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Prova CEPERJ - 2013 - SEPLAG-RJ - Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental - Conhecimentos Gerais


ID
2130547
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)

Para apresentação da temática central do livro comentado, o primeiro parágrafo é estruturado da seguinte forma:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: E

     

    " A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte." 

     

    O que se tem aqui é a apresentação de uma controvérsia.

  • è a típica proposta hegeliana: tesis, antitesis e sintesis!

  • "No entanto..."

  • O termo: No entanto possue forma adversativa do assusto com intuito de contradizer.


ID
2130550
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)

Dentre as características abaixo, no texto lido não se observa a seguinte:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: D

     

    Características  da função emotiva:

     

    Discurso subjetivo.

    Discurso que tem como objetivo comover, emocionar.

    Discurso marcado por sinais de pontuação - reticências e ponto de exclamação, principalmente.

    Discurso na primeira pessoa do singular ou do plural.

  • Discurso sempre na primeira pessoa "Eu"

  • GABARITO: LETRA D

    ACRESCENTANDO:

    Função Emotiva ou Expressiva caracteriza-se pela subjetividade, pela mensagem que tem como objetivo emocionar. A função emotiva é uma entre as seis funções da linguagem: Função Referencial, Função Poética, Função Fática, Função Conativa e Função Metalinguística.

    Características:

    • Discurso subjetivo.
    • Discurso que tem como objetivo comover, emocionar.
    • Discurso marcado por sinais de pontuação - reticências e ponto de exclamação, principalmente.
    • Discurso na primeira pessoa do singular ou do plural.

    FONTE: https://www.todamateria.com.br/funcao-emotiva/


ID
2130553
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)

No primeiro parágrafo, o emprego do verbo “soar” reforça o seguinte aspecto acerca do ponto de vista defendido no livro:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

     

    O texto coloca em dúvida o tempo inteiro a ideia de que embora se pensar nessa nova realidade seja interessante, não é bem assim que acontece. 

  • Acertei, porém fiquei na dúvida entre a B e a D, mas lembrei que "retificar" vem depois, do documento ou do texto em si.


ID
2130556
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)

O título do livro comentado – “A ‘nova classe média’ no Brasil” – antecipa a crítica que será apresentada ao longo do texto. De acordo com o exposto no quarto parágrafo, a “verdadeira classe média” deve ser definida por:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: C

     

    A verdadeira classe média é aquela que pode dispor de tempo para ter acesso aos bens culturais. 

  • GABARITO: LETRA C

    “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.


ID
2130559
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
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Na fala atribuída por um especialista ao Estado (3º parágrafo), a forma verbal “pague” encontra-se no modo imperativo, expressando:

Alternativas
Comentários
  • Verbo no modo imperativo = ordem

     

    Com todo respeito QUESTÃO "0800"

  • Gabarito C 

    Verbo no modo imperativo - ordem

  • Imperativo exprime ideia de ordem,mando de solicitação.


ID
2130562
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)

No quarto parágrafo, a forma verbal “faltaria” encontra-se na 3ª pessoa do singular por concordar com o seguinte elemento:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

     

    Faltaria o que? Capital social e cultural.

  • Trata- se de um verbo bitransitivo. Falta algo a alguém, logo falta capital social e cultural a  essa parcela da população emancipada.

     

    Gabarito B

  • Não é verbo bitransitivo...

  • Boa noite. O referido verbo "Faltaria",está conjugado no futuro do pretérito.Quer dizer ,expriime uma relação de dependência de uma possível ação consumada.Podendo também ser uma ação consequente de outra,por está condicionada a ela. Logo,caso não se consume a oração. usa-se poderia,faltaria,seguiria ......

  • O que falta a essa parcela da população?

    Capital social e cultural

    Letra: B

  •  a  essa parcela da população emancipada.

    esse "a" é uma preposição???

    Esta é a forma direta né

     Capital social e cultural faltaria a essa parcela da população emancipada

    o verbo concorda com o sujeito

    sujeito n pode ser preposicionado

  • Como acertei essa:

    Se o termo "capital social e cultural" estivesse no plural, o verbo iria para a 3ª pessoa no plural também.


ID
2130565
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)

No sexto parágrafo, a estratégia utilizada pela autora do texto para sustentar o ponto de vista apresentado no livro pode ser resumido da seguinte forma:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: A

     

    Essa eu fiz por eliminação.

  • Quem já está estudando por esta banca almejando o concurso da PCRJ?

  • No meu ponto de vista existem duas respostas corretas. Uma mais correta, claramente a resposta A, e a outra seria a alternativa D. Uma a quantidade de banheiros em uma casa não deixa de ser uma fragilidade subjetiva. Subjetiva pois o que pra mim poder ser uma fragilidade, para você pode não ser e claramente essa "fragilidade subjetiva" é ignorada pelo governo para se estabelecer parâmetros de enquadramento em determinada classe social.

  • A autora começa o 6º parágrafo afirmando que o livro critica as condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada "nova classe média".

    Logo depois, ela cita dados bem objetivos:

    "...os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum."

    Gabarito: A


ID
2130568
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)

Em “se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis”, as orações coordenadas estão unidas entre si por uma relação de:

Alternativas
Comentários
  • No próprio enunciado diz:  [ ...] as orações coordenadas estão unidas entre si por uma relação de [...]

    Isso quer dizer que é mais uma questão 0800 - alternância - Alternativas!

     

    Comparativas?

    R: Não. Elas só podem ser orações SUBORDINADAS Adverbiais.

     

     

    * Orações subordinadas e coordenadas no sangue!

    "Decorem as conjunções !"

    Prof: Pestana

     

  • Alternativas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que se realizam separadamente.

     

    São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez

  • ALTERNATIVA. OU,OU-ORA,ORA-QUER,QUER-SEJA,SEJA.

  • Oração coordenada sindética alternativa.

  • ALTERNATIVA. OU,OU-ORA,ORA-QUER,QUER-SEJA,SEJA.

  • A questão quer saber a relação das orações coordenadas em “se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis”. Nesse caso, temos orações coordenadas ligadas pela conjunção OU, que é conjunção coordenativa alternativa. Analisemos as alternativas:

    Conjunções coordenativas são as que ligam termos ou orações de mesmo valor. As conjunções coordenativas podem ser: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas

    Conjunções subordinativas são as que tornam orações dependentes, isto é, subordinam uma oração à outra. Com exceção das conjunções integrantes (que introduzem orações substantivas), essas conjunções introduzem orações adverbiais e exprimem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição, conformidade, consequência, fim, tempo e proporção). 

    A comparação

    Conjunções subordinativas comparativas: têm valor semântico de comparação, analogia, paralelo... 

    São elas: como, assim como, mais... (do)que, menos... (do) que, tão... como (ou quanto), tanto... quanto..., qual ou como (precedidos de tal)... 

    Ex.: Ele come como um leão. (come) 

    B explicação

    Conjunções coordenativas explicativas: têm valor semântico de explicação, justificativa, motivo, razão... 

    São elas: porque, pois (antes do verbo), porquanto, que... 

    Ex.: Vamos indo, porque já é tarde. 

    C consequência

    Conjunções subordinativas consecutivas: têm valor semântico de consequência, resultado, produto... 

    São elas: que (precedido de tão, tal, tanto, tamanho), sem que, de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que... 

    Ex.: Estudou tanto que passou na prova. 

    D alternância

    Conjunções coordenativas alternativa: têm valor semântico de alternância, escolha ou exclusão.

    São elas: ou... ou, ora... ora, já.. já, seja... seja, quer... quer, não... nem... 

    Ex.: Ou estudava, ou trabalhava. 

    E hipótese

    Conjunções subordinativas condicionais: têm valor semântico de condição, pré-requisito, algo supostamente esperado... 

    São elas: se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que... 

    Ex.: Se você estudar muito, passará no concurso. 

    Gabarito: Letra D

  • Esse primeiro SE foi o que me pegou.

    Pensei que fosse uma hipótese

  • GABARITO: LETRA D

    Conjunções Coordenativas:

    São aquelas que ligam orações de sentido completo e independente ou termos da oração que têm a mesma função gramatical.

    Alternativas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que se realizam separadamente. São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez. 

    Por exemplo:

    Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.

    FONTE: https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf85.php


ID
2130571
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)

A elipse é mecanismo de coesão textual que permite recuperar facilmente no texto um elemento omitido. A concordância verbal permite recuperar o sujeito expresso em outro período no seguinte trecho:

Alternativas
Comentários
  • Elipse é uma figura de linguagem que acontece quando há a omissão de um termo que pode ser subentendido no texto.

    RESPOSTA: D

    "A nova classe média vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento”...

  • Quem vive um cotidiano marcado pela ausência ..... ? A nova classe média !

    A nova classe média vive......

  • É só recorrer a leitura dos parágrafos que achamos a resposta.

  • A alternativa a faz uso da metonímia e não da elipse. Obra, remete a livro, nessa caso não se trata de elipse, pois não ouve supressão.

  • GABARITO: LETRA D

    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento”.


ID
2130574
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)

A forma verbal que teve sua acentuação alterada, no último Acordo Ortográfi co, é:

Alternativas
Comentários
  • Hiatos nos verbos "oo" "eem" (leem,voo,creem,enjoo,abençoo) não recebem mais acento de acordo com o novo acordo ortográfico.

  • Letra A.

     

    Outra questãoajuda fixar.

