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Prova CEPERJ - 2012 - PROCON-RJ - Agente de Proteção e Defesa do Consumidor


ID
739861
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



“estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.”

De acordo com o texto, uma explicação possível para a escolha de um escritor como intermediário da correspondência se deve ao seguinte fato:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa A
    A própria afirmação é clara ao dizer que sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação, logo, cartas de bonecas integram o mundo da imaginação.
  • Muito bom o aprendizado com todas essas questões!


ID
739864
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



O fragmento do texto que apresenta uma estrutura sintática comparativa é:

Alternativas
Comentários
  • letra E

    A presença do nexo "mais...(do) que" (o "do" é opcional, pode aparecer ou não) mostra que se trata de uma oração subordinada adverbial comparativa.

  • COMPARATIVAS - Estabelecem uma comparação com a ação indicada pelo verbo principal. Principais conjunções comparativas: que/do que (precedidos de tão, tanto, mais, menos, melhor, pior, maior, menor, na oração principal), como, assim como, assim etc.
  • RESPOSTA LETRA E !
    EXPRESSÃO ''DO QUE''  EXEMPLO : O MEU CABELO É MAIS BONITO DO QUE O SEU .

    ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL COMPARATIVA !

    DICA : QUANDO A QUESTÃO TRATAR DE EXPRESSÕES COMPARATIVAS , LOGO ESTA ESTARÁ PROCURANDO UMA ORAÇÃO SUBORDINADA
    ADVERBIAL , ISSO É LÓGICO , ATÉ PORQUE AS EXPRESSÕES COMPARATIVAS SÃO ADVERBIAIS .

    MAS O QUE ENTRA NA DICA AQUI É O SEGUINTE :  SABER , NO MÍNIMO 3 CONJUNÇÕES ADVERBIAIS DE CADA , É DE GRANDE RELEVÂNCIA NA RESOLUÇÃO DE QUESTOES DESSE TIPO .

    MACETE PARA TREINO 
     FÓRMULA 


      CFTP ,

    FICANDO ASSIM :

    COMPARATIVAS
    Conformativas
    Condicionais 
    Consecutivas
    Causais
    Concessivas
    Finais
    Temporais
    Proporcionais

    TODOS OS DIAS ESCREVA E REESCREVA DE NOVO AS CONJUNÇÕES RESPECTIVAS NA FRENTE DO NOME ATÉ TER O MÁXIMO DE CONJUNÇÕES MEMORIZADAS , PORÉM, NÃO SE PRENDA AOS 
    MACETES , ANALISANDO SEMPRE CADA CASO .

    O MACETE É UMA FORMA DE AJUDAR  A PENSAR MAIS RÁPIDO !

    SE QUISEREM MEMORIZAR AS COORDENAS TEM UMA FÓRMULA TBM 

    CE A3  = CONCLUSIVA , EXPLICATIVA , ALTERNATIVA , ADITIVA , ADVERSARTIVA .

    FOCO , FORÇA E FÉ !

    ESPERO TER AJUDADO 


  • GABARITO: LETRA E

    Comparativas: introduzem uma oração que expressa ideia de comparação com referência à oração principal. São elas: como, assim como, tal como, como se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais), etc.

    Por exemplo:

    O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem.

    Ele é preguiçoso tal como o irmão.

    FONTE: SÓPORTUGUÊS.COM.BR


ID
739867
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



Os verbos considerados impessoais devem se manter invariáveis, no singular, segundo as normas de concordância verbal.

Há um caso de verbo impessoal no seguinte exemplo do texto:

Alternativas
Comentários
  • O verbo haver empregado no  sentido de existir, ocorrer ou na indicação de tempo decorrido:
                     
                        Há seres vivos em outros planetas?
                   Houve muitas greves no último ano.
                   Há dias não chove.


    Graça e Paz
  • Com base nessa questão, o cadidato não precisaria saber as particularidade do verbo haver para acertá-la,porque bastava ele reconstruí-la com sujeitos no plural e fazer a devida concordância.

    Detalhe: nunca presenciei uma banca tão bondosa , uma vez que o enunciado já ,praticamente, dava a dica à resposta:

    "Os verbos considerados impessoais devem se manter invariáveis, no singular, segundo as normas de concordância verbal"

    Abaixo, as questões gramaticais quanto a ele:

    "

    CONCORDÂNCIA DO VERBO HAVER

    “Haja paciência!” Todos já ouvimos essa expressão. Esse “haja” é o verbo haver no presente do subjuntivo.
    Esse verbo talvez seja o mais desconhecido quanto às suas flexões. Muitas vezes é usado sem que o usuário tenha
    consciência de que o está usando.

    “Estive aqui há dez anos”. O “há” presente na oração é o verbo haver e pode ser trocado por outro verbo: “Estive aqui
    faz dez  anos”. 

    Existem deslizes típicos de quem não conhece as características do verbo haver. Quando se diz “Há muitas pessoas na
    sala”, conjuga-se o verbo haver na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. 

    Note que não foi feita a concordância do verbo haver com a palavra pessoas. Não se poderia dizer “Hão pessoas”.
    O verbo haver, quando usado com o sentido de existir, fica no singular. Se fosse usado o verbo existir, este sim iria para
    o plural: “Existem muitas pessoas na sala” 

    A confusão tende a aumentar quando o verbo haver é usado no passado ou no futuro. Em certo trecho, a versão feita
    pelo conjunto “Os incríveis” da canção “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones”, diz:
    “… Não era belo mas, mesmo assim, havia mil garotas a fim….” 

    Nesta canção o verbo haver foi empregado com o sentido de existir. Logo, está correta a versão, o verbo no passado e
    no singular.
    No Brasil, fala-se “cabe dez”, “sobrou 30”, “falta 30”. Geralmente não se faz concordância. Mas, quando não é
    necessário fazer, erra-se. “Houveram muitos acidentes naquela rodovia”. Errado. 

    O correto é “Houve muitos acidentes naquela rodovia”. Haverá acidentes, houve acidentes, há pessoas, havia pessoas,
    houve pessoas. 

    Vale repetir: “O verbo haver quando empregado com o sentido de existir, ocorrer, acontecer, fica no singular,
    independentemente do tempo verbal."

    fonte:http://www.colegioweb.com.br/portugues/concordancia-dos-verbos-fazer-haver-e-ser.html



  • Confesso que cai. Considerei apenas o verbo "ver", desconsiderando o "há", de haver. 

    Já que o verbo "ver" é variável, nem me dei ao trabalho de analisar mais friamente o restante da questão. 

    Mais atenção, Rono!
  • Será que existe banca mais fácil que a CEPERJ???
    Elá já diz no enunciado o que o concursando deve fazer/procurar.
    Ela quase dá uma aula sobre verbo impessoal. rsrsrs =)
  • CARA COLEGA Karoline discordo de vc nesse ponto, sempre quando estamos fazendo uma prova estamos com pressa o que é um erro que corrigimos com o tempo apanhando o comum é não prestar atenção no enunciado e cair na besteira de marcar o que não se pede nesta questão por exemplo não existem ou se preferir não "HÁ" alternativa incorreta e sim uma regra especifica, só acertei a questão por que li novamente as bancas se utilizam desse artifício no intuito de dar corda pra vc se inforcar a propósito não é uma "CRÍTICA" e sim um "ALERTA".
  • VERBOS IMPESSOAIS:

    - Verbo haver: sentido de existir. Ex: Houve problemas.

    - Verbo haver: sentido de tempo decorrido. Ex: Há anos não nos vemos.

    - Verbo fazer: sentido de tempo decorrido. Ex: Faz anos que não nos vemos.

    - Verbos que indicam fenômenos da natureza. Ex: Choveu muito.

  • O verbo “haver”, indicando tempo passado é impessoal, ou seja, só pode ser conjugado na terceira pessoa do singular. GABARITO: A.


ID
739870
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



O texto atribuído à boneca simula uma intimidade com a destinatária da carta.

Essa intimidade pode ser melhor identificada na seguinte passagem:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B.  “Você era, e é, minha mãezinha querida”
  • O uso do diminutivo nesse contexto evidencia a intimidade.

ID
739873
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



O texto enquadra-se no gênero carta, o que pode ser percebido, dentre outros traços, pela seguinte marca linguística:

Alternativas
Comentários
  • Vocativo inicial: Vai indicar a quem é remetida a carta. É o termo por meio do qual você se dirige ao leitor (geralmente marcado por vírgula). A escolha desse vocativo dependerá muito do leitor e da relação social com ele estabelecida. Exemplos: Prezado senhor Fulano, Excelentíssimo senhor presidente Luís Inácio Lula da Silva, Senhor presidente Luís Inácio Lula da Silva, Caro deputado Sicrano, etc. No texto, é "Minha querida dona"
  • As principais características de uma carta:

    a) Estrutura dissertativa: costuma-se enquadrar a carta na tipologia dissertativa, uma vez que, como a dissertação tradicional, apresenta a tríade introdução / desenvolvimento / conclusão. 

    b) Argumentação: como a carta não deixa de ser uma espécie de dissertação argumentativa, você deverá selecionar com bastante cuidado e capricho os argumentos que sustentarão a sua tese. É importante convencer o leitor de algo.

    c) Vocativo inicial: termo por meio do qual você se dirige ao leitor (geralmente marcado por vírgula). A escolha desse vocativo dependerá muito do leitor e da relação social com ele estabelecida.

    d) Interlocutor definido: essa é, indubitavelmente, a principal diferença entre a dissertação tradicional e a carta. Quando alguém pedia a você que produzisse um texto dissertativo, geralmente não lhe indicava aquele que o leria. Você simplesmente tinha que escrever um texto. Para alguém. Na carta, isso muda: estabelece-se uma comunicação particular entre um eu definido e um você definido. Logo, você terá que ser bastante habilidoso para adaptar a linguagem e a argumentação à realidade desse leitor e ao grau de intimidade estabelecido entre vocês dois.
  • Como já prefalado, algumas das formas de identificar uma carta é a estrutura dissertativa, o vocativo inicial e o interlocutor definido, estes três pontos são os mais importantes para se identificar um texto em forma de carta.

    Alternativa "E".

  • Pontuação no vocativo das cartas

    Segundo a gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra, editada no Brasil e em Portugal, «depois do vocativo que encabeça cartas, requerimentos, ofícios, etc., costuma-se colocar dois pontos, vírgula ou ponto, havendo escritores que, no caso, dispensam qualquer pontuação.(...) Sendo o vocativo inicial emitido com entoação suspensiva, deve ser acompanhado, preferentemente, de dois pontos ou de vírgula, sinais denotadores daquele tipo de inflexão.»

  • Vale lembrar que a despedida, o local e a data também são elementos da estrutura básica da carta.

    Despedida: "De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

    O local e a data, no caso do exercício, foram identificados ao final. É comum que apareçam no início.


ID
739876
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



“a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses” No exemplo acima, o vocábulo “que” substitui um termo antecedente (“boneca”) e é classificado, por isso, como pronome relativo.

Outro exemplo no qual o vocábulo “que” funciona como pronome relativo está em:

Alternativas
Comentários


  • Fiquei em dúvida em relação a classificação da letra D. Penso que seja um conjunção comparativa. Alguém pode, por favor, confirmar minha suspeita???

  • Demais classificações:

                a) “Sei que você sente muitas saudades” - conjunção integrante.

                b) “Aposto que você nem sabia” - conjunção integrante.

                c) “eletrodomésticos que não funcionavam” - pronome relativo, retoma "eletrodomésticos"

                d) “ninguém mais fraco do que nós” - conjunção comparativa

                e) “Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem" - conjunção integrante

  •  a) “Sei que você sente muitas saudades”
    "Que" é conjunção Integrante. E não há muita dificuldade para se perceber isso. Para saber se o “que” trata-se de uma conjunção integrante, basta analisar alguns detalhes:
    1°) Veja se antes do “que” vem um substantivo, ou adjetivo, ou advérbio, ou um pronome ou até mesmo uma oração. Antes do “que” temos o verbo “sei”, o que já não faz muito sentido classificá-lo como Pronome Relativo.
    2°) Veja se ao tirar o “que” da oração ela ficará estranha. Ficaria muito estranho pronunciar: “Sei você sente muitas saudades”. E é esse o papel do que na oração. É dar sentido a ela, ligando-as. A conjunção Integrante tem o papel de ligar duas orações, melhor dizendo, ligar a oração subordinada à principal. 
    Veja:
    Sei (1ª oração)... você sente muita saudade (2ª oração).  = Sei que você sente muita saudade.
     b) “Aposto que você nem sabia”
    A mesma coisa da letra a).
    Analise: o que é antecedido por substantivo? Não.
    Liga duas orações? Sim.

    Logo, também é Conjunção Integrante.
     c) “eletrodomésticos que não funcionavam” Correta
    Pronome Relativo
    O antecedente do pronome relativo pode ser um substantivo, um pronome, um adjetivo, um advérbio ou uma oração. Nesse caso, o “que” é antecedido pelo substantivo “eletrodomésticos”. E é fácil perceber que ele se refere a ele.
    Veja:
    Os eletrodomésticos. Não funcionavam os eletrodomésticos = os eletrodomésticos que não funcionavam. 
    O que limita a repetição da palavra “eletrodoméstico”, dando a noção clara de que ele se refere a ele, sem ter a necessidade de repeti-lo.
     d) “ninguém mais fraco do que nós”
    Aqui temos um caso de Conjunção Comparativa. Nesse caso, ela está representando o segundo elemento da comparação (=nós). Essa frase compara que “ninguém” é mais fraco do que “nós”.
     e) “Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem”
    Idem A e B. 
  • Bem, pessoal, para mim a maneira mais fácil de resolver essa questão é também a mais conhecida, ou seja: substituir o que por o qual, a qual, os quais ou as quais. Se a frase preservar o sentido, então o que estará exercendo a função de pronome relativo.

