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Prova Aeronáutica - 2014 - CIAAR - Primeiro Tenente - Serviços Jurídicos


ID
1516531
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


Logo no início do texto, o narrador diz que houve uma espera de três horas em “[...] esperamos três horas o seu quadrimotor."A respeito do termo destacado, analise as afirmativas.

I. Como pronome possessivo, indica ideia de posse.
II. Expressa um vínculo eventual entre o objeto e a pessoa do discurso.
III. Expressa um vínculo constante entre o assunto de que se fala e a pessoa do discurso.

Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Comentários
  • Gabarito B. Não entendi o erro do item I


  • Acho que é apenas uma questão de conceito e classificação. Há a posse propriamente dita, e o vínculo eventual estabelecido entre o objeto e a pessoa do discurso, que na verdade, no caso em tela, será de uso. (gramática Hoauiss de Azeredo)

  • LiLy Silva, eu concordo com a colega Emanuela, o que o autor quis dizer com pronome "seu", não teve o objetivo de posse proriamente dita, o quadrimotor não era do Pedro, mas sim com a finalidade de indicar o avião que ele iria embora.

    Exemplificando: Quando você vai levar alguém no aeroporto, você pode perguntar "Que horas é seu vôo?" ou "Que horas seu avião chega?" Não que a pessoa tenha um avião, mas você se refere ao meio de locomoção que ela vai embora.

     

    Espero ter ajudado a uma melhor compreensão.  

  • Ele está servindo apenas de vínculo entre objeto e pessoa. 

  • O possessivo não se limita a exprimir apenas a ideia de posse. Adquire variados matizes contextuais de sentido. No
    trecho em análise, Pedro não é, efetivamente, proprietário do quadrimotor aguardado. Mas, sim, em determinado
    momento o quadrimotor aguardado seria por ele utilizado.
    Fonte: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2009.

  • não um vínculo constante  (erro da III)

  • Pronome Possesivo

     

    Seu e Dele para evitar confusão: Em algumas ocasiões, o possesivo seu pode dar lugar a dúvidas a respeito do possuidor. Remedeia-se o mal com a substituição do seu, sua, seus, suas pelas formas dele, dela, deles, delas, de voçê, do senhor, conforme convier.

     

    Em 

          “[...] esperamos três horas o seu quadrimotor."

     

    Não nos dá certeza que Pedro é o possuidor do quadrimotor, o que nos leva a entender que o Item II é o correto, Portanto, gabarito letra B.

     

    FONTE: MOD.GRAMÁTICA PORTUGUESA 9.ED, EVANILDO BECHARA

         


ID
1516534
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


Algumas palavras são responsáveis por manter e/ou estabelecer entre as orações de um período certas relações de sentido essenciais para o entendimento do texto. Considerando tal aspecto, a correção semântica é mantida substituindo o termo grifado em “[...] embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual.” por

I. visto que;
II. ainda que;
III. conquanto;
IV. assim como.

Está(ão) correta(s) somente a(s) alternativa(s)

Alternativas
Comentários
  • "Ainda que" tbm está correto não?

  • Verdade Emanuela!!


  • JUSTIFICATIVA DA (BANCA) ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA A)
    Entre as principais conjunções concessivas estão: ainda que, conquanto, etc. exprimindo que um obstáculo – real ou suposto – não impedirá ou modificará a declaração da oração principal.
    Fontes:
    • BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2009.
    • SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática completa: teoria e prática. 31 ed. São Paulo: Nova Geração, 2011

    Recurso:

    Como podem notar, a própria justificativa da banca coloca porém como sinônimo de ainda que e conquanto.

    Como não existia a opção I e III, marquei a letra d)

     

     

     

    Obs.: Seria bom que os professores do QC dessem mais atenção aos concursos militares.

  • Obs.: Seria bom que os professores do QC dessem mais atenção aos concursos militares.

  • Tenho pedidos pendentes de comentários do professor para questões militares desde 2015, o filtro de questões está horrível, não coloca as mais recentes primeiro e tenho que ir de prova em prova se quiser fazer na ordem cronológica.

    O QC realmente deveria dar mais atenção aos recursos dos concursos militares.

  • Não tem importância que o "ainda que" está correto. Temos que nos ater as alternativas. As alternativas B, C, e D estão incorretas e a A está correta.

  • GABARITO: A

    “[...] embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual.”= Conjunção Concessiva

    I. visto que; Causal

    II. ainda que; Concessiva

    III. conquanto; Concessiva

    IV. assim como. Comparativa

    Como não tem a opção: II e III, o gabarito só poderia ser a letra A. Acho que a banca quis confundir o candidato rs.

  • Por mais que exista outra conjunção que encaixa, a única alternativa correta é a A.


ID
1516540
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


Associe as duas colunas relacionando os termos em destaque com suas respectivas funções sintáticas. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

(1) Sujeito
(2) Predicativo
(3) Objeto direto
(4) Objeto indireto

( ) “Viajou meu amigo Pedro''.(1°§)
( ) “Fui levá-lo ao Galeão, [...]" (1°§)
( ) “De repente o aeroporto ficou vazio''.(4°§)
( ) “A vista da pessoa humana lhe dá prazer." (2°§)

Alternativas
Comentários
  • Conjunção utilizada para relacionar duas orações, sendo que a oração subordinada contém um fato contrário ao que foi afirmado na oração principal; embora, se bem que: continuou trabalhando, conquanto exausto; aparenta riqueza, conquanto seja pobre.

  • A- 1 - 3 - 2 - 4

  • principais verbos de ligação:

    CAFES PP

    Continuar

    Andar

    Ficar

    Estar

    Ser

    Parecer

    Permanecer

    se eu estiver errada, por favor, evisem-me. Bons estudos!


ID
1516543
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


Considerando a justificativa para a acentuação gráfica das palavras, relacione as colunas a seguir e depois marque a sequência correta. (Alguns números poderão ser utilizados mais de uma vez.)

(1) Acentuam-se todas as proparoxítonas.
(2) Acentuam-se todas as paroxítonas terminadas em ditongo (seguido ou não de s).
(3) Acentuam-se as monossílabas tônicas terminadas em -a, -e, -o (seguidos ou não de s).
(4) Acentuam-se todas as paroxítonas que trazem qualquer outra terminação, menos -a(s), -e(s), -o(s), -em(-ens).

( ) três
( ) matéria
( ) hóspede
( ) horários
( ) plausível
( ) falássemos

Alternativas
Comentários
  • gabarito letra A

     

    Para a resolução deste exercício, bastava o conhecimento sobre a acentuação obrigatório das proparoxítonas, ou seja, a 3ª palavra HÓSPEDE (item 1) e a última palavra FALÁSSEMOS (item 1)

  • 8 anos desde esse comentário e nada mudou. e ainda tem quem diga que resolver questão não é prioridade

  • Que continue assim por muito mais tempo!!


ID
1516552
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


Considerando que o texto relata fatos vividos pelo narrador, torna-se frequente o uso do tempo verbal pretérito. Contudo, no trecho “A vista da pessoa humana lhe dá prazer.” (2°§), verifica-se o uso do tempo presente com o propósito de

Alternativas
Comentários
  • O tempo presente, entre outros, pode indicar que um fato costuma acontecer ou se repete mais ou menos com frequência. É o presente habitual ou iterativo.

  • Os tempos do verbo são:

     

    a) PRESENTE - Em referência a fatos que se passam ou se estendem ao momento em que falamos: eu canto;

     

    b) PRETÉRITO - Em referência a fatos anteriores ao momento em que falamos e subdividido em imprefeito, perfeito e mais que perfeito:

    cantava ( imperfeito ), cantei ( perfeito ) e cantara ( mais que perfeito );

     

    c) FUTURO - Em referência a fatos ainda não realizados e subdivididos em futuro do presente e futuro do pretérito:

    cantarei ( futuro do presente ), cantaria ( futuro do pretérito ), que implica também a modalidade condicional (cf. abaixo ).

     

    GABARITO: LETRA B

    FONTE: MOD.GRAMÁTICA PORT, 9.ED, EVANILDO BECHARA 


ID
1516555
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


Acerca dos fatores que contribuem para que o texto tenha estreita proximidade com a realidade, analise.

I. Situação final inesperada.

II. Uso frequente da primeira pessoa.

III. Grandiloquência e prolixidade nos fatos narrados.

Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Comentários

  • O uso frequente (apesar de não obrigatório) da primeira pessoa contribui para que o texto tenha uma aparência de

    realidade, já que tal recurso provoca a sensação no leitor de estar lendo um depoimento vivido pelo autor.


  • Nao entendi o motivo de a alternativa I está errada. Este trecho: ..."Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído.", a parte em negrito não seria uma situação inesperada?


ID
1516558
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


A unidade e coerência textuais têm características próprias, mas ambas estão estreitamente ligadas para que o texto seja claro e coerente. Acerca da repetição do adjetivo “especiais” , no 3°§, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • A repetição intencional representa um dos recursos mais férteis de que dispõe a linguagem para realçar as ideias.

    Os clássicos abusavam de tal recurso.


ID
1516561
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


“Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor.” (1°§). O papel pronominal exercido pelo termo em destaque pode ser visto, de acordo com a norma padrão, também em:

Alternativas
Comentários
  • O “onde” aparece como pronome relativo locativo, portanto apenas pode ser usado referindo-se a lugar.

  • Onde usado somente p/ Lugar

  • Por onde eu for, suas lembranças estarão presentes.

    Onde -> pronome relativo locativo


ID
1516564
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


O conjunto dos fatos apresentados, que se encadeiam, constituem o enredo do texto que leva a um desfecho. Em “No aeroporto” , a última frase “De repente o aeroporto ficou vazio.” possui um sentido

Alternativas
Comentários
  • denotativo: sentido real, assim como esta escrito;

    Conotativo: sentido figurado.

    gabarito D


ID
1516567
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


Dentre as características que o narrador atribui a Pedro está a de ser “parco de palavras” e dentre as que atribui a si mesmo está a de ser “puído” . Tais atribuições demonstram

Alternativas
Comentários
  • A atribuição de características através de adjetivos e locuções adjetivas é um recurso para que o ponto de vista a respeito de algo ou alguém seja demonstrado.

  • Significado de Parco

    adj.Característica do que é poupado ou econômico.Econômico nos gastos domésticos, nas despesas, nas refeições: indivíduo de atitudes parcas.Qualidade de escasso: sujeito de parca saúde; indivíduo de parcos bens.(Etm. do latim: parcus)

    Sinônimos de Parco

    Parco é sinônimo de: escasso, diminuto, inaudito, insuficiente, raro, vasqueiro, frugal, sóbrio.
     

    Significado de Puído

    adj.Desgastado, liso por fricção ou pelo uso prolongado; coçado.(part de puir)
    Fonte:https://www.dicio.com.br/


ID
1516570
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                    No aeroporto

     Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

     Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

     Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

     Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

                                                 ( ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
                                   Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108
.)


Releia o trecho: “Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva.” (2°§). Tendo em vida a relação estabelecida pelo termo em destaque, é possível sua substituição por

Alternativas
Comentários
  • Dentre as conjunções que exprimem a causa, o motivo, a razão do pensamento estão: que ( = porque), porque, visto que, visto como, já que, uma vez que (com verbo no indicativo), desde que (com verbo no indicativo).


ID
1516579
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                 A zaqa aérea do Brasil na Copa

          Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país
                           durante o maior evento esportivo do mundo.


          Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional - bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                           (André Vargas, Aero Magazine, n° 237 - 2014. Fragmento.)


Dentre os termos destacados a seguir, assinale o que indica uma relação anafórica estabelecida, contribuindo para a coesão textual

Alternativas
Comentários
  • Anáfora.

    Descrição:

    anáfora consiste na repetição de uma ou mais palavras no início de orações, períodos ou versos sucessivos. É um recurso bastante utilizado em poemas e letras de músicas. Essa figura de linguagemtambém se dá pela utilização de pronomes demonstrativos e pronomes relativos que substituem palavras ditas em orações anteriores.
    Fonte:http://www.figurasdelinguagem.com/anafora/

    R: Nas zonas de exclusão aéreas, os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos.


ID
1516582
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                 A zaqa aérea do Brasil na Copa

          Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país
                           durante o maior evento esportivo do mundo.


          Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional - bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                           (André Vargas, Aero Magazine, n° 237 - 2014. Fragmento.)


Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco.” O período destacado anteriormente possui elementos linguísticos que expressam, sequencialmente,

Alternativas
Comentários
  • GABARITO - A 

    MESMO EM HAVENDO UMA CONJUNÇÃO ADVERSATIVA, TAL QUESTÃO OBSERVA-SE PELO CONTEXTO. 

  • GABARITO A

     

    O termo “não” trata-se de um advérbio que indica negação. Já o termo “mas” trata-se de uma conjunção que estabelece uma relação de ressalva.

     

    Fonte: CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática Reflexiva: texto, semântica e interação. Ensino Médio. Integrado. Conforme nova ortografia. 3 ed. São Paulo: Atual, 2009.


ID
1516591
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                 A zaqa aérea do Brasil na Copa

          Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país
                           durante o maior evento esportivo do mundo.


          Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional - bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                           (André Vargas, Aero Magazine, n° 237 - 2014. Fragmento.)


A sinonímia é a equivalência de significado entre dois termos. Considerando que a escolha dos vocábulos tem relação direta com as interferências que o redator busca produzir em seu interlocutor, verifique qual(is) expressão(ões) sugerida(s) poderia(m) substituir o vocábulo destacado referente, tendo preservado o sentido atribuído originalmente de acordo com o contexto. Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo, para o(s) caso(s) em que não ocorre o mesmo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) “gênero” / relativo ao mesmo tipo, aos que se acham ligados pela similitude de particularidades.
( ) “incidentes” / acontecimentos previsíveis que modificam uma ação.
( ) “concentração” / agrupamento de várias pessoas num ponto determinado.

Alternativas
Comentários
  • Incidente - Evento não planejado que tem o potencial de levar a um acidente. Evento que deu origem a um acidente ou que tinha o potencial de levar a um acidente.

    Ocorreu um incidente no departamento de cargas.

  • Eu errei, pois concentração não é necessariamente uma concentração de pessoas, mas sim de qualquer coisa. Pegadinha =(

  •  

    GABARITO B

     

    Em “A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, [...]”, “gênero” = relativo ao mesmo tipo, aos que se acham ligados pela similitude de particularidades. – Verdadeiro.

     

    “incidentes” = acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. Portanto, a sugestão “acontecimentos previsíveis que modificam uma ação.” – Falsa.

     

    “concentração”/ agrupamento de várias pessoas num ponto determinado. – Verdadeiro.

     

    Fontes: • Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. • GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar. 27 ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2010.

     


ID
1516600
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                 A zaqa aérea do Brasil na Copa

          Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país
                           durante o maior evento esportivo do mundo.


          Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional - bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                           (André Vargas, Aero Magazine, n° 237 - 2014. Fragmento.)


A situação comunicacional do texto exige que a linguagem utilizada seja a formal, considerada adequada ao contexto. Tendo em vista tal aspecto, indique A para o(s) trecho(s) em que tal adequação pode ser observada e I para o(s) trecho(s) em que a construção pode ser considerada inadequada de acordo com a norma padrão.

(A) Construção adequada de acordo com a norma padrão.
(I) Construção inadequada de acordo com a norma padrão.

( ) “[...] que visa evitar atentados terroristas [...]”
( ) “[...] está a criação de zonas de exclusão aéreas,[...]”
( ) “Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013,[...]”

Alternativas
Comentários
  • Essa alternativa confere? O verbo visar no contexto da frase I não é transitivo indireto e pede a preposição A?

  • “[...] que visa evitar atentados terroristas [...]” – Adequado.

    A regência primária do verbo visar indica ser transitivo indireto visar a... Por causa da semântica “buscar, procurar; pretender”, passou a aceitar também a transitividade direta, dispensando a preposição. Isto se deu, de início, principalmente com o infinitivo: “Todas essas considerações visam apenas glosar os debates.” (Joaquim Ribeiro: Torres). “O ataque visava cortar a retaguarda da linha de frente.” (Euclides da Cunha: Nascentes). 


