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Prova FGV - 2014 - FUNARTE - Contador


ID
1157536
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


Sobre a organização desse texto, pode-se afirmar que sua estrutura:

Alternativas
Comentários
  • "...atribuindo à outra extensão textual e importância reduzida(S)." Esse plural que não foi aplicado torna a questão confusa, pois, parece uma enorme casca de banana indicando que uma das marcas recebe um texto extenso mas sem importância, o que sabenos ser incorreto.

  • Qual o erro na letra D?

  • Acho que a D tá errada porque ela afirma "por ser aquela (marca) que faz parte de nossos movimentos literários;"

    Acho que esse não é o motivo. O autor cita a literatura como exemplo, apenas.


  • Não entendi quanto a "atribuindo à outra extensão textual e importância reduzida." Ao ler o texto entendi que o autor dá importância reduzida à primeira marca, a capacidade de dar um jeito, e não "à outra" que seria a capacidade de adiar.  

  • Não concordo com o gabarito.

    Quando a questão afirma:

    . concentra atenção numa das duas marcas apontadas inicialmente. (Até aqui correto, na capacidade de adiar).

    . atribuindo à outra extensão textual e importância reduzida. (Quando ele fala "atribuindo à outra", interpreta-se a outra marca de brasilidade que ele não deu atenção, e a essa marca ele não deu extensão textual, mas deu pouca importância). 


  • Gabarito E

    - concentra atenção numa (capacidade de adiar) das duas marcas apontadas inicialmente, (capacidade de dar um jeito e capacidade de adiar) 

    - atribuindo à outra (capacidade de adiar) extensão textual e importância reduzida (o fato do brasileiro adiar as coisas é como se fosse de menor importância).


    Foi assim que entendi. Mais alguém comenta???

  • a) se organiza a partir das duas marcas de brasilidade apontadas, embora somente uma delas seja explorada de forma sociologicamente séria; Nada no texto é levado muito à serio. Os exemplos citados pelo autor são irônicos praticamente todo o tempo.
    b) destaca, entre outras, duas marcas (OK) do brasileiro moderno (NÃO), valorizando mesmo os aspectos negativos nelas contidos (OK, apesar que quando se fala em "adiar" ou de dar "um jeito", ja sabemos que isso é negativo "por si só"); Em nenhum momento o texto cita de tratar-se do "brasileiro moderno".
    c) cita, no título da crônica, uma marca de nossa brasilidade, que é indicada como a marca exclusiva (NÃO) de nosso modo de ver a vida; Como é colocado no texto, podemos ver que não trata-se de uma "marca exclusiva", já que o autor cita as "duas colunas da brasilidade..." Não é um modo de "ver a vida", tal vez de "viver a vida".

    d) alude a duas marcas de brasilidade (OK), mas destaca apenas uma delas (OK), por ser aquela que faz parte de nossos movimentos literários (NÃO); O autor cita alguns movimentos literários apenas como exemplo, mas estes não aludem as marcas apontadas pelo autor, no texto.
    e) concentra atenção numa das duas marcas apontadas inicialmente, atribuindo à outra extensão textual e importância reduzida. Gabarito!

  • Bem pensado, Luana. A parte do "importância reduzida" só faria sentido assim..

  • Alguém sabe se o gabarito foi mantido ou se foi alterado? Questão estranha. Arrisco dizer mal formulada.

  • gabarito E.

    fui indo por eliminação

    A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso

    (A) se organiza a partir das duas marcas de brasilidade apontadas, embora somente uma delas seja explorada de forma sociologicamente séria;

    Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais.

    B) destaca, entre outras, duas marcas do brasileiro moderno, valorizando mesmo os aspectos negativos nelas contidos;

    Brasileiro, Homem do Amanhã

    (C) cita, no título da crônica, uma marca de nossa brasilidade, que é indicada como a marca exclusiva de nosso modo de ver a vida;

    (D) alude a duas marcas de brasilidade, mas destaca apenas uma delas, por ser aquela que faz parte de nossos movimentos literários;

    (E) concentra atenção numa das duas marcas apontadas inicialmente, atribuindo à outra extensão textual e importância reduzida.

    A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida (é tudo que se fala sobre a primeira no texto), no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.


ID
1157539
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


O cronista nos diz, ao início do texto, que “o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo”; com essa frase, o cronista quer dizer que nosso país:

Alternativas
Comentários
  • Isso é uma ironia! E não são características únicas, pois no segundo parágrafo tem o seguinte "a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso." 

    Questão extremamente mal elaborada!  

  • Discordo, jovem.

    O fato de ser divulgado não permite dizer com segurança que os "gringos" possuem a mesma "mania" que nós.

  • Não dá para dizer que o gabarito é 100%, mas acredito que isso seja característica dessa banca mesmo.

    Porém, pode-se responder a questão por exclusão.

    Em nenhum momento o texto fala sobre o brasileiro transformar defeitos em qualidades (inclusive o texto é uma crítica ao povo brasileiro), nem fala sobre o humor, a energia dos brasileiros ou sobre sua originalidade.

    Apesar de o próprio texto citar que a capacidade de adiar não é exclusividade do brasileiro, encaixa-se melhor a resposta A.

  • gabarito A

    Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar

    são características únicas do Brasil, como nenhum outro país possui, o Brasil acaba sendo o único país brasileiro de todo o mundo.

  • Toda vez que vejo uma alternativa que faz sentido, fico em modo alerta. Kkkk

    FGV me traumatizou.

  • Ta tudo muito óbvio as alternativas


ID
1157542
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


A frase de Oscar Wilde e Mark Twain – nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã – constrói seu humorismo:

Alternativas
Comentários
  • a expectativa seria: "nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer hoje".

    Houve uma quebra de expectativa ao falar "que se pode fazer depois de amanhã".

  • Por que essa frase não é uma construção caracterizada por originalidade?

  • Tiago foi direto ao ponto

    bons estudos
    rumo a posse
  • "Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório" Essa frase não é ironia?? Não sei mais o que possa ser.

  • Nagell essa frase não é original, porque o autor não inventou, ela já foi dita várias vezes de forma parecida em outros momentos.

  • gabarito C.

    como é um dito popular, há uma quebra da expectativa de nunca se fazer amanhã o que se pode fazer hoje.


ID
1157545
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


O texto da crônica mostra, em sua estruturação, um contínuo tom irônico. O segmento abaixo que foge a essa regra é:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa correta, E.

    Não entendi o erro da C, pois entendi que se trata de uma constatação.

  • Qual a ironia da B???? Obg!

  • Entendo que a alternativa "E" usa de ironia quando diz " Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório". Sinceramente não consegui compreender.

  • Mais uma questão bizarra. Até quem fez Letras tem dificuldade pra fazer FGV.

    Comentário solicitado.


  • Algum professor do QC pode nos ajudar? Onde está a ironia da B? E por que a E está correta, me parece irônica. Obrigada!

  • Significado de Ironia s.f. Retórica. Figura de linguagem através da qual se expressa exatamente o oposto daquilo que se diz; utilização de uma expressão, vocábulo ou frase de significação contrário ao que supostamente deveria ser expresso, usado para caracterizar ou nomear alguma coisa: a ironia valoriza certos discursos. Literatura. A utilização dessa figura com o objetivo de produzir ou salientar alguns aspectos de caráter humorístico.
    Emprego ou utilização de palavras que denotam sarcasmo; todo comentário de teor sarcástico. Figurado. Discrepância ou contradição caracterizada pelo sarcasmo ou zombaria; circunstância ou evento em que há zombaria: a ironia desta situação. (Etm. do grego: eironeia.as, pelo latim: ironia.ae).

    Significado de sarcasmo s.m. Ironia insultuosa; zombaria penosa, mordaz ou cáustica: o sarcasmo estava presente em toda a sua obra literária.
    (Etm. do grego: sarkasmós).

    Na letra “b” o autor está afirmado duas características da brasilidade (dando certeza sobre tais características), e ao afirmar isso ele mostra aspectos claros de ironia. Sabemos que os brasileiros não podem ser generalizados dessa forma.

    Na letra “c” a ironia está justamente quando ele aponta sobre a divulgação e menciona o corpo diplomático.

    Restando apenas a letra “E” que mostra claramente uma opinião do autor apenas, mas não com tom irônico.

  • Acredito que na B, "colunas da brasilidade" deveriam se referir a culturas, costumes do Brasil.
    Porém, como é utilizado para expressar ações que denigrem a imagem do Brasil, acredito que essa seja a ironia.

  • A FGV deveria ser proibida de fazer provas! Essa prova de português INTEIRA é o maior lixo dos lixos! Típico da FGV...

  • O engraçado é que o professor no vídeo explica a questão como se fosse óbvio, claro como água. Será que ele encontra fácil assim sem o gabarito prévio? Tenho minhas dúvidas. Uma interpretação absurdamente subjetiva e arbitrária.

  • A analogia que ele faz na letra E não deixa a frase com um tom obviamente irônico? - Fala sério!

    Agora, na letra B, ele somente cita quais as duas características mais fortes do brasileiro, das quais uma ele explicará melhor. Não vejo ironia alguma aí.

  • Concordo, Raoni. Quero ver a explicação antes do gabarito. Pior do que fazer esse tipo de questão é ver um professor explicar esse tipo de questão. A ironia da letra E é óbvia, digam o que disserem.

  • A única coisa que justifica o gabarito é dizer que o trecho da letra E indica metáfora, e não ironia.

  • “Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso”

    Basicamente o autor diz que é inerente ao brasileiro a ação de adiar as coisas, que é impossível inibir esse estímulo de querer adiar as coisas. Como se os brasileiros fossem programados biologicamente para adiar seus compromissos. O ato de levar as mãos aos olhos diante de um foco luminoso é para protegê-los de algo nocivo. Nesse raciocínio, o compromisso se não for adiado torna-se prejudicial ao homem.

    Não existe ironia nesse trecho ?

  • GABARITO: LETRA E - QUESTAO MALDOSA

    Também marquei a letra "B" inicilmente e achei muito maldosa a questao.

    Mas FGV faz isso de propósito.

    Tem que pegar o jeito e aprendera "forma de pensar" da banca.

    A ironia da letra B está no termo "colunas", que normalmente é usado para expor elementos positivos.

    Não concordei completamente com a letra "E", mas ela seria a "mais correta" ou "menos errada".]

     

     

  • É óbvio que há ironia na letra E, o professor Alexandre Soares é muito bom, mas dessa vez forçou a barra pra justficar o gabarito.

    FGV é insuportável!

    Bons estudos!

  • Para mim, todas as questões possuem ironia. Odeio essas questões subjetivas, para mim o fato do autor comparar um costume brasileiro mal visto na sociedade como um instinto natural já é em si uma ironia. Mas...cada um com sua tarja preta né!!! hehe...

  • Forçou a barra...Nessa questão, somente quem formulou pode TENTAR explicar...Por isso que nos gabaritos extraoficiais os professores ficam com aquela cara de velório. Lá tem que colocar a cara a tapa sob pressão..,


ID
1157548
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


A linguagem coloquial aparece seguidas vezes no texto. O segmento que a exemplifica é:

Alternativas
Comentários
  • Olá, alguém poderia explicar melhor essa questão para mim. Obrigada!

  • Na questão acima o uso da palavra "Ora", torna a sentença em linguagem coloquial. Abaixo algumas comparações entre a linguagem coloquial e culta.


    Língua coloquial:

    • Variante espontânea;
    • Utilizada em relações informais;
    • Sem preocupações com as regras rígidas da gramática normativa;
    • Presença de coloquialismos (expressões próprias da fala), tais como: pega levese tocatá rolandoetc.
    • Uso de gírias;
    • Uso de formas reduzidas ou contraídas (pra, cê, peraí, etc.)
    •  Uso de “a gente” no lugar de nós;
    • Uso frequente de palavras para articular ideias (tipo assim, ai, então, etc.);

     Língua culta:

    • Usada em situações formais e em documentos oficiais;
    • Maior preocupação com a pronúncia das palavras;
    • Uso da norma culta;
    • Ausência do uso de gírias;
    • Variante prestigiada.

    A língua coloquial, por ser descontraída, relaciona-se à fala (língua oral), enquanto a culta, à escrita.


    Espero ter ajudado, bons estudos.

  • Entendo que a expressão "...agarrou-nos pela perna..." seja coloquial, assim como: nos deixou de calças curtas. Poderíamos reescrevê-la da seguinte forma para que se torne linguagem culta: ...aquele francês nos surpreendeu com a sua astúcia...

  • e o lá fora da letra d? Não reflete linguagem coloquial? Para ser culto o emprego deveria ser no exterior ou algum outro sinônimo, não?

  • "ora" não torna a frase coloquial. O que a torna coloquial é o "agarrou-nos pela perna".

    Mas entendo que a "c" também esta na forma coloquial quando o autor utiliza "já anda" (a capacidade de adiar não anda, está utilizando de metáfora) e também "lá fora". 

    Se alguem puder esclarecer, à vontade.

  • Também acho que a letra B é informal quando ele fala ...essenciais SOBRE nós e SOBRE nossa terra, ao invés de ...essenciais sobre nós e nossa terra. Criou-se uma redundância. Interpretação é fods

  • O QUE ESTÁ NA LINGUAGEM COLOQUIAL É: "...SEMANA QUE VEM..." 

    NA NORMA CULTA SERIA "SEMANA QUE VIRÁ...", TENDO EM VISTA QUE SE TRATA DE FUTURO E NÃO DE PRESENTE.
  • Se referir ao exterior como "lá fora" é bastante culto. Vejo muito essa expressão nos documentos do Itamaraty.

  • E a palavra "NUMA" da letra C, não seria uma marca da linguagem coloquial?

  • “Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna (COLOQUIAL). O resto eu adio para a semana que vem”;

    Gabarito C, conforme o professor Arenildo.

  • Se “ lá fora “ for culto, não sei mais o que é.

  • Na letra D, a expressão anda também está no sentido conotativo, algm sabe justificar isso ?


ID
1157551
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


No segundo parágrafo, para referir-se às colunas da brasilidade, anunciadas no parágrafo anterior, o cronista empregou, respectivamente, as palavras “a primeira” e “a segunda”. Caso fossem empregados pronomes demonstrativos em substituição a esses numerais ordinais, as formas adequadas seriam, respectivamente:

Alternativas
Comentários
  • LETRA C

    A palavra "primeira" pode ser substituída por aquela - pois tem o significado de lá 

    A palavra "segunda" pode ser substituída por esta - pois tem significado de aqui.

  • ESTE(A) - refere-se à pessoa mencionada em último lugar, 

    e AQUELE (A) - à mencionada em primeiro lugar.

  •  (...) [Aquela] capacidade de dar um jeito; [Esta] capacidade de adiar. 
     "Aquela" é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior;  "Esta", no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, (...)


    Gabarito: C
  • Aff....essa matéria me confunde!


    Quanto a segunda opção, OK, consigo entender que é ESTA, pois se tratou por último, mas a primeira então por que não pode ser ESSA, se falamos de algo que foi mencionando antes!?


    Alguém poderia me ajudar?!

  • Quando se tem dois termos só se usa esta e aquela...

    Se fosse 3 termos, aí seria utilizado aquela, essa e estas.


  • É bom ficar atento quanto a diferente do uso de Este (s), esse (s), esta (s) e essa(s). Como vocês sabem a FGV adora os pormenores.

    Em relação ao espaço

    - Este(s), esta(s) e isto indicam o que está perto da pessoa que fala:

    Ex: Este relógio de bolso que eu estou usando pertenceu ao meu avô.

    - Esse(s), essa(s) e isso indicam o que está perto da pessoa com quem se fala:

    Ex: Mamãe, passe-me essa revista que está perto de você.

    Em relação ao tempo

    - Este(s), esta(s) e isto indicam o tempo presente em relação à pessoa que fala:

    Ex: Esta tarde irei ao supermercado fazer as compras do mês.

    - Esse(s), essa(s) e isso indicam o tempo passado próximo ao momento da fala:

    Ex: Essa noite dormi mal, tive pesadelos horríveis.

    Quando são usados como referente

    - Este(s), esta(s) e isto fazem referência a algo sobre o qual ainda se vai falar:

    Ex: São estes os assuntos que temos a tratar: o aumento dos salários, as férias dos funcionários e as horas extras.

    - Esse(s), essa(s) e isso fazem referência a algo que já foi citado anteriormente:

    Ex: Sua participação nas Olimpíadas de Matemática, isso é o que mais desejamos agora.

    - Este e aquele são empregados quando se faz referência a termos já mencionados, como se exemplifica a seguir:

    Ex: Pedro e Paulo são alunos que se destacam na classe: este pela rapidez com que resolve os exercícios de Matemática, aquele pela criatividade na produção de textos.


  • Gab: letra C.

    Vou citar uma frase como exemplo para explicar melhor:

    A LAPISEIRA E A BORRACHA ESTÃO GUARDADAS NO ESTOJO. A PRIMEIRA (AQUELA - SE REFERE AO TERMO DISTANTE) É AZUL E A SEGUNDA (ESTA - SE REFERE AO TERMO MAIS PRÓXIMO) É BRANCA.

  • Apenas os pronomes demonstrativos de 1ª [este(s), esta(s), isto] e de 3ª [aquele(s), aquela(s), aquilo] podem exercer funções endofóricas [funções de retomada de termos anteriores dentro do texto]. O de 1ª retomará o termo mais próximo - ou, no caso, citado por último - e o de 3ª retomará o termo mais distante - ou, pela mesma lógica, citado primeiro.

  • Letra C.

     

    Comentário:

     

    Sabemos que, quando há retomada de elementos por contraste, o primeiro deve ser retomado pelo pronome demonstrativo

    “aquela” e o último é retomado pelo pronome demonstrativo “esta”.

     

     

     

    Assim, a alternativa correta é a (C).

     

     

    Gabarito: C

     

     

    Prof. Décio Terror

  • LETRA C.

    c) Certo. A primeira é a mais distante (aquela), a segunda é a mais próxima (esta).

    Questão comentada pela Profª. Tereza Cavalcanti

  • GABARITO - C

    Aquele/ aquela / aquilo - Retoma o mais distante

    Este / Esta / Isto - Retoma o mais próximo

    Ex: Aviões do Forró e Metallica esta gosto aquela não curto.

    Bons estudos!


ID
1157554
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


“A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso”.

O conectivo “no entanto” traz uma oposição entre termos do texto; os termos opostos, nesse caso, são:

Alternativas
Comentários
  • Alguém, além de mim, acha que o correo é a letra A

    Ajuda por favor.

  • Alguém pode esclarecer a dúvida ? também pensei ke a correta era a letra A

  • A questão quer termos opostos que teve como ligação o conectivo " no entanto". Primeira e Segunda são as palavras que ele se refere a algum termo anteriormente dito, mas não são opostos ( respectivamente, a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar) . Agora quando fala que uma é " escassamente conhecida", ou seja, pouco conhecida, a outra é bastante divulgada. Essas características são opostas. são características das duas palavras que ele se refere como primeira e segunda. 

  • A resposta é a letra "c" porque a questao pede os termos opostos entre os textos. Assim, entre a segunda assertiva  e a primeira, tem-se que "bastante divulgada" é termo oposto de "escassamente conhecida".

  • Letra A), incorreta. A primeira e a segunda são termos enumerativos não são, portanto idéias opostas.

  • eu errei a questão, mas a única alternativa que da a ideia de oposição é a "C" mesmo...

  • engraçado errei por teimosia, pois de cara avistei a  letra C porém marquei a A.

  • sim , eu tbm fui de cara na letra A

  • Letra C

    Ao ler .. já anda bastante divulgada lá fora.... (segunda parte)

    esperamos que na primeira parte traga a mesma ideia. 

    Mas no texto a primeira parte quebra essa expectativa,

    trazendo ...escassamente conhecida... (primeira parte).

    Portanto, a ideia de oposição está estre esses 2 segmentos.

  • A FGV elaborando questão de português tem a manha de fazer o povo errar kkkkkkkkkkkkkkkkk


ID
1157557
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é, no Brasil, uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental”.

As formas sublinhadas do demonstrativo se justificam porque:

Alternativas
Comentários
  • LETRA E

    O pronome demonstrativo aquilo ( aquele a/s), é empregado para indica uma localização temporal de um passado remoto ou bastante vago. 