    “eletrodomésticos que (os quais) não funcionavam”

    Em nenhuma outra alternativa a substituição é possível.

    Valeu!
  • Olá pessoal, uma dica que acho interessante nesses casos é ,em primeiro lugar, substituir o pronome "QUE"  por: ISSO ou DISSO; sempre que a frase mantiver o sentido o "QUE" será uma conjunção integrante, assim será mais fácil chegar á resposta certa, porém, sem esquecer que este método não é 100% aplicável, por isso é sempre bom prestar bem a
    atenção aos comentários dos outros colegas. espero ter ajudado.


    Bons estudos!!!

ID
739879
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



“Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você.”

O conectivo “porque”, no contexto acima, estabelece relação de:

Alternativas
Comentários
  • CONECTIVOS subordinativos CAUSAIS (iniciam a oração subordinada denotando causa.): que, como, pois, porque, porquanto. Também as locuções: por isso que, pois que, já que, visto que…
    Ela deverá ser aprovada, pois estudou com dedicação.

  • O conectivo "porque" exprime ideia de causa. Portanto, assertiva B correta.

    Conhecimento + dedicação + equilíbrio = sucesso.

  • Questão correta letra B, porque é uma oração subordinada adverbial  causal.

    Causais - Exprimem o motivo, a causa do fato expresso em outra oração. são introduzidas por: como, já que, uma vez que, porque, visto que, etc.:
    "Como o silêncio se prolongasse, Anselmo resolveu rompê-lo." (Machado de Assis)

    Graça e Paz
  • Conectivos causais: indicam a causa de algo.

    Já que, porque, que, pois que, uma vez que, sendo que, como, visto que, visto como, como etc.
    Ex: Passou no concurso, porque estudou muito.

    Borra Ceperj

ID
739882
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



Alguns vocábulos sofrem alteração de timbre da vogal tônica ao serem flexionados, como ocorre em olho – olhos.

O mesmo fenômeno pode ser verificado na seguinte palavra do texto:

Alternativas
Comentários
  • alternativa: e

    Substantivos com plurais metafônicos Certos substantivos, ao serem flexionados em plural, apresentam variação  no timbre da vogal tônica “o” de fechada para aberta. abrolho; antolho; aposto; caroço; choco; corcovo; coro; despojo;  destroço;defeituoso; escolho; corvo; esforço; estorvo; fogo; forno; foro; fosso;  imposto; jogo; miolo; mirolho; olho; osso; ovo; poço; porco; porto;  posto; povo; reforço; renovo; rogo; sobrolho; socorro; tijolo; toco; tojo;  tordo; torto; tremoço; troco; troço.
    Não apresentam metafonia: acordo; adorno; algoz; almoço; alvoroço; arroto; boda; bojo; bolso;boneca;  cachorro; caolho; coco; esboço; esposo; estojo; engodo; ferrolho; fofo;  forro; gafanhoto; globo; golfo; gorro; gosto; gozo; horto; jorro; lobo;  logro; moço; molho; morro; mosto; namoro; pescoço; piloto; piolho;  poldro; polvo; potro; reboco; rebojo; repolho; restolho; rolo; rosto;  sogro; sopro; soro, suborno, toldo; topo; torno; transtorno
  • Pessoal,

                De-fei-tu-o-so (ô) - Singular.
                De-fei-tu-o-sos (ó) - Plural.
                Portanto, assertiva E correta.

    Conhecimento + dedicação + equilíbrio = sucesso.

  • Alguns substantivos, além de receberem a desinência -s na formação do plural, trocam o o tônico fechado(ô) pelo o tônico aberto (ó). Chamado de plural metafônico:
    Singular (ô): aposto, coroço, corpo, despojo e destroço.
    Plural (ó): apostos, caroços, corpos, despojos e destroço

    Graça e Paz
  • a) bonéca - bonécas

    b) consêrto - consêrtos

    c) lamentável - lamentáveis

    d) infortúnio - infortúnios

    e) defeituÔso - defeituÓsos

    A acentuação está incorreta, é somente para demosntrar a tonicidade da palavra.

    Bons estudos

     

  • RESPOSTA:

    E) DEFEITUOSOS

    POIS EM DEFEITUOSO O "O" SOA FECHADO

    JÁ EM DEFEITUOSOS O "O" SOA ABERTO

  • E) DEFEITUOSOS

    EXPLICAÇÃO DA QUESTÃO BEM SIMPLES,

    NA VERDADE O QUE OCORRE É NASALIZAÇÃO DAS PALAVRAS QUANDO FLEXIONADA ,

    OLHO - SOM NASAL -- OLHOS - SOM ORAL

    MESMO OCORRE EM DEFEITUOSO - SOM ORAL  -- DEFEITUOSOS - SOM NASAL

  • Tomar cuidado com o plural metafônico, que é aquele que se passa de uma vogal fechada para uma vogal aberta.
    Corpo -> Corpos
    Olho -> Olhos

    letra: "e"

  • Letra E

    defeituÔso - defeituÓsos

    outros exemplos:

    Singular (ô): aposto, caroço, corpo, despojo e destroço.
    Plural (ó): apostos, caroços, corpos, despojos e destroço

  • Defeituôso - Defeituósos

  • O "famoso" plural metafônico.

    Quem assistiu "Os Melhores do Mundo" irá lembrar...rsrsrs 

  • Análise:

    Vogal tônica - O timbre pode sofrer alteração ao ser pronunciado da forma singular para o pural.

    a)     Bonecas - Tanto "Boneca" e "Bonecas" possuem a mesma vogal tônica: "A"

    b)     Conserto - Tanto "Conserto" e "Consertos" possuem a mesma vogal tônica "O"

    c)     Lamentável - Tanto "Lamentável" e "Lamentáveis" possuem a mesma vogal tônica "Á"

    d)    Infortúnio - Tanto "Infortúnio" e "Infortúnios" possuem a mesma vogal tônica "Ú"

    e)     Defeituosos - A palavra no singular apresenta vogal tônica "Ô" e no plural apresenta vogal tônica "Ó"

  • Resumindo:

    defeituoso = timbre fechado

    defeituosos(ex: to timbre ao se pronunciar no plural "seria" "defeituósos") = timbre aberto

  • São chamados de plurais metafônicos, o timbre da vogal tônica altera de O para Ó.

  • A metafonia é manifestada por meio do plural dos substantivos, na qual ocorre a alternância de timbre da vogal, ou seja, no singular a vogal é pronunciada com um som mais fechado, e no plural, com um som aberto. Fechado: ô Aberto: ó Fonte: Mundo Educação

ID
739888
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



“àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido.”

O trecho acima poderia ser reescrito, unindo-se as orações por meio de um conectivo.

A reescritura que preservaria o sentido original do trecho seria:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B. IDEIA DE EXPLICAÇÃO: b) porque o infortúnio tinha nos unido.

  • Ideia de causa.
    Como o infortúnio tinha nos unido, àquela altura já éramos amigas.

ID
739891
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



A palavra “lendário” foi formada por derivação sufixal.

Outra palavra do texto que apresenta apenas derivação sufixal é:

Alternativas
Comentários
  • letra c)

    a)n tem derivação
    b)hibridismo

    c) Significado de Secamente

    adv.

    De modo sêco; com frieza ou descortesia.
     

    d) n tem derivação
    e) parassintética

  • complementando...

    b) automóvel
    - hibridismo
    É a junção de elementos originários de línguas diferentes.
    auto (grego) + móvel (latim)


    e) infortúnio - parassintética
    Ocorre por meio da junção simultânea de um prefixo e sufixo ao radical, sem que a palavra possa existir apenas com um dos afixos.

  • GABARITO: LETRA C

    AGREGANDO CONHECIMENTO:

    Derivação: forma palavras pelo acréscimo de afixos. A derivação se divide em:

    ■ Prefixal: pela colocação de prefixos: reler, infeliz, ultravioleta, super-homem.

    ■ Sufixal: pela colocação de sufixos: boiada, canalizar, felizmente, artista.

    ■ Prefixal-sufixal: pela colocação de prefixo e sufixo numa só palavra: deslealdade, infelizmente, desligado.

    Parassintética (ou parassíntese): pela colocação simultânea de prefixo e sufixo numa mesma palavra: entardecer, entristecer, desalmado, emudecer.

    → A diferença entre a derivação prefixal-sufixal e a derivação parassintética está no fato de que na primeira podemos tirar o prefixo ou o sufixo e a palavra continua existindo; na segunda, se tirarmos o prefixo ou o sufixo, o que sobra não existe em língua portuguesa:

    deslealdade = desleal, lealdade — derivação prefixal-sufixal

    entardecer = *entarde, *tardecer — essas palavras não existem — derivação parassintética.

    Regressiva: pela redução de uma palavra primitiva: sarampo (de sarampão), pesca (de pescar), barraco (de barracão), boteco (de botequim).

    → quando a palavra original a ser reduzida é um verbo, recebe o nome de derivação regressiva deverbal: pesca (de pescar).

    Imprópria: pela mudança de classe gramatical da palavra: o jantar (substantivo formado pelo uso do verbo jantar), o belo (substantivo formado pelo uso do adjetivo belo).

    FONTE: Agnaldo Martino; Pedro Lenza - Português Esquematizado.


ID
739894
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



A palavra “pobres” não sofre flexão de gênero; a variação entre feminino e masculino é indicada por outras palavras que a acompanham.

O mesmo ocorre com a seguinte palavra do texto:

Alternativas
Comentários
  • Resposta: letra D)

    COMUM DE DOIS GÊNEROS  
    é o substantivo que apresenta uma só
    forma para ambos os gêneros, efetuando-se a distinção por meio do
    artigo ou de qualquer outro determinante.
    Ex.: o/a militante, um/uma artista, aquele/aquela colega, seu/sua dentista,
    dois/duas estudantes, esse/essa jovem, um/uma mártir,
    aquele/aquela pianista etc.

    letra d)
  • É POSSÍVEL DIZER ASSIM:

    O ESCRITOR E A ESCRITORA

    O HOMEM E A MULHER

    OS DONOS E AS DONAS

    OS FRACOS E AS FRACAS

    VEJAM, AINDA QUE SE RETIRE OS ARTIGOS,CERTAMENTE CONSEGUIREMOS IDENTIFICAR O GÊNERO, CONTUDO, VEJAM:

    O MILITANTE E A MILITANTE

    SE RETIRASSEMOS OS ARTIGOS NÃO SERIA POSSÍVEL IDENTIFICAR NA LETRA "D" O GÊNERO.

  • a) substantivo biforme

    b) substantivo biforme heterônimo

    c) substantivo biforme

    d) substantivo uniforme comum de dois gêneros

    e) substantivo biforme

  • GABARITO: LETRA D

    ACRESCENTANDO:

    O substantivo comum de dois gêneros só se refere a pessoas e tem seu gênero e sexo indicado por determinantes (masculinos e femininos). O substantivo sobrecomum só se refere a pessoas e tem seu gênero indicado por um determinante apenas (ou masculino, ou feminino), que serve para ambos os sexos. O substantivo epiceno refere-se a animais e plantas e tem seu gênero indicado por determinantes (masculinos e femininos; o sexo é indicado pelos adjetivos “macho” e “fêmea”).

    FONTE: A gramática para concursos públicos / Fernando Pestana. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2015.


ID
739897
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



De acordo com as regras gramaticais, em alguns casos é obrigatória a próclise, ou seja, a colocação do pronome antes do verbo.

Um exemplo de próclise obrigatória, segundo a chamada norma culta da língua, está em:

Alternativas
Comentários
  • Letra E:

    Palavras com sentido negativo: (não, nunca, jamais, ninguém, nada, nenhum, nem ) são palavras atrativas, ou seja, uso obrigatório da próclise.

    Ex:

    Nunca se meta em confusões

    Nada nos deterá!
    •  LETRA E

    •  
    • COMENTNDO AS DEMAIS QUESTÕES:
    • a) “Posso lhe dizer”
    Nas locuções verbais observar o verbo auxiliar ( posso) e o principal ( dizer)

    outra construção admitida também seria com o infinitivo: Posso dizer-lhe


    • b) “Um homem nos recebeu"
    •  Com não há palavra atrativa antes do  pronome "nos", NÃO HÁ REGRA. Assim uso o que quiser!
    •  
    •  c) “para várias de nós não haveria volta”
    Não há pronomes clíticos!

    •  d) “O infortúnio tinha nos unido.”
    •    admite também a forma "nos tinha unido"  pois como NÃO HÁ PALAVRA ATRATIVO, USO A REGRA QUE QUISER!
    •  
    •  e) “Mas não se preocupe”
    • presença da palavra atrativa "não" . USO DA PRÓCLISE OBRIGATÓRIA!
  • Olá, companheiros de estudos.
    Detalhando esse assunto , segue os casos obrigatórioas da próclise.