     

    ALERJ – 2011 Digitador (banca CEPERJ) Foi respeitado o Acordo Ortográfico, ao se escrever a frase:

     

    A) A feiúra das máscaras exibidas no Carnaval foi mostrada na octagésima exposição levada a muitos países europeus.

    B) Segundo as autoridades, na rua do Ouvidor não é frequente a presença de camelôs nem das antiestéticas baiucas.

    C) No mês de janeiro começam as aulas de arte medieval no palácio do Governo para os que vêem no assunto interesse

    profissional.

    D) Na assembléia, cheiíssima, surgiram propostas para que se apazigúem os ânimos.

    E) O enxágue desnecessário dos instrumentos cirúrgicos foi considerado paranóia dos funcionários antigos.

     

    Comentário:

     

    A alternativa (A) está errada, porque “feiura” apresenta o hiato peculiar, em que ocorre vogal tônica “i” após ditongo (“ei”).

    Antes da reforma ortográfica, havia acento gráfico. Com a reforma, só há acento gráfico na vogal “i” ou “u” oxítonas,

    como “Piauí”, “tuiuiú”.
    Além disso, o numeral ordinal referente a “80” é flexionado no feminino é “octogésima”.

    A alternativa (B) é a correta. Note que não há trema na palavra “frequente”, o prefixo “anti” é seguido de vocábulo iniciado

    em “e”, portanto não há hífen. Além disso, perceba que “baiuca” não mais recebe acento

    gráfico.

    A alternativa (C) está errada, pois o hiato com vogal dobrada não mais recebe acento gráfico: “veem”.

    A alternativa (D) está errada, pois “assembleia” não pode mais receber acento no ditongo aberto tônico “ei” em palavra

    paroxítona. O verbo “apaziguem” não tem mais acento, porque simplesmente é uma paroxítona terminada em “em”. Antes

    da reforma, esta palavra tinha acento como uma exceção à regra em vigor.As palavras “cheiíssima” e “ânimos” estão

    corretamente acentuadas por serem proparoxítonas.

    A alternativa (E) está errada, pois a palavra “paranoia" não pode mais receber acento no ditongo aberto tônico “oi” em

    palavra paroxítona.

    Note que as palavras “enxágue” (sem trema), “desnecessário” e “funcionários” estão corretamente acentuadas por serem

    paroxítonas terminadas em ditongo oral. A palavra “cirúrgicos” tem acento por ser proparoxítona.

     

     

    Gabarito: B

     

     

    Prof. Décio Terror

  • Creem, veem, leem, releem, voo, enjoo, abençoo

  • GABARITO: LETRA A

    ACRESCENTANDO:

    Lembre-se de que, antes da Nova Reforma Ortográfica, havia acento em hiatos com vogais dobradas (lêem, vêem, vôo, magôo). Hoje, nãomais acento, simplesmente porque vogais dobradas só podem ser hiato, por isso não havia motivo do acento. Hoje, essas palavras são grafadas assim: leem, veem, voo, magoo.

    FONTE: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/se-feiura-e-feiume-perderam-o-acento-por-que-guaiba-e-guaira-sao-acentuadas-2/#


ID
2130580
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

O conjunto abaixo mostra os primeiros termos de uma progressão geométrica, que possui infinitos termos:

{2; 1; 1/2; 1/4; 1/8; 1/16; 1/32; 1/64; ...}

A soma de todos os termos dessa PG equivale a:

Alternativas
Comentários
  • ( 2 ; 1 ; 1/2 ; 1/4 ; 1/8 ; 1/16 ; 1/32 ; 1/64 ......)      q = 1/2 

    SOMA INFINITA = a1 / 1 - q 

                                2 /  1 - 1/2      MMC

                               2 / 1/2

                               4

  • Como a matemática tem muita fórmula pra decorar, algumas eu prefiro eliminar e então nesta questão fiz assim.....

    Dividi as frações:

    1/2 = 0,5

    1/4 = 0,25

    1/8 = 0,125

    1/16 = 0,0625

    1/32 = 0,03125

    1/64 = 0,015625

    ai somei todos os resultados com os outros numeros, o 2 e 1 que vai dar a soma de 3,984375 que é aproximadamente 4.

  • Gostei.

  • q = 1/2

    Soma INFINITA de P.G. (quando -1 < q < 1) =

    S = a1 / (1 - q)

    S = 2 / (1 - 1/2) = 2 / (1/2) = 4

  • BIZU: Aplicável SOMENTE em progressões geométricas infinitas de razão 1/2

    Basta multiplicar o A1 por 2

    2 x 2 = 1


ID
2130583
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Em uma fábrica, dois operários levam 10 dias para montar 4 peças no total, trabalhando separadamente. A mesma fábrica deve montar 60 peças semelhantes a essas, utilizando simultaneamente quatro operários tão eficientes quanto os mencionados anteriormente. Esse novo trabalho será realizado em:

Alternativas
Comentários
  • operários;   dias   ;  peças

         2         ;   10      ;     4

         4         ;   x        ;     60

    10*(2/4)*(60/4) = 75

    RESPOSTA: 75

  • Operários    Dias    Peças

       2↑             10↓         4↓

       4↑              x↓          60↓

     

    Observe que a seta indicativa ao lado do número de operários está para cima, ou seja, essa grandeza é inversamente proporcional a x. Mas por quê? Ora, perceba que pelas alternativas oferecidas como resposta trabalhar-se-á mais dias, certo? Se os operários trabalharão mais dias, então isso significa que se poderia diminuir o número desses funcionários.

     

    10  = 4   x  4  

     x      2      60

     

    Simplificamos o que é possível:

     

    10  = 2   x  1

     x      1      15

     

     10  = 2

      x     15 

     

    2x = 150

    x = 150/2

    x = 75 dias

     

    Gabarito D 


ID
2130586
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Uma pessoa arremessa três moedas, cada uma delas com igual probabilidade de mostrar as faces “cara” ou “coroa”. A probabilidade de que as três moedas exibam a face “cara” corresponde a:

Alternativas
Comentários
  • Probabilidade é o evento ( o que eu quero ), que irei chamar de "A", pelo espaço amostral, que irei chamar de "T", (o total de possibilidades ). Na fórmula, ficaria assim:

    P = A/T

    Quantas faces têm uma moeda? Duas certo?! Cara e Coroa.. então, qual a probabilidade da primeira moeda lançada ao ar ser cara, que será o meu evento?

    Uma certo ?! Pois em uma moeda eu tenho apenas um lado cara e um coroa.. entao a primeira probabilidade de cair cara é 1/2, sendo 1 o meu evento e 2 o meu espaço amostral.

    Logo, ficaria assim

    P=A/T

    P=1/2

    Como ele não impôs nenhuma outra condição nos lançamentos da segunda e terceira vez, é só você repetir 1/2. Veja:

    P= 1/2 × 1/2 x 1/2

    Resultado = 1/8

    Por que multiplicou ?

    Simples, quando há a repetição de algo ( lançamentos sucessivos ) você irá multiplicar. Aqui, o "e" vira um fator de multiplicação de frações. Ex:

    " A pessoa jogou a primeira moeda e a segunda moeda e a terceira "

    Percebeu ?

    Quando a questão pedir um ou outro, usando a palavra "ou" , você irá somar frações. Ex:

    "Joao quer uma coisa ou outra"


ID
2130592
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Para Keynes, em uma economia em recessão não existem focos de ajustamento demonstrando a necessidade de intervenção do Estado através de incentivos aos gastos públicos. Isso indica que:

Alternativas
Comentários
  • Pelo que eu entendo, tentarei resumir os conceitos desta questão. Caso encontrem erros podem corrigir por favor.

    Para Keynes a intervenção é necessária para regular o mercado, então as medidas de ajustamento e autoregulagem não são efetivas. Assim, o mercado de 30 não iria se autoregular e a crise iria se prolongar, pois as medidas eram insuficientes.

    Sobre a ausência de oferta, a intervenção na demanda agregada propicia um aumento na oferta, imagina o contrário: aumentar a oferta sem ter um mercado para consumir, não funciona!

  • Resposta: D


ID
2130595
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

As normas constitucionais brasileiras buscam promover o bem estar da coletividade e regulam a atuação do Estado na economia, observando alguns princípios, a saber:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra A

    CF

    Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

    I - soberania nacional;

    II - propriedade privada;

    III - função social da propriedade;

    IV - livre concorrência;

    V - defesa do consumidor;

    VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação;

    VII - redução das desigualdades regionais e sociais;

    VIII - busca do pleno emprego;

    IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País

    bons estudos


ID
2130598
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

O Plano Real utilizou-se de diversos instrumentos dentre os quais destaca-se:

Alternativas
Comentários
  • a) houve aumento da taxa de juros.

    b) a moeda foi apreciada.

    c) a apreciação da moeda facilitou as importações, contudo, isso não foi um instrumento do Plano. Foi uma mera consequência.

    d) outra mera consequência da apreciação do real.

    e) GABARITO.

     

    Resposta: Letra E


ID
2130601
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

É objetivo da política macroeconômica:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra C
     

    METAS DE POLÍTICAS MACROECONÔMICAS
     

    São as seguintes as metas de política macroeconômica:

    1-Alto nível de emprego

    2-Estabilidade de preços

    3-Distribuição de renda socialmente justa

    4-Crescimento econômico

          Alto Nível de Emprego: Pode-se dizer que a questão de desemprego, a partir dos anos 30, permitiu um aprofundamento da análise macroeconômica. Surgiu o livro de John Maynard Keynes – Teoria geral do emprego, dos juros e da moeda -, em 1936, que forneceu aos governantes os instrumentos necessários para que a economia recuperasse o nível de emprego potencial ao longo do tempo.

