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Prova INSTITUTO AOCP - 2019 - TJ-MG - Juiz Leigo


ID
3398857
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      A origem da linguagem


      Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em definir a origem e as causas da linguagem. Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.


      Perguntar pela origem da linguagem levou a quatro tipos de respostas:

      1. a linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam, pela voz, os sons da Natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.). A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;

       2. a linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;

      3. a linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, a necessidade de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;

      4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade). Citando novamente Rousseau em seu Ensaio sobre a origem das línguas:

      “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes… Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas.” 


      Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

                       CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática 2000.

Considere o trecho “Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social?” e assinale a alternativa que o analisa corretamente.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ?  ?Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social??

    ? O verbo "existir" é pessoal (=possui sujeito e concorda com ele); aqui está no singular pois retoma o termo "linguagem" (=substantivo no singular), pode ser flexionado ao plural (=linguagens existem).

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Retoma uma informação implícita?

    A linguagem, sendo sujeito, não seria um termo explícito?

  • qual seria a informação implícita ? cheguei a pensar em "todos", mas estaria no plural

  • Entendi que o sujeito está implícito n oração em que o termo se encontra.
  • Discordo que seja uma informação implícita!

  • Retoma o termo "a linguagem", logo, está explícito.

    Em vista das outras alternativas é a "menos errada".

  • Assertiva A

    O verbo em destaque está no singular, pois retoma uma informação implícita flexionada no singular, mas poderia se flexionar no plural no caso de concordar com um elemento no plural.

  • Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social?” e assinale a alternativa que o analisa corretamente.

    O verbo em destaque está no singular, pois retoma uma informação implícita flexionada no singular, mas poderia se flexionar no plural no caso de concordar com um elemento no plural.

    Juro que não entendi o enunciado, existe retoma a linguagem, logo se flexionaria no pural caso linguagens, está bem explicito, então onde esta o implícito ai?,

  • Será que o examinador não viu que está explícito. Sacanagem.

  • (existe por natureza) -> considere aqui um oração independe as demais estruturas.

    (A linguagem existe por natureza) -> Julgo como um caso de Sujeito Elíptico. Por conseguinte, "a linguagem" está implícita e dependia do contexto para determinar a flexão do verbo "existe".

    Gabarito: A

    Fonte: meus resumos!

  • GABARITO: LETRA A

    → “Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social?”

    → O verbo "existir" é pessoal (=possui sujeito e concorda com ele); aqui está no singular pois retoma o termo "linguagem" (=substantivo no singular), pode ser flexionado ao plural (=linguagens existem).

  • fui por eliminação. implícito?

  • Errei porque os idiotas esqueceram o significado de explícito. Absurdo!

  • Não entendi o motivo da banca usar os termos?

    Implícito: quer dizer contido numa proposição mas não expresso formalmente;

    Explícito: quer dizer que é claro. 

    Se o termo (existe) está concordando com a linguagem ?????

  • Pode ser que eu esteja errado, caso esteja me corrijam por favor.

    A oração "existe por natureza" é interferente com sujeito oculto, o que creio ter sido o motivo de usarem a palavra implícito.

    Apesar de ser oculto o sujeito (desinencial ou implícito), a referência dele é "a linguagem...".

    A redação da banca realmente não está boa, mas considerei essa abordagem e eliminação para chegar a resposta.

  • Tbm não concordo com o "implícito", mas fui na menos errada.

  • Acredito, ou pelo menos quero acreditar, que o "implícito" seja em relação a " ela". Veja: a linguagem é natural aos homens ("ela" existe por natureza)...

  • Aparentemente, o implícito refere-se à oração dentro dos parênteses.

    (a linguagem existe por natureza)

  • Acrescentando que,

    A O verbo em destaque está no singular, pois retoma uma informação EXPLÍCITA flexionada no singular, mas poderia se flexionar no plural no caso de concordar com um elemento no plural.

    Como o examinador colocou implícita, sendo que está expressa no texto, induziu ao erro da questão. Embora pareça a certa, fica com deficiência a questão.

  • Um Zeugma a supressão do termo citado anteriormente. (A linguagem existe por natureza)

  • IMPLICITO ??? Fala serio né

  • Por eliminação só resta a alternativa A. Mas o Felipe jesus pontuou bem o que a banca considerou como gabarito.


ID
3398860
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      A origem da linguagem


      Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em definir a origem e as causas da linguagem. Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.


      Perguntar pela origem da linguagem levou a quatro tipos de respostas:

      1. a linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam, pela voz, os sons da Natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.). A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;

       2. a linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;

      3. a linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, a necessidade de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;

      4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade). Citando novamente Rousseau em seu Ensaio sobre a origem das línguas:

      “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes… Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas.” 


      Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

                       CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática 2000.

Assinale a alternativa que justifica corretamente a ortografia do termo em destaque no trecho “Eis por que as primeiras línguas foram cantantes [...]”.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    A) Tem função explicativa à informação que o precede e pode ser substituído por ?visto que? ? incorreto, equivale à conjunção "porque".

    B) Por introduzir um motivo subjetivo à assertiva apresentada previamente, poderia ser substituído por ?por qual motivo? ? correto, "por que" (=por qual motivo).

    C) Está sendo utilizado em uma pergunta indireta, com função retórica, e encontra-se posicionado na parte inicial da oração ? incorreto, não temos uma pergunta indireta.

    D) Equivale ao substantivo ?razão?. Além disso, poderia ser grafado ?porque?, pois introduz uma explicação ? incorreto, substantivo "razão" ou "motivo" (=o porque).

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Por que = Por que motivo/Razão, pelos quais, pela qual.

    Fonte, comentários Qconcurso.

  • A questão é sobre o uso dos porquês e quer que analisemos a frase “Eis por que as primeiras línguas foram cantantes [...]”. Vejamos:

    A) Tem função explicativa à informação que o precede e pode ser substituído por “visto que”.

    Errado. Quem equivale à conjunção coordenativa explicativa é "porque".

    Porque: conjunção com valor de “pois”, “uma vez que”... É utilizado em respostas. Ex.: Não fiz a prova porque não me senti preparada.

     .

    B) Por introduzir um motivo subjetivo à assertiva apresentada previamente, poderia ser substituído por “por qual motivo”.

    Certo. Por que = por qual motivo

    Por que: equivale a “por qual razão/motivo” ou “pelo qual” (e variações). Ex.: Por que você não resolve mais questões? / A rua por que passamos estava cheia de buracos.

    .

    C) Está sendo utilizado em uma pergunta indireta, com função retórica, e encontra-se posicionado na parte inicial da oração.

    Errado. Não há que se falar em pergunta indireta nesse caso.

    Frases interrogativas diretas são aquelas que começam por palavra interrogativa e terminam com um ponto de interrogação. Ex.: Que dia será a prova da PF?

    Frases interrogativas indiretas supõem a indagação, mas não começam com palavra interrogativa e terminam com ponto final. Ex.: Gostaria de saber que dia será a prova da PF.

     .

    D) Equivale ao substantivo “razão”. Além disso, poderia ser grafado “porque”, pois introduz uma explicação.

    Errado. Não equivale ao substantivo "razão" (nesse caso seria "porquê") e não poderia ser grafado pela conjunção "porque".

    Porquê: substantivo com significado de “motivo”, “razão”. Vem acompanhado de determinante: artigo, pronome, adjetivo ou numeral. Ex.: Gostaria de saber o porquê dessa resposta.

    Gabarito: Letra B

  • Por quê: Deve ser empregado somente no fim da oração, tendo o mesmo significado de por quePorque: Conjunção utilizada para explicar ou mostrar a causa de algo citado anteriormente. Equivale a pois, já que. Porquê: Substantivo masculino.

  • Por que = Por que motivo/Razão, pelos quais, pela qual.

  • https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/por-que.htm

  • Uso dos porquês. Prof. Noslen.

    https://www.youtube.com/watch?v=AQfHQP-JLcA


ID
3398863
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      A origem da linguagem


      Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em definir a origem e as causas da linguagem. Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.


      Perguntar pela origem da linguagem levou a quatro tipos de respostas:

      1. a linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam, pela voz, os sons da Natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.). A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;

       2. a linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;

      3. a linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, a necessidade de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;

      4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade). Citando novamente Rousseau em seu Ensaio sobre a origem das línguas:

      “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes… Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas.” 


      Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

                       CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática 2000.

Ao longo do texto, a expressão “isto é” é utilizada com a finalidade de indicar

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    ? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.

    ? Ambos termos possuem como função trazer um esclarecimento, uma explicação melhor ao que foi apresentado anteriormente ao termos.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • aprofundando...

    O que são palavras parónimas e sinónimas?

    a) Palavras parónimas são as que apresentam semelhança quanto à estrutura fónica mas de significado diferente: iminente e eminente, descrição e discrição, acender e ascender, informar e enformar, emigrante e imigrante, moral e mural, perfeito e prefeito, etc.

    b) Palavras sinónimas são as que têm o mesmo significado ou significado muito próximo: beiço e lábio, rosto e cara, honesto e honrado, bom e bondoso.


ID
3398866
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      A origem da linguagem


      Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em definir a origem e as causas da linguagem. Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.


      Perguntar pela origem da linguagem levou a quatro tipos de respostas:

      1. a linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam, pela voz, os sons da Natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.). A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;

       2. a linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;

      3. a linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, a necessidade de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;

      4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade). Citando novamente Rousseau em seu Ensaio sobre a origem das línguas:

      “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes… Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas.” 


      Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

                       CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática 2000.

Considere as ocorrências do vocábulo “assim”, no último parágrafo, e assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ?  Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

    ? Temos, em destaque, uma conjunção subordinativa comparativa (=ela compara e não indica o modo de algo).

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Contiguidade

    /gü/

    substantivo feminino

    1. estado ou condição do que está contíguo; proximidade; vizinhança.

    "vive na c. do mar"

    2. contato, convívio.

    "a c. de pessoa tão maledicente desagrada-o"

    3. LINGUÍSTICA: relação de proximidade imediata entre duas unidades na cadeia da fala [Em linguística distribucional, é a única relação existente entre unidades (fonemas, morfemas, palavras) em sequência.].

  • Adverbiais comparativas :(expressam comparação) como,assim como , tal,qual,tanto como.

  • Qual o erro da A?

  • GABARITO C

    Na segunda ocorrência, o "assim" não indica o modo como a pintura nasceu, ele faz uma comparação e poderia ser substituído por "bem como".

  • Errei porque entendi que a autora estava fechando seu texto com uma conjunção conclusiva

  • Qual o erro da B? Alguém ajuda

  • A questão está pedindo a incorreta. Marquei a D, não achei que tinha continuidade. Mas analisando novamente, o ultimo trecho fazendo comparação.

  • Errei pq a questão pediu a INCORRETA.

    Atenção é tudo!

    Não desista!

  • orações coordenadas Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim, destarte

    Marta estava bem preparada para o teste, portanto, não ficou nervosa.

    Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão.

    orações subordinadas Comparativas: introduzem uma oração que expressa a ideia de comparação com referencia oração principal São elas: como, assim como, tal como, como se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais), etc .

     O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem

  • A conjunção "assim" tem um espectro semântico muito vasto e requer uma certa sensibilidade, requer entender o contexto.

    1. (I)   Assim, a linguagem, nascendo das paixões(...) Equivalente a "dessa maneira", "dessa forma", "portanto", com valor conclusivo. Compreendendo o contexto, chegaríamos a isso ao perceber que o parágrafo encerra o texto e "resume e conclui" as ideias apresentadas anteriormente.
    2. (II) Assim como a pintura nasceu antes da escrita(...) Equivalente a "da mesma forma", comparando uma situação a outra e essa semântica é preenchida com o trecho que se segue " assim também os homens primeiro cantaram". Reescrevendo teríamos: Da mesma forma que a pintura nasceu da escrita, os homens primeiro cantaram(...) A ideia é expressar que em ambos os casos tivemos algo que originou outro.
    3. (III) Assim como a pintura nasceu antes da escrita(...) concluindo o que foi dito anteriormente e fazendo um link a alternativa INCORRETA, percebemos a semântica de comparação e o aspecto temporal! não há nenhuma menção ao modo como uma coisa ou outra foi criada.

    Questões que podem auxiliar:

    Q755778 - assim

    Q970052 Q1180183 Q200110 - assim como

  • ✅Letra C.

    A questão pede a INCORRETA.

    C) Nesse caso, o termo ASSIM está exercendo a função de COMPARAÇÃO.

    Conjunções comparativas = Como, mais...(do) que, menos... (do) que, tão...como, tanto...quanto..., assim como.

    Fonte: Tabela de conectivos do Prof: Elias Santana, Gran Cursos.

    RESISTA!!!!

  • Ninguém quer saber o porquê dos erros. Vamos ser mais contributivos com a plataforma e menos egocêntricos, obrigado.

  • Assim como é sinônimo de: bem como, como, da mesma maneira que, do mesmo jeito que, (...).

    ----

    raciocínio analógico é um método de processamento de informações que compara as semelhanças entre conceitos novos e entendidos e, em seguida, usa essas semelhanças para obter a compreensão do novo conceito.


ID
3398869
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      A origem da linguagem


      Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em definir a origem e as causas da linguagem. Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.


      Perguntar pela origem da linguagem levou a quatro tipos de respostas:

      1. a linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam, pela voz, os sons da Natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.). A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;

       2. a linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;

      3. a linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, a necessidade de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;

      4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade). Citando novamente Rousseau em seu Ensaio sobre a origem das línguas:

      “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes… Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas.” 


      Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

                       CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática 2000.

Assinale a alternativa que reescreve adequadamente o trecho “Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes.”, mantendo a correção gramatical.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

     

    A) Dessarte, por estar vinculada a paixões, a linguagem manifestou-se figurativamente por meio da poesia e do canto; a prosa surgiu posteriormente, sendo que a origem das vogais precede à das consoantes.

    B) Desse modo, conquanto, as paixões suscitaram à origem da linguagem figurada, manifesta por meio da poesia e canto; a posteriori, houve-se a prosa, oriunda do surgimento das vogais, e, em seguida, as consoantes ? crase incorreta, visto que nenhum termo exige a preposição "a".

    C) Dessa forma, primeiramente a linguagem figurada surgiu afim de expressar sentimentos e, portanto, se manifestou como poesia e canto; por sua vez, a prosa se originou da conjunção entre vogais e consoantes ? o correto é "a fim de".

    D) Portanto, porquanto nasceu das paixões, a linguagem manifestou-se figurativamente, através do canto e da poesia; desta, a prosa desdobrou-se, primeiramente, a partir do uso das vogais, segundamente, às consoantes ? Não se usa ?primeiramente?, ainda mais para iniciar um texto. Quando você for iniciar uma enumeração de ideias, use ?Em primeiro lugar? ou simplesmente ?Primeiro?, pois é o correto. 

     

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • vogais precede à das consoantes.

    gabarito A, esta certo isso ai gente, crase com palavra no plural....

  • Concordo com oque colocou o amigo abaixo: á das consoantes ...

  • Minha dúvida era saber o que é dessarte

  • "sendo que a origem das vogais precede à das consoantes."

    o à possui crase pois está se referindo à palavra "origem" que está implícita.

    sendo que a origem das vogais precede à (origem) das consoantes.

  • Como já explicado pela colega Ana Luiza, a crase está correta na letra A por contra da elipse da palavra "Origem".

    "(...)sendo que a origem das vogais precede à (origem) das consoantes."

    Só para complementar o que a amiga falou, trata-se de um processo específico de Elipse, chamado Zeugma. Este ocorre quando o termo omisso já fora citado no período.

  • Dessarte x Destarte:

    As duas formas existem na língua portuguesa e estão corretas. São sinônimos. A palavra destarte significa desta forma, deste modo, desta maneira e a palavra dessarte significa dessa forma, desse modo, dessa maneira. Transmitem uma noção de resumo, conclusão, recapitulação e são utilizados em registros eruditos ou formais, como nos documentos jurídicos.

    As duas palavras são advérbios formados a partir de composição por aglutinação, ou seja, dois vocábulos que se unem numa só palavra: 

    Destarte: desta+arte

    Dessarte: dessa+arte

    A utilização destas duas formas segue as regras de utilização das palavras este e esse. Destarte é utilizado para referir o que vai ser mencionado no discurso e dessarte é utilizado para referir o que foi mencionado no discurso. São sinônimas de: assim sendo, à vista disso, consequentemente, em vista disso, então, isto posto, logo, pois, por conseguinte, por consequência, por isso, portanto, entre outros.

    No âmbito sintático, atuam como conjunções coordenativas conclusivas, ligando duas orações numa relação semântica de conclusão ou consequência.

    Fonte: https://duvidas.dicio.com.br/destarte-ou-dessarte/

  • alguém pode e ajudar?

    dessarte significa dessa forma, desse modo, dessa maneira... consecutiva.

    Assim seria conclusiva combinando com portanto, assim, logo

  • Que Deus me defenda da prova da pcerj!!!

  • GABARITO: LETRA A

     

    A) Dessarte, por estar vinculada a paixões, a linguagem manifestou-se figurativamente por meio da poesia e do canto; a prosa surgiu posteriormente, sendo que a origem das vogais precede à das consoantes.

    B) Desse modo, conquanto, as paixões suscitaram à origem da linguagem figurada, manifesta por meio da poesia e canto; a posteriori, houve-se a prosa, oriunda do surgimento das vogais, e, em seguida, as consoantes → crase incorreta, visto que nenhum termo exige a preposição "a".

    C) Dessa forma, primeiramente a linguagem figurada surgiu afim de expressar sentimentos e, portanto, se manifestou como poesia e canto; por sua vez, a prosa se originou da conjunção entre vogais e consoantes → o correto é "a fim de".

    D) Portanto, porquanto nasceu das paixões, a linguagem manifestou-se figurativamente, através do canto e da poesia; desta, a prosa desdobrou-se, primeiramente, a partir do uso das vogais, segundamente, às consoantes → Não se usa “primeiramente”, ainda mais para iniciar um texto. Quando você for iniciar uma enumeração de ideias, use “Em primeiro lugar” ou simplesmente “Primeiro”, pois é o correto. 

     

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    ✓ FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Dessarte = Dessa forma, desse modo, dessa maneira etc.

  • TEXTO HORRÍVEL

  • Resolvi só com a relação de origem das vogais e consoantes

  • Para mim , nascer e estar vinculado n passa o mesmo sentido , o primeiro é muito mais intenso

  • Qual o erro da letra D?

  • Destarte é utilizado para referir o que vai ser mencionado no discurso

    Dessarte é utilizado para referir o que foi mencionado no discurso.

    >> São sinônimas de: assim sendo, à vista disso, consequentemente, em vista disso, então, isto posto, logo, pois, por conseguinte, por consequência, por isso, portanto, entre outros.

  • Primeiramente eliminei as letras B e C por iniciarem por conjunções subordinadas concessivas, já que a frase original inicia por conjunção coordenada conclusiva.

    Na letra B ainda tem uma crase incorreta e na letra C a palavra afim está incorreta no contexto.

    Na letra D inicia a frase com uma conjunção conclusiva e após uma conjunção explicativa.

    Já na letra A está perfeita, porque inicia com uma conjunção coordenada conclusiva DESSARTE e a Crase que antecede o termo das consoantes retoma a palavra origem que está subentendida.

  • GAB: A

    Complementando, existem dois erros na alternativa C...

    C) Dessa forma, primeiramente a linguagem figurada surgiu afim de expressar sentimentos e, portanto, se manifestou como poesia e canto; por sua vez, a prosa se originou da conjunção entre vogais e consoantes ? o correto é "a fim de".