    “[...] está a criação de zonas de exclusão aéreas, [...]”– Adequado.

    O verbo “está” flexiona-se no singular assim como o sujeito “criação”. 


    “Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013,[...]” – Inadequado.

    O sujeito “copa”, no singular; verbo “vieram” flexionado no plural.

  • Quanto à frase "...visa atender aos desejos dos alunos", leitor quer saber se o certo não seria: "...visa a atender..."

    "Segundo a regência tradicional,o verbo VISAR, no sentido de "almejar, desejar, aspirar", era transitivo indireto: "Sua campanha visava AO governo do estado". Hoje em dia, porém, a maioria dos estudiosos considera caso de regência facultativa: transitive direto ou indireto.

    Portanto, se seguirmos rigorosamente a regência clássica, devemos usar a preposição "a": "...visa A atender aos desejos dos alunos".

    É importante, porém, observar que, atualmente, é perfeitamente aceitável a omissão da preposição quando se trata de locução verbal. Portanto, "visa atender" não é considerado um erro.

    O mesmo ocorre em :

    "Preciso de comprar..." ou "Preciso comprar...""

    Fonte: http://g1.globo.com/educacao/blog/dicas-de-portugues/post/duvida-dos-leitores.html

  • O verbo VISAR (no sentido de almejar; desejar) é via de regra transitivo indireto (exige a preposição A: A equipe visa à vitória). Contudo, visar + verbo no infinitivo, o emprego de preposição é facultativa.


ID
1516603
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                 A zaqa aérea do Brasil na Copa

          Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país
                           durante o maior evento esportivo do mundo.


          Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional - bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                           (André Vargas, Aero Magazine, n° 237 - 2014. Fragmento.)


O trecho “Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.” foi parafraseado sem alteração semântica e inadequação quanto à norma padrão em:

Alternativas
Comentários
  • JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA C)

     

    O trecho “Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.” possui o mesmo sentido observado na reescrita:

     

    “C) Caças e helicópteros permaneceram de prontidão em todos esses eventos.”, pois, a expressão “caças e helicópteros” permanece como sujeito da oração, sendo que no trecho original o verbo empregado foi “estiveram” substituído sem alteração semântica por “ permaneceram”.

     

    Quanto à expressão “em todos esses eventos”, ocorre sua repetição tal como está no trecho original.

     

    Fonte: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2009.


ID
1516618
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Sobre o Conselho Nacional de Justiça, marque a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • Letra (a)


    Art.92 I-A o Conselho Nacional de Justiça;


    Ação direta. EC 45/2004. Poder Judiciário. CNJ. Instituição e disciplina. Natureza meramente administrativa. Órgão interno de controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura. Constitucionalidade reconhecida. Separação e independência dos Poderes. História, significado e alcance concreto do princípio. Ofensa a cláusula constitucional imutável (cláusula pétrea). Inexistência. Subsistência do núcleo político do princípio, mediante preservação da função jurisdicional, típica do Judiciário, e das condições materiais do seu exercício Imparcial e independente. Precedente e Súmula 649. Inaplicabilidade ao caso. Interpretação dos arts. 2º e 60, § 4º, III, da CF. (...) São constitucionais as normas que, introduzidas pela EC 45, de 8-12-2004, instituem e disciplinam o CNJ, como órgão administrativo do Poder Judiciário nacional.


    Poder Judiciário. Caráter nacional. Regime orgânico unitário. Controle administrativo, financeiro e disciplinar. Órgão interno ou externo. Conselho de Justiça. Criação por Estado-membro. Inadmissibilidade. Falta de competência constitucional. Os Estados-membros carecem de competência constitucional para instituir, como órgão interno ou externo do Judiciário, conselho destinado ao controle da atividade administrativa, financeira ou disciplinar da respectiva Justiça. Poder Judiciário. CNJ. Órgão de natureza exclusivamente administrativa. Atribuições de controle da atividade administrativa, financeira e disciplinar da magistratura. Competência relativa apenas aos órgãos e juízes situados, hierarquicamente, abaixo do STF. Preeminência deste, como órgão máximo do Poder Judiciário, sobre o Conselho, cujos atos e decisões estão sujeitos a seu controle jurisdicional. Inteligência dos arts. 102, caput, I, letra r, e 103-B, § 4º, da CF. O CNJ não tem nenhuma competência sobre o STF e seus ministros, sendo esse o órgão máximo do Poder Judiciário nacional, a que aquele está sujeito.” (ADI 3.367, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 13-4-2005, Plenário, DJ de 22-9-2006.)


  • Gabarito A - O CNJ embora seja órgão do Poder Judiciário, não possui jurisdição. Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:

    I-A o Conselho Nacional de Justiça.

    § 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional.

    Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo:

    § 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura: 
  • CNJ não tem jurisdição!

  • CNJ---> só função administrativa, financeira e disciplinar!!

  • CRFB

    Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:

    I - o Supremo Tribunal Federal;

    I-A o Conselho Nacional de Justiça; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

    II - o Superior Tribunal de Justiça;

    III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais;

    IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho;

    V - os Tribunais e Juízes Eleitorais;

    VI - os Tribunais e Juízes Militares;

    VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.

    § 1º O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

    § 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

  • Órgãos do poder judiciário

    Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:

    I - o Supremo Tribunal Federal;

    I-A o Conselho Nacional de Justiça;  

    II - o Superior Tribunal de Justiça;

    II-A - o Tribunal Superior do Trabalho; 

    III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais;

    IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho;

    V - os Tribunais e Juízes Eleitorais;

    VI - os Tribunais e Juízes Militares;

    VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.

    Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.

    CNJ

    Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 membros com mandato de 2 anos, admitida 1recondução, sendo:   

    § 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:   


ID
1516621
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Penal Militar
Assuntos

Sobre a aplicação da pena no Código Penal Militar, marque a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • a – incorreta: essa é circunstância que agrava a pena:

    Art. 70. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não integrantes ou qualificativas do crime: I - a reincidência; II - ter o agente cometido o crime: a) por motivo fútil ou torpe; b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; c) depois de embriagar-se, salvo se a embriaguez decorre de caso fortuito, engano ou força maior; d) à traição, de emboscada, com surprêsa, ou mediante outro recurso insidioso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima; e) com o emprêgo de veneno, asfixia, tortura, fogo, explosivo, ou qualquer outro meio dissimulado ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum; f) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge; g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão; h) contra criança, velho ou enfermo; i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade; j) em ocasião de incêndio, naufrágio, encalhe, alagamento, inundação, ou qualquer calamidade pública, ou de desgraça particular do ofendido; l) estando de serviço; m) com emprêgo de arma, material ou instrumento de serviço, para esse fim procurado; n) em auditório da Justiça Militar ou local onde tenha sede a sua administração; o) em país estrangeiro.

    b – correta:


    Art.81. A pena unificada não pode ultrapassar de trinta anos, se é de reclusão, ou de quinze anos, se é de detenção.

    c – incorreta:

    Art.73. Quando a lei determina a agravação ou atenuação da pena sem mencionar oquantum, deve o juiz fixá-lo entre um quinto e um terço, guardados os limites da pena cominada ao crime.

    d – incorreta:

    Art.78. Em se tratando de criminoso habitual ou por tendência, a pena a ser imposta será por tempo indeterminado. O juiz fixará a pena correspondente à nova infração penal, que constituirá a duração mínima da pena privativa da liberdade, não podendo ser, em caso algum, inferior a três anos.

    (...)

    3º Considera-se criminoso por tendência aquele que comete homicídio, tentativa de homicídio ou lesão corporal grave, e, pelos motivos determinantes e meios ou modo de execução, revela extraordinária torpeza, perversão ou malvadez

  • B ) GABARITO

    art. 58. Reclusão mínimo 1 ano, máximo 30 anos
                Detenção mínimo 30 dias, máximo 10 anos
     
    OBS: art. 81. A pena UNIFICADA  não pode ultrapassar de 30 anos, se é RECLUSÃO, ou de 15 anos, se é de DETENÇÃO 

     

    SEJA FORTE !

  •  a) Ter o agente cometido o crime em país estrangeiro é uma circunstância que sempre atenua a pena.

     

     b) O Código Penal Militar determina expressamente que a pena unificada não pode ultrapassar de trinta anos, se é de reclusão, ou de quinze anos, se for de detenção.

     

     c) Quando a lei determina a agravação ou atenuação da pena sem mencionar o quantum, deve o juiz fixá-lo entre um sexto e um quinto, guardados os limites da pena cominada ao crime.

     

     d) Considera-se criminoso por tendência aquele que reincide pela segunda vez na prática de crime doloso da mesma natureza, punível com pena privativa de liberdade em período de tempo não superior a cinco anos, descontado o que se refere à cumprimento de pena. [Eu nem analisei esse item. A questão do criminoso por tendência não foi recepcionado pela CF/88]

  • A questão não falou "à luz da Constituição Federal" ou algo nesse sentido, mas sim "Sobre a aplicação da pena no Código Penal Militar, marque a afirmativa correta." o erro da alternativa d) foi ter colocado o conceito de criminoso habitual do art. 78, §2º, a) do CPM. Sempre melhor analisar a questão inteira ao invés de pular etapas...

  • GAB: B

    CPPM- Art. 81. A pena unificada não pode ultrapassar de trinta anos, se é de reclusão, ou de quinze anos, se é de detenção.

            Redução facultativa da pena

            § 1º A pena unificada pode ser diminuída de um sexto a um quarto, no caso de unidade de ação ou omissão, ou de crime continuadO

  • Rumo ao oficialato! PMSE

  • MÁXIMO da pena (Pena Pura)
    Pena de reclusão = 30 anos
    Detenção = 10 anos

    MÁXIMO da pena (Pena Unificada=combinada)
    Penas que levam em consideração (qualificantes, majorantes, atenuantes, circurstâncias especificas como concurso formal material, concurso de pessoas ...)
    Pena de reclusão = 30 anos (só lembrar que essa é a pena máxima no nosso país) salvo se for guerra declarada que tem a de morte
    Detenção= 15 anos (essa é a que cai mais em concursos)

  • Gabarito B

    Como ninguém comentou o item "D", segue:

    A alternativa "D" trouxe o conceito de Habitualidade Presumida, positivada no art. 78, §2°, "a":

    "reincide pela segunda vez na prática de crime doloso da mesma natureza, punível com pena privativa de liberdade em período de tempo não superior a cinco anos, descontado o que se refere a cumprimento de pena;"

    #Deusnocomandosempre

  • AGRAVANTES EXCLUSIVAS DO CÓDIGO PENAL MILITAR

    1 - Estando de Serviço

    2 - Praticar o ato no Estrangeiro

    3 - Embriagado (para o paisano apenas embriaguez preordenada)

    4 - Cometidas no auditório da justiça Militar

    5 - Emprego de arma, material ou instrumento de serviço

  • Mínimos e máximos genéricos

           Art. 58. O mínimo da pena de reclusão é de um ano, e o máximo de trinta anos; o mínimo da pena de detenção é de trinta dias, e o máximo de dez anos.

     Limite da pena unificada

           Art. 81. A pena unificada não pode ultrapassar de trinta anos, se é de reclusão, ou de quinze anos, se é de detenção.

    Pena de Reclusão

    *minimo 1 ano

    *máximo 30 anos

    Pena Detenção

    *minimo 30 dias

    *máximo 10 anos

    Pena Unificada

    *reclusão 30 anos

    *detenção 15 anos

  • Circunstâncias agravantes

           Art. 70. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não integrantes ou qualificativas do crime:

           I - a reincidência;

           II - ter o agente cometido o crime:

           a) por motivo fútil ou torpe;

           b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime;

           c) depois de embriagar-se, salvo se a embriaguez decorre de caso fortuito, engano ou fôrça maior;

           d) à traição, de emboscada, com surprêsa, ou mediante outro recurso insidioso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima;

           e) com o emprêgo de veneno, asfixia, tortura, fogo, explosivo, ou qualquer outro meio dissimulado ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum;

           f) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge;

           g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão;

           h) contra criança, velho ou enfêrmo;

           i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade;

           j) em ocasião de incêndio, naufrágio, encalhe, alagamento, inundação, ou qualquer calamidade pública, ou de desgraça particular do ofendido;

           l) estando de serviço;

           m) com emprêgo de arma, material ou instrumento de serviço, para êsse fim procurado;

           n) em auditório da Justiça Militar ou local onde tenha sede a sua administração;

           o) em país estrangeiro.

           Parágrafo único. As circunstâncias das letras c , salvo no caso de embriaguez preordenada, l , m e o , só agravam o crime quando praticado por militar.

          

  • GABARITO: Letra B

    a) Ter o agente cometido o crime em país estrangeiro é uma circunstância que sempre atenua a pena.

    Art. 70. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não integrantes ou qualificativas do crime:

           II - ter o agente cometido o crime:

     o) em país estrangeiro.

    .

    b) O Código Penal Militar determina expressamente que a pena unificada não pode ultrapassar de trinta anos, se é de reclusão, ou de quinze anos, se for de detenção.

    Art. 81. A pena unificada não pode ultrapassar de trinta anos, se é de reclusão, ou de quinze anos, se é de detenção.

    .

    c) Quando a lei determina a agravação ou atenuação da pena sem mencionar o quantum, deve o juiz fixá-lo entre um sexto e um quinto, guardados os limites da pena cominada ao crime.

    Art. 73. Quando a lei determina a agravação ou atenuação da pena sem mencionar o quantum , deve o juiz fixá-lo entre um quinto e um terço, guardados os limites da pena cominada ao crime.

    .

    d) Considera-se criminoso por tendência aquele que reincide pela segunda vez na prática de crime doloso da mesma natureza, punível com pena privativa de liberdade em período de tempo não superior a cinco anos, descontado o que se refere à cumprimento de pena.

    Art. 78, § 3º Considera-se criminoso por tendência aquele que comete homicídio, tentativa de homicídio ou lesão corporal grave, e, pelos motivos determinantes e meios ou modo de execução, revela extraordinária torpeza, perversão ou malvadez.

    .

    Art. 78, § 2º Considera-se criminoso habitual aquele que:

           a) reincide pela segunda vez na prática de crime doloso da mesma natureza, punível com pena privativa de liberdade em período de tempo não superior a cinco anos, descontado o que se refere a cumprimento de pena;

  • Show de comentários

  • Observação para quem estuda cada alterativa, seus erros, acertos e motivos.

    A alternativa A diz: Ter o agente cometido o crime em país estrangeiro é uma circunstância que SEMPRE ATENUA a pena.

    Se em vez de atenua estivesse AGRAVA A PENA, ainda assim estaria incorreta. Segundo o Art. 70°, PÚ, só agrava a pena se o crime praticado no país estrangeiro for cometido por MILITAR, não se enquadrando civil. Ou seja, nem sempre agrava a pena.


ID
1516624
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Penal Militar
Assuntos

O Código Penal Militar considera praticado o crime no momento

Alternativas
Comentários
  • Art. 5º Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o do resultado.

         

  • LUA - Lugar Ubiquidade Ação da Omissão

    TA - Tempo da Ação

     

  • Esse "LUTA" me tira de cada uma....

  • GABARITO - LETRA D

     

    Código Penal Militar

     

    Art. 5º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o do resultado.

     

    DISCIPLINA, DISCIPLINA, DISCIPLINA.

         

  • CPM:

     

    1.  Tempo do crime: Teoria da atividade (igual ao CP);

     

    2. Lugar do Crime:

    a. Comissivos: Teoria da Ubiquidade

    b. Omissivos: Teoria da Atividade

  •         Tempo do crime

            Art. 5º Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o do resultado.

            Lugar do crime

            Art. 6º Considera-se praticado o fato, no lugar em que se desenvolveu a atividade criminosa, no todo ou em parte, e ainda que sob forma de participação, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Nos crimes omissivos, o fato considera-se praticado no lugar em que deveria realizar-se a ação omitida.