          Estabilidade de Preços

    - Define-se inflação como um aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços.

          Distribuição Equitativa de Renda

    - Apesar do crescimento da economia brasileira nos últimos anos, ainda verifica-se uma desigualdade acentuada de nível de renda, tanto no nível pessoal como no nível regional.

          Crescimento econômico
     

    Para que se cresça além da capacidade instalada – dado o pleno emprego:

       Aumento dos Recursos Disponíveis

       Avanço Tecnológico (novas maneiras de organizar a produção, qualificação da mão de obra)

       Inter-relações e conflitos entre objetivos

    bons estudos


ID
2130604
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Correntemente definimos Balanço de Pagamentos como o registro que compreende o lançamento sistemático de todas as transações econômicas ocorridas em um dado período entre indivíduos econômicos do país (residentes) e indivíduos econômicos do exterior (não residentes). As relações econômicas que constam do Balanço de Pagamentos podem ser divididas entre balanço de transações correntes e balanço de capitais, onde podemos distinguir:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra B

    A)  investimentos diretos e líquidos faz parte da conta capital

    B) CERTO: nas transações correntes compreende, entre outros grupos, o grupo da balança comercial, na qual existem a figura das importações e exportações de mercadorias

    C)  serviços governamentais e serviços diversos fazem parte da balança de serviços

    D) empréstimos de regularização e atrasados comerciais fazem parte da conta capital (conta financeira).

    E) rendas de capitais e royalties faz parte o balanço de rendas

    bons estudos


ID
2130607
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

O movimento constitucionalista não atuou de forma uniforme em todos os países, existindo Constituições de variadas características. A Constituição brasileira de 1824 é sempre lembrada por sua peculiar sistemática de modificação das normas, notadamente aquelas consideradas materialmente constitucionais, mais dificultosa. Nessa linha, quanto à estabilidade do texto, tal Constituição deve ser considerada:

Alternativas
Comentários
  • Letra A

     

    Constituição RÍGIDA: A alteração exige um processo legislativo mais complexo e solene.
    Constituição FLEXÍVEL: Pode ser modificada por intermédio de um procedimento legislativo comum.
    Constituição SEMIRRÍGIDA: É um “mix”, alguns dispositivos podem ser modificados por meio de um procedimento diferenciado e rigoroso e outros se alteram seguindo um processo menos complexo.

     

    CF/1824, art. 178 É só Constitucional o que diz respeito aos limites, e atribuições respectivas dos Poderes Políticos, e aos Direitos Políticos, e individuais dos Cidadãos. Tudo, o que não é Constitucional, pode ser alterado sem as formalidades referidas, pelas Legislaturas ordinárias.

     

    Bons estudos!

  • A Constituição de 1824 foi outorgada em 25/03/24, a que durou mais tempo no Brasil (65 anos), incluindo o poder moderador, baseado em um governo monárquico, hereditário, constitucional e representativo com uma carta semirrígida. 

  • LETRA A – CORRETA:



    Semirrígida: são aquelas que têm uma parte rígida e outra parte flexível: determinadas normas exigem um processo mais rígido para a sua alteração (ou não podem ser alteradas por serem cláusulas pétreas) e outra parte exige o mesmo processo previsto para o procedimento de elaboração das leis ordinárias. Exemplo: Constituição brasileira de 1824.



    Estabilidade: a Constituição de 1824 foi a única brasileira semirrígida ou semiflexível:


    CPIB/1824, art. 178: “É só Constitucional o que diz respeito aos limites e atribuições respectivas dos Poderes Políticos e aos Direitos Políticos e individuais dos cidadãos [matérias constitucionais]. Tudo, o que não é Constitucional, pode ser alterado sem as formalidades referidas, pelas Legislaturas ordinárias”.



ID
2130610
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

O denominado poder constituinte desenvolveu-se concomitantemente com os modelos de Constituição e de Democracia. Na atualidade, diversamente do encampado pelo conhecido jurista Sieyès, prevalece a perspectiva dos pais fundadores da Constituição americana que estabeleceu a titularidade do poder constituinte na soberania:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito B: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2008000200007

  • Pelo que eu entendi:


    Sieyes: Versão Clássica - titular é a nação.

    Jellineck: Versão Moderna - titular é o povo.

  • Só lembrar como começa a Constituição Americana "WE THE PEOPLE"

  • Segundo o Material do Estratégia Concursos: "Para Emmanuel Sieyès, a titularidade do Poder Constituinte é da nação." Estou com dúvida...

  • Para Sieyès é a nação que detém o poder constituinte, vale dizer, ela que é o fundamento para o poder de instituir uma ordem jurídico-política.

    • É possível responder a questão, de forma interpretativa, sabemos que a Constituição americana preconiza o Estado Democrático e que este é baseado na teoria de que todo poder emana do povo, por consequência lógica soberania popular é a resposta. Na CF-88, artigo 1º, parágrafo único.
  • Acrescentando o comentário dos colegas com a doutrina do Pedro Lenza:

    Ao discorrer sobre o conceito e titularidade do Poder Constituinte o autor aponta: "A titularidade do poder constituinte, como aponta a doutrina moderna, pertence ao povo." (LENZA, 2020)

    Gabarito: Letra B


ID
2130613
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Discute-se, com muito vigor, sobre os limites interpretativos da Constituição realizados pelo Supremo Tribunal Federal e outras Cortes Constitucionais no mundo. Para reprimir ou limitar os excessos, surgiu o denominado movimento originalista, entendendo que a intenção original dos formuladores da Carta Constitucional deveria prevalecer sobre quaisquer outros mecanismos de integração da norma jurídica. Esse movimento bloquearia o denominado:

Alternativas
Comentários
  • Fazendo uma abordagem histórica acerca do Ativismo Judicial, o Professor Luís Roberto Barroso (2010; p. 09), apresenta a seguinte definição:

    “Ativismo judicial é uma expressão cunhada nos Estados Unidos e que foi empregada, sobretudo, como rótulo para qualificara atuação da Suprema Corte durante os anos em que foi presidida por Earl Warren, entre 1954 e 1969. Ao longo desse período, ocorreu uma revolução profunda e silenciosa em relação a inúmeras práticas políticas nos Estados Unidos, conduzida por uma jurisprudência progressista em matéria de direitos fundamentais (...)Todavia, depurada dessa crítica ideológica – até porque pode ser progressista ou conservadora – a ideia de ativismo judicial está associada a uma participação mais ampla e intensa do Judiciário na concretização dos valores e fins constitucionais, com maior interferência no espaço de atuação dos outros dois Poderes.”

    Entende-se por “Ativismo Judicial” o papel criativo dos tribunais ao trazerem uma contribuição nova para o direito, decidindo sobre a singularidade do caso concreto, formando o precedente jurisprudencial, antecipando-se, muitas vezes, à formulação da própria lei.

    A doutrina traz vários conceitos para o ativismo judicial. Entretanto, o Ativismo Judicial é uma postura, ou seja, é uma escolha de um determinado magistrado que visa buscar através de uma hermenêutica jurídica expansiva, cuja finalidade é a de concretizar o verdadeiro valor normativo constitucional, garantindo o direito das partes de forma rápida, e atendendo às soluções dos litígios e às necessidades oriundas da lentidão ou omissão legislativa, e até mesmo executiva.

    Diante de novas necessidades, onde a lei não se mostra suficiente ou diante de necessidades que forjam uma determinada interpretação do texto de lei, é o momento em que o esforço do intérprete faz-se sentir. Tem-se como Ativismo Judicial, portanto, a energia emanada dos tribunais no processo da criação do direito (MIARELLI; ROGÉRIO, 2012, p. 16).

    Dessa forma, podemos destacar que o vocábulo ativismo no âmbito da ciência do Direito é empregado para designar que o Poder Judiciário está agindo além dos poderes que lhe são conferidos pela ordem jurídica.

  • Esse esforço emanado dos Tribunais no processo de criação do direito não pode trasmudar o PJ em 'legislador positivo'. Observação que não pode estar ausente quando o tema é 'Ativismo Judicial'.

    Mindset +

  • LETRA E. CORRETA

  • O ativismo judicial é consequência direta do neoconstitucionalismo. Este consiste em novo movimento de valorização e interpretação da constituição, onde a supremacia desta e normatividade são elevadas ao máximo. Nesta nova visão, a diferenciação entre normas e princípios foi eliminada, sendo ambos vistos como espécies de normas jurídicas. Assim, as normas consistem em princípios e regras. A aplicação dos princípios como normas jurídicas a regulamentar casos concretos, deu origem ao ativismo judicial. Há corrente doutrinária criticando essa nova tendência, por afirmar que tal medida fomentaria uma anrquia metodológica, conhecida como "panprincipiologismo" ou "carnavalização dos princípios", que ocasionaria alto grau de decisionismo judicial e insegurança no ordenamento jurídico, por dá discricionariedade muito grande ao juíz, podendo este fundamentar qualquer decisão. 

  • "...entendendo que a intenção original dos formuladores da Carta Constitucional deveria prevalecer..."


    Para ser sincero, eu ainda não consegui extrair da fundamentação dos colegas a resposta da questão.


    Isso quer dizer que dever-se-ia buscar a vontade do legislador (mens legislatoris) e não da lei (mens legis)??