    1)

    Afim ----> Indica "Semelhança" (utilizada como adjetivo ou substantivo)

    Ex: Eu e meus amigos temos um objetivo afim: passar no concurso. (adjetivo)

    Comprei pães, bolos e afins para nosso café da tarde. (substantivo)

    A fim de (locução prepositiva) ----> Indica "Finalidade"

    Ex: Dormi cedo a fim de descansar o corpo e a mente. ("com o objetivo de")

    2) Deve-se evitar a colocação do pronome "Se" após a vírgula. Portanto, neste contexto, utiliza-se ênclise (depois do verbo).

    *Dessa forma, primeiramente a linguagem figurada surgiu a fim de expressar sentimentos e, portanto, manifestou-se como poesia e canto; por sua vez, a prosa se originou da conjunção entre vogais e consoantes ? o correto é "a fim de".

  • A fim de é uma locução prepositiva que significa com o objetivo de, com a finalidade de, com o desejo de. Saí cedo a fim de chegar a tempo para o jantar. Já afim é um adjetivo que qualifica algo ou alguém que tem afinidade, proximidade, semelhança. Eles tinham ideias afins.

    Sinônimos de Dessarte no Dicionário de Sinônimos. Dessarte é sinônimo de: assim, desse modo, dessa forma, dessa maneira, desse jeito

    Sinônimos de conquanto para 1 sentido da palavra conquanto: Se bem que: 1 no entanto, não obstante, ainda que, todavia, embora, nada obstante, contudo, (...).

    Sinônimos de porquanto para 1 sentido da palavra porquanto: Indica o motivo ou causa de algo: 1 porque, pois, visto que, dado que, uma vez que, (...).

    De acordo com Carolina, muitos estudantes usam “segundamente” no terceiro parágrafo, para complementar uma informação ou argumento. Mas a verdade é que essa palavra não existe. 

    Leia mais em: https://guiadoestudante.abril.com.br/redacao/redacao-termos-e-expressoes-que-voce-deve-excluir-do-seu-texto/


ID
3398872
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      A origem da linguagem


      Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em definir a origem e as causas da linguagem. Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.


      Perguntar pela origem da linguagem levou a quatro tipos de respostas:

      1. a linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam, pela voz, os sons da Natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.). A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;

       2. a linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;

      3. a linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, a necessidade de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;

      4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade). Citando novamente Rousseau em seu Ensaio sobre a origem das línguas:

      “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes… Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas.” 


      Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

                       CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática 2000.

Referente às ideias e informações apresentadas no texto, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    ? Lembrando que queremos a alternativa incorreta:

    ? 4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade) ? temos sentimentos positivos também, a alternativa reduz somente a sentimentos negativos.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • b) não necessariamente das emoções negativas, mas sim daquelas que expressam sentimentos mais fortes

  • Ao meu ver essa questão é passível de recurso, porque a alternativa B não deixa em evidência a cumulatividade das emoções para que se possa existir, ou seja, dar a entender que por meio de um sentimento como o medo (negativo), poderia criar-se uma expressão por meio da linguagem como forma de expressão.

  • Letra B

    Na resposta 4 do texto, que foi o único momento que citaram EMOÇÕES não fala que EMOÇÕES NEGATIVAS tendem a motivar criação de formas de expressão mais elaboradas !!!

    Qualquer erro avisem por gentileza !!!

  • GABARITO LETRA B

    "(...)  mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes…" .

    Nesse trecho percebe-se que o há citação do amor e da piedade como sentimentos que contribuíram p/ criação da fala pelos humanos. Por sua vez, nenhuma dessas emoções é negativa. Logo, tornando a letra B errada.

  • Quer acertar questões de português suficientes para entrar para NASA?

    Estou há dois meses só fazendo questões FGV, hoje vim fazer uma visita a AOCP, nossa... que delícia.

  • a) A autora vale-se de um raciocínio dialético ao propor duas características opostas da linguagem (natural x social) e uma síntese que abarca ambos os argumentos. Certo

     Em síntese “raciocínio dialético” é aquele fundamentado em contraposição de ideias. Observa-se isso de modo constante no texto: linguagem natural x social.

    b) As emoções negativas tendem a motivar a criação de formas de expressão mais elaboradasIncorreta

     O item 4 da enumeração buscar validar a origem da língua vinculando-a às emoções.

    “ a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito medo, surpresa ou alegria, do choro (dor, medo, compaixão) e do riso prazer, bem-estar, felicidade.”

    Não são somente as emoções negativas, mas são todas as que ajudam a compor a língua.

    Também inexiste comparação: mais elaborado ou menos elaborado.

    c) O discurso de Rousseau é constituído predominantemente pela relação semântica de antonímia, para, por meio de extremos, abarcar a abrangência dos motivos que suscitaram a origem da linguagem. Certo 

    pela relação semântica de antonímia” – é o recurso dialético (contraposição de ideias).

    d) As quatro observações sobre a linguagem estão assim enumeradas por representarem uma gradação percebida tanto no seu surgimento quanto na sua funcionalidade. Certo

     Gradação é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou decrescente (anticlímax).

    - um cargo, um esforço um sonho, uma realização.

  • Em nhm momento ele falou apenas em emoções negativas .

  • As quatro observações sobre a linguagem estão assim enumeradas por representarem uma gradação ???


ID
3398875
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      A origem da linguagem


      Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em definir a origem e as causas da linguagem. Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.


      Perguntar pela origem da linguagem levou a quatro tipos de respostas:

      1. a linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam, pela voz, os sons da Natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.). A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;

       2. a linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;

      3. a linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, a necessidade de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;

      4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade). Citando novamente Rousseau em seu Ensaio sobre a origem das línguas:

      “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes… Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas.” 


      Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

                       CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática 2000.

Assinale a alternativa que indica corretamente o motivo de o verbo em destaque estar no plural no trecho “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes”

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ? ?Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes? ? O verbo em destaque está no plural para concordar com o sujeito composto em destaque.

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • É só perguntar para o verbo..

    QUEM arrancaram as primeiras vozes.

  • Assertiva c

    C

    Concordar com “o amor ou o ódio, a piedade, a cólera”.

  • Muita gente marcando a "B" sendo que não pode ter sujeito preposicionado, "aos primeiros homens..."

  • Estou apanhando.
  • Sem entrar em pormenores, a concordância verbal diz respeito à correta flexão do verbo a fim de concordar com o sujeito.

    “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes.”

    Os termos em negrito são os núcleos do sujeito composto e sublinhado está o verbo que com eles concordam.

    a) Concordar com “as primeiras vozes”.

    Incorreto. Este segmento é objeto direto.

    b) Concordar com “os primeiros homens”.

    Incorreto. Esse termo está preposicionado (aos primeiros homens), logo não poderia ser sujeito, uma vez que esta função sintática não se apresenta preposicionada;

    c) Concordar com “o amor ou o ódio, a piedade, a cólera”.

    Correto. Eis os núcleos do sujeito;

    d) Indicar indeterminação de referência ao agente verbal.

    Incorreto. Para tanto, o sujeito não deveria ter sido citado.

    Letra C

  • Não pode ter sujeito preposicionado! Esqueci, e me ferrei.

  • por que nao concordam com homens ?

  • Errei por não atentar que o sujeito não pode ser preposicionado.

    Falta de atenção!!!

  • GABARITO: C

    Pessoal, mudem a ordem quando surgir dúvida. Veja:

     “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes”

    Podemos reescrever desta forma:

     “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que arrancam (eles arrancam) as primeiras vozes deles (os homens)”

    Quem arranca as primeiras vozes dos homens? → o amor ou o ódio, a piedade, a cólera.

    Espero ter ajudado.

    Qualquer erro, notifique-me.

    Bons estudos! :)

  • O sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na oração. De acordo com a gramática normativa, o sujeito da oração não pode ser preposicionado. Ele pode ter complemento, mas não ser complemento. Devem ser evitadas, portanto, construções com sujeito preposicionado, como:

    Errado: É tempo do Congresso votar a emenda.

    Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda.

    Errado: Apesar das relações entre os países estarem cortadas, (...).

    Certo: Apesar de as relações entre os países estarem cortadas, (...).

    Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim.

    Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim.

    Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...).

    Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).

    Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...).

    Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo,

  • Quem é que arrancaram as primeiras vozes ? o amor ou o ódio, a piedade, a cólera

  • GABARITO LETRA C

    Trocando " o amor ou o ódio, a piedade, a cólera" por "sentimentos" e o a preposição "a" por "de", teríamos:

    Os sentimentos arrancaram as primeiras vozes dos homens.

    Nesse caso, percebemos que "arrancaram" concorda com "os sentimentos" que por sua vez está substituindo " o amor ou o ódio, a piedade, a cólera"

  • Sempre pergunte ao verbo... QUEM?

    Arrancaram? Quem foi que fez essa maldade?

    Eles arrancaram... Eles quem? -> O amor, o ódio, a piedade e a cólera. Esses quatros senhores.

    Eles arrancaram o que? a voz

    de quem? dos homens

    Eles ( os quatros senhores ) arrancaram a voz dos homens.

    Pronto. Descobri o sujeito, o objeto direto e o objeto indireto.

  • Errando pela quarta vez.

  • Errando pela quarta vez.

  • Falta de atenção, não vi a preposição..

  • Questão fod*. <3


ID
3398878
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      A origem da linguagem


      Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em definir a origem e as causas da linguagem. Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.


      Perguntar pela origem da linguagem levou a quatro tipos de respostas:

      1. a linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam, pela voz, os sons da Natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.). A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;

       2. a linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;

      3. a linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, a necessidade de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;

      4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade). Citando novamente Rousseau em seu Ensaio sobre a origem das línguas:

      “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes… Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas.” 


      Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

                       CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática 2000.

Assinale a alternativa em que a ordem e a pontuação do seguinte excerto, apesar de alteradas, preservem a correção gramatical do período.

“Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas.”

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

     

    A) Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário. Se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias (isto é, a sociedade poderia ter escolhido, para designar as coisas, outras palavras)

    B) Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário. Se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso são arbitrárias: isto é, a sociedade poderia ter escolhido, para designar as coisas, outras palavras ? faltou uma vírgula para separar o termo intercalado em destaque.

    C) As palavras possuem um sentido próprio e necessário se a linguagem for natural; são decisões consensuais da sociedade se for convencional e, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras, para designar as coisas nesse caso ? vírgula incorreta separando o predicativo.

    D) As palavras possuem um sentido próprio e necessário, se a linguagem for natural; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e são arbitrárias isto é, para designar as coisas, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras, nesse caso ? faltou uma vírgula para separar o termo retificativo em destaque.

     

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • Usou os parenteses para isolar e explicar.

  • Questão de bom nível!

  • alguém poderia me explicar o erro da letra C?

  • a) Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário. Se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias (isto é, a sociedade poderia ter escolhido, para designar as coisas, outras palavras) CORRETA.

    Apesar de a expressão “isto é” não estar isolada por vírgula, ela está sendo encabeçada por parêntese, e logo em seguida há vírgula, isolando-a.

    b) Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário. Se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso são arbitrárias: isto é, a sociedade poderia ter escolhido, para designar as coisas, outras palavras. Errado

    • isto é – termo explicativo ou retificativo. Deveria estar isolado por vírgulas.

    c) As palavras possuem um sentido próprio e necessário se a linguagem for natural; são decisões consensuais da sociedade se for convencional e, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras, para designar as coisas nesse casoErrado 

    Deveria haver vírgula antes de “se a linguagem for natural” e “se for convencional”

    d) As palavras possuem um sentido próprio e necessário, se a linguagem for natural; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e são arbitrárias isto é, para designar as coisas, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras, nesse casoErrado

     Deveria existir vírgula isolando a expressão “isto é”.

  • NA ORDEM DIRETA NÃO TEM VÍRGULA

    ORAÇÃO PRINCIPAL + ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL

    NA ORDEM INVERSA TEM VÍRGULA

    ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL + ORAÇÃO PRINCIPAL


ID
3398881
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Mario, por solicitação de João, apresentou a este uma proposta por escrito para pintura do apartamento de João, no valor de R$ 6.000,00, parcelado em três pagamentos mensais, com entrada, com prazo para aceitação da proposta de cinco dias úteis. Passados dez dias úteis, João respondeu a Mario, também por escrito, aceitando o valor, mas solicitando, caso fosse possível, efetuar o pagamento em quatro parcelas mensais, com entrada. Com base no que dispõe o Código Civil Brasileiro, a resposta de João implica

Alternativas
Comentários
  • Art. 431 do Código Civil: A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova proposta.

    Fases do contrato: negociações preliminares ou de pontuação; fase de proposta, policitação ou oblação; contrato preliminar; contrato definitivo ou de conclusão do contrato.

  • "(...) presente uma aceitação fora do prazo, com adições, restrições ou modificações, haverá nova proposta, de forma a inverterem-se os papéis entre as partes, conforme comentado (art. 431 do CC). A figura prevista é justamente a conhecida contraproposta, tão comum em casos que envolvem as negociações pré-contratuais."

    Fonte: Manual do Tartuce, 2020

  • Gab D.

    Fora do prazo é nova proposta.

    CC. Art. 431: A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova proposta.

  • A fim de encontrarmos a resposta correta, iremos analisar cada uma das alternativas a seguir:

    A) Aqui, estaremos diante da hipótese narrada pelo legislador, no art. 431 do CC, que “a aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, IMPORTARÁ NOVA PROPOSTA".

    Para que se configure o aceite, este deve ser integral, o que não foi o caso, haja vista que João solicitou que o pagamento fosse feito em quatro parcelas mensais, com entrada, o que implica em nova proposta, invertendo-se os papeis, onde o proponente passa à condição de oblato e o oblato à de proponente. Incorreto;

    B) A resposta de João implica em nova proposta (art. 431 do CC). Incorreto;

    C) A resposta de João implica em nova proposta (art. 431 do CC). Incorreto;

    D) Em harmonia com a previsão do art. 431 do CC. Incorreto.





    Resposta: D 
  • No caso da questão, João aceitou a proposta após o prazo de 5 dias úteis, além disso fez modificação da proposta original no que concerne à quantidade de parcelas, por essa razão houve nova proposta, conforme o disposto no art. 431, CC/02, in verbis:

    Art. 431. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova proposta.

    Gabarito: letra d)

  • GABARITO: D

    Art. 431. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova proposta.

  • Joao, seu safadinho!!! Voce quer é cozinhar o pintor pra conseguir uma condiçao melhor não é?

    juhauhaua

  • Um detalhe: a proposta de Mário deixou de obrigá-lo, pois propostas feitas aos AUSENTES e COM PRAZO DE ACEITE, deixam de ser obrigatórias para o proponente se o oblato não EXPEDE a aceitação no prazo dado.

  • Que Mario?


ID
3398884
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

A respeito da responsabilidade civil, nos termos previstos no Código Civil Brasileiro, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.


I. A regra geral adotada pelo ordenamento jurídico brasileiro é a da responsabilidade civil subjetiva, sendo que somente em casos excepcionais se aplica a responsabilidade objetiva.

II. A responsabilidade civil é dependente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando essas questões se acharem decididas no juízo criminal.

III. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição.

IV. O incapaz não responde pelos prejuízos que causar, ainda que as pessoas por ele responsáveis não tenham obrigação de fazê-lo ou não disponham de meios suficientes.

Alternativas
Comentários
  • I - Elementos da responsabilidade civil: ato danoso (com ou sem culpa); prejuízo ou dano e nexo causal.

    Em regra, foi adotada a responsabilidade civil subjetiva. Em casos excepcionais aplica-se a responsabilidade civil objetiva (atividade de risco; expressa previsão legal; abuso de direito).

    II- Art. 935, CC. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

    III- Art. 940, CC. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição.

    IV- Art. 928, CC. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser eqüitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

  • DEMANDAR ANTES DE VENCIDA A DÍVIDA: ficará obrigado a esperar o vencimento, a descontar os juros correspondentes, embora estipulados, e a PAGAR CUSTAS EM DOBRO.

    DEMANDAR POR DÍVIDA JÁ PAGA SEM RESSALVAR AS QUANTIAS RECEBIDAS: ficará obrigado a pagar ao devedor o DOBRO do que houver cobrado.

    DEMANDAR POR DÍVIDA JÁ PAGA PEDINDO MAIS DO QUE FOR DEVIDO: ficará obrigado a pagar ao devedor EQUIVALENTE do que dele exigir.

    legislaçãodestacada

  • A fim de encontrarmos a alternativa correta, iremos analisar cada uma das assertivas a seguir:

    I. É nesse sentido o art. 927 do CC. Vejamos: “Aquele que, por ato ilícito (art. 186 e 187 do CC), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem".

    Percebe-se que, em regra, a responsabilidade é subjetiva, sendo necessária a demonstração da culpa para que seja imputada a responsabilidade ao agente provocador do dano. Excepcionalmente, a responsabilidade independerá de culpa, hipótese em que será objetiva (§ ú do art. 927). Correta;

    II. “A responsabilidade civil é INDEPENDENTE da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal" (art. 935 do CC).

    De acordo com Liebman, “realmente, trata-se de uma eficácia vinculante para o juiz civil, da decisão proferida pelo juiz penal sobre algumas questões de fato e de direito que são comuns ao processo penal e ao conexo processo civil de reparação" (LIEBMAN, Enrico Tullio. Eficácia e autoridade da sentença e outros escritos sobre a coisa julgada. 4 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006. p. 259). Incorreta;

    III. Em harmonia com o art. 940 do CC: "Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição".

    Vamos pensar que Caio promova ação de cobrança em face de Ticio, por um suposto débito no valor de mil reais. Dai Ticio, em sua contestação, comprova que o pagamento já foi realizado e requer que o autor seja condenado a lhe pagar o dobro, com base no art. 940 do CC. Isso é possível? Sim. Para o STJ, Ticio pode se valer do referido dispositivo legal por toda e qualquer via processual, não havendo necessidade de ser de alegada em sede de reconvenção e nem sendo necessária a propositura de ação autônoma: “A aplicação da sanção civil do pagamento em dobro por cobrança judicial de dívida já adimplida (cominação encartada no artigo 1.531 do Código Civil de 1916, reproduzida no artigo 940 do Código Civil de 2002) pode ser postulada pelo réu na própria defesa, independendo da propositura de ação autônoma ou do manejo de reconvenção, sendo imprescindível a demonstração de má-fé do credor" (REsp de nº1111270/PR, Relator Ministro MARCO BUZZI, julgado em 25/11/2015).  Correta; 

    IV. “O incapaz RESPONDE pelos prejuízos que causar, SE AS PESSOAS POR ELE RESPONSÁVEIS NÃO TIVEREM OBRIGAÇÃO DE FAZÊ-LO OU NÃO DISPUSEREM DE MIOS SUFICIENTES" (art. 928 do CC).

    A responsabilidade do incapaz é, pois, subsidiária (responderá apenas quando os seus pais não tiverem meios para ressarcir a vítima); condicional e mitigada (não pode ultrapassar o limite humanitário do patrimônio mínimo do incapaz); e equitativa (a indenização deve ser equânime, sem a privação do mínimo necessário para a sobrevivência digna do menor) (STJ. 4ª Turma. REsp 1.436.401-MG, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 2/2/2017 - Info 599).