  • Teoria da ATIVIDADE.

  • Tempo do crime(teoria da atividade)

           Art. 5º Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o do resultado.

            Lugar do crime(teoria da ubiquidade/mista)

           Art. 6º Considera-se praticado o fato, no lugar em que se desenvolveu a atividade criminosa, no todo ou em parte, e ainda que sob forma de participação, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Nos crimes omissivos, o fato considera-se praticado no lugar em que deveria realizar-se a ação omitida.

    crimes omissivos-teoria da atividade


ID
1516627
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal Militar
Assuntos

Sobre o Processo Penal Militar, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A seguir, indique a opção que apresenta a sequência correta.

( ) Apresentada a denúncia, o Ministério Público não poderá desistir da ação penal.

( ) A função de órgão de acusação não impede o Ministério Público de opinar pela absolvição do acusado, quando entender que, para aquele efeito, existem fundadas razões de fato ou de direito.

( ) Uma vez admitido o assistente do Ministério Público, o processo prosseguirá independentemente de qualquer aviso a ele, salvo notificação para assistir ao julgamento.

( ) O juiz não poderá cassar a admissão do assistente.

Alternativas
Comentários
  • gabarito: A (v-v-v-f)

    1 - art. 32/CPPM

    2 - art. 54, parágrafo único/CPPM

    3 - art. 66/CPPM

    4 - Vide literalidade do art. 67/CPPM
  • letra "a"

    somente a última afirmação é falsa:

     Cassação de assistência

      Art. 67. O juiz poderá cassar a admissão do assistente, desde que este tumultue o processo ou infrinja a disciplina judiciária.


  • Para ficar melhor a visualização dos colegas:

     

    a) Art. 32. Apresentada a denúncia, o Ministério Público não poderá desistir da ação penal.

     

    b) Art. 54, Parágrafo único. A função de órgão de acusação não impede o Ministério Público de opinar pela absolvição do acusado, quando entender que, para aquêle efeito, existem fundadas razões de fato ou de direito.

     

    c) Art. 66. O processo prosseguirá independentemente de qualquer aviso ao assistente, salvo notificação para assistir ao julgamento.

     

    d) Art. 67. O juiz poderá cassar a admissão do assistente, desde que êste tumultue o processo ou infrinja a disciplina judiciária.

  • CPPM- DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

    Notificação do assistente

            Art. 66. O processo prosseguirá independentemente de qualquer aviso ao assistente, salvo notificação para assistir ao julgamento.

     

     

     

    CPP- DIREITO PROCESSUAL COMUM------>Art. 271.  Ao assistente será permitido propor meios de prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público, ou por ele próprio, nos casos dos arts. 584, § 1o, e 598.

            § 1o  O juiz, ouvido o Ministério Público, decidirá acerca da realização das provas propostas pelo assistente.

            § 2o  O processo prosseguirá independentemente de nova intimação do assistente, quando este, intimado, deixar de comparecer a qualquer dos atos da instrução ou do julgamento, sem motivo de força maior devidamente comprovado.

  • (V) Apresentada a denúncia, o Ministério Público não poderá desistir da ação penal. 

     

    (V) A função de órgão de acusação não impede o Ministério Público de opinar pela absolvição do acusado, quando entender que, para aquele efeito, existem fundadas razões de fato ou de direito. 

     

    (V) Uma vez admitido o assistente do Ministério Público, o processo prosseguirá independentemente de qualquer aviso a ele, salvo notificação para assistir ao julgamento.

     

    (F) O juiz não poderá cassar a admissão do assistente.

  • Asistente é a figura do ofendido ao auxiliar o MP na acusação.

    O assistente também é chamado de “parte contingente”, “adesiva”, ou “adjunta”.

    O assistente é considerado a única parte desnecessária e eventual do processo (art. 66 CPPM), além do juiz poder cassar a admissão daquele (assistente), caso infrinja a disciplina juduiciária ou tumultue o processo (Art. 67). Havendo a cassação do assistente, poderá outro ser nomeado (Art. 68).

     

    Notificação do assistente

            Art. 66. O processo prosseguirá independentemente de qualquer aviso ao assistente, salvo notificação para assistir ao julgamento.

    Cassação de assistência

            Art. 67. O juiz poderá cassar a admissão do assistente, desde que êste tumultue o processo ou infrinja a disciplina judiciária.

    Não decorrência de impedimento

            Art. 68. Da assistência não poderá decorrer impedimento do juiz, do membro do Ministério Público ou do escrivão, ainda que supervenientes na causa. Neste caso, o juiz cassará a admissão do assistente, sem prejuízo da nomeação de outro, que não tenha impedimento

  • Trata-se do Princípio da Obrigatoriedade da Ação Penal Pública

    Abraços

  • GABARITO: Letra A

    (V) Apresentada a denúncia, o Ministério Público não poderá desistir da ação penal.

     Art. 32. Apresentada a denúncia, o Ministério Público não poderá desistir da ação penal.

    .

    (V) A função de órgão de acusação não impede o Ministério Público de opinar pela absolvição do acusado, quando entender que, para aquele efeito, existem fundadas razões de fato ou de direito.

    Art. 54, Parágrafo único. A função de órgão de acusação não impede o Ministério Público de opinar pela absolvição do acusado, quando entender que, para aquele efeito, existem fundadas razões de fato ou de direito.

    .

    (V) Uma vez admitido o assistente do Ministério Público, o processo prosseguirá independentemente de qualquer aviso a ele, salvo notificação para assistir ao julgamento.

    Art. 66. O processo prosseguirá independentemente de qualquer aviso ao assistente, salvo notificação para assistir ao julgamento.

    .

    (F) O juiz não poderá cassar a admissão do assistente.

     Art. 67. O juiz poderá cassar a admissão do assistente, desde que este tumultue o processo ou infrinja a disciplina judiciária.


ID
1516630
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Penal Militar
Assuntos

Estabelece o Código Penal Militar que encontra-se em estado de necessidade “quem, para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição, contra perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda quando superior ao direito protegido, desde que não lhe era razoavelmente exigível conduta diversa.” Essa hipótese de estado de necessidade exclui a

Alternativas
Comentários
  • Art. 38. Não é culpado quem comete o crime:

      Coação irresistível

      a) sob coação irresistível ou que lhe suprima a faculdade de agir segundo a própria vontade;

      Obediência hierárquica

      b) em estrita obediência a ordem direta de superior hierárquico, em matéria de serviços.

      1° Responde pelo crime o autor da coação ou da ordem.

      2° Se a ordem do superior tem por objeto a prática de ato manifestamente criminoso, ou há excesso nos atos ou na forma da execução, é punível também o inferior.

      Estado de necessidade, com excludente de culpabilidade

  •  Estado de necessidade, com excludente de culpabilidade

     Art. 39. Não é igualmente culpado quem, para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição, contra perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda quando superior ao direito protegido, desde que não lhe era razoavelmente exigível conduta diversa.

  • Caro colega Elton,


    O CPM adota a TEORIA DIFERENCIADORA ALEMÃ no que diz respeito ao estado de necessidade, pois, considerando-se os valores dos bens jurídicos em conflito, distinguem-se o estado de necessidade justificante (afasta a ilicitude) e o estado de necessidade exculpante (afasta a culpabilidade). 

    O estado de necessidade exculpante elimina a culpabilidade quando o bem protegido é de valor igual ou inferior em relação ao valor do bem sacrificado, situação que se encaixa no enunciado da questão. Trata-se de hipótese de inexigibilidade de conduta diversa.

  • estado de necessidade exculpante

    pra resumir   {teoria causalista diferenciadora}



  • .....

    LETRA B – ERRADO - Segundo Cícero Robson Coimbra Neves e Marcello Streifinger (in Manual de direito penal militar. 2 Ed. São Paulo: Saraiva, 2012.  pág. 342):

     

    “A teoria unitária ou monista sustenta que o estado de necessidade terá apenas a natureza justificante, independentemente da valoração dos bens a serem sacrificados, não levando em consideração a supremacia do bem protegido em relação ao sacrificado, e vice-versa. Há, ainda, setor da teoria monista que afirma que o estado de necessidade, em verdade, possui efeitos exculpantes, também independentemente da valoração de bens. A lei penal comum consagrou o efeito justificante, conforme consigna o art. 23, I, do CP.

     

    (....)

     

    Dessa forma, contrapondo-se à teoria unitária, adotada pela nova Parte Geral do Código Penal comum, o Código Penal Militar adota a teoria diferenciadora, consagrando o estado de necessidade exculpante e justificante. Dispõe o art. 39 do CPM: “Não é igualmente culpado quem, para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição, contra perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda quando superior ao direito protegido, desde que não lhe era razoavelmente exigível conduta diversa” (estado de necessidade exculpante), ao passo que o art. 42 do referido Código consigna não haver crime quando o fato é praticado em estado de necessidade, compreendido este, para efeitos justificantes, conforme o art. 43, que considera em estado de necessidade “quem pratica o fato para preservar direito seu ou alheio, de perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, desde que o mal causado, por sua natureza e importância, é consideravelmente inferior ao mal evitado, e o agente não era legalmente obrigado a arrostar o perigo”.” (Grifamos)

     

     

     

    Segundo Cícero Robson Coimbra Neves e Marcello Streifinger (in Manual de direito penal militar. 2 Ed. São Paulo: Saraiva, 2012.  pág. 342):

     

    “Já a teoria diferenciadora atribui ao estado de necessidade, alternativa e simultaneamente, efeitos justificante e exculpante”[611]. Foi a teoria adotada pelo Código Penal comum de 1969, revogado antes de entrar em vigor, e é a adotada pela legislação penal alemã e pelo nosso Código Penal Militar.” (Grifamos)

  • “quem, para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição, contra perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda quando superior ao direito protegido, desde que não lhe era razoavelmente exigível conduta diversa.”

  • Estado de necessidade exculpante !!! exclusão da culpabilidade

    Fica alerta pessoal CPM adota a teoria Diferenciadora diferente no CP comum que é a teoria unitária!

  • Gab (C)
    Estado de Necessidade:
     O CP comum Adotou a Teoria Unitária (pouco importa o valor do bem jurídico, apenas incidirá a excludente de ilicitude).
        O CPM Adotou a Teoria Diferenciadora e se perfaz sobre duas modalidades: 

     

    Exculpante: o bem jurídico sacrificado era maior que o bem jurídico protegido. Nesse caso isenta a pena, pois EXCLUI A CULPABILIDADE.

     

    Justificante: o bem sacrificado é de valor igual ou inferior ao bem preservado. Nesse caso exclui o crime pois é causa de EXCLUDENTE DE ILICITUDE.

    COMPLEMENTANDO...

    O estado de necessidade coativo tambem pode aparecer com as seguintes nomenclaturas:

    - violencia salvifica

    - excludente do comandante

    - excludente inominada

  • Se mesmo com esses bizus da hora você não memorizar essa bagaça, lembre-se do seguinte:

     

    Falou em parente ou afinidade = EXCLUDENTE DE CULPABILIDADE = EXCULPANTE;

    Falou em justificativa de alguma coisa = EXCLUDENTE DE ILICITUDE = JUSTIFICANTE.

     

     

     

    Abraço e bons estudos.

  • Estado de necessidade, como excludente de culpabilidade(exculpante)

           Art. 39. Não é igualmente culpado quem, para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição, contra perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda quando superior ao direito protegido, desde que não lhe era razoavelmente exigível conduta diversa.

  • Estado de necessidade exculpante(exclui a culpabilidade)

    *ligado a estreitas relações de parentesco ou afeição.

  •  ainda quando superior ao direito protegido = EXCLUI A CULPABILIDADE

  • Sacrifica direito superior ao protegido = exculpante


ID
1516633
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal Militar
Assuntos

Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

No Processo Penal Militar a denúncia deverá ser oferecida, se o acusado estiver preso, dentro do prazo de_____   dias, contados da data do recebimento dos autos para aquele fim; e, dentro do prazo de___   dias, se o acusado estiver solto. O auditor deverá manifestar-se sobre a denúncia, dentro do prazo de_____   dias.

Alternativas
Comentários
  •  A denúncia deverá ser oferecida, se o acusado estiver prêso, dentro do prazo de cinco dias, contados da data do recebimento dos autos para aquêle fim; e, dentro do prazo de quinze dias, se o acusado estiver sôlto. O auditor deverá manifestar-se sôbre a denúncia, dentro do prazo de quinze dias

  • Prazo para oferecimento da denúncia

     Art. 79. A denúncia deverá ser oferecida, se o acusado estiver prêso, dentro do prazo de cinco dias, contados da data do recebimento dos autos para aquêle fim; e, dentro do prazo de quinze dias, se o acusado estiver sôlto. O auditor deverá manifestar-se sôbre a denúncia, dentro do prazo de quinze dias.


  • Obs: Nos processos de deserção/insubmissão o prazo é de 5 dias, independente se o desertor/insubmisso estiver preso ou solto.

     

     

  • Manifestação da Denuncia 

     

     Art. 79. A denúncia deverá ser oferecida, se o acusado estiver prêso, dentro do prazo de cinco dias, contados da data do recebimento dos autos para aquêle fim; e, dentro do prazo de quinze dias, se o acusado estiver sôlto. O auditor deverá manifestar-se sôbre a denúncia, dentro do prazo de quinze dias.


    5 preso

    15 Solto 

    15 manifestação do auditor

  • QUESTÃO LINDA *_*

  • Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. 

    No Processo Penal Militar a denúncia deverá ser oferecida, se o acusado estiver preso, dentro do prazo de dias, contados da data do recebimento dos autos para aquele fim; e, dentro do prazo d e dias, se o acusado estiver solto. O auditor deverá manifestar-se sobre a denúncia, dentro do prazo de dias.

    a) 5/10/5

    b) 5/15/15

    c) 10/10/15

    d) 10/15/10

     

    Gabarito B. No Processo Penal Militar a denúncia deverá ser oferecida, se o acusado estiver preso, dentro do prazo de CINCO dias, contados da data do recebimento dos autos para aquele fim; e, dentro do prazo de QUINZE dias, se o acusado estiver solto. O auditor deverá manifestar-se sobre a denúncia, dentro do prazo de QUINZE dias. CPPM: “Prazo para oferecimento da denúncia Art. 79. A denúncia deverá ser oferecida, se o acusado estiver prêso, dentro do prazo de cinco dias, contados da data do recebimento dos autos para aquêle fim; e, dentro do prazo de quinze dias, se o acusado estiver sôlto. O auditor deverá manifestar-se sôbre a denúncia, dentro do prazo de quinze dias”.

    Assunto: TÍTULO VII – CAPÍTULO ÚNICO - DA DENÚNCIA – Art. 77 ao 81

  • esse prazo de 15 dias para oferecer denúncia no caso de réu solto, é prorrogável?

  •  

    Prazo para oferecimento da denúncia
    Art. 79

    Prorrogação de prazo
    § 1º O prazo para o oferecimento da denúncia poderá, por despacho do juiz, ser prorrogado ao dôbro; ou ao triplo,
    em caso excepcional e se o acusado não estiver prêso.

  • DENÚNCIA: 5 PRESO / 15 SOLTO

    IPM: 20 PRESO / 40 SOLTO (prorrogado por + 20, se necessário)

    Abraços

  • OFERECIMENTO DA DENÚNCIA:

    5 preso

    15 Solto 

    15 manifestação do auditor

  • Ação penal militar

    Em regra

    *Ação penal pública incondicionada

    Art. 29. A ação penal é pública e somente pode ser promovida por denúncia do Ministério Público Militar.

    Ação penal pública condicionada a representação do ofendido

    *Não existe no CPM e no CPPM

    Exceção (casos determinados)

    Art. 31. Nos crimes previstos nos arts 136 ao 141 do CPM, a ação penal; quando o agente for militar, depende de requisição, que será feita ao procurador-geral da Justiça Militar, pelo Ministério a que o agente estiver subordinado; no caso do art. 141 do mesmo Código, quando o agente fôr civil e não houver coautor militar, a requisição será do Ministério da Justiça.