  • Gabarito:"E"

    A contraposição ao ativismo judicial se chama AUTOCONTENÇÃO JUDICIAL.


ID
2130616
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Após a deflagração de movimento paredista, os servidores do Poder Executivo do Estado W obtêm expressivo reajuste na sua remuneração, dividida em quatro parcelas anuais e sucessivas, situação que gerou a suspensão da greve e o retorno imediato ao exercício das funções. Diante disso, diversos servidores do Poder Legislativo propuseram ação judicial para receber o mesmo reajuste que lhes fora negado, administrativamente. A impossibilidade de reconhecimento desse reajuste aos demais servidores do Estado, por decisão judicial, está assentada no princípio da:

Alternativas
Comentários
  • O art. 2.º da Constituição de 1988 define como Poderes da República Federativa do Brasil, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Esse artigo consagra o princípio da separação dos poderes, ou princípio da divisão funcional do poder do Estado.

     

    O critério da divisão funcional consiste em atribuir a órgãos independêntes entre si o exercício precípuo das funções estatais essenciais. 

     

    FONTE: ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito Constitucional Descomplicado. 15ª. edição. São Paulo: Método, 2016.

     

    [Gab. C]

     

    bons estudos

  • Questão ridícula!

  • Devemos lembrar:

    O poder judiciário não pode aumentar vencimentos com base no princípio da isonomia

    tal atitude implica ofensa ao princípio da separação dos poderes, portanto seguindo esta noção, o judiciário pode suprimir vantagem , mas não estendê-la.

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • Geralmente vc detecta o mané incompetente q errou a questão por meio de comentários do tipo: questão ridícula, questão lixo...etc, mas na realidade a questão é bem legal e nem difícil; de toda forma, deixado de lado os burros q fazem comentários mesquinhos e desnecessários, Paredista é o movimento grevista em q não pode ser identificado o líder ou líderes, isto é, fica por trás de uma parede ou um escudo, dai o nome.

  • SÚMULA VINCULANTE 37-STF: Não cabe ao poder judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.


ID
2130619
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Embora não previsto na Constituição Federal, o Supremo Tribunal pátrio estabeleceu um critério limitador de acesso às pessoas legitimadas a propor a Ação Direta de Inconstitucionalidade, denominado pertinência temática. Tal critério é aplicável ao:

Alternativas
Comentários
  • O art. 103 da CF/88 possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade:

    > o Presidente da República,

    > a Mesa do Senado Federal,

    > a Mesa da Câmara dos Deputados,

    > a Mesa da Assembleia Legislativa,

    > o Governador de Estado,

    > o Governador do Distrito Federal,

    > o Procurador-Geral da República,

    > o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil,

    > partido político com representação no Congresso Nacional e

    > as confederações sindicais ou entidades de classe de âmbito nacional.

     

    O STF dividiu os legitimados acima em:

    a.      Universais, com legitimidade ampla e em 

    b.      Especiais com legitimidade vinculada à pertinência temática, a qual consiste na relação de causalidade entre a norma questionada na ADIN e os interesses juridicamente defendidos.

    Assim sendo, devem apresentar pertinência temática:

    > o Governador de Estado ou do Distrito Federal,

    > confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional e

    > as Mesas da Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

    Note-se que os demais são considerados legitimados universais.

     

    O STF restringiu a legitimidade dos chamados legitimados especiais, condicionando-a a pertinência temática, sem que a CF tenha feito qualquer menção a essa restrição. Cumpre observar a discussão acerca da legitimação das confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional: Observa-se que o STF entende que o constituinte decidiu por uma legitimidade limitada, não se permitindo que se convertesse o direito de propositura dessas organizações de classe em autêntica ação popular.

     

  • QUEM PODE PROPOR ADI E ADC ????

     

    BIZU: 4 MESAS; 4 AUTORIDADES; E 4 ENTIDADES.

     

    Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:      

    I - o Presidente da República;

    II - a Mesa do Senado Federal;

    III - a Mesa da Câmara dos Deputados;

    IV - a Mesa de Assembléia Legislativa / ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;     

    V - o Governador de Estado / ou do Distrito Federal;       

    VI - o Procurador-Geral da República;

    VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

    VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;

    IX - confederação sindical / ou entidade de classe de âmbito nacional.

     

    >> PRECISAM DEMONSTRAR PERTINÊNCIA TEMÁTICA:

    V - o Governador de Estado / ou do Distrito Federal;       

    IV - a Mesa de Assembléia Legislativa / ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;

    IX - confederação sindical / ou entidade de classe de âmbito nacional.

  • GABARITO: D

    Os legitimados ativos especiais são aqueles dos quais se exige pertinência temática como requisito implícito de legitimação. Consistente no nexo entre a norma questionada e os objetivos institucionais específicos do órgão ou entidade, a pertinência temática deverá ser demonstrada pela Mesa de Assembleia Legislativa e da Câmara Legislativa do Distrito Federal, pelo Governador de Estado e do Distrito Federal e pelas confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional. Mesmo após o veto oposto ao dispositivo legal que trazia esta exigência (Lei 9.868/1999, art. 2º, parágrafo único), a jurisprudência do STF manteve seu entendimento.

    Fonte: https://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/2608595/no-tocante-ao-controle-de-constitucionalidade-o-que-se-entende-por-legitimados-ativos-universais-e-legitimados-ativos-especiais-denise-cristina-mantovani-cera

  • Não é pronome reflexivo, e sim partícula apassivadora.

    "se" desta questão é Partícula Apassivadora (PA) pois a frase está na voz passiva sintética e poderia ser reescrita na Voz Passiva Analítica: "Não podemos ignorar as mudanças que são processadas no mundo"

  • Não é pronome reflexivo, e sim partícula apassivadora.


ID
2130622
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Pedro é gerente de logística do Departamento Y vinculado à Secretaria de Transportes do Estado W e pretende realizar um ato negocial pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços de interesse coletivo. Esse caso configura exemplo de:

Alternativas
Comentários
  • PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO

     

     - Delegação da prestação de serviço público, permanecendo a titularidade com o poder público.

     

    - Prestação do serviço por conta e risco da concessionária, sob fiscalização do poder concedente.

     

    - Sempre precedida de licitação. Não há determinação legal de modalidade específica.

     

    - Natureza contratual; a lei explciita tratar-se de contrato de adesão.

     

    - Celebração com pessoa física ou jurídica

     

    - Delegação a título precário

     

     

    Direito Administrativo Descomplicado

  • Por que não pode ser autorização? Pensei em ser serviço de taxi que é feito mediante autorização.

  • Segundo o Manual de Direito Administrativo, do Alexandre Mazza, autorização é ato unilateral, discricionário, constitutivo e precário expedido para a realização de serviços ou a utilização de bens públicos NO INTERESSE PREDOMINANTEMENTE DO PARTICULAR, por exemplo, porte de arma, mesas de bar na calçada, etc.

     

    AVANTI

  • interesse do particular- autorização

    interesse coletivo- permissão

  • GABARITO: C

    PERMISSÃO

    É ato administrativo discricionário e precário mediante o qual é consentida ao particular alguma conduta em que exista interesse predominante da coletividade.

    Lei 8.987/95, Art. 2º, IV - permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.

    É formalizada por contrato de adesão (art. 40, Lei 8.987/95)

    Fonte: https://draflaviaortega.jusbrasil.com.br/noticias/334798287/diferenca-entre-autorizacao-permissao-e-concessao

  • Autorização = interesse Autônomo

    Permissão = interesse Público

  • Peguei esse bizu nos comentários do QC (com minha adaptação):

    EU pego

    LICENÇA para dirigir, pois tenho direito (Vinculado);

    PERMISSÃO para vender lanche, pois todos precisam comer (interesse é coletivo);

    AUTORIZAÇÃO para portar arma, pois eu quero andar armado (interesse particular).

    É meio fubanbento, mas está me servindo. kkk


ID
2130625
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A empresa Saibros e Saibrões Ltda vence procedimento licitatório e vem a ser contratada para prestar serviços à Secretaria Estadual de Educação. Antes do término do prazo para conclusão do contrato, a sua execução veio a ser paralisada por negligência do contratado. Tal ato gera a possibilidade de rescisão do contrato, o que também ocorreria, na modalidade culposa, em caso de:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E | O 23o Concurso para Procurador da República considerou CORRETA a afirmação: “Tratando­-se de ato omissivo do Poder Público, a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva, pelo que exige dolo ou culpa, esta numa de suas três vertentes: a negligência, a imperícia ou a imprudência, não sendo, entretanto, necessário individualizá­-la, dado que pode ser atribuída ao serviço público, de forma genérica, a falta do serviço”. || Mazza (2014)


ID
2130628
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

O Estado J pretende unir-se com o Estado Y para realizar gestão associada de serviços públicos de interesse comum. Nesse caso, nos termos da Constituição Federal, haverá necessidade de:

Alternativas
Comentários
  • MAZZA (2014) = 3.8.5 Associações públicas
    O art. 241 da Constituição Federal prescreve que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos.
    A prova da Magistratura do Paraná/2008 con­siderou CORRETA a afirmação: “Os ob­je­tivos dos consórcios públicos serão de­ter­minados pelos entes da Federação que se consorciarem, observados os limites constitucionais”.
    Regulamentando a citada norma constitucional, a Lei n. 11.107/2005 disciplinou o instituto do consórcio público. Consórcio público é o negócio jurídico plurilateral de direito público que tem por objeto medidas de mútua cooperação entre entidades federativas, resultando na criação de uma pessoa jurídica autônoma com natureza de direito privado ou de direito público.
    A prova da Procuradoria da Fazenda Nacio­nal elaborada pela Esaf considerou CORRE­TA a afirmação: “O sistema legislativo pá­trio possibilita aos consórcios públicos a promoção de amplo rol de atividades, en­tre as quais se inclui receber subvenções­ eco­nômicas ou sociais de órgãos do Gover­no,­ promover a arrecadação de tarifas e outor­gar concessão de serviços públicos me­diante autorização prevista no contrato de consórcio público”.