    Aqui, valem as lições de Carlos Alberto Gonçalves: “A única hipótese em que poderá haver responsabilidade solidária do menor de 18 anos com seu pai é se tiver sido emancipado aos 16 anos de idade. Fora isso, a responsabilidade será exclusivamente do pai, ou exclusivamente do filho, se aquele não dispuser de meios suficientes para efetuar o pagamento e este puder fazê-lo, sem privar-se do necessário (...)" (GOLNÇALVES. Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Responsabilidade Civil. 12. ed. São Paulo: Saraiva. 2017. v. 4, p. 132). Incorreta. 






    A) Apenas I e III.




    Resposta: A 
  • I - CORRETA.

    II - ERRADA (responsabilidade civil é INDEPENDENTE [...] - o restante está correto).

    III - CORRETA (art. 940/CC).

    IV - ERRADA (art. 928/CC - incapaz responde).

  • RESPONSABILIDADE CIVIL É INDEPENDENTE DA CRIMINAL.

    PORÉM a independência entre os juízos civil e criminal é RELATIVA, na medida em que se proíbe a rediscussão da materialidade do fato ou de sua autoria, se já estiverem sido decididas no juízo criminal.

  • Sobre Responsabilidade do Incapaz:

    Info 599 do STJ/17: responsabilidade civil do incapaz é subsidiária, condicional, mitigada e equitativa.

    CC, Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.

    Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

    A responsabilidade civil do incapaz pela reparação dos danos é subsidiária, condicional, mitigada e equitativa.

    Os incapazes (ex: filhos menores), quando praticarem atos que causem prejuízos, terão responsabilidade subsidiária, condicional, mitigada e equitativa, nos termos do art. 928 do CC.

    Subsidiária: porque apenas ocorrerá quando os seus genitores não tiverem meios para ressarcir a vítima.

    Condicional e mitigada: porque não poderá ultrapassar o limite humanitário do patrimônio mínimo do infante.

    Equitativa: tendo em vista que a indenização deverá ser equânime, sem a privação do mínimo necessário para a sobrevivência digna do incapaz.

    A responsabilidade civil do incapaz pela reparação dos danos é subsidiária, condicional, mitigada e equitativa.

    A responsabilidade dos pais dos filhos menores será substitutiva, exclusiva e não solidária.

    STJ. 4ª Turma. REsp 1436401-MG, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 2/2/2017 (Info 599).

    Fonte: Dizer o Direito + meus resumos.

  • Na verdade, a II está correta, pois no caso trazido realmente a decisão no juízo criminal faz coisa julgada no civil.

  • REGRA (CC, art. 932, I) = DIRETA E TOTALMENTE

    # PAIS RESPONDEM PELOS FILHOS MENORES

    EXCEÇÃO (CC, art. 928) = SUBSIDIÁRIA E EQUITATIVAMENTE 

    # INCAPAZ RESPONDE SE O RESPONSÁVEL NÃO TEM OBRIGAÇÃO

    # INCAPAZ RESPONDE SE RESPO NSÁVEL NÃO TEM MEIOS SUFICIENTES

    EXCEÇÃO (STJ) = SOLIDÁRIA E TOTALMENTE 

    # RESPONSÁVEL E INCAPAZ RESPONDEM SE TEM EMANCIPAÇÃO VOLUNTÁRIA

  • Pra mim, a responsabilidade objetiva não é uma excepcionalidade do ordenamento jurídico e sim, mais uma dentre das existentes.


ID
3398887
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Segundo disposição do Código de Processo Civil, é correto afirmar que, inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte será de

Alternativas
Comentários
  • Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.

    § 3o Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

  • Gab.: C

    Art. 218.

    § 3o Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

  • GABARITO C

    Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.

    § 1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato.

    § 2º Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 (quarenta e oito) horas.

    § 3º Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

  • Muita atenção eu já confundi algumas vezes.

    A INTIMAÇÃO obriga ao comparecimento após decorridas 48 horas, caso não haja prazo legal ou determinação do juízo.

    O PRAZO "geral" é de 5 dias, caso não haja determinação pelo juiz ou pela lei.

  • GABARITO: C

    Art. 218. § 3o Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

  • No silêncio do Juiz e da lei:

    Para ato processual: 5 dias

    Para comparecimento: após decorridas 48hrs

  • GABARITO:C

     

    LEI Nº 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015

     

    DOS PRAZOS

     

    Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.


    § 1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato.

     

    § 2º Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 (quarenta e oito) horas.

     

    § 3º Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte. [GABARITO]

     

    § 4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.

  • Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.

    &1º Quando a lei for omissa, o juiz detrminará os prazos em consideração à complexidade do ato.

    &2º Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 horas.

    &3º Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

    &4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.

     

  • Art. 218. Os atos processuais serão realizados NOS PRAZOS PRESCRITOS EM LEI.

    § 3o INEXISTINDO PRECEITO LEGAL ou PRAZO DETERMINADO PELO JUIZ, será de 5 DIAS o prazo para a PRÁTICA DE ATO PROCESSUAL a cargo da parte.

    GABARITO -> [C]

  • Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.

    1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato.

    2º Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 horas.

    Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

    4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.

  • Segundo disposição do Código de Processo Civil, é correto afirmar que, inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte será de 5 dias.

  • Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.

    § 1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato.

    § 2º Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 (quarenta e oito) horas.

    § 3º Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

    § 4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.

  • Essa foi moleza! Se não existir preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, a parte deverá observar o chamado prazo subsidiário de 5 (cinco) dias para a prática do ato processual:

    Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.

    § 1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato.

    § 2º Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 (quarenta e oito) horas.

    § 3º Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

    Não confunda com o prazo para comparecimento em juízo, que será de 48 horas após a intimação da parte, caso o juiz ou a lei incorra em omissão.

    Resposta: C


ID
3398890
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Luísa foi intimada por Lúcia para ser testemunha em uma ação judicial que Lúcia está movendo contra Vera, pleiteando reparação civil em decorrência de acidente de trânsito que foi presenciado somente por Luísa. A intimação se deu por meio de carta com aviso de recebimento, sendo este devidamente juntado aos autos com cinco dias de antecedência da audiência. Ocorre que Luísa, que não conhecia nenhuma das partes envolvidas no acidente, não compareceu no dia da audiência de instrução e julgamento, sem nenhuma justificativa. Em decorrência de sua ausência, com fundamento no Código de Processo Civil, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Art. 455. Cabe ao advogado da parte informar ou intimar a testemunha por ele arrolada do dia, da hora e do local da audiência designada, dispensando-se a intimação do juízo.

    § 1o A intimação deverá ser realizada por carta com aviso de recebimento, cumprindo ao advogado juntar aos autos, com antecedência de pelo menos 3 (três) dias da data da audiência, cópia da correspondência de intimação e do comprovante de recebimento.

    § 5o A testemunha que, intimada na forma do § 1o ou do § 4o, deixar de comparecer sem motivo justificado será conduzida e responderá pelas despesas do adiamento.

  • Fiz uma pesquisa rápida sobre o tema em específico. Mas acredito que o fundamento da resposta B seja de que no momento em que houver o arrolamento da testemunha ela passa ser do interesse do juízo. Portanto, qualquer das partes, bem como o juiz têm interesse no seu depoimento.

  • Art. 455. Cabe ao advogado da parte informar ou intimar a testemunha por ele arrolada do dia, da hora e do local da audiência designada, dispensando-se a intimação do juízo.

    § 1º A intimação deverá ser realizada por carta com aviso de recebimento, cumprindo ao advogado juntar aos autos, com antecedência de pelo menos 3 (três) dias da data da audiência, cópia da correspondência de intimação e do comprovante de recebimento.

    § 2º A parte pode comprometer-se a levar a testemunha à audiência, independentemente da intimação de que trata o § 1º, presumindo-se, caso a testemunha não compareça, que a parte desistiu de sua inquirição.

    § 3º A inércia na realização da intimação a que se refere o § 1º importa desistência da inquirição da testemunha.

    § 4º A intimação será feita pela via judicial quando:

    I - for frustrada a intimação prevista no § 1º deste artigo;

    II - sua necessidade for devidamente demonstrada pela parte ao juiz;

    III - figurar no rol de testemunhas servidor público ou militar, hipótese em que o juiz o requisitará ao chefe da repartição ou ao comando do corpo em que servir;

    IV - a testemunha houver sido arrolada pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública;

    V - a testemunha for uma daquelas previstas no .

    § 5º A testemunha que, intimada na forma do § 1º ou do § 4º, deixar de comparecer sem motivo justificado será conduzida e responderá pelas despesas do adiamento.

  • 34. As testemunhas, até o máximo de 3 para cada parte, comparecerão à audiência de instrução e julgamento levadas pela parte que as tenha arrolado, independentemente de intimação, ou mediante esta, se assim for requerido.

    § 1º O requerimento para intimação das testemunhas será apresentado à Secretaria no mínimo 5 dias antes da audiência de instrução e julgamento.

    § 2º Não comparecendo a testemunha intimada, o Juiz poderá determinar sua imediata condução, valendo-se, se necessário, do concurso da força pública

  • O comentário do Wagner Sten não se aplica.

    Ele colacionou o art. 34 da lei do juizado especial.

    A questão é explicita. discorre sobre o CPC 2015.

  • Gabarito B.

  • FAMOSO PESCOCIM

  • GABARITO: B

    Art. 455. Cabe ao advogado da parte informar ou intimar a testemunha por ele arrolada do dia, da hora e do local da audiência designada, dispensando-se a intimação do juízo.

    § 1o A intimação deverá ser realizada por carta com aviso de recebimento, cumprindo ao advogado juntar aos autos, com antecedência de pelo menos 3 (três) dias da data da audiência, cópia da correspondência de intimação e do comprovante de recebimento.

    § 5o A testemunha que, intimada na forma do § 1o ou do § 4o, deixar de comparecer sem motivo justificado será conduzida e responderá pelas despesas do adiamento.

  • Gabarito: B

    Luísa, colabore!

    Se não for por bem, será por mal.

  • Quando é que seria inconstitucional a condução coercitiva?

  • Uma inovação importante do atual Código foi a atribuição ao advogado da obrigação de informar ou intimar a testemunha que arrolou do local, do dia e do horário da audiência designada, dispensando-se a intimação do juízo (art. 455caput). Essa intimação feita pelo próprio advogado deverá ser realizada por carta com aviso de recebimento, devendo ser juntada aos autos, com antecedência de pelo menos três dias da data da audiência, cópia da correspondência de intimação e do comprovante de recebimento (art. 455, § 1º).

    Se o advogado não diligenciar a intimação, implicará a desistência da inquirição da testemunha (art. 455, § 3º). Se, intimada, a testemunha não comparecer, sem motivo justificado, será conduzida e responderá pelas despesas do adiamento (art. 455, § 5º).

    Art. 455. Cabe ao advogado da parte informar ou intimar a testemunha por ele arrolada do dia, da hora e do local da audiência designada, dispensando-se a intimação do juízo.

    § 1o A intimação deverá ser realizada por carta com aviso de recebimento, cumprindo ao advogado juntar aos autos, com antecedência de pelo menos 3 (três) dias da data da audiência, cópia da correspondência de intimação e do comprovante de recebimento.

    § 5o A testemunha que, intimada na forma do § 1o ou do § 4o, deixar de comparecer sem motivo justificado será conduzida e responderá pelas despesas do adiamento.

     THEODORO Jr., Humberto. Código de Processo Civil Anotado. Grupo GEN, 2020.

  • ADMISSIBILIDADE (442, 444, 445, 446)

    INADMISSIBILIDADE (443)

    ......

    INCAPACIDADE, IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO (447)

    FATOS DE DEPOIMENTO FACULTATIVO (448)

    ......

    LOCAL DE INQUIRIÇÃO (449, 453, 454)

    INTIMAÇÃO (455)

    .......

    ARROLAMENTO (450, 452)

    SUBSTITUIÇÃO (451)

    ........

    QUALIFICAÇÃO E CONTRADITA (457)

    COMPROMISSO (458)

    .......

    ORDEM DE INQUIRIÇÃO (456)

    PERGUNTAS (459)

    DEPOIMENTO DOCUMENTADO (460)

    TESTEMUNHAS REFERIDAS E ACAREADAS (461)

    DESPESAS DE COMPARECIMENTO (462)

    NATUREZA JURÍDICA (463)

    ___________________________________________________

    COMPARECIMENTO DA TESTEMUNHA

    # COM INTIMAÇÃO PELO ADVOGADO (art. 455, § 1º)

    # COM INTIMAÇÃO PELA VIA JUDICIAL (art. 455, § 4º)

    # SEM INTIMAÇÃO, LEVADA PELAS PARTES (art. 455, §§ 2 e 3º)

    CONDUÇÃO COECITIVA SE FOR INTIMADA (art. 455, § 5º)

  • ambas as partes podem possuir interesse na prova
  • Resumo: Luisa tá f**ida.

    Gabarito: B de bola.


ID
3398893
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Considerando as previsões da Lei nº 9.099/1995, a respeito da competência nos Juizados Especiais Cíveis, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) São da competência dos Juizados Especiais Cíveis as ações possessórias sobre bens imóveis, em caso de o valor do bem não exceder quarenta vezes o salário mínimo.

( ) Tendo em vista que a ação de despejo é um procedimento especial, previsto na Lei nº 8.245/1991, não é possível, em qualquer hipótese, pleitear um despejo em sede de Juizados Especiais Cíveis.

( ) É possível tramitar ação de alimentos nos Juizados Especiais Cíveis, desde que o valor de doze meses da pensão pleiteada não exceda quarenta vezes o salário mínimo.

( ) É competente, para as causas previstas na Lei nº 9.099/1995, o Juizado do foro do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.

Alternativas
Comentários
  • As respostas para as três primeiras assertivas encontram-se no art. 3o e seus parágrafos:

        Art. 3o O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

        I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;

        II - as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil;

        III - a ação de despejo para uso próprio;

        IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo.

        § 2o Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

    Quanto à 4a assertiva, está correta, consoante o Art. 4o É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:    

    III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.

  • Não assinantes, gabarito B.

  • Lei 9099/95:

    Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

    I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;

    II - as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil;

    III - a ação de despejo para uso próprio;

    IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo.

    § 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

    Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:

    I - do domicílio do réu ou, a critério do autor, do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência, sucursal ou escritório;

    II - do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita;

    III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.

  • letra B:

    Art. 3o O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

        I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;

        II - as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil;

        III - a ação de despejo para uso próprio;

        IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo.

  • ✔GABARITO: B.

    ⁂ Complementando:

    ⫸⫸ Pode

    ⇒ Causas até 40x salário mínimo.

    ⇒ as enumeradas no art. 275 do cpc de 73.

    ⇒ ação de despejo para uso próprio.

    ⇒ ações possessórias sobre bens imóveis até 40x salário mínimo.

    -------------------------------------------------------------------------

    ⫸⫸ NÃO pode

    ⇒ alimentar.

    ⇒ falimentar.

    ⇒ fiscal.

    ⇒ interesse da fazenda pública.

    ⇒ relativas a acidentes de trabalho.

    ⇒ a resíduos.

    ⇒ ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

    -------------------------------------------------------------------------

    Lembrando que a competência:

    ⫸ no JEC é Relativa. --> 9.099/95.

    ⫸ na JEFAZ é Absoluta. --> 12.153/09.

  • Considerando as previsões da Lei nº 9.099/1995, a respeito da competência nos Juizados Especiais Cíveis, é correto afirmar que:

    -São da competência dos Juizados Especiais Cíveis as ações possessórias sobre bens imóveis, em caso de o valor do bem não exceder quarenta vezes o salário mínimo.

    - É competente, para as causas previstas na Lei nº 9.099/1995, o Juizado do foro do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.

  • GABARITO B

    (V ) São da competência dos Juizados Especiais Cíveis as ações possessórias sobre bens imóveis, em caso de o valor do bem não exceder quarenta vezes o salário mínimo.

      Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

           I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;

           IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo.

    ____________

    (F ) Tendo em vista que a ação de despejo é um procedimento especial, previsto na Lei nº 8.245/1991, não é possível, em qualquer hipótese, pleitear um despejo em sede de Juizados Especiais Cíveis.

      Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

               III - a ação de despejo para uso próprio;

       

    ____________

    (F ) É possível tramitar ação de alimentos nos Juizados Especiais Cíveis, desde que o valor de doze meses da pensão pleiteada não exceda quarenta vezes o salário mínimo.

    § 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

    ____________

    (V ) É competente, para as causas previstas na Lei nº 9.099/1995, o Juizado do foro do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.

    Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:

            III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.

    ____________

  • (V) São da competência dos Juizados Especiais Cíveis as ações possessórias sobre bens imóveis, em caso de o valor do bem não exceder quarenta vezes o salário mínimo:

    Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

    IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo.

    (F) Tendo em vista que a ação de despejo é um procedimento especial, previsto na Lei nº 8.245/1991, não é possível, em qualquer hipótese, pleitear um despejo em sede de Juizados Especiais Cíveis.

    A ação de despejo para uso próprio é de competência dos Juizados Especiais:

    Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

    III - a ação de despejo para uso próprio;

    (F) É possível tramitar ação de alimentos nos Juizados Especiais Cíveis, desde que o valor de doze meses da pensão pleiteada não exceda quarenta vezes o salário mínimo.

    Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar.

    Art. 3º (...) § 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

    (V) É competente, para as causas previstas na Lei nº 9.099/1995, o Juizado do foro do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.

    Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:

    III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.

    Resposta: B

  • COMPETÊNCIA ABSOLUTA NO CPC = MATÉRIA ou FUNCIONAL

    COMPETÊNCIA RELATIVA NO CPC = VALOR ou TERRITORIAL

    COMPETÊNCIA ABSOLUTA NO JEC = FUNCIONAL 

    COMPETÊNCIA RELATIVA NO JEC = MATÉRIA ou VALOR ou TERRITORIAL

    __________

    COMPETÊNCIA ABSOLUTA PELO CRITÉRIO FUNÇÃO

    # SEUS JULGADOS (art. 3º, §1º, I c/c art. 52)

    # RECURSO INOMINADO (art. 41, §1º)

    COMPETÊNCIA RELATIVA PELO CRITÉRIO VALOR

    # CAUSAS ATÉ 40 SALÁRIOS MÍNIMOS (art. 3º, I e § 3º)

    # TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS ATÉ 40 SM (art. 3º, §1º, II c/c art. 53)

    COMPETÊNCIA RELATIVA PELO CRITÉRIO MATÉRIA

    # DESPEJO PARA USO PRÓPRIO (art. 3º, III)

    # LISTA (art. 275, II, do CPC de 1973)

    COMPETÊNCIA RELATIVA PELO CRITÉRIO VALOR + MATÉRIA

    # POSSESSÓRIA DE IMÓVEL ATÉ 40 SALÁRIOS MÍNIMOS (art. 3º, IV)

    COMPETÊNCIA RELATIVA PELO CRITÉRIO TERRITÓRIO

    # DOMICÍLIO DO RÉU, ATIVIDADES DO RÉU, ESTABELECIMENTO DO RÉU (art. 4º, I)

    # DOMICÍLIO DO AUTOR, LOCAL ATO/FATO = REPARAÇÃO DE DANOS (art. 4º, III)

    # LOCAL DE CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO (art. 4º, II)

    CAUSAS EXCLUÍDAS DA COMPETÊNCIA DO JEC (art. 3, §2º)

    # ALIMENTAR

    # FALIMENTAR

    # FISCAL

    # INTERESSE DA FAZENDA

    # ACIDENTE DE TRABALHO

    # RESÍDUOS

    # ESTADO E CAPACIDADE DAS PESSOAS

  • ⫸⫸ Pode no JEC

    ⇒ Causas até 40x salário mínimo.