    Ação penal pública condicionada a requisição do ministério público militar estadual ou federal

    *Nos crimes previstos nos artigos 136 ao 141 do CPM quando o agente for militar

    *Requisição será feita ao procurador-geral da Justiça Militar

    Ação penal pública condicionada a requisição do Ministério da Justiça

    *No crime do artigo 141 do CPM quando o agente for civil e não houver coautor militar

    Requisição será feita ao Ministério da Justiça

    Ação penal privada

    *Não existe no CPM e no CPPM

    Ação penal privada subsidiária da pública

    *Admitido, mas não possui previsão expressa no CPPM

    *Possui previsão constitucional

    *Art 5 LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal

    Medidas tomadas pelo MP que não configura inércia

    *Pedido de arquivamento do IPM

    *Requisição de diligências

    *Oferecimento da denúncia

    Prazo para o oferecimento da denúncia

    Art. 79. A denúncia deverá ser oferecida, se o acusado estiver preso, dentro do prazo de 5 dias, contados da data do recebimento dos autos para aquele fim; e, dentro do prazo de 15 dias, se o acusado estiver solto. O auditor deverá manifestar-se sobre a denúncia, dentro do prazo de quinze dias.

    § 1º O prazo para o oferecimento da denúncia poderá, por despacho do juiz, ser prorrogado ao dobro ou ao triplo, em caso excepcional e se o acusado não estiver preso.

    Indiciado preso

    *Prazo de 5 dias

    Prorrogação

    *Pode ser duplicado por + 5 dias (prazo máximo de 10 dias)

    Indiciado solto

    *Prazo 15 dias

    Prorrogação

    *Pode ser triplicado por + 15 dias (prazo máximo 45 dias)

    Manifestação do auditor

    Dentro do prazo 15 dias

    Condições da ação

    *Procedência jurídica dos pedidos

    *Legitimidade de partes

    *Interesse de agir

    Vício nos pressupostos da ação

    *Carência da ação penal + Nulidade dos atos processuais

    Alguns dos princípios que regem a ação penal militar

    Princípio da obrigatoriedade

    Art. 30. A denúncia deve ser apresentada sempre que houver:

    a) prova de fato que, em tese, constitua crime (Materialidade)

    b) indícios de autoria.

    Princípio da indisponibilidade

    Art. 32. Apresentada a denúncia, o Ministério Público não poderá desistir da ação penal.

    Princípio da oficialidade

    Cabe ao órgão oficial a competência para a propositura

    Princípio da intranscedência

    Não pode passar da pessoa do acusado

  • OFERECER DENÚNCIA art 79 CPPM ( máximo 6 testemunhas )

    1 - Preso: 5 dias

    2 - Solto: 15 dias (x2) (x3)

    3- Auditor manifestar: 15 dias


ID
1516636
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal Militar
Assuntos

Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

Estabelece o Código Penal Militar que a apelação será interposta por petição escrita, dentro do prazo de _____ dias. Recebida a apelação, será aberta vista dos autos, sucessivamente, ao apelante e ao apelado pelo prazo de dias, a cada um, para oferecimento de razões.

Alternativas
Comentários
  • 5/10 conforme CPPM ARTS. 529 e 531

  • Art. 529. A apelação será interposta por petição escrita, dentro do prazo de cinco dias, contados da data da intimação da sentença ou da sua leitura em pública audiência, na presença das partes ou seus procuradores.

       

      Art. 531. Recebida a apelação, será aberta vista dos autos, sucessivamente, ao apelante e ao apelado pelo prazo de dez dias, a cada um, para oferecimento de razões.

           

  • Pq não é segundo o Cpm e sim segundo o Cppm.

  • GABARITO: Letra B

    Art. 529. A apelação será interposta por petição escrita, dentro do prazo de cinco dias, contados da data da intimação da sentença ou da sua leitura em pública audiência, na presença das partes ou seus procuradores.

    .

    Art. 531. Recebida a apelação, será aberta vista dos autos, sucessivamente, ao apelante e ao apelado pelo prazo de dez dias, a cada um, para oferecimento de razões.

    § 1º Se houver assistente, poderá êste arrazoar, no prazo de três dias, após o Ministério Público.

    § 2º Quando forem dois ou mais os apelantes, ou apelados, os prazos serão comuns.

  • APELAÇÃO CPPM: interposição em 5 dias e razões em 10 dias


ID
1516639
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Sobre o tratamento que o Código de Processo Civil dá ao tema oposição, considere as seguintes afirmativas.

I. Distribuída a oposição por dependência, serão os opostos citados pessoalmente, para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias.

II. A oposição, oferecida após a audiência, será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação, sendo ambas julgadas pela mesma sentença.

III. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido, contra o outro prosseguirá o opoente.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Comentários
  • Letra (b) 


    Art. 58. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido, contra o outro prosseguirá o opoente.


    Item I - 

    Art. 57. O opoente deduzirá o seu pedido, observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. 282 e 283). Distribuída a oposição por dependência, serão os opostos citados, na pessoa dos seus respectivos advogados, para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias.


    Item II -

    Art. 59. A oposição, oferecida antes da audiência, será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação, sendo ambas julgadas pela mesma sentença.

  • Artigos equivalentes no NCPC

    Art. 683.  O opoente deduzirá o pedido em observação aos requisitos exigidos para propositura da ação.

    Parágrafo único.  Distribuída a oposição por dependência, serão os opostos citados, na pessoa de seus respectivos advogados, para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias.

    Art. 684.  Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido, contra o outro prosseguirá o opoente.

    Art. 685.  Admitido o processamento, a oposição será apensada aos autos e tramitará simultaneamente à ação originária, sendo ambas julgadas pela mesma sentença.(a redação foi alterada = art. 59, II)

  • NOVO CPC

    CAPÍTULO VIII
    DA OPOSIÇÃO

    Art. 682.  Quem pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu poderá, até ser proferida a sentença, oferecer oposição contra ambos.

    Art. 683.  O opoente deduzirá o pedido em observação aos requisitos exigidos para propositura da ação.

    Parágrafo único.  Distribuída a oposição por dependência, serão os opostos citados, na pessoa de seus respectivos advogados, para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias.

    Art. 684.  Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido, contra o outro prosseguirá o opoente.

    Art. 685.  Admitido o processamento, a oposição será apensada aos autos e tramitará simultaneamente à ação originária, sendo ambas julgadas pela mesma sentença.

    Parágrafo único. Se a oposição for proposta após o início da audiência de instrução, o juiz suspenderá o curso do processo ao fim da produção das provas, salvo se concluir que a unidade da instrução atende melhor ao princípio da duração razoável do processo.

    Art. 686.  Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação originária e a oposição, desta conhecerá em primeiro lugar.


ID
1516642
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

“A” vem a óbito em São Paulo/SP. Ele possuía bens imóveis em Belo Horizonte/MG e Brasília/DF. Partindo do pressuposto de que “A” não tinha domicílio certo, é correto afirmar que, para conhecer do inventário, é competente o foro de

Alternativas
Comentários
  • Letra (b)


    Art. 96. O foro do domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade e todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.


    Parágrafo único. É, porém, competente o foro:


    I - da situação dos bens, se o autor da herança não possuía domicílio certo;

    II - do lugar em que ocorreu o óbito se o autor da herança não tinha domicílio certo e possuía bens em lugares diferentes.


  • Questão desatualizada!

     

    Art. 48.  O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.

     

    Parágrafo único.  Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente:

    I - o foro de situação dos bens imóveis;

    II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes;

    III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio.


ID
1516645
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

É inderrogável por convenção das partes a competência em razão do(a)

Alternativas
Comentários
  • Letra (d)


    Art. 111. A competência em razão da matéria e da hierarquia é inderrogável por convenção das partes; mas estas podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde serão propostas as ações oriundas de direitos e obrigações.


  • Novo Código de Processo Civil:

     

    Art. 62.  A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes.


ID
1516648
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Sobre o tratamento que o Código de Processo Civil dá aos prazos, considere as seguintes afirmativas.

I. O prazo, estabelecido pela lei ou pelo juiz, é contínuo, não se interrompendo nos feriados.

II. Não havendo preceito legal nem assinação pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

III. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor.

Estão corretas as assertivas

Alternativas
Comentários
  • Letra (a)


    Item I - Art. 178. O prazo, estabelecido pela lei ou pelo juiz, é contínuo, não se interrompendo nos feriados.


    Item II - Art. 185. Não havendo preceito legal nem assinação pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.


    Item III - Art. 186. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor.


  • Questão desatualizada em virtude do NCPC

    art. 178 do CPC/73 = sem equivalência no NCPC

    art. 185 do CPC/73 = art. 224, § 3º Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.

    art. 186 do CPC/73 = Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa.


ID
1516651
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. No caso de procedimento sumário, sendo ré a Fazenda Pública, o juiz designará audiência de conciliação a ser realizada no prazo de ________ dias, citando a ré com a antecedência mínima de ______ dias.

Alternativas
Comentários
  • Letra (d)


    Art. 277. O juiz designará a audiência de conciliação a ser realizada no prazo de trinta dias, citando-se o réu com a antecedência mínima de dez dias e sob advertência prevista no § 2º deste artigo, determinando o comparecimento das partes. Sendo ré a Fazenda Pública, os prazos contar-se-ão em dobro.


    LEI Nº 9.245, DE 26 DE DEZEMBRO DE 1995.
  • ART. 277 - SEM CORRESPONDENCIA NOVO CPC.

     

    NOVO CPC

    CAPÍTULO V
    DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO OU DE MEDIAÇÃO

    Art. 334.  Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência.

    § 1o O conciliador ou mediador, onde houver, atuará necessariamente na audiência de conciliação ou de mediação, observando o disposto neste Código, bem como as disposições da lei de organização judiciária.

    § 2o Poderá haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à mediação, não podendo exceder a 2 (dois) meses da data de realização da primeira sessão, desde que necessárias à composição das partes.

    § 3o A intimação do autor para a audiência será feita na pessoa de seu advogado.

    § 4o A audiência não será realizada:

    I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual;

    II - quando não se admitir a autocomposição.

    § 5o O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na autocomposição, e o réu deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 10 (dez) dias de antecedência, contados da data da audiência.

    § 6o Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da audiência deve ser manifestado por todos os litisconsortes.

    § 7o A audiência de conciliação ou de mediação pode realizar-se por meio eletrônico, nos termos da lei.

    § 8o O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado.

    § 9o As partes devem estar acompanhadas por seus advogados ou defensores públicos.

    § 10.  A parte poderá constituir representante, por meio de procuração específica, com poderes para negociar e transigir.

    § 11.  A autocomposição obtida será reduzida a termo e homologada por sentença.

    § 12.  A pauta das audiências de conciliação ou de mediação será organizada de modo a respeitar o intervalo mínimo de 20 (vinte) minutos entre o início de uma e o início da seguinte.


ID
1516654
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Financeiro
Assuntos

Sobre a Lei n° 4.320, de 17 de março de 1964, que trata de Direito Financeiro, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

( ) Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das não processadas.

( ) Os créditos suplementares são os destinados às despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica.

Alternativas
Comentários
  • Letra (d)


    Item I - Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

    Item II - Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.

    Item III - Art. 41. Os créditos adicionais classificam-se em:

    I - suplementares, os destinados a refôrço de dotação orçamentária;

    II - especiais, os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica;

    III - extraordinários, os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.


  • Bastava saber que a última alternativa está errada  para podermos  eliminar todas as outras alternativas.

  • GABARITO: Letra D

    (V) O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

    Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

    .

    (V) Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das não processadas.

    Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.

    .

    (F) Os créditos suplementares são os destinados às despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica.

    Art. 41. Os créditos adicionais classificam-se em:

    I - suplementares, os destinados a reforço de dotação orçamentária;

    II - especiais, os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica;

    III - extraordinários, os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.


ID
1516657
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Sobre o tratamento que a Lei n° 6.880, de 9 de dezembro de 1980 (Estatuto dos Militares) dá às recompensas e às dispensas do serviço, marque a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Art . 148. As dispensas de serviço podem ser concedidas aos militares: 

    I - como recompensa; 

    II - para desconto em férias; e 

    III - em decorrência de prescrição médica. 

    Parágrafo único. As dispensas de serviço serão concedidas com a remuneração integral e computadas como tempo de efetivo serviço. 

  • Comentando item por item:

    Alternativa A (INCORRETA): As dispensas de serviço são, sim, consideradas uma espécie de recompensa. Assim preceitua a alínea "d", §1º do art. 146 do Estatuto dos militares: "são recompensas: as dispensas de serviço".


    Alternativa B (INCORRETA): As dispensas de serviço podem ser concedidas aos militares para desconto em férias, conforme previsão do inciso II do art. 147 do Estatuto dos militares.

    Alternativa C (CORRETA): De acordo com o estabelecido no parágrafo único do art. 148 do Estatuto dos militares: "as dispensas de serviço serão concedidas com a remuneração integral e computadas como tempo de efetivo serviço".

    Alternativa D (INCORRETA): As dispensas de serviço são autorizações concedidas aos militares para afastamento total do serviço, mas em caráter temporário, e não permanente, como preceitua a questão. tal disposição encontra previsão literal no art. 147 do Estatuto dos militares.


ID
1516660
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Legislação Federal

Estabelece a Lei n° 5.836, de 5 de dezembro de 1972, que o Conselho de Justificação é destinado a julgar, através de processo especial, da incapacidade do oficial das Forças Armadas - militar de carreira - para permanecer na ativa, criando-lhe, ao mesmo tempo, condições para se justificar. De acordo com a norma citada, pode(m) fazer parte do Conselho de Justificação

Alternativas
Comentários
  • Letra C.
    Art. 5o O Conselho de Justificação é composto de 3 (três) oficiais, da ativa, da Força Armada do justificante, de posto superior ao seu. 

    § 1o O membro mais antigo do Conselho de Justificação, no mínimo um oficial superior da ativa, e o presidente, o que lhe segue em antigüidade é o interrogante e relator, e o mais moderno, o escrivão. 

    § 2o Não podem fazer parte do Conselho de Justificação:
     a) o oficial que formulou a acusação;

     b) os oficiais que tenham entre si, com o acusador ou com o acusado, parentesco consangüíneo ou afim, na linha reta ou até quarto grau de consangüinidade colateral ou de natureza civil; e

     c) os oficiais subalternos. 

    § 3o Quando o justificante é oficial-general cujo posto não permita a nomeação de membros do Conselho de Justificação com posto superior, estes serão nomeados dentre os oficiais daquele posto, da ativa ou na inatividade, mais antigos que o justificante. 

    § 4o Quando o justificante é oficial da reserva remunerada ou reformado, um dos membros do Conselho de Justificação pode ser da reserva remunerada.

     


ID
1516663
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Marque a alternativa correta, de acordo com o Decreto-Lei n° 4.657, de 4 de setembro de 1942 - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.

Alternativas
Comentários
  • Letra (b)


    Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.


    a) Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e da vigência.


    c) Art. 11.  As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se constituirem.


    d) Art.  13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.

  • GABARITO: Letra B

    a) Não conhecendo a lei estrangeira, não poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e da vigência.

    Art. 14.  Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e da vigência.

    .

    b) É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.

    Art. 12.  É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.

    .

    c) As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado que as financiarem.

    Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se constituirem.

    .

    d) A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, admitindo os tribunais brasileiros inclusive provas que a lei brasileira desconheça.

    Art. 13.  A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.

  • A) A questão é sobre as Leis de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e, de acordo com o seu art. 14, “não conhecendo a lei estrangeira, PODERÁ O JUIZ exigir de quem a invoca prova do texto e da vigência". Por conta da proibição ao “non liquet", o juiz não pode deixar de julgar o caso concreto alegando a falta ou desconhecimento da lei, ainda que se trate de norma estrangeira.