    Próclise (pronome aparece ANTES do verbo)

    Casos obrigatórios do uso da Próclise:
    1) Depois dos advérbios (aqui, não, jamais, ali, já, amanhã, ontem, hoje, nunca, quando...)
    Exemplos:
                     Aqui SE trabalha
                     Não O chame de tolo.

    2) Depois dos pronomes indefinidos (alguém, ninguém, nenhum, pouco, tudo, muito...)
    Exemplo:
                     Alguém SE esqueceu do chapéu.
                     Ninguém ME avisou.

    3) Depois de pronomes relativos (que, quem, o qual, cujo...)
    Exemplo:
                   Aquele que SE esforça, alcança graças.

    4) Depois de conjunções subordinativas (que, porque, se, embora, conforme...)
    Exemplo:
                   Irei agora, porque ME esqueceram aqui.

    5) Entre uma preposição e um verbo no gerúndio. (EM + gerúndio)
    Exemplo:
                    Em SE tratando...

    6) Antes de verbos no infinitivo flexionado.
    Exemplo:
                   Não serás criticado por ME dizeres a verdade.

    7) Em orações negativas, interrogativas, exclamativas e optativas.
    Exemplos:
                       Ninguém NOS convidou.
                       Quanto TE custará?
                       Deus O perdoe.
                       Como SE estuda nessa vida.
                    

    Somos brasileiros ,e por isso, não devemos para de estudar até a nossa meta alcançar.
     
  • Casos de próclise obrigatória:

    - Palavra negativa:
    Ex.: Não me deixe sozinho esta noite!

    - Pronomes indefinidos:
    Ex.: Alguém me disse que você vai ser transferido.

    - Pronomes relativos:
    Ex.: O livro que me emprestaste é muito bom. 

    - Conjunções subordinativas:
    Ex.: Confiei neles, assim que os conheci.

    - Advérbios:
    Ex.: Ontem os vi no cinema.

    Portanto, palavra negativa próclise na ativa!

    Reposta correta letra "e".





     

  • Um pequeno comentário na letra d), na verdade há regra quanto a colocação pronominal nesse caso. Se você tem verbo auxiliar + particípio, você possuí duas possibilidades de usar os pronomes:

    1ª) Próclise ao auxiliar: O infortúnio nos tinha unido.
    2ª) Ênclise ao auxiliar: O infortúnio tinha nos unido. 
  • Esses pronomes se unem aos verbos porque são “fracos” na pronúncia.

    PRÓCLISE

    Usamos a próclise nos seguintes casos:

    (1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nem, de modo algum.

    Nada me perturba.
    Ninguém se mexeu.
    De modo algum me afastarei daqui.
    - Ela nem se importou com meus problemas.

    (2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, embora, logo, que.

    Quando se trata de comida, ele é um “expert”.
    - É necessário que a  deixe na escola.
    - Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos sinceros.

    (3) Advérbios

    Aqui se tem paz.
    Sempre me dediquei aos estudos.
    Talvez o veja na escola.

    OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa de atrair o pronome.

    - Aqui, trabalha-se.

    (4) Pronomes relativosdemonstrativos e indefinidos.

    Alguém me ligou? (indefinido)
    - A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo)
    Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)

    (5) Em frases interrogativas.

    Quanto me cobrará pela tradução?

    (6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).

    - Deus o abençoe!
    - Macacos me mordam!
    - Deus te abençoe, meu filho!

    (7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.

    Em se plantando tudo dá.
    Em se tratando de beleza, ele é campeão.

    (8) Com formas verbais proparoxítonas

    - Nós o censurávamos.

  • (próclise) VER (mesóclise) BO (enclise)

    PRÓCLISE:
    - orações:
     a) exclamativas; e
     b) Optativa.
    - em + gerundio
    - com palavras atrativas:
     a) advérbios;
     b) pronomes; e
     c) conjunções subordinativas.
    Obs.: A palavra atrativa deixa de ser atrativa se for isolada com uma vírgula. Mas se a vírgula for para isolar um termo inferente a palavra atrativa perderá ou não sua atração.

    MESÓCLISE:
    - com verbos no futuro (do presente ou do pretérito)

    ENCLISE:
    - com verbos que se iniciam oração.

    "Eu sei que é difícil esperar, mas Deus tem um tempo para agir e pra curar. Só é preciso confiar!"
  • Neste caso, a próclise tornou-se obrigatória por causa do ''não''.

    ex.: Nunca se afaste de deus; Não se importe com opiniões alheias.

    abcs.


ID
739900
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



A substituição da expressão grifada por um pronome pessoal está corretamente realizada em:

Alternativas
Comentários
  • a) assina esta coluna – assina-lhe
    ERRADO.quem assina assina alguam coisa, VTD. complemento de OD é o(s), a(s) e não LHE, que é complemento de OI. O certo seria assiná-la
    b) formamos um grande grupo – formamo-nos
    ERRADO. aqui eu n sei a regra nao..fui pelo feeling msm. formamo-nos da uma ideia duplicada..nós  formamos...formamos um grande grupo ja seria sufuciente.
    c) vamos tomar o poder – vamos tomá-lo
    CERTO. complemento de VTD é OD. aqui, funcionando como tal o "o".
    d) mudar o mundo – mudar-se
    ERRADO. mudá-lo seria o certo.
    e) preparando a revolução – preparando-na
    ERRADO. preparar e VTDI. quem prepara prepara alguma coisa para alguem. a revolução é OD, porem a forma esta errada. estaria correto se fosse preparando-a.
  • Só complementando...

    Após formas verbais terminadas em r,s ou z os pronomes oblíquos o, a, os, as assumem as formas lo, la, los, las.

    Sendo assim,

    Vamos tomar o poder - Vamos tomá-lo.
  • Felipe Nobre,
    em relação a alternativa B que vc foi pelo feeling, a regra se dá pela terminação, como mencionado pelo colega acima, ou seja, as palavras com as terminações R,S,Z são alteradas para LO, LA, LOS, LAS e não NO como é dito na alternativa. Somente será empregado o NO quando as palavras terminarem com som anasalado!!
    Espero tê-lo ajudado!!
  • Só complementando, com relação a alternativa "a" o correto seria assina-a e não assina-la. O segundo caso só ocorreria, se o verbo estivesse inicialmente no infinitivo, ou seja, assinar. Nessa hipótese, deveriamos substituir a desinência "R" pelas formas: lo, la, los, las.



    Sucesso para todos nós!
  • TAMBÉM A RESPEITO DAS VARIAÇÕES COM VTD...
     
    VERBOS TERMINADOS EM SOM NASAL (M/ ~) USA-SE : NO/ NA (S)

    EX.:

    AJUDARAM A ALUNA = AJUDARAM-NA.

    PÕE O LIVRO SOBRE A MESA = PÕE-NO SOBRE A MESA.
     

  •  a) O lhe, que não exerce função de objeto direto, não pode retomar esta 

    coluna, que é um objeto direto. O adequado seria assina-a, pois o pronome a, além 

    de concordar em gênero e número com termo substituído, exerce função de objeto 

    direto.

    b) O adequado é formamo-lo, pois o verbo termina em s.

    c) Como o verbo  termina em r, usa-se o pronome átono lo para retomar o termo substituído o poder. 

    d) Mudá-lo.

    e) Preparando-a.

  • Os textos que a CEPERJ escolhe pelo menos são bons kk adorei


ID
739906
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



Dentre os verbos irregulares há aqueles que apresentam alguma variação no radical, ou seja, na “base” da palavra.

Um exemplo de verbo irregular encontra-se no seguinte exemplo do texto:

Alternativas
Comentários
  • verbo SER é irregular por nao apresentar o msm radical nas conjugaçoes:
    eu sou eu fui eu era
    tu és tu foste tu eras
    ele/ela é ele/ela foi ele/ela era
    nós somos nós fomos nós éramos
    vós sois vós fostes vós éreis
    eles/elas são eles/elas foram eles/elas eram
  • Na realidade, o verbo “ser” é um verbo anômalo e não irregular como afirma o enunciado.
    Verbos irregulares possuem pequena alteração em seu radical. Diferentemente, ocorrerão mudanças "radicais" nos verbos anômalos.
     
    Verbos Irregulares
    Verbos: ter, entreter, manter, deter, obter, reter, conter.
    Verbos: por, dispor, supor, depor, repor, compor.
    Verbos: ver, prever, antever, entrever, rever.
    Verbos: vir, intervir, provir, advir, convir.
    Tempo Ter Por Ver Vir
    Presente Eu tenho Eu ponho Eu vejo Eu venho
    Pretérito Perfeito Eu tive Eu pus Eu vi Eu vim
    Pretérito Imperfeito Eu tinha Eu punha Eu via Eu vinha
    Pretérito mais-que-perfeito Eu tivera Eu pusera Eu vira Eu viera
    Futuro do Presente Eu terei Eu porei Eu verei Eu virei
    Futuro do Pretérito Eu teria Eu poria Eu veria Eu viria
     Verbos Anômalos (Irregular dos irregulares)
      Saber Estar Ser Ir
    Presente Sei Estou Sou Vou
    Pretérito Perfeito Soube Estive Fui Fui
    Pretérito Imperfeito Sabia Estava Era Ia
    Pretérito mais-que-perfeito Soubera Estivera Fora Fora
    Futuro do Presente Saberei Estarei Serei Irei
    Futuro do Pretérito Saberia Estaria Seria Iria
  • Para saber se um verbo é irregular,deve-se conjugá-lo no presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo(tempos primitivos).Se houver qualquer irregularidade,ela se manifestará em um desses dois tempos.Exemplo com o verbo 'pedir':

    Presente do indicativo : eu peç o/tu ped es/ele ped e/nós ped imos/vós ped is/eles ped em

    Pretérito perfeito do indicativo:eu ped i/tu ped iste/ele ped iu/nós ped imos/vós ped istes/eles ped iram

    Nota-se que na primeira pessoa do singular do presente o indicativo,o radical altera-se para peç-;trata-se,portanto,de um verbo irregular.

    Há casos em que a irregularidade do verbo se apresenta não no radical,mas nas desinências.Exemplo:verbo 'estar'-  est ou/es tás/est á/est amos/est ais/est ão

    Curso Prático de Gramática / Ernani Terra
  • O verbo ser é ANÔMALO para a maioria dos gramáticos! Já o verbo escrever tem seu particípio irregular (ESCRITO). Ele deveria ser a resposta certa!

  • Eu discordo do gabarito, verbo ser é anômalo.

  • Verbo SER é considerado Anômalo. Gabarito incorreto.

  • Pessoal, isso é uma simples questão de nomenclatura. Um verbo anômalo é um verbo, simplesmente, muito irregular ou irregular em várias de suas formas, apresentando até mais de um radical. A banca, portanto, não estava de todo errada na formulação da questão. O gabarito está correto.

  • Anômalo é a mesma coisa que Irregular, pelo menos é o que percebi respondendo duas questões já, inclusive anotei esta observação.

  • Letra D.

     

    Comentário:

     

    A alternativa (D) é a errada, pois o verbo “éramos” modifica o radical: eu sou, tu és, ele é... Naquela época, nós éramos...

    As demais alternativas possuem verbos regulares, pois os radicais não se modificam: “escrev-“, “viv-“, “lev-“, “fal-“.

     

     

     

    Gabarito: D

     

     

    Prof. Décio Terror

  • Verbo Ser é anomalo e nao irregular, banca foi no mínimo irresponsável.

  • A BANCA ERROU VERBO SER ANOMALO E NÃO IRREGULAR

  • Algumas bancas não fazem distinção entre anômalo e irregular, exclusivamente, no que diz respeito aos verbos de ligação. Segue questão mais recente cobrada pelo Instituto AOCP - 2020: Q1166372 - Verbo Irregular = anomalo


ID
739918
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

“Mesmo não havendo registro de incidentes no País”
O trecho acima poderia ser reescrito, sem alteração do sentido essencial, da seguinte forma:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B. Indica uma concessão à idéia expressa pelo verbo da oração principal, isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, posto que, a menos que, se bem que, conquanto, mesmo que, nem que, apesar de que, (por mais) que, (por muito), que etc.

ID
740050
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Em um saco há 6 bolas brancas, 5 bolas pretas e 4 bolas vermelhas, todas do mesmo tamanho e peso. Sem ver, devemos retirar do saco n bolas e ter a certeza de que, entre elas, há, pelo menos, uma bola preta.

O menor valor de n para que se tenha essa certeza é:

Alternativas
Comentários
  • Letra "E"
    Questão bem óbvia.
    TOTAL DE BOLAS:15
    TOTAL DE BOLAS QUE NÃO SÃO PRETAS: 10
    TOTAL DE BOLAS PRETAS: 5
    Retirando-se 10 bolas consecutivamente e de forma aleatória, temos a possibilidade desse total de que não tenhamos nenhuma bola preta. Na retirada de mais uma, com certeza teremos pelo menos uma bola preta no universo de 11 bolas.
    até mais!
    ;)

  • e)11- correto. há um total de 15 bolas. Depois de tirar 10 bolas é possível que sejam exatamente as 6 brancas e as 4 vermelhas. Após tirar a 11° bola, ela será, inevitavelmente, preta.
  • Pessoal esta questão é do princípio do AZARADO, para ter certeza que a proxima bola é preta tem que tirar todas as outras bolas.Dica do prof° do EVP PH, ele fala muito sobre isso.