    ⇒ as enumeradas no art. 275 do cpc de 73.

    ⇒ ação de despejo para uso próprio.

    ⇒ ações possessórias sobre bens imóveis até 40x salário mínimo.

    Fé!

  • ( v ) São da competência dos Juizados Especiais Cíveis as ações possessórias (ações que versam sobre posse e não propriedade) sobre bens imóveis, em caso de o valor do bem não exceder quarenta vezes o salário mínimo.

    ( f ) Tendo em vista que a ação de despejo é um procedimento especial, previsto na Lei nº 8.245/1991, não é possível, em qualquer hipótese, pleitear um despejo em sede de Juizados Especiais Cíveis.

    -> a regra é o não cabimento de ação de despejo, excetuada aquela para uso próprio do autor.

  • (V) São da competência dos Juizados Especiais Cíveis as ações possessórias sobre bens imóveis, em caso de o valor do bem não exceder quarenta vezes o salário mínimo.

    (F) Tendo em vista que a ação de despejo é um procedimento especial, previsto na Lei nº 8.245/1991, não é possível, em qualquer hipótese, pleitear um despejo em sede de Juizados Especiais Cíveis. ~> permite-se ação de despejo para uso próprio.

    (F) É possível tramitar ação de alimentos nos Juizados Especiais Cíveis, desde que o valor de doze meses da pensão pleiteada não exceda quarenta vezes o salário mínimo. ~> ação de alimentos é uma das proibições, bem como falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública; acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

    (V) É competente, para as causas previstas na Lei nº 9.099/1995, o Juizado do foro do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.


ID
3398896
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Nos Juizados Especiais Cíveis, regulados pela Lei nº 9.099/1995, o processo será orientado, dentre outros, pelos critérios de

Alternativas
Comentários
  •     Art. 2o O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

  • Gab.: D

     Art. 2o O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

  • Nos Juizados Especiais cíveis:

     Art. 2o O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual celeridadebuscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

  • CEIOS (.) (.)

    Celeridade

    Economia Processual

    Informalidade

    Oralidade

    Simplicidade

  • GABARITO: D

    Art. 2o O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

  • Art. 2o O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

  • ✔GABARITO: E.

    ⁂ Complementando:

    CESIO

    Celeridade.

    Economia Processual.

    Simplicidade.

    Informalidade.

    Oralidade.

  • A questão em comento encontra resposta na literalidade da Lei 9099/95. Cabe evocar aqui os princípios que orientam os Juizados Especiais, todos inscritos no art. 2º da Lei 9099/95:

    Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

    Com as coordenadas aqui expostas, nos cabe apreciar as alternativas da questão.



    LETRA A- INCORRETA. Ao contrário do exposto, a audiência de conciliação é condição para posterior realização de instrução e julgamento. Da Lei 9099/95 extraímos o seguinte:

            Art. 24. Não obtida a conciliação, as partes poderão optar, de comum acordo, pelo juízo arbitral, na forma prevista nesta Lei.

    (...)       Art. 27. Não instituído o juízo arbitral, proceder-se-á imediatamente à audiência de instrução e julgamento, desde que não resulte prejuízo para a defesa.





    LETRA B- INCORRETA. Competência não é princípio ou critério a informar os Juizados Especiais.

    LETRA C- INCORRETA. Formalidade não é princípio ou critério a informar os Juizados Especiais.

    LETRA D- CORRETA. Reproduz, com felicidade, trecho do art. 2º da Lei 9099/95.



    GABARITO DO PROFESSOR: LETRA D


  • Transação no JEC ?? O enunciado da questão foi bem claro, mas o gabarito, não. Transação PENAL é só no JECRIM, oras.

  • Nos Juizados Especiais Cíveis, regulados pela Lei nº 9.099/1995, o processo será orientado, dentre outros, pelos critérios de: Economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

  • Critérios do Juizado Especial : CELSIM OREI

    CELeridade

    SIMplicidade

    ORalidade

    Economia Processual

    Informalidade

  • Eu lembro por OSIEC:

    Oralidade

    Simplicidade

    Informalidade

    Economia Processual

    Celeridade

  • Nos Juizados Especiais Cíveis, regulados pela Lei nº 9.099/1995, o processo será orientado, dentre outros, pelos critérios de economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

  • Art. 2o O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual celeridadebuscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

    Fé!

  • ⇒ CESIO

    ⫸ Celeridade.

    ⫸ Economia Processual.

    ⫸ Simplicidade.

    ⫸ Informalidade.

    ⫸ Oralidade.

    Fé!


ID
3398899
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Maria Luísa propôs uma ação perante os Juizados Especiais Cíveis em face de Julio Cesar, formulando pedido genérico, já que não era possível, desde a propositura da ação, determinar a extensão da obrigação. Maria Luísa teve êxito na ação, sendo proferida sentença condenatória em face de Julio Cesar. Nesse caso, quanto à sentença proferida pelo Juiz, considerando o que dispõe a Lei nº 9.099/1995, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  •     Art. 38. A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.

        Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico o pedido.

  • GABARITO LETRA A

    a) é o que prevê o parágrafo único do artigo 38 da Lei 9.099/95. Com essa previsão, evita-se a liquidação de sentença, estando tal dispositivo intimamente ligado com o critério de celeridade estabelecido pela Lei (artigo 2°).

    art.38 (...)

    Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico o pedido.

    b) ver comentários acima.

    c) é justamente o contrário, nos termos do artigo 39 da Lei 9.099/95. Vale ressaltar que tal regra não é absoluta, uma vez que, caso as partes assim transacionem, poderá ser homologado acordo superior ao valor de 40 SMN (limite do JEC), nos termos do § 3° do artigo 3° da Lei.

    Artigo 39 é INEFICAZ a sentença condenatória na parte que exceder a alçada estabelecida nesta Lei.

    d) é justamente o contrário, nos termos do artigo 38, caput, da Lei 9.099/95. A dispensa do relatório está ligada ao princípio da simplicidade, previsto no artigo 2° da Lei.

    artigo 39 caput, A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.

    Qualquer erro, avisem-me por favor.

  • a) art.38  - GABARITO

     

    Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico o pedido.

     

    b)  art.38  -

    Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico o pedido.

     

    c) Art. 39. É ineficaz a sentença condenatória na parte que exceder a alçada estabelecida nesta Lei.

     

    d) Art. 38. A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.

  • Lei 9099/95:

    Art. 38. A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.

    Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico o pedido.

    Art. 39. É ineficaz a sentença condenatória na parte que exceder a alçada estabelecida nesta Lei.

  • Lei 9099/95:

     

    Art. 38. A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.

     

    Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico o pedido.

     

    Art. 39. É ineficaz a sentença condenatória na parte que exceder a alçada estabelecida nesta Lei.

  • GABARITO: A

    Art. 38. Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico o pedido.

  • Maria Luísa propôs uma ação perante os Juizados Especiais Cíveis em face de Julio Cesar, formulando pedido genérico, já que não era possível, desde a propositura da ação, determinar a extensão da obrigação. Maria Luísa teve êxito na ação, sendo proferida sentença condenatória em face de Julio Cesar. Nesse caso, quanto à sentença proferida pelo Juiz, considerando o que dispõe a Lei nº 9.099/1995, é correto afirmar que: Obrigatoriamente deve ser líquida, ainda que o pedido seja genérico.

  •  Art. 38. A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.

        Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico o pedido.

    Fé!


ID
3398902
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Eliomar propôs uma ação nos Juizados Especiais Cíveis em face de Ana Paula. O objeto da ação é a reparação civil pelos prejuízos causados por Ana Paula em tratamento dentário que fez em Eliomar. Na ação, ele alega que Ana Paula utilizou-se de um procedimento equivocado que levou a um resultado diferente daquele que era esperado com o tratamento. Em contestação, ela alegou, entre outros argumentos de defesa, a incompetência dos Juizados Especiais Cíveis para julgar a ação movida por Eliomar, uma vez que essa ação demanda prova técnica para ser adequadamente solucionada, requerendo a extinção do feito, sem análise do mérito. A respeito do argumento trazido por Ana Paula em contestação, quanto à prova técnica, com base no que dispõe a Lei nº 9.099/1995, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  •     Art. 35. Quando a prova do fato exigir, o Juiz poderá inquirir técnicos de sua confiança, permitida às partes a apresentação de parecer técnico.

  • A Lei 9.099/99 não prevê a prova pericial, bem como não proibe, caso de lacuna na lei que , por isso, trás divergencias jurisprudencial a cerca da matéria.

    No Estado de São Paulo, por exemplo, as Turmas Recursais pacificaram o entendimento de que a necessidade de perícia não é compatível com os princípios dos juizados especiais, pois a produção desse tipo de prova implicaria maior complexidade da demanda. Esse entendimento está refletido no enunciado nº 24 dos Colégios Recursais, que dispõe: “A perícia é incompatível com o procedimento da Lei 9.099/95 e afasta a competência dos juizados especiais cíveis.

    Em diversas oportunidades, o STJ se debruçou sobre essa matéria e tem firmado o entendimento de que a complexidade da causa nos juizados especiais não pode ser aferida simplesmente pela necessidade ou não de realização de perícia. Nesse sentido: “Desse modo, firme no entendimento jurisprudencial de que a suposta necessidade de realização de prova pericial, por si só, não afasta a menor complexidade da causa, entendo que o acórdão recorrido merece reforma” (RMS. 57.649/SP, Rel. Min. Lázaro Guimarães, julgamento em 22.08.2018, Dje 27.08.2018).

    fonte :

  • GABARITO: B

    Art. 35. Quando a prova do fato exigir, o Juiz poderá inquirir técnicos de sua confiança, permitida às partes a apresentação de parecer técnico.

  • Pode até estar na lei, mas na prática isso não existe.

  • Art. 35. Quando a prova do fato exigir, o Juiz poderá inquirir técnicos de sua confiança, permitida às partes a apresentação de parecer técnico.

  • Acerca das provas, dispõe o art. 35, caput, da Lei nº 9.099/95, que "quando a prova do fato exigir, o Juiz poderá inquirir técnicos de sua confiança, permitida às partes a apresentação de parecer técnico".

    Conforme se nota, embora não haja previsão de produção de prova pericial propriamente dita no âmbito dos Juizados Especiais estaduais, a lei que os regulamenta admite a apresentação de parecer técnico pelas partes e, também, a inquirição de técnicos pelo juiz, motivo pelo qual não deve o processo ser extinto, de plano, diante de uma suposta complexidade probatória.

    Gabarito do professor: Letra B.
  • Eliomar propôs uma ação nos Juizados Especiais Cíveis em face de Ana Paula. O objeto da ação é a reparação civil pelos prejuízos causados por Ana Paula em tratamento dentário que fez em Eliomar. Na ação, ele alega que Ana Paula utilizou-se de um procedimento equivocado que levou a um resultado diferente daquele que era esperado com o tratamento. Em contestação, ela alegou, entre outros argumentos de defesa, a incompetência dos Juizados Especiais Cíveis para julgar a ação movida por Eliomar, uma vez que essa ação demanda prova técnica para ser adequadamente solucionada, requerendo a extinção do feito, sem análise do mérito. A respeito do argumento trazido por Ana Paula em contestação, quanto à prova técnica, com base no que dispõe a Lei nº 9.099/1995, é correto afirmar que: O argumento não obriga a extinção de plano do feito sem análise do mérito por incompetência dos Juizados Especiais, uma vez que o Juiz poderá, caso entenda necessário e suficiente, inquirir técnicos de sua confiança, permitindo às partes a apresentação de parecer técnico.

  • Errei por já ter trabalhado no JEC e saber que falou em "prova técnica/pericial", já era motivo pra extinguir...

  • GABARITO: B

    Art. 35. Quando a prova do fato exigir, o Juiz poderá inquirir técnicos de sua confiança, permitida às partes a apresentação de parecer técnico.

  • GABARITO: B

    Art. 35. Quando a prova do fato exigir, o Juiz poderá inquirir técnicos de sua confiança, permitida às partes a apresentação de parecer técnico.

  • Lei 9099, Art. 35. Quando a prova do fato exigir, o Juiz poderá inquirir técnicos de sua confiança, permitida às partes a apresentação de parecer técnico.]

    Fé!

  • Não cai no TJSP (2021)!


ID
3398905
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Considerando o que dispõe a Lei nº 9.099/1995, a respeito das partes nos Juizados Especiais Cíveis, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito A.

    Como disse o enunciado "Considerando o que dispõe a Lei nº 9.099/1995", não há que questionar a literalidade cobrada na assertiva tida como correta.

    As bancas costumam trazer a baliza importante do que pretendem de resposta no enunciado(Segundo jurisprudência, de acordo com o CPC etc), de modo que precisamos de atenção redobradas para esses detalhes.

  • Questão sem pé nem cabeça, a desconsideração da personalidade jurídica é cabível e É modalidade de intervenção de terceiro.

  • Alternativa A só está correta porque o enunciado pede a resposta em "conformidade" com a lei 9.099, porque o CPC admite a desconsideração da PJ.

  • "Considerando o que dispõe a Lei nº 9.099/1995"....

    Quando a Lei do JEC (1995) entrou em vigor, o CPC/73 não trazia expressamente a desconsideração da personalidade jurídica como modalidade de intervenção de terceiro, o que só veio com o advento do CPC/2015.

  • Fui por eliminação, pois eu tinha certeza que os demais itens estavam errados e o enunciado pede de acordo com a Lei 9099/95.

  • Enunciado n. 42 FPPC: Afirma que o art. 339 (que trata da nomeação à autoria) aplica-se mesmo a procedimentos especiais que não admitem intervenção de terceiros, bem como aos juizados especiais cíveis, pois se trata de mecanismo saneador, que excepciona a estabilização do processo.

  • ART.10 DA LEI 9.99/95

  • Art.10 da lei 9.099/95 Não se admitira, no processo, qualquer forma de intervanção de terceiro nem de assistência. Admitir-se-á o litisconsórcio.

  • Considerando o que dispõe a Lei nº 9.099/1995, a respeito das partes nos Juizados Especiais Cíveis, é correto afirmar que: Não se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. Admitir-se-á o litisconsórcio.

  • Lógica ajudando

  • Seção III

    Das Partes

    A)Art. 10. Não se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. Admitir-se-á o litisconsórcio.

    B) Art. 8º Não poderão ser partes, no processo instituído por esta Lei, o incapaz, o preso, as pessoas jurídicas de direito público, as empresas públicas da União, a massa falida e o insolvente civil.

    C)Art. 9º Nas causas de valor até vinte salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória.

    D)§ 2º O maior de dezoito anos poderá ser autor, independentemente de assistência, inclusive para fins de conciliação.

  • Segundo a Lei 9.099/1995 (art. 10), como requerido no enunciado da questão. Entretanto, está equivocada ante o CPC de 2015, cujo art. 1.062 prescreve a aplicabilidade da desconsideração da personalidade jurídica, modalidade de intervenção de terceiros, no Juizado Especial.

    Fé!

  • Pela lei 9.099/95: Não se admite Intervenção de terceiros nos JECs, em hipótese alguma (pq qdo foi criada, a desconsideração de personalidade jurídica não era considerada intervenção de terceiros) Pelo CPC: Não se admite Intervenção de terceiros nos Juizados Especiais, EXCETO Desconsideração de personalidade jurídica. Banca inteligente. Bjinhos

ID
3398908
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Podem tramitar nos Juizados Especiais Cíveis, segundo a Lei nº 9.099/1995, EXCETO

Alternativas
Comentários
  •     Art. 3o O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

        § 2o Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

  • Podem tramitar nos Juizados Especiais Cíveis, segundo a Lei nº 9.099/1995.

    -As causas cíveis de menor complexidade de valor não excedente a quarenta vezes o salário mínimo.

    -As execuções dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo.

    -As execuções das sentenças arbitrais proferidas em sede dos Juizados Especiais Cíveis.

  • Gabarito: D

    Lei nº 9.099, 

    Art. 3º - O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas: (...)

        § 2º - Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

  • A Lei nº 9.099/95 dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis no âmbito da Justiça Estadual. A questão exige do candidato o conhecimento de suas regras a respeito da competência.

    Alternativa A) A competência dos Juizados Especiais Cíveis é determinada pelo art. 3º, da Lei nº 9.099/95, que dispõe, expressamente: "O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas: I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo...". Afirmativa correta.
    Alternativa B) A possibilidade de execução de títulos extrajudiciais no âmbito dos Juizados Especiais está prevista expressamente no §1º, do art. 3º, da Lei nº 9.099/95, nos seguintes termos: "Compete ao Juizado Especial promover a execução: (...) II - dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo, observado o disposto no § 1º do art. 8º desta Lei". Afirmativa correta.
    Alternativa C) A possibilidade de ser proferida sentença arbitral no âmbito dos Juizados Especiais está prevista nos arts. 24 a 26, da Lei nº 9.099/95. Se isso ocorrer, os Juizados também serão competentes para executá-la por expressa disposição do §1º, do art. 3º, da Lei nº 9.099/95, senão vejamos: "Compete ao Juizado Especial promover a execução: (...) I - dos seus julgados...". Afirmativa correta.
    Alternativa D) Contrariamente ao que se afirma, dispõe o art. 3º, §2º, da Lei nº 9.099/95: "Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial". Afirmativa incorreta.

    Gabarito do professor: Letra D.
  • RESOLUÇÃO:

    As alternativas ‘a’, ‘b’ e ‘c’ nos apresentam causas que são de competência do Juizado Especial:

    Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

    I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;  

    § 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução:

    I - dos seus julgados;

    II - dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo, observado o disposto no § 1º do art. 8º desta Lei.

    A alternativa ‘d’ está incorreta e é o nosso gabarito, pois ficam excluídas da competência do JEC as causas relativas ao estado e capacidade das pessoas, mesmo que de cunho patrimonial!

    Art. 3º (...) § 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

    Resposta: D

  • Lógica ajudando...

  • GABARITO: D

    A) PODE NO JEC: Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas: I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;

    B) PODE : Art. 3º § 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução: II - dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo (...).

    C) PODE: Art. 3º § 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução: I - dos seus julgados;

    D) NÃO PODE: Art. 3º § 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.

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ID
3398911
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Considerando os princípios que regem os Juizados Especiais Cíveis, assinale a alternativa correta a respeito das citações e intimações, nos termos do que dispõe a Lei nº 9.099/1995.

Alternativas
Comentários
  • A - Em caso de pessoa jurídica ou firma individual, a citação far-se-á, obrigatoriamente, na pessoa de seu representante legal.

    Errada! Será feita por entrega à pessoa encarregada pela recepção de correspondências (cf. art. 18, II)

    B - Como regra geral, a citação far-se-á com aviso de recebimento em mão própria.

    Correta! Art. 18, I

    C - Em casos excepcionais e demonstrada a necessidade, a citação poderá se dar por edital.

    Errada! Não há citação por edital no processo de conhecimento do Juizado Especial (art. 18, §2o). Em se tratando de execução, convém atentar ao Enunciado no 37 do FONAJE: Em exegese ao art. 53, § 4o, da Lei 9.099/1995, não se aplica ao processo de execução o disposto no art. 18, § 2o, da referida lei, sendo autorizados o arresto e a citação editalícia quando não encontrado o devedor, observados, no que couber, os arts. 653 e 654 do Código de Processo Civil.

    D - As citações poderão ser feitas por qualquer meio idôneo de comunicação.

    Errada! As intimações podem ser feitas por qualquer meio idôneo de comunicação.