    A prova dela deverá ser providenciada pela parte interessada ou diretamente pelo juiz, de ofício, conforme já decidiu o STJ (Ac. 4a T., REsp. 254.544/MG, Rel. Min. Eduardo Ribeiro). Incorreta;

    B) Em relação a competência da autoridade judiciária brasileira, a assertiva está em harmonia com a previsão do caput do art. 12 da LINDB: “É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação". Correta;

    C) Na verdade, dispõe o art. 11 da LINDB que “a
    s organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se CONSTITUIREM". Aplica-se, portanto, a norma do local de sua constituição. Incorreta;

    D) No que toca a prova, diz o legislador, no art. 13 da LINDB, que “
    a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, NÃO ADMITINDO os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça". No art. 212 do CC, o legislador elenca as provas que são admitidas (confissões, documentos, testemunhas, presunções e perícias), tratando-se de um rol exemplificativo. Incorreta.


    Gabarito do Professor: Letra B.
  • GAB B

    A) Poderá exigir provas.

    B) Correta

    C) Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se constituírem.

    D) não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.


ID
1516666
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

Estabelece o Código Civil que “a personalidade civil da pessoa começa___________ ; mas a lei põe a salvo, desde_______________________ , os direitos do nascituro” .

Alternativas
Comentários
  • Letra (b)  


    Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
  • A) A questão é sobre personalidade e repete o art. 2º do CC: “A personalidade civil da pessoa começa DO NASCIMENTO COM VIDA; mas a lei põe a salvo, desde a CONCEPÇÃO, os direitos do nascituro".

    Nascituro pode ser conceituado como aquele que foi concebido, mas que ainda não nasceu (TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Lei de Introdução e Parte Geral 15. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. v. 1. p. 191).

    Para a teoria natalista, a personalidade tem início diante do nascimento com vida. Assim, o nascituro tem, apenas, expectativas de direito.

    Para a teoria da personalidade condicionada, a personalidade civil também tem início diante do nascimento com vida, mas o nascituro é titular de um direito eventual, já que seus direitos estão sujeitos a uma condição suspensiva, ou seja, o nascimento com vida. A condição suspensiva é o elemento acidental que subordina a eficácia do negócio jurídico ou ato jurídico a evento futuro e incerto (art. 130 do CC).

    Para a teoria da concepção, o nascituro é pessoa humana e seus direitos estão resguardados pela lei. Portanto, a personalidade inicia-se desde a concepção, ressalvados os direitos patrimoniais decorrentes de herança, legado e doação, que ficam condicionados ao nascimento com vida. Doutrina e jurisprudência inclinam-se cada vez mais para a adesão desta terceira teoria. Incorreta;

    B) Em harmonia com o art. 2º do CC. Correta;

    C) “A personalidade civil da pessoa começa DO NASCIMENTO COM VIDA; mas a lei põe a salvo, desde a CONCEPÇÃO, os direitos do nascituro" (art. 2º do CC). Incorreta;

    D) “A personalidade civil da pessoa começa DO NASCIMENTO COM VIDA; mas a lei põe a salvo, desde a CONCEPÇÃO, os direitos do nascituro" (art. 2º do CC).  Incorreta.


    Gabarito do Professor: Letra B.
  •  ✅ LETRA B • Trata-se da teoria concepcionista do Direito Civil que diz que a personalidade jurídica se dá desde a concepção, mas vale ressaltar que há diferenciação entre a personalidade jurídica formal (se dá desde a concepção) mas a personalidade jurídica material, referente aos direitos patrimoniais, só são adquiridos com o nascimento com vida.


ID
1516669
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Não é um fundamento necessário para que a conduta estatal seja considerada como obediente ao princípio da proporcionalidade.

Alternativas
Comentários
  • "Para que a conduta estatal observe o princípio da proporcionalidade, há de revestir-se de tríplice fundamento: 1) adequação, significando que o meio empregado na atuação deve ser compatível com o fim colimado; 2) exigibilidade, porque a conduta deve ter-se por necessária, não havendo outro meio menos gravoso ou oneroso para alcançar o fim público, ou seja, o meio escolhido é o que causa o menor prejuízo possível para os indivíduos; 3) proporcionalidade em sentido estrito, quando as vantagens a serem conquistadas superarem as desvantagens" (José dos Santos Carvalho Filho). 

  • José dos Santos Carvalho Filho ensina:


    Para que a conduta estatal observe o princípio da proporcionalidade, há de revestir-se de tríplice fundamento:

    1) adequação, significando que o meio empregado na atuação deve ser compatível com o fim colimado; 2) exigibilidade, porque a conduta deve ter-se por necessária, não havendo outro meio menos gravoso ou oneroso para alcançar o fim público, ou seja, o meio escolhido é o que causa o menor prejuízo possível para os indivíduos;

    3) proporcionalidade em sentido estrito, quando as vantagens a serem conquistadas superarem as desvantagens" ().



    A - Adequação.

    B - Legitimidade. Correta letra “B".

    C - Exigibilidade.

    D - Proporcionalidade em sentido estrito.

    Gabarito B.
  • GAB. B

  • José dos Santos Carvalho Filho ensina:

    Para que a conduta estatal observe o princípio da proporcionalidade, há de revestir-se de tríplice fundamento:

    1) adequação, significando que o meio empregado na atuação deve ser compatível com o fim colimado; 2) exigibilidade, porque a conduta deve ter-se por necessária, não havendo outro meio menos gravoso ou oneroso para alcançar o fim público, ou seja, o meio escolhido é o que causa o menor prejuízo possível para os indivíduos;

    3) proporcionalidade em sentido estrito, quando as vantagens a serem conquistadas superarem as desvantagens" ().

    A - Adequação.

    B - Legitimidade. Correta letra “B".

    C - Exigibilidade.

    D - Proporcionalidade em sentido estrito.

    Gabarito B

  • PROPORCIONALIDADE = ADEQUAÇÃO + EXIGIBILIDADE + PROPORCIONALIDADE EM SENTIDO ESTRITO


ID
1516672
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Sobre o tratamento que o Código Civil dá às Pessoas Jurídicas, considere as seguintes afirmativas.

I. As empresas individuais de responsabilidade limitada são pessoas jurídicas de direito privado.

II. Em se tratando de Associação, os associados devem ter iguais direitos, sendo defeso ao estatuto instituir categorias com vantagens especiais.

III. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará por escritura pública, testamento ou documento particular, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina.

IV.Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

Estão corretas somente as afirmativas

Alternativas
Comentários
  • Letra (a)


    Item I - Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
    VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada.

    Item IV - Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.


    Item II - Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais.

    Item III - Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.
  • Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.

    Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de:        (Redação dada pela Lei nº 13.151, de 2015)

    I � assistência social;        (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

    II � cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;        (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

    III � educação;        (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

    IV � saúde;        (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

    V � segurança alimentar e nutricional;        (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

    VI � defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;        (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

    VII � pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias alternativas, modernização de sistemas de gestão, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos;        (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

    VIII � promoção da ética, da cidadania, da democracia e dos direitos humanos;        (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

    IX � atividades religiosas

  • A questão trata de pessoa jurídica.

    I. As empresas individuais de responsabilidade limitada são pessoas jurídicas de direito privado.

    Código Civil:

    Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:

    VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada. (Incluído pela Lei nº 12.441, de 2011) (Vigência)

    As empresas individuais de responsabilidade limitada são pessoas jurídicas de direito privado.

    Correta afirmativa I.

    II. Em se tratando de Associação, os associados devem ter iguais direitos, sendo defeso ao estatuto instituir categorias com vantagens especiais.

    Código Civil:

    Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais.

    Em se tratando de Associação, os associados devem ter iguais direitos, sendo permitido ao estatuto instituir categorias com vantagens especiais.

    Incorreta afirmativa II.

    III. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará por escritura pública, testamento ou documento particular, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina.

    Código Civil:

    Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.

    Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.

    Incorreta afirmativa III.

    IV. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

    Código Civil:

    Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

    Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

    Correta afirmativa IV.

    Estão corretas somente as afirmativas

    A) I e IV. Correta letra “A”. Gabarito da questão.

    B) II e III. Incorreta letra “B”.

    C) I, II e III. Incorreta letra “C”.

    D) II, III e IV. Incorreta letra “D”.

    Resposta: A

    Gabarito do Professor letra A.

  • I -> CORRETA art.44

    II ~> a palavra defeso deixa a questão errada (é o mesmo que proibido), logo a questão está errada, pois é permitido o estatuto instituir categorias com vantagens especiais. muita atenção!!

    III -> o erro esta na palavra documento particular, pois a fundação só é instituída por testamento ou escritura publica!

    IV -> correta

  • GABARITO: Letra A

    (CORRETO) I. As empresas individuais de responsabilidade limitada são pessoas jurídicas de direito privado.

    Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:

    I - as associações;

    II - as sociedades;

    III - as fundações.

    IV - as organizações religiosas;

    V - os partidos políticos.

    VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada.

    .

    (FALSO) II. Em se tratando de Associação, os associados devem ter iguais direitos, sendo defeso ao estatuto instituir categorias com vantagens especiais.

    Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais.

    .

    (FALSO) III. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará por escritura pública, testamento ou documento particular, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina.

    Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.

    .

    (CORRETO) IV.Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

    Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

  • [QUESTÃO DESATUALIZADA]

    A figura do EIRELI foi revogada do CC/02


ID
1516675
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

O Código Civil elenca, dentre os defeitos do negócio jurídico, a coação. Sobre o tema, é correto afirmar que a coação exercida por terceiro

Alternativas
Comentários
  • Letra (c)


    Art. 154. Vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro, se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos.


    a), b) e c) Art. 154. Vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro, se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos.


    b) Art. 148. Pode também ser anulado o negócio jurídico por dolo de terceiro, se a parte a quem aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento; em caso contrário, ainda que subsista o negócio jurídico, o terceiro responderá por todas as perdas e danos da parte a quem ludibriou.

  • CC/2002

    Seção III
    Da Coação

    Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens.

    Parágrafo único. Se disser respeito a pessoa não pertencente à família do paciente, o juiz, com base nas circunstâncias, decidirá se houve coação.

    Art. 152. No apreciar a coação, ter-se-ão em conta o sexo, a idade, a condição, a saúde, o temperamento do paciente e todas as demais circunstâncias que possam influir na gravidade dela.

    Art. 153. Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor reverencial.

    Art. 154. Vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro, se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos.

    Art. 155. Subsistirá o negócio jurídico, se a coação decorrer de terceiro, sem que a parte a que aproveite dela tivesse ou devesse ter conhecimento; mas o autor da coação responderá por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto.

  • Observação na questão A e destaques na C

    Uma leitura rápida você entende que "não vicia o negócio" esta se referindo a "subsistirá o negócio jurídico", mas o detalhe esta no "se" x "sem".

    A) não vicia o negócio se a parte a quem aproveita tenha ou devesse ter conhecimento

    Art. 155. Subsistirá o negócio jurídico, se a coação decorrer de terceiro, sem que a parte a que aproveite dela

    tivesse ou devesse ter conhecimento; mas o autor da coação responderá por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto.

    C) vicia o negócio jurídico a coação se dela tivesse ou devesse ter conhecimento à parte a quem aproveite a esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos.

    Art. 154. Vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro, se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a

    parte a que aproveite, e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos.

  • A) A questão é sobre coação, considerada um vício de consentimento, prevista nos arts. 151 e seguintes do CC, definida como “pressão física ou moral exercida sobre o negociante, visando obrigá-lo a assumir uma obrigação que não lhe interessa" (TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Lei de Introdução e Parte Geral. 13. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2017. v. 1. p. 417). Exemplo: se você não me vender a casa, vou contar para todos o seu segredo.

    Dispõe o legislador, no art. 154 do CC, que “VICIA O NEGÓCIO JURÍDICO a coação exercida por terceiro, se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos". Estamos diante da coação exercida por terceiro.

    Por outro lado, se parte a que aproveita não sabe de nada, o negócio jurídico subsistirá, de maneira que tão somente o coator responderá por perdas e danos (art. 155 do CC). Neste caso, o legislador prestigia a boa-fé. Vejamos: “Subsistirá o negócio jurídico, se a coação decorrer de terceiro, sem que a parte a que aproveite dela tivesse ou devesse ter conhecimento; mas o autor da coação responderá por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto". Incorreta;

    B) Vicia o negócio jurídico a coação SE DELA TIVESSE OU DEVESSE TER CONHECIMENTO a parte a quem aproveite e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos. Incorreta;

    C) Em harmonia com o art. 154 do CC. Correta;

    D) VICIA O NEGÓCIO JURÍDICO se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a quem aproveite e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos. Incorreta.

    Gabarito do Professor: Letra C.

ID
1516678
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Sobre as disposições finais e transitórias da Lei n° 10.406/02, Código Civil Brasileiro, considere as seguintes afirmativas.

I. Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos pelo referido Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada.

II. A locação de prédio urbano, que esteja sujeita à lei especial, por esta continua a ser regida.

III. O regime de bens nos casamentos celebrados na vigência do Código Civil anterior, Lei no 3.071, de 1o de janeiro de 1916, é por ele estabelecido.

Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Comentários
  • Letra (a)


    Item I Art. 2.028. Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada.

    Item II Art. 2.036. A locação de prédio urbano, que esteja sujeita à lei especial, por esta continua a ser regida.

    Item III Art. 2.039. O regime de bens nos casamentos celebrados na vigência do Código Civil anterior
  • Art. 2.036. A locação de prédio urbano, que esteja sujeita à lei especial, por esta continua a ser regida

    Art. 2.028. Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada.

    Art. 2.039. O regime de bens nos casamentos celebrados na vigência do Código Civil anterior, Lei no 3.071, de 1o de janeiro de 1916, é o por ele estabelecido

  • A fim de encontrarmos a resposta correta, iremos analisar cada uma das alternativas a seguir:

    I. A questão trata do direito intertemporal e exige que o candidato conheça o conteúdo das disposições finais e transitórias do CC.

    De acordo com o art. 2.028, “serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada". Percebam que são dois requisitos cumulativos para que seja aplicada a lei anterior: que o prazo dela tenha sido reduzido pelo CC/02 e que mais da metade dele já tenha transcorrido.

    Exemplo: indenização por reparação civil. O prazo prescricional previsto no CC/16 era de 20 anos e foi reduzido, pelo legislador do CC/02, para 3 anos (art. 206, § 3.º, V do CC/2002). Se na data da entrada em vigor do CC/02 já tiver transcorrido 13 anos (mais da metade do prazo anterior), o prazo anterior é deverá ser aplicado, ou seja, 20, contados da ocorrência do evento, de maneira que o autor-demandante terá, ainda, sete anos, além dos treze já transcorridos.

    Por outro lado, se na entrada em vigor do CC/02 já tiver transcorrido, somente, 5 anos, menos da metade do prazo do CC/16, aplicar-se-á o prazo da lei nova, com a contagem iniciada a partir da data em que entrou em vigor a atual codificação, prescrevendo em 11.01.2006. Correta;


    II. A assertiva reproduz o art. 2.036 do CC: “A locação de prédio urbano, que esteja sujeita à lei especial, por esta continua a ser regida". Trata-se do princípio da especialidade, em que a
    Lei 8.245/1991 é considerada norma especial, aplicável aos contratos de locação de imóvel urbano. Correta;  


    III. Dispõe o legislador, no art. 2.039 do CC, que “o regime de bens nos casamentos celebrados na vigência do Código Civil anterior, Le nº 3.071, de 1º de janeiro de 1916, é o por ele estabelecido". Portanto,
    apenas as regras específicas acerca de cada regime é que se aplicam em conformidade com a lei vigente à época da celebração do casamento. Quanto às disposições gerais, comuns a todos os regimes, aplica-se o novo Código Civil  (TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Direito de Família. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. v. 5. p. 214). Correta. 


    TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Lei de Introdução e Parte Geral 15. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. v. 1. p.  49






    Estão corretas as afirmativas

    A) I, II e III.