    Bons Estudos!!!
  • Bom pessoal, esta questão "não precisa" de cálculos ou fórmulas, otimizando nosso tempo, que é curto na hora da prova, vamos a solução:


    Bolas Brancas    _X__  _X__ _X__ _X__ _X__ _X__

    Bolas Pretas       __X_  ___ ___  ___ ___

    Bolas Vermelhas _X__  _X__  __X_  _X__ 


    • Basta retirarmos todas as bolas de outra cor, quando formos retirar a 1º preta, que será o menor valor de n, obrigatoriamente, será 11.
  • Digamos que o cara seja muito azarado e tenha retirado todas as brancas e todas as vermelhas, a próxima que ele retirar será preta.
    Se ele retirou 6 brancas e 4 vermelhas, a décima primeira será preta com toda certeza. Letra E. Obs.: não cair na pegadinha da questão de colocar o número dez!
  • Para quem não sabe e tem a curiosidade a forma de resolver esses tipos de questões

    se chama " Princípio das casas dos pombos" ou nome real "Schubfachprinzip"  ( Princípio das gavetas de Dirichlet).

  • BIZU

    CERTEZA P/ UMA COR

    SOMA TODAS AS OUTRAS E DEPOIS SOMA 1

    6+4+1 11


ID
740053
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

O ano de 2016, ano das Olimpíadas no Brasil, será bissexto. Nesse ano, o dia 1º de janeiro será uma sexta-feira. Então o dia de Natal (25 de dezembro) desse ano será:

Alternativas
Comentários
  • Dá para fazer rapidamente assim:
    Ano normal: Um dia a mais!
    Ano bissexto: Dois dias a mais!
    2016 começa na sexta, 2017 começa no domingo
    Ou seja, 31 de dezembro de 2016 é sábado, 30 sex, 29 qui, 28 qua, 27 ter, 26 seg, 25 dom
    CORRETA LETRA "A"
    ATÉ MAIS!
    ;)

  • Resolvi assim: São 366 dias, o Natal será no 360 dia.
    360:7 = 51 com 3 de resto.
    Então o Natal será no terceiro dia após a 51º semana que começou na sexta e terminou na quinta, quinta + 3 domingo.

     

  • É simples mesmo, se em um ano 1º de Janeiro cai em uma sexta, então no outro ano, cairá no sábado, porém excepcionalmente nesse caso caíra em um domingo porque o ano é bisexto.
    Outro detalhe, todo ano o natal e o ano novo sempre caem no mesmo dia, nesse caso como o ano novo deu em um domingo, o natal também.

  • a) domingo- correto: se cai em uma sexta, no ano seguinte será um sabádo. Se for ano bissexto, será 2 dias após:domingo. Como o natal é uma semana antes de 1° janeiro, o natal será tb domingo.
    obs.: todo ano de olímpiada é bissexto.
  • Para saber que o Dia da Confraternização Universal (1º de janeiro) e o dia de Natal (25 de dezembro) caem no mesmo dia da semana, basta verificar no calendário! É certo que com certeza sempre acontecerá isto: por exemplo, suponhamos que o Natal seja no domingo, então:

    25 dez/ domingo
    26 dez / segunda-feira
    27 dez/ terça-feira
    28 dez/ quarta-feira
    29 dez/ quinta-feira
    30 dez/ sexta-feira
    31 dez/ sábado
    1º jan/ domingo

ID
740056
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Um cubo de prata maciça com 4cm de aresta vale hoje R$1600,00 no mercado de metais. Então um cubo de prata maciça com 5cm de aresta valerá:

Alternativas
Comentários
  • Noção de área (Volume) + regra de três simples
    VOLUME DO CUBO COM 4cm= 4³=64cm³; VOLUME DO CUBO COM 5cm= 5³= 125cm³
    Regra de três simples;
    64cm³---------------------R$ 1.600,00
    125cm³-------------------R$ x
    64x=20.0000------------------------->x=20.0000/64----->x= R$ 3.125
    correta letra "d"
    até mais!
    ;)



  • 4*4*4=64
    5*5*5=125cm³
    64cm³=1600
    125cm³=x
    x=3125 cm³
  • Calculando-se a área dos cubos e logo depois utilizando-se de uma regra de três simples:

    A1 = 4³ = 64 cm³ e A2 = 5³ = 125 cm³

    Aplicando a regra de três:

      64  → 1600

    125  → X

    X = 3125,00 reais.

    Letra D


  • Comentário do professor

    Calculando-se a área dos cubos e logo depois utilizando-se de uma regra de três simples:

    A1 = 4³ = 64 cm³ e A2 = 5³ = 125 cm³

    Aplicando a regra de três:

      64  → 1600

    125  → X

    X = 3125,00 reais.

    Letra D

  • Fui pela regra de três simples e errei feio essa. Assim se 4 equivale a 1600

                                                                                             5 equivale a     x.

    Totalmente errado.


ID
740059
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Dois casais compraram 4 entradas para o cinema em cadeiras consecutivas de uma fila. Antes de entrar, os 4 ingressos caíram no chão. Cada uma das pessoas pegou um deles ao acaso e sentou no lugar marcado no ingresso. A probabilidade de que cada homem tenha se sentado ao lado de sua esposa é:

Alternativas
Comentários
  • como sao 4 lugares e a esposa deve estar sentado em um deles, sobra 3 para o esposo e como apenas uma dessas posiçoes o colocara ao lado dela teremos 1 poseição em 3 lugares

    logo 1/3 

    REsp:b
  • Letra "B"
    Primeiro, perceba que o espaço amostral, ou seja, todas as possibilidades pras 4 pessoas sentarem seria:
     
    4!=4x3x2x1 =24 
     
    Em seguida, imagine que os casais são AB &CD
     
    Você permuta os casais (AB) e (CD)  ou  (CD) e (AB) = 2!
     
    Perceba que o casa 1 (AB) pode trocar de posição entre si, (BA) ainda ficam juntos, seria outro P2 =2!
     
    E por fim, o 2o casal (CD) tb pode trocar de posição (DC), e daí, o último P2= 2!
     
    Daí os eventos seriam 2!.2!.2! =2.2.2 =8
     
    E portanto, 8/24 =1/3

    até mais!
    ;)
  • Forma simples e rápida: (levando em consideração casal AB e CD)

    A    -    B    -    C    - D (primeira solução, logo estarei sentados da maneira correta);
    A   -     C   -     D    - B (somente um casal estarei sentado de forma correta - o que não vale para a questão);
    A   -     D    -    C    - B (nenhum casal do mesmo lado);
    B    -   A    -    C    - D (na quarta opção voltaria a ter casais do mesmo lado).

    LOGO, A CADA QUATRO MANEIRAS TEM-SE DOIS CASAIS DO MESMO LADO, MAS COMO NÃO HÁ ESSA ALTENARTIVA, A CADA TRES MANEIRAS, HÁ UMA FORMA CORRETA.

    até.
  • A = 4*3*2*1=24  in toto

    casal1=ab
    casal2=cd

    ab->ba//cd->dc//abdc->dcab
    2*2*2=8

    P=8/24=1/3

  • B)1/3

    Possibilidades:

    (H; outro H)

    (H; outra M)

    (H; com sua mulher) => 1/3

  • gabarito (B); questão tão na cara, que a gente fica querendo complicar de tudo quanto é jeito!

    cai no posso quem te tira meu bem, seu bem é esse? 4 pessoas(2 casais), um vai escolher no escuro sua esposa, qual a chance?

    1/3


  • Veja que o casal AB pode escolher quatro modos: AB AB AB AB

    Mas que também pode permutar entre si: BA BA BA BA 

    Logo, 8 modos dos 4! possíveis:
    8/24 = 1/3




ID
740068
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Na academia de ginástica, a professora sabe que as alunas Luísa, Maria e Roberta têm idades diferentes. Ao responderem sobre suas idades, elas disseram:

Luísa: - Eu sou a mais velha.
Maria: - Eu não sou a mais velha.
Roberta: - Eu não sou a mais nova.
Todas: - Somente uma de nós disse a verdade.

Pode-se concluir que:

Alternativas
Comentários
  • Só existe uma verdadeira
    1ª tentativa                                                            
    L= MENTIU    mais nova ou a do meio
    M= VERDADE  mais nova ou a do meio
    R= VERDADE  mais velha ou do meio
    IMPOSSÍVEL 

    2ª tentativa
    L= VERDADE  mais velha
    M= MENTIU     mais velha 
    R= MENTIU     mais nova
    IMPOSSÍVEL 

    3ª tentativa
    L= MENTIU mais nova ou do meio 
    M= MENTIU mais velha
    R= VERDADE do meio


    L= MAIS NOVA
    M= MAIS VELHA
    R= DO MEIO

    logo= Luiza é a mais nova  RESPOSTA: A
  • Luísa: - Eu sou a mais velha.
    Maria: - Eu não sou a mais velha.
    Roberta: - Eu não sou a mais nova.

    Se só 1 disse a verdade, o enunciado das outras 2 deve ser negado para também ser verdade.

    Se luísa tivesse dito a verdade= contradição.

    Luísa: - Eu sou a mais velha.
    Maria: - Eu sou a mais velha.
    Roberta: - Eu sou a mais nova.

    Se Maria tivesse dito a verdade= contradição.
    Luísa: - Eu não sou a mais velha.
    Maria: - Eu não sou a mais velha.
    Roberta: - Eu sou a mais nova.

    Se Roberta tivesse dito a verdade= possível conclusão válida, porque não gera contradições quando as mentiras são interpretadas.
    Luísa: - Eu não sou a mais velha.
    Maria: - Eu sou a mais velha.
    Roberta: - Eu não sou a mais nova.

    a) Luísa é a mais nova.
  • Se só uma disse a verdade:

    Luísa: - Eu sou a mais velha. 

    Maria: - Eu não sou a mais velha. 
    Roberta: - Eu não sou a mais nova. 

    Temos que chutar em uma das alternativas como sendo a verdadeira e adicionar F às outras duas alternativas.
    Suponhamos que Luísa disse a Verdade (eu sou a mais velha), logo, Maria estará mentindo (eu não sou a mais velha) se ela está mentindo, quer dizer que ela é a mais velha sim. Aí já temos uma contradição, onde Luísa e Maria são as mais velhas.
    Agora, suponhamos que Maria disse a Verdade, logo adicionamos F para as outras duas alternativas. Maria: Eu não sou a mais velha (V)
    ou seja, Maria pode ser a do meio ou a mais nova. Se Luísa está mentindo (eu sou a mais velha) quer dizer que ela pode ser a do meio ou a mais nova. E se Roberta está mentindo(eu não sou a mais nova), quer dizer que ela é sim a mais nova. Logo, Roberta seria mais nova, Maria seria a do meio e Luísa seria a mais velha? Errado, pois Luisa está mentindo!
    Então o certo seria: Roberta diz a Verdade(V) (eu não sou a mais nova), logo, ela pode ser a do meio ou a mais velha. Luísa mente( eu sou a mais velha), logo ela pode ser a do meio ou a mais nova. Maria mente ( eu não sou a mais velha) logo, se ela está mentindo, ela é sim a mais velha. Então fica: Maria é a mais velha, Roberta é a do meio e Luísa  é  a mais nova.

    Espero ter ajudado!
  • Daiane foi bem, mas se perdeu então vou tentar ser simples e preciso:

    Luísa: - Eu sou a mais velha.  (L)
    Maria: - Eu não sou a mais velha. (M)
    Roberta: - Eu não sou a mais nova. (R)

    Essência das proposições: deve-se ter uma verdadeira e duas falsas.
    Por tentativa e erro temos que:

    CASO 1)
    L = Verdade (eu sou a mais velha)
    M = Mentira
    R = Mentira


    Agora pense: se Maria disse: "Eu não sou mais velha" e é uma MENTIRA, isso quer dizer que ela É A MAIS VELHA. Entrando em conflito com Luísa que disse o mesmo. Logo não foi Luísa quem disse a verdade.

    CASO 2)
    L = Mentira
    M = Verdade (eu não sou a mais velha)
    R = Mentira

    Luísa diz que é a mais velha. Segundo nosso esquema isso é uma mentira. Logo ela não é a mais velha. Mas Maria também diz: eu não sou a mais velha. Logo não foi Maria quem disse a verdade.

    CASO 3)
    L = Mentira
    M = Mentira
    R = Verdade (eu não sou a mais nova)

    Roberta diz: EU NÃO SOU A MAIS NOVA é uma verdade.
    Luísa diz: Eu sou a mais velha que é mentira, portanto LUIZA NÃO É A MAIS VELHA.
    Maria diz: Eu não sou a mais velha, por ser mentira MARIA É A MAIS VELHA.

    M = VÉIA
    R = NÃO SOU A MAIS NOVA e não é Véia (Maria) só pode ser a do MEIO
    L = NOVA

    Pelo princípio do terceiro excluído em que uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa temos o esquema acima onde um não anula o outro tendo mais de uma verdade para o mesmo caso ou mais de uma mentira para o mesmo caso.

    Por fim, conclui-se que 
    L é a mais nova.
    M é a mais velha.
    R é a do meio.


    Sendo que todas possuem idades diferentes, conforme enunciado.

    GABARITO A

  • Pessoal, eu não concordei com a resposta. Vejam se eu tenho alguma razão, ou estou viajando feio.

    Quando a questão afirma: "todas: - somente uma de nós disse a verdade"

    Eu não posso tomar isto por verdade, pois se somente uma delas disse a verdade, como elas falam a verdade? Logo, a meu ver, todas mentem.