  • O "isso. isto e o aquilo" são pronomes demonstrativos neutros e, a título de informação, são palavras atrativas que obrigatoriamente requerem a próclise.

  • Não compreendi a resposta.


    Assinalei a alternativa D como correta.


    Comentário solicitado.

  • "Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam..." Aquilo o quê? uma frase? um verso? está vago ou pouco definido, mesmo que a frase fosse reproduzida após essa informação. "...(nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã) ..." Aquilo o quê? Não se sabe, está vago...

  • Eu coloquei "D" e errei! Depois percebi que em relação ao texto precisa ser necessariamente o Gab. "E", pois esta se referindo a um passado distante, vago...

  • O pronome "aquilo" também pode ser utilizado para demonstrar  que o "ser" está distante dos dois interlocutores. A questão induz o concurseiro a marcar letra D.

  • Questão trash.

    Comentário solicitado.


  • Tb fiquei na dúvida... Fui na alternativa A!

  • Galera acho que consegui entender o porquê da alternativa E ser a correta. De fato, tanto a alternativa A quanto a D(foi a que eu marquei, rsrs) estão corretas e indicam, respectivamente, situação de tempo e espaço. Contudo, temos que analisar o trecho pedido pelo examinador e se formos olhar realmente nesse trecho não há ideia de tempo nem de espaço, mas sim algo meio que indefinido. Poderíamos nos perguntar: Aquilo o quê? ninguém sabe. kkkkk Acho que é por ai.

  • Com todo respeito, discordo tanto do gabarito, quanto da explicação do professor. As funções são diferentes. Na primeira ocorrência o pronome se refere ao que foi dito por Oscar Wilde e Mark Twain, o que? que (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), a primeira ocorrência se refere a algo que está dentro do texto. Na segunda ocorrência o pronome se refere a algo indefinido, ai sim. Na minha opinião, nenhuma das alternativas está correta. CORRIJAM-ME SE EU ESTIVER ERRADO.

  • Marcos, se ele fosse se referir o texto próximo, como na sua dúvida, usaria isto. o pronome "aquilo", no caso do texto, expressa o sentido de vago...

  • essa pega o cara viu, questão muitoo booa

  • Nosso problema nessas questões é esquecermos do enunciado ou do texto. Todos nós, concurseiros, fazedores de questões, estudiosos dessa matéria presente em todas as provas sabemos que uma outra palavra tem vários significados.


    Acontece que todos os possíveis significados não estão errados nas nossas cabeças. Nosso problema é esquecermos, e esquecemos mesmo, lembramos, ficamos em dúvida e esquecemos, que o enunciado pede o significado de uma palavra no texto todo.
    Como lutamos contra o tempo, mesmo em nossos estudos, principalmente nos estudos, não gostamos de remeter ao texto. Lemos o trecho e atribuímos um significado à palavra. 
    Mas, nesse caso, a noção de distância do leitor e emissor não se confere, pois o texto fala de algo que nós, brasileiros, fazemos. Um brasileiro procrastinador escrevendo para brasileiros procrastinadores. Por isso C está errada, e pelo mesmo motivo não é algo distante no tempo, pois a procrastinação ocorre HOJE, o que também nos traz o erro à letra A. 
    Elas estão certas fora do contexto? Sim. São o motivo pelo qual o autor usou "Aquilo"? Não.
    Eu também errei.
    Gabarito: Letra E.
  • Não achei tão difícil creio que todos nós estamos acostumados a decorar que "aquele" se refere a algo distante do receptor e do transmissor aí ficamos presos nesse paradigma, se vc's repararem no CONTEXTO do texto realmente a palavra aquele faz alusão à algo material algo pouco detalhado, como na frase  " não fazer aquilo ..." sei lá o "aquilo" poderia ser estudar, correr, enfim não se detalha muito.

  • Desculpa, mas não vi nada de vago no primeiro "aquilo".

  • Questão nivel "hard" e a porcetagem dos que responderam letra E é a maior. 

  • FGV é tão nojenta quanto CESPE.

    Duvida? Faça um concurso e comprove.

  • Letra E.

     

    Comentário:

     

    As duas ocorrências do pronome demonstrativo “aquilo” não fazem referência a termo anterior. Tais pronomes indicam

    algo de modo vago que é caracterizado adiante com as orações subordinadas adjetivas restritivas “que Oscar Wilde e

    Mark Twain diziam apenas por humorismo” e “que se pode fazer depois de amanhã”.

     

     

     

    Assim, a alternativa (E) é a correta.

     

     

    Gabarito: E

     

    Prof. Décio Terror

  • As duas ocorrências do pronome demonstrativo “aquilo” não fazem referência a termo anterior. Tais pronomes indicam

    algo de modo vago que é caracterizado adiante com as orações subordinadas adjetivas restritivas “que Oscar Wilde e

    Mark Twain diziam apenas por humorismo” e “que se pode fazer depois de amanhã”.

     

    Gabarito: E

     

    Prof. Décio Terror

  • “Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é, no Brasil, uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental”. 

     

    a) se referem a algo bastante distante no tempo

    Realmente, esse é um dos papéis exercidos pelo pronome indefinido "aquilo", mas no trecho em análise não há ideia temporal

     

    b) se ligam a termos afetivamente próximos

    Hããã??? Espero que todo mundo tenha descartado essa ;)

     

    c) se prendem a elementos textuais próximos do leitor

    Elementos próximos do leitor, ou seja, próximos de quem lê, com quem se "fala", o interlocutor - no caso você -, devem ser retomados pelos pronomes demonstrativos esse, essa, isso

     

    d) denotam algo que está afastado do emissor e do receptor

    Realmente, esse é um dos papéis exercidos pelo pronome indefinido "aquilo", mas no trecho em análise não há qualquer referência a alguma coisa que esteja distante, tanto no espaço quanto no tempo

     

    e) indicam algo referido de modo vago, pouco definido

     

    O pronome demonstrativo, tanto em sua forma desenvolvida "aquilo", quanto em sua forma reduzida "o", podem ser empregados como elementos que trazem um dado novo ao texto, algo que não foi mencionado antes e de tom generalizante.

     

    Com isso, a introdução de uma estrutura restritiva - no caso, orações subordinadas adjetivas - logo após os mesmos, podem definí-los, caracterizá-los de uma certa maneira, "deixando-os menos vagos".

     

    Os pronomes demonstratitvos podem sim retomar alguma informação anterior, isto é, serem empregados como elementos anafóricos. Contudo, nessa questão, eles introduzem informação nova e vaga trazida para dentro do texto → há uma referenciação extratextual.


ID
1157560
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


No título dado à crônica – Brasileiro, homem do amanhã – a palavra sublinhada está empregada fora de sua classe gramatical (derivação imprópria). A frase em que ocorre o mesmo tipo de derivação é:

Alternativas
Comentários
  • Derivação imprópria = mudança de classe de palavra

    Você já ouviu falar em derivação imprópria?
    Dá-se esse nome à mudança de classe gramatical.

    Observe:
    Vamos andar para espairecer (andar = verbo)
    O andar daquele jovem é garboso (andar= substantivo – derivação imprópria);

    Vamos olhar a mercadoria para apreciação (olhar = verbo)
    Este teu olhar, quando encontra o meu, fala de uma coisa. (olhar = substantivo –
    derivação imprópria)

    Como era belo o amanhecer! (belo = adjetivo)
    O belo agrada aos olhos. belo = substantivo – derivação imprópria)

    Sim, senhor. Avaliemos a situação. (sim = advérbio)
    Quando ela lhe dará o sim? (sim = substantivo – derivação imprópria)
    É um político sério (sério = adjetivo)
    Falando sério, eu não queria ter você (sério = advérbio – derivação imprópria)
    O jovem é muito alto. (alto = adjetivo)
    Como você fala alto! (alto = advérbio – derivação imprópria)

    Fonte: http://www.capcursos.com.br/boletim-123-derivacao-impropria-mudanca-de-classe-de-palavra/boletim-123-derivacao-impropria-mudanca-de-classe-de-palavra/
  • passei batido nessa. bem e mal, bom e mau são adjetivos e estão assumindo função de substantivos. fácil. simples. mas tão na cara que a pessoa passa direto sem perceber! :(

  • Também errei. Só há mudança de classe no "bom" e "mau". No "bem" e "mal" não.

    Ele é bom/mau.

    Praticamos o bem/mal.

  • Derivação Imprópria

    A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical. Neste processo:

    1) Os adjetivos passam a substantivos

    Por Exemplo:

    Os bons serão contemplados.

    2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos

    Por Exemplo:

    Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.

    3) Os infinitivos passam a substantivos

    Por Exemplo:

    andar de Roberta era fascinante.
    badalar dos sinos soou na cidadezinha.

    4) Os substantivos passam a adjetivos

    Por Exemplo:

    O funcionário fantasma foi despedido.
    O menino prodígio resolveu o problema.

    5) Os adjetivos passam a advérbios

    Por Exemplo:

    Falei baixo para que ninguém escutasse.

    6) Palavras invariáveis passam a substantivos

    Por Exemplo:

    Não entendo o porquê disso tudo.

    7) Substantivos próprios tornam-se comuns.

    Por Exemplo:

    Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente)

  • Acertei essa meio na dúvida, mas era uma questão fácil se for perceber depois que fazemos ela, por isso a interpretação de texto é  fundamental.

  • Bem e Mal - podem ser substantivos ou advérbios, já bom e mau só podem ser adjetivos. Na frase "bom e mau" foram substantivados pelo emprego do artigo - o bom e o mau - ou seja passou de adjetivo para substantivo sofrendo mudança na classificação morfológica, isto é derivação imprópria.

  • E o que dizer de: eu almoço (verbo no presente do indicativo) e O almoço (substantivo) na letra B???

  • Essa eu errei, marquei B) por que pensei assim, 
    -“Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, ... - 
    Veja meu raciocínio: Adiamos o dentista (neste caso nós não adiamos a pessoa do dentista, o profissional, e sim o CONSULTA,) já em - O dentista no adia, (também neste caso o dentista não pode adiar-nos e sim a CONSULTA). Ambos têm o mesmo sentido. Consulta = Consulta.  Bom, ao menos aprendi. Fica a dica. 
    Resposta Certa, letra A) : DaniCris - 26 de Outubro de 2014, às 21h5
    Bem e Mal - podem ser substantivos ou advérbios, já bom e mau só podem ser adjetivos. Na frase "bom e mau" foram substantivados pelo emprego do artigo - o bom e o mau - ou seja passou de adjetivo para substantivo sofrendo mudança na classificação morfológica, isto é derivação imprópria.
    É isso. 
  • Há derivação imprópria na letra D. “Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da REFORMA, uma instituição sacrossanta no Brasil”

    Estou certo ou errado?

  • Galera, AMANHÃ, a derivação é prefixal (A-). A única alternativa com derivação prefixal que eu encontrei foi na palavra DESEMPARELHAR (DES-), contida na opção A.

  • "o conserto do automóvel" ????? consertar verbo ? e aí ? Arenildo podia ter comentado as outras alternativas!!!

  • Concordo. Professor Arenildo, favor comentar as outras alternativas.

  • Explicação Triste.

  • DaniCris, perfeito comentário. Simples assim!

  • A palavra amanhã em seu uso próprio é um adjunto adverbial, assim como o são bem e mal (aquele de tempo e esses de modo), mas foram empregados como objeto direto (complemento verbal).
    O mesmo tipo de derivação - adjunto adverbial virando objeto - ocorre em bem e mal e não em bom e mal, quando palavras normalmente usadas como adjuntos adnominais são usados como objetos diretos.

  • Na derivação impropria ocorre mudança de classe gramatical, não de função sintática. Amanhã é advérbio que foi substantivado pelo artigo, assim como bem e mal (advérbios) e bom e mau (adjetivos) que passaram a ser substantivos graças ao artigo.

  • IMPRÓPRIA - processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua forma se altere.

    Exemplo: O jantar estava ótimo.

                   O bem venceu o mal

  • Prof. Renildo cadê o comentário das demais opções? 

  • A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua formamuda de classe gramatical geralmente para substantivo.

     

     

    BEM e MAL são advérbios de modo. Ex.: Ele estudou BEM / MAL (modo como estudou).

     

     

     

    Na alternativa "A", há derivação imprópria nas palavras bem e mal que se transformaram em substantivos por serem antecedidas de artigo (o).

     

     

    Nas alternativas "B","C", "D" e "E", não ocorre derivação imprópria.

  • Mais uma questão que Arenildo deixa a desejar nos comentários, se tá ai fazendo a correção custa ter mais zelo com a correção? tem gente que tem muita dificuldade com português. 

  • Prefiro o professor Alexandre...
  • gabarito A.

    bom e mau = são adjetivos

    bem e mal = advérbios

    ambos casos viraram substântivos.

    na B.

    são substantivos de se originam de verbos

    o encontro, o almoço,

  • ...homem do amanhã.

    (AMANHÃ É UM ADVÉRBIO DE TEMPO, PORÉM, EM VIRTUDE DA DETERMINAÇÃO EFETUADA PELO ARTIGO NA FRASE O ‘AMANHÃ’ EXERCE FUNÇÃO DE SUBSTANTIVO)

    DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA OU CONVERSÃO – É A MUDANÇA DE CLASSE DE PALAVRAS.

    a)      Na letra A ocorre também a DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA: “Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau,...(os adjetivos “bom” e “mau” são determinados pelo artigo, sendo convertidos em substantivo)


ID
1157563
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


“Instinto inelutável”; o termo destacado é composto pelo prefixo in- + verbo lutar; o vocábulo abaixo que tem seu significado indicado corretamente é:

Alternativas
Comentários
  • Na verdade, por exclusão, há sim gabarito. Indelével é algo que não se pode apagar. Inaudível, não se pode ouvir. Intangível, tocar.  Incomensurável é algo que não se pode MEDIR. Exemplo: o universo. Mas eu posso imaginar o universo, certo? Portanto está errada. Infável é algo indizível. O amor. Um orgasmo. Um sentimento. Forçando, você chega sim na letra e). Essa é uma banca que demanda interpretação "na vera", estilo Enem.

  • in·de·lé·vel = Que não se pode apagar ou fazer desaparecer.


    i·nau·dí·vel = Que não pode ser ouvido.


    in·tan·gí·vel = Em que não se pode tocar. = IMPALPÁVEL, INTOCÁVEL


    in·co·men·su·rá·vel = Que não pode ser medido

    i·ne·fá·vel = 1. Que não se pode exprimir por palavras (ex.: prazer inefável). = INDESCRITÍVEL, INDIZÍVEL


    "inefável", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/inef%C3%A1vel [consultado em 31-07-2014].






  • Creio que o gabarito mais correto é a letra D.. pela descrição dos significados:

    Incomensurável: algo sem medidas, infinitos, ou seja que não dá pra imaginar;

    inefável:  que não pode ser descrito, comparado, visto ser de tamanha beleza ou intenso,indescritível. 

  • Creio que o gabarito mais correto é a letra D.. pela descrição dos significados:

    Incomensurável: algo sem medidas, infinitos, ou seja que não dá pra imaginar;

    inefável:  que não pode ser descrito, comparado, visto ser de tamanha beleza ou intenso,indescritível. 

  • Na minha opinião , o gabarito está errado. Intangível é o que não se pode pegar. Inefável é aquilo que não se pode exprimir com palavras, indizível.

  • Creio que esta questão demostra um gabarito conflitante:

    Incomensurável: algo que não se pode mensurar, sem medidas ou seja que não dá pra imaginar. (certo)

    Inefável:  que não se pode expressar por palavras, de Divina beleza, admirável, que não se pode pegar. (certo)

    OBS: Em uma prova de concurso público o que prevalece é a resposta da banca, porém ela poderia ser questionada ou até mesmo anulada! 

  • Descordo com o amigo acima, não poder medir eh diferente de nao poder imaginar. 

  • Inefável= Que não se pode exprimir com palavras.

    Indelével= Que não se pode delírio (apagar)

    Inaudível = não se pode ouvir

    Incomensurável = que não tem medida comum com outra grandeza. 

    Intangível = intocável

  • Ao contrário do que Caroline Souza postou, a questão não foi anulada não.

    Link dos gabaritos definitivos:

    http://fgvprojetos.fgv.br/sites/fgvprojetos.fgv.br/files/concursos/funarte_gabarito_definitivo.pdf

  • adj.m. e adj.f. Que não pode ser nomeado, designado ou descrito devido à sua complexidade natural, intensidade ou beleza; indescritível.
    P.ext. Que não se pode descrever por palavras.
    P.ext. Que provoca grande prazer ou contentamento; encantador.
    Figurado. Religião. Designação de Deus.

  • Quanta bobagem da banca...

    O gabarito aponta a alternativa "e" como a correta, isto é, "inefável" corresponderia àquilo que não se pode pegar. Ocorre que essa relação não condiz com o significado da palavra que é "aquilo que não pode se descrever em palavras; indizível; indescritível".

  • questão bem no estilo da FGV, rolou confusão, FGV!! É PRAXE DA BANCA SER ASSIM

  • Questão deveria ser anulada.

    Inefável está para ' não se pode pegar' ; assim como, incomensurável está para ' não se pode imaginar'.

  • Que eu saiba eh inefável eh algo que não se pode descrever...não achei nenhuma valida.


  • Discordo do que escreveu o Sérgio Pereira. É possível que se pegue em algo que não se pode descrever, de divina beleza, que não possa ser descrito em palavras. O item que se aproxima do correto é a letra "d". 

  • Inefável

    Diz-se daquilo que não pode ser expresso verbalmente. Algo de origem divina, dotado de tantos atributos de perfeição e beleza, que transcende os limites da linguagem humana.

    “Ela, porém, com inefável surpresa para nós, colocou a destra sobre a fronte da menina, solicitando-lhe a presença.”
    (Trecho do livro ‘Entre a Terra e o Céu’ - Chico Xavier - Andre Luiz)

  • A) Indelével = que não se pode (escrever) destruir.

    B) Inaudível = que não se pode (tocar) ouvir (in + audível = audição)

    C) Intangível = que não se pode (ouvir) medir (tanger = medir)

    D) incomensurável = que não se pode (imaginar) medir (inco + mensurar = calcular)

    E) Inefável = que não se pode pegar / vem do verbo afável, que significa “pegar”. Essa é a resposta certa :D

  • babaquice cobrar uma questão dessas

  • eu acertei no chutometro


  • Por eliminação a gente chega lá também. Acertei!

  • Discordo completamente que seja a letra (E). Me custa acreditar que essa resposta seja a certa. Pois, como se sabe, INEFÁVEL significa INDESCRITÍVEL, INDIZÍVEL ou ENCANTADOR, INEBRIANTE. Portanto, não tem nada haver com "não se pode pegar". 



  • Discordo plenamente da tese que "inefável = que não se pode pegar / vem do verbo afável, que significa “pegar”. ". Não é Inafável, e sim inefável = que não se pode nomear ou descrever em razão de sua natureza, força, beleza; indizível, indescritível. adj. Indescritível; que não pode ser nomeado, designado ou descrito por ser naturalmente complexo, intenso ou belo.
    P.ext. Inenarrável; que não se pode descrever por palavras. 
    P.ext. Encantador; que provoca grande prazer ou contentamento.
    Figurado. Religião. Designação de Deus: o Inefável que está acima de todos.
    (Etm. do latim: ineffabilis.e).

    Só nessa questão há esse significado.
  • Pronto... agora a FGV pode lançar um dicionário novo ou definir exatamente qual o dicionário q ela usou pra essa prova, porque nenhuma dessas definições existem....

  • Qual dicionário esse cara usou? No que eu possuo está dizendo que "inefável = o que não pode ser expresso por palavras"!!!

  • ah banca do demo! o cara pensa e quando responde eles vêm com uma dessa?   kkkkk olha ai: que não se pode nomear ou descrever em razão de sua natureza, força, beleza; indizível, indescritível,que causa imenso prazer; inebriante, delicioso, encantador.


    como a gente tem que ir na menos idiota fui na d) incomensurável = que não se pode imaginar; já que: ( que não pode ser medido ou avaliado em razão de sua ordem de grandeza ou de sua importância)  não se pode imaginar.