    Gabarito do Professor: LETRA A



ID
1516681
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Sobre o tema prescrição no Código Civil, marque a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • Letra (d)


    Art. 198. Também não corre a prescrição:

    I - contra os incapazes de que trata o art. 3o;

    II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios;

    III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra.


    a) Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

    III - por protesto cambial;


    b) Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.


    d) Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a interrupção operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.

  • Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a interrupção operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.

    § 1o A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros.

    § 2o A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros herdeiros ou devedores, senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis.

    § 3o A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.

  • O examinador explora, na presente questão, o conhecimento do candidato acerca das disposições contidas no Código Civil sobre a Prescrição, cuja tratamento legal específico se dá nos artigos 189 e seguintes do referido diploma. Para tanto, pede-se a alternativa INCORRETA. Senão vejamos: 

    A) CORRETA. O protesto cambial interrompe a prescrição.

    A alternativa está correta, pois o protesto cambial é causa interruptiva da prescrição, que é aquela que inutiliza a prescrição iniciada, de modo que o seu prazo recomeça a correr da data do ato que a interrompeu ou do último ato do processo que a interromper (CC, art. 202, parágrafo único). A hipótese está contida no artigo 202 do CC/02:

    Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:
    III - por protesto cambial;

    B) CORRETA. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 

    A alternativa está correta, pois se a lei não fixar prazo menor para a pretensão ou exceção, este será de dez anos, conforme preceitua o artigo 205 do Código Civil. Senão vejamos:

    Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 

    C) CORRETA. A interrupção da prescrição produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 

    A alternativa está correta, pois a interrupção produzida pelo credor contra o principal devedor prejudicará o fiador, independentemente de notificação especial, pelo simples fato de ser a fiança uma obrigação acessória. Assim, desaparecendo a responsabilidade do afiançado, não mais a terá o fiador; igualmente, se o credor interrompe a prescrição contra o devedor, esta interromper-se-á também relativamente ao fiador. Senão vejamos:

    Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a interrupção operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.
    § 3º o A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.

    D) INCORRETA. Não corre a prescrição contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de paz. 

    A alternativa está incorreta, pois não corre a prescrição para os que se acharem servindo nas Forças Armadas em tempo de guerra, e não em tempo de paz. Tais pessoas, segundo o jusrista Renan Lotufo, pela peculiar situação em que estão envolvidas, têm sua atenção de tal modo ocupada com o interesse público que não possuem tempo para defender os seus próprios. Sendo assim, justa a proteção legalmente conferida. Senão vejamos

    Art. 198. Também não corre a prescrição:
    III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra.

    Gabarito do Professor: letra "D".

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    Código Civil - Lei n° 10.406, de 10 de janeiro de 2002, disponível no site Portal da Legislação - Planalto.

    LOTUFO, Renan. Código civil comentado: parte geral (arts. 1º a 232), volume 1 – 2. ed. atual. – São Paulo: Saraiva, 2004, p. 508.
  • GABARITO: Letra D (é a incorreta)

    a) O protesto cambial interrompe a prescrição.

    Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

    I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual;

    II - por protesto, nas condições do inciso antecedente;

    III - por protesto cambial;

    IV - pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores;

    V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

    VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor.

    .

    b) A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

    Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

    .

    c) A interrupção da prescrição produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.

    Art. 204, § 3 - A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.

    .

    d) Não corre a prescrição contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de paz.

    Art. 198. Também não corre a prescrição:

    I - contra os incapazes de que trata o art. 3 ;

    II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios;

    III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra.


ID
1516684
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Sobre o Processo Legislativo, considere as seguintes afirmativas.

I. A emenda à Constituição será promulgada pela Mesa do Congresso Nacional, com respectivo número de ordem.

II. É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria relativa a direito eleitoral.

III. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Comentários
  • Letra (d)


    Item II - Art. 62. § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:I – relativa a:
    a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;

    Item III - Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

    Item II - Art. 60 § 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
  • Gabarito D - Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

    I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

    II - do Presidente da República;

    III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

    § 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.

    Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.

    § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:

    I – relativa a: 

    a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;

    Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.


  • Só uma sugestão...

    é bom atentar para o fato da impossibilidade de edição de MP sobre Direito Eleitoral constar na alínea "a" do inciso I do § 1° do art. 62, posto que, somos inclinados a memorizar que a vedação de MP são para os Direitos:  Penal, Processo Penal e Processo Civil, que estão reunidos na alínea "b", seguinte.

  • EMENDA A CONSTITUIÇÃO: ocorrerá em cada casa do CN, em 2 turnos, aprovado por 3/5 em cada casa. Caso seja rejeitada, somente poderá ser reapreciada em outra sessão legislativa (Princípio da Irrepetibilidade). Podem ser iniciadas tanto na CD como no SF. Não existe casa revisora, podendo a segunda casa apreciar integralmente toda a EC.

    *INICIATIVA: Mais da metade das Assembleias Legislativas da Federação (manifestando pela maioria relativa) / mínimo 1/3 Câmara dos deputados / 1/3 do Senado Federal / Presidente da República

    *PROMULGAÇÃO: feita pelas Mesas da CD e SF (e não pela Mesa do Congresso).

    *LIMITAÇÕES: Circunstanciais (fatos) / Formais (procedimentos) / Materiais (Explícitas ou Implícitas)

    Obs: nas limitações circunstanciais a EC será proposta, discutida e votada, o que não poderá ocorrer é sua promulgação

    Obs: Intervenção do Estado em Município não impede a promulgação de EC.

    Obs: não é possível EC a constituição por intermédia de Iniciativa popular (somente em PL)

    Obs: as EC seguem número de ordem próprio, diferente dos previsto nas Leis.

    Obs: Segundo o STF é possível que Constituição Estadual tenha PEC por iniciativa popular (ADI 825)

  • PRINCIPAIS 'PEGUINHAS' DO PROCESSO LEGISLATIVO

    1º Presidente não sanciona Emenda a Constituição

    2º A promulgação da EC será feita pelas Mesas do Senado e da Câmara dos Deputados e não pelo Presidente

    3º Leis complementares são aprovadas por maioria absoluta, e não por 2/3

    4º Lei Delegada e transferida ao Presidente por meio de Resolução do CN (e não por Decreto Legislativo)

    5º Medidas Provisórias podem tratar de matéria de Direito Civil, mas não de Penal, P. Penal e P. Civil

    #PERTENCEREMOS

  • PROMULGAÇÃO: feita pelas Mesas da Camara dos Deputados e do Senado Federal (e não pela Mesa do Congresso).

    espero ter ajudado

  • GABARITO: Letra D

    (FALSA) I. A emenda à Constituição será promulgada pela Mesa do Congresso Nacional, com respectivo número de ordem.

    Art. 60, § 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.

    .

    (CORRETO) II. É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria relativa a direito eleitoral.

    Art. 62, § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:     

    I - relativa a:      

    a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;     

    b) direito penal, processual penal e processual civil;    

    c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;     

    d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; 

    .

    (CORRETO) III. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

    Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

  • Questão capciosa!!! 

    O desatento erra fácil por conta daquele CONGRESSO. 

    Na verdade, a EC é promulgada pela Mesa da Câmara e Senado. 

  • Explica-me isso :

    Em 17/08/21 às 13:33, você respondeu a opção A. Você errou!

    Em 14/08/21 às 13:17, você respondeu a opção D. Você acertou!

    Em 20/07/21 às 11:35, você respondeu a opção A. Você errou!

    Em 23/03/21 às 15:04, você respondeu a opção D. Você acertou!


ID
1516687
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A doutrina elenca diversos princípios que regem a Administração Pública. A noção de bom administrador está ligada ao princípio da

Alternativas
Comentários
  • No Direito Administrativo, dado que ao administrador só é permitido agir com respaldo na lei, o princípio da moralidade muito se aproxima daquele da legalidade; por moralidade administrativa deve-se entender a adequação ao interesse público dos atos praticados de acordo com a lei, desde que desprovidos de impulsos subjetivos condicionadores de preferências individuais, ainda que veladamente.

  • A moral administrativa se liga a ideia de probidade e boa fé, sempre que tiver alguma questão se referindo ao princípio da moralidade, pensa sempre em moralidade, probidade e boa-fé.

    A própria CF/88 em seu artigo 37 cuida da lesão ao moralidade.

    § 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

     

    O art. 85, V da CF/88 tipifica como crime de responsabilidade os atos do Prosidente da República que atentem contra a probidade administrativa.

  •  a)legalidade: A administração só pode fazer aquilo que a lei autoriza;

     b)moralidade: ligado à honestidade, boa-fé, probidade.

     c)razoabilidade: impõe limites à discricionalidade da Administração. 

     d)especialidade: "junção" da legalidade e indisponibilidade do interesse público, é a descentralização administrativa.

  • questão horrível, totalmente subjetiva, "bom" é um termo que deveria estar ligado a todos os princípios...um BOM administrador tem que estar pautado em todos os princípios..

  • BOM???

    Bom pode ser mil coisas. Bom no sentido técnico. Bom no sentido de ser benevolente... Me fudeu esse "bom"


ID
1516690
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Em relação aos efeitos específicos do poder hierárquico, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Letra (e)


    Poder Hierarquico - é o de que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal.


  • GAB D

  • O gabarito oficial veio com esta resposta:

     

    JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA D) A doutrina cita como efeitos específicos do sistema hierárquico, o poder de comando, o dever de obediência, o poder de fiscalização e revisão. Cita, ainda, a delegação e a avocação. Fonte: CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. (Revista, ampliada e atualizada) 24. ed. Rio de Janeiro: Lumen Júris, 2011.

     

    Contudo, ao meu ver, a alternativa B, também, está correta. Conforme a professora Fernanda Marinela (in Direito Administrativo. 9 Ed. São Paulo: Saraiva, 2015 p. 451):

     

    “– Conceito: é conferido ao administrador para distribuir e escalonar as funções dos seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo uma relação de hierarquia, de subordinação, o que é peculiar da função administrativa do Estado.

     

    Efeitos da hierarquia: poder de comando, dever de obediência, dever de fiscalização das atividades desenvolvidas por agentes de plano hierárquico inferior, poder de revisão dos atos praticados pelos subordinados, possibilidade, em caráter excepcional, de delegação e avocação de suas atribuições.” (Grifamos)

  • Sem dúvida a alternativa B também está correta, Henrique Fragoso. O problema são essas provas que colam trechos de doutrina e se esquecem que existem outros autores renomados também. O candidato que se lasca.

  • Palmas para Jamile, comentários importantíssimos para nossas provas 

  • William, não são todos que tem condições de pagar um plano.

  • henrique fragoso, nesse autor que voce trouxe nao ha menção ao dever de prestar contas...

    isso invalidou a alternativa B, a meu ver.

     

  • SÓ UMA ALTERAÇÃO PARA NOSSO AMIGO TIAGO COSTA QUE COLOCOU A LETRA

    (E)

    MAS A QUESTÃO É LETRA (D)


ID
1516693
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Mesmo que atendidas as regras sobre o teto remuneratório e havendo compatibilidade de horários, não se admite a acumulação remunerada de cargos públicos quando são

Alternativas
Comentários
  • Letra (b)


    Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:

    I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função;

    II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;

    III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;

    IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;

    V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados como se no exercício estivesse.


  • Gabarito C - Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas

  • Art. 37., XVI, é vedada a acumulação de cargos públicos,exceto, quando houver compatibilidade de horário nos seguintes casos:

    I- dois de professor

    II- 1 de professor com 1 de técnico ou científico

    III- 2 de profissionais da saúde, com profissão regulamentada

    IV- Juiz com professor

    V- vereador com servidor

  • Quinta-feira, 27 de abril de 2017

    Teto constitucional incide em cada cargo nos casos em que é permitida a acumulação, decide STF

     

    Por decisão majoritária, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) negou provimento a dois Recursos Extraordinários (REs 602043 e 612975) em que o Estado do Mato Grosso questionava decisões do Tribunal de Justiça local (TJ-MT) contrárias à aplicação do teto na remuneração acumulada de dois cargos públicos exercidos pelo mesmo servidor. Os ministros entenderam que deve ser aplicado o teto remuneratório constitucional de forma isolada para cada cargo público acumulado, nas formas autorizadas pela Constituição. O tema debatido nos recursos teve repercussão geral reconhecida.

     

    http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=341877

     

  • O prefeito não pode cumular! Pode apenas escolher a remuneração.


ID
1516696
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

De acordo com a Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992, assinale a alternativa que elenca uma hipótese de ato de improbidade administrativa que causa dano ao erário.

Alternativas
Comentários
  • Letra (a)


    Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

    VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente

    Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito


    b) Art. 9º IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza;

    c) Art. 9º VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público;

    d) Art. 9º IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades;
  •  

    ENRIQUECIMENTO ILÍCITO   FALOU EM = VANTAGEM  ECONÔMICA

     

    APURI ATU

    ADQUIRIR - PERCEBER - USAR - RECEBER - INCORPORAR -  ACEITAR - UTILIZAR

     

    QUE CAUSAM PREJUÍZO AO ERÁRIO    FALOU EM = FACILITAR - CONCORRER - PERMITIR

     

    FRALD COM CPF

    FACILITAR - REALIZAR - AGIR - LIBERAR - DOAR - CONCEDER - ORDENAR - CELEBRAR​ - PERMITIR - FRUSTRAR 

     

    CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

     

    ARREPEND   PF  

    PRATICAR - RETARDAR - REVELAR - NEGAR - FRUSTRAR - DEIXAR - PERMITIR

     

    FONTE = http://www.normaslegais.com.br/legislacao/tributario/lei8429.htm

  • Manoel, gostei dos mnemônicos.

     

    Colando para revisar:

     

    ENRIQUECIMENTO ILÍCITO   FALOU EM = VANTAGEM  ECONÔMICA

     

    APURI ATU

    ADQUIRIR - PERCEBER - USAR - RECEBER - INCORPORAR -  ACEITAR - UTILIZAR

     

    QUE CAUSAM PREJUÍZO AO ERÁRIO    FALOU EM = FACILITAR - CONCORRER - PERMITIR

     

    FRALD COM CPF

    FACILITAR - REALIZAR - AGIR - LIBERAR - DOAR - CONCEDER - ORDENAR - CELEBRAR​ - PERMITIR - FRUSTRAR 

     

    CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

     

    ARREPEND   PF  

    PRATICAR - RETARDAR - REVELAR - NEGAR - FRUSTRAR - DEIXAR - PERMITIR

  • Vale lembrar que a Lei 13.650/2018 incluiu o inciso X ao artigo11 da  Lei 8.429/1992, que conceitua os atos de improbidade que atentam contra os Princípios da Administração pública

    ...

    X - transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área de saúde sem a prévia celebração de contrato, convênio ou instrumento congênere, nos termos do parágrafo único do art. 24 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990.

  • Cuidado para não confundir:

    Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

    VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente;

    Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:

    V - frustrar a licitude de concurso público;

  • Licitação/Processo Seletivo = Dano ao Erário

    Concurso Público = Atent. contra. Princ. Administração Pública

    Obs: maior parte das questões o examinador tenta confundir o candidato com esses termos.

  • Licitação/Processo Seletivo = Dano ao Erário

    Concurso Público = Atent. contra. Princ. Administração Pública

  • OLHAR OS VERBOS.

    Art. 9 - I - receber [...]; II - perceber [...]; III - perceber [...]; IV - utilizar [...]; V - receber [...]; VI - receber [...]; VII - adquirir [...]; VIII - aceitar [...]; IX - perceber [...]; X - receber [...]; XI - incorporar [...]; XII - usar [...].

    Art. 10 - I - facilitar ou concorrer [...]; II - permitir ou concorrer [...]; III - doar [...]; IV - permitir ou facilitar [...]; V - permitir ou facilitar [...]; VI - realizar [...]; VII - conceder [...]; VIII - frustrar [...]; VIII - frustrar [...]; IX - ordenar ou permitir [...]; X - agir negligentemente [...]; XI - liberar [...]; XII - permitir, facilitar ou concorrer [...]; XIII - permitir [...]. XIV – celebrar [...]; XV – celebrar [...]. XVI - facilitar ou concorrer [...]; XVII - permitir ou concorrer [...]; XVIII - celebrar [...]; XIX - frustrar [...]; XIX - agir negligentemente [...]; XX - agir negligentemente [...]; XX - liberar [...]. XXI - liberar [...].