    Acho que a questão foi muito maldosa, se não estou viajando demais. Ela deveria ter colocado: sabendo-se que... conhecendo que...  apenas uma fala a verdade.

    Gostaria de saber se só eu vi isso.
  • Pablo,
    Concordo plenamente com o seu raciocínio. Na minha opinião essa questão deveria ser anulada. Se todas as moças disseram que apenas uma delas disse a verdade, essa afirmação já seria uma mentira, pois, se apenas uma delas disse a verdade, as outras duas jamais poderiam afirmar a mesma coisa. Nesse caso, eu deveria ter nenhuma das moças ou mais de uma delas dizendo a verdade. Pensando dessa forma, tanto a letra "c" quanto a letra "e" estariam corretas.
    Se alguém interpretar a questão de outra forma, principalmente, no que se refere a afirmação feita por todas, peço que poste na minha página de recados.
  • Questão deveria ser anulada, mal formulada.


ID
740071
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

A professora disse: “Todos os alunos tiraram mais de 6 na prova”. A coordenadora disse: “O que a professora falou não é verdade”.

Pode-se concluir que:

Alternativas
Comentários
  • Letra "E" a correta! Vejamos;
    Proposição I:“Todos os alunos tiraram mais de 6 na prova”
    Proposição II:“O que a professora falou não é verdade”.
    Conclusão: A proposição "II" nega a "I". A negação da proposição "I" é?
    Explicação:O quantificador universal "todo" é tal que: "Todo A é B" tem negação "Algum A é não B" ou "Ao menos um A é não B." ou "Pelo menos um A é não B," ou ainda "Existe A que é não B".
    RESPOSTA CORRETA: Algum aluno tirou 6 ou menos na prova.
    ATÉ MAIS!
    ;)
  • “Todos os alunos tiraram mais de 6 na prova”.“O que a professora falou não é verdade”. Como a negação de todos é alguns, é possível concluir que alguns alunos tiraram mais de 6 e outros não; ou tiraram 6 ou menos.
    e) Algum aluno tirou 6 ou menos na prova.
  • Professora: "Todos os alunos tiraram mais que 6 na prova."  A coordenadora diz que essa afirmação é falsa, logo a professora está mentindo. Se a professora está mentindo ao dizer que todos tiraram mais que 6, quer dizer que ao menos 1 (ou seja, algum) não tirou mais que 6. Assim, ao menos 1 aluno tirou 6 ou menos na prova. Alternativa E!
  • Todos ou nenhum são extremos. Tudo ou nada. Nunca haverá uma negação de um extremo com outro extremo, ou seja, negar todos com nenhum ou negar nenhum com todos. Nega-se todos ou nenhum com o algum:

    (Extremo) nenhum...............algum(nega extremos)..............todos (extremo)
  • Só um breve comentário!

    Negação de Todo brasileiro fala espanhol [∀x∈ A: p(x)]-> Algum brasileiro não fala espanhol [∃x∈ A:~ p(x)]ou Nem todo brasileiro fala espanhol [~(∀x)∈ A : p(x)]
    Negação de X ≥ a equivale a:  X < a

    Outra negação:

    Algum brasileiro fala espanhol. [∃x∈ A: p(x)] = Nenhum brasileiro fala espanhol. [~ (∃x)∈ A : p(x)] ou Todo brasileiro não fala espanhol [ ∀x∈ A:~ p(x)]
  • Sabe-se que se quer a negação de:

    TODOS OS ALUNOS TIRARAM MAIS DE SEIS NA PROVA.

    Quantificadores Universais (Todo; Para Todo; Qualquer que Seja) são negados com Quantificadores Existênciais (Existe; Algum; Existe um;), no nosso exemplo poderia ser:

    ALGUM aluno tirou....

    Outra atenção é na plavra MAIS:

    TODOS OS ALUNOS TIRARAM MAIS DE SEIS NA PROVA.

    MAIS tem como negação MENOS ou IGUAL, assim como MENOS tem como negação MAIS OU IGUAL, etc. Assim temos a frase completa:


    ALGUM aluno tirou SEIS ou MENOS na prova de RAC. Lógico.


    GABARITO E


ID
740074
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Na construção de uma fábrica, todos os 120 operários moram no alojamento e fazem suas refeições no refeitório. A nutricionista informou que eles consomem 90kg de feijão em 6 dias. A próxima etapa da obra será realizada com 180 operários e deverá durar 20 dias. A quantidade de feijão que deve ser consumida nessa próxima etapa é de:

Alternativas
Comentários
  • Questão simples, basta aplicar a regra de três:

    Operários          Dias              Kg
       120             6                  90
        
       180            20                   X


    Percebe-se que todas as grandezas são diretamente proporcionais. Logo:

    90/x = 120/180 . 6/20
    X= 450
  • 120___90kg___6d-> 90kg/6=15kg

    120 pessoas comem: 15kg/dia

    120p___15kg
    180____x

    180p=22,5kg

    22,5____1
    x___20days

    d) 450kg-correto
  • Temos um problema de regra de três composta, onde o n° de operários e o n° de dias são diretamente proporcionais em relação à quantidade de quilos de feijão gastos, assim:


  • Regra de Três Composta

    90 = 120  x  6   .:. x = 450

    x     180      20


ID
740077
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Em uma comunidade de outro planeta, as unidades monetárias são: a Arruela, o Parafuso e o Prego. Sabe-se que 2 Arruelas equivalem a 7 Parafusos e que 3 Parafusos equivalem a 10 Pregos. Um elemento dessa comunidade possui 200 Pregos e deseja trocar por unidades monetárias de valor mais alto.

O maior número de Arruelas que ele poderá obter é:

Alternativas
Comentários
  • Letra C ou B? Veremos;
    Questão de sistema de equações! Vamos ver as possibilidades......
    Chamaremos;
    Arruela=A
    Parafusos=P
    Pregos=Pr
    Montemos as equações;
    2A=7P(equação I)
    3P=10Pr(equação II)
    Note que o "elemento" da comunidade possui 200 pregos.A jogada da questão é que, a mesma requer Arruelas em função dos pregos. Basta isolarmos P na segunda equação e depois substituirmos na primeira! Vejamos o desenrolar da carruagem...
    P=10Pr/3 (substituimos em I. Ficará; 2A=7*10Pr/3, A=35Pr/3, A=11,66Pr

    Dá Para fazer uma regrinha de três básica:
    A---------------------11,66Pr
    x-----------------------200Pr
    200A=x11,66---->x=17,15A
    Ou seja, chegamos a alternativa C. Porém, temos outra possibilidade de resolução considerando-se apenas os inteiros (deixando fora de cogitação as possibilidades de "meio prego", meio parafuso, e assim por diante)
    ____________________________________________________________________________________
     3P=10Pr(equação II) (multiplicando por 20 teremos). 60P=200Pr (analisaremos de acordo com a equação I)
    2A=7P(equação I) Aqui a Jogada. multiplicando a equação por 8 teremos: 16A=56P. Se multiplicarmos por 9 teremos: 18A=63P (Considerando-se os inteiros, veremos que dá para trocarmos por 16 ARRUELAS e ainda ficaremos com 4 parafusos, já que possuimos 60 (na verdade 200 pregos que correspondem a 60 parafusos) no total. Se tivéssemos mais 3 daria para trocar por 18 arruelas.)
     Considerando que não existe 0,15 Arruela, ficaremos com a opção B como correta. Poderíamos interpelar que essa questão é uma verdadeira pegadinha matemática se não associarmos ao Raciocínio Lógico.
    até mais!
    ;)
  •  

    2 arruelas = 7 parafusos.

     

    1 arruela = 3,5 parafusos!              não!

     

     Precisamos trabalhar apenas com partes inteiras, de pregos parafusos e arruelas.

     

    Dados:

     

    2 arruelas = 7 parafusos.               e     3 parafusos = 10 pregos

     

    Ele quer trocar 200 pregos por “moedas” de maior valor

     

    Temos as proporções:

                                          3 parafusos  =  10 pregos

     

                                                   X            =  200 pregos

     

    X = 60 parafusos

     

    Agora a outra proporção:

     

                                                                  2 arruelas = 7 parafusos.

                                                                  

                                                                  4 arruelas = 14 parafusos

                                       

                                                                  8 arruelas = 28 parafusos

     

                                                                 16 arruelas = 56 parafusos

     

     

    Então X = 60 parafusos que poderão ser trocadas por 16 arruelas  e 4 parafusos .

     

    Alternativa (b)

  • Comunidade de outro planeta? hehehe. Para animar no meio das provas e dos estudos!! Boa sorte :D
  • Discordo do gabarito, pois a questão não limita a utilização de números inteiros.  Com as sobras dos parafusos é perfeitamente possível a compra de mais uma arruela. Se a questão dissesse que não havia possibilidade de compra, exceto a forma dada, a questão não teria problemas, mas ela deixa em aberto o que impossibilita a resposta real.
    O primeiro comentário mostra como é possível a realização de dois cálculos e não tem como dizer que nenhum dos dois está errado!!!
  • A questão mudou o gabarito para C na retificação da prova,portanto é letra C. Com aproximação de 17,15 para 17.
  • O colega está certo.

    O Gabarito foi alterado pela banca de B para C. Sendo a alternativa correta a Letra C

    http://www.questoesdeconcursos.com.br/concurso/justificativa/1782/procon-rj-2011-justificativa.pdf
    Questão da prova - nr 30.
  • Muito bom o comentário do colega Irox, simples e prático.

  • arruela parafuso     parafuso arruela

       2           7              3           10

       x           60            x            200


    10x=600

    x=60


    7x=120

    x=17 (resta 1, porem somente números inteiros)

  • O enunciado diz: "unidades monetárias de valor mais alto" 

    R: 17 inteiros. pronto!


ID
740080
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

A defesa do consumidor tem base constitucional que indica a necessidade de edição do seguinte Código:

Alternativas
Comentários
  • CDC, art. 1° - O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos arts. 5º, XXXII, 170, V da CF e art. 48 de suas Disposições Transitórias.

    CF, art. 5º, XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;


    CF art. 170 - A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

    V - defesa do consumidor;

    ADCT, art. 48 - Congresso Nacional, dentro de cento e vinte dias da promulgação da Constituição, elaborará código de defesa do consumidor.
  • O mínimo de conhecimento do art. 5º da CF era o suficiente para responder à questão.
  • mas que merda de questão foi essa =S

  • Errei :( .... mentira

  • se ta falando do cdc, eh logico que eh defesa do consumidor, e nem cai mais isso ai



ID
740083
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

A identificação das relações de consumo é essencial para diferenciar a norma que deve ser aplicada ao caso concreto. Nessa linha, pode-se afirmar que não haverá consumidor quando a relação jurídica estiver vinculada à seguinte situação:

Alternativas
Comentários
  • AgRg no Ag 1122191 / SPAGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO2008/0253112-9AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ.RECURSO ESPECIAL FUNDADO NA ALÍNEA "A" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO SUPOSTAMENTE VIOLADO. AUSÊNCIA. SÚMULA284/STF. RELAÇÃO ENTRE CONDOMÍNIO E CONDÔMINOS. INAPLICABILIDADE DOCDC.1. "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeitoda oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada peloTribunal a quo". Súmula 211/STJ.2. O recurso especial é apelo de fundamentação vinculada e, por nãose aplicar nesse instância o brocardo iura novit curia, não cabe aoRelator, por esforço hermenêutico, identificar o dispositivosupostamente violado para suprir deficiência na fundamentação dorecurso. Incidência da Súmula n.º 284/STF.3. Não se aplicam as normas do Código de Defesa do Consumidor àsrelações jurídicas estabelecidas entre condomínio e condôminos.4. Agravo regimental improvido.
  • Precisa nem muita explanação.

    Você é consumidor do seu condomínio?

    Acho que não né.

    Força pra todos.
  • Aliás quem tem aulas de direito comercial, fica com medo de ser condômino!! afff
  • GABARITO: LETRA B


    Não são consideradas relação de consumo:

    - condomínios

    - divórcios

    - alimento e  guarda de filhos

    - inventário

    - aposentadorias

    - dívidas tributárias

    - condominio

    - franquia

    - locação

    - arrendamento rural(tipificado como locação)



ID
740086
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Segundo o Código de Defesa do Consumidor, pode-se afirmar que a melhor definição de consumidor:

Alternativas
Comentários
  •  Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.
  • Na verdade, o que define o consumidor é a vulnerabilidade. A teoria maximalista é que aceita qualquer que tira do mercado produto ou usufrui serviço como consumidor. A teoria finalista mitigada, majoritária, apregoa que é imprescindível avaliar a vulnerabilidade.

ID
740089
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Quando ocorre a suspensão de propaganda que é difundida maciçamente pela mídia a respeito de empreendimento imobiliário com centenas de unidades, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, procura-se proteger:

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA CORRETA: B
    Art. 2° do CDC - Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.
    Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.
    José Geraldo Brito Filomeno, com a autoridade de quem participou da elaboração do anteprojeto que resultou no Código de Defesa do Consumidor, ao comentar referido parágrafo expressamente diz "o que se tem em mira no parágrafo único do art. 2° é a universalidade, conjunto de consumidores de produtos e serviços, ou mesmo grupo, classe ou categoria deles, e desde que relacionados a um determinado produto ou serviço, perspectiva essa extremamente relevante e realista porquanto é natural que se previna, por exemplo, o consumo de produtos ou serviços perigosos ou então nocivos, beneficiando-se assim abstratamente as referidas universalidades e categorias de potenciais consumidores"
    Fonte: : http://jus.com.br/revista/texto/4984/do-conceito-ampliado-de-consumidor#ixzz211WKh5Wa
    Bons Estudos!
  • A) A alternativa “a” é falsa, uma vez que contradiz a alternativa correta, sendo que os consumidores não são apenas protegidos na sua individualidade.