    GABARITO C.

  • Art. 241. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos

  • Em momento nenhum o art. 241 da Constituição fala em lei estadual. Ele fala só em "lei". Nesse caso, é lei estadual mesmo?

  • Na lei diz que o consórcio público será organizado em estatutos (estado)

  • Pessoal, para se formar qualquer consórcio público, é necessário ratificação do protocolo de intenções mediante LEI dos entes federados que se propõem a formar um consórcio público, este que pode ser de direito público (associação pública) ou direito privado (associação civil).

    Portanto, se o consórcio público é entre Municípios, a formação ou entrada nesse consórcio se dará mediante lei municipal de cada ente. Se é entre Estados, a entrada se dará perante lei estadual de cada um.

    Caso fosse entre a União e um Estado, o protocolo de intenções deveria ser ratificado por lei federal por parte da União, e por lei estadual por parte do Estado. Lembrando que caso seja proposto um consórcio entre União e Município, obrigatoriamente o Estado, a que pertence esse Município, deverá fazer parte de consórcio.

    Fonte: Lei 11.107/2005 (Lei dos Consórcios Públicos).


ID
2130631
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Valéria é servidora pública e tem a notícia de falecimento do seu genitor. Nos termos do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, a servidora terá direito a licença pelo luto, contado esse período de afastamento como de efetivo exercício, de até:

Alternativas
Comentários
  • Correta "B"

    Decreto 2479/79

    Art. 79 – Será considerado como de efetivo exercício o afastamento por motivo de:

    I – férias;

    II – casamento e luto, até 8 (oito) dias;

  • Complementando o comentário do colega, para comparação...


    Decreto-Lei Nacional 5.452 / 1945 (Consolidação das Leis do Trabalho)


    Art. 473 - O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:                       (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967)

    I - até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua dependência econômica;                       (Inciso incluído pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967)

    II - até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;                      (Inciso incluído pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967)


    Lei Nacional 8.112 / 1990


    Art. 97.  Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:  


        III - por 8 (oito) dias consecutivos em razão de :

            a) casamento;

            b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.



  • Bizu da tia!

    Casamento e luto são eternos! E qual o símbolo da eternidade? 8 deitado

    Gabarito:B

  •  

     

    Decreto 220/75 & Decreto 2479/79

    Art. 79 – Será considerado como de efetivo exercício o afastamento por motivo de:

    I – férias;

    II – casamento e luto, até 8 (oito) dias;

     

    SIM AMBOS SÃO NO ART 79 

     

    GABARITO LETRA B

  • GABARITO: B

    Decreto 2479/79

    Art. 79 – Será considerado como de efetivo exercício o afastamento por motivo de:

    I – férias;

    II – casamento e luto, até 8 (oito) dias;

  • 8 dias corridos ( não úteis)

  • Segue o Regulamento:

    Art. 225 - Sem prejuízo do vencimento, direitos e vantagens, o funcionário poderá faltar ao serviço até (oito) dias consecutivos por motivo de:

    I - casamento;

    II - falecimento do cônjuge, companheiro ou companheira, pais, filhos ou irmãos.

    GABARITO: Letra B

  • Gabarito Letra B

    Art. 79 – Será considerado como de efetivo exercício o afastamento por motivo de:

    II – casamento e luto, até 8 (oito) dias;

  • Galera, há algumas semanas, comecei utilizar os MAPAS MENTAIS PARA CARREIRAS POLICIAIS, e o resultado está sendo imediato, pois nosso cérebro tem mais facilidade em associar padrões, figuras e cores.

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    Esse esforço vai valer a pena lá na frente. Acredite!


ID
2130634
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Elisete é casada com militar federal, sendo ela servidora do Estado do Rio de Janeiro. Por necessidade de serviço, o esposo de Elisete é transferido para a fronteira amazônica onde irá comandar um regimento do Exército Brasileiro. Nos termos do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, Elisete, para acompanhar o cônjuge, terá direito a licença:

Alternativas
Comentários
  • DECRETO Nº 2479 DE 08 DE MARÇO DE 1979


    Art. 125 – O funcionário casado terá direito à licença sem vencimento quando se cônjuge for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.


    Parágrafo único – Existindo no novo local de residência órgão estadual, o funcionário nele será lotado, havendo claro, ou não havendo, poderá ser-lhe concedida, em caso de interesse da Administração, permissão de exercício, enquanto ali durar sua permanência.

  • GABA: B

  • Importante salientar que pode ser renovado de 2 em 2 anos e finda a causa, o funcionário deverá reassumir o exercício dentro de 30 dias, a partir das quais a sua ausência será computada como falta ao trabalho. ( Artigo 126)

    Gabarito:B

  • Licença do amor não tem prazo, nem $$$.

  • DECRETO Nº 2479 DE 08 DE MARÇO DE 1979

    Art. 125 – O funcionário casado terá direito à licença sem vencimento quando se cônjuge for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.

  • Licença do Amor : sem prazo e sem dinheiro

    #Motta

  • Comentários.

    A) INCORRETA. Conforme Art. 125 do Dec. 2479/79.

    B) CORRETA. Art. 125 – O funcionário casado terá direito à licença sem vencimento quando se cônjuge for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.

    C) INCORRETA. Conforme Art. 125 do Dec. 2479/79.

    D) INCORRETA. Conforme Art. 125 do Dec. 2479/79.

    E) INCORRETA. Conforme Art. 125 do Dec. 2479/79

  • RESOLUÇÃO:

    A assertiva correta é a letra B, tendo em vista o disposto no artigo 125 do Decreto nº 2.479/79 (Regulamento do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Poder Executivo do Estado do Rio De Janeiro). Vejamos:

    Art. 125 – O funcionário casado terá direito à licença sem vencimento quando se cônjuge for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.

    Parágrafo único – Existindo no novo local de residência órgão estadual, o funcionário nele será lotado, havendo claro, ou não havendo, poderá ser-lhe concedida, em caso de interesse da Administração, permissão de exercício, enquanto ali durar sua permanência.

    Resposta: B

  • Os Arts. 125 e 126 do Decreto 2.479/1979, que regulamenta o Decreto-Lei 220/1979, assim dispõe:

    Art. 125 – O funcionário casado terá direito à licença sem vencimento quando se cônjuge for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.

    Art. 126 – A licença dependerá de pedido devidamente instruído, que deverá ser renovado de 2 (dois) em 2 (dois) anos; finda a sua causa, o funcionário deverá reassumir o exercício dentro de 30 (trinta) dias, a partir dos quais a sua ausência será computada como falta ao trabalho.

    Então, como analisado, a licença é sem vencimento e como não há um prazo específico para a licença, podendo ser renovada de 2 em 2 anos, a servidora poderá acompanhar o cônjuge pelo tempo de seu afastamento! Tranquilo?

    GABARITO: Letra B

  • A Letra B está correta.

    O item cobra conhecimento referente à gratificação para acompanhar cônjuge, que se dará sem remuneração e pelo período de afastamento do cônjuge.

    Art. 125 – O funcionário casado terá direito à licença sem vencimento quando se cônjuge for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público , for mandado servir, ex officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.

    É importante mencionar que a licença para acompanhar o cônjuge dependerá de pedido devidamente instruído, que deverá ser renovado de 2 (dois) em 2 (dois) anos; finda a sua causa, o funcionário deverá reassumir o exercício dentro de 30 (trinta) dias, a partir dos quais a sua ausência será computada como falta ao trabalho.

  • O amor não tem prazo e nem pode ser comprado!! kkkk

  • Gabarito Letra B

    Art. 125 – O funcionário casado terá direito à licença sem vencimento quando se cônjuge for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.

  • LETRA B

    Ninguem coloca a letra ai q saco

    ta ai


ID
2130637
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Geral
Assuntos

Os mercados competitivos geram alocação de recursos. Sabe-se que é impossível promover uma realocação de tal maneira que um indivíduo aumente o seu grau de satisfação, sem que se estabeleça, ao mesmo tempo, uma piora na situação de outro individuo. Esta situação é conhecida como:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: Letra D

     

    Fronteira de Pareto:

    Ao longo da fronteira de Pareto não é possível aumentar a produção de um bem sem diminuir a produção de outro bem.

    Uma alocação é eficiente ou Pareto ótima se ela está na fronteira de Pareto (caso contrário, ela é ineficiente).

     

     

    https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=2132744

    https://www.passeidireto.com/arquivo/6229127/economia-e-financas-publicas-aula-06/5

  • Questão tirado na integra do site:

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Eficiência_de_Pareto

  •  Fronteira de Pareto:

    Ao longo da fronteira de Pareto não é possível aumentar a produção de um bem sem diminuir a produção de outro bem.