    Art. 11 - I - praticar [...]; II - retardar ou deixar [...]; III - revelar [...]; IV - negar [...]; V - frustrar a licitude de concurso público; VI - deixar [...]; VII - revelar ou permitir [...]. VIII - descumprir [...]. IX - deixar [...]. X - transferir [...]. 


ID
1516699
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

“O pensador alemão Konrad Hesse teorizou o método de interpretação constitucional que parte da Constituição para o problema, de modo que há o primado do texto constitucional em face do problema. Pelo referido método, a leitura de um texto constitucional inicia-se pela pré-compreensão do seu sentido através do intérprete, a quem cabe concretizar a norma para e a partir de uma situação histórica concreta.” Trata-se do método

Alternativas
Comentários
  • Métodos de interpretação da Constituição:

    1) Método jurídico (clássico): considera a Constituição uma lei como qualquer outra, devendo ser interpretada segundo as regras da hermenêutica tradicional (lógico, literal, histórico, teleológico e genético);

    2) Método tópico-problemático: criado por Theodor Viehweg. Neste método há a prevalência do problema sobre a norma;

    3) Método hermenêutico-concretizador: criado por Konrad Hesse. Neste método há a prevalência do texto constitucional sobre o problema;

    4) Método integrativo (cientifico-espiritual): preconizado por Rudolf Smend. A interpretação da Constituição deve considerar a ordem ou o sistema de valores adjacentes ao texto constitucional (espírito da Constituição);

    5) Método normativo-estruturante: Norma jurídica  é diferente de texto normativo. A norma é mais ampla, engloba tanto o texto como o seu contexto (realidade social).

  • Gabarito: Letra "D". 

    Diferentemente do método tópico-problemático, que parte do caso concreto para a norma, o método hermenêutico-concretizador parte da Constituição para o problema, destacando-se os seguintes pressupostos interpretativos:

    ·  Pressupostos subjetivos: o interprete vale-se de suas pré-compreensões sobre o tema para obter o sentido da norma;

    ·  Pressupostos objetivos: o intérprete atua como mediador entre a norma e situação concreta, tendo como “pano de fundo” a realidade social;

    ·  Círculo hermenêutico: é o “movimento de ir e vir” do subjetivo para o objetivo, até que o intérprete chegue a uma compreensão da norma.

    Fonte: Pedro Lenza - Direito Constitucional Esquematizado.




  • Amanda vc e 10.!!!

  • ......

    a) tópico-problemático.

     

    LETRA A – ERRADO – Segundo o professor Pedro Lenza ( in Direito constitucional esquematizado. 20 Ed. São Paulo: Saraiva, 2016. Pág. 273):

     

    Método tópico-problemático (ou método da tópica)

     

    Por meio desse método, parte-se de um problema concreto para a norma, atribuindo-se à interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretizados.

    A Constituição é, assim, um sistema aberto de regras e princípios.” (Grifamos)

  • ...

    c)normático-estruturante.

     

     

    LETRA C – ERRADO – Segundo o professor Pedro Lenza ( in Direito constitucional esquematizado. 20 Ed. São Paulo: Saraiva, 2016. Págs. 274 e 275):

     

     

    Método normativo-estruturante

     

    A doutrina que defende esse método reconhece a inexistência de identidade entre a norma jurídica e o texto normativo.

     

    Isso porque o teor literal da norma (elemento literal da doutrina clássica), que será considerado pelo intérprete, deve ser analisado à luz da concretização da norma em sua realidade social.

     

    A norma terá de ser concretizada não só pela atividade do legislador, mas, também, pela atividade do Judiciário, da administração, do governo etc.

     

    Para Coelho, “em síntese, no dizer do próprio Müller, o teor literal de qualquer prescrição de direito positivo é apenas a ‘ponta do iceberg’; todo o resto, talvez a parte mais significativa, que o intérprete-aplicador deve levar em conta para realizar o direito, isso é constituído pela situação normada, na feliz expressão de Miguel Reale”.30” “ (Grifamos)

     

  • .....

    d) hermenêutico-concretizador

     

     

    LETRA D – CORRETA – Segundo o professor Pedro Lenza ( in Direito constitucional esquematizado. 20 Ed. São Paulo: Saraiva, 2016. Págs. 274 e 275):

     

     

    Método hermenêutico-concretizador

     

     

    Diferentemente do método tópico-problemático, que parte do caso concreto para a norma, o método hermenêutico-concretizador parte da Constituição para o problema, destacando-se os seguintes pressupostos interpretativos:

     

    ■ pressupostos subjetivos: o intérprete vale-se de suas pré-compreensões sobre o tema para obter o sentido da norma;

     

     

    ■ pressupostos objetivos: o intérprete atua como mediador entre a norma e a situação concreta, tendo como “pano de fundo” a realidade social;

     

     

    ■ círculo hermenêutico: é o “movimento de ir e vir” do subjetivo para o objetivo, até que o intérprete chegue a uma compreensão da norma.

     

     

    O fato de se partir das pré-compreensões do intérprete pode distorcer não somente a realidade, como também o próprio sentido da norma.” (Grifamos)

  • Gabarito letra D

     

     

    Como forma de me ajudar na memorização, utilizo essa associação para me lembrar: HERMENÊUTICO --> HESSE

     

  • Método Hermenêutico-concretizador: Reconhecer o aspecto subjetivo da interpretação, ou seja, da pré-compreensão que o intérprete possui acerca dos elementos envolvidos no texto a ser por ele interpretado. Essa pré-compreensão faz com que o intérprete, na primeira leitura do texto, extraia dele um determinado conteúdo que deve ser comparado com a realidade existente.

    Desse confronto (pré-compreensão X com a realidade), resulta a reformulação, pelo intérprete, de sua própria pré-compreensão, no intuito de harmonizar os conceitos por ele preconcebidos com base na observação da realidade social.

    Esse confronto (pré-compreensão e realidade) deve ser repetido até que chegue a solução mais harmoniosa para o problema. Por fim, esse movimento "ir e vir" é denominado "CÍRCULO HEMENÊUTICO".


ID
1516702
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

“A doutrina explica que o intérprete da Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-funcional constitucionalmente estabelecido.” Trata-se de consequência do princípio do(a)

Alternativas
Comentários
  • Letra (c)


    O princípio da conformidade funcional ou da exatidão funcional ou da justeza é um dos princípios instrumentais de interpretação da Constituição. Tal princípio tem por finalidade impedir que os órgãos encarregados da interpretação constitucional cheguem a uma interpretação da norma constitucional que altere a divisão de funções ou invada a competência atribuída pela CF/1988 a outros órgãos estatais. Dessa forma, é interessante destacar que a Constituição de 1988 estabelece as funções que os poderes da República podem exercem. Sendo assim, cada um dos poderes deve agir nos estreitos limites estabelecidos pela Constituição Federal. Dessa maneira, o principal destinatário do princípio da conformidade funcional é o próprio STF, que não pode subverter as funções que lhe foram atribuídas e deve atuar sempre no sentido de impedir a usurpação de função de outros poderes.


    Uma das primeiras tentativas de violação do princípio da conformidade funcional refere-se à tentativa do STF de afastamento do papel do Senado Federal no controle de constitucionalidade. Como se sabe, a CF/1988 assim dispõe sobre a competência do Senado Federal: "Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: (...) X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal".

    Dessa forma, de acordo com a CF/1988, o STF deve atuar como legislador negativo, por meio da declaração de inconstitucionalidade. Não é do Poder Judiciário a função de regular a Constituição, cabendo esta função ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo. Destaca-se, ainda, que o controle de constitucionalidade difuso tem como característica que as decisões somente atingem as partes envolvidas (inter partes). Ou seja, para que a decisão proferida em controle difuso tenha efeito erga omnes, a Constituição Federal estabelece que o Senado Federal, se quiser, poderá suspender a aplicação da lei para todos.


  • ....

    b) efeito integrador.

     

     

    LETRA B – ERRADA – Segundo o professor Marcelo Novelino ( in Manual de direito constitucional. 9 Ed. rev., e atual. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2014  p.321)

     

    Princípio do efeito integrador

     

     

    A Constituição como elemento do processo de integração comunitária tem por escopo a produção e conservação da unidade política. Por esta razão, nas resoluções de problemas jurídico-constitucionais deve ser dada primazia aos critérios que favoreçam a integração política e social produzindo um efeito criador e conservador desta unidade.160

     

     

    Ao contrário do que possa parecer – adverte CANOTILHO –, este critério argumentativo não se apoia em uma “concepção integracionista de Estado e da sociedade” conducente a reducionismos, autoritarismos, fundamentalismos e transpersonalismos políticos. O que realmente se busca são “soluções pluralisticamente integradoras”.161

     

     

    Muitas vezes associado ao princípio da unidade, este postulado não deve ser reconhecido como um princípio autônomo da metódica constitucional, mas como um subcaso da interpretação sistemática.162” (Grifamos)

  • ....

    a) força normativa.

     

     

    LETRA A – ERRADA – Segundo o professor Marcelo Novelino ( in Manual de direito constitucional. 9 Ed. rev., e atual. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2014  p.323)

     

     

    Princípio da força normativa

     

    O princípio da força normativa não disponibiliza nenhum procedimento específico, mas atua como um apelo, como representação de um objetivo. Segundo HESSE, “como a Constituição quer ser atualizada, mas as condições históricas dessa atualização se transformam”, na sua interpretação deve ser dada preferência às soluções que, densificando suas normas, as tornem mais eficazes e permanentes, proporcionando-lhes uma força otimizadora.168

     

    Na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal este princípio tem desempenhado um importante papel, sendo utilizado, sobretudo, no sentido de afastar interpretações divergentes da Constituição, as quais enfraquecem sua força normativa.169” (Grifamos)

  • ....

     

    LETRA C – CORRETA -  Segundo o professor Marcelo Novelino ( in Manual de direito constitucional. 9 Ed. rev., e atual. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2014  p.324)

     

    “Princípio da conformidade funcional (exatidão funcional, correção funcional ou “justeza”)

     

    “O princípio da conformidade funcional atua no sentido de não permitir que os órgãos encarregados da interpretação constitucional cheguem a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-funcional estabelecido pela Constituição, devendo-se manter no quadro das funções a eles atribuídas.175” (Grifamos)

  • ....

    d) concordância prática ou harmonização.

     

    LETRA D – ERRADA -  Segundo o professor Marcelo Novelino ( in Manual de direito constitucional. 9 Ed. rev., e atual. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2014  p.324)

     

     

    Princípio da concordância prática (ou harmonização)

     

     

    Este postulado também apresenta uma estreita ligação com o princípio da unidade, do qual se distingue por não atuar apenas diante de contradições normativas abstratas, mas principalmente nas colisões de direitos ocorridas diante de um caso concreto.163

     

     

    ZAGREBELSKY sustenta que o pensamento a ser adotado, predominantemente em sede constitucional, há de ser o “pensamento do”“possível”. Para o autor italiano, “no tempo presente parece dominar a aspiração a algo que é conceitualmente impossível, porém altamente desejável na prática: não a prevalência de um só valor e de um só princípio, mas a salvaguarda de vários simultaneamente”.164

     

     

    Havendo uma colisão, o intérprete deve coordenar e combinar os bens jurídicos em conflito, realizando uma redução proporcional do âmbito de alcance de cada um deles. Os bens constitucionalmente protegidos devem ser tratados de modo que a afirmação de um não implique o sacrifício total do outro.165” (Grifamos)

  • Justeza ou Conformidade - Intérprete será FIEL à Constituição, não pode chegar a um resultado que subverta ou a perturbe.

  • JUSTEZA OU CONFORMIDADE FUNCIONAL: NÃO PODE CHEGAR A UM RESULTADO QUE SUBVERTA OU PERTUBE O ESQUEMA- ORGANIZATÓRIO-FUNCIONAL ESTABELECIDO PELO CONSTITUINTE ORIGINÁRIO.


ID
1516705
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

O Estado que tenha 62 Deputados Federais como representantes na Câmara Federal terá, em sua Assembleia Legislativa, quantos Deputados Estaduais?

Alternativas
Comentários
  • Letra (c)


    CF.88

    Art. 27. O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze.
  • Gabarito C - Art. 27. O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze.

  • Na prática, o número de deputados estaduais será o triplo dos deputados federais. Então, se um Estado-membro possui 10 deputados federais, terá 30 deputados estaduais.

    No entanto, atingido o número de 36, serão acrescidos tantos quantos forem os deputados federais acima de 12. Assim, se o Estado tiver 20 deputados federais, fazemos a conta 36 + (20-12), totalizando 44 deputados estaduais.

    Então, no caso da questão: são 62 deputados federais (ultrapassou 36)...36 + (62-12) = 86.


    Fonte da explicação: material do Estratégia.

  • Uma dúvida em relação a esse cálculo, se fossem 35 deputados federais, então seriam 105 estaduais?! Meio incoerente não?!

  • Um jeito mais simples de lembrar: até 12 DF, são o triplo de DE;

    mais de 12 DF, a fórmula é : DE = DF + 24. Ex: 13 DF = 37 DE, pois 13+24=37.

  • 62 deputados federais: (12 x 3) + (62-12) = 36 + 50 = 86 deputados estaduais.


    Deputados federais atingido o nº 36 é só seguir a fórmula: (12 x 3) + (nº de deput. fed -12) 


  • 59 Fabio Camargo!

  • Sendo x = nº de deputados federais, para calcular a quantidade de deputados estaduais temos que:

     

    Se x é menor ou igual a 36, basta multiplica-lo por três:

    3x = nº de dep. estaduais 

     

    Se x > 36:

    36 + (x - 12) = nº de dep. estaduais              

     

     

    BONS ESTUDOS!

  • Art. 27 CF. 

    3 x 12 = 36, o que exceder a isso, acresce até o número de deputados federais acima de 12. (62-12 = 50). Logo,  36 + 50 = 86 

     

  • Melhor explicação a de Amanda Leigh

  • Vou tentar simplificar o texto da lei. 

    De 8 até 12 Deputados Federais, a regra é o TRIPLO de Deputados Estaduais, assim : 

    DEPUTADOS FEDERAIS                                  DEPUTADOS ESTADUAIS 

                8                                  X3                                   24 

                9                                  X3                                   27 

                10                               X3                                    30 

               11                               X3                                     33

             12                             X3                                          36 

     

    QUANDO os Deputados Federais forem de 13 a 70 basta somar o numero + 24. 

    exmpl: 62 Deputados Federais + 24 = 86 Deputados Estaduais 

    Lembrando que o numero minimo de Deputados F é 8 e o máximo é 70. 

    Espero ter ajudado! Bons estudos ; ) 

  • macete - é so somar o número total de deputados federais + 24 que da certo .

  • Proporção Deputados :

    Deputados Federais =  (  Deputados Estaduais  - 36 + 12 )

    Deputados Estaduais = ( Deputados Federais + 36 - 12 )

     

    Bons Estudos!

  • A Constituicao federal determina que o numero minimo de deputados FEDERAIS e 8 e o maximo e 70, sabendo disto, o numero de deputados ESTADUAIS se da de acordo com a quantidade de deputados FEDERAIS ELEITOS.

    Para isso tem uma conta:

    Se a quantidade de DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS for entre 8 a 12, basta multiplicar por 3.

    Ex: 8 Dep. Fed. x 3= 24 Dep Est. mais um exemplo: 10x3= 30

    Caso seja maior 12, ou seja, 13 a 70, basta somar com 24.

