º O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução.

  • Olá, pessoal!

    A questão em tela pergunta sobre as funções essenciais para Justiça, algo que pode ser respondido com a letra seca da Constituição.

    Vejamos as alternativas:

    a) art. 128, inciso I:

    "I - o Ministério Público da União, que compreende:

    a) o Ministério Público Federal;

    b) o Ministério Público do Trabalho;

    c) o Ministério Público Militar;

    d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;"

    Não engloba o Ministério Público eleitoral que faz parte do MP estadual. ALTERNATIVA ERRADA;

    b) as Procuradorias estaduais representam a unidade federada como um todo, incluindo o Poder Judiciário. ALTERNATIVA ERRADA;

    c) Procurador Geral de Justiça é chefe do Ministério Público Estadual, não tendo ligação alguma com as Defensorias. ALTERNATIVA ERRADA;

    d) Art. 134, § 2º, a competência de inciativa de proposta orçamentária não é do Governador do Estado. ALTERNATIVA ERRADA;


    GABARITO LETRA E) conforme art. 128, § 2º:

    "§ 2º A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.".

  • a) art. 128, inciso I:

    "I - o Ministério Público da União, que compreende:

    a) o Ministério Público Federal;

    b) o Ministério Público do Trabalho;

    c) o Ministério Público Militar;

    d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;"

    Não engloba o Ministério Público eleitoral que faz parte do MP estadual. ALTERNATIVA ERRADA;

    b) as Procuradorias estaduais representam a unidade federada como um todo, incluindo o Poder Judiciário. ALTERNATIVA ERRADA;

    c) Procurador Geral de Justiça é chefe do Ministério Público Estadual, não tendo ligação alguma com as Defensorias. ALTERNATIVA ERRADA;

    d) Art. 134, § 2º, a competência de inciativa de proposta orçamentária não é do Governador do Estado. ALTERNATIVA ERRADA;

    GABARITO LETRA E) conforme art. 128, § 2º:

    "§ 2º A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.".


ID
5330878
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Sobre a concessão de serviços públicos prevista na Lei n. 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Gabarito, D.

    A) Ao contrário da afirmativa, aplicam-se as disposições do CDC aos usuários de serviço público, desde que remunerado (jusbrasil).

    B) Seja com ou sem execução de obra pública, seja permissão ou concessão, haverá licitação. (arts. 2º e 14)

    C) Não existe essa previsão.

    D) Art. 23-A. O contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa, nos termos da .  (literalidade da lei).

    E)  Art. 27. A transferência de concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia anuência do poder concedente implicará a caducidade da concessão.

  • Atualizando:

    A concessão de serviços públicos que sejam ou não precedidos de execução de obra pública ocorrerá mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo

  • Analisemos cada proposição, à procura da correta:

    a) Errado:

    Ao contrário do que consta da presente assertiva, a Lei 8.987/95 não afasta a incidência dos direitos e obrigações previstos na Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), o que pode ser bem visualizado pelo teor de seu art. 7º, caput, que assim estabelece:

    "Art. 7º. Sem prejuízo do disposto na Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, são direitos e obrigações dos usuários:"

    Adicione-se que o art. 7º-A aponta na mesma direção, ao assim prever:

    "Art. 7º-A. As concessionárias de serviços públicos, de direito público e privado, nos Estados e no Distrito Federal, são obrigadas a oferecer ao consumidor e ao usuário, dentro do mês de vencimento, o mínimo de seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos."

    Logo, incorreta esta opção.

    b) Errado:

    Cuida-se de afirmativa em franca divergência em relação à norma do art. 14 da Lei 8.987/95, que abaixo transcrevo:

    "Art. 14. Toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório."

    Como daí se vê, manifestamente equivocado aduzido que apenas as concessões precedidas de obra públicas deveriam se submeter a prévio procedimento licitatório.

    Aliás, cuida-se de mandamento com status constitucional, a teor do art. 175, caput, da CRFB:

    "Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos."

    c) Errado:

    Inexiste a alegada preferência ao critério de melhor proposta técnica, sendo este, na verdade, apenas um dos possíveis critérios de julgamento admitidos pela lei de regência, como se depreende do teor de seu art. 15:

    "Art. 15. No julgamento da licitação será considerado um dos seguintes critérios

    I - o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado;   

    II - a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão;    

    III - a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos incisos I, II e VII;    

    IV - melhor proposta técnica, com preço fixado no edital;  

    V - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica;   

    VI - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica; ou   

    VII - melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de propostas técnicas."     

    d) Certo:

    A presente afirmativa encontra apoio direto na norma do art. 23-A da Lei 8.987/95, in verbis:

    "Art. 23-A. O contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa, nos termos da Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996."      

    e) Errado:

    Por fim, esta última afirmativa viola a regra do art. 27 da Lei 8.987/95, em vista da qual extrai-se que a transferência da concessão, assim como do controle acionário da concessionária, sem prévio consentimento do poder concedente, rende ensejo à caducidade da concessão, ou seja, ocasiona a extinção do contrato por culpa do concessionário do serviço. É ler:

    "Art. 27. A transferência de concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia anuência do poder concedente implicará a caducidade da concessão."


    Gabarito do professor: D


ID
5330881
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Sobre a desapropriação por utilidade pública regulamentada pelo Decreto-Lei n. 3.365, de 21 de junho de 1941, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Sobre a desapropriação por utilidade pública regulamentada pelo Decreto-Lei n. 3.365, de 21 de junho de 1941, pode-se afirmar que

    a) a desapropriação por utilidade pública somente pode ser realizada pela União, Estados e Distrito Federal. Os Municípios precisam de autorização do Estado onde estejam localizados.

    Art. 2 Mediante declaração de utilidade pública, todos os bens poderão ser desapropriados pela União, pelos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.

    b) não pode ser considerado caso de utilidade pública para fins de desapropriação, o aproveitamento industrial das minas e das jazidas minerais, das águas e da energia hidráulica.

    Art. 5  Consideram-se casos de utilidade pública: f) o aproveitamento industrial das minas e das jazidas minerais, das águas e da energia hidráulica;

    c) a declaração de utilidade pública far-se-á por Decreto Legislativo do Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara de Vereadores, conforme o ente federativo que esteja em questão.

    Art. 6 A declaração de utilidade pública far-se-á por decreto do Presidente da República, Governador, Interventor ou Prefeito.

    d) o Poder Judiciário pode, em processo de desapropriação, decidir se se verificam ou não os casos de utilidade pública.

    Art. 9 Ao Poder Judiciário é vedado, no processo de desapropriação, decidir se se verificam ou não os casos de utilidade pública.

    e) a declaração de utilidade pública far-se-á por decreto do Presidente da República, Governador, ou Prefeito.

    Art. 6o A declaração de utilidade pública far-se-á por decreto do Presidente da República, Governador, Interventor ou Prefeito.

  • Eis os comentários sobre cada alternativa, separadamente:'

    a) Errado:

    Ao contrário do aduzido neste item, todos os entes federativos ostentam competência para realizarem desapropriações, como se vê do teor do art. 2º do Decreto-lei 3.365/41:

    "Art. 2o  Mediante declaração de utilidade pública, todos os bens poderão ser desapropriados pela União, pelos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios."

    b) Errado:

    Cuida-se de assertiva que contraria a literalidade do art. 5º, "f", do Decreto-lei 3.365/41, que abaixo transcrevo:

    "Art. 5o  Consideram-se casos de utilidade pública:

    (...)

    f)
    o aproveitamento industrial das minas e das jazidas minerais, das águas e da energia hidráulica;"

    c) Errado:

    Por expressa determinação legal, a declaração de utilidade pública é de competência da Chefia do Poder Executivo, como se depreende do art. 6º do Decreto-lei 3.365/41:

    "Art. 6o  A declaração de utilidade pública far-se-á por decreto do Presidente da República, Governador, Interventor ou Prefeito."

    d) Errado:

    Trata-se de afirmativa que ofende o teor do art. 9º do Decreto-lei 3.365/41, que abaixo transcrevo:

    "Art. 9o  Ao Poder Judiciário é vedado, no processo de desapropriação, decidir se se verificam ou não os casos de utilidade pública."

    Refira-se que esta norma deve ser combinada com aquela contida no art. 20 do mesmo diploma legal, que assim preconiza:

    "Art. 20. A contestação só poderá versar sobre vício do processo judicial ou impugnação do preço; qualquer outra questão deverá ser decidida por ação direta."

    Como daí se vê, a regra acima delimita as matérias a serem objeto de análise no bojo do processo de desapropriação, o que reforça a ideia da impossibilidade do Judiciário se imiscuir no exame da presença, ou não, de um dos casos de utilidade pública legitimadoras da desapropriação.

    e) Certo:

    Por fim, trata-se de afirmativa alinhada à regra do art. 6º, acima já transcrito, razão pela qual inexistem equívocos a serem aqui apontados.


    Gabarito do professor: E


ID
5330884
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Sobre a Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993, e suas alterações posteriores, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Gab. B

    A) Art. 24.  É dispensável a licitação:  V - quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas;

    B) Art.24. VII - quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional, ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes, casos em que, observado o parágrafo único do art. 48 desta Lei e, persistindo a situação, será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços, por valor não superior ao constante do registro de preços, ou dos serviços

    C)Art. 24. XXIV - para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão.  

    D) Art. 24. XXX - na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal.    

    E) Art. 24 XXXV -  para   a   construção,   a   ampliação,   a reforma   e   o   aprimoramento   de   estabelecimentos penais,   desde   que   configurada   situação   de   grave   e iminente risco à segurança pública. 

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca do conteúdo da Lei 8.666/1993.

    Inicialmente importante fazermos menção a nova lei de licitações – Lei 14.133/2021, sancionada em 01/04/2021. Apesar desta sanção, a Lei nº 8.666/93 ainda terá aplicação por mais dois anos.

    Desta forma, nos primeiros 2 anos teremos a aplicação da lei nº 8.666/93, bem como da lei nº 14.133/21. Os órgãos terão a possibilidade de optar em utilizar a lei nº 8.666/93 ou a lei nº 14.133/21, devendo ser justificada a escolha, sendo vedada a combinação das duas leis.

    Como esta presente questão é anterior à nova lei, a lei que a fundamenta ainda é a Lei 8.666/93. Vejamos:

    A. ERRADO.

    Art. 24. É dispensável a licitação:

    V - quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas.

    B. CERTO.

    Art. 24. É dispensável a licitação:

    VII - quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional, ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes, casos em que, observado o parágrafo único do art. 48 desta Lei e, persistindo a situação, será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços, por valor não superior ao constante do registro de preços, ou dos serviços

    C. ERRADO.

    Art. 24. É dispensável a licitação:

    XXIV - para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão.

    D. ERRADO.

    Art. 24. É dispensável a licitação:

    XXX - na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal.   

    E. ERRADO.

    Art. 24. É dispensável a licitação:

    XXXV - para  a  construção, a  ampliação, a reforma  e  o  aprimoramento  de  estabelecimentos penais, desde  que  configurada  situação  de  grave  e iminente risco à segurança pública.

    GABARITO: ALTERNATIVA B.