  • A) Indelével = que não se pode (escrever) destruir.

    B) Inaudível = que não se pode (tocar) ouvir (in + audível = audição)

    C) Intangível = que não se pode (ouvir) medir (tanger = medir)

    D) incomensurável = que não se pode (imaginar) medir (inco + mensurar = calcular)

    E) Inefável = que não se pode pegar / vem do verbo afável, que significa “pegar”. Essa é a resposta certa :D

  • adj. Indescritível; que não pode ser nomeado, designado ou descrito por ser naturalmente complexo, intenso ou belo.
    P.ext. Inenarrável; que não se pode descrever por palavras. 
    P.ext. Encantador; que provoca grande prazer ou contentamento.
    Figurado. Religião. Designação de Deus: o Inefável que está acima de todos.
    (Etm. do latim: ineffabilis.e)

  • Questão totalmente absurda. Deveria ter sido anulada... não há nem o que questionar.

    "Inefável" é o que não pode ser expresso verbalmente. Não tem nada a ver com o que não se pode pegar (mais relacionado à expressão "intangível").

    A menos errada aí seria a alternativa D.


  • Se se admite que inefável seja igual àquilo que não se pode pegar (definição que até hoje não encontrei nos dicionários), incomensurável deveria ser igual àquilo que não se pode imaginar, dado o grau de subjetividade que se aplica na expansão semântica do primeiro termo.

  • Gente, por favor, afável não é verbo, é adjetivo que significa: 1 benévolo. 2 Delicado, cortês. 3 Agradável nas maneiras e na conversação.

     

    Sabendo que a FGV, as vezes, quer que o candidato marque a alternativa menos errada (ou a mais certa, quando há mais de uma opção correta), marquei a opção d já que, forçando a barra, podemos chegar em algo próximo a "que não se pode imaginar".

    Eu queria saber qual dicionário a FGV e o Professor Alexandre usaram.

  • Olhei alguns comentários e concordo com os colegas que falaram que é uma questão sem resposta. Em nenhum dicionário encontrei a definição que a banca colocou para inefável. Inclusive em todos que procurei a definição está ligada a algo indescritível e nada fala em relação a algo que não se pode pegar/tocar. Realmente esse tipo de questão deveria ser anulada. A banca, no mínimo, deveria apontar qual porcaria de referência que usou na questão.

  • inefável

    adjetivo de dois gêneros

    1.

    que não se pode nomear ou descrever em razão de sua natureza, força, beleza; indizível, indescritível.

    2.

    p.ext. que causa imenso prazer; inebriante, delicioso, encantador

     

  • O amor é inefável, ou seja, não pode ser descrito por palavras.

  • Questão absurda, na minha opinão, sem gabarito.

    Mal formulada.

  • SIGNIFICADOS
    INDELÉVEL = QUE NÃO SE PODE APAGAR;
    INAUDÍVEL = QUE NÃO SE PODE OUVIR;
    INTANGÍVEL = QUE NÃO SE PODE TOCAR;
    INCOMENSURÁVEL = QUE NÃO SE PODE MEDIR;
    ***INEFÁVEL = É O QUE NÃO SE PODE PEGAR.

  • Em nenhum dicionário encontrei essa definição da palavra inefável. Inefável = que não se pode descrever em palavras. incomensurável =  que não se pode medir. Não dá pra entender por que a FGV não anulou essa questão.


ID
1157566
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


Entre as definições do gênero crônica abaixo transcritas, aquela que se refere mais adequadamente ao texto desta prova é:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa D.

    Dou a deixa para quem souber explicar melhor: O texto é ricamente opinativo, ofício de CRONISTA.

    Periódico é sinônimo de jornal, acho que não é errado achar que é uma forma abrasileirada da Espanha, já que é assim que se chama o jornal de lá. Consulte o seu dicionário!

    Sendo de cronista, correto dizer que é coluna de jornal e correlatos (blog e afins).

  • Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem. 

  • Para ajudar no entendimento desta questão, vejam o que é crônica:


    "A crônica é uma forma textual no estilo de narração que tem por base fatos que acontecem em nosso cotidiano. Por este motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os acontecimentos e por muitas vezes se identifica com as ações tomadas pelas personagens.
    Você já deve ter lido algumas crônicas, pois estão presentes em jornais, revistas e livros. Além do mais, é uma leitura que nos envolve, uma vez que utiliza a primeira pessoa e aproxima o autor de quem lê. Como se estivessem em uma conversa informal, o cronista tende a dialogar sobre fatos até mesmo íntimos com o leitor.

    O texto é curto e de linguagem simples, o que o torna ainda mais próximo de todo tipo de leitor e de praticamente todas as faixas etárias. A sátira, a ironia, o uso da linguagem coloquial demonstrada na fala das personagens, a exposição dos sentimentos e a reflexão sobre o que se passa estão presentes nas crônicas.
    Como exposto acima, há vários motivos que levam os leitores a gostar das crônicas, mas e se você fosse escrever uma, o que seria necessário? Vejamos de forma esquematizada as características da crônica:

    • Narração curta;
    • Descreve fatos da vida cotidiana;
    • Pode ter caráter humorístico, crítico, satírico e/ou irônico;
    • Possui personagens comuns;
    • Segue um tempo cronológico determinado;
    • Uso da oralidade na escrita e do coloquialismo na fala das personagens;
    • Linguagem simples.


    Alguns cronistas (veteranos e mais recentes) são: Fernando Sabino, Rubem Braga, Luis Fernando Veríssimo, Carlos Heitor Cony, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Ernesto Baggio, Lygia Fagundes Telles, Machado de Assis, Max Gehringer, Moacyr Scliar, Pedro Bial, Arnaldo Jabor, dentre outros." (VILARINHO, 2015, grifo meu).

    Fonte:

    VILARINHO, Sabrina. "Crônica "; Brasil Escola. Disponível em . Acesso em 10 de dezembro de 2015


    Bons Estudos.


ID
1157569
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


“O resto eu adio para a semana que vem”. Essa frase final do texto:

Alternativas
Comentários
  • Letra A. Os outros estrangeiros têm seus hábitos, já no Brasil adiar para depois é uma das marcas dos brasileiros.

    Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.

  • Capacidade autóctone: aquilo que eh próprio do lugar onde se nasceu, sua cultura seus costumes.. então so pode ser a letra A.


ID
1157572
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


“A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso”.
Nesse segmento há uma oposição, que:

Alternativas
Comentários
  • Qual a diferença de um elemento e um argumento? Fiquei em dúvida com a letra "E".

  • Gabarito definitivo: A

    segundo o dicionário, vejamos as definições:

    Argumento, sendo um sinônimo alegação
    s.m. Prova que serve para afirmar ou negar um fato: argumento válido.
    Sumário de um livro, de uma peça de teatro etc.
    Lógica Raciocínio pelo qual se tira uma consequência de uma ou várias proposições.
    Lógica Argumento de uma função, elemento cujo valor é bastante para determinar o valor da função dada.


    Elemento, um sinônimo - componente
    s.m. Cada objeto, cada coisa que concorre com outras para a formação de um todo: os elementos de uma obra.
    Princípio químico comum às diversas variedades de uma substância simples: o oxigênio O2 e o ozônio O3 são formados do mesmo elemento, que é o oxigênio. (V. QUÍMICA.)
    Física. Par de pólos de uma pilha elétrica, de um acumulador.
    Fig. Meio no qual um ser foi feito para nele viver: a água é o elemento dos peixes.
    Meio favorito ou natural: estar no seu elemento.
    Pessoa que pertence a um grupo: essa classe tem bons elementos.
    Matemática Elemento de um conjunto, cada um dos componentes desse conjunto.
    Elemento genérico, qualquer um dos elementos de um conjunto, representado frequentemente por x (por opos. ao elemento particular, representado por uma das primeiras letras do alfabeto).
    Elemento "majorante", num conjunto provido de uma relação de ordem e para um elemento a, elemento que vem depois do a; num conjunto E provido de uma relação de ordem e para um subconjunto A, elemento que vem depois de todos os elementos de A.
    Elemento máximo, num conjunto munido de uma relação de ordem, elemento que vem depois de todos os que lhe são comparáveis.
    Elemento mínimo, num conjunto munido de uma relação de ordem, elemento que vem antes de todos os que lhe são comparáveis.
    Elemento "minorante", num conjunto provido de uma relação de ordem e para um elemento a, elemento que vem antes de a; num conjunto E provido de uma relação de ordem e para um subconjunto A, elemento que vem antes de todos os elementos de A.
    Elemento neutro, num conjunto que possui uma lei de composição interna, elemento e tal que, combinado com qualquer outro elemento a, se tem sempre a como resultado.
    Elementos simétricos, num conjunto que possui uma lei de composição interna com elemento neutro, elementos cuja composição dá o elemento neutro.
    S.m.pl. O conjunto das forças naturais: lutar contra os elementos desencadeados.
    Princípios fundamentais, noções sumárias: elementos de física.
    Os quatro elementos: o ar, o fogo, a terra e a água. (Os quatro únicos elementos admitidos pelos antigos.)

    Fonte:

    http://www.dicio.com.br

  • Como é possível enxergar que há acréscimo de informações, pois diz sobre um e outro.

    C e D são "nada a ver".

    Letra B também não porque não há oposição, assim como a E também diz.

    Assim sendo, letra A: duas informações sobre as características brasileiríssimas e que há contraste no que diz respeito ao conhecimento da mania citada pelos "amigos do exterior".


    Aloha

  • Essa FGV pelo visto, seguindo as linhas do CESPE e FCC, também gosta de inventar! Qual a diferença, se é que alguém conseguiu estabelecer, entre as assertivas A e E?

  • De fato contrastar e oposição são sinônimos. Acredito que a diferença seja no fato de na alternativa A o que é oposto são elementos. Ele acrescenta um  novo elemento que é contrário ao primeiro elemento, qual seja, ser conhecido no exterior. 

    Na alternativa E o que se opõe são argumentos. Ele diz que acrescenta um segundo argumento que é contrário ao anterior. Na verdade ele não está acrescentando um outro argumento e sim um elemento novo que difere do segundo, que no caso é a característica de ser conhecido fora do Brasil. Perceba que nessa parte do texto não há que se falar em argumentos e sim em características apresentadas. 

  • Na minha opinião..."a" e "b" totalmente possíveis... so precisa se ligar que no sentido DESTE TEXTO a ideia e de "contrariar" algo dito anteriormente...ai essa FGV ainda me mata... =/

  • Existe explicação plausível ou é preciso ser PhD em semântica para resolver a FGV?

    A prova inteira tá de lascar!

  • Diferença entre a letra A e a letra B

    João é bonito, no entanto, é magro demais. - É uma oposição a uma informação expressa anteriormente (letra B)

    João é bonito, no entanto, Pedro é feio. - Apresenta um elemento novo que contrasta com outro anterior (letra A)

    Exemplo (não sei se está correto) que se encaixa na letra A

    ''A primeira (capacidade de dar um jeito) é escassamente conhecida no exterior, no entanto, é extremamente benéfica.''

    De qualquer maneira, as duas alternativas não falam a mesma coisa. :)

  • Fui responder achando que era uma banca normal, depois que vi: "2014 - FGV" kkkkk

  • "no entanto" introduz ou apresenta uma idéia de oposição/contraste. Não é função dele "mostrar" ou "acrescentar".

  • esse "segundo" no texto inseriu um elemento novo, que opõe a ideia do 1 segmento.

  • Pessoal, existe oposição SIM! 

    Na mesma prova, a questão 7 aborda isso. Vejam:

    “A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso”. 

    O conectivo “no entanto” traz uma oposição entre termos do texto; os termos opostos, nesse caso, são:


  • Podia ser a letra E também, já que as duas falam a mesma coisa.

    Não é a B porque a conjunção adversativa pode ser trocada por uma aditiva na oração.
  • Vejam essa questão da louca da FGV :

    https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questao/833677af-b5

  • Acho que no exemplo da Ana Carolina as explicações estão ao contrário:

    João é bonito, no entanto, é magro demais. - Apresenta um elemento novo que contrasta com outro anterior (letra A)

    João é bonito, no entanto, Pedro é feio.É uma oposição a uma informação expressa anteriormente (letra B)

  • Apresenta um elemento novo? Os elementos:

    Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar. 

    O elemento "A capacidade de adiar" já está no texto, como que tráz o elemento novo? 

    Os professores gostam de forçar a resposta pra chegar no gabarito 

  • Pela correção do professor Arenildo, nem ele conseguiu distinguir com firmeza a A da B, portanto não sou eu quem irei fazer.

    a) apresenta um elemento novo, que contrasta com outro anterior; (há um elemento novo que contrasta)

    b) mostra uma oposição a uma informação expressa anteriormente; (há oposição, mas o professor disse que fica "muito genérico" - ou seja, está certo, mas "menos certo" do que a alternativa A)

    Infelizmente é FGV, sempre dúbia, subjetiva e frustrante!

    Bons estudos!

  • Essa questão que a Any Silva recomendou é exatamente igual a esta, quero dizer, possui uma oração com um conectivo adversativo, logo esta questão admite a versão da oposição entre os dois trechos, e a questão aí de cima não, então realmente eu não sei o que responder na próxima prova da FGV, cada hora eles mudam de posição em relação ao assunto...PQP até Freud entra em colapso com essa banca aí.

  • gabarito A.

    depois de errar ..claro..eu pensei o seguinte:

    B e E se anulam pois estão falando a mesma coisa

    “A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso”. Nesse segmento há uma oposição, que:

    a banca não está negando o sentido de oposição, ela já ta afirmando no enunciado que existe, mas ela quer o que vem a partir dessa oposição...

    a conjunção adversativa pode trazer: oposição, quebra de expectativa, contraste, adversidade ...

    ex:

    ele viveu, mas ela morreu (viver e morrer são palavras de contraste)

    estava cansado, mas foi à festa (quebra de expectativa, pois se esperava que não fosse)

    os dois casos está dentro de um conjunto maior: oposição

    se não é isso, é tipo isso

  • Acredito que o elemento a mais deve ser entendido assim:

    Na primeira parte ele diz : “A primeira é ainda escassamente conhecida... ( quer dizer nem é conhecida.)

    Já na segunda parte diz : já anda bastante divulgada lá fora...( já aqui além de conhecida ela é divulgada...) ou seja é um algo a mais que a primeira situação...

    Por isso gabarito letra A

    apresenta um elemento novo, que contrasta com outro anterior.


ID
1157575
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


O emprego dos dois pontos (:) mostra uma finalidade diferente das demais no seguinte segmento do texto:

Alternativas
Comentários
  • Não entendi...alguém explica?

  • A questão parece possuir duas alternativas corretas: A e D.

    A alternativa A traz os dois pontos antes de aposto enumerativo.

    A alternativa D PARECE que traz os dois pontos antes de uma citação.


    Então por que a letra D está errada? Alguém poderia me ajudar?

  • A letra D é uma citação, notem que a expressão "Se eu morrer amanhã" está entre aspas.

    As outras alternativas correspondem a enumerações.

    Resposta D.

  • Caros amigos,

    A questão é que devemos interpretar a citação do refrão como uma explicação/restrição de que refrão é esse do qual se fala.

  • Usei um raciocínio simples: a primeira frase (da alternativa A) enumera algo; as demais, explicam.

  • A d não explica, é uma citação. Esta questão é, no mínimo, mal formulada.

  • Resposta: Letra A.

    De fato, a questão apresenta duas respostas corretas; sendo a letra D uma citação, diferente das outras alternativas, cujos dois pontos iniciam oração que explica termo anterior.

    Letra D também está correta.

  • Os dois pontos na letra A enunciam uma enumeração??? Tá de sacanagem, né!?
    Na letra A, os dois pontos iniciam a explicação do "tudo". 

    O que é esse "tudo" que adiamos?
    É "o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham".

    TMNC essas merdas de questões de português da FGV!
    O mais foda é a arrogância dos que defendem o gabarito.

  • Gente, mas na letra A "o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham" não estão explicitando o que é o "TUDO"?

  • letra a. 

     

    O emprego dos dois pontos (:) mostra uma finalidade diferente das demais no seguinte segmento do texto:

     

    a) “Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham”; - ENUMERAÇÃO  (O QUE VEM ANTES DA VIRGULA DIFERE DO QUE VEM DEPOIS DA MESMA) 

     

    b) “Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil”; EXPLICAÇÃO 

     

    c) “Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira;

    EXPLICAÇÃO 

     

    d) “Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”; EXPLICAÇÃO  (não é citação) 

     

    e) “A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto...”. EXPLICAÇÃO 

  • Odeio a FGV

  • a d é uma citaçao q absurdo

     

  • A questão D explica qual é o refrão.Não se leva em conta se é citação ou não

     


ID
1157578
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


O segmento do texto da crônica que NÃO atesta a intertextualidade como uma das marcas da textualidade é:

Alternativas
Comentários
  • Não entendi, alguém pode me esclarecer, por gentileza?


  • Acredito, então, que há três alternativas que fazem citações explícitas (letras a, d, e) e uma em que há uma paráfrase (letra c) - "Penso, logo existo" (René Descartes).

    Logo, eliminando-as, chegamos a alternativa b.

  • Jurandy,acho que a letra "c" não é paráfrase, pois olha a definição de paráfrase de acordo com o livro do Professor Fernando Pestana, 2013 :

    "paráfrase é uma reescritura em que ratifica, positivamente, a ideologia do texto original,ou seja, é dizer o mesmo com outras palavras"

    na letra C ele distorce a ideologia do texto original: 

    letra c:"O brasileiro adia, logo existe”,

     texto original: "penso, logo exito" ; como há um tom irônico, eu identifiquei mais como paródia. 

    Definições conforme livro do Fernando Pestana:

    Paródia: " É a intertextualidade em que se subverte ou se distorce a ideologia do texto original, normalmente com objetivo irônico"

    Abraços.


  • Mais pra frente achei essa questão, de outra banca Q350707

    Em “O brasileiro adia; logo existe.”, nota-se uma relação de intertextualidade promovida pelo seguinte mecanismo:

    a) Paráfrase

    b) Citação direta

    c) Paródia

    d) Metalinguagem

    e) Exemplificação

    E o gabarito é C mesmo, paródia

    Abraços,

  • Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre aintertextualidade.


    Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas idéias da obra citada ou contestando-as. Há duas formas: a Paráfrase e a Paródia.

    Paráfrase

    Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a idéia do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant'Anna em seu livro "Paródia, paráfrase & Cia" (p. 23):

    Texto Original

    Minha terra tem palmeiras
    Onde canta o sabiá,
    As aves que aqui gorjeiam
    Não gorjeiam como lá.

    (Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

    Paráfrase

    Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
    Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
    Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
    Eu tão esquecido de minha terra...
    Ai terra que tem palmeiras
    Onde canta o sabiá!

    (Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).

    Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas idéias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal.

    fonte: infoescola

  • Gabarito B

     

     a) “Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta...”; >>>  c) “O brasileiro adia, logo existe”;

     d) “Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá”; >>>  e) “Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”.

     

     

    Sobrou a letra B, que não faz relação nenhuma com as outras alternativas.

     b) “Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra”;

     

     

  • Letra B.

     

    Comentário:

     

    Na alternativa (A), há intertextualidade, por haver referência a Oscar Wilde e Mark Twain e o que eles diziam: “nunca se

    fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã”.

     

    Na alternativa (B) não há intertextualidade, pois não se identificou o livro francês sobre o Brasil. Tendo em vista a referência

    de forma indefinida, generalizada, não houve intertextualidade.

     

    Na alternativa (C), há intertextualidade, haja vista uma menção aos dizeres do filósofo e matemático francês Descartes:

    “Penso, logo existo”. A essa modificação damos o nome de paródia.

     

    Nas alternativas (D) e (E), há intertextualidade, por haver referência a dois poemas típicos do Romantismo: na Canção

    do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá; já Álvares de Azevedo

    tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”.

     

     

     

     

     

    Gabarito: B

     

     

    Prof. Décio Terror

  • Art. 99*


ID
1157581
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


Há, no texto da crônica, um conjunto de elementos que expressam quantidade. A alternativa em que o termo sublinhado NÃO tem esse valor é:

Alternativas
Comentários
  • Fiz por eliminação, se alguém poder me ajudar com a resposta agradeço!