  • Difícil considerar as B correte quanto se lê o FONAJE e a prática dos juizados especiais:

    ENUNCIADO 5 – A correspondência ou a contrafé recebida no endereço da parte é eficaz para efeito de citação, desde que identificado o seu recebedor.

    O juiz do Sistema dos Juizados Especiais deve dirigir o processo sob o critério da informalidade e sob a luz da experiência comum ou técnica (art. 2º e 5º da Lei n. 9.099/1995). Por isso tem se presumido válida a citação da pessoa física desde que a correspondência tenha sido recebida (e não recusada) em seu endereço por pessoa identificada, ainda que o AR não esteja assinado pelo próprio destinatário.

  • Lei 9099/95:

    Art. 18. A citação far-se-á:

    Letra B) I - por correspondência, com aviso de recebimento em mão própria;

    Letra A) II - tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual, mediante entrega ao encarregado da recepção, que será obrigatoriamente identificado;

    III - sendo necessário, por oficial de justiça, independentemente de mandado ou carta precatória.

    § 1º A citação conterá cópia do pedido inicial, dia e hora para comparecimento do citando e advertência de que, não comparecendo este, considerar-se-ão verdadeiras as alegações iniciais, e será proferido julgamento, de plano.

    Letra C) § 2º Não se fará citação por edital.

    § 3º O comparecimento espontâneo suprirá a falta ou nulidade da citação.

    Letra D) Art. 19. As intimações serão feitas na forma prevista para citação, ou por qualquer outro meio idôneo de comunicação.

    OBS:

    CPC:

    Art. 246. A citação será feita:

    I - pelo correio;

    II - por oficial de justiça;

    III - pelo escrivão ou chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório;

    IV - por edital;

    V - por meio eletrônico, conforme regulado em lei.

  • Errei por causa do Enunciado 5 do FONAJE :(

    ENUNCIADO 5 – A correspondência ou a contrafé recebida no endereço da parte é eficaz para efeito de citação, desde que identificado o seu recebedor.

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 18. A citação far-se-á: II - tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual, mediante entrega ao encarregado da recepção, que será obrigatoriamente identificado;

    b) CERTO: Art. 18. A citação far-se-á: I - por correspondência, com aviso de recebimento em mão própria;

    c) ERRADO: Art. 18. § 2º Não se fará citação por edital.

    d) ERRADO: Art. 19. As intimações serão feitas na forma prevista para citação, ou por qualquer outro meio idôneo de comunicação.

  • Cair nessa D é pra caba mesmo hem

  • Considerando os princípios que regem os Juizados Especiais Cíveis, a respeito das citações e intimações, nos termos do que dispõe a Lei nº 9.099/1995, é correto afirmar que: Como regra geral, a citação far-se-á com aviso de recebimento em mão própria.

  • a) Art. 18. A citação far-se-á:

    II - tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual, mediante entrega ao encarregado da recepção, que será obrigatoriamente identificado;

    b) Art. 18. A citação far-se-á:

    I - por correspondência, com aviso de recebimento em mão própria;

    c) Art. 18. § 2º Não se fará citação por edital.

    d) Art. 19. As intimações serão feitas na forma prevista para citação, ou por qualquer outro meio idôneo de comunicação.

  • Será feita por entrega à pessoa encarregada pela recepção de correspondências (cf. art. 18, II)

    Como regra geral, a citação far-se-á com aviso de recebimento em mão própria. Art. 18, I

     Não há citação por edital no processo de conhecimento do Juizado Especial (art. 18, §2o). Em se tratando de execução, convém atentar ao Enunciado no 37 do FONAJE: Em exegese ao art. 53, § 4o, da Lei 9.099/1995, não se aplica ao processo de execução o disposto no art. 18, § 2o, da referida lei, sendo autorizados o arresto e a citação editalícia quando não encontrado o devedor, observados, no que couber, os arts. 653 e 654 do Código de Processo Civil.

     As intimações podem ser feitas por qualquer meio idôneo de comunicação.

    Fé!

  • INTIMAÇÃO - IDÔNEO

  • Alguns enunciados (193 ao 196) do FONAJE permitem a citação e intimação por meio de plataformas virtuais de comunicação:

    Enunciado 193, FONAJEF: “Para a validade das intimações por Whatsapp ou congêneres, caso não haja prévia anuência da parte ou advogado, faz-se necessário certificar nos autos a visualização da mensagem pelo destinatário, sendo suficiente o recibo de leitura, ou recebimento de resposta à mensagem enviada”


ID
3398914
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

No que se refere à sentença nos Juizados Especiais Cíveis, de acordo com a Lei n° 9.099/1995, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  •     Art. 41. Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo arbitral, caberá recurso para o próprio Juizado.

    § 1o O recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.

        Art. 42. O recurso será interposto no prazo de dez dias, contados da ciência da sentença, por petição escrita, da qual constarão as razões e o pedido do recorrente.

     § 1o O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção.

        Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

  • A d) está incorreta, visto que o prazo p/ pagar o preparo é de 48h, vide art. 42  § 1o O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção.

  • quanto a letra B -        § 1º O recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.

    Gab. Letra C

  • GABARITO: C

    a) ERRADO: Art. 41. Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo arbitral, caberá recurso para o próprio Juizado.

    b) ERRADO: Art. 41. § 1o O recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.

    c) CERTO: Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

    d) ERRADO: Art. 42. § 1o O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção.

  • a) ERRADO: Art. 41. Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo arbitral, caberá recurso para o próprio Juizado.

    b) ERRADO: Art. 41. § 1o O recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.

    c) CERTO: Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

    d) ERRADO: Art. 42. § 1o O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção.

  • A fim de encontrarmos a resposta correta, iremos analisar cada uma das alternativas a seguir:

    Alternativa A) Em sentido diverso, dispõe o 41, caput, da Lei nº 9.099/95: "Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo arbitral, caberá recurso para o próprio Juizado". Afirmativa incorreta.
    Alternativa B) Segundo o art. 41, §1º, da Lei nº 9.099/95, "o recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado". Afirmativa incorreta.
    Alternativa C) É o que dispõe expressamente o art. 46, da Lei nº 9.099/95: "O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão". Afirmativa correta.
    Alternativa D) Segundo o art. 42, §1º, da Lei nº 9.099/95, "o preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção". Afirmativa incorreta.

    Gabarito do professor: Letra C.
  • No que se refere à sentença nos Juizados Especiais Cíveis, de acordo com a Lei n° 9.099/1995, é correto afirmar que: O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

  • GABARITO C

     Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

  • a)Art. 41. Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo arbitral, caberá recurso para o próprio Juizado.

    b)Art. 41. § 1o O recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.

    c)Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

    d) Art. 42. § 1o O preparo será feito, independentemente de intimação,nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção.

  • GABARITO: CERTO

    a) ERRADO: Art. 41. Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo arbitral, caberá recurso para o próprio Juizado.

    b) ERRADO: Art. 41. § 1o O recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.

    c) CERTO: Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

    d) ERRADO: Art. 42. § 1o O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção.

  •   Art. 41. Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo arbitral, caberá recurso para o próprio Juizado.

    § 1o O recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.

        Art. 42. O recurso será interposto no prazo de dez dias, contados da ciência da sentença, por petição escrita, da qual constarão as razões e o pedido do recorrente.

     § 1o O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção.

        Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

    Fé!

  • a) ERRADO: Art. 41. Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo arbitral, caberá recurso para o próprio Juizado.

    b) ERRADO: Art. 41. § 1o O recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdiçãoreunidos na sede do Juizado.

    c) CERTO: Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

    d) ERRADO: Art. 42. § 1o O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção.


ID
3398917
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Sobre a supremacia e a indisponibilidade do interesse público, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    A) O princípio do interesse público fundamenta a exigência legal acerca da necessidade de a alienação de bens da Administração Pública ser precedida de avaliação e sujeita ao regramento da Lei nº 8.666/1993.

    Art. 17.  A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos [...]

    B) De acordo com o princípio da indisponibilidade do interesse público, é vedada ao administrador público a prática de quaisquer atos que impliquem renúncia a direitos do Poder Público, o que justifica a impossibilidade de conciliação nos processos judiciais em que é parte a Administração Pública.

    C) Os princípios da indisponibilidade e da supremacia do interesse público vedam o emprego da arbitragem nos contratos administrativos, ainda que versem sobre direitos patrimoniais disponíveis.

    D) O princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado é absoluto, não admitindo exceções.

  • SOBRE A POSSIBILIDADE DE CONCILIAÇÃO E ARBITRAGEM, VALE A PENA LEMBRAR :

    FPPC 256 A Fazenda Pública pode celebrar negócio jurídico processual.

    FPPC 573. As Fazendas Públicas devem dar publicidade às hipóteses em que seus órgãos de Advocacia Pública estão autorizados a aceitar autocomposição.

    FPPC 15 As arbitragens que envolvem a Administração Pública respeitarão o princípio da publicidade, observadas as exceções legais (vide art. 2º, § 3º, da Lei n. 9.307/1996, com a redação da Lei n. 13.129/2015)

    FPPC 164 A sentença arbitral contra a Fazenda Pública não está sujeita à remessa necessária.

  • A doutrina moderna traz exceções em que a supremacia do do interesse público pode vir a ser mitigada diante do direito particular.

  • fui por eliminação, fiquei em dúvida entre A e B, mas a palavra "impossibilidade" quebrou essa a alternativa favorecendo aquela.
  • Acredito que a assertiva "A" esteja ligada ao supraprincípio da indisponibilidade do interesse público. Quando se fala de procedimento específico para alienação de bens públicos, falamos sobre regulamentação à livre disposição do administrador, logo, não vejo relação com prevalência de direitos (supremacia do interesse público) como alguns colegas comentaram.

    Um exemplo da supremacia do interesse público sobre o privado seria a intervenção do poder público sobre a propriedade privada.

  • Interesse público primário -> Interesse da coletividade.

    Interesse público Secundário -> interesse do eStado, enquanto Sujeito de direitos.

    Somente o interesse público primário (coletividade) se apresenta com status superior, em relação ao interesse particular.

    Eventuais colisões entre o interesse público secundário (interesse do eStado, da administração) e o interesse do particular, são solucionados concretamente, mediante a ponderação dos princípios e dos elementos normativos e fáticos do caso concreto.

    Assunto cobrado em concurso para Juiz Federal da 2ª região (Cespe/13).

    Fonte: Direito Administrativo, coleção sinopses p/ concursos.

  • as questões dessa banca (QUASE SEMPRE) são meio estranhas, sei lá

  • B) De acordo com o princípio da indisponibilidade do interesse público, é vedada ao administrador público a prática de quaisquer atos que impliquem renúncia a direitos do Poder Público, o que justifica a impossibilidade de conciliação nos processos judiciais em que é parte a Administração Pública.

    CÓDIGODE PROCESSO CIVIL:

     Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios criarão câmaras de mediação e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no âmbito administrativo, tais como:

    I - dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública;

    II - avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de conciliação, no âmbito da administração pública;

    III - promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta.

  • Eu já tenho dificuldade com administrativo, a AOCP só piora ainda mais a situação

  • A questão só quis dizer que a alienação de bens públicos é precedida de avaliação e baseada pelo principio da indisponibilidade do interesse público e da lei 8.666.

    Principio da indisponibilidade do interesse público: a adm não tem liberdade para dispor dos bens, direitos e deveres sem lei anterior que permita tais transações

  • Eu errei porque de fato o nome do princípio não é interesse público, mas sim INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PUBLICO.

    FOD#

  • Analisemos cada uma das opções:

    a) Certo:

    É o interesse público, de fato, sob o ângulo de sua indisponibilidade, que exige que a alienação de bens públicos seja precedida de avaliação e, como regra, sujeita à licitação. Afinal, estas providências, a um só tempo, inibem que se opere uma venda por valor inferior ao de mercado do bem, assim como possibilitam que a Administração obtenha uma proposta mais vantajosa. Sem dúvida alguma, portanto, o interesse público é devidamente protegido adotando-se tais procedimentos prévios.

    b) Errado:

    Inexiste vedação absoluta, como sugere esta alternativa, a que a Administração entabule acordos na esfera judicial, desde que a lei assim autorize, estabelecendo parâmetros mínimos. Apenas um exemplo: Lei 12.153/2009 (Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública), que admite expressamente, em diversos artigos, a realização de conciliações envolvendo entes públicos.

    c) Errado:

    Uma vez mais, pelo contrário, existem leis que abertamente admitem o emprego de técnicas alternativas de composição de conflitos, como a arbitragem, no âmbito dos contratos administrativos. Nesta linha, por exemplo, a Lei 11.079/2004 (Lei das Parcerias Público-Privadas), em seu art. 11, III:

    "Art. 11. O instrumento convocatório conterá minuta do contrato, indicará expressamente a submissão da licitação às normas desta Lei e observará, no que couber, os §§3º e 4º do art. 15, os arts. 18, 19 e 21 da Lei n.º 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, podendo ainda prever:

    (...)

    III – o emprego dos mecanismos privados de resolução de disputas, inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa, nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996, para dirimir conflitos decorrentes ou relacionados ao contrato."

    d) Errado:

    Inexistem princípios absolutos, o que vale também para o princípio da supremacia do interesse público, naturalmente. Assim sendo, há limitações que precisam ser observadas, notadamente no que se refere à observância dos direitos e garantias individuais dos cidadãos.


    Gabarito do professor: A

  • Analisemos cada uma das opções:

    a) Certo:

    É o interesse público, de fato, sob o ângulo de sua indisponibilidade, que exige que a alienação de bens públicos seja precedida de avaliação e, como regra, sujeita à licitação. Afinal, estas providências, a um só tempo, inibem que se opere uma venda por valor inferior ao de mercado do bem, assim como possibilitam que a Administração obtenha uma proposta mais vantajosa. Sem dúvida alguma, portanto, o interesse público é devidamente protegido adotando-se tais procedimentos prévios.

    b) Errado:

    Inexiste vedação absoluta, como sugere esta alternativa, a que a Administração entabule acordos na esfera judicial, desde que a lei assim autorize, estabelecendo parâmetros mínimos. Apenas um exemplo: Lei 12.153/2009 (Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública), que admite expressamente, em diversos artigos, a realização de conciliações envolvendo entes públicos.

    c) Errado:

    Uma vez mais, pelo contrário, existem leis que abertamente admitem o emprego de técnicas alternativas de composição de conflitos, como a arbitragem, no âmbito dos contratos administrativos. Nesta linha, por exemplo, a Lei 11.079/2004 (Lei das Parcerias Público-Privadas), em seu art. 11, III:

    "Art. 11. O instrumento convocatório conterá minuta do contrato, indicará expressamente a submissão da licitação às normas desta Lei e observará, no que couber, os §§3º e 4º do art. 15, os arts. 18, 19 e 21 da Lei n.º 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, podendo ainda prever:

    (...)

    III – o emprego dos mecanismos privados de resolução de disputas, inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa, nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996, para dirimir conflitos decorrentes ou relacionados ao contrato."

    d) Errado:

    Inexistem princípios absolutos, o que vale também para o princípio da supremacia do interesse público, naturalmente. Assim sendo, há limitações que precisam ser observadas, notadamente no que se refere à observância dos direitos e garantias individuais dos cidadãos.

    fonte: qc

  • Gabarito: A

    • A) O princípio do interesse público fundamenta a exigência legal acerca da necessidade de a alienação de bens da Administração Pública ser precedida de avaliação e sujeita ao regramento da Lei nº 8.666/1993. (art 17 da lei 8666/93)

    • B) De acordo com o princípio da indisponibilidade do interesse público, é vedada ao administrador público a prática de quaisquer atos que impliquem renúncia a direitos do Poder Público, o que justifica a impossibilidade de conciliação nos processos judiciais em que é parte a Administração Pública.

    • C)Os princípios da indisponibilidade e da supremacia do interesse público vedam o emprego da arbitragem nos contratos administrativos, ainda que versem sobre direitos patrimoniais disponíveis.

    • D)O princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado é absoluto, não admitindo exceções.(não existe princípio absoluto nem mesmo para Adm. pública)

    Sobre a B e C:

    LEI 9.307/96 , Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. § 1 A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis.     

  • a) Certo: É o interesse público, de fato, sob o ângulo de sua indisponibilidade, que exige que a alienação de bens públicos seja precedida de avaliação e, como regra, sujeita à licitação. Afinal, estas providências, a um só tempo, inibem que se opere uma venda por valor inferior ao de mercado do bem, assim como possibilitam que a Administração obtenha uma proposta mais vantajosa. Sem dúvida alguma, portanto, o interesse público é devidamente protegido adotando-se tais procedimentos prévios.

    b) Errado: Inexiste vedação absoluta, como sugere esta alternativa, a que a Administração entabule acordos na esfera judicial, desde que a lei assim autorize, estabelecendo parâmetros mínimos. Apenas um exemplo: Lei 12.153/2009 (Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública), que admite expressamente, em diversos artigos, a realização de conciliações envolvendo entes públicos.

    c) Errado: Uma vez mais, pelo contrário, existem leis que abertamente admitem o emprego de técnicas alternativas de composição de conflitos, como a arbitragem, no âmbito dos contratos administrativos. Nesta linha, por exemplo, a Lei 11.079/2004 (Lei das Parcerias Público-Privadas), em seu art. 11, III:

    "Art. 11. O instrumento convocatório conterá minuta do contrato, indicará expressamente a submissão da licitação às normas desta Lei e observará, no que couber, os §§3º e 4º do art. 15, os arts. 18, 19 e 21 da Lei n.º 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, podendo ainda prever:

    III – o emprego dos mecanismos privados de resolução de disputas, inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa, nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996, para dirimir conflitos decorrentes ou relacionados ao contrato."

    d) Errado: Inexistem princípios absolutos, o que vale também para o princípio da supremacia do interesse público, naturalmente. Assim sendo, há limitações que precisam ser observadas, notadamente no que se refere à observância dos direitos e garantias individuais dos cidadãos.

  • essa questão quase me matou de dúvida

  • O direito administrativo se baseia em dois grandes pilares:

    Supremacia do interesse público sobre o interesse privado: Sempre que houver necessidade, o Estado vai atuar de forma a garantir essa supremacia, uma vez que por ela, são estabelecidas prerrogativas das quais a administração pública pode se valer para limitar direitos individuais. Ex. desapropriação.

    Indisponibilidade do interesse público: São restrições impostas à administração pública para evitar que o administrador abra mão do interesse público em detrimento do privado. Ao mesmo tempo em que garante que o interesse público será respeitado, atua como limitador da supremacia do interesse público sobre o privado, na medida em que o Estado tem supremacia até o limite de garantir a indisponibilidade do interesse público, uma vez garantido, e agindo além, pode ser considerado abuso de poder


ID
3398920
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Após a realização de vasto processo de investigação, foi constatada pelo Ministério Público Federal a existência de fortes indícios no sentido de que a pessoa jurídica Transmissões S.A. recebia vantagens ilícitas no financiamento do Banco Regente Central, instituição financeira constituída na forma de sociedade de economista mista, de capital aberto, controlada pelo Governo Federal Brasileiro, tendo a União como sua acionista majoritária, para a implantação de rede de transmissão de energia na região sul do Brasil. Proposta a Ação Civil Pública, ela foi julgada totalmente procedente. A sentença foi mantida pelo Tribunal Federal Regional da Região competente e, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, o entendimento foi igualmente mantido. Acerca da responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública nacional ou estrangeira, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Artigos retirados da Lei 12.846/13 - Lei Anticorrupção

    A) Errada.