  • Se a licitação só "pode ser repetida com mínimo prejuízo para a Administração", então ela é dispensável.


ID
5330887
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Sobre a requisição administrativa, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Art. 22, CF. Compete privativamente à União legislar sobre:

    (...)

    III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra.

  • GABARITO: C

    Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:

    III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;

    A requisição administrativa é uma modalidade de intervenção do Estado na propriedade privada, um ato administrativo unilateral consistente na aquisição de bens, móveis ou imóveis, ou de serviços pertencentes ao particular para atendimento de uma necessidade pública urgente.

    Fonte: https://inovecapacitacao.com.br/o-instituto-da-requisicao-administrativa-a-luz-da-lei-no-13979-2020/

  • Requisição administrativa

    Art 5 CF XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano

    A)é ato administrativo negocial em que a administração pública e o particular negociam as cláusulas principais de sua realização como tempo e indenização.

    -não é ato negocial, pois aqui ocorre a supremacia do interesse público.

    B)tem natureza de direito real, no qual o Poder Público passa a deter a propriedade do bem requisitado.

    -A intervenção que tem direito real de gozo é a servidão administrativa, de natureza pública, instituído sobre imóvel de propriedade alheia, com base em lei, por entidade pública ou por seus delegados, em face de um serviço público ou de um bem afetado a fim de utilidade pública.

    C) CORRETA- artigo 22, III da CF- Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:

    III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;

    D) Podem ser objeto de requisição administrativa apenas bens imóveis e móveis; os serviços particulares só podem ser contratados, ainda que emergencialmente.

    - serviços também podem sofrer requisição

    E) A requisição e a desapropriação são institutos administrativos semelhantes se diferenciando apenas porque a indenização, no primeiro caso, é prévia e, no segundo, é a posteriori.

    -São institutos que não se confundem, na requisição o Estado impõe restrições e condições ao uso da propriedade sem retirá-la de seu dono e a indenização será ulterior e se ocorrer dano. Enquanto na desapropriação poder público transfere, coercitivamente, para si a propriedade de terceiro, em nome do interesse público mediante prévia indenização em dinheiro. Art 5 CF XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição

    Deus é o dono do tempo.

  • NÃO CONFUNDIR:

    Apesar de a competência legislativa ser privativa da UNIÃO, os demais entes (Estados, Distrito Federal e Municípios) também podem exercer o poder de requisição para o atendimento de necessidades coletivas. Ex: enchente destrói uma cidade e o Município requisita um galpão para colocar os desabrigados. 

  • gab. C

    Resuminho de RequIsIção

    • Caráter → Transitório, compulsória, autoexecutável
    • Estado utiliza bens móveis, imóveis e serviços particulares em situação de perigo público ImInente.
    • Somente lei Federal → CF art. 22. III. Comp. p legislar é PRIVATIVA da U.
    • Indenização → Posterior, se houver dano;
    • Natureza jurídica → Direito PESSOAL;
    • Regime Jurídico → civil ou militar.

    A cada dia produtivo, um degrau subido. HCCB ®

    CONSTÂNCIA!!

  • Vejamos cada alternativa acerca do instituto da requisição administrativa:

    a) Errado:

    Atos negociais caracterizam-se por serem praticados mediante pedido formulado pelo particular, em ordem a viabilizar o exercício de atividades ou a utilização de bens. Absolutamente não é este o caso da requisição administrativa, que se opera de ofício, pela Administração, independentemente da vontade do particular. Trata-se, isto sim, de ato dotado de imperatividade e de autoexecutoriedade, que não estão presentes nos atos negociais ou de consentimento.

    b) Errado:

    A requisição não tem natureza de direito real, sendo espécie de intervenção transitória ou branda na propriedade privada, para fazer frente a uma situação pontual de iminente perigo público, que exija a utilização de bens ou serviços privados. Uma vez normalizado o cenário fático, o bem/serviço requisitado é devolvido à posse do particular, cabendo indenização ulterior, se houver dano. No ponto, o teor do art. 5º, XXV, da CRFB:

    "Art. 5º (...)
    XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;"

    c) Certo:

    Trata-se de assertiva devidamente respaldada na norma do art. 22, III, da CRFB:

    "Art. 22 Compete privativamente à União legislar sobre:

    (...)

    III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;"

    d) Errado:

    A doutrina é mansa e pacífica acerca da possibilidade de a requisição também recair sobre serviços, não se limitando apenas a bens. No plano legislativa, como exemplo, cite-se o teor do art. 15, III, da Lei 8.080/90:

    "Art. 15. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições:

    (...)

    XIII - para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais como de jurídicas, sendo-lhes assegurada justa indenização;"

    e) Errado:

    As diferenças entre a requisição e a desapropriação não se limitam ao momento de pagamento da indenização, tal como aqui defendido pela Banca. Com efeito, a requisição é modalidade de intervenção branda na propriedade, de maneira que, por meio dela, não se opera a incorporação do bem ao patrimônio público, o que, por seu turno, vem a ser a nota marcante da desapropriação, que, por isso mesmo, é classificada como espécie de intervenção drástica. A requisição pode ocorrer sem sequer demandar o pagamento de indenização, bastando, para tanto, que não haja danos. Já a desapropriação, como regra geral, pressupõe o pagamento de indenização. Logo, equivocado este item.


    Gabarito do professor: C

  • Requisição administrativa é um ATO ADMINISTRATIVO unilateral e autoexecutório que consiste na utilização de bens ou de serviços particulares pela Administração, para atender necessidades coletivas em tempo de guerra ou em caso de perigo público iminente, mediante pagamento de indenização a posterioriNão possui a natureza de direito real, posto que dela resulta direito pessoal vinculante do Poder Público e do titular do bem ou do serviço requisitado.


ID
5330890
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Sobre as diferenças e semelhanças entre concessão, autorização e permissão, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • PERMISSÃO

    ·        Título Precário

    ·        Provisório

    ·        Mediante Licitação (a lei não fala qual o tipo de licitaçãoConcessão é Concorrência – feita pelo poder Concedente – PJ OU Consócio)

    ·        PJ ou PF

    ·        Mediante contrato de adesão

  • gab D

    CONCESSÃO

    • delegação
    • bilateral
    • licitação CONcorrência
    • pessoa jurídica ou CONsórcio de empresa
    • conta/risco
    • prazo determinado
    • formalizado mediante CONtrato
    • oneroso

     Lei 8987/95 Art2º

     II - concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado; (2021)

    Art. 4 A concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será formalizada mediante contrato, que deverá observar os termos desta Lei, das normas pertinentes e do edital de licitação.

    PERMISSÃO

    • delegação
    • título precário
    • bilateral
    • licitação (não fala a modalidade)
    • pessoa física ou jurídica
    • prazo determinado
    • conta/risco
    • oneroso/ gratuito

    IV - permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.

    AUTORIZAÇÃO

    • sem licitação
    • ato discricionário
    • sem prazo determinado
    • unilateral
    • precário
    • pessoa física ou jurídica
    • oneroso/ gratuito
  • A partir da NLCCA, a concessão admite duas modalidades de licitação: concorrência e diálogo competitivo, o que torna a questão desatualizada.

    Art. 2º, II, L. 8987/95. Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:

    • concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado.    
  •      Art. 2 Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:

           II - concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado (gratuito ou oneroso).

    • Lei 14.133/21.

    Questão desatualizada

  • ✅Letra D.

    CONCessão = Pessoa jurídica ou consórcio de empresas, licitação na modalidade CONCorrência, prazo determinado, revogação COM indenização.

    Permissão = Pessoa física ou jurídica, natureza é contrato de adesão(unilateral), em qualquer modalidade, prazo precário, revogação SEM indenização.

    BONS ESTUDOS!!!

  • PERMISSÕES/CONCESSÕES E AUTORIZAÇÕES – são as formas de DESCENTRALIZAÇÃO POR DELEGAÇÃO, quando o estado decide não prestar o serviço público por meio de seus órgãos ou entidades administrativas, ele poderá delegar por meio da DESCENTRALIZAÇÃO POR DELEGAÇÃO OU COLABORAÇÃO às pessoas jurídicas de direito privado que não integram a administração DIRETA OU INDIRETA. Mas para isso é indispensável a realização de LICITAÇÕES. ALÉM DISSO:

    Permissão É ATO ADMINISTRATIVO e PRECÁRIO – não há tempo determinado e por tal razão podem ser desfeitas a qualquer momento e não cabe INDENIZAÇÃO para o permissionário.

    CONCESSÃO – é CONTRATO ADMINISTRATIVO e tem tempo certo e determinado, por isso que o seu desfazimento a depender do motivo CABERÁ INDENIZAÇÃO POR PARTE DO PODER PÚBLICO.

    Corrijam-me se tiver erros. 

  • lembrando que o artigo 179 da nova lei de licitações alterando o artigo 2° da lei n° 8987/95 permite agora, além da modalidade concorrência, o DIÁLOGO COMPETITIVO. Art. 179. Os incisos II e III docaputdo art. 2º da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. 2º .................................................................................................................. ......................................................................................................................................... II - concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado;
  • O gabarito desta questão é letra D, que estava correto até 31/03/2021, em 01/04/2021 foi acrescentado a modalidade diálogo competitivo, como o edital, constando o conteúdo programático, foi lançado em 19/02/2020, o que indica, portanto, que as provas já estavam elaboradas antes da data do edital, porém, em 07/06/2021 (após 31/03/2021 e antes da prova, que foi aplicada em 11/07/2021) houve uma retificação do conteúdo programático (Anexo III) por meio do EDITAL Nº 002/2021-CMM. Isso nos remete ao seguinte raciocínio lógico: “se modificou o conteúdo programático então a prova também foi modificada”. A banca poderia ter atualizado esta questão também, pois, na data da retificação, já estava em vigor a nova alteração dos incisos II e III do Art. 2º da lei nº 8.987/1995 (mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo).


ID
5330893
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Nos termos do Código Civil, a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato, prescreve em

Alternativas
Comentários
  • Gab: D

    CC/2002:

    Art. 206. Prescreve:

    § 5 Em cinco anos:

    I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;

    II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

    III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

  • PRAZOS DE PRESCRIÇÃO - CC

    • Em um ano:

    I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos;

    II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo:

    a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do segurador;

    b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão;

    III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários;

    IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital de sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembléia que aprovar o laudo;

    V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade.

    • Em DOIS anos:

    Prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem.

    • Em TRÊS anos:

    I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;

    II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias;

    III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela;

    IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;

    V - a pretensão de reparação civil;

    VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição;

    VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado o prazo:

    a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima;

    b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercício em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembléia geral que dela deva tomar conhecimento;

    c) para os liquidantes, da primeira assembléia semestral posterior à violação;

    VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas as disposições de lei especial;

    IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

    • Em QUATRO anos:

    Relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.

    • Em CINCO anos:

    I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;

    II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

    III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

  • GABARITO: D

    Art. 206. Prescreve:

    § 5 o Em cinco anos:

    II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

  • Só eu sei a birra que tenho dessas questões. Acho muito chato ter que ficar de decoreba de prazos de prescrição.