    Resolveldo:

    a) cardinal

    Se a letra b) expressar quantidade, as letras d) e a letra e) também estariam corretas! (não pode)

    Sobrou a letra C!

    Se alguém souber a resposta... ajuda aí

  • A) duas constantes = quantidade 

    B) tantas vezes = quantidade 

    C) O termo "mais ou menos" é o MODO como a morte e a promissória são pontuais 

    D) algumas informações = quantidade 

    E) poucos endereços = quantidade 

  • "Mais ou menos" = relativamente.


    Parece estranho considerar a morte relativa, mas para entender isso é preciso ler o texto.

  • Acertei por eliminação, já que mais ou menos não estava expressando quantidade.

  • Os termos usados passam a intenção de comparação!  

  • GABARITO C

    “Só a morte e a promissória (sujeito composto) são (verbo de ligação)  mais ou menos  pontuais (predicativo do sujeito) entre nós”;

    mais ou menos: advérbio de intensidade, intensificando o predicativo do sujeito (pontuais)


  • Amigos,

    a) duas = quantidade

    b) tantas = quantidade

    c) mais ou menos = INTENSIDADE .Substituindo mais ou menos por muito, teremos o sentido de intensidade. Vejam: Só a morte e a promissória são MUITO pontuais entre nós. Não há ideia de quantidade, mas sim de intensidade.

    d) algumas = quantidade

    e) poucos = quantidade

  • Eu tinha entendido que o "ALGUMAS" viria com valor de indefinição :(

  • Letra C


    “Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós”;



    Indica intensidade, logo não é numeral. 



    Professores de português do Qconcursos, são, show de bola em ensina. 



    Bons Estudos.



    Rumo a aprovação. 
  • Gabarito C

     

    Errei. achei que seria letra D.

    Mas analisando com calma, percebi que a letra C é a única que tem conjunção alternativa.

     

    c) “Só a morte e a promissória são mais OU menos pontuais entre nós”;

    É a única que expressa alternância. Dá idéia de adição ou diminuição.

  • GABARITO = C - EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR ALEXANDRE SOARES

     

    OBS: CUIDADO PARA NÃO CONFUNDIR QUANTIDADE COM INTENSIDADE.
    EX: ELA É MUITO LINDA (AQUI NÃO A QUANTIDADE, ESTÁ APENAS INTENSIFICANDO)
    EX2: EU COMPREI MUITAS GARRAFAS (AQUI NÃO É INTENSIDADE, É UMA QUANTIDADE)

    A-) “Há em nosso povo duas constantes (QUANTIDADE)que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo”;
    B-)“Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes (IGUAL A "MUITAS VEZES = QUANTIDADE) se desemparelham”;
    C-)“Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais (NÃO ESTÁ QUANTIFICANDO, ESTÁ DANDO UMA INTENSIDADE SOBRE SER PONTUAL) entre nós”;
    D-)“encontrei no fim do volume algumas informações (QUANTIDADE) essenciais sobre nós e sobre a nossa terra”;
    E-)“Entre poucos endereços (QUANTIDADE) de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico”.

  • Acredito que, se dificuldade viesse, bastaria substituir o termo sublinhado "por certa quantidade de" que logo encontraria a alternativa que não tem esse valor (C).

  • mais ou menos

    funciona como uma locução adverbial de intensidade, logo não tem valor quantitativo

  • gabarito C

    C) “Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós”;

    mais + adjetivo = advérbio de intensidade

    as demais alternativas se referem a substântivos


ID
1157584
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


Nos dois termos “conserto do automóvel” e “concerto de Beethoven” há a mesma relação sintática que, respectivamente, em:

Alternativas
Comentários
  • A questão aborda conhecimentos acerca da diferenciação de adjunto adnominal e complemento nominal, que segundo a própria Banca FGV, é estabelecer a diferença entre agente (adjunto) e paciente (complemento).

    Conserto de automóvel (paciente) / concerto de Beethoven (agente). A única alternativa que corresponde a esta sequência é a letra b. Invasão de cidade (paciente - complemento nominal) / invasão dos bárbaros (agente -adjunto adnominal).


  • conserto de algo  #  concerto de alguém

    invasão de algo   #   invasão de alguém

  • fgv adora diferir adj e complemento!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • FGV = banca lixo


  • Complento nominal x adjunto adnominal preposicionado

    Se a expressão estiver ligada a substantivo abstrato com a preposição "de", será:

    adjunto adnominal se der ideia de "ação"

    complemento nominal se der ideia de "sofrer a ação"

    Vamos ao exercício:

    Enunciado: "Conserto de automóvel" => O automóvel é consertado, logo sofre a ação. É complemento nominal

    "Concerto de Beethoven" => O Beethoven que dá o show, logo pratica a ação. É Adjunto adnominal.

    Ou seja, teremos que achar a alternativa que tenha a 1ª CN e a 2ª Adj. adnominal.

    Alternativas:

    a) criação de galinhas / criação de uma nova estrada

    As galinhas são criadas. Sofrem a ação= CN/ A estrada é criada. Sofre a ação=CN

    1ªCN, 2ª CN = ERRRADA

    b)invasão da cidade / invasão dos bárbaros;

    A cidade é invadida. Sofre a ação=CN/ Os Bárbaros invadem a cidade. Praticam a ação=Adj. adnominal

    1CN, 2ª ADJ. ADN = CERTA

     

    ****Atenção: Essa é uma regra bem específica. Se a expressão ligada ao substantivo abstrato estivesse precedida de qualquer outra preposição que não fosse "de", seria de cara complemento nominal..sem fazer esse jogo de fazer/sofrer ação.

    Bons estudos.

  • Cara Nadyne, eu não sei o que admirar mais: sua explicação (show de bola!) ou sua foto (show de bola do mesmo jeito!).

    Valeu! 

  • Concerto com "c" e Conserto com "s".. 

  • Nos dois termos

    “conserto do automóvel”  - PACIENTE- CN (O automóvel não conserta nada, ele é consertado)

     “concerto de Beethoven” AGENTE- ADJ. ADN. (Beethovem que faz o concerto) 

     

    a) criação de galinhas (paciente) / criação de uma nova estrada;(paciente) 
    b) invasão da cidade (paciente) / invasão dos bárbaros (agente) - É A RESPOSTA 
    c) invenção da lâmpada(paciente) / invenção de novo aplicativo;(paciente)
    d) cópia de um documento(paciente) / cópia de uma assinatura(paciente);
    e) visão de uma ponte(paciente) / visão da paisagem.(paciente)

     

  • @Nadyne Almeida, sua explicação está excelente! Muito bo mesmo!

  • Letra B.

    • “do automóvel” é um complemento nominal.

    • “de Beethoven” é adjunto adnominal.

    a. Complemento nominal / complemento nominal.

    b. Complemento nominal / adjunto adnominal.

    c. Complemento nominal / complemento nominal.

    d. Complemento nominal / complemento nominal.

    e. Complemento nominal / complemento nominal. 

    Questão comentada pelo Prof. Elias Santana


ID
1157587
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


“Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo”.

Em “o conserto do automóvel” e “o concerto de Beethoven” há a presença intencional de dois homônimos; a alternativa abaixo em que essa possibilidade não existe por só estar dicionarizada uma das palavras dadas é:

Alternativas
Comentários
  • As palavras conselho e concelho existem na língua portuguesa e estão corretas. Contudo, estas duas palavras são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. Conselho pode ser um aviso e um parecer ou um grupo de pessoas com funções deliberativas, como o conselho de ministros. Concelho se refere a uma divisão administrativa do território, como um município. 

    Concelho com c, é muito usada em Portugal e pouco conhecida no Brasil, só a FGV mesmo...
  • Se eu já ouvi falar em dicionarização da palavra "Concelho" eu cegue :/

  • con·ce·lho |â ou ê| 
    (latim concilium, -iiassociação, reunião, .assembleiaconcílio, entrevista)

    substantivo masculino

    1. Subdivisão do distrito administrativo composta de uma ou mais freguesias. = CÂMARA, MUNICÍPIO

    2. Conjunto dos habitantes dessa subdivisão. = MUNICIPALIDADE


    "concelho", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/concelho [consultado em 31-07-2014].

  • As palavras conselho e concelho existem na língua portuguesa e estão corretas. Contudo, estas duas palavras são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. Conselho pode ser um aviso e um parecer ou um grupo de pessoas com funções deliberativas, como o conselho de ministros. Concelho se refere a uma divisão administrativa do território, como um município.

    Conselho tem sua origem na palavra em latim consilium, devendo assim ser escrito com s na segunda sílaba. É um substantivo masculino e se refere a uma opinião, um parecer, um aviso, um ensinamento, uma advertência. Significa também um grupo de pessoas que, reunidas, deliberam sobre certos assuntos, como um corpo executivo, um corpo deliberativo, um corpo administrativo, uma assembleia de ministros,...

    Exemplos:
    Eu vou te dar um conselho: não se meta nessa confusão!
    Se você precisar, pode pedir conselhos à psicóloga da empresa.
    Quais foram as decisões tomadas pelo conselho de ministros?
    O conselho escolar se reuniu para dialogar sobre o insucesso que existe nas escolas.

    Concelho tem sua origem na palavra em latim concilium, devendo assim ser escrito com c na segunda sílaba. É um substantivo masculino e se refere a uma divisão administrativa do território, a um município. Esta palavra é mais utilizada em Portugal do que no Brasil.

    Exemplos:
    Os recursos serão distribuídos mediante a população do concelho.
    Viajei para Portugal e visitei o concelho de Lisboa.
    Eu moro no concelho vizinho a este.

    http://duvidas.dicio.com.br/conselho-ou-concelho/ 






  • De fato, qual é o gabarito desta questão?

  • A palavra "pulir" não faz parte do vocabulário português, o que torna a alternativa "d" incorreta.

  •  a) concelho / conselho; -“ Concelho”: assembleia,reunião Conselho de Ministros reunião de ministros conselho de administração -órgão de direção de uma empresa.  Conselho”: opinião,sugestão

     b) caçar / cassar;“Caçar” significa perseguir animais para matar ou capturar: caçar onça, caçar tigre, caçar raposa.

    “Cassar” significa tornar nulo ou sem efeito: cassar os direitos, cassar o mandato, cassar concessão.

     c) paço / passo; “Paço”: É o nome dado a certos palácios, ou outros imóveis ,usados como residências oficiais; palácio de um rei; sede de uma câmara municipal ou prefeitura.  O paço da prefeitura de São Paulo é uma beleza.

    “Passo”: ato de mover um pé para andar

     d) polir / pulir; - A palavra pulir não faz parte do Dicionário Português.

     e) comprimento / cumprimento. “Comprimento” é a grandeza física que expressa a distância entre dois pontos. Na linguagem comum se acostuma diferenciar a altura (quando se refere a um comprimento vertical) e a largura (quando se fala dum comprimento horizontal).

    “Cumprimento”:Ação ou efeito de cumprimentar; completa execução de (alguma coisa): cumprimento das obrigações.

  • Agora eu terei que estudar o dicionário também. Eles querem um servidor público ou o Pasquale???

  • um Pasquale, um matemático, um cientista jurídico!! essas bancas estão demais!! 

  • Matei a questão por conhecer o significado de PAÇO, caso contrário ficaria difícil.

  • Dá para matar por eliminação, mas acho uma questão bem desnecessária. Não põe à prova conhecimento algum. 

  • Concelho com "C" e "Pulir" e pra acabar com o pequi de Goias..!!!

  • * ALTERNATIVA A ASSINALAR: "d".

    ---

    * JUSTIFICATIVA: concelho (reunião) / conselho (lição); caçar (um animal) / cassar (direitos); paço (edifício público, sede de um governo) / passo (modo de andar); polir (alisar e dar brilho) / pulir (não existe); comprimento (distância) / cumprimento (saudação).

    ---

    Bons estudos.

  • GABARITO: D

     

    Homônimos são palavras de mesmo som, mas com grafias e sentidos diferentes.


    Na alternativa (A), as duas formas estão corretas, pois “conselho” é um ensinamento, mas pode também se referir a um grupo de profissionais com funções específicas; já “concelho” refere-se a uma divisão administrativa do território, como um município.


    Na alternativa (B), “caçar” significa captura;“cassar” significa invalidar, impedir, extinguir algo.


    Na alternativa (C), “paço” se refere a palácio; já “passo” é o movimento dado com os pés.


    Na alternativa (D), só existe a forma “polir”, a qual significa lustrar.


    Na alternativa (E), “comprimento” é a extensão; já “cumprimento” é a saudação entre pessoas.

     

     

    Prof. Décio Terror

  • CONCELHO -palavra mais utilizada em PORTUGAL - Sinonimo de Município  - Brasil adotou municipio em vez de concelho.

     

    Concelho é um substantivo masculino e se refere a uma divisão administrativa do território equivalente a um município. Esta palavra é mais utilizada em Portugal do que no Brasil. Concelho tem sua origem na palavra em latim concilium, devendo assim ser escrito com c na segunda sílaba.

    Exemplos:

    Os recursos serão distribuídos mediante a população do concelho.

    Viajei para Portugal e visitei o concelho de Lisboa.

    Eu moro no concelho vizinho a este.

     

    https://duvidas.dicio.com.br/conselho-ou-concelho/

  • Não entendi o dicionarizado, achava que seria algo que estivesse no dicionário. Como "pulir" não existe, então como a letra D é o gabarito?

  • Não é possível...

    Vamos lá!

    Concelho: Palavra usada em Portugal. Signifca divisão de território. Equivale ao nosso município.

    Não existe a palavra Pulir!

    Gabarito:D

  • Conselho, escrito com “s”, significa um parecer, opinião ou recomendação


    Concelho, escrito com “c”, significa circunscrição administrativa ou município.


    FGV é podre


    Gabarito: D

  • Acho que nesta questão a FGV queria testar o conhecimento entre parônimos e homônimos, pelo menos foi assim que eu fiz. Mesmo sem conhecer todos os significados, caso existisse a palavra "pulir", ela não seria um homônimo, mas sim um parônimo, logo estaria errada.

    GABARITO D

    FORÇA GALERA!

  • Tô passada

  • Gabarito: D

    A questão pede a alternativa equivocada, logo a palavra "pulir" não existe.

    Segue abaixo o significado de outras palavras:

    Cassar = anular, revogar (direitos políticos, mandatos, licenças etc.).

    Concelho = Subdivisão do distrito administrativo composta de uma ou mais freguesias (câmara, município).

    Paço = Residência de rei (corte, palácio) / edifício público, sede do governo de um município.

  • Acho que nem o estudo da gramática em si ajuda na resolução de uma questão dessas. Aqui é teste de riqueza vocabular mermo. Muita e boa leitura é que resolve!

  • POLIR- correto. Significado: dar lustre.

    PULIR- não está correto.

    MASSSSSS ... Atenção:

    O verbo polir é um verbo irregular, havendo a substituição do radical pol- pelo radical pul- nas formas rizotônicas do presente do indicativo: eu pulo, tu pules, ele pule, eles pulem.


ID
1157590
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


"Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo".

A característica de tudo adiar alcança todos os setores da vida. A alternativa em que o exemplo dado NÃO corresponde à área indicada é:

Alternativas
Comentários
  • LETRA B

    a visita de pêsames não é um dever de cidadão, pode ser um compromisso social, mas não um dever.


ID
1157593
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


“Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis”.
Infere-se desse segmento do texto que os românticos:

Alternativas
Comentários
  • Pelo amor de Deus. Ninguém enviou recurso pra essa questão pra mudarem o gabarito?

  • ""Infere-se desse seguimento..."
    Também achei super capciosa. A resposta teve como base não o texto transcrito na questão, como ela mesma pede. Mas unicamente nosso conhecimento sobre o movimento literário Romantismo. 



  • No texto.

    Como se vê, nem os romanticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.

    Portanto, letra b

  •        A resposta dessa questão está estranha, pois pelo gabarito da banca, parece que a FGV almejava do candidato conhecimentos sobre as Escolas de Literatura, pois a morte era realmente um dos temas mais abordados pela Escola do Romantismo em sua Segunda Geração*: Alvares de Azevedo; todavia, Gonçalves Dias era da Primeira Geração (Indianista ou Nacionalista).

    *Essa geração, também conhecida como Byroniana e Ultrarromantismo, recebeu a denominação de mal do século pela sua característica de abordar temas obscuros como a morte, amores impossíveis e a escuridão. -  http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo_no_Brasil

  • detalhe: de 0 a 20% de acertos.

  • Gabarito absurdo. Isso é prova de português e não de literatura. Considero a letra B como o gabarito!

  • A resposta deve estar desatualizada! Não é possível...

  • É FGV MESMO, mas tentando encontrar alguma lucidez na resposta, temos que analisar que a questão é de interpretação e não de compreensão. O texto pede inferência, inferir é encontrar o que está além do texto. Se fosse uma questão de compreensão a letra B estaria certa, mas o que está além, o que subtendense é a letra c, o texto fala " famoso poema.... se eu morresse amanhã.... poemas típicos do romantismo.... quanto à morte....

  • Para o mundo que eu quero descer! Jesus que interpretação é essa!

  • a FGV, se vcs prestarem bastante atenção, tem mania de colocar gabaritos que nao tem nada a ver com a pergunta feita. Nao é ignorancia minha diante de questoes dificeis. se quiserem tirar a prova real e so colocar o filtro de questoes dificeis nesse site e fazer so as da FGV. 

    O examinador ou examinadores da parte de portugues  deveriam ser processados pois ele coloca o nosso estudo de meses por agua a baixo colocando gabaritos desse tipo ou colocando questoes de intertextualidade de livros que ninguem leu de tao inuteis que sao. 

    Uma coisa é testar o conhecimento do candidato a outra a fazer loteria com a vaga. 

  • não precisa de conhecimento de literatura, basta ler este fragmento do texto:           Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis. 

  • Questão muito difícil, capciosa. O truque está, como disse a colega Fernanda Melo, no trecho "Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas TÍPICOS do Romantismo". Se esses poemas que falam da morte são típicos no romantismo, então a morte é/foi um tema frequente entre os autores românticos.

    O enunciado diz "Infere-se desse segmento do texto que os românticos ". E é aí que está a malandragem, pois esse trecho busca induzir o candidato a pensar que o termo "os românticos" diz respeito aos dois autores citados no texto; quando, na verdade, refere-se aos autores do Romantismo.

    O texto NÃO diz que os autores românticos queriam adiar a morte (ou que esse adiamento era um tema típico entre eles), MAS diz que "Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas TÍPICOS do Romantismo".

    Os dois poetas citados são usados na argumentação do autor do texto para ratificar o fato de que nós adiamos tudo.

    Também errei essa maldita questão. rsrs

    Bons estudos.

  • Sempre digo... A FGV deveria ser proibida de fazer provas de concurso! Banca péssima.

  • Pelo visto, inferir, segundo a FGV, é sinônimo de "viajar na maionese" mesmo.

  • Pessoal, não há nenhum problema com a questão! Ela solicitou uma "inferência" do texto, que é algo que esteja "subentendido", ou "oculto". Se ela tivesse perguntado o que se "entende" do texto, ou algo do tipo (e nesse caso seria uma típica questão de compreensão) daí a resposta seria a letra B, nesse caso a resposta é C porque precisamos dar um "pulo" (lendo o parágrafo inteiro) para inferir que os românticos tinham a morte como tema freqüente.

  • "Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo". Ou seja, tema frequente.

  • Agora o tema da "Canção do exílio" é a morte... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Forçando MUITO pra concordar com o gabarito, o "tema frequente" ao qual se refere a alternativa C PODE SER (VIAJANDO DEMAIS NA MAIONESE) por causa do tempo verbal do verbo "aceitar". Verbos no pretérito imperfeito indicam ações passadas que eram realizadas de forma repetitiva.

  • Infelizmente não adianta reclamar: a questão está correta. Quem desejava adiar a morte eram os ROMÂNTICOS BRASILEIROS. Já os românticos em geral queriam morrer logo (vide o termo "nem os românticos", ou seja, infere-se que, de modo geral, eles tinham a morte como tema frequente). E mesmo que os brasileiros quisessem adiar, eles mesmo assim tinham a morte como tema frequente.