    Art. 4o Subsiste a responsabilidade da pessoa jurídica na hipótese de alteração contratual, transformação, incorporação, fusão ou cisão societária.

    § 1o Nas hipóteses de fusão e incorporação, a responsabilidade da sucessora será restrita à obrigação de pagamento de multa e reparação integral do dano causado, até o limite do patrimônio transferido, não lhe sendo aplicáveis as demais sanções previstas nesta Lei decorrentes de atos e fatos ocorridos antes da data da fusão ou incorporação, exceto no caso de simulação ou evidente intuito de fraude, devidamente comprovados.

    A) Errada.

    Art. 3o A responsabilização da pessoa jurídica não exclui a responsabilidade individual de seus dirigentes ou administradores ou de qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito.

    c) Correta.

    Art. 2o As pessoas jurídicas serão responsabilizadas objetivamente, nos âmbitos administrativo e civil, pelos atos lesivos previstos nesta Lei praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não.

    A) Errada.

    Art. 1o Esta Lei dispõe sobre a responsabilização objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira.

    Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei às sociedades empresárias e às sociedades simples, personificadas ou não, independentemente da forma de organização ou modelo societário adotado, bem como a quaisquer fundações, associações de entidades ou pessoas, ou sociedades estrangeiras, que tenham sede, filial ou representação no território brasileiro, constituídas de fato ou de direito, ainda que temporariamente.

  • Fechei o olho e fingi que "nunca nem vi"

  • Essa questão não é de direito civil, mas sim administrativo.

  • Questão pra Juiz Leigo ou Juiz Federal?

  • Art. 2o As pessoas jurídicas serão responsabilizadas objetivamente, nos âmbitos administrativo e civil, pelos atos lesivos previstos nesta Lei praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não.

  • Erro do item A:

    Item: A responsabilidade da pessoa jurídica na hipótese de incorporação, fusão, ou cisão societária é solidária com as demais pessoas jurídicas envolvidas na prática do ato ilícito.

    FUSÃO OU INCORPORAÇÃO -> Multa + reparação integral do dano (até o limite do patrimônio transferido) (art. 4º, § 1º)

    CONTROLADORA, CONTROLADA, COLIGADA OU CONSÓRCIO -> Multa + reparação integral do dano (responsabilidade solidária) (art. 4º, § 2º)

    No caso de fusão ou incorporação, a responsabilidade PJ não é solidaria, pois as empresas que foram incorporadas só responderão, em regra, até o limite do valor transferido.

    Persevere!

  • qual o erro da letra a? a resp é restrita, mas ainda assim é solidária. Tbem n vejo erro na letra b...

  • fiquei na duvida por constar a palavra objetiva, pensei ser subjetiva

  • Texto grande e totalmente desnecessário para responder essa pergunta.

    Bastava a banca perguntar:

    Qual das alternativas abaixo está de acordo com a lei Lei nº 12.846/2013?

    A responsabilidade das pessoas jurídicas é objetiva no âmbito administrativo e civil, pelos atos lesivos expressamente previstos em Lei praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não.

    As provas deviam medir o conhecimento dos candidatos, mas infelizmente exigem perseverança do concurseiro. Passou a ser um teste de resistência física e psicológica. Sem mencionar a pressão de marcar o gabarito errado após todo esse processo.

    Enfim... vida de estudante não é tão fácil, mas no final vale a pena.

    SE FOR PARA DESISTIR, DESISTA DE SER FRACO!


ID
3398923
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

Carla, nascida e domiciliada em Uberlândia/MG, assistindo ao jornal de notícias pela televisão, soube da informação de que o senador em que votou nas últimas eleições havia determinado a reforma total de seu gabinete, em um orçamento que ultrapassou o importe de R$2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais), pois incluía, dentre outros itens, a instalação para projeção de filmes, de pedras de valor elevado e de outros equipamentos luxuosos. A fim de obter maiores informações sobre o assunto, Carla pesquisou e verificou que o processo de licitações ainda não havia sido iniciado e, imediatamente, buscou um advogado que ingressou com uma ação popular, com o objetivo de impedir a reforma. Nesse contexto, assinale a alternativa INCORRETA quanto à ação popular.

Alternativas
Comentários
  • A) Súmula 365, STF: Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor AP.

    B) Art. 20. Para os fins desta lei, consideram-se entidades autárquicas:

    a) o serviço estatal descentralizado com personalidade jurídica, custeado mediante orçamento próprio, independente do orçamento geral; b) as pessoas jurídicas especialmente instituídas por lei, para a execução de serviços de interesse público ou social, custeados por tributos de qualquer natureza ou por outros recursos oriundos do Tesouro Público; c) as entidades de direito público ou privado a que a lei tiver atribuído competência para receber e aplicar contribuições parafiscais (Lei 4.717/65)

    c) Súmula 101, STF: O MS não substitui a ação popular.

    D) Art. 21. A ação prevista nesta lei prescreve em 5 anos (Lei 4.717/65).

  • Essa história toda, achei que as alternativas seriam relacionadas ao caso...

  • FALOU EM AÇÃO POPULAR = TÍTULO ELEITORAL !

    - A competência para processar e julgar ação popular proposta contra o presidente da República é da Justiça Federal.

    - O menor de dezesseis anos NÃO pode propor ação popular, mesmo sendo assistido em juízo.

    - De acordo com o entendimento do STJ, o cidadão autor de ação popular NÃO necessita residir no domicílio eleitoral do local onde for proposta a ação.

    - A execução de multa diária por descumprimento de obrigação fixada em medida liminar concedida em ação popular independe do trânsito em julgado desta ação, conforme posição do STJ.

    - A jurisprudência do STJ  NÃO admite o emprego da ação popular para a defesa de interesses difusos dos consumidores.

     

    Um cidadão brasileiro ajuizou ação popular requerendo a anulação de ato lesivo, praticado por determinado município, ao patrimônio histórico e cultural. Após a devida instrução processual, foi prolatada sentença de improcedência por falta de provas. Posteriormente, tal sentença veio a ser confirmada pelo tribunal.

    O processo referido nessa situação hipotética tem como objeto a tutela de direito

    difuso, e a sentença não terá eficácia de coisa julgada oponível erga omnes.

     

    A sentença terá eficácia de coisa julgada oponível "erga omnes", EXCETO no caso de haver sido a ação julgada improcedente por deficiência de prova;

     Neste caso, qualquer cidadão poderá intentar outra ação com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova.

     

    Interesses         Grupo       Objeto      Origem         Exemplo

    Difusos       Indeterminável  Indivisível  Situação de fato   Interesse ao meio ambiente hígido.

    Coletivos      Determinável   Indivisível  Relação jurídica   Ação coletiva para nulificação de cláusula abusiva de contrato de adesão.

    Ind. homog.    Determinável   Divisível   Origem comum   Compradores de veículos produzidos com o mesmo defeito de série.

  • Não sei porque essa questão aparece no filtro de ATOS PROCESSUAIS, caberia muita mais no filtro de AÇÃO POPULAR por ser uma questão mais avançada sobre o assunto.

  • A) Súmula 365, STFPessoa jurídica não tem legitimidade para propor AP.

    B) Art. 20. Para os fins desta lei, consideram-se entidades autárquicas:

    a) o serviço estatal descentralizado com personalidade jurídica, custeado mediante orçamento próprio, independente do orçamento geral; b) as pessoas jurídicas especialmente instituídas por lei, para a execução de serviços de interesse público ou social, custeados por tributos de qualquer natureza ou por outros recursos oriundos do Tesouro Público; c) as entidades de direito público ou privado a que a lei tiver atribuído competência para receber e aplicar contribuições parafiscais (Lei 4.717/65)

    c) Súmula 101, STF: O MS não substitui a ação popular.

    D) Art. 21. A ação prevista nesta lei prescreve em 5 anos (Lei 4.717/65).

    Comentário colega Marco rancanti.

  • A ação popular está regulamentada na Lei nº 4.717/65.

    Alternativa A) Apenas o cidadão (pessoa física, portanto) é legitimado para ajuizar ação popular, devendo a prova da cidadania ser feita pelo título de eleitor ou por outro documento que a ele corresponda. É o que dispõe o art. 1º, da Lei nº 4.717/65: "Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Municípios, de entidades autárquicas, de sociedades de economia mista (Constituição, art. 141, §38), de sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os segurados ausentes, de empresas públicas, de serviços sociais autônomos, de instituições ou fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita ânua, de empresas incorporadas ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos". Ademais, o STF fixou o entendimento na súmula 365 de que "pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular". Afirmativa correta.
    Alternativa B) Acerca do tema, estabelece o art. 20, da Lei nº 4.717/65: "Art. 20. Para os fins desta lei, consideram-se entidades autárquicas: a) o serviço estatal descentralizado com personalidade jurídica, custeado mediante orçamento próprio, independente do orçamento geral; b) as pessoas jurídicas especialmente instituídas por lei, para a execução de serviços de interesse público ou social, custeados por tributos de qualquer natureza ou por outros recursos oriundos do Tesouro Público; c) as entidades de direito público ou privado a que a lei tiver atribuído competência para receber e aplicar contribuições parafiscais". Afirmativa correta.
    Alternativa C) De fato, o STF fixou o entendimento, por meio da súmula 101, de que "o mandado de segurança não substitui a ação popular". Afirmativa correta.
    Alternativa D) Segundo o art. 21, da Lei nº 4.717/65, "a ação prevista nesta lei prescreve em 5 (cinco) anos". Afirmativa incorreta.

    Gabarito do professor: Letra D.
  • A ação popular está regulamentada na Lei nº 4.717/65.

    Alternativa A) Apenas o cidadão (pessoa física, portanto) é legitimado para ajuizar ação popular, devendo a prova da cidadania ser feita pelo título de eleitor ou por outro documento que a ele corresponda. É o que dispõe o art. 1º, da Lei nº 4.717/65: "Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Municípios, de entidades autárquicas, de sociedades de economia mista (Constituição, art. 141, §38), de sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os segurados ausentes, de empresas públicas, de serviços sociais autônomos, de instituições ou fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita ânua, de empresas incorporadas ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos". Afirmativa correta.
    Alternativa B) Acerca do tema, estabelece o art. 20, da Lei nº 4.717/65: "Art. 20. Para os fins desta lei, consideram-se entidades autárquicas: a) o serviço estatal descentralizado com personalidade jurídica, custeado mediante orçamento próprio, independente do orçamento geral; b) as pessoas jurídicas especialmente instituídas por lei, para a execução de serviços de interesse público ou social, custeados por tributos de qualquer natureza ou por outros recursos oriundos do Tesouro Público; c) as entidades de direito público ou privado a que a lei tiver atribuído competência para receber e aplicar contribuições parafiscais". Afirmativa correta.
    Alternativa C)
    Alternativa D)

    Gabarito do professor: Letra D.
  • Gabarito: letra D.

     

     

    A) A pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.

    Assertiva CORRETA, pois possui legitimidade qualquer cidadão, e não a pessoa jurídica. Vejamos o art. 1°, “caput”, da lei 4.717/65:

    Art. 1º Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Municípios, de entidades autárquicas, de sociedades de economia mista , de sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os segurados ausentes, de empresas públicas, de serviços sociais autônomos, de instituições ou fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita ânua, de empresas incorporadas ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos.

     

    B) Para os fins da Lei que regula a ação popular, consideram-se entidades autárquicas as pessoas jurídicas especialmente instituídas por lei, para a execução de serviços de interesse público ou social, custeados por tributos de qualquer natureza ou por outros recursos oriundos do Tesouro Público.

    Assertiva CORRETA, nos termos do art. 20, alínea b, da lei 4.717/65:

    Art. 20. Para os fins desta lei, consideram-se entidades autárquicas:

          a) o serviço estatal descentralizado com personalidade jurídica, custeado mediante orçamento próprio, independente do orçamento geral;

          b) as pessoas jurídicas especialmente instituídas por lei, para a execução de serviços de interesse público ou social, custeados por tributos de qualquer natureza ou por outros recursos oriundos do Tesouro Público;

           c) as entidades de direito público ou privado a que a lei tiver atribuído competência para receber e aplicar contribuições parafiscais.

     

    C) Nos termos da Súmula 101 do Supremo Tribunal Federal, o mandado de segurança não substitui a ação popular.

    Assertiva CORRETA, nos exatos termos da súmula 101 do Supremo Tribunal Federal. Vejamos:

    Súmula 101. O mandado de segurança não substitui a ação popular.

     

    D) A ação popular tem o prazo prescricional de 03 (três) anos, por equiparação ao prazo prescricional da reparação civil.

    Assertiva ERRADA, pois prescreve em 5 anos, nos termos do art. 21 da lei 4.717/65. Vejamos:

    Art. 21. A ação prevista nesta lei prescreve em 5 (cinco) anos.

     

    Diante do exposto, conclui-se que a alternativa INCORRETA é a letra D.

    Prof: Bruno Martins De Mello

  • Quem esta vai fazer o concurso da Polícia Civil do Pará deixa um joinha

  • LETRA D

    a) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta encontra-se em conformidade com a Súmula n. 365 do STF.

    b) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta encontra-se em conformidade com a regra do art. 20, alíneas “a” e “b” da Lei da Ação Popular.

    c) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta encontra-se em conformidade com o entendimento literal da Súmula n. 101 do STF.

    d) Certa. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta contraria o disposto no art. 21 da Lei da Ação Popular, que dispõe: “A ação prevista nesta lei prescreve em 5 anos”.


ID
3398926
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Acerca do Sistema Tributário Nacional, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito B

    Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:

    (...)

    V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:

    a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;

    b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição dentro dos prazos estabelecidos em lei;

  • A) Compete à União legislar CONCORRENTEMENTE, E NÃO privativamente sobre direito tributário, .

    B) A UNIÃO NÃO INTERVIRÁ NOS ESTADOS NEM NO DISTRITO FEDERAL, EXCETO PARA REORGANIZAR AS FINANÇAS DA UNIDADE DA FEDERAÇÃO QUE DEIXAR DE ENTREGAR AOS MUNICÍPIOS RECEITAS TRIBUTÁRIAS FIXADAS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, DENTRO DOS PRAZOS FIXADOS POR LEI.

    Obs: A banda considerou que por estar previsto como uma das exceções

    C) Cabe ao Congresso Nacional dispor sobre QUASE todas as matérias de competência da União, INCLUSIVE, E NÃO exceto sobre o sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas.

    D) Compete ao Senado Federal, de forma PRIVATIVA, E NÃO concorrente com o Congresso Nacional, avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes.

  • "B) A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para reorganizar as finanças da unidade da Federação que deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas na Constituição Federal, dentro dos prazos fixados por lei."

    Questão mal formulada. Dá a entender que essa é a única hipótese de intervenção da União nos Estados e DF.

  • Respostas nos artigos da Constituição Federal:

    A) Compete à União legislar privativamente sobre direito tributário, uma vez que a atribuição constitucional de competência tributária compreende a competência legislativa plena, sem limitações. INCORRETA – art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;

    B) A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para reorganizar as finanças da unidade da Federação que deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas na Constituição Federal, dentro dos prazos fixados por lei. CORRETA – art. 34, incisos V, alínea “b”.

    C) Cabe ao Congresso Nacional dispor sobre todas as matérias de competência da União, exceto sobre o sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas. INCORRETA – art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;

    D) Compete ao Senado Federal, de forma concorrente com o Congresso Nacional, avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes. INCORRETA – art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios.  

  • A questão exige conhecimento acerca da temática relacionada à organização do Estado, em especial no que tange à repartição constitucional de competências. Analisemos as alternativas, com base na CF/88:

     

    Alternativa “a": está incorreta. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente. Conforme art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico.

     

    Alternativa “b": está correta. Segundo art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: [...] V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que: [...] b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei.

     

    Alternativa “c": está incorreta. Conforme art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas.

     

    Alternativa “d": está incorreta. Conforme art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: [...] XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios.  

     

    Gabarito do professor: letra b.


ID
3398929
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Sobre o conceito e as espécies de tributo, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito D

    A) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

    Art. 3o do CTN.

    B) A denominação e demais características formais adotadas pela lei são irrelevantes para a qualificação da natureza jurídica específica do tributo.

    Art. 4o do CTN.

    C) Os tributos previstos no Código Tributário Nacional são impostos, taxas e contribuições de melhoria.

    Art. 5o do CTN.

    D) A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo INrelevante para qualificá-la a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    Art. 4o A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

    I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

    II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

  • alt. D

    Art. 4o A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

    I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

    II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

  • Gabarito: D.

    O erro da alternativa está em dizer que é "RELEVANTE" para qualificá-la.

    Logo o disposto no artigo 4, diz justamente o contrario. É IRRELEVANTE.

    Art. 4°: A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-las...

  • 3. Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

    4. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

    I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

    II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    5. Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria.

  • Só um adendo:

    A letra D está errada (e, portanto, deve ser assinalada), pois está em desacordo com o texto do art. 4º , II, do CTN e a questão cobra justamente a incorreta de acordo com este.

    Todavia, se fosse numa prova mais elaborada (por exemplo, uma subjetiva ou oral), a letra D poderia ser considerada correta, já que, segundo a doutrina, após a CF/88, a destinação da receita do tributo passou a ser importante para diferenciar impostos e contribuições, considerando que, muitas vezes, ambos têm o mesmo fato gerador (p. ex., IRPJ e CSLL) e o traço que os diferencia é justamente a destinação da arrecadação. Isso, inclusive, já foi objeto de algumas provas do CESPE/CEBRASPE.

    Abç!

  • GABARITO: D

    a) CERTO: Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

    b) CERTO: Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

    c) CERTO: Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria.

    d) ERRADO: Art. 4o A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

  • Apesar de constar no CTN a irrelevância da destinação do tributo para a definição da natureza jurídica do tributo, é necessário esclarecer que, tendo em vista o acolhimento da teoria da pentapartição pelo STF, mitigou-se o alcance do inciso II do art. 4º do CTN. Assim, deve-se compreender os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais como espécies tributárias autônomas, cuja verificação das respectivas destinações é impositiva para diferenciá-los de outros tributos.

  • Questão passível de recurso. O enunciado não deixa claro se é pra levar em conta o CTN ou a CF/88. O CTN adota a teoria tripartite, enquanto a CF/88 adota a teoria pentapartite. Pelo contexto das questões, porém, dava pra inferir que queriam a redação do CTN.


ID
3398932
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Acerca da obrigação tributária, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito A

    A) A obrigação tributária é principal ou acessória, e esta, pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.

    Achei bem controversa, mas Art. 113 § 3o.

    B) A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.

    Art. 113 § 2o A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.

    C) A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo e extingue-se juntamente com o crédito dele decorrente.

    Art. 113 § 1o A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.

    D) O sujeito ativo da obrigação tributária é a pessoa de direito público, titular da competência para exigir seu cumprimento, e o direito passivo da obrigação tributária é a pessoa obrigada ao seu pagamento, que reveste obrigatoriamente a condição de contribuinte.

    Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento.

  • GABARITO LETRA A.

    -as alternativas b e c não deixam de estar corretas, já que não há qualquer palavra limitando o exposto na assertiva; mas, nesse caso, o examinador queria a mais correta.

    -a letra d está errada porque não há obrigatoriedade do sujeito passivo principal ser contribuinte. O CTN considera sujeito passivo o contribuinte (aquele que tem relação pessoa e direta com a situação que constitui o fato gerador) e o responsável (aquele que a obrigação decorre de lei e não reveste a condição de contribuinte). Além do mais, a alternativa fala em DIREITO passivo ao invés de SUJEITO PASSIVO.