  • Um ano:

    Seguro;

    Auxiliares da Justiça;

    Questões empresariais.

    Dois anos:

    Alimentos.

    Quatro anos

    Tutela.

    Cinco anos

    Dívidas líquidas;

    Profissionais liberais;

    Despesas processuais.

    Todo o resto: 3 anos.

    Se não estiver em nenhum dos incisos: 10 anos

  • Art. 206. Prescreve:

    § 5 Em cinco anos:

    I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;

    II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

    III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm

  • A questão é sobre prazo prescricional.

    A) Diante da violação de um direito subjetivo, nasce para o particular uma pretensão, sujeita ao prazo dos arts. 205 ou 206 do CC, sendo o decurso dele necessário para que se consolidem os direitos e se estabilizem as relações sociais. A prescrição torna a obrigação desprovida de exigibilidade.

    De acordo com o art. 206, § 5º, II do CC, “prescreve: em cinco anos: I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular; II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato; III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo". Incorreta;


    B) Com base nas explicações anteriores, a assertiva está errada. Incorreta;


    C) Com base nas explicações anteriores, a assertiva está errada. Incorreta;


    D) Com base nas explicações anteriores, a assertiva está correta. Correta;


    E) Com base nas explicações anteriores, a assertiva está errada. Incorreta;






    Gabarito do Professor: LETRA D

  • Prazos da prescrição no CC:

    10 anos- quando não fixado prazo menor.

    1 ano- Hospedeiros/ Segurado contra Segurador/ Tabeliães/ Contra peritos/ Credores não pagos.

    2 anos- Alimentares

    3 anos- Alugueis/ Prest. vencidas de renda/ juros/ ressarcimento/ reparação civil (extracontratual) a CONTRATUAL segundo STJ é 10 anos/ restituição/ contra pessoas indicadas por violação da lei ou do estatuto/ pagamento de titulo.

    4 anos- Tutela

    5 anos- Cobrança de dividas/ Profissionais liberais/ Vencedores.

  • Um hospedeiro segura víveres de auxiliares e peritos para liquidação

    Alimentwos

    Quatrutela

    Vencedor liberal bebe líquido 5x ao dia

    Três anos é o "resto" (foco em responsabilidade aquiliana)

    Se a lei não prevê prazo é de 10 anos (como no caso da responsabilidade contratual)


ID
5330896
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Nas obrigações de dar coisa certa

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra E

    Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

    Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.

  • CC.

    Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.

    Art. 236. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos.

  • GABARITO: E

    Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

    Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.

  • Nas obrigações de dar coisa certa

    a) se esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, responderá este pelo equivalente, mais perdas e danos.

    Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.

    b) deteriorada a coisa, sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.

    Art. 236. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos.

    c) deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar indenização das perdas e danos.

    Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.

    d) independente da efetiva tradição, pertence ao credor a coisa negociada, com os seus melhoramentos e acrescidos.

    Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.

    e) se esta se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes.

    Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

    Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; [...].

    GAB. LETRA "E".

    ----

    Fonte: CC/02.

  • Sem culpa, resolve-se a obrigação, na maioria das obrigações. Perdas e danos são cabíveis quando há culpa.

  • a) se esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, responderá pelo equivalente e mais perdas e danos. (art. 234 parte final do CC, somente responderá se RESULTAR DE CULPA DO DEVEDOR).

  • A questão é sobre direito das obrigações, mais especificamente sobre a obrigação de dar coisa certa.

    A) A matéria encontra-se disciplinada no art. 233 a 242 do CC.

    De acordo com o art. 234 “se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos."

    Caso o bem pereça, antes da tradição, sem culpa do alienante, o negócio jurídico resolver-se-á para ambas as partes, sem se falar em perdas e danos, haja vista que o alienante não pode ser responsabilizado pelo fortuito. Exemplo: o carro foi furtado. Por outro lado, caso o bem tenha perecido por culpa do alienante, este terá que devolver o valor pago, acrescido de perdas e danos. Exemplo: dirigir completamente embriagado e bater com o carro no poste. Errada;


    B) Dispõe o legislador, no art. 236 do CC, que “sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos". Errada;



    C) De acordo com o art. 235 do CC, “deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu". Nessa situação, o legislador traz duas opções ao adquirente. Mais uma vez é importante enfatizar que a ausência de culpa afasta perdas e danos, ao contrário do art. 236 do CC, que trata da deterioração do bem por culpa do alienante, incidindo perdas e danos. Errada;



    D) Segundo o caput do art. 237 do CC, “até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação". Exemplo: um criador adquire uma vaca em um leilão e de acordo com as regras do estabelecimento, ela lhe será entregue em 15 dias. Só que nesse interim a vaca fica prenha, de maneira que o arrematante, além da vaca, receberá a cria. De acordo com Caio Mario, onde a lei fala em melhoramentos, temos que dar um significado análogo ao de benfeitorias e acrescidos com acessões artificiais, mas, para tanto, essas benfeitorias têm que ser necessárias ou úteis e efetuadas com boa-fé. Os frutos percebidos até a data da tradição serão do devedor (arts. 237 e 1.232), mas os pendentes, como partes integrantes do bem, serão do credor a parti da tradição. Errada;


    E) A assertiva está em harmonia com o art. 234: “Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos".

    Aqui há uma regra importante: “res perito domino", ou seja, a coisa perece para o dono. Resta saber quem é o dono.

    O contrato, em si, não transfere a propriedade. A transferência ocorre por meio da tradição, quando o contrato tiver como objeto um bem móvel, ou com o registro imobiliário, quando o objeto for um bem imóvel. Diante desses dois marcos (tradição e registro imobiliário), os riscos de perda ou deterioração do bem deixarão de ser do alienante e passarão a ser do adquirente (arts. 492). Ver art. 1.226 e 1.227. Certa.

     
    FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil. Obrigações. 8. ed. Bahia: Jus Podivm. 2014. v. 2







    Gabarito do Professor: LETRA E


ID
5330899
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

No que diz respeito ao adimplemento e à extinção das obrigações previstas no Código Civil, quanto ao objeto do pagamento e sua prova,

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra B

    Letra A: Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa.

    Letra B: Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou.

    Letra C: Art. 316. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas.

    Letra D: Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação.

    Letra E: Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especial.

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa.

    b) CERTO: Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou.

    c) ERRADO: Art. 316. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas.

    d) ERRADO: Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação.

    e) ERRADO: Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especial.

  • Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou.

    Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores. (concursu partes fiunt - presunção de divisão em tantas partes quanto o número de credores)

  • Ao credor é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, desde que mais valiosa. ERRADA

    R: Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa.

    B - ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou. CORRETA

    R: Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou.

    C - é ilícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas. ERRADA

    R: Art. 316. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas.

    D - quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigí-lo, de ofício, de modo que assegure o valor real da prestação. ERRADA

    R: Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação.

    E- são válidas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, não havendo necessidade de previsão expressa em legislação especial. ERRADA

    R: Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especial.

  • A fim de encontrarmos a alternativa correta, iremos analisar cada uma das assertivas a seguir:

    A) A questão é sobre direito das obrigações.

    De acordo com o art. 313 do CC, o credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que seja mais valiosa, mas caso ele consinta, estaremos diante do que se denomina de dação em pagamento, tratada no art. 356 do CC. Vejamos o dispositivo legal:

    “O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa". O dispositivo traz o princípio da identidade da prestação, ou seja, o cumprimento da obrigação deve estar em consonância com o que foi convencionado anteriormente. Incorreta;


    B) A assertiva está em harmonia com o art. 314 do CC: “Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou". Desta forma, a
    prestação deve ser cumprida por inteiro, não sendo o credor obrigado a receber pagamentos parciais, ainda quando a soma deles represente a integral satisfação do crédito. Correta;

     
    C) Pelo contrário. De acordo com o art. 316 do CC, “é lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas". O legislador permite, portanto, a atualização monetária das dívidas em dinheiro e dívidas de valor, mediante índice previamente escolhido, utilizando-se as partes da cláusula de escala móvel. Incorreta;


    D) Dispõe o art. 317 do CC que “quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação". Esse dispositivo traz a Teoria da Imprevisão.


    Quando falamos em contratos, falamos da “Pacta Sunt Servanda", isso significa que o contrato tem força de lei entre as partes, vinculando-as. Esse princípio tinha muita força no CC/1916. Com o advento do CC/02, o panorama mudou em decorrência do chamado princípio da função social dos contratos (art. 421 do CC). E o que isso significa? Significa que ainda permanece a “pacta sunt servanda", mas diante da leitura da cláusula “rebus sic stantibus", implícita nos contratos, ou seja, o contrato tem força de lei entre as partes e as vincula, mas se as coisas assim permanecerem, pois, diante de fatos supervenientes, que sejam imprevisíveis e gerem desproporção entre o que foi ajustado no momento da celebração do contrato e o valor da prestação na época da execução, o juiz poderá corrigi-lo.

    Em complemento, vale a pena citar o Enunciado 17 do CJF: “A interpretação da expressão 'motivos imprevisíveis' constante do art. 317 do novo Código Civil deve abarcar tanto causas de desproporção não previsíveis como também causas previsíveis, mas de resultados imprevisíveis". Incorreta;


    E) Segundo o art. 318 do CC, “são nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especial." Trata-se da proibição da chamada cláusula-ouro. À título de exemplo, temos a Lei que dispõe sobre o Plano real (Lei nª 9.069/95), que
    recepcionou o Decreto-Lei n. 857/69, que veda o pagamento em moeda estrangeira, mas traz algumas exceções, como a permissão de tal estipulação nos contratos referentes a importação e exportação de mercadoria, bem como naqueles em que o credor ou devedor seja pessoa residente e domiciliada no exterior. (GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Teoria Geral das Obrigações. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2017. v. 2, p. 312-280). Incorreta;

     
    GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Teoria Geral das Obrigações. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2017. v. 2, p. 312-315).






    Gabarito do Professor: LETRA B



ID
5330902
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Os chamados contratos reais são aqueles que só se formam com a entrega efetiva da coisa. Podem ser classificados como contratos reais:

Alternativas
Comentários
  • "Do direito romano vem a distinção entre contratos consensuais e contratos reais. A doutrina chama de contratos consensuais aqueles que exigem o mero consenso para sua formação. São chamados contratos reais aqueles que dependem, para sua formação, da entrega de uma coisa (res). Os contratos são, em regra, consensuais, não exigindo a entrega de bens como etapa da sua formação, embora possam exigi-la como parte do seu cumprimento. Excepcionalmente, a lei determina que certos contratos somente podem se formar mediante a entrega de um bem".

    Schreiber, Manual, 2020.

    Art. 579, CC. O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. Perfaz-se com a tradição do objeto.

    Art. 627, CC. Pelo contrato de depósito recebe o depositário um objeto móvel, para guardar, até que o depositante o reclame.

  • GABARITO: A

    Contratos reais são aqueles que além do acordo exigem a entrega de uma coisa. Exemplo: comodato, mútuo e depósito.

  • Quem puder curtir o comentário para me ajudar, ficarei feliz.

    Gabarito: A)

    CONTRATOS REAIS Reais são os que exigem, para se aperfeiçoar, além do consentimento, a entrega da coisa que lhe serve de objeto, como os de depósito, comodato, mútuo e alguns poucos. Não se formam sem a tradição da coisa. Antes pode existir a promessa de contratar.