    B) CORRETA Como bem sabido, o consumidor é protegido de várias formas pelo CDC, sendo ora na proteção dirigida de
    forma individualizada, ora na proteção como coletividade. Nesse segundo aspecto, uma publicidade retirada de veiculação
    não afeta somente os consumidores atingidos, mas também aqueles que poderão vir a ser, o que se deve em especial ao
    caráter da publicidade ser máximo e amplo. Sobre o tema, cumpre transcrever ainda o teor de dois dispositivos do CDC,
    que tratam de definições de consumidores afetas à coletividade: “Art. 2º — Parágrafo único. Equipara -se a consumidor a
    coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo”; “Art. 29. Para os fins
    deste Capítulo e do seguinte, equiparam -se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às
    práticas nele previstas”.

    C) A alternativa “c” é vaga e imprecisa em demasia, sendo que a Sociedade Civil é composta por diversos segmentos, dentre eles consumidores, mas não apenas consumidores.

    D) Por fim, a alternativa “d” erra ao confundir as vítimas de tal publicidade, pois, de acordo com o Princípio do favor debilis, o consumidor, muitas
    vezes, não possui meios para conhecer da enganosidade da publicidade, fazendo -se vítima de tal fato, o que não ocorre
    com fornecedores bem informados e, muitas vezes, os próprios veiculadores de tais anúncios.


ID
740092
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

No sistema das relações de consumo reguladas pelo Código de Defesa do Consumidor, a identificação de que existe um elo mais fraco na relação traduz o reconhecimento da:

Alternativas
Comentários
  • CORRETO O GABARITO...
    Segundo Antônio Herman V. e Benjamin :
    O princípio da vulnerabilidade representa a peça fundamental no mosaico jurídico que denominamos Direito do Consumidor. É lícito até dizer que a vulnerabilidade é o ponto de partida de toda a Teoria Geral dessa nova disciplina jurídica (...) A compreensão do princípio, assim, é pressuposto para o correto conhecimento do Direito do consumidor e para a aplicação da lei, de qualquer lei, que se ponha a salvaguardar o consumidor.
  • Letra A – INCORRETA – Princípio da Qualidade é o princípio que manda incentivar o desenvolvimento de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços. O produtor deve garantir que as mercadorias, além de uma “performance” adequada aos fins a que se destinam, tenham duração e confiabilidade.
    Ressalta-se que o princípio da qualidade do produto não é irrestrita e comporta mensuração e proporcionalidade na apuração da responsabilidade do fornecedor de produtos, isso porque o Código de Defesa do Consumidor primou pela garantia de segurança do produto ou serviço de forma limitada, como apregoa o § 1º do art.12 do Código de Defesa do Consumidor, à “segurança que dele legitimamente se espera”.

    Letra B –
    INCORRETA O Princípio da Impessoalidade está previsto no artigo 37 da Constituição Federal: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
    Por este conceito, que na verdade está mais ligado ao direito administrativo, aAdministração deve manter-se numa posição de neutralidade em relação aos administrados, ficando proibida de estabelecer discriminações gratuitas. Só pode fazer discriminações que se justifiquem em razão do interesse coletivo, pois as gratuitas caracterizam abuso de poder e desvio de finalidade, que são espécies do gênero ilegalidade.
     
    Letra C –
    CORRETAO Princípio da Vulnerabilidade pressupõe que o consumidor é hipossuficiente. O protótipo do consumidor carente de proteção é a pessoa que, individualmente, não está em condições de fazer valer as suas exigências em relação aos produtos e serviços que adquire, pois tem como característica carecer de meios adequados para se relacionar com as empresas com quem contrata. É tamanha a desproporção entre os meios que dispõem as empresas e o consumidor normal, que este tem imensas dificuldades de fazer respeitar os seus direitos. Por esta descrição, fica evidente que uma atuação sistemática de tutelar os consumidores se faz necessária.
     
    Letra D –
    INCORRETAO Princípio da Referibilidade pressupõe uma relação mediata entre o contribuinte e a atividade que será financiada pelo Estado. Saliente-se que este princípio refere-se ao Direito Tributário.
     
    Letra E –
    INCORRETAO Princípio da Informalidade significa que, dentro da lei, pode haver dispensa de algum requisito formal sempre que a ausência não prejudicar terceiros nem comprometer o interesse público. Um direito não pode ser negado em razão da inobservância de alguma formalidade instituída para garanti-lo desde que o interesse público almejado tenha sido atendido.
  • Caro Valmir,
    Acho arriscado basear a vulnerabilidade na hiposuficiência. Vi uma questão do CESPE (Q82855) que dizia o seguinte:

    Juridicamente, são reconhecidos quatro tipos de vulnerabilidade: a técnica, a jurídica, a fática e a informacional, sendo todo consumidor presumivelmente vulnerável, embora não seja, necessariamente, hipossuficiente, nãose tratando, pois, de expressões sinônimas. (gabarito - correta)
    Então, eu trabalho com o raciocínio de que a hipossuficiência é apenas um requisito para inversão do ônus da prova (art 6º, VIII/CDC).






ID
740095
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Na busca da harmonização dos interesses entre fornecedores e consumidores, indicam-se alguns instrumentos, dentre os quais podemos destacar:

Alternativas
Comentários
  • TÍTULO V - Da Convenção Coletiva de Consumo

    CDC, art. 107. As entidades civis de consumidores e as associações de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular, por convenção escrita, relações de consumo que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao preço, à qualidade, à quantidade, à garantia e características de produtos e serviços, bem como à reclamação e composição do conflito de consumo.

            § 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do registro do instrumento no cartório de títulos e documentos.

            § 2° A convenção somente obrigará os filiados às entidades signatárias.

            § 3° Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor que se desligar da entidade em data posterior ao registro do instrumento.

  • Letra C.

    Em face do título V do CDC é a convenção coletiva, nos termos do art. 107 já colacionado.

    Perseverança e fé movem a humanidade.
  • Três itens que deve ser lembrados quando se fala de convenção coletiva de consumo. Art. 107, CDC:

    § 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do registro do instrumento no cartório de títulos e documentos.

    § 2° A convenção somente obrigará os filiados às entidades signatárias.

    § 3° Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor que se desligar da entidade em data posterior ao registro do instrumento.

  • Gabarito C.   

    Porém a banca, que ao meu ver foi medíocre, se refere a instrumentos, e na assertiva constam juizados especiais. Numa alálise decente se chegaria a alternativa E como resposta. Observe:

     

    "Art. 5° Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público com os seguintes instrumentos, entre outros:

            I - manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente;

            II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério Público;

            III - criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo;

            IV - criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo;

            V - concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor."

     

    Reforçando: Em momento algum o CDC cita convenções coletivas como INSTRUMENTO, ao contrário dos juizados especiais, EXPRESSO.


ID
740098
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Com a inclusão de disciplinas vinculadas ao consumidor em escolas públicas e privadas, consoante as regras do Código de Defesa do Consumidor, realiza-se o primado da:

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA CORRETA: B
    O primado da educação nas relações de consumo foi positivado em dois dispositivos do CDC, quais sejam, Art. 4º, IV e Art. 6º, II, senão vejamos:
    Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
    (...)
    IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo;
    Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
    (...)
    II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;
    Bons Estudos!

ID
740101
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

A empresa Buemba e Buemba Ltda. criou uma Ouvidoria Geral para receber informações dos adquirentes dos seus produtos sobre a satisfação quanto ao atendimento na comercialização e quanto ao desempenho do produto. Tal atividade, segundo as regras do Código de Defesa do Consumidor, caracteriza:

Alternativas
Comentários
  • a) criação de meios eficientes de controle de qualidade -correto

    Ouvidoria é um canal de comunicação e mediação entre a organização, seus públicos e a sociedade em que está inserida.

    O Objetivo e Propósitos da Ouvidoria
    Oferecer oportunidade aos usuários do serviço de apresentarem suas críticas, sugestões, reclamações, elogios e dúvidas atuando como agentes de mudança e fortalecendo os seus direitos.

    Os Resultados a Alcançar
    Ela representará um claro avanço para a cidadania e, aos públicos da organização, mais um auxílio no exercício dos seus direitos tratando todos os casos com transparência, personalização, ética, respeito, lisura, integridade e imparcialidade.
  • De acordo com o dicionário Michaelis ombudsman/ouvidoria é: ombudsman- funcionário designado para receber e investigar reclamações dos cidadãos contra órgãos governamentais ou empresas. Palavra sueca, derivada de ombud, que quer dizer deputado ou representante. Geralmente é uma pessoa nomeada pelo governo a fim de investigar queixas e proteger os direitos dos cidadãos privados, mesmo contra a ação das demais autoridades. O termo também abrange qualquer pessoa que defenda os direitos individuais.
    Ouvidoria é o elo entre a empresa e seus clientes ou usuários de seus produtos e serviços. A Ouvidoria se encarrega de representar os clientes, seus pontos de vista e interesses dentro da Instituição.
    Cabe a ela assegurar a estrita observância das normas legais e regulamentares relativas aos direitos dos seus clientes e atuar como canal de comunicação, inclusive na mediação de conflitos.
    Cabe a Ouvidoria receber, registrar, instruir, analisar e dar tratamento formal e adequado às reclamações dos clientes e usuários de produtos e serviços da empresa.
    Deve ainda propor à empresa corretivas ou de aprimoramento de procedimentos e rotinas em decorrência da análise das reclamações recebidas, objetivando assim melhoria na qualidade dos serviços prestados e fortalecimento do relacionamento entre a empresa e o cliente.
  • Art 4, inciso V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo;


ID
740104
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Esculápio é usuário dos serviços de transporte público do município Y que são realizados por empresa concessionária escolhida pelo procedimento licitatório. A qualidade dos serviços deixa a desejar com constantes atrasos e até cancelamentos de viagens.

À luz do Código de Defesa do Consumidor. é correto afirmar:

Alternativas
Comentários
  • CORRETO O GABARITO...
    CDC,
    Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
    X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.
  • GABARITO LETRA "D"
  • Caros

    A - ERRADA - Os serviços públicos de transporte estão afetos (relacionados, ligados) à Administração e infensos (contrários) ao controle do consumidor.
    A redação buscou confundir, afirmando não aplicar o CDC, todavia ele deve ser aplicado. Está (ou deveria estar) portanto sob controle do consumidor. Vide D.

    B - ERRADA- Alguns serviços públicos mas não o de transportes, estão incluídos sob a égide do Código de Defesa do Consumidor.
    Atualmente é pacífico, quando os serviços são remunerados por preço público ou tarifas aplica-se o CDC (ex: água, luz, transporte), já quando é remunerado por taxa não.

    C - ERRADA - Os serviços públicos de transporte coletivo têm regulamentação específica da União Federal, a quem cabe controlá-los.
    CF/88                             
    Art. 21. Compete à União:
    XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:
    e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;
    Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
    XI - trânsito e transporte;
    A única previsão sobre serviços públicos de transporte rodoviário de competência da União refere-se aos interestaduais (rodovias federais) ou internacionais.
    Art. 30. Compete aos Municípios:
    V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;


    D - CORRETA
    Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.
    Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.

                                                              (+)
    Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
    X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

    Lembrar: quando remunerado por tarifa ou preço público aplica-se o CDC.

    E - ERRADA - Pelo contrário, as ações são necessárias justamente para garantir o atendimento a um maior número de princípios dos serviços públicos, tais quais o princípio da adequação, eficiência (dos meios e resultados), segurança dos usuários e até mesmo cortesia.

    Bons estudos!

ID
740107
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Quando se depara, em um estabelecimento comercial, com uma mercadoria que deveria corresponder a um quilograma mas pesa cerca de dez por cento menos, segundo o Código de Defesa do Consumidor, o consumidor está diante do seguinte fenômeno:

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA CORRETA: A
    Art. 12 do CDC estabelece que: o fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
    No mesmo sentido, no Art. 14.  do mesmo diploma encontramos a seguinte regra: o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
    Alguns podem ser tentados a escolher na questão o item B que corresponde a “publicidade enganosa” (foi o que fiz, na pressa..., rsrsrsrs), entretanto a que se observar que a questão não fala de publicidade, mas sim “quando se depara, em um estabelecimento comercial, com uma mercadoria”. Ou seja, não estamos diante de uma propagando que informa, dar publicidade, de forma enganosa as características de um produto e/ou serviço.
    “A publicidade enganosa está exemplificada no art. 37 do CDC e é aquela que, através da sua veiculação, pode induzir o consumidor em erro. (...)” (fonte:http://jus.com.br/revista/texto/2581/publicidade-enganosa-e-abusiva-frente-ao-codigo-de-defesa-do-consumidor#ixzz211db44ff)
    No caso da questão, estamos sim, diante de informações insuficientes ou inadequadas de determinado produto colocado na prateleira de um estabelecimento comercial.
    Bons Estudos!
  • Estamos, na realidade, diante de um vício de quantidade.

    Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.

    Gabarito: A. 