  • Fundação Entulho Vargas

  • Não sei se meu raciocínio está correto mas vejamos:

     

    Fiquei entre a C (resposta) e a B. Marquei B, no entanto, analisando depois, tive de concordar. 

    A alternativa B diz: desejavam adiar também a morte;

    Assim, como o anunciado quer a INFERÊNCIA (= o que não está explícito no texto), a alternativa B dá a entender que os românticos queriam adiar várias coisas (ou outras coisas) e INCLUSIVE a morte. E essa conclusão está errada. Assim, sobra apenas a C que é perfeitamente aceitável.

     

    As alternativas A, D e E são firulas.

  • Que banca ptética...pqp...

  • A questão em si não cobra interpretação de texto, mas conhecimento de literatura. O romantismo de segunda geração tem como tema central a morte.

    Isso é corrobarado por duas citações no texto:

    Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis. 

    Fonte: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/movimentos-literarios/romantismo-segunda-geracao.html

    Gabarito C

  • pois é, saber o que querem se conhecimento literário ou interpretação, eu errei pq achei q não poderia ser a c

  • por esse raciocínio se pode aferir qualquer alternativa.

    FGV é desanimador!

  • Gabarito foge do padrão que a FGV costuma colocar.

  • Indiquem para comentário.

  • gabarito C

    olha a contragosto dá pra ir por eliminação..

    “Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis”.

    Infere-se desse segmento do texto que os românticos:

    (A) apresentavam tendências religiosas; (como Deus está sendo citado, acho que não seria uma tendência mas um fato que eles eram religiosos)

    (B) desejavam adiar também a morte; (isso ta explícito, sendo caso de compreensão e não interpretação)

    (C) tinham a morte como tema frequente;

    (D) mostravam horror à morte; (extrapolação)

    (E) adiavam a morte e o amor (extrapolação)


ID
1157596
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


“...na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá”.

Nesse segmento, a expressão “isto é” tem a função de:

Alternativas
Comentários
  • Palavras Denotativas

    Série de palavras que se assemelham ao advérbio.

    A NGB considera-as apenas como palavras denotativas, não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais.

    Classificam-se em função da idéia que expressam:

    •Adição - ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda queria mais)
    •Afastamento - embora (Foi embora daqui)
    •Afetividade - ainda bem, felizmente, infelizmente (Ainda bem que passei de ano)
    •Aproximação - quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc. (É quase 1h a pé)
    •Designação - eis (Eis nosso carro novo)
    •Exclusão - apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas etc. (Todos saíram, menos ela / Não me descontou sequer um real) ;


    •Explicação - isto é, por exemplo, a saber etc.

    Ex.: Ele estuda muito, isto é, não faz outra coisa.


    •Inclusão - até, ainda, além disso, também, inclusive etc. (Eu também vou / Falta tudo, até água)
    •Limitação - só, somente, unicamente, apenas etc. (Apenas um me respondeu / Só ele veio à festa)
    •Realce - é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E você lá sabe essa questão?)
    •Retificação - aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. (Somos três, ou melhor, quatro)
    •Situação - então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal, quem perguntaria a ele?)

  • Gab. (D)

    As expressões ''isto é'' e ''ou seja'', são utilizadas para explicar algo que foi dito anteriormente.

  • "ou seja" e "isto é" para a FGV são sempre de valor explicativo. Qualquer que seja o contexto, esse tipo de questão traz sempre como resposta certa a que disser que "explica" a informação anterior. De tanto resolver questões FGV, já percebi isso... 

  • Na minha opinião, se ele tivesse dito "volte para cá, isto é, para lá", seria um caso de retificação, pois ele teria errado o verso da poesia. Mas, em "volte para lá, isto é, para cá", não há retificação, pois a poesia está corretamente citada; o "isto é", neste caso, seria, portanto, só para explicar que o "lá" da poesia se refere ao Brasil. 

  • "Isto é" tanto pode significar uma expressão denotativa de explicação como de retificação. Ficar atento em cada caso! Pelo contexto, dá para ver que o autor não quis corrigir, retificar nada, logo, sobra a opção, "isto é" no sentido de explicar.

  • O autor não quis corrigir a informação anterior, nem reforçar o contraste. Na realidade, ele quis explicar que “Gonçalves Dias” estava no exílio. Portanto, estava fora do Brasil. Então, ele rogava a Deus que não permitisse que ele morresse sem voltar para sua terra natal: o Brasil.


    Como o autor do texto está no Brasil falando sobre Gonçalves Dias, ele explicou que a expressão “para lá” de Gonçalves Dias é o “para cá” em relação ao autor. Assim, a alternativa correta é a (D).

     

    Fonte: Professor Décio Terror

     

    “Isto é” pode ser uma expressão denotativa de explicação ou de retificação. (vai depender do contexto)

    Exemplo:

    Correu, isto é, voou até nossa casa. (RETIFICAÇÃO)

    Li vários livros, isto é, os clássicos. (EXPLICAÇÃO)

     

  • gabarito D

    explicou a mesma coisa de outra forma


ID
1157599
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


“A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem”.

O comentário correto sobre os componentes desse segmento do texto é:

Alternativas
Comentários
  • Alguém poderia explicar? Grato!

  • Bem não tenho "apreciado" as questões de português da FGV, mas a nós candidatos/concurseiros não nos cabe gostar ou não e sim acertar. Logo, fiz esta questão por exclusão, senão vejamos:

     b) “de pronto” indica o modo como são ditas as palavras (errada), pois o comando diz:  "ele reage de pronto", ou seja, o modo como ele reagiu foi de pronto e não o modo como são ditas as palavras."

    d) os elementos da enumeração são citados aleatoriamente (errada), pois no comando vem citados enumeradamente/progressivamente, vejamos: "à tarde, à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem”. 

     e) “reflexo condicionado” indica algo feito intencionalmente(errado),  reflexo NÃO indica algo intencional

    c) “qualquer problema” é o mesmo que “problema qualquer”; FIZ PELA LÓGICA, NÃO TENHO EXPLICAÇÃO P ESTA.


  • Questão C Errada pois "qualquer problema" o qualquer tem função de pronome e " problema qualquer" o qualquer tem função de adjetivo.

  • Entendo que o erro da letra C está no significado das expressões. Em "qualquer problema", temos a ideia de que não importa qual seja o problema, dentre todos, qualquer um. Já na expressão "problema qualquer", nos leva a crer que um determinado problema é banal. Acredito que esse seja o caminho. 

  • Questão desesperadora!

  • Olá, pessoal!


    Essa questão não foi alterada pela Banca. Alternativa correta Letra A, conforme publicado no edital de Gabaritos no site da banca.


    Bons estudos!
    Equipe Qconcursos.com

  • Ao meu ver, "A coisa deu em reflexo condicionado" significa o mesmo que: a reação ocorreu por um reflexo premeditado.

    É possível existir um reflexo condicionado? Acredito que não. Acho que o autor foi irônico nessa afirmativa, querendo dizer que certas reações ocorrem espontaneamente para situações específicas, situações já estabelecidas, premeditadas.


ID
1157602
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    Brasileiro, Homem do Amanhã

(Paulo Mendes Campos)


          Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
          A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
          Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.
          Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).
          Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
          Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.
          Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
          Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.
          O brasileiro adia, logo existe.
          A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

                    Palavras

          Hier: ontem
          Aujourd’hui: hoje
          Demain: amanhã
          A única palavra importante é “amanhã”.
          Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.


“Brasileiro até demais”. Com essa frase, colocada logo ao início do texto, o cronista quer dizer que:

Alternativas
Comentários
  • reposta B


ID
1157605
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    O JEITINHO BRASILEIRO

(Roberto da Matta)


O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção?
Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho” positivo e, direi eu, ético. Por exemplo: estou tranquilo na fila, chega uma senhora que parece preocupada, precisando pagar sua conta que vence aquele dia e pede para passar na frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”, que permaneceria universal porque poderia ocorrer na maioria dos países conhecidos, exceto talvez na Alemanha ou na Suíça, onde um trem sai às 14:57! E sai mesmo: eu fiz o teste.
A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra. Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania! Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país. Tenho o direito - como cidadão - de tomar conta da Biblioteca Nacional, que também é minha. Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção.


Diante da pergunta que lhe foi feita, o sociólogo Roberto da Matta partiu da seguinte estratégia:

Alternativas
Comentários
  • Correta:  a) esclarecer previamente os sentidos do vocábulo “jeitinho”;

    O texto nos traz algumas frases que confirmam que o sociólogo apresenta 3 sentidos nos quais o "jeitinho" brasileiro pode ser visto , quais sejam:

    1-"Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho” positivo;

    2-A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra e

    3-Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção."

  • Olá, pessoal!


    Essa questão não foi alterada pela Banca. Alternativa correta Letra A.


    Bons estudos!
    Equipe Qconcursos.com


  • Não entendi o "previamente".


ID
1157608
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    O JEITINHO BRASILEIRO

(Roberto da Matta)


O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção?
Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho” positivo e, direi eu, ético. Por exemplo: estou tranquilo na fila, chega uma senhora que parece preocupada, precisando pagar sua conta que vence aquele dia e pede para passar na frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”, que permaneceria universal porque poderia ocorrer na maioria dos países conhecidos, exceto talvez na Alemanha ou na Suíça, onde um trem sai às 14:57! E sai mesmo: eu fiz o teste.
A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra. Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania! Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país. Tenho o direito - como cidadão - de tomar conta da Biblioteca Nacional, que também é minha. Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção.


Ao citar o horário do trem na Alemanha e na Suíça, o autor do texto quer dizer que, nesses países:

Alternativas
Comentários
  • regras são regras e vice-versa.Essa é a resposta. No texto:um trem sai as 14:30 ,e sai mesmo.

  • regras são regras e vice-versa não se discute rsrsrs ...

  • Desculpem o desabafo, mas o que é regras são regras e vice-versa? Isso não me diz nada, se fosse somente a primeira parte teria marcado sem pensar, mas esse vice-versa o que quer dizer? A FGV inventa demais.

  • Achei desnecessário o termo vice-versa mas.....rsrsrs

  • o "Vice-versa" pegou mesmo. 


ID
1157611
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    O JEITINHO BRASILEIRO

(Roberto da Matta)


O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção?
Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho” positivo e, direi eu, ético. Por exemplo: estou tranquilo na fila, chega uma senhora que parece preocupada, precisando pagar sua conta que vence aquele dia e pede para passar na frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”, que permaneceria universal porque poderia ocorrer na maioria dos países conhecidos, exceto talvez na Alemanha ou na Suíça, onde um trem sai às 14:57! E sai mesmo: eu fiz o teste.
A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra. Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania! Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país. Tenho o direito - como cidadão - de tomar conta da Biblioteca Nacional, que também é minha. Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção.


O texto fala de “uma relação ruim com a lei geral” porque essa lei:

Alternativas
Comentários
  • Alguém poderia explicar?

  • Acho que esse gabarito é devido à palavra "pressuposto" em "com o pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania!".


    Seria algo como: Pressupõe-se que essa regra produz legalidade e cidadania, quando na verdade NÃO produz.
  • FGV, esse gab é lamentável.


  • A questão ficou confusa, contudo a "lei" a que a questão se refere é a "regra universal do jeitinho" que está no texto.

    Por isso a confusão.

    O jeitinho não tem legalidade ou cidadania.


  • Questão confusa mesmo Daniel Gelbcke, mas obrigada pelo auxílio.

  • Pior prova da FGV que já fiz. 

  • A questão sociológica do "jeitinho", sob o pretexto/pressuposto que essa regra universal (ou seja, o "jeitinho") produz legalidade e cidadania, mostra uma relação ruim com a lei geral e com a norma desenhada para todos os cidadãos. Muitas pessoas, por exemplo, por acharem injusta a cobrança de certos tributos, sentem-se, erroneamente, no direito de burlá-los. Sendo que os fins jamais justificarão o meios. Porém a questão foi muito mal elaborada, porque, na verdade, o que não possui legalidade e cidadania é "essa regra universal (do "jeitinho")", e não a lei geral que é desenhada para todos os cidadãos. Fica parecendo que nem mesmo a pessoa que elaborou a questão soube interpretá-la. 

  • O fato da lei não ser cumprida pelos cidadãos, não quer dizer que ela seja ilegal ou não seja cidadã. Aliás, o autor até disse o contrário:pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania.

    A relação ruim com a lei geral a que o autor está se referindo, é o atendimento de interesses de classe, que no caso seria o amigo ou parente do delegado da receita federal.

     

  • terceira questao que erro pq nao consegui entender claramente o que queriam,sacanagem

  • gabarito C

    A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra. Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania! Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país. Tenho o direito - como cidadão - de tomar conta da Biblioteca Nacional, que também é minha. Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção.

    lei geral - norma - essa regra universal produz legalidade e cidadania

    C) não possui legalidade ou cidadania;

    ..."se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção..."

  • essa banca tá de sacanagem, não existe uma questão dessa, pqp!


ID
1157614
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    O JEITINHO BRASILEIRO

(Roberto da Matta)


O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção?
Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho” positivo e, direi eu, ético. Por exemplo: estou tranquilo na fila, chega uma senhora que parece preocupada, precisando pagar sua conta que vence aquele dia e pede para passar na frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”, que permaneceria universal porque poderia ocorrer na maioria dos países conhecidos, exceto talvez na Alemanha ou na Suíça, onde um trem sai às 14:57! E sai mesmo: eu fiz o teste.
A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra. Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania! Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país. Tenho o direito - como cidadão - de tomar conta da Biblioteca Nacional, que também é minha. Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção.


“Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país”. Em outras palavras, pode-se dizer que:

Alternativas
Comentários
  • Entendi a letra D, mas porque a letra C está errada ? 

  • Eu pago meus impostos integralmente (cumprimento da lei) e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país (criação de direitos)


ID
1157617
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    O JEITINHO BRASILEIRO

(Roberto da Matta)


O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção?
Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho” positivo e, direi eu, ético. Por exemplo: estou tranquilo na fila, chega uma senhora que parece preocupada, precisando pagar sua conta que vence aquele dia e pede para passar na frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”, que permaneceria universal porque poderia ocorrer na maioria dos países conhecidos, exceto talvez na Alemanha ou na Suíça, onde um trem sai às 14:57! E sai mesmo: eu fiz o teste.
A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra. Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania! Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país. Tenho o direito - como cidadão - de tomar conta da Biblioteca Nacional, que também é minha. Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção.


“Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção”.
O comentário correto sobre os componentes desse segmento do texto é:

Alternativas
Comentários
  • Aí - advérbio de lugar, quando quer dizer nesse lugar, exemplo: Deixa o livro aí. / advérbio de tempo, quando quer dizer nessa ocasião, exemplo: Chegou a noiva; aí lhe atiraram flores. / palavra ou partícula de realce, exemplo: Aí pelas 11 horas vieram as crianças.

  • Olá, pessoal!

    Essa questão foi alterada. Os erros encontrados foram corrigidos. Conforme publicação no site da Banca.

    Bons estudos!
    Equipe Qconcursos.com

  • Não entendi essa, alguém poderia explicar ?

  • Dou um jeito nao é  expressão coloquial? 

  • Aí valor de tempo?
    Como isto!? '-'

  • Questão surreal... vamos pedir comentários ao prof!

  • Galera, sabemos que a FGV não é uma banca lógica, por vezes, temos que dar uma viajada e ir além do que aprendemos e também além do que está escrito no papel.

     

    A) Errada. "agora" não tem valor de conclusão, imagino que seja uma ideia de explicação, (acho, não tenho certeza)

     

    B) Errada. "dou um jeito" é um termo coloquial, mas não contraria a norma culta, há verbo flexionado no tempo correto, sujeito(oculto)..

     

    C) Errada. Acredito que o termo "vista grossa" não necesariamente se refere a receber dinheiro, mas apnas deixar o processo seguir sem rigor da lei.

     

    D) Errada. "Jeitinho" não expressa afetividade.

     

    E) GABARITO. Custei a aceitar o "aí" como temporal, mas se você fizer uma simples substituição de termo na oração, percebe quepode ser temporal, sim. Veja: "...faz a tal “vista grossa”, aí(nesse momento) temos o “jeitinho” virando corrupção.

  • Alguém sabe porque não e a C ?

     

  • a) agora (tem valor adversativo, pode ser substituído por mas, contudo, todavia)
    b) é expressão coloquial mas não desrespeita a norma culta
    c) fazer vista grossa é deixar de fazer algo por indulgência, condescender. (se recebe vantagem econômica é corrupção)
    d) sentido pejorativo
    e) aí equivale a "Nesse caso (referindo-se a circunstância ou acontecimento hipotético)"

    Discordo da banca, não tem valor de tempo.

    Gabarito da Banca E.

  • FGV viaja. Até professor de português discorda.


ID
1157620
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                    O JEITINHO BRASILEIRO

(Roberto da Matta)


O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção?
Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho” positivo e, direi eu, ético. Por exemplo: estou tranquilo na fila, chega uma senhora que parece preocupada, precisando pagar sua conta que vence aquele dia e pede para passar na frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”, que permaneceria universal porque poderia ocorrer na maioria dos países conhecidos, exceto talvez na Alemanha ou na Suíça, onde um trem sai às 14:57! E sai mesmo: eu fiz o teste.
A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra. Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania! Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país. Tenho o direito - como cidadão - de tomar conta da Biblioteca Nacional, que também é minha. Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção.


Os verbos de estado abaixo expressam valores diferentes; a alternativa em que o verbo de estado tem valor de “mudança de estado” é:

Alternativas
Comentários
  • e) “aí temos o “jeitinho” virando corrupção”.

  • Acertei essa questão com base no sentido literal do enunciado da questão: "Mudança de estado"


    Na letra E  o "jeitinho" virando "Corrupção"   




    Alguém Poderia explicar melhor a resposta?!

  • Quanta falta de criatividade desta banca! 

  • Até onde pesquisei, "mudança de estado" significa um verbo que indica que seu sujeito torna, vira, fica ou se modifica em algo diferente do que era. Resumindo tudo que fica ou torna-se outra coisa.

    a. A soprano quebrou a taça de cristal. 

     b. A taça de cristal ficou quebrada. 

     a. O presidente estatizou a empresa. 

     b. A empresa tornou-se estatal. 

     a. A arrogância de Rosa preocupou a Maria. 

     b. A Maria ficou preocupada. 

     a. O calor amadureceu a banana. 

     b. A banana ficou madura. 


  • Reposta E

  • QUE BOSTA!

  • Os enunciados das questões da FGV são inacreditáveis, que pergunta é essa? "valores diferentes"? "mudança de estado"?

  • Virando não está no gerúndio ?

  • Não tem o que comentar... Só que essa banca chega a ser ridícula!!!

  • Os verbos de estado abaixo expressam valores diferentes; a alternativa em que o verbo de estado tem valor de “mudança de estado” é:
    a) “O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção”;  estado permanente;
    b) “Por exemplo: estou tranquilo na fila...”;  estado transitório;
    c) “...chega uma senhora que parece preocupada...”;  aparência de estado
    d) “Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”, que permaneceria universal...”;  continuidade de estado (É A RESPOSTA) 
    e) “aí temos o “jeitinho” virando corrupção”. mudança de estado;

     

     

    Os verbos de estado (verbos de ligação)  mostram: COMA PT (CONTINUIDADE- MUDANÇA- APARENCIA- PERMANENCIA - TRANSITORIA)

    a) estado permanente;

    b) estado transitório;

    c) mudança de estado;

    d) aparência de estado; e

    e) continuidade de estado


ID
1157626
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios deve obedecer aos seguintes princípios expressos no Art. 37, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988:

Alternativas
Comentários
  • LIMPE - Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade, Eficiência

  • atenção com possíveis cascas de bananas:

    LIMPE -> "E" de "EFICIÊNCIA" (e não de "eficácia", blz?)

    eficiência = é o processo, o como realizar algo, da melhor maneira possível, utilizando menos recursos disponíveis e alcançar o objetivo final.

    vs

    eficácia = é a quantificação e uma meta.

    bons estudos!