  • Concordo com a Aline. Acho que o examinador deveria melhor na pergunta, tipo, aponte a alternativa completa conforme o CTN... sei lá...

  • Obrigação Tributária

    113. A obrigação tributária é principal ou acessória.

    § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.

    § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. SC-PI15.

    § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.

  • GABARITO: A

    a) CERTO: Art. 133, § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.

    b) ERRADO: Art. 113, § 2o A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.

    c) ERRADO: Art. 113, § 1o A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.

    d) ERRADO: Art. 121, Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se: I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador; II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.

  • APRENDA A DIFERENCIAR DE UMA VEZ OBR. PRINCIPAL DE OBRIG. ACESSORIA:

    "Será principal a obrigação que tiver por objeto o pagamento, seja de tributo ou penalidade. Justamente por envolver pagamento, essa obrigação sempre decorrerá de lei em sentido estrito (princípio da legalidade).

    Será acessória a obrigação que tiver por objeto FAZER, NÃO FAZER ou TOLERAR, exemplo: escriturar livros, não receber mercadoria desacompanhada dos documentos fiscais e tolerar a fiscalização. Tal modalidade de obrigação decorre da legislação tributária.

    Caso a obrigação acessória seja descumprida, nascerá uma obrigação principal, porque o descumprimento dela gera a imposição de multa (penalidade pecuniária)."

    Fonte: https://fbalsan.jusbrasil.com.br/artigos/347234830/aprenda-de-uma-vez-por-todas-a-diferenciar-obrigacao-tributaria-principal-e-acessoria

  • "...acessória, e esta,..."


ID
3398935
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Não definido

Em se tratando da cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

ID
3398938
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Quanto à responsabilidade pelos vícios dos produtos e serviços, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Nunca é demais lembrar que a RESPONSABILIDADE DO REVENDEDOR é SUBSIDIÁRIA apenas para a hipótese de dano/fato do produto.

    Quando se tratar de VÍCIO, A RESPONSABILIDADE É SOLIDÁRIA!

  • Código de Defesa do Consumidor

    Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade.

    Art. 24. A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso, vedada a exoneração contratual do fornecedor.

    Art. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores.

    § 1° Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores.

  • GABARITO "C" de Consumidor eu entendo!

    Art. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores.

        § 1° Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores.

    Mais informações:

  • A questão trata da responsabilidade pelos vícios dos produtos e serviços.

     

    A) A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços o exime de responsabilidade.

    Código de Defesa do Consumidor:

         Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade.

    A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade.

    Incorreta letra “A”.   

    B) A garantia legal de adequação do produto ou serviço depende de termo expresso, vedada a exoneração contratual do fornecedor.

    Código de Defesa do Consumidor:

        Art. 24. A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso, vedada a exoneração contratual do fornecedor.

    A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso, vedada a exoneração contratual do fornecedor.

    Incorreta letra “B”.    


    C) Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão solidariamente pela reparação.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 25. § 1° Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores.

    Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão solidariamente pela reparação.

    Correta letra “C”. Gabarito da questão.

    D) É permitida a estipulação contratual de cláusula que atenue a obrigação de indenizar do fornecedor.


    Código de Defesa do Consumidor:

          Art. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores.

    É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar do fornecedor.

    Incorreta letra “D”.  

     Resposta: C

    Gabarito do Professor letra C.

  • Quanto a alternativa D, cumpre ressaltar uma ressalva prevista na própria lei em que é possível haver limitação ao dever de reparar quando o consumidor for pessoa jurídica.

    Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

           I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis

  • GABARITO: C

    a) ERRADO: Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade.

    b) ERRADO: Art. 24. A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso, vedada a exoneração contratual do fornecedor.

    c) CERTO: Art. 25, § 1° Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores.

    d) ERRADO: Art. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores.


ID
3398941
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Referente à prescrição e à decadência, presentes no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Direito de reclamar pelos vícios do produto ou do serviço (art. 26, CDC).

    30 dias: Serviços e produtos não duráveis (ex.: serviços de lavanderia).

    90 dias: Serviços e produtos duráveis (ex.: vestido de casamento).

    Início do prazo: Se for aparente, é o momento da entrega efetiva do produto ou do fim da execução do serviço; se for oculto, é o momento da identificação do vício (limite é o término da vida útil).

    Causas impeditivas da decadência: A reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor até a resposta negativa; instauração de inquérito civil, até o seu encerramento.

    Obs.: O prazo da garantia legal deve ser somado com o prazo da garantia contratual (art. 50, CDC; durante o prazo da garantia contratual não corre o prazo legal).

  • GABARITO A.

    Sobre a "e":

    Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

  • GABARITO: "A" de aprovação!!!!

    Fundamento jurídico:

    Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:

        I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;

        II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.

    Para saber mais:

  • A questão trata da prescrição e da decadência.

    A) O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.

    Código de Defesa do Consumidor:

      Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:

            I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;

    O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.

    Correta letra “A”. Gabarito da questão.      

    B) Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços, não obstando a decadência, a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente.

    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 26. § 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços.

            § 2° Obstam a decadência:

            I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca;

    Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços, obstando a decadência, a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente.

    Incorreta letra “B”.


    C) O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em sessenta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.


    Código de Defesa do Consumidor:

      Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:

            II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.

    O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.

    Incorreta letra “C”.


    D) Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço, iniciando-se a contagem do prazo a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

    Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

    Incorreta letra “D”.       

    Resposta: A

    Gabarito do Professor letra A.

  • GABARITO: A

    A) Correta. Art. 26, I, CDC;

    B) Incorreta. Obsta a decadência a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor. Art. 26, §1º e §2º, I, CDC.

    C) Incorreta. Caduca em 90 dias. Art. 26, II, CDC;

    D) Incorreta. A contagem do prazo prescricional inicia-se a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. Art. 27, caput, CDC.


ID
3398944
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

No que tange às normativas sobre a oferta no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • TUDO NO CDC.

    LETRA A: ERRADA: SOLIDÁRIA. Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.

    LETRA B: CORRETA: Art. 33. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

    LETRA C: ERRADA: Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

    Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo, na forma da lei.

    Na hipótese do parágrafo, ele era regulamentado pelo Decreto 2181/97, em seu Art. 13, XXI: XXI - deixar de assegurar a oferta de componentes e peças de reposição, enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto, e, caso cessadas, de manter a oferta de componentes e peças de reposição por período razoável de tempo, nunca inferior à vida útil do produto ou serviço;

    Na prática nunca acontece né?

    LETRA D: ERRADA: Art. 33, Parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina. (Incluído pela Lei nº 11.800, de 2008).

  • GABARITO: "B" de bem que eu desconfiava...

    fundamento jurídico:

    Art. 33, CDC: Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

    Para saber mais:

  • Período Razoável da letra C . Jurisprudência afirma que compreende período da vida útil do produto.

  • A questão trata da oferta.

    A) O fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.

    Código de Defesa do Consumidor:

      Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.

    O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.

    Incorreta letra “A".     

    B) Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial. 

    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 33. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

    Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

    Correta letra “B". Gabarito da questão.

     

    C) Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição de qualquer produto, pelo prazo de cinco anos, mesmo após cessar sua fabricação ou importação. 


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

            Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo, na forma da lei.

    Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição de qualquer produto, por prazo razoável de tempo, após cessar sua fabricação ou importação. 

    Incorreta letra “C".

    D) É permitida a publicidade de bens e serviços por telefone, mesmo quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 33. Parágrafo único.  É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina. (Incluído pela Lei nº 11.800, de 2008).

    É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.

    Incorreta letra “D".

    Resposta: B

    Gabarito do Professor letra B.

  • Vamos lá:

    Gabarito B

    a) O fornecedor é SOLIDÁRIO no fornecimento de produtos ou serviços

    c) Cada produto/serviço possui um prazo para que as peças de reposição saiam do mercado quando a produção for cessada, não há um prazo fixo no CDC.

    d) É proibida a publicidade por telefone quando for onerosa ao consumidor ($$)

  •  única situação que prevê responsabilidade SUBSIDIÁRIA

    Art. 28.

           § 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas, são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código.

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.

    b) CERTO: Art. 33. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

    c) ERRADO: Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

    d) ERRADO: Art. 33, Parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.


ID
3398947
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Considerando a publicidade na esfera consumerista, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  •     Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.

        Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

        Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

        § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

        § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

        § 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

  • Gabarito: "D" de Deus mora ao lado do concurseiro...

    ARTIGO 37, CDC: (...) § 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

    FONTE:

  • A questão trata da publicidade.

    A) É enganosa, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeite valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 37. § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

    É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

    Incorreta letra “A”.

     

    B) É abusiva qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 37. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

    É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

    Incorreta letra “B”.


    C) O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, não precisa manter, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 36. Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

    O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

    Incorreta letra “C”.


    D) A publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 37. § 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

    A publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

    Correta letra “D”. Gabarito da questão.

    Resposta: D

    Gabarito do Professo letra D.

  • GABARITO: D

    a) ERRADO: Art. 37, § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

    b) ERRADO: Art. 37, § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

    c) ERRADO: Art. 36, Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

    d) CERTO: Art. 37, § 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.


ID
3398950
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Pedro é fornecedor de produtos ou serviços, sendo que alguns consumidores desses produtos e serviços ingressaram com ação judicial em face de Pedro, com a alegação de que ele está praticando condutas abusivas. Com base no Código de Defesa do Consumidor, é permitido a Pedro

Alternativas
Comentários
  • Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

            I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

            II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

            III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço;

            IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;

            V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;

            VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;

            VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos;

            VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro);

            IX - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério;

            IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais;

                  X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. 

            XI - Dispositivo incluído pela , transformado em inciso XIII, quando da conversão na 

            XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério.

            XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido.

            XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.      

            Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.

  • GABARITO: "D" de "Deus me ajudou"

    Observem que PEDRO é fornecedor, portanto, obviamente, não deverá adotar nenhuma das práticas abusivas elencadas no art. 39, do diploma consumerista.

    Portanto, deve PEDRO evitar o seguinte, conforme art. 39: "       XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.                   "

  • Acréscimo

    O inciso XIV do art. 39 do CDC foi acrescentando pela Lei n.º 13.425, DE 30 DE MARÇO DE 2017, que estabelece diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público; altera as Leis nº s 8.078, de 11 de setembro de 1990, e 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil; e dá outras providências.

    A Lei reflete, visivelmente, a tragédia ocorrida na Boate Kiss, em janeiro de 2013, em Santa Maria/RS.

    A sua infringência caracteriza crime, nos termos do § 2º do art. 65, CDC: "A prática do disposto no inciso XIV do art. 39 desta Lei também caracteriza o crime previsto no caput deste artigo".

  • A questão trata de práticas abusivas.

     

    A) condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

      I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

    É vedado condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.

    Incorreta letra “A".

          
    B) recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.

    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

      II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

    É vedado recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.

    Incorreta letra “B".

    C) enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço.

    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

      III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço;

    É vedado enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço.

    Incorreta letra “C".

          
    D) impedir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.  

    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

     XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.                   (Incluído pela Lei nº 13.425, de 2017)

    É permitido impedir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.  

    Correta letra “D". Gabarito da questão.

    Resposta: D

    Gabarito do Professor letra D.

  • GABARITO: D

    Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

    a) ERRADO: I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

    b) ERRADO: II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

    c) ERRADO: III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço;

    d) CERTO: XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.                  


ID
3398953
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Quanto aos conceitos presentes no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

    Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

    Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

    § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

  • CDC art 3º, § 1º - Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito, securitária, SALVO as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

  • A questão trata de conceitos no Código de Defesa do Consumidor.

    A) Consumidor se restringe a toda pessoa física, que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

    Código de Defesa do Consumidor:

       Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

    Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

    Incorreta letra “A”.    

    B) Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que intervenha nas relações de consumo.

    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 2º. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

    Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que intervenha nas relações de consumo.

    Correta letra “B”. Gabarito da questão.    

    C) Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, exceto entes despersonalizados, que desenvolve atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

    Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

    Incorreta letra “C”.

    D) Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito, securitária e as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 3º. § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

    Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

    Incorreta letra “D”.


    Resposta: B

    Gabarito do Professor letra B.
  • Gabarito: B

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

    b) CERTO: Art. 2º, Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

    c) ERRADO: Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

    d) ERRADO: Art. 3º, § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.


ID
3398956
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Quanto aos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A) Não serão fornecidas informações após a consumação da prescrição dos débitos do consumidor (art. 43, §5o do CDC).

    B) São consideradas entidades de caráter público (art. 43, §4o do CDC)

    C)   Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.

        § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.

    D)    Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

  • A) Não serão fornecidas informações após a consumação da prescrição dos débitos do consumidor (art. 43, §5o do CDC).

    B) São consideradas entidades de caráter público (art. 43, §4o do CDC)

    C)  Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.

        § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil

    compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.

    D)    Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

  • GABARITO: "C"

    SEÇÃO VI

    Dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores

    Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.

    § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.

    § 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

    § 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas.

    § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.

    § 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

    § 6o Todas as informações de que trata o caput deste artigo devem ser disponibilizadas em formatos acessíveis, inclusive para a pessoa com deficiência, mediante solicitação do consumidor. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015)  (Vigência)

    Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

    § 1° É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado.

    § 2° Aplicam-se a este artigo, no que couber, as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do art. 22 deste código. Art. 45. (Vetado).

    FONTE: LEI 8078/90 - CDC.

  • A questão trata dos bancos de dados e cadastros de consumidores.

    A) Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 43. § 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

    Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

    Incorreta letra “A”.

    B) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter privado.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 43. § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.

    Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.

    Incorreta letra “B”.

    C) Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos. A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 43. § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.

          § 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

    Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos. A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

    Correta letra “C”. Gabarito da questão.    

    D) Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-los pública e semestralmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. 


    Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

    Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

    Incorreta letra “D”.

    Resposta: C

    Gabarito do Professor letra C.

  • Letra (C) - Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos. A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

    CDC Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.

        § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.

  •  A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

    Parece plausível, ein, só que não...

  • GABARITO: C

    a) ERRADO: Art. 43, § 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

    b) ERRADO: Art. 43, § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.

    c) CERTO: Art. 43, § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos. § 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

    d) ERRADO: Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.


ID
3398959
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação dos TRFs, STJ, STF e CNJ
Assuntos

No que se refere ao exercício da função capacitação do Juiz Leigo no Sistema dos Juizados Especiais dos Estados e do Distrito Federal, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • D) Correta, conforme o art. 15, §2o da Lei 12.153/2009.

  • A - O exercício das funções de Juiz Leigo, considerado de relevante caráter público, **com** vínculo empregatício ou estatutário, é temporário e pressupõe capacitação anterior ao início das atividades.

    Resolução 174-CNJ

    Art. 3º O exercício das funções de juiz leigo, considerado de relevante caráter público, sem vínculo empregatício ou estatutário, é temporário e pressupõe capacitação anterior ao início das atividades.

    B - Os Tribunais de Justiça deverão providenciar capacitação adequada, periódica e gratuita a seus Juízes Leigos, facultando-se ao interessado obter a capacitação junto a cursos reconhecidos pelo Tribunal de Justiça da respectiva unidade da federação, preferencialmente por meio das escolas de formação. Os Tribunais de Justiça deverão providenciar a capacitação de seus Juízes Leigos, no mínimo, **por vinte horas.**

    Resolução 174-CNJ

    Art. 4º Os Tribunais de Justiça deverão providenciar capacitação adequada, periódica e gratuita a seus juízes leigos, facultando-se ao interessado obter a capacitação junto a cursos reconhecidos pelo Tribunal de Justiça da respectiva unidade da federação, preferencialmente por meio das escolas de formação.

    Parágrafo único. Os Tribunais de Justiça deverão providenciar a capacitação de seus juízes leigos, no mínimo por 40 horas, observado o conteúdo programático mínimo estabelecido no Anexo I desta Resolução.

    C - O Juiz Leigo **poderá** exercer a advocacia no Sistema dos Juizados Especiais da respectiva Comarca, enquanto no desempenho das respectivas funções.

    Resolução 174-CNJ

    Art. 6º O juiz leigo não poderá exercer a advocacia no Sistema dos Juizados Especiais da respectiva Comarca, enquanto no desempenho das respectivas funções.

    Há pequena contradição com o ENUNCIADO 40 – O conciliador ou juiz leigo não está incompatibilizado nem impedido de exercer a advocacia, exceto perante o próprio Juizado Especial em que atue ou se pertencer aos quadros do Poder Judiciário.

    D - Os Juízes Leigos atuantes em Juizados Especiais da Fazenda Pública ficarão impedidos de advogar em todo o sistema nacional de Juizados Especiais da Fazenda Pública.

    Resolução 174-CNJ

    Art. 6º Parágrafo Único. Na forma do que dispõe o § 2º do art. 15 da Lei n. 12.153 de 22 de dezembro de 2009, os juízes leigos atuantes em juizados especiais da fazenda pública ficarão impedidos de advogar em todo o sistema nacional de juizados especiais da fazenda pública.


ID
3398962
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação dos TRFs, STJ, STF e CNJ
Assuntos

Com base na Resolução nº 174 do Conselho Nacional de Justiça, que dispõe sobre a atividade de Juiz Leigo no Sistema dos Juizados Especiais dos Estados e do Distrito Federal, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A - Ao Magistrado da unidade incumbe o dever de fiscalizar e coordenar o trabalho de Juízes Leigos, **não precisando** estar presente na unidade do Juizado Especial durante a realização das audiências.

    Resolução 174-CNJ

    Art. 10. Ao magistrado da unidade incumbe o dever de fiscalizar e coordenar o trabalho de juízes leigos, devendo estar presente na unidade do Juizado Especial durante a realização das audiências.

    B - Compete ao Juiz Togado e à Coordenação do Sistema dos Juizados Especiais a responsabilidade disciplinar e a de avaliação dos Juízes Leigos, entendidas como meio para verificar o bom funcionamento e estimular a melhoria contínua dos serviços prestados pelo Sistema dos Juizados Especiais, sendo que à Coordenação do Sistema Estadual dos Juizados incumbe regrar as sanções para o caso de descumprimento injustificado do prazo estabelecido.

    Resolução 174-CNJ

    Art. 9º Compete ao juiz togado e à Coordenação do Sistema dos Juizados Especiais a responsabilidade disciplinar e de avaliação dos juízes leigos, entendidas como meio para verificar o bom funcionamento e estimular a melhoria contínua dos serviços prestados pelo Sistema dos Juizados Especiais.

    C - O Juiz Leigo terá o prazo máximo de **vinte** dias, a contar do encerramento da instrução, para apresentar o projeto de sentença, que só poderá ser entranhado aos autos e disponibilizado para o público externo no sistema de informática caso seja homologado.

    Resolução 174-CNJ

    Art. 11. O juiz leigo terá o prazo máximo de 10 dias, a contar do encerramento da instrução, para apresentar o projeto de sentença, que só poderá ser entranhado aos autos e disponibilizado para o público externo no sistema de informática caso seja homologado.

    D - O Juiz Leigo **não** está subordinado às orientações e ao entendimento jurídico do Juiz Togado, tendo plena liberdade de decidir sobre o mérito das ações que lhes são atribuídas para julgamento.

    Resolução 174-CNJ

    Art. 9º Parágrafo único. O juiz leigo fica subordinado às orientações e ao entendimento jurídico do juiz togado.