     


ID
740110
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Nas suas compras semanais, o consumidor depara-se com um produto que afirma claramente não oferecer troca, mesmo que a sua qualidade não seja a indicada no rótulo. Trata-se, à luz das normas do Código de Defesa do Consumidor, de caso de:

Alternativas
Comentários
  • alternativa A

    CDC
     Art 39,VIII
    "colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro)"
  • De modo a complementar a resposta trazida acima,
    o art. 39 do CDC está na seção IV que trata "Das Práticas Abusivas". 
  • Letra A – CORRETA – Práticas Abusivas são as negociações irregulares feitas entre o consumidor e o fornecedor, onde o bem estar do comprador seja afetado. As práticas abusivas estão previstas no artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor: É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:
    Segundo o do ilustre doutrinador João Batista de Almeida: "Práticas abusivas são práticas comerciais, nas relações de consumo, que ultrapassam a regularidade do exercício de comércio e das relações entre fornecedor e consumidor".
     
    Letra B –
    INCORRETA – Cláusula Eficiente é a que aperfeiçoa os instrumentos legais de ação, de modo a atender de maneira mais eficaz as prioridades do contrato.
     
    Letra C –
    INCORRETA Existe dois principais tipos de Publicidade Desleal fundamentalmente com os concorrentes:
    a) A publicidade que menospreze aos concorrentes. É publicidade desleal a que por seu conteúdo, forma de apresentação ou difusão provoca o descrédito, denegação ou menospreze diretamente ou indiretamente uma pessoa ou de seus produtos, serviços ou atividades.
    b) O tentar confundir. É vedada a publicidade que induza a confusão com as empresas, atividades, produtos, nomes, marcas ou outros símbolos distintivos dos concorrentes, assim como a que faça uso injustificável da denominação siglas, marca ou distintivos de outras empresas ou instituições, e em geral, a que seja contraria as normas de correção e bons usos mercantis.
     
    Letra D –
    INCORRETA – Mercadorias Perigosas são artigos ou substâncias que podem gerar risco para a saúde, a segurança ou a propriedade.
     
    Letra E –
    INCORRETA – Método Comercial Corriqueiro é aquele normalmente utilizado nas práticas comerciais.
  • Decreto 2.181/97:

     

    Art. 13. Serão consideradas, ainda, práticas infrativas, na forma dos dispositivos da Lei nº 8.078, de 1990:

     

    XXIV - deixar de trocar o produto impróprio, inadequado, ou de valor diminuído,   por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso, ou de restituir imediatamente a quantia paga, devidamente corrigida, ou fazer abatimento proporcional do preço, a critério do consumidor.


ID
740113
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Mévio adquire um veículo que vem com as rodas danificadas, o que somente é descoberto quando uma delas cede diante de um quebra-molas, em estrada vicinal no município K. Neste caso, diante das normas do Código de Defesa do Consumidor, cabe ao consumidor:

Alternativas
Comentários
  •  

     Trata-se de Responsabilidade pelo Fato do Produto.

          CDC art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.

            § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:

            I - sua apresentação;

            II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;

            III - a época em que foi colocado em circulação. 

     
  • COMPLEMENTANDO GABARITO LETRA "A"
  • Não se trata de fato de produto mas de vício de produto, pois o evento não extrapolou o produto em si, não acarretando outros danos a pessoa do consumidor ou a terceiros. Por isso, não concordo com o gabarito, sendo que a alternativa 'e', para mim, está correta.

  • com certeza a E esta correta.

    a A, nao pode ser pois nao diz que houve dano, indenização so existe se houver dano.

    Seguindo o enunciado nao houve danos, somente caiu ou cedeu a roda, entao a fabrica deve arrumar ou dar um carro novo, ou, d rescarcí-lo.

  • Entendo que a banca esteja se referindo a danos MORAIS.

    A ausência do termo torna tudo mais confuso. Entendo que, para não causar confusão as bancas devessem sempre incluir o termo ao final da palavra dano, quando estiverem se referindo ao mesmo.

  • Duas possíveis respostas.

  • A E está errada pq diz que, se consertado o veículo, ou seja, reparado os danos materiais, o réu será exonerado de quaisquer outros danos.

    Isso não é verdade, sempre restarão os danos morais, se configurados.


ID
740116
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Caio assiste a uma propaganda na televisão, na qual o locutor afirma que o seu produto é inigualável, o que gera o impulso pela compra do produto. Tal atividade, à luz das regras do Código de Defesa do Consumidor, caracteriza publicidade:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa E

    Na minha opinião,não é enganosa porque a questão não trata de comunicação falsa
    fala somente do impulso que gera.Portanto eficiente,correta.
    Parece-me uma pegadinha.

    CDC
    Art37

    § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

  • Eficiente é meio forçado hein, Sr. examinador...
  • Letra A – INCORRETAConsidera-se publicidade abusiva, toda publicidade (caráter consumerista) com o intuito de explorar, oprimir ou agredir determinados valores de uma sociedade. A norma legal que dispõe sobre a publicidade abusiva é o artigo 37, § 2o, do CDC, onde lê-se: É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.(...) § 2°: É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.”.

    Letra B –
    INCORRETA Publicidade Enganosa é a oferta feita mediante publicidade que passa uma ideia errônea da realidade a respeito dos produtos e serviços. Pode se manifestar através de ações omissivas (quando deixam dar informações induzindo em erro o consumidor sobre praticamente qualquer aspecto quantitativo, qualitativo de natureza intrínseca ou não do produto ou do serviço) ou comissivas (quando há falsificação ou distorção de informações.
    Para o CDC, a publicidade é enganosa quando induz o consumidor ao erro, seja por atos ou por omissões. O CDC proíbe a publicidade enganosa segundo seu artigo 37, caput e §§1º e 3º: É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
    § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
    § 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.
     
    Letra C –
    INCORRETA Publicidade impessoal é a controlada através dos meios massivos e de forma que o receptor identifique o emissor, que dá a conhecer um produto ou serviço, com o objetivo de informar e influir em sua compra ou aceitação. (GOMES, Neusa Demartini. Publicidade: Comunicação persuasiva. Porto Alegre: Sulina, 2003) Sendo a publicidade impessoal (porque se dirige a todos os receptores-alvo) e controlada pelo anunciante, as mensagens veiculadas possuem caráter persuasivo pela forma como são constituídas.
    Na seara do direito administrativo, a publicidade impessoal rege-se pelo artigo 37, § 1º da Constituição Federal, não se permitindo a promoção pessoal, devendo a publicidade ter caráter informativo ou de orientação social.
  • continuação ...

    Letra D –
    INCORRETA Publicidade perigosa é aquela que induz o público alvo a consumir produtos ou serviços desnecessários ou em quantidade excessiva, prejudiciais à saúde ou segurança.
     
    Letra E –
    CORRETA –  A propaganda eficiente é aquela que faz com que as marcas sejam presença constante na mente das pessoas.
    A palavra "eficiente" significa que dá os resultados desejados. Uma empresa deve se engajar nos procedimentos clássicos de publicidade, e ter um diploma em negócios ou comércio, mas isso é sem sentido a não ser que as atividades de publicidade ajude a vender o produto ou serviço.
  • Expressões do tipo "produto inigualável", "melhor produto do mundo", são chamados pela doutrina de Puffing, que são certos exageros praticados em anúncios de publicidade, práticas estas aceitáveis. Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald trazem em sua obra, como sendo resultante de um dolus bonus.
  • PUFFING (exagero tiboa)

    As propagandas devem ser precisas e não induzirem o consumidor ao erro, mas os exageros contidas nelas não são considerados artifícios que possam levar o consumidor ao erro – seja pela doutrina, quanto pela jurisprudência. O nome da teoria que autoriza essa tipo de propaganda se chama puffing ou puffery, tendo sido desenvolvida no direito americano.

    Registro ainda que não é uníssono o tratamento doutrinário acerca do puffing. A maioria realmente aponta que o puffing não obriga o fornecedor, salvo quando capaz de induzir o consumidor em erro ou abusar dos valores sociais. Salientam alguns que se o puffing for aferível objetivamente é possível exigir sua vinculação.

    Ou seja, se eu digo: "O carro mais econômico da categoria", vai ter que provar. Mas seu disser apenas: "A cerveja mais gostosa", não é aferível, portanto, não vinculante. Rizzato Nunes diz claramente: "Mas se o puffing puder ser medido objetivamente, e, de fato, não corresponder à verdade, será, então, enganoso. Assim, por exemplo, se o anúncio diz que aquela é a 'pilha que mais dura', tem de provar".

    (NUNES, Rizzato. Curso de Direito do Consumidor. 4º ed. São Paulo : Saraiva, 2010, p. 497).

    No direito brasileiro, isso é chamado de dolus bonus e aceito por ser irrelevante, de baixa potencialidade lesiva – que qualquer um poderia perceber e evitar ser enganado. Portanto, mesmo indesejáveis, essas propagandas exageradas são lícitas e permitidas pela lei. 

    Fonte:site operadoresdodireito.

    a) Dolus malus - é o dolo com a intenção de viciar o consentimento. 

    b) Culposa - para uma publicidade ser enganosa, não é necessária a análise do elemento subjetivo, bastando a veiculação de anúncio enganoso, potencialmente capaz de induzir o consumidor a erro.

    c) O teaser é a modalidade de publicidade que tem como propósito despertar a curiosidade do consumidor. É permitido, desde que posteriormente seja apresentado complemento com os dados essenciais do produto.

    d) O puffing é o exagero publicitário permitido, aquele incapaz de induzir o consumidor a erro, tal qual a peça publicitária trazida no enunciado. A expressão "melhor quibe do Brasil" é dotada de um conceito subjetivo(melhor), que não vincula o fornecedor. Cuidado: se a peça trouxer falsos dados objetivos(ex: melhor quibe do Brasil, escolhido pela Revista x, em pesquisa feita com os consumidores, etc) o exagero será ilícito. 


ID
740119
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Caio contrata, com a empresa M e M mudanças, o transporte de alguns de seus bens, das quais alguns foram extraviados no trajeto. Ao procurar o representante da empresa, verificou que, no seu contrato, em letras minúsculas, constava que a transportadora não se responsabilizava por eventuais danos ou extravios ocorridos e que o contratante deveria pagar um valor a mais pelo excesso de peso verificado no transporte, tendo Caio se surpreendido com ambas as assertivas. À luz das regras do Código de Defesa do Consumidor, pode-se afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Trata-se de cláusula abusiva.

           CDC art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

            I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis;

           (...)

            IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

            (...)

            § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.

  • COMPLEMENTANDO GABARITO LETRA "C"

ID
740122
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Quando um medicamento não indica, na sua bula, os riscos possíveis ao usuário que for utilizá-los com recomendação de profissional da saúde, à luz das regras do Código de Defesa do Consumidor, se está diante de um risco à:

Alternativas
Comentários
  • Acertei a questão, mas confesso que fiquei em dúvida entre as opções segurança e saúde. Como a questão fala de medicamento, escolhi a última.
    O respaldo para a resposta está no art. 8º do CDC que, no entanto, não esclarece o porquê de a assertiva "b" (segurança) estar incorreta. 
    Se alguém puder ajudar a concluir, agradeço.

    Da Proteção à Saúde e Segurança

            Art. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito.

            Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto.

  • Também titubeei na hora de escolher a assertiva correta, mas por uma questão de lógica o remédio põe em risco a saúde da pessoa, diferente de um aparelho que pudesse ser cortante ou um objeto que viesse a explodir... Saúde e segurança são conceitos que acabam se interconectando o que gera essa nossa dúvida, mas tentando captar a intenção do avaliador e com bom-senso dá para distinguir ainda que com certa dificuldade.
    Gabarito letra D.

  • MEDICAMENTO ENVOLVE SAÚDE!!!!!

  • educacao materias educacao

    saude saude

  • SAÚDE OU SEGURANÇA. PELO AMOR DE DEUS NÉ EXAMINADOR, elaborou a questão com que parte do corpo? 

    ou vc acha, examinador que é seguro usar um remédio sem ler a bula. Vem aqui em casa que te dou uma caixa de laxantes pra você tomar sem ler, energúmeno!

     

    1) Tomar remédio indevidamente é um risco à sua saúde.

    2) Tomar remédio indevidamente é um risco à sua segurança.

     

    Alguem discorda das 2 afirmações acima?

     

    Gabarito D: 

    Alternativas corretas: B e D


ID
740125
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

A comercialização de fósforos com as informações quanto à sua regular utilização caracteriza, à luz das regras do Código de Defesa do Consumidor, caso de um produto considerado:

Alternativas
Comentários
  • CDC art. 9° O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto.
  • Letra A – INCORRETA – Produto Nocivo é aquele que, por si só, é susceptível de causar dano à saúde.

    Letra B –
    CORRETAProdutos perigosos são os de origem química, biológica ou radiológica que apresentam um risco potencial à vida, à saúde e ao meio ambiente, em caso de vazamento ou má utilização.
     
    Letra C –
    INCORRETA Por produto inseguro deve-se entender aquele que é potencialmente danoso, ou seja, que possui um defeito capaz de, pela sua utilização, lesionar o consumidor. A colocação do produto no mercado é ato humano de fazer ingressar em circulação um produto potencialmente danoso, capaz de causar lesões aos consumidores. Assim, a simples fabricação de um produto com um defeito não enseja, por si só, a responsabilidade civil, sendo necessária a sua colocação no mercado.
     