  • Pq na minha prova não cai uma questão dessa???? 

  • Resposta: (C)

    Questão relativamente simples.

    Contudo, não prescinde de explicação:

    Na Constituição Federal de 1988, ao verificarmos o conteúdo do caput do referido dispositivo, podemos visualizar os seguintes princípios em destaque:

    "Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    [...] "

    José Afonso da Silva (2013, p. 670) ao elencar os supracitados princípios, destaca que existem outros que decorrem dos incisos e parágrafos que se seguem ao dispositivo.

    Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm

    DA SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional. 36ª ed. Malheiros, São Paulo, 2013.


  • Tenho medo de prova fácil.

  • O  FAMOSO LIMPE, e ainda segue a ordem

  • LIMPE "véi de guerra"!

  • pergunta do tempo que se amarrava cachorro com linguica

  • TODA prova deveria ter essa questão rsrs

  • Questão fácil não ajuda quem estuda!

  • É aquele tipo de questão que dá até medo de marcar de tão fácil é. Tu fica procurando onde tem a pegadinha pra não cair kkk


  • Gabarito C.

    Art. 37 da CF de 1988 -  A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:       (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).

  • Letra C.

     

    Comentários:

     

    Os princípios expressos da Administração Pública estão previstos no “caput” do art. 37 da Constituição. São eles:

    a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

     

     

    A letra C é o gabarito da questão.

     

     

    Prof. Ricardo Vale

  • ''Ceifa Dor''       kkkkkkkk morrí

  • eita... bons tempos em que caiam questões assim nos concursos... rs
  • GABARITO: LETRA C

    ACRESCENTANDO:

    LIMPE - Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.

    - Legalidade:

    A Administração Pública apenas pode praticar as condutas estabelecidas por lei. 

    Legalidade pública e legalidade privada: "na administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza" (MAZZA, 2020). 

    - IMPESSOALIDADE:

    O agente público deve atuar buscando garantir os interesses da coletividade, não deve visar beneficiar ou prejudicar ninguém em especial. De acordo com Matheus Carvalho (2015) o princípio indicado reflete "a necessidade de uma atuação que não discrimina as pessoas, seja para benefício ou para prejuízo".

    O princípio da impessoalidade também pode ser enxergado sob a ótica do agente. Dessa forma, quando o agente público atua, não é a pessoa do agente quem pratica o ato, mas o Estado. Assim, não é admitida a propaganda pessoal, bem como, a utilização de símbolos ou imagens que liguem a conduta estatal ao agente público. 

    - MORALIDADE:

    A moralidade administrativa exige o respeito a padrões éticos, de boa-fé, decoro, lealdade, honestidade e probidade.

    Lei nº 9.784 de 1999:  artigo 2º, Parágrafo único, IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé. 

    - PUBLICIDADE:

    A publicidade está relacionada com o dever de divulgação oficial dos atos administrativos, nos termos do artigo 2º, parágrafo único, V, da Lei nº 9.784 de 1999. 

    Exceções à publicidade: a segurança do Estado (artigo 5º, XXXIII, da CF/88); a segurança da sociedade (artigo 5º, XXXIII, da CF/88) e a intimidade dos envolvidos (artigo 5º, X, da CF/88). 

    - EFICIÊNCIA: 

    A eficiência é produzir bem, com qualidade e com menos gastos.


ID
1157629
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

O cidadão João da Silva verificou que seu vizinho, proprietário de imóvel tombado como patrimônio histórico e cultural, pela União, iniciou ilegalmente a realização de obras que descaracterizavam o bem, com licença emitida pelo Município. Valendo-se do instrumento constitucional adequado, João pode propor medida judicial que vise anular tal ato, lesivo ao patrimônio histórico e cultural, por meio de:

Alternativas
Comentários
  • AÇÃO POPULAR - Art. 5º, LXXIII, CF.

    A soberania popular pode ser exercida diretamente pelo povo, sem que um representante ajuíze a ação para ele.

    PALAVRA CHAVE: LESÃO (ATO LESIVO).

    OBJETO: ANULAR ATO LESIVO ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente, ao patrimônio histórico e cultural.

    OBS.: Há isenção de custas, salvo de comprovada má-fé.

    PARTES:

    • SUJEITO ATIVO: qualquer cidadão. Cidadão é o brasileiro nato ou naturalizado no gozo de seus direitos políticos.

      OBS.: Entre 16 e 18 anos apesar de já poder votar, e já ser cidadão, ainda é menor de idade. Portanto, o relativamente incapaz alistado eleitoralmente pode ajuizar ação popular sem assistência. Ele é um legitimado ativo pleno.

      OBS.: Português equiparado a brasileiro mesmo em gozo dos direitos políticos não pode propor ação popular, pois não há reciprocidade neste sentido. (Portugal não autoriza brasileiro propor ação popular).

    STF Súmula nº 365 - Pessoa Jurídica - Legitimidade - Propositura - Ação Popular

         Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.

    ATENÇÃO! Na questão dizia: “pessoa física tem legitimidade para propor ação popular”. Está errado! Porque quem tem legitimidade é o CIDADÃO. A pessoa física não quer dizer que seja cidadã, ou seja, não quer dizer que esteja no gozo de seus direitos políticos.

    • SUJEITO PASSIVO:

      - Agente que praticou o ato lesivo (porque praticou o ato).

      - Entidade lesada (porque teve prejuízo)

      - Beneficiários do ato lesivo (quem levou vantagem do ato lesivo).

    OBS.: A entidade lesada pode ter sido cúmplice ou não. Se ela não for cúmplice e concordar com o que o autor da ação está falando, apesar de ser ré da ação, não precisa contestar e atuar do lado do autor.

    COMPETÊNCIA:

    REGRA: quem julga a ação popular é o juiz de 1º grau do local onde o evento danoso ocorreu, independente de quem praticou o ato lesivo.

    EXCEÇÃO: art. 102, I, “f”, “e”, “n”, CF: O STF julga ORIGINARIAMENTE:

    - causas entre União e Estados, União e DF, ou entre uns e outros, inclusive entre entidades da administração indireta.

    - ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados.

    LIMINAR: É possível a concessão de liminar na ação popular. Os requisitos para a sua concessão são os mesmos da ação cautelar: “fumus boni iuris” e “periculum in mora”.


  • LETRA D

    Ação Popular encontra-se no art.5, LXXIII, CF - "qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio publico ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má fé, isento de custas judiciais e de ônus da sucumbência."

  • GABARITO- D 

    A ação popular garante também a participação do cidadão na vida pública com base no princípio da legalidade dos atos administrativos e no conceito de que a coisa pública é patrimônio do povo, sendo a principal exigência para que tal ação seja movida é que seu autor seja cidadão, ou seja, tenha capacidade eleitoral ativa. Constituindo-se numa ação com legitimidade restrita, visto que pessoa jurídica não pode ajuizá-la. Desse modo será ajuizada contra quem for o responsável pelo ato lesivo, e será gratuita desde que não seja comprovada má fé do autor. Ressaltando que a mera improcedência do pedido não significa por si só, que a ação tenha sido ajuizada por má fé.  Torna-se um instrumento importante de defesa dos interesses difusos pela sociedade, sendo considerada uma forma de exercício direto da democracia.

    Art.5 da Constituição Federal - LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;


  • A ação Popular tem o escopo de anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente, ao patrimônio histórico e cultural.

  • No caso a ação popular seria contra o vizinho ou contra o município?

    Obrigado!

  • Ação popular objetiva o controle da gestão da coisa pública, que deve ser pautada pelos princípios da legalidade e moralidade.  De acordo com a com a Constituição , qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo o patrimônio publico ou de entidade que o Estado participe, a moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.

    Na sujeição passiva devem figurar as autoridades, funcionários e administradores que houveram autorizado, aprovado, ratificado ou praticado o ato, ou que por omissão permitiram a lesão, 

  • Diferença entre AÇÃO POPULAR     x AÇÃO CIVIL PÚBLICA:


    -Ação popular: quando o autor for pessoa física (cidadão) será, sempre, hipótese de ação popular;


    -Ação civil pública: Em não se tratando de pessoa física será Ação Civil Pública, de acordo com os legitimados previstos no art. 5º da Lei 7.347/85 que prevê a legitimidade para o Ministério Público, para a Defensoria Pública, para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, para a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista e para a associação que esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.


    Fonte: http://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/145695/como-diferenciar-a-acao-civil-publica-da-acao-popular-luana-aragao-araujo



  • Mnemônico para Ação Popular:

    Moralidade

    Meio Ambiente

    P 3 - Patrimônio Público, Histório e Cultural

  • Será que João, de fato, é um cidadão?

  • GABARITO: D

    Art. 5º. LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;

  • GABARITO: LETRA D

    ACRESCENTANDO:

    Remédios constitucionais: 

    Habeas corpus:  é uma medida que tem por objetivo salvaguardar o direito de ir e vir. É concedido sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.

    Habeas data: é uma ação que visa garantir o acesso de uma pessoa a informações sobre ela que façam parte de arquivos ou bancos de dados de entidades governamentais ou públicas. Também pode pedir a correção de dados incorretos.

    Mandado de segurança:  é um instrumento que serve para garantir direito líquido e certo, individual ou coletivo, que esteja sendo violado ou ameaçado por ato de uma autoridade, em ato ilegal ou inconstitucional.

    Ação popular:  permite ao cidadão recorrer à Justiça na defesa da coletividade para prevenir ou reformar atos lesivos cometidos por agentes públicos ou a eles equiparados por lei ou delegação.

    Mandado de injunção:  busca a regulamentação de uma norma da Constituição, quando os poderes competentes não o fizeram. O pedido é feito para garantir o direito de alguém prejudicado pela omissão do poder público.

    FONTE: QC


ID
1157632
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em tema de direitos fundamentais, individuais e coletivos, prevê que:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: D

    a) independente de censura ou licença

    b) indenização posterior

    c) ordem judicial

    d) Art, 5º XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

    e) somente alimentos

  • a)  IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentementede censura ou licença;

    b)  XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;

    c)  XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;

    d)  Correta -XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

    e)  LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;

  • só ressalvando que não existe mais prisão do depositário infiel, permanecendo apenas a prisão civil no caso de inadimplemento de pensão alimentícia.

  • Pacto internacional de direitos civis e políticos e a convenção americana sobre direitos humanos ( pacto de San José da Costa rica) tornaram inaplicável a legislação infraconstitucional sobre prisão do depositário infiel com eles conflitantes. A previsão constitucional da prisão civil do depositário infiel não foi revogada pela ratificação do tratado, mas deixou de ter aplicabilidade diante do efeito paralisante desses tratados em relação a legislação infraconstitucional.

  • Art. 5° - XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização,

    publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos

    herdeiros pelo tempo que a lei fixar
    gab (D)

  • SÚMULA VINCULANTE 25: É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito.

  • Artigo 5º, XXVII, CF/88: "aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar".


    Artigo 5º, LXVII, CF/88: "não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel".

  • A respeito da Prisão Civil do depositário infiel, para fins de prova, só será considerada ilícita quando o enunciado da questão mencionar o Pacto de São José da Costa Rica ou a Súm. Vinc. nº 25. Se o enunciado referiu-se apenas à CF de 1988, considera-se a literalidade da lei.

    Bons estudos!

  • Letra C ART 5 XII

    É inviolável o sigilo das correspondências e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo no último caso (comunicações telefônicas), por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de 


    * investigação criminal 

    * instrução processual penal. 


    Bons estudos 
  • a) INCORRETA - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, ressalvado o direito de censura ou licença;

    CF, 5º, IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

     

    b) INCORRETA - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, exigindo a lei prévia indenização e autorização do proprietário;

    CF, 5º, XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;

     

    c) INCORRETA - é inviolável o sigilo das comunicações telefônicas, salvo por ordem de autoridade judicial, administrativa ou legislativa competente;

    CF, 5º, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;

     

    d) CORRETA - pertence aos autores o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

    CF, 5º, XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

     

    e) INCORRETA - não há prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia, de dano ao patrimônio histórico-cultural, e a do depositário infiel.

    CF, 5º, LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;

  • LEMBRANDO QUE O DEPOSITÁRIO INFIEL MESMO EXPRESSO NA CF O STF TEM ENTENDIMENTO CONTRÁRIO, POIS O BRASIL COMO SIGNATÁRIO DO PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA VEDA TAL PRISÃO.

    RESTANDO O NÃO PAGADOR DE PENSÃO ALIMENTÍCIA.

  • GABARITO: LETRA D

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    XXVII - AOS AUTORES PERTENCE O DIREITO EXCLUSIVO DE UTILIZAÇÃO, PUBLICAÇÃO OU REPRODUÇÃO DE SUAS OBRAS, TRANSMISSÍVEL AOS HERDEIROS PELO TEMPO QUE A LEI FIXAR;

    FONTE: CF 1988

  • GABARITO: D

    • Art, 5º XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

ID
1157635
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

O texto constitucional dispõe que o patrimônio cultural brasileiro é formado por bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Nesse contexto, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Art. 216 CF/88. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:

    I - as formas de expressão;

    II - os modos de criar, fazer e viver;

    III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;

    IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;

    V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. (Nossa resposta).

  • LETRA B

    A) constituem o patrimônio cultural brasileiro os bens materiais e imateriais, nos quais incluem: as formas de expressão, os modos de criar, fazer e viver; as criações cientificas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos. edificações e demais espaços destinados às manifestações artísticos culturais... (art. 216, I, II, III, IV, CF) 

    B) incluem no patrimônio cultural brasileiro os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológicos, ecológicos e científicos. (art. 216 - V, CF) 

    C) a lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. (art. 216 paragrafo 3, CF) 

    D) é facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a fundo estadual de fomento à cultura até cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, para o financiamento de programas e projetos culturais... ( art. 216 parágrafo 6, CF) 

    E) o poder público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação e de outras formas de acautelamento e preservação.(art. 216 parágrafo 1, CF)

  • GABARITO: LETRA B

    Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:

    I - as formas de expressão;

    II - os modos de criar, fazer e viver;

    III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;

    IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;

    V - OS CONJUNTOS URBANOS E SÍTIOS DE VALOR HISTÓRICO, PAISAGÍSTICO, ARTÍSTICO, ARQUEOLÓGICO, PALEONTOLÓGICO, ECOLÓGICO E CIENTÍFICO.

    FONTE: CF 1988


ID
1157638
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Em matéria de organização do Estado, a Constituição da República de 1988 dispõe que é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

    Demais assertivas são competências da União, ressalvada a D no que concerne à  [...]municipal, estadual ou federal quando houver grave violação a patrimônio artístico, histórico e cultural; (não há tal previsão).

  • Conforme CF/88:

    Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

    I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público;

    II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;

    III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

    IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;

    V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;

    VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

    VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;

    VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;

    IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;

    X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;

    XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;

    XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.

    Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)


  • Art. 23 - É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

    III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
  • De acordo com a CF/88:

    Letra A (ERRADA)- Art. 21. Compete à União: IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social;

    Letra B (CERTA) - Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico,artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos.

    Letra C (ERRADA) - Não há uma competência dessa forma, sendo a alternativa uma mistura do Art. 21, V e Art. 23, III.

    Letra D (ERRADA) - Art. 21. Compete à União: XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens.

    Letra E (ERRADA) - Art. 21. Compete à União: XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão.

  • Dica do professor Luciano Dutra para facilitar a memorização dos incisos do artigo 23 -> verbos carinhosos (zelar, proteger, cuidar...)

  • Letra B.

     

    Costumo resolver essa competência comum da seguinte forma:

    Pego o Município e pergunto: Bonitinho, você tem capacidade para elaborar e executar plano nacionais? De decretar estado de sítio? Explorar serviços de radiofusão? Classificar programação de tv? Logo, é competência exclusiva da União.

     

    Nada de verbos.Não confio.

     

  • COMUNICÍPIO.

  • Alternativa B

    CF/88

    Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

    III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

    Art. 21. Compete à União:

    IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social;

    XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:

    a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens

    XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão;

    .

    Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar ESTADO DE DEFESA para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.

    Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o ESTADO DE SÍTIO nos casos de:

    I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa;

    II - declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira.


ID
1157641
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A organização administrativa do Estado Brasileiro, constituída por diversos órgãos e agentes públicos, executa as atividades administrativas que lhe são diretamente afetas, especialmente as atribuições tidas como essenciais ou indelegáveis. As atribuições do Estado consideradas não essenciais são objeto da atuação, por delegação, das entidades administrativas que compõem a administração:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa C.

    A Administração Indireta, na análise de Hely Lopes Meirelles, é o conjunto dos entes (entidades com personalidade jurídica) que vinculados a um órgão da Administração Direta, prestam serviço público ou de interesse público.

    Segundo José dos Santos Carvalho Filho (2008, p. 430), Administração Indireta “é o conjunto de pessoas administrativas que, vinculadas à respectiva Administração Direta, têm o objetivo de desempenhar as atividades administrativas de forma descentralizada”.

  • A descentralização pressupõe duas pessoas distintas: o Estado (a União, o Distrito Federal, um estado ou um município) e a pessoa que executará o serviço, por ter recebido do Estado essa atribuição.

    A descentralização será efetivada por outorga quando o Estado cria uma entidade (pessoa jurídica) e a ela transfere determinado serviço público. A outorga pressupõe obrigatoriamente a edição de uma lei que institua a entidade, ou autorize a sua criação, e normalmente seu prazo é indeterminado.

    A descentralização é efetivada por delegação quando o poder público transfere, por contrato (concessão ou permissão de serviços públicos) ou ato unilateral (autorização de serviços públicos), unicamente a execução do serviço público, para que a pessoa delegatária o preste à população, em seu próprio nome e por sua conta e risco, sob fiscalização do Estado.


    Fonte: Direito Administrativo Descomplicado

  • quando se falar em entidades administrativas sempre estará relacionada a adm indireta.

  • Você mata a questão quando fala " executa as atividades administrativas.." Isso sempre terá relação a Administração Indireta
  • Sabia o conceito, mas errei na interpretação da questão...

  • Esse é o tipo de questão q o concurseiro gosta rsrsr. Meu sonho vir questões nesse nível na prova.

  • Descentralização POR DELEGAÇÃO não é para particulares? Ou seja, não é adm indireta.


ID
1157644
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

No contexto da administração pública federal brasileira, as entidades administrativas estão vinculadas ao órgão do Poder Executivo Federal em cuja área de competência se enquadra a natureza de sua principal tarefa. Uma entidade administrativa criada por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da administração pública que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada, é denominada:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa B.

    As autarquias encontram-se enunciadas no art. 5º, inciso I, do Decreto-Lei nº 200/1967, que, de maneira expressa, estabelece que uma autarquia é “o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada”.

  • Complementando, segundo a CF, as autarquias devem ser CRIADAS por lei, enquanto as sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações devem ser AUTORIZADAS por lei. Cabendo ainda, no caso das fundações, lei complementar para definir suas áreas de atuação.

  • criadas por lei = autarquias

    autorizada por lei = empresa pulica

                                   sociedade de economia mista

                                   fundações (precisa de lei complementar para definir sua area de atuação)

  • LETRA B

    ** DICA: quando falar de "atividade típica da administração pública" a resposta é AUTARQUIA.

  • GABARITO: LETRA B

    ACRESCENTANDO:

    CARACTERÍSTICAS DA AUTARQUIA:

     1) São pessoas jurídicas de direito público;

    2) Compõe a administração pública indireta, logo, descentralizada;

    3) São criadas e extintas por lei específica;

    4) nunca exercem atividade econômica;

    5) São imunes a impostos;

    6) seus bens são públicos;

    7) praticam atos administrativos;

    8) celebram contratos administrativos;

    9) o regime de contratação é estatutário;

    10) possuem as prerrogativas especiais da fazenda pública;

    11) responsabilidade objetiva e direta

    12) Devem realizar licitação;

    13) Possuem patrimônio e receita própria;

    14) Possuem autonomia.

    15) Não existe hierarquia com a pessoa jurídica que a instituiu.

    16) agência reguladora é uma autarquia.