ID
3398965
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Assuntos

Maria objetiva concorrer à seleção pública para Juízes Leigos no sistema dos Juizados Especiais da capital e do interior do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e tem algumas dúvidas sobre a função a ser exercida no caso de aprovação. Assim, no que tange à Resolução nº 792/2015 do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que dispõe sobre a função de Juiz Leigo no âmbito dos Juizados Especiais do Estado de Minas Gerais, indique a Maria a alternativa correta em relação às suas dúvidas.

Alternativas
Comentários
  • A - Vedado. RESOLUÇÃO Nº 792/2015 TJMG Art. 2º, § 5º É vedado o exercício da função de juiz leigo no âmbito dos Juizados Especiais Criminais do Estado de Minas Gerais.

    B - 80. RESOLUÇÃO Nº 792/2015 TJMG Art. 11.

    C - Correta. RESOLUÇÃO Nº 792/2015 TJMG Art. 9º, I e II.

    D - Resolução 174-CNJ Art. 5º Os juízes leigos estão sujeitos aos mesmos motivos de impedimento e suspeição dos juízes togados.

  • A Resolução 792/2015 é a que regulamenta a função de juiz leigo, de que trata a Lei Federal nº 9.099/1995.


    A partir de agora, vamos analisar as alternativas sobre o assunto mencionado:



    A) Errada - É permitido o exercício da função de Juiz Leigo no âmbito dos Juizados Especiais Criminais do Estado de Minas Gerais.



    O art. 2º da Resolução 792/2015 ratifica que as funções de juiz leigo serão exercidas por advogados com mais de dois anos de experiência jurídica, na condição de Auxiliares da Justiça. Mas observe que o seu parágrafo 5º finaliza com a informação de que é proibido o exercício da função de juiz leigo no âmbito dos Juizados Especiais Criminais do Estado de Minas Gerais.


    B) Errada - A produtividade mínima, mensal, a ser cumprida pelo Juiz Leigo será de sessenta audiências, ficando a critério do juiz de direito a organização da pauta. 


    O Art. 11, I, da Resolução 792/2015, demonstra que a produtividade mínima, mensal, a ser cumprida pelo juiz leigo será de oitenta audiências, ficando a critério do juiz de direito a organização da pauta. Veja que são oitenta e não sessenta! Ok? Só para continuar o assunto, o inciso II apresenta que também a produtividade mínima, mensal, a ser cumprida pelo Juiz leigo será de oitenta projetos de sentença, podendo tal meta ser majorada por deliberação do Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais.



    C) Correta - São atribuições do Juiz Leigo realizar audiências de conciliação; instrução e julgamento, podendo, inclusive, colher provas.




    O Art. 9º da Resolução 792/2015 informa quais são as atribuições do juiz leigo! Vamos a elas: realizar audiências de conciliação; realizar audiências de instrução e julgamento, podendo, inclusive, colher provas; e apresentar projeto de sentença, em matéria de competência dos Juizados Especiais, a ser submetida ao juiz de direito do Juizado no qual exerça suas funções, para homologação por sentença. Bom, chegamos à resposta da questão! Esta alternativa está corretíssima!



    D) Errada - Não se aplicam ao Juiz Leigo os motivos de impedimento e suspeição aplicáveis aos magistrados.



    O Art. 10 da Resolução 792/2015 diz quais são os deveres do juiz leigo, além dos previstos na lei e no código de ética dos juízes leigos. Já o seu parágrafo único termina afirmando que se aplicam ao juiz leigo os motivos de impedimento e suspeição aplicáveis aos magistrados, diferentemente do que se encontra na alternativa. Só para completar o assunto, aplica-se também a esses Juízes as normas disciplinares a que estão sujeitos os servidores da Justiça.


    O gabarito da questão é a letra C.

  • gabarito C

    A) Art. 2º, § 5º É vedado o exercício da função de juiz leigo no âmbito dos Juizados Especiais Criminais do Estado de Minas Gerais.

    B) Art. 11. A produtividade mínima, mensal, a ser cumprida pelo juiz leigo será de: I - 80 (oitenta) audiências, ficando a critério do juiz de direito a organização da pauta; II - 80 (oitenta) projetos de sentença, podendo tal meta ser majorada por deliberação do Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais. § 1º Pelo exercício da função de juiz leigo, será fixada retribuição mediante bolsa, vinculada aos atos praticados, cuja natureza e valor serão definidos no edital do processo seletivo. § 2º A remuneração, em qualquer caso, não poderá ultrapassar o valor do padrão de vencimento equivalente ao PJ-42, do cargo de Técnico Judiciário, do quadro de pessoal da Secretaria do Tribunal de Justiça, vedada qualquer outra equiparação. § 3º Não serão computadas para efeito de cálculo da remuneração as homologações de sentença de extinção do processo, no caso de ausência do autor, desistência e embargos de declaração, sem prejuízo de outras situações que venham a ser regulamentadas pelo Tribunal de Justiça. § 4º Em caso de afastamento, a qualquer título, do juiz leigo, ser-lhe-ão atribuídos os valores dos atos homologados. § 5º O acompanhamento do desempenho das atividades do juiz leigo, ficará a cargo do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais. 

    c) Art. 9º São atribuições do juiz leigo: I - realizar audiências de conciliação; II - realizar audiências de instrução e julgamento, podendo, inclusive, colher provas; III - apresentar projeto de sentença, em matéria de competência dos Juizados Especiais, a ser submetida ao juiz de direito do Juizado no qual exerça suas funções, para homologação por sentença. 

    D) D - Resolução 174-CNJ Art. 5º Os juízes leigos estão sujeitos aos mesmos motivos de impedimento e suspeição dos juízes togados.


ID
3398968
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Assuntos

Nos termos da Resolução nº 792/2015 do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, são requisitos para o exercício da função de Juiz Leigo, EXCETO

Alternativas
Comentários
  • A questão exigiu conhecimentos sobre a Resolução do Órgão Especial do Tribunal de Justiça nº 792, de 23 de abril de 2015, que dispõe sobre a função de juiz leigo, de que trata a Lei federal nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, no âmbito dos Juizados Especiais do Estado de Minas Gerais. Deste modo, os requisitos para o exercício da função de Juiz Leigo estão no art. 7º, e incisos, da Resolução.

     

    Vejamos:

     

    Art. 7º São requisitos para o exercício da função de juiz leigo, além da aprovação na seleção pública:

    I - ser brasileiro, nato ou naturalizado, e maior de dezoito anos;

    II - não ser cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, do Juiz Titular ou em exercício no Juizado Especial no qual exerça suas funções;

    III - não exercer atividade político - partidária, ou ser filiado a partido político, ou ser representante de órgão de classe ou entidade associativa;

    IV - possuir inscrição definitiva no quadro de advogados da Ordem dos Advogados do Brasil;

    V - não registrar antecedente criminal nem responder a processo penal, ressalvado o disposto no parágrafo único deste artigo;

    VI - não ter sofrido penalidade, nem praticado ato desabonador no exercício de cargo público, da advocacia ou da atividade pública ou privada, ressalvado o disposto no parágrafo único deste artigo.

    Parágrafo único. Positivada a existência de penalidade ou distribuição, relativa aos incisos V e VI do “caput” deste artigo, cabe ao interessado oferecer esclarecimentos e provas da natureza não prejudicial dos fatos apurados.   

    Conforme verificamos ao parágrafo único, é possível que o candidato a Juiz Leigo forneça esclarecimentos e provas de natureza não prejudicial dos fatos apurados.

     

    Gabarito do Professor: B

     

    Vamos analisar os demais itens.

     

    a). não ser cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, do Juiz Titular ou em exercício no Juizado Especial no qual exerça suas funções. CERTO – Nos exatos termos do art. 7º, II, vejamos:

     

     Art. 7º, II - não ser cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, do Juiz Titular ou em exercício no Juizado Especial no qual exerça suas funções;

     

    c). não exercer atividade político-partidária, ou ser filiado a partido político, ou ser representante de órgão de classe ou entidade associativa. CERTO – Nos exatos termos do art. 7º, II, vejamos:

     

    Art. 7º, II - não exercer atividade político - partidária, ou ser filiado a partido político, ou ser representante de órgão de classe ou entidade associativa.

     

     

    d). possuir inscrição definitiva no quadro de advogados da Ordem dos Advogados do Brasil. CERTO – Nos exatos termos do art. 7º, IV, vejamos:

    Art. 7º, IV - possuir inscrição definitiva no quadro de advogados da Ordem dos Advogados do Brasil.

     

     

    Logo, gabarito correto, alternativa B.

  • gabartio B

    Art. 7º São requisitos para o exercício da função de juiz leigo, além da aprovação na seleção pública: I - ser brasileiro, nato ou naturalizado, e maior de dezoito anos; II - não ser cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, do Juiz Titular ou em exercício no Juizado Especial no qual exerça suas funções; III - não exercer atividade político - partidária, ou ser filiado a partido político, ou ser representante de órgão de classe ou entidade associativa; IV - possuir inscrição definitiva no quadro de advogados da Ordem dos Advogados do Brasil;

    V - não registrar antecedente criminal nem responder a processo penal, ressalvado o disposto no parágrafo único deste artigo;

    VI - não ter sofrido penalidade, nem praticado ato desabonador no exercício de cargo público, da advocacia ou da atividade pública ou privada, ressalvado o disposto no parágrafo único deste artigo.

    Parágrafo único. Positivada a existência de penalidade ou distribuição, relativa aos incisos V e VI do “caput” deste artigo, cabe ao interessado oferecer esclarecimentos e provas da natureza não prejudicial dos fatos apurados.


ID
3398971
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Assuntos

Quanto ao procedimento de averiguação da atividade dos Juízes Leigos no âmbito do Sistema dos Juizados Especiais do Estado de Minas Gerais, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Boa noite. Mais alguém tem percebido problemas de classificação de filtros nessa nova versão do site?

  • GABARITO A

    DO PROCEDIMENTO DE AVERIGUAÇÃO

    PORTARIA 880/PR/2019 - TJMG

    Art. 19. Sempre que for necessário apurar fato ou circunstância para determinação de responsabilidade disciplinar de juiz leigo, o Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais, por provocação fundamentada do juiz de direito, abrirá procedimento de averiguação, nos termos desta Portaria Conjunta.

    (...)

    § 2º Do relatório a que se refere o § 1º deste artigo, poderá constar, a critério da comissão de averiguação, sugestão para que o juiz leigo fique impedido de atuar na função, em qualquer unidade do Sistema dos Juizados Especiais de Minas Gerais, pelo prazo de 4 (quatro) anos.

    § 3º Antes da apresentação do relatório a que se refere o §1º deste artigo, a comissão concederá ao juiz leigo o prazo de 10 (dez) dias para a defesa prévia, contada da data de entrega da cópia do teor da acusação e das provas existentes.

    § 4º O procedimento de averiguação poderá ter início, em qualquer caso, por determinação do Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais.

    (...)

  • A questão exigiu conhecimentos sobre a Portaria Conjunta da Presidência do TJMG e da Corregedoria-Geral do TJMG nº 880/PR/2019, que dispõe sobre a atividade dos juízes leigos no âmbito do Sistema dos Juizados Especiais do Estado de Minas Gerais e revoga as Portarias Conjuntas da Presidência nº 478, de 20 de janeiro de 2016, e nº 773, de 21 de setembro de 2018.

     

    Vejamos:

     

    Art. 19. [...]

    § 4º O procedimento de averiguação poderá ter início, em qualquer caso, por determinação do Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais.   

     

    Gabarito do Professor: A

     

    Vamos analisar os demais itens.

     

    b). Antes da apresentação do relatório fundamentado a ser submetido ao Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais do qual constará proposta de dispensa do Juiz Leigo ou arquivamento do procedimento, a comissão concederá ao Juiz Leigo o prazo de quinze dias para a defesa prévia, contado da data de entrega da cópia do teor da acusação e das provas existentes. ERRADO – Oe prazo é de 10 dias, contados da data de entrega da cópia do teor da acusação e das provas existentes. Vejamos:

     

     Art. 19. [...]

    § 3º Antes da apresentação do relatório a que se refere o §1º deste artigo, a comissão concederá ao juiz leigo o prazo de 10 (dez) dias para a defesa prévia, contada da data de entrega da cópia do teor da acusação e das provas existentes;

     

    c). O desligamento do Juiz Leigo impede a instauração de procedimento, mas não interrompe procedimento já instaurado. ERRADO – O desligamento não impede a instauração de procedimento e não interrompe procedimento já instaurado. Vejamos:

     

    Art. 19. [...]

    § 5º O desligamento do juiz leigo não impede a instauração de procedimento e também não interrompe procedimento já instaurado.

     

     

    d). Do relatório fundamentado a ser submetido ao Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais do qual constará proposta de dispensa do Juiz Leigo ou arquivamento do procedimento, poderá constar, a critério da comissão de averiguação, sugestão para que o Juiz Leigo fique impedido de atuar na função, em qualquer unidade do Sistema dos Juizados Especiais de Minas Gerais, pelo prazo de dois anos. ERRADO – O impedimento sugerido pela comissão será pelo prazo de 4 anos, conforme o art. 19, § 2º, da Portaria, vejamos:

    Art. 19. [...]

    § 2º Do relatório a que se refere o § 1º deste artigo, poderá constar, a critério da comissão de averiguação, sugestão para que o juiz leigo fique impedido de atuar na função, em qualquer unidade do Sistema dos Juizados Especiais de Minas Gerais, pelo prazo de 4 (quatro) anos.

     

     

    Logo, gabarito correto, alternativa A.


ID
3398974
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TJ-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Assuntos

João foi aprovado na seleção pública para Juízes Leigos no Sistema dos Juizados Especiais da capital e do interior do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, contudo não tem conhecimento de como será sua remuneração no exercício dessa função. Por isso, com base na remuneração dos Juízes Leigos, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • questão fuleira!!!!!

  • GABARITO D

    PORTARIA CONJUNTA 880/PR/2019 TJMG

    LETRA A INCORRETA. Art. 10. Os juízes leigos serão retribuídos da seguinte forma: II - R$ 30,00 (trinta reais) por projeto de sentença de julgamento antecipado da lide homologado; 

    LETRA B - INCORRETA. Art. 10, § 1º Não haverá retribuição aos juízes leigos por: III - acordos juntados aos autos pelas partes, fora das audiências.

    LETRA C INCORRETA. Art. 10, § 1º Não haverá retribuição aos juízes leigos por: II - projetos de sentença de extinção de processo, no caso de ausência do autor, desistência e embargos de declaração, ainda que homologados, nos termos do § 2º do art. 8º da Resolução do CNJ nº 174, de 2013.

    LETRA D CORRETA. Art. 10, § 1º Não haverá retribuição aos juízes leigos por: I - atos não homologados pelo magistrado responsável;

  • A Resolução 792/2015 é a que regulamenta a função de juiz leigo, de que trata a Lei Federal nº 9.099/1995.


    A partir de agora, vamos analisar as alternativas sobre o assunto mencionado:



    A) Errada - Os Juízes Leigos serão retribuídos com R$ 48,00 (quarenta e oito reais) por projeto de sentença de julgamento antecipado da lide homologado.


    O art. 11, §1º, da Resolução 792/2015, assevera que, pelo exercício da função de juiz leigo, deverá ser fixada uma retribuição através de bolsa, vinculada aos atos praticados, em que a natureza e valor deverão ser definidos no edital do processo seletivo. Já o art. 10, II, da Portaria conjunta nº 880/PR/2019 fundamenta que os juízes leigos serão retribuídos com R$ 30,00 (trinta reais) por projeto de sentença de julgamento antecipado da lide homologado.


    B) Errada - Haverá retribuição aos Juízes Leigos por acordos juntados aos autos pelas partes a qualquer momento.


    O art. 11, §1º, da Resolução 792/2015, assevera que, pelo exercício da função de juiz leigo, deverá ser fixada uma retribuição através de bolsa, vinculada aos atos praticados, em que a natureza e valor deverão ser definidos no edital do processo seletivo. Já o seu parágrafo terceiro salienta que não poderão ser contadas para fins de cálculo da remuneração as homologações de sentença de extinção do processo, no caso de ausência do autor, desistência e embargos de declaração, sem prejuízo de outras situações regulamentadas pelo Tribunal de Justiça. Já o art. 10, III, da Portaria conjunta nº 880/PR/2019 estabelece que os Juízes leigos serão retribuídos com R$ 24,00 (vinte e quatro reais) por termo de acordo lavrado em audiência de conciliação ou em audiência de instrução e julgamento homologado. Ainda o parágrafo primeiro do dispositivo salienta que não haverá retribuição aos juízes leigos por acordos juntados aos autos pelas partes, fora das audiências.


    C) Errada - Haverá retribuição aos Juízes Leigos por projetos de sentença de extinção de processo, no caso de ausência ou desistência do autor.


    O art. 11, §1º, da Resolução 792/2015, assevera que, pelo exercício da função de juiz leigo, deverá ser fixada uma retribuição através de bolsa, vinculada aos atos praticados, em que a natureza e valor deverão ser definidos no edital do processo seletivo. Já o seu parágrafo terceiro salienta que não poderão ser contadas para fins de cálculo da remuneração as homologações de sentença de extinção do processo, no caso de ausência do autor, desistência e embargos de declaração, sem prejuízo de outras situações regulamentadas pelo Tribunal de Justiça. Já o Art. 10, § 1º, da Portaria conjunta nº 880/PR/2019, informa que não haverá retribuição aos juízes leigos por projetos de sentença de extinção de processo, no caso de ausência do autor, desistência e embargos de declaração, ainda que homologados, nos termos do § 2º do art. 8º da Resolução do CNJ nº 174, de 2013.


    D) Correta - Não haverá retribuição aos Juízes Leigos por atos não homologados pelo Magistrado responsável.




    O art. 11, §1º, da Resolução 792/2015, assevera que, pelo exercício da função de juiz leigo, deverá ser fixada uma retribuição através de bolsa, vinculada aos atos praticados, em que a natureza e valor deverão ser definidos no edital do processo seletivo. Já o seu parágrafo terceiro salienta que não poderão ser contadas para fins de cálculo da remuneração as homologações de sentença de extinção do processo, no caso de ausência do autor, desistência e embargos de declaração, sem prejuízo de outras situações regulamentadas pelo Tribunal de Justiça. Por fim, o parágrafo quarto finaliza dispondo que, em caso de afastamento do juiz leigo a qualquer título, serão atribuídos a ele os valores dos atos homologados. Já o Art. 10, § 1º, da Portaria conjunta nº 880/PR/2019, informa que não haverá retribuição aos juízes leigos por atos não homologados pelo magistrado responsável. Sendo assim, encontramos a alternativa correta! Esteja antenado à letra da lei! Ok?


    O gabarito da questão é a letra D.

  • Art. 10. Os juízes leigos serão retribuídos da seguinte forma:

    I - R$ 48,00 (quarenta e oito reais) por projeto de sentença referente à audiência de instrução e julgamento homologado; II - R$ 30,00 (trinta reais) por projeto de sentença de julgamento antecipado da lide homologado;

    III - R$ 24,00 (vinte e quatro reais) por termo de acordo lavrado em audiência de conciliação ou em audiência de instrução e julgamento homologado

    § 1º Não haverá retribuição aos juízes leigos por:

    I - atos não homologados pelo magistrado responsável;

    II - projetos de sentença de extinção de processo, no caso de ausência do autor, desistência e embargos de declaração, ainda que homologados, nos termos do § 2º do art. 8º da Resolução do CNJ nº 174, de 2013.

    III - acordos juntados aos autos pelas partes, fora das audiências.