    Fonte: https://bsauricino.jusbrasil.com.br/artigos/229764604/classificacao-dos-contratos-de-direito-civil

  • Tendo em vista a quantidade de erros na letra B resolvi comentar:

    A compra e venda é regida pelo princípio do consensualismo, ou seja, para o aperfeiçoamento do contrato basta o acordo de vontades, independentemente da entrega do objeto (tradição). Assim, conforme o art. 482, CC, tratando-se de compra e venda (quando pura), basta que as partes acordem no objeto e no preço para que se considere o contrato obrigatório e perfeito.

    Obs: A questão versa sobre formação dos contratos, o art. 481 pode confundir um pouco: (Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro). Mas na verdade esse artigo trata sobre o cumprimento da obrigação.

    abraços!!

  • A questão é sobre contratos.

    A) O comodato é o empréstimo de coisas infungíveis, isto é, que não podem ser substituídas outras da mesma espécie, qualidade e quantidade. A matéria é tratada a partir do art. 579 e seguintes do CC.

    O depósito é o contrato em que o depositário recebe do depositante uma coisa móvel, para guardá-la, com a obrigação de restituí-la no momento combinado ou quando lhe for reclamada. Temos o depósito convencional/contratual/voluntário, definido no art. 627 do CC; o depósito judicial, a exemplo do que acontece com a consignação em pagamento; e o depósito necessário/obrigatório, com previsão nos incisos do art. 647 do CC. 

    O depósito necessário, por sua vez, tem a seguinte classificação: legal, decorrendo de uma obrigação prevista em lei (art. 647, I), como a do art. 1.233; miserável, previsto no inciso II do art. 647 (GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro: contratos e atos unilaterais. 16. ed. São Paulo: Saraiva, 2019, p. 478).

    Os contratos podem ser reais ou consensuais. Os contratos consensuais são aqueles que se formam unicamente pelo acordo de vontades, independentemente da entrega da coisa, enquanto nos contratos reais a manifestação de vontade não é o bastante, exigindo-se a entrega do bem para o seu aperfeiçoamento. São contratos reais o depósito, comodato e mútuo. Caio Mario chama isso de romantismo injustificável e a maioria da doutrina não encontra praticidade alguma nesta classificação. 

    Portanto, a assertiva está certa. Correta;


    B) 
    De acordo com a doutrina, “denomina-se compra e venda o contrato bilateral pelo qual uma das partes (vendedor) se obriga a transferir o domínio de uma coisa à outra (comprador), mediante a contraprestação de certo preço em dinheiro" (GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro: contratos e atos unilaterais. 16. ed. São Paulo: Saraiva, 2019, p. 268)

    A compra e venda é um contrato consensual, pois se torna perfeita e acabada no momento em que as partes convencionam o preço e a coisa a ser vendida, ou seja, o contrato se forma pelo simples consentimento, independentemente da entrega do bem. A transferência do domínio depende de outro ato: da tradição, quando tiver como objeto um bem móvel (art. 1.267 do CC), e do registro, quando o objeto for um bem imóvel (arts. 1.227 e 1.245, § 1º do CC). Tem previsão a partir do art. 481 do CC.

    A doação é o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra, de acordo com o conceito legal do art. 538 do CC. Trata-se, também, de um contrato consensual, que se concretiza com a simples declaração de vontade. Incorreta;

     
    C) Locação é o contrato pelo qual uma das partes se obriga, mediante contraprestação em dinheiro, a conceder à outra, temporariamente, o uso e gozo de coisa não-fungível. O art. 565 possibilita que seja por tempo determinado ou não. É um contrato consensual.

    Segundo o art. 818 do CC, “pelo contrato de fiança, uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra". Assim, caso o locatário não pague os aluguéis, o locador poderá cobrar do fiador. Também é um contrato consensual. Incorreta;


    D) Dispõe o legislador, no art. 757 do CC, que “pelo contrato de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do prêmio, a garantir interesse legítimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados". O segurado paga ao segurador uma remuneração a que se denomina de prêmio. Diante da ocorrência do sinistro, evento futuro e incerto, o segurado receberá do segurador o pagamento da indenização.

    Pelo contrato de transporte, tratado a partir do art. 730 do CC, alguém se obriga, mediante retribuição, a transportar, de um lugar para outro, pessoas ou coisas.

    Ambos são consensuais. Incorreta;


    E) A corretagem e a empreitada também são consensuais. 
    Empreitada é o contrato mediante o qual o empreiteiro obriga-se a executar uma obra, pessoalmente ou por meio de terceiros, segundo as orientações do dono da obra, sendo a remuneração paga por este. Tem previsão no art. 610 e seguintes do CC.

    Corretagem “é o negócio jurídico por meio do qual uma pessoa, não vinculada a outra em decorrência do mandato, de prestação de serviço ou por qualquer outra relação de dependência, se obriga a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas" (FILHO, Rodolfo Pamplona; GAGLIANO, Pablo Stolze. Novo Curso de Direito Civil. Contratos em Espécie . 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. v. 4. p. 441). A matéria é tratada no art. 722 e seguintes do CC. Incorreta.






    Gabarito do Professor: LETRA A



ID
5330905
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Trata-se de caso de responsabilidade civil subjetiva

Alternativas
Comentários
  • Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

    I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;

    II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;

    III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

    IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;

    V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.

    Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

  • Art. 186, CC. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

    Art. 187, CC. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.

    Art. 927, CC. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

    Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

  • GABARITO: B

    Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

    I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;

    II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;

    III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

    IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;

    V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.

    Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

  • GABARITO: B

    Trata-se da chamada "culpa contra legalidade", que é hipótese de responsabilidade civil subjetiva.

    A teoria da culpa contra legalidade se aplica principalmente nos “casos de acidentes de veículos e encontraria fundamento no fato de as autoridades competentes se basearem na experiência daquilo que normalmente acontece, ao expedirem os regulamentos e instruções de trânsito para segurança do tráfego em geral. (...) A jurisprudência pátria tem admitido a presunção de culpa em determinados casos de infração aos regulamentos de trânsito: colisão na traseira de outro veículo, por inobservância da regra que manda o motorista guardar distância de segurança entre o veículo que dirige e o que segue imediatamente à sua frente; invasão de preferencial, em desrespeito à placa ‘Pare’ ou à sinalização do semáforo; invasão da contramão de direção, em local de faixa contínua; velocidade excessiva e inadequada para o local e as condições do terreno; pilotagem em estado de embriaguez etc” (GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil brasileiro. Vol. 4. Responsabilidade Civil. 7ª ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 303-304).

  • ADENDO

    STJ REsp. Nº 1.135.988 - SP : Malgrado a responsabilização objetiva do empregador, esta exsurgirá se, antes, for demonstrada a culpa do empregado ou preposto, à exceção, por evidência, da relação de consumo.

  • A única assertiva em que aquele que causa dano é o próprio indivíduo é a assertiva B, ora, o motorista imprudente avança o sinal; nas demais hipóteses alguém pratica o dano, mas o seu responsável, representante, assume a obrigação: caso dos pais, do tutor, do curador, responsável pelo hotel.

  • A questão é sobre responsabilidade civil, sendo a matéria tratada a partir do art. 927 e seguintes do CC.

    A) A responsabilidade civil, em regra, é subjetiva (art. 927, caput); contudo, será objetiva, ou seja, independente de culpa, nos casos especificados em lei ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem, de acordo com o art. 927, parágrafo único.

    Vejamos o art. 932: “São também responsáveis pela reparação civil: I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia; II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições; III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele; IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos; V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.

    De acordo com o art. 933, “as pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos". Portanto, por força da lei, arts. 932, I, c/c 933, a responsabilidade dos pais será objetiva, não subjetiva. Incorreta;


    B) Trata-se, neste caso, de responsabilidade civil subjetiva, que depende da presença do elemento culpa (em sentido lato), um dos pressupostos da responsabilidade civil. “Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo" (caput do art. 927).


    Segundo o art. 186 do CC, “aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito". Este dispositivo baseia-se na culpa. Viola-se, aqui, o “dever geral de abstenção". Incorreta;

    A teoria da “culpa contra a legalidade" é aplicada, especialmente, em acidentes de veículos e tem como fundamento o fato das autoridades se basearem na experiência do que normalmente acontece, ao expedirem os regulamentos e instruções de trânsito para segurança do tráfego em geral. A mera inobservância dessas regras serve para configurar a culpa do agente.

    Acontece que, para a jurisprudência, a simples inobservância de disposição regulamentar, sem a prova de culpa do condutor, não autoriza sua condenação por acidente de trânsito. Desta forma, a teoria não tem sido acolhida da maneira desejada. À título de exemplo, muitas vezes já se decidiu que a falta de habilitação legal, por si só, não configura a culpa, aplicando-se, tão somente, penalidade administrativa ou multa.

    Em contrapartida, a jurisprudência tem admitido a presunção de culpa na colisão na traseira de outro veículo, por inobservância da regra que manda o motorista guardar distância de segurança entre o veículo que dirige e o que segue mediatamente à sua frente; invasão da contramão de direção, em local de faixa contínua; velocidade excessiva e inadequada para o local e as condições do terreno; pilotagem em estado de embriaguez etc (GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Responsabilidade Civil. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. v. 1, p. 432-434). Correta;


    C) Por força da lei, arts. 932, III c/c 933, a responsabilidade do empregador, por atos cometidos por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele a responsabilidade será objetiva, não subjetiva. Incorreta;



    D) Por força da lei, arts. 932, IV c/c 933, a responsabilidade dos donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, pelos danos ocasionados por seus hóspedes será objetiva, não subjetiva. Incorreta;



    E) Por força da lei, arts. 932, II c/c 933, a responsabilidade do tutor e do curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições, será objetiva, não subjetiva. Incorreta;


     






    Gabarito do Professor: LETRA B

  • Vale lembrar:

    A omissão de socorro à vítima de acidente de trânsito, por si, não configura hipótese de dano moral in re ipsa. STJ. 4ª Turma. REsp 1512001-SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 27/04/2021 (Info 694).


ID
5330908
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Segundo o Código Tributário Nacional, a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. No caso, o Imposto sobre Produtos Industrializados tem como fato gerador, entre outras possibilidades,

Alternativas
Comentários
  • Letra E

      Art. 46. O imposto, de competência da União, sobre produtos industrializados tem como fato gerador:

           I - o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira;

           II - a sua saída dos estabelecimentos a que se refere o parágrafo único do artigo 51;

           III - a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a leilão.

  • Se uma empresa importa um produto qualquer, paga IPI na entrada desse produto no país. Caso ela pegue esse produto e o modifique, incide novamente o IPI quando for revendê-lo.

  • GABARITO: E

    Art. 46. O imposto, de competência da União, sobre produtos industrializados tem como fato gerador:

     I - o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira;

  • 1) Enunciado da questão

    A questão exige conhecimento sobre o fato gerador do imposto sobre produtos industrializados (IPI).