    FONTE: QC


ID
1157647
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

No que diz respeito aos princípios da Administração Pública, são considerados básicos os cinco princípios expressos no caput do Art. 37 da Constituição Federal Brasileira. Entre estes, tem como propósito assegurar a neutralidade da atividade administrativa, a isonomia e a orientação para a finalidade pública, o princípio da:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa E.

    O princípio da impessoalidade consiste, primeiramente, na neutralidade da atividade administrativa, que só se orienta no sentido da realização do interesse público (Da Silva, p. 335, 2008).

  • O princípio da impessoalidade está expresso no caput do art. 37 da CF e costuma ser tratado pela doutrina sob duas vertentes, a saber:

    a) como determinante da finalidade de toda autação administrativa;

    b) como vedação a que o agente público se promova às custas das realizações da administração pública (vedação à promoção pessoal do administrador público pelos serviços, obras e outras realizações efetuadas pela administração pública).


    Fonte: Direito Administrativo Descomplicado

  • O princípio da impessoalidade está expresso no caput do art. 37 da CF e costuma ser tratado pela doutrina sob duas vertentes, a saber:

    a) como determinante da finalidade de toda autação administrativa;

    b) como vedação a que o agente público se promova às custas das realizações da administração pública (vedação à promoção pessoal do administrador público pelos serviços, obras e outras realizações efetuadas pela administração pública).


    Fonte: Direito Administrativo Descomplicado

  • Dado importante: IMPESSOALIDADE POSSUI 2 ENFOQUES: 1 - NÃO DISCRIMINAÇÃO, 2- FINALIDADE

  • Alguns autores conceituam impessoalidade como sinônimo de finalidade

    sendo que é justamente esse o objetivo da impessoalidade; vedar tratamentos privilegiados ou maléficos de maneira indiscriminada diante da administração.

    sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • GABARITO: LETRA E

    PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE:

    → Isonomia: tratar igualmente a todos os que estejam na mesma situação fática e jurídica.

    → Finalidade: administrativa impede que o ato administrativo seja praticado visando a interesses do agente ou de terceiros.

    → Vedação à promoção pessoal: proibir a vinculação de atividades da administração à pessoa dos administradores, evitando que estes utilizem a propaganda oficial para sua promoção pessoal.

    FONTE: MEIRELLES, Hely Lopes, et. al. Direito administrativo brasileiro. 42ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2016.

  • Impessoalidade.

    Rumo a gloriosa PMCE!

  • Impessoalidade e Autotutela, as duas paixões da FGV


ID
1157650
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Turismo
Assuntos

O Plano Nacional de Cultura (PNC), instituído pela Lei nº 12.343, de 2 de dezembro de 2010, tem por finalidade o planejamento e a implementação de políticas públicas voltadas à proteção e à promoção da diversidade cultural brasileira. Elaborado por meio de ampla participação da sociedade e dos gestores públicos, o Plano estabelece metas para um período de dez anos. Quanto ao tema, analise os objetivos a seguir:

I. profissionalizar e especializar a presença da arte e da cultura no ambiente educacional;
II. reconhecer e valorizar a diversidade cultural, étnica e regional brasileira;
III. ampliar a presença e o intercâmbio dos gestores culturais brasileiros no mundo contemporâneo;
IV. consolidar processos de consulta e participação da sociedade na formulação das políticas culturais.

São objetivos do Plano Nacional de Cultura somente:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: D (Lei 12.343/10, Art. 2º, incs. I e XIV)

    Lei 12.343/10 - Art. 2o  São objetivos do Plano Nacional de Cultura:

    I - reconhecer e valorizar a diversidade cultural, étnica e regional brasileira; 

    II - proteger e promover o patrimônio histórico e artístico, material e imaterial; 

    III - valorizar e difundir as criações artísticas e os bens culturais; 

    IV - promover o direito à memória por meio dos museus, arquivos e coleções; 

    V - universalizar o acesso à arte e à cultura; 

    VI - estimular a presença da arte e da cultura no ambiente educacional; 

    VII - estimular o pensamento crítico e reflexivo em torno dos valores simbólicos; 

    VIII - estimular a sustentabilidade socioambiental; 

    IX - desenvolver a economia da cultura, o mercado interno, o consumo cultural e a exportação de bens, serviços e conteúdos culturais; 

    X - reconhecer os saberes, conhecimentos e expressões tradicionais e os direitos de seus detentores; 

    XI - qualificar a gestão na área cultural nos setores público e privado; 

    XII - profissionalizar e especializar os agentes e gestores culturais; 

    XIII - descentralizar a implementação das políticas públicas de cultura; 

    XIV - consolidar processos de consulta e participação da sociedade na formulação das políticas culturais; 

    XV - ampliar a presença e o intercâmbio da cultura brasileira no mundo contemporâneo; 

    XVI - articular e integrar sistemas de gestão cultural.



ID
1157653
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

No que diz respeito às situações que configuram conflito de interesses na administração pública federal, a Lei nº 12.813, de maio de 2013, define sobre o conflito de interesses no exercício do cargo ou emprego público e informa os impedimentos posteriores ao período de exercício. Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir.

I. Informação privilegiada é a que diz respeito a assuntos sigilosos ou aquela relevante ao processo de decisão no âmbito do Poder Executivo federal que tenha repercussão econômica ou financeira e que não seja de amplo conhecimento público.
II. Conflito de interesses é a situação gerada pelo confronto entre interesses públicos e particulares, que possa comprometer o interesse do coletivo ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho do servidor público.
III. Informação privilegiada é a que diz respeito a assuntos sigilosos ou aquela relevante ao processo de decisão no âmbito do Poder Executivo federal que tenha repercussão política ou moral e que não seja de amplo conhecimento público.
IV. Conflito de interesses é a situação gerada pelo confronto entre interesses públicos e privados, que possa comprometer o interesse coletivo, ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da função pública.

São corretas somente as afirmativas:

Alternativas
Comentários
  • Art. 3o, Lei 12813:  Para os fins desta Lei, considera-se:

    I - conflito de interesses: a situação gerada pelo confronto entre interesses públicos e privados, que possa comprometer o interesse coletivo ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da função pública; e

    II - informação privilegiada: a que diz respeito a assuntos sigilosos ou aquela relevante ao processo de decisão no âmbito do Poder Executivo federal que tenha repercussão econômica ou financeira e que não seja de amplo conhecimento público.

    Gab: c!!


  • Tratamento de Conflitos de Interesses e Nepotismo

    Conflito de interesses: a situação gerada pelo confronto entre interesses públicos e privados, que possa comprometer o interesse coletivo ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da função pública; e

    Informação privilegiada: a que diz respeito a assuntos sigilosos ou aquela relevante ao processo de decisão no âmbito do Poder Executivo federal que tenha repercussão econômica ou financeira e que não seja de amplo conhecimento público.

    Submetem-se ao regime Lei nº 12.813, de 2013, os ocupantes dos seguintes cargos e empregos:

    • de ministro de Estado;

    • de natureza especial ou equivalentes;

    • de presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes, de autarquias, fundações públicas, empresas públicas ou sociedades de economia mista; e

    • do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 6 e 5 ou equivalentes.

    • os ocupantes de cargos ou empregos cujo exercício proporcione acesso a informação privilegiada capaz de trazer vantagem econômica ou financeira para o agente público ou para terceiro, conforme definido em regulamento.

    No caso de dúvida sobre como prevenir ou impedir situações que configurem conflito de interesses, o agente público deverá consultar a Comissão de Ética Pública, criada no âmbito do Poder Executivo federal, ou a Controladoria-Geral da União. 

    Perseverança!

  • Decoreba pura. A II está errada, porque ele colocou "servidor público" no lugar de "função pública".
  • que questão pôdre, trocar apenas palavras, sendo que são quase sinonimos.

  • Que questão podre. Pra que interpretar a lei se vc pode apenas decorar?


ID
1157656
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Conforme o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público vigente, o grupo de contas do ativo possui a seguinte segregação:

Alternativas
Comentários
  • Segundo a NBC T 16.2, "A classificação dos elementos patrimoniais considera a segregação em “circulante” e “não circulante”, com base em seus atributos de conversibilidade e exigibilidade".

  • Permanente ficou no passado!

     

  • ASSERTIVA D

    Segundo a NBC T 16.2, "A classificação dos elementos patrimoniais considera a segregação em “circulante” e “não circulante”, com base em seus atributos de conversibilidade e exigibilidade".


ID
1157659
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

A classificação de despesa orçamentária, segundo a sua natureza, compõe-se de:

Alternativas
Comentários
  • Os arts. 12 e 13 da Lei n 4.320/1964, tratam da classificação da despesa orçamentária por categoria econômica e elementos. Assim como na receita orçamentária, o art. 8 estabelece que os itens da discriminação da despesa orçamentária mencionados no art. 13 serão identificados por números de código decimal, na forma do Anexo IV daquela Lei, atualmente consubstanciados na Portaria Interministerial STN/SOF n 163/2001, e constantes do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público Procedimentos Contábeis Orçamentários.

    Para a União a Natureza da Despesa - ND, é desdobrada da seguinte forma:

    X Categoria Econômica;

    X Grupo de despesa;

    XX Modalidade de Aplicação;

    XX Elemento de despesa;

    XX Subitem da natureza da despesa


    fonte: http://manualsiafi.tesouro.fazenda.gov.br/020000/020300/020332


  • A alternativa só poderia seva letra b, visto que menciona categoria. O restante menciona somente fases e elementos da despesa.

  • PORTARIA INTERMINISTERIAL 163/01


    Art. 3º A classificação da despesa, segundo a sua natureza, compõe-se de:


    I - categoria econômica;


    II - grupo de natureza da despesa;


    III - elemento de despesa; 


    § 1o A natureza da despesa será complementada pela informação gerencial denominada “modalidade de aplicação”, a qual tem por finalidade indicar se os recursos são aplicados diretamente por órgãos ou entidades no âmbito da mesma esfera de Governo ou por outro ente da Federação e suas respectivas entidades, e objetiva, precipuamente, possibilitar a eliminação da dupla contagem dos recursos transferidos ou descentralizados. 

  • "A classificação da despesa orçamentária, segundo a sua natureza, compõe-se de:

    a) categoria econômica

    b) grupo de natureza da despesa

    c) elemento da despesa"

    (MCASP 2017, p. 73)


ID
1157662
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Para identificar o ingresso de recursos aos cofres públicos, uma operação é classificada através de um código de oito dígitos, que se subdivide em seis níveis: Alínea (AA), Categoria Econômica (C), Espécie (E), Origem (O), Rubrica (R) e Subalínea (SS).

A alternativa que apresenta a ordem correta dos níveis é:

Alternativas
Comentários
  • MACETE 

    COrEs RubrAS

    CATEGORIA ECONOMICA

    ORIGEM

    ESPECIE

    RUBRICA

    ALINEA

    SUBALINEA

  • COERAS.

  • C             Categoria Econômica 1 Receita Corrente

    O             Origem                        1 Receita Tributária

    E               Espécie                      1 Impostos

    R               Rubrica                       2 Impostos sobre o Patrimônio e a Renda

    AA             Alínea                         04 Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza

    SS             Subalínea                   10 Pessoas Físicas

    NOVO CREME DENTAL PRA DENTADURAS 

    COERAASS

    KKKKKKK

  • Novidades na classissificação da Receita quanto à natureza – Adeus C.O.E.R.A.S

    Pessoal, COERAS não existe mais!

    C.O.E.R.A.S para C.O.E.D.T (MTO, versão 2 de 2016 - trouxe alterações na classificação da receita quanto a natureza que consubstancia as alterações inseridas pela portaria SOF 5 e STN de 25/08/2015).

     

  • Extamente, BCB BCB. Atualmente é COEDT

     

    C - Categoria Econômica (1º dígito)

    O - Origem (2º dígito)

    E - Espécie (3º dígito)

    D - Desdobramento (4º a 7º dígito)

    T - Tipo (8º dígito)

     


ID
1157665
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Conforme Art. 11 da Lei nº 4.320/64, as receitas orçamentárias classificam-se em duas categorias econômicas; Receitas Correntes e Receitas de Capital.
As Receitas de Capital são:

Alternativas
Comentários
  • Só uma dica: SOC é uma receita de capital. SOC é tipo aquele verso do Legião "Parece cocaína, mas é só tristeza". 


     2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do Orçamento Corrent

  • Gabarito letra B.

     

    Superávit do Orçamento Corrente é o saldo positivo resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes. Não pode ser classificado como Receita Orçamentária porque, como dito, é o saldo apurado após deduzirem-se as despesas correntes, sendo assim, se fossem classificadas como Receitas Orçamentárias seriam contabilizadas duas vezes. Isto posto, são classificadas como Receitas de Capital apenas para critério de análise gerencial. Mais ou menos isso.

  • a) ERRADA - receitas tributárias são correntes;

     b) é o GABARITO;

     c) ERRADA - é conceito de RECEITA, segundo Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 30 (http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/333_Sum%C3%A1rio%20CPC%2030%20_R1_%20Receitas1.pdf)

     d) ERRADA - é um item excluído DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS, Art. 2º, § 2º, IV Lei 9718 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9718.htm)

     e) ERRADA - não encontrei nada relacionado...Parece que é uma distorção do conceito bruto da letra C, para a criação de uma alternativa errada para a questão.


ID
1157668
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

O Relatório de Gestão Fiscal, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, deverá ser publicado quadrimestralmente e deverá conter os demonstrativos com informações relativas à despesa total com pessoal, dívida consolidada, concessão de garantias e contragarantias, bem como operações de crédito.

O Relatório do último quadrimestre ainda deve conter o(s) seguinte(s) demonstrativo(s) adicional(ais):

Alternativas
Comentários
  • Resposta: "e"

    (Art. 55, III, LRF)

  • Gab E Eco

    LRF

    Art. 55.O relatório conterá:

      I - comparativo com os limites de que trata esta Lei Complementar, dos seguintes montantes:

      a) despesa total com pessoal, distinguindo a com inativos e pensionistas;

      b) dívidas consolidada e mobiliária;

      c) concessão de garantias;

      d) operações de crédito, inclusive por antecipação de receita;

      e) despesas de que trata o inciso II do art. 4o;

      II - indicação das medidas corretivas adotadas ou a adotar, se ultrapassado qualquer dos limites;

      III - demonstrativos, no último quadrimestre:

      a) do montante das disponibilidades de caixa em trinta e um de dezembro;

      b) da inscrição em Restos a Pagar, das despesas:

      1) liquidadas;

      2) empenhadas e não liquidadas, inscritas por atenderem a uma das condições do inciso II do art. 41;

      3) empenhadas e não liquidadas, inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa;

      4) não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados;

      c) do cumprimento do disposto no inciso II e na alínea b do inciso IV do art. 38.

      § 1o O relatório dos titulares dos órgãos mencionados nos incisos II, III e IV do art. 54 conterá apenas as informações relativas à alínea a do inciso I, e os documentos referidos nos incisos II e III.

      § 2o O relatório será publicado até trinta dias após o encerramento do período a que corresponder, com amplo acesso ao público, inclusive por meio eletrônico.

     § 3o O descumprimento do prazo a que se refere o § 2o sujeita o ente à sanção prevista no § 2o do art. 51.

      § 4o Os relatórios referidos nos arts. 52 e 54 deverão ser elaborados de forma padronizada, segundo modelos que poderão ser atualizados pelo conselho de que trata o art. 67.


  • III - demonstrativos, no último quadrimestre:

            a) do montante das disponibilidades de caixa em trinta e um de dezembro;

            b) da inscrição em Restos a Pagar, das despesas:

            1) liquidadas;

            2) empenhadas e não liquidadas, inscritas por atenderem a uma das condições do inciso II do art. 41;

            3) empenhadas e não liquidadas, inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa;

            4) não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados;

            c) do cumprimento do disposto no inciso II e na alínea b do inciso IV do art. 38.

     

    obs:

    alínea b do inciso IV do art. 38:

    Das Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária

            Art. 38. A operação de crédito por antecipação de receita destina-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e cumprirá as exigências mencionadas no art. 32 e mais as seguintes:

    IV - estará proibida:

    b) no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.

    bons estudos!


ID
1157671
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

O Balanço Financeiro é composto por um quadro segregado em duas seções: Ingressos (Receitas Orçamentárias e Recebimentos Extraorçamentários) e Dispêndios (Despesa Orçamentária e Pagamentos Extraorçamentários), que se equilibram com a inclusão do saldo em espécie do exercício anterior na coluna dos ingressos e o saldo em espécie para o exercício seguinte na coluna dos dispêndios.

A diferença entre o somatório dos ingressos orçamentários com os extraorçamentários e dos dispêndios orçamentários e extraorçamentários corresponde especificamente:

Alternativas
Comentários
  • Caso falasse do saldo inicial, seria o saldo em espécie para o exercicio seguinte

  • O resultado financeiro do exercício corresponde à diferença entre o somatório dos ingressos orçamentários com os extraorçamentários e dos dispêndios orçamentários e extraorçamentários.

    (DCASP, 5ª ed., p. 17)



ID
1157674
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

No Plano de Contas Aplicado ao Setor Público, as contas contábeis são classificadas segundo a natureza das informações:

I. Patrimonial;
II. Orçamentária;
III. Controle.

A emissão de empenho relativo à aquisição de material de consumo sem contrato envolve lançamentos em contas de natureza:

Alternativas
Comentários
  • Não há lançamento no sitema patrimonial.

    Seguem os lançamentos devidos:

    contas de controle e orçamentárias:

    D 6.2.2.1.1.xx.xx Crédito disponível 

    C 6.2.2.1.3.01.xx Crédito empenhado a liquidar 

    D 8.2.1.1.x.xx.xx Execução da disponibilidade de recursos 

    C 8.2.1.1.2.xx.xx Disponibilidade por destinação de recursos comprometida por empenho 


  • Pensei que haveria lançamento no sistema patrimonial da entrada do material no ativo, mas não há pois é de consumo, correto?

  • Isso mesmo Pedro.

  • Na verdade  a entrada do material de consumo no sistema patrimonial ocorre na liquidação e não no empenho.

  • Negativo Pedro, a ideia não é bem essa não. Ocorre que a questão falou tão somente da emissão do empenho, não disse nada a respeito do processo estar ou não liquidado ou em liquidação. 


ID
1157683
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

O Balanço Orçamentário será preparado, considerando as informações das classes 5 e 6 do PCASP, e será complementado por nota explicativa detalhando as despesas executadas por tipos de créditos. Será informado, ainda, o montante da movimentação financeira relacionado à execução do orçamento do exercício, bem como os valores referentes à abertura de créditos adicionais e aos cancelamentos de crédito, de forma a evidenciar a diferença entre a dotação inicial e a atualizada.

Adicionalmente ao Balanço Orçamentário, devem ser incluídos os quadros demonstrativos:

Alternativas
Comentários
  • MCASP - BALANÇO ORÇAMENTÁRIO:


    " Adicionalmenteo ao balanço orçamentario, devem ser incluidos dois quadros demontrativos de execução de restos a pagar, UM RELATIVO AOS RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS, OUTRO RELATIVO AOS RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS, com o mesmo detalhamento das despesas orçamentárias do balanço, de modo a propiciar uma análise da execução orçamentária do exercíco em conjunto com a execução dos restos a pagar.

  • Gabarito A


    O Balanço Orçamentário é composto por:

    - Quadro Principal

    - Quadro da execução dos restos a pagar não processados

    - Quadro da execução dos restos a pagar processados

ID
1157689
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Para elaborar as variações qualitativas, são utilizadas na Demonstração das Variações Patrimoniais, a(s) seguinte(s) classe(s) do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público:

Alternativas
Comentários
  • A Demonstração das Variações Patrimoniais será elaborada utilizando-se as classes 3 (variações 

    patrimoniais diminutivas) e 4 (variações patrimoniais aumentativas) do Plano de Contas 

    Aplicado ao Setor Público para as variações quantitativas e a classe 6 para as variações 

    qualitativas.

    MCASP PARTE V


  • Não entendi ainda essa reposta, alguém poderia explicar ?

  • Baseada em norma revogada, mais recentemente cebraspe e demais bancas já não cobram mais! Atualmente vale apenas o seguinte entendimento:

    5.2. ELABORAÇÃO

    A DVP será elaborada utilizando-se as classes 3 (variações patrimoniais diminutivas) e 4

    (variações patrimoniais aumentativas) do PCASP.