ID
2130640
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

A ação dos governos por meio da política fiscal abrange três funções básicas. A ação que se refere principalmente ao fornecimento dos bens públicos, é caracterizada como:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO E = Funções Orçamentárias
    Para atingir esses objetivos – estabilidade, crescimento e correção das falhas de mercado –, o Governo intervém na economia, utilizando-se do Orçamento Público e das funções orçamentárias. As três funções orçamentárias clássicas apontadas pelos autores são:
    Função alocativa – relaciona-se à alocação de recursos por parte do Governo a fim de oferecer bens e serviços públicos puros (ex.: rodovias, segurança, justiça) que não seriam oferecidos pelo mercado ou seriam em condições ineficientes; bens meritórios ou semipúblicos (ex.: educação e saúde); e criar condições para que bens privados sejam oferecidos no mercado pelos produtores, corrigir imperfeições no sistema de mercado (como oligopólios) e corrigir os efeitos negativos de externalidades.
    Função distributiva – visa tornar a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza, através da tributação e de transferências financeiras, subsídios, incentivos fiscais, alocação de recursos em camadas mais pobres da população etc. (ex.: Fome Zero, Bolsa Família, destinação de recursos para o SUS, que é utilizado por indivíduos de menor renda).
    O governo tributa e arrecada de quem pode pagar e os distribui/redistribui a quem tem pouco ou nada tem, através de programas sociais.
    Função estabilizadora – é a aplicação das diversas políticas econômico-financeiras a fim de ajustar o nível geral de preços, melhorar o nível de emprego, estabilizar a moeda e promover o crescimento econômico, mediante instrumentos de política monetária, cambial e fiscal, ou outras medidas de intervenção econômica (controles por leis, limitação etc.).

     

    PALUDO (2013)

  • Pensei numa analogia legal, seria como os tipos de planejamento:

    Distributiva  - Operacional

    Alocativa -  Tático

    Estabilizadora - Estratégico

    Bate com o comentário de Vanessa, minha opinião.

  • Função alocativa - promover ajustamentos na alocação de recursos;

    Função distributiva - promover ajustamentos na distribuição de renda; e

    Função estabilizadora - manter a estabilidade econômica.

  • FUNÇÕES DO ORÇAMENTO

    ALOCATIVA - Altos investimentos em infraestrutura - fornecer bens públicos que não seriam feitos por empresas privadas ex: rodovias, elevados, etc

    DISTRIBUTIVA - Desigualdades sociais

    ESTABILIZADORA - Economia


ID
2130643
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

Através da política fiscal, o Estado se prepara para obter e aplicar recursos para o custeio dos serviços públicos, orientando-se pelas seguintes diretrizes:

Alternativas
Comentários
  • A Política Tributária e Política Orçamentária


ID
2130646
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

Dentre as classificações de Receita, uma delas é a mais aceita pelos doutrinadores, que dividem, as receitas em originárias e derivadas. O comentário correto é:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B = ATENÇÃO  Muitos desses conceitos serão em seguida agrupados em classificações com explicações mais alongadas.
    Receita Originária – é a receita efetiva oriunda das rendas produzidas pelos ativos do Poder Público, pela cessão remunerada de bens e valores (aluguéis e ganhos em aplicações financeiras), ou aplicação em atividades econômicas (produção, comércio ou serviços).
    As receitas originárias são provenientes do patrimônio público (bens e direitos). O Estado obtém essas receitas colocando parte do seu patrimônio à disposição da sociedade, que paga pela sua utilização. São formadas por receitas correntes e também são denominadas receitas de economia privada. Ex.: receitas patrimoniais, receitas agropecuárias, receitas comerciais, receitas de serviço, participações e dividendos, receita de aluguel de imóveis etc.

    Podem ser subclassificadas em:
    I – Patrimoniais: receitas que provêm das rendas geradas pelo patrimônio do próprio Estado (mobiliário e imobiliário). Ex.: receitas de aluguéis, receitas decorrentes das vendas de bens e as operações de crédito. Incluem-se também as decorrentes de pagamento de royalties pela exploração do seu patrimônio por concessionários e permissionários de serviços públicos.
    II – Empresariais: são aquelas provenientes das atividades realizadas pelo Estado como empresário, seja no âmbito comercial, industrial ou de prestação de serviços.
     

    Receita Derivada – é a receita efetiva obtida pelo Estado em função de sua soberania, por meio de tributos, penalidades, indenizações e restituições. As receitas derivadas são formadas por receitas correntes, segundo a classificação da receita por categoria econômica. Ex.: receita tributária, receita de contribuições etc.
     

    São receitas obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva. O Estado exerce a sua competência, o seu poder, e tributa os rendimentos e o patrimônio das pessoas e das empresas, exigindo compulsoriamente que o particular entregue uma determinada quantia na forma de tributos.
    Essa receita é derivada porque deriva do patrimônio dos particulares, da sociedade em geral.
    Receita Financeira – são as receitas decorrentes de aplicações financeiras, operações de crédito, alienação de ativos e outras.
    Essa definição surgiu da necessidade de separar as receitas financeiras para se apurar o resultado primário do Governo Federal – elas não são incluídas neste cálculo. Na sua maioria são receitas de capital, mas existem os juros que são classificados como receitas correntes.

  • DICA:

    receitas derivadas ???? lembrar, na hora, que está relacionada ao termo "Receita que DERIVA DO PODER DE IMPÉRIO do Estado"

    Obs: império??? lembrar daqueles filmes de guerreiros... o IMPÉRIO.... sempre é grande! Logo, derivado do Poder que o Estado tem de fazer cumprir!

    bons estudos!

  •  

    GABARITO B

    Coercitividade ou Procedência:

    Originárias: denominadas também de receitas de economia privada ou de direito privado. Correspondem àquelas que provêm do próprio patrimônio do Estado. São resultantes da venda de produtos ou serviços colocados à disposição dos usuários ou da cessão remunerada de bens e valores.

     

    Derivadas: denominadas também de receitas de economia pública ou de direito público. Correspondem àquelas obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva. No nosso ordenamento jurídico se caracterizam pela exigência do Estado para que o particular entregue de forma compulsória uma determinada quantia na forma de tributos ou de multas.


ID
2130649
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

O Ciclo Orçamentário, também conhecido como processo orçamentário, responde ao período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público, assim:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO E = O Ciclo Orçamentário
    O ciclo orçamentário compreende o período de tempo em que se processam as atividades típicas do Orçamento Público; ou seja, a elaboração orçamentária, a aprovação, a execução orçamentária e financeira, e o controle e avaliação. O ciclo orçamentário é maior que o exercício financeiro. Inicia-se com a elaboração (no ano anterior), a execução e o controle (no exercício) e o controle e a avaliação (no ano seguinte).
    ATENÇÃO  As etapas do ciclo orçamentário anual encontram-se abordadas ao longo deste livro, aqui apenas as contextualizamos em relação ao ciclo, e acrescentamos conceitos relacionados a controle e avaliação.
    O ciclo orçamentário é constituído de quatro fases: elaboração; votação e aprovação; execução orçamentária/financeira; controle e avaliação

     

    PALUDO (2013)

  • Gabarito D

     

     

    O ciclo orçamentário se divide em quatro fases:

     

    1) Elaboração do Projeto: Formalização da proposta de orçamento, que servirá de base para o projeto de lei.

     

    2) Apreciação, aprovação, Sanção e Publicação: Esse projeto de lei, anteriormente elaborado, será discutido, aprovado (talvez emendado) e aprovado pelo Legislativo. Após isso, o executivo sanciona e publica.

     

    3) Execução: É o processo no qual as receitas são arrecadadas e as despesas são realizadas dentro de um exercício financeiro.

     

    4) Acompanhamento e Avaliação: Exercício dos controles interno e externo.

     

    Fonte: Material Prof. Lucas Silva

  • Embora a explicação da colega Karina Pereira seja excelente, o gabarito é a letra E.

  • O Ciclo Orçamentário, também conhecido como processo orçamentário, responde ao período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público, assim:

    A Coincide com o ano civil.

    B É acrescido do tempo em que se elabora a proposta orçamentária anual.

    C Inicia-se quando da discussão do Orçamento no Legislativo e termina com a prestação de contas governamental.

    D Inicia-se com a preparação da proposta orçamentária e termina com a execução dos programas ao final do exercício.

    E Inicia-se com Projeto de Lei Orçamentária e termina com o controle e avaliação da execução governamental. Correto.

  • zzzzzzZZZZzzzz


ID
2130652
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Tributo “é toda a prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. O Sistema Tributário Nacional identifica como tributos:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra D

    A teoria tripartida, adotada pela CF e pelo CTN, estabelecem apenas 3 esécies tributárias: impostos, taxas, contribuições de melhoria.

    Entretanto, a teoria pentapartida encontra amparo no ordemanemto jurídico, já que fora referendada pelo STF, são elas: impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições.

    bons estudos

  • Teoria quimpartite ou pentapartite que considera como tributo os impostos, as taxas, as contribuições de melhoria, empréstimo compulsório e as contribuições especiais, previstas no art. 149 e 149-A da Constituição Federal, sendo tal classificação defendida por Hugo de Brito Machado e doutrina majoritária.

    CF adota a tripartite

    tripartite, também conhecida como tripartida ou tricotômica, que divide os tributos em impostos, taxas e contribuições de melhoria.


ID
2130655
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

O governo, para atender às necessidades da população precisa gerar recursos através do Sistema Tributário, com o objetivo de observar alguns princípios, como tributar mais quem tem uma renda mais alta, em função da capacidade contributiva assim considerada como:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO A


    IMPOSTO PROGRESSIVO não fere o princípio da igualdade

     

     Capacidade econômica dos cidadãos é atingida por uma multiplicidade de impostos, necessário é que, no fim, cada um suporte a carga tributária em termos de igualdade, generalidade e em atenção só a sua capacidade econômica.