    2) Base legal (Código Tributário Nacional – CTN)

    Art. 4º. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

    I) a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

    II) a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    Art. 46. O imposto, de competência da União, sobre produtos industrializados tem como fato gerador:

    I) o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira;

    II) a sua saída dos estabelecimentos a que se refere o parágrafo único do artigo 51;

    III) a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a leilão.

    Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade, ou o aperfeiçoe para o consumo.


    3) Exame da questão e identificação da resposta

    Segundo o art. 4.º, caput, do Código Tributário Nacional, a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação.

    No caso, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) tem como fato gerador, nos termos do art. 46 do CTN, entre outras possibilidades, o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira.





    Resposta: E.

  • 1) Enunciado da questão

    A questão exige conhecimento sobre o fato gerador do imposto sobre produtos industrializados (IPI).

    2) Base legal (Código Tributário Nacional – CTN)Art. 4º. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

    I) a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

    II) a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    Art. 46. O imposto, de competência da União, sobre produtos industrializados tem como fato gerador:

    I) o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira;

    II) a sua saída dos estabelecimentos a que se refere o parágrafo único do artigo 51;

    III) a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a leilão.

    Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade, ou o aperfeiçoe para o consumo.

    3) Exame da questão e identificação da resposta

    Segundo o art. 4.º, caput, do Código Tributário Nacional, a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação.

    No caso, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) tem como fato gerador, nos termos do art. 46 do CTN, entre outras possibilidades, o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira.


ID
5330911
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Sobre os sujeitos ativos e passivos da obrigação tributária, é possível afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Contribuinte: Quando tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador.

    Responsável: Quando, sem se revestir da condição de contribuinte, sua obrigação decorre de disposição de lei.

  • Alternativa C

    CTN

    A) Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento.

    B) Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

    C) Art. 121. Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:

     I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

    D) Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto.

    E) Art. 121. Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:

    II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.

  • GAB. C

    Fonte: CTN

    A o sujeito passivo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento. ❌

     Art. 119. Sujeito ATIVO da obrigação é a PJ de direito público...

    B o sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. ❌

    Art.121. Sujeito passivo da obrigação PRINCIPAL é a pessoa obrigada ao pagamento...

    Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto.

    C o contribuinte é sujeito passivo da obrigação principal, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador.

    Art.121. P. único. inc. I

    D o sujeito ativo da obrigação principal é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto. ❌

    Art.121. Sujeito PASSIVO ... obrigada às prestações...

    E considera-se responsável da obrigação principal quem tenha relação pessoal e direita com a situação que constitua o respectivo fato gerador. ❌

    Art.121. P. único. inc. I- considera-se CONTRIBUITE...relação pessoal e direita...

    A cada dia produtivo, um degrau subido. HCCB ®

    CONSTÂNCIA!!

  • GABARITO: C

    a) ERRADO: Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento.

    b) ERRADO: Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto.

    c) CERTO: Art. 121, Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se: I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

    d) ERRADO: Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

    e) ERRADO: Art. 121, Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se: I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

  • GABARITO - C

    A) ERRADO. A alternativa traz a definição de SUJEITO ATIVO (art. 1119, CTN).

    B) ERRADO. A alternativa traz a definição de SUJEITO PASSIVO DIRETO, ou seja, CONTRIBUINTE (art. 121, § único, I do CTN).

    C) CERTO. Art. 121, § único, I do CTN.

    D) ERRADO. A alternativa traz a definição de SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA (art. 122, CTN).

    E) ERRADO. A alternativa traz a definição de SUJEITO PASSIVO DIRETO, ou seja, CONTRIBUINTE (art. 121, § único, I do CTN).

  • 1) Enunciado da questão

    A questão exige conhecimento sobre os sujeitos da obrigação tributária.


    2) Base legal (Código Tributário Nacional – CTN)

    Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento.

    Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

    Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:

    I) contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

    II) responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.

    Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto.


    3) Exame da questão e identificação da resposta

    a) Errado. O sujeito ativo (e não o sujeito passivo) da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento, nos termos do art. 119 do CTN.

    b) Errado. O sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto (e não a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária), nos termos do art. 122 do CTN.

    c) Certo. O contribuinte é sujeito passivo da obrigação principal, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador, nos termos do art. 121, parágrafo único, inc. I, do CTN.

    d) Errado. O sujeito passivo (e não o sujeito ativo) da obrigação principal é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto, nos termos do art. 121, caput, do CTN.

    e) Errado. Considera-se contribuinte (e não responsável) da obrigação principal quem tenha relação pessoal e direita com a situação que constitua o respectivo fato gerador, nos termos do art. 121, parágrafo único, inc. I, do CTN.


    Resposta: C.

  • Gabarito: C

    Quem tem relação pessoal e direta é o contribuinte. O responsável não o tem, mas deve recolher por previsão legal (conveniência da arrecadação).


ID
5330914
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

É de competência municipal a instituição de imposto

Alternativas
Comentários
  • Seção V

    DOS IMPOSTOS DOS MUNICÍPIOS

    Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:

    II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;

    Gabarito D

  • GABARITO: D

    Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:

    II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;

  • Famoso ITBI.

    Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:

    I - propriedade predial e territorial urbana; --->> IPTU

    II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; -> ITBI

    III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar. -> ISS

  • A questão exige conhecimento acerca do Sistema Tributário Nacional e pede ao candidato que assinale o item correto, marcando o item que corresponde a competência municipal para instituição de imposto. Vejamos:

    a) sobre a propriedade de veículos automotores.

    Errado. O IPVA é de competência dos Estados e do DF, nos termos do art. 155, III, CF: Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:  III - propriedade de veículos automotores.  

    b) sobre a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos.

    Errado. O ITCMD é de competência dos Estados e do DF, nos termos do art. 155, I, CF: Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos;

    c) sobre a propriedade territorial rural.

    Errado. O ITR é competência da União, nos termos do art. 153, VI, CF: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: VI - propriedade territorial rural;

    d) sobre a transmissão de bens imóveis intervivos.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. O ITBI é competência dos Municípios. Inteligência do art. 156, II, CF: Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;

    e) sobre operações de crédito, câmbio e seguro.

    Errado. Trata-se de competência da União, nos termos do art. 153, V, CF: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;

    Gabarito: D

  • GABARITO: D

  • COMPETÊNCIA DOS ESTADOS:

    • IPVA (imposto sobre a propriedade de veículos automotores) 
    • ITCMD (impostos sobre a transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos)

    COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS:

    • IPTU (imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana)
    • ITBI (imposto sobre transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição)
    • ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar)

    COMPETÊNCIA DO DF:

    • IPVA
    • ITCMD
    • IPTU
    • ITBI
    • ISS

  • COMPETÊNCIA DOS ESTADOS:

    • IPVA (imposto sobre a propriedade de veículos automotores) 
    • ITCMD (impostos sobre a transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos)

    COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS:

    • IPTU (imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana)
    • ITBI (imposto sobre transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição)
    • ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar)

    COMPETÊNCIA DO DF:

    • IPVA
    • ITCMD
    • IPTU
    • ITBI
    • ISS

  • CF - Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:

    I - propriedade predial e territorial urbana;

    II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;

    III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar. 

    § 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá:        

    I - ser progressivo em razão do valor do imóvel; e        

    II - ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.   

    § 2º O imposto previsto no inciso II:

    I - não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil;

    II - compete ao Município da situação do bem.

    § 3º Em relação ao imposto previsto no inciso III do caput deste artigo, cabe à lei complementar:

    I - fixar as suas alíquotas máximas e mínimas;       

    II - excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior.       

    III - regular a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.

  • Pegadinha da letra C: URBANA!!!!!!!!!!
  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre competência tributária municipal.

    A- Incorreta. O imposto sobre a propriedade de veículos automotores é de competência dos Estados e do Distrito Federal. Art. 155, CRFB/88: "Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (...) III - propriedade de veículos automotores”.

    B- Incorreta. O imposto sobre a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos é de competência dos Estados e do Distrito Federal. Art. 155, CRFB/88: "Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; (...)”.

    C- Incorreta. O imposto sobre a propriedade territorial rural é de competência da União. Art. 153, CRFB/88: "Compete à União instituir impostos sobre: (...) VI - propriedade territorial rural; (...)”.

    D- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 156: "Compete aos Municípios instituir impostos sobre: (...) II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; (...)”.

    E- Incorreta. O imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro é de competência da União. Art. 153, CRFB/88: "Compete à União instituir impostos sobre: (...) V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários; (...)”.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa D.

  • Embora fosse fácil achar a resposta correta, a Letra D está errada, porque não é da competência dos municípios tributar a "a transmissão de bens imóveis intervivos", mas sim a "a transmissão ONEROSA de bens imóveis intervivos".

  • GAB-D

    APENAS ISSO


ID
5330917
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Sobre as diversas espécies de tributos, pode-se afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Este Tribunal Superior, encampando entendimento sedimentado no Pretório Excelso, firmou posição no sentido de que a contraprestação cobrada por concessionárias de serviço público de água e esgoto detém natureza jurídica de tarifa ou preço público.

    Serviços Público: Imposto, taxa e tarifa.

    Imposto: (uti universi) Art. 16 Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.

    Taxa: Serviço público específico e divisível - Se o Estado não presta tal serviço, não se fala em taxa. Daí ser um tributo vinculado.

    Tarifa: (uti singuli) ou Preço Público: remunera um serviço que, apesar de prestado pelo Estado, diretamente ou por delegação, não é de utilização obrigatória, nem é essencial. Aqui a relação é contratual, o Estado está numa posição semelhante a uma empresa prestadora de serviço qualquer.

  • TARIFA (PREÇO PÚBLICO)

    • Não compulsória (paga só se utiliza), sem natureza tributária (ex voluntate)
    • Regime de direito privado, contratual (admite rescisão);
    • Geralmente, os serviços delegáveis (energia elétrica, telefonia, postal, transportes...) são remunerados por tarifas (preços públicos).

    Serviços de água, esgoto, telefonia, prestadas por concessionárias – tem natureza de tarifas (STJ, STF) = tem natureza contratual = cabe rescisão = cabe o corte desses serviços. L. 8987/95 (lei de serviços públicos) tem que compatibilizar com o CDC.

    Outros exemplos: pedágio; taxa de embarque (aeroporto).

    • Sujeito ativo pode ser pessoa jurídica de direito público ou de direito privado;
    • Somente em virtude de utilização efetiva do serviço;
    • Receita originária de direito privado
    • Cobrança proporcional ao uso

  • gab. C

    Resumo da Ópera:

    • Taxa é compulsória, questão de ordem pública, pago por uma prestação de serviços efetiva ou potencial.
    • Tarifa é contrato; relação privada, e pode invocar o CDC, só pago pela efetiva utilização do serviço.

    A o serviço de fornecimento de energia elétrica possui natureza jurídica de imposto. ❌

    TARIFA, uma vez que é uma atividade pública exercida por PARTICULARES (Concessionária ou permissionária)

    B o serviço de fornecimento de água possui natureza jurídica taxa. ❌

    TARIFA, uma vez que é uma atividade pública exercida por PARTICULARES (Concessionária ou permissionária)

    C o serviço de coleta de esgoto possui natureza jurídica de tarifa.