    Letra D –
    INCORRETA – Produto responsável é aquele considerado seguro, sem riscos para a saúde ou o meio ambiente, que não esgote os recursos naturais, sem uso de energia líquida, sem resíduos, sem o aquecimento global e que isente seus usuários de responsabilidade.
     
    Letra E –
    INCORRETAA semelhança do produto nocivo, o produto maléfico é aquele que tem potencialidade de causar mal a alguém. A diferença básica é que enquanto o produto nocivo sempre faz mal, o produto maléfico pode ou não ser prejudicial, a depender da quantidade e modo de utilização.

ID
740128
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Carlos foi a estabelecimento comercial adquirir um achocolatado para o seu filho menor de idade, ávido consumidor do produto. Ao ingressar no local, foi informado de que o produto havia sido retirado do mercado, não sabendo dizer o comerciante a motivação. À luz das regras do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA CORRETA: A
    Art. 10 do CDC - O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.
    Bons estudos!
  • Letra A – CORRETAArtigo 10: O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.
     
    Letra B –
    INCORRETAArtigo 10: O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.
     
    Letra C –
    INCORRETA – Artigo 10, § 3°: Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito.
     
    Letra D –
    INCORRETANo caso em que, após a colocação do produto ou serviço no mercado, evidenciar-se que o bem não poderia ter sido introduzido no consumo, o fornecedor deverá, quando o risco for intolerável, chamar os consumidores para a eliminação do defeito ou ainda, se for o caso – ou seja, se a eliminação do defeito for impossível ou não aconselhável diante da possibilidade de não atendimento integral de parte dos consumidores –, ser obrigado a retirar o produto do mercado, indenizando os consumidores. A previsão de simples informação dos consumidores deve ser admitida apenas nos casos em que o avanço tecnológico descobriu riscos que devem ser considerados normais e previsíveis, ou mesmo que o produto ou o serviço é potencialmente nocivo ou perigoso, e assim não pode prescindir de informação adequada e ostensiva.
     
    Letra E –
    INCORRETAArtigo 10: O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.
     
    Os artigos são do CDC.

ID
740131
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Em caso de aquisição de produtos duráveis, o prazo para o consumidor reclamar é de :

Alternativas
Comentários
  • Alternativa  D

    CDC
    Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:

            II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.

  • Lembrando que...

    Responsabilidade de Fato =  prescreve em 5 anos a pretensão para reparação.
    Responsabilidade de Ofico = 30 dias não duráveis e 90 dias duráveis.

    Bons estudos!!!!

ID
740134
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Em relação ao prazo decadencial previsto para que o consumidor reclame da existência de vício no produto, este pode ser obstado, segundo as regras do Código de Defesa do Consumidor, por meio de:

Alternativas
Comentários
  •   Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:

            I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;

            II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.

            § 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução      dos serviços.

            § 2° Obstam a decadência:

            I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca;

            II - (Vetado).

            III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento.

            § 3° Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.

  • GABARITO B.  Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;  II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. § 2° Obstam a decadência: III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento.

ID
740137
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Sendo caracterizada a responsabilidade pelo fato do produto, o prazo prescricional, segundo o Código de Defesa do Consumidor, será de:

Alternativas
Comentários
  • Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. 
  • Alternativa E

    CDC
      Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

  • Lembrando que há alguns prazos especiais: 
    a) Responsabilidade entre segurado em grupo e seguradores o prazo prescricional é de 1 anos, conforme Súmula 101 STJ;
    "A ação de indenização do segurado em grupo contra a seguradora prescreve em um ano".
    b) Responsabilidade por danos em transporte aéreo internacional, segundo o STF, o prazo prescricional é de 3 anos, conforme Convenção de Varsóvia (O STJ diverge nesse ponto, entendendo que deve-se aplicar o prazo quinquenal do CDC). 


  • Lembrando que...

    Responsabilidade de Fato =  prescreve em 5 anos a pretensão para reparação.
    Responsabilidade de Ofico = 30 dias não duráveis e 90 dias duráveis.

    Bons estudos!!!!
  • prescreve em 5 anos a pretensão para reparação


ID
740140
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

No que concerne à comercialização de produtos, o consumidor deve ser informado adequadamente sobre características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança. Quando os produtos forem refrigerados, à luz do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que as informações:

Alternativas
Comentários
  • Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
    Parágrafo único.  As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor, serão gravadas de forma indelével
  • Indelével é a forma em não se pode apagar, uma tinta especial que nao some, nao se desgasta.
  • Significado de Indelével

    adjetivo Que não pode ser apagado: tinta indelével. Que não se pode extinguir ou destruir; indestrutível. [Figurado] Que o tempo não corrói; permanente: recordação indelével.


ID
740143
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

. A empresa Beta Beta Ltda. comercializa e realiza propaganda dos seus produtos por telefone, utilizando a denominada chamada a cobrar, sendo o consumidor o responsável pelo pagamento da ligação. À luz das regras do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:

Alternativas
Comentários
  • Art. 33. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.
    Parágrafo único.  É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina
  • Nada que onere o consumidor é permitido, nem qd devolve a mercadoria no prazo de 7 dias (n é descontado nem as despesas de frete que o fornecedor teve)
  • LETRA B 

    Quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina, é vedado.

  • questao de mil novecentos e zona do meretrissimo. nem cai mais...

  • Código de Defesa do Consumidor:

    Art. 33. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

    Parágrafo único.  É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina. (Incluído pela Lei nº 11.800, de 2008).

    A) Trata-se de prática comercial autorizada.

    Quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina, trata-se de prática comercial proibida.

    Incorreta letra “A".



    C) Caso o consumidor concorde a publicidade poderá ocorrer.

    Quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina, trata-se de prática vedada.

    Incorreta letra “C".


    D) A propaganda é permitida, mas a comercialização é vedada.

    Quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina, trata-se de prática vedada, tanto a propaganda, quanto a comercialização.

    Incorreta letra “D".


    E) É estratégia de marketing que busca atrair o consumidor.

    Ainda que seja estratégia de marketing, buscando atrair o consumidor, se a chamada for onerosa ao consumidor que a origina, trata-se de prática vedada.

    Incorreta letra “E".

    B) Quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina, é vedado. 

    Quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina, trata-se de prática vedada.

    Correta letra “B". Gabarito da questão. 

    Gabarito: Letra B.



ID
740146
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Creso procura instituição financeira para obtenção de empréstimo bancário. Ao contatar o gerente da agência, é surpreendido com a proposta de que o empréstimo somente seria concedido com a aquisição de um seguro, sendo esta aquisição condicionante para o primeiro negócio. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, tal proposta é:

Alternativas
Comentários
  • Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:
    I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;
  • É a famosa "VENDA CASADA".
  • Infelizmente um dos bancos que mais fazem esse tipo de negociata ilegal é a Caixa Econômica Federal, mormente em empréstimo habitacional, onde o cidadão se vê praticamente impossibilitado de falar NÃO ao agente da CEF, e ainda tem que dar um sorrizinho amarelo de felicidade, por terem feito o 'favor' de emprestar o dinheiro para a sua casa própria....
    Esse tipo de banco era quem deveria dar o exemplo, e prezar pela legalidade...
  • Além do CDC, há súmula do STJ proibindo:
    Súmula 473 STJ: O mutuário do SFH não pode ser compelido a contratar o seguro habitacional obrigatório com a instituição financeira mutuante ou com a seguradora por ela indicada.

  • Good old venda casada.

    Só complementando, no âmbito do SFH, é permitida a compulsoriedade do tomador de empréstimo em contratar seguro. Com a ressalva de que não pode a IF obrigar a contratar consigo e nem com entidade "apontada"; fica livre ao alvedrio do tomador.


ID
740149
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Eurípedes recebe, em sua residência, pacotes com produtos estéticos, remetidos pela empresa Y, sem que tenha postulado a remessa ou encomendado quaisquer produtos da empresa. À luz das regras do Código de Defesa do Consumidor, esses produtos devem ser considerados:

Alternativas
Comentários
  •   Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:       

            III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço;

             Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento. 

  • Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:       


            III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço;



             Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.


ID
740152
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Mévio contrata com Creso a realização de prestação de serviços pelo período de três anos, com valor fixo no primeiro ano, e reajustado a partir de janeiro do segundo ano pelo Índice Nacional da Construção Civil. Verificado que o referido índice não refietiu a infiação do período, sendo inferior, Creso deseja reajustá-lo por índice superior, que pretende escolher à revelia do contratante. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:

Alternativas
Comentários
  •   ART. 39, XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido 
  • GABARITO B. CDC,  ART. 39, XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido.

ID
740155
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Quando o fornecedor de serviços analisa a prestação a ser realizada, ele deve, à luz das regras do Código de Defesa do Consumidor, apresentar orçamento que não considere a informação da seguinte alternativa:

Alternativas
Comentários
  •   Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços
  • CDC
    art. 40 
    §1° Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de 10 dias, contados de seu recebimento pelo consumidor.
  • Que tal usarmos um pouco a cabeça em vez de apenas ficar vidrado no texto da lei? 
    Como o fornecedor poderia incluir no orçamento acréscimos NÃO PREVISTOS?

  • Art.40 §3 O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.

  • o con sumidor nao sera responsabilizado por acrescimos nao previstos, KKKK LOGICO SE NAO EH PREVISTO EH PQ NAO EXISTE, CAPAZ QUE O CONSUMIDOR VAI PAGAR 100 REAIS E QDO ACABADA A OBRA O CARA VAI LA E DIZ QUE CUSTOU 200, SEM SENTIDO.


ID
740158
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Determinado fornecedor, irritado diante do demorado tempo de pagamento de dívida contraída por seu consumidor Creso, contrata uma banda de música para, a partir das seis horas da manhã, comparecer ao prédio onde reside o devedor e cantar músicas que exaltam a inadimplência, salientando o nome do devedor ao final das canções apresentadas.

Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:

Alternativas
Comentários
  • Assertiva correta: B.

     CDC art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

     Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.


ID
740161
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Creso contrata com a empresa XX e Y S/A, empreendedora imobiliária, a aquisição de imóvel situado no município K. Uma das cláusulas estabelece o vínculo irretratável do adquirente, mas permite o cancelamento, sem prévio aviso do contrato, pelo vendedor e sem devolução do preço pago. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:

Alternativas
Comentários
  • Resposta: D.

    Das Cláusulas Abusivas

          Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

            I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis;

            II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos neste código;
    (...)

           XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja conferido ao consumidor;

  • Complementando, art. 51, XI, CDC: são nulas de pleno direito as cláusulas que autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, SEM QUE IGUAL DIREITO SEJA CONFERIDO AO CONSUMIDOR.


ID
740164
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Em relação ao contrato de adesão, consoante as regras do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:

Alternativas
Comentários
  • a) CORRETO. Fundamentação: Art. 54 do CDC - Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. 
    b) ERRADO. Fundamentação: Art. 54, § 1° do CDC - A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.
    c) ERRADO. Fundamentação: art. 54, § 2° do CDC - Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.
    d) ERRADO. Fundamentação: art. 54, § 3o  do CDC - Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
    e) ERRADO. Fundamentação: art. 54. § 4° do CDC - As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.
    Bons Estudos!
  • Alternativa A)


    Contrato de adesão: É o contrato redigido somente pelo fornecedor, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.


    Para estes contratos, a Lei determina que as cláusulas que limitam o direito do consumidor sejam redigidas com destaque.


    É importante saber que o consumidor terá direito a revisão de cláusulas deste contrato, se lhe causarem onerosidade excessiva.

    (artigo 6°, inciso V, do Código de Defesa do Consumidor)

    (*) A manifestação de vontade, nos contratos, se traduz em um acordo entre as partes, uma que promete e outra que aceita, podendo se expressar de maneira TÁCITA ou EXPRESSA.

    MANIFESTAÇÃO TÁCITA:

    Dá-se quando a lei não exigir que seja expressa; é aquela que se deduz de atos de razoável entendimento, não manifestados de forma escrita. Tal consentimento depende de resposta, excluindo, pois, o silêncio como exemplo de manifestação tácita.

    MANIFESTAÇÃO EXPRESSA:
    É aquela representada de forma clara, explícita, por escrito.

  • CDC, Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. 

           § 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.

           § 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.

          § 3o  Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor

           § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.


ID
740167
Banca
CEPERJ
Órgão
PROCON-RJ
Ano
2012
Provas
Disciplina
Direito do Consumidor
Assuntos

Quando o fornecedor for sancionado por ter realizado publicidade enganosa, a pena que se revela mais adequada, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é a de:

Alternativas
Comentários
  • Resposta: C.

    CDC art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.
  • CDC

    Art. 60. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do infrator.


      § 1º A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma, freqüência e dimensão e, preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva.

    Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.

            Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

  • Estas questões e muitas outras resolvem-se apenas com a transcrição da lei:

    "CDC, Art. 60. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do infrator".
  • SANÇÕES ADMINISTRATIVAS

    As sanções administrativas previstas no Código de Proteção e Defesa do Consumidor são derivadas do Poder de Polícia da Administração Pública. Importante salientar que as sanções administrativas serão aplicadas sem prejuízo das sanções de natureza civil, penal e outras definidas em normas específicas.


    Art. 60. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do infrator.


    § 1º A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma, freqüência e dimensão e, preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva.


    #segueofluxo

  • Alguém explica aí oq é essa contrapropaganda? Acertei mas queria saber kkkk