    O princípio de justiça material é o fundamento da tributação.



    • IGUALDADE - (ou Capacidade Contributiva): significa dizer que a cobrança de tributos deverá respeitar a igualdade entre os cidadãos, analisando-se suas diferenças sociais e econômicas;


ID
2130658
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

“Dívida Pública de uma Nação é a soma de todas as obrigações financeiras resultantes dos empréstimos tomados por todas as unidades governamentais (em nível nacional, regional e local) ou as obrigações financeiras assumidas em virtude de lei, contrato, acordo, convênio ou tratado”. Considerando essa citação, a dívida pública pode ser classificada como:

Alternativas
Comentários
  • Letra E.

    Muitos podem marcar a letra A, mas a dívida Mobiliária nada mais é que uma especificação da dívida Consolidada/Fundada.

     

    Lei 4.320/64 art. 92 e Decreto 93.872/86: A Dívida Flutuante compreende os compromissos exigíveis cujo pagamento independe de autorização orçamentária, assim entendidos:

    ·        Os Restos a Pagar, excluídos os serviços da dívida;

    ·        Os Serviços da Dívida;

    ·        Os Depósitos, inclusive as consignações em folha;

    ·        As Operação de Crédito por ARO;

    ·        O papel-moeda ou moeda fiduciária.

     

    LRF art. 29:

    Dívida Pública Consolidada ou Fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das Obrigações Financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo Superior a 12 Meses.

     

  • GABARITO: LETRA E

    A responsabilidade na gestão fiscal inclui a obediência aos limites de endividamento e demais condições para realização de financiamentos públicos via operações de crédito, ainda que por antecipação de receita orçamentária. Para a LRF, a dívida pública consolidada ou fundada é o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em

    prazo superior a doze meses, e ainda, as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento.

    A dívida flutuante corresponde aos passivos financeiros exigíveis em prazo inferior a doze meses, que não necessitam de autorização para o seu pagamento, porque já foram autorizados pelo poder legislativo e resta apenas o seu pagamento, ou porque se referem a dispêndios extraorçamentários.

    FONTE: Orçamento Público, AFO e LRF Augustinho Paludo.


ID
2130661
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

A classificação funcional programática ou “classificação para o cidadão” fornece dados e estatísticas sobre os gastos públicos nos principais segmentos em que atuam as organizações do Estado. Atualmente conta com 28 funções que possibilitam, entre outros esclarecimentos, o melhor conhecimento da execução orçamentária das despesas sujeitas a índices constitucionais. Indique qual delas estão neste caso:

Alternativas
Comentários
  • Letra C e D corretas.

     

    Transporte, Cultura, Educação e Saúde são Funções de acordo com o MTO.

     

    Deveriam ter anulado essa.


ID
2130664
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

As privatizações e concessões ditas benéficas para a sociedade demandaram algumas providências com a finalidade de se preservar o interesse dos cidadãos e de se redefinirem as funções do Estado e da iniciativa privada. Dentre tais providências, destaca-se:

Alternativas
Comentários
  • As agências reguladoras passaram a surgir no ordenamento brasileiro com o fim total e parcial do monopólio estatal. Os serviços públicos e outras atividades de competência do Estado foram, assim, transferidos ao setor privado, por meio de concessões, permissões ou autorizações, que deram origem às Agências Reguladoras.

    A doutrina moderna aponta duas tarefas, entre outras, da Administração Pública, a prestação de serviço público e a regulação de atividades de interesse público, com fomento de atividades privadas.

    https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-administrativo/agencias-reguladoras-e-o-seu-papel-no-brasil/#:~:text=As%20ag%C3%AAncias%20reguladoras%20passaram%20a,deram%20origem%20%C3%A0s%20Ag%C3%AAncias%20Reguladoras.

  • Se for privatizar, o Estado precisa regular!

    O Estado não exerce mais aquela atividade que foi privatizada, mas cria uma agência reguladora para fiscalizar e regulamentar as empresas privadas.


ID
2130667
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Pública
Assuntos

Na reforma do Estado dos anos 1990, o aparelho público foi dividido em 4 níveis. Encontram-se em nível das atividades não exclusivas do Estado, dentre outras, as atividades de:

Alternativas
Comentários
  • Consoante PDRAE (1995), no Aparelho do Estado é possível distinguir quatro setores: NÚCLEO ESTRATÉGICO,  ATIVIDADES EXCLUSIVAS, SERVIÇOS NÃO EXCLUSIVOS e PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS PARA O MERCADO.

     

    SERVIÇOS NÃO EXCLUSIVOS. Corresponde ao setor onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não-estatais
    e privadas. As instituições desse setor não possuem o poder de Estado. Este, entretanto, está presente porque os serviços envolvem direitos
    humanos fundamentais, como os da educação e da saúde, ou porque possuem “economias externas” relevantes, na medida que produzem ganhos que não podem ser apropriados por esses serviços através do mercado. As economias produzidas imediatamente se espalham para o resto da sociedade, não podendo ser transformadas em lucros. São exemplos deste setor: as universidades, os hospitais, os centros de pesquisa e os museus.

     

    Fonte:

    Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, 1995.


ID
2130670
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Os princípios constitucionais da administração pública, presentes no artigo 37 da Constituição Federal do Brasil, devem ser observados pelos:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito C

    Os princípios constitucionais da administração pública, presentes no artigo 37 da Constituição Federal do Brasil, devem ser observados pelos órgãos e entes públicos da administração direta e indireta, além dos Estatutos das OSCIPs.

  • órgãos e entes públicos da administração direta e indireta ,além dos Estatutos da OSCIP. (ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO.) 

  • Tem que justificar a resposta, não apenas copiar e colar ....

  • Questão mal feita. A alternativa A está correta já que não diz somente.

  • Gaba: C

    OSCIP é uma qualificação jurídica atribuída a diferentes tipos de entidades privadas atuando em áreas típicas do setor público com interesse social, que podem ser financiadas pelo Estado ou pela iniciativa privada sem fins lucrativos. Ou seja, as entidades típicas do terceiro setor. A OSCIP está prevista no ordenamento jurídico brasileiro como forma de facilitar parcerias e convênios com todos os níveis de governo e órgãos públicos (federal, estadual e municipal).

    As OSCIP não fazem parte da estrutura organizacional da administração pública, mas por se relacionar com ela, deve obedecer aos princípios constitucionais inerentes ao órgãos e entes públicos da administração direta e indireta.

    (fonte: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/oscip-organizacao-da-sociedade-civil-de-interesse-publico,554a15bfd0b17410VgnVCM1000003b74010aRCRD)

    PROJETO OPERACIONAL

  • Li e reli o Art. 37 da CF e não encontrei nada redigido com as siglas OSCIPs

    Mas ok aquele tipo de questão que só acerta quem amplia os conhecimentos para além da lei.

  • Qual o erro da alternativa C)?

    Pra mim estaria correta

  • Achei essa questão muito estranha mas vou colacionar os artigos que justificam o gabarito.

    Art. 37, caput, CRFB: "A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...)".

    Art. 4º, I, da Lei 9.790/1999: "Atendido o disposto no art. 3, exige-se ainda, para qualificarem-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, que as pessoas jurídicas interessadas sejam regidas por estatutos cujas normas expressamente disponham sobre:

    I - a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência;"

    Gabarito: Letra C

  • Que absurdo de questão. OSCIPS são particulares em colaboração com o Estado, mas não fazem parte da administração pública, se a letra D não estaria certa, muito menos estaria a C também.


ID
2130673
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Pública
Assuntos

A burocracia weberiana tem duas características que se encontram entre os princípios constitucionais da administração; são elas:

Alternativas
Comentários
  • A burocracia weberiana tem duas características que se encontram entre os princípios constitucionais da administração; são elas:


    a)moralidade e racionalidade

    b)publicidade e estabilidade

    c)impessoalidade e formalidade

    d)legalidade e impessoalidade. CERTO. AMBOS PRINCÍPIOS ESTÃO NO LIMPE: LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE E EFICIÊNCIA.

    e)legalidade e racionalidade

  • errei porque não li a parte: "princípios constitucionais da administração"


    Gabarito: D

  • Gab. "D"

    "LIMPE" princípios da adm. pública

    Legalidade

    Impessoalidade

    Moralidade

    Publicidade

    Eficiência

  • A questão em exame exige que tenhamos conhecimentos sobre os modelos teóricos de Administração Pública. Para responder corretamente, precisamos apontar qual das alternativas apresenta características da burocracia que se encontram entre os princípios constitucionais da administração.

    Compilando vários autores, podemos ver a seguir algumas características que marcam a burocracia:

    • Caráter legal das normas: as normas e regulamentos escritos de forma exaustiva definem, antecipadamente, o funcionamento padronizado das organizações

    • Caráter formal das comunicações: a comunicação é realizada por escrito e exaustivamente, ao mesmo tempo em que os textos formais escritos asseguram a interpretação unívoca das comunicações, a forma exaustiva compreende todas as áreas da organização.

    • Caráter racional e divisão do trabalho: nas organizações burocráticas, o trabalho é dividido horizontalmente e de forma racional, buscando assegurar a eficiência e o alcance dos objetivos. As tarefas de cada cargo são descritas de forma clara, precisa e exaustiva. 