    SÚMULA N. 412 STJ. A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil.

    D o pedágio possui natureza jurídica de taxa. ❌

    PEDÁGIO possui natureza jurídica de TARIFA (preço público). 

    E o serviço de iluminação pública possui natureza jurídica de taxa.

    SV 41. O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.

    A cada dia produtivo, um degrau subido. HCCB ®

    CONSTÂNCIA!!

  • Sobre as diversas espécies de tributos, pode-se afirmar que

    c) o serviço de coleta de esgoto possui natureza jurídica de tarifa.

    GAB. LETRA "C".

    ----

    ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC/1973 NÃO CONFIGURADA. SERVIÇO DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO. PRESTAÇÃO INCOMPLETA DE ETAPAS. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. LEGALIDADE DA COBRANÇA.

    1. No julgamento do REsp 1.339.313/RJ, submetido à sistemática do art. 543-C do CPC, o STJ firmou o entendimento de que se afigura legal a cobrança de tarifa de esgoto, ainda quando detectada a ausência ou deficiência do tratamento dos resíduos coletados, se outros serviços, caracterizados como de esgotamento sanitário, forem disponibilizados aos consumidores.

    2. Ressalta-se que, mesmo antes da vigência da Lei 11.445/2007, havia posicionamento do STJ no sentido de que "a lei não exige que a tarifa só seja cobrada quando todo o mecanismo do tratamento do esgoto esteja concluído", e "o início da coleta dos resíduos caracteriza prestação de serviço remunerado" (REsp 431.121/SP, Rel.

    Ministro José Delgado, Primeira Turma, DJ 7/10/2002).

    3. Agravo Interno não provido.

    (AgInt no REsp 1865007/RJ, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 14/06/2021, DJe 01/07/2021)

  • GABARITO: C

    Súmula 412 do STJ - A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil.

  • Questãozinha mal elaborada com força. Misturou fato gerador com tributo e natureza jurídica de tributo com fato gerador. Uma melequeira dessas só para buscar saber quem sabe a diferença entre uma taxa, tarifa, preço público e imposto.

  • A respeito da alternativa E, o serviço de iluminação pública deve ser remunerado por contribuição (COSIP), conforme o artigo 149-A, da CF/88: "Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III".

  • Súmula 545 STF: " preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daquelas, são compulsórias e tem sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu".

  • 1) Enunciado da questão

    A questão exige conhecimento sobre as diversas espécies tributárias.



    2) Base constitucional (CF de 1988)

    Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III (incluído pela EC n.º 39/02).

    Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o caput, na fatura de consumo de energia elétrica.

    Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

    V) estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público.



    3) Base legal (Código Tributário Nacional – CTN)

    Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.

    Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas

    Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.

    Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.

    Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 consideram-se:

    I) utilizados pelo contribuinte:

    a) efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer título;

    b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento;

    II) específicos, quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de utilidade, ou de necessidades públicas;

    III) divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários.

    Art. 80. Para efeito de instituição e cobrança de taxas, consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, aquelas que, segundo a Constituição Federal, as Constituições dos Estados, as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível, competem a cada uma dessas pessoas de direito público.



    4) Base jurisprudencial (STF)

    3.1) Súmula STF Vinculante n.º 41. O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.

    3.2) Súmula STF n.º 545. Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daquelas, são compulsórias e tem sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

    3.3) “O pedágio é tarifa em razão de não ser cobrado compulsoriamente de quem não utilizar a rodovia; ou seja, é uma retribuição facultativa paga apenas mediante o uso voluntário do serviço. Assim, o pedágio não é cobrado indistintamente das pessoas, mas somente daquelas que desejam trafegar pelas vias e somente naquelas em que é exigido esse valor a título de conservação" (STF, ADI 800/RS, Rel. Min. Teori Zavascki, j. em 11/6/2014) (Info 750).



    5) Dicas didáticas (taxas e tarifas ou preços públicos)

    5.1) Taxa: é tributo vinculado (compulsório); de ordem pública; e cobrado em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. Exemplos:  taxa de emissão de passaporte, taxa de alvará de instalação de canteiro de obras, taxa de porte de arma;


    5.2) Tarifa (preço público): não é tributo (não é compulsório); decorrente de uma relação privada (contratual); e cobrado apenas quando da efetiva utilização do serviço pelo usuário. Exemplos: tarifa de água, tarifa de energia elétrica e tarifa de pedágio.


    5.3) Pedágio: é um exemplo de preço público ou tarifa; consiste em se cobrar um determinado valor aos condutores de veículos terrestres pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público; o usuário paga à administração pública ou a uma empresa privada concessionária do serviço público; tem por finalidade custear as despesas com a conservação das vias de transporte.



    6) Exame da questão e identificação da resposta

    a) Errado. O serviço de fornecimento de energia elétrica possui natureza jurídica de tarifa (e não taxa), já que é cobrado apenas para aqueles que dele fizerem uso (é facultativo e não compulsório).

    b) Errado. O serviço de fornecimento de água possui natureza jurídica de tarifa (e não taxa), já que sua cobrança é realizada apenas para aqueles que dele fizerem uso (é facultativo e não compulsório).

    c) Certo. O serviço de coleta de esgoto possui natureza jurídica de tarifa, já que não compulsório e cobrado apenas dos usuários que dele fazem uso.

    d) Errado. O pedágio possui natureza jurídica de tarifa (e não taxa), já que não consiste em tributo, conforme pacífica jurisprudência do STF acima transcrita.

    e) Errado. O serviço de iluminação pública não possui natureza jurídica de taxa, nos termos da Súmula STF Vinculante n.º 41, acima transcrita. Ademais, em conformidade com o art. 149-A da CF, tem-se uma contribuição (COSIP ou Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública, de competência dos Municípios e do Distrito Federal).






    Resposta: C.

  • A, B , C e D tarifas e E cosip

  • o serviço de coleta de esgoto possui natureza jurídica de tarifa.

  • TAXAS VS PREÇO PÚBLICO(TARIFA)

    POSSUI NATUREZA TRIBUTARIA / NÃO POSSUI NATUREZA TRIBUTÁRIA

    DECORRE DE LEI / DECORRE DE CONTRATO ADMINISTRATIVO

    CARÁTER COMPULSORIO / CARÁTER FACULTATIVO

    REGIME JURÍDICO DE DIREITO PÚBLICO / REGIME JURÍDICO DE DIREITO PRIVADO

    COBRADO POR PESSOA JURÍDICA/ COBRADA POR PESSOA JURÍDICA DE DIREITO

    DE DIREITO PÚBLICO / PÚBLICO E PRIVADA

    RECEITA DERIVADA / RECEITA ORIGINÁRIA

    GABARITO : C


ID
5330920
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Não constitui princípio constitucional tributário o

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: Letra "D"

    a) princípio da legalidade tributária, VEDADO à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça, CF/88, art. 150, I.

    b) princípio da Anterioridade do Exercício Financeiro Seguinte: Determina que os entes somente podem cobrar o tributo a partir do primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele em que foi publicada lei que o instituiu ou aumentou. Exercício financeiro é o período de 1º/01 a 31/12 de um ano, CF/88, art. 150, III, "b".

    c) princípio da isonomia (ou igualdade): VEDADO à União, Estados, Distrito Federal e Municípios instituírem tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, CF/88, art. 150, II.

    d) princípio da autonomia da vontade preceitua terem os indivíduos, desde que dotados de capacidade jurídica, o PODER de praticar atos e assumir obrigações de acordo com a sua vontade.

    e) princípio da irretroatividade tributária , VEDADA lei nova, que cria ou majora um tributo, aplicada a fatos geradores pretéritos, CF/88, art. 150, III, “a”

  • Alternativa D

    Princípios da questão na CF.

    Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

    I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; (princípio da legalidade)

    II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos; (princípio da isonomia)

    III - cobrar tributos:

    a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado; (princípio da irretroatividade)

    b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; (princípio da anterioridade anual)

    c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (princípio da anterioridade nonagesimal)

  • Alternativa: D

    O Direito Tributário é ramo pertencente ao direito público, no qual há supremacia do interesse público em relação ao interesse particular. Em razão disso, não há que se falar em autonomia da vontade no pagamento de tributos.

  • 1) Enunciado da questão

    A questão exige conhecimento sobre princípios constitucionais tributários.



    2) Base constitucional (CF de 1988)

    Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

    I) exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA);

    II) instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos (PRINCÍPIO DA ISONOMIA TRIBUTÁRIA);

    III) cobrar tributos:

    a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE TRIBUTÁRIA);

    b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA GENÉRICA);

    c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b (PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA NONAGESIMAL).



    3) Exame da questão e identificação da resposta

    a) Errado. Legalidade é princípio constitucional tributário previsto no art. 150, inc. I, da CF, que assevera ser vedado exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.

    b) Errado. Anterioridade é princípio constitucional tributário previsto no art. 150, inc. III, “b", da CF, que dispõe ser vedado cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.

    c) Errado. Isonomia é princípio constitucional tributário previsto no art. 150, inc. II, da CF, que vaticina ser vedado instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos.

    d) Certo. Autonomia da vontade não é princípio constitucional tributário, mas princípio contratual, o qual dispõe que as partes podem livremente estabelecer os termos das cláusulas contratuais, segundo suas próprias conveniências e desde que não violem o ordenamento jurídico.

    e) Errado. Irretroatividade é princípio constitucional tributário previsto no art. 150, inc. III, alínea “a", da CF, que diz ser proibido cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado.





    Resposta: D.

  • Gab letra D:

    Ninguém paga tributo porque quer, mas sim porque o Estado exerce o poder de tributar obrigando o cidadão a pagar tributos. O poder de tributar trata-se de expressão de soberania do Estado.

  • Os princípios constitucionais tributários estão intimamente relacionados à necessidade de existir um limite para que a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal sigam de maneira correta as imposições legais necessárias ao funcionamento harmônico do Estado.

    Entre eles estão: Princípio da Legalidade, Princípio da Isonomia, Princípio da Irretroatividade, Princípio da Anterioridade, Princípio do Não-Confisco e Capacidade Contributiva.

    Gabarito B

  • "Tributo é toda prestação pecuniária compulsória..." (art. 3º do CTN), assim, não há que se falar em autonomia de vontade do contribuinte.


ID
5330923
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

São bens dos Municípios

Alternativas
Comentários
  • CAPÍTULO II

    DA UNIÃO

    Art. 20. São bens da União:

    IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;                 

    Gabarito B

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 20. São bens da União: VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;

    b) CERTO: Art. 20. São bens da União: IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;   

    c) ERRADO: Art. 20. São bens da União: II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei;

    d) ERRADO: Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados: III - as ilhas fviais e lacustres não pertencentes à União;

    e) ERRADO: Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados: IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União.

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca dos Municípios. Vejamos:

    A. ERRADO. Os terrenos de marinha e seus acrescidos.

    Art. 20, CF. São bens da União:

    VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos.

    B. CERTO. As ilhas oceânicas e as costeiras que sejam sede de município.

    Art. 20, CF. São bens da União:

    IV - as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II.

    C. ERRADO. As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras.

    Art. 20, CF. São bens da União:

    II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei.