    Ex: 50 Dep. Fed + 24= 74 Dep Est mais um exemplo: 62 + 24 = 86

    Gabarito: C (P.s: meu teclado nao funciona o acento)

  • O numero de Deputados Estaduais será o TRIPLO dos Deputados Federais, passando de 36 a cada 12 acrescenta 1 por 1

    Temos 62 Dp Federal

    então nos primeiros 12 Dp Federal multiplicando por 3 já tinhamos 36 Dp Estadual

    ainda sobram 50 Dp F, então soma 1 por 1 agora

    36 + 50 = 86

  • Para saber Deputado Federal = Número de DE - 36 + 12

    Para saber Deputado Estadual = Número de DF + 36 - 12

  • COPIANDO O COMENTÁRIO DA COLEGA PARA FICAR SALVO!

    De 8 até 12 Deputados Federais, a regra é o TRIPLO de Deputados Estaduais, assim : 

    DEPUTADOS FEDERAIS                   DEPUTADOS ESTADUAIS 

          8                 X3                 24 

          9                 X3                 27 

          10               X3                  30 

          11               X3                  33

         12              X3                     36 

     

    QUANDO os Deputados Federais forem de 13 a 70 basta somar o numero + 24. 

    exmpl: 62 Deputados Federais + 24 = 86 Deputados Estaduais 

    Lembrando que o numero minimo de Deputados F é 8 e o máximo é 70. 

  • Gabarito: Letra C

    Art. 27. O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze.

    Até 12 DP = quantidade de DF x 3

    Ex: Um determinado estado da federação tem 10 DF - então terá 10x3 = 30 Deputados Estaduais.

    Já se um determinado estado da federação tiver mais que 12 DF será feito da seguinte forma:

    Ex: outro estado da federação tem 20 DF - então ele terá 12x3 = 36 + a quantidade que ultrapassar de 12.

    20 - 12 = 8. Então este estado terá 36+8= 44 Deputados Estaduais em sua Assembleia Legislativa.

  • Uso a seguinte formula quando número de Deputados Federais atinge 36, em que X é igual ao número de Deputados Federais e N os Estaduais, N = X-12+36, Se for menos de 36?, N = 3.X 

    N = 62-12+36 

    N = 86

  • De 8 até 12 Deputados Federais, a regra é o TRIPLO de Deputados Estaduais, assim: DEPUTADOS FEDERAIS X3 = DEPUTADOS ESTADUAIS (até o limite de quando o resultado der 36)

    QUANDO os Deputados Federais forem de 13 a 70, basta somar + 24


ID
1581586
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                  A zaga aérea do Brasil na Copa


                  Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada

                    nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo. 


      Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.


                                                    (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.)  

Considerando as informações expressas, é correto afirmar que o 1º período do texto apresenta

Alternativas
Comentários
  • ....

    JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA B)

     

    Período em análise: “Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos.” Período é a frase expressa por uma ou várias orações. O período é formado quando externamos um pensamento completo, mediante oração ou orações, terminando por pausa forte, marcada na escrita por ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação; reticências e, às vezes, dois-pontos. Por se tratar de um texto de informação, não há coerência em dizer que a defesa de uma ideia é apresentada, mas sim o assunto (“a criação de zonas de exclusão aéreas”) a ser tratado.

     

     

    Fontes: • GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar. 27 ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2010. • CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática Reflexiva: texto, semântica e interação. Ensino Médio. Integrado. Conforme nova ortografia. 3 ed. São Paulo: Atual, 2009.


ID
2088433
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 Texto I

                                      A zaga aérea do Brasil na Copa

      Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo.

Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                      (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 

Tendo em vista que as palavras são, por natureza, polissêmicas, é correto afirmar que a determinação do sentido do vocábulo “zaga”, no título do texto, ocorre em função da

Alternativas
Comentários
  • Por favor, alguém poderia me explicar porque a letra D estaria errada, pois, seguindo o padrão  cobrado em concursos, esta não seria a opção "mais completa"?? O sentido completo do termo só termina com a obtenção de todos os itens constantes no título.

  • Concordo com o colega Jean Vinícius!

  • As palavras são, por natureza, polissêmicas ou plurivalentes. Muitas constituem mesmo uma espécie de constelação semântica, como, por exemplo, ponto e linha, que têm cerca de cem acepções. O que determina o valor da palavra é o contexto. De acordo com o dicionário da língua portuguesa Houaiss, a palavra zaga pode significar: 1 – conjunto de militares situados na retaguarda de uma tropa; 2 – conjunto formado pelos dois zagueiros; 3 – posição recuada e defensiva que estes jogadores ocupam no campo de futebol; ‘parte posterior de algo’; ‘retaguarda de um exército’.

    Em “A zaga aérea do Brasil na Copa”, a confirmação de que o significado atribuído a “zaga” refere-se à defesa no ar é obtida através do determinante “aérea”. Comentário da banca

  • Jéssica concurseira, muito obrigada por seu comentário

    Ainda assim, acho q letra C mais correta.

  • A meu ver, a letra C está mais correta. Tendo em vista que o termo ZAGA é utilizado com o significado de DEFESA, ou seja, o significado faz referência a sua ideia de origem.

    Zaga -> Defesa do futebol

    Zaga aérea -> Defesa do espaço aéreo

  • Ao meu ver, tanto B quanto D estão corretas.


ID
2088436
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 Texto I

                                      A zaga aérea do Brasil na Copa

      Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo.

Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                      (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 

Considerando as informações apresentadas no texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) As ações tratadas no texto têm por principal objetivo interromper procedimentos que possam prejudicar grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

( ) As ações de segurança aérea por ocasião dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, são de menor importância se comparadas às demais citadas no texto.

( ) As ações preventivas se devem a fatores que vão além dos limites territoriais nacionais e suas consequências.

Alternativas
Comentários
  • Falso – “As ações tratadas no texto têm por principal objetivo interromper procedimentos que possam prejudicar grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.” De acordo com o texto, “É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas.” o objetivo não é interromper ações prejudiciais, mas, sim, evitá-las. Ou seja, trata-se de ações preventivas. 

    Falso – “As ações de segurança aérea por ocasião dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016 são de menor importância se comparadas às demais citadas no texto.” De acordo com o texto “No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos.” , “importância” e “complexidade” possuem significados diferentes. Dizer que as ações serão bem menos complexas (difícil, confuso) não é o mesmo que dizer que serão de menor importância (valor). 

    Verdadeiro – “As ações preventivas se devem a fatores que vão além dos limites territoriais nacionais e suas consequências.” De acordo com o texto “Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco.”


ID
2088445
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 Texto I

                                      A zaga aérea do Brasil na Copa

      Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo.

Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                      (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 

Considerando a estrutura textual apresentada, é correto afirmar que o texto tem como principal objetivo

Alternativas
Comentários
  • A reportagem é um texto narrativo também essencialmente informativo, sem limite de tamanho.

    Em princípio, deve limitar-se a narrar os acontecimentos, sem juízo de valor.

    Seu objetivo não é ser verossímil ou não; é retratar literalmente a realidade, com o intuito único de informar os fatos.

  • ta mais para noticia .. reportagem tem mais haver com a opinião do autor para determinado tema


ID
2088448
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 Texto I

                                      A zaga aérea do Brasil na Copa

      Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo.

Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                      (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 

Através de marcas textuais é possível identificar pontos de vista acerca do assunto apresentado. Tal identificação apresenta-se em

Alternativas

ID
2088454
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 Texto I

                                      A zaga aérea do Brasil na Copa

      Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo.

Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                      (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 

A escolha da voz verbal possibilita ao enunciador destacar aspectos distintos de determinado fato. Em “Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso.” destaca(m)-se

Alternativas
Comentários
  • As vozes verbais estão relacionadas à intencionalidade discursiva.

    Se desejamos enfatizar o sujeito da ação, empregamos a voz ativa;

    Se desejamos ressaltar a ideia de passividade, empregamos a voz passiva que ocorre quando a ação expressa pelo verbo é recebida pelo sujeito.

  • ....

    JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA C)

     

    As vozes verbais estão relacionadas à intencionalidade discursiva. Se desejamos enfatizar o sujeito da ação, empregamos a voz ativa; se desejamos ressaltar a ideia de passividade, empregamos a voz passiva que ocorre quando a ação expressa pelo verbo é recebida pelo sujeito, como no trecho em análise.

     

    Fonte: CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática Reflexiva: texto, semântica e interação. Ensino Médio. Integrado. Conforme nova ortografia. 3 ed. São Paulo: Atual, 2009.

  • Alguém me corrija se estiver errado, mas acredito que no trecho destacado não há agente, somente verbo e paciente (agente apagado). Dessa forma é impossível destacá-lo. Assim fica fácil resolver a questão.

ID
2088457
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 Texto I

                                      A zaga aérea do Brasil na Copa

      Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo.

Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                      (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 

De acordo com a finalidade dos sinais de pontuação, em “[...] envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos.” o uso do “travessão” introduz

Alternativas
Comentários
  • A alternativa "c) oração justaposta assindética." é considerada correta, pois, "se incluem nos grupos oracionais como orações justapostas as intercaladas, também caracterizadas por estarem separadas do conjunto por pausa e por contorno melódico particular. Na escrita, aparecem marcadas por vírgula, travessão ou parêntese." "Sob o ponto de vista sintático e semântico, tais justaposições se aproximam, pela independência sintática e estreito relacionamento semântico, da parataxe ou coordenação."

    A alternativa "d) acréscimo de uma informação explicativa." não pode ser considerada correta, pois, em “[...] envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos.” não há marca linguística que determine uma explicação como a presença "pois, porquanto, etc." não havendo tal relação textual no trecho em análise. 

    Fontes: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2009. 

    SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática completa: teoria e prática. 31 ed. São Paulo: Nova Geração, 2011. 

  • JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA DE ACORDO COM A BANCA: (LETRA D)

    Entre outros, o travessão pode substituir vírgulas, parênteses, colchetes, para assinalar uma expressão intercalada.

    Usa-se simples se a intercalação termina o texto, como no caso em análise.

    Fonte: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2009.

  • A expressão após o travessão é um aposto explicativo (letra D).

ID
2088466
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 Texto I

                                      A zaga aérea do Brasil na Copa

      Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo.

Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                      (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 

Em referência às informações apresentadas no texto, o Major-Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, Chefe do Estado-Maior do Comando Geral de Operações Aéreas (EMGAR) explica “Melhoramos nossos índices de acerto, aprimoramos a performance dos pilotos e reduzimos o tempo de reação da defesa aérea.”

(Aero Magazine, nº 237 – 2014.)

Tal depoimento inserido no texto apresentado constitui um recurso que

Alternativas
Comentários
  • .....

    JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA B)

     

    O depoimento é um dos recursos textuais da reportagem que tem por objetivo apurar dados através de um trabalho investigativo. O depoimento faz com que o texto ganhe mais peso quando tem como recurso a citação da fala de um especialista envolvido com o assunto abordado.

     

    Fontes: • GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar. 27 ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2010. • SAVIOLI, Francisco Platão; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. 17 ed. São Paulo: Editora Ática, 2007.


ID
2088469
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 Texto I

                                      A zaga aérea do Brasil na Copa

      Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo.

Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                      (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 

De acordo com aspectos da linguagem utilizada, preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

O texto apresenta uma linguagem que é, predominantemente, _________________; utilizando como recurso linguístico ________________________.

Alternativas
Comentários
  • 3ª pessoa: O narrador está fora dos acontecimentos, contando uma história da qual não participa.

    A linguagem é tanto mais clara, precisa, objetiva quanto mais específica e concreta.

    Confirmando tal objetividade apresenta-se o uso do verbo na 3ª pessoa, por exemplo: começará, será.

  • ....

    JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA A)

     

    A linguagem é tanto mais clara, precisa, objetiva quanto mais específica e concreta. Confirmando tal objetividade apresenta-se o uso do verbo na 3ª pessoa, por exemplo: começará, será.

     

    Fontes: • GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar. 27 ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2010. • BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2009.


ID
2088475
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

 Texto I

                                      A zaga aérea do Brasil na Copa

      Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo.

Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.

                                                      (André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 

A seleção das palavras que aparecem no subtítulo do texto “cerrada” e “maior” é um recurso que

Alternativas
Comentários
  • ....

    JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA B)

     

    No subtítulo do texto “Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo do mundo”, as palavras “cerrada” e “maior” intensificam os substantivos a que ser referem, a saber: “marcação” e “evento”, respectivamente. A expressão “marcação cerrada” indica, semanticamente, que a marcação nos céus realizada pela FAB será rigorosa, austera, exigente; ou seja, uma marcação intensa, forte. A expressão “maior evento” indica o grau superlativo do adjetivo exprimindo intensidade.

     

    Fonte: CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática Reflexiva: texto, semântica e interação. Ensino Médio. Integrado. Conforme nova ortografia. 3 ed. São Paulo: Atual, 2009.


ID
2088478
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                       No aeroporto

      Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

      Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

      Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

      Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.)  

Em sua crônica, Drummond usa de lirismo para fazer um relato de determinada situação. O final do texto, através da informação apresentada, produz um efeito que causa

Alternativas
Comentários
  • ...

    JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA A)

     

    A crônica é um exemplo de narrativa curta semelhante ao conto em alguns aspectos, geralmente mais ligada a fatos atuais, ao cotidiano. O final da crônica “Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.” surpreende o leitor ao deparar-se com a informação “um amigo de um ano de idade” diante da forma como o texto foi organizado.


ID
2088487
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                       No aeroporto

      Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

      Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

      Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

      Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.)  

Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

O “se” dos trechos: “não se digne de pronunciar nenhuma.” e “pelos quais se faz entender admiravelmente.” indica _________________ na(s) ______________________.  

Alternativas
Comentários
  • ....

    JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA: (LETRA A)

     

    Dentre as inúmeras classificações e funções do “se” está a de pronome integrante do verbo quando o verbo for pronominal, como nos dois casos em análise. Fonte: SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática completa: teoria e prática. 31 ed. São Paulo: Nova Geração, 2011.


ID
2088499
Banca
Aeronáutica
Órgão
CIAAR
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto II

                                       No aeroporto

      Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

      Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. [...]

      Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. [...]

      Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.)  

O texto “No aeroporto” faz uma abordagem da realidade; não sendo, contudo, apenas uma reprodução da mesma. O autor apresenta

Alternativas
Comentários
  • A alternativa B "seu ponto de vista acerca da realidade tematizada." é considerada correta, pois, "o ponto de vista é de suma importância numa descrição, quer literária quer técnica. Não consiste apenas na posição física do observador, mas também na sua atitude, na sua predisposição afetiva em face do objeto a ser descrito." O ponto de vista do autor é explicitado pelo texto em primeira pessoa e por colocações como "vã e numerosa matéria atual", "extremamente parco de palavras", "não se digne de pronunciar nenhuma", "se faz entender admiravelmente", entre outras. O ponto de vista mental ou psicológico tem grande importância para a eficácia de uma descrição. É o elemento subjetivo, aquele que determina a impressão pessoal. A predisposição psicológica do observador - no caso em análise nos referimos ao narrador-personagem - propicia como resultado imagens do objeto descrito (no texto, o personagem descrito). Desse ponto de vista mental, decorre o estado de espírito do observador, suas idiossincrasias, suas preferências. Os aspectos mencionados acerca do personagem descrito (um amigo de um ano de idade) traduz o estado psíquico do observador, no qual se gravaram as impressões esparsas e tumultuadas captadas pelos sentidos, alheios ao crivo da razão ou da lógica.

    Já a alternativa A "os fatos demonstrando um aspecto poético." mostra-se inadequada ao enunciado da questão, devido ao fato de que por "aspecto poético" entende-se que tal texto deverá apresentar elementos poéticos, descritos pela função poética da linguagem, a saber: centrada na própria mensagem, valoriza a informação pela forma como é veiculada. O ritmo, a sonoridade e a estrutura da mensagem têm importância igual à do conteúdo das informações. É a função do estético.


    Fontes:

    GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar. 27 ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2010.

    SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática completa: teoria e prática. 31 ed. São Paulo: Nova Geração, 2011. 

  • Letra A

    A crônica apresentada pelo escritor com um destaque para elementos poéticos, dramáticos. Diante da descrição subjetiva dos atos de Pedro e até mesmo de sua aparência o narrador vai revelando, em tom poético, seu estreitamento efetivo com o personagem.