ID
1157692
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

O Instituto de Biologia de uma Universidade Federal presta serviços de análise laboratorial para outras instituições, principalmente privadas. Uma empresa estrangeira contratou o Instituto para fazer diversas análises entre os meses de maio e novembro. No mês de março, a empresa fez um pagamento de 50% do valor estimado dos serviços a serem prestados. Para a contabilidade, o recebimento desse recurso foi reconhecido como uma variação patrimonial qualitativa.

Considerando os fatos acima, é correto afirmar, com base no princípio:

Alternativas
Comentários
  • em março não houve prestação de serviço, assim temos um adiantamento de cliente.

  • De acordo com o princípio da competência, a VPA (variação patrimonial QUANTITATIVA) só sera reconhecida nos meses referentes a elas. Antes disso, é apenas um adiantamento recebido ou uma receita de forma antecipada, por isso deveria mesmo ser reconhecida uma variação patrimonial QUALITATIVA.

  • O lançamento é o seguinte:

    D - Disponibilidades/Caixa (Ativo Circulante)

    C - Serviços a prestar (Passivo Circulante)

     

    Resposta: A.


ID
1157698
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Órgãos e entidades públicas praticam atos administrativos que têm a capacidade de provocar, no futuro, alterações em elementos que compõem o seu patrimônio, ou seja, seus bens, direitos e obrigações, como, por exemplo, os contratos de serviços, convênios, concessão de avais e outros atos. A alternativa que apresenta um fato contábil não orçamentário é:

Alternativas
Comentários
  • Assinatura de contrato é um ATO DE GESTÃO. Faz parte do subsistema de compensação.

    Se falamos de FATOS = SUBSISTEMA PATRIMONIAL

    Se falamos de ATOS e FATOS = SUBSISTEMA ORÇAMENTÁRIO

    Se falarmos apenas em ATOS = SUBSISTEMA DE COMPENSAÇÃO(CONTROLE)


  • questao passivel de recurso

  • muito boa sua explicação Indira

  • entendo que assinatura de contrato seja um ATO de Gestão. A questão pede FATO. Estranho....

  •  "um fato contábil não orçamentário" .

    A única alternativa que está fora do orçamento só pode ser a letra C , mas para mim também isso é um ATO.  

  • Questão respondida facilmente com a lógica. Todos os outros itens remetiam a uma situação de pagamento ou recebimento (movimentação de recursos), já a letra "C" não. É apenas a assinatura de um contrato. Simples.

  • Desde quando ASSINATURA DE CONTRATO é fato contábil?????

    Bons estudos.


ID
1157701
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

A Lei nº 4.320/64 estabelece, no Art. 34, que o exercício financeiro tem início em 1° de janeiro e se encerra em 31 de dezembro, dado que o exercício financeiro coincidirá com o ano civil. Essa orientação legal permite que:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa (E) erra ao dizer que as receitas serão contabilizados pelo regime de competência, usa-se na verdade o regime de caixa.

  • A questão pede apenas que o candidato atente ao fator temporal, isto é, segregue a ideia do regime contábil até por que se a assertiva solicitasse esse tipo de conhecimento a alternativa B estaria correta.No entanto, o que se cobrou foi o conhecimento do princípio da anualidade e o que se pode aplicar nesse período.
    Portanto a alternativa A está perfeita.

  • Boa Gustavo tirou minha dúvida nessa.

  • B está certa, mas não responde a pergunta

  • Wallace Santana,


    ao contrário da sua explicação, as receitas PATRIMONIAIS são sim contabilizadas pelo regime de competência.


    O regime ORÇAMENTÁRIO é misto, e as receitas, pelo enfoque orçamentário, são contabilizadas pelo regime de caixa.


    Na minha opinião, o erro da letra E) é apenas que ela não responde a pergunta, pois em 1964, quando a lei 4.320/64 foi criada, ela não visava o enforque patrimonial, mas apenas o orçamentário.


    Portanto não há como dizer que o princípio da anualidade, descrito lá em 1964, permite que tanto as receitas quanto as despesas patrimoniais sejam contabilizadas pelo regime de competência, coisa que só começou a ser usada recentemente.

ID
1157704
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Fatos contábeis orçamentários podem originar-se de um ato administrativo ou de um fato administrativo. Assim, um fato contábil orçamentário é aquele que envolve os passos relativos à receita orçamentária (registro da previsão, da arrecadação/recolhimento etc.) e à despesa orçamentária (registro da dotação, descentralização, empenho, liquidação e pagamento etc.).

Um exemplo de fato contábil orçamentário é:

Alternativas
Comentários

  • a - EXTRAORÇAMENTÁRIO - previsão da receita relativa ao recolhimento de cauções em dinheiro;

    b - ORÇAMENTÁRIO execução da despesa para pagamento do décimo terceiro salário;

    c- EXTRAORÇAMENTÁRIO - liberação financeira relativa à devolução de cauções em dinheiro;

    d- EXTRAORÇAMENTÁRIO - descentralização de restos a pagar processados;

    e- EXTRAORÇAMENTÁRIO - recolhimento de cauções em dinheiro.



  • como vim parar aqui '.'


ID
1157707
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

As contas do sistema de compensação têm a função de controle e representam os bens ou valores do poder público em poder de terceiros ou vice-versa, tais como: fiança, aval, hipoteca, contratos, convênios, suprimento de fundos, cauções em títulos, bens móveis em trânsito, entre outras.

O lançamento contábil adequado ao registro de contratos de serviços é:

Alternativas
Comentários
  • QUESTÃO DESATUALIZADA!

    hoje em dia, conforme o MCASP 8º:

    Natureza de controle:

    7 D - Obrigação contratual

    8 C - Execução da obrigação contratual


ID
1157710
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

A estrutura básica do plano de contas do governo federal tem o objetivo de realçar o estado patrimonial e suas variações. Nesse contexto, as contas com função precípua de controle são aquelas relacionadas a situações não compreendidas no patrimônio, mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as que dizem respeito a atos e fatos ligados à execução orçamentária e financeira.

O grupo que compreende as contas com função precípua de controle é:

Alternativas
Comentários
  • LETRA E

    Ativo Compensado


ID
1157713
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

A elaboração da demonstração das variações patrimoniais tem por base os saldos acumulados durante o exercício nas contas representativas de resultado. Adicionalmente, sabe-se que seu saldo deve corresponder exatamente aos saldos das contas pertencentes às seguintes classes: Resultado Diminutivo do Exercício; e Resultado Aumentativo do Exercício.

Considerando o Plano de Contas Único do Governo Federal, a classe do Resultado Aumentativo do Exercício compreende os níveis de resultado orçamentário, de resultado extraorçamentário e de:

Alternativas
Comentários
  • 5. DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS
    5.1. Introdução
    A Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) evidenciará as alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da execução orçamentária, e indicará o resultado patrimonial do exercício.

    MCASP 6ª , pg 328


ID
1157716
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

De acordo com a Lei nº 4.320/64, a contabilidade pública deve utilizar o regime:

Alternativas
Comentários
  • lembrar que:

    CAIXA ---> tem que fazer ----> RECEITA

    pronto!  o outro é o de competência, ou seja, despesas = competência!


    Não me esqueço mais!

    BOns estudos!

  • A contabilidade pública usa o regime misto, por isso deixo um RE-CA-D-O para você: 
    RE-ceitas pelo CA-ixa, e D-espesas pela c-O-mpetência. 
    Parece bobagem, mais um RECADO ajuda

  • Bom concordo em partes: Cuidado para não cair em pegadinhas, pois o regime de caixa para as receitas é só para o Orçamento, no balanço serão as receitas e despesas pelo regime de competência.

    MCASP - A contabilidade aplicada ao setor público mantém um processo de registro apto para sustentar o dispositivo 

    legal do regime da receita orçamentária, de forma que atenda a todas as demandas de informações da execução 

    orçamentária, conforme dispõe o art. 35 da Lei nº 4.320/1964:

    Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:

    I – as receitas nele arrecadadas;

    II – as despesas nele legalmente empenhadas.

    No entanto, há de se destacar que o art. 35 se refere ao regime orçamentário e não ao regime contábil (patrimonial) e a citada Lei, ao abordar o tema “Da Contabilidade”, determina que as variações patrimoniais devam ser evidenciadas, sejam elas independentes ou resultantes da execução orçamentária.


  • LRF artigo 50 inciso II


ID
1157719
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

O Decreto-Lei nº 200/67 contempla, nos Arts. 68 a 93, normas de administração financeira e de contabilidade, entre as quais estão incluídas:

I. a adoção de um plano de contas único e de normas gerais de contabilidade pelos órgãos da administração direta;
II. a adoção de escrituração e consolidação de contas públicas;
III. a responsabilidade dos órgãos de contabilização pelo acompanhamento da execução orçamentária.
IV. a apuração dos custos dos serviços sociais, tais como, SENAC, SENAI, SESI, de forma a evidenciar os resultados da sua gestão.

Assinale se:

Alternativas
Comentários
  • Gab D

    TITULO X
    DAS NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E DE CONTABILIDADE

    Art. 69. Os órgãos da Administração Direta observarão um plano de contas único e as normas gerais de contabilidade e da auditoria que forem aprovados pelo Governo.

    Art. 78. O acompanhamento da execução orçamentária será feito pelos órgãos de contabilização.



  • I. a adoção de um plano de contas único e de normas gerais de contabilidade pelos órgãos da administração direta;

    Art. 69. Os órgãos da Administração Direta observarão um plano de contas único e as normas gerais de contabilidade e da auditoria que forem aprovados pelo Governo.

    II. a adoção de escrituração e consolidação de contas públicas;

    (sem dispositivo correspondente)

    III. a responsabilidade dos órgãos de contabilização pelo acompanhamento da execução orçamentária.

    Art. 78. O acompanhamento da execução orçamentária será feito pelos órgãos de contabilização.

    IV. a apuração dos custos dos serviços sociais, tais como, SENAC, SENAI, SESI, de forma a evidenciar os resultados da sua gestão.

    Art. 79. A contabilidade deverá apurar os custos dos serviços de forma a evidenciar os resultados da gestão.


ID
1157722
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

A correta aplicação dos princípios contábeis, em conjunto com o expresso mandamento legal de se observar a transparência nas operações e transações envolvendo órgãos e entidades públicas, permite concluir que os registros referentes à fase preliminar de apuração de responsabilidades devem ser controlados a partir do Sistema de Compensação. Os créditos apurados, por sua vez, devem ser registrados no Ativo Patrimonial, com valores que representem as suas efetivas expectativas de realização. A esse respeito, analise as seguintes afirmativas:

I. O grupo de contas de Diversos Responsáveis Apurados, no contexto do Sistema de Compensação, representa aquelas responsabilidades já apuradas no âmbito administrativo interno, às quais se deve aplicar a atualização monetária periodicamente, até o seu recebimento.
II. No âmbito do Sistema Patrimonial, o exercício a ser informado, que comporá a conta corrente da conta contábil, deve ser aquele em que foi realizada a inscrição do débito apurado, ou seja, no momento do registro da conta contábil específica do grupo Diversos Responsáveis Apurados.
III. No âmbito do Sistema de Compensação, o exercício a ser informado, que comporá a conta corrente da conta contábil, deve ser aquele em que foi iniciado o procedimento de apuração administrativa.

Assinale se:

Alternativas
Comentários
  • O erro da I é que atualização financeira deve ser feita sobre o valor da obrigação no ativo do ente (classe 1), e não na conta da compensação (classe 8), nesta deve apenas constar o valor original da condenação àquele responsabilizado administrativamente.


ID
1157725
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Mesmo sem utilizar o Sistema de forma plena, um número crescente de entidades estão interligadas ao SIAFI na forma on- line para a realização da execução e o acompanhamento de suas rotinas internas. Destaca-se, neste particular, a interação com a Conta Única do Tesouro Nacional e com a Conta Única Institucional, que agilizam os recebimentos e os pagamentos entre unidades do Sistema, com imediata identificação das liquidações efetuadas. Um dos objetivos do SIAF é:

Alternativas
Comentários
  • complementando:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/SIAFI

    Bons estudos!

  • É o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal que consiste no principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo Federal.

     principais objetivos :

    a) prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública;

    b) fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal;

    c) permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal;

    d) padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora;

    e) permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de suas supervisionadas;

    f) permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o das transferências negociadas; 

    g) integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal;

    h) permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos; e

    i) proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.

  • alguém sabe de um macete para aprender de vez esses objetivos?


ID
1157731
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

O Relatório de Gestão Fiscal (RGF) é um dos instrumentos de Transparência da Gestão Fiscal criados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Especificamente, o RGF objetiva o controle, o monitoramento e a publicidade do cumprimento, por parte dos entes federativos, dos limites estabelecidos pela LRF: Despesas com Pessoal, Dívida Consolidada Líquida, Concessão de Garantias e Contratação de Operações de Crédito.

Nesse âmbito, consórcios públicos devem dar ampla divulgação ao demonstrativo:

Alternativas
Comentários
  • Art.55.O relatório conterá:

    I -comparativo com os limites de que trata esta Lei Complementar, dos seguintesmontantes: 

    a) despesa total com pessoal, distinguindo a com inativos epensionistas;

    b) dívidas consolidada e mobiliária;

    c) concessão de garantias;

    d) operações de crédito, inclusive por antecipação de receita;

    e) despesas de que trata o inciso II do art. 4(Esse dispositivo foi VETADO)

    II - indicação das medidas corretivas adotadas ou a adotar, se ultrapassadoqualquer dos limites;

    III - demonstrativos, no último quadrimestre:

    a)do montante das disponibilidades de caixa em 31/12;

    b)da inscrição em Restos a Pagar, das despesas:

    1)liquidadas; 

    2)empenhadas e não liquidadas, inscritas por atenderem a uma das condições doinciso II do art. 41;

    3)empenhadas e não liquidadas, inscritas até o limite do saldo da disponibilidadede caixa; 

    4)não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foramcancelados; 

    c)do cumprimento do disposto no inciso II e na alíneabdo inciso IV do art. 38. 

    § 1oO relatório dos titulares dos órgãosmencionados nos incisos II, III e IV do art. 54 conterá apenas as informaçõesrelativas à alíneaado inciso I, e os documentos referidosnos incisos II e III. 

    § 2oO relatório será publicado até trintadias após o encerramento do período a que corresponder, com amplo acesso aopúblico, inclusive por meio eletrônico. 

    § 3oO descumprimento do prazo a que serefere o § 2osujeitao ente à sanção prevista no § 2odo art. 51. 

    § 4oOs relatórios referidos nos arts. 52 e54 deverão ser elaborados de forma padronizada, segundo modelos que poderão ser atualizados pelo conselho de que trata o art. 67.

  • 04.00.02.02 Consórcios Públicos

    "Para fins de transparência na gestão fiscal, o consórcio público deverá dar ampla divulgação, inclusive em meio eletrônico de acesso público, ao Demonstrativo da Despesa com Pessoal (Anexo 1 do RGF – ver tópico 04.01.06.06), ao Demonstrativo da Disponibilidade de Caixa e dos Restos a Pagar (Anexo 5 do RGF – ver tópico 04.05.06.03.)"


    Fonte: Manual de Demonstrativos Fiscais (MDF), 6ª Edição, página nº 499.


    Pois bem, Não quis Destacar no texto, mas se lermos atentamente veremos que o MDF deixa bem claro que os consórcios Públicos deverão dar ampla divulgação ás DESPESAS COM PESSOAL, COM AS DISPONIBILIDADE DE CAIXA e COM OS RESTOS A PAGAR. Portanto teríamos Duas questões Certas, a letra "a" e a letra "d".


    Alguém concorda????


ID
1157734
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Considerando o regime contábil consagrado pela Lei nº 4.320/64, avalie os itens a seguir:

I. O contribuinte pagou em dezembro 2013, um tributo cujo vencimento se daria em janeiro de 2014, no valor de 10.000.
II. O contribuinte pagou em dezembro de 2015, um tributo cujo vencimento se deu em janeiro de 2014, no valor de 5.000.
III. O contribuinte pagou em janeiro de 2014, um tributo cujo vencimento se dará em janeiro de 2015, no valor de 10.000.

Em dezembro de 2014, o governo providenciou a inscrição do contribuinte na dívida ativa em virtude do não pagamento do tributo a que se refere o item II. Com base exclusivamente nos fatos narrados, as receitas de 2013 e 2014 foram, respectivamente:

Alternativas
Comentários
  • A inscrição em divida ativa entra como receita no período. Regime de caixa para recebimentos.

  • A contabilidade pública usa o regime misto, RECEITA pelo CAIXA e DESPESAS pela COMPETÊNCIA

  • Alguém pode explicar porque a letra B não é a alternativa correta?

  • se é receita então o governo pode gastar??? kkkkkk vai pagar fornecedor com inscrição de dívida ativa, coisas da FGV

  • 2013: receita = 10.000

    2014: ((Receita=10.00) + (DA=5.000)) = 15.000

  • Ué, receita de dívida ativa é orçamentária do ano do pagamento, ou seja, 2015 (entra como 'outras receitas correntes') e não do ano de 2014.

  • Lei 4.320

    Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:

    I - as receitas nêle arrecadadas;

    II - as despesas nêle legalmente empenhadas.

  • Comentário do site de questões do estratégia :

    GABARITO: ALTERNATIVA D.

    GABARITO QUE ENTENDO CORRETO: LETRA B.

    Os fatos narrados pelo enunciado são os seguintes:

    I. O contribuinte pagou em dezembro 2013, um tributo cujo vencimento se daria em janeiro de 2014, no valor de 10.000.

    II. O contribuinte pagou em dezembro de 2015, um tributo cujo vencimento se deu em janeiro de 2014, no valor de 5.000.

    III. O contribuinte pagou em janeiro de 2014, um tributo cujo vencimento se dará em janeiro de 2015, no valor de 10.000.

    A questão pede qual o valor das receitas de 2013 e 2014, considerando apenas os fatos narrados. De acordo com a lei, para as receitas, consideram-se as ARRECADADAS. Assim, as receitas PAGAS (ou seja, arrecadadas pelo ente) NO ANO de 2013 totalizaram 10.000.

    Quanto ao ano de 2014, as receitas PAGAS foram de 10.000. Ocorre que, em dezembro de 2014 o governo providenciou a inscrição do contribuinte na dívida ativa em virtude do não pagamento do tributo a que se refere o item II (com vencimento no exercício de 2014 ). A banca considerou que essa INSCRIÇÃO em dívida ativa também gera uma receita. Portanto, para 2014, o total ficaria de 15.000.

    A antiga redação da Lei 4320/64, antes do ano de 1979, dizia que: Art. 39. As importâncias relativas a tributo, multas e créditos da Fazenda Pública, lançados mas não cobrados ou não recolhidos no exercício de origem, constituem Dívida Ativa a partir da data de sua inscrição.

    Entretanto, o Decreto Lei nº 1.735/1979 modificou esse artigo: Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, serão escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas orçamentárias.   

    A questão é do ano de 2014 e já deveria ter se atentado a essa modificação, considerando, para o ano de 2014, apenas o arrecadado: 10.000,00, o que confirmaria a correção da letra B: 2013: 10.000,00 e 2014: 10.000,00. É interessante ficar atento às próximas questões da banca e seu entendimento sobre o assunto.


ID
1157740
Banca
FGV
Órgão
FUNARTE
Ano
2014
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

A Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, também conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dispõe que, ao final de cada quadrimestre, os titulares de Poderes e órgãos emitirão Relatório de Gestão Fiscal.

O Relatório de Gestão Fiscal dos Poderes e órgãos abrange:

Alternativas
Comentários
  • O Relatório de Gestão Fiscal dos Poderes e órgãos abrange administração direta, autarquias, fundações, fundos, empresas públicas e sociedades de economia mista, incluindo os recursos próprios, consignados nos orçamentos fiscal e da seguridade social, para manutenção de suas atividades, excetuadas aquelas empresas que recebem recursos exclusivamente para aumento de capital oriundos de investimentos do respectivo ente. 

    (Fonte: Manual de Demonstrações Financeiras da União).