    D. ERRADO. As ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à união.

    Art. 26, CF. Incluem-se entre os bens dos Estados:

    III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União.

    E. ERRADO. As terras devolutas não compreendidas entre as da união.

    Art. 26, CF. Incluem-se entre os bens dos Estados:

    IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União.

    GABARITO: ALTERNATIVA B.

  • GABARITO B

    Art. 20. São bens da União:

    IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;  

  • GABARITO - B

    Regra: As ilhas oceânicas ou de costeiras são bens da UNIÃO

    As que contenham a sede de Municípios = São bens dos Municípios.

    Mesmo tendo sede em município, não será bem do Município:

    Áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II.

    Bons estudos!

  • ARTIGO 20, INCISO IV DA CF==="são bens da União:

    IV- as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países, as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, EXCLUÍDAS destas, as que contenham a sede de municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no artigo 26, II".

  • Basta lembrar de Floripa

  • A PRÓPRIA QUESTÃO JÁ DÁ A RESPOSTA. LETRA B.

  • Gabarito B

    Art. 20, CF/88. São bens da União: (...)

    IV - as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II.

    No inciso IV, verifica-se que as ilhas oceânicas e costeiras, quando forem sede de Município, não serão bens da União. *** Exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal.

  • A questão demanda o conhecimento acerca dos bens públicos. 

    Passemos às alternativas. 

    A alternativa “A" está incorreta, pois consoante o artigo 20, II, da CRFB, são bens da União os terrenos de marinha e seus acrescidos. 

    A alternativa “B" está correta, pois consoante o artigo 20, IV, da CRFB, são bens da União as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios.  

    A alternativa “C" está incorreta, pois consoante o artigo 20, II, da CRFB, são bens da União as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei. 

    A alternativa “D" está incorreta, pois consoante o artigo 26, III, da CRFB, incluem-se entre os bens dos Estados as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União.  

    A alternativa “E" está incorreta, pois consoante o artigo 26, IV, da CRFB, incluem-se entre os bens dos Estados as terras devolutas não compreendidas entre as da União.

     Gabarito da questão: letra "B". 
  • Essa foi pra não zerar. kkk

    Gab: B


ID
5330926
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

O Município deve prover tudo que diga respeito ao interesse público local e ao bem-estar da população, estando a concretização do poder de polícia apoiada na própria legislação municipal. Entretanto, Não compete ao Município regular:

Alternativas
Comentários
  • O Município deve prover tudo que diga respeito ao interesse público local e ao bem-estar da população, estando a concretização do poder de polícia apoiada na própria legislação municipal. Entretanto, Não compete ao Município regular:

    e) as funções de polícia marítima e aeroportuária.

    GAB. LETRA "E".

    ----

    CF/88.

    Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:

    XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais;

    XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional;

  • Eu achei a questão mal elaborada, mas dava pra resolver por eliminação.

    > Quanto à Letra A, não seria competência da privativa da União legislar sobre trânsito e transporte? A competência do Município se restringe ao transporte coletivo.

    > Quanto à Letra C, acho que a competência para legislar sobre propaganda é da União, e não dos Municípios.

    >>>> foi a minha interpretação <<<<

  • Gabarito E

    Não compete ao Município regular: as funções de polícia marítima e aeroportuária.

    Art. 21. Compete à União:

    Art.21: Competências exclusivas >>natureza administrativa ou material>>indelegáveis >>prestação (execução) de serviços públicos pela União, não pode os demais entes federados atuar no âmbito dessas matérias. (...)

     

    XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;         

    Com base no inciso XXII, a Polícia Federal é o órgão que executa os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras.

  • A assertiva de letra "B"está parcialmente correta, os serviços funerários não são promovidos/ competência do município. Pode ser tirada essa dúvida?

  • A solução da questão trata da competência dos Municípios para legislar prevista na Constituição no art. 30, não está entre as competências do Município:

    a) CORRETA. Compete privativamente à união legislar sobre trânsito e transporte e não aos Municípios, de acordo com o art. 22, XI da CF. A competência do Município se restringe apenas ao transporte coletivo.

    b) ERRADA. Como compete aos Municípios legislar sobre assuntos de interesse local, conforme o art. 30, I da CF, abarca-se os serviços funerários e de cemitérios. Tanto a doutrina, como o entendimento do STF também caminham nesse sentido:

    DO SUPREM CONSTITUCIONAL. MUNICÍPIO. SERVIÇO FUNERÁRIO. C.F., art. 30, V.I. - Os serviços funerários constituem serviços municipais, dado que dizem respeito com necessidades imediatas do Município. C.F., art. 30, V.II. - Precedentes do STF.III. - RE conhecido e provido. - Vistos. O acórdão recorrido, em mandado de segurança, proferido pela Quarta Câmara de Direito Público do Eg. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado:"MUNICÍPIO - Funerária - Transporte intermunicipal de cadáveres, comercialização de produtos e prestação de outros serviços complementares - Promoção por empresa de outro Município - Impedimento pela Municipalidade - Inconstitucionalidade - Questão que transcende os seus lindes físicos - Competência do Estado para legislar a respeito - Nulidade da decisão também não pronunciada, por força do artigo 249, § 2º, do Código de Processo Civil - Sentença reformada - Recurso provido, para conceder a segurança." (Fl. 127) Daí o RE, interposto pelo SERVIÇO FUNERÁRIO DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, com alegação de ofensa ao art. 30, I e V, da mesma Carta, sustentando, em síntese, o seguinte:a) as leis municipais discutidas, distintamente do que entendido pelo acórdão recorrido, não atribuem exclusividade à recorrente para a prestação dos serviços de transporte intermunicipal de cadáveres; na verdade, a legislação municipal questionada trata do transporte fúnebre, por estradas de rodagem, do Município de Santo André para outra localidade, devendo-se entender a expressão "outra localidade" como regiões da periferia, distritos, estações balneárias e até bairros mais distantes do centro urbano, mas ainda dentro dos limites territoriais do mesmo município;b) o art. 3º da Lei municipal 3.394/70 não estabeleceu monopólio acerca da prestação de serviços funerários, dado que, a despeito de o art. 1º da Lei estadual 9.055/94 estabelecer que a comercialização de caixões e urnas funerárias e a prestação de outros serviços são livres à iniciativa privada, deve-se considerar a competência constitucional do Município para fixar o rol dos serviços públicos que a população local necessita, valendo salientar que, "no caso de Santo André, os serviços funerários e de cemitérios são assumidos como serviço público por força não apenas de lei ordinária, mas da própria Lei Orgânica do Município (...)" (fl. 148);c) os serviços funerários não são atividades exploráveis economicamente pela iniciativa privada em regime de mercado e competição, sendo certo que tais serviços, cuja titularidade legal é dos Municípios, por intermédio da autarquia recorrente, se submetem a regime de direito público.Admitido o recurso, subiram os autos.O ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias Netto, opinou pelo provimento do recurso.Autos conclusos em 16.02.2004.Decido.Assim o parecer do ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias Netto:"(...) Este recurso é interposto de acórdão que, em grau de apelo, entendeu caber ao Estado legislar sobre serviços funerários, porquanto ultrapassariam os lindes da competência legislativa municipal estabelecida na Carta Política, reduzida, no caso, aos 'interesses locais' da municipalidade.Irresignado, o recorrente invoca lesão ao art. 30, I e V da CF/88 e quer cabível a iniciativa com fulcro na alínea 'a' do permissivo constitucional.Preenchidos os requisitos de admissibilidade, o recurso é de ser provido.Com efeito, a matéria não é desconhecida dessa Corte Suprema, que, em outra oportunidade, assim manifestou-se:'Os serviços funerários constituem, na verdade, serviços municipais, tendo em vista o disposto no art. 30, V, da Constituição: aos Municípios compete 'organizar e prestar, diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão, os serviços de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial'. Interesse local diz respeito a interesse que diz de perto com as necessidades imediatas do Município. E não há dúvida que o serviço funerário diz respeito com necessidades imediatas do Município. Leciona Hely Lopes Meirelles que 'o serviço funerário é da competência municipal, por dizer respeito a atividades de precípuo interesse local, quais sejam, a confecção de caixões, a organização de velório, o transporte de cadáveres e a administração de cemitérios.' (Hely Lopes Meirelles, 'Direito Municipal Brasileiro', 10ª ed., 1998, atualizada por Izabel Camargo Lopes Monteiro e Célia Marisa Prendes, Malheiros Editores, pág. 339). Esse entendimento é tradicional no STF, conforme se vê do decidido no RE 49.988/SP, Relator o Ministro Hermes Lima, cujo acórdão está assim ementado:Ementa: Organização de serviços públicos municipais. Entre estes estão os serviços funerários. Os municípios podem, por conveniência coletiva e por lei própria, retirar a atividade dos serviços funerários do comércio comum.' (RTJ 30/155)....' (STF, ADIn 1.221/RJ, Rel. Min. Carlos Velloso) Assim, não cabendo maiores dilações sobre o tema, opina o Ministério Público Federal pelo provimento do recurso.(...)." (Fls. 291-293) Preliminarmente, registre-se que não há falar, no caso, em inconstitucionalidade. É que as leis municipais objeto da causa, Lei 1.800/62 e Lei 3.394/70, são anteriores à Constituição. Não há falar, tem decidido o Supremo Tribunal Federal, em inconstitucionalidade superveniente. Teríamos, no caso, a teoria kelseniana do não-recebimento da norma anterior à Constituição e com esta conflitante. Noutras palavras, as normas anteriores à Constituição, com esta incompatíveis, são revogadas pela Constituição nova.Feito o registro, examinemos o recurso.Realmente, os serviços funerários constituem serviços municipais, tendo em vista o disposto no art. 30, V, da Constituição. Assim decidiu o Supremo Tribunal Federal, pelo seu Plenário, no julgamento da ADI 1.221/RJ, por mim relatada, portando o acórdão a seguinte ementa:"EMENTA: CONSTITUCIONAL. MUNICÍPIO. SERVIÇO FUNERÁRIO. C.F., art. 30, V.I. - Os serviços funerários constituem serviços municipais, dado que dizem respeito com necessidades imediatas do Município. C.F., art. 30, V.II. - Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente."("DJ"de 31.10.2003) Destaco do voto que proferi por ocasião do citado julgamento:"(...) Os serviços funerários constituem, na verdade, serviços municipais, tendo em vista o disposto no art. 30, V, da Constituição: aos Municípios compete 'organizar e prestar, diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão, os serviços de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial'. Interesse local diz respeito a interesse que diz de perto com as necessidades imediatas do Município. E não há dúvida que o serviço funerário diz respeito com necessidades imediatas do Município. Leciona Hely Lopes Meirelles que 'o serviço funerário é da competência municipal, por dizer respeito a atividades de precípuo interesse local, quais sejam, a confecção de caixões, a organização de velório, o transporte de cadáveres e a administração de cemitérios'. (Hely Lopes Meirelles, 'Direito Municipal Brasileiro', 10ª ed., 1998, atualizada por Izabel Camargo Lopes Monteiro e Célia Marisa Prendes, Malheiros Editores, pág. 339). Esse entendimento é tradicional no Supremo Tribunal Federal, conforme se vê do decidido no RE 49.988/SP, Relator o Ministro Hermes Lima, cujo acórdão está assim ementado:'EMENTA: Organização de serviços públicos municipais. Entre estes estão os serviços funerários. Os municípios podem, por conveniência coletiva e por lei própria, retirar a atividade dos serviços funerários do comércio comum.' (RTJ 30/155).(...)."Assim posta a questão, conheço do recurso e lhe dou provimento. Não há verba honorária (Súmula 512-STF).Publique-se.Brasília, 13 de maio de 2004.Ministro CARLOS VELLOSO- Relator -
    (STF - RE: 387990 SP, Relator: Min. CARLOS VELLOSO, Data de Julgamento: 13/05/2004, Data de Publicação: DJ 31/05/2004 PP-00090).