    • Hierarquia da autoridade: nas organizações burocráticas, a estrutura é vertical e com muitos níveis hierárquicos. As chefias das áreas seguem uma escala em que a autoridade de cargo inferior obedece à autoridade de cargo superior.

    • Rotinas e procedimentos padronizados: o ocupante de cargo é guiado por normas técnicas claras e exaustivas, a fim de obter os objetivos definidos pela organização.

    • Impessoalidade nas relações: nas organizações burocrática, a contratação de servidores e a distribuição de tarefas acontece de forma impessoal. As pessoas são consideradas apenas pelos cargos que exercem, e os subordinados não obedecem a uma pessoa, mas ao ocupante do cargo.

    • Competência técnica e meritocrática: a contratação de pessoal segue critérios racionais de competência ou classificação em concurso, e a promoção é por mérito e baseada no desempenho.

    • Especialização da administração: nas organizações burocráticas, existe uma distinção muita clara entre o público e o privado; entre a propriedade pública e a propriedade privada. Os dirigentes não são os donos do negócio, e o funcionário não pode se apossar do cargo, nem o ter como sua propriedade.

    • Profissionalização dos funcionários: nas organizações burocráticas, a administração é profissional. O funcionário da burocracia é um especialista, e administrar é sua profissão. Os funcionários burocratas são especialistas nas funções que exercem.

    • Previsibilidade de funcionamento: nas organizações burocráticas, as normas e regulamentos escritos e exaustivos antecipadamente as possíveis ocorrências e padronizam a execução das atividades – o que assegura a completa previsibilidade do comportamento de seus membros.

    Após verificar as características acima, concluímos que a alternativa "D" traz traços burocráticos que integram a texto constitucional na forma de princípios.

    GABARITO: D

    Fonte: PALUDO, A. Administração Pública. 9. ed. Salvador: Juspodivm, 2020.


ID
2130676
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Pública
Assuntos

O Estado, na acepção mais simples e de senso corrente, existe para realizar o bem comum. Isto se daria por meio das seguintes três vertentes:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito E:

    http://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/fioribemestarsocial.pdf

  • A Constituição Federal de 1988, ela abarca o princípio da dignidade da pessoa humana. Ou seja, o Estado deve buscar da assistência aos seus cidadãos e buscar oferecer qualidade vida e bem estar. Nesta perspectiva, é dever da máquina estatal possibilitar o mínimo necessário para a sobrevivência humana.

    Sendo este mínimo necessário, característico do Estado democrático de direito. É neste viés que o preâmbulo da CF/88 menciona:

    Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.

    Portanto a assertiva correta é a letra E


ID
2130679
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, as contas prestadas pelo Governador, por exemplo, ficam disponíveis para a consulta de qualquer cidadão, seja na Assembleia do Estado, seja no órgão técnico responsável. A mesma lei define que essas contas devem ficar disponíveis pelo seguinte período:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B =  Art. 49. As contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ficarão disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade.


ID
2130682
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Pública
Assuntos

Em passagem de sua obra “Do Contrato Social”, Rousseau diz que “A coisa mais perigosa que há é a influência dos interesses privados nos negócios públicos”. Exemplo desta “coisa perigosa”, prática de intermediação de interesses junto a autoridades públicas, é:

Alternativas
Comentários
  • Quem assiste House of Cards vê com frequência os lobistas.

     

    Lobby

    s.m.

    Grupo organizado que busca influenciar as decisões de outras pessoas, geralmente no poder público; rede de influência, pressão ou campanha realizada por indivíduos que buscam exercer influência ou controlar algo, sem expressar esse controle formalmente: lobby religioso; lobby político.

     

    Fonte:

    https://www.dicio.com.br/lobby/

  • Lobby

    O lobby é uma atividade legítima, reconhecida por todos e exercida para as mais diversas finalidades nos setores governamentais por escritórios especializados. Segundo Farhat (2007, p. 50-51), “lobby é toda atividade organizada, exercida dentro da lei e da ética, por um grupo de interesses definidos e legítimos, com o objetivo de ser ouvido pelo poder público para informá-lo e dele obter determinadas medidas, decisões, atitudes”. Para o autor, a palavra é utilizada em dois sentidos principais: 

    Sentido restrito, mais preciso: designa a prática de influenciar as decisões governamentais, por meio de agentes que servem àqueles interesses, com o objetivo de levar as autoridades a fazer – ou deixar de fazer – alguma coisa a bem daqueles interesses. 

    Sentido amplo: indica todo esforço, por meio de quaisquer meios lícitos, até mesmo os de comunicação destinado a influenciar decisões governamentais (2007).

    (Fábio França)

  • os famosos lobistas

  • GABARITO: LETRA C

    O enunciado se trata de trecho extraído da obra do escritor suíço Jean Jacques Rousseau, que aborda diretamente os impactos gerados pela atividade de lobby. 

    O lobby, que em sua tradução significa são, corredor, etc., se trata de iniciativas provenientes de grupos organizados e determinados e que visam propiciar pressão a partir da defesa de seus interesses específicos, exercendo poder de influência em relação aos poderes públicos e políticos.

    Podemos identificar facilmente o uso dessa prática a partir das ações de pressão estabelecidas por grupos representativos no Congresso Nacional e junto a parlamentares, sendo tais grupos representativos de defesa de interesses representados em muitas oportunidades pelo setor empresarial, sindicatos laborais, etc.  

    FONTE: Professor Amir Kauss Tec Concursos


ID
2130685
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

De acordo com o princípio norteador “da universalidade”, o orçamento público deve:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO A = 

    1.5.3. Princípio da universalidade
    O princípio da universalidade está contido nos arts. 2o, 3o e 4o da Lei no 4.320/1964, na Emenda Constitucional no 01/1969 e também no § 5o do art. 165 da Constituição Federal de 1988. Ele determina que o orçamento deve considerar todas as receitas e todas as despesas, e nenhuma instituição governamental deve ficar afastada do orçamento: Lei no 4.320/1964, art. 2o: “... a lei do orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômico-financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios da unidade, universalidade e anua­lidade”; art. 3o da Lei no 4.320/1964: “... a lei do orçamento compreenderá todas as receitas inclusive as de operações de crédito autorizadas por lei”; art. 4o: “... a Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar”.
    Amplamente aceito pelos tratadistas, esse princípio segundo James Giacomoni 2008,
    permite ao legislativo: a) conhecer a priori todas as receitas e despesas do Governo e dar prévia autorização para a respectiva arrecadação e realização; b) impedir ao Executivo a realização de qualquer operação de receita e despesa sem prévia autorização parlamentar; c) conhecer o exato volume global das despesas projetadas pelo Governo, a fim de autorizar a cobrança dos tributos estritamente necessários para atendê-las.11
    O princípio da universalidade também contempla tudo que pode aumentar/diminuir a arrecadação da receita e a realização da despesa.

    Exceção: Orçamento operacional das Empresas Estatais INDEPENDENTES, e ingressos/dispêndios extraorçamentários.

  • meu deus do céu!!!! Misericórdia!!!

  • PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE

     

    De acordo com tal princípio, o orçamento deve prever todas as receitas e despesas que serão incorridas. 

    Não se permite a realização de nenhuma despesa que não esteja prevista no orçamento, sob pena de responsabilização penal do ordenador.

     

    Exceção: esse princípio não se aplica às chamadas receitas e despesas extraorçamentárias.


ID
2130691
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Pública
Assuntos

O patrimonialismo é uma prática condenável porque significa a apropriação privada de recursos e/ou bens públicos, sob as mais variadas maneiras. É o tratamento da coisa pública como se ela fosse patrimônio privado do gestor. A iniciativa mais diretamente oposta ao patrimonialismo, adotada na administração pública, é:

Alternativas
Comentários
  • O patrimonialismo brasileiro foi diretamente combatido pela reforma burocrática, realizada mediante o DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público).


    Consoante Paludo (2013), Os principais objetivos do DASP podem ser assim resumidos: centralizar e reorganizar a administração pública mediante ampla reforma; definir política para a gestão de pessoal; e racionalizar métodos, procedimentos e processos administrativos em geral. Num sentido mais amplo, o objetivo era combater as práticas patrimonialistas de gestão.

     

    Fonte: 

    Augustinho Paludo. Administração Pública, 2013.


ID
2130697
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Geral
Assuntos

A responsividade, conceito que emerge nas teorias contemporâneas da administração pública, está relacionada com:

Alternativas
Comentários
  • Podemos entender que os governantes responsivos obedecem aos desejos ou às determinações dos cidadãos (o que os levaria a adotar políticas para atender a esses desejos). Sendo assim, os governos são responsivos “quando promovem os interesses dos cidadãos, adotando políticas escolhidas pelos cidadãos” (ARAÚJO & GOMES, 2006 apud PALUDO, 2013).

     

    Fonte:

    Augustinho Paludo. Administração Pública, 2013.

     

  • LETRA E

    RESPONSIVO: que envolve ou contém resposta.


ID
2130703
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Administração Pública
Assuntos

Um dos papéis do Estado, reconhecido por grande parte dos teóricos, é o papel da regulação. A regulação, dentre outros aspectos, tem por objetivo evitar que os interesses privados e, em especial, os interesses pela lucratividade se exacerbem a ponto de prejudicarem o interesse público. O Estado brasileiro dispõe, para isso de agências reguladoras, que acompanham as concessões de serviços públicos. Para o âmbito das demais empresas privadas:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    existe regulação para todas as empresas privadas, tendo em vista evitar distorções no mercado