    Além disso, veja a doutrina de Lopes Meirelles:

    “O serviço funerário é da competência municipal, por dizer respeito a atividades de precípuo interesse local – quais sejam: a confecção de caixões, a organização de velório, o transporte de cadáveres e a administração de cemitérios. As três primeiras podem ser delegadas pela Municipalidade, com ou sem exclusividade, a particulares que se proponham a executá-las mediante concessão ou permissão, como pode o Município realizá-las por suas repartições, autarquias, fundações ou empresas estatais." (2009, p. 465).

    c) ERRADA. Compete privativamente à União legislar sobre propaganda comercial, de acordo com o art. 22, XXIX da CF.


    d)  ERRADA. Trata-se de serviços de interesse local, e portanto, tem competência o Município para regulá-lo (Lopes Meirelles, 2009).


    e)  CORRETA. As funções de polícia marítima e aeroportuária, de acordo com o art. 21, XXII da CF. 



    GABARITO DA PROFESSORA: LETRA E e A

    GABARITO DA BANCA: LETRA E.




    Referências:

    Supremo Tribunal Federal STF - RECURSO EXTRAORDINÁRIO : RE 387990 SP. MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Municipal Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2009.

  • essa propaganda da questão creio eu referir se aos outdoors e cartazes afixados nas vias públicas em geral
  • GAB-E

    as funções de polícia marítima e aeroportuária.

    ESTUDE ATÉ NÃO TER MAIS ESPAÇO PARA O ACHISMO.

  • Gabarito: E . Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:

    XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais;

    XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional;


ID
5330929
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

A Lei Orgânica do Município de Marabá dispõe que o Poder Executivo é exercido pelo Prefeito com funções políticas, executivas e administrativas. No que diz respeito às proibições, o Prefeito e o VicePrefeito não poderão, desde a posse, sob pena de perda de mandato,

Alternativas

ID
5330932
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Não é condição essencial para a investidura nos cargos de titulares de autarquias e fundações:

Alternativas
Comentários
  • Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ALTERAÇÃO DOS ARTS. 33, XVIII; 46, § 3°; 62, PARÁGRAFO ÚNICO, E 103 DA CONSTITITUIÇÃO DO ESTADO DE RORAIMA POR EMENDA CONSTITUCIONAL ESTADUAL. PREJUÍZO PARCIAL. MODIFICAÇÕES LEGISLATIVAS POSTERIORES À PROPOSITURA DA ADI. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 2º; 25 E 84, I, II, VI E XXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. OCORRÊNCIA PARCIAL. ARGUIÇÃO PRÉVIA PELO PODER LEGISLATIVO DE INDICAÇÕES DO PODER EXECUTIVO PARA CARGOS DE DIRIGENTES DE AUTARQUIAS, FUNDAÇÕES PÚBLICAS, EMPRESAS DE ECONOMIA MISTA, INTERVENTORES MUNICIPAIS E TITULARES DA DEFESNORIA PÚBLICA E DA PROCURADORIA-GERAL ESTADUAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA À SEPARAÇÃO DE PODERES. 1. A Emenda Constitucional estadual 16/2005, posterior à propositura da presente ADI, adequou o § 3º do art. 46 da Constituição do Estado de Roraima ao art. 75 da Constituição Federal. Verificada perda superveniente parcial do objeto quanto ao respectivo parágrafo. 2. É vedada à legislação estadual submeter à aprovação prévia da Assembleia Legislativa a nomeação de dirigentes de Autarquias, Fundações Públicas, Presidentes de Empresas de Economia Mista, Interventores de Municípios, bem como de titulares de Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral do Estado; por afronta à separação de poderes. 3. Declaração de inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do inciso XVIII do art. 33 do dispositivo impugnado, retirando-se a expressão "antes da nomeação, arguir os Titulares da Defensoria Pública, da Procuradoria Geral do Estado, das Fundações Públicas, das Autarquias, os Presidentes das Empresas de Economia Mista". 4. Declaração de inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 62 da lei impugnada, bem como de inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do art. 103, retirando-se a expressão "após arguição pelo Poder Legislativo". 5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada parcialmente prejudicada e, na parte não prejudicada, julgada parcialmente procedente.

    (ADI 2167, Relator(a): RICARDO LEWANDOWSKI, Relator(a) p/ Acórdão: ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 03/06/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-269 DIVULG 10-11-2020 PUBLIC 11-11-2020)

  • Gabarito letra E: possuir nível superior.

    os comentários que apenas criticam ou riem da questão não ajudam em nada, muito menos aos não assinantes.

    Peçam comentário do professor !

  • Questionável o gabarito ser alternativa E (dada como incorreta, portanto o gabarito), uma vez que o curso superior pode ser exigido sim em qualquer cargo "desde que as atribuições do cargo a justifiquem".

    Já quanto a alternativa D (considerada correta), " É vedada à legislação estadual submeter à aprovação prévia da Assembleia Legislativa a nomeação de dirigentes de Autarquias, Fundações Públicas, Presidentes de Empresas de Economia Mista, Interventores de Municípios, bem como de titulares de Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral do Estado; por afronta à separação de poderes". Então por analogia a esse julgado, se nem os estados podem, quem dirá a câmara municipal. (ADI 2167, Relator(a): RICARDO LEWANDOWSKI, Relator(a) p/ Acórdão: ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 03/06/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-269 DIVULG 10-11-2020 PUBLIC 11-11-2020) No meu entender essa alternativa está INCORRETA e seria o gabarito. Como bem pontuou o colega Davi Moraes.

    Lei 8,112/90 (Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais.)

     Art. 5  São requisitos básicos para investidura em cargo público:

           I - a nacionalidade brasileira;

           II - o gozo dos direitos políticos;

           III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;

           IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

           V - a idade mínima de dezoito anos;

           VI - aptidão física e mental.

           § 1  As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.

    Abraços


ID
5330935
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

É da competência privativa do Município

Alternativas
Comentários
  • CAPÍTULO IV - Dos Municípios

    Art. 30. Compete aos Municípios:

    IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;

    Gabarito D

  • GABARITO: D

    a) ERRADO: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;

    b) ERRADO: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

    c) ERRADO: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;

    d) CERTO: Art. 30. Compete aos Municípios: IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;

    e) ERRADO: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;

  • A questão exige conhecimento acerca da organização político-administrativa do Estado e pede ao candidato que assinale o item correto, marcando uma competência privativa do Município. Vejamos:

    a) cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiências.

    Errado. Trata-se de uma competência comum da União (U), Estados (E), Distrito Federal (DF) e dos Municípios (M), nos termos do art. 23, II, CF: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;  

    b) proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas.

    Errado. Trata-se de uma competência comum da U, E, DF e M, nos termos do art. 23, VI, CF: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

    c) fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.

    Errado. Trata-se de uma competência comum da U, E, DF e M, nos termos do art. 23, VIII, CF: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;

    d) criar, organizar e suprimir distritos.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. Trata-se de uma competência privativa dos Municípios. Inteligência do art. 30, IV, CF: Art. 30. Compete aos Municípios: IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;

    e) promover programas de construção de moradias e melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico.

    Errado. Trata-se de uma competência comum da U, E, DF e M, nos termos do art. 23, IX, CF: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;   

    Gabarito: D

  • GABARITO D

  • GABARITO - D

    A) Competência comum ( Art. 23)

    Um dica para reconhecer as competências comuns:

    I) Trazem verbos de proteção, cuidar , zelar , proteger ....

    II) Não ninguém legislando.

    Art. 23, II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;          

    CUIDADO!

    Art. 24, XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;

    _______________________________________________________________________

    B) proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas.

    Competência comum!

    Art. 23, VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

    _______________________________________________________________________

    C) fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.

    Art. 23, VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;

    __________________________________

    D) Criação de estados - Lei complementar do CN + Plebiscito

    Criação de Municípios - Lei Estadual dentro do período de Lei complementar Federal + Plebiscito + Estudo

    de Viabilidade

    Criação de Regiões metropolitanas - Lei complementar dos Estados

    Criação de distritos - Competência dos Municípios

    ________________________________________

    E) Competência comum!

    IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;         

  • CRIAR, ORGANIZAR E SUPRIMIR DISTRITOS, OBSERVADA A LEGISLAÇÃO ESTADUAL.

  • artigo 30, inciso IV da CF==="Compete aos municípios:

    IV-criar, organizar e suprimir DISTRITOS, observada a legislação ESTADUAL".

  • Letra D, a competência do Municípios, legislar sobre a matéria para criar, organizar, suprimir distritos , conforme o art. 30 da CF

    Art. 30. Compete aos Municípios:

    I - legislar sobre assuntos de interesse local;

    II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;      

    III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;

    IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;

    V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;

    VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental;

    VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação infantil e de ensino fundamental;         

    VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população;

    VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;

    IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre competência dos Municípios.

    A- Incorreta. Trata-se de competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Art. 23, CRFB/88: "É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (...) II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; (...)”

    B- Incorreta. Trata-se de competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Art. 23, CRFB/88: "É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (...) VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; (...)”.

    C- Incorreta. Trata-se de competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Art. 23, CRFB/88: "É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (...) VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; (...)”.

    D- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 30: “Compete aos Municípios: (...) IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; (...)”.

    E- Incorreta. Trata-se de competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Art. 23, CRFB/88: "É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (...) IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; (...)”.

    O gabarito da questão é, portanto, a alternativa D.

  • GAB-D

    ART 30

    IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;


ID
5369452
Banca
FADESP
Órgão
Câmara de Marabá - PA
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No Microsoft Office PowerPoint 2019, uma maneira de exibir a apresentação com as anotações do orador em um computador pessoal enquanto o público assiste apenas aos slides na tela projetada é utilizar o modo de

Alternativas
Comentários
  • Resposta: A

    Para usar o recurso deve ir na aba

    Apresentação de slides > (e marcar a opção) Usar modo de exibição de apresentador

    • No Modo de Exibição do Apresentador:Você pode ver suas anotações ao apresentar(...) Enquanto o público vê somente os slides.

    • Caminho: Apresentação de slides>Monitores>Usar modo de exibição do apresentador

     

  • GABARITO LETRA A (exibição do apresentador).

    No Modo de Exibição do Apresentador:Você pode ver suas anotações ao apresentar(...) Enquanto o público vê somente os slides.

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  • Olá!

    Gabarito: A

    Bons estudos!

    -O resultado da sua aprovação é construído todos os dias.